Compactação dos Solos
1
Sólido
Ar
Água
Sólido
Ar
Água
Solo Solto Solo Compactado
Compactação dos Solos
2
Compactação
Objectivos
 Perceber que a estrutura da terra compreende grande
variedade de materiais, sendo cada um utilizado para
determinado fim na construção;
 Conhecer factores que afectam a aceitabilidade dos solos
e os critérios laboratoriais para os testar;
 Acautelar dos factores que podem afectar a eficiência de
movimentos de terras, incluindo a traficabilidade,
amolecimento do solo;
 Perceber factores que afectam a compactação em campo
e interpretar os resultados dos ensaios laboratoriais;
 Perceeber os benefícios da estabilização dos solos.
3
 Compactação do solo - é um processo de aumentar
mecanicamente a densidade do solo. É uma técnica de
estabilização de solos muito conhecida e utilizado desde
pequenas até grande obras.
 Em Engª Civil, esta é uma das partes mais importantes do
processo de construção.
4
Utilização do solo na Engenharia Civil
5
Fundamentos da compactação
R. R. Proctor (1930): quando se aplica uma certa energia de
compactação (um certo número de pancadas no laboratório ou
número de passagens do cilindro) a massa específica resultante é
função da humidade em que o solo estiver.
Para humidades muito baixas o atrito grão-grão é muito alto e não se
consegue uma densificação adequada. Para humidades mais elevadas,
a água provoca um certo efeito de lubrificação entre as partículas que
se acomodam em um arranjo mais compacto.
A partir de certa humidade não se consegue mais expulsar o ar dos
vazios pois os canalículos não são mais interconectados. O ar fica
envolvido por água e não consegue sair do interior do solo.
Durante o processo de compactação a massa das partículas sólidas e
de água permanece constante, o que se altera é o índice de vazios.
6
Existe, então para uma determinada energia uma (apenas uma)
e humidade que conduzem ao máximo valor de densidade ou
massa específica do solo.
7
Fundamentos da compactação
- Os solos utilizados para aterros de obras de terraplanagem
devem obedecer alguns requisitos, devem possuir
propriedades que melhorem o seu comportamento. Para
estudar essas propriedades há que ter em conta alguns
aspectos:
Tipo de solo e teor de humidade do solo
- Cada tipo de solo se comporta diferentemente com respeito à
densidade máxima e humidade óptima. Então, cada tipo de
solo tem suas exigências e controlos próprios e individuais
tanto no campo como para fins de ensaios laboratoriais. A isto
associa-se a utilidade que se pretende dar a cada material
Esforço de compactação necessário
- Cada tipo de esforço de compactação produz no solo efeitos
diferentes, ou seja, densidades diferentes para mesma
humidade.
8
Fundamentos da compactação
Requisitos dos materiais
Para garantir uma boa estabilidade e minimizar as variações de
volume após compactação (expansão, retracção, deformação),os
materiais devem apresentar baixa compressibilidade, resistência
adequada após a compactação e devem estar livres de minerais
propensos a significativas variações de volume e teor em
humidade.
Devem ser materiais inertes (não reactivos, insolúveis, não
degradáveis, não poluentes, e não susceptíveis a combustão
espontânea)
Para certos casos, devem ainda permitir a drenagem livre, não
quebráveis facilmente (conteúdo mínimo de finos – 10%),
impermeáveis para bases de determinadas infra-estruturas
(canais, aterros sanitários - flexíveis).
9
Aceitabilidade do material para aterro
O material será aceite se atender determinados requisitos:
■ Baridade do solo para o fim desejado;
■ Economia e aspectos ambientais (materiais do corte servem
para aterros) – balanço entre volumes de cortes/escavações e
aterros.
Critérios para aceitabilidade – 3 factores:
1. Natureza do trabalho – estradas requerem boa resistência
ao corte para assegurar estabilidade dos taludes dos aterros,
capacidade de carga, reduzidos assentamentos (baixa
compressibilidade).
10
2. Eficiência dos movimentos de terras – para manter uma boa
traficabilidade, os equipamentos de construção devem garantir
uma boa qualidade do solo compactado. A utilização de
material de baixa qualidade influencia na eficiência do
equipamento. Materiais de baixa qualidade devem ser usados
só para situações de carregamentos menores, ou devem ser
melhorados e/ou tratados. Doutra forma, devem ser
substituídos.
3. Compactabilidade – Os solos devem ser compactados para
atingir máxima baridade seca com um correspondente teor em
água óptimo. Solos muito secos incorporam muitos vazios, são
propensos a compressibilidade e podem ter alta
permeabilidade. Infiltração de água nestes solos implica perda
de resistência, particularmente em solos argilosos.
11
Porquê compactar o solo?
Há pelo menos cinco razões para se compactar o solo:
■ Reduz o seu índice de vazios, susceptibilidade a Δh;
■ Aumenta a sua capacidade de resistência à carga;
■ Evita recalque do solo e dano por congelamento;
■ Dá estabilidade;
■ Reduz infiltração de água (k), dilatação e contracção.
12
CONSEQUÊNCIAS DE UMA COMPACTAÇÃO DEFICIENTE
Quebras e vazamento Quebra do piso Vazamento de tubo
Erosão da fundação Erosão sob contrafortes Instalação de serviços
13
Tipos de esforços de compactação
Há quatro tipos de esforço de compactação para solo:
1.Vibração – no campo (Placas e Rolos Vibratórios )
2.Impacto – no laboratório (Proctor); no campo (saltitão,
placas vibratórias)
3.Amassamento – no campo (cilindro de pés-de-carneiro)
4.Pressão - no campo (cilindro ou rolo liso); também existe
no laboratório (pouco usual).
A compactação em campo realiza-se através de passagens
dos equipamentos sobre o solo a velocidades muito baixas
para garantir a transferência da energia ao solo com
eficiência
14
Tipos de compactação (praticamente de 2 tipos)
Estática - Peso próprio da máquina aplicando força para baixo
sobre a superfície do solo,comprimindo as partículas do solo. A
única maneira de modificar a força efectiva de compactação é
pela adição ou subtração do peso da máquina. Compactação
estática é restrita a camadas superiores do solo e é limitada a
determinada profundidade;
Dinâmica - Força vibratória ou de impacto através de
mecanismo motorizado, para criar uma força descendente em
acréscimo ao peso estático da máquina (ou dos solo). O
mecanismo vibratório é normalmente um peso excêntrico
giratório ou combinação de pistão/mola (em compactadores).
15
16
Que meios usarna Compactação
Peso …….
A questão:
Os resultados da
compactação não são os
desejados. Porque
será?
He He! Estou a compactar o solo.
Com que meios compactar? Equipamentos (campo)
Escavação – Escavar e remover solos das manchas de
empréstimos, escavações, locais a construir, etc;
Unidades escavo-transportadoras - Scrapers
17
18
Com que meios compactar? Equipamentos (campo)
Transporte – É necessário encontrar o transporte adequado
para cada situação;
Unidades transportadoras - Scrapers 19
20
Com que meios compactar? Equipamentos (campo)
Motoniveladoras 21
Com que meios compactar? Equipamentos (campo)
Camiões tanque
22
Escarificadores
Compactadores
rolo compactador liso rolo compactador liso com vibrador
23
Compactadores
rolos compactadores pé-de-carneiro
rolos compactadores lisos
24
Compactadores pneumáticos
25
26
Efectivo até 2-4 m
de profundidade
Compactador de três faces
Compactadores manuais
27
28
Esquema de compactação por camadas. Pode-se observar da
esquerda para a direita, o camião basculante, o tractor de
esteiras (buldozer) e cilindro (rolo) de compactação. O
mecanismo de compactação é por camadas de baixo para
cima (figura acima), em camadas com espessura adequadas,
devendo o solo estar com teor de humidade próximo ao teor
de humidade óptimo, com a finalidade de se alcançar a
baridade aparente seca máxima. 29
Compactação no laboratório
30
31
s
w
s
w
w
d
G
S
w
S
S
w
S









Equação da curva de compactação com diferentes graus de saturação
s
s
d
wG
Se
e



1


32
Efeitos do tipo de Solo
Compactação –solos coesivos ou argilosos
Nos solos argilosos, a compactação é obtida principalmente
pelo efeito da compressão, aqui a vibração tem pouco efeito
sobre o aumento de densidade, tanto menor quanto maior for
a coesão do material.
Vale dizer que quanto maior a coesão do solo, maior deverá ser
a pressão aplicada pelo rolo. O equipamento ideal para a
compactação é o cilindro de (rolo) pé-de-cameiro, de elevado
peso próprio, que produz efeito de amassamento aliado à
grande pressão estática. Nestes solos, uma compactação feita
fora da humidade óptima é desastrosa.
Nos solos arenosos o efeito da vibração é fundamental. Por
isso os cilindros lisos vibratórios são os indicados.
33
Nos solos misturados, ou misturas de solos, é mais difícil prever
com segurança qual o equipamento de compactação que dará
os melhores resultados. Os cilindros combinados, como o de
pés-de-carneiro vibratórios, autopropulsores e de grande peso
atingem ampla faixa de solos, como os argilo-siltosos, siltosos,
silto-arenosos, etc., o mesmo acontecendo com os cilindros de
pneus pesados, e com grande pressão nos pneus, ou os mais
leves com pneus oscilantes (estes últimos são melhores quando
predomina a areia nas misturas
Em algumas situações executam-se TROÇOS EXPERIMENTAIS
para testar o equipamento ideal para cada solo, e obter os
outros parâmetros que influem no processo, como ESPESSURA
DA CAMADA SOLTA, NÚMERO DE PASSAGENS,
VELOCIDADE DO EQUIPAMENTO, HUMIDADE, PESO DO
LASTRO, etc.
A tabela que se segue dá apenas indicações, uma orientação
geral para os tipos de compactadores mais frequentemente
usados conforme os tipos de solo a compactar.
34
Solos e equipamentos de compactaçao
PÉ DE CARNEIRO DE
ROLO VIBRATÓRIO
IMPACTO
PÉ DE CARNEIRO
ESTÁTICO
ROLO COM GRADE
NIVELADORA
PRESSÃO COM
AMASSAMENTO
COMPACTADOR DE
PLACA VIBRATÓRIA
ROLO VIBRATÓRIO
PÉ DE CARNEIRO DE
ROLO VIBRATÓRIO.
VIBRAÇÃO
NIVELADORA
CILINDRO DE ROLO
EMBORRACHADO
CARREGADOR
ROLO COM GRADE
AMASSAMENTO
COM PRESSÃO
CASCALHO 12+ POBRE NÃO BOM MUITO BOM
AREIA 10+/- POBRE NÃO EXCELENTE BOM
SILTE 6+/- BOM BOM POBRE EXCELENTE
ARGILA 6+/- EXCELENTE MUITO BOM NÃO BOM
35
Para obter maiores graus de compactação, deve-se
PELA ORDEM, tentar:
1. aumentar o peso (P) do rolo;
2. aumentar o número (N) de passagens;
3. diminuir a velocidade (v) do equipamento de compactação;
4. reduzir a espessura ( e) da camada.
NUMERO DE PASSAGENS
O grau de compactação aumenta substancialmente nas primeiras
passagens, e as seguintes não contribuem significativamente para
essa elevação. Além disso, resultados experimentais indicam que
um número excessivo de passagens produz super compactação
superficial, principalmente quando se trata de cilindro vibratório.
Isto é: insistir em aumentar o número de passagens pode produzir
perda no grau de compactação, por destruição da estrutura que
acabou de ser formada, além de perda de produção e desgaste
excessivo do equipamento, principalmente por impacto em
superfície já endurecida.
Geralmente é preferível aumentar o peso e/ou diminuir a
velocidade, e adoptar um número de passagens entre 6 e 12.
36
ESPESSURA DA CAMADA
Razões económicas fazem preferir que a espessura seja a
maior possível. Mas características do material, tipo de
equipamento e finalidade do aterro são factores que devem
predominar.
Equipamentos diversos exigem espessuras de camada
diferentes. Existem tabelas que visam a orientação inicial,
devendo a escolha levar em consideração os demais factores.
Geralmente se adotam espessuras menores que as máximas,
para garantir compactação uniforme em toda a altura da
camada.
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HOMOGENEIZAÇÃO DA CAMADA
Feita com motoniveladoras, grades e arados especiais, a camada
solta deve estar bem pulverizada, sem torrões muito secos,
blocos ou fragmentos de rocha, antes da compactação,
principalmente se for necessário aumentar o teor de humidade.
38
VELOCIDADE DE DE RODAGEM
A movimentação dos pés-de-carneiro em baixa velocidade
acarreta maior esforço de compactação, mas a medida que a
parte inferior da camada se adensa, a velocidade aumenta
naturalmente.
A velocidade de um cilindro compactador é função da
potência do trator, já que são necessários cerca de 250 kg de
força tractora por tonelada de peso para vencer a resistência à
rodagem, no caso de material solto.
Cilindros pneumáticos admitem velocidades da ordem de 10 a
15 km/h, cilindros pés-de-carneiro 5 a 10 km/h e vibratórios
de 3 a 4 km/h.
Aos primeiros são recomendadas essas velocidades maiores,
porque as acções dinâmicas oriundas do seu grande peso
acusam os pontos fracos de compactação, principalmente
quando esta é feita em humidade superior à óptima. A baixa
velocidade recomendada para o equipamento vibratório
permite a compactação com menor número de passagens,
pelo efeito mais intenso das vibrações 39
INFLUÊNCIA DA AMPLITUDE E FREQUÊNCIA DAS
VIBRAÇÕES (CILINDROS VIBRA TÓRIOS)
A frequência recomendada é de 1500 a 3000 vibrações por
minuto, mas alteração entre esses valores altera pouco o efeito
da compactação. Já a amplitude aumentada causa sensível
aumento no grau de compactação, para todas as frequências
pois acrescenta ao peso do rolo vibratório o efeito do impacto.
INFLUÊNCIA DA FORMA DAS PATAS (VARIAÇÕES DO PÉ-
DE-CARNEIRO)
A observação sobre o efeito da amplitude, no caso anterior,
levou ao desenvolvimento de novos desenhos de patas para
produzir impacto (tamping), em compactadores
autopropulsados com velocidades maiores. A experimentação
permite definir a velocidade que produza melhor compactação
para o conjunto, formado pelo solo e pelo cilindro propulsor.
40
PRODUÇÃO DE UM ROLO COMPACTADOR
O rendimento de um cilindro pode ser avaliado por:
Onde
L = largura do rolo compressor em metros;
E = espessura da camada em cm;
V = velocidade do rolo em km/h
N = número de passagens do rolo
Sujeito ao factor de eficiência
N
V
E
L
h
m
R
.
.
.
10
)
/
( 3

41
Grau de compactação recomendados
Finalidade Recomendação
Aterro rodoviário 90- 95% do Proctor modificado (topo do aterro, 60 cm)
95-100% do Proctor normal
Barragens de terra 95 – 100% do Proctor modificado
Aterros só fundação de prédios 90 – 95% do Proctor modificado ( topo do aterro )
95 – 100% do Proctor normal
Camadas de base de pavimentos 95 – 100% do Proctor modificado
A rodagem deve ser feita longitudinalmente, dos bordos
para o eixo, e com sobreposição de – no mínimo 20 cm
entre duas rodagens consecutivas.
42
Compactação - falhas
Se a compactação do solo for executada indevidamente, pode
dar margem a uma acomodação (indevida) do solo e causar
custos de manutenção desnecessários ou mesmo a perda da
estrutura (obra).
43
HUMIDADE
Efeito da humidade.
A resposta do solo para a humidade é muito importante, pois
este deve suportar a carga durante o ano todo. A chuva pode
transformar o solo num estado plástico ou até mesmo em
líquido. Neste estado, o solo tem pouca ou nenhuma
capacidade de suportar cargas.
Humidade x Densidade do solo.
O teor de humidade do solo é vital para uma compactação
apropriada. A humidade actua como um lubrificante dentro
da estrutura do solo, fazendo as partículas se ajustarem.
Muito pouca humidade significa compactação
inadequada – as partículas não podem se mover entre si
para alcançar maior densidade.
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Excesso de humidade faz com que a água preencha espaços
vazios e consequentemente diminui a capacidade do solo
para suportar a carga. A densidade mais alta para a maioria
dos solos corresponde a um certo teor de água para um
determinado esforço de compactação. Num estado saturado,
os vazios entre partículas estão parcialmente preenchidos
com água, criando uma coesão aparente que as liga entre si, e
aumenta com a redução do tamanho da partícula – como em
solos argilosos.
w
d
(wopt, d max)
45
Ensaio de Proctor - laboratório
46
Métodos de controlo da Densidade de Campo.
47
1. a) Ensaio da Garrafa de Areia
Procedimento do ensaio.
Um pequeno buraco de 15 x 15 cm de profundidade é escavado
no material compactado a ser testado. O material é removido
e pesado, então é seco e pesado novamente para determinar
seu teor de humidade. A humidade do solo é apresentada
como uma percentagem.
O volume específico do buraco é determinado pelo
enchimento com uma areia seca e calibrada proveniente de
um dispositivo de garrafa e cone. O peso seco do solo
removido é dividido pelo volume de areia necessário para
encher o buraco. 48
Métodos de controlo da Compactação de Campo
1. Métodos directos
2. Métodos indirectos
Isto nos fornece a densidade do solo compactado (g/cm3). Esta
densidade é comparada à densidade máxima do obtido do
ensaio Proctor – o que nos dá a densidade relativa do solo que
acabou de ser compactado.
49
2. a) Ensaio nuclear - gamadensímetro
50
Compactação Inteligente
51
Controlo de Humidade - Speedy
52
53
Equipamentos de Compactação
54

Mecânica de solos Compactacao MS I_2009 (2).pdf

  • 1.
  • 2.
    Sólido Ar Água Sólido Ar Água Solo Solto SoloCompactado Compactação dos Solos 2
  • 3.
    Compactação Objectivos  Perceber quea estrutura da terra compreende grande variedade de materiais, sendo cada um utilizado para determinado fim na construção;  Conhecer factores que afectam a aceitabilidade dos solos e os critérios laboratoriais para os testar;  Acautelar dos factores que podem afectar a eficiência de movimentos de terras, incluindo a traficabilidade, amolecimento do solo;  Perceber factores que afectam a compactação em campo e interpretar os resultados dos ensaios laboratoriais;  Perceeber os benefícios da estabilização dos solos. 3
  • 4.
     Compactação dosolo - é um processo de aumentar mecanicamente a densidade do solo. É uma técnica de estabilização de solos muito conhecida e utilizado desde pequenas até grande obras.  Em Engª Civil, esta é uma das partes mais importantes do processo de construção. 4
  • 5.
    Utilização do solona Engenharia Civil 5
  • 6.
    Fundamentos da compactação R.R. Proctor (1930): quando se aplica uma certa energia de compactação (um certo número de pancadas no laboratório ou número de passagens do cilindro) a massa específica resultante é função da humidade em que o solo estiver. Para humidades muito baixas o atrito grão-grão é muito alto e não se consegue uma densificação adequada. Para humidades mais elevadas, a água provoca um certo efeito de lubrificação entre as partículas que se acomodam em um arranjo mais compacto. A partir de certa humidade não se consegue mais expulsar o ar dos vazios pois os canalículos não são mais interconectados. O ar fica envolvido por água e não consegue sair do interior do solo. Durante o processo de compactação a massa das partículas sólidas e de água permanece constante, o que se altera é o índice de vazios. 6
  • 7.
    Existe, então parauma determinada energia uma (apenas uma) e humidade que conduzem ao máximo valor de densidade ou massa específica do solo. 7
  • 8.
    Fundamentos da compactação -Os solos utilizados para aterros de obras de terraplanagem devem obedecer alguns requisitos, devem possuir propriedades que melhorem o seu comportamento. Para estudar essas propriedades há que ter em conta alguns aspectos: Tipo de solo e teor de humidade do solo - Cada tipo de solo se comporta diferentemente com respeito à densidade máxima e humidade óptima. Então, cada tipo de solo tem suas exigências e controlos próprios e individuais tanto no campo como para fins de ensaios laboratoriais. A isto associa-se a utilidade que se pretende dar a cada material Esforço de compactação necessário - Cada tipo de esforço de compactação produz no solo efeitos diferentes, ou seja, densidades diferentes para mesma humidade. 8
  • 9.
    Fundamentos da compactação Requisitosdos materiais Para garantir uma boa estabilidade e minimizar as variações de volume após compactação (expansão, retracção, deformação),os materiais devem apresentar baixa compressibilidade, resistência adequada após a compactação e devem estar livres de minerais propensos a significativas variações de volume e teor em humidade. Devem ser materiais inertes (não reactivos, insolúveis, não degradáveis, não poluentes, e não susceptíveis a combustão espontânea) Para certos casos, devem ainda permitir a drenagem livre, não quebráveis facilmente (conteúdo mínimo de finos – 10%), impermeáveis para bases de determinadas infra-estruturas (canais, aterros sanitários - flexíveis). 9
  • 10.
    Aceitabilidade do materialpara aterro O material será aceite se atender determinados requisitos: ■ Baridade do solo para o fim desejado; ■ Economia e aspectos ambientais (materiais do corte servem para aterros) – balanço entre volumes de cortes/escavações e aterros. Critérios para aceitabilidade – 3 factores: 1. Natureza do trabalho – estradas requerem boa resistência ao corte para assegurar estabilidade dos taludes dos aterros, capacidade de carga, reduzidos assentamentos (baixa compressibilidade). 10
  • 11.
    2. Eficiência dosmovimentos de terras – para manter uma boa traficabilidade, os equipamentos de construção devem garantir uma boa qualidade do solo compactado. A utilização de material de baixa qualidade influencia na eficiência do equipamento. Materiais de baixa qualidade devem ser usados só para situações de carregamentos menores, ou devem ser melhorados e/ou tratados. Doutra forma, devem ser substituídos. 3. Compactabilidade – Os solos devem ser compactados para atingir máxima baridade seca com um correspondente teor em água óptimo. Solos muito secos incorporam muitos vazios, são propensos a compressibilidade e podem ter alta permeabilidade. Infiltração de água nestes solos implica perda de resistência, particularmente em solos argilosos. 11
  • 12.
    Porquê compactar osolo? Há pelo menos cinco razões para se compactar o solo: ■ Reduz o seu índice de vazios, susceptibilidade a Δh; ■ Aumenta a sua capacidade de resistência à carga; ■ Evita recalque do solo e dano por congelamento; ■ Dá estabilidade; ■ Reduz infiltração de água (k), dilatação e contracção. 12
  • 13.
    CONSEQUÊNCIAS DE UMACOMPACTAÇÃO DEFICIENTE Quebras e vazamento Quebra do piso Vazamento de tubo Erosão da fundação Erosão sob contrafortes Instalação de serviços 13
  • 14.
    Tipos de esforçosde compactação Há quatro tipos de esforço de compactação para solo: 1.Vibração – no campo (Placas e Rolos Vibratórios ) 2.Impacto – no laboratório (Proctor); no campo (saltitão, placas vibratórias) 3.Amassamento – no campo (cilindro de pés-de-carneiro) 4.Pressão - no campo (cilindro ou rolo liso); também existe no laboratório (pouco usual). A compactação em campo realiza-se através de passagens dos equipamentos sobre o solo a velocidades muito baixas para garantir a transferência da energia ao solo com eficiência 14
  • 15.
    Tipos de compactação(praticamente de 2 tipos) Estática - Peso próprio da máquina aplicando força para baixo sobre a superfície do solo,comprimindo as partículas do solo. A única maneira de modificar a força efectiva de compactação é pela adição ou subtração do peso da máquina. Compactação estática é restrita a camadas superiores do solo e é limitada a determinada profundidade; Dinâmica - Força vibratória ou de impacto através de mecanismo motorizado, para criar uma força descendente em acréscimo ao peso estático da máquina (ou dos solo). O mecanismo vibratório é normalmente um peso excêntrico giratório ou combinação de pistão/mola (em compactadores). 15
  • 16.
    16 Que meios usarnaCompactação Peso ……. A questão: Os resultados da compactação não são os desejados. Porque será? He He! Estou a compactar o solo.
  • 17.
    Com que meioscompactar? Equipamentos (campo) Escavação – Escavar e remover solos das manchas de empréstimos, escavações, locais a construir, etc; Unidades escavo-transportadoras - Scrapers 17
  • 18.
  • 19.
    Com que meioscompactar? Equipamentos (campo) Transporte – É necessário encontrar o transporte adequado para cada situação; Unidades transportadoras - Scrapers 19
  • 20.
  • 21.
    Com que meioscompactar? Equipamentos (campo) Motoniveladoras 21
  • 22.
    Com que meioscompactar? Equipamentos (campo) Camiões tanque 22 Escarificadores
  • 23.
    Compactadores rolo compactador lisorolo compactador liso com vibrador 23
  • 24.
  • 25.
  • 26.
    26 Efectivo até 2-4m de profundidade Compactador de três faces
  • 27.
  • 28.
  • 29.
    Esquema de compactaçãopor camadas. Pode-se observar da esquerda para a direita, o camião basculante, o tractor de esteiras (buldozer) e cilindro (rolo) de compactação. O mecanismo de compactação é por camadas de baixo para cima (figura acima), em camadas com espessura adequadas, devendo o solo estar com teor de humidade próximo ao teor de humidade óptimo, com a finalidade de se alcançar a baridade aparente seca máxima. 29
  • 30.
  • 31.
    31 s w s w w d G S w S S w S          Equação da curvade compactação com diferentes graus de saturação s s d wG Se e    1  
  • 32.
  • 33.
    Compactação –solos coesivosou argilosos Nos solos argilosos, a compactação é obtida principalmente pelo efeito da compressão, aqui a vibração tem pouco efeito sobre o aumento de densidade, tanto menor quanto maior for a coesão do material. Vale dizer que quanto maior a coesão do solo, maior deverá ser a pressão aplicada pelo rolo. O equipamento ideal para a compactação é o cilindro de (rolo) pé-de-cameiro, de elevado peso próprio, que produz efeito de amassamento aliado à grande pressão estática. Nestes solos, uma compactação feita fora da humidade óptima é desastrosa. Nos solos arenosos o efeito da vibração é fundamental. Por isso os cilindros lisos vibratórios são os indicados. 33
  • 34.
    Nos solos misturados,ou misturas de solos, é mais difícil prever com segurança qual o equipamento de compactação que dará os melhores resultados. Os cilindros combinados, como o de pés-de-carneiro vibratórios, autopropulsores e de grande peso atingem ampla faixa de solos, como os argilo-siltosos, siltosos, silto-arenosos, etc., o mesmo acontecendo com os cilindros de pneus pesados, e com grande pressão nos pneus, ou os mais leves com pneus oscilantes (estes últimos são melhores quando predomina a areia nas misturas Em algumas situações executam-se TROÇOS EXPERIMENTAIS para testar o equipamento ideal para cada solo, e obter os outros parâmetros que influem no processo, como ESPESSURA DA CAMADA SOLTA, NÚMERO DE PASSAGENS, VELOCIDADE DO EQUIPAMENTO, HUMIDADE, PESO DO LASTRO, etc. A tabela que se segue dá apenas indicações, uma orientação geral para os tipos de compactadores mais frequentemente usados conforme os tipos de solo a compactar. 34
  • 35.
    Solos e equipamentosde compactaçao PÉ DE CARNEIRO DE ROLO VIBRATÓRIO IMPACTO PÉ DE CARNEIRO ESTÁTICO ROLO COM GRADE NIVELADORA PRESSÃO COM AMASSAMENTO COMPACTADOR DE PLACA VIBRATÓRIA ROLO VIBRATÓRIO PÉ DE CARNEIRO DE ROLO VIBRATÓRIO. VIBRAÇÃO NIVELADORA CILINDRO DE ROLO EMBORRACHADO CARREGADOR ROLO COM GRADE AMASSAMENTO COM PRESSÃO CASCALHO 12+ POBRE NÃO BOM MUITO BOM AREIA 10+/- POBRE NÃO EXCELENTE BOM SILTE 6+/- BOM BOM POBRE EXCELENTE ARGILA 6+/- EXCELENTE MUITO BOM NÃO BOM 35 Para obter maiores graus de compactação, deve-se PELA ORDEM, tentar: 1. aumentar o peso (P) do rolo; 2. aumentar o número (N) de passagens; 3. diminuir a velocidade (v) do equipamento de compactação; 4. reduzir a espessura ( e) da camada.
  • 36.
    NUMERO DE PASSAGENS Ograu de compactação aumenta substancialmente nas primeiras passagens, e as seguintes não contribuem significativamente para essa elevação. Além disso, resultados experimentais indicam que um número excessivo de passagens produz super compactação superficial, principalmente quando se trata de cilindro vibratório. Isto é: insistir em aumentar o número de passagens pode produzir perda no grau de compactação, por destruição da estrutura que acabou de ser formada, além de perda de produção e desgaste excessivo do equipamento, principalmente por impacto em superfície já endurecida. Geralmente é preferível aumentar o peso e/ou diminuir a velocidade, e adoptar um número de passagens entre 6 e 12. 36
  • 37.
    ESPESSURA DA CAMADA Razõeseconómicas fazem preferir que a espessura seja a maior possível. Mas características do material, tipo de equipamento e finalidade do aterro são factores que devem predominar. Equipamentos diversos exigem espessuras de camada diferentes. Existem tabelas que visam a orientação inicial, devendo a escolha levar em consideração os demais factores. Geralmente se adotam espessuras menores que as máximas, para garantir compactação uniforme em toda a altura da camada. 37
  • 38.
    HOMOGENEIZAÇÃO DA CAMADA Feitacom motoniveladoras, grades e arados especiais, a camada solta deve estar bem pulverizada, sem torrões muito secos, blocos ou fragmentos de rocha, antes da compactação, principalmente se for necessário aumentar o teor de humidade. 38
  • 39.
    VELOCIDADE DE DERODAGEM A movimentação dos pés-de-carneiro em baixa velocidade acarreta maior esforço de compactação, mas a medida que a parte inferior da camada se adensa, a velocidade aumenta naturalmente. A velocidade de um cilindro compactador é função da potência do trator, já que são necessários cerca de 250 kg de força tractora por tonelada de peso para vencer a resistência à rodagem, no caso de material solto. Cilindros pneumáticos admitem velocidades da ordem de 10 a 15 km/h, cilindros pés-de-carneiro 5 a 10 km/h e vibratórios de 3 a 4 km/h. Aos primeiros são recomendadas essas velocidades maiores, porque as acções dinâmicas oriundas do seu grande peso acusam os pontos fracos de compactação, principalmente quando esta é feita em humidade superior à óptima. A baixa velocidade recomendada para o equipamento vibratório permite a compactação com menor número de passagens, pelo efeito mais intenso das vibrações 39
  • 40.
    INFLUÊNCIA DA AMPLITUDEE FREQUÊNCIA DAS VIBRAÇÕES (CILINDROS VIBRA TÓRIOS) A frequência recomendada é de 1500 a 3000 vibrações por minuto, mas alteração entre esses valores altera pouco o efeito da compactação. Já a amplitude aumentada causa sensível aumento no grau de compactação, para todas as frequências pois acrescenta ao peso do rolo vibratório o efeito do impacto. INFLUÊNCIA DA FORMA DAS PATAS (VARIAÇÕES DO PÉ- DE-CARNEIRO) A observação sobre o efeito da amplitude, no caso anterior, levou ao desenvolvimento de novos desenhos de patas para produzir impacto (tamping), em compactadores autopropulsados com velocidades maiores. A experimentação permite definir a velocidade que produza melhor compactação para o conjunto, formado pelo solo e pelo cilindro propulsor. 40
  • 41.
    PRODUÇÃO DE UMROLO COMPACTADOR O rendimento de um cilindro pode ser avaliado por: Onde L = largura do rolo compressor em metros; E = espessura da camada em cm; V = velocidade do rolo em km/h N = número de passagens do rolo Sujeito ao factor de eficiência N V E L h m R . . . 10 ) / ( 3  41
  • 42.
    Grau de compactaçãorecomendados Finalidade Recomendação Aterro rodoviário 90- 95% do Proctor modificado (topo do aterro, 60 cm) 95-100% do Proctor normal Barragens de terra 95 – 100% do Proctor modificado Aterros só fundação de prédios 90 – 95% do Proctor modificado ( topo do aterro ) 95 – 100% do Proctor normal Camadas de base de pavimentos 95 – 100% do Proctor modificado A rodagem deve ser feita longitudinalmente, dos bordos para o eixo, e com sobreposição de – no mínimo 20 cm entre duas rodagens consecutivas. 42
  • 43.
    Compactação - falhas Sea compactação do solo for executada indevidamente, pode dar margem a uma acomodação (indevida) do solo e causar custos de manutenção desnecessários ou mesmo a perda da estrutura (obra). 43
  • 44.
    HUMIDADE Efeito da humidade. Aresposta do solo para a humidade é muito importante, pois este deve suportar a carga durante o ano todo. A chuva pode transformar o solo num estado plástico ou até mesmo em líquido. Neste estado, o solo tem pouca ou nenhuma capacidade de suportar cargas. Humidade x Densidade do solo. O teor de humidade do solo é vital para uma compactação apropriada. A humidade actua como um lubrificante dentro da estrutura do solo, fazendo as partículas se ajustarem. Muito pouca humidade significa compactação inadequada – as partículas não podem se mover entre si para alcançar maior densidade. 44
  • 45.
    Excesso de humidadefaz com que a água preencha espaços vazios e consequentemente diminui a capacidade do solo para suportar a carga. A densidade mais alta para a maioria dos solos corresponde a um certo teor de água para um determinado esforço de compactação. Num estado saturado, os vazios entre partículas estão parcialmente preenchidos com água, criando uma coesão aparente que as liga entre si, e aumenta com a redução do tamanho da partícula – como em solos argilosos. w d (wopt, d max) 45
  • 46.
    Ensaio de Proctor- laboratório 46
  • 47.
    Métodos de controloda Densidade de Campo. 47
  • 48.
    1. a) Ensaioda Garrafa de Areia Procedimento do ensaio. Um pequeno buraco de 15 x 15 cm de profundidade é escavado no material compactado a ser testado. O material é removido e pesado, então é seco e pesado novamente para determinar seu teor de humidade. A humidade do solo é apresentada como uma percentagem. O volume específico do buraco é determinado pelo enchimento com uma areia seca e calibrada proveniente de um dispositivo de garrafa e cone. O peso seco do solo removido é dividido pelo volume de areia necessário para encher o buraco. 48 Métodos de controlo da Compactação de Campo 1. Métodos directos 2. Métodos indirectos
  • 49.
    Isto nos fornecea densidade do solo compactado (g/cm3). Esta densidade é comparada à densidade máxima do obtido do ensaio Proctor – o que nos dá a densidade relativa do solo que acabou de ser compactado. 49
  • 50.
    2. a) Ensaionuclear - gamadensímetro 50
  • 51.
  • 52.
  • 53.
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