ONS RE 3/0032/2011

ANÁLISE DA PERTURBAÇÂO DO
DIA      04/02/2011          À     00H21MIN
ENVOLVENDO OS ESTADOS DA
REGIÃO NORDESTE




Relatório de Análise da Perturbação - RAP
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Operador Nacional do Sistema Elétrico
Diretoria Geral
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tel (+21) 203-9594 fax (+21) 203-9444
Histórico da revisões do relatório:
                                  das

                        Documento de convocação para reunião de análise:
                                os
                        Carta ONS – 0015/300/2011 de 04/02/2011

                        Datas das r
                                  reuniões de análise: 07/02/2011 (com todos os Agentes)
                        e 17/02/201 (específica com Chesf), além do MME e ANEEL
                                  11

                        Versão orig
                                  ginal (minuta) em: 14/03/2011



                        Versão def
                                 finitiva (final) em: 21/03/2011


                        Participant da análise da perturbação:
                                  tes

                        ANEEL (SF  FE-SFG), MME (SEE-DMSE), ONS
                        Transmisso ora: Chesf
                        Distribuidor
                                   ras: Coelce, Cosern, Celpe, Sulgipe, Ceal, C
                                                                              Coelba,
                        Energisa SSergipe, Neoenergia, Energisa Paraíba e Ene ergisa
                        Borborema a
                        Geradoras: Chesf e Neoenergia
                                   :
                        Outros: Braasken / Abrace-NE


                        Observação No item 10 consta lista de presença da re
                                  o:                                       eunião do dia
                        07/02/2011 no ONS/Rio de Janeiro
                                 1


                        Carta de c
                                 convocação enviada para:

                        Mozart Bande Arnaud – Chesf
                                   ndeira
                        José Távor Batista – Coelce
                                   ra
                        Joubert Meneneguelli – Coelba
                        Ricardo de Vasconcelos Galindo – Celpe
                                  e
                        Dario Soare Vale – Cosern
                                    es
                        Nelson Fonsnseca Leite – Eletrobras Distribuição Alagoas e Eletrobras
                                                                               s
                        Distribuição Piauí
                                    o
                        Luis Morae Guerra Filho – Energisa Paraíba e Energis Borborema
                                   es                                          sa
                        Gioreli de S
                                   Souza Filho – Energisa Sergipe
                        Jorge Prad Leite – Sulgipe
                                 ado
                        André Marcocondes Gohn – Braskem
                        Jose Fernan Barbosa Santos – Paranapanema (Cara
                                   ando                                        aíba Metais)
                        Magno Ros – Coteminas-PB
                                   ssi
                        Antônio Inác de Souza – Dow Brasil (Dow Química)
                                   ácio
                        Pablo Wiededenbrug – EKA


RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados d Região 3
                                       o                                                        da           63
Nordeste.
Renato Arantes – VALE
                         Ari da Silva Medeiros – Veracel
                         Cláudia Silva Zanchi Piunti – Gerdau Aço Norte e Usiba
                         Manoel Valério de Brito – Mineração Caraíba
                         Geraldo Lopes – Ferbasa
                         Leonardo Cordeiro – Libra
                         Gilvan Azevedo Paixão – Petrobras Fafen-SE
                         Ildo Wilson Grudtner – MME
                         José Augusto da Silva – Aneel / SFE
                         Rômulo de Vasconcelos Feijão – ANEEL / SFG




RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região 4   63
Nordeste.
Sumário
  1          INTRODUÇÃO                                                                                                       6

  2          SITUAÇÃO DO SISTEMA ANTES DA PERTURBAÇÃO                                                                         9
  2.1          CARGAS E FLUXOS                                                                                                9
  2.2          FLUXO EM LINHAS DE TRANSMISSÃO                                                                                 9
  2.3          TENSÃO NOS PRINCIPAIS BARRAMENTOS                                                                              10
  2.4          GERAÇÃO DA ÁREA AFETADA                                                                                        11
  2.5          EQUIPAMENTOS INDISPONÍVEIS                                                                                     11

  3          DESCRIÇÃO DA PERTURBAÇÃO                                                                                         12

  4          SEQUÊNCIA DE EVENTOS                                                                                             20
  4.1          DESLIGAMENTOS AUTOMÁTICOS E MANUAIS                                                                            20
  4.2          RECOMPOSIÇÃO DO SISTEMA                                                                                        23

  5          AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO                                                                                          23
  5.1          PROTEÇÃO E ESQUEMAS DE RELIGAMENTO AUTOMÁTICO                                                                  23
  5.2          SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO                                                                                 25
  5.3          ESQUEMAS REGIONAIS DE ALÍVIO DE CARGA – ERAC                                                                   26
  5.4          COMPORTAMENTO DINÂMICO DO SIN                                                                                  26
  5.5          OPERAÇÃO EM TEMPO REAL E PROCESSO DE RECOMPOSIÇÃO                                                              32
  5.6          SISTEMA DE SUPERVISÃO E TELECOMUNICAÇÃO                                                                        40

  6          INTERRUPÇÃO DE CARGA NO SIN                                                                                      40
  6.1          CARGA DE DEMANDA INTERROMPIDA E ENERGIA NÃO SUPRIDA                                                            40

  7          CONCLUSÕES                                                                                                       41
  7.1          REFERENTES              À ORIGEM DA PERTURBAÇÃO                                                                41
  7.2          REFERENTES              AO PROCESSO DE LIBERAÇÃO DE EQUIPAMENTOS                                               43
  7.3          REFERENTES              AO PROCESSO DE RECOMPOSIÇÃO                                                            44
  7.4          REFERENTES              ÀS DIVERGÊNCIAS APRESENTADAS PELA CHESF                                                45

  8          PROVIDÊNCIAS TOMADAS E EM ANDAMENTO                                                                              45
  8.1          PELA CHESF                                                                                                     45
  8.2          PELO ONS                                                                                                       46

  9          RECOMENDAÇÕES                                                                                                    46
  9.1          À CHESF                                                                                                        46
  9.2          AO ONS                                                                                                         48

  10          ANEXOS                                                                                                         50



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1             INTRODUÇÃO


O presente relatório tem o objetivo de apresentar a análise da perturbação do
dia 04/02/2011 com início às 00h08min, com origem na subestação de 500 kV da
UHE Luiz Gonzaga da Chesf, que envolveu as interligações Sudeste/Nordeste –
SE/NE e Norte/Nordeste – N/NE, e provocou os desligamentos das mesmas,
isolando grande parte do sistema Nordeste do restante do Sistema Interligado
Nacional – SIN, culminando com o colapso no abastecimento das cargas da região
Nordeste, exceto os estados do Piauí e Maranhão e parte do Sudoeste da Bahia.
Neste momento a carga total do sistema Nordeste era de 8.884 MW, o que equivale
a uma condição de carga média.

A perturbação teve início às 00h08min, com os desligamentos automáticos da LT
500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 e da Barra B1 de 500 kV da SE Luiz
Gonzaga, devido à atuação acidental da proteção de falha de disjuntor (15C3).
Com isso, as unidades geradoras 01G3 e 01G4 da UHE Luiz Gonzaga
permaneceram conectadas radialmente na LT 500 kV Luiz Gonzaga/Paulo Afonso IV,
tendo em vista que o disjuntor 15T2 da SE Luiz Gonzaga encontrava-se liberado para
manutenção. No instante destes desligamentos a LT 500 kV São João do Piauí /
Milagres, se encontrava fora de operação, uma vez que foi desligada às 17h25min
do dia anterior (03/02/2011) para intervenção de emergência, motivada por
vazamento de óleo no Transformador de Potencial Capacitivo (TPC) 85V4 - Fase C
do terminal de São João do Piauí (Sistema de Gestão de Intervenções - SGI n o
03794/2011). Esses desligamentos forçados não acarretaram desligamentos de
carga no SIN.

Às 00h21min, durante a realização de tentativa de normalização da LT 500 kV
Sobradinho/Luiz Gonzaga C1, após liberação da sua energização pela Chesf, ocorreu
o desligamento automático da Barra B2 de 500 kV da SE Luiz Gonzaga, devido a
atuação acidental da proteção de falha de disjuntor (15D2), ocasionando os
desligamentos das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 e Luiz Gonzaga /
Milagres. Com isso, as unidades geradoras da UHE Luiz Gonzaga, permaneceram
conectadas radialmente da seguinte forma: 1 máquina ligada a LT 500kV Luiz
Gonzaga / Angelim II, 2 máquinas ligadas à LT 500 kV Luiz Gonzaga /Paulo


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Afonso IV e 2 máquinas ligadas à LT 500 kV Luiz Gonzaga / Olindina.

Estes desligamentos provocaram oscilações de potência do sistema Nordeste em
relação aos sistemas Norte e Sudeste/Centro-Oeste, culminando com a perda de
sincronismo entre os mesmos. Isto levou à atuação das Proteções de Perda de
Sincronismo (PPS) das interligações N/NE e SE/NE, ocasionando os desligamentos
automáticos das seguintes linhas de transmissão:

    ·     LTs 500 kV Teresina II / Sobral III C1 e C2 (N/NE);
    ·     LT 500 kV Rio das Éguas / Bom Jesus da Lapa (SE/NE).

Em sequência, como resultado, verificou-se um afundamento do perfil de tensão
nos troncos de 230kV Sobradinho / Bom Jesus da Lapa e Teresina / Fortaleza,
levando a abertura das LTs, que seguem abaixo listadas, pela atuação das
proteções de distância em primeira zona: LT 230kV Piripiri / Sobral II, LT 230kV
Senhor do Bonfim II / Irecê e LT 230kV Irecê / Bom Jesus da Lapa II.

Cabe ressaltar que a atuação das proteções acima citadas (PPS e Distância)
evitou a propagação desta perturbação para as regiões Norte e Sudeste/Centro-
Oeste.

Os desligamentos das linhas acima resultaram no isolamento do sistema Nordeste do
restante do SIN, com exceção dos estados do Piauí e Maranhão e parte do Sudoeste
da Bahia, provocando déficit elevado de geração neste sistema, em função do
cenário Nordeste importador, que recebia 3.237 MW no instante da perturbação.

No sistema ilhado da região Nordeste ocorreu subfreqüência, devido ao déficit de
geração existente, tendo sido atingido o valor mínimo de 56,44 Hz, com consequente
atuação correta dos cinco estágios do Esquema Regional de Alívio de Carga – ERAC
desta região, interrompendo 3.297 MW de cargas (41,21% do total).

Observou-se também uma acentuada queda na tensão da área Norte da região
Nordeste, tendo em vista que, após a perda da rede de 500 kV dessa área, a
mesma ficou suprida apenas pela rede de 230 kV, que é insuficiente para atender
a sua demanda. Isto ocasionou um corte adicional de cargas pela atuação do
Sistema Especial de Proteção (SEP) por subtensão e, também, por rejeição natural,


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provocando uma redução total de carga de cerca de 1.300 MW, permanecendo
ligados apenas 200 MW na área Norte da região Nordeste.

Após atuação dos esquemas de alívio de carga por subtensão e subfrequência, bem
como pela rejeição natural de carga, foi refeito o equilíbrio carga x geração com
estabilização da frequência e tensão no sistema da Região Nordeste.

Em consequência dos cortes de carga verificados em todas as áreas, ocorreram
sobretensões dinâmicas na região Nordeste, as quais levaram a desligamentos de
diversos equipamentos de controle de reativos desta Região (bancos de capacitores e
compensadores estáticos e síncronos), além das seguintes linhas de transmissão de
500kV: 05L6 Jardim/Camaçari II, 05V5 Quixadá / Fortaleza II, 05V3 Quixadá /
Milagres, 05V1 Xingó / Angelim II, e algumas LTs de 230kV, com absorção de
potência reativa pelas unidades geradoras que estavam sincronizadas.

Decorridos aproximadamente 40 segundos, ocorreram os desligamentos automáticos
de 5 unidades geradoras na UHE Xingó (1.768 MW) e após cerca de mais 10
segundos de 3 unidades na UHE Paulo Afonso IV (812 MW), permanecendo apenas
uma unidade geradora em cada uma dessas usinas. Após cerca de 1 a 2 minutos,
ocorreram também desligamentos de uma unidade geradora em cada uma das UHEs
Paulo Afonso I, Paulo Afonso III e Apolônio Sales, totalizando nessas três usinas
193 MW. Em função destes desligamentos, ocorreu subtensão e subfrequência no
sistema ilhado, ocasionando a atuação do Sistema Especial de Proteção - SEP de
subtensão das áreas Leste e Sul da região Nordeste e rejeição natural de carga.

Após      esses        eventos,        o     sistema        ilhado       da      região       Nordeste         permaneceu
energizado com níveis de tensão e freqüência degradados por aproximadamente 7
minutos, até 00h29min, momento em que ocorreu o colapso total desse sistema, com
desligamento total das cargas remanescentes, de cerca de 2.316 MW.

Permaneceram supridos pelo SIN o estado do Piauí com 473 MW de cargas e a
parte da região Sudoeste do estado da Bahia com 340 MW de cargas, bem
como as cargas do estado do Maranhão. O tempo médio de restabelecimento das
cargas foi de 194 minutos.

Outrossim,         por      solicitação         da     ANEEL,          enfatizamos           que       “As     informações


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apresentadas pelos Agentes envolvidos e que embasaram a elaboração deste
Relatório de Análise de Perturbação – RAP estão sujeitas à fiscalização da ANEEL,
conforme o que estabelece a Lei n.º 9.427 de 26 de dezembro de 1996, o Contrato
de Concessão dos Agentes envolvidos, os Procedimentos de Rede aprovados pela
ANEEL e demais requisitos legais aplicáveis.”

2             SITUAÇÃO DO SISTEMA ANTES DA PERTURBAÇÃO

              No momento anterior à perturbação do dia 04/02/2011, à 00h21min, a área
              afetada do SIN encontrava-se nas seguintes condições de operação:

2.1           CARGAS E FLUXOS EM INTERLIGAÇÕES

              Cargas da região Nordeste:                     8.884 MW

              Somatório do Intercâmbio líquido realizado (3.237 MW / 36,4%) + Geração
              verificada (5.647 MW / 63,6%)

              FNE – Fluxo Norte / Nordeste:                        2.420 MW

              FNE – Somatório do fluxo de potência ativa nas LTs 500 kV Presidente
              Dutra / Boa Esperança, Presidente Dutra / Teresina II C1 e C2 e Colinas /
              Ribeiro Gonçalves e na LT 230 kV Coelho Neto / Teresina, sendo valor
              positivo para o fluxo que sai de Presidente Dutra, Colinas e Coelho Neto e
              medido nessas SEs.

              FSENE – Fluxo Sudeste / Nordeste:                            817 MW

              FSENE – Fluxo (MW) na LT 500 kV Serra da Mesa 2 / Rio das Éguas,
              medido na SE Serra da Mesa 2, sendo positivo no sentido de Serra da
              Mesa 2 para Rio das Éguas.

              RNE – Recebimento pela região Nordeste:                                 3.237 MW

              Somatório do FNE + FSENE, quando FNE + FSENE > 0

2.2           FLUXOS EM LINHAS DE TRANSMISSÃO

              LT 500 kV Serra da Mesa 2* / Rio das Éguas C1 (FSENE) - 817 MW



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LT 500 kV Teresina II* / Sobral III C1 - 601 MW

               LT 500 kV Teresina II* / Sobral III C2 - 595 MW

               LT 500 kV Colinas* / Ribeiro Gonçalves C1 - 604 MW

               LT 500 kV Colinas* / Ribeiro Gonçalves C2 - 323 MW

               LT 500 kV Presidente Dutra* / Boa Esperança - 74 MW

               LT 500 kV Presidente Dutra* / Teresina II C1 - 703 MW

               LT 500 kV Presidente Dutra* / Teresina II C2 - 716 MW

               LT 500 kV Luiz Gonzaga* / Sobradinho C2 - 950 MW

               LT 230 kV Teresina / Coelho Neto - 0 MW

                (*) Local da medição


2.3            TENSÃO NOS PRINCIPAIS BARRAMENTOS


               Tabela 2.1.1: Tensão nos Barramentos da área afetada


                                                 TENSÃO NOS BARRAMENTOS
                         Instalação                      Tensão – 500 kV                 Tensão – 230 kV
                 Teresina II                                      522                              233
                 Sobral II                                        534                              231
                 Fortaleza II                                     530                              229
                 Boa Esperança                                    520                              234
                 São João do Piauí                                534                              229
                 Sobradinho                                       516                              224
                 Luiz Gonzaga                                     531                                -
                 Serra da Mesa                                    524                                -
                 Bom Jesus da Lapa II                             524                              222
                 Paulo Afonso IV                                  535                                -
                 Xingó                                            527                                -




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2.4              GERAÇÃO DA ÁREA AFETADA

Tabela 2.1.2: Geração da área afetada

                                                Geração da área afetada
 Usina                             MW      Usina                            MW       Usina                              MW
 UTE Camaçari Muricy                 0     UTE Camaçari Polo                  0      UTE Celso Furtado                    0
 EOL Alegria I                       0     EOL Bons Ventos                   36      EOL Canoa Quebrada                   45

 EOL Enacel                         27     EOL Formosa                        1      EOL Icaizinho                        19

 EOL Praia do Morgado                0     EOL Rio do Fogo                   17      EOL Volta do Rio                     0

 UHE Itapebi                        91     UTE Jaguarari                      0      UTE Jesus Soares Pereira            110

 UHE Pedra do Cavalo                 0     UTE Petrolina                      0      UTE Potiguar                         0

 UTE Potiguar III                    0     UTE Rômulo Almeida                24      UTE Termocabo                        0

 UTE Termomanaus                     0     UTE Termonordeste                  0      UTE Termoparaíba                     0

 UHE Apolônio Sales                 80     UHE Sobradinho                    558     UHE Boa Esperança                   100

 UHE Luiz Gonzaga                   896    UTE Camaçari                       0      UHE Paulo Afonso I                   53

 UHE Paulo Afonso II                77     UHE Paulo Afonso III              313     UHE Paulo Afonso IV                 1082

 UHE Xingó                         2.122   UTE Pernambuco                     0      UTE Fortaleza                        0

 UTE Aquiraz                         0     UTE Campina Grd.                   0      UTE Maracanaú 1                      0

 UTE Termoceará                      0     UTE Global I                       0      UTE Global II                        0

 UTE Pau Ferro                       0     -------                                   ------
Total de geração na região Nordeste: 5.651 MW



2.5              EQUIPAMENTOS INDISPONÍVEIS

                 LT 500 kV São João do Piauí / Milagres, desde às 17h25, do dia
                 03/02/2011 devido vazamento de óleo em TCP no terminal de São João
                 do Piauí (em emergência). Foi normalizada no dia 05/02/2011 às 02h06.
2.5.1            Disjuntor 15T2 da subestação 500 kV da UHE Luiz Gonzaga.
2.5.2            Unidades Geradoras indisponíveis na região Nordeste:
                 • Paulo Afonso 1: UG 3;
                 • Paulo Afonso 2: UGs 1, 2 e 3;
                 • Paulo Afonso 3: UG 4;
                 • Apolônio Sales: UG4;
                 • Sobradinho: UGs 1 e 3; e
                 Total de geração indisponível: 918 MW (10% da geração total da região Nordeste).




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3              DESCRIÇÃO DA PERTURBAÇÃO


3.1            Às 00h08min do dia 04/02/2011 ocorreu o desligamento automático da
               LT 500 kV Luiz Gonzaga/Sobradinho C1 e do barramento 500 kV 05B1 da
               SE Luiz Gonzaga, com a abertura de todos os disjuntores conectados a
               esta      barra      e    do      disjuntor       15D2        associado          à    LT     500 kV           Luiz
               Gonzaga/Sobradinho C1, provocada pela atuação acidental da proteção de
               falha do disjuntor de 500 kV 15C3.

3.2            A LT 500 kV São João do Piauí/Milagres, de propriedade do Agente
               Iracema, encontrava-se desligada desde às 17h25min do dia 03/02/2011,
               para intervenção de emergência, devido a um vazamento de óleo no TPC
               85V4, fase C da LT no terminal de São João do Piauí, conforme
               intervenção cadastrada no Sistema de Gestão de Intervenções – SGI, sob
               o nº 03794/2011. Com essa indisponibilidade o limite de segurança para o
               Recebimento Nordeste nesse horário é de 4.500 MW. O valor praticado à
               00h08min era de cerca de 3.200 MW. Como esse valor era inferior ao limite
               de segurança, a perda da LT 500kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1 (05C3)
               não trouxe nenhum impacto ao sistema.

3.3            Tendo sido identificada pela Chesf a atuação do esquema de falha do
               disjuntor 15C3 da subestação Luiz Gonzaga, foi procedido o isolamento e
               impedido o equipamento para a operação e liberada pela transmissora para
               o ONS a normalização da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1.
               Ressalta-se que, neste momento, não havia sido identificada pela Chesf a
               causa da atuação da proteção de falha de disjuntor da citada LT, não tendo
               sido informada para o ONS qualquer anomalia no sistema de proteção
               associado.

3.4            Destaca-se que, conforme estabelecido no Sub-módulo 10.7 – item 4.4.b
               (iii) dos Procedimentos de Rede, os proprietários das instalações devem
               informar ao centro de operação do ONS com o qual se relacionam a
               disponibilidade para reintegração ao SIN de equipamento de sua
               responsabilidade que se encontre desligado, tão logo essa disponibilidade
               fique caracterizada, bem como a existência ou não de restrição operativa.


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3.5            Com o desligamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) e
               do Barramento 05B1 de Luiz Gonzaga, estando a LT 500 kV São João do
               Piauí / Milagres já desligada para intervenção de emergência, configurou-
               se neste momento uma condição de dupla indisponibilidade, implicando em
               um novo limite de Recebimento pelo Nordeste de 3.000 MW (equivalente
               ao período de carga média e a 33,8% da carga), bem como um fluxo
               máximo de 800 MW na LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2.

               À 00h09 a Chesf contatou o ONS para disponibilizar a LT 500 kV
               Sobradinho/Luiz Gonzaga C1 (05C3), após desligamento automático dessa
               à 00h08. Neste contato, o ONS informou à Chesf que o barramento 500 kV
               (05B1) encontrava-se também desligado, levando o agente a suspender a
               disponibilização da referida LT. O motivo da perda do barramento foi a
               atuação acidental da proteção de falha do disjuntor 500 kV 15C3 da SE
               Luiz Gonzaga.

               À 00h11 a Chesf disponibilizou novamente a LT 500 kV Sobradinho / Luiz
               Gonzaga C1 (05C3) para energização. Dessa forma, o ONS verificou se as
               condições sistêmicas estabelecidas para permitir essa manobra estavam
               atendidas, ou seja: tensão na UHE Sobradinho inferior a 530 kV e folga de
               absorção de reativo de no mínimo 250 Mvar nas unidades geradoras da
               UHE Sobradinho. Diante destas condições, e principalmente considerando
               a liberação desta LT pela Chesf, sem qualquer restrição, à 00h12 foi
               determinado pelo ONS o religamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz
               Gonzaga C1 (05C3), visando resgatar as condições de segurança do
               sistema Nordeste.

               Após constatar que essas condições estavam atendidas, à 00h12 o ONS
               autorizou a energização da LT em vazio por Sobradinho.

               À 00h15, o ONS questionou à Chesf quanto à razão desse tempo decorrido
               para o fechamento da LT em Sobradinho, tendo sido esclarecido que um
               operador encontrava-se efetuando comando local para executar o
               religamento do disjuntor desta linha.




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À 00h17, a Chesf disponibilizou o barramento 05B1 da UHE Luiz Gonzaga
               sendo autorizada sua normalização. No minuto seguinte, antes de efetivar
               a normalização da barra, a Chesf informa que a LT 500 kV Sobradinho /
               Luiz Gonzaga C1 (05C3) já se encontrava em vazio sobre Sobradinho.
               Ressalta-se que a retirada dos bloqueios à sua energização, foi efetuada à
               00h13.
               Não havendo qualquer restrição quanto aos aspectos de segurança para
               energização da LT 500 kV Luiz Gonzaga / Sobradinho C1 (05C3) e
               considerando que o restabelecimento desta LT restauraria de imediato as
               condições de segurança do Sistema Nordeste, o ONS autorizou a Chesf a
               efetuar o fechamento do disjuntor 15D2 de Luiz Gonzaga. As seguintes
               razões também foram levadas em consideração:

               · Não havia informação pela Chesf de qualquer anormalidade quanto ao
                   disjuntor 15D2 da UHE Luiz Gonzaga que havia sido aberto à 00h08;

               · Não havia qualquer restrição informada pela Chesf, referente à LT ou ao
                   barramento 05B2 onde a LT seria conectada;

               · A LT já estava energizada com sucesso a partir de Sobradinho,
                   indicando não haver defeito permanente;

               · O disjuntor 15C3 de conexão da LT ao barramento 05B1 da UHE Luiz
                   Gonzaga, que havia originado os desligamentos à 00h08 por atuação da
                   proteção de falha de disjuntor, já se encontrava isolado pelas
                   seccionadoras e ainda não se sabia o motivo da atuação dessa
                   proteção.

               À 00h21min ao ser religada a LT 500 kV Luiz Gonzaga / Sobradinho C1, no
               terminal de Luiz Gonzaga, estando a mesma já energizada por Sobradinho,
               com o barramento 500 kV 05B1 da SE Luiz Gonzaga desenergizado,
               ocorreu o desligamento automático do barramento 05B2 de 500 kV dessa
               SE, provocado pela atuação acidental da proteção de falha do disjuntor de
               500 kV 15D2, associado ao bay da LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga
               C1. Esta atuação ocasionou a abertura de todos os disjuntores conectados
               à barra 05B2 de 500 kV e das LTs 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C2 e



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Luiz Gonzaga / Milagres. Permaneceram fechados os disjuntores centrais
               de 500 kV 15D3, 15D4 e 15D5, conectando as unidades geradoras da
               UHE        Luiz     Gonzaga           da     seguinte         forma:       01G2        ao      circuito       Luiz
               Gonzaga/Angelim II 05L5, 01G3 / 01G4 ao circuito Luiz Gonzaga/Paulo
               Afonso IV 05C1 e 01G5 / 01G6 ao circuito Luiz Gonzaga / Olindina 05S4.

3.6            Com a perda dos 3 referidos circuitos em 500 kV, considerando a linha de
               transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí / Milagres indisponível e um
               valor de intercâmbio de 3.237 MW, iniciou-se um processo de oscilação de
               potência entre o sistema da região Nordeste e o sistema formado pelas
               demais regiões do SIN, provocando a atuação correta das proteções de
               perda de sincronismo com o desligamento associado das seguintes linhas
               de transmissão:

               · LT 500 kV Teresina II / Sobral III C1 e C2 (Interligação N/NE);

               · LT 500 kV Rio das Éguas / Bom Jesus da Lapa (Interligação SE/NE).

               Em sequência, como resultado, verificou-se um afundamento do perfil de
               tensão nos troncos de 230kV Sobradinho / Bom Jesus da Lapa e Teresina
               / Fortaleza, levando à abertura das LTs a seguir pela atuação das
               proteções de distância em primeiras zona: LT 230kV Piripiri / Sobral II, LT
               230kV Senhor do Bonfim II / Irecê e LT 230kV Irecê / Bom Jesus da Lapa
               II.

               Cabe ressaltar que a atuação correta destas proteções, abrindo as linhas
               de 500 kV e 230 kV acima citadas, evitou a propagação desta perturbação
               para as regiões Norte e Sudeste/Centro-Oeste.

3.7            O desligamento dos circuitos de 500 kV e 230 kV acima indicados resultou
               no isolamento do sistema Nordeste do restante do SIN, com exceção dos
               estados do Piauí, do Maranhão e de parte da área Sudoeste da Bahia, as
               quais ficaram conectadas ao restante do SIN. Como consequência, esta
               área isolada da região Nordeste foi submetida a um elevado déficit de
               geração, em função do cenário Nordeste importador no instante da
               perturbação, com um recebimento de 3.237 MW.


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3.8            Após este isolamento da região Nordeste, verificou-se subfrequência com
               a consequente atuação correta dos cinco estágios do Esquema Regional
               de Alívio de Carga – ERAC da região Nordeste, interrompendo cerca de
               3.297 MW de cargas (41,21% do total) nesta região. A freqüência desse
               sistema atingiu o valor mínimo de 56,44 Hz e um valor de taxa de variação
               de 1,66 Hz/s, provocando a atuação dos três primeiros estágios do ERAC
               por taxa de variação da frequência no tempo e dos dois últimos estágios
               em      retaguarda          instantânea          por     freqüência          absoluta.        A        freqüência
               recuperou-se satisfatoriamente em cerca de 8 segundos e estabilizou-se
               em 60 Hz durante cerca de 40 segundos. A Figura 1 (fonte Chesf) a seguir
               apresenta o comportamento da freqüência na área ilhada da região NE
               após a abertura das interligações.




               Conforme pode ser observado na figura acima, verificou-se a atuação
               adequada do ERAC.

3.9            Na configuração resultante após os desligamentos dos circuitos indicados
               no item 3.6, a área Norte da região Nordeste perdeu o suprimento pelo
               sistema de transmissão em 500 kV, ficando atendida apenas pelo tronco de
               transmissão em 230 kV. Como conseqüência, esta área foi submetida a
               um      afundamento             de     tensão        decorrente          da superação do limite de


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transmissão. Verificou-se, então, corte adicional de carga por atuação de
               todos os três estágios do SEP de subtensão dessa área e, também, por
               rejeição natural, provocando uma redução de carga na área Norte de cerca
               de 1.300 MW (1.500 MW para 200 MW).

3.10           Em decorrência dos cortes de carga verificados em todas as áreas da
               região Nordeste, verificou-se redução no carregamento do sistema de
               transmissão, com consequente elevação do perfil de tensão nos principais
               barramentos            da      região.        Como         consequência,             foram        observados
               desligamentos automáticos de diversos equipamentos de controle de
               tensão e das linhas de transmissão de 500 kV 05L6 Jardim/Camaçari II,
               05V5 Quixadá / Fortaleza II, 05V3 Quixadá / Milagres, 05V1 Xingó /
               Angelim II, e de LTs 230 kV na região Nordeste, visando ajustar o perfil de
               tensão do sistema aos seus valores normais de operação.

3.11           Após as atuações dos esquemas de controle de emergência, o sistema
               atingiu um novo ponto de equilíbrio. Decorridos cerca de 40 segundos,
               ocorreram em sequência os seguintes eventos:

               · Desligamento automático indevido de 5 unidades geradoras na UHE
                   Xingó, por perda de alimentação de serviços auxiliares;

               · Após cerca de mais 10 segundos, desligamento automático indevido
                   das 3 unidades na UHE Paulo Afonso IV, por sobrecorrente nos
                   transformadores de excitação;

               · Desligamento automático de uma unidade geradora em cada uma das
                   UHEs Paulo Afonso I, Paulo Afonso III e Apolônio Sales, por atuação do
                   nível baixo de óleo do acumulador.

               Após a sequência de desligamentos, nas UHE Xingó e Paulo Afonso IV
               permaneceu em operação apenas uma unidade geradora em cada uma
               destas usinas.

               Convém ressaltar que as unidades geradoras da UHE Xingó, que ficaram
               subexcitadas após o ilhamento do sistema do Nordeste, desligaram por
               perda de alimentação dos serviços auxiliares. Segundo informações da


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Chesf, a tensão terminal destas unidades estava entre 90% e 93%. Esta
               condição não deveria provocar a perda da alimentação dos serviços
               auxiliares e, como consequência, das unidades geradoras da UHE Xingó.

               O desligamento das unidades geradoras de Paulo Afonso IV foi devido à
               atuação incorreta das proteções de sobrecorrente dos transformadores de
               excitação, as quais devem atuar apenas para curto-circuitos.

               A partir desse momento e, em consequência da perda de cerca de 2.600
               MW de geração dessas unidades de geração, ocorreu um afundamento de
               tensão nas demais áreas da região Nordeste, levando ao corte de carga
               adicional pelo SEP de subtensão das áreas Leste e Sul e, também, por
               rejeição natural de cargas. Além da queda do perfil de tensão, verificou-se
               degradação da frequência na ilha da região Nordeste, que atingiu valores
               da ordem de 46 Hz.

               A unidade geradora 01G4 da Usina de Xingó e as unidades geradoras
               01G2, 01G3, 01G4, 01G5 e 01G6 da Usina de Luiz Gonzaga saíram por
               atuação da proteção de distância, associada aos seus links, causado por
               subtensão e elevação da corrente. As unidades geradoras 01G1 da Usina
               de Paulo Afonso I, 01G11 da Usina de Paulo Afonso III e 01G1 da Usina
               de Apolônio Sales saíram por atuação do nível baixo de óleo do
               acumulador. A unidade geradora 01G4 da Usina de Paulo Afonso II saiu
               por      atuação         da      proteção          diferencial,         apresentando             danos        nos
               enrolamentos estatóricos.

3.12           Após esses eventos, a ilha formada pela região Nordeste permaneceu
               durante cerca de 7 minutos com níveis de tensão e frequência degradados,
               culminando com seu colapso à 00h29.

3.13           Por volta das 5 horas deste mesmo dia, após intervenção da equipe de
               manutenção, a Chesf identificou, na proteção de distância alternada de
               fabricação GE tipo MOD III, no terminal de Luiz Gonzaga da LT 500 kV
               Sobradinho/Luiz Gonzaga C1, uma falha interna na placa eletrônica (L139),
               cuja consequência foi a permanência de um sinal de partida dos esquemas
               de falha dos dois disjuntores (15C3 e 15D2) associados ao referido



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terminal de linha. A LT foi disponibilizada às 09h35min após inspeção no
               sistema de proteção e substituição do componente eletrônico que
               apresentou falha. A LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1 foi
               normalizada às 13h58min.

               A Figura 2 a seguir ilustra o ocorrido com os esquemas de falha dos
               disjuntores de 500 kV associados à LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga
               C1 no terminal de Luiz Gonzaga.




               Os esquemas de falha dos disjuntores de 500 kV consistem de relés
               detectores de corrente (50), um para cada disjuntor, ligados aos
               secundários dos TCs conforme mostra a figura, cuja finalidade é detectar
               a passagem de corrente pelos disjuntores. O esquema é complementado
               por temporizadores e relés de bloqueio e, se após a atuação da proteção
               os temporizadores completarem seus ciclos de atuação e os disjuntores
               não abrirem, serão atuados os relés de bloqueio, dependendo do
               disjuntor que não abriu. A iniciação dos esquemas é feita através da
               detecção das atuações das proteções, que no caso da proteção MOD III é
               realizada pelas funções BFI, interna à placa eletrônica (L139), que
               apresentou defeito.

               Desta forma, na perturbação das 00h08min, com a falha ocorrida no
               cartão eletrônico L139, a saída BFI se fez presente, iniciando os
               esquemas de falha dos 2 disjuntores associados à LT. Nesta ocasião


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houve apenas a atuação da proteção de falha do disjuntor 15C3
                associado à LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1, porque o relé 50,
                do disjuntor 15D2, não havia operado.

                É importante salientar que a atuação da proteção de falha do disjuntor
                15D2 associado à LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 na SE Luiz
                Gonzaga ocorreu quando da tentativa de normalização da linha por este
                disjuntor, com o disjuntor 15C3 isolado e indisponível, ainda com a função
                BFI atuada na proteção alternada.




4               SEQUÊNCIA DE EVENTOS

4.1             DESLIGAMENTOS AUTOMÁTICOS E MANUAIS

                Para a perturbação, foi levantada a seguinte seqüência de desligamentos:
                Instante T0 = 00h08min18s221ms: atuação do esquema 62BF do disjuntor
                500 kV 15C3, na SE Luiz Gonzaga (referência oscilograma LT 05C3 -
                terminal Luiz Gonzaga).


Tabela 4-1: Seqüência de Desligamentos

      INSTANTE                                                                PROTEÇÃO
                             ESTAÇÃO               EQUIPAMENTO                                         OBSERVAÇÕES
         (ms)                                                                  ATUADA
T1= T0+ 33,60                                  Disjuntores 500 kV
                           Luiz Gonzaga        conectados a barra 1 e LT        62BF- 15C3      Proteção de falha de disjuntor
                                               500 kV Sobradinho C1

                                               Disjuntores 500 kV 15C3 e                        Comando de fechamento dos
T2=T0+10m,10s              Sobradinho          15D3                                             disjuntores

                                                                                                Comando de fechamento dos
T3=T0+12m,15s              Luiz Gonzaga        Disjuntor 500 kV 15D2                            disjuntores

T4 = 00h20min33s506ms - Atuação do esquema 62BF do disjuntor 500 kV 15D2, na SE Luiz Gonzaga.
(Referência oscilograma LT 05C3- terminal Luiz Gonzaga)

T5= T4+ 30,6               Luiz Gonzaga        Disjuntor 500 kV 15D2            62BF- 15D2      Proteção de falha de disjuntor

                                               Disjuntores 500 kV 15T1 e
T6= T4+ 52                 Luiz Gonzaga                                         62BF- 15D2      Proteção de falha de disjuntor
                                               15T3 conectados a barra 2

                                               LT 500 kV Milagres
T7= T4+ 52                 Luiz Gonzaga                                         62BF- 15D2      Proteção de falha de disjuntor
                                               (Disjuntor 500 kV 15D6)




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INSTANTE                                                                 PROTEÇÃO
                             ESTAÇÃO               EQUIPAMENTO                                         OBSERVAÇÕES
        (ms)                                                                   ATUADA
T8= T4+ 52                                     LT 500 kV Sobradinho C2
                           Luiz Gonzaga        (Disjuntor 500 kV 15D1)          62BF- 15D2      Proteção de falha de disjuntor

                           Bom Jesus da                                                         Proteção para Perda de
T9=T4+ 866                                     LT 500 kV Rio das Éguas            78OST
                           Lapa II                                                              Sincronismo

                                               LT 500 kV Bom Jesus da                           Recepção de Transferência de
T10= T4 + 887              Rio das É guas                                           RTD
                                               Lapa II                                          disparo

T11= T4+ 980                                                                                    Proteção para Perda de
                           Sobral III          LT 500 kV Teresina II C1           78OST         Sincronismo

T12 T4+ 1004                                                                                    Recepção de Transferência de
                           Teresina II         LT 500 kV Sobral III C1             DUTT         disparo

T13 T4+ 1033                                                                                    Recepção de Transferência de
                           Teresina II         LT 500 kV Sobral III C2             DUTT         disparo

T14 T4+ 1058                                                                                    Recepção de Transferência de
                           Sobral III          LT 500 kV Teresina II C1            DUTT         disparo

T15= T4+1133                                                                        21-1
                           Piripiri            LT 230 kV Sobral 04L1                            Proteção de Distância

T16= T4+1138                                                                        RTD         Recepção de Transferência de
                           Sobral II           LT 230 kV Piripiri 04L1
                                                                                                disparo

                           Senhor do           LT 230 kV Senhor do                  21-1
                                               Bonfim/ Irece 04F1                               Proteção de Distância
                           Bonfim / Irece      IRE/BJS
T17= T4+1252               Irece / Bom         LT 230 kV Irece / Bom                21-1
                                                                                                Proteção de Distância
                           Jesus da Lapa       Jesus da Lapa 04F2

                                                                                                Desequilibrio de Neutro Segundo
T18= T4+1252               Mossoro II          Compensador Estatico
                                                                                                Grau

T19= T4 + 2.033            Atuação do ERAC (primeiro, segundo e terceiro estágios) desligando cargas nas regiões
                           Nordeste

T20= T4 + 2.533
                           Atuação do ERAC (quarto estágio) desligando cargas nas regiões Nordeste

T21=T4+ 3.670              Atuação do SEP de subtensão da área Norte (primeiro estágio) desligando cargas nas
                           subestações Fortaleza, Sobral II e Cauípe

T22=T4+ 3.970              Atuação do SEP de subtensão da área Norte (segundo estágio) desligando cargas nas
                           subestações Fortaleza, Sobral II e Russas II

T23=T4+ 4.270              Atuação do SEP de subtensão da área Norte (terceiro estágio) desligando cargas nas
                           subestações Fortaleza, Sobral II

T24= T4 + 4.080
                           Atuação do ERAC (quinto estágio) desligando cargas nas regiões Nordeste

T25=T4+11.648                                  Compensador Estático                             Sobrecarga dos Reatores do CE
                           Fortaleza                                                ECE
                                               09Q1/Q2                                          de Fortaleza

                           Delmiro             Banco Capacitores 69 kV
T26=T4+12.135                                                                  59 Barra 1/3     Sobretensão de barra
                           Gouveia             02H4

T27=T4+12.365              Delmiro             Banco Capacitores 69 kV
                                                                               59 Barra 1/3     Sobretensão de barra
                           Gouveia             02H3



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INSTANTE                                                                 PROTEÇÃO
                             ESTAÇÃO               EQUIPAMENTO                                         OBSERVAÇÕES
        (ms)                                                                   ATUADA

                                                                                    59I         Proteção Sobretensão
                           Quixada             LT 500 kV Fortaleza II                           Instatânea
T28=T4+ 14.643
                                                                                                Proteção Sobretensão
                           Quixada             LT 500 kV Milagres                   59I         Instatânea

                                                                                                Recepção de Transferência de
                           Fortaleza II        LT 500 kV Quixada                    RTD         disparo
T29=T4+ 14.663
                                                                                                Recepção de Transferência de
                           Milagres            LT 500 kV Quixada                    RTD         disparo

T30=T4 +36.494             UHE Xingó           UG 01G2                              86-3        Mancal Escora - Fluxo óleo baixo

                           Jardim /            LT 500 kV Jardim /                               Proteção Sobretensão
T31=T4 +38.206             Camaçari II         Camaçari II                          59I         Instantânea

T32=T4 +46.494             UHE Xingó           UG 01G5                              86-3        Mancal Escora - Fluxo óleo baixo


T33=T4 +47.494             UHE Xingó           UG 01G3/01G1                         86-3        Mancal Escora - Fluxo óleo baixo


T34=T4 +49.494             UHE Xingó           UG 01G6                              86-3        Mancal Escora - Fluxo óleo baixo

                           Bom Jesus da                                                         Sistema de Refrigeração
T35=T4 + 49.536            Lapa II             Compensador Estático

                           UHE Paulo                                                            sobrecorrente transformador de
T36=T4+ 50.792             Afonso IV           UG 01G6                               51         excitação

                           UHE Paulo                                                            sobrecorrente transformador de
T37=T4 + 63.715            Afonso IV           UG 01G4                               51         excitação

                           UHE Paulo                                                            sobrecorrente transformador de
T38=T4 + 63.962            Afonso IV           UG 01G3                               51         excitação

T39=T4+5min 41s                                                                                 Nível baixo de óleo
                           Usina Apolônio
                           Sales               01G1

T40=T4+7min 34s                                                                     86-2
                           UHE Xingó           01G4                                             Relé de bloqueio

T41=T4+8min 7s             UHE Paulo
                           Afonso IV           01G2

T42=T4+8min14s633ms        UHE Luiz                                                 21-1
                                               01G3/01G4                                        Proteção de Distância
                           Gonzaga

T43=T4+8min14s747ms        UHE Luiz                                                 21-1
                                               01G1/01G2                                        Proteção de Distância
                           Gonzaga
T44=T4+8min16s057ms                                                                 21-1
                           UHE Luiz                                                             Proteção de Distância
                           Gonzaga             01G5/01G6




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4.2            RECOMPOSIÇÃO DO SISTEMA

4.2.1          O anexo 11.1 apresenta a tabela com a sequência de recomposição dos
               equipamentos desligados.


5              AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

5.1            PROTEÇÃO E ESQUEMAS DE RELIGAMENTO AUTOMÁTICO

5.1.1          Foram acidentais as atuações das proteções de falha dos disjuntores 15C3
               e 15D2 da LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1, devido a defeito
               interno em um componente eletrônico pertencente à cadeia de proteção
               secundária (alternada) associada à linha de transmissão 500 kV 05C3
               Sobradinho / Luiz Gonzaga.

5.1.2          Foram corretas as atuações das proteções de Perda de Sincronismo das
               seguintes LTs:

               ·     LT 500 kV Teresina II / Sobral III C1 e C2, no terminal de Sobral III;
               ·     LT 500 kV Rio das Éguas / Bom Jesus da Lapa (SE/NE), no terminal
                     de Bom Jesus da Lapa.

               Cabe ressaltar que a atuação correta destas PPSs evitou a propagação
               desta perturbação para as regiões Norte e Sudeste/Centro-Oeste.

5.1.3          Foram corretas, em princípio, as atuações das proteções de distância em
               primeira zona das seguintes LTs, devido ao afundamento de tensão nos
               troncos de 230kV Sobradinho / Bom Jesus da Lapa e Teresina / Fortaleza:

               ·     LT 230kV Piripiri / Sobral II
               ·     LT 230kV Senhor do Bonfim II / Irecê
               ·     LT 230kV Irecê / Bom Jesus da Lapa II

               A Chesf deverá concluir a análise sobre o desligamento dessas linhas de
               230 kV conectadas na SE Irecê, que implicou no desligamento desta SE.

5.1.4          O desempenho das proteções de sobretensão instantâneas e temporizadas
               das LTs de 500 kV e 230 kV pode ser considerado adequado.



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5.1.5          Foi indevido o desligamento automático de 5 unidades geradoras na UHE
               Xingó, por perda de alimentação de serviços auxiliares.

5.1.6          As atuações das proteções de sobrecorrente dos transformadores de
               excitação das unidades geradoras 01G3, 01G4 e 01G6 da Usina de Paulo
               Afonso IV não eram esperadas, pois deveria haver coordenação entre elas
               e os demais limitadores do sistema de excitação.

5.1.7          Durante o processo de recomposição ocorreu o desligamento da LT 500 kV
               Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 por atuação correta da proteção de
               distância, unidade de partida temporizada, em função do carregamento que
               ficou submetido este circuito. Posteriormente à análise da perturbação a
               Chesf forneceu ao ONS os ajustes que estão atualmente implantados
               nestas unidades de partida. O ONS procedeu a uma análise e constatou
               que estes ajustes estão aderentes aos critérios considerados seguros para
               a operação do Sistema. O alcance dessas unidades na direção reativa está
               ajustado em 120% da reatância de sequência positiva da linha e os
               alcances resistivos estão ajustados para 82,8 ohms primários, quando o
               alcance máximo permitido para esta condição operativa, considerando o
               atual limite de carregamento da linha é de 138 ohms primários
               (considerando uma tensão de operação de 90% do valor nominal). Desta
               forma, o disparo temporizado destas unidades poderá ser mantido em
               operação, a critério da Chesf, uma vez que os mesmos não foram
               determinados dentro da filosofia de retaguarda remota.

               Outro aspecto que merece ser destacado é que atualmente os TCs desta
               LT estão utilizados na relação 1500:5, ao invés de na relação máxima
               3000:5, o que impõe um limite de transmissão inferior ao limite de 2.500A,
               imposto pelas Bobinas de Bloqueio da LT. Em função disso, esta relação
               de TC deverá ser reavaliada, de modo a não impor restrição à potência
               transmitida pela linha, além da restrição mencionada anteriormente. A
               Chesf também informou que esta modificação deve ser precedida de um
               estudo abrangente, uma vez que a proteção diferencial de barras da UHE
               Luiz Gonzaga atualmente utiliza um relé diferencial eletromecânico do tipo
               PVD, sendo que todos os bays utilizam a mesma relação 1500:5, não


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sendo possível modificá-la em apenas um “bay”, o que o ONS concordou.
               Com relação à máxima potência a ser considerada nos estudos para esta
               reavaliação o ONS informou que deve ser considerado o limite de 2500 A
               que consta no CPST.

5.2            SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO

5.2.1          Foi correta a atuação do ECE para Controle de Tensão por Sobrecarga no
               Compensador              Estático        da     SE      230       kV     Fortaleza,         provocando            o
               desligamento automático das LT 230 kV Banabuiú / Fortaleza 04F3 e 04F1,
               Cauípe / Fortaleza II 04S1, Banco de Capacitores de 69 kV 02H4 na SE
               Delmiro Gouveia e do Compensador Estático 09Q1 na SE Fortaleza
               prevenindo sobretensões nas vizinhanças da SE Fortaleza, após o corte de
               carga pelo ERAC.

5.2.2          Foram corretas as atuações dos esquemas de corte de carga por
               subtensão das áreas Norte, Leste e Sul da região Nordeste, visando a
               recuperação rápida dos níveis de tensão mínima nos barramentos das
               subestações.

5.3            ESQUEMAS REGIONAIS DE ALÍVIO DE CARGA – ERAC

5.3.1          A frequência na ilha formada pela região Nordeste atingiu um valor mínimo
               de 56,44 Hz, conforme premissas e critérios adotados na concepção do
               ERAC da Região Nordeste, e um valor de taxa de 1,66 Hz/s, levando a
               atuação de cinco estágios, acarretando um corte de aproximadamente
               3.297 MW de cargas (41,21% do total) nesta região.

5.3.2          Destaca-se que a concepção do ERAC da Região Nordeste visa à
               minimização dos cortes de carga, mesmo admitindo-se uma excursão da
               freqüência abaixo de 57 Hz, conforme estabelecido nos Procedimentos de
               Rede e em Instruções de Operação.

5.3.3          Assim, em termos gerais, o desempenho do ERAC da região Nordeste foi
               satisfatório para a filosofia de identificação dos distúrbios por taxa de
               variação de frequência e frequência absoluta instantânea.



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5.4            COMPORTAMENTO DINÂMICO DO SIN

5.4.1          À 00h08 do dia 04/02/2011 a demanda total da região Nordeste era de
               8.884 MW e o sistema operava                         no cenário Nordeste importador, com
               recebimento de 3.237 MW. A LT 500 kV São João do Piauí / Milagres
               encontrava-se desligada, em face de intervenção de emergência desde às
               17h25 do dia anterior 03.02.2011.

5.4.2          Nesse momento, uma atuação acidental do sistema de proteção de falha
               de disjuntor provocou o desligamento da LT 500 kV Luiz Gonzaga /
               Sobradinho C1 e do barramento de 500 kV 05B1 da SE Luiz Gonzaga.
               Como o disjuntor 15T2 da SE 500 kV Luiz Gonzaga estava desligado para
               manutenção, 2 máquinas desta usina (01G3 e 01G4) ficaram conectadas
               radialmente à LT 500 kV Luiz Gonzaga /Paulo Afonso IV. Frente a este
               desligamento, o sistema manteve-se estável, não tendo sido verificadas
               quaisquer violações de tensão e/ou carregamento no SIN.

5.4.3          Com o desligamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) e
               do Barramento 05B1 de Luiz Gonzaga, estando a LT 500 kV São João do
               Piauí / Milagres desligada para intervenção de emergência, configurou-se
               uma condição de dupla indisponibilidade, implicando em um novo limite de
               Recebimento pelo Nordeste de 3.000 MW (referente ao período de carga
               média) e fluxo máximo de 800 MW na LT 500 kV Sobradinho / Luiz
               Gonzaga C2.

               Para retornar às condições de segurança estabelecidas, não havendo
               restrições, a prática operacional adotada, em nível internacional, após
               desligamentos de equipamentos de transmissão consiste em normalizar
               prioritariamente a LT e/ou equipamento desligado. Não havendo
               condições de se restabelecer níveis de segurança através do retorno dos
               equipamentos             desligados,          deve-se         proceder          às     adequações             de
               intercâmbio e fluxos, eventualmente necessários.

               À 00h11 a Chesf disponibilizou a LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga
               C1 (05C3) e as condições para energização já estavam atendidas, e à
               00h12 o ONS autorizou essa energização em vazio por Sobradinho.

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À 00h15, o ONS questionou à Chesf quanto à razão do tempo decorrido
               para o fechamento da LT em Sobradinho, tendo sido esclarecido que um
               operador encontrava-se efetuando comando local para executar o
               religamento do disjuntor desta linha.

               À 00h18, a Chesf energizou a LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1
               (05C3), pelo terminal de Sobradinho. O terminal Luiz Gonzaga dessa LT
               foi manobrado à 00h21.

               Posteriormente, à 00h21, durante a normalização da LT 500 kV
               Sobradinho / Luiz Gonzaga C1, ocorreu o desligamento do barramento de
               500 kV 05B2 da SE Luiz Gonzaga por atuação acidental da proteção de
               falha de disjuntor e conseqüentemente das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz
               Gonzaga C2 e Luiz Gonzaga / Milagres, conforme relatado no item 5.1.1.
               Após essas aberturas, verificaram-se oscilações de potência entre as
               unidades geradoras da região Nordeste e as demais máquinas do SIN,
               culminando com a atuação das Proteções de Perda de Sincronismo
               (PPS) das interligações N/NE e SE/NE.

5.4.4          Em decorrência, foram desligadas corretamente as linhas de interligação
               da região Nordeste com as demais regiões, quais sejam, LTs 500 kV
               Teresina II / Sobral III C1 e C2 e LT 500 kV Rio das Éguas / Bom Jesus da
               Lapa. Em face da severidade da perturbação, ocorreu a atuação das
               proteções de perda de sincronismo nas interligações em 500 kV cerca de 1
               segundo após a abertura das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2
               e Luiz Gonzaga / Milagres. As LTs 230 kV Piripiri / Sobral II, Bom Jesus da
               Lapa / Irecê e Senhor do Bonfim / Irecê também foram desligadas, por
               atuação da proteção de distância de 1ª zona.

5.4.5          A separação física do sistema Nordeste com o restante do SIN era
               essencial, pois uma eventual demora nessa abertura produziria grandes
               excursões de tensão e corrente no sistema interligado, podendo resultar na
               propagação do distúrbio para as demais regiões do SIN.

5.4.6          A abertura das interligações resultou no isolamento do sistema Nordeste do



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restante do SIN, com exceção dos estados do Piauí e do Maranhão e parte
               da área Sudoeste da Bahia. A ilha formada foi submetida a um elevado
               déficit de geração, em função do cenário Nordeste importador no instante
               da perturbação, com um recebimento de 3.237 MW. Como resultado, a
               região Nordeste foi submetida a uma elevada queda de frequência.
                                   submetida

5.4.7          Deve-se
                    se          ressaltar         que       nas       condições           indicadas          anteriormente,
               caracterizadas por déficit de geração e subfrequencia, a atuação do
               Esquema           Regional          de      Alívio       de     Carga         –     ERAC          permitiu        o
               restabelecimento              do      equilíbrio        c
                                                                       carga-geração
                                                                             geração             na      região       afetada.
               Posteriormente, após o isolamento da região Nordeste, verificou
                                                                     verificou-se
               subfrequência com atuação correta dos cinco estágios do ERAC na região
               Nordeste, interrompendo 3.297 MW de cargas (41,21 % do total) nesta
               região. A freqüência desse sistema atingiu o valor mínimo de 56,44 Hz e
                                 ia
               um valor de taxa de variação de 1,66 Hz/s, provocando a atuação dos três
               primeiros estágios do ERAC por taxa de variação da frequência no tempo e
               dos dois últimos estágios em retaguarda instantânea por freqüência
               absoluta. A freqüência recuperou se satisfatoriamente em cerca de 8
                                      recuperou-se
               segundos e estabilizou
                          estabilizou-se em 60 Hz durante cerca de 40 segundos,
               conforme pode ser observado na Figura 3 a seguir.

               Figura 3 – Freqüência na área Norte da região Nordeste – Fonte Chesf




                                                Recuperação e
                                                estabilização da
                                                frequência após
                                                atuação do ERAC




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                                               /02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Norde
                                                                                                       ão Nordeste.   Pág 28 de 121
5.4.8          Como pode ser visto na figura 3 acima, a atuação do ERAC resultou numa
               recuperação rápida e adequada da frequência. A sobrefrequência
               verificada, que atingiu o máximo de 61 Hz, foi devido aos cortes adicionais
               de carga, por subtensão, verificados na área Norte, conforme relatado nos
               itens adiante.

5.4.9          No caso da área Norte da região Nordeste, a situação foi agravada pela
               perda de suprimento em 500 kV, face à configuração resultante após os
               desligamentos. Como conseqüência, a área Norte ficou alimentada apenas
               pelo tronco de 230 kV, tendo experimentado severo afundamento de
               tensão. Nestas condições, verificou-se corte de carga adicional por
               atuação         dos      três estágios do esquema de subtensão dessa área e,
               também, por rejeição natural, provocando uma redução de carga na área
               Norte de cerca de 1.300 MW.

5.4.10         Em decorrência dos cortes de carga verificados na área ilhada da região
               Nordeste,          verificou-se         redução         do      carregamento             do     sistema         de
               transmissão, com consequente elevação do perfil de tensão nos principais
               barramentos da região. Como resultado, foram observados desligamentos
               automáticos de equipamentos de controle de tensão nessa área ilhada
               (bancos de capacitores, compensadores síncronos e estáticos) e linhas de
               transmissão de 500 kV 05L6 Jardim/Camaçari II, 05V5 Quixadá / Fortaleza
               II, 05V3 Quixadá / Milagres, 05V1 Xingó / Angelim II e de LTs de 230 kV.
               Apresenta-se abaixo os gráficos de tensão em barras das áreas Norte,
               Leste e Sul do Nordeste.




RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 29 de 121
Figura 4 – Tensão na área Leste da região Nordeste (medida na SE Campina Grande
               II) – Fonte Chesf




                                                                                   Início dos desligamentos de
                                                                                   UGs em Xingó, Paulo
                                                                                   Afonso I, II, III e IV e
                                                                                   Apolônio Sales




               Figura 5 – Tensão na área Sul da região Nordeste (medida na SE Catu) – Fonte Chesf




                                                                                      Início dos desligamentos de
                                                                                      UGs em Xingó, Paulo
                                                                                      Afonso I, II, III e IV e
                                                                                      Apolônio Sales




5.4.11         Deve-se ressaltar que o sistema ilhado da região Nordeste, após o corte de
               carga por atuação do ERAC e por esquemas de corte de carga por
               subtensão, bem como por rejeição natural, restabeleceu condições normais
               no     que      se refere        à frequência,             entretanto         com       perfil de         tensão
               elevado nos seus principais barramentos.

5.4.12         Após as atuações dos esquemas de controle de emergência, o sistema


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atingiu um novo ponto de operação, com equilíbrio de frequência e tensão.
               Decorridos cerca de 40 segundos, ocorreram em sequência os seguintes
               eventos:

               ·     Desligamento automático indevido de 5 unidades geradoras na UHE
                     Xingó, por perda de alimentação de serviços auxiliares;
               ·     Após cerca de mais 10 segundos, desligamento automático indevido de
                     3 unidades na UHE Paulo Afonso IV, por sobrecorrente nos
                     transformadores de excitação;
               ·     Desligamento automático de uma unidade geradora em cada uma das
                     UHEs Paulo Afonso I, Paulo Afonso III e Apolônio Sales, por atuação do
                     nível baixo de óleo do acumulador.

               Após essa sequência de desligamentos nas UHE Xingó, Paulo Afonso IV
               Paulo Afonso II e Apolônio Sales, permaneceu em operação apenas uma
               unidade geradora em cada uma destas usinas, além de 5 unidades na
               UHE Luiz Gonzaga.

5.4.13         Nessa ocasião, as unidades geradoras da UHE Xingó subexcitaram no
               sentido de absorver o reativo do sistema, com atuação correta dos
               Limitadores de Excitação Mínima (MEL), evitando a perda de estabilidade
               das máquinas em decorrência do perfil de tensão do sistema. Nesse
               contexto, houve redução da tensão nos serviços auxiliares da usina, para
               valores entre 90% e 93%, alimentados pelas próprias máquinas,
               provocando a atuação indevida dos relés de subtensão que promovem a
               transferência das fontes de alimentação dos serviços auxiliares das
               unidades geradoras da UHE Xingó, o que provocou o desligamento das
               cinco unidades desta usina. Esta condição não deveria provocar a perda da
               alimentação dos serviços auxiliares e, como consequência, das unidades
               geradoras da UHE Xingó.

5.5            OPERAÇÃO EM TEMPO REAL E PROCESSO DE RECOMPOSIÇÃO

5.5.1          O desempenho das equipes de operação em tempo real foi considerado
               satisfatório, principalmente por ter sido necessário adotar ações não
               previstas nos procedimentos operativos, tendo em vista a dimensão


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sistêmica, a particularidade da ocorrência e ao insucesso na partida da
               UHE Xingó pelo sistema de auto-restabelecimento. Além disso, o
               restabelecimento das cargas foi feito com sucesso, no menor tempo
               possível, diante de anormalidades em equipamentos necessários ao
               processo de recomposição.

5.5.2          Considerando o tempo decorrido para a recomposição da cidade de Natal,
               ressalta-se a oportunidade de avaliar a viabilidade de realizar a
               normalização das cargas dessa capital pela área Norte da Região
               Nordeste.

5.5.3          Estabelecidas as condições mínimas de geração, necessárias ao início do
               processo de tomada de carga, este se deu de forma crescente, contínua e
               sem perdas significativas de carga. Ressalta-se que, mesmo com a
               ocorrência de alguns desligamentos de linhas de transmissão de 500 kV e
               de alguns geradores, no transcorrer do processo de recomposição, a
               tomada de carga foi mantida em crescimento, o que denota um controle
               satisfatório do sistema que ia sendo reintegrado, conforme figura 6 abaixo.

               Figura 6 – Carga da Região Nordeste (sem Maranhão).

                                     Carga da Região Nordeste (sem Maranhão)
                          10000

                           9000                                                                    Natal
                           8000                                                 Maceió
                                                             Recife                      Aracaju
                           7000

                           6000       Fortaleza                       João Pessoa
                   (MW)




                           5000                   Salvador

                           4000

                           3000                                                                    Liberação tomada
                                                                                                    de carga restante
                           2000

                           1000

                              0
                              00:00 00:30 01:00 01:30 02:00 02:30 03:00 03:30 04:00 04:30 05:00 05:30 06:00 06:30 07:00




5.5.4          O processo de recomposição pode ser compreendido em 2 partes:

5.5.4.1        Parte 1 – Reenergização da LT 500kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1:

               Com o desligamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3)



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e do Barramento 05B1 de Luiz Gonzaga, estando a LT 500 kV São João
               do Piauí / Milagres desligada para intervenção de emergência, configurou-
               se uma condição de dupla indisponibilidade, implicando em um novo limite
               de Recebimento pelo Nordeste de 3.000 MW (referente ao período de
               carga média), e um fluxo máximo de 800 MW na LT 500 kV Sobradinho /
               Luiz Gonzaga C2.

               À 00h09 a Chesf contatou o ONS para disponibilizar a LT 500 kV
               Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3), após o seu desligamento
               automático à 00h08. Neste contato, o ONS informou à Chesf que o
               barramento 500 kV (05B1) encontrava-se também desligado, levando o
               agente a suspender a disponibilização da referida LT. O motivo da perda
               do barramento foi a atuação acidental do esquema de falha do disjuntor
               500 kV 15C3 da SE Luiz Gonzaga.

               À 00h11 a Chesf disponibilizou novamente a LT 500 kV Sobradinho / Luiz
               Gonzaga C1 (05C3) para energização. Diante desta informação, o ONS
               verificou se as condições sistêmicas estabelecidas para permitir essa
               manobra estavam atendidas, ou seja: tensão na UHE Sobradinho inferior a
               530 kV e folga de absorção de reativo de no mínimo 250 Mvar nas
               unidades geradoras da UHE Sobradinho.

               Após constatar que essas condições estavam atendidas e considerando
               não haver qualquer restrição quanto aos aspectos de segurança para
               energização da LT 500 kV Luiz Gonzaga / Sobradinho C1 (05C3) e que o
               restabelecimento desta LT restauraria de imediato as condições de
               segurança do Sistema Nordeste, o ONS autorizou a Chesf a energizar essa
               LT por Sobradinho.

               À 00h15, o ONS questionou à Chesf quanto à razão desse tempo
               decorrido para o fechamento da LT em Sobradinho, tendo sido esclarecido
               que um operador encontrava-se efetuando comando local para executar o
               religamento do disjuntor desta linha.

               À 00h17, a Chesf disponibilizou o barramento 05B1 da UHE Luiz Gonzaga.



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Neste momento, o processo de energização da LT 500 kV Sobradinho /
               Luiz Gonzaga C1 (05C3) se encontrava em andamento, vindo a se
               concretizar um minuto após, à 00h18, após retirada dos bloqueios à sua
               energização, efetuada à 00h13.

               Não havendo qualquer restrição quanto aos aspectos de segurança para
               energização da LT 500 kV Luiz Gonzaga / Sobradinho C1 (05C3) e
               considerando que o restabelecimento desta LT restauraria de imediato as
               condições de segurança do Sistema Nordeste, o ONS autorizou a Chesf a
               efetuar o fechamento do disjuntor 15D2 de Luiz Gonzaga. As seguintes
               razões também foram levadas em consideração:

               ·     Não havia informação pela Chesf de qualquer anormalidade quanto ao
                     disjuntor 15D2 da UHE Luiz Gonzaga que havia sido aberto à 00h08;

               ·     Não havia qualquer restrição informada pela Chesf, referente à LT ou
                     ao barramento 05B2 onde a LT seria conectada;

               ·     A LT já estava energizada com sucesso a partir de Sobradinho,
                     indicando não haver defeito permanente;

               ·     O disjuntor 15C3 de conexão da LT ao barramento 05B1 da UHE Luiz
                     Gonzaga, que havia originado os desligamentos à 00h08 por atuação
                     da proteção de falha de disjuntor, já se encontrava isolado pelas
                     seccionadoras e ainda não se sabia o motivo da atuação dessa
                     proteção.

               Quando da realização da manobra de fechamento do disjuntor 15D2, à
               00h21, houve atuação da proteção de falha desse disjuntor, provocando o
               desligamento do barramento 500 kV (05B2) da UHE Luiz Gonzaga, com o
               conseqüente desligamento da LT 500Kv Luiz Gonzaga/Milagres (05V1) e
               Luiz Gonzaga / Sobradinho C2 (05C4), no terminal da UHE Luiz Gonzaga.
               Com isso, as unidades geradoras da UHE Luiz Gonzaga, permaneceram
               conectadas radialmente da seguinte forma: 1 máquina ligada a LT 500 kV
               Luiz Gonzaga / Angelim II, 2 máquinas ligadas à LT 500 kV Luiz Gonzaga
               /Paulo Afonso IV e 2 máquinas ligadas à LT 500 kV Luiz Gonzaga /
               Olindina. Após este evento observou-se a separação de quase a totalidade


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da região Nordeste do SIN e a atuação do ERAC.

               À 00h25min, 4 minutos após a perda dos geradores da UHE Xingó e da
               UHE Paulo Afonso IV, e 2 minutos após o desligamento dos geradores do
               Complexo Paulo Afonso (Paulo Afonso I, Paulo Afonso III e Apolônio
               Sales), observando a condição de operação do sistema, foi solicitada pelo
               ONS a re-sincronização de duas unidades em cada uma das UHEs Xingó
               e Paulo Afonso IV, bem como de duas unidades na UHE Pedra do Cavalo
               às 00h29. Nesse ínterim, foram solicitadas outras ações, quais sejam:

               • Manobras de reatores e bancos;
               • Orientação para manutenção das cargas desligadas.

               À 00h29 ocorreu                 o desligamento               das     últimas unidades                  geradoras
               sincronizadas: uma unidade da UHE Paulo Afonso II, uma da UHE Paulo
               Afonso IV, uma da UHE Xingó e 5 da UHE Luiz Gonzaga, ocasionando o
               desligamento geral na região Nordeste, a menos do estado do Maranhão,
               do Piauí e parte do sudoeste da Bahia.

5.5.4.2        Parte 2 – Recomposição geral do sistema:

               Com a perda de todo o parque gerador localizado no complexo Paulo
               Afonso e Xingó, às 00h32, foi dada a orientação de normalizar a LT 500kV
               Sobradinho/Luiz Gonzaga C2 (05C4), que já se encontrava energizada em
               vazio sobre Sobradinho, mesmo tendo o Agente Chesf informado que
               estava tentando partir o Grupo Gerador de Emergência (GGE) da UHE
               Xingó para iniciar o processo de auto-restabelecimento desta usina, que é
               o procedimento normatizado.

               Como não houve sucesso na sincronização de máquinas na UHE Xingó
               pelo Black Start, o ONS teve que estabelecer nova estratégia de
               recomposição, a qual visava sincronizar máquinas nas UHEs Luiz Gonzaga
               e Paulo Afonso I, II, III, IV e Apolônio Sales, como uma alternativa ao
               restabelecimento do sistema e suas cargas. Com esta estratégia, seria
               possível energizar os serviços auxiliares, necessários para a partida de
               unidades geradoras de todas as usinas do complexo de Paulo Afonso.
               Estes serviços auxiliares são provenientes da SE Abaixadora, que é


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energizada a partir de um dos barramentos de 230 kV da SE Paulo Afonso
               III (anexos 11.2, 11.3 e 11.4).

               No período das 00h58 à 01h21, foi providenciada a normalização das
               cargas das SEs Fortaleza e Delmiro Gouveia, a partir da normalização da
               LT 500 kV Teresina II/Sobral III/Fortaleza II C1 (05V9/05V7), normalização
               do transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1) da SE Fortaleza II,
               energizando o barramento de 230 kV 04B1 da SE Fortaleza II à 01h05. Em
               seguida, foi providenciada a normalização do LT 230 kV Fortaleza II /
               Delmiro Gouveia C2 (04F5) e energizado o barramento 230kV (04B1) da
               SE Delmiro Gouveia, culminando com a normalização do transformador
               230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) da SE Delmiro Gouveia à 01h10 e do
               transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3) da SE Fortaleza, à 01h21.
               Essas cargas permaneceram supridas a partir deste momento.

               Houve demora de cerca de 33 minutos na consecução das ações de
               normalização dos serviços auxiliares das UHEs do complexo Paulo Afonso,
               devido a problemas de manobra na chave seccionadora 34D2-1 da SE
               Paulo Afonso III. O procedimento vigente prevê a energização do
               autotransformador TR2 500/230kV da SE Paulo Afonso IV (05T8),
               energização do barramento 2 230 kV (04B2) da SE Paulo Afonso III e da
               interligação deste barramento com o barramento 1 230kV (04B1) através
               de disjuntor 230kV, e, a partir deste barramento, é possível energizar a SE
               Abaixadora.

               Devido aos problemas operacionais descritos, foi concebida pelo ONS,
               uma solução alternativa que consistiu em energizar o barramento 1 500 kV
               (05B1) da SE Paulo Afonso IV através do fechamento de disjuntores 15D1
               e 15G1, energizar o autotransformador TR1 500/230 kV da SE Paulo
               Afonso IV (05T7) e, através dele, o barramento 1 230kV (04B1) da SE
               Paulo Afonso III. Com isso, foi energizada a SE Abaixadora. Os serviços
               auxiliares da UHE Paulo Afonso IV foram normalizados à 01h33; os
               serviços auxiliares da UHE Xingó, à 01h40 e os serviços auxiliares das
               usinas Paulo Afonso I, II e III e Apolônio Sales, à 01h46. Dessa forma,
               ocorreu a sincronização da primeira unidade da UHE Xingó (01G6) às

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02h05.

               Nesse ínterim, foram sincronizadas quatro unidades geradoras da UHE
               Luiz Gonzaga. Só a partir dessa configuração, cerca de 1h26min após o
               desarme geral, foi possível iniciar o processo de recomposição do corredor
               de transmissão que supre a área Sul do Nordeste, liberando uma tomada
               de carga de 400MW às 02h00. Às 02h14 foi autorizado o início do processo
               de recomposição da Área Leste do Nordeste, inicialmente com fluxo no
               primeiro ATR da SE Recife II limitado a 200MW.

               Às 02h01 foi iniciada a normalização da cidade de Mossoró no Rio Grande
               do Norte, através da energização da LT 230kV Russas – Mossoró, a partir
               da Área Norte do Sistema Nordeste. Às 02h14 foi energizado um
               transformador na SE Mossoró e iniciada a tomada de carga.

               Após estabelecidas as condições para o processo de tomada de carga das
               áreas Leste e Sul do Nordeste, ou seja, 4 máquinas sincronizadas no
               complexo Luiz Gonzaga / Paulo Afonso IV / Xingó, o ONS liberou uma
               recomposição fluente e gradual, para a geração e transmissão, ou seja,
               sincronizar unidades geradoras e energizar linhas tronco liberando a
               tomada de carga (02h06min).

               Às 02h26, ao serem disponibilizadas pela Chesf as unidades geradoras
               das UHE Xingó, Paulo Afonso III e Apolônio Sales, foi solicitada pelo ONS
               a sincronização das unidades geradoras, com prioridade para a UHE
               Xingó.

               Na seqüência, foi efetuada a sincronização de 3 unidades geradoras da
               UHE Xingó, elevando a geração dessas unidades até cerca de 450 MW.

               Às 02h30 foi autorizada a energização da LT 500 kV Xingó / Messias
               (05V4), o que permitiria a tomada de carga na região metropolitana de
               Maceió – AL, e, portanto, auxiliaria no controle do fluxo da LT 500 kV
               Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 (05C4). Neste período o ONS também já
               havia autorizado o religamento da LTs 500 kV Luiz Gonzaga/Milagres, e,
               por conseguinte o eixo Milagres/Quixadá/Fortaleza II, faltando apenas a


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Chesf concluir o fechamento do anel de 500 kV na SE Quixadá o que
               implicaria na redução do carregamento na LT 500 kV 05C4 Luiz
               Gonzaga/Sobradinho, em função da redistribuição dos fluxos.

               Como o sistema estava interligado ao SIN através da LT 500 kV
               Sobradinho / Luiz Gonzaga C2, a elevação de geração da UHE Xingó,
               acima do limite mínimo de cada unidade geradora, sem a correspondente
               entrada de carga, implicou no escoamento do excedente de geração por
               esta LT, provocando o desligamento da LT às 02h35, quando se observou
               a atuação da proteção de distância, unidade de partida temporizada, face o
               valor de corrente de aproximadamente 2.300 A, nesta LT. Foram também
               desligadas automaticamente as UGs 3 e 4 da UHE Xingó, ambas as 02h36
               e as UGs 3, 5 e 6 da UHE Luiz Gonzaga às 02h36 e UG 4 dessa mesma
               Usina às 02h37. Com isto, as áreas Sul e Leste do Nordeste, que estavam
               em recomposição, separaram-se do SIN, enquanto a área Norte do
               Nordeste, também em recomposição, permaneceu ligada ao SIN.

               A Chesf disponibilizou esta linha às 02h37 e o ONS solicitou sua
               energização às 02h45, após verificação de que as condições para isto
               estavam atendidas.

               Não houve perda significativa de carga no desligamento da LT 500 kV
               Sobradinho / Luiz Gonzaga C2. Durante o período em que a referida linha
               de transmissão permaneceu desligada, 36 minutos, o processo de tomada
               de carga nas áreas Sul e Norte do Nordeste não foi suspenso, exceto na
               área Leste, entre 02h35 e 02h47, devido a dificuldades observadas para o
               controle das tensões, nessa configuração, em que as áreas Leste e Sul do
               Nordeste se encontravam isoladas do SIN.

               Às 02h39 houve o desligamento da LT 500kV Luiz Gonzaga / Olindina
               05S4 e às 02h40 da LT 500kV Olindina / Camaçari (05L4). Às 02h40, foi
               observada redução de carga na SE Cotegipe, de cerca de 33 MW, sem
               desligamento de equipamentos da Rede Básica e, às 02h42, ocorreu a
               perda de 2 transformadores da SE Pituaçu, ocasionando interrupção de
               cerca de 53 MW de carga.


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Houve dificuldades para a re-sincronização do sistema ilhado do Nordeste
               com as demais áreas do SIN devido a problemas no processo de
               sincronização nas SEs Sobradinho e Luiz Gonzaga. Inicialmente foi
               autorizada a energização da LT pela SE Luiz Gonzaga, considerando
               informação da Chesf, às 02h44, de que o sincronoscópio em Sobradinho
               estava apto. Às 02h59 foi prestada informação de que o sincronoscópio
               nesta subestação não estava disponível para a operação. Em função disto,
               esta LT foi energizada pela SE Sobradinho 500 kV. O paralelo entre os
               sistemas foi realizado na SE Luiz Gonzaga às 03h11, através do disjuntor
               15C4, 36 minutos após o desligamento da LT.

               Visando garantir o controle da carga já recomposta, as 03h40 foi
               necessária a energização da LT 500 kV Messias / Recife II para dar
               suporte de tensão na SE Recife II, antes das manobras para a
               recomposição da SE Natal II, quais sejam, energização do auto
               transformador da SE Angelim II, das LTs 230kV Angelim /                                           Tacaimbó /
               Campina Grande II e da LT 230 kV Campina Grande II / Paraíso / Natal II,
               com tomadas de cargas nos pontos intermediários. Às 04h07 foi
               energizado o barramento de 230 kV da SE Natal II.

5.6            SISTEMA DE SUPERVISÃO E TELECOMUNICAÇÃO

5.6.1          O desempenho dos sistemas de telecomunicação, de supervisão e controle
               e de serviços auxiliares AC e DC que suprem as instalações dos Centros
               de      Operação            foi     considerado             satisfatório,         permitindo           todo       o
               acompanhamento da perturbação e recomposição do sistema, bem como
               facilitando a coleta dos registros necessários para diagnóstico dos
               problemas envolvidos.

5.6.2          O desempenho dos sistemas de oscilografia e qualimetria foi considerado
               satisfatório, pois possibilitou esclarecer a atuação dos diversos esquemas
               de proteção e controle.




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6              INTERRUPÇÃO DE CARGA NO SIN

6.1            CARGA DE DEMANDA INTERROMPIDA E ENERGIA NÃO SUPRIDA

                 Tabela 6.1: Interrupção de cargas no Sistema Interligado Nacional

                  Agente de                    Carga de                Duração Média             Energia Interrompida
                   Operação                  Demanda (MW)                (minutos)                      (MWh)
              Coelce                            1.124                      122                          2.276
              Cosern                             601                       245                              2.452
              Energisa Paraíba                      471                       200                           1.572
              Energisa Borborema                     77                       241                            309
              Celpe                                1.588                      233                           6.169
              Ceal                                  477                       187                           1.484
              Sulgipe                                17                       129                             37
              Energisa Sergipe                      409                       133                            910
              Coelba                      1.821                               193                           5.847
              Chesf (consumidores
                                           778                                211                           2.740
              industriais)
                     TOTAL                7.363*                              194                          23.794
             * Não inclui perdas na transmissão.




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7              CONCLUSÕES

7.1            REFERENTES À PERTURBAÇÃO

7.1.1          A perturbação teve início às 00h08min, com os desligamentos automáticos
               da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 e da Barra B1 de 500 kV
               da SE Luiz Gonzaga devido à atuação acidental da proteção de falha de
               disjuntor (15C3) por falha interna na placa eletrônica (L139) desta
               proteção. No desligamento dessa LT não houve informação pela Chesf de
               qualquer anormalidade quanto à abertura do disjuntor 15D2 da UHE Luiz
               Gonzaga, apenas de atuação do esquema de falha do disjuntor 15C3 da
               subestação Luiz Gonzaga, que foi isolado e impedido. Como o disjuntor
               15T2 da SE 500 kV Luiz Gonzaga estava desligado para manutenção, 2
               máquinas desta usina (01G3 3 01G4) ficaram conectadas radialmente à LT
               500 kV Luiz Gonzaga /Paulo Afonso IV.

7.1.2          Em seguida à 00h21min, ao ser ligada a LT 500 kV Sobradinho / Luiz
               Gonzaga C1, no terminal de Luiz Gonzaga, estando a mesma já
               energizada por Sobradinho às 00h18, com o barramento 500 kV 05B1 da
               SE Luiz Gonzaga desenergizado, o qual foi disponibilizado à 00h17,
               ocorreu o desligamento automático do barramento 05B2 de 500 kV dessa
               SE, provocado também pela atuação acidental da proteção de falha do
               disjuntor de 500 kV (15D2), associado ao bay da LT 500 kV
               Sobradinho/Luiz Gonzaga C1. Esta atuação ocasionou a abertura de todos
               os disjuntores conectados à barra 05B2 de 500 kV e consequentemente
               das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 e Luiz Gonzaga / Milagres.
               Permaneceram fechados os disjuntores centrais de 500 kV 15D3, 15D4 e
               15D5, conectando as unidades geradoras da UHE Luiz Gonzaga da
               seguinte forma: 01G2 ao circuito Luiz Gonzaga/Angelim II 05L5, 01G3 /
               01G4 ao circuito Luiz Gonzaga/Paulo Afonso IV 05C1 e 01G5 / 01G6 ao
               circuito Luiz Gonzaga/Olindina 05S4.

7.1.3          Como não havia qualquer restrição por parte do Agente quanto aos
               aspectos de segurança para energização da LT 500 kV Luiz Gonzaga /
               Sobradinho C1 (05C3) e considerando que o restabelecimento desta LT


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restauraria de imediato as condições de segurança do Sistema Nordeste, o
               ONS autorizou a Chesf a efetuar o fechamento do disjuntor 15D2 de Luiz
               Gonzaga. As seguintes razões também foram levadas em consideração:

               ·     Não havia informação pela Chesf de qualquer anormalidade quanto ao
                     disjuntor 15D2 da UHE Luiz Gonzaga que havia sido aberto à 00h08;

               ·     Não havia qualquer restrição informada pela Chesf, referente à LT ou
                     ao barramento 05B2 onde a LT seria conectada;

               ·     A LT já estava energizada com sucesso a partir de Sobradinho,
                     indicando não haver defeito permanente;

               ·     O disjuntor 15C3 de conexão da LT ao barramento 05B1 da UHE Luiz
                     Gonzaga, que havia originado os desligamentos à 00h08 por atuação
                     da proteção de falha de disjuntor, já se encontrava isolado pelas
                     seccionadoras e ainda não se sabia o motivo da atuação dessa
                     proteção.

7.1.4          Foram corretas as atuações das proteções de Perda de Sincronismo das
               seguintes LTs:

               ·     LT 500 kV Teresina II / Sobral III C1 e C2, no terminal de Sobral III;

               ·     LT 500 kV Rio das Éguas / Bom Jesus da Lapa (SE/NE), no terminal de
                     Bom Jesus da Lapa.

               Cabe ressaltar que a atuação correta destas PPSs evitou a propagação
               desta perturbação para as regiões Norte e Sudeste/Centro-Oeste.

7.1.5          O desempenho do ERAC da região Nordeste foi satisfatório para a filosofia
               de identificação dos distúbios por taxa de variação de frequência e
               frequência absoluta instantânea. Deve-se ressaltar que o sistema ilhado da
               região Nordeste, após o corte de carga por atuação do ERAC e por
               esquemas de corte de carga por subtensão, bem como por rejeição natural,
               restabeleceu condições equilibradas no que se refere à freqüência e
               tensão.

7.1.6          O colapso total que ocorreu na área ilhada da Região Nordeste foi iniciado


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pelo desligamento automático indevido de 5 unidades geradoras na UHE
               Xingó (cerca de 1.770 MW) e, após mais cerca de 10 segundos, de 3
               unidades na UHE Paulo Afonso IV (cerca de 810 MW).

7.1.7          Após esses eventos, a ilha formada pela região Nordeste permaneceu
               durante cerca de 7 minutos com níveis de tensão e frequência degradados,
               culminando com seu colapso à 00h29.

7.1.8          A figura a seguir sumariza a seqüência dos principais eventos nesta
               perturbação:

             Figura 7 – Sequência dos principais eventos:


                                              Sistema estabilizado (+- 40s)
                                                                                                    Início dos desligamentos indevidos de
                     E                                                                                UGs em Xingó e Paulo Afonso IV

                                               Desligamento do CE                             5
                                                   de Fortaleza
                                                                  4
                                      3
                                                   ERAC +
                                          SEP de subtensão do Norte +              6
                 2                             Rejeição de carga
                         PPSs                                                      Operação da ilha em condições
   1
                                                                               degradadas de frequência e tensão, até o
   Tentativa de religamento da LT 500 kV                                             desligamento total à 00h29
   Sobradinho/L. Gonzaga C1 +
   desligamento do C2 + desligamento L.
   Gonzaga/Milagres + segregação das
   unidades geradoras da UHE Luiz
   Gonzaga




7.2            REFERENTES AO PROCESSO DE LIBERAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

               Em função do ocorrido no processo de liberação da linha e equipamentos
               desligados          nesta        perturbação,            podem       ser     tiradas        as      seguintes
               conclusões:

7.2.1          A disponibilização de equipamentos para as manobras de normalização
               após desligamentos deve ser precedida de diagnóstico que visa à
               identificação correta e segura do ocorrido e das ações corretivas
               necessárias para o isolamento do defeito e garantia da segurança da
               manobra.




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7.2.2          Esse princípio aplica-se particularmente a disponibilização para re-
               energização da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1, quando a
               mesma não poderia ter sido disponibilizada uma vez que não havia um
               diagnóstico preciso das anormalidades existentes, que somente veio a ser
               identificado por volta das 05 horas.

7.3            REFERENTES AO PROCESSO DE RECOMPOSIÇÃO

7.3.1          Ocorreram dificuldades operativas na UHE Xingó que impossibilitaram a
               execução do processo de auto-estabelecimento (Black Start) dessa usina,
               tornando necessário iniciar o processo de recomposição com tensão do
               SIN, por uma rota alternativa a partir da SE Sobradinho.

7.3.2          A ausência de sistema de Black Start nas usinas Paulo Afonso IV e
               Luiz Gonzaga, já recomendado pelo ONS, retardou o processo de
               recomposição da área desligada na Região Nordeste.

7.3.3          Não houve dificuldades para recomposição do tronco de 500 kV Teresina
               II/Sobral III/Fortaleza              II,     que       é     uma        rota      alternativa          para       a
               normalização das cargas da região metropolitana de Fortaleza, e foi a
               primeira capital com cargas normalizadas, a partir de 01h10.

7.3.4          O processo de recomposição das demais áreas sofreu atraso de 33
               minutos devido dificuldade de manobras no setor de 230 kV da SE Paulo
               Afonso III, buscando energizar a SE Abaixadora, que impossibilitou a
               utilização do procedimento padrão de energização do transformador TR8
               de 500/230 kV da SE Paulo Afonso IV.

7.3.5          Decorreram 27 minutos a partir da energização dos serviços auxiliares
               para sincronismo da 1ª unidade geradora na UHE Xingó, o que retardou em
               cerca de 10 minutos o início do processo de recomposição por esta usina.

7.3.6          Decorreu 1 hora e 3 minutos a partir da energização dos serviços auxiliares
               para sincronismo da 1ª unidade geradora na UHE Paulo Afonso IV, o que
               retardou em cerca de 40 minutos a utilização desta usina no processo de
               recomposição.



RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 44 de 121
7.3.7          Durante o processo de recomposição ocorreu o desligamento da LT 500 kV
               Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 por atuação da proteção de distância,
               unidade de partida temporizada, em função do carregamento elevado a
               que ficou submetido este circuito.

7.4            REFERENTES ÀS DIVERGÊNCIAS APRESENTADAS PELA CHESF

7.4.1          A Chesf apresentou um documento com discordâncias sobre alguns pontos
               deste relatório. A posição divergente da Chesf sobre a origem, causa,
               análise, conclusões e recomendações da perturbação encontra-se em
               Anexo a este Relatório de Análise de Perturbação. Neste anexo estão
               também apresentados os comentários do ONS sobre cada ponto de
               divergência.



8              PROVIDÊNCIAS TOMADAS E EM ANDAMENTO

8.1            PELA CHESF

8.1.1          A Chesf realizou em 20/02/2011 teste de auto-restabelecimento integral da
               UHE Xingó (Black Start), cujo resultado foi considerado satisfatório.

8.1.2          A origem do defeito que provocou o acionamento do esquema de falha
               para os disjuntores 15C3 e 15D2 da subestação 500 kV Luiz Gonzaga foi
               identificada cerca de 5 horas após o inicio da ocorrência. A LT 500 kV
               05C3 Sobradinho / Luiz Gonzaga foi disponibilizada às 09h35, após
               inspeção no sistema de proteção e substituição do componente eletrônico
               danificado da cadeia de proteção secundária (alternada), recompondo a
               integridade do sistema de proteção associado.

8.1.3          Substituído o disjuntor de saída da barra do Grupo Gerador de Emergência
               (GGE) destinado à alimentação em 440 V dos Centros de Motores da UHE
               Xingó.

8.1.4          Iniciado o reparo dos terminais da unidade geradora 01G2 da UHE Paulo
               Afonso III, com previsão de conclusão em 16.02.2011.



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8.1.5          Realizada inspeção preliminar na unidade geradora 01G4 da UHE Paulo
               Afonso II, constatando-se danos no enrolamento e núcleo estatóricos,
               sendo iniciadas as tratativas para contratação do reparo.

8.1.6          Realizada intervenção corretiva no disjuntor de entrada do Centro de
               Motores da unidade 01G4 da UHE Xingó.

8.2            PELO ONS

8.2.1          Dar continuidade ao processo de estabelecimento de uma filosofia de
               ajuste das proteções das linhas de transmissão e dos equipamentos da
               rede de operação das instalações do SIN consideradas como estratégicas
               em termos de segurança elétrica. Essa atividade encontra-se em fase de
               desenvolvimento pelo ONS, como recomendação oriunda do RAP do
               blecaute ocorrido em 10.11.2009.

               Prazo: julho/2011.



9              RECOMENDAÇÕES

9.1            À CHESF

9.1.1          Dar prosseguimento ao plano de substituição gradativa das cadeias de
               proteção eletromecânicas e estáticas das linhas de transmissão de tensão
               de 500 kV e 230 kV, disponibilizando o cronograma deste plano ao ONS,
               para posterior encaminhamento à ANEEL e ao CMSE/MME. Para as
               cadeias de proteção GE MOD III, a Chesf já procedeu a substituição de 10
               dos 22 terminais de proteção de linha de 500 kV onde esse tipo de
               proteção foi originalmente implantado. Os 12 terminais restantes terão suas
               substituições priorizadas.

               Prazo: Dez/2012. (A Chesf envidará esforços para antecipar)

9.1.2          Estabelecer procedimentos específicos de inspeção para liberação de
               manobras para energização de equipamentos desligados pela atuação de
               proteção de falha de disjuntor, face a necessidade de uma inspeção
               detalhada nos sistemas de proteção, principalmente para aqueles que



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utilizam os relés MOD III GE.

               Prazo: Mar/2011.

9.1.3          Reajustar, em caráter de urgência, os relés de subtensão que promovem a
               transferência das fontes de alimentação dos serviços auxiliares das
               unidades geradoras da UHE Xingó, bem como verificar e ajustar, quando
               for o caso, os das demais usinas da Chesf, de modo a evitar os seus
               desligamentos             durante        situações          em      que       as     máquinas           operam
               subexcitadas.

               Prazo: imediato

9.1.4          Reavaliar a coordenação entre os ajustes dos limitadores do sistema de
               excitação e das proteções de sobrecorrente dos transformadores de
               excitação das unidades geradoras da UHE Paulo Afonso IV.

               Prazo: jun/2011

9.1.5          Implantar e testar recurso de Black Start na Usina de Luiz Gonzaga.

               Prazo: Jun/2011. (A Chesf envidará esforços para antecipar)

9.1.6          Implantar e testar recurso de Black Start na Usina de Paulo Afonso IV

               Prazo: Out/2011. (A Chesf envidará esforços para antecipar)

9.1.7          Identificar e corrigir as anormalidades ocorridas nessa perturbação de
               forma a assegurar o adequado funcionamento dos recursos e processos de
               sincronismo automático nas SEs das UHEs Sobradinho e Luiz Gonzaga.

               Prazo: Mar/2011.

9.1.8          Realizar testes na chave seccionadora 34D2-1 da subestação 230 kV
               Paulo Afonso III de forma a identificar e corrigir a falha observada no
               processo de recomposição.

               Prazo: Fev/2011

9.1.9          Corrigir as falhas que provocaram retardo de 10 minutos para sincronismo
               da 1ª unidade geradora na UHE Xingó e de 43 minutos para sincronismo



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da 1ª unidade geradora na UHE Paulo Afonso IV.

               Prazo: Jun/2011.

9.1.10         Alterar a relação dos TCs das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 e
               C2, de 1500:5 para 3000:5 (relação máxima) e reavaliar os ajustes das
               proteções das LTs e barras da SE Luiz Gonzaga, de modo a não impor
               limitação à potência transferida pelas referidas linhas, que é de 2.500 A de
               acordo com o CPST.

               Prazo: Jul/2011.

9.1.11         Agilizar a implantação do dispositivo de medição de ângulo na subestação
               de 500 kV de Camaçari, conforme contemplado no PMIS 2008/2011
               aprovado pela REA/ANEEL 2040 de 11.08.2009, de modo a possibilitar a
               recomposição da área Sul pela interligação SE/NE e posterior fechamento
               do anel desta área Sul com o restante do sistema Nordeste.

               Prazo: Jul/2011.

9.2            Ao ONS

9.2.1          Elaborar estudos de recomposição alternativa da área metropolitana de
               Natal a partir da área Norte do subsistema Nordeste.

               Prazo: Jul/2011.

9.2.2          Concluir         estudos         e      implementar            procedimentos              alternativos          de
               recomposição adotados no processo de partida das unidades geradoras do
               complexo de Paulo Afonso, até que sejam instalados o Black Start nas
               usinas de Paulo Afonso IV e Luiz Gonzaga.

               Prazo: Jul/2011

9.2.3          Elaborar estudos visando investigar a viabilidade de restabelecer as
               condições mínimas operativas através de procedimentos e/ou esquemas
               especiais que permitam preservar áreas remanescentes do sistema,
               quando de situações operativas precárias e/ou degradadas (tensão e
               freqüência).


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Prazo: Out/2011.

9.2.4          Realizar estudos visando verificar a compatibilização do ERAC e do SEP
               de subtensão da Região Nordeste, de forma a se obter uma otimização do
               corte de carga nas diferentes áreas desta região, reavaliando, inclusive, os
               critérios de frequência mínima.

               Prazo: Set/2011

9.2.5          Reavaliar, em conjunto com os agentes de geração, o processo de
               restabelecimento de carga e geração visando contemplar a possibilidade
               de operação das unidades geradores na faixa proibida, de forma a garantir
               a adequada coordenação entre a elevação de geração nas usinas e o
               restabelecimento de carga no sistema.

               Prazo: Jul/2011

9.2.6          Contemplar nos Procedimentos de Rede a prática operacional adotada em
               nível internacional, de que após desligamentos de equipamentos de
               transmissão, não havendo restrições, os mesmos sejam prioritariamente
               normalizados,            de     forma        a    retornar        às     condições          de         segurança
               estabelecidas.

               Prazo: Jul/2011




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10              ANEXOS
10.1     Lista de presença da primeira reunião, em 07/02/2011, para análise
da perturbação

                NOME                    EMPRESA                    TELEFONE                             E-MAIL
Fernando Aquino Viotti                  ONS                        21 2203-9894        fviotti@ons.org.br
Ary Ribeiro                             Celpe                      81 3217-5105        arypinto@celpe.com.br
Dário Soares Vale                       Cosern                     84 3215-6110        dario.vale@cosern.com.br
Antônio Luiz O. de Castro               Coelba                     71 3370-5600        alcastro@coelba.com.br
Ricardo Galindo                         Celpe                      81 3217-5108        galindo@celpe.com.br
Joubert Meneguelli                      Coelba                     71 3370-5200        jmeneguelli@coelba.com.br
Eduardo Baroni Jr.                      Neoenergia                 81 3217-5840        ebaroni@celpe.com.br
Thompson Sobreira Rolim Jr.             Aneel / SFE                61 2192-8052        thompson@aneel.gov.br
Esilvan Cardoso Santos                  Aneel / SFE                61 2192-8525        esilvan@aneel.gov.br
Rafael Ervilha Caetano                  Aneel / SFG                61 2192-8933        rafaelervilha@aneel.gov.br
Benedito Adelino S. da Silva            ONS                        21 22039533         beneditosilva@ons.org.br
Domingos Romeu Andreatta                MME / SEE                  61 3319-5925        domingos.andreatta@mme.gov.br
Walmary Pereira Nunes                   Cosern                     84 3215-6111        walmary.nunes@cosern.com.br
Paulo Henrique da S. Fontes             Energisa SE                79 2106-1682        phenrique@energisa.com.br
Miguel Mitre                            Chesf                      81 3229-4462        mitre@chesf.gov.br
Fernando Mesquita                       Chesf                      81 3229-4425        mesquita@chesf.gov.br
Miguel Medina                           Chesf                      81 3229-2151        medinap@chesf.gov.br
Francisco P. Montezuma                  Coelce                     85 3453-4131        montezuma@coelce.com.br
Antônio Felipe Aquino                   ONS                        21 2203-9563        aquino@ons.org.br
Eliane F. Silva                         ONS                        21 2203-9880        eliane@ons.org.br
Gustavo Souza Chegucci                  Braskem-Abrace-NE          11 3576-9337        gustavo@chegucci@braskem.com.br
Ylani Freitas                           ONS                        61 3362-5252        ylani@ons.org.br
Heloiza Helena X. M. Menezes            ONS                        81 3227-8150        heloiza@ons.org.br
Roberto Gomes Peres Júnior              ONS                        61 3362-5267        robertogpj@ons.org.br
Ricardo da Silva Gomes                  ONS                        21 2203-9875        ricardogomes@ons.org.br
Leandro Dehon Penna                     ONS                        21 2203-9552        penna@ons.org.br
Narciso Ferreira Barbosa                ONS                        81 3227-8175        narcisof@ons.org.br
Antonio Carlos da R. Duarte             ONS                        21 2203-9819        acrd@ons.org.br
Carlos Alberto Muniz Cerqueira          ONS                        81 3227-8960        carlosmc@ons.org.br
Arlindo Lins de Araújo Júnior           ONS                        81 3227-8934        arlindol@ons.org.br
Francisco José de A. Baltar             Chesf                      81 3229-4130        fbaltar@chesf.gov.br
Maurício Maia                           Chesf                      81 3229-2185        mmaia@chesf.gov.br
Antonio P. Guarini                      ONS                        21 2203-9535        guarini@ons.org.br
Sandra Maria Maciel Pontes              ONS                        81 3227-8100        sandramm@ons.org.br
Ivan Ferreira Verboonen                 ONS                        21 2203-9936        ivanverboonen@ons.org.br
Thiago de F. Schwarc                    ONS                        21 2203-9996        thiago.schwarc@ons.org.br
Alexandre Massaud                       ONS                        21 2203-9951        massaud@ons.org.br
Edinoel Padovani                        ONS                        61 3362-5422        edinoel@ons.org.br
José de Alencar Silva Júnior            ONS                        21 2203-9543        alencar@ons.org.br
Saulo Cisneiros                         ONS                        21 2203-9897        saulo@ons.org.br
Claudio Guimarães                       ONS                        81-3227-8901        claudiog@ons.org.br

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10.2     Lista de presença da segunda reunião, em 17/02/2011, para análise da
perturbação

           NOME                       EMPRESA               TELEFONE                             E-MAIL
Saulo Cisneiros                       ONS                   21 9468-5112          saulo@ons.org.br
Angelo Luiz de Franceschi             ONS                   21 2203-9998          angelo@ons.org.br
Paulo Gomes                           ONS                   21 9425-8961          pgomes@ons.org.br
João Henrique Franklin                CHESF                 81 3229-4100          franklin@chesf.gov.br
Nelson Acioli de Medeiros             CHESF                 81 3229-2321          nacioli@chesf.gov.br
Eron de Oliveira                      CHESF                 81 3229-4106          eronob@chesf.gov.br
Servulo de Oliveira Pinto             CHESF                 81 3229-4437          servulo@chesf.gov.br
Iony Patriota de Siqueira             CHESF                 81 3229-4145          iony@chesf.gov.br
Miguel Mitre                          CHESF                 81 3229-44-62         mitre@chesf.gov.br
Antonio Roseval F. Freire             CHESF                 81 3229-4048          roseval@chesf.gov.br
Francisco José de A.Baltar            CHESF                 81 3229-4130          fbaltar@chesf.gov.br
Gustavo Adolfo G. Arruda              CHESF                 81 3229-4421          gustavo@chesf.gov.br
Thiago de F. Schwar                   ONS                   21 2203-9996          thiago.schuar@ons.org.br
Ivan Ferreira Verboonen               ONS                   21 2203-9936          ivanverboonen@ons.org.br
Antonio de Pádua Guarini              ONS                   21 2203-9535          guarini@ons.org.br
Fernando Mesquita                     CHESF                 81 3229-4425          mesquita@chesf.gov.br
William Seal da Silva                 CHESF                 81 3229-2186          william@chesf.gov.br
Mauricio Maia                         CHESF                 81 3229-2185          mmaia@chesf.gov.br
Umberto Gomes Carneiro                CHESF                 81 3229-2180          umberto@chesf.gov.br
Miguel C. Medina Pena                 CHESF                 81 3229-2150          medina@chesf.gov.br
Carlos Roberto R. Leite               CHESF                 81 3229-4109          carlosrl@chesf.gov.br
Ricardo Ulisses Falcão Ferraz         CHESF                 81 3229-4045          ricardou@chesf.gov.br
Domingos Andreatta                    MME-SEE/DME           61 3319-5925          domingos.andreatta@mme.gov.br
Ylani Freitas                         ONS                   61 3362-5252          ylani@ons.org.br
Sandra Maria Maciel Pontes            ONS                   81 3227-8100          sandramm@ons.org.br
Heloiza Helena X.M.Menezes            ONS                   81 3227-8150          heloiza@ons.org.br
Roberto Gomes Peres Junior            ONS                   81 3362-5267          robertogp@ons.org.br
Braz Campanholo Filho                 ONS                   61 3362-5293          braz@ons.org.br
Marcio M. Nogueira da Gama            ANEEL                 61 2192-8534          marciogama@aneel.gov.br
Esilvan Cardoso Santos                ANEEL                 61 2192-8525          esilvan@aneel.gov.br
Vinicius Lopes Campos                 ANEEL                 61 2192-8204          vinicius.campos@aneel.gov.br
Rafael Ervilha Caetano                ANEEL                 61 2192-8933          rafaelervilha@aneel.gov.br
Fernando Aquino Viotti                ONS                   21 2203-921           fviotti@ons.org.br
Carlos Alberto M. Cerqueira           ONS                   81 3227-8960          carlosmc@ons.org.br
Arlindo Lins de Araujo                ONS                   81 3227-8934          arlindo@ons.org.br
Claudio Amorim Guimarães              ONS                   81 3227-8901          claudiog@ons.org.br
Mauro Pereira Muniz                   ONS                   21 2203-9689          mauro@ons.org.br




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10.3           Tabelas de Recomposição

As manobras de recomposição, após a perturbação, foram realizadas na seguinte
seqüência:


RECOMPOSIÇÃO DAS ÁREAS CENTRO E SUDOESTE

   Hora
                  Instalação                                       Evento                                     Região/Área
    (h)
 00h44        Paulo Afonso IV         Normalizada a LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga / Paulo Afonso              Área Centro
                                      IV (05C1), através do 15C1 da SE Paulo Afonso IV,
                                      normalizando o barramento 500 kV 05B2.

 01h05        Paulo Afonso IV         Fechado disjuntor 500 kV 15D1 da SE Paulo Afonso IV                       Área Centro

 01h07        Paulo Afonso IV         Sincronizada a unidade geradora UG1 (01G1) da Usina de                    Área Centro
                                      Paulo Afonso IV

 01h08        Paulo Afonso IV         Energizado em vazio o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1                Área Centro
                                      (05T7) da SE Paulo Afonso IV.

 01h12        Paulo Afonso IV         Energizada em vazio a LT 500 kV Paulo Afonso IV / Xingó C1                Área Centro
                                      (05V6), através do disjuntor 15V6 da SE Paulo Afonso IV.

 01h17        Xingó                   Normalizada a LT 500 kV Xingó/Paulo Afonso IV C1 (05V6).                  Área Centro

 01h17        Paulo Afonso IV         Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR7                    Área Centro
                                      (05T7), normalizando o barramento 230 kV da SE Paulo Afonso.

 01h21        UHE Paulo Afonso II     Normalizado o link 230 kV Paulo Afonso III/UHE Paulo Afonso II.           Área Centro

 01h21        Abaixadora              Energizado o barramento de 69 kV da subestação de                         Área Centro
                                      Abaixadora (fonte para os serviços auxiliares das UHE Paulo
                                      Afonso I, II, III e IV).

 01h39        UHE Paulo Afonso II     Sincronizada a unidade geradora UG2.                                      Área Centro

                                      Fechado o disjuntor 500 kV 15T8, energizando transformador                 Área Centro
 01h52        Paulo Afonso IV
                                      500/230 kV 600 MVA TR2 (05T8) em vazio.

 01h52        Paulo Afonso IV         Fechado o disjuntor 500 kV 15D7                                            Área Centro

 01h53        Senhor do Bonfim        Energizado a LT 230 kV Senhor do Bonfim / Irecê C1 (04F1).               Área Sudoeste

                                      Normalizado o barramento B1 (04B1) e o Transformador 230/69 kV           Área Sudoeste
 01h53        Irecê
                                      39 MVA TR2 (04T2)

                                      Normalizando o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR2                    Área Centro
 01h53        Paulo Afonso
                                      (05T8), através do disjuntor 230 kV 14T8-A,

                                      Fechado o disjuntor 230 kV 14T8-B, normalizando o bay 230 kV do            Área Centro
 01h53        Paulo Afonso
                                      transformador 500/230 kV 600 MVA TR2 (05T8)

                                      Normalizada a LT 230 kV Bom Jesus da Lapa II / Bom Jesus da              Área Sudoeste
 01h52        Bom Jesus da Lapa
                                      Lapa (04F3)

RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 52 de 121
01h52        Bom Jesus da Lapa       Normalizado o transformador 230/69 kV 39 MVA TR3 (04T3)                  Área Sudoeste

 01h52        Bom Jesus da Lapa       Normalizada a LT 230 kV Bom Jesus da Lapa/Barreiras C1 (04L1)            Área Sudoeste

                                      Normalizada a LT 230 kV Bom Jesus da Lapa II/ Bom Jesus da               Área Sudoeste
 01h53        Bom Jesus da Lapa
                                      Lapa (04F4)

 01h53        Bom Jesus da Lapa       Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2)                         Área Sudoeste

 01h55        Paulo Afonso            Energizado em vazio o link 230 kV para UHE Apolônio Sales                  Área Centro

                                      Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA (04T1) SE                  Área Sudoeste
 01h56        Barreiras
                                      Barreiras.

                                      Energizado em vazio o transformador 230/69 kV TR3 (04T3)                 Área Sudoeste
 01h56        Barreiras
                                      através do disjuntor 230 kV 14T3.

                                      Energizado em vazio o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4                Área Sudoeste
 01h58        Barreiras
                                      (04T4)

                                      Abertos os disjuntores 500 kV 15D1 e 15G1, descomplementando o             Área Centro
 02h00        Paulo Afonso IV
                                      bay da unidade 01G1 da UHE Paulo Afonso IV

 02h01        Bom Jesus da Lapa       Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1)                         Área Sudoeste

 02h05        Irecê                   Energizando o transformador 230/138 kV 55 MVA TR4 (04T4)                 Área Sudoeste

 02h05        Usina Xingó             Fechado o disjuntor 500 kV 15D6, sincronizando unidade UG 6                Área Centro

 02h06        Irecê                   Normalizando o transformador 230/138 kV 55 MVA TR4 (04T4)                Área Sudoeste

                                      Normalizado o transformador 230/138 kV TR4 (04T4), início cargas         Área Sudoeste
 02h11        Barreiras
                                      138 kV

 02h11        Barreiras               Normalizado o transformador 230/138 kV TR3 (04T3)                        Área Sudoeste

                                      Sincronizando unidade geradora UG2 através do disjuntor 500 kV             Área Centro
 02h12        Paulo Afonso IV
                                      15G2

 02h12        Paulo Afonso IV         Fechado o disjuntor 500 kV 15D2                                            Área Centro

 02h13        Irecê                   Normalizado o transformador 230/69 kV 39 MVA TR1 (04T1)                  Área Sudoeste

                                      Sincronizando unidade geradora UG 6 através do disjuntor 500 kV            Área Centro
 02h19        Usina Xingó
                                      15G6

                                      Sincronizado unidade geradora UG 1 através do disjuntor 500 kV             Área Centro
 02h20        Paulo Afonso IV
                                      15G1

 02h20        Paulo Afonso IV         Fechado o disjuntor 500 kV 15D1, completando bay UG1                       Área Centro

 02h20        Barreiras               Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2)                         Área Sudoeste

                                      Sincronizada a unidade geradora UG 4 através do disjuntor 500 kV           Área Centro
 02h22        Usina Xingó
                                      15G4

 02h23        Paulo Afonso            Energizado o link 230 kV para Usina Paulo Afonso I                         Área Centro

 02h24        Usina Paulo Afonso I    Fechado o disjuntor 230 kV 14G2                                            Área Centro



RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 53 de 121
02h24        Usina Xingó             Fechado o disjuntor 500 kV 15G1                                            Área Centro

 02h36        Usina de Xingó          Desarme das unidades geradoras UG3 e UG4 da Usina de                      Área Centro
                                      Xingó (01G3 e 01G4).

 02h45        Usina de Xingó          Desarme das unidades geradoras UG1 e UG6 da Usina de                      Área Centro
                                      Xingó (01G1 e 01G6).

 03h07        Usina de Xingó          Sincronizada a unidade geradora UG6 da Usina de Xingó                     Área Centro
                                      (01G6).

 03h22        UHE Xingó               Sincronizada a unidade geradora UG1.                                      Área Centro

 03h28        UHE Xingó               Sincronizada a unidade geradora UG5.                                      Área Centro

 03h38        Usina de Xingó          Sincronizada a unidade geradora UG2 (01G2) da Usina de                    Área Centro
                                      Xingó.

 03h44        Usina de Xingó          Sincronizda a unidade geradora UG4 (01G4)                                 Área Centro

 03h56        Usina de Xingó          Sincronizada a unidade geradora UG3 (01G3)                                Área Centro

 06h12        Irecê                   Energizado a LT 230 kV Irecê/Bom Jesus da Lapa C1 (04F2)                 Área Sudoeste

                                      Normalizada a LT 230 kV Irecê/Bom Jesus da Lapa C1 (04F2),               Área Sudoeste
 06h25        Bom Jesus da Lapa
                                      fechando o anel 500/230 kV Sobradinho/Bom Jesus da Lapa II

 06h29        Irecê                   Energizado o transformador 230/138 kV 55 MVA TR5 (04T5)                  Área Sudoeste

 06h31        Irecê                   Normalizado o transformador 230/138 kV 55 MVA TR5 (04T5)                 Área Sudoeste

 06h33        Irecê                   Normalizado o transformador 230/6.9/13.8 kV 40 MVA TR7 (04T7)            Área Sudoeste

 06h36        Irecê                   Sincronizado o Compensador Síncrono 01K1                                 Área Sudoeste

 06h41        Irecê                   Energizado o transformador 230/69/13.8 kV 39 MVA TR3 (04T3)              Área Sudoeste

 06h42        Irecê                   Normalizado o transformador 230/69/13.8 kV 39 MVA TR3 (04T3)           Área Sudoeste



RECOMPOSIÇÃO DA ÁREA NORTE

   Hora
                  Instalação                                       Evento                                     Região/Área
    (h)
 01h07        Fortaleza II            Normalizado o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1)                  Área Norte
                                      da SE Fortaleza II, energizando o barramento de 230 kV 04B1
                                      da SE Fortaleza II.

 01h08        Fortaleza II            Energizada em vazio a LT 230 kV Fortaleza II / Delmiro Gouveia             Área Norte
                                      C2 (04F5)

 01h09        Delmiro Gouveia         Normalizada LT 230 kV Fortaleza II / Delmiro Gouveia C2                    Área Norte
                                      (04F5) e energizado o barramento 230kV 04B1

 01h10        Delmiro Gouveia         Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1).                  Área Norte

 01h15        Delmiro Gouveia         Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2).                  Área Norte

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01h17        Fortaleza               Normalizada a LT 230 kV Fortaleza II/Fortaleza C1 (04Z4).                  Área Norte

 01h19        Delmiro Gouveia         Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3).                  Área Norte

 01h19        Pici II                 Normalizada a LT 230 kV Fortaleza/Pici II C2 (04Z2).                       Área Norte

 01h20        Delmiro Gouveia         Normalizada a LT 230 kV Fortaleza II/Delmiro Gouveia C1                    Área Norte
                                      (04F4).

 01h21        Fortaleza               Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3).                  Área Norte

 01h21        Delmiro Gouveia         Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4).                  Área Norte

 01h23        Cauípe                  Normalizada a LT 230 kV Cauípe/Fortaleza II C3 (04S1).                     Área Norte

 01h23        Fortaleza               Normalizado o transformador 230/26 kV 200 MVA TR5 (04T5).                  Área Norte

 01h24        Cauípe                  Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1).                  Área Norte

 01h26        Fortaleza               Normalizada a LT 230 kV Fortaleza II/Fortaleza C2 (04Z5).                  Área Norte

 01h27        Cauípe                  Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2).                  Área Norte

 01h30        Sobral II               Normalizada a LT 230 kV Cauípe/Sobral II C1 (04S2).                        Área Norte

 01h32        Sobral II               Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2).                  Área Norte

 01h33        Fortaleza               Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4)                   Área Norte


 01h36        Sobral III              Normalizada a LT 230 kV Sobral III/Sobral II C1 (04L2).                    Área Norte

 01h37        Cauípe                  Normalizada a LT 230 kV Cauípe/Fortaleza II C2 (04S4).                     Área Norte

 01h37        Sobral III              Normalizada a LT 230 kV Sobral III/Sobral II C2 (04L3).                    Área Norte

 01h39        Fortaleza               Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2).                  Área Norte

 01h41        Fortaleza               Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1).                  Área Norte

 01h42        Banabuiú                Normalizada a LT 230 kV Fortaleza/Banabuiú C3 (04F3).                      Área Norte

 01h46        Banabuiu                Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1)                   Área Norte

 01h47        Sobral II               Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVATR1 (04T1).                   Área Norte

                                      Fechado disjuntor 230 kV 14M2, energizando em vazio a LT                   Área Norte
 01h48        Banabuiu
                                      Milagres / Banabuiu 230kV (04M2)

 01h48                                                                                                           Área Norte
              Pici II                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2)

 01h49        Banabuiu                Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2)                   Área Norte

                                      Energizado em vazio o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3                  Área Norte
 01h53        Pici II
                                      (04T3).

 01h55                                                                                                           Área Norte
              Banabuiu                Energizada em vazio a LT230 kV Banabuiu / Russas II (04C1)


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01h55        Pici II                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3)                   Área Norte

                                      Normalizada a LT230 kV Banabuiu / Russas II C1 (04C1),                     Área Norte
 01h56        Russas II
                                      energizando o barramento 230 kV (04B1)

                                      Normalizada a LT 230 kV Milagres / Banabuiu (04M3) e barramento            Área Norte
 01h59        Milagres
                                      230 kV 04BP da SE Milagres

                                      Energizado em vazio o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1                 Interligação
 01h59        Russas II
                                      (04T1)                                                                   Norte/Nordeste

                                      Normalizada a LT 230 kV Russas II / Mossoró II (04L1), juntamente          Área Norte
 02h01        Mossoró II              com o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) da SE
                                      Mossoró II

 02h04        Milagres                Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3)                   Área Norte

 02h05        Russas II               Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3)                   Área Norte

 02h05        Coremas                 Normalizada a LT 230 kV Milagres / Coremas C2 (04M5)                       Área Norte

 02h07        Milagres                Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4)                   Área Norte

 02h07        Coremas                 Normalizado transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2)                     Área Norte

                                      Energizado o transformador 230/ 12,3 kV 100 MVA TR5 (04T5) dos             Área Norte
 02h08        Milagres
                                      compensadores estáticos 01Q1/Q2

 02h08        Icó                     Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1)                   Área Norte

 02h09        Milagres                Normalizado o Compensador Estático -35/+58 Mvar (01Q1)                     Área Norte

 02h11        Milagres                Normalizada a LT 230 kV Milagres / Banabuiu C2 (04M2)                      Área Norte

                                      Desligamento automático do transformador 230/69 kV 100 MVA                 Área Norte
 02h12        Icó
                                      TR1 (04T1)

                                      Energizadas as LT Usina Térmica Ceará / Cauípe C1 (04S5) e C2              Área Norte
 02h13        Cauípe
                                      (04S6).

 02h14        Mossoró II              Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2)                   Área Norte

                                      Normalizada a LT Banabuiu / Fortaleza C1 (04F1) através do                 Área Norte
 02h14        Banabuiu
                                      disjuntor 230 kV 14F1.

 02h16        Icó                     Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1)                   Área Norte

                                      Energizado em vazio a LT 230 kV Paulo Afonso / Bom Nome C3                 Área Norte
 02h23        Paulo Afonso
                                      (04F3)

 02h24        Coremas                 Normalizada a LT 230 kV Milagres / Coremas C1 (04M6)                       Área Norte

                                      Energizado em vazio a LT 230 kV Paulo Afonso / Bom Nome C2                 Área Norte
 02h24        Paulo Afonso
                                      (04F2)

                                      Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso / Bom Nome C3 (04F3) e                Área Norte
 02h24        Bom Nome
                                      barramento 230 kV 04BP

                                      Normalizado os transformadores 230/69 kV 33 MVA TR1 (04T1) e               Área Norte
 02h24        Bom Nome
                                      TR2 (04T2)

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02h25        Icó                     Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2)                   Área Norte

 02h25        Milagres                Energizada em vazio a LT 230 kV Milagres / Tauá C1 (04M4)                  Área Norte

                                      Normalizada a LT 230 kV Milagres / Tauá II C1 (04M4) e                     Área Norte
 02h26        Tauá II
                                      barramento 230 kV 04B1

 02h27        Coremas                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3)                   Área Norte

 02h27        Tauá II                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1)                   Área Norte

 02h28        Bom Nome                Normalizado o transformador 230/138 kV 100 MVA TR5 (04T5)                  Área Norte

 02h30        Bom Nome                Normalizado o transformador 230/138 kV 100 MVA TR6 (04T6)                  Área Norte

 02h31        Bom Nome                Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/ Bom Nome C2 (04F2).                  Área Norte

 02h31        Bom Nome                Energizada em vazio a LT 230 kV Bom Nome / Milagres C3                     Área Norte
                                      (04L3).

 02h32        Bom Nome                Energizada em vazio a LT 230 kV Bom Nome / Milagres C2                     Área Norte
                                      (04L2).

 02h36        Fortaleza               Normalizada a LT 230 kV Fortaleza II/Fortaleza C3 (04Z6).                  Área Norte

 02h37        Mossoró II              Normalizada a LT 230 kV Banabuiu / Mossoró C1 (04C4).                      Área Norte

 02h37        Pici II                 Normalizada a LT 230 kV Fortaleza II/ Pici II C2 (04Z3)                    Área Norte

 02h46        Banabuiu                Normalizada a LT 230 kV Fortaleza/Banabuiu C2 (04F2)                       Área Norte

 02h51        Banabuiu                Normalizada a LT 230 kV Milagres/Banabuiu C1 (04M1).                       Área Norte

 02h55        Banabuiu                Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3).                  Área Norte

 03h11        Tauá II                 Desligamento automático da LT 230 kV Milagres/Tauá II C1                   Área Norte
                                      (04M4).

 03h13        Coremas                 Normalizado o Transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1)                   Área Norte

 03h18        Milagres                Energizada em vazio a LT 230 kV Milagres/Tauá II C1 (04M4).                Área Norte

 03h28        Tauá II                 Normalizada a LT 230 kV Milagres/Tauá II C1 (04M4).                        Área Norte

 03h28        Tauá II                 Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1).                          Área Norte

 03h31        Sobral III              Energizada em vazio a LT 230 kV Sobral III/Massapê C1 (04P1)               Área Norte

 03h32        Mossoró II              Energizado em vazio o transformador 230/69 kV 100 MVA                      Área Norte
                                      (04T3).

 03h34        Russas II               Energizada a LT 230 kV Aracati/Russas II (04P1).                           Área Norte

 03h58        Termofortaleza          Energizadas as LT 230 kV Cauípe / Termofortaleza C1 (04V1) e               Área Norte
                                      C2 (04V2).

 04h00        Pici II                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1)                   Área Norte

 04h02        Cauípe/UTE              Desligamento automático das LT 230                 kV Cauípe/UTE           Área Norte
              Termofortaleza          Termofortaleza C1 (04V1) e C2 (04V2).

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04h04        Milagres                Normalizada a LT 230 kV Bom Nome/Milagres C2 (04L2).                       Área Norte

 04h05        Milagres                Normalizada a LT 230 kV Bom Nome/Milagres C3 (04L3).                       Área Norte

 04h08        Bom Nome                Normalizada a LT 230 kV Bom Nome/Milagres C1 (04L1).                       Área Norte

 04h22        Piripiri                Normalizada a LT 230 kV Piripiri/Sobral C1 (04L1).                         Área Norte

 04h59        UE Formosa              Normalizada a LT 230 kV Massapê II/UE Formosa C1 (04M1)                    Área Norte

 05h15        Cauípe/Usina            Normalizada as LT 230 kV Cauípe/Usina Termofortaleza C1                    Área Norte
              Termofortaleza          (04V1) e C2 (04V2).



RECOMPOSIÇÃO DA ÁREA SUL

   Hora
                  Instalação                                       Evento                                     Região/Área
    (h)
                                      Energizada em vazio a LT 500 kV Usina Luiz Gonzaga/Olindina C1              Área Sul
 01h57        Luiz Gonzaga
                                      (05S4).

                                      Fechado o disjuntor 500 kV 15S4, normalizando LT 500 kV Usina               Área Sul
 02h01        Olindina                Luiz Gonzaga/Olindina C1 (05S4), energizando barramento 500 kV
                                      05B1.

                                      Normalizada a LT 500 kV Olindina/Camaçari II C1 (05L4),                     Área Sul
 02h03        Camaçari II
                                      energizando o barramento 500 kV 05B1.

                                      Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1),              Área Sul
 02h04        Camaçari II
                                      energizando o barramento 230 kV.

 02h06        Camaçari II             Normalizada a LT 230 kV Camaçari/Braskem C1 (04N1).                         Área Sul

 02h08        Camaçari II             Energizado em vazio a LT 230 kV Camaçari II/Pituaçu C1 (04M8).              Área Sul

              Paulo Afonso/                                                                                       Área Sul
 02h08                                Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/Itabaiana C1 (04S6).
              Itabaiana

                                      Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Matatu C1 (04M7),                       Área Sul
 02h08        Matatu
                                      energizando o barramento 230 kV.

 02h08        Matatu                  Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1).                           Área Sul

 02h09        Camaçari II             Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR6 (04T6).                   Área Sul

 02h11        Itabaiana               Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1).                           Área Sul

 02h11        Pituaçu                 Normalizada LT 230 kV Camaçari II/Pituaçu C1 (04M8).                        Área Sul

 02h12        Itabaiana               Energizada em vazio a LT 230 kV Itabaiana/Jardim C1 (04C1).                 Área Sul

 02h13        Pituaçu                 Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2).                           Área Sul

 02h13        Cotegipe                Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Cotegipe C1 (04M6).                     Área Sul

 02h13        Cotegipe                Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2).                           Área Sul


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02h13        Camaçari II             Energizada em vazio a LT 230 kV Camaçari/Catu C2 (04M2).                    Área Sul

 02h14        Cotegipe                Normalizado o transformador 230/69 kV TR4 (04T4).                           Área Sul

              Paulo Afonso/ Cícero                                                                                Área Sul
 02h15                                Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/Cícero Dantas C1 (04S2).
              Dantas

              Cícero Dantas/          Energizada a LT 230 kV Cícero Dantas/Olindina/Catu C1 (04L2),               Área Sul
 02h17
              Olindina                suprindo a SE Olindina 230 kV.

                                      Normalizado o transformador 230/13,8 kV TR1 (04T1), energizando             Área Sul
 02h18        Olindina
                                      o barramento de 13,8 kV.

 02h18        Jardim                  Normalizada a LT 230 kV Itabaiana/Jardim C1 (04C1).                         Área Sul

 02h18        Jardim                  Normalizada a LT 230 kV Jardim/Consumidor Cimesa C1 (04F2).                 Área Sul

 02h18        Jardim                  Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1)                            Área Sul

 02h21        Itabaiana               Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/Itabaiana C2 (04S7)                    Área Sul

 02h21        Jardim                  Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2)                            Área Sul

 02h21        Matatu                  Normalizado o transformador 230/11,9 kV TR4 40 MVA (04T4).                  Área Sul

 02h21        Itabaiana               Energizada em vazio a LT 230 kV Itabaiana/Jardim C2 (04C2)                  Área Sul

 02h23        Itabaiana               Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2)                            Área Sul

 02h23        Itabaianinha            Normalizado o transformador 230/69 kV 33 MVA TR1 (04T1)                     Área Sul

 02h24        Camaçari II/            Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Governador Mangabeira                   Área Sul
              Governador              C1 (04M7), energizando o barramento 230 kV da SE
              Mangabeira              Governador Mangabeira.

              Governador              Normalizado o transformador 230/69/ 13,8 kV 100 MVA TR1 (04T1),             Área Sul
 02h26
              Mangabeira              energizando os barramentos de 69 kV e 13,8 kV.

 02h26        Itabaianinha            Normalizado o transformador 230/69 kV 39 MVA TR2 (04T2).                    Área Sul

                                      Energizada em vazio a LT 230 kV Paulo Afonso/Bom Nome C1                    Área Sul
 02h27        Paulo Afonso
                                      (04F1)

 02h28        Matatu                  Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2).                           Área Sul

 02h28        Pituaçu                 Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1).                           Área Sul

 02h29        Itabaiana               Normalizada a LT 230 kV Itabaiana/Itabaianinha C1 (04C3).                   Área Sul

 02h30        Matatu                  Normalizado o transformador 230/11,9 kV 40 MVA TR5 (04T5).                  Área Sul

 02h30        Paulo Afonso / Cícero Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/ Cícero Dantas C2                        Área Sul
              Dantas                (04S3).

 02h30        Camaçari II             Desenergizados os reatores 500 kV 05E1 e 05E2 da SE                         Área Sul
                                      Camaçari II

 02h30        Sapeaçu/Governador Normalizada a LT 230 kV Sapeaçu/Governador Mangabeira C2                         Área Sul
              Mangabeira         (04C2), energizando o barramento 230 kV da SE Sapeaçu.



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02h31        Sapeaçu/Governador Normalizada a LT 230 kV Sapeaçu/Governador Mangabeira C3                         Área Sul
              Mangabeira         (04C3).

 02h31        Sapeaçu / Santo         Normalizada a LT 230 kV Sapeaçu/Santo Antônio de Jesus C1                   Área Sul
              Antônio de Jesus        (04L2), energizando o barramento 230 kV de Santo Antônio de
                                      Jesus.

 02h31        Sapeaçu/Governador Normalizada a LT 230 kV Sapeaçu/Governador Mangabeira C1                         Área Sul
              Mangabeira         (04C1).

 02h31        Sapeaçu                 Energizada em vazio a LT 230 kV Sapeaçu/Funil C2 (04F3).                    Área Sul

 02h32        Jardim                  Normalizada a LT 230 kV Itabaiana/Jardim C2 (04C2).                         Área Sul

 02h32        Camaçari II             Normalizado o transformador 500/230 kV 600 MVA TR2 (05T2)                   Área Sul
                                      da SE Camaçari II.

 02h32        Sapeaçu                 Energizada em vazio a LT 230 kV Sapeaçu/Funil C1 (04F1).                    Área Sul

 02h33        Santo Antônio de        Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1).                   Área Sul
              Jesus

 02h34        Governador              Energizada em vazio a LT 230 kV Catu/Governador Mangabeira                  Área Sul
              Mangabeira              C1 (04M3).

 02h34        Jacaracanga             Normalizada a LT 230 kV Camaçari II / Jacaracanga C2 (04C4),                Área Sul
                                      energizando o barramento 230 kV.

 02h35        Jacaracanga             Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1).                   Área Sul

 02h35        Matatu                  Energizado o transformador 230/69 kV 04T3.                                  Área Sul

 02h37        Pituaçu                 Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3).                           Área Sul

 02h38        Funil                   Normalizada a LT 230 kV Sapeaçu/Funil C1 (04F1), seguido de                 Área Sul
                                      desligamento do terminal 230 kV SE Funil.

 02h38        Cotegipe/Matatu         Normalizada a LT 230 kV Cotegipe/Pituaçu/Matatu C1 (04L4).                  Área Sul

 02h39        Funil/ Santo Antônio    Normalizada a LT 230 kV Funil/Santo Antônio de Jesus C1                     Área Sul
              de Jesus                (04F2), energizando o barramento 230 kV de Funil.

              Cícero Dantas/          Desligamento automático da LT 230 kV Cícero                                 Área Sul
 02h39
              Olindina                Dantas/Olindina/Catu C1 (04L2).

                                      Desligamento automático do transformador 230/13,8 kV TR1                    Área Sul
 02h39        Olindina
                                      (04T1).

 02h39        Funil                   Energizado o transformador 230/138 kV da SE Funil TR1 (04T1).               Área Sul

 02h39        Usina de Luiz           Desligamento automático da LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga /                Área Sul
              Gonzaga / Olindina      Olindina C1 (05S4).

 02h39        Olindina / Camaçari II Desligamento automático da LT 500 kV Olindina / Camaçari II                  Área Sul
                                     C1 (05L4).

              Cícero Dantas/          Energizada a LT 230 kV Cícero Dantas/Olindina/Catu C1 (04L2),               Área Sul
 02h42
              Olindina                suprindo a SE Olindina 230 kV.

 02h18        Olindina                Normalizado o transformador 230/13,8 kV TR1 (04T1), energizando             Área Sul

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o barramento de 13,8 kV.

 02h41        Jacaracanga             Desligamento da LT 230 kV Camaçari II/Jacaracanga C2 (04C4),                Área Sul
                                      no terminal Jacaracanga, desligando o barramento de 230 kV.

 02h41        Jacaracanga             Desligamento do transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1).                 Área Sul

 02h42        Jardim                  Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3).                           Área Sul

 02h42        Camaçari II             Normalizado os reatores 500 kV 05E1 e 05E2 da SE Camaçari                   Área Sul
                                      II.

                                      Desligamento automático dos transformadores 230/69 kV TR1                   Área Sul
 02h42        Pituaçu
                                      (04T1) e TR3 (04T3).

                                      Energizada a LT 230 kV Cícero Dantas/Catu C2 (04L3), suprindo o             Área Sul
 02h50        Cícero Dantas
                                      Consumidor Schincariol.

                                      Normalizados os transformadores 230/66 kV TR1 (04T1) e TR2                  Área Sul
 02h52        Cícero Dantas
                                      (04T2).

 02h58        Paulo Afonso IV/        Normalizada a LT 500 kV Paulo Afonso IV / Olindina (05S5).                  Área Sul
              Olindina

 03h01        Camaçari II             Normalizada a LT 500 kV Olindina/Camaçari II C1 (05L4).                     Área Sul

 03h01        Camaçari II             Normalizada a LT 500 kV Sapeaçu/Camaçari II C1 (05L7).                      Área Sul

 03h01        Camaçari II             Energizado em vazio o autotransformador 500/230 kV TR1                      Área Sul
                                      (05T1).

 03h03        Itapebi                 Normalizada a LT 230 kV Funil/Itapebi C1 (04F6).                            Área Sul

 03h03        Eunápolis               Normalizada a LT 230 kV Itapebi/Eunápolis C1 (04N1),                        Área Sul
                                      energizando o barramento 230 kV.

 03h05        Eunápolis               Normalizado o Transformador 230/138 kV 100 MVA TR1 (04T1),                  Área Sul
                                      energizando o barramento 138 kV.

 03h06        Camaçari II             Normalizado o autotransformador 500/230 kV TR1 (05T1).                      Área Sul

 03h07        Eunápolis               Normalizado o Transformador 230/138 kV 100 MVA TR2 (04T2).                  Área Sul

 03h11        Pituaçu                 Normalizado o ramal da LT 230 kV Cotegipe/Pituaçu/Matatu C1                 Área Sul
                                      (04L4).

 03h12        Funil                   Normalizado o Transformador 230/138 kV TR2 (04T2).                          Área Sul

 03h17        Jacaracanga             Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Jacaracanga C2 (04C4).                  Área Sul

 03h17        Jacaracanga             Normalizada a LT 230 kV Jacaracanga/Consumidor Dow                          Área Sul
                                      Química C1 (04N3).

 03h17        Tomba                   Normalizada a LT 230 kV Governador Mangabeira/Tomba C1                      Área Sul
                                      (04S2), energizando o barramento 230 kV 04B1 da SE Tomba.

 03h17        Eunápolis               Normalizada a LT 230 kV Itapebi/Eunápolis C2 (04N2)                         Área Sul

 03h17        Eunápolis               Energizado o reator 230 kV RT3 (04E3).                                      Área Sul

 03h17        Funil                   Normalizada a LT 230 kV Funil/Sapeaçu C1 (04F1).                            Área Sul

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03h18        Funil                   Energizado o reator 230 kV RT1 (04E1).                                      Área Sul

 03h20        Itapebi                 Normalizada a LT 230 kV Funil/Itapebi C2 (04F7).                            Área Sul

 03h21        Funil                   Normalizada a LT 230 kV Funil/Sapeaçu C2 (04F3).                            Área Sul

 03h23        Jardim                  Normalizada a LT 230 kV Jardim/Fafen C1 (04F1).                             Área Sul

 03h23        Pituaçu                 Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1).                           Área Sul

 03h23        Jardim                  Normalizada a LT 230 kV Jardim/Consumidor Vale C1 (04F3).                   Área Sul

 03h24        Camaçari II             Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Braskem Bahia C1 (04N1).                Área Sul

 03h25        UHE Xingó               Energizada em vazio a LT 500 kV Xingó/Jardim C1 (05V5).                     Área Sul

 03h31        Jardim                  Normalizada a LT 500 kV Xingó/Jardim C1 (05V5).                             Área Sul

 03h30        Funil                   Normalizado o transformador 230/138 kV TR3 (04T3)                           Área Sul

 03h33        Jardim                  Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR6                      Área Sul
                                      (05T6).

 03h34        Cotegipe                Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3).                           Área Sul

 03h34        Itapebi                 Normalizada a LT 230 kV Itapebi/Consumidor Veracel C1                       Área Sul
                                      (04N3).

 03h35        Tomba                   Energizado em vazio o transformador 230/69 kV TR1 (04T1).                   Área Sul

 03h36        Eunápolis               Normalizado o transformador 230/138 kV 100 MVA TR3 (04T3).                  Área Sul

 03h38        Camaçari II             Normalizada a LT 500 kV Jardim/Camaçari II (05L6).                          Área Sul

 03h38        Tomba                   Energizado em vazio o transformador 230/69 kV TR2 (04T2).                   Área Sul

 03h39        Governador              Energizado em vazio a LT 230 kV Governador                                  Área Sul
              Mangabeira              Mangabeira/Pedra do Cavalo (04S4).

 03h40        Funil                   Normalizado o transformador 230/138 KV (04T6).                              Área Sul

 03h40        Tomba                   Energizados em vazio os transformadores 230/69 kV TR3 (04T3)                Área Sul
                                      e TR4 (04T4) da SE Tomba.

 03h40        Camaçari II             Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR4                      Área Sul
                                      (05T4).

 03h42        Camaçari II             Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR3                      Área Sul
                                      (05T3)

 03h43        Jacaracanga             Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1).                   Área Sul

 03h45        Pituaçu                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3).                   Área Sul

 03h45        Camaçari                Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Jacaracanga (04C3).                     Área Sul
              II/Jacaracanga

 03h47        Tomba                   Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1).                           Área Sul

 03h48        Tomba                   Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2).                           Área Sul


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03h48        Camaçari II             Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Consumidor Braskem                      Área Sul
                                      C1(04C9).

 03h49        Tomba                   Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3).                           Área Sul

 03h49        Camaçari II             Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Consumidor Caraíbas C1                  Área Sul
                                      (04C8).

 03h50        Tomba                   Normalizado o transformador 230/69 kV TR4 (04T4).                           Área Sul

 03h50        Pituaçu                 Normalizado o transformador 230/69 kV (04T4).                               Área Sul

 03h50        Jacaracanga /           Normalizada a LT 230 kV Jacaracanga/Cotegipe (04L3).                        Área Sul
              Cotegipe

 03h50        Cotegipe                Normalizada a LT 230 kV Cotegipe/Consumidor Usiba C1                        Área Sul
                                      (04L1).

 03h50        Cotegipe                Normalizada a LT 230 kV Cotegipe/Consumidor Rio Doce                        Área Sul
                                      Manganês C1 (04L2).

 03h53        Camaçari II             Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/UTE Camaçari C1 (04V1).                 Área Sul

                                      Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Pólo C1 (04C1),                         Área Sul
 03h54        Camaçari II/Pólo
                                      energizando obarramento 230 kV da SE Pólo.

 03h55        Santo Antônio de        Normalizado o transformador 230 /69 kV 100 MVA TR2 (04T2)                   Área Sul
              Jesus

 03h56        Camaçari II             Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR5 (04T5).                   Área Sul

 03h56        Jacaracanga             Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2).                   Área Sul

 04h01        Catu                    Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Catu C1 (04M1).                         Área Sul

 04h01        Catu                    Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3),                           Área Sul
                                      energizando o barramento 69 kV 02BP.

 04h01        Catu                    Normalizados os transformadores 230/69/13,8 kV TR1 (04T1) e                 Área Sul
                                      TR2 (04T2), energizando o barramento 13,8 kV 01BP.

 04h01        Catu                    Normalizada a LT 230 kV Itabaianinha/Catu C1 (04L1).                        Área Sul

 04h01        Catu                    Normalizada a LT 230 kV Cícero Dantas/Catu C1 (04L2).                       Área Sul

 04h01        Catu                    Normalizada a LT 230 kV Cícero Dantas/Catu C2 (04L3).                       Área Sul

 04h01        Catu                    Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Catu C2 (04M2).                         Área Sul

 04h01        Catu                    Normalizada a LT 230 kV Catu/Governador Mangabeira C1                       Área Sul
                                      (04M3).

 04h01        Catu                    Normalizada a LT 230 kV Catu/Consumidor Ferbasa C1 (04M4).                  Área Sul

 04h02        Jacaracanga             Normalizada a LT 230 kV Jacaracanga/UTE Celso Furtado C1                    Área Sul
                                      (04M1).

 04h02        Ibicoara                Normalizado o transformador 230/138 kV TR4 (04T4).                          Área Sul

 04h04        Camaçari II/Pólo        Desligamento automático da LT 230 kV C1 (04C1), desligando o                Área Sul

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barramento 230 kV da SE Pólo.

 04h04        Funil                   Normalizado o transformador 230/13,5 kV TR8 (04T8).                         Área Sul

 04h04        Funil                   Energizado o compensador estático -100/ +200 Mvar CE1                       Área Sul
                                      (01Q1).

 04h06        Camaçari II/Pólo        Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Pólo C2 (04C2),                         Área Sul
                                      energizando novamente o barramento 230 kV da SE Pólo.

 04h14        Pólo                    Normalizada a LT 230 kV Pólo/Consumidor Ford C2 (04P2).                     Área Sul

 04h07        Jardim                  Normalizado o transformador 230/69 kV TR4 (04T4).                           Área Sul

 04h09        Tomba                   Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Tomba C1 (04S1).                        Área Sul

 04h16        Funil                   Energizada em vazio a LT 230 kV Funil/Itagibá C1 (04F4).                    Área Sul

 04h18        Camaçari II/Pólo        Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Pólo C1 (04C1).                         Área Sul

 04h18        Pólo                    Normalizada a LT 230 kV Pólo/Consumidor Ford C1 (04P1).                     Área Sul

 04h19                                Tentativa de fechamento do disjuntor 230 kV 14M9, sem                       Área Sul
              Camaçari II
                                      sucesso

 04h26        UHE Luiz                                                                                            Área Sul
                                      Normalizada a LT 500 kV UHE Luiz Gonzaga/Olindina C1 (05S4)
              Gonzaga/Olindina

 04h30        Olindina/Camaçari II Normalizada a LT 500 kV Olindina/Camaçari II C2 (05L5).                        Área Sul

                                      Normalizada a LT 230 kV Funil/Itagibá C1 (04F4), energizando o              Área Sul
 04h30        Itagibá
                                      barramento 230 kV da SE Itagibá.

                                      Normalizada a LT 230 kV Itagibá/Brumado II C1 (04Z1),                       Área Sul
 04h30        Itagibá/Brumado II
                                      energizando o barramento 230 kV da SE Brumado II.

              UHE Pedra do            Normalizada a LT 230 kV Governador Mangabeira/UHE Pedra                     Área Sul
 04h33
              Cavalo                  do Cavalo C1 (04S4).

 04h36        Brumado II              Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2)                            Área Sul

 04h40        Brumado II              Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1)                            Área Sul

 04h47        Camaçari II/Pólo        Desligamento automático da LT 230 kV Camaçari II/Pólo C1                    Área Sul
                                      (04C1).

 04h47        Pólo                    Normalizada a LT 230 kV Pólo/UTE Camaçari Muricy C1 (04P4).                 Área Sul

 04h51        Pólo                    Normalizada a LT 230 kV Pólo/UTE Camaçari Pólo de Apoio C1                  Área Sul
                                      (04P3).

 05h00        Camaçari II/Pólo        Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Pólo C1 (04C1)                          Área Sul

 07h30        Jacaracanga             Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3).                   Área Sul

 10h43                                Energizada em vazio a LT 230 kV Camaçari II/Cotegipe C1                     Área Sul
              Camaçari II
                                      (04M5).

 10h50        Camaçari II/Pituaçu     Normalizada LT 230 kV Camaçari II/Pituaçu C2 (04M9).                        Área Sul

 11h18        Cotegipe                Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Cotegipe C1 (04M5).                     Área Sul

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RECOMPOSIÇÃO DA ÁREA LESTE

   Hora
                 Instalação                                        Evento                                     Região/Área
    (h)
                                       Normalizada a LT 500 kV UHE Luiz Gonzaga / Angelim II C1                  Área Leste
  02h14      Angelim II
                                       (05L5), energizando o barramento 500 kV 05B1 da SE Angelim II.

  02h15      Angelim II                Energizado o reator 500 kV 05E1                                           Área Leste

                                       Normalizada a LT 500 kV Angelim II / Recife II C1 (05L8),                 Área Leste
  02h16      Angelim II / Recife II
                                       energizando o barramento 500 kV 05B1 da SE Recife II

                                       Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1),            Área Leste
  02h17      Recife II
                                       energizando o barramento 230 kV (04B1).

                                       Normalizada a LT 230 kV Recife II / Mirueira C2 (04C5),                   Área Leste
  02h18      Recife II / Mirueira
                                       energizando o barramento 230 kV 04BP da SE Mirueira.

  02h18      Recife II                 Energizada em vazio a LT 230 kV Recife II/ Goianinha (04C9).              Área Leste

                                       Normalizada a LT 230 kV Recife II / Joairam C1 (04V1),                    Área Leste
  02h19      Recife II / Joairam
                                       energizando o barramento 230 kV 04B1 da SE Joairam.

  02h19      Mirueira                  Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1)                  Área Leste

                                       Normalizada a LT 230 kV Joairam / Bongi C2 (04V5), energizando o          Área Leste
  02h19      Joairam / Bongi
                                       barramento 230 kV 04BP da SE Bongi

  02h20      Joairam                   Normalizado o transformador 230/69 kV 150 MVA TR1 (04T1)                  Área Leste

                                       Normalizado os transformadores 230/13,8 kV TR6 (04T6) e TR7               Área Leste
  02h20      Bongi
                                       (04T7), energizado o barramento 13.8 kV da SE Bongi.

  02h21      Mussuré II                Normalizada a LT 230 kV Mussuré II / Goianinha C1 (04F1)                  Área Leste

  02h21      Mussuré II                Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1)                  Área Leste

  02h22      Bongi                     Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1)                  Área Leste

  02h23      Bongi                     Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2)                  Área Leste

                                       Normalizada a LT 230 kV Recife II / Ribeirão C1 (04M1) e o                Área Leste
  02h24      Recife II / Ribeirão
                                       barramento 230 kV 04BP da SE Ribeirão

  02h24      Ribeirão                  Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3)                  Área Leste

                                       Nomalizada a LT 230 kV Recife II / Pirapama II C1 (04C1) e                Área Leste
  02h29      Recife II / Pirapama II
                                       barramento 230 kV 04BP

                                       Nomalizada a LT 230 kV Recife II / Pau Ferro C2 (04F7) e                  Área Leste
  02h29      Recife II / Pau Ferro
                                       barramento 230 kV 04BP

                                       Fechado o disjuntor 230 kV 14D1, interligando os barramentos 230          Área Leste
  02h29      Recife II
                                       kV

  02h30      Pirapama II               Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1)                  Área Leste

  02h34      Ribeirão                  Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA (04T2)                      Área Leste


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02h36      Recife II                Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR4                     Área Leste
                                      (05T4) Recife II.

  02h38      Mussuré II               Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3).                  Área Leste

  02h39      Ribeirão                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4).                  Área Leste

  03h03      Recife II/Joairam        Normalizada a LT 230 kV Recife II/Joairam C2 (04V2).                       Área Leste

  03h04      Joairam / Bongi          Normalizada a LT 230 kV Joairam / Bongi C1 (04V4).                         Área Leste

  03h05      Paulo Afonso             Energizada em vazio a LT 230 kV Paulo Afonso/Angelim C1                    Área Leste
                                      (04L1).

  03h07      Paulo Afonso/Angelim Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/Angelim C2 (04L2),                        Área Leste
                                  normalizando o barramento 230 kV (04B1) da SE Angelim.

  03h07      Bongi                    Normalizado o Transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3).                  Área Leste

  03h08      Recife II                Energizado o Banco de Capacitores 230 kV 50 Mvar BC1                       Área Leste
                                      (04H1).

  03h08      Recife II                Energizado o Banco de Capacitores 230 kV 50 Mvar BC2                       Área Leste
                                      (04H2).

  03h09      Angelim                  Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3).                  Área Leste

  03h11      Messias                  Normalizada a LT 500 kV UHE Xingó/Messias C1 (05V4),                       Área Leste
                                      energizando o barramento 500 kV (05B1).

  03h12      Messias                  Normalizado o autotransformador 500/230 kV da SE Messias                   Área Leste
                                      TR3 (05T3), energizando o barramento 230 kV (04B1)

  03h12      Messias/Maceió           Normalizada a LT 230 kV Messias/Maceió C1 (04S6).                          Área Leste

  03h13      Messias/Rio Largo II     Normalizada a LT 230 kV Messias/Rio Largo II C1 (04S3),                    Área Leste
                                      energizando o barramento 230 kV da SE Rio Largo II.

  03h13      Messias                  Energizada em vazio a LT 230 kV Messias/Angelim C1 (04M7)                  Área Leste

  03h14      Rio Largo II/Penedo      Normalizada a LT 230 kV Rio Largo II /Penedo C1 (04S9),                    Área Leste
                                      energizando o barramento 04BP da SE Penedo.

  03h14      Penedo                   Normalizado o Transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1).                  Área Leste

  03h15      Rio Largo II             Normalizado o Transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1).                  Área Leste

  03h17      Messias                  Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR2                     Área Leste
                                      (05T2).

  03h17      Bongi                    Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4).                  Área Leste

  03h19      Rio Largo II             Normalizada a LT 230 kV Rio Largo II/Braskem Alagoas C1                    Área Leste
                                      (04S2).

  03h21      Angelim / Tacaimbó       Normalizada a LT 230 kVAngelim/Tacaimbó C1 (04M4).                         Área Leste

  03h22      Tacaimbó                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1).                  Área Leste

  03h23      Angelim / Ribeirão       Normalizada a LT 230 kV Angelim/Ribeirão C1 (04S1).                        Área Leste

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03h23      Penedo                   Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2).                  Área Leste

  03h23      Maceió                   Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1).                          Área Leste

  03h25      Joairam                  Normalizado o transformador 230/69 kV 150 MVA TR2 (04T2).                  Área Leste

  03h27      Penedo                   Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3).                  Área Leste

  03h32      Angelim                  Normalizada a LT 230 kV Angelim/Messias C1 (04M7).                         Área Leste

  03h33      Mirueira                 Desligamento automático do transformador 230/69 kV 100 MVA                 Área Leste
                                      TR1 (04T1) da SE Mirueira.

  03h38      Messias                  Energizada em vazio a LT 230 kV Messias / Angelim C2 (04M8)                Área Leste

  03h38      Messias                  Energizada em vazio a LT 500 kV Messias/Recife II C1 (05L7)                Área Leste

  03h38      Mirueira                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1)                   Área Leste

  03h39      Messias / Rio Largo II Normalizada a LT 230 kV Messias/Rio Largo II C2 (04S4)                       Área Leste

  03h39      Rio Largo II             Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3)                   Área Leste

  03h39      Messias                  Energizada em vazio a LT 230 kV Messias/Angelim C2 (04S7).                 Área Leste

  03h40      Recife II                Normalizada a LT 500 kV Messias/Recife II C1 (05L7)                        Área Leste

  03h40      Mirueira                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2)                   Área Leste

  03h40      Messias                  Energizada em vazio a LT 230 kV Messias/Angelim C3 (04M9).                 Área Leste

  03h44      Maceió                   Normalizado o transformador 230/69 kV (04T2)                               Área Leste

  03h44      Angelim II               Energizado em vazio o autotransformador 500/230 KV (05T1)                  Área Leste

  03h45      Recife II/Angelim        Normalizada a LT 230 KV Recife II/Angelim C1 (04M2)                        Área Leste

  03h46      Angelim                  Normalizado o autotransformador 500/230 KV 600 MVA TR1                     Área Leste
                                      (05T1)

  03h47      Recife II/Pau Ferro      Normalizada a LT 230 KV Recife II/Pau Ferro C1 (04F6)                      Área Leste

  03h48      Maceió                   Normalizada a LT 230 KV Messias/Maceió (04S7)                              Área Leste

  03h50      Angelim                  Normalizada a LT 230 KV Paulo Afonso /Angelim C1 (04L1)                    Área Leste

  03h50      Recife II                Normalizado o autotransformador 500/230 KV 600 MVA TR3                     Área Leste
                                      (05T3)

  03h50      Recife II                Energizada em vazio a LT 230 KV Recife II/Mirueira C1 (04C4)               Área Leste

  03h51      Recife II/Pirapama II    Normalizada a LT 230 KV Recife II / Pirapama II C2 (04C2).                 Área Leste

  03h51      Angelim / Campina        Normalizada a LT 230 KV Angelim/ Campina Grande II C1                      Área Leste
             Grande II                (04C5), energizando o barramento 230 kV (04BP)

  03h51      Recife II                Energizada em vazio a LT 230 KV Recife II/ Angelim C2 (04M3)               Área Leste

  03h51      Recife II                Aberto o disjuntor 230 kV 14D1.                                            Área Leste

  03h52      Pirapama II              Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR2 (04T2)                   Área Leste

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03h53      Campina Grande II        Energizado o transformador 230/138 KV 50 MVA TR1 (04T1)                    Área Leste

  03h53      Maceió                   Normalizado o transformador 230/69 KV 04T3 da SE Maceió                    Área Leste

  03h54      Recife II                Energizada a LT 230 KV Recife II/Goianinha C1 (04C8)                       Área Leste

  03h54      Campina Grande II        Energizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR3 (04T3)                    Área Leste

  03h54      Pirapama II              Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR3 (04T3)                   Área Leste

  03h56      Campina Grande II        Energizada em vazio a LT 230 KV Campina Grande II/ Paraíso                 Área Leste
                                      C2 (04V2)

  03h58      Recife II / Mirueira     Normalizada a LT 230 KV Recife II/ Mirueira C3 (04C6)                      Área Leste

  03h58      Pirapama II              Normalizado o transformador 230 /69 kV 100 MVA TR4 (04T4)                  Área Leste

  03h58      Angelim                  Normalizada a LT 230 KV Recife II / Angelim C2 (04M3)                      Área Leste

  04h00      Pirapama II              Normalizada a LT 230 kV Pirapama II/ Termopernambuco C2                    Área Leste
                                      (04S3).

  04h00      Mirueira                 Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR3 (04T3).                  Área Leste

  04h01      Pirapama II              Normalizada a LT 230 kV Pirapama II/Petroflex C1 (04S1).                   Área Leste

  04h02      Tacaimbó/                Normalizada a LT 230 kV Tacaimbó/Campina Grande II C1                      Área Leste
                                      (04C1).
             Campina Grande II

  04h02      Maceió                   Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4).                  Área Leste

  04h05      Mirueira                 Energizada em vazio a LT 230 KV Mirueira/Pau Ferro C1 (04F3)               Área Leste

  04h06      Goianinha                Energizada em vazio a LT 230 kV Campina Grande/Goianinha                   Área Leste
                                      C1 (04L3).

  04h06      Pau Ferro                Energizada em vazio a LT 230 kV Pau Ferro / Campina Grande                 Área Leste
                                      II C1 (04C4).

  04h07      Campina Grande II/       Normalizada a LT 230 KV Campina Grande II/Paraíso C1                       Área Leste
             Paraíso                  (04V1), energizando o barramento 230 kV 04B1 da SE Paraíso.

  04h07                               Normalizada a LT 230 KV Paraíso/Natal II C1 (04N2),                        Área Leste
             Paraíso/Natal II
                                      energizando o barramento 230 KV (04BP) da SE Natal II.

  04h07      Goianinha/Mirueira       Normalizada a LT 230 kV Goianinha/Mirueira C1 (04C7)                       Área Leste

  04h08      Natal II                 Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR1 (04T1).                  Área Leste

  04h08      Goianinha                Normalizado o transformador 230/69/13,8 KV TR2 (04T2).                     Área Leste

  04h09      Campina Grande II/       Normalizada a LT 230 KV Campina Grande II/Paraíso C2                       Área Leste
             Paraíso                  (04V2).

  04h09      Mussuré II               Normalizada a LT 230 KV Goianinha/Mussuré C2 (04F2).                       Área Leste

  04h09      Paraíso                  Energizada em vazio a LT 230 KV Paraíso/Natal II C2 (04N1).                Área Leste

  04h09      Pau Ferro                Normalizada a LT 230 KV Pau Ferro/Coteminas C1 (04F8).                     Área Leste


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04h10      Mirueira                 Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR4 (04T4).                  Área Leste

  04h10      Pau Ferro                Normalizado o transformador 230/69 KV TR1 (04T1).                          Área Leste

  04h10      Mussuré II               Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR4 (04T4).                  Área Leste

  04h11      Goianinha                Normalizado o transformador 230/69 KV TR3 (04T3).                          Área Leste

                                      Normalizada a LT 230 kV Campina Grande/Goianinha C1                        Área Leste
  04h12      Campina Grande II
                                      (04L3).

  04h13      Angelim                  Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/Angelim C3 (04L3).                    Área Leste

             Pau                                                                                                 Área Leste
  04h13                               Normalizada a LT 230 kV Pau Ferro/Coteminas C1 (04F8).
             Ferro/Coteminas

  04h14      Pau Ferro                Normalizada a LT 230 KV Mirueira/Pau Ferro C1 (04F3).                      Área Leste

  04h14                               Normalizada a LT 230 KV Campina Grande II/Coteminas C1                     Área Leste
             Campina Grande II
                                      (04C3).

  04h14      Angelim                  Normalizada a LT 230 KV Paulo Afonso/Angelim C4 (04L4).                    Área Leste

  04h15      Pau Ferro                Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR2 (04T2).                  Área Leste

  04h15      Campina Grande II        Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR4 (04T4).                  Área Leste

  04h16      Angelim / Tacaimbó       Normalizada a LT 230 KV Angelim/Tacaimbó C2 (04M5)                         Área Leste

  04h17      Mussuré II               Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR2 (04T2)                   Área Leste

                                      Normalizadas as LTs 230 KV Messias/Angelim C2 (04M8) e C3                  Área Leste
  04h18      Angelim
                                      (04M9)

  04h18                               Normalizada a LT 230 KV Campina Grande II/Pau Ferro C1                     Área Leste
             Campina Grande II
                                      (04C4).

  04h19      Campina Grande II        Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR5 (04T5).                  Área Leste

  04h20      Tacaimbó/ Campina        Normalizada a LT 230 KV Tacaimbó/Campina Grande II C2                      Área Leste
             Grande II                (04C2).

  04h20      Mussuré II               Normalizada a LT 230 KV Goianinha/Mussuré II C3 (04F3).                    Área Leste

  04h22      Tacaimbó                 Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR2 (04T2).                  Área Leste

  04h22      Campina Grande II        Normalizado o transformador 230/138 KV 50 MVA TR2 (04T2).                  Área Leste

  04h22                               Energizada em vazio a LT 230 kV Messias/Rio Largo II C3                    Área Leste
             Messias
                                      (04S5)

  04h25      Angelim / Tacaimbó       Normalizada a LT 230 kV Angelim/Tacaimbó C3 (04M6).                        Área Leste

  04h26      Tacaimbó                 Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3)                           Área Leste

                                      Energizada em vazio a LT 230 kV Campina Grande II/Natal II C2              Área Leste
  04h27      Campina Grande II
                                      (04V4).

                                      Normalizada a LT 230 kV Mossoró II / Açu II C1 (04L2),                     Área Leste
  04h27      Mossoró II / Açu II
                                      normalizando o barramento 230 kV (04B1) e o transformador


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230/69 kV 39 MVA (04T5) da SE Açu II

  04h28      Açu II                   Normalizado o transformador 230/69 kV 39 MVA TR4 (04T4)                    Área Leste

  04h30      Açu II                   Normalizado o transformador 230/69 kV 50 MVA TR6 (04T6).                   Área Leste

  04h30      Natal II                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2)                   Área Leste

                                      Energizada em vazio a LT 500 kV Paulo Afonso IV/Angelim II C1              Área Leste
  04h32      Paulo Afonso IV
                                      (05L6).

  04h33      Natal II                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3).                  Área Leste

  04h33      Angelim II               Normalizada a LT 500 kV Paulo Afonso IV/Angelim II C1 (05L6).              Área Leste

  04h34      Açu II                   Normalizado o transformador 230/138 kV 100 MVA TR2 (04T2)                  Área Leste

  04h35      Pau Ferro                Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3)                   Área Leste

  04h36      Natal II                 Normalizada a LT 230 kV Paraíso/Natal II C2 (04N1).                        Área Leste

  04h36      Campina Grande II        Sincronizado o compensador síncrono CS1 (01K1).                            Área Leste

  04h38      Natal II                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4).                  Área Leste

                                      Normalizados os compensadores estáticos 0/+200 Mvar CE1                    Área Leste
  04h39      Campina Grande II
                                      (09Q1) e CE2 (09Q2)

  04h40      Natal II                 Normalizada a LT 230 kV Campina Grande II/Natal II C2 (04V4).              Área Leste

  04h40      Açu II                   Normalizado o transformador 230/138 kV TR3 (04T3)                          Área Leste

  04h40      UTE                      Normalizada a LT 230 kV Pirapama II/UTE Termopernambuco                    Área Leste
             Termopernambuco          C2 (04S3), energizando o barramento 230 kV.

                                      Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR2                     Área Leste
  04h41      Recife II
                                      (04T2)

  04h42      Recife II/Joairam        Normalizada a LT 230 kV Recife II/Joairam C3 (04V3)                        Área Leste

  04h43      Joairam/Bongi            Normalizada a LT 230 kV Joairam/Bongi C3 (04V6)                            Área Leste

  04h44      Angelim II/Recife II     Normalizada a LT 500 kV Angelim II/Recife II C2 (05L9)                     Área Leste

  04h45      Angelim                  Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR5 (04T5)                   Área Leste

  04h45      Natal II                 Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR8 (04T8)                   Área Leste

  04h49      Campina Grande II/                                                                                  Área Leste
                                      Normalizada a LT 230 kV Campina Grande II/Natal II C1 (04V3)
             Natal II

             UHE Xingó/Angelim                                                                                   Área Leste
  04h49                               Normalizada a LT 500 kV UHE Xingó/Angelim II C1 (05V1)
             II

  04h50      Angelim                  Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR6 (04T6)                   Área Leste

                                      Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR2                     Área Leste
  04h52      Angelim II /Angelim
                                      (05T2)

  05h01      Açu II                   Energizada em vazio a LT 230 kV Açu II/Paraíso (04L4).                     Área Leste


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05h05      Açu II/ Paraíso          Normalizada a LT 230 kV Açu II/Paraíso C2 (04L4).                          Área Leste

  05h11      Açu II/Paraíso           Normalizada a LT 230 kV Açu II/Paraíso C1 (04L3).                          Área Leste

  05h12      Mirueira                 Normalizada a LT 230 kV Recife II / Mirueira C1 (04C4)                     Área Leste

  05h19      Bongi                    Normalizada a LT 230 kV Bongi/Açonorte C1 (04C1).                          Área Leste

  05h33      Pirapama II              Normalizada a LT 230 kV Pirapama II/UTE Termopernambuco                    Área Leste
                                      C1 (04S2).

  05h40      UTE                      Normalizada a LT 230 kV UTE Termopernambuco/ Consumidor                    Área Leste
             Termopernambuco          Grupo M & G C1 (04P1).

  05h46      Mussuré II               Normalizada a LT 230 kV Mussuré II / Epasa C1 (04P1)                       Área Leste

  05h54      Açu II                   Energizada em vazio as LTs 230 kV Açu II/Jesus Soares Pereira              Área Leste
                                      (04S1 e 04S2).

  05h57      Pau Ferro                Normalizada a LT 230 kV Pau Ferro/Epasa C1 (04P1)                          Área Leste

  06h56      UTE                      Normalizada a LT 230 kV Pirapama II/UTE Termopernambuco                    Área Leste
             Termopernambuco          C1 (04S2).

  08h03      Rio Largo II             Normalizada a LT 230 kV Messias / Rio Largo II C3 (04S5)                   Área Leste




RECOMPOSIÇÃO DAS INTERLIGAÇÕES DA REGIÃO NORDESTE

   Hora
                 Instalação                                        Evento                                     Região/Área
    (h)
  00h34      Luiz Gonzaga             Normalizada a LT 500 kV Sobradinho/Usina de Luiz Gonzaga                 Interligação
                                      (05C4) através do disjuntor 500 kV 15D1 da Usina de Luiz                Norte/Nordeste
                                      Gonzaga, energizando o barramento 500 kV B2 (05B2). Obs.
                                      Após a ocorrência a LT 500 kV Sobradinho/Usina de Luiz
                                      Gonzaga (05C4) permaneceu energizada em vazio pelo terminal
                                      da SE Sobradinho.

  00h36      Luiz Gonzaga             Energizado o barramento 500 kV B1 (05B1) da Usina de Luiz                Interligação
                                      Gonzaga através do disjuntor 500 kV 15C4.                               Norte/Nordeste

  00h39      Luiz Gonzaga             Energizada em vazio a LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga /                  Interligação
                                      Paulo Afonso IV (05C1), através do disjuntor 500 kV 15C1 da             Norte/Nordeste
                                      Usina de Luiz Gonzaga.

  00h43      Luiz Gonzaga             Energizado o transformador elevador 16/500 kV TR1 (01T1)                 Interligação
                                      através do barramento 500 kV B2 (05B2) alimentando os                   Norte/Nordeste
                                      serviços auxiliares da UHE Luiz Gonzaga.

  00h59      Teresina II              Energizada em vazio a LT 500 kV Teresina II/Sobral III C2                Interligação
                                      (05V9).                                                                 Norte/Nordeste

  00h59      Sobral III               Normalizada a LT 500 kV Teresina II/Sobral III C2 (05V9),                Interligação
                                      energizando o barramento 500 kV B1 (05B1)                               Norte/Nordeste


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01h02      Sobral III               Energizada em vazio a LT 500 kV Sobral III/Fortaleza II C1               Interligação
                                      (05V7), através do disjuntor 15D1 da SE Sobral III                      Norte/Nordeste

  01h04      Fortaleza II             Conectado o reator 500 kV (05E4) da SE Fortaleza II ao                   Interligação
                                      barramento 500 kV B2 (05B2).                                            Norte/Nordeste

  01h04      Luiz Gonzaga             Sincronizada a unidade geradora UG1 (01G1)                               Interligação
                                                                                                              Norte/Nordeste

  01h05      Fortaleza II             Normalizada LT 500 kV Sobral III/Fortaleza II-C1 (05V7),                 Interligação
                                      energizando o barramento 500 kV B2 e o reator 500 kV 05E4.              Norte/Nordeste

  01h06      Fortaleza II             Energizando o barramento 500 kV B1 (05B1) através do                     Interligação
                                      disjuntor 15D4.                                                         Norte/Nordeste

  01h07      Fortaleza II             Normalizado o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1)                Interligação
                                                                                                              Norte/Nordeste

  01h15      Teresina II              Energizada em vazio a LT 500 kV Teresina II/Sobral III C1                Interligação
                                      (05V8).                                                                 Norte/Nordeste

  01h18      Sobral III               Normalizada a LT 500 kV Teresina II/Sobral III C1 (05V8),                Interligação
                                      energizando o barramento 500 kV B1 (05B1)                               Norte/Nordeste

  01h19      Sobral III               Energizada em vazio a LT 500 kV Sobral III/Fortaleza II C2               Interligação
                                      (05V6) através do disjuntor 15D2 da SE Sobral III                       Norte/Nordeste

  01h19      Sobral III               Energizado o barramento 500 kV B2 (05B2) através do disjuntor            Interligação
                                      15V6.                                                                   Norte/Nordeste

  01h21      Fortaleza II             Normalizada a LT 500 kV Sobral III/Fortaleza II C2 (05V6).               Interligação
                                                                                                              Norte/Nordeste

  01h26      Usina Luiz Gonzaga       Energizado o transformador elevador 16/500 kV TR2 (01T2)                 Interligação
                                      através do barramento 500 kV B1 (05B1)                                  Norte/Nordeste

  01h28      Rio das Éguas            Normalizada a LT 500 kV Serra da Mesa II/Rio das Éguas C1 e   Interligação
                                      energizados os barramentos B1 (05B1) e B2 (05B2).           Sudeste/Nordeste

  01h28      Rio das Éguas            Energizada a LT 500 kV Rio das Éguas/Bom Jesus da Lapa II   Interligação
                                      C1 (05L1)                                                 Sudeste/Nordeste

  01h28      UHE Luiz Gonzaga         Sincronizada a unidade geradora UG2.                                     Interligação
                                                                                                              Norte/Nordeste

  01h30      UHE Luiz Gonzaga         Sincronizada a unidade geradora UG4.                                     Interligação
                                                                                                              Norte/Nordeste

  01h33      Fortaleza II             Energizado em vazio o autotransformador 500/230 kV 600 MVA               Interligação
                                      TR2 (05T2).                                                             Norte/Nordeste

  01h36      Fortaleza II             Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR2                   Interligação
                                      (05T2).                                                                 Norte/Nordeste

  01h37      Sobral III               Energizado em vazio o transformador 500/230 kV 300 MVA TR1               Interligação
                                      (05T1)                                                                  Norte/Nordeste

  01h39      Bom Jesus da Lapa II Normalizada a LT 500 kV Rio das Éguas/Bom Jesus da Lapa II   Interligação
                                  C1 (05L1) através do disjuntor 15L1.                       Sudeste/Nordeste

RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 72 de 121
01h41      Bom Jesus da Lapa II Normalizado o compensador estático CE1 (09Q1) da SE Bom   Interligação
                                  Jesus da Lapa II                                        Sudeste/Nordeste

                                      Energizado o transformador 16/500 kV (01T3) através do                    Interligação
  01h43      Usina Luiz Gonzaga
                                      barramento 500 kV B2 (05B2)                                              Norte/Nordeste

  01h45      UHE Luiz Gonzaga         Sincronizada a unidade geradora UG6.                                     Interligação
                                                                                                              Norte/Nordeste

  01h46      Sobral III               Normalizado o transformador 500/230 kV 300 MVA TR1 (05T1),               Interligação
                                      com o fechamento do disjuntor 14T1.                                     Norte/Nordeste

                                      Normalizado o transformador 500/230 kV 300 MVA TR2 (05T2)                Interligação
  01h52      Bom Jesus da Lapa II
                                      através do disjuntor 500 kV 15T2 e 230kV 14T2.                         Sudeste/Nordeste

             Usina de Luiz                                                                                      Interligação
  01h53                               Sincronizada a unidade geradora UG3.
             Gonzaga                                                                                           Norte/Nordeste

                                                                                                               Interligação
  01h54      Ibicoara                 Conectado o reator 500 kV 05E3 na barra.
                                                                                                             Sudeste/Nordeste

                                  Normalizada a LT 500 kV Bom Jesus da Lapa II / Ibicoara (05L4),              Interligação
                                  através do disjuntor 500 kV (15D3), energizando o reator 500 kV            Sudeste/Nordeste
  01h56      Bom Jesus da Lapa II
                                  05E3 da SE Ibicoara e energizando o barramento B1 (05B1) de
                                  Ibicoara

                                      Fechado o disjuntor 500 kV 15L4, completando bay 500 kV da LT            Interligação
  01h57      Bom Jesus da Lapa II
                                      500 kV Bom Jesus da Lapa II / Ibicoara C1 (05L4).                      Sudeste/Nordeste

                                      Energizada em vazio a LT 500 kV Ibicoara / Sapeaçu C1 (05L3),            Interligação
  01h58      Ibicoara
                                      através do disjuntor 500 kV 15D1.                                      Sudeste/Nordeste

                                      Energizado o barramento 500 kV 05B2, através do disjuntor 500 kV         Interligação
  01h58      Ibicoara
                                      (15L3).                                                                Sudeste/Nordeste

                                      Energizado em vazio o autotransformador 500/230 kV TR1 (05T1),           Interligação
  02h03      Bom Jesus da Lapa II
                                      através do disjuntor 500 kV 15D1 e 15T1                                Sudeste/Nordeste

                                                                                                               Interligação
  02h04      Bom Jesus da Lapa II Normalizado o autotransformador 500/230 kV TR1 (04T1)
                                                                                                             Sudeste/Nordeste

                                      Normalizada a LT 500 kV Ibicoara / Sapeaçu C1 (05L3) através do          Interligação
  02h10      Sapeaçu
                                      disjuntor 500 kV 15L3, energizando o barramento 500 kV 05B1            Sudeste/Nordeste

                                      Energizado em vazio o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1                Interligação
  02h10      Sapeaçu
                                      (05T1) através do disjuntor 500 kV 15L3                                  Norte/Nordeste

                                      Energizado em vazio o transformador 500/230 kV 600 MVA TR3                Interligação
  02h19      Fortaleza II
                                      (05T3) através dos disjuntores 500 kV (15D3 e 15T3)                      Norte/Nordeste

                                      Energizada em vazio a LT 500 kV Us. Luiz Gonzaga / Milagres C1           Interligação
  02h26      Usina Luiz Gonzaga
                                      (05V1) através do disjuntor 500 kV 15V1                                 Norte/Nordeste

                                      Normalizado bay da LT 500 kV Us. Luiz Gonzaga / Milagres (05V1)          Interligação
  02h26      Usina Luiz Gonzaga
                                      através do disjuntor 500 kV 15D6                                        Norte/Nordeste

                                      Energizada em vazio a LT 500 kV Fortaleza II / Quixadá C1 (05V5)         Interligação
  02h29      Fortaleza II
                                      através do disjuntor 500 kV 15V5                                        Norte/Nordeste


RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 73 de 121
Fechado o disjuntor 500 kV 15D1, complementando bay da LT 500            Interligação
  02h29      Fortaleza II
                                      kV Fortaleza II / Quixadá (05V5)                                        Norte/Nordeste

  02h30      Luiz Gonzaga             Sincronizada a unidade geradora 01G5 da Usina de Luiz                    Interligação
                                      Gonzaga.                                                                Norte/Nordeste

  02h31      Milagres                 Normalizada a LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga/ Milagres C1               Interligação
                                      (05V1).                                                                 Norte/Nordeste

  02h31      Milagres                 Energizada em vazio a LT 500 kV Milagres / Quixadá C1 (05V3)             Interligação
                                      através do disjuntor 500 kV 15D2                                        Norte/Nordeste

  02h35      Usina de Luiz            Desligamento automático da LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga/              Interligação
             Gonzaga/Usina de         Usina de Sobradinho C2 (05C4).                                          Norte/Nordeste
             Sobradinho

  02h36      Usina de Luiz            Desarme das unidades geradoras UG5 e UG6 da Usina de Luiz                Interligação
             Gonzaga                  Gonzaga (01G5 e 01G6) e do transformador 16/500 kV (01T3)               Norte/Nordeste

  02h36      Usina de Luiz            Desarme das unidades geradoras UG3 da Usina de Luiz                      Interligação
             Gonzaga                  Gonzaga (01G3).                                                         Norte/Nordeste

  02h37      Usina de Luiz            Desarme das unidades geradoras UG4 da Usina de Luiz                      Interligação
             Gonzaga                  Gonzaga (01G4).                                                         Norte/Nordeste

  02h39      Usina de Luiz            Desligamento automático da LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga /                Área Sul
             Gonzaga / Olindina       Olindina C1 (05S4).

  02h40      Milagres                 Desligamento automático da LT 500 kV Milagres / Quixadá C1               Interligação
                                      (05V3)                                                                  Norte/Nordeste

  03h07      UHE Sobradinho           Energizada em vazio a LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C2               Interligação
                                      (05C4)                                                                  Norte/Nordeste

  03h11      UHE Luiz Gonzaga         Normalizada a LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C2 (05C4).               Interligação
                                                                                                              Norte/Nordeste

  03h16      Milagres                 Energizada em vazio a LT 500 kV Milagres / Quixadá C1 (05V3)             Interligação
                                      através do disjuntor 500 kV 15D2                                        Norte/Nordeste

  03h17      Quixadá                  Normalizada a LT 500 kV Quixadá/Fortaleza II (05V5), através             Interligação
                                      do disjuntor 500 kV 15D1 da SE Quixadá, fechando o anel 500             Norte/Nordeste
                                      kV Milagres/Quixadá/Fortaleza II.

  03h19      Fortaleza II             Energizado o reator 500 kV 180 Mvar RT4 (05E4).                          Interligação
                                                                                                              Norte/Nordeste

                                      Energizado o transformador 16/500 kV (01T3) através do                    Interligação
  03h37      Usina Luiz Gonzaga
                                      barramento 500 kV B2 (05B2)                                              Norte/Nordeste

                                      Energizado o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1)                  Interligação
  03h39      Milagres
                                      através do disjuntor 15D1                                                Norte/Nordeste

  03h43      Usina de Luiz            Sincronizada a unidade geradora UG6 (01G6) da Usina de Luiz              Interligação
             Gonzaga.                 Gonzaga.                                                                Norte/Nordeste

                                                                                                                Interligação
  03h47      Milagres                 Normalizado o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1)
                                                                                                               Norte/Nordeste


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03h50      Usina de Luiz            Sincronizada a unidade geradora UG4 da Usina de Luiz                     Interligação
             Gonzaga                  Gonzaga.                                                                Norte/Nordeste

  03h51      Usina de Luiz            Sincronizada a unidade geradora UG3 (01G3)                               Interligação
             Gonzaga                                                                                          Norte/Nordeste

  03h59      Ibicoara                 Energizado em vazio o autotransformador 500/230 kV 300 MVA   Interligação
                                      TR1 (05T1) através do disjuntor 15D2                       Sudeste/Nordeste

  04h01      Ibicoara                 Normalizado o autotransformador 500/230 kV 300 MVA TR1   Interligação
                                      (05T1).                                                Sudeste/Nordeste

  04h26      UHE Luiz Gonzaga Normalizada a LT 500 kV UHE Luiz Gonzaga/Olindina C1                                Área Sul
             /Olindina        (05S4)

                                      Energizado em vazio o transformador 500/230 kV 600 MVA TR2                Interligação
  05h02      Sapeaçu
                                      (05T2) através do disjuntor 500 kV 15D1                                  Norte/Nordeste

  06h20      Sapeaçu                  Normalizado transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1).                 Interligação
                                                                                                              Norte/Nordeste

  06h27      Sapeaçu                  Normalizado transformador 500/230 kV 600 MVA TR2 (05T2).                 Interligação
                                                                                                              Norte/Nordeste

  06h28      Sapeaçu                  Energizada em vazio a LT 500 kV Sapeaçu / Camaçari C1                    Interligação
                                      (05L7) através dos disjuntores 500 kV 15D2 e 15L7                       Norte/Nordeste




RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 75 de 121
10.4           Diagramas e Figuras

10.4.1         Diagrama da SE Luiz Gonzaga
                                 z




RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/
                                               /02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Norde
                                                                                                       ão Nordeste.   Pág 76 de 121
10.4.2       Diagrama da SE Paulo Afonso IV
                                  o




RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/
                                                  /2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordes
                                                                                                               ste.   Pág 77 de 121
10.4.3       Diagrama da SE Paulo Afonso III
                                  o




RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/
                                                  /2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordes
                                                                                                               ste.   Pág 78 de 121
10.4.4 – Tensão na área Norte da região Nor
                                          rdeste




RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2
                                                   2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordes
                                                                                                               ste.   Pág 79 de 121
ANEXO 1 AO RELATÓRIO

Registro das Considerações da Chesf e os correspondentes
Comentários do ONS

Relatório de Análise de Perturbação – RAP ONS RE 3/0032/2011 – Ocorrência do
   dia 04.02.2011, envolvendo o Sistema Interligado Nacional (SIN) – Região
                                   Nordeste

Referente ao Relatório de Análise de Perturbação – RAP ONS RE 3/0032/2011, relacionado
à ocorrência verificada no dia 04.02.2011, envolvendo o Sistema Interligado Nacional (SIN) –
Região Nordeste, temos a considerar:

A. O processo de                elaboração         do    RAP       ONS       RE     3/0032/2011          teve     o    seguinte
   encaminhamento:

    Reunião ONS com Agentes, MME e ANEEL
    Realizada no dia 07.02.2011, no Rio de Janeiro.

    Encaminhamento do RAP ONS, Versão 1
    Recebido pela Chesf no dia 11.02.2011, às 16h31min, através de E-mail do ONS.
    Encaminhada a análise e os comentários Chesf para o ONS, através de E-mail no dia
    14.02.2011, às 20h51min.

    Reunião ONS com Chesf, MME e ANEEL
    Realizada no dia 17.02.2011, no Rio de Janeiro. Nesta ocasião o ONS apresentou uma
    nova versão (Versão 2) do RAP ONS, sem prévia distribuição, tendo sido discutida e
    acordado o encaminhamento de uma outra versão (Versão 3) até o dia 21.02.2011, ainda
    para comentários.

    Encaminhamento do RAP ONS, Versão Final (Versão 3)
    Recebido pela Chesf no dia 22.02.2011, às 18h35min, através de E-mail do ONS.
    Diferente do acordado na reunião de 17.02.2011, o ONS caracterizou esta versão como
    final, cabendo a Chesf solicitar a inclusão de possíveis divergências como anexo ao RAP
    ONS. A Chesf encaminhou documento com suas divergências em relação ao RAP ONS,
    através de E-mail no dia 25.02.2011, às 15h38min.

    Encaminhamento do RAP ONS, Nova Versão (Versão 4)
    Recebido pela Chesf no dia 14.03.2011, às 17h28min, através de E-mail do ONS, nova
    versão para comentários de todos os agentes, diferente do encaminhamento anterior do
    ONS, que caracterizava a última versão (Versão 3) como definitiva (Versão Final). O
    prazo estabelecido para comentários foi de apenas dois dias.

    Ressalta-se que o ONS considerou esta minuta como sendo a versão original (Página 3
    do RAP ONS), não levando em conta as três versões anteriores. Entretanto, esta versão
    do RAP ONS contempla um item que o caracteriza como versão final (item 7.4 –
    Divergências Apresentadas pela Chesf). Observa-se ainda que apesar do item 7.4
    referir-se ao anexo contendo as divergências apresentadas pela Chesf, já enviado
    anteriormente, bem como os respectivos comentários do ONS, o citado anexo não foi
    incluído nesta última versão do RAP ONS encaminhada para os agentes.

RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 80 de 121
Verifica-se também que o ONS nesta última versão incluiu a lista de presença da
    segunda reunião para análise da perturbação, realizada em 17.02.2011, com a
    participação do MME, ANEEL, ONS e Chesf, conforme proposto pela Chesf. Entretanto,
    este registro não foi mencionado na observação da página 3 do RAP ONS, constando
    apenas referência da reunião realizada em 07.02.2011. Faz-se necessária também a
    correção do índice do RAP ONS incluindo os itens 7.4 e 10.

B. Conforme pode se constatar no item anterior, o processo de elaboração do RAP ONS RE
   3/0032/2011 não atendeu ao que está estabelecido nos Procedimentos de Rede,
   Submódulo 22.3 - Análise de Perturbação, quanto ao seu encaminhamento, prazos e
   envolvimento dos agentes.

Comentários do ONS sobre os itens A e B:

Em primeiro lugar gostaríamos de ressaltar que os procedimentos para análise de
perturbações estabelecem as atividades, responsabilidades e prazos a serem observados.
Entretanto, como é sabido por todos, quanto maior o impacto e a abrangência da perturbação
tão maiores são as exigências sobre o setor elétrico na busca de informações e respostas
sobre as causas, responsabilidades e providências decorrentes da perturbação. Em função
desta realidade, é forçosamente natural a redução de alguns prazos para atendimento a esta
realidade, sem que se coloque em risco a qualidade da análise, identificação de causas e
das recomendações pertinentes.

Entretanto, no caso em questão, a bem da verdade, é importante dizer que logo após esta
perturbação em 04.02.11, foram dadas todas as condições e tempo suficiente para a coleta e
análise de dados, realização de estudos e reuniões e demais atividades requeridas para a
elaboração do relatório de análise da perturbação

Dentro deste contexto e considerando a grande envergadura da perturbação que envolveu
praticamente toda a região Nordeste, com grandes repercussões políticas e sociais, foram
desenvolvidas as seguintes ações para elaboração do relatório desta perturbação:

1. Dia 07.02.2011 – Reunião do ONS com o MME, ANEEL, Chesf e demais Agentes, no Rio
   de Janeiro, para análise da perturbação.
2. Dia 07.02.2011 – Relato pelo ONS e pela Chesf sobre a ocorrência em Reunião do CMSE,
   em Brasília.
3. Dia 11.02.2011 – Encaminhamento pelo ONS, por solicitação do CMSE, ao MME de uma
   versão preliminar da minuta do RAP. Como é de pleno conhecimento da Chesf, este
   relatório foi encaminhado também para conhecimento prévio da Chesf, em caráter
   excepcional, considerando o seu envolvimento diferenciado dos demais Agentes nesta
   ocorrência.
4. Dia 14.02.2011 – Encaminhamento pela Chesf ao ONS de comentários sobre esta minuta
   do RAP.


RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 81 de 121
5. Dia 17.02.2011 – Reunião específica do ONS com o MME, ANEEL e Chesf, no Rio de
   Janeiro. Nesta ocasião o ONS apresentou uma versão atualizada da minuta do relatório,
   contemplando as novas informações disponibilizadas e os comentários da Chesf
   considerados pertinentes, a qual foi exaustivamente discutida por todos os participantes.
6. Dia 22.02.2011 – Encaminhamento pelo ONS ao MME e à Chesf de nova versão da
   minuta do RAP, para posterior envio do relatório aos demais agentes, conforme está
   afirmado na Carta ONS-0170/100/2011, de 22/02/2011, endereçada à Chesf: “Conforme
   estabelecido nos Procedimentos de Rede, precisamos enviar este relatório para
   apreciação e comentários de todos os Agentes envolvidos na perturbação, que devem ser
   anexados ao mesmo para posterior encaminhamento à ANEEL”.
7. Dia 25.02.2011 – Encaminhamento pela Chesf ao ONS de documento com suas
   divergências em relação à minuta anterior do RAP.
8. Dia 14.03.2011 – Encaminhamento ao MME, Chesf e demais Agentes da minuta final do
   RAP, para comentários de todos os Agentes. Conforme dito na Carta ONS-028/300/2011:
   “Em face da necessidade de encaminhamento do relatório final ao MME e à ANEEL, até o
   dia 17.03.2011, solicitamos, em caráter excepcional, que os comentários nos sejam
   encaminhados até o dia 16.03.2011.”
9. Dia 16.03.2011 – Encaminhamento pela Chesf ao ONS de documento atualizado com
   suas divergências em relação à minuta final do RAP.
10. Dia 21.03.2011 – Encaminhamento à ANEEL, MME, Chesf e demais Agentes da versão
   final do RAP, contemplando todos os comentários pertinentes recebidos, bem como
   incluindo em Anexo ao RAP, conforme previsto nos Procedimentos de Rede, o registro
   das considerações recebidas da Chesf e os correspondentes comentários do ONS com
   relação às divergências apresentadas pela Chesf, e as considerações da
   Coelba/Celpe/Cosern.

C. É importante ressaltar que durante o processo de elaboração do RAP ONS em foco,
   constatou-se a existência de dificuldades, haja vista que o ONS sendo parte envolvida na
   ocorrência, não acatou análises de aspectos técnicos e recomendações, que vistos pela
   Chesf são relevantes, denotando a necessidade de uma coordenação por entidade
   neutra, nos casos de elaboração de relatório com esta abrangência e repercussão
   sistêmica. A coordenação do RAP pelo ONS, que tem envolvimento direto com a
   ocorrência, dificultou o registro de não conformidades, assim como de ensinamentos no
   sentido de evitar a reincidência da perturbação.

Comentários do ONS sobre o item C:

A atuação do Operador, dentro de princípios de neutralidade, isonomia e transparência, é um
dos pilares do modelo institucional do Setor Elétrico Brasileiro e condição essencial e
imprescindível para funcionamento harmônico deste Setor. Neste contexto, cabe ao ONS
exercer plenamente as suas atribuições e ao Regulador fiscalizá-lo no cumprimento das suas
funções dentro destes princípios. Este modelo atribui ao ONS, dentre outras, a
responsabilidade pela análise de perturbações, atividade de caráter eminentemente técnico,


RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 82 de 121
que deve ser executada com isenção absoluta, característica que está na gênese deste
Operador. Portanto, é inoportuna a afirmativa da Chesf de que o ONS é parte envolvida na
ocorrência.

A análise da perturbação é utilizada para a identificação de problemas com consequente
implantação de ações corretivas visando evitar sua repetição. As contestações deste agente,
neste caso, em nada contribuem para esclarecer a ocorrência, nem para eliminar os riscos
identificados e nem para aumentar a segurança do sistema, motivo pelo qual a maioria não
foi incluída no corpo do relatório do ONS.

D. Divergências Chesf referente ao RAP ONS

    Visto que em todas as versões encaminhadas pelo ONS não foram considerados
    aspectos fundamentais para o entendimento dos fatos, das causas, de não
    conformidades verificadas e de recomendações para evitar sua reincidência, apesar de
    terem sido exaustivamente apontados, comentados e registrados pela Chesf em reuniões
    e documentos enviados, devem constar no RAP ONS as divergências expostas, ainda
    não acatadas pelo ONS.

    Tal prerrogativa está estabelecida nos Procedimentos de Rede – Submódulo 22.3 –
    Análise de Perturbação, itens 6.6.7 e 6.7.3, transcritos abaixo:

         “6.6.7 Conclusões: sumário dos fatos relevantes procedentes da análise da
         perturbação com menção à existência de documento anexo com as eventuais
         divergências de agentes de operação envolvidos.

         6.7.3 Se um agente de operação envolvido discordar da versão consolidada, suas
         discordâncias devem ser registradas em documento anexo ao relatório, cuja
         existência deve ser informada como determinado no item 6.6.7 deste submódulo.”

    Estão apresentadas nos tópicos em seguida as considerações Chesf, que divergem do
    apresentado, ou foram omitidos, pelo ONS no RAP em análise, tomando como base a
    Versão 4 recebida pela Chesf no dia 14.03.2011, às 17h28min, através de E-mail de
    Darico Pedro para Mozart Bandeira. Tais considerações devem ser incluídas na íntegra
    para que não haja prejuízo no seu entendimento.

1. Recomposição da Linha de Transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga / Sobradinho para
   normalização do sistema
   (Assunto referido nos itens 3.3, 3.4, 3.5, 5.4.3, 5.5.4.1, 7.1.3, 7.2 e 9.2.6 do RAP ONS)

       1.1. A decisão da Chesf ao disponibilizar a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz
            Gonzaga/Sobradinho foi tomada a partir da identificação da atuação de proteção de
            falha do disjuntor 15C3 da subestação Luiz Gonzaga, o qual foi imediatamente
            isolado, mediante abertura das chaves seccionadoras associadas, conforme
RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 83 de 121
procedimento padrão adotado para estas situações. Portanto, a disponibilização da
             linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho, pela Chesf, foi
             correta visto que não existiam quaisquer indicações que caracterizassem
             impedimento da linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho.

       1.2. O ONS questiona o fato de a Chesf não ter identificado a causa da atuação da
            proteção de falha de disjuntor, bem como qualquer anomalia no sistema de
            proteção. Não haveria como identificar, no tempo real, a existência de anomalia no
            sistema de proteção. O defeito existente no componente eletrônico da Proteção
            Secundária (Alternada) da cadeia de proteção GE MOD III, não era perceptível no
            nível operacional. Apenas uma equipe de manutenção poderia detectar a
            anormalidade nessa cadeia. No nível operacional, a sinalização existente (falha de
            disjuntor 15C3) exigia apenas o impedimento deste disjuntor, o que foi efetiva e
            corretamente realizado. O ONS tem conhecimento das práticas operacionais
            utilizadas no Sistema Interligado Nacional (SIN) e sabe que os diagnósticos
            operacionais se suportam nas informações disponibilizadas pelos sistemas de
            supervisão e controle existentes nas instalações. Nenhuma empresa do setor
            elétrico adota a prática de “confirmar” as informações provenientes dos sistemas de
            supervisão e controle através de intervenções executadas por equipes de
            manutenção, conforme contextualizado no item 7.2.2 do RAP ONS, excetuando-se
            as situações em que a própria operação em tempo real identifique restrições ou
            impedimentos através dos referidos sistemas de supervisão e controle.

       Comentários do ONS sobre os itens 1.1 e 1.2:

       A decisão da Chesf de liberar a LT 500 kV Luiz Gonzaga/Sobradinho 05C3 após
       atuação do relé de bloqueio, sem identificar as anomalias verificadas e sem tomar
       as ações corretivas necessárias, caracterizou uma transgressão dos
       procedimentos de segurança recomendados para esta situação.

       Essa decisão da Chesf de disponibilizar a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz
       Gonzaga/Sobradinho foi tomada, conforme mencionado, a partir da identificação da
       sinalização de “atuação de proteção de falha do disjuntor 15C3”, sem levar em
       consideração que havia a sinalização de relé de bloqueio associado e não havia
       sinalização de atuação nem de proteção de linha e nem de proteção de barra, o que
       caracterizava anomalia, evidenciando assim, a necessidade de investigação antes da
       liberação, para liberar com segurança o religamento dos componentes desligados, o
       que de fato não foi feito. É importante ressaltar o que disse a própria Chesf em seu
       documento: “Apenas uma equipe de manutenção poderia detectar a anormalidade
       nessa cadeia”.

       Portanto, não procede a justificação da Chesf de que não haveria como
       identificar, no tempo real, a existência de anomalia no sistema de proteção. O
       problema requeria ser corretamente identificado, independente do momento e do
       tempo requerido, mas ao tempo necessário para sua correta identificação,

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visando evitar a reincidência da atuação indevida da proteção de falha de
       disjuntor.

       Em função do exposto e considerando as sinalizações observadas, a linha só poderia
       ser liberada após a intervenção de uma equipe de manutenção, que não foi o
       procedimento adotado pela Chesf nesse momento da perturbação. Como não havia
       sinalização de atuação nem de proteção de linha e nem de proteção de barra, apenas o
       isolamento do disjuntor não eliminaria a possibilidade de existência de falha em algum
       outro componente da proteção, o que acabou se confirmando. A atuação do relé de
       bloqueio é um indicativo de que não deveria ser realizada a liberação da linha e da
       barra sem a intervenção da manutenção. A linha e a barra foram liberadas sem a
       identificação clara da anormalidade existente, que mantinha uma predisposição
       permanente de atuação de forma acidental da proteção de Falha dos Disjuntores 15C3
       e 15D2.

       Por último, concluímos: a liberação para energização de uma linha ou
       equipamento requer, não apenas, a identificação de anormalidades no
       componente principal, mas também a correta identificação das proteções atuadas
       e suas consequências.

       1.3. Mesmo considerando todos os fatos relatados entre o primeiro desligamento da
            linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho, às 00h08, e sua
            reenergização, às 00h21, o ONS teve a sua disposição duas opções:

         1.3.1. Energizar a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho pelo
                disjuntor 15D2, conectando-a à barra 05B2, suportada nas razões
                apresentadas pelo ONS em seu relatório.

         1.3.2. Normalizar a barra 500 kV 05B1, mediante fechamento dos disjuntores 15C4,
                15S4, 15C1, 15L5 e 15V1, recompondo assim a referida barra e normalizando
                a configuração da subestação, para em seguida energizar a linha de
                transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho pelo disjuntor 15D2. Essa
                opção introduz um passo de manobra adicional para fechamento dos cinco
                disjuntores da barra 500 kV 05B1, gerando um tempo adicional insignificante
                para normalização, porém, mesmo considerando a hipótese de uma eventual
                falha num desses equipamentos, já que a origem do problema não era do
                conhecimento operacional, estar-se-ia manobrando equipamentos cujo efeito
                sobre o sistema seria pouco significativo, para as condições de operação do
                sistema naquele momento.

       1.4. A decisão do ONS de recompor a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz
            Gonzaga/Sobradinho, com a configuração em que todos os bays estavam
            incompletos na subestação Luiz Gonzaga, degradando a confiabilidade do arranjo
            em disjuntor e meio, além do valor de intercâmbio praticado e da indisponibilidade
            da linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí/Milagres, de propriedade


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do agente Iracema, levou o sistema a operar em condições adversas com atuações
             de proteções de caráter sistêmico que provocaram outros desligamentos.

       1.5. Caso a opção do ONS tivesse sido normalizar a subestação 500 kV Luiz Gonzaga
            pela recomposição da barra 500 kV 05B1, não teria ocorrido a perturbação na
            dimensão verificada. Apenas ocorreria o desligamento da barra 500 kV 05B2, sem
            reflexos para a carga. Por outro lado, caso o ONS, opcionalmente, através de uma
            análise de risco, tivesse reduzido o intercâmbio em 400 MW (-12% do valor
            praticado) o sistema teria suportado a contingência.

       1.6. Diferentemente das razões apresentadas pelo ONS em seu relatório, o sistema de
            gravação COSR-NE (ONS) / CROP (Chesf) registra que o operador do ONS teve
            dúvida sobre a ação a ser adotada, chegando em certo momento a decidir pela
            energização da barra 05B1 da subestação Luiz Gonzaga, opção mais segura, e em
            seguida optando pela normalização da linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz
            Gonzaga/Sobradinho sem avaliação dos riscos envolvidos. Caberia ao ONS a
            decisão de normalizar a barra ou a linha de transmissão realizando, previamente, a
            análise das condições de segurança do sistema, ação esta que não foi executada.

       Comentários do ONS sobre os itens 1.3 a 1.6:

       Ao contrário do mencionado pela Chesf, não se observa nenhuma dúvida quanto
       à decisão adotada no procedimento de fechamento da linha e da normalização da
       barra. Pela escuta da gravação da comunicação verbal realizada entre a Chesf e o
       ONS, constata-se claramente que não houve dúvida do operador do ONS,
       conforme menciona a Chesf, quanto a energização da linha em relação a
       normalização da barra de 500 kV da SE Luiz Gonzaga.

       Após a liberação da barra pela Chesf, à 00h17 ainda com a linha desenergizada e em
       processo de restabelecimento, o ONS autorizou a Chesf iniciar a normalização da barra
       05B1. Em menos de 01 minuto após, a Chesf informa que a linha encontrava-se
       energizada e estaria pronta para ser religada em Luiz Gonzaga. Nesse momento,
       considerando a configuração vigente, que impunha risco iminente ao SIN, visando
       restaurar as condições de segurança, o ONS autorizou ao fechamento da linha.

       Salienta-se ainda que a decisão do ONS em efetuar o fechamento da linha antes da
       normalização da barra foi adotada considerando não haver qualquer restrição declarada
       pela Chesf quanto aos aspectos de segurança para a energização desta linha e ainda
       considerando o fato de que o seu restabelecimento restauraria de imediato as
       condições originais de segurança do Sistema Nordeste. Ressalte-se que esta é uma
       prática internacionalmente adotada, salvo se for configurado algum impedimento.
       Neste caso, de acordo com os procedimentos de rede, as informações relativas
       ao impedimento são de plena e exclusiva responsabilidade do agente proprietário
       da instalação.

       Outrossim, foi da Chesf a decisão de liberar a LT 500 kV Luiz
       Gonzaga/Sobradinho 05C3 após atuação do relé de bloqueio, sem identificar as
       anomalias verificadas no sistema de proteção, o que somente ocorreu por volta
       das 05h00, não tomando em tempo hábil as ações corretivas necessárias.

RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 86 de 121
1.7. O ONS, rotineiramente, visando garantir os critérios de segurança operacional do
         sistema quando de liberação de equipamentos para intervenções, exige um número
         mínimo de bays completos na configuração de subestação com disjuntor e meio,
         como é o caso da subestação Luiz Gonzaga. Este critério de segurança estabelecido
         no item 8.2.9 do Submódulo 6.5 dos Procedimentos de Rede, não foi considerado na
         ocasião.

    1.8. Além do critério de segurança referido no item anterior, o ONS também não
         considerou a possibilidade de perda da barra 500 kV 05B2 da SE Luiz Gonzaga,
         instalação estratégica do Sistema Interligado Nacional (SIN), conforme diretrizes
         estabelecidas nos itens 5.2.5 e 5.2.6 do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de
         Rede, que se referem a estudos elétricos e, por similaridade, deveriam ser utilizados
         no tempo real.

    Comentários do ONS sobre os itens 1.7 e 1.8:

    Na condição de rede alterada após uma perturbação, como era o caso em análise, o
    sistema estava exposto a um risco iminente de sofrer uma perturbação de grande porte
    em caso de perda de linhas no sistema de 500 kV, em especial do segundo circuito de
    500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C2. Para retornar às condições originais de segurança,
    o procedimento operacional requerido após desligamentos de equipamentos de
    transmissão consiste em normalizar prioritariamente o equipamento desligado, desde que
    não haja restrições informadas pelo proprietário da instalação.

    Desta forma, o ONS autorizou o fechamento da linha antes da normalização da barra, em
    função de não haver qualquer restrição declarada pela Chesf para a energização da LT
    500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1, e de que o seu restabelecimento restauraria de
    imediato as condições originais de segurança do Sistema Nordeste.

    Cabe reiterar que esta é uma prática internacionalmente adotada, salvo se for
    configurado algum impedimento. Neste caso, de acordo com os procedimentos de
    rede, as informações relativas ao impedimento são de plena e exclusiva
    responsabilidade do agente proprietário da instalação.

    1.9. Somente na Versão 4 do RAP ONS, o ONS admitiu uma recomendação relacionada à
         sua decisão de recompor a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz
         Gonzaga/Sobradinho (item 9.2.6). Entretanto, esta recomendação se apresenta
         inócua e ineficaz para a ocorrência vivenciada, considerando que no caso em
         questão o ONS tinha que decidir entre a opção de energizar a linha de transmissão
         ou a barra. De acordo com a recomendação sugerida pelo ONS qual seria o
         procedimento a ser executado? Qual a ação mais segura a ser executada, a
         energização da linha de transmissão ou da barra? Assim, a recomendação proposta
         pelo ONS não traz nenhuma contribuição no sentido de evitar a repetição da
         ocorrência na sua dimensão sistêmica.

          Diferentemente do que afirma o ONS, a boa prática da operação de sistemas não
          recomenda simplesmente que “após desligamentos de equipamentos de transmissão,
          não havendo restrições, os mesmos sejam prioritariamente normalizados, de forma a


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retornar as condições de segurança estabelecidas”. A tomada de decisão que
          envolve o retorno da função desligada deve ser precedida de análise de riscos e das
          condições sistêmicas requeridas para manobra. Neste contexto, o recomendado
          seguindo o padrão operacional é dotar os centros de operação de rotinas e recursos
          de suporte que auxiliem a tomada de decisão segura e mais adequada.

          Comentários do ONS sobre o item 1.9:
          O ONS mantem a sua posição de que para retornar às condições originais de
          segurança, o procedimento operacional requerido após desligamentos de
          equipamentos de transmissão consiste em normalizar prioritariamente o equipamento
          desligado, desde que não haja restrições informadas pelo proprietário da instalação.

          Além do mais, como a linha tinha sido disponibilizada pela Chesf sem qualquer
          restrição, e já se encontrava energizada pelo terminal de Sobradinho, o
          fechamento do terminal em Luiz Gonzaga caracterizava-se como uma manobra
          absolutamente segura e era a manobra que deveria efetivamente ser realizada.
          Questionar posteriormente esta manobra implica, em primeiro lugar, questionar
          a quem liberou a linha para energização nessas condições. Diante disto,
          colocar a existência de opções neste caso, significa dizer que a Chesf liberou
          de forma indevida a linha para energização. E de fato foi isto o que ocorreu.
          Cabem então as questões: porque a Chesf liberou para energização a LT 500 kV
          Sobradinho/Luiz Gonzaga C1 sem as devidas verificações? Porque estas
          investigações não foram realizadas?

          Com relação às questões feitas pela Chesf, respondemos diretamente:
          · De acordo com a recomendação sugerida pelo ONS qual seria o procedimento a ser
            executado? Considerando que a Chesf liberou a linha para energização, a ação
            recomendada para restaurar as condições de segurança era exatamente a
            reenergização da linha desligada.
          · Qual a ação mais segura a ser executada, a energização da linha de transmissão ou
            da barra? Considerando não haver nenhuma restrição, tendo em vista que a
            própria Chesf liberou a linha para energização, a ação recomendada era
            exatamente a reenergização da linha desligada.
          · Assim, a recomendação proposta pelo ONS não traz nenhuma contribuição no
            sentido de evitar a repetição da ocorrência na sua dimensão sistêmica. Esta
            recomendação deixa claro que após o desligamento de um equipamento de
            transmissão, a prioridade é o religamento deste componente, desde que não
            haja qualquer restrição, cuja responsabilidade por esta verificação é do
            proprietário da instalação.

          Reafirmamos que a boa prática da operação, referendada internacionalmente,
          recomenda que “após desligamentos de equipamentos de transmissão, não havendo
          restrições, os mesmos sejam prioritariamente normalizados, de forma a retornar as

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condições de segurança estabelecidas”. Evidentemente que o retorno do
          equipamento desligado deve ser precedido de cuidadosa análise dos riscos
          envolvidos e das restrições impeditivas dos equipamentos para manobra, o que não
          foi feito pelo agente proprietário da instalação.

          Claro que é de fundamental importância dotar os centros de operação de rotinas e
          recursos de suporte para auxiliar o processo de decisão, garantindo a segurança da
          operação do sistema e a integridade dos equipamentos, o que vem sendo feito pelo
          ONS.

    1.10. Em vista do comentado nos itens anteriores, o relatório em foco deve incluir as
          seguintes recomendações para o ONS:

         1.10.1. Estabelecer rotina operacional que oriente seus operadores quanto à análise
                 de riscos necessária para a tomada de decisão em tempo real, considerando
                 os critérios de segurança definidos em Procedimentos de Rede, permitindo
                 assim a tomada de decisões mais seguras.

                   Comentários do ONS sobre o item 1.10.1:

                   Os operadores dos centros de controle do ONS são treinados para avaliar
                   adequadamente os riscos sistêmicos. A avaliação dos riscos associados
                   à segurança e à manutenção da integridade das instalações e
                   equipamentos é de responsabilidade dos agentes, os quais devem
                   informar ao ONS tais condições.

         1.10.2. Adicionalmente à medida anterior, o ONS deve dotar seus centros de operação
                 de recursos adequados de suporte para avaliação da segurança operacional do
                 sistema em tempo real, visando auxiliar a tomada de decisão por seus
                 operadores.

                   Comentários do ONS sobre o item 1.10.2:

                   O ONS, como qualquer outro Operador, vem permanentemente aperfeiçoando
                   os recursos de simulação para suporte às atividades em tempo real, contando
                   inclusive com recursos de simulação dinâmica do SIN para algumas áreas.

                   Contudo, ressalta-se que, independentemente destes aperfeiçoamentos, é
                   imprescindível que sejam prestadas pelos Agentes ao ONS as corretas
                   informações sobre seus equipamentos.


2. Comportamento dinâmico do sistema
   (Assunto referido nos itens 1, 3.2, 3.5, 3.6, 3.7, 3.8, 3.9, 3.10, 3.11, 5.1.3, 5.2.2, 5.3, 5.4,
   7.1.4, 7.1.5, 9.1.3 e 9.1.4 do RAP ONS)

    2.1. Ponto de Operação do Sistema e Limite de Segurança



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No momento da ocorrência a linha de transmissão 500 kV São João do Piauí/
           Milagres, do agente Iracema, estava fora de operação e o sistema estava operando
           com um intercâmbio de 3237 MW.

           Conforme itens 5.2.4, 5.2.5, 5.2.6 e 5.3.1 do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de
           Rede (Diretrizes e Critérios para Estudos Elétricos, revisão 1.1, vigência
           16.09.2010), para a definição dos limites de intercâmbio devem ser consideradas
           contingências simples (N-1) e múltiplas.

           Nas condições de intercâmbio e de potência sincronizada na região Nordeste no
           momento da perturbação, o sistema suportava a perda simples (N-1) de qualquer
           linha de transmissão de 500 kV, mas não suportava contingências múltiplas, por
           exemplo, a perda simultânea das linhas de transmissão 500 kV 05C3 e 05C4 Luiz
           Gonzaga/Sobradinho, não atendendo o que estabelece o item 5.2.6 do Submódulo
           23.3 dos Procedimentos de Rede.

           Além disso, simulações dinâmicas utilizando os casos bases disponibilizados pelo
           ONS mostram que o sistema teria suportado os desligamentos na subestação Luiz
           Gonzaga, sem reflexos significativos e sem atuação das Proteções de Perda de
           Sincronismo (PPS) das interligações, com a linha de transmissão 500 kV 05V4 São
           João do Piauí/Milagres em operação ou com o intercâmbio reduzido em 400 MW (-
           12%).

           Com a liberação da linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí/Milagres, o
           ONS deveria ter reduzido o intercâmbio para um limite seguro (de 3.237 para 2.800
           MW), de forma a suportar também a contingência dupla citada anteriormente como
           exemplo, conforme estabelece o Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede.
           Salienta-se que os limites de segurança para os intercâmbios, considerando
           contingências múltiplas, não estão disponíveis para os operadores de tempo real.

           Estes fatos, junto com as consequências da perturbação, mostram que o sistema
           estava operando com intercâmbio acima do limite de segurança, considerando a
           indisponibilidade da linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí/Milagres.
           Este importante aspecto não está registrado no relatório do ONS.

           A utilização exclusiva do critério N-1, pelo ONS, para atender a necessidade
           energética da região Nordeste, implicou em se assumir riscos de natureza elétrica
           nesta operação.

          Comentários do ONS sobre o item 2.1:

          Não procede a afirmação da Chesf de que o intercâmbio para a região Nordeste não
          obedecia aos critérios estabelecidos nos procedimentos de rede. Antes do início da

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perturbação o sistema operava sem a LT 500 kV São João do Piauí/Milagres. Nesta
          condição o recebimento pela região Nordeste era de cerca de 3.200 MW, valor
          inferior ao limite de recebimento de 4.500 MW para que o sistema suportasse a
          contingência simples mais severa, conforme critérios estabelecidos nos
          Procedimentos de Rede.

          De acordo com os critérios indicados no item 5.2.6 do Submódulo 23.3 - Diretrizes e
          Critérios para Estudos Elétricos, a contingência dupla de circuitos só é considerada
          quando há evidências estatísticas desta contingência e quando os circuitos
          compartilham as mesmas torres ou existam condições excepcionais de eventos
          climáticos ou ocorrência de queimadas. No caso do trecho de 500 kV
          Sobradinho/Luiz Gonzaga esta contingência não é considerada para a definição de
          limites de intercâmbio para a região Nordeste, pois não se tem registros da perda
          dupla de circuitos, nem de operação sob condições excepcionais que exijam a
          consideração desta contingência.

          Após o desligamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) e do
          Barramento 05B1 de Luiz Gonzaga, estando a LT 500 kV São João do Piauí /
          Milagres desligada para intervenção de emergência, configurou-se uma condição de
          dupla indisponibilidade, implicando em um novo limite de Recebimento pelo Nordeste
          de 3.000 MW (referente ao período de carga média) e fluxo máximo de 800 MW na
          LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2.

          Para retornar às condições de segurança estabelecidas, não havendo restrições, o
          procedimento operacional requerido após desligamentos de equipamentos de
          transmissão consiste em normalizar prioritariamente a LT e/ou equipamento
          desligado. Conforme prática internacional, somente após ser identificado não
          haver condições de se restabelecer níveis de segurança através do retorno dos
          equipamentos desligados, deve-se proceder às adequações de intercâmbio e
          fluxos no sistema. Portanto, o ONS só deveria reduzir o recebimento do Nordeste
          para 3.000 MW e o fluxo na LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 para 800 MW,
          a partir do momento em que a Chesf declarasse a indisponibilidade da LT 500 kV
          Sobradinho / Luiz Gonzaga C1, o que de fato não ocorreu.

    2.2. Registros de Carga, Tensão e Frequência

           As Figuras 1.a e 1.b mostram o comportamento das tensões e da frequência, bem
           como a carga do Nordeste em cada período da perturbação. Como pode ser
           observado, 65% da carga do sistema Nordeste foi desligada nos primeiros 10s após
           o início da perturbação, antes da saída da primeira unidade da UHE Xingó. Este
           percentual também pode ser confirmado no registro apresentado na Figura 6 do item
           5.5.3 do relatório do ONS.




RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste.   Pág 91 de 121
Figura 1.a

                                        100%                                                       Frequência x Carga do Nordeste
                                        64           Saída Interligações                                                                                                                                          100
                                                                                                            Saída 01G2 Xingó                                                       Frequência do Sistem a
                                        62                                                                                                                                                                        90

                                        60
                                                                                                                                                                                   Carga Nordeste                 80




                                                                                                                                                                                                                         Carga (% de 8883MW)
                                        58                                                                                                                                                                        70
                     Frequência (Hz)

                                        56
                                                                   (71%)                                                                                                                                          60

                                        54                                                                                                                                                                        50
                                                                                             35%
                                        52                                                                                                                                                                        40

                                        50                                                                                                                                                                        30
                                                     Subtensão, ERAC,                                                                                                                            9%
                                        48                                                                                                                                                                        20
                                                     Rejeição Natural
                                        46                                                                                                                                                                        10

                                        44                                                                                                                                                                        0
                                             0        5       10        15         20        25        30        35        40         45        50        55        60        65      70    75    80    85   90

                                                                                                                                Tem po (s)




                                                                                                                      Figura 1.b

                                                                                                                 Tensão em Sobral II e Xingó
                                        1,20
                                         1,15
                                        1,10                                                                                                                                                     Sobral II 230kV
                                        1,05                                                                                                                                                     Xingó 500kV
                                        1,00
                                        0,95
                                        0,90
                          Tensão (pu)




                                        0,85
                                        0,80                                      Saída LT 500kV
                                        0,75
                                        0,70
                                                                                  por sobretensão
                                        0,65
                                        0,60              Saída do CE
                                        0,55              Fortaleza
                                        0,50
                                        0,45
                                        0,40
                                        0,35
                                                 0        5        10        15         20        25        30        35         40        45        50        55        60         65     70    75    80    85         90

                                                                                                                                  Tem po (s)




           Comentários do ONS sobre o item 2.2:

           Não procede a informação da Chesf de que 65% da carga da região Nordeste teria
           sido desligada nos primeiros 10 segundos após o início da perturbação. Conforme
           demonstram os registros do sistema de supervisão do ONS, o corte total de carga
           nessa região, nos primeiros 30 segundos após o início da perturbação, foi da ordem
           de 4.600 MW, ou seja, 52% da carga total verificada no momento da perturbação
           (8.884 MW). Desses 4.600 MW de carga cortada inicialmente, 3.300 MW foram por
           atuação correta dos cinco estágios do Esquema Regional de Alívio de Carga – ERAC
           da região Nordeste e 1300 MW por atuação do SEP de subtensão da área Norte da
           região Nordeste e, também, por rejeição natural de carga nessa área, em face da
           perda do suprimento em 500 kV a essa área.

           Ressalta-se que o gráfico apresentado no RAP no item 5.5.2, citado pela Chesf, visa
           ilustrar o processo de recomposição das cargas ao longo de 7 horas. Não é possível
           neste gráfico, em face das limitações da escala temporal, observar o comportamento
           da carga da região Nordeste no período posterior à separação da região até o
           desligamento de máquinas na UHE Xingó (cerca de 30 segundos).



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Além disso, após o desligamento das máquinas das UHE Xingó e Paulo Afonso IV, o
           sistema permaneceu com uma carga da ordem de 3.100 MW (35% e não de 9%
           como indicado no gráfico da Chesf).

           Um ponto vital que deve ser ressaltado é que, independente do valor da carga
           remanescente do Sistema Nordeste, caso não tivesse ocorrido de forma
           indevida o desligamento das máquinas das UHEs Xingó e Paulo Afonso IV, a
           recomposição das cargas desligadas seria feita de forma muito mais rápida,
           pois o parque gerador e a rede de transmissão estavam praticamente toda em
           operação. A recomposição do sistema a partir do blecaute total é muito mais
           complexa, difícil e demorada. Além disso, a recomposição do Sistema Nordeste
           foi bastante prejudicada pelos problemas verificados nos equipamentos de
           autorestabelecimento (Black Start) da usina de Xingó.

    2.3. Colapso de Tensão e Atuação das Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) das
         interligações

          Após a abertura dos disjuntores na SE Luiz Gonzaga, a frequência do sistema
          permaneceu próxima de 60 Hz, mas ocorreu um severo colapso de tensão nas áreas
          Norte, Oeste e Sudoeste do sistema Nordeste. Nesta ocasião as linhas de
          transmissão 500 kV 05V1 Luiz Gonzaga/Milagres e 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho
          não desligaram, permanecendo energizadas em vazio sobre as SE Milagres e
          Sobradinho, respectivamente.

          Este colapso de tensão foi decorrente da elevação do fluxo nas interligações
          Norte/Nordeste e Sudeste/Nordeste e provocou a atuação das Proteções de Perda de
          Sincronismo (PPS) dessas interligações nos trechos Rio das Éguas/Bom Jesus da
          Lapa II, pertencente ao agente Taesa, e Teresina II/Sobral III. De acordo com os
          registros disponíveis, o fluxo na interligação Norte/Nordeste no eixo Presidente
          Dutra/Teresina, que já estava operando em níveis elevados, sofreu uma elevação de
          50%.

          O rápido colapso de tensão e a atuação das Proteções de Perda de Sincronismo
          (PPS) provocaram uma perda descontrolada de cargas, em parte pela atuação de
          esquemas de alívio de carga por subtensão na área Norte e em parte pelos
          afundamentos de tensão que levaram a uma rejeição natural de cargas e aos
          desligamentos de linhas de transmissão de 230 kV por proteções de distância. Por
          exemplo, ocorreu o desligamento das linhas de transmissão 230 kV 04F2 Irecê/Bom
          Jesus da Lapa e 04F1 Senhor do Bonfim/Irecê, desenergizando a SE Irecê, e da linha
          de transmissão 230 kV 04L1 Piripiri/Sobral II pela atuação de proteções de distância
          em primeira zona.

          As Figuras 2.a e 2.b mostram os registros de tensão e corrente na linha de

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transmissão 230 kV 04F2 Irecê/Bom Jesus da Lapa durante o colapso de tensão,
          indicando a ocorrência de um centro elétrico próximo da SE Irecê, com a tensão
          nesta subestação atingindo 0,26 pu.

                                                                                                            Figura 2.a

                                                                                              Corrente LT 04F2 IRE-BJS (00:20:33)
                                              800


                                              700


                                              600                                                                                                                           Ia
                                                                                                                                                                            Ib
                                              500
                             Corrente (A)




                                                                                                                                                                            Ic

                                              400


                                              300


                                              200


                                              100


                                                0
                                                    0,0     0,1    0,2    0,3    0,4    0,5   0,6   0,7   0,8    0,9      1,0    1,1    1,2   1,3   1,4   1,5   1,6   1,7   1,8   1,9   2,0

                                                                                                                   Tempo (s)




                                                                                                            Figura 2.b

                                                                                                    Tensão 230kV IRE (00:20:33)
                                               1,40

                                               1,30

                                               1,20

                                               1,10

                                               1,00

                                              0,90
                                Tensão (pu)




                                              0,80

                                              0,70

                                              0,60

                                              0,50                                                                                                                          Va
                                              0,40                                                                                                                          Vb
                                              0,30
                                                                                                                                                                            Vc
                                              0,20

                                               0,10

                                              0,00
                                                      0,0    0,1    0,2    0,3    0,4   0,5   0,6   0,7    0,8   0,9       1,0    1,1   1,2   1,3   1,4   1,5   1,6   1,7   1,8   1,9   2,0

                                                                                                                       Tem po (s)




           Além do intercâmbio que estava sendo praticado no momento da ocorrência, um dos
           fatores que contribuíram para o rápido colapso de tensão foi o histórico e conhecido
           comportamento dinâmico das cargas da área Norte do sistema Nordeste,
           normalmente observado nos períodos de verão com o uso intenso de ar
           condicionado, e a presença de geração eólica com máquinas de indução, que
           acessam a Rede Básica em 230 kV e o sistema de distribuição da Coelce em 69 kV.
           Os efeitos tendem a aumentar os afundamentos de tensão e não são considerados
           nos estudos realizados pelo ONS para definir os ajustes das Proteções de Perda de
           Sincronismo (PPS) e os limites de intercâmbio.

           Ressalta-se que no item 8.2.7 (h) do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede é
           estabelecida a necessidade da representação da carga pelo modelo dinâmico.



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Comentários do ONS sobre o item 2.3:

          Não procede a informação da Chesf de que o colapso de tensão verificado na
          perturbação estaria associado ao intercâmbio praticado e ao comportamento
          dinâmico das cargas da área Norte da região Nordeste. Deve-se ressaltar que o
          comportamento da tensão na perturbação está diretamente relacionado à perda
          de sincronismo das unidades geradoras da região Nordeste em relação às
          demais máquinas do SIN.

          Registre-se que o ONS tem modelado e simulado de forma adequada o
          comportamento da carga do SIN, em particular da região Nordeste, fato que vem
          sendo comprovado por meio da comparação dos resultados de simulações dinâmicas
          e registros de oscilografia. No caso da carga da área Norte da região Nordeste,
          citada pela Chesf, o acompanhamento de seu comportamento dinâmico vem sendo
          realizado há mais de 8 anos, sendo considerados satisfatórios os resultados obtidos,
          demonstrando que o modelo utilizado pelo ONS é adequado.

          No caso de oscilações eletromecânicas instáveis, a abertura de interligações por
          atuação de proteções de perda de sincronismo, que estejam adequadamente
          ajustadas, permite minimizar as excursões de tensão no sistema, atenuando as
          conseqüências para o sistema interligado, principalmente para os consumidores, e,
          sobretudo, evitando a propagação da perturbação para outras áreas do SIN.

          A definição de ajustes para as proteções de perda de sincronismo baseia-se na
          análise do comportamento dinâmico do sistema em diversas condições, bem como
          em aspectos específicos dos esquemas e relés de proteção disponíveis. Em
          particular, no caso das interligações com a região Nordeste, os ajustes adotados ao
          longo da última década vêm se mostrando adequados, conforme demonstram as
          análises das perturbações que envolveram a separação da região Nordeste.

          Na perturbação em questão, a configuração que resultou da perda das duas barras
          de 500 kV na SE Luiz Gonzaga, provocou dois fenômenos distintos: (i) perda de
          sincronismo das máquinas da região Nordeste, com atuação correta das proteções
          de perda de sincronismo dos troncos de 500 kV e (ii) perda do suprimento em 500 kV
          à área Norte da região Nordeste, com a abertura da LT 500 kV Luiz
          Gonzaga/Milagres, uma vez que a LT 500 kV São João do Piauí/Milagres já havia
          sido desligada para intervenção de emergência.

          Nas condições observadas, a abertura da LT 230 kV Piripiri/Sobral por atuação da
          respectiva proteção de distância pode ser considerado um evento natural e esperado,
          praticamente inevitável, considerando a abrupta variação de impedância observada
          quando da perda dos troncos de 500 kV de suprimento à área Norte da região
          Nordeste. Neste caso, a proteção de distância identifica a oscilação de potência
          como sendo um curto-circuito.

          No caso das LTs 230 kV Irecê/Bom Jesus da Lapa e Irecê/Senhor do Bonfim, o
          desligamento das duas LTs não era esperado. Ressalta-se que o fenômeno foi visto
          pela primeira zona da unidade de distância de duas linhas distintas, o que já seria
          indicativo de algum problema de ajuste das proteções de distância. Faz-se

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necessária uma reavaliação, pela Chesf, dos ajustes de proteção de distância das
          referidas LTs de 230 kV.

    2.4. Atuação do Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC)

           Após a atuação das Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) ocorreu uma queda
           da frequência, que levou a atuação do Esquema Regional de Alívio de Carga
           (ERAC), até o último estágio. Nesta ocorrência, a exemplo de outras anteriores, a
           frequência atingiu 56,4 Hz, violando o limite de frequência mínima (57 Hz)
           estabelecido no item 8.8.4 do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede
           (Diretrizes e Critérios para Estudos Elétricos, revisão 1.1, vigência 16.09.2010).

           Com a violação do limite de 57 Hz, ocorre o desligamento automático de geradores
           térmicos e eólicos, conectados na Rede Básica e nos sistemas de distribuição. As
           proteções de subfrequência desses geradores são normalmente ajustadas
           considerando o limite mínimo (57 Hz) definido nos Procedimentos de Rede. Com o
           desligamento desses geradores o desequilíbrio carga-geração aumenta e o colapso
           de frequência é mais severo, sendo controlado apenas pelo parque gerador
           hidráulico da Chesf. Nota-se nesta perturbação o efeito de aumento da carga em
           decorrência do desligamento de geradores nos sistemas de distribuição como
           mostram, por exemplo, os registros apresentados nas Figuras 3.a, 3.b e 3.c.

           Estas Figuras mostram a tensão na barra de 230 kV da subestação Bom Jesus da
           Lapa e o fluxo na linha de transmissão 230 kV Bom Jesus da Lapa/Barreiras. Como
           pode ser observado, os geradores presentes no regional Barreiras foram desligados
           quando a frequência atingiu 56,5 Hz, ou seja, cerca de 0,7s após a frequência cair
           abaixo de 57 Hz.

           Em ocorrências anteriores, a Chesf já vem alertando o ONS para as consequências
           da violação do limite mínimo de frequência estabelecido nos Procedimentos de Rede
           e para os riscos decorrentes quanto à segurança do sistema, conforme E-mail
           encaminhado ao ONS em 05.05.2010, às 17h37.




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Figura 3.a

                                                                                  Tensão 230kV BJS
                                  1,15

                                  1,10

                                  1,05

                                 1,00

                                 0,95
               Tensão (pu)




                                 0,90

                                 0,85

                                 0,80

                                 0,75                                                                                                                         Va
                                 0,70
                                                                                                                                                              Vb
                                 0,65
                                                                                                                                                              Vc
                                 0,60

                                 0,55

                                 0,50
                                         0   1   2   3   4   5       6        7       8       9       10    11    12    13    14    15        16        17        18        19        20

                                                                                                  Tem po (s)




                                                                                          Figura 3.b

                                                                               Fluxo LT 04L1 BJS-BRA
                                  60

                                  50

                                  40

                                  30

                                  20
                Fluxo MW, Mvar




                                  10                                                                                                                         MW
                                   0                                                                                                                         Mvar
                                  -10

                                 -20

                                 -30

                                 -40

                                 -50

                                 -60

                                 -70

                                 -80
                                         0   1   2   3   4   5   6        7       8       9          10    11    12    13    14    15    16        17        18        19        20

                                                                                              Tem po (s)




                                                                                          Figura 3.c

                                                                         Frequência do Sistema (BJS)
                                 61,5

                                 61,0

                                 60,5

                                 60,0

                                 59,5
              Fluxo MW, Mvar




                                 59,0

                                 58,5

                                 58,0

                                 57,5

                                 57,0

                                 56,5

                                 56,0

                                 55,5
                                         0   1   2   3   4   5   6         7      8       9          10    11    12    13    14    15    16        17        18        19        20

                                                                                              Tem po (s)




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Comentários do ONS sobre o item 2.4:

           O ONS não concorda com as posições colocadas pela Chesf quanto à concepção e
           desempenho do ERAC da região Nordeste pelas razões abaixo.

           Em resposta ao e-mail encaminhado pela Chesf em 05/05/2010, o ONS esclareceu,
           através de e-mail datado de 25/05/2010 às 10h27, que a freqüência mínima adotada
           de 56 Hz para revisão do ERAC da região Nordeste está de acordo com o
           estebelecido nos Procedimentos de Rede, conforme subitens 8.8.4.1 e 8.8.4.2 do
           Submódulo 23.3.

           Deve-se registrar que em 2004 foi feita a revisão do ERAC das regiões Norte e
           Nordeste, esquema que é acompanhado a cada seis meses pelo ONS juntos aos
           agentes. No relatório emitido referente à revisão deste ano, o corte de carga foi
           dimensionado considerando uma frequência mínima de 56 Hz nessas regiões, com a
           aprovação de todos os agentes.

           O e-mail citado pela Chesf, de 05/05/2010, refere-se à ocorrência de 10/02/2010, na
           qual a freqüência atingiu o valor mínimo de 56,3 Hz. No relatório de análise da
           referida perturbação (ONS RE 3/035/2010), estão indicados, apenas, os
           desligamentos da UTE Jesus Soares Pereira (com 30 MW) e Rômulo Almeida (com
           25 MW). Cabe destacar que não houve indicação clara dos motivos dos
           desligamentos dessas unidades térmicas.

           No dia 24/09/2010, em outra perturbação que atingiu a região Nordeste (Relatório de
           Análise de Perturbação ONS RE 3/228/2010), a freqüência teve como valor mínimo
           57,13 Hz. No instante da perturbação, encontravam-se sincronizadas as UTEs Jesus
           Soares Pereira (com 191 MW), Rômulo Almeida (com 36 MW), Celso Furtado (com
           159 MW), Termopernambuco (com 512 MW), Fortaleza (315 MW), Termoceará (220
           MW), Camaçari Pólo (com 128 MW) e Camaçari Muricy (144 MW). Nessa
           oportunidade, ocorreram os desligamentos da TG2 da UTE Fortaleza, por extinção
           da chama, e da UG05 da UHE Xingó por problema local em seus serviços auxiliares,
           rejeitando 385 MW de geração.

           No dia 25/09/2010, em outra perturbação envolvendo a região Nordeste, a
           freqüência mínima foi de 56,7 Hz. Novamente, ocorreu a perda de 314 MW de
           geração da UTE Fortaleza devido à extinção da chama e não por subfreqüencia.

           Como pode ser observado, tem ocorrido desligamentos de unidades térmicas e até
           mesmo de hidráulicas, por motivos que não estão diretamente relacionados à
           operação em subfreqüencia. Ainda assim, a freqüência mínima de 56 Hz de
           dimensionamento do ERAC tem sido respeitada.


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2.5. Sobretensões Dinâmicas e Excedente de Potência Reativa Capacitiva no Sistema

           O corte por subtensão, a rejeição natural e o alívio de cargas por subfrequência,
           juntos, representaram uma perda de 65% da carga do sistema Nordeste. Com esta
           perda descontrolada houve a recuperação dos níveis de tensão com sobrefrequência
           de 61 Hz. Com o fim do efeito do comportamento dinâmico das cargas, permaneceu
           um excedente de potência reativa capacitiva no sistema, levando a uma condição de
           sobretensões dinâmicas e absorção de potência reativa nos geradores
           remanescentes e nos compensadores síncronos e estáticos.

           Neste período ocorreu o desligamento do compensador estático de Fortaleza, com
           uma absorção de potência reativa de -180 Mvar, equivalente a uma sobrecarga
           superior a 40% nos reatores controlados e nas válvulas de tiristores. O desligamento
           do compensador estático elevou ainda mais os níveis de sobretensão e a absorção
           de potência reativa nos geradores remanescentes. As Figuras 4.a e 4.b mostram as
           grandezas registradas no compensador estático de Fortaleza no momento da
           ocorrência.
                                                Figura 4.a

                                                                                        Tensão 230kV FTZ (00:20:33)
                                           1,20
                                            1,15
                                           1,10
                                           1,05
                                           1,00
                                           0,95
                                           0,90
                             Tensão (pu)




                                           0,85
                                           0,80

                                           0,75
                                           0,70                                                                                                                   Va
                                           0,65
                                                                                                                                                                  Vb
                                           0,60
                                           0,55                                                                                                                   Vc
                                           0,50
                                           0,45
                                           0,40
                                                   0   1   2   3   4   5   6   7    8     9   10   11     12   13    14   15   16   17   18   19   20   21   22        23   24   25

                                                                                                        Tem po (s)




                                                                                              Figura 4.b

                                                                                   Potência reativa CE FTZ (00:20:33)
                                           250


                                           200


                                            150


                                            100


                                             50
                             Mvar




                                              0


                                            -50


                                           -100


                                           -150


                                           -200
                                                   0   1   2   3   4   5   6   7    8     9   10   11     12   13    14   15   16   17   18   19   20   21   22    23       24   25

                                                                                                        Tem po (s)




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As sobretensões dinâmicas e o desligamento do compensador estático de Fortaleza,
           que estava operando em sobrecarga, foram decorrentes de um excesso de potência
           reativa capacitiva no sistema. Este excedente também levou à atuação generalizada
           de esquemas e proteções de sobretensão, desligando bancos de capacitores e
           linhas de transmissão e inserindo reatores.

           Após a atuação dos esquemas de alívio de carga, durante cerca de 30s os níveis de
           sobretensão dinâmica em várias barras de 500 kV, 230 kV e 69 kV de subestações
           do sistema Nordeste violaram os limites de emergência estabelecidos no item 5.3.2
           do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede (Diretrizes e Critérios para Estudos
           Elétricos, revisão 1.1, vigência 16.09.2010), evidenciando a insuficiência de recursos
           de compensação reativa capazes de restabelecer o perfil de tensão desejado.

           Neste período, com níveis de tensão elevados, os geradores das UHE Xingó e Paulo
           Afonso IV estavam operando com absorção de potência reativa elevada, com
           atuação correta de Limitadores de Excitação Mínima (MEL).

           Em outras ocorrências a Chesf já alertou o ONS sobre o problema do excesso de
           potência reativa capacitiva no sistema, inclusive com ocorrências de desligamentos
           de geradores por absorção de potência reativa elevada (E-mail encaminhado ao
           ONS em 12.02.2009 às 11h33min, 13.05.2009 às 9h20min e em 01.02.2011 às
           11h50min). Em regime permanente o sistema está operando com uma reserva
           insuficiente de potência reativa indutiva, levando o ONS a praticar o chaveamento de
           linhas de transmissão para controle de tensão, em condições de carga leve, de
           forma não recomendada. A solução já apresentada pela Chesf para contornar este
           problema foi a instalação de reatores manobráveis de barra nas subestações 500 kV
           Quixadá e Sobral III.

          Comentários do ONS sobre o item 2.5:

          Ao contrário do que afirma a Chesf, o desligamento das unidades geradoras da
          UHE Xingó não está associado aos valores de potência reativa absorvida por
          essas unidades, considerando que houve a atuação correta dos seus
          Limitadores de Excitação Mínima (MEL), o que garantiu a operação dessas
          unidades dentro das suas faixas operativas permitidas, conforme texto acima
          da própria Chesf.

          Referente ao problema de excesso de potência reativa capacitiva no sistema
          mencionado pela Chesf, correlacionando o assunto aos e.mails encaminhados ao
          ONS em 12.02.2009 às 11h33, 13.05.2009 às 9h20 e 01.02.2011 às 11h50, o ONS
          respondeu às questões levantadas pela Chesf com os devidos esclarecimentos
          através dos e-mails enviados em 13.05.2009 às 09h57 e 25.02.2011 às 12h33.
          Registra-se que não há qualquer correlação com a perturbação ocorrida no dia 04/02,
          em razão do sistema encontrar-se em condição de carga média, sendo o problema


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de excesso de reativo levantado à época pela Chesf associado apenas ao período de
          carga leve/mínima.

          Quanto à questão das sobretensões dinâmicas, são feitos os seguintes comentários.
          As condições a que foi submetida a área Norte da região Nordeste são bastante
          distintas das condições observadas nas demais áreas da região Nordeste. Nessa
          área verificou-se elevado corte de carga (1.300 MW), por atuação de ERAC, SEP de
          subtensão e rejeição natural, o que justifica a condição severa de elevada absorção
          de potência reativa a que foi submetido o Compensador Estático de Fortaleza.
          Nestas condições, o desligamento do CE de Fortaleza justificaria a atuação de
          proteções de sobretensão instantâneas na SE Quixadá, associadas às LTs 500 kV
          Quixadá/Milagres e Quixadá/Fortaleza II. Ressalta-se que não foram registrados
          outros desligamentos por atuação de proteções de sobretensão – temporizada ou
          instantânea – na área Norte, indicando que as aberturas foram suficientes para
          compensar o desligamento do CE de Fortaleza, controlando o perfil de tensão da
          área.

          Nas demais áreas da região Nordeste não há registro da atuação de proteções de
          sobretensão instantânea. Foi verificado um único caso de atuação de proteção de
          sobretensão temporizada, que foi da LT 500 kV Jardim/Camaçari II. Neste sentido, ao
          contrário do que afirma a Chesf, não foi verificada atuação generalizada de proteções
          de sobretensão na região Nordeste. Este fato pode ser comprovado pela ausência de
          registros de outros desligamentos de linhas por atuação de proteções de sobretensão
          fora da área Norte da região Nordeste, além da LT 500 kV Jardim/Camaçari II.

    2.6. Colapso de tensão e frequência

           Durante o período de sobretensões dinâmicas, a carga do Nordeste já estava
           reduzida para cerca de 35% do valor antes da perturbação, com um excedente de
           potência reativa capacitiva no sistema. Nestas condições os geradores da UHE
           Xingó estavam operando com absorção de potência reativa elevada, com atuação
           correta de Limitadores de Excitação Mínima (MEL). As variações de tensão na barra
           de 500 kV da UHE Xingó levaram à atuação do relé de subtensão dos serviços
           auxiliares e ao desligamento das unidades geradoras, iniciando pela unidade
           geradora 01G2 no instante indicado na Figura 1.a, provocando o colapso de tensão e
           frequência, chegando a frequência mínima a atingir 46 Hz, verificado no período final
           da perturbação.

           O desligamento do gerador 01G2 foi decorrente de uma condição de operação
           extrema do sistema Nordeste, não prevista e não analisada pelo ONS. Conforme
           comportamento de tensão e frequência mostrado nas Figuras 1.a e 1.b, foi iniciado o
           colapso de tensão e de frequência do sistema com a saída da primeira unidade
           geradora da UHE de Xingó.




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Comentários do ONS sobre o item 2.6:

          Ao contrário do que afirma a Chesf, o desligamento das unidades geradoras da
          UHE Xingó não está associado às condições operacionais do Sistema Nordeste
          durante a perturbação e tampouco aos valores de potência reativa absorvida por
          essas unidades, considerando que houve uma atuação correta dos seus
          Limitadores de Excitação Mínima (MEL), o que garantiu a operação dessas
          unidades dentro das suas faixas operativas permitidas, conforme texto acima da
          própria Chesf. O desligamento destas máquinas foi provocado pelo ajuste
          inadequado do relé de subtensão atualmente utilizado no automatismo de
          comutação dos serviços auxiliares, conforme detalhado nos comentários do ONS
          referente ao item 3 deste documento.

          É conveniente dizer que os limitadores de subexcitação de unidades geradoras
          têm por objetivo limitar a absorção de potência reativa por essas unidades,
          mantendo esta absorção em níveis adequados, de modo a não provocar sua perda
          por instabilidade das mesmas. Desta forma, sua atuação correta deve manter as
          unidades operando em níveis de tensão adequados, inclusive compatíveis com a
          tensão de alimentação de seus serviços auxiliares.

    2.7. Em vista do comentado nos itens anteriores, o relatório em foco deve incluir as seguintes
         recomendações para o ONS:

         2.7.1. Realizar estudos para reavaliar ajustes das Proteções de Perda de
                Sincronismo (PPS), considerando a dinâmica da carga, a presença de geração
                conectada na Rede Básica e nos sistemas de distribuição, inclusive eólicas e
                térmicas.

         2.7.2. Realizar estudos para reavaliar limites de intercâmbio e de potência
                sincronizada, respeitando a frequência mínima de 57 Hz, considerando as
                contingências previstas nos Procedimentos de Rede e a presença de geração
                conectada na Rede Básica e nos sistemas de distribuição, inclusive eólicas e
                térmicas, visando aumentar a margem de segurança do sistema, evitando os
                desligamentos indesejados destas usinas.

         2.7.3. Realizar estudos para reavaliar a compensação de potência reativa indutiva
                nas áreas Norte e Oeste do sistema Nordeste, considerando a instalação de
                reatores de barra de 500 kV nas SE Quixadá e Sobral III, visando aumentar a
                margem de segurança do sistema durante perturbações.

         2.7.4. Considerar nos estudos elétricos para definição de intercâmbio, a contingência
                de perda dupla de linhas de transmissão ou perda de barras, conforme
                estabelecidos nos itens 5.2.5 e 5.2.6 do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de
                Rede (Diretrizes e Critérios para Estudos Elétricos, revisão 1.1, vigência
                16.09.2010), disponibilizando os limites para os operadores de tempo real.




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Comentários do ONS sobre cada uma das recomendações acima:

         2.7.1 – Esta recomendação não se aplica, tendo em vista que a atuação das
         proteções de perda de sincronismo foi considerada satisfatória, tendo em vista que a
         perda de sincronismo era iminente, conforme relatado no relatório de análise da
         perturbação de 04/02/2011. Ressalta-se que na definição de ajustes para as
         proteções de perda de sincronismo o ONS baseia-se na análise do comportamento
         dinâmico do sistema em diversas condições, bem como em aspectos específicos dos
         esquemas e relés de proteção. Em particular, no caso das interligações com a região
         Nordeste, os ajustes adotados ao longo da última década vêm se mostrando
         adequados, conforme demonstram as análises das perturbações que envolveram a
         separação da região Nordeste, conforme RAPs RE ONS-3-035/2010 - ocorrência no
         dia 10.02.2010 às 14h31, RE ONS-3-205/2010 - ocorrência no dia 07.09.2010 às
         16h45 e RE ONS-3-228/2010 - ocorrência nos dias 24 e 25.09.2010 às 13h45 e 12h03
         respectivamente.

         2.7.2 – Esta recomendação já é atendida pelo ONS em caráter permanente, uma
         vez que o dimensionamento do ERAC das regiões Norte e Nordeste é acompanhado a
         cada seis meses pelo ONS juntos aos agentes, e o seu desempenho é avaliado em
         cada perturbação. Com relação à freqüência mínima a ser respeitada durante
         contingências, esta questão já foi abordada na resposta ao item 2.4.

         2.7.3 – A reavaliação da compensação de potência reativa do sistema elétrico da
         região Nordeste tem sido uma preocupação permanente da EPE e do ONS, a exemplo
         da instalação recente de mais um reator de barra na SE 500 kV Fortaleza II. Além do
         mais, o problema de excesso de potência reativa capacitiva no sistema, mencionado
         pela Chesf, já foi adequadamente comentado no item 2.5.

         2.7.4 – Esta recomendação não procede. Conforme abordado anteriormente, o ONS
         vem observando rigorosamente na definição dos limites de transmissão praticados
         todos os critérios estabelecidos nos Procedimentos de Rede. Cabe destacar mais uma
         vez que as linhas 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga não compartilham uma mesma
         estrutura e não se tem registros da perda dupla dos dois circuitos. Além do mais não
         se tem registros de condições climáticas adversas nem de queimadas ao longo de
         todo o percurso das linhas, que justificasse a consideração da perda dupla das
         mesmas. Por esta razão, estes limites não são calculados nos estudos de
         planejamento da operação.

3. Desligamento das unidades geradoras da UHE Xingó
   (Assunto referido nos itens 3.11, 5.4.12, 5.4.13, 7.1.6 e 9.1.3 do RAP ONS)

    3.1. Após as atuações dos esquemas de controle de emergência, o sistema atingiu um
         novo ponto de operação, com equilíbrio de frequência e variações de tensão que

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perduraram por aproximadamente 40s, provocando a absorção elevada de potência
          reativa por parte das unidades geradoras. Essa situação, agravada pelo
          desligamento de linhas de transmissão de 500 kV, por atuação de proteções de
          sobretensão, foi decisiva para que as unidades geradoras da UHE Xingó atingissem
          um nível de subtensão de 0,89 pu, conforme registro do Centro de Controle de Xingó
          (CCX), suficiente para a atuação correta do relé de subtensão que monitora a tensão
          nos serviços auxiliares, para comutação de fontes de alimentação, provocando o
          desligamento automático em cinco unidades.

          A atuação foi correta considerando que o ajuste implantado é de 0,90 pu e foi
          definido na fase de projeto da UHE Xingó, tendo como referência a norma ABNT-
          NBR 17094 sobre máquinas elétricas – motores de indução, não sendo vislumbrada
          até o presente momento necessidade de alteração deste ajuste. Portanto,
          diferentemente do que afirma o relatório ONS, a tensão terminal das unidades
          geradoras não se encontrava entre 90 e 93%, informação esta já prestada pela Chesf
          ao ONS, por diversas vezes.

    3.2. Em vista do comentado anteriormente, é improcedente a recomendação do item 9.1.3
         do relatório ONS, posto que se trata de filosofia de projeto e fabricação dos auxiliares
         eletromecânicos das unidades geradoras, sendo necessário estudo com a
         participação do projetista e fabricantes.

          Portanto, a recomendação para a Chesf que está no relatório ONS deve ser
          substituída pela seguinte: Realizar estudos para reavaliar a filosofia do automatismo
          de comutação dos serviços auxiliares da UHE Xingó, preservando os requisitos de
          segurança estabelecidos no projeto e a recomendação da norma ABNT-NBR 17094,
          de forma a garantir a integridade dos equipamentos auxiliares das unidades
          geradoras, durante condições impostas pelo sistema, onde as máquinas operem
          transitoriamente com elevada subexcitação. Prazo: Junho/2011.

     Comentários do ONS sobre os itens 3.1 e 3.2:

     Ao contrário do que afirma a Chesf, o desligamento das unidades geradoras da
     UHE Xingó foi provocado pelo ajuste inadequado do relé de subtensão atualmente
     utilizado no automatismo de comutação dos serviços auxiliares.

     Considerando as práticas utilizadas nas demais usinas hidroelétricas, o valor de ajuste
     do relé de subtensão, atualmente implantado em Xingó, referente ao automatismo de
     comutação dos serviços auxiliares, está elevado para a finalidade a que se propõe. O
     ajuste associado ao relé de subtensão responsável por esta transferência de fonte de
     alimentação dos serviços auxiliares não tem por objetivo garantir a integridade dos
     equipamentos auxiliares das unidades geradoras, os quais possuem proteção própria. O
     ajuste deve ser inferior a 80% da tensão nominal para garantir a adequada atuação do
     esquema.



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Registramos, a titulo de exemplos, os ajustes dos relés de subtensão que provocam
     transferência de fonte de alimentação dos serviços auxiliares em algumas usinas do SIN:
         · Itaipu - 70%
         · Furnas - Serra da Mesa - 50%
         · COPEL-GT - Gov. José Richa - 70%
         · COPEL-GT - Gov. Ney Braga - 62%
         · COPEL-GT - Gov. Bento Munhoz - 60%

     Os limitadores de subexcitação das Unidades Geradoras têm por objetivo limitar a
     absorção de potência reativa por essas unidades, mantendo-a em níveis adequados de
     modo a evitar a sua perda por instabilidade. Desta forma sua atuação correta deve
     manter as unidades operando em níveis de tensão adequados, inclusive compatíveis
     com a tensão de alimentação de seus auxiliares.

     O esquema de transferência da fonte de alimentação dos serviços auxiliares está
     associado e é fundamental no processo de parada das máquinas, e deve se basear na
     filosofia de detecção de falta de tensão na fonte principal, após o comando de parada,
     para evitar que as mesmas parem sem tensão nos Centros de Controle de Motores.

     Portanto, com base no exposto acima, reiteramos a recomendação de reajustar
     estes relés de subtensão em caráter de urgência, considerando o risco de
     desligamentos de unidades geradoras desta usina em ocorrências similares, como
     já se verificou em ocorrências anteriores podendo inclusive acarretar em novo
     colapso na região Nordeste.

     Neste sentido, o RAP ONS-RE-3-228/2010, referente à ocorrência do dia 24/09/2010,
     constatou o desligamento indevido da unidade 01G5 da UHE Xingó, com o seguinte
     diagnóstico: “Houve ainda o desligamento da UG05 da UHE Xingó, por problema local
     em seus serviços auxiliares, durante tentativa sem sucesso de comutação da sua
     alimentação, rejeitando cerca de 385 MW de geração”. Decorrente dessa anormalidade,
     foi registrado nesse RAP a seguinte providência tomada pela Chesf: “A CHESF realizou
     intervenção e corrigiu a causa da atuação incorreta da proteção de subtensão dos
     serviços auxiliares da UG05, da UHE Xingó, durante distúrbio ocorrido no SIN no dia
     24/09/2010, às 14h26min”. Registre-se que os desligamentos de máquinas de Xingó nas
     perturbações dos dias 24/09/2010 e 04/02/2011 ocorreram em situações similares,
     envolvendo a perda dos serviços auxiliares desta usina.

     Tendo em vista que nesta ocorrência foi verificada novamente a atuação indevida
     da proteção de subtensão dos serviços auxiliares, em razão de estar ajustada em
     valores elevados, conforme já comentado anteriormente, conclui-se que o
     problema principal não foi resolvido pela Chesf.



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4. Desligamento das unidades geradoras da UHE Paulo Afonso IV
     (Assunto referido nos itens 3.11, 5.4.12 e 9.1.4 do RAP ONS)

     Ao contrário da afirmação do ONS em seu relatório, o desligamento das unidades
     geradoras da UHE Paulo Afonso IV, foi correto. Por conta do colapso de tensão no
     sistema elétrico, ocorreu o desligamento das referidas unidades geradoras, por atuação
     correta da proteção de sobrecorrente dos trafos de excitação, devido ao rápido
     incremento da corrente. Esta elevação da corrente levou à atuação dos relés de
     sobrecorrente dos trafos de excitação, tendo em vista que os limitadores das correntes
     de campo dos reguladores de tensão das unidades geradoras desta usina, por projeto,
     admitem uma excursão momentânea desta corrente em transitórios, o que justifica a
     recomendação sugerida no item 9.1.4.

    Comentários do ONS:

    A afirmação da Chesf não procede, uma vez que ficou caracterizada uma descoordenação
    entre as atuações dos relés de sobrecorrente dos transformadores de excitação das
    unidades geradoras da UHE Paulo Afonso IV, os limitadores de corrente de campo dos
    reguladores de tensão, bem como os demais limitadores do sistema de excitação. Essa
    atuação foi incorreta devido ao fato de que o relé não permitiu a elevação transitória da
    corrente de campo, comportamento normal do sistema de excitação, conforme informado
    pela própria Chesf.

    Convém ressaltar que este modo de operação do sistema de excitação é encontrado
    na maioria das usinas do SIN e é absolutamente necessário que os relés de
    sobrecorrente dos transformadores de excitação sejam coordenados com os
    limitadores, de modo a evitar desligamentos indevidos de unidades geradoras.

5. Desligamento da LT 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho durante o processo de
   normalização e restabelecimento do sistema
   (Assunto referido nos itens 5.5.4.2, 7.3.7 e 9.1.10 do RAP ONS)


    5.1. O valor de corrente verificado na linha de transmissão 500 kV 05C4 Luiz
         Gonzaga/Sobradinho foi superior a 2.300 A relatado insistentemente no item 5.5.4.2
         do relatório ONS. Essa informação já foi repassada por diversas vezes ao ONS,
         inclusive através do próprio registro oscilográfico da referida linha de transmissão
         registrou valores superiores a 2.500 A, conforme tabela abaixo e Figura 5, o que
         corresponde a quase 70% de sobrecarga. O carregamento imposto violou
         perigosamente o seu limite de operação que era de 1.500 A, colocando em risco a
         integridade dos transformadores de corrente e dos dispositivos de proteção
         associados.


          O limite de 1.500 A é do conhecimento do ONS, de acordo com a Referência Técnica
          “Cadastro de Limites Operacionais de Linhas de Transmissão de 500/230 kV Centro

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da Região Nordeste – CD-CT.NE.5 CT.02”, do Submódulo 10.18 dos Procedimentos
          de Rede. O item 7.3.7 do relatório ONS deveria dar ênfase a esses aspectos,
          caracterizando a ocorrência de sobrecarga na citada linha de transmissão, motivada
          por falha na coordenação e controle da tomada de carga e a alocação da geração,
          por parte do ONS, durante o processo de recomposição.

          Comentários do ONS:

          Minutos antes do desligamento automático da LT 500 kV Luiz Gonzaga/Sobradinho
          05C4, o ONS já havia autorizado o religamento das LTs 500 kV Xingó / Messias e
          500 kV Luiz Gonzaga/Milagres, e por conseguinte o eixo Milagres/Quixadá/Fortaleza
          II, as quais neste momento já estavam em processo de normalização, faltando
          apenas a Chesf concluir o fechamento do anel de 500 kV na SE Quixadá (carga em
          percurso), o que implicaria na redução do carregamento na LT 500 kV 05C4 Luiz
          Gonzaga/Sobradinho, em função do restabelecimento de cargas.

          A elevação do fluxo nesta LT foi ocasionada pela rápida tomada de carga das
          unidades geradoras pela Chesf, de forma descoordenada, com o objetivo de elevar o
          despacho ao valor mínimo da faixa operativa. No entanto, o despacho de 3 máquinas
          de Xingó foi elevado para 3 x 450 MW, e não para o valor mínimo de 3 x 310 MW.
          Além disso, em Paulo Afonso IV, o despacho de 2 máquinas foi elevado para 2 x 240
          MW. Isto significou uma rampa praticamente instantânea de 1.830 MW. Desta forma,
          a elevação da geração deu-se de forma rápida e bastante superior ao processo de
          tomada de carga, provocando como consequência a elevação do fluxo na LT 500 kV
          Luiz Gonzaga/Sobradinho 05C4.

          Assim, deverão ser estabelecidos procedimentos visando aperfeiçoar o processo de
          coordenação na tomada de carga e alocação de geração, conforme recomendação já
          contemplada no item 9.2.5 do RAP: “Reavaliar, em conjunto com os agentes de
          geração, o processo de restabelecimento de carga e geração visando contemplar a
          possibilidade de operação das unidades geradores na faixa proibida, de forma a
          garantir a adequada coordenação entre a elevação de geração nas usinas e o
          restabelecimento de carga no sistema”.

              Valores de Corrente e Tensão registrados 01 ciclo antes da abertura da linha de transmissão
                                               500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho




                               Ia (A)        Ib (A)        Ic (A)      Vab (kV)       Vbc (kV)      Vca (kV)


                               2.502          2.551         2.508          500           504            501




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Figura 5




          O relatório do ONS omite o real impacto do desligamento por sobrecarga da linha de
          transmissão 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho na recomposição. Nas versões
          anteriores, o ONS não relatou o desligamento de 2 unidades geradoras na UHE
          Xingó (01G3 e 01G4) e 3 unidades geradoras na UHE Luiz Gonzaga (01G3, 01G5 e
          01G6). Além disso, na versão atual é minimizada a perda de carga nas subestações
          de Cotegipe, Pituaçu e Camaçari II, assim como não são relatadas as sobretensões
          dinâmicas e sobrefrequência que atingiu 67,1 Hz, estabilizando em 61 Hz durante
          cerca de 20 minutos. Ainda nesta ocasião verificou-se o desligamento por
          sobretensão das linhas de transmissão 500 kV 05S4 Paulo Afonso IV/Olindina e 05L4
          Olindina/Camaçari II. Outrossim, o ONS não comenta em seu relatório que antes do
          desligamento da linha de transmissão 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/ Sobradinho, o
          ONS foi alertado pelo tempo real da Chesf da condição de sobrecarga na mesma.

          Comentários do ONS:

          A afirmação de omissão do real impacto desta ocorrência não é verdadeira, pois
          todas as perdas tanto de carga quanto de geração estão contempladas no RAP
          conforme pode ser observado no texto da página 38 e na tabela das páginas 54 e 74.
          De forma a deixar ainda mais claras as informações, estamos incluindo no texto
          correspondente a informação das máquinas desligadas.

          Da mesma forma, não procede a afirmativa de alerta de sobrecarga, pois durante
          a comunicação entre a CHESF e o ONS, conforme se observa nos registros de
          gravação, a informação é de carregamento muito elevado o que não necessariamente
          caracteriza a sobrecarga. Mesmo assim, o ONS já havia tomado ações, conforme


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mencionado no item anterior, no sentido de reduzir o carregamento elevado da
          referida linha.

    5.2. Em vista do comentado nos itens anteriores, o relatório ONS deve incluir a seguinte
         recomendação para o ONS: Reciclar seus operadores quanto aos processos de
         recomposição no sentido de que sejam obedecidos os limites operativos
         estabelecidos pelos agentes, evitando a ocorrência de sobrecargas e riscos de danos
         físicos nos ativos disponibilizados.

          Comentários do ONS:

          Essa recomendação não procede, uma vez que o ONS treina e recicla
          permanentemente seus operadores, inclusive com processo de certificação
          anual por entidade externa credenciada. Constata-se que nessa ocorrência todas
          as práticas e procedimentos foram devidamente executadas, de acordo com os
          Procedimentos de Rede, visando resguardar a segurança do sistema, como
          exaustivamente comentado nos itens anteriores.

6. Outros Aspectos Relevantes

     Além dos aspectos anteriormente citados, registra-se:

    6.1. Operação prolongada com subfrequência. Diferente da sequência relatada nos
         itens 3.11, 3.12, 7.1.6 e 7.1.7 do relatório ONS, as unidades geradoras 01G4 da
         Usina de Xingó, 01G2, 01G3, 01G4, 01G5 e 01G6 da Usina de Luiz Gonzaga, 01G1
         da Usina de Paulo Afonso I, 01G11 da Usina de Paulo Afonso III, 01G1 da Usina de
         Apolônio Sales e 01G4 da Usina de Paulo Afonso II que teve danificado os
         enrolamentos estatóricos, só saíram após os 7 minutos citados nos itens 3.12 e 7.1.7,
         período este em que a ilha formada pela região Nordeste permaneceu com níveis de
         tensão e frequência degradados, atingindo uma freqüência de 46 Hz, que culminou
         com o colapso do sistema às 00h29.

          Causa preocupação à Chesf as condições extremas, em termos de sobretensões e
          subfrequência, a que os equipamentos foram submetidos durante a perturbação e
          recomposição. Coincidentemente tem se observado uma incidência atípica de falhas
          em equipamentos após a perturbação. A Chesf está realizando estudos para avaliar a
          correlação dos fatos.

          Recomenda-se ao ONS estudar as conseqüências para o suprimento das cargas e
          para a operação dos equipamentos com níveis de tensão e frequência degradados,
          definindo proteções sistêmicas adequadas para evitar o ocorrido.

          Comentários do ONS sobre o item 6.1:

          A recomendação 9.2.3 do RAP, que transcrevemos a seguir, já aborda esta questão:
          “Elaborar estudos visando investigar a viabilidade de restabelecer as condições

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mínimas operativas através de procedimentos e/ou esquemas especiais que
          permitam preservar áreas remanescentes do sistema, quando de situações
          operativas precárias e/ou degradadas (tensão e freqüência)”. A constatação deste
          fato, que somente pode ser identificado mediante o comportamento do sistema em
          contingência deste porte, sempre deve servir como orientação para nortear ações
          visando evitar sua repetição no futuro.

          Ressalta-se que os níveis de tensão e frequência observados não são suficientes
          para provocar danos em equipamentos. A alegada incidência atípica de falhas em
          equipamentos da Chesf deve ser creditada ao desempenho dos próprios
          equipamentos, não se justificando qualquer correlação dos fatos, pois a
          suportabilidade dos equipamentos deve ser resguardada pela proteção intrínseca dos
          próprios equipamentos.

    6.2. Esquema de Falha de Disjuntores. Na última versão, o ONS procedeu a correção
         do esquema representado na Figura 2 do item 3.13, conforme alertado pela Chesf
         nos comentários apresentados nas versões anteriores. Não existe necessidade de
         atuação simultânea das 3 funções representadas na porta AND para atuação do
         esquema de falha de disjuntor.

          Comentários do ONS sobre o item 6.2:

          O ONS concordou com a correção do esquema proposta pela Chesf, e já
          providenciou a devida correção no item 3.13 do RAP. Este fato não altera em nada as
          conclusões do relatório.

    6.3. Recomendação 9.1.1 do relatório do ONS. A Chesf esclarece que o prazo
         estipulado de Dez/2012 se refere aos 12 terminais de proteção que ainda estão com
         cadeias de proteção GE MOD III, para os quais envidará esforços no sentido de
         reduzir esse prazo. A substituição das proteções eletromecânicas e estáticas dos
         demais terminais de 500 e 230 kV seguirá o cronograma estabelecido no seu Plano
         de Substituição de Cadeias de Proteção.

    6.4. Recomendação 9.1.2 do relatório do ONS. A Chesf inicialmente havia concordado
         em estabelecer o procedimento de inspeção detalhada nos sistemas de proteção,
         para liberação de manobras de equipamentos desligados pela atuação de falha de
         disjuntor especificamente para os terminais com cadeia GE MOD III, em função da
         sua deficiência de supervisão de falhas internas e principalmente por estar aplicada
         em subestações de 500 kV com arranjo em disjuntor e meio, onde a sua atuação
         provoca apenas desligamentos parciais da instalação.


          Nestas subestações, com arranjo em disjuntor e meio, a atuação de uma proteção
          aciona o esquema de falha de dois disjuntores simultaneamente, que podem estar
          numa condição de condução de corrente diferenciada, possibilitando a inibição
          momentânea de um dos esquemas de falha de disjuntor. Esta situação não ocorre
          nas subestações com barra simples ou barra dupla, onde a atuação do esquema de

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falha provoca o desligamento de todas as funções de transmissão conectadas à
          barra, sendo desnecessária a introdução de inspeções detalhadas nos esquemas de
          proteção, uma vez que os procedimentos atuais adotados já atendem a segurança
          necessária. A adoção de procedimentos dessa natureza para realizar inspeções
          detalhadas nos sistemas de proteção, usando operadores das instalações, além de
          provocar atrasos desnecessários nos processos de recomposição, pode gerar
          diagnósticos inadequados ou até mesmo a atuação acidental do esquema, por erro
          humano ou por falha material do sensor de tensão usado.

          Assim, a Chesf entende que a implantação destes procedimentos especiais de
          inspeção detalhada nos sistemas de proteção, para liberação de manobras de
          equipamentos desligados pela atuação de falha de disjuntor, deve se restringir às
          subestações de 500 kV com arranjo em disjuntor e meio, com cadeias de proteção
          estática e eletromecânica.

          Comentários do ONS sobre o item 6.4:

          O ONS mantém a recomendação de que a implantação desses procedimentos
          especiais de inspeção detalhada deve envolver os setores de 500 kV e 230 kV das
          instalações consideradas estratégicas, visando evitar a ocorrência de perturbações
          similares.

    6.5. Recomendação 9.1.10 do relatório ONS. A alteração da relação dos TC das linhas
         de transmissão 500 kV 05C3 e 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho só pode ser realizada
         após conclusão dos estudos e devida programação executiva. A Chesf esclarece que
         o prazo estipulado de Jul/2011 se refere à conclusão do estudo para revisão dos
         ajustes. A implantação desses ajustes dependerá dos recursos necessários
         determinados pelo estudo, e será oportunamente nivelada com o ONS.

          Comentários do ONS sobre o item 6.5:

          O ONS entende ser indispensável o estabelecimento de prazos pela Chesf de todas
          as fases necessárias para implantação da medida recomendada.

    6.6. Recomendação 9.1.11 do relatório ONS. A Chesf esclarece que a subestação de
         Camaçari II já dispõe de dispositivo de controle que possibilita a recomposição da
         área Sul pela interligação SE/NE e posterior fechamento do anel desta área Sul com
         o restante do sistema Nordeste. Portanto, este recurso poderia ter sido utilizado
         durante a ocorrência, caso o ONS tivesse solicitado. A Chesf, levando em conta a
         solicitação do ONS constante somente na Versão 4 do RAP ONS, envidará esforços
         para antecipação da implantação do dispositivo de medição de ângulo, previsto no
         PMIS 2008/2011, de agosto para julho de 2011. Ressalta-se ainda que não existe
         procedimento operativo do ONS disponibilizado para execução da ação pretendida.


          Diante desta situação, considerando a existência do recurso, recomenda-se ao ONS

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agilizar a disponibilização do procedimento que possibilite a recomposição da área
          Sul pela interligação SE/NE e posterior fechamento do anel desta área Sul com o
          restante do sistema Nordeste.

          Comentários do ONS sobre o item 6.6:

          O ONS não concorda com esta recomendação. A última revisão dos estudos de
          recomposição da área Sul foi concluída em agosto/2008 pelo ONS. Esta revisão
          incluía, dentre outras, a opção de normalização da SE Camaçari II pela interligação
          SE/NE, a qual não foi operacionalizada devido à inexistência de dispositivo de
          medição angular na SE Camaçarí II, que é um requisito necessário para possibilitar o
          fechamento de anel ou paralelo de forma segura. Além dos procedimentos existentes
          àquela época para recomposição da SE Camaçari II, que eram a energização através
          das LTs 500 kV Luiz Gonzaga/Olindina/Camaçari (S4/L4) e Paulo Afonso
          IV/Olindina/Camaçari (S5/L5), o ONS utilizou-se desses estudos para acrescentar
          mais um procedimento que foi o de recomposição da SE Camaçari II através das LTs
          500 kV Xingó/Jardim/Camaçari (V6/L6).

          Consultada à época, a CHESF informou que não dispunha de dispositivo de medição
          angular para fechamento deste paralelo em Camaçari II na chegada da LT 500kV
          oriunda de Olindina e Jardim. A implantação deste procedimento foi postergada,
          sendo incluída a implantação deste recurso no Plano de Melhorias das Instalações de
          Interesse Sistêmico (PMIS-133/2008).

          O dispositivo de controle informado pela CHESF como já disponível, é um relé de
          verificação de sincronismo, cujos ajustes internos servem de parâmetro para o
          fechamento do disjuntor em condições adequadas de manobra, e não para informar a
          medida angular existente que permita um controle do requisito estabelecido para
          realização desta manobra. Igual recurso foi necessário na interligação SE/NE e
          instalado pela TSN na SE Bom Jesus da Lapa II, o que permite exercer o controle da
          defasagem angular durante as manobras de fechamento em anel.

    6.7. Atuação das proteções de distância. Com relação ao item 5.1.3 do relatório ONS,
         conforme já informado na segunda reunião para análise da perturbação, a Chesf já
         concluiu a análise da atuação destas proteções, identificando a correta sensibilização
         da zona 1 destes relés, compatível com os níveis de tensão e corrente registrados.

           Comentários do ONS sobre o item 6.7:

           O ONS entende que não deveria ocorrer a abertura simultânea das LTs 230 kV
           Senhor do Bonfim II/Irecê e Irecê/Bom Jesus da Lapa II, mas de apenas uma destas
           LTs.

     6.8. Desempenho das proteções de sobretensão. Referente ao item 5.1.4 do relatório
          do ONS, a Chesf após análise dos registros oscilográficos identificou a atuação das
          seguintes proteções de sobretensão, nos terminais de sua propriedade:

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6.8.1.      Atuação correta da proteção de sobretensão instantânea 59I da linha de
                     transmissão 500 kV 05V3 Milagres/Quixadá, no tempo T=T4+14s. Conforme
                     registro oscilográfico, a tensão atingiu 640 kV nesse terminal, compatível com
                     o ajuste de 130% (648 kV) desta unidade.

         6.8.2.      Atuação correta da proteção de sobretensão instantânea 59I da linha de
                     transmissão 500 kV 05V5 Quixadá/Fortaleza II, no tempo T=T4+14s.
                     Conforme registro oscilográfico, a tensão atingiu 638 kV nesse terminal,
                     compatível com o ajuste de 130% (648 kV) desta unidade.

         6.8.3.      Atuação correta da proteção de sobretensão temporizada 59T da linha de
                     transmissão 500 kV 05L6 Jardim/Camaçari II, no tempo T=T4+37s. Conforme
                     registro oscilográfico, a tensão atingiu 593 kV nesse terminal, compatível com
                     o ajuste de 121% (607 kV) desta unidade e relação pickup / dropout de 98%.


         Na última versão o ONS considerou adequado o desempenho das proteções atuadas.
         A Chesf concorda com o exposto.

         Recomenda-se ao ONS realizar estudos no sentido de aprofundar os motivos que
         provocaram os níveis de sobretensão verificados durante a perturbação.

         Comentários do ONS:

         O ONS irá analisar detalhamente os registros oscilográficos referentes a estas
         ocorrências, a fim de verificar os motivos que provocaram os níveis de sobretensão
         verificados durante a perturbação.

    6.9.     Recomposição do sistema sem as linhas de transmissão 500 kV 05C3 e 05C4
             Luiz Gonzaga/Sobradinho. Durante o processo de recomposição houve
             dificuldade para energização em carga da linha de transmissão 500 kV 05C4,
             estando a linha de transmissão 500 kV 05C3 indisponível. Diante desta situação e
             com o objetivo de agilizar a recomposição, a Chesf sugeriu ao ONS que
             prosseguisse a recomposição sem as referidas linhas de transmissão, tendo o ONS
             informado que não tinha procedimento para esta configuração.


             Em função da situação citada, recomenda-se ao ONS elaborar estudos e
             procedimentos no sentido de possibilitar a recomposição do sistema sem as linhas
             de transmissão 500 kV 05C3 e 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho, de modo a dar
             flexibilidade e agilidade na recomposição do sistema.

             Comentários do ONS sobre o item 6.9:

             Atualmente não existem procedimentos para fechamento do paralelo da ilha
             Nordeste com o restante do SIN através da área Norte da região Nordeste, pela
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sua reduzida possibilidade de utilização. Apesar desse fato, o ONS desenvolverá
              estudos no sentido de contemplar esta alternativa.

7. Conclusões

    Considerando as análises já realizadas, na visão Chesf pode-se concluir que:

    7.1. A falha do sistema de proteção da linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz
         Gonzaga/Sobradinho, no terminal da subestação Luiz Gonzaga, embora tenha sido a
         origem do desligamento inicial, não se constituiu em fator determinante para a
         dimensão da ocorrência, considerando que a indisponibilidade das funções
         desligadas foi suportada pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), sem repercussão
         para a carga atendida.

    7.2. A decisão do ONS de recompor a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz
         Gonzaga/Sobradinho, com a configuração em que todos os bays estavam
         incompletos na subestação Luiz Gonzaga, degradando a confiabilidade do arranjo de
         disjuntor e meio, além do valor de intercâmbio praticado e da indisponibilidade da
         linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí/Milagres, de propriedade do
         agente Iracema, levou o sistema a operar em condições adversas com atuações de
         proteções de caráter sistêmico que provocaram outros desligamentos.

          Caso a opção do ONS tivesse sido normalizar a subestação 500 kV Luiz Gonzaga
          iniciando pela recomposição da barra 05B1, não teria ocorrido a perturbação na
          dimensão verificada. Apenas ocorreria o desligamento da barra 05B2, sem reflexos
          na carga.

     Comentários do ONS sobre as conclusões 7.1 e 7.2:

     O ONS não concorda com estas conclusões 7.1 e 7.2, pois a falha do sistema de
     proteção do terminal da SE Luiz Gonzaga da LT 500 kV Luiz Gonzaga/Sobradinho 05C3
     associada à liberação intempestiva desta LT sem a correta identificação das causas do
     desligamento e dos riscos envolvidos, foram as causas do início desta perturbação,
     conforme exaustivamente comentado em itens anteriores.

    7.3. A degradação do sistema resultou em um ponto de operação instável, com
         sobretensões no 500 kV, implicando em desligamentos sequenciais de unidades
         geradoras e conseqüente colapso do sistema elétrico da região Nordeste, com a
         freqüência violando o limite admitido em Procedimento de Rede, atingindo 46 Hz.

          Comentários do ONS sobre a conclusão 7.3:

          O ONS não concorda com a conclusão 7.3, pois após a abertura das interligações
          com a região Nordeste não foram observadas perdas de sincronismo entre as
          máquinas do sistema Nordeste ilhado, nem a operação generalizada de proteções de
          caráter sistêmico, que justifiquem a afirmativa da Chesf.



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7.4. No processo de recomposição ocorreram dificuldades que requerem aprofundamento
         na análise e providências por parte dos agentes envolvidos, tais como, dificuldades
         para o autorrestabelecimento da UHE Xingó, sincronização de unidades geradoras no
         Complexo Paulo Afonso e manobras de chave seccionadora, no caso da Chesf, e
         violação de carregamento da linha de transmissão 500 kV 05C4 Luiz
         Gonzaga/Sobradinho, no caso do ONS.

          Comentários do ONS sobre a conclusão 7.4:

          Esta conclusão é desnecessária, pois esses assuntos já estão suficientemente
          tratados no item 7.3 do RAP.

    7.5. Faz-se necessária uma reavaliação dos procedimentos atuais de segurança do
         sistema, que são adotados para operação do Sistema Interligado Nacional (SIN),
         tendo em vista a dimensão alcançada por esta ocorrência a partir de um
         desligamento parcial de uma instalação da Rede Básica.

          Comentários do ONS sobre a conclusão 7.5:

          O desligamento ocorrido na SE Luiz Gonzaga não pode ser minimizado, mesmo
          sendo um desligamento inicialmente parcial, pois foi de grande impacto para toda a
          região Nordeste, além de envolver vários equipamentos desta instalação, e
          considerando a sua importância estratégica para todo o Sistema Nordeste. Além
          disso, deve-se considerar que o Sistema Nordeste concentra praticamente toda a sua
          geração em um único ponto, que é o complexo Paulo Afonso / Xingó / Itaparica, de
          forma que contingências múltiplas neste ponto tem repercussão significativa e
          sistêmica para toda a região.

           O ponto importante a destacar é que o Sistema Nordeste alcançou um novo
           ponto de equilíbrio após esta contingência originada na SE Luiz Gonzaga. O
           colapso total foi provocado pelo desligamento posterior indevido das usinas de
           Xingó e Paulo Afonso IV.

    7.6. As causas determinantes da perturbação foram sistêmicas e podem ser resumidas
         nos seguintes aspectos:

         7.6.1. Sistema operando com intercâmbios acima do limite de segurança, para a
                natureza da ocorrência, com a linha de transmissão 500 kV São João do
                Piauí/Milagres, do agente Iracema, fora de operação, e com potência
                sincronizada na região Nordeste insuficiente para atender o limite de
                frequência mínima estabelecido nos Procedimentos de Rede. Esta violação de
                limites provocou o agravamento da perturbação.

                   Comentários do ONS sobre o item 7.6.1:

                   O ONS não concorda com a conclusão 7.6.1, pois no momento da
                   perturbação estavam sendo respeitados todos os limites de transmissão, os
                   quais estavam em conformidade com os critérios estabelecidos nos
                   Procedimentos de Rede.

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7.6.2. Sistema operando com margem insuficiente de compensação de potência
                reativa indutiva em regime permanente, levando a uma absorção de potência
                reativa elevada nos geradores e nos compensadores síncronos e estáticos.

                   Comentários do ONS sobre o item 7.6.2:

                   O ONS não concorda com a conclusão 7.6.2, pois no momento da
                   perturbação o sistema operava com todos os seus elementos de transmissão,
                   sem nenhuma linha de transmissão desligada para controle de tensão, com
                   todos os geradores e compensadores síncronos e estáticos dentro das suas
                   faixas normais de operação, e com todas as barras do sistema Nordeste
                   operando dentro das faixas de controle de tensão estabelecidas de comum
                   acordo com os Agentes da região.




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ANEXO 2 AO RELATÓRIO

Registro das Considerações da Coelba / Celpe / Cosern

Em atenção à carta ONS-028/300/2011, apresentamos comentários à minuta do Relatório de
Análise da Perturbação do dia 04/02/2011, às 00h08min. Os comentários apresentados
também consideraram a análise do referido relatório, efetuada pela Chesf.

A perturbação do dia 04 de fevereiro de 2011 resultou no desligamento de componentes
importantes do sistema Interligado, perdas das interligações norte-nordeste e sudeste-
nordeste, com o corte de cerca de 7.400 MW de carga de consumidores. Esse desligamento
e a recomposição do sistema, que teve duração média de 194 minutos, causaram grande
impacto na sociedade nordestina, tendo em vista os prejuízos econômicos causados pela
interrupção de processos produtivos e pelos danos em equipamentos provocados por
variações da tensão.

Conforme pode ser observado nas análises disponíveis sobre o evento, o sistema leste do
Nordeste passou por diversas variações dos parâmetros elétricos, incluindo um elevado
afundamento da freqüência no sistema e uma sobretensão sustentada decorrente da rejeição
natural de carga e atuação do ERAC até o 5º estágio.

CAUSA DETERMINANTE DA PERTURBAÇÃO

A análise do evento, as conclusões e as recomendações apresentadas para evitar a sua
reincidência, conforme constam nos relatórios do ONS e da Chesf apresentam divergências
quanto ao caráter da falha e da sua propagação.

De acordo com o relatório do ONS, os procedimentos de liberação da linha 05C3 Luiz
Gonzaga – Sobradinho para a operação foram inadequados, uma vez que não houve um
diagnóstico preciso das anormalidades existentes:

“A disponibilização de equipamentos para as manobras de normalização após
desligamentos deve ser precedida de diagnóstico que visa à identificação correta e
segura do ocorrido e das ações corretivas necessárias para o isolamento do defeito e
garantia da segurança da manobra.”

“Esse princípio aplica-se particularmente a disponibilização para re-energização da LT
500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1, quando a mesma não poderia ter sido
disponibilizada uma vez que não havia um diagnóstico preciso das anormalidades
existentes, que somente veio a ser identificado às 05 horas.”

Segundo a Chesf, “a decisão do ONS de recompor a linha de transmissão 500 kV 05C3


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Luiz Gonzaga/Sobradinho, com a configuração em que todos os bays estavam
incompletos na subestação Luiz Gonzaga, degradando a confiabilidade do arranjo de
disjuntor e meio, além do valor de intercâmbio praticado e da indisponibilidade da
linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí/Milagres, de propriedade do
agente Iracema, levou o sistema a operar em condições adversas com atuações de
proteções de caráter sistêmico que provocaram outros desligamentos.”

Portanto, de acordo com a Chesf, “as causas determinantes da perturbação foram
sistêmicas e podem ser resumidas nos seguintes aspectos:

·    Sistema operando com intercâmbios acima do limite de segurança, para a natureza
     da ocorrência, com a linha de transmissão 500 kV São João do Piauí/Milagres, do
     agente Iracema, fora de operação, e com potência sincronizada na região Nordeste
     insuficiente para atender o limite de frequência mínima estabelecido nos
     Procedimentos de Rede. Esta violação de limites provocou o agravamento da
     perturbação.

·    Sistema operando com margem insuficiente de compensação de potência reativa
     indutiva em regime permanente, levando a uma absorção de potência reativa
     elevada nos geradores e nos compensadores síncronos e estáticos.”

No nosso entendimento, não é aceitável considerar a perturbação do dia 04 de fevereiro
como sendo decorrente de causas sistêmicas ou, simplesmente, por falha de procedimentos
para liberação de linhas e de equipamentos. Identifica-se nessa perturbação e em outras
semelhantes ocorridas anteriormente, propagação de defeitos que deveriam ter sido isolados
localmente e que não foram, em decorrência da existência de sistemas de proteção
desatualizados ou insuficientes para proteger componentes tão importantes do Sistema
Interligado. Não é aceitável que a falha isolada de uma placa eletrônica de um sistema de
proteção de um disjuntor de 500 kV de uma subestação específica, Luiz Gonzaga, provoque
perturbação tão significativa e com prejuízos expressivos para a sociedade nordestina. É
inadmissível que após a ocorrência de tantos eventos de grande impacto no sistema
interligado e dos diagnósticos realizados, continuem sendo postergados investimentos na
atualização e na substituição de sistemas de proteção que têm contribuído de maneira
significativa para a propagação de desligamentos de componentes da Rede Básica,
desnecessariamente.

No relatório do ONS observa-se que a desatualização tecnológica de sistemas de proteção é
assunto antigo, uma vez que recomenda à CHESF:

“Dar prosseguimento ao plano de substituição gradativa das cadeias de proteção
eletromecânicas e estáticas das linhas de transmissão de tensão de 500 kV e 230 kV,
disponibilizando o cronograma deste plano ao ONS, para posterior encaminhamento à


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ANEEL e ao CMSE/MME. Para as cadeias de proteção GE MOD III, a Chesf já procedeu a
substituição de 10 dos 22 terminais de proteção de linha de 500 kV onde esse tipo de
proteção foi originalmente implantado. Os 12 terminais restantes terão suas
substituições priorizadas.
Prazo: Dez/2012. (A Chesf envidará esforços para antecipar)”

O relatório da CHESF concorda com a recomendação do ONS de substituição dos sistemas
de proteção dos terminais de 500 kV e 230 kV, porém diverge com relação à elaboração de
um novo plano de substituição, ao comentar:

“A Chesf esclarece que o prazo estipulado de Dez/2012 se refere aos 12 terminais de
proteção que ainda estão com cadeias de proteção GE MOD III, para os quais envidará
esforços no sentido de reduzir esse prazo. A substituição das proteções
eletromecânicas e estáticas dos demais terminais de 500 e 230 kV seguirá o
cronograma estabelecido no seu Plano de Substituição de Cadeias de Proteção.”

Portanto, no nosso entendimento, a causa determinante dessa perturbação decorreu da
insuficiência e desatualização dos sistemas de proteção de importantes ativos da Rede
Básica, por falta de prioridade na realização dos investimentos necessários. Consideramos
as outras causas, a exemplo de procedimentos operativos para liberação de equipamentos e
de linhas e para reenergização de linhas do sistema, como sendo secundárias.

PROBLEMAS NA RECOMPOSIÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO

De acordo com o relatório do ONS:

“Ocorreram dificuldades operativas na UHE Xingó que impossibilitaram a execução do
processo de auto-estabelecimento (Black Start) dessa usina, tornando necessário
iniciar o processo de recomposição com tensão do SIN, por uma rota alternativa a
partir da SE Sobradinho. A ausência de sistema de Black Start nas usinas Paulo
Afonso IV e Luiz Gonzaga, já recomendado pelo ONS, retardou o processo de
recomposição da área desligada na Região Nordeste.”

É preocupante constatar-se que usinas do porte de Paulo Afonso IV (6x410 MW) e Luiz
Gonzaga (6x250 MW) não possuam equipamentos de auto-estabelecimento, tão essenciais
na recomposição de sistemas.

Por sua vez, a Chesf admite que:
“No processo de recomposição ocorreram dificuldades que requerem aprofundamento
na análise e providências por parte dos agentes envolvidos, tais como, dificuldades
para o autorrestabelecimento da UHE Xingó, sincronização de unidades geradoras no
Complexo Paulo Afonso e manobras de chave seccionadora, no caso da Chesf, e


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violação de carregamento da linha                                  de      transmissão           500      kV      05C4       Luiz
Gonzaga/Sobradinho, no caso do ONS”.

Finalmente, O ONS recomenda à CHESF:

“Implantar e testar recurso de Black Start na Usina de Luiz Gonzaga.
Prazo: Jun/2011. (A Chesf envidará esforços para antecipar)”

“Implantar e testar recurso de Black Start na Usina de Paulo Afonso IV
Prazo: Out/2011. (A Chesf envidará esforços para antecipar)”

O relatório do ONS destacou ainda outro aspecto que contribuiu para dificultar a
recomposição do sistema: a limitação da capacidade de transporte das linhas Luiz Gonzaga
– Sobradinho, imposta pela utilização de TCs na relação 1500:5. De acordo com o ONS, a
capacidade dessa linha corresponde a 2500 A. Dessa forma, o relatório recomenda:

“Alterar a relação dos TCs das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 e C2, de
1500:5 para 3000:5 (relação máxima) e reavaliar os ajustes das proteções das LTs e
barras da SE Luiz Gonzaga, de modo a não impor limitação à potência transferida pelas
referidas linhas, que é de 2.500 A de acordo com o CPST. Prazo: Jul/2011.”

De acordo com a Chesf, “A alteração da relação dos TC das linhas de transmissão 500 kV
05C3 e 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho só pode ser realizada após conclusão dos estudos e
devida programação executiva. A Chesf esclarece que o prazo estipulado de Jul/2011 se
refere à conclusão do estudo para revisão dos ajustes. A implantação desses ajustes
dependerá dos recursos necessários determinados pelo estudo, e será oportunamente
nivelada com o ONS.”

Mais uma vez destacamos a questão da postergação de investimentos em componentes
fundamentais para operação do sistema interligado e a necessidade de rediscutir a
priorização desses investimentos.

CONCLUSÃO

Reiteramos que a causa e a duração do desligamento que atingiu grande parte do sistema
elétrico do Nordeste nos dias 03 e 04 de fevereiro de 2011 não foram decorrentes de causas
sistêmicas, mas da postergação de investimentos em equipamentos de proteção que
sinalizem e indiquem auto-diagnóstico evitando-se a propagação desnecessária de defeitos,
inadequação do dimensionamento das proteções de interligação entre usinas, impedindo o
uso do carregamento nominal das linhas de transmissão, ausência de sistemas “black-start”
nas usinas de Luiz Gonzaga e Paulo Afonso IV para agilizar o processo de recomposição do
sistema elétrico, além da revisão de procedimentos operacionais indicados nos relatórios do


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ONS e da Chesf, para o correto desempenho do ERAC e do SEP como esquemas de corte
de carga, procedimentos operativos para recomposição de sistema, margem de segurança
do sistema, entre outros.




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Apagão ONS

  • 1.
    ONS RE 3/0032/2011 ANÁLISEDA PERTURBAÇÂO DO DIA 04/02/2011 À 00H21MIN ENVOLVENDO OS ESTADOS DA REGIÃO NORDESTE Relatório de Análise da Perturbação - RAP
  • 2.
    © 2011/ONS Todos osdireitos reservados. Qualquer reprodução ou alteração é proibida sem autorização. Operador Nacional do Sistema Elétrico Diretoria Geral Rua da Quitanda 196/22º andar, Centro 20091-000 Rio de Janeiro RJ tel (+21) 203-9594 fax (+21) 203-9444
  • 3.
    Histórico da revisõesdo relatório: das Documento de convocação para reunião de análise: os Carta ONS – 0015/300/2011 de 04/02/2011 Datas das r reuniões de análise: 07/02/2011 (com todos os Agentes) e 17/02/201 (específica com Chesf), além do MME e ANEEL 11 Versão orig ginal (minuta) em: 14/03/2011 Versão def finitiva (final) em: 21/03/2011 Participant da análise da perturbação: tes ANEEL (SF FE-SFG), MME (SEE-DMSE), ONS Transmisso ora: Chesf Distribuidor ras: Coelce, Cosern, Celpe, Sulgipe, Ceal, C Coelba, Energisa SSergipe, Neoenergia, Energisa Paraíba e Ene ergisa Borborema a Geradoras: Chesf e Neoenergia : Outros: Braasken / Abrace-NE Observação No item 10 consta lista de presença da re o: eunião do dia 07/02/2011 no ONS/Rio de Janeiro 1 Carta de c convocação enviada para: Mozart Bande Arnaud – Chesf ndeira José Távor Batista – Coelce ra Joubert Meneneguelli – Coelba Ricardo de Vasconcelos Galindo – Celpe e Dario Soare Vale – Cosern es Nelson Fonsnseca Leite – Eletrobras Distribuição Alagoas e Eletrobras s Distribuição Piauí o Luis Morae Guerra Filho – Energisa Paraíba e Energis Borborema es sa Gioreli de S Souza Filho – Energisa Sergipe Jorge Prad Leite – Sulgipe ado André Marcocondes Gohn – Braskem Jose Fernan Barbosa Santos – Paranapanema (Cara ando aíba Metais) Magno Ros – Coteminas-PB ssi Antônio Inác de Souza – Dow Brasil (Dow Química) ácio Pablo Wiededenbrug – EKA RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados d Região 3 o da 63 Nordeste.
  • 4.
    Renato Arantes –VALE Ari da Silva Medeiros – Veracel Cláudia Silva Zanchi Piunti – Gerdau Aço Norte e Usiba Manoel Valério de Brito – Mineração Caraíba Geraldo Lopes – Ferbasa Leonardo Cordeiro – Libra Gilvan Azevedo Paixão – Petrobras Fafen-SE Ildo Wilson Grudtner – MME José Augusto da Silva – Aneel / SFE Rômulo de Vasconcelos Feijão – ANEEL / SFG RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região 4 63 Nordeste.
  • 5.
    Sumário 1 INTRODUÇÃO 6 2 SITUAÇÃO DO SISTEMA ANTES DA PERTURBAÇÃO 9 2.1 CARGAS E FLUXOS 9 2.2 FLUXO EM LINHAS DE TRANSMISSÃO 9 2.3 TENSÃO NOS PRINCIPAIS BARRAMENTOS 10 2.4 GERAÇÃO DA ÁREA AFETADA 11 2.5 EQUIPAMENTOS INDISPONÍVEIS 11 3 DESCRIÇÃO DA PERTURBAÇÃO 12 4 SEQUÊNCIA DE EVENTOS 20 4.1 DESLIGAMENTOS AUTOMÁTICOS E MANUAIS 20 4.2 RECOMPOSIÇÃO DO SISTEMA 23 5 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO 23 5.1 PROTEÇÃO E ESQUEMAS DE RELIGAMENTO AUTOMÁTICO 23 5.2 SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO 25 5.3 ESQUEMAS REGIONAIS DE ALÍVIO DE CARGA – ERAC 26 5.4 COMPORTAMENTO DINÂMICO DO SIN 26 5.5 OPERAÇÃO EM TEMPO REAL E PROCESSO DE RECOMPOSIÇÃO 32 5.6 SISTEMA DE SUPERVISÃO E TELECOMUNICAÇÃO 40 6 INTERRUPÇÃO DE CARGA NO SIN 40 6.1 CARGA DE DEMANDA INTERROMPIDA E ENERGIA NÃO SUPRIDA 40 7 CONCLUSÕES 41 7.1 REFERENTES À ORIGEM DA PERTURBAÇÃO 41 7.2 REFERENTES AO PROCESSO DE LIBERAÇÃO DE EQUIPAMENTOS 43 7.3 REFERENTES AO PROCESSO DE RECOMPOSIÇÃO 44 7.4 REFERENTES ÀS DIVERGÊNCIAS APRESENTADAS PELA CHESF 45 8 PROVIDÊNCIAS TOMADAS E EM ANDAMENTO 45 8.1 PELA CHESF 45 8.2 PELO ONS 46 9 RECOMENDAÇÕES 46 9.1 À CHESF 46 9.2 AO ONS 48 10 ANEXOS 50 RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 5 de 121
  • 6.
    1 INTRODUÇÃO O presente relatório tem o objetivo de apresentar a análise da perturbação do dia 04/02/2011 com início às 00h08min, com origem na subestação de 500 kV da UHE Luiz Gonzaga da Chesf, que envolveu as interligações Sudeste/Nordeste – SE/NE e Norte/Nordeste – N/NE, e provocou os desligamentos das mesmas, isolando grande parte do sistema Nordeste do restante do Sistema Interligado Nacional – SIN, culminando com o colapso no abastecimento das cargas da região Nordeste, exceto os estados do Piauí e Maranhão e parte do Sudoeste da Bahia. Neste momento a carga total do sistema Nordeste era de 8.884 MW, o que equivale a uma condição de carga média. A perturbação teve início às 00h08min, com os desligamentos automáticos da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 e da Barra B1 de 500 kV da SE Luiz Gonzaga, devido à atuação acidental da proteção de falha de disjuntor (15C3). Com isso, as unidades geradoras 01G3 e 01G4 da UHE Luiz Gonzaga permaneceram conectadas radialmente na LT 500 kV Luiz Gonzaga/Paulo Afonso IV, tendo em vista que o disjuntor 15T2 da SE Luiz Gonzaga encontrava-se liberado para manutenção. No instante destes desligamentos a LT 500 kV São João do Piauí / Milagres, se encontrava fora de operação, uma vez que foi desligada às 17h25min do dia anterior (03/02/2011) para intervenção de emergência, motivada por vazamento de óleo no Transformador de Potencial Capacitivo (TPC) 85V4 - Fase C do terminal de São João do Piauí (Sistema de Gestão de Intervenções - SGI n o 03794/2011). Esses desligamentos forçados não acarretaram desligamentos de carga no SIN. Às 00h21min, durante a realização de tentativa de normalização da LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1, após liberação da sua energização pela Chesf, ocorreu o desligamento automático da Barra B2 de 500 kV da SE Luiz Gonzaga, devido a atuação acidental da proteção de falha de disjuntor (15D2), ocasionando os desligamentos das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 e Luiz Gonzaga / Milagres. Com isso, as unidades geradoras da UHE Luiz Gonzaga, permaneceram conectadas radialmente da seguinte forma: 1 máquina ligada a LT 500kV Luiz Gonzaga / Angelim II, 2 máquinas ligadas à LT 500 kV Luiz Gonzaga /Paulo RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 6 de 121
  • 7.
    Afonso IV e2 máquinas ligadas à LT 500 kV Luiz Gonzaga / Olindina. Estes desligamentos provocaram oscilações de potência do sistema Nordeste em relação aos sistemas Norte e Sudeste/Centro-Oeste, culminando com a perda de sincronismo entre os mesmos. Isto levou à atuação das Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) das interligações N/NE e SE/NE, ocasionando os desligamentos automáticos das seguintes linhas de transmissão: · LTs 500 kV Teresina II / Sobral III C1 e C2 (N/NE); · LT 500 kV Rio das Éguas / Bom Jesus da Lapa (SE/NE). Em sequência, como resultado, verificou-se um afundamento do perfil de tensão nos troncos de 230kV Sobradinho / Bom Jesus da Lapa e Teresina / Fortaleza, levando a abertura das LTs, que seguem abaixo listadas, pela atuação das proteções de distância em primeira zona: LT 230kV Piripiri / Sobral II, LT 230kV Senhor do Bonfim II / Irecê e LT 230kV Irecê / Bom Jesus da Lapa II. Cabe ressaltar que a atuação das proteções acima citadas (PPS e Distância) evitou a propagação desta perturbação para as regiões Norte e Sudeste/Centro- Oeste. Os desligamentos das linhas acima resultaram no isolamento do sistema Nordeste do restante do SIN, com exceção dos estados do Piauí e Maranhão e parte do Sudoeste da Bahia, provocando déficit elevado de geração neste sistema, em função do cenário Nordeste importador, que recebia 3.237 MW no instante da perturbação. No sistema ilhado da região Nordeste ocorreu subfreqüência, devido ao déficit de geração existente, tendo sido atingido o valor mínimo de 56,44 Hz, com consequente atuação correta dos cinco estágios do Esquema Regional de Alívio de Carga – ERAC desta região, interrompendo 3.297 MW de cargas (41,21% do total). Observou-se também uma acentuada queda na tensão da área Norte da região Nordeste, tendo em vista que, após a perda da rede de 500 kV dessa área, a mesma ficou suprida apenas pela rede de 230 kV, que é insuficiente para atender a sua demanda. Isto ocasionou um corte adicional de cargas pela atuação do Sistema Especial de Proteção (SEP) por subtensão e, também, por rejeição natural, RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 7 de 121
  • 8.
    provocando uma reduçãototal de carga de cerca de 1.300 MW, permanecendo ligados apenas 200 MW na área Norte da região Nordeste. Após atuação dos esquemas de alívio de carga por subtensão e subfrequência, bem como pela rejeição natural de carga, foi refeito o equilíbrio carga x geração com estabilização da frequência e tensão no sistema da Região Nordeste. Em consequência dos cortes de carga verificados em todas as áreas, ocorreram sobretensões dinâmicas na região Nordeste, as quais levaram a desligamentos de diversos equipamentos de controle de reativos desta Região (bancos de capacitores e compensadores estáticos e síncronos), além das seguintes linhas de transmissão de 500kV: 05L6 Jardim/Camaçari II, 05V5 Quixadá / Fortaleza II, 05V3 Quixadá / Milagres, 05V1 Xingó / Angelim II, e algumas LTs de 230kV, com absorção de potência reativa pelas unidades geradoras que estavam sincronizadas. Decorridos aproximadamente 40 segundos, ocorreram os desligamentos automáticos de 5 unidades geradoras na UHE Xingó (1.768 MW) e após cerca de mais 10 segundos de 3 unidades na UHE Paulo Afonso IV (812 MW), permanecendo apenas uma unidade geradora em cada uma dessas usinas. Após cerca de 1 a 2 minutos, ocorreram também desligamentos de uma unidade geradora em cada uma das UHEs Paulo Afonso I, Paulo Afonso III e Apolônio Sales, totalizando nessas três usinas 193 MW. Em função destes desligamentos, ocorreu subtensão e subfrequência no sistema ilhado, ocasionando a atuação do Sistema Especial de Proteção - SEP de subtensão das áreas Leste e Sul da região Nordeste e rejeição natural de carga. Após esses eventos, o sistema ilhado da região Nordeste permaneceu energizado com níveis de tensão e freqüência degradados por aproximadamente 7 minutos, até 00h29min, momento em que ocorreu o colapso total desse sistema, com desligamento total das cargas remanescentes, de cerca de 2.316 MW. Permaneceram supridos pelo SIN o estado do Piauí com 473 MW de cargas e a parte da região Sudoeste do estado da Bahia com 340 MW de cargas, bem como as cargas do estado do Maranhão. O tempo médio de restabelecimento das cargas foi de 194 minutos. Outrossim, por solicitação da ANEEL, enfatizamos que “As informações RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 8 de 121
  • 9.
    apresentadas pelos Agentesenvolvidos e que embasaram a elaboração deste Relatório de Análise de Perturbação – RAP estão sujeitas à fiscalização da ANEEL, conforme o que estabelece a Lei n.º 9.427 de 26 de dezembro de 1996, o Contrato de Concessão dos Agentes envolvidos, os Procedimentos de Rede aprovados pela ANEEL e demais requisitos legais aplicáveis.” 2 SITUAÇÃO DO SISTEMA ANTES DA PERTURBAÇÃO No momento anterior à perturbação do dia 04/02/2011, à 00h21min, a área afetada do SIN encontrava-se nas seguintes condições de operação: 2.1 CARGAS E FLUXOS EM INTERLIGAÇÕES Cargas da região Nordeste: 8.884 MW Somatório do Intercâmbio líquido realizado (3.237 MW / 36,4%) + Geração verificada (5.647 MW / 63,6%) FNE – Fluxo Norte / Nordeste: 2.420 MW FNE – Somatório do fluxo de potência ativa nas LTs 500 kV Presidente Dutra / Boa Esperança, Presidente Dutra / Teresina II C1 e C2 e Colinas / Ribeiro Gonçalves e na LT 230 kV Coelho Neto / Teresina, sendo valor positivo para o fluxo que sai de Presidente Dutra, Colinas e Coelho Neto e medido nessas SEs. FSENE – Fluxo Sudeste / Nordeste: 817 MW FSENE – Fluxo (MW) na LT 500 kV Serra da Mesa 2 / Rio das Éguas, medido na SE Serra da Mesa 2, sendo positivo no sentido de Serra da Mesa 2 para Rio das Éguas. RNE – Recebimento pela região Nordeste: 3.237 MW Somatório do FNE + FSENE, quando FNE + FSENE > 0 2.2 FLUXOS EM LINHAS DE TRANSMISSÃO LT 500 kV Serra da Mesa 2* / Rio das Éguas C1 (FSENE) - 817 MW RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 9 de 121
  • 10.
    LT 500 kVTeresina II* / Sobral III C1 - 601 MW LT 500 kV Teresina II* / Sobral III C2 - 595 MW LT 500 kV Colinas* / Ribeiro Gonçalves C1 - 604 MW LT 500 kV Colinas* / Ribeiro Gonçalves C2 - 323 MW LT 500 kV Presidente Dutra* / Boa Esperança - 74 MW LT 500 kV Presidente Dutra* / Teresina II C1 - 703 MW LT 500 kV Presidente Dutra* / Teresina II C2 - 716 MW LT 500 kV Luiz Gonzaga* / Sobradinho C2 - 950 MW LT 230 kV Teresina / Coelho Neto - 0 MW (*) Local da medição 2.3 TENSÃO NOS PRINCIPAIS BARRAMENTOS Tabela 2.1.1: Tensão nos Barramentos da área afetada TENSÃO NOS BARRAMENTOS Instalação Tensão – 500 kV Tensão – 230 kV Teresina II 522 233 Sobral II 534 231 Fortaleza II 530 229 Boa Esperança 520 234 São João do Piauí 534 229 Sobradinho 516 224 Luiz Gonzaga 531 - Serra da Mesa 524 - Bom Jesus da Lapa II 524 222 Paulo Afonso IV 535 - Xingó 527 - RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 10 de 121
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    2.4 GERAÇÃO DA ÁREA AFETADA Tabela 2.1.2: Geração da área afetada Geração da área afetada Usina MW Usina MW Usina MW UTE Camaçari Muricy 0 UTE Camaçari Polo 0 UTE Celso Furtado 0 EOL Alegria I 0 EOL Bons Ventos 36 EOL Canoa Quebrada 45 EOL Enacel 27 EOL Formosa 1 EOL Icaizinho 19 EOL Praia do Morgado 0 EOL Rio do Fogo 17 EOL Volta do Rio 0 UHE Itapebi 91 UTE Jaguarari 0 UTE Jesus Soares Pereira 110 UHE Pedra do Cavalo 0 UTE Petrolina 0 UTE Potiguar 0 UTE Potiguar III 0 UTE Rômulo Almeida 24 UTE Termocabo 0 UTE Termomanaus 0 UTE Termonordeste 0 UTE Termoparaíba 0 UHE Apolônio Sales 80 UHE Sobradinho 558 UHE Boa Esperança 100 UHE Luiz Gonzaga 896 UTE Camaçari 0 UHE Paulo Afonso I 53 UHE Paulo Afonso II 77 UHE Paulo Afonso III 313 UHE Paulo Afonso IV 1082 UHE Xingó 2.122 UTE Pernambuco 0 UTE Fortaleza 0 UTE Aquiraz 0 UTE Campina Grd. 0 UTE Maracanaú 1 0 UTE Termoceará 0 UTE Global I 0 UTE Global II 0 UTE Pau Ferro 0 ------- ------ Total de geração na região Nordeste: 5.651 MW 2.5 EQUIPAMENTOS INDISPONÍVEIS LT 500 kV São João do Piauí / Milagres, desde às 17h25, do dia 03/02/2011 devido vazamento de óleo em TCP no terminal de São João do Piauí (em emergência). Foi normalizada no dia 05/02/2011 às 02h06. 2.5.1 Disjuntor 15T2 da subestação 500 kV da UHE Luiz Gonzaga. 2.5.2 Unidades Geradoras indisponíveis na região Nordeste: • Paulo Afonso 1: UG 3; • Paulo Afonso 2: UGs 1, 2 e 3; • Paulo Afonso 3: UG 4; • Apolônio Sales: UG4; • Sobradinho: UGs 1 e 3; e Total de geração indisponível: 918 MW (10% da geração total da região Nordeste). RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 11 de 121
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    3 DESCRIÇÃO DA PERTURBAÇÃO 3.1 Às 00h08min do dia 04/02/2011 ocorreu o desligamento automático da LT 500 kV Luiz Gonzaga/Sobradinho C1 e do barramento 500 kV 05B1 da SE Luiz Gonzaga, com a abertura de todos os disjuntores conectados a esta barra e do disjuntor 15D2 associado à LT 500 kV Luiz Gonzaga/Sobradinho C1, provocada pela atuação acidental da proteção de falha do disjuntor de 500 kV 15C3. 3.2 A LT 500 kV São João do Piauí/Milagres, de propriedade do Agente Iracema, encontrava-se desligada desde às 17h25min do dia 03/02/2011, para intervenção de emergência, devido a um vazamento de óleo no TPC 85V4, fase C da LT no terminal de São João do Piauí, conforme intervenção cadastrada no Sistema de Gestão de Intervenções – SGI, sob o nº 03794/2011. Com essa indisponibilidade o limite de segurança para o Recebimento Nordeste nesse horário é de 4.500 MW. O valor praticado à 00h08min era de cerca de 3.200 MW. Como esse valor era inferior ao limite de segurança, a perda da LT 500kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1 (05C3) não trouxe nenhum impacto ao sistema. 3.3 Tendo sido identificada pela Chesf a atuação do esquema de falha do disjuntor 15C3 da subestação Luiz Gonzaga, foi procedido o isolamento e impedido o equipamento para a operação e liberada pela transmissora para o ONS a normalização da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1. Ressalta-se que, neste momento, não havia sido identificada pela Chesf a causa da atuação da proteção de falha de disjuntor da citada LT, não tendo sido informada para o ONS qualquer anomalia no sistema de proteção associado. 3.4 Destaca-se que, conforme estabelecido no Sub-módulo 10.7 – item 4.4.b (iii) dos Procedimentos de Rede, os proprietários das instalações devem informar ao centro de operação do ONS com o qual se relacionam a disponibilidade para reintegração ao SIN de equipamento de sua responsabilidade que se encontre desligado, tão logo essa disponibilidade fique caracterizada, bem como a existência ou não de restrição operativa. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 12 de 121
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    3.5 Com o desligamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) e do Barramento 05B1 de Luiz Gonzaga, estando a LT 500 kV São João do Piauí / Milagres já desligada para intervenção de emergência, configurou- se neste momento uma condição de dupla indisponibilidade, implicando em um novo limite de Recebimento pelo Nordeste de 3.000 MW (equivalente ao período de carga média e a 33,8% da carga), bem como um fluxo máximo de 800 MW na LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2. À 00h09 a Chesf contatou o ONS para disponibilizar a LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1 (05C3), após desligamento automático dessa à 00h08. Neste contato, o ONS informou à Chesf que o barramento 500 kV (05B1) encontrava-se também desligado, levando o agente a suspender a disponibilização da referida LT. O motivo da perda do barramento foi a atuação acidental da proteção de falha do disjuntor 500 kV 15C3 da SE Luiz Gonzaga. À 00h11 a Chesf disponibilizou novamente a LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) para energização. Dessa forma, o ONS verificou se as condições sistêmicas estabelecidas para permitir essa manobra estavam atendidas, ou seja: tensão na UHE Sobradinho inferior a 530 kV e folga de absorção de reativo de no mínimo 250 Mvar nas unidades geradoras da UHE Sobradinho. Diante destas condições, e principalmente considerando a liberação desta LT pela Chesf, sem qualquer restrição, à 00h12 foi determinado pelo ONS o religamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3), visando resgatar as condições de segurança do sistema Nordeste. Após constatar que essas condições estavam atendidas, à 00h12 o ONS autorizou a energização da LT em vazio por Sobradinho. À 00h15, o ONS questionou à Chesf quanto à razão desse tempo decorrido para o fechamento da LT em Sobradinho, tendo sido esclarecido que um operador encontrava-se efetuando comando local para executar o religamento do disjuntor desta linha. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 13 de 121
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    À 00h17, aChesf disponibilizou o barramento 05B1 da UHE Luiz Gonzaga sendo autorizada sua normalização. No minuto seguinte, antes de efetivar a normalização da barra, a Chesf informa que a LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) já se encontrava em vazio sobre Sobradinho. Ressalta-se que a retirada dos bloqueios à sua energização, foi efetuada à 00h13. Não havendo qualquer restrição quanto aos aspectos de segurança para energização da LT 500 kV Luiz Gonzaga / Sobradinho C1 (05C3) e considerando que o restabelecimento desta LT restauraria de imediato as condições de segurança do Sistema Nordeste, o ONS autorizou a Chesf a efetuar o fechamento do disjuntor 15D2 de Luiz Gonzaga. As seguintes razões também foram levadas em consideração: · Não havia informação pela Chesf de qualquer anormalidade quanto ao disjuntor 15D2 da UHE Luiz Gonzaga que havia sido aberto à 00h08; · Não havia qualquer restrição informada pela Chesf, referente à LT ou ao barramento 05B2 onde a LT seria conectada; · A LT já estava energizada com sucesso a partir de Sobradinho, indicando não haver defeito permanente; · O disjuntor 15C3 de conexão da LT ao barramento 05B1 da UHE Luiz Gonzaga, que havia originado os desligamentos à 00h08 por atuação da proteção de falha de disjuntor, já se encontrava isolado pelas seccionadoras e ainda não se sabia o motivo da atuação dessa proteção. À 00h21min ao ser religada a LT 500 kV Luiz Gonzaga / Sobradinho C1, no terminal de Luiz Gonzaga, estando a mesma já energizada por Sobradinho, com o barramento 500 kV 05B1 da SE Luiz Gonzaga desenergizado, ocorreu o desligamento automático do barramento 05B2 de 500 kV dessa SE, provocado pela atuação acidental da proteção de falha do disjuntor de 500 kV 15D2, associado ao bay da LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1. Esta atuação ocasionou a abertura de todos os disjuntores conectados à barra 05B2 de 500 kV e das LTs 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C2 e RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 14 de 121
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    Luiz Gonzaga /Milagres. Permaneceram fechados os disjuntores centrais de 500 kV 15D3, 15D4 e 15D5, conectando as unidades geradoras da UHE Luiz Gonzaga da seguinte forma: 01G2 ao circuito Luiz Gonzaga/Angelim II 05L5, 01G3 / 01G4 ao circuito Luiz Gonzaga/Paulo Afonso IV 05C1 e 01G5 / 01G6 ao circuito Luiz Gonzaga / Olindina 05S4. 3.6 Com a perda dos 3 referidos circuitos em 500 kV, considerando a linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí / Milagres indisponível e um valor de intercâmbio de 3.237 MW, iniciou-se um processo de oscilação de potência entre o sistema da região Nordeste e o sistema formado pelas demais regiões do SIN, provocando a atuação correta das proteções de perda de sincronismo com o desligamento associado das seguintes linhas de transmissão: · LT 500 kV Teresina II / Sobral III C1 e C2 (Interligação N/NE); · LT 500 kV Rio das Éguas / Bom Jesus da Lapa (Interligação SE/NE). Em sequência, como resultado, verificou-se um afundamento do perfil de tensão nos troncos de 230kV Sobradinho / Bom Jesus da Lapa e Teresina / Fortaleza, levando à abertura das LTs a seguir pela atuação das proteções de distância em primeiras zona: LT 230kV Piripiri / Sobral II, LT 230kV Senhor do Bonfim II / Irecê e LT 230kV Irecê / Bom Jesus da Lapa II. Cabe ressaltar que a atuação correta destas proteções, abrindo as linhas de 500 kV e 230 kV acima citadas, evitou a propagação desta perturbação para as regiões Norte e Sudeste/Centro-Oeste. 3.7 O desligamento dos circuitos de 500 kV e 230 kV acima indicados resultou no isolamento do sistema Nordeste do restante do SIN, com exceção dos estados do Piauí, do Maranhão e de parte da área Sudoeste da Bahia, as quais ficaram conectadas ao restante do SIN. Como consequência, esta área isolada da região Nordeste foi submetida a um elevado déficit de geração, em função do cenário Nordeste importador no instante da perturbação, com um recebimento de 3.237 MW. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 15 de 121
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    3.8 Após este isolamento da região Nordeste, verificou-se subfrequência com a consequente atuação correta dos cinco estágios do Esquema Regional de Alívio de Carga – ERAC da região Nordeste, interrompendo cerca de 3.297 MW de cargas (41,21% do total) nesta região. A freqüência desse sistema atingiu o valor mínimo de 56,44 Hz e um valor de taxa de variação de 1,66 Hz/s, provocando a atuação dos três primeiros estágios do ERAC por taxa de variação da frequência no tempo e dos dois últimos estágios em retaguarda instantânea por freqüência absoluta. A freqüência recuperou-se satisfatoriamente em cerca de 8 segundos e estabilizou-se em 60 Hz durante cerca de 40 segundos. A Figura 1 (fonte Chesf) a seguir apresenta o comportamento da freqüência na área ilhada da região NE após a abertura das interligações. Conforme pode ser observado na figura acima, verificou-se a atuação adequada do ERAC. 3.9 Na configuração resultante após os desligamentos dos circuitos indicados no item 3.6, a área Norte da região Nordeste perdeu o suprimento pelo sistema de transmissão em 500 kV, ficando atendida apenas pelo tronco de transmissão em 230 kV. Como conseqüência, esta área foi submetida a um afundamento de tensão decorrente da superação do limite de RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 16 de 121
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    transmissão. Verificou-se, então,corte adicional de carga por atuação de todos os três estágios do SEP de subtensão dessa área e, também, por rejeição natural, provocando uma redução de carga na área Norte de cerca de 1.300 MW (1.500 MW para 200 MW). 3.10 Em decorrência dos cortes de carga verificados em todas as áreas da região Nordeste, verificou-se redução no carregamento do sistema de transmissão, com consequente elevação do perfil de tensão nos principais barramentos da região. Como consequência, foram observados desligamentos automáticos de diversos equipamentos de controle de tensão e das linhas de transmissão de 500 kV 05L6 Jardim/Camaçari II, 05V5 Quixadá / Fortaleza II, 05V3 Quixadá / Milagres, 05V1 Xingó / Angelim II, e de LTs 230 kV na região Nordeste, visando ajustar o perfil de tensão do sistema aos seus valores normais de operação. 3.11 Após as atuações dos esquemas de controle de emergência, o sistema atingiu um novo ponto de equilíbrio. Decorridos cerca de 40 segundos, ocorreram em sequência os seguintes eventos: · Desligamento automático indevido de 5 unidades geradoras na UHE Xingó, por perda de alimentação de serviços auxiliares; · Após cerca de mais 10 segundos, desligamento automático indevido das 3 unidades na UHE Paulo Afonso IV, por sobrecorrente nos transformadores de excitação; · Desligamento automático de uma unidade geradora em cada uma das UHEs Paulo Afonso I, Paulo Afonso III e Apolônio Sales, por atuação do nível baixo de óleo do acumulador. Após a sequência de desligamentos, nas UHE Xingó e Paulo Afonso IV permaneceu em operação apenas uma unidade geradora em cada uma destas usinas. Convém ressaltar que as unidades geradoras da UHE Xingó, que ficaram subexcitadas após o ilhamento do sistema do Nordeste, desligaram por perda de alimentação dos serviços auxiliares. Segundo informações da RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 17 de 121
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    Chesf, a tensãoterminal destas unidades estava entre 90% e 93%. Esta condição não deveria provocar a perda da alimentação dos serviços auxiliares e, como consequência, das unidades geradoras da UHE Xingó. O desligamento das unidades geradoras de Paulo Afonso IV foi devido à atuação incorreta das proteções de sobrecorrente dos transformadores de excitação, as quais devem atuar apenas para curto-circuitos. A partir desse momento e, em consequência da perda de cerca de 2.600 MW de geração dessas unidades de geração, ocorreu um afundamento de tensão nas demais áreas da região Nordeste, levando ao corte de carga adicional pelo SEP de subtensão das áreas Leste e Sul e, também, por rejeição natural de cargas. Além da queda do perfil de tensão, verificou-se degradação da frequência na ilha da região Nordeste, que atingiu valores da ordem de 46 Hz. A unidade geradora 01G4 da Usina de Xingó e as unidades geradoras 01G2, 01G3, 01G4, 01G5 e 01G6 da Usina de Luiz Gonzaga saíram por atuação da proteção de distância, associada aos seus links, causado por subtensão e elevação da corrente. As unidades geradoras 01G1 da Usina de Paulo Afonso I, 01G11 da Usina de Paulo Afonso III e 01G1 da Usina de Apolônio Sales saíram por atuação do nível baixo de óleo do acumulador. A unidade geradora 01G4 da Usina de Paulo Afonso II saiu por atuação da proteção diferencial, apresentando danos nos enrolamentos estatóricos. 3.12 Após esses eventos, a ilha formada pela região Nordeste permaneceu durante cerca de 7 minutos com níveis de tensão e frequência degradados, culminando com seu colapso à 00h29. 3.13 Por volta das 5 horas deste mesmo dia, após intervenção da equipe de manutenção, a Chesf identificou, na proteção de distância alternada de fabricação GE tipo MOD III, no terminal de Luiz Gonzaga da LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1, uma falha interna na placa eletrônica (L139), cuja consequência foi a permanência de um sinal de partida dos esquemas de falha dos dois disjuntores (15C3 e 15D2) associados ao referido RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 18 de 121
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    terminal de linha.A LT foi disponibilizada às 09h35min após inspeção no sistema de proteção e substituição do componente eletrônico que apresentou falha. A LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1 foi normalizada às 13h58min. A Figura 2 a seguir ilustra o ocorrido com os esquemas de falha dos disjuntores de 500 kV associados à LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1 no terminal de Luiz Gonzaga. Os esquemas de falha dos disjuntores de 500 kV consistem de relés detectores de corrente (50), um para cada disjuntor, ligados aos secundários dos TCs conforme mostra a figura, cuja finalidade é detectar a passagem de corrente pelos disjuntores. O esquema é complementado por temporizadores e relés de bloqueio e, se após a atuação da proteção os temporizadores completarem seus ciclos de atuação e os disjuntores não abrirem, serão atuados os relés de bloqueio, dependendo do disjuntor que não abriu. A iniciação dos esquemas é feita através da detecção das atuações das proteções, que no caso da proteção MOD III é realizada pelas funções BFI, interna à placa eletrônica (L139), que apresentou defeito. Desta forma, na perturbação das 00h08min, com a falha ocorrida no cartão eletrônico L139, a saída BFI se fez presente, iniciando os esquemas de falha dos 2 disjuntores associados à LT. Nesta ocasião RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 19 de 121
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    houve apenas aatuação da proteção de falha do disjuntor 15C3 associado à LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1, porque o relé 50, do disjuntor 15D2, não havia operado. É importante salientar que a atuação da proteção de falha do disjuntor 15D2 associado à LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 na SE Luiz Gonzaga ocorreu quando da tentativa de normalização da linha por este disjuntor, com o disjuntor 15C3 isolado e indisponível, ainda com a função BFI atuada na proteção alternada. 4 SEQUÊNCIA DE EVENTOS 4.1 DESLIGAMENTOS AUTOMÁTICOS E MANUAIS Para a perturbação, foi levantada a seguinte seqüência de desligamentos: Instante T0 = 00h08min18s221ms: atuação do esquema 62BF do disjuntor 500 kV 15C3, na SE Luiz Gonzaga (referência oscilograma LT 05C3 - terminal Luiz Gonzaga). Tabela 4-1: Seqüência de Desligamentos INSTANTE PROTEÇÃO ESTAÇÃO EQUIPAMENTO OBSERVAÇÕES (ms) ATUADA T1= T0+ 33,60 Disjuntores 500 kV Luiz Gonzaga conectados a barra 1 e LT 62BF- 15C3 Proteção de falha de disjuntor 500 kV Sobradinho C1 Disjuntores 500 kV 15C3 e Comando de fechamento dos T2=T0+10m,10s Sobradinho 15D3 disjuntores Comando de fechamento dos T3=T0+12m,15s Luiz Gonzaga Disjuntor 500 kV 15D2 disjuntores T4 = 00h20min33s506ms - Atuação do esquema 62BF do disjuntor 500 kV 15D2, na SE Luiz Gonzaga. (Referência oscilograma LT 05C3- terminal Luiz Gonzaga) T5= T4+ 30,6 Luiz Gonzaga Disjuntor 500 kV 15D2 62BF- 15D2 Proteção de falha de disjuntor Disjuntores 500 kV 15T1 e T6= T4+ 52 Luiz Gonzaga 62BF- 15D2 Proteção de falha de disjuntor 15T3 conectados a barra 2 LT 500 kV Milagres T7= T4+ 52 Luiz Gonzaga 62BF- 15D2 Proteção de falha de disjuntor (Disjuntor 500 kV 15D6) RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 20 de 121
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    INSTANTE PROTEÇÃO ESTAÇÃO EQUIPAMENTO OBSERVAÇÕES (ms) ATUADA T8= T4+ 52 LT 500 kV Sobradinho C2 Luiz Gonzaga (Disjuntor 500 kV 15D1) 62BF- 15D2 Proteção de falha de disjuntor Bom Jesus da Proteção para Perda de T9=T4+ 866 LT 500 kV Rio das Éguas 78OST Lapa II Sincronismo LT 500 kV Bom Jesus da Recepção de Transferência de T10= T4 + 887 Rio das É guas RTD Lapa II disparo T11= T4+ 980 Proteção para Perda de Sobral III LT 500 kV Teresina II C1 78OST Sincronismo T12 T4+ 1004 Recepção de Transferência de Teresina II LT 500 kV Sobral III C1 DUTT disparo T13 T4+ 1033 Recepção de Transferência de Teresina II LT 500 kV Sobral III C2 DUTT disparo T14 T4+ 1058 Recepção de Transferência de Sobral III LT 500 kV Teresina II C1 DUTT disparo T15= T4+1133 21-1 Piripiri LT 230 kV Sobral 04L1 Proteção de Distância T16= T4+1138 RTD Recepção de Transferência de Sobral II LT 230 kV Piripiri 04L1 disparo Senhor do LT 230 kV Senhor do 21-1 Bonfim/ Irece 04F1 Proteção de Distância Bonfim / Irece IRE/BJS T17= T4+1252 Irece / Bom LT 230 kV Irece / Bom 21-1 Proteção de Distância Jesus da Lapa Jesus da Lapa 04F2 Desequilibrio de Neutro Segundo T18= T4+1252 Mossoro II Compensador Estatico Grau T19= T4 + 2.033 Atuação do ERAC (primeiro, segundo e terceiro estágios) desligando cargas nas regiões Nordeste T20= T4 + 2.533 Atuação do ERAC (quarto estágio) desligando cargas nas regiões Nordeste T21=T4+ 3.670 Atuação do SEP de subtensão da área Norte (primeiro estágio) desligando cargas nas subestações Fortaleza, Sobral II e Cauípe T22=T4+ 3.970 Atuação do SEP de subtensão da área Norte (segundo estágio) desligando cargas nas subestações Fortaleza, Sobral II e Russas II T23=T4+ 4.270 Atuação do SEP de subtensão da área Norte (terceiro estágio) desligando cargas nas subestações Fortaleza, Sobral II T24= T4 + 4.080 Atuação do ERAC (quinto estágio) desligando cargas nas regiões Nordeste T25=T4+11.648 Compensador Estático Sobrecarga dos Reatores do CE Fortaleza ECE 09Q1/Q2 de Fortaleza Delmiro Banco Capacitores 69 kV T26=T4+12.135 59 Barra 1/3 Sobretensão de barra Gouveia 02H4 T27=T4+12.365 Delmiro Banco Capacitores 69 kV 59 Barra 1/3 Sobretensão de barra Gouveia 02H3 RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 21 de 121
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    INSTANTE PROTEÇÃO ESTAÇÃO EQUIPAMENTO OBSERVAÇÕES (ms) ATUADA 59I Proteção Sobretensão Quixada LT 500 kV Fortaleza II Instatânea T28=T4+ 14.643 Proteção Sobretensão Quixada LT 500 kV Milagres 59I Instatânea Recepção de Transferência de Fortaleza II LT 500 kV Quixada RTD disparo T29=T4+ 14.663 Recepção de Transferência de Milagres LT 500 kV Quixada RTD disparo T30=T4 +36.494 UHE Xingó UG 01G2 86-3 Mancal Escora - Fluxo óleo baixo Jardim / LT 500 kV Jardim / Proteção Sobretensão T31=T4 +38.206 Camaçari II Camaçari II 59I Instantânea T32=T4 +46.494 UHE Xingó UG 01G5 86-3 Mancal Escora - Fluxo óleo baixo T33=T4 +47.494 UHE Xingó UG 01G3/01G1 86-3 Mancal Escora - Fluxo óleo baixo T34=T4 +49.494 UHE Xingó UG 01G6 86-3 Mancal Escora - Fluxo óleo baixo Bom Jesus da Sistema de Refrigeração T35=T4 + 49.536 Lapa II Compensador Estático UHE Paulo sobrecorrente transformador de T36=T4+ 50.792 Afonso IV UG 01G6 51 excitação UHE Paulo sobrecorrente transformador de T37=T4 + 63.715 Afonso IV UG 01G4 51 excitação UHE Paulo sobrecorrente transformador de T38=T4 + 63.962 Afonso IV UG 01G3 51 excitação T39=T4+5min 41s Nível baixo de óleo Usina Apolônio Sales 01G1 T40=T4+7min 34s 86-2 UHE Xingó 01G4 Relé de bloqueio T41=T4+8min 7s UHE Paulo Afonso IV 01G2 T42=T4+8min14s633ms UHE Luiz 21-1 01G3/01G4 Proteção de Distância Gonzaga T43=T4+8min14s747ms UHE Luiz 21-1 01G1/01G2 Proteção de Distância Gonzaga T44=T4+8min16s057ms 21-1 UHE Luiz Proteção de Distância Gonzaga 01G5/01G6 RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 22 de 121
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    4.2 RECOMPOSIÇÃO DO SISTEMA 4.2.1 O anexo 11.1 apresenta a tabela com a sequência de recomposição dos equipamentos desligados. 5 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO 5.1 PROTEÇÃO E ESQUEMAS DE RELIGAMENTO AUTOMÁTICO 5.1.1 Foram acidentais as atuações das proteções de falha dos disjuntores 15C3 e 15D2 da LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1, devido a defeito interno em um componente eletrônico pertencente à cadeia de proteção secundária (alternada) associada à linha de transmissão 500 kV 05C3 Sobradinho / Luiz Gonzaga. 5.1.2 Foram corretas as atuações das proteções de Perda de Sincronismo das seguintes LTs: · LT 500 kV Teresina II / Sobral III C1 e C2, no terminal de Sobral III; · LT 500 kV Rio das Éguas / Bom Jesus da Lapa (SE/NE), no terminal de Bom Jesus da Lapa. Cabe ressaltar que a atuação correta destas PPSs evitou a propagação desta perturbação para as regiões Norte e Sudeste/Centro-Oeste. 5.1.3 Foram corretas, em princípio, as atuações das proteções de distância em primeira zona das seguintes LTs, devido ao afundamento de tensão nos troncos de 230kV Sobradinho / Bom Jesus da Lapa e Teresina / Fortaleza: · LT 230kV Piripiri / Sobral II · LT 230kV Senhor do Bonfim II / Irecê · LT 230kV Irecê / Bom Jesus da Lapa II A Chesf deverá concluir a análise sobre o desligamento dessas linhas de 230 kV conectadas na SE Irecê, que implicou no desligamento desta SE. 5.1.4 O desempenho das proteções de sobretensão instantâneas e temporizadas das LTs de 500 kV e 230 kV pode ser considerado adequado. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 23 de 121
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    5.1.5 Foi indevido o desligamento automático de 5 unidades geradoras na UHE Xingó, por perda de alimentação de serviços auxiliares. 5.1.6 As atuações das proteções de sobrecorrente dos transformadores de excitação das unidades geradoras 01G3, 01G4 e 01G6 da Usina de Paulo Afonso IV não eram esperadas, pois deveria haver coordenação entre elas e os demais limitadores do sistema de excitação. 5.1.7 Durante o processo de recomposição ocorreu o desligamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 por atuação correta da proteção de distância, unidade de partida temporizada, em função do carregamento que ficou submetido este circuito. Posteriormente à análise da perturbação a Chesf forneceu ao ONS os ajustes que estão atualmente implantados nestas unidades de partida. O ONS procedeu a uma análise e constatou que estes ajustes estão aderentes aos critérios considerados seguros para a operação do Sistema. O alcance dessas unidades na direção reativa está ajustado em 120% da reatância de sequência positiva da linha e os alcances resistivos estão ajustados para 82,8 ohms primários, quando o alcance máximo permitido para esta condição operativa, considerando o atual limite de carregamento da linha é de 138 ohms primários (considerando uma tensão de operação de 90% do valor nominal). Desta forma, o disparo temporizado destas unidades poderá ser mantido em operação, a critério da Chesf, uma vez que os mesmos não foram determinados dentro da filosofia de retaguarda remota. Outro aspecto que merece ser destacado é que atualmente os TCs desta LT estão utilizados na relação 1500:5, ao invés de na relação máxima 3000:5, o que impõe um limite de transmissão inferior ao limite de 2.500A, imposto pelas Bobinas de Bloqueio da LT. Em função disso, esta relação de TC deverá ser reavaliada, de modo a não impor restrição à potência transmitida pela linha, além da restrição mencionada anteriormente. A Chesf também informou que esta modificação deve ser precedida de um estudo abrangente, uma vez que a proteção diferencial de barras da UHE Luiz Gonzaga atualmente utiliza um relé diferencial eletromecânico do tipo PVD, sendo que todos os bays utilizam a mesma relação 1500:5, não RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 24 de 121
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    sendo possível modificá-laem apenas um “bay”, o que o ONS concordou. Com relação à máxima potência a ser considerada nos estudos para esta reavaliação o ONS informou que deve ser considerado o limite de 2500 A que consta no CPST. 5.2 SISTEMAS ESPECIAIS DE PROTEÇÃO 5.2.1 Foi correta a atuação do ECE para Controle de Tensão por Sobrecarga no Compensador Estático da SE 230 kV Fortaleza, provocando o desligamento automático das LT 230 kV Banabuiú / Fortaleza 04F3 e 04F1, Cauípe / Fortaleza II 04S1, Banco de Capacitores de 69 kV 02H4 na SE Delmiro Gouveia e do Compensador Estático 09Q1 na SE Fortaleza prevenindo sobretensões nas vizinhanças da SE Fortaleza, após o corte de carga pelo ERAC. 5.2.2 Foram corretas as atuações dos esquemas de corte de carga por subtensão das áreas Norte, Leste e Sul da região Nordeste, visando a recuperação rápida dos níveis de tensão mínima nos barramentos das subestações. 5.3 ESQUEMAS REGIONAIS DE ALÍVIO DE CARGA – ERAC 5.3.1 A frequência na ilha formada pela região Nordeste atingiu um valor mínimo de 56,44 Hz, conforme premissas e critérios adotados na concepção do ERAC da Região Nordeste, e um valor de taxa de 1,66 Hz/s, levando a atuação de cinco estágios, acarretando um corte de aproximadamente 3.297 MW de cargas (41,21% do total) nesta região. 5.3.2 Destaca-se que a concepção do ERAC da Região Nordeste visa à minimização dos cortes de carga, mesmo admitindo-se uma excursão da freqüência abaixo de 57 Hz, conforme estabelecido nos Procedimentos de Rede e em Instruções de Operação. 5.3.3 Assim, em termos gerais, o desempenho do ERAC da região Nordeste foi satisfatório para a filosofia de identificação dos distúrbios por taxa de variação de frequência e frequência absoluta instantânea. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 25 de 121
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    5.4 COMPORTAMENTO DINÂMICO DO SIN 5.4.1 À 00h08 do dia 04/02/2011 a demanda total da região Nordeste era de 8.884 MW e o sistema operava no cenário Nordeste importador, com recebimento de 3.237 MW. A LT 500 kV São João do Piauí / Milagres encontrava-se desligada, em face de intervenção de emergência desde às 17h25 do dia anterior 03.02.2011. 5.4.2 Nesse momento, uma atuação acidental do sistema de proteção de falha de disjuntor provocou o desligamento da LT 500 kV Luiz Gonzaga / Sobradinho C1 e do barramento de 500 kV 05B1 da SE Luiz Gonzaga. Como o disjuntor 15T2 da SE 500 kV Luiz Gonzaga estava desligado para manutenção, 2 máquinas desta usina (01G3 e 01G4) ficaram conectadas radialmente à LT 500 kV Luiz Gonzaga /Paulo Afonso IV. Frente a este desligamento, o sistema manteve-se estável, não tendo sido verificadas quaisquer violações de tensão e/ou carregamento no SIN. 5.4.3 Com o desligamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) e do Barramento 05B1 de Luiz Gonzaga, estando a LT 500 kV São João do Piauí / Milagres desligada para intervenção de emergência, configurou-se uma condição de dupla indisponibilidade, implicando em um novo limite de Recebimento pelo Nordeste de 3.000 MW (referente ao período de carga média) e fluxo máximo de 800 MW na LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2. Para retornar às condições de segurança estabelecidas, não havendo restrições, a prática operacional adotada, em nível internacional, após desligamentos de equipamentos de transmissão consiste em normalizar prioritariamente a LT e/ou equipamento desligado. Não havendo condições de se restabelecer níveis de segurança através do retorno dos equipamentos desligados, deve-se proceder às adequações de intercâmbio e fluxos, eventualmente necessários. À 00h11 a Chesf disponibilizou a LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) e as condições para energização já estavam atendidas, e à 00h12 o ONS autorizou essa energização em vazio por Sobradinho. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 26 de 121
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    À 00h15, oONS questionou à Chesf quanto à razão do tempo decorrido para o fechamento da LT em Sobradinho, tendo sido esclarecido que um operador encontrava-se efetuando comando local para executar o religamento do disjuntor desta linha. À 00h18, a Chesf energizou a LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1 (05C3), pelo terminal de Sobradinho. O terminal Luiz Gonzaga dessa LT foi manobrado à 00h21. Posteriormente, à 00h21, durante a normalização da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1, ocorreu o desligamento do barramento de 500 kV 05B2 da SE Luiz Gonzaga por atuação acidental da proteção de falha de disjuntor e conseqüentemente das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 e Luiz Gonzaga / Milagres, conforme relatado no item 5.1.1. Após essas aberturas, verificaram-se oscilações de potência entre as unidades geradoras da região Nordeste e as demais máquinas do SIN, culminando com a atuação das Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) das interligações N/NE e SE/NE. 5.4.4 Em decorrência, foram desligadas corretamente as linhas de interligação da região Nordeste com as demais regiões, quais sejam, LTs 500 kV Teresina II / Sobral III C1 e C2 e LT 500 kV Rio das Éguas / Bom Jesus da Lapa. Em face da severidade da perturbação, ocorreu a atuação das proteções de perda de sincronismo nas interligações em 500 kV cerca de 1 segundo após a abertura das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 e Luiz Gonzaga / Milagres. As LTs 230 kV Piripiri / Sobral II, Bom Jesus da Lapa / Irecê e Senhor do Bonfim / Irecê também foram desligadas, por atuação da proteção de distância de 1ª zona. 5.4.5 A separação física do sistema Nordeste com o restante do SIN era essencial, pois uma eventual demora nessa abertura produziria grandes excursões de tensão e corrente no sistema interligado, podendo resultar na propagação do distúrbio para as demais regiões do SIN. 5.4.6 A abertura das interligações resultou no isolamento do sistema Nordeste do RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 27 de 121
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    restante do SIN,com exceção dos estados do Piauí e do Maranhão e parte da área Sudoeste da Bahia. A ilha formada foi submetida a um elevado déficit de geração, em função do cenário Nordeste importador no instante da perturbação, com um recebimento de 3.237 MW. Como resultado, a região Nordeste foi submetida a uma elevada queda de frequência. submetida 5.4.7 Deve-se se ressaltar que nas condições indicadas anteriormente, caracterizadas por déficit de geração e subfrequencia, a atuação do Esquema Regional de Alívio de Carga – ERAC permitiu o restabelecimento do equilíbrio c carga-geração geração na região afetada. Posteriormente, após o isolamento da região Nordeste, verificou verificou-se subfrequência com atuação correta dos cinco estágios do ERAC na região Nordeste, interrompendo 3.297 MW de cargas (41,21 % do total) nesta região. A freqüência desse sistema atingiu o valor mínimo de 56,44 Hz e ia um valor de taxa de variação de 1,66 Hz/s, provocando a atuação dos três primeiros estágios do ERAC por taxa de variação da frequência no tempo e dos dois últimos estágios em retaguarda instantânea por freqüência absoluta. A freqüência recuperou se satisfatoriamente em cerca de 8 recuperou-se segundos e estabilizou estabilizou-se em 60 Hz durante cerca de 40 segundos, conforme pode ser observado na Figura 3 a seguir. Figura 3 – Freqüência na área Norte da região Nordeste – Fonte Chesf Recuperação e estabilização da frequência após atuação do ERAC RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/ /02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Norde ão Nordeste. Pág 28 de 121
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    5.4.8 Como pode ser visto na figura 3 acima, a atuação do ERAC resultou numa recuperação rápida e adequada da frequência. A sobrefrequência verificada, que atingiu o máximo de 61 Hz, foi devido aos cortes adicionais de carga, por subtensão, verificados na área Norte, conforme relatado nos itens adiante. 5.4.9 No caso da área Norte da região Nordeste, a situação foi agravada pela perda de suprimento em 500 kV, face à configuração resultante após os desligamentos. Como conseqüência, a área Norte ficou alimentada apenas pelo tronco de 230 kV, tendo experimentado severo afundamento de tensão. Nestas condições, verificou-se corte de carga adicional por atuação dos três estágios do esquema de subtensão dessa área e, também, por rejeição natural, provocando uma redução de carga na área Norte de cerca de 1.300 MW. 5.4.10 Em decorrência dos cortes de carga verificados na área ilhada da região Nordeste, verificou-se redução do carregamento do sistema de transmissão, com consequente elevação do perfil de tensão nos principais barramentos da região. Como resultado, foram observados desligamentos automáticos de equipamentos de controle de tensão nessa área ilhada (bancos de capacitores, compensadores síncronos e estáticos) e linhas de transmissão de 500 kV 05L6 Jardim/Camaçari II, 05V5 Quixadá / Fortaleza II, 05V3 Quixadá / Milagres, 05V1 Xingó / Angelim II e de LTs de 230 kV. Apresenta-se abaixo os gráficos de tensão em barras das áreas Norte, Leste e Sul do Nordeste. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 29 de 121
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    Figura 4 –Tensão na área Leste da região Nordeste (medida na SE Campina Grande II) – Fonte Chesf Início dos desligamentos de UGs em Xingó, Paulo Afonso I, II, III e IV e Apolônio Sales Figura 5 – Tensão na área Sul da região Nordeste (medida na SE Catu) – Fonte Chesf Início dos desligamentos de UGs em Xingó, Paulo Afonso I, II, III e IV e Apolônio Sales 5.4.11 Deve-se ressaltar que o sistema ilhado da região Nordeste, após o corte de carga por atuação do ERAC e por esquemas de corte de carga por subtensão, bem como por rejeição natural, restabeleceu condições normais no que se refere à frequência, entretanto com perfil de tensão elevado nos seus principais barramentos. 5.4.12 Após as atuações dos esquemas de controle de emergência, o sistema RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 30 de 121
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    atingiu um novoponto de operação, com equilíbrio de frequência e tensão. Decorridos cerca de 40 segundos, ocorreram em sequência os seguintes eventos: · Desligamento automático indevido de 5 unidades geradoras na UHE Xingó, por perda de alimentação de serviços auxiliares; · Após cerca de mais 10 segundos, desligamento automático indevido de 3 unidades na UHE Paulo Afonso IV, por sobrecorrente nos transformadores de excitação; · Desligamento automático de uma unidade geradora em cada uma das UHEs Paulo Afonso I, Paulo Afonso III e Apolônio Sales, por atuação do nível baixo de óleo do acumulador. Após essa sequência de desligamentos nas UHE Xingó, Paulo Afonso IV Paulo Afonso II e Apolônio Sales, permaneceu em operação apenas uma unidade geradora em cada uma destas usinas, além de 5 unidades na UHE Luiz Gonzaga. 5.4.13 Nessa ocasião, as unidades geradoras da UHE Xingó subexcitaram no sentido de absorver o reativo do sistema, com atuação correta dos Limitadores de Excitação Mínima (MEL), evitando a perda de estabilidade das máquinas em decorrência do perfil de tensão do sistema. Nesse contexto, houve redução da tensão nos serviços auxiliares da usina, para valores entre 90% e 93%, alimentados pelas próprias máquinas, provocando a atuação indevida dos relés de subtensão que promovem a transferência das fontes de alimentação dos serviços auxiliares das unidades geradoras da UHE Xingó, o que provocou o desligamento das cinco unidades desta usina. Esta condição não deveria provocar a perda da alimentação dos serviços auxiliares e, como consequência, das unidades geradoras da UHE Xingó. 5.5 OPERAÇÃO EM TEMPO REAL E PROCESSO DE RECOMPOSIÇÃO 5.5.1 O desempenho das equipes de operação em tempo real foi considerado satisfatório, principalmente por ter sido necessário adotar ações não previstas nos procedimentos operativos, tendo em vista a dimensão RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 31 de 121
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    sistêmica, a particularidadeda ocorrência e ao insucesso na partida da UHE Xingó pelo sistema de auto-restabelecimento. Além disso, o restabelecimento das cargas foi feito com sucesso, no menor tempo possível, diante de anormalidades em equipamentos necessários ao processo de recomposição. 5.5.2 Considerando o tempo decorrido para a recomposição da cidade de Natal, ressalta-se a oportunidade de avaliar a viabilidade de realizar a normalização das cargas dessa capital pela área Norte da Região Nordeste. 5.5.3 Estabelecidas as condições mínimas de geração, necessárias ao início do processo de tomada de carga, este se deu de forma crescente, contínua e sem perdas significativas de carga. Ressalta-se que, mesmo com a ocorrência de alguns desligamentos de linhas de transmissão de 500 kV e de alguns geradores, no transcorrer do processo de recomposição, a tomada de carga foi mantida em crescimento, o que denota um controle satisfatório do sistema que ia sendo reintegrado, conforme figura 6 abaixo. Figura 6 – Carga da Região Nordeste (sem Maranhão). Carga da Região Nordeste (sem Maranhão) 10000 9000 Natal 8000 Maceió Recife Aracaju 7000 6000 Fortaleza João Pessoa (MW) 5000 Salvador 4000 3000 Liberação tomada de carga restante 2000 1000 0 00:00 00:30 01:00 01:30 02:00 02:30 03:00 03:30 04:00 04:30 05:00 05:30 06:00 06:30 07:00 5.5.4 O processo de recomposição pode ser compreendido em 2 partes: 5.5.4.1 Parte 1 – Reenergização da LT 500kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1: Com o desligamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 32 de 121
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    e do Barramento05B1 de Luiz Gonzaga, estando a LT 500 kV São João do Piauí / Milagres desligada para intervenção de emergência, configurou- se uma condição de dupla indisponibilidade, implicando em um novo limite de Recebimento pelo Nordeste de 3.000 MW (referente ao período de carga média), e um fluxo máximo de 800 MW na LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2. À 00h09 a Chesf contatou o ONS para disponibilizar a LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3), após o seu desligamento automático à 00h08. Neste contato, o ONS informou à Chesf que o barramento 500 kV (05B1) encontrava-se também desligado, levando o agente a suspender a disponibilização da referida LT. O motivo da perda do barramento foi a atuação acidental do esquema de falha do disjuntor 500 kV 15C3 da SE Luiz Gonzaga. À 00h11 a Chesf disponibilizou novamente a LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) para energização. Diante desta informação, o ONS verificou se as condições sistêmicas estabelecidas para permitir essa manobra estavam atendidas, ou seja: tensão na UHE Sobradinho inferior a 530 kV e folga de absorção de reativo de no mínimo 250 Mvar nas unidades geradoras da UHE Sobradinho. Após constatar que essas condições estavam atendidas e considerando não haver qualquer restrição quanto aos aspectos de segurança para energização da LT 500 kV Luiz Gonzaga / Sobradinho C1 (05C3) e que o restabelecimento desta LT restauraria de imediato as condições de segurança do Sistema Nordeste, o ONS autorizou a Chesf a energizar essa LT por Sobradinho. À 00h15, o ONS questionou à Chesf quanto à razão desse tempo decorrido para o fechamento da LT em Sobradinho, tendo sido esclarecido que um operador encontrava-se efetuando comando local para executar o religamento do disjuntor desta linha. À 00h17, a Chesf disponibilizou o barramento 05B1 da UHE Luiz Gonzaga. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 33 de 121
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    Neste momento, oprocesso de energização da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) se encontrava em andamento, vindo a se concretizar um minuto após, à 00h18, após retirada dos bloqueios à sua energização, efetuada à 00h13. Não havendo qualquer restrição quanto aos aspectos de segurança para energização da LT 500 kV Luiz Gonzaga / Sobradinho C1 (05C3) e considerando que o restabelecimento desta LT restauraria de imediato as condições de segurança do Sistema Nordeste, o ONS autorizou a Chesf a efetuar o fechamento do disjuntor 15D2 de Luiz Gonzaga. As seguintes razões também foram levadas em consideração: · Não havia informação pela Chesf de qualquer anormalidade quanto ao disjuntor 15D2 da UHE Luiz Gonzaga que havia sido aberto à 00h08; · Não havia qualquer restrição informada pela Chesf, referente à LT ou ao barramento 05B2 onde a LT seria conectada; · A LT já estava energizada com sucesso a partir de Sobradinho, indicando não haver defeito permanente; · O disjuntor 15C3 de conexão da LT ao barramento 05B1 da UHE Luiz Gonzaga, que havia originado os desligamentos à 00h08 por atuação da proteção de falha de disjuntor, já se encontrava isolado pelas seccionadoras e ainda não se sabia o motivo da atuação dessa proteção. Quando da realização da manobra de fechamento do disjuntor 15D2, à 00h21, houve atuação da proteção de falha desse disjuntor, provocando o desligamento do barramento 500 kV (05B2) da UHE Luiz Gonzaga, com o conseqüente desligamento da LT 500Kv Luiz Gonzaga/Milagres (05V1) e Luiz Gonzaga / Sobradinho C2 (05C4), no terminal da UHE Luiz Gonzaga. Com isso, as unidades geradoras da UHE Luiz Gonzaga, permaneceram conectadas radialmente da seguinte forma: 1 máquina ligada a LT 500 kV Luiz Gonzaga / Angelim II, 2 máquinas ligadas à LT 500 kV Luiz Gonzaga /Paulo Afonso IV e 2 máquinas ligadas à LT 500 kV Luiz Gonzaga / Olindina. Após este evento observou-se a separação de quase a totalidade RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 34 de 121
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    da região Nordestedo SIN e a atuação do ERAC. À 00h25min, 4 minutos após a perda dos geradores da UHE Xingó e da UHE Paulo Afonso IV, e 2 minutos após o desligamento dos geradores do Complexo Paulo Afonso (Paulo Afonso I, Paulo Afonso III e Apolônio Sales), observando a condição de operação do sistema, foi solicitada pelo ONS a re-sincronização de duas unidades em cada uma das UHEs Xingó e Paulo Afonso IV, bem como de duas unidades na UHE Pedra do Cavalo às 00h29. Nesse ínterim, foram solicitadas outras ações, quais sejam: • Manobras de reatores e bancos; • Orientação para manutenção das cargas desligadas. À 00h29 ocorreu o desligamento das últimas unidades geradoras sincronizadas: uma unidade da UHE Paulo Afonso II, uma da UHE Paulo Afonso IV, uma da UHE Xingó e 5 da UHE Luiz Gonzaga, ocasionando o desligamento geral na região Nordeste, a menos do estado do Maranhão, do Piauí e parte do sudoeste da Bahia. 5.5.4.2 Parte 2 – Recomposição geral do sistema: Com a perda de todo o parque gerador localizado no complexo Paulo Afonso e Xingó, às 00h32, foi dada a orientação de normalizar a LT 500kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C2 (05C4), que já se encontrava energizada em vazio sobre Sobradinho, mesmo tendo o Agente Chesf informado que estava tentando partir o Grupo Gerador de Emergência (GGE) da UHE Xingó para iniciar o processo de auto-restabelecimento desta usina, que é o procedimento normatizado. Como não houve sucesso na sincronização de máquinas na UHE Xingó pelo Black Start, o ONS teve que estabelecer nova estratégia de recomposição, a qual visava sincronizar máquinas nas UHEs Luiz Gonzaga e Paulo Afonso I, II, III, IV e Apolônio Sales, como uma alternativa ao restabelecimento do sistema e suas cargas. Com esta estratégia, seria possível energizar os serviços auxiliares, necessários para a partida de unidades geradoras de todas as usinas do complexo de Paulo Afonso. Estes serviços auxiliares são provenientes da SE Abaixadora, que é RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 35 de 121
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    energizada a partirde um dos barramentos de 230 kV da SE Paulo Afonso III (anexos 11.2, 11.3 e 11.4). No período das 00h58 à 01h21, foi providenciada a normalização das cargas das SEs Fortaleza e Delmiro Gouveia, a partir da normalização da LT 500 kV Teresina II/Sobral III/Fortaleza II C1 (05V9/05V7), normalização do transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1) da SE Fortaleza II, energizando o barramento de 230 kV 04B1 da SE Fortaleza II à 01h05. Em seguida, foi providenciada a normalização do LT 230 kV Fortaleza II / Delmiro Gouveia C2 (04F5) e energizado o barramento 230kV (04B1) da SE Delmiro Gouveia, culminando com a normalização do transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) da SE Delmiro Gouveia à 01h10 e do transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3) da SE Fortaleza, à 01h21. Essas cargas permaneceram supridas a partir deste momento. Houve demora de cerca de 33 minutos na consecução das ações de normalização dos serviços auxiliares das UHEs do complexo Paulo Afonso, devido a problemas de manobra na chave seccionadora 34D2-1 da SE Paulo Afonso III. O procedimento vigente prevê a energização do autotransformador TR2 500/230kV da SE Paulo Afonso IV (05T8), energização do barramento 2 230 kV (04B2) da SE Paulo Afonso III e da interligação deste barramento com o barramento 1 230kV (04B1) através de disjuntor 230kV, e, a partir deste barramento, é possível energizar a SE Abaixadora. Devido aos problemas operacionais descritos, foi concebida pelo ONS, uma solução alternativa que consistiu em energizar o barramento 1 500 kV (05B1) da SE Paulo Afonso IV através do fechamento de disjuntores 15D1 e 15G1, energizar o autotransformador TR1 500/230 kV da SE Paulo Afonso IV (05T7) e, através dele, o barramento 1 230kV (04B1) da SE Paulo Afonso III. Com isso, foi energizada a SE Abaixadora. Os serviços auxiliares da UHE Paulo Afonso IV foram normalizados à 01h33; os serviços auxiliares da UHE Xingó, à 01h40 e os serviços auxiliares das usinas Paulo Afonso I, II e III e Apolônio Sales, à 01h46. Dessa forma, ocorreu a sincronização da primeira unidade da UHE Xingó (01G6) às RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 36 de 121
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    02h05. Nesse ínterim, foram sincronizadas quatro unidades geradoras da UHE Luiz Gonzaga. Só a partir dessa configuração, cerca de 1h26min após o desarme geral, foi possível iniciar o processo de recomposição do corredor de transmissão que supre a área Sul do Nordeste, liberando uma tomada de carga de 400MW às 02h00. Às 02h14 foi autorizado o início do processo de recomposição da Área Leste do Nordeste, inicialmente com fluxo no primeiro ATR da SE Recife II limitado a 200MW. Às 02h01 foi iniciada a normalização da cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte, através da energização da LT 230kV Russas – Mossoró, a partir da Área Norte do Sistema Nordeste. Às 02h14 foi energizado um transformador na SE Mossoró e iniciada a tomada de carga. Após estabelecidas as condições para o processo de tomada de carga das áreas Leste e Sul do Nordeste, ou seja, 4 máquinas sincronizadas no complexo Luiz Gonzaga / Paulo Afonso IV / Xingó, o ONS liberou uma recomposição fluente e gradual, para a geração e transmissão, ou seja, sincronizar unidades geradoras e energizar linhas tronco liberando a tomada de carga (02h06min). Às 02h26, ao serem disponibilizadas pela Chesf as unidades geradoras das UHE Xingó, Paulo Afonso III e Apolônio Sales, foi solicitada pelo ONS a sincronização das unidades geradoras, com prioridade para a UHE Xingó. Na seqüência, foi efetuada a sincronização de 3 unidades geradoras da UHE Xingó, elevando a geração dessas unidades até cerca de 450 MW. Às 02h30 foi autorizada a energização da LT 500 kV Xingó / Messias (05V4), o que permitiria a tomada de carga na região metropolitana de Maceió – AL, e, portanto, auxiliaria no controle do fluxo da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 (05C4). Neste período o ONS também já havia autorizado o religamento da LTs 500 kV Luiz Gonzaga/Milagres, e, por conseguinte o eixo Milagres/Quixadá/Fortaleza II, faltando apenas a RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 37 de 121
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    Chesf concluir ofechamento do anel de 500 kV na SE Quixadá o que implicaria na redução do carregamento na LT 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho, em função da redistribuição dos fluxos. Como o sistema estava interligado ao SIN através da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2, a elevação de geração da UHE Xingó, acima do limite mínimo de cada unidade geradora, sem a correspondente entrada de carga, implicou no escoamento do excedente de geração por esta LT, provocando o desligamento da LT às 02h35, quando se observou a atuação da proteção de distância, unidade de partida temporizada, face o valor de corrente de aproximadamente 2.300 A, nesta LT. Foram também desligadas automaticamente as UGs 3 e 4 da UHE Xingó, ambas as 02h36 e as UGs 3, 5 e 6 da UHE Luiz Gonzaga às 02h36 e UG 4 dessa mesma Usina às 02h37. Com isto, as áreas Sul e Leste do Nordeste, que estavam em recomposição, separaram-se do SIN, enquanto a área Norte do Nordeste, também em recomposição, permaneceu ligada ao SIN. A Chesf disponibilizou esta linha às 02h37 e o ONS solicitou sua energização às 02h45, após verificação de que as condições para isto estavam atendidas. Não houve perda significativa de carga no desligamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2. Durante o período em que a referida linha de transmissão permaneceu desligada, 36 minutos, o processo de tomada de carga nas áreas Sul e Norte do Nordeste não foi suspenso, exceto na área Leste, entre 02h35 e 02h47, devido a dificuldades observadas para o controle das tensões, nessa configuração, em que as áreas Leste e Sul do Nordeste se encontravam isoladas do SIN. Às 02h39 houve o desligamento da LT 500kV Luiz Gonzaga / Olindina 05S4 e às 02h40 da LT 500kV Olindina / Camaçari (05L4). Às 02h40, foi observada redução de carga na SE Cotegipe, de cerca de 33 MW, sem desligamento de equipamentos da Rede Básica e, às 02h42, ocorreu a perda de 2 transformadores da SE Pituaçu, ocasionando interrupção de cerca de 53 MW de carga. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 38 de 121
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    Houve dificuldades paraa re-sincronização do sistema ilhado do Nordeste com as demais áreas do SIN devido a problemas no processo de sincronização nas SEs Sobradinho e Luiz Gonzaga. Inicialmente foi autorizada a energização da LT pela SE Luiz Gonzaga, considerando informação da Chesf, às 02h44, de que o sincronoscópio em Sobradinho estava apto. Às 02h59 foi prestada informação de que o sincronoscópio nesta subestação não estava disponível para a operação. Em função disto, esta LT foi energizada pela SE Sobradinho 500 kV. O paralelo entre os sistemas foi realizado na SE Luiz Gonzaga às 03h11, através do disjuntor 15C4, 36 minutos após o desligamento da LT. Visando garantir o controle da carga já recomposta, as 03h40 foi necessária a energização da LT 500 kV Messias / Recife II para dar suporte de tensão na SE Recife II, antes das manobras para a recomposição da SE Natal II, quais sejam, energização do auto transformador da SE Angelim II, das LTs 230kV Angelim / Tacaimbó / Campina Grande II e da LT 230 kV Campina Grande II / Paraíso / Natal II, com tomadas de cargas nos pontos intermediários. Às 04h07 foi energizado o barramento de 230 kV da SE Natal II. 5.6 SISTEMA DE SUPERVISÃO E TELECOMUNICAÇÃO 5.6.1 O desempenho dos sistemas de telecomunicação, de supervisão e controle e de serviços auxiliares AC e DC que suprem as instalações dos Centros de Operação foi considerado satisfatório, permitindo todo o acompanhamento da perturbação e recomposição do sistema, bem como facilitando a coleta dos registros necessários para diagnóstico dos problemas envolvidos. 5.6.2 O desempenho dos sistemas de oscilografia e qualimetria foi considerado satisfatório, pois possibilitou esclarecer a atuação dos diversos esquemas de proteção e controle. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 39 de 121
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    6 INTERRUPÇÃO DE CARGA NO SIN 6.1 CARGA DE DEMANDA INTERROMPIDA E ENERGIA NÃO SUPRIDA Tabela 6.1: Interrupção de cargas no Sistema Interligado Nacional Agente de Carga de Duração Média Energia Interrompida Operação Demanda (MW) (minutos) (MWh) Coelce 1.124 122 2.276 Cosern 601 245 2.452 Energisa Paraíba 471 200 1.572 Energisa Borborema 77 241 309 Celpe 1.588 233 6.169 Ceal 477 187 1.484 Sulgipe 17 129 37 Energisa Sergipe 409 133 910 Coelba 1.821 193 5.847 Chesf (consumidores 778 211 2.740 industriais) TOTAL 7.363* 194 23.794 * Não inclui perdas na transmissão. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 40 de 121
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    7 CONCLUSÕES 7.1 REFERENTES À PERTURBAÇÃO 7.1.1 A perturbação teve início às 00h08min, com os desligamentos automáticos da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 e da Barra B1 de 500 kV da SE Luiz Gonzaga devido à atuação acidental da proteção de falha de disjuntor (15C3) por falha interna na placa eletrônica (L139) desta proteção. No desligamento dessa LT não houve informação pela Chesf de qualquer anormalidade quanto à abertura do disjuntor 15D2 da UHE Luiz Gonzaga, apenas de atuação do esquema de falha do disjuntor 15C3 da subestação Luiz Gonzaga, que foi isolado e impedido. Como o disjuntor 15T2 da SE 500 kV Luiz Gonzaga estava desligado para manutenção, 2 máquinas desta usina (01G3 3 01G4) ficaram conectadas radialmente à LT 500 kV Luiz Gonzaga /Paulo Afonso IV. 7.1.2 Em seguida à 00h21min, ao ser ligada a LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1, no terminal de Luiz Gonzaga, estando a mesma já energizada por Sobradinho às 00h18, com o barramento 500 kV 05B1 da SE Luiz Gonzaga desenergizado, o qual foi disponibilizado à 00h17, ocorreu o desligamento automático do barramento 05B2 de 500 kV dessa SE, provocado também pela atuação acidental da proteção de falha do disjuntor de 500 kV (15D2), associado ao bay da LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1. Esta atuação ocasionou a abertura de todos os disjuntores conectados à barra 05B2 de 500 kV e consequentemente das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 e Luiz Gonzaga / Milagres. Permaneceram fechados os disjuntores centrais de 500 kV 15D3, 15D4 e 15D5, conectando as unidades geradoras da UHE Luiz Gonzaga da seguinte forma: 01G2 ao circuito Luiz Gonzaga/Angelim II 05L5, 01G3 / 01G4 ao circuito Luiz Gonzaga/Paulo Afonso IV 05C1 e 01G5 / 01G6 ao circuito Luiz Gonzaga/Olindina 05S4. 7.1.3 Como não havia qualquer restrição por parte do Agente quanto aos aspectos de segurança para energização da LT 500 kV Luiz Gonzaga / Sobradinho C1 (05C3) e considerando que o restabelecimento desta LT RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 41 de 121
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    restauraria de imediatoas condições de segurança do Sistema Nordeste, o ONS autorizou a Chesf a efetuar o fechamento do disjuntor 15D2 de Luiz Gonzaga. As seguintes razões também foram levadas em consideração: · Não havia informação pela Chesf de qualquer anormalidade quanto ao disjuntor 15D2 da UHE Luiz Gonzaga que havia sido aberto à 00h08; · Não havia qualquer restrição informada pela Chesf, referente à LT ou ao barramento 05B2 onde a LT seria conectada; · A LT já estava energizada com sucesso a partir de Sobradinho, indicando não haver defeito permanente; · O disjuntor 15C3 de conexão da LT ao barramento 05B1 da UHE Luiz Gonzaga, que havia originado os desligamentos à 00h08 por atuação da proteção de falha de disjuntor, já se encontrava isolado pelas seccionadoras e ainda não se sabia o motivo da atuação dessa proteção. 7.1.4 Foram corretas as atuações das proteções de Perda de Sincronismo das seguintes LTs: · LT 500 kV Teresina II / Sobral III C1 e C2, no terminal de Sobral III; · LT 500 kV Rio das Éguas / Bom Jesus da Lapa (SE/NE), no terminal de Bom Jesus da Lapa. Cabe ressaltar que a atuação correta destas PPSs evitou a propagação desta perturbação para as regiões Norte e Sudeste/Centro-Oeste. 7.1.5 O desempenho do ERAC da região Nordeste foi satisfatório para a filosofia de identificação dos distúbios por taxa de variação de frequência e frequência absoluta instantânea. Deve-se ressaltar que o sistema ilhado da região Nordeste, após o corte de carga por atuação do ERAC e por esquemas de corte de carga por subtensão, bem como por rejeição natural, restabeleceu condições equilibradas no que se refere à freqüência e tensão. 7.1.6 O colapso total que ocorreu na área ilhada da Região Nordeste foi iniciado RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 42 de 121
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    pelo desligamento automáticoindevido de 5 unidades geradoras na UHE Xingó (cerca de 1.770 MW) e, após mais cerca de 10 segundos, de 3 unidades na UHE Paulo Afonso IV (cerca de 810 MW). 7.1.7 Após esses eventos, a ilha formada pela região Nordeste permaneceu durante cerca de 7 minutos com níveis de tensão e frequência degradados, culminando com seu colapso à 00h29. 7.1.8 A figura a seguir sumariza a seqüência dos principais eventos nesta perturbação: Figura 7 – Sequência dos principais eventos: Sistema estabilizado (+- 40s) Início dos desligamentos indevidos de E UGs em Xingó e Paulo Afonso IV Desligamento do CE 5 de Fortaleza 4 3 ERAC + SEP de subtensão do Norte + 6 2 Rejeição de carga PPSs Operação da ilha em condições 1 degradadas de frequência e tensão, até o Tentativa de religamento da LT 500 kV desligamento total à 00h29 Sobradinho/L. Gonzaga C1 + desligamento do C2 + desligamento L. Gonzaga/Milagres + segregação das unidades geradoras da UHE Luiz Gonzaga 7.2 REFERENTES AO PROCESSO DE LIBERAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Em função do ocorrido no processo de liberação da linha e equipamentos desligados nesta perturbação, podem ser tiradas as seguintes conclusões: 7.2.1 A disponibilização de equipamentos para as manobras de normalização após desligamentos deve ser precedida de diagnóstico que visa à identificação correta e segura do ocorrido e das ações corretivas necessárias para o isolamento do defeito e garantia da segurança da manobra. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 43 de 121
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    7.2.2 Esse princípio aplica-se particularmente a disponibilização para re- energização da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1, quando a mesma não poderia ter sido disponibilizada uma vez que não havia um diagnóstico preciso das anormalidades existentes, que somente veio a ser identificado por volta das 05 horas. 7.3 REFERENTES AO PROCESSO DE RECOMPOSIÇÃO 7.3.1 Ocorreram dificuldades operativas na UHE Xingó que impossibilitaram a execução do processo de auto-estabelecimento (Black Start) dessa usina, tornando necessário iniciar o processo de recomposição com tensão do SIN, por uma rota alternativa a partir da SE Sobradinho. 7.3.2 A ausência de sistema de Black Start nas usinas Paulo Afonso IV e Luiz Gonzaga, já recomendado pelo ONS, retardou o processo de recomposição da área desligada na Região Nordeste. 7.3.3 Não houve dificuldades para recomposição do tronco de 500 kV Teresina II/Sobral III/Fortaleza II, que é uma rota alternativa para a normalização das cargas da região metropolitana de Fortaleza, e foi a primeira capital com cargas normalizadas, a partir de 01h10. 7.3.4 O processo de recomposição das demais áreas sofreu atraso de 33 minutos devido dificuldade de manobras no setor de 230 kV da SE Paulo Afonso III, buscando energizar a SE Abaixadora, que impossibilitou a utilização do procedimento padrão de energização do transformador TR8 de 500/230 kV da SE Paulo Afonso IV. 7.3.5 Decorreram 27 minutos a partir da energização dos serviços auxiliares para sincronismo da 1ª unidade geradora na UHE Xingó, o que retardou em cerca de 10 minutos o início do processo de recomposição por esta usina. 7.3.6 Decorreu 1 hora e 3 minutos a partir da energização dos serviços auxiliares para sincronismo da 1ª unidade geradora na UHE Paulo Afonso IV, o que retardou em cerca de 40 minutos a utilização desta usina no processo de recomposição. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 44 de 121
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    7.3.7 Durante o processo de recomposição ocorreu o desligamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 por atuação da proteção de distância, unidade de partida temporizada, em função do carregamento elevado a que ficou submetido este circuito. 7.4 REFERENTES ÀS DIVERGÊNCIAS APRESENTADAS PELA CHESF 7.4.1 A Chesf apresentou um documento com discordâncias sobre alguns pontos deste relatório. A posição divergente da Chesf sobre a origem, causa, análise, conclusões e recomendações da perturbação encontra-se em Anexo a este Relatório de Análise de Perturbação. Neste anexo estão também apresentados os comentários do ONS sobre cada ponto de divergência. 8 PROVIDÊNCIAS TOMADAS E EM ANDAMENTO 8.1 PELA CHESF 8.1.1 A Chesf realizou em 20/02/2011 teste de auto-restabelecimento integral da UHE Xingó (Black Start), cujo resultado foi considerado satisfatório. 8.1.2 A origem do defeito que provocou o acionamento do esquema de falha para os disjuntores 15C3 e 15D2 da subestação 500 kV Luiz Gonzaga foi identificada cerca de 5 horas após o inicio da ocorrência. A LT 500 kV 05C3 Sobradinho / Luiz Gonzaga foi disponibilizada às 09h35, após inspeção no sistema de proteção e substituição do componente eletrônico danificado da cadeia de proteção secundária (alternada), recompondo a integridade do sistema de proteção associado. 8.1.3 Substituído o disjuntor de saída da barra do Grupo Gerador de Emergência (GGE) destinado à alimentação em 440 V dos Centros de Motores da UHE Xingó. 8.1.4 Iniciado o reparo dos terminais da unidade geradora 01G2 da UHE Paulo Afonso III, com previsão de conclusão em 16.02.2011. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 45 de 121
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    8.1.5 Realizada inspeção preliminar na unidade geradora 01G4 da UHE Paulo Afonso II, constatando-se danos no enrolamento e núcleo estatóricos, sendo iniciadas as tratativas para contratação do reparo. 8.1.6 Realizada intervenção corretiva no disjuntor de entrada do Centro de Motores da unidade 01G4 da UHE Xingó. 8.2 PELO ONS 8.2.1 Dar continuidade ao processo de estabelecimento de uma filosofia de ajuste das proteções das linhas de transmissão e dos equipamentos da rede de operação das instalações do SIN consideradas como estratégicas em termos de segurança elétrica. Essa atividade encontra-se em fase de desenvolvimento pelo ONS, como recomendação oriunda do RAP do blecaute ocorrido em 10.11.2009. Prazo: julho/2011. 9 RECOMENDAÇÕES 9.1 À CHESF 9.1.1 Dar prosseguimento ao plano de substituição gradativa das cadeias de proteção eletromecânicas e estáticas das linhas de transmissão de tensão de 500 kV e 230 kV, disponibilizando o cronograma deste plano ao ONS, para posterior encaminhamento à ANEEL e ao CMSE/MME. Para as cadeias de proteção GE MOD III, a Chesf já procedeu a substituição de 10 dos 22 terminais de proteção de linha de 500 kV onde esse tipo de proteção foi originalmente implantado. Os 12 terminais restantes terão suas substituições priorizadas. Prazo: Dez/2012. (A Chesf envidará esforços para antecipar) 9.1.2 Estabelecer procedimentos específicos de inspeção para liberação de manobras para energização de equipamentos desligados pela atuação de proteção de falha de disjuntor, face a necessidade de uma inspeção detalhada nos sistemas de proteção, principalmente para aqueles que RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 46 de 121
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    utilizam os relésMOD III GE. Prazo: Mar/2011. 9.1.3 Reajustar, em caráter de urgência, os relés de subtensão que promovem a transferência das fontes de alimentação dos serviços auxiliares das unidades geradoras da UHE Xingó, bem como verificar e ajustar, quando for o caso, os das demais usinas da Chesf, de modo a evitar os seus desligamentos durante situações em que as máquinas operam subexcitadas. Prazo: imediato 9.1.4 Reavaliar a coordenação entre os ajustes dos limitadores do sistema de excitação e das proteções de sobrecorrente dos transformadores de excitação das unidades geradoras da UHE Paulo Afonso IV. Prazo: jun/2011 9.1.5 Implantar e testar recurso de Black Start na Usina de Luiz Gonzaga. Prazo: Jun/2011. (A Chesf envidará esforços para antecipar) 9.1.6 Implantar e testar recurso de Black Start na Usina de Paulo Afonso IV Prazo: Out/2011. (A Chesf envidará esforços para antecipar) 9.1.7 Identificar e corrigir as anormalidades ocorridas nessa perturbação de forma a assegurar o adequado funcionamento dos recursos e processos de sincronismo automático nas SEs das UHEs Sobradinho e Luiz Gonzaga. Prazo: Mar/2011. 9.1.8 Realizar testes na chave seccionadora 34D2-1 da subestação 230 kV Paulo Afonso III de forma a identificar e corrigir a falha observada no processo de recomposição. Prazo: Fev/2011 9.1.9 Corrigir as falhas que provocaram retardo de 10 minutos para sincronismo da 1ª unidade geradora na UHE Xingó e de 43 minutos para sincronismo RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 47 de 121
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    da 1ª unidadegeradora na UHE Paulo Afonso IV. Prazo: Jun/2011. 9.1.10 Alterar a relação dos TCs das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 e C2, de 1500:5 para 3000:5 (relação máxima) e reavaliar os ajustes das proteções das LTs e barras da SE Luiz Gonzaga, de modo a não impor limitação à potência transferida pelas referidas linhas, que é de 2.500 A de acordo com o CPST. Prazo: Jul/2011. 9.1.11 Agilizar a implantação do dispositivo de medição de ângulo na subestação de 500 kV de Camaçari, conforme contemplado no PMIS 2008/2011 aprovado pela REA/ANEEL 2040 de 11.08.2009, de modo a possibilitar a recomposição da área Sul pela interligação SE/NE e posterior fechamento do anel desta área Sul com o restante do sistema Nordeste. Prazo: Jul/2011. 9.2 Ao ONS 9.2.1 Elaborar estudos de recomposição alternativa da área metropolitana de Natal a partir da área Norte do subsistema Nordeste. Prazo: Jul/2011. 9.2.2 Concluir estudos e implementar procedimentos alternativos de recomposição adotados no processo de partida das unidades geradoras do complexo de Paulo Afonso, até que sejam instalados o Black Start nas usinas de Paulo Afonso IV e Luiz Gonzaga. Prazo: Jul/2011 9.2.3 Elaborar estudos visando investigar a viabilidade de restabelecer as condições mínimas operativas através de procedimentos e/ou esquemas especiais que permitam preservar áreas remanescentes do sistema, quando de situações operativas precárias e/ou degradadas (tensão e freqüência). RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 48 de 121
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    Prazo: Out/2011. 9.2.4 Realizar estudos visando verificar a compatibilização do ERAC e do SEP de subtensão da Região Nordeste, de forma a se obter uma otimização do corte de carga nas diferentes áreas desta região, reavaliando, inclusive, os critérios de frequência mínima. Prazo: Set/2011 9.2.5 Reavaliar, em conjunto com os agentes de geração, o processo de restabelecimento de carga e geração visando contemplar a possibilidade de operação das unidades geradores na faixa proibida, de forma a garantir a adequada coordenação entre a elevação de geração nas usinas e o restabelecimento de carga no sistema. Prazo: Jul/2011 9.2.6 Contemplar nos Procedimentos de Rede a prática operacional adotada em nível internacional, de que após desligamentos de equipamentos de transmissão, não havendo restrições, os mesmos sejam prioritariamente normalizados, de forma a retornar às condições de segurança estabelecidas. Prazo: Jul/2011 RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 49 de 121
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    10 ANEXOS 10.1 Lista de presença da primeira reunião, em 07/02/2011, para análise da perturbação NOME EMPRESA TELEFONE E-MAIL Fernando Aquino Viotti ONS 21 2203-9894 fviotti@ons.org.br Ary Ribeiro Celpe 81 3217-5105 arypinto@celpe.com.br Dário Soares Vale Cosern 84 3215-6110 dario.vale@cosern.com.br Antônio Luiz O. de Castro Coelba 71 3370-5600 alcastro@coelba.com.br Ricardo Galindo Celpe 81 3217-5108 galindo@celpe.com.br Joubert Meneguelli Coelba 71 3370-5200 jmeneguelli@coelba.com.br Eduardo Baroni Jr. Neoenergia 81 3217-5840 ebaroni@celpe.com.br Thompson Sobreira Rolim Jr. Aneel / SFE 61 2192-8052 thompson@aneel.gov.br Esilvan Cardoso Santos Aneel / SFE 61 2192-8525 esilvan@aneel.gov.br Rafael Ervilha Caetano Aneel / SFG 61 2192-8933 rafaelervilha@aneel.gov.br Benedito Adelino S. da Silva ONS 21 22039533 beneditosilva@ons.org.br Domingos Romeu Andreatta MME / SEE 61 3319-5925 domingos.andreatta@mme.gov.br Walmary Pereira Nunes Cosern 84 3215-6111 walmary.nunes@cosern.com.br Paulo Henrique da S. Fontes Energisa SE 79 2106-1682 phenrique@energisa.com.br Miguel Mitre Chesf 81 3229-4462 mitre@chesf.gov.br Fernando Mesquita Chesf 81 3229-4425 mesquita@chesf.gov.br Miguel Medina Chesf 81 3229-2151 medinap@chesf.gov.br Francisco P. Montezuma Coelce 85 3453-4131 montezuma@coelce.com.br Antônio Felipe Aquino ONS 21 2203-9563 aquino@ons.org.br Eliane F. Silva ONS 21 2203-9880 eliane@ons.org.br Gustavo Souza Chegucci Braskem-Abrace-NE 11 3576-9337 gustavo@chegucci@braskem.com.br Ylani Freitas ONS 61 3362-5252 ylani@ons.org.br Heloiza Helena X. M. Menezes ONS 81 3227-8150 heloiza@ons.org.br Roberto Gomes Peres Júnior ONS 61 3362-5267 robertogpj@ons.org.br Ricardo da Silva Gomes ONS 21 2203-9875 ricardogomes@ons.org.br Leandro Dehon Penna ONS 21 2203-9552 penna@ons.org.br Narciso Ferreira Barbosa ONS 81 3227-8175 narcisof@ons.org.br Antonio Carlos da R. Duarte ONS 21 2203-9819 acrd@ons.org.br Carlos Alberto Muniz Cerqueira ONS 81 3227-8960 carlosmc@ons.org.br Arlindo Lins de Araújo Júnior ONS 81 3227-8934 arlindol@ons.org.br Francisco José de A. Baltar Chesf 81 3229-4130 fbaltar@chesf.gov.br Maurício Maia Chesf 81 3229-2185 mmaia@chesf.gov.br Antonio P. Guarini ONS 21 2203-9535 guarini@ons.org.br Sandra Maria Maciel Pontes ONS 81 3227-8100 sandramm@ons.org.br Ivan Ferreira Verboonen ONS 21 2203-9936 ivanverboonen@ons.org.br Thiago de F. Schwarc ONS 21 2203-9996 thiago.schwarc@ons.org.br Alexandre Massaud ONS 21 2203-9951 massaud@ons.org.br Edinoel Padovani ONS 61 3362-5422 edinoel@ons.org.br José de Alencar Silva Júnior ONS 21 2203-9543 alencar@ons.org.br Saulo Cisneiros ONS 21 2203-9897 saulo@ons.org.br Claudio Guimarães ONS 81-3227-8901 claudiog@ons.org.br RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 50 de 121
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    10.2 Lista de presença da segunda reunião, em 17/02/2011, para análise da perturbação NOME EMPRESA TELEFONE E-MAIL Saulo Cisneiros ONS 21 9468-5112 saulo@ons.org.br Angelo Luiz de Franceschi ONS 21 2203-9998 angelo@ons.org.br Paulo Gomes ONS 21 9425-8961 pgomes@ons.org.br João Henrique Franklin CHESF 81 3229-4100 franklin@chesf.gov.br Nelson Acioli de Medeiros CHESF 81 3229-2321 nacioli@chesf.gov.br Eron de Oliveira CHESF 81 3229-4106 eronob@chesf.gov.br Servulo de Oliveira Pinto CHESF 81 3229-4437 servulo@chesf.gov.br Iony Patriota de Siqueira CHESF 81 3229-4145 iony@chesf.gov.br Miguel Mitre CHESF 81 3229-44-62 mitre@chesf.gov.br Antonio Roseval F. Freire CHESF 81 3229-4048 roseval@chesf.gov.br Francisco José de A.Baltar CHESF 81 3229-4130 fbaltar@chesf.gov.br Gustavo Adolfo G. Arruda CHESF 81 3229-4421 gustavo@chesf.gov.br Thiago de F. Schwar ONS 21 2203-9996 thiago.schuar@ons.org.br Ivan Ferreira Verboonen ONS 21 2203-9936 ivanverboonen@ons.org.br Antonio de Pádua Guarini ONS 21 2203-9535 guarini@ons.org.br Fernando Mesquita CHESF 81 3229-4425 mesquita@chesf.gov.br William Seal da Silva CHESF 81 3229-2186 william@chesf.gov.br Mauricio Maia CHESF 81 3229-2185 mmaia@chesf.gov.br Umberto Gomes Carneiro CHESF 81 3229-2180 umberto@chesf.gov.br Miguel C. Medina Pena CHESF 81 3229-2150 medina@chesf.gov.br Carlos Roberto R. Leite CHESF 81 3229-4109 carlosrl@chesf.gov.br Ricardo Ulisses Falcão Ferraz CHESF 81 3229-4045 ricardou@chesf.gov.br Domingos Andreatta MME-SEE/DME 61 3319-5925 domingos.andreatta@mme.gov.br Ylani Freitas ONS 61 3362-5252 ylani@ons.org.br Sandra Maria Maciel Pontes ONS 81 3227-8100 sandramm@ons.org.br Heloiza Helena X.M.Menezes ONS 81 3227-8150 heloiza@ons.org.br Roberto Gomes Peres Junior ONS 81 3362-5267 robertogp@ons.org.br Braz Campanholo Filho ONS 61 3362-5293 braz@ons.org.br Marcio M. Nogueira da Gama ANEEL 61 2192-8534 marciogama@aneel.gov.br Esilvan Cardoso Santos ANEEL 61 2192-8525 esilvan@aneel.gov.br Vinicius Lopes Campos ANEEL 61 2192-8204 vinicius.campos@aneel.gov.br Rafael Ervilha Caetano ANEEL 61 2192-8933 rafaelervilha@aneel.gov.br Fernando Aquino Viotti ONS 21 2203-921 fviotti@ons.org.br Carlos Alberto M. Cerqueira ONS 81 3227-8960 carlosmc@ons.org.br Arlindo Lins de Araujo ONS 81 3227-8934 arlindo@ons.org.br Claudio Amorim Guimarães ONS 81 3227-8901 claudiog@ons.org.br Mauro Pereira Muniz ONS 21 2203-9689 mauro@ons.org.br RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 51 de 121
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    10.3 Tabelas de Recomposição As manobras de recomposição, após a perturbação, foram realizadas na seguinte seqüência: RECOMPOSIÇÃO DAS ÁREAS CENTRO E SUDOESTE Hora Instalação Evento Região/Área (h) 00h44 Paulo Afonso IV Normalizada a LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga / Paulo Afonso Área Centro IV (05C1), através do 15C1 da SE Paulo Afonso IV, normalizando o barramento 500 kV 05B2. 01h05 Paulo Afonso IV Fechado disjuntor 500 kV 15D1 da SE Paulo Afonso IV Área Centro 01h07 Paulo Afonso IV Sincronizada a unidade geradora UG1 (01G1) da Usina de Área Centro Paulo Afonso IV 01h08 Paulo Afonso IV Energizado em vazio o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 Área Centro (05T7) da SE Paulo Afonso IV. 01h12 Paulo Afonso IV Energizada em vazio a LT 500 kV Paulo Afonso IV / Xingó C1 Área Centro (05V6), através do disjuntor 15V6 da SE Paulo Afonso IV. 01h17 Xingó Normalizada a LT 500 kV Xingó/Paulo Afonso IV C1 (05V6). Área Centro 01h17 Paulo Afonso IV Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR7 Área Centro (05T7), normalizando o barramento 230 kV da SE Paulo Afonso. 01h21 UHE Paulo Afonso II Normalizado o link 230 kV Paulo Afonso III/UHE Paulo Afonso II. Área Centro 01h21 Abaixadora Energizado o barramento de 69 kV da subestação de Área Centro Abaixadora (fonte para os serviços auxiliares das UHE Paulo Afonso I, II, III e IV). 01h39 UHE Paulo Afonso II Sincronizada a unidade geradora UG2. Área Centro Fechado o disjuntor 500 kV 15T8, energizando transformador Área Centro 01h52 Paulo Afonso IV 500/230 kV 600 MVA TR2 (05T8) em vazio. 01h52 Paulo Afonso IV Fechado o disjuntor 500 kV 15D7 Área Centro 01h53 Senhor do Bonfim Energizado a LT 230 kV Senhor do Bonfim / Irecê C1 (04F1). Área Sudoeste Normalizado o barramento B1 (04B1) e o Transformador 230/69 kV Área Sudoeste 01h53 Irecê 39 MVA TR2 (04T2) Normalizando o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR2 Área Centro 01h53 Paulo Afonso (05T8), através do disjuntor 230 kV 14T8-A, Fechado o disjuntor 230 kV 14T8-B, normalizando o bay 230 kV do Área Centro 01h53 Paulo Afonso transformador 500/230 kV 600 MVA TR2 (05T8) Normalizada a LT 230 kV Bom Jesus da Lapa II / Bom Jesus da Área Sudoeste 01h52 Bom Jesus da Lapa Lapa (04F3) RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 52 de 121
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    01h52 Bom Jesus da Lapa Normalizado o transformador 230/69 kV 39 MVA TR3 (04T3) Área Sudoeste 01h52 Bom Jesus da Lapa Normalizada a LT 230 kV Bom Jesus da Lapa/Barreiras C1 (04L1) Área Sudoeste Normalizada a LT 230 kV Bom Jesus da Lapa II/ Bom Jesus da Área Sudoeste 01h53 Bom Jesus da Lapa Lapa (04F4) 01h53 Bom Jesus da Lapa Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2) Área Sudoeste 01h55 Paulo Afonso Energizado em vazio o link 230 kV para UHE Apolônio Sales Área Centro Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA (04T1) SE Área Sudoeste 01h56 Barreiras Barreiras. Energizado em vazio o transformador 230/69 kV TR3 (04T3) Área Sudoeste 01h56 Barreiras através do disjuntor 230 kV 14T3. Energizado em vazio o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 Área Sudoeste 01h58 Barreiras (04T4) Abertos os disjuntores 500 kV 15D1 e 15G1, descomplementando o Área Centro 02h00 Paulo Afonso IV bay da unidade 01G1 da UHE Paulo Afonso IV 02h01 Bom Jesus da Lapa Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1) Área Sudoeste 02h05 Irecê Energizando o transformador 230/138 kV 55 MVA TR4 (04T4) Área Sudoeste 02h05 Usina Xingó Fechado o disjuntor 500 kV 15D6, sincronizando unidade UG 6 Área Centro 02h06 Irecê Normalizando o transformador 230/138 kV 55 MVA TR4 (04T4) Área Sudoeste Normalizado o transformador 230/138 kV TR4 (04T4), início cargas Área Sudoeste 02h11 Barreiras 138 kV 02h11 Barreiras Normalizado o transformador 230/138 kV TR3 (04T3) Área Sudoeste Sincronizando unidade geradora UG2 através do disjuntor 500 kV Área Centro 02h12 Paulo Afonso IV 15G2 02h12 Paulo Afonso IV Fechado o disjuntor 500 kV 15D2 Área Centro 02h13 Irecê Normalizado o transformador 230/69 kV 39 MVA TR1 (04T1) Área Sudoeste Sincronizando unidade geradora UG 6 através do disjuntor 500 kV Área Centro 02h19 Usina Xingó 15G6 Sincronizado unidade geradora UG 1 através do disjuntor 500 kV Área Centro 02h20 Paulo Afonso IV 15G1 02h20 Paulo Afonso IV Fechado o disjuntor 500 kV 15D1, completando bay UG1 Área Centro 02h20 Barreiras Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2) Área Sudoeste Sincronizada a unidade geradora UG 4 através do disjuntor 500 kV Área Centro 02h22 Usina Xingó 15G4 02h23 Paulo Afonso Energizado o link 230 kV para Usina Paulo Afonso I Área Centro 02h24 Usina Paulo Afonso I Fechado o disjuntor 230 kV 14G2 Área Centro RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 53 de 121
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    02h24 Usina Xingó Fechado o disjuntor 500 kV 15G1 Área Centro 02h36 Usina de Xingó Desarme das unidades geradoras UG3 e UG4 da Usina de Área Centro Xingó (01G3 e 01G4). 02h45 Usina de Xingó Desarme das unidades geradoras UG1 e UG6 da Usina de Área Centro Xingó (01G1 e 01G6). 03h07 Usina de Xingó Sincronizada a unidade geradora UG6 da Usina de Xingó Área Centro (01G6). 03h22 UHE Xingó Sincronizada a unidade geradora UG1. Área Centro 03h28 UHE Xingó Sincronizada a unidade geradora UG5. Área Centro 03h38 Usina de Xingó Sincronizada a unidade geradora UG2 (01G2) da Usina de Área Centro Xingó. 03h44 Usina de Xingó Sincronizda a unidade geradora UG4 (01G4) Área Centro 03h56 Usina de Xingó Sincronizada a unidade geradora UG3 (01G3) Área Centro 06h12 Irecê Energizado a LT 230 kV Irecê/Bom Jesus da Lapa C1 (04F2) Área Sudoeste Normalizada a LT 230 kV Irecê/Bom Jesus da Lapa C1 (04F2), Área Sudoeste 06h25 Bom Jesus da Lapa fechando o anel 500/230 kV Sobradinho/Bom Jesus da Lapa II 06h29 Irecê Energizado o transformador 230/138 kV 55 MVA TR5 (04T5) Área Sudoeste 06h31 Irecê Normalizado o transformador 230/138 kV 55 MVA TR5 (04T5) Área Sudoeste 06h33 Irecê Normalizado o transformador 230/6.9/13.8 kV 40 MVA TR7 (04T7) Área Sudoeste 06h36 Irecê Sincronizado o Compensador Síncrono 01K1 Área Sudoeste 06h41 Irecê Energizado o transformador 230/69/13.8 kV 39 MVA TR3 (04T3) Área Sudoeste 06h42 Irecê Normalizado o transformador 230/69/13.8 kV 39 MVA TR3 (04T3) Área Sudoeste RECOMPOSIÇÃO DA ÁREA NORTE Hora Instalação Evento Região/Área (h) 01h07 Fortaleza II Normalizado o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1) Área Norte da SE Fortaleza II, energizando o barramento de 230 kV 04B1 da SE Fortaleza II. 01h08 Fortaleza II Energizada em vazio a LT 230 kV Fortaleza II / Delmiro Gouveia Área Norte C2 (04F5) 01h09 Delmiro Gouveia Normalizada LT 230 kV Fortaleza II / Delmiro Gouveia C2 Área Norte (04F5) e energizado o barramento 230kV 04B1 01h10 Delmiro Gouveia Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1). Área Norte 01h15 Delmiro Gouveia Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2). Área Norte RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 54 de 121
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    01h17 Fortaleza Normalizada a LT 230 kV Fortaleza II/Fortaleza C1 (04Z4). Área Norte 01h19 Delmiro Gouveia Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3). Área Norte 01h19 Pici II Normalizada a LT 230 kV Fortaleza/Pici II C2 (04Z2). Área Norte 01h20 Delmiro Gouveia Normalizada a LT 230 kV Fortaleza II/Delmiro Gouveia C1 Área Norte (04F4). 01h21 Fortaleza Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3). Área Norte 01h21 Delmiro Gouveia Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4). Área Norte 01h23 Cauípe Normalizada a LT 230 kV Cauípe/Fortaleza II C3 (04S1). Área Norte 01h23 Fortaleza Normalizado o transformador 230/26 kV 200 MVA TR5 (04T5). Área Norte 01h24 Cauípe Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1). Área Norte 01h26 Fortaleza Normalizada a LT 230 kV Fortaleza II/Fortaleza C2 (04Z5). Área Norte 01h27 Cauípe Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2). Área Norte 01h30 Sobral II Normalizada a LT 230 kV Cauípe/Sobral II C1 (04S2). Área Norte 01h32 Sobral II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2). Área Norte 01h33 Fortaleza Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4) Área Norte 01h36 Sobral III Normalizada a LT 230 kV Sobral III/Sobral II C1 (04L2). Área Norte 01h37 Cauípe Normalizada a LT 230 kV Cauípe/Fortaleza II C2 (04S4). Área Norte 01h37 Sobral III Normalizada a LT 230 kV Sobral III/Sobral II C2 (04L3). Área Norte 01h39 Fortaleza Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2). Área Norte 01h41 Fortaleza Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1). Área Norte 01h42 Banabuiú Normalizada a LT 230 kV Fortaleza/Banabuiú C3 (04F3). Área Norte 01h46 Banabuiu Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) Área Norte 01h47 Sobral II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVATR1 (04T1). Área Norte Fechado disjuntor 230 kV 14M2, energizando em vazio a LT Área Norte 01h48 Banabuiu Milagres / Banabuiu 230kV (04M2) 01h48 Área Norte Pici II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2) 01h49 Banabuiu Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2) Área Norte Energizado em vazio o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 Área Norte 01h53 Pici II (04T3). 01h55 Área Norte Banabuiu Energizada em vazio a LT230 kV Banabuiu / Russas II (04C1) RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 55 de 121
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    01h55 Pici II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3) Área Norte Normalizada a LT230 kV Banabuiu / Russas II C1 (04C1), Área Norte 01h56 Russas II energizando o barramento 230 kV (04B1) Normalizada a LT 230 kV Milagres / Banabuiu (04M3) e barramento Área Norte 01h59 Milagres 230 kV 04BP da SE Milagres Energizado em vazio o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 Interligação 01h59 Russas II (04T1) Norte/Nordeste Normalizada a LT 230 kV Russas II / Mossoró II (04L1), juntamente Área Norte 02h01 Mossoró II com o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) da SE Mossoró II 02h04 Milagres Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3) Área Norte 02h05 Russas II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3) Área Norte 02h05 Coremas Normalizada a LT 230 kV Milagres / Coremas C2 (04M5) Área Norte 02h07 Milagres Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4) Área Norte 02h07 Coremas Normalizado transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2) Área Norte Energizado o transformador 230/ 12,3 kV 100 MVA TR5 (04T5) dos Área Norte 02h08 Milagres compensadores estáticos 01Q1/Q2 02h08 Icó Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) Área Norte 02h09 Milagres Normalizado o Compensador Estático -35/+58 Mvar (01Q1) Área Norte 02h11 Milagres Normalizada a LT 230 kV Milagres / Banabuiu C2 (04M2) Área Norte Desligamento automático do transformador 230/69 kV 100 MVA Área Norte 02h12 Icó TR1 (04T1) Energizadas as LT Usina Térmica Ceará / Cauípe C1 (04S5) e C2 Área Norte 02h13 Cauípe (04S6). 02h14 Mossoró II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2) Área Norte Normalizada a LT Banabuiu / Fortaleza C1 (04F1) através do Área Norte 02h14 Banabuiu disjuntor 230 kV 14F1. 02h16 Icó Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) Área Norte Energizado em vazio a LT 230 kV Paulo Afonso / Bom Nome C3 Área Norte 02h23 Paulo Afonso (04F3) 02h24 Coremas Normalizada a LT 230 kV Milagres / Coremas C1 (04M6) Área Norte Energizado em vazio a LT 230 kV Paulo Afonso / Bom Nome C2 Área Norte 02h24 Paulo Afonso (04F2) Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso / Bom Nome C3 (04F3) e Área Norte 02h24 Bom Nome barramento 230 kV 04BP Normalizado os transformadores 230/69 kV 33 MVA TR1 (04T1) e Área Norte 02h24 Bom Nome TR2 (04T2) RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 56 de 121
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    02h25 Icó Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2) Área Norte 02h25 Milagres Energizada em vazio a LT 230 kV Milagres / Tauá C1 (04M4) Área Norte Normalizada a LT 230 kV Milagres / Tauá II C1 (04M4) e Área Norte 02h26 Tauá II barramento 230 kV 04B1 02h27 Coremas Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3) Área Norte 02h27 Tauá II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) Área Norte 02h28 Bom Nome Normalizado o transformador 230/138 kV 100 MVA TR5 (04T5) Área Norte 02h30 Bom Nome Normalizado o transformador 230/138 kV 100 MVA TR6 (04T6) Área Norte 02h31 Bom Nome Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/ Bom Nome C2 (04F2). Área Norte 02h31 Bom Nome Energizada em vazio a LT 230 kV Bom Nome / Milagres C3 Área Norte (04L3). 02h32 Bom Nome Energizada em vazio a LT 230 kV Bom Nome / Milagres C2 Área Norte (04L2). 02h36 Fortaleza Normalizada a LT 230 kV Fortaleza II/Fortaleza C3 (04Z6). Área Norte 02h37 Mossoró II Normalizada a LT 230 kV Banabuiu / Mossoró C1 (04C4). Área Norte 02h37 Pici II Normalizada a LT 230 kV Fortaleza II/ Pici II C2 (04Z3) Área Norte 02h46 Banabuiu Normalizada a LT 230 kV Fortaleza/Banabuiu C2 (04F2) Área Norte 02h51 Banabuiu Normalizada a LT 230 kV Milagres/Banabuiu C1 (04M1). Área Norte 02h55 Banabuiu Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3). Área Norte 03h11 Tauá II Desligamento automático da LT 230 kV Milagres/Tauá II C1 Área Norte (04M4). 03h13 Coremas Normalizado o Transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) Área Norte 03h18 Milagres Energizada em vazio a LT 230 kV Milagres/Tauá II C1 (04M4). Área Norte 03h28 Tauá II Normalizada a LT 230 kV Milagres/Tauá II C1 (04M4). Área Norte 03h28 Tauá II Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1). Área Norte 03h31 Sobral III Energizada em vazio a LT 230 kV Sobral III/Massapê C1 (04P1) Área Norte 03h32 Mossoró II Energizado em vazio o transformador 230/69 kV 100 MVA Área Norte (04T3). 03h34 Russas II Energizada a LT 230 kV Aracati/Russas II (04P1). Área Norte 03h58 Termofortaleza Energizadas as LT 230 kV Cauípe / Termofortaleza C1 (04V1) e Área Norte C2 (04V2). 04h00 Pici II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) Área Norte 04h02 Cauípe/UTE Desligamento automático das LT 230 kV Cauípe/UTE Área Norte Termofortaleza Termofortaleza C1 (04V1) e C2 (04V2). RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 57 de 121
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    04h04 Milagres Normalizada a LT 230 kV Bom Nome/Milagres C2 (04L2). Área Norte 04h05 Milagres Normalizada a LT 230 kV Bom Nome/Milagres C3 (04L3). Área Norte 04h08 Bom Nome Normalizada a LT 230 kV Bom Nome/Milagres C1 (04L1). Área Norte 04h22 Piripiri Normalizada a LT 230 kV Piripiri/Sobral C1 (04L1). Área Norte 04h59 UE Formosa Normalizada a LT 230 kV Massapê II/UE Formosa C1 (04M1) Área Norte 05h15 Cauípe/Usina Normalizada as LT 230 kV Cauípe/Usina Termofortaleza C1 Área Norte Termofortaleza (04V1) e C2 (04V2). RECOMPOSIÇÃO DA ÁREA SUL Hora Instalação Evento Região/Área (h) Energizada em vazio a LT 500 kV Usina Luiz Gonzaga/Olindina C1 Área Sul 01h57 Luiz Gonzaga (05S4). Fechado o disjuntor 500 kV 15S4, normalizando LT 500 kV Usina Área Sul 02h01 Olindina Luiz Gonzaga/Olindina C1 (05S4), energizando barramento 500 kV 05B1. Normalizada a LT 500 kV Olindina/Camaçari II C1 (05L4), Área Sul 02h03 Camaçari II energizando o barramento 500 kV 05B1. Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1), Área Sul 02h04 Camaçari II energizando o barramento 230 kV. 02h06 Camaçari II Normalizada a LT 230 kV Camaçari/Braskem C1 (04N1). Área Sul 02h08 Camaçari II Energizado em vazio a LT 230 kV Camaçari II/Pituaçu C1 (04M8). Área Sul Paulo Afonso/ Área Sul 02h08 Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/Itabaiana C1 (04S6). Itabaiana Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Matatu C1 (04M7), Área Sul 02h08 Matatu energizando o barramento 230 kV. 02h08 Matatu Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1). Área Sul 02h09 Camaçari II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR6 (04T6). Área Sul 02h11 Itabaiana Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1). Área Sul 02h11 Pituaçu Normalizada LT 230 kV Camaçari II/Pituaçu C1 (04M8). Área Sul 02h12 Itabaiana Energizada em vazio a LT 230 kV Itabaiana/Jardim C1 (04C1). Área Sul 02h13 Pituaçu Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2). Área Sul 02h13 Cotegipe Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Cotegipe C1 (04M6). Área Sul 02h13 Cotegipe Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2). Área Sul RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 58 de 121
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    02h13 Camaçari II Energizada em vazio a LT 230 kV Camaçari/Catu C2 (04M2). Área Sul 02h14 Cotegipe Normalizado o transformador 230/69 kV TR4 (04T4). Área Sul Paulo Afonso/ Cícero Área Sul 02h15 Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/Cícero Dantas C1 (04S2). Dantas Cícero Dantas/ Energizada a LT 230 kV Cícero Dantas/Olindina/Catu C1 (04L2), Área Sul 02h17 Olindina suprindo a SE Olindina 230 kV. Normalizado o transformador 230/13,8 kV TR1 (04T1), energizando Área Sul 02h18 Olindina o barramento de 13,8 kV. 02h18 Jardim Normalizada a LT 230 kV Itabaiana/Jardim C1 (04C1). Área Sul 02h18 Jardim Normalizada a LT 230 kV Jardim/Consumidor Cimesa C1 (04F2). Área Sul 02h18 Jardim Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1) Área Sul 02h21 Itabaiana Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/Itabaiana C2 (04S7) Área Sul 02h21 Jardim Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2) Área Sul 02h21 Matatu Normalizado o transformador 230/11,9 kV TR4 40 MVA (04T4). Área Sul 02h21 Itabaiana Energizada em vazio a LT 230 kV Itabaiana/Jardim C2 (04C2) Área Sul 02h23 Itabaiana Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2) Área Sul 02h23 Itabaianinha Normalizado o transformador 230/69 kV 33 MVA TR1 (04T1) Área Sul 02h24 Camaçari II/ Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Governador Mangabeira Área Sul Governador C1 (04M7), energizando o barramento 230 kV da SE Mangabeira Governador Mangabeira. Governador Normalizado o transformador 230/69/ 13,8 kV 100 MVA TR1 (04T1), Área Sul 02h26 Mangabeira energizando os barramentos de 69 kV e 13,8 kV. 02h26 Itabaianinha Normalizado o transformador 230/69 kV 39 MVA TR2 (04T2). Área Sul Energizada em vazio a LT 230 kV Paulo Afonso/Bom Nome C1 Área Sul 02h27 Paulo Afonso (04F1) 02h28 Matatu Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2). Área Sul 02h28 Pituaçu Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1). Área Sul 02h29 Itabaiana Normalizada a LT 230 kV Itabaiana/Itabaianinha C1 (04C3). Área Sul 02h30 Matatu Normalizado o transformador 230/11,9 kV 40 MVA TR5 (04T5). Área Sul 02h30 Paulo Afonso / Cícero Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/ Cícero Dantas C2 Área Sul Dantas (04S3). 02h30 Camaçari II Desenergizados os reatores 500 kV 05E1 e 05E2 da SE Área Sul Camaçari II 02h30 Sapeaçu/Governador Normalizada a LT 230 kV Sapeaçu/Governador Mangabeira C2 Área Sul Mangabeira (04C2), energizando o barramento 230 kV da SE Sapeaçu. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 59 de 121
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    02h31 Sapeaçu/Governador Normalizada a LT 230 kV Sapeaçu/Governador Mangabeira C3 Área Sul Mangabeira (04C3). 02h31 Sapeaçu / Santo Normalizada a LT 230 kV Sapeaçu/Santo Antônio de Jesus C1 Área Sul Antônio de Jesus (04L2), energizando o barramento 230 kV de Santo Antônio de Jesus. 02h31 Sapeaçu/Governador Normalizada a LT 230 kV Sapeaçu/Governador Mangabeira C1 Área Sul Mangabeira (04C1). 02h31 Sapeaçu Energizada em vazio a LT 230 kV Sapeaçu/Funil C2 (04F3). Área Sul 02h32 Jardim Normalizada a LT 230 kV Itabaiana/Jardim C2 (04C2). Área Sul 02h32 Camaçari II Normalizado o transformador 500/230 kV 600 MVA TR2 (05T2) Área Sul da SE Camaçari II. 02h32 Sapeaçu Energizada em vazio a LT 230 kV Sapeaçu/Funil C1 (04F1). Área Sul 02h33 Santo Antônio de Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1). Área Sul Jesus 02h34 Governador Energizada em vazio a LT 230 kV Catu/Governador Mangabeira Área Sul Mangabeira C1 (04M3). 02h34 Jacaracanga Normalizada a LT 230 kV Camaçari II / Jacaracanga C2 (04C4), Área Sul energizando o barramento 230 kV. 02h35 Jacaracanga Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1). Área Sul 02h35 Matatu Energizado o transformador 230/69 kV 04T3. Área Sul 02h37 Pituaçu Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3). Área Sul 02h38 Funil Normalizada a LT 230 kV Sapeaçu/Funil C1 (04F1), seguido de Área Sul desligamento do terminal 230 kV SE Funil. 02h38 Cotegipe/Matatu Normalizada a LT 230 kV Cotegipe/Pituaçu/Matatu C1 (04L4). Área Sul 02h39 Funil/ Santo Antônio Normalizada a LT 230 kV Funil/Santo Antônio de Jesus C1 Área Sul de Jesus (04F2), energizando o barramento 230 kV de Funil. Cícero Dantas/ Desligamento automático da LT 230 kV Cícero Área Sul 02h39 Olindina Dantas/Olindina/Catu C1 (04L2). Desligamento automático do transformador 230/13,8 kV TR1 Área Sul 02h39 Olindina (04T1). 02h39 Funil Energizado o transformador 230/138 kV da SE Funil TR1 (04T1). Área Sul 02h39 Usina de Luiz Desligamento automático da LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga / Área Sul Gonzaga / Olindina Olindina C1 (05S4). 02h39 Olindina / Camaçari II Desligamento automático da LT 500 kV Olindina / Camaçari II Área Sul C1 (05L4). Cícero Dantas/ Energizada a LT 230 kV Cícero Dantas/Olindina/Catu C1 (04L2), Área Sul 02h42 Olindina suprindo a SE Olindina 230 kV. 02h18 Olindina Normalizado o transformador 230/13,8 kV TR1 (04T1), energizando Área Sul RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 60 de 121
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    o barramento de13,8 kV. 02h41 Jacaracanga Desligamento da LT 230 kV Camaçari II/Jacaracanga C2 (04C4), Área Sul no terminal Jacaracanga, desligando o barramento de 230 kV. 02h41 Jacaracanga Desligamento do transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1). Área Sul 02h42 Jardim Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3). Área Sul 02h42 Camaçari II Normalizado os reatores 500 kV 05E1 e 05E2 da SE Camaçari Área Sul II. Desligamento automático dos transformadores 230/69 kV TR1 Área Sul 02h42 Pituaçu (04T1) e TR3 (04T3). Energizada a LT 230 kV Cícero Dantas/Catu C2 (04L3), suprindo o Área Sul 02h50 Cícero Dantas Consumidor Schincariol. Normalizados os transformadores 230/66 kV TR1 (04T1) e TR2 Área Sul 02h52 Cícero Dantas (04T2). 02h58 Paulo Afonso IV/ Normalizada a LT 500 kV Paulo Afonso IV / Olindina (05S5). Área Sul Olindina 03h01 Camaçari II Normalizada a LT 500 kV Olindina/Camaçari II C1 (05L4). Área Sul 03h01 Camaçari II Normalizada a LT 500 kV Sapeaçu/Camaçari II C1 (05L7). Área Sul 03h01 Camaçari II Energizado em vazio o autotransformador 500/230 kV TR1 Área Sul (05T1). 03h03 Itapebi Normalizada a LT 230 kV Funil/Itapebi C1 (04F6). Área Sul 03h03 Eunápolis Normalizada a LT 230 kV Itapebi/Eunápolis C1 (04N1), Área Sul energizando o barramento 230 kV. 03h05 Eunápolis Normalizado o Transformador 230/138 kV 100 MVA TR1 (04T1), Área Sul energizando o barramento 138 kV. 03h06 Camaçari II Normalizado o autotransformador 500/230 kV TR1 (05T1). Área Sul 03h07 Eunápolis Normalizado o Transformador 230/138 kV 100 MVA TR2 (04T2). Área Sul 03h11 Pituaçu Normalizado o ramal da LT 230 kV Cotegipe/Pituaçu/Matatu C1 Área Sul (04L4). 03h12 Funil Normalizado o Transformador 230/138 kV TR2 (04T2). Área Sul 03h17 Jacaracanga Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Jacaracanga C2 (04C4). Área Sul 03h17 Jacaracanga Normalizada a LT 230 kV Jacaracanga/Consumidor Dow Área Sul Química C1 (04N3). 03h17 Tomba Normalizada a LT 230 kV Governador Mangabeira/Tomba C1 Área Sul (04S2), energizando o barramento 230 kV 04B1 da SE Tomba. 03h17 Eunápolis Normalizada a LT 230 kV Itapebi/Eunápolis C2 (04N2) Área Sul 03h17 Eunápolis Energizado o reator 230 kV RT3 (04E3). Área Sul 03h17 Funil Normalizada a LT 230 kV Funil/Sapeaçu C1 (04F1). Área Sul RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 61 de 121
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    03h18 Funil Energizado o reator 230 kV RT1 (04E1). Área Sul 03h20 Itapebi Normalizada a LT 230 kV Funil/Itapebi C2 (04F7). Área Sul 03h21 Funil Normalizada a LT 230 kV Funil/Sapeaçu C2 (04F3). Área Sul 03h23 Jardim Normalizada a LT 230 kV Jardim/Fafen C1 (04F1). Área Sul 03h23 Pituaçu Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1). Área Sul 03h23 Jardim Normalizada a LT 230 kV Jardim/Consumidor Vale C1 (04F3). Área Sul 03h24 Camaçari II Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Braskem Bahia C1 (04N1). Área Sul 03h25 UHE Xingó Energizada em vazio a LT 500 kV Xingó/Jardim C1 (05V5). Área Sul 03h31 Jardim Normalizada a LT 500 kV Xingó/Jardim C1 (05V5). Área Sul 03h30 Funil Normalizado o transformador 230/138 kV TR3 (04T3) Área Sul 03h33 Jardim Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR6 Área Sul (05T6). 03h34 Cotegipe Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3). Área Sul 03h34 Itapebi Normalizada a LT 230 kV Itapebi/Consumidor Veracel C1 Área Sul (04N3). 03h35 Tomba Energizado em vazio o transformador 230/69 kV TR1 (04T1). Área Sul 03h36 Eunápolis Normalizado o transformador 230/138 kV 100 MVA TR3 (04T3). Área Sul 03h38 Camaçari II Normalizada a LT 500 kV Jardim/Camaçari II (05L6). Área Sul 03h38 Tomba Energizado em vazio o transformador 230/69 kV TR2 (04T2). Área Sul 03h39 Governador Energizado em vazio a LT 230 kV Governador Área Sul Mangabeira Mangabeira/Pedra do Cavalo (04S4). 03h40 Funil Normalizado o transformador 230/138 KV (04T6). Área Sul 03h40 Tomba Energizados em vazio os transformadores 230/69 kV TR3 (04T3) Área Sul e TR4 (04T4) da SE Tomba. 03h40 Camaçari II Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR4 Área Sul (05T4). 03h42 Camaçari II Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR3 Área Sul (05T3) 03h43 Jacaracanga Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1). Área Sul 03h45 Pituaçu Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3). Área Sul 03h45 Camaçari Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Jacaracanga (04C3). Área Sul II/Jacaracanga 03h47 Tomba Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1). Área Sul 03h48 Tomba Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2). Área Sul RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 62 de 121
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    03h48 Camaçari II Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Consumidor Braskem Área Sul C1(04C9). 03h49 Tomba Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3). Área Sul 03h49 Camaçari II Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Consumidor Caraíbas C1 Área Sul (04C8). 03h50 Tomba Normalizado o transformador 230/69 kV TR4 (04T4). Área Sul 03h50 Pituaçu Normalizado o transformador 230/69 kV (04T4). Área Sul 03h50 Jacaracanga / Normalizada a LT 230 kV Jacaracanga/Cotegipe (04L3). Área Sul Cotegipe 03h50 Cotegipe Normalizada a LT 230 kV Cotegipe/Consumidor Usiba C1 Área Sul (04L1). 03h50 Cotegipe Normalizada a LT 230 kV Cotegipe/Consumidor Rio Doce Área Sul Manganês C1 (04L2). 03h53 Camaçari II Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/UTE Camaçari C1 (04V1). Área Sul Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Pólo C1 (04C1), Área Sul 03h54 Camaçari II/Pólo energizando obarramento 230 kV da SE Pólo. 03h55 Santo Antônio de Normalizado o transformador 230 /69 kV 100 MVA TR2 (04T2) Área Sul Jesus 03h56 Camaçari II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR5 (04T5). Área Sul 03h56 Jacaracanga Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2). Área Sul 04h01 Catu Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Catu C1 (04M1). Área Sul 04h01 Catu Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3), Área Sul energizando o barramento 69 kV 02BP. 04h01 Catu Normalizados os transformadores 230/69/13,8 kV TR1 (04T1) e Área Sul TR2 (04T2), energizando o barramento 13,8 kV 01BP. 04h01 Catu Normalizada a LT 230 kV Itabaianinha/Catu C1 (04L1). Área Sul 04h01 Catu Normalizada a LT 230 kV Cícero Dantas/Catu C1 (04L2). Área Sul 04h01 Catu Normalizada a LT 230 kV Cícero Dantas/Catu C2 (04L3). Área Sul 04h01 Catu Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Catu C2 (04M2). Área Sul 04h01 Catu Normalizada a LT 230 kV Catu/Governador Mangabeira C1 Área Sul (04M3). 04h01 Catu Normalizada a LT 230 kV Catu/Consumidor Ferbasa C1 (04M4). Área Sul 04h02 Jacaracanga Normalizada a LT 230 kV Jacaracanga/UTE Celso Furtado C1 Área Sul (04M1). 04h02 Ibicoara Normalizado o transformador 230/138 kV TR4 (04T4). Área Sul 04h04 Camaçari II/Pólo Desligamento automático da LT 230 kV C1 (04C1), desligando o Área Sul RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 63 de 121
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    barramento 230 kVda SE Pólo. 04h04 Funil Normalizado o transformador 230/13,5 kV TR8 (04T8). Área Sul 04h04 Funil Energizado o compensador estático -100/ +200 Mvar CE1 Área Sul (01Q1). 04h06 Camaçari II/Pólo Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Pólo C2 (04C2), Área Sul energizando novamente o barramento 230 kV da SE Pólo. 04h14 Pólo Normalizada a LT 230 kV Pólo/Consumidor Ford C2 (04P2). Área Sul 04h07 Jardim Normalizado o transformador 230/69 kV TR4 (04T4). Área Sul 04h09 Tomba Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Tomba C1 (04S1). Área Sul 04h16 Funil Energizada em vazio a LT 230 kV Funil/Itagibá C1 (04F4). Área Sul 04h18 Camaçari II/Pólo Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Pólo C1 (04C1). Área Sul 04h18 Pólo Normalizada a LT 230 kV Pólo/Consumidor Ford C1 (04P1). Área Sul 04h19 Tentativa de fechamento do disjuntor 230 kV 14M9, sem Área Sul Camaçari II sucesso 04h26 UHE Luiz Área Sul Normalizada a LT 500 kV UHE Luiz Gonzaga/Olindina C1 (05S4) Gonzaga/Olindina 04h30 Olindina/Camaçari II Normalizada a LT 500 kV Olindina/Camaçari II C2 (05L5). Área Sul Normalizada a LT 230 kV Funil/Itagibá C1 (04F4), energizando o Área Sul 04h30 Itagibá barramento 230 kV da SE Itagibá. Normalizada a LT 230 kV Itagibá/Brumado II C1 (04Z1), Área Sul 04h30 Itagibá/Brumado II energizando o barramento 230 kV da SE Brumado II. UHE Pedra do Normalizada a LT 230 kV Governador Mangabeira/UHE Pedra Área Sul 04h33 Cavalo do Cavalo C1 (04S4). 04h36 Brumado II Normalizado o transformador 230/69 kV TR2 (04T2) Área Sul 04h40 Brumado II Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1) Área Sul 04h47 Camaçari II/Pólo Desligamento automático da LT 230 kV Camaçari II/Pólo C1 Área Sul (04C1). 04h47 Pólo Normalizada a LT 230 kV Pólo/UTE Camaçari Muricy C1 (04P4). Área Sul 04h51 Pólo Normalizada a LT 230 kV Pólo/UTE Camaçari Pólo de Apoio C1 Área Sul (04P3). 05h00 Camaçari II/Pólo Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Pólo C1 (04C1) Área Sul 07h30 Jacaracanga Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3). Área Sul 10h43 Energizada em vazio a LT 230 kV Camaçari II/Cotegipe C1 Área Sul Camaçari II (04M5). 10h50 Camaçari II/Pituaçu Normalizada LT 230 kV Camaçari II/Pituaçu C2 (04M9). Área Sul 11h18 Cotegipe Normalizada a LT 230 kV Camaçari II/Cotegipe C1 (04M5). Área Sul RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 64 de 121
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    RECOMPOSIÇÃO DA ÁREALESTE Hora Instalação Evento Região/Área (h) Normalizada a LT 500 kV UHE Luiz Gonzaga / Angelim II C1 Área Leste 02h14 Angelim II (05L5), energizando o barramento 500 kV 05B1 da SE Angelim II. 02h15 Angelim II Energizado o reator 500 kV 05E1 Área Leste Normalizada a LT 500 kV Angelim II / Recife II C1 (05L8), Área Leste 02h16 Angelim II / Recife II energizando o barramento 500 kV 05B1 da SE Recife II Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1), Área Leste 02h17 Recife II energizando o barramento 230 kV (04B1). Normalizada a LT 230 kV Recife II / Mirueira C2 (04C5), Área Leste 02h18 Recife II / Mirueira energizando o barramento 230 kV 04BP da SE Mirueira. 02h18 Recife II Energizada em vazio a LT 230 kV Recife II/ Goianinha (04C9). Área Leste Normalizada a LT 230 kV Recife II / Joairam C1 (04V1), Área Leste 02h19 Recife II / Joairam energizando o barramento 230 kV 04B1 da SE Joairam. 02h19 Mirueira Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) Área Leste Normalizada a LT 230 kV Joairam / Bongi C2 (04V5), energizando o Área Leste 02h19 Joairam / Bongi barramento 230 kV 04BP da SE Bongi 02h20 Joairam Normalizado o transformador 230/69 kV 150 MVA TR1 (04T1) Área Leste Normalizado os transformadores 230/13,8 kV TR6 (04T6) e TR7 Área Leste 02h20 Bongi (04T7), energizado o barramento 13.8 kV da SE Bongi. 02h21 Mussuré II Normalizada a LT 230 kV Mussuré II / Goianinha C1 (04F1) Área Leste 02h21 Mussuré II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) Área Leste 02h22 Bongi Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) Área Leste 02h23 Bongi Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2) Área Leste Normalizada a LT 230 kV Recife II / Ribeirão C1 (04M1) e o Área Leste 02h24 Recife II / Ribeirão barramento 230 kV 04BP da SE Ribeirão 02h24 Ribeirão Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3) Área Leste Nomalizada a LT 230 kV Recife II / Pirapama II C1 (04C1) e Área Leste 02h29 Recife II / Pirapama II barramento 230 kV 04BP Nomalizada a LT 230 kV Recife II / Pau Ferro C2 (04F7) e Área Leste 02h29 Recife II / Pau Ferro barramento 230 kV 04BP Fechado o disjuntor 230 kV 14D1, interligando os barramentos 230 Área Leste 02h29 Recife II kV 02h30 Pirapama II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) Área Leste 02h34 Ribeirão Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA (04T2) Área Leste RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 65 de 121
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    02h36 Recife II Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR4 Área Leste (05T4) Recife II. 02h38 Mussuré II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3). Área Leste 02h39 Ribeirão Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4). Área Leste 03h03 Recife II/Joairam Normalizada a LT 230 kV Recife II/Joairam C2 (04V2). Área Leste 03h04 Joairam / Bongi Normalizada a LT 230 kV Joairam / Bongi C1 (04V4). Área Leste 03h05 Paulo Afonso Energizada em vazio a LT 230 kV Paulo Afonso/Angelim C1 Área Leste (04L1). 03h07 Paulo Afonso/Angelim Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/Angelim C2 (04L2), Área Leste normalizando o barramento 230 kV (04B1) da SE Angelim. 03h07 Bongi Normalizado o Transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3). Área Leste 03h08 Recife II Energizado o Banco de Capacitores 230 kV 50 Mvar BC1 Área Leste (04H1). 03h08 Recife II Energizado o Banco de Capacitores 230 kV 50 Mvar BC2 Área Leste (04H2). 03h09 Angelim Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3). Área Leste 03h11 Messias Normalizada a LT 500 kV UHE Xingó/Messias C1 (05V4), Área Leste energizando o barramento 500 kV (05B1). 03h12 Messias Normalizado o autotransformador 500/230 kV da SE Messias Área Leste TR3 (05T3), energizando o barramento 230 kV (04B1) 03h12 Messias/Maceió Normalizada a LT 230 kV Messias/Maceió C1 (04S6). Área Leste 03h13 Messias/Rio Largo II Normalizada a LT 230 kV Messias/Rio Largo II C1 (04S3), Área Leste energizando o barramento 230 kV da SE Rio Largo II. 03h13 Messias Energizada em vazio a LT 230 kV Messias/Angelim C1 (04M7) Área Leste 03h14 Rio Largo II/Penedo Normalizada a LT 230 kV Rio Largo II /Penedo C1 (04S9), Área Leste energizando o barramento 04BP da SE Penedo. 03h14 Penedo Normalizado o Transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1). Área Leste 03h15 Rio Largo II Normalizado o Transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1). Área Leste 03h17 Messias Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR2 Área Leste (05T2). 03h17 Bongi Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4). Área Leste 03h19 Rio Largo II Normalizada a LT 230 kV Rio Largo II/Braskem Alagoas C1 Área Leste (04S2). 03h21 Angelim / Tacaimbó Normalizada a LT 230 kVAngelim/Tacaimbó C1 (04M4). Área Leste 03h22 Tacaimbó Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1). Área Leste 03h23 Angelim / Ribeirão Normalizada a LT 230 kV Angelim/Ribeirão C1 (04S1). Área Leste RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 66 de 121
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    03h23 Penedo Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2). Área Leste 03h23 Maceió Normalizado o transformador 230/69 kV TR1 (04T1). Área Leste 03h25 Joairam Normalizado o transformador 230/69 kV 150 MVA TR2 (04T2). Área Leste 03h27 Penedo Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3). Área Leste 03h32 Angelim Normalizada a LT 230 kV Angelim/Messias C1 (04M7). Área Leste 03h33 Mirueira Desligamento automático do transformador 230/69 kV 100 MVA Área Leste TR1 (04T1) da SE Mirueira. 03h38 Messias Energizada em vazio a LT 230 kV Messias / Angelim C2 (04M8) Área Leste 03h38 Messias Energizada em vazio a LT 500 kV Messias/Recife II C1 (05L7) Área Leste 03h38 Mirueira Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR1 (04T1) Área Leste 03h39 Messias / Rio Largo II Normalizada a LT 230 kV Messias/Rio Largo II C2 (04S4) Área Leste 03h39 Rio Largo II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3) Área Leste 03h39 Messias Energizada em vazio a LT 230 kV Messias/Angelim C2 (04S7). Área Leste 03h40 Recife II Normalizada a LT 500 kV Messias/Recife II C1 (05L7) Área Leste 03h40 Mirueira Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2) Área Leste 03h40 Messias Energizada em vazio a LT 230 kV Messias/Angelim C3 (04M9). Área Leste 03h44 Maceió Normalizado o transformador 230/69 kV (04T2) Área Leste 03h44 Angelim II Energizado em vazio o autotransformador 500/230 KV (05T1) Área Leste 03h45 Recife II/Angelim Normalizada a LT 230 KV Recife II/Angelim C1 (04M2) Área Leste 03h46 Angelim Normalizado o autotransformador 500/230 KV 600 MVA TR1 Área Leste (05T1) 03h47 Recife II/Pau Ferro Normalizada a LT 230 KV Recife II/Pau Ferro C1 (04F6) Área Leste 03h48 Maceió Normalizada a LT 230 KV Messias/Maceió (04S7) Área Leste 03h50 Angelim Normalizada a LT 230 KV Paulo Afonso /Angelim C1 (04L1) Área Leste 03h50 Recife II Normalizado o autotransformador 500/230 KV 600 MVA TR3 Área Leste (05T3) 03h50 Recife II Energizada em vazio a LT 230 KV Recife II/Mirueira C1 (04C4) Área Leste 03h51 Recife II/Pirapama II Normalizada a LT 230 KV Recife II / Pirapama II C2 (04C2). Área Leste 03h51 Angelim / Campina Normalizada a LT 230 KV Angelim/ Campina Grande II C1 Área Leste Grande II (04C5), energizando o barramento 230 kV (04BP) 03h51 Recife II Energizada em vazio a LT 230 KV Recife II/ Angelim C2 (04M3) Área Leste 03h51 Recife II Aberto o disjuntor 230 kV 14D1. Área Leste 03h52 Pirapama II Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR2 (04T2) Área Leste RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 67 de 121
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    03h53 Campina Grande II Energizado o transformador 230/138 KV 50 MVA TR1 (04T1) Área Leste 03h53 Maceió Normalizado o transformador 230/69 KV 04T3 da SE Maceió Área Leste 03h54 Recife II Energizada a LT 230 KV Recife II/Goianinha C1 (04C8) Área Leste 03h54 Campina Grande II Energizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR3 (04T3) Área Leste 03h54 Pirapama II Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR3 (04T3) Área Leste 03h56 Campina Grande II Energizada em vazio a LT 230 KV Campina Grande II/ Paraíso Área Leste C2 (04V2) 03h58 Recife II / Mirueira Normalizada a LT 230 KV Recife II/ Mirueira C3 (04C6) Área Leste 03h58 Pirapama II Normalizado o transformador 230 /69 kV 100 MVA TR4 (04T4) Área Leste 03h58 Angelim Normalizada a LT 230 KV Recife II / Angelim C2 (04M3) Área Leste 04h00 Pirapama II Normalizada a LT 230 kV Pirapama II/ Termopernambuco C2 Área Leste (04S3). 04h00 Mirueira Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR3 (04T3). Área Leste 04h01 Pirapama II Normalizada a LT 230 kV Pirapama II/Petroflex C1 (04S1). Área Leste 04h02 Tacaimbó/ Normalizada a LT 230 kV Tacaimbó/Campina Grande II C1 Área Leste (04C1). Campina Grande II 04h02 Maceió Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4). Área Leste 04h05 Mirueira Energizada em vazio a LT 230 KV Mirueira/Pau Ferro C1 (04F3) Área Leste 04h06 Goianinha Energizada em vazio a LT 230 kV Campina Grande/Goianinha Área Leste C1 (04L3). 04h06 Pau Ferro Energizada em vazio a LT 230 kV Pau Ferro / Campina Grande Área Leste II C1 (04C4). 04h07 Campina Grande II/ Normalizada a LT 230 KV Campina Grande II/Paraíso C1 Área Leste Paraíso (04V1), energizando o barramento 230 kV 04B1 da SE Paraíso. 04h07 Normalizada a LT 230 KV Paraíso/Natal II C1 (04N2), Área Leste Paraíso/Natal II energizando o barramento 230 KV (04BP) da SE Natal II. 04h07 Goianinha/Mirueira Normalizada a LT 230 kV Goianinha/Mirueira C1 (04C7) Área Leste 04h08 Natal II Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR1 (04T1). Área Leste 04h08 Goianinha Normalizado o transformador 230/69/13,8 KV TR2 (04T2). Área Leste 04h09 Campina Grande II/ Normalizada a LT 230 KV Campina Grande II/Paraíso C2 Área Leste Paraíso (04V2). 04h09 Mussuré II Normalizada a LT 230 KV Goianinha/Mussuré C2 (04F2). Área Leste 04h09 Paraíso Energizada em vazio a LT 230 KV Paraíso/Natal II C2 (04N1). Área Leste 04h09 Pau Ferro Normalizada a LT 230 KV Pau Ferro/Coteminas C1 (04F8). Área Leste RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 68 de 121
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    04h10 Mirueira Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR4 (04T4). Área Leste 04h10 Pau Ferro Normalizado o transformador 230/69 KV TR1 (04T1). Área Leste 04h10 Mussuré II Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR4 (04T4). Área Leste 04h11 Goianinha Normalizado o transformador 230/69 KV TR3 (04T3). Área Leste Normalizada a LT 230 kV Campina Grande/Goianinha C1 Área Leste 04h12 Campina Grande II (04L3). 04h13 Angelim Normalizada a LT 230 kV Paulo Afonso/Angelim C3 (04L3). Área Leste Pau Área Leste 04h13 Normalizada a LT 230 kV Pau Ferro/Coteminas C1 (04F8). Ferro/Coteminas 04h14 Pau Ferro Normalizada a LT 230 KV Mirueira/Pau Ferro C1 (04F3). Área Leste 04h14 Normalizada a LT 230 KV Campina Grande II/Coteminas C1 Área Leste Campina Grande II (04C3). 04h14 Angelim Normalizada a LT 230 KV Paulo Afonso/Angelim C4 (04L4). Área Leste 04h15 Pau Ferro Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR2 (04T2). Área Leste 04h15 Campina Grande II Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR4 (04T4). Área Leste 04h16 Angelim / Tacaimbó Normalizada a LT 230 KV Angelim/Tacaimbó C2 (04M5) Área Leste 04h17 Mussuré II Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR2 (04T2) Área Leste Normalizadas as LTs 230 KV Messias/Angelim C2 (04M8) e C3 Área Leste 04h18 Angelim (04M9) 04h18 Normalizada a LT 230 KV Campina Grande II/Pau Ferro C1 Área Leste Campina Grande II (04C4). 04h19 Campina Grande II Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR5 (04T5). Área Leste 04h20 Tacaimbó/ Campina Normalizada a LT 230 KV Tacaimbó/Campina Grande II C2 Área Leste Grande II (04C2). 04h20 Mussuré II Normalizada a LT 230 KV Goianinha/Mussuré II C3 (04F3). Área Leste 04h22 Tacaimbó Normalizado o transformador 230/69 KV 100 MVA TR2 (04T2). Área Leste 04h22 Campina Grande II Normalizado o transformador 230/138 KV 50 MVA TR2 (04T2). Área Leste 04h22 Energizada em vazio a LT 230 kV Messias/Rio Largo II C3 Área Leste Messias (04S5) 04h25 Angelim / Tacaimbó Normalizada a LT 230 kV Angelim/Tacaimbó C3 (04M6). Área Leste 04h26 Tacaimbó Normalizado o transformador 230/69 kV TR3 (04T3) Área Leste Energizada em vazio a LT 230 kV Campina Grande II/Natal II C2 Área Leste 04h27 Campina Grande II (04V4). Normalizada a LT 230 kV Mossoró II / Açu II C1 (04L2), Área Leste 04h27 Mossoró II / Açu II normalizando o barramento 230 kV (04B1) e o transformador RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 69 de 121
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    230/69 kV 39MVA (04T5) da SE Açu II 04h28 Açu II Normalizado o transformador 230/69 kV 39 MVA TR4 (04T4) Área Leste 04h30 Açu II Normalizado o transformador 230/69 kV 50 MVA TR6 (04T6). Área Leste 04h30 Natal II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR2 (04T2) Área Leste Energizada em vazio a LT 500 kV Paulo Afonso IV/Angelim II C1 Área Leste 04h32 Paulo Afonso IV (05L6). 04h33 Natal II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3). Área Leste 04h33 Angelim II Normalizada a LT 500 kV Paulo Afonso IV/Angelim II C1 (05L6). Área Leste 04h34 Açu II Normalizado o transformador 230/138 kV 100 MVA TR2 (04T2) Área Leste 04h35 Pau Ferro Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR3 (04T3) Área Leste 04h36 Natal II Normalizada a LT 230 kV Paraíso/Natal II C2 (04N1). Área Leste 04h36 Campina Grande II Sincronizado o compensador síncrono CS1 (01K1). Área Leste 04h38 Natal II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR4 (04T4). Área Leste Normalizados os compensadores estáticos 0/+200 Mvar CE1 Área Leste 04h39 Campina Grande II (09Q1) e CE2 (09Q2) 04h40 Natal II Normalizada a LT 230 kV Campina Grande II/Natal II C2 (04V4). Área Leste 04h40 Açu II Normalizado o transformador 230/138 kV TR3 (04T3) Área Leste 04h40 UTE Normalizada a LT 230 kV Pirapama II/UTE Termopernambuco Área Leste Termopernambuco C2 (04S3), energizando o barramento 230 kV. Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR2 Área Leste 04h41 Recife II (04T2) 04h42 Recife II/Joairam Normalizada a LT 230 kV Recife II/Joairam C3 (04V3) Área Leste 04h43 Joairam/Bongi Normalizada a LT 230 kV Joairam/Bongi C3 (04V6) Área Leste 04h44 Angelim II/Recife II Normalizada a LT 500 kV Angelim II/Recife II C2 (05L9) Área Leste 04h45 Angelim Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR5 (04T5) Área Leste 04h45 Natal II Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR8 (04T8) Área Leste 04h49 Campina Grande II/ Área Leste Normalizada a LT 230 kV Campina Grande II/Natal II C1 (04V3) Natal II UHE Xingó/Angelim Área Leste 04h49 Normalizada a LT 500 kV UHE Xingó/Angelim II C1 (05V1) II 04h50 Angelim Normalizado o transformador 230/69 kV 100 MVA TR6 (04T6) Área Leste Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR2 Área Leste 04h52 Angelim II /Angelim (05T2) 05h01 Açu II Energizada em vazio a LT 230 kV Açu II/Paraíso (04L4). Área Leste RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 70 de 121
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    05h05 Açu II/ Paraíso Normalizada a LT 230 kV Açu II/Paraíso C2 (04L4). Área Leste 05h11 Açu II/Paraíso Normalizada a LT 230 kV Açu II/Paraíso C1 (04L3). Área Leste 05h12 Mirueira Normalizada a LT 230 kV Recife II / Mirueira C1 (04C4) Área Leste 05h19 Bongi Normalizada a LT 230 kV Bongi/Açonorte C1 (04C1). Área Leste 05h33 Pirapama II Normalizada a LT 230 kV Pirapama II/UTE Termopernambuco Área Leste C1 (04S2). 05h40 UTE Normalizada a LT 230 kV UTE Termopernambuco/ Consumidor Área Leste Termopernambuco Grupo M & G C1 (04P1). 05h46 Mussuré II Normalizada a LT 230 kV Mussuré II / Epasa C1 (04P1) Área Leste 05h54 Açu II Energizada em vazio as LTs 230 kV Açu II/Jesus Soares Pereira Área Leste (04S1 e 04S2). 05h57 Pau Ferro Normalizada a LT 230 kV Pau Ferro/Epasa C1 (04P1) Área Leste 06h56 UTE Normalizada a LT 230 kV Pirapama II/UTE Termopernambuco Área Leste Termopernambuco C1 (04S2). 08h03 Rio Largo II Normalizada a LT 230 kV Messias / Rio Largo II C3 (04S5) Área Leste RECOMPOSIÇÃO DAS INTERLIGAÇÕES DA REGIÃO NORDESTE Hora Instalação Evento Região/Área (h) 00h34 Luiz Gonzaga Normalizada a LT 500 kV Sobradinho/Usina de Luiz Gonzaga Interligação (05C4) através do disjuntor 500 kV 15D1 da Usina de Luiz Norte/Nordeste Gonzaga, energizando o barramento 500 kV B2 (05B2). Obs. Após a ocorrência a LT 500 kV Sobradinho/Usina de Luiz Gonzaga (05C4) permaneceu energizada em vazio pelo terminal da SE Sobradinho. 00h36 Luiz Gonzaga Energizado o barramento 500 kV B1 (05B1) da Usina de Luiz Interligação Gonzaga através do disjuntor 500 kV 15C4. Norte/Nordeste 00h39 Luiz Gonzaga Energizada em vazio a LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga / Interligação Paulo Afonso IV (05C1), através do disjuntor 500 kV 15C1 da Norte/Nordeste Usina de Luiz Gonzaga. 00h43 Luiz Gonzaga Energizado o transformador elevador 16/500 kV TR1 (01T1) Interligação através do barramento 500 kV B2 (05B2) alimentando os Norte/Nordeste serviços auxiliares da UHE Luiz Gonzaga. 00h59 Teresina II Energizada em vazio a LT 500 kV Teresina II/Sobral III C2 Interligação (05V9). Norte/Nordeste 00h59 Sobral III Normalizada a LT 500 kV Teresina II/Sobral III C2 (05V9), Interligação energizando o barramento 500 kV B1 (05B1) Norte/Nordeste RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 71 de 121
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    01h02 Sobral III Energizada em vazio a LT 500 kV Sobral III/Fortaleza II C1 Interligação (05V7), através do disjuntor 15D1 da SE Sobral III Norte/Nordeste 01h04 Fortaleza II Conectado o reator 500 kV (05E4) da SE Fortaleza II ao Interligação barramento 500 kV B2 (05B2). Norte/Nordeste 01h04 Luiz Gonzaga Sincronizada a unidade geradora UG1 (01G1) Interligação Norte/Nordeste 01h05 Fortaleza II Normalizada LT 500 kV Sobral III/Fortaleza II-C1 (05V7), Interligação energizando o barramento 500 kV B2 e o reator 500 kV 05E4. Norte/Nordeste 01h06 Fortaleza II Energizando o barramento 500 kV B1 (05B1) através do Interligação disjuntor 15D4. Norte/Nordeste 01h07 Fortaleza II Normalizado o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1) Interligação Norte/Nordeste 01h15 Teresina II Energizada em vazio a LT 500 kV Teresina II/Sobral III C1 Interligação (05V8). Norte/Nordeste 01h18 Sobral III Normalizada a LT 500 kV Teresina II/Sobral III C1 (05V8), Interligação energizando o barramento 500 kV B1 (05B1) Norte/Nordeste 01h19 Sobral III Energizada em vazio a LT 500 kV Sobral III/Fortaleza II C2 Interligação (05V6) através do disjuntor 15D2 da SE Sobral III Norte/Nordeste 01h19 Sobral III Energizado o barramento 500 kV B2 (05B2) através do disjuntor Interligação 15V6. Norte/Nordeste 01h21 Fortaleza II Normalizada a LT 500 kV Sobral III/Fortaleza II C2 (05V6). Interligação Norte/Nordeste 01h26 Usina Luiz Gonzaga Energizado o transformador elevador 16/500 kV TR2 (01T2) Interligação através do barramento 500 kV B1 (05B1) Norte/Nordeste 01h28 Rio das Éguas Normalizada a LT 500 kV Serra da Mesa II/Rio das Éguas C1 e Interligação energizados os barramentos B1 (05B1) e B2 (05B2). Sudeste/Nordeste 01h28 Rio das Éguas Energizada a LT 500 kV Rio das Éguas/Bom Jesus da Lapa II Interligação C1 (05L1) Sudeste/Nordeste 01h28 UHE Luiz Gonzaga Sincronizada a unidade geradora UG2. Interligação Norte/Nordeste 01h30 UHE Luiz Gonzaga Sincronizada a unidade geradora UG4. Interligação Norte/Nordeste 01h33 Fortaleza II Energizado em vazio o autotransformador 500/230 kV 600 MVA Interligação TR2 (05T2). Norte/Nordeste 01h36 Fortaleza II Normalizado o autotransformador 500/230 kV 600 MVA TR2 Interligação (05T2). Norte/Nordeste 01h37 Sobral III Energizado em vazio o transformador 500/230 kV 300 MVA TR1 Interligação (05T1) Norte/Nordeste 01h39 Bom Jesus da Lapa II Normalizada a LT 500 kV Rio das Éguas/Bom Jesus da Lapa II Interligação C1 (05L1) através do disjuntor 15L1. Sudeste/Nordeste RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 72 de 121
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    01h41 Bom Jesus da Lapa II Normalizado o compensador estático CE1 (09Q1) da SE Bom Interligação Jesus da Lapa II Sudeste/Nordeste Energizado o transformador 16/500 kV (01T3) através do Interligação 01h43 Usina Luiz Gonzaga barramento 500 kV B2 (05B2) Norte/Nordeste 01h45 UHE Luiz Gonzaga Sincronizada a unidade geradora UG6. Interligação Norte/Nordeste 01h46 Sobral III Normalizado o transformador 500/230 kV 300 MVA TR1 (05T1), Interligação com o fechamento do disjuntor 14T1. Norte/Nordeste Normalizado o transformador 500/230 kV 300 MVA TR2 (05T2) Interligação 01h52 Bom Jesus da Lapa II através do disjuntor 500 kV 15T2 e 230kV 14T2. Sudeste/Nordeste Usina de Luiz Interligação 01h53 Sincronizada a unidade geradora UG3. Gonzaga Norte/Nordeste Interligação 01h54 Ibicoara Conectado o reator 500 kV 05E3 na barra. Sudeste/Nordeste Normalizada a LT 500 kV Bom Jesus da Lapa II / Ibicoara (05L4), Interligação através do disjuntor 500 kV (15D3), energizando o reator 500 kV Sudeste/Nordeste 01h56 Bom Jesus da Lapa II 05E3 da SE Ibicoara e energizando o barramento B1 (05B1) de Ibicoara Fechado o disjuntor 500 kV 15L4, completando bay 500 kV da LT Interligação 01h57 Bom Jesus da Lapa II 500 kV Bom Jesus da Lapa II / Ibicoara C1 (05L4). Sudeste/Nordeste Energizada em vazio a LT 500 kV Ibicoara / Sapeaçu C1 (05L3), Interligação 01h58 Ibicoara através do disjuntor 500 kV 15D1. Sudeste/Nordeste Energizado o barramento 500 kV 05B2, através do disjuntor 500 kV Interligação 01h58 Ibicoara (15L3). Sudeste/Nordeste Energizado em vazio o autotransformador 500/230 kV TR1 (05T1), Interligação 02h03 Bom Jesus da Lapa II através do disjuntor 500 kV 15D1 e 15T1 Sudeste/Nordeste Interligação 02h04 Bom Jesus da Lapa II Normalizado o autotransformador 500/230 kV TR1 (04T1) Sudeste/Nordeste Normalizada a LT 500 kV Ibicoara / Sapeaçu C1 (05L3) através do Interligação 02h10 Sapeaçu disjuntor 500 kV 15L3, energizando o barramento 500 kV 05B1 Sudeste/Nordeste Energizado em vazio o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 Interligação 02h10 Sapeaçu (05T1) através do disjuntor 500 kV 15L3 Norte/Nordeste Energizado em vazio o transformador 500/230 kV 600 MVA TR3 Interligação 02h19 Fortaleza II (05T3) através dos disjuntores 500 kV (15D3 e 15T3) Norte/Nordeste Energizada em vazio a LT 500 kV Us. Luiz Gonzaga / Milagres C1 Interligação 02h26 Usina Luiz Gonzaga (05V1) através do disjuntor 500 kV 15V1 Norte/Nordeste Normalizado bay da LT 500 kV Us. Luiz Gonzaga / Milagres (05V1) Interligação 02h26 Usina Luiz Gonzaga através do disjuntor 500 kV 15D6 Norte/Nordeste Energizada em vazio a LT 500 kV Fortaleza II / Quixadá C1 (05V5) Interligação 02h29 Fortaleza II através do disjuntor 500 kV 15V5 Norte/Nordeste RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 73 de 121
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    Fechado o disjuntor500 kV 15D1, complementando bay da LT 500 Interligação 02h29 Fortaleza II kV Fortaleza II / Quixadá (05V5) Norte/Nordeste 02h30 Luiz Gonzaga Sincronizada a unidade geradora 01G5 da Usina de Luiz Interligação Gonzaga. Norte/Nordeste 02h31 Milagres Normalizada a LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga/ Milagres C1 Interligação (05V1). Norte/Nordeste 02h31 Milagres Energizada em vazio a LT 500 kV Milagres / Quixadá C1 (05V3) Interligação através do disjuntor 500 kV 15D2 Norte/Nordeste 02h35 Usina de Luiz Desligamento automático da LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga/ Interligação Gonzaga/Usina de Usina de Sobradinho C2 (05C4). Norte/Nordeste Sobradinho 02h36 Usina de Luiz Desarme das unidades geradoras UG5 e UG6 da Usina de Luiz Interligação Gonzaga Gonzaga (01G5 e 01G6) e do transformador 16/500 kV (01T3) Norte/Nordeste 02h36 Usina de Luiz Desarme das unidades geradoras UG3 da Usina de Luiz Interligação Gonzaga Gonzaga (01G3). Norte/Nordeste 02h37 Usina de Luiz Desarme das unidades geradoras UG4 da Usina de Luiz Interligação Gonzaga Gonzaga (01G4). Norte/Nordeste 02h39 Usina de Luiz Desligamento automático da LT 500 kV Usina de Luiz Gonzaga / Área Sul Gonzaga / Olindina Olindina C1 (05S4). 02h40 Milagres Desligamento automático da LT 500 kV Milagres / Quixadá C1 Interligação (05V3) Norte/Nordeste 03h07 UHE Sobradinho Energizada em vazio a LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C2 Interligação (05C4) Norte/Nordeste 03h11 UHE Luiz Gonzaga Normalizada a LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C2 (05C4). Interligação Norte/Nordeste 03h16 Milagres Energizada em vazio a LT 500 kV Milagres / Quixadá C1 (05V3) Interligação através do disjuntor 500 kV 15D2 Norte/Nordeste 03h17 Quixadá Normalizada a LT 500 kV Quixadá/Fortaleza II (05V5), através Interligação do disjuntor 500 kV 15D1 da SE Quixadá, fechando o anel 500 Norte/Nordeste kV Milagres/Quixadá/Fortaleza II. 03h19 Fortaleza II Energizado o reator 500 kV 180 Mvar RT4 (05E4). Interligação Norte/Nordeste Energizado o transformador 16/500 kV (01T3) através do Interligação 03h37 Usina Luiz Gonzaga barramento 500 kV B2 (05B2) Norte/Nordeste Energizado o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1) Interligação 03h39 Milagres através do disjuntor 15D1 Norte/Nordeste 03h43 Usina de Luiz Sincronizada a unidade geradora UG6 (01G6) da Usina de Luiz Interligação Gonzaga. Gonzaga. Norte/Nordeste Interligação 03h47 Milagres Normalizado o transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1) Norte/Nordeste RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 74 de 121
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    03h50 Usina de Luiz Sincronizada a unidade geradora UG4 da Usina de Luiz Interligação Gonzaga Gonzaga. Norte/Nordeste 03h51 Usina de Luiz Sincronizada a unidade geradora UG3 (01G3) Interligação Gonzaga Norte/Nordeste 03h59 Ibicoara Energizado em vazio o autotransformador 500/230 kV 300 MVA Interligação TR1 (05T1) através do disjuntor 15D2 Sudeste/Nordeste 04h01 Ibicoara Normalizado o autotransformador 500/230 kV 300 MVA TR1 Interligação (05T1). Sudeste/Nordeste 04h26 UHE Luiz Gonzaga Normalizada a LT 500 kV UHE Luiz Gonzaga/Olindina C1 Área Sul /Olindina (05S4) Energizado em vazio o transformador 500/230 kV 600 MVA TR2 Interligação 05h02 Sapeaçu (05T2) através do disjuntor 500 kV 15D1 Norte/Nordeste 06h20 Sapeaçu Normalizado transformador 500/230 kV 600 MVA TR1 (05T1). Interligação Norte/Nordeste 06h27 Sapeaçu Normalizado transformador 500/230 kV 600 MVA TR2 (05T2). Interligação Norte/Nordeste 06h28 Sapeaçu Energizada em vazio a LT 500 kV Sapeaçu / Camaçari C1 Interligação (05L7) através dos disjuntores 500 kV 15D2 e 15L7 Norte/Nordeste RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 75 de 121
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    10.4 Diagramas e Figuras 10.4.1 Diagrama da SE Luiz Gonzaga z RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/ /02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Norde ão Nordeste. Pág 76 de 121
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    10.4.2 Diagrama da SE Paulo Afonso IV o RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/ /2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordes ste. Pág 77 de 121
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    10.4.3 Diagrama da SE Paulo Afonso III o RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/ /2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordes ste. Pág 78 de 121
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    10.4.4 – Tensãona área Norte da região Nor rdeste RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2 2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordes ste. Pág 79 de 121
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    ANEXO 1 AORELATÓRIO Registro das Considerações da Chesf e os correspondentes Comentários do ONS Relatório de Análise de Perturbação – RAP ONS RE 3/0032/2011 – Ocorrência do dia 04.02.2011, envolvendo o Sistema Interligado Nacional (SIN) – Região Nordeste Referente ao Relatório de Análise de Perturbação – RAP ONS RE 3/0032/2011, relacionado à ocorrência verificada no dia 04.02.2011, envolvendo o Sistema Interligado Nacional (SIN) – Região Nordeste, temos a considerar: A. O processo de elaboração do RAP ONS RE 3/0032/2011 teve o seguinte encaminhamento: Reunião ONS com Agentes, MME e ANEEL Realizada no dia 07.02.2011, no Rio de Janeiro. Encaminhamento do RAP ONS, Versão 1 Recebido pela Chesf no dia 11.02.2011, às 16h31min, através de E-mail do ONS. Encaminhada a análise e os comentários Chesf para o ONS, através de E-mail no dia 14.02.2011, às 20h51min. Reunião ONS com Chesf, MME e ANEEL Realizada no dia 17.02.2011, no Rio de Janeiro. Nesta ocasião o ONS apresentou uma nova versão (Versão 2) do RAP ONS, sem prévia distribuição, tendo sido discutida e acordado o encaminhamento de uma outra versão (Versão 3) até o dia 21.02.2011, ainda para comentários. Encaminhamento do RAP ONS, Versão Final (Versão 3) Recebido pela Chesf no dia 22.02.2011, às 18h35min, através de E-mail do ONS. Diferente do acordado na reunião de 17.02.2011, o ONS caracterizou esta versão como final, cabendo a Chesf solicitar a inclusão de possíveis divergências como anexo ao RAP ONS. A Chesf encaminhou documento com suas divergências em relação ao RAP ONS, através de E-mail no dia 25.02.2011, às 15h38min. Encaminhamento do RAP ONS, Nova Versão (Versão 4) Recebido pela Chesf no dia 14.03.2011, às 17h28min, através de E-mail do ONS, nova versão para comentários de todos os agentes, diferente do encaminhamento anterior do ONS, que caracterizava a última versão (Versão 3) como definitiva (Versão Final). O prazo estabelecido para comentários foi de apenas dois dias. Ressalta-se que o ONS considerou esta minuta como sendo a versão original (Página 3 do RAP ONS), não levando em conta as três versões anteriores. Entretanto, esta versão do RAP ONS contempla um item que o caracteriza como versão final (item 7.4 – Divergências Apresentadas pela Chesf). Observa-se ainda que apesar do item 7.4 referir-se ao anexo contendo as divergências apresentadas pela Chesf, já enviado anteriormente, bem como os respectivos comentários do ONS, o citado anexo não foi incluído nesta última versão do RAP ONS encaminhada para os agentes. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 80 de 121
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    Verifica-se também queo ONS nesta última versão incluiu a lista de presença da segunda reunião para análise da perturbação, realizada em 17.02.2011, com a participação do MME, ANEEL, ONS e Chesf, conforme proposto pela Chesf. Entretanto, este registro não foi mencionado na observação da página 3 do RAP ONS, constando apenas referência da reunião realizada em 07.02.2011. Faz-se necessária também a correção do índice do RAP ONS incluindo os itens 7.4 e 10. B. Conforme pode se constatar no item anterior, o processo de elaboração do RAP ONS RE 3/0032/2011 não atendeu ao que está estabelecido nos Procedimentos de Rede, Submódulo 22.3 - Análise de Perturbação, quanto ao seu encaminhamento, prazos e envolvimento dos agentes. Comentários do ONS sobre os itens A e B: Em primeiro lugar gostaríamos de ressaltar que os procedimentos para análise de perturbações estabelecem as atividades, responsabilidades e prazos a serem observados. Entretanto, como é sabido por todos, quanto maior o impacto e a abrangência da perturbação tão maiores são as exigências sobre o setor elétrico na busca de informações e respostas sobre as causas, responsabilidades e providências decorrentes da perturbação. Em função desta realidade, é forçosamente natural a redução de alguns prazos para atendimento a esta realidade, sem que se coloque em risco a qualidade da análise, identificação de causas e das recomendações pertinentes. Entretanto, no caso em questão, a bem da verdade, é importante dizer que logo após esta perturbação em 04.02.11, foram dadas todas as condições e tempo suficiente para a coleta e análise de dados, realização de estudos e reuniões e demais atividades requeridas para a elaboração do relatório de análise da perturbação Dentro deste contexto e considerando a grande envergadura da perturbação que envolveu praticamente toda a região Nordeste, com grandes repercussões políticas e sociais, foram desenvolvidas as seguintes ações para elaboração do relatório desta perturbação: 1. Dia 07.02.2011 – Reunião do ONS com o MME, ANEEL, Chesf e demais Agentes, no Rio de Janeiro, para análise da perturbação. 2. Dia 07.02.2011 – Relato pelo ONS e pela Chesf sobre a ocorrência em Reunião do CMSE, em Brasília. 3. Dia 11.02.2011 – Encaminhamento pelo ONS, por solicitação do CMSE, ao MME de uma versão preliminar da minuta do RAP. Como é de pleno conhecimento da Chesf, este relatório foi encaminhado também para conhecimento prévio da Chesf, em caráter excepcional, considerando o seu envolvimento diferenciado dos demais Agentes nesta ocorrência. 4. Dia 14.02.2011 – Encaminhamento pela Chesf ao ONS de comentários sobre esta minuta do RAP. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 81 de 121
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    5. Dia 17.02.2011– Reunião específica do ONS com o MME, ANEEL e Chesf, no Rio de Janeiro. Nesta ocasião o ONS apresentou uma versão atualizada da minuta do relatório, contemplando as novas informações disponibilizadas e os comentários da Chesf considerados pertinentes, a qual foi exaustivamente discutida por todos os participantes. 6. Dia 22.02.2011 – Encaminhamento pelo ONS ao MME e à Chesf de nova versão da minuta do RAP, para posterior envio do relatório aos demais agentes, conforme está afirmado na Carta ONS-0170/100/2011, de 22/02/2011, endereçada à Chesf: “Conforme estabelecido nos Procedimentos de Rede, precisamos enviar este relatório para apreciação e comentários de todos os Agentes envolvidos na perturbação, que devem ser anexados ao mesmo para posterior encaminhamento à ANEEL”. 7. Dia 25.02.2011 – Encaminhamento pela Chesf ao ONS de documento com suas divergências em relação à minuta anterior do RAP. 8. Dia 14.03.2011 – Encaminhamento ao MME, Chesf e demais Agentes da minuta final do RAP, para comentários de todos os Agentes. Conforme dito na Carta ONS-028/300/2011: “Em face da necessidade de encaminhamento do relatório final ao MME e à ANEEL, até o dia 17.03.2011, solicitamos, em caráter excepcional, que os comentários nos sejam encaminhados até o dia 16.03.2011.” 9. Dia 16.03.2011 – Encaminhamento pela Chesf ao ONS de documento atualizado com suas divergências em relação à minuta final do RAP. 10. Dia 21.03.2011 – Encaminhamento à ANEEL, MME, Chesf e demais Agentes da versão final do RAP, contemplando todos os comentários pertinentes recebidos, bem como incluindo em Anexo ao RAP, conforme previsto nos Procedimentos de Rede, o registro das considerações recebidas da Chesf e os correspondentes comentários do ONS com relação às divergências apresentadas pela Chesf, e as considerações da Coelba/Celpe/Cosern. C. É importante ressaltar que durante o processo de elaboração do RAP ONS em foco, constatou-se a existência de dificuldades, haja vista que o ONS sendo parte envolvida na ocorrência, não acatou análises de aspectos técnicos e recomendações, que vistos pela Chesf são relevantes, denotando a necessidade de uma coordenação por entidade neutra, nos casos de elaboração de relatório com esta abrangência e repercussão sistêmica. A coordenação do RAP pelo ONS, que tem envolvimento direto com a ocorrência, dificultou o registro de não conformidades, assim como de ensinamentos no sentido de evitar a reincidência da perturbação. Comentários do ONS sobre o item C: A atuação do Operador, dentro de princípios de neutralidade, isonomia e transparência, é um dos pilares do modelo institucional do Setor Elétrico Brasileiro e condição essencial e imprescindível para funcionamento harmônico deste Setor. Neste contexto, cabe ao ONS exercer plenamente as suas atribuições e ao Regulador fiscalizá-lo no cumprimento das suas funções dentro destes princípios. Este modelo atribui ao ONS, dentre outras, a responsabilidade pela análise de perturbações, atividade de caráter eminentemente técnico, RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 82 de 121
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    que deve serexecutada com isenção absoluta, característica que está na gênese deste Operador. Portanto, é inoportuna a afirmativa da Chesf de que o ONS é parte envolvida na ocorrência. A análise da perturbação é utilizada para a identificação de problemas com consequente implantação de ações corretivas visando evitar sua repetição. As contestações deste agente, neste caso, em nada contribuem para esclarecer a ocorrência, nem para eliminar os riscos identificados e nem para aumentar a segurança do sistema, motivo pelo qual a maioria não foi incluída no corpo do relatório do ONS. D. Divergências Chesf referente ao RAP ONS Visto que em todas as versões encaminhadas pelo ONS não foram considerados aspectos fundamentais para o entendimento dos fatos, das causas, de não conformidades verificadas e de recomendações para evitar sua reincidência, apesar de terem sido exaustivamente apontados, comentados e registrados pela Chesf em reuniões e documentos enviados, devem constar no RAP ONS as divergências expostas, ainda não acatadas pelo ONS. Tal prerrogativa está estabelecida nos Procedimentos de Rede – Submódulo 22.3 – Análise de Perturbação, itens 6.6.7 e 6.7.3, transcritos abaixo: “6.6.7 Conclusões: sumário dos fatos relevantes procedentes da análise da perturbação com menção à existência de documento anexo com as eventuais divergências de agentes de operação envolvidos. 6.7.3 Se um agente de operação envolvido discordar da versão consolidada, suas discordâncias devem ser registradas em documento anexo ao relatório, cuja existência deve ser informada como determinado no item 6.6.7 deste submódulo.” Estão apresentadas nos tópicos em seguida as considerações Chesf, que divergem do apresentado, ou foram omitidos, pelo ONS no RAP em análise, tomando como base a Versão 4 recebida pela Chesf no dia 14.03.2011, às 17h28min, através de E-mail de Darico Pedro para Mozart Bandeira. Tais considerações devem ser incluídas na íntegra para que não haja prejuízo no seu entendimento. 1. Recomposição da Linha de Transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga / Sobradinho para normalização do sistema (Assunto referido nos itens 3.3, 3.4, 3.5, 5.4.3, 5.5.4.1, 7.1.3, 7.2 e 9.2.6 do RAP ONS) 1.1. A decisão da Chesf ao disponibilizar a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho foi tomada a partir da identificação da atuação de proteção de falha do disjuntor 15C3 da subestação Luiz Gonzaga, o qual foi imediatamente isolado, mediante abertura das chaves seccionadoras associadas, conforme RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 83 de 121
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    procedimento padrão adotadopara estas situações. Portanto, a disponibilização da linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho, pela Chesf, foi correta visto que não existiam quaisquer indicações que caracterizassem impedimento da linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho. 1.2. O ONS questiona o fato de a Chesf não ter identificado a causa da atuação da proteção de falha de disjuntor, bem como qualquer anomalia no sistema de proteção. Não haveria como identificar, no tempo real, a existência de anomalia no sistema de proteção. O defeito existente no componente eletrônico da Proteção Secundária (Alternada) da cadeia de proteção GE MOD III, não era perceptível no nível operacional. Apenas uma equipe de manutenção poderia detectar a anormalidade nessa cadeia. No nível operacional, a sinalização existente (falha de disjuntor 15C3) exigia apenas o impedimento deste disjuntor, o que foi efetiva e corretamente realizado. O ONS tem conhecimento das práticas operacionais utilizadas no Sistema Interligado Nacional (SIN) e sabe que os diagnósticos operacionais se suportam nas informações disponibilizadas pelos sistemas de supervisão e controle existentes nas instalações. Nenhuma empresa do setor elétrico adota a prática de “confirmar” as informações provenientes dos sistemas de supervisão e controle através de intervenções executadas por equipes de manutenção, conforme contextualizado no item 7.2.2 do RAP ONS, excetuando-se as situações em que a própria operação em tempo real identifique restrições ou impedimentos através dos referidos sistemas de supervisão e controle. Comentários do ONS sobre os itens 1.1 e 1.2: A decisão da Chesf de liberar a LT 500 kV Luiz Gonzaga/Sobradinho 05C3 após atuação do relé de bloqueio, sem identificar as anomalias verificadas e sem tomar as ações corretivas necessárias, caracterizou uma transgressão dos procedimentos de segurança recomendados para esta situação. Essa decisão da Chesf de disponibilizar a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho foi tomada, conforme mencionado, a partir da identificação da sinalização de “atuação de proteção de falha do disjuntor 15C3”, sem levar em consideração que havia a sinalização de relé de bloqueio associado e não havia sinalização de atuação nem de proteção de linha e nem de proteção de barra, o que caracterizava anomalia, evidenciando assim, a necessidade de investigação antes da liberação, para liberar com segurança o religamento dos componentes desligados, o que de fato não foi feito. É importante ressaltar o que disse a própria Chesf em seu documento: “Apenas uma equipe de manutenção poderia detectar a anormalidade nessa cadeia”. Portanto, não procede a justificação da Chesf de que não haveria como identificar, no tempo real, a existência de anomalia no sistema de proteção. O problema requeria ser corretamente identificado, independente do momento e do tempo requerido, mas ao tempo necessário para sua correta identificação, RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 84 de 121
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    visando evitar areincidência da atuação indevida da proteção de falha de disjuntor. Em função do exposto e considerando as sinalizações observadas, a linha só poderia ser liberada após a intervenção de uma equipe de manutenção, que não foi o procedimento adotado pela Chesf nesse momento da perturbação. Como não havia sinalização de atuação nem de proteção de linha e nem de proteção de barra, apenas o isolamento do disjuntor não eliminaria a possibilidade de existência de falha em algum outro componente da proteção, o que acabou se confirmando. A atuação do relé de bloqueio é um indicativo de que não deveria ser realizada a liberação da linha e da barra sem a intervenção da manutenção. A linha e a barra foram liberadas sem a identificação clara da anormalidade existente, que mantinha uma predisposição permanente de atuação de forma acidental da proteção de Falha dos Disjuntores 15C3 e 15D2. Por último, concluímos: a liberação para energização de uma linha ou equipamento requer, não apenas, a identificação de anormalidades no componente principal, mas também a correta identificação das proteções atuadas e suas consequências. 1.3. Mesmo considerando todos os fatos relatados entre o primeiro desligamento da linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho, às 00h08, e sua reenergização, às 00h21, o ONS teve a sua disposição duas opções: 1.3.1. Energizar a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho pelo disjuntor 15D2, conectando-a à barra 05B2, suportada nas razões apresentadas pelo ONS em seu relatório. 1.3.2. Normalizar a barra 500 kV 05B1, mediante fechamento dos disjuntores 15C4, 15S4, 15C1, 15L5 e 15V1, recompondo assim a referida barra e normalizando a configuração da subestação, para em seguida energizar a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho pelo disjuntor 15D2. Essa opção introduz um passo de manobra adicional para fechamento dos cinco disjuntores da barra 500 kV 05B1, gerando um tempo adicional insignificante para normalização, porém, mesmo considerando a hipótese de uma eventual falha num desses equipamentos, já que a origem do problema não era do conhecimento operacional, estar-se-ia manobrando equipamentos cujo efeito sobre o sistema seria pouco significativo, para as condições de operação do sistema naquele momento. 1.4. A decisão do ONS de recompor a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho, com a configuração em que todos os bays estavam incompletos na subestação Luiz Gonzaga, degradando a confiabilidade do arranjo em disjuntor e meio, além do valor de intercâmbio praticado e da indisponibilidade da linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí/Milagres, de propriedade RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 85 de 121
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    do agente Iracema,levou o sistema a operar em condições adversas com atuações de proteções de caráter sistêmico que provocaram outros desligamentos. 1.5. Caso a opção do ONS tivesse sido normalizar a subestação 500 kV Luiz Gonzaga pela recomposição da barra 500 kV 05B1, não teria ocorrido a perturbação na dimensão verificada. Apenas ocorreria o desligamento da barra 500 kV 05B2, sem reflexos para a carga. Por outro lado, caso o ONS, opcionalmente, através de uma análise de risco, tivesse reduzido o intercâmbio em 400 MW (-12% do valor praticado) o sistema teria suportado a contingência. 1.6. Diferentemente das razões apresentadas pelo ONS em seu relatório, o sistema de gravação COSR-NE (ONS) / CROP (Chesf) registra que o operador do ONS teve dúvida sobre a ação a ser adotada, chegando em certo momento a decidir pela energização da barra 05B1 da subestação Luiz Gonzaga, opção mais segura, e em seguida optando pela normalização da linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho sem avaliação dos riscos envolvidos. Caberia ao ONS a decisão de normalizar a barra ou a linha de transmissão realizando, previamente, a análise das condições de segurança do sistema, ação esta que não foi executada. Comentários do ONS sobre os itens 1.3 a 1.6: Ao contrário do mencionado pela Chesf, não se observa nenhuma dúvida quanto à decisão adotada no procedimento de fechamento da linha e da normalização da barra. Pela escuta da gravação da comunicação verbal realizada entre a Chesf e o ONS, constata-se claramente que não houve dúvida do operador do ONS, conforme menciona a Chesf, quanto a energização da linha em relação a normalização da barra de 500 kV da SE Luiz Gonzaga. Após a liberação da barra pela Chesf, à 00h17 ainda com a linha desenergizada e em processo de restabelecimento, o ONS autorizou a Chesf iniciar a normalização da barra 05B1. Em menos de 01 minuto após, a Chesf informa que a linha encontrava-se energizada e estaria pronta para ser religada em Luiz Gonzaga. Nesse momento, considerando a configuração vigente, que impunha risco iminente ao SIN, visando restaurar as condições de segurança, o ONS autorizou ao fechamento da linha. Salienta-se ainda que a decisão do ONS em efetuar o fechamento da linha antes da normalização da barra foi adotada considerando não haver qualquer restrição declarada pela Chesf quanto aos aspectos de segurança para a energização desta linha e ainda considerando o fato de que o seu restabelecimento restauraria de imediato as condições originais de segurança do Sistema Nordeste. Ressalte-se que esta é uma prática internacionalmente adotada, salvo se for configurado algum impedimento. Neste caso, de acordo com os procedimentos de rede, as informações relativas ao impedimento são de plena e exclusiva responsabilidade do agente proprietário da instalação. Outrossim, foi da Chesf a decisão de liberar a LT 500 kV Luiz Gonzaga/Sobradinho 05C3 após atuação do relé de bloqueio, sem identificar as anomalias verificadas no sistema de proteção, o que somente ocorreu por volta das 05h00, não tomando em tempo hábil as ações corretivas necessárias. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 86 de 121
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    1.7. O ONS,rotineiramente, visando garantir os critérios de segurança operacional do sistema quando de liberação de equipamentos para intervenções, exige um número mínimo de bays completos na configuração de subestação com disjuntor e meio, como é o caso da subestação Luiz Gonzaga. Este critério de segurança estabelecido no item 8.2.9 do Submódulo 6.5 dos Procedimentos de Rede, não foi considerado na ocasião. 1.8. Além do critério de segurança referido no item anterior, o ONS também não considerou a possibilidade de perda da barra 500 kV 05B2 da SE Luiz Gonzaga, instalação estratégica do Sistema Interligado Nacional (SIN), conforme diretrizes estabelecidas nos itens 5.2.5 e 5.2.6 do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede, que se referem a estudos elétricos e, por similaridade, deveriam ser utilizados no tempo real. Comentários do ONS sobre os itens 1.7 e 1.8: Na condição de rede alterada após uma perturbação, como era o caso em análise, o sistema estava exposto a um risco iminente de sofrer uma perturbação de grande porte em caso de perda de linhas no sistema de 500 kV, em especial do segundo circuito de 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C2. Para retornar às condições originais de segurança, o procedimento operacional requerido após desligamentos de equipamentos de transmissão consiste em normalizar prioritariamente o equipamento desligado, desde que não haja restrições informadas pelo proprietário da instalação. Desta forma, o ONS autorizou o fechamento da linha antes da normalização da barra, em função de não haver qualquer restrição declarada pela Chesf para a energização da LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1, e de que o seu restabelecimento restauraria de imediato as condições originais de segurança do Sistema Nordeste. Cabe reiterar que esta é uma prática internacionalmente adotada, salvo se for configurado algum impedimento. Neste caso, de acordo com os procedimentos de rede, as informações relativas ao impedimento são de plena e exclusiva responsabilidade do agente proprietário da instalação. 1.9. Somente na Versão 4 do RAP ONS, o ONS admitiu uma recomendação relacionada à sua decisão de recompor a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho (item 9.2.6). Entretanto, esta recomendação se apresenta inócua e ineficaz para a ocorrência vivenciada, considerando que no caso em questão o ONS tinha que decidir entre a opção de energizar a linha de transmissão ou a barra. De acordo com a recomendação sugerida pelo ONS qual seria o procedimento a ser executado? Qual a ação mais segura a ser executada, a energização da linha de transmissão ou da barra? Assim, a recomendação proposta pelo ONS não traz nenhuma contribuição no sentido de evitar a repetição da ocorrência na sua dimensão sistêmica. Diferentemente do que afirma o ONS, a boa prática da operação de sistemas não recomenda simplesmente que “após desligamentos de equipamentos de transmissão, não havendo restrições, os mesmos sejam prioritariamente normalizados, de forma a RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 87 de 121
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    retornar as condiçõesde segurança estabelecidas”. A tomada de decisão que envolve o retorno da função desligada deve ser precedida de análise de riscos e das condições sistêmicas requeridas para manobra. Neste contexto, o recomendado seguindo o padrão operacional é dotar os centros de operação de rotinas e recursos de suporte que auxiliem a tomada de decisão segura e mais adequada. Comentários do ONS sobre o item 1.9: O ONS mantem a sua posição de que para retornar às condições originais de segurança, o procedimento operacional requerido após desligamentos de equipamentos de transmissão consiste em normalizar prioritariamente o equipamento desligado, desde que não haja restrições informadas pelo proprietário da instalação. Além do mais, como a linha tinha sido disponibilizada pela Chesf sem qualquer restrição, e já se encontrava energizada pelo terminal de Sobradinho, o fechamento do terminal em Luiz Gonzaga caracterizava-se como uma manobra absolutamente segura e era a manobra que deveria efetivamente ser realizada. Questionar posteriormente esta manobra implica, em primeiro lugar, questionar a quem liberou a linha para energização nessas condições. Diante disto, colocar a existência de opções neste caso, significa dizer que a Chesf liberou de forma indevida a linha para energização. E de fato foi isto o que ocorreu. Cabem então as questões: porque a Chesf liberou para energização a LT 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga C1 sem as devidas verificações? Porque estas investigações não foram realizadas? Com relação às questões feitas pela Chesf, respondemos diretamente: · De acordo com a recomendação sugerida pelo ONS qual seria o procedimento a ser executado? Considerando que a Chesf liberou a linha para energização, a ação recomendada para restaurar as condições de segurança era exatamente a reenergização da linha desligada. · Qual a ação mais segura a ser executada, a energização da linha de transmissão ou da barra? Considerando não haver nenhuma restrição, tendo em vista que a própria Chesf liberou a linha para energização, a ação recomendada era exatamente a reenergização da linha desligada. · Assim, a recomendação proposta pelo ONS não traz nenhuma contribuição no sentido de evitar a repetição da ocorrência na sua dimensão sistêmica. Esta recomendação deixa claro que após o desligamento de um equipamento de transmissão, a prioridade é o religamento deste componente, desde que não haja qualquer restrição, cuja responsabilidade por esta verificação é do proprietário da instalação. Reafirmamos que a boa prática da operação, referendada internacionalmente, recomenda que “após desligamentos de equipamentos de transmissão, não havendo restrições, os mesmos sejam prioritariamente normalizados, de forma a retornar as RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 88 de 121
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    condições de segurançaestabelecidas”. Evidentemente que o retorno do equipamento desligado deve ser precedido de cuidadosa análise dos riscos envolvidos e das restrições impeditivas dos equipamentos para manobra, o que não foi feito pelo agente proprietário da instalação. Claro que é de fundamental importância dotar os centros de operação de rotinas e recursos de suporte para auxiliar o processo de decisão, garantindo a segurança da operação do sistema e a integridade dos equipamentos, o que vem sendo feito pelo ONS. 1.10. Em vista do comentado nos itens anteriores, o relatório em foco deve incluir as seguintes recomendações para o ONS: 1.10.1. Estabelecer rotina operacional que oriente seus operadores quanto à análise de riscos necessária para a tomada de decisão em tempo real, considerando os critérios de segurança definidos em Procedimentos de Rede, permitindo assim a tomada de decisões mais seguras. Comentários do ONS sobre o item 1.10.1: Os operadores dos centros de controle do ONS são treinados para avaliar adequadamente os riscos sistêmicos. A avaliação dos riscos associados à segurança e à manutenção da integridade das instalações e equipamentos é de responsabilidade dos agentes, os quais devem informar ao ONS tais condições. 1.10.2. Adicionalmente à medida anterior, o ONS deve dotar seus centros de operação de recursos adequados de suporte para avaliação da segurança operacional do sistema em tempo real, visando auxiliar a tomada de decisão por seus operadores. Comentários do ONS sobre o item 1.10.2: O ONS, como qualquer outro Operador, vem permanentemente aperfeiçoando os recursos de simulação para suporte às atividades em tempo real, contando inclusive com recursos de simulação dinâmica do SIN para algumas áreas. Contudo, ressalta-se que, independentemente destes aperfeiçoamentos, é imprescindível que sejam prestadas pelos Agentes ao ONS as corretas informações sobre seus equipamentos. 2. Comportamento dinâmico do sistema (Assunto referido nos itens 1, 3.2, 3.5, 3.6, 3.7, 3.8, 3.9, 3.10, 3.11, 5.1.3, 5.2.2, 5.3, 5.4, 7.1.4, 7.1.5, 9.1.3 e 9.1.4 do RAP ONS) 2.1. Ponto de Operação do Sistema e Limite de Segurança RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 89 de 121
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    No momento daocorrência a linha de transmissão 500 kV São João do Piauí/ Milagres, do agente Iracema, estava fora de operação e o sistema estava operando com um intercâmbio de 3237 MW. Conforme itens 5.2.4, 5.2.5, 5.2.6 e 5.3.1 do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede (Diretrizes e Critérios para Estudos Elétricos, revisão 1.1, vigência 16.09.2010), para a definição dos limites de intercâmbio devem ser consideradas contingências simples (N-1) e múltiplas. Nas condições de intercâmbio e de potência sincronizada na região Nordeste no momento da perturbação, o sistema suportava a perda simples (N-1) de qualquer linha de transmissão de 500 kV, mas não suportava contingências múltiplas, por exemplo, a perda simultânea das linhas de transmissão 500 kV 05C3 e 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho, não atendendo o que estabelece o item 5.2.6 do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede. Além disso, simulações dinâmicas utilizando os casos bases disponibilizados pelo ONS mostram que o sistema teria suportado os desligamentos na subestação Luiz Gonzaga, sem reflexos significativos e sem atuação das Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) das interligações, com a linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí/Milagres em operação ou com o intercâmbio reduzido em 400 MW (- 12%). Com a liberação da linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí/Milagres, o ONS deveria ter reduzido o intercâmbio para um limite seguro (de 3.237 para 2.800 MW), de forma a suportar também a contingência dupla citada anteriormente como exemplo, conforme estabelece o Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede. Salienta-se que os limites de segurança para os intercâmbios, considerando contingências múltiplas, não estão disponíveis para os operadores de tempo real. Estes fatos, junto com as consequências da perturbação, mostram que o sistema estava operando com intercâmbio acima do limite de segurança, considerando a indisponibilidade da linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí/Milagres. Este importante aspecto não está registrado no relatório do ONS. A utilização exclusiva do critério N-1, pelo ONS, para atender a necessidade energética da região Nordeste, implicou em se assumir riscos de natureza elétrica nesta operação. Comentários do ONS sobre o item 2.1: Não procede a afirmação da Chesf de que o intercâmbio para a região Nordeste não obedecia aos critérios estabelecidos nos procedimentos de rede. Antes do início da RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 90 de 121
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    perturbação o sistemaoperava sem a LT 500 kV São João do Piauí/Milagres. Nesta condição o recebimento pela região Nordeste era de cerca de 3.200 MW, valor inferior ao limite de recebimento de 4.500 MW para que o sistema suportasse a contingência simples mais severa, conforme critérios estabelecidos nos Procedimentos de Rede. De acordo com os critérios indicados no item 5.2.6 do Submódulo 23.3 - Diretrizes e Critérios para Estudos Elétricos, a contingência dupla de circuitos só é considerada quando há evidências estatísticas desta contingência e quando os circuitos compartilham as mesmas torres ou existam condições excepcionais de eventos climáticos ou ocorrência de queimadas. No caso do trecho de 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga esta contingência não é considerada para a definição de limites de intercâmbio para a região Nordeste, pois não se tem registros da perda dupla de circuitos, nem de operação sob condições excepcionais que exijam a consideração desta contingência. Após o desligamento da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 (05C3) e do Barramento 05B1 de Luiz Gonzaga, estando a LT 500 kV São João do Piauí / Milagres desligada para intervenção de emergência, configurou-se uma condição de dupla indisponibilidade, implicando em um novo limite de Recebimento pelo Nordeste de 3.000 MW (referente ao período de carga média) e fluxo máximo de 800 MW na LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2. Para retornar às condições de segurança estabelecidas, não havendo restrições, o procedimento operacional requerido após desligamentos de equipamentos de transmissão consiste em normalizar prioritariamente a LT e/ou equipamento desligado. Conforme prática internacional, somente após ser identificado não haver condições de se restabelecer níveis de segurança através do retorno dos equipamentos desligados, deve-se proceder às adequações de intercâmbio e fluxos no sistema. Portanto, o ONS só deveria reduzir o recebimento do Nordeste para 3.000 MW e o fluxo na LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C2 para 800 MW, a partir do momento em que a Chesf declarasse a indisponibilidade da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1, o que de fato não ocorreu. 2.2. Registros de Carga, Tensão e Frequência As Figuras 1.a e 1.b mostram o comportamento das tensões e da frequência, bem como a carga do Nordeste em cada período da perturbação. Como pode ser observado, 65% da carga do sistema Nordeste foi desligada nos primeiros 10s após o início da perturbação, antes da saída da primeira unidade da UHE Xingó. Este percentual também pode ser confirmado no registro apresentado na Figura 6 do item 5.5.3 do relatório do ONS. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 91 de 121
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    Figura 1.a 100% Frequência x Carga do Nordeste 64 Saída Interligações 100 Saída 01G2 Xingó Frequência do Sistem a 62 90 60 Carga Nordeste 80 Carga (% de 8883MW) 58 70 Frequência (Hz) 56 (71%) 60 54 50 35% 52 40 50 30 Subtensão, ERAC, 9% 48 20 Rejeição Natural 46 10 44 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 Tem po (s) Figura 1.b Tensão em Sobral II e Xingó 1,20 1,15 1,10 Sobral II 230kV 1,05 Xingó 500kV 1,00 0,95 0,90 Tensão (pu) 0,85 0,80 Saída LT 500kV 0,75 0,70 por sobretensão 0,65 0,60 Saída do CE 0,55 Fortaleza 0,50 0,45 0,40 0,35 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 Tem po (s) Comentários do ONS sobre o item 2.2: Não procede a informação da Chesf de que 65% da carga da região Nordeste teria sido desligada nos primeiros 10 segundos após o início da perturbação. Conforme demonstram os registros do sistema de supervisão do ONS, o corte total de carga nessa região, nos primeiros 30 segundos após o início da perturbação, foi da ordem de 4.600 MW, ou seja, 52% da carga total verificada no momento da perturbação (8.884 MW). Desses 4.600 MW de carga cortada inicialmente, 3.300 MW foram por atuação correta dos cinco estágios do Esquema Regional de Alívio de Carga – ERAC da região Nordeste e 1300 MW por atuação do SEP de subtensão da área Norte da região Nordeste e, também, por rejeição natural de carga nessa área, em face da perda do suprimento em 500 kV a essa área. Ressalta-se que o gráfico apresentado no RAP no item 5.5.2, citado pela Chesf, visa ilustrar o processo de recomposição das cargas ao longo de 7 horas. Não é possível neste gráfico, em face das limitações da escala temporal, observar o comportamento da carga da região Nordeste no período posterior à separação da região até o desligamento de máquinas na UHE Xingó (cerca de 30 segundos). RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 92 de 121
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    Além disso, apóso desligamento das máquinas das UHE Xingó e Paulo Afonso IV, o sistema permaneceu com uma carga da ordem de 3.100 MW (35% e não de 9% como indicado no gráfico da Chesf). Um ponto vital que deve ser ressaltado é que, independente do valor da carga remanescente do Sistema Nordeste, caso não tivesse ocorrido de forma indevida o desligamento das máquinas das UHEs Xingó e Paulo Afonso IV, a recomposição das cargas desligadas seria feita de forma muito mais rápida, pois o parque gerador e a rede de transmissão estavam praticamente toda em operação. A recomposição do sistema a partir do blecaute total é muito mais complexa, difícil e demorada. Além disso, a recomposição do Sistema Nordeste foi bastante prejudicada pelos problemas verificados nos equipamentos de autorestabelecimento (Black Start) da usina de Xingó. 2.3. Colapso de Tensão e Atuação das Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) das interligações Após a abertura dos disjuntores na SE Luiz Gonzaga, a frequência do sistema permaneceu próxima de 60 Hz, mas ocorreu um severo colapso de tensão nas áreas Norte, Oeste e Sudoeste do sistema Nordeste. Nesta ocasião as linhas de transmissão 500 kV 05V1 Luiz Gonzaga/Milagres e 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho não desligaram, permanecendo energizadas em vazio sobre as SE Milagres e Sobradinho, respectivamente. Este colapso de tensão foi decorrente da elevação do fluxo nas interligações Norte/Nordeste e Sudeste/Nordeste e provocou a atuação das Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) dessas interligações nos trechos Rio das Éguas/Bom Jesus da Lapa II, pertencente ao agente Taesa, e Teresina II/Sobral III. De acordo com os registros disponíveis, o fluxo na interligação Norte/Nordeste no eixo Presidente Dutra/Teresina, que já estava operando em níveis elevados, sofreu uma elevação de 50%. O rápido colapso de tensão e a atuação das Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) provocaram uma perda descontrolada de cargas, em parte pela atuação de esquemas de alívio de carga por subtensão na área Norte e em parte pelos afundamentos de tensão que levaram a uma rejeição natural de cargas e aos desligamentos de linhas de transmissão de 230 kV por proteções de distância. Por exemplo, ocorreu o desligamento das linhas de transmissão 230 kV 04F2 Irecê/Bom Jesus da Lapa e 04F1 Senhor do Bonfim/Irecê, desenergizando a SE Irecê, e da linha de transmissão 230 kV 04L1 Piripiri/Sobral II pela atuação de proteções de distância em primeira zona. As Figuras 2.a e 2.b mostram os registros de tensão e corrente na linha de RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 93 de 121
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    transmissão 230 kV04F2 Irecê/Bom Jesus da Lapa durante o colapso de tensão, indicando a ocorrência de um centro elétrico próximo da SE Irecê, com a tensão nesta subestação atingindo 0,26 pu. Figura 2.a Corrente LT 04F2 IRE-BJS (00:20:33) 800 700 600 Ia Ib 500 Corrente (A) Ic 400 300 200 100 0 0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 1,9 2,0 Tempo (s) Figura 2.b Tensão 230kV IRE (00:20:33) 1,40 1,30 1,20 1,10 1,00 0,90 Tensão (pu) 0,80 0,70 0,60 0,50 Va 0,40 Vb 0,30 Vc 0,20 0,10 0,00 0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 1,9 2,0 Tem po (s) Além do intercâmbio que estava sendo praticado no momento da ocorrência, um dos fatores que contribuíram para o rápido colapso de tensão foi o histórico e conhecido comportamento dinâmico das cargas da área Norte do sistema Nordeste, normalmente observado nos períodos de verão com o uso intenso de ar condicionado, e a presença de geração eólica com máquinas de indução, que acessam a Rede Básica em 230 kV e o sistema de distribuição da Coelce em 69 kV. Os efeitos tendem a aumentar os afundamentos de tensão e não são considerados nos estudos realizados pelo ONS para definir os ajustes das Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) e os limites de intercâmbio. Ressalta-se que no item 8.2.7 (h) do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede é estabelecida a necessidade da representação da carga pelo modelo dinâmico. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 94 de 121
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    Comentários do ONSsobre o item 2.3: Não procede a informação da Chesf de que o colapso de tensão verificado na perturbação estaria associado ao intercâmbio praticado e ao comportamento dinâmico das cargas da área Norte da região Nordeste. Deve-se ressaltar que o comportamento da tensão na perturbação está diretamente relacionado à perda de sincronismo das unidades geradoras da região Nordeste em relação às demais máquinas do SIN. Registre-se que o ONS tem modelado e simulado de forma adequada o comportamento da carga do SIN, em particular da região Nordeste, fato que vem sendo comprovado por meio da comparação dos resultados de simulações dinâmicas e registros de oscilografia. No caso da carga da área Norte da região Nordeste, citada pela Chesf, o acompanhamento de seu comportamento dinâmico vem sendo realizado há mais de 8 anos, sendo considerados satisfatórios os resultados obtidos, demonstrando que o modelo utilizado pelo ONS é adequado. No caso de oscilações eletromecânicas instáveis, a abertura de interligações por atuação de proteções de perda de sincronismo, que estejam adequadamente ajustadas, permite minimizar as excursões de tensão no sistema, atenuando as conseqüências para o sistema interligado, principalmente para os consumidores, e, sobretudo, evitando a propagação da perturbação para outras áreas do SIN. A definição de ajustes para as proteções de perda de sincronismo baseia-se na análise do comportamento dinâmico do sistema em diversas condições, bem como em aspectos específicos dos esquemas e relés de proteção disponíveis. Em particular, no caso das interligações com a região Nordeste, os ajustes adotados ao longo da última década vêm se mostrando adequados, conforme demonstram as análises das perturbações que envolveram a separação da região Nordeste. Na perturbação em questão, a configuração que resultou da perda das duas barras de 500 kV na SE Luiz Gonzaga, provocou dois fenômenos distintos: (i) perda de sincronismo das máquinas da região Nordeste, com atuação correta das proteções de perda de sincronismo dos troncos de 500 kV e (ii) perda do suprimento em 500 kV à área Norte da região Nordeste, com a abertura da LT 500 kV Luiz Gonzaga/Milagres, uma vez que a LT 500 kV São João do Piauí/Milagres já havia sido desligada para intervenção de emergência. Nas condições observadas, a abertura da LT 230 kV Piripiri/Sobral por atuação da respectiva proteção de distância pode ser considerado um evento natural e esperado, praticamente inevitável, considerando a abrupta variação de impedância observada quando da perda dos troncos de 500 kV de suprimento à área Norte da região Nordeste. Neste caso, a proteção de distância identifica a oscilação de potência como sendo um curto-circuito. No caso das LTs 230 kV Irecê/Bom Jesus da Lapa e Irecê/Senhor do Bonfim, o desligamento das duas LTs não era esperado. Ressalta-se que o fenômeno foi visto pela primeira zona da unidade de distância de duas linhas distintas, o que já seria indicativo de algum problema de ajuste das proteções de distância. Faz-se RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 95 de 121
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    necessária uma reavaliação,pela Chesf, dos ajustes de proteção de distância das referidas LTs de 230 kV. 2.4. Atuação do Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC) Após a atuação das Proteções de Perda de Sincronismo (PPS) ocorreu uma queda da frequência, que levou a atuação do Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC), até o último estágio. Nesta ocorrência, a exemplo de outras anteriores, a frequência atingiu 56,4 Hz, violando o limite de frequência mínima (57 Hz) estabelecido no item 8.8.4 do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede (Diretrizes e Critérios para Estudos Elétricos, revisão 1.1, vigência 16.09.2010). Com a violação do limite de 57 Hz, ocorre o desligamento automático de geradores térmicos e eólicos, conectados na Rede Básica e nos sistemas de distribuição. As proteções de subfrequência desses geradores são normalmente ajustadas considerando o limite mínimo (57 Hz) definido nos Procedimentos de Rede. Com o desligamento desses geradores o desequilíbrio carga-geração aumenta e o colapso de frequência é mais severo, sendo controlado apenas pelo parque gerador hidráulico da Chesf. Nota-se nesta perturbação o efeito de aumento da carga em decorrência do desligamento de geradores nos sistemas de distribuição como mostram, por exemplo, os registros apresentados nas Figuras 3.a, 3.b e 3.c. Estas Figuras mostram a tensão na barra de 230 kV da subestação Bom Jesus da Lapa e o fluxo na linha de transmissão 230 kV Bom Jesus da Lapa/Barreiras. Como pode ser observado, os geradores presentes no regional Barreiras foram desligados quando a frequência atingiu 56,5 Hz, ou seja, cerca de 0,7s após a frequência cair abaixo de 57 Hz. Em ocorrências anteriores, a Chesf já vem alertando o ONS para as consequências da violação do limite mínimo de frequência estabelecido nos Procedimentos de Rede e para os riscos decorrentes quanto à segurança do sistema, conforme E-mail encaminhado ao ONS em 05.05.2010, às 17h37. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 96 de 121
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    Figura 3.a Tensão 230kV BJS 1,15 1,10 1,05 1,00 0,95 Tensão (pu) 0,90 0,85 0,80 0,75 Va 0,70 Vb 0,65 Vc 0,60 0,55 0,50 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Tem po (s) Figura 3.b Fluxo LT 04L1 BJS-BRA 60 50 40 30 20 Fluxo MW, Mvar 10 MW 0 Mvar -10 -20 -30 -40 -50 -60 -70 -80 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Tem po (s) Figura 3.c Frequência do Sistema (BJS) 61,5 61,0 60,5 60,0 59,5 Fluxo MW, Mvar 59,0 58,5 58,0 57,5 57,0 56,5 56,0 55,5 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Tem po (s) RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 97 de 121
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    Comentários do ONSsobre o item 2.4: O ONS não concorda com as posições colocadas pela Chesf quanto à concepção e desempenho do ERAC da região Nordeste pelas razões abaixo. Em resposta ao e-mail encaminhado pela Chesf em 05/05/2010, o ONS esclareceu, através de e-mail datado de 25/05/2010 às 10h27, que a freqüência mínima adotada de 56 Hz para revisão do ERAC da região Nordeste está de acordo com o estebelecido nos Procedimentos de Rede, conforme subitens 8.8.4.1 e 8.8.4.2 do Submódulo 23.3. Deve-se registrar que em 2004 foi feita a revisão do ERAC das regiões Norte e Nordeste, esquema que é acompanhado a cada seis meses pelo ONS juntos aos agentes. No relatório emitido referente à revisão deste ano, o corte de carga foi dimensionado considerando uma frequência mínima de 56 Hz nessas regiões, com a aprovação de todos os agentes. O e-mail citado pela Chesf, de 05/05/2010, refere-se à ocorrência de 10/02/2010, na qual a freqüência atingiu o valor mínimo de 56,3 Hz. No relatório de análise da referida perturbação (ONS RE 3/035/2010), estão indicados, apenas, os desligamentos da UTE Jesus Soares Pereira (com 30 MW) e Rômulo Almeida (com 25 MW). Cabe destacar que não houve indicação clara dos motivos dos desligamentos dessas unidades térmicas. No dia 24/09/2010, em outra perturbação que atingiu a região Nordeste (Relatório de Análise de Perturbação ONS RE 3/228/2010), a freqüência teve como valor mínimo 57,13 Hz. No instante da perturbação, encontravam-se sincronizadas as UTEs Jesus Soares Pereira (com 191 MW), Rômulo Almeida (com 36 MW), Celso Furtado (com 159 MW), Termopernambuco (com 512 MW), Fortaleza (315 MW), Termoceará (220 MW), Camaçari Pólo (com 128 MW) e Camaçari Muricy (144 MW). Nessa oportunidade, ocorreram os desligamentos da TG2 da UTE Fortaleza, por extinção da chama, e da UG05 da UHE Xingó por problema local em seus serviços auxiliares, rejeitando 385 MW de geração. No dia 25/09/2010, em outra perturbação envolvendo a região Nordeste, a freqüência mínima foi de 56,7 Hz. Novamente, ocorreu a perda de 314 MW de geração da UTE Fortaleza devido à extinção da chama e não por subfreqüencia. Como pode ser observado, tem ocorrido desligamentos de unidades térmicas e até mesmo de hidráulicas, por motivos que não estão diretamente relacionados à operação em subfreqüencia. Ainda assim, a freqüência mínima de 56 Hz de dimensionamento do ERAC tem sido respeitada. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 98 de 121
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    2.5. Sobretensões Dinâmicase Excedente de Potência Reativa Capacitiva no Sistema O corte por subtensão, a rejeição natural e o alívio de cargas por subfrequência, juntos, representaram uma perda de 65% da carga do sistema Nordeste. Com esta perda descontrolada houve a recuperação dos níveis de tensão com sobrefrequência de 61 Hz. Com o fim do efeito do comportamento dinâmico das cargas, permaneceu um excedente de potência reativa capacitiva no sistema, levando a uma condição de sobretensões dinâmicas e absorção de potência reativa nos geradores remanescentes e nos compensadores síncronos e estáticos. Neste período ocorreu o desligamento do compensador estático de Fortaleza, com uma absorção de potência reativa de -180 Mvar, equivalente a uma sobrecarga superior a 40% nos reatores controlados e nas válvulas de tiristores. O desligamento do compensador estático elevou ainda mais os níveis de sobretensão e a absorção de potência reativa nos geradores remanescentes. As Figuras 4.a e 4.b mostram as grandezas registradas no compensador estático de Fortaleza no momento da ocorrência. Figura 4.a Tensão 230kV FTZ (00:20:33) 1,20 1,15 1,10 1,05 1,00 0,95 0,90 Tensão (pu) 0,85 0,80 0,75 0,70 Va 0,65 Vb 0,60 0,55 Vc 0,50 0,45 0,40 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Tem po (s) Figura 4.b Potência reativa CE FTZ (00:20:33) 250 200 150 100 50 Mvar 0 -50 -100 -150 -200 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Tem po (s) RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 99 de 121
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    As sobretensões dinâmicase o desligamento do compensador estático de Fortaleza, que estava operando em sobrecarga, foram decorrentes de um excesso de potência reativa capacitiva no sistema. Este excedente também levou à atuação generalizada de esquemas e proteções de sobretensão, desligando bancos de capacitores e linhas de transmissão e inserindo reatores. Após a atuação dos esquemas de alívio de carga, durante cerca de 30s os níveis de sobretensão dinâmica em várias barras de 500 kV, 230 kV e 69 kV de subestações do sistema Nordeste violaram os limites de emergência estabelecidos no item 5.3.2 do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede (Diretrizes e Critérios para Estudos Elétricos, revisão 1.1, vigência 16.09.2010), evidenciando a insuficiência de recursos de compensação reativa capazes de restabelecer o perfil de tensão desejado. Neste período, com níveis de tensão elevados, os geradores das UHE Xingó e Paulo Afonso IV estavam operando com absorção de potência reativa elevada, com atuação correta de Limitadores de Excitação Mínima (MEL). Em outras ocorrências a Chesf já alertou o ONS sobre o problema do excesso de potência reativa capacitiva no sistema, inclusive com ocorrências de desligamentos de geradores por absorção de potência reativa elevada (E-mail encaminhado ao ONS em 12.02.2009 às 11h33min, 13.05.2009 às 9h20min e em 01.02.2011 às 11h50min). Em regime permanente o sistema está operando com uma reserva insuficiente de potência reativa indutiva, levando o ONS a praticar o chaveamento de linhas de transmissão para controle de tensão, em condições de carga leve, de forma não recomendada. A solução já apresentada pela Chesf para contornar este problema foi a instalação de reatores manobráveis de barra nas subestações 500 kV Quixadá e Sobral III. Comentários do ONS sobre o item 2.5: Ao contrário do que afirma a Chesf, o desligamento das unidades geradoras da UHE Xingó não está associado aos valores de potência reativa absorvida por essas unidades, considerando que houve a atuação correta dos seus Limitadores de Excitação Mínima (MEL), o que garantiu a operação dessas unidades dentro das suas faixas operativas permitidas, conforme texto acima da própria Chesf. Referente ao problema de excesso de potência reativa capacitiva no sistema mencionado pela Chesf, correlacionando o assunto aos e.mails encaminhados ao ONS em 12.02.2009 às 11h33, 13.05.2009 às 9h20 e 01.02.2011 às 11h50, o ONS respondeu às questões levantadas pela Chesf com os devidos esclarecimentos através dos e-mails enviados em 13.05.2009 às 09h57 e 25.02.2011 às 12h33. Registra-se que não há qualquer correlação com a perturbação ocorrida no dia 04/02, em razão do sistema encontrar-se em condição de carga média, sendo o problema RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 100 de 121
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    de excesso dereativo levantado à época pela Chesf associado apenas ao período de carga leve/mínima. Quanto à questão das sobretensões dinâmicas, são feitos os seguintes comentários. As condições a que foi submetida a área Norte da região Nordeste são bastante distintas das condições observadas nas demais áreas da região Nordeste. Nessa área verificou-se elevado corte de carga (1.300 MW), por atuação de ERAC, SEP de subtensão e rejeição natural, o que justifica a condição severa de elevada absorção de potência reativa a que foi submetido o Compensador Estático de Fortaleza. Nestas condições, o desligamento do CE de Fortaleza justificaria a atuação de proteções de sobretensão instantâneas na SE Quixadá, associadas às LTs 500 kV Quixadá/Milagres e Quixadá/Fortaleza II. Ressalta-se que não foram registrados outros desligamentos por atuação de proteções de sobretensão – temporizada ou instantânea – na área Norte, indicando que as aberturas foram suficientes para compensar o desligamento do CE de Fortaleza, controlando o perfil de tensão da área. Nas demais áreas da região Nordeste não há registro da atuação de proteções de sobretensão instantânea. Foi verificado um único caso de atuação de proteção de sobretensão temporizada, que foi da LT 500 kV Jardim/Camaçari II. Neste sentido, ao contrário do que afirma a Chesf, não foi verificada atuação generalizada de proteções de sobretensão na região Nordeste. Este fato pode ser comprovado pela ausência de registros de outros desligamentos de linhas por atuação de proteções de sobretensão fora da área Norte da região Nordeste, além da LT 500 kV Jardim/Camaçari II. 2.6. Colapso de tensão e frequência Durante o período de sobretensões dinâmicas, a carga do Nordeste já estava reduzida para cerca de 35% do valor antes da perturbação, com um excedente de potência reativa capacitiva no sistema. Nestas condições os geradores da UHE Xingó estavam operando com absorção de potência reativa elevada, com atuação correta de Limitadores de Excitação Mínima (MEL). As variações de tensão na barra de 500 kV da UHE Xingó levaram à atuação do relé de subtensão dos serviços auxiliares e ao desligamento das unidades geradoras, iniciando pela unidade geradora 01G2 no instante indicado na Figura 1.a, provocando o colapso de tensão e frequência, chegando a frequência mínima a atingir 46 Hz, verificado no período final da perturbação. O desligamento do gerador 01G2 foi decorrente de uma condição de operação extrema do sistema Nordeste, não prevista e não analisada pelo ONS. Conforme comportamento de tensão e frequência mostrado nas Figuras 1.a e 1.b, foi iniciado o colapso de tensão e de frequência do sistema com a saída da primeira unidade geradora da UHE de Xingó. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 101 de 121
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    Comentários do ONSsobre o item 2.6: Ao contrário do que afirma a Chesf, o desligamento das unidades geradoras da UHE Xingó não está associado às condições operacionais do Sistema Nordeste durante a perturbação e tampouco aos valores de potência reativa absorvida por essas unidades, considerando que houve uma atuação correta dos seus Limitadores de Excitação Mínima (MEL), o que garantiu a operação dessas unidades dentro das suas faixas operativas permitidas, conforme texto acima da própria Chesf. O desligamento destas máquinas foi provocado pelo ajuste inadequado do relé de subtensão atualmente utilizado no automatismo de comutação dos serviços auxiliares, conforme detalhado nos comentários do ONS referente ao item 3 deste documento. É conveniente dizer que os limitadores de subexcitação de unidades geradoras têm por objetivo limitar a absorção de potência reativa por essas unidades, mantendo esta absorção em níveis adequados, de modo a não provocar sua perda por instabilidade das mesmas. Desta forma, sua atuação correta deve manter as unidades operando em níveis de tensão adequados, inclusive compatíveis com a tensão de alimentação de seus serviços auxiliares. 2.7. Em vista do comentado nos itens anteriores, o relatório em foco deve incluir as seguintes recomendações para o ONS: 2.7.1. Realizar estudos para reavaliar ajustes das Proteções de Perda de Sincronismo (PPS), considerando a dinâmica da carga, a presença de geração conectada na Rede Básica e nos sistemas de distribuição, inclusive eólicas e térmicas. 2.7.2. Realizar estudos para reavaliar limites de intercâmbio e de potência sincronizada, respeitando a frequência mínima de 57 Hz, considerando as contingências previstas nos Procedimentos de Rede e a presença de geração conectada na Rede Básica e nos sistemas de distribuição, inclusive eólicas e térmicas, visando aumentar a margem de segurança do sistema, evitando os desligamentos indesejados destas usinas. 2.7.3. Realizar estudos para reavaliar a compensação de potência reativa indutiva nas áreas Norte e Oeste do sistema Nordeste, considerando a instalação de reatores de barra de 500 kV nas SE Quixadá e Sobral III, visando aumentar a margem de segurança do sistema durante perturbações. 2.7.4. Considerar nos estudos elétricos para definição de intercâmbio, a contingência de perda dupla de linhas de transmissão ou perda de barras, conforme estabelecidos nos itens 5.2.5 e 5.2.6 do Submódulo 23.3 dos Procedimentos de Rede (Diretrizes e Critérios para Estudos Elétricos, revisão 1.1, vigência 16.09.2010), disponibilizando os limites para os operadores de tempo real. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 102 de 121
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    Comentários do ONSsobre cada uma das recomendações acima: 2.7.1 – Esta recomendação não se aplica, tendo em vista que a atuação das proteções de perda de sincronismo foi considerada satisfatória, tendo em vista que a perda de sincronismo era iminente, conforme relatado no relatório de análise da perturbação de 04/02/2011. Ressalta-se que na definição de ajustes para as proteções de perda de sincronismo o ONS baseia-se na análise do comportamento dinâmico do sistema em diversas condições, bem como em aspectos específicos dos esquemas e relés de proteção. Em particular, no caso das interligações com a região Nordeste, os ajustes adotados ao longo da última década vêm se mostrando adequados, conforme demonstram as análises das perturbações que envolveram a separação da região Nordeste, conforme RAPs RE ONS-3-035/2010 - ocorrência no dia 10.02.2010 às 14h31, RE ONS-3-205/2010 - ocorrência no dia 07.09.2010 às 16h45 e RE ONS-3-228/2010 - ocorrência nos dias 24 e 25.09.2010 às 13h45 e 12h03 respectivamente. 2.7.2 – Esta recomendação já é atendida pelo ONS em caráter permanente, uma vez que o dimensionamento do ERAC das regiões Norte e Nordeste é acompanhado a cada seis meses pelo ONS juntos aos agentes, e o seu desempenho é avaliado em cada perturbação. Com relação à freqüência mínima a ser respeitada durante contingências, esta questão já foi abordada na resposta ao item 2.4. 2.7.3 – A reavaliação da compensação de potência reativa do sistema elétrico da região Nordeste tem sido uma preocupação permanente da EPE e do ONS, a exemplo da instalação recente de mais um reator de barra na SE 500 kV Fortaleza II. Além do mais, o problema de excesso de potência reativa capacitiva no sistema, mencionado pela Chesf, já foi adequadamente comentado no item 2.5. 2.7.4 – Esta recomendação não procede. Conforme abordado anteriormente, o ONS vem observando rigorosamente na definição dos limites de transmissão praticados todos os critérios estabelecidos nos Procedimentos de Rede. Cabe destacar mais uma vez que as linhas 500 kV Sobradinho/Luiz Gonzaga não compartilham uma mesma estrutura e não se tem registros da perda dupla dos dois circuitos. Além do mais não se tem registros de condições climáticas adversas nem de queimadas ao longo de todo o percurso das linhas, que justificasse a consideração da perda dupla das mesmas. Por esta razão, estes limites não são calculados nos estudos de planejamento da operação. 3. Desligamento das unidades geradoras da UHE Xingó (Assunto referido nos itens 3.11, 5.4.12, 5.4.13, 7.1.6 e 9.1.3 do RAP ONS) 3.1. Após as atuações dos esquemas de controle de emergência, o sistema atingiu um novo ponto de operação, com equilíbrio de frequência e variações de tensão que RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 103 de 121
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    perduraram por aproximadamente40s, provocando a absorção elevada de potência reativa por parte das unidades geradoras. Essa situação, agravada pelo desligamento de linhas de transmissão de 500 kV, por atuação de proteções de sobretensão, foi decisiva para que as unidades geradoras da UHE Xingó atingissem um nível de subtensão de 0,89 pu, conforme registro do Centro de Controle de Xingó (CCX), suficiente para a atuação correta do relé de subtensão que monitora a tensão nos serviços auxiliares, para comutação de fontes de alimentação, provocando o desligamento automático em cinco unidades. A atuação foi correta considerando que o ajuste implantado é de 0,90 pu e foi definido na fase de projeto da UHE Xingó, tendo como referência a norma ABNT- NBR 17094 sobre máquinas elétricas – motores de indução, não sendo vislumbrada até o presente momento necessidade de alteração deste ajuste. Portanto, diferentemente do que afirma o relatório ONS, a tensão terminal das unidades geradoras não se encontrava entre 90 e 93%, informação esta já prestada pela Chesf ao ONS, por diversas vezes. 3.2. Em vista do comentado anteriormente, é improcedente a recomendação do item 9.1.3 do relatório ONS, posto que se trata de filosofia de projeto e fabricação dos auxiliares eletromecânicos das unidades geradoras, sendo necessário estudo com a participação do projetista e fabricantes. Portanto, a recomendação para a Chesf que está no relatório ONS deve ser substituída pela seguinte: Realizar estudos para reavaliar a filosofia do automatismo de comutação dos serviços auxiliares da UHE Xingó, preservando os requisitos de segurança estabelecidos no projeto e a recomendação da norma ABNT-NBR 17094, de forma a garantir a integridade dos equipamentos auxiliares das unidades geradoras, durante condições impostas pelo sistema, onde as máquinas operem transitoriamente com elevada subexcitação. Prazo: Junho/2011. Comentários do ONS sobre os itens 3.1 e 3.2: Ao contrário do que afirma a Chesf, o desligamento das unidades geradoras da UHE Xingó foi provocado pelo ajuste inadequado do relé de subtensão atualmente utilizado no automatismo de comutação dos serviços auxiliares. Considerando as práticas utilizadas nas demais usinas hidroelétricas, o valor de ajuste do relé de subtensão, atualmente implantado em Xingó, referente ao automatismo de comutação dos serviços auxiliares, está elevado para a finalidade a que se propõe. O ajuste associado ao relé de subtensão responsável por esta transferência de fonte de alimentação dos serviços auxiliares não tem por objetivo garantir a integridade dos equipamentos auxiliares das unidades geradoras, os quais possuem proteção própria. O ajuste deve ser inferior a 80% da tensão nominal para garantir a adequada atuação do esquema. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 104 de 121
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    Registramos, a titulode exemplos, os ajustes dos relés de subtensão que provocam transferência de fonte de alimentação dos serviços auxiliares em algumas usinas do SIN: · Itaipu - 70% · Furnas - Serra da Mesa - 50% · COPEL-GT - Gov. José Richa - 70% · COPEL-GT - Gov. Ney Braga - 62% · COPEL-GT - Gov. Bento Munhoz - 60% Os limitadores de subexcitação das Unidades Geradoras têm por objetivo limitar a absorção de potência reativa por essas unidades, mantendo-a em níveis adequados de modo a evitar a sua perda por instabilidade. Desta forma sua atuação correta deve manter as unidades operando em níveis de tensão adequados, inclusive compatíveis com a tensão de alimentação de seus auxiliares. O esquema de transferência da fonte de alimentação dos serviços auxiliares está associado e é fundamental no processo de parada das máquinas, e deve se basear na filosofia de detecção de falta de tensão na fonte principal, após o comando de parada, para evitar que as mesmas parem sem tensão nos Centros de Controle de Motores. Portanto, com base no exposto acima, reiteramos a recomendação de reajustar estes relés de subtensão em caráter de urgência, considerando o risco de desligamentos de unidades geradoras desta usina em ocorrências similares, como já se verificou em ocorrências anteriores podendo inclusive acarretar em novo colapso na região Nordeste. Neste sentido, o RAP ONS-RE-3-228/2010, referente à ocorrência do dia 24/09/2010, constatou o desligamento indevido da unidade 01G5 da UHE Xingó, com o seguinte diagnóstico: “Houve ainda o desligamento da UG05 da UHE Xingó, por problema local em seus serviços auxiliares, durante tentativa sem sucesso de comutação da sua alimentação, rejeitando cerca de 385 MW de geração”. Decorrente dessa anormalidade, foi registrado nesse RAP a seguinte providência tomada pela Chesf: “A CHESF realizou intervenção e corrigiu a causa da atuação incorreta da proteção de subtensão dos serviços auxiliares da UG05, da UHE Xingó, durante distúrbio ocorrido no SIN no dia 24/09/2010, às 14h26min”. Registre-se que os desligamentos de máquinas de Xingó nas perturbações dos dias 24/09/2010 e 04/02/2011 ocorreram em situações similares, envolvendo a perda dos serviços auxiliares desta usina. Tendo em vista que nesta ocorrência foi verificada novamente a atuação indevida da proteção de subtensão dos serviços auxiliares, em razão de estar ajustada em valores elevados, conforme já comentado anteriormente, conclui-se que o problema principal não foi resolvido pela Chesf. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 105 de 121
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    4. Desligamento dasunidades geradoras da UHE Paulo Afonso IV (Assunto referido nos itens 3.11, 5.4.12 e 9.1.4 do RAP ONS) Ao contrário da afirmação do ONS em seu relatório, o desligamento das unidades geradoras da UHE Paulo Afonso IV, foi correto. Por conta do colapso de tensão no sistema elétrico, ocorreu o desligamento das referidas unidades geradoras, por atuação correta da proteção de sobrecorrente dos trafos de excitação, devido ao rápido incremento da corrente. Esta elevação da corrente levou à atuação dos relés de sobrecorrente dos trafos de excitação, tendo em vista que os limitadores das correntes de campo dos reguladores de tensão das unidades geradoras desta usina, por projeto, admitem uma excursão momentânea desta corrente em transitórios, o que justifica a recomendação sugerida no item 9.1.4. Comentários do ONS: A afirmação da Chesf não procede, uma vez que ficou caracterizada uma descoordenação entre as atuações dos relés de sobrecorrente dos transformadores de excitação das unidades geradoras da UHE Paulo Afonso IV, os limitadores de corrente de campo dos reguladores de tensão, bem como os demais limitadores do sistema de excitação. Essa atuação foi incorreta devido ao fato de que o relé não permitiu a elevação transitória da corrente de campo, comportamento normal do sistema de excitação, conforme informado pela própria Chesf. Convém ressaltar que este modo de operação do sistema de excitação é encontrado na maioria das usinas do SIN e é absolutamente necessário que os relés de sobrecorrente dos transformadores de excitação sejam coordenados com os limitadores, de modo a evitar desligamentos indevidos de unidades geradoras. 5. Desligamento da LT 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho durante o processo de normalização e restabelecimento do sistema (Assunto referido nos itens 5.5.4.2, 7.3.7 e 9.1.10 do RAP ONS) 5.1. O valor de corrente verificado na linha de transmissão 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho foi superior a 2.300 A relatado insistentemente no item 5.5.4.2 do relatório ONS. Essa informação já foi repassada por diversas vezes ao ONS, inclusive através do próprio registro oscilográfico da referida linha de transmissão registrou valores superiores a 2.500 A, conforme tabela abaixo e Figura 5, o que corresponde a quase 70% de sobrecarga. O carregamento imposto violou perigosamente o seu limite de operação que era de 1.500 A, colocando em risco a integridade dos transformadores de corrente e dos dispositivos de proteção associados. O limite de 1.500 A é do conhecimento do ONS, de acordo com a Referência Técnica “Cadastro de Limites Operacionais de Linhas de Transmissão de 500/230 kV Centro RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 106 de 121
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    da Região Nordeste– CD-CT.NE.5 CT.02”, do Submódulo 10.18 dos Procedimentos de Rede. O item 7.3.7 do relatório ONS deveria dar ênfase a esses aspectos, caracterizando a ocorrência de sobrecarga na citada linha de transmissão, motivada por falha na coordenação e controle da tomada de carga e a alocação da geração, por parte do ONS, durante o processo de recomposição. Comentários do ONS: Minutos antes do desligamento automático da LT 500 kV Luiz Gonzaga/Sobradinho 05C4, o ONS já havia autorizado o religamento das LTs 500 kV Xingó / Messias e 500 kV Luiz Gonzaga/Milagres, e por conseguinte o eixo Milagres/Quixadá/Fortaleza II, as quais neste momento já estavam em processo de normalização, faltando apenas a Chesf concluir o fechamento do anel de 500 kV na SE Quixadá (carga em percurso), o que implicaria na redução do carregamento na LT 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho, em função do restabelecimento de cargas. A elevação do fluxo nesta LT foi ocasionada pela rápida tomada de carga das unidades geradoras pela Chesf, de forma descoordenada, com o objetivo de elevar o despacho ao valor mínimo da faixa operativa. No entanto, o despacho de 3 máquinas de Xingó foi elevado para 3 x 450 MW, e não para o valor mínimo de 3 x 310 MW. Além disso, em Paulo Afonso IV, o despacho de 2 máquinas foi elevado para 2 x 240 MW. Isto significou uma rampa praticamente instantânea de 1.830 MW. Desta forma, a elevação da geração deu-se de forma rápida e bastante superior ao processo de tomada de carga, provocando como consequência a elevação do fluxo na LT 500 kV Luiz Gonzaga/Sobradinho 05C4. Assim, deverão ser estabelecidos procedimentos visando aperfeiçoar o processo de coordenação na tomada de carga e alocação de geração, conforme recomendação já contemplada no item 9.2.5 do RAP: “Reavaliar, em conjunto com os agentes de geração, o processo de restabelecimento de carga e geração visando contemplar a possibilidade de operação das unidades geradores na faixa proibida, de forma a garantir a adequada coordenação entre a elevação de geração nas usinas e o restabelecimento de carga no sistema”. Valores de Corrente e Tensão registrados 01 ciclo antes da abertura da linha de transmissão 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho Ia (A) Ib (A) Ic (A) Vab (kV) Vbc (kV) Vca (kV) 2.502 2.551 2.508 500 504 501 RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 107 de 121
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    Figura 5 O relatório do ONS omite o real impacto do desligamento por sobrecarga da linha de transmissão 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho na recomposição. Nas versões anteriores, o ONS não relatou o desligamento de 2 unidades geradoras na UHE Xingó (01G3 e 01G4) e 3 unidades geradoras na UHE Luiz Gonzaga (01G3, 01G5 e 01G6). Além disso, na versão atual é minimizada a perda de carga nas subestações de Cotegipe, Pituaçu e Camaçari II, assim como não são relatadas as sobretensões dinâmicas e sobrefrequência que atingiu 67,1 Hz, estabilizando em 61 Hz durante cerca de 20 minutos. Ainda nesta ocasião verificou-se o desligamento por sobretensão das linhas de transmissão 500 kV 05S4 Paulo Afonso IV/Olindina e 05L4 Olindina/Camaçari II. Outrossim, o ONS não comenta em seu relatório que antes do desligamento da linha de transmissão 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/ Sobradinho, o ONS foi alertado pelo tempo real da Chesf da condição de sobrecarga na mesma. Comentários do ONS: A afirmação de omissão do real impacto desta ocorrência não é verdadeira, pois todas as perdas tanto de carga quanto de geração estão contempladas no RAP conforme pode ser observado no texto da página 38 e na tabela das páginas 54 e 74. De forma a deixar ainda mais claras as informações, estamos incluindo no texto correspondente a informação das máquinas desligadas. Da mesma forma, não procede a afirmativa de alerta de sobrecarga, pois durante a comunicação entre a CHESF e o ONS, conforme se observa nos registros de gravação, a informação é de carregamento muito elevado o que não necessariamente caracteriza a sobrecarga. Mesmo assim, o ONS já havia tomado ações, conforme RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 108 de 121
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    mencionado no itemanterior, no sentido de reduzir o carregamento elevado da referida linha. 5.2. Em vista do comentado nos itens anteriores, o relatório ONS deve incluir a seguinte recomendação para o ONS: Reciclar seus operadores quanto aos processos de recomposição no sentido de que sejam obedecidos os limites operativos estabelecidos pelos agentes, evitando a ocorrência de sobrecargas e riscos de danos físicos nos ativos disponibilizados. Comentários do ONS: Essa recomendação não procede, uma vez que o ONS treina e recicla permanentemente seus operadores, inclusive com processo de certificação anual por entidade externa credenciada. Constata-se que nessa ocorrência todas as práticas e procedimentos foram devidamente executadas, de acordo com os Procedimentos de Rede, visando resguardar a segurança do sistema, como exaustivamente comentado nos itens anteriores. 6. Outros Aspectos Relevantes Além dos aspectos anteriormente citados, registra-se: 6.1. Operação prolongada com subfrequência. Diferente da sequência relatada nos itens 3.11, 3.12, 7.1.6 e 7.1.7 do relatório ONS, as unidades geradoras 01G4 da Usina de Xingó, 01G2, 01G3, 01G4, 01G5 e 01G6 da Usina de Luiz Gonzaga, 01G1 da Usina de Paulo Afonso I, 01G11 da Usina de Paulo Afonso III, 01G1 da Usina de Apolônio Sales e 01G4 da Usina de Paulo Afonso II que teve danificado os enrolamentos estatóricos, só saíram após os 7 minutos citados nos itens 3.12 e 7.1.7, período este em que a ilha formada pela região Nordeste permaneceu com níveis de tensão e frequência degradados, atingindo uma freqüência de 46 Hz, que culminou com o colapso do sistema às 00h29. Causa preocupação à Chesf as condições extremas, em termos de sobretensões e subfrequência, a que os equipamentos foram submetidos durante a perturbação e recomposição. Coincidentemente tem se observado uma incidência atípica de falhas em equipamentos após a perturbação. A Chesf está realizando estudos para avaliar a correlação dos fatos. Recomenda-se ao ONS estudar as conseqüências para o suprimento das cargas e para a operação dos equipamentos com níveis de tensão e frequência degradados, definindo proteções sistêmicas adequadas para evitar o ocorrido. Comentários do ONS sobre o item 6.1: A recomendação 9.2.3 do RAP, que transcrevemos a seguir, já aborda esta questão: “Elaborar estudos visando investigar a viabilidade de restabelecer as condições RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 109 de 121
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    mínimas operativas atravésde procedimentos e/ou esquemas especiais que permitam preservar áreas remanescentes do sistema, quando de situações operativas precárias e/ou degradadas (tensão e freqüência)”. A constatação deste fato, que somente pode ser identificado mediante o comportamento do sistema em contingência deste porte, sempre deve servir como orientação para nortear ações visando evitar sua repetição no futuro. Ressalta-se que os níveis de tensão e frequência observados não são suficientes para provocar danos em equipamentos. A alegada incidência atípica de falhas em equipamentos da Chesf deve ser creditada ao desempenho dos próprios equipamentos, não se justificando qualquer correlação dos fatos, pois a suportabilidade dos equipamentos deve ser resguardada pela proteção intrínseca dos próprios equipamentos. 6.2. Esquema de Falha de Disjuntores. Na última versão, o ONS procedeu a correção do esquema representado na Figura 2 do item 3.13, conforme alertado pela Chesf nos comentários apresentados nas versões anteriores. Não existe necessidade de atuação simultânea das 3 funções representadas na porta AND para atuação do esquema de falha de disjuntor. Comentários do ONS sobre o item 6.2: O ONS concordou com a correção do esquema proposta pela Chesf, e já providenciou a devida correção no item 3.13 do RAP. Este fato não altera em nada as conclusões do relatório. 6.3. Recomendação 9.1.1 do relatório do ONS. A Chesf esclarece que o prazo estipulado de Dez/2012 se refere aos 12 terminais de proteção que ainda estão com cadeias de proteção GE MOD III, para os quais envidará esforços no sentido de reduzir esse prazo. A substituição das proteções eletromecânicas e estáticas dos demais terminais de 500 e 230 kV seguirá o cronograma estabelecido no seu Plano de Substituição de Cadeias de Proteção. 6.4. Recomendação 9.1.2 do relatório do ONS. A Chesf inicialmente havia concordado em estabelecer o procedimento de inspeção detalhada nos sistemas de proteção, para liberação de manobras de equipamentos desligados pela atuação de falha de disjuntor especificamente para os terminais com cadeia GE MOD III, em função da sua deficiência de supervisão de falhas internas e principalmente por estar aplicada em subestações de 500 kV com arranjo em disjuntor e meio, onde a sua atuação provoca apenas desligamentos parciais da instalação. Nestas subestações, com arranjo em disjuntor e meio, a atuação de uma proteção aciona o esquema de falha de dois disjuntores simultaneamente, que podem estar numa condição de condução de corrente diferenciada, possibilitando a inibição momentânea de um dos esquemas de falha de disjuntor. Esta situação não ocorre nas subestações com barra simples ou barra dupla, onde a atuação do esquema de RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 110 de 121
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    falha provoca odesligamento de todas as funções de transmissão conectadas à barra, sendo desnecessária a introdução de inspeções detalhadas nos esquemas de proteção, uma vez que os procedimentos atuais adotados já atendem a segurança necessária. A adoção de procedimentos dessa natureza para realizar inspeções detalhadas nos sistemas de proteção, usando operadores das instalações, além de provocar atrasos desnecessários nos processos de recomposição, pode gerar diagnósticos inadequados ou até mesmo a atuação acidental do esquema, por erro humano ou por falha material do sensor de tensão usado. Assim, a Chesf entende que a implantação destes procedimentos especiais de inspeção detalhada nos sistemas de proteção, para liberação de manobras de equipamentos desligados pela atuação de falha de disjuntor, deve se restringir às subestações de 500 kV com arranjo em disjuntor e meio, com cadeias de proteção estática e eletromecânica. Comentários do ONS sobre o item 6.4: O ONS mantém a recomendação de que a implantação desses procedimentos especiais de inspeção detalhada deve envolver os setores de 500 kV e 230 kV das instalações consideradas estratégicas, visando evitar a ocorrência de perturbações similares. 6.5. Recomendação 9.1.10 do relatório ONS. A alteração da relação dos TC das linhas de transmissão 500 kV 05C3 e 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho só pode ser realizada após conclusão dos estudos e devida programação executiva. A Chesf esclarece que o prazo estipulado de Jul/2011 se refere à conclusão do estudo para revisão dos ajustes. A implantação desses ajustes dependerá dos recursos necessários determinados pelo estudo, e será oportunamente nivelada com o ONS. Comentários do ONS sobre o item 6.5: O ONS entende ser indispensável o estabelecimento de prazos pela Chesf de todas as fases necessárias para implantação da medida recomendada. 6.6. Recomendação 9.1.11 do relatório ONS. A Chesf esclarece que a subestação de Camaçari II já dispõe de dispositivo de controle que possibilita a recomposição da área Sul pela interligação SE/NE e posterior fechamento do anel desta área Sul com o restante do sistema Nordeste. Portanto, este recurso poderia ter sido utilizado durante a ocorrência, caso o ONS tivesse solicitado. A Chesf, levando em conta a solicitação do ONS constante somente na Versão 4 do RAP ONS, envidará esforços para antecipação da implantação do dispositivo de medição de ângulo, previsto no PMIS 2008/2011, de agosto para julho de 2011. Ressalta-se ainda que não existe procedimento operativo do ONS disponibilizado para execução da ação pretendida. Diante desta situação, considerando a existência do recurso, recomenda-se ao ONS RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 111 de 121
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    agilizar a disponibilizaçãodo procedimento que possibilite a recomposição da área Sul pela interligação SE/NE e posterior fechamento do anel desta área Sul com o restante do sistema Nordeste. Comentários do ONS sobre o item 6.6: O ONS não concorda com esta recomendação. A última revisão dos estudos de recomposição da área Sul foi concluída em agosto/2008 pelo ONS. Esta revisão incluía, dentre outras, a opção de normalização da SE Camaçari II pela interligação SE/NE, a qual não foi operacionalizada devido à inexistência de dispositivo de medição angular na SE Camaçarí II, que é um requisito necessário para possibilitar o fechamento de anel ou paralelo de forma segura. Além dos procedimentos existentes àquela época para recomposição da SE Camaçari II, que eram a energização através das LTs 500 kV Luiz Gonzaga/Olindina/Camaçari (S4/L4) e Paulo Afonso IV/Olindina/Camaçari (S5/L5), o ONS utilizou-se desses estudos para acrescentar mais um procedimento que foi o de recomposição da SE Camaçari II através das LTs 500 kV Xingó/Jardim/Camaçari (V6/L6). Consultada à época, a CHESF informou que não dispunha de dispositivo de medição angular para fechamento deste paralelo em Camaçari II na chegada da LT 500kV oriunda de Olindina e Jardim. A implantação deste procedimento foi postergada, sendo incluída a implantação deste recurso no Plano de Melhorias das Instalações de Interesse Sistêmico (PMIS-133/2008). O dispositivo de controle informado pela CHESF como já disponível, é um relé de verificação de sincronismo, cujos ajustes internos servem de parâmetro para o fechamento do disjuntor em condições adequadas de manobra, e não para informar a medida angular existente que permita um controle do requisito estabelecido para realização desta manobra. Igual recurso foi necessário na interligação SE/NE e instalado pela TSN na SE Bom Jesus da Lapa II, o que permite exercer o controle da defasagem angular durante as manobras de fechamento em anel. 6.7. Atuação das proteções de distância. Com relação ao item 5.1.3 do relatório ONS, conforme já informado na segunda reunião para análise da perturbação, a Chesf já concluiu a análise da atuação destas proteções, identificando a correta sensibilização da zona 1 destes relés, compatível com os níveis de tensão e corrente registrados. Comentários do ONS sobre o item 6.7: O ONS entende que não deveria ocorrer a abertura simultânea das LTs 230 kV Senhor do Bonfim II/Irecê e Irecê/Bom Jesus da Lapa II, mas de apenas uma destas LTs. 6.8. Desempenho das proteções de sobretensão. Referente ao item 5.1.4 do relatório do ONS, a Chesf após análise dos registros oscilográficos identificou a atuação das seguintes proteções de sobretensão, nos terminais de sua propriedade: RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 112 de 121
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    6.8.1. Atuação correta da proteção de sobretensão instantânea 59I da linha de transmissão 500 kV 05V3 Milagres/Quixadá, no tempo T=T4+14s. Conforme registro oscilográfico, a tensão atingiu 640 kV nesse terminal, compatível com o ajuste de 130% (648 kV) desta unidade. 6.8.2. Atuação correta da proteção de sobretensão instantânea 59I da linha de transmissão 500 kV 05V5 Quixadá/Fortaleza II, no tempo T=T4+14s. Conforme registro oscilográfico, a tensão atingiu 638 kV nesse terminal, compatível com o ajuste de 130% (648 kV) desta unidade. 6.8.3. Atuação correta da proteção de sobretensão temporizada 59T da linha de transmissão 500 kV 05L6 Jardim/Camaçari II, no tempo T=T4+37s. Conforme registro oscilográfico, a tensão atingiu 593 kV nesse terminal, compatível com o ajuste de 121% (607 kV) desta unidade e relação pickup / dropout de 98%. Na última versão o ONS considerou adequado o desempenho das proteções atuadas. A Chesf concorda com o exposto. Recomenda-se ao ONS realizar estudos no sentido de aprofundar os motivos que provocaram os níveis de sobretensão verificados durante a perturbação. Comentários do ONS: O ONS irá analisar detalhamente os registros oscilográficos referentes a estas ocorrências, a fim de verificar os motivos que provocaram os níveis de sobretensão verificados durante a perturbação. 6.9. Recomposição do sistema sem as linhas de transmissão 500 kV 05C3 e 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho. Durante o processo de recomposição houve dificuldade para energização em carga da linha de transmissão 500 kV 05C4, estando a linha de transmissão 500 kV 05C3 indisponível. Diante desta situação e com o objetivo de agilizar a recomposição, a Chesf sugeriu ao ONS que prosseguisse a recomposição sem as referidas linhas de transmissão, tendo o ONS informado que não tinha procedimento para esta configuração. Em função da situação citada, recomenda-se ao ONS elaborar estudos e procedimentos no sentido de possibilitar a recomposição do sistema sem as linhas de transmissão 500 kV 05C3 e 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho, de modo a dar flexibilidade e agilidade na recomposição do sistema. Comentários do ONS sobre o item 6.9: Atualmente não existem procedimentos para fechamento do paralelo da ilha Nordeste com o restante do SIN através da área Norte da região Nordeste, pela RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 113 de 121
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    sua reduzida possibilidadede utilização. Apesar desse fato, o ONS desenvolverá estudos no sentido de contemplar esta alternativa. 7. Conclusões Considerando as análises já realizadas, na visão Chesf pode-se concluir que: 7.1. A falha do sistema de proteção da linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho, no terminal da subestação Luiz Gonzaga, embora tenha sido a origem do desligamento inicial, não se constituiu em fator determinante para a dimensão da ocorrência, considerando que a indisponibilidade das funções desligadas foi suportada pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), sem repercussão para a carga atendida. 7.2. A decisão do ONS de recompor a linha de transmissão 500 kV 05C3 Luiz Gonzaga/Sobradinho, com a configuração em que todos os bays estavam incompletos na subestação Luiz Gonzaga, degradando a confiabilidade do arranjo de disjuntor e meio, além do valor de intercâmbio praticado e da indisponibilidade da linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí/Milagres, de propriedade do agente Iracema, levou o sistema a operar em condições adversas com atuações de proteções de caráter sistêmico que provocaram outros desligamentos. Caso a opção do ONS tivesse sido normalizar a subestação 500 kV Luiz Gonzaga iniciando pela recomposição da barra 05B1, não teria ocorrido a perturbação na dimensão verificada. Apenas ocorreria o desligamento da barra 05B2, sem reflexos na carga. Comentários do ONS sobre as conclusões 7.1 e 7.2: O ONS não concorda com estas conclusões 7.1 e 7.2, pois a falha do sistema de proteção do terminal da SE Luiz Gonzaga da LT 500 kV Luiz Gonzaga/Sobradinho 05C3 associada à liberação intempestiva desta LT sem a correta identificação das causas do desligamento e dos riscos envolvidos, foram as causas do início desta perturbação, conforme exaustivamente comentado em itens anteriores. 7.3. A degradação do sistema resultou em um ponto de operação instável, com sobretensões no 500 kV, implicando em desligamentos sequenciais de unidades geradoras e conseqüente colapso do sistema elétrico da região Nordeste, com a freqüência violando o limite admitido em Procedimento de Rede, atingindo 46 Hz. Comentários do ONS sobre a conclusão 7.3: O ONS não concorda com a conclusão 7.3, pois após a abertura das interligações com a região Nordeste não foram observadas perdas de sincronismo entre as máquinas do sistema Nordeste ilhado, nem a operação generalizada de proteções de caráter sistêmico, que justifiquem a afirmativa da Chesf. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 114 de 121
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    7.4. No processode recomposição ocorreram dificuldades que requerem aprofundamento na análise e providências por parte dos agentes envolvidos, tais como, dificuldades para o autorrestabelecimento da UHE Xingó, sincronização de unidades geradoras no Complexo Paulo Afonso e manobras de chave seccionadora, no caso da Chesf, e violação de carregamento da linha de transmissão 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho, no caso do ONS. Comentários do ONS sobre a conclusão 7.4: Esta conclusão é desnecessária, pois esses assuntos já estão suficientemente tratados no item 7.3 do RAP. 7.5. Faz-se necessária uma reavaliação dos procedimentos atuais de segurança do sistema, que são adotados para operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), tendo em vista a dimensão alcançada por esta ocorrência a partir de um desligamento parcial de uma instalação da Rede Básica. Comentários do ONS sobre a conclusão 7.5: O desligamento ocorrido na SE Luiz Gonzaga não pode ser minimizado, mesmo sendo um desligamento inicialmente parcial, pois foi de grande impacto para toda a região Nordeste, além de envolver vários equipamentos desta instalação, e considerando a sua importância estratégica para todo o Sistema Nordeste. Além disso, deve-se considerar que o Sistema Nordeste concentra praticamente toda a sua geração em um único ponto, que é o complexo Paulo Afonso / Xingó / Itaparica, de forma que contingências múltiplas neste ponto tem repercussão significativa e sistêmica para toda a região. O ponto importante a destacar é que o Sistema Nordeste alcançou um novo ponto de equilíbrio após esta contingência originada na SE Luiz Gonzaga. O colapso total foi provocado pelo desligamento posterior indevido das usinas de Xingó e Paulo Afonso IV. 7.6. As causas determinantes da perturbação foram sistêmicas e podem ser resumidas nos seguintes aspectos: 7.6.1. Sistema operando com intercâmbios acima do limite de segurança, para a natureza da ocorrência, com a linha de transmissão 500 kV São João do Piauí/Milagres, do agente Iracema, fora de operação, e com potência sincronizada na região Nordeste insuficiente para atender o limite de frequência mínima estabelecido nos Procedimentos de Rede. Esta violação de limites provocou o agravamento da perturbação. Comentários do ONS sobre o item 7.6.1: O ONS não concorda com a conclusão 7.6.1, pois no momento da perturbação estavam sendo respeitados todos os limites de transmissão, os quais estavam em conformidade com os critérios estabelecidos nos Procedimentos de Rede. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 115 de 121
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    7.6.2. Sistema operandocom margem insuficiente de compensação de potência reativa indutiva em regime permanente, levando a uma absorção de potência reativa elevada nos geradores e nos compensadores síncronos e estáticos. Comentários do ONS sobre o item 7.6.2: O ONS não concorda com a conclusão 7.6.2, pois no momento da perturbação o sistema operava com todos os seus elementos de transmissão, sem nenhuma linha de transmissão desligada para controle de tensão, com todos os geradores e compensadores síncronos e estáticos dentro das suas faixas normais de operação, e com todas as barras do sistema Nordeste operando dentro das faixas de controle de tensão estabelecidas de comum acordo com os Agentes da região. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 116 de 121
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    ANEXO 2 AORELATÓRIO Registro das Considerações da Coelba / Celpe / Cosern Em atenção à carta ONS-028/300/2011, apresentamos comentários à minuta do Relatório de Análise da Perturbação do dia 04/02/2011, às 00h08min. Os comentários apresentados também consideraram a análise do referido relatório, efetuada pela Chesf. A perturbação do dia 04 de fevereiro de 2011 resultou no desligamento de componentes importantes do sistema Interligado, perdas das interligações norte-nordeste e sudeste- nordeste, com o corte de cerca de 7.400 MW de carga de consumidores. Esse desligamento e a recomposição do sistema, que teve duração média de 194 minutos, causaram grande impacto na sociedade nordestina, tendo em vista os prejuízos econômicos causados pela interrupção de processos produtivos e pelos danos em equipamentos provocados por variações da tensão. Conforme pode ser observado nas análises disponíveis sobre o evento, o sistema leste do Nordeste passou por diversas variações dos parâmetros elétricos, incluindo um elevado afundamento da freqüência no sistema e uma sobretensão sustentada decorrente da rejeição natural de carga e atuação do ERAC até o 5º estágio. CAUSA DETERMINANTE DA PERTURBAÇÃO A análise do evento, as conclusões e as recomendações apresentadas para evitar a sua reincidência, conforme constam nos relatórios do ONS e da Chesf apresentam divergências quanto ao caráter da falha e da sua propagação. De acordo com o relatório do ONS, os procedimentos de liberação da linha 05C3 Luiz Gonzaga – Sobradinho para a operação foram inadequados, uma vez que não houve um diagnóstico preciso das anormalidades existentes: “A disponibilização de equipamentos para as manobras de normalização após desligamentos deve ser precedida de diagnóstico que visa à identificação correta e segura do ocorrido e das ações corretivas necessárias para o isolamento do defeito e garantia da segurança da manobra.” “Esse princípio aplica-se particularmente a disponibilização para re-energização da LT 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1, quando a mesma não poderia ter sido disponibilizada uma vez que não havia um diagnóstico preciso das anormalidades existentes, que somente veio a ser identificado às 05 horas.” Segundo a Chesf, “a decisão do ONS de recompor a linha de transmissão 500 kV 05C3 RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 117 de 121
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    Luiz Gonzaga/Sobradinho, coma configuração em que todos os bays estavam incompletos na subestação Luiz Gonzaga, degradando a confiabilidade do arranjo de disjuntor e meio, além do valor de intercâmbio praticado e da indisponibilidade da linha de transmissão 500 kV 05V4 São João do Piauí/Milagres, de propriedade do agente Iracema, levou o sistema a operar em condições adversas com atuações de proteções de caráter sistêmico que provocaram outros desligamentos.” Portanto, de acordo com a Chesf, “as causas determinantes da perturbação foram sistêmicas e podem ser resumidas nos seguintes aspectos: · Sistema operando com intercâmbios acima do limite de segurança, para a natureza da ocorrência, com a linha de transmissão 500 kV São João do Piauí/Milagres, do agente Iracema, fora de operação, e com potência sincronizada na região Nordeste insuficiente para atender o limite de frequência mínima estabelecido nos Procedimentos de Rede. Esta violação de limites provocou o agravamento da perturbação. · Sistema operando com margem insuficiente de compensação de potência reativa indutiva em regime permanente, levando a uma absorção de potência reativa elevada nos geradores e nos compensadores síncronos e estáticos.” No nosso entendimento, não é aceitável considerar a perturbação do dia 04 de fevereiro como sendo decorrente de causas sistêmicas ou, simplesmente, por falha de procedimentos para liberação de linhas e de equipamentos. Identifica-se nessa perturbação e em outras semelhantes ocorridas anteriormente, propagação de defeitos que deveriam ter sido isolados localmente e que não foram, em decorrência da existência de sistemas de proteção desatualizados ou insuficientes para proteger componentes tão importantes do Sistema Interligado. Não é aceitável que a falha isolada de uma placa eletrônica de um sistema de proteção de um disjuntor de 500 kV de uma subestação específica, Luiz Gonzaga, provoque perturbação tão significativa e com prejuízos expressivos para a sociedade nordestina. É inadmissível que após a ocorrência de tantos eventos de grande impacto no sistema interligado e dos diagnósticos realizados, continuem sendo postergados investimentos na atualização e na substituição de sistemas de proteção que têm contribuído de maneira significativa para a propagação de desligamentos de componentes da Rede Básica, desnecessariamente. No relatório do ONS observa-se que a desatualização tecnológica de sistemas de proteção é assunto antigo, uma vez que recomenda à CHESF: “Dar prosseguimento ao plano de substituição gradativa das cadeias de proteção eletromecânicas e estáticas das linhas de transmissão de tensão de 500 kV e 230 kV, disponibilizando o cronograma deste plano ao ONS, para posterior encaminhamento à RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 118 de 121
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    ANEEL e aoCMSE/MME. Para as cadeias de proteção GE MOD III, a Chesf já procedeu a substituição de 10 dos 22 terminais de proteção de linha de 500 kV onde esse tipo de proteção foi originalmente implantado. Os 12 terminais restantes terão suas substituições priorizadas. Prazo: Dez/2012. (A Chesf envidará esforços para antecipar)” O relatório da CHESF concorda com a recomendação do ONS de substituição dos sistemas de proteção dos terminais de 500 kV e 230 kV, porém diverge com relação à elaboração de um novo plano de substituição, ao comentar: “A Chesf esclarece que o prazo estipulado de Dez/2012 se refere aos 12 terminais de proteção que ainda estão com cadeias de proteção GE MOD III, para os quais envidará esforços no sentido de reduzir esse prazo. A substituição das proteções eletromecânicas e estáticas dos demais terminais de 500 e 230 kV seguirá o cronograma estabelecido no seu Plano de Substituição de Cadeias de Proteção.” Portanto, no nosso entendimento, a causa determinante dessa perturbação decorreu da insuficiência e desatualização dos sistemas de proteção de importantes ativos da Rede Básica, por falta de prioridade na realização dos investimentos necessários. Consideramos as outras causas, a exemplo de procedimentos operativos para liberação de equipamentos e de linhas e para reenergização de linhas do sistema, como sendo secundárias. PROBLEMAS NA RECOMPOSIÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO De acordo com o relatório do ONS: “Ocorreram dificuldades operativas na UHE Xingó que impossibilitaram a execução do processo de auto-estabelecimento (Black Start) dessa usina, tornando necessário iniciar o processo de recomposição com tensão do SIN, por uma rota alternativa a partir da SE Sobradinho. A ausência de sistema de Black Start nas usinas Paulo Afonso IV e Luiz Gonzaga, já recomendado pelo ONS, retardou o processo de recomposição da área desligada na Região Nordeste.” É preocupante constatar-se que usinas do porte de Paulo Afonso IV (6x410 MW) e Luiz Gonzaga (6x250 MW) não possuam equipamentos de auto-estabelecimento, tão essenciais na recomposição de sistemas. Por sua vez, a Chesf admite que: “No processo de recomposição ocorreram dificuldades que requerem aprofundamento na análise e providências por parte dos agentes envolvidos, tais como, dificuldades para o autorrestabelecimento da UHE Xingó, sincronização de unidades geradoras no Complexo Paulo Afonso e manobras de chave seccionadora, no caso da Chesf, e RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 119 de 121
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    violação de carregamentoda linha de transmissão 500 kV 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho, no caso do ONS”. Finalmente, O ONS recomenda à CHESF: “Implantar e testar recurso de Black Start na Usina de Luiz Gonzaga. Prazo: Jun/2011. (A Chesf envidará esforços para antecipar)” “Implantar e testar recurso de Black Start na Usina de Paulo Afonso IV Prazo: Out/2011. (A Chesf envidará esforços para antecipar)” O relatório do ONS destacou ainda outro aspecto que contribuiu para dificultar a recomposição do sistema: a limitação da capacidade de transporte das linhas Luiz Gonzaga – Sobradinho, imposta pela utilização de TCs na relação 1500:5. De acordo com o ONS, a capacidade dessa linha corresponde a 2500 A. Dessa forma, o relatório recomenda: “Alterar a relação dos TCs das LTs 500 kV Sobradinho / Luiz Gonzaga C1 e C2, de 1500:5 para 3000:5 (relação máxima) e reavaliar os ajustes das proteções das LTs e barras da SE Luiz Gonzaga, de modo a não impor limitação à potência transferida pelas referidas linhas, que é de 2.500 A de acordo com o CPST. Prazo: Jul/2011.” De acordo com a Chesf, “A alteração da relação dos TC das linhas de transmissão 500 kV 05C3 e 05C4 Luiz Gonzaga/Sobradinho só pode ser realizada após conclusão dos estudos e devida programação executiva. A Chesf esclarece que o prazo estipulado de Jul/2011 se refere à conclusão do estudo para revisão dos ajustes. A implantação desses ajustes dependerá dos recursos necessários determinados pelo estudo, e será oportunamente nivelada com o ONS.” Mais uma vez destacamos a questão da postergação de investimentos em componentes fundamentais para operação do sistema interligado e a necessidade de rediscutir a priorização desses investimentos. CONCLUSÃO Reiteramos que a causa e a duração do desligamento que atingiu grande parte do sistema elétrico do Nordeste nos dias 03 e 04 de fevereiro de 2011 não foram decorrentes de causas sistêmicas, mas da postergação de investimentos em equipamentos de proteção que sinalizem e indiquem auto-diagnóstico evitando-se a propagação desnecessária de defeitos, inadequação do dimensionamento das proteções de interligação entre usinas, impedindo o uso do carregamento nominal das linhas de transmissão, ausência de sistemas “black-start” nas usinas de Luiz Gonzaga e Paulo Afonso IV para agilizar o processo de recomposição do sistema elétrico, além da revisão de procedimentos operacionais indicados nos relatórios do RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 120 de 121
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    ONS e daChesf, para o correto desempenho do ERAC e do SEP como esquemas de corte de carga, procedimentos operativos para recomposição de sistema, margem de segurança do sistema, entre outros. RE 3-0032/2011 Análise da Perturbação do dia 04/02/2011 à 00h21min envolvendo parte dos Estados da Região Nordeste. Pág 121 de 121