Era uma vez, há muito
tempo, uma menina ruiva e
triste que vendia fósforos
pelas ruas de uma cidade.
Era Inverno e a cidade
estava coberta de neve.
As crianças sorriam felizes
pela excitação da chegada
próxima do Natal.
Só a menina que vendia
fósforos, cada vez mais
enregelada, não tomava
parte naquela alegria.
Ninguém dava por ela.
A pressa invadia a cidade.
Um cocheiro do alto do
banco da sua carruagem,
chicoteava o cavalo
levando-o numa corrida
desenfreada. E nem
reparou na menina ruiva
que atravessava lentamente
a rua, sem levantar os
olhos, cheia de medo de
escorregar no gelo.
O choque parecia inevitável,
mas a menina conseguiu
escapar-se a tempo.
Na confusão ficou com um
A menina ajoelhou-se
no chão frio para
apanhar os fósforos
porque eram a sua
única riqueza.
Tinha perdido tudo. A
família, a casa, os
pais, os avós. Estava
sozinha naquela terra
gelada.
Enquanto estava de joelhos,
surgiu um rapaz, agasalhado
com casaco quente e calças
de lã por detrás da menina,
apanhou a chinela que ficara
na rua e meteu-a no bolso
do casaco.
Não tinha intenção de a
roubar, queria apenas fazer
uma partida à menina.
Olhando para ela, ficou sem
reacção e muito admirado
voltou-lhe as costas e levou
consigo o chinelo.
Arrastando os pés
roxos pela neve, já
muito cansada,
parou em frente a
uma porta.
Perdera a esperança
de poder vender os
fósforos e, sem saber
o que fazer,
começou a acendê-
-los um a um para se
aquecer na sua
breve chama.
Ao acender o primeiro
fósforo, aquele
pauzinho mágico
projectou uma luz
fantástica e dela
apareceu, como que
por encanto, uma rua
de palácios cobertos
de neve e um fogão
sobre o qual fervia
uma chaleira.
Ao lado, um gato
dormia
sossegadamente.
Ao acender o
segundo fósforo
surgiu diante dos
seus olhos uma
mesa coberta de
comida suculenta e
apetitosa.
Aquele banquete
maravilhoso era
todo para ela.
Ao acender um
terceiro fósforo, uma
terceira maravilha
surgiu diante de si.
Era um pinheiro de
Natal enorme,
enfeitado com bolas
de cristal de muitas
cores e grinaldas de
prata, longas e
cintilantes.
Entusiasmada
por ver tantas
coisas boas
atirou todos os
fósforos ao ar e,
magicamente,
surgiu um fogo
de artifício sobre
o fundo escuro
do céu carregado
de nuvens.
E antes que o
último fósforo se
apagasse, surgiu
uma imagem
espectacular… uma
velhinha que
parecia a sua avó…
era mesmo a sua
avó!
Talvez estas coisas
possam acontecer
na noite de Natal.
Fosse sonho ou
realidade, a avó
levou-a consigo num
voo fantástico. E
falou-lhe assim:
- Olha, pequenina,
vês todas as janelas
iluminadas? Pensa
que cada luz foi
acesa com um dos
teus fósforos e vais
ficar contente e
muito feliz.
Na manhã do Dia
de Natal, a menina
dormia na neve
um sono de paz.
As pessoas
olhavam para ela e
um casal mais
generoso decidiu
tomar conta dela.
Levou-a para casa
e passou a fazer
parte da sua
família.
FI
M

Menina dos Fósforos

  • 2.
    Era uma vez,há muito tempo, uma menina ruiva e triste que vendia fósforos pelas ruas de uma cidade. Era Inverno e a cidade estava coberta de neve. As crianças sorriam felizes pela excitação da chegada próxima do Natal. Só a menina que vendia fósforos, cada vez mais enregelada, não tomava parte naquela alegria.
  • 3.
    Ninguém dava porela. A pressa invadia a cidade. Um cocheiro do alto do banco da sua carruagem, chicoteava o cavalo levando-o numa corrida desenfreada. E nem reparou na menina ruiva que atravessava lentamente a rua, sem levantar os olhos, cheia de medo de escorregar no gelo. O choque parecia inevitável, mas a menina conseguiu escapar-se a tempo. Na confusão ficou com um
  • 4.
    A menina ajoelhou-se nochão frio para apanhar os fósforos porque eram a sua única riqueza. Tinha perdido tudo. A família, a casa, os pais, os avós. Estava sozinha naquela terra gelada.
  • 5.
    Enquanto estava dejoelhos, surgiu um rapaz, agasalhado com casaco quente e calças de lã por detrás da menina, apanhou a chinela que ficara na rua e meteu-a no bolso do casaco. Não tinha intenção de a roubar, queria apenas fazer uma partida à menina. Olhando para ela, ficou sem reacção e muito admirado voltou-lhe as costas e levou consigo o chinelo.
  • 6.
    Arrastando os pés roxospela neve, já muito cansada, parou em frente a uma porta. Perdera a esperança de poder vender os fósforos e, sem saber o que fazer, começou a acendê- -los um a um para se aquecer na sua breve chama.
  • 7.
    Ao acender oprimeiro fósforo, aquele pauzinho mágico projectou uma luz fantástica e dela apareceu, como que por encanto, uma rua de palácios cobertos de neve e um fogão sobre o qual fervia uma chaleira. Ao lado, um gato dormia sossegadamente.
  • 8.
    Ao acender o segundofósforo surgiu diante dos seus olhos uma mesa coberta de comida suculenta e apetitosa. Aquele banquete maravilhoso era todo para ela.
  • 9.
    Ao acender um terceirofósforo, uma terceira maravilha surgiu diante de si. Era um pinheiro de Natal enorme, enfeitado com bolas de cristal de muitas cores e grinaldas de prata, longas e cintilantes.
  • 10.
    Entusiasmada por ver tantas coisasboas atirou todos os fósforos ao ar e, magicamente, surgiu um fogo de artifício sobre o fundo escuro do céu carregado de nuvens.
  • 11.
    E antes queo último fósforo se apagasse, surgiu uma imagem espectacular… uma velhinha que parecia a sua avó… era mesmo a sua avó! Talvez estas coisas possam acontecer na noite de Natal.
  • 12.
    Fosse sonho ou realidade,a avó levou-a consigo num voo fantástico. E falou-lhe assim: - Olha, pequenina, vês todas as janelas iluminadas? Pensa que cada luz foi acesa com um dos teus fósforos e vais ficar contente e muito feliz.
  • 13.
    Na manhã doDia de Natal, a menina dormia na neve um sono de paz. As pessoas olhavam para ela e um casal mais generoso decidiu tomar conta dela. Levou-a para casa e passou a fazer parte da sua família.
  • 14.