CENSOS: REDE DE CONHECIMENTO
A EXPERIÊNCIA DO IBGE NA
COOPERAÇÃO TÉCNICA SUL-SUL
LUCIANA PRAZERES SCHEUFLER
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA
II SIMPÓSIO INTERNACIONAL NETWORK SCIENCE
RIO DE JANEIRO NOV 2018
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE
Entidade do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Iniciou suas atividades em 1936.
IBGE principais atribuições
▪ Produção, análise, coordenação e consolidação de
informações estatísticas e geográficas
▪ Coordenação dos Sistemas Estatístico e Geográfico Nacionais
▪ Documentação e disseminação de informação
ONDE ESTAMOS
1940
1960
1950
1970
1980
1991
2000
2007
CENSOS
BRASILEIROS
2010
2017
BASE
DIGITAL
BASE
EM
PAPEL
2020
CENSOS 2007
CENSOS 2007
▪ População: 190. 755.799
▪ Domicílios: 67.569.688
▪ Pessoal: em torno de 230.000
▪ DMC: em torno de 220.000
▪ Totalmente digital
CENSO DEMOGRÁFICO 2010
CENSO DEMOGRÁFICO 2010
O que o Brasil alcançou com a coleta de dados
eletrônica?
▪ Coleta e disseminação de dados mais rápida
▪ Melhor supervisão do trabalho de campo
▪ Dados de melhor qualidade
▪ Maiores possibilidades de disseminação de dados – GPS
▪ Contribuiu para tornar o processo mais prático, efetivo,
rápido e seguro
Depois do Censo 2010
Um grande número de demandas de outros países:
▪ Aprender sobre a metodologia do IBGE
▪ Demandas de empréstimos de DMC
▪ Visitas técnicas ao IBGE
▪ IBGE realizou assistência técnica para diversos
países
Ações do IBGE em Cooperação Sul-Sul
Visitas Técnicas
Acordos de Cooperação
Técnica
Empréstimo de
dispositivos de coleta
eletrônica
Cabo Verde
São Tomé e Príncipe
Senegal
Côte D’Ivoire
Paraguai
Uruguai
Colômbia
Guine Bissau
Haiti
Desafios
✓ Demandas crescentes por cooperação em tecnologia de censos
✓ Capacidade para atender todas as demandas
Negociações entre ABC, IBGE e UNFPA para solucionar a
questão das demandas, especialmente de países do
Continente Africano
Estratégia definida
Ação que pudesse alcançar o maior número de países na África
CENTROS DE REFERÊNCIA
Challenges
✓ Increasing demands for cooperation in technology of censuses
✓ Capacity of IBGE to meet all demands
Negotiations among ABC, IBGE and UNFPA to solve the issue
cooperation demands, especially from African countries
Definit Strategy
Action that could reach a greater number of countries in Africa
REFERENCE CENTRES
Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE)
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
United Nations Population Fund (UNFPA)
Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde (INECV)
Agence Nationale de la Statistique et de la Démographie
du Sénégal (ANSD)
Parceiros do Projeto
▪ Fortalecer o INECV e a ANSD no uso de tecnologia de coleta
eletrônica de dados, baseado na experiência do IBGE, de
modo a torná-los Centros de Referência em Censos com
coleta eletrônica de dados na África.
▪ Apoiar outros Escritórios Nacionais de Estatística da região
com relação à coleta eletrônica de dados.
A longo prazo: aperfeiçoar a tecnologia de coleta de dados dos
países, com vistas à criação de uma nova infraestrutura para
censos e outras pesquisas.
Objetivos
Convergências do Projeto
Objetivo CSS: ampliação das capacidades dos países em implementar
iniciativas que promovessem o Programa de Ação da Conferência
Internacional de População e Desenvolvimento (CIPD), incluindo:
▪ Fortalecimento das capacidades nacionais para produzir, analisar e
disseminar dados populacionais e indicadores que contribuam para
as políticas, planos e programas em nível nacional e internacional;
▪ Construção e expansão de parcerias com instituições nacionais para
desenvolver habilidades para os esforços de Cooperação Sul-Sul em
questões relacionadas com o Plano de Ação da CIPD; e
▪ Construção de estratégias e ferramentas para gestão do
conhecimento em Cooperação Sul-Sul a fim de garantir a qualidade
das iniciativas de cooperação, bem como para identificação e
documentação de boas práticas
PROGRAMA BRASIL –UNFPA 2012-2016
Convergência com agendas regionais e globais
▪ Programa de Ação da Conferência Internacional de
População e Desenvolvimento
▪ Agenda 2030:Objetivos do Desenvolvimento Sustentável
▪ Agenda Visão Africa 2063: dispor de dados e
informações de qualidade em tempo hábil
▪ Desafios da União Africana pra atingir os ODS: promover
uma cultura de políticas públicas e de processos de
tomada de decisão com base em evidências
Construção Coletiva
do Projeto
2016 Reunião dos parceiros
no Rio
▪ Ajustes no document do Projeto
▪ Proposta do IBGE para o escopo da
formação dos CR
▪ Atribuições do Comitê Gestor
2017 Reunião do Comitê
Gestor em Dakar
▪ Aprovação do Cronograma
▪ Definições das etapas de formação
▪ Criação de um Comitê Técnico
▪ Estratégias de Comunicação
2017 Preparação da Formação ▪ Conteúdos técnicos em PT e FR
▪ Contratação de serviços de
desenvolvimento de identidade visual,
vídeo e kit de treinamento
▪ Logística das formações em cada país
2017 Formação em Senegal e
em Cabo Verde
▪ Formação no Senegal, 25 trainees
▪ Formação em Cabo Verde, 22 trainees
Principais fases do Projeto
2016 Reunião dos parceiros no IBGE
▪ Ajustes no document do Projeto
▪ Proposta do IBGE para o escopo da formação dos CR
▪ Atribuições do Comitê Gestor
2017 Reunião do Comitê Gestor em Dakar
▪ Aprovação do
Cronograma
▪ Definições das etapas de
formação
▪ Criação de um Comitê
Técnico
▪ Estratégias de
Comunicação
▪ Desenvolvimento dos conteúdos técnicos
▪ Traduções
▪ Contratação de serviços de desenvolvimento de
identidade visual, vídeo e kit de treinamento
▪ Aprovação por todos os parceiros
▪ Logística das formações em cada país
Desenvolvimento dos materiais de treinamento
13 a 24 Nov 2017
Saly, Senegal
20 Nov a 1ºt Dez 2017
Praia, Cabo Verde
Etapa de Formação
dos CR
Formação em Saly, Senegal nov 2017
Sessão de abertura
Formação em Saly, Senegal nov 2017
Módulos Técnicos
Formação em Saly, Senegal nov 2017
Módulos Técnicos
Certificados para a equipe da ANSD
Formação no INECV , em Praia, Cabo Verde , Nov-Dez 2017
Módulos Técnicos
Certificados para a equipe do INECV
Escopo da formação
Módulos Introdutórios
1. CSST e Governança
2. Transição do papel para a coleta eletrônica: a experiência do IBGE
Módulos Temáticos
3. Mapeamento censitário aplicado à coleta eletrônica
4. Infraestrutura Tecnológica: metodologia para uso de coleta eletrônica de dados
5. Questionário eletrônico, Monitoramento e controle
6. Formação de equipe de campo para a coleta eletrônica
7. Sensibilização da sociedade
8. Disseminação de dados
9. Orientações instrucionais para a cooperação piloto
Avaliação
▪ Formação bem formatada
▪ Organização
▪ Materiais
▪ Tempo de treinamento
▪ Boa troca de experiências
▪ Diálogo, debate
▪ Instrutores bem preparados
▪ Avaliações
2018 Reunião dos Comitês Técnico e Gestor
UNFPA, Praia, Cabo Verde
▪ Avaliação da
formação
▪ Cooperação piloto
para outros países
▪ Plano de
comunicação
▪ Captação de
demandas para os CR
▪ Parceiros financeiros
e outros apoios
▪ Projeto de website
Centros de Referência Website
http://www.e-census.africa/
Atividades em andamento
▪ Comunicação do projeto
▪ Identificação de parceiros - países e instituições
▪ Replicação e ampliação
▪ Acompanhamento do IBGE na cooperação piloto dos CR
▪ Sistematização e disseminação do conhecimento e das
melhores práticas
Próximos passos
Lições aprendidas
▪ Trabalho conjunto
▪ Superar barreiras
▪ Compartilhar conhecimentos
▪ Valorizar soluções locais
▪ Troca cultural
Estamos construindo uma rede de
conhecimentos em censos e em CSS
Nessa rede...
▪ Censos de população e habitação como espinha
dorsal das estatísticas de um país
▪ Censo como objeto de cooperação técnica
▪ Censo como meio – produção da informação
▪ Censo como fim – uso do dado e da informação –
evidências
▪ Censos como tema da rede colaborativa de
conhecimentos
Obrigada
luciana.prazeres@ibge.gov.br
http://www.e-census.africa/

Censo: Redes de Conhecimento

  • 1.
    CENSOS: REDE DECONHECIMENTO A EXPERIÊNCIA DO IBGE NA COOPERAÇÃO TÉCNICA SUL-SUL LUCIANA PRAZERES SCHEUFLER INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA II SIMPÓSIO INTERNACIONAL NETWORK SCIENCE RIO DE JANEIRO NOV 2018
  • 2.
    Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística IBGE Entidade do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Iniciou suas atividades em 1936. IBGE principais atribuições ▪ Produção, análise, coordenação e consolidação de informações estatísticas e geográficas ▪ Coordenação dos Sistemas Estatístico e Geográfico Nacionais ▪ Documentação e disseminação de informação
  • 3.
  • 4.
  • 5.
  • 6.
  • 7.
    ▪ População: 190.755.799 ▪ Domicílios: 67.569.688 ▪ Pessoal: em torno de 230.000 ▪ DMC: em torno de 220.000 ▪ Totalmente digital CENSO DEMOGRÁFICO 2010
  • 8.
  • 9.
    O que oBrasil alcançou com a coleta de dados eletrônica? ▪ Coleta e disseminação de dados mais rápida ▪ Melhor supervisão do trabalho de campo ▪ Dados de melhor qualidade ▪ Maiores possibilidades de disseminação de dados – GPS ▪ Contribuiu para tornar o processo mais prático, efetivo, rápido e seguro
  • 10.
    Depois do Censo2010 Um grande número de demandas de outros países: ▪ Aprender sobre a metodologia do IBGE ▪ Demandas de empréstimos de DMC ▪ Visitas técnicas ao IBGE ▪ IBGE realizou assistência técnica para diversos países
  • 11.
    Ações do IBGEem Cooperação Sul-Sul Visitas Técnicas Acordos de Cooperação Técnica Empréstimo de dispositivos de coleta eletrônica Cabo Verde São Tomé e Príncipe Senegal Côte D’Ivoire Paraguai Uruguai Colômbia Guine Bissau Haiti
  • 12.
    Desafios ✓ Demandas crescentespor cooperação em tecnologia de censos ✓ Capacidade para atender todas as demandas Negociações entre ABC, IBGE e UNFPA para solucionar a questão das demandas, especialmente de países do Continente Africano Estratégia definida Ação que pudesse alcançar o maior número de países na África CENTROS DE REFERÊNCIA
  • 13.
    Challenges ✓ Increasing demandsfor cooperation in technology of censuses ✓ Capacity of IBGE to meet all demands Negotiations among ABC, IBGE and UNFPA to solve the issue cooperation demands, especially from African countries Definit Strategy Action that could reach a greater number of countries in Africa REFERENCE CENTRES
  • 14.
    Agência Brasileira deCooperação (ABC/MRE) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) United Nations Population Fund (UNFPA) Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde (INECV) Agence Nationale de la Statistique et de la Démographie du Sénégal (ANSD) Parceiros do Projeto
  • 16.
    ▪ Fortalecer oINECV e a ANSD no uso de tecnologia de coleta eletrônica de dados, baseado na experiência do IBGE, de modo a torná-los Centros de Referência em Censos com coleta eletrônica de dados na África. ▪ Apoiar outros Escritórios Nacionais de Estatística da região com relação à coleta eletrônica de dados. A longo prazo: aperfeiçoar a tecnologia de coleta de dados dos países, com vistas à criação de uma nova infraestrutura para censos e outras pesquisas. Objetivos
  • 17.
    Convergências do Projeto ObjetivoCSS: ampliação das capacidades dos países em implementar iniciativas que promovessem o Programa de Ação da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (CIPD), incluindo: ▪ Fortalecimento das capacidades nacionais para produzir, analisar e disseminar dados populacionais e indicadores que contribuam para as políticas, planos e programas em nível nacional e internacional; ▪ Construção e expansão de parcerias com instituições nacionais para desenvolver habilidades para os esforços de Cooperação Sul-Sul em questões relacionadas com o Plano de Ação da CIPD; e ▪ Construção de estratégias e ferramentas para gestão do conhecimento em Cooperação Sul-Sul a fim de garantir a qualidade das iniciativas de cooperação, bem como para identificação e documentação de boas práticas PROGRAMA BRASIL –UNFPA 2012-2016
  • 18.
    Convergência com agendasregionais e globais ▪ Programa de Ação da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento ▪ Agenda 2030:Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ▪ Agenda Visão Africa 2063: dispor de dados e informações de qualidade em tempo hábil ▪ Desafios da União Africana pra atingir os ODS: promover uma cultura de políticas públicas e de processos de tomada de decisão com base em evidências
  • 19.
  • 20.
    2016 Reunião dosparceiros no Rio ▪ Ajustes no document do Projeto ▪ Proposta do IBGE para o escopo da formação dos CR ▪ Atribuições do Comitê Gestor 2017 Reunião do Comitê Gestor em Dakar ▪ Aprovação do Cronograma ▪ Definições das etapas de formação ▪ Criação de um Comitê Técnico ▪ Estratégias de Comunicação 2017 Preparação da Formação ▪ Conteúdos técnicos em PT e FR ▪ Contratação de serviços de desenvolvimento de identidade visual, vídeo e kit de treinamento ▪ Logística das formações em cada país 2017 Formação em Senegal e em Cabo Verde ▪ Formação no Senegal, 25 trainees ▪ Formação em Cabo Verde, 22 trainees Principais fases do Projeto
  • 21.
    2016 Reunião dosparceiros no IBGE ▪ Ajustes no document do Projeto ▪ Proposta do IBGE para o escopo da formação dos CR ▪ Atribuições do Comitê Gestor
  • 22.
    2017 Reunião doComitê Gestor em Dakar ▪ Aprovação do Cronograma ▪ Definições das etapas de formação ▪ Criação de um Comitê Técnico ▪ Estratégias de Comunicação
  • 23.
    ▪ Desenvolvimento dosconteúdos técnicos ▪ Traduções ▪ Contratação de serviços de desenvolvimento de identidade visual, vídeo e kit de treinamento ▪ Aprovação por todos os parceiros ▪ Logística das formações em cada país Desenvolvimento dos materiais de treinamento
  • 24.
    13 a 24Nov 2017 Saly, Senegal 20 Nov a 1ºt Dez 2017 Praia, Cabo Verde Etapa de Formação dos CR
  • 25.
    Formação em Saly,Senegal nov 2017 Sessão de abertura
  • 26.
    Formação em Saly,Senegal nov 2017 Módulos Técnicos
  • 27.
    Formação em Saly,Senegal nov 2017 Módulos Técnicos
  • 28.
    Certificados para aequipe da ANSD
  • 29.
    Formação no INECV, em Praia, Cabo Verde , Nov-Dez 2017 Módulos Técnicos
  • 30.
    Certificados para aequipe do INECV
  • 31.
    Escopo da formação MódulosIntrodutórios 1. CSST e Governança 2. Transição do papel para a coleta eletrônica: a experiência do IBGE Módulos Temáticos 3. Mapeamento censitário aplicado à coleta eletrônica 4. Infraestrutura Tecnológica: metodologia para uso de coleta eletrônica de dados 5. Questionário eletrônico, Monitoramento e controle 6. Formação de equipe de campo para a coleta eletrônica 7. Sensibilização da sociedade 8. Disseminação de dados 9. Orientações instrucionais para a cooperação piloto
  • 32.
    Avaliação ▪ Formação bemformatada ▪ Organização ▪ Materiais ▪ Tempo de treinamento ▪ Boa troca de experiências ▪ Diálogo, debate ▪ Instrutores bem preparados ▪ Avaliações
  • 33.
    2018 Reunião dosComitês Técnico e Gestor UNFPA, Praia, Cabo Verde ▪ Avaliação da formação ▪ Cooperação piloto para outros países ▪ Plano de comunicação ▪ Captação de demandas para os CR ▪ Parceiros financeiros e outros apoios ▪ Projeto de website
  • 34.
    Centros de ReferênciaWebsite http://www.e-census.africa/
  • 35.
    Atividades em andamento ▪Comunicação do projeto ▪ Identificação de parceiros - países e instituições ▪ Replicação e ampliação ▪ Acompanhamento do IBGE na cooperação piloto dos CR ▪ Sistematização e disseminação do conhecimento e das melhores práticas Próximos passos
  • 36.
    Lições aprendidas ▪ Trabalhoconjunto ▪ Superar barreiras ▪ Compartilhar conhecimentos ▪ Valorizar soluções locais ▪ Troca cultural Estamos construindo uma rede de conhecimentos em censos e em CSS
  • 37.
    Nessa rede... ▪ Censosde população e habitação como espinha dorsal das estatísticas de um país ▪ Censo como objeto de cooperação técnica ▪ Censo como meio – produção da informação ▪ Censo como fim – uso do dado e da informação – evidências ▪ Censos como tema da rede colaborativa de conhecimentos
  • 38.