Guerra colonial 1961- 1974


 A Guerra que Portugal travou em África
contribuiu de forma decisiva para o 25 de
Abril de 1974.
Sempre um piano, um piano
        selvagem
Que nos gela o coração e nos traz
           a imagem
Aquele Inverno
Aquele inferno
Há sempre a lembrança de um
      olhar a sangrar
E um soldado perdido nas terras do
            Ultramar
A obrigação
Aquela Missão
Combater na selva sem saber
          porquê
E sentir o inferno de matar alguém
E quem regressou guarda a
        sensação
Que lutou numa guerra sem razão
Sem razão
Sem razão
Sempre a palavra
A palavra nação
Que os chefes trazem e usam
Para esconder a razão




“Levar a
civilização aos
povos não
civilizados!”
A sua vontade
Aquela verdade
Para eles aquele inverno
Será sempre o mesmo inferno
Que ninguém poderá esquecer
Ter que matar ou morrer
Ao sabor do vento
Aquele tormento
Perguntei ao Céu: será sempre
           assim?
Poderá o inverno nunca ter um
            fim?
Não sei responder,
 




    só talvez lembrar
O que alguém que voltou
vem contar
 
Perguntei ao Céu: será sempre
           assim?
Poderá o inverno nunca ter um
            fim?
Não sei responder,
 




    só talvez lembrar
O que alguém que voltou
Vem contar
• Guerra na Guiné Imagens que foram oculta
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Guerra em africa