INDICADORES

Brasil

Econom ico

Ações da Ibovespa
(em pontos)
54.307
53.451
53.032
52.688 52.800

www.brasileconomico.com.br

14/11

18/11

19/11

21/11

22/11

O deputado Rui Falcão, eleito para mais
quatro anos na presidência do PT, acredita
que Dilma Rousseff tem excelentes chances de reeleição, uma vez que a conjuntura
econômica está amplamente favorável.
O que atrapalha, diz ele, é o pessimismo.
“A principal crítica que faço à oposição
é a de alimentar uma expectativa
inflacionária e de criar no exterior uma
ideia de economia instável que não
existe”. Mas para ele nada disso contará
na eleição de 2014, pois o voto vai espelhar
a situação do país. Além disso, ele ressalta
que o partido tem um trunfo a mais no
esforço para reeleger a presidenta. “Agora
temos o Lula leve, livre e solto”. P4a7

‘‘
terrorismo
A oposição
cria uma
espécie de

‘‘

Murillo Constantino

PUBLISHER RAMIRO ALVES . CHEFE DE REDAÇÃO OCTÁVIO COSTA . EDITORA CHEFE SONIA SOARES . EDITORA CHEFE (SP) ADRIANA TEIXEIRA . SEGUNDA-FEIRA 25 DE NOVEMBRO DE 2013 . ANO 5 . Nº 1.065 . R$ 3,00

econômico

EMPREENDEDORES

ENERGIA

TECNOLOGIA

Novo perfil de
brasileiros no
Vale do Silício

Empresas
pedem leilão
por fontes

Gigantes
disputam
pole na F1

Pequenos empresários vão
aos EUA para aprender na
prática a criar e desenvolver
novos negócios. P18e19

Estudo mostra que mudança
para venda por fonte geradora e região pode incentivar
alternativa ao petróleo. P8

Empresas como Microsoft e
SAP brigam por espaço para
análise de dados, após mudança de normas. P12e13

INFORME NY
As artimanhas no mercado
de câmbio de grandes
bancos sob investigação. P29
MOSAICO
Beneficência Portuguesa de
SP condenada por cobrança
de pacientes do SUS. P2
MOBILIDADE
Os impactos da redução das
tarifas após manifestações
começam a aparecer. P10
2 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

MOSAICO POLÍTICO
GILBERTO NASCIMENTO
gilberto.nascimento@brasileconomico.com.br

BENEFICÊNCIA CONDENADA

“

Lembro que
o retorno não
é só material.
A aplicação
nestas obras traz
um bem estar
extraordinário
para o espírito”

O

empresário Antônio Ermírio de Moraes, do conglomerado Votorantim, e um grupo de médicos
do primeiro escalão do corpo clínico do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo,
um dos maiores e mais importantes do País, foram condenados pelo Tribunal Regional Federal da
3ª Região por improbidade administrativa. A decisão saiu no último 12. O Ministério Público Federal
em São Paulo entrou com uma ação pública contra eles em 1997, quando constatou que o hospital teria
feito cobranças irregulares de pacientes que eram atendidos lá em razão do convênio com o Sistema
Único de Saúde (SUS). Graças à decisão, os réus e empresas dos quais são acionistas majoritários estão
impedidos de fazer contratos com o poder público e de receberem benefícios e incentivos fiscais.
Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem
Thiago Duran/ AgNews

O grupo ainda foi condenado à
perda da função pública, a ressarcir os pacientes que tiveram de pagar indevidamente por tratamento que já era bancado com recursos públicos e ao pagamento de
R$ 1 milhão por danos morais coletivos. A Justiça decidiu também
que a Beneficência deve atender
integralmente a todos os pacientes do SUS sem cobrar nenhum valor a mais, como está previsto no
convênio da entidade com o poder público. O hospital será multado em R$ 100 mil cada vez que for
constatada uma nova cobrança irregular. Ermírio foi presidente da
diretoria administrativa da Beneficência Portuguesa por 40 anos.
Atualmente, o cargo é ocupado pelo seu filho caçula, Rubens Ermínio de Moraes. Afastado dos negócios e do comando do hospital por
problemas de saúde, o empresário, aos 85 anos, segue como presidente de honra da entidade.

ao sugerir que os fiéis
apliquem o 13º salário na
compra de seus CD e livro

PTB cria grupo para estudar trânsito
O PTB de São Paulo criou um departamento de Trânsito e
Transporte. O objetivo, segundo seu presidente, deputado Campos
Machado, é apresentar propostas para a melhoria do trânsito.
“Os problemas do caótico e inseguro trânsito começam na falta
de disciplinas envolvendo o assunto na rede escolar e continuam
na má formação dos condutores”, diz Machado.
Divulgação

Irmão do prefeito
Marinho seguiu
Frei Chico

Decisão não
afetaVotorantim

MPF investigou
88 denúncias

Hospital vê
“equívocos”

A proibição de obter benefícios e
fazer contratos com o poder público
não deve afetar a Votorantim, já que
Ermírio não é sócio majoritário das
empresas. No hospital, seu cargo é
honorífico. Os médicos não poderão
atender pacientes do SUS.

O MPF investigou 88 denúncias de
cobranças irregulares dentro do
hospital e constatou o problema
em 81. Os médicos só foram
denunciados quando havia indícios
de que ameaçavam prejudicar quem
não queria ou não podia pagar.

Procurada, a Beneficência
Portuguesa divulgou comunicado
em que afirma que existem
equívocos no acórdão que serão
objetos de recurso oportunamente.
O hospital ressalta que o processo
corre em segredo de Justiça.

CARTAS

Padre Marcelo Rossi,

O novo presidente do PT de São
Bernardo do Campo, no ABC,
é o metalúrgico Brás Marinho.
Tal qual Frei Chico, o irmão
comunista que levou Lula para o
sindicato, Brás - o mais velho na
família -. também carregou o
caçula Luiz Marinho para a
política. Era ligado a grupos
católicos. Continuou na “base”,
enquanto o irmão virou
presidente da CUT, ministro e
prefeito de São Bernardo.

Cartas para a redação: Rua dos Inválidos, 198, 1º andar, CEP 20231-048, Lapa, Rio de Janeiro (RJ).
E-mail: redacao@brasileconomico.com.br As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. Em razão de
espaço ou clareza, Brasil Econômico reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em www.brasileconomico.com.br

Micros também
merecem apoio
do BNDES

Marcas populares
devem manter
preços acessíveis

Ônibus elétrico
traz qualidade para
o ar de São Paulo

Alguém lúcido dentro
do BNDES vai acordar e entender
que microempresas também
geram empregos e precisam
de apoio do banco estatal?
Quando isso vai acontecer?
Financia somente grandes
empresas, um empresário
chamado Eike Batista, mas
nunca concede financiamentos
para os que criam empregos.

As chamadas marcas
populares entenderam que o seu
público mudou. Quem compra em
suas lojas quer ter acesso à moda
que faz sucesso pelo Brasil e pelo
mundo. Mas elas não podem
perder o foco no preço. Acredito
que estes novos endereços nobres
só vão encarecer os produtos, que
não têm tanta qualidade assim.
Isso muda o seu conceito.

Excelente notícia.
Nem me importaria de pagar
uma passagem mais cara para
usar um transporte verde, pelo
menos sei que seria pelo bem
estar da cidade e da população.
A quantidade de poluição
que geramos com carros,
caminhões e ônibus é absurda.
Não tem rodízio que dê jeito no
trânsito e no ar de São Paulo.

André Luiz

Mariana Abreu

Fabio Gama

Via Facebook

Rio de Janeiro, RJ

São Paulo, SP

INDICADORES
O principal índice da Bovespa encerrou a sexta-feira com leve alta,
apoiado nas ações da Vale e de construtoras, que suplantaram a
influência negativa do setor financeiro. O giro do pregão foi de R$ 6,3 bi.

TAXAS DE CÂMBIO
▼ Dólar comercial (R$ / US$)

COMPRA

VENDA

2,2810

2,2830

▼ Euro (R$ / E)

3,0996

3,1010

JUROS
■ Selic (ao ano)

META

EFETIVA

BOLSAS
▲ Bovespa - São Paulo
▲ Dow Jones - Nova York
▼ FTSE 100 - Londres

9,5%

9,4%

VAR. %

ÍNDICES

0,21

52.800,00

0,31

16.059,02

0,11

6.674,30
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 3

▲

BRASIL

Divulgação

ATIVIDADE

Economia do DF cresce mais que a média
O Distrito Federal teve um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de
R$ 63.020 em 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). O valor é duas vezes maior que o registrado pelo
segundo colocado do ranking nacional, São Paulo, que foi de
R$ 32.449. O PIB per capita do Distrito Federal é também três vezes
maior que o da média nacional, de R$ 21.585. ABr

Editor: Paulo Henrique de Noronha
paulo.noronha@brasileconomico.com.br

Cunha Lima desequilibra a
disputa eleitoral na Paraíba
Aliado do atual governador Ricardo Coutinho, o senador tucano desponta com 52% das intenções de votos na
pesquisa do Instituto Vox Populi. Lima, no entanto, ainda não confirmou se irá concorrer ao governo do estado
Patrycia Monteiro Rizzotto

Governador

Senador

Com sobrenome
tradicional na política
paraibana, o líder nas
pesquisas já foi
prefeito de Campina
Grande e governador.
Aos 21 anos, participou
da elaboração da
Constituinte de 1988.

Emergiu como liderança
política dos movimentos
sociais e foi prefeito de
João Pessoa . O seu
ponto negativo está na
dificuldade de
conciliação
com
membros da
Assembleia
Legislativa.

Seu berço político é
Campina Grande. Ele
aparece com 10% das
intenções de voto nas
pesquisas, mas não deve
se candidatar. Assim,
abrirá
espaço
para o
seu irmão
Veneziano
Vital.

der de fogo com sua transferência de votos”, lembra.
Segundo o cientista político,
Cássio Cunha Lima tem a seu favor a experiência administrativa
e a trajetória política, tendo sido
deputado federal aos 21 anos e
participado da elaboração da
Constituinte de 1988. “Ele é bom
de oratória, tem discursos memoráveis e é muito carismático. Seu
único ponto fraco é a condenação
pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), após denúncias de compra
de voto durante a campanha eleitoral de 2006, quando disputou o
governo de estado contra José Maranhão (PMDB)”, diz. Por causa
dessa condenação, Cunha Lima
foi considerado inelegível pela
Lei da Ficha Limpa em 2010,
quando disputou uma vaga no Senado e saiu como o mais bem votado do pleito, com mais de 1 mi-

Ricardo Coutinho
confirmou sua
candidatura à reeleição
e o desejo de manter
antigas alianças.
Segundo ele, Cássio
Cunha Lima não tem
interesse em disputar
cargo público em 2014

lhão de votos. “Ele assumiu o posto no Senado com um ano de atraso, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a
Lei da Ficha Limpa não retroagiria para as eleições de 2010. Mas a
questão ainda está tramitando na
Justiça, o que causa uma certa insegurança jurídica em torno do
seu nome. Para não arriscar os outros quatro anos que ainda tem pela frente no atual mandato como
senador, é bem possível que ele
não se candidate e mantenha seu
apoio a Ricardo Coutinho. Assim,
em 2018, ele pode se candidatar
ao governo, enquanto Coutinho
disputa o Senado”, analisa.
Para Machado, o atual governador tem como ponto forte a imagem de bom gestor e de político
desvinculado das oligarquias. “Bioquímico de formação, ele foi uma
liderança que emergiu dos movi-

VENEZIANO VITAL
(PMDB)
Ex-prefeito de Campina
Grande

Conquistou imagem
positiva em seu primeiro
mandato na prefeitura,
mas não manteve a boa
avaliação no segundo.
O partido já
confirmou
sua
candidatura.
Divulgação

X

Geraldo Magela/Ag. Senado

VITAL DO RÊGO
(PMDB)

Wilson Dias/ABr

RICARDO COUTINHO
(PSB)

Waldemir Barreto/Ag. Senado

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) é o fiel da balança na eleição
para o governo do estado da Paraíba no ano que vem. Mas, ironicamente, é o único nome ainda não
confirmado no cenário pré-eleitoral. Depois de cumprir três mandatos como prefeito de Campina
Grande, segunda maior cidade paraibana, e mais dois como governador, o tucano é um nome forte
no cenário político local, e desponta nas pesquisas de intenção de voto com 52% da preferência do eleitorado, de acordo com sondagem
recente realizada pelo Vox Populi.
O segundo colocado nas pesquisas é o atual governador, Ricardo
Coutinho, do PSB, seguido por Veneziano Vital, do PMDB, também
ex-prefeito de Campina Grande.
“Contudo, Cássio Cunha Lima
é aliado de Ricardo Coutinho.
Sem o apoio do senador do PSDB,
o governador possivelmente não
teria vencido o pleito de 2010. A
candidatura ou não de Cássio
Cunha Lima ao governo define todo o cenário eleitoral de 2014 aqui
no estado”, afirma Fábio Machado, cientista político da Universidade Federal de Campina Grande.
Segundo o professor, se Cunha Lima não se candidatar, Ricardo
Coutinho deverá despontar como
o favorito. Mas, se ele se candidatar, é possível que abra espaço para outras candidaturas alternativas. Entre as mais viáveis está a do
Partido dos Trabalhadores (PT).
“O Luciano Cartaxo, do PT,
venceu a eleição para a prefeitura
de João Pessoa no ano passado,
com 63% dos votos no segundo
turno. Esse resultado, somado ao
atual prestígio de Dilma Rousseff,
traria competitividade à candidatura própria do partido na Paraíba”, reflete Machado, mencionando que Lula e Dilma venceram todos os pleitos presidenciais
no estado, menos em Campina
Grande onde o candidato José Serra foi o vencedor.
“Campina Grande é o berço
eleitoral de Cássio Cunha Lima e
de sua família com sobrenome
tradicional na política paraibana. Na campanha de 2010,
Cunha Lima trouxe José Serra para o município e mostrou seu po-

CÁSSIO CUNHA LIMA
(PSDB)
Senador

pmonteiro@brasileconomico.com.br
São Paulo

mentos sociais. Mas seu ponto fraco seria seu estilo pouco conciliador. Ele bate de frente com os deputados da Assembleia e não aceita fazer concessões, como dar cargos
no governo em troca de apoio político, por exemplo”, afirma.
Já o candidato Veneziano Vital
tem a seu favor o fato de ser jovem, de fazer parte do PMDB, o
maior partido do estado, e de ter
um sobrenome tradicional na política paraibana. O PMDB confirma
que vai lançar a candidatura de Veneziano Vital e que já busca apoio
de alguns partidos — como PT, PP,
PSC, PR, PEN, PT do B e PTC.
O governador Ricardo Coutinho, por sua vez, também confirma sua candidatura e deixa claro
que conta com o apoio do aliado
Cássio Cunha Lima. “Sou candidato à reeleição e quero manter a
mesma aliança de 2010”, ressalta.
4 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

▲

BRASIL

ENTREVISTA RUI FALCÃO Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT)

‘NA ELEIÇÃO DE
2014, TEREMOS
LULA LEVE,
LIVRE E SOLTO’
Três vezes por semana, o deputado estadual Rui Falcão acorda às 5h30 para fazer ginástica no prédio onde mora no
bairro de Pinheiros, em São Paulo. Eleito
para novo mandato na presidência nacional do PT, é assim que se prepara para enfrentar a agenda lotada e a arrancada de
seu partido para a eleição de 2014. Os últimos dias, com a prisão do ex-dirigentes
petistas envolvidos no mensalão, foram
especialmente tensos, mas Rui, que completa 70 anos amanhã, acredita que o foco dos eleitores será outro. A exemplo do
que aconteceu em 2010, o voto vai espelhar a situação do país. E, em sua avaliação, o governo da presidenta Dilma Rousseff, além dos programas sociais, vem colhendo bons resultados na economia,
com reservas em alta, crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB), inflação sob
controle e desemprego baixo. O que atrapalha, diz, é o pessimismo: “A oposição,
de forma irresponsável — ao ponto de ir
ao exterior dizer que o Brasil é instável,
Gilberto Nascimento, Octávio
Costa e Patrycia Monteiro Rizzotto
redacao@brasileconomico.com.br

A prisão de José Genoíno, José
Dirceu e Delúbio Soares pode
prejudicar o PT no ano que vem?
Desde o início desse julgamento
esse processo ficou caracterizado por um conteúdo político. Em
novembro de 2012, soltamos um
documento da Executiva Nacional com uma posição muito crítica sobre a forma como o processo foi conduzido. Eles não deram
atenção às provas dos autos na
sua inteireza, usaram uma teoria
totalmente desfocada do que ela
realmente é — a chamada teoria
do “domínio do fato” — se basearam muito em ilações e presun-

que não se deve investir aqui — cria na população uma espécie de terrorismo econômico, projetando índices de inflação
totalmente fora das previsões”. No outro
prato da balança, Rui conta com um trunfo que, a seu ver, desequilibra o páreo:
“Vamos ter um diferencial em relação à
ultima eleição. Agora temos o Lula livre,
leve e solto. Ele não tem mais as injunções da Presidência, disponível apenas
nos fins de semana ou à noite”. No esforço para reeleger Dilma, o PT considera vital se sair bem nas disputas pelos governos de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas
Gerais: “Esse é um triângulo das Bermudas, nenhum deles pode sumir”. Ao fim
da entrevista, Rui Falcão foi avisado por
telefone que José Genoíno fora autorizado a sair da prisão por motivo de saúde.
Sorriu, fez um sinal de positivo, mas voltou a criticar o presidente do Supremo
Tribunal Federal ( STF), Joaquim Barbosa, por negar a prisão domiciliar definitiva ao ex-presidente do PT.

ções, invertendo o ônus da prova
e fazendo com que os réus tivessem que provar sua inocência.
Enfim, um processo que contrariou boa parte da tradição jurídica do próprio STF. Houve condenações sem provas. Além disso,
as penas foram excessivas. Eles
não respeitaram o que valeu para
o mensalão tucano, que foi dar o
direito à dupla instância de jurisdição — houve réus sem foro especial que foram julgados em foro especial, o que impediu a apresentação de recursos. E reafirmamos que nunca houve pagamento de mensalidade para ninguém, que não houve utilização
de recursos públicos, como fica
demonstrado quando se analisa
a questão do Visanet, que ninguém enriqueceu pessoalmente.

Reivindicamos o direito de eles
poderem recorrer a todas as possibilidades jurídicas para evitar
aquelas penalidades. Isso depois
se desdobrou naquela história
dos embargos e mesmo na pretensão que alguns têm de recorrer em cortes internacionais.
Com isso em mãos, houve as eleições municipais. A Ação Penal
470 interferiu nas eleições municipais? É difícil medir, mas com
toda espetacularização, o PT foi
o partido mais votado nacionalmente em 2012, com mais de 16
milhões de votos. Agora, enfrentamos mais um casuísmo.
Como assim?
Fatiaram as penas. O conceito
de decisão de última instância,

“

O mensalão contrariou
a tradição do STF.
Houve condenações
sem provas. As penas
foram excessivas.
Foram colocados em
regime fechado quando
as penas determinavam
regime semiaberto”

de coisa julgada, foi visto pela
metade; coisa julgada é o encerramento total do processo. Havendo embargos infringentes
pendentes, as penas não poderiam ser cumpridas. Essa é a minha opinião, e eu não estou sozinho, muitos juristas têm o mesmo entendimento. Mas ainda
que se considere que era possível fatiar as penas, houve uma
série de ilegalidades. Primeiro,
a retirada dos três companheiros daqui de São Paulo. O cumprimento das penas, sobretudo
no regime semiaberto, deve se
dar próximo ao domicílio dos
réus. Segundo, havia uma pessoa nitidamente com condições
de saúde precárias — José Genoíno — cuja vida foi colocada em
risco pela remoção de avião, ain-

da mais algemado. Não havia nenhuma necessidade de algemálos no avião, até porque eles se
apresentaram voluntariamente.
É pouco provável que alguém
que se apresenta voluntariamente vá esperar estar no avião para
agir violentamente. Terceiro,
até hoje eles não estão em regime semiaberto. Eles foram colocados arbitrariamente em regime fechado quando as penas determinavam que o regime era semiaberto. Aliás, o presidente do
STF fez uma ordem de prisão genérica e, mesmo tendo sido instado a precisar o tipo de regime,
ele se recusou a fazê-lo, deixando o sistema penitenciário sem
saber o que fazer. A carta de sentença demorou e só chegou bem
depois ao juiz de execução crimi-
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 5
Kiyoshi Ota/Bloomberg

TRANSAÇÕES CORRENTES

Em outubro, déficit de US$ 7,132 bi
O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 7,132
bilhões em outubro, o maior para esse mês, afetado pela balança
comercial e remessas de lucros e dividendos, rombo que não foi
coberto pelos investimentos estrangeiros produtivos. Segundo o
Banco Central, os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) ficaram
em US$ 5,362 bilhões, em linha com o esperado. Reuters

Murillo Constantino

atendendo a ACM Neto, a Geraldo Alckmin, a Márcio Lacerda e
a Fernando Haddad. Houve o
pacto da educação, com 100%
de destinação dos royalties e todas as receitas do petróleo para a
educação. O pacto pela saúde,
materializado com novos investimentos, com o saneamento
das Santas Casas e, principalmente, o lançamento do Mais
Médicos, cuja aprovação da população é inquestionável. E o
pacto pela reforma política. A
presidenta tomou a iniciativa de
sugerir o plebiscito ao Congresso para consultar a população sobre o sistema político eleitoral.
Há um requerimento assinado
por 189 deputados para votar o
decreto do plebiscito no Congresso, está parado, mas há essa
iniciativa. E um conjunto de entidades propôs, e o PT aderiu à
ideia, o plebiscito popular em defesa da reforma política, uma iniciativa da CUT, semelhante ao
plebiscito realizado contra a Alca. Esses encaminhamentos que
a presidenta propôs estão sendo
concretizados e há uma recuperação da popularidade dela nas
pesquisas. Dilma continua liderando as intenções de voto, o
que não significa que ela já está
eleita. É uma liderança de muitos meses, apesar de diversos fatos criados — como a tentativa
de formalização da candidatura
do PSDB e a aliança de Eduardo
Campos com Marina Silva.
O economista Delfim Netto, que é
ouvido pelo ministroGuido Mantegaepelaprópriapresidenta,disse que o Brasil corre o risco de enfrentar uma tempestade na área
econômica e que isso pode prejudicar o governo nas eleições...

“

As pessoas sabem
que o fato de termos
alguns militantes
condenados e presos
não significa que
seja o PT. Há milhões
de pessoas que se
identificam com a gente
e que vão votar no PT”

nal de Brasília. Essa série de arbitrariedades está criando um clima de indignação na sociedade.
Muitos juristas de renome se manifestaram por escrito. Há uma
solidariedade grande ao Genoíno e há uma condenação não ao
cumprimento da pena, mas à
maneira como se procedeu para
prender os companheiros.
Mas isso afeta o PT em 2014?
Pelo que eu li sobre a posição
dos políticos oposicionistas e
dos próprios marqueteiros deles, é preciso ter outro discurso
para a população. Após 2010,
eles concluíram que é preciso falar mais de perto sobre as preocupações da população, sua qualidade de vida, apresentando al-

ternativas para o futuro. Acho
que se eles incorrerem nessa estratégia, novamente não vão produzir resultados eleitorais. As
pessoas sabem que o fato de termos alguns militantes condenados e presos não significa que seja o PT. Há milhões de pessoas
que se identificam com a gente
no país e que vão votar na gente
pelo tipo de governo que estamos imprimindo. A população
demonstra preocupação hoje é
com a estabilidade econômica,
com a manutenção dos empregos, com a distribuição de renda, com a valorização de seus salários e principalmente com a
melhoria da qualidade dos serviços públicos, seja na saúde ou na
educação, seja no transporte ou
no saneamento.

São esses os fatores favoráveis à
administração do PT?
Sim, porque desde junho esse
sentimento foi acentuado e os
cinco pactos que a presidenta
propôs, e que estão em andamento, dizem respeito a essas
demandas. O pacto da estabilidade econômica e fiscal, agora
reforçado com a adesão de todos
os líderes e presidentes da base
aliada, visa não onerar o Orçamento da União com novas despesas e evitar a queda de receitas. O segundo pacto é o da mobilidade urbana, que está resultando em mais de R$ 90 bilhões
de investimentos de diversos tipos de projetos nas regiões metropolitanas, sem discriminar
nenhum governo ou partido,

Nós já sobrevivemos e escapamos bem da crise de 2008 e do
repique de 2011, recorrendo a
medidas contrárias às que vêm
sendo adotadas na Europa — de
austeridade total, de redução de
crédito, de barrar as possibilidades de consumo. Aqui, seguimos um caminho inverso. Os últimos índices de emprego mostram que conseguimos bons resultados. Estamos com nível de
reservas elevado. Estamos dando continuidade aos projetos de
concessões. Várias prefeituras
estão com projetos para receber
recursos para investir em saneamento. Minha Casa Minha Vida
completou mais de 2 milhões de
imóveis contratados, em construção. Isso significa fôlego para
a construção civil, que sabidamente gera emprego. Cresceu a
participação de pequenas construtoras no programa. Ou seja, a
economia vai continuar girando. Ela está bem arrumada e a situação está sob controle.
6 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

▲

BRASIL

ENTREVISTA RUI FALCÃO Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT)

“NÃO PODEMOS PERDER
O ‘TRIÂNGULO DAS
BERMUDAS’: RIO, SP E MG”
A economia está sob controle,
mas indo para uma taxa de dois
dígitos... É recomendável um aumento de juros neste momento?
Não sei, não sou Banco Central.
Preferencialmente, numa economia que está em crescimento,
ela tem que ser rebaixada. Quando se tem uma crise mundial nos
parâmetros que está, quando se
tem a insegurança em relação ao
que vai acontecer com o Quantitative Easing nos EUA — que volta e meia eles ameaçam reduzir
e não reduzem — é necessário
monitorar a economia dentro
dessa expectativa. O que me
preocupa é que a oposição, de
forma irresponsável — a ponto
de ir ao exterior dizer que o Brasil é instável, que não se deve investir aqui — cria na população
uma espécie de terrorismo econômico, projetando índices de
inflação totalmente fora das previsões de qualquer instituto. Tanto é que as pesquisas mostram
que a população considera que a
vida melhorou, que está satisfeita de morar em sua cidade, que o
governo e a economia estão no
caminho certo, mas acha que a
inflação vai aumentar. Esse desconforto é provocado, induzido,
e ao mesmo tempo pode criar o
que os economistas chamam de
“expectativas inflacionárias”, levar as pessoas a deixar de comprar um determinado bem, por
acreditar que a inflação vai aumentar, quando nos fatores da

“

O centro da nossa
tática eleitoral é a
campanha de reeleição
da Dilma. Cada estado
tem de ter um palanque
forte para a Dilma.
No mínimo um;
em vários estados,
haverá mais de um”

economia não se divisa isso. Essa é principal crítica que eu faço
sobre a atuação da oposição hoje. No primeiro semestre recebemos US$ 30 bilhões em investimento externo, mostrando que
o Brasil é um país atrativo, que
tem fundamentos econômicos
sólidos. É uma espécie de torcida do contra para ver se ganha algum tipo de saldo eleitoral no
ano que vem.
O sr. acha que o comportamento da economia será decisivo para eleição no ano que vem?
Eu não diria que é decisivo, eu diria que é um fator de peso para a
decisão do eleitor — como sempre. Mas vale lembrar que, em
1998, a economia estava um desastre e ainda assim o Fernando
Henrique Cardoso foi eleito, justamente colocando-se como a
pessoa capaz de gerir a crise da
qual, em parte, era responsável.
A questão da reeleição da Dilma
já é ponto pacífico no partido?
Quando se diz questão pacífica
dá a impressão de que em algum
momento não foi pacífica. Ela
sempre foi. O Lula foi responsabilizado em antecipar a campanha eleitoral quando, diante da
boataria, há um ano, disse que a
Dilma é nossa candidata. Como
Lula é uma pessoa muito querida, popular — até os adversários
reconhecem — sempre tem alguém que gostaria que o Lula se
candidatasse. Mas nunca houve
uma articulação.
O ministro Gilberto Carvalho,
em entrevista ao Brasil Econômico, disse que está tentando convencer o Lula a se candidatar em
2018...
Primeiro nós precisamos passar
por 2014. O que o Lula disse outro dia a seu modo, e o Brasil Econômico até publicou, é que “se
me encherem o saco, eu volto
em 2018”. Se ele quiser voltar,
terá todo o apoio do PT.
O PT vai mesmo lançar 12 candidaturas próprias para governos
estaduais em 2014?

De 10 a 12 é uma intenção, a gente ainda vai formalizar isso. Antes, quando havia mais de um
querendo ser candidato, obrigatoriamente se convocava uma
prévia. Hoje temos um mecanismo intermediário: se dois terços do diretório acharem que
não é conveniente a prévia, toma-se a decisão num encontro
de delegados, uma decisão menos traumática e com menos
gente decidindo. Em 10 ou 12 estados há um desenho se delineando e não há nenhuma proposta de candidatura de outro
partido. Tem o oposto, há estados onde há uma pré-definição
em apoiar outro partido, mas
há pessoas querendo candidatura própria — como no Pará e no
Ceará. E hoje temos cinco governos estaduais, a tendência é a
de se querer conservar esses estados. Aí temos o que chamamos de “Triângulo das Bermudas”, que é Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo...

“

Como assim?

No PT sempre as pessoas buscam uma linha de saída para as
regras. O centro da nossa tática
eleitoral é a campanha de reeleição da Dilma. Cada estado tem
de ter um palanque forte para a
Dilma. No mínimo um; em vários estados, haverá mais de um.

Os três reúnem os maiores colégios eleitorais do país e nenhum
deles pode sumir...
Como o sr. vê a questão de uma
possível aliança entre PT e PSDB
no Mato Grosso do Sul?
Sou contra e já disse para eles
que temos de agir de outra maneira, não dá para fazer acordo
com o PSDB. A nossa intenção
era fazer um acordo com André
Puccinelli (atual governador
do MS, do PMDB), criando
uma chapa com Delcídio Amaral como candidato ao governo
e Puccinelli ao Senado. Tudo estava sendo conversado quando
subitamente o Puccinelli lançou sua candidatura própria,
numa chapa pura. Pode ser que
ele esteja agindo assim para fazer uma negociação no ano que
vem. Lá há uma tradição de briga forte entre PT e PMDB, o que
pode dificultar. Por outro lado,
esse aliado do PSDB, o Reinaldo Azambuja, que poderia ter
trocado de partido, mas fez
questão de se manter no partido, não pode fazer aliança com

O que o Lula disse outro
dia a seu modo, e o
Brasil Econômico até
publicou, é que “se me
encherem o saco,
eu volto em 2018”.
Se ele quiser
voltar, terá todo
o apoio do PT”

o PT — que ele gostaria de formar, saindo para o Senado ao
lado de Delcídio Amaral.
Mas há chances de essa aliança
ocorrer?

Como está a candidatura de Lindberg Farias para o governo do
Rio de Janeiro?
O Lindberg tem grande potencial, é jovem, tem bom discurso,
vai ter tempo de TV e vai encontrar o partido unido. A candidatura dele é forte, com viabilidade eleitoral. Do mesmo jeito de
Fernando Pimentel, em Minas
Gerais, que desponta nas pesquisas de intenção de voto. Diferentemente de Alexandre Padilha,
em São Paulo, que precisa ser
mais apresentado à população,
embora seja um candidato acolhido por toda a militância.
No Rio há certa complicação
com o Sérgio Cabral?
O pessoal do PT no Rio antecipou o calendário eleitoral, lançando a candidatura do Lind-
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 7
Divulgação

AGRICULTURA

Auxílio aos cafeicultores endividados
O Ministério da Agricultura pediu ao Conselho Monetário Nacional
(CMN) o congelamento do pagamento das dívidas dos produtores
de café, numa tentativa de ajudar o setor que enfrenta dificuldades
com os baixos preços do produto. “As dívidas de custeio e
comercialização serão renegociadas, com o primeiro vencimento
em julho de 2015”, disse o ministro Antônio Andrade. Reuters

Murillo Constantino

berg por unanimidade. Com o
desgaste que aconteceu lá, queriam deixar o governo estadual
em agosto. Eu falei : “Isso não é
correto, deixar uma aliado num
momento difícil, pode parecer
oportunismo”. Consegui segurar até minha última ida lá, na
antevéspera da saída deles do governo. Reforcei que era necessário fazer uma saída organizada,
no prazo devido, dizendo ao Cabral que nós reivindicamos todo
o período que permanecemos
no governo, as políticas que
construímos juntos, ao longo
dos dois mandatos do governo.
Que ele, Cabral e Pezão, são aliados importantes para a eleição
da Dilma. E que a nossa saída do
governo é para deixar o PMDB à
vontade para reconstituir suas
forças, porque queremos concorrer às eleições. Isso precisa ser
feito de uma maneira organizada, pública, por escrito, comunicado previamente, com o compromisso de que não vamos fazer oposição na Assembleia,
nem aceitar a instalação de CPIs
eleitoreiras, e que vamos disputar a eleição debatendo no plano
das ideias. Isso foi acertado com
sacrifício, porque já estava estabelecido que iríamos deixar o governo municipal, onde temos
uma vice-prefeitura, secretarias e tal. Eles devem realizar
uma reunião no diretório este
mês para decidir. Há um pleito
do Cabral de que a gente só deixe o governo em março, mas eu
disse a ele que não tenho mais como interferir nesse processo. O
que podia fazer, já fiz. Vários partidos deixaram o governo nesse
meio tempo, o último foi o PSD.
E disse ao Cabral que ele tem toda a liberdade de tomar iniciativas, como procurar nosso presidente estadual e levar suas ponderações a ele. E, se aceitarem,
não faremos objeções.
Na campanha de sua reeleição,
atiraram muito contra a política
de alianças do PT. O sr. acha que
essa discussão está encerrada
no partido?
Há muito tempo essa questão é
pauta em nossos encontros. E a
discussão sobre tática vai voltar.
É necessário tentar, na própria
definição da candidatura, estabelecer alguns compromissos programáticos que sejam mais amplos e mais profundos que os anteriores da aliança. Também é necessário criar base na sociedade,
de preferência durante o processo eleitoral, para impulsionar determinadas medidas. Por exemplo, embora tenha sido de caráter espontâneo, é inegável que os
pactos que estão em andamento
hoje tiveram respaldo nas mobilizações de junho. É preciso tentar

ter bancadas mais numerosas,
com pessoal mais à esquerda, e
mais qualificadas e mais comprometidas com o programa geral
do governo. Aliança é identidade
e luta também. Surgem contradições, mas elas não podem ser
vencidas sem analisar as correlações de forças durante a eleição.
Hoje pretender fazer uma aliança estrita com o PSB, PDT e
PCdoB está fadado ao fracasso. O
PSB já descolou. O PDT e o
PCdoB, aliados respeitados, sendo o PCdoB um aliado de primeira ordem desde 1989, tem ainda
influência política e eleitoral muito menor que os outros partidos,
com menos prefeitos, vereadores, deputados, capilarização menor, menos impacto eleitoral. Há
quem diga que já ganhamos eleição sem o apoio do PMDB e eu
sempre lembro que eram outros
tempos, diferentes. Quando a
Dilma foi candidata pela primeira vez, ela era menos conhecida e
precisamos de muito tempo de televisão. Hoje, embora precisemos menos de TV a aliança é me,
nos movida pelo tempo de televisão. E vamos ter um diferencial
em relação à ultima eleição: agora temos o Lula leve, livre e solto.
Ele não tem mais as injunções da
Presidência, disponível apenas
nos fins de semana ou à noite, fora do expediente. Não precisa
mais moderar tanto o discurso. E
ele está com disposição para entrar na campanha com tudo. E
vamos ter um diferencial em relação à ultima eleição: agora temos
o Lula leve, livre e solto. Ele não
tem mais as injunções da Presidência, disponível apenas nos
fins de semana ou à noite, fora do
expediente. Não precisa mais moderar tanto o discurso. E está
com disposição para entrar na
campanha com tudo. A presença
do Lula na campanha é um diferencial extraordinário, basta ver
as pesquisas. Em todos os estados a maioria das pessoas afirma
que determinaria seu voto pelo
apoio do Lula.

“

A presença do Lula
na campanha
é um diferencial
extraordinário, basta
ver as pesquisas.
Em todos os estados,
a maioria afirma que
determinaria seu voto
pelo apoio do Lula”
8 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

▲

BRASIL

Adriano Machado/Bloomberg

Financiado por grandes
empresas, como Vale,
Petrobras e Gerdau,
o CBEDS vê pouco
espaço para eficiência
energética no
setor industrial,
responsável por 48%
do consumo no país

A geração eólica é uma das alternativas para a redução das emissões de gases poluentes pelo setor de energia, segundo o estudo

Indústria propõe leilões
de eletricidade por fonte
Mudança pode incentivar geração alternativa e redução de emissões, diz estudo do CBEDS
Nicola Pamplona
nicola.pamplona@brasileconomico.com.br

Leilões de energia por fonte geradora e por região, incentivos à cogeração e à microgeração de energia e maior eficiência na transmissão, distribuição e no consumo
são as recomendações de um estudo sobre a matriz energética brasileira elaborado pelo Centro Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS),
entidade formada pelas maiores
empresas do país. Com o objetivo
de apontar alternativas à energia
fóssil, que vem provocando aumento nas emissões de gases poluentes pelo setor elétrico brasileiro, a proposta foi apresentada na
última sexta-feira na 19ª Conferência das Partes da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre
Mudanças Climáticas (COP19) ,
em Varsóvia, na Polônia.
“Na matriz elétrica nacional,
por exemplo, essas emissões estão aumentando a uma taxa de,

aproximadamente, 3,5% ao ano,
devido à perda de participação da
fonte hidráulica para fontes não renováveis”, diz o estudo coordenado pelo professor José Goldemberg, ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo. O aumento
das emissões é resultado das restrições à construção de hidrelétricas
com reservatórios, o que cria a necessidade de maior geração térmica no país. Este ano, o Operador
Nacional do Sistema Elétrico
(ONS) utilizou o parque termelétrico a plena capacidade, para poupar água nos reservatórios.
O carvão passou a ser novamente considerado como fonte de
geração de energia no país. “As dificuldades incorridas pelo setor
elétrico no final de 2012 e início de
2013, com os baixos níveis dos reservatórios, atreladas à importância da eletricidade para toda a economia enfatizam a prioridade de
projetos que visam fortalecer o sistema energético nacional”, apontam os responsáveis pelo estudo

do CBEDS. Para a instituição, o
modelo de leilões que privilegiam
o menor preço da energia gerada
mas não consideram peculiaridades de licenciamento nem a distância entre os empreendimentos
e os centros consumidores pode
ser prejudicial.
Os leilões por fonte, diz o texto, poderiam incentivar o desenvolvimento de novas fontes de
energia, como a solar. Os leilões
regionais têm potencial para dar
competitividade a fontes renováveis mais próximas aos centros
consumidores. “Entretanto, o
principal desafio para implementar essas ações é o risco de beneficiar soluções locais que são mais
poluentes, como o uso de carvão
no Sul do país. Como o sistema elétrico nacional é quase todo interligado, soluções regionais seriam
preferenciais em regiões isoladas
não conectadas à rede nacional”,
pondera o documento.
Incentivos à cogeração e à microgeração de energia são outras

alternativas apontadas pelo estudo. No ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
regulamentou a venda de energia
por pequenos consumidores —
por meio de painéis solares, turbinas eólicas ou usinas de biomassa
— que agora podem descontar de
sua conta de luz o volume entregue às distribuidoras. “A vantagem do incentivo da produção em
pequena escala é a redução da carga de transmissão, sendo menor a
necessidade de alteração na rede,
além do incentivo à energia renovável”, informa o estudo.
Mas ainda são necessários incentivos à microgeração, que requer altos investimentos. Um painel solar, por exemplo, não sai
por menos de R$ 15 mil. Nesse
sentido, a entidade propõe linhas
de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a definição de preços incentivados para a
compra da energia gerada dos pequenos consumidores, entre outras medidas. Financiado por
grandes empresas, como Vale, Petrobras e Gerdau, o CBEDS vê pouco espaço para eficiência energética no setor industrial, responsável por 48% do consumo no país.
“A indústria brasileira é relativamente moderna e eficiente em algumas áreas como alumínio e papel celulose, em comparação
com outros países”, justifica.
O estudo será apresentado ao
governo federal, em um esforço
para propor medidas para reduzir as emissões de gases poluentes no setor elétrico brasileiro. Segundo projeção da Empresa de
Pesquisa Energética, daqui a dez
anos, o Brasil estará lançando na
atmosfera 61% mais gases de efeito estufa com a produção e consumo de energia, ameaçando os
avanços obtidos com a redução
do desmatamento.
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 9
Roberto Barroso/ABr

MENSALÃO

Genoino: do hospital para a casa da filha
O deputado José Genoino deixou ontem o Instituto de Cardiologia do
Distrito Federal. Ele foi para a casa de uma das filhas que mora em
Brasília. No sábado, Genoino foi examinado por uma junta médica do
Hospital Universitário de Brasília, que encaminhará o laudo a Joaquim
Barbosa para que decida se o deputado volta para a Penitenciária da
Papuda ou se cumpre a pena em prisão domiciliar. ABr

Novo desafio para os aeroportos
Consultoria internacional vai ajudar a Infraero com os sócios privados e a melhorar a gestão dos demais terminais
Priscilla Arroyo
parroyo@brasileconomico.com.br
São Paulo

Após o sucesso do leilão dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro
e Confins, em Minas Gerais, que resultou em um ágio de 251%, o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, considera terminada a primeira etapa das concessões aeroportuárias do país. O
desafio do governo agora será avaliar o impacto da entrada da iniciativa privada no setor e também as
mudanças que ainda precisam ser
feitas para melhorar a qualidade do
serviço prestado aos passageiros.
Para isso, o ministro acertou
com a presidenta Dilma Rousseff a
contratação de uma grande empresa estrangeira para auxiliar a Infraero a lidar com os novos sócios priva-

dos e melhorar a gestão dos demais
aeroportos. A licitação para esse
serviço será aberta no próximo
ano. “Vamos fazer um processo licitatório entre as maiores operadoras
do mundo para escolher uma que
nos preste assessoria para transformar a Infraero em uma operadora à
altura na nova estrutura aeroportuária brasileira”, disse Moreira
Franco.
Hoje, a Infraero administra 66
aeroportos, sendo que cinco deles
— Brasília (DF), Viracopos (SP),
Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Confins (MG)— serão geridos em conjunto com os concessionários, assim como o terminal de São Gonçalo do Amarante (RN), que ainda está em fase de construção.
“Por enquanto, nossa atuação
tem sido de sócio das concessionárias (com participação de 49% do

Desafio do governo
será avaliar o impacto
da entrada da iniciativa
privada no setor e
também as mudanças
que ainda precisam ser
feitas para melhorar
o serviço prestado
aos passageiros

capital). Não vamos interferir na administração dos aeroportos, pois temos muito a aprender”, ponderou
o presidente da Infraero, Gustavo
do Vale.
A ideia é que, no futuro, o passageiro que utilizar os terminais da
Bahia ou do Recife, por exemplo, tenha a mesma experiência daqueles
que utilizam os serviços de Guarulhos ou Confins. “A entrada dessas
empresas com expertise operando
nossos terminais traz mudanças físicas. Mas queremos medir o resultado pela evolução da qualidade do
serviço prestado aos passageiros”,
afirmou o ministro.
Na sexta-feira, o terminal carioca do Galeão foi arrematado pelo
consórcio Aeroportos do Futuro,
formado pela construtora Odebretch e operado pela Changui, de Cingapura, por R$ 19,018 bilhões.

O alto ágio, de 293%, foi justificado pelo presidente da Odebrecht
Transport, Paulo Cesena, pela sua
potencial capacidade de expansão.
Atualmente, o terminal recebe 17,5
milhões de passageiros por ano e a
expectativa é que esse número ultrapasse os 60 milhões no final da
concessão, em 2038.
Já Confins, em Minas Gerais, foi
arrematado pelo Consórcio AeroBrasil — formado pela CCR e pela
operadora suíça Flughafen Zurich
AG — por R$ 1,82 bilhão. O diretor
da CCR, Leonardo Viana, acredita
que o grande trunfo será a atração
de voos internacionais para o terminal. “Minas é o segundo estado
mais populoso dopaís, por issoexiste muito espaço para avançar nesta
tarefa”, afirmou.
Galeão à Vista, nas págs. 26 e 27
10 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

▲

BRASIL

Reajuste das tarifas volta à pauta
As prefeituras do Rio de Janeiro e de São Paulo estão avaliando soluções para a passagem de ônibus, que, por
contrato, deve subir em janeiro. Empresários reclamam que, sem aumento, irá piorar a qualidade do serviço
Fernando Souza

Daniel Pereira
daniel.pereira@odia.com.br

O ano de 2013 vai entrar para a história com um precedente marcante na área de transportes: o clamor popular fez com que os governantes recuassem do reajuste das
tarifas de ônibus. Porém, essa história e suas consequências não são
fáceis de explicar. Cinco meses
após a redução do preço da passagem no Rio de Janeiro, o prefeito
Eduardo Paes já fala em novo aumento, previsto em contrato para
janeiro de 2014. Em São Paulo, a
tendência é de redução do valor,
por meio da adoção de mais subsídios. Por trás de iniciativas tão antagônicas, uma questão: transporte público de qualidade custa caro. Quem vai pagar essa conta?
O secretário municipal de
Transportes do Rio, Carlos Roberto Osório, defende o cumprimento dos contratos de concessão,
que preveem novo aumento em janeiro, para garantir a melhoria
dos serviços. De acordo com ele, a
meta de todos os ônibus da cidade
estarem refrigerados até 2016 precisará ser revista. “Perdemos um
ano. Atualmente, 18% da frota
têm ar condicionado. Nossa previsão era de terminar o ano com
30%. Mas isso não foi possível porque não temos como exigir a renovação neste momento de desequilíbrio tarifário”, diz Osório, lembrando que, neste ano, apenas
4% dos ônibus mais antigos foram substituídos, quando a média
dos anos anteriores chega a 15%.
Segundo o secretário, se considerado um período de 12 meses, o
tamanho da perda com o congelamento das tarifas é da ordem de
R$ 200 milhões. Porém, esse número pode ser muito maior. São
R$ 0,20 (redução do preço em 19
de junho) multiplicado por 6,4 milhões de passageiros pagantes, ou

O secretário de
Transportes do Rio,
Carlos Osório, defende
o cumprimento dos
contratos que preveem
novo aumento da tarifa
em janeiro para
garantir a melhoria
dos serviços

Em junho, os brasileiros foram às ruas contra o aumento dos famosos R$ 0,20 e os governos recuaram, reduzindo o preço das passagens
seja, R$ 1,28 milhão por dia. Esse
valor pode ser multiplicado ainda
por 25 para encontrar o valor mensal, de R$ 32 milhões, ou R$ 160
milhões nos últimos cinco meses,
desde a redução das tarifas.
O presidente da Associação
das empresas de ônibus do Rio
(Rio Ônibus), Lélis Marcos Teixeira, diz que o momento é tenso e
muitas empresas já começaram a
sentir no caixa os efeitos da redução dos preços. Ele alega não haver receita suficiente para o dissídio coletivo do ano que vem.
“Nós defendemos a segurança jurídica. E que os contratos sejam
respeitados”, afirma, ressaltando a importância da confiança
do empresário no cumprimento
dos contratos para poder investir
nas melhorias, como a compra
dos novos veículos articulados
para os corredores BRT em instalação na cidade.
O diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes
Urbanos (NTU) Marcos Bicalho defende que cada prefeitura decida
quem paga pelas melhorias: o passageiro ou o contribuinte.“A tendência é de subvenção. E aí entra
o governo federal com um papel
muito importante”, completa.

São Paulo cria bilhete único ao
custo de R$ 45 milhões ao mês

QUANTO CUSTA

R$ 1 bi
Total que a Prefeitura de São
Paulo já daria em subsídios
antes dos protestos.

R$ 0,5 bi
Valor que o governo estadual
do Rio prevê gastar em 2013
com o Bilhete Único.

Quando se fala em reduzir
tarifas e manter os projetos de
melhoria nos transportes não
há como fugir da polêmica do
subsídio. E, nesta questão, as
prefeituras das duas maiores
cidades do país têm posições
distintas. Enquanto, a
Prefeitura do Rio afirma que
não há ajuda dos cofres
públicos para os ônibus
(responsáveis pelo transporte
de mais de 80% dos cariocas),
em São Paulo, a
administração municipal diz
que já aplicava subsídios de
cerca de R$ 1 bilhão ao ano,
antes das manifestações, e
anunciou, na semana passada,
em parceria com o governo
estadual, o Bilhete Único
Mensal Integrado, que servirá
para trem, metrô e ônibus.
Esse novo bilhete, que
beneficia quem tem de pagar
mais de 50 passagens por
mês (uma para ir e outra para
voltar do trabalho), vai custar

mais R$ 45 milhões ao mês ao
estado e ao município.
Na Região Metropolitana do
Rio, há um bilhete único estadual
em que o governo fluminense dá
em torno de R$ 500 milhões por
ano de subsídios — cobre a
diferença de quem gastaria mais
de R$ 4,95 por trajeto de duas
horas. Na capital carioca, há o
bilhete único municipal, mas sem
ajuda dos cofres públicos. As
empresas dividem supostas
perdas, cobrindo o custo de
quem pega mais de um ônibus e
paga uma só passagem.
O novo bilhete integrado
mensal de São Paulo custará ao
consumidor R$ 230 por mês. Com
a integração, os passageiros
poderão usar as linhas municipais
de ônibus e a rede
metro-ferroviária quantas vezes
quiserem durante 31 dias. Já o
Bilhete Único Mensal para ônibus
custará R$ 140, assim como o
bilhete estadual, específico para
metrô e trens.
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 11

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

PETRA - PERSONAL TRADER CTVM S.A.
CNPJ/MF nº 03.317.692/0001-94

DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO

Conscientização nas escolas

Valquiria Batagioti Matsui, brasileira, casada, portadora da cédula de identidade nº 22.162.847-2
SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 115.629.298-01. DECLARA sua intenção de exercer cargo de
administração na PETRA – Personal Trader Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e que preenche
as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto
de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente
declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no
prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta,
por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação
comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas
do processo respectivo.
BANCO CENTRAL DO BRASIL
Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914.

A segunda fase da campanha de combate à violência contra a mulher
vai focar na conscientização de crianças e adolescentes. Serão
apresentados dois vídeos em escolas, um gravado por artistas e
outro por crianças, sobre os altos índices de violência doméstica.
O projeto foi idealizado pela Rede de Desenvolvimento Humano
(Redeh) e pelo Instituto Magna Mater (IMM). ABr

PETRA – PERSONAL TRADER CTVM S.A.
CNPJ/MF nº 03.317.692/0001-94

Renato Costa ACS/GMF/Divulgação

DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO
Veridiana Loyola Serrano, administradora, brasileira, solteira, portadora da cédula de identidade nº
8.282.659-9 SSP/PR, inscrito no CPF/MF sob o nº 036.458.019-44. DECLARA sua intenção de exercer
cargo de administração na PETRA – Personal Trader Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e
que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de
2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções
à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço
abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público
acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da
documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor,
ter direito a vistas do processo respectivo.
BANCO CENTRAL DO BRASIL
Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914.

BANCO PETRA S.A.
CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52

DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO
Pedro Camucé Holanda Muniz Falcão, brasileiro, divorciado, portador da cédula de identidade
nº 492964 SSP/AL e inscrito no CPF/MF sob o nº 348.626.254-87. DECLARA sua intenção de exercer
cargo de administração no BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do
Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da
regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente
ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por
aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam
devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os
declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo.
BANCO CENTRAL DO BRASIL
Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba – PR - CEP 80530-914.

BANCO PETRA S.A.
CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52

DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO

O ministro Guido Mantega alertou o presidente do STF, Joaquim Barbosa, dos impactos da decisão

Decisão do STF pode
reduzir a oferta de
crédito ao investimento
Se julgado constitucional o expurgo da inflação de planos econômicos
passados, o orçamento das instituições financeiras ficará comprometido
Sonia Filgueiras
sonia.filgueiras@brasileconomico.com.br
Brasília

Em um momento em que o governo já sinalizou que reduzirá o orçamento do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico
(BNDES), o acesso ao crédito para financiar investimentos poderá ficar ainda mais difícil, dependendo da decisão do Supremo
Tribunal Federal (STF) sobre quatro casos envolvendo a constitucionalidade do expurgo da inflação de planos econômicos passados das correções das cadernetas de poupança.
A preocupação levou o governo
a uma mobilização em bloco na última sexta-feira. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, e o Advogado Geral
da União, Luiz Inácio Adams, reuniram-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para expor a questão. Tombini, acompanhado do
procurador-geral do banco, Isaac
Sidney Ferreira, estendeu sua agenda no STF e encontrou-se com outros dois ministros.
Nos documentos anexados pelo Banco Central aos processos, a

instituição argumenta que os efeitos vinculantes da decisão do Supremo (a decisão passaria a valer
para todas as demais ações idênticas existentes no Judiciário) obrigariam os bancos a provisionarem os valores a serem pagos de
forma imediata, “gerando desequilíbrios substanciais em sua situação patrimonial, em razão do
volume de recursos discutidos”.
Com menos recursos disponíveis
em razão da provisão, haveria
uma redução da capacidade dos
bancos de conceder créditos.
Cálculo do governo informa
que o provisionamento “tem potencial para provocar imediata redução na concessão de créditos e
aplicações em títulos públicos federais, na ordem de R$ 9,09 para
cada real provisionado”. Ou seja,
para cada R$ 1 provisionado, R$
9,09 deixariam de ser liberados como empréstimos ou para comprar
títulos no sistema financeiro.
Além disso, lembram técnicos,
a queda na disponibilidade docrédito teria também impacto sobre a atividade econômica e o emprego. No
caso da Caixa Econômica, um banco público, os impactos recairiam
indiretamente sobre os resultados
do Tesouro Nacional, seu único
acionista, seja na forma da redução

de dividendos entregues pela
instituição, seja na eventual necessidade de uma capitalização.
Marcado para quarta-feira,
27, o julgamento dos quatro recursos extraordinários servirá
de referência para a solução de
mais de 390 mil outros processos que se encontram parados
em instâncias inferiores aguardando a posição definitiva do
STF sobre o caso. Se a decisão
for favorável aos poupadores, o
impacto potencial calculado pelo Ministério da Fazenda e pelo
BC é da ordem de R$ 149,9 bilhões. Uma parte importante dele recairia sobre a Caixa Econômica Federal: R$ 49,8 bilhões,
em valores atualizados.

Maria Claudia Beldi, brasileira, divorciada, portadora da cédula de identidade nº 6.682.060-1 SSP/SP e
inscrita no CPF/MF sob o nº 071.993.458-36. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração
no BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II
à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em
vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central
do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de
comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados,
acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da
legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo.
BANCO CENTRAL DO BRASIL
Av. Cândido de Abreu, 344 – 6º andar - Centro Cívico - Curitiba – PR - CEP 80530-914.

BANCO PETRA S.A.
CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52

DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO
Veridiana Loyola Serrano, administradora, brasileira, solteira, portadora da cédula de identidade nº
8.282.659-9 SSP/PR, inscrito no CPF/MF sob o nº 036.458.019-44. DECLARA sua intenção de exercer
cargo de administração no BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do
Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da
regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente
ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por
aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam
devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os
declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo.
BANCO CENTRAL DO BRASIL
Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914.

BANCO PETRA S.A.
CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52

DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO
Valquiria Batagioti Matsui, brasileira, casado, portadora da cédula de identidade nº 22.162.847-2
SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 115.629.298-01. DECLARA sua intenção de exercer cargo de
administração BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento
Anexo II à Resolução nº 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação
em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central
do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de
comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados,
acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da
legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo.
BANCO CENTRAL DO BRASIL
Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914.

MARINHA DO BRASIL
CENTRO DE OBTENÇÃO DA MARINHA NO
RIO DE JANEIRO (COMRJ)

Marcado para
quarta-feira, o
julgamento dos
quatro recursos
extraordinários
servirá de referência
para a solução de
mais de 390 mil
outros processos

AVISO DO PREGÃO ELETRÔNICO N° 92/2013
OBJETO: MATERIALCIRÚRGICO COMUM
EDITAL: Disponível das 09:00hs às 11:00hs e das 14:00hs às 16:00hs, nos dias
úteis, no COMRJ.
a) Recebimento das propostas de preços até às 10:00 horas do dia 05/12/2013,
exclusivamente por meio eletrônico, conforme formulário disponibilizado no
endereço www.comprasnet.gov.br.
b) Sessão pública na Internet para recebimento dos lances: aberta às 10:00 horas do
dia 05/12/2013, no mesmo endereço www.comprasnet.gov.br.
End. Av. Brasil 10.500/Olaria/ Rio de Janeiro, RJ - Tel. (21) 2101-0845 ou Fax (21)
2101-0815
Acesso ao Edital no site-www.comrj.mar.mil.br
12 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

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EMPRESAS

Editora: Flavia Galembeck
flaviag@brasileconomico.com.br

A nova revolução
no paddock
Nos bastidores da Fórmula 1, big data, nuvem e análise em tempo real prometem mudar
a maneira como os pilotos encaram as pistas. E criam novo mercado para fornecedores
Moacir Drska
mdrska@brasileconomico.com.br
São Paulo

A supremacia do alemão Sebastian Vettel pode estar com os dias
contados. Ao lado dos seus tradicionais adversários e das equipes
rivais da Red Bull, o retrovisor do
tetracampeão mundial de Fórmula 1 mostra um novo time que promete acirrar a competição na categoria nos próximos anos: as empresas de tecnologia da informação. Grandes companhias como
SAP, EMC e Microsoft enxergam
nos circuitos ao redor do mundo
uma nova frente para acelerarem
suas curvas de crescimento. Os
principais motores para alcançar
esse objetivo são a oferta de sistemas de análise de grandes volumes de dados — o big data — e a
computação em nuvem. As britânicas McLaren e Lotus são alguns
dos exemplos de escuderias que
já adotam esses conceitos para
aprimorar o design e a performance de seus carros e pilotos.
Entre os fatores que impulsionam essa corrida dos fornecedores e das equipes estão as mudanças previstas nas regras da Fórmula 1 para a próxima temporada. O
regulamento prevê — entre outras questões — a volta dos motores turbo, o consumo menor de
combustível e a redução do número de motores que poderão ser usados ao longo do ano. Essas alterações vão trazer grandes impactos
tanto na preparação dos carros como no desempenho na pista. “O
próximo ano será muito mais complicado em termos de sistemas de
recuperação de energia, desempenho dos pneus e uso do combustível, entre outros fatores”, diz Jenson Button, piloto da McLaren. “A
tecnologia e a análise de dados serão realmente peças-chave para
nós no futuro”, observa.
Com um histórico de desenvolvimento tecnológico interno, a
McLaren fechou em 2012 uma parceria com a SAP para adotar a tecnologia Hana, plataforma de análise de dados em tempo real. De
olho na construção do carro para
2014, a McLaren já testa essas aplicações. A ideia é aprimorar o pro-

cessamento e a análise dos dados
coletados por meio de centenas
de sensores instalados em suas
máquinas. “Hoje, durante uma
corrida, um carro gera um volume de 6,5 bilhões de dados”, diz
Crispin Bolt, gerente de parceiro
SAP na McLaren.
Bolt explica que a tecnologia
permite rodar cerca de seis mil cenários diferentes de corridas por
minuto. “A plataforma vai permitir que nós façamos não só análises em tempo real, mas nos dará
também a capacidade de fazer correlações dessas informações com
dados históricos”. Uma possível
aplicação seria a busca pela estratégia vencedora adotada em um
mesmo circuito, anos antes, em
condições meteorológicas semelhantes às que o piloto está enfrentando naquela mesma pista, naquele momento. “Hoje, levaríamos 48 horas para extrair esse dado. Com a nova tecnologia, é possível ter a informação em mãos
em questão de segundos.”
A maior rapidez nas análises e
na tomada de decisões também
são prioridades da Lotus. “O carro
de 2014 será tão diferente do de
2013 e de outros anos que muitas
das formas como analisamos hoje
os dados — especialmente no que
diz respeito à formulação da estratégia — não serão relevantes a partir da próxima temporada”, diz
Graeme Hackland, diretor de TI
da Lotus. Nesse cenário, um dos
investimentos da Lotus é um projeto com a EMC, que está construindo uma nuvem dedicada à
equipe para armazenar, garantir a
disponibilidade e permitir o rápido acesso a grandes volumes de
dados para a análise em tempo
real, a partir de qualquer local. Essa aplicação faz todo o sentido para uma operação que exige viagens a diversos países, 20 vezes ao
ano. “A criação de um centro móvel de dados que tem de operar
com 100% de disponibilidade e alta performance por 5 dias e depois
ser desligado e transportado para
um próximo destino é extremamente desafiadora”, aponta.
A Lotus também está adotando
sistemas de gestão da Microsoft e
atualizando sua infraestrutura de

“

A nova plataforma vai
permitir análises mais
rápidas, em tempo real,
além de nos
dar a capacidade
de antecipar problemas
e fazer correlações
dessas informações
com dados históricos”
Crispin Bolt
Gerente de parceiro na McLaren

“

A expectativa é que
esse ecossistema de
parceiros permita que
a Lotus assuma um
lugar entre as quatro
principais equipes,
competindo com times
que têm muitos mais
recursos do que nós”
Graeme Hackland
Diretor de TI da Lotus

rede com a Juniper Networks. Em
outra ponta, a equipe está tocando um projeto com a Avanade —
joint venture da Microsoft com a
Accenture — para a integração de
todas as suas aplicações numa única base de dados. “Em um ano, a
Lotus obteve uma redução de 75%
no tempo de processamento de dados”, diz Hamilton Berteli, líder
de Vendas, Marketing e Inovação
da Avanade no Brasil.
“Nossa expectativa é que esse
ecossistema de parceiros permita
que uma equipe de médio porte assuma um lugar entre as quatro
principais, competindo com times que têm muitos mais recursos do que nós”, diz Hackland.
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 13

Aplicação das tecnologias usadas na
categoria ultrapassa os limites dos circuitos
moderna e somos capazes de fazer isso muito bem por meio dos
esportes e do entretenimento”.
Nessa direção, a SAP já desenvolve projetos de aplicação de
suas tecnologias com a National
Football League (NFL) e a National Basketball Association (NBA).
Há duas semanas, a companhia
anunciou uma nova parceria com
o TSG Hoffenheim, time da Bundesliga — liga de futebol alemã—
que passará a adotar a tecnologia
Hana para analisar e aprimorar a
performance de seus jogadores.
Companhia de softwares de
gestão empresarial, a americana
Infor também vai além das pistas.
Patrocinadora da Ferrari na Fórmula 1, a empresa fornece sistemas de negócios para outras operações da marca italiana.

Uma das aplicações dessa parceria foi destacada no início do
ano. A montadora italiana adotou
parte do portfólio da Infor para
aprimorar e ampliar a produção
de carros personalizados, sem
comprometer a qualidade desses
veículos. Segundo o anúncio realizado na época, a Ferrari atingiu
uma capacidade anual de fabricação de 7 mil carros customizados
com a utilização desses sistemas.
A busca por novas fronteiras
não está restrita às empresas de
tecnologia. Esse é o caso da McLaren. Além de fornecer tecnologias
para outras equipes da Fórmula 1 e
para os times de categorias como
Nascar e Fórmula Indy, hoje, os
sistemas eletrônicos da escuderia
já são adotados para melhorar o
fluxo de tráfego no Reino Unido.

RESUMO DA HISTÓRIA
Uma série de dados e
estatísticas ajuda a entender
o grau de importância dos
investimentos em tecnologia
realizados hoje na Fórmula 1

Lotus
Com o auxílio de cerca de 320
sensores instalados em seus
carros, a equipe testa mais de 30
mil componentes individuais da
máquina durante uma corrida.
Em um ano de integração de sua
base de aplicações, a Lotus obteve
uma redução de 75% no tempo de
processamento de dados usados
em análises de desempenho.

McLaren
A equipe britânica consegue
simular cerca de seis mil cenários
e estratégias diferentes de
corridas por minuto.
Durante uma única corrida, um
carro da equipe chega a gerar um
volume aproximado de 6,5 bilhões
de dados para análise.

Arte Kiko

Antes mais restrita ao campo dos
patrocínios e das ações de marca,
a relação das companhias de tecnologia com a Fórmula 1 está se
tornando cada vez mais estratégica e próxima dos negócios propriamente ditos. No caso da alemã
SAP o projeto com a McLaren inte,
gra um plano muito mais amplo,
que já ultrapassa os limites dos circuitos da categoria. A própria parceria com a escuderia foi ampliada e hoje compreende todas as
operações do McLaren Group.
“Temos o objetivo de atingir 1
bilhão de usuários até 2015. Precisamos ampliar o nosso alcance”,
explica Tara Mulcahy, diretora de
grupo de patrocínios globais da
SAP. “Não somos mais uma companhia inflexível. Queremos ser
conhecidos como uma empresa
14 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013
Felipe O’Neill

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EMPRESAS

MOBILIDADE

Mais 200 estações de bicicletas no Rio
O Rio terá mais 200 estações das bicicletas “laranjinhas” do Itaú pela
cidade. Hoje, são 60. A empresa Samba Serttel, com quem o banco tem
contrato de exclusividade, venceu a licitação feita pela prefeitura local.
O contrato é de 60 meses e 2.600 bicicletas estarão disponíveis. Além
da Zona Sul, o Centro e as Zonas Norte e Oeste serão contemplados.
Está prevista a integração com o transporte público e o RioCard.

2013: o ano da mala com rodinha
Primicia, de malas e acessórios, credita o crescimento de 50% nas vendas deste ano à expansão das lojas
próprias e da adoção do modelo de franquias, que aumenta a presença da marca na região Sul do país
Patricia Stavis

Gabriela Murno

NÚMEROS

gmurno@brasileconomico.com.br

100%

De carona nas férias, nas viagens
de fim de ano e na abertura de novas lojas, a Primicia — de malas e
acessórios — projeta um crescimento de 100% nas vendas, de
novembro a fevereiro de 2014.
“Já temos 13 lojas, entre próprias
e franquias, e percebemos também um aumento de vendas em
multicanais”, explica o diretor
da marca, Roberto Postel.
A Primicia espera fechar o
ano com faturamento entre R$
60 milhões e R$ 65 milhões,
uma alta de cerca de 50% em relação ao ano passado. Postel credita a expansão às lojas próprias
e as franquias. Mas as vendas
através das lojas multimarcas
também não deixam a desejar e
devem ser responsáveis por 30%
do crescimento.
A marca abriu a primeira franquia em agosto deste ano e mais
duas entram em operação ainda
este mês. Outras três serão inauguradas no primeiro trimestre de
2014 e, até o final do ano que vem,
a meta é chegar a 15 lojas do tipo.
“Tivemos que reinventar todo nosso sistema comercial. Temos 10 lojas próprias que serviram para que entendêssemos o
varejo, que não trabalhávamos
antes. Desde abril nos preparamos para ser franqueadora”, diz
o executivo.
O novo formato de expansão,
segundo Postel, visa a uma
maior penetração em estados em
que a presença da Primicia ainda
deixa a deseja. Por isso, a concentração na região Sul do país, hoje
responsável por apenas 10% das
vendas. Com as novas lojas, a meta é dobrar esta participação.

“

Tivemos que reinventar
todo nosso sistema
comercial. Temos
10 lojas próprias que
serviram para que
entendêssemos
melhor o varejo,
que não
trabalhávamos antes”
Roberto Postel
Diretor da Primicia

Expectativa de crescimento
nas vendas de malas da
Primicia de novembro deste
ano a fevereiro de 2014.

R$ 60 mi
a R$ 65 milhões, é a previsão de
faturamento para 2013, que será
cerca de 50% maior do que o total
do ano passado.

Roberto Postel, da Primicia, explica que a empresa quer aumentar sua presença na região Sul do país
Atualmente, São Paulo representa 40% das vendas, Rio de Janeiro 20% e Minas Gerais, Norte
e Nordeste somam 30%.
“Todas as lojas estarão na região Sul, pois em São Paulo e
Rio de Janeiro já estamos em
multicanais importantes e não
é nossa intenção concorrer com
eles. No Norte e no Nordeste as

vendas também são muito
boas”, explica ele. Depois de
Porto Alegre, as próximas unidades serão instaladas em Blumenau e Florianópolis (SC) e
Curitiba (PR). Até 2023, o objetivo é ter entre 150 e 200 lojas
no Sul, interior de São Paulo e
algumas cidades de Minas Gerais e do Mato Grosso.

Com 25% das malas fabricadas no Brasil, em uma fábrica
em Caieiras — a 30 km de São
Paulo —, a Primicia possui ainda
produtos escolares, executivos e
acessórios para viagem. “Aqui fabricamos apenas malas de PVC,
que têm maior durabilidade e
um público cativo. Vendemos
cerca de sete mil por mês. O que

não produzimos no país trazemos da Ásia, por questão de custo”, conta Postel.
Para o executivo, o mercado nacional está muito distribuído,
com um número cada vez maior
de importadores, inclusive grandes cadeias que começam a vender produtos com marcas próprias. “Há uma oferta muito grande no mercado, mas nosso diferencial é ter uma marca conhecida há
muitos anos e a boa qualidade dos
produtos”, diz ele. A Primicia, voltada para as classes A e B, não pretende chegar a outros públicos.
“Nossos clientes finais são preocupados com qualidade e nem tanto
com preços”, completa.
Apesar de já ter exportado no
passado, “quando o câmbio era favorável”, chegar a outros países
não está no radar. “ Ganhar espaço
onde a marca não é conhecida e
com concorrentes consolidados é
caro. Temos apenas distribuição
na Argentina”, diz Postel.
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 15

AVISO AO MERCADO
VIA VAREJO S.A.

VVAR11

Companhia Aberta de Capital Autorizado - CNPJ/MF n° 33.041.260/0652-90
Rua João Pessoa, nº 83, Centro, CEP 09520-010, São Caetano do Sul - SP
Código ISIN Units: BRVVARCDAM10
Código de Negociação das Units na BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros: “VVAR11”
Nos termos do disposto na Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), nº 358, de 03 de janeiro de 2002, conforme alterada e no artigo 53 da Instrução da CVM, n° 400, de 29 de dezembro de 2003, conforme alterada (“Instrução CVM 400”), a VIA VAREJO S.A. (“Companhia”),
a COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO, com sede na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, n° 3.142, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo (“CBD”), ALTARA RK INVESTMENTS LIMITED, com sede na Jocelyn Street, nº 12, na Cidade de Katikati, na Nova Zelândia (“Altara RK”),
ALTARA NK INVESTMENTS LIMITED, com sede na Jocelyn Street, nº 12, na Cidade de Katikati, na Nova Zelândia (“Altara NK”), EK-VV LIMITED, com sede na Jocelyn Street, nº 12, na Cidade de Katikati, na Nova Zelândia (“EK-VV”), BAHIA VV RK LIMITED, com sede na Jocelyn Street,
nº 12, na Cidade de Katikati, na Nova Zelândia (“Bahia VV RK”) e BAHIA VV NK LIMITED, com sede na Jocelyn Street, nº 12, na Cidade de Katikati, na Nova Zelândia (“Bahia VV NK” e, em conjunto com ALTARA RK, ALTARA NK, EK-VV e BAHIA VV RK, “Veículos CB”)
e o Sr. Michael Klein, domiciliado na Rua João Pessoa, 83, Centro, São Caetano do Sul, Estado de São Paulo (em conjunto com a CBD e os Veículos CB, “Acionistas Vendedores”), em conjunto com o BANCO DE INVESTIMENTOS CREDIT SUISSE (BRASIL) S.A. (“Credit Suisse” ou
“Coordenador Líder” ), com o BANCO BRADESCO BBI S.A. (“Bradesco BBI” ), com o BANK OF AMERICA MERRILL LYNCH BANCO MÚLTIPLO S.A. (“BofA Merrill Lynch” ou “Agente Estabilizador”), com o GOLDMAN SACHS DO BRASIL BANCO MÚLTIPLO S.A.
(“Goldman Sachs”), com o BANCO ITAÚ BBA S.A. (“Itaú BBA”), com o BANCO J.P. MORGAN S.A. (“J.P. Morgan”), com o BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. (“Santander”) e com a UBS BRASIL CORRETORA DE CÂMBIO, TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S.A.
(“UBS Corretora” e, em conjunto com o Coordenador Líder, o Bradesco BBI, o BofA Merrill Lynch, o Goldman Sachs, o Itaú BBA, o J.P. Morgan e o Santander, os “Coordenadores”), vêm a público comunicar que, em 18 de outubro de 2013, foi requerido perante a CVM o registro de oferta
pública de distribuição secundária de, inicialmente, 107.562.595 (cento e sete milhões, quinhentos e sessenta e dois mil, quinhentos e noventa e cinco) certificados de depósito de ações, representativos, cada um, de uma ação ordinária e duas ações preferenciais de emissão da Companhia,
todas nominativas escriturais e sem valor nominal, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames (“Units”), sendo a totalidade das Units de titularidade dos Acionistas Vendedores (“Oferta”).
A participação de Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas no Procedimento de Bookbuilding poderá
afetar adversamente a formação do Preço por Unit, e o investimento nas Units por Investidores Institucionais que sejam
Pessoas Vinculadas poderá resultar em redução da liquidez das Units da Companhia no mercado secundário. Para mais
informações, veja a seção “Fatores de Risco Relacionados às Units e à Oferta - A eventual aceitação de intenções de
investimento de Investidores Institucionais que sejam considerados Pessoas Vinculadas durante o Procedimento de
Bookbuilding, poderá levar ao risco de má-formação do Preço por Unit e/ou de redução da liquidez das Units de nossa
emissão no mercado secundário.” do Prospecto Preliminar de Oferta Pública de Distribuição Secundária de Certificados
de Depósito de Ações - Units da Companhia, e anexos, que incorpora por referência o Formulário de Referência da
Companhia apresentado à CVM no requerimento de registro de companhia aberta, elaborado nos termos da Instrução
CVM n° 480, de 7 de dezembro de 2009, conforme alterada (“Formulário de Referência”) e seus eventuais aditamentos
ou suplementos (“Prospecto Preliminar”).

CARACTERÍSTICAS DA OFERTA

1.

APROVAÇÕES SOCIETÁRIAS
1.1. A realização da Oferta foi aprovada pelo Conselho de Administração da CBD em 17 de outubro de 2013, cuja ata será arquivada
na Junta Comercial do Estado de São Paulo (“JUCESP”) e será publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo (“DOESP”)
e no jornal “O Estado de São Paulo”. 1.2. A realização da Oferta foi aprovada pelos competentes órgãos societários dos Veículos CB
em 18 de novembro de 2013. 1.3. O Preço por Unit (conforme definido abaixo) será deliberado em Reunião do Conselho de
Administração da CBD a ser realizada entre a conclusão do Procedimento de Bookbuilding (conforme definido abaixo) e a concessão
do registro da Oferta pela CVM, cuja ata será publicada no DOESP e no jornal “O Estado de São Paulo” na data de publicação do
Anúncio de Início de Oferta Pública de Distribuição Secundária de Units da Via Varejo S.A. (“Anúncio de Início”) e será arquivada na
JUCESP. 1.4. Tendo em vista que o restante dos Acionistas Vendedores é pessoa física, não há necessidade de aprovações societárias
adicionais pelos Acionistas Vendedores para a realização da Oferta e aprovação do Preço por Unit.

2.

OFERTA
2.1. A Oferta compreenderá a distribuição pública secundária de Units a ser realizada no Brasil, em mercado de balcão não organizado, sob a
coordenação dos Coordenadores, com a participação de determinadas instituições intermediárias autorizadas a operar no mercado de capitais
brasileiro, credenciadas junto à BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPA”) convidadas a participar da
Oferta exclusivamente para efetuar esforços de colocação das Units junto aos Investidores Não Institucionais (conforme definidos no item 7.1)
(“Instituições Consorciadas” e, em conjunto com os Coordenadores, “Instituições Participantes da Oferta”), nos termos da
Instrução CVM 400 e demais disposições legais aplicáveis. 2.2. Simultaneamente, serão realizados esforços de colocação das Units no
exterior pelo Credit Suisse Securities (USA) LLC, pela Bradesco Securities, Inc., pelo Merrill Lynch, Pierce, Fenner & Smith Incorporated,
pelo Goldman, Sachs & Co, pelo Itau BBA USA Securities, Inc., pelo J.P. Morgan Securities LLC, pelo Santander Investment Securities Inc. e pelo
UBS Securities LLC (em conjunto, “Agentes de Colocação Internacional”) (i) nos Estados Unidos da América, para investidores institucionais
qualificados (qualified institutional buyers), conforme definidos na Rule 144A, editada pela U.S. Securities and Exchange Commission (“SEC”),
em operações isentas de registro, previstas no U.S. Securities Act of 1933, conforme alterado (“Securities Act”) e nos regulamentos editados
ao amparo do Securities Act; e (ii) nos demais países, que não os Estados Unidos da América e o Brasil, para investidores constituídos de
acordo com a legislação vigente no país de domicílio de cada investidor (Non US Persons), com base na Regulation S, editada pela SEC no
âmbito do Securities Act (em conjunto, “Investidores Estrangeiros”) e, em ambos os casos, desde que tais Investidores Estrangeiros invistam
no Brasil em conformidade com os mecanismos de investimento regulamentados pelo Conselho Monetário Nacional (“CMN”),
pelo Banco Central do Brasil (“Banco Central”) e pela CVM.

3.

UNITS DO LOTE SUPLEMENTAR E UNITS ADICIONAIS
3.1. Nos termos do artigo 24 da Instrução CVM 400, a quantidade total das Units inicialmente ofertada (sem considerar as Units
Adicionais, conforme definidas abaixo) poderá ser acrescida em até 15% (quinze por cento), ou seja, em até 16.134.389
(dezesseis milhões, cento e trinta e quatro mil, trezentas e oitenta e nove) Units a serem alienadas pelos Acionistas Vendedores,
com a finalidade exclusiva de atender a um eventual excesso de demanda que venha a ser constatado no decorrer da Oferta, nas mesmas
condições e preço das Units inicialmente ofertadas (“Units do Lote Suplementar”), conforme opção de distribuição de tais Units do
Lote Suplementar a ser outorgada pelos Acionistas Vendedores ao Agente Estabilizador no Contrato de Coordenação, Garantia Firme
de Liquidação e Distribuição de Certificados de Depósito de Ações - Units da Via Varejo S.A. (“Contrato de Distribuição” e
“Opção de Lote Suplementar”, respectivamente). O Agente Estabilizador terá o direito exclusivo, a partir da data de assinatura do
Contrato de Distribuição, inclusive, e por um período de 30 (trinta) dias contados do primeiro dia útil (inclusive) após a publicação do
Anúncio de Início, inclusive, de exercer a Opção de Lote Suplementar, no todo ou em parte, em uma ou mais vezes, após notificação,
por escrito, aos demais Coordenadores, desde que a decisão de sobrealocação das Units no momento em que for fixado o Preço por
Unit tenha sido tomada em comum acordo pelos Coordenadores. 3.2. Adicionalmente, sem prejuízo da Opção de Lote Suplementar,
nos termos do artigo 14, parágrafo 2º, da Instrução CVM 400, a quantidade total de Units inicialmente ofertada (sem considerar as
Units do Lote Suplementar) poderá, a critério dos Acionistas Vendedores e em comum acordo com os Coordenadores, ser acrescida
em até 20% (vinte por cento) do total de Units inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote Suplementar), ou seja,
em até 21.512.519 (vinte e um milhões, quinhentas e doze mil, quinhentas e dezenove) Units a serem alienadas pelos Acionistas
Vendedores, nas mesmas condições e no mesmo preço das Units inicialmente ofertadas (“Units Adicionais”).

4.

DIREITOS, VANTAGENS E RESTRIÇÕES DAS UNITS
4.1. As Units conferirão aos seus titulares os mesmos direitos e vantagens e estarão sujeitas às mesmas restrições das ações ordinárias
e das ações preferenciais de emissão da Companhia a elas subjacentes decorrentes da Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976,
conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), do Regulamento de Listagem do Nível 2 de Governança Corporativa da
BM&FBOVESPA (“Regulamento de Listagem do Nível 2”) e do Estatuto Social da Companhia, dentre os quais: (i) direito a um voto
por ação ordinária nas deliberações da assembleia geral; (ii) direito de voto conferido às ações preferenciais subjacentes a cada Unit,
nas circunstâncias previstas na Lei das Sociedades por Ações e no Regulamento de Listagem do Nível 2, nas seguintes matérias
deliberadas em assembleia geral: (a) transformação, incorporação, fusão ou cisão da Companhia; (b) aprovação de contratos entre a
Companhia e o acionista controlador, diretamente ou por meio de terceiros, assim como de outras sociedades nas quais o acionista
controlador tenha interesse, sempre que, por força de disposição legal ou estatutária, sejam deliberados em assembleia geral;
(c) avaliação de bens destinados à integralização de aumento de capital social da Companhia; (d) escolha de instituição ou empresa
especializada para determinação do valor econômico da Companhia, para fins de realização de oferta pública de aquisição de ações
ou cancelamento do registro de companhia aberta; e (e) alteração ou revogação de dispositivos estatutários que alterem ou
modifiquem quaisquer das exigências previstas no item 4.1, do Regulamento de Listagem do Nível 2, ressalvado, no entanto, que esse
direito a voto prevalecerá enquanto estiver em vigor o Contrato de Participação no Nível 2; (iii) direito ao dividendo obrigatório por
ação ordinária, em cada exercício social, equivalente a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido ajustado nos termos do artigo
202 da Lei das Sociedades por Ações; (iv) direito de alienação das ações ordinárias e preferenciais subjacentes às Units nas mesmas
condições asseguradas ao acionista controlador alienante, em caso de alienação, direta ou indireta, a título oneroso, do controle da
Companhia, tanto por meio de uma única operação, como por meio de operações sucessivas (tag along de 100% do preço);
(v) direito ao recebimento integral de dividendos e demais proventos de qualquer natureza que a Companhia vier a declarar a partir
da data de publicação do Anúncio de Início; (vi) direito de alienação de suas ações em oferta pública de cancelamento de registro de
companhia aberta ou em caso de cancelamento de listagem das ações de emissão da Companhia no Nível 2, segmento especial de
listagem da BM&FBOVESPA, pelo seu valor econômico, apurado mediante laudo de avaliação elaborado por empresa especializada,
com experiência comprovada e independente, conforme previsto no Regulamento de Listagem do Nível 2; e (vii) prioridade das ações
preferenciais no reembolso do capital, sem prêmio, pelo valor patrimonial, em caso de liquidação da Companhia.

5.

PREÇO POR UNIT
5.1. No contexto da Oferta, estima-se que o preço por Unit (“Preço por Unit”) estará situado entre R$25,60 e R$33,60,
ressalvado, no entanto que esta faixa é meramente indicativa, podendo o Preço por Unit ser fixado acima ou abaixo dessa
faixa indicativa. Na hipótese de o Preço por Unit ser fixado acima ou abaixo dessa faixa indicativa, os Pedidos de Reserva
(conforme abaixo definido) serão normalmente considerados e processados, observada a condição de eficácia indicada no
item 8.3 abaixo, inciso I. O Preço por Unit será fixado após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento a ser
realizado pelos Coordenadores junto a Investidores Institucionais (conforme definidos abaixo) no Brasil e pelos Agentes de Colocação
Internacional no exterior, nos termos do “Placement Facilitation Agreement”, conforme previsto no artigo 23, parágrafo 1º, e no artigo
44 da Instrução CVM 400 (“Procedimento de Bookbuilding”). O Preço por Unit será calculado tendo como parâmetro as indicações
de interesse em função da qualidade e quantidade da demanda (por volume e preço) por Unit coletada junto a Investidores Institucionais.
Nos termos do artigo 170, parágrafo 1º, inciso III, da Lei das Sociedades por Ações, a escolha do critério para determinação do Preço por
Unit é justificada pelo fato de que o Preço por Unit não promoverá a diluição injustificada dos acionistas da Companhia e de que as Units
serão distribuídas por meio de oferta pública, em que o valor de mercado das Units será aferido tendo como parâmetro o resultado do
Procedimento de Bookbuilding, que refletirá o valor pelo qual os Investidores Institucionais apresentarão suas intenções de investimento
no contexto da Oferta. Os Investidores Não Institucionais (conforme definido abaixo) não participarão do Procedimento de
Bookbuilding, e, portanto, não participarão da fixação do Preço por Unit. 5.2. Poderá ser aceita a participação de Investidores
Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas, no Procedimento de Bookbuilding, até o limite máximo de 20% (vinte por cento) do total
das Units inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais). São consideradas pessoas
vinculadas, nos termos do artigo 55 da Instrução CVM 400, os controladores ou administradores das instituições intermediárias e da
emissora ou outras pessoas vinculadas à emissão e distribuição, bem como seus cônjuges ou companheiros, seus ascendentes,
descendentes e colaterais até o segundo grau (em conjunto, “Pessoas Vinculadas”). 5.3. Nos termos do artigo 55 da Instrução
CVM 400, caso seja verificado excesso de demanda superior em 1/3 (um terço) à quantidade de Units inicialmente ofertada
(sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais), não será permitida a colocação de Units junto aos Investidores
Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas, sendo suas intenções de investimento automaticamente canceladas. A vedação de colocação
disposta no artigo 55 da Instrução CVM 400 não se aplica às instituições financeiras contratadas como formador de mercado,
conforme previsto no parágrafo único do referido artigo 55. Os investimentos realizados pelas pessoas mencionadas no artigo 48 da
Instrução CVM 400 (i) para proteção (hedge) em operações com derivativos contratados com terceiros, tendo as Units da Companhia
como referência (incluindo operações de total return swap), desde que tais terceiros não sejam Pessoas Vinculadas; e (ii) que se
enquadrem dentre as outras exceções previstas no artigo 48, II da Instrução CVM 400; são permitidos na forma do artigo 48 da Instrução
CVM 400 e não serão considerados investimentos realizados por Pessoas Vinculadas para os fins do artigo 55 da Instrução CVM 400.

6.

REGIME DE COLOCAÇÃO
6.1. Após a celebração do Contrato de Distribuição, o encerramento do Período de Reserva (conforme definido no item 8.3, II abaixo)
e do Período de Reserva para Pessoas Vinculadas, a conclusão do Procedimento de Bookbuilding, a concessão do registro da Oferta
pela CVM, a publicação do Anúncio de Início e a disponibilização do Prospecto Definitivo de Oferta Pública de Distribuição Secundária
de Certificados de Depósito de Ações - Units da Via Varejo S.A., incluindo o Formulário de Referência apresentado à CVM,
e seus eventuais aditamentos ou suplementos (“Prospecto Definitivo” e, em conjunto com o Prospecto Preliminar, “Prospectos”),
os Coordenadores realizarão a distribuição das Units (sem considerar as Units do Lote Suplementar e considerando as Units Adicionais),
em regime de garantia firme de liquidação, de forma individual e não solidária, de acordo com os limites individuais e demais
disposições previstas no Contrato de Distribuição, por meio de duas ofertas distintas, quais sejam: (i) uma Oferta de Varejo
(conforme definido no item 8.1 abaixo), destinada aos Investidores Não Institucionais (conforme definido no item 7.1 abaixo);
e (ii) uma Oferta Institucional (conforme definido no item 8.1 abaixo), destinada aos Investidores Institucionais (conforme definido no
item 7.1 abaixo). Após tais aprovações, cópia do Contrato de Distribuição poderá ser obtida com os Coordenadores nos endereços
indicados no item 16 deste Aviso ao Mercado. 6.2. A garantia firme de liquidação a ser prestada pelos Coordenadores consiste na
obrigação individual e não solidária de liquidação financeira das Units (sem considerar as Units do Lote Suplementar e considerando
as Units Adicionais) que não forem liquidadas pelos investidores que as adquiriram no âmbito da Oferta, na Data de Liquidação,
na proporção e até os limites individuais de garantia firme de cada um dos Coordenadores, conforme indicado no Contrato de
Distribuição (“Garantia Firme de Liquidação”). 6.3. Caso as Units efetivamente adquiridas por investidores não tenham sido
totalmente liquidadas na Data de Liquidação, cada um dos Coordenadores realizará, de forma individual e não solidária, a liquidação
financeira, na Data de Liquidação, na proporção e até os limites individuais referidos no Contrato de Distribuição, da totalidade do
eventual saldo resultante da diferença entre (i) o número de Units objeto da Garantia Firme de Liquidação prestada por cada um dos
Coordenadores, nos termos do Contrato de Distribuição; e (ii) o número de Units efetivamente adquiridas por investidores no
mercado e efetivamente por esses liquidadas, pelo Preço por Unit a ser definido conforme o Procedimento de Bookbuilding.
Tal garantia é vinculante a partir do momento em que, cumulativamente, for concluído o Procedimento de Bookbuilding,
assinado o Contrato de Distribuição, deferidos os registros da Oferta pela CVM, publicado o Anúncio de Início e disponibilizado o
Prospecto Definitivo. 6.4. A proporção prevista no item 6.3 acima poderá ser realocada de comum acordo entre os Coordenadores.
6.5. Para os fins do disposto no item 5 do Anexo VI à Instrução CVM 400, caso os Coordenadores eventualmente venham a liquidar
Units nos termos do item 6.3 acima e tenham interesse em vender tais Units durante o Prazo de Distribuição, o preço de venda de tais
Units será o preço de mercado das Units, limitado ao Preço por Unit, sendo certo, entretanto, que o disposto neste item 6.5 não se
aplica às operações realizadas em decorrência das atividades de estabilização a que se refere o item 9 abaixo. 6.6. Não será admitida
distribuição parcial no âmbito da Oferta, sendo possível o cancelamento do pedido de registro da Oferta caso não haja
investidores suficientes para adquirir a totalidade das Units objeto da Oferta inicialmente ofertadas (sem considerar as
Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais). 6.7. Caso não existam Pedidos de Reserva e intenções de investimento para a
aquisição da totalidade das Units inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais) até a data
de conclusão do Procedimento de Bookbuilding, nos termos do Contrato de Distribuição, a Oferta será cancelada, sendo todos os
Pedidos de Reserva e intenções de investimentos automaticamente cancelados, e os valores eventualmente depositados
devolvidos sem juros ou correção monetária, sem reembolso e com dedução, se for o caso, dos valores relativos aos tributos incidentes,
no prazo de três dias úteis contados da data de divulgação do aviso de cancelamento. Para mais informações, veja a seção
“Fatores de Risco Relacionados às Units e à Oferta - Na medida em que o regime de distribuição da Oferta é o de garantia
firme de liquidação e que não será admitida distribuição parcial no âmbito da Oferta, é possível que a Oferta venha a ser
cancelada caso não haja investidores suficientes interessados em adquirir a totalidade das Units objeto da Oferta.”,
do Prospecto Preliminar.

7.

PÚBLICO-ALVO
7.1. Observado o disposto no item 8 abaixo, a Oferta será realizada para (i) investidores pessoas físicas e jurídicas e clubes de
investimento registrados na BM&FBOVESPA, em qualquer caso, residentes, domiciliados ou com sede no Brasil, que formalizem
Pedido de Reserva, junto a uma única Instituição Consorciada, durante o Período de Reserva, com valor mínimo de R$3.000,00
(três mil reais) e o valor máximo de R$300.000,00 (trezentos mil reais) (“Investidores Não Institucionais”); e (ii) investidores pessoas
físicas e jurídicas e clubes de investimento registrados na BM&FBOVESPA, nos termos da regulamentação em vigor, em qualquer caso,
que não sejam considerados Investidores Não Institucionais, além de fundos de investimento, carteiras administradas, fundos de
pensão, entidades administradoras de recursos de terceiros registradas na CVM, entidades autorizadas a funcionar pelo
Banco Central, condomínios destinados à aplicação em carteira de títulos e valores mobiliários registrados na CVM e/ou na
BM&FBOVESPA, seguradoras, entidades de previdência complementar e de capitalização, investidores qualificados nos termos da
regulamentação da CVM, em todos os casos, residentes, domiciliados ou com sede no Brasil, assim como os Investidores Estrangeiros
(“Investidores Institucionais”). 7.2. Os Coordenadores realizarão a Oferta de acordo com o disposto no Contrato de Distribuição,
por si e/ou por meio das Instituições Consorciadas. 7.3. Os Agentes de Colocação Internacional realizarão esforços de colocação das Units
no exterior para Investidores Estrangeiros, nos termos do Placement Facilitation Agreement, sendo que os Investidores Estrangeiros
deverão investir nas Units por meio dos mecanismos de investimento regulamentados pelo CMN, pelo Banco Central e pela CVM.

8.

PROCEDIMENTO DA OFERTA
8.1. As Instituições Participantes da Oferta efetuarão a colocação pública das Units no Brasil, em mercado de balcão não organizado,
observado o disposto na Instrução CVM 400 e os esforços de dispersão acionária previstos no Regulamento de Listagem do Nível 2,
por meio de uma oferta aos Investidores Não Institucionais (“Oferta de Varejo”), realizada pelas Instituições Consorciadas, e de uma
oferta aos Investidores Institucionais (“Oferta Institucional”), realizada exclusivamente pelos Coordenadores e pelos Agentes de
Colocação Internacional. 8.2. O plano de distribuição da Oferta, organizado pelos Coordenadores, nos termos do artigo 33, parágrafo 3º,
da Instrução CVM 400, e do Regulamento de Listagem do Nível 2, no que diz respeito aos esforços de dispersão acionária, com a expressa
anuência dos Acionistas Vendedores, leva em consideração as relações com clientes e outras considerações de natureza comercial ou
estratégica da Companhia e dos Coordenadores, observado, entretanto, que os Coordenadores assegurarão (i) a adequação do
investimento ao perfil de risco de seus clientes; (ii) o tratamento justo e equitativo aos investidores; (iii) recebimento prévio pelos
representantes de venda das Instituições Participantes da Oferta de exemplar do Prospecto Preliminar para leitura obrigatória, de modo
que eventuais dúvidas possam ser esclarecidas por pessoa designada pelo Coordenador Líder; e (iv) realizarão os esforços de dispersão
acionária previstos no Regulamento de Listagem do Nível 2. 8.3. Em atenção ao previsto no item 7.1 (ii) do Regulamento de Listagem do
Nível 2, no contexto da Oferta, o montante de, no mínimo, 10% (dez por cento) e, a critério dos Coordenadores, o montante de,
no máximo, 20% (vinte por cento) das Units ofertadas, considerando as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais, serão destinados
prioritariamente à colocação pública, no âmbito da Oferta de Varejo, para Investidores Não Institucionais que realizem Pedido de Reserva
de acordo com as condições ali previstas e o procedimento abaixo indicado: I. durante o Período de Reserva (conforme definido abaixo)
ou o Período de Reserva para Pessoas Vinculadas (conforme definido abaixo), conforme o caso, cada um dos Investidores Não Institucionais
interessados em participar da Oferta deverá realizar pedido de reserva de Units, irrevogável e irretratável, exceto pelo disposto neste inciso
I, nos incisos III, VI, VIII e IX abaixo e no item 8.5 abaixo, mediante preenchimento de formulário específico (“Pedido de Reserva”)
com uma única Instituição Consorciada, observados o valor mínimo de pedido de investimento de R$3.000,00 (três mil reais) e o valor
máximo de pedido de investimento de R$300.000,00 (trezentos mil reais) por Investidor Não Institucional. Os Investidores Não Institucionais
poderão estipular, no Pedido de Reserva, um preço máximo por Unit como condição de eficácia de seu Pedido de Reserva, sem necessidade
de posterior confirmação, sendo que, caso o Preço por Unit seja fixado em valor superior ao valor estabelecido pelo Investidor Não
Institucional, o respectivo Pedido de Reserva será automaticamente cancelado. Como condição de eficácia do Pedido de Reserva,
cada Investidor Não Institucional deverá indicar obrigatoriamente no Pedido de Reserva se é ou não Pessoa Vinculada. As Instituições
Consorciadas somente atenderão Pedidos de Reserva realizados por Investidores Não Institucionais titulares de conta nelas aberta
ou mantida pelo respectivo investidor. Recomenda-se aos Investidores Não Institucionais interessados na realização de Pedidos
de Reserva que (a) leiam cuidadosamente os termos e condições estipulados no Pedido de Reserva, especialmente
os procedimentos relativos à liquidação da Oferta e as informações constantes do Prospecto Preliminar e do Formulário
de Referência da Companhia; (b) verifiquem com a Instituição Consorciada de sua preferência, antes de realizar o seu Pedido
de Reserva, se essa, a seu exclusivo critério, exigirá a manutenção de recursos em conta nela aberta e/ou mantida, para fins
de garantia do Pedido de Reserva; (c) verifiquem com a Instituição Consorciada de sua preferência, antes de realizar o seu
Pedido de Reserva, a probabilidade de débito antecipado da reserva por parte da Instituição Consorciada; e (d) entrem em
contato com a Instituição Consorciada de sua preferência para obter informações mais detalhadas sobre o prazo estabelecido
pela Instituição Consorciada para a realização do Pedido de Reserva ou, se for o caso, para a realização do cadastro na
Instituição Consorciada, tendo em vista os procedimentos operacionais adotados por cada Instituição Consorciada;
16 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

II. os Investidores Não Institucionais deverão realizar seus Pedidos de Reserva no período de 2 de dezembro de
2013, inclusive, a 11 de dezembro de 2013, inclusive (“Período de Reserva”), sendo que os Investidores Não
Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas deverão, necessariamente, indicar no Pedido de Reserva a sua
condição de Pessoa Vinculada e realizar seus Pedidos de Reserva no dia 2 de dezembro de 2013, data que
antecederá em pelo menos sete dias úteis a conclusão do Procedimento de Bookbuilding (“Período de Reserva
para Pessoas Vinculadas”). Os Investidores Não Institucionais que aderirem à Oferta de Varejo não
participarão do Procedimento de Bookbuilding e, portanto, não participarão do processo de fixação do
Preço por Unit; III. caso seja verificado excesso de demanda superior em 1/3 (um terço) à quantidade de Units
inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais), será vedada a
colocação de Units aos Investidores Não Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas, sendo os Pedidos de
Reserva devidamente realizados por Investidores Não Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas
automaticamente cancelados, exceto pelos Pedidos de Reserva realizados durante o Período de Reserva para
Pessoas Vinculadas; caso o total de Units objeto dos Pedidos de Reserva seja igual ou inferior ao montante de
Units destinadas à Oferta de Varejo (considerando as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais),
não haverá Rateio (conforme definido abaixo), sendo integralmente atendidos todos os Pedidos de Reserva,
de modo que as Units remanescentes, se houver, serão destinadas aos Investidores Institucionais; IV. caso o total
de Units objeto dos Pedidos de Reserva exceda o total de Units destinadas à Oferta de Varejo, será realizado
Rateio entre os Investidores Não Institucionais, sendo que (a) até o limite de R$3.000,00 (três mil reais), inclusive,
por Investidor Não Institucional, o critério de Rateio será a divisão igualitária e sucessiva das Units destinadas à
Oferta de Varejo entre os Investidores Não Institucionais que tiverem apresentado Pedido de Reserva, limitada ao
valor individual de cada Pedido de Reserva e à quantidade total das Units destinadas à Oferta de Varejo,
desconsiderando-se as frações de Units; e (b) uma vez atendido o critério descrito na alínea (a) acima, as Units
destinadas à Oferta de Varejo remanescentes serão rateadas proporcionalmente ao valor dos respectivos Pedidos
de Reserva entre todos os Investidores Não Institucionais, desconsiderando-se, as frações de Units (“Rateio”).
Opcionalmente, a critério dos Coordenadores e dos Acionistas Vendedores, a quantidade de Units destinadas à
Oferta de Varejo poderá ser aumentada para que os Pedidos de Reserva excedentes possam ser total ou
parcialmente atendidos, sendo que, no caso de atendimento parcial, será observado o mesmo critério de Rateio;
V. até as 12:00 horas do primeiro dia útil subsequente à data de publicação do Anúncio de Início, serão
informados a cada Investidor Não Institucional pela Instituição Consorciada que tenha recebido o respectivo
Pedido de Reserva, por meio do seu respectivo endereço eletrônico, ou, na sua ausência, por fac-símile, telefone
ou correspondência, a Data de Liquidação, a quantidade de Units alocadas (ajustada se for o caso em decorrência
do Rateio), o Preço por Unit e o valor do respectivo investimento, sendo que, em qualquer caso, o valor do
investimento será limitado àquele indicado no respectivo Pedido de Reserva; VI. até as 10:30 horas da Data de
Liquidação, cada Investidor Não Institucional deverá efetuar o pagamento, em recursos imediatamente
disponíveis, em moeda corrente nacional, do valor indicado no inciso V acima à Instituição Consorciada que
tenha recebido o respectivo Pedido de Reserva, sob pena de, em não o fazendo, ter seu Pedido de Reserva
automaticamente cancelado; VII. até as 16:00 horas da Data de Liquidação, a Instituição Consorciada que tenha
recebido o respectivo Pedido de Reserva, por meio da BM&FBOVESPA, entregará as Units alocadas ao respectivo
Investidor Não Institucional de acordo com os procedimentos previstos no Contrato de Distribuição, desde que
efetuado o pagamento previsto no inciso VI acima, ressalvada a possibilidade de desistência prevista no inciso VIII
abaixo, as possibilidades de cancelamento previstas nos incisos I, III e VI acima e IX abaixo e a possibilidade de
Rateio prevista no inciso IV acima. Caso tal relação resulte em fração de Unit, o valor do investimento será
limitado ao valor correspondente ao maior número inteiro de Units, desprezando-se eventuais frações de Units;
VIII. caso (a) seja verificada divergência relevante entre as informações constantes do Prospecto Preliminar e do
Prospecto Definitivo que altere substancialmente o risco assumido pelos Investidores Não Institucionais ou a sua
decisão de investimento, nos termos do artigo 45, parágrafo 4º, da Instrução CVM 400; (b) a Oferta seja
suspensa, nos termos do artigo 19 da Instrução CVM 400; e/ou (c) a Oferta seja modificada, nos termos dos
artigos 25 e 27 da Instrução CVM 400, o Investidor Não Institucional poderá desistir do respectivo Pedido de
Reserva, devendo, para tanto, informar sua decisão à Instituição Consorciada que tenha recebido o respectivo
Pedido de Reserva (1) até as 12:00 horas do quinto dia útil subsequente à data de disponibilização do Prospecto
Definitivo, no caso da alínea (a) acima; e (2) até as 16:00 horas do quinto dia útil subsequente à data em que o
investidor for comunicado diretamente pela Instituição Consorciada sobre a suspensão ou a modificação da
Oferta, nos casos das alíneas (b) e (c) acima. Adicionalmente, os casos das alíneas (b) e (c) acima serão
imediatamente divulgados por meio de anúncio de retificação, nos mesmos veículos utilizados para divulgação
deste Aviso ao Mercado e do Anúncio de Início, conforme disposto no artigo 27 da Instrução CVM 400.
No caso da alínea (c) acima, após a publicação do Anúncio de Início, a respectiva Instituição Consorciada deverá
acautelar-se e certificar-se, no momento do recebimento das aceitações da Oferta, de que o respectivo Investidor
Não Institucional está ciente de que a Oferta original foi alterada e de que tem conhecimento das novas
condições. Caso o Investidor Não Institucional não informe sua decisão de desistência do Pedido de Reserva nos
termos deste inciso, o Pedido de Reserva será considerado válido e o Investidor Não Institucional deverá
efetuar o pagamento do valor do investimento. Caso o Investidor Não Institucional já tenha efetuado o
pagamento nos termos do inciso VI acima e venha a desistir do Pedido de Reserva nos termos deste inciso,
os valores depositados serão devolvidos sem juros ou correção monetária, sem reembolso e com dedução,
se for o caso, dos valores relativos aos tributos incidentes, no prazo de três dias úteis contados do pedido de
cancelamento do respectivo Pedido de Reserva; e IX. caso não haja conclusão da Oferta ou em caso de resilição
do Contrato de Distribuição ou de cancelamento ou revogação da Oferta ou em qualquer outra hipótese de
devolução dos Pedidos de Reserva em função de expressa disposição legal, todos os Pedidos de Reserva serão
cancelados e a Instituição Consorciada que tenha recebido o respectivo Pedido de Reserva comunicará ao
respectivo Investidor Não Institucional o cancelamento da Oferta, o que poderá ocorrer, inclusive, mediante
publicação de comunicado ao mercado. Caso o Investidor Não Institucional já tenha efetuado o pagamento nos
termos do inciso VI acima, os valores depositados serão devolvidos sem juros ou correção monetária,
sem reembolso e com dedução, se for o caso, dos valores relativos aos tributos incidentes, no prazo de três dias
úteis contados da comunicação do cancelamento da Oferta. 8.4. As Units destinadas à Oferta de Varejo que não
tiverem sido alocadas aos Investidores Não Institucionais serão destinadas à Oferta Institucional, juntamente com
as demais Units, de acordo com o seguinte procedimento: I. os Investidores Institucionais interessados em
participar da Oferta deverão apresentar suas intenções de investimento durante o Procedimento de Bookbuilding,
inexistindo pedidos de reserva, reservas antecipadas ou limites máximos de investimento. Cada Investidor
Institucional deverá assumir a obrigação de verificar se está cumprindo os requisitos para participar da Oferta
Institucional, para então apresentar suas intenções de investimento durante o Procedimento de Bookbuilding;
II. poderá ser aceita a participação de Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas no Procedimento
de Bookbuilding, até o limite máximo de 20% (vinte por cento) do total das Units inicialmente ofertadas
(sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais). Caso seja verificado excesso de demanda
superior em 1/3 (um terço) à quantidade de Units inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote
Suplementar e as Units Adicionais), não será permitida a colocação de Units junto aos Investidores Institucionais
que sejam Pessoas Vinculadas, sendo suas intenções de investimento automaticamente canceladas. A vedação
de colocação disposta no artigo 55 da Instrução CVM 400 não se aplica às instituições financeiras contratadas
como formador de mercado, conforme previsto no parágrafo único do referido artigo 55. Os investimentos
realizados pelas pessoas mencionadas no artigo 48 da Instrução CVM 400 (i) para proteção (hedge) em
operações com derivativos contratadas com terceiros, tendo as Units da Companhia como referência, (incluindo
operações de total return swap), desde que tais terceiros não sejam Pessoas Vinculadas; e (ii) que se enquadrem
dentre as outras exceções previstas no artigo 48, II da Instrução CVM 400; são permitidos na forma do artigo 48
da Instrução CVM 400 e não serão considerados investimentos realizados por Pessoas Vinculadas para os fins do
artigo 55 da Instrução CVM 400. A participação de Investidores Institucionais que sejam Pessoas
Vinculadas no Procedimento de Bookbuilding poderá afetar adversamente a formação do Preço por
Unit, e o investimento nas Units por Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas poderá
resultar em redução da liquidez das Units da Companhia no mercado secundário. Para mais
informações, veja a seção “Fatores de Risco Relacionados às Units e à Oferta - A eventual aceitação de
intenções de Investidores Institucionais que sejam considerados Pessoas Vinculadas durante o
Procedimento de Bookbuilding, poderá levar ao risco de má-formação do Preço por Unit e/ou de
redução da liquidez das Units de nossa emissão no mercado secundário.”, do Prospecto Preliminar;

III. caso as intenções de investimento obtidas durante o Procedimento de Bookbuilding excedam o total de Units
remanescentes após o atendimento da Oferta de Varejo, os Coordenadores darão prioridade aos Investidores
Institucionais que, a exclusivo critério dos Coordenadores e dos Acionistas Vendedores, melhor atendam o
objetivo da Oferta de criar uma base diversificada de investidores, integrada por investidores com diferentes
critérios de avaliação das perspectivas dos Acionistas Vendedores, seu setor de atuação e a conjuntura
macroeconômica brasileira e internacional, observado o disposto no plano de distribuição elaborado pelos
Coordenadores, nos termos do artigo 33, parágrafo 3o, da Instrução CVM 400, o qual leva em conta as suas
relações com os clientes e outras considerações de natureza comercial ou estratégica; IV. até as 12:00 horas
do primeiro dia útil subsequente à data de publicação do Anúncio de Início, os Coordenadores informarão
aos Investidores Institucionais, por meio de seu endereço eletrônico, ou, na sua ausência, por telefone ou
fac-símile, a Data de Liquidação, a quantidade de Units alocadas, o Preço por Unit e o valor do respectivo
investimento; e V. a entrega das Units alocadas deverá ser efetivada na Data de Liquidação, mediante pagamento
em moeda corrente nacional, à vista e em recursos imediatamente disponíveis, do Preço por Unit multiplicado
pela quantidade de Units alocadas, de acordo com os procedimentos previstos no Contrato de Distribuição.
As Units que forem objeto de esforços de venda no exterior pelos Agentes de Colocação Internacional junto
a Investidores Estrangeiros serão obrigatoriamente adquiridas e liquidadas no Brasil junto aos Coordenadores,
em moeda corrente nacional, nos termos dos mecanismos de investimento regulamentados pelo CMN,
pelo Banco Central e pela CVM. 8.5. Caso haja descumprimento e/ou indícios de descumprimento,
por qualquer das Instituições Consorciadas, de qualquer das obrigações previstas nos respectivos instrumentos
de adesão ao Contrato de Distribuição, na carta-convite ou em qualquer contrato celebrado no âmbito da Oferta,
ou, ainda, de qualquer das normas de conduta previstas na regulamentação aplicável à Oferta, incluindo,
sem limitação, aquelas previstas na Instrução CVM 400, especificamente, as normas referentes ao período de
silêncio, à emissão de pesquisas e relatórios públicos sobre a Companhia e/ou à divulgação (marketing) da Oferta,
conforme previsto no artigo 48 da Instrução CVM 400, tal Instituição Consorciada, a critério exclusivo dos
Coordenadores e sem prejuízo das demais medidas julgadas cabíveis pelos Coordenadores, (i) deixará
imediatamente de integrar o grupo de instituições responsáveis pela colocação das Units no âmbito da Oferta,
pelo que serão canceladas todas as intenções de investimento, Pedidos de Reserva e/ou contratos de compra e
venda que tenha recebido, e a Instituição Consorciada deverá informar imediatamente aos respectivos
investidores sobre referido cancelamento, devendo ser restituídos pela Instituição Consorciada integralmente aos
respectivos investidores os valores eventualmente dados em contrapartida às Units, no prazo de até 3 (três) dias
úteis contados da data de divulgação do descredenciamento da Instituição Consorciada, sem qualquer
remuneração, juros ou correção monetária, sem reembolso dos gastos incorridos em razão do depósito, e com
dedução, caso sejam incidentes e se a alíquota for superior a zero, se for o caso, dos valores relativos aos tributos
incidentes ou taxas sobre movimentação financeira; (ii) arcará integralmente com quaisquer custos e prejuízos
relativos à sua exclusão como Instituição Participante da Oferta, incluindo custos com publicações, indenizações
decorrentes de eventuais condenações judiciais em ações propostas por investidores por conta do cancelamento,
honorários advocatícios e demais custos perante terceiros, inclusive custos decorrentes de eventuais demandas
de potenciais investidores; e (iii) poderá ser suspensa, por um período de até seis meses contados da data da
comunicação da violação, de atuar como instituição intermediária em ofertas públicas de distribuição de valores
mobiliários sob a coordenação de qualquer dos Coordenadores. A Instituição Consorciada a que se refere este
item 8.5 deverá informar imediatamente, sobre o referido cancelamento, os investidores de quem tenham
recebido intenção de investimento, Pedido de Reserva e/ou contrato de compra e venda. Os Coordenadores não
serão, em hipótese alguma, responsáveis por quaisquer prejuízos causados aos investidores que tiverem suas
intenções de investimentos, Pedidos de Reserva e/ou contratos de compra e venda cancelados. 8.6. Nos termos
da Instrução CVM nº 530, de 22 de novembro de 2012, fica vedada a aquisição das Units por
investidores que tenham realizado vendas a descoberto de ações de emissão da Companhia na data
de fixação do Preço por Unit e nos cinco pregões que a antecedem. São consideradas vendas a descoberto
aquelas realizadas por investidores que não sejam titulares das ações, ou cuja titularidade resulte de empréstimo
ou outro contrato de efeito equivalente. Ademais, são consideradas operações de um mesmo investidor as
vendas a descoberto e as aquisições de ações realizadas em seu próprio nome ou por meio de qualquer veículo
cuja decisão de investimento esteja sujeita à sua influência. Fundos de investimento cujas decisões de
investimento sejam tomadas pelo mesmo gestor não serão considerados um único investidor para efeito
do disposto neste item, desde que as operações estejam enquadradas nas respectivas políticas de investimento
de cada fundo. A vedação prevista neste item não se aplica nos seguintes casos: (i) operações realizadas por
pessoas jurídicas no exercício da atividade de formador de mercado de ações de emissão da Companhia,
conforme definida na norma específica; e (ii) operações posteriormente cobertas por aquisição em mercado da
quantidade total de ações correspondente à posição a descoberto até, no máximo, dois pregões antes da data
de fixação do Preço por Unit.

9.

10.

11.

12.

NEGOCIAÇÃO NA BM&FBOVESPA

Em 22 de novembro de 2013, a Companhia,
(“Acionista Controlador”) celebraram o Contra
Corporativa Nível 2 com a BM&FBOVESPA, o qual e
aderindo ao segmento especial do mercado de a
Regulamento de Listagem do Nível 2, o qual estabe
disposições da Lei das Sociedades por Ações, pa
acionistas minoritários. As Units, as ações ordinár
negociadas no segmento especial de negociação
imediatamente seguinte à data de publicação do
“VVAR4”, respectivamente. As principais regras r
Prospecto Preliminar, que está à disposição dos inve

13.

ACORDOS DE RESTRIÇÃO À VENDA DE UN

Durante o prazo de 180 (cento e oitenta) dias
a Companhia, os Acionistas Vendedores, o acionist
Administração da Companhia e os membros da D
restrições previstas nos respectivos Lock-up Agre
com relação a quaisquer Units, ações ordinárias ou
valores mobiliários conversíveis, permutáveis, exerc
(“Valores Mobiliários Sujeitos ao Acordo de
dar em garantia, emprestar, conceder qualquer opç
ou de outra forma dispor, realizar qualquer opera
operação de derivativos, divulgar publicamente a
disposição, operação com o mesmo efeito ou oper
termos do Securities Act ou da legislação brasileira
Coordenadores e dos Agentes de Colocação Inter
Instrução CVM 400; e (C) nas hipóteses descritas
canceladas para recebimento das ações ordinárias
(cento e oitenta) dias contados da data de publicaçã
pelos Acionistas Vendedores, das Units que lhe forem
de estabilização. Adicionalmente, nos termos do
subsequentes à consumação da Oferta, o Acioni
poderão vender e/ou ofertar à venda quaisquer
derivativos lastreados em ações de emissão da Comp
após a efetivação da Oferta e, após esse períod
administradores da Companhia não poderão, por m
(quarenta por cento) das ações de emissão da
imediatamente após a efetivação da Oferta.

14.

INSTITUIÇÃO FINANCEIRA ESCRITURADORA

A instituição financeira contratada para a prestação
da Companhia subjacentes às Units e para a p
é a Itaú Corretora de Valores S.A.

15.

CRONOGRAMA ESTIMADO DA OFERTA

Encontra-se abaixo um cronograma estimado das p
N°

Evento

1.

Pedido de Registro da Oferta junto à CVM

Publicação do Aviso ao Mercado (sem logotip
Instituições Consorciadas)

ESTABILIZAÇÃO DO PREÇO DAS UNITS
9.1. O Agente Estabilizador, por meio da Merrill Lynch S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários
(“Corretora”), poderá, a seu exclusivo critério, realizar atividades de estabilização do preço das Units, pelo prazo
de até 30 (trinta) dias contados do primeiro dia útil (inclusive) após a publicação do Anúncio de Início, inclusive,
por meio de operações de compra e venda de Units, observadas as disposições legais aplicáveis e o disposto no
Contrato de Prestação de Serviços de Estabilização de Preço de Certificados de Depósito de Ações - Units da
Via Varejo S.A. (“Contrato de Estabilização”), que será previamente submetido à análise e aprovação pela
BM&FBOVESPA e pela CVM, nos termos do artigo 23, parágrafo 3o, da Instrução CVM 400 e do item II da
Deliberação CVM nº 476, de 25 de janeiro de 2005. Após tais aprovações, cópia do Contrato de Estabilização
poderá ser obtida com o Agente Estabilizador, no endereço indicado no item 16 deste Aviso ao Mercado.
9.2. Nos termos do Contrato de Estabilização, o Agente Estabilizador e a Corretora poderão escolher livremente
as datas em que realizarão as operações de compra e venda das Units, não estando obrigados a realizá-las em
todos os dias ou em qualquer data específica, podendo, inclusive, interrompê-las e retomá-las a qualquer
momento, a seu exclusivo critério.

2.

PRAZO DE DISTRIBUIÇÃO
10.1. A data de início da Oferta será divulgada mediante a publicação do Anúncio de Início, com data estimada
para ocorrer em 13 de dezembro de 2013, em conformidade com o previsto no artigo 52 da Instrução CVM 400.
10.2. O prazo para a distribuição das Units no âmbito da Oferta é (i) de até seis meses contados da data de
publicação do Anúncio de Início; ou (ii) até a data da publicação do Anúncio de Encerramento da Oferta Pública
de Distribuição Secundária de Units da Via Varejo S.A. (“Anúncio de Encerramento”), o que ocorrer primeiro,
conforme previsto no artigo 18 da Instrução CVM 400 (“Prazo de Distribuição”). 10.3. O término da Oferta
e seu resultado serão anunciados mediante publicação do Anúncio de Encerramento, sendo a data máxima em
13 de junho de 2014, em conformidade com o artigo 29 da Instrução CVM 400.

5.

LIQUIDAÇÃO DA OFERTA
11.1. A liquidação física e financeira das Units (sem considerar as Units do Lote Suplementar e considerando as
Units Adicionais), deverá ser realizada dentro do prazo de até 3 (três) dias úteis, contado a partir da data da
publicação do Anúncio de Início (“Data de Liquidação”), de acordo com os procedimentos previstos no
Contrato de Distribuição. A liquidação física e financeira das Units do Lote Suplementar deverá ser
realizada até o terceiro dia útil contado da respectiva data de exercício da Opção de Lote Suplementar, mas não
antes da data de publicação do Anúncio de Início (“Data de Liquidação das Units do Lote Suplementar”),
de acordo com o disposto no Contrato de Distribuição. 11.2. As Units, as Units Adicionais e as Units do Lote
Suplementar serão entregues aos respectivos investidores até as 16:00 horas da Data de Liquidação ou da Data
de Liquidação das Units do Lote Suplementar, conforme o caso. As Units que forem objeto de esforços de
colocação no exterior pelos Agentes de Colocação Internacional e/ou por eventuais instituições financeiras a
serem contratadas, junto a Investidores Estrangeiros, serão obrigatoriamente adquiridas e liquidadas no Brasil,
em moeda corrente nacional, nos termos dos mecanismos de investimento regulamentados pelo CMN,
pelo Banco Central e pela CVM.

Disponibilização do Prospecto Preliminar

Início das apresentações para potenciais inve
Início do Procedimento de Bookbuilding
Republicação do Aviso ao Mercado (com log
Instituições Consorciadas)
3.

Início do Período de Reserva
Período de Reserva para Pessoas Vinculadas

4.

Encerramento do Período de Reserva

Encerramento das apresentações para poten

Encerramento do Procedimento de Bookbuild
Fixação do Preço por Unit
Aprovação do Preço por Unit pela CBD

Assinatura do Contrato de Distribuição e dos
relacionados à Oferta

Início do prazo para exercício da Opção de Lo
Concessão de registro da Oferta pela CVM
6.

Publicação do Anúncio de Início
Disponibilização do Prospecto Definitivo

7.

Início das negociações das Units na BM&FBO

8.

Data de Liquidação

9.

Encerramento do prazo para exercício da Op

10. Data limite para a liquidação das Units do Lo

11. Data limite para a publicação do Anúncio de
(1)

(2)

As datas previstas para os eventos futuros
suspensões, prorrogações e antecipações sem
Coordenadores. Ainda, caso ocorram alteraçõ
tal cronograma poderá ser alterado. Qualqu
comunicada à CVM e poderá ser analisada co
25 e 27 da Instrução CVM 400.
As apresentações para potenciais investidores

COORDENADO

COORDENA

JOINT BOOK
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 17

NITS (LOCK-UP)

contados da data de publicação do Anúncio de Início,
ta controlador da Companhia, os membros do Conselho de
Diretoria da Companhia, estarão obrigados a, entre outras
reements, anexos ao “Placement Facilitation Agreement”,
ações preferenciais de emissão da Companhia ou quaisquer
cíveis ou referenciados em ações de emissão da Companhia
Lock-up”), não emitir, ofertar, vender, contratar a venda,
ção de compra, realizar qualquer venda a descoberto, onerar
ação com o mesmo efeito, realizar qualquer outro tipo de
intenção de realizar tal emissão, oferta, venda, oneração,
ação de derivativos ou exigir ou exercer qualquer direito nos
a, exceto (A) mediante prévio consentimento por escrito dos
nacional; (B) nas hipóteses descritas no art. 48, inciso II da
s nos Instrumentos de Lock-up. As Units não poderão ser
e preferenciais representadas pelas Units pelo prazo de 180
ão do Anúncio de Início, com exceção do desmembramento,
m restituídas pelo Agente Estabilizador ao final das atividades
o Regulamento de Listagem do Nível 2, nos seis meses
ista Controlador e os administradores da Companhia não
das ações de emissão da Companhia, Units ou quaisquer
panhia (“Derivativos”), de que eram titulares imediatamente
do inicial de seis meses, os acionistas controladores e os
mais seis meses, vender e/ou ofertar à venda mais do que 40%
a Companhia, Units e Derivativos de que eram titulares
DAS AÇÕES SUBJACENTES ÀS UNITS E DAS UNITS

o de serviços de escrituração e custódia das ações de emissão
restação de serviços de emissão e escrituração das Units

principais etapas da Oferta:
Data de Realização/
Data Prevista (1)
18 de outubro de 2013

pos das
25 de novembro de 2013

estidores (roadshow) (2)
otipos das
2 de dezembro de 2013

11 de dezembro de 2013

12 de dezembro de 2013

s demais contratos

ote Suplementar
13 de dezembro de 2013

OVESPA

16 de dezembro de 2013
18 de dezembro de 2013

pção de Lote Suplementar

28 de janeiro de 2014

ote Suplementar

31 de janeiro de 2014

e Encerramento

13 de junho de 2014

O Prospecto Preliminar está disponível nos seguintes endereços e páginas na Internet: Companhia - Via Varejo S.A.,
Rua João Pessoa, nº 83, Centro, CEP 09520-010, São Caetano do Sul - SP (http://www.viavarejo.com.br/ri,
em tal página, acessar “Oferta Publica” na coluna direita de “Destaques” e, em seguida, clicar em “Prospecto Preliminar”);
CBD (http://www.gpa.com.br/ri, em tal página, acessar “Oferta Publica” na coluna direita de “Destaques” e,
em seguida, clicar em “Prospecto Preliminar”); BM&FBOVESPA (http://www.bmfbovespa.com.br/
pt-br/mercados/acoes/ofertas-publicas/ofertas-publicas.aspx?ldioma=pt-br, em tal página, acessar “Mercados”,
“Ações” “Empresas” “Empresas Listadas” digitar “Via Varejo S.A.” clicar em aba “Informações Relevantes” e
clicar em “Prospecto”); e CVM (www.cvm.gov.br. em tal página, acessar “Prospectos Preliminares”,
“Certificados de Depósito de Ações” e “Via Varejo S.A. - Prospecto Preliminar”).

A Companhia, os Acionistas Vendedores e os Coordenadores realizarão apresentações aos investidores
(roadshow) no período entre a data da primeira publicação deste Aviso ao Mercado e a data em que for fixado
o Preço por Unit.
Na hipótese de suspensão, cancelamento, modificação ou revogação da Oferta, esse cronograma será alterado.
Quaisquer comunicados ao mercado relativos a tais eventos relacionados à Oferta serão informados por meio de
publicação de comunicado ao mercado no jornal “Valor Econômico” e na página da Companhia na rede mundial
de computadores (www.viavarejo.com.br/ri).
Para informações sobre “Procedimento da Oferta”, “Alteração das Circunstâncias, Revogação ou Modificação
da Oferta” e “Suspensão e Cancelamento da Oferta”, consulte o Prospecto Preliminar.

16.

17.

PROSPECTO PRELIMINAR
Os investidores que desejarem obter exemplar do Prospecto Preliminar ou informações adicionais sobre a
Oferta ou, ainda, realizar reserva de Units, deverão dirigir-se, a partir da data de publicação deste
Aviso ao Mercado, aos seguintes endereços e páginas da rede mundial de computadores das Instituições
Participantes da Oferta indicadas abaixo ou junto à CVM.
• Coordenadores
BANCO DE INVESTIMENTOS CREDIT SUISSE (BRASIL) S.A.
Rua Leopoldo Couto Magalhães Jr., nº 700, 10º andar (parte) e 12º a 14º andares (partes), CEP 04542-000, São Paulo - SP
At.: Sr. Marcelo Millen
Tel.: (11) 3701-6000 - Fax: (11) 3701-6912
Site: http://br.credit-suisse.com/ofertas (neste website, clicar em “Via Varejo S.A.” e, posteriormente,
em “Prospecto Preliminar”)
BANCO BRADESCO BBI S.A.
Avenida Paulista, nº 1.450, 8º andar, CEP 01310-917, São Paulo - SP
At.: Sr. Glenn Mallett
Tel.: (11) 2178-5077 - Fax: (11) 2178-4880
Site: http://www.bradescobbi.com.br (neste website entrar em “Ofertas Públicas”, acessar “Via Varejo S.A.” e,
posteriormente, “Prospecto Preliminar”)
BANK OF AMERICA MERRILL LYNCH BANCO MÚLTIPLO S.A.
Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.400, 18º andar, CEP 04538-132, São Paulo - SP
At.: Sr. João Paulo Torres
Tel.: (11) 2188-4000 - Fax: (11) 2188-4009
Site: http://www.merrillynch-brasil.com.br (neste website, no item “Global Markets & Investment
Banking Group” clicar no item “Via Varejo” e, posteriormente, no item “Distribuição Secundária de
Certificados de Depósito de Ações - Units da Via Varejo S.A.” clicar em “Prospecto Preliminar”)
GOLDMAN SACHS DO BRASIL BANCO MÚLTIPLO S.A.
Rua Leopoldo Couto Magalhães, nº 700, 17º andar, CEP 04542-000, São Paulo - SP
At.: Sr. José Pedro Leite da Costa
Tel.: (11) 3371-0858 - Fax: (11) 3371-0704
Site: http://www.goldmansachs.com/worldwide/brazil/area/investment-banking.
html (neste website acessar “Via Varejo S.A.” e, em seguida, clicar em “De Acordo” e em seguida clicar em
“Prospecto Preliminar”)
BANCO ITAÚ BBA S.A.
Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.400, 3º ao 8º andares e 11º e 12º andares, CEP 04538-132, São Paulo - SP
At.: Sra. Renata Dominguez
Tel.: (11) 3708-8000 - Fax: (11) 3708-8107
Site: http://www.itau.com.br/itaubba-pt/nossos-negocios/ofertas-publicas/ (neste website acessar
“Oferta Pública Inicial de Ações da Via Varejo S.A.” - Prospecto Preliminar)
BANCO J.P. MORGAN S.A.
Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.729, 13º ao 15º andar, CEP 04538-905, São Paulo - SP
At.: Sr. Daniel Darahem
Tel.: (11) 4950-3700 - Fax: (11) 4950-3760
Site: http://www.jpmorgan.com/pages/jpmorgan/brazil/pt/business/prospectos/viavarejo
(neste website clicar em “Prospecto Preliminar Brasileiro”)

ciais investidores (roadshow)

ding

É recomendada aos investidores, antes da tomada de qualquer decisão de investimento, a leitura do
Prospecto Preliminar.

“Será admitido o recebimento de reservas a partir da data da republicação deste Aviso ao Mercado,
para aquisição das Units, conforme o caso, as quais somente serão confirmadas pelo adquirente após
o início do período de distribuição das Units.”

seus administradores e sua acionista controladora CBD
ato de Adoção de Práticas Diferenciadas de Governança
entrará em vigor na data de publicação do Anúncio de Início,
ações da BM&FBOVESPA denominado Nível 2, regido pelo
elece regras de governança corporativa mais rigorosas que as
articularmente em relação à transparência e proteção aos
ias e as ações preferenciais da Companhia serão listadas e
do Nível 2 da BM&FBOVESPA a partir do primeiro dia útil
o Anúncio de Início, sob o código “VVAR11”,“VVAR3” e
relativas ao Nível 2 estão descritas de forma resumida no
estidores nos endereços ou dependências indicados abaixo.

BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A.
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, nº 2.041 e 2.235, 24º andar, CEP 04543-011, São Paulo - SP
At.: Sr. Cleomar Parisi
Tel.: (11) 3012-7162 - Fax: (11) 3553-0063
Site: http://www.santander.com.br/prospectos (neste website, acessar no item “Oferta pública
de distribuição secundária de certificados de depósito de ações - Units - de emissão da Via Varejo S.A.”
o link “Download do Prospecto Preliminar”)
UBS BRASIL CORRETORA DE CÂMBIO, TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S.A.
Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 4.440, 7º andar - parte, CEP 04538-132, São Paulo - SP
At.: Sr. Fernando Vita
Tel.: (11) 3513-6503 - Fax: (11) 3513-6534
Site: http://www.ubs.com/br/pt/ubs_corretora/ofertas-publicas.html (neste website, acessar “Oferta
Pública Inicial de Ações Via Varejo S.A. - Prospecto Preliminar”)
• Instituições Consorciadas
Nas dependências das Instituições Consorciadas participantes da Oferta, credenciadas junto à BM&FBOVESPA.
Informações adicionais sobre as Instituições Consorciadas poderão ser obtidas na página da rede mundial de
computadores da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br, em tal página, acessar “Corretoras”).

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Recomenda-se aos potenciais investidores a leitura do Prospecto Preliminar, especialmente as seções
“Fatores de Risco”, “Sumário da Companhia” e “Fatores de Risco relacionados à Oferta e às Units”,
bem como as seções “4 - Fatores de Risco” e “5 - Riscos de Mercado” do Formulário de Referência
da Companhia, incorporado por referência ao Prospecto Preliminar. Para informações adicionais sobre
a Companhia, incluindo seu setor de atuação, suas atividades e situação econômica e financeira,
e os fatores de risco que devem ser considerados antes da decisão de investimento nas Units.
A Companhia, os Acionistas Vendedores e os Coordenadores realizarão apresentações aos investidores
(roadshow) no período entre a data da primeira publicação deste Aviso ao Mercado e a data em que for fixado
o Preço por Unit.
Os Investidores Não Institucionais interessados poderão efetuar Pedido de Reserva nas dependências das
Instituições Consorciadas credenciadas com a BM&FBOVESPA para participar da Oferta.
Mais informações sobre a Oferta, incluindo o procedimento de reserva, poderão ser obtidas com os
Coordenadores, nos endereços e páginas da Internet acima mencionados e, no caso dos Investidores Não
Institucionais, também com as Instituições Consorciadas. Informações adicionais sobre a Oferta poderão ser
obtidas com a CVM nos endereços e página na Internet acima mencionados.
Este Aviso ao Mercado não constitui uma oferta de aquisição das Units nos Estados Unidos da América.
As Units não poderão ser ofertadas ou adquiridas nos Estados Unidos da América sem que haja registro ou
isenção de registro nos termos do Securities Act. Exceto pelo registro da Oferta pela CVM, a Companhia,
os Acionistas Vendedores e os Coordenadores não pretendem realizar nenhum registro da Oferta ou das
Units nos Estados Unidos da América, nem em qualquer agência ou órgão regulador do mercado de capitais de
qualquer outro país.
Não há inadequação específica da Oferta a certo grupo ou categoria de investidor. Como todo e qualquer
investimento em valores mobiliários de renda variável, o investimento nas Units apresenta riscos e possibilidade de
perdas patrimoniais que devem ser cuidadosamente considerados antes da tomada de decisão de investimento.
Este Aviso ao Mercado será republicado em 2 de dezembro de 2013, data do Período de Reserva para
Pessoas Vinculadas e do início do Período de Reserva, com o objetivo de apresentar uma relação completa das
Instituições Consorciadas.
Nos termos da Instrução CVM 400, o Coordenador Líder, a Companhia e os Acionistas Vendedores solicitaram
o registro da Oferta perante a CVM, estando a Oferta sujeita à prévia aprovação pela CVM.
Tendo em vista a possibilidade de veiculação de matérias na mídia sobre a Companhia, os Acionistas Vendedores
e a Oferta, a Companhia, os Acionistas Vendedores e os Coordenadores alertam os investidores que estes
deverão basear suas decisões de investimento única e exclusivamente nas informações constantes do
Prospecto Preliminar e do Prospecto Definitivo.
O Prospecto Preliminar contém informações adicionais e complementares a este Aviso ao Mercado e sua
leitura possibilita uma análise detalhada dos termos e condições da Oferta, dos fatores de risco e dos demais
riscos a ela inerentes.
Os Coordenadores recomendam fortemente que os Investidores Não Institucionais interessados em participar da
Oferta leiam, atenta e cuidadosamente, os termos e condições estipulados no Pedido de Reserva, especialmente
os procedimentos relativos ao pagamento do Preço por Unit e à liquidação da Oferta, bem como as informações
constantes do Prospecto Preliminar, especialmente a seção “Fatores de Risco”.
“LEIA O PROSPECTO PRELIMINAR E O FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA ANTES DE ACEITAR A OFERTA,
EM ESPECIAL AS SEÇÕES DE FATORES DE RISCO.”
“O registro da presente Oferta não implica, por parte da CVM, garantia de veracidade das informações
prestadas ou julgamento sobre a qualidade da Companhia, bem como sobre as Units a
serem distribuídas.”
“O investimento nas Units representa um investimento de risco, posto que é um investimento em
renda variável e, assim, os investidores que pretendam investir nas Units estão sujeitos a diversos
riscos, inclusive àqueles relacionados à volatilidade do mercado de capitais, à liquidez das Units e à
oscilação de suas cotações em bolsa, e, portanto, poderão perder uma parcela ou a totalidade de
seu eventual investimento. O investimento em Units não é, portanto, adequado a investidores avessos
aos riscos relacionados à volatilidade do mercado de capitais. Ainda assim, não há nenhuma classe
ou categoria de investidor que seja proibida por lei de adquirir Units. Adicionalmente, esta Oferta
é inadequada para investidores de curto prazo e/ou avessos aos riscos de baixa liquidez.”

são meramente indicativas e estão sujeitas a alterações,
m aviso prévio, a critério dos Acionistas Vendedores e dos
ões das circunstâncias, revogação ou modificação da Oferta,
uer modificação no cronograma da distribuição deverá ser
omo Modificação de Oferta, seguindo o disposto nos artigos
(roadshow) ocorrerão no Brasil e no exterior.

ORES GLOBAIS

ADOR LÍDER

KRUNNERS

AGENTE ESTABILIZADOR
18 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

José Pedro Monteiro

▲

EMPRESAS

Brasileiros vão
ao Vale do Silício
para praticar arte
de empreender
Jovens empresários usam experiência adquirida na capital
mundial da tecnologia para estruturar negócios inovadores
Rodrigo Carro
rodrigo.carro@brasileconomico.com.br

Cerejas, pêssegos e peras no lugar
de produtos e serviços de alta tecnologia. Sessenta anos atrás,
quem cruzasse a península central situada entre a Baía de São
Francisco e as Montanhas de Santa Cruz, no estado americano da
Califórnia, encontraria um cenário repleto de pomares em meio a
um conjunto de bairros de classe
média. Hoje, a concentração de
empresas de ponta atrai um número crescente de empreendedores
brasileiros para a região, conhecida como Vale do Silício.
A mudança na presença brasileira não foi apenas quantitativa.
“A transformação foi drástica. Há
muito mais brasileiros hoje, mas o
interessante é a mudança enorme
no perfil dos empreendedores”,
avalia Andrea Litto, 38 anos, há 19
nos Estados Unidos. “Antes, as pessoas vinham trabalhar e não se interessavam por conhecer ninguém, fazer contatos. Queriam fazer dinheiro e voltar ao Brasil.”
A procura não apenas por hospedagem mas principalmente por
facilitadores capazes de viabilizar
as conexões com investidores, profissionais de tecnologia da informação e empresas levou Andrea a
criar em 2012 a Silicon House,
com o sócio também brasileiro
Henrique Setton. Situada em
Mountain View, uma das 40 cidades que fazem parte do vale, a casa já recebeu startups e empresas
de mais de 14 países, entre eles o
Brasil. “O relacionamento é o
mais importante no Vale do Silício”, afirma a alemã Angelika
Blendstrup, uma das mentoras da
aceleradora 500 Startups.
Há dez anos no Vale do Silício,
Angelika se especializou no pitch
training, treinamento que força o
empreendedor a resumir seu plano de negócios (ou a atividade de

“

Eram 250 grupos
concorrendo e cerca
de 50 foram escolhidos.
Cada um tinha dez
minutos para expor
seu projeto. Fomos
a primeira empresa
da América Latina
a ser selecionada”
Roberto Riccio
Sócio na startup Glio

uma startup) de maneira breve,
compreensível e interessante. “Se
você for capaz de contar uma boa
história, os investidores vão se lembrar de você”, ensina Angelika, autora do livro “They made it!” (“Eles
conseguiram”), sobre empreendedores estrangeiros bem-sucedidos
na área de tecnologia. No Vale Silício, uma boa história deve ser contada em, no máximo, três minutos.
Pode parecer pouco tempo, mas quem trabalha
com startups normalmente conhece o elevator pitch: nesse tipo de competição, o empreendedor deve resumir para potenciais
investidores o objetivo de seu projeto em 30 segundos. O tempo é o
equivalente à duração de uma viagem de elevador.
A capacidade de resumir seu projeto de forma atraente valeu ao carioca Roberto Riccio, de 25 anos, e a
seu sócio João de Paula a inclusão
num programa de aceleração da Y
Combinator, uma das principais fi-
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 19
Murillo Constantino

FIDELIDADE

Multiplus anuncia seu novo presidente
A Multiplus anunciou, na última sexta-feira, Roberto Medeiros como
seu novo presidente. O executivo assume os desafios de consolidar a
companhia como a principal rede de fidelização de clientes do Brasil
e de possibilitar a geração de resultados sustentáveis para seus
acionistas. Medeiros já foi conselheiro da Westfield Almeida Junior e
presidente da Redecard SA e da Telefônica Empresas SA.

Fotos Divulgação

nanciadoras de startups do Vale
do Silício. “Eram 250 grupos concorrendo e cerca de 50 foram escolhidos. Cada um tinha dez minutos para expor seu projeto. Fomos
a primeira empresa da América Latina a ser selecionada”, lembra
Riccio. Foram cinco meses de
aprendizado no Vale do Silício,
que serviram de base para a criação da startup Glio. O site é um
guia local de estabelecimentos
que permite aos consumidores
avaliar e escrever pequenas resenhas sobre bares, restaurantes, supermercados, farmácias etc.
Formado em ciência da computação, o pernambucano João Paulo Oliveira, de 26 anos, conseguiu
bolsa para estudar na Singularity
University, instituição educacional privada focada em resolver
por meio da tecnologia os grandes
desafios da humanidade. Seu passaporte de entrada foi um aplicativo desenvolvido a partir da convivência com um colega portador
de deficiência auditiva. Com mais
de 100 mil downloads, o ProDeaf
é um programa de tradução de texto e voz na língua portuguesa para
a Libras — língua brasileira de sinais. Além do aprendizado, o período passado no vale — entre junho e agosto deste ano — rendeu
encontros inusitados. Numa visita à sede mundial do Facebook,
em Palo Alto, Oliveira conversava
com um amigo na fila de uma lanchonete quando viu, dois metros
à sua frente, o CEO e um dos fundadores da rede social, Mark Zuckerberg. “Tentei convencer meu
amigo a me apresentar ao Zuckerberg, mas ele ficou envergonhado”, conta o empreendedor. “No
Vale do Silício, os grandes nomes
não estão distantes, são pessoas
normais”, acrescenta Oliveira
que, nos momentos de lazer, chegou a jogar frisbee (disco de plástico arremessado como divertimento) com um astronauta da Nasa.
Para o paulista Renato Stefani,
de 23 anos, o caminho até a Singularity University foi mais difícil,
mas igualmente gratificante. Stefani recorreu ao crowfunding (financiamento coletivo, comum hoje na
web) para arrecadar os US$ 25 mil
necessários para custear o curso
de dez semanas de duração. “Consegui uma bolsa parcial. Foi uma
das melhores experiências da minha vida”, diz o engenheiro de controle de automação formado em
2012, em São Paulo. Logo de saída,
o brasileiro descobriu que no Vale
do Silício os empreendedores estão acostumados a pensar em escala planetária. “A Singularity University trabalha em projetos capazes de impactar um bilhão de pessoas ao longo de dez anos”, explica
Stefani, co-fundador da Live Memo, plataforma na web que agrega
toda mídia social num só lugar.
Como projeto de fim de curso
na Singularity University, Stefani
e outros quatro estudantes criaram o Archy, um molde que, aco-

“

A transformação
foi drástica. Antes,
as pessoas vinham
trabalhar e não se
interessavam por
conhecer ninguém,
fazer contatos.
Queriam fazer dinheiro
e voltar ao Brasil”
Andrea Litto
Sócia na Silicon House

Andrea Litto e Henrique Setton: Silicon House surgiu em 2012

NÚMEROS

50%
Era o percentual de
profissionais empregados
nascidos fora dos EUA que
residiam no Vale do Silício em
2011, com grau universitário
ou pós-graduados.

64%
Era o percentual em 2011 de
profissionais nascidos no
estrangeiro que residiam no
vale e trabalhavam nos
segmentos de ciência e
engenharia.

plado à boca, faz a escovação e passa fio dental em 30 segundos. Terminadas as dez semanas, o brasileiro decidiu permanecer no Vale por
mais um mês, mesmo sem ter dinheiro para hospedagem e alimentação. “Quero voltar lá com emprego, para aprender mais”, conta.
Com 80 alunos de 36 países diferentes, a turma de Stefani na
Singularity é um retrato de um Vale do Silício cada vez mais aberto
aos talentos do exterior. Em 2011,
quase 50% dos profissionais empregados que residiam no Vale,
com grau universitário ou pósgraduados, haviam nascido fora
dos Estados Unidos, segundo dados da publicação “Silicon Valley
Index”. Nos segmentos de ciência
e engenharia, o percentual é ainda mais alto: 64%, contra uma
média americana de 26%.
Nas últimas décadas, aumentou a participação de brasileiros
em escolas de ponta americanas,
como Sloan School of Business, do
Massachusetts Institute of Technology. “O número de brasileiros na
Sloan cresceu muito desde que eu
me formei lá, 24 anos atrás”, compara Ricardo Betti, presidente do
Sloan Alumni Club do Brasil. Segundo Betti, nos últimos três
anos, em média 20 brasileiros por
ano concluíram o MBA da instituição. “Na minha época, eu era o único brasileiro da turma”, recorda.

“

Se você for capaz
de contar uma
boa história,
os investidores vão
se lembrar de você.
Outro ponto:
o relacionamento é
o mais importante
no Vale do Silício”
Angelika Blendstrup
Mentora da 500 Startups

Dicas para viver
com orçamento
de US$ 55 por
semana
Em agosto deste ano, quando terminou seu curso na Singularity
University, Renato Stefani estava
decidido a testar seus limites e
descobrir qual seria o menor valor necessário por semana para viver no Vale do Silício. Chegou a
gastar apenas US$ 55 por semana
durante o período extra de um
mês em que permaneceu na região. Voltou ao Brasil no fim de setembro e relatou sua experiência
num artigo publicado na internet, que reúne conselhos preciosos para empreendedores com orçamento muito restrito.
O sucesso da empreitada, alerta o engenheiro, depende em
grande parte da formação de uma
rede de contatos antes da chegada aos Estados Unidos. São esses
contatos — via comunidades do
Facebook como a “Brasileiros no
Vale” ou a “Brasileiros de Stanford”, por exemplo — que podem
ajudar na questão da moradia.
Um lugar no sofá da casa de um
conhecido significa uma economia de US$ 20 por dia, alerta Stefani no texto. Para quem dispõe
de um orçamento um pouco mais
robusto e deseja conhecer outros
empreendedores, há locais especializados em receber profissionais de companhias iniciantes: a
Startup Embassy e a Blackbox
Mansion, entre outros.
No capítulo alimentação, Stefani sugere um cardápio que mistura refeições e suplementos, sem recorrer à junk food. Para o café da
manhã e lanches, a base da dieta é
formada por peito de peru, pão integral, queijo e frutas, a um custo
de US$ 0,77 por dia. Para quem
não dispensa o café no desjejum,
Stefani ensina como aproveitar a
tradicional hospitalidade das companhias locais, com visitas no horário da manhã. “Apresente-se
por e-mail, e vá lá de qualquer jeito, tendo o e-mail sido respondido ou não. As empresas geralmente são muito abertas a visitantes. E
sim, elas tem café, e muita comida! Salve uns biscoitinhos e barras
de cereal para mais tarde”, aconselha ele no texto.
O jantar pode sair de graça se o
aspirante a magnata da internet
conseguir lugar num dos diversos
meetups (encontros com objetivo
de reunir empreendedores)que
acontecem durante a semana no
Vale. É preciso apenas checar se o
evento tem refeição patrocinada
por alguma empresa. Para se deslocar na região, Stefani recomenda a compra de uma bicicleta usada — a partir de US$ 25 no site de
classificados Craigslist.
20 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

▲

EMPRESAS

Com aporte
de US$ 2,4 mi,
Colingo
se tropicaliza
Plataforma de ensino de
inglês cria ferramentas
para ampliar número
de alunos brasileiros
Daniel Carmona
dcarmona@brasileconomico.com.br
São Paulo

Mais de 30 mil brasileiros já
passaram pelas aulas de inglês
da plataforma Colingo, o que
representa a maior comunidade entre os mais 150 mil cadastros, de 180 países, que estão
nas mãos do empreendedor do
Vale do Silício, nos Estados
Unidos, Benjamin Lowenstein. Com a proximidade de
grandes eventos como a Copa
do Mundo e os Jogos Olímpicos, o site virou referência para brasileiros que buscam aprimorar os conhecimentos na
língua estrangeira através do
contato direto, pela internet,
com professores americanos.
E, como contrapartida, Lowenstein, que recentemente
captou um investimento de
US$ 2,4 milhões, promete
apresentar novas ferramentas
focadas justamente em seu
principal público-alvo.
Além disso, está previsto
um investimento amplo em
marketing digital no Brasil —
um deles está relacionado a novos meios de pagamento. Hoje,
as aulas são pagas em dólar e
apenas através de cartão de crédito internacional. “Estamos
muito conscientes das dificuldades que muitos estudantes
brasileiros enfrentam pela necessidade de uso de um cartão
de crédito internacional e estamos buscando alternativas para isso”, explica Lowenstein.
Como ouvinte, o estudante pode frequentar as aulas gratuitamente. Para interagir com o
professor, no entanto, os pacotes partem de US$ 50 (cerca de
R$ 130) por mês. Não há limite
para o aprendizado, com sessões disponíveis 24 horas por
dia, durante 7 dias por semana.
Fundado há dois anos, a
ideia de criar o Colingo (em inglês, o “co-” é alusivo à conjunto, enquanto “-lingo” é linguagem informal”) surgiu depois
de um intercâmbio de Lowenstein no Chile. Segundo ele, os
métodos tradicionais de ensino de inglês com professores
não-nativos eram pouco eficazes para dar ao estudante fluência na conversação.
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 21
Divulgação

INFRAESTRUTURA

Trafigura faz adiantamento para obras
A trading holandesa Trafigura adiantou € 7,3 milhões para uma
fornecedora das obras de construção do Porto Sudeste, informou
a mineradora MMX na última sexta-feira. O adiantamento realizado
à empresa Defex “é de extrema importância para agilizar a retomada
das obras do Superporto Sudeste, cuja expectativa é iniciar suas
operações em meados de 2014”, disse a MMX em comunicado. Reuters

No Natal, entre
eletrônicos,
Samsung é a
mais lembrada
Segundo pesquisa, itens
de moda e acessórios
estão no topo da
intenção de compra
Gabriela Murno
gmurno@brasileconomico.com.br

A Samsung é a marca mais lembrada pelos brasileiros que pretendem comprar eletrônicos como presente de Natal, apontou
pesquisa da Hello Research,
que ouviu 1.200 pessoas de 70
cidades de todas as regiões do
país. Segundo o estudo, 82% da
população afirma que irá comprar ao menos um presente.
Os eletrônicos são os preferidos de 7% da população, com a
Samsung em primeiro lugar,
Nokia em segundo e LG na terceira colocação. Já entre os
smartphones, que ocupam o topo da preferência entre os eletrônicos, a primeira posição
também é da coreana, seguida
da LG e da Apple.

Segundo o
sócio-diretor
da Hello Research,
Davi Bertoncello, o
resultado é reflexo do
trabalho da coreana
nos últimos anos
A Samsung repete a liderança nas categorias televisores,
notebooks, câmeras fotográficas e filmadoras e tablets. A hegemonia da coreana só é quebrada na escolha de um aparelho de som para presentear,
em que a LG tem a preferência
dos brasileiros, seguida da
Sony e da própria Samsung.
Segundo o sócio-diretor da
Hello Research, Davi Bertoncello, o resultado é reflexo do trabalho da Samsung nos últimos
anos. “A pesquisa é realizada
desde o ano passado, mas temos indicações de levantamentos de outras fontes que apontam que esta é a primeira vez
que uma marca se destaca nos
seis maiores segmentos de eletrônicos”, diz ele.
Bertoncello explica que o estudo completo apontou que
itens de moda e acessórios são
os preferidos dos brasileiros para presentear no Natal, com
mais da metade das intenções
de compra no país. Depois estão
produtos dos segmentos de Brinquedos e Beleza/Perfumaria.
22 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

PLANO DE NEGÓCIOS
ERICA RIBEIRO
eribeiro@brasileconomico.com.br

Fotos Divulgação

AUDIOVISUAL EM FOCO
João Laet

O

mercado brasileiro de audiovisual
fatura hoje US$ 94 milhões.
No Rio, ficam concentrados 58%
deste montante, que inclui, em sua
cadeia produtiva, produtoras e
distribuidoras, entre as demais empresas
que englobam o setor. Em todo o país, há
199 produtoras independentes e 96%
delas são de pequeno porte. Desse total,
55 estão no Rio. São estas empresas que
dependem de incentivos para ampliar a
carteira de projetos e gerar empregos.
A Rio Film Comission vai fazer esse papel
no estado fluminense, aproximando as
grandes empresas internacionais, tais
como Paramount Pictures, Sony Pictures,
20th Century Fox, entre outras, destes
profissionais. Para isso, o órgão realizou
reuniões com os estúdios, nos EUA.
Criada em 2009, por meio de uma
parceria entre o governo do estado e a
prefeitura do Rio, a Rio Film Comission
está sediada na Rio Negócios, agência de
promoção de investimentos, devido a um
convênio com a RioFilme. “A Rio Film
Commission encabeçará um movimento
para que a cidade esteja cada vez mais
preparada para receber gravações e
filmagens de todos os tamanhos e
formatos, de curtas universitários às
grandes produções internacionais, tanto
para o mercado publicitário, quanto para
o cinema, TV e internet”, afirma Steve
Solot, presidente da Rio Film
Commission.
Em São Paulo, a promessa é a retomada
do Polo de Cinema de Paulínia, celeiro de
grandes produções e que também
concentra empresas de pequeno porte.
A partir do ano que vem, voltam os cursos
e editais para produção audiovisual. E o
festival de cinema da cidade também
retorna em julho, de acordo com a
secretaria municipal de cultura.

BH e Curitiba na rota
de expansão da Zacks
A rede de hamburguerias Zacks,
que começou com uma loja no
Centro do Rio, inaugura em
dezembro sua sexta filial carioca,
na Barra da Tijuca. Mas não é só na
cidade maravilhosa que a marca
quer crescer. Depois da abertura
de uma franquia em Brasília, a
empresa está avaliando pontos de
venda em Belo Horizonte e Curitiba.

Vendas aquecidas de
sorvetes na IceMellow
A IceMellow, de sorvetes e
sobremesas especiais, inaugura até
o final do ano oito franquias em São
Paulo, Rio, Brasília, Goiânia, Ceará
e Macapá. O plano, diz Ivan Almeida,
diretor da rede, é abrir pelo menos
30 lojas por ano até 2016. Hoje,
são 40 em funcionamento.
A expectativa é fechar o ano de
2013 com receita de R$ 25 milhões.

SOLUÇÕES E OPORTUNIDADES
■ A Gymboree-Brasil, rede de

franquias especializada em
educação para crianças, criada
em 1976 pelo empresário
português Nuno Simões, na
Califórnia, criou sua própria
linha de financiamento para
franqueados, que opera sem
intermediários e com uma taxa
básica de 1% ao mês. Com a
estratégia, pretende fechar o
ano com faturamento de R$ 2
milhões, abrir mais duas lojas
até o final de 2013 , além de 20
novas franquias em 2014. A
empresa tem R$ 1 milhão
disponível para empréstimo.

■ A ABF-Rio apresenta no próximo
Café com Franquia, dia 03 de
dezembro, a palestra “Revolução
Móvel e as Franquias” , mostrando
a relação do consumidor com
marcas, produtos e serviços no
ambiente virtual.
■ Opúblicoinfantilestána mira das

empresas. AFísico&Forma,de
produtos esportivos, abre no Rioa
Físico&FormaYoungAthlete, para
meninos e meninas deaté16anos,
emparceriacoma Nike. Ronaldo
Moura,diretorefundadorda marca,
esperaabocanhar15%desse
mercadono país. Aideiada parceria
F&F/Nike é, numfuturo próximo,
franqueareste formatodeloja.

Risoto bilingue para
gregos e troianos
A Risotto Mix — de gastronomia
rápida — inaugurou restaurante no
Aeroporto de Guarulhos. Investiu
em cardápio bilíngue, de olho no
aumento da movimentação de
estrangeiros a partir de 2014. Com 40
unidades em operação, a meta é abrir
uma loja por mês no ano que vem.
Coluna publicada às segundas-feiras
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 23

▲

FINANÇAS

Editora: Eliane Velloso
eliane.velloso@brasileconomico.com.br

IPO

CVC abre início de reserva de ações
Começou sexta-feira o período de reserva para participação da oferta
inicial de ações (IPO) da operadora de turismo CVC. O papel será
precificado no dia 5 de dezembro, estimado entre R$ 18 e R$ 22.
A operação pode movimentar até R$ 1 bilhão mas a oferta de ações
é secundária, com captação recursos para os sócios e não para a
empresa. A CVC é controlada pelo fundo Carlyle, dos EUA, com 63,6%.

Abrapp contesta propostas de
mudança em fundos de pensão
Para José de Souza Mendonça, presidente da entidade, legislações do seto são muito boas e ‘quem fala
em mudar tem interesse em seu benefício próprio e se utiliza de políticos que não têm conhecimento do assunto’
Murillo Constantino

Ivone Portes
iportes@brasileconomico.com.br
São Paulo

“As legislações que regulamentam
os fundos de pensão são muito boas
e não precisam de alterações.” A
afirmação é do diretor-presidente
da Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), José de Souza
Mendonça, em resposta à proposta
da senadora Ana Amélia (PP-RS),
que defendeu, durante audiência
pública na Comissão de Assuntos
Sociais do Senado na última quintafeira, novas regras para a governança dos fundos de pensão. “Quem fala em mudar as Leis Complementares nº 108/2001 e 109/2001 tem interesses em seu benefício próprio e
se utiliza de políticos que não têm
conhecimento do assunto”, disse
Mendonça em entrevista ao Brasil
Econômico.
Projeto de lei complementar
(PLP 161/2012), do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que também
participou da audiência, prevê a
atualização das duas leis, com o objetivo de assegurar maior “transparência e controle” das fundações. A
109 regulamenta o regime de previdência complementar, enquanto
que a 108 versa sobre os planos de
Previdência Complementar da
União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, e os respectivos entes
da Administração Pública indireta.
“Tudo é visão de participantes
querendo tomar conta da entidade.
Épreciso ter um equilíbrio entre patrocinadores e participantes nos
fundos, afinal o dinheiro vem também da entidade patrocinadora,
não só do participante”, afirmou o
diretor-presidente da Abrapp.
A audiência pública foi realizada a pedido da senadora Ana Amélia para discutir perdas de recursos
dos fundos estatais com investimentos, como o dos funcionários
dos Correios, o Postalis — que já
tem um déficit superior a R$ 1 bilhão —, ou o Aerus, dos ex-empregados da Varig e Transbrasil, que está sob intervenção.
No caso do Postalis, Mendonça
avalia que houve um problema sério de gestão, mas que foi logo identificado pela fiscalização. Segundo
ele, uma mudança na legislação
não evitaria esse tipo de problema,
porque trata-se de uma questão ética. “São pessoas que entram em

“

A Previ precisa ser
tratada como uma
entidade diferenciada,
porque tem um grande
volume de ativos.
Se ela vender sua
participação de uma
hora para a outra,
quebra a bolsa”
José de Souza Mendonça
Abrapp

Fundos terão
que limitar
participações

uma entidade para ganhar um salário e não para cumprir uma missão... Ter uma atuação honesta, séria, é necessária ao sistema.”
Para Mendonça, esse tipode problema pode até ocorrer nas entidades privadas, mas é muito mais improvável do que nas públicas, porque o gestor tem o interesse de trabalhar bem e está sob fiscalização
do patrocinador.
Quanto às fraudes nos fundos de
pensão municipais deflagradas recentemente pela Polícia Federal,
Mendonça ressaltou que os regimes
próprios não têm qualquer ligação
com a previdência complementar.
“Não são a mesma lei, não têm a

mesma estrutura, nem a mesma fiscalização. Não nos envolvemos
com os regimes próprios.”Mas concordou que eles precisam melhorar
eumadasideias seria abrira possibilidade de criar um multipatrocinado do governo, como a Funpresp,
que ficaria embaixo de um guardachuva do governo para melhorar a
gestão e acabar com os problemas.
Operação da PF em setembro último identificou irregularidades
em regimes próprios de diversas
prefeituras em vários Estados do
país. Os prefeitos e gestores dos regimes de previdência eram remunerados com um percentual sobre o
valor aplicado. O esquema contava

também com a intermediaçãode lobistas que faziam o elo entre agentes políticos e a quadrilha.
Em relação à necessidade de readequação das participações da Previ (previdência dos funcionários do
Banco do Brasil), ele considera que
o fundo precisa ser tratado de forma diferenciada. “A Previ é quase
um quarto de toda a previdência
complementar. O limite que vale
para o pequeno não pode valer para este fundo.”
O fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil tem
um patrimônio líquido de cerca de
R$ 160 bilhões e, segundo Mendonça, “é muito bem gerido”.

Os fundos de pensão podem
ser obrigados a ajustar sua
participação em empresas
a partir do ano que vem, para
atender determinação da
Superintendência Nacional
de Previdência Complementar
(PREVIC), que estabeleceu
limites ao perfil
de investimentos.
Baseada na resolução
nº 3.762, baixada pelo Banco
Central em 2009 , a regra
determina que o fundo destine
até 10% dos recursos em uma
única empresa e até 25% do
seu capital social. No caso da
Caixa de Previdência dos
Funcionários do Banco do
Brasil - Previ, por exemplo,
a medida exige que a fundação
reduza suas participações
em empresas como Vale,
Neoenergia e CPFL.
24 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

O MERCADO COMO ELE É...
LUIZ SÉRGIO GUIMARÃES
luiz.sergio@brasileconomico.com.br

COPOM DEFINE SELIC DE JANEIRO
Editoria de Arte

Q

ual será a Selic a vigorar a partir de 16 de janeiro? É isso o que
o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central irá
decidir depois de amanhã. De cada dez analistas, onze
apostam tudo o que têm na certeza de que, na quarta-feira, o Copom
irá elevar a Selic de 9,5% para 10%. Trata-se de fato consumado que,
contudo, renderá manchetes alardeando o fim do tabu político do
juro básico de dois dígitos. Não é isso o que o mercado quer saber.
O consenso termina no início da noite do dia 27, encerrada a última
reunião do ano do Copom. Há muita divergência entre os analistas
sobre o que o Comitê irá fazer no ano que vem. E principalmente
sobre a decisão que tomará no dia 15 de janeiro, data do primeiro
encontro de 2014, ano de Copa do Mundo e de radicalização política.
Como o Copom poderá indicar já
agora a taxa de 16 de janeiro? Não
será nada complicado. O BC vem
sinalizando com muita eficiência
o rumo certeiro da política monetária — de forma tão eficaz que praticamente a cada Copom toma
duas decisões, não uma — por
meio do comunicado expedido ao
término dos encontros. Nas últimas quatro reuniões, a nota não
se alterou, indicando a intenção,
sempre cumprida, de persistir elevando a Selic ao ritmo de 0,50 ponto por reunião.
O texto é o seguinte: “Dando
prosseguimento ao ajuste da taxa
básica de juros, o Copom decidiu,
por unanimidade, elevar a taxa Selic, sem viés. O Comitê avalia que
essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no
próximo ano”. Se, na quarta-feira, ele mantiver intocada a nota o
mercado entenderá que no dia 15
de janeiro a taxa básica subirá para 10,5%.
Mas o mercado está bem dividido sobre a manutenção ou a mudança do comunicado. Há três correntes. A menos numerosa sustenta que o BC irá encerrar o ciclo de
alta da taxa, iniciado em abril
quando estava em 7,25%, justamente depois de amanhã, quando
a Selic chegar a 10%. Para sinalizar o fim do movimento ascendente, o Copom terá de promover
uma diminuta revisão do comunicado. Bastará substituir o “dando
prosseguimento” por “dando por
encerrado” e acrescentar depois
que o efeito cumulativo do ciclo
de aperto de 2,75 pontos irá “colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no
próximo ano”.
A segunda ala de analistas é
bem mais encorpada que a primeira. Ela alinha-se à projeção do Boletim Focus segundo a qual o Copom irá, no dia 15, finalizar o ciclo
com uma alta de 0,25 ponto. Mudará o ritmo de avanço justamente para indicar o fim da escalada.
Mas isso irá exigir alterações mais
profundas no comunicado. A terceira corrente, a que congrega o
maior número de economistas de

instituições, está dispersa entre
prognósticos que vão de 10,5% a
até 12%.
Há um certo consenso, provisório, de que o Copom tenderá a ser
mais comedido no ano que vem.
Ele precisa dar um tempo no ciclo
de alta para avaliar com mais precisão o impacto das altas já realizadas sobre a inflação. Como uma
decisão de política monetária tem
um retardo estimado entre seis a
nove meses, toda a potência do juro de 10% estará agindo apenas
no terceiro trimestre de 2014, às
vésperas da eleição. Se o BC comprar o cenário do Boletim Focus (a
mediana de cem instituições do
mercado) é bem possível mesmo
que ponha fim ao ciclo de alta
quando a Selic chegar a 10,25%.
Pelo Focus, taxa nesse nível, desde que o câmbio não vá além de
R$ 2,40, conseguirá produzir um
IPCA de 5,91%. Trata-se de uma
taxa que está abaixo da meta de inflação de 6,5% da presidente Dilma Rousseff.
Há um bom argumento para o
BC moderar o peso de sua mão direita, a hawkish. Os analistas estão pessimistas acerca do ritmo
de expansão da economia no ano
que vem. O crédito está em desaceleração, as desonerações tributárias já se esgotam, o mercado de
trabalho envia sinais de arrefecimento e os investimentos podem
ser freados até se ter certeza de
quem assumirá o governo em
2015 e qual será a sua política econômica. Nesse ambiente, o Copom não pode errar na dose.
O que o BC pode fazer, ele está
fazendo, mas o grande problema é
que não controla plenamente a variável-chave de tudo isso: a taxa
de câmbio. Esta será definida de
fora, a partir das decisões do Federal Reserve (Fed) e da reação a elas
dos mercados globais. O programa de intervenções cambiais apenas consegue atenuar o viés principal desde que as expectativas racionais não cedam lugar ao tropel
ensandecido da manada em fuga.
Um dia depois do Copom, o Tesouro divulga dado ansiosamente aguardado pelo mercado. Trata-se do resultado primário do

BC vem sinalizando
com eficiência o rumo
da política monetária.
Se, na quarta-feira,
mantiver intocada a
nota, o mercado
entenderá que no dia 15
de janeiro a taxa básica
subirá para 10,5%

governo central em outubro. Depois da bomba despejada nas mesas de operações pelo déficit primário de R$ 10,5 bilhões em setembro, os analistas querem saber se houve a prometida recuperação em outubro. A expectativa
é de que, desta vez, venha um superávit, projetado em torno de
R$ 8 bilhões.
No dia seguinte, o BC divulga
sua nota referente à política fiscal,
também envolva em grande expectativa. A estimativa é de que o
resultado primário consolidado
de outubro, na casa de R$ 9 bilhões, zere o déficit do mesmo tamanho exibido em setembro. Se isso acontecer, há chance de suavização do péssimo humor do mercado futuro de juros da BM&F. Na
sexta-feira, de nada adiantou o dólar ter caído 1,04%, para R$
2,2830, seguindo a baixa do rendimento das treasuries de 10 anos,
de 2,79% para 2,76%. Os DIs persistiram em alta por causa da questão fiscal durante a maior parte do
pregão. O contrato para a virada
do ano subiu de 9,71% para
9,72%. E a taxa para janeiro de
2015 fechou estável a 10,88%, depois de ter avançado até 10,91%. É
a forma que o mercado tem para
indicar ao BC que terá de se esforçar mais na política monetária para neutralizar as sequelas inflacionárias da política fiscal.
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 25
Simon Dawson/Bloomberg

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FINANÇAS

CREDIT SUISSE

Ex-executivo pegará 2,5 anos de cadeia
Kareem Serageldin, ex-chefe mundial da área de crédito estruturado
do Credit Suisse Group AG, foi condenado a dois anos e meio
(30 meses) de prisão e multado em US$ 150 mil por sua participação
em um esquema para sobrevalorizar títulos lastreados em hipotecas
no final de 2007. Em abril, Serageldin se declarou culpado
de falsificar os livros e registros do Credit Suisse. Bloomberg

Paulo Fridman/Bloomberg

CURTA
Ibovespa sobe 0,21%, a 52.800 pontos
Seguindo tendência dos mercados
externos, o Ibovespa fechou
sexta-feira com alta de 0,21%, a
52.800 pontos, apoiado nas ações
da Vale e de construtoras, que
suplantaram a influência negativa
do setor financeiro. O giro de
negócios foi de R$ 6,3 bilhões.
A trajetória positiva dos
mercados norte-americanos
ajudou a bolsa brasileira a subir na

sessão, com o índice Dow Jones
mantendo-se acima dos 16.000
pontos — patamar superado pela
primeira vez na quinta-feira — e o
S&P acima de 1.800 pontos.
Mas na semana o Ibovespa
fechou em queda acumulada
de 1,22%, afetado pela realização
de lucros de investidores
e temores quanto ao futuro da
política monetária do Fed. Reuters

Pan diversifica carteira de crédito em ambiente com concorrência maior de bancos grandes

Pan diversifica
em busca de
melhor resultado
Concorrência maior no financiamento de veículos faz banco
da Caixa e do BTG Pactual ampliar atuação em novos segmentos
Marcelo Loureiro
marcelo.loureiro@brasileconomico.com.br

O cenário desafiador para os bancos médios, com aumento do custo de captação, queda nas margens e concorrência das grandes
instituições, vai ser enfrentado pelo Banco Pan com o crescimento
de modalidades como o crédito
imobiliário e o agronegócio. O
banco fechou o terceiro trimestre
com prejuízo de R$ 20 milhões, depois de lucrar R$ 12,7 milhões no
segundo trimestre.
“Era possível ter vendido carteiras e fechar com lucro. Mas o crédito cresceu apenas 2,2% do segundo para o terceiro trimestre”, explicou Willy Jordan, diretor de Relações com Investidores, em apresentação a investidores organizada pela Apimec do Rio de Janeiro.
A venda de carteiras é uma operação tradicional dos bancos médios, que têm mais capacidade comercial para conceder créditos do
que patrimônio para mantê-los.
“Preferimos assumir o prejuízo e
fortalecer o negócio. Isso prova
que o banco mudou. Estamos em
outra encarnação", exagerou Jordan, fazendo referência ao tempo
em que a instituição foi cenário de
fraudes calculadas em R$ 4,2 bi-

lhões, quando ainda pertencia ao
Grupo Silvio Santos.
A Caixa Econômica e o BTG Pactual são os atuais controladores do
Pan, que no fim de 2012 fechou a
compra do grupo Brazilian Securities por R$ 1,2 bilhão. A securitização de recebíveis está alinhada à
estratégia do Pan para melhorar
as margens da operação. “O segmento de crédito para a compra
de veículos está muito concorrido, e hoje o Pan é um banco com
portfolio variado. Outras modalidades têm apresentado taxas melhores, como o imobiliário”, conta Eduardo Domeque, diretor financeiro do banco. No terceiro trimestre, esse segmento cresceu
20,5%, ano a ano. O consignado,
novo foco dos grandes bancos, foi

Banco amplia atuação
nos segmentos
imobiliário e do
agronegócio, em busca
de melhores margens
e ativos para lastrear
captações com letras,
mais baratas que
o tradicional CDB

afetado pela concorrência
maior e avançou apenas 3,6%
no mesmo período.
Os créditos imobiliários são
usados na captação. Depois de
securitizados, se transformam
em letras de crédito, o que também ocorre com a carteira agrícola. Essas operações ajudaram o Pan a controlar o custo
de funding. Elas pagam prêmio
menor que outras captações
tradicionais, como o CDB, porque são isentas de imposto de
renda. “Vamos aumentar a carteira nesses setores para ter
mais lastro. Há mais procura
por letras do que conseguimos
ofertar”, conta Domeque. Junto com os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), os
dois tipos de letras captaram
R$ 2 bilhões no terceiro trimestre, alta de 29% ano a ano.
O presidente da ApimecRJ, Carlos Antonio Magalhães,
vê o setor com problemas, por
causa da alta dos juros e endividamento das famílias. “Creio
que 2014 vai ser ainda mais difícil”, previu. Para Jordan, “o
Pan passa por um momento de
recuperação. O desafio hoje é
melhorar margem e volume
com a economia deteriorada”.

SECRETARIA DA SAÚDE
COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE SUL
PUBLICAÇÃO DE EDITAL DE PREGÃO nº 023/2013-CRS/SUL
PROCESSO ADMINISTRATIVO nº 2013-0.220.263-0
MODALIDADE: PREGÃO ELETRÔNICO
OBJETO: Contratação de empresa especializada para prestação de serviço de
VIGILÂNCIA/SEGURANÇA PATRIMONIAL e VIGILÂNCIA ELETRÔNICA para as
Unidades pertencentes à Coordenadoria Regional de Saúde SUL, conforme
descrito no ANEXO I.
TIPO: MENOR PREÇO GLOBAL MENSAL
Endereço Eletrônico: http://www.comprasnet.gov.br
Entrega das propostas: 09/12/2013, até às 10:00 horas.

LOG-IN - LOGÍSTICA INTERMODAL S.A.

CNPJ nº 42.278.291/0001-24 - NIRE nº 3.330.026.074-9

EXTRATO DA ATA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DA LOG-IN - LOGÍSTICA INTERMODAL S/A, REALIZADA EM 12 DE NOVEMBRO
DE 2013. &HUWL¿FR TXH àV  TXDWRU]H
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pela Administração da Cia. a proposta de reescalonamento de vencimentos da dívida de
capital de giro da Cia., e tratativas com o %DQFR GR %UDVLO FRP D ¿QDOLGDGH GH EXVFDU XPD
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SECRETARIA DA SAÚDE
COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE CENTRO-OESTE - CRSCO
Abertura de Licitação
Encontra-se aberta na Coordenadoria Regional de Saúde Centro-Oeste
licitação na modalidade PREGÃO PRESENCIAL, do tipo menor preço
global mensal.
Processo nº 2012-0.351.957-1destinado à contratação de empresa especializada
na prestação de serviços de limpeza para as unidades desta Coordenadoria,
de acordo com as especificações do Anexo I do Edital. A sessão pública de pregão
ocorrerá às 14:00 horas do dia 25 de novembro de 2013, na Rua Dr. Renato
Paes de Barros, nº 77 - 6º andar - Itaim Bibi - São Paulo - CEP 04530-000.
Os documentos referentes ao credenciamento, os envelopes contendo as
propostas comerciais e os documentos de habilitação das empresas interessadas,
deverão ser entregues diretamente ao Pregoeiro, no momento da abertura da
sessão pública de pregão.
O edital do pregão poderá ser consultado e/ou obtido pelo site da PMSP,
no endereço: http://e-negocioscidadesp.prefeitura.sp.gov.br, ou na Coordenadoria
Regional de Saúde Centro-Oeste, local de realização do pregão, na Rua
Dr. Renato Paes de Barros nº 77 - Itaim Bibi - São Paulo - CEP 04530-000 2º andar - Assistência Jurídica São Paulo/SP, mediante a Guia de Recolhimento.
26 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

GALEÃO À VISTA

Fotos de Marcio Mercante
Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 27

‘RODOVIÁRIA DE
QUINTA’ É LEILOADA
POR R$ 19 BILHÕES

C

hamado pelo governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral de “rodoviária de quinta categoria”, o
Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim/Galeão, no Rio, foi concedido à iniciativa privada por
R$ 19 bilhões na última sexta-feira, um espantoso ágio 293% sobre o lance mínimo do leilão. O valor
supera os R$ 16,2 bilhões arrecadados com o Aeroporto Internacional André Franco Montoro/Guarulhos,
em São Paulo, e os R$ 15 bilhões do leilão do campo de Libra, maior reserva de petróleo do país. A
expectativa agora reside na capacidade do consórcio vencedor, formado pela construtora Odebrecht e pela
Changi, de Cingapura, para sanar os inúmeros problemas daquele que será a principal porta de entrada
para atletas e turistas estrangeiros que chegarão ao Brasil para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Com
prazo de concessão de 25 anos, o governo espera investimentos de R$ 5,7 bilhões no aeroporto, com a
construção de estacionamentos, pontes de embarque e ampliação de pistas, entre outros. No mesmo leilão,
o governo concedeu o Aeroporto Internacional Tancredo Neves/Confins, em Minas Gerais, por R$ 1,8 bilhão,
ao grupo formado por CCR, pela suíça Flughafen Zurich e pela alemã Flughafen Munchen.
28 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013

▲

MUNDO

Tomas Bravo/Reuters

HONDURAS

Nome do novo presidente sai hoje
Sai nesta manhã o resultado das eleições para presidente de
Honduras. Pesquisas mostravam que a disputa para o cargo era
acirrada entre a mulher do ex-presidente Zelaya, deposto em 2009,
Xiomara Castro, e o candidato do governo, Juan Orlando Hernández.
Ontem, 5 milhões de eleitores compareceram às urnas. Além
da presidência, eles escolheram prefeitos e parlamentares. Reuters

Editor: Gabriel de Sales
gsales@brasileconomico.com.br

Mike Mergen/Bloomberg

Irã fecha
acordo com
seis potências
mundiais
Em troca da limitação de
programa nuclear do país,
embargos econômicos
impostos serão revistos

Vendas de produtos relacionados às férias, como roupas e eletrônicos aumentarão 4,9 % em 2013, segundo a consultoria FTI

Varejo dos EUA prevê
boas vendas no Natal
Movimento melhora em outubro e deixa comércio otimista em relação a dezembro,
previsão avalizada por analistas com base no desemprego menor e gasolina mais barata
Os americanos parecem estar com
vontade de fazer compras de fim
de ano em um momento em que
seu poder de consumo ganha fôlego com mais oferta de empregos e
com a gasolina mais barata. Os
consumidores gastaram no ritmo
mais rápido em três meses em outubro, abocanhando de tudo, de
roupas e eletrônicos até produtos
esportivos e refeições em restaurantes, mostrou em 20 de novembro um relatório do governo. Os
economistas, surpresos com a força dos gastos, disseram que o ritmo se manterá até o final do ano.
“Os consumidores estão ligeiramente melhor” em comparação com o ano passado, disse Thomas Simons, estrategista de mercado financeiro da Jefferies LLC,
em Nova York. “Nós temos criado empregos e embora os salários
estejam um pouco achatados, as
pessoas que não vinham ganhando nada antes estão ganhando alguma coisa agora”.
Essa resiliência pode significar
que as previsões mais desastrosas
para a temporada de compras de
férias não se cumprirão, dando

Os consumidores
gastaram no ritmo
mais rápido em três
meses em outubro,
abocanhando de tudo,
de roupas e eletrônicos
até produtos
esportivos e refeições
em restaurantes

um alívio para redes varejistas como a Macy’s Inc. e a Best Buy Co.,
que avisaram que darão descontos
para aumentar as vendas.
Economistas da Morgan Stanley e da JPMorgan Chase Co. estão
entre os que preveem que os gastos dos consumidores subirão em
relação ao seu desempenho mais
fraco em mais de dois anos, ajudando a economia a crescer mesmo
emummomentoem que asempresas diminuem a produção para se
livrarem de estoques inchados.
As vendas no varejo subiram
0,4% em outubro, maior nível
em três meses, e representam ganhos em nove de 13 categorias,
mostraram em 20 de novembro
números do Departamento de Comércio americano. A mediana
prevista por economistas consultados pela Bloomberg projetou
um avanço de 0,1%.
“Nós achamos que o período
até a temporada de compras de férias é uma mostra importante de
como as vendas se darão nessa
época fundamental do ano”, disse Peter D’Antonio, economista
da Citigroup Global Markets Inc.

em Nova York, em uma nota de
pesquisa. Com base em seus cálculos, o aumento para as grandes
redes de varejo foi de 0,6%, o
maior desde meados de 2012.
As vendas de mercadorias relacionadas às férias, tais como roupas, móveis e eletrônicos aumentarão 4,9% em 2013, segundo a
FTI Consulting.
O fato de os consumidores continuarem gastando apesar dos problemas de Washington é um bom
presságio para a economia, disse
Joel Naroff, presidente da Naroff
Economic Advisors em Holland,
Pensilvânia. Mesmo com questões não respondidas a respeito
das novas regulações de saúde, o
debate sobre o teto da dívida e a paralisação do governo, os americanos não vacilaram, disse ele. “Os
consumidores estão enfrentando
um caos potencial e apesar de terem todos os motivos para não gastar dinheiro, eles gastaram”, disse
Naroff. “Eles não traduziram o
que aconteceu em Washington
em coisas negativas para eles. Eles
mostraram muita inteligência”.
Victoria Stilwell, Bloomberg News

“Este é apenas o primeiro passo.
Precisamos começar a nos mover
para restaurar a confiança”. Foi assim, otimista, que o ministro das
Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, falou, em entrevista coletiva no domingo, sobre o primeiro acordo internacional fechado entre o país e outras
seis potências mundiais que simboliza a reaproximação de Teerã
com o Ocidente. Na madrugada
de sábado para domingo, após
exaustiva negociação, Estados
Unidos, França, Alemanha, GrãBretanha, China e Rússia receberam o aval do líder supremo do
Irã, aiatolá Ali Khamenei, e selaram o acordo que limita o programa nuclear iraniano em troca de
um alívio de US$ 7 bilhões por seis
meses nas sanções econômicas impostas ao país.
O Irã concordou em reduzir
suas atividades nucleares e em
troca ganhou um abrandamento
das sanções ligadas aos setores
de petróleo, autopeças, ouro e
metais preciosos. O acordo, que
permite ainda que o país continue exportando petróleo nos níveis atuais, é reversível e foi anunciado no domingo, depois de cinco dias de negociações em Genebra, na Suíça.Afetados pelas sanções, muitos iranianos expressaram satisfação nas ruas pelo avanço e a expectativa de melhora
econômica no país. O rial, moeda iraniana, dizimada este ano
devido às sanções, valorizou
mais de 3% no domingo, logo depois que o acordo foi anunciado.
A negociação entre Teerã e o
Ocidente é o primeiro passo para
o fim de um longo impasse em torno do programa nuclear do Irã, iniciado em 2003. Desde então, as dúvidas da comunidade internacional sobre as finalidades do programa nuclear têm ajudado a aprofundar o racha no Oriente Médio e levado ameaças diretas de ação militar por parte dos Estados Unidos e
de Israel na região.
Em entrevista coletiva, o presidente norte-americano, Barack
Obama, comemorou o acordo e
disse que a negociação conseguiu
eliminar possíveis meios para Teerã chegar a uma bomba nuclear.
Inimigo público do Irã, Israel, no
entanto, preferiu categorizar o
acordo internacional como um ‘erro histórico’. Com agências

Entrevista completa de Rui Falcão para Brasil Econômico

  • 1.
    INDICADORES Brasil Econom ico Ações daIbovespa (em pontos) 54.307 53.451 53.032 52.688 52.800 www.brasileconomico.com.br 14/11 18/11 19/11 21/11 22/11 O deputado Rui Falcão, eleito para mais quatro anos na presidência do PT, acredita que Dilma Rousseff tem excelentes chances de reeleição, uma vez que a conjuntura econômica está amplamente favorável. O que atrapalha, diz ele, é o pessimismo. “A principal crítica que faço à oposição é a de alimentar uma expectativa inflacionária e de criar no exterior uma ideia de economia instável que não existe”. Mas para ele nada disso contará na eleição de 2014, pois o voto vai espelhar a situação do país. Além disso, ele ressalta que o partido tem um trunfo a mais no esforço para reeleger a presidenta. “Agora temos o Lula leve, livre e solto”. P4a7 ‘‘ terrorismo A oposição cria uma espécie de ‘‘ Murillo Constantino PUBLISHER RAMIRO ALVES . CHEFE DE REDAÇÃO OCTÁVIO COSTA . EDITORA CHEFE SONIA SOARES . EDITORA CHEFE (SP) ADRIANA TEIXEIRA . SEGUNDA-FEIRA 25 DE NOVEMBRO DE 2013 . ANO 5 . Nº 1.065 . R$ 3,00 econômico EMPREENDEDORES ENERGIA TECNOLOGIA Novo perfil de brasileiros no Vale do Silício Empresas pedem leilão por fontes Gigantes disputam pole na F1 Pequenos empresários vão aos EUA para aprender na prática a criar e desenvolver novos negócios. P18e19 Estudo mostra que mudança para venda por fonte geradora e região pode incentivar alternativa ao petróleo. P8 Empresas como Microsoft e SAP brigam por espaço para análise de dados, após mudança de normas. P12e13 INFORME NY As artimanhas no mercado de câmbio de grandes bancos sob investigação. P29 MOSAICO Beneficência Portuguesa de SP condenada por cobrança de pacientes do SUS. P2 MOBILIDADE Os impactos da redução das tarifas após manifestações começam a aparecer. P10
  • 2.
    2 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 MOSAICO POLÍTICO GILBERTO NASCIMENTO gilberto.nascimento@brasileconomico.com.br BENEFICÊNCIA CONDENADA “ Lembro que o retorno não é só material. A aplicação nestas obras traz um bem estar extraordinário para o espírito” O empresário Antônio Ermírio de Moraes, do conglomerado Votorantim, e um grupo de médicos do primeiro escalão do corpo clínico do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, um dos maiores e mais importantes do País, foram condenados pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região por improbidade administrativa. A decisão saiu no último 12. O Ministério Público Federal em São Paulo entrou com uma ação pública contra eles em 1997, quando constatou que o hospital teria feito cobranças irregulares de pacientes que eram atendidos lá em razão do convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). Graças à decisão, os réus e empresas dos quais são acionistas majoritários estão impedidos de fazer contratos com o poder público e de receberem benefícios e incentivos fiscais. Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem Thiago Duran/ AgNews O grupo ainda foi condenado à perda da função pública, a ressarcir os pacientes que tiveram de pagar indevidamente por tratamento que já era bancado com recursos públicos e ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos. A Justiça decidiu também que a Beneficência deve atender integralmente a todos os pacientes do SUS sem cobrar nenhum valor a mais, como está previsto no convênio da entidade com o poder público. O hospital será multado em R$ 100 mil cada vez que for constatada uma nova cobrança irregular. Ermírio foi presidente da diretoria administrativa da Beneficência Portuguesa por 40 anos. Atualmente, o cargo é ocupado pelo seu filho caçula, Rubens Ermínio de Moraes. Afastado dos negócios e do comando do hospital por problemas de saúde, o empresário, aos 85 anos, segue como presidente de honra da entidade. ao sugerir que os fiéis apliquem o 13º salário na compra de seus CD e livro PTB cria grupo para estudar trânsito O PTB de São Paulo criou um departamento de Trânsito e Transporte. O objetivo, segundo seu presidente, deputado Campos Machado, é apresentar propostas para a melhoria do trânsito. “Os problemas do caótico e inseguro trânsito começam na falta de disciplinas envolvendo o assunto na rede escolar e continuam na má formação dos condutores”, diz Machado. Divulgação Irmão do prefeito Marinho seguiu Frei Chico Decisão não afetaVotorantim MPF investigou 88 denúncias Hospital vê “equívocos” A proibição de obter benefícios e fazer contratos com o poder público não deve afetar a Votorantim, já que Ermírio não é sócio majoritário das empresas. No hospital, seu cargo é honorífico. Os médicos não poderão atender pacientes do SUS. O MPF investigou 88 denúncias de cobranças irregulares dentro do hospital e constatou o problema em 81. Os médicos só foram denunciados quando havia indícios de que ameaçavam prejudicar quem não queria ou não podia pagar. Procurada, a Beneficência Portuguesa divulgou comunicado em que afirma que existem equívocos no acórdão que serão objetos de recurso oportunamente. O hospital ressalta que o processo corre em segredo de Justiça. CARTAS Padre Marcelo Rossi, O novo presidente do PT de São Bernardo do Campo, no ABC, é o metalúrgico Brás Marinho. Tal qual Frei Chico, o irmão comunista que levou Lula para o sindicato, Brás - o mais velho na família -. também carregou o caçula Luiz Marinho para a política. Era ligado a grupos católicos. Continuou na “base”, enquanto o irmão virou presidente da CUT, ministro e prefeito de São Bernardo. Cartas para a redação: Rua dos Inválidos, 198, 1º andar, CEP 20231-048, Lapa, Rio de Janeiro (RJ). E-mail: redacao@brasileconomico.com.br As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. Em razão de espaço ou clareza, Brasil Econômico reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em www.brasileconomico.com.br Micros também merecem apoio do BNDES Marcas populares devem manter preços acessíveis Ônibus elétrico traz qualidade para o ar de São Paulo Alguém lúcido dentro do BNDES vai acordar e entender que microempresas também geram empregos e precisam de apoio do banco estatal? Quando isso vai acontecer? Financia somente grandes empresas, um empresário chamado Eike Batista, mas nunca concede financiamentos para os que criam empregos. As chamadas marcas populares entenderam que o seu público mudou. Quem compra em suas lojas quer ter acesso à moda que faz sucesso pelo Brasil e pelo mundo. Mas elas não podem perder o foco no preço. Acredito que estes novos endereços nobres só vão encarecer os produtos, que não têm tanta qualidade assim. Isso muda o seu conceito. Excelente notícia. Nem me importaria de pagar uma passagem mais cara para usar um transporte verde, pelo menos sei que seria pelo bem estar da cidade e da população. A quantidade de poluição que geramos com carros, caminhões e ônibus é absurda. Não tem rodízio que dê jeito no trânsito e no ar de São Paulo. André Luiz Mariana Abreu Fabio Gama Via Facebook Rio de Janeiro, RJ São Paulo, SP INDICADORES O principal índice da Bovespa encerrou a sexta-feira com leve alta, apoiado nas ações da Vale e de construtoras, que suplantaram a influência negativa do setor financeiro. O giro do pregão foi de R$ 6,3 bi. TAXAS DE CÂMBIO ▼ Dólar comercial (R$ / US$) COMPRA VENDA 2,2810 2,2830 ▼ Euro (R$ / E) 3,0996 3,1010 JUROS ■ Selic (ao ano) META EFETIVA BOLSAS ▲ Bovespa - São Paulo ▲ Dow Jones - Nova York ▼ FTSE 100 - Londres 9,5% 9,4% VAR. % ÍNDICES 0,21 52.800,00 0,31 16.059,02 0,11 6.674,30
  • 3.
    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 3 ▲ BRASIL Divulgação ATIVIDADE Economia do DF cresce mais que a média O Distrito Federal teve um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de R$ 63.020 em 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor é duas vezes maior que o registrado pelo segundo colocado do ranking nacional, São Paulo, que foi de R$ 32.449. O PIB per capita do Distrito Federal é também três vezes maior que o da média nacional, de R$ 21.585. ABr Editor: Paulo Henrique de Noronha paulo.noronha@brasileconomico.com.br Cunha Lima desequilibra a disputa eleitoral na Paraíba Aliado do atual governador Ricardo Coutinho, o senador tucano desponta com 52% das intenções de votos na pesquisa do Instituto Vox Populi. Lima, no entanto, ainda não confirmou se irá concorrer ao governo do estado Patrycia Monteiro Rizzotto Governador Senador Com sobrenome tradicional na política paraibana, o líder nas pesquisas já foi prefeito de Campina Grande e governador. Aos 21 anos, participou da elaboração da Constituinte de 1988. Emergiu como liderança política dos movimentos sociais e foi prefeito de João Pessoa . O seu ponto negativo está na dificuldade de conciliação com membros da Assembleia Legislativa. Seu berço político é Campina Grande. Ele aparece com 10% das intenções de voto nas pesquisas, mas não deve se candidatar. Assim, abrirá espaço para o seu irmão Veneziano Vital. der de fogo com sua transferência de votos”, lembra. Segundo o cientista político, Cássio Cunha Lima tem a seu favor a experiência administrativa e a trajetória política, tendo sido deputado federal aos 21 anos e participado da elaboração da Constituinte de 1988. “Ele é bom de oratória, tem discursos memoráveis e é muito carismático. Seu único ponto fraco é a condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após denúncias de compra de voto durante a campanha eleitoral de 2006, quando disputou o governo de estado contra José Maranhão (PMDB)”, diz. Por causa dessa condenação, Cunha Lima foi considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa em 2010, quando disputou uma vaga no Senado e saiu como o mais bem votado do pleito, com mais de 1 mi- Ricardo Coutinho confirmou sua candidatura à reeleição e o desejo de manter antigas alianças. Segundo ele, Cássio Cunha Lima não tem interesse em disputar cargo público em 2014 lhão de votos. “Ele assumiu o posto no Senado com um ano de atraso, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Lei da Ficha Limpa não retroagiria para as eleições de 2010. Mas a questão ainda está tramitando na Justiça, o que causa uma certa insegurança jurídica em torno do seu nome. Para não arriscar os outros quatro anos que ainda tem pela frente no atual mandato como senador, é bem possível que ele não se candidate e mantenha seu apoio a Ricardo Coutinho. Assim, em 2018, ele pode se candidatar ao governo, enquanto Coutinho disputa o Senado”, analisa. Para Machado, o atual governador tem como ponto forte a imagem de bom gestor e de político desvinculado das oligarquias. “Bioquímico de formação, ele foi uma liderança que emergiu dos movi- VENEZIANO VITAL (PMDB) Ex-prefeito de Campina Grande Conquistou imagem positiva em seu primeiro mandato na prefeitura, mas não manteve a boa avaliação no segundo. O partido já confirmou sua candidatura. Divulgação X Geraldo Magela/Ag. Senado VITAL DO RÊGO (PMDB) Wilson Dias/ABr RICARDO COUTINHO (PSB) Waldemir Barreto/Ag. Senado O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) é o fiel da balança na eleição para o governo do estado da Paraíba no ano que vem. Mas, ironicamente, é o único nome ainda não confirmado no cenário pré-eleitoral. Depois de cumprir três mandatos como prefeito de Campina Grande, segunda maior cidade paraibana, e mais dois como governador, o tucano é um nome forte no cenário político local, e desponta nas pesquisas de intenção de voto com 52% da preferência do eleitorado, de acordo com sondagem recente realizada pelo Vox Populi. O segundo colocado nas pesquisas é o atual governador, Ricardo Coutinho, do PSB, seguido por Veneziano Vital, do PMDB, também ex-prefeito de Campina Grande. “Contudo, Cássio Cunha Lima é aliado de Ricardo Coutinho. Sem o apoio do senador do PSDB, o governador possivelmente não teria vencido o pleito de 2010. A candidatura ou não de Cássio Cunha Lima ao governo define todo o cenário eleitoral de 2014 aqui no estado”, afirma Fábio Machado, cientista político da Universidade Federal de Campina Grande. Segundo o professor, se Cunha Lima não se candidatar, Ricardo Coutinho deverá despontar como o favorito. Mas, se ele se candidatar, é possível que abra espaço para outras candidaturas alternativas. Entre as mais viáveis está a do Partido dos Trabalhadores (PT). “O Luciano Cartaxo, do PT, venceu a eleição para a prefeitura de João Pessoa no ano passado, com 63% dos votos no segundo turno. Esse resultado, somado ao atual prestígio de Dilma Rousseff, traria competitividade à candidatura própria do partido na Paraíba”, reflete Machado, mencionando que Lula e Dilma venceram todos os pleitos presidenciais no estado, menos em Campina Grande onde o candidato José Serra foi o vencedor. “Campina Grande é o berço eleitoral de Cássio Cunha Lima e de sua família com sobrenome tradicional na política paraibana. Na campanha de 2010, Cunha Lima trouxe José Serra para o município e mostrou seu po- CÁSSIO CUNHA LIMA (PSDB) Senador pmonteiro@brasileconomico.com.br São Paulo mentos sociais. Mas seu ponto fraco seria seu estilo pouco conciliador. Ele bate de frente com os deputados da Assembleia e não aceita fazer concessões, como dar cargos no governo em troca de apoio político, por exemplo”, afirma. Já o candidato Veneziano Vital tem a seu favor o fato de ser jovem, de fazer parte do PMDB, o maior partido do estado, e de ter um sobrenome tradicional na política paraibana. O PMDB confirma que vai lançar a candidatura de Veneziano Vital e que já busca apoio de alguns partidos — como PT, PP, PSC, PR, PEN, PT do B e PTC. O governador Ricardo Coutinho, por sua vez, também confirma sua candidatura e deixa claro que conta com o apoio do aliado Cássio Cunha Lima. “Sou candidato à reeleição e quero manter a mesma aliança de 2010”, ressalta.
  • 4.
    4 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ BRASIL ENTREVISTA RUI FALCÃO Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) ‘NA ELEIÇÃO DE 2014, TEREMOS LULA LEVE, LIVRE E SOLTO’ Três vezes por semana, o deputado estadual Rui Falcão acorda às 5h30 para fazer ginástica no prédio onde mora no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Eleito para novo mandato na presidência nacional do PT, é assim que se prepara para enfrentar a agenda lotada e a arrancada de seu partido para a eleição de 2014. Os últimos dias, com a prisão do ex-dirigentes petistas envolvidos no mensalão, foram especialmente tensos, mas Rui, que completa 70 anos amanhã, acredita que o foco dos eleitores será outro. A exemplo do que aconteceu em 2010, o voto vai espelhar a situação do país. E, em sua avaliação, o governo da presidenta Dilma Rousseff, além dos programas sociais, vem colhendo bons resultados na economia, com reservas em alta, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), inflação sob controle e desemprego baixo. O que atrapalha, diz, é o pessimismo: “A oposição, de forma irresponsável — ao ponto de ir ao exterior dizer que o Brasil é instável, Gilberto Nascimento, Octávio Costa e Patrycia Monteiro Rizzotto redacao@brasileconomico.com.br A prisão de José Genoíno, José Dirceu e Delúbio Soares pode prejudicar o PT no ano que vem? Desde o início desse julgamento esse processo ficou caracterizado por um conteúdo político. Em novembro de 2012, soltamos um documento da Executiva Nacional com uma posição muito crítica sobre a forma como o processo foi conduzido. Eles não deram atenção às provas dos autos na sua inteireza, usaram uma teoria totalmente desfocada do que ela realmente é — a chamada teoria do “domínio do fato” — se basearam muito em ilações e presun- que não se deve investir aqui — cria na população uma espécie de terrorismo econômico, projetando índices de inflação totalmente fora das previsões”. No outro prato da balança, Rui conta com um trunfo que, a seu ver, desequilibra o páreo: “Vamos ter um diferencial em relação à ultima eleição. Agora temos o Lula livre, leve e solto. Ele não tem mais as injunções da Presidência, disponível apenas nos fins de semana ou à noite”. No esforço para reeleger Dilma, o PT considera vital se sair bem nas disputas pelos governos de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais: “Esse é um triângulo das Bermudas, nenhum deles pode sumir”. Ao fim da entrevista, Rui Falcão foi avisado por telefone que José Genoíno fora autorizado a sair da prisão por motivo de saúde. Sorriu, fez um sinal de positivo, mas voltou a criticar o presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF), Joaquim Barbosa, por negar a prisão domiciliar definitiva ao ex-presidente do PT. ções, invertendo o ônus da prova e fazendo com que os réus tivessem que provar sua inocência. Enfim, um processo que contrariou boa parte da tradição jurídica do próprio STF. Houve condenações sem provas. Além disso, as penas foram excessivas. Eles não respeitaram o que valeu para o mensalão tucano, que foi dar o direito à dupla instância de jurisdição — houve réus sem foro especial que foram julgados em foro especial, o que impediu a apresentação de recursos. E reafirmamos que nunca houve pagamento de mensalidade para ninguém, que não houve utilização de recursos públicos, como fica demonstrado quando se analisa a questão do Visanet, que ninguém enriqueceu pessoalmente. Reivindicamos o direito de eles poderem recorrer a todas as possibilidades jurídicas para evitar aquelas penalidades. Isso depois se desdobrou naquela história dos embargos e mesmo na pretensão que alguns têm de recorrer em cortes internacionais. Com isso em mãos, houve as eleições municipais. A Ação Penal 470 interferiu nas eleições municipais? É difícil medir, mas com toda espetacularização, o PT foi o partido mais votado nacionalmente em 2012, com mais de 16 milhões de votos. Agora, enfrentamos mais um casuísmo. Como assim? Fatiaram as penas. O conceito de decisão de última instância, “ O mensalão contrariou a tradição do STF. Houve condenações sem provas. As penas foram excessivas. Foram colocados em regime fechado quando as penas determinavam regime semiaberto” de coisa julgada, foi visto pela metade; coisa julgada é o encerramento total do processo. Havendo embargos infringentes pendentes, as penas não poderiam ser cumpridas. Essa é a minha opinião, e eu não estou sozinho, muitos juristas têm o mesmo entendimento. Mas ainda que se considere que era possível fatiar as penas, houve uma série de ilegalidades. Primeiro, a retirada dos três companheiros daqui de São Paulo. O cumprimento das penas, sobretudo no regime semiaberto, deve se dar próximo ao domicílio dos réus. Segundo, havia uma pessoa nitidamente com condições de saúde precárias — José Genoíno — cuja vida foi colocada em risco pela remoção de avião, ain- da mais algemado. Não havia nenhuma necessidade de algemálos no avião, até porque eles se apresentaram voluntariamente. É pouco provável que alguém que se apresenta voluntariamente vá esperar estar no avião para agir violentamente. Terceiro, até hoje eles não estão em regime semiaberto. Eles foram colocados arbitrariamente em regime fechado quando as penas determinavam que o regime era semiaberto. Aliás, o presidente do STF fez uma ordem de prisão genérica e, mesmo tendo sido instado a precisar o tipo de regime, ele se recusou a fazê-lo, deixando o sistema penitenciário sem saber o que fazer. A carta de sentença demorou e só chegou bem depois ao juiz de execução crimi-
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    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 5 Kiyoshi Ota/Bloomberg TRANSAÇÕES CORRENTES Em outubro, déficit de US$ 7,132 bi O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 7,132 bilhões em outubro, o maior para esse mês, afetado pela balança comercial e remessas de lucros e dividendos, rombo que não foi coberto pelos investimentos estrangeiros produtivos. Segundo o Banco Central, os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) ficaram em US$ 5,362 bilhões, em linha com o esperado. Reuters Murillo Constantino atendendo a ACM Neto, a Geraldo Alckmin, a Márcio Lacerda e a Fernando Haddad. Houve o pacto da educação, com 100% de destinação dos royalties e todas as receitas do petróleo para a educação. O pacto pela saúde, materializado com novos investimentos, com o saneamento das Santas Casas e, principalmente, o lançamento do Mais Médicos, cuja aprovação da população é inquestionável. E o pacto pela reforma política. A presidenta tomou a iniciativa de sugerir o plebiscito ao Congresso para consultar a população sobre o sistema político eleitoral. Há um requerimento assinado por 189 deputados para votar o decreto do plebiscito no Congresso, está parado, mas há essa iniciativa. E um conjunto de entidades propôs, e o PT aderiu à ideia, o plebiscito popular em defesa da reforma política, uma iniciativa da CUT, semelhante ao plebiscito realizado contra a Alca. Esses encaminhamentos que a presidenta propôs estão sendo concretizados e há uma recuperação da popularidade dela nas pesquisas. Dilma continua liderando as intenções de voto, o que não significa que ela já está eleita. É uma liderança de muitos meses, apesar de diversos fatos criados — como a tentativa de formalização da candidatura do PSDB e a aliança de Eduardo Campos com Marina Silva. O economista Delfim Netto, que é ouvido pelo ministroGuido Mantegaepelaprópriapresidenta,disse que o Brasil corre o risco de enfrentar uma tempestade na área econômica e que isso pode prejudicar o governo nas eleições... “ As pessoas sabem que o fato de termos alguns militantes condenados e presos não significa que seja o PT. Há milhões de pessoas que se identificam com a gente e que vão votar no PT” nal de Brasília. Essa série de arbitrariedades está criando um clima de indignação na sociedade. Muitos juristas de renome se manifestaram por escrito. Há uma solidariedade grande ao Genoíno e há uma condenação não ao cumprimento da pena, mas à maneira como se procedeu para prender os companheiros. Mas isso afeta o PT em 2014? Pelo que eu li sobre a posição dos políticos oposicionistas e dos próprios marqueteiros deles, é preciso ter outro discurso para a população. Após 2010, eles concluíram que é preciso falar mais de perto sobre as preocupações da população, sua qualidade de vida, apresentando al- ternativas para o futuro. Acho que se eles incorrerem nessa estratégia, novamente não vão produzir resultados eleitorais. As pessoas sabem que o fato de termos alguns militantes condenados e presos não significa que seja o PT. Há milhões de pessoas que se identificam com a gente no país e que vão votar na gente pelo tipo de governo que estamos imprimindo. A população demonstra preocupação hoje é com a estabilidade econômica, com a manutenção dos empregos, com a distribuição de renda, com a valorização de seus salários e principalmente com a melhoria da qualidade dos serviços públicos, seja na saúde ou na educação, seja no transporte ou no saneamento. São esses os fatores favoráveis à administração do PT? Sim, porque desde junho esse sentimento foi acentuado e os cinco pactos que a presidenta propôs, e que estão em andamento, dizem respeito a essas demandas. O pacto da estabilidade econômica e fiscal, agora reforçado com a adesão de todos os líderes e presidentes da base aliada, visa não onerar o Orçamento da União com novas despesas e evitar a queda de receitas. O segundo pacto é o da mobilidade urbana, que está resultando em mais de R$ 90 bilhões de investimentos de diversos tipos de projetos nas regiões metropolitanas, sem discriminar nenhum governo ou partido, Nós já sobrevivemos e escapamos bem da crise de 2008 e do repique de 2011, recorrendo a medidas contrárias às que vêm sendo adotadas na Europa — de austeridade total, de redução de crédito, de barrar as possibilidades de consumo. Aqui, seguimos um caminho inverso. Os últimos índices de emprego mostram que conseguimos bons resultados. Estamos com nível de reservas elevado. Estamos dando continuidade aos projetos de concessões. Várias prefeituras estão com projetos para receber recursos para investir em saneamento. Minha Casa Minha Vida completou mais de 2 milhões de imóveis contratados, em construção. Isso significa fôlego para a construção civil, que sabidamente gera emprego. Cresceu a participação de pequenas construtoras no programa. Ou seja, a economia vai continuar girando. Ela está bem arrumada e a situação está sob controle.
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    6 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ BRASIL ENTREVISTA RUI FALCÃO Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) “NÃO PODEMOS PERDER O ‘TRIÂNGULO DAS BERMUDAS’: RIO, SP E MG” A economia está sob controle, mas indo para uma taxa de dois dígitos... É recomendável um aumento de juros neste momento? Não sei, não sou Banco Central. Preferencialmente, numa economia que está em crescimento, ela tem que ser rebaixada. Quando se tem uma crise mundial nos parâmetros que está, quando se tem a insegurança em relação ao que vai acontecer com o Quantitative Easing nos EUA — que volta e meia eles ameaçam reduzir e não reduzem — é necessário monitorar a economia dentro dessa expectativa. O que me preocupa é que a oposição, de forma irresponsável — a ponto de ir ao exterior dizer que o Brasil é instável, que não se deve investir aqui — cria na população uma espécie de terrorismo econômico, projetando índices de inflação totalmente fora das previsões de qualquer instituto. Tanto é que as pesquisas mostram que a população considera que a vida melhorou, que está satisfeita de morar em sua cidade, que o governo e a economia estão no caminho certo, mas acha que a inflação vai aumentar. Esse desconforto é provocado, induzido, e ao mesmo tempo pode criar o que os economistas chamam de “expectativas inflacionárias”, levar as pessoas a deixar de comprar um determinado bem, por acreditar que a inflação vai aumentar, quando nos fatores da “ O centro da nossa tática eleitoral é a campanha de reeleição da Dilma. Cada estado tem de ter um palanque forte para a Dilma. No mínimo um; em vários estados, haverá mais de um” economia não se divisa isso. Essa é principal crítica que eu faço sobre a atuação da oposição hoje. No primeiro semestre recebemos US$ 30 bilhões em investimento externo, mostrando que o Brasil é um país atrativo, que tem fundamentos econômicos sólidos. É uma espécie de torcida do contra para ver se ganha algum tipo de saldo eleitoral no ano que vem. O sr. acha que o comportamento da economia será decisivo para eleição no ano que vem? Eu não diria que é decisivo, eu diria que é um fator de peso para a decisão do eleitor — como sempre. Mas vale lembrar que, em 1998, a economia estava um desastre e ainda assim o Fernando Henrique Cardoso foi eleito, justamente colocando-se como a pessoa capaz de gerir a crise da qual, em parte, era responsável. A questão da reeleição da Dilma já é ponto pacífico no partido? Quando se diz questão pacífica dá a impressão de que em algum momento não foi pacífica. Ela sempre foi. O Lula foi responsabilizado em antecipar a campanha eleitoral quando, diante da boataria, há um ano, disse que a Dilma é nossa candidata. Como Lula é uma pessoa muito querida, popular — até os adversários reconhecem — sempre tem alguém que gostaria que o Lula se candidatasse. Mas nunca houve uma articulação. O ministro Gilberto Carvalho, em entrevista ao Brasil Econômico, disse que está tentando convencer o Lula a se candidatar em 2018... Primeiro nós precisamos passar por 2014. O que o Lula disse outro dia a seu modo, e o Brasil Econômico até publicou, é que “se me encherem o saco, eu volto em 2018”. Se ele quiser voltar, terá todo o apoio do PT. O PT vai mesmo lançar 12 candidaturas próprias para governos estaduais em 2014? De 10 a 12 é uma intenção, a gente ainda vai formalizar isso. Antes, quando havia mais de um querendo ser candidato, obrigatoriamente se convocava uma prévia. Hoje temos um mecanismo intermediário: se dois terços do diretório acharem que não é conveniente a prévia, toma-se a decisão num encontro de delegados, uma decisão menos traumática e com menos gente decidindo. Em 10 ou 12 estados há um desenho se delineando e não há nenhuma proposta de candidatura de outro partido. Tem o oposto, há estados onde há uma pré-definição em apoiar outro partido, mas há pessoas querendo candidatura própria — como no Pará e no Ceará. E hoje temos cinco governos estaduais, a tendência é a de se querer conservar esses estados. Aí temos o que chamamos de “Triângulo das Bermudas”, que é Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo... “ Como assim? No PT sempre as pessoas buscam uma linha de saída para as regras. O centro da nossa tática eleitoral é a campanha de reeleição da Dilma. Cada estado tem de ter um palanque forte para a Dilma. No mínimo um; em vários estados, haverá mais de um. Os três reúnem os maiores colégios eleitorais do país e nenhum deles pode sumir... Como o sr. vê a questão de uma possível aliança entre PT e PSDB no Mato Grosso do Sul? Sou contra e já disse para eles que temos de agir de outra maneira, não dá para fazer acordo com o PSDB. A nossa intenção era fazer um acordo com André Puccinelli (atual governador do MS, do PMDB), criando uma chapa com Delcídio Amaral como candidato ao governo e Puccinelli ao Senado. Tudo estava sendo conversado quando subitamente o Puccinelli lançou sua candidatura própria, numa chapa pura. Pode ser que ele esteja agindo assim para fazer uma negociação no ano que vem. Lá há uma tradição de briga forte entre PT e PMDB, o que pode dificultar. Por outro lado, esse aliado do PSDB, o Reinaldo Azambuja, que poderia ter trocado de partido, mas fez questão de se manter no partido, não pode fazer aliança com O que o Lula disse outro dia a seu modo, e o Brasil Econômico até publicou, é que “se me encherem o saco, eu volto em 2018”. Se ele quiser voltar, terá todo o apoio do PT” o PT — que ele gostaria de formar, saindo para o Senado ao lado de Delcídio Amaral. Mas há chances de essa aliança ocorrer? Como está a candidatura de Lindberg Farias para o governo do Rio de Janeiro? O Lindberg tem grande potencial, é jovem, tem bom discurso, vai ter tempo de TV e vai encontrar o partido unido. A candidatura dele é forte, com viabilidade eleitoral. Do mesmo jeito de Fernando Pimentel, em Minas Gerais, que desponta nas pesquisas de intenção de voto. Diferentemente de Alexandre Padilha, em São Paulo, que precisa ser mais apresentado à população, embora seja um candidato acolhido por toda a militância. No Rio há certa complicação com o Sérgio Cabral? O pessoal do PT no Rio antecipou o calendário eleitoral, lançando a candidatura do Lind-
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    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 7 Divulgação AGRICULTURA Auxílio aos cafeicultores endividados O Ministério da Agricultura pediu ao Conselho Monetário Nacional (CMN) o congelamento do pagamento das dívidas dos produtores de café, numa tentativa de ajudar o setor que enfrenta dificuldades com os baixos preços do produto. “As dívidas de custeio e comercialização serão renegociadas, com o primeiro vencimento em julho de 2015”, disse o ministro Antônio Andrade. Reuters Murillo Constantino berg por unanimidade. Com o desgaste que aconteceu lá, queriam deixar o governo estadual em agosto. Eu falei : “Isso não é correto, deixar uma aliado num momento difícil, pode parecer oportunismo”. Consegui segurar até minha última ida lá, na antevéspera da saída deles do governo. Reforcei que era necessário fazer uma saída organizada, no prazo devido, dizendo ao Cabral que nós reivindicamos todo o período que permanecemos no governo, as políticas que construímos juntos, ao longo dos dois mandatos do governo. Que ele, Cabral e Pezão, são aliados importantes para a eleição da Dilma. E que a nossa saída do governo é para deixar o PMDB à vontade para reconstituir suas forças, porque queremos concorrer às eleições. Isso precisa ser feito de uma maneira organizada, pública, por escrito, comunicado previamente, com o compromisso de que não vamos fazer oposição na Assembleia, nem aceitar a instalação de CPIs eleitoreiras, e que vamos disputar a eleição debatendo no plano das ideias. Isso foi acertado com sacrifício, porque já estava estabelecido que iríamos deixar o governo municipal, onde temos uma vice-prefeitura, secretarias e tal. Eles devem realizar uma reunião no diretório este mês para decidir. Há um pleito do Cabral de que a gente só deixe o governo em março, mas eu disse a ele que não tenho mais como interferir nesse processo. O que podia fazer, já fiz. Vários partidos deixaram o governo nesse meio tempo, o último foi o PSD. E disse ao Cabral que ele tem toda a liberdade de tomar iniciativas, como procurar nosso presidente estadual e levar suas ponderações a ele. E, se aceitarem, não faremos objeções. Na campanha de sua reeleição, atiraram muito contra a política de alianças do PT. O sr. acha que essa discussão está encerrada no partido? Há muito tempo essa questão é pauta em nossos encontros. E a discussão sobre tática vai voltar. É necessário tentar, na própria definição da candidatura, estabelecer alguns compromissos programáticos que sejam mais amplos e mais profundos que os anteriores da aliança. Também é necessário criar base na sociedade, de preferência durante o processo eleitoral, para impulsionar determinadas medidas. Por exemplo, embora tenha sido de caráter espontâneo, é inegável que os pactos que estão em andamento hoje tiveram respaldo nas mobilizações de junho. É preciso tentar ter bancadas mais numerosas, com pessoal mais à esquerda, e mais qualificadas e mais comprometidas com o programa geral do governo. Aliança é identidade e luta também. Surgem contradições, mas elas não podem ser vencidas sem analisar as correlações de forças durante a eleição. Hoje pretender fazer uma aliança estrita com o PSB, PDT e PCdoB está fadado ao fracasso. O PSB já descolou. O PDT e o PCdoB, aliados respeitados, sendo o PCdoB um aliado de primeira ordem desde 1989, tem ainda influência política e eleitoral muito menor que os outros partidos, com menos prefeitos, vereadores, deputados, capilarização menor, menos impacto eleitoral. Há quem diga que já ganhamos eleição sem o apoio do PMDB e eu sempre lembro que eram outros tempos, diferentes. Quando a Dilma foi candidata pela primeira vez, ela era menos conhecida e precisamos de muito tempo de televisão. Hoje, embora precisemos menos de TV a aliança é me, nos movida pelo tempo de televisão. E vamos ter um diferencial em relação à ultima eleição: agora temos o Lula leve, livre e solto. Ele não tem mais as injunções da Presidência, disponível apenas nos fins de semana ou à noite, fora do expediente. Não precisa mais moderar tanto o discurso. E ele está com disposição para entrar na campanha com tudo. E vamos ter um diferencial em relação à ultima eleição: agora temos o Lula leve, livre e solto. Ele não tem mais as injunções da Presidência, disponível apenas nos fins de semana ou à noite, fora do expediente. Não precisa mais moderar tanto o discurso. E está com disposição para entrar na campanha com tudo. A presença do Lula na campanha é um diferencial extraordinário, basta ver as pesquisas. Em todos os estados a maioria das pessoas afirma que determinaria seu voto pelo apoio do Lula. “ A presença do Lula na campanha é um diferencial extraordinário, basta ver as pesquisas. Em todos os estados, a maioria afirma que determinaria seu voto pelo apoio do Lula”
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    8 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ BRASIL Adriano Machado/Bloomberg Financiado por grandes empresas, como Vale, Petrobras e Gerdau, o CBEDS vê pouco espaço para eficiência energética no setor industrial, responsável por 48% do consumo no país A geração eólica é uma das alternativas para a redução das emissões de gases poluentes pelo setor de energia, segundo o estudo Indústria propõe leilões de eletricidade por fonte Mudança pode incentivar geração alternativa e redução de emissões, diz estudo do CBEDS Nicola Pamplona nicola.pamplona@brasileconomico.com.br Leilões de energia por fonte geradora e por região, incentivos à cogeração e à microgeração de energia e maior eficiência na transmissão, distribuição e no consumo são as recomendações de um estudo sobre a matriz energética brasileira elaborado pelo Centro Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), entidade formada pelas maiores empresas do país. Com o objetivo de apontar alternativas à energia fóssil, que vem provocando aumento nas emissões de gases poluentes pelo setor elétrico brasileiro, a proposta foi apresentada na última sexta-feira na 19ª Conferência das Partes da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP19) , em Varsóvia, na Polônia. “Na matriz elétrica nacional, por exemplo, essas emissões estão aumentando a uma taxa de, aproximadamente, 3,5% ao ano, devido à perda de participação da fonte hidráulica para fontes não renováveis”, diz o estudo coordenado pelo professor José Goldemberg, ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo. O aumento das emissões é resultado das restrições à construção de hidrelétricas com reservatórios, o que cria a necessidade de maior geração térmica no país. Este ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) utilizou o parque termelétrico a plena capacidade, para poupar água nos reservatórios. O carvão passou a ser novamente considerado como fonte de geração de energia no país. “As dificuldades incorridas pelo setor elétrico no final de 2012 e início de 2013, com os baixos níveis dos reservatórios, atreladas à importância da eletricidade para toda a economia enfatizam a prioridade de projetos que visam fortalecer o sistema energético nacional”, apontam os responsáveis pelo estudo do CBEDS. Para a instituição, o modelo de leilões que privilegiam o menor preço da energia gerada mas não consideram peculiaridades de licenciamento nem a distância entre os empreendimentos e os centros consumidores pode ser prejudicial. Os leilões por fonte, diz o texto, poderiam incentivar o desenvolvimento de novas fontes de energia, como a solar. Os leilões regionais têm potencial para dar competitividade a fontes renováveis mais próximas aos centros consumidores. “Entretanto, o principal desafio para implementar essas ações é o risco de beneficiar soluções locais que são mais poluentes, como o uso de carvão no Sul do país. Como o sistema elétrico nacional é quase todo interligado, soluções regionais seriam preferenciais em regiões isoladas não conectadas à rede nacional”, pondera o documento. Incentivos à cogeração e à microgeração de energia são outras alternativas apontadas pelo estudo. No ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) regulamentou a venda de energia por pequenos consumidores — por meio de painéis solares, turbinas eólicas ou usinas de biomassa — que agora podem descontar de sua conta de luz o volume entregue às distribuidoras. “A vantagem do incentivo da produção em pequena escala é a redução da carga de transmissão, sendo menor a necessidade de alteração na rede, além do incentivo à energia renovável”, informa o estudo. Mas ainda são necessários incentivos à microgeração, que requer altos investimentos. Um painel solar, por exemplo, não sai por menos de R$ 15 mil. Nesse sentido, a entidade propõe linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a definição de preços incentivados para a compra da energia gerada dos pequenos consumidores, entre outras medidas. Financiado por grandes empresas, como Vale, Petrobras e Gerdau, o CBEDS vê pouco espaço para eficiência energética no setor industrial, responsável por 48% do consumo no país. “A indústria brasileira é relativamente moderna e eficiente em algumas áreas como alumínio e papel celulose, em comparação com outros países”, justifica. O estudo será apresentado ao governo federal, em um esforço para propor medidas para reduzir as emissões de gases poluentes no setor elétrico brasileiro. Segundo projeção da Empresa de Pesquisa Energética, daqui a dez anos, o Brasil estará lançando na atmosfera 61% mais gases de efeito estufa com a produção e consumo de energia, ameaçando os avanços obtidos com a redução do desmatamento.
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    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 9 Roberto Barroso/ABr MENSALÃO Genoino: do hospital para a casa da filha O deputado José Genoino deixou ontem o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. Ele foi para a casa de uma das filhas que mora em Brasília. No sábado, Genoino foi examinado por uma junta médica do Hospital Universitário de Brasília, que encaminhará o laudo a Joaquim Barbosa para que decida se o deputado volta para a Penitenciária da Papuda ou se cumpre a pena em prisão domiciliar. ABr Novo desafio para os aeroportos Consultoria internacional vai ajudar a Infraero com os sócios privados e a melhorar a gestão dos demais terminais Priscilla Arroyo parroyo@brasileconomico.com.br São Paulo Após o sucesso do leilão dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro e Confins, em Minas Gerais, que resultou em um ágio de 251%, o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, considera terminada a primeira etapa das concessões aeroportuárias do país. O desafio do governo agora será avaliar o impacto da entrada da iniciativa privada no setor e também as mudanças que ainda precisam ser feitas para melhorar a qualidade do serviço prestado aos passageiros. Para isso, o ministro acertou com a presidenta Dilma Rousseff a contratação de uma grande empresa estrangeira para auxiliar a Infraero a lidar com os novos sócios priva- dos e melhorar a gestão dos demais aeroportos. A licitação para esse serviço será aberta no próximo ano. “Vamos fazer um processo licitatório entre as maiores operadoras do mundo para escolher uma que nos preste assessoria para transformar a Infraero em uma operadora à altura na nova estrutura aeroportuária brasileira”, disse Moreira Franco. Hoje, a Infraero administra 66 aeroportos, sendo que cinco deles — Brasília (DF), Viracopos (SP), Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Confins (MG)— serão geridos em conjunto com os concessionários, assim como o terminal de São Gonçalo do Amarante (RN), que ainda está em fase de construção. “Por enquanto, nossa atuação tem sido de sócio das concessionárias (com participação de 49% do Desafio do governo será avaliar o impacto da entrada da iniciativa privada no setor e também as mudanças que ainda precisam ser feitas para melhorar o serviço prestado aos passageiros capital). Não vamos interferir na administração dos aeroportos, pois temos muito a aprender”, ponderou o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. A ideia é que, no futuro, o passageiro que utilizar os terminais da Bahia ou do Recife, por exemplo, tenha a mesma experiência daqueles que utilizam os serviços de Guarulhos ou Confins. “A entrada dessas empresas com expertise operando nossos terminais traz mudanças físicas. Mas queremos medir o resultado pela evolução da qualidade do serviço prestado aos passageiros”, afirmou o ministro. Na sexta-feira, o terminal carioca do Galeão foi arrematado pelo consórcio Aeroportos do Futuro, formado pela construtora Odebretch e operado pela Changui, de Cingapura, por R$ 19,018 bilhões. O alto ágio, de 293%, foi justificado pelo presidente da Odebrecht Transport, Paulo Cesena, pela sua potencial capacidade de expansão. Atualmente, o terminal recebe 17,5 milhões de passageiros por ano e a expectativa é que esse número ultrapasse os 60 milhões no final da concessão, em 2038. Já Confins, em Minas Gerais, foi arrematado pelo Consórcio AeroBrasil — formado pela CCR e pela operadora suíça Flughafen Zurich AG — por R$ 1,82 bilhão. O diretor da CCR, Leonardo Viana, acredita que o grande trunfo será a atração de voos internacionais para o terminal. “Minas é o segundo estado mais populoso dopaís, por issoexiste muito espaço para avançar nesta tarefa”, afirmou. Galeão à Vista, nas págs. 26 e 27
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    10 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ BRASIL Reajuste das tarifas volta à pauta As prefeituras do Rio de Janeiro e de São Paulo estão avaliando soluções para a passagem de ônibus, que, por contrato, deve subir em janeiro. Empresários reclamam que, sem aumento, irá piorar a qualidade do serviço Fernando Souza Daniel Pereira daniel.pereira@odia.com.br O ano de 2013 vai entrar para a história com um precedente marcante na área de transportes: o clamor popular fez com que os governantes recuassem do reajuste das tarifas de ônibus. Porém, essa história e suas consequências não são fáceis de explicar. Cinco meses após a redução do preço da passagem no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes já fala em novo aumento, previsto em contrato para janeiro de 2014. Em São Paulo, a tendência é de redução do valor, por meio da adoção de mais subsídios. Por trás de iniciativas tão antagônicas, uma questão: transporte público de qualidade custa caro. Quem vai pagar essa conta? O secretário municipal de Transportes do Rio, Carlos Roberto Osório, defende o cumprimento dos contratos de concessão, que preveem novo aumento em janeiro, para garantir a melhoria dos serviços. De acordo com ele, a meta de todos os ônibus da cidade estarem refrigerados até 2016 precisará ser revista. “Perdemos um ano. Atualmente, 18% da frota têm ar condicionado. Nossa previsão era de terminar o ano com 30%. Mas isso não foi possível porque não temos como exigir a renovação neste momento de desequilíbrio tarifário”, diz Osório, lembrando que, neste ano, apenas 4% dos ônibus mais antigos foram substituídos, quando a média dos anos anteriores chega a 15%. Segundo o secretário, se considerado um período de 12 meses, o tamanho da perda com o congelamento das tarifas é da ordem de R$ 200 milhões. Porém, esse número pode ser muito maior. São R$ 0,20 (redução do preço em 19 de junho) multiplicado por 6,4 milhões de passageiros pagantes, ou O secretário de Transportes do Rio, Carlos Osório, defende o cumprimento dos contratos que preveem novo aumento da tarifa em janeiro para garantir a melhoria dos serviços Em junho, os brasileiros foram às ruas contra o aumento dos famosos R$ 0,20 e os governos recuaram, reduzindo o preço das passagens seja, R$ 1,28 milhão por dia. Esse valor pode ser multiplicado ainda por 25 para encontrar o valor mensal, de R$ 32 milhões, ou R$ 160 milhões nos últimos cinco meses, desde a redução das tarifas. O presidente da Associação das empresas de ônibus do Rio (Rio Ônibus), Lélis Marcos Teixeira, diz que o momento é tenso e muitas empresas já começaram a sentir no caixa os efeitos da redução dos preços. Ele alega não haver receita suficiente para o dissídio coletivo do ano que vem. “Nós defendemos a segurança jurídica. E que os contratos sejam respeitados”, afirma, ressaltando a importância da confiança do empresário no cumprimento dos contratos para poder investir nas melhorias, como a compra dos novos veículos articulados para os corredores BRT em instalação na cidade. O diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) Marcos Bicalho defende que cada prefeitura decida quem paga pelas melhorias: o passageiro ou o contribuinte.“A tendência é de subvenção. E aí entra o governo federal com um papel muito importante”, completa. São Paulo cria bilhete único ao custo de R$ 45 milhões ao mês QUANTO CUSTA R$ 1 bi Total que a Prefeitura de São Paulo já daria em subsídios antes dos protestos. R$ 0,5 bi Valor que o governo estadual do Rio prevê gastar em 2013 com o Bilhete Único. Quando se fala em reduzir tarifas e manter os projetos de melhoria nos transportes não há como fugir da polêmica do subsídio. E, nesta questão, as prefeituras das duas maiores cidades do país têm posições distintas. Enquanto, a Prefeitura do Rio afirma que não há ajuda dos cofres públicos para os ônibus (responsáveis pelo transporte de mais de 80% dos cariocas), em São Paulo, a administração municipal diz que já aplicava subsídios de cerca de R$ 1 bilhão ao ano, antes das manifestações, e anunciou, na semana passada, em parceria com o governo estadual, o Bilhete Único Mensal Integrado, que servirá para trem, metrô e ônibus. Esse novo bilhete, que beneficia quem tem de pagar mais de 50 passagens por mês (uma para ir e outra para voltar do trabalho), vai custar mais R$ 45 milhões ao mês ao estado e ao município. Na Região Metropolitana do Rio, há um bilhete único estadual em que o governo fluminense dá em torno de R$ 500 milhões por ano de subsídios — cobre a diferença de quem gastaria mais de R$ 4,95 por trajeto de duas horas. Na capital carioca, há o bilhete único municipal, mas sem ajuda dos cofres públicos. As empresas dividem supostas perdas, cobrindo o custo de quem pega mais de um ônibus e paga uma só passagem. O novo bilhete integrado mensal de São Paulo custará ao consumidor R$ 230 por mês. Com a integração, os passageiros poderão usar as linhas municipais de ônibus e a rede metro-ferroviária quantas vezes quiserem durante 31 dias. Já o Bilhete Único Mensal para ônibus custará R$ 140, assim como o bilhete estadual, específico para metrô e trens.
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    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 11 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PETRA - PERSONAL TRADER CTVM S.A. CNPJ/MF nº 03.317.692/0001-94 DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO Conscientização nas escolas Valquiria Batagioti Matsui, brasileira, casada, portadora da cédula de identidade nº 22.162.847-2 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 115.629.298-01. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração na PETRA – Personal Trader Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914. A segunda fase da campanha de combate à violência contra a mulher vai focar na conscientização de crianças e adolescentes. Serão apresentados dois vídeos em escolas, um gravado por artistas e outro por crianças, sobre os altos índices de violência doméstica. O projeto foi idealizado pela Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh) e pelo Instituto Magna Mater (IMM). ABr PETRA – PERSONAL TRADER CTVM S.A. CNPJ/MF nº 03.317.692/0001-94 Renato Costa ACS/GMF/Divulgação DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO Veridiana Loyola Serrano, administradora, brasileira, solteira, portadora da cédula de identidade nº 8.282.659-9 SSP/PR, inscrito no CPF/MF sob o nº 036.458.019-44. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração na PETRA – Personal Trader Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914. BANCO PETRA S.A. CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52 DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO Pedro Camucé Holanda Muniz Falcão, brasileiro, divorciado, portador da cédula de identidade nº 492964 SSP/AL e inscrito no CPF/MF sob o nº 348.626.254-87. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração no BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba – PR - CEP 80530-914. BANCO PETRA S.A. CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52 DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO O ministro Guido Mantega alertou o presidente do STF, Joaquim Barbosa, dos impactos da decisão Decisão do STF pode reduzir a oferta de crédito ao investimento Se julgado constitucional o expurgo da inflação de planos econômicos passados, o orçamento das instituições financeiras ficará comprometido Sonia Filgueiras sonia.filgueiras@brasileconomico.com.br Brasília Em um momento em que o governo já sinalizou que reduzirá o orçamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), o acesso ao crédito para financiar investimentos poderá ficar ainda mais difícil, dependendo da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre quatro casos envolvendo a constitucionalidade do expurgo da inflação de planos econômicos passados das correções das cadernetas de poupança. A preocupação levou o governo a uma mobilização em bloco na última sexta-feira. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, e o Advogado Geral da União, Luiz Inácio Adams, reuniram-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para expor a questão. Tombini, acompanhado do procurador-geral do banco, Isaac Sidney Ferreira, estendeu sua agenda no STF e encontrou-se com outros dois ministros. Nos documentos anexados pelo Banco Central aos processos, a instituição argumenta que os efeitos vinculantes da decisão do Supremo (a decisão passaria a valer para todas as demais ações idênticas existentes no Judiciário) obrigariam os bancos a provisionarem os valores a serem pagos de forma imediata, “gerando desequilíbrios substanciais em sua situação patrimonial, em razão do volume de recursos discutidos”. Com menos recursos disponíveis em razão da provisão, haveria uma redução da capacidade dos bancos de conceder créditos. Cálculo do governo informa que o provisionamento “tem potencial para provocar imediata redução na concessão de créditos e aplicações em títulos públicos federais, na ordem de R$ 9,09 para cada real provisionado”. Ou seja, para cada R$ 1 provisionado, R$ 9,09 deixariam de ser liberados como empréstimos ou para comprar títulos no sistema financeiro. Além disso, lembram técnicos, a queda na disponibilidade docrédito teria também impacto sobre a atividade econômica e o emprego. No caso da Caixa Econômica, um banco público, os impactos recairiam indiretamente sobre os resultados do Tesouro Nacional, seu único acionista, seja na forma da redução de dividendos entregues pela instituição, seja na eventual necessidade de uma capitalização. Marcado para quarta-feira, 27, o julgamento dos quatro recursos extraordinários servirá de referência para a solução de mais de 390 mil outros processos que se encontram parados em instâncias inferiores aguardando a posição definitiva do STF sobre o caso. Se a decisão for favorável aos poupadores, o impacto potencial calculado pelo Ministério da Fazenda e pelo BC é da ordem de R$ 149,9 bilhões. Uma parte importante dele recairia sobre a Caixa Econômica Federal: R$ 49,8 bilhões, em valores atualizados. Maria Claudia Beldi, brasileira, divorciada, portadora da cédula de identidade nº 6.682.060-1 SSP/SP e inscrita no CPF/MF sob o nº 071.993.458-36. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração no BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 – 6º andar - Centro Cívico - Curitiba – PR - CEP 80530-914. BANCO PETRA S.A. CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52 DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO Veridiana Loyola Serrano, administradora, brasileira, solteira, portadora da cédula de identidade nº 8.282.659-9 SSP/PR, inscrito no CPF/MF sob o nº 036.458.019-44. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração no BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914. BANCO PETRA S.A. CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52 DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO Valquiria Batagioti Matsui, brasileira, casado, portadora da cédula de identidade nº 22.162.847-2 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 115.629.298-01. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução nº 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914. MARINHA DO BRASIL CENTRO DE OBTENÇÃO DA MARINHA NO RIO DE JANEIRO (COMRJ) Marcado para quarta-feira, o julgamento dos quatro recursos extraordinários servirá de referência para a solução de mais de 390 mil outros processos AVISO DO PREGÃO ELETRÔNICO N° 92/2013 OBJETO: MATERIALCIRÚRGICO COMUM EDITAL: Disponível das 09:00hs às 11:00hs e das 14:00hs às 16:00hs, nos dias úteis, no COMRJ. a) Recebimento das propostas de preços até às 10:00 horas do dia 05/12/2013, exclusivamente por meio eletrônico, conforme formulário disponibilizado no endereço www.comprasnet.gov.br. b) Sessão pública na Internet para recebimento dos lances: aberta às 10:00 horas do dia 05/12/2013, no mesmo endereço www.comprasnet.gov.br. End. Av. Brasil 10.500/Olaria/ Rio de Janeiro, RJ - Tel. (21) 2101-0845 ou Fax (21) 2101-0815 Acesso ao Edital no site-www.comrj.mar.mil.br
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    12 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ EMPRESAS Editora: Flavia Galembeck flaviag@brasileconomico.com.br A nova revolução no paddock Nos bastidores da Fórmula 1, big data, nuvem e análise em tempo real prometem mudar a maneira como os pilotos encaram as pistas. E criam novo mercado para fornecedores Moacir Drska mdrska@brasileconomico.com.br São Paulo A supremacia do alemão Sebastian Vettel pode estar com os dias contados. Ao lado dos seus tradicionais adversários e das equipes rivais da Red Bull, o retrovisor do tetracampeão mundial de Fórmula 1 mostra um novo time que promete acirrar a competição na categoria nos próximos anos: as empresas de tecnologia da informação. Grandes companhias como SAP, EMC e Microsoft enxergam nos circuitos ao redor do mundo uma nova frente para acelerarem suas curvas de crescimento. Os principais motores para alcançar esse objetivo são a oferta de sistemas de análise de grandes volumes de dados — o big data — e a computação em nuvem. As britânicas McLaren e Lotus são alguns dos exemplos de escuderias que já adotam esses conceitos para aprimorar o design e a performance de seus carros e pilotos. Entre os fatores que impulsionam essa corrida dos fornecedores e das equipes estão as mudanças previstas nas regras da Fórmula 1 para a próxima temporada. O regulamento prevê — entre outras questões — a volta dos motores turbo, o consumo menor de combustível e a redução do número de motores que poderão ser usados ao longo do ano. Essas alterações vão trazer grandes impactos tanto na preparação dos carros como no desempenho na pista. “O próximo ano será muito mais complicado em termos de sistemas de recuperação de energia, desempenho dos pneus e uso do combustível, entre outros fatores”, diz Jenson Button, piloto da McLaren. “A tecnologia e a análise de dados serão realmente peças-chave para nós no futuro”, observa. Com um histórico de desenvolvimento tecnológico interno, a McLaren fechou em 2012 uma parceria com a SAP para adotar a tecnologia Hana, plataforma de análise de dados em tempo real. De olho na construção do carro para 2014, a McLaren já testa essas aplicações. A ideia é aprimorar o pro- cessamento e a análise dos dados coletados por meio de centenas de sensores instalados em suas máquinas. “Hoje, durante uma corrida, um carro gera um volume de 6,5 bilhões de dados”, diz Crispin Bolt, gerente de parceiro SAP na McLaren. Bolt explica que a tecnologia permite rodar cerca de seis mil cenários diferentes de corridas por minuto. “A plataforma vai permitir que nós façamos não só análises em tempo real, mas nos dará também a capacidade de fazer correlações dessas informações com dados históricos”. Uma possível aplicação seria a busca pela estratégia vencedora adotada em um mesmo circuito, anos antes, em condições meteorológicas semelhantes às que o piloto está enfrentando naquela mesma pista, naquele momento. “Hoje, levaríamos 48 horas para extrair esse dado. Com a nova tecnologia, é possível ter a informação em mãos em questão de segundos.” A maior rapidez nas análises e na tomada de decisões também são prioridades da Lotus. “O carro de 2014 será tão diferente do de 2013 e de outros anos que muitas das formas como analisamos hoje os dados — especialmente no que diz respeito à formulação da estratégia — não serão relevantes a partir da próxima temporada”, diz Graeme Hackland, diretor de TI da Lotus. Nesse cenário, um dos investimentos da Lotus é um projeto com a EMC, que está construindo uma nuvem dedicada à equipe para armazenar, garantir a disponibilidade e permitir o rápido acesso a grandes volumes de dados para a análise em tempo real, a partir de qualquer local. Essa aplicação faz todo o sentido para uma operação que exige viagens a diversos países, 20 vezes ao ano. “A criação de um centro móvel de dados que tem de operar com 100% de disponibilidade e alta performance por 5 dias e depois ser desligado e transportado para um próximo destino é extremamente desafiadora”, aponta. A Lotus também está adotando sistemas de gestão da Microsoft e atualizando sua infraestrutura de “ A nova plataforma vai permitir análises mais rápidas, em tempo real, além de nos dar a capacidade de antecipar problemas e fazer correlações dessas informações com dados históricos” Crispin Bolt Gerente de parceiro na McLaren “ A expectativa é que esse ecossistema de parceiros permita que a Lotus assuma um lugar entre as quatro principais equipes, competindo com times que têm muitos mais recursos do que nós” Graeme Hackland Diretor de TI da Lotus rede com a Juniper Networks. Em outra ponta, a equipe está tocando um projeto com a Avanade — joint venture da Microsoft com a Accenture — para a integração de todas as suas aplicações numa única base de dados. “Em um ano, a Lotus obteve uma redução de 75% no tempo de processamento de dados”, diz Hamilton Berteli, líder de Vendas, Marketing e Inovação da Avanade no Brasil. “Nossa expectativa é que esse ecossistema de parceiros permita que uma equipe de médio porte assuma um lugar entre as quatro principais, competindo com times que têm muitos mais recursos do que nós”, diz Hackland.
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    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 13 Aplicação das tecnologias usadas na categoria ultrapassa os limites dos circuitos moderna e somos capazes de fazer isso muito bem por meio dos esportes e do entretenimento”. Nessa direção, a SAP já desenvolve projetos de aplicação de suas tecnologias com a National Football League (NFL) e a National Basketball Association (NBA). Há duas semanas, a companhia anunciou uma nova parceria com o TSG Hoffenheim, time da Bundesliga — liga de futebol alemã— que passará a adotar a tecnologia Hana para analisar e aprimorar a performance de seus jogadores. Companhia de softwares de gestão empresarial, a americana Infor também vai além das pistas. Patrocinadora da Ferrari na Fórmula 1, a empresa fornece sistemas de negócios para outras operações da marca italiana. Uma das aplicações dessa parceria foi destacada no início do ano. A montadora italiana adotou parte do portfólio da Infor para aprimorar e ampliar a produção de carros personalizados, sem comprometer a qualidade desses veículos. Segundo o anúncio realizado na época, a Ferrari atingiu uma capacidade anual de fabricação de 7 mil carros customizados com a utilização desses sistemas. A busca por novas fronteiras não está restrita às empresas de tecnologia. Esse é o caso da McLaren. Além de fornecer tecnologias para outras equipes da Fórmula 1 e para os times de categorias como Nascar e Fórmula Indy, hoje, os sistemas eletrônicos da escuderia já são adotados para melhorar o fluxo de tráfego no Reino Unido. RESUMO DA HISTÓRIA Uma série de dados e estatísticas ajuda a entender o grau de importância dos investimentos em tecnologia realizados hoje na Fórmula 1 Lotus Com o auxílio de cerca de 320 sensores instalados em seus carros, a equipe testa mais de 30 mil componentes individuais da máquina durante uma corrida. Em um ano de integração de sua base de aplicações, a Lotus obteve uma redução de 75% no tempo de processamento de dados usados em análises de desempenho. McLaren A equipe britânica consegue simular cerca de seis mil cenários e estratégias diferentes de corridas por minuto. Durante uma única corrida, um carro da equipe chega a gerar um volume aproximado de 6,5 bilhões de dados para análise. Arte Kiko Antes mais restrita ao campo dos patrocínios e das ações de marca, a relação das companhias de tecnologia com a Fórmula 1 está se tornando cada vez mais estratégica e próxima dos negócios propriamente ditos. No caso da alemã SAP o projeto com a McLaren inte, gra um plano muito mais amplo, que já ultrapassa os limites dos circuitos da categoria. A própria parceria com a escuderia foi ampliada e hoje compreende todas as operações do McLaren Group. “Temos o objetivo de atingir 1 bilhão de usuários até 2015. Precisamos ampliar o nosso alcance”, explica Tara Mulcahy, diretora de grupo de patrocínios globais da SAP. “Não somos mais uma companhia inflexível. Queremos ser conhecidos como uma empresa
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    14 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 Felipe O’Neill ▲ EMPRESAS MOBILIDADE Mais 200 estações de bicicletas no Rio O Rio terá mais 200 estações das bicicletas “laranjinhas” do Itaú pela cidade. Hoje, são 60. A empresa Samba Serttel, com quem o banco tem contrato de exclusividade, venceu a licitação feita pela prefeitura local. O contrato é de 60 meses e 2.600 bicicletas estarão disponíveis. Além da Zona Sul, o Centro e as Zonas Norte e Oeste serão contemplados. Está prevista a integração com o transporte público e o RioCard. 2013: o ano da mala com rodinha Primicia, de malas e acessórios, credita o crescimento de 50% nas vendas deste ano à expansão das lojas próprias e da adoção do modelo de franquias, que aumenta a presença da marca na região Sul do país Patricia Stavis Gabriela Murno NÚMEROS gmurno@brasileconomico.com.br 100% De carona nas férias, nas viagens de fim de ano e na abertura de novas lojas, a Primicia — de malas e acessórios — projeta um crescimento de 100% nas vendas, de novembro a fevereiro de 2014. “Já temos 13 lojas, entre próprias e franquias, e percebemos também um aumento de vendas em multicanais”, explica o diretor da marca, Roberto Postel. A Primicia espera fechar o ano com faturamento entre R$ 60 milhões e R$ 65 milhões, uma alta de cerca de 50% em relação ao ano passado. Postel credita a expansão às lojas próprias e as franquias. Mas as vendas através das lojas multimarcas também não deixam a desejar e devem ser responsáveis por 30% do crescimento. A marca abriu a primeira franquia em agosto deste ano e mais duas entram em operação ainda este mês. Outras três serão inauguradas no primeiro trimestre de 2014 e, até o final do ano que vem, a meta é chegar a 15 lojas do tipo. “Tivemos que reinventar todo nosso sistema comercial. Temos 10 lojas próprias que serviram para que entendêssemos o varejo, que não trabalhávamos antes. Desde abril nos preparamos para ser franqueadora”, diz o executivo. O novo formato de expansão, segundo Postel, visa a uma maior penetração em estados em que a presença da Primicia ainda deixa a deseja. Por isso, a concentração na região Sul do país, hoje responsável por apenas 10% das vendas. Com as novas lojas, a meta é dobrar esta participação. “ Tivemos que reinventar todo nosso sistema comercial. Temos 10 lojas próprias que serviram para que entendêssemos melhor o varejo, que não trabalhávamos antes” Roberto Postel Diretor da Primicia Expectativa de crescimento nas vendas de malas da Primicia de novembro deste ano a fevereiro de 2014. R$ 60 mi a R$ 65 milhões, é a previsão de faturamento para 2013, que será cerca de 50% maior do que o total do ano passado. Roberto Postel, da Primicia, explica que a empresa quer aumentar sua presença na região Sul do país Atualmente, São Paulo representa 40% das vendas, Rio de Janeiro 20% e Minas Gerais, Norte e Nordeste somam 30%. “Todas as lojas estarão na região Sul, pois em São Paulo e Rio de Janeiro já estamos em multicanais importantes e não é nossa intenção concorrer com eles. No Norte e no Nordeste as vendas também são muito boas”, explica ele. Depois de Porto Alegre, as próximas unidades serão instaladas em Blumenau e Florianópolis (SC) e Curitiba (PR). Até 2023, o objetivo é ter entre 150 e 200 lojas no Sul, interior de São Paulo e algumas cidades de Minas Gerais e do Mato Grosso. Com 25% das malas fabricadas no Brasil, em uma fábrica em Caieiras — a 30 km de São Paulo —, a Primicia possui ainda produtos escolares, executivos e acessórios para viagem. “Aqui fabricamos apenas malas de PVC, que têm maior durabilidade e um público cativo. Vendemos cerca de sete mil por mês. O que não produzimos no país trazemos da Ásia, por questão de custo”, conta Postel. Para o executivo, o mercado nacional está muito distribuído, com um número cada vez maior de importadores, inclusive grandes cadeias que começam a vender produtos com marcas próprias. “Há uma oferta muito grande no mercado, mas nosso diferencial é ter uma marca conhecida há muitos anos e a boa qualidade dos produtos”, diz ele. A Primicia, voltada para as classes A e B, não pretende chegar a outros públicos. “Nossos clientes finais são preocupados com qualidade e nem tanto com preços”, completa. Apesar de já ter exportado no passado, “quando o câmbio era favorável”, chegar a outros países não está no radar. “ Ganhar espaço onde a marca não é conhecida e com concorrentes consolidados é caro. Temos apenas distribuição na Argentina”, diz Postel.
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    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 15 AVISO AO MERCADO VIA VAREJO S.A. VVAR11 Companhia Aberta de Capital Autorizado - CNPJ/MF n° 33.041.260/0652-90 Rua João Pessoa, nº 83, Centro, CEP 09520-010, São Caetano do Sul - SP Código ISIN Units: BRVVARCDAM10 Código de Negociação das Units na BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros: “VVAR11” Nos termos do disposto na Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), nº 358, de 03 de janeiro de 2002, conforme alterada e no artigo 53 da Instrução da CVM, n° 400, de 29 de dezembro de 2003, conforme alterada (“Instrução CVM 400”), a VIA VAREJO S.A. (“Companhia”), a COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO, com sede na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, n° 3.142, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo (“CBD”), ALTARA RK INVESTMENTS LIMITED, com sede na Jocelyn Street, nº 12, na Cidade de Katikati, na Nova Zelândia (“Altara RK”), ALTARA NK INVESTMENTS LIMITED, com sede na Jocelyn Street, nº 12, na Cidade de Katikati, na Nova Zelândia (“Altara NK”), EK-VV LIMITED, com sede na Jocelyn Street, nº 12, na Cidade de Katikati, na Nova Zelândia (“EK-VV”), BAHIA VV RK LIMITED, com sede na Jocelyn Street, nº 12, na Cidade de Katikati, na Nova Zelândia (“Bahia VV RK”) e BAHIA VV NK LIMITED, com sede na Jocelyn Street, nº 12, na Cidade de Katikati, na Nova Zelândia (“Bahia VV NK” e, em conjunto com ALTARA RK, ALTARA NK, EK-VV e BAHIA VV RK, “Veículos CB”) e o Sr. Michael Klein, domiciliado na Rua João Pessoa, 83, Centro, São Caetano do Sul, Estado de São Paulo (em conjunto com a CBD e os Veículos CB, “Acionistas Vendedores”), em conjunto com o BANCO DE INVESTIMENTOS CREDIT SUISSE (BRASIL) S.A. (“Credit Suisse” ou “Coordenador Líder” ), com o BANCO BRADESCO BBI S.A. (“Bradesco BBI” ), com o BANK OF AMERICA MERRILL LYNCH BANCO MÚLTIPLO S.A. (“BofA Merrill Lynch” ou “Agente Estabilizador”), com o GOLDMAN SACHS DO BRASIL BANCO MÚLTIPLO S.A. (“Goldman Sachs”), com o BANCO ITAÚ BBA S.A. (“Itaú BBA”), com o BANCO J.P. MORGAN S.A. (“J.P. Morgan”), com o BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. (“Santander”) e com a UBS BRASIL CORRETORA DE CÂMBIO, TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S.A. (“UBS Corretora” e, em conjunto com o Coordenador Líder, o Bradesco BBI, o BofA Merrill Lynch, o Goldman Sachs, o Itaú BBA, o J.P. Morgan e o Santander, os “Coordenadores”), vêm a público comunicar que, em 18 de outubro de 2013, foi requerido perante a CVM o registro de oferta pública de distribuição secundária de, inicialmente, 107.562.595 (cento e sete milhões, quinhentos e sessenta e dois mil, quinhentos e noventa e cinco) certificados de depósito de ações, representativos, cada um, de uma ação ordinária e duas ações preferenciais de emissão da Companhia, todas nominativas escriturais e sem valor nominal, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames (“Units”), sendo a totalidade das Units de titularidade dos Acionistas Vendedores (“Oferta”). A participação de Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas no Procedimento de Bookbuilding poderá afetar adversamente a formação do Preço por Unit, e o investimento nas Units por Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas poderá resultar em redução da liquidez das Units da Companhia no mercado secundário. Para mais informações, veja a seção “Fatores de Risco Relacionados às Units e à Oferta - A eventual aceitação de intenções de investimento de Investidores Institucionais que sejam considerados Pessoas Vinculadas durante o Procedimento de Bookbuilding, poderá levar ao risco de má-formação do Preço por Unit e/ou de redução da liquidez das Units de nossa emissão no mercado secundário.” do Prospecto Preliminar de Oferta Pública de Distribuição Secundária de Certificados de Depósito de Ações - Units da Companhia, e anexos, que incorpora por referência o Formulário de Referência da Companhia apresentado à CVM no requerimento de registro de companhia aberta, elaborado nos termos da Instrução CVM n° 480, de 7 de dezembro de 2009, conforme alterada (“Formulário de Referência”) e seus eventuais aditamentos ou suplementos (“Prospecto Preliminar”). CARACTERÍSTICAS DA OFERTA 1. APROVAÇÕES SOCIETÁRIAS 1.1. A realização da Oferta foi aprovada pelo Conselho de Administração da CBD em 17 de outubro de 2013, cuja ata será arquivada na Junta Comercial do Estado de São Paulo (“JUCESP”) e será publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo (“DOESP”) e no jornal “O Estado de São Paulo”. 1.2. A realização da Oferta foi aprovada pelos competentes órgãos societários dos Veículos CB em 18 de novembro de 2013. 1.3. O Preço por Unit (conforme definido abaixo) será deliberado em Reunião do Conselho de Administração da CBD a ser realizada entre a conclusão do Procedimento de Bookbuilding (conforme definido abaixo) e a concessão do registro da Oferta pela CVM, cuja ata será publicada no DOESP e no jornal “O Estado de São Paulo” na data de publicação do Anúncio de Início de Oferta Pública de Distribuição Secundária de Units da Via Varejo S.A. (“Anúncio de Início”) e será arquivada na JUCESP. 1.4. Tendo em vista que o restante dos Acionistas Vendedores é pessoa física, não há necessidade de aprovações societárias adicionais pelos Acionistas Vendedores para a realização da Oferta e aprovação do Preço por Unit. 2. OFERTA 2.1. A Oferta compreenderá a distribuição pública secundária de Units a ser realizada no Brasil, em mercado de balcão não organizado, sob a coordenação dos Coordenadores, com a participação de determinadas instituições intermediárias autorizadas a operar no mercado de capitais brasileiro, credenciadas junto à BM&FBOVESPA S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BM&FBOVESPA”) convidadas a participar da Oferta exclusivamente para efetuar esforços de colocação das Units junto aos Investidores Não Institucionais (conforme definidos no item 7.1) (“Instituições Consorciadas” e, em conjunto com os Coordenadores, “Instituições Participantes da Oferta”), nos termos da Instrução CVM 400 e demais disposições legais aplicáveis. 2.2. Simultaneamente, serão realizados esforços de colocação das Units no exterior pelo Credit Suisse Securities (USA) LLC, pela Bradesco Securities, Inc., pelo Merrill Lynch, Pierce, Fenner & Smith Incorporated, pelo Goldman, Sachs & Co, pelo Itau BBA USA Securities, Inc., pelo J.P. Morgan Securities LLC, pelo Santander Investment Securities Inc. e pelo UBS Securities LLC (em conjunto, “Agentes de Colocação Internacional”) (i) nos Estados Unidos da América, para investidores institucionais qualificados (qualified institutional buyers), conforme definidos na Rule 144A, editada pela U.S. Securities and Exchange Commission (“SEC”), em operações isentas de registro, previstas no U.S. Securities Act of 1933, conforme alterado (“Securities Act”) e nos regulamentos editados ao amparo do Securities Act; e (ii) nos demais países, que não os Estados Unidos da América e o Brasil, para investidores constituídos de acordo com a legislação vigente no país de domicílio de cada investidor (Non US Persons), com base na Regulation S, editada pela SEC no âmbito do Securities Act (em conjunto, “Investidores Estrangeiros”) e, em ambos os casos, desde que tais Investidores Estrangeiros invistam no Brasil em conformidade com os mecanismos de investimento regulamentados pelo Conselho Monetário Nacional (“CMN”), pelo Banco Central do Brasil (“Banco Central”) e pela CVM. 3. UNITS DO LOTE SUPLEMENTAR E UNITS ADICIONAIS 3.1. Nos termos do artigo 24 da Instrução CVM 400, a quantidade total das Units inicialmente ofertada (sem considerar as Units Adicionais, conforme definidas abaixo) poderá ser acrescida em até 15% (quinze por cento), ou seja, em até 16.134.389 (dezesseis milhões, cento e trinta e quatro mil, trezentas e oitenta e nove) Units a serem alienadas pelos Acionistas Vendedores, com a finalidade exclusiva de atender a um eventual excesso de demanda que venha a ser constatado no decorrer da Oferta, nas mesmas condições e preço das Units inicialmente ofertadas (“Units do Lote Suplementar”), conforme opção de distribuição de tais Units do Lote Suplementar a ser outorgada pelos Acionistas Vendedores ao Agente Estabilizador no Contrato de Coordenação, Garantia Firme de Liquidação e Distribuição de Certificados de Depósito de Ações - Units da Via Varejo S.A. (“Contrato de Distribuição” e “Opção de Lote Suplementar”, respectivamente). O Agente Estabilizador terá o direito exclusivo, a partir da data de assinatura do Contrato de Distribuição, inclusive, e por um período de 30 (trinta) dias contados do primeiro dia útil (inclusive) após a publicação do Anúncio de Início, inclusive, de exercer a Opção de Lote Suplementar, no todo ou em parte, em uma ou mais vezes, após notificação, por escrito, aos demais Coordenadores, desde que a decisão de sobrealocação das Units no momento em que for fixado o Preço por Unit tenha sido tomada em comum acordo pelos Coordenadores. 3.2. Adicionalmente, sem prejuízo da Opção de Lote Suplementar, nos termos do artigo 14, parágrafo 2º, da Instrução CVM 400, a quantidade total de Units inicialmente ofertada (sem considerar as Units do Lote Suplementar) poderá, a critério dos Acionistas Vendedores e em comum acordo com os Coordenadores, ser acrescida em até 20% (vinte por cento) do total de Units inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote Suplementar), ou seja, em até 21.512.519 (vinte e um milhões, quinhentas e doze mil, quinhentas e dezenove) Units a serem alienadas pelos Acionistas Vendedores, nas mesmas condições e no mesmo preço das Units inicialmente ofertadas (“Units Adicionais”). 4. DIREITOS, VANTAGENS E RESTRIÇÕES DAS UNITS 4.1. As Units conferirão aos seus titulares os mesmos direitos e vantagens e estarão sujeitas às mesmas restrições das ações ordinárias e das ações preferenciais de emissão da Companhia a elas subjacentes decorrentes da Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada (“Lei das Sociedades por Ações”), do Regulamento de Listagem do Nível 2 de Governança Corporativa da BM&FBOVESPA (“Regulamento de Listagem do Nível 2”) e do Estatuto Social da Companhia, dentre os quais: (i) direito a um voto por ação ordinária nas deliberações da assembleia geral; (ii) direito de voto conferido às ações preferenciais subjacentes a cada Unit, nas circunstâncias previstas na Lei das Sociedades por Ações e no Regulamento de Listagem do Nível 2, nas seguintes matérias deliberadas em assembleia geral: (a) transformação, incorporação, fusão ou cisão da Companhia; (b) aprovação de contratos entre a Companhia e o acionista controlador, diretamente ou por meio de terceiros, assim como de outras sociedades nas quais o acionista controlador tenha interesse, sempre que, por força de disposição legal ou estatutária, sejam deliberados em assembleia geral; (c) avaliação de bens destinados à integralização de aumento de capital social da Companhia; (d) escolha de instituição ou empresa especializada para determinação do valor econômico da Companhia, para fins de realização de oferta pública de aquisição de ações ou cancelamento do registro de companhia aberta; e (e) alteração ou revogação de dispositivos estatutários que alterem ou modifiquem quaisquer das exigências previstas no item 4.1, do Regulamento de Listagem do Nível 2, ressalvado, no entanto, que esse direito a voto prevalecerá enquanto estiver em vigor o Contrato de Participação no Nível 2; (iii) direito ao dividendo obrigatório por ação ordinária, em cada exercício social, equivalente a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido ajustado nos termos do artigo 202 da Lei das Sociedades por Ações; (iv) direito de alienação das ações ordinárias e preferenciais subjacentes às Units nas mesmas condições asseguradas ao acionista controlador alienante, em caso de alienação, direta ou indireta, a título oneroso, do controle da Companhia, tanto por meio de uma única operação, como por meio de operações sucessivas (tag along de 100% do preço); (v) direito ao recebimento integral de dividendos e demais proventos de qualquer natureza que a Companhia vier a declarar a partir da data de publicação do Anúncio de Início; (vi) direito de alienação de suas ações em oferta pública de cancelamento de registro de companhia aberta ou em caso de cancelamento de listagem das ações de emissão da Companhia no Nível 2, segmento especial de listagem da BM&FBOVESPA, pelo seu valor econômico, apurado mediante laudo de avaliação elaborado por empresa especializada, com experiência comprovada e independente, conforme previsto no Regulamento de Listagem do Nível 2; e (vii) prioridade das ações preferenciais no reembolso do capital, sem prêmio, pelo valor patrimonial, em caso de liquidação da Companhia. 5. PREÇO POR UNIT 5.1. No contexto da Oferta, estima-se que o preço por Unit (“Preço por Unit”) estará situado entre R$25,60 e R$33,60, ressalvado, no entanto que esta faixa é meramente indicativa, podendo o Preço por Unit ser fixado acima ou abaixo dessa faixa indicativa. Na hipótese de o Preço por Unit ser fixado acima ou abaixo dessa faixa indicativa, os Pedidos de Reserva (conforme abaixo definido) serão normalmente considerados e processados, observada a condição de eficácia indicada no item 8.3 abaixo, inciso I. O Preço por Unit será fixado após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento a ser realizado pelos Coordenadores junto a Investidores Institucionais (conforme definidos abaixo) no Brasil e pelos Agentes de Colocação Internacional no exterior, nos termos do “Placement Facilitation Agreement”, conforme previsto no artigo 23, parágrafo 1º, e no artigo 44 da Instrução CVM 400 (“Procedimento de Bookbuilding”). O Preço por Unit será calculado tendo como parâmetro as indicações de interesse em função da qualidade e quantidade da demanda (por volume e preço) por Unit coletada junto a Investidores Institucionais. Nos termos do artigo 170, parágrafo 1º, inciso III, da Lei das Sociedades por Ações, a escolha do critério para determinação do Preço por Unit é justificada pelo fato de que o Preço por Unit não promoverá a diluição injustificada dos acionistas da Companhia e de que as Units serão distribuídas por meio de oferta pública, em que o valor de mercado das Units será aferido tendo como parâmetro o resultado do Procedimento de Bookbuilding, que refletirá o valor pelo qual os Investidores Institucionais apresentarão suas intenções de investimento no contexto da Oferta. Os Investidores Não Institucionais (conforme definido abaixo) não participarão do Procedimento de Bookbuilding, e, portanto, não participarão da fixação do Preço por Unit. 5.2. Poderá ser aceita a participação de Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas, no Procedimento de Bookbuilding, até o limite máximo de 20% (vinte por cento) do total das Units inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais). São consideradas pessoas vinculadas, nos termos do artigo 55 da Instrução CVM 400, os controladores ou administradores das instituições intermediárias e da emissora ou outras pessoas vinculadas à emissão e distribuição, bem como seus cônjuges ou companheiros, seus ascendentes, descendentes e colaterais até o segundo grau (em conjunto, “Pessoas Vinculadas”). 5.3. Nos termos do artigo 55 da Instrução CVM 400, caso seja verificado excesso de demanda superior em 1/3 (um terço) à quantidade de Units inicialmente ofertada (sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais), não será permitida a colocação de Units junto aos Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas, sendo suas intenções de investimento automaticamente canceladas. A vedação de colocação disposta no artigo 55 da Instrução CVM 400 não se aplica às instituições financeiras contratadas como formador de mercado, conforme previsto no parágrafo único do referido artigo 55. Os investimentos realizados pelas pessoas mencionadas no artigo 48 da Instrução CVM 400 (i) para proteção (hedge) em operações com derivativos contratados com terceiros, tendo as Units da Companhia como referência (incluindo operações de total return swap), desde que tais terceiros não sejam Pessoas Vinculadas; e (ii) que se enquadrem dentre as outras exceções previstas no artigo 48, II da Instrução CVM 400; são permitidos na forma do artigo 48 da Instrução CVM 400 e não serão considerados investimentos realizados por Pessoas Vinculadas para os fins do artigo 55 da Instrução CVM 400. 6. REGIME DE COLOCAÇÃO 6.1. Após a celebração do Contrato de Distribuição, o encerramento do Período de Reserva (conforme definido no item 8.3, II abaixo) e do Período de Reserva para Pessoas Vinculadas, a conclusão do Procedimento de Bookbuilding, a concessão do registro da Oferta pela CVM, a publicação do Anúncio de Início e a disponibilização do Prospecto Definitivo de Oferta Pública de Distribuição Secundária de Certificados de Depósito de Ações - Units da Via Varejo S.A., incluindo o Formulário de Referência apresentado à CVM, e seus eventuais aditamentos ou suplementos (“Prospecto Definitivo” e, em conjunto com o Prospecto Preliminar, “Prospectos”), os Coordenadores realizarão a distribuição das Units (sem considerar as Units do Lote Suplementar e considerando as Units Adicionais), em regime de garantia firme de liquidação, de forma individual e não solidária, de acordo com os limites individuais e demais disposições previstas no Contrato de Distribuição, por meio de duas ofertas distintas, quais sejam: (i) uma Oferta de Varejo (conforme definido no item 8.1 abaixo), destinada aos Investidores Não Institucionais (conforme definido no item 7.1 abaixo); e (ii) uma Oferta Institucional (conforme definido no item 8.1 abaixo), destinada aos Investidores Institucionais (conforme definido no item 7.1 abaixo). Após tais aprovações, cópia do Contrato de Distribuição poderá ser obtida com os Coordenadores nos endereços indicados no item 16 deste Aviso ao Mercado. 6.2. A garantia firme de liquidação a ser prestada pelos Coordenadores consiste na obrigação individual e não solidária de liquidação financeira das Units (sem considerar as Units do Lote Suplementar e considerando as Units Adicionais) que não forem liquidadas pelos investidores que as adquiriram no âmbito da Oferta, na Data de Liquidação, na proporção e até os limites individuais de garantia firme de cada um dos Coordenadores, conforme indicado no Contrato de Distribuição (“Garantia Firme de Liquidação”). 6.3. Caso as Units efetivamente adquiridas por investidores não tenham sido totalmente liquidadas na Data de Liquidação, cada um dos Coordenadores realizará, de forma individual e não solidária, a liquidação financeira, na Data de Liquidação, na proporção e até os limites individuais referidos no Contrato de Distribuição, da totalidade do eventual saldo resultante da diferença entre (i) o número de Units objeto da Garantia Firme de Liquidação prestada por cada um dos Coordenadores, nos termos do Contrato de Distribuição; e (ii) o número de Units efetivamente adquiridas por investidores no mercado e efetivamente por esses liquidadas, pelo Preço por Unit a ser definido conforme o Procedimento de Bookbuilding. Tal garantia é vinculante a partir do momento em que, cumulativamente, for concluído o Procedimento de Bookbuilding, assinado o Contrato de Distribuição, deferidos os registros da Oferta pela CVM, publicado o Anúncio de Início e disponibilizado o Prospecto Definitivo. 6.4. A proporção prevista no item 6.3 acima poderá ser realocada de comum acordo entre os Coordenadores. 6.5. Para os fins do disposto no item 5 do Anexo VI à Instrução CVM 400, caso os Coordenadores eventualmente venham a liquidar Units nos termos do item 6.3 acima e tenham interesse em vender tais Units durante o Prazo de Distribuição, o preço de venda de tais Units será o preço de mercado das Units, limitado ao Preço por Unit, sendo certo, entretanto, que o disposto neste item 6.5 não se aplica às operações realizadas em decorrência das atividades de estabilização a que se refere o item 9 abaixo. 6.6. Não será admitida distribuição parcial no âmbito da Oferta, sendo possível o cancelamento do pedido de registro da Oferta caso não haja investidores suficientes para adquirir a totalidade das Units objeto da Oferta inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais). 6.7. Caso não existam Pedidos de Reserva e intenções de investimento para a aquisição da totalidade das Units inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais) até a data de conclusão do Procedimento de Bookbuilding, nos termos do Contrato de Distribuição, a Oferta será cancelada, sendo todos os Pedidos de Reserva e intenções de investimentos automaticamente cancelados, e os valores eventualmente depositados devolvidos sem juros ou correção monetária, sem reembolso e com dedução, se for o caso, dos valores relativos aos tributos incidentes, no prazo de três dias úteis contados da data de divulgação do aviso de cancelamento. Para mais informações, veja a seção “Fatores de Risco Relacionados às Units e à Oferta - Na medida em que o regime de distribuição da Oferta é o de garantia firme de liquidação e que não será admitida distribuição parcial no âmbito da Oferta, é possível que a Oferta venha a ser cancelada caso não haja investidores suficientes interessados em adquirir a totalidade das Units objeto da Oferta.”, do Prospecto Preliminar. 7. PÚBLICO-ALVO 7.1. Observado o disposto no item 8 abaixo, a Oferta será realizada para (i) investidores pessoas físicas e jurídicas e clubes de investimento registrados na BM&FBOVESPA, em qualquer caso, residentes, domiciliados ou com sede no Brasil, que formalizem Pedido de Reserva, junto a uma única Instituição Consorciada, durante o Período de Reserva, com valor mínimo de R$3.000,00 (três mil reais) e o valor máximo de R$300.000,00 (trezentos mil reais) (“Investidores Não Institucionais”); e (ii) investidores pessoas físicas e jurídicas e clubes de investimento registrados na BM&FBOVESPA, nos termos da regulamentação em vigor, em qualquer caso, que não sejam considerados Investidores Não Institucionais, além de fundos de investimento, carteiras administradas, fundos de pensão, entidades administradoras de recursos de terceiros registradas na CVM, entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central, condomínios destinados à aplicação em carteira de títulos e valores mobiliários registrados na CVM e/ou na BM&FBOVESPA, seguradoras, entidades de previdência complementar e de capitalização, investidores qualificados nos termos da regulamentação da CVM, em todos os casos, residentes, domiciliados ou com sede no Brasil, assim como os Investidores Estrangeiros (“Investidores Institucionais”). 7.2. Os Coordenadores realizarão a Oferta de acordo com o disposto no Contrato de Distribuição, por si e/ou por meio das Instituições Consorciadas. 7.3. Os Agentes de Colocação Internacional realizarão esforços de colocação das Units no exterior para Investidores Estrangeiros, nos termos do Placement Facilitation Agreement, sendo que os Investidores Estrangeiros deverão investir nas Units por meio dos mecanismos de investimento regulamentados pelo CMN, pelo Banco Central e pela CVM. 8. PROCEDIMENTO DA OFERTA 8.1. As Instituições Participantes da Oferta efetuarão a colocação pública das Units no Brasil, em mercado de balcão não organizado, observado o disposto na Instrução CVM 400 e os esforços de dispersão acionária previstos no Regulamento de Listagem do Nível 2, por meio de uma oferta aos Investidores Não Institucionais (“Oferta de Varejo”), realizada pelas Instituições Consorciadas, e de uma oferta aos Investidores Institucionais (“Oferta Institucional”), realizada exclusivamente pelos Coordenadores e pelos Agentes de Colocação Internacional. 8.2. O plano de distribuição da Oferta, organizado pelos Coordenadores, nos termos do artigo 33, parágrafo 3º, da Instrução CVM 400, e do Regulamento de Listagem do Nível 2, no que diz respeito aos esforços de dispersão acionária, com a expressa anuência dos Acionistas Vendedores, leva em consideração as relações com clientes e outras considerações de natureza comercial ou estratégica da Companhia e dos Coordenadores, observado, entretanto, que os Coordenadores assegurarão (i) a adequação do investimento ao perfil de risco de seus clientes; (ii) o tratamento justo e equitativo aos investidores; (iii) recebimento prévio pelos representantes de venda das Instituições Participantes da Oferta de exemplar do Prospecto Preliminar para leitura obrigatória, de modo que eventuais dúvidas possam ser esclarecidas por pessoa designada pelo Coordenador Líder; e (iv) realizarão os esforços de dispersão acionária previstos no Regulamento de Listagem do Nível 2. 8.3. Em atenção ao previsto no item 7.1 (ii) do Regulamento de Listagem do Nível 2, no contexto da Oferta, o montante de, no mínimo, 10% (dez por cento) e, a critério dos Coordenadores, o montante de, no máximo, 20% (vinte por cento) das Units ofertadas, considerando as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais, serão destinados prioritariamente à colocação pública, no âmbito da Oferta de Varejo, para Investidores Não Institucionais que realizem Pedido de Reserva de acordo com as condições ali previstas e o procedimento abaixo indicado: I. durante o Período de Reserva (conforme definido abaixo) ou o Período de Reserva para Pessoas Vinculadas (conforme definido abaixo), conforme o caso, cada um dos Investidores Não Institucionais interessados em participar da Oferta deverá realizar pedido de reserva de Units, irrevogável e irretratável, exceto pelo disposto neste inciso I, nos incisos III, VI, VIII e IX abaixo e no item 8.5 abaixo, mediante preenchimento de formulário específico (“Pedido de Reserva”) com uma única Instituição Consorciada, observados o valor mínimo de pedido de investimento de R$3.000,00 (três mil reais) e o valor máximo de pedido de investimento de R$300.000,00 (trezentos mil reais) por Investidor Não Institucional. Os Investidores Não Institucionais poderão estipular, no Pedido de Reserva, um preço máximo por Unit como condição de eficácia de seu Pedido de Reserva, sem necessidade de posterior confirmação, sendo que, caso o Preço por Unit seja fixado em valor superior ao valor estabelecido pelo Investidor Não Institucional, o respectivo Pedido de Reserva será automaticamente cancelado. Como condição de eficácia do Pedido de Reserva, cada Investidor Não Institucional deverá indicar obrigatoriamente no Pedido de Reserva se é ou não Pessoa Vinculada. As Instituições Consorciadas somente atenderão Pedidos de Reserva realizados por Investidores Não Institucionais titulares de conta nelas aberta ou mantida pelo respectivo investidor. Recomenda-se aos Investidores Não Institucionais interessados na realização de Pedidos de Reserva que (a) leiam cuidadosamente os termos e condições estipulados no Pedido de Reserva, especialmente os procedimentos relativos à liquidação da Oferta e as informações constantes do Prospecto Preliminar e do Formulário de Referência da Companhia; (b) verifiquem com a Instituição Consorciada de sua preferência, antes de realizar o seu Pedido de Reserva, se essa, a seu exclusivo critério, exigirá a manutenção de recursos em conta nela aberta e/ou mantida, para fins de garantia do Pedido de Reserva; (c) verifiquem com a Instituição Consorciada de sua preferência, antes de realizar o seu Pedido de Reserva, a probabilidade de débito antecipado da reserva por parte da Instituição Consorciada; e (d) entrem em contato com a Instituição Consorciada de sua preferência para obter informações mais detalhadas sobre o prazo estabelecido pela Instituição Consorciada para a realização do Pedido de Reserva ou, se for o caso, para a realização do cadastro na Instituição Consorciada, tendo em vista os procedimentos operacionais adotados por cada Instituição Consorciada;
  • 16.
    16 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 II. os Investidores Não Institucionais deverão realizar seus Pedidos de Reserva no período de 2 de dezembro de 2013, inclusive, a 11 de dezembro de 2013, inclusive (“Período de Reserva”), sendo que os Investidores Não Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas deverão, necessariamente, indicar no Pedido de Reserva a sua condição de Pessoa Vinculada e realizar seus Pedidos de Reserva no dia 2 de dezembro de 2013, data que antecederá em pelo menos sete dias úteis a conclusão do Procedimento de Bookbuilding (“Período de Reserva para Pessoas Vinculadas”). Os Investidores Não Institucionais que aderirem à Oferta de Varejo não participarão do Procedimento de Bookbuilding e, portanto, não participarão do processo de fixação do Preço por Unit; III. caso seja verificado excesso de demanda superior em 1/3 (um terço) à quantidade de Units inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais), será vedada a colocação de Units aos Investidores Não Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas, sendo os Pedidos de Reserva devidamente realizados por Investidores Não Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas automaticamente cancelados, exceto pelos Pedidos de Reserva realizados durante o Período de Reserva para Pessoas Vinculadas; caso o total de Units objeto dos Pedidos de Reserva seja igual ou inferior ao montante de Units destinadas à Oferta de Varejo (considerando as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais), não haverá Rateio (conforme definido abaixo), sendo integralmente atendidos todos os Pedidos de Reserva, de modo que as Units remanescentes, se houver, serão destinadas aos Investidores Institucionais; IV. caso o total de Units objeto dos Pedidos de Reserva exceda o total de Units destinadas à Oferta de Varejo, será realizado Rateio entre os Investidores Não Institucionais, sendo que (a) até o limite de R$3.000,00 (três mil reais), inclusive, por Investidor Não Institucional, o critério de Rateio será a divisão igualitária e sucessiva das Units destinadas à Oferta de Varejo entre os Investidores Não Institucionais que tiverem apresentado Pedido de Reserva, limitada ao valor individual de cada Pedido de Reserva e à quantidade total das Units destinadas à Oferta de Varejo, desconsiderando-se as frações de Units; e (b) uma vez atendido o critério descrito na alínea (a) acima, as Units destinadas à Oferta de Varejo remanescentes serão rateadas proporcionalmente ao valor dos respectivos Pedidos de Reserva entre todos os Investidores Não Institucionais, desconsiderando-se, as frações de Units (“Rateio”). Opcionalmente, a critério dos Coordenadores e dos Acionistas Vendedores, a quantidade de Units destinadas à Oferta de Varejo poderá ser aumentada para que os Pedidos de Reserva excedentes possam ser total ou parcialmente atendidos, sendo que, no caso de atendimento parcial, será observado o mesmo critério de Rateio; V. até as 12:00 horas do primeiro dia útil subsequente à data de publicação do Anúncio de Início, serão informados a cada Investidor Não Institucional pela Instituição Consorciada que tenha recebido o respectivo Pedido de Reserva, por meio do seu respectivo endereço eletrônico, ou, na sua ausência, por fac-símile, telefone ou correspondência, a Data de Liquidação, a quantidade de Units alocadas (ajustada se for o caso em decorrência do Rateio), o Preço por Unit e o valor do respectivo investimento, sendo que, em qualquer caso, o valor do investimento será limitado àquele indicado no respectivo Pedido de Reserva; VI. até as 10:30 horas da Data de Liquidação, cada Investidor Não Institucional deverá efetuar o pagamento, em recursos imediatamente disponíveis, em moeda corrente nacional, do valor indicado no inciso V acima à Instituição Consorciada que tenha recebido o respectivo Pedido de Reserva, sob pena de, em não o fazendo, ter seu Pedido de Reserva automaticamente cancelado; VII. até as 16:00 horas da Data de Liquidação, a Instituição Consorciada que tenha recebido o respectivo Pedido de Reserva, por meio da BM&FBOVESPA, entregará as Units alocadas ao respectivo Investidor Não Institucional de acordo com os procedimentos previstos no Contrato de Distribuição, desde que efetuado o pagamento previsto no inciso VI acima, ressalvada a possibilidade de desistência prevista no inciso VIII abaixo, as possibilidades de cancelamento previstas nos incisos I, III e VI acima e IX abaixo e a possibilidade de Rateio prevista no inciso IV acima. Caso tal relação resulte em fração de Unit, o valor do investimento será limitado ao valor correspondente ao maior número inteiro de Units, desprezando-se eventuais frações de Units; VIII. caso (a) seja verificada divergência relevante entre as informações constantes do Prospecto Preliminar e do Prospecto Definitivo que altere substancialmente o risco assumido pelos Investidores Não Institucionais ou a sua decisão de investimento, nos termos do artigo 45, parágrafo 4º, da Instrução CVM 400; (b) a Oferta seja suspensa, nos termos do artigo 19 da Instrução CVM 400; e/ou (c) a Oferta seja modificada, nos termos dos artigos 25 e 27 da Instrução CVM 400, o Investidor Não Institucional poderá desistir do respectivo Pedido de Reserva, devendo, para tanto, informar sua decisão à Instituição Consorciada que tenha recebido o respectivo Pedido de Reserva (1) até as 12:00 horas do quinto dia útil subsequente à data de disponibilização do Prospecto Definitivo, no caso da alínea (a) acima; e (2) até as 16:00 horas do quinto dia útil subsequente à data em que o investidor for comunicado diretamente pela Instituição Consorciada sobre a suspensão ou a modificação da Oferta, nos casos das alíneas (b) e (c) acima. Adicionalmente, os casos das alíneas (b) e (c) acima serão imediatamente divulgados por meio de anúncio de retificação, nos mesmos veículos utilizados para divulgação deste Aviso ao Mercado e do Anúncio de Início, conforme disposto no artigo 27 da Instrução CVM 400. No caso da alínea (c) acima, após a publicação do Anúncio de Início, a respectiva Instituição Consorciada deverá acautelar-se e certificar-se, no momento do recebimento das aceitações da Oferta, de que o respectivo Investidor Não Institucional está ciente de que a Oferta original foi alterada e de que tem conhecimento das novas condições. Caso o Investidor Não Institucional não informe sua decisão de desistência do Pedido de Reserva nos termos deste inciso, o Pedido de Reserva será considerado válido e o Investidor Não Institucional deverá efetuar o pagamento do valor do investimento. Caso o Investidor Não Institucional já tenha efetuado o pagamento nos termos do inciso VI acima e venha a desistir do Pedido de Reserva nos termos deste inciso, os valores depositados serão devolvidos sem juros ou correção monetária, sem reembolso e com dedução, se for o caso, dos valores relativos aos tributos incidentes, no prazo de três dias úteis contados do pedido de cancelamento do respectivo Pedido de Reserva; e IX. caso não haja conclusão da Oferta ou em caso de resilição do Contrato de Distribuição ou de cancelamento ou revogação da Oferta ou em qualquer outra hipótese de devolução dos Pedidos de Reserva em função de expressa disposição legal, todos os Pedidos de Reserva serão cancelados e a Instituição Consorciada que tenha recebido o respectivo Pedido de Reserva comunicará ao respectivo Investidor Não Institucional o cancelamento da Oferta, o que poderá ocorrer, inclusive, mediante publicação de comunicado ao mercado. Caso o Investidor Não Institucional já tenha efetuado o pagamento nos termos do inciso VI acima, os valores depositados serão devolvidos sem juros ou correção monetária, sem reembolso e com dedução, se for o caso, dos valores relativos aos tributos incidentes, no prazo de três dias úteis contados da comunicação do cancelamento da Oferta. 8.4. As Units destinadas à Oferta de Varejo que não tiverem sido alocadas aos Investidores Não Institucionais serão destinadas à Oferta Institucional, juntamente com as demais Units, de acordo com o seguinte procedimento: I. os Investidores Institucionais interessados em participar da Oferta deverão apresentar suas intenções de investimento durante o Procedimento de Bookbuilding, inexistindo pedidos de reserva, reservas antecipadas ou limites máximos de investimento. Cada Investidor Institucional deverá assumir a obrigação de verificar se está cumprindo os requisitos para participar da Oferta Institucional, para então apresentar suas intenções de investimento durante o Procedimento de Bookbuilding; II. poderá ser aceita a participação de Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas no Procedimento de Bookbuilding, até o limite máximo de 20% (vinte por cento) do total das Units inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais). Caso seja verificado excesso de demanda superior em 1/3 (um terço) à quantidade de Units inicialmente ofertadas (sem considerar as Units do Lote Suplementar e as Units Adicionais), não será permitida a colocação de Units junto aos Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas, sendo suas intenções de investimento automaticamente canceladas. A vedação de colocação disposta no artigo 55 da Instrução CVM 400 não se aplica às instituições financeiras contratadas como formador de mercado, conforme previsto no parágrafo único do referido artigo 55. Os investimentos realizados pelas pessoas mencionadas no artigo 48 da Instrução CVM 400 (i) para proteção (hedge) em operações com derivativos contratadas com terceiros, tendo as Units da Companhia como referência, (incluindo operações de total return swap), desde que tais terceiros não sejam Pessoas Vinculadas; e (ii) que se enquadrem dentre as outras exceções previstas no artigo 48, II da Instrução CVM 400; são permitidos na forma do artigo 48 da Instrução CVM 400 e não serão considerados investimentos realizados por Pessoas Vinculadas para os fins do artigo 55 da Instrução CVM 400. A participação de Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas no Procedimento de Bookbuilding poderá afetar adversamente a formação do Preço por Unit, e o investimento nas Units por Investidores Institucionais que sejam Pessoas Vinculadas poderá resultar em redução da liquidez das Units da Companhia no mercado secundário. Para mais informações, veja a seção “Fatores de Risco Relacionados às Units e à Oferta - A eventual aceitação de intenções de Investidores Institucionais que sejam considerados Pessoas Vinculadas durante o Procedimento de Bookbuilding, poderá levar ao risco de má-formação do Preço por Unit e/ou de redução da liquidez das Units de nossa emissão no mercado secundário.”, do Prospecto Preliminar; III. caso as intenções de investimento obtidas durante o Procedimento de Bookbuilding excedam o total de Units remanescentes após o atendimento da Oferta de Varejo, os Coordenadores darão prioridade aos Investidores Institucionais que, a exclusivo critério dos Coordenadores e dos Acionistas Vendedores, melhor atendam o objetivo da Oferta de criar uma base diversificada de investidores, integrada por investidores com diferentes critérios de avaliação das perspectivas dos Acionistas Vendedores, seu setor de atuação e a conjuntura macroeconômica brasileira e internacional, observado o disposto no plano de distribuição elaborado pelos Coordenadores, nos termos do artigo 33, parágrafo 3o, da Instrução CVM 400, o qual leva em conta as suas relações com os clientes e outras considerações de natureza comercial ou estratégica; IV. até as 12:00 horas do primeiro dia útil subsequente à data de publicação do Anúncio de Início, os Coordenadores informarão aos Investidores Institucionais, por meio de seu endereço eletrônico, ou, na sua ausência, por telefone ou fac-símile, a Data de Liquidação, a quantidade de Units alocadas, o Preço por Unit e o valor do respectivo investimento; e V. a entrega das Units alocadas deverá ser efetivada na Data de Liquidação, mediante pagamento em moeda corrente nacional, à vista e em recursos imediatamente disponíveis, do Preço por Unit multiplicado pela quantidade de Units alocadas, de acordo com os procedimentos previstos no Contrato de Distribuição. As Units que forem objeto de esforços de venda no exterior pelos Agentes de Colocação Internacional junto a Investidores Estrangeiros serão obrigatoriamente adquiridas e liquidadas no Brasil junto aos Coordenadores, em moeda corrente nacional, nos termos dos mecanismos de investimento regulamentados pelo CMN, pelo Banco Central e pela CVM. 8.5. Caso haja descumprimento e/ou indícios de descumprimento, por qualquer das Instituições Consorciadas, de qualquer das obrigações previstas nos respectivos instrumentos de adesão ao Contrato de Distribuição, na carta-convite ou em qualquer contrato celebrado no âmbito da Oferta, ou, ainda, de qualquer das normas de conduta previstas na regulamentação aplicável à Oferta, incluindo, sem limitação, aquelas previstas na Instrução CVM 400, especificamente, as normas referentes ao período de silêncio, à emissão de pesquisas e relatórios públicos sobre a Companhia e/ou à divulgação (marketing) da Oferta, conforme previsto no artigo 48 da Instrução CVM 400, tal Instituição Consorciada, a critério exclusivo dos Coordenadores e sem prejuízo das demais medidas julgadas cabíveis pelos Coordenadores, (i) deixará imediatamente de integrar o grupo de instituições responsáveis pela colocação das Units no âmbito da Oferta, pelo que serão canceladas todas as intenções de investimento, Pedidos de Reserva e/ou contratos de compra e venda que tenha recebido, e a Instituição Consorciada deverá informar imediatamente aos respectivos investidores sobre referido cancelamento, devendo ser restituídos pela Instituição Consorciada integralmente aos respectivos investidores os valores eventualmente dados em contrapartida às Units, no prazo de até 3 (três) dias úteis contados da data de divulgação do descredenciamento da Instituição Consorciada, sem qualquer remuneração, juros ou correção monetária, sem reembolso dos gastos incorridos em razão do depósito, e com dedução, caso sejam incidentes e se a alíquota for superior a zero, se for o caso, dos valores relativos aos tributos incidentes ou taxas sobre movimentação financeira; (ii) arcará integralmente com quaisquer custos e prejuízos relativos à sua exclusão como Instituição Participante da Oferta, incluindo custos com publicações, indenizações decorrentes de eventuais condenações judiciais em ações propostas por investidores por conta do cancelamento, honorários advocatícios e demais custos perante terceiros, inclusive custos decorrentes de eventuais demandas de potenciais investidores; e (iii) poderá ser suspensa, por um período de até seis meses contados da data da comunicação da violação, de atuar como instituição intermediária em ofertas públicas de distribuição de valores mobiliários sob a coordenação de qualquer dos Coordenadores. A Instituição Consorciada a que se refere este item 8.5 deverá informar imediatamente, sobre o referido cancelamento, os investidores de quem tenham recebido intenção de investimento, Pedido de Reserva e/ou contrato de compra e venda. Os Coordenadores não serão, em hipótese alguma, responsáveis por quaisquer prejuízos causados aos investidores que tiverem suas intenções de investimentos, Pedidos de Reserva e/ou contratos de compra e venda cancelados. 8.6. Nos termos da Instrução CVM nº 530, de 22 de novembro de 2012, fica vedada a aquisição das Units por investidores que tenham realizado vendas a descoberto de ações de emissão da Companhia na data de fixação do Preço por Unit e nos cinco pregões que a antecedem. São consideradas vendas a descoberto aquelas realizadas por investidores que não sejam titulares das ações, ou cuja titularidade resulte de empréstimo ou outro contrato de efeito equivalente. Ademais, são consideradas operações de um mesmo investidor as vendas a descoberto e as aquisições de ações realizadas em seu próprio nome ou por meio de qualquer veículo cuja decisão de investimento esteja sujeita à sua influência. Fundos de investimento cujas decisões de investimento sejam tomadas pelo mesmo gestor não serão considerados um único investidor para efeito do disposto neste item, desde que as operações estejam enquadradas nas respectivas políticas de investimento de cada fundo. A vedação prevista neste item não se aplica nos seguintes casos: (i) operações realizadas por pessoas jurídicas no exercício da atividade de formador de mercado de ações de emissão da Companhia, conforme definida na norma específica; e (ii) operações posteriormente cobertas por aquisição em mercado da quantidade total de ações correspondente à posição a descoberto até, no máximo, dois pregões antes da data de fixação do Preço por Unit. 9. 10. 11. 12. NEGOCIAÇÃO NA BM&FBOVESPA Em 22 de novembro de 2013, a Companhia, (“Acionista Controlador”) celebraram o Contra Corporativa Nível 2 com a BM&FBOVESPA, o qual e aderindo ao segmento especial do mercado de a Regulamento de Listagem do Nível 2, o qual estabe disposições da Lei das Sociedades por Ações, pa acionistas minoritários. As Units, as ações ordinár negociadas no segmento especial de negociação imediatamente seguinte à data de publicação do “VVAR4”, respectivamente. As principais regras r Prospecto Preliminar, que está à disposição dos inve 13. ACORDOS DE RESTRIÇÃO À VENDA DE UN Durante o prazo de 180 (cento e oitenta) dias a Companhia, os Acionistas Vendedores, o acionist Administração da Companhia e os membros da D restrições previstas nos respectivos Lock-up Agre com relação a quaisquer Units, ações ordinárias ou valores mobiliários conversíveis, permutáveis, exerc (“Valores Mobiliários Sujeitos ao Acordo de dar em garantia, emprestar, conceder qualquer opç ou de outra forma dispor, realizar qualquer opera operação de derivativos, divulgar publicamente a disposição, operação com o mesmo efeito ou oper termos do Securities Act ou da legislação brasileira Coordenadores e dos Agentes de Colocação Inter Instrução CVM 400; e (C) nas hipóteses descritas canceladas para recebimento das ações ordinárias (cento e oitenta) dias contados da data de publicaçã pelos Acionistas Vendedores, das Units que lhe forem de estabilização. Adicionalmente, nos termos do subsequentes à consumação da Oferta, o Acioni poderão vender e/ou ofertar à venda quaisquer derivativos lastreados em ações de emissão da Comp após a efetivação da Oferta e, após esse períod administradores da Companhia não poderão, por m (quarenta por cento) das ações de emissão da imediatamente após a efetivação da Oferta. 14. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA ESCRITURADORA A instituição financeira contratada para a prestação da Companhia subjacentes às Units e para a p é a Itaú Corretora de Valores S.A. 15. CRONOGRAMA ESTIMADO DA OFERTA Encontra-se abaixo um cronograma estimado das p N° Evento 1. Pedido de Registro da Oferta junto à CVM Publicação do Aviso ao Mercado (sem logotip Instituições Consorciadas) ESTABILIZAÇÃO DO PREÇO DAS UNITS 9.1. O Agente Estabilizador, por meio da Merrill Lynch S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (“Corretora”), poderá, a seu exclusivo critério, realizar atividades de estabilização do preço das Units, pelo prazo de até 30 (trinta) dias contados do primeiro dia útil (inclusive) após a publicação do Anúncio de Início, inclusive, por meio de operações de compra e venda de Units, observadas as disposições legais aplicáveis e o disposto no Contrato de Prestação de Serviços de Estabilização de Preço de Certificados de Depósito de Ações - Units da Via Varejo S.A. (“Contrato de Estabilização”), que será previamente submetido à análise e aprovação pela BM&FBOVESPA e pela CVM, nos termos do artigo 23, parágrafo 3o, da Instrução CVM 400 e do item II da Deliberação CVM nº 476, de 25 de janeiro de 2005. Após tais aprovações, cópia do Contrato de Estabilização poderá ser obtida com o Agente Estabilizador, no endereço indicado no item 16 deste Aviso ao Mercado. 9.2. Nos termos do Contrato de Estabilização, o Agente Estabilizador e a Corretora poderão escolher livremente as datas em que realizarão as operações de compra e venda das Units, não estando obrigados a realizá-las em todos os dias ou em qualquer data específica, podendo, inclusive, interrompê-las e retomá-las a qualquer momento, a seu exclusivo critério. 2. PRAZO DE DISTRIBUIÇÃO 10.1. A data de início da Oferta será divulgada mediante a publicação do Anúncio de Início, com data estimada para ocorrer em 13 de dezembro de 2013, em conformidade com o previsto no artigo 52 da Instrução CVM 400. 10.2. O prazo para a distribuição das Units no âmbito da Oferta é (i) de até seis meses contados da data de publicação do Anúncio de Início; ou (ii) até a data da publicação do Anúncio de Encerramento da Oferta Pública de Distribuição Secundária de Units da Via Varejo S.A. (“Anúncio de Encerramento”), o que ocorrer primeiro, conforme previsto no artigo 18 da Instrução CVM 400 (“Prazo de Distribuição”). 10.3. O término da Oferta e seu resultado serão anunciados mediante publicação do Anúncio de Encerramento, sendo a data máxima em 13 de junho de 2014, em conformidade com o artigo 29 da Instrução CVM 400. 5. LIQUIDAÇÃO DA OFERTA 11.1. A liquidação física e financeira das Units (sem considerar as Units do Lote Suplementar e considerando as Units Adicionais), deverá ser realizada dentro do prazo de até 3 (três) dias úteis, contado a partir da data da publicação do Anúncio de Início (“Data de Liquidação”), de acordo com os procedimentos previstos no Contrato de Distribuição. A liquidação física e financeira das Units do Lote Suplementar deverá ser realizada até o terceiro dia útil contado da respectiva data de exercício da Opção de Lote Suplementar, mas não antes da data de publicação do Anúncio de Início (“Data de Liquidação das Units do Lote Suplementar”), de acordo com o disposto no Contrato de Distribuição. 11.2. As Units, as Units Adicionais e as Units do Lote Suplementar serão entregues aos respectivos investidores até as 16:00 horas da Data de Liquidação ou da Data de Liquidação das Units do Lote Suplementar, conforme o caso. As Units que forem objeto de esforços de colocação no exterior pelos Agentes de Colocação Internacional e/ou por eventuais instituições financeiras a serem contratadas, junto a Investidores Estrangeiros, serão obrigatoriamente adquiridas e liquidadas no Brasil, em moeda corrente nacional, nos termos dos mecanismos de investimento regulamentados pelo CMN, pelo Banco Central e pela CVM. Disponibilização do Prospecto Preliminar Início das apresentações para potenciais inve Início do Procedimento de Bookbuilding Republicação do Aviso ao Mercado (com log Instituições Consorciadas) 3. Início do Período de Reserva Período de Reserva para Pessoas Vinculadas 4. Encerramento do Período de Reserva Encerramento das apresentações para poten Encerramento do Procedimento de Bookbuild Fixação do Preço por Unit Aprovação do Preço por Unit pela CBD Assinatura do Contrato de Distribuição e dos relacionados à Oferta Início do prazo para exercício da Opção de Lo Concessão de registro da Oferta pela CVM 6. Publicação do Anúncio de Início Disponibilização do Prospecto Definitivo 7. Início das negociações das Units na BM&FBO 8. Data de Liquidação 9. Encerramento do prazo para exercício da Op 10. Data limite para a liquidação das Units do Lo 11. Data limite para a publicação do Anúncio de (1) (2) As datas previstas para os eventos futuros suspensões, prorrogações e antecipações sem Coordenadores. Ainda, caso ocorram alteraçõ tal cronograma poderá ser alterado. Qualqu comunicada à CVM e poderá ser analisada co 25 e 27 da Instrução CVM 400. As apresentações para potenciais investidores COORDENADO COORDENA JOINT BOOK
  • 17.
    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 17 NITS (LOCK-UP) contados da data de publicação do Anúncio de Início, ta controlador da Companhia, os membros do Conselho de Diretoria da Companhia, estarão obrigados a, entre outras reements, anexos ao “Placement Facilitation Agreement”, ações preferenciais de emissão da Companhia ou quaisquer cíveis ou referenciados em ações de emissão da Companhia Lock-up”), não emitir, ofertar, vender, contratar a venda, ção de compra, realizar qualquer venda a descoberto, onerar ação com o mesmo efeito, realizar qualquer outro tipo de intenção de realizar tal emissão, oferta, venda, oneração, ação de derivativos ou exigir ou exercer qualquer direito nos a, exceto (A) mediante prévio consentimento por escrito dos nacional; (B) nas hipóteses descritas no art. 48, inciso II da s nos Instrumentos de Lock-up. As Units não poderão ser e preferenciais representadas pelas Units pelo prazo de 180 ão do Anúncio de Início, com exceção do desmembramento, m restituídas pelo Agente Estabilizador ao final das atividades o Regulamento de Listagem do Nível 2, nos seis meses ista Controlador e os administradores da Companhia não das ações de emissão da Companhia, Units ou quaisquer panhia (“Derivativos”), de que eram titulares imediatamente do inicial de seis meses, os acionistas controladores e os mais seis meses, vender e/ou ofertar à venda mais do que 40% a Companhia, Units e Derivativos de que eram titulares DAS AÇÕES SUBJACENTES ÀS UNITS E DAS UNITS o de serviços de escrituração e custódia das ações de emissão restação de serviços de emissão e escrituração das Units principais etapas da Oferta: Data de Realização/ Data Prevista (1) 18 de outubro de 2013 pos das 25 de novembro de 2013 estidores (roadshow) (2) otipos das 2 de dezembro de 2013 11 de dezembro de 2013 12 de dezembro de 2013 s demais contratos ote Suplementar 13 de dezembro de 2013 OVESPA 16 de dezembro de 2013 18 de dezembro de 2013 pção de Lote Suplementar 28 de janeiro de 2014 ote Suplementar 31 de janeiro de 2014 e Encerramento 13 de junho de 2014 O Prospecto Preliminar está disponível nos seguintes endereços e páginas na Internet: Companhia - Via Varejo S.A., Rua João Pessoa, nº 83, Centro, CEP 09520-010, São Caetano do Sul - SP (http://www.viavarejo.com.br/ri, em tal página, acessar “Oferta Publica” na coluna direita de “Destaques” e, em seguida, clicar em “Prospecto Preliminar”); CBD (http://www.gpa.com.br/ri, em tal página, acessar “Oferta Publica” na coluna direita de “Destaques” e, em seguida, clicar em “Prospecto Preliminar”); BM&FBOVESPA (http://www.bmfbovespa.com.br/ pt-br/mercados/acoes/ofertas-publicas/ofertas-publicas.aspx?ldioma=pt-br, em tal página, acessar “Mercados”, “Ações” “Empresas” “Empresas Listadas” digitar “Via Varejo S.A.” clicar em aba “Informações Relevantes” e clicar em “Prospecto”); e CVM (www.cvm.gov.br. em tal página, acessar “Prospectos Preliminares”, “Certificados de Depósito de Ações” e “Via Varejo S.A. - Prospecto Preliminar”). A Companhia, os Acionistas Vendedores e os Coordenadores realizarão apresentações aos investidores (roadshow) no período entre a data da primeira publicação deste Aviso ao Mercado e a data em que for fixado o Preço por Unit. Na hipótese de suspensão, cancelamento, modificação ou revogação da Oferta, esse cronograma será alterado. Quaisquer comunicados ao mercado relativos a tais eventos relacionados à Oferta serão informados por meio de publicação de comunicado ao mercado no jornal “Valor Econômico” e na página da Companhia na rede mundial de computadores (www.viavarejo.com.br/ri). Para informações sobre “Procedimento da Oferta”, “Alteração das Circunstâncias, Revogação ou Modificação da Oferta” e “Suspensão e Cancelamento da Oferta”, consulte o Prospecto Preliminar. 16. 17. PROSPECTO PRELIMINAR Os investidores que desejarem obter exemplar do Prospecto Preliminar ou informações adicionais sobre a Oferta ou, ainda, realizar reserva de Units, deverão dirigir-se, a partir da data de publicação deste Aviso ao Mercado, aos seguintes endereços e páginas da rede mundial de computadores das Instituições Participantes da Oferta indicadas abaixo ou junto à CVM. • Coordenadores BANCO DE INVESTIMENTOS CREDIT SUISSE (BRASIL) S.A. Rua Leopoldo Couto Magalhães Jr., nº 700, 10º andar (parte) e 12º a 14º andares (partes), CEP 04542-000, São Paulo - SP At.: Sr. Marcelo Millen Tel.: (11) 3701-6000 - Fax: (11) 3701-6912 Site: http://br.credit-suisse.com/ofertas (neste website, clicar em “Via Varejo S.A.” e, posteriormente, em “Prospecto Preliminar”) BANCO BRADESCO BBI S.A. Avenida Paulista, nº 1.450, 8º andar, CEP 01310-917, São Paulo - SP At.: Sr. Glenn Mallett Tel.: (11) 2178-5077 - Fax: (11) 2178-4880 Site: http://www.bradescobbi.com.br (neste website entrar em “Ofertas Públicas”, acessar “Via Varejo S.A.” e, posteriormente, “Prospecto Preliminar”) BANK OF AMERICA MERRILL LYNCH BANCO MÚLTIPLO S.A. Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.400, 18º andar, CEP 04538-132, São Paulo - SP At.: Sr. João Paulo Torres Tel.: (11) 2188-4000 - Fax: (11) 2188-4009 Site: http://www.merrillynch-brasil.com.br (neste website, no item “Global Markets & Investment Banking Group” clicar no item “Via Varejo” e, posteriormente, no item “Distribuição Secundária de Certificados de Depósito de Ações - Units da Via Varejo S.A.” clicar em “Prospecto Preliminar”) GOLDMAN SACHS DO BRASIL BANCO MÚLTIPLO S.A. Rua Leopoldo Couto Magalhães, nº 700, 17º andar, CEP 04542-000, São Paulo - SP At.: Sr. José Pedro Leite da Costa Tel.: (11) 3371-0858 - Fax: (11) 3371-0704 Site: http://www.goldmansachs.com/worldwide/brazil/area/investment-banking. html (neste website acessar “Via Varejo S.A.” e, em seguida, clicar em “De Acordo” e em seguida clicar em “Prospecto Preliminar”) BANCO ITAÚ BBA S.A. Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.400, 3º ao 8º andares e 11º e 12º andares, CEP 04538-132, São Paulo - SP At.: Sra. Renata Dominguez Tel.: (11) 3708-8000 - Fax: (11) 3708-8107 Site: http://www.itau.com.br/itaubba-pt/nossos-negocios/ofertas-publicas/ (neste website acessar “Oferta Pública Inicial de Ações da Via Varejo S.A.” - Prospecto Preliminar) BANCO J.P. MORGAN S.A. Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 3.729, 13º ao 15º andar, CEP 04538-905, São Paulo - SP At.: Sr. Daniel Darahem Tel.: (11) 4950-3700 - Fax: (11) 4950-3760 Site: http://www.jpmorgan.com/pages/jpmorgan/brazil/pt/business/prospectos/viavarejo (neste website clicar em “Prospecto Preliminar Brasileiro”) ciais investidores (roadshow) ding É recomendada aos investidores, antes da tomada de qualquer decisão de investimento, a leitura do Prospecto Preliminar. “Será admitido o recebimento de reservas a partir da data da republicação deste Aviso ao Mercado, para aquisição das Units, conforme o caso, as quais somente serão confirmadas pelo adquirente após o início do período de distribuição das Units.” seus administradores e sua acionista controladora CBD ato de Adoção de Práticas Diferenciadas de Governança entrará em vigor na data de publicação do Anúncio de Início, ações da BM&FBOVESPA denominado Nível 2, regido pelo elece regras de governança corporativa mais rigorosas que as articularmente em relação à transparência e proteção aos ias e as ações preferenciais da Companhia serão listadas e do Nível 2 da BM&FBOVESPA a partir do primeiro dia útil o Anúncio de Início, sob o código “VVAR11”,“VVAR3” e relativas ao Nível 2 estão descritas de forma resumida no estidores nos endereços ou dependências indicados abaixo. BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, nº 2.041 e 2.235, 24º andar, CEP 04543-011, São Paulo - SP At.: Sr. Cleomar Parisi Tel.: (11) 3012-7162 - Fax: (11) 3553-0063 Site: http://www.santander.com.br/prospectos (neste website, acessar no item “Oferta pública de distribuição secundária de certificados de depósito de ações - Units - de emissão da Via Varejo S.A.” o link “Download do Prospecto Preliminar”) UBS BRASIL CORRETORA DE CÂMBIO, TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS S.A. Avenida Brigadeiro Faria Lima, nº 4.440, 7º andar - parte, CEP 04538-132, São Paulo - SP At.: Sr. Fernando Vita Tel.: (11) 3513-6503 - Fax: (11) 3513-6534 Site: http://www.ubs.com/br/pt/ubs_corretora/ofertas-publicas.html (neste website, acessar “Oferta Pública Inicial de Ações Via Varejo S.A. - Prospecto Preliminar”) • Instituições Consorciadas Nas dependências das Instituições Consorciadas participantes da Oferta, credenciadas junto à BM&FBOVESPA. Informações adicionais sobre as Instituições Consorciadas poderão ser obtidas na página da rede mundial de computadores da BM&FBOVESPA (www.bmfbovespa.com.br, em tal página, acessar “Corretoras”). INFORMAÇÕES ADICIONAIS Recomenda-se aos potenciais investidores a leitura do Prospecto Preliminar, especialmente as seções “Fatores de Risco”, “Sumário da Companhia” e “Fatores de Risco relacionados à Oferta e às Units”, bem como as seções “4 - Fatores de Risco” e “5 - Riscos de Mercado” do Formulário de Referência da Companhia, incorporado por referência ao Prospecto Preliminar. Para informações adicionais sobre a Companhia, incluindo seu setor de atuação, suas atividades e situação econômica e financeira, e os fatores de risco que devem ser considerados antes da decisão de investimento nas Units. A Companhia, os Acionistas Vendedores e os Coordenadores realizarão apresentações aos investidores (roadshow) no período entre a data da primeira publicação deste Aviso ao Mercado e a data em que for fixado o Preço por Unit. Os Investidores Não Institucionais interessados poderão efetuar Pedido de Reserva nas dependências das Instituições Consorciadas credenciadas com a BM&FBOVESPA para participar da Oferta. Mais informações sobre a Oferta, incluindo o procedimento de reserva, poderão ser obtidas com os Coordenadores, nos endereços e páginas da Internet acima mencionados e, no caso dos Investidores Não Institucionais, também com as Instituições Consorciadas. Informações adicionais sobre a Oferta poderão ser obtidas com a CVM nos endereços e página na Internet acima mencionados. Este Aviso ao Mercado não constitui uma oferta de aquisição das Units nos Estados Unidos da América. As Units não poderão ser ofertadas ou adquiridas nos Estados Unidos da América sem que haja registro ou isenção de registro nos termos do Securities Act. Exceto pelo registro da Oferta pela CVM, a Companhia, os Acionistas Vendedores e os Coordenadores não pretendem realizar nenhum registro da Oferta ou das Units nos Estados Unidos da América, nem em qualquer agência ou órgão regulador do mercado de capitais de qualquer outro país. Não há inadequação específica da Oferta a certo grupo ou categoria de investidor. Como todo e qualquer investimento em valores mobiliários de renda variável, o investimento nas Units apresenta riscos e possibilidade de perdas patrimoniais que devem ser cuidadosamente considerados antes da tomada de decisão de investimento. Este Aviso ao Mercado será republicado em 2 de dezembro de 2013, data do Período de Reserva para Pessoas Vinculadas e do início do Período de Reserva, com o objetivo de apresentar uma relação completa das Instituições Consorciadas. Nos termos da Instrução CVM 400, o Coordenador Líder, a Companhia e os Acionistas Vendedores solicitaram o registro da Oferta perante a CVM, estando a Oferta sujeita à prévia aprovação pela CVM. Tendo em vista a possibilidade de veiculação de matérias na mídia sobre a Companhia, os Acionistas Vendedores e a Oferta, a Companhia, os Acionistas Vendedores e os Coordenadores alertam os investidores que estes deverão basear suas decisões de investimento única e exclusivamente nas informações constantes do Prospecto Preliminar e do Prospecto Definitivo. O Prospecto Preliminar contém informações adicionais e complementares a este Aviso ao Mercado e sua leitura possibilita uma análise detalhada dos termos e condições da Oferta, dos fatores de risco e dos demais riscos a ela inerentes. Os Coordenadores recomendam fortemente que os Investidores Não Institucionais interessados em participar da Oferta leiam, atenta e cuidadosamente, os termos e condições estipulados no Pedido de Reserva, especialmente os procedimentos relativos ao pagamento do Preço por Unit e à liquidação da Oferta, bem como as informações constantes do Prospecto Preliminar, especialmente a seção “Fatores de Risco”. “LEIA O PROSPECTO PRELIMINAR E O FORMULÁRIO DE REFERÊNCIA ANTES DE ACEITAR A OFERTA, EM ESPECIAL AS SEÇÕES DE FATORES DE RISCO.” “O registro da presente Oferta não implica, por parte da CVM, garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade da Companhia, bem como sobre as Units a serem distribuídas.” “O investimento nas Units representa um investimento de risco, posto que é um investimento em renda variável e, assim, os investidores que pretendam investir nas Units estão sujeitos a diversos riscos, inclusive àqueles relacionados à volatilidade do mercado de capitais, à liquidez das Units e à oscilação de suas cotações em bolsa, e, portanto, poderão perder uma parcela ou a totalidade de seu eventual investimento. O investimento em Units não é, portanto, adequado a investidores avessos aos riscos relacionados à volatilidade do mercado de capitais. Ainda assim, não há nenhuma classe ou categoria de investidor que seja proibida por lei de adquirir Units. Adicionalmente, esta Oferta é inadequada para investidores de curto prazo e/ou avessos aos riscos de baixa liquidez.” são meramente indicativas e estão sujeitas a alterações, m aviso prévio, a critério dos Acionistas Vendedores e dos ões das circunstâncias, revogação ou modificação da Oferta, uer modificação no cronograma da distribuição deverá ser omo Modificação de Oferta, seguindo o disposto nos artigos (roadshow) ocorrerão no Brasil e no exterior. ORES GLOBAIS ADOR LÍDER KRUNNERS AGENTE ESTABILIZADOR
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    18 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 José Pedro Monteiro ▲ EMPRESAS Brasileiros vão ao Vale do Silício para praticar arte de empreender Jovens empresários usam experiência adquirida na capital mundial da tecnologia para estruturar negócios inovadores Rodrigo Carro rodrigo.carro@brasileconomico.com.br Cerejas, pêssegos e peras no lugar de produtos e serviços de alta tecnologia. Sessenta anos atrás, quem cruzasse a península central situada entre a Baía de São Francisco e as Montanhas de Santa Cruz, no estado americano da Califórnia, encontraria um cenário repleto de pomares em meio a um conjunto de bairros de classe média. Hoje, a concentração de empresas de ponta atrai um número crescente de empreendedores brasileiros para a região, conhecida como Vale do Silício. A mudança na presença brasileira não foi apenas quantitativa. “A transformação foi drástica. Há muito mais brasileiros hoje, mas o interessante é a mudança enorme no perfil dos empreendedores”, avalia Andrea Litto, 38 anos, há 19 nos Estados Unidos. “Antes, as pessoas vinham trabalhar e não se interessavam por conhecer ninguém, fazer contatos. Queriam fazer dinheiro e voltar ao Brasil.” A procura não apenas por hospedagem mas principalmente por facilitadores capazes de viabilizar as conexões com investidores, profissionais de tecnologia da informação e empresas levou Andrea a criar em 2012 a Silicon House, com o sócio também brasileiro Henrique Setton. Situada em Mountain View, uma das 40 cidades que fazem parte do vale, a casa já recebeu startups e empresas de mais de 14 países, entre eles o Brasil. “O relacionamento é o mais importante no Vale do Silício”, afirma a alemã Angelika Blendstrup, uma das mentoras da aceleradora 500 Startups. Há dez anos no Vale do Silício, Angelika se especializou no pitch training, treinamento que força o empreendedor a resumir seu plano de negócios (ou a atividade de “ Eram 250 grupos concorrendo e cerca de 50 foram escolhidos. Cada um tinha dez minutos para expor seu projeto. Fomos a primeira empresa da América Latina a ser selecionada” Roberto Riccio Sócio na startup Glio uma startup) de maneira breve, compreensível e interessante. “Se você for capaz de contar uma boa história, os investidores vão se lembrar de você”, ensina Angelika, autora do livro “They made it!” (“Eles conseguiram”), sobre empreendedores estrangeiros bem-sucedidos na área de tecnologia. No Vale Silício, uma boa história deve ser contada em, no máximo, três minutos. Pode parecer pouco tempo, mas quem trabalha com startups normalmente conhece o elevator pitch: nesse tipo de competição, o empreendedor deve resumir para potenciais investidores o objetivo de seu projeto em 30 segundos. O tempo é o equivalente à duração de uma viagem de elevador. A capacidade de resumir seu projeto de forma atraente valeu ao carioca Roberto Riccio, de 25 anos, e a seu sócio João de Paula a inclusão num programa de aceleração da Y Combinator, uma das principais fi-
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    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 19 Murillo Constantino FIDELIDADE Multiplus anuncia seu novo presidente A Multiplus anunciou, na última sexta-feira, Roberto Medeiros como seu novo presidente. O executivo assume os desafios de consolidar a companhia como a principal rede de fidelização de clientes do Brasil e de possibilitar a geração de resultados sustentáveis para seus acionistas. Medeiros já foi conselheiro da Westfield Almeida Junior e presidente da Redecard SA e da Telefônica Empresas SA. Fotos Divulgação nanciadoras de startups do Vale do Silício. “Eram 250 grupos concorrendo e cerca de 50 foram escolhidos. Cada um tinha dez minutos para expor seu projeto. Fomos a primeira empresa da América Latina a ser selecionada”, lembra Riccio. Foram cinco meses de aprendizado no Vale do Silício, que serviram de base para a criação da startup Glio. O site é um guia local de estabelecimentos que permite aos consumidores avaliar e escrever pequenas resenhas sobre bares, restaurantes, supermercados, farmácias etc. Formado em ciência da computação, o pernambucano João Paulo Oliveira, de 26 anos, conseguiu bolsa para estudar na Singularity University, instituição educacional privada focada em resolver por meio da tecnologia os grandes desafios da humanidade. Seu passaporte de entrada foi um aplicativo desenvolvido a partir da convivência com um colega portador de deficiência auditiva. Com mais de 100 mil downloads, o ProDeaf é um programa de tradução de texto e voz na língua portuguesa para a Libras — língua brasileira de sinais. Além do aprendizado, o período passado no vale — entre junho e agosto deste ano — rendeu encontros inusitados. Numa visita à sede mundial do Facebook, em Palo Alto, Oliveira conversava com um amigo na fila de uma lanchonete quando viu, dois metros à sua frente, o CEO e um dos fundadores da rede social, Mark Zuckerberg. “Tentei convencer meu amigo a me apresentar ao Zuckerberg, mas ele ficou envergonhado”, conta o empreendedor. “No Vale do Silício, os grandes nomes não estão distantes, são pessoas normais”, acrescenta Oliveira que, nos momentos de lazer, chegou a jogar frisbee (disco de plástico arremessado como divertimento) com um astronauta da Nasa. Para o paulista Renato Stefani, de 23 anos, o caminho até a Singularity University foi mais difícil, mas igualmente gratificante. Stefani recorreu ao crowfunding (financiamento coletivo, comum hoje na web) para arrecadar os US$ 25 mil necessários para custear o curso de dez semanas de duração. “Consegui uma bolsa parcial. Foi uma das melhores experiências da minha vida”, diz o engenheiro de controle de automação formado em 2012, em São Paulo. Logo de saída, o brasileiro descobriu que no Vale do Silício os empreendedores estão acostumados a pensar em escala planetária. “A Singularity University trabalha em projetos capazes de impactar um bilhão de pessoas ao longo de dez anos”, explica Stefani, co-fundador da Live Memo, plataforma na web que agrega toda mídia social num só lugar. Como projeto de fim de curso na Singularity University, Stefani e outros quatro estudantes criaram o Archy, um molde que, aco- “ A transformação foi drástica. Antes, as pessoas vinham trabalhar e não se interessavam por conhecer ninguém, fazer contatos. Queriam fazer dinheiro e voltar ao Brasil” Andrea Litto Sócia na Silicon House Andrea Litto e Henrique Setton: Silicon House surgiu em 2012 NÚMEROS 50% Era o percentual de profissionais empregados nascidos fora dos EUA que residiam no Vale do Silício em 2011, com grau universitário ou pós-graduados. 64% Era o percentual em 2011 de profissionais nascidos no estrangeiro que residiam no vale e trabalhavam nos segmentos de ciência e engenharia. plado à boca, faz a escovação e passa fio dental em 30 segundos. Terminadas as dez semanas, o brasileiro decidiu permanecer no Vale por mais um mês, mesmo sem ter dinheiro para hospedagem e alimentação. “Quero voltar lá com emprego, para aprender mais”, conta. Com 80 alunos de 36 países diferentes, a turma de Stefani na Singularity é um retrato de um Vale do Silício cada vez mais aberto aos talentos do exterior. Em 2011, quase 50% dos profissionais empregados que residiam no Vale, com grau universitário ou pósgraduados, haviam nascido fora dos Estados Unidos, segundo dados da publicação “Silicon Valley Index”. Nos segmentos de ciência e engenharia, o percentual é ainda mais alto: 64%, contra uma média americana de 26%. Nas últimas décadas, aumentou a participação de brasileiros em escolas de ponta americanas, como Sloan School of Business, do Massachusetts Institute of Technology. “O número de brasileiros na Sloan cresceu muito desde que eu me formei lá, 24 anos atrás”, compara Ricardo Betti, presidente do Sloan Alumni Club do Brasil. Segundo Betti, nos últimos três anos, em média 20 brasileiros por ano concluíram o MBA da instituição. “Na minha época, eu era o único brasileiro da turma”, recorda. “ Se você for capaz de contar uma boa história, os investidores vão se lembrar de você. Outro ponto: o relacionamento é o mais importante no Vale do Silício” Angelika Blendstrup Mentora da 500 Startups Dicas para viver com orçamento de US$ 55 por semana Em agosto deste ano, quando terminou seu curso na Singularity University, Renato Stefani estava decidido a testar seus limites e descobrir qual seria o menor valor necessário por semana para viver no Vale do Silício. Chegou a gastar apenas US$ 55 por semana durante o período extra de um mês em que permaneceu na região. Voltou ao Brasil no fim de setembro e relatou sua experiência num artigo publicado na internet, que reúne conselhos preciosos para empreendedores com orçamento muito restrito. O sucesso da empreitada, alerta o engenheiro, depende em grande parte da formação de uma rede de contatos antes da chegada aos Estados Unidos. São esses contatos — via comunidades do Facebook como a “Brasileiros no Vale” ou a “Brasileiros de Stanford”, por exemplo — que podem ajudar na questão da moradia. Um lugar no sofá da casa de um conhecido significa uma economia de US$ 20 por dia, alerta Stefani no texto. Para quem dispõe de um orçamento um pouco mais robusto e deseja conhecer outros empreendedores, há locais especializados em receber profissionais de companhias iniciantes: a Startup Embassy e a Blackbox Mansion, entre outros. No capítulo alimentação, Stefani sugere um cardápio que mistura refeições e suplementos, sem recorrer à junk food. Para o café da manhã e lanches, a base da dieta é formada por peito de peru, pão integral, queijo e frutas, a um custo de US$ 0,77 por dia. Para quem não dispensa o café no desjejum, Stefani ensina como aproveitar a tradicional hospitalidade das companhias locais, com visitas no horário da manhã. “Apresente-se por e-mail, e vá lá de qualquer jeito, tendo o e-mail sido respondido ou não. As empresas geralmente são muito abertas a visitantes. E sim, elas tem café, e muita comida! Salve uns biscoitinhos e barras de cereal para mais tarde”, aconselha ele no texto. O jantar pode sair de graça se o aspirante a magnata da internet conseguir lugar num dos diversos meetups (encontros com objetivo de reunir empreendedores)que acontecem durante a semana no Vale. É preciso apenas checar se o evento tem refeição patrocinada por alguma empresa. Para se deslocar na região, Stefani recomenda a compra de uma bicicleta usada — a partir de US$ 25 no site de classificados Craigslist.
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    20 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ EMPRESAS Com aporte de US$ 2,4 mi, Colingo se tropicaliza Plataforma de ensino de inglês cria ferramentas para ampliar número de alunos brasileiros Daniel Carmona dcarmona@brasileconomico.com.br São Paulo Mais de 30 mil brasileiros já passaram pelas aulas de inglês da plataforma Colingo, o que representa a maior comunidade entre os mais 150 mil cadastros, de 180 países, que estão nas mãos do empreendedor do Vale do Silício, nos Estados Unidos, Benjamin Lowenstein. Com a proximidade de grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, o site virou referência para brasileiros que buscam aprimorar os conhecimentos na língua estrangeira através do contato direto, pela internet, com professores americanos. E, como contrapartida, Lowenstein, que recentemente captou um investimento de US$ 2,4 milhões, promete apresentar novas ferramentas focadas justamente em seu principal público-alvo. Além disso, está previsto um investimento amplo em marketing digital no Brasil — um deles está relacionado a novos meios de pagamento. Hoje, as aulas são pagas em dólar e apenas através de cartão de crédito internacional. “Estamos muito conscientes das dificuldades que muitos estudantes brasileiros enfrentam pela necessidade de uso de um cartão de crédito internacional e estamos buscando alternativas para isso”, explica Lowenstein. Como ouvinte, o estudante pode frequentar as aulas gratuitamente. Para interagir com o professor, no entanto, os pacotes partem de US$ 50 (cerca de R$ 130) por mês. Não há limite para o aprendizado, com sessões disponíveis 24 horas por dia, durante 7 dias por semana. Fundado há dois anos, a ideia de criar o Colingo (em inglês, o “co-” é alusivo à conjunto, enquanto “-lingo” é linguagem informal”) surgiu depois de um intercâmbio de Lowenstein no Chile. Segundo ele, os métodos tradicionais de ensino de inglês com professores não-nativos eram pouco eficazes para dar ao estudante fluência na conversação.
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    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 21 Divulgação INFRAESTRUTURA Trafigura faz adiantamento para obras A trading holandesa Trafigura adiantou € 7,3 milhões para uma fornecedora das obras de construção do Porto Sudeste, informou a mineradora MMX na última sexta-feira. O adiantamento realizado à empresa Defex “é de extrema importância para agilizar a retomada das obras do Superporto Sudeste, cuja expectativa é iniciar suas operações em meados de 2014”, disse a MMX em comunicado. Reuters No Natal, entre eletrônicos, Samsung é a mais lembrada Segundo pesquisa, itens de moda e acessórios estão no topo da intenção de compra Gabriela Murno gmurno@brasileconomico.com.br A Samsung é a marca mais lembrada pelos brasileiros que pretendem comprar eletrônicos como presente de Natal, apontou pesquisa da Hello Research, que ouviu 1.200 pessoas de 70 cidades de todas as regiões do país. Segundo o estudo, 82% da população afirma que irá comprar ao menos um presente. Os eletrônicos são os preferidos de 7% da população, com a Samsung em primeiro lugar, Nokia em segundo e LG na terceira colocação. Já entre os smartphones, que ocupam o topo da preferência entre os eletrônicos, a primeira posição também é da coreana, seguida da LG e da Apple. Segundo o sócio-diretor da Hello Research, Davi Bertoncello, o resultado é reflexo do trabalho da coreana nos últimos anos A Samsung repete a liderança nas categorias televisores, notebooks, câmeras fotográficas e filmadoras e tablets. A hegemonia da coreana só é quebrada na escolha de um aparelho de som para presentear, em que a LG tem a preferência dos brasileiros, seguida da Sony e da própria Samsung. Segundo o sócio-diretor da Hello Research, Davi Bertoncello, o resultado é reflexo do trabalho da Samsung nos últimos anos. “A pesquisa é realizada desde o ano passado, mas temos indicações de levantamentos de outras fontes que apontam que esta é a primeira vez que uma marca se destaca nos seis maiores segmentos de eletrônicos”, diz ele. Bertoncello explica que o estudo completo apontou que itens de moda e acessórios são os preferidos dos brasileiros para presentear no Natal, com mais da metade das intenções de compra no país. Depois estão produtos dos segmentos de Brinquedos e Beleza/Perfumaria.
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    22 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 PLANO DE NEGÓCIOS ERICA RIBEIRO eribeiro@brasileconomico.com.br Fotos Divulgação AUDIOVISUAL EM FOCO João Laet O mercado brasileiro de audiovisual fatura hoje US$ 94 milhões. No Rio, ficam concentrados 58% deste montante, que inclui, em sua cadeia produtiva, produtoras e distribuidoras, entre as demais empresas que englobam o setor. Em todo o país, há 199 produtoras independentes e 96% delas são de pequeno porte. Desse total, 55 estão no Rio. São estas empresas que dependem de incentivos para ampliar a carteira de projetos e gerar empregos. A Rio Film Comission vai fazer esse papel no estado fluminense, aproximando as grandes empresas internacionais, tais como Paramount Pictures, Sony Pictures, 20th Century Fox, entre outras, destes profissionais. Para isso, o órgão realizou reuniões com os estúdios, nos EUA. Criada em 2009, por meio de uma parceria entre o governo do estado e a prefeitura do Rio, a Rio Film Comission está sediada na Rio Negócios, agência de promoção de investimentos, devido a um convênio com a RioFilme. “A Rio Film Commission encabeçará um movimento para que a cidade esteja cada vez mais preparada para receber gravações e filmagens de todos os tamanhos e formatos, de curtas universitários às grandes produções internacionais, tanto para o mercado publicitário, quanto para o cinema, TV e internet”, afirma Steve Solot, presidente da Rio Film Commission. Em São Paulo, a promessa é a retomada do Polo de Cinema de Paulínia, celeiro de grandes produções e que também concentra empresas de pequeno porte. A partir do ano que vem, voltam os cursos e editais para produção audiovisual. E o festival de cinema da cidade também retorna em julho, de acordo com a secretaria municipal de cultura. BH e Curitiba na rota de expansão da Zacks A rede de hamburguerias Zacks, que começou com uma loja no Centro do Rio, inaugura em dezembro sua sexta filial carioca, na Barra da Tijuca. Mas não é só na cidade maravilhosa que a marca quer crescer. Depois da abertura de uma franquia em Brasília, a empresa está avaliando pontos de venda em Belo Horizonte e Curitiba. Vendas aquecidas de sorvetes na IceMellow A IceMellow, de sorvetes e sobremesas especiais, inaugura até o final do ano oito franquias em São Paulo, Rio, Brasília, Goiânia, Ceará e Macapá. O plano, diz Ivan Almeida, diretor da rede, é abrir pelo menos 30 lojas por ano até 2016. Hoje, são 40 em funcionamento. A expectativa é fechar o ano de 2013 com receita de R$ 25 milhões. SOLUÇÕES E OPORTUNIDADES ■ A Gymboree-Brasil, rede de franquias especializada em educação para crianças, criada em 1976 pelo empresário português Nuno Simões, na Califórnia, criou sua própria linha de financiamento para franqueados, que opera sem intermediários e com uma taxa básica de 1% ao mês. Com a estratégia, pretende fechar o ano com faturamento de R$ 2 milhões, abrir mais duas lojas até o final de 2013 , além de 20 novas franquias em 2014. A empresa tem R$ 1 milhão disponível para empréstimo. ■ A ABF-Rio apresenta no próximo Café com Franquia, dia 03 de dezembro, a palestra “Revolução Móvel e as Franquias” , mostrando a relação do consumidor com marcas, produtos e serviços no ambiente virtual. ■ Opúblicoinfantilestána mira das empresas. AFísico&Forma,de produtos esportivos, abre no Rioa Físico&FormaYoungAthlete, para meninos e meninas deaté16anos, emparceriacoma Nike. Ronaldo Moura,diretorefundadorda marca, esperaabocanhar15%desse mercadono país. Aideiada parceria F&F/Nike é, numfuturo próximo, franqueareste formatodeloja. Risoto bilingue para gregos e troianos A Risotto Mix — de gastronomia rápida — inaugurou restaurante no Aeroporto de Guarulhos. Investiu em cardápio bilíngue, de olho no aumento da movimentação de estrangeiros a partir de 2014. Com 40 unidades em operação, a meta é abrir uma loja por mês no ano que vem. Coluna publicada às segundas-feiras
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    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 23 ▲ FINANÇAS Editora: Eliane Velloso eliane.velloso@brasileconomico.com.br IPO CVC abre início de reserva de ações Começou sexta-feira o período de reserva para participação da oferta inicial de ações (IPO) da operadora de turismo CVC. O papel será precificado no dia 5 de dezembro, estimado entre R$ 18 e R$ 22. A operação pode movimentar até R$ 1 bilhão mas a oferta de ações é secundária, com captação recursos para os sócios e não para a empresa. A CVC é controlada pelo fundo Carlyle, dos EUA, com 63,6%. Abrapp contesta propostas de mudança em fundos de pensão Para José de Souza Mendonça, presidente da entidade, legislações do seto são muito boas e ‘quem fala em mudar tem interesse em seu benefício próprio e se utiliza de políticos que não têm conhecimento do assunto’ Murillo Constantino Ivone Portes iportes@brasileconomico.com.br São Paulo “As legislações que regulamentam os fundos de pensão são muito boas e não precisam de alterações.” A afirmação é do diretor-presidente da Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), José de Souza Mendonça, em resposta à proposta da senadora Ana Amélia (PP-RS), que defendeu, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado na última quintafeira, novas regras para a governança dos fundos de pensão. “Quem fala em mudar as Leis Complementares nº 108/2001 e 109/2001 tem interesses em seu benefício próprio e se utiliza de políticos que não têm conhecimento do assunto”, disse Mendonça em entrevista ao Brasil Econômico. Projeto de lei complementar (PLP 161/2012), do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que também participou da audiência, prevê a atualização das duas leis, com o objetivo de assegurar maior “transparência e controle” das fundações. A 109 regulamenta o regime de previdência complementar, enquanto que a 108 versa sobre os planos de Previdência Complementar da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, e os respectivos entes da Administração Pública indireta. “Tudo é visão de participantes querendo tomar conta da entidade. Épreciso ter um equilíbrio entre patrocinadores e participantes nos fundos, afinal o dinheiro vem também da entidade patrocinadora, não só do participante”, afirmou o diretor-presidente da Abrapp. A audiência pública foi realizada a pedido da senadora Ana Amélia para discutir perdas de recursos dos fundos estatais com investimentos, como o dos funcionários dos Correios, o Postalis — que já tem um déficit superior a R$ 1 bilhão —, ou o Aerus, dos ex-empregados da Varig e Transbrasil, que está sob intervenção. No caso do Postalis, Mendonça avalia que houve um problema sério de gestão, mas que foi logo identificado pela fiscalização. Segundo ele, uma mudança na legislação não evitaria esse tipo de problema, porque trata-se de uma questão ética. “São pessoas que entram em “ A Previ precisa ser tratada como uma entidade diferenciada, porque tem um grande volume de ativos. Se ela vender sua participação de uma hora para a outra, quebra a bolsa” José de Souza Mendonça Abrapp Fundos terão que limitar participações uma entidade para ganhar um salário e não para cumprir uma missão... Ter uma atuação honesta, séria, é necessária ao sistema.” Para Mendonça, esse tipode problema pode até ocorrer nas entidades privadas, mas é muito mais improvável do que nas públicas, porque o gestor tem o interesse de trabalhar bem e está sob fiscalização do patrocinador. Quanto às fraudes nos fundos de pensão municipais deflagradas recentemente pela Polícia Federal, Mendonça ressaltou que os regimes próprios não têm qualquer ligação com a previdência complementar. “Não são a mesma lei, não têm a mesma estrutura, nem a mesma fiscalização. Não nos envolvemos com os regimes próprios.”Mas concordou que eles precisam melhorar eumadasideias seria abrira possibilidade de criar um multipatrocinado do governo, como a Funpresp, que ficaria embaixo de um guardachuva do governo para melhorar a gestão e acabar com os problemas. Operação da PF em setembro último identificou irregularidades em regimes próprios de diversas prefeituras em vários Estados do país. Os prefeitos e gestores dos regimes de previdência eram remunerados com um percentual sobre o valor aplicado. O esquema contava também com a intermediaçãode lobistas que faziam o elo entre agentes políticos e a quadrilha. Em relação à necessidade de readequação das participações da Previ (previdência dos funcionários do Banco do Brasil), ele considera que o fundo precisa ser tratado de forma diferenciada. “A Previ é quase um quarto de toda a previdência complementar. O limite que vale para o pequeno não pode valer para este fundo.” O fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil tem um patrimônio líquido de cerca de R$ 160 bilhões e, segundo Mendonça, “é muito bem gerido”. Os fundos de pensão podem ser obrigados a ajustar sua participação em empresas a partir do ano que vem, para atender determinação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), que estabeleceu limites ao perfil de investimentos. Baseada na resolução nº 3.762, baixada pelo Banco Central em 2009 , a regra determina que o fundo destine até 10% dos recursos em uma única empresa e até 25% do seu capital social. No caso da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - Previ, por exemplo, a medida exige que a fundação reduza suas participações em empresas como Vale, Neoenergia e CPFL.
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    24 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 O MERCADO COMO ELE É... LUIZ SÉRGIO GUIMARÃES luiz.sergio@brasileconomico.com.br COPOM DEFINE SELIC DE JANEIRO Editoria de Arte Q ual será a Selic a vigorar a partir de 16 de janeiro? É isso o que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central irá decidir depois de amanhã. De cada dez analistas, onze apostam tudo o que têm na certeza de que, na quarta-feira, o Copom irá elevar a Selic de 9,5% para 10%. Trata-se de fato consumado que, contudo, renderá manchetes alardeando o fim do tabu político do juro básico de dois dígitos. Não é isso o que o mercado quer saber. O consenso termina no início da noite do dia 27, encerrada a última reunião do ano do Copom. Há muita divergência entre os analistas sobre o que o Comitê irá fazer no ano que vem. E principalmente sobre a decisão que tomará no dia 15 de janeiro, data do primeiro encontro de 2014, ano de Copa do Mundo e de radicalização política. Como o Copom poderá indicar já agora a taxa de 16 de janeiro? Não será nada complicado. O BC vem sinalizando com muita eficiência o rumo certeiro da política monetária — de forma tão eficaz que praticamente a cada Copom toma duas decisões, não uma — por meio do comunicado expedido ao término dos encontros. Nas últimas quatro reuniões, a nota não se alterou, indicando a intenção, sempre cumprida, de persistir elevando a Selic ao ritmo de 0,50 ponto por reunião. O texto é o seguinte: “Dando prosseguimento ao ajuste da taxa básica de juros, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic, sem viés. O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”. Se, na quarta-feira, ele mantiver intocada a nota o mercado entenderá que no dia 15 de janeiro a taxa básica subirá para 10,5%. Mas o mercado está bem dividido sobre a manutenção ou a mudança do comunicado. Há três correntes. A menos numerosa sustenta que o BC irá encerrar o ciclo de alta da taxa, iniciado em abril quando estava em 7,25%, justamente depois de amanhã, quando a Selic chegar a 10%. Para sinalizar o fim do movimento ascendente, o Copom terá de promover uma diminuta revisão do comunicado. Bastará substituir o “dando prosseguimento” por “dando por encerrado” e acrescentar depois que o efeito cumulativo do ciclo de aperto de 2,75 pontos irá “colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”. A segunda ala de analistas é bem mais encorpada que a primeira. Ela alinha-se à projeção do Boletim Focus segundo a qual o Copom irá, no dia 15, finalizar o ciclo com uma alta de 0,25 ponto. Mudará o ritmo de avanço justamente para indicar o fim da escalada. Mas isso irá exigir alterações mais profundas no comunicado. A terceira corrente, a que congrega o maior número de economistas de instituições, está dispersa entre prognósticos que vão de 10,5% a até 12%. Há um certo consenso, provisório, de que o Copom tenderá a ser mais comedido no ano que vem. Ele precisa dar um tempo no ciclo de alta para avaliar com mais precisão o impacto das altas já realizadas sobre a inflação. Como uma decisão de política monetária tem um retardo estimado entre seis a nove meses, toda a potência do juro de 10% estará agindo apenas no terceiro trimestre de 2014, às vésperas da eleição. Se o BC comprar o cenário do Boletim Focus (a mediana de cem instituições do mercado) é bem possível mesmo que ponha fim ao ciclo de alta quando a Selic chegar a 10,25%. Pelo Focus, taxa nesse nível, desde que o câmbio não vá além de R$ 2,40, conseguirá produzir um IPCA de 5,91%. Trata-se de uma taxa que está abaixo da meta de inflação de 6,5% da presidente Dilma Rousseff. Há um bom argumento para o BC moderar o peso de sua mão direita, a hawkish. Os analistas estão pessimistas acerca do ritmo de expansão da economia no ano que vem. O crédito está em desaceleração, as desonerações tributárias já se esgotam, o mercado de trabalho envia sinais de arrefecimento e os investimentos podem ser freados até se ter certeza de quem assumirá o governo em 2015 e qual será a sua política econômica. Nesse ambiente, o Copom não pode errar na dose. O que o BC pode fazer, ele está fazendo, mas o grande problema é que não controla plenamente a variável-chave de tudo isso: a taxa de câmbio. Esta será definida de fora, a partir das decisões do Federal Reserve (Fed) e da reação a elas dos mercados globais. O programa de intervenções cambiais apenas consegue atenuar o viés principal desde que as expectativas racionais não cedam lugar ao tropel ensandecido da manada em fuga. Um dia depois do Copom, o Tesouro divulga dado ansiosamente aguardado pelo mercado. Trata-se do resultado primário do BC vem sinalizando com eficiência o rumo da política monetária. Se, na quarta-feira, mantiver intocada a nota, o mercado entenderá que no dia 15 de janeiro a taxa básica subirá para 10,5% governo central em outubro. Depois da bomba despejada nas mesas de operações pelo déficit primário de R$ 10,5 bilhões em setembro, os analistas querem saber se houve a prometida recuperação em outubro. A expectativa é de que, desta vez, venha um superávit, projetado em torno de R$ 8 bilhões. No dia seguinte, o BC divulga sua nota referente à política fiscal, também envolva em grande expectativa. A estimativa é de que o resultado primário consolidado de outubro, na casa de R$ 9 bilhões, zere o déficit do mesmo tamanho exibido em setembro. Se isso acontecer, há chance de suavização do péssimo humor do mercado futuro de juros da BM&F. Na sexta-feira, de nada adiantou o dólar ter caído 1,04%, para R$ 2,2830, seguindo a baixa do rendimento das treasuries de 10 anos, de 2,79% para 2,76%. Os DIs persistiram em alta por causa da questão fiscal durante a maior parte do pregão. O contrato para a virada do ano subiu de 9,71% para 9,72%. E a taxa para janeiro de 2015 fechou estável a 10,88%, depois de ter avançado até 10,91%. É a forma que o mercado tem para indicar ao BC que terá de se esforçar mais na política monetária para neutralizar as sequelas inflacionárias da política fiscal.
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    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 25 Simon Dawson/Bloomberg ▲ FINANÇAS CREDIT SUISSE Ex-executivo pegará 2,5 anos de cadeia Kareem Serageldin, ex-chefe mundial da área de crédito estruturado do Credit Suisse Group AG, foi condenado a dois anos e meio (30 meses) de prisão e multado em US$ 150 mil por sua participação em um esquema para sobrevalorizar títulos lastreados em hipotecas no final de 2007. Em abril, Serageldin se declarou culpado de falsificar os livros e registros do Credit Suisse. Bloomberg Paulo Fridman/Bloomberg CURTA Ibovespa sobe 0,21%, a 52.800 pontos Seguindo tendência dos mercados externos, o Ibovespa fechou sexta-feira com alta de 0,21%, a 52.800 pontos, apoiado nas ações da Vale e de construtoras, que suplantaram a influência negativa do setor financeiro. O giro de negócios foi de R$ 6,3 bilhões. A trajetória positiva dos mercados norte-americanos ajudou a bolsa brasileira a subir na sessão, com o índice Dow Jones mantendo-se acima dos 16.000 pontos — patamar superado pela primeira vez na quinta-feira — e o S&P acima de 1.800 pontos. Mas na semana o Ibovespa fechou em queda acumulada de 1,22%, afetado pela realização de lucros de investidores e temores quanto ao futuro da política monetária do Fed. Reuters Pan diversifica carteira de crédito em ambiente com concorrência maior de bancos grandes Pan diversifica em busca de melhor resultado Concorrência maior no financiamento de veículos faz banco da Caixa e do BTG Pactual ampliar atuação em novos segmentos Marcelo Loureiro marcelo.loureiro@brasileconomico.com.br O cenário desafiador para os bancos médios, com aumento do custo de captação, queda nas margens e concorrência das grandes instituições, vai ser enfrentado pelo Banco Pan com o crescimento de modalidades como o crédito imobiliário e o agronegócio. O banco fechou o terceiro trimestre com prejuízo de R$ 20 milhões, depois de lucrar R$ 12,7 milhões no segundo trimestre. “Era possível ter vendido carteiras e fechar com lucro. Mas o crédito cresceu apenas 2,2% do segundo para o terceiro trimestre”, explicou Willy Jordan, diretor de Relações com Investidores, em apresentação a investidores organizada pela Apimec do Rio de Janeiro. A venda de carteiras é uma operação tradicional dos bancos médios, que têm mais capacidade comercial para conceder créditos do que patrimônio para mantê-los. “Preferimos assumir o prejuízo e fortalecer o negócio. Isso prova que o banco mudou. Estamos em outra encarnação", exagerou Jordan, fazendo referência ao tempo em que a instituição foi cenário de fraudes calculadas em R$ 4,2 bi- lhões, quando ainda pertencia ao Grupo Silvio Santos. A Caixa Econômica e o BTG Pactual são os atuais controladores do Pan, que no fim de 2012 fechou a compra do grupo Brazilian Securities por R$ 1,2 bilhão. A securitização de recebíveis está alinhada à estratégia do Pan para melhorar as margens da operação. “O segmento de crédito para a compra de veículos está muito concorrido, e hoje o Pan é um banco com portfolio variado. Outras modalidades têm apresentado taxas melhores, como o imobiliário”, conta Eduardo Domeque, diretor financeiro do banco. No terceiro trimestre, esse segmento cresceu 20,5%, ano a ano. O consignado, novo foco dos grandes bancos, foi Banco amplia atuação nos segmentos imobiliário e do agronegócio, em busca de melhores margens e ativos para lastrear captações com letras, mais baratas que o tradicional CDB afetado pela concorrência maior e avançou apenas 3,6% no mesmo período. Os créditos imobiliários são usados na captação. Depois de securitizados, se transformam em letras de crédito, o que também ocorre com a carteira agrícola. Essas operações ajudaram o Pan a controlar o custo de funding. Elas pagam prêmio menor que outras captações tradicionais, como o CDB, porque são isentas de imposto de renda. “Vamos aumentar a carteira nesses setores para ter mais lastro. Há mais procura por letras do que conseguimos ofertar”, conta Domeque. Junto com os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), os dois tipos de letras captaram R$ 2 bilhões no terceiro trimestre, alta de 29% ano a ano. O presidente da ApimecRJ, Carlos Antonio Magalhães, vê o setor com problemas, por causa da alta dos juros e endividamento das famílias. “Creio que 2014 vai ser ainda mais difícil”, previu. Para Jordan, “o Pan passa por um momento de recuperação. O desafio hoje é melhorar margem e volume com a economia deteriorada”. SECRETARIA DA SAÚDE COORDENADORIA REGIONAL DE SAÚDE SUL PUBLICAÇÃO DE EDITAL DE PREGÃO nº 023/2013-CRS/SUL PROCESSO ADMINISTRATIVO nº 2013-0.220.263-0 MODALIDADE: PREGÃO ELETRÔNICO OBJETO: Contratação de empresa especializada para prestação de serviço de VIGILÂNCIA/SEGURANÇA PATRIMONIAL e VIGILÂNCIA ELETRÔNICA para as Unidades pertencentes à Coordenadoria Regional de Saúde SUL, conforme descrito no ANEXO I. TIPO: MENOR PREÇO GLOBAL MENSAL Endereço Eletrônico: http://www.comprasnet.gov.br Entrega das propostas: 09/12/2013, até às 10:00 horas. LOG-IN - LOGÍSTICA INTERMODAL S.A. CNPJ nº 42.278.291/0001-24 - NIRE nº 3.330.026.074-9 EXTRATO DA ATA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA LOG-IN - LOGÍSTICA INTERMODAL S/A, REALIZADA EM 12 DE NOVEMBRO DE 2013. &HUWL¿FR TXH àV TXDWRU]H
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    26 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 GALEÃO À VISTA Fotos de Marcio Mercante
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    Segunda-feira, 25 denovembro, 2013 Brasil Econômico 27 ‘RODOVIÁRIA DE QUINTA’ É LEILOADA POR R$ 19 BILHÕES C hamado pelo governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral de “rodoviária de quinta categoria”, o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim/Galeão, no Rio, foi concedido à iniciativa privada por R$ 19 bilhões na última sexta-feira, um espantoso ágio 293% sobre o lance mínimo do leilão. O valor supera os R$ 16,2 bilhões arrecadados com o Aeroporto Internacional André Franco Montoro/Guarulhos, em São Paulo, e os R$ 15 bilhões do leilão do campo de Libra, maior reserva de petróleo do país. A expectativa agora reside na capacidade do consórcio vencedor, formado pela construtora Odebrecht e pela Changi, de Cingapura, para sanar os inúmeros problemas daquele que será a principal porta de entrada para atletas e turistas estrangeiros que chegarão ao Brasil para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Com prazo de concessão de 25 anos, o governo espera investimentos de R$ 5,7 bilhões no aeroporto, com a construção de estacionamentos, pontes de embarque e ampliação de pistas, entre outros. No mesmo leilão, o governo concedeu o Aeroporto Internacional Tancredo Neves/Confins, em Minas Gerais, por R$ 1,8 bilhão, ao grupo formado por CCR, pela suíça Flughafen Zurich e pela alemã Flughafen Munchen.
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    28 Brasil EconômicoSegunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ MUNDO Tomas Bravo/Reuters HONDURAS Nome do novo presidente sai hoje Sai nesta manhã o resultado das eleições para presidente de Honduras. Pesquisas mostravam que a disputa para o cargo era acirrada entre a mulher do ex-presidente Zelaya, deposto em 2009, Xiomara Castro, e o candidato do governo, Juan Orlando Hernández. Ontem, 5 milhões de eleitores compareceram às urnas. Além da presidência, eles escolheram prefeitos e parlamentares. Reuters Editor: Gabriel de Sales gsales@brasileconomico.com.br Mike Mergen/Bloomberg Irã fecha acordo com seis potências mundiais Em troca da limitação de programa nuclear do país, embargos econômicos impostos serão revistos Vendas de produtos relacionados às férias, como roupas e eletrônicos aumentarão 4,9 % em 2013, segundo a consultoria FTI Varejo dos EUA prevê boas vendas no Natal Movimento melhora em outubro e deixa comércio otimista em relação a dezembro, previsão avalizada por analistas com base no desemprego menor e gasolina mais barata Os americanos parecem estar com vontade de fazer compras de fim de ano em um momento em que seu poder de consumo ganha fôlego com mais oferta de empregos e com a gasolina mais barata. Os consumidores gastaram no ritmo mais rápido em três meses em outubro, abocanhando de tudo, de roupas e eletrônicos até produtos esportivos e refeições em restaurantes, mostrou em 20 de novembro um relatório do governo. Os economistas, surpresos com a força dos gastos, disseram que o ritmo se manterá até o final do ano. “Os consumidores estão ligeiramente melhor” em comparação com o ano passado, disse Thomas Simons, estrategista de mercado financeiro da Jefferies LLC, em Nova York. “Nós temos criado empregos e embora os salários estejam um pouco achatados, as pessoas que não vinham ganhando nada antes estão ganhando alguma coisa agora”. Essa resiliência pode significar que as previsões mais desastrosas para a temporada de compras de férias não se cumprirão, dando Os consumidores gastaram no ritmo mais rápido em três meses em outubro, abocanhando de tudo, de roupas e eletrônicos até produtos esportivos e refeições em restaurantes um alívio para redes varejistas como a Macy’s Inc. e a Best Buy Co., que avisaram que darão descontos para aumentar as vendas. Economistas da Morgan Stanley e da JPMorgan Chase Co. estão entre os que preveem que os gastos dos consumidores subirão em relação ao seu desempenho mais fraco em mais de dois anos, ajudando a economia a crescer mesmo emummomentoem que asempresas diminuem a produção para se livrarem de estoques inchados. As vendas no varejo subiram 0,4% em outubro, maior nível em três meses, e representam ganhos em nove de 13 categorias, mostraram em 20 de novembro números do Departamento de Comércio americano. A mediana prevista por economistas consultados pela Bloomberg projetou um avanço de 0,1%. “Nós achamos que o período até a temporada de compras de férias é uma mostra importante de como as vendas se darão nessa época fundamental do ano”, disse Peter D’Antonio, economista da Citigroup Global Markets Inc. em Nova York, em uma nota de pesquisa. Com base em seus cálculos, o aumento para as grandes redes de varejo foi de 0,6%, o maior desde meados de 2012. As vendas de mercadorias relacionadas às férias, tais como roupas, móveis e eletrônicos aumentarão 4,9% em 2013, segundo a FTI Consulting. O fato de os consumidores continuarem gastando apesar dos problemas de Washington é um bom presságio para a economia, disse Joel Naroff, presidente da Naroff Economic Advisors em Holland, Pensilvânia. Mesmo com questões não respondidas a respeito das novas regulações de saúde, o debate sobre o teto da dívida e a paralisação do governo, os americanos não vacilaram, disse ele. “Os consumidores estão enfrentando um caos potencial e apesar de terem todos os motivos para não gastar dinheiro, eles gastaram”, disse Naroff. “Eles não traduziram o que aconteceu em Washington em coisas negativas para eles. Eles mostraram muita inteligência”. Victoria Stilwell, Bloomberg News “Este é apenas o primeiro passo. Precisamos começar a nos mover para restaurar a confiança”. Foi assim, otimista, que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, falou, em entrevista coletiva no domingo, sobre o primeiro acordo internacional fechado entre o país e outras seis potências mundiais que simboliza a reaproximação de Teerã com o Ocidente. Na madrugada de sábado para domingo, após exaustiva negociação, Estados Unidos, França, Alemanha, GrãBretanha, China e Rússia receberam o aval do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e selaram o acordo que limita o programa nuclear iraniano em troca de um alívio de US$ 7 bilhões por seis meses nas sanções econômicas impostas ao país. O Irã concordou em reduzir suas atividades nucleares e em troca ganhou um abrandamento das sanções ligadas aos setores de petróleo, autopeças, ouro e metais preciosos. O acordo, que permite ainda que o país continue exportando petróleo nos níveis atuais, é reversível e foi anunciado no domingo, depois de cinco dias de negociações em Genebra, na Suíça.Afetados pelas sanções, muitos iranianos expressaram satisfação nas ruas pelo avanço e a expectativa de melhora econômica no país. O rial, moeda iraniana, dizimada este ano devido às sanções, valorizou mais de 3% no domingo, logo depois que o acordo foi anunciado. A negociação entre Teerã e o Ocidente é o primeiro passo para o fim de um longo impasse em torno do programa nuclear do Irã, iniciado em 2003. Desde então, as dúvidas da comunidade internacional sobre as finalidades do programa nuclear têm ajudado a aprofundar o racha no Oriente Médio e levado ameaças diretas de ação militar por parte dos Estados Unidos e de Israel na região. Em entrevista coletiva, o presidente norte-americano, Barack Obama, comemorou o acordo e disse que a negociação conseguiu eliminar possíveis meios para Teerã chegar a uma bomba nuclear. Inimigo público do Irã, Israel, no entanto, preferiu categorizar o acordo internacional como um ‘erro histórico’. Com agências