O documento descreve a construção do Forte Duque de Caxias no Rio de Janeiro, incluindo os projetos iniciais, atrasos causados pela Primeira Guerra Mundial e instalação final de armas.
À semelhança dode Copacabana, o projeto do Forte do
Leme ficou a cargo do Coronel Engenheiro Augusto Tasso
Fragoso, com a coordenação do Major Arnaldo Pais de
Andrade.1 Concluído e aprovado, o projeto foi enviado
para a Krupp, em Essen (Alemanha), para fins de
atualização e orçamento. Os alemães reprojetaram-no de
modo a que fosse executado com peças de concreto pré-
moldadas na Alemanha, recomendando quatro obuseiros
de 120 mm, cujos projéteis transporiam as elevadas
barreiras constituídas pelos morros da Urca e do Pão de
Açúcar, armas a serem fabricadas sob medida para esta
estrutura. A parte elétrica da instalação ficou a cargo da
empresa AEG, de Berlim.
4.
Durante a construção,em 7 de setembro de 1915, em
comemoração ao dia da Independência, foram
instalados holofotes no alto do morro do Leme,
promovendo-se um ataque noturno simulado ao Rio
de Janeiro, tendo as embarcações da Armada
Brasileira, feito se passar pelas da Marinha da
Argentina. À hora estipulada para o exercício, com a
presença do Presidente da República, ministros e
autoridades, a instalação elétrica falhou, deixando os
holofotes apagados. Tal falha causou constrangimento,
tendo o assunto repercutido na imprensa do país
vizinho.
5.
Com o conflitoem andamento, dificuldades no
transporte de materiais acabaram por atrasar a obra
civil, concluída em maio de 1917. Em outubro de 1917,
em consequência do torpedeamento de navios
brasileiros durante o conflito, o Brasil declarou guerra à
Alemanha. Por essa razão, os técnicos alemães, que
procediam aos trabalhos de instalação e montagem dos
sistemas elétrico e de armas, foram afastados, para
retomar as atividades somente a partir de 1918, findo o
conflito.
6.
Procedeu-se então, ainstalação de quatro obuseiros giratórios
Krupp de 280 mm (alcance efetivo de 12 quilômetros), em dois
poços escavados na rocha, protegidos por casamatas de
concreto. Concluídas as obras do Quartel de Paz, que abriga a
guarnição no sopé do morro, e do Quartel de Guerra, no alto do
morro, mas com a artilharia ainda em fase final de instalação e
montagem, o forte foi finalmente inaugurado (9 de
janeiro de 1919).
Ainda com a sua artilharia inoperacional, em 5 de
julho de 1922 o forte foi atingido por dois tiros de canhão
do Forte de Copacabana, quando este último se revoltou (4 a 6 de
julho). Um dos tiros atingiu o refeitório dos oficiais, matando
quatro praças e ferindo outros quatro; o outro atingiu
a muralha fronteira do edifício do setor oeste, destruindo
a Casa da Guarda.
7.
Nome: Anna Luizae Marcus Veloso
Turma-701
Professora de Informática : Vânia Oliveira