RESUMO DA APRESENTAÇÃO:
•INTRODUÇÃO NR9 AGENTES AMBIENTAIS
• SOM OU RUÍDO, O QUE É E SUAS CARACTERÍSTICAS
• AMBIENTE DE TRABALHO E A SURDEZ
• O RUÍDO E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA SAÚDE HUMANA
• TEMPO DE EXPOSIÇÃO
• MEDIDAS DE PROTEÇÃO
2.
AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOSE BIOLÓGICOS
NO AMBIENTE DE TRABALHO NR-9
A NR-9 estabelece os requisitos para a avaliação das exposições ocupacionais a agentes físicos,
químicos e biológicos identificados no gerenciamento de riscos.
A NR-09 estabeleceu a obrigatoriedade de elaboração e implementação do PGR, considerando a
antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos ambientais, decorrentes dos agentes
químicos, físicos e biológicos.
9.3.1 A identificação das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos deverá
considerar:
a) descrição das atividades;
b) identificação do agente e formas de exposição;
c) possíveis lesões ou agravos à saúde relacionados às exposições identificadas;
d) fatores determinantes da exposição;
e) medidas de prevenção já existentes; e
f) identificação dos grupos de trabalhadores expostos.
• SOM OURUÍDO, O QUE É E SUAS
CARACTERÍSTICAS
SOM é o “fenômeno acústico que consiste na vibração que se propaga num meio
elástico, capaz de ser percebido pelo sentido da audição”, ou seja, há uma
vibração (como a corda de um violão ao ser tocada) que se espalha por ondas
sonoras.
RUÍDO é um som desarmônico, com vibrações irregulares. é quando se tem um som
com muitas vozes sendo faladas ao mesmo tempo, como em situações de tumulto e
alvoroço. Em resumo, o ruído é um som desconfortável, desagradável e, muitas
vezes, irritante.
CONCEITO GERAL(tudo que gera ondas sonoras) X PERCEPÇÃO.
6.
RUÍDO
De modoobjetivo, é originado da superposição de vários movimentos de
vibração com diferentes freqüências, as quais não apresentam relação
entre si, de modo subjetivo é considerado toda sensação de desagrado,
desconforto e/ou de intolerância decorrente de uma exposição sonora.
Há uma segregação de ruído como sendo um som indesejável e de som
como uma sensação prazerosa de ser ouvida. Entretanto, prazeroso ou
não podem causar danos ao ouvido se estiverem elevados.
7.
AMBIENTE DE TRABALHOE A SURDEZ
Estudo feito em conjunto pelo Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda
revela a existência, no Brasil, de 10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva. Desse
total, 2,3 milhões têm deficiência severa. A surdez atinge 54% de homens e 46% de
mulheres, Nove por cento das pessoas com deficiência auditiva nasceram com essa
condição e 91% adquiriram ao longo da vida, sendo que metade foi antes dos 50 anos.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-10/brasil-tem-107-milhoes-de-deficientes-auditivos-diz-estudo
8.
AMBIENTE DE TRABALHOE A SURDEZ
PAIR – PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO
Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID), a perda auditiva induzida
por ruído (Pair) é a perda da audição provocada pela exposição prolongada ao
ruído.
É um problema que pode ser grave para a saúde auditiva, pois a Pair é irreversível
A presença do ruído em um ambiente de trabalho pode lesionar o sistema auditivo
dos trabalhadores e causar perda da audição, quando os níveis são excessivos. O
limite de tolerância para o ruído durante uma jornada de trabalho de 8 horas é de 85
dBA , porém o risco de perda auditiva varia de pessoa para pessoa e, ações que
busquem a prevenção de perda auditiva devem iniciar a partir do momento que o
trabalhador é submetido continuamente a um nível de exposição diária ao ruído
superior a 80 dBA considerando jornada de 8 horas.
9.
AMBIENTE DE TRABALHOE A SURDEZ
a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), que pode apenas ser
prevenida eliminando-se ou diminuindo-se os níveis de exposição sonora.
Esta é considerada uma das mais comuns das doenças ocupacionais e a
segunda lesão ocupacional mais comum. Este problema é permanente e
irreversível e inexiste tratamento efetivo quando é resultante de exposição
excessiva.
10.
AMBIENTE DE TRABALHOE A SURDEZ
A surdez profissional é o efeito mais conhecido do ruído excessivo sobre o homem. Sua ocorrência
depende de características ligadas ao homem, ao meio e ao agente agressor.(risco x perigo)
Perdas auditivas causadas pelo ruído excessivo podem ser divididas em três tipos:
1. Trauma acústico, que é a perda auditiva de ocorrência repentina, causada pela perfuração do
tímpano,
2. Surdez temporária, ocorre após uma exposição a um ruído intenso, por um curto período de tempo.
3. Surdez permanente, que é a exposição repetida, cotidianamente, a um ruído excessivo, que pode
levar o indivíduo a uma surdez permanente. Caso esta exposição ocorra durante o trabalho, a
perda auditiva recebe o nome de Surdez Profissional.
11.
AMBIENTE DE TRABALHOE A SURDEZ
Risco de surdez no ambiente ocupacional afeta principalmente quem atua em
indústrias.
Prevenção – O uso do protetor auditivo, como Equipamento de Proteção Individual
(EPI), é indispensável mas não é a melhor maneira de prevenir o problema e não pode
ser a única. (MEDIDAS DE PREVENÇÃO F)
O RUÍDO ESUAS CONSEQUÊNCIAS NA SAÚDE
HUMANA
O efeito mais óbvio da exposição ao ruído ocupacional é a alteração da sensibilidade do
aparelho auditivo. Quando estamos expostos a níveis elevados, os cílios perdem a sua
capacidade de recuperação e deterioram-se. Origina-se um processo de destruição das
células ciliadas, começando pelas internas e atingindo, posteriormente, as externas.
O RUÍDO ESUAS CONSEQUÊNCIAS NA
SAÚDE HUMANA
A preocupação com os efeitos do ruído sobre a saúde dos trabalhadores é
bastante antiga, a partir da segunda guerra mundial, devido as observações
de surdez em soldados, se iniciaram estudos sobre os efeitos do ruído. O ruido é
responsável por danos extra-auditivos. O grande avanço tecnológico provoca
aumento no uso de máquinas industriais, consequentemente, o ruído torna-se
mais frequente na vida dos trabalhadores.
A atuação do fonoaudiólogo como membro de equipe para a saúde do
trabalhador é importante para o mapeamento de riscos.
22.
O RUÍDO ESUAS CONSEQUÊNCIAS NA
SAÚDE HUMANA – SISTEMA AUDITIVO
O ruído lesa as células que existem no interior da cóclea perdendo a capacidade de transmitir ao cérebro as informações dos
sons que chegam.
Pessoa saudável exposto a níveis elevados: (exemplo)
Pode sentir dor de cabeça, tontura, zumbido nos ouvidos e diminuição reversível da audição; Posteriormente ocorre uma certa
adaptação e estes sintomas desaparecem alguns dias;
Com o passar dos anos, dependendo do nível do ruído, ele começa a ter dificuldade de ouvir sons agudos como o barulho do
relógio e dificuldade de entender as palavras, quando várias pessoas conversam juntas;
E, com a progressão da lesão, começa a ter dificuldade para ouvir de maneira geral, comprometendo a comunicação. Passa
a não ouvir adequadamente o que uma outra pessoa fala e em muitos casos reaparece o zumbido ou chiado que dura muitos
anos ou a vida toda.
À perda progressiva da audição induzida pelo ruído, quanto maior for o tempo de exposição e quanto mais intenso ele for,
chega a evoluir até à surdez completa.
23.
O RUÍDO ESUAS CONSEQUÊNCIAS NA
SAÚDE HUMANA
No sistema circulatório, o ruído age diretamente sobre o calibre vascular, podendo provocar hipertensão
arterial, taquicardia.
A maior incidência de perdas auditivas ocupacionais está associado ao aumento de úlceras em grupos
expostos ao ruído. Diarréia, prisão de ventre e gastrite também podem ocorrer devido a exposição ao
ruído.
Nas manifestações neuropsíquicas ocorrem, ansiedade, desconfianças, insegurança, pessimismo,
depressão, irritabilidade, agitação e alteração do sono. As pessoas expostas há mais tempo são as mais
afetadas. A exposição prolongada também tem sido responsável por altas taxas de cefaléia e acidente
de trabalho.
Hierarquia das medidasde prevenção
X Utilização de EPIs
Eliminar Riscos; 2) Reduzir; 3) Isolar; 4) Controlar; 5) Utilizar EPIs
NR1:
1.5.5.1.2 Quando comprovada pela organização a inviabilidade técnica da
adoção de medidas de proteção coletiva, ou quando estas não forem
suficientes ou encontrarem-se em fase de estudo, planejamento ou
implantação, deverão ser adotadas outras medidas, obedecendo-se a seguinte
hierarquia:
a) medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho; e
b) utilização de equipamento de proteção individual – EPI.
TIPOS DE PROTETORESAUDITIVOS
Protetores auriculares Reutilizáveis.
Estes protetores auriculares duráveis são feitos de materiais macios e flexíveis que são laváveis e
reutilizáveis.
As pontas auriculares de flange tripla são projetadas para se adequar a uma ampla variedade de
tamanhos de canal auditivo. Disponíveis em uma variedade de estilos e níveis de proteção.
Protetor Auditivo do tipo inserção pré-moldado é confeccionado em silicone. Entre suas vantagens,
pode ser higienizado (lavado) e reutilizado, além de permitir o transporte na própria caixa plástica
(embalagem)
29.
TIPOS DE PROTETORES
AUDITIVOS
PROTETOR TIPO CONCHA
Os abafadores são um dos tipos de protetores auriculares mais conhecidos. Eles têm duas “conchas” de
plástico que tampam os ouvidos e uma haste que se ajusta acima da cabeça ou um suporte que se
acopla ao capacete.
Essas conchas são forradas com uma espuma ou material isolante próprio que servem justamente para
abafar os ruídos indesejados e diminuir os níveis prejudiciais.
Eles podem ser manuseados com luvas ou com as mãos sujas desde que feito da forma correta porque
eles não têm contato direto com o canal auditivo do trabalhador.
30.
CA – CERTIFICADODE APROVAÇÃO
CA significa Certificado de Aprovação, emitido pelo Ministério do Trabalho, estabelecendo o prazo de
validade para comercializar um determinado EPI.
PRAZO DE VALIDADE – EPI.
DIFERENÇAS DE VALIDADE DO CA COM A VALIDADE DO EPI.
6.4.1 O EPI, de fabricação nacional ou importado, só pode ser posto à venda ou utilizado com a
indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão de âmbito nacional competente em
matéria de segurança e saúde no trabalho.
PROTETOR AUDITIVO CA-5745 (CONSULTA)
INSTRUÇÕES DE USO– PROTETOR AUDITIVO
INSERÇÃO
1. Com as mãos limpas, segure o protetor auditivo com os dedos polegar e indicador (Fig.1).
2. Passe a outra mão ao redor da cabeça e puxe o topo de sua orelha para facilitar a
inserção (Fig.2)
3. Insira o protetor no canal auditivo, com cuidado, empurrando o protetor para se obter a
melhor colocação, de modo a permitir sua remoção. (Fig.3).
4. Este é um protetor corretamente inserido no canal auditivo (Fig.4).
34.
Vida útil econservação
Após aberta a embalagem, a vida útil máxima deste protetor é de 6 meses, considerando-
se o uso contínuo em uma jornada média de trabalho de 8 horas, sempre respeitado o seu
prazo máximo de validade descrito na embalagem e respeitadas as orientações. A
substituição deve ser feita sempre que se apresentarem deformados, quebrados,
rasgados, endurecidos ou com alteração em sua forma, dimensão, cor ou maciez original.