Frans Post
Artistas de diferentes nacionalidades
representaram aspectos sociais e
culturais do Brasil em suas obras .
Observe, por exemplo, a pintura
reproduzida a seguir, de autoria de
Frans Post (1612-1680), artista
holandês que chegou ao Brasil em
1637.
TEMA 2: PAISAGENS E HISTÓRIAS DO BRASIL NA
ARTE
FOCO NA LINGUAGEM PAG. 23
1.Descreva todos os elementos que você vê na imagem.
2.Em sua opinião, o que teria motivado a vinda de um artista
holandês para o Brasil no século XVII?
Pinturas como a de Frans Post, que você conheceu anteriormente, são
chamadas paisagem e se caracterizam pela representação de um
espaço observado como tema central, por vezes único, de uma obra,
podendo ser rural ou urbano. Esse lugar, no entanto, pode integrar
alguns elementos mais discretos, narrativos, simbólicos ou alegóricos
que ampliam o sentido da pintura.
Em Paisagem com jiboia, pintura aqui reproduzida, Frans Post
representou uma área rural com a típica flora brasileira. No primeiro
plano, à direita, em meio à vegetação, é possível identificar uma
jiboia. Podem-se ver a cabeça e parte do corpo da serpente entre os
arbustos. Ao fundo, o céu e outros elementos da paisagem foram
pintados com cores mais claras e frias . A escolha dessas cores
possibilitou ao artista obter o efeito de profundidade.
Quais semelhanças e diferenças você percebe entre
a imagem da página anterior e a desta página?
FOCO NA LINGUAGEM PAG. 24
1.Quais semelhanças e diferenças você percebe entre a imagem da
página anterior e a desta página?
2.Essa imagem se assemelha a alguma paisagem do Brasil que você
conhece?
3.Quais paisagens do Brasil você gostaria de ver representadas pela
arte? Por quê?
Frans Post é um dos mais reconhecidos
artistas viajantes que passaram pelo Brasil. Ele
fez seus primeiros registros do país em sua
primeira viagem para cá, aos 25 anos.
Artistas viajantes como ele tinham a
missão de documentar a fauna, a flora, as
paisagens e a vida nas colônias americanas
do século XVII.
Além de representar as paisagens do
Brasil, Post foi um estudioso da vida nessas
terras. Quando viajava, Frans Post registrava
o que via com materiais secos e molhados
para poder transportar os desenhos que
produzia. As pinturas a óleo, como as
reproduzidas anteriormente, eram feitas
apenas após seu retorno ao país de origem.
Em grande parte, os artistas viajantes
foram responsáveis por criar e difundir um
Audioguias: outras vozes na
arte
Audioguias: outras
vozes na arte
https://audioviator.com/audi
oguia/la-gioconda-espanola/
Já que fizemos a crítica da paisagem do Brasil
representada por artistas estrangeiros, como seria
refletir sobre as paisagens daqui repensadas e
representadas por artistas brasileiros? Como seria a
arte brasileira feita a partir das matrizes
ancestrais dos povos originários desta terra?
O artista-indígena Gustavo Caboco faz da arte
um caminho para reconstruir a sua identidade
indígena. Em sua pesquisa de retorno à origem
indígena wapixana, ele não apenas percorre
diferentes paisagens, mas também usa o som, o
bordado e o desenho como recursos para se
conectar com a ancestralidade indígena.
Brasil no
plural
TE JU VIRA TERRA
FOCO NA LINGUAGEM PAG. 27
1.Descreva os diferentes elementos que você vê na obra do artista.
2.Quais elementos você associa com uma paisagem?
3.A quais tipos de paisagem a obra remete? Essa é uma paisagem
tal como a arte tradicionalmente representou?
4.Você consegue imaginar uma história a partir dessa imagem?
A pluralidade da arte indígena no
Brasil
Denilson é um artista do povo Baniwa que produz diferentes linguagens artísticas:
grafite, sticker, gravura, performance, desenho etc . A intervenção urbana feita
com projeção de luz, com a frase “Brasil Terra Indígena”, foi projetada sobre o
Monumento às bandeiras, de Victor Brecheret. Esse monumento é bastante
criticado por enaltecer bandeirantes, que massacraram os povos indígenas
durante o avanço dos colonizadores para o interior do país .
Com sua obra, o artista reivindica a visibilidade da cultura, das tradições e das
lutas sociais indígenas, questionando o apagamento da memória indígena pelas
narrativas oficiais da história do Brasil. Por meio da intervenção, ele provoca uma
revisão crítica do monumento, que é um cartão-postal da cidade de São Paulo.
FOCO NA LINGUAGEM PAG. 28
1.Como essa intervenção urbana transforma a paisagem?
2.Quais associações você faz entre essa imagem e o Tema 1,
trabalhado anteriormente?
3.Você associaria essa imagem à ideia de arte indígena? Por quê?
4.O que você sabe sobre as expressões culturais e artísticas dos
povos indígenas?
O projeto Vídeo nas aldeias é uma iniciativa de formação em Cinema e de
difusão da cultura dos povos indígenas do Brasil . Há mais de 30 anos, o
projeto percorre os territórios de diferentes povos, ensinando a elaborar
roteiros, gravar e editar filmes documentais. Cada povo decide quais serão os
conteúdos do filme e como ele será feito.
Por meio do projeto, é possível vislumbrar o que esses povos têm em comum
ou de diferente entre si. Ademais, ele permite observar as diferentes
paisagens que compõem o Brasil, a diversidade de ecossistemas e os modos
de interação entre os seres humanos e a natureza.
O uso das tecnologias do cinema é um modo de levar as ideias e as histórias
desses povos para qualquer lugar, possibilitando que eles escolham como
querem ser representados.
Vídeo nas aldeias
A EXPRESSÃO DOS SABERES REGIONAIS NA ARTE
POPULAR
A arte pode ser usada como uma ferramenta para interpretar e representar as
ideias e as histórias de uma pessoa ou de uma coletividade . As obras da artista
Maria Auxiliadora apresentam diferentes práticas culturais e do trabalho no Brasil,
representando assim as histórias e os modos de vida do nosso povo.
A artista Maria Auxiliadora já foi chamada de “naïf
”, “popular ” e “autodidata”. Cada um desses títulos
tem um significado diferente. O que nenhum deles
reconhece é que Maria Auxiliadora é, em primeiro
lugar, uma artista.
A diferença entre ela e os artistas com formação
acadêmica e universitária é que ela aprendeu a
produzir arte em contato com mestres da tradição
popular.
Ela estudava e vivenciava plenamente os seus
processos criativos, dialogando com as obras que
outros artistas procedentes do lugar onde ela morava
produziam.
FOCO NA LINGUAGEM PG. 30
1.O que você vê na obra da artista Maria Auxiliadora?
2.Que efeito as cores usadas pela artista provocam?
3.Você já viu alguma cena parecida com essa? Que relações você faz
entre o trabalho no campo e a sua vida cotidiana?
4.A obra não tem título. Qual título você daria para ela e por quê?
As pinturas de Maria Auxiliadora transparecem
muitas informações sobre sua história de vida .
Na fotografia, é possível ver um recorte de uma
pintura que mostrava os bailes dos anos 1970,
muito frequentes e importantes para as culturas
negra e periférica de São Paulo já naquela época.
Na imagem a seguir, foi representado um cortejo
de Carnaval, com a rua ocupada por foliões
fantasiados, que tocam música, dançam e festejam.
• Quais personagens vocês identificam nesse cortejo de
carnaval?
• Como a artista pinta os tecidos das roupas?
• Onde o cortejo acontece? Como podemos perceber que ele
acontece na rua? Por que as pessoas das casas estão nas
janelas?
• As pessoas no cortejo são todas iguais? Há diversidade? Se
sim, como podemos percebê-la?
INSTITUCIONALIZAÇÃO DA ARTE NO
BRASIL
A rigor, sempre se produziu arte no Brasil. Cada povo indígena tem técnicas e usos
próprios para a arte. Após a colonização, as técnicas do colonizador foram
transmitidas, sobretudo pelos jesuítas, dando base para expressões culturais e
festejos que hoje são denominados “populares”. Mas as instituições artísticas
que, na tradição ocidental, são reconhecidas como espaços de arte – como os
museus – chegaram ao Brasil apenas no século XIX.
Com a vinda da Corte ao Brasil, em
1808 e a posterior contribuição da
assim chamada “Missão Francesa” no
país, fundou-se a primeira academia
de artes, onde se formaram diversos
artistas, muitos dos quais foram
premiados com bolsas de estudos na
Europa.
DA ACADEMIA AO MUSEU
O interesse pelas artes e pelos valores do
passado greco-romano e a confiança na capacidade
de transformar o mundo por meio da busca de
respostas científicas levaram os renascentistas a
colecionar, ou seja, a juntar materiais, em um
lugar específico. Assim surgiu a ideia de museu
da formafórma que conhecemos hoje. O primeiro
museu público foi o Louvre , fundado em Paris,
na França, em 1793. Nos primeiros grandes
museus se conservavam, e ainda se conservam, não
apenas as produções artísticas nacionais, mas
também o espólio cultural de obras das quais eles
se apropriaram durante a colonização da América,
da África, da Ásia e da Oceania.
No século XIX , os museus se multiplicaram e se
diversificaram. Hoje, existem diferentes tipos de
museu (de arte, de história, de ciências etc.),
mas todos eles têm o mesmo objetivo: garantir
acesso ao conhecimento sobre as atividades
humanas ao longo da história.
Etimologia de Museu
É evidenciado no latim como musēum, entendendo
uma área para a formação como centro histórico de
referência e de interesse público, em relação ao
grego mouseîon, como um espaço para o
desenvolvimento das artes onde se manifesta
homenagem às musas, associado a Mousa, por
musa. No total, havia nove musas, todas elas filhas
do relacionamento entre Zeus, o deus mestre do
Olimpo, e Mnemosin, deusa da memória e filha de
Gea e Urano.
Os museus representam a identidade cultural de
diferentes civilizações e epocas e, nesse sentido,
não é mera coincidência que as maiores coleções
estejam na Europa, muitas das quais deixaram
vestígios de tirania e morte, capturadas ou
comercializados sob pressão, para serem exibidos
como um sinal de poder.
VOCÊ JÁ FOI A UM MUSEU OU
JÁ VISITOU ALGUMA
EXPOSIÇÃO?
Os museus de arte
Nos museus de arte são guardadas obras de
diferentes linguagens e suportes, como pinturas,
esculturas, gravuras, desenhos, artes aplicadas (como
cerâmicas e joias), fotografias, vídeos e sons. Essas
instituições podem ser particulares ou públicas.
O acesso ao acervoglossário dos museus se dá
por meio das exposições – permanentes ou
temporárias –, organizadas com obras do museu,
emprestadas de outras instituições ou de colecionadores
particulares.
A organização das exposições envolve uma série de profissionais e passa por fases
importantes: a documentação, em que é realizado o registro dos bens do acervo; o
gerenciamento da reserva técnica, espaço físico no interior do museu destinado ao
armazenamento e à manipulação do acervo; o trabalho de restauração, que consiste na
recuperação de uma obra quando necessário; o trabalho de curadoria, que faz a escolha das
obras e dos artistas que farão parte da exposição e que prepara o espaço expositivo.
Com o desenvolvimento tecnológico e
dos meios de comunicação, a relação
dos museus com o público tem passado
por muitas transformações. Além da
preocupação com a manutenção de
espaços físicos para guardar os bens,
os responsáveis pelos museus têm
procurado se abrir às novas
formasfórmas de interação. Muitos
museus já disponibilizam o conteúdo de
seu acervo para visitas virtuais.
Várias instituições dispõem também de setores dedicados a ações educativas
destinadas a crianças e adultos. São desenvolvidos, por exemplo, programas
especiais para o atendimento de pessoas com deficiência visual e cursos de formação
para professores e agentes culturais. Em diversos museus, idosos, crianças e pessoas
com deficiência não pagam ingresso e há dias em que a entrada é gratuita para
qualquer pessoa.
PORTINARI, Candido. A Sagrada Família. 1952. Óleo sobre tela, 137 ×por 158 cmcentímetros. Batatais (SPSão Paulo). Fotografia de
2014.
Museus criados por artistas e grupos
sociais
Experimentações Pag.
35
Agora, você e os colegas farão o desenho de uma paisagem.
Material
• Lápis de cor, canetinhas ou giz de cera (você vai escolher)
• Uma folha de papel de sua preferência
• Uma prancheta ou um caderno de capa dura que possa servir de suporte para a folha
Procedimentos
• Em primeiro lugar, será preciso escolher a paisagem que será representada. Posicione-se
em frente a ela – seja um lugar da escola, seja uma imagem no computador – para desenhá-
la.
• Verifique qual será o enquadramento da imagem, ou seja, quais são as partes da paisagem
que você vai incluir no seu desenho. Para entender a ideia de enquadramento, você pode
fazer uma moldura (retângulo) com as mãos, tentando capturar um recorte da paisagem.
Isso o ajudará a delimitar a área que será desenhada.
• Comece o desenho com o material de sua preferência. Para apoiar o papel, utilize uma
prancheta ou um caderno. Você pode se sentar e usar a perna como apoio para ter mais
estabilidade.
• Enquanto desenha, você pode experimentar diferentes texturas para representar os
elementos da paisagem. Por exemplo: qual textura você utilizaria para representar a
suavidade ou o peso das nuvens? Como é a textura dos tijolos ou da madeira da parte
externa de uma casa da paisagem? Qual textura pode representar o desenho vertical da
grama? Quais texturas podem simbolizar o movimento da água do rio ou da lagoa?
• Ao final, faça uma roda com os colegas. Coloquem os desenhos no meio. Conversem sobre o
que tentaram representar e quais dificuldades encontraram. Façam relações entre os
desenhos, destacando semelhanças e diferenças. Vocês também podem conversar sobre o
que pensam sobre as paisagens. Não se esqueçam de registrar essa experiência em seu
diário de bordo.
ARTE - UNIDADE 1 TEMA 2            .pptx
ARTE - UNIDADE 1 TEMA 2            .pptx
ARTE - UNIDADE 1 TEMA 2            .pptx
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  • 1.
    Frans Post Artistas dediferentes nacionalidades representaram aspectos sociais e culturais do Brasil em suas obras . Observe, por exemplo, a pintura reproduzida a seguir, de autoria de Frans Post (1612-1680), artista holandês que chegou ao Brasil em 1637. TEMA 2: PAISAGENS E HISTÓRIAS DO BRASIL NA ARTE
  • 3.
    FOCO NA LINGUAGEMPAG. 23 1.Descreva todos os elementos que você vê na imagem. 2.Em sua opinião, o que teria motivado a vinda de um artista holandês para o Brasil no século XVII?
  • 4.
    Pinturas como ade Frans Post, que você conheceu anteriormente, são chamadas paisagem e se caracterizam pela representação de um espaço observado como tema central, por vezes único, de uma obra, podendo ser rural ou urbano. Esse lugar, no entanto, pode integrar alguns elementos mais discretos, narrativos, simbólicos ou alegóricos que ampliam o sentido da pintura. Em Paisagem com jiboia, pintura aqui reproduzida, Frans Post representou uma área rural com a típica flora brasileira. No primeiro plano, à direita, em meio à vegetação, é possível identificar uma jiboia. Podem-se ver a cabeça e parte do corpo da serpente entre os arbustos. Ao fundo, o céu e outros elementos da paisagem foram pintados com cores mais claras e frias . A escolha dessas cores possibilitou ao artista obter o efeito de profundidade.
  • 6.
    Quais semelhanças ediferenças você percebe entre a imagem da página anterior e a desta página?
  • 7.
    FOCO NA LINGUAGEMPAG. 24 1.Quais semelhanças e diferenças você percebe entre a imagem da página anterior e a desta página? 2.Essa imagem se assemelha a alguma paisagem do Brasil que você conhece? 3.Quais paisagens do Brasil você gostaria de ver representadas pela arte? Por quê?
  • 8.
    Frans Post éum dos mais reconhecidos artistas viajantes que passaram pelo Brasil. Ele fez seus primeiros registros do país em sua primeira viagem para cá, aos 25 anos. Artistas viajantes como ele tinham a missão de documentar a fauna, a flora, as paisagens e a vida nas colônias americanas do século XVII. Além de representar as paisagens do Brasil, Post foi um estudioso da vida nessas terras. Quando viajava, Frans Post registrava o que via com materiais secos e molhados para poder transportar os desenhos que produzia. As pinturas a óleo, como as reproduzidas anteriormente, eram feitas apenas após seu retorno ao país de origem. Em grande parte, os artistas viajantes foram responsáveis por criar e difundir um
  • 9.
  • 10.
    Audioguias: outras vozes naarte https://audioviator.com/audi oguia/la-gioconda-espanola/
  • 11.
    Já que fizemosa crítica da paisagem do Brasil representada por artistas estrangeiros, como seria refletir sobre as paisagens daqui repensadas e representadas por artistas brasileiros? Como seria a arte brasileira feita a partir das matrizes ancestrais dos povos originários desta terra? O artista-indígena Gustavo Caboco faz da arte um caminho para reconstruir a sua identidade indígena. Em sua pesquisa de retorno à origem indígena wapixana, ele não apenas percorre diferentes paisagens, mas também usa o som, o bordado e o desenho como recursos para se conectar com a ancestralidade indígena. Brasil no plural
  • 12.
  • 16.
    FOCO NA LINGUAGEMPAG. 27 1.Descreva os diferentes elementos que você vê na obra do artista. 2.Quais elementos você associa com uma paisagem? 3.A quais tipos de paisagem a obra remete? Essa é uma paisagem tal como a arte tradicionalmente representou? 4.Você consegue imaginar uma história a partir dessa imagem?
  • 17.
    A pluralidade daarte indígena no Brasil Denilson é um artista do povo Baniwa que produz diferentes linguagens artísticas: grafite, sticker, gravura, performance, desenho etc . A intervenção urbana feita com projeção de luz, com a frase “Brasil Terra Indígena”, foi projetada sobre o Monumento às bandeiras, de Victor Brecheret. Esse monumento é bastante criticado por enaltecer bandeirantes, que massacraram os povos indígenas durante o avanço dos colonizadores para o interior do país . Com sua obra, o artista reivindica a visibilidade da cultura, das tradições e das lutas sociais indígenas, questionando o apagamento da memória indígena pelas narrativas oficiais da história do Brasil. Por meio da intervenção, ele provoca uma revisão crítica do monumento, que é um cartão-postal da cidade de São Paulo.
  • 19.
    FOCO NA LINGUAGEMPAG. 28 1.Como essa intervenção urbana transforma a paisagem? 2.Quais associações você faz entre essa imagem e o Tema 1, trabalhado anteriormente? 3.Você associaria essa imagem à ideia de arte indígena? Por quê? 4.O que você sabe sobre as expressões culturais e artísticas dos povos indígenas?
  • 20.
    O projeto Vídeonas aldeias é uma iniciativa de formação em Cinema e de difusão da cultura dos povos indígenas do Brasil . Há mais de 30 anos, o projeto percorre os territórios de diferentes povos, ensinando a elaborar roteiros, gravar e editar filmes documentais. Cada povo decide quais serão os conteúdos do filme e como ele será feito. Por meio do projeto, é possível vislumbrar o que esses povos têm em comum ou de diferente entre si. Ademais, ele permite observar as diferentes paisagens que compõem o Brasil, a diversidade de ecossistemas e os modos de interação entre os seres humanos e a natureza. O uso das tecnologias do cinema é um modo de levar as ideias e as histórias desses povos para qualquer lugar, possibilitando que eles escolham como querem ser representados. Vídeo nas aldeias
  • 21.
    A EXPRESSÃO DOSSABERES REGIONAIS NA ARTE POPULAR A arte pode ser usada como uma ferramenta para interpretar e representar as ideias e as histórias de uma pessoa ou de uma coletividade . As obras da artista Maria Auxiliadora apresentam diferentes práticas culturais e do trabalho no Brasil, representando assim as histórias e os modos de vida do nosso povo. A artista Maria Auxiliadora já foi chamada de “naïf ”, “popular ” e “autodidata”. Cada um desses títulos tem um significado diferente. O que nenhum deles reconhece é que Maria Auxiliadora é, em primeiro lugar, uma artista. A diferença entre ela e os artistas com formação acadêmica e universitária é que ela aprendeu a produzir arte em contato com mestres da tradição popular. Ela estudava e vivenciava plenamente os seus processos criativos, dialogando com as obras que outros artistas procedentes do lugar onde ela morava produziam.
  • 23.
    FOCO NA LINGUAGEMPG. 30 1.O que você vê na obra da artista Maria Auxiliadora? 2.Que efeito as cores usadas pela artista provocam? 3.Você já viu alguma cena parecida com essa? Que relações você faz entre o trabalho no campo e a sua vida cotidiana? 4.A obra não tem título. Qual título você daria para ela e por quê?
  • 24.
    As pinturas deMaria Auxiliadora transparecem muitas informações sobre sua história de vida . Na fotografia, é possível ver um recorte de uma pintura que mostrava os bailes dos anos 1970, muito frequentes e importantes para as culturas negra e periférica de São Paulo já naquela época. Na imagem a seguir, foi representado um cortejo de Carnaval, com a rua ocupada por foliões fantasiados, que tocam música, dançam e festejam.
  • 27.
    • Quais personagensvocês identificam nesse cortejo de carnaval? • Como a artista pinta os tecidos das roupas? • Onde o cortejo acontece? Como podemos perceber que ele acontece na rua? Por que as pessoas das casas estão nas janelas? • As pessoas no cortejo são todas iguais? Há diversidade? Se sim, como podemos percebê-la?
  • 28.
    INSTITUCIONALIZAÇÃO DA ARTENO BRASIL A rigor, sempre se produziu arte no Brasil. Cada povo indígena tem técnicas e usos próprios para a arte. Após a colonização, as técnicas do colonizador foram transmitidas, sobretudo pelos jesuítas, dando base para expressões culturais e festejos que hoje são denominados “populares”. Mas as instituições artísticas que, na tradição ocidental, são reconhecidas como espaços de arte – como os museus – chegaram ao Brasil apenas no século XIX. Com a vinda da Corte ao Brasil, em 1808 e a posterior contribuição da assim chamada “Missão Francesa” no país, fundou-se a primeira academia de artes, onde se formaram diversos artistas, muitos dos quais foram premiados com bolsas de estudos na Europa.
  • 29.
    DA ACADEMIA AOMUSEU O interesse pelas artes e pelos valores do passado greco-romano e a confiança na capacidade de transformar o mundo por meio da busca de respostas científicas levaram os renascentistas a colecionar, ou seja, a juntar materiais, em um lugar específico. Assim surgiu a ideia de museu da formafórma que conhecemos hoje. O primeiro museu público foi o Louvre , fundado em Paris, na França, em 1793. Nos primeiros grandes museus se conservavam, e ainda se conservam, não apenas as produções artísticas nacionais, mas também o espólio cultural de obras das quais eles se apropriaram durante a colonização da América, da África, da Ásia e da Oceania. No século XIX , os museus se multiplicaram e se diversificaram. Hoje, existem diferentes tipos de museu (de arte, de história, de ciências etc.), mas todos eles têm o mesmo objetivo: garantir acesso ao conhecimento sobre as atividades humanas ao longo da história.
  • 30.
    Etimologia de Museu Éevidenciado no latim como musēum, entendendo uma área para a formação como centro histórico de referência e de interesse público, em relação ao grego mouseîon, como um espaço para o desenvolvimento das artes onde se manifesta homenagem às musas, associado a Mousa, por musa. No total, havia nove musas, todas elas filhas do relacionamento entre Zeus, o deus mestre do Olimpo, e Mnemosin, deusa da memória e filha de Gea e Urano. Os museus representam a identidade cultural de diferentes civilizações e epocas e, nesse sentido, não é mera coincidência que as maiores coleções estejam na Europa, muitas das quais deixaram vestígios de tirania e morte, capturadas ou comercializados sob pressão, para serem exibidos como um sinal de poder.
  • 31.
    VOCÊ JÁ FOIA UM MUSEU OU JÁ VISITOU ALGUMA EXPOSIÇÃO?
  • 32.
    Os museus dearte Nos museus de arte são guardadas obras de diferentes linguagens e suportes, como pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, artes aplicadas (como cerâmicas e joias), fotografias, vídeos e sons. Essas instituições podem ser particulares ou públicas. O acesso ao acervoglossário dos museus se dá por meio das exposições – permanentes ou temporárias –, organizadas com obras do museu, emprestadas de outras instituições ou de colecionadores particulares. A organização das exposições envolve uma série de profissionais e passa por fases importantes: a documentação, em que é realizado o registro dos bens do acervo; o gerenciamento da reserva técnica, espaço físico no interior do museu destinado ao armazenamento e à manipulação do acervo; o trabalho de restauração, que consiste na recuperação de uma obra quando necessário; o trabalho de curadoria, que faz a escolha das obras e dos artistas que farão parte da exposição e que prepara o espaço expositivo.
  • 33.
    Com o desenvolvimentotecnológico e dos meios de comunicação, a relação dos museus com o público tem passado por muitas transformações. Além da preocupação com a manutenção de espaços físicos para guardar os bens, os responsáveis pelos museus têm procurado se abrir às novas formasfórmas de interação. Muitos museus já disponibilizam o conteúdo de seu acervo para visitas virtuais. Várias instituições dispõem também de setores dedicados a ações educativas destinadas a crianças e adultos. São desenvolvidos, por exemplo, programas especiais para o atendimento de pessoas com deficiência visual e cursos de formação para professores e agentes culturais. Em diversos museus, idosos, crianças e pessoas com deficiência não pagam ingresso e há dias em que a entrada é gratuita para qualquer pessoa. PORTINARI, Candido. A Sagrada Família. 1952. Óleo sobre tela, 137 ×por 158 cmcentímetros. Batatais (SPSão Paulo). Fotografia de 2014.
  • 35.
    Museus criados porartistas e grupos sociais
  • 36.
    Experimentações Pag. 35 Agora, vocêe os colegas farão o desenho de uma paisagem. Material • Lápis de cor, canetinhas ou giz de cera (você vai escolher) • Uma folha de papel de sua preferência • Uma prancheta ou um caderno de capa dura que possa servir de suporte para a folha Procedimentos • Em primeiro lugar, será preciso escolher a paisagem que será representada. Posicione-se em frente a ela – seja um lugar da escola, seja uma imagem no computador – para desenhá- la. • Verifique qual será o enquadramento da imagem, ou seja, quais são as partes da paisagem que você vai incluir no seu desenho. Para entender a ideia de enquadramento, você pode fazer uma moldura (retângulo) com as mãos, tentando capturar um recorte da paisagem. Isso o ajudará a delimitar a área que será desenhada.
  • 37.
    • Comece odesenho com o material de sua preferência. Para apoiar o papel, utilize uma prancheta ou um caderno. Você pode se sentar e usar a perna como apoio para ter mais estabilidade. • Enquanto desenha, você pode experimentar diferentes texturas para representar os elementos da paisagem. Por exemplo: qual textura você utilizaria para representar a suavidade ou o peso das nuvens? Como é a textura dos tijolos ou da madeira da parte externa de uma casa da paisagem? Qual textura pode representar o desenho vertical da grama? Quais texturas podem simbolizar o movimento da água do rio ou da lagoa? • Ao final, faça uma roda com os colegas. Coloquem os desenhos no meio. Conversem sobre o que tentaram representar e quais dificuldades encontraram. Façam relações entre os desenhos, destacando semelhanças e diferenças. Vocês também podem conversar sobre o que pensam sobre as paisagens. Não se esqueçam de registrar essa experiência em seu diário de bordo.