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1494
Divisão do Novo
Mundo Portugal X
Espanha
Interesse = nova rota para as Índias
(1498)
22 de abril de 1500
Pedro Álvares Cabral
“descobriu” o Brasil
Conquista da América do Sul
Mudou os rumos da
economia.
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“Descobrimento” =
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primitivos da América
+ - 10 mil anos
Europeus X Indígenas: primeiro contato =
imagem idealizada do
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”
‐ Expansão Europeia: visão heroica e dos feitos
dos
navegadores;
‐ “aspecto civilizador” de sua chegada.
‐ perspectiva europeia do acontecimento.
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A!
‐ perspectiva dos povos indígenas.
‐ ressaltam a destruição, pelos europeus, dos modos de vida
e o
extermínio de povos que na América.
‐ historiador Tzvetan Todorov:
‐ encontro entre o Velho e o Novo Mundo
‐ tipo particular: é uma guerra, uma conquista.
‐ conquistador europeu interpretou inicialmente os
indígenas (o outro) como mais um elemento da
paisagem, como as árvores, os pássaros, os rios.
‐ Depois, percebeu que esse outro precisava ser submetido à
conquista
.
5
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Conqui
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‐ Discordância terminológica = raízes antigas.
‐ 1556: determinações oficiais do Estado espanhol = proibiam o uso
das palavras “conquista” e “conquistadores”, substituindo-as
por “descobrimento” e “colonos”.
‐ Não se trata de mera preferência por palavras:
‐ A intenção de ocultamento –o ato de descobrir algo não envolve
violência nem imposição; quem descobre simplesmente se dá conta de
algo que não se conhecia;
‐ A intenção de primazia (precedência, superioridade) – quem
descobre acaba tendo créditos ou méritos sobre o que descobriu
quase como um criador. Os criadores são, em geral, vistos como
superiores as criaturas;
“De
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‐ Expressão = índole eurocêntrica (centrada na Europa),
‐ oculta a violência da chegada europeia;
‐ ignora os processos históricos que tinham ocorrido no continente
americano até então;
‐ “mundo novo” que os europeus pretendiam construir;
‐ A América, no entanto, não era um Novo Mundo, um mundo a ser criado
ou à
espera de seu descobridor;
‐ ela já tinha sido “descoberta” e habitada milhares de anos antes da chegada
dos europeus.
‐ Os povos que aqui viviam tinham culturas variadas e suas próprias
organizações.
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Anos
PERÍODO PRÉ-COLONIAL
Coroa Portuguesa =
outros interesses
Vasco da Gama =
chegada às Índias
Prioridade =
comércio das especiarias
Grande rentabilidade
BRASIL
Não encontraram especiarias
+ Nenhum tipo de metais
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‐ Expedições exploradoras;
‐ Partes da costa batizadas com nomes de santos;
‐ Descoberta do Pau-Brasil;
‐ Expedição “Guarda-costas”= expulsar franceses que
vinham
em busca do pau-brasil e de outras riquezas tropicais;
10
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CoLôniA
‐ Exploração do pau-brasil;
‐ Árvore conhecida pelos portugueses;
‐ Usada na tinturaria = tinta vermelha
“brasilina”;
‐ Madeira usada na fabricação de navios e
móveis;
‐ Brasil = madeira abundante;
‐ Litoral Rio de Janeiro até Pernambuco;
‐ Declarada Estanco = monopólio real;
11
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CoLôniA
‐ Concedido a comerciantes ricos de Portugal
(Burguesia) o
direito de explorar o pau-brasil;
‐ Em troca = coroa recebia uma quantia da madeira;
‐ Extração da madeira = ajuda dos
indígenas;
‐
‐
Em troca = espelhos, machados, facas,
roupas;
Corte da madeira e transporte até os navios; = E
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CoLôniA
“Em geral, os nossos tupinambás ficaram bem admirados
ao ver os franceses e os outros dos países longínquos
terem tanto trabalho para buscar o seu arabotã, isto é,
pau-brasil. Houve uma vez um ancião da tribo que me
fez esta pergunta: “Por que vindes vós outros, mairs e
perós (franceses e portugueses), buscar lenha de tão
longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa
terra?”
LÉRY, J. Viagem à Terra do Brasil. In: FERNANDES, F. Mudanças Sociais no Brasil.
São Paulo: Difel, 1974.
14
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CoLôniA
“Os selvagens, em troca de algumas roupas, camisas de
linho, chapéus, facas,
machados, cunhas de ferro e demais ferramentas trazidas por
franceses e outros europeus, cortam, serram, e racham, atoram
e desbastam o pau- brasil, transportando-o nos ombros nus
às vezes de duas ou três léguas de distância, por montes e
sítios escabrosos até a costa junto aos navios ancorados.
Em verdade só cortam o pau-brasil depois que os franceses
e portugueses começaram a frequentar o país; anteriormente,
como me foi dito por um ancião, derrubavam as árvores
deitando-lhes fogo.”
(LÉRY, Jean de. Viagem à terra do Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 1972, p. 24.)
F
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iAs
‐ Entrepostos
comerciais;
‐ Depósitos do pau-
brasil;
‐ Madeira pronta para
o embarque no
litoral; 16
Início DA CoLoni
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o
1530
Decisão de colonizar o Brasil
=
‐ Decadência do comércio com a
Índia:
Concorrência
Empreendimento
inviável
‐ Necessidade de proteger o
Brasil: Piratas de outros países
Interesse riquezas da terra
‐ Interesse por
Ouro:
Espanhóis encontraram ouro em
suas terras
Brasil = descoberto duzentos anos
depois
17
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‐ 1530 Rei Dom João III = enviou ao Brasil Martim Afonso
de
Souza;
‐ Tarefa = explorar riquezas, defender a colônia e
organizar a
colonização;
‐ Doação de Sesmarias (lotes de terras);
‐ Nomeação de autoridades para auxiliá-lo;
18
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Termo genérico
Habitantes da América na
chegada dos
conquistadores
Descrições dos europeus =
hábitos
muito diferentes
ÍNDIOS BRASILEIROS
Caçadores e coletores
Cultivo de poucos gêneros agrícolas
= banana, milho e batata doce
CONTATO COM OS EUROPEUS
Descrito como amistoso
Imposição do domínio
cultural Conversão ao
cristianismo Trabalho
sistemático Revoltas =
“Índios Bravos”
20
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‐ Tarefa difícil;
‐ Poucos recursos;
‐ Território
extenso;
22
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‐ Proteger a costa;
‐ Promover o
povoamento;
‐ Modelo já utilizado
por
Portugal na ilhas
Madeira e
Açores;
‐ Não exigia
grande investimento
da Coroa;
‐ Redução de custos
na exploração das novas
terras;
‐ Entregava a terra aos
nobres que pagavam
CApiT
AniAs
H
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‐ Grandes lotes de Terra;
‐ Doados a homens ricos;
‐ Limite do litoral até a linha
de
Tordesilhas;
‐ Nobres = manter por conta
própria;
CApiT
AniAs
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Período
1534 a 1821
Capitão Donatário: súdito do Rei
com Capital para investir (membros
da baixa nobreza);
Carta de Doação: documento da
doação da Capitania e direito de
administrar a terra;
Carta Foral: direitos e deveres dos
envolvidos (Coroa + Capitão
Donatário);
Donatário = doar
Sesmarias; receber
tributos; fundação de
vilas;
cobrança de impostos para a Coroa;
Defesa e ocupação do território
Propagação da fé cristã
Coroa = receber o dízimo: décima parte
sobre as atividades praticadas na
colônia
+ o quinto: 20% dos metais
preciosos descobertos na colônia;
CApiT
AniAs
H
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R
iAs
Objetivo
‐ Manter o controle do território
pela
Coroa;
‐ impedir invasões
estrangeiras e ataques
indígenas;
‐ desenvolver a região.
Características
‐ Doação de faixa de terra a um
Capitão Donatário;
‐ 15 Capitanias do Litoral até o limite
do Tratado de Tordesilhas;
‐ Capitão Donatário: investir, proteger,
organizar e desenvolver a região.
‐ Quando ele morria a terra
era transferida a um
herdeiro.
‐ A propriedade da terra ainda
pertencia ao Rei que apenas cedia
a posse dela.
CApiT
AniAs
H
e
R
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R
iAs
Grande extensão da Capitania =
difícil controle e comunicação;
Ataques de índios
(defendiam seus
territórios)
FRACASSO Falta de apoio
do governo;
Distância em relação à Metrópole; Clima quente
Perigos das matas aos
colonizadores
Falta de recursos econômicos de
alguns donatários;
Falta de interesse de alguns
donatários;
Inexperiência dos Donatários;
Sistema descentralizado;
CApiT
AniAs
H
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R
eDiTá
R
iAs
Povoamento de algumas
regiões Implantação da
pecuária Implantação da
cana-de-açúcar
Preservação do
território português
Possibilidade da exploração
da Capitania
PONTOS POSITIVOS PROSPERIDADE
Duas Capitanias =
São Vicente +
Pernambuco
Produção de açúcar
São Vicente governada
por Martim Afonso de
Souza
Pernambuco governada
por
G
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Centralizar o poder
administrativo
Continuaram existindo
Capitanias
Hereditárias
Administradas por uma única
pessoa
= o Governador-Geral
Regimento
1548
Oficializa o sistema
de governo no país
Soberania da
Coroa Portuguesa
+
Novas formas de
controle Melhorar a
colonização
29
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30
G
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Governador Geral
Auxiliado por assessores
Provedor-mor = controle das
finanças Gastos e coleta de
impostos;
Ouvidor-mor = aplicar a justiça
na colônia;
Capitão-mor = proteger o
Brasil vigiando o litoral;
36 governadores-gerais
ao longo da história do
Brasil;
3 Primeiros + importantes;
31
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Geral em
Salvador;
Incentivo à
pecuária;
Chegada de
colonos;
1549-1553
Distribuição de
Sesmarias;
Estabelecimento da sede do Governo Fundação do primeiro bispado
da colônia;
32
G
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A1553-1558
Chegada dos padres Jesuítas ao Brasil
Invasão dos Franceses ao Rio de
Janeiro= Fundação da França Antártica;
33
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De s
á 1558-1572
Criação de Missões indígenas
+ Aldeamentos
Acabar com conflitos entre Colonos e Índios
Expulsou os Franceses da Baía de Guanabara
Fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro
1565
34
DiVisão Do B
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‐ Morte de Mem de Sá =1572;
‐ Coroa decide mudar a administração: dividir o
Brasil
em dois Governos = Norte e Sul;
‐ Divisão 1572 a 1578;
‐ NORTE = D. Luis de Brito, capital: Salvador;
‐ SUL = D. Antonio de Salema, capital: Rio de Janeiro;
‐ 1578: unificação da colônia = governador Lourenço
da
Veiga.
35
DiVisão Do B
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Dois GoVe
R
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‐ 1621, colônia dividida em dois novamente:
‐ Estado do Brasil = capital em Salvador, depois no
Rio
de Janeiro;
‐ Estado do Maranhão (+ tarde chamado de Grão-
Pará)
= capital em São Luís, depois em Belém;
36
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‐ Órgãos públicos responsáveis pela administração
local;
independent
e
pel
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‐ Instalados nas vilas;
‐ Administração jurídico-
legislativa distância da
metrópole;
‐ “homens bons” = abastados financeiramente:
detinham o poder;
37
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BiBLioGRáFicAs
38
‐ ALVES, Alexandre. Conexões com a História. São Paulo:
Moderna, 2015.
‐ VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo; VICENTINO,
José.
História: projeto múltiplo. Editora Scipione, 2014.
Para mais materiais de estudo
de História, acesse:
https://nastramasdeclio.com.br
/
39

BRASIL-COLÔNIA-SLIDES e as transformações

  • 1.
  • 2.
    T RA T A Do De T o RDe s iL H As 1494 Divisão doNovo Mundo Portugal X Espanha Interesse = nova rota para as Índias (1498) 22 de abril de 1500 Pedro Álvares Cabral “descobriu” o Brasil Conquista da América do Sul Mudou os rumos da economia. 2
  • 3.
    1 . D e s c oBR i m e nTo X Co n qu i sT A “Descobrimento” = esquecimentoHabitantes primitivos da América + - 10 mil anos Europeus X Indígenas: primeiro contato = imagem idealizada do
  • 4.
    “D e s c oBR i m e n To ” ‐ Expansão Europeia:visão heroica e dos feitos dos navegadores; ‐ “aspecto civilizador” de sua chegada. ‐ perspectiva europeia do acontecimento. 4
  • 5.
    C o nq u i sT A! ‐ perspectiva dospovos indígenas. ‐ ressaltam a destruição, pelos europeus, dos modos de vida e o extermínio de povos que na América. ‐ historiador Tzvetan Todorov: ‐ encontro entre o Velho e o Novo Mundo ‐ tipo particular: é uma guerra, uma conquista. ‐ conquistador europeu interpretou inicialmente os indígenas (o outro) como mais um elemento da paisagem, como as árvores, os pássaros, os rios. ‐ Depois, percebeu que esse outro precisava ser submetido à conquista . 5
  • 6.
    D e s c oBR i m e nTo X Conqui sT A ‐ Discordânciaterminológica = raízes antigas. ‐ 1556: determinações oficiais do Estado espanhol = proibiam o uso das palavras “conquista” e “conquistadores”, substituindo-as por “descobrimento” e “colonos”. ‐ Não se trata de mera preferência por palavras: ‐ A intenção de ocultamento –o ato de descobrir algo não envolve violência nem imposição; quem descobre simplesmente se dá conta de algo que não se conhecia; ‐ A intenção de primazia (precedência, superioridade) – quem descobre acaba tendo créditos ou méritos sobre o que descobriu quase como um criador. Os criadores são, em geral, vistos como superiores as criaturas;
  • 7.
    “De s c oBR i m e nTo DA A m É R i cA” ‐ Expressão= índole eurocêntrica (centrada na Europa), ‐ oculta a violência da chegada europeia; ‐ ignora os processos históricos que tinham ocorrido no continente americano até então; ‐ “mundo novo” que os europeus pretendiam construir; ‐ A América, no entanto, não era um Novo Mundo, um mundo a ser criado ou à espera de seu descobridor; ‐ ela já tinha sido “descoberta” e habitada milhares de anos antes da chegada dos europeus. ‐ Os povos que aqui viviam tinham culturas variadas e suas próprias organizações.
  • 8.
  • 9.
    O B RAs iL nosp R i m e i R o s 3 0 Anos PERÍODO PRÉ-COLONIAL Coroa Portuguesa = outros interesses Vasco da Gama = chegada às Índias Prioridade = comércio das especiarias Grande rentabilidade BRASIL Não encontraram especiarias + Nenhum tipo de metais 9
  • 10.
    R e c o nHe c i m e nTo DAs noV As Te R RAs ‐Expedições exploradoras; ‐ Partes da costa batizadas com nomes de santos; ‐ Descoberta do Pau-Brasil; ‐ Expedição “Guarda-costas”= expulsar franceses que vinham em busca do pau-brasil e de outras riquezas tropicais; 10
  • 11.
    P R i m e i RA R i q u e zA DA CoLôniA ‐Exploração do pau-brasil; ‐ Árvore conhecida pelos portugueses; ‐ Usada na tinturaria = tinta vermelha “brasilina”; ‐ Madeira usada na fabricação de navios e móveis; ‐ Brasil = madeira abundante; ‐ Litoral Rio de Janeiro até Pernambuco; ‐ Declarada Estanco = monopólio real; 11
  • 12.
    P R i m e i RA R i q u e zA DA CoLôniA ‐Concedido a comerciantes ricos de Portugal (Burguesia) o direito de explorar o pau-brasil; ‐ Em troca = coroa recebia uma quantia da madeira; ‐ Extração da madeira = ajuda dos indígenas; ‐ ‐ Em troca = espelhos, machados, facas, roupas; Corte da madeira e transporte até os navios; = E S C A M B O BuGiGAnGAs = i n sTR u m e nTo s q u e não possuíAM
  • 13.
  • 14.
    P R i m e i RA R i q u e zA DA CoLôniA “Emgeral, os nossos tupinambás ficaram bem admirados ao ver os franceses e os outros dos países longínquos terem tanto trabalho para buscar o seu arabotã, isto é, pau-brasil. Houve uma vez um ancião da tribo que me fez esta pergunta: “Por que vindes vós outros, mairs e perós (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?” LÉRY, J. Viagem à Terra do Brasil. In: FERNANDES, F. Mudanças Sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1974. 14
  • 15.
    P R i m e i RA R i q u e zA DA CoLôniA “Osselvagens, em troca de algumas roupas, camisas de linho, chapéus, facas, machados, cunhas de ferro e demais ferramentas trazidas por franceses e outros europeus, cortam, serram, e racham, atoram e desbastam o pau- brasil, transportando-o nos ombros nus às vezes de duas ou três léguas de distância, por montes e sítios escabrosos até a costa junto aos navios ancorados. Em verdade só cortam o pau-brasil depois que os franceses e portugueses começaram a frequentar o país; anteriormente, como me foi dito por um ancião, derrubavam as árvores deitando-lhes fogo.” (LÉRY, Jean de. Viagem à terra do Brasil. São Paulo: Martins Fontes, 1972, p. 24.)
  • 16.
    F e iTo R iAs ‐ Entrepostos comerciais; ‐ Depósitosdo pau- brasil; ‐ Madeira pronta para o embarque no litoral; 16
  • 17.
    Início DA CoLoni zAÇã o 1530 Decisãode colonizar o Brasil = ‐ Decadência do comércio com a Índia: Concorrência Empreendimento inviável ‐ Necessidade de proteger o Brasil: Piratas de outros países Interesse riquezas da terra ‐ Interesse por Ouro: Espanhóis encontraram ouro em suas terras Brasil = descoberto duzentos anos depois 17
  • 18.
    C oLo n i zA Çã o ‐ 1530 ReiDom João III = enviou ao Brasil Martim Afonso de Souza; ‐ Tarefa = explorar riquezas, defender a colônia e organizar a colonização; ‐ Doação de Sesmarias (lotes de terras); ‐ Nomeação de autoridades para auxiliá-lo; 18
  • 19.
  • 20.
    ÍnDi o Termo genérico Habitantes daAmérica na chegada dos conquistadores Descrições dos europeus = hábitos muito diferentes ÍNDIOS BRASILEIROS Caçadores e coletores Cultivo de poucos gêneros agrícolas = banana, milho e batata doce CONTATO COM OS EUROPEUS Descrito como amistoso Imposição do domínio cultural Conversão ao cristianismo Trabalho sistemático Revoltas = “Índios Bravos” 20
  • 21.
  • 22.
    ADMinisTR AÇão ‐ Tarefa difícil; ‐Poucos recursos; ‐ Território extenso; 22
  • 23.
    CApiT AniAs H e R eDiTá R iAs ‐ Proteger acosta; ‐ Promover o povoamento; ‐ Modelo já utilizado por Portugal na ilhas Madeira e Açores; ‐ Não exigia grande investimento da Coroa; ‐ Redução de custos na exploração das novas terras; ‐ Entregava a terra aos nobres que pagavam
  • 24.
    CApiT AniAs H e R eDiTá R iAs ‐ Grandes lotesde Terra; ‐ Doados a homens ricos; ‐ Limite do litoral até a linha de Tordesilhas; ‐ Nobres = manter por conta própria;
  • 25.
    CApiT AniAs H e R eDiTá R iAs Período 1534 a 1821 CapitãoDonatário: súdito do Rei com Capital para investir (membros da baixa nobreza); Carta de Doação: documento da doação da Capitania e direito de administrar a terra; Carta Foral: direitos e deveres dos envolvidos (Coroa + Capitão Donatário); Donatário = doar Sesmarias; receber tributos; fundação de vilas; cobrança de impostos para a Coroa; Defesa e ocupação do território Propagação da fé cristã Coroa = receber o dízimo: décima parte sobre as atividades praticadas na colônia + o quinto: 20% dos metais preciosos descobertos na colônia;
  • 26.
    CApiT AniAs H e R eDiTá R iAs Objetivo ‐ Manter ocontrole do território pela Coroa; ‐ impedir invasões estrangeiras e ataques indígenas; ‐ desenvolver a região. Características ‐ Doação de faixa de terra a um Capitão Donatário; ‐ 15 Capitanias do Litoral até o limite do Tratado de Tordesilhas; ‐ Capitão Donatário: investir, proteger, organizar e desenvolver a região. ‐ Quando ele morria a terra era transferida a um herdeiro. ‐ A propriedade da terra ainda pertencia ao Rei que apenas cedia a posse dela.
  • 27.
    CApiT AniAs H e R eDiTá R iAs Grande extensão daCapitania = difícil controle e comunicação; Ataques de índios (defendiam seus territórios) FRACASSO Falta de apoio do governo; Distância em relação à Metrópole; Clima quente Perigos das matas aos colonizadores Falta de recursos econômicos de alguns donatários; Falta de interesse de alguns donatários; Inexperiência dos Donatários; Sistema descentralizado;
  • 28.
    CApiT AniAs H e R eDiTá R iAs Povoamento de algumas regiõesImplantação da pecuária Implantação da cana-de-açúcar Preservação do território português Possibilidade da exploração da Capitania PONTOS POSITIVOS PROSPERIDADE Duas Capitanias = São Vicente + Pernambuco Produção de açúcar São Vicente governada por Martim Afonso de Souza Pernambuco governada por
  • 29.
    G oVe R n o G e RA L Centralizar opoder administrativo Continuaram existindo Capitanias Hereditárias Administradas por uma única pessoa = o Governador-Geral Regimento 1548 Oficializa o sistema de governo no país Soberania da Coroa Portuguesa + Novas formas de controle Melhorar a colonização 29
  • 30.
  • 31.
    G oVe R n o G e RA L Governador Geral Auxiliadopor assessores Provedor-mor = controle das finanças Gastos e coleta de impostos; Ouvidor-mor = aplicar a justiça na colônia; Capitão-mor = proteger o Brasil vigiando o litoral; 36 governadores-gerais ao longo da história do Brasil; 3 Primeiros + importantes; 31
  • 32.
    G oVe R n o G e RA L: T o m ÉDe s o u zA Geral em Salvador; Incentivo à pecuária; Chegada de colonos; 1549-1553 Distribuição de Sesmarias; Estabelecimento da sede do Governo Fundação do primeiro bispado da colônia; 32
  • 33.
    G oVe R n o G e RA L: D uARTe DAC o sT A1553-1558 Chegada dos padres Jesuítas ao Brasil Invasão dos Franceses ao Rio de Janeiro= Fundação da França Antártica; 33
  • 34.
    G oVe R n o G e RA L: M e m Des á 1558-1572 Criação de Missões indígenas + Aldeamentos Acabar com conflitos entre Colonos e Índios Expulsou os Franceses da Baía de Guanabara Fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro 1565 34
  • 35.
    DiVisão Do B RAs iLe m Dois GoVe R n o s ‐ Morte de Mem de Sá =1572; ‐ Coroa decide mudar a administração: dividir o Brasil em dois Governos = Norte e Sul; ‐ Divisão 1572 a 1578; ‐ NORTE = D. Luis de Brito, capital: Salvador; ‐ SUL = D. Antonio de Salema, capital: Rio de Janeiro; ‐ 1578: unificação da colônia = governador Lourenço da Veiga. 35
  • 36.
    DiVisão Do B RAs iLe m Dois GoVe R n o s ‐ 1621, colônia dividida em dois novamente: ‐ Estado do Brasil = capital em Salvador, depois no Rio de Janeiro; ‐ Estado do Maranhão (+ tarde chamado de Grão- Pará) = capital em São Luís, depois em Belém; 36
  • 37.
    C â mARAs MunicipAis ‐ Órgãospúblicos responsáveis pela administração local; independent e pel a ‐ Instalados nas vilas; ‐ Administração jurídico- legislativa distância da metrópole; ‐ “homens bons” = abastados financeiramente: detinham o poder; 37
  • 38.
    R eFe R ê n c iAs BiBLioGRáFicAs 38 ‐ ALVES, Alexandre.Conexões com a História. São Paulo: Moderna, 2015. ‐ VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo; VICENTINO, José. História: projeto múltiplo. Editora Scipione, 2014.
  • 39.
    Para mais materiaisde estudo de História, acesse: https://nastramasdeclio.com.br / 39