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Cana-de-
açúcar:
Colheita,
processamento
e classificação
Fitotecnia
Prof.ª Dr.ª Ana Paula
2
Colheita
 Corte + carregamento + transporte:
 ≈ 30% do custo de produção.
 Ponto de colheita: visual e amostral
 IM= Brix ponta/Brix base
 IM ótimo para colheita = < 0,85
Época e aspecto da
planta
Análise
laboratorial: 10
colmos, análise
de IM
3
Colheita manual
 Necessidade de queima;
 Carregadores diferenciados  tamanho
do material;
 Excesso de impurezas;
 Menor rendimento  maior necessidade
de mão-de-obra.
4
Colheita mecanizada
 Corte, carregamento e transporte;
 Máquina corta e pica a cana;
 Maior rendimento  1 máquina = 100
homens.
5
Operacionalização da colheita
Descarga na
usina
Fim
sim
sim
Planejamento
Matéria-prima
(toneladas)
Início Recursos
Definição da
sequência de
cortes
Pré-análise Análise da pré-
colheita
Manutenção de
estradas e
carreadores
Prepara o
talhão?
Prepara o talhão
sim
não
Corte manual
Carregamento
Transfere a
carga
Carrega o
transbor-
do
Corte e
carrega-
mento
Colheita
manual
Transporte
não
Usa
trans-
bordo?
Operações para colheita
Conservação da infra-estrutura
6
Classificação
 Amostragem ao chegar na indústria;
7
Principais fatores de qualidade:
Fator Descrição
POL; Teor de açúcar aparente na cana. Quanto
maior melhor.
Pureza;
Relação POL/Brix x 100. Quanto maior
melhor.
ATR na cana; Açúcares totais recuperáveis na cana
(sacarose, glicose e frutose). Determinado
pela relação POL/0,95 + açúcares redutores.
Teor de açúcares redutores
(AR);
Quantidade de glicose + frutose na cana.
Influencia na pureza da cana, dificultando
a recuperação da sacarose na indústria.
Percentagem de fibra; Quanto mais alta, menor a eficiência de
extração de açúcares.
Tempo de queima e corte. Quanto menor o tempo entre a queima ou
corte e o processamento na indústria,
melhor a qualidade da matéria-prima.
8
 POL= porcentagem em massa de
sacarose aparente contida em uma
solução açucarada.
 Brix= porcentagem em massa de sólidos
solúveis contidos em uma solução de
sacarose quimicamente pura.
9
Outros fatores:
 temperatura ambiente;
 frequência e quantidade de chuvas;
 umidade relativa do ar;
 quantidade de terra na cana;
 contaminação da cana por bactérias, fungos e leveduras;
 teor de álcool no caldo da cana;
 acidez do caldo, ocasionado por microrganismos;
 concentração de dextrana, composto formado a partir da
hidrólise da sacarose por bactérias e associada, portanto, à
deterioração da cana;
 concentração de amido na cana;
 pragas e doenças;
 índice de Honig-Bogstra, que é um indicador da performance
da decantação do caldo;
 quantidade de palhiço;
 quantidade de ácido aconítico no caldo.
10
Processamento - açúcar
 lavagem da cana;
 preparo para moagem ou difusão;
 extração do caldo: moagem ou
difusão;
 purificação do caldo: peneiragem
e clarificação;
 evaporação do caldo;
 cozimento;
 cristalização da sacarose;
 centrifugação: separação entre
cristais e massa cozida;
 secagem e estocagem do açúcar.
11
Lavagem da cana ao chegar à
indústria para retirada de impurezas.
Cana desfibrada pronta para
moagem.
12
Processamento - álcool
 lavagem da cana;
 preparo para moagem ou difusão;
 extração do caldo: moagem ou
difusão;
 tratamento do caldo para
produção de álcool;
 fermentação do caldo;
 destilação do vinho;
 retificação;
 desidratação: álcool anidro ou
hidratado.
13
Fermentação do caldo para
produção de açúcar.
14
Álcool
 Hidratado: álcool a
92 ºGL  combustível
direto em veículos;
 Anidro: álcool a 99,6
ºGL  aditivo em
combustíveis. A
gasolina contém até
24% de álcool anidro.
15
Obrigada!
Prof.ª Ana Paula Barbosa Lima
ana.p.lima@kroton.com.br

AULA 5 - CANA - colheita e processamento da cana

  • 1.
  • 2.
    2 Colheita  Corte +carregamento + transporte:  ≈ 30% do custo de produção.  Ponto de colheita: visual e amostral  IM= Brix ponta/Brix base  IM ótimo para colheita = < 0,85 Época e aspecto da planta Análise laboratorial: 10 colmos, análise de IM
  • 3.
    3 Colheita manual  Necessidadede queima;  Carregadores diferenciados  tamanho do material;  Excesso de impurezas;  Menor rendimento  maior necessidade de mão-de-obra.
  • 4.
    4 Colheita mecanizada  Corte,carregamento e transporte;  Máquina corta e pica a cana;  Maior rendimento  1 máquina = 100 homens.
  • 5.
    5 Operacionalização da colheita Descargana usina Fim sim sim Planejamento Matéria-prima (toneladas) Início Recursos Definição da sequência de cortes Pré-análise Análise da pré- colheita Manutenção de estradas e carreadores Prepara o talhão? Prepara o talhão sim não Corte manual Carregamento Transfere a carga Carrega o transbor- do Corte e carrega- mento Colheita manual Transporte não Usa trans- bordo? Operações para colheita Conservação da infra-estrutura
  • 6.
  • 7.
    7 Principais fatores dequalidade: Fator Descrição POL; Teor de açúcar aparente na cana. Quanto maior melhor. Pureza; Relação POL/Brix x 100. Quanto maior melhor. ATR na cana; Açúcares totais recuperáveis na cana (sacarose, glicose e frutose). Determinado pela relação POL/0,95 + açúcares redutores. Teor de açúcares redutores (AR); Quantidade de glicose + frutose na cana. Influencia na pureza da cana, dificultando a recuperação da sacarose na indústria. Percentagem de fibra; Quanto mais alta, menor a eficiência de extração de açúcares. Tempo de queima e corte. Quanto menor o tempo entre a queima ou corte e o processamento na indústria, melhor a qualidade da matéria-prima.
  • 8.
    8  POL= porcentagemem massa de sacarose aparente contida em uma solução açucarada.  Brix= porcentagem em massa de sólidos solúveis contidos em uma solução de sacarose quimicamente pura.
  • 9.
    9 Outros fatores:  temperaturaambiente;  frequência e quantidade de chuvas;  umidade relativa do ar;  quantidade de terra na cana;  contaminação da cana por bactérias, fungos e leveduras;  teor de álcool no caldo da cana;  acidez do caldo, ocasionado por microrganismos;  concentração de dextrana, composto formado a partir da hidrólise da sacarose por bactérias e associada, portanto, à deterioração da cana;  concentração de amido na cana;  pragas e doenças;  índice de Honig-Bogstra, que é um indicador da performance da decantação do caldo;  quantidade de palhiço;  quantidade de ácido aconítico no caldo.
  • 10.
    10 Processamento - açúcar lavagem da cana;  preparo para moagem ou difusão;  extração do caldo: moagem ou difusão;  purificação do caldo: peneiragem e clarificação;  evaporação do caldo;  cozimento;  cristalização da sacarose;  centrifugação: separação entre cristais e massa cozida;  secagem e estocagem do açúcar.
  • 11.
    11 Lavagem da canaao chegar à indústria para retirada de impurezas. Cana desfibrada pronta para moagem.
  • 12.
    12 Processamento - álcool lavagem da cana;  preparo para moagem ou difusão;  extração do caldo: moagem ou difusão;  tratamento do caldo para produção de álcool;  fermentação do caldo;  destilação do vinho;  retificação;  desidratação: álcool anidro ou hidratado.
  • 13.
    13 Fermentação do caldopara produção de açúcar.
  • 14.
    14 Álcool  Hidratado: álcoola 92 ºGL  combustível direto em veículos;  Anidro: álcool a 99,6 ºGL  aditivo em combustíveis. A gasolina contém até 24% de álcool anidro.
  • 15.
    15 Obrigada! Prof.ª Ana PaulaBarbosa Lima ana.p.lima@kroton.com.br