Mestrado Profissional emEnsino de
Geografia
Disciplina: Epistemologia da Geografia.
Professor: Dr. Paulo Sérgio Cunha Farias
Dr. Sergio Luiz Malta de Azevedo.
Alunas:
CRISTIANE AURELIANO DE SOUZA
DANIELA SANTANA DE OLIVEIRA
2.
Edward William Soja
•Nasceu em New York (1940).
• Faleceu em Los Angeles, na Califórnia, aos 75
anos de idade. (Novembro, 2015).
• Geógrafo, Ph.D. pela Universidade de Syracuse
(New York), dedicou parte de sua vida ao trabalho
na Universidade da Califórnia, em Los Angeles
(UCLA).
• Dedicou-se a temáticas dos aspectos espaciais,
globalização, economia, política, Geografia
urbana e regional.
• Suas primeiras pesquisas estavam voltadas para o
planejamento de desenvolvimento no Quênia –
África.
3.
• Relevante nachamada escola de estudos
urbanos críticos de Los Angeles.
• Soja realizou estudos pesquisando o trabalho do
marxista francês sociólogo urbano
Henri Lefebvre (1901–1991).
• A sua principal obra é The Production of
Space(1974) atualizando o conceito de tríade
espacial de Lefebvre, com seu próprio conceito
de trialética espacial, que inclui Terceiro espaço,
ou espaços que são reais e imaginados.
• Em 2015 foi agraciado com o Prêmio Vautrin
Lud (muitas vezes chamado de Prêmio Nobel na
área de Geografia).
A Dialética Sócio-Espacial
•Oespaço e a organização política do espaço expressam
relações sociais, mas também reagem contra elas (...) A
industrialização, que um dia foi produtora do
urbanismo, é agora produzida por ele.(...) Quando
usamos as palavras “revolução urbana”, estamos
designando o conjunto completo de transformações que
permeiam toda a sociedade contemporânea e
promovem uma mudança, de um período em que
predominam as questões do crescimento econômico e
da industrialização para o período em que a
problemática urbana se torna decisiva. (David Harvey,
6.
•Soja cita queDavid Havery e Manuel Castells
reconhecem a contribuição de Lefebvre a respeito da
organização do espaço como produto material, com
as relações entre as estruturas sociais e espaciais do
urbanismo e com o conteúdo ideológico do espaço
socialmente criado.
•Lefebvre eleva a problemática espacial urbana a uma
posição central e autônoma.
•Lefebvre substitui o conflito de classes pelo conflito
espacial/territorial como força motivadora da
transformação social radical. (Separatista social).
7.
• A análiseespacial Marxista, até então, acabou limitando a
percepção sobre as relações espaciais (Fetichismo espacial –
relação social mediada por coisas).
• Incapacidade dos analistas Marxistas de avaliarem o caráter
essencialmente dialético das relações sociais e espaciais.
• A estrutura do espaço organizado não é uma estrutura separada,
com leis autônomas de construção e transformação, nem
tampouco é simplesmente uma expressão da estrutura de classes
que emerge das relações sociais de produção. Ela representa, ao
contrário, um componente dialeticamente definido das relações
de produção gerais, relações estas que são simultaneamente
sociais e espaciais.
• Considera David Havery e Manuel Castells como a primeira
geração a desenvolver uma forma explícita da análise marxista.
8.
• A homologia(semelhança de origem) espaço-classe é verificada na
divisão regionalizada do espaço organizado em centros dominantes e
periferias subordinadas, em relações espaciais de produção
socialmente criadas e polarizadas, captáveis com maior precisão no
conceito de desenvolvimento geograficamente desigual.
• O social e o espacial são dialeticamente inseparáveis.
• São exemplos dessa relação dialética: Relação cidade e campo, divisão
territorial do trabalho, segmentação do espaço residencial urbano no
capitalismo industrial, desigualdade geográfica na acumulação de
capital, posse da terra, etc.
• À exceção de Lefebvre houve tamanha falta de audácia, ninguém
mais se mostrou disposto a apreender a implicação realmente radical
que estava emergindo -um materialismo histórico dialético
simultaneamente histórico e espacial.
9.
ESPACIALIDADE: A ORGANIZAÇÃODO
ESPAÇO COMO PRODUTO SOCIAL
• Distinção entre espaço, espacialidade de base textual, o espaço criado da
organização e da produção social.
• Tempo, espaço e matéria estão ligados.
• O espaço como contexto físico gerou amplos interesses filosóficos (suas
características como continente ambiental da vida humana, sua geometria
objetivável.
• A organização e o sentido do espaço são produto da translação, da transformação e
da experiência social.
• O espaço socialmente produzido é uma estrutura criada.
• Lefebvre estabelece uma distinção entre “Natureza” e “Segunda Natureza” (A
espacialidade transformada e socialmente concretizada que emerge da aplicação do
trabalho humano deliberado).
10.
O ESPAÇO ORGANIZADOE O MODO DE
PRODUÇÃO: TRÊS PONTOS DE VISTA.
• De uma perspectiva materialista: o que passa a ser importante é a
relação entre o espaço criado e organizado e as demais estruturas,
dentro de determinado modo de produção.
• Ernest Mandel (1976) Identificou a escala regional e internacional.
• O desenvolvimento desigual entre as regiões e as nações é a própria
essência do capitalismo, no mesmo plano da exploração da mão de obra
pelo capital.
• Sugere uma poderosa força revolucionária emergindo das desigualdades
sociais, que ele claramente afirmou serem necessárias à acumulação
capitalista.
11.
• Lefebvre eMendel não tiveram êxito pleno na definição de uma
síntese da dialética sócio-espacial, permaneceram com formulações
incompletas. Eles expuseram um ponto de vista que provocou
resistência entre outros marxistas, pois emergiram do espectro do
determinismo espacial.
• Outro grupo foi de carácter neomarxista, em que o caráter central de
análise tradicional de classes é inviolável, sendo analiticamente
confusas, pois não conceitua o espaço, se distanciando do
historicismo tradicional de Marx.
• A terceira abordagem, está no meio do caminho, (Manuel Castells,
David Harvey, Immanuel Wallersteins, Andre Gunder Franck e Samir
Amin) com posições analiticamente fracas e vulneráveis sobre o papel
da estrutura espacial no desenvolvimento e na sobrevivência do
capitalismo.