Advérbios de constituinte, advérbios sentenciais e de discurso

O constituinte e a sentença como escopo do advérbio:

· Hedges ou advérbios de “circunscrição”: limitam o ponto de vista sob o qual pode ser considerada correta a asserção (no fundo, de
fato, oficialmente, praticamente, humanamente, pura e simplesmente etc..):

(2) “Menos é mais. Principalmente, quando o assunto é roupa. Novo Lux firmassage.”

LUX (Marie Claire, julho/205)

· Quase-modais: modalizam a asserção advérbios sentenciais do tipo realmente, provavelmente, possivelmente, dificilmente etc..:

(3) Francamente, a única coisa instantânea na sua empresa é o café. Na Nextel tudo é direto, até na hora de dizer as verdades.”

Nextel direto. Esse é o nosso jeito.

                                                                                                                                  (Veja Rio, 21/04/04)

· Aspectualizadores: ainda uma outra classe de advérbios sentenciais indica a freqüência com que um evento se reitera. Trata-se de advérbios do
tipo: geralmente, diariamente, de vez em quando, às/algumas vezes etc.. Poderíamos, talvez, chamá-los de “quantificacionais” ou quase-
quantificacionais”, mas por expressarem quantificação sobre eventos (e não sobre objetos) e pelas restrições que impõem ao aspecto verbal, preferiu-
se a denominação de aspectualizadores:

(4) “Finalmente um produto de beleza que elimina tudo o que você deseja.”

Bic soleil for women. - (Caras, Ano 12, No. 27 – 08/07 2005)




Atitude proposicional: referem uma apreciação, geralmente do falante, sobre o conteúdo da proposição (in)felizmente).

Said Ali (1971: 37), ao se referir a “expressões de situação”, já chamava a atenção para esse tipo de advérbios que nada têm a ver com o verbo da
oração. Na frase “Os ladrões felizmente não arrombaram o cofre quer dizer que houve felicidade para o dono do cofre, não para os ladrões”. Enuncia-
se, portanto, uma avaliação do enunciador de cunho subjetivo, o advérbio sendo um modalizador, um “advérbio de frase”:

(5) “Felizmente, tudo o que você conhecia até hoje sobre hospitais está com os dias contados.”

                                                                                          (São Sebastião Hospital das Clínicas. O Globo, 05-08-2001)

Alguns advérbios, sobretudo os dêiticos, podem aplicar-se a unidades cujas dimensões ultrapassam não só os limites dos constituintes, como também
os da sentença. Esses advérbios dêiticos-anafóricos são o que denominamosadvérbios do discurso. Caracterizam-se por introduzir um novo momento
na organização discursiva, que se distingue do anterior por uma mudança de tópico e de orientação discursiva (ex. o advérbio agora com valor de
contra-expectativa).

Segundo Ilari (op. cit., p. 86), não deve causar estranheza encontrar elementos dêiticos-anafóricos em função discursiva, já que “entre a dêixis
propriamente dita e anáfora e entre anáfora e operações discursivas, há um progressivo esvaziamento da dimensão espaço-temporal, na medida em
que o discurso se torna a dimensão de referência”.

Comparemos os três exemplos seguintes com o advérbio “agora”:

(6) “Verão de ofertas Toque a campainha. A maior onda de preços baixos. Compre agora e só comece a pagar em 60 dias.”

Toque a campainha (Veja-Rio, 21/01/04)

(7) “Ana 36, dava uma volta no shopping todo dia. Agora dá uma volta no quarteirão com seu cachorro.” - Ferla (Caras, Ano 12, No. 27 – 08/07 2005)

(8) “Você vai ficar charmoso e elegante. Agora, bonito é por sua conta.”

Dailisse Mitsubishi Motors - (Jornal do Brasil, 06/06/1999)

Os exemplos (6), (7) e (8) ilustram bem o emprego de “agora” aplicado a segmentos de amplitude e natureza lingüística diferentes. Em (6) esse
segmento se restringe à predicação e agora indica que a ação se realiza no momento da enunciação; em (7), agora estabelece para a ação um quadro
de referência temporal que inclui o momento de enunciação, mas se estende além dele e, em (8), esse dêitico aplica-se a unidades cuja dimensão
ultrapassa não só os limites do constituinte, como também da sentença. Trata-se do advérbio de discurso, que, no caso em questão, abarca uma
seqüência discursiva mais ampla, o agora definindo um novo momento na organização do discurso, que se distingue do anterior por uma mudança de
tópico e de orientação discursiva, em relação ao trecho que o precede. Ocorre o mesmo com o advérbio já, no exemplo (9):

(9) “Para você, a tecnologia HP Photoret é uma nova era. Já para a concorrência é o apocalipse.” - Hewlett Packard (Isto É, 21/04/1999)
Em outro trabalho (Monnerat, 2001), tratamos dessas formas lingüísticas sob a ótica do mecanismo sintático da contrajunção, ou contra-expectativa, já
que tanto o agora, como o já veiculam uma idéia de contra-expectativa em relação à conseqüência implícita da asserção de base, podendo ambos ser
para fraseados por mas

                                                      Advérbios predicativos e não predicativos

                                                                · Advérbios predicativos

          São basicamente representados pelos advérbios “qualitativos” e por advérbios intensificadores. São predicativos também os modalizadores e
          os aspectualizadores.

A primeira dessas classes – a dos advérbios qualitativos – representada por construções do tipo “comer bem” (construção paralela à “comida boa”)
corresponderia aos casos em que Pottier (1976) afirma que “o advérbio está para o verbo assim como o adjetivo está para o substantivo. Encontram-se
advérbios qualitativos de adjetivos, de verbos e de advérbios (por exemplo, maravilhosamente bem):

(10) “Sala de estar bem”

Claristique vidros: portas e janelas - (Caras, Ano 12, No. 27, 08/07 2005)

Nesse caso, o advérbio se restringe à predicação.

Os advérbios intensificadores (sobretudo as ocorrências de mais e muito) são prototipicamente usados com verbos, adjetivos e advérbios, não se
descartando, porém, seu emprego ao lado de substantivos e pronomes, emprego esse que, à vezes, pode soar como metáfora (Cf. Ele é muito gente,
ou o chefe é muito ele.).

No texto publicitário, esses advérbios intensificadores assumem importante papel na intensificação das qualidades do produto anunciado. Assim,
convém referirmo-nos, em primeiro lugar, aos advérbios que formam não só o comparativo de superioridade dos adjetivos, como também o superlativo
absoluto analítico e o superlativo relativo de superioridade, portanto, com função de intensificação. Esses advérbios são os advérbios de intensidade,
também chamados nas gramáticas mais antigas de advérbios de quantidade. Relacionam-se a adjetivos e a outros advérbios para expressar grau.

Vale destacar, neste ponto, o estudo de Quirk (1985) – de base semântica – para os advérbios intensificadores do inglês, que pode ser transposto para
o português.

Sugere o autor um quadro paralelo ao que apresenta para o estudo dos adjetivos intensificadores (intensifiers). Refere-se, por um lado, aos
advérbios enfatizadores (expressam o papel semântico da modalidade, reforçando o valor de verdade do termo que modificam, o qual, por sua vez,
não implica noção de gradação; são advérbios de modo que salientam e reforçam o
descrito: definitivamente, honestamente, claramente, seguramente etc.) – já por nós referidos como quase-modais – e, por outro, aos intensificadores,
cuja caracterização está extrinsecamente ligada à noção semântica de grau. Distingue dois conjuntos de intensificadores:
os amplificadores (amplifiers), que projetam escala acima o produto a que se referem e os moderadores (downtoners). Os primeiros ainda se
subdividem em maximizadores (maximizers): totalmente, completamente, inteiramente etc.
e encorajadores ou levantadores (boosters): muito, mais, bastante etc. e os segundos,
em aproximadores (approximators): quase, aproximadamente; conciliadores (compromisers): mais ou menos, uma espécie
de; diminuidores (diminishers): parcialmente, moderadamente e minimizadores (minimizers): dificilmente, no mínimo.

Desses, obviamente, são os amplificadores que interessam à linguagem publicitária. Os maximizadores indicam o mais alto grau, são superlativos,
geralmente sinalizam para uma leitura hiperbólica: o melhor, o máximo, completamente; oslevantadores são uma classe aberta, referem-se a um ponto
alto numa escala. Incluem a comparação e a exclamação, os graus dos adjetivos e dos advérbios. Os moderadores só aparecem na publicidade
quando se quer atenuar os aspectos negativos do produto, ou os positivos do concorrente.

Ex:(11) “Mais de 100 Gerentes de Relacionamento altamente treinados e assessoria financeira para cada cliente. Completamente Prime.”

Bradescompleto – Prime(Isto É, 1867, 27-07-2005)

Incluem-se, ainda, no grupo dos advérbios predicativos, os aspectualizadores e os modalizadores , cujo papel já foi descrito em secção anterior.

                                                              · Advérbios não-predicativos

Trata-se de advérbios para os quais não cabe falar em modificação de sentido. Esses advérbios poderiam ser reunidos numa mesma classe,
de advérbios de verificação. Encontram-se nesse grupo as expressões de inclusão/ exclusão (inclusive, só) e de focalização (justamente, exatamente).

(12) “ Só este selo garante a qualidade dos suprimentos originais HP.” - HP (Veja, 27/07/2005)

Levando em conta todos esses fatos, poderíamos dizer que uma classificação mais completa do advérbio dependeria, no mínimo, de dois tipos de
gramática: (1) uma gramática que estuda as expressões do ponto de vista de sua constituição e de sua conexidade; (2) uma gramática que define e
organiza unidades relevantes para a compreensão do fluxo de informações e da coesão textual.

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  • 1.
    Advérbios de constituinte,advérbios sentenciais e de discurso O constituinte e a sentença como escopo do advérbio: · Hedges ou advérbios de “circunscrição”: limitam o ponto de vista sob o qual pode ser considerada correta a asserção (no fundo, de fato, oficialmente, praticamente, humanamente, pura e simplesmente etc..): (2) “Menos é mais. Principalmente, quando o assunto é roupa. Novo Lux firmassage.” LUX (Marie Claire, julho/205) · Quase-modais: modalizam a asserção advérbios sentenciais do tipo realmente, provavelmente, possivelmente, dificilmente etc..: (3) Francamente, a única coisa instantânea na sua empresa é o café. Na Nextel tudo é direto, até na hora de dizer as verdades.” Nextel direto. Esse é o nosso jeito. (Veja Rio, 21/04/04) · Aspectualizadores: ainda uma outra classe de advérbios sentenciais indica a freqüência com que um evento se reitera. Trata-se de advérbios do tipo: geralmente, diariamente, de vez em quando, às/algumas vezes etc.. Poderíamos, talvez, chamá-los de “quantificacionais” ou quase- quantificacionais”, mas por expressarem quantificação sobre eventos (e não sobre objetos) e pelas restrições que impõem ao aspecto verbal, preferiu- se a denominação de aspectualizadores: (4) “Finalmente um produto de beleza que elimina tudo o que você deseja.” Bic soleil for women. - (Caras, Ano 12, No. 27 – 08/07 2005) Atitude proposicional: referem uma apreciação, geralmente do falante, sobre o conteúdo da proposição (in)felizmente). Said Ali (1971: 37), ao se referir a “expressões de situação”, já chamava a atenção para esse tipo de advérbios que nada têm a ver com o verbo da oração. Na frase “Os ladrões felizmente não arrombaram o cofre quer dizer que houve felicidade para o dono do cofre, não para os ladrões”. Enuncia- se, portanto, uma avaliação do enunciador de cunho subjetivo, o advérbio sendo um modalizador, um “advérbio de frase”: (5) “Felizmente, tudo o que você conhecia até hoje sobre hospitais está com os dias contados.” (São Sebastião Hospital das Clínicas. O Globo, 05-08-2001) Alguns advérbios, sobretudo os dêiticos, podem aplicar-se a unidades cujas dimensões ultrapassam não só os limites dos constituintes, como também os da sentença. Esses advérbios dêiticos-anafóricos são o que denominamosadvérbios do discurso. Caracterizam-se por introduzir um novo momento na organização discursiva, que se distingue do anterior por uma mudança de tópico e de orientação discursiva (ex. o advérbio agora com valor de contra-expectativa). Segundo Ilari (op. cit., p. 86), não deve causar estranheza encontrar elementos dêiticos-anafóricos em função discursiva, já que “entre a dêixis propriamente dita e anáfora e entre anáfora e operações discursivas, há um progressivo esvaziamento da dimensão espaço-temporal, na medida em que o discurso se torna a dimensão de referência”. Comparemos os três exemplos seguintes com o advérbio “agora”: (6) “Verão de ofertas Toque a campainha. A maior onda de preços baixos. Compre agora e só comece a pagar em 60 dias.” Toque a campainha (Veja-Rio, 21/01/04) (7) “Ana 36, dava uma volta no shopping todo dia. Agora dá uma volta no quarteirão com seu cachorro.” - Ferla (Caras, Ano 12, No. 27 – 08/07 2005) (8) “Você vai ficar charmoso e elegante. Agora, bonito é por sua conta.” Dailisse Mitsubishi Motors - (Jornal do Brasil, 06/06/1999) Os exemplos (6), (7) e (8) ilustram bem o emprego de “agora” aplicado a segmentos de amplitude e natureza lingüística diferentes. Em (6) esse segmento se restringe à predicação e agora indica que a ação se realiza no momento da enunciação; em (7), agora estabelece para a ação um quadro de referência temporal que inclui o momento de enunciação, mas se estende além dele e, em (8), esse dêitico aplica-se a unidades cuja dimensão ultrapassa não só os limites do constituinte, como também da sentença. Trata-se do advérbio de discurso, que, no caso em questão, abarca uma seqüência discursiva mais ampla, o agora definindo um novo momento na organização do discurso, que se distingue do anterior por uma mudança de tópico e de orientação discursiva, em relação ao trecho que o precede. Ocorre o mesmo com o advérbio já, no exemplo (9): (9) “Para você, a tecnologia HP Photoret é uma nova era. Já para a concorrência é o apocalipse.” - Hewlett Packard (Isto É, 21/04/1999)
  • 2.
    Em outro trabalho(Monnerat, 2001), tratamos dessas formas lingüísticas sob a ótica do mecanismo sintático da contrajunção, ou contra-expectativa, já que tanto o agora, como o já veiculam uma idéia de contra-expectativa em relação à conseqüência implícita da asserção de base, podendo ambos ser para fraseados por mas Advérbios predicativos e não predicativos · Advérbios predicativos São basicamente representados pelos advérbios “qualitativos” e por advérbios intensificadores. São predicativos também os modalizadores e os aspectualizadores. A primeira dessas classes – a dos advérbios qualitativos – representada por construções do tipo “comer bem” (construção paralela à “comida boa”) corresponderia aos casos em que Pottier (1976) afirma que “o advérbio está para o verbo assim como o adjetivo está para o substantivo. Encontram-se advérbios qualitativos de adjetivos, de verbos e de advérbios (por exemplo, maravilhosamente bem): (10) “Sala de estar bem” Claristique vidros: portas e janelas - (Caras, Ano 12, No. 27, 08/07 2005) Nesse caso, o advérbio se restringe à predicação. Os advérbios intensificadores (sobretudo as ocorrências de mais e muito) são prototipicamente usados com verbos, adjetivos e advérbios, não se descartando, porém, seu emprego ao lado de substantivos e pronomes, emprego esse que, à vezes, pode soar como metáfora (Cf. Ele é muito gente, ou o chefe é muito ele.). No texto publicitário, esses advérbios intensificadores assumem importante papel na intensificação das qualidades do produto anunciado. Assim, convém referirmo-nos, em primeiro lugar, aos advérbios que formam não só o comparativo de superioridade dos adjetivos, como também o superlativo absoluto analítico e o superlativo relativo de superioridade, portanto, com função de intensificação. Esses advérbios são os advérbios de intensidade, também chamados nas gramáticas mais antigas de advérbios de quantidade. Relacionam-se a adjetivos e a outros advérbios para expressar grau. Vale destacar, neste ponto, o estudo de Quirk (1985) – de base semântica – para os advérbios intensificadores do inglês, que pode ser transposto para o português. Sugere o autor um quadro paralelo ao que apresenta para o estudo dos adjetivos intensificadores (intensifiers). Refere-se, por um lado, aos advérbios enfatizadores (expressam o papel semântico da modalidade, reforçando o valor de verdade do termo que modificam, o qual, por sua vez, não implica noção de gradação; são advérbios de modo que salientam e reforçam o descrito: definitivamente, honestamente, claramente, seguramente etc.) – já por nós referidos como quase-modais – e, por outro, aos intensificadores, cuja caracterização está extrinsecamente ligada à noção semântica de grau. Distingue dois conjuntos de intensificadores: os amplificadores (amplifiers), que projetam escala acima o produto a que se referem e os moderadores (downtoners). Os primeiros ainda se subdividem em maximizadores (maximizers): totalmente, completamente, inteiramente etc. e encorajadores ou levantadores (boosters): muito, mais, bastante etc. e os segundos, em aproximadores (approximators): quase, aproximadamente; conciliadores (compromisers): mais ou menos, uma espécie de; diminuidores (diminishers): parcialmente, moderadamente e minimizadores (minimizers): dificilmente, no mínimo. Desses, obviamente, são os amplificadores que interessam à linguagem publicitária. Os maximizadores indicam o mais alto grau, são superlativos, geralmente sinalizam para uma leitura hiperbólica: o melhor, o máximo, completamente; oslevantadores são uma classe aberta, referem-se a um ponto alto numa escala. Incluem a comparação e a exclamação, os graus dos adjetivos e dos advérbios. Os moderadores só aparecem na publicidade quando se quer atenuar os aspectos negativos do produto, ou os positivos do concorrente. Ex:(11) “Mais de 100 Gerentes de Relacionamento altamente treinados e assessoria financeira para cada cliente. Completamente Prime.” Bradescompleto – Prime(Isto É, 1867, 27-07-2005) Incluem-se, ainda, no grupo dos advérbios predicativos, os aspectualizadores e os modalizadores , cujo papel já foi descrito em secção anterior. · Advérbios não-predicativos Trata-se de advérbios para os quais não cabe falar em modificação de sentido. Esses advérbios poderiam ser reunidos numa mesma classe, de advérbios de verificação. Encontram-se nesse grupo as expressões de inclusão/ exclusão (inclusive, só) e de focalização (justamente, exatamente). (12) “ Só este selo garante a qualidade dos suprimentos originais HP.” - HP (Veja, 27/07/2005) Levando em conta todos esses fatos, poderíamos dizer que uma classificação mais completa do advérbio dependeria, no mínimo, de dois tipos de gramática: (1) uma gramática que estuda as expressões do ponto de vista de sua constituição e de sua conexidade; (2) uma gramática que define e organiza unidades relevantes para a compreensão do fluxo de informações e da coesão textual.