CUIDADOR DE IDOSOS
ORIENTAÇÕES
SBV Suporte Básico de Vida
• O Suporte Básico de Vida (SBV) consiste em um conjunto de
medidas voltadas à redução do dano ou do risco de morte
associado a eventos cardiovasculares, em especial, à parada
cardiorrespiratória (PCR) não traumática, tanto no ambiente
extra hospitalar como no ambiente intra hospitalar.
• Podendo ser utilizado por socorristas leigos ou profissionais, o
SBV orienta medidas de suporte às vítimas até a chegada dos
Serviços Médicos de Emergência ou da Equipe de Suporte
Avançado de Vida.
• Já no ambiente extra hospitalar, a maioria das PCR acontecem
de forma súbita e em decorrência de problemas cardíacos
subjacentes.
• A chance de sobrevivência nesses casos está associada ao
rápido reconhecimento da PCR, acionamento do serviço
médico de emergência, início das manobras de ressuscitação
cardiopulmonar (RCP) e uso do desfibrilador externo
automático (DEA), quando disponível, pelo socorrista leigo.
SBV Suporte Básico de Vida
Como identificar uma parada
cardiorrespiratória PCR
• 1º sinal: PERDA DE CONSCIÊNCIA
• 2º sinal: AUSÊNCIA DE PULSO CENTRAL
Como identificar uma parada
cardiorrespiratória PCR
• 3º sinal: AUSÊNCIA DE RESPIRAÇÃO ( sem movimento torácico
e abdominal)
Como identificar uma parada
cardiorrespiratória PCR
vídeo RCP
Primeiros Socorros ao Paciente Idoso
• Emergência é sempre uma situação grave que acontece de repente
e que requer uma ação imediata com a finalidade de resguardar a
vida da pessoa. A pessoa cuidada por estar mais frágil e debilitada
pode, de uma hora para outra, ter uma piora súbita em seu estado
geral ou sofrer um acidente.
• Esteja atento para perceber uma emergência e procure ajuda para
lidar com essa situação de maneira firme e segura. Portanto, a
emergência requer cuidados imediatos, com a finalidade de evitar
complicações graves ou a morte da pessoa cuidada.
• A pessoa idosa pode ter mais de uma doença crônica, como por
exemplo: diabetes e hipertensão arterial, sequelas de derrame e
Parkinson e por isso seu estado geral pode se alterar muito
rapidamente.
Primeiros Socorros ao Paciente Idoso
• O aparecimento súbito de sinais que a pessoa não tinha
anteriormente, tais como: sonolência excessiva, confusão mental,
agitação, agressividade podem indicar uma emergência.
• É importante manter em local visível e de fácil acesso os números
de telefones dos serviços de pronto-socorro, como o SAMU 192,
para onde se possa ligar em casos de emergência.
Engasgo
• O engasgo ocorre quando um alimento sólido ou líquido entra
nas vias respiratórias, podendo desencadear:
Aspiração – quando líquidos ou pedaços muito pequenos de
alimentos chegam aos pulmões, o que pode provocar
pneumonia por aspiração.
Sufocamento – ocorre quando pedaços maiores de alimentos ou
objetos param na garganta (traqueia) e impedem a passagem do
ar.
Cuidador, ao alimentar a pessoa acamada, coloque-a na posição
mais sentada possível com a ajuda de almofadas e travesseiros e
não dê líquidos e alimentos à pessoa que estiver engasgada.
Engasgo
• Cuidador, ao perceber que a pessoa cuidada está engasgada,
tente primeiro retirar com o dedo o pedaço de alimento que
está provocando o engasgo. Caso não consiga, coloque a
pessoa em pé, abrace-a pelas costas apertando com seus
braços a “boca” do estômago da pessoa. (Manobra de
Heimlich).
vídeo manobra
Queda
• As quedas são os acidentes que mais ocorrem com as pessoas
idosas e fragilizadas por doenças, ocasionando fraturas
principalmente no fêmur, costela, coluna, bacia e braço.
• Após uma queda é importante que a equipe de saúde avalie a
pessoa e identifique a causa, buscando no ambiente os fatores
que contribuíram para o acidente.
• Assim, podem ajudar a família a adotar medidas de prevenção
e a tornar o ambiente mais seguro.
Queda
• Ao atender a pessoa que caiu, observe se existe alguma
deformidade, dor intensa ou incapacidade de movimentação,
que sugere fratura.
• No caso de suspeita de fratura, caso haja deformidade, não
tente “colocar no lugar”, procure não movimentar a pessoa
cuidada e chame o serviço de emergência o mais rápido
possível.
Convulsão
• A convulsão ou ataque epilético é o resultado do descontrole
das ondas elétricas cerebrais e pode acontecer por diversas
causas.
• Não é doença contagiosa, portanto ninguém se contamina ao
atender e tocar a pessoa durante a convulsão.
• Na crise convulsiva a pessoa pode cair, perder a consciência,
movimentar braços e pernas contra sua vontade e de maneira
desordenada, urinar e defecar involuntariamente.
• Ao atender a pessoa durante a crise convulsiva, apoie a cabeça
da pessoa e gire para o lado, para evitar que a saliva seja
aspirada e vá para os pulmões.
• Proteja a pessoa para ela não se machucar, afastando móveis
e objetos.
• Ao terminar a crise a pessoa acorda confusa, desorientada,
sentindo dores no corpo e sem saber o que aconteceu.
Tranquilizar a pessoa e procure ajuda da equipe de saúde.
Convulsão
Vômitos
• Os vômitos podem estar relacionados à doença ou a uma
reação do organismo a um alimento ou medicamento.
Vômitos frequentes causam desidratação principalmente em
crianças, idosos e pessoas debilitadas.
• Para evitar que a pessoa fique desidratada é preciso repor
com soro caseiro ou de pacote, o líquido e sais minerais
perdidos pelo vômito.
• Ao atender a pessoa acamada que esteja vomitando, vire-a de
lado para evitar que o vômito seja aspirado e chegue aos
pulmões.
Diarreia
• São fezes líquidas em maior número do que a pessoa evacuava
normalmente.
• Os idosos com diarreia podem facilmente ficar desidratadas.
• Cuidado com a alimentação
• Nos primeiros sinais de diarreia e vômitos, prepare soro caseiro ou
de pacote e ofereça à pessoa em pequenos goles.
• Se a pessoa cuidada, mesmo tomando soro, continuar com vômito
ou estiver com sinais de desidratação, sangue nas fezes,
vermelhidão na pele, febre e calafrios, é preciso que seja avaliada
pela equipe de saúde.
• Pessoas com diabetes ou que tomem remédio para o coração
podem apresentar complicações mais cedo.
Desidratação
• A desidratação acontece quando a pessoa perde líquidos e
sais minerais pelo vômito e diarreia.
• A pessoa desidratada pode apresentar pele seca, olhos
fundos, pouca saliva e urina.
• Sonolência, cansaço, piora do estado geral, pressão baixa,
confusão mental são sinais de desidratação grave.
• Se a pessoa não consegue beber água ou soro, ou os
vômitos/diarreia não param, procure a equipe de saúde, pois
pode ser necessário aplicar soro na veia.
Hipoglicemia
• A hipoglicemia é a diminuição do nível do açúcar no sangue.
Isso acontece nos diabéticos quando faz muito exercício físico
em jejum ou se fica longo tempo sem se alimentar.
• No Diabético também pode ocorrer hipoglicemia quando a
pessoa recebe uma dose de insulina ou de medicamentos para
o controle do Diabetes maior que o necessário ou quando
consome bebida alcoólica em excesso.
• A hipoglicemia pode ocorrer em qualquer hora do dia ou da
noite, mas em geral acontece antes das refeições. Os sinais e
sintomas de hipoglicemia são: cansaço, suor frio, pele fria,
pálida e úmida, tremor, coração disparado, nervosismo, visão
turva ou dupla, dor de cabeça, dormência nos lábios e língua,
irritação, desorientação, convulsões, tontura e sonolência.
• Converse com a equipe de saúde para aprender a verificar a
glicemia em casa.
• Se a glicemia estiver abaixo de 50 a 60 mg/dl ou a pessoa estiver
sentindo os sintomas referidos acima ofereça-a bala ou meio
copo de água com duas colheres de sopa de açúcar.
• Se ela estiver desmaiada ou se recusar a colaborar, coloque um
lenço entre as arcadas dentárias e introduza colheres de café com
açúcar entre a bochecha e a gengiva, massageando-a por fora.
• Assim que a pessoa melhorar, ofereça a ela uma refeição. Se os
sintomas não desaparecerem é preciso procurar imediatamente a
equipe de saúde ou um serviço de urgência.
Hipoglicemia
Desmaio
• É a perda temporária da consciência, pode ocorrer quando a
pessoa tem uma queda da pressão arterial, convulsões,
doenças do coração, hipoglicemia, derrame e outras. Por esse
motivo é preciso identificar a causa do desmaio.
• Enquanto a pessoa estiver inconsciente, não ofereça líquidos
ou alimentos, pois ela pode se engasgar.
• Verifique se a pessoa apresenta ferimentos ou fraturas. Peça
ajuda para levantar a pessoa e colocá-la na cama.
Sangramentos
• É a perda de sangue em qualquer parte do corpo. Pode
acontecer externamente ou internamente, resultante de
feridas, cortes, úlceras ou rompimento de vasos sanguíneos.
• O sangramento interno é mais grave e mais difícil de ser
identificado.
• Procure localizar de onde vem o sangramento e estancá-lo,
apertando o local com as mãos.
• Para evitar contaminação proteja o local com um pano limpo.
• Para diminuir o sangramento, utilize compressa com gelo ou
água gelada, mantendo elevado.
Sangramentos
• Se a hemorragia acontecer num órgão interno que se comunica com
o exterior o sangramento será percebido na boca, nariz, fezes, urina,
vagina ou pênis, dependendo do local onde rompeu o vaso
sanguíneo.
• No sangramento do intestino é possível perceber fezes escuras e
com cheiro fétido, o sangue que vem do estômago escuro como
borra de café ou vermelho vivo e pode ser observado no vômito.
• O sangue que sai do pulmão é vermelho vivo e com bolhas de ar.
• Na hemorragia de bexiga o sangue sai pela urina. O sangue que sai
pela vagina pode ser de uma hemorragia da vagina, do útero ou das
trompas.
• Qualquer tipo de sangramento deve ser avaliado pela equipe de
saúde.
Desmaio
• Mantenha a pessoa deitada, com a cabeça no mesmo nível do
corpo. Se a pessoa que desmaiou for diabética, espere
recuperar a consciência, e então ofereça a ela um copo de
água com açúcar.
• Se for possível, meça a pressão e sinta os batimentos do pulso.
Se a pessoa não melhorar, procure imediatamente a equipe de
saúde.
Confusão mental
• Na confusão mental a pessoa fica agitada, irritada,
desorientada, não sabe onde está e fala coisas sem sentido,
parece ativa num momento e logo a seguir pode estar
sonolenta e com a atenção prejudicada.
• A confusão mental pode acontecer no infarto do coração,
desidratação, traumatismo do crânio, infecção, pressão baixa,
derrame ou outra doença grave.
• É preciso que a pessoa seja avaliada pela equipe de saúde.
Com o tratamento dessas doenças geralmente a pessoa sai do
estado de confusão.
Maus tratos
• Maus tratos são atos ou omissões que causem dano, prejuízo,
aflição, ou ameaça à saúde e bem-estar da pessoa.
• O mau trato pode ocorrer uma única vez ou se tornar
repetitivo, pode variar de uma reação brusca, impensada, até
uma ação planejada e contínua e causar sofrimento físico ou
psicológico à pessoa cuidada.
• Os maus tratos tanto podem ser praticados pelo cuidador, por
familiares, amigos, vizinhos, como por um profissional de
saúde.
• Os maus tratos podem estar relacionados a diversas causas,
tais como: conflitos familiares, incapacidade técnica do
cuidador em desempenhar as atividades adequadamente,
problemas de saúde física ou mental da pessoa cuidada ou do
cuidador, desgaste físico e emocional devido a tarefa de
cuidar, problemas econômicos etc.
• A violência e os maus tratos podem ser físicos, psicológicos,
sexuais, abandono, negligências, abusos econômico-
financeiros, omissão, violação de direitos e autonegligência.
Maus tratos
Abusos físicos,maus tratos físicos ou
violência física
• São ações que se referem ao uso da força física como
beliscões, puxões, queimaduras, amarrar os braços e as
pernas, obrigar a tomar calmantes etc.
Abuso psicológico,violência psicológica ou
maus tratos psicológicos
Correspondem a agressões verbais ou com gestos, visando
aterrorizar e humilhar a pessoa, como ameaças de punição e
abandono, impedir a pessoa de sair de casa ou trancá-la em
lugar escuro, não dar alimentação e assistência médica, dizer
frases como “você é inútil”, “você só dá trabalho” etc.
Abuso sexual,violência sexual
• É o ato ou jogo de relações de caráter hétero ou homossexual,
sem a permissão da pessoa. Esses abusos visam obter
excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de
convencimento, violência física ou ameaças.
Abandono
• É uma forma de violência que se manifesta pela ausência de
responsabilidade em cuidar da pessoa que necessite de
proteção, seja por parte de órgãos do governo ou de
familiares, vizinhos amigos e cuidador.
Negligência
• Refere-se à recusa ou omissão de cuidados às pessoas que se
encontram em situação de dependência ou incapacidade, tanto por
parte dos responsáveis familiares ou do governo. A negligência
frequentemente está associada a outros tipos de maus tratos que
geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais.
Abuso econômico/financeiro
• Consiste na apropriação dos rendimentos, pensão e
propriedades sem autorização da pessoa. Normalmente o
responsável por esse tipo de abuso é um familiar ou alguém
muito próximo em quem a pessoa confia.
Autonegligência
• Diz respeito às condutas pessoais que ameacem a saúde ou
segurança da própria pessoa. Ela se recusa a adotar cuidados
necessários a si mesma, tais como: não tomar os remédios
prescritos, não se alimentar, não tomar banho e escovar os
dentes, não seguir as orientações dadas pelo cuidador ou
equipe de saúde.
O que o cuidador pode fazer diante de
situações de maus tratos
• Ter consciência de que maus tratos existem e que têm um efeito
destrutivo na qualidade de vida das pessoas.
• Refletir diariamente se, mesmo sem querer, realizou algum ato
que possa ser considerado como maus tratos, procurando
desculpar-se junto à pessoa cuidada. Identificar as razões e
buscar a ajuda da equipe de saúde.
• Caso assista ou tenha conhecimento de alguma forma de maus
tratos à pessoa cuidada, denunciar, esse fato.
• Quanto mais dependente for a pessoa, maior seu risco de ser
vítima de violência.
• O cuidador, os familiares e os profissionais de saúde devem
estar atentos à detecção de sinais e sintomas que possam
denunciar situações de violência.
• Todo caso suspeito ou confirmado de violência deve ser
notificado, segundo a rotina estabelecida em cada município,
os encaminhamentos devem ser feitos para os órgãos e
instituições descriminados a seguir, de acordo com a
organização da rede de serviços local.
Maus tratos
Rede de serviços local
• a) Delegacia especializada da mulher
• b) Centros de Referência da mulher
• c) Delegacias Policiais
• d) Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa
• e) Centro de Referência da Assistência Social (CRAS)
• f) Ministério Público
• g) IML e outros
Nível de dor
• Escala funcional de dor
• Para determinar essa escala, é fundamental que os
aplicadores do exame expliquem ao idoso que a medida será
tomada a partir dos efeitos limitadores da dor em sua
capacidade funcional.
• Ela possui similaridade com a escala numérica de dor, na qual
o paciente vai definir o número que melhor explica os
sintomas que ele sente no momento. Essa escala pode tanto
ser de 0 a 5, quanto de 0 a 10.
• Utilizando o formato de 0 a 10 como exemplo, temos a
seguinte divisão de escala de dor:
• 0: Sem dor
• 1/2: Tolerável, a dor não impede nenhuma atividade
• 3/4: Tolerável, mas a dor impede algumas atividades
• 5/6: Intolerável, e a dor não impede o uso de telefone, assistir
TV ou ler
• 7/8/9: Intolerável, e a dor impede o uso de telefone, assistir
TV ou ler
• 10: Intolerável, e a dor impede a comunicação verbal.
Nível de dor
Escala verbal de dor
• Aqui, o idoso não definirá sua escala de dor a partir de uma numeração
ou padrão já pré-concebido.
• Na verdade, ele quantifica a sua experiência usando frases que classificam
diferentes intensidades subjetivas de dor, como nenhuma dor, dor leve,
dor moderada, dor forte, dor insuportável e a pior dor possível.
• Esse modelo se mostrou bastante eficiente, especialmente, na
mensuração da dor em pacientes idosos. Mesmo em pacientes com leve
ou moderado déficit cognitivo, essa escala obteve grande sucesso, pois
eles poderiam interpretar e expressar a intensidade da sua dor de forma
verbal e mais livre.
• Entretanto, em virtude de elevada falta de capacidade cognitiva ou
introspecção no entendimento das palavras, alguns idosos sentiram
dificuldade com o método em análises controladas.
Escalavisualdedor(ouescala visual-analógica)
• Esta escala mostra uma linha não graduada cujas
extremidades correspondem a ausência de dor, em geral
situada na extremidade inferior, nas dispostas verticalmente, e
à esquerda, naquelas dispostas horizontalmente; e a pior dor
possível, nas extremidades opostas.
Qualidade do sono
• O sono é um processo fisiológico fundamental para a
manutenção de uma vida saudável. Diversas funções já foram
atribuídas ao período no qual dormimos: integridade da
imunidade, regulação do humor, consolidação de aprendizado
e memória, equilíbrio metabólico e renovação de energias.
• O número de horas de sono recomendadas para cada pessoa é
variável ao longo da vida. Dados publicados pela National
Sleep Foundation revelam que, enquanto recém-nascidos
necessitam de 14 a 17 horas de sono para manter uma boa
saúde, os adultos precisam de 7 a 9 horas. Nas pessoas acima
de 65 anos, o recomendado é manter de 7 a 8 horas de sono
por dia.
Qualidade do sono
• Nos idosos ocorrem modificações da arquitetura de sono com
redução do estágio mais profundo do sono (N3) e maior
fragmentação de sono caracterizada por aumento do número
de despertares e do tempo acordado após adormecer. Dessa
forma, o idoso costuma relatar que apresenta um sono mais
superficial, acorda muitas vezes durante a noite e pode ter a
sensação de sono não reparador.
• Fatores sociais e emocionais podem prejudicar a qualidade de
sono dos idosos. As mudanças da rotina, o aumento de
preocupações, a solidão e a falta de atividades prazerosas são
contribuintes para a redução do tempo e satisfação com o
sono.
É possível melhorar o sono dos idosos?
• Diversos fatores podem impactar de forma negativa o sono
dos idosos. Entretanto, o entendimento destas alterações com
a idade e a manutenção de hábitos e comportamentos
saudáveis podem superar as dificuldades e garantir boas
noites de sono.
Estabelecer uma rotina dos horários de sono:
• A manutenção da regularidade nos horários de dormir e
acordar é fundamental para o melhor funcionamento do
organismo. Um estudo realizado por pesquisadores do
Instituto do Sono com pessoas com mais de 85 anos mostrou
que a regularidade do horário de dormir e acordar foi um dos
principais fatores associados com a longevidade.
Exposição a luz natural no período da manhã
• A luz é um dos principais sincronizadores do nosso ritmo vigília-
sono. Estudos apontam que somos mais sensíveis à luz no período
da manhã e, desta maneira, é muito importante ter este contato
no início do dia. Já foi comprovado que a exposição à luz natural
pela manhã proporciona uma melhor qualidade de sono e reduz
sintomas de distúrbios de humor como a depressão.
Revisão dos medicamentos em uso
• É frequente o uso de múltiplas medicações pelos idosos e
algumas podem impactar o sono. Classes de medicamentos
como broncodilatadores, antidepressivos, hipnóticos,
relaxantes musculares, anti-hipertensivos e medicamentos de
reposição hormonal podem ter efeitos tanto na quantidade
quanto qualidade de sono. É sempre válido uma revisão com o
médico, principalmente em relação aos horários de
administração das medicações.
Evitar substâncias que podem afetar o sono
• O consumo de bebidas cafeinadas, chocolates e bebidas
alcoólicas pode prejudicar o início e manutenção de sono. É
recomendado realizar refeições leves no período noturno e
não comer próximo ao horário de ir para cama. O consumo de
líquidos no período noturno também deve ser limitado a fim
de evitar a necessidade de se levantar muitas vezes após o
início do sono.
Manter uma rede social
• Diversos estudos já demonstraram que o contato social
mantém uma melhor qualidade de sono. A interação com
familiares e amigos cultiva uma atitude mais positiva com a
vida, além de fortalecer uma sensação de suporte. A
participação de grupos na comunidade é um estímulo físico e
mental que deve ser incentivado.
Praticar exercícios físicos
• A prática de exercícios auxilia na sensação de bem-estar e está
associada com maior facilidade de adormecer no período
noturno e redução dos despertares. Evitar atividades físicas
após anoitecer, pois a elevação da temperatura do corpo irá
atrasar o início do sono.
Reduzirosestímulosluminososnoperíodonoturno
• Enquanto durante o dia é importante o contato com a luz, no
período noturno devemos reduzi-lo, como um aviso ao nosso
organismo que o dia encerrou e está próximo ao horário de
adormecer. O contato com dispositivos como televisão,
computadores e celulares reduz a produção de melatonina e
ficamos alertas no período que deveria ser de descanso.
Ter um ritual de sono
• Atividades relaxantes como um momento de leitura,
atividades manuais, técnicas de relaxamento e meditação
próximas ao horário de dormir auxiliam o corpo a desacelerar
e se preparar para o sono.
Limitar a duração dos cochilos
• Para muitos idosos, cochilar durante o dia pode ser benéfico e
há relatos de acordar mais disposto e descansado.
Recomenda-se que os cochilos não ultrapassem 30 minutos
para não prejudicar o sono noturno. Em pessoas com
dificuldade de dormir, os cochilos devem ser evitados.
Qualidade do sono
• É importante lembrar que a avaliação dos distúrbios que
afetam o sono dos idosos envolve tanto sintomas noturnos,
quanto diurnos. Os principais sintomas noturnos são
dificuldade em iniciar e manter o sono, despertar precoce,
nctúria, sono agitado e ronco. Já no período diurno
consideram-se relevante sonolência excessiva, irritabilidade,
sono não reparador, dificuldade de concentração, redução da
memória e alteração do humor.
• Uma história médica completa que inclui a avaliação das
medicações em uso e comorbidades auxilia na determinação
do melhor tratamento, que pode envolver tanto o uso de
medicamentos quanto medidas não farmacológicas.

CUIDADOR DE IDOSOS ORIENTAÇOES BÁSICAS.pptx

  • 1.
  • 2.
    SBV Suporte Básicode Vida • O Suporte Básico de Vida (SBV) consiste em um conjunto de medidas voltadas à redução do dano ou do risco de morte associado a eventos cardiovasculares, em especial, à parada cardiorrespiratória (PCR) não traumática, tanto no ambiente extra hospitalar como no ambiente intra hospitalar. • Podendo ser utilizado por socorristas leigos ou profissionais, o SBV orienta medidas de suporte às vítimas até a chegada dos Serviços Médicos de Emergência ou da Equipe de Suporte Avançado de Vida.
  • 3.
    • Já noambiente extra hospitalar, a maioria das PCR acontecem de forma súbita e em decorrência de problemas cardíacos subjacentes. • A chance de sobrevivência nesses casos está associada ao rápido reconhecimento da PCR, acionamento do serviço médico de emergência, início das manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e uso do desfibrilador externo automático (DEA), quando disponível, pelo socorrista leigo. SBV Suporte Básico de Vida
  • 4.
    Como identificar umaparada cardiorrespiratória PCR • 1º sinal: PERDA DE CONSCIÊNCIA
  • 5.
    • 2º sinal:AUSÊNCIA DE PULSO CENTRAL Como identificar uma parada cardiorrespiratória PCR
  • 6.
    • 3º sinal:AUSÊNCIA DE RESPIRAÇÃO ( sem movimento torácico e abdominal) Como identificar uma parada cardiorrespiratória PCR
  • 8.
  • 9.
    Primeiros Socorros aoPaciente Idoso • Emergência é sempre uma situação grave que acontece de repente e que requer uma ação imediata com a finalidade de resguardar a vida da pessoa. A pessoa cuidada por estar mais frágil e debilitada pode, de uma hora para outra, ter uma piora súbita em seu estado geral ou sofrer um acidente. • Esteja atento para perceber uma emergência e procure ajuda para lidar com essa situação de maneira firme e segura. Portanto, a emergência requer cuidados imediatos, com a finalidade de evitar complicações graves ou a morte da pessoa cuidada. • A pessoa idosa pode ter mais de uma doença crônica, como por exemplo: diabetes e hipertensão arterial, sequelas de derrame e Parkinson e por isso seu estado geral pode se alterar muito rapidamente.
  • 10.
    Primeiros Socorros aoPaciente Idoso • O aparecimento súbito de sinais que a pessoa não tinha anteriormente, tais como: sonolência excessiva, confusão mental, agitação, agressividade podem indicar uma emergência. • É importante manter em local visível e de fácil acesso os números de telefones dos serviços de pronto-socorro, como o SAMU 192, para onde se possa ligar em casos de emergência.
  • 11.
    Engasgo • O engasgoocorre quando um alimento sólido ou líquido entra nas vias respiratórias, podendo desencadear: Aspiração – quando líquidos ou pedaços muito pequenos de alimentos chegam aos pulmões, o que pode provocar pneumonia por aspiração. Sufocamento – ocorre quando pedaços maiores de alimentos ou objetos param na garganta (traqueia) e impedem a passagem do ar. Cuidador, ao alimentar a pessoa acamada, coloque-a na posição mais sentada possível com a ajuda de almofadas e travesseiros e não dê líquidos e alimentos à pessoa que estiver engasgada.
  • 12.
    Engasgo • Cuidador, aoperceber que a pessoa cuidada está engasgada, tente primeiro retirar com o dedo o pedaço de alimento que está provocando o engasgo. Caso não consiga, coloque a pessoa em pé, abrace-a pelas costas apertando com seus braços a “boca” do estômago da pessoa. (Manobra de Heimlich).
  • 13.
  • 14.
    Queda • As quedassão os acidentes que mais ocorrem com as pessoas idosas e fragilizadas por doenças, ocasionando fraturas principalmente no fêmur, costela, coluna, bacia e braço. • Após uma queda é importante que a equipe de saúde avalie a pessoa e identifique a causa, buscando no ambiente os fatores que contribuíram para o acidente. • Assim, podem ajudar a família a adotar medidas de prevenção e a tornar o ambiente mais seguro.
  • 15.
    Queda • Ao atendera pessoa que caiu, observe se existe alguma deformidade, dor intensa ou incapacidade de movimentação, que sugere fratura. • No caso de suspeita de fratura, caso haja deformidade, não tente “colocar no lugar”, procure não movimentar a pessoa cuidada e chame o serviço de emergência o mais rápido possível.
  • 16.
    Convulsão • A convulsãoou ataque epilético é o resultado do descontrole das ondas elétricas cerebrais e pode acontecer por diversas causas. • Não é doença contagiosa, portanto ninguém se contamina ao atender e tocar a pessoa durante a convulsão. • Na crise convulsiva a pessoa pode cair, perder a consciência, movimentar braços e pernas contra sua vontade e de maneira desordenada, urinar e defecar involuntariamente. • Ao atender a pessoa durante a crise convulsiva, apoie a cabeça da pessoa e gire para o lado, para evitar que a saliva seja aspirada e vá para os pulmões.
  • 17.
    • Proteja apessoa para ela não se machucar, afastando móveis e objetos. • Ao terminar a crise a pessoa acorda confusa, desorientada, sentindo dores no corpo e sem saber o que aconteceu. Tranquilizar a pessoa e procure ajuda da equipe de saúde. Convulsão
  • 18.
    Vômitos • Os vômitospodem estar relacionados à doença ou a uma reação do organismo a um alimento ou medicamento. Vômitos frequentes causam desidratação principalmente em crianças, idosos e pessoas debilitadas. • Para evitar que a pessoa fique desidratada é preciso repor com soro caseiro ou de pacote, o líquido e sais minerais perdidos pelo vômito. • Ao atender a pessoa acamada que esteja vomitando, vire-a de lado para evitar que o vômito seja aspirado e chegue aos pulmões.
  • 19.
    Diarreia • São fezeslíquidas em maior número do que a pessoa evacuava normalmente. • Os idosos com diarreia podem facilmente ficar desidratadas. • Cuidado com a alimentação • Nos primeiros sinais de diarreia e vômitos, prepare soro caseiro ou de pacote e ofereça à pessoa em pequenos goles. • Se a pessoa cuidada, mesmo tomando soro, continuar com vômito ou estiver com sinais de desidratação, sangue nas fezes, vermelhidão na pele, febre e calafrios, é preciso que seja avaliada pela equipe de saúde. • Pessoas com diabetes ou que tomem remédio para o coração podem apresentar complicações mais cedo.
  • 20.
    Desidratação • A desidrataçãoacontece quando a pessoa perde líquidos e sais minerais pelo vômito e diarreia. • A pessoa desidratada pode apresentar pele seca, olhos fundos, pouca saliva e urina. • Sonolência, cansaço, piora do estado geral, pressão baixa, confusão mental são sinais de desidratação grave. • Se a pessoa não consegue beber água ou soro, ou os vômitos/diarreia não param, procure a equipe de saúde, pois pode ser necessário aplicar soro na veia.
  • 21.
    Hipoglicemia • A hipoglicemiaé a diminuição do nível do açúcar no sangue. Isso acontece nos diabéticos quando faz muito exercício físico em jejum ou se fica longo tempo sem se alimentar. • No Diabético também pode ocorrer hipoglicemia quando a pessoa recebe uma dose de insulina ou de medicamentos para o controle do Diabetes maior que o necessário ou quando consome bebida alcoólica em excesso. • A hipoglicemia pode ocorrer em qualquer hora do dia ou da noite, mas em geral acontece antes das refeições. Os sinais e sintomas de hipoglicemia são: cansaço, suor frio, pele fria, pálida e úmida, tremor, coração disparado, nervosismo, visão turva ou dupla, dor de cabeça, dormência nos lábios e língua, irritação, desorientação, convulsões, tontura e sonolência.
  • 22.
    • Converse coma equipe de saúde para aprender a verificar a glicemia em casa. • Se a glicemia estiver abaixo de 50 a 60 mg/dl ou a pessoa estiver sentindo os sintomas referidos acima ofereça-a bala ou meio copo de água com duas colheres de sopa de açúcar. • Se ela estiver desmaiada ou se recusar a colaborar, coloque um lenço entre as arcadas dentárias e introduza colheres de café com açúcar entre a bochecha e a gengiva, massageando-a por fora. • Assim que a pessoa melhorar, ofereça a ela uma refeição. Se os sintomas não desaparecerem é preciso procurar imediatamente a equipe de saúde ou um serviço de urgência. Hipoglicemia
  • 23.
    Desmaio • É aperda temporária da consciência, pode ocorrer quando a pessoa tem uma queda da pressão arterial, convulsões, doenças do coração, hipoglicemia, derrame e outras. Por esse motivo é preciso identificar a causa do desmaio. • Enquanto a pessoa estiver inconsciente, não ofereça líquidos ou alimentos, pois ela pode se engasgar. • Verifique se a pessoa apresenta ferimentos ou fraturas. Peça ajuda para levantar a pessoa e colocá-la na cama.
  • 24.
    Sangramentos • É aperda de sangue em qualquer parte do corpo. Pode acontecer externamente ou internamente, resultante de feridas, cortes, úlceras ou rompimento de vasos sanguíneos. • O sangramento interno é mais grave e mais difícil de ser identificado. • Procure localizar de onde vem o sangramento e estancá-lo, apertando o local com as mãos. • Para evitar contaminação proteja o local com um pano limpo. • Para diminuir o sangramento, utilize compressa com gelo ou água gelada, mantendo elevado.
  • 25.
    Sangramentos • Se ahemorragia acontecer num órgão interno que se comunica com o exterior o sangramento será percebido na boca, nariz, fezes, urina, vagina ou pênis, dependendo do local onde rompeu o vaso sanguíneo. • No sangramento do intestino é possível perceber fezes escuras e com cheiro fétido, o sangue que vem do estômago escuro como borra de café ou vermelho vivo e pode ser observado no vômito. • O sangue que sai do pulmão é vermelho vivo e com bolhas de ar. • Na hemorragia de bexiga o sangue sai pela urina. O sangue que sai pela vagina pode ser de uma hemorragia da vagina, do útero ou das trompas. • Qualquer tipo de sangramento deve ser avaliado pela equipe de saúde.
  • 26.
    Desmaio • Mantenha apessoa deitada, com a cabeça no mesmo nível do corpo. Se a pessoa que desmaiou for diabética, espere recuperar a consciência, e então ofereça a ela um copo de água com açúcar. • Se for possível, meça a pressão e sinta os batimentos do pulso. Se a pessoa não melhorar, procure imediatamente a equipe de saúde.
  • 27.
    Confusão mental • Naconfusão mental a pessoa fica agitada, irritada, desorientada, não sabe onde está e fala coisas sem sentido, parece ativa num momento e logo a seguir pode estar sonolenta e com a atenção prejudicada. • A confusão mental pode acontecer no infarto do coração, desidratação, traumatismo do crânio, infecção, pressão baixa, derrame ou outra doença grave. • É preciso que a pessoa seja avaliada pela equipe de saúde. Com o tratamento dessas doenças geralmente a pessoa sai do estado de confusão.
  • 28.
    Maus tratos • Maustratos são atos ou omissões que causem dano, prejuízo, aflição, ou ameaça à saúde e bem-estar da pessoa. • O mau trato pode ocorrer uma única vez ou se tornar repetitivo, pode variar de uma reação brusca, impensada, até uma ação planejada e contínua e causar sofrimento físico ou psicológico à pessoa cuidada. • Os maus tratos tanto podem ser praticados pelo cuidador, por familiares, amigos, vizinhos, como por um profissional de saúde.
  • 29.
    • Os maustratos podem estar relacionados a diversas causas, tais como: conflitos familiares, incapacidade técnica do cuidador em desempenhar as atividades adequadamente, problemas de saúde física ou mental da pessoa cuidada ou do cuidador, desgaste físico e emocional devido a tarefa de cuidar, problemas econômicos etc. • A violência e os maus tratos podem ser físicos, psicológicos, sexuais, abandono, negligências, abusos econômico- financeiros, omissão, violação de direitos e autonegligência. Maus tratos
  • 30.
    Abusos físicos,maus tratosfísicos ou violência física • São ações que se referem ao uso da força física como beliscões, puxões, queimaduras, amarrar os braços e as pernas, obrigar a tomar calmantes etc.
  • 31.
    Abuso psicológico,violência psicológicaou maus tratos psicológicos Correspondem a agressões verbais ou com gestos, visando aterrorizar e humilhar a pessoa, como ameaças de punição e abandono, impedir a pessoa de sair de casa ou trancá-la em lugar escuro, não dar alimentação e assistência médica, dizer frases como “você é inútil”, “você só dá trabalho” etc.
  • 32.
    Abuso sexual,violência sexual •É o ato ou jogo de relações de caráter hétero ou homossexual, sem a permissão da pessoa. Esses abusos visam obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de convencimento, violência física ou ameaças.
  • 33.
    Abandono • É umaforma de violência que se manifesta pela ausência de responsabilidade em cuidar da pessoa que necessite de proteção, seja por parte de órgãos do governo ou de familiares, vizinhos amigos e cuidador.
  • 34.
    Negligência • Refere-se àrecusa ou omissão de cuidados às pessoas que se encontram em situação de dependência ou incapacidade, tanto por parte dos responsáveis familiares ou do governo. A negligência frequentemente está associada a outros tipos de maus tratos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais.
  • 35.
    Abuso econômico/financeiro • Consistena apropriação dos rendimentos, pensão e propriedades sem autorização da pessoa. Normalmente o responsável por esse tipo de abuso é um familiar ou alguém muito próximo em quem a pessoa confia.
  • 36.
    Autonegligência • Diz respeitoàs condutas pessoais que ameacem a saúde ou segurança da própria pessoa. Ela se recusa a adotar cuidados necessários a si mesma, tais como: não tomar os remédios prescritos, não se alimentar, não tomar banho e escovar os dentes, não seguir as orientações dadas pelo cuidador ou equipe de saúde.
  • 37.
    O que ocuidador pode fazer diante de situações de maus tratos • Ter consciência de que maus tratos existem e que têm um efeito destrutivo na qualidade de vida das pessoas. • Refletir diariamente se, mesmo sem querer, realizou algum ato que possa ser considerado como maus tratos, procurando desculpar-se junto à pessoa cuidada. Identificar as razões e buscar a ajuda da equipe de saúde. • Caso assista ou tenha conhecimento de alguma forma de maus tratos à pessoa cuidada, denunciar, esse fato.
  • 38.
    • Quanto maisdependente for a pessoa, maior seu risco de ser vítima de violência. • O cuidador, os familiares e os profissionais de saúde devem estar atentos à detecção de sinais e sintomas que possam denunciar situações de violência. • Todo caso suspeito ou confirmado de violência deve ser notificado, segundo a rotina estabelecida em cada município, os encaminhamentos devem ser feitos para os órgãos e instituições descriminados a seguir, de acordo com a organização da rede de serviços local. Maus tratos
  • 39.
    Rede de serviçoslocal • a) Delegacia especializada da mulher • b) Centros de Referência da mulher • c) Delegacias Policiais • d) Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa • e) Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) • f) Ministério Público • g) IML e outros
  • 40.
    Nível de dor •Escala funcional de dor • Para determinar essa escala, é fundamental que os aplicadores do exame expliquem ao idoso que a medida será tomada a partir dos efeitos limitadores da dor em sua capacidade funcional. • Ela possui similaridade com a escala numérica de dor, na qual o paciente vai definir o número que melhor explica os sintomas que ele sente no momento. Essa escala pode tanto ser de 0 a 5, quanto de 0 a 10.
  • 41.
    • Utilizando oformato de 0 a 10 como exemplo, temos a seguinte divisão de escala de dor: • 0: Sem dor • 1/2: Tolerável, a dor não impede nenhuma atividade • 3/4: Tolerável, mas a dor impede algumas atividades • 5/6: Intolerável, e a dor não impede o uso de telefone, assistir TV ou ler • 7/8/9: Intolerável, e a dor impede o uso de telefone, assistir TV ou ler • 10: Intolerável, e a dor impede a comunicação verbal. Nível de dor
  • 42.
    Escala verbal dedor • Aqui, o idoso não definirá sua escala de dor a partir de uma numeração ou padrão já pré-concebido. • Na verdade, ele quantifica a sua experiência usando frases que classificam diferentes intensidades subjetivas de dor, como nenhuma dor, dor leve, dor moderada, dor forte, dor insuportável e a pior dor possível. • Esse modelo se mostrou bastante eficiente, especialmente, na mensuração da dor em pacientes idosos. Mesmo em pacientes com leve ou moderado déficit cognitivo, essa escala obteve grande sucesso, pois eles poderiam interpretar e expressar a intensidade da sua dor de forma verbal e mais livre. • Entretanto, em virtude de elevada falta de capacidade cognitiva ou introspecção no entendimento das palavras, alguns idosos sentiram dificuldade com o método em análises controladas.
  • 43.
    Escalavisualdedor(ouescala visual-analógica) • Estaescala mostra uma linha não graduada cujas extremidades correspondem a ausência de dor, em geral situada na extremidade inferior, nas dispostas verticalmente, e à esquerda, naquelas dispostas horizontalmente; e a pior dor possível, nas extremidades opostas.
  • 44.
    Qualidade do sono •O sono é um processo fisiológico fundamental para a manutenção de uma vida saudável. Diversas funções já foram atribuídas ao período no qual dormimos: integridade da imunidade, regulação do humor, consolidação de aprendizado e memória, equilíbrio metabólico e renovação de energias. • O número de horas de sono recomendadas para cada pessoa é variável ao longo da vida. Dados publicados pela National Sleep Foundation revelam que, enquanto recém-nascidos necessitam de 14 a 17 horas de sono para manter uma boa saúde, os adultos precisam de 7 a 9 horas. Nas pessoas acima de 65 anos, o recomendado é manter de 7 a 8 horas de sono por dia.
  • 45.
    Qualidade do sono •Nos idosos ocorrem modificações da arquitetura de sono com redução do estágio mais profundo do sono (N3) e maior fragmentação de sono caracterizada por aumento do número de despertares e do tempo acordado após adormecer. Dessa forma, o idoso costuma relatar que apresenta um sono mais superficial, acorda muitas vezes durante a noite e pode ter a sensação de sono não reparador. • Fatores sociais e emocionais podem prejudicar a qualidade de sono dos idosos. As mudanças da rotina, o aumento de preocupações, a solidão e a falta de atividades prazerosas são contribuintes para a redução do tempo e satisfação com o sono.
  • 46.
    É possível melhoraro sono dos idosos? • Diversos fatores podem impactar de forma negativa o sono dos idosos. Entretanto, o entendimento destas alterações com a idade e a manutenção de hábitos e comportamentos saudáveis podem superar as dificuldades e garantir boas noites de sono.
  • 47.
    Estabelecer uma rotinados horários de sono: • A manutenção da regularidade nos horários de dormir e acordar é fundamental para o melhor funcionamento do organismo. Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto do Sono com pessoas com mais de 85 anos mostrou que a regularidade do horário de dormir e acordar foi um dos principais fatores associados com a longevidade.
  • 48.
    Exposição a luznatural no período da manhã • A luz é um dos principais sincronizadores do nosso ritmo vigília- sono. Estudos apontam que somos mais sensíveis à luz no período da manhã e, desta maneira, é muito importante ter este contato no início do dia. Já foi comprovado que a exposição à luz natural pela manhã proporciona uma melhor qualidade de sono e reduz sintomas de distúrbios de humor como a depressão.
  • 49.
    Revisão dos medicamentosem uso • É frequente o uso de múltiplas medicações pelos idosos e algumas podem impactar o sono. Classes de medicamentos como broncodilatadores, antidepressivos, hipnóticos, relaxantes musculares, anti-hipertensivos e medicamentos de reposição hormonal podem ter efeitos tanto na quantidade quanto qualidade de sono. É sempre válido uma revisão com o médico, principalmente em relação aos horários de administração das medicações.
  • 50.
    Evitar substâncias quepodem afetar o sono • O consumo de bebidas cafeinadas, chocolates e bebidas alcoólicas pode prejudicar o início e manutenção de sono. É recomendado realizar refeições leves no período noturno e não comer próximo ao horário de ir para cama. O consumo de líquidos no período noturno também deve ser limitado a fim de evitar a necessidade de se levantar muitas vezes após o início do sono.
  • 51.
    Manter uma redesocial • Diversos estudos já demonstraram que o contato social mantém uma melhor qualidade de sono. A interação com familiares e amigos cultiva uma atitude mais positiva com a vida, além de fortalecer uma sensação de suporte. A participação de grupos na comunidade é um estímulo físico e mental que deve ser incentivado.
  • 52.
    Praticar exercícios físicos •A prática de exercícios auxilia na sensação de bem-estar e está associada com maior facilidade de adormecer no período noturno e redução dos despertares. Evitar atividades físicas após anoitecer, pois a elevação da temperatura do corpo irá atrasar o início do sono.
  • 53.
    Reduzirosestímulosluminososnoperíodonoturno • Enquanto duranteo dia é importante o contato com a luz, no período noturno devemos reduzi-lo, como um aviso ao nosso organismo que o dia encerrou e está próximo ao horário de adormecer. O contato com dispositivos como televisão, computadores e celulares reduz a produção de melatonina e ficamos alertas no período que deveria ser de descanso.
  • 54.
    Ter um ritualde sono • Atividades relaxantes como um momento de leitura, atividades manuais, técnicas de relaxamento e meditação próximas ao horário de dormir auxiliam o corpo a desacelerar e se preparar para o sono.
  • 55.
    Limitar a duraçãodos cochilos • Para muitos idosos, cochilar durante o dia pode ser benéfico e há relatos de acordar mais disposto e descansado. Recomenda-se que os cochilos não ultrapassem 30 minutos para não prejudicar o sono noturno. Em pessoas com dificuldade de dormir, os cochilos devem ser evitados.
  • 56.
    Qualidade do sono •É importante lembrar que a avaliação dos distúrbios que afetam o sono dos idosos envolve tanto sintomas noturnos, quanto diurnos. Os principais sintomas noturnos são dificuldade em iniciar e manter o sono, despertar precoce, nctúria, sono agitado e ronco. Já no período diurno consideram-se relevante sonolência excessiva, irritabilidade, sono não reparador, dificuldade de concentração, redução da memória e alteração do humor. • Uma história médica completa que inclui a avaliação das medicações em uso e comorbidades auxilia na determinação do melhor tratamento, que pode envolver tanto o uso de medicamentos quanto medidas não farmacológicas.