CURADORIAS de Germoplasma e Coleções Científicas Afins
1.
II - ENCONTRO- RESERG 2025
Foto: I – Encontro da Rede Sudeste de Recursos Genéticos – RESERG, na FUNDAG
PROPOSTA DE CRIAÇÃO DA GESTÃO INSTITUCIONAL DAS CURADORIAS
O conceito de curadoria vem do latim curare (“cuidar”), isto é, identificar, conservar, intercambiar, etc., gerindo exemplares de
seres vivos e elementos agropecuários afins (vivos e/ou mortos) – no nosso caso, coleções de germoplasma e afins (bancos de
germoplasma, museus, herbários, laminários, etc..).
2.
1 – PROPOSTADE CRIAÇÃO DA GESTÃO INSTITUCIONAL DAS CURADORIAS
COORDENADOR DO SISTEMA DE CURADORIAS: É o profissional indicado pela instituição para gerir as atividades das curadorias, e de
orientar os curadores.
CURADORIA: É uma coleção ou grupo de coleções científicas ou de BAGs institucionais, sob a
responsabilidade de um curador.
CURADOR: É o profissional oficialmente indicado pela Coordenação do Sistema, como o
responsável pela gestão de um ou mais BAGs, BBG e CCs afins.
COMISSÃO COORDENADORA DO SISTEMA: É uma comissão indicada pelo Coordenador para auxiliá-lo nos trabalhos de
gestão.
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Dra. Marília Lobo Burle - Prêmio Dalmo Catauli Giacometti pela Curadoria do IAC
A GESTÃO INSTITUCIONAL é efetivada via CURADORIAS permitindo melhor organização, conhecimento das virtudes e
dificuldades, facilitando a disponibilização de dados e apoio da gerência em cada instituição. Estrutura sugerida abaixo:
Reunião dos Curadores da APTA 2011
Sistema Embrapa
3.
1) DIVULGAR editaisreferentes a projetos para obter recursos de manejo;
2) PLEITEAR da diretoria institucional e de órgãos financiadores, recursos para infraestrutura institucional centralizada de conservação e
preservação dos acessos dos BBG (ou encontrar instituições parceiras para tal fim, como a EMBRAPA);
3) PROVIDENCIAR um sistema institucional para documentação e informatização de banco de dados relativos aos acessos (ou buscar
instituição parceira para tal fim);
4) SOLICITAR institucionalmente necessidades demandadas pelos BAGs, BBG e coleções afins;
5) APOIAR publicações dos dados oriundos da aplicação de descritores e dos demais inventários;
6) VIABILIZAR institucionalmente o intercâmbio e a quarentena de germoplasma (ou encontrar instituição parceira para tal fim);
7) SOCORRER os BBG, BAGs, e CCs com dificuldades ou em risco de abandono, e sugerir indicação e/ou substituição de curadores;
8) ASSESSORAR a diretoria institucional em assuntos referentes aos RG e coleções afins.
A COMISSÃO DE COORDENAÇÃO, com a participação do Coordenador do Sistema, coordena as ações do sistema dos bancos de
germoplasma (BG) e coleções científicas (CC) afins, de cada instituição. Alguns exemplos das ações elencamos a seguir:
2 - COMISSÃO DE COORDENAÇÃO
4.
Os CURADORES podemser os especialistas no(s) gênero(s) ou na(s) espécie(s), ou nas coleções científicas afins, para exercer as atividades de
gestão, como no exemplo abaixo:
3 - ATRIBUIÇÕES DOS CURADORES
Foto: Herbário Fanerogâmico IAC, do Instituto Agronômico de Campinas.
1) COORDENAR a gestão das atividades;
2) ZELAR pela conservação ex situ e/ou preservação in situ;
3) PROVIDENCIAR a sanidade e integridade do material;
4) MANTER e atualizar os dados de documentação e informatização;
5) PROVIDENCIAR inventários e publicações dos dados;
6) COORDENAR a multiplicação e regeneração, ou duplicação dos acessos;
7) DISPONIBILIZAR o material para o intercâmbio ou coleções científicas;
8) ASSESSORAR a Comissão de Coordenação em assuntos da sua curadoria.
9) PARTICIPAR de inventários regionais, nacionais e internacionais.
5.
4 – VISLUMBRANDOUMA GESTÃO REGIONAL
UNIVERSIDADES , UNIDADES DE PESQUISA SECRETARIAS ESTADUAIS AGRO E MA
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R E S E R G
PROGRAMA SUDESTE RG
Enfim, teríamos o SISECURA com um Coordenador Regional (eleito), o qual montaria uma equipe de apoio denominada Comissão de
Coordenação (um membro de cada estado). A missão seria de orientar, quando solicitado, bem como buscar fontes de financiamentos.
Uma vez que existam as Curadorias Institucionais, pode-se sonhar com uma Coordenação Regional, executada em parceria entre a RESERG e
a Diretoria de Redes e Curadorias da SBRG. Para tanto convidariam a Rede Sudeste Jardins Botânicos da RBJB, as unidades Sudeste da
EMBRAPA, além das Universidades, Unidades de Pesquisa e de Extensão, que detenham coleções, culminando com as 8 Secretarias
Estaduais de Agricultura e de Meio Ambiente, da região, como potenciais parceiros e membros. Assim, bastaria criarmos um Sistema Sudeste
de Curadorias (SISECURA) e elaborarmos um Programa Sudeste de Recursos Genéticos (PROSERG).
S B R G
6.
5 – OSONHO DE UMA GESTÃO REGIONAL
LEMBRANDO que no Brasil,
temos também a Rede Brasileira
de Jardins Botânicos (RBJB)
conservando germoplasma ex situ e
preservando áreas in situ,
realizando a educação ambiental e
pesquisas científicas, além do apoio
vital aos ecossistemas naturais.
Existiam 32 jardins botânicos só na
Rede Sudeste de JB.
Hoje as curadorias no Brasil têm o apoio da Sociedade Brasileira de Recursos Genéticos SBRG, com seu Presidente
Everton Hilo de SOUZA, através de uma diretoria de redes e curadorias, que já apoia as Redes Regionais de Recursos
Genéticos. Porém, ainda teria que ser retomado o Workshop de Curadores de Germoplasma do Brasil, para propor a
criação de um Sistema Nacional de Curadorias (Coordenando os Sistemas Regionais, por sua vez ligados às Redes
Regionais), quem sabe no próximo Congresso SBRG.
Zenaide Nunes
GESTÃO NACIONAL – Contamos com uma Diretoria da SBRG
responsável por apoiar os Sistemas de Curadorias Institucionais.
SBRG
Diretoria
Redes
Regionais
e
Curadorias Ananda Virgínia de
AGUIAR
Maria Clorinda Soares
Cavalcanti
FIM, OBRIGADO !