Opinião Política Economia Internacional Esportes Brasil São Paulo Cultura PME Jornal do Carro
CAMPUS PARTY
Curtinhas de sábado
22/01/2011 | 10h46
Por Murilo Roncolato
Garotas que programam
Pela manhã uma discussão sobre discriminação por gênero ocupou a área
de Desenvolvimento. Com o microfone, Vanessa Garcia, do “Minha
Carreira”; Cissa Gatto, organizadora do Dia de Java na UFSCAR; Monica
Gagliardi, estudante de TI; e Caroline Souza, pós-graduanda em Projeto e
Tecnologia de Banco de Dados. Entre os assuntos a divisão desequilibrada
no mercado de TI, dominada por homens. O mesmo acontecendo em
universidades e ambientes na rede: fóruns, twitter, grupos de discussões
mais técnicas, etc. As reclamações ficam por conta da falta de respeito e
pouca relevância dada à participação feminina nesses lugares. O problema
“obriga” muitas delas a ter que mudar o perfil em fóruns (de programação,
de jogos), em games multiplayer, etc. Na plateia, sociologas comentaram
sobre pesquisas existentes e outras em produção atualmente sobre o
tema; homens, convidados a participar, comentaram como o tema funciona
em suas cidades e como as mulheres são tratadas em seus grupos. O
pedido final foi voltado para os homens: “Falem sobre esse tema com seus
amigos, será muito mais efetivo do que nós, feministas, falando”.
Creative Commons? Não sei
Paulo Teixeira, deputado federal do PT por São Paulo e futuro líder do
partido na Câmara, subiu ao palco sobre políticas públicas para lanhouses
e, após o discursar sobre o tema principal da mesa, aproveitou para fazer
uma declaração pública sobre a retirada de licenças creative commons do
site do Ministério da Cultura, gerenciado pela ministra Ana de Holanda.
Teixeira disse não saber as razões que levaram a ministra a tomar tal
decisão e que vai procurar saber, já que, politicamente, a orientação do
governo vai na direção contrária, ou seja, a favor de políticas abertas e
livres na internet. “Quero saber se houve algum problema jurídico, algum
problema técnico… não sei”.
#CALOR A Arena ferve hoje. Não, não estou falando da energia dos
campuseiros, flashmobs, grandes palestras, oficinas emocionantes ou
games animados. É o clima mesmo. Ar condicionado e os vários
ventiladores espalhados por todo o galpão não dão conta da altíssima
temperatura aqui de dentro. Quem compartilha desse sentimento é
ninguém menos que Al Gore. Ben Hammersley segredou hoje ao público
que ouvia à sua palestra que o ex-vice-presidente dos EUA, “aquele assim,
meio gordinho, sabem?”, reclamava constantemente do calor a Ben. “Ele só
falava disso!”. Isso prova que Al Gore é um militante verdadeiramente
contra altas temperaturas.
 
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Lanhouses a um passo da aceitação
22/01/2011 | 15h48
Por Murilo Roncolato
A partir da esquerda: Luiz Nelson Vergueiro, Nelson Fujimoro, Wagno
Oliveira (AACID), Otávio Leite (PSDB-RJ) e Mario Brandão (ABCID). FOTO:
Divulgação
Em uma mesa com deputados, membros do governo e de associações
representativas do setor, o tema lanhouses foi exibido sem contrapontos,
mas sim com uma longa exposição sobre as conquistas nos últimos
tempos.
O relator do projeto nº 4.361 que modifica o parágrafo no Estatuto da
Criança e do Adolescente que trata do funcionamento de lanhouses
(chamadas de “casa de jogos”) chamou atenção para a mudança de visão
sobre o conceito sobre elas. “Elas são centros de inclusão digital. Isso
avança o modo como as lanhouses são discutidas pelo jurídico brasileiro”,
diz.
Foi defendida ainda a proposta de isenção fiscal de equipamentos,
softwares e outros tributos aos donos de lanhouses pelo governo. Para que
tal ideia tenha efeito é preciso acelerar o processo de regularização e
definição jurídica de um modelo de negócio, pondera Nelson Fujimoto,
assessor de inclusão digital da presidência da república.
 
“As lanhouses não vendem só conexão. É preciso um enquadramento
técnico para que eles possam receber linhas de crédito e incentivos vindos
de fundos públicos”, disse Fujimoto.
Fujimoto disse que o processo de descriminalização de lanhouses já
avançou e que o próximo passo é fazer com que as lanhouses sejam
encaradas como parceiras da gestão pública pela inclusão digital.
Luiz Nelson Vergueiro, funcionário da Telebrás, comentou sobre as
intenções de colocar as lanhouses como parceiras no Plano Nacional de
Banda Larga e oferecer boas conexões a preços mais acessíveis, mediante
(de novo) regularização dos estabelecimentos. Isso no contexto brasileiro
que, segundo pesquisas, apontam que 90% das lanhouses estão na
informalidade.
Mario Brandão, presidente da ABCID (Associação Brasileira de Centros de
Inclusão Digital) lançou mais números ao debate. Segundo ele, 85% dos
usuários de internet pertecentes à classe D e E o fazem por lanhouses.
Enquanto apenas 10% da classe A e B se conectam desta forma.
Brandão reforçou a dificuldade em se mudar a imagem desses
estabelecimentos e comentou sobre o erro de ver as lanhouses como
inimigos. “Telecentros e lanhouses não excludentes. É impossível olhar só
os perigos e ignorar os benefícios que as lans podem trazer”, afirmou.
O presidente da ABCID ainda lembrou que as lanhouses podem ser
elementos importantíssimos para a educação do país. “Mas de que
educação falamos aqui? Ninguém mais precisa decorar com a internet,
temos que ensinar como relacionar fatos e a pensar de maneira mais
ampla. É um novo momento”, disse.
Por fim comemorou a publicação nesta segunda-feira passada da
revogação completa da lei carioca que impedia lanhouses de ficarem a
menos de 1 km de “centros de ensino” no Rio de Janeiro.
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  • 1.
    Opinião Política EconomiaInternacional Esportes Brasil São Paulo Cultura PME Jornal do Carro
  • 2.
    CAMPUS PARTY Curtinhas desábado 22/01/2011 | 10h46 Por Murilo Roncolato Garotas que programam Pela manhã uma discussão sobre discriminação por gênero ocupou a área de Desenvolvimento. Com o microfone, Vanessa Garcia, do “Minha Carreira”; Cissa Gatto, organizadora do Dia de Java na UFSCAR; Monica Gagliardi, estudante de TI; e Caroline Souza, pós-graduanda em Projeto e Tecnologia de Banco de Dados. Entre os assuntos a divisão desequilibrada no mercado de TI, dominada por homens. O mesmo acontecendo em universidades e ambientes na rede: fóruns, twitter, grupos de discussões mais técnicas, etc. As reclamações ficam por conta da falta de respeito e pouca relevância dada à participação feminina nesses lugares. O problema “obriga” muitas delas a ter que mudar o perfil em fóruns (de programação, de jogos), em games multiplayer, etc. Na plateia, sociologas comentaram sobre pesquisas existentes e outras em produção atualmente sobre o tema; homens, convidados a participar, comentaram como o tema funciona em suas cidades e como as mulheres são tratadas em seus grupos. O pedido final foi voltado para os homens: “Falem sobre esse tema com seus amigos, será muito mais efetivo do que nós, feministas, falando”. Creative Commons? Não sei Paulo Teixeira, deputado federal do PT por São Paulo e futuro líder do partido na Câmara, subiu ao palco sobre políticas públicas para lanhouses e, após o discursar sobre o tema principal da mesa, aproveitou para fazer uma declaração pública sobre a retirada de licenças creative commons do site do Ministério da Cultura, gerenciado pela ministra Ana de Holanda. Teixeira disse não saber as razões que levaram a ministra a tomar tal decisão e que vai procurar saber, já que, politicamente, a orientação do governo vai na direção contrária, ou seja, a favor de políticas abertas e livres na internet. “Quero saber se houve algum problema jurídico, algum problema técnico… não sei”. #CALOR A Arena ferve hoje. Não, não estou falando da energia dos campuseiros, flashmobs, grandes palestras, oficinas emocionantes ou games animados. É o clima mesmo. Ar condicionado e os vários ventiladores espalhados por todo o galpão não dão conta da altíssima temperatura aqui de dentro. Quem compartilha desse sentimento é ninguém menos que Al Gore. Ben Hammersley segredou hoje ao público que ouvia à sua palestra que o ex-vice-presidente dos EUA, “aquele assim, meio gordinho, sabem?”, reclamava constantemente do calor a Ben. “Ele só falava disso!”. Isso prova que Al Gore é um militante verdadeiramente contra altas temperaturas.  
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    Os comentários sãoexclusivos para assinantes do Estadão. JÁ SOU ASSINANTE COMENTÁRIOS Lanhouses a um passo da aceitação 22/01/2011 | 15h48 Por Murilo Roncolato A partir da esquerda: Luiz Nelson Vergueiro, Nelson Fujimoro, Wagno Oliveira (AACID), Otávio Leite (PSDB-RJ) e Mario Brandão (ABCID). FOTO: Divulgação Em uma mesa com deputados, membros do governo e de associações representativas do setor, o tema lanhouses foi exibido sem contrapontos, mas sim com uma longa exposição sobre as conquistas nos últimos tempos. O relator do projeto nº 4.361 que modifica o parágrafo no Estatuto da Criança e do Adolescente que trata do funcionamento de lanhouses (chamadas de “casa de jogos”) chamou atenção para a mudança de visão sobre o conceito sobre elas. “Elas são centros de inclusão digital. Isso avança o modo como as lanhouses são discutidas pelo jurídico brasileiro”, diz. Foi defendida ainda a proposta de isenção fiscal de equipamentos, softwares e outros tributos aos donos de lanhouses pelo governo. Para que tal ideia tenha efeito é preciso acelerar o processo de regularização e definição jurídica de um modelo de negócio, pondera Nelson Fujimoto, assessor de inclusão digital da presidência da república.  
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    “As lanhouses nãovendem só conexão. É preciso um enquadramento técnico para que eles possam receber linhas de crédito e incentivos vindos de fundos públicos”, disse Fujimoto. Fujimoto disse que o processo de descriminalização de lanhouses já avançou e que o próximo passo é fazer com que as lanhouses sejam encaradas como parceiras da gestão pública pela inclusão digital. Luiz Nelson Vergueiro, funcionário da Telebrás, comentou sobre as intenções de colocar as lanhouses como parceiras no Plano Nacional de Banda Larga e oferecer boas conexões a preços mais acessíveis, mediante (de novo) regularização dos estabelecimentos. Isso no contexto brasileiro que, segundo pesquisas, apontam que 90% das lanhouses estão na informalidade. Mario Brandão, presidente da ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital) lançou mais números ao debate. Segundo ele, 85% dos usuários de internet pertecentes à classe D e E o fazem por lanhouses. Enquanto apenas 10% da classe A e B se conectam desta forma. Brandão reforçou a dificuldade em se mudar a imagem desses estabelecimentos e comentou sobre o erro de ver as lanhouses como inimigos. “Telecentros e lanhouses não excludentes. É impossível olhar só os perigos e ignorar os benefícios que as lans podem trazer”, afirmou. O presidente da ABCID ainda lembrou que as lanhouses podem ser elementos importantíssimos para a educação do país. “Mas de que educação falamos aqui? Ninguém mais precisa decorar com a internet, temos que ensinar como relacionar fatos e a pensar de maneira mais ampla. É um novo momento”, disse. Por fim comemorou a publicação nesta segunda-feira passada da revogação completa da lei carioca que impedia lanhouses de ficarem a menos de 1 km de “centros de ensino” no Rio de Janeiro. Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão. JÁ SOU ASSINANTE COMENTÁRIOS