editorial

                  Hoje a Festa é Nossa!
                        A FGM tem muito o que comemorar. Com muito              ção de profissionais e estudantes da área odontológica
                  orgulho estamos completando 15 anos e para celebrar-          com a criação do Concurso Opallis. O projeto foi um
                  mos juntos, preparamos uma matéria especial para              sucesso com mais de 150 casos clínicos inscritos uti-
                  conheça a trajetória da empresa. Além de ultrapassar-         lizando a resina.
                  mos os 8 milhões de sorrisos clareados e satisfeitos                Uma boa notícia é a chegada de 3 produtos inova-
                  com a linha Whiteness, 2010 trouxe muitas conquistas          dores com a tecnologia de Nanopartículas: o sistema
                  e proporcionou a todos os colaboradores uma gostosa           adesivo Ambar que contém primer + adesivo em um
                  sensação de dever cumprido.                                   único frasco; Orthocem - cimento adesivo que ofere-
                        Os intensos esforços para sempre inovar, o forte in-    ce mais agilidade na fixação de bráquetes por ter um
                  vestimento em pesquisa, o desenvolvimento de produ-           passo clínico a menos e o Desensibilize Nano P um
                                                                                                                              ,
                  tos que proporcionam resultado, conforto e segurança          novo tratamento para alívio imediato e duradouro da
                  a pacientes e dentistas foram algumas das ações reco-         Sensibilidade.
                  nhecidas pelo mercado e nos impulsiona a melhorar                   A FGM também criou, após intensas pesquisas, o
                  ainda mais.                                                   Hemosthase Gel, composto hemostático para controle
                        Ser reconhecida como uma empresa inovadora é            de sangramento, único do mercado em forma de gel.
                  de extrema importância para a FGM e também para                     Esta edição do FGM News traz ainda casos clíni-
                  a Odontologia. A prova desta conquista foi vencer o           cos, artigo sobre a importância do THD, coluna de Ma-
                  Prêmio Finep de Inovação 2010, na modalidade média            rketing com a relação entre valor e preço para o cliente
                  empresa, na região Sul do Brasil, principal premiação         e muitas outras novidades.
                  brasileira para empresas e instituições inovadoras.                 Boa leitura e um 2011 repleto de realizações.
                        Destaque também para os incentivos na capacita-               A Direção




             FGM News é uma                  DIRETORIA DE                      CONSELHO EDITORIAL               JORNALISTA
EXPEDIENTE




             publicação da FGM               COMUNICAÇÃO                       Friedrich Georg Mittelstädt      RESPONSÁVEL
             Volume 13 - Janeiro 2011        E MARKETING, FGM                  Bianca Mittelstädt               Orlando Aguiar de Oliveira
             Endereço:                       Marluce Atanásio                  Letícia Dias Ferri               (MTB 20.461-SP)
             Av. Edgar Nelson Meister,       Ivone K. de Paula                 Adeilton Ramos Braz
             474 - CEP 89210-501             Tiago Pesce                       Marcia Margarete Meier           PROJETO GRÁFICO
             (47) 3441-6100                  André L. Kunde                                                     EF Design Gráfico
             Joinville / SC                  Andreia Vavassori Silva
             www.fgm.ind.br                  Lais Mizuno
             fgm@fgm.ind.br
                                             COLABORADORES DESTA EDIÇÃO
             CORPO EDITORIAL                 Ana Carolina Magalhães            Guilherme Carpena Lopes          Marcelo Taborda
             Adeilton Ramos Braz             André Luiz Fraga Briso            Guilherme Martinelli Garone      Maria Dalva de Souza Schoereder
             Bianca Mittelstädt              Alessandro Loguércio              Izabel do Rocio Costa Ferreira   Marília Buzalaf
             Bruno Lippmann                  Alessandra Reis                   Jorge Perdigão                   Mônica Kina
             Constanza Odebrecht             André Felipe Figueiroa            José Carlos Romanini             Paula Mathias
             Eid da Silva                    Américo Mendes Carneiro Júnior    Juliana Kina                     Paulo Henrique dos Santos
             Friedrich Georg Mittelstädt     Audrey Fernando Fabre             Leonardo Muniz                   Patrícia Moraes Bof
             Letícia Dias Ferri              Carlos Eduardo Vieira             Leonardo Buso                    Ricardo Reis de Oliveira
             Marcia Margarete Meier          Constanza Odebrecht               Letícia Cunha Amaral Almeida     Rinaldo Parente Teles
             Vanessa Cardoso                 Cintia Souza e Silva              Letícia Ferri                    Rodrigo de Castro Albuquerque
                                             Daniella P Raggio
                                                       .                       Luciana Artioli Costa            Rodrigo Stanislawczuk
             DIRETORIA DE                    Darlon Martins Lima               Lucí Regina Archegas             Sanzio Marques
             COMUNICAÇÃO                     Eduardo César Almada Santos       Luís Fernando Morgan             Sergio Vieira
             E MARKETING, FGM                Elisabete Rabaldo Bottan          Luís Henrique Fischer            Suzimara Braga de Almeida
             Bianca Mittelstädt              Evelise Machado de Souza          Luiz Carlos Machado Miguel       Thays Costa
             Adeilton Ramos Braz             Ewerton Nocchi Conceição          Luiz Narciso Baratieri           Wagner Izumi Sawada Germiniani
             Ana Claudia Silveira            Ézio Teseo Mainieri               Luiz Tadeu de Abreu Poletto      Ulisses Coelho
             Maicon Januario                 Fabrício Palermo Pupo             Marcelo Böenecker                Virgínia Angélica Silva
             Jonathan Santana                Felipe Augusto Villa Verde        Marcelo Giannini                 Vivian Mainieri




   4          Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
sumário


Casos Clínicos
                                48       Evolução do Adesivo Ortodôntico: Aplicação Clínica
                                         do OrthoCem-FGM




          51      Colagem de Braquetes com um Novo Sistema Adesivo Ortodôntico
                  Simplificado: Demonstração Técnica em Caso Clínico


          56      Associação das Técnicas de Clareamento de Consiltório (Whiteness HP
                  BLUE CALCIUM à 35% e Clareamento Caseiro (Whiteness Perfect ã 10%).
                  Relato de Caso Clínico


          61      Clareamento Dental Caseiro: Relato de Caso




                                66       Reconstrução Estética em Dente Anterior: da
                                         Alternativa menos Invasiva à mais Invasiva




          88      Trauma Dental: um Caso de Saúde Pública




                                93       Sequência Clínica da Reabilitação Funcional e
                                         Estética de Dentes Anteriores Fraturados




       98         Facetas Diretas com Opallis: Passos Clínicos



      108         Cerâmicas: Protocolo Clínico de
                  Cimentação Adesiva sobre Diferentes
                  Substratos




E mais:
E o Adesivo da FGM? Chegou!                                                                             14
Avaliação Clínica de Ambar                                                                              23
Tecnologia Nano P: o uso da Nonotecnologia dos Fosfatos de Cálcio para Funcionalizar
Materiais Odontológicos                                                                                 25
Hipersensibilidade Dentinária                                                                           36
Efeito de uma Nova Pasta com Nanopartículas de Fosfato de Cálcio mais Flúor na Erosão/
abrasão do Esmalte e Dentina in vitro                                                                   38
Orthocem                                                                                                42
Clareamento Dental Através dos Tempos                                                                   74
O Valor e o Preço para o Cliente                                                                        78
A Promoção da Saúde nas Práticas do Técnico em Saúde Bucal                                              82
Pesquisas com Produtos FGM                                                                             119


                                                                      Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   5
folder
 Lais
história
                        Ambar




         E o adesivo da FGM?
         Chegou!
             Há cinco anos a FGM lançou a resina        cado com tecnologia própria e ter preço
         composta Opallis, e com isto, muitos pro-      adequado ao mercado brasileiro.
         fissionais passaram a nos perguntar: “e o
         adesivo FGM, quando virá?”                         A FGM sabia que o desenvolvimento de
                                                        um sistema adesivo seria um trabalho com-
             Dando seqüência ao desenvolvimento         plexo e de grande responsabilidade, pois
         de produtos na área de Materiais Dentários,    se trata do elo que liga a estrutura dental
         em 2007 a FGM lançou o cimento resinoso        a todos os outros materiais resinosos foto-
         Allcem, que reafirmou a pergunta de seus       polimerizáveis, e este não poderia falhar. A
         clientes e parceiros: “e o adesivo FGM? Pre-   adesão dentária envolve um dos maiores de-
         cisamos dele!”                                 safios existentes nos procedimentos de re-
                                                        construção: obter adesão com uma mistura
                                                        monomérica hidrofóbica sobre uma estrutu-
     A FGM decidiu aguardar a maturidade                ra porosa e repleta de água, a partir de mo-
         dos conhecimentos para que o                   nômeros diluídos em solventes que deverão
       desenvolvimento pudesse atingir o                formar um polímero com boas propriedades
       sucesso desejado. E valeu a pena                 mecânicas e resistência química para que a
     esperar! O adesivo Ambar surpreende                adesão tenha qualidade e longevidade. É re-
       por suas excelentes propriedades                 almente uma tarefa desafiadora. Encontrar
                                                        monômeros hidrofílicos o bastante para pe-
                                                        netrar na trama de fibras colágenas e pos-
             A resina Opallis marcou o início da FGM    teriormente gerar um polímero de elevada
         no desenvolvimento do conhecimento e tec-      qualidade não foi fácil. A FGM se deparou
         nologia na área de compósitos resinosos        com a ineficiência da polimerização dos
         fotopolimerizáveis. Desde o início, o escopo   monômeros no ambiente úmido da dentina,
         de desenvolvimentos nesta área considera-      e para contornar este problema ela buscou
         va também um adesivo dentinário, mas por       por soluções químicas capazes de garantir a
         ser ele o produto de maior complexidade,       qualidade do polímero gerado. Para isso, ela
         a FGM decidiu aguardar a maturidade dos        estudou os parâmetros de solubilidade das
         conhecimentos para que o desenvolvimento       matérias primas em diversas combinações,
         pudesse atingir o sucesso desejado. E valeu
         a pena esperar! O adesivo Ambar surpreen-
                                                            o adesivo a ser desenvolvido teria que
         de por suas excelentes propriedades.
                                                            apresentar propriedades comparáveis
                                                            à dos melhores sistemas existentes no
             Como meta foi estabelecido que o ade-
                                                            mercado, ser fabricado com tecnologia
         sivo a ser desenvolvido teria que apresentar
                                                               própria e ter preço adequado ao
         propriedades comparáveis à dos melhores
                                                                     mercado brasileiro
         sistemas existentes no mercado, ser fabri-



14    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
história
                                                                          Ambar




   bem como os diferentes solventes para o             Embora todos os resultados laboratoriais
   adesivo, permitindo confirmar que o antigo      positivos internos tenham sido confirmados
   e consagrado etanol funciona muito bem.         por testes realizados na Universidade Esta-
                                                   dual de Ponta Grossa e na Universidade de
       A FGM buscou por substâncias capazes        Minnesota, a FGM buscou pela validação clí-
   de gerar um elevado nível de ligações cru-      nica do Ambar. O produto foi encaminhado
   zadas e dar resistência ao filme adesivo... e   para diversos cirurgiões dentistas do Brasil
   para isso entrou no mundo das nanopartícu-      e da América Latina que relataram sucesso
   las para adesivos, resgatando sua experiên-     em seus procedimentos e ausência de sen-
   cia com as nanopartículas da Opallis. Mas       sibilidade pós operatória. Paralelamente,
   novas perguntas surgiram: Como compatibi-       Ambar foi submetido a um estudo clínico
   lizar estas partículas no meio adesivo? Como    longitudinal detalhado, como pode ser visto
   quantificar seu benefício? Estas perguntas      nas páginas seguintes.
   direcionaram a FGM a testar diversas partí-
   culas de carga com diferentes tratamentos           Os números laboratoriais falam por si,
   superficiais. A resolução desta questão tor-    as evidências clínicas comprovam, e os di-
   nou possível a geração do polímero estável e    versos cirurgiões dentistas que já usaram
   de elevada reticulação do Ambar.                Ambar certificam a FGM e confirmam que
                                                   o trabalho de desenvolvimento de um siste-
                                                   ma adesivo para o exigente mercado odon-
                                                   tológico foi bem feito. A FGM confia que sua
 Os números laboratoriais falam por
                                                   recompensa será ver inúmeros clientes e
si, as evidências clínicas comprovam,
                                                   parceiros satisfeitos, dividindo a satisfação
  e os diversos cirurgiões dentistas
                                                   de realizar uma restauração de qualidade
   que já usaram Ambar confirmam
                                                   com um sistema adesivo desenvolvido com
          e certificam a FGM
                                                   tecnologia genuinamente nacional.



       Diversos métodos de ensaios foram em-
   pregados durante o processo de desenvolvi-
   mento do Ambar. Ao longo de todo o projeto
   foram empregados: ensaios de adesão por
   microcisalhamento e por microtração, grau
   de conversão, análises termogravimétricas,
   grau de conversão por espectroscopia no
   infra-vermelho (FTIR), métodos para deter-
   minar a qualidade do polímero (microdure-
   za e resistência coesiva), cromatografia lí-
   quida, microscopia eletrônica de varredura,
   microinfiltração marginal, nano infiltração e
   tantos outros métodos químicos.

       Foi dedicada especial atenção na avalia-
   ção da estabilidade do polímero gerado pelo
   Ambar. Buscou-se por métodos de acelerar
   a degradação do filme adesivo, empregou-
   se a termociclagem e métodos de degrada-
   ção química.

                                                                     Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   15
A combinação que você precisa
      Resistência de união e ausência de sensibilidade pós-operatória

     A praticidade que você merece
                                 Primer + bond em único frasco.


     Com o adesivo AMBAR você terá
     muito mais sucesso.




      “Ambar resultou em camada híbrida completamente preenchida.” Dr. Jorge Perdigão.

      “Os resultados laboratoriais e clínicos que nós obtivemos com Ambar demonstram que,
     realmente, esse adesivo é um material de excelente qualidade.” Dr. Alessandro Loguércio.



0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
Ambar é um adesivo convencional nanoparticulado, de dois
passos, fotopolimerizável e com solvente à base de etanol.
Apresenta elevada resistência adesiva e longevidade clínica.




                                                 ar é
                                            Ambparti-
                                            nanolado
                                              cu
ambar
                                       O Adesivo da FGM



                                  RESISTÊNCIA DE UNIÃO IMEDIATA E APÓS
                                  TERMOCICLAGEM



                                       Confiança
                                        na Adesão


                                  80
     Resistência de união (MPa)




                                  70
                                                                            a            a
                                               a
                                                                a
                                  60                                                                       b
                                  50


                                  40                                                                                   c
                                  30


                                  20


                                  10

                                   0
                                                    Ambar                 Adper Single Bond 2                 Excite
                                                    (FGM)                     (3M ESPE)                (Ivoclar - Vivadent)




                                                   Imediato                                     Imediato
                                       FGM         Termociclado 20.000x
                                                                                      outros    Termociclado 20.000x




                                  Resistência de união (MPa) por microtração de diferentes adesivos dentinários sobre
                                  dentina humana: dados imediatos e após 20.000 ciclos térmicos.


                                  Cortesia de Dr. Jorge Perdigão, University of Minnesota – EUA, 2009. Letras diferentes
                                  indicam diferença estatística (p<0,05). Amercian Journal of Dentistry, aceito para
                                  publicação em 2010.



                                  AMBAR APRESENTA EXCELENTE RESISTÊNCIA ADESIVA,
                                  imediata e após envelhecimento, indicando a estabilidade e longevidade da união.




18         Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
ambarFGM
                                                              O Adesivo da




AMBAR, QUALIDADE EM NÚMEROS E IMAGENS
Imagens de MEV da camada híbrida formada por Ambar sobre dente humano, antes e
após desafio por termociclagem (20.000 ciclos, 5 ºC – 55 ºC):




                                                 ELEVADA AFINIDADE PELA
                                                 DENTINA

                                                  Observe os longos tags formados por
                                                  Ambar, denotando elevada afinidade
                                                  pela dentina.
                                                  Cortesia de Dr. Jorge Perdigão,
                                                  University of Minnesota – EUA.
                                                  Journal of Dental Research 89 (Spec Iss B):
                                                  resumo número 2239, 2010.




                                                  EXCELENTE PREENCHIMENTO

                                                  Imagem em maior aumento:
                                                  note a capacidade de Ambar
                                                  em preencher inclusive
                                                  as anastomoses.
                                                  Cortesia de Dr. Jorge Perdigão,
                                                  University of Minnesota – EUA.
                                                  Journal of Dental Research 89 (Spec Iss B):
                                                  resumo número 2239, 2010.




                                                 ESTABILIDADE
                                                 DA CAMADA HÍBRIDA

                                                  Observe a excelente qualidade da
                                                  camada híbrida, mesmo após desafio
                                                  por termociclagem
                                                  (20.000 ciclos térmicos).
                                                  Cortesia de Dr. Jorge Perdigão,
                                                  University of Minnesota – EUA.
                                                  Journal of Dental Research 89 (Spec Iss B):
                                                  resumo número 2239, 2010.




                                                         Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   19
ambar
                                O Adesivo da FGM




                      AMBAR: SEGURANÇA CLÍNICA, SEM MEDO DE
                      NANOINFILTRAÇÃO
                           50

                           45
                                                                                             c
                           40
       Nanoinfiltração %




                           35                                                                        Em estudo comparando a nanoinfiltração
                                                                              b                      dos principais sistemas adesivos,
                           30
                                                                                                     Ambar mostrou-se eficaz e equivalente
                           25                                                                        aos melhores sistemas do mercado.
                                                a             a                                      Cortesia de Dr. Alessandro Loguércio,
                           20
                                     a                                                               Dra. Alessandra Reis e col.,
                           15                                                                        Universidade Estadual de Ponta Grossa/PR.
                           10                                                                        Letras diferentes indicam diferença
                                                                                                     estatística (p<0,05).
                            5
                                                                                                     Journal of Dental Research 89 (Spec Iss B):
                            0                                                                        resumo número 611, 2010.
                                   Ambar   Adper Single   XP - Bond           Tetric        Stae
                                   (FGM)      Bond 2      (Dentsply)        N-Bond          (SDI)
                                            (3M ESPE)                  (Ivoclar Vivadent)




          Veja a ausência de nanoinfiltração
          na camada adesiva gerada por Ambar.                            Resina
          Cortesia de Dr. Jorge Perdigão,
          University of Minnesota – EUA.                                 Camada
          Imagem de microscopia eletrônica de                            Híbrida

          varredura (MEV) da camada híbrida formada
          por Ambar (FGM) sobre dentina humana após                      Dentina
          desafio térmico (20.000 ciclos 5-55 ºC)                        Híbrida
          e avaliada quanto à nanoinfiltração.




                                                                           AVALIAÇÃO CLÍNICA

                                                                           Imagem mostra a qualidade da restauração após 6 meses.
                                                                           Cortesia de Dr. Alessandro Loguércio,
                                                                           Dra. Alessandra Reis, Dra. Letícia Ferri
                                                                           e Dra. Thays Costa – Universidade
                                                                           Estadual de Ponta Grossa/PR.




20   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
ambarFGM
                                                                                                          O Adesivo da




EFICÁCIA E SEGURANÇA CLÍNICA COMPROVADAS
VEJA O ELEVADO DESEMPENHO DE AMBAR NA AVALIAÇÃO CLÍNICA:




      97,1%
das restaurações feitas
                                                                                       91,4%
                                                                                       das restaurações feitas
com Ambar mantiveram-se                                                                com Adper Single Bond 2,
      sem
estáveis e                                                                             após 6 meses, mantiveram-se
necessidade                                                                            estáveis e sem necessidade
de reparo .                                                                            de reparo.


Resultado obtido após 6 meses de estudo clínico conduzido por Dr. Alessandro Loguércio, Dra. Alessandra Reis, Dra.
Letícia Ferri e Dra. Thays Costa – Universidade Estadual de Ponta Grossa/PR, em lesões cervicais não cariosas. O
estudo completo está publicado no Perfil Técnico de Ambar, disponível no site www.fgm.ind.br. Publicado no FDI,
Bahia, 2010.




Sensibilidade pós-operatória testada:
avaliações clínicas de diversos cirurgiões-dentistas relatam
ausência de sensibilidade pós-operatória.

O equilíbrio da composição química de Ambar garante sua excelente polimerização,
impedindo a liberação de substâncias capazes de causar sensibilidade pós-operatória,
além da formação de uma boa camada adesiva, com tags longos e obliterantes,
minimizando a movimentação de fluidos para a dentina.


                                   12
                                                                                      a
                                                                      a
       Resistência Coesiva (MPa)




                                   10
                                                       b

                                   8
                                                                                             Resistência mecânica de diferentes
                                   6        c                                                adesivos de mercado.
                                                                                             Cortesia de Dr. Alessandro Loguércio
                                   4    d                                                    e Dra. Alessandra Reis, UEPG/PR.
                                                                                             Letras diferentes indicam diferença
                                   2                                                         estatística (p<0,05).
                                                                                             Journal of Dental Research 89 (Spec
                                   0                                                         Iss B): resumo número 611, 2010.
                        )               )             p ly )               )          GM)
                   (SDI            SPE         ents                   dent     a r (F
            Stae             ME                                V iv a      Amb
                        2 (3            n d ( D ( I v o c la r
                 B ond       XP  - Bo ond
         in g le                       N-B
    er S                     Te t r ic
Adp




                                                                                                     Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   21
ambar
                O Adesivo da FGM




          ELES PESQUISARAM

                        DR. JORGE PERDIGÃO
                        DMD pela Universidade de Lisboa, Portugal; Mestre em Dentística (University of Iowa – EUA); Especialização
                        em Dentística (University of Iowa – EUA); Doutorado em Materiais Dentários (Catholic University of Leuven –
                        Bélgica); Professor Titular de Dentística Operatória
                        na Universidade de Minnesota – EUA.

                        “Ambar resultou em camada híbrida efetivamente preenchida.”


                        DRA. ALESSANDRA REIS
                        Doutora em Materiais Dentários pela Faculdade de Odontologia da Universidade
                        de São Paulo, SP; Professora Orientadora do Curso de Pós-Graduação da UEPG/PR.

                        “Acompanhei o desenvolvimento de Ambar desde suas etapas preliminares até a formulação
                        final do adesivo. Impressionaram-me  os resultados laboratoriais  e clínicos  obtidos com o
                        material, que foram semelhantes aos de adesivos com grande reputação no mercado brasileiro
                        e internacional. O lançamento de Ambar será um marco no mercado nacional, mostrando
                        que empresas brasileiras podem formular produtos com qualidade semelhante e até mesmo
                        superior à de produtos importados!”


                        DR. CARLOS EDUARDO FRANCCI
                        Graduado pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FO-USP);
                        Mestre e Doutor em Materiais Dentários (FO-USP); Coordenador do Grupo Francci de Estudos em Estética;
                        Coordenador de cursos de Atualização em Dentística da FUNDECTO.

                        “Sendo pesquisador clínico e laboratorial, recebi o Ambar para utilizar em minha clínica
                        privada. Como tenho um bom relacionamento com pesquisadores que testaram Ambar e
                        conheço muito bem a seriedade da FGM em pesquisar exaustivamente um produto antes
                        de lançá-lo, me senti seguro em utilizá-lo clinicamente. De imediato, o que se pode avaliar
                        é a sensibilidade pós-operatória, que foi zero em mais de três meses de uso. Sua forma
                        de aplicação é similar à dos principais sistemas adesivos da mesma família já consagrados
                        no mercado. Todos esses quesitos garantem uma mudança tranquila e segura para os
                        consumidores do novo adesivo nacional Ambar.”


                        DR. ALESSANDRO LOGUÉRCIO
                        Especialista e Mestre em Dentística (FO-UFPEL); Doutor em Materiais Dentários (FO-USP);
                        Professor de Dentística e Materiais (UNOESC/Joaçaba/SC) e Dentística (UEPG/PR).


                        “O desenvolvimento de um sistema adesivo é sempre um desafio para uma empresa, pois
                        essa situação requer muitos esforços e muitos estudos preliminares. No caso do Brasil, isso
                        é um desafio maior ainda, pois o mercado nacional carece de produtos de boa qualidade
                        fabricados aqui.
                        A FGM parece ter novamente feito a “lição de casa”, pois os resultados laboratoriais e
                        clínicos com o Ambar que nós obtivemos demonstram que realmente esse adesivo é um
                        material de excelente qualidade e pode ser utilizado sem nenhuma desconfiança pelos
                        dentistas brasileiros.”



22   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
avaliação clínica
                                                                                          Ambar




Avaliação Clínica de Ambar
Fonte: Loguercio AD, Reis A, Ferri LD, Costa T.Pupo YM. Universidade Estadual de Ponta Grossa – PR.

     Estudos clínicos são sempre fundamentais para avaliação de materiais odontológicos. Por mais complexos e
bem elaborados que ensaios laboratoriais possam ser, existe a possibilidade de um material comportar-se de ma-
neira distinta in vivo, o que enaltece a importância deste tipo de teste para cada material. A seguir é apresentado
um estudo realizado no intuito de obter mais detalhes do comportamento clínico de Ambar.

MATERIAIS E MÉTODOS
     Trinta e cinco pacientes foram selecionados para este estudo de acordo com os seguintes critérios de inclu-
são: não deveriam ter problemas de saúde geral; terem boa saúde oral (ausência de sinais de problemas
periodontais ou de cárie dental); não terem dentes desgastados com sinais de bruxismo (facetas de desgaste na
incisal e/ou oclusal); terem pelo menos 20 dentes em função, com especial ênfase nos dentes a serem restaurados.
     Cada paciente deveria ter duas lesões cervicais não-cariosas com tamanhos semelhantes. As lesões deveriam
ser expulsivas, com ao menos 50% das margens sem esmalte, sendo que região cervical sempre deveria estar lo-
calizada em dentina/cemento. Não foram excluídas lesões cervicais que apresentassem sensibilidade ou quaisquer
graus de esclerose (maiores detalhes podem ser vistos em Loguercio, Reis, 2008; Reis, Loguercio,2009).
     Dois operadores previamente calibrados realizaram todas as restaurações, sendo que em cada paciente a deci-
são de que material a ser utilizado foi feita através do sorteio com uma moeda. O protocolo restaurador foi o seguinte:
     1) Anestesia;
     2) Profilaxia com pedra pomes e água (taça de borracha) seguido de lavagem e secagem;
     3) Escolha da cor da resina composta a ser utilizada (escala de cores, FGM);
     4) Isolamento absoluto com dique de borracha e grampo 212;
     5) Não foi realizado nenhum preparo cavitário (asperização, bisel ou quaisquer procedimentos de retenção);
     6) O adesivo Adper Single-Bond 2 (3MESPE) e Ambar (FGM) foram aplicados de acordo com o descrito na Tabela 1;
     7) A resina composta foi inserida em camadas (máximo 3, ± 1mm de espessura cada uma). Cada porção foi
     fotoativada por 40s com um aparelho LED a 1200 mW/cm2 (SDI, Radii -cal);
     8) Imediatamente após o término, a restauração foi acabada com pontas diamantadas para acabamento de
     resina composta;
     9) Após 1 semana, as restaurações foram polidas com sistema de discos de polimento e acabamento
     de granulação média, fina e extra fina (Diamond Pro - FGM) e pasta diamantada (Diamond Excel- FGM).

Tabela 1. Sistema Adesivo, Composição e Modo de Aplicação.
Sistemas        Composição                           Composição
Adesivos
Adper Single    1. Ácido fosfórico 37%               a. condicionamento ácido (15s)
Bond 2                                               b. lavagem (15s)
(3M ESPE)       2. Frasco de adesivo: bis-GMA,       c. secagem com jato de ar, deixando a dentina úmida (5s)
                HEMA, monômeros                      d. aplicação de uma camada do adesivo (10s) esfregando sobre
                dimetacrilatos, copolímeros do       a superfície
                ácido polialquenóico,                e. jato de ar à distância (20s)
                iniciadores, água e etanol.          f. aplicação de uma nova camada do adesivo esfregando (10s)
                                                     g. jato de ar à distância (20s)
                                                     h. fotoativação (10s)
Ambar           1. Ácido fosfórico 37%               a. condicionamento ácido (15s)
(FGM)                                                b. lavagem (15s)
                2. Frasco de adesivo:                c. secagem com jato de ar, deixando a dentina úmida (5s)
                Monômeros metacrílicos,              d. aplicação de uma camada do adesivo (10s) esfregando sobre
                fotoiniciadores, co-iniciadores,     a superfície vigorosamente
                estabilizante, carga inerte          e. aplicação de uma nova camada do adesivo esfregando (10s)
                (nanopartículas de sílica) e         f. jato de ar à distância (20s)
                veículo (etanol).                    g. fotoativação (10s)

     Dois operadores calibrados que desconheciam os procedimentos de aleatorização para colocação das
restaurações realizaram a avaliação clínica no tempo imediato (após o polimento) e após 6 meses de colocação
das restaurações. Os critérios a serem utilizados para a avaliação foram os de Hickel et al. (2007), que propuseram
uma melhoria do conhecido critério USPHS (critério utilizado pelo serviço público americano). Como o fator princi-
pal a ser avaliado era o adesivo e não a resina composta, os seguintes critérios foram pré-selecionados: fratura/
retenção; adaptação marginal (que compõe também a descoloração marginal); sensibilidade pós-operatória e;
cárie adjacente a restauração.


                                                                                     Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   23
avaliação clínica
              Ambar




        RESULTADOS
            Os resultados estão demonstrados na Tabela 2. Observe que 2 restaurações (01 de Ambar e 01 de Adper Single
        Bond 2 – 3M ESPE) foram perdidas após 6 meses de avaliação clínica, sendo que outras 12 (05 de Ambar e 07 de
        Adper Single Bond 2 – 3M ESPE) necessitaram de repolimento devido a pequenas lascas na região de esmalte.
            De acordo com os critérios de avaliação da Associação Dentária Americana (2001), lesões cervicais não cario-
        sas são consideradas o modelo para avaliação clínica de sistemas adesivos, e para obterem a aprovação parcial da
        ADA, os sistemas adesivos necessitam demonstrar menos de 5% de descoloração marginal e de perda das restaura-
        ções (retenção) após 6 meses. Isto é indicativo de que os dois adesivos testados teriam a aprovação parcial da ADA
        para serem indicados clinicamente. Os resultados estão tabelados a seguir:


        Tabela 2. Número de restaurações avaliadas para cada um dos itens no tempo imediato e após 6 meses.
        Tempo                                                           Imediado                                 6 meses
        Critério proposto por Hickel et al. 2007               Adper Single      Ambar                 Adper Single      Ambar
                                                                 Bond 2                                  Bond 2
                                                         A         35             35                       27             29
                                                         B          -              -                       05             05
        Fratura / Retenção                               C          -              -                       02              -
                                                         D          -              -                        -              -
                                                         E          -              -                       01             01
                                                         A         35             35                       35             35
                                                         B          -              -                        -              -
        Adaptação                                        C          -              -                        -              -
                                                         D          -              -                        -              -
                                                         E          -              -                        -              -
                                                         A         35             35                       35             35
                                                         B          -              -                        -              -
        Marginal / Deslocação
                                                         C          -              -                        -              -
        Marginal
                                                         D          -              -                        -              -
                                                         E          -              -                        -              -
                                                         A         35             35                       35             35
                                                         B          -              -                        -              -
        Lesão de cárie adjacente a restauração           C          -              -                        -              -
                                                         D          -              -                        -              -
                                                         E          -              -                        -              -
                                                         A         32             32                       35             35
                                                         B         03             03                        -              -
        Sensibilidade pós-operatória                     C          -              -                        -              -
                                                         D          -              -                        -              -
                                                         E          -              -                        -              -
        A - Clinicamente está muito boa; B - Clinicamente está boa e após um polimento, por exemplo, fica muito boa; C - Clinicamente
        está satisfatório (a restauração pode ter pequenas lascas, alguma desadaptação é perceptível, mas em geral, não passíveis de
        conserto através de um polimento. A restauração pode necessitar um pequeno reparo); D - Clinicamente inaceitável, mas passível
        de reparo; E - Clinicamente inaceitável e a restauração deverá ser substituída.

        Cortesia: Dr. Alessandro Loguércio, Dra. Alessandra Reis, Dra. Letícia Ferri e Dra. Thays Costa - Universidade Estadual de Ponta
        Grossa - PR.




        CONCLUSÃO
            Analisando a tabela, pode-se perceber que Ambar obteve um nível de retenção de restaurações de 97% ao final
        de 06 meses. Os demais quesitos como adaptação, descoloração marginal, lesão de cárie adjacente a restauração
        e sensibilidade pós-operatória obtiveram as melhores pontuações.




        1-3. A esquerda, dentes 24 e 25 com lesões cervicais de origem não cariosas. No centro, imediatamente após a restauração (24
        com Ambar e 25 com Adper Single Bond 2). A direita, as restaurações após 6 meses de avaliação clínica. Note o excelente desem-
        penho das restaurações.



24   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
P&D Nano P
                                                                                             Tecnologia




Tecnologia Nano P
    Quando a FGM buscou a aplicação da nanotec-                    Paralelamente, ela também possibilita a obten-
nologia em seus produtos, ela não considerou ape-             ção de micropartículas e partículas de fosfato de
nas o uso de nanopartículas de carga para conferir            cálcio e de fosfato de cálcio amorfo.
melhores propriedades mecânicas aos seus mate-                     No entanto, apesar da composição química
riais, mas sim o desenvolvimento de nanopartícu-              bastante semelhante, a estabilidade química dos
las bioativas, capazes de funcionalizar os produtos           vários tipos de fosfato de cálcio é modificada, tor-
odontológicos. Neste contexto, a FGM desenvolveu              nando-os mais ou menos solúveis (Figura 2), assu-
uma tecnologia inovadora ao nível nacional, base-             mindo diferentes padrões de afinidade química, pH
ada em nanopartículas de fosfatos de cálcio, bio-             (basicidade/acidez), etc, o que faz com que cada
compatíveis, gerando produtos com ação reminera-              uma destas fases module um tipo de resposta bio-
lizante potencializada capazes de introduzir novas            lógica, com velocidades variadas. Assim, quando as
perspectivas em Odontologia nas diversas especia-             possibilidades de combinação entre estas diferen-
lidades. A esta tecnologia a FGM deu o nome de                tes fases de fosfato de cálcio são consideradas, as
Nano P.                                                       probabilidades de se descobrir novas aplicações e
                                                              indicações para o uso dos fosfatos se multiplicam,
                                                              trazendo mais inovação ao que já é inovador.
O QUE É A TECNOLOGIA NANO P?
    De maneira simplificada, Nano P é uma ino-
vadora tecnologia de nanopartículas de fosfato de
cálcio, que visa trazer bioatividade aos materiais
odontológicos.
    A tecnologia Nano P abrange o domínio da
síntese de nanopartículas de fosfatos de cálcio em
diferentes fases (cristalinidade) e concentrações
molares, como hidroxiapatita estequiométrica, hi-
droxiapatita deficiente em cálcio (há vários subti-
pos), tri-cálcio fosfato dos tipos       e   , tetra-cálcio
fosfato, entre outros (Figura 1).




                                                              Figura 2. Diagrama de fase tridimensional da solubilidade
                                                              de diferentes tipos de fosfato de cálcio. Hap: hidroxiapatita.
                                                              OCP: octacálcio fosfato. e TCP: tricálcio fosfato dos tipos
                                                                e , respectivamente. DCPA: dicálcio fosfato anidro. DCPD:
                                                              dicálcio fosfato dihidratado. TTCP: tetracálcio fosfato.




                                                              DIFERENCIAIS DA TECNOLOGIA
                                                              NANO P:
Figura 1. Nanopartículas de fosfato de cálcio, na forma de         Mas quais seriam os diferenciais das nanopar-
nano-hidroxiapatita. Compare seu dimensional nanométrico      tículas de fosfato de cálcio da tecnologia Nano P? A
com o diâmetro dos túbulos de dentina.



                                                                                       Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   25
P&D
                 Tecnologia Nano P




        Nano P apresenta:                                                    ca básica [Ca10(PO4)6(OH)2], elas apresentam fortes
        - características químicas e estruturais semelhan-                   peculiaridades que podem ser determinantes para
        tes à da hidroxiapatita (Hap) natural do dente                       a sua atividade biológica. Por exemplo, o esmalte
             •     maior biocompatibilidade                                  é um material poroso contendo impurezas orgâni-
                                                                             cas e traços de elementos orgânicos. Em adição, ele
        - maior bioatividade                                                 é composto de cristalitos finos, preferencialmente
             •     ação remineralizante                                      orientados em arranjos prismáticos ou totalmente
                                                                             desorientados nas áreas interprismáticas. No mais,
        - maior penetração nos túbulos de dentina, e nas                     sua área de superfície é baixa. Por outro lado, as
        porosidades e microtrincas em esmalte e dentina                      nanopartículas de fosfato de cálcio podem ser obti-
             •     restauração da microestrutura, da compo-                  das como cristalitos puros, nanométricos, com uma
                   sição química e da funcionalidade do dente                alta área de superfície específica, a qual pode ser
             •     capacidade de integrar-se ao dente e atuar                modulada pelo processo de síntese.
                   como um sistema de reposição de íons cál-                     Assim, quando incorporadas aos produtos,
                   cio e fosfato                                             as nanopartículas de fosfato de cálcio podem es-
             •     ação obliterante e remineralizante                        timular/potencializar sua atividade biológica (dos
                                                                             produtos), pois a pureza, o pequeno diâmetro, a
        - Gradiente de solubilidade modulada                                 morfologia e a elevada área de superfície das suas
             •     durabilidade do tratamento.                               partículas aumentam a interface de contato entre
                                                                             as nanopartículas do material e o dente, bem como
        CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS E                                           a capacidade de hidratação e molhabilidade destas
                                                                             nanopartículas, possibilitando que elas liberem íons
        ESTRUTURAIS SEMELHANTES À                                            cálcio e fosfato ao meio bucal nas concentrações e
        DA HIDROXIAPATITA NATURAL                                            velocidade adequadas, restaurando com maior ra-
        DO DENTE                                                             pidez e efetividade a microestrutura, a composição
             Apesar das diferenças morfológicas, estruturais,                química e a funcionalidade do tecido dental com-
        e das possíveis diferenças químicas, as nanopartí-                   prometido.
        culas de fosfato de cálcio da Nano P apresentam                          Em conjunto, a semelhança química e estrutu-
        um comportamento físico-químico qualitativamen-                      ral entre a nanopartículas de fosfato de cálcio (es-
        te similar ao dos tecidos biológicos mineralizados,                  pecialmente a nanoHap) e a Hap natural do dente, e
        como o dente e o osso, que também são compostos                      a sua alta bioatividade, potencializam sua biocom-
        por fosfato de cálcio, na forma de Hap (Tabela 1).                   patibilidade e lhe conferem uma efetiva ação remi-
        Esta similaridade química contribui para uma maior                   neralizante.
        biocompatibilidade entre o dente e as nanopartícu-
        las de fosfato de cálcio da Nano P.                                  MAIOR PENETRAÇÃO NOS TÚ-
                                                                             BULOS DE DENTINA, E NAS PO-
        MAIOR BIOATIVIDADE                                                   ROSIDADES E MICROTRINCAS
             Embora o esmalte e algumas das nanopartícu-
        las de fosfato de cálcio (especialmente na forma de                  EM ESMALTE E DENTINA
        nanoHap) compartilhem a mesma fórmula inorgâni-                          Devido ao seu tamanho nanométrico, as nano-
                                                                             partículas de fosfato de cálcio penetram nos túbulos

        Tabela 1. Composição e características estruturais da Hap nos diferentes tecidos biológicos e da Hap da tecnologia Nano P.
                                            Esmalte                 Dentina                 Tecido ósseo         nanoHap, sintética
         Razão molar Ca/P                     1,63                    1,61                      1,71                     1,67
         Pureza da Hap                       ~73 %                  ~35 %                     ~35 %                      100%




         Difração de raios X




26   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
P&D Nano P
                                                                                  Tecnologia




de dentina, nas microtrincas e nas porosidades em           Diversas aplicações da Nano P em materiais
esmalte e em dentina, obliterando estas superfícies,    odontológicos estão previstas, e esta nova linha de
restaurando a microestrutura, a composição quí-         materiais funcionalizados será gradativamente de-
mica e a funcionalidade do dente. Posteriormente,       senvolvida pela FGM e apresentada ao mercado.
através da ação da saliva ou dos fluidos dentinários,       O desenvolvimento da Nano P requereu inves-
estas nanopartículas se aderem umas às outras e         timentos na aquisição de equipamentos de ponta,
se integram ao dente, passando a atuar como um          bem como o desenvolvimento de processos diferen-
sistema de reposição de íons cálcio e fosfato, com      ciados de síntese, tratamento de superfície de na-
elevada resistência à solubilidade, semelhantemen-      nopartículas, etc. O estabelecimento de parcerias
te ao dente natural.                                    com a Universidade e com a FINEP (Financiadora
    Juntas, estas propriedades conferem uma efe-        de Estudos e Projetos) viabilizou o desenvolvimento
tiva capacidade obliterante às nanopartículas de        desta tecnologia.
fosfato de cálcio, e ainda, potencializam sua ação          A tecnologia Nano P contempla o Avanço, a Tec-
remineralizante.                                        nologia, o Conceito e a Garantia dos produtos FGM,
                                                        confirmando sua identidade, sua agilidade e sua ou-
GRADIENTE DE SOLUBILIDADE                               sadia no provimento de produtos e capital intelectu-
                                                        al para os profissionais do segmento odontológico.
MODULADA
    Embora a solubilidade para a Hap seja cons-
                                                                                       FGM. VOCÊ MERECE!!
tante e bem definida, ela é maior para as nanopar-
tículas de fosfato de cálcio. No entanto, embora a
camada superficial das nanopartículas de fosfato de
                                                                                   Equipe de P&D
cálcio se dissolva mais rapidamente, os íons cálcio
e fosfato liberados na superfície do nanocristal for-
mam uma camada de saturação na interface entre
as nanopartículas e o meio bucal (dente e/ou sali-
va), que passa a atuar como uma barreira contra o
transporte iônico, reduzindo rapidamente a taxa de
dissolução das camadas subseqüentes de nanopar-
tículas. Conforme o processo de dissolução progri-
de, a área de superfície das nanopartículas diminui
e a concentração externa de cálcio aumenta, redu-
zindo consideravelmente a difusibilidade dos íons
liberados (criação de um gradiente de solubilidade
para os nanofosfatos), o que, associado à integra-
ção das nanopartículas de fosfato de cálcio com o
dente, lhe conferem uma alta resistência à solubili-
dade, semelhantemente ao dente natural, propor-
cionando durabilidade ao tratamento.


CONSIDERAÇÕES FINAIS
    Para o mercado, a introdução de produtos com
a tecnologia Nano P representa a possibilidade de
oferecer soluções diferenciadas, inovadoras e alta-
mente eficientes de tratamento. Para o paciente, o
desenvolvimento de produtos com a Nano P repre-
senta novas perspectivas em como se prevenir e tra-
tar os problemas dentais, definitivamente, trazendo
maior confiabilidade e satisfação com os tratamen-
tos recebidos. Em conjunto, estes fatores permitem
que um maior valor agregado seja conferido ao tra-
tamento oferecido pelos profissionais.


                                                                             Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   27
Desensibilize
                           Nano P.
               Mais do que alívio,
            o tratamento profissional
            para a hipersensibilidade
                   dentinária.



             Superfície de dentina                Dentina após aplicação única             Dentina após desafio
             com túbulos expostos.                 de Desensibilize Nano P.                  por escovação.




Chegou o Desensibilize Nano P, uma pasta dessensibilizante e remineralizante à base de nano-hidroxiapatita.
A aplicação é rápida e fácil e o tratamento é efetivo e duradouro, diminuindo a hipersensibilidade dentinária.




0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
Desensibilize Nano P, o novo dessensibilizante
               e remineralizante da FGM.




                 l  ogia
           Tecno
     usiva
    no P
Excl

 Na                LITER
                         AÇÃO S
                            IO
          USI VA OBDENTINÁR
     EXCL ÚBULOS
     DOS T




                                          Apresentação:
                                          1 seringa com 3 g
                                          e 5 ponteiras aplicadoras.
desensibilize
              Nano P




         HIPERSENSIBILIDADE
         DENTINÁRIA
                                                   Como ocorre a dor
                                                   Calor, frio, bebidas e alimentos cítricos, doces, ar e pressão são
                                                   estímulos que podem causar a movimentação de fluidos nos túbulos
                                                   dentinários, aumentando a pressão dentro dos túbulos, o que estimula
                                                   os nervos do interior do dente, provocando a dor.


        Recessão gengival



                                                   Como Desensibilize
                                                   Nano P oblitera os túbulos
                                                   As nanopartículas de hidroxiapatita se depositam nos túbulos
                                                   dentinários obliterando-os, o que dificulta o acesso de estímulos
                                                   externos à polpa e elimina a sintomatologia dolorosa.

        Nano-hidroxiapatita


                                                   Eficácia e longevidade
                                                   do tratamento
                                                   A obliteração dos túbulos é potencializada/estabilizada pela ação
                                                   da saliva sobre as nanopartículas de hidroxiapatita. Essa obliteração
                                                   permanece intacta mesmo após a exposição a ácidos.


        Ação da saliva




        REMINERALIZAÇÃO DENTAL
                                                   Como Desensibilize
                                                   Nano P remineraliza
                                                   As nanopartículas de hidroxiapatita penetram no dente, integrando-se a
                                                   ele e atuando como um sistema de reposição e liberação de íons cálcio
                                                   e fosfato, com resistência ácida semelhante à da hidroxiapatita do dente
                                                   natural.
        Microtrincas/porosidades em esmalte



                                                   Eficácia e longevidade
                                                   do tratamento
                                                   As nanopartículas de hidroxiapatita restauram a microestrutura, a
                                                   composição química dos dentes e sua funcionalidade.


        Ação remineralizante




30    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
desensibilize
                                                                       Nano P




VANTAGENS DA
TECNOLOGIA NANO P
    CONTÉM NANOPARTÍCULAS
                                                   LIBERAÇÃO DE CÁLCIO
1   DE HIDROXIAPATITA, O MESMO                 5   E FOSFATO
    MINERAL QUE COMPÕE O DENTE
                                                           RESISTÊNCIA
     2   BIOCOMPATIBILIDADE                         6      À SOLUBILIDADE

                                                   EFETIVIDADE
3   BIOATIVIDADE                               7   E LONGEVIDADE
         EXCELENTE PENETRAÇÃO NOS                          TECNOLOGIA
     4   TÚBULOS DE DENTINA E NAS                   8      100% NACIONAL
         MICROTRINCAS EM ESMALTE




INDICAÇÕES
Desensibilize Nano P é uma pasta de alto desempenho,
de uso profissional, indicada para:
→ tratamento de hipersensibilidade;
→ prevenção de lesão cariosa em pacientes de alto risco;
→ auxílio na prevenção do desgaste dental por erosão e abrasão;
→ remineralização de lesões de manchas brancas, descalcificação ortodôntica,
    pré e pós-clareamento dental.




TRATAMENTO EFETIVO E DURADOURO




                                                                  Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   31
desensibilize
              Nano P




         DESSENSIBILIZAÇÃO POR
         OBLITERAÇÃO
         VEJA COMO FUNCIONA: o novo Desensibilize Nano P contém a nova tecnologia Nano P,
         baseada em nanopartículas de hidroxiapatita. Sua ação dessensibilizante ocorre
         por dois mecanismos:

          1 EFEITO FÍSICO: por ser nanométrica, a hidroxiapatita
            penetra com maior facilidade no interior dos túbulos
            dentinários e das microtrincas em esmalte, o que dificulta
            o acesso dos estímulos externos causadores da dor.


          2 EFEITO QUÍMICO: a presença de nitrato de potássio
            potencializa a dessensibilização por despolarização das fibras nervosas;
            a presença de flúor complementa este efeito dessensibilizante.



          1                                                                        2




               Túbulos dentinários abertos ANTES do                                     Túbulos dentinários FECHADOS após
              tratamento com o Desensibilize Nano P,                                   o tratamento com Desensibilize Nano P,
          podendo causar sensibilidade pela exposição                                   bloqueando a difusão dos estímulos
             a ácidos, ao frio/calor, ao ar, ao toque.                                          causadores da dor.




          3                                                                    4


                                                        Nano-hidroxiapatita +
                                                       saliva: dessensibilização
                                                            com resistência
                                                          à dissolução ácida
                                                           e ao desgaste por
                                                              escovação.



              A obliteração dos túbulos dentinários                                     A obliteração dos túbulos dentinários
              permanece INTACTA mesmo APÓS                                              permanece INTACTA mesmo APÓS
                 A EXPOSIÇÃO A ÁCIDOS .                                                 O DESGASTE POR ESCOVAÇÃO .




32    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
desensibilize
                                                                                                                         Nano P




EFETIVA AÇÃO REMINERALIZANTE
VEJA COMO FUNCIONA:
A ação remineralizante do Desensibilize Nano P ocorre por dois mecanismos:

 1   EFEITO FÍSICO: as nanopartículas de hidroxiapatita penetram nas porosidades e microtrincas
     em esmalte, integrando-se facilmente ao dente, que também é composto por hidroxiapatita.
     Elas reparam suas deficiências, mimetizando-o funcionalmente por atuar como um sistema de
     liberação de íons cálcio e fosfato, essencial para a manutenção do balanço mineral do dente
     nas condições de desmineralização.


 2   EFEITO QUÍMICO: a presença de 9.000 ppm de flúor inibe a atividade cariogênica das
     bactérias e previne a desmineralização.




                                            100              Recuperação de             70% da dureza
     Recuperação da dureza do esmalte (%)




                                             80
                                                                                                                               a

                                             60



                                             40                                                              b
                                                                                            b,c
                                             20     c            c            c


                                             0


                                                  Controle     CPP-ACP   Flúor em Gel       Verniz     FluorCare (FGM)    Desensibilize
                                                                                          Fluoretado                      Nano P (FGM)

     Potencial remineralizante do Desensibilize Nano P sobre a superfície de esmalte bovino
     acometida por lesão de cárie artificial e submetida à ciclagem de pH (des e remineralização)
     por sete dias. Letras diferentes mostram diferença estatística (p<0,05).



Estudos laboratoriais demonstram que Desensibilize Nano P promove:


 1   RECUPERAÇÃO de 70% da DUREZA do esmalte acometido por cárie.

 2   O EFEITO MÁXIMO já pode ser observado entre a 2ª e a 3ª aplicação
     do produto.

 3   O EFEITO remineralizante é POTENCIALIZADO ao longo dos dias PELA AÇÃO
     DA SALIVA sobre as nanopartículas de hidroxiapatita.

 4   REMINERALIZAÇÃO EFETIVA E DURADOURA.




                                                                                                                 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   33
desensibilize
              Nano P




         PASSO A PASSO

                                                                  2
                     1




                       Limpar a superfície do dente e realizar    Dispensar o produto em um pote Dappen estéril e aplicá-lo
                    isolamento relativo. Se necessário, conduza       sobre a superfície dental com um microaplicador
                                 profilaxia prévia.                  (Cavibrush – FGM), ou aplicá-lo diretamente sobre
                                                                       a superfície dental com uma ponta aplicadora.



                                                                           4
                     3




                        Com um disco de feltro adaptado                         Deixar o produto em repouso
                     em baixa rotação com velocidade baixa                           durante 5 minutos.
                   (Diamond Flex – FGM), friccionar o produto
                             durante 10 segundos.




                                                                           5




                                                                             Remover excesso do produto com
                                                                           um algodão ou gaze seca ou levemente
                                                                        umedecida. Instruir o paciente a abster-se de
                                                                        alimentos sólidos ou líquidos por 30 minutos.




                                                                          Para maiores informações, vide perfil
                                                                          técnico disponível para download em nosso
                                                                          site. Em caso de dúvida, consulte nosso
                                                                          suporte técnico: contato@fgm.ind.br
                                                                          ou telefone 0800 644 6100.


34    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
desensibilize
                                                                                    Nano P




    PERGUNTAS E RESPOSTAS
1   Por que a aplicação do Desensibilize Nano P traz mais benefícios ao processo de remineralização quando
    comparada à aplicação de outros produtos convencionais à base de fluoreto?

    Quando um produto convencional à base de fluoreto é aplicado sobre a superfície dental, há a formação de
    fluoreto de cálcio (CaF 2) sobre a superfície. Este CaF 2 é inicialmente estabilizado por proteínas e fosfatos
    salivares em pH neutro. Entretanto, por ocasião da queda do pH durante desafios ácidos, o CaF 2 se dissolve
    liberando Ca 2 e F -, os quais irão efetivamente contribuir para a reorganização dos cristais de hidroxiapatita
    do dente em fluorapatita, que podem então atuar de maneira estável na proteção do dente contra a cárie.
    Quando aplicamos o Desensibilize Nano P sobre a superfície do dente, estamos oferecendo nano-
    hidroxiapatita à superfície dental e, como sabemos, a hidroxiapatita é a forma cristalina, organizada de fosfato
    de cálcio, que compõe o dente natural, estável à dissolução. Assim, ao aplicarmos Desensibilize Nano P,
    já oferecemos ao dente um pouco mais dele mesmo, facilitando a interação entre o dente e o produto e
    aumentando a probabilidade de formação de fluorapatita, amplificando o potencial remineralizador do produto.
    Em adição, como a nano-hidroxiapatita presente no Desensibilize Nano P é altamente resistente à dissolução,
    ao se depositar sobre o dente, ela protegerá a hidroxiapatita do dente contra a dissolução.




2   Em média, quantas sessões são necessárias para se promover a remineralização dos dentes com o
    produto?

    Estudos laboratoriais indicam que a partir de duas aplicações do Desensibilize Nano P seu efeito
    remineralizante máximo já pode ser observado. Baseados nesses estudos, para uma maior segurança do
    protocolo clínico de aplicação do produto, recomendamos de 3 a 4 aplicações do Desensibilize Nano P
    quando a finalidade é a remineralização da superfície dental.




3   Em média, quantas sessões são necessárias para dessensibilização com o produto?

    O número de sessões pode variar, porém estudos clínicos conduzidos indicam que em média 3 sessões são
    suficientes para o tratamento eficaz e duradouro da sensibilidade dental.




4   O Desensibilize Nano P é efetivo na prevenção de hipersensibilidade dental associada ao clareamento
    dental?

    Até o momento, não há dados conclusivos que indiquem que a aplicação do Desensibilize Nano P é efetiva
    na prevenção de hipersensibilidade associada ao clareamento dental.
    No entanto, a aplicação do produto após o clareamento pode contribuir para a remineralização da superfície
    do esmalte, e ainda ampliar a sensação de clareamento por promover a planificação da superfície dental.




5   A aplicação do Desensibilize Nano P previamente ao clareamento dental pode prejudicar o processo de
    clareamento?

    Como o Desensibilize Nano P é composto por nano-hidroxiapatita, que é o principal constituinte do esmalte
    dental, a aplicação do produto não interfere no processo de clareamento. Ao contrário, poderemos ter
    uma complementação da sensação de clareamento pelo fato do produto poder promover a planificação da
    superfície dental.




                                                                               Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   35
pesquisa
            Desensibilize Nano P




        Hipersensibilidade Dentinária
        Profa. Constanza Marín de los Ríos Odebrecht*
        Profa. Elisabete Rabaldo Bottan*
        *Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC


             Uma parcela considerável de pacientes procura               A hipersensibilidade dentinária é considerada uma
        atendimento odontológico em busca de tratamento             patologia de difícil solução clínica que provoca alto nível
        para o desconforto exacerbado durante hábitos corri-        de desconforto aos pacientes, levando à proposição de
        queiros, tais como a alimentação, ingestão de líquidos      uma diversidade de mecanismos de tratamento, como
        e/ou alimentos com diferenças de temperatura ou pH,         aplicação de agentes de ação antiinflamatória, uso de
        ou pelo simples ato de falar, devido à passagem do ar       agentes com efeito oclusivo sobre os canalículos dentiná-
        pela cavidade oral. Esta manifestação, chamada de hi-       rios, precipitação de proteínas, deposição de partículas,
        persensibilidade dental, pode ser decorrente da exposi-     aplicação de película impermeabilizadora, realização de
        ção da dentina ou cemento radicular por motivos como        procedimentos restauradores, aplicação de laser, e des-
        escovação dental agressiva (causando abrasão), erosão,      polarização das terminações nervosas (Pereira, 1995).
        recessão gengival, devido a tratamentos como o perio-            Para o alivio da hipersensibilidade dentinária, as
        dontal e o clareamento dental, por desidratação dental,     modalidades de tratamento mais promissoras são:
        secura bucal e fratura dental (Radentz et al., 1976; Aun         1) a interrupção da resposta neural ao estímulo
        et al., 1989, Azevedo, 1994; Sampaio, 1995).                doloroso;
             Esta condição se manifesta em 1 em cada 5 adul-             2) a terapia oclusiva pela promoção do selamento
        tos (Azevedo, 1994; Dunlap, 1989), e pode se iniciar an-    dos túbulos dentinários abertos para bloquear o meca-
        tes dos 20 anos de idade e acarretar uma diminuição da      nismo hidrodinámico (Cummins, 2009).
        qualidade de vida destes indivíduos, já que estes pas-           A interrupção da resposta neural é provocada pelo
        sam a evitar determinados alimentos e bebidas princi-       nitrato de potássio, que age na despolarização das fibras
        palmente geladas, descuidam a higiene bucal, devido à       nervosas e impede a propagação do estímulo doloroso,
        dor provocada pela escovação e adiam suas consultas         e é encontrado em produtos como o Desensiblize FGM e
        odontológicas pelo medo da dor (Schiff et al., 2009).       Desensibilize KF (Tzanova et al., 2005).
             O mecanismo pelo qual ocorre a hipersensibilidade           As terapias oclusivas para tratamento da hipersensi-
        é explicado pela teoria hidrodinámica de Brannström.        bilidade dentinária são freqüentemente propostas por se
        De acordo com esta teoria a sensibilidade da dentina        acreditar que a oclusão dos túbulos dentinários evita que
        é o resultado de um mecanismo de                                              os estímulos causem a movimentação
        transmissão hidrodinâmica. Os flui-                                           de fluidos no interior dos canalículos,
        dos dentro dos túbulos dentinários
                                                       A hipersensibilidade           promovendo a remissão da dor (Absi
        se deslocam frente a estímulos como        dentinária é considerada           et al., 1987). Este tipo de tratamento é
        temperatura, mudanças físicas ou os-             uma patologia de             promissor pelo potencial de promover
        móticas. A base desta teoria é que o          difícil solução clínica         uma superfície dentária significante-
        movimento de fluidos dentro dos tú-          que provoca alto nível           mente mais resistente ao ataque quí-
        bulos e pela pressão alterada estimula                                        mico e mecânico. (Cummins, 2009).
                                                        de desconforto aos
        receptores que permitem o estimulo                                                  O grande desafio na terapia da hi-
        neural, (Brannsröm; Astrom, 1972).                   pacientes                persensibilidade dentinária é encontrar
        Estímulos como a aplicação de um jato                                         uma substância que se mantenha por
        de ar na dentina exposta causa desidratação que resulta     um maior tempo sobre a superfície dentinária, eliminan-
        na movimentação de fluido em direção à superfície den-      do efetivamente a sensação dolorosa e que não recidive.
        tinária desidratada, comprimindo a fibra nervosa, resul-         O Dessensibilize Nano P é um produto bioativo à
        tando deste modo na sensação dolorosa. De maneira se-       base de hidroxiapatita nanométrica e fosfato de cálcio
        melhante as mudanças térmicas resultam em expansão          para dessensibilização do tecido dental, capaz de pro-
        ou contração dos túbulos dentinários, resultando em         mover um selamento na superfície da dentina e no in-
        mudanças do fluido dentinário causando a dor. Os estí-      terior dos túbulos dentinários, dificultando o acesso de
        mulos osmóticos como o açúcar, ácidos ou sal, também        estímulos externos à polpa, com redução ou eliminação
        podem resultar na movimentação de fluídos.                  da hipersensibilidade dentinária.
             Segundo a literatura, os dentes hipersensíveis              Com o objetivo de avaliar clinicamente o efeito
        apresentam um número aumentado de túbulos denti-            dessensibilizante de Desensibilize Nano P foi realiza-
        nários por área (aproximadamente 8 vezes mais) que          da uma pesquisa junto à Disciplina de Periodontia da
        os dentes não sensíveis. O diâmetro dos túbulos é apro-     Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí SC, em
        ximadamente 2 vezes maior, comparada com os den-            pacientes que apresentaram hipersensibilidade denti-
        tes não sensíveis (Absi et al., 1987).                      nária após serem submetidos ao tratamento periodon-


36   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
pesquisa


tal, e que aceitaram participar voluntariamente desta                          Nos dentes que apresentaram inicialmente dor mo-
pesquisa. O projeto foi aprovado pelo Comitê de ética                     derada, houve uma redução da hipersensibilidade em
em pesquisa da Univali sob o número 445/09. Todos                         79% dos casos, sendo que 10,52% dos dentes tiveram
os pacientes receberam explicações sobre o objetivo e                     uma remissão total da dor, e 68,42% dos dentes apre-
metodologia da pesquisa e assinaram o Termo de Con-                       sentaram dor leve. Após a segunda aplicação do produ-
sentimento Livre e Esclarecido.                                           to, a porcentagem de dentes que apresentou redução da
     O grau de hipersensibilidade foi avaliado na face ves-               hipersensibilidade aumentou pra 90%, sendo que esta
tibular dos dentes, que apresentavam hipersensibilidade                   foi nula em 31,57% dos casos e leve em 10,52% dos
uma semana após a raspagem. Cada dente recebeu duas                       casos (Gráfico 2).
aplicações de Desensibileze Nano P sendo avaliada a hi-
                                    ,
persensibilidade imediatamente após cada aplicação.                           100
                                                                                         moderada              moderada               moderada
     A escala de dor que variou de 0 a 3 como resposta                                     100%                 21,05%                 10,52%
                                                                                         19 dentes                                   leve 57,89%
ao estímulo com ar da seringa tríplice, sendo:
                                                                                                              leve 68,42%
     Grau 0: dor nula
     Grau 1: dor leve
     Grau 2: dor moderada
     Grau 3: dor severa

                                                                                                                                    nulo 31,57%
      O Desensibilize Nano P foi aplicado da seguinte
maneira:
      i) o campo de trabalho foi exposto com o auxílio de                                                     nulo 10,52%
                                                                                0
um abridor de boca (Arcflex FGM)                                                         Score inicial     Score imediatamente    Score imediatamente
                                                                                                            após a 1a aplicação    após a 2a aplicação
      ii) o produto foi aplicado com taças de borracha,
                                                                          Gráfico 2. Porcentagem de dentes com hipesensibilidade
em baixa velocidade, durante 10 segundos                                  inicial moderada que apresentou redução da dor após 1 e 2
      iii) agaurdou-se um período de repouso, e então o                   aplicações de Desensibilize Nano P
produto foi remivido com gaze
      Para o estudo foram considerados apenas os den-                          Os resultados mostraram que Desensibilize Nano
tes com hipersensibilidade inicial moderada (grau 2) e                    P foi eficiente na redução imediata da hipersensibilida-
severa (grau 3), totalizando 43 dentes. Entre os den-                     de dentinária.
tes que apresentaram hipersensibilidade inicial severa,
imediatamente após a primeira aplicação do Desen-
sibilize Nano P houve redução da hipersensibilidade
                 ,                                                        REFERÊNCIAS
                                                                          ABSI EG, ADDY M, ADAMS D. Dentine hypersensitivity. A study of the pa-
em 75% dos casos, sendo que 21% destes dentes mi-                         tency of dentinal tubules in sensitive and non-sensitive cervical dentine.
graram de sensibilidade severa para leve ou nula, en-                     J Clin Periodontol. 1987;14(5):280-4.
quanto que 54% dos dentes migraram de sensibilidade                       AUN CD, BRUGNERA Jr A, VILA RG. Avaliação clínica de pacientes porta-
                                                                          dores de hipersensibilidade dentinária, cujos dentes foram tratados com
severa para moderada.                                                     laser Hélio-Neon. Rev Assoc Paul Cir Dent 1989; 43(2): 65-8.
      Imediatamente após a segunda aplicação do pro-                      AZEVEDO VMNN. Avaliação clínica de pacientes portadores de lesões
duto, o total de dentes que apresentou remissão de dor                    dentárias cervicais não cariosas relacionadas com alguns aspectos físi-
                                                                          cos, químicos e mecânicos da cavidade bucal. Tese (Doutoramento). Fac.
aumentou para 87%. Destes, 20% estavam com sensi-                         Odontologia de Bauru, USP. 1994.
bilidade nula, 62,5% com sensibilidade leve e 4,1% com                    BRANNSTRÖM M & ASTROM A. The hydrodynamics of the dentyne its
                                                                          possible relationship to dentynal pain. Int Den J1972;22:219-227
sensibilidade moderada (Gráfico 1).
                                                                          CUMMINS D. Dentin hypersensitivity: from diagnosis to a breakthrough
                                                                          therapy for everyday sensitivity relief. J Clin Dent 2009: 20(Spec Iss): 1-9
   100                                                                    RADENTZ WH, BARNES GP CUTRIGHT DE. A survey of factors possibly
                                                                                                     ,
           severa 100%         severa 25%            severa 12,5%         associated with cervical abrasion of tooth surfaces. J Periodontol. 1976;
            24 dentes                                                     47(3):148-54.
                                                      leve 62,5%          SAMPAIO JEC. Tratamento da hipersensibilidade através da aplicação de
                                                                          vernizes. Rev ABO Nac 1995; 3(2): 114-8.
                                moderada
                                 54,16%                                   SCHIFF T, DELGADO e, ZHANG YP CUMMINS D, DEVIZIO W & MATEO
                                                                                                               ,
                                                                          LR. Clinical evaluation of the efficacy of na in-office desensitizing paste
                                                                          containing 8% arginine and calcium carbonate in providing instan lasting
                                                                          relief of dentyn hypersensitivity. Amer J Dent 2009, 22 (spec issue):
                                                                          8A-15A.
                                                                          TZANOVA S, INANOVA & VELANOVA S. Clinical evaluation of dentinal
                                                                          hypersensitivity treatment with 5% potassium nitrate dentifrice. Folia
                                                                          Med 2005, XLVII (2): 65-68.
                                                     nulo 20,83%
                               nulo 12,5%
     0
            Score inicial   Score imediatamente    Score imediatamente
                             após a 1a aplicação    após a 2a aplicação

Gráfico 1. Porcentagem de dentes com hipersensibilidade
inicial severa que apresentou redução da hipersensibilidade
após 1 e 2 aplicações de Desensibilize Nano P.


                                                                                                         Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011      37
pesquisa
            Desensibilize Nano P




        Efeito de uma Nova Pasta com
        Nanopartículas de Fosfato de Cálcio
        mais Flúor na Erosão/abrasão do
        Esmalte e Dentina in vitro
                      Cíntia Souza e Silva
                      Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade
                      de São Paulo, SP, Brasil

                      Ana Carolina Magalhães
                      Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade
                      de São Paulo, SP, Brasil

                      Marília Buzalaf
                      Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade
                      de São Paulo, SP, Brasil

        B.M. Moron
        Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São
        Paulo, SP, Brasil.
        C.A.B. Cardoso
        Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São
        Paulo, SP, Brasil.

        INTRODUÇÃO
             Embora tenha ocorrido um declínio na preva-         Esta zona amolecida é mais suscetível às forças me-
        lência da cárie dentária nos países desenvolvidos e      cânicas, tais como abrasão [Rios et al., 2006], que
        em desenvolvimento, como o Brasil [Brown et al.,         não têm quase nenhum efeito em tecidos dentários
        2000; Narvai et al., 2006], devido ao acesso aos         hígidos. Os processos químicos e mecânicos podem
        meios preventivos, especialmente ao uso de flúor e       ocorrer individualmente ou juntos, embora o efeito
        à escovação, um aumento na prevalência de outras         da erosão seja frequentemente dominante [Addy e
        desordens dentárias, tais como o desgaste dentá-         Shellis, 2006].
        rio (lesão do tipo não cariosa), tem sido observa-           O diagnóstico clínico de lesões iniciais de ero-
        do [Lussi, 2006]. As lesões não cariosas englobam        são é muito difícil de ser realizado, pois as altera-
        principalmente a erosão, abrasão e atrição dentária      ções são tênues e acompanhadas de poucos sinais e
        [Bartlett e Shah, 2006; Addy e Shellis, 2006].           sintomas, sendo a aparência clínica o recurso mais
             O termo desgaste dentário é definido como           importante para o diagnóstico [Magalhães et al.,
        sendo a perda de tecido duro da estrutura dentária       2010]. O primeiro sinal clínico é manifestado pela
        devido aos processos de erosão, atrição e abrasão        perda leve de brilho do esmalte que pode ser visto
        [Litonjua et al., 2003]. A atrição é o desgaste oca-     quando o dente se apresenta limpo e seco [Ganss e
        sionado pelo contato dentário patológico (bruxis-        Lussi, 2006]; essa fase é difícil de ser diagnostica-
        mo), enquanto que a abrasão é causada por hábitos        da. Depois, ocorre a perda das periquimácias e da
        bucais ou substâncias abrasivas, tais como dentifrí-     anatomia nas superfícies lisas, seguida pela fratura
        cios altamente abrasivos [Litonjua et al., 2003]. Já a   de uma fina camada na borda incisal dos dentes
        erosão dentária é definida como a perda irreversível     superiores [Magalhães et al., 2010]. O desgaste
        de estrutura dentária, devido a um processo quími-       apresenta uma extensão que excede a profundidade
        co, sem envolvimento de microorganismos [Lussi,          [Magalhães et al., 2010]. Quando essa lesão ocorre
        2006], desencadeado por ácidos de origem intrínse-       na superfície oclusal, ela apresenta superfície côn-
        ca e extrínseca. O ataque ácido leva não somente à       cava ou em forma de pires/copo (molares) [Ganss
        perda de estrutura, mas também a um amolecimen-          e Lussi, 2006], sendo arredondada, ampla e lisa,
        to progressivo da superfície dentária [Lussi, 2006].     e não se encaixa nos pontos de contato entre os


38   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
pesquisaP
                                                                                 Desensibilize Nano




dentes antagonistas. Em dentes restaurados, as res-    adquirida, estrutura do biofilme dentário, posição
taurações tornam-se proeminentes, projetando-se        do dente, e saúde geral) [Magalhães et al., 2009].
acima da superfície dentária, e são conhecidas por     As fontes mais importantes de ácidos são aquelas
“ilhas” de metal (amálgama) [Ganss e Lussi, 2006].     encontradas na dieta, tais como alimentos e bebi-
Com o progresso da lesão, é possível ver a dentina     das [Lussi et al, 2004] e aquelas originadas do es-
amarelada através de uma fina camada de esmalte        tômago, como ácido gástrico presente nos casos de
translúcido, com um halo de esmalte ao redor da        desordens como bulimia, anorexia e refluxo gastro-
lesão, comumente visto em superfícies lisas [Maga-     esofágico [Bartlett, 2006]. Atualmente, o consumo
lhães et al., 2010]. A anatomia oclusal nos molares    aumentado de bebidas ácidas, como refrigerante e
pode ser perdida quando as lesões erosivas estão       sucos de frutas cítricas, está se tornando um fator
avançadas. A aparência e a localização da erosão       importante para o desenvolvimento da erosão [Lus-
estão relacionadas à origem do ácido e a postura da    si, 2006].
cabeça quando o ácido esta presente [Magalhães et          Dessa forma, estratégias preventivas devem ser
al., 2010].                                            escolhidas de acordo com os fatores etiológicos en-
    As lesões de abrasão tendem a ser mais obser-      volvidos em cada caso. Assim, podemos tomar me-
vadas na região cervical dos dentes com aspecto        didas para reduzir a exposição a ácidos e o impacto
arredondado ou em forma de sulcos entre a gengiva      mecânico, aumentar a qualidade e quantidade de
e o esmalte cervical [Magalhães et al., 2010]. Fren-   saliva e da película adquirida, modificar bebidas e
te à abrasão pela escovação, nota-se um desgaste       soluções ácidas. Outras estratégias preventivas vi-
mais extenso do que profundo, de superfície lisa,      sando ao uso profissional e caseiro são: a aplicação
com esmalte e dentina caracterizados por estrias       de produtos ricos em cálcio e flúor, aplicação de
horizontais uniformes e consistentes [Magalhães        laser e agentes inibidores de MMPs (metaloprotei-
et al., 2010]. Dependendo da força de escovação        nases da matriz) [Magalhães et al, 2009; Kato et
e da característica da gengiva, podem ocorrer re-      al., 2010].
cessão gengival e exposição de dentina radicular           Nesse seguimento de prevenção das lesões
[Magalhães et al., 2010]. Essas lesões acometem        dentárias no Brasil, a FGM Produtos Odontológi-
qualquer dente, mas é mais comum na região cer-        cos (Joinville, SC). está desenvolvendo produtos
vical vestibular dos dentes que são proeminentes       bioativos à base de nano hidroxiapatita para remi-
no arco (incisivos, caninos e pré-molares) [Addy et    neralização e dessensibilização do tecido dentário,
al., 1987]. As lesões abrasivas apresentam defini-     capazes de remineralizarem a superfície dentária e
ções marginais mais acentuadas. Quando o dente é       promoverem um selamento de qualidade (formação
acometido por erosão e abrasão, a lesão apresenta      de película impermeabilizante) na interface entre
característica mais arredondadas e brilhantes [Ma-     a superfície dentária externa e o ambiente bucal,
galhães et al., 2010].                                 inibindo a desmineralização e dificultando o acesso
    Já a atrição provoca um aplainamento das pon-      de estímulos externos à polpa, com redução ou eli-
tas de cúspides ou bordas incisais, além de facetas    minação da perda dentária e da hiperstesia. Estes
de desgaste sobre a superfície oclusal ou palatina,    produtos contêm nanopartículas de fosfato de cál-
dando a impressão do dente ter sido desgastado         cio organizadas na forma de cristais (semelhante à
por uma lixa [Grippo et al., 2004]. As lesões aco-     estrutura dentária, tamanho < 100 nm). Estas na-
metem inicialmente as pontas de cúspides dos ca-       nopartículas apresentam elevada área superficial,
ninos (diagnóstico inicial), seguido das pontas de     facilitando a disponibilidade do produto para o or-
cúspides dos pré-molares e molares, o que leva a       ganismo reorganizar os íons cálcio e fosfato em for-
um contato de lateralidade de grupo [Magalhães et      mato de hidroxiapatita (esmalte e dentina). Por ser
al., 2010].                                            a bioatividade da estrutura dentária baixa, o uso de
    A erosão dentária é uma lesão multifatorial, en-   nanopartículas é um grande diferencial nesta apli-
volvendo fatores comportamentais (hábitos alimen-      cação. Destaca-se que atualmente a clínica odon-
tares, medidas de higiene bucal, forma de consumo      tológica desprovê de materiais remineralizantes e
de bebidas, episódios de vômitos, uso de drogas e      dessensibilizantes baseados em nanotecnologia. No
exposição a ácidos no trabalho), químicos (quanti-     presente trabalho, o potencial preventivo do Desen-
dade do ácido, pH, pKa, capacidade tampão, tipo        sibilize Nano P (FGM), uma pasta dessensibilizante
de ácido, concentração de Ca, F e P ação quelan-
                                   ,                   e remineralizante bioativa de alta performance base-
te) e biológicos (propriedades da saliva, película     ada na inovadora tecnologia de nanopartículas de


                                                                            Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   39
pesquisa
            Desensibilize Nano P




        cálcio e fosfato sobre a erosão e abrasão do esmalte
        e dentina bovinos in vitro foi testado.


        MATERIAL E MÉTODOS
             Vinte espécimes de esmalte e vinte de dentina
        radicular bovinos (4X4 mm) foram polidos, prote-
        gidos em 2/3 com esmalte cosmético de unha e
        alocados aleatoriamente em 2 grupos (n=10), de
        acordo com o agente utilizado: Desensibilize Nano
        P (20% nanohidroxiapatita + 2% NaF) - FGM e MI
        paste plus (10% CPP-ACP + 0,2% NaF - GC América          Gráfico 1. Média da perda de esmalte (μm) ± DP   .
                                                                 Letras diferentes mostram diferenças significativas entre os
        Inc., Alsip, USA). Adicionalmente, 10 espécimes de       tratamentos.
        esmalte e dentina não foram tratados (controle).
             Todos os espécimes foram submetidos a 5 dias
                                                                      Vários trabalhos têm relatado que pastas con-
        de uma ciclagem erosiva. A erosão foi realizada com
                                                                 tendo CPP-ACP são eficientes para prevenir erosão
        Coca-cola (Coca-Cola Company Spal, Porto Real,
                                                                 [Rees et al., 2007; Piekarz et al., 2008;Tantbirojn
        RJ, Brasil, pH 2,3, 30 mL/espécime, sem agitação,
                                                                 et al., 2008; Panich e Poolthong, 2009] e erosão
        a 25oC) recentemente aberta, quatro vezes ao dia
                                                                 associada à abrasão [Ranjitkar et al., 2009a,b] do
        durante 90 s cada. Após a desmineralização, os es-
                                                                 esmalte. Por este motivo, a MI Paste Plus foi utili-
        pécimes foram lavados com água destilada (5 s) e
                                                                 zada como controle positivo no presente estudo e o
        transferidos para a saliva artificial (pH 6,8, 30 mL/
                                                                 Desensibilize Nano P mostrou ser tão eficaz quanto
        espécime, sem agitação, 25oC) durante 2 h. Após o
                                                                 a MI Paste para prevenção da erosão associada à
        último tratamento erosivo diário, os espécimes fo-
                                                                 abrasão do esmalte. Já para a dentina, embora al-
        ram armazenados na saliva artificial durante a noite.
                                                                 guns trabalhos tenham relatado efeito protetor de
             A abrasão foi realizada após o primeiro e o últi-
                                                                 pasta contendo CPP-ACP (Tooth Mousse) na erosão
        mo desafio erosivo, utilizando-se escovas elétricas,
                                                                 associada à abrasão [Piekarz et al., 2008; Ranjitkar
        acopladas a um dispositivo para controle de força
                                                                 et al., 2009a], no presente trabalho a MI Paste Plus
        e posição, umedecidas com solução do dentifrício
                                                                 foi incapaz de reduzir a erosão associada à abrasão.
        sem flúor, durante 10 s. Após a escovação, o trata-
                                                                 Os resultados aparentemente conflitantes podem
        mento foi realizado através da aplicação das pastas
                                                                 ser devidos ao fato de que nos estudos de Ranjitkar
        sobre as superfícies de todos os espécimes com o
                                                                 et al [2009a] e de Piekarz et al., 2008 o produto
        auxílio de um microaplicador, por 3 min [Tantbirojn
                                                                 contendo CPP-ACP usado foi o Tooth Mousse, en-
        et al., 2008]. O excesso de pasta foi removido com
                                                                 quanto que no presente estudo foi utilizada a MI
        cotonete e os espécimes foram imersos na saliva
                                                                 Paste plus.
        artificial.
                                                                      Por outro lado, o Desensibilize Nano P apre-
             A perda da estrutura dentária foi avaliada quan-
                                                                 sentou uma grande redução na erosão associada à
        titativamente por perfilometria (μm, Perfilômetro
                                                                 abrasão da dentina quando comparada ao controle
        Marh, Alemanha), após a remoção do esmalte cos-
                                                                 e à MI Paste plus (Gráfico 2). De fato, a porcenta-
        mético de unha. Cinco leituras foram realizadas por
                                                                 gem de redução de desgaste em relação ao contro-
        espécime nas superfícies controle-tratada-controle
                                                                 le observada para o Desensibilize Nano P para o
        e a média calculada.
                                                                 esmalte foi de cerca de 35%, enquanto que para a
             Após verificação da normalidade e homogenei-
                                                                 dentina, foi em torno de 75%. O melhor resultado
        dade, os dados foram submetidos à análise esta-
                                                                 obtido pela utilização do Desensibilize Nano P em
        tística através do teste de Kruskal-Wallis e do teste
                                                                 amostras de dentina pode ser devida à presença da
        de Dunn para comparações individuais. O nível de
                                                                 matriz orgânica desmineralizada na dentina após o
        significância adotado foi de 5%.
                                                                 desafio erosivo [Ganss et al., 2004], que serviria de
                                                                 arcabouço para a remineralização pelas nanopar-
        RESULTADOS E DISCUSSÃO                                   tículas, as quais, por apresentarem elevada área
             Para o esmalte, houve diferença significativa en-   superficial, permitiriam a reorganização dos íons
        tre o grupo controle (sem tratamento) e as pastas        cálcio e fosfato na forma de hidroxiapatita. Entre-
        Desensibilize Nano P e MI paste plus, as quais não       tanto, estudos adicionais devem ser realizados para
        diferiram entre si (Gráfico 1).


40   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
pesquisaP
                                                                                                  Desensibilize Nano




se comprovar o mecanismo de ação de pastas con-                      5. Brown LJ, Wall TP Lazar V. Trends in total caries expe-
                                                                                         ,
                                                                     rience: permanent and primary teeth. J Am Dent Assoc
tendo pastas contendo nanopartículas de fosfato de
                                                                     2000;131:223-231.
cálcio na prevenção da erosão associada à abrasão
                                                                     6. Ganss C, Klimed J, Starck C. Quantitative analysis of the
da dentina, bem como para esclarecer se o efeito                     impact of the organism matrix on the fluoride effect on ero-
preventivo observado no presente estudo foi real-                    sion progression in human dentine using longitudinal mi-
mente devido à presença das nanopartículas de fos-                   croradiography. Arch Oral Biol 2004; 49:931-935.

fato de cálcio, do flúor ou ainda tenha ocorrido por                 7. Ganss C, Lussi A. Diagnosis of tooth wear. Monogr Oral
                                                                     Sci. 2006;20:32-43.
um sinergismo entre ambos.
                                                                     8. Grippo JO, Simring M, Schreiner S. Attrition, abrasion,
                                                                     corrosion and abfraction revisited: a new perspective on
                                                                     tooth surface lesions. J Am Dent Assoc. 2004;135:1109-18.
                                                                     9. Kato MT, Leite AL, Hannas AR, Buzalaf MAR. Gels contai-
                                                                     ning MMP inhibitors prevent dentine erosion in situ. J Dent
                                                                     Res 2010;89:468-72.
                                                                     10. Litonjua LA, Andreana S, Bush PJ, Cohen RE. Tooth
                                                                     wear: attrition, erosion, and abrasion. Quintessence Int.
                                                                     2003;34:435-46.
                                                                     11. Lussi A, Jaeggi T, Zero D. The role of diet in the etiology
                                                                     of dental erosion. Caries Res. 2004;38:34-44.
                                                                     12. Lussi A. Erosive tooth wear - a multifactorial condition
                                                                     of growing concern and increasing knowledge. Monogr Oral
Gráfico 2. Média da perda de dentina (μm) ± DP  .                    Sci 2006;20:1-8.
Letras diferentes mostram diferenças significativas entre os
tratamentos.                                                         13. Magalhães AC, Rios D, Honório HM, Bonfante G, Buza-
                                                                     laf MAR. Novos métodos de diagnóstico e tratamento da
                                                                     erosão dentária. In: Lubiana NF (Coordenador). Pro-Odonto
CONCLUSÃO                                                            – Programa de atualização em odontologia preventiva e saú-
                                                                     de coletiva. Porto Alegre; Ed. Artmed/Panamericana; 2010
     Baseados nos resultados desse estudo pode-se                    p. 49-115.
concluir que a pasta Desensibilize Nano P contendo
                                         ,                           14. Magalhães AC, Wiegand A, Rios D, Honório HM, Buzalaf
nanopartículas de fosfato de cálcio e flúor, é capaz                 MAR. Insights into preventive measures for dental erosion. J
de reduzir a perda por erosão e abrasão tanto do                     Appl Oral Sci. 2009;17:2:75-86.

esmalte quanto da dentina, apresentando melhores                     15. Narvai PC, Frazão P Roncalli AG, Antunes JFL. Cárie
                                                                                              ,
                                                                     dentária no Brasil: declínio, polarização, iniqüidade e ex-
resultados para este último substrato. Estudos adi-
                                                                     clusão social. Rev Panam Salud Publica 2006;19:385–393.
cionais devem ser realizados para a compreensão
                                                                     16. Panich M, Poolthong S. The effect of casein phos-
do mecanismo de ação desta pasta na redução da                       phopeptide – amorphous calcium phosphate and a cola
erosão associada à abrasão, bem como para verifi-                    soft drink on in vitro enamel hardness. J Am Dent Assoc.
car se resultados semelhantes aos obtidos in vitro                   2009;140:455:60.

também acontecem na condição clínica. Em adição,                     17. Piekarz C, Ranjitkar S, Hunt D, McIntyre J. An in vitro
                                                                     assessment of the role of Tooth Mousse in preventing wine
a investigação da performance deste produto em de-                   erosion. Aust Dent J. 2008;53:22-5.
safios cariogênicos também é de grande interesse.                    18. Ranjitkar S, Rodrigues JM, Kaidonis JA, Richards LC,
                                                                     Townsend GC, Bartlett DW. The effect of casein phospho-
                                                                     peptide-amorphous calcium phosphate on erosive enamel
AGRADECIMENTOS                                                       and dentine wear by toothhbrush abrasion. J Dent 2009a;
     À FAPESP pela concessão de bolsa de Doutora-
             ,                                                       37:250-254.
do à primeira autora.                                                19. Ranjitkar S, Kaidonis JA, Richards LC, Townsend GC.
                                                                     The effect of CPP-ACP on enamel wear under severe erosive
                                                                     conditions. Arch Oral Biol 2009b; 54:527-32.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS                                           20. Rees J, Loyn T, Chadwick B. Pronamel and tooth mous-
   1. Addy M, Mostafa P Newcombe RG. Dentine hypersensiti-
                          ,                                          se: an initial assessment of erosion prevention in vitro. J
   vity: the distribuition of recession, sensitivity and plaque. J   Dent. 2007;35:355-7.
   Dent. 1987;15:242-8.
                                                                     21. Rios D, Honório HM, Magalhães AC, Delbem ACB, Ma-
   2. Addy M, Shellis RP Interaction between Attrition, Abra-
                        .                                            chado MAAM, Silva SMB, et al. Effect of salivary stimulation
   sion and Erosion in Tooth Wear. Monogr Oral Sci 2006;             on erosion of human and bovine enamel subjected or not to
   20:17-31.                                                         subsequent abrasion: an in situ/ex vivo study. Caries Res.
   3. Bartlett D. Intrinsic causes of erosion. Monogr Oral Sci.      2006;40:218-23.
   2006;20:119-39.                                                   22. Tantbirojn D, Huang A, Ericson MD, Poolthong S. Change
   4. Bartlett DW, Shah P A critical review of non-carious cer-
                          .                                          in surface hardness of enamel by a cola drink and CPP-ACP
   vical (wear) lesions and the role of abfraction, erosion, and     paste. J Dent 2008; 36:74-79.
   abrasion. J Dent Res 2006; 85:306-312.


                                                                                            Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   41
história
                     Orthocem




                      Orthocem
                           Muitos profissionais da ortodontia utilizam os géis clareadores
                        da FGM finalizando com chave de ouro um longo trabalho iniciado
                        com o tratamento ortodôntico do paciente. Foi pensando neste grupo
                        de profissionais que a empresa decidiu investir no desenvolvimento
                        de um novo produto, o adesivo para bráquetes da FGM, Orthocem.

                            Ao iniciar o desenvolvimento do Orthocem, buscamos pela opi-
                        nião dos ortodontistas que descreveram suas necessidades e an-
                        seios. Abaixo descrevemos os principais aspectos descritos por vo-
                        cês profissionais e que nos nortearam ao longo do projeto:

                             1. Agilidade no procedimento de colagem dos bráquetes;
                             2. Segurança da adesão do bráquetes, reduzindo retrabalho, oti-
                             mizando o tempo do dentista e do paciente, trazendo credibili-
                             dade no procedimento realizado na clínica;
                             3. Polimerização rápida, possibilitando dar seqüência às etapas
                             seguintes da instalação do aparelho ortodôntico;
                             4. Facilidade de aplicação, contém Flúor.

                            Para atender a todos estes requisitos resgatamos o conhecimen-
                        to adquirido com os projetos Ambar e Opallis, que forneceram a base
                        química para assumir o desafio de desenvolver o Orthocem. Todavia,
                        muito esforço, investimento e dedicação foram necessários. Veja a
                        seguir como cada uma destas características foi alcançada.

                            1. Com o objetivo de reduzir os passos do procedimento clínico,
                        buscamos pela compatibilização química do primer e da resina em
                        um único produto. Nesta etapa, um fator importante durante o pro-
                        jeto foi a escolha do princípio ativo que seria utilizado para aumentar
                        a afinidade química do produto com o esmalte dental e contribuir
                        com a união química. Utilizando métodos estatísticos determinamos
                        o principio ativo mais eficiente e o teor mais adequado, gerando um
                        avanço considerável na definição da formulação.

                            Paralelamente utilizamos monômeros capazes de formar uma
                        estrutura polimérica estável e com baixa sorção de água, trazendo
                        estabilidade às características físico-químicas do produto quando
                        submetido ao meio bucal.

                            Vencer o desafio de compatibilizar quimicamente o primer e a
                        resina em uma única etapa clínica trouxe o benefício de agilidade no
                        procedimento de colagem dos bráquetes.


42   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
história
                                                         Orthocem




Testado laboratorialmente
 e desafiado clinicamente
   2. Em conjunto, a seleção dos monômeros e primer, geraram um
produto com resistência adesiva adequada, que além de dar segu-
rança à adesão durante o tratamento ortodôntico, possibilita a remo-
ção segura do bráquetes no final do tratamento.

    3. Com o objetivo de oferecer um adesivo que permitisse a ime-
diata colocação dos arcos, a FGM optou pela cura fotopolimerizada.
Para garantir a polimerização do produto abaixo do braket selecio-
namos cargas que combinadas aos monômeros geram um produto
de elevada translucidez e conseqüente elevada condutividade da luz.




    4. A consistência do produto foi outra característica fundamen-
tal durante o desenvolvimento. A FGM buscou por um equilíbrio das
cargas de Orthocem de maneira que o produto pudesse ser conforta-
velmente dispensado sobre o bráquetes e, após seu posicionamento
sobre o dente, se mantivesse em posição até a polimerização. Foi
através do uso de nanopartículas tratadas que conseguimos modular
e refinar a consistência de Orthocem. A contribuição de diferentes
ortodontistas foi fundamental nesta etapa, avaliando diferentes com-
posições e fornecendo informações sobre sua percepção ao utilizar
os protótipos.

    Diversos testes laboratoriais foram empregados para definir a
formulação final de Orthocem e também para desafiar o produto
quanto a sua estabilidade. Destacam-se os ensaios de adesão ime-
diata e após termociclagem, estabilidade de cor e testes de biocom-
patibilidade biológica.

   Após esta longa etapa laboratorial, Orthocem foi submetido a
uma criteriosa avaliação clínica longitudinal. Atualmente, dispomos
de dados clínicos após 6 e 12 meses de uso de Orthocem.

   Assim nasceu Orthocem, delineado a partir da opinião dos Orto-
dontistas, testado e pesquisado no laboratório e desafiado clinica-
mente.




                                                    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   43
T                      O
 LAN ÇAMEN




       Fixe bráquetes
      em menos tempo
      com Orthocem.
                         Orthocem, um passo clínico a menos.




               • 100% nanoparticulado.
               • Alta resistência de união.
               • Excelente estabilidade de cor.
               • Excelente viscosidade, perfeito posicionamento do bráquete.

               Orthocem é um cimento/adesivo fotopolimerizável para fixação de bráquetes de policarbonato, metal
               e cerâmica, com alta resistência e excelente estabilidade de cor. Possibilita a redução de um
               passo clínico, pois a seringa única contém primer já incorporado ao adesivo.




0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
% u ad    o
                 o
   00rrttiiculla
                 d
  1 pa
    pa
           c
   no
   no
Na
Na           nté
                m
           Co lúor
             F




                     • 01 seringa com 4 g
                     • 01 condicionador ácido (Condac 37)
                     • 01 manual de instruções
                       para o profissional
orthocem
            Adesivo Ortodôntico



     INDICAÇÕES
     Cimentação de bráquetes de policarbonato, metal
     e cerâmica em dentes submetidos a tratamento ortodôntico.



     PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS E VANTAGENS

     1. Elevada resistência adesiva                                5. Validação clínica comprovada;
         imediata e longitudinal;

     2. Um passo clínico a menos:                                  6. Fotoativado trazendo agilidade
         primer + bond em uma única seringa;                            aos procedimentos clínicos;

     3. Viscosidade ideal:                                         7. Seringa ergonômica;
         perfeito posicionamento do bráquete;

     4. 100% nanoparticulado;                                      8. Contém flúor.




     VALIDAÇÃO CLÍNICA
     Em um estudo clínico, conduzido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa,
     mais de 1.200 bráquetes foram colados com Orthocem e Transbond XT (3MESPE) em
     pacientes submetidos ao tratamento ortodôntico.



     A avaliação clínica longitudinal indicou a eficácia da adesão ao utilizar
     Orthocem. Após 6 meses de acompanhamento clínico, Transbond
     XT apresentou 94,7% de retenção e Orthocem 94,5%.
     Dados gentilmente cedidos por: Dr. Rodrigo Stanislawczuk, Doutorando em Odontologia, com área
     de concentração em Dentística pela Universidade Estadual de Ponta Grossa – PR.




     QUALIDADE ADESIVA COMPROVADA


46   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
orthocem
                                                                                      Adesivo Ortodôntico



     PASSO A PASSO
1                                       2                                       3




     Aspecto inicial do paciente.            Após profilaxia, aplicação             Lavagem e secagem dos dentes.




                                                                                                                              Caso gentilmente cedido por Dr. Rodrigo Stanislawczuk.
                                         do condicionador ácido CondAc 37
                                         (FGM) nos dentes por 15 segundos.
4
                                        5                                       6




    Aplicação de Orthocem (FGM)         Posicionamento do bráquete no dente.        Os excessos são facilmente
            no bráquete.                                                         removidos com sonda exploradora.

7                                       8                                       9




    Fotoativação por 20 segundos            O arco pode ser instalado logo após a fotopolimerização dos bráquetes.
      nas margens do bráquete.


     MAIS CONFORTO PARA O PACIENTE E MAIOR
     RENTABILIDADE PARA SUA CLÍNICA.
             1 CONDICIONAR                                           2 APLICAR CIMENTO
                    A SUPERFÍCIE                                         SOBRE O BRÁQUETE
                    DO ESMALTE

                                    APLICA R
                                    APLICAR                             3 FOTOPOLIMERIZAR
                                                                                   ERIZA
                                                                                     IZAR
                                                                                       AR
                                    PRIMER
                                    PR MER
                                    PRIM E
                                    PRIME R
                                     R
                                     RIME                                                                              IA
                                                                                                                   OM APA
                                            DA
                                         PA ÊNCIA                                                                ON T
                                                                                                               EC MA E A
                                      ETAORR                                                                     U   IC
                                       NC                                                                     DE CLÍN
                                     CO

     Para mais informações sobre o produto, vide perfil técnico. Em caso de dúvidas, nosso suporte té
                                 e                                                            orte técnico
     está disponível através do e-mail contato@fgm.ind.br ou pelo telefone 0800 644 6100.

                                                                                Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   47
caso clínico
             Orthocem




        Evolução do Adesivo
        Ortodôntico: Aplicação Clínica
        do OrthoCem-FGM
                         Luís Henrique Fischer
                         Especialista em Ortodontia-Universidade Cidade de São Paulo (UNICID)
                         Mestre em Ortodontia-Universidade Cidade de São Paulo (UNICID)
                         Professor do Curso de Especialização em Ortodontia da Associação Catarinense de
                         Pós-graduados e Pós graduandos em Odontologia (ACPPO)
                         luisfischer@ortodontista.com.br



        INTRODUÇÃO                                                   aplicação de forças logo após a polimerização e di-
             A partir da introdução do ataque ácido do es-           minuição do tempo de atendimento.5,6
        malte por Buonocore em 1955, houve um grande                     Os adesivos fotopolimerizáveis necessitam em
        avanço científico, beneficiando a Ortodontia, pois a         sua configuração um primer e um bond que podem
        evolução dos sistemas adesivos permitiu a colagem            estar separados ou unificados. O adesivo para bra-
        de acessórios ortodônticos, que até então eram fixa-         quetes Orthocem apresenta em sua configuração
        dos por meio de bandas cimentadas.                           um primer e um bond unificados, possibilitando a
             Desde então, vários materiais vem sendo de-             diminuição de um passo na sua aplicação.
        senvolvidos com o intuito de aumentar a retenção,
        suportando as forças ortodônticas, com o mínimo              TÉCNICA DE USO DO
        de danos ao esmalte.                                         ORTHOCEM:
             Para suportar as forças exercidas sobre os bra-             1. Limpar o dente com uma pasta de pedra-
        quetes e permitir sua remoção sem causar prejuízos           pomes, lavar e secar;
        à superfície do esmalte, a literatura tem sugerido               2. Realizar o ataque ácido por 30 segundos;
        forças de resistência ao cisalhamento de 2.8MP a                 3. Lavar com água e secar;
        15MP.   1,2,3
                        Além disto, a incorporação de flúor à com-       4. Aplicar o Orthocem na base do braquete;
        posição do adesivo ortodôntico tem se mostrado efi-              5. Pressionar o braquete contra a superfície do
        caz na prevenção de cáries ao redor dos braquetes.       4   esmalte dentário e retirar os excessos;
             O surgimento dos adesivos fotopolimerizáveis                6. Fotoativar com uma unidade de luz durante
        trouxe à técnica de colagem vantagens como: faci-            20 segundos com uma distância de aproximada-
        lidade de uso; aumento do tempo de manipulação,              mente 2 mm do braquete.
        possibilitando ajustes de posição dos braquetes;




        1. Caso inicial.                                             2. Imediatamente após profilaxia com pedra pomes, lavagem
                                                                     e secagem.



48   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso clínico
                                                                                        Orthocem




3. Ataque ácido por 30 segundos.                          4. Aplicação do cimento diretamente sobre o braquete.




                                                          6. Fotoativação por 20 segundos.




5. Remoção dos excessos, após o posicionamento da peça.   7. Braquetes colados.



RESULTADOS DA APLICAÇÃO
CLÍNICA DO ORTHOCEM:
    Na avaliação in vitro do adesivo Orthocem7 ob-        por um período de 06 meses. Houve o descolamen-
servou-se que a resistência ao cisalhamento é com-        to de 03 tubos e não foi observado descolamento de
patível aos seus principais concorrentes e a indicada     nenhum braquete.
na literatura. Após os procedimentos de termocicla-            O resultado encontrado confirma a resistência
gem, onde é reproduzido o envelhecimento do ma-           adesiva ideal para suportar as forças intrabucais.
terial, não se observou diminuição da resistência ao          Nos dentes em que houve necessidade, os bra-
cisalhamento e não houve alteração de cor.                quetes foram facilmente removidos e obtidos um
    Estes resultados asseguram o uso clínico em           polimento ideal da superfície do esmalte.
consultório. Em uma avaliação clínica do Orthocem,            O adesivo foi utilizado também em 03 pacientes
foi colado, em 25 pacientes, um total de 203 bra-         com aparelhos estéticos cerâmicos, acompanhados
quetes metálicos (Agile-Abzil) e 45 tubos para cola-      num período de 12 meses. O aspecto inicial, cor e
gem em primeiro molar (Abzil), seguindo a orienta-        translucidez ideais para este tipo de braquete, man-
ção do fabricante. Esta amostra foi acompanhada           tiveram-se estáveis (figuras 8a - 8c).


                                                                                  Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   49
caso clínico
             Orthocem




        8a. Inicial.                                                     8b. 6 meses.




        8c. 12 meses.


        CONCLUSÃO                                                           2. LUNARDI, N. “Analise in vitro da resistência ao cisa-
                                                                            lhamento de braquetes metálicos submetidos a recicla-
             Após avaliação clínica, as seguintes caracte-                  gem repetida fixados com diferentes materiais” Disser-
        rísticas foram observadas no Orthocem: técnica                      tação, UNICAMP (2004);
        simples (diminuição do passo de aplicação do pri-                   3. Klocke, A; Kahl-Nieke, B. “Influence of force location
        mer; economia de tempo e material); viscosidade                     in orthodontic shear bond strength testing” Dental Ma-
                                                                            terials (2005) 21, 391–396;
        adequada (que permite posicionar um grupo de
        braquetes sem que se                                             4. Dubroc, G;Mayo, J;Rankine, C. “Reduction of caries
                                                                                                  and of demineralization
                                                                                                  a
        movimentem         antes     de                                                           around orthodontic bra-
                                                                                                  a
                                             Orthocem: técnica simples (diminuição do passo
        fotoativar); presença de                                                                  ckets: Effect of a fluoride-
                                                                                                  c
                                              de aplicação do primer; economia de tempo e
        flúor (previne desminera-                                                                 releasing resin in the rat
                                                                                                  r
                                              material); viscosidade adequada (que permite
                                                                                                  model” AM J ORTHOD
                                                                                                  m
        lizações); alta resistência           posicionar um grupo de braquetes sem que se
                                                                                                  DENTOFAC ORTHOP (1994)
                                                                                                  D
        ao cisalhamento; fácil re-            movimentem antes de fotoativar); presença de
                                                                                                  106,583-7;
                                                                                                  1
                                            flúor (previne desmineralizações); alta resistência
        moção e polimento do es-
                                              ao cisalhamento; fácil remoção e polimento do             5. GALINDO, H. R. A et al,
                                                                                                        5
        malte. A coloração e opa-            esmalte. A coloração e opacidade são ideais para           An in vivo comparison be-
                                                                                                        A
        cidade são ideais para               utilizar com braquetes estéticos, mantendo suas            tween a visible light-cured
                                                                                                        t
                                                    características estáveis com o tempo                bonding system and a
                                                                                                        b
        utilizar com braquetes
                                                                                                        chemically cured bonding
                                                                                                        c
        estéticos, mantendo suas                                                                        system, Am. Journal of Or-
                                                                                                        s
        características estáveis com o tempo.                               thod., St. Louis, p. 271-275, march, 1998.
                                                                            6. O’BRIEN K.D, READ M.J.F SANDISON R.J. et al. A
                                                                                                            .,

        REFERÊNCIAS                                                         visible light-actived direct-bonding materials : an in vivo
                                                                            comparative study. Am Journal of Orthod , St. Louis, v.
            1. PICKETT, K; SADOWSKY, L; JACOBSON, A; LACE-                  95, p. 348-351, 1989.
            FIELD, W. “Orthodontic In Vivo Bond Strength: Com-
                                                                            7. Avaliação da resistência ao cisalhamento e estabili-
            parison with In Vitro Results” The Angle Orthodontist:
            (2003) 71, 141–148;                                             dade de cor do Orthocem e alguns concorrentes. Re-
                                                                            vista FGM.


50   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso clínico
                                                                                               Orthocem




Colagem de Braquetes com um
Novo Sistema Adesivo Ortodôntico
Simplificado: Demonstração Técnica
em Caso Clínico
              Wagner Izumi Sawada Germiniani
              Especialista em Ortodontia pela Universidade Estadual de Maringá
              Mestrando em Odontologia, com área de concentração em Clínica Integrada pela
              Universidade Estadual de Ponta Grossa

              Rua Francisco Ribas,667- Centro – Ponta Grossa-PR, CEP: 84010-260
              wagnergerminiani@gmail.com
              Ulisses Coelho
              Mestre e Doutor em Odontologia (Ortodontia) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de
              Mesquita Filho, Araraquara-SP
              Coordenador do Curso de Especialização em Ortodontia da Universidade Estadual de
              Ponta Grossa
     A colagem de braquetes ortodônticos à superfí-               grande parte das vezes, por descuido do paciente,
cie dentária ainda é alvo de discussão para muitos                por falha na interface de adesão devido à contami-
pesquisadores. O objetivo de uma colagem rápida e                 nação, por problemas de exposição do material a
efetiva dos assessórios ortodônticos parece se tor-               ambientes inadequados durante a armazenagem,
nar um desafio clínico com a utilização de sistemas               por execução inadequada da técnica pelo operador
adesivos convencionais, visto que o procedimento                  ou ainda pela mera necessidade de se alterar o posi-
é realizado na maioria                                                                          c
                                                                                                cionamento do braquete
das vezes, em ambiente               Fica evidente a necessidade de se utilizar um              p
                                                                                                para refinamento da eta-
úmido com isolamento                sistema adesivo mais prático, simplificado e de             p
                                                                                                pa de alinhamento e nive-
                                   qualidade, que demande menor tempo de cadeira
relativo do campo opera-          e que proporcione maior conforto tanto ao paciente            l
                                                                                                lamento do tratamento.
tório. Por isso, torna-se            quanto ao dentista durante este procedimento                    Diante desses fatores
relevante dar preferência                                                                       f
                                                                                                fica evidente a necessida-
a sistemas adesivos simplificados, que diminuam o                 de de se utilizar um sistema adesivo mais prático,
tempo operatório assegurando a mesma qualidade                    simplificado e de qualidade, que demande menor
no procedimento da colagem ortodôntica dos bra-                   tempo de cadeira e que proporcione maior conforto
quetes.                                                           tanto ao paciente quanto ao dentista durante este
     Outro aspecto importante ao que se refere a                  procedimento. A seqüência clínica demonstrativa
este procedimento trata da recolagem dos assessó-                 utilizou-se do material recém lançado pela FGM
rios, que ocorre nas consultas mensais, causada em                para esta finalidade.




1. Vista frontal dos dentes após o posicionamento do afasta-      2. Condicionamento ácido com ácido fosfórico a 37% (CON-
dor de lábios. Nesta etapa já havia sido realizada a profilaxia   DAC) por 30 s.
dos dentes com escova e mistura de pedra pomes e água.




3. Aplicação do sistema adesivo na base do braquete.              4.



                                                                                          Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   51
caso clínico
             Orthocem




        5. Posicionamento do braquete com suave pressão na super-          6. Fotopolimerização do sistema adesivo por 20 s em cada
        fície dental. Evidência de excesso do sistema adesivo ao redor     face ao redor do braquete.
        do braquetes removido com auxílio da ponta da sonda.




        7 e 8. Braquetes colados com o novo sistema adesivo ortodôntico.




        9. Arco inicial posicionado imediatamente após a colagem.




        REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
             Al-Saleh, M ; El-Mowafy, O. Bond strength of orthodontic brackets with new self-adhesive resin cements.
             American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics Volume 137, Issue 4, April 2010, Pages
             528-533.
             Scougall-Vilchis,R.J et al Effects of 6 self-etching primers on shear bond strength of orthodontic bracket-
             sAm J Orthod Dentofacial Orthop 2009;135:424-425.
             Yamamoto,K et al. Shear bond strength of orthodontic brackets bonded with different self-etching adhe-
             sives Am J Orthod Dentofacial Orthop 2009;136:425-30.
             Rossouw, P A Historical Overview of the Development of the Acid-Etch Bonding System in Orthodontics
                       .E
             Semin Orthod 2010;16:2-23.


52   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
Whiteness
                 HP Blue Calcium.
                Alta tecnologia a favor
            de sorrisos mais brancos.
A soma dos conhecimentos técnico e científico alcançados pela família Whiteness
Clareamento Dental resultou no tecnológico Whiteness HP Blue Calcium, clareador
dental à base de peróxido de hidrogênio para uso em consultório.

• Autocatalisado: dispensa o uso de luz.
• Pré-dosado: prático e rápido.
• Contém cálcio: reduz em até 3 vezes* a desmineralização do esmalte.

Peça Whiteness HP Blue Calcium na dental de sua preferência.
Disponível nas versões kit para 2 ou 6 aplicações nas concentrações 20% e 35%.




                                                               o
                                                      Aplicaçã




                                                                                  *Segundo estudo realizado pelo Prof. Dr. Marcelo Giannini – FOP – UNICAMP.
                                                      única por
                                                        sessão
caso clínico
        Whiteness HP Blue




        Associação das Técnicas de Clareamento de
        Consultório (Whitness HP BLUE CALCIUM
        à 35%) e Clareamento Caseiro (Whiteness
        Perfect à 10%). Relato de Caso Clínico
                      Mônica Kina
                      Especialista, mestre e doutora em dentística pela Universidade Federal de Santa Catarina
                      (UFSC), especialista em Periodontia pela APCD-Araçatuba, Professora do Curso de
                      Atualização em Dentística NEC-Odonto – Araçatuba –SP.
                      monicakina@yahoo.com.br
        Juliana Kina
        Aluna do Curso de Doutorado em Odontologia da da Universidade Estadual Paulista Júlio de
        Mesquita Filho (UNESP-Araçatuba), especialista em Periodontia pela APCD- Araçatuba
        jullykina@yahoo.com.br
        Aubrey Fernando Fabre
        Aluno do Curso de Doutorado em Odontologia da da Universidade Estadual Paulista Júlio de
        Mesquita Filho (UNESP-Araçatuba)
        Eduardo César Almada Santos
        Professor Adjunto do Departamento de Odontologia Infantil e Social, Disciplina de Ortodontia da
        Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP-Araçatuba)



        CASO CLÍNICO
             Paciente, 24 anos, sexo feminino, compareceu a Clínica Odontológica Kina e Kina, insatisfeita com a tona-
        lidade de seus dentes (Figura 1). Foi realizada anamnese, exame clínico e radiográfico para verificar a saúde
        periodontal e a eventual presença de lesões cariosas ou áreas de dentina exposta. Considerando a idade da
        paciente e seu perfeito estado de saúde bucal, foi proposto à paciente o clareamento dental, por ser uma
        técnica menos invasiva e de excelentes resultados.
             Com o intuito de buscar maior eficiência e longevidade de nosso tratamento clareador optamos pela as-
        sociação das técnicas de clareamento dental de consultório e do clareamento dental caseiro com os produtos
        Whiteness HP Blue Calcium a 35% e Whiteness Perfect a 10% respectivamente (Figuras 2 e 3).
             A utilização do clareador Whiteness HP Blue Calcium a 35% para a técnica de clareamento de consultório
        tem a vantagem de oferecer alta liberação de peróxido de hidrogênio, obtendo-se melhores resultados clínicos
        com menos visitas clínicas e, além disso, por vir em seringas e com um êmbolo que conecta as duas seringas,
        sua mistura é fácil, rápida e sua aplicação nos elementos dentais é mais segura (Figura 4).
             Para a execução do procedimento clareador, inicialmente executamos uma profilaxia com taça de
        borracha,acoplada em baixa rotação, pedra pomes e água. Após a seleção de cor dos elementos dentais (cor
        A3) com o auxílio de escala de cor e fotografias digitais foram realizadas moldagens nas arcadas superior
        e inferior com alginato. Para facilitar os procedimentos de isolamento e proteção ao paciente, utilizamos o
        afastador bucal Arcflex (Figura 5) e uma barreira de resina fotoativada Top Dam no tecido gengival (Figura 6).
             Após a mistura do gel clareador Whiteness HP Blue Calcium a 35%, colocamos a ponta aplicadora na
        seringa e aplicamos na superfície vestibular dos dentes a serem clareados (Figura 7), permanecendo nos
        dentes por 40 minutos. A cada 5 ou 10 minutos, para liberar bolhas de oxigênio e renovar o contato com o
        gel com os dentes, com o auxílio de um microaplicador descartável movimentávamos o gel sobre os dentes.
             Ao final, aspiramos o gel com sugador plástico e removemos o protetor gengival, realizamos o polimento
        dos elementos dentais com pastas para polimento. O aspecto do clareamento de consultório pode ser observado
        (Figura 8).
             Numa segunda sessão, foi verificada a adaptação das moldeiras de silicone, contidas no Kit Whiteness
        Perfect (Figura 9) e a paciente foi orientada a aplicar uma gota do produto na região da moldeira correspon-
        dente à face vestibular dos dentes a serem clareados. A terapia clareadora constituiu do uso da moldeira com
        o produto clareador por no mínimo 4 horas diárias durante 3 semanas, primeiramente na arcada superior,
        momento em que os incisivos centrais apresentaram a cor B1 (Figura 10).


56   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso HP Blue
                                                                                                Whiteness
                                                                                                          clínico


      Após o clareamento da arcada superior a paciente foi orientada a prosseguir o clareamento com o mes-
   mo protocolo na arcada inferior por mais 3 semanas.
      Durante e após o tratamento a paciente não relatou sensibilidade dental ou irritação gengival, declarando
   estar satisfeita com o resultado obtido (Figuras 11 e 12).




1. Vista frontal dos dentes antes do       2. Peróxido de hidrogênio a 35% Whiteness    3. Peróxido de hidrogênio a 10% Whiteness
clareamento.                               HP Calcium (FGM, Joinville Brasil).          Perfect (FGM, Joinville Brasil).




4. Seringas do clareador Whiteness HP      5. Afastamento dos lábios e língua com o     6. Barreira gengival Top Dam (FGM,
Calcium conectadas. O êmbolo deve ser      afastador Arcflex (FGM, Joinville Brasil).   Joinville, Brasil) aplicada no tecido gengival
empurrado 8 vezes para completa mistura                                                 dos dentes que serão clareados.
do produto.




7. Gel clareador aplicado na superfície    8.                                           9. Clareamento dos dentes com Peróxido
vestibular dos dentes a seres clareados.                                                de hidrogênio à 10% por 4 h/dia.




10. Aspecto frontal após 3 semanas de      11. Aspecto final após o clareamento na      12. Sorriso da paciente.
clareamento na arcada superior.            arcada inferior.


   REFERÊNCIAS
        1. Baratieri, LN et al. Caderno de dentística: clareamento dental. São Paulo: Ed Santos, 2003.
        2. Baratieri, LN et al. Clareamento de dentes. Odontologia Restauradora. Fundamentos e Possibilidades.
        São Paulo: Ed Santos, 2003; 673-722.
        3. Haywood VB, Heymann HO. Nightguard vital bleaching. Quintessence Int. 1989;20:173.
        4. Maia E., Vieira LC., Baratieri LN e Andrade CA. Clareamento em dentes vitais: Estágio atual. Clin Inter
        Jour of Braz Dent. 2005; 1:8-19.
        5. Yamaguchi R. Katoh Y. Effect of various bleaching techniques on tooth shade. J Dent Res. 2004; 82:10-3.

                                                                                          Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011     57
caso Perfect
                                                                                 Whiteness
                                                                                           clínico

Clareamento Dental Caseiro:
Relato de Caso
           Letícia Cunha Amaral Gonzaga de Almeida
           DDS, MS – Mestre em Odontologia, Área de Dentística da Faculdade de Odontologia de
           Araçatuba – UNESP, Brasil.


           Paulo Henrique dos Santos
           DDS, MS, PhD – Professor Assistente Doutor, Docente da Disciplina de Materiais
           Odontológicos da Faculdade de Odontologia de Araçatuba, UNESP, Brasil.


           André Luiz Fraga Briso
           DDS, MS, PhD – Professor Adjunto, Responsável pela Disciplina de Dentística I da
           Faculdade de Odontologia de Araçatuba, UNESP, Brasil.

           Departamento de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia de Araçatuba,
           UNESP.
           Rua José Bonifácio, 1193 – Vila Mendonça , CEP 16105-050, Araçatuba - SP – Brasil
           alfbriso@foa.unesp.br

RESUMO
    O objetivo desse trabalho foi apresentar os pas-   baixas concentrações de peróxidos (hidrogênio ou
sos da técnica do clareamento dental caseiro reali-    carbamida), aplicados em moldeiras que deverão
zado com o produto Whiteness Perfect aplicado em       ser utilizadas diariamente pelo paciente.
moldeiras. A terapia utilizada consistiu de aplica-        O objetivo deste trabalho foi relatar um caso clí-
ção do produto à base de peróxido de carbamida         nico em que uma paciente com dentes naturalmen-
a 10%, em ambas as arcadas, durante 3 semanas,         te amarelados recebeu tratamento clareador com o
mantendo a posologia por mais 7 dias nos caninos e     produto Whiteness Perfect a 10%.
pré molares. A terapia clareadora mostrou-se eficaz
na obtenção do padrão de cor almejado, manten-
                                                       MATERIAIS E MÉTODOS
do o aspecto estético favorável até o controle de 26
                                                           Paciente de 23 anos, do sexo feminino encon-
meses. Concluiu-se que, a técnica caseira com apli-
                                                       trava-se insatisfeita com a tonalidade amarelada de
cação de produto a base de peróxido de carbamida
                                                       seus dentes, principalmente dos dentes posteriores
a 10% é um tratamento que proporciona satisfação
                                                       e caninos. Inicialmente foi realizado exame clínico
do paciente por oferecer ótimos resultados estéti-
                                                       (Figura 1) e radiográfico para verificar a saúde pe-
cos, ser duradouro e por ser uma técnica simples.
                                                       riodontal e a eventual presença de lesões cariosas
                                                       ou áreas de dentina exposta. Observou-se então a
UNITERMOS                                              presença de áreas de recessão gengival, que recebe-
    Estética. Clareamento dental. Peróxido de car-     ram tratamento prévio antes da realização do pro-
bamida a 10%. Relato de caso.                          cedimento clareador.
                                                           As áreas dentinárias expostas, sem perda de
INTRODUÇÃO                                             tecido dental, receberam condicionamento ácido
    O clareamento dental tem sido empregado com        com ácido fosfórico por 30 segundos e aplicação de
sucesso nos casos em que o tecido dentinário é         3 camadas de adesivo sob isolamento relativo com
naturalmente escuro ou apresenta alterações cro-       afastador labial, roletes de algodão e sugador. As
máticas que comprometem a estética e, portanto,        regiões que apresentavam alguma cavitação foram
a saúde do paciente. Nestas condições clínicas, a      devidamente restauradas com ionômero de vidro
exposição dos dentes a agentes oxidantes, à base de    modificado por resina.
peróxidos, tem sido a primeira opção de tratamento.        Posteriormente optou-se pela realização de cla-
    O tratamento clareador pode ser realizado com      reamento caseiro utilizando o produto a base de
a técnica caseira ou de consultório. A técnica ca-     peróxido de carbamida a 10%, Whiteness Perfect
seira é realizada com o uso de produtos à base de      (FGM – Produtos Odontológicos). A decisão sobre


                                                                            Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   61
caso clínico
        Whiteness Perfect




        a opção de tratamento e a posologia empregada                        que os centrais apresentaram cor A1 (Figura 6) e os
        baseou-se na idade da paciente, na grande amplitu-                   premolares e caninos cor A2 (Figura 7).
        de da câmara pulpar e no padrão de cor favorável à                         Durante e após o tratamento a paciente relatou
        terapia clareadora.                                                  ausência de sensibilidade dental ou irritação gengi-
             Antes de iniciar o tratamento foi realizado o re-               val e declarou estar satisfeita com o resultado obti-
        gistro inicial da cor dos dentes, sendo constatada                   do.
        cor A2 da escala Vita para os incisivos centrais su-                       Após 6 meses (Figuras 8 e 9), a paciente retor-
        periores (Figura 2), e cor A3,5 para caninos e pré                   nou para as reavaliações, e relatou que gostaria de
        molares (Figura 3).                                                  continuar o clareamento dos caninos que permane-
             Logo após, as arcadas da paciente foram mol-                    cia mais escuro que os incisivos. A moldeira voltou
        dadas com alginato e, após a obtenção do modelo                      a ser utilizada pela paciente por mais uma semana
        de gesso pedra, foram confeccionadas as moldeiras                    momento em que se pode observar um mesmo tom
        com as placas de silico-                                                                           d
                                                                                                           de cor entre todos os
                                             A moldeira voltou a ser utilizada pela paciente
        ne contidas no Kit White-                                                                          d
                                                                                                           dentes. Uma nova avalia-
                                            por mais uma semana momento em que se pode
        ness Perfect (Figura 4).             observar um mesmo tom de cor entre todos os                   çã
                                                                                                           ção foi realizada após 26
        As moldeiras foram re-                dentes. Uma nova avaliação foi realizada após                m
                                                                                                           meses (Figuras 10 e 11),
        cortadas 1 mm além do                 26 meses (Figuras 10 e 11), sendo constatada                 se
                                                                                                           sendo constatada ma-
                                             manutenção da coloração, uniforme e brilhante
        limite gengival e em uma                                                                           n
                                                                                                           nutenção da coloração,
                                            da superfície dental (Figura 12 e13), assim como
        segunda sessão clínica,              a estabilidade de cor e a satisfação da paciente              u
                                                                                                           uniforme e brilhante da
        foi realizada a sua prova,         mesmo após tanto tempo do término do tratamento.                su
                                                                                                           superfície dental (Figura
        verificando a adaptação e                                                                          1
                                                                                                           12 e13), assim como a
        o relato de desconforto ou dor.                                      estabilidade de cor e a satisfação da paciente mes-
             A paciente foi então orientada a aplicar uma pe-                mo após tanto tempo do término do tratamento.
        quena porção do produto na região da moldeira cor-                         Nesse momento a escala correspondente a cor
        respondente à face vestibular dos dentes a serem                     inicial dos dentes foi comparada com o aspecto ob-
        clareados. A terapia clareadora constituiu do uso da                 tido após 26 meses (Figuras 14 e 15), ficando evi-
        moldeira com o produto clareador por 3 horas diá-                    dente a alteração cromática ocorrida e a melhoria
        rias, durante 3 semanas (Figura 5), momento em                       na estética do sorriso (Figuras 16 e 17).




     1. Exame clínico.                            2. Inicial incisivos A2.                      3. Inicial canino A3,5.




     4. Kit Whiteness perfect.                    5. Adaptação da moldeira.                     6. Final incisivos A1.




     7. Final canino A2.                          8. Após 6 meses incisivos A1.                 9. Após 6 meses canino A2.



62   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso Perfect
                                                                                            Whiteness
                                                                                                      clínico




10. Após 26 meses incisivos A1.                              11. Após 26 meses canino A1.




12. Aspecto uniforme após 26 meses.                          13. Aspecto uniforme após 26 meses.


                                                             xido de hidrogênio que, por sua vez, libera radicais
DISCUSSÃO
                                                             livres de oxigênio, que por serem extremamente re-
    Saúde, segundo a Organização Mundial da
                                                             ativos, quebram as moléculas pigmentadas da es-
Saúde (OMS- 1948), não é apenas a ausência de
                                                             trutura dental, tornando-as menores e mais claras.
doença, mas a situação de perfeito bem estar físi-
                                                             Esse fenômeno oxidante é a explicação atualmente
co, mental e social de um indivíduo. Sendo assim,
                                                             aceita para o complexo mecanismo envolvido no
todas as ações que melhoram a auto-estima e a au-
                                                             clareamento dos dentes.12, 13
toconfiança das pessoas são colaboradoras da pro-
                                                                 Porém, antes da realização do tratamento cla-
moção de saúde dos indivíduos.
                                                             reador é necessário um criterioso exame clínico e
    Atualmente o clareamento dental é um dos
                                                             radiográfico para verificar a presença de cárie, den-
procedimentos estéticos mais procurados pelos pa-
                                                                                            tina exposta, trincas e
cientes que buscam uma
                                    O material eleito para o tratamento, Whiteness          re
                                                                                            restaurações desadapta-
melhora na aparência do
                                  Perfect, tem como principal componente o peróxido         d
                                                                                            das, que são fatores que
sorriso. O clareamento              de carbamida a 10%, que é usado como padrão
                                  ouro para comparação com outros produtos, devido          p
                                                                                            podem     influenciar      na
com a técnica caseira
                                   à vasta literatura encontrada sobre o mesmo.1-11         se
                                                                                            sensibilidade dental du-
utilizando peróxido de
                                                                                            ra
                                                                                            rante e após o tratamen-
carbamida a 10% aplica-
                                                             to. A sensibilidade é o efeito colateral mais comum
do em moldeiras foi proposto por Haywood e Hay-
                                                             decorrente do clareamento dental, porém quando a
man em 1989, e a partir daí vem sendo amplamen-
                1

                                                             terapia clareadora é realizada com produtos à base
te pesquisado,   2-8
                       sendo considerado um tratamento
                                                             de peróxido de carbamida a 10%, a sintomatologia
não invasivo, seguro, eficaz e duradouro, quando
                                                             é inexistente ou ocorre de forma branda e transitó-
bem indicado e supervisionado por um cirurgião
                                                             ria. Porém, com a presença dos fatores acima cita-
dentista.
                                                             dos ela pode se exacerbar, por isso, vale salientar a
    No presente relato, o material eleito para o tra-
                                                             importância da indicação correta, e principalmente,
tamento, Whiteness Perfect, tem como principal
                                                             do monitoramento do cirurgião dentista. Sendo as-
componente o peróxido de carbamida a 10%, que é
                                                             sim, após constatar a presença de dentina exposta,
usado como padrão ouro para comparação com ou-
                                                             foi realizada a impermeabilização dessa dentina
tros produtos, devido à vasta literatura encontrada
                                                             para evitar uma penetração exagerada do produto.
sobre o mesmo.      1-11
                           Este agente, quando em contato
                                                                 Dentre as técnicas clareadoras, segundo Patel,
com os tecidos dentais se dissocia em uréia e peró-

                                                                                    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   63
caso clínico
        Whiteness Perfect




        14. Aspecto final incisivos comparado com escala inicial.   15. Aspecto final canino comparado com escala inicial.




        16. Sorriso inicial.                                        17. Sorriso após 26 meses.


        Louca e Millar o clareamento caseiro é a que ofe-                in oral biology and medicine : an official publica-
                                                                         tion of the American Association of Oral Biologists
        rece melhor relação entre sensibilidade e eficácia
                                                                         2003; 14(4) 292-304.
        clareadora, além de apresentar menor custo para                  5. Riehl H. Considerações clínicas sobre terapias
        o paciente.2 Neste caso clínico, o tratamento rea-               de clareamento dental. Scientific-A 2007; 1(1):68-
        lizado não gerou nenhum tipo de sensibilidade ou                 78.
                                                                         6. Dos Santos Medeiros MC, de Lima KC. Effecti-
        desconforto e possibilitou a obtenção da alteração
                                                                         veness of nigthguard vital bleaching with 10% car-
        de cor desejada pela paciente.                                   bamide peroxide a clinical study. J Canadian Dent
             O sucesso clareador também foi observado após               Assoc 2008; 74(2):163-163e.
                                                                         7. Zeknois R, Matis BA, Cochran MA, Al Shetri SE,
        18 e 26 meses de avaliação, confirmando as consta-
                                                                         Eckert GJ, Carlson TJ. Clinical evaluation of in-offi-
        tações de Dietschi e colaboradores,9 que afirma que              ce and at-home bleaching treatments. Oper Dent
        esta terapia proporciona resultados duradouros por               2003;28(2): 114-121.
        atuar na profundidade da estrutura dental.                       8. Gonzaga LCA. Análise do efeito clareador e da
                                                                         sensibilidade pós operatória utilizando diferen-
                                                                         tes materiais clareadores e fontes de luz. 2009.
                                                                         Dissertação de mestrado - Universidade Estadual
        CONCLUSÕES                                                       Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP Faculda-
                                                                                                                   ,
             A técnica do clareamento caseiro, utilizando o              de de Odontologia de Araçatuba, 2009.
        produto Whiteness Perfect 10%, é efetiva em clarear              9. Dietschi D, Rossier S, Krejci I. In vitro colori-
                                                                         metric evaluation of the efficacy of various blea-
        dentes naturalmente amarelados, produzindo resul-                ching methods and products. Quintessence Int
        tados satisfatórios e duradouros.                                2006;37:515-26.
                                                                         10. Leonard RH Jr, Haywood VB, Phillips C. Risk
                                                                         factors for developing tooth sensitivity and gingi-
        REFERÊNCIAS                                                      val irritation associated with nightguard vital blea-
             1. Haywood VB, Heymann HO. Nightguard vital ble-            ching. Quintessence Int 1997;28:527-34.
             aching Quintessence Int 1989; 20:173-176.                   11. Jorgensen MG, Carroll WB. Incidence of tooth
             2. Patel A, Louca C, Millar BJ. An in vitro compari-        sensitivity after home whitening treatment. J Am
             son of tooth whitening techniques on natural tooth          Dent Assoc 2002;133:1176-82.
             colour. Br Dent J 2008;204:E15.                             12. Li Y. Biological Properties of peroxide-contai-
             3. Haywood VB, Leonard RH, Nelson CF Brunson
                                                        ,                ning tooth whiteners. Food and Chemical toxicolo-
             WD. Effectiveness, side effects and long-term sta-          gy 1996; 34: 887-904.
             tus of nightguard vital bleaching. J Am Dent Assoc          13. Kawamoto K & Tsujimoto Y (2004) Effects of
             1994;125:1219–1226.                                         the hydroxyl radical and hydrogen peroxide on too-
             4. Dahl JE, Pallesen U. Tooth bleaching--a critical         th bleaching Journal of Endodontics 30(1) 45-50.
             review of the biological aspects Critical reviews


64   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso clínico
 Whiteness HP Maxx e Superendo




          Reconstrução Estética em Dente
          Anterior: da Alternativa menos
          Invasiva à mais Invasiva
                       Sergio Vieira
                       Especialista, Mestre e Doutor em Dentística, Professor Titular da PUCPR, Coordenador
                       do programa de Pós-Graduação em Odontologia da PUCPR, Coordenador do Curso de
                       Especialização em Dentística da ABO-PR
                       s.vieira@pucpr.br
                       Evelise Machado de Souza
                       Especialista, Mestre e Doutora em Dentística, Professora Titular da PUCPR, Responsável pela
                       área de concentração em Dentística do PPGO da PUCPR, Professora do Curso de Especialização
                       em Dentística da ABO-PR

                       Marcelo Taborda
                       Especialista e Mestre em Dentística
                       Professor do Curso de Especialização em Dentística da ABO-PR


               Os procedimentos estéticos revolucionaram a prática da odontologia, e o uso deste arsenal de maneira isolada
          ou integrada tem contribuído para resultados muito similares ao sorriso natural. Este caso objetiva mostrar uma
          opção de resolução estética para dente anterior que sofreu fratura, endodontia e escurecimento. Nesta situação
          sugere-se começar pelo tratamento mais conservador, clareamento dental. A técnica utilizada foi a associação do
          clareamento imediato e mediato. Apesar do sucesso após três sessões, houve recidiva no espaço de 3 semanas e
          uma faceta direta, com a Resina Opallis (FGM), foi realizada para mascarar o escurecimento dental. Apesar das
          técnicas menos invasivas, como o clareamento dental, neste caso, não surtirem o efeito desejado, elas devem ser
          tentadas inicialmente, pois funcionam na maioria dos casos e na pior das hipóteses possibilitam ao paciente um
          planejamento econômico para uma posterior solução estética.

          CASO CLÍNICO
              Paciente com 23 anos apresentando escurecimento do elemento 11, devido ao trauma seguido do tratamento
          endodôntico. O material obturador foi removido da câmara pulpar 2 mm em direção ao conduto. A técnica de cla-
          reamento utilizada foi a associação do clareamento em consultório (Whiteness HP Maxx), mais a técnica do clarea-
          mento interno (Whiteness Super Endo) – 2 sessões durante 3 dias.




     1. Whiteness HP Maxx.                         2. Whiteness Superendo.                        3 e 4. Aspecto do sorriso previamente ao
                                                                                                  clareamento.




     4.                                            5-8. Aspecto inicial do paciente com incisivo central escurecido devido ao tratamento
                                                   endodôntico.


66    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso HP Maxx e Superendo
                                                                                            Whiteness
                                                                                                      clínico




7.                                                            8.




                                                              9.




10. Radiografia periapical do incisivo central demonstrando   11. Incisivo central com isolamento absoluto.
excesso de material obturador na câmara pulpar.




12. Remoção da restauração com ponta diamantada.              13. Aspecto da obturação endodôntica após a remoção de
                                                              material da câmara pulpar.


                                                                                       Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   67
caso clínico
 Whiteness HP Maxx e Superendo




         Aspecto da obturação endodôntica remanescente após a            Vedamento da entrada do canal radicular com cimento de
         remoção de 2mm para dentro do canal radicular.                  ionômero de vidro.




         16 e 17. Condicionamento ácido na região da junção cemento esmalte.




         18. Aplicação do sistema adesivo.                               19. Aplicação da resina composta Opallis cor OW.




         20. Fotopolimerização da resina composta.                       21. Barreira cervical em resina composta finalizada.




68    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso HP Maxx e Superendo
                                                                                             Whiteness
                                                                                                       clínico




22. Condicionamento ácido para limpeza da câmara pulpar.     23. Lavagem para remoção do ácido.




24. Vista vestibular do gel clareador aplicado no incisivo   25. Vista palatina do gel clareado aplicado no incisivo central
central (cor púrpura).                                       (cor púrpura).




26. Vista vestibular do gel clareador após 10 a 15 minutos   27. Vista palatina do gel clareador após 10 a 15 minutos (cor
(cor verde).                                                 verde).




28. Remoção do gel com spray de água/ar.                     29. Aplicação do gel Super Endo na câmara pulpar.



                                                                                       Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   69
caso clínico
 Whiteness HP Maxx e Superendo




         30. Aspecto do gel no interior da câmara pulpar.           31. Aplicação de bolinha de algodão embebido em adesivo.




         32. Bolinha de algodão posicionada no interior da câmara   33. Restauração com resina Opallis na cor EB1.
         pulpar.




         34. Vista palatina da restauração.                         35. Vista vestibular do incisivo central imediato.




         36. Vista vestibular do incisivo central após 7 dias de    37 - 39. Aspecto final do caso após o clareamento.
         clareamento.



70    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso HP Maxx e Superendo
                                                                                                Whiteness
                                                                                                          clínico




38.




39.




40 e 41. Aspecto final do caso concluído após clareamento interno e externo e substituição da restauração com resina composta
Opallis.


                                                                                           Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   71
caso clínico
        Whiteness Perfect




        42. Aspecto clínico final.




        43. Aspecto clínico inicial.


        REFERÊNCIAS
            Aydin C, Yilmaz H, Ata SO.Single-tooth zirconia implant lo-      M. Influence of the veneering process on the marginal fit of
            cated in anterior maxilla. A clinical report.N Y State Dent J.   zirconia fixed dental prostheses. J Oral Rehabil. 2010 Jan 5.
            2010 Jan;76(1):30-3.
                                                                             Komine F Kobayashi K, Saito A, Fushiki R, Koizumi H,
                                                                                     ,
            Della Bona A, Kelly JR.The clinical success of all-ceramic       Matsumura H.Shear bond strength between an indirect
            restorations.J Am Dent Assoc. 2008 Sep;139 Suppl:8S-             composite veneering material and zirconia ceramics after
            13S. Review.                                                     thermocycling.J Oral Sci. 2009 Dec;51(4):629-34.
            D’Arcangelo C, De Angelis F Vadini M, D’Amario M, Caputi
                                       ,                                     Manicone PF Rossi Iommetti P Raffaelli L. An overview of
                                                                                          ,                ,
            S. Fracture resistance and deflection of pulpless anterior       zirconia ceramics: basic properties and clinical applica-
            teeth restored with composite or porcelain veneers.J Endod.      tions. J Dent. 2007 Nov;35(11):819-26. Epub 2007 Sep 6.
            2010 Jan;36(1):153-6.                                            Review.
            El-Badrawy W, El-Mowafy O.Comparison of porcelain vene-          Mizrahi B.The anterior all-ceramic crown: a rationale for
            ers and crowns for resolving esthetic problems: two case         the choice of ceramic and cement.Br Dent J. 2008 Sep
            reports.J Can Dent Assoc. 2009 Dec;75(10):701-4.                 13;205(5):251-5.
            Fahmy NZ.Bond Strength, Microhardness, and Core/Veneer           Rosentritt M, Steiger D, Behr M, Handel G, Kolbeck
            Interface Quality of an All-Ceramic System.J Prosthodont.        C.Influence of substructure design and spacer settings on
            2009 Dec 16.                                                     the in vitro performance of molar zirconia crowns.J Dent.
            Jalali H, Alizadeh ES, Sadighpour L, Shabestari GO, Fard         2009 Dec;37(12):978-83. Epub 2009 Aug 18.
            MJ. The effect of background and ceramic thickness on the        Shijo Y, Shinya A, Gomi H, Lassila LV, Vallittu PK, Shinya
            color of an all-ceramic restorative system.J Calif Dent As-      A. Studies on mechanical strength, thermal expansion of
            soc. 2010 Mar;38(3):179-86.                                      layering porcelains to alumina and zirconia ceramic core
            Koutayas SO, Vagkopoulou T, Pelekanos S, Koidis P Strub
                                                                ,            materials.Dent Mater J. 2009 May;28(3):352-61.
            JR. , Zirconia in dentistry: part 2. Evidence-based clinical     Vagkopoulou T, Koutayas SO, Koidis P Strub JR. Zirconia in
                                                                                                                  ,
            breakthrough. Eur J Esthet Dent. 2009 Winter;4(4):348-80.        dentistry: Part 1. Discovering the nature of an upcoming
            Kohorst P Brinkmann H, Dittmer MP Borchers L, Stiesch
                     ,                       ,                               bioceramic. Eur J Esthet Dent. 2009 Summer;4(2):130-51.



72   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
lh or clareador
   Para vo cê, qual o mealizados?
       de d entes desvit
                                           o
                   ( ) Whiten ess Perborat

                    ( ) Whitenes s Super-endo



   Whiteness Perborato e Whiteness Super-endo são dois excelentes produtos de clareamento
   de dentes não vitais, para uso em consultório. Escolha seu preferido. Com qualquer um
   deles você obtém ótimos resultados e seus clientes vão sempre escolher você.


                                                                                                              Produto              Whiteness Perborato.
                                                                                                            concorrente.           Maior homogeneidade.




   Whiteness Perborato.                                                              Whiteness Super-endo
   Clareador à base de perborato de sódio pela técnica de curativo de demora. Pode   Gel clareador dental à base de peróxido de carbamida a 37%, pela técnica de
   ser misturado com peróxido de hidrogênio a 20% ou com água.                       curativo de demora. Vem pronto para uso.
      • Fácil homogeneização: pó de granulação extremamente fina.                        • Praticidade: o único do gênero pronto para aplicação.
      • Facilidade de aplicação na câmara pulpar.                                       • Viscosidade ideal, não escorre da superfície do dente.
      • Segurança: o pH alcalino evita reabsorção cervical externa (se realizado        • Fácil remoção do gel após tratamento: possui excelente
        com adequado selamento cervical).                                                afinidade com água.
      • Possibilidade de mistura com peróxido de hidrogênio, água destilada             • Facilidade de aplicação na câmara pulpar.
        ou soro fisiológico (maior pH).                                                  • Ótima relação custo-benefício: rendimento de até 70 aplicações.
      • Versatilidade: proporção pó/líquido de 1:1 ou 2:1, formando pastas
        de diferentes viscosidades, mas com a mesma eficácia.




0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
clareamento
           Você Sabia?




        Clareamento Dental Através
        dos Tempos
            Em 1960, nos Estados Unidos, com o intuito de melhorar a saúde gengival, aplicou-se
        peróxido de carbamida 10% em pacientes usuários de aparelhos ortodônticos removíveis.
        Assim foram observados os primeiros sinais do clareamento dental.
            Em 1989, Dr.Van B.Haywood e Dr.Harold Heymann, cientistas e pesquisadores america-
        nos, descreveram pela primeira vez o processo e resultados de uma técnica de clareamento
        dental. Desde então, o clareamento dental foi intensamente estudado e tornou-se uma técni-
        ca segura e de excelentes resultados.
            É neste segmento que a FGM investe e apresenta excelência em seus produtos.
            A história teve inicio em 1996 com o lançamento do primeiro gel clareador nacional cha-
        mado WHITENESS. Ao longo dos 15 anos de sua existência a FGM destaca-se pelo seu know-
        how e é reconhecida como a maior fabricante de clareadores dentais da América Latina.
            A Você dentista, que segue a mesma filosofia FGM promovendo satisfação e encantamen-
        to, nosso Muito Obrigado. Você faz parte desta história e merece todo nosso reconhecimento.




        Você sabia que...
         •    Não existe um padrão de clareamento. Dentes de diferentes pacientes não clareiam na
              mesma proporção. Alguns pacientes têm seus dentes clareados em poucos dias, en-
              quanto outros em algumas semanas. O fator determinante é inerente às características
              da estrutura dental e do tipo de manchamento.

         •    Os dentes possuem um grau de saturação e se for observado que durante o tratamento
              de clareamento os dentes não clareiam mais é sinal de que o dente já chegou ao ponto
              máximo de clareamento. Não adianta realizar tentativas de aumentar a concentração do
              peróxido de hidrogênio, mudar a técnica de clareamento ou prolongar a utilização do
              clareador porque o dente não terá mudança de cor.

         •    Não há necessidade de realizar o condicionamento ácido (ácido fosfórico) na estrutura
              dental na tentativa de acelerar o processo de penetração do peróxido, pois a estrutura
              dental é permeável e as moléculas de peróxido conseguem penetrar no esmalte e den-
              tina. Já foi comprovado que este procedimento não aumenta a eficácia do clareamento.

         •    As fissuras encontradas na estrutura dental não são contra indicações para o clareamen-
              to, pois estas podem ser superficiais, não havendo uma relação direta com a hipersen-
              sibilidade.

         •    Evidências científicas demonstram que a hipersensibilidade está mais relacionada com
              altas concentrações de peróxido, freqüência de aplicação do gel clareador e história de
              hipersensibilidade prévia.

         •    O clareamento dental não altera a cor dos materiais restauradores. O paciente deve


74   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
clareamento
                                                                     Você Sabia?




    estar ciente de que as restaurações deverão ser trocadas. Estudos mostram que as
    restaurações deverão ser substituídas após uma ou duas semanas para que ocorra uma
    estabilização da cor dos dentes e para que não haja interferências do oxigênio residual
    no processo de adesão.

•   O peróxido de carbamida é diferente do peróxido de hidrogênio na sua composição. O
    peróxido de carbamida se decompõe em peróxido de hidrogênio e uréia. O seu tempo de
    liberação é de 2 a 10 horas, o que favorece a sua indicação também para uso noturno.

•   O peróxido de hidrogênio em baixas concentrações pode ser indicado para clareamento
    caseiro. Seu período de atividade está em torno de 60 minutos, portanto sua indicação
    é apenas para uso diurno.

•   A utilização da luz não faz diferença na eficácia do clareamento dental de uso em con-
    sultório.
Um bom ourives busca sempre alcançar
                      a perfeição em seus trabalhos.
              Você também pode trazer este nível de refinamento
                       para o sorriso do seu paciente.




0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
White Class, o produto TOP
                                   para valorizar ainda mais o seu trabalho.




WHITE CLASS é um gel clareador dental para pessoas sofisticadas, que conhecem o valor de um sorriso harmônico. White
Class é para uso caseiro, sob supervisão do dentista. Você orienta todo o processo, garantindo total segurança ao paciente. E ele
pode realizar o procedimento com mais conforto e menos sensibilidade: dois atributos preciosos para um público muito exigente.
INDICAÇÃO:
Concentração 6% – pacientes com pigmentação moderada, menor hipersensibilidade e desejo de maior velocidade. Tempo de uso diário: 1 a 2 horas, durante 2 semanas.
Concentração 7½% – pacientes com pigmentação intensa, menor hipersensibilidade e desejo de maior velocidade. Tempo de uso diário: 1 hora, durante 2 semanas.

- Clareador dental à base de peróxido de hidrogênio para dentes vitais. - Menos tempo de uso diário: de 1 a 2 horas. - Tem pH neutro. - Contém Cálcio, reduzindo
a desmineralização do esmalte significativamente*. - Excelente combinação dessensibilizante: Nitrato de Potássio e Fluoreto de Sódio. - Único no mercado com
Aloe Vera: efeito anti-inflamatório e tratamento da gengiva. - Excelente viscosidade: não escorre na moldeira. - Cada seringa rende de 8 a 9 aplicações.


*Conforme estudos do Prof. Dr. Marcelo Giannini - FOP - UNICAMP
marketing
              White Class




        O Valor e o Preço
        para o Cliente
             Valor e preço para um cliente podem ter sig-    e humanos pode representar na mente das pes-
        nificados muito diferentes. A característica de      soas um serviço de valor superior, não necessa-
        intangibilidade nos serviços odontológicos pode      riamente um preço maior.
        tornar esta diferença maior. Quando um cliente
        que opta por um novo dentista faz a sua escolha          Com relação aos sinais humanos, foi consta-
        menos preocupado com o preço, significa que          tado em uma pesquisa realizada com 201 dentis-
        o profissional escolhido já possui um posicio-       tas (PUPO, 2005), em uma cidade do interior do
        namento no mercado e há um valor percebido           Paraná, que 66% dos contatos iniciais com novos
        acima da média dos outros dentistas. Isto pode       clientes de um consultório eram feitos pela se-
        fazer com que as pessoas paguem por um preço         cretária e que 68% destas secretárias não possu-
        maior sem ficarem se questionando e também           íam formação específica na área de atendimento
        indiquem este profissional para outras pessoas.      ao cliente. Isto significa que a experiência inicial
        O dentista deve escolher o método que irá formar     de um novo cliente, pode estar sob responsabili-
        o seu preço. Hinterhuber (2010) mostra que o         dade de uma pessoa que não possui a formação
        preço pode ser fundamentado de três maneiras:        necessária para transmitir a qualidade dos seus
        a partir dos custos do seu consultório, a partir     serviços.
        dos preços praticados no mercado de atuação ou
        a partir da percepção de valor pelo cliente.              O valor superior, construído em médio pra-
                                                             zo pelo dentista, ficará registrado na mente das
            Para manter uma clientela disposta a pagar       pessoas por meio de um posicionamento. A par-
        um preço baseado na percepção de valor pelo          tir disto, os clientes passarão a escolher um de-
        cliente, o dentista tem que investir em diferen-     terminado profissional de acordo com este posi-
        ciais nos serviços, mas é necessário compreen-       cionamento que é comunicado ao mercado.
        der o que o consumidor entende por estes dife-            O dentista pode se basear em alguns exem-
        renciais.                                            plos de posicionamento:

            Berry e Lampo (2005) afirmam que as mar-         Valor superior e    Um serviço superior, luxuoso, que
                                                             preço superior      utiliza produtos de primeira linha e se
        cas fortes em serviços possuem diferenciais cla-                         pratica um preço acima da média
        ros e que o valor de um produto pode ser tangibi-    Valor superior e    Um serviço de ótima qualidade que
        lizado de três formas. Estes sinais presentes nos    preço médio         utiliza produtos de primeira linha, mas
                                                                                 com uma política de preços menores ou
        serviços de excelência são divididos em: funcio-                         mais comuns de serem praticados
        nais, mecânicos e humanos. Os sinais funcionais      Valor inferior e    Um serviço inferior que utiliza produtos
                                                             preço inferior      mais baratos e pratica um preço abaixo
        são observados na qualidade técnica / funcional                          do mercado
        do serviço, na formação e qualificação do profis-    Fonte: adaptado de Kotler, 2009
        sional. Os sinais mecânicos estão associados aos
        aspectos físicos, a arquitetura do consultório, ao
        ambiente e a harmonia da comunicação visual,             O simples fato de repensar o seu posiciona-
        ao design dos equipamentos e dos móveis, den-        mento gera mudanças na gestão do seu consul-
        tre outros estímulos visuais. Os sinais humanos      tório. Quando se pratica um serviço de maior
        estão relacionados aos estímulos transmitidos        valor, o conjunto de diferenciais (atendimento
        pelas pessoas que participam da produção do          prestativo, ambiente do consultório, comunica-
        serviço. Esta tangibilização de um serviço por       ção equilibrada) transmite uma mensagem clara
        meio da gestão dos sinais funcionais, mecânicos      de valor superior e colabora para que o cliente


78   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
marketing
                                                                            White Class




se convença de que fez um excelente tratamento,         Longe de fórmulas ou receitas para um ma-
pagou um preço justo e comente este fato com        rketing eficaz o propósito deste artigo é mostrar
outras pessoas. Isto é a construção de um nome      que existe um processo na construção de uma
que representa mais respeito e admiração pelo       marca de valor, e isto se dá a partir do seu pro-
mercado.                                            duto e dos atributos que são comunicados para o
    A sintonia entre o trabalho profissional e a    mercado. O consumidor entende que a marca do
satisfação do cliente pode gerar um ciclo que       dentista é um somatório da sua formação acadê-
resultará em mais clientes e maior lucrativida-     mica, da sua imagem e reputação.
de. Um cliente que faz um tratamento com você
pela primeira vez pode representar um grande        REFERÊNCIAS
potencial de retorno financeiro e de divulgação
                                                      HINTERHUBER, Andreas. O Valor e o Preço. HSM
espontânea durante toda a sua carreira, chama-
                                                      Management 78 - janeiro-fevereiro 2010.
mos isto de “valor do cliente ao longo do tempo
                                                      KOTLER, Philip. Marketing para o século XXI. São
(VCLT)”.
                                                      Paulo: Ediouro, 2009.

                                                      BERRY, L. LAMPO, S. Marcas fortes em serviços.
                                                      HSM Management 49 - março-abril 2005.

                                                      PUPO, F P Administração de Marketing em Odonto-
                                                              . .
                                                      logia. 2005. Monografia (Especialização em Marke-
                                                      ting) Universidade Federal do Paraná, Curitiba.

          O potencial de divulgação de um cliente




Prof. Fabrício Palermo PUPO
é Mestre em Administração pela
FGV/EBAPE, Especialista em Gestão
Empresarial pela FGV/EBAPE,
Especialista em Marketing pela UFPR e
Graduado em Administração/Comércio
Exterior pela UEPG. É sócio
da consultoria Gest do Brasil
Comunicação e Professor Universitário.
www.pupo.adm.br
THD
       Técnico em Saúde Bucal




     A Promoção da Saúde nas Práticas
     do Técnico em Saúde Bucal
                    Lucí Regina Panka Archegas
                    Professora da Universidade Federal do Paraná, Graduada em Odontologia – UFPR
                    Mestre em Odontologia - Área de Concentração Dentística – PUCPR
                    Doutoranda em Odontologia - Área de Concentração Dentística – PUCPR
                    luci.archegas@ufpr.br
                    Izabel do Rocio Costa Ferreira
                    Professora da Universidade Federal do Paraná, Graduada em Odontologia – PUCPR
                    Mestre em Saúde e Gestão do Trabalho – UNIVALI - SC
                    Doutoranda em Odontologia – Área de Concentração Saúde Coletiva – PUCPR
                    izabel.ferreira@ufpr.br


           Iniciaremos clarificando algumas questões sobre a           tópica do flúor, conforme orientação do cirurgião-
     profissão do Técnico em Saúde Bucal (TSB) e suas atri-            dentista;
     buições, entre elas a Promoção da Saúde. Em seguida               V - fazer a remoção do biofilme, de acordo com a indi-
     falaremos da Promoção da Saúde, seus conceitos, suas              cação técnica definida pelo cirurgião-dentista;
     estratégias e ações. Finalizaremos apontando algumas              VI - supervisionar, sob delegação do cirurgião-dentis-
     estratégias de Promoção de Saúde Bucal e a inserção do            ta, o trabalho dos auxiliares de saúde bucal;
     TSB como participante ativo nas ações promotoras de               VII - realizar fotografias e tomadas de uso odonto-
     saúde.                                                            lógicos exclusivamente em consultórios ou clínicas
           A princípio precisamos desmistificar a profissão de         odontológicas;
     Técnico em Saúde Bucal. Podemos dizer que a existên-              VIII - inserir e distribuir no preparo cavitário materiais
     cia de auxiliares em Odontologia é tão antiga quanto à            odontológicos na restauração dentária direta, vedado
     própria prática odontológica. As profissões auxiliares na         o uso de materiais e instrumentos não indicados pelo
     Odontologia surgiram com uma grande variedade de no-              cirurgião-dentista;
     mes em diferentes países. Muitos colegas da nossa pro-            IX - proceder à limpeza e à anti-sepsia do campo
     fissão podem olhar para a sigla TSB e não conhecer o              operatório, antes e após atos cirúrgicos, inclusive em
     seu significado, mas isto se deve ao fato de que a pou-           ambientes hospitalares;
     co mais de um ano a profissão de Técnico em Higiene               X - remover suturas;
     Dental (THD) foi enfim regulamentada por lei, e agora é           XI - aplicar medidas de biossegurança no armazena-
     chamada de Técnico em Saúde Bucal (TSB). Na mesma                 mento, manuseio e descarte de produtos e resíduos
     lei, n° 11.889/2008, sancionada em 24 de dezembro de              odontológicos;
     2008, o presidente Luis Inácio Lula da Silva também re-            XII - realizar isolamento do campo operatório;
     gulamentou a profissão de Auxiliar em Saúde Bucal (ASB)            XIII - exercer todas as competências no âmbito hospi-
     que equivale ao Auxiliar de Consultório Dentário (ACD).            talar, bem como instrumentar o cirurgião-dentista em
     Desta forma, estamos diante de novas siglas, mas o mais            ambientes clínicos e hospitalares.
     importante é conhecermos o papel dessas categorias pro-            § 1o Dada a sua formação, o Técnico em Saúde Bucal
     fissionais no modelo vigente de assistência a saúde.               é credenciado a compor a equipe de saúde, desenvol-
           De acordo com a referida lei, em seu Art. 5º, compe-         ver atividades auxiliares em Odontologia e colaborar
     tem ao Técnico em Saúde Bucal, sempre sob a supervisão             em pesquisas.
     do Cirurgião-Dentista, as seguintes atividades, além das           E em seu art. 9º, compete ao Auxiliar em Saúde Bu-
     estabelecidas para os Auxiliares em Saúde Bucal:              cal, sempre sob a supervisão do Cirurgião-Dentista ou do
           I - participar do treinamento e capacitação de Auxi-    Técnico em Saúde Bucal:
           liar em Saúde Bucal e de agentes multiplicadores das         I - organizar e executar atividades de higiene bucal;
           ações de promoção à saúde;                                   II - processar filme radiográfico;
           II - participar das ações educativas atuando na pro-         III - preparar o paciente para o atendimento;
           moção da saúde e na prevenção das doenças bucais;            IV - auxiliar e instrumentar os profissionais nas in-
           III - participar na realização de levantamentos e es-        tervenções clínicas, inclusive em ambientes hospita-
           tudos epidemiológicos, exceto na categoria de exa-           lares;
           minador;                                                     V - manipular materiais de uso odontológico;
           IV - ensinar técnicas de higiene bucal e realizar a          VI - selecionar moldeiras;
           prevenção das doenças bucais por meio da aplicação           VII - preparar modelos em gesso;



82   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
Ionômero de vidro
    VIII - registrar dados e participar da análise das informações relaciona-
    das ao controle administrativo em saúde bucal;
    IX - executar limpeza, assepsia, desinfecção e esterilização do instru-
                                                                                      Maxxion R.
    mental, equipamentos odontológicos e do ambiente de trabalho;
    X - realizar o acolhimento do paciente nos serviços de saúde bucal;
                                                                                     Tão fácil de
    XI - aplicar medidas de biossegurança no armazenamento, transporte,
    manuseio e descarte de produtos e resíduos odontológicos;                     manipular quanto
    XII - desenvolver ações de promoção da saúde e prevenção de riscos
    ambientais e sanitários;
    XIII - realizar em equipe levantamento de necessidades em saúde bucal;
                                                                                  de comprovar sua
    e
    XIV - adotar medidas de biossegurança visando ao controle de infecção.
                                                                                      eficiência.
     Estas profissões recém regulamentadas de Técnico em Saúde Bucal e
Auxiliar em Saúde Bucal compõem juntamente com o Cirurgião-Dentista a
equipe de saúde bucal, que realiza ações tanto em termos de promoção da
saúde e prevenção de doenças bucais quanto na recuperação e manutenção
da saúde bucal. Atualmente, expressivos ganhos nos níveis de saúde bucal
estão sendo observados à medida que a forma tradicional de tratamento cen-
trada na doença cede espaço para outra forma de atenção profissional, cuja
ideologia é a promoção da saúde e a prevenção das doenças. Desta forma,
o trabalho em equipe na Odontologia ganha força, e uma relevante evolução
na filosofia de educação e capacitação dos recursos humanos, refletem esta
nova prática do serviço odontológico. Neste contexto, uma das principais
atribuições do Técnico em Saúde Bucal está fundamentada nas práticas de
Promoção da Saúde.


PROMOÇÃO DA SAÚDE
     A Constituição Federal Brasileira de 1988, em seu artigo 196, enuncia
“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros
agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua pro-
moção, proteção e recuperação”.
     A Lei orgânica da Saúde (8.080) declara em seu Art. 2º, § 1º “O dever do
Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas
                                                                                • Indicado para ART.
econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros
agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal        • Maior capacidade de liberação de flúor
e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recu-     com finalidade anticariogênica
peração” (BRASIL, 1990).                                                        do mercado.
     Em 2006 o Ministério da Saúde aprovou o documento da Política Nacio-
                                                                                • Presa rápida, ideal para odontopediatria.
nal de Promoção da Saúde que tem como objetivo geral (BRASIL, 2006, p.17)
“Promover a qualidade de vida e reduzir vulnerabilidade e riscos à saúde        • Excelente adesão ao esmalte e à dentina,
relacionados aos seus determinantes e condicionantes – modos de viver, con-     dispensando a criação de
dições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, acesso a     retenções.
bens e serviços essenciais”. E aponta como suas diretrizes a busca da equi-
                                                                                • Biocompatível.
dade; o estímulo de ações intersetoriais; o fortalecimento da participação
social; a adoção de práticas horizontais de gestão; o incentivo a pesquisas     • Capacidade ideal de recarga de flúor.
em Promoção da Saúde; e a divulgação e informação das iniciativas promo-
toras da saúde considerando metodologias participativas e o saber popular       • Quimicamente ativado.
e tradicional.
     Também em 2006, o Ministério da Saúde aprovou a Política Nacional
de Atenção Básica que se caracteriza por um conjunto de ações ordenadas
pelos princípios da universalidade, da acessibilidade, do cuidado, do vínculo
e continuidade, da integralidade, da responsabilização, da humanização, da
equidade e da participação social. Apresenta a estratégia Saúde da Família         0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
como prioritária para a reorganização da atenção à saúde e confirma os prin-
cípios da Promoção da Saúde quando determina a atuação a partir de uma
THD
       Técnico em Saúde Bucal


     visão ampliada da saúde da família em seu território de      oretada, o uso de dentifrícios fluoretados e asseguram a
     vida (BRASIL, 2007).                                         disponibilidade de cuidados odontológicos básicos (BRA-
          Assim, a saúde como produto social de determina-        SIL, 2004). As ações de Promoção da Saúde desenvol-
     ção múltipla e complexa, denota a necessidade da par-        vidas pelo Técnico em Saúde Bucal, integradas com os
     ticipação ativa dos atores envolvidos em sua construção      outros componentes da equipe de saúde bucal (Cirurgião-
     para a formulação de ações que objetivem a melhoria da       Dentista e Auxiliar em Saúde Bucal), incluem trabalhar
     qualidade de vida (BRASIL, 2006). A Promoção da Saú-         com: estímulo a alimentação saudável e redução do con-
     de tem sido designada como uma significante estratégia       sumo de açúcares; incentivo ao auto-cuidado com a higie-
     para a qualificação da atenção em saúde, mostrando-se        ne corporal e bucal; estratégias para a eliminação do ta-
     adequada a impactar positivamente o controle de doen-        bagismo e consumo de álcool; estratégias para a redução
     ças e dar suporte para a manutenção da saúde (MOYSÉS         de acidentes; incentivo à autonomia individual e coletiva;
     & KRIGER, 2007).                                             intervenções que transformem circunstâncias sociais e
          O paradigma promocional traz à tona a necessidade       ambientes que debilitem a saúde e que possam conduzir
     de que o processo de produção do conhecimento e das          à ambientes saudáveis, entre outras.
     práticas no campo da saúde e, mais ainda, no campo das            As instituições formadoras de Técnicos em Saúde
     políticas públicas faça-se por meio da construção e da       Bucal devem partir para um currículo ampliado, buscan-
     gestão compartilhadas (BRASIL, 2006).                        do demonstrar a necessidade de implementação de uma
          Desde a Carta de Ottawa (BRASIL, 2009), resultado       nova organização dos processos formadores e de trabalho
     da Primeira Conferência Internacional sobre Promoção         em saúde bucal, que cessem o tradicional padrão de frag-
     da Saúde, 1986, as ações promotoras de saúde têm se          mentação e rotinização das práticas. O Técnico em Saúde
     voltado para a construção de políticas públicas saudáveis;   Bucal deve ter sua formação priorizada na compreensão
     criação de ambientes favoráveis à saúde; desenvolvimen-      holística do processo produtivo, com a apreensão do sa-
     to pessoal e social através da divulgação de informação,     ber tecnológico e de valores fundamentais à tomada de
     educação para a saúde e intensificação das habilidades       decisões suportadas nas melhores práticas.
     vitais para o empoderamento individual e coletivo; reo-           Com esta formação integral para ao exercício da pro-
     rientação dos serviços de saúde compartilhando respon-       fissão, o Técnico em Saúde Bucal é um profissional capaz
     sabilidades entre indivíduos, comunidade, grupos, pro-       de desenvolver de forma responsável atividades de acordo
     fissionais da saúde, instituições que prestam serviços de    com a realidade social e comprometimento com a melho-
     saúde e governos; bem como para o direcionamento da          ria da qualidade de vida.
     atenção para o cuidado e a proteção da saúde.
          Historicamente, as maneiras de viver foram conside-
                                                                  REFERÊNCIAS
     radas a partir de uma abordagem biomédica, individu-
                                                                     BRASIL. Lei Nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Disponível
     alizada e fragmentária, culpabilizando os sujeitos e as
                                                                     em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8080.htm
     comunidades como únicos responsáveis no desenvolvi-
     mento do processo saúde-doença ao longo de suas vidas.          Acesso em: 31/05/2010.
     Entretanto, no conceito ampliado de saúde as maneiras           BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.
     de viver não se reportam somente à vontade/liberdade            Departamento de Atenção Básica. Coordenação Nacional de
     individual e comunitária, mas, às maneiras como os indi-        Saúde Bucal. Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal.
                                                                     Brasília: 16p. 2004.
     víduos e coletividades organizam suas escolhas e geram
     possibilidades que satisfaçam suas necessidades e inte-         BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saú-
     resses, uma vez que o seu processo construtivo se dá no         de. Política nacional de promoção da saúde / Ministério da
                                                                     Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. – Brasília: Ministério
     contexto da própria vida (BRASIL, 2006).
                                                                     da Saúde, 2006. 60 p. – (Série B. Textos Básicos de Saúde).
          A Promoção da Saúde sendo uma das estratégias de
     produzir saúde, como um modo de pensar e de operar              BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção À Saúde.
                                                                     Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Aten-
     articulado às demais políticas e tecnologias de saúde, co-
                                                                     ção Básica / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à
     opera na construção de ações que respondam às necessi-          Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 4. ed. – Brasília:
     dades sociais em saúde (BRASIL, 2006).                          Ministério da Saúde, 2007. 68 p. – (Série E. Legislação de
                                                                     Saúde) (Série Pactos pela Saúde 2006; v. 4).

     ESTRATÉGIAS DE PROMOÇÃO DE                                      BRASIL. Carta de Ottawa. Disponível em: http://portal.saude.
                                                                     gov.br/portal/arquivos/pdf/05.pdf
     SAÚDE BUCAL                                                     Acesso em: 25/06/2009.
          A Promoção de Saúde Bucal está incluída num con-
     ceito amplo de saúde que ultrapassa a dimensão mera-            MOYSÉS, S. T.; KRIGER, L. A promoção da saúde bucal ao
     mente técnica da odontologia, integrando a saúde bucal          alcance do clínico. IN: Programa de atualização em odonto-
                                                                     logia preventiva e saúde coletiva. ORG. Associação brasileira
     às demais práticas de saúde coletiva. Faz-se acontecer na
                                                                     de odontologia; coord. Norberto Francisco Lubiana. Ciclo 1,
     construção de políticas públicas saudáveis, no desenvol-        módulo 2 (2007) – Porto Alegre: Artmed/Panamericana Edi-
     vimento de estratégias direcionadas à coletividade, como        tora, 2007. 184p.
     políticas que oportunizam o acesso à água tratada e flu-


84   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
Você merece mais tecnologia.
+ tecnologia                            POSSUI RESINAS PARA DENTES
                                                                CLAREADOS E RESINAS DE VALOR
                                                              COM ALTO GRAU DE TRANSLUCIDEZ.

    Excelência
    em resultados
    estéticos.
                                                              Refil
                                                               Seringa com 4 g para cores
                                                               de maior uso e 2 g para cores
                                                               especiais.




     • ALTO PODER DE POLIMENTO
     • ÓTIMA CONSISTÊNCIA
     • EXCELENTE ESTABILIDADE
       DE COR
     • TRANSLUCIDEZ
     • OPALESCÊNCIA
     • FLUORESCÊNCIA




                                   Kit Básico
                                      6 seringas nas cores:
                                      EA2, EA3, EA3.5, DA2,
                                      DA3 e T-Neutral.
                  a
            heça e
         Con ala d
          esc Opallis
             s
         core




0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
                 WW.FGM.IND.BR
Clinical Kit
                é a nova apresentação da Resina Opallis.
                Seu desenvolvimento baseou-se em pesquisas
                com profissionais de várias regiões do Brasil, que
                conferiram e indicam Opallis.


                                              Esmalte: EA1 (4 g), EA2 (4 g), EA3 (4 g) e EB2 (4 g).
                                              Dentina: DA1 (4 g), DA2 (4 g), DA3 (4 g),
                                              D-Bleach (2 g) e DB2 (2 g).
                                              Efeito: T-Blue (2 g), T-Neutral (2 g), T-Yellow (2 g),
                                              E-Bleach H (2 g) e Opaque Pearl (2 g).
                                              Valor: VH (2 g).




                                                                    Opallis Flow
                                                                         Seringas com 2 g nas cores:
                                                                         A1, A2, A3 (Universal),
                                                                         T (Transparente), Extraopacas,
                                                                         (OP, AO.5, BO.5 e OA3.5).




                                                                     Tampa acoplada




Opallis: resina composta micro-híbrida para restauração direta, desenvolvida sob exigente controle de qualidade
   e alta tecnologia. Mantém todas as características do compósito, além de privilegiar a viscosidade e o brilho.
     Opallis Odontopediatria: possui cores que permitem reproduzir com perfeição os tecidos dentais opacos
                                                                    e pouco pigmentados dos dentes decíduos.
Opallis Flow: resina de média viscosidade, perfeita para restauração de preparos pouco invasivos que precisem
                                     preencher cavidades com maior rugosidade e em regiões de difícil acesso.
                                      Tudo isso para você garantir o que há de melhor aos seus clientes.
caso clínico
              Opallis




        Trauma Dental: um Caso de
        Saúde Pública
                      Maria Dalva de Souza Schroeder, MSc
                      mdalvas@hotmail.com



        Luiz Carlos Machado Miguel, Dr

        Suzimara Braga de Almeida, Esp.



        INTRODUÇÃO                                              pacitação para os profissionais das unidades bási-
             ”Joinville, a cidade das bicicletas”. Este é um
                                                                cas de saúde do município de Joinville-SC. Um dos
        dos títulos que fazem do município de Joinville-SC
                                                                principais propósitos desta capacitação de unifor-
        ter quase 1 bicicleta por habitante, constituindo-
                                                                mizar o atendimento e capacitar estes profissionais
        se um importante meio de transporte e lazer. As
                                                                da atenção básica dos vários ambulatórios da cida-
        principais causas de trauma dental, que foram
                                                                de, para o correto atendimento do trauma dental e
        relatados na anamnese, foram acidentes provoca-
                                                                estabelecer o referenciamento destes casos para o
        dos por queda de bicicletas e posteriormente por
                                                                CEO II.
        brincadeiras escolares. O Centro de Especialidades
                                                                     Os pacientes, que sofreram trauma na região
        Odontológicas Tipo II de Joinville desenvolveu, junto
                                                                anterior da face com repercussão nos tecidos den-
        ao serviço público odontológico municipal, um tra-
                                                                tais, foram encaminhados ao serviço de atendimen-
        balho de atendimento de urgências para os casos
                                                                to odontológico do CEO II. Para recuperação estéti-
        ocorridos no município visando o correto diagnós-
                                                                ca dos tecidos dentais foi utilizada Resina Composta
        tico, a importância do conhecimento técnico cien-
                                                                “OPALLIS” (FGM).
        tifico do profissional no primeiro atendimento e o
        encaminhamento do paciente para tratamento do
        trauma dental.                                          DISCUSSÃO
                                                                     O trauma dental é uma situação de urgência
                                                                odontológica que influencia a função e a estética do
        OBJETIVOS                                               indivíduo afetando seu comportamento e sua auto-
             Capacitar a rede de profissionais do serviço
                                                                estima. O ato de sorrir pode ser considerado como
        de odontologia para o diagnóstico e tratamento de
                                                                um importante sinal de exteriorização dos nossos
        urgência nos casos de trauma dental ocorridos no
                                                                sentimentos.
        município. Definir um protocolo comum e encami-
                                                                     As políticas de saúde, em constante desenvolvi-
        nhamento que agilize estas urgências de maneira a
                                                                mento, devem estar preparadas para garantir a pro-
        humanizar o atendimento do paciente que procura
                                                                teção social e a produção e consumo eficientes dos
        o SUS e as unidades básicas de saúde e/ou o centro
                                                                serviços de saúde. A evolução destas políticas deve
        de especialidade, visto ter um envolvimento emocio-
                                                                propiciar aos profissionais que nela atuam evolução
        nal, além da função e estética.
                                                                na sua prática, através de cursos e capacitações, e
                                                                na população que é beneficiária, acolhimento, reso-
        METODOLOGIA                                             lução e confiança no sistema de saúde.
            Desenvolveu-se um protocolo de urgências para            Este programa de capacitação veio a preencher
        o atendimento ao trauma dentário nas unidades           uma lacuna dentro da integração de estratégias
        básicas e referenciamento ao CEO II. A elaboração       odontológicas na abordagem da atenção básica
        deste protocolo contou com a participação do co-        em saúde dentro da Odontologia no município de
        ordenador técnico da atenção básica, coordenador        Joinville-SC.
        técnico do centro de especialidades, juntamente              Pelo acúmulo de casos e pelas características
        com os especialistas referenciados do CEO II para       deste meio de transporte no município de Joinville,
        trauma dental. Estes profissionais realizaram a ca-     foi possível traçar um paralelo com trabalhos reali-


88   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso clínico
                                                                                         Opallis




     zados por Andreasen et al.(2006), que relataram ocorrência de trauma na faixa etária de 07 a 15 anos e sexo
     masculino coincidindo com trabalhos realizados no CEO II compreendidos na faixa etária de 08 a 16 anos,
     do mesmo sexo.
          Esta estratégia de saúde odontológica, com a capacitação dos profissionais da rede e um fluxo de refe-
     rencia e contra referencia estabelecido, está voltada principalmente para a redução da perda dental ocasio-
     nada pelo trauma. A capacitação destes profissionais da atenção básica, o referênciamento ao CEO II para
     o atendimento o mais precocemente possível, tem permitido a reintegração deste paciente ao seu convívio
     social mais precocemente.


     RESULTADOS
         O tempo decorrente entre o trauma e o primeiro e correto atendimento é de suma importância no
     prognóstico da permanência deste dente na arcada dentária. A capacitação da rede básica de atendimento
     odontológico proporcionou um incremento na velocidade de atendimento, desburocratizando as rotinas de
     encaminhamento. Os profissionais capacitados para o atendimento do trauma dental recebem os pacientes
     com a correta indicação e o correto primeiro atendimento da situação estabelecida. Podem transmitir mais
     segurança ao paciente com a melhor qualidade na execução dos procedimentos.
     CONCLUSÃO
         A capacitação da rede básica proporcionou uma segurança aos profissionais e a certeza de uma agili-
     zação e humanização do serviço da referência com reflexo imediato na satisfação da população alvo e na
     manutenção dos dentes que sofreram traumas.



     CASO CLÍNICO 1




1.                                     2.                                      3.



     CASO CLÍNICO 2




1.                                     2.                                      3.




     REFERÊNCIAS
         Andreasen, JO et al. Traumatic intrusion of permanent teeth. Part 1. An epidemiological study of 216
         intruded permanent teeth. Dent traumatolol. 2006; 22:83-89.
         Neto JSM. Trauma dentário visto como problema de saúde pública. Universidade Federal do Ceará, 2008.
         Silva AMV, Cardoso FC. Prevalência de perda precoce de molares decíduos e permanentes em crianças
         que procuram atendimento no curso de odontologia da UFPa. 2000 - Monografia.

                                                                                    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   89
caso clínico
                                                                                               Opallis




Sequência Clínica da
Reabilitação Funcional e Estética
de Dentes Anteriores Fraturados
Virgínia Angelica Silva
Mestranda em Dentística FO UFMG
virginia.odonto@yahoo.com.br

Ricardo Reis de Oliveira
Especialista em Dentística ABO - Belo Horizonte, Mestre e Doutorando em Odontologia FO-UFMG
ricardoreis_bh@yahoo.com.br

Luís Fernando dos Santos Alves Morgan
Especialista em Dentística FOB/USP. Mestrando em Dentística FO-UFMG
luismorgancd@yahoo.com.br

Rodrigo de Castro Albuquerque
Especialista, Mestre e Doutor em Dentística, UNESP, Araraquara. Professor Associado do Depto. de Odontologia Restauradora
da UFMG.
albuquerquerc@yahoo.com.br

Luiz Thadeu de Abreu Poletto
Especialista, Mestre e Doutor em Dentística FOB/USP. Professor Associado do Depto. de Odontologia Restauradora da UFMG
lpoletto@ufmg.br



RELATO DESCRITIVO DO CASO CLÍNICO
    Paciente R.F sexo masculino, 15 anos, compareceu à Faculdade de Odontologia-UFMG, na Clínica do
                 .L,
Projeto de Traumatismos Dentários apresentando fratura de esmalte-dentina com exposição pulpar nos ele-
mentos 11 e 21. Após a terapia endodôntica o paciente foi encaminhado à Clínica do Projeto de Restaurações
de Dentes Anteriores Fraturados. A partir dos exames clínico e radiográfico, planejou-se a realização de clare-
amento endógeno em ambos os dentes utilizando Whiteness Perborato (FGM), com posterior cimentação de
pinos de fibra de vidro DC2 (FGM) e reconstrução morfológica com resina composta Opallis(FGM).




1. Aspecto inicial das fraturas. Notar o escurecimento dos       2. Aspecto dos dentes com restaurações provisórias após
elementos 11 e 21, após tratamento endodôntico de ambos          realização de clareamento endógeno. Foi utilizado Whiteness
os dentes. Como planejamento inicial, será realizado a           Perborato/FGM como agente clareador.Observe ainda o
desobstrução dos canais radiculares para posterior realização    evidente comprometimento estético.
de clareamento endógeno.




3. Seleção de cores antes da colocação do isolamento             4. Remoção das restaurações provisórias dos dentes 11 e
absoluto por meio da escala própria de cores da resina Opallis   21 utilizando a ponta esférica adiamantada 1013 em alta
FGM. As cores selecionadas para dentina foram A3 e A2, e         rotação, para posterior cimentação de pinos de fibra de
para esmalte A3, A2 e T-Blue.                                    vidro White Post (FGM). Detalhe dos acessos aos condutos
                                                                 radiculares após a remoção das restaurações provisórias.


                                                                                         Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   93
caso clínico
                Opallis




     5. Seleção da fresa especifica que acompanha o pino de fibra de vidro White Post     6. Desobstrução dos canais radiculares dos dentes
     DC2 (FGM) para desobstrução dos canais radiculares.                                  11 e 21. Inicialmente com instrumento endodôntico
                                                                                          aquecido e depois com a fresa específica que
                                                                                          acompanha o pino de fibra de vidro White Post DC2
                                                                                          (FGM). Notar o posicionamento do cursor, indicando
                                                                                          a desobstrução até a profundidade planejada.




     7. Prova dos pinos de fibra de vidro White Post DC2 (FGM),      8.                                  9. Cimentação dos pinos de fibra de
     para verificação da sua correta adaptação. Verificação do                                           vidro com cimento ALL CEM (FGM),
     comprimento do pino, de acordo com a quantidade de                                                  após condicionamento ácido dos
     desobstrução dos condutos radiculares.                                                              condutos radiculares e superfícies
                                                                                                         dentárias com ácido fosfórico a 37%
                                                                                                         e aplicação de sistema adesivo.
                                                                                                         Notar a aplicação do cimento dentro
                                                                                                         dos condutos radiculares utilizando
                                                                                                         Ponta Lentulo.




     10. Vista oclusal do pino White Post DC2       11. Preenchimento inicial da câmara pulpar   12.
     (FGM) cimentado no conduto radicular do        dos dentes 11 e 21 com a resina composta
     dente 11.                                      DA3 Opallis FGM e posteriormente com a
                                                    resina DA2 Opallis FGM.




94     Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso clínico
                                                                                                          Opallis




13. Vista vestibular de modelo de estudo        14. Confecção da muralha palatina nos            15. Vista frontal da muralha palatina
previamente encerado. Confecção de matriz       dentes 11 e 21 com a resina T-Blue Opallis       confeccionada nos dentes 11 e 21,
de silicona a partir desse modelo de estudo     (FGM), utilizando como guia anatômico a          reproduzindo a superfície palatina desses
para servir como guia anatômico.                matriz de silicona.                              elementos.




16. Inserção das primeiras camadas de           17. Inserção de resina composta EA3 e EA2        18. Disposição dos incrementos finais com
resina DA2 Opallis (FGM) através da técnica     Opallis (FGM), para reprodução do esmalte        a resina T-Blue Opallis (FGM), com auxílio de
incremental e estratificada reproduzindo        vestibular e superfícies proximais com auxílio   pincel.
os mamelões de dentina. Detalhe dos             de uma matriz de poliéster.
incrementos da camada da resina opaca para
dentina.




19. Acabamento inicial das restaurações         20. Vista frontal das restaurações após          21. Conferência dos contatos oclusais
através da remoção de excessos de resina        o acabamento imediato e remoção do               utilizando papel carbono.
composta com lâmina de bisturi nº 12, das       isolamento absoluto. Detalhe para a
superfícies proximais, vestibular e palatina.   recuperação da harmonia do sorriso,
                                                restabelecendo estética e função. Notar a
                                                diferença de cor devido à desidratação dos
                                                dentes.




22. Polimento das restaurações 21 dias após     23. Sorriso do paciente externando alegria.      24. Aspecto clínico inicial.
a confecção. Polimento final com feltro e
pasta a base de óxido de alumínio Diamond
Excell (FGM), após sequência de polimento
inicial com tiras de lixa de resina, ponta
multilaminada 9714FF discos abrasivos
                        ,e
sequenciais.


                                                                                                    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   95
White Post
Realizamos seus desejos
em pinos de fibra de vidro.
White Post é um pino fabricado em compósito de fibra de vidro e resina
epóxi de alta resistência mecânica. Atua como reforço intrarradicular da estrutura
dental e consiste em excelente alternativa aos pinos metálicos.




                                                                  Adapte o pino ao conduto
                                                                  e não o conduto ao pino.



 POR QUE ESCOLHER WHITE POST?
 • Excelente estética.
 • Possui radiopacidade.
 • Alta translucidez.
 • Menor risco de fratura no interior do conduto
 pelas propriedades semelhantes às da dentina.
                                                                   pino DC-E          pino DC
 • Preparo mais conservador.
 • Sem risco de corrosão que pode ocorrer com o metal.            Simulação de cimentação de pinos DC e DC-E
 • Brocas específicas para cada diâmetro de pino.                  de mesmo diâmetro apical: a versão DC-E apresenta
 • Elimina a etapa laboratorial.                                  adaptação ainda melhor no caso de conduto mais
 • Melhor relação custo-benefício.                                amplo e provê maior reforço cervical em dentes com
 • Evita tensões demasiadas na raiz.                              coroa amplamente destruída.




0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
excelente                          radiopacidade
      alta translucidez
                                        condutividade de luz




                                                                                  Pinos pré-silanizados
                                                                                  em laboratório para maior
                                                                                  capacidade adesiva.




                                                                                             Na co
                                                                                           Kit DC mpra do
                                                                                                  o
                                                                                            grátis u DC-E,
                                                                                                  a ré g u
                                                                                             de sele       a
                                                                                             dos pinção
                                                                                                     os.



• White Post DC Kit: pinos nos tamanhos 0,5/1/2/3 e 2E
e suas respectivas brocas.
                                                               • Dupla Conicidade (White Post DC): com excelente
• White Post DC Intro: pinos nos tamanhos 0,5/1/2/3
                                                               adaptação, preserva ao máximo a dentina intrarradicular
e suas respectivas brocas.
                                                               para o alojamento do pino e possui a maior resistência
• White Post DC Refil: pinos nos tamanhos 0,5/1/2/3.
                                                               na região cervical.
• White Post DC-E Kit: pinos nos tamanhos 0,5/0,
5E/1/1E e 2E e suas respectivas brocas.                        • Dupla Conicidade Especial (White Post DC-E):
• White Post DC-E Intro: pinos nos tamanhos 0,5/1E             para casos de maior desgaste do conduto radicular e,
e 2E e suas respectivas brocas.                                consequentemente, maior esforço mecânico no terço
• White Post DC-E Refil: pinos nos tamanhos 0,5/1E e 2E.        cervical dos dentes anteriores.
caso clínico
                 White Post




             Facetas Diretas com Opallis:
             Passos Clínicos
                             Dr. Sanzio Marques
                             Mestre em Dentística Restauradora (FO-UFMG), Especialista em Prótese Dental (FORP-
                             USP), Autor do livro “Estética com resinas compostas em dentes anteriores: percepção,
                             arte e naturalidade”, Coordenador do Curso de Excelência em Odontologia Estética do
                             IEO-Belo Horizonte, Coordenador do Curso Dominando a Arte com Resinas Compostas
                             do IEO-Belo Horizonte
                             www.sorrisobelo.com.br


             INTRODUÇÃO
                  Dentes com severo escurecimento necessitam de espaço suficiente no preparo para opacificar a cor
             indesejável e ainda possibilitar uma profundidade (penetração da luz nas camadas subseqüentes) e “vida” à
             restauração. O bom senso clínico supõe ainda a cimentação adesiva prévia de pinos de fibras de vidro, neste
             caso sim, onde o dente foi desgastado consideravelmente, como fator de reforço. A seguir, o passo-a-passo
             clínico de facetas diretas em dois incisivos centrais superiores tratados endodonticamente e com escureci-
             mento severo.




     1, 2 e 3. Caso inicial mostrando severo escurecimento dos elementos 11 e 21.




     4. Mensuração vestibular com uma fresa e          5, 6, 7 e 8. Vista palatina dos incisivos, abertura da câmara pulpar, desobstrução do conduto
     cursor do comprimento dos pinos, deixando         com broca de largo e preparo com fresa apropriada do kit de pinos White Post DC (FGM), de
     um mínimo de 5 mm de guta percha intacta          acordo com os pinos selecionados por meio de radiografia. Os pinos escolhidos para o caso em
     no delta apical.Uma boa radiografia nesta         questão foram o DC3.
     etapa é fundamental.




     7.                                                8.                                             9 e 10. Prova dos pinos e recorte destes.




98        Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso clínico
                                                                                                        White Post




10.                                             11 e 12. Tratamento de superfície dos pinos. Com o auxílio de Cavibrush (FGM), limpeza com
                                                álcool, aplicação de uma camada de silano aguardando-se um tempo de 60 segundos.




13, 14 e 15 . Tratamento do conduto e câmara pulpar. Condicionamento com ácido fosfórico Condac 37 por 15 segundos, remoção do ácido e
subprodutos do condicionamento com água em seringa hipodérmica com uma cânula fina, e secagem do conduto com seringa tríplice e cones
de papel absorventes para manutenção de umidade da dentina.




16, 17, 18, 19 e 20. Aplicação de um sistema adesivo de presa química. Camada de primer seguida de remoção de excessos com cones de
papel e jatos de ar. Fotoativação do primer. Aplicação da mistura de base e catalisador do adesivo, e remoção de excessos com cones de papel e
jatos de ar.




19.                                             20.                                             21. Cimento resinoso All Cem (FGM) sendo
                                                                                                inserido no conduto com broca lentulo, após
                                                                                                manipulação de pasta base e catalisadora.




22 e 23. Inserção dos pinos White Post DC (FGM) e fotoativação do cimento All Cem (FGM) por     24 e 25. Camada de resina Opallis (FGM)
60 segundos.                                                                                    seladora da câmara pulpar sendo fotoativada.



                                                                                                   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011    99
caso clínico
               White Post




  25.                                                26 e 27. Modelo de gesso da arcada superior obtido de um molde de alginato, e enceramento
                                                     dos elementos 11 e 21 restaurando suas bordas incisais desgastadas. Deste enceramento
                                                     foi confeccionada uma matriz com silicone pesado para auxílio durante o procedimento
                                                     restaurador.




  28. Inserção de um fio retrator Pro Retract        29 e 30. Canaletas de orientação do preparo.   30.
  00 (FGM) no sulco gengival para reduzir a
  possibilidade de contaminação da restauração
  pelo fluído gengival, tendo em vista que
  a restauração foi confeccionada sob um
  isolamento absoluto modificado.




  31, 32 e 33. Desgaste vestibular e incisal. Checagem do desgaste incisal (aproximadamente 2 mm) com a matriz de silicone, e acabamento dos
  preparos com discos Diamond Pro (FGM).




  34. Uma camada da massa mais opaca                 35 e 36. Preparo concluído, já sob isolamento. Observe um sangramento controlado com
  do sistema Opallis (FGM) que é a OW foi            agente hemostático (FGM).
  polimerizada em cima do preparo para
  conferir sua capacidade de mascarar
  totalmente o escurecimento. Chegou-se a
  conclusão que esta foi insuficiente, e só
  conseguiríamos isso se aumentássemos
  a espessura, o que comprometeria a
  profundidade superficial da faceta, deixando-a
  muito opaca e sem “vida”.




100     Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso clínico
                                                                                                            White Post




37, 38 e 39. Condicionamento dos preparos com Condac 37 (FGM) por 15 segundos, aplicação de um sistema adesivo de 2 passos e
fotoativação.




39.                                             40.

40, 41 e 42. Com o auxílio da matriz de silicone, uma camada de resina responsável pela reprodução do esmalte palatino e incisal foi inserida.
Para esta fina camada foi utilizada uma resina translúcida Opallis T-Blue (FGM).




43 e 44. Aplicação de um opaco em pasta Creative Color Opaquer Pink para mascarar                45. Fina camada de resina opaca Opallis OP
o escurecimento dental. Uma fina camada deste opaco em pasta consegue o que                      (FGM) na região correspondente a dentina.
necessitaríamos de uma espessa camada da resina OW. Com isso, podemos trabalhar as
camadas superiores com massas mais translúcidas, ganhando em estética e naturalidade.




46 e 47. Um maior cromatização da dentina com Opallis DA4 (FGM) na região cervical e Opallis     48 e 49. Uma resina incisal Opallis T-Blue
DA2 nos terços médio e incisal, mantendo o desenho de 3 mamelos incisais.                        (FGM) sendo colocada estrategicamente na
                                                                                                 incisal, ao redor dos mamelos dentinários.
                                                                                                 Observe, após a polimerização desta, o sutil
                                                                                                 efeito translúcido opalescente.




                                                                                                      Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   101
caso clínico
             White Post




         49.                                                              50 e 51. Caracterização com corantes resinosos. Branco para
                                                                          criar efeitos de hipoplasias e ocre para contra-opalescência.




         51.                                                              52. Esmalte vestibular sendo reproduzido com uma mistura de
                                                                          Opallis E Bleach H com VM (esmalte de médio valor) (FGM).




         53. Fotoativação final com uma camada de Oxiblock (FGM)          54.
         bloqueando o oxigênio para uma melhor polimerização da
         camada resinosa superficial.




         54, 55 e 56. Com uma lâmina 12 de bisturi, os excessos cervicais foram removidos. Com a mesma lâmina, é realizado um tipo de
         corte interdental, seguido de uma torção com espátula para separação dos dentes.



102   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
57, 58, 59 e 60. Determinação da forma básica dos dentes
com discos Diamond Pro (FGM) de granulação grossa.




58.




59.




60.
caso clínico
             White Post




         61 - 69. Texturização e brilho de superfície obtidos com discos Diamond Pro (FGM), pontas diamantadas, pasta de óxido de
         alumínio com feltro Diamond Flex (FGM), além de tiras Epitex para polimento interproximal.




         63.                                                               64.




         65.                                                               66.




         67.                                                               68.




104   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso clínico
                                                                                            White Post




69.                                                         70 - 72. Excelente resultado estético obtido com as facetas
                                                            de Opallis (FGM). Aspecto natural e mimetismo com demais
                                                            dentes do paciente.




71.                                                         72.




73 e 74. Fluorescência e opalescência naturais de Opallis   74.
(FGM).




75. Aspecto clínico final.                                  76. Aspecto clínico inicial.




                                                                                       Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   105
Allcem, ação efetiva
        e excelentes resultados.



                 o
           imentso
          C sino
           Re
               a
            Cural
            Du




0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
Características:

       • Elevada resistência adesiva em diferentes superfícies;

       • Cura dual: pode ser fotoativado e/ou curado quimicamente, garantindo

         a polimeração do produto mesmo na ausência total de luz;

       • Radiopaco: adequada visibilidade para diagnósticos em radiografias;
                                                        cos

       • Garantia das mesmas propriedades mecânicas tanto na cura somente
                                                  s

         química quanto dual;

       • Proporção adequada garantida pela seringa de corpo duplo;

       • Fácil manuseio.




Apresentação:
Seringa simples da pasta base com 2,5 g.
Seringa simples da pasta catalisadora com 2,5 g.
Seringa de corpo duplo: base 2,5 g + catalisador 2,5 g.
Ponteiras de automistura: 20 unidades.




     Perfeita co pa b dade e e ce e
      e e a compatibilidade excelente desempenho clínico.


   Allcem
       em                                Prosil                White
                                                               Post
                                      +                     +


Indicação:
Cimentação definitiva de peças protéticas como coroas, facetas, onlays, inlays, pinos/núcleos, etc., em
diversos materiais, como cerâmicas, metalocerâmicas, metais, resinas compostas e acrílicas, fibra de vidro.
caso clínico
               Allcem




         Cerâmicas: Protocolo Clínico
         de Cimentação Adesiva sobre
         Diferentes Substratos
                         Dr. Leonardo Buso
                         Doutor em Prótese Dental (UNESP- São José do Campos), Mestre em Prótese Dental
                         (UNESP- São José do Campos), Autor de vários capítulos de livros, Coordenador do Curso
                         de Excelência em Odontologia Estética do IEO-Belo Horizonte
                         www.leonardobuso.com

                         Dr. Sanzio Marques
                         Mestre em Dentística Restauradora (FO-UFMG), Especialista em Prótese Dental (FORP-
                         USP), Autor do livro “Estética com resinas compostas em dentes anteriores: percepção,
                         arte e naturalidade”, Coordenador do Curso de Excelência em Odontologia Estética do
                         IEO-Belo Horizonte, Coordenador do Curso Dominando a Arte com Resinas Compostas
                         do IEO-Belo Horizonte
                         www.sorrisobelo.com.br
                         José Carlos Romanini
                         Técnico em Prótese Dental (Londrina-PR)




         INTRODUÇÃO
              A cimentação adesiva das restaurações cerâmicas oferece diversas vantagens, dentre elas, a atuação
         mecânica de dente e restauração como uma unidade. Um dos fatores mais importantes da cimentação ade-
         siva refere-se ao tipo de superfície que atuará como base dentária e base restauradora. As superfícies mais
         comuns trabalhadas pelo dentista são estrutura dentária (dentina e esmalte), resinas compostas, cerâmicas
         de variadas composições, pinos de fibras, metal e ionômero de vidro. Cada um destes substratos pede um
         tipo específico de tratamento. O caso clínico descrito a seguir demonstra passo-a-passo as etapas clínicas de
         cimentação adesiva de coroa e laminados cerâmicos. Este caso foi realizado durante o Curso de Excelência
         em Odontologia Estética do Instituto de Estudos Odontológicos de Belo Horizonte.




         1 e 2. Caso clínico inicial demonstrando uma coroa metalocerâmica no elemento 11, e restaurações extensas e deficientes de
         resinas compostas nos elementos 12, 21 e 22.




                                                                           4.




108   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso clínico
                                                                                                     Allcem




5 e 6. Aspecto inicial do sorriso da paciente e simulação intra-oral (mock up) realizada a partir do enceramento aditivo por meio
de uma resina Bis-acrílica (Luxatemp), para observação estética do profissional e da paciente. Observe na simulação um aspecto
mais jovial do sorriso. Planejou-se para o caso a substituição da coroa metalocerâmica do 11 por uma coroa cerâmica metal free e
laminados cerâmicos nos elementos 12, 21 e 22.




7e 8.




9 e 10. Prova das guias de preparo vestibular e incisal confeccionadas em silicone a partir do enceramento diagnóstico. A
principal função destas é preservar ao máximo a estrutura dentária, principalmente esmalte, que é primordial na estabilidade da
cimentação adesiva. Note os espaços entre estrutura dentária e silicone proveniente do enceramento aditivo.




11 e 12. Início dos preparos com desgaste nas áreas proximais liberando os contatos inter-dentais.




13 e 14. Redução incisal iniciada com canaletas, sendo as mesmas posteriormente unidas.




                                                                                             Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   109
caso clínico
               Allcem




         15 e 16. Canaletas cervicais realizadas com ponta diamantada esférica.




         17. Guia vestibular de silicone posicionada para conferência       18 e 19. Canaletas verticais vestibulares de orientação do
         dos espaços necessários de cada preparo. Este passo                preparo e posterior união das mesmas.
         é sistematicamente repetido a cada etapa para evitar
         desgastes excessivo e desnecessário da estrutura dentária
         remanescente.




         19.                                                                20 e 21. Acabamento, regularização e alisamento dos
                                                                            preparos com discos Diamond Pro (FGM).




         21.



110   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso clínico
                                                                                                     Allcem




22 - 24. Afastamento gengival para moldagem com técnica do duplo fio. O primeiro fio de menor diâmetro Proretract 00 (FGM) é
completamente inserido dentro do sulco gengival. O segundo fio inserido de maior diâmetro é o Proretract 0 (FGM), com exceção
do elemento 11 com preparo mais profundo, onde utilizou-se o Proretract 1 (FGM). O segundo fio é inserido somente em metade
de seu diâmetro, promovendo assim o afastamento lateral da gengiva na região do término cervical.




25 - 28. Remoção do segundo fio, injeção do silicone de adição de consistência leve, seguida de suaves jatos de ar. A moldeira
neste momento é carregada com o silicone de adição de consistência pesada, manipulada simultaneamente com o leve, e
assentada cuidadosamente na arcada, aguardando-se o período de presa do material para remoção do molde.




                                                                    28.




29 - 32. Confecção das restaurações provisórias com resina Bis-acrílica Luxatemp, de presa rápida.


                                                                                              Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   111
caso clínico
               Allcem




                                                                           32.




         33. Envio de informações pro laboratório protético por meio       34.
         de fotografias.




         34 e 35.                                                          36. Prova intra-bucal das restaurações cerâmicas.




         37 e 38. Inserção de fios Proretract 00 (FGM) nos sulcos gengivais previamente aos procedimentos de cimentação adesiva.
         Aplicação de gel adstringente Hemogel (FGM) em algumas áreas localizadas de sangramento.




         39 - 41. Tratamento da superfície interna das restaurações cerâmicas. Condicionamento com ácido fluorídrico a 10% (Condac
         Porcelana – FGM) por 20 segundos. Após remoção do ácido com enxágüe abundante e colocação das restaurações em ultrassom,
         aplicação de agente silano Prosil (FGM) por um mínimo de 60 segundos. Após a volatilização do agente silano, um adesivo de
         esmalte foi aplicado nas superfícies tratadas.



112   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
caso clínico
                                                                                               Allcem




42 - 49. Tratamento dos preparos dentários. Ácido fosfórico Condac 37 por 15 segundos nos remanescentes de dentina e esmalte,
seguido da aplicação de um primer de metal no núcleo metálico (Metal/Zircônia Primer) por 3 minutos. Em seguida, aplicação de
primer (Adper Scotchbond Multi-Uso Plus) nas áreas de dentina. Após suaves jatos de ar sobre o primer, aplicação de um bond
(Adper Scotchbond Multi-Uso Plus) sobre todos os preparos e fotoativação por 20 segundos em cada dente.




44.                                                              45.




46.                                                              47.




48.                                                              49.




                                                                                          Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   113
caso clínico
               Allcem




          Inserção do cimento resinoso Allcem (FGM) na superfície interna das restaurações cerâmicas, sendo que na coroa que era mais
         opacificada, utilizou-se uma mistura de pasta base com pasta catalisadora para que o cimento tomasse presa de forma dual. Já
         nos laminados, utilizou-se apenas uma pasta base translúcida.




         53 - 56. Após uma fotoativação dos excessos de cimento por cerca de 3 segundos, remoção dos mesmos com sonda exploradora,
         e fotoativação final em cada face por no mínimo 60 segundos. Nesta fase um gel hidrossolúvel Oxi-Block (FGM) é aplicado nas
         margens para bloquear o oxigênio e possibilitar uma melhor polimerização da linha de cimento. Em seguida, os fios retratores
         foram removidos.




         55.                                                                  56.




         57 - 59. Resultado estético final do caso extremamente favorável e natural.



114   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
prosil
                                          SILANO.
                                     30% a mais
                                    de capacidade
                                       adesiva.
58.




60. Aspecto clínico inicial.




                               Prosil é um silano para cimentação e adesão de
                               peças em cerâmica, cerômero, resina laboratorial
                               e pinos de fibra de vidro. Sua utilização promove
                               aumento de até 30% da capacidade adesiva entre
                               a peça protética e o material de cimentação. Além
                               disso, é muito prático: vem pronto para o uso e
                               não precisa ser misturado previamente.



61. Aspecto clínico final.
matéria FGM
                                                                                        Trabalhos e Pesquisas




Pesquisa com Produtos FGM
    As pesquisas publicadas com materiais FGM engrandecem ainda mais nossa gratidão aos nossos parceiros.
Através destas pesquisas e do retorno que obtemos de cada profissional sobre o uso de nossos materiais, direciona-
mos o aprimoramento de nossa tecnologia. Portanto, queremos reforçar nosso agradecimento a todos os pesquisa-
dores e universidades pelos projetos e materiais científicos gerados, os quais certamente contribuem não somente
para desenvolver novos protocolos clínicos, mas também para aprimorar nossos produtos.
    Dentro desta premissa, é com grande satisfação que publicamos a seguir resumos recentes de trabalhos oriun-
dos de fontes diversas: mais uma oportunidade de compartilharmos conhecimento de qualidade com nossos par-
ceiros!



1 – LOGUERCIO, A.D.; MARTINS, G.; ZANDER-GRANDE, C.; REIS, A. AVALIAÇÃO LABO-
RATORIAL DE UM NOVO ADESIVO CONVENCIONAL SIMPLIFICADO. Apresentado no 88º
IADR, 14 a 17 de Julho de 2010, Barcelona, Espanha. Resumo (anais eletrônicos).
    Objetivo: Avaliar a resistência máxima à tração        de Varredura. Os dados foram submetidos à ANOVA de
(RMT), de união a microtração (RU) e nanoinfiltração       um fator e teste de Tukey para cada adesivo (α=0,05).
(NI) da interface de união resina-dentina, utilizando os        Resultados: todos os resultados estão demonstra-
seguintes sistemas adesivos: Ambar [AM], Adper Sin-        dos na Tabela abaixo (letras diferentes indicam diferen-
gle Bond 2 [SB], XP Bond [XP], Tetric N- Bond [TN] e       ças significantes em cada coluna).
Stae [ST].
                                                           Adesivo/fabricante RMT (n=10)       RU (n=6)      NI (n=6)
    Métodos: para a mensuração da RMT, espécimes
                                                           Ambar (FGM)          9,9 (1,1) a   51,6 (6,4) A 12,7 (3,5)a
em forma de “ampulheta”, foram preparados de cada
                                                           Adper Single         4,7 (0,7) c   55,0 (6,9) A 16,4 (4,2)a
sistema adesivo (n=5) para serem testados em veloci-
                                                           Bond 2 (3M ESPE)          .              .           .
dade de 0,5 mm/min. Para RU e NI, o esmalte oclusal
                                                           XP Bond              7,5 (1,7) b   57,4 (6,7) A 15,4 (4,7)a
de 30 molares humanos foi removido para expor uma          (Dentsply Caulk)          .              .           .
superfície dentinária plana. Os adesivos foram aplica-     Tetric N-Bond        9,3 (1,9) a   54,2 (8,3) A 25,1 (5,1)b
                                                           (Ivoclar Vivadent)        .              .           .
dos conforme instrução do fabricante. Após a polimeri-
                                                           Stae (SDI)           2,6 (0,9) d 37,2 (6,2) B 38,4 (6,3)c
zação (600mW/cm2 por 10 s), restaurações de resina
composta foram confeccionadas incrementalmente e os
espécimes seccionados em forma de palitos (0,8mm2)              Conclusão: o desempenho de Ambar (FGM), Adper
para serem testados imediatamente. Para NI, 3 palitos      Single Bond 2 (3M ESPE) e XP Bond (Dentsply Caulk)
de cada dente foram separados, impregnados por ni-         foi considerado superior aos adesivos Tetric N- Bond
trato de prata e analisados em Microscopia Eletrônica      (Ivoclar Vivadent) e Stae (SDI).



2 – KOSE, C.; PEREIRA, S.; REIS, A.; LOGUERCIO, A.D. AVALIAÇÃO CLÍNICA DE UM GEL
DE NITRATO DE POTÁSSIO E FLÚOR NA DIMINUIÇÃO DA SENSIBILIDADE NO CLAREA-
MENTO CASEIRO. Apresentado no 88º IADR, 14 a 17 de Julho de 2010, Barcelona, Espanha.
Resumo (anais eletrônicos).
    Objetivo: avaliou-se através deste estudo duplo-       sensibilizante foi aplicado na moldeira e usado pelos
cego clínico randomizado o efeito de um agente des-        pacientes de cada um dos grupos durante 10 min. O
sensibilizante (5% de nitrato de potássio e 2% de flu-     mesmo procedimento foi repetido durante 4 semanas
oreto de sódio [Desensibilize KF 2%, FGM]) antes do        para os dois grupos. Os pacientes registraram sua per-
clareamento dental na técnica caseira na prevenção/        cepção de sensibilidade dentária em uma escala 0-4.
diminuição da sensibilidade.                               Para a análise da cor foi realizada uma análise de vari-
    Métodos: 60 pacientes livres de lesões de cárie,       ância de medidas repetidas de dois fatores (tempo de
com mais de 18 anos foram divididos em grupos des-         tratamento) e teste de Tukey (α=0,05). Os diferentes
sensibilizante e placebo. Antes do clareamento com pe-     graus de sensibilidade dentária foram comparados pelo
róxido de carbamida 16% (Whiteness Standard, FGM),         teste t de Student (α = 0,05). A porcentagem de pacien-
em regime noturno, um gel placebo ou com agente des-       tes com sensibilidade dentária foi analisada através do


                                                                                  Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   119
matéria
      Trabalhos e Pesquisas FGM


         teste exato de Fisher (α = 0,05) e a intensidade média       a intensidade de sensibilidade foi significativamente
         da sensibilidade através do teste t de Student (α = 0,05).   maior no placebo (1,27 ± 0,51) do que com o dessensi-
              Resultados: O uso de gel dessensibilizante não          bilizante (1,15 ± 0,52) (p=0,009).
         afetou a eficácia do clareamento com peróxido de car-            Conclusão: o uso de um agente dessensibilizante à
         bamida (p> 0,05). A freqüência da sensibilidade foi se-      base de nitrato de potássio e flúor antes do tratamento
         melhante entre os grupos placebo (67,8%) e com des-          clareador com peróxido de carbamida 16% pode di-
         sensibilizante (70%) (p=0,93). O número de dias sem          minuir a intensidade e a freqüência da sensibilidade
         sensibilidade foi mais freqüente no grupo placebo, mas       causada pelo clareamento dental caseiro.
         não houve diferenças entre os grupos (p>0,05). Porém



         3 – PEREIRA, S.; DALANHOL, A.P.; CUNHA, T.S.; LOGUERCIO, A.D.; REIS, A. EFEITO DA
         FONTE DE LUZ NA SENSIBILIDADE APÓS O CLAREAMENTO EM CONSULTÓRIO. Apresen-
         tado no 88º IADR, 14 a 17 de Julho de 2010, Barcelona, Espanha. Resumo (anais eletrônicos).
              Objetivo: o propósito deste estudo clínico rando-       Foram avaliadas a EC e intensidade da SD pelos testes
         mizado foi avaliar a eficiência do clareamento (EC) e        ANOVA e de Tukey e a porcentagem de pacientes com
         sensibilidade dental (SD) durante o clareamento em           SD foi analisada pelo teste de Fisher (α=0,05).
         consultório com e sem a ativação por luz.                        Resultados: após a 1ª sessão a luz clareou mais
              Métodos: Trinta pacientes com mais de 18 anos e         rápido que apenas PH (4,8 e 3,8 unidades de cor) res-
         livres de doença cárie foram divididos em grupo contro-      pectivamente (p=0,0001) e após a 2ª sessão as duas
         le e experimental (n=15). Todos os pacientes assinaram       técnicas foram semelhantes (6,7 para luz e 6,4 para
         o termo de consentimento aprovado previamente pelo           sem luz (p=0,52). 60 e 20% apresentaram SD por 48h
         Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual         no clareamento com e sem luz, respectivamente nas
         de Ponta Grossa. Foram realizadas 3 aplicações de PH         duas sessões. A intensidade da SD foi similar imedia-
         35% (Whiteness HP Maxx-FGM) por 15 minutos em 2              tamente após o clareamento, porém mais alta quando
         sessões de clareamento com intervalo de uma semana           se utilizou luz (24h, p=0,001), entretanto após 24 h no
         sem ativação por luz (grupo 1) e o mesmo protoloco           grupo com LED/laser (0,8 ± 0,4), a sensibilidade foi
         foi usado mas com a ativação por luz LED/Laser (Whi-         oito vezes maior do que em comparação ao grupo sem
         tening Lase Plus-DMC; grupo 2). A variação da cor foi        ativação por luz (0,1 ± 0,2) (P = 0,001).
         registrada no início e após a 1ª e 2ª sessões de clarea-         Conclusão: A aplicação da fonte de luz LED/Laser
         mento usando a escala Vita. Os pacientes registraram         não melhora a efetividade do clareamento e aumenta o
         suas percepções quanto à SD numa escala de 0-4 du-           padrão de sensibilidade dental.
         rante o clareamento, após 24h e 48h de cada sessão.



         4 – TAY, L.Y.; HERRERA, D.; PEREIRA, S.; LOGUERCIO, A.D.; REIS, A. AVALIAÇÃO CLÍNICA DO
         TEMPO DE APLICAÇÃO DE UM GEL PARA CLAREAMENTO EM CONSULTÓRIO. Apresentado
         no 88º IADR, 14 a 17 de Julho de 2010, Barcelona, Espanha. Resumo (anais eletrônicos).
              Objetivo: este estudo avaliou se o uso de um gel        gel com uma escala de cor. Os pacientes registraram a
         para clareamento de consultório 1 vez por 45 min po-         sensibilidade através de uma escala de 0-4. A mudança
         deria ter o mesmo efeito clareador e os mesmos re-           de cor e a sensibilidade em cada semana foram compa-
         sultados de sensibilidade do protocolo 3 vezes por 15        radas com o teste-t de Student (α=0,05). O percentual
         min.                                                         de pacientes com sensibilidade e a intensidade de sen-
              Métodos: o clareamento em consultório foi reali-        sibilidade foi analisada usando o teste Exato de Fisher
         zado em 30 pacientes com um gel de peróxido de hi-           e teste-t de Student (α=0,05), respectivamente.
         drogênio a 35% (Whiteness HP - FGM). Em um grupo                 Resultados: a aplicação 1x por 45 min diminui a
         (n=15), o gel foi aplicado por 3 vezes de 15 min cada        eficácia do clareamento (p<0,05). Oitenta por cento e
         e, no outro grupo, o mesmo gel foi aplicado por 1 vez        100% dos pacientes dos grupos 3 x 15min e 1 x 45
         de 45 min. O gel era sempre aplicado na superfície ves-      min, respectivamente tiveram alguma sensibilidade
         tibular de todos os dentes. Este protocolo foi repetido      (p=0,22). A intensidade da sensibilidade foi estatistica-
         após uma semana. A avaliação de clareamento foi rea-         mente menor para o grupo 3 x 15 min (p=0,04).
         lizada por dois avaliadores calibrados e que desconhe-           Conclusão: A aplicação do gel clareador por uma
         ciam os objetivos do estudo. Esta avaliação foi reali-       vez de 45 min afetou negativamente a eficácia do clare-
         zada no baseline e após cada período de aplicação do         amento e aumentou a sensibilidade.



120   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
matéria FGM
                                                                                          Trabalhos e Pesquisas


5 – BARCELEIRO, M.O.; SOARES, L.P.; VASCONCELOS, A.B.; AGUIAR, J.K. INFLUÊNCIA
DO PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO SOBRE A RESISTÊNCIA FLEXURAL DE DIFERENTES
TIPOS DE PINOS RESINOSOS FIBRO-REFORÇADOS. Apresentado no XVIII Encontro do
GBPD, 14 a 17 de Janeiro de 2009, Foz do Iguaçu-PR. Resumo (anais eletrônicos).
    Objetivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a
influência do método de esterilização física (autocla-
ve) sobre a estrutura de 02 marcas de pinos de fibra
de vidro (White Post – FGM e Exacto – Angelus) ou de
quartzo (DT Light Post – Bisco), após 1 ou 2 ciclos de
esterilização.
    Métodos: Foram utilizados 15 pinos White Post
DC1 (FGM, Grupo WP), 15 pinos Exacto No1 (Angelus,
Grupo EX) e 15 pinos DT Light Post (Bisco, Grupo DT).
Os ensaios contemplaram nenhum, 1 ou 2 ciclos de
esterilização (Subgrupos 0, 1 ou 2). Foi realizado teste     cante nos valores dentro de cada grupo (ANOVA p<0,05).
de flexão em 3 pontos, com a norma American Socie-               Conclusões: os autores concluíram que os pinos
ty Testing Materials D2344, associada a modelos para         testados, independentemente do tipo de fibra, podem
análise de flexão de viga cilíndrica e cônica bi-apoiadas.   ser esterilizados por até dois ciclos de autoclavagem,
    Resultados:                                              sem que haja diminuição na resistência à flexão dos
    Não se observou diferença estatisticamente signifi-      mesmos.



6 – BALLARIN, A.; LOPES, G.C. ANÁLISE DA INTERFACE ADESIVA DE CIMENTOS EM
DENTINA INTRA-RADICULAR. Universidade Federal de Santa Catarina, SC.
    Objetivo: comparar a capacidade de selamento             Depois de 30 dias em água, cada raiz foi seccionada
dos cimentos resinosos e dos pinos translúcidos de fi-       em nove segmentos de 1mm de espessura, sendo que
bra de vidro.                                                três dos segmentos constituem cada terço radicular: C
    Métodos: foram selecionados trinta e dois dentes         (Coronal), M (Médio) e A (Apical). Todas as partes fo-
uniradiculares recém-extraídos com conduto radicular         ram preparadas para a análise da interface adesiva em
de 14mm aproximadamente. Depois do tratamento en-            Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV).
dodôntico, os dentes foram divididos aleatoriamente              Resultados: houve selamento da dentina intra-
em quatro grupos. Grupo 1: Pino White Post DC (FGM)          radicular pela formação da camada híbrida em todos
+ Cimento dual (Allcem, FGM); Grupo 2: Pino FRC Pos-         os espécimes analisados em MEV em todos os grupos.
tec Plus (Ivoclar Vivadent) + Cimento dual (Allcem);         Alguns segmentos mostraram formação de bolhas nos
Grupo 3: Pino White Post DC + Cimento Autopolime-            grupos cimentados com cimento resinoso autopolime-
rizável (Multilink, Ivoclar Vivadent); Grupo 4: Pino FRC     rizável (Grupos 3 e 4).
Postec Plus + Cimento Autopolimerizável (Multilink).             Conclusão: cimentos duais e cimentos autopoli-
Em todos os grupos previamente a cimentação dos pi-          merizáveis têm capacidade adequada de selamento da
nos foi realizado o condicionamento com ácido fosfóri-       dentina para cimentação intra-radicular de pinos trans-
co a 37% (Condac 37, FGM) por 15s e aplicado o siste-        lúcidos de fibra de vidro.
ma adesivo Excite DSC Single-Dose (Ivoclar Vivadent).



7 – CARDOSO, V.E.S.; SANTOS, R.B.M.; MEIER, M.M.; LIMA, T.C.R.; ALANO, T.O.; MIT-
TELSTADT, F.G. TECNOLOGIA NANOP: O USO DA NANOTECNOLOGIA DOS FOSFATOS
DE CÁLCIO PARA FUNCIONALIZAR MATERIAIS ODONTOLÓGICOS. Pesquisa e Desenvol-
vimento - Dentscare Ltda.
    O grupo DentsCare/FGM Produtos Odontológicos             e funcionalmente, contribuindo para a introdução de
desenvolveu uma tecnologia inovadora baseada em              novas perspectivas em Odontologia, nas diversas es-
nanopartículas de fosfatos de cálcio (NanoP) cristali-       pecialidades. A Tecnologia NanoP foi aplicada em um
nos, biocompatível, que quando incorporada aos mate-         produto biofuncional, de ação dessensibilizante e remi-
riais odontológicos, potencializa sua ação, fazendo-os       neralizante (Desensibilize NanoP). A ação obliterante
mimetizar o tecido vivo química, mecânica, biológica         da NanoP foi analisada por MEV e pela determinação


                                                                                    Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011   121
matéria
      Trabalhos e Pesquisas FGM




         da área superficial de dentina bovina empregando a           remineralizadora. Desensibilize NanoP promoveu uma
         técnica de BET, associados ou não aos testes de estabi-      efetiva obliteração dos túbulos dentinários, o que foi
         lidade por dissolução ácida. A ação remineralizante da       confirmada por MEV e por uma significativa redução da
         NanoP foi avaliada em esmalte bovino acometido por           área de superfície da dentina. Desensibilize NanoP pro-
         cárie artificial através de ciclagem de pH associada à       moveu uma recuperação de 70% da dureza do esmalte.
         análise de microdureza Vickers. A introdução da NanoP            NanoP é capaz de funcionalizar materiais odonto-
         ao Desensibilize NanoP permitiu que ele oferecesse           lógicos. NanoP confere eficácia e durabilidade ao tra-
         nanohidroxiapatita à superfície dental, forma organiza-      tamento profissional da hipersensibilidade e à remine-
         da de fosfato de cálcio que compõem o dente natural,         ralização dental.
         estável à dissolução, amplificando sua ação oclusiva e



         8 – CARDOSO, V.E.S.; MEIER, M.M.; SANTOS, R.B.M.; ODEBRECHT, C.M.; FERRI, L.; LIPP-
         MANN, B.; MITTELSTADT, F.G. TECNOLOGIA DE FOSFATO DE CÁLCIO NANOESTRUTU-
         RADO (NANO P): INOVAÇÃO NA DESSENSIBILIZAÇÃO DENTAL E REMINERALIZAÇÃO.
         Pesquisa e Desenvolvimento: Dentscare Ltda.
              Objetivos: O foco deste estudo in vitro foi o de ava-   produzidas in vitro (EL). As lesões eram submetidas a
         liar a capacidade de um novo produto, baseado em na-         ciclagem de pH por 7 dias. Cada dia incluía a aplicação
         nopartículas de hidroxiapatita, de obliterar os túbulos      de Desensibilize Nano P por 1 minuto (DN), MI Paste
         dentinários e remineralizar a superfície do esmalte.         (CCP-ACP GC) (MI) ou água deionizada (DW) (controle
                                                                              ,
              Métodos: O potencial de dessensibilização da nova       negativo). A face seccionada de das lesões em esmal-
         pasta profissional Desensibilize Nano P foi analisado        te foram analisadas quanto dureza Vickers e MEV. Os
         em Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). Para a         dados foram estatisticamente analisados por ANOVA e
         análise, espécimes de dentina bovina foram condiciona-       Tukey´s test (p<0.05).
         dos com ácido e tratados com 1 aplicação de Desensi-             Resultados: Desensibilize Nano P promoveu obli-
         bilize Nano P por 1 minuto. Análises adicionais foram        teração de túbulos eficiente, estável e ácido-resisten-
         feitas por MEV com os espécimes tratados submeti-            te. Também apresentou maior efeito remineralizador
         dos a desafios mecânicos e de pH, os quais proveram          quando comparado com os outros grupos tratados (mi-
         informações sobre a estabilidade e a solubilidade do         crodureza Vickers EL: 56.9+23.9b; DN: 128.9+41.5a;
         Desensibilize Nano P respectivamente. Para o desafio
                             ,                                        MI: 34.3+15.6b; DW: 24.3+14.6b). Adicionalmente,
         de pH, a dentina tratada foi colocada em ácido cítrico       Desensibilize Nano P mostrou-se ácido-resistente em
         (pH 3.85) durante 2 minutos. No desafio mecânico, a          pH crítico para desmineralização dental.
         dentina tratada foi abrasionada durante 40s com uma              Conclusão: Desensibilize Nano P se apresentou
         micro-escova (Cavibrush, Dentscare/FGM) e creme den-         efetivo para remineralização e dessensibilização em
         tal fluoretado (Colgate Total 12). Para avaliar o efeito     dentina.
         remineralizante de Desensibilize Nano P foram utiliza-
                                                ,                         Palavras-chave: fosfato de cálcio, dessensibilizante,
         dos blocos de esmalte bovino (n=5) com lesões iniciais       hidroxiapatita, nanopartículas, nanotecnologia.



         9 – ODEBRECHT, C.M.; LOGUERCIO, A.; BOTTAN, E. PERFORMANCE CLÍNICA DE UMA
         NOVA PASTA DESSENSIBILIZANTE DENTAL DE USO PROFISSIONAL BASEADA EM NA-
         NOTECNOLOGIA. Universidade do Vale do Itajaí, Joinville, Santa Catarina, Brasil, Universi-
         dade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, Paraná, Brasil.
              Objetivos: Este estudo clínico sobre hipersensibi-      tificados em dois grupos balanceados de acordo com
         lidade dental objetivou avaliação clínica de uma nova        o seu nível inicial de hipersensibilidade ao jato de ar
         pasta dessensibilizante dental baseada em nanotecno-         (severo a moderado): grupo 1 apresentou hipersensi-
         logia contendo hidroxiapatita nanoestruturada (Desen-        bilidade dentinária severa e grupo 2 apresentou grau
         sibilize Nano P), o qual tem essencialmente a mesma          moderado de hipersensibilidade dentinária. Os dentes
         composição que o mineral dental.                             foram tratados com Desensibilize Nano P (Dentscare/
              Métodos: Quarenta e três dentes foram avaliados         FGM) por uma semana. As aferições de hipersensibi-
         neste estudo. Os dentes foram randomicamente estra-          lidade dentinária foram feitas no baseline e imediata-



122   Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
Ionômero
                                                                              de vidro
mente após a 1ª e a 2ª aplicação, utilizando jato de ar. O exame de hiper-
sensibilidade dental foi feito pelo mesmo profissional. Os dados foram
analisados para diferenças estatísticas conforme o teste de Friedman


                                                                             Maxxion C.
para a análise das medidas de variação repetida por Rank (pƒ¬0.05).
    Resultados: uma redução significativa na hipersensibilidade dental
foi observada com o tratamento com Desensibilize Nano P Imediatamente
                                                       .


                                                                               Maximizando
após a 1ª aplicação, cerca de 21% dos dentes do grupo 1 apresentaram
alívio na hipersensibilidade (de severam para branda ou ausente), e cerca
de 54% dos dentes relataram alívio de sensibilidade de severo para mo-


                                                                              resultados em
derada. No grupo 2, imediatamente após a aplicação, cerca de 80% dos
dentes apresentaram alívio de sensibilidade (de moderado para brando ou
ausente). Imediatamente após a 2ª aplicação, 83% e 90% dos dentes apre-


                                                                               cimentação.
sentaram alívio (de severo ou moderado para brando ou ausente) para os
grupos 1 e 2, respectivamente.
    Conclusão: a hipersensibilidade dental foi aliviada utilizando De-
sensibilize Nano P A hidroxiapatita nanoestruturada é uma candidata
                  .
viável a material dentário funcional.




10 – BERNARDON, J.K.; SARTORI, N.; BALLARIN, A.; PER-
DIGÃO, J.; LOPES, G.; BARATIERI, L.N. CLINICAL PER-
FORMANCE OF VITAL BLEACHING TECHNIQUES. Ope-
rative Dentistry, v. 35, n. 1, p. 3-10, 2010.

    Objetivo: Este estudo comparou o resultado clínico de técnicas de
clareamento em dentes vitais.
    Metodologia: Após aprovação do comitê de ética em pesquisa e
consentimento esclarecido, 90 pessoas foram selecionadas baseadas
na cor de seus dentes anteriores (A2 ou mais escuro, escala de cores
Vita Clássica). Os pacientes foram designados a 3 grupos de tratamento
num estudo de arco-dividido: Grupo I: HB (clareamento caseiro com
10% de peróxido de hidrogênio por duas semanas) vs OBL (clareamento
em consultório com peróxido de hidrogênio a 35%, duas sessões, duas
semanas de intervalo, com irradiação por luz); Grupo II: OB (clarea-
mento em consultório sem irradiação por luz) vs OBL; Grupo III: HB vs
                                                                                Desenvolvido para cimentação definitiva
combinação (uma seção mais HB). A mudança e a regressão de cor (∆E)          de peças proteicas e determinados dispositivos
foram mensuradas em um período de 16 semanas. As mensurações de                 ortodônticos, Maxxion C apresenta alta
                                                                              capacidade adesiva em diferentes materiais.
cor foram feitas com espectrofotômetro e também com escala de cores,
nos períodos: baseline, 1, 2, 4, 8 e 16 semanas. A hipersensibilidade
dentária foi avaliada utilizando a escala visual analógica por 15 dias.         • Radiopacidade.

                                                                                • Baixa solubilidade.
    Resultados: Ambos os testes t de Sudent e Tukey-Kramer foram
                                                                                • Atividade anticariogênica por meio do flúor.
utilizados para analisar os resultados (p<0.05). Após uma semana, uma
sessão de OBL seguida de HB resultou em menores valores de cor, com-            • Alta capacidade de adesão à estrutura dentária.
parado com os outros métodos de clareamento. Grupo III resultou nos
                                                                                • Biocompatibilidade.
menores valores de cor na avaliação de uma semana, quando compa-
rados com os outros métodos de clareamento. Após duas semanas, HB               • Fina espessura de película.
sozinho resultou em mudanças de cores similares a OB, OBL e OBL+HB.
O uso de irradiação por luz não melhorou a eficiência do clareamento
(OB=OBL). OBL e OB resultaram em maiores taxas de hipersensibilida-             0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
de do que HB.
COM LLIS A RELAÇÃO É
     INVERSAMENTE PROPORCIONAL:
     ALTA QUALIDADE, BAIXO CUSTO.


                                                                                        Seringas com

                                                                                          4g            nã
                                                                                                        não
                                                                                                        puxa
                                                                                                        p
                                                                                                        pux
                                                                                                          o.
                                                                                                         fio
          Ta




             pa
             m




                  prática                                                             E
                                                                                      EA3 .5, EB2 e DA3 (Univer sal).
                                                                                           5, EB2 DA3 (Universal
                                                                                                          U       sal).
                                                                                          Refi Esmalt
                                                                                          Refil Esmalte: EA1, EA2, EA3,
                                                                                            e      alte: A1 EA2, EA3,
                                                                                                         A1,
                                                                       EA3.5, EA4, EB1, EB2, EB3, EC2, EC3 e I ncisal .
                                                                         A3.5,
                                                                         A3.5, EA4, EB1, EB2, EB3, EC2,
                                                                            5                                 Incisal.
                                                                                                               ncisal
                                                          Refil Dentina: DA1, D A2, DA3 (Universal ), DA3 .5 e D B2
                                                                Dentin
                                                                     n      1 DA2, DA (Universal , DA3
                                                                                           Universal), A3       DB2B2.




Compósito para dentes anteriores e posteriores com perfeito equilíbrio
entre as propriedades óticas, mecânicas e químicas.



• RADIOPACIDADE
    D                       • OPALESCÊNCIA        • FLUO RESCÊNCIA
                                                      U       N A                     • POL IMENTO ID EAL
                                                                                         O          D


A resina Llis passa por rigorosos testes de controle ótico,
mecânico e químico, que fazem parte do padrão de qualidade FGM. Experimente.




0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR

Fgm News 13_BR

  • 4.
    editorial Hoje a Festa é Nossa! A FGM tem muito o que comemorar. Com muito ção de profissionais e estudantes da área odontológica orgulho estamos completando 15 anos e para celebrar- com a criação do Concurso Opallis. O projeto foi um mos juntos, preparamos uma matéria especial para sucesso com mais de 150 casos clínicos inscritos uti- conheça a trajetória da empresa. Além de ultrapassar- lizando a resina. mos os 8 milhões de sorrisos clareados e satisfeitos Uma boa notícia é a chegada de 3 produtos inova- com a linha Whiteness, 2010 trouxe muitas conquistas dores com a tecnologia de Nanopartículas: o sistema e proporcionou a todos os colaboradores uma gostosa adesivo Ambar que contém primer + adesivo em um sensação de dever cumprido. único frasco; Orthocem - cimento adesivo que ofere- Os intensos esforços para sempre inovar, o forte in- ce mais agilidade na fixação de bráquetes por ter um vestimento em pesquisa, o desenvolvimento de produ- passo clínico a menos e o Desensibilize Nano P um , tos que proporcionam resultado, conforto e segurança novo tratamento para alívio imediato e duradouro da a pacientes e dentistas foram algumas das ações reco- Sensibilidade. nhecidas pelo mercado e nos impulsiona a melhorar A FGM também criou, após intensas pesquisas, o ainda mais. Hemosthase Gel, composto hemostático para controle Ser reconhecida como uma empresa inovadora é de sangramento, único do mercado em forma de gel. de extrema importância para a FGM e também para Esta edição do FGM News traz ainda casos clíni- a Odontologia. A prova desta conquista foi vencer o cos, artigo sobre a importância do THD, coluna de Ma- Prêmio Finep de Inovação 2010, na modalidade média rketing com a relação entre valor e preço para o cliente empresa, na região Sul do Brasil, principal premiação e muitas outras novidades. brasileira para empresas e instituições inovadoras. Boa leitura e um 2011 repleto de realizações. Destaque também para os incentivos na capacita- A Direção FGM News é uma DIRETORIA DE CONSELHO EDITORIAL JORNALISTA EXPEDIENTE publicação da FGM COMUNICAÇÃO Friedrich Georg Mittelstädt RESPONSÁVEL Volume 13 - Janeiro 2011 E MARKETING, FGM Bianca Mittelstädt Orlando Aguiar de Oliveira Endereço: Marluce Atanásio Letícia Dias Ferri (MTB 20.461-SP) Av. Edgar Nelson Meister, Ivone K. de Paula Adeilton Ramos Braz 474 - CEP 89210-501 Tiago Pesce Marcia Margarete Meier PROJETO GRÁFICO (47) 3441-6100 André L. Kunde EF Design Gráfico Joinville / SC Andreia Vavassori Silva www.fgm.ind.br Lais Mizuno fgm@fgm.ind.br COLABORADORES DESTA EDIÇÃO CORPO EDITORIAL Ana Carolina Magalhães Guilherme Carpena Lopes Marcelo Taborda Adeilton Ramos Braz André Luiz Fraga Briso Guilherme Martinelli Garone Maria Dalva de Souza Schoereder Bianca Mittelstädt Alessandro Loguércio Izabel do Rocio Costa Ferreira Marília Buzalaf Bruno Lippmann Alessandra Reis Jorge Perdigão Mônica Kina Constanza Odebrecht André Felipe Figueiroa José Carlos Romanini Paula Mathias Eid da Silva Américo Mendes Carneiro Júnior Juliana Kina Paulo Henrique dos Santos Friedrich Georg Mittelstädt Audrey Fernando Fabre Leonardo Muniz Patrícia Moraes Bof Letícia Dias Ferri Carlos Eduardo Vieira Leonardo Buso Ricardo Reis de Oliveira Marcia Margarete Meier Constanza Odebrecht Letícia Cunha Amaral Almeida Rinaldo Parente Teles Vanessa Cardoso Cintia Souza e Silva Letícia Ferri Rodrigo de Castro Albuquerque Daniella P Raggio . Luciana Artioli Costa Rodrigo Stanislawczuk DIRETORIA DE Darlon Martins Lima Lucí Regina Archegas Sanzio Marques COMUNICAÇÃO Eduardo César Almada Santos Luís Fernando Morgan Sergio Vieira E MARKETING, FGM Elisabete Rabaldo Bottan Luís Henrique Fischer Suzimara Braga de Almeida Bianca Mittelstädt Evelise Machado de Souza Luiz Carlos Machado Miguel Thays Costa Adeilton Ramos Braz Ewerton Nocchi Conceição Luiz Narciso Baratieri Wagner Izumi Sawada Germiniani Ana Claudia Silveira Ézio Teseo Mainieri Luiz Tadeu de Abreu Poletto Ulisses Coelho Maicon Januario Fabrício Palermo Pupo Marcelo Böenecker Virgínia Angélica Silva Jonathan Santana Felipe Augusto Villa Verde Marcelo Giannini Vivian Mainieri 4 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 5.
    sumário Casos Clínicos 48 Evolução do Adesivo Ortodôntico: Aplicação Clínica do OrthoCem-FGM 51 Colagem de Braquetes com um Novo Sistema Adesivo Ortodôntico Simplificado: Demonstração Técnica em Caso Clínico 56 Associação das Técnicas de Clareamento de Consiltório (Whiteness HP BLUE CALCIUM à 35% e Clareamento Caseiro (Whiteness Perfect ã 10%). Relato de Caso Clínico 61 Clareamento Dental Caseiro: Relato de Caso 66 Reconstrução Estética em Dente Anterior: da Alternativa menos Invasiva à mais Invasiva 88 Trauma Dental: um Caso de Saúde Pública 93 Sequência Clínica da Reabilitação Funcional e Estética de Dentes Anteriores Fraturados 98 Facetas Diretas com Opallis: Passos Clínicos 108 Cerâmicas: Protocolo Clínico de Cimentação Adesiva sobre Diferentes Substratos E mais: E o Adesivo da FGM? Chegou! 14 Avaliação Clínica de Ambar 23 Tecnologia Nano P: o uso da Nonotecnologia dos Fosfatos de Cálcio para Funcionalizar Materiais Odontológicos 25 Hipersensibilidade Dentinária 36 Efeito de uma Nova Pasta com Nanopartículas de Fosfato de Cálcio mais Flúor na Erosão/ abrasão do Esmalte e Dentina in vitro 38 Orthocem 42 Clareamento Dental Através dos Tempos 74 O Valor e o Preço para o Cliente 78 A Promoção da Saúde nas Práticas do Técnico em Saúde Bucal 82 Pesquisas com Produtos FGM 119 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 5
  • 6.
  • 14.
    história Ambar E o adesivo da FGM? Chegou! Há cinco anos a FGM lançou a resina cado com tecnologia própria e ter preço composta Opallis, e com isto, muitos pro- adequado ao mercado brasileiro. fissionais passaram a nos perguntar: “e o adesivo FGM, quando virá?” A FGM sabia que o desenvolvimento de um sistema adesivo seria um trabalho com- Dando seqüência ao desenvolvimento plexo e de grande responsabilidade, pois de produtos na área de Materiais Dentários, se trata do elo que liga a estrutura dental em 2007 a FGM lançou o cimento resinoso a todos os outros materiais resinosos foto- Allcem, que reafirmou a pergunta de seus polimerizáveis, e este não poderia falhar. A clientes e parceiros: “e o adesivo FGM? Pre- adesão dentária envolve um dos maiores de- cisamos dele!” safios existentes nos procedimentos de re- construção: obter adesão com uma mistura monomérica hidrofóbica sobre uma estrutu- A FGM decidiu aguardar a maturidade ra porosa e repleta de água, a partir de mo- dos conhecimentos para que o nômeros diluídos em solventes que deverão desenvolvimento pudesse atingir o formar um polímero com boas propriedades sucesso desejado. E valeu a pena mecânicas e resistência química para que a esperar! O adesivo Ambar surpreende adesão tenha qualidade e longevidade. É re- por suas excelentes propriedades almente uma tarefa desafiadora. Encontrar monômeros hidrofílicos o bastante para pe- netrar na trama de fibras colágenas e pos- A resina Opallis marcou o início da FGM teriormente gerar um polímero de elevada no desenvolvimento do conhecimento e tec- qualidade não foi fácil. A FGM se deparou nologia na área de compósitos resinosos com a ineficiência da polimerização dos fotopolimerizáveis. Desde o início, o escopo monômeros no ambiente úmido da dentina, de desenvolvimentos nesta área considera- e para contornar este problema ela buscou va também um adesivo dentinário, mas por por soluções químicas capazes de garantir a ser ele o produto de maior complexidade, qualidade do polímero gerado. Para isso, ela a FGM decidiu aguardar a maturidade dos estudou os parâmetros de solubilidade das conhecimentos para que o desenvolvimento matérias primas em diversas combinações, pudesse atingir o sucesso desejado. E valeu a pena esperar! O adesivo Ambar surpreen- o adesivo a ser desenvolvido teria que de por suas excelentes propriedades. apresentar propriedades comparáveis à dos melhores sistemas existentes no Como meta foi estabelecido que o ade- mercado, ser fabricado com tecnologia sivo a ser desenvolvido teria que apresentar própria e ter preço adequado ao propriedades comparáveis à dos melhores mercado brasileiro sistemas existentes no mercado, ser fabri- 14 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 15.
    história Ambar bem como os diferentes solventes para o Embora todos os resultados laboratoriais adesivo, permitindo confirmar que o antigo positivos internos tenham sido confirmados e consagrado etanol funciona muito bem. por testes realizados na Universidade Esta- dual de Ponta Grossa e na Universidade de A FGM buscou por substâncias capazes Minnesota, a FGM buscou pela validação clí- de gerar um elevado nível de ligações cru- nica do Ambar. O produto foi encaminhado zadas e dar resistência ao filme adesivo... e para diversos cirurgiões dentistas do Brasil para isso entrou no mundo das nanopartícu- e da América Latina que relataram sucesso las para adesivos, resgatando sua experiên- em seus procedimentos e ausência de sen- cia com as nanopartículas da Opallis. Mas sibilidade pós operatória. Paralelamente, novas perguntas surgiram: Como compatibi- Ambar foi submetido a um estudo clínico lizar estas partículas no meio adesivo? Como longitudinal detalhado, como pode ser visto quantificar seu benefício? Estas perguntas nas páginas seguintes. direcionaram a FGM a testar diversas partí- culas de carga com diferentes tratamentos Os números laboratoriais falam por si, superficiais. A resolução desta questão tor- as evidências clínicas comprovam, e os di- nou possível a geração do polímero estável e versos cirurgiões dentistas que já usaram de elevada reticulação do Ambar. Ambar certificam a FGM e confirmam que o trabalho de desenvolvimento de um siste- ma adesivo para o exigente mercado odon- tológico foi bem feito. A FGM confia que sua Os números laboratoriais falam por recompensa será ver inúmeros clientes e si, as evidências clínicas comprovam, parceiros satisfeitos, dividindo a satisfação e os diversos cirurgiões dentistas de realizar uma restauração de qualidade que já usaram Ambar confirmam com um sistema adesivo desenvolvido com e certificam a FGM tecnologia genuinamente nacional. Diversos métodos de ensaios foram em- pregados durante o processo de desenvolvi- mento do Ambar. Ao longo de todo o projeto foram empregados: ensaios de adesão por microcisalhamento e por microtração, grau de conversão, análises termogravimétricas, grau de conversão por espectroscopia no infra-vermelho (FTIR), métodos para deter- minar a qualidade do polímero (microdure- za e resistência coesiva), cromatografia lí- quida, microscopia eletrônica de varredura, microinfiltração marginal, nano infiltração e tantos outros métodos químicos. Foi dedicada especial atenção na avalia- ção da estabilidade do polímero gerado pelo Ambar. Buscou-se por métodos de acelerar a degradação do filme adesivo, empregou- se a termociclagem e métodos de degrada- ção química. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 15
  • 16.
    A combinação quevocê precisa Resistência de união e ausência de sensibilidade pós-operatória A praticidade que você merece Primer + bond em único frasco. Com o adesivo AMBAR você terá muito mais sucesso. “Ambar resultou em camada híbrida completamente preenchida.” Dr. Jorge Perdigão. “Os resultados laboratoriais e clínicos que nós obtivemos com Ambar demonstram que, realmente, esse adesivo é um material de excelente qualidade.” Dr. Alessandro Loguércio. 0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
  • 17.
    Ambar é umadesivo convencional nanoparticulado, de dois passos, fotopolimerizável e com solvente à base de etanol. Apresenta elevada resistência adesiva e longevidade clínica. ar é Ambparti- nanolado cu
  • 18.
    ambar O Adesivo da FGM RESISTÊNCIA DE UNIÃO IMEDIATA E APÓS TERMOCICLAGEM Confiança na Adesão 80 Resistência de união (MPa) 70 a a a a 60 b 50 40 c 30 20 10 0 Ambar Adper Single Bond 2 Excite (FGM) (3M ESPE) (Ivoclar - Vivadent) Imediato Imediato FGM Termociclado 20.000x outros Termociclado 20.000x Resistência de união (MPa) por microtração de diferentes adesivos dentinários sobre dentina humana: dados imediatos e após 20.000 ciclos térmicos. Cortesia de Dr. Jorge Perdigão, University of Minnesota – EUA, 2009. Letras diferentes indicam diferença estatística (p<0,05). Amercian Journal of Dentistry, aceito para publicação em 2010. AMBAR APRESENTA EXCELENTE RESISTÊNCIA ADESIVA, imediata e após envelhecimento, indicando a estabilidade e longevidade da união. 18 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 19.
    ambarFGM O Adesivo da AMBAR, QUALIDADE EM NÚMEROS E IMAGENS Imagens de MEV da camada híbrida formada por Ambar sobre dente humano, antes e após desafio por termociclagem (20.000 ciclos, 5 ºC – 55 ºC): ELEVADA AFINIDADE PELA DENTINA Observe os longos tags formados por Ambar, denotando elevada afinidade pela dentina. Cortesia de Dr. Jorge Perdigão, University of Minnesota – EUA. Journal of Dental Research 89 (Spec Iss B): resumo número 2239, 2010. EXCELENTE PREENCHIMENTO Imagem em maior aumento: note a capacidade de Ambar em preencher inclusive as anastomoses. Cortesia de Dr. Jorge Perdigão, University of Minnesota – EUA. Journal of Dental Research 89 (Spec Iss B): resumo número 2239, 2010. ESTABILIDADE DA CAMADA HÍBRIDA Observe a excelente qualidade da camada híbrida, mesmo após desafio por termociclagem (20.000 ciclos térmicos). Cortesia de Dr. Jorge Perdigão, University of Minnesota – EUA. Journal of Dental Research 89 (Spec Iss B): resumo número 2239, 2010. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 19
  • 20.
    ambar O Adesivo da FGM AMBAR: SEGURANÇA CLÍNICA, SEM MEDO DE NANOINFILTRAÇÃO 50 45 c 40 Nanoinfiltração % 35 Em estudo comparando a nanoinfiltração b dos principais sistemas adesivos, 30 Ambar mostrou-se eficaz e equivalente 25 aos melhores sistemas do mercado. a a Cortesia de Dr. Alessandro Loguércio, 20 a Dra. Alessandra Reis e col., 15 Universidade Estadual de Ponta Grossa/PR. 10 Letras diferentes indicam diferença estatística (p<0,05). 5 Journal of Dental Research 89 (Spec Iss B): 0 resumo número 611, 2010. Ambar Adper Single XP - Bond Tetric Stae (FGM) Bond 2 (Dentsply) N-Bond (SDI) (3M ESPE) (Ivoclar Vivadent) Veja a ausência de nanoinfiltração na camada adesiva gerada por Ambar. Resina Cortesia de Dr. Jorge Perdigão, University of Minnesota – EUA. Camada Imagem de microscopia eletrônica de Híbrida varredura (MEV) da camada híbrida formada por Ambar (FGM) sobre dentina humana após Dentina desafio térmico (20.000 ciclos 5-55 ºC) Híbrida e avaliada quanto à nanoinfiltração. AVALIAÇÃO CLÍNICA Imagem mostra a qualidade da restauração após 6 meses. Cortesia de Dr. Alessandro Loguércio, Dra. Alessandra Reis, Dra. Letícia Ferri e Dra. Thays Costa – Universidade Estadual de Ponta Grossa/PR. 20 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 21.
    ambarFGM O Adesivo da EFICÁCIA E SEGURANÇA CLÍNICA COMPROVADAS VEJA O ELEVADO DESEMPENHO DE AMBAR NA AVALIAÇÃO CLÍNICA: 97,1% das restaurações feitas 91,4% das restaurações feitas com Ambar mantiveram-se com Adper Single Bond 2, sem estáveis e após 6 meses, mantiveram-se necessidade estáveis e sem necessidade de reparo . de reparo. Resultado obtido após 6 meses de estudo clínico conduzido por Dr. Alessandro Loguércio, Dra. Alessandra Reis, Dra. Letícia Ferri e Dra. Thays Costa – Universidade Estadual de Ponta Grossa/PR, em lesões cervicais não cariosas. O estudo completo está publicado no Perfil Técnico de Ambar, disponível no site www.fgm.ind.br. Publicado no FDI, Bahia, 2010. Sensibilidade pós-operatória testada: avaliações clínicas de diversos cirurgiões-dentistas relatam ausência de sensibilidade pós-operatória. O equilíbrio da composição química de Ambar garante sua excelente polimerização, impedindo a liberação de substâncias capazes de causar sensibilidade pós-operatória, além da formação de uma boa camada adesiva, com tags longos e obliterantes, minimizando a movimentação de fluidos para a dentina. 12 a a Resistência Coesiva (MPa) 10 b 8 Resistência mecânica de diferentes 6 c adesivos de mercado. Cortesia de Dr. Alessandro Loguércio 4 d e Dra. Alessandra Reis, UEPG/PR. Letras diferentes indicam diferença 2 estatística (p<0,05). Journal of Dental Research 89 (Spec 0 Iss B): resumo número 611, 2010. ) ) p ly ) ) GM) (SDI SPE ents dent a r (F Stae ME V iv a Amb 2 (3 n d ( D ( I v o c la r B ond XP - Bo ond in g le N-B er S Te t r ic Adp Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 21
  • 22.
    ambar O Adesivo da FGM ELES PESQUISARAM DR. JORGE PERDIGÃO DMD pela Universidade de Lisboa, Portugal; Mestre em Dentística (University of Iowa – EUA); Especialização em Dentística (University of Iowa – EUA); Doutorado em Materiais Dentários (Catholic University of Leuven – Bélgica); Professor Titular de Dentística Operatória na Universidade de Minnesota – EUA. “Ambar resultou em camada híbrida efetivamente preenchida.” DRA. ALESSANDRA REIS Doutora em Materiais Dentários pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, SP; Professora Orientadora do Curso de Pós-Graduação da UEPG/PR. “Acompanhei o desenvolvimento de Ambar desde suas etapas preliminares até a formulação final do adesivo. Impressionaram-me  os resultados laboratoriais  e clínicos  obtidos com o material, que foram semelhantes aos de adesivos com grande reputação no mercado brasileiro e internacional. O lançamento de Ambar será um marco no mercado nacional, mostrando que empresas brasileiras podem formular produtos com qualidade semelhante e até mesmo superior à de produtos importados!” DR. CARLOS EDUARDO FRANCCI Graduado pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FO-USP); Mestre e Doutor em Materiais Dentários (FO-USP); Coordenador do Grupo Francci de Estudos em Estética; Coordenador de cursos de Atualização em Dentística da FUNDECTO. “Sendo pesquisador clínico e laboratorial, recebi o Ambar para utilizar em minha clínica privada. Como tenho um bom relacionamento com pesquisadores que testaram Ambar e conheço muito bem a seriedade da FGM em pesquisar exaustivamente um produto antes de lançá-lo, me senti seguro em utilizá-lo clinicamente. De imediato, o que se pode avaliar é a sensibilidade pós-operatória, que foi zero em mais de três meses de uso. Sua forma de aplicação é similar à dos principais sistemas adesivos da mesma família já consagrados no mercado. Todos esses quesitos garantem uma mudança tranquila e segura para os consumidores do novo adesivo nacional Ambar.” DR. ALESSANDRO LOGUÉRCIO Especialista e Mestre em Dentística (FO-UFPEL); Doutor em Materiais Dentários (FO-USP); Professor de Dentística e Materiais (UNOESC/Joaçaba/SC) e Dentística (UEPG/PR). “O desenvolvimento de um sistema adesivo é sempre um desafio para uma empresa, pois essa situação requer muitos esforços e muitos estudos preliminares. No caso do Brasil, isso é um desafio maior ainda, pois o mercado nacional carece de produtos de boa qualidade fabricados aqui. A FGM parece ter novamente feito a “lição de casa”, pois os resultados laboratoriais e clínicos com o Ambar que nós obtivemos demonstram que realmente esse adesivo é um material de excelente qualidade e pode ser utilizado sem nenhuma desconfiança pelos dentistas brasileiros.” 22 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 23.
    avaliação clínica Ambar Avaliação Clínica de Ambar Fonte: Loguercio AD, Reis A, Ferri LD, Costa T.Pupo YM. Universidade Estadual de Ponta Grossa – PR. Estudos clínicos são sempre fundamentais para avaliação de materiais odontológicos. Por mais complexos e bem elaborados que ensaios laboratoriais possam ser, existe a possibilidade de um material comportar-se de ma- neira distinta in vivo, o que enaltece a importância deste tipo de teste para cada material. A seguir é apresentado um estudo realizado no intuito de obter mais detalhes do comportamento clínico de Ambar. MATERIAIS E MÉTODOS Trinta e cinco pacientes foram selecionados para este estudo de acordo com os seguintes critérios de inclu- são: não deveriam ter problemas de saúde geral; terem boa saúde oral (ausência de sinais de problemas periodontais ou de cárie dental); não terem dentes desgastados com sinais de bruxismo (facetas de desgaste na incisal e/ou oclusal); terem pelo menos 20 dentes em função, com especial ênfase nos dentes a serem restaurados. Cada paciente deveria ter duas lesões cervicais não-cariosas com tamanhos semelhantes. As lesões deveriam ser expulsivas, com ao menos 50% das margens sem esmalte, sendo que região cervical sempre deveria estar lo- calizada em dentina/cemento. Não foram excluídas lesões cervicais que apresentassem sensibilidade ou quaisquer graus de esclerose (maiores detalhes podem ser vistos em Loguercio, Reis, 2008; Reis, Loguercio,2009). Dois operadores previamente calibrados realizaram todas as restaurações, sendo que em cada paciente a deci- são de que material a ser utilizado foi feita através do sorteio com uma moeda. O protocolo restaurador foi o seguinte: 1) Anestesia; 2) Profilaxia com pedra pomes e água (taça de borracha) seguido de lavagem e secagem; 3) Escolha da cor da resina composta a ser utilizada (escala de cores, FGM); 4) Isolamento absoluto com dique de borracha e grampo 212; 5) Não foi realizado nenhum preparo cavitário (asperização, bisel ou quaisquer procedimentos de retenção); 6) O adesivo Adper Single-Bond 2 (3MESPE) e Ambar (FGM) foram aplicados de acordo com o descrito na Tabela 1; 7) A resina composta foi inserida em camadas (máximo 3, ± 1mm de espessura cada uma). Cada porção foi fotoativada por 40s com um aparelho LED a 1200 mW/cm2 (SDI, Radii -cal); 8) Imediatamente após o término, a restauração foi acabada com pontas diamantadas para acabamento de resina composta; 9) Após 1 semana, as restaurações foram polidas com sistema de discos de polimento e acabamento de granulação média, fina e extra fina (Diamond Pro - FGM) e pasta diamantada (Diamond Excel- FGM). Tabela 1. Sistema Adesivo, Composição e Modo de Aplicação. Sistemas Composição Composição Adesivos Adper Single 1. Ácido fosfórico 37% a. condicionamento ácido (15s) Bond 2 b. lavagem (15s) (3M ESPE) 2. Frasco de adesivo: bis-GMA, c. secagem com jato de ar, deixando a dentina úmida (5s) HEMA, monômeros d. aplicação de uma camada do adesivo (10s) esfregando sobre dimetacrilatos, copolímeros do a superfície ácido polialquenóico, e. jato de ar à distância (20s) iniciadores, água e etanol. f. aplicação de uma nova camada do adesivo esfregando (10s) g. jato de ar à distância (20s) h. fotoativação (10s) Ambar 1. Ácido fosfórico 37% a. condicionamento ácido (15s) (FGM) b. lavagem (15s) 2. Frasco de adesivo: c. secagem com jato de ar, deixando a dentina úmida (5s) Monômeros metacrílicos, d. aplicação de uma camada do adesivo (10s) esfregando sobre fotoiniciadores, co-iniciadores, a superfície vigorosamente estabilizante, carga inerte e. aplicação de uma nova camada do adesivo esfregando (10s) (nanopartículas de sílica) e f. jato de ar à distância (20s) veículo (etanol). g. fotoativação (10s) Dois operadores calibrados que desconheciam os procedimentos de aleatorização para colocação das restaurações realizaram a avaliação clínica no tempo imediato (após o polimento) e após 6 meses de colocação das restaurações. Os critérios a serem utilizados para a avaliação foram os de Hickel et al. (2007), que propuseram uma melhoria do conhecido critério USPHS (critério utilizado pelo serviço público americano). Como o fator princi- pal a ser avaliado era o adesivo e não a resina composta, os seguintes critérios foram pré-selecionados: fratura/ retenção; adaptação marginal (que compõe também a descoloração marginal); sensibilidade pós-operatória e; cárie adjacente a restauração. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 23
  • 24.
    avaliação clínica Ambar RESULTADOS Os resultados estão demonstrados na Tabela 2. Observe que 2 restaurações (01 de Ambar e 01 de Adper Single Bond 2 – 3M ESPE) foram perdidas após 6 meses de avaliação clínica, sendo que outras 12 (05 de Ambar e 07 de Adper Single Bond 2 – 3M ESPE) necessitaram de repolimento devido a pequenas lascas na região de esmalte. De acordo com os critérios de avaliação da Associação Dentária Americana (2001), lesões cervicais não cario- sas são consideradas o modelo para avaliação clínica de sistemas adesivos, e para obterem a aprovação parcial da ADA, os sistemas adesivos necessitam demonstrar menos de 5% de descoloração marginal e de perda das restaura- ções (retenção) após 6 meses. Isto é indicativo de que os dois adesivos testados teriam a aprovação parcial da ADA para serem indicados clinicamente. Os resultados estão tabelados a seguir: Tabela 2. Número de restaurações avaliadas para cada um dos itens no tempo imediato e após 6 meses. Tempo Imediado 6 meses Critério proposto por Hickel et al. 2007 Adper Single Ambar Adper Single Ambar Bond 2 Bond 2 A 35 35 27 29 B - - 05 05 Fratura / Retenção C - - 02 - D - - - - E - - 01 01 A 35 35 35 35 B - - - - Adaptação C - - - - D - - - - E - - - - A 35 35 35 35 B - - - - Marginal / Deslocação C - - - - Marginal D - - - - E - - - - A 35 35 35 35 B - - - - Lesão de cárie adjacente a restauração C - - - - D - - - - E - - - - A 32 32 35 35 B 03 03 - - Sensibilidade pós-operatória C - - - - D - - - - E - - - - A - Clinicamente está muito boa; B - Clinicamente está boa e após um polimento, por exemplo, fica muito boa; C - Clinicamente está satisfatório (a restauração pode ter pequenas lascas, alguma desadaptação é perceptível, mas em geral, não passíveis de conserto através de um polimento. A restauração pode necessitar um pequeno reparo); D - Clinicamente inaceitável, mas passível de reparo; E - Clinicamente inaceitável e a restauração deverá ser substituída. Cortesia: Dr. Alessandro Loguércio, Dra. Alessandra Reis, Dra. Letícia Ferri e Dra. Thays Costa - Universidade Estadual de Ponta Grossa - PR. CONCLUSÃO Analisando a tabela, pode-se perceber que Ambar obteve um nível de retenção de restaurações de 97% ao final de 06 meses. Os demais quesitos como adaptação, descoloração marginal, lesão de cárie adjacente a restauração e sensibilidade pós-operatória obtiveram as melhores pontuações. 1-3. A esquerda, dentes 24 e 25 com lesões cervicais de origem não cariosas. No centro, imediatamente após a restauração (24 com Ambar e 25 com Adper Single Bond 2). A direita, as restaurações após 6 meses de avaliação clínica. Note o excelente desem- penho das restaurações. 24 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 25.
    P&D Nano P Tecnologia Tecnologia Nano P Quando a FGM buscou a aplicação da nanotec- Paralelamente, ela também possibilita a obten- nologia em seus produtos, ela não considerou ape- ção de micropartículas e partículas de fosfato de nas o uso de nanopartículas de carga para conferir cálcio e de fosfato de cálcio amorfo. melhores propriedades mecânicas aos seus mate- No entanto, apesar da composição química riais, mas sim o desenvolvimento de nanopartícu- bastante semelhante, a estabilidade química dos las bioativas, capazes de funcionalizar os produtos vários tipos de fosfato de cálcio é modificada, tor- odontológicos. Neste contexto, a FGM desenvolveu nando-os mais ou menos solúveis (Figura 2), assu- uma tecnologia inovadora ao nível nacional, base- mindo diferentes padrões de afinidade química, pH ada em nanopartículas de fosfatos de cálcio, bio- (basicidade/acidez), etc, o que faz com que cada compatíveis, gerando produtos com ação reminera- uma destas fases module um tipo de resposta bio- lizante potencializada capazes de introduzir novas lógica, com velocidades variadas. Assim, quando as perspectivas em Odontologia nas diversas especia- possibilidades de combinação entre estas diferen- lidades. A esta tecnologia a FGM deu o nome de tes fases de fosfato de cálcio são consideradas, as Nano P. probabilidades de se descobrir novas aplicações e indicações para o uso dos fosfatos se multiplicam, trazendo mais inovação ao que já é inovador. O QUE É A TECNOLOGIA NANO P? De maneira simplificada, Nano P é uma ino- vadora tecnologia de nanopartículas de fosfato de cálcio, que visa trazer bioatividade aos materiais odontológicos. A tecnologia Nano P abrange o domínio da síntese de nanopartículas de fosfatos de cálcio em diferentes fases (cristalinidade) e concentrações molares, como hidroxiapatita estequiométrica, hi- droxiapatita deficiente em cálcio (há vários subti- pos), tri-cálcio fosfato dos tipos e , tetra-cálcio fosfato, entre outros (Figura 1). Figura 2. Diagrama de fase tridimensional da solubilidade de diferentes tipos de fosfato de cálcio. Hap: hidroxiapatita. OCP: octacálcio fosfato. e TCP: tricálcio fosfato dos tipos e , respectivamente. DCPA: dicálcio fosfato anidro. DCPD: dicálcio fosfato dihidratado. TTCP: tetracálcio fosfato. DIFERENCIAIS DA TECNOLOGIA NANO P: Figura 1. Nanopartículas de fosfato de cálcio, na forma de Mas quais seriam os diferenciais das nanopar- nano-hidroxiapatita. Compare seu dimensional nanométrico tículas de fosfato de cálcio da tecnologia Nano P? A com o diâmetro dos túbulos de dentina. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 25
  • 26.
    P&D Tecnologia Nano P Nano P apresenta: ca básica [Ca10(PO4)6(OH)2], elas apresentam fortes - características químicas e estruturais semelhan- peculiaridades que podem ser determinantes para tes à da hidroxiapatita (Hap) natural do dente a sua atividade biológica. Por exemplo, o esmalte • maior biocompatibilidade é um material poroso contendo impurezas orgâni- cas e traços de elementos orgânicos. Em adição, ele - maior bioatividade é composto de cristalitos finos, preferencialmente • ação remineralizante orientados em arranjos prismáticos ou totalmente desorientados nas áreas interprismáticas. No mais, - maior penetração nos túbulos de dentina, e nas sua área de superfície é baixa. Por outro lado, as porosidades e microtrincas em esmalte e dentina nanopartículas de fosfato de cálcio podem ser obti- • restauração da microestrutura, da compo- das como cristalitos puros, nanométricos, com uma sição química e da funcionalidade do dente alta área de superfície específica, a qual pode ser • capacidade de integrar-se ao dente e atuar modulada pelo processo de síntese. como um sistema de reposição de íons cál- Assim, quando incorporadas aos produtos, cio e fosfato as nanopartículas de fosfato de cálcio podem es- • ação obliterante e remineralizante timular/potencializar sua atividade biológica (dos produtos), pois a pureza, o pequeno diâmetro, a - Gradiente de solubilidade modulada morfologia e a elevada área de superfície das suas • durabilidade do tratamento. partículas aumentam a interface de contato entre as nanopartículas do material e o dente, bem como CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS E a capacidade de hidratação e molhabilidade destas nanopartículas, possibilitando que elas liberem íons ESTRUTURAIS SEMELHANTES À cálcio e fosfato ao meio bucal nas concentrações e DA HIDROXIAPATITA NATURAL velocidade adequadas, restaurando com maior ra- DO DENTE pidez e efetividade a microestrutura, a composição Apesar das diferenças morfológicas, estruturais, química e a funcionalidade do tecido dental com- e das possíveis diferenças químicas, as nanopartí- prometido. culas de fosfato de cálcio da Nano P apresentam Em conjunto, a semelhança química e estrutu- um comportamento físico-químico qualitativamen- ral entre a nanopartículas de fosfato de cálcio (es- te similar ao dos tecidos biológicos mineralizados, pecialmente a nanoHap) e a Hap natural do dente, e como o dente e o osso, que também são compostos a sua alta bioatividade, potencializam sua biocom- por fosfato de cálcio, na forma de Hap (Tabela 1). patibilidade e lhe conferem uma efetiva ação remi- Esta similaridade química contribui para uma maior neralizante. biocompatibilidade entre o dente e as nanopartícu- las de fosfato de cálcio da Nano P. MAIOR PENETRAÇÃO NOS TÚ- BULOS DE DENTINA, E NAS PO- MAIOR BIOATIVIDADE ROSIDADES E MICROTRINCAS Embora o esmalte e algumas das nanopartícu- las de fosfato de cálcio (especialmente na forma de EM ESMALTE E DENTINA nanoHap) compartilhem a mesma fórmula inorgâni- Devido ao seu tamanho nanométrico, as nano- partículas de fosfato de cálcio penetram nos túbulos Tabela 1. Composição e características estruturais da Hap nos diferentes tecidos biológicos e da Hap da tecnologia Nano P. Esmalte Dentina Tecido ósseo nanoHap, sintética Razão molar Ca/P 1,63 1,61 1,71 1,67 Pureza da Hap ~73 % ~35 % ~35 % 100% Difração de raios X 26 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 27.
    P&D Nano P Tecnologia de dentina, nas microtrincas e nas porosidades em Diversas aplicações da Nano P em materiais esmalte e em dentina, obliterando estas superfícies, odontológicos estão previstas, e esta nova linha de restaurando a microestrutura, a composição quí- materiais funcionalizados será gradativamente de- mica e a funcionalidade do dente. Posteriormente, senvolvida pela FGM e apresentada ao mercado. através da ação da saliva ou dos fluidos dentinários, O desenvolvimento da Nano P requereu inves- estas nanopartículas se aderem umas às outras e timentos na aquisição de equipamentos de ponta, se integram ao dente, passando a atuar como um bem como o desenvolvimento de processos diferen- sistema de reposição de íons cálcio e fosfato, com ciados de síntese, tratamento de superfície de na- elevada resistência à solubilidade, semelhantemen- nopartículas, etc. O estabelecimento de parcerias te ao dente natural. com a Universidade e com a FINEP (Financiadora Juntas, estas propriedades conferem uma efe- de Estudos e Projetos) viabilizou o desenvolvimento tiva capacidade obliterante às nanopartículas de desta tecnologia. fosfato de cálcio, e ainda, potencializam sua ação A tecnologia Nano P contempla o Avanço, a Tec- remineralizante. nologia, o Conceito e a Garantia dos produtos FGM, confirmando sua identidade, sua agilidade e sua ou- GRADIENTE DE SOLUBILIDADE sadia no provimento de produtos e capital intelectu- al para os profissionais do segmento odontológico. MODULADA Embora a solubilidade para a Hap seja cons- FGM. VOCÊ MERECE!! tante e bem definida, ela é maior para as nanopar- tículas de fosfato de cálcio. No entanto, embora a camada superficial das nanopartículas de fosfato de Equipe de P&D cálcio se dissolva mais rapidamente, os íons cálcio e fosfato liberados na superfície do nanocristal for- mam uma camada de saturação na interface entre as nanopartículas e o meio bucal (dente e/ou sali- va), que passa a atuar como uma barreira contra o transporte iônico, reduzindo rapidamente a taxa de dissolução das camadas subseqüentes de nanopar- tículas. Conforme o processo de dissolução progri- de, a área de superfície das nanopartículas diminui e a concentração externa de cálcio aumenta, redu- zindo consideravelmente a difusibilidade dos íons liberados (criação de um gradiente de solubilidade para os nanofosfatos), o que, associado à integra- ção das nanopartículas de fosfato de cálcio com o dente, lhe conferem uma alta resistência à solubili- dade, semelhantemente ao dente natural, propor- cionando durabilidade ao tratamento. CONSIDERAÇÕES FINAIS Para o mercado, a introdução de produtos com a tecnologia Nano P representa a possibilidade de oferecer soluções diferenciadas, inovadoras e alta- mente eficientes de tratamento. Para o paciente, o desenvolvimento de produtos com a Nano P repre- senta novas perspectivas em como se prevenir e tra- tar os problemas dentais, definitivamente, trazendo maior confiabilidade e satisfação com os tratamen- tos recebidos. Em conjunto, estes fatores permitem que um maior valor agregado seja conferido ao tra- tamento oferecido pelos profissionais. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 27
  • 28.
    Desensibilize Nano P. Mais do que alívio, o tratamento profissional para a hipersensibilidade dentinária. Superfície de dentina Dentina após aplicação única Dentina após desafio com túbulos expostos. de Desensibilize Nano P. por escovação. Chegou o Desensibilize Nano P, uma pasta dessensibilizante e remineralizante à base de nano-hidroxiapatita. A aplicação é rápida e fácil e o tratamento é efetivo e duradouro, diminuindo a hipersensibilidade dentinária. 0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
  • 29.
    Desensibilize Nano P,o novo dessensibilizante e remineralizante da FGM. l ogia Tecno usiva no P Excl Na LITER AÇÃO S IO USI VA OBDENTINÁR EXCL ÚBULOS DOS T Apresentação: 1 seringa com 3 g e 5 ponteiras aplicadoras.
  • 30.
    desensibilize Nano P HIPERSENSIBILIDADE DENTINÁRIA Como ocorre a dor Calor, frio, bebidas e alimentos cítricos, doces, ar e pressão são estímulos que podem causar a movimentação de fluidos nos túbulos dentinários, aumentando a pressão dentro dos túbulos, o que estimula os nervos do interior do dente, provocando a dor. Recessão gengival Como Desensibilize Nano P oblitera os túbulos As nanopartículas de hidroxiapatita se depositam nos túbulos dentinários obliterando-os, o que dificulta o acesso de estímulos externos à polpa e elimina a sintomatologia dolorosa. Nano-hidroxiapatita Eficácia e longevidade do tratamento A obliteração dos túbulos é potencializada/estabilizada pela ação da saliva sobre as nanopartículas de hidroxiapatita. Essa obliteração permanece intacta mesmo após a exposição a ácidos. Ação da saliva REMINERALIZAÇÃO DENTAL Como Desensibilize Nano P remineraliza As nanopartículas de hidroxiapatita penetram no dente, integrando-se a ele e atuando como um sistema de reposição e liberação de íons cálcio e fosfato, com resistência ácida semelhante à da hidroxiapatita do dente natural. Microtrincas/porosidades em esmalte Eficácia e longevidade do tratamento As nanopartículas de hidroxiapatita restauram a microestrutura, a composição química dos dentes e sua funcionalidade. Ação remineralizante 30 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 31.
    desensibilize Nano P VANTAGENS DA TECNOLOGIA NANO P CONTÉM NANOPARTÍCULAS LIBERAÇÃO DE CÁLCIO 1 DE HIDROXIAPATITA, O MESMO 5 E FOSFATO MINERAL QUE COMPÕE O DENTE RESISTÊNCIA 2 BIOCOMPATIBILIDADE 6 À SOLUBILIDADE EFETIVIDADE 3 BIOATIVIDADE 7 E LONGEVIDADE EXCELENTE PENETRAÇÃO NOS TECNOLOGIA 4 TÚBULOS DE DENTINA E NAS 8 100% NACIONAL MICROTRINCAS EM ESMALTE INDICAÇÕES Desensibilize Nano P é uma pasta de alto desempenho, de uso profissional, indicada para: → tratamento de hipersensibilidade; → prevenção de lesão cariosa em pacientes de alto risco; → auxílio na prevenção do desgaste dental por erosão e abrasão; → remineralização de lesões de manchas brancas, descalcificação ortodôntica, pré e pós-clareamento dental. TRATAMENTO EFETIVO E DURADOURO Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 31
  • 32.
    desensibilize Nano P DESSENSIBILIZAÇÃO POR OBLITERAÇÃO VEJA COMO FUNCIONA: o novo Desensibilize Nano P contém a nova tecnologia Nano P, baseada em nanopartículas de hidroxiapatita. Sua ação dessensibilizante ocorre por dois mecanismos: 1 EFEITO FÍSICO: por ser nanométrica, a hidroxiapatita penetra com maior facilidade no interior dos túbulos dentinários e das microtrincas em esmalte, o que dificulta o acesso dos estímulos externos causadores da dor. 2 EFEITO QUÍMICO: a presença de nitrato de potássio potencializa a dessensibilização por despolarização das fibras nervosas; a presença de flúor complementa este efeito dessensibilizante. 1 2 Túbulos dentinários abertos ANTES do Túbulos dentinários FECHADOS após tratamento com o Desensibilize Nano P, o tratamento com Desensibilize Nano P, podendo causar sensibilidade pela exposição bloqueando a difusão dos estímulos a ácidos, ao frio/calor, ao ar, ao toque. causadores da dor. 3 4 Nano-hidroxiapatita + saliva: dessensibilização com resistência à dissolução ácida e ao desgaste por escovação. A obliteração dos túbulos dentinários A obliteração dos túbulos dentinários permanece INTACTA mesmo APÓS permanece INTACTA mesmo APÓS A EXPOSIÇÃO A ÁCIDOS . O DESGASTE POR ESCOVAÇÃO . 32 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 33.
    desensibilize Nano P EFETIVA AÇÃO REMINERALIZANTE VEJA COMO FUNCIONA: A ação remineralizante do Desensibilize Nano P ocorre por dois mecanismos: 1 EFEITO FÍSICO: as nanopartículas de hidroxiapatita penetram nas porosidades e microtrincas em esmalte, integrando-se facilmente ao dente, que também é composto por hidroxiapatita. Elas reparam suas deficiências, mimetizando-o funcionalmente por atuar como um sistema de liberação de íons cálcio e fosfato, essencial para a manutenção do balanço mineral do dente nas condições de desmineralização. 2 EFEITO QUÍMICO: a presença de 9.000 ppm de flúor inibe a atividade cariogênica das bactérias e previne a desmineralização. 100 Recuperação de 70% da dureza Recuperação da dureza do esmalte (%) 80 a 60 40 b b,c 20 c c c 0 Controle CPP-ACP Flúor em Gel Verniz FluorCare (FGM) Desensibilize Fluoretado Nano P (FGM) Potencial remineralizante do Desensibilize Nano P sobre a superfície de esmalte bovino acometida por lesão de cárie artificial e submetida à ciclagem de pH (des e remineralização) por sete dias. Letras diferentes mostram diferença estatística (p<0,05). Estudos laboratoriais demonstram que Desensibilize Nano P promove: 1 RECUPERAÇÃO de 70% da DUREZA do esmalte acometido por cárie. 2 O EFEITO MÁXIMO já pode ser observado entre a 2ª e a 3ª aplicação do produto. 3 O EFEITO remineralizante é POTENCIALIZADO ao longo dos dias PELA AÇÃO DA SALIVA sobre as nanopartículas de hidroxiapatita. 4 REMINERALIZAÇÃO EFETIVA E DURADOURA. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 33
  • 34.
    desensibilize Nano P PASSO A PASSO 2 1 Limpar a superfície do dente e realizar Dispensar o produto em um pote Dappen estéril e aplicá-lo isolamento relativo. Se necessário, conduza sobre a superfície dental com um microaplicador profilaxia prévia. (Cavibrush – FGM), ou aplicá-lo diretamente sobre a superfície dental com uma ponta aplicadora. 4 3 Com um disco de feltro adaptado Deixar o produto em repouso em baixa rotação com velocidade baixa durante 5 minutos. (Diamond Flex – FGM), friccionar o produto durante 10 segundos. 5 Remover excesso do produto com um algodão ou gaze seca ou levemente umedecida. Instruir o paciente a abster-se de alimentos sólidos ou líquidos por 30 minutos. Para maiores informações, vide perfil técnico disponível para download em nosso site. Em caso de dúvida, consulte nosso suporte técnico: contato@fgm.ind.br ou telefone 0800 644 6100. 34 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 35.
    desensibilize Nano P PERGUNTAS E RESPOSTAS 1 Por que a aplicação do Desensibilize Nano P traz mais benefícios ao processo de remineralização quando comparada à aplicação de outros produtos convencionais à base de fluoreto? Quando um produto convencional à base de fluoreto é aplicado sobre a superfície dental, há a formação de fluoreto de cálcio (CaF 2) sobre a superfície. Este CaF 2 é inicialmente estabilizado por proteínas e fosfatos salivares em pH neutro. Entretanto, por ocasião da queda do pH durante desafios ácidos, o CaF 2 se dissolve liberando Ca 2 e F -, os quais irão efetivamente contribuir para a reorganização dos cristais de hidroxiapatita do dente em fluorapatita, que podem então atuar de maneira estável na proteção do dente contra a cárie. Quando aplicamos o Desensibilize Nano P sobre a superfície do dente, estamos oferecendo nano- hidroxiapatita à superfície dental e, como sabemos, a hidroxiapatita é a forma cristalina, organizada de fosfato de cálcio, que compõe o dente natural, estável à dissolução. Assim, ao aplicarmos Desensibilize Nano P, já oferecemos ao dente um pouco mais dele mesmo, facilitando a interação entre o dente e o produto e aumentando a probabilidade de formação de fluorapatita, amplificando o potencial remineralizador do produto. Em adição, como a nano-hidroxiapatita presente no Desensibilize Nano P é altamente resistente à dissolução, ao se depositar sobre o dente, ela protegerá a hidroxiapatita do dente contra a dissolução. 2 Em média, quantas sessões são necessárias para se promover a remineralização dos dentes com o produto? Estudos laboratoriais indicam que a partir de duas aplicações do Desensibilize Nano P seu efeito remineralizante máximo já pode ser observado. Baseados nesses estudos, para uma maior segurança do protocolo clínico de aplicação do produto, recomendamos de 3 a 4 aplicações do Desensibilize Nano P quando a finalidade é a remineralização da superfície dental. 3 Em média, quantas sessões são necessárias para dessensibilização com o produto? O número de sessões pode variar, porém estudos clínicos conduzidos indicam que em média 3 sessões são suficientes para o tratamento eficaz e duradouro da sensibilidade dental. 4 O Desensibilize Nano P é efetivo na prevenção de hipersensibilidade dental associada ao clareamento dental? Até o momento, não há dados conclusivos que indiquem que a aplicação do Desensibilize Nano P é efetiva na prevenção de hipersensibilidade associada ao clareamento dental. No entanto, a aplicação do produto após o clareamento pode contribuir para a remineralização da superfície do esmalte, e ainda ampliar a sensação de clareamento por promover a planificação da superfície dental. 5 A aplicação do Desensibilize Nano P previamente ao clareamento dental pode prejudicar o processo de clareamento? Como o Desensibilize Nano P é composto por nano-hidroxiapatita, que é o principal constituinte do esmalte dental, a aplicação do produto não interfere no processo de clareamento. Ao contrário, poderemos ter uma complementação da sensação de clareamento pelo fato do produto poder promover a planificação da superfície dental. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 35
  • 36.
    pesquisa Desensibilize Nano P Hipersensibilidade Dentinária Profa. Constanza Marín de los Ríos Odebrecht* Profa. Elisabete Rabaldo Bottan* *Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, SC Uma parcela considerável de pacientes procura A hipersensibilidade dentinária é considerada uma atendimento odontológico em busca de tratamento patologia de difícil solução clínica que provoca alto nível para o desconforto exacerbado durante hábitos corri- de desconforto aos pacientes, levando à proposição de queiros, tais como a alimentação, ingestão de líquidos uma diversidade de mecanismos de tratamento, como e/ou alimentos com diferenças de temperatura ou pH, aplicação de agentes de ação antiinflamatória, uso de ou pelo simples ato de falar, devido à passagem do ar agentes com efeito oclusivo sobre os canalículos dentiná- pela cavidade oral. Esta manifestação, chamada de hi- rios, precipitação de proteínas, deposição de partículas, persensibilidade dental, pode ser decorrente da exposi- aplicação de película impermeabilizadora, realização de ção da dentina ou cemento radicular por motivos como procedimentos restauradores, aplicação de laser, e des- escovação dental agressiva (causando abrasão), erosão, polarização das terminações nervosas (Pereira, 1995). recessão gengival, devido a tratamentos como o perio- Para o alivio da hipersensibilidade dentinária, as dontal e o clareamento dental, por desidratação dental, modalidades de tratamento mais promissoras são: secura bucal e fratura dental (Radentz et al., 1976; Aun 1) a interrupção da resposta neural ao estímulo et al., 1989, Azevedo, 1994; Sampaio, 1995). doloroso; Esta condição se manifesta em 1 em cada 5 adul- 2) a terapia oclusiva pela promoção do selamento tos (Azevedo, 1994; Dunlap, 1989), e pode se iniciar an- dos túbulos dentinários abertos para bloquear o meca- tes dos 20 anos de idade e acarretar uma diminuição da nismo hidrodinámico (Cummins, 2009). qualidade de vida destes indivíduos, já que estes pas- A interrupção da resposta neural é provocada pelo sam a evitar determinados alimentos e bebidas princi- nitrato de potássio, que age na despolarização das fibras palmente geladas, descuidam a higiene bucal, devido à nervosas e impede a propagação do estímulo doloroso, dor provocada pela escovação e adiam suas consultas e é encontrado em produtos como o Desensiblize FGM e odontológicas pelo medo da dor (Schiff et al., 2009). Desensibilize KF (Tzanova et al., 2005). O mecanismo pelo qual ocorre a hipersensibilidade As terapias oclusivas para tratamento da hipersensi- é explicado pela teoria hidrodinámica de Brannström. bilidade dentinária são freqüentemente propostas por se De acordo com esta teoria a sensibilidade da dentina acreditar que a oclusão dos túbulos dentinários evita que é o resultado de um mecanismo de os estímulos causem a movimentação transmissão hidrodinâmica. Os flui- de fluidos no interior dos canalículos, dos dentro dos túbulos dentinários A hipersensibilidade promovendo a remissão da dor (Absi se deslocam frente a estímulos como dentinária é considerada et al., 1987). Este tipo de tratamento é temperatura, mudanças físicas ou os- uma patologia de promissor pelo potencial de promover móticas. A base desta teoria é que o difícil solução clínica uma superfície dentária significante- movimento de fluidos dentro dos tú- que provoca alto nível mente mais resistente ao ataque quí- bulos e pela pressão alterada estimula mico e mecânico. (Cummins, 2009). de desconforto aos receptores que permitem o estimulo O grande desafio na terapia da hi- neural, (Brannsröm; Astrom, 1972). pacientes persensibilidade dentinária é encontrar Estímulos como a aplicação de um jato uma substância que se mantenha por de ar na dentina exposta causa desidratação que resulta um maior tempo sobre a superfície dentinária, eliminan- na movimentação de fluido em direção à superfície den- do efetivamente a sensação dolorosa e que não recidive. tinária desidratada, comprimindo a fibra nervosa, resul- O Dessensibilize Nano P é um produto bioativo à tando deste modo na sensação dolorosa. De maneira se- base de hidroxiapatita nanométrica e fosfato de cálcio melhante as mudanças térmicas resultam em expansão para dessensibilização do tecido dental, capaz de pro- ou contração dos túbulos dentinários, resultando em mover um selamento na superfície da dentina e no in- mudanças do fluido dentinário causando a dor. Os estí- terior dos túbulos dentinários, dificultando o acesso de mulos osmóticos como o açúcar, ácidos ou sal, também estímulos externos à polpa, com redução ou eliminação podem resultar na movimentação de fluídos. da hipersensibilidade dentinária. Segundo a literatura, os dentes hipersensíveis Com o objetivo de avaliar clinicamente o efeito apresentam um número aumentado de túbulos denti- dessensibilizante de Desensibilize Nano P foi realiza- nários por área (aproximadamente 8 vezes mais) que da uma pesquisa junto à Disciplina de Periodontia da os dentes não sensíveis. O diâmetro dos túbulos é apro- Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Itajaí SC, em ximadamente 2 vezes maior, comparada com os den- pacientes que apresentaram hipersensibilidade denti- tes não sensíveis (Absi et al., 1987). nária após serem submetidos ao tratamento periodon- 36 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 37.
    pesquisa tal, e queaceitaram participar voluntariamente desta Nos dentes que apresentaram inicialmente dor mo- pesquisa. O projeto foi aprovado pelo Comitê de ética derada, houve uma redução da hipersensibilidade em em pesquisa da Univali sob o número 445/09. Todos 79% dos casos, sendo que 10,52% dos dentes tiveram os pacientes receberam explicações sobre o objetivo e uma remissão total da dor, e 68,42% dos dentes apre- metodologia da pesquisa e assinaram o Termo de Con- sentaram dor leve. Após a segunda aplicação do produ- sentimento Livre e Esclarecido. to, a porcentagem de dentes que apresentou redução da O grau de hipersensibilidade foi avaliado na face ves- hipersensibilidade aumentou pra 90%, sendo que esta tibular dos dentes, que apresentavam hipersensibilidade foi nula em 31,57% dos casos e leve em 10,52% dos uma semana após a raspagem. Cada dente recebeu duas casos (Gráfico 2). aplicações de Desensibileze Nano P sendo avaliada a hi- , persensibilidade imediatamente após cada aplicação. 100 moderada moderada moderada A escala de dor que variou de 0 a 3 como resposta 100% 21,05% 10,52% 19 dentes leve 57,89% ao estímulo com ar da seringa tríplice, sendo: leve 68,42% Grau 0: dor nula Grau 1: dor leve Grau 2: dor moderada Grau 3: dor severa nulo 31,57% O Desensibilize Nano P foi aplicado da seguinte maneira: i) o campo de trabalho foi exposto com o auxílio de nulo 10,52% 0 um abridor de boca (Arcflex FGM) Score inicial Score imediatamente Score imediatamente após a 1a aplicação após a 2a aplicação ii) o produto foi aplicado com taças de borracha, Gráfico 2. Porcentagem de dentes com hipesensibilidade em baixa velocidade, durante 10 segundos inicial moderada que apresentou redução da dor após 1 e 2 iii) agaurdou-se um período de repouso, e então o aplicações de Desensibilize Nano P produto foi remivido com gaze Para o estudo foram considerados apenas os den- Os resultados mostraram que Desensibilize Nano tes com hipersensibilidade inicial moderada (grau 2) e P foi eficiente na redução imediata da hipersensibilida- severa (grau 3), totalizando 43 dentes. Entre os den- de dentinária. tes que apresentaram hipersensibilidade inicial severa, imediatamente após a primeira aplicação do Desen- sibilize Nano P houve redução da hipersensibilidade , REFERÊNCIAS ABSI EG, ADDY M, ADAMS D. Dentine hypersensitivity. A study of the pa- em 75% dos casos, sendo que 21% destes dentes mi- tency of dentinal tubules in sensitive and non-sensitive cervical dentine. graram de sensibilidade severa para leve ou nula, en- J Clin Periodontol. 1987;14(5):280-4. quanto que 54% dos dentes migraram de sensibilidade AUN CD, BRUGNERA Jr A, VILA RG. Avaliação clínica de pacientes porta- dores de hipersensibilidade dentinária, cujos dentes foram tratados com severa para moderada. laser Hélio-Neon. Rev Assoc Paul Cir Dent 1989; 43(2): 65-8. Imediatamente após a segunda aplicação do pro- AZEVEDO VMNN. Avaliação clínica de pacientes portadores de lesões duto, o total de dentes que apresentou remissão de dor dentárias cervicais não cariosas relacionadas com alguns aspectos físi- cos, químicos e mecânicos da cavidade bucal. Tese (Doutoramento). Fac. aumentou para 87%. Destes, 20% estavam com sensi- Odontologia de Bauru, USP. 1994. bilidade nula, 62,5% com sensibilidade leve e 4,1% com BRANNSTRÖM M & ASTROM A. The hydrodynamics of the dentyne its possible relationship to dentynal pain. Int Den J1972;22:219-227 sensibilidade moderada (Gráfico 1). CUMMINS D. Dentin hypersensitivity: from diagnosis to a breakthrough therapy for everyday sensitivity relief. J Clin Dent 2009: 20(Spec Iss): 1-9 100 RADENTZ WH, BARNES GP CUTRIGHT DE. A survey of factors possibly , severa 100% severa 25% severa 12,5% associated with cervical abrasion of tooth surfaces. J Periodontol. 1976; 24 dentes 47(3):148-54. leve 62,5% SAMPAIO JEC. Tratamento da hipersensibilidade através da aplicação de vernizes. Rev ABO Nac 1995; 3(2): 114-8. moderada 54,16% SCHIFF T, DELGADO e, ZHANG YP CUMMINS D, DEVIZIO W & MATEO , LR. Clinical evaluation of the efficacy of na in-office desensitizing paste containing 8% arginine and calcium carbonate in providing instan lasting relief of dentyn hypersensitivity. Amer J Dent 2009, 22 (spec issue): 8A-15A. TZANOVA S, INANOVA & VELANOVA S. Clinical evaluation of dentinal hypersensitivity treatment with 5% potassium nitrate dentifrice. Folia Med 2005, XLVII (2): 65-68. nulo 20,83% nulo 12,5% 0 Score inicial Score imediatamente Score imediatamente após a 1a aplicação após a 2a aplicação Gráfico 1. Porcentagem de dentes com hipersensibilidade inicial severa que apresentou redução da hipersensibilidade após 1 e 2 aplicações de Desensibilize Nano P. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 37
  • 38.
    pesquisa Desensibilize Nano P Efeito de uma Nova Pasta com Nanopartículas de Fosfato de Cálcio mais Flúor na Erosão/abrasão do Esmalte e Dentina in vitro Cíntia Souza e Silva Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, SP, Brasil Ana Carolina Magalhães Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, SP, Brasil Marília Buzalaf Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, SP, Brasil B.M. Moron Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, SP, Brasil. C.A.B. Cardoso Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, SP, Brasil. INTRODUÇÃO Embora tenha ocorrido um declínio na preva- Esta zona amolecida é mais suscetível às forças me- lência da cárie dentária nos países desenvolvidos e cânicas, tais como abrasão [Rios et al., 2006], que em desenvolvimento, como o Brasil [Brown et al., não têm quase nenhum efeito em tecidos dentários 2000; Narvai et al., 2006], devido ao acesso aos hígidos. Os processos químicos e mecânicos podem meios preventivos, especialmente ao uso de flúor e ocorrer individualmente ou juntos, embora o efeito à escovação, um aumento na prevalência de outras da erosão seja frequentemente dominante [Addy e desordens dentárias, tais como o desgaste dentá- Shellis, 2006]. rio (lesão do tipo não cariosa), tem sido observa- O diagnóstico clínico de lesões iniciais de ero- do [Lussi, 2006]. As lesões não cariosas englobam são é muito difícil de ser realizado, pois as altera- principalmente a erosão, abrasão e atrição dentária ções são tênues e acompanhadas de poucos sinais e [Bartlett e Shah, 2006; Addy e Shellis, 2006]. sintomas, sendo a aparência clínica o recurso mais O termo desgaste dentário é definido como importante para o diagnóstico [Magalhães et al., sendo a perda de tecido duro da estrutura dentária 2010]. O primeiro sinal clínico é manifestado pela devido aos processos de erosão, atrição e abrasão perda leve de brilho do esmalte que pode ser visto [Litonjua et al., 2003]. A atrição é o desgaste oca- quando o dente se apresenta limpo e seco [Ganss e sionado pelo contato dentário patológico (bruxis- Lussi, 2006]; essa fase é difícil de ser diagnostica- mo), enquanto que a abrasão é causada por hábitos da. Depois, ocorre a perda das periquimácias e da bucais ou substâncias abrasivas, tais como dentifrí- anatomia nas superfícies lisas, seguida pela fratura cios altamente abrasivos [Litonjua et al., 2003]. Já a de uma fina camada na borda incisal dos dentes erosão dentária é definida como a perda irreversível superiores [Magalhães et al., 2010]. O desgaste de estrutura dentária, devido a um processo quími- apresenta uma extensão que excede a profundidade co, sem envolvimento de microorganismos [Lussi, [Magalhães et al., 2010]. Quando essa lesão ocorre 2006], desencadeado por ácidos de origem intrínse- na superfície oclusal, ela apresenta superfície côn- ca e extrínseca. O ataque ácido leva não somente à cava ou em forma de pires/copo (molares) [Ganss perda de estrutura, mas também a um amolecimen- e Lussi, 2006], sendo arredondada, ampla e lisa, to progressivo da superfície dentária [Lussi, 2006]. e não se encaixa nos pontos de contato entre os 38 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 39.
    pesquisaP Desensibilize Nano dentes antagonistas. Em dentes restaurados, as res- adquirida, estrutura do biofilme dentário, posição taurações tornam-se proeminentes, projetando-se do dente, e saúde geral) [Magalhães et al., 2009]. acima da superfície dentária, e são conhecidas por As fontes mais importantes de ácidos são aquelas “ilhas” de metal (amálgama) [Ganss e Lussi, 2006]. encontradas na dieta, tais como alimentos e bebi- Com o progresso da lesão, é possível ver a dentina das [Lussi et al, 2004] e aquelas originadas do es- amarelada através de uma fina camada de esmalte tômago, como ácido gástrico presente nos casos de translúcido, com um halo de esmalte ao redor da desordens como bulimia, anorexia e refluxo gastro- lesão, comumente visto em superfícies lisas [Maga- esofágico [Bartlett, 2006]. Atualmente, o consumo lhães et al., 2010]. A anatomia oclusal nos molares aumentado de bebidas ácidas, como refrigerante e pode ser perdida quando as lesões erosivas estão sucos de frutas cítricas, está se tornando um fator avançadas. A aparência e a localização da erosão importante para o desenvolvimento da erosão [Lus- estão relacionadas à origem do ácido e a postura da si, 2006]. cabeça quando o ácido esta presente [Magalhães et Dessa forma, estratégias preventivas devem ser al., 2010]. escolhidas de acordo com os fatores etiológicos en- As lesões de abrasão tendem a ser mais obser- volvidos em cada caso. Assim, podemos tomar me- vadas na região cervical dos dentes com aspecto didas para reduzir a exposição a ácidos e o impacto arredondado ou em forma de sulcos entre a gengiva mecânico, aumentar a qualidade e quantidade de e o esmalte cervical [Magalhães et al., 2010]. Fren- saliva e da película adquirida, modificar bebidas e te à abrasão pela escovação, nota-se um desgaste soluções ácidas. Outras estratégias preventivas vi- mais extenso do que profundo, de superfície lisa, sando ao uso profissional e caseiro são: a aplicação com esmalte e dentina caracterizados por estrias de produtos ricos em cálcio e flúor, aplicação de horizontais uniformes e consistentes [Magalhães laser e agentes inibidores de MMPs (metaloprotei- et al., 2010]. Dependendo da força de escovação nases da matriz) [Magalhães et al, 2009; Kato et e da característica da gengiva, podem ocorrer re- al., 2010]. cessão gengival e exposição de dentina radicular Nesse seguimento de prevenção das lesões [Magalhães et al., 2010]. Essas lesões acometem dentárias no Brasil, a FGM Produtos Odontológi- qualquer dente, mas é mais comum na região cer- cos (Joinville, SC). está desenvolvendo produtos vical vestibular dos dentes que são proeminentes bioativos à base de nano hidroxiapatita para remi- no arco (incisivos, caninos e pré-molares) [Addy et neralização e dessensibilização do tecido dentário, al., 1987]. As lesões abrasivas apresentam defini- capazes de remineralizarem a superfície dentária e ções marginais mais acentuadas. Quando o dente é promoverem um selamento de qualidade (formação acometido por erosão e abrasão, a lesão apresenta de película impermeabilizante) na interface entre característica mais arredondadas e brilhantes [Ma- a superfície dentária externa e o ambiente bucal, galhães et al., 2010]. inibindo a desmineralização e dificultando o acesso Já a atrição provoca um aplainamento das pon- de estímulos externos à polpa, com redução ou eli- tas de cúspides ou bordas incisais, além de facetas minação da perda dentária e da hiperstesia. Estes de desgaste sobre a superfície oclusal ou palatina, produtos contêm nanopartículas de fosfato de cál- dando a impressão do dente ter sido desgastado cio organizadas na forma de cristais (semelhante à por uma lixa [Grippo et al., 2004]. As lesões aco- estrutura dentária, tamanho < 100 nm). Estas na- metem inicialmente as pontas de cúspides dos ca- nopartículas apresentam elevada área superficial, ninos (diagnóstico inicial), seguido das pontas de facilitando a disponibilidade do produto para o or- cúspides dos pré-molares e molares, o que leva a ganismo reorganizar os íons cálcio e fosfato em for- um contato de lateralidade de grupo [Magalhães et mato de hidroxiapatita (esmalte e dentina). Por ser al., 2010]. a bioatividade da estrutura dentária baixa, o uso de A erosão dentária é uma lesão multifatorial, en- nanopartículas é um grande diferencial nesta apli- volvendo fatores comportamentais (hábitos alimen- cação. Destaca-se que atualmente a clínica odon- tares, medidas de higiene bucal, forma de consumo tológica desprovê de materiais remineralizantes e de bebidas, episódios de vômitos, uso de drogas e dessensibilizantes baseados em nanotecnologia. No exposição a ácidos no trabalho), químicos (quanti- presente trabalho, o potencial preventivo do Desen- dade do ácido, pH, pKa, capacidade tampão, tipo sibilize Nano P (FGM), uma pasta dessensibilizante de ácido, concentração de Ca, F e P ação quelan- , e remineralizante bioativa de alta performance base- te) e biológicos (propriedades da saliva, película ada na inovadora tecnologia de nanopartículas de Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 39
  • 40.
    pesquisa Desensibilize Nano P cálcio e fosfato sobre a erosão e abrasão do esmalte e dentina bovinos in vitro foi testado. MATERIAL E MÉTODOS Vinte espécimes de esmalte e vinte de dentina radicular bovinos (4X4 mm) foram polidos, prote- gidos em 2/3 com esmalte cosmético de unha e alocados aleatoriamente em 2 grupos (n=10), de acordo com o agente utilizado: Desensibilize Nano P (20% nanohidroxiapatita + 2% NaF) - FGM e MI paste plus (10% CPP-ACP + 0,2% NaF - GC América Gráfico 1. Média da perda de esmalte (μm) ± DP . Letras diferentes mostram diferenças significativas entre os Inc., Alsip, USA). Adicionalmente, 10 espécimes de tratamentos. esmalte e dentina não foram tratados (controle). Todos os espécimes foram submetidos a 5 dias Vários trabalhos têm relatado que pastas con- de uma ciclagem erosiva. A erosão foi realizada com tendo CPP-ACP são eficientes para prevenir erosão Coca-cola (Coca-Cola Company Spal, Porto Real, [Rees et al., 2007; Piekarz et al., 2008;Tantbirojn RJ, Brasil, pH 2,3, 30 mL/espécime, sem agitação, et al., 2008; Panich e Poolthong, 2009] e erosão a 25oC) recentemente aberta, quatro vezes ao dia associada à abrasão [Ranjitkar et al., 2009a,b] do durante 90 s cada. Após a desmineralização, os es- esmalte. Por este motivo, a MI Paste Plus foi utili- pécimes foram lavados com água destilada (5 s) e zada como controle positivo no presente estudo e o transferidos para a saliva artificial (pH 6,8, 30 mL/ Desensibilize Nano P mostrou ser tão eficaz quanto espécime, sem agitação, 25oC) durante 2 h. Após o a MI Paste para prevenção da erosão associada à último tratamento erosivo diário, os espécimes fo- abrasão do esmalte. Já para a dentina, embora al- ram armazenados na saliva artificial durante a noite. guns trabalhos tenham relatado efeito protetor de A abrasão foi realizada após o primeiro e o últi- pasta contendo CPP-ACP (Tooth Mousse) na erosão mo desafio erosivo, utilizando-se escovas elétricas, associada à abrasão [Piekarz et al., 2008; Ranjitkar acopladas a um dispositivo para controle de força et al., 2009a], no presente trabalho a MI Paste Plus e posição, umedecidas com solução do dentifrício foi incapaz de reduzir a erosão associada à abrasão. sem flúor, durante 10 s. Após a escovação, o trata- Os resultados aparentemente conflitantes podem mento foi realizado através da aplicação das pastas ser devidos ao fato de que nos estudos de Ranjitkar sobre as superfícies de todos os espécimes com o et al [2009a] e de Piekarz et al., 2008 o produto auxílio de um microaplicador, por 3 min [Tantbirojn contendo CPP-ACP usado foi o Tooth Mousse, en- et al., 2008]. O excesso de pasta foi removido com quanto que no presente estudo foi utilizada a MI cotonete e os espécimes foram imersos na saliva Paste plus. artificial. Por outro lado, o Desensibilize Nano P apre- A perda da estrutura dentária foi avaliada quan- sentou uma grande redução na erosão associada à titativamente por perfilometria (μm, Perfilômetro abrasão da dentina quando comparada ao controle Marh, Alemanha), após a remoção do esmalte cos- e à MI Paste plus (Gráfico 2). De fato, a porcenta- mético de unha. Cinco leituras foram realizadas por gem de redução de desgaste em relação ao contro- espécime nas superfícies controle-tratada-controle le observada para o Desensibilize Nano P para o e a média calculada. esmalte foi de cerca de 35%, enquanto que para a Após verificação da normalidade e homogenei- dentina, foi em torno de 75%. O melhor resultado dade, os dados foram submetidos à análise esta- obtido pela utilização do Desensibilize Nano P em tística através do teste de Kruskal-Wallis e do teste amostras de dentina pode ser devida à presença da de Dunn para comparações individuais. O nível de matriz orgânica desmineralizada na dentina após o significância adotado foi de 5%. desafio erosivo [Ganss et al., 2004], que serviria de arcabouço para a remineralização pelas nanopar- RESULTADOS E DISCUSSÃO tículas, as quais, por apresentarem elevada área Para o esmalte, houve diferença significativa en- superficial, permitiriam a reorganização dos íons tre o grupo controle (sem tratamento) e as pastas cálcio e fosfato na forma de hidroxiapatita. Entre- Desensibilize Nano P e MI paste plus, as quais não tanto, estudos adicionais devem ser realizados para diferiram entre si (Gráfico 1). 40 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 41.
    pesquisaP Desensibilize Nano se comprovar o mecanismo de ação de pastas con- 5. Brown LJ, Wall TP Lazar V. Trends in total caries expe- , rience: permanent and primary teeth. J Am Dent Assoc tendo pastas contendo nanopartículas de fosfato de 2000;131:223-231. cálcio na prevenção da erosão associada à abrasão 6. Ganss C, Klimed J, Starck C. Quantitative analysis of the da dentina, bem como para esclarecer se o efeito impact of the organism matrix on the fluoride effect on ero- preventivo observado no presente estudo foi real- sion progression in human dentine using longitudinal mi- mente devido à presença das nanopartículas de fos- croradiography. Arch Oral Biol 2004; 49:931-935. fato de cálcio, do flúor ou ainda tenha ocorrido por 7. Ganss C, Lussi A. Diagnosis of tooth wear. Monogr Oral Sci. 2006;20:32-43. um sinergismo entre ambos. 8. Grippo JO, Simring M, Schreiner S. Attrition, abrasion, corrosion and abfraction revisited: a new perspective on tooth surface lesions. J Am Dent Assoc. 2004;135:1109-18. 9. Kato MT, Leite AL, Hannas AR, Buzalaf MAR. Gels contai- ning MMP inhibitors prevent dentine erosion in situ. J Dent Res 2010;89:468-72. 10. Litonjua LA, Andreana S, Bush PJ, Cohen RE. Tooth wear: attrition, erosion, and abrasion. Quintessence Int. 2003;34:435-46. 11. Lussi A, Jaeggi T, Zero D. The role of diet in the etiology of dental erosion. Caries Res. 2004;38:34-44. 12. Lussi A. Erosive tooth wear - a multifactorial condition of growing concern and increasing knowledge. Monogr Oral Gráfico 2. Média da perda de dentina (μm) ± DP . Sci 2006;20:1-8. Letras diferentes mostram diferenças significativas entre os tratamentos. 13. Magalhães AC, Rios D, Honório HM, Bonfante G, Buza- laf MAR. Novos métodos de diagnóstico e tratamento da erosão dentária. In: Lubiana NF (Coordenador). Pro-Odonto CONCLUSÃO – Programa de atualização em odontologia preventiva e saú- de coletiva. Porto Alegre; Ed. Artmed/Panamericana; 2010 Baseados nos resultados desse estudo pode-se p. 49-115. concluir que a pasta Desensibilize Nano P contendo , 14. Magalhães AC, Wiegand A, Rios D, Honório HM, Buzalaf nanopartículas de fosfato de cálcio e flúor, é capaz MAR. Insights into preventive measures for dental erosion. J de reduzir a perda por erosão e abrasão tanto do Appl Oral Sci. 2009;17:2:75-86. esmalte quanto da dentina, apresentando melhores 15. Narvai PC, Frazão P Roncalli AG, Antunes JFL. Cárie , dentária no Brasil: declínio, polarização, iniqüidade e ex- resultados para este último substrato. Estudos adi- clusão social. Rev Panam Salud Publica 2006;19:385–393. cionais devem ser realizados para a compreensão 16. Panich M, Poolthong S. The effect of casein phos- do mecanismo de ação desta pasta na redução da phopeptide – amorphous calcium phosphate and a cola erosão associada à abrasão, bem como para verifi- soft drink on in vitro enamel hardness. J Am Dent Assoc. car se resultados semelhantes aos obtidos in vitro 2009;140:455:60. também acontecem na condição clínica. Em adição, 17. Piekarz C, Ranjitkar S, Hunt D, McIntyre J. An in vitro assessment of the role of Tooth Mousse in preventing wine a investigação da performance deste produto em de- erosion. Aust Dent J. 2008;53:22-5. safios cariogênicos também é de grande interesse. 18. Ranjitkar S, Rodrigues JM, Kaidonis JA, Richards LC, Townsend GC, Bartlett DW. The effect of casein phospho- peptide-amorphous calcium phosphate on erosive enamel AGRADECIMENTOS and dentine wear by toothhbrush abrasion. J Dent 2009a; À FAPESP pela concessão de bolsa de Doutora- , 37:250-254. do à primeira autora. 19. Ranjitkar S, Kaidonis JA, Richards LC, Townsend GC. The effect of CPP-ACP on enamel wear under severe erosive conditions. Arch Oral Biol 2009b; 54:527-32. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 20. Rees J, Loyn T, Chadwick B. Pronamel and tooth mous- 1. Addy M, Mostafa P Newcombe RG. Dentine hypersensiti- , se: an initial assessment of erosion prevention in vitro. J vity: the distribuition of recession, sensitivity and plaque. J Dent. 2007;35:355-7. Dent. 1987;15:242-8. 21. Rios D, Honório HM, Magalhães AC, Delbem ACB, Ma- 2. Addy M, Shellis RP Interaction between Attrition, Abra- . chado MAAM, Silva SMB, et al. Effect of salivary stimulation sion and Erosion in Tooth Wear. Monogr Oral Sci 2006; on erosion of human and bovine enamel subjected or not to 20:17-31. subsequent abrasion: an in situ/ex vivo study. Caries Res. 3. Bartlett D. Intrinsic causes of erosion. Monogr Oral Sci. 2006;40:218-23. 2006;20:119-39. 22. Tantbirojn D, Huang A, Ericson MD, Poolthong S. Change 4. Bartlett DW, Shah P A critical review of non-carious cer- . in surface hardness of enamel by a cola drink and CPP-ACP vical (wear) lesions and the role of abfraction, erosion, and paste. J Dent 2008; 36:74-79. abrasion. J Dent Res 2006; 85:306-312. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 41
  • 42.
    história Orthocem Orthocem Muitos profissionais da ortodontia utilizam os géis clareadores da FGM finalizando com chave de ouro um longo trabalho iniciado com o tratamento ortodôntico do paciente. Foi pensando neste grupo de profissionais que a empresa decidiu investir no desenvolvimento de um novo produto, o adesivo para bráquetes da FGM, Orthocem. Ao iniciar o desenvolvimento do Orthocem, buscamos pela opi- nião dos ortodontistas que descreveram suas necessidades e an- seios. Abaixo descrevemos os principais aspectos descritos por vo- cês profissionais e que nos nortearam ao longo do projeto: 1. Agilidade no procedimento de colagem dos bráquetes; 2. Segurança da adesão do bráquetes, reduzindo retrabalho, oti- mizando o tempo do dentista e do paciente, trazendo credibili- dade no procedimento realizado na clínica; 3. Polimerização rápida, possibilitando dar seqüência às etapas seguintes da instalação do aparelho ortodôntico; 4. Facilidade de aplicação, contém Flúor. Para atender a todos estes requisitos resgatamos o conhecimen- to adquirido com os projetos Ambar e Opallis, que forneceram a base química para assumir o desafio de desenvolver o Orthocem. Todavia, muito esforço, investimento e dedicação foram necessários. Veja a seguir como cada uma destas características foi alcançada. 1. Com o objetivo de reduzir os passos do procedimento clínico, buscamos pela compatibilização química do primer e da resina em um único produto. Nesta etapa, um fator importante durante o pro- jeto foi a escolha do princípio ativo que seria utilizado para aumentar a afinidade química do produto com o esmalte dental e contribuir com a união química. Utilizando métodos estatísticos determinamos o principio ativo mais eficiente e o teor mais adequado, gerando um avanço considerável na definição da formulação. Paralelamente utilizamos monômeros capazes de formar uma estrutura polimérica estável e com baixa sorção de água, trazendo estabilidade às características físico-químicas do produto quando submetido ao meio bucal. Vencer o desafio de compatibilizar quimicamente o primer e a resina em uma única etapa clínica trouxe o benefício de agilidade no procedimento de colagem dos bráquetes. 42 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 43.
    história Orthocem Testado laboratorialmente e desafiado clinicamente 2. Em conjunto, a seleção dos monômeros e primer, geraram um produto com resistência adesiva adequada, que além de dar segu- rança à adesão durante o tratamento ortodôntico, possibilita a remo- ção segura do bráquetes no final do tratamento. 3. Com o objetivo de oferecer um adesivo que permitisse a ime- diata colocação dos arcos, a FGM optou pela cura fotopolimerizada. Para garantir a polimerização do produto abaixo do braket selecio- namos cargas que combinadas aos monômeros geram um produto de elevada translucidez e conseqüente elevada condutividade da luz. 4. A consistência do produto foi outra característica fundamen- tal durante o desenvolvimento. A FGM buscou por um equilíbrio das cargas de Orthocem de maneira que o produto pudesse ser conforta- velmente dispensado sobre o bráquetes e, após seu posicionamento sobre o dente, se mantivesse em posição até a polimerização. Foi através do uso de nanopartículas tratadas que conseguimos modular e refinar a consistência de Orthocem. A contribuição de diferentes ortodontistas foi fundamental nesta etapa, avaliando diferentes com- posições e fornecendo informações sobre sua percepção ao utilizar os protótipos. Diversos testes laboratoriais foram empregados para definir a formulação final de Orthocem e também para desafiar o produto quanto a sua estabilidade. Destacam-se os ensaios de adesão ime- diata e após termociclagem, estabilidade de cor e testes de biocom- patibilidade biológica. Após esta longa etapa laboratorial, Orthocem foi submetido a uma criteriosa avaliação clínica longitudinal. Atualmente, dispomos de dados clínicos após 6 e 12 meses de uso de Orthocem. Assim nasceu Orthocem, delineado a partir da opinião dos Orto- dontistas, testado e pesquisado no laboratório e desafiado clinica- mente. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 43
  • 44.
    T O LAN ÇAMEN Fixe bráquetes em menos tempo com Orthocem. Orthocem, um passo clínico a menos. • 100% nanoparticulado. • Alta resistência de união. • Excelente estabilidade de cor. • Excelente viscosidade, perfeito posicionamento do bráquete. Orthocem é um cimento/adesivo fotopolimerizável para fixação de bráquetes de policarbonato, metal e cerâmica, com alta resistência e excelente estabilidade de cor. Possibilita a redução de um passo clínico, pois a seringa única contém primer já incorporado ao adesivo. 0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
  • 45.
    % u ad o o 00rrttiiculla d 1 pa pa c no no Na Na nté m Co lúor F • 01 seringa com 4 g • 01 condicionador ácido (Condac 37) • 01 manual de instruções para o profissional
  • 46.
    orthocem Adesivo Ortodôntico INDICAÇÕES Cimentação de bráquetes de policarbonato, metal e cerâmica em dentes submetidos a tratamento ortodôntico. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS E VANTAGENS 1. Elevada resistência adesiva 5. Validação clínica comprovada; imediata e longitudinal; 2. Um passo clínico a menos: 6. Fotoativado trazendo agilidade primer + bond em uma única seringa; aos procedimentos clínicos; 3. Viscosidade ideal: 7. Seringa ergonômica; perfeito posicionamento do bráquete; 4. 100% nanoparticulado; 8. Contém flúor. VALIDAÇÃO CLÍNICA Em um estudo clínico, conduzido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, mais de 1.200 bráquetes foram colados com Orthocem e Transbond XT (3MESPE) em pacientes submetidos ao tratamento ortodôntico. A avaliação clínica longitudinal indicou a eficácia da adesão ao utilizar Orthocem. Após 6 meses de acompanhamento clínico, Transbond XT apresentou 94,7% de retenção e Orthocem 94,5%. Dados gentilmente cedidos por: Dr. Rodrigo Stanislawczuk, Doutorando em Odontologia, com área de concentração em Dentística pela Universidade Estadual de Ponta Grossa – PR. QUALIDADE ADESIVA COMPROVADA 46 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 47.
    orthocem Adesivo Ortodôntico PASSO A PASSO 1 2 3 Aspecto inicial do paciente. Após profilaxia, aplicação Lavagem e secagem dos dentes. Caso gentilmente cedido por Dr. Rodrigo Stanislawczuk. do condicionador ácido CondAc 37 (FGM) nos dentes por 15 segundos. 4 5 6 Aplicação de Orthocem (FGM) Posicionamento do bráquete no dente. Os excessos são facilmente no bráquete. removidos com sonda exploradora. 7 8 9 Fotoativação por 20 segundos O arco pode ser instalado logo após a fotopolimerização dos bráquetes. nas margens do bráquete. MAIS CONFORTO PARA O PACIENTE E MAIOR RENTABILIDADE PARA SUA CLÍNICA. 1 CONDICIONAR 2 APLICAR CIMENTO A SUPERFÍCIE SOBRE O BRÁQUETE DO ESMALTE APLICA R APLICAR 3 FOTOPOLIMERIZAR ERIZA IZAR AR PRIMER PR MER PRIM E PRIME R R RIME IA OM APA DA PA ÊNCIA ON T EC MA E A ETAORR U IC NC DE CLÍN CO Para mais informações sobre o produto, vide perfil técnico. Em caso de dúvidas, nosso suporte té e orte técnico está disponível através do e-mail contato@fgm.ind.br ou pelo telefone 0800 644 6100. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 47
  • 48.
    caso clínico Orthocem Evolução do Adesivo Ortodôntico: Aplicação Clínica do OrthoCem-FGM Luís Henrique Fischer Especialista em Ortodontia-Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) Mestre em Ortodontia-Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) Professor do Curso de Especialização em Ortodontia da Associação Catarinense de Pós-graduados e Pós graduandos em Odontologia (ACPPO) luisfischer@ortodontista.com.br INTRODUÇÃO aplicação de forças logo após a polimerização e di- A partir da introdução do ataque ácido do es- minuição do tempo de atendimento.5,6 malte por Buonocore em 1955, houve um grande Os adesivos fotopolimerizáveis necessitam em avanço científico, beneficiando a Ortodontia, pois a sua configuração um primer e um bond que podem evolução dos sistemas adesivos permitiu a colagem estar separados ou unificados. O adesivo para bra- de acessórios ortodônticos, que até então eram fixa- quetes Orthocem apresenta em sua configuração dos por meio de bandas cimentadas. um primer e um bond unificados, possibilitando a Desde então, vários materiais vem sendo de- diminuição de um passo na sua aplicação. senvolvidos com o intuito de aumentar a retenção, suportando as forças ortodônticas, com o mínimo TÉCNICA DE USO DO de danos ao esmalte. ORTHOCEM: Para suportar as forças exercidas sobre os bra- 1. Limpar o dente com uma pasta de pedra- quetes e permitir sua remoção sem causar prejuízos pomes, lavar e secar; à superfície do esmalte, a literatura tem sugerido 2. Realizar o ataque ácido por 30 segundos; forças de resistência ao cisalhamento de 2.8MP a 3. Lavar com água e secar; 15MP. 1,2,3 Além disto, a incorporação de flúor à com- 4. Aplicar o Orthocem na base do braquete; posição do adesivo ortodôntico tem se mostrado efi- 5. Pressionar o braquete contra a superfície do caz na prevenção de cáries ao redor dos braquetes. 4 esmalte dentário e retirar os excessos; O surgimento dos adesivos fotopolimerizáveis 6. Fotoativar com uma unidade de luz durante trouxe à técnica de colagem vantagens como: faci- 20 segundos com uma distância de aproximada- lidade de uso; aumento do tempo de manipulação, mente 2 mm do braquete. possibilitando ajustes de posição dos braquetes; 1. Caso inicial. 2. Imediatamente após profilaxia com pedra pomes, lavagem e secagem. 48 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 49.
    caso clínico Orthocem 3. Ataque ácido por 30 segundos. 4. Aplicação do cimento diretamente sobre o braquete. 6. Fotoativação por 20 segundos. 5. Remoção dos excessos, após o posicionamento da peça. 7. Braquetes colados. RESULTADOS DA APLICAÇÃO CLÍNICA DO ORTHOCEM: Na avaliação in vitro do adesivo Orthocem7 ob- por um período de 06 meses. Houve o descolamen- servou-se que a resistência ao cisalhamento é com- to de 03 tubos e não foi observado descolamento de patível aos seus principais concorrentes e a indicada nenhum braquete. na literatura. Após os procedimentos de termocicla- O resultado encontrado confirma a resistência gem, onde é reproduzido o envelhecimento do ma- adesiva ideal para suportar as forças intrabucais. terial, não se observou diminuição da resistência ao Nos dentes em que houve necessidade, os bra- cisalhamento e não houve alteração de cor. quetes foram facilmente removidos e obtidos um Estes resultados asseguram o uso clínico em polimento ideal da superfície do esmalte. consultório. Em uma avaliação clínica do Orthocem, O adesivo foi utilizado também em 03 pacientes foi colado, em 25 pacientes, um total de 203 bra- com aparelhos estéticos cerâmicos, acompanhados quetes metálicos (Agile-Abzil) e 45 tubos para cola- num período de 12 meses. O aspecto inicial, cor e gem em primeiro molar (Abzil), seguindo a orienta- translucidez ideais para este tipo de braquete, man- ção do fabricante. Esta amostra foi acompanhada tiveram-se estáveis (figuras 8a - 8c). Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 49
  • 50.
    caso clínico Orthocem 8a. Inicial. 8b. 6 meses. 8c. 12 meses. CONCLUSÃO 2. LUNARDI, N. “Analise in vitro da resistência ao cisa- lhamento de braquetes metálicos submetidos a recicla- Após avaliação clínica, as seguintes caracte- gem repetida fixados com diferentes materiais” Disser- rísticas foram observadas no Orthocem: técnica tação, UNICAMP (2004); simples (diminuição do passo de aplicação do pri- 3. Klocke, A; Kahl-Nieke, B. “Influence of force location mer; economia de tempo e material); viscosidade in orthodontic shear bond strength testing” Dental Ma- terials (2005) 21, 391–396; adequada (que permite posicionar um grupo de braquetes sem que se 4. Dubroc, G;Mayo, J;Rankine, C. “Reduction of caries and of demineralization a movimentem antes de around orthodontic bra- a Orthocem: técnica simples (diminuição do passo fotoativar); presença de ckets: Effect of a fluoride- c de aplicação do primer; economia de tempo e flúor (previne desminera- releasing resin in the rat r material); viscosidade adequada (que permite model” AM J ORTHOD m lizações); alta resistência posicionar um grupo de braquetes sem que se DENTOFAC ORTHOP (1994) D ao cisalhamento; fácil re- movimentem antes de fotoativar); presença de 106,583-7; 1 flúor (previne desmineralizações); alta resistência moção e polimento do es- ao cisalhamento; fácil remoção e polimento do 5. GALINDO, H. R. A et al, 5 malte. A coloração e opa- esmalte. A coloração e opacidade são ideais para An in vivo comparison be- A cidade são ideais para utilizar com braquetes estéticos, mantendo suas tween a visible light-cured t características estáveis com o tempo bonding system and a b utilizar com braquetes chemically cured bonding c estéticos, mantendo suas system, Am. Journal of Or- s características estáveis com o tempo. thod., St. Louis, p. 271-275, march, 1998. 6. O’BRIEN K.D, READ M.J.F SANDISON R.J. et al. A ., REFERÊNCIAS visible light-actived direct-bonding materials : an in vivo comparative study. Am Journal of Orthod , St. Louis, v. 1. PICKETT, K; SADOWSKY, L; JACOBSON, A; LACE- 95, p. 348-351, 1989. FIELD, W. “Orthodontic In Vivo Bond Strength: Com- 7. Avaliação da resistência ao cisalhamento e estabili- parison with In Vitro Results” The Angle Orthodontist: (2003) 71, 141–148; dade de cor do Orthocem e alguns concorrentes. Re- vista FGM. 50 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 51.
    caso clínico Orthocem Colagem de Braquetes com um Novo Sistema Adesivo Ortodôntico Simplificado: Demonstração Técnica em Caso Clínico Wagner Izumi Sawada Germiniani Especialista em Ortodontia pela Universidade Estadual de Maringá Mestrando em Odontologia, com área de concentração em Clínica Integrada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa Rua Francisco Ribas,667- Centro – Ponta Grossa-PR, CEP: 84010-260 wagnergerminiani@gmail.com Ulisses Coelho Mestre e Doutor em Odontologia (Ortodontia) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Araraquara-SP Coordenador do Curso de Especialização em Ortodontia da Universidade Estadual de Ponta Grossa A colagem de braquetes ortodônticos à superfí- grande parte das vezes, por descuido do paciente, cie dentária ainda é alvo de discussão para muitos por falha na interface de adesão devido à contami- pesquisadores. O objetivo de uma colagem rápida e nação, por problemas de exposição do material a efetiva dos assessórios ortodônticos parece se tor- ambientes inadequados durante a armazenagem, nar um desafio clínico com a utilização de sistemas por execução inadequada da técnica pelo operador adesivos convencionais, visto que o procedimento ou ainda pela mera necessidade de se alterar o posi- é realizado na maioria c cionamento do braquete das vezes, em ambiente Fica evidente a necessidade de se utilizar um p para refinamento da eta- úmido com isolamento sistema adesivo mais prático, simplificado e de p pa de alinhamento e nive- qualidade, que demande menor tempo de cadeira relativo do campo opera- e que proporcione maior conforto tanto ao paciente l lamento do tratamento. tório. Por isso, torna-se quanto ao dentista durante este procedimento Diante desses fatores relevante dar preferência f fica evidente a necessida- a sistemas adesivos simplificados, que diminuam o de de se utilizar um sistema adesivo mais prático, tempo operatório assegurando a mesma qualidade simplificado e de qualidade, que demande menor no procedimento da colagem ortodôntica dos bra- tempo de cadeira e que proporcione maior conforto quetes. tanto ao paciente quanto ao dentista durante este Outro aspecto importante ao que se refere a procedimento. A seqüência clínica demonstrativa este procedimento trata da recolagem dos assessó- utilizou-se do material recém lançado pela FGM rios, que ocorre nas consultas mensais, causada em para esta finalidade. 1. Vista frontal dos dentes após o posicionamento do afasta- 2. Condicionamento ácido com ácido fosfórico a 37% (CON- dor de lábios. Nesta etapa já havia sido realizada a profilaxia DAC) por 30 s. dos dentes com escova e mistura de pedra pomes e água. 3. Aplicação do sistema adesivo na base do braquete. 4. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 51
  • 52.
    caso clínico Orthocem 5. Posicionamento do braquete com suave pressão na super- 6. Fotopolimerização do sistema adesivo por 20 s em cada fície dental. Evidência de excesso do sistema adesivo ao redor face ao redor do braquete. do braquetes removido com auxílio da ponta da sonda. 7 e 8. Braquetes colados com o novo sistema adesivo ortodôntico. 9. Arco inicial posicionado imediatamente após a colagem. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Al-Saleh, M ; El-Mowafy, O. Bond strength of orthodontic brackets with new self-adhesive resin cements. American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics Volume 137, Issue 4, April 2010, Pages 528-533. Scougall-Vilchis,R.J et al Effects of 6 self-etching primers on shear bond strength of orthodontic bracket- sAm J Orthod Dentofacial Orthop 2009;135:424-425. Yamamoto,K et al. Shear bond strength of orthodontic brackets bonded with different self-etching adhe- sives Am J Orthod Dentofacial Orthop 2009;136:425-30. Rossouw, P A Historical Overview of the Development of the Acid-Etch Bonding System in Orthodontics .E Semin Orthod 2010;16:2-23. 52 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 54.
    0800 644 6100| WWW.FGM.IND.BR
  • 55.
    Whiteness HP Blue Calcium. Alta tecnologia a favor de sorrisos mais brancos. A soma dos conhecimentos técnico e científico alcançados pela família Whiteness Clareamento Dental resultou no tecnológico Whiteness HP Blue Calcium, clareador dental à base de peróxido de hidrogênio para uso em consultório. • Autocatalisado: dispensa o uso de luz. • Pré-dosado: prático e rápido. • Contém cálcio: reduz em até 3 vezes* a desmineralização do esmalte. Peça Whiteness HP Blue Calcium na dental de sua preferência. Disponível nas versões kit para 2 ou 6 aplicações nas concentrações 20% e 35%. o Aplicaçã *Segundo estudo realizado pelo Prof. Dr. Marcelo Giannini – FOP – UNICAMP. única por sessão
  • 56.
    caso clínico Whiteness HP Blue Associação das Técnicas de Clareamento de Consultório (Whitness HP BLUE CALCIUM à 35%) e Clareamento Caseiro (Whiteness Perfect à 10%). Relato de Caso Clínico Mônica Kina Especialista, mestre e doutora em dentística pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), especialista em Periodontia pela APCD-Araçatuba, Professora do Curso de Atualização em Dentística NEC-Odonto – Araçatuba –SP. monicakina@yahoo.com.br Juliana Kina Aluna do Curso de Doutorado em Odontologia da da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP-Araçatuba), especialista em Periodontia pela APCD- Araçatuba jullykina@yahoo.com.br Aubrey Fernando Fabre Aluno do Curso de Doutorado em Odontologia da da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP-Araçatuba) Eduardo César Almada Santos Professor Adjunto do Departamento de Odontologia Infantil e Social, Disciplina de Ortodontia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP-Araçatuba) CASO CLÍNICO Paciente, 24 anos, sexo feminino, compareceu a Clínica Odontológica Kina e Kina, insatisfeita com a tona- lidade de seus dentes (Figura 1). Foi realizada anamnese, exame clínico e radiográfico para verificar a saúde periodontal e a eventual presença de lesões cariosas ou áreas de dentina exposta. Considerando a idade da paciente e seu perfeito estado de saúde bucal, foi proposto à paciente o clareamento dental, por ser uma técnica menos invasiva e de excelentes resultados. Com o intuito de buscar maior eficiência e longevidade de nosso tratamento clareador optamos pela as- sociação das técnicas de clareamento dental de consultório e do clareamento dental caseiro com os produtos Whiteness HP Blue Calcium a 35% e Whiteness Perfect a 10% respectivamente (Figuras 2 e 3). A utilização do clareador Whiteness HP Blue Calcium a 35% para a técnica de clareamento de consultório tem a vantagem de oferecer alta liberação de peróxido de hidrogênio, obtendo-se melhores resultados clínicos com menos visitas clínicas e, além disso, por vir em seringas e com um êmbolo que conecta as duas seringas, sua mistura é fácil, rápida e sua aplicação nos elementos dentais é mais segura (Figura 4). Para a execução do procedimento clareador, inicialmente executamos uma profilaxia com taça de borracha,acoplada em baixa rotação, pedra pomes e água. Após a seleção de cor dos elementos dentais (cor A3) com o auxílio de escala de cor e fotografias digitais foram realizadas moldagens nas arcadas superior e inferior com alginato. Para facilitar os procedimentos de isolamento e proteção ao paciente, utilizamos o afastador bucal Arcflex (Figura 5) e uma barreira de resina fotoativada Top Dam no tecido gengival (Figura 6). Após a mistura do gel clareador Whiteness HP Blue Calcium a 35%, colocamos a ponta aplicadora na seringa e aplicamos na superfície vestibular dos dentes a serem clareados (Figura 7), permanecendo nos dentes por 40 minutos. A cada 5 ou 10 minutos, para liberar bolhas de oxigênio e renovar o contato com o gel com os dentes, com o auxílio de um microaplicador descartável movimentávamos o gel sobre os dentes. Ao final, aspiramos o gel com sugador plástico e removemos o protetor gengival, realizamos o polimento dos elementos dentais com pastas para polimento. O aspecto do clareamento de consultório pode ser observado (Figura 8). Numa segunda sessão, foi verificada a adaptação das moldeiras de silicone, contidas no Kit Whiteness Perfect (Figura 9) e a paciente foi orientada a aplicar uma gota do produto na região da moldeira correspon- dente à face vestibular dos dentes a serem clareados. A terapia clareadora constituiu do uso da moldeira com o produto clareador por no mínimo 4 horas diárias durante 3 semanas, primeiramente na arcada superior, momento em que os incisivos centrais apresentaram a cor B1 (Figura 10). 56 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 57.
    caso HP Blue Whiteness clínico Após o clareamento da arcada superior a paciente foi orientada a prosseguir o clareamento com o mes- mo protocolo na arcada inferior por mais 3 semanas. Durante e após o tratamento a paciente não relatou sensibilidade dental ou irritação gengival, declarando estar satisfeita com o resultado obtido (Figuras 11 e 12). 1. Vista frontal dos dentes antes do 2. Peróxido de hidrogênio a 35% Whiteness 3. Peróxido de hidrogênio a 10% Whiteness clareamento. HP Calcium (FGM, Joinville Brasil). Perfect (FGM, Joinville Brasil). 4. Seringas do clareador Whiteness HP 5. Afastamento dos lábios e língua com o 6. Barreira gengival Top Dam (FGM, Calcium conectadas. O êmbolo deve ser afastador Arcflex (FGM, Joinville Brasil). Joinville, Brasil) aplicada no tecido gengival empurrado 8 vezes para completa mistura dos dentes que serão clareados. do produto. 7. Gel clareador aplicado na superfície 8. 9. Clareamento dos dentes com Peróxido vestibular dos dentes a seres clareados. de hidrogênio à 10% por 4 h/dia. 10. Aspecto frontal após 3 semanas de 11. Aspecto final após o clareamento na 12. Sorriso da paciente. clareamento na arcada superior. arcada inferior. REFERÊNCIAS 1. Baratieri, LN et al. Caderno de dentística: clareamento dental. São Paulo: Ed Santos, 2003. 2. Baratieri, LN et al. Clareamento de dentes. Odontologia Restauradora. Fundamentos e Possibilidades. São Paulo: Ed Santos, 2003; 673-722. 3. Haywood VB, Heymann HO. Nightguard vital bleaching. Quintessence Int. 1989;20:173. 4. Maia E., Vieira LC., Baratieri LN e Andrade CA. Clareamento em dentes vitais: Estágio atual. Clin Inter Jour of Braz Dent. 2005; 1:8-19. 5. Yamaguchi R. Katoh Y. Effect of various bleaching techniques on tooth shade. J Dent Res. 2004; 82:10-3. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 57
  • 61.
    caso Perfect Whiteness clínico Clareamento Dental Caseiro: Relato de Caso Letícia Cunha Amaral Gonzaga de Almeida DDS, MS – Mestre em Odontologia, Área de Dentística da Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP, Brasil. Paulo Henrique dos Santos DDS, MS, PhD – Professor Assistente Doutor, Docente da Disciplina de Materiais Odontológicos da Faculdade de Odontologia de Araçatuba, UNESP, Brasil. André Luiz Fraga Briso DDS, MS, PhD – Professor Adjunto, Responsável pela Disciplina de Dentística I da Faculdade de Odontologia de Araçatuba, UNESP, Brasil. Departamento de Odontologia Restauradora, Faculdade de Odontologia de Araçatuba, UNESP. Rua José Bonifácio, 1193 – Vila Mendonça , CEP 16105-050, Araçatuba - SP – Brasil alfbriso@foa.unesp.br RESUMO O objetivo desse trabalho foi apresentar os pas- baixas concentrações de peróxidos (hidrogênio ou sos da técnica do clareamento dental caseiro reali- carbamida), aplicados em moldeiras que deverão zado com o produto Whiteness Perfect aplicado em ser utilizadas diariamente pelo paciente. moldeiras. A terapia utilizada consistiu de aplica- O objetivo deste trabalho foi relatar um caso clí- ção do produto à base de peróxido de carbamida nico em que uma paciente com dentes naturalmen- a 10%, em ambas as arcadas, durante 3 semanas, te amarelados recebeu tratamento clareador com o mantendo a posologia por mais 7 dias nos caninos e produto Whiteness Perfect a 10%. pré molares. A terapia clareadora mostrou-se eficaz na obtenção do padrão de cor almejado, manten- MATERIAIS E MÉTODOS do o aspecto estético favorável até o controle de 26 Paciente de 23 anos, do sexo feminino encon- meses. Concluiu-se que, a técnica caseira com apli- trava-se insatisfeita com a tonalidade amarelada de cação de produto a base de peróxido de carbamida seus dentes, principalmente dos dentes posteriores a 10% é um tratamento que proporciona satisfação e caninos. Inicialmente foi realizado exame clínico do paciente por oferecer ótimos resultados estéti- (Figura 1) e radiográfico para verificar a saúde pe- cos, ser duradouro e por ser uma técnica simples. riodontal e a eventual presença de lesões cariosas ou áreas de dentina exposta. Observou-se então a UNITERMOS presença de áreas de recessão gengival, que recebe- Estética. Clareamento dental. Peróxido de car- ram tratamento prévio antes da realização do pro- bamida a 10%. Relato de caso. cedimento clareador. As áreas dentinárias expostas, sem perda de INTRODUÇÃO tecido dental, receberam condicionamento ácido O clareamento dental tem sido empregado com com ácido fosfórico por 30 segundos e aplicação de sucesso nos casos em que o tecido dentinário é 3 camadas de adesivo sob isolamento relativo com naturalmente escuro ou apresenta alterações cro- afastador labial, roletes de algodão e sugador. As máticas que comprometem a estética e, portanto, regiões que apresentavam alguma cavitação foram a saúde do paciente. Nestas condições clínicas, a devidamente restauradas com ionômero de vidro exposição dos dentes a agentes oxidantes, à base de modificado por resina. peróxidos, tem sido a primeira opção de tratamento. Posteriormente optou-se pela realização de cla- O tratamento clareador pode ser realizado com reamento caseiro utilizando o produto a base de a técnica caseira ou de consultório. A técnica ca- peróxido de carbamida a 10%, Whiteness Perfect seira é realizada com o uso de produtos à base de (FGM – Produtos Odontológicos). A decisão sobre Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 61
  • 62.
    caso clínico Whiteness Perfect a opção de tratamento e a posologia empregada que os centrais apresentaram cor A1 (Figura 6) e os baseou-se na idade da paciente, na grande amplitu- premolares e caninos cor A2 (Figura 7). de da câmara pulpar e no padrão de cor favorável à Durante e após o tratamento a paciente relatou terapia clareadora. ausência de sensibilidade dental ou irritação gengi- Antes de iniciar o tratamento foi realizado o re- val e declarou estar satisfeita com o resultado obti- gistro inicial da cor dos dentes, sendo constatada do. cor A2 da escala Vita para os incisivos centrais su- Após 6 meses (Figuras 8 e 9), a paciente retor- periores (Figura 2), e cor A3,5 para caninos e pré nou para as reavaliações, e relatou que gostaria de molares (Figura 3). continuar o clareamento dos caninos que permane- Logo após, as arcadas da paciente foram mol- cia mais escuro que os incisivos. A moldeira voltou dadas com alginato e, após a obtenção do modelo a ser utilizada pela paciente por mais uma semana de gesso pedra, foram confeccionadas as moldeiras momento em que se pode observar um mesmo tom com as placas de silico- d de cor entre todos os A moldeira voltou a ser utilizada pela paciente ne contidas no Kit White- d dentes. Uma nova avalia- por mais uma semana momento em que se pode ness Perfect (Figura 4). observar um mesmo tom de cor entre todos os çã ção foi realizada após 26 As moldeiras foram re- dentes. Uma nova avaliação foi realizada após m meses (Figuras 10 e 11), cortadas 1 mm além do 26 meses (Figuras 10 e 11), sendo constatada se sendo constatada ma- manutenção da coloração, uniforme e brilhante limite gengival e em uma n nutenção da coloração, da superfície dental (Figura 12 e13), assim como segunda sessão clínica, a estabilidade de cor e a satisfação da paciente u uniforme e brilhante da foi realizada a sua prova, mesmo após tanto tempo do término do tratamento. su superfície dental (Figura verificando a adaptação e 1 12 e13), assim como a o relato de desconforto ou dor. estabilidade de cor e a satisfação da paciente mes- A paciente foi então orientada a aplicar uma pe- mo após tanto tempo do término do tratamento. quena porção do produto na região da moldeira cor- Nesse momento a escala correspondente a cor respondente à face vestibular dos dentes a serem inicial dos dentes foi comparada com o aspecto ob- clareados. A terapia clareadora constituiu do uso da tido após 26 meses (Figuras 14 e 15), ficando evi- moldeira com o produto clareador por 3 horas diá- dente a alteração cromática ocorrida e a melhoria rias, durante 3 semanas (Figura 5), momento em na estética do sorriso (Figuras 16 e 17). 1. Exame clínico. 2. Inicial incisivos A2. 3. Inicial canino A3,5. 4. Kit Whiteness perfect. 5. Adaptação da moldeira. 6. Final incisivos A1. 7. Final canino A2. 8. Após 6 meses incisivos A1. 9. Após 6 meses canino A2. 62 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 63.
    caso Perfect Whiteness clínico 10. Após 26 meses incisivos A1. 11. Após 26 meses canino A1. 12. Aspecto uniforme após 26 meses. 13. Aspecto uniforme após 26 meses. xido de hidrogênio que, por sua vez, libera radicais DISCUSSÃO livres de oxigênio, que por serem extremamente re- Saúde, segundo a Organização Mundial da ativos, quebram as moléculas pigmentadas da es- Saúde (OMS- 1948), não é apenas a ausência de trutura dental, tornando-as menores e mais claras. doença, mas a situação de perfeito bem estar físi- Esse fenômeno oxidante é a explicação atualmente co, mental e social de um indivíduo. Sendo assim, aceita para o complexo mecanismo envolvido no todas as ações que melhoram a auto-estima e a au- clareamento dos dentes.12, 13 toconfiança das pessoas são colaboradoras da pro- Porém, antes da realização do tratamento cla- moção de saúde dos indivíduos. reador é necessário um criterioso exame clínico e Atualmente o clareamento dental é um dos radiográfico para verificar a presença de cárie, den- procedimentos estéticos mais procurados pelos pa- tina exposta, trincas e cientes que buscam uma O material eleito para o tratamento, Whiteness re restaurações desadapta- melhora na aparência do Perfect, tem como principal componente o peróxido d das, que são fatores que sorriso. O clareamento de carbamida a 10%, que é usado como padrão ouro para comparação com outros produtos, devido p podem influenciar na com a técnica caseira à vasta literatura encontrada sobre o mesmo.1-11 se sensibilidade dental du- utilizando peróxido de ra rante e após o tratamen- carbamida a 10% aplica- to. A sensibilidade é o efeito colateral mais comum do em moldeiras foi proposto por Haywood e Hay- decorrente do clareamento dental, porém quando a man em 1989, e a partir daí vem sendo amplamen- 1 terapia clareadora é realizada com produtos à base te pesquisado, 2-8 sendo considerado um tratamento de peróxido de carbamida a 10%, a sintomatologia não invasivo, seguro, eficaz e duradouro, quando é inexistente ou ocorre de forma branda e transitó- bem indicado e supervisionado por um cirurgião ria. Porém, com a presença dos fatores acima cita- dentista. dos ela pode se exacerbar, por isso, vale salientar a No presente relato, o material eleito para o tra- importância da indicação correta, e principalmente, tamento, Whiteness Perfect, tem como principal do monitoramento do cirurgião dentista. Sendo as- componente o peróxido de carbamida a 10%, que é sim, após constatar a presença de dentina exposta, usado como padrão ouro para comparação com ou- foi realizada a impermeabilização dessa dentina tros produtos, devido à vasta literatura encontrada para evitar uma penetração exagerada do produto. sobre o mesmo. 1-11 Este agente, quando em contato Dentre as técnicas clareadoras, segundo Patel, com os tecidos dentais se dissocia em uréia e peró- Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 63
  • 64.
    caso clínico Whiteness Perfect 14. Aspecto final incisivos comparado com escala inicial. 15. Aspecto final canino comparado com escala inicial. 16. Sorriso inicial. 17. Sorriso após 26 meses. Louca e Millar o clareamento caseiro é a que ofe- in oral biology and medicine : an official publica- tion of the American Association of Oral Biologists rece melhor relação entre sensibilidade e eficácia 2003; 14(4) 292-304. clareadora, além de apresentar menor custo para 5. Riehl H. Considerações clínicas sobre terapias o paciente.2 Neste caso clínico, o tratamento rea- de clareamento dental. Scientific-A 2007; 1(1):68- lizado não gerou nenhum tipo de sensibilidade ou 78. 6. Dos Santos Medeiros MC, de Lima KC. Effecti- desconforto e possibilitou a obtenção da alteração veness of nigthguard vital bleaching with 10% car- de cor desejada pela paciente. bamide peroxide a clinical study. J Canadian Dent O sucesso clareador também foi observado após Assoc 2008; 74(2):163-163e. 7. Zeknois R, Matis BA, Cochran MA, Al Shetri SE, 18 e 26 meses de avaliação, confirmando as consta- Eckert GJ, Carlson TJ. Clinical evaluation of in-offi- tações de Dietschi e colaboradores,9 que afirma que ce and at-home bleaching treatments. Oper Dent esta terapia proporciona resultados duradouros por 2003;28(2): 114-121. atuar na profundidade da estrutura dental. 8. Gonzaga LCA. Análise do efeito clareador e da sensibilidade pós operatória utilizando diferen- tes materiais clareadores e fontes de luz. 2009. Dissertação de mestrado - Universidade Estadual CONCLUSÕES Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP Faculda- , A técnica do clareamento caseiro, utilizando o de de Odontologia de Araçatuba, 2009. produto Whiteness Perfect 10%, é efetiva em clarear 9. Dietschi D, Rossier S, Krejci I. In vitro colori- metric evaluation of the efficacy of various blea- dentes naturalmente amarelados, produzindo resul- ching methods and products. Quintessence Int tados satisfatórios e duradouros. 2006;37:515-26. 10. Leonard RH Jr, Haywood VB, Phillips C. Risk factors for developing tooth sensitivity and gingi- REFERÊNCIAS val irritation associated with nightguard vital blea- 1. Haywood VB, Heymann HO. Nightguard vital ble- ching. Quintessence Int 1997;28:527-34. aching Quintessence Int 1989; 20:173-176. 11. Jorgensen MG, Carroll WB. Incidence of tooth 2. Patel A, Louca C, Millar BJ. An in vitro compari- sensitivity after home whitening treatment. J Am son of tooth whitening techniques on natural tooth Dent Assoc 2002;133:1176-82. colour. Br Dent J 2008;204:E15. 12. Li Y. Biological Properties of peroxide-contai- 3. Haywood VB, Leonard RH, Nelson CF Brunson , ning tooth whiteners. Food and Chemical toxicolo- WD. Effectiveness, side effects and long-term sta- gy 1996; 34: 887-904. tus of nightguard vital bleaching. J Am Dent Assoc 13. Kawamoto K & Tsujimoto Y (2004) Effects of 1994;125:1219–1226. the hydroxyl radical and hydrogen peroxide on too- 4. Dahl JE, Pallesen U. Tooth bleaching--a critical th bleaching Journal of Endodontics 30(1) 45-50. review of the biological aspects Critical reviews 64 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 66.
    caso clínico WhitenessHP Maxx e Superendo Reconstrução Estética em Dente Anterior: da Alternativa menos Invasiva à mais Invasiva Sergio Vieira Especialista, Mestre e Doutor em Dentística, Professor Titular da PUCPR, Coordenador do programa de Pós-Graduação em Odontologia da PUCPR, Coordenador do Curso de Especialização em Dentística da ABO-PR s.vieira@pucpr.br Evelise Machado de Souza Especialista, Mestre e Doutora em Dentística, Professora Titular da PUCPR, Responsável pela área de concentração em Dentística do PPGO da PUCPR, Professora do Curso de Especialização em Dentística da ABO-PR Marcelo Taborda Especialista e Mestre em Dentística Professor do Curso de Especialização em Dentística da ABO-PR Os procedimentos estéticos revolucionaram a prática da odontologia, e o uso deste arsenal de maneira isolada ou integrada tem contribuído para resultados muito similares ao sorriso natural. Este caso objetiva mostrar uma opção de resolução estética para dente anterior que sofreu fratura, endodontia e escurecimento. Nesta situação sugere-se começar pelo tratamento mais conservador, clareamento dental. A técnica utilizada foi a associação do clareamento imediato e mediato. Apesar do sucesso após três sessões, houve recidiva no espaço de 3 semanas e uma faceta direta, com a Resina Opallis (FGM), foi realizada para mascarar o escurecimento dental. Apesar das técnicas menos invasivas, como o clareamento dental, neste caso, não surtirem o efeito desejado, elas devem ser tentadas inicialmente, pois funcionam na maioria dos casos e na pior das hipóteses possibilitam ao paciente um planejamento econômico para uma posterior solução estética. CASO CLÍNICO Paciente com 23 anos apresentando escurecimento do elemento 11, devido ao trauma seguido do tratamento endodôntico. O material obturador foi removido da câmara pulpar 2 mm em direção ao conduto. A técnica de cla- reamento utilizada foi a associação do clareamento em consultório (Whiteness HP Maxx), mais a técnica do clarea- mento interno (Whiteness Super Endo) – 2 sessões durante 3 dias. 1. Whiteness HP Maxx. 2. Whiteness Superendo. 3 e 4. Aspecto do sorriso previamente ao clareamento. 4. 5-8. Aspecto inicial do paciente com incisivo central escurecido devido ao tratamento endodôntico. 66 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 67.
    caso HP Maxxe Superendo Whiteness clínico 7. 8. 9. 10. Radiografia periapical do incisivo central demonstrando 11. Incisivo central com isolamento absoluto. excesso de material obturador na câmara pulpar. 12. Remoção da restauração com ponta diamantada. 13. Aspecto da obturação endodôntica após a remoção de material da câmara pulpar. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 67
  • 68.
    caso clínico WhitenessHP Maxx e Superendo Aspecto da obturação endodôntica remanescente após a Vedamento da entrada do canal radicular com cimento de remoção de 2mm para dentro do canal radicular. ionômero de vidro. 16 e 17. Condicionamento ácido na região da junção cemento esmalte. 18. Aplicação do sistema adesivo. 19. Aplicação da resina composta Opallis cor OW. 20. Fotopolimerização da resina composta. 21. Barreira cervical em resina composta finalizada. 68 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 69.
    caso HP Maxxe Superendo Whiteness clínico 22. Condicionamento ácido para limpeza da câmara pulpar. 23. Lavagem para remoção do ácido. 24. Vista vestibular do gel clareador aplicado no incisivo 25. Vista palatina do gel clareado aplicado no incisivo central central (cor púrpura). (cor púrpura). 26. Vista vestibular do gel clareador após 10 a 15 minutos 27. Vista palatina do gel clareador após 10 a 15 minutos (cor (cor verde). verde). 28. Remoção do gel com spray de água/ar. 29. Aplicação do gel Super Endo na câmara pulpar. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 69
  • 70.
    caso clínico WhitenessHP Maxx e Superendo 30. Aspecto do gel no interior da câmara pulpar. 31. Aplicação de bolinha de algodão embebido em adesivo. 32. Bolinha de algodão posicionada no interior da câmara 33. Restauração com resina Opallis na cor EB1. pulpar. 34. Vista palatina da restauração. 35. Vista vestibular do incisivo central imediato. 36. Vista vestibular do incisivo central após 7 dias de 37 - 39. Aspecto final do caso após o clareamento. clareamento. 70 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 71.
    caso HP Maxxe Superendo Whiteness clínico 38. 39. 40 e 41. Aspecto final do caso concluído após clareamento interno e externo e substituição da restauração com resina composta Opallis. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 71
  • 72.
    caso clínico Whiteness Perfect 42. Aspecto clínico final. 43. Aspecto clínico inicial. REFERÊNCIAS Aydin C, Yilmaz H, Ata SO.Single-tooth zirconia implant lo- M. Influence of the veneering process on the marginal fit of cated in anterior maxilla. A clinical report.N Y State Dent J. zirconia fixed dental prostheses. J Oral Rehabil. 2010 Jan 5. 2010 Jan;76(1):30-3. Komine F Kobayashi K, Saito A, Fushiki R, Koizumi H, , Della Bona A, Kelly JR.The clinical success of all-ceramic Matsumura H.Shear bond strength between an indirect restorations.J Am Dent Assoc. 2008 Sep;139 Suppl:8S- composite veneering material and zirconia ceramics after 13S. Review. thermocycling.J Oral Sci. 2009 Dec;51(4):629-34. D’Arcangelo C, De Angelis F Vadini M, D’Amario M, Caputi , Manicone PF Rossi Iommetti P Raffaelli L. An overview of , , S. Fracture resistance and deflection of pulpless anterior zirconia ceramics: basic properties and clinical applica- teeth restored with composite or porcelain veneers.J Endod. tions. J Dent. 2007 Nov;35(11):819-26. Epub 2007 Sep 6. 2010 Jan;36(1):153-6. Review. El-Badrawy W, El-Mowafy O.Comparison of porcelain vene- Mizrahi B.The anterior all-ceramic crown: a rationale for ers and crowns for resolving esthetic problems: two case the choice of ceramic and cement.Br Dent J. 2008 Sep reports.J Can Dent Assoc. 2009 Dec;75(10):701-4. 13;205(5):251-5. Fahmy NZ.Bond Strength, Microhardness, and Core/Veneer Rosentritt M, Steiger D, Behr M, Handel G, Kolbeck Interface Quality of an All-Ceramic System.J Prosthodont. C.Influence of substructure design and spacer settings on 2009 Dec 16. the in vitro performance of molar zirconia crowns.J Dent. Jalali H, Alizadeh ES, Sadighpour L, Shabestari GO, Fard 2009 Dec;37(12):978-83. Epub 2009 Aug 18. MJ. The effect of background and ceramic thickness on the Shijo Y, Shinya A, Gomi H, Lassila LV, Vallittu PK, Shinya color of an all-ceramic restorative system.J Calif Dent As- A. Studies on mechanical strength, thermal expansion of soc. 2010 Mar;38(3):179-86. layering porcelains to alumina and zirconia ceramic core Koutayas SO, Vagkopoulou T, Pelekanos S, Koidis P Strub , materials.Dent Mater J. 2009 May;28(3):352-61. JR. , Zirconia in dentistry: part 2. Evidence-based clinical Vagkopoulou T, Koutayas SO, Koidis P Strub JR. Zirconia in , breakthrough. Eur J Esthet Dent. 2009 Winter;4(4):348-80. dentistry: Part 1. Discovering the nature of an upcoming Kohorst P Brinkmann H, Dittmer MP Borchers L, Stiesch , , bioceramic. Eur J Esthet Dent. 2009 Summer;4(2):130-51. 72 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 73.
    lh or clareador Para vo cê, qual o mealizados? de d entes desvit o ( ) Whiten ess Perborat ( ) Whitenes s Super-endo Whiteness Perborato e Whiteness Super-endo são dois excelentes produtos de clareamento de dentes não vitais, para uso em consultório. Escolha seu preferido. Com qualquer um deles você obtém ótimos resultados e seus clientes vão sempre escolher você. Produto Whiteness Perborato. concorrente. Maior homogeneidade. Whiteness Perborato. Whiteness Super-endo Clareador à base de perborato de sódio pela técnica de curativo de demora. Pode Gel clareador dental à base de peróxido de carbamida a 37%, pela técnica de ser misturado com peróxido de hidrogênio a 20% ou com água. curativo de demora. Vem pronto para uso. • Fácil homogeneização: pó de granulação extremamente fina. • Praticidade: o único do gênero pronto para aplicação. • Facilidade de aplicação na câmara pulpar. • Viscosidade ideal, não escorre da superfície do dente. • Segurança: o pH alcalino evita reabsorção cervical externa (se realizado • Fácil remoção do gel após tratamento: possui excelente com adequado selamento cervical). afinidade com água. • Possibilidade de mistura com peróxido de hidrogênio, água destilada • Facilidade de aplicação na câmara pulpar. ou soro fisiológico (maior pH). • Ótima relação custo-benefício: rendimento de até 70 aplicações. • Versatilidade: proporção pó/líquido de 1:1 ou 2:1, formando pastas de diferentes viscosidades, mas com a mesma eficácia. 0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
  • 74.
    clareamento Você Sabia? Clareamento Dental Através dos Tempos Em 1960, nos Estados Unidos, com o intuito de melhorar a saúde gengival, aplicou-se peróxido de carbamida 10% em pacientes usuários de aparelhos ortodônticos removíveis. Assim foram observados os primeiros sinais do clareamento dental. Em 1989, Dr.Van B.Haywood e Dr.Harold Heymann, cientistas e pesquisadores america- nos, descreveram pela primeira vez o processo e resultados de uma técnica de clareamento dental. Desde então, o clareamento dental foi intensamente estudado e tornou-se uma técni- ca segura e de excelentes resultados. É neste segmento que a FGM investe e apresenta excelência em seus produtos. A história teve inicio em 1996 com o lançamento do primeiro gel clareador nacional cha- mado WHITENESS. Ao longo dos 15 anos de sua existência a FGM destaca-se pelo seu know- how e é reconhecida como a maior fabricante de clareadores dentais da América Latina. A Você dentista, que segue a mesma filosofia FGM promovendo satisfação e encantamen- to, nosso Muito Obrigado. Você faz parte desta história e merece todo nosso reconhecimento. Você sabia que... • Não existe um padrão de clareamento. Dentes de diferentes pacientes não clareiam na mesma proporção. Alguns pacientes têm seus dentes clareados em poucos dias, en- quanto outros em algumas semanas. O fator determinante é inerente às características da estrutura dental e do tipo de manchamento. • Os dentes possuem um grau de saturação e se for observado que durante o tratamento de clareamento os dentes não clareiam mais é sinal de que o dente já chegou ao ponto máximo de clareamento. Não adianta realizar tentativas de aumentar a concentração do peróxido de hidrogênio, mudar a técnica de clareamento ou prolongar a utilização do clareador porque o dente não terá mudança de cor. • Não há necessidade de realizar o condicionamento ácido (ácido fosfórico) na estrutura dental na tentativa de acelerar o processo de penetração do peróxido, pois a estrutura dental é permeável e as moléculas de peróxido conseguem penetrar no esmalte e den- tina. Já foi comprovado que este procedimento não aumenta a eficácia do clareamento. • As fissuras encontradas na estrutura dental não são contra indicações para o clareamen- to, pois estas podem ser superficiais, não havendo uma relação direta com a hipersen- sibilidade. • Evidências científicas demonstram que a hipersensibilidade está mais relacionada com altas concentrações de peróxido, freqüência de aplicação do gel clareador e história de hipersensibilidade prévia. • O clareamento dental não altera a cor dos materiais restauradores. O paciente deve 74 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 75.
    clareamento Você Sabia? estar ciente de que as restaurações deverão ser trocadas. Estudos mostram que as restaurações deverão ser substituídas após uma ou duas semanas para que ocorra uma estabilização da cor dos dentes e para que não haja interferências do oxigênio residual no processo de adesão. • O peróxido de carbamida é diferente do peróxido de hidrogênio na sua composição. O peróxido de carbamida se decompõe em peróxido de hidrogênio e uréia. O seu tempo de liberação é de 2 a 10 horas, o que favorece a sua indicação também para uso noturno. • O peróxido de hidrogênio em baixas concentrações pode ser indicado para clareamento caseiro. Seu período de atividade está em torno de 60 minutos, portanto sua indicação é apenas para uso diurno. • A utilização da luz não faz diferença na eficácia do clareamento dental de uso em con- sultório.
  • 76.
    Um bom ourivesbusca sempre alcançar a perfeição em seus trabalhos. Você também pode trazer este nível de refinamento para o sorriso do seu paciente. 0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
  • 77.
    White Class, oproduto TOP para valorizar ainda mais o seu trabalho. WHITE CLASS é um gel clareador dental para pessoas sofisticadas, que conhecem o valor de um sorriso harmônico. White Class é para uso caseiro, sob supervisão do dentista. Você orienta todo o processo, garantindo total segurança ao paciente. E ele pode realizar o procedimento com mais conforto e menos sensibilidade: dois atributos preciosos para um público muito exigente. INDICAÇÃO: Concentração 6% – pacientes com pigmentação moderada, menor hipersensibilidade e desejo de maior velocidade. Tempo de uso diário: 1 a 2 horas, durante 2 semanas. Concentração 7½% – pacientes com pigmentação intensa, menor hipersensibilidade e desejo de maior velocidade. Tempo de uso diário: 1 hora, durante 2 semanas. - Clareador dental à base de peróxido de hidrogênio para dentes vitais. - Menos tempo de uso diário: de 1 a 2 horas. - Tem pH neutro. - Contém Cálcio, reduzindo a desmineralização do esmalte significativamente*. - Excelente combinação dessensibilizante: Nitrato de Potássio e Fluoreto de Sódio. - Único no mercado com Aloe Vera: efeito anti-inflamatório e tratamento da gengiva. - Excelente viscosidade: não escorre na moldeira. - Cada seringa rende de 8 a 9 aplicações. *Conforme estudos do Prof. Dr. Marcelo Giannini - FOP - UNICAMP
  • 78.
    marketing White Class O Valor e o Preço para o Cliente Valor e preço para um cliente podem ter sig- e humanos pode representar na mente das pes- nificados muito diferentes. A característica de soas um serviço de valor superior, não necessa- intangibilidade nos serviços odontológicos pode riamente um preço maior. tornar esta diferença maior. Quando um cliente que opta por um novo dentista faz a sua escolha Com relação aos sinais humanos, foi consta- menos preocupado com o preço, significa que tado em uma pesquisa realizada com 201 dentis- o profissional escolhido já possui um posicio- tas (PUPO, 2005), em uma cidade do interior do namento no mercado e há um valor percebido Paraná, que 66% dos contatos iniciais com novos acima da média dos outros dentistas. Isto pode clientes de um consultório eram feitos pela se- fazer com que as pessoas paguem por um preço cretária e que 68% destas secretárias não possu- maior sem ficarem se questionando e também íam formação específica na área de atendimento indiquem este profissional para outras pessoas. ao cliente. Isto significa que a experiência inicial O dentista deve escolher o método que irá formar de um novo cliente, pode estar sob responsabili- o seu preço. Hinterhuber (2010) mostra que o dade de uma pessoa que não possui a formação preço pode ser fundamentado de três maneiras: necessária para transmitir a qualidade dos seus a partir dos custos do seu consultório, a partir serviços. dos preços praticados no mercado de atuação ou a partir da percepção de valor pelo cliente. O valor superior, construído em médio pra- zo pelo dentista, ficará registrado na mente das Para manter uma clientela disposta a pagar pessoas por meio de um posicionamento. A par- um preço baseado na percepção de valor pelo tir disto, os clientes passarão a escolher um de- cliente, o dentista tem que investir em diferen- terminado profissional de acordo com este posi- ciais nos serviços, mas é necessário compreen- cionamento que é comunicado ao mercado. der o que o consumidor entende por estes dife- O dentista pode se basear em alguns exem- renciais. plos de posicionamento: Berry e Lampo (2005) afirmam que as mar- Valor superior e Um serviço superior, luxuoso, que preço superior utiliza produtos de primeira linha e se cas fortes em serviços possuem diferenciais cla- pratica um preço acima da média ros e que o valor de um produto pode ser tangibi- Valor superior e Um serviço de ótima qualidade que lizado de três formas. Estes sinais presentes nos preço médio utiliza produtos de primeira linha, mas com uma política de preços menores ou serviços de excelência são divididos em: funcio- mais comuns de serem praticados nais, mecânicos e humanos. Os sinais funcionais Valor inferior e Um serviço inferior que utiliza produtos preço inferior mais baratos e pratica um preço abaixo são observados na qualidade técnica / funcional do mercado do serviço, na formação e qualificação do profis- Fonte: adaptado de Kotler, 2009 sional. Os sinais mecânicos estão associados aos aspectos físicos, a arquitetura do consultório, ao ambiente e a harmonia da comunicação visual, O simples fato de repensar o seu posiciona- ao design dos equipamentos e dos móveis, den- mento gera mudanças na gestão do seu consul- tre outros estímulos visuais. Os sinais humanos tório. Quando se pratica um serviço de maior estão relacionados aos estímulos transmitidos valor, o conjunto de diferenciais (atendimento pelas pessoas que participam da produção do prestativo, ambiente do consultório, comunica- serviço. Esta tangibilização de um serviço por ção equilibrada) transmite uma mensagem clara meio da gestão dos sinais funcionais, mecânicos de valor superior e colabora para que o cliente 78 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 79.
    marketing White Class se convença de que fez um excelente tratamento, Longe de fórmulas ou receitas para um ma- pagou um preço justo e comente este fato com rketing eficaz o propósito deste artigo é mostrar outras pessoas. Isto é a construção de um nome que existe um processo na construção de uma que representa mais respeito e admiração pelo marca de valor, e isto se dá a partir do seu pro- mercado. duto e dos atributos que são comunicados para o A sintonia entre o trabalho profissional e a mercado. O consumidor entende que a marca do satisfação do cliente pode gerar um ciclo que dentista é um somatório da sua formação acadê- resultará em mais clientes e maior lucrativida- mica, da sua imagem e reputação. de. Um cliente que faz um tratamento com você pela primeira vez pode representar um grande REFERÊNCIAS potencial de retorno financeiro e de divulgação HINTERHUBER, Andreas. O Valor e o Preço. HSM espontânea durante toda a sua carreira, chama- Management 78 - janeiro-fevereiro 2010. mos isto de “valor do cliente ao longo do tempo KOTLER, Philip. Marketing para o século XXI. São (VCLT)”. Paulo: Ediouro, 2009. BERRY, L. LAMPO, S. Marcas fortes em serviços. HSM Management 49 - março-abril 2005. PUPO, F P Administração de Marketing em Odonto- . . logia. 2005. Monografia (Especialização em Marke- ting) Universidade Federal do Paraná, Curitiba. O potencial de divulgação de um cliente Prof. Fabrício Palermo PUPO é Mestre em Administração pela FGV/EBAPE, Especialista em Gestão Empresarial pela FGV/EBAPE, Especialista em Marketing pela UFPR e Graduado em Administração/Comércio Exterior pela UEPG. É sócio da consultoria Gest do Brasil Comunicação e Professor Universitário. www.pupo.adm.br
  • 82.
    THD Técnico em Saúde Bucal A Promoção da Saúde nas Práticas do Técnico em Saúde Bucal Lucí Regina Panka Archegas Professora da Universidade Federal do Paraná, Graduada em Odontologia – UFPR Mestre em Odontologia - Área de Concentração Dentística – PUCPR Doutoranda em Odontologia - Área de Concentração Dentística – PUCPR luci.archegas@ufpr.br Izabel do Rocio Costa Ferreira Professora da Universidade Federal do Paraná, Graduada em Odontologia – PUCPR Mestre em Saúde e Gestão do Trabalho – UNIVALI - SC Doutoranda em Odontologia – Área de Concentração Saúde Coletiva – PUCPR izabel.ferreira@ufpr.br Iniciaremos clarificando algumas questões sobre a tópica do flúor, conforme orientação do cirurgião- profissão do Técnico em Saúde Bucal (TSB) e suas atri- dentista; buições, entre elas a Promoção da Saúde. Em seguida V - fazer a remoção do biofilme, de acordo com a indi- falaremos da Promoção da Saúde, seus conceitos, suas cação técnica definida pelo cirurgião-dentista; estratégias e ações. Finalizaremos apontando algumas VI - supervisionar, sob delegação do cirurgião-dentis- estratégias de Promoção de Saúde Bucal e a inserção do ta, o trabalho dos auxiliares de saúde bucal; TSB como participante ativo nas ações promotoras de VII - realizar fotografias e tomadas de uso odonto- saúde. lógicos exclusivamente em consultórios ou clínicas A princípio precisamos desmistificar a profissão de odontológicas; Técnico em Saúde Bucal. Podemos dizer que a existên- VIII - inserir e distribuir no preparo cavitário materiais cia de auxiliares em Odontologia é tão antiga quanto à odontológicos na restauração dentária direta, vedado própria prática odontológica. As profissões auxiliares na o uso de materiais e instrumentos não indicados pelo Odontologia surgiram com uma grande variedade de no- cirurgião-dentista; mes em diferentes países. Muitos colegas da nossa pro- IX - proceder à limpeza e à anti-sepsia do campo fissão podem olhar para a sigla TSB e não conhecer o operatório, antes e após atos cirúrgicos, inclusive em seu significado, mas isto se deve ao fato de que a pou- ambientes hospitalares; co mais de um ano a profissão de Técnico em Higiene X - remover suturas; Dental (THD) foi enfim regulamentada por lei, e agora é XI - aplicar medidas de biossegurança no armazena- chamada de Técnico em Saúde Bucal (TSB). Na mesma mento, manuseio e descarte de produtos e resíduos lei, n° 11.889/2008, sancionada em 24 de dezembro de odontológicos; 2008, o presidente Luis Inácio Lula da Silva também re- XII - realizar isolamento do campo operatório; gulamentou a profissão de Auxiliar em Saúde Bucal (ASB) XIII - exercer todas as competências no âmbito hospi- que equivale ao Auxiliar de Consultório Dentário (ACD). talar, bem como instrumentar o cirurgião-dentista em Desta forma, estamos diante de novas siglas, mas o mais ambientes clínicos e hospitalares. importante é conhecermos o papel dessas categorias pro- § 1o Dada a sua formação, o Técnico em Saúde Bucal fissionais no modelo vigente de assistência a saúde. é credenciado a compor a equipe de saúde, desenvol- De acordo com a referida lei, em seu Art. 5º, compe- ver atividades auxiliares em Odontologia e colaborar tem ao Técnico em Saúde Bucal, sempre sob a supervisão em pesquisas. do Cirurgião-Dentista, as seguintes atividades, além das E em seu art. 9º, compete ao Auxiliar em Saúde Bu- estabelecidas para os Auxiliares em Saúde Bucal: cal, sempre sob a supervisão do Cirurgião-Dentista ou do I - participar do treinamento e capacitação de Auxi- Técnico em Saúde Bucal: liar em Saúde Bucal e de agentes multiplicadores das I - organizar e executar atividades de higiene bucal; ações de promoção à saúde; II - processar filme radiográfico; II - participar das ações educativas atuando na pro- III - preparar o paciente para o atendimento; moção da saúde e na prevenção das doenças bucais; IV - auxiliar e instrumentar os profissionais nas in- III - participar na realização de levantamentos e es- tervenções clínicas, inclusive em ambientes hospita- tudos epidemiológicos, exceto na categoria de exa- lares; minador; V - manipular materiais de uso odontológico; IV - ensinar técnicas de higiene bucal e realizar a VI - selecionar moldeiras; prevenção das doenças bucais por meio da aplicação VII - preparar modelos em gesso; 82 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 83.
    Ionômero de vidro VIII - registrar dados e participar da análise das informações relaciona- das ao controle administrativo em saúde bucal; IX - executar limpeza, assepsia, desinfecção e esterilização do instru- Maxxion R. mental, equipamentos odontológicos e do ambiente de trabalho; X - realizar o acolhimento do paciente nos serviços de saúde bucal; Tão fácil de XI - aplicar medidas de biossegurança no armazenamento, transporte, manuseio e descarte de produtos e resíduos odontológicos; manipular quanto XII - desenvolver ações de promoção da saúde e prevenção de riscos ambientais e sanitários; XIII - realizar em equipe levantamento de necessidades em saúde bucal; de comprovar sua e XIV - adotar medidas de biossegurança visando ao controle de infecção. eficiência. Estas profissões recém regulamentadas de Técnico em Saúde Bucal e Auxiliar em Saúde Bucal compõem juntamente com o Cirurgião-Dentista a equipe de saúde bucal, que realiza ações tanto em termos de promoção da saúde e prevenção de doenças bucais quanto na recuperação e manutenção da saúde bucal. Atualmente, expressivos ganhos nos níveis de saúde bucal estão sendo observados à medida que a forma tradicional de tratamento cen- trada na doença cede espaço para outra forma de atenção profissional, cuja ideologia é a promoção da saúde e a prevenção das doenças. Desta forma, o trabalho em equipe na Odontologia ganha força, e uma relevante evolução na filosofia de educação e capacitação dos recursos humanos, refletem esta nova prática do serviço odontológico. Neste contexto, uma das principais atribuições do Técnico em Saúde Bucal está fundamentada nas práticas de Promoção da Saúde. PROMOÇÃO DA SAÚDE A Constituição Federal Brasileira de 1988, em seu artigo 196, enuncia “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua pro- moção, proteção e recuperação”. A Lei orgânica da Saúde (8.080) declara em seu Art. 2º, § 1º “O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas • Indicado para ART. econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal • Maior capacidade de liberação de flúor e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recu- com finalidade anticariogênica peração” (BRASIL, 1990). do mercado. Em 2006 o Ministério da Saúde aprovou o documento da Política Nacio- • Presa rápida, ideal para odontopediatria. nal de Promoção da Saúde que tem como objetivo geral (BRASIL, 2006, p.17) “Promover a qualidade de vida e reduzir vulnerabilidade e riscos à saúde • Excelente adesão ao esmalte e à dentina, relacionados aos seus determinantes e condicionantes – modos de viver, con- dispensando a criação de dições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, acesso a retenções. bens e serviços essenciais”. E aponta como suas diretrizes a busca da equi- • Biocompatível. dade; o estímulo de ações intersetoriais; o fortalecimento da participação social; a adoção de práticas horizontais de gestão; o incentivo a pesquisas • Capacidade ideal de recarga de flúor. em Promoção da Saúde; e a divulgação e informação das iniciativas promo- toras da saúde considerando metodologias participativas e o saber popular • Quimicamente ativado. e tradicional. Também em 2006, o Ministério da Saúde aprovou a Política Nacional de Atenção Básica que se caracteriza por um conjunto de ações ordenadas pelos princípios da universalidade, da acessibilidade, do cuidado, do vínculo e continuidade, da integralidade, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação social. Apresenta a estratégia Saúde da Família 0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR como prioritária para a reorganização da atenção à saúde e confirma os prin- cípios da Promoção da Saúde quando determina a atuação a partir de uma
  • 84.
    THD Técnico em Saúde Bucal visão ampliada da saúde da família em seu território de oretada, o uso de dentifrícios fluoretados e asseguram a vida (BRASIL, 2007). disponibilidade de cuidados odontológicos básicos (BRA- Assim, a saúde como produto social de determina- SIL, 2004). As ações de Promoção da Saúde desenvol- ção múltipla e complexa, denota a necessidade da par- vidas pelo Técnico em Saúde Bucal, integradas com os ticipação ativa dos atores envolvidos em sua construção outros componentes da equipe de saúde bucal (Cirurgião- para a formulação de ações que objetivem a melhoria da Dentista e Auxiliar em Saúde Bucal), incluem trabalhar qualidade de vida (BRASIL, 2006). A Promoção da Saú- com: estímulo a alimentação saudável e redução do con- de tem sido designada como uma significante estratégia sumo de açúcares; incentivo ao auto-cuidado com a higie- para a qualificação da atenção em saúde, mostrando-se ne corporal e bucal; estratégias para a eliminação do ta- adequada a impactar positivamente o controle de doen- bagismo e consumo de álcool; estratégias para a redução ças e dar suporte para a manutenção da saúde (MOYSÉS de acidentes; incentivo à autonomia individual e coletiva; & KRIGER, 2007). intervenções que transformem circunstâncias sociais e O paradigma promocional traz à tona a necessidade ambientes que debilitem a saúde e que possam conduzir de que o processo de produção do conhecimento e das à ambientes saudáveis, entre outras. práticas no campo da saúde e, mais ainda, no campo das As instituições formadoras de Técnicos em Saúde políticas públicas faça-se por meio da construção e da Bucal devem partir para um currículo ampliado, buscan- gestão compartilhadas (BRASIL, 2006). do demonstrar a necessidade de implementação de uma Desde a Carta de Ottawa (BRASIL, 2009), resultado nova organização dos processos formadores e de trabalho da Primeira Conferência Internacional sobre Promoção em saúde bucal, que cessem o tradicional padrão de frag- da Saúde, 1986, as ações promotoras de saúde têm se mentação e rotinização das práticas. O Técnico em Saúde voltado para a construção de políticas públicas saudáveis; Bucal deve ter sua formação priorizada na compreensão criação de ambientes favoráveis à saúde; desenvolvimen- holística do processo produtivo, com a apreensão do sa- to pessoal e social através da divulgação de informação, ber tecnológico e de valores fundamentais à tomada de educação para a saúde e intensificação das habilidades decisões suportadas nas melhores práticas. vitais para o empoderamento individual e coletivo; reo- Com esta formação integral para ao exercício da pro- rientação dos serviços de saúde compartilhando respon- fissão, o Técnico em Saúde Bucal é um profissional capaz sabilidades entre indivíduos, comunidade, grupos, pro- de desenvolver de forma responsável atividades de acordo fissionais da saúde, instituições que prestam serviços de com a realidade social e comprometimento com a melho- saúde e governos; bem como para o direcionamento da ria da qualidade de vida. atenção para o cuidado e a proteção da saúde. Historicamente, as maneiras de viver foram conside- REFERÊNCIAS radas a partir de uma abordagem biomédica, individu- BRASIL. Lei Nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Disponível alizada e fragmentária, culpabilizando os sujeitos e as em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8080.htm comunidades como únicos responsáveis no desenvolvi- mento do processo saúde-doença ao longo de suas vidas. Acesso em: 31/05/2010. Entretanto, no conceito ampliado de saúde as maneiras BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. de viver não se reportam somente à vontade/liberdade Departamento de Atenção Básica. Coordenação Nacional de individual e comunitária, mas, às maneiras como os indi- Saúde Bucal. Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal. Brasília: 16p. 2004. víduos e coletividades organizam suas escolhas e geram possibilidades que satisfaçam suas necessidades e inte- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saú- resses, uma vez que o seu processo construtivo se dá no de. Política nacional de promoção da saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. – Brasília: Ministério contexto da própria vida (BRASIL, 2006). da Saúde, 2006. 60 p. – (Série B. Textos Básicos de Saúde). A Promoção da Saúde sendo uma das estratégias de produzir saúde, como um modo de pensar e de operar BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção À Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Aten- articulado às demais políticas e tecnologias de saúde, co- ção Básica / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à opera na construção de ações que respondam às necessi- Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 4. ed. – Brasília: dades sociais em saúde (BRASIL, 2006). Ministério da Saúde, 2007. 68 p. – (Série E. Legislação de Saúde) (Série Pactos pela Saúde 2006; v. 4). ESTRATÉGIAS DE PROMOÇÃO DE BRASIL. Carta de Ottawa. Disponível em: http://portal.saude. gov.br/portal/arquivos/pdf/05.pdf SAÚDE BUCAL Acesso em: 25/06/2009. A Promoção de Saúde Bucal está incluída num con- ceito amplo de saúde que ultrapassa a dimensão mera- MOYSÉS, S. T.; KRIGER, L. A promoção da saúde bucal ao mente técnica da odontologia, integrando a saúde bucal alcance do clínico. IN: Programa de atualização em odonto- logia preventiva e saúde coletiva. ORG. Associação brasileira às demais práticas de saúde coletiva. Faz-se acontecer na de odontologia; coord. Norberto Francisco Lubiana. Ciclo 1, construção de políticas públicas saudáveis, no desenvol- módulo 2 (2007) – Porto Alegre: Artmed/Panamericana Edi- vimento de estratégias direcionadas à coletividade, como tora, 2007. 184p. políticas que oportunizam o acesso à água tratada e flu- 84 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 85.
    Você merece maistecnologia.
  • 86.
    + tecnologia POSSUI RESINAS PARA DENTES CLAREADOS E RESINAS DE VALOR COM ALTO GRAU DE TRANSLUCIDEZ. Excelência em resultados estéticos. Refil Seringa com 4 g para cores de maior uso e 2 g para cores especiais. • ALTO PODER DE POLIMENTO • ÓTIMA CONSISTÊNCIA • EXCELENTE ESTABILIDADE DE COR • TRANSLUCIDEZ • OPALESCÊNCIA • FLUORESCÊNCIA Kit Básico 6 seringas nas cores: EA2, EA3, EA3.5, DA2, DA3 e T-Neutral. a heça e Con ala d esc Opallis s core 0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR WW.FGM.IND.BR
  • 87.
    Clinical Kit é a nova apresentação da Resina Opallis. Seu desenvolvimento baseou-se em pesquisas com profissionais de várias regiões do Brasil, que conferiram e indicam Opallis. Esmalte: EA1 (4 g), EA2 (4 g), EA3 (4 g) e EB2 (4 g). Dentina: DA1 (4 g), DA2 (4 g), DA3 (4 g), D-Bleach (2 g) e DB2 (2 g). Efeito: T-Blue (2 g), T-Neutral (2 g), T-Yellow (2 g), E-Bleach H (2 g) e Opaque Pearl (2 g). Valor: VH (2 g). Opallis Flow Seringas com 2 g nas cores: A1, A2, A3 (Universal), T (Transparente), Extraopacas, (OP, AO.5, BO.5 e OA3.5). Tampa acoplada Opallis: resina composta micro-híbrida para restauração direta, desenvolvida sob exigente controle de qualidade e alta tecnologia. Mantém todas as características do compósito, além de privilegiar a viscosidade e o brilho. Opallis Odontopediatria: possui cores que permitem reproduzir com perfeição os tecidos dentais opacos e pouco pigmentados dos dentes decíduos. Opallis Flow: resina de média viscosidade, perfeita para restauração de preparos pouco invasivos que precisem preencher cavidades com maior rugosidade e em regiões de difícil acesso. Tudo isso para você garantir o que há de melhor aos seus clientes.
  • 88.
    caso clínico Opallis Trauma Dental: um Caso de Saúde Pública Maria Dalva de Souza Schroeder, MSc mdalvas@hotmail.com Luiz Carlos Machado Miguel, Dr Suzimara Braga de Almeida, Esp. INTRODUÇÃO pacitação para os profissionais das unidades bási- ”Joinville, a cidade das bicicletas”. Este é um cas de saúde do município de Joinville-SC. Um dos dos títulos que fazem do município de Joinville-SC principais propósitos desta capacitação de unifor- ter quase 1 bicicleta por habitante, constituindo- mizar o atendimento e capacitar estes profissionais se um importante meio de transporte e lazer. As da atenção básica dos vários ambulatórios da cida- principais causas de trauma dental, que foram de, para o correto atendimento do trauma dental e relatados na anamnese, foram acidentes provoca- estabelecer o referenciamento destes casos para o dos por queda de bicicletas e posteriormente por CEO II. brincadeiras escolares. O Centro de Especialidades Os pacientes, que sofreram trauma na região Odontológicas Tipo II de Joinville desenvolveu, junto anterior da face com repercussão nos tecidos den- ao serviço público odontológico municipal, um tra- tais, foram encaminhados ao serviço de atendimen- balho de atendimento de urgências para os casos to odontológico do CEO II. Para recuperação estéti- ocorridos no município visando o correto diagnós- ca dos tecidos dentais foi utilizada Resina Composta tico, a importância do conhecimento técnico cien- “OPALLIS” (FGM). tifico do profissional no primeiro atendimento e o encaminhamento do paciente para tratamento do trauma dental. DISCUSSÃO O trauma dental é uma situação de urgência odontológica que influencia a função e a estética do OBJETIVOS indivíduo afetando seu comportamento e sua auto- Capacitar a rede de profissionais do serviço estima. O ato de sorrir pode ser considerado como de odontologia para o diagnóstico e tratamento de um importante sinal de exteriorização dos nossos urgência nos casos de trauma dental ocorridos no sentimentos. município. Definir um protocolo comum e encami- As políticas de saúde, em constante desenvolvi- nhamento que agilize estas urgências de maneira a mento, devem estar preparadas para garantir a pro- humanizar o atendimento do paciente que procura teção social e a produção e consumo eficientes dos o SUS e as unidades básicas de saúde e/ou o centro serviços de saúde. A evolução destas políticas deve de especialidade, visto ter um envolvimento emocio- propiciar aos profissionais que nela atuam evolução nal, além da função e estética. na sua prática, através de cursos e capacitações, e na população que é beneficiária, acolhimento, reso- METODOLOGIA lução e confiança no sistema de saúde. Desenvolveu-se um protocolo de urgências para Este programa de capacitação veio a preencher o atendimento ao trauma dentário nas unidades uma lacuna dentro da integração de estratégias básicas e referenciamento ao CEO II. A elaboração odontológicas na abordagem da atenção básica deste protocolo contou com a participação do co- em saúde dentro da Odontologia no município de ordenador técnico da atenção básica, coordenador Joinville-SC. técnico do centro de especialidades, juntamente Pelo acúmulo de casos e pelas características com os especialistas referenciados do CEO II para deste meio de transporte no município de Joinville, trauma dental. Estes profissionais realizaram a ca- foi possível traçar um paralelo com trabalhos reali- 88 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 89.
    caso clínico Opallis zados por Andreasen et al.(2006), que relataram ocorrência de trauma na faixa etária de 07 a 15 anos e sexo masculino coincidindo com trabalhos realizados no CEO II compreendidos na faixa etária de 08 a 16 anos, do mesmo sexo. Esta estratégia de saúde odontológica, com a capacitação dos profissionais da rede e um fluxo de refe- rencia e contra referencia estabelecido, está voltada principalmente para a redução da perda dental ocasio- nada pelo trauma. A capacitação destes profissionais da atenção básica, o referênciamento ao CEO II para o atendimento o mais precocemente possível, tem permitido a reintegração deste paciente ao seu convívio social mais precocemente. RESULTADOS O tempo decorrente entre o trauma e o primeiro e correto atendimento é de suma importância no prognóstico da permanência deste dente na arcada dentária. A capacitação da rede básica de atendimento odontológico proporcionou um incremento na velocidade de atendimento, desburocratizando as rotinas de encaminhamento. Os profissionais capacitados para o atendimento do trauma dental recebem os pacientes com a correta indicação e o correto primeiro atendimento da situação estabelecida. Podem transmitir mais segurança ao paciente com a melhor qualidade na execução dos procedimentos. CONCLUSÃO A capacitação da rede básica proporcionou uma segurança aos profissionais e a certeza de uma agili- zação e humanização do serviço da referência com reflexo imediato na satisfação da população alvo e na manutenção dos dentes que sofreram traumas. CASO CLÍNICO 1 1. 2. 3. CASO CLÍNICO 2 1. 2. 3. REFERÊNCIAS Andreasen, JO et al. Traumatic intrusion of permanent teeth. Part 1. An epidemiological study of 216 intruded permanent teeth. Dent traumatolol. 2006; 22:83-89. Neto JSM. Trauma dentário visto como problema de saúde pública. Universidade Federal do Ceará, 2008. Silva AMV, Cardoso FC. Prevalência de perda precoce de molares decíduos e permanentes em crianças que procuram atendimento no curso de odontologia da UFPa. 2000 - Monografia. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 89
  • 93.
    caso clínico Opallis Sequência Clínica da Reabilitação Funcional e Estética de Dentes Anteriores Fraturados Virgínia Angelica Silva Mestranda em Dentística FO UFMG virginia.odonto@yahoo.com.br Ricardo Reis de Oliveira Especialista em Dentística ABO - Belo Horizonte, Mestre e Doutorando em Odontologia FO-UFMG ricardoreis_bh@yahoo.com.br Luís Fernando dos Santos Alves Morgan Especialista em Dentística FOB/USP. Mestrando em Dentística FO-UFMG luismorgancd@yahoo.com.br Rodrigo de Castro Albuquerque Especialista, Mestre e Doutor em Dentística, UNESP, Araraquara. Professor Associado do Depto. de Odontologia Restauradora da UFMG. albuquerquerc@yahoo.com.br Luiz Thadeu de Abreu Poletto Especialista, Mestre e Doutor em Dentística FOB/USP. Professor Associado do Depto. de Odontologia Restauradora da UFMG lpoletto@ufmg.br RELATO DESCRITIVO DO CASO CLÍNICO Paciente R.F sexo masculino, 15 anos, compareceu à Faculdade de Odontologia-UFMG, na Clínica do .L, Projeto de Traumatismos Dentários apresentando fratura de esmalte-dentina com exposição pulpar nos ele- mentos 11 e 21. Após a terapia endodôntica o paciente foi encaminhado à Clínica do Projeto de Restaurações de Dentes Anteriores Fraturados. A partir dos exames clínico e radiográfico, planejou-se a realização de clare- amento endógeno em ambos os dentes utilizando Whiteness Perborato (FGM), com posterior cimentação de pinos de fibra de vidro DC2 (FGM) e reconstrução morfológica com resina composta Opallis(FGM). 1. Aspecto inicial das fraturas. Notar o escurecimento dos 2. Aspecto dos dentes com restaurações provisórias após elementos 11 e 21, após tratamento endodôntico de ambos realização de clareamento endógeno. Foi utilizado Whiteness os dentes. Como planejamento inicial, será realizado a Perborato/FGM como agente clareador.Observe ainda o desobstrução dos canais radiculares para posterior realização evidente comprometimento estético. de clareamento endógeno. 3. Seleção de cores antes da colocação do isolamento 4. Remoção das restaurações provisórias dos dentes 11 e absoluto por meio da escala própria de cores da resina Opallis 21 utilizando a ponta esférica adiamantada 1013 em alta FGM. As cores selecionadas para dentina foram A3 e A2, e rotação, para posterior cimentação de pinos de fibra de para esmalte A3, A2 e T-Blue. vidro White Post (FGM). Detalhe dos acessos aos condutos radiculares após a remoção das restaurações provisórias. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 93
  • 94.
    caso clínico Opallis 5. Seleção da fresa especifica que acompanha o pino de fibra de vidro White Post 6. Desobstrução dos canais radiculares dos dentes DC2 (FGM) para desobstrução dos canais radiculares. 11 e 21. Inicialmente com instrumento endodôntico aquecido e depois com a fresa específica que acompanha o pino de fibra de vidro White Post DC2 (FGM). Notar o posicionamento do cursor, indicando a desobstrução até a profundidade planejada. 7. Prova dos pinos de fibra de vidro White Post DC2 (FGM), 8. 9. Cimentação dos pinos de fibra de para verificação da sua correta adaptação. Verificação do vidro com cimento ALL CEM (FGM), comprimento do pino, de acordo com a quantidade de após condicionamento ácido dos desobstrução dos condutos radiculares. condutos radiculares e superfícies dentárias com ácido fosfórico a 37% e aplicação de sistema adesivo. Notar a aplicação do cimento dentro dos condutos radiculares utilizando Ponta Lentulo. 10. Vista oclusal do pino White Post DC2 11. Preenchimento inicial da câmara pulpar 12. (FGM) cimentado no conduto radicular do dos dentes 11 e 21 com a resina composta dente 11. DA3 Opallis FGM e posteriormente com a resina DA2 Opallis FGM. 94 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 95.
    caso clínico Opallis 13. Vista vestibular de modelo de estudo 14. Confecção da muralha palatina nos 15. Vista frontal da muralha palatina previamente encerado. Confecção de matriz dentes 11 e 21 com a resina T-Blue Opallis confeccionada nos dentes 11 e 21, de silicona a partir desse modelo de estudo (FGM), utilizando como guia anatômico a reproduzindo a superfície palatina desses para servir como guia anatômico. matriz de silicona. elementos. 16. Inserção das primeiras camadas de 17. Inserção de resina composta EA3 e EA2 18. Disposição dos incrementos finais com resina DA2 Opallis (FGM) através da técnica Opallis (FGM), para reprodução do esmalte a resina T-Blue Opallis (FGM), com auxílio de incremental e estratificada reproduzindo vestibular e superfícies proximais com auxílio pincel. os mamelões de dentina. Detalhe dos de uma matriz de poliéster. incrementos da camada da resina opaca para dentina. 19. Acabamento inicial das restaurações 20. Vista frontal das restaurações após 21. Conferência dos contatos oclusais através da remoção de excessos de resina o acabamento imediato e remoção do utilizando papel carbono. composta com lâmina de bisturi nº 12, das isolamento absoluto. Detalhe para a superfícies proximais, vestibular e palatina. recuperação da harmonia do sorriso, restabelecendo estética e função. Notar a diferença de cor devido à desidratação dos dentes. 22. Polimento das restaurações 21 dias após 23. Sorriso do paciente externando alegria. 24. Aspecto clínico inicial. a confecção. Polimento final com feltro e pasta a base de óxido de alumínio Diamond Excell (FGM), após sequência de polimento inicial com tiras de lixa de resina, ponta multilaminada 9714FF discos abrasivos ,e sequenciais. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 95
  • 96.
    White Post Realizamos seusdesejos em pinos de fibra de vidro. White Post é um pino fabricado em compósito de fibra de vidro e resina epóxi de alta resistência mecânica. Atua como reforço intrarradicular da estrutura dental e consiste em excelente alternativa aos pinos metálicos. Adapte o pino ao conduto e não o conduto ao pino. POR QUE ESCOLHER WHITE POST? • Excelente estética. • Possui radiopacidade. • Alta translucidez. • Menor risco de fratura no interior do conduto pelas propriedades semelhantes às da dentina. pino DC-E pino DC • Preparo mais conservador. • Sem risco de corrosão que pode ocorrer com o metal. Simulação de cimentação de pinos DC e DC-E • Brocas específicas para cada diâmetro de pino. de mesmo diâmetro apical: a versão DC-E apresenta • Elimina a etapa laboratorial. adaptação ainda melhor no caso de conduto mais • Melhor relação custo-benefício. amplo e provê maior reforço cervical em dentes com • Evita tensões demasiadas na raiz. coroa amplamente destruída. 0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
  • 97.
    excelente radiopacidade alta translucidez condutividade de luz Pinos pré-silanizados em laboratório para maior capacidade adesiva. Na co Kit DC mpra do o grátis u DC-E, a ré g u de sele a dos pinção os. • White Post DC Kit: pinos nos tamanhos 0,5/1/2/3 e 2E e suas respectivas brocas. • Dupla Conicidade (White Post DC): com excelente • White Post DC Intro: pinos nos tamanhos 0,5/1/2/3 adaptação, preserva ao máximo a dentina intrarradicular e suas respectivas brocas. para o alojamento do pino e possui a maior resistência • White Post DC Refil: pinos nos tamanhos 0,5/1/2/3. na região cervical. • White Post DC-E Kit: pinos nos tamanhos 0,5/0, 5E/1/1E e 2E e suas respectivas brocas. • Dupla Conicidade Especial (White Post DC-E): • White Post DC-E Intro: pinos nos tamanhos 0,5/1E para casos de maior desgaste do conduto radicular e, e 2E e suas respectivas brocas. consequentemente, maior esforço mecânico no terço • White Post DC-E Refil: pinos nos tamanhos 0,5/1E e 2E. cervical dos dentes anteriores.
  • 98.
    caso clínico White Post Facetas Diretas com Opallis: Passos Clínicos Dr. Sanzio Marques Mestre em Dentística Restauradora (FO-UFMG), Especialista em Prótese Dental (FORP- USP), Autor do livro “Estética com resinas compostas em dentes anteriores: percepção, arte e naturalidade”, Coordenador do Curso de Excelência em Odontologia Estética do IEO-Belo Horizonte, Coordenador do Curso Dominando a Arte com Resinas Compostas do IEO-Belo Horizonte www.sorrisobelo.com.br INTRODUÇÃO Dentes com severo escurecimento necessitam de espaço suficiente no preparo para opacificar a cor indesejável e ainda possibilitar uma profundidade (penetração da luz nas camadas subseqüentes) e “vida” à restauração. O bom senso clínico supõe ainda a cimentação adesiva prévia de pinos de fibras de vidro, neste caso sim, onde o dente foi desgastado consideravelmente, como fator de reforço. A seguir, o passo-a-passo clínico de facetas diretas em dois incisivos centrais superiores tratados endodonticamente e com escureci- mento severo. 1, 2 e 3. Caso inicial mostrando severo escurecimento dos elementos 11 e 21. 4. Mensuração vestibular com uma fresa e 5, 6, 7 e 8. Vista palatina dos incisivos, abertura da câmara pulpar, desobstrução do conduto cursor do comprimento dos pinos, deixando com broca de largo e preparo com fresa apropriada do kit de pinos White Post DC (FGM), de um mínimo de 5 mm de guta percha intacta acordo com os pinos selecionados por meio de radiografia. Os pinos escolhidos para o caso em no delta apical.Uma boa radiografia nesta questão foram o DC3. etapa é fundamental. 7. 8. 9 e 10. Prova dos pinos e recorte destes. 98 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 99.
    caso clínico White Post 10. 11 e 12. Tratamento de superfície dos pinos. Com o auxílio de Cavibrush (FGM), limpeza com álcool, aplicação de uma camada de silano aguardando-se um tempo de 60 segundos. 13, 14 e 15 . Tratamento do conduto e câmara pulpar. Condicionamento com ácido fosfórico Condac 37 por 15 segundos, remoção do ácido e subprodutos do condicionamento com água em seringa hipodérmica com uma cânula fina, e secagem do conduto com seringa tríplice e cones de papel absorventes para manutenção de umidade da dentina. 16, 17, 18, 19 e 20. Aplicação de um sistema adesivo de presa química. Camada de primer seguida de remoção de excessos com cones de papel e jatos de ar. Fotoativação do primer. Aplicação da mistura de base e catalisador do adesivo, e remoção de excessos com cones de papel e jatos de ar. 19. 20. 21. Cimento resinoso All Cem (FGM) sendo inserido no conduto com broca lentulo, após manipulação de pasta base e catalisadora. 22 e 23. Inserção dos pinos White Post DC (FGM) e fotoativação do cimento All Cem (FGM) por 24 e 25. Camada de resina Opallis (FGM) 60 segundos. seladora da câmara pulpar sendo fotoativada. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 99
  • 100.
    caso clínico White Post 25. 26 e 27. Modelo de gesso da arcada superior obtido de um molde de alginato, e enceramento dos elementos 11 e 21 restaurando suas bordas incisais desgastadas. Deste enceramento foi confeccionada uma matriz com silicone pesado para auxílio durante o procedimento restaurador. 28. Inserção de um fio retrator Pro Retract 29 e 30. Canaletas de orientação do preparo. 30. 00 (FGM) no sulco gengival para reduzir a possibilidade de contaminação da restauração pelo fluído gengival, tendo em vista que a restauração foi confeccionada sob um isolamento absoluto modificado. 31, 32 e 33. Desgaste vestibular e incisal. Checagem do desgaste incisal (aproximadamente 2 mm) com a matriz de silicone, e acabamento dos preparos com discos Diamond Pro (FGM). 34. Uma camada da massa mais opaca 35 e 36. Preparo concluído, já sob isolamento. Observe um sangramento controlado com do sistema Opallis (FGM) que é a OW foi agente hemostático (FGM). polimerizada em cima do preparo para conferir sua capacidade de mascarar totalmente o escurecimento. Chegou-se a conclusão que esta foi insuficiente, e só conseguiríamos isso se aumentássemos a espessura, o que comprometeria a profundidade superficial da faceta, deixando-a muito opaca e sem “vida”. 100 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 101.
    caso clínico White Post 37, 38 e 39. Condicionamento dos preparos com Condac 37 (FGM) por 15 segundos, aplicação de um sistema adesivo de 2 passos e fotoativação. 39. 40. 40, 41 e 42. Com o auxílio da matriz de silicone, uma camada de resina responsável pela reprodução do esmalte palatino e incisal foi inserida. Para esta fina camada foi utilizada uma resina translúcida Opallis T-Blue (FGM). 43 e 44. Aplicação de um opaco em pasta Creative Color Opaquer Pink para mascarar 45. Fina camada de resina opaca Opallis OP o escurecimento dental. Uma fina camada deste opaco em pasta consegue o que (FGM) na região correspondente a dentina. necessitaríamos de uma espessa camada da resina OW. Com isso, podemos trabalhar as camadas superiores com massas mais translúcidas, ganhando em estética e naturalidade. 46 e 47. Um maior cromatização da dentina com Opallis DA4 (FGM) na região cervical e Opallis 48 e 49. Uma resina incisal Opallis T-Blue DA2 nos terços médio e incisal, mantendo o desenho de 3 mamelos incisais. (FGM) sendo colocada estrategicamente na incisal, ao redor dos mamelos dentinários. Observe, após a polimerização desta, o sutil efeito translúcido opalescente. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 101
  • 102.
    caso clínico White Post 49. 50 e 51. Caracterização com corantes resinosos. Branco para criar efeitos de hipoplasias e ocre para contra-opalescência. 51. 52. Esmalte vestibular sendo reproduzido com uma mistura de Opallis E Bleach H com VM (esmalte de médio valor) (FGM). 53. Fotoativação final com uma camada de Oxiblock (FGM) 54. bloqueando o oxigênio para uma melhor polimerização da camada resinosa superficial. 54, 55 e 56. Com uma lâmina 12 de bisturi, os excessos cervicais foram removidos. Com a mesma lâmina, é realizado um tipo de corte interdental, seguido de uma torção com espátula para separação dos dentes. 102 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 103.
    57, 58, 59e 60. Determinação da forma básica dos dentes com discos Diamond Pro (FGM) de granulação grossa. 58. 59. 60.
  • 104.
    caso clínico White Post 61 - 69. Texturização e brilho de superfície obtidos com discos Diamond Pro (FGM), pontas diamantadas, pasta de óxido de alumínio com feltro Diamond Flex (FGM), além de tiras Epitex para polimento interproximal. 63. 64. 65. 66. 67. 68. 104 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 105.
    caso clínico White Post 69. 70 - 72. Excelente resultado estético obtido com as facetas de Opallis (FGM). Aspecto natural e mimetismo com demais dentes do paciente. 71. 72. 73 e 74. Fluorescência e opalescência naturais de Opallis 74. (FGM). 75. Aspecto clínico final. 76. Aspecto clínico inicial. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 105
  • 106.
    Allcem, ação efetiva e excelentes resultados. o imentso C sino Re a Cural Du 0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR
  • 107.
    Características: • Elevada resistência adesiva em diferentes superfícies; • Cura dual: pode ser fotoativado e/ou curado quimicamente, garantindo a polimeração do produto mesmo na ausência total de luz; • Radiopaco: adequada visibilidade para diagnósticos em radiografias; cos • Garantia das mesmas propriedades mecânicas tanto na cura somente s química quanto dual; • Proporção adequada garantida pela seringa de corpo duplo; • Fácil manuseio. Apresentação: Seringa simples da pasta base com 2,5 g. Seringa simples da pasta catalisadora com 2,5 g. Seringa de corpo duplo: base 2,5 g + catalisador 2,5 g. Ponteiras de automistura: 20 unidades. Perfeita co pa b dade e e ce e e e a compatibilidade excelente desempenho clínico. Allcem em Prosil White Post + + Indicação: Cimentação definitiva de peças protéticas como coroas, facetas, onlays, inlays, pinos/núcleos, etc., em diversos materiais, como cerâmicas, metalocerâmicas, metais, resinas compostas e acrílicas, fibra de vidro.
  • 108.
    caso clínico Allcem Cerâmicas: Protocolo Clínico de Cimentação Adesiva sobre Diferentes Substratos Dr. Leonardo Buso Doutor em Prótese Dental (UNESP- São José do Campos), Mestre em Prótese Dental (UNESP- São José do Campos), Autor de vários capítulos de livros, Coordenador do Curso de Excelência em Odontologia Estética do IEO-Belo Horizonte www.leonardobuso.com Dr. Sanzio Marques Mestre em Dentística Restauradora (FO-UFMG), Especialista em Prótese Dental (FORP- USP), Autor do livro “Estética com resinas compostas em dentes anteriores: percepção, arte e naturalidade”, Coordenador do Curso de Excelência em Odontologia Estética do IEO-Belo Horizonte, Coordenador do Curso Dominando a Arte com Resinas Compostas do IEO-Belo Horizonte www.sorrisobelo.com.br José Carlos Romanini Técnico em Prótese Dental (Londrina-PR) INTRODUÇÃO A cimentação adesiva das restaurações cerâmicas oferece diversas vantagens, dentre elas, a atuação mecânica de dente e restauração como uma unidade. Um dos fatores mais importantes da cimentação ade- siva refere-se ao tipo de superfície que atuará como base dentária e base restauradora. As superfícies mais comuns trabalhadas pelo dentista são estrutura dentária (dentina e esmalte), resinas compostas, cerâmicas de variadas composições, pinos de fibras, metal e ionômero de vidro. Cada um destes substratos pede um tipo específico de tratamento. O caso clínico descrito a seguir demonstra passo-a-passo as etapas clínicas de cimentação adesiva de coroa e laminados cerâmicos. Este caso foi realizado durante o Curso de Excelência em Odontologia Estética do Instituto de Estudos Odontológicos de Belo Horizonte. 1 e 2. Caso clínico inicial demonstrando uma coroa metalocerâmica no elemento 11, e restaurações extensas e deficientes de resinas compostas nos elementos 12, 21 e 22. 4. 108 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 109.
    caso clínico Allcem 5 e 6. Aspecto inicial do sorriso da paciente e simulação intra-oral (mock up) realizada a partir do enceramento aditivo por meio de uma resina Bis-acrílica (Luxatemp), para observação estética do profissional e da paciente. Observe na simulação um aspecto mais jovial do sorriso. Planejou-se para o caso a substituição da coroa metalocerâmica do 11 por uma coroa cerâmica metal free e laminados cerâmicos nos elementos 12, 21 e 22. 7e 8. 9 e 10. Prova das guias de preparo vestibular e incisal confeccionadas em silicone a partir do enceramento diagnóstico. A principal função destas é preservar ao máximo a estrutura dentária, principalmente esmalte, que é primordial na estabilidade da cimentação adesiva. Note os espaços entre estrutura dentária e silicone proveniente do enceramento aditivo. 11 e 12. Início dos preparos com desgaste nas áreas proximais liberando os contatos inter-dentais. 13 e 14. Redução incisal iniciada com canaletas, sendo as mesmas posteriormente unidas. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 109
  • 110.
    caso clínico Allcem 15 e 16. Canaletas cervicais realizadas com ponta diamantada esférica. 17. Guia vestibular de silicone posicionada para conferência 18 e 19. Canaletas verticais vestibulares de orientação do dos espaços necessários de cada preparo. Este passo preparo e posterior união das mesmas. é sistematicamente repetido a cada etapa para evitar desgastes excessivo e desnecessário da estrutura dentária remanescente. 19. 20 e 21. Acabamento, regularização e alisamento dos preparos com discos Diamond Pro (FGM). 21. 110 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 111.
    caso clínico Allcem 22 - 24. Afastamento gengival para moldagem com técnica do duplo fio. O primeiro fio de menor diâmetro Proretract 00 (FGM) é completamente inserido dentro do sulco gengival. O segundo fio inserido de maior diâmetro é o Proretract 0 (FGM), com exceção do elemento 11 com preparo mais profundo, onde utilizou-se o Proretract 1 (FGM). O segundo fio é inserido somente em metade de seu diâmetro, promovendo assim o afastamento lateral da gengiva na região do término cervical. 25 - 28. Remoção do segundo fio, injeção do silicone de adição de consistência leve, seguida de suaves jatos de ar. A moldeira neste momento é carregada com o silicone de adição de consistência pesada, manipulada simultaneamente com o leve, e assentada cuidadosamente na arcada, aguardando-se o período de presa do material para remoção do molde. 28. 29 - 32. Confecção das restaurações provisórias com resina Bis-acrílica Luxatemp, de presa rápida. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 111
  • 112.
    caso clínico Allcem 32. 33. Envio de informações pro laboratório protético por meio 34. de fotografias. 34 e 35. 36. Prova intra-bucal das restaurações cerâmicas. 37 e 38. Inserção de fios Proretract 00 (FGM) nos sulcos gengivais previamente aos procedimentos de cimentação adesiva. Aplicação de gel adstringente Hemogel (FGM) em algumas áreas localizadas de sangramento. 39 - 41. Tratamento da superfície interna das restaurações cerâmicas. Condicionamento com ácido fluorídrico a 10% (Condac Porcelana – FGM) por 20 segundos. Após remoção do ácido com enxágüe abundante e colocação das restaurações em ultrassom, aplicação de agente silano Prosil (FGM) por um mínimo de 60 segundos. Após a volatilização do agente silano, um adesivo de esmalte foi aplicado nas superfícies tratadas. 112 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 113.
    caso clínico Allcem 42 - 49. Tratamento dos preparos dentários. Ácido fosfórico Condac 37 por 15 segundos nos remanescentes de dentina e esmalte, seguido da aplicação de um primer de metal no núcleo metálico (Metal/Zircônia Primer) por 3 minutos. Em seguida, aplicação de primer (Adper Scotchbond Multi-Uso Plus) nas áreas de dentina. Após suaves jatos de ar sobre o primer, aplicação de um bond (Adper Scotchbond Multi-Uso Plus) sobre todos os preparos e fotoativação por 20 segundos em cada dente. 44. 45. 46. 47. 48. 49. Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 113
  • 114.
    caso clínico Allcem Inserção do cimento resinoso Allcem (FGM) na superfície interna das restaurações cerâmicas, sendo que na coroa que era mais opacificada, utilizou-se uma mistura de pasta base com pasta catalisadora para que o cimento tomasse presa de forma dual. Já nos laminados, utilizou-se apenas uma pasta base translúcida. 53 - 56. Após uma fotoativação dos excessos de cimento por cerca de 3 segundos, remoção dos mesmos com sonda exploradora, e fotoativação final em cada face por no mínimo 60 segundos. Nesta fase um gel hidrossolúvel Oxi-Block (FGM) é aplicado nas margens para bloquear o oxigênio e possibilitar uma melhor polimerização da linha de cimento. Em seguida, os fios retratores foram removidos. 55. 56. 57 - 59. Resultado estético final do caso extremamente favorável e natural. 114 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 115.
    prosil SILANO. 30% a mais de capacidade adesiva. 58. 60. Aspecto clínico inicial. Prosil é um silano para cimentação e adesão de peças em cerâmica, cerômero, resina laboratorial e pinos de fibra de vidro. Sua utilização promove aumento de até 30% da capacidade adesiva entre a peça protética e o material de cimentação. Além disso, é muito prático: vem pronto para o uso e não precisa ser misturado previamente. 61. Aspecto clínico final.
  • 119.
    matéria FGM Trabalhos e Pesquisas Pesquisa com Produtos FGM As pesquisas publicadas com materiais FGM engrandecem ainda mais nossa gratidão aos nossos parceiros. Através destas pesquisas e do retorno que obtemos de cada profissional sobre o uso de nossos materiais, direciona- mos o aprimoramento de nossa tecnologia. Portanto, queremos reforçar nosso agradecimento a todos os pesquisa- dores e universidades pelos projetos e materiais científicos gerados, os quais certamente contribuem não somente para desenvolver novos protocolos clínicos, mas também para aprimorar nossos produtos. Dentro desta premissa, é com grande satisfação que publicamos a seguir resumos recentes de trabalhos oriun- dos de fontes diversas: mais uma oportunidade de compartilharmos conhecimento de qualidade com nossos par- ceiros! 1 – LOGUERCIO, A.D.; MARTINS, G.; ZANDER-GRANDE, C.; REIS, A. AVALIAÇÃO LABO- RATORIAL DE UM NOVO ADESIVO CONVENCIONAL SIMPLIFICADO. Apresentado no 88º IADR, 14 a 17 de Julho de 2010, Barcelona, Espanha. Resumo (anais eletrônicos). Objetivo: Avaliar a resistência máxima à tração de Varredura. Os dados foram submetidos à ANOVA de (RMT), de união a microtração (RU) e nanoinfiltração um fator e teste de Tukey para cada adesivo (α=0,05). (NI) da interface de união resina-dentina, utilizando os Resultados: todos os resultados estão demonstra- seguintes sistemas adesivos: Ambar [AM], Adper Sin- dos na Tabela abaixo (letras diferentes indicam diferen- gle Bond 2 [SB], XP Bond [XP], Tetric N- Bond [TN] e ças significantes em cada coluna). Stae [ST]. Adesivo/fabricante RMT (n=10) RU (n=6) NI (n=6) Métodos: para a mensuração da RMT, espécimes Ambar (FGM) 9,9 (1,1) a 51,6 (6,4) A 12,7 (3,5)a em forma de “ampulheta”, foram preparados de cada Adper Single 4,7 (0,7) c 55,0 (6,9) A 16,4 (4,2)a sistema adesivo (n=5) para serem testados em veloci- Bond 2 (3M ESPE) . . . dade de 0,5 mm/min. Para RU e NI, o esmalte oclusal XP Bond 7,5 (1,7) b 57,4 (6,7) A 15,4 (4,7)a de 30 molares humanos foi removido para expor uma (Dentsply Caulk) . . . superfície dentinária plana. Os adesivos foram aplica- Tetric N-Bond 9,3 (1,9) a 54,2 (8,3) A 25,1 (5,1)b (Ivoclar Vivadent) . . . dos conforme instrução do fabricante. Após a polimeri- Stae (SDI) 2,6 (0,9) d 37,2 (6,2) B 38,4 (6,3)c zação (600mW/cm2 por 10 s), restaurações de resina composta foram confeccionadas incrementalmente e os espécimes seccionados em forma de palitos (0,8mm2) Conclusão: o desempenho de Ambar (FGM), Adper para serem testados imediatamente. Para NI, 3 palitos Single Bond 2 (3M ESPE) e XP Bond (Dentsply Caulk) de cada dente foram separados, impregnados por ni- foi considerado superior aos adesivos Tetric N- Bond trato de prata e analisados em Microscopia Eletrônica (Ivoclar Vivadent) e Stae (SDI). 2 – KOSE, C.; PEREIRA, S.; REIS, A.; LOGUERCIO, A.D. AVALIAÇÃO CLÍNICA DE UM GEL DE NITRATO DE POTÁSSIO E FLÚOR NA DIMINUIÇÃO DA SENSIBILIDADE NO CLAREA- MENTO CASEIRO. Apresentado no 88º IADR, 14 a 17 de Julho de 2010, Barcelona, Espanha. Resumo (anais eletrônicos). Objetivo: avaliou-se através deste estudo duplo- sensibilizante foi aplicado na moldeira e usado pelos cego clínico randomizado o efeito de um agente des- pacientes de cada um dos grupos durante 10 min. O sensibilizante (5% de nitrato de potássio e 2% de flu- mesmo procedimento foi repetido durante 4 semanas oreto de sódio [Desensibilize KF 2%, FGM]) antes do para os dois grupos. Os pacientes registraram sua per- clareamento dental na técnica caseira na prevenção/ cepção de sensibilidade dentária em uma escala 0-4. diminuição da sensibilidade. Para a análise da cor foi realizada uma análise de vari- Métodos: 60 pacientes livres de lesões de cárie, ância de medidas repetidas de dois fatores (tempo de com mais de 18 anos foram divididos em grupos des- tratamento) e teste de Tukey (α=0,05). Os diferentes sensibilizante e placebo. Antes do clareamento com pe- graus de sensibilidade dentária foram comparados pelo róxido de carbamida 16% (Whiteness Standard, FGM), teste t de Student (α = 0,05). A porcentagem de pacien- em regime noturno, um gel placebo ou com agente des- tes com sensibilidade dentária foi analisada através do Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 119
  • 120.
    matéria Trabalhos e Pesquisas FGM teste exato de Fisher (α = 0,05) e a intensidade média a intensidade de sensibilidade foi significativamente da sensibilidade através do teste t de Student (α = 0,05). maior no placebo (1,27 ± 0,51) do que com o dessensi- Resultados: O uso de gel dessensibilizante não bilizante (1,15 ± 0,52) (p=0,009). afetou a eficácia do clareamento com peróxido de car- Conclusão: o uso de um agente dessensibilizante à bamida (p> 0,05). A freqüência da sensibilidade foi se- base de nitrato de potássio e flúor antes do tratamento melhante entre os grupos placebo (67,8%) e com des- clareador com peróxido de carbamida 16% pode di- sensibilizante (70%) (p=0,93). O número de dias sem minuir a intensidade e a freqüência da sensibilidade sensibilidade foi mais freqüente no grupo placebo, mas causada pelo clareamento dental caseiro. não houve diferenças entre os grupos (p>0,05). Porém 3 – PEREIRA, S.; DALANHOL, A.P.; CUNHA, T.S.; LOGUERCIO, A.D.; REIS, A. EFEITO DA FONTE DE LUZ NA SENSIBILIDADE APÓS O CLAREAMENTO EM CONSULTÓRIO. Apresen- tado no 88º IADR, 14 a 17 de Julho de 2010, Barcelona, Espanha. Resumo (anais eletrônicos). Objetivo: o propósito deste estudo clínico rando- Foram avaliadas a EC e intensidade da SD pelos testes mizado foi avaliar a eficiência do clareamento (EC) e ANOVA e de Tukey e a porcentagem de pacientes com sensibilidade dental (SD) durante o clareamento em SD foi analisada pelo teste de Fisher (α=0,05). consultório com e sem a ativação por luz. Resultados: após a 1ª sessão a luz clareou mais Métodos: Trinta pacientes com mais de 18 anos e rápido que apenas PH (4,8 e 3,8 unidades de cor) res- livres de doença cárie foram divididos em grupo contro- pectivamente (p=0,0001) e após a 2ª sessão as duas le e experimental (n=15). Todos os pacientes assinaram técnicas foram semelhantes (6,7 para luz e 6,4 para o termo de consentimento aprovado previamente pelo sem luz (p=0,52). 60 e 20% apresentaram SD por 48h Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual no clareamento com e sem luz, respectivamente nas de Ponta Grossa. Foram realizadas 3 aplicações de PH duas sessões. A intensidade da SD foi similar imedia- 35% (Whiteness HP Maxx-FGM) por 15 minutos em 2 tamente após o clareamento, porém mais alta quando sessões de clareamento com intervalo de uma semana se utilizou luz (24h, p=0,001), entretanto após 24 h no sem ativação por luz (grupo 1) e o mesmo protoloco grupo com LED/laser (0,8 ± 0,4), a sensibilidade foi foi usado mas com a ativação por luz LED/Laser (Whi- oito vezes maior do que em comparação ao grupo sem tening Lase Plus-DMC; grupo 2). A variação da cor foi ativação por luz (0,1 ± 0,2) (P = 0,001). registrada no início e após a 1ª e 2ª sessões de clarea- Conclusão: A aplicação da fonte de luz LED/Laser mento usando a escala Vita. Os pacientes registraram não melhora a efetividade do clareamento e aumenta o suas percepções quanto à SD numa escala de 0-4 du- padrão de sensibilidade dental. rante o clareamento, após 24h e 48h de cada sessão. 4 – TAY, L.Y.; HERRERA, D.; PEREIRA, S.; LOGUERCIO, A.D.; REIS, A. AVALIAÇÃO CLÍNICA DO TEMPO DE APLICAÇÃO DE UM GEL PARA CLAREAMENTO EM CONSULTÓRIO. Apresentado no 88º IADR, 14 a 17 de Julho de 2010, Barcelona, Espanha. Resumo (anais eletrônicos). Objetivo: este estudo avaliou se o uso de um gel gel com uma escala de cor. Os pacientes registraram a para clareamento de consultório 1 vez por 45 min po- sensibilidade através de uma escala de 0-4. A mudança deria ter o mesmo efeito clareador e os mesmos re- de cor e a sensibilidade em cada semana foram compa- sultados de sensibilidade do protocolo 3 vezes por 15 radas com o teste-t de Student (α=0,05). O percentual min. de pacientes com sensibilidade e a intensidade de sen- Métodos: o clareamento em consultório foi reali- sibilidade foi analisada usando o teste Exato de Fisher zado em 30 pacientes com um gel de peróxido de hi- e teste-t de Student (α=0,05), respectivamente. drogênio a 35% (Whiteness HP - FGM). Em um grupo Resultados: a aplicação 1x por 45 min diminui a (n=15), o gel foi aplicado por 3 vezes de 15 min cada eficácia do clareamento (p<0,05). Oitenta por cento e e, no outro grupo, o mesmo gel foi aplicado por 1 vez 100% dos pacientes dos grupos 3 x 15min e 1 x 45 de 45 min. O gel era sempre aplicado na superfície ves- min, respectivamente tiveram alguma sensibilidade tibular de todos os dentes. Este protocolo foi repetido (p=0,22). A intensidade da sensibilidade foi estatistica- após uma semana. A avaliação de clareamento foi rea- mente menor para o grupo 3 x 15 min (p=0,04). lizada por dois avaliadores calibrados e que desconhe- Conclusão: A aplicação do gel clareador por uma ciam os objetivos do estudo. Esta avaliação foi reali- vez de 45 min afetou negativamente a eficácia do clare- zada no baseline e após cada período de aplicação do amento e aumentou a sensibilidade. 120 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 121.
    matéria FGM Trabalhos e Pesquisas 5 – BARCELEIRO, M.O.; SOARES, L.P.; VASCONCELOS, A.B.; AGUIAR, J.K. INFLUÊNCIA DO PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO SOBRE A RESISTÊNCIA FLEXURAL DE DIFERENTES TIPOS DE PINOS RESINOSOS FIBRO-REFORÇADOS. Apresentado no XVIII Encontro do GBPD, 14 a 17 de Janeiro de 2009, Foz do Iguaçu-PR. Resumo (anais eletrônicos). Objetivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do método de esterilização física (autocla- ve) sobre a estrutura de 02 marcas de pinos de fibra de vidro (White Post – FGM e Exacto – Angelus) ou de quartzo (DT Light Post – Bisco), após 1 ou 2 ciclos de esterilização. Métodos: Foram utilizados 15 pinos White Post DC1 (FGM, Grupo WP), 15 pinos Exacto No1 (Angelus, Grupo EX) e 15 pinos DT Light Post (Bisco, Grupo DT). Os ensaios contemplaram nenhum, 1 ou 2 ciclos de esterilização (Subgrupos 0, 1 ou 2). Foi realizado teste cante nos valores dentro de cada grupo (ANOVA p<0,05). de flexão em 3 pontos, com a norma American Socie- Conclusões: os autores concluíram que os pinos ty Testing Materials D2344, associada a modelos para testados, independentemente do tipo de fibra, podem análise de flexão de viga cilíndrica e cônica bi-apoiadas. ser esterilizados por até dois ciclos de autoclavagem, Resultados: sem que haja diminuição na resistência à flexão dos Não se observou diferença estatisticamente signifi- mesmos. 6 – BALLARIN, A.; LOPES, G.C. ANÁLISE DA INTERFACE ADESIVA DE CIMENTOS EM DENTINA INTRA-RADICULAR. Universidade Federal de Santa Catarina, SC. Objetivo: comparar a capacidade de selamento Depois de 30 dias em água, cada raiz foi seccionada dos cimentos resinosos e dos pinos translúcidos de fi- em nove segmentos de 1mm de espessura, sendo que bra de vidro. três dos segmentos constituem cada terço radicular: C Métodos: foram selecionados trinta e dois dentes (Coronal), M (Médio) e A (Apical). Todas as partes fo- uniradiculares recém-extraídos com conduto radicular ram preparadas para a análise da interface adesiva em de 14mm aproximadamente. Depois do tratamento en- Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). dodôntico, os dentes foram divididos aleatoriamente Resultados: houve selamento da dentina intra- em quatro grupos. Grupo 1: Pino White Post DC (FGM) radicular pela formação da camada híbrida em todos + Cimento dual (Allcem, FGM); Grupo 2: Pino FRC Pos- os espécimes analisados em MEV em todos os grupos. tec Plus (Ivoclar Vivadent) + Cimento dual (Allcem); Alguns segmentos mostraram formação de bolhas nos Grupo 3: Pino White Post DC + Cimento Autopolime- grupos cimentados com cimento resinoso autopolime- rizável (Multilink, Ivoclar Vivadent); Grupo 4: Pino FRC rizável (Grupos 3 e 4). Postec Plus + Cimento Autopolimerizável (Multilink). Conclusão: cimentos duais e cimentos autopoli- Em todos os grupos previamente a cimentação dos pi- merizáveis têm capacidade adequada de selamento da nos foi realizado o condicionamento com ácido fosfóri- dentina para cimentação intra-radicular de pinos trans- co a 37% (Condac 37, FGM) por 15s e aplicado o siste- lúcidos de fibra de vidro. ma adesivo Excite DSC Single-Dose (Ivoclar Vivadent). 7 – CARDOSO, V.E.S.; SANTOS, R.B.M.; MEIER, M.M.; LIMA, T.C.R.; ALANO, T.O.; MIT- TELSTADT, F.G. TECNOLOGIA NANOP: O USO DA NANOTECNOLOGIA DOS FOSFATOS DE CÁLCIO PARA FUNCIONALIZAR MATERIAIS ODONTOLÓGICOS. Pesquisa e Desenvol- vimento - Dentscare Ltda. O grupo DentsCare/FGM Produtos Odontológicos e funcionalmente, contribuindo para a introdução de desenvolveu uma tecnologia inovadora baseada em novas perspectivas em Odontologia, nas diversas es- nanopartículas de fosfatos de cálcio (NanoP) cristali- pecialidades. A Tecnologia NanoP foi aplicada em um nos, biocompatível, que quando incorporada aos mate- produto biofuncional, de ação dessensibilizante e remi- riais odontológicos, potencializa sua ação, fazendo-os neralizante (Desensibilize NanoP). A ação obliterante mimetizar o tecido vivo química, mecânica, biológica da NanoP foi analisada por MEV e pela determinação Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011 121
  • 122.
    matéria Trabalhos e Pesquisas FGM da área superficial de dentina bovina empregando a remineralizadora. Desensibilize NanoP promoveu uma técnica de BET, associados ou não aos testes de estabi- efetiva obliteração dos túbulos dentinários, o que foi lidade por dissolução ácida. A ação remineralizante da confirmada por MEV e por uma significativa redução da NanoP foi avaliada em esmalte bovino acometido por área de superfície da dentina. Desensibilize NanoP pro- cárie artificial através de ciclagem de pH associada à moveu uma recuperação de 70% da dureza do esmalte. análise de microdureza Vickers. A introdução da NanoP NanoP é capaz de funcionalizar materiais odonto- ao Desensibilize NanoP permitiu que ele oferecesse lógicos. NanoP confere eficácia e durabilidade ao tra- nanohidroxiapatita à superfície dental, forma organiza- tamento profissional da hipersensibilidade e à remine- da de fosfato de cálcio que compõem o dente natural, ralização dental. estável à dissolução, amplificando sua ação oclusiva e 8 – CARDOSO, V.E.S.; MEIER, M.M.; SANTOS, R.B.M.; ODEBRECHT, C.M.; FERRI, L.; LIPP- MANN, B.; MITTELSTADT, F.G. TECNOLOGIA DE FOSFATO DE CÁLCIO NANOESTRUTU- RADO (NANO P): INOVAÇÃO NA DESSENSIBILIZAÇÃO DENTAL E REMINERALIZAÇÃO. Pesquisa e Desenvolvimento: Dentscare Ltda. Objetivos: O foco deste estudo in vitro foi o de ava- produzidas in vitro (EL). As lesões eram submetidas a liar a capacidade de um novo produto, baseado em na- ciclagem de pH por 7 dias. Cada dia incluía a aplicação nopartículas de hidroxiapatita, de obliterar os túbulos de Desensibilize Nano P por 1 minuto (DN), MI Paste dentinários e remineralizar a superfície do esmalte. (CCP-ACP GC) (MI) ou água deionizada (DW) (controle , Métodos: O potencial de dessensibilização da nova negativo). A face seccionada de das lesões em esmal- pasta profissional Desensibilize Nano P foi analisado te foram analisadas quanto dureza Vickers e MEV. Os em Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). Para a dados foram estatisticamente analisados por ANOVA e análise, espécimes de dentina bovina foram condiciona- Tukey´s test (p<0.05). dos com ácido e tratados com 1 aplicação de Desensi- Resultados: Desensibilize Nano P promoveu obli- bilize Nano P por 1 minuto. Análises adicionais foram teração de túbulos eficiente, estável e ácido-resisten- feitas por MEV com os espécimes tratados submeti- te. Também apresentou maior efeito remineralizador dos a desafios mecânicos e de pH, os quais proveram quando comparado com os outros grupos tratados (mi- informações sobre a estabilidade e a solubilidade do crodureza Vickers EL: 56.9+23.9b; DN: 128.9+41.5a; Desensibilize Nano P respectivamente. Para o desafio , MI: 34.3+15.6b; DW: 24.3+14.6b). Adicionalmente, de pH, a dentina tratada foi colocada em ácido cítrico Desensibilize Nano P mostrou-se ácido-resistente em (pH 3.85) durante 2 minutos. No desafio mecânico, a pH crítico para desmineralização dental. dentina tratada foi abrasionada durante 40s com uma Conclusão: Desensibilize Nano P se apresentou micro-escova (Cavibrush, Dentscare/FGM) e creme den- efetivo para remineralização e dessensibilização em tal fluoretado (Colgate Total 12). Para avaliar o efeito dentina. remineralizante de Desensibilize Nano P foram utiliza- , Palavras-chave: fosfato de cálcio, dessensibilizante, dos blocos de esmalte bovino (n=5) com lesões iniciais hidroxiapatita, nanopartículas, nanotecnologia. 9 – ODEBRECHT, C.M.; LOGUERCIO, A.; BOTTAN, E. PERFORMANCE CLÍNICA DE UMA NOVA PASTA DESSENSIBILIZANTE DENTAL DE USO PROFISSIONAL BASEADA EM NA- NOTECNOLOGIA. Universidade do Vale do Itajaí, Joinville, Santa Catarina, Brasil, Universi- dade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, Paraná, Brasil. Objetivos: Este estudo clínico sobre hipersensibi- tificados em dois grupos balanceados de acordo com lidade dental objetivou avaliação clínica de uma nova o seu nível inicial de hipersensibilidade ao jato de ar pasta dessensibilizante dental baseada em nanotecno- (severo a moderado): grupo 1 apresentou hipersensi- logia contendo hidroxiapatita nanoestruturada (Desen- bilidade dentinária severa e grupo 2 apresentou grau sibilize Nano P), o qual tem essencialmente a mesma moderado de hipersensibilidade dentinária. Os dentes composição que o mineral dental. foram tratados com Desensibilize Nano P (Dentscare/ Métodos: Quarenta e três dentes foram avaliados FGM) por uma semana. As aferições de hipersensibi- neste estudo. Os dentes foram randomicamente estra- lidade dentinária foram feitas no baseline e imediata- 122 Revista FGMNews - volume 13 - Janeiro 2011
  • 123.
    Ionômero de vidro mente após a 1ª e a 2ª aplicação, utilizando jato de ar. O exame de hiper- sensibilidade dental foi feito pelo mesmo profissional. Os dados foram analisados para diferenças estatísticas conforme o teste de Friedman Maxxion C. para a análise das medidas de variação repetida por Rank (pƒ¬0.05). Resultados: uma redução significativa na hipersensibilidade dental foi observada com o tratamento com Desensibilize Nano P Imediatamente . Maximizando após a 1ª aplicação, cerca de 21% dos dentes do grupo 1 apresentaram alívio na hipersensibilidade (de severam para branda ou ausente), e cerca de 54% dos dentes relataram alívio de sensibilidade de severo para mo- resultados em derada. No grupo 2, imediatamente após a aplicação, cerca de 80% dos dentes apresentaram alívio de sensibilidade (de moderado para brando ou ausente). Imediatamente após a 2ª aplicação, 83% e 90% dos dentes apre- cimentação. sentaram alívio (de severo ou moderado para brando ou ausente) para os grupos 1 e 2, respectivamente. Conclusão: a hipersensibilidade dental foi aliviada utilizando De- sensibilize Nano P A hidroxiapatita nanoestruturada é uma candidata . viável a material dentário funcional. 10 – BERNARDON, J.K.; SARTORI, N.; BALLARIN, A.; PER- DIGÃO, J.; LOPES, G.; BARATIERI, L.N. CLINICAL PER- FORMANCE OF VITAL BLEACHING TECHNIQUES. Ope- rative Dentistry, v. 35, n. 1, p. 3-10, 2010. Objetivo: Este estudo comparou o resultado clínico de técnicas de clareamento em dentes vitais. Metodologia: Após aprovação do comitê de ética em pesquisa e consentimento esclarecido, 90 pessoas foram selecionadas baseadas na cor de seus dentes anteriores (A2 ou mais escuro, escala de cores Vita Clássica). Os pacientes foram designados a 3 grupos de tratamento num estudo de arco-dividido: Grupo I: HB (clareamento caseiro com 10% de peróxido de hidrogênio por duas semanas) vs OBL (clareamento em consultório com peróxido de hidrogênio a 35%, duas sessões, duas semanas de intervalo, com irradiação por luz); Grupo II: OB (clarea- mento em consultório sem irradiação por luz) vs OBL; Grupo III: HB vs Desenvolvido para cimentação definitiva combinação (uma seção mais HB). A mudança e a regressão de cor (∆E) de peças proteicas e determinados dispositivos foram mensuradas em um período de 16 semanas. As mensurações de ortodônticos, Maxxion C apresenta alta capacidade adesiva em diferentes materiais. cor foram feitas com espectrofotômetro e também com escala de cores, nos períodos: baseline, 1, 2, 4, 8 e 16 semanas. A hipersensibilidade dentária foi avaliada utilizando a escala visual analógica por 15 dias. • Radiopacidade. • Baixa solubilidade. Resultados: Ambos os testes t de Sudent e Tukey-Kramer foram • Atividade anticariogênica por meio do flúor. utilizados para analisar os resultados (p<0.05). Após uma semana, uma sessão de OBL seguida de HB resultou em menores valores de cor, com- • Alta capacidade de adesão à estrutura dentária. parado com os outros métodos de clareamento. Grupo III resultou nos • Biocompatibilidade. menores valores de cor na avaliação de uma semana, quando compa- rados com os outros métodos de clareamento. Após duas semanas, HB • Fina espessura de película. sozinho resultou em mudanças de cores similares a OB, OBL e OBL+HB. O uso de irradiação por luz não melhorou a eficiência do clareamento (OB=OBL). OBL e OB resultaram em maiores taxas de hipersensibilida- 0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR de do que HB.
  • 128.
    COM LLIS ARELAÇÃO É INVERSAMENTE PROPORCIONAL: ALTA QUALIDADE, BAIXO CUSTO. Seringas com 4g nã não puxa p pux o. fio Ta pa m prática E EA3 .5, EB2 e DA3 (Univer sal). 5, EB2 DA3 (Universal U sal). Refi Esmalt Refil Esmalte: EA1, EA2, EA3, e alte: A1 EA2, EA3, A1, EA3.5, EA4, EB1, EB2, EB3, EC2, EC3 e I ncisal . A3.5, A3.5, EA4, EB1, EB2, EB3, EC2, 5 Incisal. ncisal Refil Dentina: DA1, D A2, DA3 (Universal ), DA3 .5 e D B2 Dentin n 1 DA2, DA (Universal , DA3 Universal), A3 DB2B2. Compósito para dentes anteriores e posteriores com perfeito equilíbrio entre as propriedades óticas, mecânicas e químicas. • RADIOPACIDADE D • OPALESCÊNCIA • FLUO RESCÊNCIA U N A • POL IMENTO ID EAL O D A resina Llis passa por rigorosos testes de controle ótico, mecânico e químico, que fazem parte do padrão de qualidade FGM. Experimente. 0800 644 6100 | WWW.FGM.IND.BR