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Curso de Férias da Região Minas

                  Uberlândia, 14 a 21 de Julho de 2012 -“Andar com Fé eu vou”

                                                              Sumário

Exposição Bíblica – Sábado, 14 de Julho ....................................................................................... 5
Exposição Bíblica – Domingo, 15 de Julho .................................................................................... 7
Exposição Bíblica – Segunda, 16 de Julho ..................................................................................... 8
Exposição Bíblica – Terça, 17 de Julho .......................................................................................... 9
Exposição Bíblica – Quarta, 18 de Julho ...................................................................................... 10
Exposição Bíblica – Quinta, 19 de Julho ...................................................................................... 11
Exposição Bíblica – Sexta, 20 de Julho ........................................................................................ 12
Silencio Reflexivo - Domingo, 15 de Julho................................................................................... 15
Silencio Reflexivo - Segunda-feira, 16 de Julho ........................................................................... 17
Silencio Reflexivo - Terça-feira, 17 de Julho ................................................................................ 19
Silencio Reflexivo - Quarta-feira, 18 de Julho ............................................................................. 21
Silencio Reflexivo - Quinta-feira, 19 de Julho.............................................................................. 23
Silencio Reflexivo - Sexta-feira, 20 de Julho ................................................................................ 25
ORIENTAÇÕES PARA OS LÍDERES DE EBI DO CF 2012 ................................................................. 27
EBI – Domingo, 15 de Julho ......................................................................................................... 29
EBI – Segunda, 16 de Julho.......................................................................................................... 31
EBI – Terça, 17 de Julho............................................................................................................... 33
EBI – Quarta, 18 de Julho ............................................................................................................ 34
EBI – Quinta, 19 de Julho ............................................................................................................ 35
EBI – Sexta, 20 de Julho ............................................................................................................... 37
Palestra 1 – Domingo, 15 de Julho .............................................................................................. 39
Palestra 2 – Terça, 17 de Julho .................................................................................................... 40
Agendas Pessoais – Domingo, 15 de Julho.................................................................................. 43
Orientações aos Grupos de Compartilhar ................................................................................... 48
Grupo de Compartilhar – Segunda, 16 de Julho ......................................................................... 48
Grupo de Compartilhar – Quarta, 18 de Julho ............................................................................ 48
Grupos bases de cada Cidade – Sexta, 20 de Julho..................................................................... 48
Programação de Oficinas ............................................................................................................ 50
Grupo I – Estudo Bíblico Indutivo – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho ............................... 51
Grupo I – Mordomia – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho ................................................... 59


                                                                                                                                111113
Grupo I – Missão Integral – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho ............................................ 65
Grupo I – ABP – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho .............................................................. 66
Grupo I – Projeto Lucas – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho ............................................... 71
Grupo I – Bases de Fé – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho .................................................. 77
Grupo II – ABU e Igreja Local – Quinta, 19 de Julho.................................................................... 83
Grupo II – Liderança – Quinta, 19 de Julho ................................................................................. 86
Grupo II – Como iniciar um Grupo – Quinta, 19 de Julho ........................................................... 92
Grupo II – ABS – Quinta, 19 de Julho .......................................................................................... 93
Grupo II – Evangelismo: Experiência Pessoal – Quinta, 19 de Julho ........................................... 94
Grupo II – Faculdades Particulares – Quinta, 19 de Julho........................................................... 98
Construindo Pontes para ... – Sexta, 20 de Julho ...................................................................... 102
Avaliação – Sábado, 21 de Julho ............................................................................................... 103




                                                                                                                                 4
Exposição Bíblica – Sábado, 14 de Julho


                                “ANDAR COM FÉ EU VOU”



                                                              Lia do Valle (lia@abub.org.br)

                                         Música:

                                Andar com Fé (Gilberto Gil)

                               Introdução à carta de Tiago

                                        Tiago 1:1

“Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos dispersas entre as nações:
Saudações.”

       Tiago? Mas qual deles?

       O irmão de Jesus...

       ‘Servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo’

       ‘Às doze tribos dispersas entre as nações’

       Orientações de um Pastor com autoridade...

       Algumas características importantes da Carta.

       - Conexão com o Sermão do Monte.

       - Um apóstolo prático que contextualiza para o entendimento de seus leitores.

       - Um autor que faz referência aos ensinamentos do povo escolhido de Deus.

       - Paulo e Tiago, se contrapõe ou se complementam?

        “O homem é justificado diante de Deus pela fé somente. Contudo, ele é justificado
diante dos homens pelas obras        que pratica em decorrência da fé.” Augustus
Nicodemos

       TIPO de Fé...

       Fé: Capital

       Fé: Relacional

       Para refletir e orar:

       Em quem ou em que você tem baseado a sua fé?

       Tendo Tiago como exemplo, como tem sido sua vida de servo de Cristo?

       Bibliografia:
       Tiago: Introdução e Comentário (Douglas J. Moo)



                                                                                       111115
Série Interpretando o NT: Tiago (Augustus Nicodemos Lopes)
Bíblia de Estudo NVI (Editora Vida)
Bíblica de Estudo de Genebra (Sociedade Bíblica do Brasil)




                                                             6
Exposição Bíblica – Domingo, 15 de Julho


                          ORIGEM E NATUREZA DAS PROVAÇÕES


                                           Elisson Souza (elissonsouza@yahoo.com.br)



O irmão de condição humilde deve orgulhar-se quando estiver em elevada posição. E o
rico deve orgulhar-se se passar a viver em condição humilde, porque passará como a
flor do campo. Pois o sol se levanta, traz o calor e seca a planta; cai então a sua flor, e é
destruída a beleza da sua aparência. Da mesma forma o rico murchará em meio aos
seus afazeres. Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de
aprovado receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam. Quando
alguém for tentado, jamais deverá dizer: "Estou sendo tentado por Deus". Pois Deus
não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pela
própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo
engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte.
Meus amados irmãos, não se deixem enganar. Toda boa dádiva e todo dom perfeito
vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes.
Por sua decisão ele nos gerou pela palavra da verdade, para que sejamos como que os
primeiros frutos de tudo o que ele criou.
Tiago 1:9-18




                                                                                     111117
Exposição Bíblica – Segunda, 16 de Julho


                                                                          Pr. Lucas



“Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam
diferença entre as pessoas, tratando-as com favoritismo. Suponham que na reunião de
vocês entre um homem com anel de ouro e roupas finas, e também entre um homem
pobre com roupas velhas e sujas. Se vocês derem atenção especial ao homem que está
vestido com roupas finas e disserem: "Aqui está um lugar apropriado para o senhor",
mas disserem ao pobre: "Você, fique de pé ali", ou: "Sente-se no chão, junto ao
estrado onde ponho os meus pés", não estarão fazendo discriminação, fazendo
julgamentos com critérios errados? Ouçam, meus amados irmãos: não escolheu Deus
os que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos em fé e herdarem o Reino que
ele prometeu aos que o amam? Mas vocês têm desprezado o pobre. Não são os ricos
que oprimem vocês? Não são eles os que os arrastam para os tribunais? Não são eles
que difamam o bom nome que sobre vocês foi invocado? Se vocês de fato
obedecerem à lei real encontrada na Escritura que diz: "Ame o seu próximo como a si
mesmo", estarão agindo corretamente. Mas se tratarem os outros com favoritismo,
estarão cometendo pecado e serão condenados pela Lei como transgressores. Pois
quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de
quebrá-la inteiramente. Pois aquele que disse: "Não adulterarás", também disse: "Não
matarás". Se você não comete adultério, mas comete assassinato, torna-se
transgressor da Lei. Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade;
porque será exercido juízo sem misericórdia sobre quem não foi misericordioso. A
misericórdia triunfa sobre o juízo!”

Tiago 2:1-13




                                                                                  8
Exposição Bíblica – Terça, 17 de Julho


                              FÉ REAL x FÉ TEÓRICA

                                         Jeverton (Magrão) Ledo (jeverton.ledo@gmail.com)

“De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé
pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de
cada dia e um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-
se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se
não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: "Você tem fé; eu tenho
obras". Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Você
crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem!
Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem obras é inútil? Não foi Abraão, nosso
antepassado, justificado por obras, quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar?
Você pode ver que tanto a fé como as suas obras estavam atuando juntas, e a fé foi
aperfeiçoada pelas obras. Cumpriu-se assim a Escritura que diz: "Abraão creu em Deus,
e isso lhe foi creditado como justiça", e ele foi chamado amigo de Deus. Vejam que
uma pessoa é justificada por obras, e não apenas pela fé. Caso semelhante é o de
Raabe, a prostituta: não foi ela justificada pelas obras, quando acolheu os espias e os
fez sair por outro caminho? Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé
sem obras está morta.”

Tiago 2:14-26




                                                                                  111119
Exposição Bíblica – Quarta, 18 de Julho


                                                                              Pr Lucas



“De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que
guerreiam dentro de vocês? Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam,
mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. Não
têm, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos
errados, para gastar em seus prazeres. Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com
o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de
Deus. Ou vocês acham que é sem razão que a Escritura diz que o Espírito que ele fez
habitar em nós tem fortes ciúmes? Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a
Escritura: "Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes". Portanto,
submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês. Aproximem-se de Deus,
e ele se aproximará de vocês! Pecadores, limpem as mãos, e vocês, que têm a mente
dividida, purifiquem o coração. Entristeçam-se, lamentem e chorem. Troquem o riso
por lamento e a alegria por tristeza. Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará.
Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu
irmão, fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas
está se colocando como juiz. Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e
destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo?”

Tiago 4:1-12




                                                                                   10
Exposição Bíblica – Quinta, 19 de Julho


                                                                       Junior Souza


“Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a miséria que lhes
sobrevirá. A riqueza de vocês apodreceu, e as traças corroeram as suas roupas. O ouro
e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês e
como fogo lhes devorará a carne. Vocês acumularam bens nestes últimos dias. Vejam,
o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que por vocês foi retido
com fraude, está clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos
do Senhor dos Exércitos. Vocês viveram luxuosamente na terra, desfrutando prazeres,
e fartaram-se de comida em dia de abate. Vocês têm condenado e matado o justo,
sem que ele ofereça resistência.”

Tiago 5:1-6




                                                                            1111111
Exposição Bíblica – Sexta, 20 de Julho


                      A ORAÇÃO DA FÉ OU FÉ NA ORAÇÃO?



                                                        Lia do Valle (lia@abub.org.br)



“Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz?
Que ele cante louvores. Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande
chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo,
em nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E
se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados
uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é
poderosa e eficaz. Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não
chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e o céu
enviou chuva, e a terra produziu os seus frutos. Meus irmãos, se algum de vocês se
desviar da verdade e alguém o trouxer de volta, lembrem-se disso: Quem converte um
pecador do erro do seu caminho, salvará a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos
pecados sejam perdoados.”

Tiago 5:13-20


       Oração




                                                                                   12
Conclusão




Escreva, agora, sua oração.




                              1111113
Bibliografia:

           Tiago: Introdução e Comentário (Douglas J. Moo)

Série Interpretando o NT: Tiago (Augustus Nicodemos Lopes)

                         Bíblia de Estudo NVI (Editora Vida)

  Bíblica de Estudo de Genebra (Sociedade Bíblica do Brasil)




                                                        14
O que é e por que o Silêncio Reflexivo está na programação?
   Dentre as disciplinas que como cristãos precisamos desenvolver durante nossa
   caminhada, podemos facilmente destacar a oração, o jejum, o estudo e a
   adoração. O que devemos lembrar é que ainda há outras disciplinas que
   necessitamos desenvolver: solitude, meditação, confissão, serviço...

    “Muito embora o silêncio às vezes envolva a ausência de linguagem,
      ele sempre envolve o ato de ouvir” Richard Foster em Celebração da
                                  Disciplina .

   O Silêncio Reflexivo é um espaço que temos em nossa programação com o
   objetivo de auxiliar você na “digestão” do que tem ouvido e aprendido durante o
   treinamento. É um momento para silenciar, rever anotações, aprofundar
   conceitos, orar, assumir compromissos e, acima de tudo, ouvir Deus nos falando.
   Gostaríamos de dar algumas sugestões para que você aproveite bem esse tempo:
  Utilize os primeiros minutos apenas para silenciar-se. Em seguida leia o material e
   suas anotações com atenção, escrevendo suas percepções e orações. Concentre-
   se no que estará fazendo. Seja paciente e utilize o tempo inteiro. Colocamos
   alguns textos e perguntas para ajudá-lo. E caso sinta dificuldade procure alguém
   da equipe num horário vago e converse um pouco sobre isso. Desejamos que você
   tenha bons encontros com Deus e com você mesmo.
                                                    Equipe organizadora do CF 2012.


Silencio Reflexivo - Domingo, 15 de Julho
     Andar com fé eu vou...

                        e praticar a Palavra para enfrentar as provações e tentações.

     “Se nos ajoelharmos diante de Deus o Pai com a Bíblia aberta diante de nós,
    certamente não é porque sejamos bibliólatras, mas porque desejamos
    humildemente ouvir o que Deus tem a nos dizer.” (John Stott)

    “O homem jamais obtém um conhecimento claro de si mesmo a não ser que
    tenha primeiro contemplado a face de Deus e depois desça para analisar a si
    mesmo.” (João Calvino)

    “O cristão não pertence a esta era presente, que está sob domínio do pecado e
    das trevas, mas nasceu de novo pelo Espírito, alcançando cidadania na ordem do
    Reino, nova e vindoura. Assim sendo, não esperamos que o mundo alimente nosso
    espirito nem satisfaça nossas mais profundas necessidades.” (Bruce Milne)

    “Aquilo que da parte de Deus é prova torna-se tentação pela concupiscência de
    nosso coração corrompido. Para que a palavra implantada realize a sua obra, é
    preciso que limpemos o terreno do nosso coração.” (Augustus Nicodemus)

    “A Palavra torna-se uma parte permanente, inseparável do cristão, uma presença
    dominadora e orientadora dentro dele.” (Douglas J. Moo)


                                                                             1111115
Como estão suas expectativas em relação ao CF?

O que mais te marcou na primeira noite?

O que Deus falou ao seu coração nesta manhã durante a Exposição Bíblica?

Escreva alguns pontos que você deseja que Deus trabalhe em sua vida durante
esses dias.




                                                                           16
Silencio Reflexivo - Segunda-feira, 16 de Julho
     Andar com fé eu vou...

      ...demonstrando esse andar pela fé com obras de misericórdia para com meu
                                       próximo.

    “A cruz de Cristo eleva o pobre e abate o que é exaltado. É a grande niveladora de
    homens.” (A. T. Robertson)

   “As pessoas, crentes ou não, não devem ser avaliadas pelos cristãos de acordo com
      padrões        do mundo.” (Douglas J. Moo)

    “Tão grande é a glória de Cristo que facilmente extingue todas as glórias do
    mundo. Conclui-se que Cristo é pouco valorizado por nós, quando a admiração
    pela glória mundana nos domina.” (João Calvino)

    “Muito mais do que crença, a fé evangélica abrange o nosso comportamento; ela
    traz em seu bojo um desafio que, em suas mais variadas facetas, exige que
    vivamos de conformidade com a nossa fé.” (Jonh Stott)

    “O Espírito nos equipa para servir a Deus, concedendo seus dons, orientando
    nosso ministério e nos ungindo com poder. Nossos horizontes, no que se refere ao
    trabalho de Deus, não devem portanto ser medidos pelas nossa possibilidades
    humanas limitadas, mas pela medida abundante da provisão do Espírito.” (Bruce
    Milne)

    “Quando fé e obras andam juntas, temos vida.” (Augustus Nicodemus)

    ___________________________________________________________________

    Escreva os desafios que a palestra de Domingo causou em você.

    Como foi o primeiro dia de Oficina? Por que você a escolheu e como você tem
    pensando em colocá-la em prática?

    Quais foram suas primeiras impressões da Agenda Pessoal?

    Escreva o que mais te marcou até agora.




                                                                             1111117
18
Silencio Reflexivo - Terça-feira, 17 de Julho
     Andar com fé eu vou...

         ...confiando no senhorio de Cristo sobre a minha vida, meus recursos e dons.

    “Porque o evangelho não é uma doutrina de língua, mas de vida. E,
    diferentemente das outras disciplinas, não se apreende só pela mente e pela
    memória, mas deve envolver e dominar a alma e ter como sede e receptáculo as
    profundezas do coração. De outra forma, o evangelho não será recebido
    adequadamente como deve ser.”(Calvino)

    “Hoje quando as multidões padecem necessidades, a igreja precisa se lembrar de
    sua vocação solidária. Não se trata somente de oferecer consolo, mas também de
    buscar a justiça. Seu lugar não está na comodidade dos poucos, mas na miséria
    dos muitos, porque ela é alvorada do reino e sinal visível da criação que se
    aproxima. E como antecipação da nova vida, a igreja não existe para si mesma,
    mas é uma oferta de serviço aos demais.” (Harold Segura)

    “[...] quem reconhece a origem divina de tudo o que possui, responderá à
    generosidade de Deus com gratidão que achará expressão na prática da justiça em
    favor de seus semelhantes, especialmente para com os que têm menos.” (René
    Padilla)

    “Deus e Mamon se opõem. Como potestade, o dinheiro pode se assenhorar do
    coração do homem, estabelecendo com ele uma relação de senhor e servo.
    Engana-se, portanto, o homem que acha que pode se servir do dinheiro, pois, na
    maior parte do tempo, é Mamon que se serve do homem, que o dobra à sua lei,
    que o oprime e o escraviza. (Osmar Ludovico)

    “Quanto mais amamos, mais parecidos nos tornamos com o objeto de nosso
    amor, a ele nos ligamos. O destino eterno do homem não está ligado a uma boa
    confissão de fé, mas àquilo que ele mais amou, àquilo com que mais se identificou
    e se ligou na vida. Amar o dinheiro é se condenar com ele à destruição, ao
    desaparecimento. Ao dizer que não dá para servir a dois senhores, Jesus Cristo nos
    coloca diante da escolha de nosso mestre.” (Osmar Ludovico)

    “A maneira mais concreta de ficarmos livres de Mamon é sendo generosos, largos,
    vivendo nossa vida com simplicidade, e em vez de acumular, dar de graça de nós,
    de nosso tempo, de nossos recursos à obra missionária e aos pobres.” (O.
    Ludovico)




                                                                             1111119
“Rogue a Deus que, assim como lhe abençoou com certos meios, lhe ofereça
misericórdia: que Ele lhe dê um coração que compartilhe uma porção do que Deus
lhe deu, e que isto seja em testemunho de amor e gratidão a Ele.” (Thomas
Gouge,).
___________________________________________________________________

Releia suas anotações das exposições bíblicas e escreva o que Deus tem te
desafiado.

O que Deus falou ao seu coração na noite anterior?

Escreva uma oração ao Senhor, colocando tudo o que o Espírito Santo tem
incomodado o seu coração.




                                                                           20
Silencio Reflexivo - Quarta-feira, 18 de Julho

    Andar com fé eu vou...
           ...buscando de Deus discernimento e sabedoria para agir, falar e silenciar.

    “Muitas pessoas são ‘faladeiras’ e usam o falar para oprimir e manipular. O falar
    torna-se oportunista. Essas palavras não curam nem auxiliam a comunhão. Elas
    não encorajam o rico silêncio da comunhão, mas enchem a nossa vida de
    barulheira.” (Henri Nouwen)

    “As palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem
    governa os tolos.” (Eclesiastes 9:17)

    “Líderes abusivos fazem tudo para serem vistos (Mt 23:5). Usam palavras
    enganosas com a finalidade de se autopromover. Para eles, é mais importante
    parecerem serem homens e mulheres de Deus do que realmente serem homens e
    mulheres de Deus (Mt 23: 16-22)”. (Ken Blue)

    “Como é natural, temos muito a ensinar e muito a fazer, mas nossa tarefa
    principal é ser. A linguagem primária da cura de almas é, portanto, a conversação
    e a oração. [...]É uma linguagem calma, espontânea, não exacerbada – a
    linguagem tranquila dos amigos e amantes, que é também a linguagem da
    oração.”(E. Peterson)

    “Podemos dizer que, quanto mais crescemos na intimidade com Deus, mais
    apreciamos o silêncio e percebemos Deus como aquele que todas as palavras do
    mundo não conseguiriam descrever.” (Osmar Ludovico)

    “A prática do silêncio é evitada porque é através dele que os fantasmas da alma,
    os medos e angústias que vivem nos esconderijos do coração, surgem com todo o
    seu poder e terror. Mas é através do silêncio que encontramos o poder de Deus
    que faz sucumbir os fantasmas e os medos e que renova em nós a alegria da paz e
    comunhão íntima com o Senhor.” (Ricardo Barbosa)

    “Porque o SENHOR dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o
    entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os
    que caminham na sinceridade, para que guardem as veredas do juízo. Ele
    preservará o caminho dos seus santos.” (Provérbios 2:6-8)
    ___________________________________________________________________

    Releia as anotações da palestra de ontem, pela manhã, e escreva o que mais
    tocou em seu coração.

                                                                             1111121
O que a conversa de ontem à tarde provocou em você? Quais as atitudes que
você deve tomar para colocar em prática as questões que foram colocadas?

A carta de Tiago nos desafia a olhar para nós mesmos e mudar radicalmente
algumas atitudes. Nesta exposição, que você ouviu pela manhã, o que mais te
marcou?

Gaste um tempo mais meditando em tudo que você aprendeu até aqui. Releia as
frases novamente. Silencie seu coração. Silencie sua mente. E ouça a voz do
Senhor.




                                                                        22
Silencio Reflexivo - Quinta-feira, 19 de Julho
     Andar com fé eu vou...

                                    ...e com humildade.

    “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós (Tg 4.7)

    “Só a submissão pode livrar-nos suficientemente para capacitar-nos a distinguir os
    problemas autênticos e a obstinada vontade própria. A Escritura não tenta expor
    uma série de relacionamentos hierárquicos, mas comunicar-nos uma atitude
    interior de mútua subordinação” (Richard Foster).

    “Crer em Jesus significa a aceitação da sua autoridade sobre todo o nosso ser,
    inclusive o corpo. Se Jesus é o Senhor do nosso corpo, ele pode permitir o
    sofrimento físico, inclusive a perseguição. Pode mandar-nos aonde ele quiser”
    (Dionísio Pape).

    “O choro que gera felicidade é a com-paixão pela vida. Sem esta com-paixão –
    gemido que intercede, clamor que busca em Deus o socorro para os fragilizados –
    o choro é mera descarga emocional. Os discípulos choram e são felizes porque o
    choro vem como sinal da humanidade interior redimida” (Carlos Queiroz).

    “O impostor (falso “eu”) nos predispõe a dar importância àquilo que não é
    importante de fato, revestindo de falso brilho o que é menos substancial e nos
    afastando do que é real. O falso “eu” nos faz viver num mundo de ilusões. O
    impostor é um mentiroso. (Brennan Manning)

    “[...] devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos
    isto ou aquilo” (Tg 4.15)
    ___________________________________________________________________

    Relembre os momentos que você teve com os seus companheiros dos Grupos de
    Compartilhar. Tire um tempo para você orar por eles, e por suas inquietações.

    Como foi seu dia de livre, o que você fez de importante? Relembre agora os bons
    momentos que você passou.

    Você conseguiu fazer uma Ponte entre as coisas que você tem aprendido no CF
    com o filme que você viu ontem? Se sim, faça algumas anotações dessas
    impressões.

    Já estamos na metade do CF. Pare com pouco e reflita em tudo que Deus já falou
    em seu coração. Relembre tudo o que você já viveu. Releia suas anotações.



                                                                                  1111123
24
Silencio Reflexivo - Sexta-feira, 20 de Julho
     Andar com fé eu vou...

                                       ...e com justiça.

    “Tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência“ (Tg 5.6).

    “Em 30 anos, percentual de evangélicos passa de 6,6% para 22,2%. Os evangélicos
    foram o segmento religioso que mais cresceu no Brasil no período intercensitário.
    Em 2000, eles representavam 15,4% da população. Em 2010, chegaram a 22,2%,
    um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas (de 26,2 milhões para 42,3
    milhões). Em 1991, este percentual era de 9,0% e em 1980, 6,6%” (IBGE. Censo
    2010)


    “A flagrante concentração de renda, o desemprego, a fome que atinge milhões de
    brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a baixa escolaridade, a violência.
    Essas são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil”


    “O plural de ‘Seguidores de Jesus’ é ‘igreja’. Nada mais é do que um jeito
    interessante de os discípulos de Jesus dizerem ‘nós’. Igreja não é ocorrência. É
    projeto”

    “Igreja é ‘discípulos seguindo juntos’. Javé sempre foi claro: ele não vive em
    prédios construídos por homens. Os edifícios imponentes? São só um jeito de a
    igreja se proteger da chuva”. Don Everts).

    “Durante este período da Graça, a única testemunha ao senhorio de Jesus Cristo é
    a sua igreja viva, submissa à sua autoridade. Vidas transformadas pela fé em Cristo
    como Senhor e Salvador alertam o mundo para o fato da presença real, sempre
    ativa na história” (Dionísio Pape).

    “A fome e sede de justiça do discípulo traduz-se na busca e manifestação da
    justiça entre as pessoas. Na igualdade de dignidade no seio familiar, nas relações
    de direito justo para todos. Referimo-nos ao princípio bíblico de se requerer mais
    e responsabilizar mais, a quem tem mais, a quem mais recebeu ou conquistou”
    (Carlos Queiroz).

    “Confessai os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes
    curados” (Tg 5.16)
    ___________________________________________________________________



                                                                                 1111125
O CF está quase chegando ao fim. Aproveite esse momento para refletir em cada
exposição, em cada palestra, nas oficinas que você fez, nas noites que você pode
repartir a missão com seus irmãos, e no que Deus falou ao seu coração em cada
silêncio. Resuma tudo isso em uma frase.

Deixe registradas três coisas que mais te marcaram durante esses dias.

Escreva uma oração em gratidão ao Senhor pelo que você viveu até aqui. Depois
dessa oração, passe um tempo em silêncio, descansando nos Braços do Senhor.




                                                                             26
ORIENTAÇÕES PARA OS LÍDERES DE EBI DO CF 2012


        Um bom EBI é um estudo no qual os participantes conseguem se envolver com o texto
bíblico a ponto de compreender o que Deus diz por meio dele e permitir que tal mensagem
impacte seus corações e gere neles uma mudança de vida.
        Durante esses dias aqui em Uberlândia teremos o privilégio de estudarmos pelas
manhãs a carta de Tiago. Por isso, gostaríamos de deixar algumas orientações pra que
possamos aproveitar ao máximo esses momentos:

    a) Teremos 6 EBI´s durante todo o CF. Haverá revezamento e cada participante terá a
        oportunidade de dirigir pelo menos 1 EBI;
    b) Os EBI´s foram preparados pela equipe de obreiros. Dirigir um EBI preparado por outra
        pessoa é sempre uma aventura. Por isso, quando você estiver escalado pra dirigir o EBI
        estude-o um dia antes, ore meditando no texto e, se surgir alguma dificuldade, peça
        ajuda a alguém da equipe do CF;
    c) Talvez você não tenha muita experiência na condução de um EBI, ou tenha conduzido
        tantos que já está muito bem acostumado. Mas, aproveite essa oportunidade para
        aprender! Dê o verdadeiro e merecido valor para o estudo bíblico. Conduza o
        momento com tranquilidade e creia que Deus há de produzir muita edificação em cada
        um de nós!
    d) Cada EBI apresenta um roteiro de perguntas que tem por objetivo nos ajudar a
        mergulhar no texto bíblico e aplicá-lo à nossa vida. O texto bíblico é santo e inspirado,
        mas as perguntas do roteiro não. Portanto, o líder do EBI é livre pra pular, reformular
        ou acrescentar perguntas de acordo com o que julgar necessário. O importante não é
        completar as perguntas, mas compreender o que Deus está dizendo.
    e) No início de cada pergunta colocamos uma legenda entre colchetes indicando o tipo
        de pergunta: [O]= Observação; [I]= Interpretação; [A]= Aplicação; [C]=
        Contextualização;
    f) Não gaste muito tempo com as perguntas de Observação. A resposta esperada pra
        esse tipo de pergunta é bem objetiva (“o que”, “onde”, “qual”, “quem”, etc.). Assim
        que o grupo encontrar a resposta no texto, pule pra próxima e evite as divagações;
    g) As perguntas de Interpretação e Aplicação são mais abertas e espera-se que o grupo
        discuta mais sobre elas. Permita e estimule todos a contribuírem expressando sua
        percepção sobre o texto;
    h) As perguntas de Contextualização deverão levar os participantes a olharem pra
        realidade atual buscando compreender algum aspecto ou fenômeno a fim de
        relacionar isso com o texto bíblico estudado;
    i) Uma das responsabilidades do líder de EBI é cuidar para que a discussão termine no
        tempo estipulado a fim de não prejudicarem as demais atividades da manhã. Portanto,
        fique de olho no relógio! Se for necessário, omita alguma pergunta, mas não deixe de
        fazer pelo menos uma pergunta de Aplicação. Elas são as mais importantes!
    j) Sugerimos que iniciem e/ou terminem o EBI com uma oração. Ao final escolham quem
        ficará responsável pra dirigir o EBI no dia seguinte;
        Que Deus nos abençoe e conduza em cada um desses EBI´s no CF! Que sejamos
transformados nesses encontros com a Palavra e uns com os outros a cada manhã!



                                                                            Equipe de Obreiros.



                                                                                       1111127
28
EBI – Domingo, 15 de Julho


                        PEDINDO ABACAXI PRA DESCASCAR

                                  Texto base: Tiago 1:2-8
Para discutir:

1) [O] O que Tiago afirma ser uma boa razão pra se alegrar (v.2)? [C] Que situações ou
circunstâncias costumam ser motivo de alegria na vida dos seus colegas na escola/faculdade?

2) [O] Por que os irmãos a quem Tiago escreve deveriam se alegrar com as provações da
vida? (v. 3-4)

3) [O] O que Tiago orienta seus leitores a pedirem e de que forma deveriam fazê-lo? (v. 5-6)

4) [I] As expressões “ânimo dobre” (ARA) ou “mente dividida” (NVI) são traduções da
expressão grega “dipsychos” (duas psiquês, duas almas). O que seria uma pessoa com “duas
almas”? Como Tiago define essa pessoa? (v. 8)



5) [I] Por que uma pessoa com “duas almas” não recebe o que pede do Senhor?



6) [A] Todos nós queremos ser perseverantes, maduros e íntegros e costumamos orar ao
Senhor pedindo isso. Mas Tiago diz que essas virtudes são alcançadas por meio de provações.
Você já orou alguma vez pedindo que Deus te mandasse provações? Explique sua resposta.



7) [A] Por que é menos comum cristãos orarem pedindo provações (meio) do que orarem
pedindo vida transformada e maturidade (fim)? Por que sempre pedimos o “abacaxi
descascado”? O que esse tipo de oração revela sobre nós?



Para refletir e orar:

8) [A] De acordo com Tiago, uma pessoa de “duas almas” é “inconstante em seus caminhos”
(ARA), “instável em tudo o que faz” (NVI). Você é uma pessoa assim? Ore pedindo que,
durante esse CF, você possa aprender a ser uma pessoa com uma só vida, uma só verdade,
um só Senhor!



Para continuar pensando:

“... também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz
perseverança; a perseverança, um caráter aprovado, e o caráter aprovado, esperança.”
(Romanos 5:3-4)

“Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por
todo tipo de provação. Assim acontece para que fique comprovado que a fé que vocês tem [...]



                                                                                      1111129
é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado.” (I Pedro
1:6-7)




                                                                                         30
EBI – Segunda, 16 de Julho


                               ESPELHO, ESPELHO MEU...

                                   Texto base: Tiago 1:19-27

Para discutir:

1) [O] Observe e marque os verbos que estão no imperativo nos versículos 19 a 22. Quantas e
quais são as exortações que Tiago faz aos seus leitores nesse trecho de sua carta?

2) [A] Você se considera uma pessoa “pronta para ouvir” e “tardia para falar”? Quando você
conversa com um(a) amigo(a), quem dita a pauta da conversa? Quando alguém lhe conta um
problema você ouve de forma interessada e atenta até o final ou interrompe logo o seu
interlocutor pra oferecer soluções?



3) [A] Nossa prática de evangelização se caracteriza pela prontidão pra ouvir os não cristãos ou
gostamos mais de “falar e ir embora”? Como esse ensino de Tiago nos desafia em nossa
prática missionária?



4) [I] Por que a ira do homem não produz a justiça de Deus?



5) [O] Que diferenças existem entre pessoas que apenas ouvem a Palavra de Deus e outras
que ouvem e praticam? (v. 23-25)

6) [O] Como Tiago exemplifica a religião falsa e a religião verdadeira (v. 26-27)

Para refletir, confessar e orar:

       Tiago compara a Palavra de Deus a um espelho onde podemos ver quem realmente
somos. Mas ver, por si só, não resolve o problema. Não adianta vermos no espelho que
estamos descabelados e com resto de comida nos dentes, sem fizermos nada a respeito.
Precisamos pegar o pente e a escova dental e tomar providências quanto ao que vimos. Assim
deve ser quando estamos diante do espelho da Palavra.

7) [A] Quais falhas e sujeiras já descobriu em você através do estudo da carta de Tiago neste
CF? O que você fará a respeito delas? (Pense nelas por uns momentos)



8) [A] Se você se sentir à vontade, siga o conselho de Tiago 5:16 e confesse esse pecado ao seu
grupo de EBI pedindo oração pra que você seja curado desse mal. Se alguém confessar algum
pecado pessoal no grupo não exponham isso a outras pessoas fora do grupo. Lembrem-se que
“refrear a língua” é um sinal de verdadeira religião (v. 27).


                                                                                      1111131
32
EBI – Terça, 17 de Julho


                 CUIDADO PRA NÃO PROVOCAR UM INCÊNDIO

                               Texto Base: Tiago 3:1-12
Para discutir:

1) [O,I] Porque Tiago sugere a seus ouvintes que não sejam mestres?

2) [O] Como Tiago começa sua exortação acerca da fala? Qual verdade fundamental
podemos extrair do verso 2?

3) [O] Qual a relação que o autor faz entre a língua, os freios nas bocas dos cavalos e o
leme pequeno de um navio?

4) [O,I] O autor compara a ação da língua com a de uma fagulha num bosque. Em quê
esses dois elementos podem ser comparados? Quais são suas consequências?



5) [O,A] Tiago expõe um grande paradoxo que pode existir numa pessoa que não
consegue domar sua língua. Que grande paradoxo é esse e como você se auto-avalia
nesse sentido?



6) [O,A] Pode uma fonte de água salgada produzir água doce? Baseado no texto, o que
seria uma fonte de água salgada e de água doce?



7) [O, A] Qual parece ser, nesse trecho, o versículo chave que demostre o pensamento
de Tiago a esse respeito? Baseado nisso, quais seriam as implicações práticas acerca da
questão da língua em nosso dia a dia e em nossos grupos locais?



8) [I]Leiam Mt 15:10,11,15-20. Unindo os textos de Tiago e Mateus, qual seria o
verdadeiro problema da maledicência?




                                                                                 1111133
EBI – Quarta, 18 de Julho


                             À PROCURA DA SABEDORIA

                                 Texto Base: Tiago 3: 13-18
1) [O] A temática acerca da sabedoria aparece em qual outro momento na carta de Tiago?

2) [I] Leia o capítulo 3 inteiro. Qual parece ser a relação desse trecho com o trecho anterior do
capítulo?



3) [O] Conforme o texto, como a sabedoria e o entendimento são demonstrados?

4) [O] É bem clara a distinção que Tiago faz acerca da sabedoria. Utilize-se do quadro abaixo
para destacar as características distintas de cada uma delas.

             Verdadeira sabedoria                                 Falsa sabedoria




5) [I,A] Quais seriam os perigos existentes numa vida baseada numa falsa sabedoria?



6) [I,A] Pensando em seu grupo local, quais seriam os benefícios em uma comunidade que
busca andar conforme a verdadeira sabedoria, demostrada no texto?



7) [I] Leia o verso 18 nas diferentes versões bíblicas disponíveis em seu grupo de EBI. Qual a
relação entre justiça e paz existente nesse versículo?




                                                                                               34
EBI – Quinta, 19 de Julho


     NÃO CONTE COM OS OVOS QUE A GALINHA AINDA NÃO BOTOU!

                        (Você também não pode fazê-la botar!)

                                Texto Base: Tiago 4:13-17



1)   [O] Leia Tg 4.13-17. O trecho anterior a este parece ser destinado a toda comunidade
     daquele local. Aqui, porém, Tiago se volta para um grupo específico de pessoas. Que
     pessoas são essas? O que as caracteriza?
     1.1. [O] Em que consistiam os planos delas?

2)   [I] Costumamos encontrar pessoas assim. Como elas seriam qualificadas no mundo
     moderno? Com quem você as compararia?



3)   [O] Indo contra o pensamento corrente, Tiago vê, nessa postura, problemas, e faz, então,
     uma acusação contra elas. De quê Tiago as acusa?

     3.1. [I] O termo “vanglória” é definido no dicionário online Caldas Aulete como:
          “presunção mal fundada do próprio merecimento ou dotes pessoais”. As versões
          Almeida Revista e a Bíblia de Jerusalém trazem o termo “jactância” que, pelo
          mesmo dicionário significa: “1. atributo ou atitude de quem se julga superior e faz
          alarde de suas qualificações e proezas; 2. altivez, arrogância”. Essas definições lhe
          ajudam a entender a acusação de Tiago? O que, de fato, as caracteriza?



     3.2. [I] Tiago afirma que a inveja e a ambição egoísta estão envolvidas com confusão e
          todo espécie de males (cf. 3.16). Você acredita que ambas podem estar
          subentendidas na acusação de Tiago? Por quê?


4)   [O,I] Tiago usa basicamente três argumentos para mostrar onde estão os problemas com
     esse tipo de atitude/pensamento. Qual seria o primeiro? (veja o v.14)



     4.1. [I] Por que ele compara aquelas pessoas com uma neblina (ou vapor)?



     4.2. [I,A] Na Bíblia, a vida às vezes é comparada com: uma flor (Jo 14.2; Sl 37.2; Is
          40.6s); uma sombra (Jo 14.2; Ec 6.12); orvalho (Os 13.3); palha (Os 13.3); neblina,
          vapor, fumaça, sopro ou vento (Sl 78.39, 90.0; Os 13.3 e outros). O que essas
          coisas têm em comum? Por que é importante para nós percebemos essa verdade?




5)   [O] Segundo o texto, qual deveria ser a atitude deles ao fazerem seus planos?
6)   [I] O segundo argumento de Tiago pode ser observado nessa expressão “se o Senhor
     quiser”. Quando você pensa nela o que ela lhe diz? Que atributo de Deus está embutida
     nela?


                                                                                     1111135
6.1. [A] O que esse atributo de Deus lhe traz (que sentimentos, sensações,
          pensamentos, atitudes e posicionamentos pra vida, entre outros...)?



7)   [O] O terceiro, e último argumento, se baseia na origem da vanglória/jactância. Qual é a
     origem dela segundo o texto?
     7.1. [I] Por que Tiago pode afirmar isso?



8)   [A] Uma das coisas que podemos perceber é que, segundo Tiago, aquelas pessoas
     estavam confiando tanto em suas capacidades que julgavam ser capazes de determinar o
     próprio futuro (vanglória). Eles davam como certo que a “galinha botaria os ovos que eles
     queriam”! De que outras coisas podemos nos vangloriar?



9)   [A] Qual o lugar do Senhor Jesus nos seus planos, sonhos e metas? Ou, qual o papel
     você reconhece ser dele nisso? Você se porta com mais frequência como alguém que se
     submete a Deus (Tg 4.7) ou como alguém que só submete os planos a Deus para um
     “aval divino”?



10) [A] Toda vez que nos fiamos unicamente em nossas capacidades, realizações e/ou
    qualidades, caímos no erro do orgulho e da vontade de tentar ser independente de Deus.
    Confesse a Deus esse pecados e busque uma atitude continua de submissão à sua
    vontade.



Pra continuar pensando...

O problema crucial quando fazemos planos, para o que quer que seja, não é se estamos
sendo audaciosos ou, cautelosos. Não é, a princípio, uma questão de sonhar alto ou ser
mais modesto. O problema (ou o erro) está, de fato, se, em nosso interior cultivamos a (falsa)
noção de que estamos no controle das circunstâncias. Aí sim temos um grande problema.
Mesmo uma pessoa que é comedida em seus planos pode cair nesse pecado. (Ricardo
Wesley)




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EBI – Sexta, 20 de Julho


                                   PACIÊNCIA DE JÓ!

                                 Texto Base: Tiago 5:7-12



11) [O] Leia Tg 5.7-12. Se, no trecho anterior, Tiago está falando com os ricos injustos e
    opressores, aqui, ele se dirige a que grupo?
12) [O] O quê Tiago pede eles?

     12.1. [I] Qual a importância do verbo “ser” aqui? O que Tiago quer enfatizar com isso?
           (Repare que ele usa duas vezes esse verbo para a mesma qualidade)
13) [O] Note que o pedido se inicia com um “portanto”, dando a ideia de “por causa disso” ou
    “por isso”. Existe, então, um motivo inicial para ele pedir isso aos irmãos. Que motivo seria
    esse? (Observe, no trecho anterior, as circunstâncias presentes e futuras, a mensagem
    embutida nele e, também, todo o contexto da carta)

14) [O] Em seguida, Tiago usa uma ilustração muito interessante: a do agricultor. O que
                                             1
    caracteriza esse profissional na passagem ?

     14.1. [I] Como o uso dessa figura enriquece o pedido de Tiago? (Pensem, por exemplo,
           na atividade desse trabalhador: como ela é? Que etapas apresenta? O que
           caracteriza cada uma delas? Que características do agricultor aquela comunidade
           deveria buscar e desenvolver?)
15) [O,I] Saindo da ilustração, Tiago cita personagens bíblicas históricas: os profetas do AT e
    Jó. O que as caracteriza? Qual o motivo de elas aparecerem aqui?

     15.1. [O] Que recompensas receberam por seu caráter paciente?
     15.2. [I] Como o exemplo de pessoas pacientes ou “daquelas que mostraram
           perseverança” podia ajudar aqueles crentes? (Repare, por exemplo, nos verbos e
           expressões: “como vocês sabem”, “vocês ouviram”, “[vocês] viram o fim”)

     15.3. [O] Por que Tiago pode afirmar que Deus também as recompensará por sua
           perseverança? Que atributos de Deus ele ressalta?
     15.4. [A] Que pessoas são exemplo de paciência e/ou perseverança pra você?

     15.5. [A] Esses exemplos (ou outros) podem nos ajudar hoje? Como?
     15.6. [A] Como os atributos de Deus mencionados aqui também podem nos ajudar?

16) [O,I] No meio de sua exortação sobre paciência, Tiago insere dois outros pedidos. Que
    pedidos são esses (vv. 8,9)? Como elas poderiam estar relacionadas à virtude da
    paciência?
17) [O,I] “Queixar-se” tem aqui o sentido de: “reclamar; manifestar desagrado ou mal-estar
    com” (conforme o dicionário online Caldas Aulete). Que tipo de queixas eles poderiam ter
    uns contra os outros?
     17.1. [A] Quais queixas podemos ter hoje contra nossos irmãos na fé na ABU ou na
           comunidade em que você congrega?



1       A expressão “chuva do outono e da primavera” (ou “chuvas temporãs e serôdias”)
designa o período certo de chuvas dado por Deus, isto é, as chuvas que eram esperadas a
cada ano segundo a benção de Deus (cf. Dt 11.14 e Jr 5.24).


                                                                                       1111137
18) [O] Que consequências aqueles irmãos evitariam ao suspender as queixas uns contra os
    outros?
      18.1. [A] O que isso nos ensina? Como devemos lidar com nossas reclamações contra
            os irmãos? (Lembre-se também do ensino de Jesus em Mt 7.1-5)
19)    [I] Tiago utiliza duas expressões para designar a volta de Jesus (“vinda do Senhor” e “o
      Juiz já está as portas”). Na primeira vez ele enfatiza quanto tempo deve durar a virtude da
      paciência (“até a vinda do Senhor”) e, na segunda e na terceira vez, o uso é para enfatizar
      a razão de cada pedido. Ele, assim como outros escritores do NT, tem em mente o alerta
      de Jesus registrado em textos como MT 24.13, Mc 13.13 e Lc 18.8. Leia esses textos. Em
      última análise por que é importante “sermos pacientes”?
20) [O] Outra preocupação na mente de Tiago, bastante evidenciada pelo advérbio
    “sobretudo” (i.e. “especialmente”), está no v.12. Que outro pedido aparece aqui? Além do
    uso do advérbio, como ele reforça sua advertência?
21) [A] Em nossa cultura o que é juramento? Como você o entende? Como ele aparece, por
    exemplo, em nossas atividades e vivências?
      21.1. [I] O que se espera de alguém que faz um determinado juramento?

22) [O] Há, mais uma vez, ressonância dos ensinamentos de Jesus (cf. Mt 5.33-37), agora,
    com relação ao costume judaico de jurar algo usando o nome de Deus e/ou de prometer
    algo a ele (cf. Ex 20.7,16; Lv 19.12; Nm 30.3ss; Dt 23.22 e Ec 5.1-6). Ao invés de agir
    assim, qual deveria ser, segundo o ensino de Tiago (que é o de Jesus), a atitude dos
    cristãos?
      22.1. [I] Que sentido o verbo “ser” dá ao “sim” ou ao “não” que uma pessoa profere?

      22.2.    [I] Em outras palavras, que qualidades (ou, atributos) Tiago pede para aqueles
              crentes desenvolvam? (Tente resumi-la em uma única palavra)

23) [A] Que atributo(s) aprendemos aqui que precisam marcar a vida cristã “até que Ele
    venha!”? Até que ponto estão presentes em nós?
      23.1. [A] Reflita: com que pessoa(s) ou grupo(s) preciso demonstrar “ter paciência de
            Jó”? Em que momentos ainda não sou paciente e/ou íntegro ou coerente.
      23.2. [A] Busque ao Senhor pedindo auxílio para desenvolver a paciência e a
            perseverança para “que sejamos maduros e íntegros, sem nos faltar coisa alguma”
            (Tg 1.4).



Pra continuar pensando...

“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei”. (Gl 5.22,23)

“Quando oramos a Deus pedindo para que nos dê ou desenvolva em nós alguma virtude,
frequentemente nos esquecemos dos meios que ele pode utilizar para isso. Por exemplo,
quando pedimos paciência, podemos esquecer que a situação que estamos vivenciado ou, o
contato com alguém que estamos tendo, podem ser instrumentos de Deus para trabalhá-la em
nós”. (Pr. Dênio)




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Palestra 1 – Domingo, 15 de Julho




                                    1111139
Palestra 2 – Terça, 17 de Julho


            Fé e Obras, respondendo ao chamado de Deus na sociedade.
                             Cadu (cbaldacin@gmail.com)


Obras da carne – pecado

O que é pecado?

O que os fariseus consideravam pecado?

        Jesus advertiu os seus discípulos de que a condenação do fariseu não tinha
paralelo entre os demais pecadores daqueles dias. As prostitutas, os publicanos, os
pervertidos e os demais párias daquela sociedade – com os quais Jesus estava em
permanente contato – jamais receberam tão intensas ameaças de severo juízo quanto
os fariseus. Com essa afirmação eu não estou dizendo que eles não eram também
passíveis de juízo, pelos seus próprios pecados. O que estou dizendo é que para
Jesus, os pecados deles eram pecados mais “verdadeiros”. Nem por isso eles
deixaram de estar sob o crivo do juízo de Deus; porém, com muito menor rigor, nos
graus da condenação, do que o que estava prometido para o falso religioso.

        Jesus disse que “por fora” os fariseus eram perfeitos; todavia, o interior era um
lixo. O Senhor disse que era como alguém que só lava o prato de comida por fora e
que é capaz de comer no mesmo prato sujo, a vida toda (você pode se imaginar
comendo no mesmo prato sujo a vida inteira? Você pode se imaginar bebendo água
num copo sujo por toda a sua vida?). E ainda: que eles eram como sepulcros pintados
de branco – mostrando beleza enquanto a podridão acontecia do “lado de dentro”. Isso
significa que é bastante possível que as pessoas se escondam sob as vestes
religiosas para mascararem seus reais valores interiores. Muita gente, e mesmo
jovens, se esconde sob o disfarce religioso a fim de pecar com mais “segurança”.

        Psicologicamente falando, esse fenômeno de se esconder embaixo das vestes
religiosas para pecar com mais profundidade não é totalmente estranho. Aliás, o
melhor lugar para esconder nossa própria maldade é a igreja. Nós que somos
membros da igreja devemos sempre ter a coragem de perguntar o que significa nossa
presença no ajuntamento do povo de Deus. Isso porque na igreja há sempre dois tipos
de pessoas: aquelas que escondem sua própria maldade e dureza interior sob o
disfarce da fé e da moralidade, e aquelas que se conhecem como pecadoras e que
escondem a si mesmas sob o sangue de Jesus. O primeiro grupo esconde a sua
maldade. O segundo grupo esconde a si mesmo enquanto confessa a sua própria
culpa.

Trecho da Revista Congresso Geração 90 (MPC) – Brasília, 1990.

Mateus 5:20

Tiago 1:14-15




                                                                                      40
“Ao contrário do que se possa imaginar, os fariseus menosprezam a
importância do pecado. Exceder a justiça dos fariseus significa considerar o pecado
muito mais perigoso do que eles o consideram, significa entendê-lo como algo que
brota do interior e só por isso se manifesta, as vezes, com atitudes.”




Obras da Fé



        Seguidamente a Escritura diz que o homem será julgado conforme as suas
obras. No entanto, não somos salvos por obras, para que ninguém se glorie. Ao
mesmo tempo, também está dito que fomos criados em Cristo Jesus para boas obras
de antemão preparadas para que andássemos nelas. Do quê a Escritura fala quando
se refere a obras?—tem que ser a questão.

        Do ponto de vista do Evangelho boas obras tem a ver com bondade, justiça,
verdade, misericórdia, humildade e graça solidária. Os bem-aventurados são feitos
desses elementos. É apenas por esta razão que um fariseu poderia não estar incluído
na lista. Isto apesar das orações, esmolas, rigores comportamentais conforme as
prescrições da Lei. Hipócritas! Sepulcros caiados. Sepulturas invisíveis. Filhos do
diabo desejosos de satisfazer-lhe os desejos. Guias de cegos. Coadores de mosquitos
e glutões de camelos. São algumas das grifes que Jesus colou neles, apesar das
obras.

       Só há boas obras se as obras forem boas, e as obras só são completamente
boas também para o praticante, se forem feitas com bondade. Ainda que eu dê os
meus bens aos pobres e entregue em martírio o meu próprio corpo para ser queimado,
sem amor...nada disso me aproveitará. Obras de amor! Amor de Obras! Ora, quando
elas aparecem assim...de modo tão natural...já não são mais obras—nada há de
vínculo com produção industrial de virtudes exteriores—mas são fruto do Espírito.
Então, já não há obras que sejam a causa de nada...mas nada será coisa alguma se
não causar as obras do amor. As obras que nos julgarão? Não! As obras nos seguirão!
Quem não crê, já está julgado! Nossas obras nos seguirão para a eternidade apenas
na medida em que tenham sido filhas do amor que nasceu como obra da Graça no
coração humano. Obras de Graça! A Graça das obras! Pela Graças sois... Bem-
aventurados são... Eles e as obras já não se separam...pois...são apenas expressões
do ser impelido e tocado pela Graça. Afinal, nós amamos porque Ele nos amou
primeiro. Obras? Haja...disse Ele... e houve!

Caio Fábio: 30/06/2003

Mateus 25:31-46

João 15:1-15

Como é que a gente faz para viver isso?

                                                                           1111141
A gente não faz, a gente deixa. Se alguém pudesse descrever um cristão de
maneira plástica, descreveria um ser humano ajoelhado aos pés da cruz dizendo
'Senhor, eu não sei, mas Tu sabes. Eu não tenho, mas Tu tens. Eu não posso, mas Tu
podes, e eu me rendo. Faça-se a Tua vontade na minha vida, frutifica em mim'. Que
fruto que o ramo que permanece na laranjeira frutifica? Laranja. Que fruto que o ramo
que permanece na parreira frutifica? Uva. Que fruto que o ramo que permanece em
Jesus frutifica? Jesus. Jesus é o fruto da minha e da sua vida. Essa é nossa
santidade, descrita nas bem-aventuranças. Jesus poderia ter dito 'Vocês são o sal da
terra e a luz do mundo, porque vocês são a multiplicação de mim mesmo. Eu sou o
grão de trigo que caiu na terra para ser reproduzido. E eu me reproduzi em vocês.
Vocês são o sal da terra e a luz do mundo, porque vocês são a reprodução de mim
mesmo. Eu me multiplicarei em vocês e todos verão a glória de Deus e reconhecerão
o Deus da Glória'.

Ariovaldo Ramos




                                                                                  42
Agendas Pessoais – Domingo, 15 de Julho


                             Jeverton (Magrão) Ledo (jeverton.ledo@gmail.com)




                                                                     1111143
44
1111145
Perdemos vários relacionamentos interpessoais ao longo de nossa caminhada. Será
essa uma verdade? Desde o princípio o homem constrói relações— muitas delas,
duradouras. Faz parte da vontade de Deus que sejamos amigos, que tenhamos
amigos, pois somos seres relacionais. E como é bom experimentar o sabor doce de
uma amizade verdadeira! Ser amigo é estar junto, compartilhar, rir e chorar.

Davi e Jônatas foram amigos até o fim de seus dias (1Sm 18.1-4). Essa expresão, “até
o fim dos dias”, mostra uma profundidade de relacionamento digna de “inveja” em dias
como os nossos. Contudo, esses dois jovens experimentaram a preciosidade do
companheirismo, estando longe ou perto um do outro. A amizade os tornou mais fortes
para enfrentar os conflitos e as dificuldades. Será que hoje temos alguém assim ao
nosso lado? Alguém que nos encoraje e em quem confiamos completamente? A
fidelidade é hoje um “artigo” de luxo.
Amizades nascem de uma profunda atração pessoal, e às vezes é difícil de explicar.
Seria como tentar justificar a preferência pelo azul em vez do amarelo. Muitos
acreditam que existe uma “química” entre duas pessoas. Porém, será isso suficiente
para sustentar uma amizade?

Jônatas e Davi nos mostram que a fé comum, a caminhada compartilhada e o amor
prático (o amor “agápe”, que busca o bem do outro) são a resposta para uma amizade
verdadeira.

--

Aproveite para extrair das amizades o que elas têm de melhor. As diferentes fases da
vida nos levam a crescer, a aprender, a nos relacionar e a construir vínculos que
podem durar para sempre. Compartilhe o que você tem de melhor e esteja atento, pois
uma nova amizade pode estar bem ao seu lado.




                                                                                 46
1111147
Orientações aos Grupos de Compartilhar


Os Grupos de EBI têm o objetivo de nos ajudar a absorver o texto bíblico nos
preparando para aproveitar melhor a exposição. Já a proposta dos Grupos de
Compartilhar é de nos ajudar a repartir inquietações, nos conhecermos melhor,
orarmos uns pelos outros, etc.

Os Grupos de EBI exercitarão bastante a nossa mente nesses dias. Desejamos, no
entanto, que os Grupos de Compartilhar exercitem mais nossos corações.

Abaixo há um roteiro das perguntas para cada dia, mas não é necessário segui-lo à
risca. Fiquem à vontade pra fazer outras perguntas ou ignorar algumas destas.
Pedimos que, ao final da conversa, vocês orem uns pelos outros!

Que possamos desenvolver e aprofundar boas amizades nesse tempo aprendendo a
enxergar nosso Ser no Ser do outro!!!



Grupo de Compartilhar – Segunda, 16 de Julho

1) Você tem alguma preocupação hoje que possa afetar sua participação no CF?

2) Compartilhe algo que te chamou atenção nas leituras prévias do CF. Qual livro te
chamou mais atenção e por que?

3) Em que formas você tem conhecido o amor de Deus nesses dias?



Grupo de Compartilhar – Quarta, 18 de Julho

1) Compartilhe algo que te chamou atenção na Exposição Bíblica ou no EBI desta
manhã. Por que isso lhe chamou a atenção?

2) Como você está se sentindo durante esses dias no CF?

3) Há alguma questão sobre a qual você gostaria de receber uma oração?



Grupos bases de cada Cidade – Sexta, 20 de Julho

1) Compartilhe algo que nesses dias você sentiu o desejo de levar para o seu Grupo
Local.

2) Quais são as dificuldades que seu Grupo Local tem enfrentado?

3) Conversem sobre propostas para o crescimento espiritual do seu Grupo Local daqui
para frente, com base no que você aprendeu durante esses dias.




                                                                                48
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Programação de Oficinas

                                    Oficinas:

          Bloco I (Domingo e Segunda)                         Bloco II (Quinta)
EBI (Arthur)                                    ABU e Igreja Local (Isabel)
Mordomia (PH)                                   Liderança (Fernanda)
Missão Integral (Keila Lin)                     Como iniciar um grupo (Evelyn)
ABP (ABP-BH e Sany)                             ABS (Hellen)
Projeto Lucas (Felipe)                          Evangelismo: experiência pessoal (Gabriel)
                                                Faculdades Particulares (Ludmila e Victor
Bases de Fé (Gabi)
                                                Miranda)




                                                                                50
Grupo I – Estudo Bíblico Indutivo – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho

                                                                                Arthur
                            O Estudo Bíblico Indutivo
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a
 correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e
           perfeitamente habilitado para toda boa obra”. II Timóteo 3:16 e 17

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada
de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas,
    e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. Hebreus 4:12

I)   Algumas definições:

O cristianismo é mais que uma religião, é viver a verdadeira vida que Deus planejou
desde o Éden. Para vivermos essa tal vida Ele inspirou homens e mulheres a
escreverem suas histórias, histórias de outras pessoas, ou mesmo ficções, que
remetiam a questões práticas da vida com Deus. O cânone dessas histórias é o que
chamamos de “Bíblia Sagrada”.
O Estudo Bíblico Indutivo (EBI) é um método para estudo da Bíblia, cujo objetivo é que
ela mesma seja a resposta para as perguntas que o homem faz a si mesmo, a Deus e
aos outros.

II) Vantagens do EBI:

 Ambiente mais informal que em um culto ou palestra
 Possibilita a criação e fortalecimento de amizades
 As pessoas se sentem valorizadas pela oportunidade de se expressarem
 Ponto de partida para um possível discipulado
 Não depende de teólogos experientes, pois o líder é também um aprendiz
 Capacita o indivíduo a explorar por si mesmo os tesouros das Escrituras
 Permite que as pessoas descubram a verdade por si mesmas, em lugar de escutá-
  la de outros
 Estimula o estudo pessoal

III) Desvantagens do EBI

 Não é adequado para grupos grandes
 As pessoas tendem a falar baseadas em conhecimento prévio, e não no que se viu
  nos textos
 As pessoas podem, muitas vezes, falar sem refletir, entrarem em devaneios ou
  discussões paralelas
 Pode terminar muito depressa ou se prolongar muito sem chegar a uma conclusão
 Pode ser difícil de ser aplicado em alguns textos bíblicos (solução: Criatividade!)
 Muitos estudantes não querem “perder” uma hora ou alguns minutos do dia com
  “essas coisas”

IV) Pressupostos:

 Uso da razão em todos os aspectos da vida
 Certeza de ter um Espírito que nos guia à vontade de nosso Pai, graças ao
  sacrifício do Filho
 Equilíbrio, humildade, responsabilidade e amor são a base para um cristão

                                                                              1111151
 Deus é o tema da Bíblia. Os outros temas somente nos trazem maior entendimento
  sobre Deus e nossa relação com Ele
 Todos nesta oficina já participaram de uma reunião de Estudo Bíblico Indutivo

V) Comofas? OIA!

   Observação: descobrir o texto
     Leitura:
       Mensagem:
           Gênero literário: narrativa (história, parábola, conto, música, etc.);
              pronunciamento (sermão, profecia, discurso, etc.), “receita” (normas,
              leis, recomendações, etc.)
           Estrutura: Tema e Rema, progressão da mensagem, da fala, da música,
              do poema, etc.
           Contexto: tempo; espaço; condições sociais, políticas, sanitárias,
              alimentares, etc.; superstições, concepções, ideais e moralidade das
              pessoas envolvidas no texto
           Co-texto: imediato (versículos e seções) e amplo (capítulos e livros e
              textos)
       Proeminência:
           Repetição (palavras, conceitos, ideias, personagens, etc.)
           Distribuição das repetições ao longo do texto
       Metáforas: parábolas*, comparações, alusões, ilustrações
       Lógica:
           Coesão (verbos/verbos, substantivos/substantivos, adjetivos/adjetivos,
              advérbios/advérbios, verbos/substantivos, substantivos/adjetivos,
              advérbios/verbos, etc.)
           Coerência: percebida através das conjunções, que estabelecem
              relações entre orações (causa/consequência, possibilidade/realização,
              início/meio/fim, afirmação/confirmação, afirmação/negação, etc.)
           Modo: indicativo, imperativo, interrogativo
           Tempo (passado, presente, futuro) e aspecto verbal (perfeito,
              imperfeito, mais que perfeito, contínuo, gerúndio* e particípio*)

     Questionamento:
       Quem?
          Autor, narrador, falante, ouvinte, leitor, personagem
          Como se relacionam
          O que é dito sobre eles
       Onde?
          Continente, país, região, província, cidade, casa, etc.
       Quando?
          Antes ou depois de Cristo
          Que outros acontecimentos permeiam a passagem
          Informações sobre ano, mês, dia, horário, etc.
       O quê?
          Acontecimento ou mensagem central
       Como?
          Como o acontecimento ou a mensagem se desenrola
       Por quê?
          Motivação, razão, finalidade do acontecimento ou mensagem
       Portanto...
          Conclusões alcançadas pelo leitor e / ou pelos personagens




                                                                                52
   Fim do acontecimento

   Interpretação: determinar o que os dados observados significam
     Análise
       Compreensão do significado de palavras, expressões, orações, períodos,
         texto, etc.
          Original
          Atual
       Uso de referências externas (dicionário, outras traduções, enciclopédia,
         comentário bíblico, artigo, exegese, líder, amigos etc.)
       Descomplicação o texto (usar palavras mais fáceis, expressões atuais, etc.)
       Foco e ênfase da mensagem
          Aplicação do conceito de Tema e Rema
          Qual o tema geral do texto? Quais os temas complementares?

          Correlacionamento de ideias:
            Como as ideias do texto se relacionam...
               entre si
               com ideias de textos anteriores e posteriores

     Afirmação
       Conhecimento dos fatos
           Intratextual: pela leitura próprio texto
           Extratextual: pela leitura de outros textos (inclusive fora da Bíblia)
       Conclusão
           Implicação: se x, então y; x+y=a
           Interpretação: qual a mensagem creio que o texto passa
           Especulação: conclusão sem embasamento teórico
       Imaginação: o que podemos visualizar mentalmente
       Aplicação: praticar o que foi aprendido
       Identificação: como me identifico com algo ou alguém (ex: se eu fosse
          ele...)
       Espiritualização: mudança da realidade concreta para o simbolismo

     Resumo
       Resumir o texto utilizando uma linguagem contemporânea, baseando-se no
         que se concluiu até agora
       Não se limitar a contar a história novamente, mas explicar contextos e fazer
         observações pertinentes

   Aplicação: agir a partir das conclusões alcançadas
     Crer
       O que este texto lhe ensinou sobre Deus e suas ações? E sobre a vida com
         ele? E sobre a vida sem ele?
       O que você aprendeu sobre o caráter, as ações e a maneira de Deus se
         relacionar com o homem.
     Louvar
       Que motivo para louvar a Deus há este texto? O que lhe transmite alegria?
       Que nova compreensão você recebeu da grandeza e da bondade de
         Deus?

     Corrigir



                                                                               1111153
   Que atitudes pessoais ou coletivas devem ser corrigidas com base no
          ensino do texto?
         Que falhas devem ser confessadas?
         Que relacionamentos devem ser restaurados?

    Orar
      O que realmente é necessidade?
      Que necessidades pessoais ou coletivas Deus pode e quer satisfazer de
        acordo com o texto?

    Agir
      Que atitude e ação deve ser tomada? Qual é o primeiro passo? Quando e
         como é possível começar a agir?

VI) Preparação do EBI

 Público alvo
   Cristão
      Estudo Bíblico de Crescimento
   Não-cristão
      Estudo Bíblico Evangelístico

                      Características do EBC            Características do EBE
Objetivos       Mútua edificação nafé e na        Apresentar Jesus de maneira
                prática bíblica                   pessoal a quem o busque
Pressupostos    Os participantes estão            Os participantes têm pouco ou
                comprometidos com Cristo como     nenhum conhecimento do
                Senhor e têm um conhecimento      evangelho e do vocabulário
                geral da mensagem da Bíblia       religioso
Textos Bíblicos Pode se estudar qualquer texto    Narrações dos Evangelhos que
                bíblico dependendo das            apresentam claramente os
                necessidades e maturidade do      encontros de Jesus com várias
                grupo                             pessoas
Aplicação       Deve incluir todas as coisas      Busca de uma nova
                novas que aprendemos e que        compreensão sobre a pessoa e o
                afetam áreas práticas da vida     ensino de Jesus. É feito um
                                                  convite direto ou indireto para se
                                                  assumir um compromisso com
                                                  Cristo, como Senhor e Salvador

 Elaboração
   O ideal é preparar um estudo que seja possível de ser aplicado para ambos os
     públicos

    Estudos prontos
      Como base para o estudo pessoal e em grupo

    Criação de estudos próprios
     1) Leitura e análise: OIA
     2) Segmentação: segmentar o texto de acordo com a organização da
         mensagem e / ou dos temas
     3) Relevância: descrição das ideias mais relevantes
     4) Estrutura lógica: evolução do estudo segundo uma ordem que leva à
         conclusão




                                                                                 54
5)  Notas explicativas: uma reserva de informações; breve explicação de
          termos, para que pessoas com pouco ou nenhum conhecimento bíblico
          entendam (Não usar “evangeliquês”)
      6) Contextualização: extensão do texto bíblico, afetando a interpretação
      7) Objetivos: o que se pretende alcançar, o que é necessário abordar, quais
          as necessidades do público alvo
      8) Perguntas de observação e interpretação: perguntas que conduzam os
          participantes a compreender o texto
      9) Perguntas de aplicação e reflexão: perguntas que confrontem o grupo com
          a mensagem do texto
      10) Introdução: chamar a atenção; informar o tema e a ideia principal; mostrar
          a importância do estudo para o grupo; breve ligação concisa entre o texto e
          o grupo, suficiente para captar a atenção deste
      11) Título: interessante, criativo, breve, desperta a atenção, sugere o conteúdo
          da passagem

VII) Aplicação do EBI

 Liderança
   A postura do líder é contagiante (para o bem e para o mal)
   Qualidades desejáveis em um líder:
      Conhecimento do que está falando
      Abertura para o Espírito Santo
      Entusiasmo e respeito a Palavra
      Comunicação simples e clara
      Firmeza em dirigir o grupo
      Criatividade
      Vivência coerente com aquilo que transmite
      Discernimento sobre a situação do grupo
      Interesse nas pessoas
      Mentalidade aberta
      Humildade para aprender com e de outros
      Saber ouvir

    Impedimentos para uma boa liderança:
      Falta de submissão à Palavra
      Falta de criatividade
      Pouca relação pessoal com Deus
      Falta de oração
      Incoerência entre a vida e o ensino
      Despreparo
      Entusiasmo que leve a falar demais
      Maior preocupação com a agenda que com as pessoas
      Querer transmitir demais, ao invés do que o grupo precisa e / ou entende
      Ser mais sensível a si mesmo (insegurança, temores, etc.) que às outras
        pessoas
      Atitudes de superioridade
      Impaciência com pessoas difíceis
      Forjar respostas quando se deveria reconhecer humildemente a falta de
        conhecimento

 Equipe de apoio
   Líder auxiliar
      Mesmas funções do líder
      Ajuda a manter a ordem e decência, e o estudo dentro do limite


                                                                             1111155
   Reformula perguntas
           Estimula a participação dos participantes

 Infiltrados
   Pessoas do grupo
       Faz perguntas idiotas
       Instigam a participação dos participantes e o melhor esclarecimento de
          alguns pontos

 Grupo
   Não é bom que seja grande demais
      Máximo: 12 pessoas
      Ideal: entre 5 e 8
      Proporção 1:1 para cristãos e não-cristãos
   Grupos grandes desestimulam a participação de todos
      Possibilidade de introdução e / ou conclusão com todos, mas a discussão
        feita em sub-grupos
   Oportunidades iguais (falar, ouvir e dar estudos)
   Dinâmica:
      Apresentação
      Quebra-gelo
      Estudo
      PLUS: Louvor, oração, apelo, teatro, cultinho pras criança, etc.

 Evangelismo
   Natural
   Pessoal
   Pregar o arrependimento de pecados e necessidade do perdão de Deus

 Os pobrema
   Falar vs. Ouvir
   Participação de todos (tímidos, tagarelas e chatos)
   Falta de resposta a uma questão
   Enclausuramento do grupo
   Preconceitos religiosos e pessoais, artificialidade, desonestidade intelectual

VIII)   Dicas e Sugestões

 MUITA criatividade
 MUITA oração
 Revisão crítica do EBI antes de aplicá-lo (clareza, objetividade, tempo necessário
  para aplicação)
 Colocar no EBI o texto bíblico utilizado
 Utilizar preferencialmente episódios dos Evangelhos (não necessariamente)
 Evitar textos controversos (ex: livre arbítrio x predestinação)
 Evitar responder às próprias
 Avaliação do líder, do grupo e dos estudos

IX) Alguns tipos de EBIs

 Criativo
 Zipado
 Manuscrito




                                                                                     56
 Onde encontrar estudos prontos:
   Livro da Tonica
   CCE – Centro de Compartilhamento de EBIs, no Facebook




                                                            1111157
X) Prática

                       ________________________________
                                    (título)

Texto Bíblico: Lucas 5:1 a 11

“Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto
ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores,
havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de
Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do
barco as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai
as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda
a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo,
apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram
sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e
encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. Vendo isto, Simão Pedro
prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador.
Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus
companheiros, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios.
Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E, arrastando
eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram”.




                                                                                   58
Grupo I – Mordomia – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho

                                                                       Pedro Henrique Brito

                                                                  pedrohenrique@civ.ufu.br

Preciso Me Encontrar

Cartola

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar...

      Dicionário Houaiss:

 Mordomia:
 1 função, ofício de mordomo; mordomado
 2 Regionalismo: Brasil.
    conjunto das vantagens (seguros, alimentação, condução etc.) oferecidas pelo
    empregador aos empregados ou a uma parte deles, em determinados estabelecimentos
    particulares, ou pela União, Estado ou Município a determinados funcionários públicos,
    além do salário estipulado, sem onerar-lhes o imposto de renda (mais us. no pl.)
    Ex.: um parlamentar com muitas m.
 3 Rubrica: direito público. Uso: pejorativo.
    abuso de poder na utilização do patrimônio público para atender interesses particulares
 4 Regionalismo: Brasil.
    qualquer regalia, conforto que se pode desfrutar, sem que se tenha de despender
    qualquer esforço
    Ex.: naquela casa, vivia cheio de m.

 Mordomo:
 1 indivíduo encarregado de administrar, em residência alheia, as tarefas domésticas
    cotidianas, distribuindo-as entre os demais empregados


                                                                                  1111159
2     pessoa que administra os bens de uma irmandade ou qualquer outro estabelecimento
3     Diacronismo: antigo.
      oficial de justiça cuja função era fazer citações e execuções judiciais e cobrar impostos


      “Pensar dentro das linhas do cristianismo significa encarar o mundo pela perspectiva
       de que ele foi criado por Deus e pertence a ele, de que um dia lhe prestaremos
       contas pelo modo como agimos em relação à criação, e de que é importante que
       nossas decisões sejam feitas em harmonia com as leis de Deus. A bíblia chama isso
       de ‘mordomia cristã’. O pensamento cristão encara todas as questões e ideias pelo
       ponto de vista da contade de Deus e da glorificação do seu nome.” (Gordon
       MacDonald)

      Um pouco do que a Bíblia fala:
     1 Crônicas 29:11
     Salmos 24:1
     Gênesis 1:1
     Gênesis 2:7
     Salmos 8:6-9
     Mateus 25:26
     Lucas 12:42
     1 Coríntios 4:1-2
     1 Coríntios 9:17
     Efésios 3:6
     2 Coríntios 12:15
     João 4:35-38




                                                                                              60
 Ramo frutífero

    - Confissões de Uma Figueira
    Stênio Marcius
    Ele veio a mim Procurando por frutos, veio a mim
    Estendeu Sua mão Percorreu minhas folhas, meus
    ramos Nada encontrou Foi tão triste, mas nada
    encontrou Mal podia acreditar O sol bateu e eu me
    escondi A chuva em mim e eu me encolhi Terra boa
    nas minhas raízes Mas eu não frutifiquei De que me
    vale tantas folhas Vistoso verde, inútil e belo E agora
    o que é que eu vou dizer Tive tudo e nada fiz Ele me
    falou Eu retorno na próxima estação Abandona o
    egoísmo Ninguém é o fim de si mesmo Olha ao teu
    redor Tanta gente faminta ao teu redor Alimenta a
    multidão Senhor eu vou me expor ao sol Às chuvas
    quero me entregar Nunca mais assim inutilmente
    Ocupar o meu lugar Eu vou fincar minhas raízes As
    águas puras procurar Quero carregada me encurvar
    Com meus frutos Te adorar

    - Parábola dos Talentos;

    - Medos;

    - Bom uso dos recursos;

    - Necessidade x Ganância.



 Vida Interior
  - Síndrome do afundamento;



    - Impelido x Chamados;



    - Sintomas de desorganização;



    - Maximizar a eficácia;



    - Talentos e dons;



                                                              1111161
- Arte de pensar;



       - Isolamento e silêncio; ouvir a voz de Deus; reflexão e meditação; prática da oração e
       suas dificuldades;



       - Descobrindo pecados a níveis mais profundos;



       - Sentido para o trabalho.



    “Mordomia chama por um desejo de se aplicar ao Senhorio de Cristo em cada área”
     (Charles E. Hummel)
    Mordomia do Meio Ambiente – Gn 1:26-30; Gn 2:15




      Mordomia do corpo – Sl 139:13-16; 1 Co 6:12, 19-20




      Mordomia da mente - Pv 1:7; Pv 2:1-8




      Mordomia dos bens materiais – Mt 6:19-21, 24; 1 Tm 6:17-19; Tg 1:9-11




      Mordomia do tempo Ec 3:1-8; Mt 6:19-21




“Nosso corpo, portanto, foi criado por Deus como instrumento adequado para representar de
forma física a nossa natureza humana, criada à semelhança da própria natureza divina. De
fato, quase tudo o que fazemos se faz por meio do uso do corpo físico: o pensamento, os
juízos morais, a oração e o louvor, as demonstrações de amor e preocupação uns pelos outros
– tudo fazemos pelo uso do corpo físico que Deus nos deu.” (Wayne Grudem)




                                                                                            62
#MORDOMIA DO TEMPO

   Introdução

   A vontade de Deus (Rm 7:18)

   Exemplo de Jesus

   Administrando

   Eficiência x Eficácia

   Inventário

   “Atraso”

   NÃO

   Revisão

   Presente

   Lazer

   Tempo




                                                                                          BIBLIOGRAFIA
                                                                  - http://letras.mus.br/cartola/68347/
                                               - Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa 3.0
                                                                       - http://www.bibliaonline.com.br
      - http://www.abub.org.br/compartilhe/noticias/seminario-mordomia-crista-para-vida-financeira
   - MACDONALD, Gordon. Ponha Ordem no Seu Mundo Interior. Editora Betânia. Belo Horizonte-MG,
                                                                                                  2006.
                - HUMMEL, Charles E. Livres da Tirania da Urgência. Editora Ultimato. Viçosa-MG, 2011.
                 - http://www.abub.org.br/recursos/formacao?tid=41&order=created%26sort%3Ddesc




                                                                                             1111163
64
Grupo I – Missão Integral – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho




                                                                  1111165
Grupo I – ABP – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho

                             Sonhos e Possibilidades
                                                                          Taís Machado

                                                      Secretaria de Capacitação da ABUB

HÁ VIDA APÓS A UNIVERSIDADE?

      Os estudantes abuenses, geralmente, se envolvem razoavelmente com o
Movimento, participando de vários treinamentos, encontros regionais e/ou nacionais,
conhecem muitos outros militantes da missão espalhados por esse país.

       Após algum tempo assim, qual o efeito? Idealmente, pela graça de Deus, a
visão do campo missionário vai sendo ampliada, o senso de urgência da evangelização
cresce, o discipulado amadurece, as crises com a igreja amenizam, pois, agora ele
passa a assumir maiores responsabilidades servindo aos irmãos.

       Em meio a muita empolgação, um compromissos forte com a missão integral, o
desejo de continuar para sempre nesse espaço fraterno e de reflexão séria e divertida
ao mesmo – que é a ABU. O estudante começa a se dar conta de que seu curso está
chegando ao fim.

        Além de se arrepender de não ter estudado o quanto precisava, começam
também a aparecer as crises de gente grande. “Como vou continuar a vida? Seguir a
carreira acadêmica? Entrar no mercado de trabalho? Fazer as duas coisas? E como
lidar com o desemprego. Há chance de efetivação no estágio? Qual o salário? Como
vou pagar minhas contas? Terei que mudar para onde?”

       São tantas as perguntas que se começa a viver um período tumultuado e de
muita inquietação. E aí pode surgir uma espécie de “Síndrome de Peter Pan”.



PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!

        Nessa fase, além das angústias próprias do trabalho de conclusão do curso, a
atualização do currículo, as inúmeras entrevistas, devido ao vínculo afetivo forte,
considera-se também como ficará sua relação com o Movimento Estudantil.

        “Tá tudo acabado? Terei que virar assessor pra permanecer com os laços
estreitos? Haverá Movimento sem minha presença? O que será de agora em diante?”

       “Me tornar um(a) obreiro(a)? Mas e esse salário? Eu levo jeito?”




                                                                                    66
BEM-VINDOS AO MARAVILHOSO MUNDO DA ABP

       Esse universo abpense é um “mundo novo” e está aberto a novos
investimentos!

 Após um bom tempo de indefinições e tentativas, nasce uma orientação básica —
firmar-se em duas pernas.



QUE PERNAS?

       Seriam as duas ênfases que dariam sustentação para esse momento inicial, que
não sabemos quando acaba.

       Entendemos que a continuidade da missão, agora num novo contexto, deve se
dar de maneira natural. Continuamos semeando onde quer que Deus nos plante.
Talvez seja difícil montar um grupinho de EBI em ambiente de trabalho, mas será que
essa seria a única possibilidade? E qual seu vínculo e seu papel em relação ao
Movimento?

      Reconhecemos que por não deixar isso claro, não ter desafios bem definidos
para os estudantes formandos, temos perdido várias gerações de abuenses. Alguns
levam uma grata lembrança, outros ficam por algum tempo por perto, outros se
sentem aliviados e distraídos com as novas e tantas opções.

       O que fazer? Podemos planejar esse fechamento de um ciclo juntos?

       Temos proposto aos obreiros e todas equipe de assessoria auxiliar que
promovam encontros, oficinas, debates com os estudantes, a partir da entrada no
último ano (se bem que alguns nunca sabem quando mesmo seu último ano). A fim
de que a conversa sobre chamado aconteça, as demandas, necessidades e os novos
desafios da nova fase que começa a se vislumbrar sejam vividos com maior lucidez e
apoio.

“E as pernas?” Elas formariam a visão de um grupo de ABP.



PARA QUE SERVE UM GRUPO DE ABP

Pois então, o grupo de ABP serviria para (enfim as pernas!):

→ Interação ao Movimento Estudantil — um grupo de ABP deverá estar bem próximo
ao Movimento Estudantil a fim de auxiliar as crescentes demandas que surgem a cada
nova geração.



                                                                           1111167
Que tipo de apoio? Por exemplo, aquelas que já passaram por essa crise de
final de curso poderia testemunhar para o grupo de formandos, compartilhar
dificuldades e sugestões, poderia adotar, ao menos, um estudante para acompanhar e
discipular.

       Um grupo de ABP também pode apoiar dando oficinas, palestras, produzindo
materiais que sirvam ao Movimento. Aliás, geralmente os obreiros sofrem para achar
gente preparada e adequada para falar em nossos encontros!

       Um profissional pode ajudar a divulgar a missão estudantil nas igrejas, adotar
calouros das universidades, convidá-los para sua casa, combinar uma pizza com a
moçada, etc... E ouvir a turma, perceber quais são as necessidades, conversar com o(s)
assessores(s) e fazer discipulado.

        Sem dúvida, outra forma de apoio seria financeira. Em vários movimentos
irmãos (ligados à IFES), o Movimento Nacional é sustentado em sua maioria por, hoje,
profissionais, que por passarem pelo Movimento e reconhecerem ele como um
ministério sério e valioso, e desejoso que outras gerações sejam alcançadas, investe
fielmente para o sustento do mesmo.



→ Contextualização da Missão — o mercado de trabalho mudou muito nos últimos
anos. Para um iniciante as tentações são ainda mais sutis e inteligentes. E nem sempre
a igreja está preparada para compreender e lidar com esse contexto e as crises desses
novos trabalhadores. Se não estivermos atentos e firmes no propósito missionário,
podemos muito facilmente nos deixar levar pelas exigência do mundo moderno, cair
no selvagem campo da competitividade, e nos embaraçarmos com avareza, dívidas,
consumismo, ambições carnais.

       Ter um grupo onde se pode compartilhar desafios parecidos e sermos
lembrados de que a missão contínua, que a prioridade permanece sendo o Reino de
Deus, pode ser fundamental!

       Além disso, é claro, pode-se promover interessantes espaços evangelísticos
dentro dessa demanda peculiar do novo mercado.



COMO FORMAR UM GRUPO?

       Bem, as possibilidades são várias. E esperamos que nos encontros formativos
isso tudo fique mais claro. Contudo, basicamente, seria entrar em contato com outros
ex-abuenses, conversar sobre a estratégia e as possibilidades. Confirmar a identidade




                                                                                   68
(sempre as duas pernas...), conversar com o(a) obreiro(a), ou assessor(a) e começar o
trabalho.



MAS, E SE O GRUPO NÃO ROLAR?

       Lembre-se de que seria resumir demais o trabalho da ABP exclusivamente ao
grupo. Sem dúvida, o grupo ajuda, mas há muito trabalho a ser feito, por isso mesmo,
não sendo possível a formalização de um grupo, considere a real possibilidade de se
tornar um abpense. Ou seja, permanecer engajado no Movimento através de seu
apoio como profissional e participar de encontros regionais e/ou nacionais voltados à
ABP, que tendem a crescer em nossa agenda. Ore e mãos à obra!

                             FORMAS DE ATUAÇÃO
                                                                     José Miranda Filho
                                                                    Presidente da ABUB



Apresentamos aqui algumas sugestões de forma de atuação de um profissional junto à
ABUB. A lista não é exaustiva. É desnecessário dizer que ninguém fará tudo que está
nesta lista...!



   1. Apoiar o grupo local de uma forma geral, principalmente na falta de um
      obreiro.
   2. Ser pioneiro, fundar um grupo onde não existe, através da conscientização e
      mobilização dos estudantes evangélicos.
   3. Sustentar a obra da ABUB em oração: orando pelo grupo local, pelo obreiro
      que ajuda financeiramente, (se for o caso) e usando o intercessor (Regional e
      Nacional).
   4. Sustentando financeiramente a obra da ABUB.
   5. Fazendo relações publicas na sua igreja: divulgando o trabalho da ABUB,
      formando uma classe de estudantes universitários na Escola Dominical, etc.
   6. Fazer propaganda da literatura da ABU Editora, sugerindo seu uso aos jovens e
      adultos, e para a Escola Dominical.
   7. Ser um “fiador” dos trabalhos da ABUB perante as igrejas e/ou perante as
      autoridades universitárias.
   8. Fazer discipulado com um ou mais estudantes, testemunhando,
      compartilhando sua “bagagem” de vida cristã, mostrando seu lar, financiando a
      participação do estudante em Conselhos Regionais, Cursos de Férias, etc.
   9. Abrir seu lar para reuniões, ou para abrigar e aconselhar estudantes com
      problemas. E isso sempre mantendo informado ao menos um obreiro(a) da
      Região.



                                                                             1111169
10. Dar palestras para os estudantes: evangelísticas, apologéticas, ou de ensino
       cristão.
   11. Acompanhar pessoalmente um obreiro.
   12. Escrever sobre diversos aspectos da vida cristã, num nível apropriado para os
       estudantes.
   13. Participar e ocupar cargos nos Conselhos Regionais, Conselho Diretor e
       Diretoria da ABUB.
   14. Eventualmente, ser um obreiro da ABUB, como administrador, contador, ou
       obreiro de campo.


Já houve casos de profissionais que tiraram um ou dois anos de licença dos seus
empregos, ou, que se tornaram obreiros depois de aposentados.




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Grupo I – Projeto Lucas – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho




                                Oficina Projeto Lucas


                        O Evangelho Para
                         Cada Estudante
O Projeto Lucas é uma das ferramentas mais importantes dos grupos de ABU no Brasil.
O Projeto Lucas proporciona um ambiente acolhedor para o estudo da Bíblia. Um
grupo pequeno, com até oito pessoas, longe da correria da universidade, com
oportunidade de falar sinceramente sobre sua fé – ou falta de -, suas dúvidas, seus
medos, anseios e planos e com a certeza de que tem alguém ali para verdadeiramente
ouvir. Esse é o ambiente que faz do Projeto Lucas a oportunidade promissora para a
reflexão sobre a mensagem da Bíblia, para se compreender um pouco mais sobre a fé
cristã e, quem sabe, para aumentar as dúvidas até que se chegue à verdade.
Todos os grupos de ABU já fizeram Projeto Lucas, contudo, de alguns anos para cá,
essa importante ferramenta tem sido pouco, ou menos utilizada. Na oficina, vamos
lembrar do nosso lema “estudante alcançando estudante”, porque a universidade é o
nosso “campus” missionário durante cinco ou seis anos de nossas vidas. Vamos apenas
lembrar o que é um EBI e dar destaque para o Projeto Lucas enquanto ferramenta de
evangelização.
Durante a oficina, também iremos pensar pontos positivos e negativos do Projeto e
como ele pode ser recontextualizado para a realidade atual dos campus universitários.
Também iremos pensar como difundir mais o Projeto Lucas entre os grupos de ABU.

Por que um       Projeto Evangelístico?                (Lucas 19:10)

    1. Estudante alcançando estudante
Esse é o lema da ABU, pois fazemos parte de um movimento de estudantes para
outros estudantes. Nossos principais locais de ação são as universidades — ABU (para
estudantes da graduação) e ABU-Pós (para estudantes da pós-graduação) — e as
escolas de segundo grau, ABS. Além da ABP (para profissionais).

Nosso objetivo é refletir sobre as diversas áreas de nossas vidas baseados em valores
cristãos. Dentre as nossas atividades estão: Grupos de discussão, Recepção aos
calouros, Projeto Lucas, Vídeodebate, semanas de evangelização e reflexão, como a
Semana da Esperança e a Semana do Cristianismo, entre outros.

    2. O que é EBI?
Estudo Bíblico Indutivo – EBI é um estudo com base e foco no texto bíblico. Não é uma
analogia, uma releitura ou uma paráfrase do texto bíblico, mas é semelhante a uma
exegese ou interpretação de texto.

                                                                            1111171
Indutivo, pois não se trata de uma exposição, nem de apologética. Esse método
pretende levar a própria pessoa a refletir e chegar a uma conclusão através de
perguntas. Essas perguntas são pensadas a partir de três fases:
    1. Observação
    2. Interpretação
    3. Aplicação

    3. O que é Projeto Lucas?
É uma das possibilidades de se compartilhar o Evangelho com colegas. Nessa ocasião
estuda-se especificamente o Evangelho de Lucas, na versão NTLH, em um livrinho
produzido pela ABUB, em parceria com a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). A estrutura
do livrinho traz uma introdução, informações sobre o autor e glossário de palavras
como “Messias, “Fariseus”, “Filho de Davi”, entre outras. Ao final, há um convite, por
escrito, para se aproximar mais de Jesus.

O Projeto Lucas é orientado por oito estudos bíblicos indutivos, com seleção de textos
bíblicos, sequência, temas, objetivos, introdução e perguntas. Esse esquema foi
produzido por Philip Greenwood e Luis Cláudio, em março de 2000.

Existe o Projeto Lucas 1, 2 e 3. O primeiro é para os que estão no primeiro contato
com a Bíblia. Os outros são uma sequência do primeiro: o segundo para quem se
converteu e quer saber mais sobre Jesus; e o terceiro para quem não se converteu,
mas quer estudar mais sobre Jesus.

Qual   o objetivo        do projeto?

Por que o     evangelho de Lucas?
   3.1. Como funciona?
Normalmente, dois ABUenses (que vão liderar os estudos) convidam duas ou três
pessoas entre os seus amigos e os convidam para fazer parte de um grupo pequeno
de discussão sobre textos da Bíblia, com o objetivo de conhecer um pouco sobre Jesus.
Se esses convidados demonstrarem interesse, eles recebem de presente o livrinho de
Lucas “Chegando lá”.

Os convidados não receberão os estudos, apenas os líderes. É importante que os dois
líderes compareçam em todos os estudos, mas, se for necessário um deles se
ausentar, é importante que o estudo aconteça para não desanimar os convidados, nem
dar margem para os estudos não acontecerem semanalmente.

Além desses estudos, sugere-se que haja um encontro “zero”, para quebrar o gelo e
apresentar a proposta ao grupo e outro encontro ao final, para uma confraternização
do seu grupo com outros que também fazem o Projeto Lucas (esses encontros podem
acontecer mais de uma vez, talvez durante os estudos).

   3.2. Quem participa do Projeto Lucas?
    Todos os que foram destituídos da graça de Deus;
    Todos os que necessitam da misericórdia de Deus;
    Todos os que estão cansados e sobrecarregados;
    Todos os cegos, todos os presos e todos os oprimidos;




                                                                                   72
   Todos os doentes, todos os pecadores e todos os perdidos.
      Enfim, todos os seus colegas: de curso, de república, de estágio, de laboratório,
       de academia, professores e funcionários da universidade.
    4. Por que você?
Porque os estudantes vivem contextos semelhantes. Embora façam cursos diferentes
ou morem em lugares diferentes. Sejam de lugares distintos do Brasil ou fora dele,
embora de classes sociais diversas, um estudante é quem melhor entende as
necessidades e as vivências de outro estudante. É quem melhor compreende suas
expectativas e suas angústias universitárias. Por isso, não nos propomos a ser um
movimento “denominacional”, mesmo porque cada membro do grupo pertence a sua
igreja (as mais variadas denominações entre as igrejas cristãs), pelo contrário,
reconhecemos o momento em que vivemos e não pretendemos sair da universidade
sem ter refletido sobre tudo o que ela nos coloca e nos incita a pensar e viver.

Se você acha que Deus não tem nada a ver com o fato de você estar na universidade,
você está muito enganado. Se você acha que Deus vai livrar você das
responsabilidades de ser Igreja porque você tem que estudar muito, ler muita coisa,
tem prova, estágio e bolsa de iniciação científica, você está muito, muito enganado. Se
você acha que Deus não tem nada pra falar pro seu colega de sala, e que este colega
não quer ouvir anda sobre Deus, você está muito, muito, muito enganado.

Agora, se você sabe que Deus tem a ver com o fato de você estar na universidade,
que você é Igreja onde quer que esteja, que Deus tem algo pra falar pro seu colega e
você sabe que seu colega precisa ouvir as palavras de Deus mas, ainda assim, acha
que Deus vai usar outra pessoa que não você. Então nem preciso nem dizer o quanto
você está enganado.

   5. Por que fazer Projeto Lucas, hoje?

    5.1. Porque as pessoas ainda são importantes:
As pessoas não perdem sua importância, nós ABUenses, temos que re-saber isso, e
valorizar mais o relacionamento pessoal que os nosso eventos: vídeodebate, semana
da reflexão teológica, semana cultural, acampABU, etc. As pessoas não podem ficar
perdidas no meio do nosso ativismo gospel (não digo cristão, porque Jesus nunca nos
ensinou a ser ativista).

   5.2. Porque um ambiente propício faz toda a diferença:
Jesus não chegava na roda dos paralíticos e começava a falar que eles precisavam de
perdão. Nem chegava no meio das prostitutas e dizia que estavam em pecado, que
deveriam voltar para as suas casas e não pecar mais. Jesus chegava ao poço de Jacó e
pedia água, Jesus mostrava que mais importante do que a água que a mulher foi
buscar era a Água da Vida. Jesus levava as pessoas a refletirem sobre sua vida e
descobrirem seus pecados, Jesus deixava claro a possibilidade de arrependimento e de
perdão.

Da mesma forma, não vamos chegar no barzinho da universidade e começar a falar
que beber demais não é bom, mas vamos convidá-los para um ambiente acolhedor
longe dos ruídos do mundo universitário.

    5.3. Porque todo mundo fala e todo mundo ouve:
O Projeto Lucas é um espaço bem democrático. Aqui todos têm o direito de dar suas
respostas e aqui todos as ouvem com respeito. Ao descobrir suas dúvidas e saber que


                                                                               1111173
pode colocá-las sem ser criticado, o convidado vai se sentir livre para se expressar e se
abrir. Ao ser respeitado, o convidado verá que você realmente se preocupa com o que
ele pensa e quer caminhar com ele em busca de respostas, de significados, de
verdades.

Durante o Projeto Lucas, assim como em todo EBI, é necessário que todos participem,
que ninguém fique muito tempo em silêncio, sem participar, e que resistamos à
tentação de sempre responder ou pregar apologeticamente após ouvir uma resposta
que não condiz com o que acreditamos.
    5.4. Porque Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre:
O Projeto Lucas apresenta Jesus: seu nascimento, sua vida, sua missão, sua morte e
ressurreição. E essa mensagem é sempre atual. As discussões propostas pelo Projeto
são bem estruturadas e, apesar de serem apenas oito estudos, é suficiente para a
pessoa ter uma visão coerente do Evangelho.

É importante saber que a pessoas não necessariamente iram ter sua vida visivelmente
transformada nessas semanas. A conversão é um processo e o Projeto Lucas é apenas
uma parte dele.

Dê tempo aos seus convidados. Ore por eles e faça a sua parte.




Como se     organizar?

               ...............O encontro ZERO!...............


A dinâmica dos temas: guias de estudos 1, 2 e 3.



Guia de estudos 1 –         Chegando Lá
Guia de estudos 2 –          Crescimento
Guia de estudos 3 –          Mais gente que chega lá
Hora da     prática!




                                                                                      74
6. Visão crítica sobre o projeto Lucas

   6.1.   Levante os pontos negativos. Como eles podem ser solucionados?

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________

   6.2.   Levante    os pontos         positivos.    Como      eles    podem         ser
          potencializados?

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________

   6.3.   Como difundir o Projeto Lucas como uma ferramenta de
          evangelização em seu grupo local?

______________________________________________________________________

______________________________________________________________________



Bibliografia:


BUXTON, André. Como estudar a Bíblia. Viçosa: CADI/CEM, dez. 2006.

GREENWOOD, Philip & CLÁUDIO Luis. O Evangelho para Cada Estudante: manual de
Capacitação [do Projeto Lucas]. ABUB, out. 1999.

GREENWOOD, Philip & CLÁUDIO Luis. O Evangelho Para: guia de estudos evangelísticos
para grupos de discussão – O Evangelho de Lucas. ABUB, mar. 2000.




                                    Felipe Medeiros
                                   ABU Ouro Preto
                             felipe_meds@yahoo.com.br
                                    (31) 9243-6922


                                                                             1111175
76
Grupo I – Bases de Fé – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho



                                 BASES DE FÉ DA ABU!

“Nossas bases de fé são verdades centrais no Cristianismo.
Acreditamos no senhorio de Cristo, como único mediador entre Deus e os homens,
capaz de nos redimir e nos livrar da culpa do pecado. Reconhecemos a Bíblia como
Palavra de Deus, com toda autoridade em matéria de fé e vida. Temos um criador a
adorar, um Senhor a proclamar e um Espírito a obedecer.
Nossas bases de fé seguem as da Comunidade Internacional de Estudantes
Evangélicos, organização a que somos filiados, e que agrega movimentos estudantis
evangélicos no mundo todo.
a) A existência de um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, Um em essência e Trino em
pessoa;
b) A soberania de Deus na Criação, Revelação, Redenção e Juízo Final;
c) A inspiração divina, veracidade e integridade da Bíblia, tal como revelada
originalmente, e sua suprema autoridade em matéria de fé e conduta;
d) A pecaminosidade universal e culpabilidade de todos os homens, desde a queda de
Adão, pondo-nos sob a ira e condenação de Deus;
e) A redenção da culpa, pena, domínio e corrupção do pecado, somente por meio da
morte expiatória do Senhor Jesus Cristo, o Filho encarnado de Deus, nosso
representante e substituto;
f) A ressurreição corporal do Senhor Jesus Cristo e sua ascensão à direita de Deus Pai;
g) A missão pessoal do Espírito Santo no arrependimento, na regeneração e na
santificação dos cristãos;
h) A justificação do pecador somente pela graça de Deus, por meio da fé em Jesus
Cristo;
i) A intercessão de Jesus Cristo, como único mediador entre Deus e os homens;
j) A única Igreja, Santa e Universal, que é o Corpo de Cristo, à qual todos os cristãos
verdadeiros pertencem e que na terra se manifesta nas congregações locais;
k) A certeza da segunda vinda do Senhor Jesus Cristo em corpo glorificado e a
consumação do Seu reino naquela manifestação;
l) A ressurreição dos mortos, a vida eterna dos salvos e a condenação eterna dos
injustos.”
Fonte: http://www.abub.org.br/no-que-cremos, acessado em 03/07/2012).

1. BASES DE FÉ
O que seriam bases de fé? Por que seriam importantes as bases de fé?


“Uma das principais características da Reforma Protestante do século XVI foi a
produção de um grande número de declarações doutrinárias na forma de confissões e
catecismos. Estas declarações resultaram tanto de necessidades teológicas quanto
pastorais, à medida em que os novos grupos definiam a sua identidade em um
complexo ambiente religioso, cultural, social e político. Mark Noll observa que esse


                                                                                1111177
fenômeno é típico da Reforma, uma vez que o termo "confissão", em seu sentido mais
comum, designa as declarações formais da fé cristã escritas especialmente por
protestantes, desde o início do seu movimento.” Fonte: O Catecismo de Heidelberg:
Sua História e Influência
“Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas,
estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem
mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a
Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete,
inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi
abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e
que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de
sua integridade, autoridade moral e discernimento.
Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos
consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o
evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é
indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.
A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas
necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens
sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da
verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a
provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e
pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não
a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que
aquilo que Deus nos tem dado.
A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da
Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da
Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não
a experiência espiritual, é o teste da verdade.” Fonte: Declaração de Cambridge

2. A EXISTÊNCIA DE UM SÓ DEUS, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, UM EM ESSÊNCIA E
TRINO EM PESSOA
Quem é Deus? Jo 4:24 _____________, Ex 3:14 e Tg 1:17 ______________, Sl 90:2
_______________, Sl 145:3 ___________________, Rm 11:33 e Gn 17:1
__________________,        Ap       4:8       _____________,      Ex      34:      6-7
___________________________________________________
Há mais de um Deus? Dt 6:4; I Co 8:4; Jr 10:10; Jo 17:3.
Quantas pessoas há na divindade? Mt 3:16-17; Mt 28:19; II Co 13:14; Jo 1:1; Jo 3:18; At
5: 3-4; Hb 1:3; Jo 10:30.
“Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um
Deus, da mesma substância, iguais em poder e glória.” Breve catecismo de
Westminster
“E foi assim que começou a Teologia. As pessoas já conheciam Deus de forma mais ou
menos vaga. Então veio um homem que dizia ser Deus; um homem que, no entanto,




                                                                                    78
ninguém conseguiu rejeitar como um lunático. Esse homem fez com que as pessoas
acreditassem nele. Essa pessoas voltaram a encontrar-se com ele depois de tê-lo visto
ser assassinado. Por fim, tendo-se constituído uma pequena sociedade ou
comunidade, essas pessoas de alguma forma descobriram a Deus dentro de si
próprias, dizendo-lhes o que fazer e tornando-as capazes de atos que até então eram
impossíveis. Quando entenderam tudo isto, elas chegaram à definição cristã do Deus
tripessoal.” Cristianismo Puro e Simples (pag 217-218)
Complicado isso? “Se o cristianismo fosse algo que inventamos, é claro que seria mais
fácil. Mas não é. Não podemos competir em matéria de simplicidade, com as pessoas
que inventam religião. Como poderíamos? Trabalhamos com a realidade como ela é.
Só quem não se importa com a realidade pode se dar ao luxo de ser simplista”
Cristianismo Puro e Simples (pag 220)

3. A SOBERANIA DE DEUS NA CRIAÇÃO, REVELAÇÃO, REDENÇÃO E JUÍZO FINAL.
Soberania de Deus: I Cr 29:11-12, Dt 4:39, Jó 9:12, Sl 29:10, 47:2, 83:18, 93:1, 135:6, Dn
2:20-23, Mt 6:13, At 17:24, Rm 9:19-21, Sl 145.17; 104.10-24; Hb 1.3; Mt 10.29-30; Os
2.6, Rm 11:36
“Soberania é o direito de impor a própria vontade. O direito de exercitar a liberdade,
nesse sentido; mas de causar, no exercício da liberdade, uma limitação da liberdade. E
a partir de seu direito ao poder, a liberdade de exercitá-lo para bloquear toda
resistência a si. Nesse sentido, sim, Deus é a fonte de todo o poder. O Deus Trino é o
Soberano absoluto, detentor do direito e das energias necessárias para fazer cumprir a
sua vontade. (...)Que perversa doutrina pretenderia arrancar das mãos do Senhor o
seu cetro, puxar as suas barbas e fazê-lo dobrar-se diante de sua criatura, senão o
nosso bom e velho humanismo secular? Já conhecemos essa história; aumentar o
espaço da liberdade humana à custa de reduzir o espaço da soberania divina. (...) Ora,
que estratégia mais tola poderia ser criada? Se chegamos a empregá-la, é porque já
não habitamos o mundo de Deus, mas o espelho de narciso. Um deus que possa ser
posto a par com o homem, que tenha que se por de pé para ceder-lhe o assento já é
um nada, um outro do seu tipo. Nem o milagre da encarnação do verbo redimiria esse
maquinismo teológico.
Mas o humanismo, agora em nome da piedade evangélica, deseja tornar o Leão em
gato; criar um pobre deus que vamos abrigar em nossas casas, por piedade – assim o
são as divindades das mais variadas formas de teologia libertária, que repetem
teimosamente o erro de separar Natureza e Graça, de criar um vácuo de ação divina
para dar livre arbítrio e “responsabilizar o homem” elevando a dignidade divina pelo
dúbio expediente de livrar-lhe do mal a cara.” Fonte: "Fé Cristã e Cultura
Contemporânea"

4. A INSPIRAÇÃO DIVINA, VERACIDADE E INTEGRIDADE DA BÍBLIA, TAL COMO
REVELADA ORIGINALMENTE, E SUA SUPREMA AUTORIDADE EM MATÉRIA DE FÉ E
CONDUTA.
Tm 3:16 e 17 Quem inspirou a escritura? Para que ela é útil?
Js 1:8, Sl 1:2; Mc 7:5-13; Hb 4:12-13; Jo 5:37-40; Lc 24:44-45
“Se reina em nós o pensamento de que a Palavra de Deus é o único caminho que nos
leva a investigar tudo o que nos é lícito saber sobre Ele, e a única luz que nos ilumina
para ver tudo quanto é preciso que vejamos, facilmente nos poderá refrear e deter, de


                                                                                 1111179
tal maneira que não caiamos em nenhuma temeridade. Porque saberemos que, no
momento em que ultrapassarmos os limites assinalados pela Escritura, ficaremos
perdidos fora do caminho e em grandes trevas; e, portanto, que não poderemos fazer
outra coisa senão errar, resvalar e tropeçar a cada passo.” (CALVINO, Institutas, Tomo
2)
“Se todo cristão, como sacerdote, é capaz de se achegar a Deus, é também capaz de
discernir o que é justo e injusto na fé. O único instrumento para orientar nosso
discernimento seriam as escrituras. Não há nada que possa ser oponível a elas. Assim,
defendendo a livre interpretação da Bíblia (orientada pelo intelecto, não apenas pela
fé), chega-se a ruptura definitiva com a teologia católica: segue-se somente as
escrituras (sola scriptura). Ficam, consequentemente, abolidos os dogmas impostos ao
povo de Deus pela autoridade eclesiástica que contrariassem as escrituras, findando o
dogma da infalibilidade papal” Fonte: “Evolução histórica e filosófica da doutrina da
tolerância religiosa”, Lucas Daniel Alves Nunes (Juci)

5. A PECAMINOSIDADE UNIVERSAL E CULPABILIDADE DE TODOS OS HOMENS, DESDE
A QUEDA DE ADÃO, PONDO-NOS SOB A IRA E CONDENAÇÃO DE DEUS
Rm 3:23, 5:12-13, 18-19.
Que é pecado? Tg 2.10; 4.17; 1Jo 3.4.
Qual foi o pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram
criados? Gn 3.12-13; Os 6.7
Caiu todo o gênero humano pela primeira transgressão de Adão? Gn 1.28; At 17.26;
1Co 15.21-22; Rm 5.12-14.
Em que consiste o estado de pecado em que o homem caiu? Rm 5.18-19; Ef 2.1-3; Rm
8.7-8; Sl 51.5.

6. A REDENÇÃO DA CULPA, PENA, DOMÍNIO E CORRUPÇÃO DO PECADO, SOMENTE
POR MEIO DA MORTE EXPIATÓRIA DO SENHOR JESUS CRISTO, O FILHO ENCARNADO
DE DEUS, NOSSO REPRESENTANTE E SUBSTITUTO.
I Co 15:3-4; Ef 2:11-23,19; Ef 2:3-7; Mc 10:45; Ef 1:7; At 2: 23,24,38; At 3: 15-19; Rm
5:10-11; II Co 5:18-21; I Jo 1:7, I Co 15:3-4; Lc 22:19-20; Is 53: 5-6; II Co 5:21; Gl 3:13; I
Pe 2:24.
“O conceito de substituição está no coração tanto do pecado quanto da salvação. Pois
a essência do pecado é o homem substituindo-se a si mesmo por Deus, ao passo que a
essência da salvação é Deus substituindo-se a se mesmo pelo homem. O homem
declara-se contra Deus e coloca-se onde Deus merece estar; Deus sacrifica-se a si
mesmo pelo homem e coloca-se onde o homem merece estar. O homem reivindica
prerrogativas que pertencem somente a Deus; Deus aceita penalidades que pertencem
ao homem somente.” Fonte: O Deus que eu não entendo.

7. A RESSURREIÇÃO CORPORAL DO SENHOR JESUS CRISTO E SUA ASCENSÃO À
DIREITA DE DEUS PAI.
Ressurreição corporal: I Co 15:3-5; Lc 24: 2-3, 12, 36-43; Rm 4:25; At 17:30-31; Rm 1:4;
Cl 2:12; Ef 2:4-7; I Ts 4:13-14.
Ascensão à direita de Deus Pai: At 7:55-56; At 1:6-11; At 2:32-36; At 7:28-8:2; Rm 8:34.




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8. A MISSÃO PESSOAL DO ESPÍRITO SANTO NO ARREPENDIMENTO, NA
REGENERAÇÃO E NA SANTIFICAÇÃO DOS CRISTÃOS.
Jo 16:7-15
“O Espírito Santo é o amor de Deus presente em nossos corações (Rm 5.5); ele é quem
efetiva nos eleitos o conhecimento da graça salvadora (1Co 2.12; Ef 1.8,9,17,18; 1Ts
1.5), guiando os crentes em toda a verdade (1Jo 2.27) e testemunha em seus corações
da realidade de sua Adoção, razão pela qual é chamado de Espírito de Adoção (Rm
8.15-16). Por meio dessa revelação do amor e da Graça, o Espírito efetua em nós a
santificação (Rm 8.1-11; Ef 3.16-17; 2Ts 2.13)” Fonte: O Deus que se faz presente, por
Guilherme Carvalho

9. A JUSTIFICAÇÃO DO PECADOR SOMENTE PELA GRAÇA DE DEUS, POR MEIO DA FÉ
EM JESUS CRISTO.
Rm 3:20-24 ler a declaração de Cambridge e simultaneamente justo e pecador
Que é justificação? Ef 1.7; 2Co 5.21; Rm 4.6; 5.18; Gl 2.16.
“O pecado nos faz culpados diante de Deus e merecedores da punição de Deus. Na
cruz, Deus tomou a culpa e punição sobre si na pessoa de seu próprio Filho. Pois ‘o
Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós’ (Is 53:6), e ‘Ele mesmo levou em
seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro’ (I Pe 2:24). Assim, nos colocamos diante
de Deus inculpáveis, por meio da justificação de Cristo. Por causa da cruz somos
justificados e declarados justos; ou seja, tornamo-nos justos diante de Deus e não mais
suportamos a dolorosa consequência do nosso pecado. Tornamo-nos ‘justiça de Deus’
(II Co 5:21)” Fonte: O Deus que eu não entendo (pag 146).
Pela graça: Is 55: 1-3, Jr 31: 33-34, Mc 1:40-44, Lc 18:9-14, Rm 3:20-24, Ef 2:8-10.
”Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua
graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de
nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas
ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é
produzida pela nossa natureza não-regenerada.” Fonte: Declaração de Cambridge
Pela fé: Sl 23, Mc 10:13-16, Jo 6:35, Rm 1:16-17; Rm 3:28; Rm 4:1-5
“A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por
causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas
vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores
que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha
recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade
alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos
que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa
pregação.” Fonte: Declaração de Cambridge

10. A INTERCESSÃO DE JESUS CRISTO, COMO ÚNICO MEDIADOR ENTRE DEUS E OS
HOMENS.
Mediador: Que ou aquele que intervém, ou é escolhido para conseguir acordo ou
conciliação entre partes desavindas; árbitro, medianeiro, intercessor: potência
mediadora; os mediadores da paz. Sinônimos: intercessor, intermediário, medianeiro
e mediatário. Interceder: intervir a favor de alguém ou de alguma coisa.
Is 53:12; Is 42:6; Hb 4: 14-15; Hb 8:6, Hb 9:15, Hb 12:24.


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11. A ÚNICA IGREJA, SANTA E UNIVERSAL, QUE É O CORPO DE CRISTO, À QUAL
TODOS OS CRISTÃOS VERDADEIROS PERTENCEM E QUE NA TERRA SE MANIFESTA
NAS CONGREGAÇÕES LOCAIS.
Mt 16:18; At 1:8; Mt 3:11,12; 1Co 12:12-13; Ef 2:20-22; 1Co 3:16,17; I Co 12:12-26; Ef
2:13-18, Mt 26:26-28; Jo 6:54-57, 1Co 10.16-1.

12. A CERTEZA DA SEGUNDA VINDA DO SENHOR JESUS CRISTO EM CORPO
GLORIFICADO E A CONSUMAÇÃO DO SEU REINO NAQUELA MANIFESTAÇÃO.
At 1:10-11; Mt 24:27-30; Ap 1:7; I Co 1:7; II Ts 1:7; Is 52:7-10; Sl 96:11-13;
“O Novo Testamento ensina que Jesus Cristo vai retornar para completar a obra que
realizou em sua vida terrena. Visto que já se passou bastante tempo desde a priemira
vinda de Cristo e ainda estamos esperando por sua segunda vinda, tendemos a separar
a primeira e a segunda vindas em nossa mente, em nossa liturgia e em nossos
calendários da igreja. (...) Os autores do Novo Testamento, no entanto, mantinham
ambas muito mais unidas, como duas partes de uma única e grande conquista de
Deus.” Fonte: O Deus que eu não entendo, pag 209.

13. A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS, A VIDA ETERNA DOS SALVOS E A CONDENAÇÃO
ETERNA DOS INJUSTOS
Ap 20:11-13, Fp 3:21; I Co 15:35-43
“... o conceito de ressurreição é muito diferente da mera ideia de vida após a morte. A
crença de que, após a morte, os seres humanos viverão de alguma outra forma, em
algum outro lugar ou domínio é comum em meio às culturas humanas e certamente o
era nas culturas que cercavam os judeus antes e depois dos tempos de Jesus. Porém, a
crença no que N. T. Wright chama de “vida após a vida após a morte” – ou seja, a vida
ressurreta em um novo corpo e em uma terra renovada – não é encontrada em
nenhum outro lugar, exceto na fé de Israel, baseados em vários fundamentos Bíblicos
(isto é, o Antigo Testamento).” Fonte: O Deus que eu não entendo, pag 215
I Co 4:3-5, II Ts 2:7-10, I Jo 3:1-13, Rm 2:16
“E Jesus virá para julgar vivos e mortos. O julgamento não é apenas a punição; é o
grande esclarecimento, A GRANDE DIAKRISIS quando a realidade das coisas será
trazida à luz, e as trevas serão dissipadas. Com o juízo de Cristo o caráter maligno do
mal será descoberto, e todos os compromissos ocultos dos homens serão revelados.
No julgamento final a perfeição, a sabedoria, a santidade e a justiça de Deus serão
demonstrados e vindicados de forma irrefutável; no julgamento final a pergunta sobre
o mal será respondida, porque o tratamento divino com o mal terá se encerrado, e o
plano divino de redenção estará completado. Não haverá mais ambiguidade, e o que
somos será publicamente revelado.” Fonte: O Deus que se faz presente, por Guilherme
Carvalho.




                                                                                    82
Grupo II – ABU e Igreja Local – Quinta, 19 de Julho



Igreja

        Qual é a abrangência da palavra “igreja”?
        De um modo geral, o que é uma igreja? Como você a definiria?
        Por que, então, um cristão deve frequentar uma igreja local?

Referências: Igreja 1 Coríntios 12:27, Efésios 2:19-22. Igreja universal: Mateus 16:18,
Efésios 5:24-26. Igreja local: 1 Coríntios 1:2, Mateus 18:17, Romanos 16:1 e 5, Atos
9:31.

“Jesus nunca quis que seus discípulos estivessem sozinhos. A primeira coisa que ele
fez para iniciar seu ministério foi reunir discípulos.” [Don Everts].

“Sendo Deus uma comunidade de pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo), a igreja só
pode existir como uma realidade comunitária.” [Ricardo Barbosa].

ABU

A Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) é uma organização missionária evangélica
que existe para compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo nas escolas e universidades
brasileiras, através da iniciativa dos próprios estudantes. O treinamento e formação de
estudantes e profissionais, visando o testemunho cristão e o serviço à Igreja e à
sociedade, completam nossa missão.

Acreditamos no senhorio de Cristo, como único mediador entre Deus e os homens, capaz
de nos redimir e nos livrar da culpa do pecado. Reconhecemos a Bíblia como Palavra de
Deus, com toda autoridade em matéria de fé e vida. Temos um criador a adorar, um
Senhor a proclamar e um Espírito a obedecer.
Nossas bases de fé seguem as da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos,
organização a que somos filiados, e que agrega movimentos estudantis evangélicos no
mundo todo.

Base de fé “j”:

Cremos na única Igreja, Santa e Universal, que é o Corpo de Cristo, à qual todos os
cristãos verdadeiros pertencem e que na terra se manifesta nas congregações locais.

“Estudante alcançando estudante” é o nosso lema. Isso significa que os próprios
estudantes são os nossos missionários por excelência, atuando por meio de núcleos de
estudo bíblico, acampamentos evangelísticos, grupos de oração e cursos de treinamento.
É desta forma que ocorrem nossas principais atividades: evangelismo, discipulado e
formação para o serviço.

Acreditamos que os estudantes são os mais aptos para compartilhar a mensagem do
Evangelho de forma significativa, convincente e criativa em suas universidades e escolas,
pois convivem com seus colegas e conhecem as facilidades e dificuldades de seu próprio
contexto.

                                                (texto extraído do site: www.abub.org.br)


                                                                                 1111183
   ABU: Braço Missionário da igreja local: membros de igrejas locais.
      Estudantes – Missionários – “Estudante alcançando Estudante”;

 “Talvez você tenha recebido Cristo por meio de alguma organização
interdenominacional (ABUB, Mocidade para Cristo, Jocum, etc.). Neste caso, a própria
organização lhe providenciará um grupo de oração e estudo bíblico. Os pequenos
grupos de estudo, oração e comunhão são de importância fundamental. Se for
necessário dispensar alguma atividade, que não seja esta, pois através dela, você
poderá crescer e se desenvolver espiritualmente como parte de um corpo e em
comunhão com outros membros.

Por outro lado, quero destacar com a mesma ênfase a necessidade de pertencer a
uma igreja. Chegará o momento em que você deixará a área onde se encontra agora,
ou ultrapassará o nível de comunhão do grupo interdenominacional. Em qualquer dos
casos, jamais haverá um substituto para a igreja local.” [John White]

Relação ABU e igreja local

      Respeito
      Cooperação
      Comunicação
      Serviço

       Qual deve ser o nosso posicionamento quanto a ABU como membros de
       igrejas locais? E o nosso posicionamento quanto à igreja local como
       abuenses?

Exemplos:

      Como abuenses, contribuir para crescimento da igreja. Compartilhando nossos
       aprendizados à toda igreja

Aplicação/Ideias

      Planos de ação para a frequente comunicação entre o grupo de ABU da cidade
       e igreja local;
      Atividades evangelísticas e/ou treinamentos que envolvam a igreja local;
      Atividades que o grupo de ABU pode ajudar na igreja local quanto aos jovens
       cristãos estudantes;
       Incentivar a igreja local a ser uma igreja missionária.
      Discipulado

Saiba mais sobre o assunto (igreja local): ABU Editora John White. A Luta (Cap. 7) |
Série Lausanne 30 anos. Evangelização e Responsabilidade Social (7c. A igreja local
numa sociedade livre) | John Stott. Ouça o Espírito, ouça o mundo (Parte IV: A igreja) |
Don Everts. Jesus dos pés sujos (Cap. 5) Encontro Publicações Ricardo Barbosa.
Janelas para a Vida (I.1. O ser comunitário).

Contato: Isabel Neves – isabelneves.ufv@gmail.com

Fonte: Oficina “ABU e igreja Local” CF 2011, Rafael Damacena de Angelis.




                                                                                     84
1111185
Grupo II – Liderança – Quinta, 19 de Julho


                                    Liderança
                                                        Fernanda Bittencourt Pinto Coelho (BH)

                                                                        fbpcoelho@gmail.com

Liderança: é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente
visando atingir objetivos identificados como sendo para o bem comum. (James C. Hunter)

Líder: indivíduo que tem autoridade para comandar e coordenar outros; pessoa cujas ações e
palavras exercem influência sobre o pensamento e comportamento de outros. (Dicionário
Houaiss)



CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER: visão, motivação, ação, ____________ , disciplina,
___________ , vida de oração, _______________________________________ , S _ _ _ _ _ _.



Como foi a liderança de Jesus aqui na Terra?

Mc 2:15-17__________________________________________________

Jo 13:1-5 ___________________________________________________

Mt 4:3-4 ___________________________________________________

Lc 5:1-6 ____________________________________________________

Mc 6:7 _____________________________________________________

Mc 6:45-46 __________________________________________________

Lc 22:42 ____________________________________________________




O chamado....
Jo 21:15-17
Você pode dizer que realmente ama a Jesus e isso que o leva a servi-Lo?
(Vamos refletir um pouco sobre a questão das motivações que nos trouxeram a posições de
liderança ou nos fazem pensar em ocupá-las.)

Devemos ter consciência da seriedade do nosso ministério e ser bons
despenseiros do que Deus nos confia...
Mt 26:41
1Co 10:12
Mt 25:20,21




                                                                                           86
 Algumas orientações de Paulo a Timóteo, um líder jovem:
   1Timóteo 4:11-16; 5:1-2


   Como ser líder quando se é relativamente jovem...

   a) Identifique-se com a autoridade das Escrituras: “até minha chegada, aplica-te à
      leitura..”
      Além de ler as Escrituras, Timóteo deveria pregá-las e ensiná-las. Quando lemos as
      Escrituras, estamos reconhecendo a sua autoridade.
   b) Exercite seus dons: “Não te faças negligente para com o dom que há em ti”.
      Naquela hora os líderes impuseram as mãos sobre ele e fora dado o ministério
      profético. A palavra grega é charisma. Todos os dons espirituais são dons de
      ministério. Se as pessoas virem nossos dons, elas dificilmente deixarão de aceitar o
      nosso ministério, por reconhecerem que foi Deus quem no-los concedeu.
   c) Mostre o seu progresso: “Pratique essas coisas e se dedique a elas para que o seu
      progresso seja visto por todos”
      Crescimento espiritual e no trabalho. As pessoas tinham não somente que ver o que
      ele era, mas o que estava chegando a ser.
   d) Cuide da sua coerência: “tem cuidado de ti mesmo e da doutrina”
      Não dá para ensinar aos outros o que nós mesmos não praticamos.
   e) Cuide dos seus relacionamentos: “não repreendas ao homem idoso; antes, exorta-o
      como a pai”
      Tratar os mais velhos com respeito, a sua geração com igualdade, o sexo oposto com
      prudência e pureza, TODOS com o amor que une a família de Cristo!

      O líder cristão foi comissionado por Deus para uma tarefa de responsabilidade
      e serviço. Tem exigências e tensões próprias de todo líder, e enfrenta
      pressões e conflitos que derivam da luta espiritual que Satanás impõe contra o
      evangelho e contra aqueles que o proclamam.
      Mas o líder cristão sabe que o seu Senhor é quem o capacita, que o nutre e
      quem o acompanha. Se aprendermos a levar em conta os ensinamentos do nosso
      Senhor, se obedecermos aos seus mandamentos e seguirmos os seus passos,
      então o nosso jugo será suave, e poderemos cumprir a nossa missão com
      eficiência e alegria.



 COMO PERSEVERAR SOB PRESSÃO E VENCER O DESÂNIMO?
    II Coríntios 3: ________________________________________________________
    II Coríntios 4: ________________________________________________________

      I-      Os problemas:
              a) Externo:


                                                                                 1111187
II               Co                 3:14-15;                      4:4
                 ____________________________________________________

             b) Internos:
                II                          Co                             4:7-
                18______________________________________________________
                I                            Co                             2:3
                ___________________________________________________________
                II                         Co                            12:7-9
                ________________________________________________________

      II-    Os antídotos:
             a) Contra o desânimo que produz incredulidade:
                 II                              Co                               4:2
                 __________________________________________________________
                 II                              Co                               4:6
                 __________________________________________________________
    Pregar o evangelho é o meio pelo qual Deus resplandece na mente das pessoas. Nela
    não podemos penetrar com o nosso próprio poder, mas ela poder ser penetrada pelo
    poder de Deus quando pregamos o evangelho.

             b) Contra a fragilidade do corpo
                II                            Co                          4:10
                _________________________________________________________
                II                            Co                         12:10
                ________________________________________________________



 COMO MANTER O VIGOR ESPIRITUAL?

      a) A disciplina do descanso e do lazer: Marcos 6:45
         Devemos obedecer com mais fidelidade o quarto mandamento. Se não o fizermos,
         estaremos afirmando que temos mais sabedoria que Deus. As necessidades
         humanas:
         I.      Um tempo para nós mesmos
         II.     Praticar esportes ou recreações
         III.    Família e amigos

    “Porque, mesmo quando chegamos à Macedônia, a nossa carne não teve repouso
    algum; antes em tudo fomos atribulados: fora por combates, temores por dentro. Mas
    Deus, que consola os abatidos, nos consolou com _______________________________ .
    “ (2 Co 7:5-6)

      b) A disciplina devocional
         I.      Administração do tempo – Efésios 5:16




                                                                                   88
II.     Leitura diária da Bíblia – Lucas 4:4
           III.    Oração – Salmo 145:18
           O diabo sabe que a oração é o maior segredo da vida cristã e está disposto a fazer
           todo o possível para nos deter.
           O propósito da leitura bíblica é escutar a voz viva de Deus, e precisamos chegar a
           ela com uma viva expectativa.

Um bom líder busca estar, primeiramente, sob a liderança de Cristo e em constante
relacionamento com Ele...

           Lectio Divina ou “Leitura Devocional” = forma disciplinada de
           devoção, e não mais um método de estudo bíblico. Diferentemente
           da leitura indutiva para investigar o texto bíblico preparo de sermões
           e estudos, ou em busca de respostas mais imediatas para conflitos
           diários, ela nunca deve ser usada para algum propósito utilitário ou
           pragmático. É feita pura e simplesmente para conhecer a Deus,
           colocar-se diante da sua Palavra e ouvi-lo. Essa atitude de silêncio,
           reverência, submissão, meditação e contemplação define a postura
           de quem deseja aproximar-se da Palavra de Deus. É uma leitura para
           transformação. São quatro os estágios por que passamos ao nos
           dedicarmos à Leitura Devocional: leitura, meditação, oração e
           contemplação. (Janelas para a Vida, Ricardo Barbosa)

É importante termos em mente que o nosso trabalho deve sempre apontar para Cristo, para
que as pessoas O conheçam mais e que seja para a glória Dele!

           “É necessário que ele cresça e que eu diminua.”
                                         João 3:30



 UM PRINCÍPIO REVOLUCIONÁRIO!

       Colossenses                                              3:17
       __________________________________________________________

       Colossenses                                              3:23
       ____________________________________________________________
       __



OS PERFIS DE LÍDER QUE NÃO BUSCAMOS NA ABUB

   1- O ativista: é o famoso “pau pra toda obra”. Não consegue ficar parado um minuto.
      Canta no louvor, dirige classe de EBD, dirige um núcleo de estudo bíblico na faculdade,
      trabalha, estuda, namora, faz inglês, natação, judô, e por aí vai... Tem muita disposição
      e iniciativa, mas acaba não fazendo nada direito e não tendo tempo pra se relacionar
      com Deus, família e amigos;



                                                                                     1111189
2- O centralizador: é o famoso “deixa comigo”. É eficiente e dinâmico, mas toma todas as
     responsabilidades pra si e não delega nenhuma função aos demais membros do grupo.
     O resultado disso é que o grupo fica “viciado” nesse líder e quando ele se forma o
     grupo acaba porque tudo girava em torno dele.
  3- O chefão: é o famoso “manda chuva”. Tem grandes sonhos e ideias para o grupo, mas
     é o tipo de líder que não põe a mão na massa. Exerce grande autoritarismo sobre o
     grupo, mas geralmente o seu discurso não é coerente com sua prática, ou seja, “faça o
     que eu digo, mas não faça o que eu faço”.
  4- O não-praticante: é apenas um líder nominal, ou seja, “não tem tu vai tu mesmo”.
     Ocupou, mas não assumiu o cargo.



RENOVAÇÃO DE LIDERANÇA NO MINISTÉRIO ESTUDANTIL


     Não há sucesso sem sucessor!!!

     Nm 27:15-22
     Mt 9:37-38

     O segredo não está no sucesso enquanto os estudantes trabalham em alguma posição
     de liderança no grupo local de ABU/ABS e sim depois de sua saída. Como ficará a obra
     na universidade/escola? Nossa meta, além do trabalho de evangelização (estudante
     alcançando estudante) é também o discipulado feito pelos próprios estudantes.
     Pensar em um processo de renovação de liderança é, consequentemente, pensar no
     processo de discipulado – método extensamente utilizado em toda a história do povo
     cristão. Não podemos encarar a renovação de liderança apenas como uma
     transmissão de tarefa. Esse processo é muito mais que simplesmente “entregar o
     bastão.”

     Ao estudarmos o ministério de Jesus, percebemos três características marcantes do
     seu trabalho de preparação de líderes:

     I.      Crescimento Espiritual: (Mc 4:1-41; 9:2-3; 13:3-37)
             Nesses textos percebemos a preocupação de Jesus com o crescimento
             espiritual dos seus discípulos através do ensino e de experiências. Esse
             crescimento se dá gradualmente. Não é a toa que ele usou tantas parábolas
             ligadas ao crescimento e várias vezes separou tempo para estar a sós com
             eles.

     II.     Acompanhamento Pessoal: (Mc 3:13; 6:30-52; 10:32-34)
             Essa característica não é muito destacada hoje em dia, mas era uma parte
             bastante significativa do ministério de Jesus. Se cada um de nós examinar sua
             experiência cristã, descobrirá que as pessoas que se deram ao trabalho de nos
             acompanhar individualmente foram as que mais nos ajudaram na caminhada.




                                                                                       90
III.    Transmissão de uma tarefa: (Mc 3:13-15; 16:12-18)
               Jesus escolheu os doze para enviá-los a pregar. Com certeza, no início eles não
               eram pregadores habilidosos nem tinham todo o conhecimento necessário,
               mas foram aprendendo durante o processo com o auxílio do Espírito Santo.



Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça; se é
contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com
zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria. (Romanos 12:7-8)


Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a
minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do
evangelho da graça de Deus. (Atos 20:24)


BIBLIOGRAFIA UTILIZADA:
- Apostila CF/2008 (oficina ministrada pela Cássia Suraneia)
- Apostila CF/2009 (oficina ministrada pela Larissa Andrade)
- Material Treinamento ABUBH (Artur de Melo Sá e Ivo David, ambos de 2011)
- Apostila do Curso de Treinamento de Liderança da Igreja Batista Central de BH
- Janelas para a Vida, Ricardo Barbosa, Encontro Publicações

BIBLIOGRAFIA INDICADA:
- Neemias, um profissional a serviço do Reino; Paul Freston; ABU Editora
- O Discípulo Radical; John Stott; Editora Ultimato
- Vença a Fadiga Espiritual; Paul Borthwick; ABU Editora
- Os Desafios da Liderança Cristã; John Stott;




                                                                                     1111191
Grupo II – Como iniciar um Grupo – Quinta, 19 de Julho




                                                         92
Grupo II – ABS – Quinta, 19 de Julho




                                       1111193
Grupo II – Evangelismo: Experiência Pessoal – Quinta, 19 de Julho

              Em busca de um modelo integral de evangelismo

Roteiro da Oficina
1° Dia: Mudança de Perspectiva
  1. Explorações Bíblicas - Em busca de um Modelo para um evangelismo integral

 2. Interações entre os indivíduos ou "cada um é um mundo diferente"


2° Dia: Mudanças práticas
Discussão entre os participantes – Como?
Existe um modelo?




1º Dia
Parte 1

     Como Deus fala com o povo ?
          o Velho Testamento
       o Oséias
                   Oséias 1, Oséias 3:1-5, Oséias 6:1-6
       o Jeremias
                   Jeremias 18:1-6, Jeremias 16:1-9
       o Jó
                   Jó 38:1-4
       o Elias
                   1 Reis 19:9-13
     Como Cristo abordou as pessoas?
          o Novo Testamento
       o Jesus e Nicodemus
                   João 3:1-9
       o Jesus e a mulher Samaritana
                   João 4:1-30
       o Paulo discursando aos Atenienses
                   Atos 17:22-32

Conclusões da parte 1

      Os discursos, as conversas, são sempre contextualizadas.
      Deus sempre usou elementos da realidade para conversar com os homens,
       elementos que os homens entendessem.
      O discurso sempre foi um que fazia sentido aos ouvintes
      Deus fala de diferentes modos para diferentes pessoas




                                                                                 94
“Para os fracos, fiz-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com
todos, a fim de salvar alguns a todo custo. E isto tudo eu faço por causa do evangelho,
para dele me tornar participante”           1 Coríntios 9:22-23

Parte 2


    O evangelho contextualizado culturalmente
    Vivemos em uma sociedade culturalmente diversa: quantas culturas existem
     em nossa cultura?
    A importância de estar no mesmo nível, de se fazer no mesmo nível que a
     cultura que se ministra (princípio básico em missão transcultural)
             Qual é a nossa cultura universitária? Quais suas características?
    Reconhecimento de terrítório
             Em qual mundo temos vivido?
             Quem temos ouvido?
             Temos prestado atenção ao meio em que vivemos e que intentamos
             evangelizar?
    Valorização do indivíduo -> Jesus valorizava o indivíduo e o tratava como
     único.
    Toda relação do discípulo não é livre, mas é mediada por Cristo (Bonhoeffer)
    Não há um modelo de evangelismo, não há fórmula, não há regra.
    Todo evangelismo é RELACIONAL e ÚNICO

Três lembretes:
   Não faça dos outros seu projeto de evangelismo! Olhe o modelo de Cristo!
   Evangelismo "contextualizado" não é Xaveco Gospel: "Irmã, se a fé vem pelo
      ouvir e ouvir a palavra de Deus, a paixão vem pelo olhar e olhar nos teus olhos.
      Sua benção!"
   Mateus 7:1-5 - Bonhoeffer: A única coisa que nos faz diferentes daqueles que
      não são Cristãos é Cristo, não nossas virtudes.

"Vocês estão aqui para ser luz, trazendo as cores de Deus no mundo. Deus não é um
segredo para ser guardado. Nós vamos fazer isso algo público, tão público quanto
uma cidade no topo de um monte. Se eu os fiz detentores da luz, não pensem que eu
vou escondê-los debaixo de um balde."        Mateus 5:14 (versão “A mensagem”)


2º Dia
Troca de ideia e Questões Práticas, ou e agora, como/o que eu faço?

Desafio: Me explique a razão da sua fé!

“Amados, exorto-vos, como a peregrinos e forasteiros neste mundo, a que vos
abstenhais dos desejos carnais que promovem guerra contra a alma. Seja bom o
vosso comportamento entre os gentios, para que, mesmo que falem mal de vós, como
se fôsseis malfeitores, vendo as vossas boas obras glorifiquem a Deus, no dia da
Visitação” 1 Pedro 2:11-12


                                                                               1111195
Em relação aos meus amigos:


- Como eu os vejo?

- Até aonde eu vou?

- Como eu ajo?

- Será que isso ou aquilo é realmente pecado?

- Quais são minhas conversas?

- Tenho orado pelos meus amigos?

Como eu faço para que uma conversa prosaica possa se transformar em uma
conversa sobre o Reino?

Em relação às reuniões da ABU na minha faculdade:

- Qual tem sido o tópico dos meus estudos?

- A quem tem se dirigido meus estudos?

- Como tenho/temos nos portado no estudo?



Conclusão:

Faça sua parte, na graça do nosso Deus!

Abra os olhos para a realidade ao nosso redor!

Referências:

“Evangelismo Natural”, Rebbeca Pippert. Editora Mundo Cristão.
“O evangelho e a cultura”. Editora ABU.
“O custo do discipulado” (The cost of discipleship), Dietrich Bonhoeffer.


                                                                            Contato:
                                          Gabriel Brisola da Cunha – ABU Juiz de Fora
                                                           gabriel_brisola@hotmail.com




                                                                                   96
1111197
Grupo II – Faculdades Particulares – Quinta, 19 de Julho

                          Oficina: ABU nas Particulares

                                                   Ludmila Esteves - ludmila.geo@gmail.com
                                               Victor Miranda – victorqmiranda@hotmail.com


“Sempre damos graças a Deus por todos vocês, mencionando-os em nossas orações.
Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o
trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da
esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. Sabemos, irmãos, amados de Deus, que ele os
escolheu porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas
também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. Vocês sabem como procedemos
entre vocês, em seu favor. De fato, vocês se tornaram nossos imitadores e do Senhor; apesar
de muito sofrimento, receberam a palavra com alegria que vem do Espírito Santo. (...)
Porque, partindo de vocês, propagou-se a mensagem do Senhor (...). Não somente isso,
mas também por toda parte tornou-se conhecida a fé que vocês têm em Deus.” 1
Tessalonicenses 1:2-8



A realidade das instituições acadêmicas no Brasil:



Segundo o Censo da Educação Superior, no ano de 2010 registra-se que 78% dos
acadêmicos brasileiros estudam em instituições privadas!!! (MEC/ INEP, 2010),
ou seja, houve um grande crescimento das faculdades particulares..

Como sabemos, as universidades ou faculdades particulares possui uma realidade
diferente das federais ou estaduais. Essa diferença se dá em diversos âmbitos, como
por exemplo:

      Integração com cursos de outras áreas do conhecimento. Geralmente se
       restringe aos colegas do mesmo curso ou da mesma área (humana, biológica,
       exatas...), até devido a configuração/ espacialização do (s) prédio (s) dessas
       instituições. Contribui também para isso, a disponibilidade de tempo - os
       intervalos geralmente são curtos e o tempo diário na faculdade é menor
       (geralmente um turno).

      Grande pressão e preocupação com frequência e notas, o que diretamente
       influencia no bolso.

      Maior proximidade com a turma (a turma que entra junto no semestre,
       geralmente forma junta) e com os professores...

      Em alguns casos, burocracia para utilização dos espaços físicos



Contudo, têm-se desafios comuns a todas as academias (diversidade, ideologias e
correntes de pensamento, competitividade, festas, bares...) e desafios específicos. O




                                                                                        98
público é diferente, logo as metodologias também precisam ser diferentes. É
necessária uma adaptação a cada contexto.




Ok, mas onde a ABU entra nisso?



Lembrando: A Aliança Bíblica Universitária do Brasil é uma organização missionária
evangélica que existe para compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo nas escolas e
universidades brasileiras, através da iniciativa dos próprios estudantes. O treinamento
e formação de estudantes e profissionais, visando o testemunho cristão e o serviço à
Igreja e à sociedade, completam nossa missão. A ABU surgiu e cresceu no âmbito da
Universidade Pública, e este público sempre foi a sua maioria. Com a abertura que o
MEC deu para as instituições particulares no início do séc. XXI esta realidade
começou a mudar... Então chegamos aqui!



 E agora, José?



 Mãos à obra, pois a seara é grande e o campus nos espera!!



Algumas dicas :



      Ore!

      Não tenha medo!

      Entre em contato com cristãos da faculdade para que possam te dar suporte no
       trabalho. Sozinho tudo é mais difícil.

      Informe a faculdade da existência de seu grupo e se achar necessário peça
       autorização para utilização do espaço. Dê preferência um espaço aberto e com
       boa visibilidade.

      Busque capacitação e treinamento.

      Divulgue! (Facebook é o canal!!)

      Conheça os universitários de seu grupo e de outros grupos locais e troque
       "figurinhas".

      Tenha persistência e muita paciência...



                                                                              1111199
Nas reuniões....

      Utilize EBIs rápidos/ curtos

      Seja breve, mas não seja o único a falar...

      Tenha cuidado com o “crentês”.

      Seja criativo!

      Esteja sempre com um sorriso no corpo e receba todos bem.

      Quando alguém der uma opinião, agradeça e elogie.

Em sala de aula...

      Seja exemplo. Lembre-se: seu testemunho fala mais do que palavras.

      Seja um bom colega de classe – ajude quando possível.

      Não seja um super crente. Isso é muuuuito chato.

      Seja autêntico. Saiba dialogar.

      Não tenha uma postura de juiz e sim de amor.



Como nos mostra John Stott (1975)

                        "Se não fizermos nada além de proclamar o evangelho para as
                        pessoas à distância, nossa autenticidade pessoal pode ser
                        questionada. Quem somos? Aqueles que nos ouvem, não sabem.
                        Pois estamos desempenhando um papel (o de pegadores) e eles
                        podem achar que usamos uma máscara. Além disso, estamos tão
                        distantes que eles nem podem nos ver adequadamente. Porém,
                        quando nos sentamos lado a lado com eles, como Filipe na
                        carruagem do etíope, ou nos encontramos face a face, um
                        relacionamento pessoal se estabelece. Nossas defesas caem.
                        Começamos a ser vistos e reconhecidos pelo que somos. Existe o
                        reconhecimento de que nos também somos seres humanos,
                        igualmente pecadores, igualmente necessitados, igualmente
                        dependentes da graça da qual falamos. E com o desenvolvimento
                        da conversa nos não somente nos tornamos conhecido do outro,
                        mas também passamos a conhecê-lo. Ele também é um ser
                        humano, com pecados, dores, frustrações e convicções. Passamos
                        a respeitar suas convicções, sentir com ele sua dor. Ainda
                        desejamos compartilhar as boas novas com ele, pois nos
                        importamos profundamente com isso; porém, agora também nos
                        importamos com ele com que queremos compartilhá-las.(...) O
                        diálogo coloca o evangelismo em um contexto autenticamente
                        humano"

E lembre-se sempre e sempre:




                                                                                  100
“Se você está nesta universidade pela vontade de Deus, então ela é um
             campo missionário e você é missionário dele aqui.” Ruth Siemens

                      A amizade é a chave para o evangelismo!




Referência: STOTT, John. A missão cristã no mundo moderno. Editora Ultimato.2010. P. 87




                                                                             11111101
Construindo Pontes para ... – Sexta, 20 de Julho

                                CONSTRUINDO PONTES PARA...
                                      “Andar com FÉ”

                                                                                             Natan de Castro

                                                                                          natan@abub.org.br

Bases bíblicas e teóricas:

“Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar...”
(Tiago 1:19)

“Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que
há em vocês.” (I Pedro 3:15b)

“Nós somos chamados a ouvir em dobro, ou seja, ouvir tanto a Palavra quanto o mundo. [...] Não estou
dizendo que deveríamos ouvir a Deus e aos nossos companheiros humanos da mesma forma ou com o
mesmo nível de deferência. Nós ouvimos a Palavra com humildade e reverência, ansiosos por entendê-
la e decididos a acreditar no que viermos a compreender. Nós ouvimos o mundo com atenção crítica,
igualmente ansiosos por compreendê-lo, e decididos não necessariamente a crer nele e a obedecer-lhe,
mas a simpatizar com ele e a buscar graça para descobrir que relação existe entre ele e o evangelho.”
(John Stott, Ouça o Espírito, Ouça o Mundo, ABU Editora)

“[...] A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus,
parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua
cultura está manchada pelo pecado e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a
superioridade de uma cultura sobre outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de
verdade e justiça e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas [...].” (Pacto de
Lausanne, parágrafo 10, ABU Editora)

A Cura                                      Formato Mínimo                      O medo redigiu-se ínfimo
(Lulu Santos)                               (Samuel Rosa/ Rodrigo F.            E ele percebeu a dádiva
Existirá, em todo porto tremulará           Leão)                               Declarou-se dela, o súdito
A velha bandeira da vida                                                        Desenhou-se a história
Acenderá, todo farol iluminará                           Começou de súbito      trágica
Uma ponta de esperança                        A festa estava mesmo ótima        Ele, enfim, dormiu apático
E se virá, será quando menos se esperar          Ela procurava um príncipe      Na noite segredosa e cálida
Da onde ninguém imagina                            Ele procurava a próxima      Ela despertou-se tímida
Demolirá toda certeza vã                             Ele reparou nos óculos     Feita, do desejo, a vítima
Não sobrará pedra sobre pedra                       Ela reparou nas vírgulas    Fugiu dali tão rápido
Enquanto isso não nos custa insistir             Ele ofereceu-lhe um ácido      Caminhando passos tétricos
Na questão do desejo, não deixar se           E ela achou aquilo o máximo       Amor em sua mente épico
extinguir                                     Os lábios se tocaram ásperos      Transformado em jogo
Desafiando de vez a noção                       Em beijos de tirar o fôlego     cínico
Na qual se crê que o inferno é aqui           Tímidos, transaram trôpegos       Para ele, uma transa típica
Existirá e toda raça então                        E ávidos, gozaram rápido      O amor em seu formato
experimentará                                            Ele procurava álibis   mínimo
Para todo mal, a cura                                     Ela flutuava lépida   O corpo se expressando
                                                    Ele sucumbia ao pânico      clínico
                                                     E ela descansava lívida    Da triste solidão, a rúbrica




                                                                                                       102
Avaliação – Sábado, 21 de Julho

                          Avaliação do CF Uberlândia 2012


Dar nota seguindo o parâmetro: 1 – Ruim; 2 – Mais ou menos; 3 – Bom; 4 – Ótimo; 5 –
Excelente.



                                          Evento



Impressão         Nota:    Por quê?

Geral do local

(Foi apropriado

para um CF?)

Programação       Nota:    Por quê?




Os banheiros      Nota:    Por quê?




Os quartos        Nota:    Por quê?




A alimentação     Nota:    Por quê?




As informações    Nota:    Por quê?

recebidas

antes do CF

A apostila        Nota:    Por quê?




                                                                                 11111103
Momentos           Nota:   Por quê?
Livres


Equipe             Nota:   Por quê?

Logística

de Uberlândia

Equipe de          Nota:   Por quê?

apoio pastoral

(Diretoria
Regional

e Assessores)

Leituras           Nota:   Por quê?

prévias do CF




                                      Programação



Atividades         Conteúdo   Didática   Relevância   Por quê?/Comentários

Abertura           Nota:      Nota:      Nota:


EBI (Experiência   Nota:      Nota:      Nota:
e Material)


Construindo        Nota:      Nota:      Nota:
Pontes para
“Andar com Fé”

Louvor             Nota:      Nota:      Nota:



Oração (Lectio     Nota:      Nota:      Nota:
Divina)




                                                                             104
Cine ABUB         Nota:   Nota:   Nota:



Grupos de         Nota:   Nota:   Nota:
Compartilhar


Silêncio          Nota:   Nota:   Nota:
Reflexivo

(Experiência e
Material)

Palestra/Agenda Nota:     Nota:   Nota:
pessoal

c/ Jeverton
“Magrão”

Palestra com      Nota:   Nota:   Nota:
Maria Graziela


Palestra com      Nota:   Nota:   Nota:
Carlos baldacin


Noite ABUB        Nota:   Nota:   Nota:



Noite CIEE        Nota:   Nota:   Nota:


Noite Cultural    Nota:   Nota:   Nota:




                                          11111105
Exposições Bíblicas



Expositores     Conteúdo   Didática      Relevância      Por quê?/Comentários

Lia do Valle    Nota:      Nota:         Nota:




Elisson Souza   Nota:      Nota:         Nota:




Pr Lucas        Nota:      Nota:         Nota:
Quintino




Jeverton        Nota:      Nota:         Nota:
“Magrão”




Pr Junior       Nota:      Nota:         Nota:




Oficinas



Nomes das       Conteúdo   Didática      Relevância      Por quê?/Comentários
Oficinas

I-              Nota:      Nota:         Nota:



II -            Nota:      Nota:         Nota:




                                                                                106
1 – Como você resumiria o Curso de Férias em uma frase?



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2 – O que mais te impactou no CF?

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3 – O que poderia ter sido melhor no CF?

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4 – Outros comentários (que não teve chance de comentar até agora!)

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Mais anotações




                 108
Mais anotações




                 11111109
Mais anotações




                 110
Mais anotações




                 11111111

Apostila cf2012 uberlandia-mg

  • 2.
  • 3.
    Curso de Fériasda Região Minas Uberlândia, 14 a 21 de Julho de 2012 -“Andar com Fé eu vou” Sumário Exposição Bíblica – Sábado, 14 de Julho ....................................................................................... 5 Exposição Bíblica – Domingo, 15 de Julho .................................................................................... 7 Exposição Bíblica – Segunda, 16 de Julho ..................................................................................... 8 Exposição Bíblica – Terça, 17 de Julho .......................................................................................... 9 Exposição Bíblica – Quarta, 18 de Julho ...................................................................................... 10 Exposição Bíblica – Quinta, 19 de Julho ...................................................................................... 11 Exposição Bíblica – Sexta, 20 de Julho ........................................................................................ 12 Silencio Reflexivo - Domingo, 15 de Julho................................................................................... 15 Silencio Reflexivo - Segunda-feira, 16 de Julho ........................................................................... 17 Silencio Reflexivo - Terça-feira, 17 de Julho ................................................................................ 19 Silencio Reflexivo - Quarta-feira, 18 de Julho ............................................................................. 21 Silencio Reflexivo - Quinta-feira, 19 de Julho.............................................................................. 23 Silencio Reflexivo - Sexta-feira, 20 de Julho ................................................................................ 25 ORIENTAÇÕES PARA OS LÍDERES DE EBI DO CF 2012 ................................................................. 27 EBI – Domingo, 15 de Julho ......................................................................................................... 29 EBI – Segunda, 16 de Julho.......................................................................................................... 31 EBI – Terça, 17 de Julho............................................................................................................... 33 EBI – Quarta, 18 de Julho ............................................................................................................ 34 EBI – Quinta, 19 de Julho ............................................................................................................ 35 EBI – Sexta, 20 de Julho ............................................................................................................... 37 Palestra 1 – Domingo, 15 de Julho .............................................................................................. 39 Palestra 2 – Terça, 17 de Julho .................................................................................................... 40 Agendas Pessoais – Domingo, 15 de Julho.................................................................................. 43 Orientações aos Grupos de Compartilhar ................................................................................... 48 Grupo de Compartilhar – Segunda, 16 de Julho ......................................................................... 48 Grupo de Compartilhar – Quarta, 18 de Julho ............................................................................ 48 Grupos bases de cada Cidade – Sexta, 20 de Julho..................................................................... 48 Programação de Oficinas ............................................................................................................ 50 Grupo I – Estudo Bíblico Indutivo – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho ............................... 51 Grupo I – Mordomia – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho ................................................... 59 111113
  • 4.
    Grupo I –Missão Integral – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho ............................................ 65 Grupo I – ABP – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho .............................................................. 66 Grupo I – Projeto Lucas – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho ............................................... 71 Grupo I – Bases de Fé – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho .................................................. 77 Grupo II – ABU e Igreja Local – Quinta, 19 de Julho.................................................................... 83 Grupo II – Liderança – Quinta, 19 de Julho ................................................................................. 86 Grupo II – Como iniciar um Grupo – Quinta, 19 de Julho ........................................................... 92 Grupo II – ABS – Quinta, 19 de Julho .......................................................................................... 93 Grupo II – Evangelismo: Experiência Pessoal – Quinta, 19 de Julho ........................................... 94 Grupo II – Faculdades Particulares – Quinta, 19 de Julho........................................................... 98 Construindo Pontes para ... – Sexta, 20 de Julho ...................................................................... 102 Avaliação – Sábado, 21 de Julho ............................................................................................... 103 4
  • 5.
    Exposição Bíblica –Sábado, 14 de Julho “ANDAR COM FÉ EU VOU” Lia do Valle (lia@abub.org.br) Música: Andar com Fé (Gilberto Gil) Introdução à carta de Tiago Tiago 1:1 “Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos dispersas entre as nações: Saudações.” Tiago? Mas qual deles? O irmão de Jesus... ‘Servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo’ ‘Às doze tribos dispersas entre as nações’ Orientações de um Pastor com autoridade... Algumas características importantes da Carta. - Conexão com o Sermão do Monte. - Um apóstolo prático que contextualiza para o entendimento de seus leitores. - Um autor que faz referência aos ensinamentos do povo escolhido de Deus. - Paulo e Tiago, se contrapõe ou se complementam? “O homem é justificado diante de Deus pela fé somente. Contudo, ele é justificado diante dos homens pelas obras que pratica em decorrência da fé.” Augustus Nicodemos TIPO de Fé... Fé: Capital Fé: Relacional Para refletir e orar: Em quem ou em que você tem baseado a sua fé? Tendo Tiago como exemplo, como tem sido sua vida de servo de Cristo? Bibliografia: Tiago: Introdução e Comentário (Douglas J. Moo) 111115
  • 6.
    Série Interpretando oNT: Tiago (Augustus Nicodemos Lopes) Bíblia de Estudo NVI (Editora Vida) Bíblica de Estudo de Genebra (Sociedade Bíblica do Brasil) 6
  • 7.
    Exposição Bíblica –Domingo, 15 de Julho ORIGEM E NATUREZA DAS PROVAÇÕES Elisson Souza (elissonsouza@yahoo.com.br) O irmão de condição humilde deve orgulhar-se quando estiver em elevada posição. E o rico deve orgulhar-se se passar a viver em condição humilde, porque passará como a flor do campo. Pois o sol se levanta, traz o calor e seca a planta; cai então a sua flor, e é destruída a beleza da sua aparência. Da mesma forma o rico murchará em meio aos seus afazeres. Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam. Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: "Estou sendo tentado por Deus". Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado; e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte. Meus amados irmãos, não se deixem enganar. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes. Por sua decisão ele nos gerou pela palavra da verdade, para que sejamos como que os primeiros frutos de tudo o que ele criou. Tiago 1:9-18 111117
  • 8.
    Exposição Bíblica –Segunda, 16 de Julho Pr. Lucas “Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com favoritismo. Suponham que na reunião de vocês entre um homem com anel de ouro e roupas finas, e também entre um homem pobre com roupas velhas e sujas. Se vocês derem atenção especial ao homem que está vestido com roupas finas e disserem: "Aqui está um lugar apropriado para o senhor", mas disserem ao pobre: "Você, fique de pé ali", ou: "Sente-se no chão, junto ao estrado onde ponho os meus pés", não estarão fazendo discriminação, fazendo julgamentos com critérios errados? Ouçam, meus amados irmãos: não escolheu Deus os que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos em fé e herdarem o Reino que ele prometeu aos que o amam? Mas vocês têm desprezado o pobre. Não são os ricos que oprimem vocês? Não são eles os que os arrastam para os tribunais? Não são eles que difamam o bom nome que sobre vocês foi invocado? Se vocês de fato obedecerem à lei real encontrada na Escritura que diz: "Ame o seu próximo como a si mesmo", estarão agindo corretamente. Mas se tratarem os outros com favoritismo, estarão cometendo pecado e serão condenados pela Lei como transgressores. Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente. Pois aquele que disse: "Não adulterarás", também disse: "Não matarás". Se você não comete adultério, mas comete assassinato, torna-se transgressor da Lei. Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade; porque será exercido juízo sem misericórdia sobre quem não foi misericordioso. A misericórdia triunfa sobre o juízo!” Tiago 2:1-13 8
  • 9.
    Exposição Bíblica –Terça, 17 de Julho FÉ REAL x FÉ TEÓRICA Jeverton (Magrão) Ledo (jeverton.ledo@gmail.com) “De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer- se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: "Você tem fé; eu tenho obras". Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios crêem — e tremem! Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem obras é inútil? Não foi Abraão, nosso antepassado, justificado por obras, quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar? Você pode ver que tanto a fé como as suas obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras. Cumpriu-se assim a Escritura que diz: "Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça", e ele foi chamado amigo de Deus. Vejam que uma pessoa é justificada por obras, e não apenas pela fé. Caso semelhante é o de Raabe, a prostituta: não foi ela justificada pelas obras, quando acolheu os espias e os fez sair por outro caminho? Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé sem obras está morta.” Tiago 2:14-26 111119
  • 10.
    Exposição Bíblica –Quarta, 18 de Julho Pr Lucas “De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês? Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. Não têm, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres. Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus. Ou vocês acham que é sem razão que a Escritura diz que o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes? Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a Escritura: "Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes". Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês. Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês! Pecadores, limpem as mãos, e vocês, que têm a mente dividida, purifiquem o coração. Entristeçam-se, lamentem e chorem. Troquem o riso por lamento e a alegria por tristeza. Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará. Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala contra o seu irmão ou julga o seu irmão, fala contra a Lei e a julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está se colocando como juiz. Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo?” Tiago 4:1-12 10
  • 11.
    Exposição Bíblica –Quinta, 19 de Julho Junior Souza “Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a miséria que lhes sobrevirá. A riqueza de vocês apodreceu, e as traças corroeram as suas roupas. O ouro e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês e como fogo lhes devorará a carne. Vocês acumularam bens nestes últimos dias. Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que por vocês foi retido com fraude, está clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Vocês viveram luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida em dia de abate. Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência.” Tiago 5:1-6 1111111
  • 12.
    Exposição Bíblica –Sexta, 20 de Julho A ORAÇÃO DA FÉ OU FÉ NA ORAÇÃO? Lia do Valle (lia@abub.org.br) “Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores. Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e o céu enviou chuva, e a terra produziu os seus frutos. Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade e alguém o trouxer de volta, lembrem-se disso: Quem converte um pecador do erro do seu caminho, salvará a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos pecados sejam perdoados.” Tiago 5:13-20 Oração 12
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    Bibliografia: Tiago: Introdução e Comentário (Douglas J. Moo) Série Interpretando o NT: Tiago (Augustus Nicodemos Lopes) Bíblia de Estudo NVI (Editora Vida) Bíblica de Estudo de Genebra (Sociedade Bíblica do Brasil) 14
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    O que ée por que o Silêncio Reflexivo está na programação? Dentre as disciplinas que como cristãos precisamos desenvolver durante nossa caminhada, podemos facilmente destacar a oração, o jejum, o estudo e a adoração. O que devemos lembrar é que ainda há outras disciplinas que necessitamos desenvolver: solitude, meditação, confissão, serviço... “Muito embora o silêncio às vezes envolva a ausência de linguagem, ele sempre envolve o ato de ouvir” Richard Foster em Celebração da Disciplina . O Silêncio Reflexivo é um espaço que temos em nossa programação com o objetivo de auxiliar você na “digestão” do que tem ouvido e aprendido durante o treinamento. É um momento para silenciar, rever anotações, aprofundar conceitos, orar, assumir compromissos e, acima de tudo, ouvir Deus nos falando. Gostaríamos de dar algumas sugestões para que você aproveite bem esse tempo: Utilize os primeiros minutos apenas para silenciar-se. Em seguida leia o material e suas anotações com atenção, escrevendo suas percepções e orações. Concentre- se no que estará fazendo. Seja paciente e utilize o tempo inteiro. Colocamos alguns textos e perguntas para ajudá-lo. E caso sinta dificuldade procure alguém da equipe num horário vago e converse um pouco sobre isso. Desejamos que você tenha bons encontros com Deus e com você mesmo. Equipe organizadora do CF 2012. Silencio Reflexivo - Domingo, 15 de Julho Andar com fé eu vou... e praticar a Palavra para enfrentar as provações e tentações. “Se nos ajoelharmos diante de Deus o Pai com a Bíblia aberta diante de nós, certamente não é porque sejamos bibliólatras, mas porque desejamos humildemente ouvir o que Deus tem a nos dizer.” (John Stott) “O homem jamais obtém um conhecimento claro de si mesmo a não ser que tenha primeiro contemplado a face de Deus e depois desça para analisar a si mesmo.” (João Calvino) “O cristão não pertence a esta era presente, que está sob domínio do pecado e das trevas, mas nasceu de novo pelo Espírito, alcançando cidadania na ordem do Reino, nova e vindoura. Assim sendo, não esperamos que o mundo alimente nosso espirito nem satisfaça nossas mais profundas necessidades.” (Bruce Milne) “Aquilo que da parte de Deus é prova torna-se tentação pela concupiscência de nosso coração corrompido. Para que a palavra implantada realize a sua obra, é preciso que limpemos o terreno do nosso coração.” (Augustus Nicodemus) “A Palavra torna-se uma parte permanente, inseparável do cristão, uma presença dominadora e orientadora dentro dele.” (Douglas J. Moo) 1111115
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    Como estão suasexpectativas em relação ao CF? O que mais te marcou na primeira noite? O que Deus falou ao seu coração nesta manhã durante a Exposição Bíblica? Escreva alguns pontos que você deseja que Deus trabalhe em sua vida durante esses dias. 16
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    Silencio Reflexivo -Segunda-feira, 16 de Julho Andar com fé eu vou... ...demonstrando esse andar pela fé com obras de misericórdia para com meu próximo. “A cruz de Cristo eleva o pobre e abate o que é exaltado. É a grande niveladora de homens.” (A. T. Robertson) “As pessoas, crentes ou não, não devem ser avaliadas pelos cristãos de acordo com padrões do mundo.” (Douglas J. Moo) “Tão grande é a glória de Cristo que facilmente extingue todas as glórias do mundo. Conclui-se que Cristo é pouco valorizado por nós, quando a admiração pela glória mundana nos domina.” (João Calvino) “Muito mais do que crença, a fé evangélica abrange o nosso comportamento; ela traz em seu bojo um desafio que, em suas mais variadas facetas, exige que vivamos de conformidade com a nossa fé.” (Jonh Stott) “O Espírito nos equipa para servir a Deus, concedendo seus dons, orientando nosso ministério e nos ungindo com poder. Nossos horizontes, no que se refere ao trabalho de Deus, não devem portanto ser medidos pelas nossa possibilidades humanas limitadas, mas pela medida abundante da provisão do Espírito.” (Bruce Milne) “Quando fé e obras andam juntas, temos vida.” (Augustus Nicodemus) ___________________________________________________________________ Escreva os desafios que a palestra de Domingo causou em você. Como foi o primeiro dia de Oficina? Por que você a escolheu e como você tem pensando em colocá-la em prática? Quais foram suas primeiras impressões da Agenda Pessoal? Escreva o que mais te marcou até agora. 1111117
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    Silencio Reflexivo -Terça-feira, 17 de Julho Andar com fé eu vou... ...confiando no senhorio de Cristo sobre a minha vida, meus recursos e dons. “Porque o evangelho não é uma doutrina de língua, mas de vida. E, diferentemente das outras disciplinas, não se apreende só pela mente e pela memória, mas deve envolver e dominar a alma e ter como sede e receptáculo as profundezas do coração. De outra forma, o evangelho não será recebido adequadamente como deve ser.”(Calvino) “Hoje quando as multidões padecem necessidades, a igreja precisa se lembrar de sua vocação solidária. Não se trata somente de oferecer consolo, mas também de buscar a justiça. Seu lugar não está na comodidade dos poucos, mas na miséria dos muitos, porque ela é alvorada do reino e sinal visível da criação que se aproxima. E como antecipação da nova vida, a igreja não existe para si mesma, mas é uma oferta de serviço aos demais.” (Harold Segura) “[...] quem reconhece a origem divina de tudo o que possui, responderá à generosidade de Deus com gratidão que achará expressão na prática da justiça em favor de seus semelhantes, especialmente para com os que têm menos.” (René Padilla) “Deus e Mamon se opõem. Como potestade, o dinheiro pode se assenhorar do coração do homem, estabelecendo com ele uma relação de senhor e servo. Engana-se, portanto, o homem que acha que pode se servir do dinheiro, pois, na maior parte do tempo, é Mamon que se serve do homem, que o dobra à sua lei, que o oprime e o escraviza. (Osmar Ludovico) “Quanto mais amamos, mais parecidos nos tornamos com o objeto de nosso amor, a ele nos ligamos. O destino eterno do homem não está ligado a uma boa confissão de fé, mas àquilo que ele mais amou, àquilo com que mais se identificou e se ligou na vida. Amar o dinheiro é se condenar com ele à destruição, ao desaparecimento. Ao dizer que não dá para servir a dois senhores, Jesus Cristo nos coloca diante da escolha de nosso mestre.” (Osmar Ludovico) “A maneira mais concreta de ficarmos livres de Mamon é sendo generosos, largos, vivendo nossa vida com simplicidade, e em vez de acumular, dar de graça de nós, de nosso tempo, de nossos recursos à obra missionária e aos pobres.” (O. Ludovico) 1111119
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    “Rogue a Deusque, assim como lhe abençoou com certos meios, lhe ofereça misericórdia: que Ele lhe dê um coração que compartilhe uma porção do que Deus lhe deu, e que isto seja em testemunho de amor e gratidão a Ele.” (Thomas Gouge,). ___________________________________________________________________ Releia suas anotações das exposições bíblicas e escreva o que Deus tem te desafiado. O que Deus falou ao seu coração na noite anterior? Escreva uma oração ao Senhor, colocando tudo o que o Espírito Santo tem incomodado o seu coração. 20
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    Silencio Reflexivo -Quarta-feira, 18 de Julho Andar com fé eu vou... ...buscando de Deus discernimento e sabedoria para agir, falar e silenciar. “Muitas pessoas são ‘faladeiras’ e usam o falar para oprimir e manipular. O falar torna-se oportunista. Essas palavras não curam nem auxiliam a comunhão. Elas não encorajam o rico silêncio da comunhão, mas enchem a nossa vida de barulheira.” (Henri Nouwen) “As palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem governa os tolos.” (Eclesiastes 9:17) “Líderes abusivos fazem tudo para serem vistos (Mt 23:5). Usam palavras enganosas com a finalidade de se autopromover. Para eles, é mais importante parecerem serem homens e mulheres de Deus do que realmente serem homens e mulheres de Deus (Mt 23: 16-22)”. (Ken Blue) “Como é natural, temos muito a ensinar e muito a fazer, mas nossa tarefa principal é ser. A linguagem primária da cura de almas é, portanto, a conversação e a oração. [...]É uma linguagem calma, espontânea, não exacerbada – a linguagem tranquila dos amigos e amantes, que é também a linguagem da oração.”(E. Peterson) “Podemos dizer que, quanto mais crescemos na intimidade com Deus, mais apreciamos o silêncio e percebemos Deus como aquele que todas as palavras do mundo não conseguiriam descrever.” (Osmar Ludovico) “A prática do silêncio é evitada porque é através dele que os fantasmas da alma, os medos e angústias que vivem nos esconderijos do coração, surgem com todo o seu poder e terror. Mas é através do silêncio que encontramos o poder de Deus que faz sucumbir os fantasmas e os medos e que renova em nós a alegria da paz e comunhão íntima com o Senhor.” (Ricardo Barbosa) “Porque o SENHOR dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade, para que guardem as veredas do juízo. Ele preservará o caminho dos seus santos.” (Provérbios 2:6-8) ___________________________________________________________________ Releia as anotações da palestra de ontem, pela manhã, e escreva o que mais tocou em seu coração. 1111121
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    O que aconversa de ontem à tarde provocou em você? Quais as atitudes que você deve tomar para colocar em prática as questões que foram colocadas? A carta de Tiago nos desafia a olhar para nós mesmos e mudar radicalmente algumas atitudes. Nesta exposição, que você ouviu pela manhã, o que mais te marcou? Gaste um tempo mais meditando em tudo que você aprendeu até aqui. Releia as frases novamente. Silencie seu coração. Silencie sua mente. E ouça a voz do Senhor. 22
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    Silencio Reflexivo -Quinta-feira, 19 de Julho Andar com fé eu vou... ...e com humildade. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós (Tg 4.7) “Só a submissão pode livrar-nos suficientemente para capacitar-nos a distinguir os problemas autênticos e a obstinada vontade própria. A Escritura não tenta expor uma série de relacionamentos hierárquicos, mas comunicar-nos uma atitude interior de mútua subordinação” (Richard Foster). “Crer em Jesus significa a aceitação da sua autoridade sobre todo o nosso ser, inclusive o corpo. Se Jesus é o Senhor do nosso corpo, ele pode permitir o sofrimento físico, inclusive a perseguição. Pode mandar-nos aonde ele quiser” (Dionísio Pape). “O choro que gera felicidade é a com-paixão pela vida. Sem esta com-paixão – gemido que intercede, clamor que busca em Deus o socorro para os fragilizados – o choro é mera descarga emocional. Os discípulos choram e são felizes porque o choro vem como sinal da humanidade interior redimida” (Carlos Queiroz). “O impostor (falso “eu”) nos predispõe a dar importância àquilo que não é importante de fato, revestindo de falso brilho o que é menos substancial e nos afastando do que é real. O falso “eu” nos faz viver num mundo de ilusões. O impostor é um mentiroso. (Brennan Manning) “[...] devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tg 4.15) ___________________________________________________________________ Relembre os momentos que você teve com os seus companheiros dos Grupos de Compartilhar. Tire um tempo para você orar por eles, e por suas inquietações. Como foi seu dia de livre, o que você fez de importante? Relembre agora os bons momentos que você passou. Você conseguiu fazer uma Ponte entre as coisas que você tem aprendido no CF com o filme que você viu ontem? Se sim, faça algumas anotações dessas impressões. Já estamos na metade do CF. Pare com pouco e reflita em tudo que Deus já falou em seu coração. Relembre tudo o que você já viveu. Releia suas anotações. 1111123
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    Silencio Reflexivo -Sexta-feira, 20 de Julho Andar com fé eu vou... ...e com justiça. “Tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência“ (Tg 5.6). “Em 30 anos, percentual de evangélicos passa de 6,6% para 22,2%. Os evangélicos foram o segmento religioso que mais cresceu no Brasil no período intercensitário. Em 2000, eles representavam 15,4% da população. Em 2010, chegaram a 22,2%, um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas (de 26,2 milhões para 42,3 milhões). Em 1991, este percentual era de 9,0% e em 1980, 6,6%” (IBGE. Censo 2010) “A flagrante concentração de renda, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a baixa escolaridade, a violência. Essas são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil” “O plural de ‘Seguidores de Jesus’ é ‘igreja’. Nada mais é do que um jeito interessante de os discípulos de Jesus dizerem ‘nós’. Igreja não é ocorrência. É projeto” “Igreja é ‘discípulos seguindo juntos’. Javé sempre foi claro: ele não vive em prédios construídos por homens. Os edifícios imponentes? São só um jeito de a igreja se proteger da chuva”. Don Everts). “Durante este período da Graça, a única testemunha ao senhorio de Jesus Cristo é a sua igreja viva, submissa à sua autoridade. Vidas transformadas pela fé em Cristo como Senhor e Salvador alertam o mundo para o fato da presença real, sempre ativa na história” (Dionísio Pape). “A fome e sede de justiça do discípulo traduz-se na busca e manifestação da justiça entre as pessoas. Na igualdade de dignidade no seio familiar, nas relações de direito justo para todos. Referimo-nos ao princípio bíblico de se requerer mais e responsabilizar mais, a quem tem mais, a quem mais recebeu ou conquistou” (Carlos Queiroz). “Confessai os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados” (Tg 5.16) ___________________________________________________________________ 1111125
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    O CF estáquase chegando ao fim. Aproveite esse momento para refletir em cada exposição, em cada palestra, nas oficinas que você fez, nas noites que você pode repartir a missão com seus irmãos, e no que Deus falou ao seu coração em cada silêncio. Resuma tudo isso em uma frase. Deixe registradas três coisas que mais te marcaram durante esses dias. Escreva uma oração em gratidão ao Senhor pelo que você viveu até aqui. Depois dessa oração, passe um tempo em silêncio, descansando nos Braços do Senhor. 26
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    ORIENTAÇÕES PARA OSLÍDERES DE EBI DO CF 2012 Um bom EBI é um estudo no qual os participantes conseguem se envolver com o texto bíblico a ponto de compreender o que Deus diz por meio dele e permitir que tal mensagem impacte seus corações e gere neles uma mudança de vida. Durante esses dias aqui em Uberlândia teremos o privilégio de estudarmos pelas manhãs a carta de Tiago. Por isso, gostaríamos de deixar algumas orientações pra que possamos aproveitar ao máximo esses momentos: a) Teremos 6 EBI´s durante todo o CF. Haverá revezamento e cada participante terá a oportunidade de dirigir pelo menos 1 EBI; b) Os EBI´s foram preparados pela equipe de obreiros. Dirigir um EBI preparado por outra pessoa é sempre uma aventura. Por isso, quando você estiver escalado pra dirigir o EBI estude-o um dia antes, ore meditando no texto e, se surgir alguma dificuldade, peça ajuda a alguém da equipe do CF; c) Talvez você não tenha muita experiência na condução de um EBI, ou tenha conduzido tantos que já está muito bem acostumado. Mas, aproveite essa oportunidade para aprender! Dê o verdadeiro e merecido valor para o estudo bíblico. Conduza o momento com tranquilidade e creia que Deus há de produzir muita edificação em cada um de nós! d) Cada EBI apresenta um roteiro de perguntas que tem por objetivo nos ajudar a mergulhar no texto bíblico e aplicá-lo à nossa vida. O texto bíblico é santo e inspirado, mas as perguntas do roteiro não. Portanto, o líder do EBI é livre pra pular, reformular ou acrescentar perguntas de acordo com o que julgar necessário. O importante não é completar as perguntas, mas compreender o que Deus está dizendo. e) No início de cada pergunta colocamos uma legenda entre colchetes indicando o tipo de pergunta: [O]= Observação; [I]= Interpretação; [A]= Aplicação; [C]= Contextualização; f) Não gaste muito tempo com as perguntas de Observação. A resposta esperada pra esse tipo de pergunta é bem objetiva (“o que”, “onde”, “qual”, “quem”, etc.). Assim que o grupo encontrar a resposta no texto, pule pra próxima e evite as divagações; g) As perguntas de Interpretação e Aplicação são mais abertas e espera-se que o grupo discuta mais sobre elas. Permita e estimule todos a contribuírem expressando sua percepção sobre o texto; h) As perguntas de Contextualização deverão levar os participantes a olharem pra realidade atual buscando compreender algum aspecto ou fenômeno a fim de relacionar isso com o texto bíblico estudado; i) Uma das responsabilidades do líder de EBI é cuidar para que a discussão termine no tempo estipulado a fim de não prejudicarem as demais atividades da manhã. Portanto, fique de olho no relógio! Se for necessário, omita alguma pergunta, mas não deixe de fazer pelo menos uma pergunta de Aplicação. Elas são as mais importantes! j) Sugerimos que iniciem e/ou terminem o EBI com uma oração. Ao final escolham quem ficará responsável pra dirigir o EBI no dia seguinte; Que Deus nos abençoe e conduza em cada um desses EBI´s no CF! Que sejamos transformados nesses encontros com a Palavra e uns com os outros a cada manhã! Equipe de Obreiros. 1111127
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    EBI – Domingo,15 de Julho PEDINDO ABACAXI PRA DESCASCAR Texto base: Tiago 1:2-8 Para discutir: 1) [O] O que Tiago afirma ser uma boa razão pra se alegrar (v.2)? [C] Que situações ou circunstâncias costumam ser motivo de alegria na vida dos seus colegas na escola/faculdade? 2) [O] Por que os irmãos a quem Tiago escreve deveriam se alegrar com as provações da vida? (v. 3-4) 3) [O] O que Tiago orienta seus leitores a pedirem e de que forma deveriam fazê-lo? (v. 5-6) 4) [I] As expressões “ânimo dobre” (ARA) ou “mente dividida” (NVI) são traduções da expressão grega “dipsychos” (duas psiquês, duas almas). O que seria uma pessoa com “duas almas”? Como Tiago define essa pessoa? (v. 8) 5) [I] Por que uma pessoa com “duas almas” não recebe o que pede do Senhor? 6) [A] Todos nós queremos ser perseverantes, maduros e íntegros e costumamos orar ao Senhor pedindo isso. Mas Tiago diz que essas virtudes são alcançadas por meio de provações. Você já orou alguma vez pedindo que Deus te mandasse provações? Explique sua resposta. 7) [A] Por que é menos comum cristãos orarem pedindo provações (meio) do que orarem pedindo vida transformada e maturidade (fim)? Por que sempre pedimos o “abacaxi descascado”? O que esse tipo de oração revela sobre nós? Para refletir e orar: 8) [A] De acordo com Tiago, uma pessoa de “duas almas” é “inconstante em seus caminhos” (ARA), “instável em tudo o que faz” (NVI). Você é uma pessoa assim? Ore pedindo que, durante esse CF, você possa aprender a ser uma pessoa com uma só vida, uma só verdade, um só Senhor! Para continuar pensando: “... também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado, e o caráter aprovado, esperança.” (Romanos 5:3-4) “Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação. Assim acontece para que fique comprovado que a fé que vocês tem [...] 1111129
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    é genuína eresultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado.” (I Pedro 1:6-7) 30
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    EBI – Segunda,16 de Julho ESPELHO, ESPELHO MEU... Texto base: Tiago 1:19-27 Para discutir: 1) [O] Observe e marque os verbos que estão no imperativo nos versículos 19 a 22. Quantas e quais são as exortações que Tiago faz aos seus leitores nesse trecho de sua carta? 2) [A] Você se considera uma pessoa “pronta para ouvir” e “tardia para falar”? Quando você conversa com um(a) amigo(a), quem dita a pauta da conversa? Quando alguém lhe conta um problema você ouve de forma interessada e atenta até o final ou interrompe logo o seu interlocutor pra oferecer soluções? 3) [A] Nossa prática de evangelização se caracteriza pela prontidão pra ouvir os não cristãos ou gostamos mais de “falar e ir embora”? Como esse ensino de Tiago nos desafia em nossa prática missionária? 4) [I] Por que a ira do homem não produz a justiça de Deus? 5) [O] Que diferenças existem entre pessoas que apenas ouvem a Palavra de Deus e outras que ouvem e praticam? (v. 23-25) 6) [O] Como Tiago exemplifica a religião falsa e a religião verdadeira (v. 26-27) Para refletir, confessar e orar: Tiago compara a Palavra de Deus a um espelho onde podemos ver quem realmente somos. Mas ver, por si só, não resolve o problema. Não adianta vermos no espelho que estamos descabelados e com resto de comida nos dentes, sem fizermos nada a respeito. Precisamos pegar o pente e a escova dental e tomar providências quanto ao que vimos. Assim deve ser quando estamos diante do espelho da Palavra. 7) [A] Quais falhas e sujeiras já descobriu em você através do estudo da carta de Tiago neste CF? O que você fará a respeito delas? (Pense nelas por uns momentos) 8) [A] Se você se sentir à vontade, siga o conselho de Tiago 5:16 e confesse esse pecado ao seu grupo de EBI pedindo oração pra que você seja curado desse mal. Se alguém confessar algum pecado pessoal no grupo não exponham isso a outras pessoas fora do grupo. Lembrem-se que “refrear a língua” é um sinal de verdadeira religião (v. 27). 1111131
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    EBI – Terça,17 de Julho CUIDADO PRA NÃO PROVOCAR UM INCÊNDIO Texto Base: Tiago 3:1-12 Para discutir: 1) [O,I] Porque Tiago sugere a seus ouvintes que não sejam mestres? 2) [O] Como Tiago começa sua exortação acerca da fala? Qual verdade fundamental podemos extrair do verso 2? 3) [O] Qual a relação que o autor faz entre a língua, os freios nas bocas dos cavalos e o leme pequeno de um navio? 4) [O,I] O autor compara a ação da língua com a de uma fagulha num bosque. Em quê esses dois elementos podem ser comparados? Quais são suas consequências? 5) [O,A] Tiago expõe um grande paradoxo que pode existir numa pessoa que não consegue domar sua língua. Que grande paradoxo é esse e como você se auto-avalia nesse sentido? 6) [O,A] Pode uma fonte de água salgada produzir água doce? Baseado no texto, o que seria uma fonte de água salgada e de água doce? 7) [O, A] Qual parece ser, nesse trecho, o versículo chave que demostre o pensamento de Tiago a esse respeito? Baseado nisso, quais seriam as implicações práticas acerca da questão da língua em nosso dia a dia e em nossos grupos locais? 8) [I]Leiam Mt 15:10,11,15-20. Unindo os textos de Tiago e Mateus, qual seria o verdadeiro problema da maledicência? 1111133
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    EBI – Quarta,18 de Julho À PROCURA DA SABEDORIA Texto Base: Tiago 3: 13-18 1) [O] A temática acerca da sabedoria aparece em qual outro momento na carta de Tiago? 2) [I] Leia o capítulo 3 inteiro. Qual parece ser a relação desse trecho com o trecho anterior do capítulo? 3) [O] Conforme o texto, como a sabedoria e o entendimento são demonstrados? 4) [O] É bem clara a distinção que Tiago faz acerca da sabedoria. Utilize-se do quadro abaixo para destacar as características distintas de cada uma delas. Verdadeira sabedoria Falsa sabedoria 5) [I,A] Quais seriam os perigos existentes numa vida baseada numa falsa sabedoria? 6) [I,A] Pensando em seu grupo local, quais seriam os benefícios em uma comunidade que busca andar conforme a verdadeira sabedoria, demostrada no texto? 7) [I] Leia o verso 18 nas diferentes versões bíblicas disponíveis em seu grupo de EBI. Qual a relação entre justiça e paz existente nesse versículo? 34
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    EBI – Quinta,19 de Julho NÃO CONTE COM OS OVOS QUE A GALINHA AINDA NÃO BOTOU! (Você também não pode fazê-la botar!) Texto Base: Tiago 4:13-17 1) [O] Leia Tg 4.13-17. O trecho anterior a este parece ser destinado a toda comunidade daquele local. Aqui, porém, Tiago se volta para um grupo específico de pessoas. Que pessoas são essas? O que as caracteriza? 1.1. [O] Em que consistiam os planos delas? 2) [I] Costumamos encontrar pessoas assim. Como elas seriam qualificadas no mundo moderno? Com quem você as compararia? 3) [O] Indo contra o pensamento corrente, Tiago vê, nessa postura, problemas, e faz, então, uma acusação contra elas. De quê Tiago as acusa? 3.1. [I] O termo “vanglória” é definido no dicionário online Caldas Aulete como: “presunção mal fundada do próprio merecimento ou dotes pessoais”. As versões Almeida Revista e a Bíblia de Jerusalém trazem o termo “jactância” que, pelo mesmo dicionário significa: “1. atributo ou atitude de quem se julga superior e faz alarde de suas qualificações e proezas; 2. altivez, arrogância”. Essas definições lhe ajudam a entender a acusação de Tiago? O que, de fato, as caracteriza? 3.2. [I] Tiago afirma que a inveja e a ambição egoísta estão envolvidas com confusão e todo espécie de males (cf. 3.16). Você acredita que ambas podem estar subentendidas na acusação de Tiago? Por quê? 4) [O,I] Tiago usa basicamente três argumentos para mostrar onde estão os problemas com esse tipo de atitude/pensamento. Qual seria o primeiro? (veja o v.14) 4.1. [I] Por que ele compara aquelas pessoas com uma neblina (ou vapor)? 4.2. [I,A] Na Bíblia, a vida às vezes é comparada com: uma flor (Jo 14.2; Sl 37.2; Is 40.6s); uma sombra (Jo 14.2; Ec 6.12); orvalho (Os 13.3); palha (Os 13.3); neblina, vapor, fumaça, sopro ou vento (Sl 78.39, 90.0; Os 13.3 e outros). O que essas coisas têm em comum? Por que é importante para nós percebemos essa verdade? 5) [O] Segundo o texto, qual deveria ser a atitude deles ao fazerem seus planos? 6) [I] O segundo argumento de Tiago pode ser observado nessa expressão “se o Senhor quiser”. Quando você pensa nela o que ela lhe diz? Que atributo de Deus está embutida nela? 1111135
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    6.1. [A] Oque esse atributo de Deus lhe traz (que sentimentos, sensações, pensamentos, atitudes e posicionamentos pra vida, entre outros...)? 7) [O] O terceiro, e último argumento, se baseia na origem da vanglória/jactância. Qual é a origem dela segundo o texto? 7.1. [I] Por que Tiago pode afirmar isso? 8) [A] Uma das coisas que podemos perceber é que, segundo Tiago, aquelas pessoas estavam confiando tanto em suas capacidades que julgavam ser capazes de determinar o próprio futuro (vanglória). Eles davam como certo que a “galinha botaria os ovos que eles queriam”! De que outras coisas podemos nos vangloriar? 9) [A] Qual o lugar do Senhor Jesus nos seus planos, sonhos e metas? Ou, qual o papel você reconhece ser dele nisso? Você se porta com mais frequência como alguém que se submete a Deus (Tg 4.7) ou como alguém que só submete os planos a Deus para um “aval divino”? 10) [A] Toda vez que nos fiamos unicamente em nossas capacidades, realizações e/ou qualidades, caímos no erro do orgulho e da vontade de tentar ser independente de Deus. Confesse a Deus esse pecados e busque uma atitude continua de submissão à sua vontade. Pra continuar pensando... O problema crucial quando fazemos planos, para o que quer que seja, não é se estamos sendo audaciosos ou, cautelosos. Não é, a princípio, uma questão de sonhar alto ou ser mais modesto. O problema (ou o erro) está, de fato, se, em nosso interior cultivamos a (falsa) noção de que estamos no controle das circunstâncias. Aí sim temos um grande problema. Mesmo uma pessoa que é comedida em seus planos pode cair nesse pecado. (Ricardo Wesley) 36
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    EBI – Sexta,20 de Julho PACIÊNCIA DE JÓ! Texto Base: Tiago 5:7-12 11) [O] Leia Tg 5.7-12. Se, no trecho anterior, Tiago está falando com os ricos injustos e opressores, aqui, ele se dirige a que grupo? 12) [O] O quê Tiago pede eles? 12.1. [I] Qual a importância do verbo “ser” aqui? O que Tiago quer enfatizar com isso? (Repare que ele usa duas vezes esse verbo para a mesma qualidade) 13) [O] Note que o pedido se inicia com um “portanto”, dando a ideia de “por causa disso” ou “por isso”. Existe, então, um motivo inicial para ele pedir isso aos irmãos. Que motivo seria esse? (Observe, no trecho anterior, as circunstâncias presentes e futuras, a mensagem embutida nele e, também, todo o contexto da carta) 14) [O] Em seguida, Tiago usa uma ilustração muito interessante: a do agricultor. O que 1 caracteriza esse profissional na passagem ? 14.1. [I] Como o uso dessa figura enriquece o pedido de Tiago? (Pensem, por exemplo, na atividade desse trabalhador: como ela é? Que etapas apresenta? O que caracteriza cada uma delas? Que características do agricultor aquela comunidade deveria buscar e desenvolver?) 15) [O,I] Saindo da ilustração, Tiago cita personagens bíblicas históricas: os profetas do AT e Jó. O que as caracteriza? Qual o motivo de elas aparecerem aqui? 15.1. [O] Que recompensas receberam por seu caráter paciente? 15.2. [I] Como o exemplo de pessoas pacientes ou “daquelas que mostraram perseverança” podia ajudar aqueles crentes? (Repare, por exemplo, nos verbos e expressões: “como vocês sabem”, “vocês ouviram”, “[vocês] viram o fim”) 15.3. [O] Por que Tiago pode afirmar que Deus também as recompensará por sua perseverança? Que atributos de Deus ele ressalta? 15.4. [A] Que pessoas são exemplo de paciência e/ou perseverança pra você? 15.5. [A] Esses exemplos (ou outros) podem nos ajudar hoje? Como? 15.6. [A] Como os atributos de Deus mencionados aqui também podem nos ajudar? 16) [O,I] No meio de sua exortação sobre paciência, Tiago insere dois outros pedidos. Que pedidos são esses (vv. 8,9)? Como elas poderiam estar relacionadas à virtude da paciência? 17) [O,I] “Queixar-se” tem aqui o sentido de: “reclamar; manifestar desagrado ou mal-estar com” (conforme o dicionário online Caldas Aulete). Que tipo de queixas eles poderiam ter uns contra os outros? 17.1. [A] Quais queixas podemos ter hoje contra nossos irmãos na fé na ABU ou na comunidade em que você congrega? 1 A expressão “chuva do outono e da primavera” (ou “chuvas temporãs e serôdias”) designa o período certo de chuvas dado por Deus, isto é, as chuvas que eram esperadas a cada ano segundo a benção de Deus (cf. Dt 11.14 e Jr 5.24). 1111137
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    18) [O] Queconsequências aqueles irmãos evitariam ao suspender as queixas uns contra os outros? 18.1. [A] O que isso nos ensina? Como devemos lidar com nossas reclamações contra os irmãos? (Lembre-se também do ensino de Jesus em Mt 7.1-5) 19) [I] Tiago utiliza duas expressões para designar a volta de Jesus (“vinda do Senhor” e “o Juiz já está as portas”). Na primeira vez ele enfatiza quanto tempo deve durar a virtude da paciência (“até a vinda do Senhor”) e, na segunda e na terceira vez, o uso é para enfatizar a razão de cada pedido. Ele, assim como outros escritores do NT, tem em mente o alerta de Jesus registrado em textos como MT 24.13, Mc 13.13 e Lc 18.8. Leia esses textos. Em última análise por que é importante “sermos pacientes”? 20) [O] Outra preocupação na mente de Tiago, bastante evidenciada pelo advérbio “sobretudo” (i.e. “especialmente”), está no v.12. Que outro pedido aparece aqui? Além do uso do advérbio, como ele reforça sua advertência? 21) [A] Em nossa cultura o que é juramento? Como você o entende? Como ele aparece, por exemplo, em nossas atividades e vivências? 21.1. [I] O que se espera de alguém que faz um determinado juramento? 22) [O] Há, mais uma vez, ressonância dos ensinamentos de Jesus (cf. Mt 5.33-37), agora, com relação ao costume judaico de jurar algo usando o nome de Deus e/ou de prometer algo a ele (cf. Ex 20.7,16; Lv 19.12; Nm 30.3ss; Dt 23.22 e Ec 5.1-6). Ao invés de agir assim, qual deveria ser, segundo o ensino de Tiago (que é o de Jesus), a atitude dos cristãos? 22.1. [I] Que sentido o verbo “ser” dá ao “sim” ou ao “não” que uma pessoa profere? 22.2. [I] Em outras palavras, que qualidades (ou, atributos) Tiago pede para aqueles crentes desenvolvam? (Tente resumi-la em uma única palavra) 23) [A] Que atributo(s) aprendemos aqui que precisam marcar a vida cristã “até que Ele venha!”? Até que ponto estão presentes em nós? 23.1. [A] Reflita: com que pessoa(s) ou grupo(s) preciso demonstrar “ter paciência de Jó”? Em que momentos ainda não sou paciente e/ou íntegro ou coerente. 23.2. [A] Busque ao Senhor pedindo auxílio para desenvolver a paciência e a perseverança para “que sejamos maduros e íntegros, sem nos faltar coisa alguma” (Tg 1.4). Pra continuar pensando... “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei”. (Gl 5.22,23) “Quando oramos a Deus pedindo para que nos dê ou desenvolva em nós alguma virtude, frequentemente nos esquecemos dos meios que ele pode utilizar para isso. Por exemplo, quando pedimos paciência, podemos esquecer que a situação que estamos vivenciado ou, o contato com alguém que estamos tendo, podem ser instrumentos de Deus para trabalhá-la em nós”. (Pr. Dênio) 38
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    Palestra 1 –Domingo, 15 de Julho 1111139
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    Palestra 2 –Terça, 17 de Julho Fé e Obras, respondendo ao chamado de Deus na sociedade. Cadu (cbaldacin@gmail.com) Obras da carne – pecado O que é pecado? O que os fariseus consideravam pecado? Jesus advertiu os seus discípulos de que a condenação do fariseu não tinha paralelo entre os demais pecadores daqueles dias. As prostitutas, os publicanos, os pervertidos e os demais párias daquela sociedade – com os quais Jesus estava em permanente contato – jamais receberam tão intensas ameaças de severo juízo quanto os fariseus. Com essa afirmação eu não estou dizendo que eles não eram também passíveis de juízo, pelos seus próprios pecados. O que estou dizendo é que para Jesus, os pecados deles eram pecados mais “verdadeiros”. Nem por isso eles deixaram de estar sob o crivo do juízo de Deus; porém, com muito menor rigor, nos graus da condenação, do que o que estava prometido para o falso religioso. Jesus disse que “por fora” os fariseus eram perfeitos; todavia, o interior era um lixo. O Senhor disse que era como alguém que só lava o prato de comida por fora e que é capaz de comer no mesmo prato sujo, a vida toda (você pode se imaginar comendo no mesmo prato sujo a vida inteira? Você pode se imaginar bebendo água num copo sujo por toda a sua vida?). E ainda: que eles eram como sepulcros pintados de branco – mostrando beleza enquanto a podridão acontecia do “lado de dentro”. Isso significa que é bastante possível que as pessoas se escondam sob as vestes religiosas para mascararem seus reais valores interiores. Muita gente, e mesmo jovens, se esconde sob o disfarce religioso a fim de pecar com mais “segurança”. Psicologicamente falando, esse fenômeno de se esconder embaixo das vestes religiosas para pecar com mais profundidade não é totalmente estranho. Aliás, o melhor lugar para esconder nossa própria maldade é a igreja. Nós que somos membros da igreja devemos sempre ter a coragem de perguntar o que significa nossa presença no ajuntamento do povo de Deus. Isso porque na igreja há sempre dois tipos de pessoas: aquelas que escondem sua própria maldade e dureza interior sob o disfarce da fé e da moralidade, e aquelas que se conhecem como pecadoras e que escondem a si mesmas sob o sangue de Jesus. O primeiro grupo esconde a sua maldade. O segundo grupo esconde a si mesmo enquanto confessa a sua própria culpa. Trecho da Revista Congresso Geração 90 (MPC) – Brasília, 1990. Mateus 5:20 Tiago 1:14-15 40
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    “Ao contrário doque se possa imaginar, os fariseus menosprezam a importância do pecado. Exceder a justiça dos fariseus significa considerar o pecado muito mais perigoso do que eles o consideram, significa entendê-lo como algo que brota do interior e só por isso se manifesta, as vezes, com atitudes.” Obras da Fé Seguidamente a Escritura diz que o homem será julgado conforme as suas obras. No entanto, não somos salvos por obras, para que ninguém se glorie. Ao mesmo tempo, também está dito que fomos criados em Cristo Jesus para boas obras de antemão preparadas para que andássemos nelas. Do quê a Escritura fala quando se refere a obras?—tem que ser a questão. Do ponto de vista do Evangelho boas obras tem a ver com bondade, justiça, verdade, misericórdia, humildade e graça solidária. Os bem-aventurados são feitos desses elementos. É apenas por esta razão que um fariseu poderia não estar incluído na lista. Isto apesar das orações, esmolas, rigores comportamentais conforme as prescrições da Lei. Hipócritas! Sepulcros caiados. Sepulturas invisíveis. Filhos do diabo desejosos de satisfazer-lhe os desejos. Guias de cegos. Coadores de mosquitos e glutões de camelos. São algumas das grifes que Jesus colou neles, apesar das obras. Só há boas obras se as obras forem boas, e as obras só são completamente boas também para o praticante, se forem feitas com bondade. Ainda que eu dê os meus bens aos pobres e entregue em martírio o meu próprio corpo para ser queimado, sem amor...nada disso me aproveitará. Obras de amor! Amor de Obras! Ora, quando elas aparecem assim...de modo tão natural...já não são mais obras—nada há de vínculo com produção industrial de virtudes exteriores—mas são fruto do Espírito. Então, já não há obras que sejam a causa de nada...mas nada será coisa alguma se não causar as obras do amor. As obras que nos julgarão? Não! As obras nos seguirão! Quem não crê, já está julgado! Nossas obras nos seguirão para a eternidade apenas na medida em que tenham sido filhas do amor que nasceu como obra da Graça no coração humano. Obras de Graça! A Graça das obras! Pela Graças sois... Bem- aventurados são... Eles e as obras já não se separam...pois...são apenas expressões do ser impelido e tocado pela Graça. Afinal, nós amamos porque Ele nos amou primeiro. Obras? Haja...disse Ele... e houve! Caio Fábio: 30/06/2003 Mateus 25:31-46 João 15:1-15 Como é que a gente faz para viver isso? 1111141
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    A gente nãofaz, a gente deixa. Se alguém pudesse descrever um cristão de maneira plástica, descreveria um ser humano ajoelhado aos pés da cruz dizendo 'Senhor, eu não sei, mas Tu sabes. Eu não tenho, mas Tu tens. Eu não posso, mas Tu podes, e eu me rendo. Faça-se a Tua vontade na minha vida, frutifica em mim'. Que fruto que o ramo que permanece na laranjeira frutifica? Laranja. Que fruto que o ramo que permanece na parreira frutifica? Uva. Que fruto que o ramo que permanece em Jesus frutifica? Jesus. Jesus é o fruto da minha e da sua vida. Essa é nossa santidade, descrita nas bem-aventuranças. Jesus poderia ter dito 'Vocês são o sal da terra e a luz do mundo, porque vocês são a multiplicação de mim mesmo. Eu sou o grão de trigo que caiu na terra para ser reproduzido. E eu me reproduzi em vocês. Vocês são o sal da terra e a luz do mundo, porque vocês são a reprodução de mim mesmo. Eu me multiplicarei em vocês e todos verão a glória de Deus e reconhecerão o Deus da Glória'. Ariovaldo Ramos 42
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    Agendas Pessoais –Domingo, 15 de Julho Jeverton (Magrão) Ledo (jeverton.ledo@gmail.com) 1111143
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    Perdemos vários relacionamentosinterpessoais ao longo de nossa caminhada. Será essa uma verdade? Desde o princípio o homem constrói relações— muitas delas, duradouras. Faz parte da vontade de Deus que sejamos amigos, que tenhamos amigos, pois somos seres relacionais. E como é bom experimentar o sabor doce de uma amizade verdadeira! Ser amigo é estar junto, compartilhar, rir e chorar. Davi e Jônatas foram amigos até o fim de seus dias (1Sm 18.1-4). Essa expresão, “até o fim dos dias”, mostra uma profundidade de relacionamento digna de “inveja” em dias como os nossos. Contudo, esses dois jovens experimentaram a preciosidade do companheirismo, estando longe ou perto um do outro. A amizade os tornou mais fortes para enfrentar os conflitos e as dificuldades. Será que hoje temos alguém assim ao nosso lado? Alguém que nos encoraje e em quem confiamos completamente? A fidelidade é hoje um “artigo” de luxo. Amizades nascem de uma profunda atração pessoal, e às vezes é difícil de explicar. Seria como tentar justificar a preferência pelo azul em vez do amarelo. Muitos acreditam que existe uma “química” entre duas pessoas. Porém, será isso suficiente para sustentar uma amizade? Jônatas e Davi nos mostram que a fé comum, a caminhada compartilhada e o amor prático (o amor “agápe”, que busca o bem do outro) são a resposta para uma amizade verdadeira. -- Aproveite para extrair das amizades o que elas têm de melhor. As diferentes fases da vida nos levam a crescer, a aprender, a nos relacionar e a construir vínculos que podem durar para sempre. Compartilhe o que você tem de melhor e esteja atento, pois uma nova amizade pode estar bem ao seu lado. 46
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    Orientações aos Gruposde Compartilhar Os Grupos de EBI têm o objetivo de nos ajudar a absorver o texto bíblico nos preparando para aproveitar melhor a exposição. Já a proposta dos Grupos de Compartilhar é de nos ajudar a repartir inquietações, nos conhecermos melhor, orarmos uns pelos outros, etc. Os Grupos de EBI exercitarão bastante a nossa mente nesses dias. Desejamos, no entanto, que os Grupos de Compartilhar exercitem mais nossos corações. Abaixo há um roteiro das perguntas para cada dia, mas não é necessário segui-lo à risca. Fiquem à vontade pra fazer outras perguntas ou ignorar algumas destas. Pedimos que, ao final da conversa, vocês orem uns pelos outros! Que possamos desenvolver e aprofundar boas amizades nesse tempo aprendendo a enxergar nosso Ser no Ser do outro!!! Grupo de Compartilhar – Segunda, 16 de Julho 1) Você tem alguma preocupação hoje que possa afetar sua participação no CF? 2) Compartilhe algo que te chamou atenção nas leituras prévias do CF. Qual livro te chamou mais atenção e por que? 3) Em que formas você tem conhecido o amor de Deus nesses dias? Grupo de Compartilhar – Quarta, 18 de Julho 1) Compartilhe algo que te chamou atenção na Exposição Bíblica ou no EBI desta manhã. Por que isso lhe chamou a atenção? 2) Como você está se sentindo durante esses dias no CF? 3) Há alguma questão sobre a qual você gostaria de receber uma oração? Grupos bases de cada Cidade – Sexta, 20 de Julho 1) Compartilhe algo que nesses dias você sentiu o desejo de levar para o seu Grupo Local. 2) Quais são as dificuldades que seu Grupo Local tem enfrentado? 3) Conversem sobre propostas para o crescimento espiritual do seu Grupo Local daqui para frente, com base no que você aprendeu durante esses dias. 48
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    Programação de Oficinas Oficinas: Bloco I (Domingo e Segunda) Bloco II (Quinta) EBI (Arthur) ABU e Igreja Local (Isabel) Mordomia (PH) Liderança (Fernanda) Missão Integral (Keila Lin) Como iniciar um grupo (Evelyn) ABP (ABP-BH e Sany) ABS (Hellen) Projeto Lucas (Felipe) Evangelismo: experiência pessoal (Gabriel) Faculdades Particulares (Ludmila e Victor Bases de Fé (Gabi) Miranda) 50
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    Grupo I –Estudo Bíblico Indutivo – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho Arthur O Estudo Bíblico Indutivo “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. II Timóteo 3:16 e 17 “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. Hebreus 4:12 I) Algumas definições: O cristianismo é mais que uma religião, é viver a verdadeira vida que Deus planejou desde o Éden. Para vivermos essa tal vida Ele inspirou homens e mulheres a escreverem suas histórias, histórias de outras pessoas, ou mesmo ficções, que remetiam a questões práticas da vida com Deus. O cânone dessas histórias é o que chamamos de “Bíblia Sagrada”. O Estudo Bíblico Indutivo (EBI) é um método para estudo da Bíblia, cujo objetivo é que ela mesma seja a resposta para as perguntas que o homem faz a si mesmo, a Deus e aos outros. II) Vantagens do EBI:  Ambiente mais informal que em um culto ou palestra  Possibilita a criação e fortalecimento de amizades  As pessoas se sentem valorizadas pela oportunidade de se expressarem  Ponto de partida para um possível discipulado  Não depende de teólogos experientes, pois o líder é também um aprendiz  Capacita o indivíduo a explorar por si mesmo os tesouros das Escrituras  Permite que as pessoas descubram a verdade por si mesmas, em lugar de escutá- la de outros  Estimula o estudo pessoal III) Desvantagens do EBI  Não é adequado para grupos grandes  As pessoas tendem a falar baseadas em conhecimento prévio, e não no que se viu nos textos  As pessoas podem, muitas vezes, falar sem refletir, entrarem em devaneios ou discussões paralelas  Pode terminar muito depressa ou se prolongar muito sem chegar a uma conclusão  Pode ser difícil de ser aplicado em alguns textos bíblicos (solução: Criatividade!)  Muitos estudantes não querem “perder” uma hora ou alguns minutos do dia com “essas coisas” IV) Pressupostos:  Uso da razão em todos os aspectos da vida  Certeza de ter um Espírito que nos guia à vontade de nosso Pai, graças ao sacrifício do Filho  Equilíbrio, humildade, responsabilidade e amor são a base para um cristão 1111151
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     Deus éo tema da Bíblia. Os outros temas somente nos trazem maior entendimento sobre Deus e nossa relação com Ele  Todos nesta oficina já participaram de uma reunião de Estudo Bíblico Indutivo V) Comofas? OIA!  Observação: descobrir o texto  Leitura:  Mensagem:  Gênero literário: narrativa (história, parábola, conto, música, etc.); pronunciamento (sermão, profecia, discurso, etc.), “receita” (normas, leis, recomendações, etc.)  Estrutura: Tema e Rema, progressão da mensagem, da fala, da música, do poema, etc.  Contexto: tempo; espaço; condições sociais, políticas, sanitárias, alimentares, etc.; superstições, concepções, ideais e moralidade das pessoas envolvidas no texto  Co-texto: imediato (versículos e seções) e amplo (capítulos e livros e textos)  Proeminência:  Repetição (palavras, conceitos, ideias, personagens, etc.)  Distribuição das repetições ao longo do texto  Metáforas: parábolas*, comparações, alusões, ilustrações  Lógica:  Coesão (verbos/verbos, substantivos/substantivos, adjetivos/adjetivos, advérbios/advérbios, verbos/substantivos, substantivos/adjetivos, advérbios/verbos, etc.)  Coerência: percebida através das conjunções, que estabelecem relações entre orações (causa/consequência, possibilidade/realização, início/meio/fim, afirmação/confirmação, afirmação/negação, etc.)  Modo: indicativo, imperativo, interrogativo  Tempo (passado, presente, futuro) e aspecto verbal (perfeito, imperfeito, mais que perfeito, contínuo, gerúndio* e particípio*)  Questionamento:  Quem?  Autor, narrador, falante, ouvinte, leitor, personagem  Como se relacionam  O que é dito sobre eles  Onde?  Continente, país, região, província, cidade, casa, etc.  Quando?  Antes ou depois de Cristo  Que outros acontecimentos permeiam a passagem  Informações sobre ano, mês, dia, horário, etc.  O quê?  Acontecimento ou mensagem central  Como?  Como o acontecimento ou a mensagem se desenrola  Por quê?  Motivação, razão, finalidade do acontecimento ou mensagem  Portanto...  Conclusões alcançadas pelo leitor e / ou pelos personagens 52
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    Fim do acontecimento  Interpretação: determinar o que os dados observados significam  Análise  Compreensão do significado de palavras, expressões, orações, períodos, texto, etc.  Original  Atual  Uso de referências externas (dicionário, outras traduções, enciclopédia, comentário bíblico, artigo, exegese, líder, amigos etc.)  Descomplicação o texto (usar palavras mais fáceis, expressões atuais, etc.)  Foco e ênfase da mensagem  Aplicação do conceito de Tema e Rema  Qual o tema geral do texto? Quais os temas complementares?  Correlacionamento de ideias:  Como as ideias do texto se relacionam...  entre si  com ideias de textos anteriores e posteriores  Afirmação  Conhecimento dos fatos  Intratextual: pela leitura próprio texto  Extratextual: pela leitura de outros textos (inclusive fora da Bíblia)  Conclusão  Implicação: se x, então y; x+y=a  Interpretação: qual a mensagem creio que o texto passa  Especulação: conclusão sem embasamento teórico  Imaginação: o que podemos visualizar mentalmente  Aplicação: praticar o que foi aprendido  Identificação: como me identifico com algo ou alguém (ex: se eu fosse ele...)  Espiritualização: mudança da realidade concreta para o simbolismo  Resumo  Resumir o texto utilizando uma linguagem contemporânea, baseando-se no que se concluiu até agora  Não se limitar a contar a história novamente, mas explicar contextos e fazer observações pertinentes  Aplicação: agir a partir das conclusões alcançadas  Crer  O que este texto lhe ensinou sobre Deus e suas ações? E sobre a vida com ele? E sobre a vida sem ele?  O que você aprendeu sobre o caráter, as ações e a maneira de Deus se relacionar com o homem.  Louvar  Que motivo para louvar a Deus há este texto? O que lhe transmite alegria?  Que nova compreensão você recebeu da grandeza e da bondade de Deus?  Corrigir 1111153
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    Que atitudes pessoais ou coletivas devem ser corrigidas com base no ensino do texto?  Que falhas devem ser confessadas?  Que relacionamentos devem ser restaurados?  Orar  O que realmente é necessidade?  Que necessidades pessoais ou coletivas Deus pode e quer satisfazer de acordo com o texto?  Agir  Que atitude e ação deve ser tomada? Qual é o primeiro passo? Quando e como é possível começar a agir? VI) Preparação do EBI  Público alvo  Cristão  Estudo Bíblico de Crescimento  Não-cristão  Estudo Bíblico Evangelístico Características do EBC Características do EBE Objetivos Mútua edificação nafé e na Apresentar Jesus de maneira prática bíblica pessoal a quem o busque Pressupostos Os participantes estão Os participantes têm pouco ou comprometidos com Cristo como nenhum conhecimento do Senhor e têm um conhecimento evangelho e do vocabulário geral da mensagem da Bíblia religioso Textos Bíblicos Pode se estudar qualquer texto Narrações dos Evangelhos que bíblico dependendo das apresentam claramente os necessidades e maturidade do encontros de Jesus com várias grupo pessoas Aplicação Deve incluir todas as coisas Busca de uma nova novas que aprendemos e que compreensão sobre a pessoa e o afetam áreas práticas da vida ensino de Jesus. É feito um convite direto ou indireto para se assumir um compromisso com Cristo, como Senhor e Salvador  Elaboração  O ideal é preparar um estudo que seja possível de ser aplicado para ambos os públicos  Estudos prontos  Como base para o estudo pessoal e em grupo  Criação de estudos próprios 1) Leitura e análise: OIA 2) Segmentação: segmentar o texto de acordo com a organização da mensagem e / ou dos temas 3) Relevância: descrição das ideias mais relevantes 4) Estrutura lógica: evolução do estudo segundo uma ordem que leva à conclusão 54
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    5) Notasexplicativas: uma reserva de informações; breve explicação de termos, para que pessoas com pouco ou nenhum conhecimento bíblico entendam (Não usar “evangeliquês”) 6) Contextualização: extensão do texto bíblico, afetando a interpretação 7) Objetivos: o que se pretende alcançar, o que é necessário abordar, quais as necessidades do público alvo 8) Perguntas de observação e interpretação: perguntas que conduzam os participantes a compreender o texto 9) Perguntas de aplicação e reflexão: perguntas que confrontem o grupo com a mensagem do texto 10) Introdução: chamar a atenção; informar o tema e a ideia principal; mostrar a importância do estudo para o grupo; breve ligação concisa entre o texto e o grupo, suficiente para captar a atenção deste 11) Título: interessante, criativo, breve, desperta a atenção, sugere o conteúdo da passagem VII) Aplicação do EBI  Liderança  A postura do líder é contagiante (para o bem e para o mal)  Qualidades desejáveis em um líder:  Conhecimento do que está falando  Abertura para o Espírito Santo  Entusiasmo e respeito a Palavra  Comunicação simples e clara  Firmeza em dirigir o grupo  Criatividade  Vivência coerente com aquilo que transmite  Discernimento sobre a situação do grupo  Interesse nas pessoas  Mentalidade aberta  Humildade para aprender com e de outros  Saber ouvir  Impedimentos para uma boa liderança:  Falta de submissão à Palavra  Falta de criatividade  Pouca relação pessoal com Deus  Falta de oração  Incoerência entre a vida e o ensino  Despreparo  Entusiasmo que leve a falar demais  Maior preocupação com a agenda que com as pessoas  Querer transmitir demais, ao invés do que o grupo precisa e / ou entende  Ser mais sensível a si mesmo (insegurança, temores, etc.) que às outras pessoas  Atitudes de superioridade  Impaciência com pessoas difíceis  Forjar respostas quando se deveria reconhecer humildemente a falta de conhecimento  Equipe de apoio  Líder auxiliar  Mesmas funções do líder  Ajuda a manter a ordem e decência, e o estudo dentro do limite 1111155
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    Reformula perguntas  Estimula a participação dos participantes  Infiltrados  Pessoas do grupo  Faz perguntas idiotas  Instigam a participação dos participantes e o melhor esclarecimento de alguns pontos  Grupo  Não é bom que seja grande demais  Máximo: 12 pessoas  Ideal: entre 5 e 8  Proporção 1:1 para cristãos e não-cristãos  Grupos grandes desestimulam a participação de todos  Possibilidade de introdução e / ou conclusão com todos, mas a discussão feita em sub-grupos  Oportunidades iguais (falar, ouvir e dar estudos)  Dinâmica:  Apresentação  Quebra-gelo  Estudo  PLUS: Louvor, oração, apelo, teatro, cultinho pras criança, etc.  Evangelismo  Natural  Pessoal  Pregar o arrependimento de pecados e necessidade do perdão de Deus  Os pobrema  Falar vs. Ouvir  Participação de todos (tímidos, tagarelas e chatos)  Falta de resposta a uma questão  Enclausuramento do grupo  Preconceitos religiosos e pessoais, artificialidade, desonestidade intelectual VIII) Dicas e Sugestões  MUITA criatividade  MUITA oração  Revisão crítica do EBI antes de aplicá-lo (clareza, objetividade, tempo necessário para aplicação)  Colocar no EBI o texto bíblico utilizado  Utilizar preferencialmente episódios dos Evangelhos (não necessariamente)  Evitar textos controversos (ex: livre arbítrio x predestinação)  Evitar responder às próprias  Avaliação do líder, do grupo e dos estudos IX) Alguns tipos de EBIs  Criativo  Zipado  Manuscrito 56
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     Onde encontrarestudos prontos:  Livro da Tonica  CCE – Centro de Compartilhamento de EBIs, no Facebook 1111157
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    X) Prática ________________________________ (título) Texto Bíblico: Lucas 5:1 a 11 “Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram”. 58
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    Grupo I –Mordomia – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho Pedro Henrique Brito pedrohenrique@civ.ufu.br Preciso Me Encontrar Cartola Deixe-me ir Preciso andar Vou por aí a procurar Rir prá não chorar Deixe-me ir Preciso andar Vou por aí a procurar Rir prá não chorar... Quero assistir ao sol nascer Ver as águas dos rios correr Ouvir os pássaros cantar Eu quero nascer Quero viver... Deixe-me ir Preciso andar Vou por aí a procurar Rir prá não chorar Se alguém por mim perguntar Diga que eu só vou voltar Depois que me encontrar...  Dicionário Houaiss: Mordomia: 1 função, ofício de mordomo; mordomado 2 Regionalismo: Brasil. conjunto das vantagens (seguros, alimentação, condução etc.) oferecidas pelo empregador aos empregados ou a uma parte deles, em determinados estabelecimentos particulares, ou pela União, Estado ou Município a determinados funcionários públicos, além do salário estipulado, sem onerar-lhes o imposto de renda (mais us. no pl.) Ex.: um parlamentar com muitas m. 3 Rubrica: direito público. Uso: pejorativo. abuso de poder na utilização do patrimônio público para atender interesses particulares 4 Regionalismo: Brasil. qualquer regalia, conforto que se pode desfrutar, sem que se tenha de despender qualquer esforço Ex.: naquela casa, vivia cheio de m. Mordomo: 1 indivíduo encarregado de administrar, em residência alheia, as tarefas domésticas cotidianas, distribuindo-as entre os demais empregados 1111159
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    2 pessoa que administra os bens de uma irmandade ou qualquer outro estabelecimento 3 Diacronismo: antigo. oficial de justiça cuja função era fazer citações e execuções judiciais e cobrar impostos  “Pensar dentro das linhas do cristianismo significa encarar o mundo pela perspectiva de que ele foi criado por Deus e pertence a ele, de que um dia lhe prestaremos contas pelo modo como agimos em relação à criação, e de que é importante que nossas decisões sejam feitas em harmonia com as leis de Deus. A bíblia chama isso de ‘mordomia cristã’. O pensamento cristão encara todas as questões e ideias pelo ponto de vista da contade de Deus e da glorificação do seu nome.” (Gordon MacDonald)  Um pouco do que a Bíblia fala:  1 Crônicas 29:11  Salmos 24:1  Gênesis 1:1  Gênesis 2:7  Salmos 8:6-9  Mateus 25:26  Lucas 12:42  1 Coríntios 4:1-2  1 Coríntios 9:17  Efésios 3:6  2 Coríntios 12:15  João 4:35-38 60
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     Ramo frutífero - Confissões de Uma Figueira Stênio Marcius Ele veio a mim Procurando por frutos, veio a mim Estendeu Sua mão Percorreu minhas folhas, meus ramos Nada encontrou Foi tão triste, mas nada encontrou Mal podia acreditar O sol bateu e eu me escondi A chuva em mim e eu me encolhi Terra boa nas minhas raízes Mas eu não frutifiquei De que me vale tantas folhas Vistoso verde, inútil e belo E agora o que é que eu vou dizer Tive tudo e nada fiz Ele me falou Eu retorno na próxima estação Abandona o egoísmo Ninguém é o fim de si mesmo Olha ao teu redor Tanta gente faminta ao teu redor Alimenta a multidão Senhor eu vou me expor ao sol Às chuvas quero me entregar Nunca mais assim inutilmente Ocupar o meu lugar Eu vou fincar minhas raízes As águas puras procurar Quero carregada me encurvar Com meus frutos Te adorar - Parábola dos Talentos; - Medos; - Bom uso dos recursos; - Necessidade x Ganância.  Vida Interior - Síndrome do afundamento; - Impelido x Chamados; - Sintomas de desorganização; - Maximizar a eficácia; - Talentos e dons; 1111161
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    - Arte depensar; - Isolamento e silêncio; ouvir a voz de Deus; reflexão e meditação; prática da oração e suas dificuldades; - Descobrindo pecados a níveis mais profundos; - Sentido para o trabalho.  “Mordomia chama por um desejo de se aplicar ao Senhorio de Cristo em cada área” (Charles E. Hummel)  Mordomia do Meio Ambiente – Gn 1:26-30; Gn 2:15  Mordomia do corpo – Sl 139:13-16; 1 Co 6:12, 19-20  Mordomia da mente - Pv 1:7; Pv 2:1-8  Mordomia dos bens materiais – Mt 6:19-21, 24; 1 Tm 6:17-19; Tg 1:9-11  Mordomia do tempo Ec 3:1-8; Mt 6:19-21 “Nosso corpo, portanto, foi criado por Deus como instrumento adequado para representar de forma física a nossa natureza humana, criada à semelhança da própria natureza divina. De fato, quase tudo o que fazemos se faz por meio do uso do corpo físico: o pensamento, os juízos morais, a oração e o louvor, as demonstrações de amor e preocupação uns pelos outros – tudo fazemos pelo uso do corpo físico que Deus nos deu.” (Wayne Grudem) 62
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    #MORDOMIA DO TEMPO  Introdução  A vontade de Deus (Rm 7:18)  Exemplo de Jesus  Administrando  Eficiência x Eficácia  Inventário  “Atraso”  NÃO  Revisão  Presente  Lazer  Tempo BIBLIOGRAFIA - http://letras.mus.br/cartola/68347/ - Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa 3.0 - http://www.bibliaonline.com.br - http://www.abub.org.br/compartilhe/noticias/seminario-mordomia-crista-para-vida-financeira - MACDONALD, Gordon. Ponha Ordem no Seu Mundo Interior. Editora Betânia. Belo Horizonte-MG, 2006. - HUMMEL, Charles E. Livres da Tirania da Urgência. Editora Ultimato. Viçosa-MG, 2011. - http://www.abub.org.br/recursos/formacao?tid=41&order=created%26sort%3Ddesc 1111163
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    Grupo I –Missão Integral – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho 1111165
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    Grupo I –ABP – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho Sonhos e Possibilidades Taís Machado Secretaria de Capacitação da ABUB HÁ VIDA APÓS A UNIVERSIDADE? Os estudantes abuenses, geralmente, se envolvem razoavelmente com o Movimento, participando de vários treinamentos, encontros regionais e/ou nacionais, conhecem muitos outros militantes da missão espalhados por esse país. Após algum tempo assim, qual o efeito? Idealmente, pela graça de Deus, a visão do campo missionário vai sendo ampliada, o senso de urgência da evangelização cresce, o discipulado amadurece, as crises com a igreja amenizam, pois, agora ele passa a assumir maiores responsabilidades servindo aos irmãos. Em meio a muita empolgação, um compromissos forte com a missão integral, o desejo de continuar para sempre nesse espaço fraterno e de reflexão séria e divertida ao mesmo – que é a ABU. O estudante começa a se dar conta de que seu curso está chegando ao fim. Além de se arrepender de não ter estudado o quanto precisava, começam também a aparecer as crises de gente grande. “Como vou continuar a vida? Seguir a carreira acadêmica? Entrar no mercado de trabalho? Fazer as duas coisas? E como lidar com o desemprego. Há chance de efetivação no estágio? Qual o salário? Como vou pagar minhas contas? Terei que mudar para onde?” São tantas as perguntas que se começa a viver um período tumultuado e de muita inquietação. E aí pode surgir uma espécie de “Síndrome de Peter Pan”. PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER! Nessa fase, além das angústias próprias do trabalho de conclusão do curso, a atualização do currículo, as inúmeras entrevistas, devido ao vínculo afetivo forte, considera-se também como ficará sua relação com o Movimento Estudantil. “Tá tudo acabado? Terei que virar assessor pra permanecer com os laços estreitos? Haverá Movimento sem minha presença? O que será de agora em diante?” “Me tornar um(a) obreiro(a)? Mas e esse salário? Eu levo jeito?” 66
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    BEM-VINDOS AO MARAVILHOSOMUNDO DA ABP Esse universo abpense é um “mundo novo” e está aberto a novos investimentos! Após um bom tempo de indefinições e tentativas, nasce uma orientação básica — firmar-se em duas pernas. QUE PERNAS? Seriam as duas ênfases que dariam sustentação para esse momento inicial, que não sabemos quando acaba. Entendemos que a continuidade da missão, agora num novo contexto, deve se dar de maneira natural. Continuamos semeando onde quer que Deus nos plante. Talvez seja difícil montar um grupinho de EBI em ambiente de trabalho, mas será que essa seria a única possibilidade? E qual seu vínculo e seu papel em relação ao Movimento? Reconhecemos que por não deixar isso claro, não ter desafios bem definidos para os estudantes formandos, temos perdido várias gerações de abuenses. Alguns levam uma grata lembrança, outros ficam por algum tempo por perto, outros se sentem aliviados e distraídos com as novas e tantas opções. O que fazer? Podemos planejar esse fechamento de um ciclo juntos? Temos proposto aos obreiros e todas equipe de assessoria auxiliar que promovam encontros, oficinas, debates com os estudantes, a partir da entrada no último ano (se bem que alguns nunca sabem quando mesmo seu último ano). A fim de que a conversa sobre chamado aconteça, as demandas, necessidades e os novos desafios da nova fase que começa a se vislumbrar sejam vividos com maior lucidez e apoio. “E as pernas?” Elas formariam a visão de um grupo de ABP. PARA QUE SERVE UM GRUPO DE ABP Pois então, o grupo de ABP serviria para (enfim as pernas!): → Interação ao Movimento Estudantil — um grupo de ABP deverá estar bem próximo ao Movimento Estudantil a fim de auxiliar as crescentes demandas que surgem a cada nova geração. 1111167
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    Que tipo deapoio? Por exemplo, aquelas que já passaram por essa crise de final de curso poderia testemunhar para o grupo de formandos, compartilhar dificuldades e sugestões, poderia adotar, ao menos, um estudante para acompanhar e discipular. Um grupo de ABP também pode apoiar dando oficinas, palestras, produzindo materiais que sirvam ao Movimento. Aliás, geralmente os obreiros sofrem para achar gente preparada e adequada para falar em nossos encontros! Um profissional pode ajudar a divulgar a missão estudantil nas igrejas, adotar calouros das universidades, convidá-los para sua casa, combinar uma pizza com a moçada, etc... E ouvir a turma, perceber quais são as necessidades, conversar com o(s) assessores(s) e fazer discipulado. Sem dúvida, outra forma de apoio seria financeira. Em vários movimentos irmãos (ligados à IFES), o Movimento Nacional é sustentado em sua maioria por, hoje, profissionais, que por passarem pelo Movimento e reconhecerem ele como um ministério sério e valioso, e desejoso que outras gerações sejam alcançadas, investe fielmente para o sustento do mesmo. → Contextualização da Missão — o mercado de trabalho mudou muito nos últimos anos. Para um iniciante as tentações são ainda mais sutis e inteligentes. E nem sempre a igreja está preparada para compreender e lidar com esse contexto e as crises desses novos trabalhadores. Se não estivermos atentos e firmes no propósito missionário, podemos muito facilmente nos deixar levar pelas exigência do mundo moderno, cair no selvagem campo da competitividade, e nos embaraçarmos com avareza, dívidas, consumismo, ambições carnais. Ter um grupo onde se pode compartilhar desafios parecidos e sermos lembrados de que a missão contínua, que a prioridade permanece sendo o Reino de Deus, pode ser fundamental! Além disso, é claro, pode-se promover interessantes espaços evangelísticos dentro dessa demanda peculiar do novo mercado. COMO FORMAR UM GRUPO? Bem, as possibilidades são várias. E esperamos que nos encontros formativos isso tudo fique mais claro. Contudo, basicamente, seria entrar em contato com outros ex-abuenses, conversar sobre a estratégia e as possibilidades. Confirmar a identidade 68
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    (sempre as duaspernas...), conversar com o(a) obreiro(a), ou assessor(a) e começar o trabalho. MAS, E SE O GRUPO NÃO ROLAR? Lembre-se de que seria resumir demais o trabalho da ABP exclusivamente ao grupo. Sem dúvida, o grupo ajuda, mas há muito trabalho a ser feito, por isso mesmo, não sendo possível a formalização de um grupo, considere a real possibilidade de se tornar um abpense. Ou seja, permanecer engajado no Movimento através de seu apoio como profissional e participar de encontros regionais e/ou nacionais voltados à ABP, que tendem a crescer em nossa agenda. Ore e mãos à obra! FORMAS DE ATUAÇÃO José Miranda Filho Presidente da ABUB Apresentamos aqui algumas sugestões de forma de atuação de um profissional junto à ABUB. A lista não é exaustiva. É desnecessário dizer que ninguém fará tudo que está nesta lista...! 1. Apoiar o grupo local de uma forma geral, principalmente na falta de um obreiro. 2. Ser pioneiro, fundar um grupo onde não existe, através da conscientização e mobilização dos estudantes evangélicos. 3. Sustentar a obra da ABUB em oração: orando pelo grupo local, pelo obreiro que ajuda financeiramente, (se for o caso) e usando o intercessor (Regional e Nacional). 4. Sustentando financeiramente a obra da ABUB. 5. Fazendo relações publicas na sua igreja: divulgando o trabalho da ABUB, formando uma classe de estudantes universitários na Escola Dominical, etc. 6. Fazer propaganda da literatura da ABU Editora, sugerindo seu uso aos jovens e adultos, e para a Escola Dominical. 7. Ser um “fiador” dos trabalhos da ABUB perante as igrejas e/ou perante as autoridades universitárias. 8. Fazer discipulado com um ou mais estudantes, testemunhando, compartilhando sua “bagagem” de vida cristã, mostrando seu lar, financiando a participação do estudante em Conselhos Regionais, Cursos de Férias, etc. 9. Abrir seu lar para reuniões, ou para abrigar e aconselhar estudantes com problemas. E isso sempre mantendo informado ao menos um obreiro(a) da Região. 1111169
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    10. Dar palestraspara os estudantes: evangelísticas, apologéticas, ou de ensino cristão. 11. Acompanhar pessoalmente um obreiro. 12. Escrever sobre diversos aspectos da vida cristã, num nível apropriado para os estudantes. 13. Participar e ocupar cargos nos Conselhos Regionais, Conselho Diretor e Diretoria da ABUB. 14. Eventualmente, ser um obreiro da ABUB, como administrador, contador, ou obreiro de campo. Já houve casos de profissionais que tiraram um ou dois anos de licença dos seus empregos, ou, que se tornaram obreiros depois de aposentados. 70
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    Grupo I –Projeto Lucas – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho Oficina Projeto Lucas O Evangelho Para Cada Estudante O Projeto Lucas é uma das ferramentas mais importantes dos grupos de ABU no Brasil. O Projeto Lucas proporciona um ambiente acolhedor para o estudo da Bíblia. Um grupo pequeno, com até oito pessoas, longe da correria da universidade, com oportunidade de falar sinceramente sobre sua fé – ou falta de -, suas dúvidas, seus medos, anseios e planos e com a certeza de que tem alguém ali para verdadeiramente ouvir. Esse é o ambiente que faz do Projeto Lucas a oportunidade promissora para a reflexão sobre a mensagem da Bíblia, para se compreender um pouco mais sobre a fé cristã e, quem sabe, para aumentar as dúvidas até que se chegue à verdade. Todos os grupos de ABU já fizeram Projeto Lucas, contudo, de alguns anos para cá, essa importante ferramenta tem sido pouco, ou menos utilizada. Na oficina, vamos lembrar do nosso lema “estudante alcançando estudante”, porque a universidade é o nosso “campus” missionário durante cinco ou seis anos de nossas vidas. Vamos apenas lembrar o que é um EBI e dar destaque para o Projeto Lucas enquanto ferramenta de evangelização. Durante a oficina, também iremos pensar pontos positivos e negativos do Projeto e como ele pode ser recontextualizado para a realidade atual dos campus universitários. Também iremos pensar como difundir mais o Projeto Lucas entre os grupos de ABU. Por que um Projeto Evangelístico? (Lucas 19:10) 1. Estudante alcançando estudante Esse é o lema da ABU, pois fazemos parte de um movimento de estudantes para outros estudantes. Nossos principais locais de ação são as universidades — ABU (para estudantes da graduação) e ABU-Pós (para estudantes da pós-graduação) — e as escolas de segundo grau, ABS. Além da ABP (para profissionais). Nosso objetivo é refletir sobre as diversas áreas de nossas vidas baseados em valores cristãos. Dentre as nossas atividades estão: Grupos de discussão, Recepção aos calouros, Projeto Lucas, Vídeodebate, semanas de evangelização e reflexão, como a Semana da Esperança e a Semana do Cristianismo, entre outros. 2. O que é EBI? Estudo Bíblico Indutivo – EBI é um estudo com base e foco no texto bíblico. Não é uma analogia, uma releitura ou uma paráfrase do texto bíblico, mas é semelhante a uma exegese ou interpretação de texto. 1111171
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    Indutivo, pois nãose trata de uma exposição, nem de apologética. Esse método pretende levar a própria pessoa a refletir e chegar a uma conclusão através de perguntas. Essas perguntas são pensadas a partir de três fases: 1. Observação 2. Interpretação 3. Aplicação 3. O que é Projeto Lucas? É uma das possibilidades de se compartilhar o Evangelho com colegas. Nessa ocasião estuda-se especificamente o Evangelho de Lucas, na versão NTLH, em um livrinho produzido pela ABUB, em parceria com a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). A estrutura do livrinho traz uma introdução, informações sobre o autor e glossário de palavras como “Messias, “Fariseus”, “Filho de Davi”, entre outras. Ao final, há um convite, por escrito, para se aproximar mais de Jesus. O Projeto Lucas é orientado por oito estudos bíblicos indutivos, com seleção de textos bíblicos, sequência, temas, objetivos, introdução e perguntas. Esse esquema foi produzido por Philip Greenwood e Luis Cláudio, em março de 2000. Existe o Projeto Lucas 1, 2 e 3. O primeiro é para os que estão no primeiro contato com a Bíblia. Os outros são uma sequência do primeiro: o segundo para quem se converteu e quer saber mais sobre Jesus; e o terceiro para quem não se converteu, mas quer estudar mais sobre Jesus. Qual o objetivo do projeto? Por que o evangelho de Lucas? 3.1. Como funciona? Normalmente, dois ABUenses (que vão liderar os estudos) convidam duas ou três pessoas entre os seus amigos e os convidam para fazer parte de um grupo pequeno de discussão sobre textos da Bíblia, com o objetivo de conhecer um pouco sobre Jesus. Se esses convidados demonstrarem interesse, eles recebem de presente o livrinho de Lucas “Chegando lá”. Os convidados não receberão os estudos, apenas os líderes. É importante que os dois líderes compareçam em todos os estudos, mas, se for necessário um deles se ausentar, é importante que o estudo aconteça para não desanimar os convidados, nem dar margem para os estudos não acontecerem semanalmente. Além desses estudos, sugere-se que haja um encontro “zero”, para quebrar o gelo e apresentar a proposta ao grupo e outro encontro ao final, para uma confraternização do seu grupo com outros que também fazem o Projeto Lucas (esses encontros podem acontecer mais de uma vez, talvez durante os estudos). 3.2. Quem participa do Projeto Lucas?  Todos os que foram destituídos da graça de Deus;  Todos os que necessitam da misericórdia de Deus;  Todos os que estão cansados e sobrecarregados;  Todos os cegos, todos os presos e todos os oprimidos; 72
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    Todos os doentes, todos os pecadores e todos os perdidos.  Enfim, todos os seus colegas: de curso, de república, de estágio, de laboratório, de academia, professores e funcionários da universidade. 4. Por que você? Porque os estudantes vivem contextos semelhantes. Embora façam cursos diferentes ou morem em lugares diferentes. Sejam de lugares distintos do Brasil ou fora dele, embora de classes sociais diversas, um estudante é quem melhor entende as necessidades e as vivências de outro estudante. É quem melhor compreende suas expectativas e suas angústias universitárias. Por isso, não nos propomos a ser um movimento “denominacional”, mesmo porque cada membro do grupo pertence a sua igreja (as mais variadas denominações entre as igrejas cristãs), pelo contrário, reconhecemos o momento em que vivemos e não pretendemos sair da universidade sem ter refletido sobre tudo o que ela nos coloca e nos incita a pensar e viver. Se você acha que Deus não tem nada a ver com o fato de você estar na universidade, você está muito enganado. Se você acha que Deus vai livrar você das responsabilidades de ser Igreja porque você tem que estudar muito, ler muita coisa, tem prova, estágio e bolsa de iniciação científica, você está muito, muito enganado. Se você acha que Deus não tem nada pra falar pro seu colega de sala, e que este colega não quer ouvir anda sobre Deus, você está muito, muito, muito enganado. Agora, se você sabe que Deus tem a ver com o fato de você estar na universidade, que você é Igreja onde quer que esteja, que Deus tem algo pra falar pro seu colega e você sabe que seu colega precisa ouvir as palavras de Deus mas, ainda assim, acha que Deus vai usar outra pessoa que não você. Então nem preciso nem dizer o quanto você está enganado. 5. Por que fazer Projeto Lucas, hoje? 5.1. Porque as pessoas ainda são importantes: As pessoas não perdem sua importância, nós ABUenses, temos que re-saber isso, e valorizar mais o relacionamento pessoal que os nosso eventos: vídeodebate, semana da reflexão teológica, semana cultural, acampABU, etc. As pessoas não podem ficar perdidas no meio do nosso ativismo gospel (não digo cristão, porque Jesus nunca nos ensinou a ser ativista). 5.2. Porque um ambiente propício faz toda a diferença: Jesus não chegava na roda dos paralíticos e começava a falar que eles precisavam de perdão. Nem chegava no meio das prostitutas e dizia que estavam em pecado, que deveriam voltar para as suas casas e não pecar mais. Jesus chegava ao poço de Jacó e pedia água, Jesus mostrava que mais importante do que a água que a mulher foi buscar era a Água da Vida. Jesus levava as pessoas a refletirem sobre sua vida e descobrirem seus pecados, Jesus deixava claro a possibilidade de arrependimento e de perdão. Da mesma forma, não vamos chegar no barzinho da universidade e começar a falar que beber demais não é bom, mas vamos convidá-los para um ambiente acolhedor longe dos ruídos do mundo universitário. 5.3. Porque todo mundo fala e todo mundo ouve: O Projeto Lucas é um espaço bem democrático. Aqui todos têm o direito de dar suas respostas e aqui todos as ouvem com respeito. Ao descobrir suas dúvidas e saber que 1111173
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    pode colocá-las semser criticado, o convidado vai se sentir livre para se expressar e se abrir. Ao ser respeitado, o convidado verá que você realmente se preocupa com o que ele pensa e quer caminhar com ele em busca de respostas, de significados, de verdades. Durante o Projeto Lucas, assim como em todo EBI, é necessário que todos participem, que ninguém fique muito tempo em silêncio, sem participar, e que resistamos à tentação de sempre responder ou pregar apologeticamente após ouvir uma resposta que não condiz com o que acreditamos. 5.4. Porque Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre: O Projeto Lucas apresenta Jesus: seu nascimento, sua vida, sua missão, sua morte e ressurreição. E essa mensagem é sempre atual. As discussões propostas pelo Projeto são bem estruturadas e, apesar de serem apenas oito estudos, é suficiente para a pessoa ter uma visão coerente do Evangelho. É importante saber que a pessoas não necessariamente iram ter sua vida visivelmente transformada nessas semanas. A conversão é um processo e o Projeto Lucas é apenas uma parte dele. Dê tempo aos seus convidados. Ore por eles e faça a sua parte. Como se organizar? ...............O encontro ZERO!............... A dinâmica dos temas: guias de estudos 1, 2 e 3. Guia de estudos 1 – Chegando Lá Guia de estudos 2 – Crescimento Guia de estudos 3 – Mais gente que chega lá Hora da prática! 74
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    6. Visão críticasobre o projeto Lucas 6.1. Levante os pontos negativos. Como eles podem ser solucionados? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 6.2. Levante os pontos positivos. Como eles podem ser potencializados? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ 6.3. Como difundir o Projeto Lucas como uma ferramenta de evangelização em seu grupo local? ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Bibliografia: BUXTON, André. Como estudar a Bíblia. Viçosa: CADI/CEM, dez. 2006. GREENWOOD, Philip & CLÁUDIO Luis. O Evangelho para Cada Estudante: manual de Capacitação [do Projeto Lucas]. ABUB, out. 1999. GREENWOOD, Philip & CLÁUDIO Luis. O Evangelho Para: guia de estudos evangelísticos para grupos de discussão – O Evangelho de Lucas. ABUB, mar. 2000. Felipe Medeiros ABU Ouro Preto felipe_meds@yahoo.com.br (31) 9243-6922 1111175
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    Grupo I –Bases de Fé – Domingo e Segunda, 15 e 16 de Julho BASES DE FÉ DA ABU! “Nossas bases de fé são verdades centrais no Cristianismo. Acreditamos no senhorio de Cristo, como único mediador entre Deus e os homens, capaz de nos redimir e nos livrar da culpa do pecado. Reconhecemos a Bíblia como Palavra de Deus, com toda autoridade em matéria de fé e vida. Temos um criador a adorar, um Senhor a proclamar e um Espírito a obedecer. Nossas bases de fé seguem as da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos, organização a que somos filiados, e que agrega movimentos estudantis evangélicos no mundo todo. a) A existência de um só Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, Um em essência e Trino em pessoa; b) A soberania de Deus na Criação, Revelação, Redenção e Juízo Final; c) A inspiração divina, veracidade e integridade da Bíblia, tal como revelada originalmente, e sua suprema autoridade em matéria de fé e conduta; d) A pecaminosidade universal e culpabilidade de todos os homens, desde a queda de Adão, pondo-nos sob a ira e condenação de Deus; e) A redenção da culpa, pena, domínio e corrupção do pecado, somente por meio da morte expiatória do Senhor Jesus Cristo, o Filho encarnado de Deus, nosso representante e substituto; f) A ressurreição corporal do Senhor Jesus Cristo e sua ascensão à direita de Deus Pai; g) A missão pessoal do Espírito Santo no arrependimento, na regeneração e na santificação dos cristãos; h) A justificação do pecador somente pela graça de Deus, por meio da fé em Jesus Cristo; i) A intercessão de Jesus Cristo, como único mediador entre Deus e os homens; j) A única Igreja, Santa e Universal, que é o Corpo de Cristo, à qual todos os cristãos verdadeiros pertencem e que na terra se manifesta nas congregações locais; k) A certeza da segunda vinda do Senhor Jesus Cristo em corpo glorificado e a consumação do Seu reino naquela manifestação; l) A ressurreição dos mortos, a vida eterna dos salvos e a condenação eterna dos injustos.” Fonte: http://www.abub.org.br/no-que-cremos, acessado em 03/07/2012). 1. BASES DE FÉ O que seriam bases de fé? Por que seriam importantes as bases de fé? “Uma das principais características da Reforma Protestante do século XVI foi a produção de um grande número de declarações doutrinárias na forma de confissões e catecismos. Estas declarações resultaram tanto de necessidades teológicas quanto pastorais, à medida em que os novos grupos definiam a sua identidade em um complexo ambiente religioso, cultural, social e político. Mark Noll observa que esse 1111177
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    fenômeno é típicoda Reforma, uma vez que o termo "confissão", em seu sentido mais comum, designa as declarações formais da fé cristã escritas especialmente por protestantes, desde o início do seu movimento.” Fonte: O Catecismo de Heidelberg: Sua História e Influência “Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento. Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja. A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado. A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.” Fonte: Declaração de Cambridge 2. A EXISTÊNCIA DE UM SÓ DEUS, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, UM EM ESSÊNCIA E TRINO EM PESSOA Quem é Deus? Jo 4:24 _____________, Ex 3:14 e Tg 1:17 ______________, Sl 90:2 _______________, Sl 145:3 ___________________, Rm 11:33 e Gn 17:1 __________________, Ap 4:8 _____________, Ex 34: 6-7 ___________________________________________________ Há mais de um Deus? Dt 6:4; I Co 8:4; Jr 10:10; Jo 17:3. Quantas pessoas há na divindade? Mt 3:16-17; Mt 28:19; II Co 13:14; Jo 1:1; Jo 3:18; At 5: 3-4; Hb 1:3; Jo 10:30. “Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um Deus, da mesma substância, iguais em poder e glória.” Breve catecismo de Westminster “E foi assim que começou a Teologia. As pessoas já conheciam Deus de forma mais ou menos vaga. Então veio um homem que dizia ser Deus; um homem que, no entanto, 78
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    ninguém conseguiu rejeitarcomo um lunático. Esse homem fez com que as pessoas acreditassem nele. Essa pessoas voltaram a encontrar-se com ele depois de tê-lo visto ser assassinado. Por fim, tendo-se constituído uma pequena sociedade ou comunidade, essas pessoas de alguma forma descobriram a Deus dentro de si próprias, dizendo-lhes o que fazer e tornando-as capazes de atos que até então eram impossíveis. Quando entenderam tudo isto, elas chegaram à definição cristã do Deus tripessoal.” Cristianismo Puro e Simples (pag 217-218) Complicado isso? “Se o cristianismo fosse algo que inventamos, é claro que seria mais fácil. Mas não é. Não podemos competir em matéria de simplicidade, com as pessoas que inventam religião. Como poderíamos? Trabalhamos com a realidade como ela é. Só quem não se importa com a realidade pode se dar ao luxo de ser simplista” Cristianismo Puro e Simples (pag 220) 3. A SOBERANIA DE DEUS NA CRIAÇÃO, REVELAÇÃO, REDENÇÃO E JUÍZO FINAL. Soberania de Deus: I Cr 29:11-12, Dt 4:39, Jó 9:12, Sl 29:10, 47:2, 83:18, 93:1, 135:6, Dn 2:20-23, Mt 6:13, At 17:24, Rm 9:19-21, Sl 145.17; 104.10-24; Hb 1.3; Mt 10.29-30; Os 2.6, Rm 11:36 “Soberania é o direito de impor a própria vontade. O direito de exercitar a liberdade, nesse sentido; mas de causar, no exercício da liberdade, uma limitação da liberdade. E a partir de seu direito ao poder, a liberdade de exercitá-lo para bloquear toda resistência a si. Nesse sentido, sim, Deus é a fonte de todo o poder. O Deus Trino é o Soberano absoluto, detentor do direito e das energias necessárias para fazer cumprir a sua vontade. (...)Que perversa doutrina pretenderia arrancar das mãos do Senhor o seu cetro, puxar as suas barbas e fazê-lo dobrar-se diante de sua criatura, senão o nosso bom e velho humanismo secular? Já conhecemos essa história; aumentar o espaço da liberdade humana à custa de reduzir o espaço da soberania divina. (...) Ora, que estratégia mais tola poderia ser criada? Se chegamos a empregá-la, é porque já não habitamos o mundo de Deus, mas o espelho de narciso. Um deus que possa ser posto a par com o homem, que tenha que se por de pé para ceder-lhe o assento já é um nada, um outro do seu tipo. Nem o milagre da encarnação do verbo redimiria esse maquinismo teológico. Mas o humanismo, agora em nome da piedade evangélica, deseja tornar o Leão em gato; criar um pobre deus que vamos abrigar em nossas casas, por piedade – assim o são as divindades das mais variadas formas de teologia libertária, que repetem teimosamente o erro de separar Natureza e Graça, de criar um vácuo de ação divina para dar livre arbítrio e “responsabilizar o homem” elevando a dignidade divina pelo dúbio expediente de livrar-lhe do mal a cara.” Fonte: "Fé Cristã e Cultura Contemporânea" 4. A INSPIRAÇÃO DIVINA, VERACIDADE E INTEGRIDADE DA BÍBLIA, TAL COMO REVELADA ORIGINALMENTE, E SUA SUPREMA AUTORIDADE EM MATÉRIA DE FÉ E CONDUTA. Tm 3:16 e 17 Quem inspirou a escritura? Para que ela é útil? Js 1:8, Sl 1:2; Mc 7:5-13; Hb 4:12-13; Jo 5:37-40; Lc 24:44-45 “Se reina em nós o pensamento de que a Palavra de Deus é o único caminho que nos leva a investigar tudo o que nos é lícito saber sobre Ele, e a única luz que nos ilumina para ver tudo quanto é preciso que vejamos, facilmente nos poderá refrear e deter, de 1111179
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    tal maneira quenão caiamos em nenhuma temeridade. Porque saberemos que, no momento em que ultrapassarmos os limites assinalados pela Escritura, ficaremos perdidos fora do caminho e em grandes trevas; e, portanto, que não poderemos fazer outra coisa senão errar, resvalar e tropeçar a cada passo.” (CALVINO, Institutas, Tomo 2) “Se todo cristão, como sacerdote, é capaz de se achegar a Deus, é também capaz de discernir o que é justo e injusto na fé. O único instrumento para orientar nosso discernimento seriam as escrituras. Não há nada que possa ser oponível a elas. Assim, defendendo a livre interpretação da Bíblia (orientada pelo intelecto, não apenas pela fé), chega-se a ruptura definitiva com a teologia católica: segue-se somente as escrituras (sola scriptura). Ficam, consequentemente, abolidos os dogmas impostos ao povo de Deus pela autoridade eclesiástica que contrariassem as escrituras, findando o dogma da infalibilidade papal” Fonte: “Evolução histórica e filosófica da doutrina da tolerância religiosa”, Lucas Daniel Alves Nunes (Juci) 5. A PECAMINOSIDADE UNIVERSAL E CULPABILIDADE DE TODOS OS HOMENS, DESDE A QUEDA DE ADÃO, PONDO-NOS SOB A IRA E CONDENAÇÃO DE DEUS Rm 3:23, 5:12-13, 18-19. Que é pecado? Tg 2.10; 4.17; 1Jo 3.4. Qual foi o pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados? Gn 3.12-13; Os 6.7 Caiu todo o gênero humano pela primeira transgressão de Adão? Gn 1.28; At 17.26; 1Co 15.21-22; Rm 5.12-14. Em que consiste o estado de pecado em que o homem caiu? Rm 5.18-19; Ef 2.1-3; Rm 8.7-8; Sl 51.5. 6. A REDENÇÃO DA CULPA, PENA, DOMÍNIO E CORRUPÇÃO DO PECADO, SOMENTE POR MEIO DA MORTE EXPIATÓRIA DO SENHOR JESUS CRISTO, O FILHO ENCARNADO DE DEUS, NOSSO REPRESENTANTE E SUBSTITUTO. I Co 15:3-4; Ef 2:11-23,19; Ef 2:3-7; Mc 10:45; Ef 1:7; At 2: 23,24,38; At 3: 15-19; Rm 5:10-11; II Co 5:18-21; I Jo 1:7, I Co 15:3-4; Lc 22:19-20; Is 53: 5-6; II Co 5:21; Gl 3:13; I Pe 2:24. “O conceito de substituição está no coração tanto do pecado quanto da salvação. Pois a essência do pecado é o homem substituindo-se a si mesmo por Deus, ao passo que a essência da salvação é Deus substituindo-se a se mesmo pelo homem. O homem declara-se contra Deus e coloca-se onde Deus merece estar; Deus sacrifica-se a si mesmo pelo homem e coloca-se onde o homem merece estar. O homem reivindica prerrogativas que pertencem somente a Deus; Deus aceita penalidades que pertencem ao homem somente.” Fonte: O Deus que eu não entendo. 7. A RESSURREIÇÃO CORPORAL DO SENHOR JESUS CRISTO E SUA ASCENSÃO À DIREITA DE DEUS PAI. Ressurreição corporal: I Co 15:3-5; Lc 24: 2-3, 12, 36-43; Rm 4:25; At 17:30-31; Rm 1:4; Cl 2:12; Ef 2:4-7; I Ts 4:13-14. Ascensão à direita de Deus Pai: At 7:55-56; At 1:6-11; At 2:32-36; At 7:28-8:2; Rm 8:34. 80
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    8. A MISSÃOPESSOAL DO ESPÍRITO SANTO NO ARREPENDIMENTO, NA REGENERAÇÃO E NA SANTIFICAÇÃO DOS CRISTÃOS. Jo 16:7-15 “O Espírito Santo é o amor de Deus presente em nossos corações (Rm 5.5); ele é quem efetiva nos eleitos o conhecimento da graça salvadora (1Co 2.12; Ef 1.8,9,17,18; 1Ts 1.5), guiando os crentes em toda a verdade (1Jo 2.27) e testemunha em seus corações da realidade de sua Adoção, razão pela qual é chamado de Espírito de Adoção (Rm 8.15-16). Por meio dessa revelação do amor e da Graça, o Espírito efetua em nós a santificação (Rm 8.1-11; Ef 3.16-17; 2Ts 2.13)” Fonte: O Deus que se faz presente, por Guilherme Carvalho 9. A JUSTIFICAÇÃO DO PECADOR SOMENTE PELA GRAÇA DE DEUS, POR MEIO DA FÉ EM JESUS CRISTO. Rm 3:20-24 ler a declaração de Cambridge e simultaneamente justo e pecador Que é justificação? Ef 1.7; 2Co 5.21; Rm 4.6; 5.18; Gl 2.16. “O pecado nos faz culpados diante de Deus e merecedores da punição de Deus. Na cruz, Deus tomou a culpa e punição sobre si na pessoa de seu próprio Filho. Pois ‘o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós’ (Is 53:6), e ‘Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro’ (I Pe 2:24). Assim, nos colocamos diante de Deus inculpáveis, por meio da justificação de Cristo. Por causa da cruz somos justificados e declarados justos; ou seja, tornamo-nos justos diante de Deus e não mais suportamos a dolorosa consequência do nosso pecado. Tornamo-nos ‘justiça de Deus’ (II Co 5:21)” Fonte: O Deus que eu não entendo (pag 146). Pela graça: Is 55: 1-3, Jr 31: 33-34, Mc 1:40-44, Lc 18:9-14, Rm 3:20-24, Ef 2:8-10. ”Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual. Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.” Fonte: Declaração de Cambridge Pela fé: Sl 23, Mc 10:13-16, Jo 6:35, Rm 1:16-17; Rm 3:28; Rm 4:1-5 “A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.” Fonte: Declaração de Cambridge 10. A INTERCESSÃO DE JESUS CRISTO, COMO ÚNICO MEDIADOR ENTRE DEUS E OS HOMENS. Mediador: Que ou aquele que intervém, ou é escolhido para conseguir acordo ou conciliação entre partes desavindas; árbitro, medianeiro, intercessor: potência mediadora; os mediadores da paz. Sinônimos: intercessor, intermediário, medianeiro e mediatário. Interceder: intervir a favor de alguém ou de alguma coisa. Is 53:12; Is 42:6; Hb 4: 14-15; Hb 8:6, Hb 9:15, Hb 12:24. 1111181
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    11. A ÚNICAIGREJA, SANTA E UNIVERSAL, QUE É O CORPO DE CRISTO, À QUAL TODOS OS CRISTÃOS VERDADEIROS PERTENCEM E QUE NA TERRA SE MANIFESTA NAS CONGREGAÇÕES LOCAIS. Mt 16:18; At 1:8; Mt 3:11,12; 1Co 12:12-13; Ef 2:20-22; 1Co 3:16,17; I Co 12:12-26; Ef 2:13-18, Mt 26:26-28; Jo 6:54-57, 1Co 10.16-1. 12. A CERTEZA DA SEGUNDA VINDA DO SENHOR JESUS CRISTO EM CORPO GLORIFICADO E A CONSUMAÇÃO DO SEU REINO NAQUELA MANIFESTAÇÃO. At 1:10-11; Mt 24:27-30; Ap 1:7; I Co 1:7; II Ts 1:7; Is 52:7-10; Sl 96:11-13; “O Novo Testamento ensina que Jesus Cristo vai retornar para completar a obra que realizou em sua vida terrena. Visto que já se passou bastante tempo desde a priemira vinda de Cristo e ainda estamos esperando por sua segunda vinda, tendemos a separar a primeira e a segunda vindas em nossa mente, em nossa liturgia e em nossos calendários da igreja. (...) Os autores do Novo Testamento, no entanto, mantinham ambas muito mais unidas, como duas partes de uma única e grande conquista de Deus.” Fonte: O Deus que eu não entendo, pag 209. 13. A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS, A VIDA ETERNA DOS SALVOS E A CONDENAÇÃO ETERNA DOS INJUSTOS Ap 20:11-13, Fp 3:21; I Co 15:35-43 “... o conceito de ressurreição é muito diferente da mera ideia de vida após a morte. A crença de que, após a morte, os seres humanos viverão de alguma outra forma, em algum outro lugar ou domínio é comum em meio às culturas humanas e certamente o era nas culturas que cercavam os judeus antes e depois dos tempos de Jesus. Porém, a crença no que N. T. Wright chama de “vida após a vida após a morte” – ou seja, a vida ressurreta em um novo corpo e em uma terra renovada – não é encontrada em nenhum outro lugar, exceto na fé de Israel, baseados em vários fundamentos Bíblicos (isto é, o Antigo Testamento).” Fonte: O Deus que eu não entendo, pag 215 I Co 4:3-5, II Ts 2:7-10, I Jo 3:1-13, Rm 2:16 “E Jesus virá para julgar vivos e mortos. O julgamento não é apenas a punição; é o grande esclarecimento, A GRANDE DIAKRISIS quando a realidade das coisas será trazida à luz, e as trevas serão dissipadas. Com o juízo de Cristo o caráter maligno do mal será descoberto, e todos os compromissos ocultos dos homens serão revelados. No julgamento final a perfeição, a sabedoria, a santidade e a justiça de Deus serão demonstrados e vindicados de forma irrefutável; no julgamento final a pergunta sobre o mal será respondida, porque o tratamento divino com o mal terá se encerrado, e o plano divino de redenção estará completado. Não haverá mais ambiguidade, e o que somos será publicamente revelado.” Fonte: O Deus que se faz presente, por Guilherme Carvalho. 82
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    Grupo II –ABU e Igreja Local – Quinta, 19 de Julho Igreja  Qual é a abrangência da palavra “igreja”?  De um modo geral, o que é uma igreja? Como você a definiria?  Por que, então, um cristão deve frequentar uma igreja local? Referências: Igreja 1 Coríntios 12:27, Efésios 2:19-22. Igreja universal: Mateus 16:18, Efésios 5:24-26. Igreja local: 1 Coríntios 1:2, Mateus 18:17, Romanos 16:1 e 5, Atos 9:31. “Jesus nunca quis que seus discípulos estivessem sozinhos. A primeira coisa que ele fez para iniciar seu ministério foi reunir discípulos.” [Don Everts]. “Sendo Deus uma comunidade de pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo), a igreja só pode existir como uma realidade comunitária.” [Ricardo Barbosa]. ABU A Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) é uma organização missionária evangélica que existe para compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo nas escolas e universidades brasileiras, através da iniciativa dos próprios estudantes. O treinamento e formação de estudantes e profissionais, visando o testemunho cristão e o serviço à Igreja e à sociedade, completam nossa missão. Acreditamos no senhorio de Cristo, como único mediador entre Deus e os homens, capaz de nos redimir e nos livrar da culpa do pecado. Reconhecemos a Bíblia como Palavra de Deus, com toda autoridade em matéria de fé e vida. Temos um criador a adorar, um Senhor a proclamar e um Espírito a obedecer. Nossas bases de fé seguem as da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos, organização a que somos filiados, e que agrega movimentos estudantis evangélicos no mundo todo. Base de fé “j”: Cremos na única Igreja, Santa e Universal, que é o Corpo de Cristo, à qual todos os cristãos verdadeiros pertencem e que na terra se manifesta nas congregações locais. “Estudante alcançando estudante” é o nosso lema. Isso significa que os próprios estudantes são os nossos missionários por excelência, atuando por meio de núcleos de estudo bíblico, acampamentos evangelísticos, grupos de oração e cursos de treinamento. É desta forma que ocorrem nossas principais atividades: evangelismo, discipulado e formação para o serviço. Acreditamos que os estudantes são os mais aptos para compartilhar a mensagem do Evangelho de forma significativa, convincente e criativa em suas universidades e escolas, pois convivem com seus colegas e conhecem as facilidades e dificuldades de seu próprio contexto. (texto extraído do site: www.abub.org.br) 1111183
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    ABU: Braço Missionário da igreja local: membros de igrejas locais.  Estudantes – Missionários – “Estudante alcançando Estudante”; “Talvez você tenha recebido Cristo por meio de alguma organização interdenominacional (ABUB, Mocidade para Cristo, Jocum, etc.). Neste caso, a própria organização lhe providenciará um grupo de oração e estudo bíblico. Os pequenos grupos de estudo, oração e comunhão são de importância fundamental. Se for necessário dispensar alguma atividade, que não seja esta, pois através dela, você poderá crescer e se desenvolver espiritualmente como parte de um corpo e em comunhão com outros membros. Por outro lado, quero destacar com a mesma ênfase a necessidade de pertencer a uma igreja. Chegará o momento em que você deixará a área onde se encontra agora, ou ultrapassará o nível de comunhão do grupo interdenominacional. Em qualquer dos casos, jamais haverá um substituto para a igreja local.” [John White] Relação ABU e igreja local  Respeito  Cooperação  Comunicação  Serviço Qual deve ser o nosso posicionamento quanto a ABU como membros de igrejas locais? E o nosso posicionamento quanto à igreja local como abuenses? Exemplos:  Como abuenses, contribuir para crescimento da igreja. Compartilhando nossos aprendizados à toda igreja Aplicação/Ideias  Planos de ação para a frequente comunicação entre o grupo de ABU da cidade e igreja local;  Atividades evangelísticas e/ou treinamentos que envolvam a igreja local;  Atividades que o grupo de ABU pode ajudar na igreja local quanto aos jovens cristãos estudantes;  Incentivar a igreja local a ser uma igreja missionária.  Discipulado Saiba mais sobre o assunto (igreja local): ABU Editora John White. A Luta (Cap. 7) | Série Lausanne 30 anos. Evangelização e Responsabilidade Social (7c. A igreja local numa sociedade livre) | John Stott. Ouça o Espírito, ouça o mundo (Parte IV: A igreja) | Don Everts. Jesus dos pés sujos (Cap. 5) Encontro Publicações Ricardo Barbosa. Janelas para a Vida (I.1. O ser comunitário). Contato: Isabel Neves – isabelneves.ufv@gmail.com Fonte: Oficina “ABU e igreja Local” CF 2011, Rafael Damacena de Angelis. 84
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    Grupo II –Liderança – Quinta, 19 de Julho Liderança Fernanda Bittencourt Pinto Coelho (BH) fbpcoelho@gmail.com Liderança: é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir objetivos identificados como sendo para o bem comum. (James C. Hunter) Líder: indivíduo que tem autoridade para comandar e coordenar outros; pessoa cujas ações e palavras exercem influência sobre o pensamento e comportamento de outros. (Dicionário Houaiss) CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER: visão, motivação, ação, ____________ , disciplina, ___________ , vida de oração, _______________________________________ , S _ _ _ _ _ _. Como foi a liderança de Jesus aqui na Terra? Mc 2:15-17__________________________________________________ Jo 13:1-5 ___________________________________________________ Mt 4:3-4 ___________________________________________________ Lc 5:1-6 ____________________________________________________ Mc 6:7 _____________________________________________________ Mc 6:45-46 __________________________________________________ Lc 22:42 ____________________________________________________ O chamado.... Jo 21:15-17 Você pode dizer que realmente ama a Jesus e isso que o leva a servi-Lo? (Vamos refletir um pouco sobre a questão das motivações que nos trouxeram a posições de liderança ou nos fazem pensar em ocupá-las.) Devemos ter consciência da seriedade do nosso ministério e ser bons despenseiros do que Deus nos confia... Mt 26:41 1Co 10:12 Mt 25:20,21 86
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     Algumas orientaçõesde Paulo a Timóteo, um líder jovem: 1Timóteo 4:11-16; 5:1-2 Como ser líder quando se é relativamente jovem... a) Identifique-se com a autoridade das Escrituras: “até minha chegada, aplica-te à leitura..” Além de ler as Escrituras, Timóteo deveria pregá-las e ensiná-las. Quando lemos as Escrituras, estamos reconhecendo a sua autoridade. b) Exercite seus dons: “Não te faças negligente para com o dom que há em ti”. Naquela hora os líderes impuseram as mãos sobre ele e fora dado o ministério profético. A palavra grega é charisma. Todos os dons espirituais são dons de ministério. Se as pessoas virem nossos dons, elas dificilmente deixarão de aceitar o nosso ministério, por reconhecerem que foi Deus quem no-los concedeu. c) Mostre o seu progresso: “Pratique essas coisas e se dedique a elas para que o seu progresso seja visto por todos” Crescimento espiritual e no trabalho. As pessoas tinham não somente que ver o que ele era, mas o que estava chegando a ser. d) Cuide da sua coerência: “tem cuidado de ti mesmo e da doutrina” Não dá para ensinar aos outros o que nós mesmos não praticamos. e) Cuide dos seus relacionamentos: “não repreendas ao homem idoso; antes, exorta-o como a pai” Tratar os mais velhos com respeito, a sua geração com igualdade, o sexo oposto com prudência e pureza, TODOS com o amor que une a família de Cristo! O líder cristão foi comissionado por Deus para uma tarefa de responsabilidade e serviço. Tem exigências e tensões próprias de todo líder, e enfrenta pressões e conflitos que derivam da luta espiritual que Satanás impõe contra o evangelho e contra aqueles que o proclamam. Mas o líder cristão sabe que o seu Senhor é quem o capacita, que o nutre e quem o acompanha. Se aprendermos a levar em conta os ensinamentos do nosso Senhor, se obedecermos aos seus mandamentos e seguirmos os seus passos, então o nosso jugo será suave, e poderemos cumprir a nossa missão com eficiência e alegria.  COMO PERSEVERAR SOB PRESSÃO E VENCER O DESÂNIMO? II Coríntios 3: ________________________________________________________ II Coríntios 4: ________________________________________________________ I- Os problemas: a) Externo: 1111187
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    II Co 3:14-15; 4:4 ____________________________________________________ b) Internos: II Co 4:7- 18______________________________________________________ I Co 2:3 ___________________________________________________________ II Co 12:7-9 ________________________________________________________ II- Os antídotos: a) Contra o desânimo que produz incredulidade: II Co 4:2 __________________________________________________________ II Co 4:6 __________________________________________________________ Pregar o evangelho é o meio pelo qual Deus resplandece na mente das pessoas. Nela não podemos penetrar com o nosso próprio poder, mas ela poder ser penetrada pelo poder de Deus quando pregamos o evangelho. b) Contra a fragilidade do corpo II Co 4:10 _________________________________________________________ II Co 12:10 ________________________________________________________  COMO MANTER O VIGOR ESPIRITUAL? a) A disciplina do descanso e do lazer: Marcos 6:45 Devemos obedecer com mais fidelidade o quarto mandamento. Se não o fizermos, estaremos afirmando que temos mais sabedoria que Deus. As necessidades humanas: I. Um tempo para nós mesmos II. Praticar esportes ou recreações III. Família e amigos “Porque, mesmo quando chegamos à Macedônia, a nossa carne não teve repouso algum; antes em tudo fomos atribulados: fora por combates, temores por dentro. Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com _______________________________ . “ (2 Co 7:5-6) b) A disciplina devocional I. Administração do tempo – Efésios 5:16 88
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    II. Leitura diária da Bíblia – Lucas 4:4 III. Oração – Salmo 145:18 O diabo sabe que a oração é o maior segredo da vida cristã e está disposto a fazer todo o possível para nos deter. O propósito da leitura bíblica é escutar a voz viva de Deus, e precisamos chegar a ela com uma viva expectativa. Um bom líder busca estar, primeiramente, sob a liderança de Cristo e em constante relacionamento com Ele... Lectio Divina ou “Leitura Devocional” = forma disciplinada de devoção, e não mais um método de estudo bíblico. Diferentemente da leitura indutiva para investigar o texto bíblico preparo de sermões e estudos, ou em busca de respostas mais imediatas para conflitos diários, ela nunca deve ser usada para algum propósito utilitário ou pragmático. É feita pura e simplesmente para conhecer a Deus, colocar-se diante da sua Palavra e ouvi-lo. Essa atitude de silêncio, reverência, submissão, meditação e contemplação define a postura de quem deseja aproximar-se da Palavra de Deus. É uma leitura para transformação. São quatro os estágios por que passamos ao nos dedicarmos à Leitura Devocional: leitura, meditação, oração e contemplação. (Janelas para a Vida, Ricardo Barbosa) É importante termos em mente que o nosso trabalho deve sempre apontar para Cristo, para que as pessoas O conheçam mais e que seja para a glória Dele! “É necessário que ele cresça e que eu diminua.” João 3:30  UM PRINCÍPIO REVOLUCIONÁRIO! Colossenses 3:17 __________________________________________________________ Colossenses 3:23 ____________________________________________________________ __ OS PERFIS DE LÍDER QUE NÃO BUSCAMOS NA ABUB 1- O ativista: é o famoso “pau pra toda obra”. Não consegue ficar parado um minuto. Canta no louvor, dirige classe de EBD, dirige um núcleo de estudo bíblico na faculdade, trabalha, estuda, namora, faz inglês, natação, judô, e por aí vai... Tem muita disposição e iniciativa, mas acaba não fazendo nada direito e não tendo tempo pra se relacionar com Deus, família e amigos; 1111189
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    2- O centralizador:é o famoso “deixa comigo”. É eficiente e dinâmico, mas toma todas as responsabilidades pra si e não delega nenhuma função aos demais membros do grupo. O resultado disso é que o grupo fica “viciado” nesse líder e quando ele se forma o grupo acaba porque tudo girava em torno dele. 3- O chefão: é o famoso “manda chuva”. Tem grandes sonhos e ideias para o grupo, mas é o tipo de líder que não põe a mão na massa. Exerce grande autoritarismo sobre o grupo, mas geralmente o seu discurso não é coerente com sua prática, ou seja, “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. 4- O não-praticante: é apenas um líder nominal, ou seja, “não tem tu vai tu mesmo”. Ocupou, mas não assumiu o cargo. RENOVAÇÃO DE LIDERANÇA NO MINISTÉRIO ESTUDANTIL Não há sucesso sem sucessor!!! Nm 27:15-22 Mt 9:37-38 O segredo não está no sucesso enquanto os estudantes trabalham em alguma posição de liderança no grupo local de ABU/ABS e sim depois de sua saída. Como ficará a obra na universidade/escola? Nossa meta, além do trabalho de evangelização (estudante alcançando estudante) é também o discipulado feito pelos próprios estudantes. Pensar em um processo de renovação de liderança é, consequentemente, pensar no processo de discipulado – método extensamente utilizado em toda a história do povo cristão. Não podemos encarar a renovação de liderança apenas como uma transmissão de tarefa. Esse processo é muito mais que simplesmente “entregar o bastão.” Ao estudarmos o ministério de Jesus, percebemos três características marcantes do seu trabalho de preparação de líderes: I. Crescimento Espiritual: (Mc 4:1-41; 9:2-3; 13:3-37) Nesses textos percebemos a preocupação de Jesus com o crescimento espiritual dos seus discípulos através do ensino e de experiências. Esse crescimento se dá gradualmente. Não é a toa que ele usou tantas parábolas ligadas ao crescimento e várias vezes separou tempo para estar a sós com eles. II. Acompanhamento Pessoal: (Mc 3:13; 6:30-52; 10:32-34) Essa característica não é muito destacada hoje em dia, mas era uma parte bastante significativa do ministério de Jesus. Se cada um de nós examinar sua experiência cristã, descobrirá que as pessoas que se deram ao trabalho de nos acompanhar individualmente foram as que mais nos ajudaram na caminhada. 90
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    III. Transmissão de uma tarefa: (Mc 3:13-15; 16:12-18) Jesus escolheu os doze para enviá-los a pregar. Com certeza, no início eles não eram pregadores habilidosos nem tinham todo o conhecimento necessário, mas foram aprendendo durante o processo com o auxílio do Espírito Santo. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria. (Romanos 12:7-8) Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. (Atos 20:24) BIBLIOGRAFIA UTILIZADA: - Apostila CF/2008 (oficina ministrada pela Cássia Suraneia) - Apostila CF/2009 (oficina ministrada pela Larissa Andrade) - Material Treinamento ABUBH (Artur de Melo Sá e Ivo David, ambos de 2011) - Apostila do Curso de Treinamento de Liderança da Igreja Batista Central de BH - Janelas para a Vida, Ricardo Barbosa, Encontro Publicações BIBLIOGRAFIA INDICADA: - Neemias, um profissional a serviço do Reino; Paul Freston; ABU Editora - O Discípulo Radical; John Stott; Editora Ultimato - Vença a Fadiga Espiritual; Paul Borthwick; ABU Editora - Os Desafios da Liderança Cristã; John Stott; 1111191
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    Grupo II –Como iniciar um Grupo – Quinta, 19 de Julho 92
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    Grupo II –ABS – Quinta, 19 de Julho 1111193
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    Grupo II –Evangelismo: Experiência Pessoal – Quinta, 19 de Julho Em busca de um modelo integral de evangelismo Roteiro da Oficina 1° Dia: Mudança de Perspectiva 1. Explorações Bíblicas - Em busca de um Modelo para um evangelismo integral 2. Interações entre os indivíduos ou "cada um é um mundo diferente" 2° Dia: Mudanças práticas Discussão entre os participantes – Como? Existe um modelo? 1º Dia Parte 1  Como Deus fala com o povo ? o Velho Testamento o Oséias  Oséias 1, Oséias 3:1-5, Oséias 6:1-6 o Jeremias  Jeremias 18:1-6, Jeremias 16:1-9 o Jó  Jó 38:1-4 o Elias  1 Reis 19:9-13  Como Cristo abordou as pessoas? o Novo Testamento o Jesus e Nicodemus  João 3:1-9 o Jesus e a mulher Samaritana  João 4:1-30 o Paulo discursando aos Atenienses  Atos 17:22-32 Conclusões da parte 1  Os discursos, as conversas, são sempre contextualizadas.  Deus sempre usou elementos da realidade para conversar com os homens, elementos que os homens entendessem.  O discurso sempre foi um que fazia sentido aos ouvintes  Deus fala de diferentes modos para diferentes pessoas 94
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    “Para os fracos,fiz-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, a fim de salvar alguns a todo custo. E isto tudo eu faço por causa do evangelho, para dele me tornar participante” 1 Coríntios 9:22-23 Parte 2  O evangelho contextualizado culturalmente  Vivemos em uma sociedade culturalmente diversa: quantas culturas existem em nossa cultura?  A importância de estar no mesmo nível, de se fazer no mesmo nível que a cultura que se ministra (princípio básico em missão transcultural) Qual é a nossa cultura universitária? Quais suas características?  Reconhecimento de terrítório Em qual mundo temos vivido? Quem temos ouvido? Temos prestado atenção ao meio em que vivemos e que intentamos evangelizar?  Valorização do indivíduo -> Jesus valorizava o indivíduo e o tratava como único.  Toda relação do discípulo não é livre, mas é mediada por Cristo (Bonhoeffer)  Não há um modelo de evangelismo, não há fórmula, não há regra.  Todo evangelismo é RELACIONAL e ÚNICO Três lembretes:  Não faça dos outros seu projeto de evangelismo! Olhe o modelo de Cristo!  Evangelismo "contextualizado" não é Xaveco Gospel: "Irmã, se a fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus, a paixão vem pelo olhar e olhar nos teus olhos. Sua benção!"  Mateus 7:1-5 - Bonhoeffer: A única coisa que nos faz diferentes daqueles que não são Cristãos é Cristo, não nossas virtudes. "Vocês estão aqui para ser luz, trazendo as cores de Deus no mundo. Deus não é um segredo para ser guardado. Nós vamos fazer isso algo público, tão público quanto uma cidade no topo de um monte. Se eu os fiz detentores da luz, não pensem que eu vou escondê-los debaixo de um balde." Mateus 5:14 (versão “A mensagem”) 2º Dia Troca de ideia e Questões Práticas, ou e agora, como/o que eu faço? Desafio: Me explique a razão da sua fé! “Amados, exorto-vos, como a peregrinos e forasteiros neste mundo, a que vos abstenhais dos desejos carnais que promovem guerra contra a alma. Seja bom o vosso comportamento entre os gentios, para que, mesmo que falem mal de vós, como se fôsseis malfeitores, vendo as vossas boas obras glorifiquem a Deus, no dia da Visitação” 1 Pedro 2:11-12 1111195
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    Em relação aosmeus amigos: - Como eu os vejo? - Até aonde eu vou? - Como eu ajo? - Será que isso ou aquilo é realmente pecado? - Quais são minhas conversas? - Tenho orado pelos meus amigos? Como eu faço para que uma conversa prosaica possa se transformar em uma conversa sobre o Reino? Em relação às reuniões da ABU na minha faculdade: - Qual tem sido o tópico dos meus estudos? - A quem tem se dirigido meus estudos? - Como tenho/temos nos portado no estudo? Conclusão: Faça sua parte, na graça do nosso Deus! Abra os olhos para a realidade ao nosso redor! Referências: “Evangelismo Natural”, Rebbeca Pippert. Editora Mundo Cristão. “O evangelho e a cultura”. Editora ABU. “O custo do discipulado” (The cost of discipleship), Dietrich Bonhoeffer. Contato: Gabriel Brisola da Cunha – ABU Juiz de Fora gabriel_brisola@hotmail.com 96
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    Grupo II –Faculdades Particulares – Quinta, 19 de Julho Oficina: ABU nas Particulares Ludmila Esteves - ludmila.geo@gmail.com Victor Miranda – victorqmiranda@hotmail.com “Sempre damos graças a Deus por todos vocês, mencionando-os em nossas orações. Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. Sabemos, irmãos, amados de Deus, que ele os escolheu porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. Vocês sabem como procedemos entre vocês, em seu favor. De fato, vocês se tornaram nossos imitadores e do Senhor; apesar de muito sofrimento, receberam a palavra com alegria que vem do Espírito Santo. (...) Porque, partindo de vocês, propagou-se a mensagem do Senhor (...). Não somente isso, mas também por toda parte tornou-se conhecida a fé que vocês têm em Deus.” 1 Tessalonicenses 1:2-8 A realidade das instituições acadêmicas no Brasil: Segundo o Censo da Educação Superior, no ano de 2010 registra-se que 78% dos acadêmicos brasileiros estudam em instituições privadas!!! (MEC/ INEP, 2010), ou seja, houve um grande crescimento das faculdades particulares.. Como sabemos, as universidades ou faculdades particulares possui uma realidade diferente das federais ou estaduais. Essa diferença se dá em diversos âmbitos, como por exemplo:  Integração com cursos de outras áreas do conhecimento. Geralmente se restringe aos colegas do mesmo curso ou da mesma área (humana, biológica, exatas...), até devido a configuração/ espacialização do (s) prédio (s) dessas instituições. Contribui também para isso, a disponibilidade de tempo - os intervalos geralmente são curtos e o tempo diário na faculdade é menor (geralmente um turno).  Grande pressão e preocupação com frequência e notas, o que diretamente influencia no bolso.  Maior proximidade com a turma (a turma que entra junto no semestre, geralmente forma junta) e com os professores...  Em alguns casos, burocracia para utilização dos espaços físicos Contudo, têm-se desafios comuns a todas as academias (diversidade, ideologias e correntes de pensamento, competitividade, festas, bares...) e desafios específicos. O 98
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    público é diferente,logo as metodologias também precisam ser diferentes. É necessária uma adaptação a cada contexto. Ok, mas onde a ABU entra nisso? Lembrando: A Aliança Bíblica Universitária do Brasil é uma organização missionária evangélica que existe para compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo nas escolas e universidades brasileiras, através da iniciativa dos próprios estudantes. O treinamento e formação de estudantes e profissionais, visando o testemunho cristão e o serviço à Igreja e à sociedade, completam nossa missão. A ABU surgiu e cresceu no âmbito da Universidade Pública, e este público sempre foi a sua maioria. Com a abertura que o MEC deu para as instituições particulares no início do séc. XXI esta realidade começou a mudar... Então chegamos aqui! E agora, José? Mãos à obra, pois a seara é grande e o campus nos espera!! Algumas dicas :  Ore!  Não tenha medo!  Entre em contato com cristãos da faculdade para que possam te dar suporte no trabalho. Sozinho tudo é mais difícil.  Informe a faculdade da existência de seu grupo e se achar necessário peça autorização para utilização do espaço. Dê preferência um espaço aberto e com boa visibilidade.  Busque capacitação e treinamento.  Divulgue! (Facebook é o canal!!)  Conheça os universitários de seu grupo e de outros grupos locais e troque "figurinhas".  Tenha persistência e muita paciência... 1111199
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    Nas reuniões....  Utilize EBIs rápidos/ curtos  Seja breve, mas não seja o único a falar...  Tenha cuidado com o “crentês”.  Seja criativo!  Esteja sempre com um sorriso no corpo e receba todos bem.  Quando alguém der uma opinião, agradeça e elogie. Em sala de aula...  Seja exemplo. Lembre-se: seu testemunho fala mais do que palavras.  Seja um bom colega de classe – ajude quando possível.  Não seja um super crente. Isso é muuuuito chato.  Seja autêntico. Saiba dialogar.  Não tenha uma postura de juiz e sim de amor. Como nos mostra John Stott (1975) "Se não fizermos nada além de proclamar o evangelho para as pessoas à distância, nossa autenticidade pessoal pode ser questionada. Quem somos? Aqueles que nos ouvem, não sabem. Pois estamos desempenhando um papel (o de pegadores) e eles podem achar que usamos uma máscara. Além disso, estamos tão distantes que eles nem podem nos ver adequadamente. Porém, quando nos sentamos lado a lado com eles, como Filipe na carruagem do etíope, ou nos encontramos face a face, um relacionamento pessoal se estabelece. Nossas defesas caem. Começamos a ser vistos e reconhecidos pelo que somos. Existe o reconhecimento de que nos também somos seres humanos, igualmente pecadores, igualmente necessitados, igualmente dependentes da graça da qual falamos. E com o desenvolvimento da conversa nos não somente nos tornamos conhecido do outro, mas também passamos a conhecê-lo. Ele também é um ser humano, com pecados, dores, frustrações e convicções. Passamos a respeitar suas convicções, sentir com ele sua dor. Ainda desejamos compartilhar as boas novas com ele, pois nos importamos profundamente com isso; porém, agora também nos importamos com ele com que queremos compartilhá-las.(...) O diálogo coloca o evangelismo em um contexto autenticamente humano" E lembre-se sempre e sempre: 100
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    “Se você estánesta universidade pela vontade de Deus, então ela é um campo missionário e você é missionário dele aqui.” Ruth Siemens A amizade é a chave para o evangelismo! Referência: STOTT, John. A missão cristã no mundo moderno. Editora Ultimato.2010. P. 87 11111101
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    Construindo Pontes para... – Sexta, 20 de Julho CONSTRUINDO PONTES PARA... “Andar com FÉ” Natan de Castro natan@abub.org.br Bases bíblicas e teóricas: “Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar...” (Tiago 1:19) “Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.” (I Pedro 3:15b) “Nós somos chamados a ouvir em dobro, ou seja, ouvir tanto a Palavra quanto o mundo. [...] Não estou dizendo que deveríamos ouvir a Deus e aos nossos companheiros humanos da mesma forma ou com o mesmo nível de deferência. Nós ouvimos a Palavra com humildade e reverência, ansiosos por entendê- la e decididos a acreditar no que viermos a compreender. Nós ouvimos o mundo com atenção crítica, igualmente ansiosos por compreendê-lo, e decididos não necessariamente a crer nele e a obedecer-lhe, mas a simpatizar com ele e a buscar graça para descobrir que relação existe entre ele e o evangelho.” (John Stott, Ouça o Espírito, Ouça o Mundo, ABU Editora) “[...] A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas [...].” (Pacto de Lausanne, parágrafo 10, ABU Editora) A Cura Formato Mínimo O medo redigiu-se ínfimo (Lulu Santos) (Samuel Rosa/ Rodrigo F. E ele percebeu a dádiva Existirá, em todo porto tremulará Leão) Declarou-se dela, o súdito A velha bandeira da vida Desenhou-se a história Acenderá, todo farol iluminará Começou de súbito trágica Uma ponta de esperança A festa estava mesmo ótima Ele, enfim, dormiu apático E se virá, será quando menos se esperar Ela procurava um príncipe Na noite segredosa e cálida Da onde ninguém imagina Ele procurava a próxima Ela despertou-se tímida Demolirá toda certeza vã Ele reparou nos óculos Feita, do desejo, a vítima Não sobrará pedra sobre pedra Ela reparou nas vírgulas Fugiu dali tão rápido Enquanto isso não nos custa insistir Ele ofereceu-lhe um ácido Caminhando passos tétricos Na questão do desejo, não deixar se E ela achou aquilo o máximo Amor em sua mente épico extinguir Os lábios se tocaram ásperos Transformado em jogo Desafiando de vez a noção Em beijos de tirar o fôlego cínico Na qual se crê que o inferno é aqui Tímidos, transaram trôpegos Para ele, uma transa típica Existirá e toda raça então E ávidos, gozaram rápido O amor em seu formato experimentará Ele procurava álibis mínimo Para todo mal, a cura Ela flutuava lépida O corpo se expressando Ele sucumbia ao pânico clínico E ela descansava lívida Da triste solidão, a rúbrica 102
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    Avaliação – Sábado,21 de Julho Avaliação do CF Uberlândia 2012 Dar nota seguindo o parâmetro: 1 – Ruim; 2 – Mais ou menos; 3 – Bom; 4 – Ótimo; 5 – Excelente. Evento Impressão Nota: Por quê? Geral do local (Foi apropriado para um CF?) Programação Nota: Por quê? Os banheiros Nota: Por quê? Os quartos Nota: Por quê? A alimentação Nota: Por quê? As informações Nota: Por quê? recebidas antes do CF A apostila Nota: Por quê? 11111103
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    Momentos Nota: Por quê? Livres Equipe Nota: Por quê? Logística de Uberlândia Equipe de Nota: Por quê? apoio pastoral (Diretoria Regional e Assessores) Leituras Nota: Por quê? prévias do CF Programação Atividades Conteúdo Didática Relevância Por quê?/Comentários Abertura Nota: Nota: Nota: EBI (Experiência Nota: Nota: Nota: e Material) Construindo Nota: Nota: Nota: Pontes para “Andar com Fé” Louvor Nota: Nota: Nota: Oração (Lectio Nota: Nota: Nota: Divina) 104
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    Cine ABUB Nota: Nota: Nota: Grupos de Nota: Nota: Nota: Compartilhar Silêncio Nota: Nota: Nota: Reflexivo (Experiência e Material) Palestra/Agenda Nota: Nota: Nota: pessoal c/ Jeverton “Magrão” Palestra com Nota: Nota: Nota: Maria Graziela Palestra com Nota: Nota: Nota: Carlos baldacin Noite ABUB Nota: Nota: Nota: Noite CIEE Nota: Nota: Nota: Noite Cultural Nota: Nota: Nota: 11111105
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    Exposições Bíblicas Expositores Conteúdo Didática Relevância Por quê?/Comentários Lia do Valle Nota: Nota: Nota: Elisson Souza Nota: Nota: Nota: Pr Lucas Nota: Nota: Nota: Quintino Jeverton Nota: Nota: Nota: “Magrão” Pr Junior Nota: Nota: Nota: Oficinas Nomes das Conteúdo Didática Relevância Por quê?/Comentários Oficinas I- Nota: Nota: Nota: II - Nota: Nota: Nota: 106
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    1 – Comovocê resumiria o Curso de Férias em uma frase? _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 2 – O que mais te impactou no CF? _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 3 – O que poderia ter sido melhor no CF? _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 4 – Outros comentários (que não teve chance de comentar até agora!) _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 11111107
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