A História do Ernani
Cerav ta l em umapequenaempr de engenhaia
    t ez, r bahei                     esa         r.
  oi á
 F l que fiquei conhecendo um r pa cha do M uro Ee er
                               a z ma a o. l a
gr ndahã e gost v de fa br deir s com os out os, sempr
  a l o        a a zer inca a                r        e
                 pr ndo pequena peç s.
                   ega           s a
Ha iat mbé o Ena que er um pouco
   v a m r ni,           a             ma v ho que o r o do gr
                                          is el       est     upo.
Sempr quiet inofensiv àpat Ena cost v comero seu l nche sozinho,
     e o,            o, re, r ni uma a              a
                           num ca o dasaa
                                 nt      l.
 Ee nã pat v da br deir s que fa í mos a ó o amoç sendo que, a
  l o ricipa a s inca a             za p s l o,                  o
  t mina ar ç o, sempr sent v sozinho deba
  er r efei ã           e aa               ixo de umaáv e ma
                                                         r or is
                            dist nt
                               a e.
Dev aesse seu compora o, Ena er o av naur lda
        ido              t ment r ni a l o t a s
br deir s e pia s do gr Or el encont a aum sa namamit ,
  inca a        da     upo. a e        rv       po  r a
or um r t moro em seu cha é Eo que a á a ma incrv éque
  a ao t                 p u.       ch v mos is í el
            el sempr a a aa o sem fica br v
             e      e ceit v quil        r a o.
E um fer do pr onga M ur r v irpesca no Pa a l A es, nos
   m       ia ol do, a o esol eu             r      nt na. nt
pr eu que, se conseguisse sucesso, ir da um pouco do r t do dapesca
  omet                               ia r             esula
                        paaca um de nó
                          r da            s.
No seu r or fica t muit a dos qua v que el ha ia
        et no, mos odos o nima                ndo imos      e v
                  pesca aguns dour dos enor
                       do l           a      mes.
M ur entet nt l ou- paaum ca o e nos disse que t
     a o, r a o, ev nos r             nt                  inha
         pr r do uma
           epaa               boapeç paaa ica no Ena
                                     a r pl r r ni.
M ur div aos dour dos, fa
 a o idir           a    zendo pa es com umaboapor ã paaca um
                                 cot                 ç o r da
                              de nós.
  M s, a'peç ' pr a daer que el
   a        a ogr ma a           e       ha iasepaa os r os dos
                                           v      r do est
                peixes       num pa e ma , àpat
                                   cot ior re.
Vai ser muito engraçado quando o Ernani
   desembrulhar esse 'presente' e encontrar
          espinhas, peles e vísceras!,
disse-nos Mauro, que já estava
           se divertindo com aquilo.
ao ã r
  M ur ent o distibuiu os pa es
                             cot        no hor r do amoç
                                              áio l o.
Ca um de nó que iaa indo o seu pa e cont umabel por ã
  da         s,        br            cot endo          a ço
                           ã
              de peixe, ent o dizia Obrig ado!
                                   :
   M s o ma pa e de t
    a      ior cot odos,                el deixou porút
                                         e            limo.
                         Eapaao Ena
                          r r r ni.
Todos nós já estávamos quase explodindo de vontade de rir,
  sendo que Mauro exibia um ar especial, de grande satisfação.
  Como sempre, Ernani estava sentado        sozinho, no lado mais
                     afastado da grande mesa.
  Mauro então levou o pacote para perto dele, e todos ficamos na
            expectativa do que estava para acontecer. 
Ernani não era o tipo de muitas palavras. Ele falava tão pouco que,
 muitas vezes, nem se percebia que ele estava por perto. Em três
 anos, ele provavelmente não tinha      dito nem cem palavras ao
                               todo.
   Por isso, o que aconteceu a seguir nos pegou de surpresa. 
cot mement na mã
Ee pegou o pa e fir
 l                       e s os e o l a ou dev ga, com um
                                            ev nt  a r
                    gr nde soriso no r o.
                      a          r      ost
    oi ã
   F ent o que not mos que seus
                  a                    ol est v m br ha
                                          hos a a il ndo.
Poraguns moment o seu pomo de A ã se mov paacimae paaba
    l           os,              do        eu r        r ixo,
                aéel conseguircontol rsuaemoç o.
                 t e              ra           ã
Eu sabia que você não ia se esquecer
 de mim disse com a voz embargada. Eu
   sabia, você é grandalhão e gosta de
 fazer brincadeiras, mas sempre soube
     que você tem um bom coração.
Ele engoliu em seco novamente,
  e continuou falando, dessa vez
             para todos nós.
Eu sei que não tenho sido muito participativo
    com vocês, mas nunca foi por má intenção.
  Sabem... Eu tenho cinco filhos em casa, e
  uma esposa inválida, que há quatro anos
  está presa na cama. E estou ciente de
         que ela nunca mais vai melhorar.
  Às vezes, quando ela passa mal, eu tenho que
ficar a noite inteira acordado, cuidando dela.
   E a maior parte do meu salário tem sido
       para os seus médicos e os remédios.
As crianças fazem o que podem para ajudar,
mas tem sido difícil colocar comida
              para todos na mesa.
Vocês talvez achem esquisito que eu vá comer
  o meu almoço sozinho, num canto...
   Bem, é que eu fico meio envergonhado,
 porque na maioria das vezes eu não tenho
        nada para pôr no meu sanduíche.
  Ou, como hoje, eu tinha somente uma
            batata na minha marmita.
Mas eu quero que saibam que essa porção de
peixe representa, realmente, muito para mim.
   Provavelmente muito mais do que para
qualquer um de vocês, porque hoje
           à noite os meus filhos...
 Ele limpou as lágrimas dos olhos com
                as costas das mãos.
     Hoje à noite os meus filhos vão ter,
realmente, depois de alguns anos...
         e ele começou a abrir o pacote...
Nó tnha est do pr a t nt aenç o no Ena enqua o el faa a
     s í mos a est ndo a a t ã               r ni,        nt e l v ,
               que nem ha í mos not do ar ç o do M ur
                         va        a ea ã         a o.
    a gor , odos cebemos asuaa iç o qua el sat e t ou pega o
   M s a a t per                  fl ã ndo e lou ent             r
             pa e da mã do Ena M s er t r dema
               cot s os r ni. a a ade                 is.



 r ni á inha bero cot                           da ç
Ena j t a t e pa e e est v , a a exa ndo ca pedao de espinha ca
                              a a gor , mina                  , da
           por ã de pel e de vscer s, l a a ca r bo de peixe.
              ço      e       í a ev nt ndo da a
Eapaat sido t o engr ç do, ma ningué r T nó fica ol ndo paa
 r r er ã           aa       s      m iu. odos s mos ha   r
 ba Eapiorpat foi qua Ena t a sorir faou amesmacoisaque
   ixo.      re        ndo r ni, ent ndo r , l
        t nó ha í mos dit a er ment Obrig ado! 
        odos s va           o nt ior e:



  m ê
 E sil ncio, um aum, ca um dos col s pegou o seu pa e e o col na
                       da         ega              cot       ocou
  fr e do Ena por depois de muit a nó ha í mos, de r e,
    ent r ni, que                   os nos s va            epent
                 ent
                   endido quem er r l e o Ena
                                 a eament r ni.
Umasema depois, aesposa
             na                             de Ena faeceu.
                                                r ni l
 Ca um de nó da e gr pa
   da       s, quel upo, ssou ent o aauda a cinco cr nç s.
                                       ã j rs           ia a
 rçs o a        í it ut                 í m, oda ogr a
Gaa a gr nde espr o de l aque el s possua t s pr edir m muit
                               a                             o:
Cal
  rinhos, o ma nov
              is o,                         t nou- um impora e mé
                                             or se            t nt dico.
                                        ó io
  F na , Pa ae L mont r m o seu pr pr e bem-
   er nda ul uisa aa                               sucedido negó el s
                                                                 cio: a
      produzem e vendem doces e saga paapa r s e super ca
                                  l dos r daia             mer dos.
     is el r ni ú , mou-
 Oma v ho, Ena Jnior for se em E       ngenhaia sendo que, hoj éo Dir or
                                              r;              e,       et
  G a damesmaempr em que eu, Ena e
    er l                  esa            r ni           os nossos col s
                                                                     ega
                              ta l á a
                               r bah v mos.
M ur hoj a
 a o, e posent do,
                 a                       cont fa
                                             inua zendo br deir s;
                                                            inca a
               ent et nt sã de um t muit difer e:
                  r a o, o         ipo o ent
               e upos ol áios
el or nizou nov gr de v unt r
 e ga                                   que dist ibuem br
                                                r        inquedos paa
                                                                    r
    cr nç s hospit l da e a ent et m com j
      ia a        aiza s s r ê                       óia
                                          ogos, est r s e out os
                                                               r
                           div t os.
                              eriment
Às vezes, convivemos por muitos        anos
  com uma pessoa, para só então percebermos
            que mal a conhecemos. 
 Nunca lhe demos a devida atenção;       não
demonstramos qualquer interesse pelas coisas
                     dela;
ignoramos suas ansiedades            ou seus
                  problemas. 
Que possa ma ersempr v o,
         mos nt        e iv          em nossa ment
                                             s es,
               o ensina o de
                       ment                         Jesus
                            Cristo: 
 “Como Eu vos amei,                                amai-vos
                   também uns aos out os”.
                                        r
                                                  João 13:34
Repasso a história de Ernani,           para
que vejamos se não somos um      pouco como
         Mauro e seus companheiros.
Se formos... por favor,
         há tempo de mudar sem dor.

      Eu não sei se a história é real.
   Eu sei que serve de lição para a vida.

Ernani

  • 1.
  • 2.
    Cerav ta lem umapequenaempr de engenhaia t ez, r bahei esa r. oi á F l que fiquei conhecendo um r pa cha do M uro Ee er a z ma a o. l a gr ndahã e gost v de fa br deir s com os out os, sempr a l o a a zer inca a r e pr ndo pequena peç s. ega s a
  • 3.
    Ha iat mbéo Ena que er um pouco v a m r ni, a ma v ho que o r o do gr is el est upo. Sempr quiet inofensiv àpat Ena cost v comero seu l nche sozinho, e o, o, re, r ni uma a a num ca o dasaa nt l. Ee nã pat v da br deir s que fa í mos a ó o amoç sendo que, a l o ricipa a s inca a za p s l o, o t mina ar ç o, sempr sent v sozinho deba er r efei ã e aa ixo de umaáv e ma r or is dist nt a e.
  • 4.
    Dev aesse seucompora o, Ena er o av naur lda ido t ment r ni a l o t a s br deir s e pia s do gr Or el encont a aum sa namamit , inca a da upo. a e rv po r a or um r t moro em seu cha é Eo que a á a ma incrv éque a ao t p u. ch v mos is í el el sempr a a aa o sem fica br v e e ceit v quil r a o.
  • 5.
    E um ferdo pr onga M ur r v irpesca no Pa a l A es, nos m ia ol do, a o esol eu r nt na. nt pr eu que, se conseguisse sucesso, ir da um pouco do r t do dapesca omet ia r esula paaca um de nó r da s. No seu r or fica t muit a dos qua v que el ha ia et no, mos odos o nima ndo imos e v pesca aguns dour dos enor do l a mes.
  • 6.
    M ur entetnt l ou- paaum ca o e nos disse que t a o, r a o, ev nos r nt inha pr r do uma epaa boapeç paaa ica no Ena a r pl r r ni. M ur div aos dour dos, fa a o idir a zendo pa es com umaboapor ã paaca um cot ç o r da de nós. M s, a'peç ' pr a daer que el a a ogr ma a e ha iasepaa os r os dos v r do est peixes num pa e ma , àpat cot ior re.
  • 7.
    Vai ser muitoengraçado quando o Ernani desembrulhar esse 'presente' e encontrar espinhas, peles e vísceras!, disse-nos Mauro, que já estava se divertindo com aquilo.
  • 8.
    ao ã r M ur ent o distibuiu os pa es cot no hor r do amoç áio l o. Ca um de nó que iaa indo o seu pa e cont umabel por ã da s, br cot endo a ço ã de peixe, ent o dizia Obrig ado! : M s o ma pa e de t a ior cot odos, el deixou porút e limo. Eapaao Ena r r r ni.
  • 9.
    Todos nós jáestávamos quase explodindo de vontade de rir, sendo que Mauro exibia um ar especial, de grande satisfação. Como sempre, Ernani estava sentado sozinho, no lado mais afastado da grande mesa. Mauro então levou o pacote para perto dele, e todos ficamos na expectativa do que estava para acontecer.  Ernani não era o tipo de muitas palavras. Ele falava tão pouco que, muitas vezes, nem se percebia que ele estava por perto. Em três anos, ele provavelmente não tinha dito nem cem palavras ao todo. Por isso, o que aconteceu a seguir nos pegou de surpresa. 
  • 10.
    cot mement namã Ee pegou o pa e fir l e s os e o l a ou dev ga, com um ev nt a r gr nde soriso no r o. a r ost oi ã F ent o que not mos que seus a ol est v m br ha hos a a il ndo. Poraguns moment o seu pomo de A ã se mov paacimae paaba l os, do eu r r ixo, aéel conseguircontol rsuaemoç o. t e ra ã
  • 11.
    Eu sabia quevocê não ia se esquecer de mim disse com a voz embargada. Eu sabia, você é grandalhão e gosta de fazer brincadeiras, mas sempre soube que você tem um bom coração. Ele engoliu em seco novamente, e continuou falando, dessa vez para todos nós.
  • 12.
    Eu sei quenão tenho sido muito participativo com vocês, mas nunca foi por má intenção. Sabem... Eu tenho cinco filhos em casa, e uma esposa inválida, que há quatro anos está presa na cama. E estou ciente de que ela nunca mais vai melhorar. Às vezes, quando ela passa mal, eu tenho que ficar a noite inteira acordado, cuidando dela. E a maior parte do meu salário tem sido para os seus médicos e os remédios.
  • 13.
    As crianças fazemo que podem para ajudar, mas tem sido difícil colocar comida para todos na mesa. Vocês talvez achem esquisito que eu vá comer o meu almoço sozinho, num canto... Bem, é que eu fico meio envergonhado, porque na maioria das vezes eu não tenho nada para pôr no meu sanduíche. Ou, como hoje, eu tinha somente uma batata na minha marmita.
  • 14.
    Mas eu queroque saibam que essa porção de peixe representa, realmente, muito para mim. Provavelmente muito mais do que para qualquer um de vocês, porque hoje à noite os meus filhos... Ele limpou as lágrimas dos olhos com as costas das mãos. Hoje à noite os meus filhos vão ter, realmente, depois de alguns anos... e ele começou a abrir o pacote...
  • 15.
    Nó tnha estdo pr a t nt aenç o no Ena enqua o el faa a s í mos a est ndo a a t ã r ni, nt e l v , que nem ha í mos not do ar ç o do M ur va a ea ã a o. a gor , odos cebemos asuaa iç o qua el sat e t ou pega o M s a a t per fl ã ndo e lou ent r pa e da mã do Ena M s er t r dema cot s os r ni. a a ade is. r ni á inha bero cot da ç Ena j t a t e pa e e est v , a a exa ndo ca pedao de espinha ca a a gor , mina , da por ã de pel e de vscer s, l a a ca r bo de peixe. ço e í a ev nt ndo da a
  • 16.
    Eapaat sido to engr ç do, ma ningué r T nó fica ol ndo paa r r er ã aa s m iu. odos s mos ha r ba Eapiorpat foi qua Ena t a sorir faou amesmacoisaque ixo. re ndo r ni, ent ndo r , l t nó ha í mos dit a er ment Obrig ado!  odos s va o nt ior e: m ê E sil ncio, um aum, ca um dos col s pegou o seu pa e e o col na da ega cot ocou fr e do Ena por depois de muit a nó ha í mos, de r e, ent r ni, que os nos s va epent ent endido quem er r l e o Ena a eament r ni.
  • 17.
    Umasema depois, aesposa na de Ena faeceu. r ni l Ca um de nó da e gr pa da s, quel upo, ssou ent o aauda a cinco cr nç s. ã j rs ia a rçs o a í it ut í m, oda ogr a Gaa a gr nde espr o de l aque el s possua t s pr edir m muit a o:
  • 18.
    Cal rinhos,o ma nov is o, t nou- um impora e mé or se t nt dico. ó io F na , Pa ae L mont r m o seu pr pr e bem- er nda ul uisa aa sucedido negó el s cio: a produzem e vendem doces e saga paapa r s e super ca l dos r daia mer dos. is el r ni ú , mou- Oma v ho, Ena Jnior for se em E ngenhaia sendo que, hoj éo Dir or r; e, et G a damesmaempr em que eu, Ena e er l esa r ni os nossos col s ega ta l á a r bah v mos.
  • 19.
    M ur hoja a o, e posent do, a cont fa inua zendo br deir s; inca a ent et nt sã de um t muit difer e: r a o, o ipo o ent e upos ol áios el or nizou nov gr de v unt r e ga que dist ibuem br r inquedos paa r cr nç s hospit l da e a ent et m com j ia a aiza s s r ê óia ogos, est r s e out os r div t os. eriment
  • 20.
    Às vezes, convivemospor muitos anos com uma pessoa, para só então percebermos que mal a conhecemos.  Nunca lhe demos a devida atenção; não demonstramos qualquer interesse pelas coisas dela; ignoramos suas ansiedades ou seus problemas. 
  • 21.
    Que possa maersempr v o, mos nt e iv em nossa ment s es, o ensina o de ment Jesus Cristo:  “Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos out os”. r João 13:34
  • 22.
    Repasso a históriade Ernani, para que vejamos se não somos um pouco como Mauro e seus companheiros. Se formos... por favor, há tempo de mudar sem dor. Eu não sei se a história é real. Eu sei que serve de lição para a vida.