EQUINODERMOS

             PROFº: WAGNER SOUTO   Frente: 01   Aula: 11             ITA:31/05/07
                                                                             (AC)




Introdução
Os equinodermos (do grego echinos espinhos; derma
pele) constituem um          grupo de animais exclusivamente
marinhos, dotados de um endoesqueleto calcário muitas
vezes provido de espinhos salientes, que justificam o nome
zoológico do grupo. Entre os equinodermos estão as
estrelas-do-mar, os pepinos-do-mar, os lirios-do-mar e os
ouriços-do-mar entre outros.
     Uma das características mais marcantes dos
equinodermos é a presença de um complexo sistema de
lâminas, canais e válvulas, denominado         sistema aqüifero ou
ambulacrário (do latim ambulare = caminhar), que se
relaciona com a locomoção, secreção, respiração, circulação
e até mesmo com a percepção do animal. Esse sistema
inicia-se com a          placa madrepórica ou          madreporíto,
geralmente de localização dorsal, por onde a água do mar
penetra; em seguida, a água alcança uma série de canais e,
por eles, atinge os pés          ambulacrais, que são cilindros
fechados que se estendem para o meio externo através de
poros existentes no esqueleto. Os pés ambulacrais são
dotados de paredes musculares e de ampolas que acumulam
líquido; as variações de pressão do líquido no sistema deter-
minam a expansão ou retração dos pés, fato que culmina
com o deslocamento do animal.
2. Características gerais dos equinodermos
2     São animais exclusivamente marinhos, de vida livre,
predadores ou detritívoros. Apresentam simetria bilateral
na forma larvar e pentarradial na maioria dos adultos;
n     São triblásticos, celomados, enterocelomados e
deuterostômios;
d     Têm corpo sem cabeça e desprovido de
segmentação. Possuem endoesqueleto calcário,
recoberto por uma epiderme fina;
r          São dotados de          sistema aqüífero ou

ambulacrário. São animais dióicos, com fecundação
externa e desenvolvimento indireto; produzem
vários tipos de larvas ciliadas (exemplo: plúteo).
v Não possuem sistema excretor especializado; os
excretas são eliminados por difusão em qualquer
superfície exposta á água (inclusive através dos pés
ambulacrais).
a     Não apresentam sistema circulatório, sendo que
a circulação dos nutrientes é feita através do
sistema ambulacrário;
s     Têm sistema digestivo completo; nas estrelas e
ouriços, a boca localiza-se na face inferior, e o ânus,            Na figura acima anatomia interna de uma holotúria. Observe com
na face superior. Ocorre a presença de dentes que
estão ligados a uma estrutura de apoio, composta
                                                                   atenção
por uma armação de ossículos, chamada de                           a árvore respiratória e os pés ambulacrais.
Lanterna-de-Aristóteles;

.     Nos equinodermos as brânquias encarregam-se das trocas de gases respiratórios entre a água e fluido celômico e também
contribuem na eliminação de excretas. Nas estrelas-do-mar existem centenas de papilas entre os espinhos, que funcionam como

                                                          Fale conosco www.portalimpacto.com.br
brânquias, e nas holotúrias há um conjunto de tubos ramificados internos, chamados de árvores respiratórias, responsáveis pela
respiração e excreção.
r    Sistema nervoso constituído de um anel nervoso situado em torno da boca, do qual partem cinco nervos radiais que se
ramificam por todo o corpo. O sistema sensorial é muito reduzido, sendo que nas estrelas-do-mar existem células
fotorreceptoras, como minúsculos olhos nas extremidades dos olhos.

3. Sistema ambulacral ou hidrovascular
       Agora vamos estudar uma pouco mais detalhadamente o sistema ambulacrário dos equinodermos, pois o mesmo é de
extrema importância para a fisiologia desses animais.
    O sistema ambulacral ou hidrovascular,            exclusivo dos equinodermos, é um conjunto de tubos e ampolas cheios de água do
mar, daí o nome "hidrovascular" (do grego           hýdor, água, e do latim vasculum, vaso, recipiente). O sistema hidrovascular é
responsável pela movimentação dos pés ambulacrais.
     A água penetra no sistema ambulacral através de poros em uma das placas do esqueleto, a placa madrepórica,                      situada na
face dorsal do corpo, e segue pelo canal madrepórico (ou canal pétreo),            que se liga a um canal circular     localizado em torno do
tubo digestivo. Nesse canal circular existem expansões, as vesículas           de Poli, de onde partem canais radiais,        que percorrem o
corpo junto à face interna das chamadas            zonas ambulacrais.    Em cada canal radial existem inúmeras bolsas musculosas, as
ampolas, cada uma ligada a um          pé ambulacral. O pé ambulacral desponta para o interior do corpo através de um orifício do
esqueleto.
3.1 Funcionamento do sistema ambulacral

    O sistema ambulacral funciona pela pressão de água em
seu interior. A contração da musculatura da parede da
ampola força a água a penetrar no pé ambulacral oco e
musculoso, e este se distende e fixa sua ventosa a um
substrato. A contração da musculatura do pé ambulacral
faz a água voltar para a ampola, e o pé toma-se flácido,
soltando-se do substrato. Esse mecanismo permite a
locomoção, a fixação a um substrato e a captura de
alimento.
          Na figura à direita, de (A) a (D), seqüência que mostra
          a adesão do pé ambulacral a um substrato. As setas
          indicam o sentido de deslocamento da água no interior
          do sistema ambulacral.

     4.     Classificação dos equinodermos

     Os equinodermos estão divididos em cinco classes :
Asteroidea (estrelas-do-mar),        Echinoidea (ouriços-do-mar
e bolachas-do-mar),          Holothuroidea        (pepinos-do-mar),
Crinoidea (lírios-do-mar) e Ophiuroidea              (serpentes-do-
mar).
      Na tabela abaixo temos as características dos
representantes das cinco classes de equinodermos:

            Classe             Representantes                                                  Características



      Asteroidea               Estrelas-do-mar       Corpo achatado, em forma de estrela, com 5 a 50 braços. Locomoção por
                                                      pés ambulacrais, localizados na face ventral do corpo.
       Echinoidea
                              Ouriços-do-mar e        Corpo circular, abaulado (ouriços) ou achatados (corrupios), sem braços.
                              Bolachas-do-mar         Locomovem-se pelos movimentos dos espinhos e dos pés ambulacrais.
    Holothuroidea                (currupios)
                               Pepinos-do-mar          Corpo alongado, em forma de salsicha, sem braços. Locomoção por pés
          Crinoidea              (holotúrias)          ambulacrais localizados em fileiras ao longo do corpo.
                                Lírios-do-mar          Corpo em forma de taça, com cinco braços ramificados, finos e flexíveis,
                                  (crinóides)          que lembram plumas. Alguns são fixos ao fundo do mar por meio de
      Ophiuroidea
                                                       pedúnculos; outros nadam movimentando os braços.
                              Serpentes-do-mar         Corpo achatado, com cinco braços finos e flexíveis, separados uns dos
                                   (ofiúros)           outros, ligados a um disco central. Locomoção por movimentos
                                                       ondulantes dos braços.
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Equinodermos

  • 1.
    EQUINODERMOS PROFº: WAGNER SOUTO Frente: 01 Aula: 11 ITA:31/05/07 (AC) Introdução
  • 2.
    Os equinodermos (dogrego echinos espinhos; derma pele) constituem um grupo de animais exclusivamente marinhos, dotados de um endoesqueleto calcário muitas vezes provido de espinhos salientes, que justificam o nome zoológico do grupo. Entre os equinodermos estão as estrelas-do-mar, os pepinos-do-mar, os lirios-do-mar e os ouriços-do-mar entre outros. Uma das características mais marcantes dos equinodermos é a presença de um complexo sistema de lâminas, canais e válvulas, denominado sistema aqüifero ou ambulacrário (do latim ambulare = caminhar), que se relaciona com a locomoção, secreção, respiração, circulação e até mesmo com a percepção do animal. Esse sistema inicia-se com a placa madrepórica ou madreporíto, geralmente de localização dorsal, por onde a água do mar penetra; em seguida, a água alcança uma série de canais e, por eles, atinge os pés ambulacrais, que são cilindros fechados que se estendem para o meio externo através de poros existentes no esqueleto. Os pés ambulacrais são dotados de paredes musculares e de ampolas que acumulam líquido; as variações de pressão do líquido no sistema deter- minam a expansão ou retração dos pés, fato que culmina com o deslocamento do animal. 2. Características gerais dos equinodermos 2 São animais exclusivamente marinhos, de vida livre, predadores ou detritívoros. Apresentam simetria bilateral na forma larvar e pentarradial na maioria dos adultos; n São triblásticos, celomados, enterocelomados e deuterostômios; d Têm corpo sem cabeça e desprovido de segmentação. Possuem endoesqueleto calcário, recoberto por uma epiderme fina; r São dotados de sistema aqüífero ou ambulacrário. São animais dióicos, com fecundação externa e desenvolvimento indireto; produzem vários tipos de larvas ciliadas (exemplo: plúteo). v Não possuem sistema excretor especializado; os excretas são eliminados por difusão em qualquer superfície exposta á água (inclusive através dos pés ambulacrais). a Não apresentam sistema circulatório, sendo que a circulação dos nutrientes é feita através do sistema ambulacrário; s Têm sistema digestivo completo; nas estrelas e ouriços, a boca localiza-se na face inferior, e o ânus, Na figura acima anatomia interna de uma holotúria. Observe com na face superior. Ocorre a presença de dentes que estão ligados a uma estrutura de apoio, composta atenção por uma armação de ossículos, chamada de a árvore respiratória e os pés ambulacrais. Lanterna-de-Aristóteles; . Nos equinodermos as brânquias encarregam-se das trocas de gases respiratórios entre a água e fluido celômico e também contribuem na eliminação de excretas. Nas estrelas-do-mar existem centenas de papilas entre os espinhos, que funcionam como Fale conosco www.portalimpacto.com.br
  • 3.
    brânquias, e nasholotúrias há um conjunto de tubos ramificados internos, chamados de árvores respiratórias, responsáveis pela respiração e excreção. r Sistema nervoso constituído de um anel nervoso situado em torno da boca, do qual partem cinco nervos radiais que se ramificam por todo o corpo. O sistema sensorial é muito reduzido, sendo que nas estrelas-do-mar existem células fotorreceptoras, como minúsculos olhos nas extremidades dos olhos. 3. Sistema ambulacral ou hidrovascular Agora vamos estudar uma pouco mais detalhadamente o sistema ambulacrário dos equinodermos, pois o mesmo é de extrema importância para a fisiologia desses animais. O sistema ambulacral ou hidrovascular, exclusivo dos equinodermos, é um conjunto de tubos e ampolas cheios de água do mar, daí o nome "hidrovascular" (do grego hýdor, água, e do latim vasculum, vaso, recipiente). O sistema hidrovascular é responsável pela movimentação dos pés ambulacrais. A água penetra no sistema ambulacral através de poros em uma das placas do esqueleto, a placa madrepórica, situada na face dorsal do corpo, e segue pelo canal madrepórico (ou canal pétreo), que se liga a um canal circular localizado em torno do tubo digestivo. Nesse canal circular existem expansões, as vesículas de Poli, de onde partem canais radiais, que percorrem o corpo junto à face interna das chamadas zonas ambulacrais. Em cada canal radial existem inúmeras bolsas musculosas, as ampolas, cada uma ligada a um pé ambulacral. O pé ambulacral desponta para o interior do corpo através de um orifício do esqueleto. 3.1 Funcionamento do sistema ambulacral O sistema ambulacral funciona pela pressão de água em seu interior. A contração da musculatura da parede da ampola força a água a penetrar no pé ambulacral oco e musculoso, e este se distende e fixa sua ventosa a um substrato. A contração da musculatura do pé ambulacral faz a água voltar para a ampola, e o pé toma-se flácido, soltando-se do substrato. Esse mecanismo permite a locomoção, a fixação a um substrato e a captura de alimento. Na figura à direita, de (A) a (D), seqüência que mostra a adesão do pé ambulacral a um substrato. As setas indicam o sentido de deslocamento da água no interior do sistema ambulacral. 4. Classificação dos equinodermos Os equinodermos estão divididos em cinco classes : Asteroidea (estrelas-do-mar), Echinoidea (ouriços-do-mar e bolachas-do-mar), Holothuroidea (pepinos-do-mar), Crinoidea (lírios-do-mar) e Ophiuroidea (serpentes-do- mar). Na tabela abaixo temos as características dos representantes das cinco classes de equinodermos: Classe Representantes Características Asteroidea Estrelas-do-mar Corpo achatado, em forma de estrela, com 5 a 50 braços. Locomoção por pés ambulacrais, localizados na face ventral do corpo. Echinoidea Ouriços-do-mar e Corpo circular, abaulado (ouriços) ou achatados (corrupios), sem braços. Bolachas-do-mar Locomovem-se pelos movimentos dos espinhos e dos pés ambulacrais. Holothuroidea (currupios) Pepinos-do-mar Corpo alongado, em forma de salsicha, sem braços. Locomoção por pés Crinoidea (holotúrias) ambulacrais localizados em fileiras ao longo do corpo. Lírios-do-mar Corpo em forma de taça, com cinco braços ramificados, finos e flexíveis, (crinóides) que lembram plumas. Alguns são fixos ao fundo do mar por meio de Ophiuroidea pedúnculos; outros nadam movimentando os braços. Serpentes-do-mar Corpo achatado, com cinco braços finos e flexíveis, separados uns dos (ofiúros) outros, ligados a um disco central. Locomoção por movimentos ondulantes dos braços.
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