GEOGRAFIA
3º ANO
PROFESSOR: JEFFERSON CAMILO
CEDALL 2023
2º BIMESTRE
CONFLITOS
E TENSÕES
NO MUNDO
ATUAL
ETIÓPIA
ETIÓPIA
Uma guerra que já dura 16 meses na Etiópia deixou 900 mil
pessoas em situação de fome, segundo estimativa do governo
americano. Rebeldes que lutam no país dizem que mais de 9
milhões de etíopes necessitam de algum tipo de ajuda alimentar.
O conflito desencadeado em novembro de 2020 é um dos mais
brutais no mundo atualmente, com relatos de assassinato de civis
e estupros em massa, segundo a Anistia Internacional.
ETIÓPIA
A base é uma disputa entre diferentes grupos étnicos que tentam conviver
há quase 30 anos. Desde 1994, a Etiópia tem um sistema de governo
federativo às vezes chamado de federalismo étnico, em que cada uma das
dez regiões do país é controlada por diferentes grupos étnicos.
Uma delas é a região do Tigré, controlada por um partido político chamado
de Frente de Libertação do Povo de Tigré - que é formado por pessoas
desse grupo étnico. A Frente liderava uma coalizão de quatro partidos que
governava a Etiópia desde 1991.
ETIÓPIA
ETIÓPIA
ETIÓPIA
20 MILHÕES DE ETÍOPES
PRECISAM
,DESESPERADAMENTE,
DE AJUDA
HUMANITÁRIA.
ETIÓPIA-
LOCALIZAÇÃO
IÊMEN
A ONU diz que a guerra no Iêmen resultou em níveis chocantes de
sofrimento e causou o pior desastre humanitário do mundo.
O conflito já produziu 233 mil mortes, incluindo 131 mil por causas
indiretas, como falta de alimentos, serviços de saúde e infraestrutura.
Mais de 10 mil crianças morreram como consequência direta dos
combates.
Quatro milhões de pessoas foram obrigadas a fugir de suas casas e mais de
20,7 milhões (71% da população do país) precisam de alguma forma de
assistência humanitária ou proteção para sua sobrevivência.
IÊMEN
Segundo a ONU, 5 milhões de iemenitas estão à beira da fome e quase 50
mil já estão passando por condições semelhantes à fome. Estima-se que
2,3 milhões de crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição
aguda, incluindo 400 mil que correm o risco de morrer sem tratamento,
segundo a ONU.
Com apenas metade das 3,5 mil instalações médicas do país em pleno
funcionamento e 20% dos distritos sem médicos, quase 20 milhões de
pessoas não têm acesso a cuidados de saúde adequados. Uma em cada
duas pessoas também não tem acesso a água potável.
IÊMEN
O conflito tem suas raízes no fracasso de um processo político que deveria trazer
estabilidadeao Iêmen após a Revolução Iemenita de 2011 - que foi parte da Primavera
Árabe - que forçou o presidenteautoritáriode longa data, AliAbdullahSaleh, a entregar
o podera seu vice, AbdrabbuhMansourHadi.
Como presidente, Hadi lutou contra diversos problemas, incluindo ataquesde jihadistas, um
movimento separatista no sul, a lealdadecontínuado pessoal de segurança a Saleh, além
de corrupção, desemprego e insegurança alimentar.
O movimento Houthi- conhecidoformalmente como Ansar Allah (Partidáriosde Deus) -
aproveitou-seda fraqueza do novo presidente.
IÊMEN
IÊMEN
IÊMEN
IÊMEN -
LOCALIZAÇÃO
MIANMAR
Mianmar é outraregião que enfrenta tensões políticas e étnicas há anos - e muitos analistas
dizem que o país vive uma guerra civil. A violência lá aumentou nos últimos meses.
Os militares do Tatmadaw (Exército)deram um golpe em Mianmar e assumiram o controle
do país em 1º de fevereiro de 2021, após uma eleição geral vencida por ampla margem
pelo partido da líderAung San Suu Kyi (NLD).
Ativistas da oposição formaram uma campanha incitando a desobediênciacivil, com
greves e protestosem massa contrao golpe. Os militares usaram violência para dispersar
os movimentos. E a desobediênciacivil aumentou, atingindo o ponto de uma guerra civil
de verdade.
MIANMAR
A ONG humanitária International Rescue Committee estima que os
conflitos que se espalharam por todo o país desde que os militares
tomaram o poder já deslocaram 220 mil pessoas em 2021.
Segundo a entidade, mais de 14 milhões de pessoas (mais de 25% da
população do país) precisam de algum tipo de ajuda humanitária.
Acredita-se que mais de 10 mil pessoas morreram desde fevereiro do ano
passado.
MIANMAR
MIANMAR
MIANMAR
MIANMAR -
LOCALIZAÇÃO
HAITI
O Haiti vive uma nova espiral de violência desde julho de 2021, quandoo então presidente
do país Jovenel Moïse foi brutalmenteassassinado.
Moïse, de 53 anos, foi baleado 12 vezes na testa e no torso. Seu olho esquerdo foi
arrancado e os ossos do braço e do tornozeloforam quebrados. Aprimeira-dama,
Martine Moïse, também foi baleada, mas sobreviveu.
A polícia haitianaalega que um grupo de mercenários principalmenteestrangeiros - 26
colombianose dois haitianos americanos - compôs o grupo que executou o assassinato.
Enquantoas investigações prosseguem, o país mergulhou em nova ondade violência.
HAITI
Para piorar a situação, o Haiti sofreu um terremoto em agosto, um mês após
o assassinato de Moïse, matando mais de 2 mil pessoas, agravando ainda
mais a situação humanitária da população.
O Haiti também virou manchete internacional por conta do grande fluxo de
imigrantes ilegais que tentaram cruzar para os EUA em outubro do ano
passado.
Grupos internacionais alertam que a instabilidade do governo e a escalada
de violência - somados a problemas econômicos e desastres naturais -
podem fazer com que a disputa entre gangues no Haiti se transforme em
um conflito armado
HAITI
HAITI
HAITI
HAITI-
LOCALIZAÇÃO
SÍRIA
Protestos inicialmente pacíficos contra o presidente Bashar al-Assad da
Síria em 2011 se transformaram em uma guerra civil de grande escala,
que já dura mais de uma década.
O conflito deixou mais de 380 mil mortos, arrasou cidades e envolveu
outros países estrangeiros. Mais de 200 mil pessoas estão desaparecidas -
presume-se que morreram.
Em março de 2011, manifestações pró-democracia eclodiram na cidade de
Deraa, no sul, inspiradas pela Primavera Árabe. Quando o governo sírio
usou força letal para esmagar a dissidência, protestos exigindo a renúncia
do presidente eclodiram em todo o país.
SÍRIA
O conflito é um dos mais sangrentos do planeta dos últimos
anos. Mais de 2 milhões de pessoas sofreram algum tipo de
ferimento. Mais da metade da população do país antes da guerra
(que era de 22 milhões) tiveram de deixar suas casas. Muitos
estão dentro do país ainda, mas Líbano, Jordânia e Turquia
receberam grande parte dos refugiados.
SÍRIA
A guerra diminuiu em intensidade, já que Assad
conseguiu dominar boa parte do país. Mas ainda há
resistência em diversas partes da Síria, e observadores
internacionais acreditam que o conflito não está perto do
fim - o que deve provocar ainda mais mortes e
problemas humanitários nos próximos anos.
SÍRIA
SÍRIA
SÍRIA
SÍRIA-
LOCALIZAÇÃO
MILITANTES ISLÂMICOS NA
ÁFRICA
MILITANTES
ISLÂMICOS NA ÁFRICA
Após a derrocada do EI em 2017 no Oriente Médio, grupos
de militantes islâmicos se voltaram cada vez mais para a
África, onde governos fragilizados nem sempre
conseguem combater a sua influência.
Grupos jihajistas tentam dominar diversas regiões de
diferentes países — como Mali, Niger, Burkina Faso,
Somália, Congo e Moçambique.
MILITANTES ISLÂMICOS NA ÁFRICA
AFEGANISTÃO
O Afeganistão já foi um dos conflitos mais noticiadosdo mundo, após os ataques de 11 de
setembro de 2001 nos EUA.
O governo americano invadiu o país alegando que o Talebã esteve por trás dos atentados.
Após duas décadas de intensos combates e milhares de mortes, o Talebã voltou ao poder
em agosto de 2021.
O nível de violência caiu bastanteno país, mas ONGs alertamagora que o país enfrentará
possivelmente uma das mais graves crises humanitárias que já se viu por causa das
sanções e isolamento impostos por grande parte do mundo.
AFEGANISTÃO
AFEGANISTÃO
AFEGANISTÃO
AFEGANISTÃO-
LOCALIZAÇÃO
RÚSSIA X UCRÂNIA
No dia 23 de fevereiro de 2022, o presidente russo
iniciou a invasão da Ucrânia sob o pretexto de
“desnazificar” e “desmilitarizar” o país. Além disso,
afirmou que haverá consequências nunca antes
vistas caso haja interferência externa. Sendo a
segunda potência militar do mundo contra um país
muito menor, a Rússia está massacrando qualquer
capacidade defensiva da Ucrânia. Até agora, a
comunidade internacional anunciou sanções.
RÚSSIA X
UCRÂNIA
RÚSSIA X UCRÂNIA
RÚSSIA X UCRÂNIA

CONFLITOS ATUAIS.pdf

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    GEOGRAFIA 3º ANO PROFESSOR: JEFFERSONCAMILO CEDALL 2023 2º BIMESTRE
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    ETIÓPIA Uma guerra quejá dura 16 meses na Etiópia deixou 900 mil pessoas em situação de fome, segundo estimativa do governo americano. Rebeldes que lutam no país dizem que mais de 9 milhões de etíopes necessitam de algum tipo de ajuda alimentar. O conflito desencadeado em novembro de 2020 é um dos mais brutais no mundo atualmente, com relatos de assassinato de civis e estupros em massa, segundo a Anistia Internacional.
  • 5.
    ETIÓPIA A base éuma disputa entre diferentes grupos étnicos que tentam conviver há quase 30 anos. Desde 1994, a Etiópia tem um sistema de governo federativo às vezes chamado de federalismo étnico, em que cada uma das dez regiões do país é controlada por diferentes grupos étnicos. Uma delas é a região do Tigré, controlada por um partido político chamado de Frente de Libertação do Povo de Tigré - que é formado por pessoas desse grupo étnico. A Frente liderava uma coalizão de quatro partidos que governava a Etiópia desde 1991.
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    ETIÓPIA 20 MILHÕES DEETÍOPES PRECISAM ,DESESPERADAMENTE, DE AJUDA HUMANITÁRIA.
  • 9.
  • 10.
    IÊMEN A ONU dizque a guerra no Iêmen resultou em níveis chocantes de sofrimento e causou o pior desastre humanitário do mundo. O conflito já produziu 233 mil mortes, incluindo 131 mil por causas indiretas, como falta de alimentos, serviços de saúde e infraestrutura. Mais de 10 mil crianças morreram como consequência direta dos combates. Quatro milhões de pessoas foram obrigadas a fugir de suas casas e mais de 20,7 milhões (71% da população do país) precisam de alguma forma de assistência humanitária ou proteção para sua sobrevivência.
  • 11.
    IÊMEN Segundo a ONU,5 milhões de iemenitas estão à beira da fome e quase 50 mil já estão passando por condições semelhantes à fome. Estima-se que 2,3 milhões de crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição aguda, incluindo 400 mil que correm o risco de morrer sem tratamento, segundo a ONU. Com apenas metade das 3,5 mil instalações médicas do país em pleno funcionamento e 20% dos distritos sem médicos, quase 20 milhões de pessoas não têm acesso a cuidados de saúde adequados. Uma em cada duas pessoas também não tem acesso a água potável.
  • 12.
    IÊMEN O conflito temsuas raízes no fracasso de um processo político que deveria trazer estabilidadeao Iêmen após a Revolução Iemenita de 2011 - que foi parte da Primavera Árabe - que forçou o presidenteautoritáriode longa data, AliAbdullahSaleh, a entregar o podera seu vice, AbdrabbuhMansourHadi. Como presidente, Hadi lutou contra diversos problemas, incluindo ataquesde jihadistas, um movimento separatista no sul, a lealdadecontínuado pessoal de segurança a Saleh, além de corrupção, desemprego e insegurança alimentar. O movimento Houthi- conhecidoformalmente como Ansar Allah (Partidáriosde Deus) - aproveitou-seda fraqueza do novo presidente.
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    MIANMAR Mianmar é outraregiãoque enfrenta tensões políticas e étnicas há anos - e muitos analistas dizem que o país vive uma guerra civil. A violência lá aumentou nos últimos meses. Os militares do Tatmadaw (Exército)deram um golpe em Mianmar e assumiram o controle do país em 1º de fevereiro de 2021, após uma eleição geral vencida por ampla margem pelo partido da líderAung San Suu Kyi (NLD). Ativistas da oposição formaram uma campanha incitando a desobediênciacivil, com greves e protestosem massa contrao golpe. Os militares usaram violência para dispersar os movimentos. E a desobediênciacivil aumentou, atingindo o ponto de uma guerra civil de verdade.
  • 18.
    MIANMAR A ONG humanitáriaInternational Rescue Committee estima que os conflitos que se espalharam por todo o país desde que os militares tomaram o poder já deslocaram 220 mil pessoas em 2021. Segundo a entidade, mais de 14 milhões de pessoas (mais de 25% da população do país) precisam de algum tipo de ajuda humanitária. Acredita-se que mais de 10 mil pessoas morreram desde fevereiro do ano passado.
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    HAITI O Haiti viveuma nova espiral de violência desde julho de 2021, quandoo então presidente do país Jovenel Moïse foi brutalmenteassassinado. Moïse, de 53 anos, foi baleado 12 vezes na testa e no torso. Seu olho esquerdo foi arrancado e os ossos do braço e do tornozeloforam quebrados. Aprimeira-dama, Martine Moïse, também foi baleada, mas sobreviveu. A polícia haitianaalega que um grupo de mercenários principalmenteestrangeiros - 26 colombianose dois haitianos americanos - compôs o grupo que executou o assassinato. Enquantoas investigações prosseguem, o país mergulhou em nova ondade violência.
  • 24.
    HAITI Para piorar asituação, o Haiti sofreu um terremoto em agosto, um mês após o assassinato de Moïse, matando mais de 2 mil pessoas, agravando ainda mais a situação humanitária da população. O Haiti também virou manchete internacional por conta do grande fluxo de imigrantes ilegais que tentaram cruzar para os EUA em outubro do ano passado. Grupos internacionais alertam que a instabilidade do governo e a escalada de violência - somados a problemas econômicos e desastres naturais - podem fazer com que a disputa entre gangues no Haiti se transforme em um conflito armado
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    SÍRIA Protestos inicialmente pacíficoscontra o presidente Bashar al-Assad da Síria em 2011 se transformaram em uma guerra civil de grande escala, que já dura mais de uma década. O conflito deixou mais de 380 mil mortos, arrasou cidades e envolveu outros países estrangeiros. Mais de 200 mil pessoas estão desaparecidas - presume-se que morreram. Em março de 2011, manifestações pró-democracia eclodiram na cidade de Deraa, no sul, inspiradas pela Primavera Árabe. Quando o governo sírio usou força letal para esmagar a dissidência, protestos exigindo a renúncia do presidente eclodiram em todo o país.
  • 30.
    SÍRIA O conflito éum dos mais sangrentos do planeta dos últimos anos. Mais de 2 milhões de pessoas sofreram algum tipo de ferimento. Mais da metade da população do país antes da guerra (que era de 22 milhões) tiveram de deixar suas casas. Muitos estão dentro do país ainda, mas Líbano, Jordânia e Turquia receberam grande parte dos refugiados.
  • 31.
    SÍRIA A guerra diminuiuem intensidade, já que Assad conseguiu dominar boa parte do país. Mas ainda há resistência em diversas partes da Síria, e observadores internacionais acreditam que o conflito não está perto do fim - o que deve provocar ainda mais mortes e problemas humanitários nos próximos anos.
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    MILITANTES ISLÂMICOS NA ÁFRICA Apósa derrocada do EI em 2017 no Oriente Médio, grupos de militantes islâmicos se voltaram cada vez mais para a África, onde governos fragilizados nem sempre conseguem combater a sua influência. Grupos jihajistas tentam dominar diversas regiões de diferentes países — como Mali, Niger, Burkina Faso, Somália, Congo e Moçambique.
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    AFEGANISTÃO O Afeganistão jáfoi um dos conflitos mais noticiadosdo mundo, após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA. O governo americano invadiu o país alegando que o Talebã esteve por trás dos atentados. Após duas décadas de intensos combates e milhares de mortes, o Talebã voltou ao poder em agosto de 2021. O nível de violência caiu bastanteno país, mas ONGs alertamagora que o país enfrentará possivelmente uma das mais graves crises humanitárias que já se viu por causa das sanções e isolamento impostos por grande parte do mundo.
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    RÚSSIA X UCRÂNIA Nodia 23 de fevereiro de 2022, o presidente russo iniciou a invasão da Ucrânia sob o pretexto de “desnazificar” e “desmilitarizar” o país. Além disso, afirmou que haverá consequências nunca antes vistas caso haja interferência externa. Sendo a segunda potência militar do mundo contra um país muito menor, a Rússia está massacrando qualquer capacidade defensiva da Ucrânia. Até agora, a comunidade internacional anunciou sanções.
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