“ ¿ Por qué ahora ?” Poema: Entardeceres Autor: Luiz Gonzaga Pinheiro Música: Nachtigall serenade
Entardeceres! Quantos já os vi
Não há quem não se enterneça com eles
É a hora em que a alma acalma
Fica reflexiva, levita, recorda
Busca os amores perdidos ou a construir
Hora de fazer promessas de superação
De arrepender-se
Entardeceres!
Hora em que Maria ora pelos suicidas
E que os mendigos doam
Os cruéis ficam sonolentos
Os poetas escrevem
E toda asfixia serena
Para que o ar possa escorrer.
Instante mágico e sublime
Pois que as cruzes dos homens lhes dão tréguas deixando-os mais sensíveis
É então que a maldade se envergonha
A delicadeza perde a timidez
E a arrogância parece aquietar-se
E nesta hora na qual a ponte entre Deus e os homens é de ouro, ambos se escutam e se entendem.
Entardeceres
Formatação: o caçador de imagens

Entardeceres