ii
Universidade de Brasília
Faculdade de Tecnologia
Departamento de Engenharia Civil
Levantamento de dados sobre a deterioração de
estruturas na região Centro-Oeste
Engª Andréia Azeredo Nince
Orientador: João Carlos Teatini de S.Clímaco
Dissertação de Mestrado em Estruturas
Publicação E.DM 001/96
Brasília - DF
Março de 1996
ii.
Universidade de Brasília
Faculdade de Tecnologia
Departamento de Engenharia Civil
Levantamento de dados sobre a deterioração de
estruturas na região Centro-Oeste
Engª Andréia Azeredo Nince
Dissertação de Mestrado submetida ao Departamento de Engenharia Civil da universidade de
Brasília como parte dos requisitos necessários para a obtenção do Grau de Mestre em
Ciências (M.Sc.).
Aprovada por:
-------------------------------------------------------
Prof. João Carlos Teatini de S. Clímaco
(Orientador - PhD - UnB)
-------------------------------------------------------
Prof. Antônio Alberto Nupomuceno
(Examinador Interno - Doutor - UnB)
-------------------------------------------------------
Prof. Vahan Agopyan
(Examinador Externo - PhD - EPUSP)
Brasília, 25 de Março de 1996
3
iii
Ficha Catalográfica
AZEREDO NINCE, Andréia
Levantamento de dados sobre a deterioração de estruturas na região Centro-Oeste [Distrito
Federal] 1996.
xv,.176.p., 210 mm x 297 mm (ENC/FT/UnB, M.Sc., Estruturas, 1996).
Dissertação de Mestrado - Universidade de Brasília.
Faculdade de Tecnologia. Departamento de Engenharia Civil.
1 - Estrutura 2 - Durabilidade e Vida Útil
3 - Desempenho 4 - Manutenção
5 - Manifestações Patológicas 6 - Reparo/Reforço Estrutural
I ENC/FT/UnB II - Título (série)
Referência Bibliográfica
Nince, A.A.; 1996. Levantamento de dados sobre a deterioração de estruturas na região
Centro-Oeste, Dissertação de Mestrado, Publicação No
: E.DM 001/96, Departamento de
Engenharia Civil, Universidade de Brasília, Brasília, DF.,176 p.
Cessão de Direitos
Nome do Autor: Andréia Azeredo Nince.
Título da Dissertação: Levantamento de dados sobre a deterioração de estruturas na região
Centro-Oeste.
Grau: Mestre em Ciências Ano: 1996
É concedida à Universidade de Brasília permissão para reproduzir cópias desta dissertação de
mestrado e para emprestar ou vender tais cópias somente para propósitos acadêmicos e
científicos. O autor reserva outros direitos de publicação e nenhuma parte desta dissertação
pode ser reproduzida sem a autorização por escrito do autor.
___________________________
Andréia Azeredo Nince
Rua T 48 no
646 Setor Bueno
CEP: 74210-190 - Goiânia - Goiás
Brasília - DF, 25 de Março de 1996
AGRADECIMENTOS
Ao Professor João Carlos Teatini S. de Clímaco, meu orientador, meu agradecimento, por sua
dedicação, fundamental para o desenvolvimento do trabalho.
À Defesa Civil, ao DER, em especial ao engo
. Samuel, ao Sérgio S. de Oliveira e ao Mauro
L. Faustino e a todos os profissionais da região que propiciaram, acreditaram e apoiaram a
realização deste trabalho.
Ao CNPq, pelo suporte financeiro.
Aos Professores do Mestrado em Estruturas da ENC, em especial aos professores Eldon
Londe Melo e José Humberto M. de Paula, que me ajudaram fornecendo alguns dados.
Aos meus colegas do mestrado, pela amizade e pelo grande apoio dispensados.
E finalmente, a minha mãe e ao Leonardo, agradeço todo o apoio emocional e o incentivo que
me deram nos momentos mais difíceis deste trabalho.
2
RESUMO
O enorme desenvolvimento da construção civil no Brasil, com predominância marcante das
estruturas de concreto, não foi acompanhado por um desenvolvimento adequado da legislação
correspondente, normas técnicas e de pesquisas independentes na área, resultando em sérios
problemas de deterioração precoce das edificações, e tendo ainda como característica a
ausência quase completa de programas de manutenção preventiva. Na região Centro-Oeste, de
desenvolvimento mais recente, os problemas foram ainda agravados, devido à velocidade das
construções, mão-de-obra pouco qualificada e deficiência no controle de materiais. Além
disso, em contraposição ao avanço da técnica, observa-se que os problemas estruturais
continuam frequentes e que as causas são, provavelmente, similares àquelas do resto do país.
Através de entrevistas, com empresas e profissionais do setor de reparo estrutural e órgãos
públicos envolvidos com o problema, o presente trabalho apresenta um levantamento de
dados do Distrito Federal e das capitais da região, Goiânia, Cuiabá e Campo Grande, com
uma avaliação dos problemas estruturais quanto às suas principais manifestações e causas
mais frequentes, visando contribuir para a melhoria dos padrões atuais de durabilidade e vida
útil de nossas edificações.
3
ABSTRACT
The huge development of the construction sector in Brazil, with predominance of concrete
structures, was not followed by an adequate development of the corresponding legislation,
technical standards and independent research in this area, resulting in serious problems of
constructions precocious deterioration, that also has the characteristic of an almost complete
lack of preventive maintenance. In the recently developed Center-West region, the problem
becomes still worse due to the construction speed, low trained workmanship and deficient
materials control. Moreover, in contrast with the technology progresses, it can be seen that the
structural problems are frequent with causes which probably are similar to those of the rest of
the country. By means of interviews at companies and professionals of the structural repair
sector and public agencies involved with the problem, this paper presents a survey of data
from the Federal District and the region states capitals, Goiânia, Cuiabá and Campo Grande,
with an evaluation of the structural problems concerning their main manifestations and most
common causes, aiming the improvement of our present standards of construction service life
and durability.
4
ÍNDICE
Capítulo Página
1 - INTRODUÇÃO 01
2 - CONCEITOS BÁSICOS SOBRE O DESEMPENHO DE ESTRUTURAS
2.1 - DURABILIDADE 09
2.2 - DESEMPENHO 10
2.3 - VIDA ÚTIL 10
2.4 - MANUTENÇÃO 12
2.5 - PATOLOGIA E TERAPIA 17
2.6 - MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 17
2.7 - DIAGNÓSTICO 18
2.8 - INTERVENÇÃO 20
2.8.1 - Reparo estrutural 20
2.8.2 - Reforço estrutural 20
2.8.3 - Substituição 20
2.9 - TÉCNICAS DE INTERVENÇÃO 21
2.9.1 - Introdução 21
2.9.2 - Armadura adicional passiva 21
2.9.2.1 - Adição de barras de aço 21
2.9.2.2 - Chapas coladas 22
2.9.2.3 - Grampeamento 22
2.9.3 - Armadura adicional de protensão 22
2.9.4 - Injeção de fissuras 23
2.9.5 - Remoldagem com concreto 23
2.9.6 - Remoldagem com argamassa de cimento 23
2.10 - MATERIAIS UTILIZADOS NAS INTERVENÇÕES 23
5
3 - REVISÃO DE PESQUISAS COM LEVANTAMENTO DE DADOS SOBRE
CAUSAS DE DEFEITOS EM ESTRUTURAS
3.1 - INTRODUÇÃO 27
3.2 - ANÁLISES QUANTITATIVAS DE DEFEITOS NAS ESTRUTURAS 28
3.3 - ANÁLISE DE DADOS DA ESPANHA 32
3.4 - ANÁLISE DE DADOS DA FRANÇA 34
3.5 - ANÁLISE DE DADOS DA AMÉRICA DO NORTE 36
3.6 - ANÁLISE DE DADOS DO BRASIL 39
3.6.1 -Estudos sobre São Paulo e região Amazônica 39
3.6.2 - Estudos sobre o Distrito Federal 40
4 - METODOLOGIA APLICADA NA COLETA DE DADOS
4.1 - INTRODUÇÃO 47
4.2 - DESCRIÇÃO DO QUESTIONÁRIO 50
4.3 - CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO QUANTO À LOCALIZAÇÃO 51
4.4 - IDADE APROXIMADA DAS EDIFICAÇÕES À ÉPOCA DA INSPEÇÃO 52
4.5 - TIPO ESTRUTURAL PREDOMINANTE 53
4.6 - MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 54
4.7 - CAUSAS DAS MANIFESTAÇÕES SEGUNDO AS ETAPAS DO
PROCESSO CONSTRUTIVO 55
4.7.1 - Preliminares 55
4.7.2 - Causa das manifestações patológicas atribuídas ao projeto estrutural 55
4.7.3 - Causa das manifestações patológicas atribuídas à execução 56
4.7.4 - Causa das manifestações patológicas atribuídas aos materiais 58
4.7.5 - Causa das manifestações patológicas atribuídas à utilização da edificação 58
4.7.6 - Outras causas de manifestações patológicas 59
4.8 - TÉCNICAS E MATERIAIS DE INTERVENÇÃO MAIS EMPREGADOS 59
4.9 - CUSTO APROXIMADO DA INTERVENÇÃO 60
4.10 - COMPATIBILIZAÇÃO DA INTERVENÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS 60
5 - ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS NA REGIÃO CENTRO-OESTE
5.1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS 64
6
5.2 - ANÁLISE DO DISTRITO FEDERAL 66
5.2.1 - Introdução 66
5.2.2 - Idade aproximada das edificações 67
5.2.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento 69
5.2.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção 70
5.2.5 - Manifestações patológicas nas edificações 71
5.2.6 - Causas das manifestações patológicas 73
5.2.7 - Materiais de intervenção 76
5.2.8 - Técnicas de intervenção 77
5.2.9 - Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação 78
5.2.10 - Compatibilização da intervenção com outros serviços 79
5.2.11 - Métodos de avaliação estrutural utilizados 80
5.2.12 - As 53 pontes do Distrito Federal 81
5.3 - ANÁLISE DE GOIÁS 81
5.3.1 - Introdução 81
5.3.2 - Idade aproximada das edificações 82
5.3.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento 83
5.3.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção 83
5.3.5 - Manifestações patológicas nas edificações 84
5.3.6 - Causas das manifestações patológicas 85
5.3.7 - Materiais de intervenção 88
5.3.8 - Técnicas de intervenção 89
5.3.9 - Métodos de avaliação estrutural utilizados 90
5.4 - ANÁLISE DO MATO GROSSO DO SUL 90
5.4.1 - Introdução 90
5.4.2 - Idade aproximada das edificações 91
5.4.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento 92
5.4.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção 93
5.4.5 - Manifestações patológicas nas edificações 94
5.4.6 - Causas das manifestações patológicas 95
5.4.7 - Materiais de intervenção 98
5.4.8 - Técnicas de intervenção 98
7
5.4.9 - Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação 99
5.4.10 - Métodos de avaliação estrutural utilizados 100
5.5 - ANÁLISE DO MATO GROSSO 100
5.5.1 - Introdução 100
5.5.2 - Idade aproximada das edificações 101
5.5.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento 102
5.5.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção 102
5.5.5 - Manifestações patológicas nas edificações 103
5.5.6 - Causas das manifestações patológicas 104
5.5.7 - Materiais de intervenção 106
5.5.8 - Técnicas de intervenção 106
5.5.9 - Métodos de avaliação estrutural utilizados 107
5.6 - ANÁLISE COMPARATIVA 108
5.6.1 - Características climáticas 108
5.6.2 - Idade aproximada das edificações 108
5.6.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento 109
5.6.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção 109
5.6.5 - Manifestações patológicas nas edificações 110
5.6.6 - Causas das manifestações patológicas 110
5.6.7 - Materiais de intervenção 112
5.6.8 - Técnicas de intervenção 113
5.6.9 - Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação 113
5.6.10 - Métodos de avaliação estrutural utilizados 113
6 - CONCLUSÕES
6.1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS 117
6.2 - SUGESTÕES PARA MELHORAR A QUALIDADE DAS EDIFICAÇÕES 121
6.3 - SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS 124
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 125
ANEXO A
A.1 - QUESTIONÁRIO 133
8
ANEXO B - TABELAS
B.1 - BRASÍLIA 139
B.2 - GOIÂNIA 156
B.3 - CAMPO GRANDE 164
B.4 - CUIABÁ 171
9
LISTA DE FIGURAS
Figura Página
2.1 - Modelo de equilíbrio de uma estrutura de concreto
(modificada - CASTRO,1994) 11
2.2 - Fluxograma da metodologia para o cálculo do Grau de Deterioração
da estrutura (Gd) - CASTRO,1994) 15
2.3 - Classificação dos materiais para reparo segundo a família química
(2
ANDRADE,1992; e SELINGER,1992) 24
3.1 - Lições de rupturas de estruturas na Europa (Matousek,1977) 31
3.2 - Causas e defeitos em edificações (Paterson, 1984) 35
3.3 - Avaliação dos erros em estruturas de concreto (ACI, 1979) 37
5.1 - Idade aproximada das edificações de Brasília 68
5.2 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Brasília 69
5.3 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Brasília 70
5.4 - Manifestações patológicas das edificações - Brasília 71
5.5 - Causas isoladas das manifestações - Brasília 73
5.6 - Causas associadas das manifestações - Brasília 74
5.7 - Problemas de projeto - Brasília 74
5.8 - Problemas de execução - Brasília 75
5.9 - Materiais utilizados na intervenção - Brasília 76
5.10 - Técnicas empregadas na intervenção - Brasília 78
5.11 - Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação -
Brasília 78
5.12 - Compatibilização da intervenção com outros serviços - Brasília 79
5.13 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Brasília 80
5.14 - Idade aproximada das edificações de Goiânia 82
5.15 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Goiânia 83
5.16 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Goiânia 84
10
5.17 - Manifestações patológicas das edificações - Goiânia 85
5.18 - Causas isoladas das manifestações - Goiânia 86
5.19 - Causas associadas das manifestações - Goiânia 86
5.20 - Problemas de projeto - Goiânia 87
5.21 - Problemas de execução - Goiânia 87
5.22 - Materiais utilizados na intervenção - Goiânia 88
5.23 - Técnicas empregadas na intervenção - Goiânia 89
5.24 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Goiânia 90
5.25 - Idade aproximada das edificações de Campo Grande 92
5.26 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento -
Campo Grande 93
5.27 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Campo Grande 94
5.28 - Manifestações patológicas das edificações - Campo Grande 95
5.29 - Causas das manifestações - Campo Grande 96
5.30 - Problemas de projeto - Campo Grande 97
5.31 - Problemas de execução - Campo Grande 97
5.32 - Materiais utilizados na intervenção - Campo Grande 98
5.33 - Técnicas empregadas na intervenção - Campo Grande 99
5.34 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Campo Grande 100
5.35 - Idade aproximada das edificações de Cuiabá 101
5.36 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Cuiabá 102
5.37 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Cuiabá 103
5.38 - Manifestações patológicas das edificações - Cuiabá 103
5.39 - Causas das manifestações - Cuiabá 104
5.40 - Problemas de projeto - Cuiabá 105
5.41 - Problemas de execução - Cuiabá 105
5.42 - Materiais utilizados na intervenção - Cuiabá 106
5.43 - Técnicas empregadas na intervenção - Cuiabá 107
5.44 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Cuiabá 107
11
LISTA DE TABELAS
Tabela Página
2.1 - Indicação de intervalos de inspeção (em anos) 13
2.2 - Classificação dos níveis de deterioração do elemento 16
2.3 - Classificação dos níveis de deterioração da estrutura 17
2.4 - Tipos de manifestações patológicas 19
3.1 - Estatísticas relativas a causas de defeitos em edificações (Chamosa
& Ortiz, 1985, Carmona & Marega, 1988) 28
3.2 - Diferenças de pecentagem existente entre projeto e execução 29
3.3 - Estadísticas parciales por campos (Chamosa & Ortiz,1985) 33
3.4 - Manifestacion de las lesiones (Chamosa & Ortiz,1985) 34
3.5 - Distribuição das origens das manifestações patológicas, por estado, na região
Amazônica (Aranha, 1994) 40
3.6 - Estatísticas relativas a causas patológicas em edificações no DF
(Campos & Valério,1994) 41
3.7 - Estatísticas relativas a causas patológicas em edificações no DF
(Oliveira & Faustino, 1995) 43
4.1 -Tipos de edificações versos pavimentos - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande 49
4.2 -Tipos de edificações versos pavimentos - Brasília 50
4.3 - Localização das obras catalogadas - Centro-Oeste 52
4.4 - Anos de inspeções e/ou intervenções - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande 52
4.5 - Anos de inspeções e/ou intervenções - Brasília 53
4.6 - Tipo de estrutura predominante - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande 53
4.7 - Tipo de estrutura predominante - Brasília 54
5.1 - Características climáticas de Brasília 64
5.2 - Características climáticas de Goiânia 64
5.3 - Características climáticas de Campo Grande 65
5.4 - Características climáticas de Cuiabá 65
5.5 - Problemas mais freqüentes nas auto- construções 67
12
5.6 - Diferenças entre projeto e execução na região Centro- Oeste 111
5.7 - Média das diferenças dos erros de projeto na região Centro- Oeste 111
5.8 - Média das falhas de execução na região Centro- Oeste 112
6.1 - Idade Aproximada das edificações na região Centro- Oeste 118
6.2 - Manifestações patológicas na região Centro- Oeste 118
6.3 - Causas das manifestações na região Centro- Oeste 119
6.4 - Média dos erros de projeto na região Centro- Oeste 120
6.5 - Média das falhas de execução na região Centro- Oeste 120
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO
14
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO
Um dos fatores mais importantes para a melhoria da qualidade das edificações, prevenir
defeitos futuros e aprimorar as técnicas de reparo e reforço é o amplo conhecimento da
evolução e causas das patologias das edificações, através de levantamentos de dados sobre os
tipos de manifestações de danos e sua origem. Nesse sentido, o trabalho apresenta um estudo
realizado na região Centro-Oeste, que compreende o Distrito Federal e os estados de Goiás,
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, através de uma pesquisa junto às empresas e
profissionais liberais da região que militam no setor de reparos e outros órgãos com interesse
no assunto.
Esta pesquisa, de caráter pioneiro na região, é a segunda do gênero em todo o país
abrangendo uma região geo- política completa, com a segunda maior área do território
nacional. Somando-se a esta pesquisa aquela realizada na região Amazônica (Aranha, 1994),
observa-se que juntas, fornecem dados que atingem 64% do território nacional.
Outro aspecto relevante no trabalho refere-se ao teor das informações coletadas, enfocando a
qualidade do produto da indústria mais importante da região Centro-Oeste, a indústria da
Construção Civil. A região é de desenvolvimento recente, principalmente a partir da década
de 60, com a construção de Brasília, e tem como fenômeno comum à migração da população
do campo para as grandes cidades, gerando com isso um crescimento acentuado da atividade
da construção sem ter havido, salvo raras exceções, investimento adequado em
desenvolvimento de tecnologia.
Os temas abordados no levantamento de dados desta pesquisa foram: tipo de edificações,
idade aproximada, tipo estrutural, localização dos danos e/ou intervenção segundo o elemento
estrutural, razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção, tipos de manifestações
patológicas, causas das manifestações, erros de projeto, falhas de execução, materiais de
intervenção, técnicas de intervenção, custo aproximado da intervenção em relação ao custo da
edificação, compatibilização da intervenção com outros serviços, e métodos de avaliação
estrutural utilizados.
15
É também importante observar no levantamento de dados que ocorre, em várias situações,
uma superposição de manifestações e causas de problemas patológicos, acarretando em
alguns itens analisados um percentual total maior que 100%.
Como era de se esperar, a esmagadora maioria das obras catalogadas tem estrutura de
concreto armado, material predominante nas construções brasileiras. Evidentemente, sendo o
tipo de estrutura mais usado, nele se registra a maior concentração de problemas.
Através do levantamento de dados, pode-se verificar que a fase de execução é a maior
responsável pelos danos registrados nas edificações e as fissuras são as manifestações que
mais se destacaram. Estes resultados, dentre outros, foram comparados com os obtidos em
pesquisas semelhantes no estado de São Paulo, região Amazônica, Espanha, França e
América do Norte. Nesta comparação observa-se que, em muitos casos, os resultados se
assemelham, podendo-se concluir que não se trata apenas de características de uma região,
mas da própria mentalidade que ainda predomina na indústria, não só em diferentes regiões
do país mas também no exterior. Entretanto, pelo estágio de desenvolvimento social e
econômico do Brasil, nota-se o nível mais grave de alguns problemas, relativos às diversas
fases das edificações - planejamento, projeto, execução e utilização, que apontam para a
necessidade de se modificar várias práticas prejudiciais à qualidade dos produtos fornecidos
pela Construção Civil.
Cabe ressaltar, de início, a dificuldade encontrada na coleta de dados, devido à precariedade
ou quase completa ausência de arquivos técnicos, em virtude de não existir uma preocupação
e mesmo uma metodologia padronizada, por parte dos órgãos relacionados com o setor e
profissionais da área, no sentido de armazenar adequadamente as informações relativas aos
serviços executados. A dificuldade citada fez com que a maioria dos dados fosse obtida
através de entrevistas, sendo, portanto, as informações, em grande parte, fruto da memória
dos entrevistados.
Foram cadastradas 454 obras, contendo registros de intervenção ou inspeção da estrutura no
período de 1972 a 1995. Estas 454 obras são divididas em: 299 obras do Distrito Federal e
155 obras dos outros estados, sendo 120 de Goiás, 22 do Mato Grosso do Sul e 13 do Mato
Grosso, englobando vários tipos de edificações, classificadas em convencionais e especiais,
com será visto nas Tabelas 4.1 e 4.2 do Capítulo 4. Cabe salientar o reduzido número de obras
16
cadastradas nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que reflete a dificuldade em
se levantar este tipo de ocorrência. Em particular, no Mato Grosso, apesar da boa vontade de
alguns profissionais locais, o sentimento predominante foi de receio, dificultando o acesso às
informações sobre estruturas danificadas. Tal fato não ocorreu no Mato Grosso do Sul, no
Distrito Federal e em Goiás, principalmente nos dois últimos estados devido ao conhecimento
e confiança anteriores dos pesquisadores envolvidos neste trabalho com profissionais do
setor.
O questionário utilizado na pesquisa teve como base inicial um trabalho desenvolvido na
Polytechnic of Central London por Jorabi (1986), adaptado e ampliado dentro da linha de
pesquisa do Departamento de Engenharia Civil da UnB (Campos & Valério, 1994; Oliveira &
Faustino, 1995), utilizando ainda subsídios de trabalhos de natureza semelhante de Chamosa
& Ortiz (1985), Carmona & Marega (1988) e Aranha (1994).
Durante o trabalho, verificou-se a necessidade de se fazer uma análise em separado das
informações obtidas em cada estado, com a finalidade de não descaracterizá-las,
principalmente, pelas diferenças citadas na quantidade de informações coletadas em cada um
e em virtude de algumas peculiaridades na coleta de dados que serão abordadas nos Capítulos
4 e 5.
O Capítulo 2 apresenta uma revisão bibliográfica que aborda, de maneira sucinta, temas que
estão direta ou indiretamente envolvidos com o trabalho proposto. Nesse capítulo faz-se a
conceituação de tópicos como: durabilidade, desempenho, vida útil, manutenção, patologia e
terapia, manifestações patológicas, diagnósticos, tipos, técnicas e materiais de intervenção.
O Capítulo 3 apresenta uma revisão de pesquisas cujo objetivo assemelha-se ao deste
trabalho, qual seja o levantamento de dados sobre causas de defeitos e manifestações
patológicas nas estruturas. Nesse capítulo são analisados trabalhos realizados no país e no
exterior, que englobam: análises sobre as regiões: Amazônica e estado de São Paulo bem
como dados da Europa, Espanha, França e América do Norte.
O Capítulo 4 descreve todo o processo utilizado na coleta e tratamento de dados. Nele se
apresentam todas as definições e considerações empregadas na classificação dos danos e na
intervenção estrutural.
17
O Capítulo 5 mostra uma análise dos dados coletados, separadamente, para cada estado, que
foi realizada com a ajuda de um programa computacional, desenvolvido na linguagem
Clipper, com o objetivo de efetuar o cruzamento dos dados entre os diversos itens do
questionário. Por fim, faz uma análise comparativa, onde são mencionadas as diferenças e
semelhanças entre os estados analisados.
O Capítulo 6 apresenta as conclusões do trabalho, com algumas sugestões para a melhoria da
qualidade das edificações e sugestões para trabalhos futuros.
CAPÍTULO 2
CONCEITOS BÁSICOS SOBRE
DESEMPENHO DE ESTRUTURAS
9
CAPÍTULO 2
CONCEITOS BÁSICOS SOBRE O DESEMPENHO DE ESTRUTURAS
2.1 - DURABILIDADE
O presente trabalho propõe-se a analisar as estruturas de uma forma geral. Entretanto, é
marcante o predomínio do concreto como material estrutural, sendo que no Brasil 19 entre as
20 edificações têm estruturas de concreto. Dessa forma, é natural que a análise dedique maior
atenção a este tipo de estrutura, apesar de serem também cadastradas estruturas de natureza
diversa, principalmente metálicas ou mistas.
Na década de 70, principalmente os norte-americanos e os nórdicos introduziram a discussão
sobre o fato de que as estruturas (de concreto) não são eternas, ou seja, elas possuem uma
vida limitada que deve ser prevista em projeto. Mais de vinte anos se passaram e a maioria
das normas técnicas de projeto e execução, em vários países, ainda estão distantes da idéia de
se projetar a partir de uma durabilidade definida (1
Andrade, 1992).
De acordo com Somerville (1987), ”Não existe uma condição isolada chamada durabilidade,
mas um conjunto de ações que deveria merecer atenção compatível ao rigor dedicado em
projeto, quanto à resistência, rigidez, estabilidade e funcionalidade.”Enfatiza, ainda, a
importância do planejamento, onde, na elaboração do projeto, deve ser considerada a
totalidade da estrutura, com o objetivo de garantir sua estabilidade e durabilidade.
Por este tema ser muito recente, do ponto de vista científico, com muitas divergências quanto
à sua definição, de acordo com a área de atuação, é de interesse apresentar a definição dada
pelo CIB W80/RILEM 71-PSL (1983) que se refere à durabilidade como sendo “a capacidade
que um produto, componente ou construção possui de manter o seu desempenho acima dos
níveis mínimos especificados, de maneira a atender às exigências dos usuários, em cada
situação específica.”
10
2.2 - DESEMPENHO
Segundo Souza (1988), “O edifício, pode ser definido, segundo o conceito de desempenho,
como um produto cuja função é satisfazer as exigências do usuário quando submetido às
condições normais de exposição ao longo de sua vida útil.” Resumidamente as exigências dos
usuários são de segurança, de habitabilidade, de durabilidade e de economia. Ou de forma
simplificada, conforme John (1987), “É o comportamento da estrutura durante o seu uso.”
O Código Modelo MC90 (CEB-FIP-1991) estabelece que “As estruturas devem ser
projetadas, construídas e operadas de forma tal que, sob as condições ambientais esperadas,
elas tenham sua segurança, funcionalidade e aparência aceitável durante um período de
tempo, implícito ou explícito, sem requerer altos custos imprevistos para manutenção e
reparo.” Ainda segundo o MC90, o processo global de criar estruturas e mantê-las em
condições satisfatórias de uso requer a cooperação entre as quatro partes envolvidas: o
proprietário, o projetista, o construtor e o usuário.
A partir desta concepção, para analisar o desempenho estrutural e as causas dos problemas
patológicos deve-se observar a estrutura em sua totalidade, o que significa compeendê-la em
três momentos distintos: planejamento, execução e utilização. Em síntese, o desempenho de
cada estrutura será sempre o resultado da integração entre execução e planejamento. A Figura
2.1 apresenta, esquematicamente, um “modelo de equilíbrio” para uma estrutura de concreto,
sugerido por Selinger (1992), a partir do Bulletin d’Information no
182 do CEB (1989),
modificado por Castro (1994) com a inclusão dos itens “manutenção” e “vida útil”.
2.3 - VIDA ÚTIL
É o período mínimo em que se espera que a estrutura desempenhe as funções previstas,
segundo suas finalidades específicas e condições ambientais, sem perdas significativas na sua
capacidade de utilização e não exigindo custos elevados de manutenção e reparo (Somerville,
1987).
11
conjunto
de
ações
capacidade
de
serviço
Mecânicas
Projeto
resistência rigidez
segurança funcionalidade
Vida útil
Manutenção
Desempenho
Estrutura
Físicas
Qualidade do
concreto
Química/Biológicas
hipóteses
normas
cálculos
dimensionamento
proporção da mistura
fator água/cimento
agregados
aditivos
mão de obra
lançamento
adensamento
cura
Execução
sobrecargas,
peso próprio,
abrasão,
erosão
variação de
temperatura,
neve, gelo,
umidade
sais de degelo,
ácidos, álcool, óleo,
graxa, gases,plantas
microorganismos
durabilidade
Figura 2.1 - Modelo de equilíbrio de uma estrutura de concreto
(modificada - Castro, 1994)
12
Os componentes estruturais nas edificações determinam a vida útil máxima destas, pois estes
elementos são de difícil substituição, enquanto que os componentes não estruturais
determinam a freqüência e os custos de manutenção ( John, V.M & Cremonini, R.A, 1989).
2.4 - MANUTENÇÃO
Pode ser definida como sendo um conjunto de ações de reduzido alcance, com o objetivo
limitado de prevenir ou identificar os danos, e, quando a estrutura apresentar perda
significativa da capacidade resistente, como forma de se evitar o comprometimento da
segurança da estrutura (CEB-FIP-1991).
A manutenção dos edifícios está intimamente ligada às decisões tomadas durante as fases do
processo de produção da construção, ao controle de qualidade realizado ao longo dessas fases
e à normalização técnica utilizada (Souza, 1988).
“É cada vez mais urgente criar uma consciência de que a manutenção é fundamental para que
as estruturas desempenhem as funções para as quais foram projetadas. É essencial fazer
prevalecer, na prática, o conceito de que a vida útil das estruturas, mesmo daquelas bem
projetadas e construídas, depende muito dos níveis adequados de manutenção”(Castro, 1994).
Embora o reconhecimento de sua importância seja cada vez mais crescente, a precariedade da
normalização e da literatura técnica, mesmo nos países desenvolvidos, comprovam a
necessidade de evolução nos estudos e pesquisas sobre o tema.
A metodologia da Federação Internacional de Protensão (FIP, 1988) para estruturas de
concreto armado e protendido, apresenta uma classificação abrangente de intervalos de
inspeção e manutenção, de grande interesse para a aplicação em edificações usuais, apesar do
caráter de “recomendação” e não ter força de norma.
Nessa metodologia, os intervalos de tempo para as inspeções, apresentados na Tabela 2.1, são
definidos de acordo com sua categoria e a classificação da estrutura em classes, combinadas
com o tipo de condição ambiental e de carregamento, da seguinte forma:
13
a) Classes de estruturas:
Classe 1 - onde a ocorrência de ruptura pode ter conseqüências catastróficas e/ou onde a
funcionalidade da estrutura é de vital importância para a comunidade;
Classe 2 - onde a ocorrência de ruptura pode custar vidas e/ou onde a funcionalidade da
estrutura é de considerável importância;
Classe 3 - onde é improvável que a ocorrência de uma ruptura leva a conseqüências fatais
e/ou onde um período com a estrutura fora de serviço possa ser tolerado.
b) Categorias de inspeção:
Rotineira - realizada em intervalos regulares, com planilhas específicas da estrutura,
elaboradas conjuntamente por técnicos responsáveis pelos projetos e pela manutenção;
Extensiva - realizada em intervalos regulares, alternadamente com as rotineiras, com objetivo
de investigar mais minuciosamente os elementos e as características dos materiais
componentes da estrutura.
c) Tipos de condições ambientais e de carregamento:
Muito severa - o ambiente é agressivo com carregamento cíclico com possibilidade de fadiga;
Severa - o ambiente é agressivo com carregamento estático ou o ambiente é normal com
carregamento cíclico com possibilidade de fadiga;
Normal - o ambiente é normal com carregamento estático.
Tabela 2.1 - Indicação de intervalos de inspeção (em anos)
Classes de estruturas
Condições
bi i
1 2 3
Inspeção
Rotineira
Inspeção
Extensiva
Inspeção
Rotineira
Inspeção
Extensiva
Inspeção
Rotineira
Inspeção
Extensiva
Muito severa 2* 2 6* 6 10* 10
Severa 6* 6 10* 10 10* -
Normal 10* 10 10* - ** **
* Intercalada entre inspeções extensivas
** Apenas inspeções superficiais.
14
A necessidade de se estabelecer programas objetivos para inspeção de edificações usuais
vem se tornando cada vez mais imprescindível. Por este motivo, dentro da linha de pesquisa
“Patologia, recuperação e manutenção de estruturas” do Mestrado em Estruturas do
Departamento de Engenharia Civil da UnB, Castro (1994) desenvolveu uma metodologia para
manutenção de estruturas de concreto armado que tem por objetivo verificar o desempenho de
edificações usuais, nos aspectos de segurança, funcionalidade e estética, através de uma
quantificação do nível de deterioração, com base em dados coletados por meio de um caderno
de inspeção, aplicado por profissional especializado.
Esta metodologia é apresentada no fluxograma da Figura 2.2, que mostra os procedimentos a
serem seguidos, de forma sistemática, sendo os principais parâmetros assim definidos: (Castro
et al, 1995)
Fator de Ponderação (Fp) - quantifica a importância relativa de um dano, em função das
características da família de elementos estruturais, tendo um valor pré-estabelecido naquela
família numa escala de 1 a 10.
Fator de Intensidade do Dano (Fi) - classifica o nível de gravidade e a evolução de uma
manifestação de dano em um determinado elemento, segundo uma escala de 0 a 4. O caderno
de inspeção apresenta os possíveis danos, com critérios objetivos e detalhados para a
atribuição do Fi a partir da inspeção.
Grau do dano (D) - quantifica a manifestação de cada tipo de dano no elemento, através de
uma formulação baseada em uma analogia com o modelo proposto por Tuutti (1982), para o
desenvolvimento do processo de corrosão em estruturas de concreto.
Grau de deterioração de um elemento (Gde ) - é determinado em função das diversas
manifestações dos danos detectados no elemento pela inspeção, e correspondentes graus
calculados para cada dano.
15
Figura 2.2- Fluxograma da metodologia para o cálculo do Grau de Deterioração da Estrutura
(Gd) - (Castro, 1994).
Dividir a estrutura em famílias de
elementos
Para os elementos de cada família
Calcular o
Grau do dano ( D )
Calcular o
Grau de deterioração da estrutura ( G )d
Calcular o
Grau de deterioração da família de elementos ( G )df
Calcular o
Grau de deterioração do elemento ( G )de
Introduzir o
Fator de relevância estrutural da família
( Fr )
Introduzir o
Fator de ponderação de
um dano ( F )p
Através de inspeção atribuir o
Fator de Intensidade do dano
( F )i
Estrutura
16
A Tabela 2.2 mostra os limites estabelecidos para os Gde, que, segundo Castro, não devem ser
encarados como absolutos, mas como indicativos das medidas a serem adotadas.
Tabela 2.2 - Classificação dos níveis de deterioração do elemento
Nível de
deterioração
Gde Medidas a serem adotadas
Baixo 0-15 estado aceitável
Médio 15-50 observação periódica e necessidade de intervenção a
médio prazo
Alto 50-80 observação periódica minuciosa e necessidade de
intervenção a curto prazo
Crítico > 80 necessidade de intervenção imediata para restabelecer
funcionalidade e/ou segurança
Grau de deterioração de uma família (Gdf ) - é a média aritmética dos graus de deterioração
dos elementos que apresentarem danos expressivos, ou seja, com um valor acima de um
Gde,lim.
Fator de relevância estrutural da família de elementos (Fr ) - quantifica a importância relativa
de cada família na estrutura, sendo sugerida a seguinte classificação:
* Elementos de composição arquitetônica Fr = 1.0
* Reservatório superior Fr = 2.0
* Escadas/rampas, reservatório inferior, cortinas, lajes secundárias Fr = 3.0
* Lajes, fundações, vigas secundárias, pilares secundários Fr = 4.0
* Vigas e pilares principais Fr = 5.0
Grau de deterioração da estrutura (Gd ) - é uma função dos diferentes graus de deterioração
das diversas famílias de elementos da edificação, afetados pelos respectivos fatores de
relevância estrutural.
A Tabela 2.3 apresenta as medidas recomendadas por Castro, segundo o nível de deterioração
estabelecido para a estrutura como um todo. Cabe esclarecer que a quantificação do grau de
deterioração da estrutura não deve, necessariamente, influenciar nas medidas a serem
adotadas nos elementos isolados com manifestações relevantes de danos.
17
Tabela 2.3 - Classificação dos níveis de deterioração da estrutura
Nível de
deterioração
Gde Medidas a serem adotadas
Baixo 0-15 estado aceitável
Médio 15-40 observação periódica e necessidade de intervenção a
médio prazo
Alto 40-60 observação periódica minuciosa e necessidade de
intervenção a curto prazo
Crítico > 60 imediata necessidade de intervenção para restabelecer
funcionalidade e/ou segurança
A metodologia proposta por Castro foi testada com bons resultados, valendo ressaltar que o
profissional experiente pode introduzir modificações para ajustar alguns parâmetros,
conforme as características da edificação e sua estrutura.
2.5 - PATOLOGIA E TERAPIA
Fazendo analogia de uma estrutura com um organismo vivo, foi adotada, para a avaliação do
desempenho, principalmente a partir das publicações dos livros de Eichler (1973), Blevot
(1977) e Cánovas (1988), uma terminologia similar à utilizada na Medicina. Dessa forma, os
termos “Patologia” e “Terapia” na Engenharia Civil assumem as seguintes definições:
- “Patologia pode ser entendida como parte da Engenharia que estuda os sintomas, os
mecanismos, as causas e as origens dos defeitos das construções civis, ou seja, é o estudo das
partes que compõem o diagnóstico do problema” (Helene, 1992).
- “Terapia é o estudo das correções e soluções dos problemas patológicos” (Figueiredo,1989).
2.6 - MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
Os defeitos nas edificações não são fenômenos novos. Na Mesopotâmia, há quatro mil anos
atrás, o Código de Hamurabi, conjunto de leis que regulava a vida no império, impunha cinco
regras para prevenir defeitos nas edificações, que foi, provavelmente, a primeira norma sobre
18
atribuição de responsabilidades sobre as patologias na construção (Cánovas, 1988).
As manifestações patológicas podem ter suas origens em qualquer uma das fases do processo
de produção da construção planejamento/projeto, especificações de materiais, execução e
utilização. Em geral, as manifestações patológicas apresentam sintomas que passam por um
processo evolutivo, com diferentes sinais externos, permitindo definir e distinguir as
diferentes causas. Normalmente, são agravadas pela ação de agentes agressivos, cuja atuação
dificilmente se dá de forma isolada, mas sim como um conjunto de agentes ligados a uma
série de causas. Os defeitos também podem ser produzidos por esforços internos e/ou
externos não previstos em projeto, ou por algum procedimento equivocado nas etapas de
execução e utilização (Aranha, 1994).
Nas estruturas de concreto, as patologias se manifestam através de um conjunto de sintomas
muito variado, como é mostrado na Tabela 2.4, que apresenta um resumo das principais
ocorrências, com uma definição sucinta. Cabe salientar que não é objetivo do trabalho uma
abordagem extensa dos tipos de manifestações patológicas. Registra-se ainda que existem
divergências sobre alguns dos termos empregados na literatura técnica desta área,
principalmente, em função da atuação ainda recente a ela dedicada pelas instituições de
pesquisa e ensino.
2.7 - DIAGNÓSTICO
Segundo o CEB-FIP (1991), “Consiste em analisar o estado atual da estrutura, a partir de uma
prévia inspeção, com levantamento de dados e estudo dos mesmos. Em geral, incluem a
avaliação da capacidade residual da estrutura assim como a verificação da necessidade de
intervenção e a identificação do seu grau de urgência. A existência de danos implica na
necessidade de se determinar a natureza, o alcance, e a causa mais provável dos mesmos.”
Com este objetivo, Farias (1995) desenvolveu um programa computacional, visando analisar
estruturas com problemas, onde podem ser simulados determinados tipos de danos, tais como:
perda de seção de concreto ou aço e resistência insuficiente dos materiais em relação ao
projeto.
19
O programa também é útil na análise de projetos de novas estruturas, onde podem ser
verificadas as hipóteses de cálculo e a concepção estrutural do projetista, permitindo
determinar a provável forma de ruína e o fator de segurança ao colapso.
Tabela 2.4 - Tipos de manifestações patológicas
Tipos de manifestação
patológica
Definição
Fungos e bolor Microorganismos que surgem em locais úmidos com pouca
ventilação
Recalque Deslocamentos dos elementos de fundação produzindo efeitos na
superestrutura.
Desaprumo Elemento estrutural vertical não alinhado segundo seu eixo.
Fissuras Fratura do concreto quando excedida sua resistência à tração, devido
a uma ou mais causas: retração, sobrecarga, variação de temperatura,
recalque, secagem superficial, assentamento plástico, movimentação
de forma, reações químicas expansivas, detalhes construtivos, etc.
Eflorescência Manchas superficiais brancas, na forma de véu, resultante de um
processo físico (lixiviação) associado à presença de água que dissolve
e remove, até à superfície dos elementos estruturais, principalmente o
hidróxido de cálcio que, transformam-se em carbonato de cálcio
devido a combinação de CO2.
Concreção Precipitado mineral branco, escorrido ou alongado, que se forma na
superfície dos elementos estruturais, devido a uma reação química
que produz um produto que é expelido, seja por expansão ou por
gravidade.
Desagregação Perda da capacidade aglomerante do concreto endurecido com
desprendimento de agregados, devido a algum tipo de ataque químico
expansivo, baixa aderência pasta/agregado, traço pobre e/ou abrasão.
Esfoliação Desprendimento de partes isoladas de concreto sadio, provenientes de
choques, corrosão, etc.
Corrosão Processo eletro-químico de formação sobre a armadura de óxidos e
hidróxidos de ferro, provocados por carbonatação do concreto e/ou
contaminação por cloretos. Quando o processo atinge estágios
avançados a armadura perde seção.
Segregação Falhas e manchas decorrentes da falta de uniformidade do concreto
durante sua execução. Vazios formados devido a dificuldade de
penetração do concreto durante seu lançamento.
Carbonatação Processo químico de reação do CO2 da atmosfera com a portlandita
(Ca(OH)2) da pasta de cimento, em presença de água, formando o
carbonato de cálcio que colmata os vazios e reduz o pH do concreto.
2.8 - INTERVENÇÃO
20
2.8.1 - Reparo estrutural
O termo “reparo” refere-se a qualquer tipo de reposição, restauração, e conservação da
edificação, com a finalidade de restituir a capacidade resistente original da estrutura (CEB-
FIP, 1982).
O sucesso do reparo será resultado de um diagnóstico correto, uma escolha adequada do
método de execução e das técnicas adotadas.
Todo reparo necessita de um posterior controle, com a finalidade de se conhecer a eficiência
do mesmo, fazendo-o passar por inspeções, ensaios não destrutivos, e, se houver necessidade,
de reparos parciais perante possíveis falhas não previstas (Alonso & Andrade, 1992).
2.8.2 - Reforço estrutural
Conjunto de ações que tem por objetivo aumentar a capacidade resistente da estrutura acima
dos níveis para a qual foi projetada (CEB-FIP, 1982). O reforço não implica necessariamente
na existência de danos, como por exemplo, quando se faz uma adaptação da estrutura para ser
utilizada com outra finalidade para a qual foi projetada.
2.8.3 - Substituição de elementos estruturais
Trata-se da demolição parcial ou total e a posterior execução de um elemento ou de parte de
uma estrutura. Normalmente, este tipo de ação ocorre quando o nível do dano, na estrutura, é
muito elevado, não sendo mais viável técnica e economicamente a simples aplicação de um
reparo ou a execução de reforço (Buenos, 1992).
2.9 - TÉCNICAS DE INTERVENÇÃO
2.9.1 - Introdução
21
As técnicas de intervenção estrutural, envolvendo as ações de reparo, reforço ou substituição,
devem ser escolhidas levando-se em consideração vários fatores, entre eles, o grau de
deterioração da estrutura, a facilidade e o custo de execução (Buenos, 1992; Helene, 1992;
Cánovas, 1988; Clímaco, 1990).
As intervenções devem ser realizadas através de projeto, que dependendo da qualidade,
determina o sucesso ou o fracasso das mesmas. Porém, não é só a qualidade do projeto que
garante sua eficiência, mas também sua execução que deve ser realizada por pessoas
tecnicamente qualificadas. Não é correto ou racional utilizar materiais especiais visando
compensar uma execução ruim ou inadequada.
Pela razão apontada no ítem 2.1, as técnicas de intervenção mais pesquisadas e discutidas,
devido à complexidade do material, diversidade dos danos, produtos e métodos de reparo, são
as relacionadas com estruturas de concreto armado. Esta complexidade já não ocorre com as
estruturas metálicas, permitindo adotar medidas simples e eficazes que correspondem,
basicamente, a pinturas de proteção, substituição e/ou acréscimo de elementos estruturais e
vínculos.
A seguir são apresentadas, sucintamente, segundo o objetivo deste trabalho as técnicas mais
usuais de reparo/reforço de estruturas de concreto, que serão mencionadas nos capítulos
seguintes, por terem sido utilizadas nas edificações cadastradas.
2.9.2 - Armadura adicional passiva
2.9.2.1 - Adição de barras de aço
Esta técnica consiste na incorporação de novas barras de aço à armadura original da estrutura.
Em geral, o conjunto estrutural é posteriormente protegido por argamassa ou concreto
moldado “in loco” ou projetado. Este sistema de reparo/reforço é o mais utilizado atualmente,
devido à sua semelhança com os métodos tradicionais de construção, podendo mesmo ser
executado por mão de obra não muito especializada, sob supervisão adequada.
22
2.9.2.2 - Chapas coladas
Consiste na colagem externa de chapas de aço aos elementos estruturais através de resina
epóxi. A técnica requer mão de obra especializada em todas as fases do processo, que vai
desde a aplicação da resina à superfície do elemento a ser reforçado, à preparação do
substrato, espessura da chapa e da camada de resina, emprego de chumbadores, etc.
2.9.2.3 - Grampeamento
Consiste na colocação de grampos de aço, unindo as duas partes do concreto divididas por
fissura. Este sistema de fechamento de fissuras é capaz de restituir a resistência local à tração
da peça podendo, inclusive, aumentá-la. Porém, aumentando a rigidez local, se a causa da
fissura não for solucionada, o concreto poderá fissurar na região próxima aos grampos ou
mesmo em outra região.
2.9.3 - Armadura adicional de protensão
Geralmente, é utilizada em peças de grandes vãos e/ou submetidas a carregamentos elevados
ou repetidos, onde se deseja diminuir substancialmente as flechas ou quando as fissuras
devem ser fechadas. Esta técnica utiliza fios ou barras protendidas aderidas à peça. O pré-
requisito para utilizá-la é a existência ou a possibilidade de se criar na estrutura existente um
mecanismo capaz de permitir a ancoragem dos cabos e uma transferência de forças
satisfatória. O concreto deve também estar em boas condições e com resistência suficiente
para receber a protensão.
2.9.4 - Injeção de fissuras
É o processo no qual pastas ou resinas são injetadas para preencher fissuras, de forma a
restaurar o monolitísmo do elemento e evitar uma futura deterioração da estrutura por
corrosão. O material a ser injetado deve ter viscosidade adequada à abertura das fissuras.
23
2.9.5 - Remoldagem com concreto
Consiste em restituir/aumentar a capacidade portante do elemento estrutural, através de um
aumento de seção, que pode ser global, lateral, lateral e base, etc. A alta adesão à superfície
do concreto velho deve ser garantida principalmente por meio de tratamento adequado com o
apicoamento e limpeza do substrato. É usual o emprego de aditivos ou adesivos, em geral à
base de epóxi, com o objetivo de melhorar a aderência, sendo esta necessidade, recentemente,
questionada, a partir de evidências experimentais (Clímaco, 1990).
2.9.6 - Remoldagem com argamassa de cimento
Esta técnica tem os mesmos princípios da remoldagem com concreto, porém existindo
algumas situações em que o seu uso se torna mais adequado, principalmente nos casos de
reparo de pequena espessura (≤ 50 a 100 mm), onde se deve proteger a armadura de agentes
agressivos. As argamassas podem apresentar diferentes propriedades: boa aderência, elevada
resistência, baixa permeabilidade, retração compensada, elevada resistência à ação de
produtos químicos, etc. Deve-se ressaltar que algumas das vantagens citadas são possíveis
pela adição de componentes, obtendo-se então as argamassas modificadas, em geral por
polímeros ou produtos minerais.
2.10 - MATERIAIS UTILIZADOS NAS INTERVENÇÕES
Os materiais empregados devem ser cuidadosamente analisados do ponto vista da
durabilidade, pois o setor de reparo vem se destacando, na indústria da construção, pelo seu
galopante crescimento, lançando no mercado freqüentemente novos produtos. O problema
deste intenso crescimento é, que os fabricantes, em geral, se impõem ou são exigidos a
verificar todas as características de tais produtos, sua eficiência e seu comportamento frente
às exigências e período de utilização. Deve-se salientar, que a maioria das informações, sobre
as qualidades e características dos produtos existentes são as fornecidas pelo próprio
fabricante, não apresentando estudos mais detalhados, resultado de pesquisa independente. A
falta de normalização também dificulta, tanto para os profissionais quanto para as instituições
24
interessadas, a investigação das propriedades alegadas pelos fabricantes.
De uma forma geral, os materiais a serem utilizados nas intervenções devem ter as seguintes
características :
* boa aderência frente ao concreto e aço;
* boa resistência mecânica;
* trabalhabilidade adequada;
* facilidade de aplicação;
* propriedades compatíveis com o concreto e o aço no tocante às condições ambientes e ações
dependentes do tempo.
2
Andrade (1992) e Selinger (1992) classificam estes materiais segundo sua composição
química, como mostra a Figura 2.3.
Figura 2.3 - Classificação dos materiais para reparo segundo a família química ( 2
Andrade
(1992); e Selinger (1992))
M a te ria l d e re p a ro
B a s e In o rg â n ic a
(b a s e c im e n to )
B a s e O rg â n ic a
(re s in a s e p o lím e ro s )
A rg a m a s s a s e
c o n c re to s
tra d ic io n a is
A rg a m a s s a s e
c o n c re to s n ã o
tra d ic io n a is
Te rm o p lá s tic o s
M is to
(c im e n to , p o lím e ro s e re s in a s )
Te rm o ríg id o
CAPÍTULO 3
REVISÃO DE PESQUISAS COM LEVANTAMENTO DE
DADOS SOBRE CAUSAS DE DEFEITOS EM ESTRUTURAS
27
CAPÍTULO 3
REVISÃO DE PESQUISAS COM LEVANTAMENTO DE DADOS SOBRE CAUSAS DE
DEFEITOS EM ESTRUTURAS
3.1 - INTRODUÇÃO
A importância social da construção civil, o volume de recursos que sua indústria manipula e a
grande quantidade de empregos que gera justificam o interesse de qualquer país por conhecer a
qualidade de suas edificações bem como a evolução de seu desempenho com o tempo.
Uma maneira de compreender a qualidade das edificações é através da realização de estudos
quantitativos sobre o conjunto de obras danificadas. Estudos sobre defeitos em edificações têm sido
desenvolvidos em diversos países, através de entidades públicas e privadas, dentre estas
destacando-se as companhias de seguro de construção.
O conhecimento sobre a evolução de defeitos em construções, e a posterior análise dos problemas
patológicos, determinando a causa e/ou causas coadjuvantes dos mesmos, são fontes de
ensinamento que podem possibilitar a correção de comportamentos futuros, e, em conseqüência,
evitar a reprodução desses mesmos defeitos.
Cabe, portanto, chamar a atenção para a necessidade de se estimular o estudo quantitativo de obras
com problemas patológicos, principalmente com estruturas de concreto, pois no Brasil, 19 em cada
20 edificações são construídas com este material (Super interessante, 1995). Os problemas de
estruturas de concreto tornaram-se tão freqüentes que já chamam a atenção da imprensa não
especializada, como a matéria publicada nesta revista mostrando que nos Estados Unidos, estudos
recentes indicam que cerca de 10% das estradas com pavimento de concreto estejam com
problemas e, 230.000 das 575.000 pontes necessitam de tratamento, sendo que aproximadamente,
15.000 encontram-se em estado crítico.
28
3.2 - ANÁLISES QUANTITATIVAS DE DEFEITOS NAS ESTRUTURAS
Serão apresentados a seguir alguns estudos realizados em diferentes países e épocas por
diferentes pesquisadores. Cabe chamar a atenção para os resultados apresentados, pois,
certamente, na coleta de dados não houve padronização dos questionários aplicados e as
interpretações dos dados podem também ter sido diferentes. Por isto, estas informações
devem ser analisadas com cuidado e não entendidas como absolutas.
A Tabela 3.1 apresenta, em termos percentuais, as principais causas das manifestações
patológicas em estruturas, compiladas por Chamosa & Ortiz (1985), para a Europa, e
incluindo o levantamento de Carmona & Marega (1988), para o estado de São Paulo - Brasil.
Tabela 3.1 - Estatísticas relativas a causas de defeitos em edificações
(Chamosa & Ortiz, 1985; Carmona & Marega, 1988)
Causa principal de patologia (%) Manifestação predominante (%)
País
No
de
casos projeto execução materiais uso/ma naturais fissuração umidade corrosão deslocam. outras
S. Paulo/Brasil 527 18 52 7 13 -- 52 12 31 13 49
R.F. Alemanha 1.576 40 29 15 9 7 -- -- -- -- --
Bélgica 3.000 49 24 12 8 7 13 30 16 -- --
Dinamarca 601 37 22 25 9 7 -- -- -- -- --
França 10.000 37 51 5 7 -- 59 18 12 -- 11
Inglaterra 510 49 29 11 10 1 17 53 14 -- 16
Romênia 832 38 20 23 11 8 -- -- -- -- --
Yuguslávia 117 34 24 22 12 8 -- -- -- -- --
Espanha 586 41 31 13 11 3 59 8 11 -- --
Europa (média) -- 42 28 14 10 6 -- -- -- -- --
Na Europa, os resultados indicam que, em média, 42% das causas de manifestações
patológicas são provenientes de erros de projeto chegando, em alguns casos, como a
Inglaterra e a Bélgica, próximos à 50%. O projeto estrutural compreendendo as fases: de
concepção, detalhamento e cálculos, segundo os dados, seria portanto, o maior causador de
defeitos nas estruturas. Os problemas decorrentes da execução, seriam responsáveis, em
média, por 28% das manifestações patológicas. Apenas dois itens da Tabela 3.1, projeto e
execução, ocasionaram 70% dos problemas patológicos das estruturas. Os problemas
29
patológicos relacionados aos demais aspectos envolvidos (materiais, uso/manutenção e
naturais) correspondem apenas a 30% do total das causas. Os defeitos oriundos da qualidade
dos materiais utilizados representam, em média, 14%, chegando, como no caso da Dinamarca
e da Romênia, acima mesmo dos problemas de execução. Os problemas decorrentes de uso
inadequado das edificações e falta de manutenção, representam 10% do total, e os problemas
advindos de causas naturais representam, em média, apenas 6%.
Cabe ressaltar que os dados apresentam diferenças interessantes, possivelmente explicáveis
pelas divergências quanto à classificação das causas, segundo a concepção da pesquisa em
cada país. Para Inglaterra e Bélgica, por exemplo, a principal origem dos problemas são os
projetos (49%) e, em seguida, a execução (29% e 24%). Já na França e em São Paulo/Brasil,
ocorre o contrário, ou seja, a execução é a causa predominante dos problemas patológicos nas
edificações, com 51% e 52%, respectivamente.
Tabela 3.2 - Diferenças de percentagem existente entre projeto e execução
País Projeto (%) Execução
(%)
Execução/Projeto
S. Paulo/Brasil 18 52 2,89
R.F. Alemanha 40 29 0,73
Bélgica 49 24 0,49
Dinamarca 37 22 0,59
França 37 51 1,34
Inglaterra 49 29 0,59
Romênia 38 20 0,52
Iugoslávia 34 24 0,70
Espanha 41 31 0,76
Europa (média) 42 28 0,67
Pela Tabela 3.2 percebe-se que os erros de projeto sobressaem às falhas de execução, o que
chama a atenção, pois mesmo sabendo que na Europa a fase de execução possui
equipamentos sofisticados e mão-de-obra qualificada, este fato desperta a curiosidade, pois
com toda a sofisticação existente hoje, nos métodos de cálculo, em se falando de avanço na
informática e no aprimoramento das técnicas de cálculo, é inacreditável que existam mais
erros durante a utilização de softwares específicos para cálculo do que de erros de execução.
Estes dados salientam o interesse para se saber quais foram as considerações feitas durante a
30
coleta de dados e quais foram as interpretações, pois assim ter-se-ia condições de avaliar
melhor os dados apresentados na Tabela 3.1.
Quanto às manifestações predominantes dos danos, não há possibilidade de realizar uma
média da Europa, tendo em vista que são poucos os países que possuem tais dados. Dessa
forma, observa-se que, dos quatro países cujos dados estão disponíveis, pode-se formar dois
grupos: França e Espanha onde as manifestações predominantes são fissuras, com 59% e
Inglaterra e Bélgica, onde a umidade é a manifestação de destaque. Os problemas de fissuras
neste dois países chegam a cerca de 1/3 do que representam para França e Espanha. A
corrosão, no caso da Bélgica, chega a ser até mais importante que as fissuras, perdendo
porém na França, para a umidade. É oportuno lembrar, novamente, que essas divergências
podem estar relacionadas com as diferenças na natureza e interpretação das perguntas
realizadas durante os levantamentos.
A Figura 3.1 apresenta um estudo sobre os danos nas edificações na Europa, realizado por
Matousek em 1977, referenciado por Jorabi (1986), onde os erros de projeto e execução estão
bem próximos, em torno de 55% e 53%, respectivamente. Os dados apontam 37% e 35%
como sendo responsabilidade exclusivamente de projeto e execução, e 18% de projeto
associado com execução. Estes dados diferem dos da Tabela 3.1, principalmente com relação
a execução, cuja diferença de 25% é próxima do valor apresentado pela Tabela 3.1.
A Figura 3.1(b) apresenta percentuais de erros devidos aos itens da fase de projeto. Observa-
se que concepção e análise estrutural são os itens que propiciam a maior freqüência de erros,
com 34% cada. Em seguida, o item detalhamento/ especificações, com o percentual de 28%.
A Figura 3.1(c) apresenta percentuais dos tipos de ruptura nas estruturas. Observa-se que em
63% dos casos ocorreu ruptura brusca e 37% das vezes as estruturas apresentam condições
insatisfatórias de segurança sem configurar ruptura brusca.
31
Fig. 3.1 : Lições de rupturas de estruturas na Europa (Matousek, 1977)
a) Fase de introdução dos defeitos
%dototalregistrado
Projeto Construção Ocupação Outros
100
50
0
37 35
18
5 5
b) Erros na fase de projeto
%dototalregistrado
Concepção Análise Detalham ento/ Com binações
100
50
0
34 34
28
4
Projeto &
Construção estrutural especificações
c) Tipos de ruptura em estruturas
%dototalregistrado
Equilibrio c/colapso s/ colapso
Outras Fissuras Flechas Outras
100
50
0
13
29
11 10
Ruptura brusca 63% Condições
Perda de Ruptura Ruptura
excessivas excessivas
Insatisfatórias 37%
16
7
14
(493 casos) (692 casos)
(384 casos)
32
Com o objetivo de aprofundar e detalhar os dados acima serão discutidas, a seguir, algumas
pesquisas específicas, que analisam os seguintes países ou regiões: França (Albige,1978),
Espanha (Chamosa & Ortiz, 1985), América do Norte (ACI, 1979) e Brasil (Carmona &
Marega, 1988; Aranha, 1994; Campos & Valério, 1994 e Oliveira & Faustino ,1995).
3.3 - ANÁLISE DE DADOS DA ESPANHA
O trabalho de Chamosa & Ortiz (1985), apresenta resultados de uma tese de doutorado que
analisa: as principais causas, manifestações patológicas, localização do dano segundo o
elemento estrutural, tipo de edificação, tipo predominante da estrutura, origem das
manifestações, e ambiente das obras danificadas de 586 e 116 casos, na Espanha e no País
Basco respectivamente. Estas informações foram obtidas através de algumas entidades e
laboratórios de ensaios e controle de obras do país que possuíam arquivos dos casos de
patologias ocorridos em suas obras. A primeira constatação da pesquisa segundo a Tabela 3.3,
com relação a Espanha e seus valores médios, é que o projeto tem responsabilidade por 51,5%
dos casos de lesões, sendo isoladamente responsável por 31,0% com os 20,5% restantes
associados a outras causas. Os defeitos de execução são responsáveis por 38,5% dos casos,
sendo causa única em 18,7% e 19,8% com superposição. Os defeitos próprios de qualidade
dos materiais aparecem com 16,2% dos casos. Erros devido ao mau uso e/ou provenientes da
falta de manutenção, ou manutenções inadequadas, representam 13,4% do total. As causas
naturais excepcionais representam 4,0%. Estes resultados são semelhantes aos encontrados na
média européia da Tabela 3.1. Os autores ressaltam também que as divergências existentes
entre os vários estudos podem ser devidas a diferentes critérios de classificação.
De acordo com o item “A”da Tabela 3.4, a manifestação patológica cuja ocorrência chama a
atenção são as fissuras, com 59,2% dos casos. Os problemas de falta de estanqueidade e
corrosão de armaduras têm também incidência alta apresentando valores acima da média. As
flechas excessivas estão principalmente relacionadas com lajes e o maior responsável pelos
danos é o projeto, com incidência também muito acima da média.
33
Tabela 3.3 - Estatísticas parciais das causas de danos nas edificações
(Chamosa & Ortiz, 1985)
Tipos de Obra
Estatística
Médias
Residências Escolas Indústria Outros
A (%) --------- 40,1 17,2 11,7 19,5
B (%)
1969-73
1974-78
1979 -83
46,0
38,5
38,5
13,6
16,8
20,5
13,6
11,0
11,5
16,5
21,2
12,5
Projeto% 51,5 47,6 56,4 54,7 49,2
Execução% 38,5 33,0 43,6 39,3 41,0
Materiais% 16,2 24,0 10,4 10,2 12,3
Utilização e
Manutenção% 13,4 ----- ----- ----- -----
C
Ações naturais
e
imprevisíveis%
4,0 ----- ----- ----- -----
Reforço% 25,2 19,9 25,46 29,0 -----D
Ruína% 8,3 4,7 4,63 18,8 -----
Observação: ** Edifícios comerciais, culturais, hotéis, esportivos, etc
A - fornece a distribuição percentual dos casos de patologia entre a população dos distintos
campos.
B - fornece informações sobre as tendências da evolução das patologias.
C - fornece as percentagens de “Causas das manifestações”.
D - fornece dados da extensão dos danos estruturais.
Em face ao alcance dos danos, a pesquisa mostra, segundo os valores médios do item “D” da
Tabela 3.3, que em 25,2% dos casos houve a necessidade de se efetuar um reforço estrutural,
e em 8,3% das situações ocorreu ruína da estrutura.
Segundo Chamosa & Ortiz, em dados não apresentados nas Tabelas 3.3 e 3.4, é importante
destacar que 51% das ruínas e 56,7% dos reforços ocorreram nos 2 primeiros anos de vida da
edificação. Revelam ainda que 20,4% dos casos de lesões ocorrem durante e/ou logo após à
finalização da construção e que 72,2% dos trabalhos de reforço ocorreram nos 10 primeiros
anos da edificação.
A pesquisa de Chamosa & Ortiz registra uma tendência crescente para a ocorrência de falhas
de projeto, deficiências no controle da qualidade dos materiais e na forma de utilização das
34
edificações e uma tendência nitidamente decrescente para os defeitos provenientes de falhas
na execução. Esta observação chama a atenção para a necessidade de investigar responsáveis
pelo aumento nas falhas de projeto e deficiência no controle de qualidade dos materiais,
diante do aumento de eficiência e qualidade na execução.
Tabela 3.4 - Manifestações de danos (Chamosa & Ortiz, 1985)
Manifestações patológicas
Estatística
Média
Deformações Fissuras Corrosão Falta de
estanqueidade
Umidade Esfoliação Baixa
resist.
A (%) ------- 12,6 59,2 8,0 7,3 9,7 10,5 5,6
B (%) 1969-73
1974-78
1979-83
8,6
11,8
16,5
69,0
59,8
52,5
7,9
7,3
9,0
3,5
7,7
9,5
10,7
7,7
11,5
7,9
10,6
12,5
7,2
6,5
3,5
P% 51,5 73,3 58,7 32,8 51,0 51,5 46,0 10,3
E% 38,5 37,3 35,6 60,4 52,5 48,2 50,4 26,2
M% 16,2 2,3 11,1 13,6 15,0 5,3 10,4 63,1
U% 13,4 9,5 11,3 44,2 21,2 8,9 23,8 15,8
C
N% 4,0 3,9 3,8 9,5 ----- 5,3 4,7 ------
3.4 - ANÁLISE DE DADOS DA FRANÇA
M. Albige realizou uma pesquisa para companhias de seguro na França, relatada por Paterson
(1984), que levantou 10.000 casos de edificações com defeitos, no período de 1968 a 1978.
Apesar de não ser muito recente, este trabalho é a compilação mais extensa encontrada na
literatura e fornece valiosas informações sobre as causas mais freqüentes da deterioração em
edificações. A Figura 3.2 expõe de forma resumida os resultados mais importantes desta
pesquisa.
A Figura 3.2(a) apresenta a distribuição das causas dos defeitos em termos de freqüência de
ocorrência e o custo financeiro para o reparo destes defeitos. A freqüência de ocorrências de
causas de defeitos relativas ao projeto é da ordem de 43% e relativa à execução é de 51%,
sendo, portanto, a ocorrência de defeitos causados por projetos 14% menor que o de
35
execução. Os respectivos custos de reparos são, porém, equivalentes. A ocorrência de defeitos
por qualidade dos materiais é relativamente pequena se comparada com os defeitos de projeto
e execução. O mesmo pode ser dito a respeito da manutenção.
A Figura 3.2(b) apresenta as causas dos defeitos provenientes de erros de projeto, com os
custos e a freqüência de ocorrência. A freqüência de ocorrência devido a falhas de
detalhamento é bem elevada, chegando a representar 78% dos erros de projetos, enquanto os
erros de cálculo são menos freqüentes. Isto significa que os sofisticados métodos utilizados na
fase de cálculo não têm sido devidamente acompanhados pelo detalhamento adequado.
Quanto aos custos de reparo, observa-se que, em termos relativos, os erros de cálculo têm
grande repercussão nos custos de reparo. Erros de cálculo da ordem de 3% correspondem a
36
13% de custos de reparo. No total, 59% dos custos de reparo são devidos a erros de
detalhamento durante a elaboração do projeto.
A Figura 3.2(c) apresenta a evolução dos defeitos nos 10 primeiros anos. De acordo com a
figura, 11% de defeitos em edificações surgem durante a construção, antes mesmo da
edificação ter entrado em utilização. Observa-se que a freqüência de ocorrências de defeitos é
decrescente a partir do primeiro ano (24%) e que 65% dos defeitos tornam -se aparentes
dentro de até 3 anos após a conclusão da construção e 82% até 5 anos. Tal fato reforça o papel
fundamental da manutenção preventiva, principalmente nas primeiras idades, como parâmetro
de garantia da vida útil e durabilidade das edificações, não esperando o agravamento do
problema e aumento de custos de reparo com a idade.
3.5 - ANÁLISE DE DADOS DA AMÉRICA DO NORTE
A pesquisa patrocinada pelo ACI (1979), reportada por Jorabi (1986), contém dados
interessantes sobre a realidade da América do Norte e permite uma análise mais detalhada dos
dados relativos a erros de projeto e execução, comparando estruturas de concreto armado e
protendido. Cabe ressaltar que este trabalho foi a única bibliografia encontrada que faz está
divisão entre concreto armado e protendido, e ela não fornece os detalhes de como foram
obtidas tais informações. As Figuras 3.3(a) e (b) apresentam os resultados da pesquisa com
relação aos tipos de erros na fase de projeto e na fase de execução.
A Figura 3.3(a) apresenta percentuais de erros devidos aos itens da fase de projeto,
diferenciando dois tipos de estrutura: concreto armado (com 47 casos) e concreto protendido
(com 109 casos). Observa-se que, para o concreto armado, o tipo de erro mais freqüente é o
de concepção, com 55% dos casos. Em seguida, aparecem os erros devidos às cargas (21%),
ao detalhamento (18%) e aos cálculos (10%). No caso do concreto protendido, o tipo de erro
37
(a) ERROS NA FASE DE PROJETO
%dototalregistrado
100
Concreto Protendido: 109 casos; Concreto Armado: 47 casos
90
80
70
Concreto Protendido
Concreto Armado
Concepção Cargas Detalhamento Cálculos
60
50
40
30
20
10
0
35
13
39
13
55
21
18
10
Fabricação
Detalhes p/
%dototalregistrado
(b) ERROS NA FASE DE CONSTRUCAO
105 Casos
100
90 Concreto Protendido
Concreto Armado
Armação Concretagem Cura Interpretação Formas Formas Dosagem
80
70
60
50
40
30
20
10
0
50
28
11 11
34
21 20
17
11 11
de detalhes Instalação Retirada concreto
Figura 3.3 - Avaliação dos erros em estruturas de concreto (ACI, 1979)
38
mais freqüente é o de detalhamento, com 39% de casos. Erros de concepção representam 35%
das ocorrências. Finalmente, cargas e detalhamento de fabricação representam 13% cada.
Estes resultados indicam que na média dos dois tipos de estruturas de concreto, os erros
devido ao projeto mais freqüentes dão-se na fase da concepção, com 45% de ocorrência. Em
seguida, vem o detalhamento, com 29%, e a avaliação das cargas, com 17% dos casos. Outro
detalhe interessante, é o fato de que a diferença entre os erros mais freqüentes no concreto
armado e protendido é praticamente a mesma, ou seja, sendo para o concreto armado mais
grave o problema concepção (difere de 20%) e no concreto protendido na fase de
detalhamento (difere de 21%).
A Figura 3.3 (b) apresenta percentuais de ocorrência devidos aos itens correspondentes à fase
de execução, diferenciando estrutura de concreto protendido e concreto armado. Observa-se
que, neste caso, os dois tipos de estrutura tem comportamento semelhante. A armação é o
item que registra a maior freqüência de erros, 50% para o concreto protendido e 34% para o
concreto armado. Em seguida, para o concreto armado, pode-se dizer que a concretagem, cura
e interpretação de detalhes tem percentuais de erros próximos, na média de 19%. O mesmo
não ocorre para o concreto protendido, onde a concretagem representa quase o triplo dos itens
: interpretação de detalhes e dosagem de concreto, não se registrando erros quanto à cura.
Comparando os resultados acima com os das pesquisas francesa e espanhola, verifica-se que,
enquanto nos EUA os erros de projeto e execução têm semelhantes responsabilidades pelos
erros, na França os erros de execução são bem superiores aos de projetos, enquanto na
Espanha ocorre o contrário, ou seja, os erros de projeto são bem superiores aos de execução.
Observa-se também que a França apresenta um número elevado de erros de projeto devido ao
detalhamento, chegando a 78% dos casos. Nos EUA, problemas relacionados ao item
detalhamento representam menos da metade do número francês. No que diz respeito ao item
concepção estes resultados se invertem, com a França apresentando números em torno de 1/3
do que foi observado no estudo americano. Vale lembrar que esta grande diferença pode
residir na natureza do sistema de coleta de dados.
Observe que os dados apresentados pelos USA com relação aos outros países analisados,
39
mostram dados mais coerentes no que se diz respeito às causas das manifestações patológicas,
pois projeto e execução apresentam semelhantes responsabilidades pelos erros.
3.6 - ANÁLISE DE DADOS DO BRASIL
3.6.1 - Estudos sobre São Paulo e região Amazônica
No Brasil, não existe ainda pesquisa sistematizada objetivando o levantamento de dados sobre
os defeitos nas edificações, que possa fornecer dados confiáveis de âmbito nacional. O
primeiro levantamento de maior divulgação é o de Carmona & Marega (1988), coletado no
Estado de São Paulo, cujos resultados foram agregados à Tabela 3.1. Os dados mostram que
52% dos defeitos nas construções são devidos à execução, 18% relativos a projetos e 13%
devidos ao uso/manutenção. A manifestação de dano predominante é a fissuração com 52%
de casos. Os principais tipos de defeitos relatados referentes à execução foram: erro de
alinhamento das formas, desaprumo de pilares, falhas de concretagem e uso inadequado de
aditivos.
Comparando-se com os resultados da Europa, observa-se que, no caso do Brasil (S.P), a causa
principal dos problemas patológicos estaria nos defeitos provenientes da execução, onde o
percentual atinge 52% das ocorrências (quase o dobro da média européia). A análise poderia
nos levar à constatação de que existem alguns fatores que estão na raiz dos nossos problemas,
tais como baixa especialização da mão de obra, deficiência de gerenciamento, falta de
equipamentos adequados e utilização de tecnologias ultrapassadas, se comparadas às
existentes na Europa. Entretanto, sobre as deficiências apontadas, parece muito elevado o
percentual relativo à execução pois pesquisas posteriores apontam maior equilíbrio nos
números relativos a projeto e execução (Aranha, 1994; Campos & Valério, 1994).
A pesquisa realizada por Aranha (1994) apresenta um levantamento estatístico de defeitos em
estruturas de concreto armado na Região Amazônica, onde foram coletadas as seguintes
informações: tipo de obra, tipos de manifestações patológicas predominantes, origem das
manifestações, elementos estruturais afetados, sistemas de reparo e reforço utilizados e custo
de recuperação. Estas informações foram obtidas através da análise de laudos técnicos de
40
vistorias, projetos de recuperação estrutural, diários de obras, pastas de entrega de obra e
entrevistas junto ao corpo técnico da empresa com maior atuação no mercado regional neste
setor da indústria da Construção Civil. A Tabela 3.5 apresenta os percentuais das origens das
manifestações patológicas, por estado. As maiores incidências de danos 68,75%, tiveram
origem nas etapas de planejamento/projeto e execução, sendo 29,96% devido a projeto e
38,79% a execução. O autor, observou também uma baixa concentração de falhas com origem
relacionada aos materiais, 5,39%, índice reduzido se comparado aos valores correspondentes
da Tabela 3.1, talvez, pela dificuldade de identificação ou por terem sido relacionados nos
defeitos oriundos da etapa de execução. Destaca-se ainda que o percentual de danos
registrados na etapa de utilização, 25,86%, apresentou-se muito elevado. Este dado é
importante pois permite concluir que é deficiente a atenção à manutenção preventiva nas
obras pesquisadas, no que se refere ao “uso previsível”, com 18,3%.
Tabela 3.5 - Distribuição das origens das manifestações patológicas, por estado, na
região Amazônica (Aranha, 1994).
Amapá Amazonas Maranhão Pará Rondônia Roraima AmazôniaOrigem das
manifestações
NC % NC % NC % NC % NC % NC % NC %
Planej/projeto 2 100 10 20,41 14 30,43 110 30,31 1 50 2 100 139 29,96
Execução ---- ---- 21 42,85 17 36,96 141 38,84 1 50 ---- ---- 180 38,79
Materiais ---- ---- 8 16,33 --- ---- 17 4,68 --- ---- ---- ---- 25 5,39
---- ---- 2 4,08 10 21,74 73 20,11 --- ---- ---- ---- 85 18,32U Previsíveis
S
O
Imprevisíveis
---- ---- 8 16,33 5 10,87 22 6,06 --- ---- ---- ---- 35 7,54
Total 2 0,43 49 10,56 46 9,92 363 78,23 2 0,43 2 0,43 464 100
3.6.2 - Estudos sobre o Distrito Federal
O início da construção de Brasília ocorreu por volta de 1958. O objetivo desta construção era
a transferência da capital do país do Rio de Janeiro para a região Centro-Oeste. Brasília fazia
parte do plano de metas de Juscelino Kubistschek, então presidente do Brasil, que prometia
fazer no Brasil 50 anos em 5. Com isto, Brasília foi planejada, projetada e sua parte inicial
construída em 3 anos, tendo sido inaugurada em 21 de abril de 1960. A maior parte de suas
edificações, é composta de prédios destinados a órgãos públicos, residenciais e monumentos,
41
executadas basicamente em concreto armado, com reduzido número de edificações em
estruturas metálicas e de concreto protendido.
Brasília continua sendo uma cidade em construção, principalmente na parte residencial.
Entretanto, mesmo sendo uma cidade relativamente nova, constatam-se inúmeros casos de
problemas patológicos nas obras existentes.
O grupo de pesquisadores em Patologia, Recuperação e Manutenção de Estruturas do
Departamento de Engenharia Civil da UnB vem desenvolvendo, desde 1994, um
levantamento visando quantificar os principais problemas patológicos encontrados nas
edificações do Distrito Federal bem como suas causas, cujos resultados preliminares são
descritos a seguir.
A pesquisa inicial realizada por Campos & Valério (1994) apresenta levantamentos efetuados
junto a firmas especializadas e profissionais envolvidos em recuperação de estruturas, através
de questionário, entrevistas e consulta de arquivos. Este questionário foi elaborado a partir de
um modelo desenvolvido na Polytechnic of Central London, dirigido principalmente para
instalações industriais. Verificou-se na pesquisa que a maioria das firmas do DF. que
executaram trabalhos de recuperação estrutural não mantém arquivos sistematizados com as
causas e tipos de intervenção executados, ocorrendo com isso dificuldades no levantamento
dos problemas patológicos mais freqüentes. A Tabela 3.6 apresenta as principais causas de
patologias das 309 edificações coletadas.
Tabela 3.6 - Estatísticas relativas a causas patológicas em edificações no DF.
(Campos & Valério, 1994).
Causa principal de patologia (%)Local
Número de
casos projeto execução materiais uso/manut. naturais
Brasília - DF 309 21 35 1 47 --
Os resultados indicam os problemas de execução como a principal causa de defeito nas
estruturas, com 35% dos casos, que não difere muito dos resultados obtidos na região
Amazônica. O item uso/manutenção corresponde a 47% dos dados, sendo que 24% se devem
42
à falta de manutenção e utilização inadequada, um índice elevado, enquanto 23% referem-se a
mudanças de uso das edificações, fato corriqueiro, principalmente para órgãos públicos,
predominantes na cidade, constatando-se a cada mudança de governo alterações significativas
na utilização das edificações. Os erros de projeto participam com 21% dos 309 casos
analisados, valor que também não difere muito dos dados encontrados por Aranha (1994).
Juntos, os problemas relacionados com projeto e execução, são responsáveis por 56% das
patologias. Percentual ligeiramente inferior aos 69% constatados na região Amazônica,
apresentado no item 3.6.1.
É importante observar que, no levantamento dos dados, ocorreu uma superposição de causas
de problemas patológicos, acarretando com isso, um percentual total maior que 100%.
A execução, apontada como maior responsável pelos defeitos nas edificações, aparece
algumas vezes associada a deficiências no nível de detalhamento dos projetos. No entanto,
são a falta de controle de qualidade de materiais e execução, as deficiências de mão de obra, a
má administração e a ausência de manutenção das estruturas os itens preponderantes no
aparecimento das principais patologias.
No que se refere ao controle de qualidade dos materiais utilizados nas edificações, outra
pesquisa do Departamento de Engenharia Civil da UnB (Clímaco, 1994) mostra que em 1992
apenas 10% do concreto estrutural utilizado na região do DF. passou por controle tecnológico
de recepção. Isto indica, adicionalmente, falta de fiscalização da execução das obras pelos
órgãos competentes, reforçando ainda a necessidade de se introduzir agentes independentes
no processo de controle de qualidade, como por exemplo, as empresas seguradoras.
Outro aspecto peculiar a Brasília, além da arquitetura arrojada, prende-se ao fato que na
maioria das construções com mais de 20 anos o cálculo estrutural foi feito com base na norma
NB1/60. Esta norma generalizou o cálculo das seções à ruptura, originando peças fletidas
mais esbeltas, sem, entretanto, exigir uma correspondente verificação mais rigorosa de flechas
e fissuração em serviço.
Outro fato que deve ser observado é que os órgãos públicos, via de regra, não realizam
atividades de manutenção preventiva. São conhecidos os problemas com a falta de
43
manutenção em escolas e os graves problemas das obras rodoviárias. O patrimônio público
vem se deteriorando precocemente, com grande desperdício de recursos, e os usuários são
submetidos a desconfortos, quando não, a riscos de vida.
O trabalho realizado por Oliveira & Faustino (1995) usou os mesmos procedimentos e fontes
de consulta de Campos & Valério (1994). A diferença dos trabalhos está na análise mais
detalhada que originou um questionário com maior refinamento, com base, principalmente
nos trabalhos de Chamosa & Ortiz (1985) e Aranha (1994). Foi desenvolvido também um
programa computacional, na linguagem Clipper, exclusivamente, para constituir um banco de
dados que permitisse uma análise estatística das informações coletadas. Esse programa
permite o cruzamento dos dados entre os diversos itens do questionário, informando os
quantitativos e o percentual em relação ao total de casos catalogados. A Tabela 3.8 apresenta
um resumo dos novos dados sobre o Distrito Federal.
Tabela 3.8 - Estatísticas relativas a causas patológicas em edificações no DF.
(Oliveira & Faustino, 1995).
Causa principal de patologia (%)Local
UN projeto execução materialutilização manutenção ação imprevista incêndio outras
Brasília - DF 260 25,3 40,4 2,6 6,1 34,6 5,1 1,9 2,9
Os resultados confirmam, com pequenas alterações, as conclusões obtidas na pesquisa
anterior. O número total de casos relatados na tabela acima não confere com o total de 312
casos coletados na pesquisa, pelo fato de que 52 edificações sofreram reparo/reforço por
causa de mudança de utilização ou acréscimo de pavimento ou ampliação sem ter havido
manifestações patológicas.
Destes 312 casos coletados por Oliveira & Faustino (1995), 299 foram aproveitados no
presente trabalho sobre a região Centro -Oeste. Os 13 casos restantes não foram utilizados
devido à insuficiência ou inconsistência de seus dados para uma análise minuciosa. Vale
mencionar que desses 299 casos, 246 foram amplamente analisados, sendo que as 53 obras
restantes correspondem a pontes inspecionadas pelo DER, em caráter superficial, sem o
44
objetivo de diagnosticar as causas das manifestações observadas. Por este motivo estas obras
foram analisadas separadamente.
No presente trabalho, o questionário utilizado foi o mesmo empregado por Oliveira &
Faustino (1995). Ao término do levantamento de dados na região Centro-Oeste, constatou-se
a necessidade de detalhá-lo ainda mais. Cabe chamar atenção para o fato de que o
questionário foi elaborado para obter informações de obras de concreto armado, tornando-o
assim, não muito eficaz na coleta de informações de outros tipos de estruturas.
CAPÍTULO 4
METODOLOGIA APLICADA NA COLETA DE DADOS
47
CAPÍTULO 4
METODOLOGIA APLICADA NA COLETA DOS DADOS
4.1 - INTRODUÇÃO
Os dados coletados nesta pesquisa são oriundos do Distrito Federal e dos estados de Goiás,
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul que correspondem à região Centro-Oeste. Apesar da
referência geral, aos estados acima citados, cabe salientar que a grande maioria dos dados
coletados é das respectivas capitais; por este motivo, ao longo desta narrativa serão citados os
nomes das capitais ao invés dos nomes dos estados.
Os dados basearam-se em informações obtidas através de consultas aos arquivos de empresas
e profissionais liberais da região, com atuação na área de recuperação estrutural, e de
entrevistas com os profissionais envolvidos. Cabe ressaltar a dificuldade encontrada durante a
coleta de dados, devido à precariedade ou completa ausência de arquivos com as respectivas
informações. Esta precariedade ou ausência de arquivos ocorre em virtude de não existir uma
preocupação e mesmo uma metodologia padronizada, por parte dos órgãos relacionados com
o setor e os profissionais da área, que permitam armazenar adequadamente as informações
sobre os serviços executados.
A dificuldade citada pode ser verificada pelo fato de que todas as obras do estado de Goiás e
Mato Grosso do Sul, e a maioria das obras do Distrito Federal e do estado do Mato Grosso
foram coletadas através de entrevistas. Sendo assim, cabe chamar a atenção para a natureza
dos dados obtidos e para a importância de se registrar adequadamente estes dados, pois as
informações, em grande parte, são fruto da memória dos entrevistados.
Durante a coleta de dados, observou-se a necessidade em não se fazer uma análise unificada
das informações obtidas na região. Decidiu-se fazer uma análise para cada cidade com a
finalidade de não descaracterizá-las, principalmente, porque a quantidade de informações
coletadas em cada uma difere muito. Neste capítulo, Brasília foi separada das demais cidades
48
que compõe a região, pelas suas características peculiares, que difere muito de todas as
cidades do país.
O banco de dados compreende 454 edificações, onde 299 obras são de Brasília e as demais
155 obras pertencem às outras cidades que compõe a região Centro-Oeste. As 155 obras se
dividem em: 120 do estado de Goiás, 22 do estado do Mato Grosso do Sul e 13 do estado do
Mato Grosso, e engloba vários tipos de edificações, que se dividem em obras convencionais e
especiais, como mostram as Tabelas 4.1 e 4.2. Cabe chamar a atenção paras as 299 obras de
Brasília, onde 53 obras foram analisadas separadamente, pois correspondem a pontes que
foram inspecionadas pelo DER superficialmente, sem a preocupação de obter um diagnóstico.
As tabelas apresentadas neste capítulo não incluem estas 53 obras. Elas serão devidamente
analisadas no Capítulo 5. Além disso, a Defesa Civil forneceu alguns dados sobre os
problemas mais freqüentes nas auto - construções, que foram apresentados na Tabela 5.5, no
Capítulo 5, porém não foram registradas nessas 299 obras.
Foram cadastradas obras de 1972 a 1995, referindo-se ao ano e não ao início da construção,
mas àquele da inspeção e/ou intervenção. As Tabelas 4.4 e 4.5 mostram os percentuais
obtidos das inspeções e/ou intervenções ao longo dos anos. Através das mesmas, observa-se
que nos últimos dez anos se intensificaram os trabalhos realizados no setor de reparo
estrutural. Apesar de ser esta uma constatação preocupante, pode -se apresentar duas
justificativas atenuantes: o primeiro, por ser um período mais recente em que os profissionais
envolvidos com a área conseguem mais facilmente se lembrar de muitas obras por eles
executadas; e o segundo, talvez, por ser recente uma maior preocupação por parte dos
profissionais e usuários com a questão da qualidade, durabilidade e defesa do consumidor.
O cadastramento das obras foi realizado através de um questionário - Anexo A- , elaborado
para sintetizar as informações desejadas. Inicialmente, o questionário foi elaborado utilizando
como base um modelo desenvolvido na Polytechnic Central of London (Jorabi, 1986), sendo
aplicado por Campos & Valério (1994). Em seguida, valendo-se dos trabalhos de Chamosa &
Ortiz (1985) e Aranha (1994), passou por algumas melhorias desenvolvidas no trabalho de
Oliveira & Faustino (1995). Por fim, foi mais uma vez alterado no decorrer do levantamento
realizado neste trabalho. A elaboração deste questionário foi melhor explicado no Capítulo 3,
item 3.6.2.
49
É importante observar que no levantamento de dados, ocorreram superposições nos seguintes
itens: elementos estruturais afetados, razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção,
manifestações patológicas, causas das manifestações, problemas relacionados com projeto e
execução, materiais de intervenção, técnicas de intervenção, compatibilidade de serviços e
métodos de avaliação estrutural, acarretando com isso, percentuais acima de 100%.
Tabela 4.1 - Tipos de edificações versos pavimentos - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande
Classificação Tipo No pavimentos No unidades %
Res. Unifamiliar 1 pavimento 6 3,9
# Res. Multi familiar
4 a 6 pavimentos
mais de 6 pavimentos
2
58
1,3
37,4
Comércio/Serviço
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
4 a 6 pavimentos
mais de 6 pavimentos
5
11
1
9
3,2
7,1
0,6
5,8
Indústria
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
7
1
4,5
0,6
Adm. Pública
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
mais de 6 pavimentos
5
4
2
3,2
2,6
1,3
Hospital
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
4 a 6 pavimentos
mais de 6 pavimentos
1
1
1
1
0,6
0,6
0,6
0,6
Escola
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
4 a 6 pavimentos
1
4
1
0,6
2,6
0,6
C
O
N
V
E
N
C
I
O
N
A
L
* Outras
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
2
2
1,3
1,3
Esportiva 9 5,8
Pontes/Viadutos 9 5,8
Reservatório 3 1,9
ESPECIAL * * Outras 8 5,2
TOTAL 154 99,4
Observação: * Igreja, Creche e Estação Rodoviária
** Armazém, Bueiro, Canal de água, Silos, Torre e Elevatória.
# Das 61 Residências Multi familiares 1 não foi respondida neste item.
50
Tabela 4.2 - Tipos de edificações versos pavimentos - Brasília
Classificação Tipo No
pavimentos No
unidades %
Res. Unifamiliar
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
3
9
1,2
3,7
Res. Multi familiar
2 a 3 pavimentos
4 a 6 pavimentos
mais de 6 pavimentos
7
32
4
2,8
13,0
1,6
Comércio/Serviço
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
4 a 6 pavimentos
mais de 6 pavimentos
5
25
5
14
2,0
10,2
2,0
5,7
Indústria
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
2
1
0,8
0,4
Adm. Pública
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
4 a 6 pavimentos
mais de 6 pavimentos
8
8
6
18
3,3
3,3
2,4
7,3
Hospital
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
4 a 6 pavimentos
8
2
4
3,3
0,8
1,6
0 4
Escola
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
4 a 6 pavimentos
11
6
1
4,5
2,4
0,4
C
O
N
V
E
N
C
I
O
N
A
L
* Outras
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
4
4
1,6
1,6
Esportiva 15 6,1
Pontes/Viadutos 19 7,7
Reservatório 6 2,4
** Hidro - Sanitárias 6 2,4
ESPECIAL *** Outras 13 5,3
TOTAL 246 100
Observação: * Igreja, Creche, Embaixada e Militar.
** Estação de tratamento de água, Interceptor, Estação de tratamento de
esgoto.
*** Rampas, Fonte luminosa, Torre, Terminal de carga aérea, Barragem, Túnel,
Hangar, Passarela e Cemitério.
51
4.2 - DESCRIÇÃO DO QUESTIONÁRIO
O questionário para coleta dos dados de cada edificação, objeto de inspeção e/ou intervenção,
é dividido em quatro partes principais:
a) Dados gerais da edificação:
- Nome; localização da edificação; região administrativa;
- Tipo de edificação; número de pavimentos;
- Idade aproximada; ano da inspeção; ano da intervenção;
- Tipo estrutural predominante.
b) Caracterização dos danos:
- Localização dos danos e/ou do reparo/reforço segundo o elemento;
- Razão para a necessidade de vistoria e/ou intervenção;
- Manifestações patológicas;
- Causas das manifestações.
c) Caracterização da intervenção:
- Materiais utilizados no reparo/reforço;
- Técnicas de reparo/reforço empregadas;
- Custo aproximado do reparo/reforço em relação ao valor da edificação;
- Compatibilização de serviços.
d) Métodos de avaliação
A seguir são apresentados alguns dos dados obtidos, que permite uma visão global do
levantamento, objeto de análise detalhada no Capítulo 5.
4.3 - CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO QUANTO À LOCALIZAÇÃO
As edificações foram classificadas de acordo com as características de sua localização, que se
divide em zona urbana, zona da periferia urbana, zona rural e zona industrial.
52
A maioria das obras cadastradas encontra-se na zona urbana, devido à maior densidade
populacional dessa área e por ser a região pesquisada pouco industrializada. A zona rural foi
considerada toda aquela fora do entorno das capitais. No Distrito Federal, as cidades satélites
foram consideradas periferia urbana. A Tabela 4.3 mostra o resumo da classificação; neste
caso não houve separação do Distrito Federal, pois as informações são bem homogêneas.
Tabela 4.3 - Localização das obras catalogadas - Centro-Oeste
Zona No
de casos %
Urbana 302 75,3
Periferia urbana 64 16,0
Rural 31 7,7
Industrial 2 0,5
Total 399 99,5
Observação: 2 dos 401 casos não foram
respondidos neste item
4.4 - IDADE APROXIMADA DAS EDIFICAÇÕES À ÉPOCA DA INSPEÇÃO
As Tabelas 4.4 e 4.5 apresentam os anos onde foram realizadas as inspeções/intervenções.
Tabela 4.4 - Anos de inspeções e/ou intervenções - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande
Ano No
de casos % Ano No
de casos %
1972 1 0,6 1987 2 1,3
1974 1 0,6 1988 20 12,9
1976 1 0,6 1989 6 3,9
1978 2 1,3 1990 23 14,8
1980 5 3,2 1991 8 5,2
1982 1 0,6 1992 16 10,3
1983 2 1,3 1993 16 10,3
1984 7 4,5 1994 14 9,0
1985 2 1,3 1995 14 9,0
1986 12 7,7 -------- --------- --------
Total 34 21,9 -------- 119 76,8
Observação: * 2 dos 155 casos não foram respondidos neste item.
Tabela 4.5 - Anos de inspeções e/ou intervenções - Brasília
Ano No
de casos % Ano No
de casos %
1974 2 0,8 1986 3 1,2
1975 1 0,4 1987 1 0,4
1976 1 0,4 1990 9 3,7
1977 5 2,0 1991 2 0,8
1978 7 2,8 1992 14 5,7
1979 9 3,7 1993 22 8,9
1980 1 0,4 1994 24 9,8
1981 3 1,2 1995 9 3,7
1982 2 0,8 -------- -------- --------
Total 31 12,6 -------- 84 34,1
Observação: * 136 dos 246 casos não foram respondidos neste item.
** 5 dos casos sofreram inspeção e intervenção em anos
diferentes, por este motivo para uma mesma obra foi
computada duas vezes; assim, o somatório acima é igual a 115
ao invés de 110.
É bom ressaltar o fato de que os dados coletados a este respeito devem ser vistos com alguma
reserva, pois esta informação gerou muitas incertezas durante as entrevistas, em virtude da
ausência de registros anteriormente mencionada.
4.5 - TIPO ESTRUTURAL PREDOMINANTE
Tabela 4.6 - Tipo de estrutura predominante - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande
Tipo de estrutura predominante No
de casos %
Concreto armado 126 81,3
Concreto armado c/laje pré-moldada 11 7,1
Concreto protendido 1 0,6
Alvenaria estrutural 1 0,6
Concreto armado e Estrutura
áli
16 10,3
Total 155 100
Como era de se esperar, a maioria das obras catalogadas são de concreto armado, material
predominante nas construções brasileiras. Evidentemente, sendo o tipo de estrutura mais
62
usado, é maior a concentração do número de problemas. As Tabelas 4.6 e 4.7 apresentam as
tendências de Goiânia, Cuiabá, Campo Grande e Brasília.
Tabela 4.7 - Tipo de estrutura predominante - Brasília
Tipo de estrutura predominante No
de casos %
Concreto armado 200 81,3
Concreto armado c/laje pré-moldada 9 3,7
Concreto armado c/viga pré-moldada 1 0,4
Concreto protendido 9 3,7
Estrutura metálica 4 1,6
*Estrutura mista 21 8,5
** Outras 2 0,8
Total 246 100
Observação:* - Laje pré-moldada e estrutura metálica (1 - 0,4%);
- Concreto armado, madeira e estrutura metálica (1 - 0,4%);
- Madeira e alvenaria estrutural (1 - 0,4%);
- Concreto armado e estrutura metálica (13 - 5,3%);
- Concreto armado e alvenaria estrutural (1 - 0,4%);
- Concreto armado e protendido, laje pré-moldada e estrutura metálica (4 -
1,6%).
** - Todas as peças pré-moldadas (1 - 0,4%);
Vigas pré moldadas e protendido (1 0 4%)
4.6 - MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
Tanto o cadastro de Brasília quanto o das outras três cidades apresentaram casos em que a
edificação foi vistoriada e sofreu intervenção sem apresentar quaisquer indícios de
manifestações patológicas; isto se deve ao fato de que estas edificações passaram por
mudanças de utilização, acréscimo de pavimentos ou ampliação ou porque os erros foram
detectados antes mesmo dos danos se manifestarem.
Cada tipo de manifestação patológica, foi contabilizado como uma ocorrência e foram
agrupadas para cada tipo de edificação.
O diagnóstico da causa das manifestações patológicas na maioria das vezes não é tarefa fácil.
Em alguns casos, é extremamente difícil identificar uma única causa, sendo a manifestação
associada a um conjunto de causas que dificulta analisá-las separadamente. Por esta razão,
63
estes dados foram separados em causa isolada e causas associadas, como será apresentado e
devidamente analisado no Capítulo 5.
4.7 - CAUSAS DAS MANIFESTAÇÕES SEGUNDO AS ETAPAS DO PROCESSO
CONSTRUTIVO
4.7.1 - Preliminares
O processo de produção e uso de uma edificação pode ser dividido em quatro etapas:
planejamento/projeto, materiais, execução e utilização.
Cabe chamar a atenção que a etapa “planejamento/projeto” do processo construtivo engloba
todos os tipos de projetos; o levantamento realizado considerou apenas o projeto estrutural,
registrando-se os eventos associados aos demais tipos de projetos como no item “outras
causas”.
4.7.2 - Causas das manifestações patológicas atribuídas ao projeto estrutural
Muitas das obras catalogadas tiveram como causa relatada o projeto estrutural mesmo sem ter
sido efetuada revisão de projeto. Isto se justifica pelas evidências das características das
manifestações patológicas, de acordo com a experiência do corpo técnico responsável pelo
trabalho.
As causas coletadas atribuídas ao projeto estrutural são abaixo subdivididas, com uma
descrição sucinta dos erros mais comuns em cada etapa:
a) Concepção:
- junta de dilatação (ausência ou locação inadequada);
- lançamento inadequado da estrutura;
- disposição incorreta de vínculos;
- não previsão da ação de agentes agressivos.
64
b) Cálculo:
- erros no dimensionamento de peças estruturais aos Estados Limites Últimos (E.L.U);
- verificação deficiente aos Estados Limites de Utilização ou Serviço (E.L.S);
- consideração incorreta de cargas.
c) Detalhamento:
- cobrimento insuficiente da armadura;
- concentração excessiva de armadura em regiões esbeltas;
- armadura insuficiente ou mal posicionada em zonas de mudança de direção de esforços;
- ancoragem insuficiente de armadura;
- ausência de armadura de suspensão;
- ausência de armadura para absorver momentos volventes;
- aparelho de apoio com mau funcionamento;
- apoio mal posicionado ou deficiente (Dentes Geber).
4.7.3 - Causas das manifestações atribuídas à execução
As falhas de execução são de vários os tipos, desde a confecção de formas até erros
construtivos básicos. A grande maioria está vinculada ao emprego de mão-de-obra não
devidamente qualificada e à precária supervisão técnica. Os procedimentos inadequados
cadastrados foram:
a) Geometria:
- seções modificadas em relação às especificações de projeto;
- deslocamento dos eixos estabelecidos em projeto.
b) Armadura:
- instalação incorreta da armadura com relação ao projeto;
- ausência ou distanciamento excessivo dos espaçadores;
- falta de proteção das armaduras quanto a deslocamentos ou deformações.
65
c) Concretagem:
- adensamento deficiente;
- transporte inadequado;
- altura de lançamento excessiva;
- interrupção da concretagem de forma inadequada;
- equipamentos e/ou velocidade de transporte inadequado;
- falta de preparo do local a ser concretado (formas não molhadas);
- lançamento inadequado ocasionando movimentação das armaduras;
- lançamento em pontos localizados, sobrecarregando excessivamente as formas;
- baixa umidade relativa do ar e/ou vento em excesso na superfície do concreto, sem cuidados
especiais.
d) Fundação:
- profundidade de estacas/tubulões insuficiente;
- locação incorreta com relação ao projeto.
e) Cobrimento insuficiente de armadura:
- não utilização de espaçadores;
- utilização de gabaritos não compatíveis com o projeto para o dobramento dos estribos.
f) Resistência insuficiente do concreto;
- resistência inferior à resistência característica especificada em projeto.
g) Cura:
- falta de proteção da superfície do concreto contra a perda de água de amassamento;
- adoção de sistema de cura inadequado ao tipo de exposição da estrutura.
h) Outras:
- desforma precoce e/ou brusca;
- execução inadequada de aterros;
- uso de aditivos com teor excessivo de cloreto;
- retirada precoce do escoramento;
66
- impermeabilização mal executada;
- juntas de dilatação mal executadas;
- demais casos de execução incompatível com o projeto.
4.7.4 - Causas das manifestações patológicas atribuídas aos materiais
Além dos defeitos de execução acima relacionados, a precariedade do controle de qualidade
dos materiais é uma causa corrente de danos, valendo-se ressaltar a dificuldade em se detectar
problemas advindos dos mesmos. Foram cadastrados os seguintes problemas relacionados
com os materiais:
- baixa resistência a 28 dias do concreto usinado fornecido por Central;
- peças estruturais fabricadas com aço não estrutural (estrutura metálica).
4.7.5 - Causas das manifestações patológicas atribuídas à utilização da edificação
Segundo Bueno (1992) e Brito & Branco (1988) os procedimentos inadequados nesta etapa
podem ser divididos em ações previsíveis e imprevisíveis.
- Ações previsíveis: manutenção deficiente, presença de ambiente agressivo e
sobrecargas.
- Ações imprevisíveis: incêndio, abalos provocados por movimentação de obras vizinhas,
paralisação da obra por longo período de tempo, choques
acidentais e abalos sísmicos. Os abalos sísmicos poderiam ser
classificados como previsíveis; porém, como o custo adicional da
estrutura seria elevado e a probabilidade muito baixa de
ocorrência no Brasil de sismos de intensidade relevante, não é
exigida por norma a consideração de seu efeito no projeto.
No levantamento dos 246 casos de Brasília e dos 155 de Goiânia, Cuiabá e Campo Grande, a
etapa de utilização foi subdividida em:
- utilização: considerando principalmente problemas de sobrecargas não
previstas.
67
- manutenção: ausência ou deficiência;
- ação imprevista: abalos provocados por movimentação de obras vizinhas e
paralisação da obra por longo período de tempo.
4.7.6 - Outras causas de manifestações patológicas
Este item está relacionado principalmente com obras defeituosas devido a projetos de
fundações e hidro- sanitários deficientes, e, até mesmo à ausência de projeto estrutural,
característica de obras de baixa qualidade, freqüentes em assentamentos de população de
baixa renda.
4.8 - TÉCNICAS E MATERIAIS DE INTERVENÇÃO MAIS EMPREGADOS
O levantamento incluiu também os tipos de técnicas e materiais de reparo/reforço utilizados
nas intervenções, que foram agrupados para cada tipo de edificação.
No item “concreto moldado in loco” foram considerados: concreto convencional, concreto de
alto desempenho (CAD), concreto aditivado e micro-concreto.
As técnicas de intervenção estrutural não foram separadas no questionário, porque quando
existe a necessidade de se fazer um reforço inevitavelmente serão necessários vários reparos.
Cada tipo de técnica de intervenção efetuado em cada obra foi contabilizado como uma
ocorrência e foram agrupados por tipo de edificação.
4.9 - CUSTO APROXIMADO DA INTERVENÇÃO EM RELAÇÃO AO VALOR
DA EDIFICAÇÃO
Trata-se de informação de difícil obtenção e só foi conseguida em Brasília e Campo Grande,
impossibilitando assim uma análise mais ampla da região Centro-Oeste.
68
4.10 - COMPATIBILIZAÇÃO DA INTERVENÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS
Esta informação foi fornecida apenas em Brasília, transformando-a em um dado sem
parâmetro de comparação com as demais cidades. Para o Distrito Federal, este item foi, dessa
forma, analisado separadamente.
69
CAPÍTULO 5
ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS NA
REGIÃO CENTRO-OESTE
70
CAPÍTULO 5
ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS NA REGIÃO CENTRO-OESTE
5.1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS
No Distrito Federal e nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a coleta de
dados concentrou-se nas respectivas capitais: Brasília, Goiânia, Cuiabá e Campo Grande, em
virtude de serem pólos urbanos, onde atuam as empresas e profissionais da área de reforço
estrutural.
Vale a pena chamar atenção para o fato de que as cidades analisadas, por serem capitais de
estados de economia fortemente agropecuária, foram muito atingidas pela recessão, a partir da
década de 80, apresentando um crescimento desordenado, em função do constante êxodo da
população rural, concentrada em assentamentos de baixa renda, carente de infra-estrutura, e
onde predomina a auto-construção sem suporte técnico e desordenada.
Com a finalidade de não descaracterizar os resultados de cada estado, e em particular cada
capital, decidiu-se fazer uma análise individual de cada uma, principalmente porque a
quantidade de dados obtidos em cada cidade difere muito, conforme será visto adiante.
Cabe salientar que o enfoque deste trabalho está voltado, principalmente, para a
superestrutura. Por esta razão, os problemas relacionados com fundações, apesar de
registrados, não foi objeto de análise mais detalhada.
Um ponto relevante da região Centro-Oeste é sua extensão, estando Cuiabá e Campo Grande
distantes de Brasília 1133 e 1134 km, respectivamente, estando Goiânia situada a 209 km da
capital federal. Isso faz com que haja diferenças climáticas que merecem registros, pois
podem interferir no comportamento das estruturas, onde predomina o uso do concreto
armado.
71
As Tabelas 5.1 a 5.4, apresentam as diferenças climáticas entre as cidades catalogadas. As
temperaturas máxima e mínima das tabelas referem-se às médias mensais. A umidade relativa
do ar são médias mensais diurnas para Brasília e Goiânia e médias mensais para Cuiabá e
Campo Grande.
De acordo com as Tabelas 5.1 a 5.4, as temperaturas máximas mensais de Brasília, Goiânia e
Cuiabá ocorrem nos meses de agosto a novembro, que correspondem ao final do inverno e
toda a primavera, sendo o pior período o de agosto/setembro/outubro. Em Campo Grande as
temperaturas máximas mensais ocorrem nos meses de setembro a fevereiro, ou seja,
primavera e verão, e o pior período é a primavera. A capital que atingiu a maior temperatura
máxima foi Cuiabá, com 33,8 o
C.
Tabela 5.1 - Características climáticas de Brasília
Estações do
ano
Temp. máxima
o
C
Temp. mínima
o
C
Variação da
temperatura
Umidade
relativa (UR)
Verão 28,5 17,6 10,9 70
Outono 28,6 15,6 13,0 67
Inverno 27,7 10,5 17,2 54
Primavera 29,4 16,3 13,1 61
Ago/Set/Out 30,8 14,0 16,8 54
Observação: Informações obtidas na estação UnB - l, do Departamento de
Engenharia Civil da Faculdade de Tecnologia (período de 1972 a
1994)
Tabela 5.2 - Características climáticas de Goiânia
Estações do
ano
Temp. máxima
o
C
Temp. mínima
o
C
Variação da
temperatura
Umidade
relativa (UR)
Verão 29,2 19,7 9,5 76
Outono 29,7 18,0 11,7 70
Inverno 29,6 14,0 15,6 53
Primavera 30,9 19,0 11,9 64
Ago/Set/Out 31,4 17,5 13,9 55
Observação: Informações obtidas na EMBRAPA (período de 1961 a 1990)
72
Tabela 5.3 - Características climáticas de Campo Grande
Estações do
ano
Temp. máxima
o
C
Temp. mínima
o
C
Variação da
temperatura
Umidade
relativa (UR)
Verão 30,4 20,8 9,6 79
Outono 29,1 19,0 10,1 79
Inverno 27,2 15,2 12,0 62
Primavera 30,7 19,1 11,6 65
Ago/Set/Out 29,9 17,8 12,1 61
Observação: Informações obtidas na EMBRAPA (período de 1985 a 1992).
Tabela 5.4 - Características climáticas de Cuiabá
Estações do
ano
Temp. máxima
o
C
Temp. mínima
o
C
Variação da
temperatura
Umidade
relativa (UR)
Verão 32,5 23,3 9,2 81
Outono 32,2 21,8 10,4 81
Inverno 32,0 17,6 14,4 69
Primavera 33,7 22,3 11,4 71
Ago/Set/Out 33,8 20,6 13,2 66
Observação: Informações obtidas pelo 9o
Distrito de Meteorologia de Cuiabá
através da tese de doutorado da prof. Gilda Tomasini Maitelli do
Departamento de Geografia da Universidade Federal do Mato
Grosso - UFMT. (período de 1970 a 1992).
As temperaturas mínimas em todas as capitais ocorrem nos meses de junho a outubro, que
correspondem ao inverno e quase toda a primavera, ficando com Brasília a menor das
temperaturas mínimas, com 10,5 o
C no inverno.
A maior variação entre a temperatura máxima e a mínima ocorre em Brasília - 17,2 o
C, que
corresponde ao inverno, e a menor neste período ocorre em Campo Grande - 12,0 o
C.
As diferenças na umidade relativa do ar são importantes, principalmente nos períodos
inverno-primavera, caracterizando Brasília e Goiânia por serem bem mais secos que Cuiabá e
Campo Grande, sendo o pior mês o de agosto.
73
Através destas informações concluí -se que os piores meses para concretagem na região
Centro- Oeste são junho, julho, agosto, setembro e outubro, onde a variação de temperatura é
alta e a umidade relativa baixa exigindo um controle maior durante a fabricação, transporte,
lançamento e cura do concreto.
Outra questão importante a ser avaliada devido a alta variação de temperatura durante esses
meses, refere-se às juntas de dilatação que deveriam ser muito bem previstas e com
manutenção preventiva adequada.
5.2 - ANÁLISE DO DISTRITO FEDERAL
5.2.1 - Introdução
Brasília com seus 35 anos, hoje, tem aproximadamente 2 milhões de habitantes, sendo que
800 mil estão localizados no Plano Piloto. O restante da população está distribuída nas várias
cidades satélites do entorno.
A cidade, principalmente o Plano Piloto, se difere da maioria das outras do país, pelo fato de
ter sido toda planejada, com uma concepção altamente inovadora; por ter uma grande
quantidade de edificações em concreto aparente; por concentrar grande número de obras
públicas, muitas delas de porte; e por ser parte do patrimônio histórico mundial da UNESCO.
Por outro lado, apesar de seu planejamento, o entorno do Distrito Federal caracteriza-se, em
grande parte, pela concentração de população de baixo poder aquisitivo, com a proliferação
de construções sem respaldo técnico, tanto no projeto quanto na execução, predominando o
sistema de auto- construção.
A Tabela 5.5 apresenta os problemas que mais ocorrem nessas regiões, através de dados
fornecidos pelo Coordenador da Defesa Civil do Distrito Federal, com os bairros onde foram
registrados os incidentes. Estas informações abrangem o período de 1990 a 1994, podendo-se
notar que são alarmantes os números apresentados.
74
Tabela 5.5 - Problemas mais freqüentes nas auto - construções
Problemas 1990 1991 1992 1993 1994
Desabamento 96 8 19 160 18
Destelhamento 821 170 93 920 108
Total 917 178 112 1080 126
Observação: Estes dados foram obtidos dos seguintes bairros:
- Agrovila São Sebastião; - Areal Águas Claras;
- Incra 08 - Brazlândia; - Riacho Fundo;
- Samambaia; - Taguatinga.
O Anexo B contém todas as tabelas referentes às 299 edificações cadastradas em Brasília, as
quais foram divididas em 246 e 53 obras, pelos motivos mencionados no Capítulo 4, item 4.1,
sistematizando todas as informações coletadas para cada tipo de edificação.
5.2.2 - Idade aproximada das edificações
A Figura 5.1 apresenta os índices coletados a respeito da idade das edificações à época da
avaliação e/ou intervenção. Neste item, em 11 obras (4,5%) não foi possível obter essa
informação, sendo feita a análise sobre as 235 edificações restantes, que corresponde a 95,5%
do total.
De acordo com a Figura 5.1, o período dos 10 primeiros anos após o término da construção é
responsável por 24,4%; e as edificações com 10 a 20 anos de idade apresentaram o maior
índice de problemas, com 33,3%. Estas obras foram construídas no período de 1975 a 1985,
quando se verificou um “boom” na construção civil em Brasília, caracterizado pelo processo
construtivo em ritmo muito acelerado, sem correspondência de controle de qualidade e
supervisão adequada e falta de manutenção. Sem falar no problema da falta de manutenção,
pois são obras, cuja idade já requer algum tipo de manutenção.
As edificações com 20 a 30 anos de idade, período que corresponde de 1965 a 1975,
apresentaram o segundo maior índice de problemas, com 17,1%, o que pode ser atribuído
também à ausência quase completa de manutenção. Pode-se explicar, em parte, a elevada
75
intensidade desta causa no Distrito Federal pela concentração na capital de um número muito
grande de edificações públicas, com uma administração, em geral, omissa quanto aos gastos
com manutenção. Além disso, muitas edificações residenciais, até 1989, eram “funcionais”,
isto é, pertenciam ao governo federal, sendo alugadas a funcionários públicos, que também se
eximiam de qualquer responsabilidade no que se diz respeito a cuidados com os imóveis que
usufruíam.
Figura 5.1 - Idade aproximada das edificações - Brasília
15,0%
11,0%
13,4%
33,3%
17,1%
5,7%
Em construção - 15,0%
Até 5 anos - 11,0%
5 a 10 anos - 13,4%
10 a 20 anos - 33,3%
20 a 30 anos - 17,1%
Mais de 30 anos - 5,7%
As obras com os danos se manifestando já na fase de construção apresentaram o terceiro
maior índice de problemas, com 15%, que chama a atenção para a questão do controle de
qualidade e da supervisão durante as várias etapas do processo construtivo.
Outro fato interessante é a baixa incidência de danos registrados nas obras com mais de 30
anos, com 5,7%, que pode indicar um retrocesso, com o tempo, na qualidade das edificações,
não acompanhando as evoluções tecnológicas. Apesar da idade elevada, devido a uma
provável boa qualidade das obras, elas não sofreram tanto com a falta de manutenção. Mas o
baixo índice pode talvez ser causado pela precariedade dos arquivos consultados, pois em se
tratando de obras mais antigas, há uma quase completa ausência de registros de intervenções
eventualmente realizadas, além das empresas pesquisadas terem atuação mais marcante nos
últimos 20 anos.
76
5.2.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento
A Figura 5.2, a seguir, apresenta os índices cadastrados a respeito do elemento afetado, seja
por alguma manifestação de dano ou por algum sistema de reparo/reforço nele aplicado, cuja
soma é superior a 100% devido à superposição de elementos afetados.
Figura 5.2 - Localização do dano e/ou da intervenção segundo o elemento - Brasília
0
10
20
30
40
50
60
Fundação - 16,7%
Pilar - 29,3%
Viga - 57,3%
Laje - 41,1%
Junta de dilatação - 7,7%
Cortina/parede - 10,6%
Parede divisória/fachada - 22,0%
Cobertura - 4,5%
Elemento não estrutural - 0,8%
Marquise - 2,4%
Piso - 4,1%
Escada - 3,3%
Outro - 5,3%
Para todos os tipos de edificações analisados, os elementos que mais apresentaram danos e/ou
intervenções foram as vigas (57,3%), seguidas das lajes (41,1%), pilares (29,3%) e paredes
divisórias/fachadas (22%). Estes dados coincidem com os obtidos na região Amazônica,
mencionados no Capítulo 3, item 3.6 (Aranha, 1994).
O item “Outro” da Figura 5.2 corresponde aos seguintes elementos: mísula, rampas, apoio de
viga, treliça e contraventamento metálicos, blocos de fundação, corpo de barragem de
concreto, reservatório de água, canais e decantadores, e casa de máquinas de piscina.
77
5.2.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção
A Figura 5.3, a seguir, apresenta os índices coletados a respeito das necessidades de vistoria
e/ou intervenção, onde a soma é superior a 100% devido à superposição de necessidades de
vistoria e/ou intervenção.
De acordo com a Figura 5.3, a maior necessidade de se fazer vistoria e/ou intervenção foi
atribuída a comprometimentos da funcionalidade da estrutura aos Estados Limites de
Utilização (E.L.S), com 62,2%, seguida de razões de ordem estética, com 26%.
Figura 5.3 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Brasília
0
10
20
30
40
50
60
70
Estética - 26,0%
E.L.S - 62,2%
E.L.U - 15,4%
Acréscimo de pavimento ou
ampliação - 2,8%
Mudança de utilização - 15,4%
Outras - 1,2%
Sobre o total de casos registrados de comprometimento de segurança aos Estados Limites
Últimos (E.L.U), com 15,4%, cabe ressaltar que a parcela 1,6% corresponde a ocorrências de
ruína com colapso total da estrutura; 2.4% a risco iminente de ruína e 11,4% à ruína de
elementos isolados.
As necessidades atribuídas a mudanças de utilização da edificação apresentaram um índice
relativamente alto (15,4%). Este índice pode ser explicado pelas características da
administração pública, onde se constatam, a cada mudança de governo, alterações
significativas na utilização das edificações.
O item “Outras” da Figura 5.3 corresponde aos seguintes eventos: baixa resistência do
concreto detectada ainda durante a construção, necessidade de adequar a estrutura à
78
passagem de tubulações e suspeita sobre a qualidade de peças metálicas da estrutura, sem
dano aparente.
5.2.5 - Manifestações patológicas nas edificações
A Figura 5.4 apresenta os índices cadastrados a respeito das manifestações patológicas,
analisados em um universo de 200 obras, que corresponde a 81,3%. As 46 edificações
restantes foram catalogadas, pois passaram por algum processo de intervenção, sem
necessariamente, terem apresentado danos. Seu somatório é superior a 100% devido à
superposição de manifestações e corresponde a 238,6%.
Figura 5.4 - Manifetações patológicas nas edificações - Brasília
0
10
20
30
40
50
60
70 Flechas - 26,0%
Fissuras - 60,2%
Infiltrações 23,2%
Corrosão - 30,1%
Esfoliação - 15,4%
Desagregação - 4,1%
Segregação - 7,3%
Recalque -15,4%
Colapso parcial ou total - 11,8%
Armadura exposta - 13,0%
Carbonatação - 1,6%
Outras - 30,5%
A manifestação predominante no levantamento realizado foi a ocorrência de fissuras (60,2%),
seguida de corrosão de armadura (30,1%), flechas excessivas (26%) e infiltrações (23,2%).
Fissuras (60,2%) em peças de uma edificação são sintomas de que foi excedida em alguma
região da peça a resistência à tração do material componente. Dependendo de sua natureza e
abertura, podem indicar que foi atingido um Estado Limite de Fissuração (ABNT, 1978) ou
mesmo comprometimento da segurança aos Estados Limites Últimos (E.L.U). São sinais
79
externos que permitem investigar a patologia que está afetando a estrutura. Por isto, ela foi a
manifestação, como era de se esperar, pela natureza do concreto armado, com o maior índice
de ocorrências no levantamento realizado.
O processo de corrosão (30,1%) é causado por um ou mais eventos: cobrimento deficiente,
fissuras, infiltrações, presença contínua de umidade, meio ambiente agressivo e falta ou
deficiência de manutenção. Apesar de apresentar o segundo maior índice, é a patologia que,
em geral, mais prejuízo causa às edificações, pois são várias as patologias envolvidas em seu
processo.
O dano infiltrações (23,2%) está associado, principalmente, a problemas de projeto
(concepção arquitetônica e instalações) e à falta ou deficiência de manutenção.
A ocorrência de flechas excessivas (26%) é o resultado, em geral, de um ou mais fatores:
problemas de projeto (concepção e/ou detalhamento), mau posicionamento das armaduras na
execução e má utilização da estrutura, no que se refere à ação de sobrecarga superior ou
incompatível com aquela prevista em projeto.
Os recalques (15,4%) registrados ocorreram, principalmente, em fundações superficiais,
comumente executadas sem uma prévia investigação do subsolo. Observou-se que os fatores
responsáveis pelos recalques foram: sobrecarga oriunda de acréscimo de pavimento ou
ampliação, vazamento nas tubulações da rede pública por falta de manutenção, fundações
assentadas em aterros mal executados, profundidades inadequadas e execução incompatível
com o projeto.
O item “Outras” da Figura 5.4 corresponde às seguintes manifestações: biodegradação
devido a cupins e fungos, concreções, eflorescência, flambagem, deformações excessivas,
perda de estabilidade, juntas de dilatação obstruídas ou com material elastômero ressecado,
vibrações excessivas, problemas de geometria como arqueamento de paredes e desaprumo,
armadura com seção reduzida e/ou com perda de seção significativa.
80
5.2.6 - Causas das manifestações patológicas
As Figuras 5.5, 5.6, 5.7 e 5.8 apresentam os índices coletados sobre as causas das
manifestações. Foram utilizadas 205 edificações para esta análise, que corresponde a 83,6 do
total. As outras 41 obras passaram por algum processo de intervenção devido aos seguintes
fatores: mudança de utilização e acréscimo de pavimento ou ampliação.
Figura 5.5 - Causa isolada das manifestações - Brasília
0
5
10
15
20
25
30
Projeto - 10,2%
Projeto e Outras - 0,4%
Execução - 26,8%
Material - 0,8%
Utilização - 2,8%
Manutenção - 11,9%
Ação imprevista - 4,1%
Incêndio - 2,4%
Outras - 0,8%
Projeto e Execução - 8,1%
Projeto e Manutenção - 2,4%
De acordo com as Figuras 5.5 e 5.6 a maioria dos problemas são devidos à execução,
manutenção e projeto, sejam isoladamente ou associados uns aos outros. Execução
corresponde ao índice 46,2%, manutenção a 25,2% e projeto a 23,5%, em valores totais, não
levando em conta se foram considerados como causa única ou não. Juntos, execução e
projeto, são responsáveis por 45,1% dos danos encontrados nas obras catalogadas, sendo que
a parcela de 26,8% corresponde exclusivamente a execução, 10,2% a projeto e 8,1% aos dois
em conjunto. Este valor se aproxima do encontrado na pesquisa realizada na região
Amazônica, mencionada no Capítulo 3, item 3.6 (Aranha, 1994). Um item que se destaca é a
manutenção, que chega a ser maior que o de projeto, permitindo concluir que em Brasília não
é usual a preocupação quanto à manutenção, fato que foi devidamente explicado no item
5.2.2.
81
O item “Outras” das Figuras 5.5 e 5.6 corresponde aos seguintes fatos: ausência de projeto
estrutural, fabricação de estrutura metálica fora de especificações de projeto, demolição mal
executada e projeto hidráulico deficiente.
Figura 5.6 - Causas associadas das manifestações - Brasília
0
1
2
3
4
5
6
7
Projeto, Execução e Manutenção -
2,0%
Projeto, Execução e Ação
imprevista - 0,4%
Execução e Manutenção - 6,9%
Execução e Materiais - 0,4%
Execução e Ação imprevista - 0,4%
Execução e Outras - 0,8%
Execução, Utilização e Manutenção
- 0,4%
Utilização e Manutenção - 1,2%
Manutenção e Ação imprevista -
0,4%
Segundo a presente análise, cujos dados são apresentados na Figura 5.7, os problemas
causados por alguma falha de projeto estão na sua maioria relacionados ao cálculo, com
53,4%, e ao detalhamento, com 48,3%, sendo a soma superior a 100% devido à superposição
de causas.
Os problemas associados às falhas de execução, apresentados na Figura 5.8, estão
relacionados em grande parte ao cobrimento deficiente (30,7%), concretagem (27,2%) e
armaduras no que se refere a falhas de corte, dobramento e disposição (31,1%).
82
Figura 5.7 - Problemas de projeto - Brasília
0
10
20
30
40
50
60
Concepção - 27,6%
Cálculo - 53,4%
Detalhamento - 48,3%
Figura 5.8 - Problemas de execução - Brasília
0
5
10
15
20
25
30
35
Geometria - 7,9%
Armadura - 21,1%
Concretagem - 27,2%
Cobrimento deficiente -
30,7%
Resistência insuficiente
- 4,4%
Fundação - 7,9%
Dosagem ruim - 0,9%
Outros - 33,3%
Deve ser feita uma ressalva quanto ao cobrimento deficiente, pois ele pode ser classificado
tanto como falha de execução ou como falha de projeto. No caso de ser relacionado como
falha de projeto, o problema está intimamente ligado ao detalhamento inadequado das peças
estruturais, principalmente no que se refere ao espaçamento mínimo das barras de armadura.
Na análise dos dados do levantamento, nos casos de ausência de informações sobre o projeto
e detalhamento, a causa foi atribuída a falhas de execução, pois, em geral, mesmo com
projetos bem detalhados é comum a ocorrência de erros de execução, pela ausência de
espaçadores ou pastilhas para garantir o cobrimento adequado. Merece ainda ser mencionado
83
que as disposições da NB1/78 (ABNT, 1978) são inadequadas quanto ao cobrimento com
relação à maioria das normas internacionais, principalmente lajes, onde se especifica até 0,5
cm de cobrimento para concreto revestido no interior de edifícios.
O item “Outros” da Figura 5.8 corresponde aos seguintes problemas de execução: cura
eficiente, erro de locação e desvios de geometria da estrutura, desforma e retirada de
scoramento precoce, não observância do projeto, juntas mal executada, aterro mal
executado, fixação inadequada de telhas, uso de aditivo à base de cloreto, impermeabilização
mal executada, erros de amarração da alvenaria à estrutura, ligação inadequada dos
elementos estruturais metálicos e execução de estrutura metálica com peças de dimensões
insuficientes com relação ao projeto.
5.2.7 - Materiais de intervenção
Foram analisadas 207 edificações, que corresponde a 84,15% das obras cadastradas. As outras
39 obras passaram apenas por inspeção da estrutura. Seu somatório também é superior a
100% devido à superposição e corresponde a 240,9%.
De acordo com a Figura 5.9 os materiais mais utilizados nos processos de intervenção
cadastrados foram: barras de aço para concreto armado (58,1%), argamassa epóxica
(53,3%) e resina epóxi (51,2%).
Os índices elevados de aplicação de resina e argamassa a base de epóxi deve-se ao seu
emprego na colagem de novas armaduras, recobrimento de armaduras expostas, injeção de
fissuras, grampeamento e como ponte de aderência entre o concreto velho e o novo. Cabe
ressaltar que, recentemente, o uso indiscriminado da resina epóxi é questionado,
especialmente no que se refere à aderência, pois existem pesquisas na área que discutem sua
necessidade em vários casos. Resultados experimentais levantam algumas dúvidas sobre a
real eficiência do uso da resina como “primer” nas juntas estruturais de reparos,
principalmente onde se usa a
84
Figura 5.9 - Materiais de intervenção - Brasília
0
10
20
30
40
50
60 Concreto - 39,8%
Concreto projetado - 1,6%
Aço em barras - 58,1%
Aço em chapas/perfis/cabos - 8,5%
Argamassa convencional - 14,6%
Argamassa modificada - 6,9%
Argamassa epóxica - 53,3%
Resina epóxi - 51,2%
Graute - 4,5%
Outros - 2,4%
remoldagem com concreto novo sobre o substrato de concreto maduro e superfície com
agregado graúdo exposto, limpa e seca (Clímaco, 1990).
A Figura 5.9 apresenta o item “Outros” que corresponde aos seguintes materiais: mastique
elástico ou elastômero, material de impermeabilização, inibidor de corrosão, anti-corrosivo e
solo-cimento.
5.2.8 -Técnicas de intervenção
Segundo a Figura 5.10, as técnicas mais utilizadas foram: adição de barras de aço para
concreto armado (57,3%), remoldagem com concreto (33,3%) ou com argamassa (37,4%),
para ao encamisamento ou aumento de seção, e injeção de fissuras (25,6%). Aqui, como no
item 5.2.7, a análise baseou-se em 207 obras e seu somatório é superior a 100% devido à
superposição e corresponde a 202,8%.
O fato dos percentuais de materiais de intervenção utilizados não coincidirem com as
respectivas técnicas é conseqüência dos índices terem sido computados por obra e não pela
quantidade de vezes em que foi empregado na mesma edificação com o uso de diferentes
85
técnicas de intervenção. É o caso do aço e do concreto, onde os índices dos materiais
empregados são inferiores aos das respectivas técnicas que os utilizaram.
Figura 5.10 -Técnicas de intervenção - Brasília
0
10
20
30
40
50
60 Adição de barras - 57,3%
Adição de chapas - 2,8%
Protensão - 3,7%
Grampeamento - 11,4%
Injeção de fissuras - 25,6%
Remoldagem
com concreto - 33,3%
Remoldagem
com argamassa - 37,4%
Recomposição do
revestimento - 14,2%
Substituição - 3,3%
Outras - 13,8%
O item “Outras”da Figura 5.10 corresponde às seguintes técnicas: reparo e execução de
juntas, reforço de fundação, fundação adicional, proteção anti-térmica, impermeabilização,
acréscimo de elemento estrutural metálico ou de concreto, desmontagem de estrutura metálica
e execução de sistemas de drenos.
5.2.9 - Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação
Estes dados se baseiam em 198 obras cadastradas, que correspondem a 80,4% do total, e
foram obtidas através de entrevistas. A Figura 5.11 mostra que na maioria das obras o custo
da intervenção não ultrapassou 25% do custo da edificação (70,7%).
86
Figura 5.11 - Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação - Brasília
0
10
20
30
40
50
60
70
80
Menos de 25% - 70,7%
25 a 50% - 6,9%
Mais de 50% - 2,8%
Cabe chamar atenção para o nível de informação sobre os custos, que é muito precário devido
ao não acesso à todos os itens envolvidos, tais como interdição, aluguéis, lucros cessantes,
etc.
5.2.10 - Compatibilização da intervenção com outros serviços
A análise destes dados foi realizada sobre 107 edificações coletadas, que corresponde a
43,5%. Seu somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 68,6%.
Esta informação é interessante, pois com ela tem-se uma visão global dos custos de uma
intervenção e da necessidade em se contratar empresas ou profissionais especializados. Estes
dados deixam bem claro que nem sempre uma intervenção é simplesmente um trabalho
localizado, e que seu custo não engloba só a mão- de -obra e o material, mas também todos os
custos indiretos, como são apresentados na Figura 5.12.
Na Figura 5.12 o item “Outros” corresponde a problemas causados pelos serviços de
intervenção em: fundações, esquadrias, equipamentos, impermeabilização, tráfego de
veículos, redução de pé direito, interdição de pista, instalações para tratamento de água, e
interdição da edificação e ou da área do entorno nos serviços de intervenção.
87
Figura 5.12 - Compatibilização da intervenção com outros serviços - Brasília
0
5
10
15
20
25
30
Instalação hidraúlica
e elétrica - 21,1%
Instalação telefone
e ar condicionado - 8,1%
Outros espaços - 26,8%
Outros - 12,6%
5.2.11 - Métodos de avaliação estrutural utilizados
Os métodos de avaliação foram relatados em 239 obras, que corresponde a 97,2% do total.
Nas outras 7 edificações não se obteve esta informação. A Figura 5.13, a seguir, mostra que
os métodos mais empregados foram: vistoria técnica (87,8%), revisão de projeto estrutural
(43,1%) e acompanhamento de fissuras (14,2%).
Aqui também se observa que o somatório é superior a 100% devido à superposição e
corresponde a 189%.
Na Figura 5.13 o item “Outros” corresponde aos seguintes métodos utilizados: controle
topográfico de deslocamentos, vistoria de fundações, estrutura, execução de poço de visita,
teste de carbonatação, análise da estabilidade global, revisão do projeto de fundação,
execução de novo cálculo estrutural, recomposição do projeto a partir da estrutura, devido à
sua ausência, e ensaio de elementos estruturais (tubos) de treliça espacial.
88
Figura 5.13 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Brasília
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90 Revisão de projeto - 43,1%
Deslocamentos - 9,3%
Esclerometria - 9,8%
Ensaio de amostra concreto - 6,9%
Ensaio de amostra de aço -4,9%
Pacômetro - 1,6%
Teste de carga - 6,1%
Acompanhamento de fissuras - 14,2%
Vistoria - 87,8%
Outros - 5,3%
5.2.12 - As 53 pontes do Distrito Federal
Essas pontes foram analisadas em separado pelas razões apresentadas no item 4.1 do Capítulo
4.
A maioria das inspeções foi realizada em 1990, com o índice de 96,2% em relação ao total de
pontes vistoriadas. A estrutura predominante, com 81,2%, é constituída por concreto armado.
A idade que mais se destacou como incidência de problemas foi a de 5 a 10 anos, com 69,8%,
alertando para a necessidade de manutenção. Com relação à manutenção, cabe chamar
atenção para o que ocorre hoje com todas as pontes e viadutos não só do Distrito Federal, mas
de toda a região Centro-Oeste, com a prática errônea de se reparar/reforçar apenas quando
elas chegam a um estado crítico de utilização, quando não, ao comprometimento da segurança
aos Estados Limites Últimos (E.L.U).
Os elementos estruturais mais afetados foram: lajes (37,7%), taludes de encontro (35,8%),
vigas (28,3%) e fundações (24,5%). Estes dados só diferem dos encontrados na região
89
Amazônica, mencionada no Capítulo 3, item 3.6 (Aranha, 1994), com índice referente a
talude.
As manifestações que sobressaíram foram: erosões (47,2%), fissuras (32,1%) e recalques
(9,4%).
5.3 - ANÁLISE DE GOIÁS
5.3.1 - Introdução
Goiânia foi inicialmente planejada para 50 mil habitantes. Hoje com seus 62 anos, possui
quase um milhão. É a capital de um estado com economia predominantemente agropecuária,
com um
setor industrial bem modesto. Suas edificações não diferem muito das outras cidades do seu
porte, cujas obras predominantes são residenciais e comerciais.
O Anexo B contém todas as tabelas referentes às 120 edificações cadastradas em Goiânia,
sistematizando todas as informações coletadas para cada tipo de edificação.
5.3.2 - Idade aproximada das edificações
Esta análise baseou-se nas informações obtidas em 119 obras, que corresponde a 99,2% do
total de edificações coletadas.
Segundo a Figura 5.14, a idade predominante por ocasião das vistorias/intervenções, de
acordo com o levantamento, é a etapa de construção, com 74,2% do total. Esse número
elevado pode ser explicado pelo fato de a empresa que forneceu as informações para esta
pesquisa, ser também responsável pelo controle tecnológico dos materiais. Por isso, detectava
-se mais cedo os problemas existentes nas edificações e, principalmente, tinha-se acesso a
uma informação que, em geral, não vem a público. De qualquer modo, o índice apresentado é
alarmante, e bem diferente das demais cidades pesquisadas.
90
Figura 5.14 - Idade aproximada das edificações - Goiânia
Em construção - 74,2%
Até 5 anos - 5,8%
5 a 10 anos - 2,5%
10 a 20 anos - 12,5%
M ais de 30 anos - 4,2%
4,2%
12,5%2,5%
5,8%
74,2%
A segunda idade em destaque foi o período de 10 a 20 anos, devido provavelmente à falta de
manutenção. Apenas 8,3% dos danos e/ou intervenções ocorreram em edificações no período
dos 10 primeiros anos após a construção.
5.3.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento
Segundo a Figura 5.15, os elementos afetados que mais se destacaram foram os pilares, com
46,7%, seguidos pelas lajes, com 34,2%, e vigas, com 31,7%. Estes dados diferem muito dos
apresentados em Brasília, onde lajes e vigas mostram resultados maiores que os pilares.
Observe que o somatório é maior que 100% devido à superposição e corresponde a 141,6%.
O item “Outro”corresponde aos seguintes elementos: calhas, piscina, consolo, reservatório,
base de dorna de uma usina, túnel de descarga de um armazém e aparelho de apoio.
91
Figura 5.15 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Goiânia
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
Fundação - 5,8%
Pilar - 46,7%
Viga - 31,7%
Laje - 34,2%
Junta de dilatação - 0,8%
Cortina/Parede - 3,3%
Parede divisória/fachada -
5,8%
Marquise - 2,5%
Piso - 3,3%
Escada - 0,8%
Outro - 6,7%
5.3.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção
A Figura 5.16, a seguir, mostra que o comprometimento de funcionalidade da estrutura aos
Estados Limites de Utilização (E.L.S) foi responsável por 45,8% das razões fornecidas para
as vistorias e/ou intervenções, seguido de problemas detectados no controle tecnológico, com
20,9%, que faz parte do item “Outras” da Figura 5.16, e do comprometimento de segurança
aos Estados Limites Últimos (E.L.U), com 19,2%. Cabe salientar que, desse último índice, a
parcela 5,8% corresponde a casos de ruína com colapso total da estrutura; 5,8% a risco
iminente de ruína e 7,6% à ruína de elementos isolados.
O item “Outras” corresponde aos seguintes eventos: correção de projeto, problemas
detectados no controle tecnológico, e reinício de obra paralisada.
92
Figura 5.16 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Goiânia
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50 Estética - 5,8%
E.L.S - 45,8%
E.L.U - 19,2%
Acréscimo de pavimento ou
ampliação - 2,5%
Mudança de utilização - 2,5%
Outras - 24,2%
5.3.5 - Manifestações patológicas nas edificações
Estes dados foram obtidos de 94 edificações, que correspondem a 78,3% do total. As 26 obras
restantes não necessariamente manifestavam patologias e foram cadastradas pois sofreram
algum tipo de intervenção devido aos seguintes fatos: correção de projeto, acréscimo de
pavimento ou ampliação, mudança de utilização e baixa resistência do concreto detectada
ainda durante a construção. O somatório é superior a 100% devido à superposição e
corresponde a 152,7%.
Segundo a Figura 5.17, fissuras e segregações apresentaram os maiores percentuais
cadastrados no levantamento, com o mesmo índice de 30%. O terceiro, colapso parcial ou
total, com 15,8%.
As 2 primeiras manifestações em destaque refletem bem a questão de 74,2% das obras
coletadas estarem ainda na etapa de construção. Por isso, esses dados diferem dos encontrados
em Brasília.
93
Figura 5.17 - Manifestações patológicas nas edificações - Goiânia
0
5
10
15
20
25
30
Flechas - 11,7%
Fissuras - 30%
Infiltrações - 6,7%
Corrosão - 14,2%
Esfoliação - 15,1%
Desagregação - 2,5%
Segregação - 30%
Recalque - 5,0%
Colapso parcial ou total - 15,8%
Armadura exposta - 7,5%
Outras - 14,2%
O item “Outras” corresponde às seguintes manifestações: biodegradação de fungos, desvio de
geometria, concreções, eflorescência, pulverulência, juntas danificadas e armaduras com
seção reduzida devido ao alto nível de corrosão.
5.3.6 - Causas das manifestações patológicas
Esta análise abrangeu 115 obras catalogadas, que correspondem a 95,8%. As outras 5
edificações foram reparadas/reforçadas devido aos seguintes fatores: mudança de utilização,
acréscimo de pavimento ou ampliação e correção de projeto na fase de construção.
Execução e projeto juntos foram responsáveis por 65% das patologias existentes nas obras. A
parcela de 45% foi responsabilidade exclusiva de execução; 15,8% exclusiva de projeto e
4,2% de projeto associado a execução. Em valores totais o projeto foi responsável por 21,7%
e a execução por 60,8%, segundo as Figuras 5.18 e 5.19.
O item “Outras” da Figura 5.18 corresponde ao seguinte evento: projeto de fundações
deficiente.
94
Figura 5.18 - Causa isolada das manifestações - Goiânia
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
Projeto - 15,8%
Execução - 45%
Material - 10,9%
Utilização - 2,5%
Manutenção - 1,7%
Ação imprevista - 0,8%
Outras - 0,8%
Figura 5.19 - Causas associadas das manifestações patológicas - Goiânia
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Projeto e Execução - 4,2%
Projeto e Manutenção -
1,7%
Execução e Materiais -
9,2%
Execução e Utilização -
0,8%
Execução e Manutenção -
0,8%
Execução e Ação
imprevista - 0,8%
De acordo com as Figuras 5.20 e 5.21, a maioria dos problemas relacionados com o projeto
estrutural é devida a falhas no detalhamento, com 56%, seguida de erros de cálculo, com
28%, onde observa -se que assim como em Brasília a soma é superior a 100% devido à
superposição de causas. As falhas de execução são, principalmente, devidas a concretagem
(48,1%), resistência do concreto insuficiente (16%) e espessura do cobrimento inadequada
(13,3%).
95
Figura 5.20 - Problemas de projeto - Goiânia
0
10
20
30
40
50
60
Concepção - 20%
Cálculo - 28%
Detalhamento - 56%
Figura 5.21 - Problemas de execução - Goiânia
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
Geometria - 8,0%
Armadura - 5,3%
Concretagem - 48,1%
Cobrimento deficiente -
13,3%
Resistência
insuficiente - 16%
Dosagem ruim - 9,3%
Outros - 34,7%
Observa-se que Brasília apresentou mais problemas motivados pelo cálculo e Goiânia mais
problemas de detalhamento. Contudo, em Brasília, a diferença entre os problemas de cálculo
e detalhamento é pequena, de 5,1%. Em Goiânia, a diferença é alta, igual ao valor
correspondente a problemas de cálculo, de 28%.
96
Constata-se que Brasília e Goiânia também diferem quanto aos problemas de execução.
Brasília apresenta mais problemas de cobrimento deficiente e Goiânia problemas de
concretagem, como se verifica no item 5.3.5.
O item “Outros” da Figura 5.21 corresponde aos seguintes problemas de execução: cura
deficiente, desforma e retirada do escoramento precoce, não observância de projeto, juntas
mal executada, aterro mal executado, forma danificada ou deformada, uso de aditivo à base
de cloreto, execução precária das fundações e impermeabilização mal executada.
5.3.7 - Materiais de intervenção
Estes percentuais baseiam-se em 60 obras cadastradas, o que corresponde a 50% do total de
edificações registradas. Quanto ao restante, não existe registro da forma de intervenção. O
somatório corresponde a 65,8% devido à superposição.
Figura 5.22 - Materiais de intervenção - Goiânia
0
5
10
15
20
25
30
Concreto - 26,7%
Concreto projetado -
2,5%
Aço - 15,8%
Argamassa epóxi - 1,7%
Resina epóxi - 2,5%
Graute - 16,6%
Através da Figura 5.22 constata-se que os materiais mais utilizados na intervenção foram:
concreto moldado in loco (29,2%), graute mineral (16,6%) e barras de aço para concreto
armado (15,8%).
97
Percebe-se, nitidamente, a diferença entre os materiais de intervenção utilizados em Brasília e
Goiânia. A tendência de Brasília é empregar mais resina e argamassa a base de epóxi, com
120%, índice maior que 100% devido à superposição. Em Goiânia prefere-se o uso do
concreto, principalmente, o de alto desempenho (CAD), e ainda uma preferência em trabalhar
com graute mineral, que não se observa em Brasília.
5.3.8 - Técnicas de intervenção
Assim com no item 5.3.7, estes dados foram obtidos de 60 obras catalogadas. O somatório
corresponde a 67,5% devido à superposição.
Segundo a Figura 5.23 as técnicas predominantes foram: remoldagem com concreto (22,5%),
remoldagem com argamassa (16,7%) e adição de barras de aço para concreto armado
(12,5%).
Figura 5.23 - Técnicas de intervenção - Goiânia
0
5
10
15
20
25
Barras adicionais - 12,5%
Remoldagem com
concreto - 22,5%
Remoldagem com
argamassa - 16,7%
Injeção de fissuras - 0,8%
Recomposição de
revestimentos - 2,5%
Outras - 12,5%
O item “Outras”corresponde às seguintes técnicas: reforço de fundações, execução de juntas,
impermeabilização, substituição e acréscimo de elemento estrutural de concreto armado.
Cabe chamar atenção para a porcentagem total deste item, assim como do item 5.3.7, que foi
inferior a 100%. Isto pode ser explicado pelo fato de que estes percentuais foram sobre as 120
98
edificações cadastradas, ao invés das 60 obras que passaram por algum processo de
intervenção.
.3.9 - Métodos de avaliação estrutural utilizados
Estes dados foram obtidos de 36 obras, que corresponde a 30% das edificações cadastradas. A
Figura 5.24, a seguir, mostra que o ensaio mais utilizado na avaliação foi o ensaio de
esclerometria do concreto, com 27,5%, seguido dos ensaios de amostras (testemunhos) de
concreto, com 15%. O item vistoria não consta, porém todas as obras foram vistoriadas.
Observe que o somatório corresponde a 41,7% devido à superposição.
Figura 5.24 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Goiânia
0
5
10
15
20
25
30
Revisão de projeto -2,5%
Esclerometria - 27,5%
Ensaio de amostra concreto
- 15%
Teste de carga - 1,7%
Cabe salientar o baixo percentual de obras cuja intervenção realizou-se sem passar por uma
revisão de projeto estrutural. O alto percentual de ensaios não destrutivos e ensaios de
amostras (testemunhos) de concreto deve-se ao fato da empresa pesquisada atuar na área de
controle de materiais.
5.4 - ANÁLISE DO MATO GROSSO DO SUL
5.4.1 - Introdução
99
Campo Grande tem aproximadamente 600 mil habitantes. É também um estado com
economia predominantemente agropecuária e com um setor industrial bem modesto. No que
se refere à construção civil as características da cidade são bem semelhantes a Goiânia, e a
diferença maior reside no número de habitantes.
O estado do Mato Grosso do Sul não possui firmas de Engenharia dedicadas apenas à área de
recuperação. Os trabalhos são realizados por empresas locais atuantes também em outra área,
ou por empresas de recuperação de outros estados.
Uma característica apresentada pelo estado do Mato Grosso do Sul neste levantamento foi o
grande índice de pontes existentes com incidência de problemas patológicos, bem maiores
que os outros tipos de obras. Isto pode ser observado nos dados, que serão analisados a seguir.
Cabe salientar para o pequeno número de informações coletadas, 22 obras. Isso pode ser, em
parte, justificado pelo fato do responsável pelo fornecimento dos dados, preocupar em
registrar somente os piores casos. A ausência de arquivos e dificuldades de contato com
outros profissionais do setor também contribuíram para o número reduzido.
O estado do Mato Grosso do Sul apresentou ainda como particularidade o fato de os
problemas registrados em fundações serem mais acentuados que as demais causas.
O Anexo B contém todas as tabelas referentes as 22 obras cadastradas em Campo Grande,
sistematizando todas as informações coletadas para cada tipo de edificação.
5.4.2 - Idade aproximada da edificação
Como se pode observar na Figura 5.25, o maior percentual de danos/intervenções ocorreu
ainda na fase de construção, com 50,0%. O segundo maior percentual fica com dois períodos
consecutivos que englobam os 10 primeiros anos de idade, após a construção, com 36,4%.
100
Ou seja, 86,4% dos eventos foram registrados dentro dos 10 primeiros anos da edificação,
incluindo a fase de construção.
Figura 5.25 - Idade aproximada das edificações - Campo Grande
Em construção - 50%
Até 5 anos - 18,2%
5 a 10 anos - 18,2%
10 a 20 anos - 9,1%
Mais de 30 anos - 4,5%
50,0%
18,2%
18,2% 4,5%
9,1%
Observa-se que a baixa incidência de danos registrados nas obras com mais de 30 anos são é
comum às três cidades: Brasília, Goiânia e Campo Grande. Esta baixa incidência de eventos
em edificações mais antigas, pode indicar deficiência nos registros, pois pela idade
apresentam maior dificuldade em fornecer detalhes, ou talvez uma melhor qualidade na
execução das mesmas.
5.4.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento
Os elementos afetados predominantes foram: fundações (36,4%), seguidas de pilares (33,3%)
e lajes (28,6%), segundo a Figura 5.26.
Um fato interessante a se observar é que o levantamento não registrou problemas em vigas, o
que é estranho, principalmente quando as lajes são afetadas.
O item “Outros”da Figura 5.26 corresponde aos seguintes elementos: consolos, marquises,
aparelhos de apoio e tubulações.
101
A questão dos pilares ter apresentado um alto índice (33,3%) de defeitos coincide com os
dados encontrados em Goiânia, cujo índice foi o maior (46,7%). Esta informação serve de
alerta para se verificar a qualidade de projetos e execução, pois trata -se do elemento mais
importante de uma estrutura, que está sendo negligenciado. O somatório é superior a 100%
devido à superposição e corresponde a 130%.
Figura 5.26 - Localização do dado e/ou intervenção segundo o elemento - Campo Grande
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Fundação -36,4%
Pilar - 33,3%
Laje - 28,6%
Cobertura - 4,5%
Parede
divisória/fachada - 4,5%
Outros - 22,7%
5.4.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção
Pela Figura 5.27 observa-se que o comprometimento da segurança aos Estados Limites
Últimos (E.L.U), com 40,9%, foi o motivo predominante para que houvesse a necessidade de
vistoria e/ou intervenção, sendo que a parcela 9,1% corresponde a casos de ruína com colapso
total da estrutura; 9,1% a risco iminente de ruína e 22,7% à ruína de elementos isolados. É um
índice discutível, explicado pelo fato citado de a fonte principal de informações ter tido a
intenção de transmitir apenas os casos mais graves, o que levou a uma visão incorreta do
todo.
O segundo motivo que gerou a necessidade de vistoria e/ou intervenção foi o
comprometimento de funcionalidade da estrutura aos Estados Limites de Utilização (E.L.S),
com 36,4%.
102
O item “Outras” da Figura 5.27 corresponde aos seguintes eventos: erro de locação do
terreno e não adequação de projeto à Normas específicas.
Figura 5.27 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Campo Grande
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
E.L.S - 36,4%
E.L.U - 40,9%
Acréscimo de pavimento
ou ampliação - 4,5%
Mudança de utilização -
9,1%
Outras - 9,1%
5.4.5 - Manifestações patológicas nas edificações
Esta análise foi feita em apenas 18 obras cadastradas, que correspondem a 81,8% do total de
obras coletadas. As demais não apresentaram manifestações, mas sofreram intervenção
devido a: acréscimo de pavimento ou ampliação, erro detectado antes que as patologias se
manifestassem, projeto inadequado segundo Normas específicas e erro de locação do
terreno. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 154,2%.
Nas manifestações, segundo a Figura 5.28, os destaques ficam para recalques e colapsos
parcial ou total, com 31,8% cada. Estes índices, como já foi explicado no item acima, são
devido ao cadastramento concentrar-se nos piores casos. Os recalques podem ser justificados
por problemas como: fundação executada com profundidade incompatível ao projeto, falta de
habilidade e experiência da mão-de-obra na cravação de estacas, estacas apoiadas em solo
inadequado e ação imprevista.
O segundo destaque ficou com as manifestações de flechas excessivas e fissuras, com 22,7%
cada.
103
Um fato interessante observado durante a coleta de dados, foi a baixa incidência de relatos de
problemas de corrosão de armaduras, segundo as informações obtidas com os profissionais
entrevistados.
Figura 5.28 - Manifestações patológicas nas edificações - Campo Grande
0
5
10
15
20
25
30
35
Flechas - 22,7%
Fissuras - 22,7%
Infiltração - 4,5%
Corrosão - 4,5%
Esfoliação - 4,5%
Desagregação - 4,5%
Segregação - 4,5%
Recalque - 31,8%
Colapso parcial ou total - 31,8%
Armadura exposta - 4,5%
Outras - 18,2%
O item “Outras”da Figura 5.28 corresponde às seguintes manifestações: deformações, perda
de suporte das fundações e aparelhos de apoio danificados.
5.4.5 - Causas das manifestações patológicas
Esta análise foi feita em apenas 18 obras cadastradas, que correspondem a 81,8% do total de
obras coletadas. As demais sofreram intervenção devido a: acréscimo de pavimento ou
ampliação, erro detectado antes que as patologias se manifestassem, projeto inadequado
segundo Normas específicas e erro de locação do terreno.
De acordo com a Figura 5.29 os itens execução e projeto, com 59,1%, foram os maiores
104
responsáveis pela ocorrência de patologias. A parcela de 36,4% foi responsabilidade
exclusiva de execução; 13,6% exclusiva de projeto e 9,1% de projeto e execução.
Considerando todos os dados que apresentaram como causa única ou uma das causas
execução e projeto, têm-se as seguintes percentagens: 45,5% e 22,7%, respectivamente.
Figura 5.29 - Causa das manifestações - Campo Grande
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Projeto - 13,6%
Execução - 36,4%
Ação imprevista - 4,5%
Incêndio - 9,1%
Outras - 13,6%
Projeto e Execução - 9,1%
Estes dados são similares aos obtidos em Brasília e Goiânia, onde a execução também é a
causa predominante de todos os problemas detectados.
O item “Outras”da Figura 5.29 corresponde aos seguintes acontecimentos: área do terreno
inferior à fornecida aos projetistas, alteração de projeto sem a verificação do projetista e
mudança arquitetônica sem verificação do projeto estrutural.
Pela Figura 5.30 verifica-se que os problemas relacionados com projeto estrutural são,
principalmente, devido à concepção e detalhamento, com 40% cada. Estes dados diferem dos
outros estados analisados no que se refere à concepção, que apresentou percentagem maior
que cálculo, o que não ocorreu nos demais estados. Vale lembrar, novamente, que este item
pode ser bastante influenciado pela subjetividade no relato.
105
F ig u ra 5 .3 0 - P ro blem as d e p ro jeto - C am p o G rand e
0
5
1 0
1 5
2 0
2 5
3 0
3 5
4 0
C o ncep ção - 4 0 %
C álcu lo - 2 0 %
D etalham ento - 4 0 %
A Figura 5.31 aponta o item fundação, com 40%, como o maior problema relacionado com a
execução, seguida de armadura, com 30%, e concretagem, com 20%, sendo o somatório
superior a 100% devido à superposição.
Figura 5.31 - Problemas de execução - Campo Grande
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Armadura - 30%
Concretagem 20%
Cobrimento
deficiente - 10%
Fundação - 40%
Dosagem ruim 10%
Outros - 20%
O item “Outros” da Figura 5.31 corresponde aos seguintes problemas de execução: locação
errada de elemento estrutural e aparelhos de apoio mal executados.
106
5.4.6 - Materiais de intervenção
Foram analisadas 20 edificações, que correspondem a 90,9% das obras cadastradas. As outras
obras passaram apenas por inspeção. O somatório é superior a 100% devido à superposição e
corresponde a 172,6%.
A Figura 5.32, a seguir, mostra, que os materiais mais utilizados foram: concreto moldado in
loco (68,2%), barras de aço para concreto armado (59%), chapas/perfis metálicos e cabos de
aço (18,2%) e resina epóxi (18,2%).
Figura 5.32 - Materiais de intervenção - Campo Grande
0
10
20
30
40
50
60
70
Concreto - 68,2%
Concreto projetado -4,5%
Aço em barras - 59%
Aço em chapas/perfis
- 18,2%
Resina epóxi - 18,2%
Graute - 4,5%
Observa-se que o concreto, assim como em Goiânia, foi o principal material utilizado. A
resina epóxi não foi tão empregada quanto em Brasília, mas o índice foi superior a Goiânia.
As chapas/perfis metálicos e cabos de aço foram mais utilizados do que em Goiânia e
Brasília.
107
5.4.7 - Técnicas de intervenção
As técnicas de intervenção mais utilizadas, segundo a Figura 5.33, foram: remoldagem com
concreto (27,3%), adição de barras de aço para concreto armado (22,7%) e acréscimo de
elemento estrutural de concreto (22,7%).
Figura 5.33 - Técnicas de intervenção - Campo Grande
0
10
20
30
40
50
60
70
Barra adicional - 22,7%
Chapa adicional - 9,1%
Remoldagem com
concreto - 27,3%
Remoldagem com
argamassa - 4,5%
Protensão - 4,5%
Outras - 68,2%
O item “Outras” da Figura 5.33 corresponde às seguintes técnicas utilizadas: reforço de
fundações, acréscimo de fundações, reforço e ajuste em estruturas metálicas, substituição e
acréscimo de elementos estruturais.
O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 136,3%.
Em relação à Brasília e Goiânia, observa-se uma diferença apenas quanto à substituição e
acréscimo de elementos estruturais de concreto, que, em Campo Grande, destacou-se mais
que as outras técnicas.
108
5.4.8 - Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação
Estes dados se baseiam em 16 obras cadastradas, que correspondem a 72,7% do total. Todas
essas obras apresentaram um custo de intervenção que não ultrapassou 25% do custo da
edificação.
5.4.9 - Métodos de avaliação estrutural utilizados
Os métodos de avaliação mais utilizados, de acordo com a Figura 5.34 foram: revisão de
projeto estrutural, com 63,6%, seguido do ensaio de esclerometria do concreto, com 18,2% e
ensaios de amostras (testemunhos) de aço e concreto, com 13,6% cada. O item vistoria não
consta, mas todas as obras foram, obviamente, vistoriadas.
O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 118%.
Figura 5.34 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Campo Grande
0
10
20
30
40
50
60
70
Revisão de projeto - 63,6%
Esclerometria - 18,2%
Ensaio de amostra concreto
- 13,6%
Ensaio amostra aço - 13,6%
Acompanhamento de
fissuras - 4,5%
Deslocamento - 4,5%
5.5 - ANÁLISE DO MATO GROSSO
5.5.1 - Introdução
109
Cuiabá, assim como Campo Grande, possui aproximadamente 600 mil habitantes e também
não conta com empresas dedicadas exclusivamente à recuperação estrutural. Os trabalhos são
realizados por empresas locais que militam em outras áreas, ou por empresas do ramo de
outro estado.
Cabe chamar atenção para o número extremamente reduzido de dados coletados, 13 obras. A
explicação para isto residiu no receio, não expresso formalmente, de alguns profissionais
locais
do setor em fornecer as informações, talvez pensando em proteger as firmas envolvidas do
uso indevido dos dados, mesmo com a garantia do anonimato apresentada à época dos
contatos. Apesar do número muito reduzido, assim como em Campo Grande, com relação a
Brasília e Goiânia, decidiu-se por apresentá-los no trabalho, tendo-se o cuidado da análise em
separado e com óbvios prejuízos à avaliação da região Centro-Oeste como conjunto.
O Anexo B contém todas as tabelas referentes às 13 edificações coletadas em Cuiabá,
sistematizando todas as informações coletadas para cada tipo de edificação.
5.5.2 - Idade aproximada da edificação
Observa-se, através da Fig.5.35, que o período de até 5 anos de idade da edificação
apresentou o maior índice, de eventos com 53,8%.
O período correspondente aos 10 primeiros anos de idade após o término da construção
acumulou 76,9% dos problemas ocorridos nas obras cadastradas. Esta percentagem foi maior
que as encontradas nas outras três cidades analisadas. Ao somar a este valor o do período de
construção, obtém-se 92,3% dos danos ocorridos.
110
Figura 5.35 - Idade aproximada das edificações - Cuiabá
Em construção - 15,4%
Até 5 anos - 53,8%
5 a 10 anos - 23,1%
10 a 20 anos - 7,7%
15,4%
7,7%23,1%
53,8%
5.5.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento
Segundo a Figura 5.36, os elementos mais afetados foram: pilares e vigas, com 38,5% cada, e
lajes, com 30,8%. O item “Outro” da Figura 5.36 corresponde aos seguintes elementos:
calhas. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 184,8%.
Figura 5.36 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Fundação - 15,4%
Pilar - 38,5%
Vigas - 38,5%
Laje - 30,8%
Cortina/parede - 23,1%
Parede divisória/fachada
- 23,1%
Cobertura - 7,7,%
Outro - 7,7%
111
5.5.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção
Nos dados coletados, como pode ser observado na Figura 5.37, as únicas razões relatadas para
a necessidade de vistoria e/ou intervenção foram: comprometimento de funcionalidade da
estrutura aos Estados Limites de Utilização (E.L.S), com 92,3%, e ao comprometimento da
segurança aos Estados Limites Últimos (E.L.U), com 7,7%, que corresponde a caso de ruína
com colapso total da estrutura.
O fato de Cuiabá não apresentar outras razões além das duas citadas pode ser atribuído ao
número reduzido de edificações cadastradas. Entretanto, de uma maneira geral, elas foram as
principais razões que implicaram em vistoria e/ou intervenção na região Centro - Oeste.
Figura 5.37 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Cuiabá
E.L.S - 92,3%
E.L.U - 7,7%
7,7%
92,3%
5.5.5 - Manifestações patológicas nas edificações
Esta análise baseou-se em 11 edificações, que correspondem a 84,6% do total de obras
coletadas. As outras duas obras não apresentaram manifestações, mas foram reparadas por
suspeita de problemas com o concreto. O somatório é superior a 100% devido à superposição
e corresponde a 231%.
A Figura 5.38, a seguir, mostra que as manifestações que mais se destacaram foram: fissuras
(46,2%), segregação (38,5%) e armaduras expostas (30,8%).
112
Segregação e armaduras expostas, são sintomas de má qualidade da concretagem e/ou do
detalhamento das edificações catalogadas em Cuiabá.
O item “Outras” corresponde às seguintes manifestações: fungos, desaprumo e eflorescência.
Figura 5.38 - Manifestações patológicas nas edificações - Cuiabá
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50 Flechas - 7,,7%
Fissuras - 46,2%
Infiltração - 7,7%
Corrosão - 23,1%
Esfoliação - 15,4%
Desagregação 7,7%
Segregação - 38,5%
Recalque - 15,4%
Colapso parcial ou total - 7,7%
Armadura exposta - 30,8%
Outras - 30,8%
5.5.6 - Causas das manifestações patológicas
De acordo com a Figura 5.39, projeto e execução, juntos, foram responsáveis por 77% dos
danos ocorridos nas edificações registradas. A parcela de 30,8% corresponde exclusivamente
a projeto, 38,5% exclusiva a execução e 7,7% a execução e projeto associados. Considerando
todos os dados que apresentaram como causa ou uma das causas, projeto e execução tem-se
46,2% e 61,6%, respectivamente.
Pela Figura 5.40 constata-se que os maiores problemas causados por falhas de projeto estão
relacionados ao cálculo, com 50%, que coincide com os dados obtidos em Brasília.
113
Figura 5.39 - Causa das manifestações - Cuiabá
0
5
10
15
20
25
30
35
40
Projeto - 30,8%
Ação imprevista - 7,7%
Execução - 38,5%
Material - 7,7%
Projeto e Execução - 7,7%
Projeto, Execução e
Execução e Ação imprevista - 7,7%
Um fato interessante a ser observado é que, concepção e detalhamento apresentaram
percentagens iguais, com 33,3%, que coincidem com as informações encontradas em Campo
Grande. Porém, em Cuiabá seus índices foram inferiores ao cálculo, e em Campo Grande
ocorreu o oposto.
Figura 5.40 - Problemas de projeto - Cuiabá
0
10
20
30
40
Concepção - 33,3%
Cálculo - 50%
Detalhamento - 33,3%
50
O somatório nas Figuras 5.40 e 5.41 é superior a 100% e corresponde a 116,6% e 175%,
respectivamente.
114
Figura 5.41 - Problemas de execução - Cuiabá
0
10
20
30
40
50
60
70
Geometria - 12,5%
Concretagem - 62,5%
Cobrimento
deficiente - 37,5%
Fundação - 12,5%
Dosagem ruim - 25%
Outros 25%
Segundo Figura 5.41, verifica-se que os maiores problemas de execução estão relacionados a:
concretagem (62,5%), cobrimento deficiente (37,5%) e dosagem incorreta (25%).
O item “Outros” da Figura 5.41 corresponde aos seguintes problemas de execução: não
observância do projeto e falta de impermeabilização.
5.5.7 - Materiais de intervenção
Foram utilizadas 12 obras para esta análise, que corresponde a 92,3% das edificações
cadastradas. A outra obra não foi ainda recuperada. O somatório é superior a 100% devido à
superposição e corresponde a 154%.
115
Figura 5.42 - Materiais de intervenção - Cuiabá
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
Concreto - 46,2%
Aço em barra - 46,2%
Aço em chapas/perfis
- 7,7%
Resina epóxi - 7,7%
Graute - 46,2%
Os materiais predominantes foram: barras de aço para concreto armado, concreto moldado
in loco e graute mineral, com 46,2% cada, segundo a Figura 5.42.
5.5.8 - Técnicas de intervenção
Assim como no item 5.5.7, esta análise baseou-se em 12 das 13 obras cadastradas. O
somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 138,6%.
Da Figura 5.43 verifica-se que as técnicas de intervenção mais utilizadas foram: remoldagem
com argamassa, com 46,2%, remoldagem com concreto e adição de barras de aço para
concreto armado, com 30,8% cada.
O item “Outras” da Figura 5.43 corresponde às seguintes técnicas: execução de juntas e
substituição de estrutura metálica.
116
Figura 5.43 - Técnicas de intervenção - Cuiabá
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
Barra adicional - 30,8%
Acréscimo de
fundação - 15,4%
Remoldagem com
concreto - 30,8%
Remoldagem com
argamassa - 46,2%
Outras - 15,4%
5.5.9 - Métodos de avaliação estrutural utilizados
A Figura 5.44, a seguir, mostra que os métodos de avaliação mais utilizados foram: ensaios de
esclerometria do concreto (61,5%), revisão de projeto estrutural (38,5%) e ensaios de
amostras (testemunhos) de concreto (15,4%). O somatório é superior a 100% devido à
superposição e corresponde a 115,4%.
Figura 5.44 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Cuiabá
0
10
20
30
40
50
60
70
Revisão de projeto - 38,5%
Esclerometria - 61,5%
Ensaio de amostra concreto
- 15,4%
O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 115,4%.
117
5.6 - ANÁLISE COMPARATIVA DOS ESTADOS PESQUISADOS
5.6.1 - Características climáticas
Segundo as Tabelas 5.1 a 5.4 do item 5.1, observa-se que, apesar dos quatros estados
pertencerem à mesma região, existem diferenças significativas quanto às características
climáticas. Brasília e Goiânia caracterizam-se pela umidade do ar mais baixa e apresentarem
variações entre temperaturas máxima e mínima mensais maiores que Cuiabá e Campo
Grande. Estas características influenciam, principalmente, a estrutura durante a fase de
concretagem, fazendo com que a atenção e o cuidado nesta fase devam ser dobrados no caso
de Brasília e Goiânia. Esta é uma das razões que indicou ser mais racional efetuar uma análise
individual de cada estado e, posteriormente, uma análise comparativa de caráter abrangente.
Entretanto, a influência das condições climáticas nas etapas posteriores é de difícil avaliação,
pois os problemas construtivos são de natureza semelhante e a precariedade dos diagnósticos
das estruturas não permite maior aprofundamento neste campo.
5.6.2 - Idade aproximada das edificações
A região Centro - Oeste caracteriza-se por apresentar a maioria das edificações com os
problemas patológicos manifestando-se no período que vai da fase de construção até os 10
primeiros anos de idade após a construção. Neste período, Cuiabá apresentou o índice de
92,3%, Campo Grande 86,4%, Goiânia 82,5% e Brasília 39,4% das edificações registradas
neste trabalho. O único caso em que uma alta percentagem foi encontrada fora do período
acima citado foi Brasília, que destaca o período de 10 a 20 anos de idade, com 33,3%. Uma
explicação possível para este fato foi apresentada no item 5.2.2.
5.6.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento
Observou-se que em Goiânia e Cuiabá, os pilares foram os elementos mais afetados, com
46,7% e 38,5%, respectivamente, fato preocupante em se tratando do elemento mais
118
importante com relação à segurança global da estrutura. Em Campo Grande, os pilares
ficaram em segundo lugar como elementos mais afetados, com 33,3%, índice também
elevado, logo atrás das fundações, com 36,4%.
Em Brasília e Cuiabá as vigas foram os elementos que mais se destacaram, com 57,3% e
38,5%, respectivamente, sendo que em Cuiabá, pilares e vigas apresentaram a mesma
percentagem - 38,5%. Como se pode notar dos dados citados, os elementos mais afetados -
pilares e vigas, são essenciais à segurança estrutural e/ou funcionalidade, o que indica um alto
grau de negligência por parte dos responsáveis pelas obras.
5.6.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção
Na região Centro - Oeste, as principais razões que implicaram em vistoria e/ou intervenção
foram: comprometimento de funcionalidade da estrutura aos Estados Limites de Utilização
(E.L.S) e comprometimento da segurança aos Estados Limites Últimos (E.L.U). Brasília,
Goiânia e Cuiabá apresentaram como principal razão os E.L.S, com 62,2%, 45,8% e 92,3%,
respectivamente, e Campo Grande o E.L.U, com 40,9%. Esses números são compatíveis com
a conclusão do item anterior, que se refere aos elementos afetados.
Cabe chamar atenção para o item mudança de utilização, que apresentou em Brasília o
terceiro maior percentual, com 15,4%. Esse item destacou-se pro uma característica particular
da cidade, onde a cada mudança de governo federal ocorrem alterações significativas na
utilização das edificações destinadas a órgãos públicos. O item outras, em Goiânia, também
apresentou o terceiro maior percentual devido, principalmente, a problemas detectados no
controle tecnológico. Este item destacou-se por ser uma das principais atividades exercidas
pela empresa pesquisada.
5.6.5 - Manifestações patológicas
As fissuras foram as manifestações predominantes nas estruturas das edificações na região
Centro - Oeste, com o índice médio dos quatros estados de 39,8%.
119
Na fase de construção, as patologias que mais se destacaram foram: fissuras, segregações e
flechas, em Brasília; segregações, fissuras, colapsos e flechas, em Goiânia; colapsos,
recalques e fissuras, em Campo Grande; e segregações, em Cuiabá.
Nos 10 primeiros anos da construção, as patologias em evidência foram: fissuras, flechas,
colapsos, infiltrações, corrosão e recalques, em Brasília; colapsos, corrosão e esfoliações,
em Goiânia; flechas e recalques, em Campo Grande; e fissuras e corrosão, em Cuiabá.
5.6.6 - Causas das manifestações patológicas
Os dados coletados indicam que execução e projeto foram os maiores responsáveis pelos
danos nas obras catalogadas em Goiânia, Cuiabá e Campo Grande e, em Brasília, execução,
manutenção e projeto. Manutenção, em Brasília, sobressaiu-se mais que projeto devido,
provavelmente, à concentração de um número muito grande de edificações públicas, com uma
administração, em geral, omissa e/ou sem recursos disponíveis para arcar com os gastos com
manutenção. Além disso, muitas edificações residenciais, até 1989, eram “funcionais”, isto é,
pertenciam ao governo federal, sendo alugadas a funcionários públicos, que também se
eximiam de qualquer responsabilidade no que se diz respeito a cuidados com os imóveis que
usufruíam.
Considerando-se as causas projeto e execução como causa única do defeitos ou associados a
outra causa, observa-se através da Tabela 5.6, que na região Centro - Oeste, os problemas
advindos de falhas na execução, com exceção de Cuiabá, foram o dobro ou mais dos defeitos
atribuídos ao projeto. Na média da região, a execução é superior em 88% ao projeto como
causa dos defeitos. Este número é bastante superior à diferença encontrada por Aranha
(1994), de 29%, e muito inferior ao de Carmona & Marega (1988), de 188%.
120
Tabela 5.6 - Diferenças entre projeto e execução na região Centro - Oeste
Cidades Projeto (%) Execução (%) Diferença (%)
Brasília 23,5 46,2 22,7
Goiânia 21,7 60,8 39,1
Campo Grande 22,7 45,5 22,8
Cuiabá 46,2 61,6 15,4
Média 28,5 53,5 25,0
Segundo a Tabela 5.7, observa-se que as diferenças constatadas entre as cidades pesquisadas
com relação aos problemas originados na fase de projeto, não aconselham comparações
isoladas, e/ou devem ter ocorrido por interpretações diferenciadas de perguntas do
questionário e principalmente a deficiências nos diagnósticos das causas de defeitos nas
edificações. Ressalvando o cuidado com os números apresentados, tem-se na média da região:
detalhamento, 44,4%; cálculo, 37,9% e concepção, 30,2%. O elevado índice de problemas
ligados ao detalhamento é preocupante e indica que o aumento na sofisticação dos métodos de
cálculo, com uso de modernos recursos da informática, não vem se traduzindo em melhor
qualidade das obras.
Tabela 5.7 - Média dos erros de projeto na região Centro - Oeste
Cidades Concepção Cálculo (%) Detalhamento
Brasília 27,6 53,4 48,3
Goiânia 20,0 28,0 56,0
Campo Grande 40,0 20,0 40,0
Cuiabá 33,3 50,0 33,3
Média 30,2 37,9 44,4
Tabela 5.8 - Média das falhas de execução na região Centro - Oeste
Cidades Concretagem Cobrimento deficiente Armadura (%)
Brasília 27,2 30,7 21,1
Goiânia 48,1 13,3 5,3
Campo Grande 20,0 10,0 30,0
Cuiabá 62,5 37,5 -------
Média 39,5 22,9 18,8
121
No que se refere à execução, os defeitos de concretagem e cobrimento deficiente
apresentaram índices que se destacaram em Brasília, Goiânia e Cuiabá. Em Campo Grande e
Brasília os problemas com as armaduras destacaram-se, o que indica negligência para com
uma atividade de extrema importância em uma obra. Pela Figura 5.8, em média a região
apresentou concretagem, 39,5%; cobrimento deficiente, 22,9%; e armadura, 18,8%, como
sendo as falhas de execução mais freqüentes.
5.6.7 - Materiais de intervenção
Goiânia, Campo Grande e Cuiabá caracterizam-se pela preferência em se usar concreto
armado em seus trabalhos de recuperação. Em Brasília a preferência fica com o uso de resina
epóxica, que supera em número percentual de casos a utilização do concreto armado. Há que
se considerar também que a resina epóxica é empregada em mais de uma finalidade, como
por exemplo, na injeção de fissuras, agente adesivo ou em argamassas.
Observa-se que Goiânia e Cuiabá manifestam ainda uma preferência em utilizar graute
mineral em reparos ao invés de resina epóxica, enquanto Brasília e Campo Grande utilizam
mais o epóxi. Essa diferença é digna de observação e reforça a necessidade de mais pesquisas
quanto à eficiência relativa dos diferentes materiais de reparo e ao desempenho pós-reparo à
longo prazo.
5.6.8 - Técnicas de intervenção
A região Centro - Oeste caracteriza-se pelo emprego maciço das seguintes técnicas de
intervenção: remoldagem com concreto ou argamassa e adição de barras de aço para
concreto armado. Essas técnicas são as mais convencionais e antigas de reparo e, como
mostram os números da pesquisa, ainda são as de maior uso.
5.6.9 Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação
Infelizmente, não foi possível fazer uma análise comparativa englobando as quatro cidades
pesquisadas, pois este dado só foi fornecido por Brasília e Campo Grande.
122
Em Campo Grande, todas as obras, e em Brasília, a maioria que forneceu essa informação
apresentou custos abaixo de 25% do valor da edificação. No caso de Brasília, que apresentou
o maior número de danos em edificações com 10 a 20 anos de idade, esse dado indica que o
maior problema foi mesmo a falta de manutenção. Já em Campo Grande, esse valor se explica
pelo fato da maioria dos problemas terem sido detectados ainda na fase de construção, e nesse
período o custo de uma intervenção é, em geral, baixo.
5.6.10 - Métodos de avaliação utilizados
Ensaios de esclerometria do concreto, revisão de projeto estrutural e ensaio de amostras
(testemunhos) do concreto foram os métodos de avaliação mais utilizados na região Centro-
Oeste.
Verifica-se, neste aspecto, uma grande precariedade no nível de profundidade dos
diagnósticos efetuados, já que pouco se utilizam métodos e dispositivos mais modernos de
análise, atualmente disponíveis para este fim.
CAPÍTULO 6
CONCLUSÕES
117
CAPÍTULO 6
CONCLUSÕES
6.1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS
O trabalho apresenta os resultados obtidos de um levantamento de dados sobre casos de
deterioração de estruturas na região Centro-Oeste do Brasil.
É importante ressaltar que os resultados de levantamentos dessa natureza devem ser
analisados com cuidado e não podem ser entendidos como absolutos, em razão do caráter, por
vezes subjetivo, que envolve a aplicação dos questionários e a interpretação dos dados, e no
presente caso, em face da grande diferença no número de casos coletados, bastante reduzidos
nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com relação ao Distrito Federal e Goiás.
Entretanto, essas informações são valiosas e seria extremamente oportuno que houvesse um
envolvimento formal dos organismos públicos e das entidades representativas de profissionais
e empresas do setor da construção, no sentido de se patrocinar e padronizar trabalhos dessa
natureza, visando a melhoria dos níveis atuais de durabilidade e vida útil de nossas
edificações.
Os resultados da análise da região Centro-Oeste serão, aqui, comparados com as diversas
análises de diferentes países, apresentadas no Capítulo 3, ressaltando não ter havido
padronização dos questionários aplicados nessas coletas de dados, e certamente, as diferentes
interpretações das informações obtidas.
Os dados coletados no presente trabalho permitem concluir que a idade das edificações que
mais se destacou por apresentar a maioria dos danos, foi o período que vai da fase de
construção até os 10 primeiros anos de idade após a construção. Isto pode ser observado na
Tabela 6.1 e através dos índices em negrito, onde a média dos quatro estados indica 75% das
edificações, sendo objeto de intervenção ou inspeção estrutural. É também marcante a média
118
relativa ao período da fase de construção até os 5 primeiros anos, com 61% e da fase dos 10
primeiros anos, com 36%. Vale observar que somente o Distrito Federal apresentou um
índice elevado fora dos 10 primeiros anos, de 33,3%, para edificações com 10 a 20 anos de
idade.
Tabela 6.1 - Idade Aproximada das edificações na região Centro-Oeste
Idade Goiás
(%)
Mato Grosso
(%)
Mato
Grosso do
Sul (%)
Distrito
Federal (%)
Média
(%)
Em construção 74,2 15,4 50,0 15,0 39
Até 5 anos 5,8 53,8 18,2 11,0 22
De 5 a 10 anos 2,5 23,1 18,2 13,4 14
De 10 a 20 anos 12,5 7,7 9,1 33,3 16
De 20 a 30 anos ----------- ----------- ------------- 17,1 ------
Mais de 30 anos 4,2 ----------- 4,5 5,7 5,0
Outra importante conclusão da pesquisa é que a manifestação de danos que predominou em
toda a região foi à fissuração, assim como na França, Espanha e em São Paulo/Brasil,
segundo Tabela 3.1 do Capítulo 3. Observe os índices em negrito da Tabela 6.2.
Tabela 6.2 - Manifestações patológicas na região Centro-Oeste
Manifestações
Patológicas
Goiás
(%)
Mato
Grosso (%)
Mato
Grosso do
Sul (%)
Distrito
Federal (%)
Média
(%)
Fissuras 30,0 46,2 22,7 60,2 39,8
Flechas
i
11,7 7,7 22,7 24,4 16,6
Infiltrações 6,7 7,7 4,5 23,2 10,5
Carbonatação ------- -------- --------- 1,2 --------
Corrosão 14,2 23,1 4,5 30,1 18,0
Esfoliação 15,0 15,4 4,5 15,4 12,6
Desagregação 2,5 7,7 4,5 4,1 4,7
Segregação 30,0 38,5 4,5 7,3 20,1
Recalque 5,0 15,4 31,8 15,4 16,8
Colapso 15,8 7,7 31,8 11,8 16,8
Armadura 7,5 30,8 4,5 15,4 14,6
Outras 14,2 30,8 18,2 30,5 23,4
119
Também se conclui que a execução, na região Centro-Oeste, foi a principal causa do
aparecimento de problemas patológicos, fato que se assemelha aos relatos da França, São
Paulo/Brasil e região Amazônica, segundo o Capítulo 3. Das percentagens em negrito da
Tabela 6.3, relativas à execução, isolada ou associada a outra causa, obtém-se os seguintes
índices acumulados: 60,8%, 61,6%, 45,5% e 46,2%, respectivamente a cada cidade analisada.
Tabela 6.3 - Causas das manifestações na região Centro-Oeste
Goiás Mato
Grosso
Mato Grosso
do Sul
Distrito
Federal
Causas das manifestações
UN % UN % UN % UN %
Projeto 19 15,8 4 30,8 3 13,6 25 10,2
Execução 54 45,0 5 38,5 8 36,4 66 26,8
Material 13 10,9 1 7,7 -------- 2 0,8
Utilização 3 2,5 -------- -------- 7 2,8
Manutenção 2 1,7 -------- -------- 29 11,9
Ação imprevista 2 1,7 -------- 1 4,5 10 4,1
Incêndio -------- -------- 2 9,1 6 2,4
* Outras 1 0,8 -------- 3 13,6 2 0,8
Projeto e Execução 5 4,2 1 7,7 2 9,1 20 8,1
Projeto e Manutenção 2 1,7 -------- -------- 6 2,4
Projeto, Execução e Manutenção -------- -------- -------- 5 2,0
Projeto e * Outras -------- -------- -------- 1 0,4
Projeto, Execução e Ação imprevista -------- 1 7,7 -------- 1 0,4
Execução e Materiais 11 9,2 -------- -------- 1 0,4
Execução e Utilização 1 0,8 -------- -------- --------
Execução e Manutenção 1 0,8 -------- -------- 17 6,9
Execução e Ação imprevista 1 0,8 1 7,7 -------- 1 0,4
Execução e * Outras -------- -------- -------- 2 0,8
Execução, Utilização e Manutenção -------- -------- -------- 1 0,4
Utilização e Manutenção -------- -------- -------- 3 1,2
Manutenção e Ação Imprevista -------- -------- -------- 1 0,4
TOTAL 115 96,1 13 100
4
19 86.4 206
66
83,4
120
A diferença dos índices totais da Tabela 6.3 com relação ao total de obras, 100%, refere-se a
casos de intervenção/inspeção onde foram detectados alguns tipos de problemas antes mesmo
que ele se manifestasse.
Segundo a Tabela 6.4, que apresenta os índices relativos à fase de projeto, tem-se na média da
região o detalhamento - 44.4%, como sendo o erro de projeto mais freqüente. Isso também foi
observado na análise da França, através da Figura 3.2 do Capítulo 3. Cabe ressaltar que, na
presente análise, este item apresentou grandes disparidades, refletindo, em parte, o caráter
precário dos diagnósticos das estruturas analisadas. As somas superiores a 100% indicam a
superposição de causas de defeitos.
Tabela 6.4 - Média dos erros de projeto na região Centro-Oeste
Cidades Concepção Cálculo (%) Detalhamento
Brasília 27,6 53,4 48,3
Goiânia 20,0 28,0 56,0
Campo Grande 40,0 20,0 40,0
Cuiabá 33,3 50,0 33,3
Média 30,2 37,9 44,4
No que se refere à falhas de execução, observa-se na Tabela 6.5 que, em média, a região
apresentou concretagem - 39,5%, cobrimento deficiente - 22,9%, e armadura - 18,8%, como
sendo as falhas de execução mais freqüentes.
Tabela 6.5 - Média das falhas de execução na região Centro-Oeste
Cidades Concretagem Cobrimento deficiente Armadura (%)
Brasília 27,2 30,7 21,1
Goiânia 48,1 13,3 5,3
Campo Grande 20,0 10,0 30,0
Cuiabá 62,5 37,5 -------
Média 39,5 22,9 18,8
121
Os índices apresentados confirmam a necessidade urgente da indústria da construção civil
investir em tecnologia e em melhor qualificar sua mão-de-obra, em todos os níveis. Por outro
lado, é também urgente a necessidade de mudança de mentalidade dos consumidores,
passando a exigir mais qualidade e garantia de durabilidade dos produtos adquiridos, ao
mesmo tempo que se conscientizem da importância da manutenção preventiva.
Um país como o Brasil, que convive com sérios problemas sociais e econômicos não pode se
dar ao luxo de arcar com dispêndios extremamente elevados em obras de intervenção
estrutural, que na maioria das vezes, poderiam ser evitadas. É essencial que os órgãos,
públicos e de classe, responsáveis pelo setor da construção civil e pelo exercício da profissão,
tenham uma participação mais efetiva na solução dos problemas relatados.
6.2 - SUGESTÃO PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DAS EDIFICAÇÕES
DA REGIÃO CENTRO-OESTE
Com a análise dos resultados mostrando que execução e projeto são os principais
responsáveis pelos defeitos cadastrados e que as edificações com até 10 anos de idade,
incluindo a fase de construção, são as mais atingidas, é oportuno apresentar algumas
sugestões visando alterar o quadro vigente bem como, de forma sucinta, levantar alguns
pontos para discussão.
Sabe-se que, desde que o CDC - Código de Defesa ao Consumidor entrou em vigor, em 1991,
a relação consumidor/fornecedor na construção civil, começou a mudar com os consumidores
obtendo mais respaldo para reivindicarem seus direitos, e em conseqüência, tornando-se mais
exigentes. Acrescente-se a isso a crise econômica que o país atravessa, com reflexos óbvios
no poder aquisitivo da população e na disponibilidade financeira das empresas, exigindo
medidas no sentido da racionalização, aumento de produtividade e melhoria da tecnologia na
construção. Com isso, a mentalidade da parte da indústria da construção civil vem tentando se
adaptar à nova realidade.
122
Apesar dos esforços desenvolvidos nas instituições de pesquisas e em alguns setores, privados
e de classe, no sentido de se implantar políticas de gestão de qualidade, muito ainda deve ser
feito nos aspectos político, jurídico e administrativo no sentido de melhorar a qualidade das
edificações.
a) A necessidade de integração entre projetos e execução:
Um ponto essencial, na base de todo o processo de qualidade, conforme ressalta Sommerville
(1987), é a necessidade de uma maior integração entre os diversos projetos e desses com a
execução. Os profissionais das diversas especialidades envolvidos com a Construção Civil
devem trabalhar em equipe, com arquitetos, projetistas de fundações, estruturas, instalações e
os engenheiros de obras, juntos, planejando e discutindo todo o processo construtivo. A
qualidade não existe como fator isolado, mas é o resultado do sucesso das diversas fases da
edificação, do planejamento à utilização. Ainda sobre projetos, existe um problema que afeta
bastante a Construção Civil e que deve ser enfocado, que são os preços atualmente praticados,
aviltantes, e que desestimulam uma maior atenção à concepção, detalhamento e verificações,
estimulando, por outro lado, a concorrência desleal e o descaso com as questões técnicas. A
título de ilustração, o preço atual do projeto estrutural no DF é de, aproximadamente, R$
1,00/m2
, o que é absolutamente baixo. Uma medida a ser sugerida, e supõe-se que poderia
solucionar tal problema, é o estabelecimento, pelos órgãos de classe, de tabelas de preços
segundo algumas especificações do tipo de projeto, e fazer uma fiscalização mais rigorosa
quanto ao seu cumprimento, submetendo os infratores a penalidades. Este processo é bem
sucedido em outras áreas, como a médica e odontológica, logo não deve ser impossível na
Engenharia Civil.
b) Seguro-garantia:
Outra sugestão a ser considerada seria o estabelecimento, como prioridade, do chamado
seguro garantia, que consiste na exigência para a execução de obras, do pagamento de
cobertura securitária pelo construtor, sistema que já existe na maioria dos países
desenvolvidos.
123
Este seguro garantia da construção foi proposto, em 1993, pelo ITQC - Instituto Brasileiro de
Tecnologia e Qualidade na Construção (Clímaco, 1994), ressaltando a entidade que ele “não
pode nem deve ser confundido com àquele convencional praticado pelas seguradoras, que
incide tão somente sobre cobertura de sinistros, sem preocupar-se específica e objetivamente
com uma reivindicação da sociedade: a qualidade da construção.”
Em linhas gerais, o seguro garantia é um seguro de caráter preventivo que tem o papel de
indutor do processo de melhoria da qualidade e do avanço tecnológico da construção. Vale
ressaltar, entretanto, que o estabelecimento de uma legislação correta é essencial, no sentido
de se evitar o predomínio, mais uma vez, do grande capital e a transformação de uma medida
saneadora em mera exigência formal, que viria elevar o custo final do produto sem reflexo
efetivo na qualidade.
c) A sistemática de aprovação dos projetos:
Outra necessidade é a criação de uma nova sistemática de aprovação dos projetos das
edificações, principalmente o estrutural. Sabe-se que, atualmente, no Distrito Federal, a única
exigência feita com relação aos projetos é a apresentação do projeto arquitetônico e da planta
de cargas nas fundações e, posteriormente, que eles estejam devidamente “carimbados” pelo
CREA, para se fazer a requisição do “Habite-se”. Percebe-se que não existe nenhum tipo de
avaliação e exigência técnicas com relação aos projetos, o que, infelizmente, permite que se
cometam imprudências e erros atrozes. Portanto, uma forma de se minimizar os problemas
relacionados com os projetos é fazer com que os órgãos competentes passem a exigir algum
tipo de avaliação técnica ou, pelo menos, cópias das memórias de cálculo dos projetos na
requisição do Habite-se.
d) Programas de Controle de Qualidade na indústria da Construção Civil:
O setor de materiais de construção constantemente atua como fator limitante na qualidade de
uma edificação, com os problemas surgindo desde a compra até sua utilização. É comum a
prática, sob o pretexto de se fazer economia, de adquirir materiais de qualidade duvidosa.
Além disso, a qualidade de uma obra, é grandemente afetada pelo canteiro de obras mal
124
planejado e administrado, onde não existe fiscalização no armazenamento e na utilização dos
materiais. Esses problemas estão ligados, diretamente, ao gerenciamento de obras no Brasil,
cujas deficiências são várias e, conforme Helene (1986), “parte delas podem ser seguramente
imputada à ausência de um Programa de Controle de Qualidade do processo de produção e
uso da habitação, instrumento de a muito conhecido e utilizado pelas indústrias de outros
setores da economia.
Segundo Helene (1986) o que acontece com a indústria da construção civil é que ela possui
características próprias que a tornam menos ágil que as demais indústrias, na aquisição e
aproveitamento das técnicas de controle de qualidade. Essas características associadas à
normalização e legislação deficientes, à acomodação do setor produtivo e das instituições
públicas e à falta de organização dos usuários que muitas vezes não conseguem reivindicar
produtos de melhor desempenho, vem atrasando a incorporação e a implantação de programas
de Controle Qualidade em grande parte das obras de construção civil.
6.3 - SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS
- Priorizar temas e discussões que motivem os órgãos públicos e de classe do setor
da construção no sentido de se padronizar o registro de dados relativos a problemas
nas edificações, buscando estender levantamentos dessa natureza a outras regiões do
país e obter um quadro mais claro da situação das edificações.
- Elaboração de modelos de “manual do proprietário”, para imóveis, residenciais ou
comerciais, incluindo todos os aspectos de manutenção e definindo
responsabilidades;
- Estabelecer critérios e formas de avaliação do desempenho das intervenções
estruturais realizadas e catalogadas na região Centro- Oeste;
-Elaborar proposta concreta para o seguro-garantia, com base em estudos já
existentes, buscando viabilizar sua implantação a nível regional, através de um
trabalho de conscientização junto à classe política e empresarial.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
127
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ANEXO A
QUESTIONÁRIO
133
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
FACULDADE DE TECNOLOGIA
Departamento de Engenharia Civil Laboratório de Estruturas
PESQUISA SOBRE REPAROS EM EDIFICAÇÕES
Use um formulário para cada obra. Marque os campos apropriados, mais de um em cada questão, caso necessário.
Localização da edificação:
Região administrativa:
1. TIPO DE EDIFICAÇÃO
( ) a) Residencial ( ) e) Hospital
( ) unifamiliar ( ) multifamiliar ( ) f) Escolar
( ) b) Comércio/serviço ( ) g) Esportiva
( ) c) Industrial ( ) h) Ponte/viaduto
( ) d) Administração pública ( ) i) Outra:
Obs.: ( ) 1 pavimento
( ) 2 a 3 pavimentos
( ) 4 a 6 pavimentos
( ) mais de 6 pavimentos
2. IDADE APROXIMADA À ÉPOCA DA INSPEÇÃO
( ) a) Em construção ( ) d) 10 a 20 anos
( ) b) Até 5 anos ( ) e) 20 a 30 anos
( ) c) 5 a 10 anos ( ) f) mais de 30 anos
Obs.: Idade exata se conhecida: anos
Ano da inspeção:
Ano da intervenção:
3. TIPO ESTRUTURAL PREDOMINANTE
( ) a) Estrutura de concreto armado:
( ) convencional ( ) lajes pré-moldadas
( ) vigas pré-moldadas
( ) b) Estrutura de concreto protendido
( ) c) Estrutura metálica
( ) d) Alvenaria estrutural
( ) e) Estrutura mista:
( ) f) Outra:
4. LOCALIZAÇÃO DOS DANOS E/OU INTERVENÇÃO SEGUNDO O ELEMENTO
( ) a) Fundações ( ) f) Cortinas/paredes
( ) b) Pilar ( ) g) Cobertura
( ) c) Vigas e cintas ( ) h) Paredes divisórias/fachada
( ) d) Lajes ( ) i) Elementos não estruturais
134
( ) e) Juntas de dilatação ( ) j) Outra:
5. RAZÕES PARA A NECESSIDADE DE VISTORIA E/OU DE INTERVENÇÃO
( ) a) Comprometimento da aparência / estética
( ) b) Comprometimento de funcionalidade da estrutura ( E.L.S.)
( ) c) Comprometimento de segurança aos estados de limite último ( E.L.U.)
( ) d) Acréscimo de pavimento(s) e/ou ampliação
( ) e) Mudança de utilização:
( ) f) Outra:
6. MANIFESTAÇÕES DE DANO
( ) a) Flecha excessiva ( ) h) Esfoliação
( ) b) Fissuras ( ) i) Desagregação
( ) c) Infiltração ( ) j) Segregação
( ) d) Eflorescência ( ) k) Recalque
( ) e) Concreção ( ) l) Colapso parcial ou total
( ) f) Carbonatação ( ) m) Broca
( ) g) Corrosão ( ) n) Outra:
7. CAUSA PRINCIPAL DE DEFEITOS
( ) a) Projeto Estrutural ( ) e)Manutenção
( ) b) Execução ( ) f)Ação imprevista
( ) c) Materiais ( ) g)Incêndio
( ) d) Utilização ( ) h)Outra:
Obs.: se letra a): ( ) concepção ( ) detalhamento
( ) cálculo
se letra b): ( ) geometria ( ) cobrimento do concreto deficiente
( ) armaduras ( ) resistência insuficiente do concreto
( ) concretagem ( ) cura
( ) fundação ( ) outra:
8. PRINCIPAL MATERIAL UTILIZADO NA INTERVENÇÃO (caso efetuado)
( ) a) Concreto moldado in loco
( ) b) Concreto projetado
( ) c) Aço ( ) barras
( ) perfis/chapas/cantoneiras/cabos
( ) d) Argamassa convencional de cimento e areia
( ) e) Argamassa modificada por adições
( ) f) Argamassa epóxica
( ) g) Resina epoxy
( ) h) Graute
( ) h) Outro:
9. TÉCNICA DE REPARO/REFORÇO EMPREGADA
( ) a) Armadura adicional passiva (barras)
( ) b) Armadura adicional passiva (chapas)
( ) c) Armadura adicional de protensão
135
( ) d) Grampeamento
( ) e) Injeção de fissuras com resina
( ) f) Remoldagem com concreto
( ) g) Remoldagem com argamassa
( ) h) Recomposição de revestimento
( ) i) Reforço fundação
( ) j) Novo elemento em concreto
( ) k) Novo elemento metálico
( ) m) Substituição
( ) n) Outras:
10. CUSTO APROXIMADO DA INTERVENÇÃO EM RELAÇÃO AO VALOR DA
EDIFICAÇÃO
( ) a) Menos de 25% b) ( ) 25 a 50% c) ( ) Mais de 50%
11. COMPATIBILIZAÇÃO DE SERVIÇOS (O reparo interferiu em:)
( ) a) Instalações hidráulicas e elétricas
( ) b) Instalações de ar condicionado, telefonia, etc.
( ) c) Outros espaços: pavimento inferior, superior, forro, etc.
( ) d) Outros:
12. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO ESTRUTURAL UTILIZADOS
( ) a) Revisão do projeto estrutural
( ) b) Medição de deslocamentos/deformações
( ) c) Ensaios não destrutivos do concreto (avaliação de resistência)
( ) d) Ensaios em amostras do concreto (avaliação de resistência)
( ) e) Ensaios em amostras do aço
( ) f) Ensaios com pacômetro (detecção de armadura)
( ) g) Testes de carga da estrutura
( ) h) Acompanhamento de fissuras
( ) i ) Vistoria especializada
( ) j ) Outros:
11. OUTROS COMENTÁRIOS
12. RESPONSÁVEL PELAS INFORMAÇÕES
Nome:
Profissão:
Cargo:
Empresa/órgão:
139
ANEXO B
TABELAS
140
BRASÍLIA
Tabela 1 - Edificação versos a Idade aproximada em relação à inspeção - Brasília
Tipo Em
construção
Até 5
anos
5 a 10
anos
10 a 20
anos
20 a 30
anos
mais de
30 anos
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 2 0,8 5 2,0 3 1,2 2 0,8 -------- --------
Res. Multi. 11 4,5 9 3,7 3 1,2 11 4,5 5 2,0 2 0,8
Comércio/Serv 10 4,1 3 1,2 9 3,7 19 7,7 8 3,3 --------
Indústria -------- -------- 1 0,4 1 0,4 1 0,4 --------
Adm. Pública 3 1,2 2 0,8 8 3,3 15 6,1 10 4,1 1 0,4
Hospital 2 0,8 -------- 1 0,4 5 2,0 2 0,8 --------
Escola -------- 3 1,2 4 1,6 6 2,4 1 0,4 3 1,2
Outras 2 0,8 1 0,4 -------- 4 1,6 -------- --------
Esportiva 2 0,8 1 0,4 2 0,8 7 2,8 1 0,4 1 0,4
Ponte/Viaduto 2 0,8 -------- -------- 3 1,2 9 3,7 4 1,6
Reservatório 3 1,2 -------- 1 0,4 1 0,4 1 0,4 --------
Hidro - Sanitárias -------- -------- -------- 3 1,2 3 1,2 --------
Outras -------- 3 1,2 1 0,4 5 2,0 1 0,4 3 1,2
Total 37 15,0 27 11,0 33 13,4 82 33,3 42 17,1 14 5,7
Observação: * 11 (4,5%) casos não foram respondidos neste item.
141
Tabela 2 - Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Brasília
Tipo Fundação Pilar Viga Laje Junta Cortina Parede
UN % UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni 2 0,8 2 0,8 6 2,4 6 2,4 -------- -------- 3 1,2
Res. Multi. 12 4,9 11 4,5 23 9,3 15 6,1 7 2,8 3 1,2 18 7,3
Comércio/Serv 6 2,4 19 7,7 32 13,0 24 9,8 1 0,4 2 0,8 6 2,4
Indústria -------- 3 1,2 1 0,4 -------- -------- -------- --------
Adm. Pública 8 3,3 8 3,3 22 8,9 19 7,7 1 0,4 1 0,4 13 5,3
Hospital 4 1,6 8 3,3 9 3,7 6 2,4 3 1,2 2 0,8 5 2,0
Escola 5 2,0 5 2,0 11 4,5 6 2,4 2 0,8 1 0,4 6 2,4
Outras -------- -------- 6 2,4 2 0,8 -------- -------- 1 0,4
Esportiva 1 0,4 6 2,4 10 4,1 4 1,6 1 0,4 4 1,6 --------
Ponte/Viaduto 1 0,4 7 2,8 13 5,3 10 4,1 3 1,2 2 0,8 --------
Reservatório -------- -------- 1 0,4 1 0,4 1 0,4 6 2,4 2 0,8
Hidro - -------- -------- 2 0,8 3 1,2 -------- 2 0,8 --------
Outras 2 0,8 3 1,2 5 2,0 5 2,0 -------- 3 1,2 --------
Total 41 16,7 72 29,3 141 57,3 101 41,1 19 7,7 26 10,6 54 22,0
Tabela 3 - Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Brasília
Tipo Cobertura El. não Marquise Piso Escada * Outro
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,4
Res. Multi. -------- -------- 2 0,8 3 1,2 1 0,4 3 1,2
Comércio/Serv 1 0,4 -------- 1 0,4 1 0,4 3 1,2 --------
Adm. Pública 1 0,4 -------- 2 0,8 2 0,8 2 0,8 --------
Hospital 2 0,8 -------- -------- 1 0,4 -------- 1 0,4
Escola 3 1,2 2 0,8 -------- 1 0,4 1 0,4 1 0,4
Outras -------- -------- -------- 1 0,4 -------- 1 0,4
Esportiva 3 1,2 -------- 1 0,4 1 0,4 -------- 2 0,8
Hidro - Sanitárias -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,4
Outras 1 0,4 -------- -------- -------- 1 0,4 3 1,2
Total 11 4,5 2 0,8 6 2,4 10 4,1 8 3,3 13 5,3
Observação: * - Mísula (1 - 0,4%); - Rampas (1 - 0,4%)
- Caixa d’água (2 - 0,8%); - Apoios de vigas (1 - 0,4%);
- Treliças metálicas (1 - 0,4%); - Blocos de fundações (2 - 0,8%);
- Corpo da barragem (1 - 0,4%) - Reservatório elevado (1 - 0,4%);
- Canais e decantadores (1 - 0,4%); - Casa de máquinas da piscina (1 - 0,4%).
142
Tabela 4 - Edificação versos Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Brasília
Tipo Estética E.L.S E.L.U Acréscimo Mudança * Outras
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 5 2,0 7 2,8 1 0,4 1 0,4 2 0,8 --------
Res. Multi. 13 5,3 32 13,0 7 2,8 -------- 1 0,4 --------
Comércio/Serv 5 2,0 16 6,5 10 4,1 4 1,6 15 6,1 3 1,2
Indústria -------- 2 0,8 -------- -------- 1 0,4 --------
Adm. Pública 12 4,9 21 8,5 7 2,8 -------- 12 4,9 --------
Hospital 3 1,2 9 3,7 1 0,4 1 0,4 4 1,6 --------
Escola 10 4,1 12 4,9 2 0,8 -------- 1 0,4 --------
Outras 1 0,4 8 3,3 -------- -------- -------- --------
Esportiva 3 1,2 10 4,1 4 1,6 1 0,4 -------- --------
Ponte/Viaduto 7 2,8 16 6,5 3 1,2 -------- -------- --------
Reservatório 1 0,4 6 2,4 -------- -------- -------- --------
Hidro - Sanitárias 1 0,4 5 2,0 1 0,4 -------- -------- --------
Outras 3 1,2 9 3,7 2 0,8 -------- 2 0,8 --------
Total 64 26,0 153 62,2 38 15,4 7 2,8 38 15,4 3 1,2
Observação: * - Baixa resistência do concreto aos 28 dias (1 - 0,4%);
- Adequação de vigas para a passagem de tubulação (1 - 0,4%);
- Problemas na fabricação de peças estruturais metálicas com aço não estrutural (1 - 0,4%)
143
Tabela 5 - Edificação versos Manifestações patológicas - Brasília
Tipo Flecha Fissuras Infiltrações Corrosão Esfoliação Desagrega
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 5 2,0 7 2,8 3 1,2 2 0,8 2 0,8 --------
Res. Multi. 11 4,5 30 12,2 9 3,7 12 4,9 9 3,7 --------
Comércio/Serv 13 5,3 21 8,5 3 1,2 5 2,0 3 1,2 2 0,8
Indústria -------- -------- -------- 2 0,8 1 0,4 1 0,4
Adm. Pública 8 3,3 22 8,9 7 2,8 7 2,8 3 1,2 2 0,8
Hospital -------- 7 2,8 5 2,0 3 1,2 5 2,0 --------
Escola 6 2,4 15 6,1 6 2,4 7 2,8 3 1,2 --------
Outras 2 0,8 4 1,6 1 0,4 2 0,8 1 0,4 --------
Esportiva 4 1,6 9 3,7 4 1,6 6 2,4 2 0,8 1 0,4
Ponte/Viaduto 8 3,3 14 5,7 10 4,1 14 5,7 4 1,6 3 1,2
Reservatório -------- 5 2,0 4 1,6 4 1,6 1 0,4 1 0,4
Hidro - Sanitárias -------- 6 2,4 3 1,2 4 1,6 2 0,8 --------
Outras 3 1,2 8 3,3 2 0,8 6 2,4 2 0,8 --------
Total 60 26,0 148 60,2 57 23,2 74 30,1 38 15,4 10 4,1
Observação: * 46 dos 246 casos não tiveram manifestações de:
- Mudança de utilização (34 - 13,8%);
- Acréscimo de pavimento ou ampliação (7 - 2,8%);
- Problema detectado durante a execução, antes de se manifestar (5 - 2,0%).
* Foram cadastrados 4 casos de carbonatação em:
- Escola (3 - 1,2%); - Res. Unifamiliar (1 - 0,4%).
144
Tabela 6 - Edificação versos Manifestações patológicas - Brasília
Tipo Segregação Recalque Colapso Armadura.expost * Outras
UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni --------- 2 0,8 1 0,4 --------- 2 0,8
Res. Multi. 7 2,8 11 4,5 5 2,0 7 2,8 16 6,5
Comércio/Serv 4 1,6 4 1,6 5 2,0 3 1,2 3 1,2
Indústria 1 0,4 -------- -------- 1 0,4 --------
Adm. Pública 1 0,4 8 3,3 7 2,8 7 2,8 8 3,3
Hospital 1 0,4 3 1,2 1 0,4 2 0,8 6 2,4
Escola 1 0,4 5 2,0 2 0,8 6 2,4 5 2,0
Outras -------- 1 0,4 -------- 1 0,4 1 0,4
Esportiva 2 0,8 2 0,8 3 1,2 --------- 5 2,0
Ponte/Viaduto -------- 1 0,4 3 1,2 5 2,0 16 6,5
Reservatório 1 0,4 -------- -------- -------- 7 2,8
Hidro - Sanitárias -------- -------- 1 0,4 3 1,2 4 1,6
Outras -------- 1 0,4 1 0,4 4 1,6 2 0,8
Total 18 7,3 38 15,4 29 11,8 38 15,4 75 30,5
Observação: * - Cupins (2 - 0,8%); - Material da junta ressecado (2 - 0,8%);
- Desaprumo (1 - 0,4%); - Ferragem com seção reduzida (1 - 0,4%);
- Deformações (1 - 0,4%); - Concreções (27 - 11,0%);
- Eflorescência (29 - 11,8%); - Juntas obstruídas (1 - 0,4%);
- Vibrações excessivas (1 - 0,4%);- Perda de estabilidade (1 - 0,4%);
- Fungos (5 - 2,0%); - Arqueamento da parede (1 - 0,4%)
- Flambagem (1 - 0,4%); - Ferragem com perda total de seção (2 - 0,8%).
145
Tabela 7 - Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Brasília
Tipo Proj. Exec. Material Utilização Manuten. A.Imp
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 2 0,8 2 0,8 -------- -------- -------- 2 0,8
Res. Multi. 7 2,8 18 7,3 -------- -------- 5 2,0 2 0,8
Comércio/Serv. 4 1,6 9 3,7 1 0,4 3 1,2 2 0,8 3 1,2
Indústria -------- -------- -------- -------- 1 0,4 --------
Adm. Pública 6 2,4 7 2,8 -------- 2 0,8 6 2,7 1 0,4
Hospital -------- 4 1,6 -------- -------- 1 0,4 --------
Escola 2 0,8 9 3,7 -------- -------- 1 0,4 1 0,4
Outras 2 0,8 3 1,2 -------- -------- 1 0,4 --------
Esportiva 1 0,4 3 1,2 -------- -------- 1 0,4 --------
Ponte/Viaduto -------- 1 0,4 1 0,4 -------- 5 2,0 1 0,4
Reservatório -------- 4 1,6 -------- -------- 1 0,4 --------
Hidro - Sanitárias -------- 2 0,8 -------- 2 0,8 1 0,4 --------
Outras 1 0,4 4 1,6 -------- -------- 4 1,6 --------
Total 25 10,2 66 26,8 2 0,8 7 2,8 29 11,9 10 4,1
Observação: *41 dos 246 casos não tiveram causas devido a:
- Mudança de utilização (34 - 13,8%); - Acréscimo de pavimento ou ampliação (7 - 2,8%).
Tabela 8- Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Brasília
Tipo Incêndio * Outras
UN % UN %
Res. Uni ---------- 1 0,4
Res. Multi. ---------- ----------
Comércio/Serv 4 1,6 1 0,4
Adm. Pública 1 0,4 ----------
Esportiva 1 0,4 ----------
Ponte/Viaduto ---------- ----------
Total 6 2,4 2 0,8
Observação: * - Demolição (1 - 0,4%);
- Projeto hidráulico deficiente (1 - 0,4%).
146
Tabela 9- Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Brasília
Tipo
Proj. e
Exec
Exec. e
Manuten.
Utilização
e Manuten.
Proj. e
Manuten.
Exec. e
Materiais
Exec. e
A.Imp
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 1 0,4 -------- -------- -------- -------- --------
Res. Multi. 6 2,4 3 1,2 -------- 1 0,4 -------- --------
Comércio/Serv. 2 0,8 -------- -------- -------- 1 0,4 --------
Indústria -------- 1 0,4 -------- -------- -------- --------
Adm. Pública 4 1,6 2 0,8 -------- -------- -------- --------
Hospital -------- 3 1,2 -------- 2 0,8 -------- --------
Escola 1 0,4 1 0,4 -------- 1 0,4 -------- --------
Outras 2 0,8 -------- -------- -------- -------- --------
Esportiva -------- 2 0,8 -------- 1 0,4 -------- 1 0,4
Ponte/Viaduto 1 0,4 5 2,1 3 1,2 1 0,4 -------- --------
Reservatório 1 0,4 -------- -------- -------- -------- --------
Hidro - Sanitárias 1 0,4 -------- -------- -------- -------- --------
Outras 1 0,4 -------- -------- -------- -------- --------
Total 20 8,1 17 6,9 3 1,2 6 2,4 1 0,4 1 0,4
Tabela 10- Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Brasília
Tipo
Proj. Exec
e
Manuten.
Proj. Exec.
e A.Imp.
Exec. e *
Outras
Proj. e *
Outras
Manuten.
e A.Imp.
Exec.
Utilização
e
Manuten.
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. -------- -------- 1 0,4 -------- -------- --------
Res. Multi. -------- -------- -------- -------- 1 0,4 --------
Comércio/Serv. -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,4
Adm. Pública -------- 1 0,4 -------- -------- -------- --------
Escola 1 0,4 -------- 1 0,4 -------- -------- --------
Outras -------- -------- -------- -------- -------- --------
Esportiva 2 0,8 -------- -------- 1 0,4 -------- --------
Ponte/Viaduto 1 0,4 -------- -------- -------- -------- --------
Outras 1 0,4 -------- -------- -------- -------- --------
Total 5 2,0 1 0,4 2 0,8 1 0,4 1 0,4 1 0,4
Observação: * - Ausência de projeto estrutural (2 - 0,8%).
- Fabricação de estrutura metálica fora de especificação de projeto (1 - 0,4%)
147
Tabela 11 - Edificação versos Problemas relacionados com projeto - Brasília
Tipo Cálculo Concepção Detalhamento
UN % UN % UN %
Res. Uni. 3 5,2 -------- ----------
Res. Multi 8 13,8 5 8,6 8 13,8
Comércio/Serv 5 8,6 2 3,5 1 1,7
Adm. Pública 4 6,9 2 3,5 6 10,4
Hospital -------- 2 3,5 ----------
Escola 2 3,4 -------- 3 5,2
Outras 1 1,7 -------- 2 3,5
Esportiva 3 5,2 3 5,2 4 6,9
Ponte/Viaduto 3 5,2 -------- 1 1,7
Reservatório -------- -------- 1 1,7
Hidro - Sanitárias -------- 1 1,7 --------
Outras 2 3,4 1 1,7 2 3,4
Total 31 53,4 16 27,6 28 48,3
148
Tabela 12 - Edificação versos Problemas relacionados com execução - Brasília
Tipo Geometria Armadura Concretag Cobriment Resist. * Outros
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni -------- 1 0,9 -------- -------- 1 0,9 2 1,8
Res. Multi. 2 1,8 4 3,5 10 8,8 7 6,2 1 0,9 4 3,5
Comércio/Serv 1 0,9 3 2,6 4 3,5 3 2,6 2 1,8 3 2,6
Indústria -------- -------- 1 0,9 1 0,9 -------- --------
Adm. Pública 1 0,9 2 1,8 6 5,3 7 6,2 1 0,9 1 0,9
Hospital -------- 5 4,4 1 0,9 2 1,8 -------- 1 0,9
Escola 2 1,8 1 0,9 2 1,8 4 3,5 -------- 3 2,6
Outras -------- 2 1,8 -------- -------- -------- 3 2,6
Esportiva 1 0,9 2 1,8 2 1,8 -------- -------- 6 5,3
Ponte/Viaduto 1 0,9 1 0,9 2 1,8 4 3,5 -------- 2 1,8
Reservatório -------- 1 0,9 3 2,6 1 0,9 -------- 1 0,9
Hidro - Sanitárias -------- -------- -------- 3 2,6 -------- 1 0,9
Outras 1 0,9 2 1,8 -------- 3 2,6 -------- 1 0,9
Total 9 7,9 24 21,1 31 27,2 35 30,7 5 4,4 28 33,3
Observação: * - Cura deficiente (1 - 0,9%); - Locação errada (1 - 0,9%);
- Desforma precoce (4 3,5%); - Não seguiu projeto (3 - 2,6%);
- Juntas mal executadas (7 - 6,2%); - Aterro mal executado (1 - 0,9%);
- Estrutura sem gabarito (1 - 0,9%); - Fixação de telhas inadequada (1 - 0,9%);
- Uso de Aditivo a base de cloreto (1 - 0,9%);
- Impermeabilização mal executada (1 - 0,9%);
- Retirada do escoramento antecipada (4 - 3,5%);
- Falta de amarração (alvenaria/estrutura) (1 - 0,9%);
- Fixação inadequada dos elementos estruturais metálicos (1 - 0,9%);
- Elementos estruturais metálicos sub-dimensionados em relação ao projeto (1 - 0,9%).
Tabela 13 - Edificação versos Problemas relacionados com execução - Brasília
Tipo Fundação Dosagem ruim
UN % UN %
Res. Multi. 5 4,4 1 0,9
Adm. Pública 2 1,8 ---------
Escola 2 1,8 ---------
Total 9 7,9 1 0,9
149
Tabela 14 - Edificação versos Materiais de intervenção - Brasília
Tipo Concreto Con.projetado * Aço Arg.epóxi Resina Graute
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 8 3,3 -------- 9 3,7 4 1,6 4 1,6 1 0,4
Res. Multi. 15 6,1 -------- 26 10,6 23 9,3 18 7,3 5 2,0
Comércio/Serv 22 8,9 1 0,4 31 12,6 31 12,6 16 6,5 2 0,8
8
Indústria 1 0,4 -------- 2 0,8 2 0,8 -------- --------
Adm. Pública 16 6,5 -------- 32 13,0 19 7,7 25 10,2 1 0,4
Hospital 6 2,4 -------- 8 3,3 8 3,3 7 2,8 --------
Escola 6 2,4 -------- 10 4,1 10 4,1 7 2,8 1 0,4
Outras 2 0,8 -------- 4 1,6 2 0,8 6 2,4 --------
Esportiva 4 1,6 -------- 9 3,7 6 2,4 7 2,8 1 0,4
Ponte/Viaduto 14 5,7 1 0,4 13 5,3 10 4,1 15 6,1 --------
Reservatório -------- -------- 3 1,2 4 1,6 6 2,4 --------
Hidro - Sanitárias 4 1,6 1 0,4 6 2,4 4 1,6 6 2,4 --------
Outras 2 0,8 1 0,4 12 4,9 8 3,3 9 3,7 --------
Total 100 40,7 4 1,6 165 67,1 131 53,3 126 51,2 11 4,5
Observação: * - Barras (144 - 58,5%); - Chapas/Perfis/Cabos (21 - 8,5%).
150
Tabela 15 - Edificação versos Materiais de intervenção - Brasília
Tipo Arg. Convencional Argam. Modificada * Outros
UN % UN % UN %
Res. Uni. 1 0,4 2 0,8 2 0,8
Res. Multi. 5 2,0 6 2,4 2 0,8
Comércio/Serv 5 2,0 1 0,4 ----------
Indústria --------- -------- ----------
Adm. Pública 4 1,6 4 1,6 ----------
Hospital 4 1,6 1 0,4 ----------
Escola 3 1,2 -------- 1 0,4
Outras 3 1,2 1 0,4 ----------
Esportiva 2 0,8 -------- ----------
Ponte/Viaduto 3 1,2 -------- ----------
Reservatório 2 0,8 1 0,4 1 0,4
Hidro - Sanitárias 2 0,8 1 0,4 ----------
Outras 2 0,8 -------- ----------
Total 36 14,6 17 6,9 6 2,4
Observação: * - Solo cimento (1 - 0,4%); - Mastique (1 - 0,4%);
- Anti-corrosivo (1 - 0,4%); - Inibidor de corrosão (1 - 0,4%);
- Produto de impermeabilização (2 - 0,8%).
151
Tabela 16 - Edificação versos Técnicas de intervenção - Brasília
Tipo Barra Rem.concr Rem.arg Injeção Rec. Revest * Outras
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 6 2,4 4 1,6 3 1,2 1 0,4 2 0,8 5 2,0
Res. Multi. 23 9,3 11 4,5 20 8,1 11 4,5 6 2,4 8 3,3
Comércio/Serv 28 11,4 21 8,5 23 9,3 3 1,2 3 1,2 4 1,6
Indústria 2 0,8 1 0,4 1 0,4 -------- -------- --------
Adm. Pública 28 11,4 12 4,9 12 4,9 8 3,3 5 2,0 6 2,4
Hospital 8 3,3 4 1,6 4 1,6 3 1,2 4 1,6 1 0,4
Escola 7 2,8 2 0,8 5 2,0 6 2,4 3 1,2 5 2,0
Outras 3 1,2 2 0,8 3 1,2 3 1,2 3 1,2 --------
Esportiva 7 2,8 4 1,6 4 1,6 3 1,2 2 0,8 1 0,4
Ponte/Viaduto 11 4,5 14 5,7 7 2,8 11 4,5 2 0,8 1 0,4
Reservatório 3 1,2 -------- 4 1,6 4 1,6 2 0,8 2 0,8
Hidro - Sanitárias 6 2,4 4 1,6 3 1,2 5 2,0 1 0,4 1 0,4
Outras 9 3,7 3 1,2 3 1,2 5 2,0 2 0,8 1 0,4
Total 141 57,3 82 33,3 92 37,4 63 25,6 35 14,2 35 14,2
Observação: * - Reparo de juntas (1 - 0,4%); - Reforço fundações (15 - 6,1%);
- Execução de juntas (1 - 0,4%); - Fundações adicional (2 - 0,8%);
- Caixa de sub-pressão (1 - 0,4%); - Colagem de superfície (1 - 0,4%);
- Proteção anti - térmico (1 - 0,4%); - Fazer impermeabilização (2 - 0,8%);
- Elemento adicional metálico (3 - 1,2%); - Desmontar estrutura metálica (2 - 0,8%);
- Elemento adicional de concreto (5 - 2,0%);
- Execução de drenos e poço de sucção (1 - 0,4%).
** Dos 246 casos apenas 39 não passaram por algum processo de reparo/reforço
152
Tabela 17 - Edificação versos Técnicas de intervenção - Brasília
Tipo Chapa Protensão Grampeam Substitu.
UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. -------- -------- 1 0,4 1 0,4
Res. Multi. -------- -------- 8 3,3 --------
Comércio/Serv 1 0,4 -------- 1 0,4 4 1,6
Indústria -------- -------- 1 0,4 --------
Adm. Pública 1 0,4 1 0,4 5 2,0 --------
Hospital -------- -------- 3 1,2 --------
Escola -------- 1 0,4 -------- --------
Outras 1 0,4 -------- -------- --------
Esportiva -------- 1 0,4 2 0,8 2 0,8
Ponte/Viaduto 2 0,8 5 2,0 2 0,8 --------
Reservatório 1 0,4 -------- -------- --------
Hidro - Sanitárias -------- -------- 3 1,2 --------
Outras 1 0,4 1 0,4 2 0,8 1 0,4
Total 7 2,8 9 3,7 28 11,4 8 3,3
Tabela 18 - Edificação versos Custo aproximado - Brasília
Tipo Menos de 25% 25 a 50% Mais de 50%
UN % UN % UN %
Res. Uni 8 3,3 3 1,2 --------
Res. Multi 31 12,6 1 0,4 1 0,4
Comércio/Serv 32 13,0 6 2,4 1 0,4
Indústria 1 0,4 -------- --------
Adm. Pública 33 13,4 -------- 1 0,4
Hospital 7 2,8 2 0,8 --------
Escola 11 4,5 2 0,8 --------
Outras 7 2,8 -------- --------
Esportiva 7 2,8 1 0,4 2 0,8
Ponte/Viaduto 16 6,5 1 0,4 --------
Reservatório 6 2,4 -------- --------
Hidro -
S i á i
6 2,4 -------- --------
Outras 9 3,7 1 0,4 --------
Total 174 70,7 17 6,9 7 2,8
Observação: 48 obras não foram respondidas neste item
153
Tabela 19 - Edificação versos Compatibilização de serviços - Brasília
Tipo Inst. Hidra. e Eletr Inst. Tel. e Ar Cond Outros espaços *Outros
UN % UN % UN % UN %
Res. Uni 4 1,6 2 0,8 5 2,0 1 0,4
Res. Multi 6 2,4 -------- 12 4,9 3 1,2
Comércio/Serv 11 4,5 4 1,6 14 5,7 7 2,8
Indústria -------- -------- -------- --------
Adm. Pública 13 5,3 9 3,7 17 6,9 2 0,8
Hospital 5 2,0 3 1,2 4 1,6 1 0,4
Escola 3 1,2 -------- 3 1,2 2 0,8
Esportiva 2 0,8 1 0,4 5 2,0 --------
Ponte/Viaduto 1 0,4 -------- 2 0,8 11 4,5
Reservatório 2 0,8 -------- -------- --------
Hidro -
S i á i
1 0,4 -------- 1 0,4 3 1,2
Outras 4 1,6 1 0,4 3 1,2 1 0,4
Total 52 21,1 20 8,1 66 26,8 31 12,6
Observação: * - Fundações (1 - 0,4%); - Desocupação da garagem (1 - 0,4%);
- Esquadrias (3 - 1,2%); - Equipamentos (1 - 0,4%);
- Obra interditada (4 - 1,6%); - Serviços realizados no local (1 - 0,4%);
- Impermeabilização (5 - 2,0%); - Redução do pé-direito (1 - 0,4%)
- Tráfego de veículos (9 - 3,7%); - Paralisação de uma pista; (1 - 0,4%);
- As instalações para o tratamento de água (1 - 0,4%);
- Funcionamento de um elemento reforçado (1 - 0,4%);
- Utilização de toda a área do entorno nos serviços de reparo/reforço (2 -
0,8%).
154
Tabela 20 - Edificação versos Métodos de avaliação utilizados - Brasília
Tipo Revisão Não.destrut Amostra Teste carga Desloca * Outros
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 8 3,3 -------- -------- -------- -------- 1 0,4
Res. Multi. 14 5,7 2 0,8 1 0,4 3 1,2 6 2,4 2 0,8
Comércio/Serv 27 11,0 3 1,2 4 1,6 6 2,4 3 1,2 --------
Adm. Pública 19 7,7 6 2,4 4 1,6 3 1,2 7 2,8 3 1,2
Hospital 7 2,8 2 0,8 -------- 2 0,4 1 0,4 1 0,4
Escola 7 2,8 3 1,2 1 0,4 -------- 3 1,2 3 1,2
Outras 6 2,4 1 0,4 -------- -------- -------- --------
Esportiva 5 2,0 1 0,4 1 0,4 1 0,4 1 0,4 2 0,8
Ponte/Viaduto 7 2,8 5 2,0 4 1,6 -------- 1 0,4 1 0,4
Reservatório 1 0,4 -------- -------- -------- -------- --------
Hidro - Sanitárias -------- 1 0,4 1 0,4 -------- -------- --------
Outras 5 2,0 -------- 1 0,4 -------- 1 0,4 --------
Total 106 43,1 24 9,8 17 6,9 15 6,1 23 9,3 13 5,3
Observação: * - Vistoria de fundações (1 - 0,4%); - Execução de poço de visita (1 - 0,4%);
- Teste de teor de carbonatação (5 - 2,0%); - Análise da estabilidade global (1 - 0,4%);
- Revisão de projeto de fundações (1 - 0,4%); - Controle topográfico (1 - 0,4%);
- Execução de novo cálculo estrutural (1 - 0,4%);
- Recomposição do projeto a partir da estrutura (1 - 0,4%);
- Execução de projeto estrutural, devido a ausência (1 - 0,4%);
- Verificação das notas fiscais de compra do aço utilizado (1 - 0,4%);
- Ensaio de elementos estruturais (tubos) de uma treliça espacial (1 - 0,4%)
155
Tabela 21 - Edificação versos Métodos de avaliação utilizados - Brasília
Tipo Amostra aço Pacômetro Ac. fissuras Vistoria
UN % UN % UN % UN %
Res. Uni -------- -------- 4 1,6 10 4,1
Res. Multi -------- -------- 7 2,8 40 16,3
Comércio/Serv 3 1,2 -------- 4 1,6 41 16,7
Indústria -------- -------- -------- 2 0,8
Adm. Pública 4 1,6 -------- 10 4,1 31 12,6
Hospital -------- 1 0,4 1 0,4 12 4,9
Escola -------- -------- 4 1,6 18 7,3
Outras -------- -------- 2 0,8 5 2,0
Esportiva 2 0,8 -------- -------- 14 5,7
Ponte/Viaduto 3 1,2 2 0,8 1 0,4 19 7,7
Reservatório -------- -------- 1 0,4 6 2,4
Hidro - Sanitárias -------- 1 0,4 -------- 6 2,4
Outras -------- -------- 1 0,4 12 4,9
Total 12 4,9 4 1,6 35 14,2 216 87,8
Tabela 22 - Estrutura predominante nas pontes do DER - DF
Tipo de estrutura
predominante UN %
Concreto convencional 43 81,2
Metálica e madeira 5 9,4
Madeira 5 9,4
Total 53 100
Tabela 23 - Idade aproximada em relação à inspeção das pontes do DER - DF
Idade aproximada UN %
5 a 10 anos 37 69,8
10 a 20 anos 4 7,6
20 a 30 anos 4 7,6
Total 45 84,9
Observação: Das 53 pontes 8 não foram
respondidas neste item
156
Tabela 24 - Local do dano segundo o elemento das pontes do DER - DF
Local do dano segundo o
elemento UN %
Fundação 13 24,5
Pilar 4 7,6
Viga 15 28,3
Laje 20 37,7
Junta de dilatação 4 7,6
Cortina 6 11,3
Talude 19 35,8
Estrado 2 3,8
Bloco de fundação 2 3,8
Cribb-wall 2 3,8
Total 87 164,2
Tabela 25 - Tipos de manifestações patológicas das pontes do DER - DF
Manifestações patológicas UN %
Flechas 2 3,8
Fissuras 17 32,1
Infiltração 3 5,7
Corrosão 4 7,5
Segregação 4 7,5
Esfoliação 3 5,7
Erosão 25 47,2
Juntas abertas 2 3,8
Concreções 3 5,7
Armadura exposta 3 5,7
Deterioração 1 1,9
Colapso 2 3,8
Acumulo de terra 1 1,9
Recalques 5 9,4
Treliça c/cantoneiras
d
1 1,9
Esmagamento de pilares 1 1,9
Rompimento de vigas 1 1,9
Encabeçamento
l d
1 1,9
Total 79 149,1
157
Tabela 26 - Ano da inspeção nas pontes do DER - DF
Ano inspeção UN %
1990 51 96,2
1995 2 3,8
Total 53 100
GOIÂNIA
Tabela 27 - Edificação versos Número de pavimentos - Goiânia
Classificação Tipo No pavimentos No unidades %
Res. Unifamiliar 1 pavimento 2 1,7
# Res. Multi familiar
4 a 6 pavimentos
mais de 6 pavimentos
1
54
0,8
45,0
Comércio/Serviço
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
4 a 6 pavimentos
mais de 6 pavimentos
5
11
1
7
4,2
9,2
0,8
5,8
Indústria
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
4
1
4
3,3
0,8
0,8
Adm. Pública
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
mais de 6 pavimentos
4
2
1
3,3
1,7
0,8
Hospital
1 pavimento
4 a 6 pavimentos
1
1
0,8
0,8
Escola
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
4 a 6 pavimentos
1
4
1
0,8
3,3
0,8
C
O
N
V
E
N
C
I
O
N
A
L
* Outras
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
1
2
0,8
1,7
Esportiva 7 5,8
Pontes/Viadutos 3 2,5
Reservatório 2 1,7
ESPECIAL ** Outras 3 2,5
TOTAL 119 99,2
Observação: * Igreja, Creche e Rodoviária.
** Armazém, Bueiro celular e Canal de água suja
# Das 56 Residências Multi familiares 1 não foi respondida neste item
157
Tabela 28 - Edificação versos Idade aproximada em relação à inspeção - Goiânia
Tipo Em
construção
Até 5
anos
5 a 10
anos
10 a 20
anos
mais de
30 anos
UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 2 1,7 -------- ---------- ---------- -----------
Res. Multi. 46 38,3 3 2,5 1 0,8 6 5,0 -----------
* Comércio/Serv 19 15,8 1 0,8 --------- 3 2,5 -----------
Indústria 3 2,5 ----------- --------- 2 1,7 -----------
Adm. Pública 3 2,5 1 0,8 ---------- ---------- 3 2,5
Hospital 2 1,7 ----------- ---------- ---------- -----------
Escola 5 4,2 ---------- 1 0,8 --------- ----------
Outras 3 2,5 ----------- ----------- --------- -----------
Esportiva 3 2,5 ----------- 1 0,8 3 2,5 -----------
Ponte/Viaduto -------- ----------- ----------- 1 0,8 2 1,7
Reservatório 2 1,7 ----------- ----------- --------- ----------
Outras 1 0,8 2 1,7 ---------- --------- ---------
Total 89 74,2 7 5,8 3 2,5 15 12,5 5 4,2
Observação: * Dos 24 estabelecimentos Comércio/Serviço 1 não foi respondido neste item.
Tabela 29 - Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Goiânia
Tipo Fundação Pilar Viga Laje Junta Cortina Parede
UN % UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni -------- -------- 1 0,8 1 0,8 -------- -------- --------
Res. Multi. 3 2,5 31 25,8 15 12,5 19 15,8 -------- -------- 4 3,3
Comércio/Serv -------- 11 9,2 11 9,2 9 7,5 -------- -------- 1 0,8
Indústria -------- 1 0,8 1 0,8 -------- -------- -------- --------
Adm. Pública 1 0,8 1 0,8 2 1,7 6 5,0 -------- -------- 1 0,8
Hospital -------- 2 1,7 1 0,8 -------- -------- -------- --------
Escola -------- 4 3,3 2 1,7 2 1,7 -------- 1 0,8 1 0,8
Outras -------- 2 1,7 1 0,8 1 0,8 -------- -------- --------
Esportiva 2 1,7 2 1,7 2 1,7 2 1,7 1 0,8 -------- --------
Ponte/Viaduto -------- 1 0,8 2 1,7 1 0,8 -------- -------- --------
Reservatório -------- 1 0,8 -------- -------- -------- 2 1,7 --------
Outras 1 0,8 -------- -------- -------- -------- 1 0,8 --------
Total 7 5,8 56 46,7 38 31,7 41 34,2 1 0,8 4 3,3 7 5,8
158
Tabela 30 - Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Goiânia
Tipo Marquise Piso Escada * Outro
UN % UN % UN % UN %
Res. Multi. -------- -------- 1 0,8 2 1,7
Comércio/Serv 2 1,7 1 0,8 -------- --------
Indústria -------- 1 0,8 -------- 3 2,5
Adm. Pública -------- 1 0,8 -------- --------
Escola -------- -------- -------- 1 0,8
Outras -------- -------- -------- 1 0,8
Esportiva 1 0,8 1 0,8 -------- --------
Outras -------- -------- -------- 1 0,8
Total 3 2,5 4 3,3 1 0,8 8 6,7
Observação: * - Calhas (1 - 0,8%); - Piscina (1 - 0,8%);
- Consolo (2 - 1,7%); - Reservatório (1 - 0,8%);
- Base de dorna (1 - 0,8%); - Túnel de descarga (1 - 0,8%);
- Aparelho de apoio (1 - 0,8%)
Tabela 31 - Edificação versos Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Goiânia
Tipo Estética E.L.S E.L.U Acréscimo Mudança * Outras
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. -------- 2 1,7 -------- -------- -------- --------
Res. Multi. 2 1,7 22 18,3 10 8,3 1 0,8 3 2,5 18 15,1
Comércio/Serv 3 2,5 14 11,7 1 0,8 2 1,7 -------- 4 3,3
Indústria -------- 3 2,5 1 0,8 -------- -------- 1 0,8
Adm. Pública 1 0,8 4 3,3 1 0,8 -------- -------- 1 0,8
Hospital -------- 2 1,7 -------- -------- -------- --------
Escola 1 0,8 3 2,5 1 0,8 -------- -------- 1 0,8
Outras -------- -------- 2 1,7 -------- -------- 1 0,8
Esportiva -------- 2 1,7 2 1,7 -------- -------- 3 2,5
Ponte/Viaduto -------- 1 0,8 2 1,7 -------- -------- --------
Reservatório -------- 2 1,7 -------- -------- -------- --------
Outras -------- -------- 3 2,5 -------- -------- --------
Total 7 5,8 55 45,8 23 19,2 3 2,5 3 2,5 29 24,2
Observação: * - Correção de projeto (1 - 0,8%);
- Problemas detectados no controle tecnológico (27 - 22,5%);
- Verificar o estado em que se encontra a obra paralisada (1 - 0,8%).
159
Tabela 32 - Edificação versos Manifestações patológicas - Goiânia
Tipo Flecha Fissuras Infiltrações Corrosão Esfoliação Desagreg
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 2 1,7 1 0,8 -------- -------- -------- --------
Res. Multi. 3 2,5 11 9,2 4 3,3 10 8,3 11 9,2 1 0,8
Comércio/Serv 3 2,5 11 9,2 1 0,8 3 2,5 4 3,3 1 0,8
Indústria -------- -------- 1 0,8 -------- -------- 1 0,8
Adm. Pública 2 1,7 6 5,0 1 0,8 1 0,8 -------- --------
Escola 3 2,5 1 0,8 -------- -------- -------- --------
Outras 1 0,8 -------- -------- -------- -------- --------
Esportiva -------- 4 3,3 1 0,8 2 1,7 2 1,7 --------
Ponte/Viaduto -------- 1 0,8 -------- 1 0,8 1 0,8 ---------
Reservatório -------- 1 0,8 -------- -------- -------- --------
Total 14 11,7 36 30,0 8 6,7 17 14,2 18 15,1 3 2,5
Observação: * 26 do 120 casos não foram respondidos neste item, devido: Correção de projeto,
Acréscimo de pavimento, Mudança de utilização e Erro construtivo realizados ainda na fase de
construção. O outro problema detectado foi a baixa resistência do concreto aos 28 dias, onde algumas
das obras sofreram reparo/reforço sem que houvesse manifestação
160
Tabela 33- Edificação versos Manifestações patológicas - Goiânia
Tipo Segregação Recalque Colapso Arm.exp. * Outras
UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni -------- -------- -------- 1 0,8 --------
Res. Multi. 13 10,9 2 1,7 8 6,7 4 3,3 10 8,3
Comércio/Serv 11 9,2 1 0,8 -------- 2 1,7 2 1,7
Indústria -------- -------- 1 0,8 -------- --------
Adm. Pública 1 0,8 1 0,8 1 0,8 1 0,8 --------
Hospital 2 1,7 -------- -------- -------- --------
Escola 2 1,7 -------- 2 1,7 -------- 1 0,8
Outras -------- -------- 2 1,7 -------- --------
Esportiva 3 2,5 -------- 1 0,8 1 0,8 4 3,3
Ponte/Viaduto 3 2,5 -------- 1 0,8 -------- --------
Reservatório 1 0,8 -------- -------- -------- --------
Outras -------- 2 1,7 3 2,5 -------- --------
Total 36 30,0 6 5,0 19 15,8 9 7,5 17 14,2
Observação: * - Fungos (1 - 0,8%); - Desaprumo (5 - 4,2%);
- Concreções (3 - 2,5%); - Pulverulência (1 - 0,8%);
- Eflorescência (5 - 4,2%); - Juntas danificadas (1 - 0,8%);
- Ferragem com seção reduzida (1 - 0,8%).
161
Tabela 34- Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Goiânia
Tipo Proj. Exec. Material Utilização Manuten. A.Imp
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. --------- 1 0,8 --------- -------- -------- --------
Res. Multi. 11 9,2 22 18,3 11 9,2 -------- 1 0,8 1 0,8
Comércio/Serv. 4 3,3 12 10,0 --------- 1 0,8 -------- --------
Indústria -------- 2 1,7 1 0,8 1 0,8 -------- --------
Adm. Pública 1 0,8 4 3,3 -------- --------- 1 0,8 1 0,8
Hospital -------- 2 1,7 --------- --------- -------- --------
Escola 2 1,7 1 0,8 --------- -------- -------- --------
Outras -------- 3 2,5 --------- --------- -------- --------
Esportiva --------- 5 4,2 1 0,8 -------- -------- --------
Reservatório 1 0,8 1 0,8 --------- -------- -------- --------
** Outras -------- 1 0,8 -------- 1 0,8 -------- --------
Total 19 15,8 54 45,0 13 10,9 3 2,5 2 1,7 2 1,7
Observação: * 5 dos 120 casos não tiveram respostas neste item, devido a: Mudança de utilização,
Acréscimo de pavimento e Correção de projeto ainda na fase de construção.
** Neste item houve uma causa classificada como outra, devido a projeto de fundações.
Tabela 35 -Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Goiânia
Tipo
Proj. e
Exec
Exec. e
Materiais
Proj. e
Manuten.
Exec. e
Utilização
Exec. e
Manuten.
Exec. e
A.Imp
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 1 0,8 -------- -------- -------- -------- --------
Res. Multi. ------- 5 4,2 2 1,7 ------- ------- -------
Comércio/Serv. ------- 5 4,2 ------- ------- ------- -------
Indústria 1 0,8 ------- ------- ------- ------- -------
Adm. Pública ------- ------- ------- ------- ------- 1 0,8
Escola 1 0,8 1 0,8 -------- -------- -------- -------
Esportiva -------- ------- -------- -------- 1 0,8 -------
Ponte/Viaduto 2 1,7 ------- ------- 1 0,8 ------- -------
Total 5 4,2 11 9,2 2 1,7 1 0,8 1 0,8 1 0,8
162
Tabela 36 - Edificação versos Problemas relacionados com projeto - Goiânia
Tipo Cálculo Concepção Detalhamento
UN % UN % UN %
Res. Uni. 1 4,0 -------- --------
Res. Multi 2 8,0 3 12,0 8 32,0
Comércio/Serv 1 4,0 1 4,0 2 8,0
Indústria -------- -------- 1 4,0
Adm. Pública -------- -------- 1 4,0
Escola 2 8,0 1 4,0 --------
Ponte/Viaduto -------- -------- 2 8,0
Reservatório 1 4,0 -------- --------
Total 7 28,0 5 20,0 14 56,0
Tabela 37 - Edificação versos Problemas relacionados com execução - Goiânia
Tipo Geometria Armadura Concretag Cobriment Resist. Traço ruim * Outros
UN % UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni 1 1,3 1 1,3 -------- 1 1,3 1 1,3 1 1,3 1 1,3
Res. Multi. 4 5,3 -------- 11 14,7 4 5,3 7 9,3 1 1,3 7 9,3
Comércio/Serv -------- 1 1,3 11 14,7 1 1,3 1 1,3 1 1,3 6 8,0
Indústria -------- -------- -------- -------- -------- 1 1,3 2 2,7
Adm. Pública -------- 2 2,7 3 4,0 1 1,3 -------- -------- 2 2,7
Hospital -------- -------- 2 2,7 -------- -------- -------- --------
Escola 1 1,3 -------- 2 2,7 -------- -------- -------- 1 1,3
Outras -------- -------- 1 1,3 -------- 1 1,3 1 1,3 1 1,3
Esportiva -------- -------- 3 4,0 1 1,3 2 2,7 -------- 4 5,3
Ponte/Viaduto -------- -------- 2 2,7 1 1,3 -------- 1 1,3 --------
Reservatório -------- -------- 1 1,3 1 1,3 -------- 1 1,3 --------
Outras -------- -------- -------- -------- -------- -------- 2 2,7
Total 6 8,0 4 5,3 36 48,1 10 13,3 12 16,0 7 9,3 25 34,7
Observação: *- Cura deficiente (4 - 5,2%); - Execução precária das fundações (3 - 4,0%);
- Não seguiu projeto (3 - 3,9%); - Forma danificada ou deformada (1 - 1,3%);
- Aterro mal executado (1 - 1,3%); - Desforma precoce (2 - 2,6%);
- Uso de Aditivo a base de cloreto (5 - 6,5%); - Juntas mal executadas (1 - 1,3%);
- Impermeabilização mal executada (1 - 1,3%);
- Retirada do escoramento antecipada (5 - 6,5%).
163
Tabela 38 - Edificação versos Materiais de intervenção - Goiânia
Tipo Concreto Con.projetado ** Aço Arg.epóxi Resina Graute
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 2 1,7 --------- 2 1,7 --------- --------- --------
* Res. Multi. 22 18,3 1 0,8 10 8,3 1 0,8 2 1,7 12 10,0
Comércio/Serv 3 2,5 -------- 2 1,7 1 0,8 -------- 6 5,0
* Indústria 1 0,8 -------- -------- -------- -------- --------
* Adm.
úbli
1 0,8 -------- 1 0,8 -------- 1 0,8 --------
Hospital -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,8
Escola 1 0,8 -------- 1 0,8 -------- -------- --------
Outras 1 0,8 -------- 1 0,8 -------- -------- --------
Esportiva -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,8
Ponte/Viaduto -------- 2 1,7 1 0,8 -------- -------- --------
Outras 1 0,8 -------- 1 0,8 -------- -------- --------
Total 32 26,7 3 2,5 19 15,8 2 1,7 3 2,5 20 16,6
Observação: * Cada uma possui 1 caso onde se utilizou material de impermeabilização.
** Barras (19 - 15,8%).
Tabela 39 - Edificação versos Técnicas de intervenção - Goiânia
Tipo Barra Rem.concr Rem.arg Injeção Rec. * Outras
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 2 1,7 2 1,7 -------- -------- -------- 1 0,8
Res. Multi. 7 5,8 17 14,2 11 9,2 -------- 2 1,7 8 6,7
Comércio/Serv 2 1,7 3 2,5 7 5,8 -------- -------- 1 0,8
Indústria -------- 1 0,8 -------- -------- -------- 1 0,8
Adm. Pública 1 0,8 -------- -------- 1 0,8 1 0,8 2 1,7
Hospital -------- -------- 1 0,8 -------- -------- --------
Escola 1 0,8 1 0,8 -------- -------- -------- --------
Outras 1 0,8 1 0,8 -------- -------- -------- 1 0,8
Esportiva -------- -------- 1 0,8 -------- -------- --------
Ponte/Viaduto 1 0,8 2 1,7 -------- -------- -------- --------
Outras -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,8
Total 15 12,5 27 22,5 20 16,7 1 0,8 3 2,5 15 12,5
Observação: * - Substituição (5 - 4,2%); - Reforço fundações (2 - 1,7%);
- Execução de juntas (1 - 0,8%); - Fazer impermeabilização (3 - 2,5%);
- Acrescentar elemento estrutural de concreto (4 - 3,3%).
** Dos 120 casos apenas 60 passaram por algum processo de reparo/reforço.
164
Tabela 40 - Edificação versos Métodos de avaliação utilizados - Goiânia
Tipo Revisão Não.destrut Amostra Teste
UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. -------- -------- -------- --------
Res. Multi. 3 2,5 13 10,8 10 8,3 --------
Comércio/Serv -------- 6 5,0 2 1,7 --------
Indústria -------- 1 0,8 -------- --------
Adm. Pública -------- 1 0,8 -------- 1 0,8
Hospital -------- 1 0,8 -------- --------
Escola -------- 1 0,8 -------- --------
Outras -------- 2 1,7 1 0,8 --------
Esportiva -------- 3 2,5 2 1,7 --------
Ponte/Viaduto -------- 2 1,7 2 1,7 1 0,8
Reservatório -------- 1 0,8 1 0,8 --------
Outras -------- 2 1,7 -------- --------
Total 3 2,5 33 27,5 18 15,0 2 1,7
Observação: ** Os 120 casos passaram por vistoria.
CAMPO GRANDE
165
Tabela 41 - Edificação versos Número de pavimentos - Campo Grande
Classificação Tipo No pavimentos No unidades %
Res. Unifamiliar 1 pavimento 2 9,1
Res. Multi familiar mais de 6 pavimentos 4 18,2
Indústria 1 pavimento 1 4,5
Adm. Pública mais de 6 pavimentos
1
1
4,5
4,8
Hospital mais de 6 pavimentos 1 4,5
C
O
N
V
E
N
C
I
O
N
A
L
* Outras 1 pavimento 1 4,5
Esportiva 2 9,1
Pontes/Viadutos 5 22,7
Reservatório 1 4,5
ESPECIAL ** Outras 4 18,2
TOTAL 22 100
Observação: * Rodoviária * * Silos, Torre e Elevatória.
Tabela 42 - Edificação versos Idade aproximada em relação à inspeção - Campo Grande
Tipo Em
construção
Até 5
anos
5 a 10
anos
10 a 20
anos
mais de
30 anos
UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. ---------- 1 4,5 1 4,5 ---------- -----------
Res. Multi. 4 18,2 ----------- ---------- ---------- -----------
Indústria ----------- ----------- 1 4,5 ---------- -----------
Adm. Pública ----------- 1 4,5 ---------- ---------- -----------
Hospital 1 4,5 ----------- ---------- ---------- -----------
Outras 1 4,5 ----------- ----------- --------- -----------
Esportiva 1 4,5 ----------- 1 4,5 --------- -----------
Ponte/Viaduto 1 4,5 ----------- 1 4,5 2 9,1 1 4,5
Reservatório 1 4,5 ----------- ----------- --------- ----------
Outras 2 9,1 2 9,1 ---------- --------- ---------
Total 11 50,0 4 18,2 4 18,2 2 9,1 1 4,5
166
Tabela 43 - Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento
- Campo Grande
Tipo Fundação Pilar Laje Cobertura Parede * Outro
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- 1 4,5 --------
Res. Multi. 2 9,1 1 4,5 -------- -------- -------- 2 9,1
Indústria -------- 1 4,5 -------- -------- -------- --------
Adm. Pública -------- 1 4,5 -------- -------- -------- --------
Hospital -------- -------- 1 4,5 -------- -------- --------
Outras -------- 1 4,5 -------- -------- -------- --------
Esportiva -------- 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- 1 4,5
Ponte/Viaduto 2 9,1 1 4,5 4 18,2 -------- -------- 1 4,5
Reservatório 1 4,5 -------- -------- -------- -------- --------
Outras 2 9,1 1 4,5 -------- -------- -------- 1 4,5
Total 8 36,4 7 33,3 6 28,6 1 4,5 1 4,5 5 22,7
Observação: * - Consolos (1 - 4,5%); - Marquise (1 - 4,5%);
- Aparelho de apoio (2 - 9,1%); - Tubulação (1 - 4,5%).
Tabela 44 - Edificação versos Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção
- Campo Grande
Tipo E.L.S E.L.U Acréscimo Mudança * Outras
UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 1 4,5 1 4,5 -------- -------- --------
Res. Multi. -------- 1 4,5 -------- 2 9,1 1 4,5
Indústria -------- 1 4,5 -------- -------- --------
Adm. Pública -------- -------- 1 4,5 -------- --------
Hospital -------- -------- -------- -------- 1 4,5
Outras 1 4,5 -------- -------- -------- --------
Esportiva 1 4,5 1 4,5 -------- -------- --------
Ponte/Viaduto 3 13,6 2 9,1 -------- -------- --------
Reservatório -------- 1 4,5 -------- -------- --------
Outras 2 9,1 2 9,1 -------- -------- --------
Total 8 36,4 9 40,9 1 4,5 2 9,1 2 9,1
Observação: *- Erro de locação do terreno (1 - 4,5%) ;
- Adequação de projeto às Normas do Ministério da Saúde (1 - 4,5%)
167
Tabela 45 - Edificação versos Manifestações patológicas - Campo Grande
Tipo Flechas Fissuras Infiltração Corrosão Esfoliação Desagrega
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 1 4,5 1 4,5 -------- -------- -------- --------
Indústria -------- -------- -------- -------- 1 4,5 1 4,5
Esportiva 1 4,5 -------- -------- -------- -------- --------
Ponte/Viaduto 3 13,6 2 9,1 -------- 1 4,5 -------- --------
Outras -------- 2 9,1 1 4,5 -------- -------- --------
Total 5 22,7 5 22,7 1 4,5 1 4,5 1 4,5 1 4,5
Tabela 46 -Edificação versos Manifestações patológicas - Campo Grande
Tipo Segregação Recalque Colapso Arm.Exp ** Outras
UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. -------- 1 4,5 -------- -------- --------
Res. Multi. -------- 1 4,5 1 4,5 -------- 1 4,5
Esportiva 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- --------
Ponte/Viaduto -------- 1 4,5 2 9,1 1 4,5 2 9,1
Reservatório -------- 1 4,5 1 4,5 -------- --------
Outras -------- 3 13,6 2 9,1 -------- 1 4,5
Total 1 4,5 7 31,8 7 31,8 1 4,5 4 18,2
Observação: ** - Deformações (1 - 4,5%);
- Aparelho de apoio danificado (2 - 9,1%).
- Perda de suporte das fundações (1 - 4,5%);
* 4 dos 22 caso não tiveram manifestações devido a: Acréscimo de pavimento, Erro
detectado antes de se manifestar, Adequação de projeto para devidos fins e Erro de
locação de terreno.
168
Tabela 47 - Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Campo Grande
Tipo Proj. Exec. A. Imp. Incêndio ** Outras
UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 1 4,5 1 4,5 -------- -------- --------
Res. Multi. -------- 1 4,5 -------- -------- 2 9,1
Indústria -------- -------- -------- 1 4,5 --------
Hospital -------- -------- -------- -------- --------
Outras -------- 1 4,5 -------- -------- --------
Esportiva 1 4,5 1 4,5 -------- -------- --------
Ponte/Viaduto 1 4,5 -------- 1 4,5 1 4,5 1 4,5
Reservatório -------- 1 4,5 -------- -------- --------
Outras -------- 3 13,6 -------- -------- --------
Total 3 13,6 8 36,4 1 4,5 2 9,1 3 13,6
Observação: ** - Área do terreno inferior à fornecida aos projetistas (1 - 4,5%)
- Alteração de projeto sem a verificação do projetista (1 - 4,5%);
- Mudança arquitetônica sem verificação do projeto estrutural (1 - 4,5%).
* 3 dos 22 casos não tiveram causa devido a: Mudança de utilização, Acréscimo de
pavimento e Adequação de projeto às Normas do Ministério da Saúde.
* Proj. e Exec. (2 - 9,1%) onde: Silo (1 - 4,5%); Ponte (1 - 4,5%).
Tabela 48 - Edificação versos Problemas relacionados com projeto - Campo Grande
Tipo Cálculo Concepção Detalhamento
UN % UN % UN %
Res. Uni. 1 20,0 -------- --------
Outras -------- -------- 1 20,0
Esportiva -------- 1 20,0 --------
Ponte/Viaduto -------- 1 20,0 1 20,0
Total 1 20,0 2 40,0 2 40,0
169
Tabela 49 - Edificação versos Problemas relacionados com execução - Campo Grande
Tipo Armadura Concretag. Cobriment Fundação Dosagem * Outros
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. -------- -------- -------- 1 10,0 -------- --------
Res. Multi. -------- -------- -------- -------- -------- 1 10,0
Outras -------- -------- -------- -------- -------- 1 10,0
Esportiva 1 10,0 1 10,0 -------- -------- -------- --------
Ponte/Viaduto 1 10,0 -------- 1 10,0 -------- -------- --------
Reservatório -------- -------- -------- 1 10,0 -------- --------
Outras 1 10,0 1 10,0 -------- 2 20,0 1 10,0 --------
Total 3 30,0 2 20,0 1 10,0 4 40,0 1 10,0 2 20,0
Observação: * - Locação de elemento estrutural errada (1 - 10%);
- Aparelho de apoio mal executado (1 - 10%).
Tabela 50 - Edificação versos Materiais de intervenção - Campo Grande
Tipo Concreto Conc.projetad * Aço Resina Graute
UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 2 9,1 -------- 2 9,1 -------- --------
Res. Multi. 3 13,6 -------- 3 13,6 -------- 1 4,5
Indústria 1 4,5 -------- 1 4,5 1 4,5 --------
Adm. Pública 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- --------
Hospital 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- --------
Outras -------- -------- 1 4,5 -------- --------
Esportiva 1 4,5 -------- 2 9,1 1 4,5 --------
Ponte/Viaduto 4 18,2 -------- 2 9,1 1 4,5 --------
Reservatório 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- --------
Outras 1 4,5 1 4,5 3 13,6 1 4,5 --------
Total 15 68,2 1 4,5 17 77,3 4 18,2 1 4,5
Observação: * Barras (13 - 59,0%); - Chapas/Perfis (4 - 18,2%).
170
Tabela 51 - Edificação versos Técnicas de intervenção - Campo Grande
Tipo Barra Chapa Rem.concr Rem.arg Protensão ** Outras
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. -------- 1 4,5 -------- -------- -------- 2 9,1
Res. Multi. -------- -------- -------- 1 4,5 -------- 5 22,7
Indústria 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- -------- --------
Adm. Pública 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- -------- --------
Hospital -------- -------- -------- -------- -------- 1 4,5
Outras -------- -------- -------- -------- -------- 1 4,5
Esportiva -------- 1 4,5 -------- -------- -------- 1 4,5
Ponte/Viaduto 2 9,1 -------- 3 13,6 -------- -------- 2 9,1
Reservatório -------- -------- -------- -------- -------- 1 4,5
Outras 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- 1 4,5 2 9,1
Total 5 22,7 2 9,1 6 27,3 1 4,5 1 4,5 15 68,2
Observação: ** - Substituição (3 - 13,6%); - Reforço estrutura metálica (1 - 4,5%);
- Acréscimo de fundações (4 - 18,2%); - Reforço fundações (2 - 9,1%);
- Ajuste em estrutura metálica (1 - 4,5%);
- Acréscimo de elemento estrutural de concreto (5 - 22,7%).
* 2 dos 22 casos não passaram por nenhum processo de reparo/reforço
Tabela 52 - Edificação versos Métodos de avaliação utilizados - Campo Grande
Tipo Revisão Não destrut Amostra co Amostra Ac. fissuras Desloca.
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 2 9,1 -------- -------- -------- -------- --------
Res. Multi. 3 13,6 -------- -------- -------- -------- --------
Indústria -------- 1 4,5 1 4,5 1 4,5 -------- --------
Adm. Pública 1 4,5 --------- -------- -------- -------- --------
Hospital 1 4,5 --------- -------- -------- -------- --------
Outras 1 4,5 -------- -------- -------- -------- --------
sportiva 1 4,5 1 4,5 1 4,5 1 4,5 1 4,5 1 4,5
Ponte/Viaduto 3 13,6 1 4,5 -------- -------- -------- --------
Reservatório -------- -------- -------- -------- -------- --------
Outras 2 9,1 1 4,5 1 4,5 1 4,5 -------- --------
Total 14 63,6 4 18,2 3 13,6 3 13,6 1 4,5 1 4,5
Observação: * Os 22 casos passaram por vistoria.
171
CUIABÁ
Tabela 53 - Edificação versos Número de pavimentos - Cuiabá
Tipo Edificação x Pavimentos (MT)
Classificação Tipo No pavimentos No unidades %
Res. Unifamiliar 1 pavimento 2 15,4
Res. Multi familiar 4 a 6 pavimentos 1 7,7
Comércio/Serviço mais 6 pavimentos 2 15,4
Indústria 1 pavimento 2 15,4
Adm. Pública
1 pavimento
2 a 3 pavimentos
1
2
7,7
15,4
C
O
N
V
E
N
C
I
O
N
A
L
Hospital 2 a 3 pavimentos 1 7,7
Pontes/Viadutos 1 7,7
ESPECIAL * Outras 1 7,7
TOTAL 13 100
Observação: * Armazém.
Tabela 54 - Edificação versos Idade aproximada em relação à inspeção - Cuiabá
Tipo Em
construção
Até 5
anos
5 a 10
anos
10 a 20
anos
UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. --------- 2 15,4 --------- ---------
Res. Multi. --------- 1 7,7 --------- ---------
Comércio/Serv --------- 1 7,7 1 7,7 ---------
Indústria --------- --------- 2 15,4 ---------
Adm. Pública 1 7,7 1 7,7 --------- 1 7,7
Hospital 1 7,7 --------- --------- ---------
Ponte/Viaduto --------- 1 7,7 --------- ---------
Outras --------- 1 7,7 --------- ---------
Total 2 15,4 7 53,8 3 23,1 1 7,7
172
Tabela 55 - Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Cuiabá
Tipo Fundação Pilares Vigas Lajes Cortina Parede
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. 1 7,7 -------- 1 7,7 -------- -------- 2 15,4
Res. Multi. 1 7,7 -------- -------- -------- -------- 1 7,7
Comércio/Serv -------- 1 7,7 1 7,7 -------- 1 7,7 --------
Indústria -------- -------- -------- -------- 2 15,4 --------
Adm. Pública -------- 2 15,4 2 15,4 2 15,4 -------- --------
Hospital -------- 1 7,7 1 7,7 1 7,7 -------- --------
Ponte/Viaduto -------- -------- -------- 1 7,7 -------- --------
Outras -------- 1 7,7 -------- -------- -------- --------
Total 2 15,4 5 38,5 5 38,5 4 30,8 3 23,1 3 23,1
Tabela 56 - Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Cuiabá
Tipo Cobertura * Outro
UN % UN %
Hospital -------- 1 7,7
Outras 1 7,7 --------
Total 1 7,7 1 7,7
Observação: * Calhas (1 - 7,7%).
Tabela 57 - Edificação versos Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Cuiabá
Tipo E.L.S E.L.U
UN % UN %
Res. Uni. 2 15,4 --------
Res. Multi. 1 7,7 --------
Comércio/Serv 2 15,4 --------
Indústria 2 15,4 --------
Adm. Pública 3 23,1 --------
Hospital 1 7,7 --------
Ponte/Viaduto 1 7,7 --------
Outras -------- 1 7,7
Total 12 92,3 1 7,7
173
Tabela 58 - Edificação versos Manifestações patológicas - Cuiabá
Tipo Flechas Fissuras Infiltração Corrosão Esfoliação Desagrega.
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni -------- 2 15,4 -------- -------- -------- --------
Res. Multi. -------- 1 7,7 -------- -------- -------- --------
Comércio/Serv -------- -------- -------- 2 15,4 ------- --------
Adm. Pública -------- 2 15,4 -------- 1 7,7 -------- --------
Hospital 1 7,7 1 7,7 1 7,7 -------- 1 7,7 --------
Ponte/Viaduto -------- -------- -------- -------- -------- 1 7,7
Outras -------- -------- -------- -------- 1 7,7 --------
Total 1 7,7 6 46,2 1 7,7 3 23,1 2 15,4 1 7,7
Tabela 59 - Edificação versos Manifestações patológicas - Cuiabá
Tipo Segregação Recalque Colapso Arm.expos ** Outras
UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni -------- 1 7,7 -------- -------- --------
Res. Multi. ------- 1 7,7 -------- -------- --------
Comércio/Serv 1 7,7 -------- -------- 2 15,4 1 7,7
Adm. Pública 3 23,1 -------- -------- 1 7,7 2 15,4
Hospital 1 7,7 -------- -------- 1 7,7 1 7,7
Outras -------- -------- 1 7,7 -------- --------
Total 5 38,5 2 15,4 1 7,7 4 30,8 4 30
Observação: ** - Fungos (2 - 15,4%); - Desaprumo (1 - 7,7%);
- Eflorescência (1 - 7,7%).
* 2 dos 13 casos não apresentaram manifestação, porém foram reparados
por suspeita de problemas com o concreto.
174
Tabela 60 - Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Cuiabá
Tipo Proj. Exec. Material
UN % UN % UN %
Res. Uni. 2 15,4 --------- ---------
Res. Multi. -------- 1 7,7 ---------
Comércio/Serv 1 7,7 -------- ---------
Indústria -------- 2 15,4 ---------
Adm. Pública --------- 2 15,4 ---------
Ponte/Viaduto -------- -------- 1 7,7
Outras 1 7,7 --------- ---------
Total 4 30,8 5 38,5 1 7,7
Observação: *- Proj. e Exec. (1 - 7,7%) do Hospital;
- Exec. e A.Imp. (1 - 7,7%) do Comércio/Serviço;
- Proj. Exec. e A.Imp. (1 - 7,7%) da Adm. Pública.
Tabela 61 - Edificação versos Problemas relacionados com projeto - Cuiabá
Tipo Cálculo Concepção Detalhamento
UN % UN % UN %
Res. Uni. -------- 2 33,3 --------
Comércio/Serv -------- -------- 1 16,7
Indústria -------- -------- --------
Adm. Pública 1 16,7 -------- --------
Hospital 1 16,7 -------- --------
Outras 1 16,7 -------- 1 16,7
Total 3 50,0 2 33,3 2 33,3
Tabela 62 - Edificação versos Problemas relacionados com execução - Cuiabá
Tipo Geometria Concretag. Cobrimento Fundação Dosagem * Outros
UN % UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Multi. -------- -------- -------- 1 12,5 -------- --------
Comércio/Serv -------- 1 12,5 1 12,5 -------- -------- --------
Indústria -------- -------- -------- -------- 2 25,0 --------
Adm. Pública -------- 3 37,5 1 12,5 -------- -------- --------
Hospital 1 12,5 1 12,5 1 12,5 -------- -------- 2 25,0
Total 1 12,5 5 62,5 3 37,5 1 12,5 2 25,0 2 25,0
Observação: * - Não observância do projeto (1 - 12,5%); - Falta de impermeabilização (1 - 12,5%).
175
Tabela 63 - Edificação versos Materiais de intervenção - Cuiabá
Tipo Concreto * Aço Resina Graute
UN % UN % UN % UN %
Res. Uni 1 7,7 1 7,7 -------- --------
Res. Multi. 1 7,7 1 7,7 -------- --------
Comércio/Serv 1 7,7 1 7,7 -------- 1 7,7
Indústria -------- -------- -------- 2 15,4
Adm. Pública 1 7,7 2 15,4 -------- 3 23,1
Hospital -------- -------- -------- --------
Ponte/Viaduto 1 7,7 -------- -------- --------
Outras 1 7,7 2 15,4 1 7,7 --------
Total 6 46,2 7 53,9 1 7,7 6 46,2
Observação: * - Barras (6 - 46,2%); - Chapas/Perfis (1 - 7,7%).
Tabela 64 - Edificação versos Técnicas de intervenção - Cuiabá
Tipo Barra
Acréscimo
fundação Rem.concr Rem.arg ** Outras
UN % UN % UN % UN % UN %
Res. Uni. -------- 1 7,7 -------- -------- 1 7,7
Res. Multi. -------- 1 7,7 -------- -------- --------
Comércio/Serv 1 7,7 -------- 1 7,7 1 7,7 --------
Indústria -------- -------- -------- 2 15,4 --------
Adm. Pública 2 15,4 -------- 1 7,7 3 23,1 --------
Hospital -------- -------- -------- -------- --------
Ponte/Viaduto -------- -------- 1 7,7 -------- --------
Outras 1 7,7 -------- 1 7,7 -------- 1 7,7
Total 4 30,8 2 15,4 4 30,8 6 46,2 2 15,4
Observação: ** - Execução de juntas (1 - 7,7%);
- Substituição da estrutura metálica (1 - 7,7%).
* 1 dos 13 casos não passou por nenhum processo de intervenção.
176
Tabela 65- Edificação versos Métodos de avaliação utilizados - Cuiabá
Tipo Revisão Esclerometria Amostra con
UN % UN % UN %
Res. Uni 1 7,7 -------- --------
Res. Multi. 1 7,7 -------- --------
Comércio/Serv 1 7,7 1 7,7 --------
Indústria -------- 2 15,4 2 15,4
Adm. Pública 1 7,7 2 15,4 --------
Hospital -------- 1 7,7 --------
Ponte/Viaduto -------- 1 7,7 --------
Outras 1 7,7 1 7,7 --------
Total 5 38,5 8 61,5 2 15,4
Observação: * Os 13 casos passaram por vistoria

Dissertação aan

  • 1.
    ii Universidade de Brasília Faculdadede Tecnologia Departamento de Engenharia Civil Levantamento de dados sobre a deterioração de estruturas na região Centro-Oeste Engª Andréia Azeredo Nince Orientador: João Carlos Teatini de S.Clímaco Dissertação de Mestrado em Estruturas Publicação E.DM 001/96 Brasília - DF Março de 1996
  • 2.
    ii. Universidade de Brasília Faculdadede Tecnologia Departamento de Engenharia Civil Levantamento de dados sobre a deterioração de estruturas na região Centro-Oeste Engª Andréia Azeredo Nince Dissertação de Mestrado submetida ao Departamento de Engenharia Civil da universidade de Brasília como parte dos requisitos necessários para a obtenção do Grau de Mestre em Ciências (M.Sc.). Aprovada por: ------------------------------------------------------- Prof. João Carlos Teatini de S. Clímaco (Orientador - PhD - UnB) ------------------------------------------------------- Prof. Antônio Alberto Nupomuceno (Examinador Interno - Doutor - UnB) ------------------------------------------------------- Prof. Vahan Agopyan (Examinador Externo - PhD - EPUSP) Brasília, 25 de Março de 1996
  • 3.
    3 iii Ficha Catalográfica AZEREDO NINCE,Andréia Levantamento de dados sobre a deterioração de estruturas na região Centro-Oeste [Distrito Federal] 1996. xv,.176.p., 210 mm x 297 mm (ENC/FT/UnB, M.Sc., Estruturas, 1996). Dissertação de Mestrado - Universidade de Brasília. Faculdade de Tecnologia. Departamento de Engenharia Civil. 1 - Estrutura 2 - Durabilidade e Vida Útil 3 - Desempenho 4 - Manutenção 5 - Manifestações Patológicas 6 - Reparo/Reforço Estrutural I ENC/FT/UnB II - Título (série) Referência Bibliográfica Nince, A.A.; 1996. Levantamento de dados sobre a deterioração de estruturas na região Centro-Oeste, Dissertação de Mestrado, Publicação No : E.DM 001/96, Departamento de Engenharia Civil, Universidade de Brasília, Brasília, DF.,176 p. Cessão de Direitos Nome do Autor: Andréia Azeredo Nince. Título da Dissertação: Levantamento de dados sobre a deterioração de estruturas na região Centro-Oeste. Grau: Mestre em Ciências Ano: 1996 É concedida à Universidade de Brasília permissão para reproduzir cópias desta dissertação de mestrado e para emprestar ou vender tais cópias somente para propósitos acadêmicos e científicos. O autor reserva outros direitos de publicação e nenhuma parte desta dissertação pode ser reproduzida sem a autorização por escrito do autor. ___________________________ Andréia Azeredo Nince Rua T 48 no 646 Setor Bueno CEP: 74210-190 - Goiânia - Goiás Brasília - DF, 25 de Março de 1996
  • 4.
    AGRADECIMENTOS Ao Professor JoãoCarlos Teatini S. de Clímaco, meu orientador, meu agradecimento, por sua dedicação, fundamental para o desenvolvimento do trabalho. À Defesa Civil, ao DER, em especial ao engo . Samuel, ao Sérgio S. de Oliveira e ao Mauro L. Faustino e a todos os profissionais da região que propiciaram, acreditaram e apoiaram a realização deste trabalho. Ao CNPq, pelo suporte financeiro. Aos Professores do Mestrado em Estruturas da ENC, em especial aos professores Eldon Londe Melo e José Humberto M. de Paula, que me ajudaram fornecendo alguns dados. Aos meus colegas do mestrado, pela amizade e pelo grande apoio dispensados. E finalmente, a minha mãe e ao Leonardo, agradeço todo o apoio emocional e o incentivo que me deram nos momentos mais difíceis deste trabalho.
  • 5.
    2 RESUMO O enorme desenvolvimentoda construção civil no Brasil, com predominância marcante das estruturas de concreto, não foi acompanhado por um desenvolvimento adequado da legislação correspondente, normas técnicas e de pesquisas independentes na área, resultando em sérios problemas de deterioração precoce das edificações, e tendo ainda como característica a ausência quase completa de programas de manutenção preventiva. Na região Centro-Oeste, de desenvolvimento mais recente, os problemas foram ainda agravados, devido à velocidade das construções, mão-de-obra pouco qualificada e deficiência no controle de materiais. Além disso, em contraposição ao avanço da técnica, observa-se que os problemas estruturais continuam frequentes e que as causas são, provavelmente, similares àquelas do resto do país. Através de entrevistas, com empresas e profissionais do setor de reparo estrutural e órgãos públicos envolvidos com o problema, o presente trabalho apresenta um levantamento de dados do Distrito Federal e das capitais da região, Goiânia, Cuiabá e Campo Grande, com uma avaliação dos problemas estruturais quanto às suas principais manifestações e causas mais frequentes, visando contribuir para a melhoria dos padrões atuais de durabilidade e vida útil de nossas edificações.
  • 6.
    3 ABSTRACT The huge developmentof the construction sector in Brazil, with predominance of concrete structures, was not followed by an adequate development of the corresponding legislation, technical standards and independent research in this area, resulting in serious problems of constructions precocious deterioration, that also has the characteristic of an almost complete lack of preventive maintenance. In the recently developed Center-West region, the problem becomes still worse due to the construction speed, low trained workmanship and deficient materials control. Moreover, in contrast with the technology progresses, it can be seen that the structural problems are frequent with causes which probably are similar to those of the rest of the country. By means of interviews at companies and professionals of the structural repair sector and public agencies involved with the problem, this paper presents a survey of data from the Federal District and the region states capitals, Goiânia, Cuiabá and Campo Grande, with an evaluation of the structural problems concerning their main manifestations and most common causes, aiming the improvement of our present standards of construction service life and durability.
  • 7.
    4 ÍNDICE Capítulo Página 1 -INTRODUÇÃO 01 2 - CONCEITOS BÁSICOS SOBRE O DESEMPENHO DE ESTRUTURAS 2.1 - DURABILIDADE 09 2.2 - DESEMPENHO 10 2.3 - VIDA ÚTIL 10 2.4 - MANUTENÇÃO 12 2.5 - PATOLOGIA E TERAPIA 17 2.6 - MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 17 2.7 - DIAGNÓSTICO 18 2.8 - INTERVENÇÃO 20 2.8.1 - Reparo estrutural 20 2.8.2 - Reforço estrutural 20 2.8.3 - Substituição 20 2.9 - TÉCNICAS DE INTERVENÇÃO 21 2.9.1 - Introdução 21 2.9.2 - Armadura adicional passiva 21 2.9.2.1 - Adição de barras de aço 21 2.9.2.2 - Chapas coladas 22 2.9.2.3 - Grampeamento 22 2.9.3 - Armadura adicional de protensão 22 2.9.4 - Injeção de fissuras 23 2.9.5 - Remoldagem com concreto 23 2.9.6 - Remoldagem com argamassa de cimento 23 2.10 - MATERIAIS UTILIZADOS NAS INTERVENÇÕES 23
  • 8.
    5 3 - REVISÃODE PESQUISAS COM LEVANTAMENTO DE DADOS SOBRE CAUSAS DE DEFEITOS EM ESTRUTURAS 3.1 - INTRODUÇÃO 27 3.2 - ANÁLISES QUANTITATIVAS DE DEFEITOS NAS ESTRUTURAS 28 3.3 - ANÁLISE DE DADOS DA ESPANHA 32 3.4 - ANÁLISE DE DADOS DA FRANÇA 34 3.5 - ANÁLISE DE DADOS DA AMÉRICA DO NORTE 36 3.6 - ANÁLISE DE DADOS DO BRASIL 39 3.6.1 -Estudos sobre São Paulo e região Amazônica 39 3.6.2 - Estudos sobre o Distrito Federal 40 4 - METODOLOGIA APLICADA NA COLETA DE DADOS 4.1 - INTRODUÇÃO 47 4.2 - DESCRIÇÃO DO QUESTIONÁRIO 50 4.3 - CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO QUANTO À LOCALIZAÇÃO 51 4.4 - IDADE APROXIMADA DAS EDIFICAÇÕES À ÉPOCA DA INSPEÇÃO 52 4.5 - TIPO ESTRUTURAL PREDOMINANTE 53 4.6 - MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS 54 4.7 - CAUSAS DAS MANIFESTAÇÕES SEGUNDO AS ETAPAS DO PROCESSO CONSTRUTIVO 55 4.7.1 - Preliminares 55 4.7.2 - Causa das manifestações patológicas atribuídas ao projeto estrutural 55 4.7.3 - Causa das manifestações patológicas atribuídas à execução 56 4.7.4 - Causa das manifestações patológicas atribuídas aos materiais 58 4.7.5 - Causa das manifestações patológicas atribuídas à utilização da edificação 58 4.7.6 - Outras causas de manifestações patológicas 59 4.8 - TÉCNICAS E MATERIAIS DE INTERVENÇÃO MAIS EMPREGADOS 59 4.9 - CUSTO APROXIMADO DA INTERVENÇÃO 60 4.10 - COMPATIBILIZAÇÃO DA INTERVENÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS 60 5 - ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS NA REGIÃO CENTRO-OESTE 5.1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS 64
  • 9.
    6 5.2 - ANÁLISEDO DISTRITO FEDERAL 66 5.2.1 - Introdução 66 5.2.2 - Idade aproximada das edificações 67 5.2.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento 69 5.2.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção 70 5.2.5 - Manifestações patológicas nas edificações 71 5.2.6 - Causas das manifestações patológicas 73 5.2.7 - Materiais de intervenção 76 5.2.8 - Técnicas de intervenção 77 5.2.9 - Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação 78 5.2.10 - Compatibilização da intervenção com outros serviços 79 5.2.11 - Métodos de avaliação estrutural utilizados 80 5.2.12 - As 53 pontes do Distrito Federal 81 5.3 - ANÁLISE DE GOIÁS 81 5.3.1 - Introdução 81 5.3.2 - Idade aproximada das edificações 82 5.3.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento 83 5.3.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção 83 5.3.5 - Manifestações patológicas nas edificações 84 5.3.6 - Causas das manifestações patológicas 85 5.3.7 - Materiais de intervenção 88 5.3.8 - Técnicas de intervenção 89 5.3.9 - Métodos de avaliação estrutural utilizados 90 5.4 - ANÁLISE DO MATO GROSSO DO SUL 90 5.4.1 - Introdução 90 5.4.2 - Idade aproximada das edificações 91 5.4.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento 92 5.4.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção 93 5.4.5 - Manifestações patológicas nas edificações 94 5.4.6 - Causas das manifestações patológicas 95 5.4.7 - Materiais de intervenção 98 5.4.8 - Técnicas de intervenção 98
  • 10.
    7 5.4.9 - Custoaproximado da intervenção em relação ao valor da edificação 99 5.4.10 - Métodos de avaliação estrutural utilizados 100 5.5 - ANÁLISE DO MATO GROSSO 100 5.5.1 - Introdução 100 5.5.2 - Idade aproximada das edificações 101 5.5.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento 102 5.5.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção 102 5.5.5 - Manifestações patológicas nas edificações 103 5.5.6 - Causas das manifestações patológicas 104 5.5.7 - Materiais de intervenção 106 5.5.8 - Técnicas de intervenção 106 5.5.9 - Métodos de avaliação estrutural utilizados 107 5.6 - ANÁLISE COMPARATIVA 108 5.6.1 - Características climáticas 108 5.6.2 - Idade aproximada das edificações 108 5.6.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento 109 5.6.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção 109 5.6.5 - Manifestações patológicas nas edificações 110 5.6.6 - Causas das manifestações patológicas 110 5.6.7 - Materiais de intervenção 112 5.6.8 - Técnicas de intervenção 113 5.6.9 - Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação 113 5.6.10 - Métodos de avaliação estrutural utilizados 113 6 - CONCLUSÕES 6.1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS 117 6.2 - SUGESTÕES PARA MELHORAR A QUALIDADE DAS EDIFICAÇÕES 121 6.3 - SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS 124 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 125 ANEXO A A.1 - QUESTIONÁRIO 133
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    8 ANEXO B -TABELAS B.1 - BRASÍLIA 139 B.2 - GOIÂNIA 156 B.3 - CAMPO GRANDE 164 B.4 - CUIABÁ 171
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    9 LISTA DE FIGURAS FiguraPágina 2.1 - Modelo de equilíbrio de uma estrutura de concreto (modificada - CASTRO,1994) 11 2.2 - Fluxograma da metodologia para o cálculo do Grau de Deterioração da estrutura (Gd) - CASTRO,1994) 15 2.3 - Classificação dos materiais para reparo segundo a família química (2 ANDRADE,1992; e SELINGER,1992) 24 3.1 - Lições de rupturas de estruturas na Europa (Matousek,1977) 31 3.2 - Causas e defeitos em edificações (Paterson, 1984) 35 3.3 - Avaliação dos erros em estruturas de concreto (ACI, 1979) 37 5.1 - Idade aproximada das edificações de Brasília 68 5.2 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Brasília 69 5.3 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Brasília 70 5.4 - Manifestações patológicas das edificações - Brasília 71 5.5 - Causas isoladas das manifestações - Brasília 73 5.6 - Causas associadas das manifestações - Brasília 74 5.7 - Problemas de projeto - Brasília 74 5.8 - Problemas de execução - Brasília 75 5.9 - Materiais utilizados na intervenção - Brasília 76 5.10 - Técnicas empregadas na intervenção - Brasília 78 5.11 - Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação - Brasília 78 5.12 - Compatibilização da intervenção com outros serviços - Brasília 79 5.13 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Brasília 80 5.14 - Idade aproximada das edificações de Goiânia 82 5.15 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Goiânia 83 5.16 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Goiânia 84
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    10 5.17 - Manifestaçõespatológicas das edificações - Goiânia 85 5.18 - Causas isoladas das manifestações - Goiânia 86 5.19 - Causas associadas das manifestações - Goiânia 86 5.20 - Problemas de projeto - Goiânia 87 5.21 - Problemas de execução - Goiânia 87 5.22 - Materiais utilizados na intervenção - Goiânia 88 5.23 - Técnicas empregadas na intervenção - Goiânia 89 5.24 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Goiânia 90 5.25 - Idade aproximada das edificações de Campo Grande 92 5.26 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Campo Grande 93 5.27 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Campo Grande 94 5.28 - Manifestações patológicas das edificações - Campo Grande 95 5.29 - Causas das manifestações - Campo Grande 96 5.30 - Problemas de projeto - Campo Grande 97 5.31 - Problemas de execução - Campo Grande 97 5.32 - Materiais utilizados na intervenção - Campo Grande 98 5.33 - Técnicas empregadas na intervenção - Campo Grande 99 5.34 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Campo Grande 100 5.35 - Idade aproximada das edificações de Cuiabá 101 5.36 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Cuiabá 102 5.37 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Cuiabá 103 5.38 - Manifestações patológicas das edificações - Cuiabá 103 5.39 - Causas das manifestações - Cuiabá 104 5.40 - Problemas de projeto - Cuiabá 105 5.41 - Problemas de execução - Cuiabá 105 5.42 - Materiais utilizados na intervenção - Cuiabá 106 5.43 - Técnicas empregadas na intervenção - Cuiabá 107 5.44 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Cuiabá 107
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    11 LISTA DE TABELAS TabelaPágina 2.1 - Indicação de intervalos de inspeção (em anos) 13 2.2 - Classificação dos níveis de deterioração do elemento 16 2.3 - Classificação dos níveis de deterioração da estrutura 17 2.4 - Tipos de manifestações patológicas 19 3.1 - Estatísticas relativas a causas de defeitos em edificações (Chamosa & Ortiz, 1985, Carmona & Marega, 1988) 28 3.2 - Diferenças de pecentagem existente entre projeto e execução 29 3.3 - Estadísticas parciales por campos (Chamosa & Ortiz,1985) 33 3.4 - Manifestacion de las lesiones (Chamosa & Ortiz,1985) 34 3.5 - Distribuição das origens das manifestações patológicas, por estado, na região Amazônica (Aranha, 1994) 40 3.6 - Estatísticas relativas a causas patológicas em edificações no DF (Campos & Valério,1994) 41 3.7 - Estatísticas relativas a causas patológicas em edificações no DF (Oliveira & Faustino, 1995) 43 4.1 -Tipos de edificações versos pavimentos - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande 49 4.2 -Tipos de edificações versos pavimentos - Brasília 50 4.3 - Localização das obras catalogadas - Centro-Oeste 52 4.4 - Anos de inspeções e/ou intervenções - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande 52 4.5 - Anos de inspeções e/ou intervenções - Brasília 53 4.6 - Tipo de estrutura predominante - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande 53 4.7 - Tipo de estrutura predominante - Brasília 54 5.1 - Características climáticas de Brasília 64 5.2 - Características climáticas de Goiânia 64 5.3 - Características climáticas de Campo Grande 65 5.4 - Características climáticas de Cuiabá 65 5.5 - Problemas mais freqüentes nas auto- construções 67
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    12 5.6 - Diferençasentre projeto e execução na região Centro- Oeste 111 5.7 - Média das diferenças dos erros de projeto na região Centro- Oeste 111 5.8 - Média das falhas de execução na região Centro- Oeste 112 6.1 - Idade Aproximada das edificações na região Centro- Oeste 118 6.2 - Manifestações patológicas na região Centro- Oeste 118 6.3 - Causas das manifestações na região Centro- Oeste 119 6.4 - Média dos erros de projeto na região Centro- Oeste 120 6.5 - Média das falhas de execução na região Centro- Oeste 120
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    14 CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO Um dosfatores mais importantes para a melhoria da qualidade das edificações, prevenir defeitos futuros e aprimorar as técnicas de reparo e reforço é o amplo conhecimento da evolução e causas das patologias das edificações, através de levantamentos de dados sobre os tipos de manifestações de danos e sua origem. Nesse sentido, o trabalho apresenta um estudo realizado na região Centro-Oeste, que compreende o Distrito Federal e os estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, através de uma pesquisa junto às empresas e profissionais liberais da região que militam no setor de reparos e outros órgãos com interesse no assunto. Esta pesquisa, de caráter pioneiro na região, é a segunda do gênero em todo o país abrangendo uma região geo- política completa, com a segunda maior área do território nacional. Somando-se a esta pesquisa aquela realizada na região Amazônica (Aranha, 1994), observa-se que juntas, fornecem dados que atingem 64% do território nacional. Outro aspecto relevante no trabalho refere-se ao teor das informações coletadas, enfocando a qualidade do produto da indústria mais importante da região Centro-Oeste, a indústria da Construção Civil. A região é de desenvolvimento recente, principalmente a partir da década de 60, com a construção de Brasília, e tem como fenômeno comum à migração da população do campo para as grandes cidades, gerando com isso um crescimento acentuado da atividade da construção sem ter havido, salvo raras exceções, investimento adequado em desenvolvimento de tecnologia. Os temas abordados no levantamento de dados desta pesquisa foram: tipo de edificações, idade aproximada, tipo estrutural, localização dos danos e/ou intervenção segundo o elemento estrutural, razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção, tipos de manifestações patológicas, causas das manifestações, erros de projeto, falhas de execução, materiais de intervenção, técnicas de intervenção, custo aproximado da intervenção em relação ao custo da edificação, compatibilização da intervenção com outros serviços, e métodos de avaliação estrutural utilizados.
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    15 É também importanteobservar no levantamento de dados que ocorre, em várias situações, uma superposição de manifestações e causas de problemas patológicos, acarretando em alguns itens analisados um percentual total maior que 100%. Como era de se esperar, a esmagadora maioria das obras catalogadas tem estrutura de concreto armado, material predominante nas construções brasileiras. Evidentemente, sendo o tipo de estrutura mais usado, nele se registra a maior concentração de problemas. Através do levantamento de dados, pode-se verificar que a fase de execução é a maior responsável pelos danos registrados nas edificações e as fissuras são as manifestações que mais se destacaram. Estes resultados, dentre outros, foram comparados com os obtidos em pesquisas semelhantes no estado de São Paulo, região Amazônica, Espanha, França e América do Norte. Nesta comparação observa-se que, em muitos casos, os resultados se assemelham, podendo-se concluir que não se trata apenas de características de uma região, mas da própria mentalidade que ainda predomina na indústria, não só em diferentes regiões do país mas também no exterior. Entretanto, pelo estágio de desenvolvimento social e econômico do Brasil, nota-se o nível mais grave de alguns problemas, relativos às diversas fases das edificações - planejamento, projeto, execução e utilização, que apontam para a necessidade de se modificar várias práticas prejudiciais à qualidade dos produtos fornecidos pela Construção Civil. Cabe ressaltar, de início, a dificuldade encontrada na coleta de dados, devido à precariedade ou quase completa ausência de arquivos técnicos, em virtude de não existir uma preocupação e mesmo uma metodologia padronizada, por parte dos órgãos relacionados com o setor e profissionais da área, no sentido de armazenar adequadamente as informações relativas aos serviços executados. A dificuldade citada fez com que a maioria dos dados fosse obtida através de entrevistas, sendo, portanto, as informações, em grande parte, fruto da memória dos entrevistados. Foram cadastradas 454 obras, contendo registros de intervenção ou inspeção da estrutura no período de 1972 a 1995. Estas 454 obras são divididas em: 299 obras do Distrito Federal e 155 obras dos outros estados, sendo 120 de Goiás, 22 do Mato Grosso do Sul e 13 do Mato Grosso, englobando vários tipos de edificações, classificadas em convencionais e especiais, com será visto nas Tabelas 4.1 e 4.2 do Capítulo 4. Cabe salientar o reduzido número de obras
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    16 cadastradas nos estadosde Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que reflete a dificuldade em se levantar este tipo de ocorrência. Em particular, no Mato Grosso, apesar da boa vontade de alguns profissionais locais, o sentimento predominante foi de receio, dificultando o acesso às informações sobre estruturas danificadas. Tal fato não ocorreu no Mato Grosso do Sul, no Distrito Federal e em Goiás, principalmente nos dois últimos estados devido ao conhecimento e confiança anteriores dos pesquisadores envolvidos neste trabalho com profissionais do setor. O questionário utilizado na pesquisa teve como base inicial um trabalho desenvolvido na Polytechnic of Central London por Jorabi (1986), adaptado e ampliado dentro da linha de pesquisa do Departamento de Engenharia Civil da UnB (Campos & Valério, 1994; Oliveira & Faustino, 1995), utilizando ainda subsídios de trabalhos de natureza semelhante de Chamosa & Ortiz (1985), Carmona & Marega (1988) e Aranha (1994). Durante o trabalho, verificou-se a necessidade de se fazer uma análise em separado das informações obtidas em cada estado, com a finalidade de não descaracterizá-las, principalmente, pelas diferenças citadas na quantidade de informações coletadas em cada um e em virtude de algumas peculiaridades na coleta de dados que serão abordadas nos Capítulos 4 e 5. O Capítulo 2 apresenta uma revisão bibliográfica que aborda, de maneira sucinta, temas que estão direta ou indiretamente envolvidos com o trabalho proposto. Nesse capítulo faz-se a conceituação de tópicos como: durabilidade, desempenho, vida útil, manutenção, patologia e terapia, manifestações patológicas, diagnósticos, tipos, técnicas e materiais de intervenção. O Capítulo 3 apresenta uma revisão de pesquisas cujo objetivo assemelha-se ao deste trabalho, qual seja o levantamento de dados sobre causas de defeitos e manifestações patológicas nas estruturas. Nesse capítulo são analisados trabalhos realizados no país e no exterior, que englobam: análises sobre as regiões: Amazônica e estado de São Paulo bem como dados da Europa, Espanha, França e América do Norte. O Capítulo 4 descreve todo o processo utilizado na coleta e tratamento de dados. Nele se apresentam todas as definições e considerações empregadas na classificação dos danos e na intervenção estrutural.
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    17 O Capítulo 5mostra uma análise dos dados coletados, separadamente, para cada estado, que foi realizada com a ajuda de um programa computacional, desenvolvido na linguagem Clipper, com o objetivo de efetuar o cruzamento dos dados entre os diversos itens do questionário. Por fim, faz uma análise comparativa, onde são mencionadas as diferenças e semelhanças entre os estados analisados. O Capítulo 6 apresenta as conclusões do trabalho, com algumas sugestões para a melhoria da qualidade das edificações e sugestões para trabalhos futuros.
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    CAPÍTULO 2 CONCEITOS BÁSICOSSOBRE DESEMPENHO DE ESTRUTURAS
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    9 CAPÍTULO 2 CONCEITOS BÁSICOSSOBRE O DESEMPENHO DE ESTRUTURAS 2.1 - DURABILIDADE O presente trabalho propõe-se a analisar as estruturas de uma forma geral. Entretanto, é marcante o predomínio do concreto como material estrutural, sendo que no Brasil 19 entre as 20 edificações têm estruturas de concreto. Dessa forma, é natural que a análise dedique maior atenção a este tipo de estrutura, apesar de serem também cadastradas estruturas de natureza diversa, principalmente metálicas ou mistas. Na década de 70, principalmente os norte-americanos e os nórdicos introduziram a discussão sobre o fato de que as estruturas (de concreto) não são eternas, ou seja, elas possuem uma vida limitada que deve ser prevista em projeto. Mais de vinte anos se passaram e a maioria das normas técnicas de projeto e execução, em vários países, ainda estão distantes da idéia de se projetar a partir de uma durabilidade definida (1 Andrade, 1992). De acordo com Somerville (1987), ”Não existe uma condição isolada chamada durabilidade, mas um conjunto de ações que deveria merecer atenção compatível ao rigor dedicado em projeto, quanto à resistência, rigidez, estabilidade e funcionalidade.”Enfatiza, ainda, a importância do planejamento, onde, na elaboração do projeto, deve ser considerada a totalidade da estrutura, com o objetivo de garantir sua estabilidade e durabilidade. Por este tema ser muito recente, do ponto de vista científico, com muitas divergências quanto à sua definição, de acordo com a área de atuação, é de interesse apresentar a definição dada pelo CIB W80/RILEM 71-PSL (1983) que se refere à durabilidade como sendo “a capacidade que um produto, componente ou construção possui de manter o seu desempenho acima dos níveis mínimos especificados, de maneira a atender às exigências dos usuários, em cada situação específica.”
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    10 2.2 - DESEMPENHO SegundoSouza (1988), “O edifício, pode ser definido, segundo o conceito de desempenho, como um produto cuja função é satisfazer as exigências do usuário quando submetido às condições normais de exposição ao longo de sua vida útil.” Resumidamente as exigências dos usuários são de segurança, de habitabilidade, de durabilidade e de economia. Ou de forma simplificada, conforme John (1987), “É o comportamento da estrutura durante o seu uso.” O Código Modelo MC90 (CEB-FIP-1991) estabelece que “As estruturas devem ser projetadas, construídas e operadas de forma tal que, sob as condições ambientais esperadas, elas tenham sua segurança, funcionalidade e aparência aceitável durante um período de tempo, implícito ou explícito, sem requerer altos custos imprevistos para manutenção e reparo.” Ainda segundo o MC90, o processo global de criar estruturas e mantê-las em condições satisfatórias de uso requer a cooperação entre as quatro partes envolvidas: o proprietário, o projetista, o construtor e o usuário. A partir desta concepção, para analisar o desempenho estrutural e as causas dos problemas patológicos deve-se observar a estrutura em sua totalidade, o que significa compeendê-la em três momentos distintos: planejamento, execução e utilização. Em síntese, o desempenho de cada estrutura será sempre o resultado da integração entre execução e planejamento. A Figura 2.1 apresenta, esquematicamente, um “modelo de equilíbrio” para uma estrutura de concreto, sugerido por Selinger (1992), a partir do Bulletin d’Information no 182 do CEB (1989), modificado por Castro (1994) com a inclusão dos itens “manutenção” e “vida útil”. 2.3 - VIDA ÚTIL É o período mínimo em que se espera que a estrutura desempenhe as funções previstas, segundo suas finalidades específicas e condições ambientais, sem perdas significativas na sua capacidade de utilização e não exigindo custos elevados de manutenção e reparo (Somerville, 1987).
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    11 conjunto de ações capacidade de serviço Mecânicas Projeto resistência rigidez segurança funcionalidade Vidaútil Manutenção Desempenho Estrutura Físicas Qualidade do concreto Química/Biológicas hipóteses normas cálculos dimensionamento proporção da mistura fator água/cimento agregados aditivos mão de obra lançamento adensamento cura Execução sobrecargas, peso próprio, abrasão, erosão variação de temperatura, neve, gelo, umidade sais de degelo, ácidos, álcool, óleo, graxa, gases,plantas microorganismos durabilidade Figura 2.1 - Modelo de equilíbrio de uma estrutura de concreto (modificada - Castro, 1994)
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    12 Os componentes estruturaisnas edificações determinam a vida útil máxima destas, pois estes elementos são de difícil substituição, enquanto que os componentes não estruturais determinam a freqüência e os custos de manutenção ( John, V.M & Cremonini, R.A, 1989). 2.4 - MANUTENÇÃO Pode ser definida como sendo um conjunto de ações de reduzido alcance, com o objetivo limitado de prevenir ou identificar os danos, e, quando a estrutura apresentar perda significativa da capacidade resistente, como forma de se evitar o comprometimento da segurança da estrutura (CEB-FIP-1991). A manutenção dos edifícios está intimamente ligada às decisões tomadas durante as fases do processo de produção da construção, ao controle de qualidade realizado ao longo dessas fases e à normalização técnica utilizada (Souza, 1988). “É cada vez mais urgente criar uma consciência de que a manutenção é fundamental para que as estruturas desempenhem as funções para as quais foram projetadas. É essencial fazer prevalecer, na prática, o conceito de que a vida útil das estruturas, mesmo daquelas bem projetadas e construídas, depende muito dos níveis adequados de manutenção”(Castro, 1994). Embora o reconhecimento de sua importância seja cada vez mais crescente, a precariedade da normalização e da literatura técnica, mesmo nos países desenvolvidos, comprovam a necessidade de evolução nos estudos e pesquisas sobre o tema. A metodologia da Federação Internacional de Protensão (FIP, 1988) para estruturas de concreto armado e protendido, apresenta uma classificação abrangente de intervalos de inspeção e manutenção, de grande interesse para a aplicação em edificações usuais, apesar do caráter de “recomendação” e não ter força de norma. Nessa metodologia, os intervalos de tempo para as inspeções, apresentados na Tabela 2.1, são definidos de acordo com sua categoria e a classificação da estrutura em classes, combinadas com o tipo de condição ambiental e de carregamento, da seguinte forma:
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    13 a) Classes deestruturas: Classe 1 - onde a ocorrência de ruptura pode ter conseqüências catastróficas e/ou onde a funcionalidade da estrutura é de vital importância para a comunidade; Classe 2 - onde a ocorrência de ruptura pode custar vidas e/ou onde a funcionalidade da estrutura é de considerável importância; Classe 3 - onde é improvável que a ocorrência de uma ruptura leva a conseqüências fatais e/ou onde um período com a estrutura fora de serviço possa ser tolerado. b) Categorias de inspeção: Rotineira - realizada em intervalos regulares, com planilhas específicas da estrutura, elaboradas conjuntamente por técnicos responsáveis pelos projetos e pela manutenção; Extensiva - realizada em intervalos regulares, alternadamente com as rotineiras, com objetivo de investigar mais minuciosamente os elementos e as características dos materiais componentes da estrutura. c) Tipos de condições ambientais e de carregamento: Muito severa - o ambiente é agressivo com carregamento cíclico com possibilidade de fadiga; Severa - o ambiente é agressivo com carregamento estático ou o ambiente é normal com carregamento cíclico com possibilidade de fadiga; Normal - o ambiente é normal com carregamento estático. Tabela 2.1 - Indicação de intervalos de inspeção (em anos) Classes de estruturas Condições bi i 1 2 3 Inspeção Rotineira Inspeção Extensiva Inspeção Rotineira Inspeção Extensiva Inspeção Rotineira Inspeção Extensiva Muito severa 2* 2 6* 6 10* 10 Severa 6* 6 10* 10 10* - Normal 10* 10 10* - ** ** * Intercalada entre inspeções extensivas ** Apenas inspeções superficiais.
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    14 A necessidade dese estabelecer programas objetivos para inspeção de edificações usuais vem se tornando cada vez mais imprescindível. Por este motivo, dentro da linha de pesquisa “Patologia, recuperação e manutenção de estruturas” do Mestrado em Estruturas do Departamento de Engenharia Civil da UnB, Castro (1994) desenvolveu uma metodologia para manutenção de estruturas de concreto armado que tem por objetivo verificar o desempenho de edificações usuais, nos aspectos de segurança, funcionalidade e estética, através de uma quantificação do nível de deterioração, com base em dados coletados por meio de um caderno de inspeção, aplicado por profissional especializado. Esta metodologia é apresentada no fluxograma da Figura 2.2, que mostra os procedimentos a serem seguidos, de forma sistemática, sendo os principais parâmetros assim definidos: (Castro et al, 1995) Fator de Ponderação (Fp) - quantifica a importância relativa de um dano, em função das características da família de elementos estruturais, tendo um valor pré-estabelecido naquela família numa escala de 1 a 10. Fator de Intensidade do Dano (Fi) - classifica o nível de gravidade e a evolução de uma manifestação de dano em um determinado elemento, segundo uma escala de 0 a 4. O caderno de inspeção apresenta os possíveis danos, com critérios objetivos e detalhados para a atribuição do Fi a partir da inspeção. Grau do dano (D) - quantifica a manifestação de cada tipo de dano no elemento, através de uma formulação baseada em uma analogia com o modelo proposto por Tuutti (1982), para o desenvolvimento do processo de corrosão em estruturas de concreto. Grau de deterioração de um elemento (Gde ) - é determinado em função das diversas manifestações dos danos detectados no elemento pela inspeção, e correspondentes graus calculados para cada dano.
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    15 Figura 2.2- Fluxogramada metodologia para o cálculo do Grau de Deterioração da Estrutura (Gd) - (Castro, 1994). Dividir a estrutura em famílias de elementos Para os elementos de cada família Calcular o Grau do dano ( D ) Calcular o Grau de deterioração da estrutura ( G )d Calcular o Grau de deterioração da família de elementos ( G )df Calcular o Grau de deterioração do elemento ( G )de Introduzir o Fator de relevância estrutural da família ( Fr ) Introduzir o Fator de ponderação de um dano ( F )p Através de inspeção atribuir o Fator de Intensidade do dano ( F )i Estrutura
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    16 A Tabela 2.2mostra os limites estabelecidos para os Gde, que, segundo Castro, não devem ser encarados como absolutos, mas como indicativos das medidas a serem adotadas. Tabela 2.2 - Classificação dos níveis de deterioração do elemento Nível de deterioração Gde Medidas a serem adotadas Baixo 0-15 estado aceitável Médio 15-50 observação periódica e necessidade de intervenção a médio prazo Alto 50-80 observação periódica minuciosa e necessidade de intervenção a curto prazo Crítico > 80 necessidade de intervenção imediata para restabelecer funcionalidade e/ou segurança Grau de deterioração de uma família (Gdf ) - é a média aritmética dos graus de deterioração dos elementos que apresentarem danos expressivos, ou seja, com um valor acima de um Gde,lim. Fator de relevância estrutural da família de elementos (Fr ) - quantifica a importância relativa de cada família na estrutura, sendo sugerida a seguinte classificação: * Elementos de composição arquitetônica Fr = 1.0 * Reservatório superior Fr = 2.0 * Escadas/rampas, reservatório inferior, cortinas, lajes secundárias Fr = 3.0 * Lajes, fundações, vigas secundárias, pilares secundários Fr = 4.0 * Vigas e pilares principais Fr = 5.0 Grau de deterioração da estrutura (Gd ) - é uma função dos diferentes graus de deterioração das diversas famílias de elementos da edificação, afetados pelos respectivos fatores de relevância estrutural. A Tabela 2.3 apresenta as medidas recomendadas por Castro, segundo o nível de deterioração estabelecido para a estrutura como um todo. Cabe esclarecer que a quantificação do grau de deterioração da estrutura não deve, necessariamente, influenciar nas medidas a serem adotadas nos elementos isolados com manifestações relevantes de danos.
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    17 Tabela 2.3 -Classificação dos níveis de deterioração da estrutura Nível de deterioração Gde Medidas a serem adotadas Baixo 0-15 estado aceitável Médio 15-40 observação periódica e necessidade de intervenção a médio prazo Alto 40-60 observação periódica minuciosa e necessidade de intervenção a curto prazo Crítico > 60 imediata necessidade de intervenção para restabelecer funcionalidade e/ou segurança A metodologia proposta por Castro foi testada com bons resultados, valendo ressaltar que o profissional experiente pode introduzir modificações para ajustar alguns parâmetros, conforme as características da edificação e sua estrutura. 2.5 - PATOLOGIA E TERAPIA Fazendo analogia de uma estrutura com um organismo vivo, foi adotada, para a avaliação do desempenho, principalmente a partir das publicações dos livros de Eichler (1973), Blevot (1977) e Cánovas (1988), uma terminologia similar à utilizada na Medicina. Dessa forma, os termos “Patologia” e “Terapia” na Engenharia Civil assumem as seguintes definições: - “Patologia pode ser entendida como parte da Engenharia que estuda os sintomas, os mecanismos, as causas e as origens dos defeitos das construções civis, ou seja, é o estudo das partes que compõem o diagnóstico do problema” (Helene, 1992). - “Terapia é o estudo das correções e soluções dos problemas patológicos” (Figueiredo,1989). 2.6 - MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS Os defeitos nas edificações não são fenômenos novos. Na Mesopotâmia, há quatro mil anos atrás, o Código de Hamurabi, conjunto de leis que regulava a vida no império, impunha cinco regras para prevenir defeitos nas edificações, que foi, provavelmente, a primeira norma sobre
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    18 atribuição de responsabilidadessobre as patologias na construção (Cánovas, 1988). As manifestações patológicas podem ter suas origens em qualquer uma das fases do processo de produção da construção planejamento/projeto, especificações de materiais, execução e utilização. Em geral, as manifestações patológicas apresentam sintomas que passam por um processo evolutivo, com diferentes sinais externos, permitindo definir e distinguir as diferentes causas. Normalmente, são agravadas pela ação de agentes agressivos, cuja atuação dificilmente se dá de forma isolada, mas sim como um conjunto de agentes ligados a uma série de causas. Os defeitos também podem ser produzidos por esforços internos e/ou externos não previstos em projeto, ou por algum procedimento equivocado nas etapas de execução e utilização (Aranha, 1994). Nas estruturas de concreto, as patologias se manifestam através de um conjunto de sintomas muito variado, como é mostrado na Tabela 2.4, que apresenta um resumo das principais ocorrências, com uma definição sucinta. Cabe salientar que não é objetivo do trabalho uma abordagem extensa dos tipos de manifestações patológicas. Registra-se ainda que existem divergências sobre alguns dos termos empregados na literatura técnica desta área, principalmente, em função da atuação ainda recente a ela dedicada pelas instituições de pesquisa e ensino. 2.7 - DIAGNÓSTICO Segundo o CEB-FIP (1991), “Consiste em analisar o estado atual da estrutura, a partir de uma prévia inspeção, com levantamento de dados e estudo dos mesmos. Em geral, incluem a avaliação da capacidade residual da estrutura assim como a verificação da necessidade de intervenção e a identificação do seu grau de urgência. A existência de danos implica na necessidade de se determinar a natureza, o alcance, e a causa mais provável dos mesmos.” Com este objetivo, Farias (1995) desenvolveu um programa computacional, visando analisar estruturas com problemas, onde podem ser simulados determinados tipos de danos, tais como: perda de seção de concreto ou aço e resistência insuficiente dos materiais em relação ao projeto.
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    19 O programa tambémé útil na análise de projetos de novas estruturas, onde podem ser verificadas as hipóteses de cálculo e a concepção estrutural do projetista, permitindo determinar a provável forma de ruína e o fator de segurança ao colapso. Tabela 2.4 - Tipos de manifestações patológicas Tipos de manifestação patológica Definição Fungos e bolor Microorganismos que surgem em locais úmidos com pouca ventilação Recalque Deslocamentos dos elementos de fundação produzindo efeitos na superestrutura. Desaprumo Elemento estrutural vertical não alinhado segundo seu eixo. Fissuras Fratura do concreto quando excedida sua resistência à tração, devido a uma ou mais causas: retração, sobrecarga, variação de temperatura, recalque, secagem superficial, assentamento plástico, movimentação de forma, reações químicas expansivas, detalhes construtivos, etc. Eflorescência Manchas superficiais brancas, na forma de véu, resultante de um processo físico (lixiviação) associado à presença de água que dissolve e remove, até à superfície dos elementos estruturais, principalmente o hidróxido de cálcio que, transformam-se em carbonato de cálcio devido a combinação de CO2. Concreção Precipitado mineral branco, escorrido ou alongado, que se forma na superfície dos elementos estruturais, devido a uma reação química que produz um produto que é expelido, seja por expansão ou por gravidade. Desagregação Perda da capacidade aglomerante do concreto endurecido com desprendimento de agregados, devido a algum tipo de ataque químico expansivo, baixa aderência pasta/agregado, traço pobre e/ou abrasão. Esfoliação Desprendimento de partes isoladas de concreto sadio, provenientes de choques, corrosão, etc. Corrosão Processo eletro-químico de formação sobre a armadura de óxidos e hidróxidos de ferro, provocados por carbonatação do concreto e/ou contaminação por cloretos. Quando o processo atinge estágios avançados a armadura perde seção. Segregação Falhas e manchas decorrentes da falta de uniformidade do concreto durante sua execução. Vazios formados devido a dificuldade de penetração do concreto durante seu lançamento. Carbonatação Processo químico de reação do CO2 da atmosfera com a portlandita (Ca(OH)2) da pasta de cimento, em presença de água, formando o carbonato de cálcio que colmata os vazios e reduz o pH do concreto. 2.8 - INTERVENÇÃO
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    20 2.8.1 - Reparoestrutural O termo “reparo” refere-se a qualquer tipo de reposição, restauração, e conservação da edificação, com a finalidade de restituir a capacidade resistente original da estrutura (CEB- FIP, 1982). O sucesso do reparo será resultado de um diagnóstico correto, uma escolha adequada do método de execução e das técnicas adotadas. Todo reparo necessita de um posterior controle, com a finalidade de se conhecer a eficiência do mesmo, fazendo-o passar por inspeções, ensaios não destrutivos, e, se houver necessidade, de reparos parciais perante possíveis falhas não previstas (Alonso & Andrade, 1992). 2.8.2 - Reforço estrutural Conjunto de ações que tem por objetivo aumentar a capacidade resistente da estrutura acima dos níveis para a qual foi projetada (CEB-FIP, 1982). O reforço não implica necessariamente na existência de danos, como por exemplo, quando se faz uma adaptação da estrutura para ser utilizada com outra finalidade para a qual foi projetada. 2.8.3 - Substituição de elementos estruturais Trata-se da demolição parcial ou total e a posterior execução de um elemento ou de parte de uma estrutura. Normalmente, este tipo de ação ocorre quando o nível do dano, na estrutura, é muito elevado, não sendo mais viável técnica e economicamente a simples aplicação de um reparo ou a execução de reforço (Buenos, 1992). 2.9 - TÉCNICAS DE INTERVENÇÃO 2.9.1 - Introdução
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    21 As técnicas deintervenção estrutural, envolvendo as ações de reparo, reforço ou substituição, devem ser escolhidas levando-se em consideração vários fatores, entre eles, o grau de deterioração da estrutura, a facilidade e o custo de execução (Buenos, 1992; Helene, 1992; Cánovas, 1988; Clímaco, 1990). As intervenções devem ser realizadas através de projeto, que dependendo da qualidade, determina o sucesso ou o fracasso das mesmas. Porém, não é só a qualidade do projeto que garante sua eficiência, mas também sua execução que deve ser realizada por pessoas tecnicamente qualificadas. Não é correto ou racional utilizar materiais especiais visando compensar uma execução ruim ou inadequada. Pela razão apontada no ítem 2.1, as técnicas de intervenção mais pesquisadas e discutidas, devido à complexidade do material, diversidade dos danos, produtos e métodos de reparo, são as relacionadas com estruturas de concreto armado. Esta complexidade já não ocorre com as estruturas metálicas, permitindo adotar medidas simples e eficazes que correspondem, basicamente, a pinturas de proteção, substituição e/ou acréscimo de elementos estruturais e vínculos. A seguir são apresentadas, sucintamente, segundo o objetivo deste trabalho as técnicas mais usuais de reparo/reforço de estruturas de concreto, que serão mencionadas nos capítulos seguintes, por terem sido utilizadas nas edificações cadastradas. 2.9.2 - Armadura adicional passiva 2.9.2.1 - Adição de barras de aço Esta técnica consiste na incorporação de novas barras de aço à armadura original da estrutura. Em geral, o conjunto estrutural é posteriormente protegido por argamassa ou concreto moldado “in loco” ou projetado. Este sistema de reparo/reforço é o mais utilizado atualmente, devido à sua semelhança com os métodos tradicionais de construção, podendo mesmo ser executado por mão de obra não muito especializada, sob supervisão adequada.
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    22 2.9.2.2 - Chapascoladas Consiste na colagem externa de chapas de aço aos elementos estruturais através de resina epóxi. A técnica requer mão de obra especializada em todas as fases do processo, que vai desde a aplicação da resina à superfície do elemento a ser reforçado, à preparação do substrato, espessura da chapa e da camada de resina, emprego de chumbadores, etc. 2.9.2.3 - Grampeamento Consiste na colocação de grampos de aço, unindo as duas partes do concreto divididas por fissura. Este sistema de fechamento de fissuras é capaz de restituir a resistência local à tração da peça podendo, inclusive, aumentá-la. Porém, aumentando a rigidez local, se a causa da fissura não for solucionada, o concreto poderá fissurar na região próxima aos grampos ou mesmo em outra região. 2.9.3 - Armadura adicional de protensão Geralmente, é utilizada em peças de grandes vãos e/ou submetidas a carregamentos elevados ou repetidos, onde se deseja diminuir substancialmente as flechas ou quando as fissuras devem ser fechadas. Esta técnica utiliza fios ou barras protendidas aderidas à peça. O pré- requisito para utilizá-la é a existência ou a possibilidade de se criar na estrutura existente um mecanismo capaz de permitir a ancoragem dos cabos e uma transferência de forças satisfatória. O concreto deve também estar em boas condições e com resistência suficiente para receber a protensão. 2.9.4 - Injeção de fissuras É o processo no qual pastas ou resinas são injetadas para preencher fissuras, de forma a restaurar o monolitísmo do elemento e evitar uma futura deterioração da estrutura por corrosão. O material a ser injetado deve ter viscosidade adequada à abertura das fissuras.
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    23 2.9.5 - Remoldagemcom concreto Consiste em restituir/aumentar a capacidade portante do elemento estrutural, através de um aumento de seção, que pode ser global, lateral, lateral e base, etc. A alta adesão à superfície do concreto velho deve ser garantida principalmente por meio de tratamento adequado com o apicoamento e limpeza do substrato. É usual o emprego de aditivos ou adesivos, em geral à base de epóxi, com o objetivo de melhorar a aderência, sendo esta necessidade, recentemente, questionada, a partir de evidências experimentais (Clímaco, 1990). 2.9.6 - Remoldagem com argamassa de cimento Esta técnica tem os mesmos princípios da remoldagem com concreto, porém existindo algumas situações em que o seu uso se torna mais adequado, principalmente nos casos de reparo de pequena espessura (≤ 50 a 100 mm), onde se deve proteger a armadura de agentes agressivos. As argamassas podem apresentar diferentes propriedades: boa aderência, elevada resistência, baixa permeabilidade, retração compensada, elevada resistência à ação de produtos químicos, etc. Deve-se ressaltar que algumas das vantagens citadas são possíveis pela adição de componentes, obtendo-se então as argamassas modificadas, em geral por polímeros ou produtos minerais. 2.10 - MATERIAIS UTILIZADOS NAS INTERVENÇÕES Os materiais empregados devem ser cuidadosamente analisados do ponto vista da durabilidade, pois o setor de reparo vem se destacando, na indústria da construção, pelo seu galopante crescimento, lançando no mercado freqüentemente novos produtos. O problema deste intenso crescimento é, que os fabricantes, em geral, se impõem ou são exigidos a verificar todas as características de tais produtos, sua eficiência e seu comportamento frente às exigências e período de utilização. Deve-se salientar, que a maioria das informações, sobre as qualidades e características dos produtos existentes são as fornecidas pelo próprio fabricante, não apresentando estudos mais detalhados, resultado de pesquisa independente. A falta de normalização também dificulta, tanto para os profissionais quanto para as instituições
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    24 interessadas, a investigaçãodas propriedades alegadas pelos fabricantes. De uma forma geral, os materiais a serem utilizados nas intervenções devem ter as seguintes características : * boa aderência frente ao concreto e aço; * boa resistência mecânica; * trabalhabilidade adequada; * facilidade de aplicação; * propriedades compatíveis com o concreto e o aço no tocante às condições ambientes e ações dependentes do tempo. 2 Andrade (1992) e Selinger (1992) classificam estes materiais segundo sua composição química, como mostra a Figura 2.3. Figura 2.3 - Classificação dos materiais para reparo segundo a família química ( 2 Andrade (1992); e Selinger (1992)) M a te ria l d e re p a ro B a s e In o rg â n ic a (b a s e c im e n to ) B a s e O rg â n ic a (re s in a s e p o lím e ro s ) A rg a m a s s a s e c o n c re to s tra d ic io n a is A rg a m a s s a s e c o n c re to s n ã o tra d ic io n a is Te rm o p lá s tic o s M is to (c im e n to , p o lím e ro s e re s in a s ) Te rm o ríg id o
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    CAPÍTULO 3 REVISÃO DEPESQUISAS COM LEVANTAMENTO DE DADOS SOBRE CAUSAS DE DEFEITOS EM ESTRUTURAS
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    27 CAPÍTULO 3 REVISÃO DEPESQUISAS COM LEVANTAMENTO DE DADOS SOBRE CAUSAS DE DEFEITOS EM ESTRUTURAS 3.1 - INTRODUÇÃO A importância social da construção civil, o volume de recursos que sua indústria manipula e a grande quantidade de empregos que gera justificam o interesse de qualquer país por conhecer a qualidade de suas edificações bem como a evolução de seu desempenho com o tempo. Uma maneira de compreender a qualidade das edificações é através da realização de estudos quantitativos sobre o conjunto de obras danificadas. Estudos sobre defeitos em edificações têm sido desenvolvidos em diversos países, através de entidades públicas e privadas, dentre estas destacando-se as companhias de seguro de construção. O conhecimento sobre a evolução de defeitos em construções, e a posterior análise dos problemas patológicos, determinando a causa e/ou causas coadjuvantes dos mesmos, são fontes de ensinamento que podem possibilitar a correção de comportamentos futuros, e, em conseqüência, evitar a reprodução desses mesmos defeitos. Cabe, portanto, chamar a atenção para a necessidade de se estimular o estudo quantitativo de obras com problemas patológicos, principalmente com estruturas de concreto, pois no Brasil, 19 em cada 20 edificações são construídas com este material (Super interessante, 1995). Os problemas de estruturas de concreto tornaram-se tão freqüentes que já chamam a atenção da imprensa não especializada, como a matéria publicada nesta revista mostrando que nos Estados Unidos, estudos recentes indicam que cerca de 10% das estradas com pavimento de concreto estejam com problemas e, 230.000 das 575.000 pontes necessitam de tratamento, sendo que aproximadamente, 15.000 encontram-se em estado crítico.
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    28 3.2 - ANÁLISESQUANTITATIVAS DE DEFEITOS NAS ESTRUTURAS Serão apresentados a seguir alguns estudos realizados em diferentes países e épocas por diferentes pesquisadores. Cabe chamar a atenção para os resultados apresentados, pois, certamente, na coleta de dados não houve padronização dos questionários aplicados e as interpretações dos dados podem também ter sido diferentes. Por isto, estas informações devem ser analisadas com cuidado e não entendidas como absolutas. A Tabela 3.1 apresenta, em termos percentuais, as principais causas das manifestações patológicas em estruturas, compiladas por Chamosa & Ortiz (1985), para a Europa, e incluindo o levantamento de Carmona & Marega (1988), para o estado de São Paulo - Brasil. Tabela 3.1 - Estatísticas relativas a causas de defeitos em edificações (Chamosa & Ortiz, 1985; Carmona & Marega, 1988) Causa principal de patologia (%) Manifestação predominante (%) País No de casos projeto execução materiais uso/ma naturais fissuração umidade corrosão deslocam. outras S. Paulo/Brasil 527 18 52 7 13 -- 52 12 31 13 49 R.F. Alemanha 1.576 40 29 15 9 7 -- -- -- -- -- Bélgica 3.000 49 24 12 8 7 13 30 16 -- -- Dinamarca 601 37 22 25 9 7 -- -- -- -- -- França 10.000 37 51 5 7 -- 59 18 12 -- 11 Inglaterra 510 49 29 11 10 1 17 53 14 -- 16 Romênia 832 38 20 23 11 8 -- -- -- -- -- Yuguslávia 117 34 24 22 12 8 -- -- -- -- -- Espanha 586 41 31 13 11 3 59 8 11 -- -- Europa (média) -- 42 28 14 10 6 -- -- -- -- -- Na Europa, os resultados indicam que, em média, 42% das causas de manifestações patológicas são provenientes de erros de projeto chegando, em alguns casos, como a Inglaterra e a Bélgica, próximos à 50%. O projeto estrutural compreendendo as fases: de concepção, detalhamento e cálculos, segundo os dados, seria portanto, o maior causador de defeitos nas estruturas. Os problemas decorrentes da execução, seriam responsáveis, em média, por 28% das manifestações patológicas. Apenas dois itens da Tabela 3.1, projeto e execução, ocasionaram 70% dos problemas patológicos das estruturas. Os problemas
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    29 patológicos relacionados aosdemais aspectos envolvidos (materiais, uso/manutenção e naturais) correspondem apenas a 30% do total das causas. Os defeitos oriundos da qualidade dos materiais utilizados representam, em média, 14%, chegando, como no caso da Dinamarca e da Romênia, acima mesmo dos problemas de execução. Os problemas decorrentes de uso inadequado das edificações e falta de manutenção, representam 10% do total, e os problemas advindos de causas naturais representam, em média, apenas 6%. Cabe ressaltar que os dados apresentam diferenças interessantes, possivelmente explicáveis pelas divergências quanto à classificação das causas, segundo a concepção da pesquisa em cada país. Para Inglaterra e Bélgica, por exemplo, a principal origem dos problemas são os projetos (49%) e, em seguida, a execução (29% e 24%). Já na França e em São Paulo/Brasil, ocorre o contrário, ou seja, a execução é a causa predominante dos problemas patológicos nas edificações, com 51% e 52%, respectivamente. Tabela 3.2 - Diferenças de percentagem existente entre projeto e execução País Projeto (%) Execução (%) Execução/Projeto S. Paulo/Brasil 18 52 2,89 R.F. Alemanha 40 29 0,73 Bélgica 49 24 0,49 Dinamarca 37 22 0,59 França 37 51 1,34 Inglaterra 49 29 0,59 Romênia 38 20 0,52 Iugoslávia 34 24 0,70 Espanha 41 31 0,76 Europa (média) 42 28 0,67 Pela Tabela 3.2 percebe-se que os erros de projeto sobressaem às falhas de execução, o que chama a atenção, pois mesmo sabendo que na Europa a fase de execução possui equipamentos sofisticados e mão-de-obra qualificada, este fato desperta a curiosidade, pois com toda a sofisticação existente hoje, nos métodos de cálculo, em se falando de avanço na informática e no aprimoramento das técnicas de cálculo, é inacreditável que existam mais erros durante a utilização de softwares específicos para cálculo do que de erros de execução. Estes dados salientam o interesse para se saber quais foram as considerações feitas durante a
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    30 coleta de dadose quais foram as interpretações, pois assim ter-se-ia condições de avaliar melhor os dados apresentados na Tabela 3.1. Quanto às manifestações predominantes dos danos, não há possibilidade de realizar uma média da Europa, tendo em vista que são poucos os países que possuem tais dados. Dessa forma, observa-se que, dos quatro países cujos dados estão disponíveis, pode-se formar dois grupos: França e Espanha onde as manifestações predominantes são fissuras, com 59% e Inglaterra e Bélgica, onde a umidade é a manifestação de destaque. Os problemas de fissuras neste dois países chegam a cerca de 1/3 do que representam para França e Espanha. A corrosão, no caso da Bélgica, chega a ser até mais importante que as fissuras, perdendo porém na França, para a umidade. É oportuno lembrar, novamente, que essas divergências podem estar relacionadas com as diferenças na natureza e interpretação das perguntas realizadas durante os levantamentos. A Figura 3.1 apresenta um estudo sobre os danos nas edificações na Europa, realizado por Matousek em 1977, referenciado por Jorabi (1986), onde os erros de projeto e execução estão bem próximos, em torno de 55% e 53%, respectivamente. Os dados apontam 37% e 35% como sendo responsabilidade exclusivamente de projeto e execução, e 18% de projeto associado com execução. Estes dados diferem dos da Tabela 3.1, principalmente com relação a execução, cuja diferença de 25% é próxima do valor apresentado pela Tabela 3.1. A Figura 3.1(b) apresenta percentuais de erros devidos aos itens da fase de projeto. Observa- se que concepção e análise estrutural são os itens que propiciam a maior freqüência de erros, com 34% cada. Em seguida, o item detalhamento/ especificações, com o percentual de 28%. A Figura 3.1(c) apresenta percentuais dos tipos de ruptura nas estruturas. Observa-se que em 63% dos casos ocorreu ruptura brusca e 37% das vezes as estruturas apresentam condições insatisfatórias de segurança sem configurar ruptura brusca.
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    31 Fig. 3.1 :Lições de rupturas de estruturas na Europa (Matousek, 1977) a) Fase de introdução dos defeitos %dototalregistrado Projeto Construção Ocupação Outros 100 50 0 37 35 18 5 5 b) Erros na fase de projeto %dototalregistrado Concepção Análise Detalham ento/ Com binações 100 50 0 34 34 28 4 Projeto & Construção estrutural especificações c) Tipos de ruptura em estruturas %dototalregistrado Equilibrio c/colapso s/ colapso Outras Fissuras Flechas Outras 100 50 0 13 29 11 10 Ruptura brusca 63% Condições Perda de Ruptura Ruptura excessivas excessivas Insatisfatórias 37% 16 7 14 (493 casos) (692 casos) (384 casos)
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    32 Com o objetivode aprofundar e detalhar os dados acima serão discutidas, a seguir, algumas pesquisas específicas, que analisam os seguintes países ou regiões: França (Albige,1978), Espanha (Chamosa & Ortiz, 1985), América do Norte (ACI, 1979) e Brasil (Carmona & Marega, 1988; Aranha, 1994; Campos & Valério, 1994 e Oliveira & Faustino ,1995). 3.3 - ANÁLISE DE DADOS DA ESPANHA O trabalho de Chamosa & Ortiz (1985), apresenta resultados de uma tese de doutorado que analisa: as principais causas, manifestações patológicas, localização do dano segundo o elemento estrutural, tipo de edificação, tipo predominante da estrutura, origem das manifestações, e ambiente das obras danificadas de 586 e 116 casos, na Espanha e no País Basco respectivamente. Estas informações foram obtidas através de algumas entidades e laboratórios de ensaios e controle de obras do país que possuíam arquivos dos casos de patologias ocorridos em suas obras. A primeira constatação da pesquisa segundo a Tabela 3.3, com relação a Espanha e seus valores médios, é que o projeto tem responsabilidade por 51,5% dos casos de lesões, sendo isoladamente responsável por 31,0% com os 20,5% restantes associados a outras causas. Os defeitos de execução são responsáveis por 38,5% dos casos, sendo causa única em 18,7% e 19,8% com superposição. Os defeitos próprios de qualidade dos materiais aparecem com 16,2% dos casos. Erros devido ao mau uso e/ou provenientes da falta de manutenção, ou manutenções inadequadas, representam 13,4% do total. As causas naturais excepcionais representam 4,0%. Estes resultados são semelhantes aos encontrados na média européia da Tabela 3.1. Os autores ressaltam também que as divergências existentes entre os vários estudos podem ser devidas a diferentes critérios de classificação. De acordo com o item “A”da Tabela 3.4, a manifestação patológica cuja ocorrência chama a atenção são as fissuras, com 59,2% dos casos. Os problemas de falta de estanqueidade e corrosão de armaduras têm também incidência alta apresentando valores acima da média. As flechas excessivas estão principalmente relacionadas com lajes e o maior responsável pelos danos é o projeto, com incidência também muito acima da média.
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    33 Tabela 3.3 -Estatísticas parciais das causas de danos nas edificações (Chamosa & Ortiz, 1985) Tipos de Obra Estatística Médias Residências Escolas Indústria Outros A (%) --------- 40,1 17,2 11,7 19,5 B (%) 1969-73 1974-78 1979 -83 46,0 38,5 38,5 13,6 16,8 20,5 13,6 11,0 11,5 16,5 21,2 12,5 Projeto% 51,5 47,6 56,4 54,7 49,2 Execução% 38,5 33,0 43,6 39,3 41,0 Materiais% 16,2 24,0 10,4 10,2 12,3 Utilização e Manutenção% 13,4 ----- ----- ----- ----- C Ações naturais e imprevisíveis% 4,0 ----- ----- ----- ----- Reforço% 25,2 19,9 25,46 29,0 -----D Ruína% 8,3 4,7 4,63 18,8 ----- Observação: ** Edifícios comerciais, culturais, hotéis, esportivos, etc A - fornece a distribuição percentual dos casos de patologia entre a população dos distintos campos. B - fornece informações sobre as tendências da evolução das patologias. C - fornece as percentagens de “Causas das manifestações”. D - fornece dados da extensão dos danos estruturais. Em face ao alcance dos danos, a pesquisa mostra, segundo os valores médios do item “D” da Tabela 3.3, que em 25,2% dos casos houve a necessidade de se efetuar um reforço estrutural, e em 8,3% das situações ocorreu ruína da estrutura. Segundo Chamosa & Ortiz, em dados não apresentados nas Tabelas 3.3 e 3.4, é importante destacar que 51% das ruínas e 56,7% dos reforços ocorreram nos 2 primeiros anos de vida da edificação. Revelam ainda que 20,4% dos casos de lesões ocorrem durante e/ou logo após à finalização da construção e que 72,2% dos trabalhos de reforço ocorreram nos 10 primeiros anos da edificação. A pesquisa de Chamosa & Ortiz registra uma tendência crescente para a ocorrência de falhas de projeto, deficiências no controle da qualidade dos materiais e na forma de utilização das
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    34 edificações e umatendência nitidamente decrescente para os defeitos provenientes de falhas na execução. Esta observação chama a atenção para a necessidade de investigar responsáveis pelo aumento nas falhas de projeto e deficiência no controle de qualidade dos materiais, diante do aumento de eficiência e qualidade na execução. Tabela 3.4 - Manifestações de danos (Chamosa & Ortiz, 1985) Manifestações patológicas Estatística Média Deformações Fissuras Corrosão Falta de estanqueidade Umidade Esfoliação Baixa resist. A (%) ------- 12,6 59,2 8,0 7,3 9,7 10,5 5,6 B (%) 1969-73 1974-78 1979-83 8,6 11,8 16,5 69,0 59,8 52,5 7,9 7,3 9,0 3,5 7,7 9,5 10,7 7,7 11,5 7,9 10,6 12,5 7,2 6,5 3,5 P% 51,5 73,3 58,7 32,8 51,0 51,5 46,0 10,3 E% 38,5 37,3 35,6 60,4 52,5 48,2 50,4 26,2 M% 16,2 2,3 11,1 13,6 15,0 5,3 10,4 63,1 U% 13,4 9,5 11,3 44,2 21,2 8,9 23,8 15,8 C N% 4,0 3,9 3,8 9,5 ----- 5,3 4,7 ------ 3.4 - ANÁLISE DE DADOS DA FRANÇA M. Albige realizou uma pesquisa para companhias de seguro na França, relatada por Paterson (1984), que levantou 10.000 casos de edificações com defeitos, no período de 1968 a 1978. Apesar de não ser muito recente, este trabalho é a compilação mais extensa encontrada na literatura e fornece valiosas informações sobre as causas mais freqüentes da deterioração em edificações. A Figura 3.2 expõe de forma resumida os resultados mais importantes desta pesquisa. A Figura 3.2(a) apresenta a distribuição das causas dos defeitos em termos de freqüência de ocorrência e o custo financeiro para o reparo destes defeitos. A freqüência de ocorrências de causas de defeitos relativas ao projeto é da ordem de 43% e relativa à execução é de 51%, sendo, portanto, a ocorrência de defeitos causados por projetos 14% menor que o de
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    35 execução. Os respectivoscustos de reparos são, porém, equivalentes. A ocorrência de defeitos por qualidade dos materiais é relativamente pequena se comparada com os defeitos de projeto e execução. O mesmo pode ser dito a respeito da manutenção. A Figura 3.2(b) apresenta as causas dos defeitos provenientes de erros de projeto, com os custos e a freqüência de ocorrência. A freqüência de ocorrência devido a falhas de detalhamento é bem elevada, chegando a representar 78% dos erros de projetos, enquanto os erros de cálculo são menos freqüentes. Isto significa que os sofisticados métodos utilizados na fase de cálculo não têm sido devidamente acompanhados pelo detalhamento adequado. Quanto aos custos de reparo, observa-se que, em termos relativos, os erros de cálculo têm grande repercussão nos custos de reparo. Erros de cálculo da ordem de 3% correspondem a
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    36 13% de custosde reparo. No total, 59% dos custos de reparo são devidos a erros de detalhamento durante a elaboração do projeto. A Figura 3.2(c) apresenta a evolução dos defeitos nos 10 primeiros anos. De acordo com a figura, 11% de defeitos em edificações surgem durante a construção, antes mesmo da edificação ter entrado em utilização. Observa-se que a freqüência de ocorrências de defeitos é decrescente a partir do primeiro ano (24%) e que 65% dos defeitos tornam -se aparentes dentro de até 3 anos após a conclusão da construção e 82% até 5 anos. Tal fato reforça o papel fundamental da manutenção preventiva, principalmente nas primeiras idades, como parâmetro de garantia da vida útil e durabilidade das edificações, não esperando o agravamento do problema e aumento de custos de reparo com a idade. 3.5 - ANÁLISE DE DADOS DA AMÉRICA DO NORTE A pesquisa patrocinada pelo ACI (1979), reportada por Jorabi (1986), contém dados interessantes sobre a realidade da América do Norte e permite uma análise mais detalhada dos dados relativos a erros de projeto e execução, comparando estruturas de concreto armado e protendido. Cabe ressaltar que este trabalho foi a única bibliografia encontrada que faz está divisão entre concreto armado e protendido, e ela não fornece os detalhes de como foram obtidas tais informações. As Figuras 3.3(a) e (b) apresentam os resultados da pesquisa com relação aos tipos de erros na fase de projeto e na fase de execução. A Figura 3.3(a) apresenta percentuais de erros devidos aos itens da fase de projeto, diferenciando dois tipos de estrutura: concreto armado (com 47 casos) e concreto protendido (com 109 casos). Observa-se que, para o concreto armado, o tipo de erro mais freqüente é o de concepção, com 55% dos casos. Em seguida, aparecem os erros devidos às cargas (21%), ao detalhamento (18%) e aos cálculos (10%). No caso do concreto protendido, o tipo de erro
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    37 (a) ERROS NAFASE DE PROJETO %dototalregistrado 100 Concreto Protendido: 109 casos; Concreto Armado: 47 casos 90 80 70 Concreto Protendido Concreto Armado Concepção Cargas Detalhamento Cálculos 60 50 40 30 20 10 0 35 13 39 13 55 21 18 10 Fabricação Detalhes p/ %dototalregistrado (b) ERROS NA FASE DE CONSTRUCAO 105 Casos 100 90 Concreto Protendido Concreto Armado Armação Concretagem Cura Interpretação Formas Formas Dosagem 80 70 60 50 40 30 20 10 0 50 28 11 11 34 21 20 17 11 11 de detalhes Instalação Retirada concreto Figura 3.3 - Avaliação dos erros em estruturas de concreto (ACI, 1979)
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    38 mais freqüente éo de detalhamento, com 39% de casos. Erros de concepção representam 35% das ocorrências. Finalmente, cargas e detalhamento de fabricação representam 13% cada. Estes resultados indicam que na média dos dois tipos de estruturas de concreto, os erros devido ao projeto mais freqüentes dão-se na fase da concepção, com 45% de ocorrência. Em seguida, vem o detalhamento, com 29%, e a avaliação das cargas, com 17% dos casos. Outro detalhe interessante, é o fato de que a diferença entre os erros mais freqüentes no concreto armado e protendido é praticamente a mesma, ou seja, sendo para o concreto armado mais grave o problema concepção (difere de 20%) e no concreto protendido na fase de detalhamento (difere de 21%). A Figura 3.3 (b) apresenta percentuais de ocorrência devidos aos itens correspondentes à fase de execução, diferenciando estrutura de concreto protendido e concreto armado. Observa-se que, neste caso, os dois tipos de estrutura tem comportamento semelhante. A armação é o item que registra a maior freqüência de erros, 50% para o concreto protendido e 34% para o concreto armado. Em seguida, para o concreto armado, pode-se dizer que a concretagem, cura e interpretação de detalhes tem percentuais de erros próximos, na média de 19%. O mesmo não ocorre para o concreto protendido, onde a concretagem representa quase o triplo dos itens : interpretação de detalhes e dosagem de concreto, não se registrando erros quanto à cura. Comparando os resultados acima com os das pesquisas francesa e espanhola, verifica-se que, enquanto nos EUA os erros de projeto e execução têm semelhantes responsabilidades pelos erros, na França os erros de execução são bem superiores aos de projetos, enquanto na Espanha ocorre o contrário, ou seja, os erros de projeto são bem superiores aos de execução. Observa-se também que a França apresenta um número elevado de erros de projeto devido ao detalhamento, chegando a 78% dos casos. Nos EUA, problemas relacionados ao item detalhamento representam menos da metade do número francês. No que diz respeito ao item concepção estes resultados se invertem, com a França apresentando números em torno de 1/3 do que foi observado no estudo americano. Vale lembrar que esta grande diferença pode residir na natureza do sistema de coleta de dados. Observe que os dados apresentados pelos USA com relação aos outros países analisados,
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    39 mostram dados maiscoerentes no que se diz respeito às causas das manifestações patológicas, pois projeto e execução apresentam semelhantes responsabilidades pelos erros. 3.6 - ANÁLISE DE DADOS DO BRASIL 3.6.1 - Estudos sobre São Paulo e região Amazônica No Brasil, não existe ainda pesquisa sistematizada objetivando o levantamento de dados sobre os defeitos nas edificações, que possa fornecer dados confiáveis de âmbito nacional. O primeiro levantamento de maior divulgação é o de Carmona & Marega (1988), coletado no Estado de São Paulo, cujos resultados foram agregados à Tabela 3.1. Os dados mostram que 52% dos defeitos nas construções são devidos à execução, 18% relativos a projetos e 13% devidos ao uso/manutenção. A manifestação de dano predominante é a fissuração com 52% de casos. Os principais tipos de defeitos relatados referentes à execução foram: erro de alinhamento das formas, desaprumo de pilares, falhas de concretagem e uso inadequado de aditivos. Comparando-se com os resultados da Europa, observa-se que, no caso do Brasil (S.P), a causa principal dos problemas patológicos estaria nos defeitos provenientes da execução, onde o percentual atinge 52% das ocorrências (quase o dobro da média européia). A análise poderia nos levar à constatação de que existem alguns fatores que estão na raiz dos nossos problemas, tais como baixa especialização da mão de obra, deficiência de gerenciamento, falta de equipamentos adequados e utilização de tecnologias ultrapassadas, se comparadas às existentes na Europa. Entretanto, sobre as deficiências apontadas, parece muito elevado o percentual relativo à execução pois pesquisas posteriores apontam maior equilíbrio nos números relativos a projeto e execução (Aranha, 1994; Campos & Valério, 1994). A pesquisa realizada por Aranha (1994) apresenta um levantamento estatístico de defeitos em estruturas de concreto armado na Região Amazônica, onde foram coletadas as seguintes informações: tipo de obra, tipos de manifestações patológicas predominantes, origem das manifestações, elementos estruturais afetados, sistemas de reparo e reforço utilizados e custo de recuperação. Estas informações foram obtidas através da análise de laudos técnicos de
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    40 vistorias, projetos derecuperação estrutural, diários de obras, pastas de entrega de obra e entrevistas junto ao corpo técnico da empresa com maior atuação no mercado regional neste setor da indústria da Construção Civil. A Tabela 3.5 apresenta os percentuais das origens das manifestações patológicas, por estado. As maiores incidências de danos 68,75%, tiveram origem nas etapas de planejamento/projeto e execução, sendo 29,96% devido a projeto e 38,79% a execução. O autor, observou também uma baixa concentração de falhas com origem relacionada aos materiais, 5,39%, índice reduzido se comparado aos valores correspondentes da Tabela 3.1, talvez, pela dificuldade de identificação ou por terem sido relacionados nos defeitos oriundos da etapa de execução. Destaca-se ainda que o percentual de danos registrados na etapa de utilização, 25,86%, apresentou-se muito elevado. Este dado é importante pois permite concluir que é deficiente a atenção à manutenção preventiva nas obras pesquisadas, no que se refere ao “uso previsível”, com 18,3%. Tabela 3.5 - Distribuição das origens das manifestações patológicas, por estado, na região Amazônica (Aranha, 1994). Amapá Amazonas Maranhão Pará Rondônia Roraima AmazôniaOrigem das manifestações NC % NC % NC % NC % NC % NC % NC % Planej/projeto 2 100 10 20,41 14 30,43 110 30,31 1 50 2 100 139 29,96 Execução ---- ---- 21 42,85 17 36,96 141 38,84 1 50 ---- ---- 180 38,79 Materiais ---- ---- 8 16,33 --- ---- 17 4,68 --- ---- ---- ---- 25 5,39 ---- ---- 2 4,08 10 21,74 73 20,11 --- ---- ---- ---- 85 18,32U Previsíveis S O Imprevisíveis ---- ---- 8 16,33 5 10,87 22 6,06 --- ---- ---- ---- 35 7,54 Total 2 0,43 49 10,56 46 9,92 363 78,23 2 0,43 2 0,43 464 100 3.6.2 - Estudos sobre o Distrito Federal O início da construção de Brasília ocorreu por volta de 1958. O objetivo desta construção era a transferência da capital do país do Rio de Janeiro para a região Centro-Oeste. Brasília fazia parte do plano de metas de Juscelino Kubistschek, então presidente do Brasil, que prometia fazer no Brasil 50 anos em 5. Com isto, Brasília foi planejada, projetada e sua parte inicial construída em 3 anos, tendo sido inaugurada em 21 de abril de 1960. A maior parte de suas edificações, é composta de prédios destinados a órgãos públicos, residenciais e monumentos,
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    41 executadas basicamente emconcreto armado, com reduzido número de edificações em estruturas metálicas e de concreto protendido. Brasília continua sendo uma cidade em construção, principalmente na parte residencial. Entretanto, mesmo sendo uma cidade relativamente nova, constatam-se inúmeros casos de problemas patológicos nas obras existentes. O grupo de pesquisadores em Patologia, Recuperação e Manutenção de Estruturas do Departamento de Engenharia Civil da UnB vem desenvolvendo, desde 1994, um levantamento visando quantificar os principais problemas patológicos encontrados nas edificações do Distrito Federal bem como suas causas, cujos resultados preliminares são descritos a seguir. A pesquisa inicial realizada por Campos & Valério (1994) apresenta levantamentos efetuados junto a firmas especializadas e profissionais envolvidos em recuperação de estruturas, através de questionário, entrevistas e consulta de arquivos. Este questionário foi elaborado a partir de um modelo desenvolvido na Polytechnic of Central London, dirigido principalmente para instalações industriais. Verificou-se na pesquisa que a maioria das firmas do DF. que executaram trabalhos de recuperação estrutural não mantém arquivos sistematizados com as causas e tipos de intervenção executados, ocorrendo com isso dificuldades no levantamento dos problemas patológicos mais freqüentes. A Tabela 3.6 apresenta as principais causas de patologias das 309 edificações coletadas. Tabela 3.6 - Estatísticas relativas a causas patológicas em edificações no DF. (Campos & Valério, 1994). Causa principal de patologia (%)Local Número de casos projeto execução materiais uso/manut. naturais Brasília - DF 309 21 35 1 47 -- Os resultados indicam os problemas de execução como a principal causa de defeito nas estruturas, com 35% dos casos, que não difere muito dos resultados obtidos na região Amazônica. O item uso/manutenção corresponde a 47% dos dados, sendo que 24% se devem
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    42 à falta demanutenção e utilização inadequada, um índice elevado, enquanto 23% referem-se a mudanças de uso das edificações, fato corriqueiro, principalmente para órgãos públicos, predominantes na cidade, constatando-se a cada mudança de governo alterações significativas na utilização das edificações. Os erros de projeto participam com 21% dos 309 casos analisados, valor que também não difere muito dos dados encontrados por Aranha (1994). Juntos, os problemas relacionados com projeto e execução, são responsáveis por 56% das patologias. Percentual ligeiramente inferior aos 69% constatados na região Amazônica, apresentado no item 3.6.1. É importante observar que, no levantamento dos dados, ocorreu uma superposição de causas de problemas patológicos, acarretando com isso, um percentual total maior que 100%. A execução, apontada como maior responsável pelos defeitos nas edificações, aparece algumas vezes associada a deficiências no nível de detalhamento dos projetos. No entanto, são a falta de controle de qualidade de materiais e execução, as deficiências de mão de obra, a má administração e a ausência de manutenção das estruturas os itens preponderantes no aparecimento das principais patologias. No que se refere ao controle de qualidade dos materiais utilizados nas edificações, outra pesquisa do Departamento de Engenharia Civil da UnB (Clímaco, 1994) mostra que em 1992 apenas 10% do concreto estrutural utilizado na região do DF. passou por controle tecnológico de recepção. Isto indica, adicionalmente, falta de fiscalização da execução das obras pelos órgãos competentes, reforçando ainda a necessidade de se introduzir agentes independentes no processo de controle de qualidade, como por exemplo, as empresas seguradoras. Outro aspecto peculiar a Brasília, além da arquitetura arrojada, prende-se ao fato que na maioria das construções com mais de 20 anos o cálculo estrutural foi feito com base na norma NB1/60. Esta norma generalizou o cálculo das seções à ruptura, originando peças fletidas mais esbeltas, sem, entretanto, exigir uma correspondente verificação mais rigorosa de flechas e fissuração em serviço. Outro fato que deve ser observado é que os órgãos públicos, via de regra, não realizam atividades de manutenção preventiva. São conhecidos os problemas com a falta de
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    43 manutenção em escolase os graves problemas das obras rodoviárias. O patrimônio público vem se deteriorando precocemente, com grande desperdício de recursos, e os usuários são submetidos a desconfortos, quando não, a riscos de vida. O trabalho realizado por Oliveira & Faustino (1995) usou os mesmos procedimentos e fontes de consulta de Campos & Valério (1994). A diferença dos trabalhos está na análise mais detalhada que originou um questionário com maior refinamento, com base, principalmente nos trabalhos de Chamosa & Ortiz (1985) e Aranha (1994). Foi desenvolvido também um programa computacional, na linguagem Clipper, exclusivamente, para constituir um banco de dados que permitisse uma análise estatística das informações coletadas. Esse programa permite o cruzamento dos dados entre os diversos itens do questionário, informando os quantitativos e o percentual em relação ao total de casos catalogados. A Tabela 3.8 apresenta um resumo dos novos dados sobre o Distrito Federal. Tabela 3.8 - Estatísticas relativas a causas patológicas em edificações no DF. (Oliveira & Faustino, 1995). Causa principal de patologia (%)Local UN projeto execução materialutilização manutenção ação imprevista incêndio outras Brasília - DF 260 25,3 40,4 2,6 6,1 34,6 5,1 1,9 2,9 Os resultados confirmam, com pequenas alterações, as conclusões obtidas na pesquisa anterior. O número total de casos relatados na tabela acima não confere com o total de 312 casos coletados na pesquisa, pelo fato de que 52 edificações sofreram reparo/reforço por causa de mudança de utilização ou acréscimo de pavimento ou ampliação sem ter havido manifestações patológicas. Destes 312 casos coletados por Oliveira & Faustino (1995), 299 foram aproveitados no presente trabalho sobre a região Centro -Oeste. Os 13 casos restantes não foram utilizados devido à insuficiência ou inconsistência de seus dados para uma análise minuciosa. Vale mencionar que desses 299 casos, 246 foram amplamente analisados, sendo que as 53 obras restantes correspondem a pontes inspecionadas pelo DER, em caráter superficial, sem o
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    44 objetivo de diagnosticaras causas das manifestações observadas. Por este motivo estas obras foram analisadas separadamente. No presente trabalho, o questionário utilizado foi o mesmo empregado por Oliveira & Faustino (1995). Ao término do levantamento de dados na região Centro-Oeste, constatou-se a necessidade de detalhá-lo ainda mais. Cabe chamar atenção para o fato de que o questionário foi elaborado para obter informações de obras de concreto armado, tornando-o assim, não muito eficaz na coleta de informações de outros tipos de estruturas.
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    47 CAPÍTULO 4 METODOLOGIA APLICADANA COLETA DOS DADOS 4.1 - INTRODUÇÃO Os dados coletados nesta pesquisa são oriundos do Distrito Federal e dos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul que correspondem à região Centro-Oeste. Apesar da referência geral, aos estados acima citados, cabe salientar que a grande maioria dos dados coletados é das respectivas capitais; por este motivo, ao longo desta narrativa serão citados os nomes das capitais ao invés dos nomes dos estados. Os dados basearam-se em informações obtidas através de consultas aos arquivos de empresas e profissionais liberais da região, com atuação na área de recuperação estrutural, e de entrevistas com os profissionais envolvidos. Cabe ressaltar a dificuldade encontrada durante a coleta de dados, devido à precariedade ou completa ausência de arquivos com as respectivas informações. Esta precariedade ou ausência de arquivos ocorre em virtude de não existir uma preocupação e mesmo uma metodologia padronizada, por parte dos órgãos relacionados com o setor e os profissionais da área, que permitam armazenar adequadamente as informações sobre os serviços executados. A dificuldade citada pode ser verificada pelo fato de que todas as obras do estado de Goiás e Mato Grosso do Sul, e a maioria das obras do Distrito Federal e do estado do Mato Grosso foram coletadas através de entrevistas. Sendo assim, cabe chamar a atenção para a natureza dos dados obtidos e para a importância de se registrar adequadamente estes dados, pois as informações, em grande parte, são fruto da memória dos entrevistados. Durante a coleta de dados, observou-se a necessidade em não se fazer uma análise unificada das informações obtidas na região. Decidiu-se fazer uma análise para cada cidade com a finalidade de não descaracterizá-las, principalmente, porque a quantidade de informações coletadas em cada uma difere muito. Neste capítulo, Brasília foi separada das demais cidades
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    48 que compõe aregião, pelas suas características peculiares, que difere muito de todas as cidades do país. O banco de dados compreende 454 edificações, onde 299 obras são de Brasília e as demais 155 obras pertencem às outras cidades que compõe a região Centro-Oeste. As 155 obras se dividem em: 120 do estado de Goiás, 22 do estado do Mato Grosso do Sul e 13 do estado do Mato Grosso, e engloba vários tipos de edificações, que se dividem em obras convencionais e especiais, como mostram as Tabelas 4.1 e 4.2. Cabe chamar a atenção paras as 299 obras de Brasília, onde 53 obras foram analisadas separadamente, pois correspondem a pontes que foram inspecionadas pelo DER superficialmente, sem a preocupação de obter um diagnóstico. As tabelas apresentadas neste capítulo não incluem estas 53 obras. Elas serão devidamente analisadas no Capítulo 5. Além disso, a Defesa Civil forneceu alguns dados sobre os problemas mais freqüentes nas auto - construções, que foram apresentados na Tabela 5.5, no Capítulo 5, porém não foram registradas nessas 299 obras. Foram cadastradas obras de 1972 a 1995, referindo-se ao ano e não ao início da construção, mas àquele da inspeção e/ou intervenção. As Tabelas 4.4 e 4.5 mostram os percentuais obtidos das inspeções e/ou intervenções ao longo dos anos. Através das mesmas, observa-se que nos últimos dez anos se intensificaram os trabalhos realizados no setor de reparo estrutural. Apesar de ser esta uma constatação preocupante, pode -se apresentar duas justificativas atenuantes: o primeiro, por ser um período mais recente em que os profissionais envolvidos com a área conseguem mais facilmente se lembrar de muitas obras por eles executadas; e o segundo, talvez, por ser recente uma maior preocupação por parte dos profissionais e usuários com a questão da qualidade, durabilidade e defesa do consumidor. O cadastramento das obras foi realizado através de um questionário - Anexo A- , elaborado para sintetizar as informações desejadas. Inicialmente, o questionário foi elaborado utilizando como base um modelo desenvolvido na Polytechnic Central of London (Jorabi, 1986), sendo aplicado por Campos & Valério (1994). Em seguida, valendo-se dos trabalhos de Chamosa & Ortiz (1985) e Aranha (1994), passou por algumas melhorias desenvolvidas no trabalho de Oliveira & Faustino (1995). Por fim, foi mais uma vez alterado no decorrer do levantamento realizado neste trabalho. A elaboração deste questionário foi melhor explicado no Capítulo 3, item 3.6.2.
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    49 É importante observarque no levantamento de dados, ocorreram superposições nos seguintes itens: elementos estruturais afetados, razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção, manifestações patológicas, causas das manifestações, problemas relacionados com projeto e execução, materiais de intervenção, técnicas de intervenção, compatibilidade de serviços e métodos de avaliação estrutural, acarretando com isso, percentuais acima de 100%. Tabela 4.1 - Tipos de edificações versos pavimentos - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande Classificação Tipo No pavimentos No unidades % Res. Unifamiliar 1 pavimento 6 3,9 # Res. Multi familiar 4 a 6 pavimentos mais de 6 pavimentos 2 58 1,3 37,4 Comércio/Serviço 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 4 a 6 pavimentos mais de 6 pavimentos 5 11 1 9 3,2 7,1 0,6 5,8 Indústria 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 7 1 4,5 0,6 Adm. Pública 1 pavimento 2 a 3 pavimentos mais de 6 pavimentos 5 4 2 3,2 2,6 1,3 Hospital 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 4 a 6 pavimentos mais de 6 pavimentos 1 1 1 1 0,6 0,6 0,6 0,6 Escola 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 4 a 6 pavimentos 1 4 1 0,6 2,6 0,6 C O N V E N C I O N A L * Outras 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 2 2 1,3 1,3 Esportiva 9 5,8 Pontes/Viadutos 9 5,8 Reservatório 3 1,9 ESPECIAL * * Outras 8 5,2 TOTAL 154 99,4 Observação: * Igreja, Creche e Estação Rodoviária ** Armazém, Bueiro, Canal de água, Silos, Torre e Elevatória. # Das 61 Residências Multi familiares 1 não foi respondida neste item.
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    50 Tabela 4.2 -Tipos de edificações versos pavimentos - Brasília Classificação Tipo No pavimentos No unidades % Res. Unifamiliar 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 3 9 1,2 3,7 Res. Multi familiar 2 a 3 pavimentos 4 a 6 pavimentos mais de 6 pavimentos 7 32 4 2,8 13,0 1,6 Comércio/Serviço 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 4 a 6 pavimentos mais de 6 pavimentos 5 25 5 14 2,0 10,2 2,0 5,7 Indústria 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 2 1 0,8 0,4 Adm. Pública 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 4 a 6 pavimentos mais de 6 pavimentos 8 8 6 18 3,3 3,3 2,4 7,3 Hospital 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 4 a 6 pavimentos 8 2 4 3,3 0,8 1,6 0 4 Escola 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 4 a 6 pavimentos 11 6 1 4,5 2,4 0,4 C O N V E N C I O N A L * Outras 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 4 4 1,6 1,6 Esportiva 15 6,1 Pontes/Viadutos 19 7,7 Reservatório 6 2,4 ** Hidro - Sanitárias 6 2,4 ESPECIAL *** Outras 13 5,3 TOTAL 246 100 Observação: * Igreja, Creche, Embaixada e Militar. ** Estação de tratamento de água, Interceptor, Estação de tratamento de esgoto. *** Rampas, Fonte luminosa, Torre, Terminal de carga aérea, Barragem, Túnel, Hangar, Passarela e Cemitério.
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    51 4.2 - DESCRIÇÃODO QUESTIONÁRIO O questionário para coleta dos dados de cada edificação, objeto de inspeção e/ou intervenção, é dividido em quatro partes principais: a) Dados gerais da edificação: - Nome; localização da edificação; região administrativa; - Tipo de edificação; número de pavimentos; - Idade aproximada; ano da inspeção; ano da intervenção; - Tipo estrutural predominante. b) Caracterização dos danos: - Localização dos danos e/ou do reparo/reforço segundo o elemento; - Razão para a necessidade de vistoria e/ou intervenção; - Manifestações patológicas; - Causas das manifestações. c) Caracterização da intervenção: - Materiais utilizados no reparo/reforço; - Técnicas de reparo/reforço empregadas; - Custo aproximado do reparo/reforço em relação ao valor da edificação; - Compatibilização de serviços. d) Métodos de avaliação A seguir são apresentados alguns dos dados obtidos, que permite uma visão global do levantamento, objeto de análise detalhada no Capítulo 5. 4.3 - CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO QUANTO À LOCALIZAÇÃO As edificações foram classificadas de acordo com as características de sua localização, que se divide em zona urbana, zona da periferia urbana, zona rural e zona industrial.
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    52 A maioria dasobras cadastradas encontra-se na zona urbana, devido à maior densidade populacional dessa área e por ser a região pesquisada pouco industrializada. A zona rural foi considerada toda aquela fora do entorno das capitais. No Distrito Federal, as cidades satélites foram consideradas periferia urbana. A Tabela 4.3 mostra o resumo da classificação; neste caso não houve separação do Distrito Federal, pois as informações são bem homogêneas. Tabela 4.3 - Localização das obras catalogadas - Centro-Oeste Zona No de casos % Urbana 302 75,3 Periferia urbana 64 16,0 Rural 31 7,7 Industrial 2 0,5 Total 399 99,5 Observação: 2 dos 401 casos não foram respondidos neste item 4.4 - IDADE APROXIMADA DAS EDIFICAÇÕES À ÉPOCA DA INSPEÇÃO As Tabelas 4.4 e 4.5 apresentam os anos onde foram realizadas as inspeções/intervenções. Tabela 4.4 - Anos de inspeções e/ou intervenções - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande Ano No de casos % Ano No de casos % 1972 1 0,6 1987 2 1,3 1974 1 0,6 1988 20 12,9 1976 1 0,6 1989 6 3,9 1978 2 1,3 1990 23 14,8 1980 5 3,2 1991 8 5,2 1982 1 0,6 1992 16 10,3 1983 2 1,3 1993 16 10,3 1984 7 4,5 1994 14 9,0 1985 2 1,3 1995 14 9,0 1986 12 7,7 -------- --------- -------- Total 34 21,9 -------- 119 76,8 Observação: * 2 dos 155 casos não foram respondidos neste item.
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    Tabela 4.5 -Anos de inspeções e/ou intervenções - Brasília Ano No de casos % Ano No de casos % 1974 2 0,8 1986 3 1,2 1975 1 0,4 1987 1 0,4 1976 1 0,4 1990 9 3,7 1977 5 2,0 1991 2 0,8 1978 7 2,8 1992 14 5,7 1979 9 3,7 1993 22 8,9 1980 1 0,4 1994 24 9,8 1981 3 1,2 1995 9 3,7 1982 2 0,8 -------- -------- -------- Total 31 12,6 -------- 84 34,1 Observação: * 136 dos 246 casos não foram respondidos neste item. ** 5 dos casos sofreram inspeção e intervenção em anos diferentes, por este motivo para uma mesma obra foi computada duas vezes; assim, o somatório acima é igual a 115 ao invés de 110. É bom ressaltar o fato de que os dados coletados a este respeito devem ser vistos com alguma reserva, pois esta informação gerou muitas incertezas durante as entrevistas, em virtude da ausência de registros anteriormente mencionada. 4.5 - TIPO ESTRUTURAL PREDOMINANTE Tabela 4.6 - Tipo de estrutura predominante - Goiânia, Cuiabá e Campo Grande Tipo de estrutura predominante No de casos % Concreto armado 126 81,3 Concreto armado c/laje pré-moldada 11 7,1 Concreto protendido 1 0,6 Alvenaria estrutural 1 0,6 Concreto armado e Estrutura áli 16 10,3 Total 155 100 Como era de se esperar, a maioria das obras catalogadas são de concreto armado, material predominante nas construções brasileiras. Evidentemente, sendo o tipo de estrutura mais
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    62 usado, é maiora concentração do número de problemas. As Tabelas 4.6 e 4.7 apresentam as tendências de Goiânia, Cuiabá, Campo Grande e Brasília. Tabela 4.7 - Tipo de estrutura predominante - Brasília Tipo de estrutura predominante No de casos % Concreto armado 200 81,3 Concreto armado c/laje pré-moldada 9 3,7 Concreto armado c/viga pré-moldada 1 0,4 Concreto protendido 9 3,7 Estrutura metálica 4 1,6 *Estrutura mista 21 8,5 ** Outras 2 0,8 Total 246 100 Observação:* - Laje pré-moldada e estrutura metálica (1 - 0,4%); - Concreto armado, madeira e estrutura metálica (1 - 0,4%); - Madeira e alvenaria estrutural (1 - 0,4%); - Concreto armado e estrutura metálica (13 - 5,3%); - Concreto armado e alvenaria estrutural (1 - 0,4%); - Concreto armado e protendido, laje pré-moldada e estrutura metálica (4 - 1,6%). ** - Todas as peças pré-moldadas (1 - 0,4%); Vigas pré moldadas e protendido (1 0 4%) 4.6 - MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS Tanto o cadastro de Brasília quanto o das outras três cidades apresentaram casos em que a edificação foi vistoriada e sofreu intervenção sem apresentar quaisquer indícios de manifestações patológicas; isto se deve ao fato de que estas edificações passaram por mudanças de utilização, acréscimo de pavimentos ou ampliação ou porque os erros foram detectados antes mesmo dos danos se manifestarem. Cada tipo de manifestação patológica, foi contabilizado como uma ocorrência e foram agrupadas para cada tipo de edificação. O diagnóstico da causa das manifestações patológicas na maioria das vezes não é tarefa fácil. Em alguns casos, é extremamente difícil identificar uma única causa, sendo a manifestação associada a um conjunto de causas que dificulta analisá-las separadamente. Por esta razão,
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    63 estes dados foramseparados em causa isolada e causas associadas, como será apresentado e devidamente analisado no Capítulo 5. 4.7 - CAUSAS DAS MANIFESTAÇÕES SEGUNDO AS ETAPAS DO PROCESSO CONSTRUTIVO 4.7.1 - Preliminares O processo de produção e uso de uma edificação pode ser dividido em quatro etapas: planejamento/projeto, materiais, execução e utilização. Cabe chamar a atenção que a etapa “planejamento/projeto” do processo construtivo engloba todos os tipos de projetos; o levantamento realizado considerou apenas o projeto estrutural, registrando-se os eventos associados aos demais tipos de projetos como no item “outras causas”. 4.7.2 - Causas das manifestações patológicas atribuídas ao projeto estrutural Muitas das obras catalogadas tiveram como causa relatada o projeto estrutural mesmo sem ter sido efetuada revisão de projeto. Isto se justifica pelas evidências das características das manifestações patológicas, de acordo com a experiência do corpo técnico responsável pelo trabalho. As causas coletadas atribuídas ao projeto estrutural são abaixo subdivididas, com uma descrição sucinta dos erros mais comuns em cada etapa: a) Concepção: - junta de dilatação (ausência ou locação inadequada); - lançamento inadequado da estrutura; - disposição incorreta de vínculos; - não previsão da ação de agentes agressivos.
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    64 b) Cálculo: - errosno dimensionamento de peças estruturais aos Estados Limites Últimos (E.L.U); - verificação deficiente aos Estados Limites de Utilização ou Serviço (E.L.S); - consideração incorreta de cargas. c) Detalhamento: - cobrimento insuficiente da armadura; - concentração excessiva de armadura em regiões esbeltas; - armadura insuficiente ou mal posicionada em zonas de mudança de direção de esforços; - ancoragem insuficiente de armadura; - ausência de armadura de suspensão; - ausência de armadura para absorver momentos volventes; - aparelho de apoio com mau funcionamento; - apoio mal posicionado ou deficiente (Dentes Geber). 4.7.3 - Causas das manifestações atribuídas à execução As falhas de execução são de vários os tipos, desde a confecção de formas até erros construtivos básicos. A grande maioria está vinculada ao emprego de mão-de-obra não devidamente qualificada e à precária supervisão técnica. Os procedimentos inadequados cadastrados foram: a) Geometria: - seções modificadas em relação às especificações de projeto; - deslocamento dos eixos estabelecidos em projeto. b) Armadura: - instalação incorreta da armadura com relação ao projeto; - ausência ou distanciamento excessivo dos espaçadores; - falta de proteção das armaduras quanto a deslocamentos ou deformações.
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    65 c) Concretagem: - adensamentodeficiente; - transporte inadequado; - altura de lançamento excessiva; - interrupção da concretagem de forma inadequada; - equipamentos e/ou velocidade de transporte inadequado; - falta de preparo do local a ser concretado (formas não molhadas); - lançamento inadequado ocasionando movimentação das armaduras; - lançamento em pontos localizados, sobrecarregando excessivamente as formas; - baixa umidade relativa do ar e/ou vento em excesso na superfície do concreto, sem cuidados especiais. d) Fundação: - profundidade de estacas/tubulões insuficiente; - locação incorreta com relação ao projeto. e) Cobrimento insuficiente de armadura: - não utilização de espaçadores; - utilização de gabaritos não compatíveis com o projeto para o dobramento dos estribos. f) Resistência insuficiente do concreto; - resistência inferior à resistência característica especificada em projeto. g) Cura: - falta de proteção da superfície do concreto contra a perda de água de amassamento; - adoção de sistema de cura inadequado ao tipo de exposição da estrutura. h) Outras: - desforma precoce e/ou brusca; - execução inadequada de aterros; - uso de aditivos com teor excessivo de cloreto; - retirada precoce do escoramento;
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    66 - impermeabilização malexecutada; - juntas de dilatação mal executadas; - demais casos de execução incompatível com o projeto. 4.7.4 - Causas das manifestações patológicas atribuídas aos materiais Além dos defeitos de execução acima relacionados, a precariedade do controle de qualidade dos materiais é uma causa corrente de danos, valendo-se ressaltar a dificuldade em se detectar problemas advindos dos mesmos. Foram cadastrados os seguintes problemas relacionados com os materiais: - baixa resistência a 28 dias do concreto usinado fornecido por Central; - peças estruturais fabricadas com aço não estrutural (estrutura metálica). 4.7.5 - Causas das manifestações patológicas atribuídas à utilização da edificação Segundo Bueno (1992) e Brito & Branco (1988) os procedimentos inadequados nesta etapa podem ser divididos em ações previsíveis e imprevisíveis. - Ações previsíveis: manutenção deficiente, presença de ambiente agressivo e sobrecargas. - Ações imprevisíveis: incêndio, abalos provocados por movimentação de obras vizinhas, paralisação da obra por longo período de tempo, choques acidentais e abalos sísmicos. Os abalos sísmicos poderiam ser classificados como previsíveis; porém, como o custo adicional da estrutura seria elevado e a probabilidade muito baixa de ocorrência no Brasil de sismos de intensidade relevante, não é exigida por norma a consideração de seu efeito no projeto. No levantamento dos 246 casos de Brasília e dos 155 de Goiânia, Cuiabá e Campo Grande, a etapa de utilização foi subdividida em: - utilização: considerando principalmente problemas de sobrecargas não previstas.
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    67 - manutenção: ausênciaou deficiência; - ação imprevista: abalos provocados por movimentação de obras vizinhas e paralisação da obra por longo período de tempo. 4.7.6 - Outras causas de manifestações patológicas Este item está relacionado principalmente com obras defeituosas devido a projetos de fundações e hidro- sanitários deficientes, e, até mesmo à ausência de projeto estrutural, característica de obras de baixa qualidade, freqüentes em assentamentos de população de baixa renda. 4.8 - TÉCNICAS E MATERIAIS DE INTERVENÇÃO MAIS EMPREGADOS O levantamento incluiu também os tipos de técnicas e materiais de reparo/reforço utilizados nas intervenções, que foram agrupados para cada tipo de edificação. No item “concreto moldado in loco” foram considerados: concreto convencional, concreto de alto desempenho (CAD), concreto aditivado e micro-concreto. As técnicas de intervenção estrutural não foram separadas no questionário, porque quando existe a necessidade de se fazer um reforço inevitavelmente serão necessários vários reparos. Cada tipo de técnica de intervenção efetuado em cada obra foi contabilizado como uma ocorrência e foram agrupados por tipo de edificação. 4.9 - CUSTO APROXIMADO DA INTERVENÇÃO EM RELAÇÃO AO VALOR DA EDIFICAÇÃO Trata-se de informação de difícil obtenção e só foi conseguida em Brasília e Campo Grande, impossibilitando assim uma análise mais ampla da região Centro-Oeste.
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    68 4.10 - COMPATIBILIZAÇÃODA INTERVENÇÃO COM OUTROS SERVIÇOS Esta informação foi fornecida apenas em Brasília, transformando-a em um dado sem parâmetro de comparação com as demais cidades. Para o Distrito Federal, este item foi, dessa forma, analisado separadamente.
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    69 CAPÍTULO 5 ANÁLISE DOSDADOS COLETADOS NA REGIÃO CENTRO-OESTE
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    70 CAPÍTULO 5 ANÁLISE DOSDADOS COLETADOS NA REGIÃO CENTRO-OESTE 5.1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS No Distrito Federal e nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a coleta de dados concentrou-se nas respectivas capitais: Brasília, Goiânia, Cuiabá e Campo Grande, em virtude de serem pólos urbanos, onde atuam as empresas e profissionais da área de reforço estrutural. Vale a pena chamar atenção para o fato de que as cidades analisadas, por serem capitais de estados de economia fortemente agropecuária, foram muito atingidas pela recessão, a partir da década de 80, apresentando um crescimento desordenado, em função do constante êxodo da população rural, concentrada em assentamentos de baixa renda, carente de infra-estrutura, e onde predomina a auto-construção sem suporte técnico e desordenada. Com a finalidade de não descaracterizar os resultados de cada estado, e em particular cada capital, decidiu-se fazer uma análise individual de cada uma, principalmente porque a quantidade de dados obtidos em cada cidade difere muito, conforme será visto adiante. Cabe salientar que o enfoque deste trabalho está voltado, principalmente, para a superestrutura. Por esta razão, os problemas relacionados com fundações, apesar de registrados, não foi objeto de análise mais detalhada. Um ponto relevante da região Centro-Oeste é sua extensão, estando Cuiabá e Campo Grande distantes de Brasília 1133 e 1134 km, respectivamente, estando Goiânia situada a 209 km da capital federal. Isso faz com que haja diferenças climáticas que merecem registros, pois podem interferir no comportamento das estruturas, onde predomina o uso do concreto armado.
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    71 As Tabelas 5.1a 5.4, apresentam as diferenças climáticas entre as cidades catalogadas. As temperaturas máxima e mínima das tabelas referem-se às médias mensais. A umidade relativa do ar são médias mensais diurnas para Brasília e Goiânia e médias mensais para Cuiabá e Campo Grande. De acordo com as Tabelas 5.1 a 5.4, as temperaturas máximas mensais de Brasília, Goiânia e Cuiabá ocorrem nos meses de agosto a novembro, que correspondem ao final do inverno e toda a primavera, sendo o pior período o de agosto/setembro/outubro. Em Campo Grande as temperaturas máximas mensais ocorrem nos meses de setembro a fevereiro, ou seja, primavera e verão, e o pior período é a primavera. A capital que atingiu a maior temperatura máxima foi Cuiabá, com 33,8 o C. Tabela 5.1 - Características climáticas de Brasília Estações do ano Temp. máxima o C Temp. mínima o C Variação da temperatura Umidade relativa (UR) Verão 28,5 17,6 10,9 70 Outono 28,6 15,6 13,0 67 Inverno 27,7 10,5 17,2 54 Primavera 29,4 16,3 13,1 61 Ago/Set/Out 30,8 14,0 16,8 54 Observação: Informações obtidas na estação UnB - l, do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Tecnologia (período de 1972 a 1994) Tabela 5.2 - Características climáticas de Goiânia Estações do ano Temp. máxima o C Temp. mínima o C Variação da temperatura Umidade relativa (UR) Verão 29,2 19,7 9,5 76 Outono 29,7 18,0 11,7 70 Inverno 29,6 14,0 15,6 53 Primavera 30,9 19,0 11,9 64 Ago/Set/Out 31,4 17,5 13,9 55 Observação: Informações obtidas na EMBRAPA (período de 1961 a 1990)
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    72 Tabela 5.3 -Características climáticas de Campo Grande Estações do ano Temp. máxima o C Temp. mínima o C Variação da temperatura Umidade relativa (UR) Verão 30,4 20,8 9,6 79 Outono 29,1 19,0 10,1 79 Inverno 27,2 15,2 12,0 62 Primavera 30,7 19,1 11,6 65 Ago/Set/Out 29,9 17,8 12,1 61 Observação: Informações obtidas na EMBRAPA (período de 1985 a 1992). Tabela 5.4 - Características climáticas de Cuiabá Estações do ano Temp. máxima o C Temp. mínima o C Variação da temperatura Umidade relativa (UR) Verão 32,5 23,3 9,2 81 Outono 32,2 21,8 10,4 81 Inverno 32,0 17,6 14,4 69 Primavera 33,7 22,3 11,4 71 Ago/Set/Out 33,8 20,6 13,2 66 Observação: Informações obtidas pelo 9o Distrito de Meteorologia de Cuiabá através da tese de doutorado da prof. Gilda Tomasini Maitelli do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Mato Grosso - UFMT. (período de 1970 a 1992). As temperaturas mínimas em todas as capitais ocorrem nos meses de junho a outubro, que correspondem ao inverno e quase toda a primavera, ficando com Brasília a menor das temperaturas mínimas, com 10,5 o C no inverno. A maior variação entre a temperatura máxima e a mínima ocorre em Brasília - 17,2 o C, que corresponde ao inverno, e a menor neste período ocorre em Campo Grande - 12,0 o C. As diferenças na umidade relativa do ar são importantes, principalmente nos períodos inverno-primavera, caracterizando Brasília e Goiânia por serem bem mais secos que Cuiabá e Campo Grande, sendo o pior mês o de agosto.
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    73 Através destas informaçõesconcluí -se que os piores meses para concretagem na região Centro- Oeste são junho, julho, agosto, setembro e outubro, onde a variação de temperatura é alta e a umidade relativa baixa exigindo um controle maior durante a fabricação, transporte, lançamento e cura do concreto. Outra questão importante a ser avaliada devido a alta variação de temperatura durante esses meses, refere-se às juntas de dilatação que deveriam ser muito bem previstas e com manutenção preventiva adequada. 5.2 - ANÁLISE DO DISTRITO FEDERAL 5.2.1 - Introdução Brasília com seus 35 anos, hoje, tem aproximadamente 2 milhões de habitantes, sendo que 800 mil estão localizados no Plano Piloto. O restante da população está distribuída nas várias cidades satélites do entorno. A cidade, principalmente o Plano Piloto, se difere da maioria das outras do país, pelo fato de ter sido toda planejada, com uma concepção altamente inovadora; por ter uma grande quantidade de edificações em concreto aparente; por concentrar grande número de obras públicas, muitas delas de porte; e por ser parte do patrimônio histórico mundial da UNESCO. Por outro lado, apesar de seu planejamento, o entorno do Distrito Federal caracteriza-se, em grande parte, pela concentração de população de baixo poder aquisitivo, com a proliferação de construções sem respaldo técnico, tanto no projeto quanto na execução, predominando o sistema de auto- construção. A Tabela 5.5 apresenta os problemas que mais ocorrem nessas regiões, através de dados fornecidos pelo Coordenador da Defesa Civil do Distrito Federal, com os bairros onde foram registrados os incidentes. Estas informações abrangem o período de 1990 a 1994, podendo-se notar que são alarmantes os números apresentados.
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    74 Tabela 5.5 -Problemas mais freqüentes nas auto - construções Problemas 1990 1991 1992 1993 1994 Desabamento 96 8 19 160 18 Destelhamento 821 170 93 920 108 Total 917 178 112 1080 126 Observação: Estes dados foram obtidos dos seguintes bairros: - Agrovila São Sebastião; - Areal Águas Claras; - Incra 08 - Brazlândia; - Riacho Fundo; - Samambaia; - Taguatinga. O Anexo B contém todas as tabelas referentes às 299 edificações cadastradas em Brasília, as quais foram divididas em 246 e 53 obras, pelos motivos mencionados no Capítulo 4, item 4.1, sistematizando todas as informações coletadas para cada tipo de edificação. 5.2.2 - Idade aproximada das edificações A Figura 5.1 apresenta os índices coletados a respeito da idade das edificações à época da avaliação e/ou intervenção. Neste item, em 11 obras (4,5%) não foi possível obter essa informação, sendo feita a análise sobre as 235 edificações restantes, que corresponde a 95,5% do total. De acordo com a Figura 5.1, o período dos 10 primeiros anos após o término da construção é responsável por 24,4%; e as edificações com 10 a 20 anos de idade apresentaram o maior índice de problemas, com 33,3%. Estas obras foram construídas no período de 1975 a 1985, quando se verificou um “boom” na construção civil em Brasília, caracterizado pelo processo construtivo em ritmo muito acelerado, sem correspondência de controle de qualidade e supervisão adequada e falta de manutenção. Sem falar no problema da falta de manutenção, pois são obras, cuja idade já requer algum tipo de manutenção. As edificações com 20 a 30 anos de idade, período que corresponde de 1965 a 1975, apresentaram o segundo maior índice de problemas, com 17,1%, o que pode ser atribuído também à ausência quase completa de manutenção. Pode-se explicar, em parte, a elevada
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    75 intensidade desta causano Distrito Federal pela concentração na capital de um número muito grande de edificações públicas, com uma administração, em geral, omissa quanto aos gastos com manutenção. Além disso, muitas edificações residenciais, até 1989, eram “funcionais”, isto é, pertenciam ao governo federal, sendo alugadas a funcionários públicos, que também se eximiam de qualquer responsabilidade no que se diz respeito a cuidados com os imóveis que usufruíam. Figura 5.1 - Idade aproximada das edificações - Brasília 15,0% 11,0% 13,4% 33,3% 17,1% 5,7% Em construção - 15,0% Até 5 anos - 11,0% 5 a 10 anos - 13,4% 10 a 20 anos - 33,3% 20 a 30 anos - 17,1% Mais de 30 anos - 5,7% As obras com os danos se manifestando já na fase de construção apresentaram o terceiro maior índice de problemas, com 15%, que chama a atenção para a questão do controle de qualidade e da supervisão durante as várias etapas do processo construtivo. Outro fato interessante é a baixa incidência de danos registrados nas obras com mais de 30 anos, com 5,7%, que pode indicar um retrocesso, com o tempo, na qualidade das edificações, não acompanhando as evoluções tecnológicas. Apesar da idade elevada, devido a uma provável boa qualidade das obras, elas não sofreram tanto com a falta de manutenção. Mas o baixo índice pode talvez ser causado pela precariedade dos arquivos consultados, pois em se tratando de obras mais antigas, há uma quase completa ausência de registros de intervenções eventualmente realizadas, além das empresas pesquisadas terem atuação mais marcante nos últimos 20 anos.
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    76 5.2.3 - Localizaçãodo dano e/ou intervenção segundo o elemento A Figura 5.2, a seguir, apresenta os índices cadastrados a respeito do elemento afetado, seja por alguma manifestação de dano ou por algum sistema de reparo/reforço nele aplicado, cuja soma é superior a 100% devido à superposição de elementos afetados. Figura 5.2 - Localização do dano e/ou da intervenção segundo o elemento - Brasília 0 10 20 30 40 50 60 Fundação - 16,7% Pilar - 29,3% Viga - 57,3% Laje - 41,1% Junta de dilatação - 7,7% Cortina/parede - 10,6% Parede divisória/fachada - 22,0% Cobertura - 4,5% Elemento não estrutural - 0,8% Marquise - 2,4% Piso - 4,1% Escada - 3,3% Outro - 5,3% Para todos os tipos de edificações analisados, os elementos que mais apresentaram danos e/ou intervenções foram as vigas (57,3%), seguidas das lajes (41,1%), pilares (29,3%) e paredes divisórias/fachadas (22%). Estes dados coincidem com os obtidos na região Amazônica, mencionados no Capítulo 3, item 3.6 (Aranha, 1994). O item “Outro” da Figura 5.2 corresponde aos seguintes elementos: mísula, rampas, apoio de viga, treliça e contraventamento metálicos, blocos de fundação, corpo de barragem de concreto, reservatório de água, canais e decantadores, e casa de máquinas de piscina.
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    77 5.2.4 - Razõespara a necessidade de vistoria e/ou intervenção A Figura 5.3, a seguir, apresenta os índices coletados a respeito das necessidades de vistoria e/ou intervenção, onde a soma é superior a 100% devido à superposição de necessidades de vistoria e/ou intervenção. De acordo com a Figura 5.3, a maior necessidade de se fazer vistoria e/ou intervenção foi atribuída a comprometimentos da funcionalidade da estrutura aos Estados Limites de Utilização (E.L.S), com 62,2%, seguida de razões de ordem estética, com 26%. Figura 5.3 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Brasília 0 10 20 30 40 50 60 70 Estética - 26,0% E.L.S - 62,2% E.L.U - 15,4% Acréscimo de pavimento ou ampliação - 2,8% Mudança de utilização - 15,4% Outras - 1,2% Sobre o total de casos registrados de comprometimento de segurança aos Estados Limites Últimos (E.L.U), com 15,4%, cabe ressaltar que a parcela 1,6% corresponde a ocorrências de ruína com colapso total da estrutura; 2.4% a risco iminente de ruína e 11,4% à ruína de elementos isolados. As necessidades atribuídas a mudanças de utilização da edificação apresentaram um índice relativamente alto (15,4%). Este índice pode ser explicado pelas características da administração pública, onde se constatam, a cada mudança de governo, alterações significativas na utilização das edificações. O item “Outras” da Figura 5.3 corresponde aos seguintes eventos: baixa resistência do concreto detectada ainda durante a construção, necessidade de adequar a estrutura à
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    78 passagem de tubulaçõese suspeita sobre a qualidade de peças metálicas da estrutura, sem dano aparente. 5.2.5 - Manifestações patológicas nas edificações A Figura 5.4 apresenta os índices cadastrados a respeito das manifestações patológicas, analisados em um universo de 200 obras, que corresponde a 81,3%. As 46 edificações restantes foram catalogadas, pois passaram por algum processo de intervenção, sem necessariamente, terem apresentado danos. Seu somatório é superior a 100% devido à superposição de manifestações e corresponde a 238,6%. Figura 5.4 - Manifetações patológicas nas edificações - Brasília 0 10 20 30 40 50 60 70 Flechas - 26,0% Fissuras - 60,2% Infiltrações 23,2% Corrosão - 30,1% Esfoliação - 15,4% Desagregação - 4,1% Segregação - 7,3% Recalque -15,4% Colapso parcial ou total - 11,8% Armadura exposta - 13,0% Carbonatação - 1,6% Outras - 30,5% A manifestação predominante no levantamento realizado foi a ocorrência de fissuras (60,2%), seguida de corrosão de armadura (30,1%), flechas excessivas (26%) e infiltrações (23,2%). Fissuras (60,2%) em peças de uma edificação são sintomas de que foi excedida em alguma região da peça a resistência à tração do material componente. Dependendo de sua natureza e abertura, podem indicar que foi atingido um Estado Limite de Fissuração (ABNT, 1978) ou mesmo comprometimento da segurança aos Estados Limites Últimos (E.L.U). São sinais
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    79 externos que permiteminvestigar a patologia que está afetando a estrutura. Por isto, ela foi a manifestação, como era de se esperar, pela natureza do concreto armado, com o maior índice de ocorrências no levantamento realizado. O processo de corrosão (30,1%) é causado por um ou mais eventos: cobrimento deficiente, fissuras, infiltrações, presença contínua de umidade, meio ambiente agressivo e falta ou deficiência de manutenção. Apesar de apresentar o segundo maior índice, é a patologia que, em geral, mais prejuízo causa às edificações, pois são várias as patologias envolvidas em seu processo. O dano infiltrações (23,2%) está associado, principalmente, a problemas de projeto (concepção arquitetônica e instalações) e à falta ou deficiência de manutenção. A ocorrência de flechas excessivas (26%) é o resultado, em geral, de um ou mais fatores: problemas de projeto (concepção e/ou detalhamento), mau posicionamento das armaduras na execução e má utilização da estrutura, no que se refere à ação de sobrecarga superior ou incompatível com aquela prevista em projeto. Os recalques (15,4%) registrados ocorreram, principalmente, em fundações superficiais, comumente executadas sem uma prévia investigação do subsolo. Observou-se que os fatores responsáveis pelos recalques foram: sobrecarga oriunda de acréscimo de pavimento ou ampliação, vazamento nas tubulações da rede pública por falta de manutenção, fundações assentadas em aterros mal executados, profundidades inadequadas e execução incompatível com o projeto. O item “Outras” da Figura 5.4 corresponde às seguintes manifestações: biodegradação devido a cupins e fungos, concreções, eflorescência, flambagem, deformações excessivas, perda de estabilidade, juntas de dilatação obstruídas ou com material elastômero ressecado, vibrações excessivas, problemas de geometria como arqueamento de paredes e desaprumo, armadura com seção reduzida e/ou com perda de seção significativa.
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    80 5.2.6 - Causasdas manifestações patológicas As Figuras 5.5, 5.6, 5.7 e 5.8 apresentam os índices coletados sobre as causas das manifestações. Foram utilizadas 205 edificações para esta análise, que corresponde a 83,6 do total. As outras 41 obras passaram por algum processo de intervenção devido aos seguintes fatores: mudança de utilização e acréscimo de pavimento ou ampliação. Figura 5.5 - Causa isolada das manifestações - Brasília 0 5 10 15 20 25 30 Projeto - 10,2% Projeto e Outras - 0,4% Execução - 26,8% Material - 0,8% Utilização - 2,8% Manutenção - 11,9% Ação imprevista - 4,1% Incêndio - 2,4% Outras - 0,8% Projeto e Execução - 8,1% Projeto e Manutenção - 2,4% De acordo com as Figuras 5.5 e 5.6 a maioria dos problemas são devidos à execução, manutenção e projeto, sejam isoladamente ou associados uns aos outros. Execução corresponde ao índice 46,2%, manutenção a 25,2% e projeto a 23,5%, em valores totais, não levando em conta se foram considerados como causa única ou não. Juntos, execução e projeto, são responsáveis por 45,1% dos danos encontrados nas obras catalogadas, sendo que a parcela de 26,8% corresponde exclusivamente a execução, 10,2% a projeto e 8,1% aos dois em conjunto. Este valor se aproxima do encontrado na pesquisa realizada na região Amazônica, mencionada no Capítulo 3, item 3.6 (Aranha, 1994). Um item que se destaca é a manutenção, que chega a ser maior que o de projeto, permitindo concluir que em Brasília não é usual a preocupação quanto à manutenção, fato que foi devidamente explicado no item 5.2.2.
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    81 O item “Outras”das Figuras 5.5 e 5.6 corresponde aos seguintes fatos: ausência de projeto estrutural, fabricação de estrutura metálica fora de especificações de projeto, demolição mal executada e projeto hidráulico deficiente. Figura 5.6 - Causas associadas das manifestações - Brasília 0 1 2 3 4 5 6 7 Projeto, Execução e Manutenção - 2,0% Projeto, Execução e Ação imprevista - 0,4% Execução e Manutenção - 6,9% Execução e Materiais - 0,4% Execução e Ação imprevista - 0,4% Execução e Outras - 0,8% Execução, Utilização e Manutenção - 0,4% Utilização e Manutenção - 1,2% Manutenção e Ação imprevista - 0,4% Segundo a presente análise, cujos dados são apresentados na Figura 5.7, os problemas causados por alguma falha de projeto estão na sua maioria relacionados ao cálculo, com 53,4%, e ao detalhamento, com 48,3%, sendo a soma superior a 100% devido à superposição de causas. Os problemas associados às falhas de execução, apresentados na Figura 5.8, estão relacionados em grande parte ao cobrimento deficiente (30,7%), concretagem (27,2%) e armaduras no que se refere a falhas de corte, dobramento e disposição (31,1%).
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    82 Figura 5.7 -Problemas de projeto - Brasília 0 10 20 30 40 50 60 Concepção - 27,6% Cálculo - 53,4% Detalhamento - 48,3% Figura 5.8 - Problemas de execução - Brasília 0 5 10 15 20 25 30 35 Geometria - 7,9% Armadura - 21,1% Concretagem - 27,2% Cobrimento deficiente - 30,7% Resistência insuficiente - 4,4% Fundação - 7,9% Dosagem ruim - 0,9% Outros - 33,3% Deve ser feita uma ressalva quanto ao cobrimento deficiente, pois ele pode ser classificado tanto como falha de execução ou como falha de projeto. No caso de ser relacionado como falha de projeto, o problema está intimamente ligado ao detalhamento inadequado das peças estruturais, principalmente no que se refere ao espaçamento mínimo das barras de armadura. Na análise dos dados do levantamento, nos casos de ausência de informações sobre o projeto e detalhamento, a causa foi atribuída a falhas de execução, pois, em geral, mesmo com projetos bem detalhados é comum a ocorrência de erros de execução, pela ausência de espaçadores ou pastilhas para garantir o cobrimento adequado. Merece ainda ser mencionado
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    83 que as disposiçõesda NB1/78 (ABNT, 1978) são inadequadas quanto ao cobrimento com relação à maioria das normas internacionais, principalmente lajes, onde se especifica até 0,5 cm de cobrimento para concreto revestido no interior de edifícios. O item “Outros” da Figura 5.8 corresponde aos seguintes problemas de execução: cura eficiente, erro de locação e desvios de geometria da estrutura, desforma e retirada de scoramento precoce, não observância do projeto, juntas mal executada, aterro mal executado, fixação inadequada de telhas, uso de aditivo à base de cloreto, impermeabilização mal executada, erros de amarração da alvenaria à estrutura, ligação inadequada dos elementos estruturais metálicos e execução de estrutura metálica com peças de dimensões insuficientes com relação ao projeto. 5.2.7 - Materiais de intervenção Foram analisadas 207 edificações, que corresponde a 84,15% das obras cadastradas. As outras 39 obras passaram apenas por inspeção da estrutura. Seu somatório também é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 240,9%. De acordo com a Figura 5.9 os materiais mais utilizados nos processos de intervenção cadastrados foram: barras de aço para concreto armado (58,1%), argamassa epóxica (53,3%) e resina epóxi (51,2%). Os índices elevados de aplicação de resina e argamassa a base de epóxi deve-se ao seu emprego na colagem de novas armaduras, recobrimento de armaduras expostas, injeção de fissuras, grampeamento e como ponte de aderência entre o concreto velho e o novo. Cabe ressaltar que, recentemente, o uso indiscriminado da resina epóxi é questionado, especialmente no que se refere à aderência, pois existem pesquisas na área que discutem sua necessidade em vários casos. Resultados experimentais levantam algumas dúvidas sobre a real eficiência do uso da resina como “primer” nas juntas estruturais de reparos, principalmente onde se usa a
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    84 Figura 5.9 -Materiais de intervenção - Brasília 0 10 20 30 40 50 60 Concreto - 39,8% Concreto projetado - 1,6% Aço em barras - 58,1% Aço em chapas/perfis/cabos - 8,5% Argamassa convencional - 14,6% Argamassa modificada - 6,9% Argamassa epóxica - 53,3% Resina epóxi - 51,2% Graute - 4,5% Outros - 2,4% remoldagem com concreto novo sobre o substrato de concreto maduro e superfície com agregado graúdo exposto, limpa e seca (Clímaco, 1990). A Figura 5.9 apresenta o item “Outros” que corresponde aos seguintes materiais: mastique elástico ou elastômero, material de impermeabilização, inibidor de corrosão, anti-corrosivo e solo-cimento. 5.2.8 -Técnicas de intervenção Segundo a Figura 5.10, as técnicas mais utilizadas foram: adição de barras de aço para concreto armado (57,3%), remoldagem com concreto (33,3%) ou com argamassa (37,4%), para ao encamisamento ou aumento de seção, e injeção de fissuras (25,6%). Aqui, como no item 5.2.7, a análise baseou-se em 207 obras e seu somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 202,8%. O fato dos percentuais de materiais de intervenção utilizados não coincidirem com as respectivas técnicas é conseqüência dos índices terem sido computados por obra e não pela quantidade de vezes em que foi empregado na mesma edificação com o uso de diferentes
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    85 técnicas de intervenção.É o caso do aço e do concreto, onde os índices dos materiais empregados são inferiores aos das respectivas técnicas que os utilizaram. Figura 5.10 -Técnicas de intervenção - Brasília 0 10 20 30 40 50 60 Adição de barras - 57,3% Adição de chapas - 2,8% Protensão - 3,7% Grampeamento - 11,4% Injeção de fissuras - 25,6% Remoldagem com concreto - 33,3% Remoldagem com argamassa - 37,4% Recomposição do revestimento - 14,2% Substituição - 3,3% Outras - 13,8% O item “Outras”da Figura 5.10 corresponde às seguintes técnicas: reparo e execução de juntas, reforço de fundação, fundação adicional, proteção anti-térmica, impermeabilização, acréscimo de elemento estrutural metálico ou de concreto, desmontagem de estrutura metálica e execução de sistemas de drenos. 5.2.9 - Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação Estes dados se baseiam em 198 obras cadastradas, que correspondem a 80,4% do total, e foram obtidas através de entrevistas. A Figura 5.11 mostra que na maioria das obras o custo da intervenção não ultrapassou 25% do custo da edificação (70,7%).
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    86 Figura 5.11 -Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação - Brasília 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Menos de 25% - 70,7% 25 a 50% - 6,9% Mais de 50% - 2,8% Cabe chamar atenção para o nível de informação sobre os custos, que é muito precário devido ao não acesso à todos os itens envolvidos, tais como interdição, aluguéis, lucros cessantes, etc. 5.2.10 - Compatibilização da intervenção com outros serviços A análise destes dados foi realizada sobre 107 edificações coletadas, que corresponde a 43,5%. Seu somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 68,6%. Esta informação é interessante, pois com ela tem-se uma visão global dos custos de uma intervenção e da necessidade em se contratar empresas ou profissionais especializados. Estes dados deixam bem claro que nem sempre uma intervenção é simplesmente um trabalho localizado, e que seu custo não engloba só a mão- de -obra e o material, mas também todos os custos indiretos, como são apresentados na Figura 5.12. Na Figura 5.12 o item “Outros” corresponde a problemas causados pelos serviços de intervenção em: fundações, esquadrias, equipamentos, impermeabilização, tráfego de veículos, redução de pé direito, interdição de pista, instalações para tratamento de água, e interdição da edificação e ou da área do entorno nos serviços de intervenção.
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    87 Figura 5.12 -Compatibilização da intervenção com outros serviços - Brasília 0 5 10 15 20 25 30 Instalação hidraúlica e elétrica - 21,1% Instalação telefone e ar condicionado - 8,1% Outros espaços - 26,8% Outros - 12,6% 5.2.11 - Métodos de avaliação estrutural utilizados Os métodos de avaliação foram relatados em 239 obras, que corresponde a 97,2% do total. Nas outras 7 edificações não se obteve esta informação. A Figura 5.13, a seguir, mostra que os métodos mais empregados foram: vistoria técnica (87,8%), revisão de projeto estrutural (43,1%) e acompanhamento de fissuras (14,2%). Aqui também se observa que o somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 189%. Na Figura 5.13 o item “Outros” corresponde aos seguintes métodos utilizados: controle topográfico de deslocamentos, vistoria de fundações, estrutura, execução de poço de visita, teste de carbonatação, análise da estabilidade global, revisão do projeto de fundação, execução de novo cálculo estrutural, recomposição do projeto a partir da estrutura, devido à sua ausência, e ensaio de elementos estruturais (tubos) de treliça espacial.
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    88 Figura 5.13 -Métodos de avaliação estrutural utilizados - Brasília 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Revisão de projeto - 43,1% Deslocamentos - 9,3% Esclerometria - 9,8% Ensaio de amostra concreto - 6,9% Ensaio de amostra de aço -4,9% Pacômetro - 1,6% Teste de carga - 6,1% Acompanhamento de fissuras - 14,2% Vistoria - 87,8% Outros - 5,3% 5.2.12 - As 53 pontes do Distrito Federal Essas pontes foram analisadas em separado pelas razões apresentadas no item 4.1 do Capítulo 4. A maioria das inspeções foi realizada em 1990, com o índice de 96,2% em relação ao total de pontes vistoriadas. A estrutura predominante, com 81,2%, é constituída por concreto armado. A idade que mais se destacou como incidência de problemas foi a de 5 a 10 anos, com 69,8%, alertando para a necessidade de manutenção. Com relação à manutenção, cabe chamar atenção para o que ocorre hoje com todas as pontes e viadutos não só do Distrito Federal, mas de toda a região Centro-Oeste, com a prática errônea de se reparar/reforçar apenas quando elas chegam a um estado crítico de utilização, quando não, ao comprometimento da segurança aos Estados Limites Últimos (E.L.U). Os elementos estruturais mais afetados foram: lajes (37,7%), taludes de encontro (35,8%), vigas (28,3%) e fundações (24,5%). Estes dados só diferem dos encontrados na região
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    89 Amazônica, mencionada noCapítulo 3, item 3.6 (Aranha, 1994), com índice referente a talude. As manifestações que sobressaíram foram: erosões (47,2%), fissuras (32,1%) e recalques (9,4%). 5.3 - ANÁLISE DE GOIÁS 5.3.1 - Introdução Goiânia foi inicialmente planejada para 50 mil habitantes. Hoje com seus 62 anos, possui quase um milhão. É a capital de um estado com economia predominantemente agropecuária, com um setor industrial bem modesto. Suas edificações não diferem muito das outras cidades do seu porte, cujas obras predominantes são residenciais e comerciais. O Anexo B contém todas as tabelas referentes às 120 edificações cadastradas em Goiânia, sistematizando todas as informações coletadas para cada tipo de edificação. 5.3.2 - Idade aproximada das edificações Esta análise baseou-se nas informações obtidas em 119 obras, que corresponde a 99,2% do total de edificações coletadas. Segundo a Figura 5.14, a idade predominante por ocasião das vistorias/intervenções, de acordo com o levantamento, é a etapa de construção, com 74,2% do total. Esse número elevado pode ser explicado pelo fato de a empresa que forneceu as informações para esta pesquisa, ser também responsável pelo controle tecnológico dos materiais. Por isso, detectava -se mais cedo os problemas existentes nas edificações e, principalmente, tinha-se acesso a uma informação que, em geral, não vem a público. De qualquer modo, o índice apresentado é alarmante, e bem diferente das demais cidades pesquisadas.
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    90 Figura 5.14 -Idade aproximada das edificações - Goiânia Em construção - 74,2% Até 5 anos - 5,8% 5 a 10 anos - 2,5% 10 a 20 anos - 12,5% M ais de 30 anos - 4,2% 4,2% 12,5%2,5% 5,8% 74,2% A segunda idade em destaque foi o período de 10 a 20 anos, devido provavelmente à falta de manutenção. Apenas 8,3% dos danos e/ou intervenções ocorreram em edificações no período dos 10 primeiros anos após a construção. 5.3.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento Segundo a Figura 5.15, os elementos afetados que mais se destacaram foram os pilares, com 46,7%, seguidos pelas lajes, com 34,2%, e vigas, com 31,7%. Estes dados diferem muito dos apresentados em Brasília, onde lajes e vigas mostram resultados maiores que os pilares. Observe que o somatório é maior que 100% devido à superposição e corresponde a 141,6%. O item “Outro”corresponde aos seguintes elementos: calhas, piscina, consolo, reservatório, base de dorna de uma usina, túnel de descarga de um armazém e aparelho de apoio.
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    91 Figura 5.15 -Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Goiânia 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Fundação - 5,8% Pilar - 46,7% Viga - 31,7% Laje - 34,2% Junta de dilatação - 0,8% Cortina/Parede - 3,3% Parede divisória/fachada - 5,8% Marquise - 2,5% Piso - 3,3% Escada - 0,8% Outro - 6,7% 5.3.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção A Figura 5.16, a seguir, mostra que o comprometimento de funcionalidade da estrutura aos Estados Limites de Utilização (E.L.S) foi responsável por 45,8% das razões fornecidas para as vistorias e/ou intervenções, seguido de problemas detectados no controle tecnológico, com 20,9%, que faz parte do item “Outras” da Figura 5.16, e do comprometimento de segurança aos Estados Limites Últimos (E.L.U), com 19,2%. Cabe salientar que, desse último índice, a parcela 5,8% corresponde a casos de ruína com colapso total da estrutura; 5,8% a risco iminente de ruína e 7,6% à ruína de elementos isolados. O item “Outras” corresponde aos seguintes eventos: correção de projeto, problemas detectados no controle tecnológico, e reinício de obra paralisada.
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    92 Figura 5.16 -Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Goiânia 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Estética - 5,8% E.L.S - 45,8% E.L.U - 19,2% Acréscimo de pavimento ou ampliação - 2,5% Mudança de utilização - 2,5% Outras - 24,2% 5.3.5 - Manifestações patológicas nas edificações Estes dados foram obtidos de 94 edificações, que correspondem a 78,3% do total. As 26 obras restantes não necessariamente manifestavam patologias e foram cadastradas pois sofreram algum tipo de intervenção devido aos seguintes fatos: correção de projeto, acréscimo de pavimento ou ampliação, mudança de utilização e baixa resistência do concreto detectada ainda durante a construção. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 152,7%. Segundo a Figura 5.17, fissuras e segregações apresentaram os maiores percentuais cadastrados no levantamento, com o mesmo índice de 30%. O terceiro, colapso parcial ou total, com 15,8%. As 2 primeiras manifestações em destaque refletem bem a questão de 74,2% das obras coletadas estarem ainda na etapa de construção. Por isso, esses dados diferem dos encontrados em Brasília.
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    93 Figura 5.17 -Manifestações patológicas nas edificações - Goiânia 0 5 10 15 20 25 30 Flechas - 11,7% Fissuras - 30% Infiltrações - 6,7% Corrosão - 14,2% Esfoliação - 15,1% Desagregação - 2,5% Segregação - 30% Recalque - 5,0% Colapso parcial ou total - 15,8% Armadura exposta - 7,5% Outras - 14,2% O item “Outras” corresponde às seguintes manifestações: biodegradação de fungos, desvio de geometria, concreções, eflorescência, pulverulência, juntas danificadas e armaduras com seção reduzida devido ao alto nível de corrosão. 5.3.6 - Causas das manifestações patológicas Esta análise abrangeu 115 obras catalogadas, que correspondem a 95,8%. As outras 5 edificações foram reparadas/reforçadas devido aos seguintes fatores: mudança de utilização, acréscimo de pavimento ou ampliação e correção de projeto na fase de construção. Execução e projeto juntos foram responsáveis por 65% das patologias existentes nas obras. A parcela de 45% foi responsabilidade exclusiva de execução; 15,8% exclusiva de projeto e 4,2% de projeto associado a execução. Em valores totais o projeto foi responsável por 21,7% e a execução por 60,8%, segundo as Figuras 5.18 e 5.19. O item “Outras” da Figura 5.18 corresponde ao seguinte evento: projeto de fundações deficiente.
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    94 Figura 5.18 -Causa isolada das manifestações - Goiânia 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Projeto - 15,8% Execução - 45% Material - 10,9% Utilização - 2,5% Manutenção - 1,7% Ação imprevista - 0,8% Outras - 0,8% Figura 5.19 - Causas associadas das manifestações patológicas - Goiânia 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Projeto e Execução - 4,2% Projeto e Manutenção - 1,7% Execução e Materiais - 9,2% Execução e Utilização - 0,8% Execução e Manutenção - 0,8% Execução e Ação imprevista - 0,8% De acordo com as Figuras 5.20 e 5.21, a maioria dos problemas relacionados com o projeto estrutural é devida a falhas no detalhamento, com 56%, seguida de erros de cálculo, com 28%, onde observa -se que assim como em Brasília a soma é superior a 100% devido à superposição de causas. As falhas de execução são, principalmente, devidas a concretagem (48,1%), resistência do concreto insuficiente (16%) e espessura do cobrimento inadequada (13,3%).
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    95 Figura 5.20 -Problemas de projeto - Goiânia 0 10 20 30 40 50 60 Concepção - 20% Cálculo - 28% Detalhamento - 56% Figura 5.21 - Problemas de execução - Goiânia 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Geometria - 8,0% Armadura - 5,3% Concretagem - 48,1% Cobrimento deficiente - 13,3% Resistência insuficiente - 16% Dosagem ruim - 9,3% Outros - 34,7% Observa-se que Brasília apresentou mais problemas motivados pelo cálculo e Goiânia mais problemas de detalhamento. Contudo, em Brasília, a diferença entre os problemas de cálculo e detalhamento é pequena, de 5,1%. Em Goiânia, a diferença é alta, igual ao valor correspondente a problemas de cálculo, de 28%.
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    96 Constata-se que Brasíliae Goiânia também diferem quanto aos problemas de execução. Brasília apresenta mais problemas de cobrimento deficiente e Goiânia problemas de concretagem, como se verifica no item 5.3.5. O item “Outros” da Figura 5.21 corresponde aos seguintes problemas de execução: cura deficiente, desforma e retirada do escoramento precoce, não observância de projeto, juntas mal executada, aterro mal executado, forma danificada ou deformada, uso de aditivo à base de cloreto, execução precária das fundações e impermeabilização mal executada. 5.3.7 - Materiais de intervenção Estes percentuais baseiam-se em 60 obras cadastradas, o que corresponde a 50% do total de edificações registradas. Quanto ao restante, não existe registro da forma de intervenção. O somatório corresponde a 65,8% devido à superposição. Figura 5.22 - Materiais de intervenção - Goiânia 0 5 10 15 20 25 30 Concreto - 26,7% Concreto projetado - 2,5% Aço - 15,8% Argamassa epóxi - 1,7% Resina epóxi - 2,5% Graute - 16,6% Através da Figura 5.22 constata-se que os materiais mais utilizados na intervenção foram: concreto moldado in loco (29,2%), graute mineral (16,6%) e barras de aço para concreto armado (15,8%).
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    97 Percebe-se, nitidamente, adiferença entre os materiais de intervenção utilizados em Brasília e Goiânia. A tendência de Brasília é empregar mais resina e argamassa a base de epóxi, com 120%, índice maior que 100% devido à superposição. Em Goiânia prefere-se o uso do concreto, principalmente, o de alto desempenho (CAD), e ainda uma preferência em trabalhar com graute mineral, que não se observa em Brasília. 5.3.8 - Técnicas de intervenção Assim com no item 5.3.7, estes dados foram obtidos de 60 obras catalogadas. O somatório corresponde a 67,5% devido à superposição. Segundo a Figura 5.23 as técnicas predominantes foram: remoldagem com concreto (22,5%), remoldagem com argamassa (16,7%) e adição de barras de aço para concreto armado (12,5%). Figura 5.23 - Técnicas de intervenção - Goiânia 0 5 10 15 20 25 Barras adicionais - 12,5% Remoldagem com concreto - 22,5% Remoldagem com argamassa - 16,7% Injeção de fissuras - 0,8% Recomposição de revestimentos - 2,5% Outras - 12,5% O item “Outras”corresponde às seguintes técnicas: reforço de fundações, execução de juntas, impermeabilização, substituição e acréscimo de elemento estrutural de concreto armado. Cabe chamar atenção para a porcentagem total deste item, assim como do item 5.3.7, que foi inferior a 100%. Isto pode ser explicado pelo fato de que estes percentuais foram sobre as 120
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    98 edificações cadastradas, aoinvés das 60 obras que passaram por algum processo de intervenção. .3.9 - Métodos de avaliação estrutural utilizados Estes dados foram obtidos de 36 obras, que corresponde a 30% das edificações cadastradas. A Figura 5.24, a seguir, mostra que o ensaio mais utilizado na avaliação foi o ensaio de esclerometria do concreto, com 27,5%, seguido dos ensaios de amostras (testemunhos) de concreto, com 15%. O item vistoria não consta, porém todas as obras foram vistoriadas. Observe que o somatório corresponde a 41,7% devido à superposição. Figura 5.24 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Goiânia 0 5 10 15 20 25 30 Revisão de projeto -2,5% Esclerometria - 27,5% Ensaio de amostra concreto - 15% Teste de carga - 1,7% Cabe salientar o baixo percentual de obras cuja intervenção realizou-se sem passar por uma revisão de projeto estrutural. O alto percentual de ensaios não destrutivos e ensaios de amostras (testemunhos) de concreto deve-se ao fato da empresa pesquisada atuar na área de controle de materiais. 5.4 - ANÁLISE DO MATO GROSSO DO SUL 5.4.1 - Introdução
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    99 Campo Grande temaproximadamente 600 mil habitantes. É também um estado com economia predominantemente agropecuária e com um setor industrial bem modesto. No que se refere à construção civil as características da cidade são bem semelhantes a Goiânia, e a diferença maior reside no número de habitantes. O estado do Mato Grosso do Sul não possui firmas de Engenharia dedicadas apenas à área de recuperação. Os trabalhos são realizados por empresas locais atuantes também em outra área, ou por empresas de recuperação de outros estados. Uma característica apresentada pelo estado do Mato Grosso do Sul neste levantamento foi o grande índice de pontes existentes com incidência de problemas patológicos, bem maiores que os outros tipos de obras. Isto pode ser observado nos dados, que serão analisados a seguir. Cabe salientar para o pequeno número de informações coletadas, 22 obras. Isso pode ser, em parte, justificado pelo fato do responsável pelo fornecimento dos dados, preocupar em registrar somente os piores casos. A ausência de arquivos e dificuldades de contato com outros profissionais do setor também contribuíram para o número reduzido. O estado do Mato Grosso do Sul apresentou ainda como particularidade o fato de os problemas registrados em fundações serem mais acentuados que as demais causas. O Anexo B contém todas as tabelas referentes as 22 obras cadastradas em Campo Grande, sistematizando todas as informações coletadas para cada tipo de edificação. 5.4.2 - Idade aproximada da edificação Como se pode observar na Figura 5.25, o maior percentual de danos/intervenções ocorreu ainda na fase de construção, com 50,0%. O segundo maior percentual fica com dois períodos consecutivos que englobam os 10 primeiros anos de idade, após a construção, com 36,4%.
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    100 Ou seja, 86,4%dos eventos foram registrados dentro dos 10 primeiros anos da edificação, incluindo a fase de construção. Figura 5.25 - Idade aproximada das edificações - Campo Grande Em construção - 50% Até 5 anos - 18,2% 5 a 10 anos - 18,2% 10 a 20 anos - 9,1% Mais de 30 anos - 4,5% 50,0% 18,2% 18,2% 4,5% 9,1% Observa-se que a baixa incidência de danos registrados nas obras com mais de 30 anos são é comum às três cidades: Brasília, Goiânia e Campo Grande. Esta baixa incidência de eventos em edificações mais antigas, pode indicar deficiência nos registros, pois pela idade apresentam maior dificuldade em fornecer detalhes, ou talvez uma melhor qualidade na execução das mesmas. 5.4.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento Os elementos afetados predominantes foram: fundações (36,4%), seguidas de pilares (33,3%) e lajes (28,6%), segundo a Figura 5.26. Um fato interessante a se observar é que o levantamento não registrou problemas em vigas, o que é estranho, principalmente quando as lajes são afetadas. O item “Outros”da Figura 5.26 corresponde aos seguintes elementos: consolos, marquises, aparelhos de apoio e tubulações.
  • 104.
    101 A questão dospilares ter apresentado um alto índice (33,3%) de defeitos coincide com os dados encontrados em Goiânia, cujo índice foi o maior (46,7%). Esta informação serve de alerta para se verificar a qualidade de projetos e execução, pois trata -se do elemento mais importante de uma estrutura, que está sendo negligenciado. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 130%. Figura 5.26 - Localização do dado e/ou intervenção segundo o elemento - Campo Grande 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Fundação -36,4% Pilar - 33,3% Laje - 28,6% Cobertura - 4,5% Parede divisória/fachada - 4,5% Outros - 22,7% 5.4.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção Pela Figura 5.27 observa-se que o comprometimento da segurança aos Estados Limites Últimos (E.L.U), com 40,9%, foi o motivo predominante para que houvesse a necessidade de vistoria e/ou intervenção, sendo que a parcela 9,1% corresponde a casos de ruína com colapso total da estrutura; 9,1% a risco iminente de ruína e 22,7% à ruína de elementos isolados. É um índice discutível, explicado pelo fato citado de a fonte principal de informações ter tido a intenção de transmitir apenas os casos mais graves, o que levou a uma visão incorreta do todo. O segundo motivo que gerou a necessidade de vistoria e/ou intervenção foi o comprometimento de funcionalidade da estrutura aos Estados Limites de Utilização (E.L.S), com 36,4%.
  • 105.
    102 O item “Outras”da Figura 5.27 corresponde aos seguintes eventos: erro de locação do terreno e não adequação de projeto à Normas específicas. Figura 5.27 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Campo Grande 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 E.L.S - 36,4% E.L.U - 40,9% Acréscimo de pavimento ou ampliação - 4,5% Mudança de utilização - 9,1% Outras - 9,1% 5.4.5 - Manifestações patológicas nas edificações Esta análise foi feita em apenas 18 obras cadastradas, que correspondem a 81,8% do total de obras coletadas. As demais não apresentaram manifestações, mas sofreram intervenção devido a: acréscimo de pavimento ou ampliação, erro detectado antes que as patologias se manifestassem, projeto inadequado segundo Normas específicas e erro de locação do terreno. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 154,2%. Nas manifestações, segundo a Figura 5.28, os destaques ficam para recalques e colapsos parcial ou total, com 31,8% cada. Estes índices, como já foi explicado no item acima, são devido ao cadastramento concentrar-se nos piores casos. Os recalques podem ser justificados por problemas como: fundação executada com profundidade incompatível ao projeto, falta de habilidade e experiência da mão-de-obra na cravação de estacas, estacas apoiadas em solo inadequado e ação imprevista. O segundo destaque ficou com as manifestações de flechas excessivas e fissuras, com 22,7% cada.
  • 106.
    103 Um fato interessanteobservado durante a coleta de dados, foi a baixa incidência de relatos de problemas de corrosão de armaduras, segundo as informações obtidas com os profissionais entrevistados. Figura 5.28 - Manifestações patológicas nas edificações - Campo Grande 0 5 10 15 20 25 30 35 Flechas - 22,7% Fissuras - 22,7% Infiltração - 4,5% Corrosão - 4,5% Esfoliação - 4,5% Desagregação - 4,5% Segregação - 4,5% Recalque - 31,8% Colapso parcial ou total - 31,8% Armadura exposta - 4,5% Outras - 18,2% O item “Outras”da Figura 5.28 corresponde às seguintes manifestações: deformações, perda de suporte das fundações e aparelhos de apoio danificados. 5.4.5 - Causas das manifestações patológicas Esta análise foi feita em apenas 18 obras cadastradas, que correspondem a 81,8% do total de obras coletadas. As demais sofreram intervenção devido a: acréscimo de pavimento ou ampliação, erro detectado antes que as patologias se manifestassem, projeto inadequado segundo Normas específicas e erro de locação do terreno. De acordo com a Figura 5.29 os itens execução e projeto, com 59,1%, foram os maiores
  • 107.
    104 responsáveis pela ocorrênciade patologias. A parcela de 36,4% foi responsabilidade exclusiva de execução; 13,6% exclusiva de projeto e 9,1% de projeto e execução. Considerando todos os dados que apresentaram como causa única ou uma das causas execução e projeto, têm-se as seguintes percentagens: 45,5% e 22,7%, respectivamente. Figura 5.29 - Causa das manifestações - Campo Grande 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Projeto - 13,6% Execução - 36,4% Ação imprevista - 4,5% Incêndio - 9,1% Outras - 13,6% Projeto e Execução - 9,1% Estes dados são similares aos obtidos em Brasília e Goiânia, onde a execução também é a causa predominante de todos os problemas detectados. O item “Outras”da Figura 5.29 corresponde aos seguintes acontecimentos: área do terreno inferior à fornecida aos projetistas, alteração de projeto sem a verificação do projetista e mudança arquitetônica sem verificação do projeto estrutural. Pela Figura 5.30 verifica-se que os problemas relacionados com projeto estrutural são, principalmente, devido à concepção e detalhamento, com 40% cada. Estes dados diferem dos outros estados analisados no que se refere à concepção, que apresentou percentagem maior que cálculo, o que não ocorreu nos demais estados. Vale lembrar, novamente, que este item pode ser bastante influenciado pela subjetividade no relato.
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    105 F ig ura 5 .3 0 - P ro blem as d e p ro jeto - C am p o G rand e 0 5 1 0 1 5 2 0 2 5 3 0 3 5 4 0 C o ncep ção - 4 0 % C álcu lo - 2 0 % D etalham ento - 4 0 % A Figura 5.31 aponta o item fundação, com 40%, como o maior problema relacionado com a execução, seguida de armadura, com 30%, e concretagem, com 20%, sendo o somatório superior a 100% devido à superposição. Figura 5.31 - Problemas de execução - Campo Grande 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Armadura - 30% Concretagem 20% Cobrimento deficiente - 10% Fundação - 40% Dosagem ruim 10% Outros - 20% O item “Outros” da Figura 5.31 corresponde aos seguintes problemas de execução: locação errada de elemento estrutural e aparelhos de apoio mal executados.
  • 109.
    106 5.4.6 - Materiaisde intervenção Foram analisadas 20 edificações, que correspondem a 90,9% das obras cadastradas. As outras obras passaram apenas por inspeção. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 172,6%. A Figura 5.32, a seguir, mostra, que os materiais mais utilizados foram: concreto moldado in loco (68,2%), barras de aço para concreto armado (59%), chapas/perfis metálicos e cabos de aço (18,2%) e resina epóxi (18,2%). Figura 5.32 - Materiais de intervenção - Campo Grande 0 10 20 30 40 50 60 70 Concreto - 68,2% Concreto projetado -4,5% Aço em barras - 59% Aço em chapas/perfis - 18,2% Resina epóxi - 18,2% Graute - 4,5% Observa-se que o concreto, assim como em Goiânia, foi o principal material utilizado. A resina epóxi não foi tão empregada quanto em Brasília, mas o índice foi superior a Goiânia. As chapas/perfis metálicos e cabos de aço foram mais utilizados do que em Goiânia e Brasília.
  • 110.
    107 5.4.7 - Técnicasde intervenção As técnicas de intervenção mais utilizadas, segundo a Figura 5.33, foram: remoldagem com concreto (27,3%), adição de barras de aço para concreto armado (22,7%) e acréscimo de elemento estrutural de concreto (22,7%). Figura 5.33 - Técnicas de intervenção - Campo Grande 0 10 20 30 40 50 60 70 Barra adicional - 22,7% Chapa adicional - 9,1% Remoldagem com concreto - 27,3% Remoldagem com argamassa - 4,5% Protensão - 4,5% Outras - 68,2% O item “Outras” da Figura 5.33 corresponde às seguintes técnicas utilizadas: reforço de fundações, acréscimo de fundações, reforço e ajuste em estruturas metálicas, substituição e acréscimo de elementos estruturais. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 136,3%. Em relação à Brasília e Goiânia, observa-se uma diferença apenas quanto à substituição e acréscimo de elementos estruturais de concreto, que, em Campo Grande, destacou-se mais que as outras técnicas.
  • 111.
    108 5.4.8 - Custoaproximado da intervenção em relação ao valor da edificação Estes dados se baseiam em 16 obras cadastradas, que correspondem a 72,7% do total. Todas essas obras apresentaram um custo de intervenção que não ultrapassou 25% do custo da edificação. 5.4.9 - Métodos de avaliação estrutural utilizados Os métodos de avaliação mais utilizados, de acordo com a Figura 5.34 foram: revisão de projeto estrutural, com 63,6%, seguido do ensaio de esclerometria do concreto, com 18,2% e ensaios de amostras (testemunhos) de aço e concreto, com 13,6% cada. O item vistoria não consta, mas todas as obras foram, obviamente, vistoriadas. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 118%. Figura 5.34 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Campo Grande 0 10 20 30 40 50 60 70 Revisão de projeto - 63,6% Esclerometria - 18,2% Ensaio de amostra concreto - 13,6% Ensaio amostra aço - 13,6% Acompanhamento de fissuras - 4,5% Deslocamento - 4,5% 5.5 - ANÁLISE DO MATO GROSSO 5.5.1 - Introdução
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    109 Cuiabá, assim comoCampo Grande, possui aproximadamente 600 mil habitantes e também não conta com empresas dedicadas exclusivamente à recuperação estrutural. Os trabalhos são realizados por empresas locais que militam em outras áreas, ou por empresas do ramo de outro estado. Cabe chamar atenção para o número extremamente reduzido de dados coletados, 13 obras. A explicação para isto residiu no receio, não expresso formalmente, de alguns profissionais locais do setor em fornecer as informações, talvez pensando em proteger as firmas envolvidas do uso indevido dos dados, mesmo com a garantia do anonimato apresentada à época dos contatos. Apesar do número muito reduzido, assim como em Campo Grande, com relação a Brasília e Goiânia, decidiu-se por apresentá-los no trabalho, tendo-se o cuidado da análise em separado e com óbvios prejuízos à avaliação da região Centro-Oeste como conjunto. O Anexo B contém todas as tabelas referentes às 13 edificações coletadas em Cuiabá, sistematizando todas as informações coletadas para cada tipo de edificação. 5.5.2 - Idade aproximada da edificação Observa-se, através da Fig.5.35, que o período de até 5 anos de idade da edificação apresentou o maior índice, de eventos com 53,8%. O período correspondente aos 10 primeiros anos de idade após o término da construção acumulou 76,9% dos problemas ocorridos nas obras cadastradas. Esta percentagem foi maior que as encontradas nas outras três cidades analisadas. Ao somar a este valor o do período de construção, obtém-se 92,3% dos danos ocorridos.
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    110 Figura 5.35 -Idade aproximada das edificações - Cuiabá Em construção - 15,4% Até 5 anos - 53,8% 5 a 10 anos - 23,1% 10 a 20 anos - 7,7% 15,4% 7,7%23,1% 53,8% 5.5.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento Segundo a Figura 5.36, os elementos mais afetados foram: pilares e vigas, com 38,5% cada, e lajes, com 30,8%. O item “Outro” da Figura 5.36 corresponde aos seguintes elementos: calhas. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 184,8%. Figura 5.36 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Fundação - 15,4% Pilar - 38,5% Vigas - 38,5% Laje - 30,8% Cortina/parede - 23,1% Parede divisória/fachada - 23,1% Cobertura - 7,7,% Outro - 7,7%
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    111 5.5.4 - Razõespara a necessidade de vistoria e/ou intervenção Nos dados coletados, como pode ser observado na Figura 5.37, as únicas razões relatadas para a necessidade de vistoria e/ou intervenção foram: comprometimento de funcionalidade da estrutura aos Estados Limites de Utilização (E.L.S), com 92,3%, e ao comprometimento da segurança aos Estados Limites Últimos (E.L.U), com 7,7%, que corresponde a caso de ruína com colapso total da estrutura. O fato de Cuiabá não apresentar outras razões além das duas citadas pode ser atribuído ao número reduzido de edificações cadastradas. Entretanto, de uma maneira geral, elas foram as principais razões que implicaram em vistoria e/ou intervenção na região Centro - Oeste. Figura 5.37 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Cuiabá E.L.S - 92,3% E.L.U - 7,7% 7,7% 92,3% 5.5.5 - Manifestações patológicas nas edificações Esta análise baseou-se em 11 edificações, que correspondem a 84,6% do total de obras coletadas. As outras duas obras não apresentaram manifestações, mas foram reparadas por suspeita de problemas com o concreto. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 231%. A Figura 5.38, a seguir, mostra que as manifestações que mais se destacaram foram: fissuras (46,2%), segregação (38,5%) e armaduras expostas (30,8%).
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    112 Segregação e armadurasexpostas, são sintomas de má qualidade da concretagem e/ou do detalhamento das edificações catalogadas em Cuiabá. O item “Outras” corresponde às seguintes manifestações: fungos, desaprumo e eflorescência. Figura 5.38 - Manifestações patológicas nas edificações - Cuiabá 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Flechas - 7,,7% Fissuras - 46,2% Infiltração - 7,7% Corrosão - 23,1% Esfoliação - 15,4% Desagregação 7,7% Segregação - 38,5% Recalque - 15,4% Colapso parcial ou total - 7,7% Armadura exposta - 30,8% Outras - 30,8% 5.5.6 - Causas das manifestações patológicas De acordo com a Figura 5.39, projeto e execução, juntos, foram responsáveis por 77% dos danos ocorridos nas edificações registradas. A parcela de 30,8% corresponde exclusivamente a projeto, 38,5% exclusiva a execução e 7,7% a execução e projeto associados. Considerando todos os dados que apresentaram como causa ou uma das causas, projeto e execução tem-se 46,2% e 61,6%, respectivamente. Pela Figura 5.40 constata-se que os maiores problemas causados por falhas de projeto estão relacionados ao cálculo, com 50%, que coincide com os dados obtidos em Brasília.
  • 116.
    113 Figura 5.39 -Causa das manifestações - Cuiabá 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Projeto - 30,8% Ação imprevista - 7,7% Execução - 38,5% Material - 7,7% Projeto e Execução - 7,7% Projeto, Execução e Execução e Ação imprevista - 7,7% Um fato interessante a ser observado é que, concepção e detalhamento apresentaram percentagens iguais, com 33,3%, que coincidem com as informações encontradas em Campo Grande. Porém, em Cuiabá seus índices foram inferiores ao cálculo, e em Campo Grande ocorreu o oposto. Figura 5.40 - Problemas de projeto - Cuiabá 0 10 20 30 40 Concepção - 33,3% Cálculo - 50% Detalhamento - 33,3% 50 O somatório nas Figuras 5.40 e 5.41 é superior a 100% e corresponde a 116,6% e 175%, respectivamente.
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    114 Figura 5.41 -Problemas de execução - Cuiabá 0 10 20 30 40 50 60 70 Geometria - 12,5% Concretagem - 62,5% Cobrimento deficiente - 37,5% Fundação - 12,5% Dosagem ruim - 25% Outros 25% Segundo Figura 5.41, verifica-se que os maiores problemas de execução estão relacionados a: concretagem (62,5%), cobrimento deficiente (37,5%) e dosagem incorreta (25%). O item “Outros” da Figura 5.41 corresponde aos seguintes problemas de execução: não observância do projeto e falta de impermeabilização. 5.5.7 - Materiais de intervenção Foram utilizadas 12 obras para esta análise, que corresponde a 92,3% das edificações cadastradas. A outra obra não foi ainda recuperada. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 154%.
  • 118.
    115 Figura 5.42 -Materiais de intervenção - Cuiabá 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Concreto - 46,2% Aço em barra - 46,2% Aço em chapas/perfis - 7,7% Resina epóxi - 7,7% Graute - 46,2% Os materiais predominantes foram: barras de aço para concreto armado, concreto moldado in loco e graute mineral, com 46,2% cada, segundo a Figura 5.42. 5.5.8 - Técnicas de intervenção Assim como no item 5.5.7, esta análise baseou-se em 12 das 13 obras cadastradas. O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 138,6%. Da Figura 5.43 verifica-se que as técnicas de intervenção mais utilizadas foram: remoldagem com argamassa, com 46,2%, remoldagem com concreto e adição de barras de aço para concreto armado, com 30,8% cada. O item “Outras” da Figura 5.43 corresponde às seguintes técnicas: execução de juntas e substituição de estrutura metálica.
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    116 Figura 5.43 -Técnicas de intervenção - Cuiabá 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Barra adicional - 30,8% Acréscimo de fundação - 15,4% Remoldagem com concreto - 30,8% Remoldagem com argamassa - 46,2% Outras - 15,4% 5.5.9 - Métodos de avaliação estrutural utilizados A Figura 5.44, a seguir, mostra que os métodos de avaliação mais utilizados foram: ensaios de esclerometria do concreto (61,5%), revisão de projeto estrutural (38,5%) e ensaios de amostras (testemunhos) de concreto (15,4%). O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 115,4%. Figura 5.44 - Métodos de avaliação estrutural utilizados - Cuiabá 0 10 20 30 40 50 60 70 Revisão de projeto - 38,5% Esclerometria - 61,5% Ensaio de amostra concreto - 15,4% O somatório é superior a 100% devido à superposição e corresponde a 115,4%.
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    117 5.6 - ANÁLISECOMPARATIVA DOS ESTADOS PESQUISADOS 5.6.1 - Características climáticas Segundo as Tabelas 5.1 a 5.4 do item 5.1, observa-se que, apesar dos quatros estados pertencerem à mesma região, existem diferenças significativas quanto às características climáticas. Brasília e Goiânia caracterizam-se pela umidade do ar mais baixa e apresentarem variações entre temperaturas máxima e mínima mensais maiores que Cuiabá e Campo Grande. Estas características influenciam, principalmente, a estrutura durante a fase de concretagem, fazendo com que a atenção e o cuidado nesta fase devam ser dobrados no caso de Brasília e Goiânia. Esta é uma das razões que indicou ser mais racional efetuar uma análise individual de cada estado e, posteriormente, uma análise comparativa de caráter abrangente. Entretanto, a influência das condições climáticas nas etapas posteriores é de difícil avaliação, pois os problemas construtivos são de natureza semelhante e a precariedade dos diagnósticos das estruturas não permite maior aprofundamento neste campo. 5.6.2 - Idade aproximada das edificações A região Centro - Oeste caracteriza-se por apresentar a maioria das edificações com os problemas patológicos manifestando-se no período que vai da fase de construção até os 10 primeiros anos de idade após a construção. Neste período, Cuiabá apresentou o índice de 92,3%, Campo Grande 86,4%, Goiânia 82,5% e Brasília 39,4% das edificações registradas neste trabalho. O único caso em que uma alta percentagem foi encontrada fora do período acima citado foi Brasília, que destaca o período de 10 a 20 anos de idade, com 33,3%. Uma explicação possível para este fato foi apresentada no item 5.2.2. 5.6.3 - Localização do dano e/ou intervenção segundo o elemento Observou-se que em Goiânia e Cuiabá, os pilares foram os elementos mais afetados, com 46,7% e 38,5%, respectivamente, fato preocupante em se tratando do elemento mais
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    118 importante com relaçãoà segurança global da estrutura. Em Campo Grande, os pilares ficaram em segundo lugar como elementos mais afetados, com 33,3%, índice também elevado, logo atrás das fundações, com 36,4%. Em Brasília e Cuiabá as vigas foram os elementos que mais se destacaram, com 57,3% e 38,5%, respectivamente, sendo que em Cuiabá, pilares e vigas apresentaram a mesma percentagem - 38,5%. Como se pode notar dos dados citados, os elementos mais afetados - pilares e vigas, são essenciais à segurança estrutural e/ou funcionalidade, o que indica um alto grau de negligência por parte dos responsáveis pelas obras. 5.6.4 - Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção Na região Centro - Oeste, as principais razões que implicaram em vistoria e/ou intervenção foram: comprometimento de funcionalidade da estrutura aos Estados Limites de Utilização (E.L.S) e comprometimento da segurança aos Estados Limites Últimos (E.L.U). Brasília, Goiânia e Cuiabá apresentaram como principal razão os E.L.S, com 62,2%, 45,8% e 92,3%, respectivamente, e Campo Grande o E.L.U, com 40,9%. Esses números são compatíveis com a conclusão do item anterior, que se refere aos elementos afetados. Cabe chamar atenção para o item mudança de utilização, que apresentou em Brasília o terceiro maior percentual, com 15,4%. Esse item destacou-se pro uma característica particular da cidade, onde a cada mudança de governo federal ocorrem alterações significativas na utilização das edificações destinadas a órgãos públicos. O item outras, em Goiânia, também apresentou o terceiro maior percentual devido, principalmente, a problemas detectados no controle tecnológico. Este item destacou-se por ser uma das principais atividades exercidas pela empresa pesquisada. 5.6.5 - Manifestações patológicas As fissuras foram as manifestações predominantes nas estruturas das edificações na região Centro - Oeste, com o índice médio dos quatros estados de 39,8%.
  • 122.
    119 Na fase deconstrução, as patologias que mais se destacaram foram: fissuras, segregações e flechas, em Brasília; segregações, fissuras, colapsos e flechas, em Goiânia; colapsos, recalques e fissuras, em Campo Grande; e segregações, em Cuiabá. Nos 10 primeiros anos da construção, as patologias em evidência foram: fissuras, flechas, colapsos, infiltrações, corrosão e recalques, em Brasília; colapsos, corrosão e esfoliações, em Goiânia; flechas e recalques, em Campo Grande; e fissuras e corrosão, em Cuiabá. 5.6.6 - Causas das manifestações patológicas Os dados coletados indicam que execução e projeto foram os maiores responsáveis pelos danos nas obras catalogadas em Goiânia, Cuiabá e Campo Grande e, em Brasília, execução, manutenção e projeto. Manutenção, em Brasília, sobressaiu-se mais que projeto devido, provavelmente, à concentração de um número muito grande de edificações públicas, com uma administração, em geral, omissa e/ou sem recursos disponíveis para arcar com os gastos com manutenção. Além disso, muitas edificações residenciais, até 1989, eram “funcionais”, isto é, pertenciam ao governo federal, sendo alugadas a funcionários públicos, que também se eximiam de qualquer responsabilidade no que se diz respeito a cuidados com os imóveis que usufruíam. Considerando-se as causas projeto e execução como causa única do defeitos ou associados a outra causa, observa-se através da Tabela 5.6, que na região Centro - Oeste, os problemas advindos de falhas na execução, com exceção de Cuiabá, foram o dobro ou mais dos defeitos atribuídos ao projeto. Na média da região, a execução é superior em 88% ao projeto como causa dos defeitos. Este número é bastante superior à diferença encontrada por Aranha (1994), de 29%, e muito inferior ao de Carmona & Marega (1988), de 188%.
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    120 Tabela 5.6 -Diferenças entre projeto e execução na região Centro - Oeste Cidades Projeto (%) Execução (%) Diferença (%) Brasília 23,5 46,2 22,7 Goiânia 21,7 60,8 39,1 Campo Grande 22,7 45,5 22,8 Cuiabá 46,2 61,6 15,4 Média 28,5 53,5 25,0 Segundo a Tabela 5.7, observa-se que as diferenças constatadas entre as cidades pesquisadas com relação aos problemas originados na fase de projeto, não aconselham comparações isoladas, e/ou devem ter ocorrido por interpretações diferenciadas de perguntas do questionário e principalmente a deficiências nos diagnósticos das causas de defeitos nas edificações. Ressalvando o cuidado com os números apresentados, tem-se na média da região: detalhamento, 44,4%; cálculo, 37,9% e concepção, 30,2%. O elevado índice de problemas ligados ao detalhamento é preocupante e indica que o aumento na sofisticação dos métodos de cálculo, com uso de modernos recursos da informática, não vem se traduzindo em melhor qualidade das obras. Tabela 5.7 - Média dos erros de projeto na região Centro - Oeste Cidades Concepção Cálculo (%) Detalhamento Brasília 27,6 53,4 48,3 Goiânia 20,0 28,0 56,0 Campo Grande 40,0 20,0 40,0 Cuiabá 33,3 50,0 33,3 Média 30,2 37,9 44,4 Tabela 5.8 - Média das falhas de execução na região Centro - Oeste Cidades Concretagem Cobrimento deficiente Armadura (%) Brasília 27,2 30,7 21,1 Goiânia 48,1 13,3 5,3 Campo Grande 20,0 10,0 30,0 Cuiabá 62,5 37,5 ------- Média 39,5 22,9 18,8
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    121 No que serefere à execução, os defeitos de concretagem e cobrimento deficiente apresentaram índices que se destacaram em Brasília, Goiânia e Cuiabá. Em Campo Grande e Brasília os problemas com as armaduras destacaram-se, o que indica negligência para com uma atividade de extrema importância em uma obra. Pela Figura 5.8, em média a região apresentou concretagem, 39,5%; cobrimento deficiente, 22,9%; e armadura, 18,8%, como sendo as falhas de execução mais freqüentes. 5.6.7 - Materiais de intervenção Goiânia, Campo Grande e Cuiabá caracterizam-se pela preferência em se usar concreto armado em seus trabalhos de recuperação. Em Brasília a preferência fica com o uso de resina epóxica, que supera em número percentual de casos a utilização do concreto armado. Há que se considerar também que a resina epóxica é empregada em mais de uma finalidade, como por exemplo, na injeção de fissuras, agente adesivo ou em argamassas. Observa-se que Goiânia e Cuiabá manifestam ainda uma preferência em utilizar graute mineral em reparos ao invés de resina epóxica, enquanto Brasília e Campo Grande utilizam mais o epóxi. Essa diferença é digna de observação e reforça a necessidade de mais pesquisas quanto à eficiência relativa dos diferentes materiais de reparo e ao desempenho pós-reparo à longo prazo. 5.6.8 - Técnicas de intervenção A região Centro - Oeste caracteriza-se pelo emprego maciço das seguintes técnicas de intervenção: remoldagem com concreto ou argamassa e adição de barras de aço para concreto armado. Essas técnicas são as mais convencionais e antigas de reparo e, como mostram os números da pesquisa, ainda são as de maior uso. 5.6.9 Custo aproximado da intervenção em relação ao valor da edificação Infelizmente, não foi possível fazer uma análise comparativa englobando as quatro cidades pesquisadas, pois este dado só foi fornecido por Brasília e Campo Grande.
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    122 Em Campo Grande,todas as obras, e em Brasília, a maioria que forneceu essa informação apresentou custos abaixo de 25% do valor da edificação. No caso de Brasília, que apresentou o maior número de danos em edificações com 10 a 20 anos de idade, esse dado indica que o maior problema foi mesmo a falta de manutenção. Já em Campo Grande, esse valor se explica pelo fato da maioria dos problemas terem sido detectados ainda na fase de construção, e nesse período o custo de uma intervenção é, em geral, baixo. 5.6.10 - Métodos de avaliação utilizados Ensaios de esclerometria do concreto, revisão de projeto estrutural e ensaio de amostras (testemunhos) do concreto foram os métodos de avaliação mais utilizados na região Centro- Oeste. Verifica-se, neste aspecto, uma grande precariedade no nível de profundidade dos diagnósticos efetuados, já que pouco se utilizam métodos e dispositivos mais modernos de análise, atualmente disponíveis para este fim.
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    117 CAPÍTULO 6 CONCLUSÕES 6.1 -CONSIDERAÇÕES GERAIS O trabalho apresenta os resultados obtidos de um levantamento de dados sobre casos de deterioração de estruturas na região Centro-Oeste do Brasil. É importante ressaltar que os resultados de levantamentos dessa natureza devem ser analisados com cuidado e não podem ser entendidos como absolutos, em razão do caráter, por vezes subjetivo, que envolve a aplicação dos questionários e a interpretação dos dados, e no presente caso, em face da grande diferença no número de casos coletados, bastante reduzidos nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com relação ao Distrito Federal e Goiás. Entretanto, essas informações são valiosas e seria extremamente oportuno que houvesse um envolvimento formal dos organismos públicos e das entidades representativas de profissionais e empresas do setor da construção, no sentido de se patrocinar e padronizar trabalhos dessa natureza, visando a melhoria dos níveis atuais de durabilidade e vida útil de nossas edificações. Os resultados da análise da região Centro-Oeste serão, aqui, comparados com as diversas análises de diferentes países, apresentadas no Capítulo 3, ressaltando não ter havido padronização dos questionários aplicados nessas coletas de dados, e certamente, as diferentes interpretações das informações obtidas. Os dados coletados no presente trabalho permitem concluir que a idade das edificações que mais se destacou por apresentar a maioria dos danos, foi o período que vai da fase de construção até os 10 primeiros anos de idade após a construção. Isto pode ser observado na Tabela 6.1 e através dos índices em negrito, onde a média dos quatro estados indica 75% das edificações, sendo objeto de intervenção ou inspeção estrutural. É também marcante a média
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    118 relativa ao períododa fase de construção até os 5 primeiros anos, com 61% e da fase dos 10 primeiros anos, com 36%. Vale observar que somente o Distrito Federal apresentou um índice elevado fora dos 10 primeiros anos, de 33,3%, para edificações com 10 a 20 anos de idade. Tabela 6.1 - Idade Aproximada das edificações na região Centro-Oeste Idade Goiás (%) Mato Grosso (%) Mato Grosso do Sul (%) Distrito Federal (%) Média (%) Em construção 74,2 15,4 50,0 15,0 39 Até 5 anos 5,8 53,8 18,2 11,0 22 De 5 a 10 anos 2,5 23,1 18,2 13,4 14 De 10 a 20 anos 12,5 7,7 9,1 33,3 16 De 20 a 30 anos ----------- ----------- ------------- 17,1 ------ Mais de 30 anos 4,2 ----------- 4,5 5,7 5,0 Outra importante conclusão da pesquisa é que a manifestação de danos que predominou em toda a região foi à fissuração, assim como na França, Espanha e em São Paulo/Brasil, segundo Tabela 3.1 do Capítulo 3. Observe os índices em negrito da Tabela 6.2. Tabela 6.2 - Manifestações patológicas na região Centro-Oeste Manifestações Patológicas Goiás (%) Mato Grosso (%) Mato Grosso do Sul (%) Distrito Federal (%) Média (%) Fissuras 30,0 46,2 22,7 60,2 39,8 Flechas i 11,7 7,7 22,7 24,4 16,6 Infiltrações 6,7 7,7 4,5 23,2 10,5 Carbonatação ------- -------- --------- 1,2 -------- Corrosão 14,2 23,1 4,5 30,1 18,0 Esfoliação 15,0 15,4 4,5 15,4 12,6 Desagregação 2,5 7,7 4,5 4,1 4,7 Segregação 30,0 38,5 4,5 7,3 20,1 Recalque 5,0 15,4 31,8 15,4 16,8 Colapso 15,8 7,7 31,8 11,8 16,8 Armadura 7,5 30,8 4,5 15,4 14,6 Outras 14,2 30,8 18,2 30,5 23,4
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    119 Também se concluique a execução, na região Centro-Oeste, foi a principal causa do aparecimento de problemas patológicos, fato que se assemelha aos relatos da França, São Paulo/Brasil e região Amazônica, segundo o Capítulo 3. Das percentagens em negrito da Tabela 6.3, relativas à execução, isolada ou associada a outra causa, obtém-se os seguintes índices acumulados: 60,8%, 61,6%, 45,5% e 46,2%, respectivamente a cada cidade analisada. Tabela 6.3 - Causas das manifestações na região Centro-Oeste Goiás Mato Grosso Mato Grosso do Sul Distrito Federal Causas das manifestações UN % UN % UN % UN % Projeto 19 15,8 4 30,8 3 13,6 25 10,2 Execução 54 45,0 5 38,5 8 36,4 66 26,8 Material 13 10,9 1 7,7 -------- 2 0,8 Utilização 3 2,5 -------- -------- 7 2,8 Manutenção 2 1,7 -------- -------- 29 11,9 Ação imprevista 2 1,7 -------- 1 4,5 10 4,1 Incêndio -------- -------- 2 9,1 6 2,4 * Outras 1 0,8 -------- 3 13,6 2 0,8 Projeto e Execução 5 4,2 1 7,7 2 9,1 20 8,1 Projeto e Manutenção 2 1,7 -------- -------- 6 2,4 Projeto, Execução e Manutenção -------- -------- -------- 5 2,0 Projeto e * Outras -------- -------- -------- 1 0,4 Projeto, Execução e Ação imprevista -------- 1 7,7 -------- 1 0,4 Execução e Materiais 11 9,2 -------- -------- 1 0,4 Execução e Utilização 1 0,8 -------- -------- -------- Execução e Manutenção 1 0,8 -------- -------- 17 6,9 Execução e Ação imprevista 1 0,8 1 7,7 -------- 1 0,4 Execução e * Outras -------- -------- -------- 2 0,8 Execução, Utilização e Manutenção -------- -------- -------- 1 0,4 Utilização e Manutenção -------- -------- -------- 3 1,2 Manutenção e Ação Imprevista -------- -------- -------- 1 0,4 TOTAL 115 96,1 13 100 4 19 86.4 206 66 83,4
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    120 A diferença dosíndices totais da Tabela 6.3 com relação ao total de obras, 100%, refere-se a casos de intervenção/inspeção onde foram detectados alguns tipos de problemas antes mesmo que ele se manifestasse. Segundo a Tabela 6.4, que apresenta os índices relativos à fase de projeto, tem-se na média da região o detalhamento - 44.4%, como sendo o erro de projeto mais freqüente. Isso também foi observado na análise da França, através da Figura 3.2 do Capítulo 3. Cabe ressaltar que, na presente análise, este item apresentou grandes disparidades, refletindo, em parte, o caráter precário dos diagnósticos das estruturas analisadas. As somas superiores a 100% indicam a superposição de causas de defeitos. Tabela 6.4 - Média dos erros de projeto na região Centro-Oeste Cidades Concepção Cálculo (%) Detalhamento Brasília 27,6 53,4 48,3 Goiânia 20,0 28,0 56,0 Campo Grande 40,0 20,0 40,0 Cuiabá 33,3 50,0 33,3 Média 30,2 37,9 44,4 No que se refere à falhas de execução, observa-se na Tabela 6.5 que, em média, a região apresentou concretagem - 39,5%, cobrimento deficiente - 22,9%, e armadura - 18,8%, como sendo as falhas de execução mais freqüentes. Tabela 6.5 - Média das falhas de execução na região Centro-Oeste Cidades Concretagem Cobrimento deficiente Armadura (%) Brasília 27,2 30,7 21,1 Goiânia 48,1 13,3 5,3 Campo Grande 20,0 10,0 30,0 Cuiabá 62,5 37,5 ------- Média 39,5 22,9 18,8
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    121 Os índices apresentadosconfirmam a necessidade urgente da indústria da construção civil investir em tecnologia e em melhor qualificar sua mão-de-obra, em todos os níveis. Por outro lado, é também urgente a necessidade de mudança de mentalidade dos consumidores, passando a exigir mais qualidade e garantia de durabilidade dos produtos adquiridos, ao mesmo tempo que se conscientizem da importância da manutenção preventiva. Um país como o Brasil, que convive com sérios problemas sociais e econômicos não pode se dar ao luxo de arcar com dispêndios extremamente elevados em obras de intervenção estrutural, que na maioria das vezes, poderiam ser evitadas. É essencial que os órgãos, públicos e de classe, responsáveis pelo setor da construção civil e pelo exercício da profissão, tenham uma participação mais efetiva na solução dos problemas relatados. 6.2 - SUGESTÃO PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DAS EDIFICAÇÕES DA REGIÃO CENTRO-OESTE Com a análise dos resultados mostrando que execução e projeto são os principais responsáveis pelos defeitos cadastrados e que as edificações com até 10 anos de idade, incluindo a fase de construção, são as mais atingidas, é oportuno apresentar algumas sugestões visando alterar o quadro vigente bem como, de forma sucinta, levantar alguns pontos para discussão. Sabe-se que, desde que o CDC - Código de Defesa ao Consumidor entrou em vigor, em 1991, a relação consumidor/fornecedor na construção civil, começou a mudar com os consumidores obtendo mais respaldo para reivindicarem seus direitos, e em conseqüência, tornando-se mais exigentes. Acrescente-se a isso a crise econômica que o país atravessa, com reflexos óbvios no poder aquisitivo da população e na disponibilidade financeira das empresas, exigindo medidas no sentido da racionalização, aumento de produtividade e melhoria da tecnologia na construção. Com isso, a mentalidade da parte da indústria da construção civil vem tentando se adaptar à nova realidade.
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    122 Apesar dos esforçosdesenvolvidos nas instituições de pesquisas e em alguns setores, privados e de classe, no sentido de se implantar políticas de gestão de qualidade, muito ainda deve ser feito nos aspectos político, jurídico e administrativo no sentido de melhorar a qualidade das edificações. a) A necessidade de integração entre projetos e execução: Um ponto essencial, na base de todo o processo de qualidade, conforme ressalta Sommerville (1987), é a necessidade de uma maior integração entre os diversos projetos e desses com a execução. Os profissionais das diversas especialidades envolvidos com a Construção Civil devem trabalhar em equipe, com arquitetos, projetistas de fundações, estruturas, instalações e os engenheiros de obras, juntos, planejando e discutindo todo o processo construtivo. A qualidade não existe como fator isolado, mas é o resultado do sucesso das diversas fases da edificação, do planejamento à utilização. Ainda sobre projetos, existe um problema que afeta bastante a Construção Civil e que deve ser enfocado, que são os preços atualmente praticados, aviltantes, e que desestimulam uma maior atenção à concepção, detalhamento e verificações, estimulando, por outro lado, a concorrência desleal e o descaso com as questões técnicas. A título de ilustração, o preço atual do projeto estrutural no DF é de, aproximadamente, R$ 1,00/m2 , o que é absolutamente baixo. Uma medida a ser sugerida, e supõe-se que poderia solucionar tal problema, é o estabelecimento, pelos órgãos de classe, de tabelas de preços segundo algumas especificações do tipo de projeto, e fazer uma fiscalização mais rigorosa quanto ao seu cumprimento, submetendo os infratores a penalidades. Este processo é bem sucedido em outras áreas, como a médica e odontológica, logo não deve ser impossível na Engenharia Civil. b) Seguro-garantia: Outra sugestão a ser considerada seria o estabelecimento, como prioridade, do chamado seguro garantia, que consiste na exigência para a execução de obras, do pagamento de cobertura securitária pelo construtor, sistema que já existe na maioria dos países desenvolvidos.
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    123 Este seguro garantiada construção foi proposto, em 1993, pelo ITQC - Instituto Brasileiro de Tecnologia e Qualidade na Construção (Clímaco, 1994), ressaltando a entidade que ele “não pode nem deve ser confundido com àquele convencional praticado pelas seguradoras, que incide tão somente sobre cobertura de sinistros, sem preocupar-se específica e objetivamente com uma reivindicação da sociedade: a qualidade da construção.” Em linhas gerais, o seguro garantia é um seguro de caráter preventivo que tem o papel de indutor do processo de melhoria da qualidade e do avanço tecnológico da construção. Vale ressaltar, entretanto, que o estabelecimento de uma legislação correta é essencial, no sentido de se evitar o predomínio, mais uma vez, do grande capital e a transformação de uma medida saneadora em mera exigência formal, que viria elevar o custo final do produto sem reflexo efetivo na qualidade. c) A sistemática de aprovação dos projetos: Outra necessidade é a criação de uma nova sistemática de aprovação dos projetos das edificações, principalmente o estrutural. Sabe-se que, atualmente, no Distrito Federal, a única exigência feita com relação aos projetos é a apresentação do projeto arquitetônico e da planta de cargas nas fundações e, posteriormente, que eles estejam devidamente “carimbados” pelo CREA, para se fazer a requisição do “Habite-se”. Percebe-se que não existe nenhum tipo de avaliação e exigência técnicas com relação aos projetos, o que, infelizmente, permite que se cometam imprudências e erros atrozes. Portanto, uma forma de se minimizar os problemas relacionados com os projetos é fazer com que os órgãos competentes passem a exigir algum tipo de avaliação técnica ou, pelo menos, cópias das memórias de cálculo dos projetos na requisição do Habite-se. d) Programas de Controle de Qualidade na indústria da Construção Civil: O setor de materiais de construção constantemente atua como fator limitante na qualidade de uma edificação, com os problemas surgindo desde a compra até sua utilização. É comum a prática, sob o pretexto de se fazer economia, de adquirir materiais de qualidade duvidosa. Além disso, a qualidade de uma obra, é grandemente afetada pelo canteiro de obras mal
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    124 planejado e administrado,onde não existe fiscalização no armazenamento e na utilização dos materiais. Esses problemas estão ligados, diretamente, ao gerenciamento de obras no Brasil, cujas deficiências são várias e, conforme Helene (1986), “parte delas podem ser seguramente imputada à ausência de um Programa de Controle de Qualidade do processo de produção e uso da habitação, instrumento de a muito conhecido e utilizado pelas indústrias de outros setores da economia. Segundo Helene (1986) o que acontece com a indústria da construção civil é que ela possui características próprias que a tornam menos ágil que as demais indústrias, na aquisição e aproveitamento das técnicas de controle de qualidade. Essas características associadas à normalização e legislação deficientes, à acomodação do setor produtivo e das instituições públicas e à falta de organização dos usuários que muitas vezes não conseguem reivindicar produtos de melhor desempenho, vem atrasando a incorporação e a implantação de programas de Controle Qualidade em grande parte das obras de construção civil. 6.3 - SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS - Priorizar temas e discussões que motivem os órgãos públicos e de classe do setor da construção no sentido de se padronizar o registro de dados relativos a problemas nas edificações, buscando estender levantamentos dessa natureza a outras regiões do país e obter um quadro mais claro da situação das edificações. - Elaboração de modelos de “manual do proprietário”, para imóveis, residenciais ou comerciais, incluindo todos os aspectos de manutenção e definindo responsabilidades; - Estabelecer critérios e formas de avaliação do desempenho das intervenções estruturais realizadas e catalogadas na região Centro- Oeste; -Elaborar proposta concreta para o seguro-garantia, com base em estudos já existentes, buscando viabilizar sua implantação a nível regional, através de um trabalho de conscientização junto à classe política e empresarial.
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    127 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ABNT (ASSOCIAÇÃOBRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS) (1978), “Projeto e execução de obras de concreto armado (NB-1).” ALONSO, C. & ANDRADE, C.(1992). “Diagnostico e intervencion ante fenomenos patologicos en el hormigon y armaduras. Recomendaciones para la reparacion de estructuras afectadas por patologia de los materiales”.In: Cursos de estudios mayores de la contruccion- CEMCO 92, seminário S.4, Madrid, Instituto Eduardo Torroja, 34p. 1 ANDRADE, C.(1992). “O limite do tempo”. In: Seminário internacional EPUSP/FOSROC sobre patologia das estruturas de concreto - uma visão moderna. Anais... São Paulo: EPUSP, 17p. 2 ANDRADE, C.(1992). “Manual para diagnóstico de obras deterioradas por corrosão”. São Paulo: Pini, 104p. ARANHA, P.M.S.(1994). “Contribuição ao estudo das manifestações patológicas em estruturas de concreto armado na região amazônica”. Dissertação (Mestrado em Engenharia), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. BLEVOT, J.(1977). “Patologia de las construcciones de hormigon armado. Enseñanzas extraídas de la práctica”. Barcelona, Eta, 97p. BUENO, A.R.(1992). “Sistemas de reforço en sistemas estruturales de hormigon armado”. In: Cursos de estudios mayores de la contruccion- CEMCO 92, seminário S.4, Madrid, Instituto Eduardo Torroja, 34p. BRITO, J. & BRANCO, F.(1988). “A influência do ambiente no tempo de vida das estruturas de concreto .”In: Trabajos apresentados en la jornada español y portugues sobre estructuras e materiales, Madri. Anais.....Madri: CEDEX/ICCET, p. 53-72. CAMPOS, F.C. & VALÉRIO, L.C.B.(1994). “Levantamento estatístico das obras de recuperação de estruturas no Distrito Federal”. Relatório de estágio supervisionado de conclusão de curso, Departamento de Engenharia Civil, Universidade de Brasílial, 39p., julho. CÁNOVAS, M.F.(1988). “Patologia e terapia do concreto armado”. São Paulo: Pini, 522p. CARMONA, A. & MAREGA, A. (1988). Retrospectiva da patologia no Brasil, estudo estatístico”.Colloquia 88, Jornada en Español y Portugues sobre Estructuras y Materiales, vol. VI, Madrid, p. 101-123, maio. CASTRO, E.K.(1994). “Desenvolvimento de metodologia para manutenção de estruturas de concreto armado”. Dissertação (Mestrado em Estruturas), Departamento de Engenharia Civil, Universidade de Brasília, Brasília, 185p. CASTRO, E.K, CLÍMACO, J.C.T.S., NEPOMUCENO, A.A. (1995) “Desenvolvimento de metodologia para manutenção de estruturas de concreto armado”. 37o - REIBRACON - IBRACON, 1995, Goiânia, GO. Anais, 2v. v.2, p. 293-307. CHAMOSA, J.A.V & ORTIZ, J.L.R. (1985). “Datos orientativos sobre la evolución de defectos en la construcción, en España. Hormigon e Acero nº 157, p. 101-110.
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    128 CLÍMACO, J.C.T.S.(1990). “Repair of structural concrete involving the addtion of new concrete”. Tese de Doutorado, Polytechnic of Central London, Londres, 239p. CLÍMACO, J.C.T.S.(1994). “ A Qualidade total na construção e os atalhos para o paraíso”. Brasília: Jornal CREA/DF, Agosto. COMMITE EURO-INTERNECIONAL DU BETON (1991). CEB-FIP-MODEL CODE 90 (MC90) - “Final Draft”. Bulletin d’Information nº 182. CONSEIL INTERNACIONAL DU BÁTMENT POUR LA RECHERCHE L’ÉTUDE ET LA DOCUMENTATION & RÉUNION INTERNACIONALE DES LABORATOIRES D’ESSAIS ET DE RECHERCHES SUR LES MATÉRIAUX ET LES CONSTRUCTIONS - CIB W80/RILEM 71 PSL.(1983). “On prediction of service life of building materials and components”. Rotterdam, 98p. EICHLER, F.(1973). “Patología de la construccion. Detalles constructivos”. Barcelona, Blume, 403p. FARIAS, J.L.Q.(1995). “Modelo elastoplástico para avaliação da capacidade resistente de pórticos planos de concreto armado”. Dissertação (Mestrado em Estruturas), Departamento de engenharia Civil, Universidade de Brasília, Brasília, 95p. FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE PROTENSÃO - FIP (1988). “Guide to good practice: Inspection and maintenance of reiforced and presstressed concrete structure”. Londres, Thomas Telford publications, 7p. FIGUEIREDO, E.J.P.(1989). “Terapia das construções de concreto. Metodologia de avaliação de sistemas de epóxi destinados à injeção de fissuras passivas das estruturas de concreto”. Dissertação (Mestrado em Engenharia), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. HELENE, P.R.L.(1986). “Controle da qualidade na indústria da construção civil” - Tecnologia de Edificações. São Paulo: A Construção/Pini, p. 19-26. HELENE, P.R.L.(1992). “Manual para reparo, reforço e proteção de estruturas de concreto”. São Paulo:Pini, 213p. JOHN, V.M.(1987). “Avaliação da durabilidade de materiais componentes e edificações - emprego do índice de degradação”. Dissertação(Mestrado em Engenharia), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. JOHN, V.M. & CREMONINI, R.A.(1989). “Manutenção Predial : uma visão sistemática”. In: X Simpósio nacional de tecnologia da construção civil- A manutenção na construção civil. Anais...São Paulo: EPUSP, p.115-125 JORABI, H.R. (1986). “Reabilitation, upgrading, refurbishment”. Structures Research Group, Polytechnic Central London, 28 pp., February. OLIVEIRA, S.G. & FAUSTINO, M.L.(1995). “Levantamento de estatística referentes a reparos/reforços na região do Distrito Federal”. Relatório de estágio supervisionado de conclusão de curso, Departamento de Engenharia Civil, Universidade de Brasília, 72p., julho. PATERSON, A.C.(1984). “The structural engineer in context - Presidential adress to the Institution of
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    129 Structural Engineers”. TheStructural Engineer, vol.62A, no 11, p. 335-342, novembro. PUBLICAÇÃO DA EDITORA ABRIL - Revista Superinteressante (1994), “Alerta, o concreto está doente”, Agosto. SELINGER, F.(1992). “ Sistemas de reparacion de estructuras com fuertes deterioros”. Seminário S.4: Patologia estructural en edificacion: Diagnostico y soluciones de intervención, XII CEMCO - 92, Instituto de Ciencias de la Construccion Eduardo Torroja, Espanha, 19p., março. SOMERVILLE, G.(1987). “The design life of concrete structures”. Cement & Concrete Association, Reprint 4/87, Londres,12p. SOUZA, R.H.S.(1988). “Normalização, controle da qualidade e manutenção de edifícios”. In: Seminário sobre manutenção de edifícios-escolas,postos de saúde, prefeitura e prédios em geral. Anais... Porto Alegre: CPGEC/NORIE/UFRGS, v.2, p.1-16. TUUTTI, K.(1982). “ Corrosion steel in concrete”. Swedish Cement and Concrete Research Institute Stockolm, 469p.
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    133 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADEDE TECNOLOGIA Departamento de Engenharia Civil Laboratório de Estruturas PESQUISA SOBRE REPAROS EM EDIFICAÇÕES Use um formulário para cada obra. Marque os campos apropriados, mais de um em cada questão, caso necessário. Localização da edificação: Região administrativa: 1. TIPO DE EDIFICAÇÃO ( ) a) Residencial ( ) e) Hospital ( ) unifamiliar ( ) multifamiliar ( ) f) Escolar ( ) b) Comércio/serviço ( ) g) Esportiva ( ) c) Industrial ( ) h) Ponte/viaduto ( ) d) Administração pública ( ) i) Outra: Obs.: ( ) 1 pavimento ( ) 2 a 3 pavimentos ( ) 4 a 6 pavimentos ( ) mais de 6 pavimentos 2. IDADE APROXIMADA À ÉPOCA DA INSPEÇÃO ( ) a) Em construção ( ) d) 10 a 20 anos ( ) b) Até 5 anos ( ) e) 20 a 30 anos ( ) c) 5 a 10 anos ( ) f) mais de 30 anos Obs.: Idade exata se conhecida: anos Ano da inspeção: Ano da intervenção: 3. TIPO ESTRUTURAL PREDOMINANTE ( ) a) Estrutura de concreto armado: ( ) convencional ( ) lajes pré-moldadas ( ) vigas pré-moldadas ( ) b) Estrutura de concreto protendido ( ) c) Estrutura metálica ( ) d) Alvenaria estrutural ( ) e) Estrutura mista: ( ) f) Outra: 4. LOCALIZAÇÃO DOS DANOS E/OU INTERVENÇÃO SEGUNDO O ELEMENTO ( ) a) Fundações ( ) f) Cortinas/paredes ( ) b) Pilar ( ) g) Cobertura ( ) c) Vigas e cintas ( ) h) Paredes divisórias/fachada ( ) d) Lajes ( ) i) Elementos não estruturais
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    134 ( ) e)Juntas de dilatação ( ) j) Outra: 5. RAZÕES PARA A NECESSIDADE DE VISTORIA E/OU DE INTERVENÇÃO ( ) a) Comprometimento da aparência / estética ( ) b) Comprometimento de funcionalidade da estrutura ( E.L.S.) ( ) c) Comprometimento de segurança aos estados de limite último ( E.L.U.) ( ) d) Acréscimo de pavimento(s) e/ou ampliação ( ) e) Mudança de utilização: ( ) f) Outra: 6. MANIFESTAÇÕES DE DANO ( ) a) Flecha excessiva ( ) h) Esfoliação ( ) b) Fissuras ( ) i) Desagregação ( ) c) Infiltração ( ) j) Segregação ( ) d) Eflorescência ( ) k) Recalque ( ) e) Concreção ( ) l) Colapso parcial ou total ( ) f) Carbonatação ( ) m) Broca ( ) g) Corrosão ( ) n) Outra: 7. CAUSA PRINCIPAL DE DEFEITOS ( ) a) Projeto Estrutural ( ) e)Manutenção ( ) b) Execução ( ) f)Ação imprevista ( ) c) Materiais ( ) g)Incêndio ( ) d) Utilização ( ) h)Outra: Obs.: se letra a): ( ) concepção ( ) detalhamento ( ) cálculo se letra b): ( ) geometria ( ) cobrimento do concreto deficiente ( ) armaduras ( ) resistência insuficiente do concreto ( ) concretagem ( ) cura ( ) fundação ( ) outra: 8. PRINCIPAL MATERIAL UTILIZADO NA INTERVENÇÃO (caso efetuado) ( ) a) Concreto moldado in loco ( ) b) Concreto projetado ( ) c) Aço ( ) barras ( ) perfis/chapas/cantoneiras/cabos ( ) d) Argamassa convencional de cimento e areia ( ) e) Argamassa modificada por adições ( ) f) Argamassa epóxica ( ) g) Resina epoxy ( ) h) Graute ( ) h) Outro: 9. TÉCNICA DE REPARO/REFORÇO EMPREGADA ( ) a) Armadura adicional passiva (barras) ( ) b) Armadura adicional passiva (chapas) ( ) c) Armadura adicional de protensão
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    135 ( ) d)Grampeamento ( ) e) Injeção de fissuras com resina ( ) f) Remoldagem com concreto ( ) g) Remoldagem com argamassa ( ) h) Recomposição de revestimento ( ) i) Reforço fundação ( ) j) Novo elemento em concreto ( ) k) Novo elemento metálico ( ) m) Substituição ( ) n) Outras: 10. CUSTO APROXIMADO DA INTERVENÇÃO EM RELAÇÃO AO VALOR DA EDIFICAÇÃO ( ) a) Menos de 25% b) ( ) 25 a 50% c) ( ) Mais de 50% 11. COMPATIBILIZAÇÃO DE SERVIÇOS (O reparo interferiu em:) ( ) a) Instalações hidráulicas e elétricas ( ) b) Instalações de ar condicionado, telefonia, etc. ( ) c) Outros espaços: pavimento inferior, superior, forro, etc. ( ) d) Outros: 12. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO ESTRUTURAL UTILIZADOS ( ) a) Revisão do projeto estrutural ( ) b) Medição de deslocamentos/deformações ( ) c) Ensaios não destrutivos do concreto (avaliação de resistência) ( ) d) Ensaios em amostras do concreto (avaliação de resistência) ( ) e) Ensaios em amostras do aço ( ) f) Ensaios com pacômetro (detecção de armadura) ( ) g) Testes de carga da estrutura ( ) h) Acompanhamento de fissuras ( ) i ) Vistoria especializada ( ) j ) Outros: 11. OUTROS COMENTÁRIOS 12. RESPONSÁVEL PELAS INFORMAÇÕES Nome: Profissão: Cargo: Empresa/órgão:
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    140 BRASÍLIA Tabela 1 -Edificação versos a Idade aproximada em relação à inspeção - Brasília Tipo Em construção Até 5 anos 5 a 10 anos 10 a 20 anos 20 a 30 anos mais de 30 anos UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 2 0,8 5 2,0 3 1,2 2 0,8 -------- -------- Res. Multi. 11 4,5 9 3,7 3 1,2 11 4,5 5 2,0 2 0,8 Comércio/Serv 10 4,1 3 1,2 9 3,7 19 7,7 8 3,3 -------- Indústria -------- -------- 1 0,4 1 0,4 1 0,4 -------- Adm. Pública 3 1,2 2 0,8 8 3,3 15 6,1 10 4,1 1 0,4 Hospital 2 0,8 -------- 1 0,4 5 2,0 2 0,8 -------- Escola -------- 3 1,2 4 1,6 6 2,4 1 0,4 3 1,2 Outras 2 0,8 1 0,4 -------- 4 1,6 -------- -------- Esportiva 2 0,8 1 0,4 2 0,8 7 2,8 1 0,4 1 0,4 Ponte/Viaduto 2 0,8 -------- -------- 3 1,2 9 3,7 4 1,6 Reservatório 3 1,2 -------- 1 0,4 1 0,4 1 0,4 -------- Hidro - Sanitárias -------- -------- -------- 3 1,2 3 1,2 -------- Outras -------- 3 1,2 1 0,4 5 2,0 1 0,4 3 1,2 Total 37 15,0 27 11,0 33 13,4 82 33,3 42 17,1 14 5,7 Observação: * 11 (4,5%) casos não foram respondidos neste item.
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    141 Tabela 2 -Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Brasília Tipo Fundação Pilar Viga Laje Junta Cortina Parede UN % UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni 2 0,8 2 0,8 6 2,4 6 2,4 -------- -------- 3 1,2 Res. Multi. 12 4,9 11 4,5 23 9,3 15 6,1 7 2,8 3 1,2 18 7,3 Comércio/Serv 6 2,4 19 7,7 32 13,0 24 9,8 1 0,4 2 0,8 6 2,4 Indústria -------- 3 1,2 1 0,4 -------- -------- -------- -------- Adm. Pública 8 3,3 8 3,3 22 8,9 19 7,7 1 0,4 1 0,4 13 5,3 Hospital 4 1,6 8 3,3 9 3,7 6 2,4 3 1,2 2 0,8 5 2,0 Escola 5 2,0 5 2,0 11 4,5 6 2,4 2 0,8 1 0,4 6 2,4 Outras -------- -------- 6 2,4 2 0,8 -------- -------- 1 0,4 Esportiva 1 0,4 6 2,4 10 4,1 4 1,6 1 0,4 4 1,6 -------- Ponte/Viaduto 1 0,4 7 2,8 13 5,3 10 4,1 3 1,2 2 0,8 -------- Reservatório -------- -------- 1 0,4 1 0,4 1 0,4 6 2,4 2 0,8 Hidro - -------- -------- 2 0,8 3 1,2 -------- 2 0,8 -------- Outras 2 0,8 3 1,2 5 2,0 5 2,0 -------- 3 1,2 -------- Total 41 16,7 72 29,3 141 57,3 101 41,1 19 7,7 26 10,6 54 22,0 Tabela 3 - Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Brasília Tipo Cobertura El. não Marquise Piso Escada * Outro UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,4 Res. Multi. -------- -------- 2 0,8 3 1,2 1 0,4 3 1,2 Comércio/Serv 1 0,4 -------- 1 0,4 1 0,4 3 1,2 -------- Adm. Pública 1 0,4 -------- 2 0,8 2 0,8 2 0,8 -------- Hospital 2 0,8 -------- -------- 1 0,4 -------- 1 0,4 Escola 3 1,2 2 0,8 -------- 1 0,4 1 0,4 1 0,4 Outras -------- -------- -------- 1 0,4 -------- 1 0,4 Esportiva 3 1,2 -------- 1 0,4 1 0,4 -------- 2 0,8 Hidro - Sanitárias -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,4 Outras 1 0,4 -------- -------- -------- 1 0,4 3 1,2 Total 11 4,5 2 0,8 6 2,4 10 4,1 8 3,3 13 5,3 Observação: * - Mísula (1 - 0,4%); - Rampas (1 - 0,4%) - Caixa d’água (2 - 0,8%); - Apoios de vigas (1 - 0,4%); - Treliças metálicas (1 - 0,4%); - Blocos de fundações (2 - 0,8%); - Corpo da barragem (1 - 0,4%) - Reservatório elevado (1 - 0,4%); - Canais e decantadores (1 - 0,4%); - Casa de máquinas da piscina (1 - 0,4%).
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    142 Tabela 4 -Edificação versos Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Brasília Tipo Estética E.L.S E.L.U Acréscimo Mudança * Outras UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 5 2,0 7 2,8 1 0,4 1 0,4 2 0,8 -------- Res. Multi. 13 5,3 32 13,0 7 2,8 -------- 1 0,4 -------- Comércio/Serv 5 2,0 16 6,5 10 4,1 4 1,6 15 6,1 3 1,2 Indústria -------- 2 0,8 -------- -------- 1 0,4 -------- Adm. Pública 12 4,9 21 8,5 7 2,8 -------- 12 4,9 -------- Hospital 3 1,2 9 3,7 1 0,4 1 0,4 4 1,6 -------- Escola 10 4,1 12 4,9 2 0,8 -------- 1 0,4 -------- Outras 1 0,4 8 3,3 -------- -------- -------- -------- Esportiva 3 1,2 10 4,1 4 1,6 1 0,4 -------- -------- Ponte/Viaduto 7 2,8 16 6,5 3 1,2 -------- -------- -------- Reservatório 1 0,4 6 2,4 -------- -------- -------- -------- Hidro - Sanitárias 1 0,4 5 2,0 1 0,4 -------- -------- -------- Outras 3 1,2 9 3,7 2 0,8 -------- 2 0,8 -------- Total 64 26,0 153 62,2 38 15,4 7 2,8 38 15,4 3 1,2 Observação: * - Baixa resistência do concreto aos 28 dias (1 - 0,4%); - Adequação de vigas para a passagem de tubulação (1 - 0,4%); - Problemas na fabricação de peças estruturais metálicas com aço não estrutural (1 - 0,4%)
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    143 Tabela 5 -Edificação versos Manifestações patológicas - Brasília Tipo Flecha Fissuras Infiltrações Corrosão Esfoliação Desagrega UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 5 2,0 7 2,8 3 1,2 2 0,8 2 0,8 -------- Res. Multi. 11 4,5 30 12,2 9 3,7 12 4,9 9 3,7 -------- Comércio/Serv 13 5,3 21 8,5 3 1,2 5 2,0 3 1,2 2 0,8 Indústria -------- -------- -------- 2 0,8 1 0,4 1 0,4 Adm. Pública 8 3,3 22 8,9 7 2,8 7 2,8 3 1,2 2 0,8 Hospital -------- 7 2,8 5 2,0 3 1,2 5 2,0 -------- Escola 6 2,4 15 6,1 6 2,4 7 2,8 3 1,2 -------- Outras 2 0,8 4 1,6 1 0,4 2 0,8 1 0,4 -------- Esportiva 4 1,6 9 3,7 4 1,6 6 2,4 2 0,8 1 0,4 Ponte/Viaduto 8 3,3 14 5,7 10 4,1 14 5,7 4 1,6 3 1,2 Reservatório -------- 5 2,0 4 1,6 4 1,6 1 0,4 1 0,4 Hidro - Sanitárias -------- 6 2,4 3 1,2 4 1,6 2 0,8 -------- Outras 3 1,2 8 3,3 2 0,8 6 2,4 2 0,8 -------- Total 60 26,0 148 60,2 57 23,2 74 30,1 38 15,4 10 4,1 Observação: * 46 dos 246 casos não tiveram manifestações de: - Mudança de utilização (34 - 13,8%); - Acréscimo de pavimento ou ampliação (7 - 2,8%); - Problema detectado durante a execução, antes de se manifestar (5 - 2,0%). * Foram cadastrados 4 casos de carbonatação em: - Escola (3 - 1,2%); - Res. Unifamiliar (1 - 0,4%).
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    144 Tabela 6 -Edificação versos Manifestações patológicas - Brasília Tipo Segregação Recalque Colapso Armadura.expost * Outras UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni --------- 2 0,8 1 0,4 --------- 2 0,8 Res. Multi. 7 2,8 11 4,5 5 2,0 7 2,8 16 6,5 Comércio/Serv 4 1,6 4 1,6 5 2,0 3 1,2 3 1,2 Indústria 1 0,4 -------- -------- 1 0,4 -------- Adm. Pública 1 0,4 8 3,3 7 2,8 7 2,8 8 3,3 Hospital 1 0,4 3 1,2 1 0,4 2 0,8 6 2,4 Escola 1 0,4 5 2,0 2 0,8 6 2,4 5 2,0 Outras -------- 1 0,4 -------- 1 0,4 1 0,4 Esportiva 2 0,8 2 0,8 3 1,2 --------- 5 2,0 Ponte/Viaduto -------- 1 0,4 3 1,2 5 2,0 16 6,5 Reservatório 1 0,4 -------- -------- -------- 7 2,8 Hidro - Sanitárias -------- -------- 1 0,4 3 1,2 4 1,6 Outras -------- 1 0,4 1 0,4 4 1,6 2 0,8 Total 18 7,3 38 15,4 29 11,8 38 15,4 75 30,5 Observação: * - Cupins (2 - 0,8%); - Material da junta ressecado (2 - 0,8%); - Desaprumo (1 - 0,4%); - Ferragem com seção reduzida (1 - 0,4%); - Deformações (1 - 0,4%); - Concreções (27 - 11,0%); - Eflorescência (29 - 11,8%); - Juntas obstruídas (1 - 0,4%); - Vibrações excessivas (1 - 0,4%);- Perda de estabilidade (1 - 0,4%); - Fungos (5 - 2,0%); - Arqueamento da parede (1 - 0,4%) - Flambagem (1 - 0,4%); - Ferragem com perda total de seção (2 - 0,8%).
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    145 Tabela 7 -Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Brasília Tipo Proj. Exec. Material Utilização Manuten. A.Imp UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 2 0,8 2 0,8 -------- -------- -------- 2 0,8 Res. Multi. 7 2,8 18 7,3 -------- -------- 5 2,0 2 0,8 Comércio/Serv. 4 1,6 9 3,7 1 0,4 3 1,2 2 0,8 3 1,2 Indústria -------- -------- -------- -------- 1 0,4 -------- Adm. Pública 6 2,4 7 2,8 -------- 2 0,8 6 2,7 1 0,4 Hospital -------- 4 1,6 -------- -------- 1 0,4 -------- Escola 2 0,8 9 3,7 -------- -------- 1 0,4 1 0,4 Outras 2 0,8 3 1,2 -------- -------- 1 0,4 -------- Esportiva 1 0,4 3 1,2 -------- -------- 1 0,4 -------- Ponte/Viaduto -------- 1 0,4 1 0,4 -------- 5 2,0 1 0,4 Reservatório -------- 4 1,6 -------- -------- 1 0,4 -------- Hidro - Sanitárias -------- 2 0,8 -------- 2 0,8 1 0,4 -------- Outras 1 0,4 4 1,6 -------- -------- 4 1,6 -------- Total 25 10,2 66 26,8 2 0,8 7 2,8 29 11,9 10 4,1 Observação: *41 dos 246 casos não tiveram causas devido a: - Mudança de utilização (34 - 13,8%); - Acréscimo de pavimento ou ampliação (7 - 2,8%). Tabela 8- Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Brasília Tipo Incêndio * Outras UN % UN % Res. Uni ---------- 1 0,4 Res. Multi. ---------- ---------- Comércio/Serv 4 1,6 1 0,4 Adm. Pública 1 0,4 ---------- Esportiva 1 0,4 ---------- Ponte/Viaduto ---------- ---------- Total 6 2,4 2 0,8 Observação: * - Demolição (1 - 0,4%); - Projeto hidráulico deficiente (1 - 0,4%).
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    146 Tabela 9- Edificaçãoversos Causa das manifestações patológicas - Brasília Tipo Proj. e Exec Exec. e Manuten. Utilização e Manuten. Proj. e Manuten. Exec. e Materiais Exec. e A.Imp UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 1 0,4 -------- -------- -------- -------- -------- Res. Multi. 6 2,4 3 1,2 -------- 1 0,4 -------- -------- Comércio/Serv. 2 0,8 -------- -------- -------- 1 0,4 -------- Indústria -------- 1 0,4 -------- -------- -------- -------- Adm. Pública 4 1,6 2 0,8 -------- -------- -------- -------- Hospital -------- 3 1,2 -------- 2 0,8 -------- -------- Escola 1 0,4 1 0,4 -------- 1 0,4 -------- -------- Outras 2 0,8 -------- -------- -------- -------- -------- Esportiva -------- 2 0,8 -------- 1 0,4 -------- 1 0,4 Ponte/Viaduto 1 0,4 5 2,1 3 1,2 1 0,4 -------- -------- Reservatório 1 0,4 -------- -------- -------- -------- -------- Hidro - Sanitárias 1 0,4 -------- -------- -------- -------- -------- Outras 1 0,4 -------- -------- -------- -------- -------- Total 20 8,1 17 6,9 3 1,2 6 2,4 1 0,4 1 0,4 Tabela 10- Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Brasília Tipo Proj. Exec e Manuten. Proj. Exec. e A.Imp. Exec. e * Outras Proj. e * Outras Manuten. e A.Imp. Exec. Utilização e Manuten. UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. -------- -------- 1 0,4 -------- -------- -------- Res. Multi. -------- -------- -------- -------- 1 0,4 -------- Comércio/Serv. -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,4 Adm. Pública -------- 1 0,4 -------- -------- -------- -------- Escola 1 0,4 -------- 1 0,4 -------- -------- -------- Outras -------- -------- -------- -------- -------- -------- Esportiva 2 0,8 -------- -------- 1 0,4 -------- -------- Ponte/Viaduto 1 0,4 -------- -------- -------- -------- -------- Outras 1 0,4 -------- -------- -------- -------- -------- Total 5 2,0 1 0,4 2 0,8 1 0,4 1 0,4 1 0,4 Observação: * - Ausência de projeto estrutural (2 - 0,8%). - Fabricação de estrutura metálica fora de especificação de projeto (1 - 0,4%)
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    147 Tabela 11 -Edificação versos Problemas relacionados com projeto - Brasília Tipo Cálculo Concepção Detalhamento UN % UN % UN % Res. Uni. 3 5,2 -------- ---------- Res. Multi 8 13,8 5 8,6 8 13,8 Comércio/Serv 5 8,6 2 3,5 1 1,7 Adm. Pública 4 6,9 2 3,5 6 10,4 Hospital -------- 2 3,5 ---------- Escola 2 3,4 -------- 3 5,2 Outras 1 1,7 -------- 2 3,5 Esportiva 3 5,2 3 5,2 4 6,9 Ponte/Viaduto 3 5,2 -------- 1 1,7 Reservatório -------- -------- 1 1,7 Hidro - Sanitárias -------- 1 1,7 -------- Outras 2 3,4 1 1,7 2 3,4 Total 31 53,4 16 27,6 28 48,3
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    148 Tabela 12 -Edificação versos Problemas relacionados com execução - Brasília Tipo Geometria Armadura Concretag Cobriment Resist. * Outros UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni -------- 1 0,9 -------- -------- 1 0,9 2 1,8 Res. Multi. 2 1,8 4 3,5 10 8,8 7 6,2 1 0,9 4 3,5 Comércio/Serv 1 0,9 3 2,6 4 3,5 3 2,6 2 1,8 3 2,6 Indústria -------- -------- 1 0,9 1 0,9 -------- -------- Adm. Pública 1 0,9 2 1,8 6 5,3 7 6,2 1 0,9 1 0,9 Hospital -------- 5 4,4 1 0,9 2 1,8 -------- 1 0,9 Escola 2 1,8 1 0,9 2 1,8 4 3,5 -------- 3 2,6 Outras -------- 2 1,8 -------- -------- -------- 3 2,6 Esportiva 1 0,9 2 1,8 2 1,8 -------- -------- 6 5,3 Ponte/Viaduto 1 0,9 1 0,9 2 1,8 4 3,5 -------- 2 1,8 Reservatório -------- 1 0,9 3 2,6 1 0,9 -------- 1 0,9 Hidro - Sanitárias -------- -------- -------- 3 2,6 -------- 1 0,9 Outras 1 0,9 2 1,8 -------- 3 2,6 -------- 1 0,9 Total 9 7,9 24 21,1 31 27,2 35 30,7 5 4,4 28 33,3 Observação: * - Cura deficiente (1 - 0,9%); - Locação errada (1 - 0,9%); - Desforma precoce (4 3,5%); - Não seguiu projeto (3 - 2,6%); - Juntas mal executadas (7 - 6,2%); - Aterro mal executado (1 - 0,9%); - Estrutura sem gabarito (1 - 0,9%); - Fixação de telhas inadequada (1 - 0,9%); - Uso de Aditivo a base de cloreto (1 - 0,9%); - Impermeabilização mal executada (1 - 0,9%); - Retirada do escoramento antecipada (4 - 3,5%); - Falta de amarração (alvenaria/estrutura) (1 - 0,9%); - Fixação inadequada dos elementos estruturais metálicos (1 - 0,9%); - Elementos estruturais metálicos sub-dimensionados em relação ao projeto (1 - 0,9%). Tabela 13 - Edificação versos Problemas relacionados com execução - Brasília Tipo Fundação Dosagem ruim UN % UN % Res. Multi. 5 4,4 1 0,9 Adm. Pública 2 1,8 --------- Escola 2 1,8 --------- Total 9 7,9 1 0,9
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    149 Tabela 14 -Edificação versos Materiais de intervenção - Brasília Tipo Concreto Con.projetado * Aço Arg.epóxi Resina Graute UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 8 3,3 -------- 9 3,7 4 1,6 4 1,6 1 0,4 Res. Multi. 15 6,1 -------- 26 10,6 23 9,3 18 7,3 5 2,0 Comércio/Serv 22 8,9 1 0,4 31 12,6 31 12,6 16 6,5 2 0,8 8 Indústria 1 0,4 -------- 2 0,8 2 0,8 -------- -------- Adm. Pública 16 6,5 -------- 32 13,0 19 7,7 25 10,2 1 0,4 Hospital 6 2,4 -------- 8 3,3 8 3,3 7 2,8 -------- Escola 6 2,4 -------- 10 4,1 10 4,1 7 2,8 1 0,4 Outras 2 0,8 -------- 4 1,6 2 0,8 6 2,4 -------- Esportiva 4 1,6 -------- 9 3,7 6 2,4 7 2,8 1 0,4 Ponte/Viaduto 14 5,7 1 0,4 13 5,3 10 4,1 15 6,1 -------- Reservatório -------- -------- 3 1,2 4 1,6 6 2,4 -------- Hidro - Sanitárias 4 1,6 1 0,4 6 2,4 4 1,6 6 2,4 -------- Outras 2 0,8 1 0,4 12 4,9 8 3,3 9 3,7 -------- Total 100 40,7 4 1,6 165 67,1 131 53,3 126 51,2 11 4,5 Observação: * - Barras (144 - 58,5%); - Chapas/Perfis/Cabos (21 - 8,5%).
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    150 Tabela 15 -Edificação versos Materiais de intervenção - Brasília Tipo Arg. Convencional Argam. Modificada * Outros UN % UN % UN % Res. Uni. 1 0,4 2 0,8 2 0,8 Res. Multi. 5 2,0 6 2,4 2 0,8 Comércio/Serv 5 2,0 1 0,4 ---------- Indústria --------- -------- ---------- Adm. Pública 4 1,6 4 1,6 ---------- Hospital 4 1,6 1 0,4 ---------- Escola 3 1,2 -------- 1 0,4 Outras 3 1,2 1 0,4 ---------- Esportiva 2 0,8 -------- ---------- Ponte/Viaduto 3 1,2 -------- ---------- Reservatório 2 0,8 1 0,4 1 0,4 Hidro - Sanitárias 2 0,8 1 0,4 ---------- Outras 2 0,8 -------- ---------- Total 36 14,6 17 6,9 6 2,4 Observação: * - Solo cimento (1 - 0,4%); - Mastique (1 - 0,4%); - Anti-corrosivo (1 - 0,4%); - Inibidor de corrosão (1 - 0,4%); - Produto de impermeabilização (2 - 0,8%).
  • 155.
    151 Tabela 16 -Edificação versos Técnicas de intervenção - Brasília Tipo Barra Rem.concr Rem.arg Injeção Rec. Revest * Outras UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 6 2,4 4 1,6 3 1,2 1 0,4 2 0,8 5 2,0 Res. Multi. 23 9,3 11 4,5 20 8,1 11 4,5 6 2,4 8 3,3 Comércio/Serv 28 11,4 21 8,5 23 9,3 3 1,2 3 1,2 4 1,6 Indústria 2 0,8 1 0,4 1 0,4 -------- -------- -------- Adm. Pública 28 11,4 12 4,9 12 4,9 8 3,3 5 2,0 6 2,4 Hospital 8 3,3 4 1,6 4 1,6 3 1,2 4 1,6 1 0,4 Escola 7 2,8 2 0,8 5 2,0 6 2,4 3 1,2 5 2,0 Outras 3 1,2 2 0,8 3 1,2 3 1,2 3 1,2 -------- Esportiva 7 2,8 4 1,6 4 1,6 3 1,2 2 0,8 1 0,4 Ponte/Viaduto 11 4,5 14 5,7 7 2,8 11 4,5 2 0,8 1 0,4 Reservatório 3 1,2 -------- 4 1,6 4 1,6 2 0,8 2 0,8 Hidro - Sanitárias 6 2,4 4 1,6 3 1,2 5 2,0 1 0,4 1 0,4 Outras 9 3,7 3 1,2 3 1,2 5 2,0 2 0,8 1 0,4 Total 141 57,3 82 33,3 92 37,4 63 25,6 35 14,2 35 14,2 Observação: * - Reparo de juntas (1 - 0,4%); - Reforço fundações (15 - 6,1%); - Execução de juntas (1 - 0,4%); - Fundações adicional (2 - 0,8%); - Caixa de sub-pressão (1 - 0,4%); - Colagem de superfície (1 - 0,4%); - Proteção anti - térmico (1 - 0,4%); - Fazer impermeabilização (2 - 0,8%); - Elemento adicional metálico (3 - 1,2%); - Desmontar estrutura metálica (2 - 0,8%); - Elemento adicional de concreto (5 - 2,0%); - Execução de drenos e poço de sucção (1 - 0,4%). ** Dos 246 casos apenas 39 não passaram por algum processo de reparo/reforço
  • 156.
    152 Tabela 17 -Edificação versos Técnicas de intervenção - Brasília Tipo Chapa Protensão Grampeam Substitu. UN % UN % UN % UN % Res. Uni. -------- -------- 1 0,4 1 0,4 Res. Multi. -------- -------- 8 3,3 -------- Comércio/Serv 1 0,4 -------- 1 0,4 4 1,6 Indústria -------- -------- 1 0,4 -------- Adm. Pública 1 0,4 1 0,4 5 2,0 -------- Hospital -------- -------- 3 1,2 -------- Escola -------- 1 0,4 -------- -------- Outras 1 0,4 -------- -------- -------- Esportiva -------- 1 0,4 2 0,8 2 0,8 Ponte/Viaduto 2 0,8 5 2,0 2 0,8 -------- Reservatório 1 0,4 -------- -------- -------- Hidro - Sanitárias -------- -------- 3 1,2 -------- Outras 1 0,4 1 0,4 2 0,8 1 0,4 Total 7 2,8 9 3,7 28 11,4 8 3,3 Tabela 18 - Edificação versos Custo aproximado - Brasília Tipo Menos de 25% 25 a 50% Mais de 50% UN % UN % UN % Res. Uni 8 3,3 3 1,2 -------- Res. Multi 31 12,6 1 0,4 1 0,4 Comércio/Serv 32 13,0 6 2,4 1 0,4 Indústria 1 0,4 -------- -------- Adm. Pública 33 13,4 -------- 1 0,4 Hospital 7 2,8 2 0,8 -------- Escola 11 4,5 2 0,8 -------- Outras 7 2,8 -------- -------- Esportiva 7 2,8 1 0,4 2 0,8 Ponte/Viaduto 16 6,5 1 0,4 -------- Reservatório 6 2,4 -------- -------- Hidro - S i á i 6 2,4 -------- -------- Outras 9 3,7 1 0,4 -------- Total 174 70,7 17 6,9 7 2,8 Observação: 48 obras não foram respondidas neste item
  • 157.
    153 Tabela 19 -Edificação versos Compatibilização de serviços - Brasília Tipo Inst. Hidra. e Eletr Inst. Tel. e Ar Cond Outros espaços *Outros UN % UN % UN % UN % Res. Uni 4 1,6 2 0,8 5 2,0 1 0,4 Res. Multi 6 2,4 -------- 12 4,9 3 1,2 Comércio/Serv 11 4,5 4 1,6 14 5,7 7 2,8 Indústria -------- -------- -------- -------- Adm. Pública 13 5,3 9 3,7 17 6,9 2 0,8 Hospital 5 2,0 3 1,2 4 1,6 1 0,4 Escola 3 1,2 -------- 3 1,2 2 0,8 Esportiva 2 0,8 1 0,4 5 2,0 -------- Ponte/Viaduto 1 0,4 -------- 2 0,8 11 4,5 Reservatório 2 0,8 -------- -------- -------- Hidro - S i á i 1 0,4 -------- 1 0,4 3 1,2 Outras 4 1,6 1 0,4 3 1,2 1 0,4 Total 52 21,1 20 8,1 66 26,8 31 12,6 Observação: * - Fundações (1 - 0,4%); - Desocupação da garagem (1 - 0,4%); - Esquadrias (3 - 1,2%); - Equipamentos (1 - 0,4%); - Obra interditada (4 - 1,6%); - Serviços realizados no local (1 - 0,4%); - Impermeabilização (5 - 2,0%); - Redução do pé-direito (1 - 0,4%) - Tráfego de veículos (9 - 3,7%); - Paralisação de uma pista; (1 - 0,4%); - As instalações para o tratamento de água (1 - 0,4%); - Funcionamento de um elemento reforçado (1 - 0,4%); - Utilização de toda a área do entorno nos serviços de reparo/reforço (2 - 0,8%).
  • 158.
    154 Tabela 20 -Edificação versos Métodos de avaliação utilizados - Brasília Tipo Revisão Não.destrut Amostra Teste carga Desloca * Outros UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 8 3,3 -------- -------- -------- -------- 1 0,4 Res. Multi. 14 5,7 2 0,8 1 0,4 3 1,2 6 2,4 2 0,8 Comércio/Serv 27 11,0 3 1,2 4 1,6 6 2,4 3 1,2 -------- Adm. Pública 19 7,7 6 2,4 4 1,6 3 1,2 7 2,8 3 1,2 Hospital 7 2,8 2 0,8 -------- 2 0,4 1 0,4 1 0,4 Escola 7 2,8 3 1,2 1 0,4 -------- 3 1,2 3 1,2 Outras 6 2,4 1 0,4 -------- -------- -------- -------- Esportiva 5 2,0 1 0,4 1 0,4 1 0,4 1 0,4 2 0,8 Ponte/Viaduto 7 2,8 5 2,0 4 1,6 -------- 1 0,4 1 0,4 Reservatório 1 0,4 -------- -------- -------- -------- -------- Hidro - Sanitárias -------- 1 0,4 1 0,4 -------- -------- -------- Outras 5 2,0 -------- 1 0,4 -------- 1 0,4 -------- Total 106 43,1 24 9,8 17 6,9 15 6,1 23 9,3 13 5,3 Observação: * - Vistoria de fundações (1 - 0,4%); - Execução de poço de visita (1 - 0,4%); - Teste de teor de carbonatação (5 - 2,0%); - Análise da estabilidade global (1 - 0,4%); - Revisão de projeto de fundações (1 - 0,4%); - Controle topográfico (1 - 0,4%); - Execução de novo cálculo estrutural (1 - 0,4%); - Recomposição do projeto a partir da estrutura (1 - 0,4%); - Execução de projeto estrutural, devido a ausência (1 - 0,4%); - Verificação das notas fiscais de compra do aço utilizado (1 - 0,4%); - Ensaio de elementos estruturais (tubos) de uma treliça espacial (1 - 0,4%)
  • 159.
    155 Tabela 21 -Edificação versos Métodos de avaliação utilizados - Brasília Tipo Amostra aço Pacômetro Ac. fissuras Vistoria UN % UN % UN % UN % Res. Uni -------- -------- 4 1,6 10 4,1 Res. Multi -------- -------- 7 2,8 40 16,3 Comércio/Serv 3 1,2 -------- 4 1,6 41 16,7 Indústria -------- -------- -------- 2 0,8 Adm. Pública 4 1,6 -------- 10 4,1 31 12,6 Hospital -------- 1 0,4 1 0,4 12 4,9 Escola -------- -------- 4 1,6 18 7,3 Outras -------- -------- 2 0,8 5 2,0 Esportiva 2 0,8 -------- -------- 14 5,7 Ponte/Viaduto 3 1,2 2 0,8 1 0,4 19 7,7 Reservatório -------- -------- 1 0,4 6 2,4 Hidro - Sanitárias -------- 1 0,4 -------- 6 2,4 Outras -------- -------- 1 0,4 12 4,9 Total 12 4,9 4 1,6 35 14,2 216 87,8 Tabela 22 - Estrutura predominante nas pontes do DER - DF Tipo de estrutura predominante UN % Concreto convencional 43 81,2 Metálica e madeira 5 9,4 Madeira 5 9,4 Total 53 100 Tabela 23 - Idade aproximada em relação à inspeção das pontes do DER - DF Idade aproximada UN % 5 a 10 anos 37 69,8 10 a 20 anos 4 7,6 20 a 30 anos 4 7,6 Total 45 84,9 Observação: Das 53 pontes 8 não foram respondidas neste item
  • 160.
    156 Tabela 24 -Local do dano segundo o elemento das pontes do DER - DF Local do dano segundo o elemento UN % Fundação 13 24,5 Pilar 4 7,6 Viga 15 28,3 Laje 20 37,7 Junta de dilatação 4 7,6 Cortina 6 11,3 Talude 19 35,8 Estrado 2 3,8 Bloco de fundação 2 3,8 Cribb-wall 2 3,8 Total 87 164,2 Tabela 25 - Tipos de manifestações patológicas das pontes do DER - DF Manifestações patológicas UN % Flechas 2 3,8 Fissuras 17 32,1 Infiltração 3 5,7 Corrosão 4 7,5 Segregação 4 7,5 Esfoliação 3 5,7 Erosão 25 47,2 Juntas abertas 2 3,8 Concreções 3 5,7 Armadura exposta 3 5,7 Deterioração 1 1,9 Colapso 2 3,8 Acumulo de terra 1 1,9 Recalques 5 9,4 Treliça c/cantoneiras d 1 1,9 Esmagamento de pilares 1 1,9 Rompimento de vigas 1 1,9 Encabeçamento l d 1 1,9 Total 79 149,1
  • 161.
    157 Tabela 26 -Ano da inspeção nas pontes do DER - DF Ano inspeção UN % 1990 51 96,2 1995 2 3,8 Total 53 100 GOIÂNIA Tabela 27 - Edificação versos Número de pavimentos - Goiânia Classificação Tipo No pavimentos No unidades % Res. Unifamiliar 1 pavimento 2 1,7 # Res. Multi familiar 4 a 6 pavimentos mais de 6 pavimentos 1 54 0,8 45,0 Comércio/Serviço 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 4 a 6 pavimentos mais de 6 pavimentos 5 11 1 7 4,2 9,2 0,8 5,8 Indústria 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 4 1 4 3,3 0,8 0,8 Adm. Pública 1 pavimento 2 a 3 pavimentos mais de 6 pavimentos 4 2 1 3,3 1,7 0,8 Hospital 1 pavimento 4 a 6 pavimentos 1 1 0,8 0,8 Escola 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 4 a 6 pavimentos 1 4 1 0,8 3,3 0,8 C O N V E N C I O N A L * Outras 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 1 2 0,8 1,7 Esportiva 7 5,8 Pontes/Viadutos 3 2,5 Reservatório 2 1,7 ESPECIAL ** Outras 3 2,5 TOTAL 119 99,2 Observação: * Igreja, Creche e Rodoviária. ** Armazém, Bueiro celular e Canal de água suja # Das 56 Residências Multi familiares 1 não foi respondida neste item
  • 162.
    157 Tabela 28 -Edificação versos Idade aproximada em relação à inspeção - Goiânia Tipo Em construção Até 5 anos 5 a 10 anos 10 a 20 anos mais de 30 anos UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 2 1,7 -------- ---------- ---------- ----------- Res. Multi. 46 38,3 3 2,5 1 0,8 6 5,0 ----------- * Comércio/Serv 19 15,8 1 0,8 --------- 3 2,5 ----------- Indústria 3 2,5 ----------- --------- 2 1,7 ----------- Adm. Pública 3 2,5 1 0,8 ---------- ---------- 3 2,5 Hospital 2 1,7 ----------- ---------- ---------- ----------- Escola 5 4,2 ---------- 1 0,8 --------- ---------- Outras 3 2,5 ----------- ----------- --------- ----------- Esportiva 3 2,5 ----------- 1 0,8 3 2,5 ----------- Ponte/Viaduto -------- ----------- ----------- 1 0,8 2 1,7 Reservatório 2 1,7 ----------- ----------- --------- ---------- Outras 1 0,8 2 1,7 ---------- --------- --------- Total 89 74,2 7 5,8 3 2,5 15 12,5 5 4,2 Observação: * Dos 24 estabelecimentos Comércio/Serviço 1 não foi respondido neste item. Tabela 29 - Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Goiânia Tipo Fundação Pilar Viga Laje Junta Cortina Parede UN % UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni -------- -------- 1 0,8 1 0,8 -------- -------- -------- Res. Multi. 3 2,5 31 25,8 15 12,5 19 15,8 -------- -------- 4 3,3 Comércio/Serv -------- 11 9,2 11 9,2 9 7,5 -------- -------- 1 0,8 Indústria -------- 1 0,8 1 0,8 -------- -------- -------- -------- Adm. Pública 1 0,8 1 0,8 2 1,7 6 5,0 -------- -------- 1 0,8 Hospital -------- 2 1,7 1 0,8 -------- -------- -------- -------- Escola -------- 4 3,3 2 1,7 2 1,7 -------- 1 0,8 1 0,8 Outras -------- 2 1,7 1 0,8 1 0,8 -------- -------- -------- Esportiva 2 1,7 2 1,7 2 1,7 2 1,7 1 0,8 -------- -------- Ponte/Viaduto -------- 1 0,8 2 1,7 1 0,8 -------- -------- -------- Reservatório -------- 1 0,8 -------- -------- -------- 2 1,7 -------- Outras 1 0,8 -------- -------- -------- -------- 1 0,8 -------- Total 7 5,8 56 46,7 38 31,7 41 34,2 1 0,8 4 3,3 7 5,8
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    158 Tabela 30 -Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Goiânia Tipo Marquise Piso Escada * Outro UN % UN % UN % UN % Res. Multi. -------- -------- 1 0,8 2 1,7 Comércio/Serv 2 1,7 1 0,8 -------- -------- Indústria -------- 1 0,8 -------- 3 2,5 Adm. Pública -------- 1 0,8 -------- -------- Escola -------- -------- -------- 1 0,8 Outras -------- -------- -------- 1 0,8 Esportiva 1 0,8 1 0,8 -------- -------- Outras -------- -------- -------- 1 0,8 Total 3 2,5 4 3,3 1 0,8 8 6,7 Observação: * - Calhas (1 - 0,8%); - Piscina (1 - 0,8%); - Consolo (2 - 1,7%); - Reservatório (1 - 0,8%); - Base de dorna (1 - 0,8%); - Túnel de descarga (1 - 0,8%); - Aparelho de apoio (1 - 0,8%) Tabela 31 - Edificação versos Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Goiânia Tipo Estética E.L.S E.L.U Acréscimo Mudança * Outras UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. -------- 2 1,7 -------- -------- -------- -------- Res. Multi. 2 1,7 22 18,3 10 8,3 1 0,8 3 2,5 18 15,1 Comércio/Serv 3 2,5 14 11,7 1 0,8 2 1,7 -------- 4 3,3 Indústria -------- 3 2,5 1 0,8 -------- -------- 1 0,8 Adm. Pública 1 0,8 4 3,3 1 0,8 -------- -------- 1 0,8 Hospital -------- 2 1,7 -------- -------- -------- -------- Escola 1 0,8 3 2,5 1 0,8 -------- -------- 1 0,8 Outras -------- -------- 2 1,7 -------- -------- 1 0,8 Esportiva -------- 2 1,7 2 1,7 -------- -------- 3 2,5 Ponte/Viaduto -------- 1 0,8 2 1,7 -------- -------- -------- Reservatório -------- 2 1,7 -------- -------- -------- -------- Outras -------- -------- 3 2,5 -------- -------- -------- Total 7 5,8 55 45,8 23 19,2 3 2,5 3 2,5 29 24,2 Observação: * - Correção de projeto (1 - 0,8%); - Problemas detectados no controle tecnológico (27 - 22,5%); - Verificar o estado em que se encontra a obra paralisada (1 - 0,8%).
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    159 Tabela 32 -Edificação versos Manifestações patológicas - Goiânia Tipo Flecha Fissuras Infiltrações Corrosão Esfoliação Desagreg UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 2 1,7 1 0,8 -------- -------- -------- -------- Res. Multi. 3 2,5 11 9,2 4 3,3 10 8,3 11 9,2 1 0,8 Comércio/Serv 3 2,5 11 9,2 1 0,8 3 2,5 4 3,3 1 0,8 Indústria -------- -------- 1 0,8 -------- -------- 1 0,8 Adm. Pública 2 1,7 6 5,0 1 0,8 1 0,8 -------- -------- Escola 3 2,5 1 0,8 -------- -------- -------- -------- Outras 1 0,8 -------- -------- -------- -------- -------- Esportiva -------- 4 3,3 1 0,8 2 1,7 2 1,7 -------- Ponte/Viaduto -------- 1 0,8 -------- 1 0,8 1 0,8 --------- Reservatório -------- 1 0,8 -------- -------- -------- -------- Total 14 11,7 36 30,0 8 6,7 17 14,2 18 15,1 3 2,5 Observação: * 26 do 120 casos não foram respondidos neste item, devido: Correção de projeto, Acréscimo de pavimento, Mudança de utilização e Erro construtivo realizados ainda na fase de construção. O outro problema detectado foi a baixa resistência do concreto aos 28 dias, onde algumas das obras sofreram reparo/reforço sem que houvesse manifestação
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    160 Tabela 33- Edificaçãoversos Manifestações patológicas - Goiânia Tipo Segregação Recalque Colapso Arm.exp. * Outras UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni -------- -------- -------- 1 0,8 -------- Res. Multi. 13 10,9 2 1,7 8 6,7 4 3,3 10 8,3 Comércio/Serv 11 9,2 1 0,8 -------- 2 1,7 2 1,7 Indústria -------- -------- 1 0,8 -------- -------- Adm. Pública 1 0,8 1 0,8 1 0,8 1 0,8 -------- Hospital 2 1,7 -------- -------- -------- -------- Escola 2 1,7 -------- 2 1,7 -------- 1 0,8 Outras -------- -------- 2 1,7 -------- -------- Esportiva 3 2,5 -------- 1 0,8 1 0,8 4 3,3 Ponte/Viaduto 3 2,5 -------- 1 0,8 -------- -------- Reservatório 1 0,8 -------- -------- -------- -------- Outras -------- 2 1,7 3 2,5 -------- -------- Total 36 30,0 6 5,0 19 15,8 9 7,5 17 14,2 Observação: * - Fungos (1 - 0,8%); - Desaprumo (5 - 4,2%); - Concreções (3 - 2,5%); - Pulverulência (1 - 0,8%); - Eflorescência (5 - 4,2%); - Juntas danificadas (1 - 0,8%); - Ferragem com seção reduzida (1 - 0,8%).
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    161 Tabela 34- Edificaçãoversos Causa das manifestações patológicas - Goiânia Tipo Proj. Exec. Material Utilização Manuten. A.Imp UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. --------- 1 0,8 --------- -------- -------- -------- Res. Multi. 11 9,2 22 18,3 11 9,2 -------- 1 0,8 1 0,8 Comércio/Serv. 4 3,3 12 10,0 --------- 1 0,8 -------- -------- Indústria -------- 2 1,7 1 0,8 1 0,8 -------- -------- Adm. Pública 1 0,8 4 3,3 -------- --------- 1 0,8 1 0,8 Hospital -------- 2 1,7 --------- --------- -------- -------- Escola 2 1,7 1 0,8 --------- -------- -------- -------- Outras -------- 3 2,5 --------- --------- -------- -------- Esportiva --------- 5 4,2 1 0,8 -------- -------- -------- Reservatório 1 0,8 1 0,8 --------- -------- -------- -------- ** Outras -------- 1 0,8 -------- 1 0,8 -------- -------- Total 19 15,8 54 45,0 13 10,9 3 2,5 2 1,7 2 1,7 Observação: * 5 dos 120 casos não tiveram respostas neste item, devido a: Mudança de utilização, Acréscimo de pavimento e Correção de projeto ainda na fase de construção. ** Neste item houve uma causa classificada como outra, devido a projeto de fundações. Tabela 35 -Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Goiânia Tipo Proj. e Exec Exec. e Materiais Proj. e Manuten. Exec. e Utilização Exec. e Manuten. Exec. e A.Imp UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 1 0,8 -------- -------- -------- -------- -------- Res. Multi. ------- 5 4,2 2 1,7 ------- ------- ------- Comércio/Serv. ------- 5 4,2 ------- ------- ------- ------- Indústria 1 0,8 ------- ------- ------- ------- ------- Adm. Pública ------- ------- ------- ------- ------- 1 0,8 Escola 1 0,8 1 0,8 -------- -------- -------- ------- Esportiva -------- ------- -------- -------- 1 0,8 ------- Ponte/Viaduto 2 1,7 ------- ------- 1 0,8 ------- ------- Total 5 4,2 11 9,2 2 1,7 1 0,8 1 0,8 1 0,8
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    162 Tabela 36 -Edificação versos Problemas relacionados com projeto - Goiânia Tipo Cálculo Concepção Detalhamento UN % UN % UN % Res. Uni. 1 4,0 -------- -------- Res. Multi 2 8,0 3 12,0 8 32,0 Comércio/Serv 1 4,0 1 4,0 2 8,0 Indústria -------- -------- 1 4,0 Adm. Pública -------- -------- 1 4,0 Escola 2 8,0 1 4,0 -------- Ponte/Viaduto -------- -------- 2 8,0 Reservatório 1 4,0 -------- -------- Total 7 28,0 5 20,0 14 56,0 Tabela 37 - Edificação versos Problemas relacionados com execução - Goiânia Tipo Geometria Armadura Concretag Cobriment Resist. Traço ruim * Outros UN % UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni 1 1,3 1 1,3 -------- 1 1,3 1 1,3 1 1,3 1 1,3 Res. Multi. 4 5,3 -------- 11 14,7 4 5,3 7 9,3 1 1,3 7 9,3 Comércio/Serv -------- 1 1,3 11 14,7 1 1,3 1 1,3 1 1,3 6 8,0 Indústria -------- -------- -------- -------- -------- 1 1,3 2 2,7 Adm. Pública -------- 2 2,7 3 4,0 1 1,3 -------- -------- 2 2,7 Hospital -------- -------- 2 2,7 -------- -------- -------- -------- Escola 1 1,3 -------- 2 2,7 -------- -------- -------- 1 1,3 Outras -------- -------- 1 1,3 -------- 1 1,3 1 1,3 1 1,3 Esportiva -------- -------- 3 4,0 1 1,3 2 2,7 -------- 4 5,3 Ponte/Viaduto -------- -------- 2 2,7 1 1,3 -------- 1 1,3 -------- Reservatório -------- -------- 1 1,3 1 1,3 -------- 1 1,3 -------- Outras -------- -------- -------- -------- -------- -------- 2 2,7 Total 6 8,0 4 5,3 36 48,1 10 13,3 12 16,0 7 9,3 25 34,7 Observação: *- Cura deficiente (4 - 5,2%); - Execução precária das fundações (3 - 4,0%); - Não seguiu projeto (3 - 3,9%); - Forma danificada ou deformada (1 - 1,3%); - Aterro mal executado (1 - 1,3%); - Desforma precoce (2 - 2,6%); - Uso de Aditivo a base de cloreto (5 - 6,5%); - Juntas mal executadas (1 - 1,3%); - Impermeabilização mal executada (1 - 1,3%); - Retirada do escoramento antecipada (5 - 6,5%).
  • 168.
    163 Tabela 38 -Edificação versos Materiais de intervenção - Goiânia Tipo Concreto Con.projetado ** Aço Arg.epóxi Resina Graute UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 2 1,7 --------- 2 1,7 --------- --------- -------- * Res. Multi. 22 18,3 1 0,8 10 8,3 1 0,8 2 1,7 12 10,0 Comércio/Serv 3 2,5 -------- 2 1,7 1 0,8 -------- 6 5,0 * Indústria 1 0,8 -------- -------- -------- -------- -------- * Adm. úbli 1 0,8 -------- 1 0,8 -------- 1 0,8 -------- Hospital -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,8 Escola 1 0,8 -------- 1 0,8 -------- -------- -------- Outras 1 0,8 -------- 1 0,8 -------- -------- -------- Esportiva -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,8 Ponte/Viaduto -------- 2 1,7 1 0,8 -------- -------- -------- Outras 1 0,8 -------- 1 0,8 -------- -------- -------- Total 32 26,7 3 2,5 19 15,8 2 1,7 3 2,5 20 16,6 Observação: * Cada uma possui 1 caso onde se utilizou material de impermeabilização. ** Barras (19 - 15,8%). Tabela 39 - Edificação versos Técnicas de intervenção - Goiânia Tipo Barra Rem.concr Rem.arg Injeção Rec. * Outras UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 2 1,7 2 1,7 -------- -------- -------- 1 0,8 Res. Multi. 7 5,8 17 14,2 11 9,2 -------- 2 1,7 8 6,7 Comércio/Serv 2 1,7 3 2,5 7 5,8 -------- -------- 1 0,8 Indústria -------- 1 0,8 -------- -------- -------- 1 0,8 Adm. Pública 1 0,8 -------- -------- 1 0,8 1 0,8 2 1,7 Hospital -------- -------- 1 0,8 -------- -------- -------- Escola 1 0,8 1 0,8 -------- -------- -------- -------- Outras 1 0,8 1 0,8 -------- -------- -------- 1 0,8 Esportiva -------- -------- 1 0,8 -------- -------- -------- Ponte/Viaduto 1 0,8 2 1,7 -------- -------- -------- -------- Outras -------- -------- -------- -------- -------- 1 0,8 Total 15 12,5 27 22,5 20 16,7 1 0,8 3 2,5 15 12,5 Observação: * - Substituição (5 - 4,2%); - Reforço fundações (2 - 1,7%); - Execução de juntas (1 - 0,8%); - Fazer impermeabilização (3 - 2,5%); - Acrescentar elemento estrutural de concreto (4 - 3,3%). ** Dos 120 casos apenas 60 passaram por algum processo de reparo/reforço.
  • 169.
    164 Tabela 40 -Edificação versos Métodos de avaliação utilizados - Goiânia Tipo Revisão Não.destrut Amostra Teste UN % UN % UN % UN % Res. Uni. -------- -------- -------- -------- Res. Multi. 3 2,5 13 10,8 10 8,3 -------- Comércio/Serv -------- 6 5,0 2 1,7 -------- Indústria -------- 1 0,8 -------- -------- Adm. Pública -------- 1 0,8 -------- 1 0,8 Hospital -------- 1 0,8 -------- -------- Escola -------- 1 0,8 -------- -------- Outras -------- 2 1,7 1 0,8 -------- Esportiva -------- 3 2,5 2 1,7 -------- Ponte/Viaduto -------- 2 1,7 2 1,7 1 0,8 Reservatório -------- 1 0,8 1 0,8 -------- Outras -------- 2 1,7 -------- -------- Total 3 2,5 33 27,5 18 15,0 2 1,7 Observação: ** Os 120 casos passaram por vistoria. CAMPO GRANDE
  • 170.
    165 Tabela 41 -Edificação versos Número de pavimentos - Campo Grande Classificação Tipo No pavimentos No unidades % Res. Unifamiliar 1 pavimento 2 9,1 Res. Multi familiar mais de 6 pavimentos 4 18,2 Indústria 1 pavimento 1 4,5 Adm. Pública mais de 6 pavimentos 1 1 4,5 4,8 Hospital mais de 6 pavimentos 1 4,5 C O N V E N C I O N A L * Outras 1 pavimento 1 4,5 Esportiva 2 9,1 Pontes/Viadutos 5 22,7 Reservatório 1 4,5 ESPECIAL ** Outras 4 18,2 TOTAL 22 100 Observação: * Rodoviária * * Silos, Torre e Elevatória. Tabela 42 - Edificação versos Idade aproximada em relação à inspeção - Campo Grande Tipo Em construção Até 5 anos 5 a 10 anos 10 a 20 anos mais de 30 anos UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. ---------- 1 4,5 1 4,5 ---------- ----------- Res. Multi. 4 18,2 ----------- ---------- ---------- ----------- Indústria ----------- ----------- 1 4,5 ---------- ----------- Adm. Pública ----------- 1 4,5 ---------- ---------- ----------- Hospital 1 4,5 ----------- ---------- ---------- ----------- Outras 1 4,5 ----------- ----------- --------- ----------- Esportiva 1 4,5 ----------- 1 4,5 --------- ----------- Ponte/Viaduto 1 4,5 ----------- 1 4,5 2 9,1 1 4,5 Reservatório 1 4,5 ----------- ----------- --------- ---------- Outras 2 9,1 2 9,1 ---------- --------- --------- Total 11 50,0 4 18,2 4 18,2 2 9,1 1 4,5
  • 171.
    166 Tabela 43 -Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Campo Grande Tipo Fundação Pilar Laje Cobertura Parede * Outro UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- Res. Multi. 2 9,1 1 4,5 -------- -------- -------- 2 9,1 Indústria -------- 1 4,5 -------- -------- -------- -------- Adm. Pública -------- 1 4,5 -------- -------- -------- -------- Hospital -------- -------- 1 4,5 -------- -------- -------- Outras -------- 1 4,5 -------- -------- -------- -------- Esportiva -------- 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- 1 4,5 Ponte/Viaduto 2 9,1 1 4,5 4 18,2 -------- -------- 1 4,5 Reservatório 1 4,5 -------- -------- -------- -------- -------- Outras 2 9,1 1 4,5 -------- -------- -------- 1 4,5 Total 8 36,4 7 33,3 6 28,6 1 4,5 1 4,5 5 22,7 Observação: * - Consolos (1 - 4,5%); - Marquise (1 - 4,5%); - Aparelho de apoio (2 - 9,1%); - Tubulação (1 - 4,5%). Tabela 44 - Edificação versos Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Campo Grande Tipo E.L.S E.L.U Acréscimo Mudança * Outras UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 1 4,5 1 4,5 -------- -------- -------- Res. Multi. -------- 1 4,5 -------- 2 9,1 1 4,5 Indústria -------- 1 4,5 -------- -------- -------- Adm. Pública -------- -------- 1 4,5 -------- -------- Hospital -------- -------- -------- -------- 1 4,5 Outras 1 4,5 -------- -------- -------- -------- Esportiva 1 4,5 1 4,5 -------- -------- -------- Ponte/Viaduto 3 13,6 2 9,1 -------- -------- -------- Reservatório -------- 1 4,5 -------- -------- -------- Outras 2 9,1 2 9,1 -------- -------- -------- Total 8 36,4 9 40,9 1 4,5 2 9,1 2 9,1 Observação: *- Erro de locação do terreno (1 - 4,5%) ; - Adequação de projeto às Normas do Ministério da Saúde (1 - 4,5%)
  • 172.
    167 Tabela 45 -Edificação versos Manifestações patológicas - Campo Grande Tipo Flechas Fissuras Infiltração Corrosão Esfoliação Desagrega UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 1 4,5 1 4,5 -------- -------- -------- -------- Indústria -------- -------- -------- -------- 1 4,5 1 4,5 Esportiva 1 4,5 -------- -------- -------- -------- -------- Ponte/Viaduto 3 13,6 2 9,1 -------- 1 4,5 -------- -------- Outras -------- 2 9,1 1 4,5 -------- -------- -------- Total 5 22,7 5 22,7 1 4,5 1 4,5 1 4,5 1 4,5 Tabela 46 -Edificação versos Manifestações patológicas - Campo Grande Tipo Segregação Recalque Colapso Arm.Exp ** Outras UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. -------- 1 4,5 -------- -------- -------- Res. Multi. -------- 1 4,5 1 4,5 -------- 1 4,5 Esportiva 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- -------- Ponte/Viaduto -------- 1 4,5 2 9,1 1 4,5 2 9,1 Reservatório -------- 1 4,5 1 4,5 -------- -------- Outras -------- 3 13,6 2 9,1 -------- 1 4,5 Total 1 4,5 7 31,8 7 31,8 1 4,5 4 18,2 Observação: ** - Deformações (1 - 4,5%); - Aparelho de apoio danificado (2 - 9,1%). - Perda de suporte das fundações (1 - 4,5%); * 4 dos 22 caso não tiveram manifestações devido a: Acréscimo de pavimento, Erro detectado antes de se manifestar, Adequação de projeto para devidos fins e Erro de locação de terreno.
  • 173.
    168 Tabela 47 -Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Campo Grande Tipo Proj. Exec. A. Imp. Incêndio ** Outras UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 1 4,5 1 4,5 -------- -------- -------- Res. Multi. -------- 1 4,5 -------- -------- 2 9,1 Indústria -------- -------- -------- 1 4,5 -------- Hospital -------- -------- -------- -------- -------- Outras -------- 1 4,5 -------- -------- -------- Esportiva 1 4,5 1 4,5 -------- -------- -------- Ponte/Viaduto 1 4,5 -------- 1 4,5 1 4,5 1 4,5 Reservatório -------- 1 4,5 -------- -------- -------- Outras -------- 3 13,6 -------- -------- -------- Total 3 13,6 8 36,4 1 4,5 2 9,1 3 13,6 Observação: ** - Área do terreno inferior à fornecida aos projetistas (1 - 4,5%) - Alteração de projeto sem a verificação do projetista (1 - 4,5%); - Mudança arquitetônica sem verificação do projeto estrutural (1 - 4,5%). * 3 dos 22 casos não tiveram causa devido a: Mudança de utilização, Acréscimo de pavimento e Adequação de projeto às Normas do Ministério da Saúde. * Proj. e Exec. (2 - 9,1%) onde: Silo (1 - 4,5%); Ponte (1 - 4,5%). Tabela 48 - Edificação versos Problemas relacionados com projeto - Campo Grande Tipo Cálculo Concepção Detalhamento UN % UN % UN % Res. Uni. 1 20,0 -------- -------- Outras -------- -------- 1 20,0 Esportiva -------- 1 20,0 -------- Ponte/Viaduto -------- 1 20,0 1 20,0 Total 1 20,0 2 40,0 2 40,0
  • 174.
    169 Tabela 49 -Edificação versos Problemas relacionados com execução - Campo Grande Tipo Armadura Concretag. Cobriment Fundação Dosagem * Outros UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. -------- -------- -------- 1 10,0 -------- -------- Res. Multi. -------- -------- -------- -------- -------- 1 10,0 Outras -------- -------- -------- -------- -------- 1 10,0 Esportiva 1 10,0 1 10,0 -------- -------- -------- -------- Ponte/Viaduto 1 10,0 -------- 1 10,0 -------- -------- -------- Reservatório -------- -------- -------- 1 10,0 -------- -------- Outras 1 10,0 1 10,0 -------- 2 20,0 1 10,0 -------- Total 3 30,0 2 20,0 1 10,0 4 40,0 1 10,0 2 20,0 Observação: * - Locação de elemento estrutural errada (1 - 10%); - Aparelho de apoio mal executado (1 - 10%). Tabela 50 - Edificação versos Materiais de intervenção - Campo Grande Tipo Concreto Conc.projetad * Aço Resina Graute UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 2 9,1 -------- 2 9,1 -------- -------- Res. Multi. 3 13,6 -------- 3 13,6 -------- 1 4,5 Indústria 1 4,5 -------- 1 4,5 1 4,5 -------- Adm. Pública 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- -------- Hospital 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- -------- Outras -------- -------- 1 4,5 -------- -------- Esportiva 1 4,5 -------- 2 9,1 1 4,5 -------- Ponte/Viaduto 4 18,2 -------- 2 9,1 1 4,5 -------- Reservatório 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- -------- Outras 1 4,5 1 4,5 3 13,6 1 4,5 -------- Total 15 68,2 1 4,5 17 77,3 4 18,2 1 4,5 Observação: * Barras (13 - 59,0%); - Chapas/Perfis (4 - 18,2%).
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    170 Tabela 51 -Edificação versos Técnicas de intervenção - Campo Grande Tipo Barra Chapa Rem.concr Rem.arg Protensão ** Outras UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. -------- 1 4,5 -------- -------- -------- 2 9,1 Res. Multi. -------- -------- -------- 1 4,5 -------- 5 22,7 Indústria 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- -------- -------- Adm. Pública 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- -------- -------- Hospital -------- -------- -------- -------- -------- 1 4,5 Outras -------- -------- -------- -------- -------- 1 4,5 Esportiva -------- 1 4,5 -------- -------- -------- 1 4,5 Ponte/Viaduto 2 9,1 -------- 3 13,6 -------- -------- 2 9,1 Reservatório -------- -------- -------- -------- -------- 1 4,5 Outras 1 4,5 -------- 1 4,5 -------- 1 4,5 2 9,1 Total 5 22,7 2 9,1 6 27,3 1 4,5 1 4,5 15 68,2 Observação: ** - Substituição (3 - 13,6%); - Reforço estrutura metálica (1 - 4,5%); - Acréscimo de fundações (4 - 18,2%); - Reforço fundações (2 - 9,1%); - Ajuste em estrutura metálica (1 - 4,5%); - Acréscimo de elemento estrutural de concreto (5 - 22,7%). * 2 dos 22 casos não passaram por nenhum processo de reparo/reforço Tabela 52 - Edificação versos Métodos de avaliação utilizados - Campo Grande Tipo Revisão Não destrut Amostra co Amostra Ac. fissuras Desloca. UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 2 9,1 -------- -------- -------- -------- -------- Res. Multi. 3 13,6 -------- -------- -------- -------- -------- Indústria -------- 1 4,5 1 4,5 1 4,5 -------- -------- Adm. Pública 1 4,5 --------- -------- -------- -------- -------- Hospital 1 4,5 --------- -------- -------- -------- -------- Outras 1 4,5 -------- -------- -------- -------- -------- sportiva 1 4,5 1 4,5 1 4,5 1 4,5 1 4,5 1 4,5 Ponte/Viaduto 3 13,6 1 4,5 -------- -------- -------- -------- Reservatório -------- -------- -------- -------- -------- -------- Outras 2 9,1 1 4,5 1 4,5 1 4,5 -------- -------- Total 14 63,6 4 18,2 3 13,6 3 13,6 1 4,5 1 4,5 Observação: * Os 22 casos passaram por vistoria.
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    171 CUIABÁ Tabela 53 -Edificação versos Número de pavimentos - Cuiabá Tipo Edificação x Pavimentos (MT) Classificação Tipo No pavimentos No unidades % Res. Unifamiliar 1 pavimento 2 15,4 Res. Multi familiar 4 a 6 pavimentos 1 7,7 Comércio/Serviço mais 6 pavimentos 2 15,4 Indústria 1 pavimento 2 15,4 Adm. Pública 1 pavimento 2 a 3 pavimentos 1 2 7,7 15,4 C O N V E N C I O N A L Hospital 2 a 3 pavimentos 1 7,7 Pontes/Viadutos 1 7,7 ESPECIAL * Outras 1 7,7 TOTAL 13 100 Observação: * Armazém. Tabela 54 - Edificação versos Idade aproximada em relação à inspeção - Cuiabá Tipo Em construção Até 5 anos 5 a 10 anos 10 a 20 anos UN % UN % UN % UN % Res. Uni. --------- 2 15,4 --------- --------- Res. Multi. --------- 1 7,7 --------- --------- Comércio/Serv --------- 1 7,7 1 7,7 --------- Indústria --------- --------- 2 15,4 --------- Adm. Pública 1 7,7 1 7,7 --------- 1 7,7 Hospital 1 7,7 --------- --------- --------- Ponte/Viaduto --------- 1 7,7 --------- --------- Outras --------- 1 7,7 --------- --------- Total 2 15,4 7 53,8 3 23,1 1 7,7
  • 177.
    172 Tabela 55 -Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Cuiabá Tipo Fundação Pilares Vigas Lajes Cortina Parede UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. 1 7,7 -------- 1 7,7 -------- -------- 2 15,4 Res. Multi. 1 7,7 -------- -------- -------- -------- 1 7,7 Comércio/Serv -------- 1 7,7 1 7,7 -------- 1 7,7 -------- Indústria -------- -------- -------- -------- 2 15,4 -------- Adm. Pública -------- 2 15,4 2 15,4 2 15,4 -------- -------- Hospital -------- 1 7,7 1 7,7 1 7,7 -------- -------- Ponte/Viaduto -------- -------- -------- 1 7,7 -------- -------- Outras -------- 1 7,7 -------- -------- -------- -------- Total 2 15,4 5 38,5 5 38,5 4 30,8 3 23,1 3 23,1 Tabela 56 - Edificação versos Local do dano e/ou intervenção segundo o elemento - Cuiabá Tipo Cobertura * Outro UN % UN % Hospital -------- 1 7,7 Outras 1 7,7 -------- Total 1 7,7 1 7,7 Observação: * Calhas (1 - 7,7%). Tabela 57 - Edificação versos Razões para a necessidade de vistoria e/ou intervenção - Cuiabá Tipo E.L.S E.L.U UN % UN % Res. Uni. 2 15,4 -------- Res. Multi. 1 7,7 -------- Comércio/Serv 2 15,4 -------- Indústria 2 15,4 -------- Adm. Pública 3 23,1 -------- Hospital 1 7,7 -------- Ponte/Viaduto 1 7,7 -------- Outras -------- 1 7,7 Total 12 92,3 1 7,7
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    173 Tabela 58 -Edificação versos Manifestações patológicas - Cuiabá Tipo Flechas Fissuras Infiltração Corrosão Esfoliação Desagrega. UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni -------- 2 15,4 -------- -------- -------- -------- Res. Multi. -------- 1 7,7 -------- -------- -------- -------- Comércio/Serv -------- -------- -------- 2 15,4 ------- -------- Adm. Pública -------- 2 15,4 -------- 1 7,7 -------- -------- Hospital 1 7,7 1 7,7 1 7,7 -------- 1 7,7 -------- Ponte/Viaduto -------- -------- -------- -------- -------- 1 7,7 Outras -------- -------- -------- -------- 1 7,7 -------- Total 1 7,7 6 46,2 1 7,7 3 23,1 2 15,4 1 7,7 Tabela 59 - Edificação versos Manifestações patológicas - Cuiabá Tipo Segregação Recalque Colapso Arm.expos ** Outras UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni -------- 1 7,7 -------- -------- -------- Res. Multi. ------- 1 7,7 -------- -------- -------- Comércio/Serv 1 7,7 -------- -------- 2 15,4 1 7,7 Adm. Pública 3 23,1 -------- -------- 1 7,7 2 15,4 Hospital 1 7,7 -------- -------- 1 7,7 1 7,7 Outras -------- -------- 1 7,7 -------- -------- Total 5 38,5 2 15,4 1 7,7 4 30,8 4 30 Observação: ** - Fungos (2 - 15,4%); - Desaprumo (1 - 7,7%); - Eflorescência (1 - 7,7%). * 2 dos 13 casos não apresentaram manifestação, porém foram reparados por suspeita de problemas com o concreto.
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    174 Tabela 60 -Edificação versos Causa das manifestações patológicas - Cuiabá Tipo Proj. Exec. Material UN % UN % UN % Res. Uni. 2 15,4 --------- --------- Res. Multi. -------- 1 7,7 --------- Comércio/Serv 1 7,7 -------- --------- Indústria -------- 2 15,4 --------- Adm. Pública --------- 2 15,4 --------- Ponte/Viaduto -------- -------- 1 7,7 Outras 1 7,7 --------- --------- Total 4 30,8 5 38,5 1 7,7 Observação: *- Proj. e Exec. (1 - 7,7%) do Hospital; - Exec. e A.Imp. (1 - 7,7%) do Comércio/Serviço; - Proj. Exec. e A.Imp. (1 - 7,7%) da Adm. Pública. Tabela 61 - Edificação versos Problemas relacionados com projeto - Cuiabá Tipo Cálculo Concepção Detalhamento UN % UN % UN % Res. Uni. -------- 2 33,3 -------- Comércio/Serv -------- -------- 1 16,7 Indústria -------- -------- -------- Adm. Pública 1 16,7 -------- -------- Hospital 1 16,7 -------- -------- Outras 1 16,7 -------- 1 16,7 Total 3 50,0 2 33,3 2 33,3 Tabela 62 - Edificação versos Problemas relacionados com execução - Cuiabá Tipo Geometria Concretag. Cobrimento Fundação Dosagem * Outros UN % UN % UN % UN % UN % UN % Res. Multi. -------- -------- -------- 1 12,5 -------- -------- Comércio/Serv -------- 1 12,5 1 12,5 -------- -------- -------- Indústria -------- -------- -------- -------- 2 25,0 -------- Adm. Pública -------- 3 37,5 1 12,5 -------- -------- -------- Hospital 1 12,5 1 12,5 1 12,5 -------- -------- 2 25,0 Total 1 12,5 5 62,5 3 37,5 1 12,5 2 25,0 2 25,0 Observação: * - Não observância do projeto (1 - 12,5%); - Falta de impermeabilização (1 - 12,5%).
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    175 Tabela 63 -Edificação versos Materiais de intervenção - Cuiabá Tipo Concreto * Aço Resina Graute UN % UN % UN % UN % Res. Uni 1 7,7 1 7,7 -------- -------- Res. Multi. 1 7,7 1 7,7 -------- -------- Comércio/Serv 1 7,7 1 7,7 -------- 1 7,7 Indústria -------- -------- -------- 2 15,4 Adm. Pública 1 7,7 2 15,4 -------- 3 23,1 Hospital -------- -------- -------- -------- Ponte/Viaduto 1 7,7 -------- -------- -------- Outras 1 7,7 2 15,4 1 7,7 -------- Total 6 46,2 7 53,9 1 7,7 6 46,2 Observação: * - Barras (6 - 46,2%); - Chapas/Perfis (1 - 7,7%). Tabela 64 - Edificação versos Técnicas de intervenção - Cuiabá Tipo Barra Acréscimo fundação Rem.concr Rem.arg ** Outras UN % UN % UN % UN % UN % Res. Uni. -------- 1 7,7 -------- -------- 1 7,7 Res. Multi. -------- 1 7,7 -------- -------- -------- Comércio/Serv 1 7,7 -------- 1 7,7 1 7,7 -------- Indústria -------- -------- -------- 2 15,4 -------- Adm. Pública 2 15,4 -------- 1 7,7 3 23,1 -------- Hospital -------- -------- -------- -------- -------- Ponte/Viaduto -------- -------- 1 7,7 -------- -------- Outras 1 7,7 -------- 1 7,7 -------- 1 7,7 Total 4 30,8 2 15,4 4 30,8 6 46,2 2 15,4 Observação: ** - Execução de juntas (1 - 7,7%); - Substituição da estrutura metálica (1 - 7,7%). * 1 dos 13 casos não passou por nenhum processo de intervenção.
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    176 Tabela 65- Edificaçãoversos Métodos de avaliação utilizados - Cuiabá Tipo Revisão Esclerometria Amostra con UN % UN % UN % Res. Uni 1 7,7 -------- -------- Res. Multi. 1 7,7 -------- -------- Comércio/Serv 1 7,7 1 7,7 -------- Indústria -------- 2 15,4 2 15,4 Adm. Pública 1 7,7 2 15,4 -------- Hospital -------- 1 7,7 -------- Ponte/Viaduto -------- 1 7,7 -------- Outras 1 7,7 1 7,7 -------- Total 5 38,5 8 61,5 2 15,4 Observação: * Os 13 casos passaram por vistoria