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MONTE DAS  OLIVEIRAS - GEOGRAFIA BÍBLICA
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 2 ]
FINALIDADE DESTA OBRA
Este livro como os demais por mim publicados
tem o intuito de levar os homens a se tornarem melhores,
a amar a Deus acima de tudo e ao próximo com a si
mesmo. Minhas obras não têm a finalidade de
entretenimento, mas de provocar a reflexão sobre a nossa
existência. Em Deus há resposta para tudo, mas a
caminhada para o conhecimento é gradual e não
alcançaremos respostas para tudo, porque nossa mente
não tem espaço livre suficiente para suportar. Mas neste
livro você encontrará algumas respostas para alguns dos
dilemas de nossa existência.
AUTOR: O PEREGRINO CRISTÃO é licenciado em
Ciências Biológicas e História pela Universidade Metropolitana de
Santos; possui curso superior em Gestão de Empresas pela
UNIMONTE de Santos; é Bacharel em Teologia pela Faculdade das
Assembléias de Deus de Santos; tem formação Técnica em Polícia
Judiciária pela USP e dois diplomas de Harvard University dos EUA
sobre Epístolas Paulinas e Manuscritos da Idade Média. Radialista
profissional pelo SENAC de Santos, reconhecido pelo Ministério do
Trabalho. Nasceu em Itabaiana/SE, em 1969. Em 1990 fundou o
Centro de Evangelismo Universal; hoje se dedica a escrever livros e
ao ministério de intercessão. Não tendo interesse em dar palestras ou
participar de eventos, evitando convívio social.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 3 ]
CONTRIBUIÇÃO PARA ESTA MISSÃO
Esta versão do meu livro está disponível gratuitamente na
internet. Se você a leu, gostou e lhe edificou, peço que faça uma
doação ao meu ministério fazendo um pix, nem que seja de
um dólar [ou cinco reais BR],
assim continuaremos produzindo livros que edifiquem:
PIX
Valdemir Mota de Menezes,
Banco do Brasil
CPF 069 925 388 88
Este material literário do autor não tem fins lucrativos,
nem lhe gera quaisquer tipos de receita. Sua satisfação consiste
em contribuir para o bem da educação uma melhor qualidade de
vida para todos os homens e seres vivos, e para glorificar o
único Deus Todo-Poderoso.
OBRIGADO PELA COLABORAÇÃO!
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 4 ]
CONTATO:
Whatsapp Central de Ensinos Bíblicos com
áudios, palestras e textos do Escriba de Cristo
Grupo de estudo no whatsapp
55 13 996220766 com o Escriba de Cristo
E-MAIL: teologovaldemir@hotmail.com
Dados Internacionais da Catalogação na Publicação (CIP)
M543 O PEREGRINO CRISTÃO, Central de
Ensinos Bíblicos 1969 –
MONTE DAS OLIVEIRAS
Jerusalém, Livrorama
Bibliomundi, Amazon.com, 2024, 178 p. ; 21 cm
ISBN: 979-8883093745 Edição 1°
1. Igreja de Todas as Nações 2. Capela da Ascenção
3. Monte das Oliveiras 4. Igreja de Maria Madalena
5. Hospital Augusto Vitoria
CDD 220
CDU 22
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 5 ]
Sumário
INTRODUÇÃO......................................................................8
ORIGEM DO NOME .......................................................... 15
CEMITÉRIO JUDAICO ...................................................... 16
História..................................................................................20
Domínio jordaniano .............................................................. 21
Domínio israelense................................................................22
Sepulturas notáveis................................................................24
VIDA DE JESUS...................................................................25
TURISMO.............................................................................25
Geografia e geologia..............................................................25
História..................................................................................27
STATUS DESDE 1948 ..........................................................28
STATUS SOB O ESTADO DE ISRAEL..............................30
Referências no Antigo Testamento....................................... 31
Apocalipse, ressurreição e sepultamentos ............................32
Referências do Novo Testamento.........................................33
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 6 ]
Referências gnósticas............................................................34
Marcos...................................................................................34
Hospital Augusta Vitória ......................................................36
História..................................................................................39
Hoje.......................................................................................44
Tumba de Absalão ................................................................47
Descrição...............................................................................48
Atribuição tradicional............................................................53
Característica moderna .........................................................54
Caverna de Josafá ..................................................................54
Inscrições bizantinas.............................................................55
Lendas ...................................................................................56
Igreja de Maria Madalena.....................................................57
História..................................................................................59
Dedicatória............................................................................59
Enterros .................................................................................59
Princesa Alice de Battenberg ................................................60
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 7 ]
Igreja de Todas as Nações.................................................... 61
História..................................................................................62
Use por outras denominações...............................................65
Projeto e construção..............................................................66
Hotel Sete Arcos....................................................................68
História..................................................................................69
Hoje.......................................................................................70
Túmulo de Zacarias ..............................................................70
UNIVERSIDADE MÓRMON.............................................75
Tumba dos Profetas ..............................................................85
Capela da Ascensão............................................................... 91
História..................................................................................92
Descrição da capela...............................................................98
Necrópole de Silwan ........................................................... 102
AS SETE COLINAS.................................................................. 108
O Monte das Oliveiras e a Bíblia ...........................................110
Túmulo da Virgem Maria ......................................................112
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 8 ]
História e arqueologia...........................................................115
Autenticidade........................................................................121
Jardim do Getsêmani ........................................................... 123
At-Tur – bairro Árabe ........................................................... 132
IGREJA DO PATER NOSTER ................................................... 139
APÊNDICE............................................................................. 152
1 – ESTUDO GENÉTICO DE OLIVEIRAS DO JARDIM DO
GETSÊMANI.......................................................................... 152
INTRODUÇÃO
Em maio de 2023 pisei no monte das Oliveiras. O
que dizer do Monte das Oliveiras??? Aqui Jesus teve
vivencias incríveis, do monte das Oliveiras Jesus orou
com grande agonia, local que foi construído a igreja de
Todas as Nações. Daqui ele subiu aos céus. No Monte
das Oliveiras está o túmulo de Zacarias. Aqui, a Igreja
Mórmon construiu uma importante Universidade. No
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 9 ]
monte das Oliveiras se localiza o famoso hotel Sete
Arcos, como também está o túmulo de Maria, segundo
uma tradição. Aqui está a necrópole de Silwan. No monte
das Oliveiras se localiza a caverna de Josafá, e por aqui
tem inscrições da época bizantina, o jardim do
Getsêmani, o bairro At-tur. A igreja do Pater Noster etc.
O monte das Oliveiras já foi domínio de várias
impérios que conquistavam Israel e consequentemente o
Monte das Oliveiras, mas na história moderna foi
possessão da Jordânia, até que na Guerra dos Seis Dias,
Israel reconquistou-a. Diariamente judeus, muçulmanos e
cristãos sobem e descem o monte das Oliveiras tratando-
o como um lugar sagrado. Aqui está o cemitério mais
importante dos judeus, pois acreditam que os primeiros a
ressuscitarem se levantarão do gigantesco cemitério
judaico que fica aqui.
VISTA PANORÂMICA
A sequencia de fotos que eu inseri adiante neste
capítulo é sem dúvida uma das coisas mais lindas que os
meus olhos viram na terra. Poder olhar para Jerusalém do
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 10 ]
alto do monte das Oliveiras não tem preço... para as
outras coisas tem MASTERCARD... Ir a Jerusalém e não
visitar o monte das Oliveiras para dali ver as muralhas de
Jerusalém, é imperdoável.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 11 ]
Do alto do monte das Oliveiras você praticamente vê dezenas de
lugares sagrados ou pontos de visitação. Daqui você vê o vale
de Cidron e o vale do Geena abaixo, você vê o cemitério judaico
e muçulmano, vê o glorioso Domo da Rocha, o túmulo de
Absalão a casa do sumo sacerdote Caifás. Em termos de visão
panorâmica, no local que eu tirei estas fotos, eu não consigo
descrever a emoção. Eu ficava imaginando quantos eventos
bíblicos ocorreram neste local que o meu campo de visão
comtemplava.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 12 ]
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 13 ]
Cemitério do monte das Oliveiras em Jerusalém.
Dali Jesus subiu aos céus e ali retornará em glória. Os
judeus acreditam que os primeiros a ressuscitarem serão
os que estão enterrados no monte das Oliveiras. Hoje
existe mais de 150 mil sepulturas, são 3 mil anos que este
cemitério é usado.
Onde fica o Monte das Oliveiras?
O Monte das Oliveiras faz parte do que às vezes
é chamado de “as sete colinas de Jerusalém”. A cidade
de Jerusalém está, de facto, situada a cerca de 700
metros acima do nível do mar, numa região montanhosa:
de um lado, o Vale do Jordão, o Mar Morto e o Deserto da
Judeia; do outro, uma planície costeira que se estende
até às margens do Mediterrâneo. Entre os dois, uma
sucessão de morros.
As colinas de Jerusalém
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 14 ]
Elaborar uma lista exata, que chegue a consenso,
acaba por ser mais complicado ;) Na verdade, este nome
muito antigo, que estabelece um paralelo com as “sete
colinas de Roma”, é meio geográfico, meio bíblico.
Esta é uma característica de Jerusalém muito
confusa para o visitante de Israel... porque de uma
religião para outra há diferentes visões das coisas: assim,
para os muçulmanos, é ao nível da Esplanada das
Mesquitas que o profeta Maomé iria subiram ao céu
durante uma viagem noturna... enquanto para os cristãos,
Jesus subiu ao céu desde o Monte das Oliveiras, até o
local onde fica a capela da 'Ascensão, da qual falarei no
artigo.
Outro exemplo: o que chamamos de “Monte Sião”
refletiu, na verdade, diversas realidades geográficas ao
longo do tempo. Chamamos por sua vez de "Monte Sião"
o que hoje chamamos de cidade de David (sítio
arqueológico correspondente ao local onde se diz que
Jerusalém viu a luz do dia), o Monte do Templo (onde se
encontra o primeiro Templo de Jerusalém) e o atualmente
Monte Sião, ao sul da antiga cidade de Jerusalém. [18]
Onde fica o Monte das Oliveiras?
Está localizado a leste de Jerusalém e é separado
da cidade velha por um vale, o Vale do Cedron.
Quando você estiver na encosta oeste do Monte
das Oliveiras, poderá contemplar a antiga cidade de
Jerusalém que se estende à sua frente. É nesta encosta
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 15 ]
que encontramos mais locais de interesse para ver: todas
as igrejas de que vos vou falar, o jardim do Getsêmani, os
túmulos dos profetas, que se estendem desde o alto da
montanha até 'para o próprio Vale do Cédron. As outras
encostas do Monte das Oliveiras são essencialmente
constituídas por aldeias, como Al-Eizariya (também
conhecida como Betânia), uma aldeia árabe palestina
(aquela de onde veio "Lázaro de Betânia", ressuscitado
por Jesus, na Bíblia).
A altitude do Monte das Oliveiras mantém-se
razoável, 818 metros, assinalada no cume pela aldeia de
At-Tur.
É um cemitério extremamente antigo, já utilizado
como tal vários séculos antes de Cristo. Na altura em que
o Segundo Templo de Jerusalém ainda existia, ali
também eram organizadas cerimónias para celebrar o
início de um novo mês... e após a destruição do Templo,
os judeus continuaram a ir para lá, nomeadamente para
lamentar esta destruição. ... porque estando localizado
em frente ao local do Templo, era um local onde a sua
ausência deve ter deixado o vazio mais visível.
ORIGEM DO NOME
O Monte das Oliveiras ou Monte das Oliveiras
(hebraico: ‫ר‬ ַ‫ה‬
ַ‫ה‬
‫ז‬
‫ים‬ ִ
‫ית‬ , romanizado: Har ha-Zeitim; árabe: ‫جبل‬
‫الزيتون‬, romanizado: Jabal az-Zaytūn; ambos iluminados.
'Monte das Oliveiras'; em árabe também ‫الط‬
‫ور‬ , Aṭ-Ṭūr, 'a
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 16 ]
Montanha') é uma cordilheira a leste e adjacente à Cidade
Velha de Jerusalém. É nomeado para os olivais que
outrora cobriam suas encostas. A parte sul do monte era
a necrópole de Silwan, atribuída à elite do antigo Reino de
Judá.
Estar ao lado destas oliveiras centenárias, pisar
neste solo que Jesus tantas vezes pisou... Só quem
seguiu Jesus boa parte da vida é que pode compreender
a minha emoção neste dia.
CEMITÉRIO JUDAICO
O monte tem sido usado como cemitério judaico
por mais de 3.000 anos e possui aproximadamente
150.000 sepulturas, tornando-o central na tradição dos
cemitérios judaicos.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 17 ]
O Cemitério Judaico no Monte das Oliveiras, com
155 anos de diferença. O mapa, de 1858, considerado o
mais preciso existente na época, marca claramente as
sepulturas judaicas no canto inferior esquerdo.
Cemitério Judaico Monte das Oliveiras
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 18 ]
O Cemitério Judaico no Monte das Oliveiras, com
155 anos de diferença. O mapa, de 1858, considerado o
mais preciso existente na época, mostrando cerca de 40–
50 sepulturas judaicas (marcadas no canto inferior
esquerdo).
A foto aérea, de 2013, é tirada do sul; o número
de tumbas está agora em torno de 70.000–150.000.
O Cemitério Judaico no Monte das Oliveiras é o
cemitério judeu mais antigo e importante de Jerusalém. O
Monte das Oliveiras tem sido um local tradicional de
sepultamento hebraico/judaico desde a antiguidade, e a
parte principal do cemitério atual tem aproximadamente
cinco séculos de idade, tendo sido arrendada pela
primeira vez ao Waqf islâmico de Jerusalém no século
XVI. O cemitério contém entre 70.000 e 150.000 tumbas,
incluindo tumbas de figuras famosas do início da história
judaica moderna. É considerado o maior e mais sagrado
cemitério judeu histórico do planeta.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 19 ]
Nesta foto estou descendo o monte das Oliveiras
com o pastor Marcio ao meu lado. Vê-se os milhares de
túmulos do cemitério judaico.
É adjacente ao sítio arqueológico muito mais
antigo conhecido como necrópole de Silwan.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 20 ]
História
Século 19 – 1948
No século XIX, foi atribuído um significado
especial aos cemitérios judaicos em Jerusalém, uma vez
que foram o último ponto de encontro não só de
Jerusalém, mas também de judeus de todo o mundo. Ao
longo dos anos, muitos judeus na sua velhice vieram para
Jerusalém para viver lá o resto das suas vidas e serem
enterrados no seu solo sagrado. O desejo de ser
sepultado no Monte das Oliveiras resultou em parte das
vantagens atribuídas ao sepultamento, segundo várias
fontes.
Durante os Períodos do Primeiro e do Segundo
Templo, os judeus de Jerusalém foram enterrados em
cavernas funerárias espalhadas nas encostas do Monte, e
a partir do século XVI o cemitério começou a tomar a
forma atual.
O antigo cemitério judaico espalhava-se pelas
encostas do Monte das Oliveiras, com vista para o Vale
do Cedron (Vale de Josafá), irradiando-se da parte antiga
e inferior, que preservou os túmulos judaicos do período
do Segundo Templo; aqui houve uma tradição de enterro
ininterrupta por milhares de anos. O cemitério ficava bem
perto da Cidade Velha, e seu principal mérito era que
ficava do outro lado do Vale do Cédron, do Monte do
Templo: de acordo com um midrash, é aqui que a
Ressurreição dos Mortos começaria. O Messias
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 21 ]
aparecerá no Monte das Oliveiras e seguirá em direção
ao Monte do Templo. Como dizem os sábios: “Nos dias
que virão, os justos aparecerão e se levantarão em
Jerusalém, como está dito: “E eles brotarão da cidade
como a grama do campo” – e não há cidade além de
Jerusalém ".
Domínio jordaniano
Durante o domínio jordaniano, o cemitério judeu
sofreu danos em lápides e tumbas.
Entre 1949 e 1967, Israel acusou os jordanianos
de não protegerem o local. Já no final de 1949,
telespectadores israelenses estacionados no Monte Sião
relataram que os residentes árabes estavam arrancando
algumas lápides. Em 1954, o governo israelense
apresentou uma queixa formal à Assembleia Geral da
ONU relativamente à destruição adicional de sepulturas e
à aragem na área. Israel também afirmou que no final da
década de 1950 o exército jordaniano usou lápides para
construir um acampamento militar nas proximidades de
al-Eizariya para pavimentar tendas e banheiros, e que
algumas lápides foram transferidas para o pátio da
Cidadela de David, onde foram destruídos e fragmentos
dos quais foram usados como marcadores para o campo
de desfile. Israel também afirmou que quando novas
estradas foram construídas - uma para o novo Hotel Inter-
Continental Jerusalém ("Sete Arcos") no topo do Monte
das Oliveiras, uma estendendo a estrada para Jericó e
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 22 ]
outra expandindo a estrada de acesso para a aldeia de
Silwan – numerosas sepulturas foram destruídas no
processo.
Pouco depois de 1967, estas reivindicações
transformaram-se numa guerra de palavras entre Zerah
Warhaftig, o Ministro israelense dos Assuntos Religiosos,
e o padre franciscano e guardião da Terra Santa, Padre
Isaias Andrés.
Domínio israelense
Tumbas judaicas no Monte das Oliveiras
Em 1992, com o sepultamento do Primeiro-
Ministro Menachem Begin no Monte das Oliveiras,
decidiu-se criar uma empresa de segurança dedicada ao
cemitério e aumentar a proteção dos visitantes do local.
Em 2005, intensificaram-se os atos de assédio contra os
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 23 ]
judeus e foi criada uma unidade de guarda para escolta
pessoal ou em grupo aos que se dirigiam ao cemitério.
Em 2009, carros foram atacados e muitos visitantes
ficaram feridos a caminho do cemitério. A associação
“Jerusalém para gerações” recorreu a figuras públicas,
seguida de um debate no Knesset. Em 2011, o
presidente da organização Almagor (associação de
vítimas do terrorismo) foi atacado e ferido a caminho dos
túmulos dos seus pais sobreviventes do Holocausto.
Como resultado, foi feita uma tentativa de aumentar a
consciência pública sobre este ataque e de mobilizar as
autoridades e organizações voluntárias contra ele. A
partir de 2010, o serviço de segurança e escolta pessoal é
gratuito, financiado pelo Ministério da Habitação. Até
hoje, cemitérios e tumbas permanecem em estado de
abandono. Os terrenos das sepulturas sofrem
vandalismo, incluindo a profanação de lápides e a
destruição de sepulturas. Uma série de decisões
governamentais para reabilitar partes da montanha, bem
como fundos atribuídos para manutenção e renovação,
ainda não conseguiram mudar a situação.
Panorama do Monte do Templo, visto do Monte
das Oliveiras
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 24 ]
Sepulturas notáveis
Muitos nomes famosos estão enterrados no
cemitério como o rabino Chaim ibn Attar, conhecido como
Ohr ha-Chaim, e o rabino Yehuda Alcalay que estavam
entre os arautos do sionismo ; Rebes hassídicos de várias
dinastias e rabinos de "Yishuv haYashan" (o antigo
assentamento judaico - pré-sionista) junto com o Rabino
Avraham Yitzchak Kook, o primeiro Rabino Chefe
Ashkenazi, e seu círculo; Henrietta Szold, fundadora da
organização Hadassah; o poeta Else Lasker-Schüler,
Eliezer Ben-Yehuda, o pai do hebraico moderno, Shmuel
Yosef Agnon, o Prêmio Nobel de Literatura, e Boris
Schatz, o fundador da Escola de Arte Bezalel; o sexto
primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin; as vítimas
dos motins árabes de 1929 e da revolta árabe de 1936–
39, os mortos da Guerra Árabe-Israelense de 1948 junto
com judeus de muitas gerações em sua diversidade. [10]
A foto aérea, de 2013, é tirada do sul.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 25 ]
VIDA DE JESUS
Vários eventos importantes na vida de Jesus,
conforme relatados nos Evangelhos, ocorreram no Monte
das Oliveiras, e nos Atos dos Apóstolos é descrito como o
lugar de onde Jesus ascendeu ao céu.
TURISMO
Por causa de sua associação com Jesus e Maria,
o monte tem sido um local de adoração cristã desde os
tempos antigos e hoje é um importante local de
peregrinação para católicos, ortodoxos orientais e
protestantes.
Grande parte do topo da colina é ocupada por At-
Tur, um antigo vilarejo que hoje é um bairro de Jerusalém
Oriental.
Geografia e geologia
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 26 ]
Oliveira no Monte das Oliveiras que tem 2.000
anos.
O Monte das Oliveiras é um dos três picos de
uma cordilheira que se estende por 3,5 quilômetros (2,2
milhas) a leste da Cidade Velha, atravessando o Vale do
Cedrom, nesta área chamada Vale de Josafá. O pico ao
norte é o Monte Scopus, a 826 metros (2.710 pés),
enquanto o pico ao sul é o Monte da Corrupção, a 747 m
(2.451 pés). O ponto mais alto do Monte das Oliveiras é
At-Tur, com 818 m (2.684 pés). A cordilheira atua como
um divisor de águas e seu lado leste é o início do deserto
da Judéia.
A cordilheira é formada por rochas sedimentares
oceânicas do Cretáceo Superior e contém um giz macio e
uma pederneira dura. Embora o giz seja facilmente
extraído, não é uma força adequada para a construção e
apresenta muitas cavernas funerárias feitas pelo homem.
[1]
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 27 ]
História
Monte das Oliveiras, ano 1899
Desde os tempos bíblicos até o presente, os
judeus foram enterrados no Monte das Oliveiras. A
necrópole na cordilheira sul, local da moderna vila de
Silwan, foi o local de sepultamento dos cidadãos mais
importantes de Jerusalém no período dos reis bíblicos.
A cerimônia religiosa marcando o início de um
novo mês foi realizada no Monte das Oliveiras nos dias do
Segundo Templo. Soldados romanos da 10ª Legião
acamparam no monte durante o Cerco de Jerusalém no
ano 70 DC. Após a destruição do Segundo Templo, os
judeus celebraram o festival de Sucot no Monte das
Oliveiras. Eles faziam peregrinações ao Monte das
Oliveiras porque era 80 metros mais alto que o Monte do
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 28 ]
Templo e oferecia uma vista panorâmica do local do
Templo. Tornou-se um lugar tradicional para lamentar a
destruição do Templo, especialmente em Tisha B'Av. Em
1481, um peregrino judeu italiano, Meshullam de Volterra,
escreveu: "E toda a comunidade de judeus, todos os
anos, sobe ao Monte Sião no dia de Tisha B'Av para
jejuar e lamentar, e de lá eles descem ao longo Yoshafat
Valley e até o Monte das Oliveiras. De lá eles veem todo
o Templo (o Monte do Templo) e lá eles choram e
lamentam a destruição desta Casa." Em meados da
década de 1850, os aldeões de Silwan receberam £ 100
anualmente pelos judeus em um esforço para evitar a
profanação de sepulturas no monte.
O primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin,
pediu para ser enterrado no Monte das Oliveiras, perto
dos túmulos dos membros do Etzel, Meir Feinstein e
Moshe Barazani, em vez do cemitério nacional do Monte
Herzl.
STATUS DESDE 1948
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 29 ]
Cemitério judaico no Monte das Oliveiras
O acordo de armistício assinado por Israel e
Jordânia após a Guerra Árabe-Israelense de 1948 exigia
o estabelecimento de um Comitê Especial para negociar
desenvolvimentos, incluindo "livre acesso aos locais
sagrados e instituições culturais e uso do cemitério no
Monte das Oliveiras". No entanto, durante os 19 anos que
durou a anexação da Cisjordânia pela Jordânia, o comitê
não foi formado. Peregrinos cristãos não-israelenses
foram autorizados a visitar o monte, mas judeus de todos
os países e a maioria dos cidadãos israelenses não-
judeus foram impedidos de entrar na Jordânia e, portanto,
não puderam viajar para a área.
No final de 1949, e durante todo o domínio
jordaniano do local, alguns residentes árabes arrancaram
lápides e araram a terra nos cemitérios, e cerca de 38.000
lápides foram danificadas no total. Durante este período,
uma estrada foi pavimentada através do cemitério, no
processo destruindo túmulos, incluindo os de pessoas
famosas. Em 1964, o Hotel Intercontinental foi construído
no cume do monte. Túmulos também foram demolidos
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 30 ]
para estacionamentos e um posto de gasolina e foram
usados em latrinas em um quartel do exército jordaniano.
As Nações Unidas não condenaram o governo jordaniano
por essas ações. [1]
STATUS SOB O ESTADO DE ISRAEL
Após a Guerra dos Seis Dias de 1967, o trabalho
de restauração foi feito e o cemitério foi reaberto para
enterros. A anexação unilateral de Jerusalém Oriental por
Israel em 1980 foi condenada como uma violação do
direito internacional e declarada nula e sem efeito pelo
Conselho de Segurança da ONU na Resolução 478 do
CSNU.
Túmulos no Cemitério Judaico Monte das
Oliveiras têm sido propensos a vandalismo, entre eles os
túmulos de Gerrer Rebe e Menachem Begin.
Em 6 de novembro de 2010, um comitê
internacional de vigilância foi criado pelos judeus da
diáspora com o objetivo de reverter a profanação do
cemitério judaico. Segundo um dos fundadores, a
iniciativa foi desencadeada ao testemunhar lápides que
foram destruídas com "o tipo de malícia que desafia a
imaginação".
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 31 ]
Referências no Antigo Testamento
Davi e Absalão
O Monte das Oliveiras é mencionado pela
primeira vez em conexão com a fuga de Davi de Absalão
(2 Samuel 15:30): "E Davi subiu a subida do Monte das
Oliveiras e chorou enquanto subia." A subida foi
provavelmente a leste da cidade de David, perto da aldeia
de Silwan.
Lugar da "Glória do Senhor"
O caráter sagrado da montanha é mencionado no
Livro de Ezequiel (11:23): "E a glória do Senhor subiu do
meio da cidade, e parou sobre a montanha que está ao
leste da cidade."
"Monte da Corrupção"
A designação bíblica Monte da Corrupção, ou em
hebraico Har HaMashchit (1 Reis 11: 7–8), deriva da
adoração de ídolos ali, iniciada pelo rei Salomão
construindo altares aos deuses de suas esposas
moabitas e amonitas no pico sul, "na montanha que está
diante (leste de) Jerusalém" (1 Reis 11:7), fora dos limites
da cidade santa. Este local era conhecido pela adoração
de ídolos durante o período do Primeiro Templo, até que
o rei de Judá, Josias, finalmente destruiu "os altos que
estavam diante de Jerusalém, à direita de Har
HaMashchit..." (2 Reis 23: 13)
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 32 ]
00000000000000000
Apocalipse, ressurreição e sepultamentos
Uma profecia apocalíptica no Livro de Zacarias
afirma que YHWH permanecerá no Monte das Oliveiras e
a montanha se dividirá em duas, com metade se
deslocando para o norte e a outra metade se deslocando
para o sul (Zacarias 14:4). De acordo com o Texto
Massorético, as pessoas fugirão através deste vale
recém-formado para um lugar chamado Azal (Zacarias
14:5). A Septuaginta (LXX) tem uma leitura diferente de
Zacarias 14:5 afirmando que um vale será bloqueado
como foi bloqueado durante o terremoto durante o reinado
do rei Uzias. O historiador judeu Flávio Josefo menciona
em Antiguidades dos Judeus que o vale na área dos
Jardins do Rei foi bloqueado por escombros de
deslizamento de terra durante o terremoto de Uzias. Os
geólogos israelenses Wachs e Levitte identificaram o
remanescente de um grande deslizamento de terra no
Monte das Oliveiras, diretamente adjacente a esta área.
Com base em evidências geográficas e linguísticas,
Charles Simon Clermont-Ganneau, um linguista e
arqueólogo do século XIX na Palestina, teorizou que o
vale diretamente adjacente a este deslizamento de terra é
Azal. Esta evidência está de acordo com a leitura da LXX
de Zacarias 14:5, que afirma que o vale será bloqueado
até Azal. O vale que ele identificou (que agora é
conhecido como Wady Yasul em árabe e Nahal Etzel em
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 33 ]
hebraico) fica ao sul de Jerusalém e do Monte das
Oliveiras.
Muitos judeus queriam ser enterrados no Monte
das Oliveiras desde a antiguidade, com base na tradição
judaica (do versículo bíblico Zacarias 14:4) de que
quando o Messias vier, a ressurreição dos mortos
começará ali. Existem cerca de 150.000 sepulturas no
Monte. Rabinos notáveis enterrados no monte incluem
Chaim ibn Attar e outros desde o século XV até os dias
atuais. A tradição identifica os túmulos do período romano
no sopé do monte como os de Zacarias e Absalão, e um
complexo funerário do mesmo período na encosta
superior como o Túmulo dos Profetas Ageu, Zacarias e
Malaquias.
Referências do Novo Testamento
Flevit super illam (Ele chorou por isso); por
Enrique Simonet , 1892
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 34 ]
O Monte das Oliveiras é frequentemente
mencionado no Novo Testamento como parte da rota de
Jerusalém a Betânia e o lugar onde Jesus estava quando
chorou sobre Jerusalém (um evento conhecido como
Flevit super illam em latim).
Diz-se que Jesus passou um tempo no monte,
ensinando e profetizando aos seus discípulos (Mateus
24–25), incluindo o discurso do Monte das Oliveiras,
retornando após cada dia para descansar (Lucas 21:37, e
João 8:1 na seção adicional do Evangelho de João
conhecido como Pericope Adulterae), e também
chegando lá na noite de sua traição. Ao pé do Monte das
Oliveiras fica o Jardim do Getsêmani. O Novo Testamento
conta como Jesus e seus discípulos cantaram juntos -
“Depois de cantarem o hino, saíram para o Monte das
Oliveiras” Evangelho de Mateus 26:30. Jesus ascendeu
ao céu do Monte das Oliveiras de acordo com Atos 1:9–
12.
Referências gnósticas
Novamente, a história de Jesus com seus
discípulos no Monte das Oliveiras pode ser encontrada no
texto gnóstico Pistis Sophia, datado por volta do século III
ao IV dC.
Marcos
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 35 ]
Os marcos no topo do Monte das Oliveiras
incluem o Hospital Augusta Victoria com a Igreja Luterana
da Ascensão e sua enorme torre sineira de 50 metros, a
Igreja Ortodoxa Russa da Ascensão com sua torre sineira
alta e esbelta, a Mesquita ou Capela da Ascensão, a
Igreja do Pater Noster e o Hotel Sete Arcos. Na encosta
oeste estão o histórico cemitério judeu, o Túmulo dos
Profetas, a Igreja Católica de Dominus Flevit e a Igreja
Ortodoxa Russa de Maria Madalena. Ao pé do monte,
onde encontra o Vale do Cedron, está o Jardim do
Getsêmani com a Igreja de Todas as Nações. Dentro do
próprio Vale do Cedron estão o Túmulo da Virgem Maria,
a Gruta do Getsêmani, e o túmulo próximo do historiador
medieval Mujir ed-Din, e mais ao sul estão os túmulos de
Absalão (nome hebraico: Yad Avshalom), o sacerdotal
Hezir da família e de Zacarias Na margem norte do
Monte das Oliveiras fica a Universidade Mórmon com o
Jardim Memorial Orson Hyde e o assentamento judaico
de Beit Orot, na fronteira com o Vale Tzurim e o local
Mitzpe Hamasu'ot ('Beacons Lookout'), onde o Projeto de
Peneiração do Monte do Templo e instalações estão
localizadas. O que fica ao norte daqui pertence ao Monte
Scopus. Na encosta sudeste do Monte das Oliveiras fica a
aldeia árabe palestina de al-Eizariya, identificada com a
antiga aldeia de Betânia mencionada no Novo
Testamento; a pouca distância do centro da vila, em
direção ao topo do monte, encontra-se o tradicional sítio
de Betfagé, marcado por uma igreja franciscana.
A construção do Centro de Estudos do Oriente
Próximo da Universidade Brigham Young em Jerusalém,
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 36 ]
mais conhecido localmente como Universidade Mórmon,
de propriedade e operado pela Igreja de Jesus Cristo dos
Santos dos Últimos Dias (SUD) perto do Vale Tzurim que
separa o Monte das Oliveiras do Monte Scopus
inicialmente gerou polêmica por causa da preocupação de
que os mórmons se envolvessem em atividades
missionárias. Depois que os mórmons se comprometeram
a não fazer proselitismo em Israel, o trabalho na
construção foi autorizado a prosseguir. [1]
Hospital Augusta Vitória
Coordenadas : 31°47′12″N 35°14′57″E
Geografia
LocalizaçãoLeste de Jerusalém
Financiamento 1910
Filiação Religiosa União Prussiana de Igrejas
Patrono Augusta Vitória de Schleswig-Holstein
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 37 ]
Estas fotos tirei enquanto subia o monte das Oliveiras no
ônibus fretado da caravana de peregrinos liderados pela
Lauf Im Tali Viagens. Na segunda foto estamos passando
em frente ao hospital Augusta Victoria.
O Complexo Augusta Victoria é um hospital
comunitário e complexo de igrejas no lado norte do Monte
das Oliveiras em Jerusalém Oriental e um dos seis
hospitais da Rede de Hospitais de Jerusalém Oriental. O
complexo foi construído entre 1907 e 1914 pela Fundação
Imperatriz Augusta Victoria como um centro para a
comunidade protestante alemã na Palestina Otomana,
além da Igreja do Redentor, um pouco mais antiga, na
Cidade Velha de Jerusalém. Além do hospital, hoje o
complexo também inclui a Igreja Protestante Alemã da
Ascensão com o campanário de 50 metros de altura,
centro de encontro para peregrinos e turistas, jardim de
infância inter-religioso e café, bem como filial de
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 38 ]
Jerusalém do Instituto Protestante Alemão de
Arqueologia.
Os ônibus de turistas estão por todos os lados em Israel,
em tempo de paz, é claro. Na segunda foto, tirei uma self
com o hospital Augusta Victoria ao fundo. Praticamente
todos os peregrinos que sobem o Monte das Oliveiras
passam em frente a este hospital.
Ao longo de grande parte da sua história, o
complexo foi usado principalmente como hospital, quer
pelos militares (durante a Primeira e Segunda Guerras
Mundiais e durante o domínio jordaniano), quer por
refugiados palestinos e pelo público em geral (de 1950
até hoje), e às vezes também como governo ou quartel-
general militar (1915–1927).
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 39 ]
Hoje, o Hospital Augusta Victoria presta cuidados
especializados a palestinianos de toda a Cisjordânia e da
Faixa de Gaza, com serviços que incluem um centro
oncológico, uma unidade de diálise e um centro
pediátrico. É o segundo maior hospital de Jerusalém
Oriental, bem como a única unidade de cuidados
especializados remanescente localizada na Cisjordânia
ou na Faixa de Gaza.
História
Vista aérea de Augusta Victoria
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 40 ]
Igreja da Ascensão, complexo Augusta Victoria
O complexo foi nomeado em homenagem a
Augusta Viktoria de Schleswig-Holstein, esposa do Kaiser
alemão Guilherme II, que visitou Jerusalém em 1898. O
arquiteto, Robert Leibnitz, inspirou-se em palácios
alemães, como o Castelo alemão Hohenzollern. O
complexo foi fotografado em detalhes em 1910, junto com
as celebrações inaugurais, por Khalil Raad, o primeiro
fotógrafo árabe da Palestina. Embora inaugurada
oficialmente em 10 de abril de 1910, a construção só foi
finalizada em 1914.
Após a visita do Kaiser em 1898, ele encomendou
a construção de uma pousada para peregrinos alemães.
Doações privadas foram coletadas em toda a Alemanha e
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 41 ]
os doadores homenageados com a Cruz do Monte das
Oliveiras. Muitos dos materiais de construção foram
importados da Alemanha. Foi construída uma torre de
igreja de 60 metros de altura com quatro sinos, o maior
deles pesando seis toneladas. Para transportar estes
sinos de Jafa, a estrada para Jerusalém teve que ser
alargada e pavimentada. A despesa foi mais que o dobro
do custo do transporte dos sinos de Hamburgo para Jaffa.
O Augusta Victoria foi o primeiro edifício do país a ter
energia elétrica, fornecida por um gerador a gasóleo.
Durante a Primeira Guerra Mundial, o Hospital
serviu como hospital militar alemão. De 1915 a 1917 o
complexo foi usado como quartel-general otomano por
Djemal Pasha. De junho a dezembro de 1917, o hospital
foi usado como quartel-general do alto comando alemão
do corpo expedicionário alemão (Asienkorps). Após a
conquista britânica, o complexo de Augusta Victoria serviu
como quartel-general da Força Expedicionária Egípcia do
General Allenby e mais tarde como quartel-general da
Administração Militar Britânica do Território Inimigo
Ocupado (Sul).
De 1920 a 1927, Augusta Victoria foi a residência
oficial do Alto Comissário Britânico do Mandato da
Palestina. Em 1927, os edifícios foram severamente
danificados por um terremoto e o telhado pontiagudo do
campanário foi reconstruído 10 metros mais curto. A sede
britânica mudou-se para Armon HaNetziv, nos arredores
de Talpiot. Em 1928, o complexo foi devolvido ao seu
proprietário alemão antes da guerra, a Fundação Kaiserin
Augusta Victoria.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 42 ]
O partido nazista realizou reuniões e assembleias
em Augusta Victoria sob a liderança de Ludwig
Buchhalter, um Templário que vivia na Colônia Alemã e
foi nomeado chefe da filial de Jerusalém do partido
nazista em 1934. Em meados da década de 1930,
quando o edifício estava prestes a reabrir como albergue
administrado por diaconisas, a administração decidiu
proibir hóspedes judeus para preservar o caráter cristão
da instituição.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o complexo
foi novamente usado como hospital pelos britânicos.
Augusta Victoria do ar 1948
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 43 ]
Um bunker jordaniano nas terras de Augusta
Victoria
Sob administração jordaniana, tecnicamente sob
controle da Organização de Supervisão da Trégua das
Nações Unidas, era um hospital militar para soldados da
Legião Árabe.
Após a Segunda Guerra Mundial, todas as
propriedades da missão evangélica alemã na Palestina
foram transferidas para a responsabilidade fiduciária da
Federação Luterana Mundial (FLM); em 1950, a FLM
estabeleceu um grande hospital para refugiados no
complexo. O diretor do hospital era o médico de longa
data do Hospital das Diaconisas Alemãs de Jerusalém, o
árabe palestino Dr. Tawfiq Canaan, que manteve esta
posição até 1956.
Antes da Guerra dos Seis Dias de 1967, o
campus foi fortificado com vários bunkers. Durante aquela
guerra o edifício foi fortemente danificado, o andar
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 44 ]
superior foi devastado por um incêndio e só foi
reconstruído em 1988.
Hoje
Pátio Augusta Vitória
Hoje, o Hospital Augusta Victoria presta cuidados
especializados a palestinianos de toda a Cisjordânia e da
Faixa de Gaza, com serviços que incluem um centro
oncológico, uma unidade de diálise e um centro
pediátrico. Em 2016, inaugurou uma unidade de
transplante de medula óssea. É o segundo maior hospital
em Jerusalém Oriental, além de ser o único hospital de
cuidados especializados remanescente localizado na
Cisjordânia ou na Faixa de Gaza. Possui 120 leitos de
internação e trata vários pacientes ambulatoriais que
chegam para tratamento de diálise e radioterapia, sendo a
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 45 ]
única instalação que atende 4,5 milhões de palestinos na
área de radioterapia.
Em Maio de 2016, a Joint Commission
International, um organismo sediado nos EUA que avalia
hospitais e instalações de cuidados de saúde a nível
mundial, recredenciou o hospital por mais três anos.
O hospital é um dos seis centros médicos
especializados da Rede de Hospitais de Jerusalém
Oriental, compreendendo o Hospital de Caridade Islâmico
Makassed, o Hospital Augusta Victoria, o Hospital
Maternidade do Crescente Vermelho, o Hospital têm sido
os principais prestadores de cuidados terciários de
referência aos palestinianos na Cisjordânia e na Faixa de
Gaza para serviços de saúde que o Ministério da Saúde
não tem condições de fornecer, tais como cuidados
oncológicos, cirurgias cardíacas e oftalmológicas,
cuidados intensivos neonatais, diálise infantil e
reabilitação física de crianças.
Desde o seu restabelecimento em 1950, o
Hospital Auguste Victoria tem sido administrado e
financiado principalmente pela Federação Luterana
Mundial e pela Agência das Nações Unidas de
Assistência e Obras para Refugiados da Palestina no
Oriente Próximo (UNRWA). A declaração de missão do
hospital inclui a prestação de cuidados de saúde
independentemente de raça, credo, sexo ou origem
nacional.
O hospital atualmente (2022) possui 171 leitos.
Em 2022 foram realizadas 22.717 sessões de diálise,
18.800 sessões de quimioterapia e 31.717 sessões de
radioterapia.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 46 ]
Em 2022, o presidente dos EUA, Joe Biden,
visitou o hospital. Em 27 de novembro de 2023, o
presidente alemão Frank-Walter Steinmeier fez uma
visita.
[Vemos aqui uma grande obra da Igreja Luterana
em Jerusalém a serviço do povo palestino]
Composto
O complexo Augusta Victoria contém atualmente
os seguintes edifícios e instituições:
Hospital Augusta Vitória
Igreja da Ascensão (protestante alemã)
Centro de reuniões e peregrinos evangélicos
(protestantes) (Evangelisches Pilger-und
Begegnungszentrum der Kaiserin Auguste Victoria-
Stiftung)
Um jardim de infância inter-religioso
Café Auguste Vitória
O Instituto Protestante Alemão de Arqueologia
(Deutsches Evangelisches Institut für
Altertumswissenschaft des Heiligen Landes), filial de
Jerusalém (o segundo está em Amã).
A reitoria do pastor da Igreja Luterana do
Redentor também está localizada no local, juntamente
com escritórios administrativos e alojamentos dos
escritórios de Jerusalém da Federação Luterana Mundial.
A pousada é administrada pela Federação
Luterana Mundial para voluntários e convidados
internacionais.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 47 ]
Serviços de oncologia
O hospital possui um Departamento de Oncologia
que é um centro avançado no tratamento do câncer. O
departamento é composto pela Unidade de Oncologia
Médica, pela Unidade de Radioterapia Oncológica e pela
Unidade de Oncologia Cirúrgica.
Uma enfermaria de oncologia pediátrica para
crianças palestinas foi inaugurada em abril de 2005 em
um projeto conjunto com o Centro Peres para a Paz,
várias fundações italianas e o Hospital Universitário
Hadassah, que treinou o oncologista e a equipe de
enfermagem. [2]
Tumba de Absalão
Tumba de Absalão (fachada oeste), mostrando a entrada
da Caverna de Josafá (à esquerda) atrás dela.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 48 ]
A Tumba de Absalão ( hebraico : ‫יד‬ ‫אבשלום‬ ,
romanizado : Yad Avshalom , lit. 'Memorial de Absalão'),
também chamado de Pilar de Absalão, é uma antiga
tumba monumental escavada na rocha com telhado
cônico localizada no Vale do Cédron, em Jerusalém, a
poucos metros do Túmulo de Zacarias e do Túmulo de
Benei Hezir. Embora tradicionalmente atribuído a
Absalão, o filho rebelde do rei David de Israel (ano 1000
a.C. ), estudos recentes dataram-no do século I d.C.
A tumba não é apenas uma estrutura funerária
por si só, com sua parte superior servindo como uma
nefesh (monumento funerário) para a tumba em sua parte
inferior, mas provavelmente também foi concebida como
uma nefesh para o sistema adjacente de cavernas
funerárias conhecido como a Caverna ou Tumba de
Josafá, com a qual forma uma entidade, construída ao
mesmo tempo e seguindo um plano único.
O monumento independente contém uma câmara
mortuária com três cemitérios. A câmara é escavada na
sólida secção inferior do monumento, mas só pode ser
acedida a partir da secção superior através de uma
entrada construída e de uma escada. Foi comparado a
Petra, dada a natureza talhada na rocha do segmento
inferior e o estilo do remate.
Descrição
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 49 ]
1862
1988
Dois panoramas, com 126 anos de diferença, da
direita para a esquerda: Túmulo de Zacarias, Túmulo de
Benei Hezir e Túmulo de Absalão (menos visível na
fotografia de 1988).
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 50 ]
Década de 1890[?]
1989
Dois panoramas, com mais de 90 anos de
diferença, mostrando o Túmulo de Absalão.
O Pilar de Absalão tem aproximadamente 20
metros de altura. O monumento propriamente dito tem
base quadrada e é composto por duas partes distintas. A
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 51 ]
parte inferior é um monólito, escavado na encosta
rochosa do Monte das Oliveiras, enquanto a parte
superior, elevando-se mais alto do que a rocha original, é
construída em silhares bem cortados.
A metade inferior é, portanto, um bloco monolítico
sólido, quase perfeitamente cúbico, com cerca de 6 m
quadrados por 6,4 m de altura, rodeado em três lados por
passagens que o separam da rocha cortada verticalmente
do Monte das Oliveiras. É decorado externamente de
cada lado por pares de meias colunas jônicas,
flanqueadas nos cantos por quartos de colunas e pilares
(o chamado distilo no arranjo antis). As quatro fachadas
quadradas são coroadas por um friso dórico de tríglifos e
métopas e uma cornija egípcia.
Vista interna do Pilar de Absalão, Photoshop -
transformada a partir das duas fotos a seguir do início do
século XX.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 52 ]
A parte superior do monumento, em cantaria, é
constituída por três segmentos de formas distintas: uma
base quadrada assente na cornija egípcia da parte
inferior, seguida de um tambor redondo coroado por uma
decoração em forma de corda, que sustenta uma
estrutura cónica telhado com lados côncavos (o "chapéu"
facilmente reconhecível), encimado por uma flor de lótus
semifechada. A parte superior do monumento
corresponde ao contorno de um tholos clássico e não
difere das estruturas nabateias contemporâneas de Petra.
No interior, a parte superior do monumento é
majoritariamente oca, existindo no lado sul uma pequena
entrada em arco situada acima da zona da junta (onde
começa a parte de alvenaria). Dentro desta entrada, uma
pequena escada leva a uma câmara mortuária escavada
na sólida seção inferior. A câmara tem 2,4 metros
quadrados, com sepulturas de arcossólio em dois lados e
um pequeno nicho funerário. A tumba foi encontrada
vazia quando foi pesquisada pela primeira vez por
arqueólogos. [3]
A análise dos estilos arquitetônicos utilizados
indica que a construção do monumento e a sua primeira
fase de utilização ocorreram durante o século I dC.
Os furos de formato irregular feitos no
monumento são de data posterior, provavelmente do
período bizantino. Até a entrada original foi ampliada de
maneira um tanto desfigurante.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 53 ]
Atribuição tradicional
O santuário de Absalão tem sido tradicionalmente
identificado como o monumento de Absalão, filho rebelde
do Rei Davi, com base em um versículo do Livro de
Samuel:
Absalão em sua vida tomou e ergueu para si uma
coluna, que está no vale do rei: pois ele disse: Não tenho
filho para guardar meu nome em lembrança: e ele
chamou o Monumento com seu próprio nome: e é
chamado até hoje, Monumento a Absalão. - 2 Samuel
18:18
Um "monumento de Absalão" existia nos dias de
Josefo e foi mencionado em suas Antiguidades. A
tradução inglesa do século XIX feita por Havercamp
afirma que o "monumento de Absalão" ficava a uma
distância de "dois estádios " de Jerusalém.
A atribuição deste monumento específico a
Absalão foi bastante persistente, embora o Livro de
Samuel relate que o corpo de Absalão foi coberto com
pedras numa cova na Floresta de Efraim (2 Samuel
18:17).
Durante séculos, era costume entre os
transeuntes – judeus, cristãos e muçulmanos – atirar
pedras no monumento. Os moradores de Jerusalém
traziam seus filhos rebeldes ao local para lhes ensinar o
que acontecia com um filho rebelde.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 54 ]
Característica moderna
O desenho exterior da tumba apresenta um friso
dórico e colunas jônicas, ambos estilos originários da
Grécia antiga e introduzidos em Judá durante o Império
Selêucida, séculos após a morte de Absalão. No início do
século 20, o monumento foi considerado provavelmente o
de Alexandre Jannaeus, o rei hasmoneu da Judéia de 103
a 76 aC. No entanto, os arqueólogos já dataram a tumba
no século I DC.
Numa conferência de 2013, o professor Gabriel
Barkay sugeriu que poderia ser o túmulo de Herodes
Agripa, neto de Herodes, o Grande, baseado em parte na
semelhança com o túmulo recém-descoberto de Herodes
em Herodium.
Caverna de Josafá
Nefesh ao túmulo de Josafá
Arqueologicamente, o chamado "Túmulo de
Absalão" não é apenas uma estrutura funerária por si só,
com a sua parte superior servindo como nefesh
(monumento funerário) para o túmulo na sua parte
inferior, mas provavelmente também foi concebido como
um nefesh para o sistema adjacente de cavernas
funerárias conhecido como "Caverna" ou "Tumba de
Josafá", com o qual forma uma entidade, construída ao
mesmo tempo e seguindo um único plano.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 55 ]
Durante os tempos do Segundo Templo, muitos
cidadãos ricos de Jerusalém teriam monumentos
construídos adjacentes às cavernas funerárias de suas
famílias. Estes monumentos foram construídos segundo a
moda arquitetônica da época, muitas vezes com uma
pirâmide no topo, ou neste caso, um cone. Os sábios
judeus daquela época se opuseram à construção de tais
monumentos, dizendo: "Você não faz nefashot pelos
justos; suas palavras são sua comiseração."
Inscrições bizantinas
Em 2003, foi descoberta uma inscrição de
meados do século IV numa das paredes do monumento.
Lê-se: “Este é o túmulo de Zacarias, o mártir, o santo
sacerdote, o pai de João”. Isso sugere que, na época, os
monumentos eram considerados o local de sepultamento
do sacerdote do Templo, Zacarias, pai de João Batista,
que viveu cerca de 400 anos antes da data da inscrição.
Uma segunda inscrição da mesma idade
descoberta em 2003 diz que o monumento é “o túmulo de
Simeão que era um homem muito justo e um ancião muito
devotado e (que estava) esperando o consolo do povo”.
As palavras que descrevem Simeão são idênticas às de
Lucas 2:25, conforme aparecem no Codex Sinaiticus, um
manuscrito da Bíblia cristã do século IV.
As duas inscrições, descobertas e decifradas por
Joe Zias e Émile Puech, apoiam o conceito conhecido de
fontes do período bizantino como Teodósio (ano 530) de
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 56 ]
que existia uma tradição na época, identificando
erroneamente o monumento do século I como o túmulo
de Tiago, o irmão de Jesus; Zacarias, pai de João Batista;
e Simeão, o velho sacerdote do Evangelho de Lucas.
Estas duas inscrições fazem parte de um uso
secundário do monumento durante o período bizantino,
quando os cristãos deram novas interpretações aos
túmulos judaicos do período do Segundo Templo do Vale
do Cedrom, associando-os a personagens e eventos do
Novo Testamento, dos Apócrifos e das tradições cristãs.
A associação do chamado Túmulo de Absalão com
Zacarias, o pai de João Batista, levou à confusão com o
vizinho chamado Túmulo de Zacarias, associado pelo
folclore local a uma figura muito anterior, o sacerdote do
Templo Zacarias ben Joiada. No entanto, essa estrutura
não é uma tumba e também pode ser um marco
monumental (nefesh) para a caverna funerária próxima da
família sacerdotal de Hezir.
Lendas
Segundo uma lenda local, Napoleão disparou um
morteiro contra o túmulo e removeu a forma de uma mão
que cobria o telhado cônico. No entanto, Napoleão nunca
chegou a Jerusalém durante a sua campanha na Terra
Santa. Na verdade, o topo do monumento não está
quebrado, mas sim esculpido para se assemelhar a uma
flor de lótus.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 57 ]
Os muçulmanos deram ao túmulo o nome árabe
de Tantur Fir'aun, " Chapéu do Faraó ", devido ao formato
de sua cúpula. Outros explicam o sentido como
significando "pico do Faraó".
Igreja de Maria Madalena
Igreja de Maria Madalena
Religião
Afiliação Cristão Ortodoxo
Ano consagrado 1888
LocalizaçãoJerusalém
Arquiteto(s)David Grimm
Estilo Arquitetura renascentista russa
Vista para o Monte do Templo e outras paisagens
de Jerusalém.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 58 ]
Entrada na Igreja
A Igreja de Maria Madalena (hebraico: ‫כנסיית‬ ‫מריה‬
‫מגדלנה‬ ; árabe : ‫كنيسة‬ ‫القديسة‬ ‫مريم‬ ‫المجدلية‬ ; russo : Церковь
Святой Марии Магда лины ) é uma igreja cristã ortodoxa
oriental localizada no Monte das Oliveiras, do outro lado
do Vale do Cédron, a partir do Monte do Templo e perto
do Jardim do Getsêmani em Jerusalém.
A igreja, dedicada a Maria Madalena, faz parte do
Convento de Santa Maria Madalena, uma irmandade
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 59 ]
fundada em 1936 por um convertido inglês, e desde a
década de 1920 está sob a jurisdição da Igreja Ortodoxa
Russa Fora da Rússia (ROCOR), uma entidade
eclesiástica independente até 2007 e parte da Igreja
Ortodoxa Russa com sede em Moscou desde então.
História
Construção
A igreja foi construída em 1888 pelo czar
Alexandre III e seus irmãos para homenagear sua mãe, a
imperatriz Maria Alexandrovna da Rússia. Foi construído
de acordo com o projeto de David Grimm no tradicional
estilo de telhado de tenda, popular na Rússia dos séculos
16 e 17, e inclui sete cúpulas em forma de cebola
douradas distintas.
Dedicatória
A igreja é dedicada a Maria Madalena, a discípula
de Jesus, o Apóstolo dos Apóstolos. De acordo com o
décimo sexto capítulo do Evangelho de Marcos, Maria
Madalena foi a primeira a ver Cristo após a sua
ressurreição (Marcos 16:9). Ela é geralmente considerada
uma discípula crucial e importante de Jesus, juntamente
com Maria de Betânia, que alguns acreditam ter sido a
mesma mulher.
Enterros
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 60 ]
Santas Isabel e Varvara
As relíquias de dois santos mártires, a grã-
duquesa Elizabeth Feodorovna da Rússia e sua colega
freira Varvara Yakovleva, estão expostas na igreja.
Em 1982, a Igreja Ortodoxa Russa Fora da
Rússia, sediada em Nova Iorque, que na altura era
administrativamente independente da Igreja Ortodoxa
Russa, sediada em Moscovo, canonizou os novos
mártires da revolução comunista e em Maio os corpos de
Isabel e Bárbara (Varvara) foram transferidos da cripta,
onde apenas a veneração privada era possível, para a
igreja superior de Santa Maria Madalena. Desde 1981,
Isabel e Bárbara são veneradas como "novas mártires"
pela Igreja Ortodoxa no Exílio em Santa Maria Madalena,
Getsêmani. Uma estátua de Elizabeth está entre as dos
mártires do século 20 acima da Porta Oeste da Abadia de
Westminster, instalada em 1998. Na mudança da situação
política da década de 1990, o Patriarcado de Moscou
considerou o reconhecimento dos mártires deste período,
incluindo os membros da realeza. família e seu status de
santa também foram reconhecidos em abril de 1992 pelo
Patriarcado de Moscou. [4]
Princesa Alice de Battenberg
Na década de 1930, a princesa Alice de
Battenberg, mãe do príncipe Filipe, duque de Edimburgo,
visitou a igreja e pediu para ser enterrada perto da sua tia
"Ella", a grã-duquesa Isabel. Em 1969, ela morreu no
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 61 ]
Palácio de Buckingham . Em 1988, seus restos mortais
foram transferidos para uma cripta abaixo da igreja. [4]
Igreja de Todas as Nações
Fachada da igreja
Religião
Afiliação católico romano
Status eclesiástico ou organizacional Basílica
Menor
Ano consagrado: Junho de 1924
LocalizaçãoJerusalém
Arquiteto(s)Antonio Barluzzi
Estilo Neobizantino
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 62 ]
Concluído 1924
A rocha onde se acredita que Jesus orou.
A Igreja de Todas as Nações, também conhecida
como Igreja ou Basílica da Agonia, é uma igreja católica
romana localizada no Monte das Oliveiras, em Jerusalém
Oriental, próximo ao Jardim do Getsêmani. Ele consagra
uma seção da rocha onde Jesus teria orado antes de sua
prisão. (Marcos 14:32–42)
Os motivos da sua construção na década de 1920
foram complexos, com alguns fatores políticos.
História
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 63 ]
A igreja de Todas as nações é também conhecida
como igreja da Agonia ou Dominus Flevit. Aqui Jesus
viveu seus momentos mais angustiantes antes de
enfrentar o suplicio no calvário na cruz. No local onde ele
orou angustiado foi edificada está igreja.
A igreja atual assenta sobre as fundações de
duas anteriores, a de uma basílica bizantina do século IV,
destruída por um terramoto em 746, e de uma pequena
capela dos cruzados do século XII abandonada em 1345.
Em 1920, durante as obras das fundações, uma coluna foi
encontrada dois metros abaixo do piso da capela
medieval dos cruzados. Também foram encontrados
fragmentos de um magnífico mosaico. Após esta
descoberta, o arquiteto removeu imediatamente as novas
fundações e iniciou as escavações da igreja anterior.
Depois que as ruínas da igreja da era bizantina foram
totalmente escavadas, os planos para a nova igreja foram
alterados e os trabalhos continuaram na atual basílica de
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 64 ]
19 de abril de 1922 até junho de 1924, quando foi
consagrada.
Em uma das fotos, estou embaixo de um arco de
entrada da Igreja da Agonia. Este local é celebrado desde
a época do imperador Constantino, quando sua mãe
Helena identificou este local como o local que Jesus
chorou sobre Jerusalém.
Um incêndio criminoso ocorreu na igreja em
dezembro de 2020, sem grandes danos causados. A
Custódia da Terra Santa, a guardiã oficial dos locais
sagrados católicos em Israel e na Palestina, condenou o
ataque incendiário à igreja, que é um local sagrado
cristão.
Em dezembro de 2020, arqueólogos revelaram os
restos das fundações de um banho ritual da era do
Segundo Templo (também conhecido como mikveh)
durante as obras de construção de um túnel moderno sob
a Igreja de Todas as Nações e uma igreja bizantina de
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 65 ]
1.500 anos. Segundo a Dra. Leah e o Dr. Rosário,
inscrições gregas foram escritas no chão da igreja como:
“para a memória e repouso daqueles que amam a
Cristo… aceite a oferta de seus servos e dê-lhes a
remissão dos pecados”. O chefe do distrito de Jerusalém
da autoridade, Amit Re'em, a singularidade do banho é
que ele é a primeira evidência arqueológica no local do
Getsêmani, onde os cristãos fizeram peregrinações
durante séculos, nos dias de Jesus.
Use por outras denominações
Fachada da igreja com as estátuas dos
evangelistas.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 66 ]
A Igreja de Todas as Nações fica no Jardim do
Getsêmani conforme vemos na foto, oliveiras, e na
segunda foto vemos as muralhas da cidade de Jerusalém.
Um altar aberto localizado nos jardins da igreja é
usado por muitas denominações cristãs, incluindo
seguidores que são católicos romanos, ortodoxos
orientais, apostólicos armênios, protestantes, luteranos,
evangélicos, anglicanos e qualquer outra versão do
cristianismo que seja culturalmente única para qualquer
particular nação.
Projeto e construção
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 67 ]
A igreja foi construída entre 1919 e 1924 com
fundos doados de diversos países. Os brasões de doze
dos países de origem das doações estão incorporados no
teto, cada um em uma pequena cúpula separada, e
também nos mosaicos interiores. Os países assim
homenageados são, de leste a oeste (altar até a entrada)
e começando pelo lado norte : Argentina, Brasil, Chile e
México; no meio da igreja são comemorados: Itália,
França, Espanha e Reino Unido, e à direita: Bélgica,
Canadá, Alemanha, e Estados Unidos da América. Os
mosaicos nas laterais foram doados pela Irlanda, Hungria,
e Polônia (pelo escultor Tadeusz Adam Zieliński). A coroa
ao redor da rocha foi um presente da Austrália. Estas
doações multinacionais dão à igreja um dos seus nomes
atuais como "Igreja de Todas as Nações".
Dois tipos de pedra foram utilizados na
construção da igreja: o interior utiliza uma pedra das
pedreiras de Lifta, a noroeste de Jerusalém; e o exterior,
uma pedra rosa de Belém. O edifício é dividido por seis
colunas em três corredores, mas com teto plano sem
clerestório. Este projeto dá a impressão de um grande
salão aberto. Painéis de alabastro tingidos de violeta
foram usados nas janelas para evocar um clima de
depressão análogo à agonia de Cristo, e o teto é pintado
de um azul profundo para simular um céu noturno.
A fachada da igreja é sustentada por uma fileira
de colunas coríntias. No topo de cada coluna estão
estátuas dos Quatro Evangelistas. O primeiro é Marcos.
Em segundo lugar, Lucas faz uma citação de Lucas
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 68 ]
22:43-44 “…factus in agonia prolixius orabat et factus est
sudor eius sicut guttae sanguinis decurrentis in terram” ou
traduzido da Vulgata: “E estando em agonia, ele orou com
mais fervor; e seu suor tornou-se como grandes gotas de
sangue caindo no chão." Seguido por Mateus segurando
Mateus 26:42b "Pater mi, si non potest hic calix transire
nisi bibam illum, fiat voluntas tua" ou traduzido como “Meu
Pai, se isto copo não pode passar sem que eu o beba,
seja feita a tua vontade”. A estátua final é de João. As
colunas e estátuas estão dispostas abaixo de um mosaico
moderno representando Jesus Cristo como mediador
entre Deus e o homem. O designer do mosaico da
fachada foi o professor Giulio Bargellini.
O telhado em cúpula de bolha, as colunas
grossas e o mosaico da fachada conferem à igreja uma
aparência neoclássica.
A igreja foi projetada pelo arquiteto italiano
Antonio Barluzzi e atualmente está sob custódia
franciscana da Terra Santa. [5]
Hotel Sete Arcos
Abertura 20 de março de 1964
ProprietárioGoverno jordaniano (originalmente)
Contagem de andares 3
Número de quartos 196
Número de restaurantes 1
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
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O Hotel 7 Arches Jerusalem é um hotel em
Jerusalém Oriental, no bairro árabe de at-Tur, no Monte
das Oliveiras. O hotel tem vista para a cidade velha de
Jerusalém.
História
Fachada do Hotel 7 Arches em Jerusalém
O hotel foi construído pelo governo jordaniano em
um terreno que pertence ao Waqf islâmico em Jerusalém.
O hotel foi inaugurado em 20 de março de 1964, como
Hotel Jerusalem Intercontinental, administrado pela rede
norte-americana Intercontinental Hotels. A Organização
para a Libertação da Palestina realizou sua primeira
conferência do Conselho Nacional Palestino no hotel em
maio de 1964. O hotel foi ligeiramente renomeado em
1966, tornando-se Hotel Inter-Continental Jerusalém,
quando a rede alterou sua marca. Após a Guerra dos Seis
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 70 ]
Dias, e a perda da soberania jordaniana sobre Jerusalém,
a propriedade foi confiada ao Custodiante da Propriedade
Ausente. Em 1989, como resultado da Primeira Intifada,
os Hotéis Inter-Continental optaram por não renovar o seu
acordo de gestão com o hotel, acordo que foi assinado
primeiro com os Jordanianos, e posteriormente com o
Custodiante. O hotel mudou o seu nome para 7 Arches
Hotel, e o Custodiante confiou a gestão do hotel a uma
equipa de gestão local. O hotel tem cinquenta
funcionários. Todos, incluindo a equipa de gestão, são
moradores de Jerusalém Oriental.
Hoje
The 7 Arches é um hotel 4 estrelas com 196
quartos, conhecidos por suas vistas de Jerusalém. Apesar
de relatos em 2010 de que haviam sido apresentados
planos de expansão do hotel, o gerente geral dos 7 Arcos,
Awni Inshewat, negou. Ele disse que houve alguma
confusão sobre um pedido de licença de construção para
uma grande tenda de oração cristã localizada no local: "A
tenda está lá há cerca de cinco anos, mas o município
disse que precisa de uma licença de construção, então
solicitamos." [6]
Túmulo de Zacarias
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 71 ]
Tumba de Zacarias (fachada ocidental)
O Túmulo de Zacarias é um antigo monumento de
pedra em Jerusalém que é considerado na tradição
judaica como o túmulo de Zacarias ben Joiada. Fica a
poucos metros do Túmulo de Absalão e adjacente ao
Túmulo de Benei Hezir.
Descrição arquitetônica
O monumento é um monólito —é totalmente
esculpido na rocha sólida. A parte mais baixa do
monumento é um crepidoma, uma base composta por
três degraus. Acima dele há um estilóbato, sobre o qual
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 72 ]
há uma decoração de duas colunas jônicas entre duas
semi-colunas jônicas e nos cantos há duas pilastras. Os
capitéis são da ordem jônica e estão decorados com
decoração de ovo e dardo. A parte superior do
monumento é uma cornija de estilo egípcio sobre a qual
se assenta uma pirâmide. A fina alvenaria e decoração
que se vê no lado poente, a fachada, é apenas do lado
poente. Nos outros lados do túmulo, o trabalho é
extremamente tosco e inacabado; parece que o trabalho
foi interrompido antes que os artistas pudessem terminá-
lo.
Identificação
Foto de 1870 de Felix Bonfils mostrando a Tumba
de Zacarias à direita da Tumba de Benei Hezir
Identificação tradicional
De acordo com uma tradição judaica, que é
sugerida pela primeira vez pelos escritos de Menahem
haHebroni de 1215 d.C., este é o túmulo do sacerdote
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 73 ]
Zacarias Ben Jeoiada, uma figura que o Livro das
Crônicas registra ter sido apedrejada:
E o Espírito de Deus desceu sobre Zacarias, filho
do sacerdote Joiada, que estava acima do povo, e disse-
lhes: Assim diz Deus: Por que transgredis os
mandamentos do Senhor, e não podeis prosperar?
porque abandonastes o Senhor, ele também vos
abandonou. E conspiraram contra ele e o apedrejaram,
por ordem do rei, no átrio da casa do Senhor.
Conforme retratado em A Terra Santa, Síria,
Iduméia, Arábia, Egito e Núbia, de David Roberts
Identificação científica e datação
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 74 ]
O estilo da construção, que inclui detalhes
helenísticos como colunas jónicas, é semelhante ao do
Túmulo de Benei Hezir, e vários autores pensam que são
quase contemporâneas entre si; estudiosos
especializados em práticas funerárias e monumentos
atribuíram ao túmulo uma data do século I dC. Foi
proposto que a Tumba de Zacarias é na verdade a nefesh
(um monumento funerário judaico semelhante à estela
grega) da Tumba de Benei Hezir, que é acessada a partir
de uma passagem escavada na rocha adjacente ao
monumento, e que afirma possuir uma magnífica
estrutura adjacente. [7]
O Sepulcro de Zacarias - Pococke Richard - 1745
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 75 ]
UNIVERSIDADE MÓRMON
Campus satélite privado da Igreja Mórmon
Estabelecido 16 de maio de 1989; 34 anos
atrás.
Filiação Religiosa A Igreja de Jesus Cristo dos
Santos dos Últimos Dias
Localização: Monte das Oliveiras, Jerusalém
Oriental
Campus Suburbano , 5 acres (0,020 km 2 )
Diretor James R. Kearl
O Centro de Estudos do Oriente Próximo da
Universidade Brigham Young em Jerusalém (muitas
vezes referido simplesmente como Centro da BYU em
Jerusalém ou BYU – Jerusalém, e localmente conhecido
como Universidade Mórmon), situado no Monte das
Oliveiras, no Leste de Jerusalém , é um campus satélite
da Universidade Brigham Young (BYU), a maior
universidade religiosa dos Estados Unidos. Propriedade
da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
(Igreja SUD), o centro oferece um currículo que se
concentra no Antigo e Novo Testamento, estudos antigos
e modernos do Oriente Próximo e idiomas (hebraico e
árabe). O estudo em sala de aula é baseado em viagens
de campo que cobrem a Terra Santa, e o programa está
aberto a estudantes de graduação qualificados em tempo
integral na BYU, BYU-Idaho ou BYU-Havaí.
Os planos para construir um centro para
estudantes foram anunciados pelo presidente da Igreja
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 76 ]
SUD, Spencer W. Kimball, em 1979. Em 1984, a igreja
obteve um arrendamento do terreno por 49 anos e iniciou
a construção. A posição proeminente do centro no
horizonte de Jerusalém rapidamente chamou a atenção
dos judeus ultraortodoxos, ou Haredim, de Israel. Os
protestos e a oposição à construção do centro por parte
dos Haredim tornaram a questão da construção do centro
uma questão nacional e até internacional. Depois que
vários comitês investigativos do Knesset de Israel
analisaram e debateram a questão, as autoridades
israelenses decidiram permitir que a construção do centro
continuasse em 1986. O centro foi aberto para estudantes
em maio de 1988 e foi inaugurado por Howard W. Hunter
em 16 de maio de 1989. Não admitiu estudantes de 2001
a 2006 devido a questões de segurança durante a
Segunda Intifada, mas continuou a oferecer passeios para
visitantes e concertos semanais.
História
Antes do centro
O primeiro oficial SUD a entrar em Jerusalém foi o
apóstolo mórmon Orson Hyde, que veio em 1841 e
dedicou a terra para a coligação do povo de Israel, a
criação de um estado judeu e a construção de um templo
SUD em algum momento futuro. Após sua visita, a
presença SUD na cidade era praticamente inexistente.
Em 1971, a cidade recebeu visitantes SUD suficientes
para que a igreja alugasse um prédio em Jerusalém
Oriental para os serviços religiosos. O programa de
estudos no exterior da BYU para Jerusalém, que
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 77 ]
começou em 1968, desempenhou um papel fundamental
no crescimento de visitantes SUD na área. A presença
SUD na área logo cresceu demais para que o espaço
alugado proporcionasse um espaço adequado para o
culto, então a igreja começou a pensar em construir um
centro para estudantes. Em 1972, David B. Galbraith
tornou-se o diretor do programa da BYU em Jerusalém.
Ele permaneceu nesta posição até 1987, quando a
Primeira Presidência da igreja lhe pediu para organizar o
Centro da BYU em Jerusalém.
Em 24 de outubro de 1979, o presidente da igreja,
Spencer W. Kimball, visitou Jerusalém para dedicar os
Jardins Memorial Orson Hyde, localizados no Monte das
Oliveiras. A igreja doou dinheiro para embelezar a área
de Jerusalém, e funcionários do governo de Jerusalém
estiveram presentes na ocasião. Foi nessa dedicação que
Kimball anunciou a intenção da igreja de construir um
centro para estudantes da BYU na cidade. As
negociações entre a igreja e o governo israelense se
estenderam de 1980 a 1984. O terreno que a igreja queria
para o centro, localizado na margem noroeste do Monte
das Oliveiras, bem próximo ao vale que o separa do
Monte Scopus, havia sido ocupado por Israel desde então
a Guerra dos Seis Dias de 1967 e não podia ser vendido
sob a lei israelense. A igreja decidiu obter um
arrendamento do terreno. O arrendamento do terreno
também evitou o problema politicamente controverso da
igreja possuir um pedaço de terra em Jerusalém. As
autoridades israelitas consideraram a construção do
centro no terreno como uma forma de solidificar o controle
sobre terras cuja propriedade era ambígua ao abrigo do
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 78 ]
direito internacional. Em agosto de 1984, a igreja tinha o
terreno sob contrato de arrendamento por 49 anos, as
licenças de construção foram obtidas e a construção do
prédio começou.
Construção e polêmica
O distinto Centro de Jerusalém da BYU com
múltiplos arcos (canto superior esquerdo) em meio aos
edifícios de Jerusalém.
A década de 1980 viu não apenas os mórmons,
mas muitos grupos cristãos competindo por
representação e espaço na cidade. Esses grupos
enfrentavam constantemente a oposição de uma forte
minoria política de judeus ortodoxos que viviam na
cidade. Nenhum dos principais partidos políticos em Israel
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 79 ]
(o Likud e os Partidos Trabalhistas) conseguiu obter a
maioria dos votos no Knesset sem o apoio dos partidos
mais religiosos. Os partidos religiosos aproveitaram esta
situação para aprovar leis a favor da Ortodoxia Judaica
em troca do seu apoio em outras questões. Na época, os
judeus conservadores, que constituíam a "direita
religiosa" em Israel, ou os Haredim, constituíam 27% da
população de Jerusalém e eram decididamente contra a
construção do Centro da BYU em Jerusalém ou qualquer
outra estrutura cristã semelhante. Os partidos maiores
enfrentariam a perda de maioria se se posicionassem
contra esta questão. Muitas autoridades israelenses, no
entanto, como o prefeito de Jerusalém na época, Teddy
Kollek, junto com outros presentes na dedicação do
Jardim Memorial Orson Hyde, apoiaram o centro por
causa do que a igreja havia feito pela cidade. Kollek
afirmou especificamente que "a presença da Igreja
Mórmon em Jerusalém pode fazer um grande trabalho no
sentido de fornecer a ponte de entendimento entre os
árabes e os judeus... porque os seus membros olham
com simpatia e compreensão para ambos os lados." O
terreno onde o centro foi construído ainda era
considerado por muitos como terra árabe, e muitos
funcionários perceberam que o seu arrendamento
acrescentaria uma imagem de tolerância religiosa ao seu
governo e aumentaria o controlo israelita sobre o terreno.
Devido à sua localização proeminente no
horizonte de Jerusalém, a construção foi rapidamente
notada, e isto provocou uma grande controvérsia em
Israel e no mundo judaico como um todo, a partir de 1985.
Os Haredim lideraram a oposição, a sua principal
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 80 ]
preocupação era que o edifício fosse usado não como
escola, mas como centro para esforços de proselitismo
mórmon em Jerusalém. Os Haredim alertaram sobre um
“holocausto espiritual”. A Igreja SUD, argumentaram eles,
não tinha presença local na população da área de
Jerusalém e nenhuma conexão histórica com a terra. O
grupo espalhou avisos por meio de cartas, jornais e
televisão de que missionários mórmons converteriam
judeus por toda a cidade, dizendo que:
"A organização Mórmon é uma das mais
perigosas, e na América já abateram muitos Judeus.
Atualmente os Mórmons estão cautelosos por causa da
tremenda oposição que as suas atividades missionárias
iriam gerar, mas no momento em que o seu novo Centro
for concluído, nós não seremos capazes de detê-los." -
Kol Ha'Ir.
e essa:
"No cerne da controvérsia "emocional" e "amarga"
que está fermentando em Jerusalém está o sionismo
cristão, baseado nas expectativas escatológicas cristãs,
deveria funcionar em Israel com a ajuda ativa do governo
e das autoridades municipais, como a assistência que
está sendo prestada para a Universidade Brigham
Young." - Notícias Judaicas Inter Mountain.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 81 ]
Com vista para a Cúpula da Rocha de dentro do
centro.
Os avisos na mídia levaram a protestos e
manifestações de rua. Judeus ortodoxos marcharam até a
Prefeitura e até o canteiro de obras em 1986. Alguns até
se reuniram no Muro das Lamentações em uma oração
pública de luto por causa do centro. Eles também se
reuniram no hotel onde o presidente da BYU estava
hospedado, carregando cartazes que diziam: "Conversão
é assassinato!" e "Mórmons, parem sua missão agora".
Apesar da intensidade da oposição Haredi, em nenhum
momento os protestos se tornaram fisicamente violentos.
No final de 1985, os Haredim pediram um voto de
desconfiança contra o líder do Partido Trabalhista. O
primeiro-ministro Shimon Peres organizou uma comissão
de oito pessoas, quatro a favor do centro e quatro contra,
para debater a questão e encontrar uma solução a favor
ou contra a presença do centro. Outro comitê foi formado
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 82 ]
para investigar a alegação de que o dinheiro que a igreja
havia colocado em Jerusalém era um suborno para obter
o apoio do prefeito Kolleck para o centro (o comitê
considerou a igreja "inocente"). Um subcomitê do Knesset
solicitou que a Igreja SUD emitisse uma promessa formal
de não fazer proselitismo aos judeus. Alguns israelitas
consideraram isto discriminatório, uma vez que nenhuma
outra igreja cristã foi convidada a fazer isto em Jerusalém.
Os líderes da Igreja, no entanto, concordaram em cumprir
e enviaram uma declaração formalmente assinada pouco
depois. Alguns judeus na área ainda estavam inquietos e
duvidavam da intenção da igreja, acreditando que a
crença religiosa entre os mórmons substituiria a adesão à
lei.
Além da promessa de não fazer proselitismo, a
BYU iniciou uma campanha de relações públicas para
informar o público sobre suas intenções para o centro
como uma escola e um local de encontro para aqueles
que já são da fé SUD. Os anúncios foram adquiridos em
jornais locais, revistas e na televisão, e o centro fez com
que funcionários aparecessem em programas de rádio.
Funcionários do governo a favor do centro também
começaram a se manifestar, dizendo que Jerusalém não
deveria negar a ninguém um lugar de culto, seja judeu,
muçulmano ou cristão. O Ministro do Planeamento
Econômico, Gad Yaakobi, disse que o debate "já causou
danos consideráveis a Israel", e o ex-ministro dos
Negócios Estrangeiros Abba Eban afirmou que o "livre
exercício da consciência e da dissidência numa
sociedade democrática" estava em jogo. O centro
também recebeu apoio nos EUA, já que o ex-presidente
Gerald Ford falou em nome do centro, bem como do
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 83 ]
Conselho Judaico Unido de Utah, que escreveu uma carta
afirmando que "Por mais de cem anos, as comunidades
judaica e SUD têm coexistido no Vale do Lago Salgado
em um espírito de verdadeira amizade e harmonia. Nossa
experiência mostra que quando os líderes da Igreja SUD
assumem um compromisso de política, é um
compromisso no qual se pode confiar. O compromisso
declarado da Universidade Brigham Young de não violar
as leis do estado de Israel, ou o seu próprio compromisso
em relação ao proselitismo no estado de Israel através da
instalação Brigham Young com sede em Jerusalém, é um
compromisso que acreditamos sinceramente que será
honrado." O governo dos EUA também se tornou um
intermediário para a BYU quando 154 membros do
Congresso emitiram uma carta ao Knesset em apoio ao
Centro da BYU em Jerusalém. Em 1986, o Knesset
aprovou a conclusão do centro.
Instalações e arquitetura
Prédio visto de baixo
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 84 ]
O centro foi projetado em parceria com Frank
Ferguson da FFKR Architects (Salt Lake City) e pelo
arquiteto brasileiro-israelense David Resnick, que também
projetou o campus próximo da Universidade Hebraica. O
centro está situado na encosta oeste do Monte das
Oliveiras, exatamente onde se conecta ao Monte Scopus,
com vista para o Vale do Cédron e para a Cidade Velha.
A estrutura de oito níveis de 11.600 m 2 está situada a 2,0
há de jardins. Os primeiros cinco níveis oferecem
dormitórios e apartamentos para até 170 alunos, cada um
desses apartamentos com um pátio com vista para a
Cidade Velha. O sexto nível abriga refeitório, salas de
aula, informática e ginásio, enquanto os escritórios
administrativos e docentes estão localizados no sétimo
nível, além de um auditório com 250 lugares. A entrada
principal fica no oitavo nível, que também contém
auditório para recitais e eventos especiais com órgão,
salas de aula, bibliotecas, escritórios, teatro com cúpula e
área de recursos didáticos. Este auditório é cercado por
vidro em três lados, proporcionando vistas da cidade. O
órgão dentro dele é um órgão Marcussen de fabricação
escandinava. A biblioteca acima mencionada, no mesmo
andar do auditório, contém de 10.000 a 15.000 volumes
focados principalmente no Oriente Próximo.
O design do centro reflete a arquitetura do Oriente
Próximo. É construído em concreto moldado. Calcário de
Jerusalém esculpido à mão adorna o edifício, de acordo
com o costume local. O uso de arcos e cúpulas modela
de perto outras construções de Jerusalém e os jardins em
todo o centro contêm muitas árvores e outras plantas
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 85 ]
mencionadas na Bíblia. O interior contém arcos e cúpulas
típicos do Oriente Próximo, e grandes pavilhões com
janelas proporcionam amplas vistas de Jerusalém.
Mais de 400 microestacas foram perfuradas no
Monte para proteger a fundação em caso de terremoto. O
edifício também contém, em conformidade com a lei
israelense, abrigos antiaéreos capazes de abrigar todos
os professores, funcionários e estudantes em caso de
emergência.
Pesquisa e educação
O Centro de Jerusalém desempenhou um papel
na pesquisa dos Manuscritos do Mar Morto em
cooperação com a Fundação dos Manuscritos do Mar
Morto de Jerusalém. Eles desenvolveram um banco de
dados abrangente em CD-ROM com o conteúdo dos
Manuscritos, permitindo que pesquisadores de todo o
mundo pudessem estudá-los. [8]
Tumba dos Profetas
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 86 ]
Tumba dos Profetas
Árabe : ‫قبور‬ ‫األنبياء‬ , romanizado : Qubūr al-
ʾAnbiyyāʾ
Datas de escavação 1870-1874
Arqueólogos Charles Simon Clermont-
Ganneau.
Propriedade Igreja Ortodoxa Russa fora da
Rússia.
Acesso público Acesso agendado (zelador no
local).
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 87 ]
A Tumba dos Profetas Ageu, Zacarias e
Malaquias ( árabe : ‫قبور‬ ‫األنبياء‬ , romanizado: Qubūr al-
ʾAnbiyyāʾ } lit. 'Túmulos (dos) Profetas'; hebraico : ‫מערת‬
‫הנביאים‬ "Caverna dos Profetas") é um antigo cemitério
localizado na encosta ocidental superior do Monte das
Oliveiras, em Jerusalém. De acordo com uma tradição
judaica medieval também adotada pelos cristãos,
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 88 ]
acredita-se que a catacumba seja o local de sepultamento
de Ageu, Zacarias e Malaquias, os três últimos profetas
da Bíblia Hebraica que se acredita terem vivido durante
os séculos VI-V a.C. Os arqueólogos dataram as três
primeiras câmaras funerárias do século I a.C,
contradizendo assim a tradição.
Câmara funerária
A câmara forma duas passagens concêntricas
contendo 38 nichos funerários. A entrada da grande gruta
escavada na rocha fica no lado poente, onde desce uma
escada, ladeada em ambos os lados por uma balaustrada
de pedra. Ele leva a uma grande abóbada central circular
medindo 7,3 m de diâmetro. A partir dele, dois túneis
paralelos, de 1,5 m de largura e 3,0 m de altura,
estendem-se por cerca de 18 m através da rocha. Um
terceiro túnel segue em outra direção. Eles estão todos
conectados por galerias transversais, a externa das quais
mede 37 m de comprimento.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 89 ]
A pesquisa mostra que o complexo, na verdade,
data do século I aC, quando esse estilo de tumba passou
a ser usado para sepultamentos judaicos. Algumas
inscrições gregas descobertas no local sugerem que a
caverna foi reutilizada para enterrar cristãos estrangeiros
durante os séculos IV e V dC. Numa das paredes laterais
da abóbada, uma inscrição grega traduz:
Coloque sua fé em Deus, Dometila: Nenhuma
criatura humana é imortal!
Local sagrado
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 90 ]
Entrada para o Túmulo dos Profetas
O local é venerado pelos judeus desde a Idade
Média, e eles visitavam o local com frequência. Em 1882,
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 91 ]
o Arquimandrita Antonin Kapustin adquiriu o local para a
Igreja Ortodoxa Russa. Ele planejou construir uma igreja
no local, o que despertou fortes protestos dos judeus que
visitaram e adoraram na caverna. Os tribunais otomanos
decidiram em 1890 que a transação era vinculativa, mas
os russos concordaram em não exibir símbolos ou ícones
cristãos no local, que deveria permanecer acessível a
pessoas de todas as religiões. [9]
Capela da Ascensão
Quando eu tinha 20 anos eu cursava Teologia e
uma das matérias que mais gostava era Geografia
Bíblica, vendo fotos e mapas, eu viajava pelas páginas da
Bíblia, mas em 2023 eu pude “entrar dentro da Bíblia” e
estive na capela da Ascensão, no alto do monte das
Oliveiras. Quem é apaixonado por Deus e pela Bíblia fica
deslumbrado ao pisar aqui.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 92 ]
Afiliação cristão, islâmico
Distrito At-Tur
Status eclesiástico ou organizacional Sob
jurisdição islâmica.
LocalizaçãoAt-Tur, Monte das Oliveiras ,
Jerusalém
Concluído: Primeira igreja no ano 390; capela
atual do ano 1150.
A Capela da Ascensão ( hebraico : ‫קפלת‬ ‫העלייה‬
Qapelat ha-ʿAliyya; grego: Εκκλησάκι της Αναλήψεως ,
Ekklisáki tis Analípseos; árabe: ‫كنيسة‬ ‫الصعو‬ ‫د‬ ) é uma capela
e santuário localizado no Monte das Oliveiras, no distrito
de At-Tur, em Jerusalém. Parte de um complexo maior
que consiste primeiro em uma igreja e mosteiro cristão,
depois em uma mesquita islâmica, Zawiyat al-Adawiya ('a
zawiya de Rabia de Basra '), está localizada em um local
tradicionalmente considerado o local terrestre onde Jesus
ascendeu para o Céu após a sua Ressurreição. Abriga
uma laje de pedra que se acredita conter uma de suas
pegadas. Este texto trata de dois locais, o local cristão da
Ascensão e a mesquita adjacente, mas separada,
construída sobre um túmulo antigo.
História
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 93 ]
A Capela da Ascensão
Primeiro local da Ascensão
Quase 300 anos depois da morte de Jesus, os
primeiros cristãos começaram a se reunir secretamente
em uma pequena caverna no Monte das Oliveiras. A
emissão do Édito de Milão pelos imperadores romanos
Constantino e Licínio em 313 tornou possível aos cristãos
adorarem sem perseguição governamental.
Segundo local da Ascensão
Na época das viagens da peregrina Egéria a
Jerusalém em 384, o local de veneração havia sido
transferido para o local atual, de modo que Egéria
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 94 ]
testemunhou a celebração da Ascensão em uma "colina
aberta" subindo a colina da caverna próxima; a própria
caverna havia sido integrada à Igreja Constantiniana de
Eleona.
Quando estava andando em volta da capela da ascensão,
minha mente viajou até aquele dia que Jesus se despediu
de centenas de seguidores neste local, dizendo que
estaria conosco até o fim dos tempos e logo começou a
flutuar e foi recebido no céu. Jesus estava aqui. No alto
do Monte das Oliveiras.
Igreja (ou igrejas) do século 4
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 95 ]
Na primeira foto, estávamos passando na entrada
após apresentar um bilhete que garante acesso ao interior
da capela da Ascensão. Muitos dos lugares sagrados tem
o ingresso pago para a manutenção do monumento e da
ordem religiosa que toma conta do local. Esta capela é
administrada por grupo muçulmano. Na segunda foto, um
dos integrantes da nossa caravana filmando a capela.
A primeira igreja foi erguida ali alguns anos
depois, em algum momento entre 384-390 d.C., por
Poimenia, uma rica e piedosa mulher aristocrata romana
da família imperial, que financiou a construção da igreja
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 96 ]
de estilo bizantino "em torno das últimas pegadas de
Cristo". O primeiro complexo construído no local da atual
capela era conhecido como Imbomon (grego para "na
colina"). Era uma rotunda, aberta ao céu, rodeada de
pórticos e arcos circulares.
O Imbomon, bem como a vizinha Basílica de
Eleona e outros mosteiros e igrejas no Monte das
Oliveiras, foram destruídos pelos exércitos do xá persa
Khosrow II durante a fase final das Guerras Bizantino-
Sassânidas em 614.
No entanto, uma tradição posterior atribui a
primeira Igreja da Ascensão neste local à Imperatriz
Helena, alegando que durante a sua peregrinação à Terra
Santa entre 326 e 328 ela identificou dois pontos no
Monte das Oliveiras como estando associados à vida de
Jesus - o local de sua Ascensão e uma gruta associada
ao seu ensino da Oração do Pai Nosso - e ao retornar a
Roma, ela ordenou a construção de dois santuários
nesses locais.
Igreja do século 7
A igreja foi reconstruída no final do século VII. O
bispo e peregrino franco Arculf, ao relatar sua
peregrinação a Jerusalém por volta do ano 680,
descreveu esta igreja como "um edifício redondo aberto
ao céu, com três pórticos entrando pelo sul. Oito
lâmpadas brilhavam intensamente à noite através das
janelas voltadas para Jerusalém. No interior havia uma
edícula central contendo as pegadas de Cristo, clara e
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 97 ]
claramente impressas na poeira, dentro de uma grade.
Observe que as pegadas de Cristo foram “impressas no
pó”, e não na pedra.
Igreja do século 12
A igreja reconstruída acabou sendo destruída e
reconstruída pela segunda vez pelos Cruzados no século
XII. Os exércitos de Saladino mais tarde dizimaram a
igreja, deixando apenas uma parede octogonal externa
parcialmente intacta de 12x12 metros cercando um
santuário octogonal interno de 3x3 metros, chamado
martírio ou edícula. Esta estrutura ainda existe hoje,
embora parcialmente alterada após a conquista de
Jerusalém por Saladino em 1187.
Reaproveitamento omíada; nova mesquita
adjacente
Após a queda de Jerusalém em 1187, a igreja e o
mosteiro em ruínas foram abandonados pelos cristãos,
que se estabeleceram no Acre. Durante este tempo,
Saladino estabeleceu o Monte das Oliveiras como um
waqf confiado a dois xeques, al-Salih Wali al-Din e Abu
Hasan al-Hakari. Este waqf foi registado num documento
datado de 20 de outubro de 1188. A capela foi convertida
em mesquita, e nela foi instalado um mihrab. Dado que a
grande maioria dos peregrinos ao local eram cristãos,
como um gesto de compromisso e boa vontade, Saladino
ordenou a construção de uma segunda mesquita próxima
para o culto muçulmano, enquanto os cristãos
continuavam a visitar a capela-mor.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 98 ]
Século 13 até o presente
Apesar deste ato de acomodação de Saladino, as
tensões entre muçulmanos e cristãos em Jerusalém
aumentaram ao longo dos 300 anos seguintes. O
santuário e as estruturas circundantes passaram por
períodos de inutilização e degradação. No século XV, a
secção oriental destruída foi separada por um muro
divisório e já não era utilizada para fins religiosos.
Atualmente, a capela está sob a autoridade do
Waqf Islâmico de Jerusalém e está aberta a visitantes de
todas as religiões, mediante pagamento de uma taxa
nominal.
Descrição da capela
Edícula (capela)
A estrutura principal da capela é da época das
Cruzadas; a cúpula de pedra e o tambor octogonal sobre
o qual se apoia são acréscimos muçulmanos, assim como
as paredes exteriores; apenas os arcos e colunas de
mármore fazem parte da estrutura cristã original. A
entrada está voltada para oeste, e a parede sul da
mesquita/capela consiste em um mihrab que indica a
direção de Meca para os fiéis muçulmanos.
"Rocha de Ascensão"
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 99 ]
A edícula circunda uma laje de pedra chamada
“Rocha da Ascensão”. Diz-se que contém a pegada
direita de Cristo, enquanto a secção que ostenta a
pegada esquerda foi levada para a Mesquita de Al-Aqsa
na Idade Média. Os fiéis acreditam que a impressão foi
causada quando Jesus ascendeu ao Céu e é venerado
como o último ponto da terra tocado pelo Cristo
encarnado.
[Ao meu ver, não acredito que nesta rocha está
impressa a pegada de Cristo, mas de qualquer maneira, o
simples fato de visitar o Monte das Oliveiras e saber que
o evento da ascensão ocorreu por ali, já causa uma
grande emoção. Eu senti muito a glória de Deus no monte
das Oliveiras.]
Cripta funerária bizantina
A mesquita adjacente à antiga Igreja da Ascensão
foi construída no topo de uma cripta funerária bizantina.
Cada uma das três religiões abraâmicas atribui o túmulo a
uma figura sagrada feminina diferente.
Tradição cristã
A tradição cristã de Santa Pelagia é a mais
antiga. "A Vida de Santa Pelagia, a Prostituta", a vida de
uma lendária eremita e penitente cristã do século IV ou V,
Santa Pelagia de Antioquia, afirma que ela "construiu para
si uma cela no Monte das Oliveiras". Lá, ela viveu uma
vida santa disfarçada de monge e "fez muitas
maravilhas". Ela morreu poucos anos depois devido ao
seu severo ascetismo, "e os padres levaram seu corpo
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 100 ]
para o enterro". A tradição cristã coloca sua cela e tumba
no local da zawiya, adjacente e a sudoeste da antiga
Igreja da Ascensão.
No entanto, a maioria dos peregrinos cristãos
ocidentais do século XIV veneravam o túmulo como
sendo o de Santa Maria, a Egípcia, embora a tradição
Pelagia também continue viva.
Tradição judaica
A tradição judaica que atribui o túmulo à profetisa
Hulda é registrada a partir de 1322, começando com
Estori Ha-Parhi. Outra tradição existe a partir do século II,
a Tosefta, que coloca o túmulo de Hulda dentro das
muralhas da cidade de Jerusalém.
Tradição muçulmana
O trabalho de propaganda contra-cruzada de
meados do século 14, Muthir al-gharam fi ziyarat al-Quds
wa-sh-Sham ("Despertando o amor por visitar Jerusalém
e a Síria"; c. 1350-51) coloca o ano da morte de Rabi'a al-
'Adawiyya por volta de 781/82 e o enterrou nesta cripta
funerária. Outros historiadores, como al-Harawi (falecido
em 1215) e Yaqut (1179–1229) localizam o túmulo de
Rabi'a em sua cidade natal, Basra, e atribuem o túmulo
do Monte das Oliveiras a outra Rabi'a, esposa de um Sufi,
Ahmad Ibn Abu el Huari, do final do período cruzado e
início do período aiúbida. Ainda outra tradição muçulmana
atribui o túmulo a Rahiba bint Hasn, uma mulher de quem
nada se sabe.
MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO
[ 101 ]
Mesquita Rabi'a
A mesquita que fica a sudoeste da antiga Igreja
da Ascensão, conhecida como zawiya de Rabi'a al-
'Adawiyya, consiste em duas estruturas: a superior, ou
mesquita propriamente dita, e uma câmara subterrânea.
A cripta bizantina
A câmara subterrânea é acessada por uma
escada e inclui uma cela de 2 m de profundidade, 1,2 m
de largura e 1,8 m de altura em seu lado leste.
Na parede sul e perto do túmulo, uma inscrição
funerária grega do período bizantino mencionando o
nome Domitila provavelmente indica a quem pertencia o
túmulo, embora a crença de que continha os restos
mortais de Santa Pelagia também seja atestada do
período bizantino.
Os arqueólogos Jon Seligman e Rafa Abu Raya,
que realizaram uma pequena escavação de salvamento
fora da parede sul da mesquita em 1995, dataram a
câmara subterrânea do período bizantino, identificando-a
como a cripta funerária de uma capela que fazia parte da
Igreja. da Ascensão. A cripta está situada a leste da
mesquita e fica em frente à entrada. À direita da entrada,
o cenotáfio ou sarcófago fica dentro de um nicho.
Seligman e Abu Raya datam o edifício superior do
período medieval e consideram a data aiúbida a mais
MONTE DAS  OLIVEIRAS - GEOGRAFIA BÍBLICA
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MONTE DAS OLIVEIRAS - GEOGRAFIA BÍBLICA

  • 2. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 2 ] FINALIDADE DESTA OBRA Este livro como os demais por mim publicados tem o intuito de levar os homens a se tornarem melhores, a amar a Deus acima de tudo e ao próximo com a si mesmo. Minhas obras não têm a finalidade de entretenimento, mas de provocar a reflexão sobre a nossa existência. Em Deus há resposta para tudo, mas a caminhada para o conhecimento é gradual e não alcançaremos respostas para tudo, porque nossa mente não tem espaço livre suficiente para suportar. Mas neste livro você encontrará algumas respostas para alguns dos dilemas de nossa existência. AUTOR: O PEREGRINO CRISTÃO é licenciado em Ciências Biológicas e História pela Universidade Metropolitana de Santos; possui curso superior em Gestão de Empresas pela UNIMONTE de Santos; é Bacharel em Teologia pela Faculdade das Assembléias de Deus de Santos; tem formação Técnica em Polícia Judiciária pela USP e dois diplomas de Harvard University dos EUA sobre Epístolas Paulinas e Manuscritos da Idade Média. Radialista profissional pelo SENAC de Santos, reconhecido pelo Ministério do Trabalho. Nasceu em Itabaiana/SE, em 1969. Em 1990 fundou o Centro de Evangelismo Universal; hoje se dedica a escrever livros e ao ministério de intercessão. Não tendo interesse em dar palestras ou participar de eventos, evitando convívio social.
  • 3. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 3 ] CONTRIBUIÇÃO PARA ESTA MISSÃO Esta versão do meu livro está disponível gratuitamente na internet. Se você a leu, gostou e lhe edificou, peço que faça uma doação ao meu ministério fazendo um pix, nem que seja de um dólar [ou cinco reais BR], assim continuaremos produzindo livros que edifiquem: PIX Valdemir Mota de Menezes, Banco do Brasil CPF 069 925 388 88 Este material literário do autor não tem fins lucrativos, nem lhe gera quaisquer tipos de receita. Sua satisfação consiste em contribuir para o bem da educação uma melhor qualidade de vida para todos os homens e seres vivos, e para glorificar o único Deus Todo-Poderoso. OBRIGADO PELA COLABORAÇÃO!
  • 4. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 4 ] CONTATO: Whatsapp Central de Ensinos Bíblicos com áudios, palestras e textos do Escriba de Cristo Grupo de estudo no whatsapp 55 13 996220766 com o Escriba de Cristo E-MAIL: teologovaldemir@hotmail.com Dados Internacionais da Catalogação na Publicação (CIP) M543 O PEREGRINO CRISTÃO, Central de Ensinos Bíblicos 1969 – MONTE DAS OLIVEIRAS Jerusalém, Livrorama Bibliomundi, Amazon.com, 2024, 178 p. ; 21 cm ISBN: 979-8883093745 Edição 1° 1. Igreja de Todas as Nações 2. Capela da Ascenção 3. Monte das Oliveiras 4. Igreja de Maria Madalena 5. Hospital Augusto Vitoria CDD 220 CDU 22
  • 5. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 5 ] Sumário INTRODUÇÃO......................................................................8 ORIGEM DO NOME .......................................................... 15 CEMITÉRIO JUDAICO ...................................................... 16 História..................................................................................20 Domínio jordaniano .............................................................. 21 Domínio israelense................................................................22 Sepulturas notáveis................................................................24 VIDA DE JESUS...................................................................25 TURISMO.............................................................................25 Geografia e geologia..............................................................25 História..................................................................................27 STATUS DESDE 1948 ..........................................................28 STATUS SOB O ESTADO DE ISRAEL..............................30 Referências no Antigo Testamento....................................... 31 Apocalipse, ressurreição e sepultamentos ............................32 Referências do Novo Testamento.........................................33
  • 6. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 6 ] Referências gnósticas............................................................34 Marcos...................................................................................34 Hospital Augusta Vitória ......................................................36 História..................................................................................39 Hoje.......................................................................................44 Tumba de Absalão ................................................................47 Descrição...............................................................................48 Atribuição tradicional............................................................53 Característica moderna .........................................................54 Caverna de Josafá ..................................................................54 Inscrições bizantinas.............................................................55 Lendas ...................................................................................56 Igreja de Maria Madalena.....................................................57 História..................................................................................59 Dedicatória............................................................................59 Enterros .................................................................................59 Princesa Alice de Battenberg ................................................60
  • 7. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 7 ] Igreja de Todas as Nações.................................................... 61 História..................................................................................62 Use por outras denominações...............................................65 Projeto e construção..............................................................66 Hotel Sete Arcos....................................................................68 História..................................................................................69 Hoje.......................................................................................70 Túmulo de Zacarias ..............................................................70 UNIVERSIDADE MÓRMON.............................................75 Tumba dos Profetas ..............................................................85 Capela da Ascensão............................................................... 91 História..................................................................................92 Descrição da capela...............................................................98 Necrópole de Silwan ........................................................... 102 AS SETE COLINAS.................................................................. 108 O Monte das Oliveiras e a Bíblia ...........................................110 Túmulo da Virgem Maria ......................................................112
  • 8. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 8 ] História e arqueologia...........................................................115 Autenticidade........................................................................121 Jardim do Getsêmani ........................................................... 123 At-Tur – bairro Árabe ........................................................... 132 IGREJA DO PATER NOSTER ................................................... 139 APÊNDICE............................................................................. 152 1 – ESTUDO GENÉTICO DE OLIVEIRAS DO JARDIM DO GETSÊMANI.......................................................................... 152 INTRODUÇÃO Em maio de 2023 pisei no monte das Oliveiras. O que dizer do Monte das Oliveiras??? Aqui Jesus teve vivencias incríveis, do monte das Oliveiras Jesus orou com grande agonia, local que foi construído a igreja de Todas as Nações. Daqui ele subiu aos céus. No Monte das Oliveiras está o túmulo de Zacarias. Aqui, a Igreja Mórmon construiu uma importante Universidade. No
  • 9. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 9 ] monte das Oliveiras se localiza o famoso hotel Sete Arcos, como também está o túmulo de Maria, segundo uma tradição. Aqui está a necrópole de Silwan. No monte das Oliveiras se localiza a caverna de Josafá, e por aqui tem inscrições da época bizantina, o jardim do Getsêmani, o bairro At-tur. A igreja do Pater Noster etc. O monte das Oliveiras já foi domínio de várias impérios que conquistavam Israel e consequentemente o Monte das Oliveiras, mas na história moderna foi possessão da Jordânia, até que na Guerra dos Seis Dias, Israel reconquistou-a. Diariamente judeus, muçulmanos e cristãos sobem e descem o monte das Oliveiras tratando- o como um lugar sagrado. Aqui está o cemitério mais importante dos judeus, pois acreditam que os primeiros a ressuscitarem se levantarão do gigantesco cemitério judaico que fica aqui. VISTA PANORÂMICA A sequencia de fotos que eu inseri adiante neste capítulo é sem dúvida uma das coisas mais lindas que os meus olhos viram na terra. Poder olhar para Jerusalém do
  • 10. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 10 ] alto do monte das Oliveiras não tem preço... para as outras coisas tem MASTERCARD... Ir a Jerusalém e não visitar o monte das Oliveiras para dali ver as muralhas de Jerusalém, é imperdoável.
  • 11. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 11 ] Do alto do monte das Oliveiras você praticamente vê dezenas de lugares sagrados ou pontos de visitação. Daqui você vê o vale de Cidron e o vale do Geena abaixo, você vê o cemitério judaico e muçulmano, vê o glorioso Domo da Rocha, o túmulo de Absalão a casa do sumo sacerdote Caifás. Em termos de visão panorâmica, no local que eu tirei estas fotos, eu não consigo descrever a emoção. Eu ficava imaginando quantos eventos bíblicos ocorreram neste local que o meu campo de visão comtemplava.
  • 12. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 12 ]
  • 13. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 13 ] Cemitério do monte das Oliveiras em Jerusalém. Dali Jesus subiu aos céus e ali retornará em glória. Os judeus acreditam que os primeiros a ressuscitarem serão os que estão enterrados no monte das Oliveiras. Hoje existe mais de 150 mil sepulturas, são 3 mil anos que este cemitério é usado. Onde fica o Monte das Oliveiras? O Monte das Oliveiras faz parte do que às vezes é chamado de “as sete colinas de Jerusalém”. A cidade de Jerusalém está, de facto, situada a cerca de 700 metros acima do nível do mar, numa região montanhosa: de um lado, o Vale do Jordão, o Mar Morto e o Deserto da Judeia; do outro, uma planície costeira que se estende até às margens do Mediterrâneo. Entre os dois, uma sucessão de morros. As colinas de Jerusalém
  • 14. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 14 ] Elaborar uma lista exata, que chegue a consenso, acaba por ser mais complicado ;) Na verdade, este nome muito antigo, que estabelece um paralelo com as “sete colinas de Roma”, é meio geográfico, meio bíblico. Esta é uma característica de Jerusalém muito confusa para o visitante de Israel... porque de uma religião para outra há diferentes visões das coisas: assim, para os muçulmanos, é ao nível da Esplanada das Mesquitas que o profeta Maomé iria subiram ao céu durante uma viagem noturna... enquanto para os cristãos, Jesus subiu ao céu desde o Monte das Oliveiras, até o local onde fica a capela da 'Ascensão, da qual falarei no artigo. Outro exemplo: o que chamamos de “Monte Sião” refletiu, na verdade, diversas realidades geográficas ao longo do tempo. Chamamos por sua vez de "Monte Sião" o que hoje chamamos de cidade de David (sítio arqueológico correspondente ao local onde se diz que Jerusalém viu a luz do dia), o Monte do Templo (onde se encontra o primeiro Templo de Jerusalém) e o atualmente Monte Sião, ao sul da antiga cidade de Jerusalém. [18] Onde fica o Monte das Oliveiras? Está localizado a leste de Jerusalém e é separado da cidade velha por um vale, o Vale do Cedron. Quando você estiver na encosta oeste do Monte das Oliveiras, poderá contemplar a antiga cidade de Jerusalém que se estende à sua frente. É nesta encosta
  • 15. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 15 ] que encontramos mais locais de interesse para ver: todas as igrejas de que vos vou falar, o jardim do Getsêmani, os túmulos dos profetas, que se estendem desde o alto da montanha até 'para o próprio Vale do Cédron. As outras encostas do Monte das Oliveiras são essencialmente constituídas por aldeias, como Al-Eizariya (também conhecida como Betânia), uma aldeia árabe palestina (aquela de onde veio "Lázaro de Betânia", ressuscitado por Jesus, na Bíblia). A altitude do Monte das Oliveiras mantém-se razoável, 818 metros, assinalada no cume pela aldeia de At-Tur. É um cemitério extremamente antigo, já utilizado como tal vários séculos antes de Cristo. Na altura em que o Segundo Templo de Jerusalém ainda existia, ali também eram organizadas cerimónias para celebrar o início de um novo mês... e após a destruição do Templo, os judeus continuaram a ir para lá, nomeadamente para lamentar esta destruição. ... porque estando localizado em frente ao local do Templo, era um local onde a sua ausência deve ter deixado o vazio mais visível. ORIGEM DO NOME O Monte das Oliveiras ou Monte das Oliveiras (hebraico: ‫ר‬ ַ‫ה‬ ַ‫ה‬ ‫ז‬ ‫ים‬ ִ ‫ית‬ , romanizado: Har ha-Zeitim; árabe: ‫جبل‬ ‫الزيتون‬, romanizado: Jabal az-Zaytūn; ambos iluminados. 'Monte das Oliveiras'; em árabe também ‫الط‬ ‫ور‬ , Aṭ-Ṭūr, 'a
  • 16. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 16 ] Montanha') é uma cordilheira a leste e adjacente à Cidade Velha de Jerusalém. É nomeado para os olivais que outrora cobriam suas encostas. A parte sul do monte era a necrópole de Silwan, atribuída à elite do antigo Reino de Judá. Estar ao lado destas oliveiras centenárias, pisar neste solo que Jesus tantas vezes pisou... Só quem seguiu Jesus boa parte da vida é que pode compreender a minha emoção neste dia. CEMITÉRIO JUDAICO O monte tem sido usado como cemitério judaico por mais de 3.000 anos e possui aproximadamente 150.000 sepulturas, tornando-o central na tradição dos cemitérios judaicos.
  • 17. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 17 ] O Cemitério Judaico no Monte das Oliveiras, com 155 anos de diferença. O mapa, de 1858, considerado o mais preciso existente na época, marca claramente as sepulturas judaicas no canto inferior esquerdo. Cemitério Judaico Monte das Oliveiras
  • 18. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 18 ] O Cemitério Judaico no Monte das Oliveiras, com 155 anos de diferença. O mapa, de 1858, considerado o mais preciso existente na época, mostrando cerca de 40– 50 sepulturas judaicas (marcadas no canto inferior esquerdo). A foto aérea, de 2013, é tirada do sul; o número de tumbas está agora em torno de 70.000–150.000. O Cemitério Judaico no Monte das Oliveiras é o cemitério judeu mais antigo e importante de Jerusalém. O Monte das Oliveiras tem sido um local tradicional de sepultamento hebraico/judaico desde a antiguidade, e a parte principal do cemitério atual tem aproximadamente cinco séculos de idade, tendo sido arrendada pela primeira vez ao Waqf islâmico de Jerusalém no século XVI. O cemitério contém entre 70.000 e 150.000 tumbas, incluindo tumbas de figuras famosas do início da história judaica moderna. É considerado o maior e mais sagrado cemitério judeu histórico do planeta.
  • 19. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 19 ] Nesta foto estou descendo o monte das Oliveiras com o pastor Marcio ao meu lado. Vê-se os milhares de túmulos do cemitério judaico. É adjacente ao sítio arqueológico muito mais antigo conhecido como necrópole de Silwan.
  • 20. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 20 ] História Século 19 – 1948 No século XIX, foi atribuído um significado especial aos cemitérios judaicos em Jerusalém, uma vez que foram o último ponto de encontro não só de Jerusalém, mas também de judeus de todo o mundo. Ao longo dos anos, muitos judeus na sua velhice vieram para Jerusalém para viver lá o resto das suas vidas e serem enterrados no seu solo sagrado. O desejo de ser sepultado no Monte das Oliveiras resultou em parte das vantagens atribuídas ao sepultamento, segundo várias fontes. Durante os Períodos do Primeiro e do Segundo Templo, os judeus de Jerusalém foram enterrados em cavernas funerárias espalhadas nas encostas do Monte, e a partir do século XVI o cemitério começou a tomar a forma atual. O antigo cemitério judaico espalhava-se pelas encostas do Monte das Oliveiras, com vista para o Vale do Cedron (Vale de Josafá), irradiando-se da parte antiga e inferior, que preservou os túmulos judaicos do período do Segundo Templo; aqui houve uma tradição de enterro ininterrupta por milhares de anos. O cemitério ficava bem perto da Cidade Velha, e seu principal mérito era que ficava do outro lado do Vale do Cédron, do Monte do Templo: de acordo com um midrash, é aqui que a Ressurreição dos Mortos começaria. O Messias
  • 21. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 21 ] aparecerá no Monte das Oliveiras e seguirá em direção ao Monte do Templo. Como dizem os sábios: “Nos dias que virão, os justos aparecerão e se levantarão em Jerusalém, como está dito: “E eles brotarão da cidade como a grama do campo” – e não há cidade além de Jerusalém ". Domínio jordaniano Durante o domínio jordaniano, o cemitério judeu sofreu danos em lápides e tumbas. Entre 1949 e 1967, Israel acusou os jordanianos de não protegerem o local. Já no final de 1949, telespectadores israelenses estacionados no Monte Sião relataram que os residentes árabes estavam arrancando algumas lápides. Em 1954, o governo israelense apresentou uma queixa formal à Assembleia Geral da ONU relativamente à destruição adicional de sepulturas e à aragem na área. Israel também afirmou que no final da década de 1950 o exército jordaniano usou lápides para construir um acampamento militar nas proximidades de al-Eizariya para pavimentar tendas e banheiros, e que algumas lápides foram transferidas para o pátio da Cidadela de David, onde foram destruídos e fragmentos dos quais foram usados como marcadores para o campo de desfile. Israel também afirmou que quando novas estradas foram construídas - uma para o novo Hotel Inter- Continental Jerusalém ("Sete Arcos") no topo do Monte das Oliveiras, uma estendendo a estrada para Jericó e
  • 22. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 22 ] outra expandindo a estrada de acesso para a aldeia de Silwan – numerosas sepulturas foram destruídas no processo. Pouco depois de 1967, estas reivindicações transformaram-se numa guerra de palavras entre Zerah Warhaftig, o Ministro israelense dos Assuntos Religiosos, e o padre franciscano e guardião da Terra Santa, Padre Isaias Andrés. Domínio israelense Tumbas judaicas no Monte das Oliveiras Em 1992, com o sepultamento do Primeiro- Ministro Menachem Begin no Monte das Oliveiras, decidiu-se criar uma empresa de segurança dedicada ao cemitério e aumentar a proteção dos visitantes do local. Em 2005, intensificaram-se os atos de assédio contra os
  • 23. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 23 ] judeus e foi criada uma unidade de guarda para escolta pessoal ou em grupo aos que se dirigiam ao cemitério. Em 2009, carros foram atacados e muitos visitantes ficaram feridos a caminho do cemitério. A associação “Jerusalém para gerações” recorreu a figuras públicas, seguida de um debate no Knesset. Em 2011, o presidente da organização Almagor (associação de vítimas do terrorismo) foi atacado e ferido a caminho dos túmulos dos seus pais sobreviventes do Holocausto. Como resultado, foi feita uma tentativa de aumentar a consciência pública sobre este ataque e de mobilizar as autoridades e organizações voluntárias contra ele. A partir de 2010, o serviço de segurança e escolta pessoal é gratuito, financiado pelo Ministério da Habitação. Até hoje, cemitérios e tumbas permanecem em estado de abandono. Os terrenos das sepulturas sofrem vandalismo, incluindo a profanação de lápides e a destruição de sepulturas. Uma série de decisões governamentais para reabilitar partes da montanha, bem como fundos atribuídos para manutenção e renovação, ainda não conseguiram mudar a situação. Panorama do Monte do Templo, visto do Monte das Oliveiras
  • 24. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 24 ] Sepulturas notáveis Muitos nomes famosos estão enterrados no cemitério como o rabino Chaim ibn Attar, conhecido como Ohr ha-Chaim, e o rabino Yehuda Alcalay que estavam entre os arautos do sionismo ; Rebes hassídicos de várias dinastias e rabinos de "Yishuv haYashan" (o antigo assentamento judaico - pré-sionista) junto com o Rabino Avraham Yitzchak Kook, o primeiro Rabino Chefe Ashkenazi, e seu círculo; Henrietta Szold, fundadora da organização Hadassah; o poeta Else Lasker-Schüler, Eliezer Ben-Yehuda, o pai do hebraico moderno, Shmuel Yosef Agnon, o Prêmio Nobel de Literatura, e Boris Schatz, o fundador da Escola de Arte Bezalel; o sexto primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin; as vítimas dos motins árabes de 1929 e da revolta árabe de 1936– 39, os mortos da Guerra Árabe-Israelense de 1948 junto com judeus de muitas gerações em sua diversidade. [10] A foto aérea, de 2013, é tirada do sul.
  • 25. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 25 ] VIDA DE JESUS Vários eventos importantes na vida de Jesus, conforme relatados nos Evangelhos, ocorreram no Monte das Oliveiras, e nos Atos dos Apóstolos é descrito como o lugar de onde Jesus ascendeu ao céu. TURISMO Por causa de sua associação com Jesus e Maria, o monte tem sido um local de adoração cristã desde os tempos antigos e hoje é um importante local de peregrinação para católicos, ortodoxos orientais e protestantes. Grande parte do topo da colina é ocupada por At- Tur, um antigo vilarejo que hoje é um bairro de Jerusalém Oriental. Geografia e geologia
  • 26. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 26 ] Oliveira no Monte das Oliveiras que tem 2.000 anos. O Monte das Oliveiras é um dos três picos de uma cordilheira que se estende por 3,5 quilômetros (2,2 milhas) a leste da Cidade Velha, atravessando o Vale do Cedrom, nesta área chamada Vale de Josafá. O pico ao norte é o Monte Scopus, a 826 metros (2.710 pés), enquanto o pico ao sul é o Monte da Corrupção, a 747 m (2.451 pés). O ponto mais alto do Monte das Oliveiras é At-Tur, com 818 m (2.684 pés). A cordilheira atua como um divisor de águas e seu lado leste é o início do deserto da Judéia. A cordilheira é formada por rochas sedimentares oceânicas do Cretáceo Superior e contém um giz macio e uma pederneira dura. Embora o giz seja facilmente extraído, não é uma força adequada para a construção e apresenta muitas cavernas funerárias feitas pelo homem. [1]
  • 27. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 27 ] História Monte das Oliveiras, ano 1899 Desde os tempos bíblicos até o presente, os judeus foram enterrados no Monte das Oliveiras. A necrópole na cordilheira sul, local da moderna vila de Silwan, foi o local de sepultamento dos cidadãos mais importantes de Jerusalém no período dos reis bíblicos. A cerimônia religiosa marcando o início de um novo mês foi realizada no Monte das Oliveiras nos dias do Segundo Templo. Soldados romanos da 10ª Legião acamparam no monte durante o Cerco de Jerusalém no ano 70 DC. Após a destruição do Segundo Templo, os judeus celebraram o festival de Sucot no Monte das Oliveiras. Eles faziam peregrinações ao Monte das Oliveiras porque era 80 metros mais alto que o Monte do
  • 28. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 28 ] Templo e oferecia uma vista panorâmica do local do Templo. Tornou-se um lugar tradicional para lamentar a destruição do Templo, especialmente em Tisha B'Av. Em 1481, um peregrino judeu italiano, Meshullam de Volterra, escreveu: "E toda a comunidade de judeus, todos os anos, sobe ao Monte Sião no dia de Tisha B'Av para jejuar e lamentar, e de lá eles descem ao longo Yoshafat Valley e até o Monte das Oliveiras. De lá eles veem todo o Templo (o Monte do Templo) e lá eles choram e lamentam a destruição desta Casa." Em meados da década de 1850, os aldeões de Silwan receberam £ 100 anualmente pelos judeus em um esforço para evitar a profanação de sepulturas no monte. O primeiro-ministro de Israel, Menachem Begin, pediu para ser enterrado no Monte das Oliveiras, perto dos túmulos dos membros do Etzel, Meir Feinstein e Moshe Barazani, em vez do cemitério nacional do Monte Herzl. STATUS DESDE 1948
  • 29. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 29 ] Cemitério judaico no Monte das Oliveiras O acordo de armistício assinado por Israel e Jordânia após a Guerra Árabe-Israelense de 1948 exigia o estabelecimento de um Comitê Especial para negociar desenvolvimentos, incluindo "livre acesso aos locais sagrados e instituições culturais e uso do cemitério no Monte das Oliveiras". No entanto, durante os 19 anos que durou a anexação da Cisjordânia pela Jordânia, o comitê não foi formado. Peregrinos cristãos não-israelenses foram autorizados a visitar o monte, mas judeus de todos os países e a maioria dos cidadãos israelenses não- judeus foram impedidos de entrar na Jordânia e, portanto, não puderam viajar para a área. No final de 1949, e durante todo o domínio jordaniano do local, alguns residentes árabes arrancaram lápides e araram a terra nos cemitérios, e cerca de 38.000 lápides foram danificadas no total. Durante este período, uma estrada foi pavimentada através do cemitério, no processo destruindo túmulos, incluindo os de pessoas famosas. Em 1964, o Hotel Intercontinental foi construído no cume do monte. Túmulos também foram demolidos
  • 30. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 30 ] para estacionamentos e um posto de gasolina e foram usados em latrinas em um quartel do exército jordaniano. As Nações Unidas não condenaram o governo jordaniano por essas ações. [1] STATUS SOB O ESTADO DE ISRAEL Após a Guerra dos Seis Dias de 1967, o trabalho de restauração foi feito e o cemitério foi reaberto para enterros. A anexação unilateral de Jerusalém Oriental por Israel em 1980 foi condenada como uma violação do direito internacional e declarada nula e sem efeito pelo Conselho de Segurança da ONU na Resolução 478 do CSNU. Túmulos no Cemitério Judaico Monte das Oliveiras têm sido propensos a vandalismo, entre eles os túmulos de Gerrer Rebe e Menachem Begin. Em 6 de novembro de 2010, um comitê internacional de vigilância foi criado pelos judeus da diáspora com o objetivo de reverter a profanação do cemitério judaico. Segundo um dos fundadores, a iniciativa foi desencadeada ao testemunhar lápides que foram destruídas com "o tipo de malícia que desafia a imaginação".
  • 31. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 31 ] Referências no Antigo Testamento Davi e Absalão O Monte das Oliveiras é mencionado pela primeira vez em conexão com a fuga de Davi de Absalão (2 Samuel 15:30): "E Davi subiu a subida do Monte das Oliveiras e chorou enquanto subia." A subida foi provavelmente a leste da cidade de David, perto da aldeia de Silwan. Lugar da "Glória do Senhor" O caráter sagrado da montanha é mencionado no Livro de Ezequiel (11:23): "E a glória do Senhor subiu do meio da cidade, e parou sobre a montanha que está ao leste da cidade." "Monte da Corrupção" A designação bíblica Monte da Corrupção, ou em hebraico Har HaMashchit (1 Reis 11: 7–8), deriva da adoração de ídolos ali, iniciada pelo rei Salomão construindo altares aos deuses de suas esposas moabitas e amonitas no pico sul, "na montanha que está diante (leste de) Jerusalém" (1 Reis 11:7), fora dos limites da cidade santa. Este local era conhecido pela adoração de ídolos durante o período do Primeiro Templo, até que o rei de Judá, Josias, finalmente destruiu "os altos que estavam diante de Jerusalém, à direita de Har HaMashchit..." (2 Reis 23: 13)
  • 32. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 32 ] 00000000000000000 Apocalipse, ressurreição e sepultamentos Uma profecia apocalíptica no Livro de Zacarias afirma que YHWH permanecerá no Monte das Oliveiras e a montanha se dividirá em duas, com metade se deslocando para o norte e a outra metade se deslocando para o sul (Zacarias 14:4). De acordo com o Texto Massorético, as pessoas fugirão através deste vale recém-formado para um lugar chamado Azal (Zacarias 14:5). A Septuaginta (LXX) tem uma leitura diferente de Zacarias 14:5 afirmando que um vale será bloqueado como foi bloqueado durante o terremoto durante o reinado do rei Uzias. O historiador judeu Flávio Josefo menciona em Antiguidades dos Judeus que o vale na área dos Jardins do Rei foi bloqueado por escombros de deslizamento de terra durante o terremoto de Uzias. Os geólogos israelenses Wachs e Levitte identificaram o remanescente de um grande deslizamento de terra no Monte das Oliveiras, diretamente adjacente a esta área. Com base em evidências geográficas e linguísticas, Charles Simon Clermont-Ganneau, um linguista e arqueólogo do século XIX na Palestina, teorizou que o vale diretamente adjacente a este deslizamento de terra é Azal. Esta evidência está de acordo com a leitura da LXX de Zacarias 14:5, que afirma que o vale será bloqueado até Azal. O vale que ele identificou (que agora é conhecido como Wady Yasul em árabe e Nahal Etzel em
  • 33. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 33 ] hebraico) fica ao sul de Jerusalém e do Monte das Oliveiras. Muitos judeus queriam ser enterrados no Monte das Oliveiras desde a antiguidade, com base na tradição judaica (do versículo bíblico Zacarias 14:4) de que quando o Messias vier, a ressurreição dos mortos começará ali. Existem cerca de 150.000 sepulturas no Monte. Rabinos notáveis enterrados no monte incluem Chaim ibn Attar e outros desde o século XV até os dias atuais. A tradição identifica os túmulos do período romano no sopé do monte como os de Zacarias e Absalão, e um complexo funerário do mesmo período na encosta superior como o Túmulo dos Profetas Ageu, Zacarias e Malaquias. Referências do Novo Testamento Flevit super illam (Ele chorou por isso); por Enrique Simonet , 1892
  • 34. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 34 ] O Monte das Oliveiras é frequentemente mencionado no Novo Testamento como parte da rota de Jerusalém a Betânia e o lugar onde Jesus estava quando chorou sobre Jerusalém (um evento conhecido como Flevit super illam em latim). Diz-se que Jesus passou um tempo no monte, ensinando e profetizando aos seus discípulos (Mateus 24–25), incluindo o discurso do Monte das Oliveiras, retornando após cada dia para descansar (Lucas 21:37, e João 8:1 na seção adicional do Evangelho de João conhecido como Pericope Adulterae), e também chegando lá na noite de sua traição. Ao pé do Monte das Oliveiras fica o Jardim do Getsêmani. O Novo Testamento conta como Jesus e seus discípulos cantaram juntos - “Depois de cantarem o hino, saíram para o Monte das Oliveiras” Evangelho de Mateus 26:30. Jesus ascendeu ao céu do Monte das Oliveiras de acordo com Atos 1:9– 12. Referências gnósticas Novamente, a história de Jesus com seus discípulos no Monte das Oliveiras pode ser encontrada no texto gnóstico Pistis Sophia, datado por volta do século III ao IV dC. Marcos
  • 35. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 35 ] Os marcos no topo do Monte das Oliveiras incluem o Hospital Augusta Victoria com a Igreja Luterana da Ascensão e sua enorme torre sineira de 50 metros, a Igreja Ortodoxa Russa da Ascensão com sua torre sineira alta e esbelta, a Mesquita ou Capela da Ascensão, a Igreja do Pater Noster e o Hotel Sete Arcos. Na encosta oeste estão o histórico cemitério judeu, o Túmulo dos Profetas, a Igreja Católica de Dominus Flevit e a Igreja Ortodoxa Russa de Maria Madalena. Ao pé do monte, onde encontra o Vale do Cedron, está o Jardim do Getsêmani com a Igreja de Todas as Nações. Dentro do próprio Vale do Cedron estão o Túmulo da Virgem Maria, a Gruta do Getsêmani, e o túmulo próximo do historiador medieval Mujir ed-Din, e mais ao sul estão os túmulos de Absalão (nome hebraico: Yad Avshalom), o sacerdotal Hezir da família e de Zacarias Na margem norte do Monte das Oliveiras fica a Universidade Mórmon com o Jardim Memorial Orson Hyde e o assentamento judaico de Beit Orot, na fronteira com o Vale Tzurim e o local Mitzpe Hamasu'ot ('Beacons Lookout'), onde o Projeto de Peneiração do Monte do Templo e instalações estão localizadas. O que fica ao norte daqui pertence ao Monte Scopus. Na encosta sudeste do Monte das Oliveiras fica a aldeia árabe palestina de al-Eizariya, identificada com a antiga aldeia de Betânia mencionada no Novo Testamento; a pouca distância do centro da vila, em direção ao topo do monte, encontra-se o tradicional sítio de Betfagé, marcado por uma igreja franciscana. A construção do Centro de Estudos do Oriente Próximo da Universidade Brigham Young em Jerusalém,
  • 36. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 36 ] mais conhecido localmente como Universidade Mórmon, de propriedade e operado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD) perto do Vale Tzurim que separa o Monte das Oliveiras do Monte Scopus inicialmente gerou polêmica por causa da preocupação de que os mórmons se envolvessem em atividades missionárias. Depois que os mórmons se comprometeram a não fazer proselitismo em Israel, o trabalho na construção foi autorizado a prosseguir. [1] Hospital Augusta Vitória Coordenadas : 31°47′12″N 35°14′57″E Geografia LocalizaçãoLeste de Jerusalém Financiamento 1910 Filiação Religiosa União Prussiana de Igrejas Patrono Augusta Vitória de Schleswig-Holstein
  • 37. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 37 ] Estas fotos tirei enquanto subia o monte das Oliveiras no ônibus fretado da caravana de peregrinos liderados pela Lauf Im Tali Viagens. Na segunda foto estamos passando em frente ao hospital Augusta Victoria. O Complexo Augusta Victoria é um hospital comunitário e complexo de igrejas no lado norte do Monte das Oliveiras em Jerusalém Oriental e um dos seis hospitais da Rede de Hospitais de Jerusalém Oriental. O complexo foi construído entre 1907 e 1914 pela Fundação Imperatriz Augusta Victoria como um centro para a comunidade protestante alemã na Palestina Otomana, além da Igreja do Redentor, um pouco mais antiga, na Cidade Velha de Jerusalém. Além do hospital, hoje o complexo também inclui a Igreja Protestante Alemã da Ascensão com o campanário de 50 metros de altura, centro de encontro para peregrinos e turistas, jardim de infância inter-religioso e café, bem como filial de
  • 38. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 38 ] Jerusalém do Instituto Protestante Alemão de Arqueologia. Os ônibus de turistas estão por todos os lados em Israel, em tempo de paz, é claro. Na segunda foto, tirei uma self com o hospital Augusta Victoria ao fundo. Praticamente todos os peregrinos que sobem o Monte das Oliveiras passam em frente a este hospital. Ao longo de grande parte da sua história, o complexo foi usado principalmente como hospital, quer pelos militares (durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais e durante o domínio jordaniano), quer por refugiados palestinos e pelo público em geral (de 1950 até hoje), e às vezes também como governo ou quartel- general militar (1915–1927).
  • 39. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 39 ] Hoje, o Hospital Augusta Victoria presta cuidados especializados a palestinianos de toda a Cisjordânia e da Faixa de Gaza, com serviços que incluem um centro oncológico, uma unidade de diálise e um centro pediátrico. É o segundo maior hospital de Jerusalém Oriental, bem como a única unidade de cuidados especializados remanescente localizada na Cisjordânia ou na Faixa de Gaza. História Vista aérea de Augusta Victoria
  • 40. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 40 ] Igreja da Ascensão, complexo Augusta Victoria O complexo foi nomeado em homenagem a Augusta Viktoria de Schleswig-Holstein, esposa do Kaiser alemão Guilherme II, que visitou Jerusalém em 1898. O arquiteto, Robert Leibnitz, inspirou-se em palácios alemães, como o Castelo alemão Hohenzollern. O complexo foi fotografado em detalhes em 1910, junto com as celebrações inaugurais, por Khalil Raad, o primeiro fotógrafo árabe da Palestina. Embora inaugurada oficialmente em 10 de abril de 1910, a construção só foi finalizada em 1914. Após a visita do Kaiser em 1898, ele encomendou a construção de uma pousada para peregrinos alemães. Doações privadas foram coletadas em toda a Alemanha e
  • 41. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 41 ] os doadores homenageados com a Cruz do Monte das Oliveiras. Muitos dos materiais de construção foram importados da Alemanha. Foi construída uma torre de igreja de 60 metros de altura com quatro sinos, o maior deles pesando seis toneladas. Para transportar estes sinos de Jafa, a estrada para Jerusalém teve que ser alargada e pavimentada. A despesa foi mais que o dobro do custo do transporte dos sinos de Hamburgo para Jaffa. O Augusta Victoria foi o primeiro edifício do país a ter energia elétrica, fornecida por um gerador a gasóleo. Durante a Primeira Guerra Mundial, o Hospital serviu como hospital militar alemão. De 1915 a 1917 o complexo foi usado como quartel-general otomano por Djemal Pasha. De junho a dezembro de 1917, o hospital foi usado como quartel-general do alto comando alemão do corpo expedicionário alemão (Asienkorps). Após a conquista britânica, o complexo de Augusta Victoria serviu como quartel-general da Força Expedicionária Egípcia do General Allenby e mais tarde como quartel-general da Administração Militar Britânica do Território Inimigo Ocupado (Sul). De 1920 a 1927, Augusta Victoria foi a residência oficial do Alto Comissário Britânico do Mandato da Palestina. Em 1927, os edifícios foram severamente danificados por um terremoto e o telhado pontiagudo do campanário foi reconstruído 10 metros mais curto. A sede britânica mudou-se para Armon HaNetziv, nos arredores de Talpiot. Em 1928, o complexo foi devolvido ao seu proprietário alemão antes da guerra, a Fundação Kaiserin Augusta Victoria.
  • 42. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 42 ] O partido nazista realizou reuniões e assembleias em Augusta Victoria sob a liderança de Ludwig Buchhalter, um Templário que vivia na Colônia Alemã e foi nomeado chefe da filial de Jerusalém do partido nazista em 1934. Em meados da década de 1930, quando o edifício estava prestes a reabrir como albergue administrado por diaconisas, a administração decidiu proibir hóspedes judeus para preservar o caráter cristão da instituição. Durante a Segunda Guerra Mundial, o complexo foi novamente usado como hospital pelos britânicos. Augusta Victoria do ar 1948
  • 43. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 43 ] Um bunker jordaniano nas terras de Augusta Victoria Sob administração jordaniana, tecnicamente sob controle da Organização de Supervisão da Trégua das Nações Unidas, era um hospital militar para soldados da Legião Árabe. Após a Segunda Guerra Mundial, todas as propriedades da missão evangélica alemã na Palestina foram transferidas para a responsabilidade fiduciária da Federação Luterana Mundial (FLM); em 1950, a FLM estabeleceu um grande hospital para refugiados no complexo. O diretor do hospital era o médico de longa data do Hospital das Diaconisas Alemãs de Jerusalém, o árabe palestino Dr. Tawfiq Canaan, que manteve esta posição até 1956. Antes da Guerra dos Seis Dias de 1967, o campus foi fortificado com vários bunkers. Durante aquela guerra o edifício foi fortemente danificado, o andar
  • 44. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 44 ] superior foi devastado por um incêndio e só foi reconstruído em 1988. Hoje Pátio Augusta Vitória Hoje, o Hospital Augusta Victoria presta cuidados especializados a palestinianos de toda a Cisjordânia e da Faixa de Gaza, com serviços que incluem um centro oncológico, uma unidade de diálise e um centro pediátrico. Em 2016, inaugurou uma unidade de transplante de medula óssea. É o segundo maior hospital em Jerusalém Oriental, além de ser o único hospital de cuidados especializados remanescente localizado na Cisjordânia ou na Faixa de Gaza. Possui 120 leitos de internação e trata vários pacientes ambulatoriais que chegam para tratamento de diálise e radioterapia, sendo a
  • 45. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 45 ] única instalação que atende 4,5 milhões de palestinos na área de radioterapia. Em Maio de 2016, a Joint Commission International, um organismo sediado nos EUA que avalia hospitais e instalações de cuidados de saúde a nível mundial, recredenciou o hospital por mais três anos. O hospital é um dos seis centros médicos especializados da Rede de Hospitais de Jerusalém Oriental, compreendendo o Hospital de Caridade Islâmico Makassed, o Hospital Augusta Victoria, o Hospital Maternidade do Crescente Vermelho, o Hospital têm sido os principais prestadores de cuidados terciários de referência aos palestinianos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza para serviços de saúde que o Ministério da Saúde não tem condições de fornecer, tais como cuidados oncológicos, cirurgias cardíacas e oftalmológicas, cuidados intensivos neonatais, diálise infantil e reabilitação física de crianças. Desde o seu restabelecimento em 1950, o Hospital Auguste Victoria tem sido administrado e financiado principalmente pela Federação Luterana Mundial e pela Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras para Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA). A declaração de missão do hospital inclui a prestação de cuidados de saúde independentemente de raça, credo, sexo ou origem nacional. O hospital atualmente (2022) possui 171 leitos. Em 2022 foram realizadas 22.717 sessões de diálise, 18.800 sessões de quimioterapia e 31.717 sessões de radioterapia.
  • 46. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 46 ] Em 2022, o presidente dos EUA, Joe Biden, visitou o hospital. Em 27 de novembro de 2023, o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier fez uma visita. [Vemos aqui uma grande obra da Igreja Luterana em Jerusalém a serviço do povo palestino] Composto O complexo Augusta Victoria contém atualmente os seguintes edifícios e instituições: Hospital Augusta Vitória Igreja da Ascensão (protestante alemã) Centro de reuniões e peregrinos evangélicos (protestantes) (Evangelisches Pilger-und Begegnungszentrum der Kaiserin Auguste Victoria- Stiftung) Um jardim de infância inter-religioso Café Auguste Vitória O Instituto Protestante Alemão de Arqueologia (Deutsches Evangelisches Institut für Altertumswissenschaft des Heiligen Landes), filial de Jerusalém (o segundo está em Amã). A reitoria do pastor da Igreja Luterana do Redentor também está localizada no local, juntamente com escritórios administrativos e alojamentos dos escritórios de Jerusalém da Federação Luterana Mundial. A pousada é administrada pela Federação Luterana Mundial para voluntários e convidados internacionais.
  • 47. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 47 ] Serviços de oncologia O hospital possui um Departamento de Oncologia que é um centro avançado no tratamento do câncer. O departamento é composto pela Unidade de Oncologia Médica, pela Unidade de Radioterapia Oncológica e pela Unidade de Oncologia Cirúrgica. Uma enfermaria de oncologia pediátrica para crianças palestinas foi inaugurada em abril de 2005 em um projeto conjunto com o Centro Peres para a Paz, várias fundações italianas e o Hospital Universitário Hadassah, que treinou o oncologista e a equipe de enfermagem. [2] Tumba de Absalão Tumba de Absalão (fachada oeste), mostrando a entrada da Caverna de Josafá (à esquerda) atrás dela.
  • 48. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 48 ] A Tumba de Absalão ( hebraico : ‫יד‬ ‫אבשלום‬ , romanizado : Yad Avshalom , lit. 'Memorial de Absalão'), também chamado de Pilar de Absalão, é uma antiga tumba monumental escavada na rocha com telhado cônico localizada no Vale do Cédron, em Jerusalém, a poucos metros do Túmulo de Zacarias e do Túmulo de Benei Hezir. Embora tradicionalmente atribuído a Absalão, o filho rebelde do rei David de Israel (ano 1000 a.C. ), estudos recentes dataram-no do século I d.C. A tumba não é apenas uma estrutura funerária por si só, com sua parte superior servindo como uma nefesh (monumento funerário) para a tumba em sua parte inferior, mas provavelmente também foi concebida como uma nefesh para o sistema adjacente de cavernas funerárias conhecido como a Caverna ou Tumba de Josafá, com a qual forma uma entidade, construída ao mesmo tempo e seguindo um plano único. O monumento independente contém uma câmara mortuária com três cemitérios. A câmara é escavada na sólida secção inferior do monumento, mas só pode ser acedida a partir da secção superior através de uma entrada construída e de uma escada. Foi comparado a Petra, dada a natureza talhada na rocha do segmento inferior e o estilo do remate. Descrição
  • 49. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 49 ] 1862 1988 Dois panoramas, com 126 anos de diferença, da direita para a esquerda: Túmulo de Zacarias, Túmulo de Benei Hezir e Túmulo de Absalão (menos visível na fotografia de 1988).
  • 50. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 50 ] Década de 1890[?] 1989 Dois panoramas, com mais de 90 anos de diferença, mostrando o Túmulo de Absalão. O Pilar de Absalão tem aproximadamente 20 metros de altura. O monumento propriamente dito tem base quadrada e é composto por duas partes distintas. A
  • 51. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 51 ] parte inferior é um monólito, escavado na encosta rochosa do Monte das Oliveiras, enquanto a parte superior, elevando-se mais alto do que a rocha original, é construída em silhares bem cortados. A metade inferior é, portanto, um bloco monolítico sólido, quase perfeitamente cúbico, com cerca de 6 m quadrados por 6,4 m de altura, rodeado em três lados por passagens que o separam da rocha cortada verticalmente do Monte das Oliveiras. É decorado externamente de cada lado por pares de meias colunas jônicas, flanqueadas nos cantos por quartos de colunas e pilares (o chamado distilo no arranjo antis). As quatro fachadas quadradas são coroadas por um friso dórico de tríglifos e métopas e uma cornija egípcia. Vista interna do Pilar de Absalão, Photoshop - transformada a partir das duas fotos a seguir do início do século XX.
  • 52. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 52 ] A parte superior do monumento, em cantaria, é constituída por três segmentos de formas distintas: uma base quadrada assente na cornija egípcia da parte inferior, seguida de um tambor redondo coroado por uma decoração em forma de corda, que sustenta uma estrutura cónica telhado com lados côncavos (o "chapéu" facilmente reconhecível), encimado por uma flor de lótus semifechada. A parte superior do monumento corresponde ao contorno de um tholos clássico e não difere das estruturas nabateias contemporâneas de Petra. No interior, a parte superior do monumento é majoritariamente oca, existindo no lado sul uma pequena entrada em arco situada acima da zona da junta (onde começa a parte de alvenaria). Dentro desta entrada, uma pequena escada leva a uma câmara mortuária escavada na sólida seção inferior. A câmara tem 2,4 metros quadrados, com sepulturas de arcossólio em dois lados e um pequeno nicho funerário. A tumba foi encontrada vazia quando foi pesquisada pela primeira vez por arqueólogos. [3] A análise dos estilos arquitetônicos utilizados indica que a construção do monumento e a sua primeira fase de utilização ocorreram durante o século I dC. Os furos de formato irregular feitos no monumento são de data posterior, provavelmente do período bizantino. Até a entrada original foi ampliada de maneira um tanto desfigurante.
  • 53. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 53 ] Atribuição tradicional O santuário de Absalão tem sido tradicionalmente identificado como o monumento de Absalão, filho rebelde do Rei Davi, com base em um versículo do Livro de Samuel: Absalão em sua vida tomou e ergueu para si uma coluna, que está no vale do rei: pois ele disse: Não tenho filho para guardar meu nome em lembrança: e ele chamou o Monumento com seu próprio nome: e é chamado até hoje, Monumento a Absalão. - 2 Samuel 18:18 Um "monumento de Absalão" existia nos dias de Josefo e foi mencionado em suas Antiguidades. A tradução inglesa do século XIX feita por Havercamp afirma que o "monumento de Absalão" ficava a uma distância de "dois estádios " de Jerusalém. A atribuição deste monumento específico a Absalão foi bastante persistente, embora o Livro de Samuel relate que o corpo de Absalão foi coberto com pedras numa cova na Floresta de Efraim (2 Samuel 18:17). Durante séculos, era costume entre os transeuntes – judeus, cristãos e muçulmanos – atirar pedras no monumento. Os moradores de Jerusalém traziam seus filhos rebeldes ao local para lhes ensinar o que acontecia com um filho rebelde.
  • 54. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 54 ] Característica moderna O desenho exterior da tumba apresenta um friso dórico e colunas jônicas, ambos estilos originários da Grécia antiga e introduzidos em Judá durante o Império Selêucida, séculos após a morte de Absalão. No início do século 20, o monumento foi considerado provavelmente o de Alexandre Jannaeus, o rei hasmoneu da Judéia de 103 a 76 aC. No entanto, os arqueólogos já dataram a tumba no século I DC. Numa conferência de 2013, o professor Gabriel Barkay sugeriu que poderia ser o túmulo de Herodes Agripa, neto de Herodes, o Grande, baseado em parte na semelhança com o túmulo recém-descoberto de Herodes em Herodium. Caverna de Josafá Nefesh ao túmulo de Josafá Arqueologicamente, o chamado "Túmulo de Absalão" não é apenas uma estrutura funerária por si só, com a sua parte superior servindo como nefesh (monumento funerário) para o túmulo na sua parte inferior, mas provavelmente também foi concebido como um nefesh para o sistema adjacente de cavernas funerárias conhecido como "Caverna" ou "Tumba de Josafá", com o qual forma uma entidade, construída ao mesmo tempo e seguindo um único plano.
  • 55. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 55 ] Durante os tempos do Segundo Templo, muitos cidadãos ricos de Jerusalém teriam monumentos construídos adjacentes às cavernas funerárias de suas famílias. Estes monumentos foram construídos segundo a moda arquitetônica da época, muitas vezes com uma pirâmide no topo, ou neste caso, um cone. Os sábios judeus daquela época se opuseram à construção de tais monumentos, dizendo: "Você não faz nefashot pelos justos; suas palavras são sua comiseração." Inscrições bizantinas Em 2003, foi descoberta uma inscrição de meados do século IV numa das paredes do monumento. Lê-se: “Este é o túmulo de Zacarias, o mártir, o santo sacerdote, o pai de João”. Isso sugere que, na época, os monumentos eram considerados o local de sepultamento do sacerdote do Templo, Zacarias, pai de João Batista, que viveu cerca de 400 anos antes da data da inscrição. Uma segunda inscrição da mesma idade descoberta em 2003 diz que o monumento é “o túmulo de Simeão que era um homem muito justo e um ancião muito devotado e (que estava) esperando o consolo do povo”. As palavras que descrevem Simeão são idênticas às de Lucas 2:25, conforme aparecem no Codex Sinaiticus, um manuscrito da Bíblia cristã do século IV. As duas inscrições, descobertas e decifradas por Joe Zias e Émile Puech, apoiam o conceito conhecido de fontes do período bizantino como Teodósio (ano 530) de
  • 56. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 56 ] que existia uma tradição na época, identificando erroneamente o monumento do século I como o túmulo de Tiago, o irmão de Jesus; Zacarias, pai de João Batista; e Simeão, o velho sacerdote do Evangelho de Lucas. Estas duas inscrições fazem parte de um uso secundário do monumento durante o período bizantino, quando os cristãos deram novas interpretações aos túmulos judaicos do período do Segundo Templo do Vale do Cedrom, associando-os a personagens e eventos do Novo Testamento, dos Apócrifos e das tradições cristãs. A associação do chamado Túmulo de Absalão com Zacarias, o pai de João Batista, levou à confusão com o vizinho chamado Túmulo de Zacarias, associado pelo folclore local a uma figura muito anterior, o sacerdote do Templo Zacarias ben Joiada. No entanto, essa estrutura não é uma tumba e também pode ser um marco monumental (nefesh) para a caverna funerária próxima da família sacerdotal de Hezir. Lendas Segundo uma lenda local, Napoleão disparou um morteiro contra o túmulo e removeu a forma de uma mão que cobria o telhado cônico. No entanto, Napoleão nunca chegou a Jerusalém durante a sua campanha na Terra Santa. Na verdade, o topo do monumento não está quebrado, mas sim esculpido para se assemelhar a uma flor de lótus.
  • 57. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 57 ] Os muçulmanos deram ao túmulo o nome árabe de Tantur Fir'aun, " Chapéu do Faraó ", devido ao formato de sua cúpula. Outros explicam o sentido como significando "pico do Faraó". Igreja de Maria Madalena Igreja de Maria Madalena Religião Afiliação Cristão Ortodoxo Ano consagrado 1888 LocalizaçãoJerusalém Arquiteto(s)David Grimm Estilo Arquitetura renascentista russa Vista para o Monte do Templo e outras paisagens de Jerusalém.
  • 58. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 58 ] Entrada na Igreja A Igreja de Maria Madalena (hebraico: ‫כנסיית‬ ‫מריה‬ ‫מגדלנה‬ ; árabe : ‫كنيسة‬ ‫القديسة‬ ‫مريم‬ ‫المجدلية‬ ; russo : Церковь Святой Марии Магда лины ) é uma igreja cristã ortodoxa oriental localizada no Monte das Oliveiras, do outro lado do Vale do Cédron, a partir do Monte do Templo e perto do Jardim do Getsêmani em Jerusalém. A igreja, dedicada a Maria Madalena, faz parte do Convento de Santa Maria Madalena, uma irmandade
  • 59. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 59 ] fundada em 1936 por um convertido inglês, e desde a década de 1920 está sob a jurisdição da Igreja Ortodoxa Russa Fora da Rússia (ROCOR), uma entidade eclesiástica independente até 2007 e parte da Igreja Ortodoxa Russa com sede em Moscou desde então. História Construção A igreja foi construída em 1888 pelo czar Alexandre III e seus irmãos para homenagear sua mãe, a imperatriz Maria Alexandrovna da Rússia. Foi construído de acordo com o projeto de David Grimm no tradicional estilo de telhado de tenda, popular na Rússia dos séculos 16 e 17, e inclui sete cúpulas em forma de cebola douradas distintas. Dedicatória A igreja é dedicada a Maria Madalena, a discípula de Jesus, o Apóstolo dos Apóstolos. De acordo com o décimo sexto capítulo do Evangelho de Marcos, Maria Madalena foi a primeira a ver Cristo após a sua ressurreição (Marcos 16:9). Ela é geralmente considerada uma discípula crucial e importante de Jesus, juntamente com Maria de Betânia, que alguns acreditam ter sido a mesma mulher. Enterros
  • 60. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 60 ] Santas Isabel e Varvara As relíquias de dois santos mártires, a grã- duquesa Elizabeth Feodorovna da Rússia e sua colega freira Varvara Yakovleva, estão expostas na igreja. Em 1982, a Igreja Ortodoxa Russa Fora da Rússia, sediada em Nova Iorque, que na altura era administrativamente independente da Igreja Ortodoxa Russa, sediada em Moscovo, canonizou os novos mártires da revolução comunista e em Maio os corpos de Isabel e Bárbara (Varvara) foram transferidos da cripta, onde apenas a veneração privada era possível, para a igreja superior de Santa Maria Madalena. Desde 1981, Isabel e Bárbara são veneradas como "novas mártires" pela Igreja Ortodoxa no Exílio em Santa Maria Madalena, Getsêmani. Uma estátua de Elizabeth está entre as dos mártires do século 20 acima da Porta Oeste da Abadia de Westminster, instalada em 1998. Na mudança da situação política da década de 1990, o Patriarcado de Moscou considerou o reconhecimento dos mártires deste período, incluindo os membros da realeza. família e seu status de santa também foram reconhecidos em abril de 1992 pelo Patriarcado de Moscou. [4] Princesa Alice de Battenberg Na década de 1930, a princesa Alice de Battenberg, mãe do príncipe Filipe, duque de Edimburgo, visitou a igreja e pediu para ser enterrada perto da sua tia "Ella", a grã-duquesa Isabel. Em 1969, ela morreu no
  • 61. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 61 ] Palácio de Buckingham . Em 1988, seus restos mortais foram transferidos para uma cripta abaixo da igreja. [4] Igreja de Todas as Nações Fachada da igreja Religião Afiliação católico romano Status eclesiástico ou organizacional Basílica Menor Ano consagrado: Junho de 1924 LocalizaçãoJerusalém Arquiteto(s)Antonio Barluzzi Estilo Neobizantino
  • 62. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 62 ] Concluído 1924 A rocha onde se acredita que Jesus orou. A Igreja de Todas as Nações, também conhecida como Igreja ou Basílica da Agonia, é uma igreja católica romana localizada no Monte das Oliveiras, em Jerusalém Oriental, próximo ao Jardim do Getsêmani. Ele consagra uma seção da rocha onde Jesus teria orado antes de sua prisão. (Marcos 14:32–42) Os motivos da sua construção na década de 1920 foram complexos, com alguns fatores políticos. História
  • 63. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 63 ] A igreja de Todas as nações é também conhecida como igreja da Agonia ou Dominus Flevit. Aqui Jesus viveu seus momentos mais angustiantes antes de enfrentar o suplicio no calvário na cruz. No local onde ele orou angustiado foi edificada está igreja. A igreja atual assenta sobre as fundações de duas anteriores, a de uma basílica bizantina do século IV, destruída por um terramoto em 746, e de uma pequena capela dos cruzados do século XII abandonada em 1345. Em 1920, durante as obras das fundações, uma coluna foi encontrada dois metros abaixo do piso da capela medieval dos cruzados. Também foram encontrados fragmentos de um magnífico mosaico. Após esta descoberta, o arquiteto removeu imediatamente as novas fundações e iniciou as escavações da igreja anterior. Depois que as ruínas da igreja da era bizantina foram totalmente escavadas, os planos para a nova igreja foram alterados e os trabalhos continuaram na atual basílica de
  • 64. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 64 ] 19 de abril de 1922 até junho de 1924, quando foi consagrada. Em uma das fotos, estou embaixo de um arco de entrada da Igreja da Agonia. Este local é celebrado desde a época do imperador Constantino, quando sua mãe Helena identificou este local como o local que Jesus chorou sobre Jerusalém. Um incêndio criminoso ocorreu na igreja em dezembro de 2020, sem grandes danos causados. A Custódia da Terra Santa, a guardiã oficial dos locais sagrados católicos em Israel e na Palestina, condenou o ataque incendiário à igreja, que é um local sagrado cristão. Em dezembro de 2020, arqueólogos revelaram os restos das fundações de um banho ritual da era do Segundo Templo (também conhecido como mikveh) durante as obras de construção de um túnel moderno sob a Igreja de Todas as Nações e uma igreja bizantina de
  • 65. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 65 ] 1.500 anos. Segundo a Dra. Leah e o Dr. Rosário, inscrições gregas foram escritas no chão da igreja como: “para a memória e repouso daqueles que amam a Cristo… aceite a oferta de seus servos e dê-lhes a remissão dos pecados”. O chefe do distrito de Jerusalém da autoridade, Amit Re'em, a singularidade do banho é que ele é a primeira evidência arqueológica no local do Getsêmani, onde os cristãos fizeram peregrinações durante séculos, nos dias de Jesus. Use por outras denominações Fachada da igreja com as estátuas dos evangelistas.
  • 66. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 66 ] A Igreja de Todas as Nações fica no Jardim do Getsêmani conforme vemos na foto, oliveiras, e na segunda foto vemos as muralhas da cidade de Jerusalém. Um altar aberto localizado nos jardins da igreja é usado por muitas denominações cristãs, incluindo seguidores que são católicos romanos, ortodoxos orientais, apostólicos armênios, protestantes, luteranos, evangélicos, anglicanos e qualquer outra versão do cristianismo que seja culturalmente única para qualquer particular nação. Projeto e construção
  • 67. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 67 ] A igreja foi construída entre 1919 e 1924 com fundos doados de diversos países. Os brasões de doze dos países de origem das doações estão incorporados no teto, cada um em uma pequena cúpula separada, e também nos mosaicos interiores. Os países assim homenageados são, de leste a oeste (altar até a entrada) e começando pelo lado norte : Argentina, Brasil, Chile e México; no meio da igreja são comemorados: Itália, França, Espanha e Reino Unido, e à direita: Bélgica, Canadá, Alemanha, e Estados Unidos da América. Os mosaicos nas laterais foram doados pela Irlanda, Hungria, e Polônia (pelo escultor Tadeusz Adam Zieliński). A coroa ao redor da rocha foi um presente da Austrália. Estas doações multinacionais dão à igreja um dos seus nomes atuais como "Igreja de Todas as Nações". Dois tipos de pedra foram utilizados na construção da igreja: o interior utiliza uma pedra das pedreiras de Lifta, a noroeste de Jerusalém; e o exterior, uma pedra rosa de Belém. O edifício é dividido por seis colunas em três corredores, mas com teto plano sem clerestório. Este projeto dá a impressão de um grande salão aberto. Painéis de alabastro tingidos de violeta foram usados nas janelas para evocar um clima de depressão análogo à agonia de Cristo, e o teto é pintado de um azul profundo para simular um céu noturno. A fachada da igreja é sustentada por uma fileira de colunas coríntias. No topo de cada coluna estão estátuas dos Quatro Evangelistas. O primeiro é Marcos. Em segundo lugar, Lucas faz uma citação de Lucas
  • 68. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 68 ] 22:43-44 “…factus in agonia prolixius orabat et factus est sudor eius sicut guttae sanguinis decurrentis in terram” ou traduzido da Vulgata: “E estando em agonia, ele orou com mais fervor; e seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue caindo no chão." Seguido por Mateus segurando Mateus 26:42b "Pater mi, si non potest hic calix transire nisi bibam illum, fiat voluntas tua" ou traduzido como “Meu Pai, se isto copo não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade”. A estátua final é de João. As colunas e estátuas estão dispostas abaixo de um mosaico moderno representando Jesus Cristo como mediador entre Deus e o homem. O designer do mosaico da fachada foi o professor Giulio Bargellini. O telhado em cúpula de bolha, as colunas grossas e o mosaico da fachada conferem à igreja uma aparência neoclássica. A igreja foi projetada pelo arquiteto italiano Antonio Barluzzi e atualmente está sob custódia franciscana da Terra Santa. [5] Hotel Sete Arcos Abertura 20 de março de 1964 ProprietárioGoverno jordaniano (originalmente) Contagem de andares 3 Número de quartos 196 Número de restaurantes 1
  • 69. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 69 ] O Hotel 7 Arches Jerusalem é um hotel em Jerusalém Oriental, no bairro árabe de at-Tur, no Monte das Oliveiras. O hotel tem vista para a cidade velha de Jerusalém. História Fachada do Hotel 7 Arches em Jerusalém O hotel foi construído pelo governo jordaniano em um terreno que pertence ao Waqf islâmico em Jerusalém. O hotel foi inaugurado em 20 de março de 1964, como Hotel Jerusalem Intercontinental, administrado pela rede norte-americana Intercontinental Hotels. A Organização para a Libertação da Palestina realizou sua primeira conferência do Conselho Nacional Palestino no hotel em maio de 1964. O hotel foi ligeiramente renomeado em 1966, tornando-se Hotel Inter-Continental Jerusalém, quando a rede alterou sua marca. Após a Guerra dos Seis
  • 70. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 70 ] Dias, e a perda da soberania jordaniana sobre Jerusalém, a propriedade foi confiada ao Custodiante da Propriedade Ausente. Em 1989, como resultado da Primeira Intifada, os Hotéis Inter-Continental optaram por não renovar o seu acordo de gestão com o hotel, acordo que foi assinado primeiro com os Jordanianos, e posteriormente com o Custodiante. O hotel mudou o seu nome para 7 Arches Hotel, e o Custodiante confiou a gestão do hotel a uma equipa de gestão local. O hotel tem cinquenta funcionários. Todos, incluindo a equipa de gestão, são moradores de Jerusalém Oriental. Hoje The 7 Arches é um hotel 4 estrelas com 196 quartos, conhecidos por suas vistas de Jerusalém. Apesar de relatos em 2010 de que haviam sido apresentados planos de expansão do hotel, o gerente geral dos 7 Arcos, Awni Inshewat, negou. Ele disse que houve alguma confusão sobre um pedido de licença de construção para uma grande tenda de oração cristã localizada no local: "A tenda está lá há cerca de cinco anos, mas o município disse que precisa de uma licença de construção, então solicitamos." [6] Túmulo de Zacarias
  • 71. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 71 ] Tumba de Zacarias (fachada ocidental) O Túmulo de Zacarias é um antigo monumento de pedra em Jerusalém que é considerado na tradição judaica como o túmulo de Zacarias ben Joiada. Fica a poucos metros do Túmulo de Absalão e adjacente ao Túmulo de Benei Hezir. Descrição arquitetônica O monumento é um monólito —é totalmente esculpido na rocha sólida. A parte mais baixa do monumento é um crepidoma, uma base composta por três degraus. Acima dele há um estilóbato, sobre o qual
  • 72. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 72 ] há uma decoração de duas colunas jônicas entre duas semi-colunas jônicas e nos cantos há duas pilastras. Os capitéis são da ordem jônica e estão decorados com decoração de ovo e dardo. A parte superior do monumento é uma cornija de estilo egípcio sobre a qual se assenta uma pirâmide. A fina alvenaria e decoração que se vê no lado poente, a fachada, é apenas do lado poente. Nos outros lados do túmulo, o trabalho é extremamente tosco e inacabado; parece que o trabalho foi interrompido antes que os artistas pudessem terminá- lo. Identificação Foto de 1870 de Felix Bonfils mostrando a Tumba de Zacarias à direita da Tumba de Benei Hezir Identificação tradicional De acordo com uma tradição judaica, que é sugerida pela primeira vez pelos escritos de Menahem haHebroni de 1215 d.C., este é o túmulo do sacerdote
  • 73. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 73 ] Zacarias Ben Jeoiada, uma figura que o Livro das Crônicas registra ter sido apedrejada: E o Espírito de Deus desceu sobre Zacarias, filho do sacerdote Joiada, que estava acima do povo, e disse- lhes: Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do Senhor, e não podeis prosperar? porque abandonastes o Senhor, ele também vos abandonou. E conspiraram contra ele e o apedrejaram, por ordem do rei, no átrio da casa do Senhor. Conforme retratado em A Terra Santa, Síria, Iduméia, Arábia, Egito e Núbia, de David Roberts Identificação científica e datação
  • 74. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 74 ] O estilo da construção, que inclui detalhes helenísticos como colunas jónicas, é semelhante ao do Túmulo de Benei Hezir, e vários autores pensam que são quase contemporâneas entre si; estudiosos especializados em práticas funerárias e monumentos atribuíram ao túmulo uma data do século I dC. Foi proposto que a Tumba de Zacarias é na verdade a nefesh (um monumento funerário judaico semelhante à estela grega) da Tumba de Benei Hezir, que é acessada a partir de uma passagem escavada na rocha adjacente ao monumento, e que afirma possuir uma magnífica estrutura adjacente. [7] O Sepulcro de Zacarias - Pococke Richard - 1745
  • 75. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 75 ] UNIVERSIDADE MÓRMON Campus satélite privado da Igreja Mórmon Estabelecido 16 de maio de 1989; 34 anos atrás. Filiação Religiosa A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias Localização: Monte das Oliveiras, Jerusalém Oriental Campus Suburbano , 5 acres (0,020 km 2 ) Diretor James R. Kearl O Centro de Estudos do Oriente Próximo da Universidade Brigham Young em Jerusalém (muitas vezes referido simplesmente como Centro da BYU em Jerusalém ou BYU – Jerusalém, e localmente conhecido como Universidade Mórmon), situado no Monte das Oliveiras, no Leste de Jerusalém , é um campus satélite da Universidade Brigham Young (BYU), a maior universidade religiosa dos Estados Unidos. Propriedade da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja SUD), o centro oferece um currículo que se concentra no Antigo e Novo Testamento, estudos antigos e modernos do Oriente Próximo e idiomas (hebraico e árabe). O estudo em sala de aula é baseado em viagens de campo que cobrem a Terra Santa, e o programa está aberto a estudantes de graduação qualificados em tempo integral na BYU, BYU-Idaho ou BYU-Havaí. Os planos para construir um centro para estudantes foram anunciados pelo presidente da Igreja
  • 76. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 76 ] SUD, Spencer W. Kimball, em 1979. Em 1984, a igreja obteve um arrendamento do terreno por 49 anos e iniciou a construção. A posição proeminente do centro no horizonte de Jerusalém rapidamente chamou a atenção dos judeus ultraortodoxos, ou Haredim, de Israel. Os protestos e a oposição à construção do centro por parte dos Haredim tornaram a questão da construção do centro uma questão nacional e até internacional. Depois que vários comitês investigativos do Knesset de Israel analisaram e debateram a questão, as autoridades israelenses decidiram permitir que a construção do centro continuasse em 1986. O centro foi aberto para estudantes em maio de 1988 e foi inaugurado por Howard W. Hunter em 16 de maio de 1989. Não admitiu estudantes de 2001 a 2006 devido a questões de segurança durante a Segunda Intifada, mas continuou a oferecer passeios para visitantes e concertos semanais. História Antes do centro O primeiro oficial SUD a entrar em Jerusalém foi o apóstolo mórmon Orson Hyde, que veio em 1841 e dedicou a terra para a coligação do povo de Israel, a criação de um estado judeu e a construção de um templo SUD em algum momento futuro. Após sua visita, a presença SUD na cidade era praticamente inexistente. Em 1971, a cidade recebeu visitantes SUD suficientes para que a igreja alugasse um prédio em Jerusalém Oriental para os serviços religiosos. O programa de estudos no exterior da BYU para Jerusalém, que
  • 77. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 77 ] começou em 1968, desempenhou um papel fundamental no crescimento de visitantes SUD na área. A presença SUD na área logo cresceu demais para que o espaço alugado proporcionasse um espaço adequado para o culto, então a igreja começou a pensar em construir um centro para estudantes. Em 1972, David B. Galbraith tornou-se o diretor do programa da BYU em Jerusalém. Ele permaneceu nesta posição até 1987, quando a Primeira Presidência da igreja lhe pediu para organizar o Centro da BYU em Jerusalém. Em 24 de outubro de 1979, o presidente da igreja, Spencer W. Kimball, visitou Jerusalém para dedicar os Jardins Memorial Orson Hyde, localizados no Monte das Oliveiras. A igreja doou dinheiro para embelezar a área de Jerusalém, e funcionários do governo de Jerusalém estiveram presentes na ocasião. Foi nessa dedicação que Kimball anunciou a intenção da igreja de construir um centro para estudantes da BYU na cidade. As negociações entre a igreja e o governo israelense se estenderam de 1980 a 1984. O terreno que a igreja queria para o centro, localizado na margem noroeste do Monte das Oliveiras, bem próximo ao vale que o separa do Monte Scopus, havia sido ocupado por Israel desde então a Guerra dos Seis Dias de 1967 e não podia ser vendido sob a lei israelense. A igreja decidiu obter um arrendamento do terreno. O arrendamento do terreno também evitou o problema politicamente controverso da igreja possuir um pedaço de terra em Jerusalém. As autoridades israelitas consideraram a construção do centro no terreno como uma forma de solidificar o controle sobre terras cuja propriedade era ambígua ao abrigo do
  • 78. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 78 ] direito internacional. Em agosto de 1984, a igreja tinha o terreno sob contrato de arrendamento por 49 anos, as licenças de construção foram obtidas e a construção do prédio começou. Construção e polêmica O distinto Centro de Jerusalém da BYU com múltiplos arcos (canto superior esquerdo) em meio aos edifícios de Jerusalém. A década de 1980 viu não apenas os mórmons, mas muitos grupos cristãos competindo por representação e espaço na cidade. Esses grupos enfrentavam constantemente a oposição de uma forte minoria política de judeus ortodoxos que viviam na cidade. Nenhum dos principais partidos políticos em Israel
  • 79. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 79 ] (o Likud e os Partidos Trabalhistas) conseguiu obter a maioria dos votos no Knesset sem o apoio dos partidos mais religiosos. Os partidos religiosos aproveitaram esta situação para aprovar leis a favor da Ortodoxia Judaica em troca do seu apoio em outras questões. Na época, os judeus conservadores, que constituíam a "direita religiosa" em Israel, ou os Haredim, constituíam 27% da população de Jerusalém e eram decididamente contra a construção do Centro da BYU em Jerusalém ou qualquer outra estrutura cristã semelhante. Os partidos maiores enfrentariam a perda de maioria se se posicionassem contra esta questão. Muitas autoridades israelenses, no entanto, como o prefeito de Jerusalém na época, Teddy Kollek, junto com outros presentes na dedicação do Jardim Memorial Orson Hyde, apoiaram o centro por causa do que a igreja havia feito pela cidade. Kollek afirmou especificamente que "a presença da Igreja Mórmon em Jerusalém pode fazer um grande trabalho no sentido de fornecer a ponte de entendimento entre os árabes e os judeus... porque os seus membros olham com simpatia e compreensão para ambos os lados." O terreno onde o centro foi construído ainda era considerado por muitos como terra árabe, e muitos funcionários perceberam que o seu arrendamento acrescentaria uma imagem de tolerância religiosa ao seu governo e aumentaria o controlo israelita sobre o terreno. Devido à sua localização proeminente no horizonte de Jerusalém, a construção foi rapidamente notada, e isto provocou uma grande controvérsia em Israel e no mundo judaico como um todo, a partir de 1985. Os Haredim lideraram a oposição, a sua principal
  • 80. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 80 ] preocupação era que o edifício fosse usado não como escola, mas como centro para esforços de proselitismo mórmon em Jerusalém. Os Haredim alertaram sobre um “holocausto espiritual”. A Igreja SUD, argumentaram eles, não tinha presença local na população da área de Jerusalém e nenhuma conexão histórica com a terra. O grupo espalhou avisos por meio de cartas, jornais e televisão de que missionários mórmons converteriam judeus por toda a cidade, dizendo que: "A organização Mórmon é uma das mais perigosas, e na América já abateram muitos Judeus. Atualmente os Mórmons estão cautelosos por causa da tremenda oposição que as suas atividades missionárias iriam gerar, mas no momento em que o seu novo Centro for concluído, nós não seremos capazes de detê-los." - Kol Ha'Ir. e essa: "No cerne da controvérsia "emocional" e "amarga" que está fermentando em Jerusalém está o sionismo cristão, baseado nas expectativas escatológicas cristãs, deveria funcionar em Israel com a ajuda ativa do governo e das autoridades municipais, como a assistência que está sendo prestada para a Universidade Brigham Young." - Notícias Judaicas Inter Mountain.
  • 81. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 81 ] Com vista para a Cúpula da Rocha de dentro do centro. Os avisos na mídia levaram a protestos e manifestações de rua. Judeus ortodoxos marcharam até a Prefeitura e até o canteiro de obras em 1986. Alguns até se reuniram no Muro das Lamentações em uma oração pública de luto por causa do centro. Eles também se reuniram no hotel onde o presidente da BYU estava hospedado, carregando cartazes que diziam: "Conversão é assassinato!" e "Mórmons, parem sua missão agora". Apesar da intensidade da oposição Haredi, em nenhum momento os protestos se tornaram fisicamente violentos. No final de 1985, os Haredim pediram um voto de desconfiança contra o líder do Partido Trabalhista. O primeiro-ministro Shimon Peres organizou uma comissão de oito pessoas, quatro a favor do centro e quatro contra, para debater a questão e encontrar uma solução a favor ou contra a presença do centro. Outro comitê foi formado
  • 82. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 82 ] para investigar a alegação de que o dinheiro que a igreja havia colocado em Jerusalém era um suborno para obter o apoio do prefeito Kolleck para o centro (o comitê considerou a igreja "inocente"). Um subcomitê do Knesset solicitou que a Igreja SUD emitisse uma promessa formal de não fazer proselitismo aos judeus. Alguns israelitas consideraram isto discriminatório, uma vez que nenhuma outra igreja cristã foi convidada a fazer isto em Jerusalém. Os líderes da Igreja, no entanto, concordaram em cumprir e enviaram uma declaração formalmente assinada pouco depois. Alguns judeus na área ainda estavam inquietos e duvidavam da intenção da igreja, acreditando que a crença religiosa entre os mórmons substituiria a adesão à lei. Além da promessa de não fazer proselitismo, a BYU iniciou uma campanha de relações públicas para informar o público sobre suas intenções para o centro como uma escola e um local de encontro para aqueles que já são da fé SUD. Os anúncios foram adquiridos em jornais locais, revistas e na televisão, e o centro fez com que funcionários aparecessem em programas de rádio. Funcionários do governo a favor do centro também começaram a se manifestar, dizendo que Jerusalém não deveria negar a ninguém um lugar de culto, seja judeu, muçulmano ou cristão. O Ministro do Planeamento Econômico, Gad Yaakobi, disse que o debate "já causou danos consideráveis a Israel", e o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Abba Eban afirmou que o "livre exercício da consciência e da dissidência numa sociedade democrática" estava em jogo. O centro também recebeu apoio nos EUA, já que o ex-presidente Gerald Ford falou em nome do centro, bem como do
  • 83. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 83 ] Conselho Judaico Unido de Utah, que escreveu uma carta afirmando que "Por mais de cem anos, as comunidades judaica e SUD têm coexistido no Vale do Lago Salgado em um espírito de verdadeira amizade e harmonia. Nossa experiência mostra que quando os líderes da Igreja SUD assumem um compromisso de política, é um compromisso no qual se pode confiar. O compromisso declarado da Universidade Brigham Young de não violar as leis do estado de Israel, ou o seu próprio compromisso em relação ao proselitismo no estado de Israel através da instalação Brigham Young com sede em Jerusalém, é um compromisso que acreditamos sinceramente que será honrado." O governo dos EUA também se tornou um intermediário para a BYU quando 154 membros do Congresso emitiram uma carta ao Knesset em apoio ao Centro da BYU em Jerusalém. Em 1986, o Knesset aprovou a conclusão do centro. Instalações e arquitetura Prédio visto de baixo
  • 84. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 84 ] O centro foi projetado em parceria com Frank Ferguson da FFKR Architects (Salt Lake City) e pelo arquiteto brasileiro-israelense David Resnick, que também projetou o campus próximo da Universidade Hebraica. O centro está situado na encosta oeste do Monte das Oliveiras, exatamente onde se conecta ao Monte Scopus, com vista para o Vale do Cédron e para a Cidade Velha. A estrutura de oito níveis de 11.600 m 2 está situada a 2,0 há de jardins. Os primeiros cinco níveis oferecem dormitórios e apartamentos para até 170 alunos, cada um desses apartamentos com um pátio com vista para a Cidade Velha. O sexto nível abriga refeitório, salas de aula, informática e ginásio, enquanto os escritórios administrativos e docentes estão localizados no sétimo nível, além de um auditório com 250 lugares. A entrada principal fica no oitavo nível, que também contém auditório para recitais e eventos especiais com órgão, salas de aula, bibliotecas, escritórios, teatro com cúpula e área de recursos didáticos. Este auditório é cercado por vidro em três lados, proporcionando vistas da cidade. O órgão dentro dele é um órgão Marcussen de fabricação escandinava. A biblioteca acima mencionada, no mesmo andar do auditório, contém de 10.000 a 15.000 volumes focados principalmente no Oriente Próximo. O design do centro reflete a arquitetura do Oriente Próximo. É construído em concreto moldado. Calcário de Jerusalém esculpido à mão adorna o edifício, de acordo com o costume local. O uso de arcos e cúpulas modela de perto outras construções de Jerusalém e os jardins em todo o centro contêm muitas árvores e outras plantas
  • 85. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 85 ] mencionadas na Bíblia. O interior contém arcos e cúpulas típicos do Oriente Próximo, e grandes pavilhões com janelas proporcionam amplas vistas de Jerusalém. Mais de 400 microestacas foram perfuradas no Monte para proteger a fundação em caso de terremoto. O edifício também contém, em conformidade com a lei israelense, abrigos antiaéreos capazes de abrigar todos os professores, funcionários e estudantes em caso de emergência. Pesquisa e educação O Centro de Jerusalém desempenhou um papel na pesquisa dos Manuscritos do Mar Morto em cooperação com a Fundação dos Manuscritos do Mar Morto de Jerusalém. Eles desenvolveram um banco de dados abrangente em CD-ROM com o conteúdo dos Manuscritos, permitindo que pesquisadores de todo o mundo pudessem estudá-los. [8] Tumba dos Profetas
  • 86. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 86 ] Tumba dos Profetas Árabe : ‫قبور‬ ‫األنبياء‬ , romanizado : Qubūr al- ʾAnbiyyāʾ Datas de escavação 1870-1874 Arqueólogos Charles Simon Clermont- Ganneau. Propriedade Igreja Ortodoxa Russa fora da Rússia. Acesso público Acesso agendado (zelador no local).
  • 87. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 87 ] A Tumba dos Profetas Ageu, Zacarias e Malaquias ( árabe : ‫قبور‬ ‫األنبياء‬ , romanizado: Qubūr al- ʾAnbiyyāʾ } lit. 'Túmulos (dos) Profetas'; hebraico : ‫מערת‬ ‫הנביאים‬ "Caverna dos Profetas") é um antigo cemitério localizado na encosta ocidental superior do Monte das Oliveiras, em Jerusalém. De acordo com uma tradição judaica medieval também adotada pelos cristãos,
  • 88. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 88 ] acredita-se que a catacumba seja o local de sepultamento de Ageu, Zacarias e Malaquias, os três últimos profetas da Bíblia Hebraica que se acredita terem vivido durante os séculos VI-V a.C. Os arqueólogos dataram as três primeiras câmaras funerárias do século I a.C, contradizendo assim a tradição. Câmara funerária A câmara forma duas passagens concêntricas contendo 38 nichos funerários. A entrada da grande gruta escavada na rocha fica no lado poente, onde desce uma escada, ladeada em ambos os lados por uma balaustrada de pedra. Ele leva a uma grande abóbada central circular medindo 7,3 m de diâmetro. A partir dele, dois túneis paralelos, de 1,5 m de largura e 3,0 m de altura, estendem-se por cerca de 18 m através da rocha. Um terceiro túnel segue em outra direção. Eles estão todos conectados por galerias transversais, a externa das quais mede 37 m de comprimento.
  • 89. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 89 ] A pesquisa mostra que o complexo, na verdade, data do século I aC, quando esse estilo de tumba passou a ser usado para sepultamentos judaicos. Algumas inscrições gregas descobertas no local sugerem que a caverna foi reutilizada para enterrar cristãos estrangeiros durante os séculos IV e V dC. Numa das paredes laterais da abóbada, uma inscrição grega traduz: Coloque sua fé em Deus, Dometila: Nenhuma criatura humana é imortal! Local sagrado
  • 90. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 90 ] Entrada para o Túmulo dos Profetas O local é venerado pelos judeus desde a Idade Média, e eles visitavam o local com frequência. Em 1882,
  • 91. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 91 ] o Arquimandrita Antonin Kapustin adquiriu o local para a Igreja Ortodoxa Russa. Ele planejou construir uma igreja no local, o que despertou fortes protestos dos judeus que visitaram e adoraram na caverna. Os tribunais otomanos decidiram em 1890 que a transação era vinculativa, mas os russos concordaram em não exibir símbolos ou ícones cristãos no local, que deveria permanecer acessível a pessoas de todas as religiões. [9] Capela da Ascensão Quando eu tinha 20 anos eu cursava Teologia e uma das matérias que mais gostava era Geografia Bíblica, vendo fotos e mapas, eu viajava pelas páginas da Bíblia, mas em 2023 eu pude “entrar dentro da Bíblia” e estive na capela da Ascensão, no alto do monte das Oliveiras. Quem é apaixonado por Deus e pela Bíblia fica deslumbrado ao pisar aqui.
  • 92. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 92 ] Afiliação cristão, islâmico Distrito At-Tur Status eclesiástico ou organizacional Sob jurisdição islâmica. LocalizaçãoAt-Tur, Monte das Oliveiras , Jerusalém Concluído: Primeira igreja no ano 390; capela atual do ano 1150. A Capela da Ascensão ( hebraico : ‫קפלת‬ ‫העלייה‬ Qapelat ha-ʿAliyya; grego: Εκκλησάκι της Αναλήψεως , Ekklisáki tis Analípseos; árabe: ‫كنيسة‬ ‫الصعو‬ ‫د‬ ) é uma capela e santuário localizado no Monte das Oliveiras, no distrito de At-Tur, em Jerusalém. Parte de um complexo maior que consiste primeiro em uma igreja e mosteiro cristão, depois em uma mesquita islâmica, Zawiyat al-Adawiya ('a zawiya de Rabia de Basra '), está localizada em um local tradicionalmente considerado o local terrestre onde Jesus ascendeu para o Céu após a sua Ressurreição. Abriga uma laje de pedra que se acredita conter uma de suas pegadas. Este texto trata de dois locais, o local cristão da Ascensão e a mesquita adjacente, mas separada, construída sobre um túmulo antigo. História
  • 93. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 93 ] A Capela da Ascensão Primeiro local da Ascensão Quase 300 anos depois da morte de Jesus, os primeiros cristãos começaram a se reunir secretamente em uma pequena caverna no Monte das Oliveiras. A emissão do Édito de Milão pelos imperadores romanos Constantino e Licínio em 313 tornou possível aos cristãos adorarem sem perseguição governamental. Segundo local da Ascensão Na época das viagens da peregrina Egéria a Jerusalém em 384, o local de veneração havia sido transferido para o local atual, de modo que Egéria
  • 94. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 94 ] testemunhou a celebração da Ascensão em uma "colina aberta" subindo a colina da caverna próxima; a própria caverna havia sido integrada à Igreja Constantiniana de Eleona. Quando estava andando em volta da capela da ascensão, minha mente viajou até aquele dia que Jesus se despediu de centenas de seguidores neste local, dizendo que estaria conosco até o fim dos tempos e logo começou a flutuar e foi recebido no céu. Jesus estava aqui. No alto do Monte das Oliveiras. Igreja (ou igrejas) do século 4
  • 95. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 95 ] Na primeira foto, estávamos passando na entrada após apresentar um bilhete que garante acesso ao interior da capela da Ascensão. Muitos dos lugares sagrados tem o ingresso pago para a manutenção do monumento e da ordem religiosa que toma conta do local. Esta capela é administrada por grupo muçulmano. Na segunda foto, um dos integrantes da nossa caravana filmando a capela. A primeira igreja foi erguida ali alguns anos depois, em algum momento entre 384-390 d.C., por Poimenia, uma rica e piedosa mulher aristocrata romana da família imperial, que financiou a construção da igreja
  • 96. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 96 ] de estilo bizantino "em torno das últimas pegadas de Cristo". O primeiro complexo construído no local da atual capela era conhecido como Imbomon (grego para "na colina"). Era uma rotunda, aberta ao céu, rodeada de pórticos e arcos circulares. O Imbomon, bem como a vizinha Basílica de Eleona e outros mosteiros e igrejas no Monte das Oliveiras, foram destruídos pelos exércitos do xá persa Khosrow II durante a fase final das Guerras Bizantino- Sassânidas em 614. No entanto, uma tradição posterior atribui a primeira Igreja da Ascensão neste local à Imperatriz Helena, alegando que durante a sua peregrinação à Terra Santa entre 326 e 328 ela identificou dois pontos no Monte das Oliveiras como estando associados à vida de Jesus - o local de sua Ascensão e uma gruta associada ao seu ensino da Oração do Pai Nosso - e ao retornar a Roma, ela ordenou a construção de dois santuários nesses locais. Igreja do século 7 A igreja foi reconstruída no final do século VII. O bispo e peregrino franco Arculf, ao relatar sua peregrinação a Jerusalém por volta do ano 680, descreveu esta igreja como "um edifício redondo aberto ao céu, com três pórticos entrando pelo sul. Oito lâmpadas brilhavam intensamente à noite através das janelas voltadas para Jerusalém. No interior havia uma edícula central contendo as pegadas de Cristo, clara e
  • 97. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 97 ] claramente impressas na poeira, dentro de uma grade. Observe que as pegadas de Cristo foram “impressas no pó”, e não na pedra. Igreja do século 12 A igreja reconstruída acabou sendo destruída e reconstruída pela segunda vez pelos Cruzados no século XII. Os exércitos de Saladino mais tarde dizimaram a igreja, deixando apenas uma parede octogonal externa parcialmente intacta de 12x12 metros cercando um santuário octogonal interno de 3x3 metros, chamado martírio ou edícula. Esta estrutura ainda existe hoje, embora parcialmente alterada após a conquista de Jerusalém por Saladino em 1187. Reaproveitamento omíada; nova mesquita adjacente Após a queda de Jerusalém em 1187, a igreja e o mosteiro em ruínas foram abandonados pelos cristãos, que se estabeleceram no Acre. Durante este tempo, Saladino estabeleceu o Monte das Oliveiras como um waqf confiado a dois xeques, al-Salih Wali al-Din e Abu Hasan al-Hakari. Este waqf foi registado num documento datado de 20 de outubro de 1188. A capela foi convertida em mesquita, e nela foi instalado um mihrab. Dado que a grande maioria dos peregrinos ao local eram cristãos, como um gesto de compromisso e boa vontade, Saladino ordenou a construção de uma segunda mesquita próxima para o culto muçulmano, enquanto os cristãos continuavam a visitar a capela-mor.
  • 98. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 98 ] Século 13 até o presente Apesar deste ato de acomodação de Saladino, as tensões entre muçulmanos e cristãos em Jerusalém aumentaram ao longo dos 300 anos seguintes. O santuário e as estruturas circundantes passaram por períodos de inutilização e degradação. No século XV, a secção oriental destruída foi separada por um muro divisório e já não era utilizada para fins religiosos. Atualmente, a capela está sob a autoridade do Waqf Islâmico de Jerusalém e está aberta a visitantes de todas as religiões, mediante pagamento de uma taxa nominal. Descrição da capela Edícula (capela) A estrutura principal da capela é da época das Cruzadas; a cúpula de pedra e o tambor octogonal sobre o qual se apoia são acréscimos muçulmanos, assim como as paredes exteriores; apenas os arcos e colunas de mármore fazem parte da estrutura cristã original. A entrada está voltada para oeste, e a parede sul da mesquita/capela consiste em um mihrab que indica a direção de Meca para os fiéis muçulmanos. "Rocha de Ascensão"
  • 99. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 99 ] A edícula circunda uma laje de pedra chamada “Rocha da Ascensão”. Diz-se que contém a pegada direita de Cristo, enquanto a secção que ostenta a pegada esquerda foi levada para a Mesquita de Al-Aqsa na Idade Média. Os fiéis acreditam que a impressão foi causada quando Jesus ascendeu ao Céu e é venerado como o último ponto da terra tocado pelo Cristo encarnado. [Ao meu ver, não acredito que nesta rocha está impressa a pegada de Cristo, mas de qualquer maneira, o simples fato de visitar o Monte das Oliveiras e saber que o evento da ascensão ocorreu por ali, já causa uma grande emoção. Eu senti muito a glória de Deus no monte das Oliveiras.] Cripta funerária bizantina A mesquita adjacente à antiga Igreja da Ascensão foi construída no topo de uma cripta funerária bizantina. Cada uma das três religiões abraâmicas atribui o túmulo a uma figura sagrada feminina diferente. Tradição cristã A tradição cristã de Santa Pelagia é a mais antiga. "A Vida de Santa Pelagia, a Prostituta", a vida de uma lendária eremita e penitente cristã do século IV ou V, Santa Pelagia de Antioquia, afirma que ela "construiu para si uma cela no Monte das Oliveiras". Lá, ela viveu uma vida santa disfarçada de monge e "fez muitas maravilhas". Ela morreu poucos anos depois devido ao seu severo ascetismo, "e os padres levaram seu corpo
  • 100. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 100 ] para o enterro". A tradição cristã coloca sua cela e tumba no local da zawiya, adjacente e a sudoeste da antiga Igreja da Ascensão. No entanto, a maioria dos peregrinos cristãos ocidentais do século XIV veneravam o túmulo como sendo o de Santa Maria, a Egípcia, embora a tradição Pelagia também continue viva. Tradição judaica A tradição judaica que atribui o túmulo à profetisa Hulda é registrada a partir de 1322, começando com Estori Ha-Parhi. Outra tradição existe a partir do século II, a Tosefta, que coloca o túmulo de Hulda dentro das muralhas da cidade de Jerusalém. Tradição muçulmana O trabalho de propaganda contra-cruzada de meados do século 14, Muthir al-gharam fi ziyarat al-Quds wa-sh-Sham ("Despertando o amor por visitar Jerusalém e a Síria"; c. 1350-51) coloca o ano da morte de Rabi'a al- 'Adawiyya por volta de 781/82 e o enterrou nesta cripta funerária. Outros historiadores, como al-Harawi (falecido em 1215) e Yaqut (1179–1229) localizam o túmulo de Rabi'a em sua cidade natal, Basra, e atribuem o túmulo do Monte das Oliveiras a outra Rabi'a, esposa de um Sufi, Ahmad Ibn Abu el Huari, do final do período cruzado e início do período aiúbida. Ainda outra tradição muçulmana atribui o túmulo a Rahiba bint Hasn, uma mulher de quem nada se sabe.
  • 101. MONTE DAS OLIVEIRAS – O PEREGRINO CRISTÃO [ 101 ] Mesquita Rabi'a A mesquita que fica a sudoeste da antiga Igreja da Ascensão, conhecida como zawiya de Rabi'a al- 'Adawiyya, consiste em duas estruturas: a superior, ou mesquita propriamente dita, e uma câmara subterrânea. A cripta bizantina A câmara subterrânea é acessada por uma escada e inclui uma cela de 2 m de profundidade, 1,2 m de largura e 1,8 m de altura em seu lado leste. Na parede sul e perto do túmulo, uma inscrição funerária grega do período bizantino mencionando o nome Domitila provavelmente indica a quem pertencia o túmulo, embora a crença de que continha os restos mortais de Santa Pelagia também seja atestada do período bizantino. Os arqueólogos Jon Seligman e Rafa Abu Raya, que realizaram uma pequena escavação de salvamento fora da parede sul da mesquita em 1995, dataram a câmara subterrânea do período bizantino, identificando-a como a cripta funerária de uma capela que fazia parte da Igreja. da Ascensão. A cripta está situada a leste da mesquita e fica em frente à entrada. À direita da entrada, o cenotáfio ou sarcófago fica dentro de um nicho. Seligman e Abu Raya datam o edifício superior do período medieval e consideram a data aiúbida a mais