História por Chris Bueno
 
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
Em homenagem à minha
“Maria-do-contra”, que
sempre soube me fazer feliz
(e sempre foi feliz porque
sabia o quanto era amada).
E à minha filha, sempre
(que também é meio do
contra).
 
	
  
	
  
	
  
	
  
Todas as casas daquela rua tinham um
cachorro.
E tinha cachorro de tudo quanto é tipo:
Branco, amarelo, vermelho, marrom, preto...
Malhado, manchado, rajado, pintado...
Grande, pequeno, gordo, magro,
velho, novo, de raça e vira-lata.
Tinha cachorro de orelha grande
e rabo pequeno e tinha cachorro de
orelha pequena e rabo grande...
Tinha cachorro comprido de perna curta e
tinha cachorro curto de perna comprida.
E tinha até cachorro de pelo curto, perna
longa, orelha caída e um monte de pintinhas.
Era uma cachorrada só!
Mas no meio de tantos cachorros de
tantos tipos, uma era bem diferente. Na
verdade, ela era meio “do contra”. Por isso
que todo mundo a chamava de “Maria-do-
contra”.
Maria-do-contra era uma cachorrinha muito safada e muito
esperta. Ela fazia festa para o carteiro, não tinha medo do
veterinário, tomava sol deitada na rede, assistia televisão e adorava
sorvete e brigadeiro.
Em vez de pedir comida como os outros cachorros faziam
quando estavam com fome, Maria abria a geladeira sozinha. E ela
nem queria saber de carne, não! Preferia um bom prato de
macarrão.
Enquanto os outros cachorros ficavam de guarda à noite
no portão, ela preferia ficar dentro de casa, deitada no sofá
da sala, assistindo televisão.
E na hora de tomar banho, enquanto todos os outros
cachorros da rua se escondiam debaixo da cama, ela ia toda
feliz, e até levava a toalha.
Os outros cachorros
da rua viviam convidando
Maria para fazer um
monte de coisas, mas ela
sempre preferia fazer
uma coisa diferente.
-  Ei, Maria, vamos latir
no portão?
-  Não, eu não. Prefiro ir
dormir na almofada.
-  Ei, Maria, vamos comer ração?
-  Não, eu não. Prefiro um pedaço de
goiabada.
-  Ei, Maria, vamos brincar de buscar
bolinha?
-  Não, eu não. Prefiro assistir o jogo
aqui da escada.
Os outros cachorros da rua não ficavam bravos
com ela, não. Na verdade, todo mundo adorava
aquele jeitinho diferente dela fazer as coisas e se
divertiam muito quando ela bancava a sapeca e
aprontava alguma.
Até que um dia ela começou a ficar mais quieta
e nem aparecia pra conversar no portão. Todo
mundo ficou muito preocupado e se perguntando o
que tinha acontecido com a Maria-do-contra. Como
a rua ficou mais silenciosa e mais triste sem a
Maria!
 
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
Depois de dois meses, em uma bonita tarde de
sol, Maria-do-contra saiu de casa chacoalhando as
orelhas cacheadas e fazendo cara de safada. O
cachorro da casa da frente viu e chamou seu
amigo da casa do lado, que chamou o da casa do
outro lado, que chamou o da casa do fundo, que
chamou o da casa do fim da rua...
 
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
Em um minuto, todos os cachorros da rua estavam
no portão, felizes por verem Maria de volta. E eles
ficaram ainda mais felizes quando de trás dela
apareceram seis filhotinhos pequenininhos, fofinhos e
com o mesmo jeitinho sapeca da mãe.
Quando os vizinhos ficaram sabendo, todos queriam ficar com um
filhotinho da Maria-do-contra. E em pouco tempo os filhotes estavam
espalhados pela rua toda, brincando e aprontando igual à mãe.
E a Maria? Continua do contra, sempre fazendo tudo diferente –ainda
bem!
 
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
Bem, infelizmente eu não sou ilustradora e
então preciso contar com sites como
Freepik que disponibilizam imagens
gratuitas para serem usadas em obras
desse tipo. Desta forma, aqui ficam meus
agradecimentos e também os créditos das
imagens:
•  Created by Freepik
•  Created by Brgfx - Freepik.com
•  Created by Macrovector - Freepik.com
 
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
Observação: você conseguiu encontrar o ossinho de brinquedo da Maria em
todas as páginas desse livro?

Maria do contra

  • 1.
  • 2.
                                                      Em homenagem à minha “Maria-do-contra”, que sempre soube me fazer feliz (e sempre foi feliz porque sabia o quanto era amada). E à minha filha, sempre (que também é meio do contra).
  • 3.
              Todas as casas daquela rua tinham um cachorro. E tinha cachorro de tudo quanto é tipo: Branco, amarelo, vermelho, marrom, preto...
  • 4.
    Malhado, manchado, rajado,pintado... Grande, pequeno, gordo, magro, velho, novo, de raça e vira-lata.
  • 5.
    Tinha cachorro deorelha grande e rabo pequeno e tinha cachorro de orelha pequena e rabo grande...
  • 6.
    Tinha cachorro compridode perna curta e tinha cachorro curto de perna comprida. E tinha até cachorro de pelo curto, perna longa, orelha caída e um monte de pintinhas. Era uma cachorrada só!
  • 7.
    Mas no meiode tantos cachorros de tantos tipos, uma era bem diferente. Na verdade, ela era meio “do contra”. Por isso que todo mundo a chamava de “Maria-do- contra”.
  • 8.
    Maria-do-contra era umacachorrinha muito safada e muito esperta. Ela fazia festa para o carteiro, não tinha medo do veterinário, tomava sol deitada na rede, assistia televisão e adorava sorvete e brigadeiro. Em vez de pedir comida como os outros cachorros faziam quando estavam com fome, Maria abria a geladeira sozinha. E ela nem queria saber de carne, não! Preferia um bom prato de macarrão.
  • 9.
    Enquanto os outroscachorros ficavam de guarda à noite no portão, ela preferia ficar dentro de casa, deitada no sofá da sala, assistindo televisão. E na hora de tomar banho, enquanto todos os outros cachorros da rua se escondiam debaixo da cama, ela ia toda feliz, e até levava a toalha.
  • 10.
    Os outros cachorros darua viviam convidando Maria para fazer um monte de coisas, mas ela sempre preferia fazer uma coisa diferente. -  Ei, Maria, vamos latir no portão? -  Não, eu não. Prefiro ir dormir na almofada.
  • 11.
    -  Ei, Maria,vamos comer ração? -  Não, eu não. Prefiro um pedaço de goiabada. -  Ei, Maria, vamos brincar de buscar bolinha? -  Não, eu não. Prefiro assistir o jogo aqui da escada.
  • 12.
    Os outros cachorrosda rua não ficavam bravos com ela, não. Na verdade, todo mundo adorava aquele jeitinho diferente dela fazer as coisas e se divertiam muito quando ela bancava a sapeca e aprontava alguma.
  • 13.
    Até que umdia ela começou a ficar mais quieta e nem aparecia pra conversar no portão. Todo mundo ficou muito preocupado e se perguntando o que tinha acontecido com a Maria-do-contra. Como a rua ficou mais silenciosa e mais triste sem a Maria!
  • 14.
                Depois de dois meses, em uma bonita tarde de sol, Maria-do-contra saiu de casa chacoalhando as orelhas cacheadas e fazendo cara de safada. O cachorro da casa da frente viu e chamou seu amigo da casa do lado, que chamou o da casa do outro lado, que chamou o da casa do fundo, que chamou o da casa do fim da rua...
  • 15.
                      Em um minuto, todos os cachorros da rua estavam no portão, felizes por verem Maria de volta. E eles ficaram ainda mais felizes quando de trás dela apareceram seis filhotinhos pequenininhos, fofinhos e com o mesmo jeitinho sapeca da mãe.
  • 16.
    Quando os vizinhosficaram sabendo, todos queriam ficar com um filhotinho da Maria-do-contra. E em pouco tempo os filhotes estavam espalhados pela rua toda, brincando e aprontando igual à mãe. E a Maria? Continua do contra, sempre fazendo tudo diferente –ainda bem!
  • 17.
                                                      Bem, infelizmente eu não sou ilustradora e então preciso contar com sites como Freepik que disponibilizam imagens gratuitas para serem usadas em obras desse tipo. Desta forma, aqui ficam meus agradecimentos e também os créditos das imagens: •  Created by Freepik •  Created by Brgfx - Freepik.com •  Created by Macrovector - Freepik.com
  • 18.
                                                      Observação: você conseguiu encontrar o ossinho de brinquedo da Maria em todas as páginas desse livro?