Dezembro/2010




         AUMENTO DA RENDA E DIMINUIÇÃO DO DESEMPREGO NO BRASIL



*Enio Verri

O ano de 2010 está chegando ao fim com duas ótimas notícias para os brasileiros: a
renda média dos trabalhadores é a maior desde 2002 a taxa de desemprego é a menor
também desde 2002. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística) na última semana de novembro.

O IBGE apurou que a renda média dos trabalhadores em outubro, nas seis principais
regiões metropolitanas do Brasil, foi de R$ 1.515,40. O índice é 6,5% maior em relação
a outubro de 2009. É a maior variação da renda registrada pelo instituto desde 2006,
quanto houve expansão de 0,3%. Em números gerais, a atual renda é a maior da série
histórica, que começou a ser registrada pelo instituto em 2002.

Por outro lado, a taxa de desemprego caiu de 7,5% em outubro de 2009 para 6,1% no
mesmo período deste ano. Assim como a renda média, é o menor índice desde que o
IBGE começou a medir a taxa de desemprego no Brasil, também em 2002.

Estes números são resultados do modelo adotado pelo governo Lula de reajuste real
do salário mínimo, que impulsiona o aumento da qualidade de vida da população o
desenvolvimento econômico do País.

Quando presidente Lula assumiu o governo, o salário mínimo era de R$ 200 ou US$
86,21. Em maio de 2005, o mínimo passou para R$ 300 e pela primeira vez na história
o trabalhador brasileiro passou a ter renda mensal superior a US$ 100. Hoje, o salário é
de R$ 510 ou US$ 291,31. Além do reajuste do mínimo, pesquisa divulgada pelo
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em
2009 indica que os reajustes salariais de outras categorias foram os melhores em 10
anos. Cerca de 80% das categorias obtiveram, no mínimo, a recomposição da inflação
enquanto 72% das negociações coletivas resultaram em reajustes acima da inflação.
O resultado é que uma grande parte da população passou a comprar mais. Os sonhos
daqueles que têm menor poder aquisitivo puderam ser concretizados. A população
pôde ter mais conforto em casa, consumindo mais e mantendo as empresas ativas. O
aumento da demanda aqueceu ainda mais a indústria, que precisou contratar,
determinando o surgimento de um círculo de crescimento econômico.

O aumento da renda do trabalhador e a diminuição do desemprego corroboram
decisivamente para o crescimento consistente do Brasil. O mais importante é que
políticas como esta serão aprofundadas no governo de Dilma Rousseff, que irão
garantir a prosperidade econômica e desenvolvimento social ao Brasil.



* Enio Verri é Economista, deputado estadual, presidente do Partido dos
Trabalhadores do Paraná e professor licenciado da Universidade Estadual de Maringá

Aumento da renda e diminuição do desemprego no Brasil

  • 1.
    Dezembro/2010 AUMENTO DA RENDA E DIMINUIÇÃO DO DESEMPREGO NO BRASIL *Enio Verri O ano de 2010 está chegando ao fim com duas ótimas notícias para os brasileiros: a renda média dos trabalhadores é a maior desde 2002 a taxa de desemprego é a menor também desde 2002. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na última semana de novembro. O IBGE apurou que a renda média dos trabalhadores em outubro, nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil, foi de R$ 1.515,40. O índice é 6,5% maior em relação a outubro de 2009. É a maior variação da renda registrada pelo instituto desde 2006, quanto houve expansão de 0,3%. Em números gerais, a atual renda é a maior da série histórica, que começou a ser registrada pelo instituto em 2002. Por outro lado, a taxa de desemprego caiu de 7,5% em outubro de 2009 para 6,1% no mesmo período deste ano. Assim como a renda média, é o menor índice desde que o IBGE começou a medir a taxa de desemprego no Brasil, também em 2002. Estes números são resultados do modelo adotado pelo governo Lula de reajuste real do salário mínimo, que impulsiona o aumento da qualidade de vida da população o desenvolvimento econômico do País. Quando presidente Lula assumiu o governo, o salário mínimo era de R$ 200 ou US$ 86,21. Em maio de 2005, o mínimo passou para R$ 300 e pela primeira vez na história o trabalhador brasileiro passou a ter renda mensal superior a US$ 100. Hoje, o salário é de R$ 510 ou US$ 291,31. Além do reajuste do mínimo, pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 2009 indica que os reajustes salariais de outras categorias foram os melhores em 10 anos. Cerca de 80% das categorias obtiveram, no mínimo, a recomposição da inflação enquanto 72% das negociações coletivas resultaram em reajustes acima da inflação.
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    O resultado éque uma grande parte da população passou a comprar mais. Os sonhos daqueles que têm menor poder aquisitivo puderam ser concretizados. A população pôde ter mais conforto em casa, consumindo mais e mantendo as empresas ativas. O aumento da demanda aqueceu ainda mais a indústria, que precisou contratar, determinando o surgimento de um círculo de crescimento econômico. O aumento da renda do trabalhador e a diminuição do desemprego corroboram decisivamente para o crescimento consistente do Brasil. O mais importante é que políticas como esta serão aprofundadas no governo de Dilma Rousseff, que irão garantir a prosperidade econômica e desenvolvimento social ao Brasil. * Enio Verri é Economista, deputado estadual, presidente do Partido dos Trabalhadores do Paraná e professor licenciado da Universidade Estadual de Maringá