ABCDesign




            1
um caminho
                     a ser trilhado
O amadurecimento do mercado brasileiro e principalmente
paranaense de design, despretenciosamente nos trouxe a idéia
de criar uma revista que revelasse um pouco da história, das
idéias, das tendências e até mesmo das divergências deste
segmento. Além da maturidade, que aponta para a colheita de
promissores frutos, temos agora um grande número de jovens
que estudam design e fizeram dele uma opção profissional, um
caminho a ser trilhado. Por isso mesmo, nesta primeira edição
buscamos formar um mix representativo dos temas que gra-
vitam em torno do design. Criar um canal de divulgação para
aqueles que pensam e fazem o design em seu meio, mesmo
que sejam pioneiros, assim como aqueles que lentamente abri-
ram espaço arduamente para que hoje pudessemos estar aqui
falando sobre design.
Da discussão do papel do designer no mercado de trabalho à
trajetória da revista Gráfica, a mais genial e revolucionária pu-
blicação brasileira deste segmento, que também deu ao design
do Paraná um local de destaque no cenário nacional. Esta pri-
meira edição nos revela que o leque de temas é amplo e que
as discussões em torno do assunto prometem debates apaixo-
nados e apaixonantes. Além de propiciar o debate, tão salutar
para o amadurecimento de idéias e conceitos, esta publicação
também se propõe a dar voz – e espaço – àqueles que fazem
do design um projeto de vida no qual nunca podem faltar ta-
lento, beleza e uma boa dose de ousadia.

        O Editor
4     gráfica. uma revista deEricson Straub
                                     design


      16      design, ideologia e tecnologia
                                     Robson Oliveira




      19        o processo criativo no design
                               Ronaldo Duschenes/Flexiv




20   design de produto, gestual ouMarcelo Castilho
                                   digital?


    26                 rendering. passo a passo
            o que é e como fazer um rendering. Accademia di Disegno




  32         bauhaus. a pedagogia da ação
                               Antonio M. Fontoura




38    a importância da reciclagem do papel
                                   Ivens Fontoura




                              40           casos e cases
                                        OpusMúltipla Comunicações




                43           design ou webdesign?
                                          João Mouzaco
A vIDA, A vIDA...   E A vIDA DA MAIS IMpORtAntE REvIStA DE

                    design do Brasil
                               Você é capaz de adivinhar porque a mais
                               inteligente e sofisticada revista brasileira
                               de design nasceu em Curitiba e conse-
                               guiu sobreviver a todas as tempestades
                               do mercado? Como diria o especialista
                               em marketing, Eloi Zanetti, isto só
                               aconteceu porque “alguém quis”. Neste
                               caso, “o alguém” atende pelo nome de
                               Oswaldo Miranda, mais conhecido como
                               Miran, o homem que fez nascer uma
                               das mais geniais publicações brasileiras
                               de todos os tempos.
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Se editar uma revista nos dias de
           hoje, mesmo com tantos recursos
           tecnológicos, já é um grande feito,
           imagine fazer isso cerca de 20 anos
           atrás, quando não existiam meios
           digitais e, mais do que isso, quan-
           do o custo para produzir qualquer
           material gráfico era inúmeras vezes
           mais alto do que hoje em dia. Esta
           – exatamente esta - é a história da
           revista Gráfica. Tal qual um gato,
           a Gráfica revelou-se com muitas
           vidas, capaz de muitos saltos, sem     Mas o mérito da revista Gráfica não   minho inverso: trazer o melhor do
           nunca perder a elegância. Tal qual     se resume apenas à capacidade de      design mundial para o brasileiros,
           a chuva, que vira vapor, se acumula    transpor dificuldades financeiras e   numa época em que as publicações
           em nuvens para depois precipitar-se    aos métodos de produção. Acima        importadas eram raras e as dificul-
           novamente levando vida, renovando      de tudo, ela inaugurou uma nova       dades para conseguí-las também
           paisagens, alterando cores e formas,   fase para o design no Brasil. Foi a   eras enormes. Em pouco tempo, a
           a Gráfica viveu muitos ciclos para     primeira publicação a divulgar o      revista transformou-se numa ponte
           voltar sempre melhor, porque, na       design brasileiro para o mundo e,     aproximando mercados distantes,
           essência, permanece a mesma.           também, foi pioneira ao fazer o ca-   espelhando tendências, revelando
                                                                                        casos de sucesso e exemplos de
                                                                                        genialidade pelo mundo afora.
                                                                                        Dissociar a revista Gráfica do nome
                                                                                        Miran é praticamente impossível.
                                                                                        Afinal, ela nasceu de um ousado
                                                                                        projeto individual do designer, que
                                                                                        via a necessidade de ter no Brasil
                                                                                        uma revista de design com padrão
                                                                                        internacional. Porém, antes de ana-
                                                                                        lisar a primeira edição da revista,
                                                                                        datada de 1983, é preciso retomar
                                                                                        alguns antecedentes que foram
                                                                                        fundamentais para sua idealização
                                                                                        e realização. Em meados dos anos
                                                                                        70, Curitiba vivia uma saudosa
                                                                                        época de efervescência cultural.
                                                                                        Nos bares da época, entre um
                                                                                        chope e outro, discutia-se política,
                                                                                        arte, cultura, publicidade, poesia,
                                                                                        futebol e design.
 Acima e ao lado,                                                                       Das conversas despretensiosas
    exemplos de
algumas páginas
                                                                                        de personalidades como Paulo
   premiadas do                                                                         Leminski, Sérgio Mercer, Solda,
 Jornal O Raposa
                                                                                        Paulo Vítola e Ernani Buchmann,

          6                                                                             entre outros intelectuais da terri-
          ABCDesign
nha, materializou-se um impresso
em forma de jornal que continha
poesias, opiniões, textos culturais
e de humor, tudo alinhavado por
um refinado trabalho de design
gráfico e ilustração, assinado por
Miran. Percebendo a repercussão
que o material tinha causado,
mesmo sendo apenas fixado             pela Fundação Cultural de Curitiba,     Desde a edição número 1, a Gráfica
                                                                              previlegiou os bons trabalhos de calí-
em bares e pontos culturais de        prosseguindo com sua trajetória de
                                                                              grafos e tipógrafos. Acima páginas da
Curitiba, Miran decidiu procurar      prêmios nacionais e internacionais.     edição número 1.

uma forma mais abrangente para
divulgar as idéias do grupo.          A Grafia
                                      Em 1981, em viagem aos Estados
O Raposa                              Unidos, Miran teve contato com
Foi então que Miran propôs ao         Herb Lubalin, que, naquele mesmo
jornal Diário do Paraná (que          ano, publicou no “Upper, Lower &
atualmente não circula mais) que      Case” - jornal destinado à tipografia
                                                                               Abaixo trabalho de Miran publicado
fosse encartada semanalmente          - uma matéria com o portfólio de         na edição de número 22
uma página intitulada “O Rapo-
sa”. Assim, a produção dos textos,
direção de arte e fotolitos seriam
responsabilidade de Miran, fican-
do a impressão e encarte a cargo
do jornal. A proposta foi aceita e,
em 1976, surgiu um dos embriões
fundamentais para o nascimento
da Gráfica. Muitos dos mais de
250 prêmios internacionais recebi-
dos por Miran foram obtidos com
páginas de “O Raposa”.
A publicação de “O Raposa” em
anuários internacionais fez com o
nome de Miran fosse reconhecido
especialmente nos Estados Uni-
dos, facilitando assim o contato
com importantes ilustradores e
designers gráficos do cenário
internacional, o que, mais tarde,
seria de extrema importância para
o conteúdo da revista Gráfica. “O
Raposa” foi editado pelo Diário do
Paraná até 1978 que então, por
motivos financeiros, interrompeu
sua circulação. A partir dali, “O
Raposa” passou a ser editado
                                                                                                                   7
                                                                                                                  ABCDesign
designers, ilustradores, diretore
                                  Miran. Nesse período, Miran tam-
                                  bém fez importantes contatos com
                                  artistas gráficos por parte do “Type
                                                                         catálogo primoroso transformou-se,
                                                                         na verdade, no primeiro número da
                                                                         revista Gráfica.
                                  Directors Club”, do qual tornara-
                                  se membro ainda em 1978. Esses         O começo
                                  contatos renderam uma exposição        O contato de Miran com o desig-
                                  internacional de trabalhos especial-   ner norte-americano Herb Lubalin
                                  mente tipográficos, realizada em       influenciou-o a desenvolver sua
                                  Curitiba em 1982, e contribuíram       própria publicação da forma que ele
                                  para o sucesso da revista.             imaginara. Lubalin dizia que quando
                                  Os designers norte-americanos e        um designer criava a concepção
                                  europeus enviaram materiais para       gráfica de uma revista, ele mesmo           Ilustração publicada
                                                                                                                     na revista Gráfica
                                  a exposição. Porém, em contra-         deveria empreendê-la. A convicção
                                  partida, exigiam um catálogo de        do norte-americano vinha de uma
                                  qualidade, como forma de registro      constatação daquilo que costumava
                                  de seus trabalhos. Miran percebeu      ocorrer no mercado: interessantes
                                  que as peças enviadas mereciam         projetos gráficos concebidos por
                                  um melhor registro, inclusive para     designers sofriam constantemente a
                                  que todo o Brasil pudesse ter          interferência de clientes, maculando
                                  contato com os trabalhos dos           sua proposta original. Por causa disso,
                                  designers do exterior. Então, em       o próprio Lubalin editou as revistas
                                  1983, o que originalmente seria um     “Avant Garde” e “Fact”.

Tal qual um gato, a Gráfica revelou-se com muitas vidas, capaz de muitos saltos, sem nunca perder a elegância.

                                                                         O ponto de partida da revista             A nova fase
                                                                         Gráfica foi a iniciativa individual       Em 1987, algumas reportagens publi-
                                                                         de Miran que – com muita co-              cadas a respeito da revista, enfocando
                                                                         ragem e espírito empreendedor             sua excelente qualidade bem como
                                                                         – bancou os custos de produção.           suas dificuldades financeiras, desper-
                                                                         Entre 1983 e 1987 foram publi-            taram o interesse de empreendedores
                                                                         cados 17 números da Gráfica. E,           interessados em alavancar negócios
                                                                         exatamente por causa dos altos            editorias no Brasil. Naquele mesmo ano,
                                                                         custos, não havia uma periodi-            Miran associou-se a Carlos Ferreira e
                                                                         cidade definida. Apesar disso,            Orestes Woestehoff, que tornaram-se
                                                                         a revista tornou-se conhecida e           responsáveis pelas áreas comercial e
                                                                         respeitada internacionalmente             administrativa da editora. Além disso,
                                                                         por causa da seleção e edição de          houve ainda um quarto parceiro que
                                                                         importantes trabalhos de desig-           tornou-se fundamental nessa fase. Esse
                                                                         ners, diretores de arte, ilustra-         investidor garantiu o necessário fôlego
                                                                         dores, cartunistas, fotógrafos e          financeiro para suprir os compromissos
                                                                         outros profissionais conhecidos e         da revista, resolvendo finalmente os
                                                                         desconhecidos na época, ligados           problemas de periodicidade que, por
                                                                         ao universo das artes gráficas do         sua vez, impossibilitavam os difíceis
                                                                         Brasil e do exterior.                     contratos de publicidade.

                                 8
                                                                         Ilustração de Michael Schwab
                                 ABCDesign




                                                                         para poster, publicada na edição
                                                                         de número 31 da Gráfica
Ilustração de Carter Goodrich
                     publicada na edição de número
                                       31 da Gráfica




         O processo de seleção e escolha dos
         trabalhos para publicação continua-
         vam com o mesmo rigor. Porém, mais
         páginas foram destinadas a cada ar-
         tista participante, tornando mais con-
         sistente a visualização dos portfólios.
         Além disso, a nova parceria possibilitou
         que a revista fosse produzida na Gráfi-
         ca Burti, melhorando sensivelmente a
         qualidade de impressão e acabamen-
         to. Naquele período, o prestígio da
         revista aumentou mais ainda no meio
         dos designers, erguendo a Gráfica à
         condição de mais importante publica-
         ção nacional sobre o tema.
         O grande prestígio, que alcançava
         dimensões internacionais, fez com
         que novos talentos do design mundial
         passassem a enviar seus trabalhos para
         publicação. Sem dúvida, uma das mais
         importantes contribuições da Gráfica


Tal qual a chuva, que vira vapor, se acumula em nuvens para depois precipitar-se novamente levando vida.




                                                                                                                                  de arte, fotógrafos, arquitetos
                                                       para o mundo do design foi estabele-       Com a saída dos sócios, a
                                                       cer um intercâmbio de informações          partir de 1995, Miran voltou
                                                       e valores estéticos entre o mercado        a editá-la sozinho. Publicou
                                                       brasileiro e o mercado internacional,      então os números 43/44,
                                                       sempre mesclando harmoniosamente           45, 46, 47/48, 50 e 51, to-
                                                       os novos talentos com os talentos já       dos com tiragens reduzidas.
                                                       reconhecidos.                              A única exceção daquele
                                                       Os europeus tiveram o privilégio de po-    período – no que se refere
                                                       der adquirir a Gráfica no ano de 1990,     à alta tiragem - ficou por
                                                       quando ela passou a ser distribuída pela   conta da edição de número
                                                       destacada editora suíça Rotovision. A      49, editada em 1999, que
                                                       revista foi impressa na Gráfica Burti      trouxe como destaque o
                                                       até 1992. A partir daquela data, até       trabalho do designer gráfi-
                                                       1994, passou a ser impressa na Gráfica     co David Carson. E, apesar
                                                       Palloti, em Porto Alegre. Naquele ano,     de apresentar-se com uma
                                                       com a saída de um importante patroci-      “cara” mais próxima da
                                                       nador, a publicação voltou a enfrentar     estética atual do design
                                                       dificuldades financeiras, prejudicando     gráfico mundial, a Gráfica
                                                       fortemente o cumprimento da perio-         conseguiu manter-se fiel à
                                                       dicidade estabelecida.                     sua linha editorial original.


                                                                                                                                                                 9
                                                       Ilustração de Bill Mayer publi-
                                                                                                                                                                ABCDesign




                                                       cada na edição de número 29
                                                       da Gráfica
A Trajetória da Gráfica
                                                 você poderá acompanhar nestas e nas páginas seguintes alguns detalhes de cada exemplar publicado

                                                 da revista Gráfica. Imagem da capa, ano de publicação, criador e ilustrador da capa, artistas participantes

                                                 de cada edição e uma breve análise de cada exemplar.




                                        1                                          2                                                     3                                              4                                              5
ANO: 1983 Set/ Out/ Nov                      ANO: 1983                                           ANO: 1983                                          ANO: 1984                                         ANO: 1984
CAPA: José Zaragoza                          CAPA: Gary Kelley                                   CAPA: Rubem Grilo (BRA)                            CAPA: Robert Cunningham                           CAPA: Robert Cunningham
ARTISAS PARTICIPANTES:                       ARTISAS PARTICIPANTES:                              ARTISTAS PARTICIPANTES:                            ARTISTAS PARTICIPANTES:                           ARTISTAS PARTICIPANTES:
José zaragoza (Brasil)                       Hector Tortolano (Brasil)                           Gary Kelley (Estados Unidos)                       Mazé Mendes (Brasil)                              Robert Cunningham
Michael David Brown (Estados Unidos)         Jim Lienhart (Estados Unidos)                       Chico Caruso (Brasil)                              Takenobu Igarashi (Japão)                         (Estados Unidos)
Francesco Guitart (Espanha)                  Fernando Medina (Espanha)                           Rubem Grillo (Brasil)                              João Galhardo (Brasil)                            Jesus Emío Franco (Venezuela)
Buarne Norking ( Brasil)                     Rodolfo Vani (Brasil)                               Elvo Damo (Brasil)                                 Caligrafia (Internacional)                        Cláudio Morato (Brasil)
Adeir Rampazzo (Brasil)                      Michael Mancogian (Estados Unidos)                  Peter Grundy (Inglaterra)                          Strandel Baker (Estados Unidos)                   Helmut Brade (Alemanha)
Michael Manwaring(Estados Unidos)            Herb Lubalin ( Estados Unidos )                     Eugene Mihaesco (Bucareste)                        Herb Lubalin (Estados Unidos)                     Marcas Brasil (Brasil)
Caligrafia (Estados Unidos)                  Thiago de Mello (Brasil)                                                                               Marcas Brasil (Brasil)                            Caligrafia (Internacional)
Tim Girvin (Estados Unidos)                  Jack Escaloni (Brasil)                              A característica desta edição é a força dos tra-   Christof Gassner (Alemanha)                       Tony Foster (Inglaterra)
Herb Lubalin/ Carnese (Estados Unidos)       Antonio Frasconi (Brasil)                           balhos em preto e branco de diversos artistas      Lisete Laguetto(Brasil)                           Herb Lubalin (Inglaterra)
Eduardo Bacigalupo (Brasil)                  J. Grashow (Estados Unidos)                         brasileiros e estrangerios. Traz os trabalhos      Ramon G. Teja(Estados Unidos)                     Marcas Italianas (Itália)
Francis Giacobetti (Estados Unidos)          Seymour Chwast (Alemanha)                           de Gary Kelley, Ziraldo, Jaca, Coredano, Burke,    Jaguar(Brasil)                                    Canção Quatro (Brasil)
J. R. Duran (Brasil)                         José Costa Leite (Uruguai)                          Chico Caruso e Rubem Grillo também dando                                                             Luis Solda (Brasil)
Herbert Wenn (Alemanha)                      Bea Corrêa (Brasil)                                 destaque para seção Arte Anual, também em          A edição traz o trabalho de vários artistas       Blow up (Brasil)
CR Stúdio (Estados Unidos)                                                                       preto e branco.                                    nacionais e internacionais, chamando a atenção
Jack Ronc (Brasil)                           Dedica parte da revista a um importante                                                                para o japonês, Tarebobu Igarashi. Também         Grande parte da revista é dedicada
Helga Miethke (Alemanha)                     evento da história do Design Gráfico do                                                                publica a seção Caligrafia que dentre outros      ao portfólio de Robert Cunningham.
                                                                                                                                                    tem trabalho de Herb Lubalin. Ainda é publicada   Trabalhos de designers brasileiros e es-
                                             Paraná, a Grafia 3, exposição com mais
                                                                                                                                                    nesta edição a seção de marcas criadas por        trangeiros são publicados nas seções
Trabalhos de artistas gráficos de peso       de 1950 peças inscritas de todo o mundo.
                                                                                                                                                    designers brasileiros.                            Marcas Brasil e Marcas Italianas.
foram publicados desde o primeiro            Trabalhos de artistas como Hiroshi Suzuki,
número. Zaragoza (o Z da DPZ) inau-          Herb Lubalin, Fernando Medina, Tim Clark,
gura com suas ilustrações uma das            Michael Mancogian além de muitos outros
características da revista, a publicação     são publicados nesta edição, alguns dentro
de portfólios de ilustradores. A edição      da Seção Caligrafia e Tipografia, espaço
também marca o gosto pela publicação         destinado a trabalhos destas áreas.
de trabalhos tipográficos na seção Ca-
ligrafia e Tipografia. Além de Zaragoza
também são publicados trabalhos de
Francesc Petit, Guitart, J. R. Duran, Herb
Lubalin e Carnase.




ANO: 1984
CAPA: Kélio Rodrigues
ARTISAS PARTICIPANTES:
Luís Trimano (Brasil)
Jonh Casado (Estados Unidos)
Cláudio Paciullo (Brasil)
                                        6    ANO:1984/1985
                                             CAPA: Robert Giusti (EUA)
                                             ARTISAS PARTICIPANTES:
                                             Robert Giusti (Estados Unidos)
                                             Marcas Califórnia (Estados Unidos)
                                             Ricardo Vansteen (Brasil)
                                                                                  7              ANO: 1985
                                                                                                 CAPA: Chris Coppeland (USA)
                                                                                                 ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                                                                                 Chris Coppeland (USA)
                                                                                                 Saul Bass (USA)
                                                                                                 Type Directors Club (USA)
                                                                                                                                         8          ANO: 1985
                                                                                                                                                    CAPA: Marshall Arisman
                                                                                                                                                    ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                                                                                                                                    Marshall Arisman (Estados Unidos)
                                                                                                                                                    Caligrafia (Internacional)
                                                                                                                                                    Portfólio/ Brasil (Brasil)
                                                                                                                                                                                             9        ANO: 1985
                                                                                                                                                                                                      CAPA: Chichoni
                                                                                                                                                                                                      ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                                                                                                                                                                                      Design/ Marcas parte II
                                                                                                                                                                                                      ( Internacional)
                                                                                                                                                                                                      Miran (Brasil)
                                                                                                                                                                                                                                10
Jeffrey Jones (Estados Unidos)               Ucho Carvalho (Brasil)                                                                                 Victor Burton (Brasil)
Caligrafia (Estados Unidos)                  Ilustração P/B ( Internacional)                     Grande número de páginas é dedicada ao             Manuel Peres (Brasil)                             Na edição Nº10, Miran publica pela
Ray Barber (Estados Unidos)                  Desenho (Internacional)                             Type Directors Club. O TDC 1984 foi uma            Rico Lins (Brasil)                                primeira vez uma seção inteira com seu
Herb Lubalin (Estados Unidos)                Claudio Ferlauto (Brasil)                           exposição trazida ao Brasil com patrocínio         Toninho (Brasil)                                  portfólio, ao qual dedica a maior parte
Jaca (Brasil)                                Cristina Burger (Brasil)                            da JWT/Brasil e exposta no MASP. Comple-           Estúdio A3 (Brasil)                               da revista. Também é mantida a seção
Montxo Algora (Espanha)                      David Quay (Inglaterra)                             ta a edição com a primeira publicação do           Design/ Marcas parte I (Internacional)            de marcas nacionais e internacionais.
                                                                                                 portfólio de Saul Bass. além do trabalho
Dedica parte da edição às ilustrações        Além das ilustrações em P/B de diversos artistas,   do jovem americano Chris Coppeland. Uma            Esta edição tem um espaço dedicado aos
de Luís Trimano e Jeffrey Jones e            a edição traz a seção Marcas da Califórnia, seção   curiosidade é que a capa desta edição              trabalhos dos designers brasileiros Manuel
                           10
John Casado. A edição continua a
publicação do suplemento Caligrafia
                                             com portfólios dos designers brasileiros Ucho
                                             Carvalho, Ricardo Van Steen, Cristina Burger,
                                                                                                 foi pela primeira e única vez feita por um
                                                                                                 estudante.
                                                                                                                                                    Peres, Toninho Gonçalves, Rico Lins, A3, Victor
                                                                                                                                                    Burton e Miran. Além disso traz também a seção
                            ABCDesign




com trabalhos de Herb lubalin e              Claudio Ferlauto e também a seção com o                                                                Marcas Design parte 1, com diversas marcas de
Ray Barber.                                  Calígrafo David Quay.                                                                                  designers internacionais e nacionais
ANO: 1985/86
CAPA: Miran
Ilustração/Pojucan    11/12
ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                                 Capa interna 13/14                            ANO: 1986
                                                                                               CAPA: Carlos Nine
                                                                                               ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                                                                               Carlos Nine
                                                                                                                          13/14                      ANO: 1986
                                                                                                                                                     CAPA: Saul Bass/Miran
                                                                                                                                                     ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                                                                                                                                     Saul Bass
                                                                                                                                                                                    15/16                      Capa interna 15/16



Diversos Artistas participando das                                                             Andrés Cacioli
diversas categorias em trabalhos P/B,                                                          Alberto Breccia                                       Esta edição da Gráfica é dedicada
portfólios de Rogério Dias (Brasil)                                                            Henrique Breccia                                      exclusivamente ao portfólio do
Don Weller (USA)                                                                               Jorge Sazol                                           designer americano Saul Bass. O
                                                                                               Design e Ronald                                       material apresentado na revista
Número duplo especial em                                                                       Shakespear                                            foi motivo de exposição itine-
Preto&Branco, abrangendo os                                                                                                                          rante no Brasil. A edição publica
trabalhos de artistas com ilustraçôes                                                          Esta edição da Gráfica é dedicada                     também um story-board completo
comercias, grafismo, quadrinhos,                                                               totalmente aos trabalhos de                           do filme de ficção “Quest” de
desenhos de humor inéditos, além de                                                            importantes e talentosos ilustra-                     Saul Bass.
dois portfólios de Rogério Dias (Brasil)                                                       dores e designers argentinos.
e Don Weller.


                                                                                                      A NOVA FASE




                              17                                               18                                                 19                                          20/21                                                  22
ANO: 1987                                    ANO: 1988                                        ANO: 1988                                           ANO: junho/1988                                     ANO: 1988
CAPA: Marshall Arisman                       CAPA: John Alcorn                                CAPA: Sandra Filipucci                              CAPA: João Machado                                  CAPA: Melanie Parks
ARTISTAS PARTICIPANTES:                      ARTISTAS PARTICIPANTES:                          ARTISTAS PARTICIPANTES:                             ARTISTAS PARTICIPANTES:                             ARTISTAS PARTICIPANTES:
Ubirajara Menezes (Brasil)                   Ferenc Pinter (Itália)                           Sandra Filipucci (Estados Unidos)                   João Machado (Portugal)                             Felipe Taborda (Brasil)
Nego Miranda (Brasil)                        Bernardoni Lair Leoni (Brasil)                   Cavalcante & Lula (Brasil)                          Vasco de Castro (Portugal)                          Ricardo Pousselot (ESP)
Marcas e Logos (Internacional)               Antonio Nássara (Brasil)                         Mark Summers (Canadá)                               Manuel Peres ( Portugal)                            Daniel Pelavin (USA)
Joseph Ciardiello ( Estados Unidos)          Marcas                                           Francesc Petit (Brasil)                             António Antunes (Internacional)                     4 Imigrantes (Internaciona)
Milton Glaser ( Estados Unidos )                                                              Brian Grimiwood (Inglaterra)                        Caricatura/Design (Portugal)                        Tree (Internaciona)
                                             Dedica grande parte da revista para a seção                                                          Foto/ Ilustração (Portugal)                         Thales Pereira (Brasil)
                                                                                              Nesta edição destaca-se o portfólio do artista      Quadrinhos                                          DPZ Campanhas (Brasil)
Dedica partes iguais aos portfólios dos      Marcas com vários trabalhos desenvolvidos por
artistas convidados. A edição publica        Miran. Também dedica grande parte às ilustra-    gráfico Francesc Petit, a seção Marcas Brasil
                                                                                                                                                  Esta edição é totalmente dedicada aos trabalhos
também ilustrações de Milton Glaser          ções de Ferénc Pinter. Uma das características   e os trabalhos de Miran. Além disso traz as                                                             A edição destaca o portfólio
                                                                                                                                                  de importantes designers, ilustradores, diretores
um dos mais importantes designers            desta fase da revista é a mudança de produtor,   ilustrações de Sandra Filipucci, Cavalcante &                                                           do designer Felipe Taborda, do calígrafo
                                                                                                                                                  de arte e fotógrafos portugueses, com destque
do mundo.                                    possibiltando um melhor padrão de acabamen-      Lula e Brian Grimwood.                                                                                  espanhol Ricardo Rousselot, do ilustrador
                                                                                                                                                  para o portfólio do designer Joâo Machado.
                                             to para a Gráfica.                                                                                                                                       Daniel Pelavin, do designer Thales Pereira,
                                                                                                                                                                                                      além do portfólio da agência DPZ. Tam-
                                                                                                                                                                                                      bém traz as seções 4 Imigrantes e Tree.




ANO: 1988
CAPA: Caulos
ARTISTAS PARTICIPANTES:
Zacharon Christopher
(Polônia)
Dads Jerry (Estados Unidos)
                             23            ANO: 1989
                                           CAPA: M. Zacharow
                                           ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                           Bea Feitler (Brasil)
                                           Frances Jetter (Estados Unidos)
                                           Eliane Stephan (Brasil)
                                                                               24             ANO: 1989
                                                                                              CAPA: Miran/Carlos Coutinho
                                                                                              ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                                                                              Vilma Slomp (Brasil)
                                                                                              Lisa Beek (Alemanha)
                                                                                              Mariza Dias (Brasil)
                                                                                                                                  25               ANO: 1989
                                                                                                                                                   CAPA: Rob Day
                                                                                                                                                   ARTISTAS
                                                                                                                                                   PARTICIPANTES:
                                                                                                                                                   Rob Day (Estados Unidos)
                                                                                                                                                                                 26
                                                                                                                                                                                                      ANO: 1989/90
                                                                                                                                                                                                      CAPA: Cárcamo
                                                                                                                                                                                                      ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                                                                                                                                                                                      Gonzalo Cárcamo
                                                                                                                                                                                                      (Chile/Brasil)
                                                                                                                                                                                                                                 27
                                                                                                                                                                                                      Marcas Califória (Estados Unidos)
                                                                                                                                                   Tim Girvin(Estados Unidos)
Caulos (Brasil)                            Melanie M. Parks (Estados Unidos)                  Design & direção de Arte (Brasil)                    Tom Cyrry (Estados Unidos)                         Carlos Clémen (Argentina/Brasil)
Mediavilla C. (França)                     Category Fotography                                Helga Miethke (Brasil)                               Davis Shannon (Estados Unidos)                     Mark Penberthy (Estados Unidos)
Márcia “Z” Braga (Brasil)                  Category Design & A. D.                            Cristina Ganen (Brasil)                              Escena (Argentina)                                 Globe Graphic (Internacional)
Cambé Cláudio ( Brasil)                    Category Typography                                Marina Willer ( Brasil)                              The Globe (Internacional)
Leon Kaplan (Brasil)                                                                          Beatriz Faria Santos (Brasil)                        Marshall Arisman                                   A edição tem grande parte dedicada
Álvaro Barata (Brasil)                     Esta edição traz a primeira publicação espe-       Jacqueline Leutwiller (Brasil)                                                                          ao trabalho de Carlos Clémen, mas
Globe Graphic (Internacional)              cial dedicada exclusivamente ao trabalho de        Cristina Burger (Brasil)                             A edição é dedicada com partes relativa-           também valoriza a seção de marcas e
McCann Erickson (Brasil)                   diretoras de arte, fotógrafas, ilustradoras e                                                           mente iguais a todos os artistas, desta vez        o trabalho de Gonzalo Cárcamo, além
                                           designers femininas. Mostra os portfólios de       Segunda edição da gráfica destinada somente          predominando a ilustração, já que agrega           da seção Globe Graphic que traz o
A edição número 23 abre espaço para
uma agência de propaganda, a McCann
                                           Bea Feitler, Frances Jetter, Eliane Stephan e
                                           Melanie Parks, além de grande miscelânea
                                                                                              ao trabalho das designers, fotógrafas, diretoras     três excelentes ilustradores. Também traz o
                                                                                                                                                   trabalho tipográfico de Tim Girvin e o portfó-
                                                                                                                                                                                                                11
                                                                                                                                                                                                      trabalho de Mark Penberthy.
                                                                                              de arte e ilustradoras. A edição traz o portfólio
Erickson, mostrar seu portfólios
                                                                                                                                                                                                                 ABCDesign




                                           com inúmeras outras.                               das artistas Lisa Beek e Marina Dias. Dedica a       lio do estúdio argentino Escena que trabalha
contendo peças gráficas e de televisão.                                                       maior parte à seção Design e Direção de Arte,        com projetos visuais e de produto.
A seção The Globe Graphic mostra                                                              trazendo trabalhos de designers e diretores de
designers locais como o paranaense                                                            arte do Brasil.
Àlvaro Gusso.
ANO:1990
CAPA: Pojucan
ARTISTAS
PARTICIPANTES:
Pouucan (Brasil)
                        28
Duffi Design (Estados Unidos)
                                           ANO: 1990
                                           CAPA: Bill Mayer
                                           ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                           Bill Mayer (Estados Unidos)
                                           John Howard (Inglaterra)
                                           Design Brasil (Brasil)
                                                                          29                 ANO:1990
                                                                                             CAPA: Brad holland
                                                                                             ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                                                                             Brad Holland (Estados Unidos)
                                                                                             Bob Wolfenson(Brasil)
                                                                                             Design (Internacional)
                                                                                                                              30            ANO: 1990
                                                                                                                                            CAPA: Michael Schwab
                                                                                                                                            ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                                                                                                                            Carter Goodrich
                                                                                                                                            ( Estados Unidos )
                                                                                                                                            Arnaldo Pappalardo ( Brasil )
                                                                                                                                                                            31                 ANO: 1991
                                                                                                                                                                                               CAPA: Laura Smith
                                                                                                                                                                                               ARTISTAS
                                                                                                                                                                                               PARTICIPANTES:            32
                                                                                                                                                                                               Laura Smith (Estados Unidos)
                                                                                                                                                                                               Seymour Schwast ((Estados Unidos)
Greg Spalenk (Estados Unidos)              Globe grafic (Internacional)                      Globe Graphic (Internacioanal)                 American Marks ( Int)                              Type (Japão)
Al Hirschfeld (Estados Unidos)             Marzena Kawalerowic (Polônia)                     Tom Foty (Estados Unidos)                      Michael Schwab ( Estados Unidos )                  David Brier (Estados Unidos)
Ignácio Iturria (Uruguai)                                                                                                                   Rogélis ( Brasil )                                 Plauto (Brasil)
Globe Graphics                             Grande parte destinada às ilustrações do ame-     Boa parte da edição é dedicada as              Globe Graphics ( Int )
                                           ricano Bill Mayer, além de ilustrações de Jonh    ilustrações de Brad Holland, traz também       Nigel Buchanan ( Austrália )                       Grande parte da edição é dedicada ao
Dedica parte da edição aos                 Howard e Marzena Kawalerowicz. A edição traz      o belo portfólio de Bob Wolfenson, e Tom                                                          trabalho do importante ilustrador norte-
trabalhos de Pojucan . A grande            também embalagens e marcas desenvolvidas          Foty. Nesta edição também são publicadas       O número 31 da Gráfica traz os                     americano Seymour Schwast. Além disso
atração desta edição é a publica-          por designers do Brasil e anúncios desenvolvi-    as seções Globe Graphic e Marcas Design        portfólios dos ilustradores Michael                são publicados trabalhos de designers
ção dos trabalhos de um dos mais           dos por agências de propaganda brasileiras.       internacional com trabalhos de design de       Schwab e Carter Goodrich, Rogélis do               japoneses. A edição também dedica
importantes designers norte-                                                                 diversos artistas.                             Brasil e Nigel Buchanan da Austrália,              grande parte ao trabalho do designer
americanos, Joey Duffy.                                                                                                                     também traz o portfólio do fotógrafo               David Brier.
                                                                                                                                            brasileiro A. Pappalardo.




                         33                                                34                                               35                                        36                                                 37
ANO: 1991                                                                                                                                 ANO: 1992                                           ANO: 1993
                                          ANO: 1992                                         ANO: 1992                                                                                         CAPA: Kent Williams
CAPA: Klaus Mitteldorf                                                                                                                    CAPA: Jean- Paul Goude
                                          CAPA: Daniel Zakroczemski                         CAPA: Kazumi Kurigami                                                                             (Estados Unidos)
ARTISTAS                                                                                                                                  (França)
                                          ARTISTAS PARTICIPANTES:                           ARTISTAS PARTICIPANTES:                                                                           ARTISTAS PARTICIPANTES:
PARTICIPANTES:                                                                                                                            ARTISTAS
                                          Makoto Saito ( Japão )                            Takao Matsuda ( Japão )                                                                           Kent Williams
Klaus Mitteldorf (Brasil)                                                                                                                 PARTICIPANTES:
                                          Daniel Zakroczemski ( Estados Unidos)             Type in Japan                                                                                      (Estados Unidos)
Jay Vigon (Estados Unidos)                                                                                                                Tommy Steele (Estados Unidos)
                                          Print Magazine                                    Vittorio Torchetti ( Brasil )                                                                     Carrieri (Brasil)
Carlos Alonso (Argentina)                                                                                                                 Vicente Martin (Uruguai)
                                          Mario Botta ( Suiça )                             Saggese Antônio ( Brasil )                                                                        Neville Brody (Inglaterra)
Michael Doret (Estados Unidos)                                                                                                            Design in California (Estados Unidos)
                                                                                            Miran ( Brasil )                                                                                  Steadman Ralph (Inglaterra)
Guilherme Zamoner (Brasil)                                                                                                                Paul Rogers (Estados Unidos)
                                          Este número traz os portfólios de Makoto                                                                                                            Identidade (Internacional)
                                                                                                                                          Arthur M. Casas (Brasil)
                                          Saito e de Daniel Zakrozcemski, mas a             O destaque para este número é o portfó-
A edição 33 traz com destaque o                                                                                                           Miran( Brasil)
                                          grande novidade fica por conta da publica-        lio de Miran, que mostra a força de seu                                                           A grande atenção desta edição é para
trabalho do fotógrafo brasileiro Klaus
                                          ção de um maravilhoso portfólio do arquite-       trabalho nas diversas áreas do design                                                             a publicação do portfólio do britãnico
Mitteldorf. Também são publicados                                                                                                         A edição traz várias capas do designer Tommy
                                          to suiço Mario Botta. Além disso a edição         gráfico. Também traz os portfólios de Takao                                                       Neville Brody, um dos mais importantes
os portfólios de Michael Doret, Jay                                                                                                       Steele. Publica também os portfólios dos
                                          também traz as seções Print Magazine e            Matsuda, do designer de produto brasileiro                                                        designers gráficos do mundo. Além disso
Vigon, Carlos Alonso e Guilherme                                                                                                          Ilustradores Vicente Martins e Paul Rogers e
                                          Marcas americanas.                                Vittorio Torchetti e do fotógrafo Saggese                                                         a edição traz também o trabalho dos
Zamoner do Brasil.                                                                                                                        também de Miran. Ainda abre espaço para a
                                                                                            Antônio, além da seção Type in Japan com                                                          ilustradores Kent Williams, Steadman
                                                                                                                                          seção Design Made in California com marcas
                                                                                            vários trabalhos de tipografia do Japão.                                                          Ralph e a seção Identidade.
                                                                                                                                          e peças gráficas.




                       38                                                 39                                                40                                              41                                              42
ANO: 1993                                 ANO: 1993                                         ANO:1994                                      ANO:1994                                            ANO:1994
CAPA: Eric Dinyer                         CAPA: Allain le Foll                              CAPA: Bruno Monguzzi                          CAPA: Fred Otnes                                    CAPA: Louis Faurer
ARTISTAS                                  ARTISTAS PARTICIPANTES:                           ARTISTAS PARTICIPANTES:                       ARTISTAS PARTICIPANTES:                             ARTISTAS PARTICIPANTES:
PARTICIPANTES:                            Allain le Foll (França)                           Bruno Monguzzi (Suiça)                        Fred Otnes (Estados Unidos)                         Appearances (Estados Unidos)
Eric Dinyer                               Louise Lilli (Estados Unidos)                     Ricardo Elkind (Brasil)                       Silvia Ribeiro (Brasil)                             Torreni Peret (Espanha)
(Estados Unidos)                          Saul Steinberg (Romênia)                          George Stavrinos (Estados Unidos)             Design Interface (Brasil)                           Wieslan Rosocha (Polônia)
Posters (Internacional)                   Iury Bueno (Brasil)                               Design                                        Product Design Igarashi (Japão)                     Hans Hillman (Alemanha)
Design World (Internacional)              Design (Brasil)                                   Architecture                                  Exhibit (Internacional)                             Tipographicka (Internacional)
Claudio Avarez (Argentina)                                                                                                                Typography (Internacional)
                                          Sem dúvida a grande atenção para esta             O designer Bruno Monguzzi é a grande          Typographycka Eiko (Japão)                          Edição especial totalmente em P/B. A edição
Esta edição traz o trabalho do ilustra-   edição é o portfólio da designer norte-           atração desta edição. Além dele também                                                            traz a Seção Appearances com trabalhos de
dor Eric Dinyer, porém grande parte da    americana Louise Filli. Mas a edição não          o trabalho de George Stavinos e as seções     Esta edição dedica grande parte aos fabulosos       diversos fotógrafos de revista de moda. A
revista é dedicada à seção de Posters     fica só nisso, publica também as fantásticas      Marcas do Mundo e Architecture que traz       trabalhos de Fred Otnes e do designer japonês       edição traz ainda os portfólios dos ilustra-
                          12
Internacionais e Marcas. Além disso
a edição também traz o trabalho do
                                          ilustrações em litografia do francês Allain le
                                          Foll, além do também fantástico trabalho do
                                                                                            vários desenhos de Arquitetura completam
                                                                                            a revista.
                                                                                                                                          Takenobu Igarashi. Além disso a edição também       dores Wieslan Rosocha, Hans Hillman e os
                                                                                                                                          traz os trabalhos da designer Silvia Ribeiro e as   trabalhos de escultura e de design gráfico
                           ABCDesign




argentino Claudio Alvarez.                ilustrador Saul Steinberg.                                                                      seções tipografia World e Exhibit Design.           de Torreni Peret.
43/44                                                                                                              45                                                   46
ANO: 1995                                                 Capa interna da edição Nº 43/44,              ANO: 1995                                           ANO: 1995/1996                                       Capa interna da edição Nº 46
CAPA:                                                     desenho de Frank Lloyd Wright                 CAPA: Takenobu Igarashi                             CAPA: Miran/Foto: Cassina/Itália
Frank Lloyd Wright                                                                                      ARTISTAS PARTICIPANTES:                             ARTISTAS PARTICIPANTES:
ARTISTAS                                                                                                Takenobu Igarashi (Japão)                           Charles Rennie Mackintosh
PARTICIPANTES:                                                                                                                                              Cassina
Frank Lloyd Wright , Robert Adam, Étienne-                                                              Edição especial dedicada totalmente ao tra-
Louis Boullé, Karl Friedrich Schinkel, Violet-le Duc,                                                   balho do designer japonês Takenobu Igarashi,        Edição especial com 180 páginas dedicada ao
Nurnberg School, Donato Bramante, Leonardo da                                                           sendo que são publicados inúmeros trabalhos         trabalho de Charles Rennie Mackintosh. Um
Vinci, Buonarroti, Sir matthew Digby Wyatt, Alfred
                                                                                                        de design de produto, gráfico e esculturas.         artigo de 20 páginas é dedicado a “Cassina”
Waterhouse, Otto Wagner, Antonio Sant’elia e Hugh
Ferris além de outros.                                                                                                                                      Arredamenti/Itália-série “Cassina I Maestri”.

Edição especial com mais de 300 páginas e baixis-
síma tiragem. Dedicada totalmente aos trabalhos
de arquitetos, sendo que 70% ao trabalho de Frank
Lloyd Wright. A novidade é que nesta edição são
utilizadas várias técnicas de impressão, xerox,
serigrafia, off-set, impressões heliográficas e
digitais.




                                   47                                                      48                                               49                                                                                        50
ANO: 1996/1997                                          ANO: 1997/1998                                     ANO: 1999/2002                                     Capa interna da edição Nº 49                    ANO: 2000
CAPA: Eduardo Benito                                    CAPA: Edouard Cazaux/1925                          CAPA: Eugène Mihaesco                                                                              CAPA: André François
ARTISTAS                                                Foto: Richard Ball                                 /Matt Mahurim/ David Carson                                                                        ARTISTAS
PARTICIPANTES:                                                                                             ARTISTAS PARTICIPANTES:                                                                            PARTICIPANTES:
Jean Carlu ( França), Charles Loupot                    Gráfica-Art Decó Parte 2                           Laura Smith (Estados Unidos)                                                                       André François
Cassandre ( França ), H. Mercier, Paul Colin            Continuação da edição 47 com trabalhos em          Seymour Schwast ((Estados Unidos)                                                                  Peret
( França), Mauzan, Sepo, Seneca, William                de art decó em livros, bookbinding, design de      Type (Japão)                                                                                       Ciardiello
Welsh, M. F. Agah, Binder, Gustav Jensen,               objetos em geral, mini esculturas e fachadas       David Brier (Estados Unidos)                                                                       Fotógrafos do Brasil
Lucian Bernard, Lousie Filli, Carin Golden-             de edifícios argentinos, franceses e diversos      Plauto (Brasil)                                                                                    Desenhos a bico de pena de ar-
berg, Paula Scher.                                      nos Estados Unidos, especialmente em Nova                                                                                                             quitetos
                                                        York, Chicago e Miami.                             Após alguns números com baixa tiragem, a                                                           Selos comemorativos
Gráfica-Art Decó Parte 1                                                                                   Gráfica 49 volta a ser produziha em grande
Edição com trabalhos de artes gráficas                                                                     quantidade. A revista traz o trabalho de David                                                     Edição mista com portfólios de
do período das décadas de 1920 e 1930.                                                                     Carson, Andre François, Eugène Mihaesco, do                                                        Ciardello, Peret e fotógrafos diversos.
Contém diversos posters e insertado um                                                                     fotógrafo Carlos Teixeira e a Seção Áurea, com                                                     Além disso traz também a história
caderninho especial com capas de Benito                                                                    portfolios de ilustradores argentinos.                                                             dos selos comemorativos entre 1910
para a Vogue de 1921 a 1934.                                                                                                                                                                                  e 1920 e desenhos a bico de pena
                                                                                                                                                                                                              por arquitetos.




ANO: 2000/2001
CAPA: Ken Cato
ARTISTAS PARTICIPANTES:
Ken Cato ( Austrália)                 51
Caricaturistas e Ilustradores brasileiros
Cássio Loredano ( Brasil), Luís Trimano, Ja-
                                                          Capa interna da edição Nº 51 ,
                                                          ilustração de Ken Kato
                                                                                                        ANO: 2001/2002
                                                                                                        CAPA: Bill Mayer
                                                                                                        ARTISTAS PARTICIPANTES:
                                                                                                        Bill Mayer ( Estados Unidos)
                                                                                                        Theo Dimson ( Canadá )
                                                                                                        Carlos Nine ( Argentina )
                                                                                                                                         52                                       Portfólio de Oswaldo Miranda / Miran
                                                                                                                                                                                  Miran 20 anos de design Gráfico, editado entre
                                                                                                                                                                                  os anos de 1987 e 1988 no mesmo formato da
guar, Caulos, Zélio, Luis Gê, Irmãos Caruso,                                                            David Carson ( Estados Unidos)                                            Revista Gráfica
Ziraldo, Claudius, Laerte                                                                               Phillip Starck ( França ) Tipografia
                                                                                                        Formandos do Curso de Design da PUC/PR
Edição especial em preto e branco, sendo
que grande parte da edição é dedicada ao                                                                Esta edição marca o reinício da periodicidade da Gráfica.
trabalho do designer australiano Ken Kato e                                                             Como presente ela traz os trabalhos de Bill Mayer, Theo
sua produção de marcas, logos, ilustrações,
design editorial, calendários e design de
                                                                                                        Dimson e Carlos Nine, além de miscelâneas de David Carson
                                                                                                        e Phillippe Starck. As grandes novidades são o número de
                                                                                                                                                                                                                     13
produto. A edição traz também uma mostra                                                                páginas e o custo mais acessível, possível graças à parceria
                                                                                                                                                                                                                      ABCDesign




de caricaturistas e ilustradores brasilei-                                                              da Gráfica com a gigantesca Editora Escala. Além disso outra
ros. A edição finaliza com artigo do prof.                                                              novidade é a publicação de trabalhos de formando em design
Joaquim da Fonseca “ Caricaturas” .                                                                     da PUC/PR.
Portfólio do ilustra-
                                                                                      dor brasileiro Jack
                                                                                      Ronc, publicado na
                                                                                      edição número 1 da
                                                                                      revista Gráfica




                                                                                      Expoentes do Canadá, Espanha, Portu-
                                                                                      gal, Suíça, Alemanha, Estados Unidos,
                                                                                      Japão, Inglaterra, França, Polônia,
                                                                                      Itália, Uruguai, Austrália e Argentina
 Os grandes profissionais nas páginas da Gráfica                                      esbanjaram charme e sofisticação nas
 Passados 18 anos da publicação do primeiro número da Gráfica, muita coisa            páginas da Gráfica. As importantes
 mudou no universo do design gráfico. Revolucionárias tecnologias digitais            conexões internacionais de Miran e seu
 alteraram completamente os processos de criação e utilização de imagens.             incomparável faro para identificar talen-
 Apesar das enormes e constantes inovações, a Gráfica nunca se deixou                 tos pelo mundo afora foram decisivos
 levar por modismos, mantendo a fidelidade e a coerência de sua proposta,             para a concepção e o lançamento de
 vinculada exclusivamente ao altíssimo padrão de qualidade que permeia a              edições duplas especiais como “Gráfica
 publicação da primeira à última página. Exatamente por isso foi – e ainda            Design/Argentina”, “Gráfica Women/
 é – uma das poucas publicações voltadas para o design a valorizar trabalhos          Design vols.1 e 2”, “Gráfica Iustração
 de ilustradores.                                                                     em P&B”, “Gráfica Saul Bass”, “Gráfica
 A preservação do projeto e dos ideais da Gráfica ficam ainda mais evidentes quando   Design Portugal”, “Gráfica Charles
 se tem a chance de folhear as primeiras edições e compará-las às mais recentes. O    Rennie Mackintosh” e “Gráfica Master-
 passado, o presente e as tendências de futuro do design são acompanhados de          pieces of Architetural Drawing”.
 perto, revelando uma capacidade rara de evoluir sem perder a identidade, inovar      O papel fundamental desempenhado
 sem abrir mão dos princípios fundamentais. Tudo isso, envolto num trabalho que       pela revista curitibana no cenário nacio-
 transborda talento e elegância, foi fundamental para conseguir atrair e reunir       nal e mundial do design também fica
 designers, ilustradores, diretores de arte e fotógrafos de diversos países.          claro em função do espaço conquistado
                                                                                      por ela em importantes publicações
                                                                                      internacionais como “World Graphic
                                                                                      Design Now/ Editorial, Vol.5”, editado
                                                                                      no Japão, “Magazines Inside & Out”
                                                                                      de Steven Heller e Tereza Fernandes
                                                                                      ( PBC Publisher/USA) e “Typographic
                                                                                      Communication Today” de Edward M.
                                                                                      Gottschall (MIT Press/USA ).
                                                                                      No Brasil, a importância da Gráfica está
                                                                                      registrada na recente publicação da
                                                                                      Editora Abril, “A Revista no Brasil”, na
      Trabalho de Design de
     mobiliário desenvolvido                                                          qual é reconhecida como uma das mais
        pelo arquiteto suiço
                                                                                      marcantes publicações no mercado
     Mario Botta, publica na
        edição 34 da Gráfica                                                          editorial brasileiro, apesar de seu caráter
                                                                                      independente. No livro “Gráfica – Arte
                                                                                      e Indústria no Brasil”, que documentou
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ABCDesign
Alguns dos artistas brasileiros que desfilaram pela Gráfica
José Zaragoza, Francesco Petit, Felipe Taborda, Rico Lins, Ricardo Van Steen, Ucho Carvalho, Cláudio Morato,
Sérgio Liuzzi, Rogério Martins, Ubirajara Menezes, Adeir Rampazzo, Chico e Paulo Caruso, Jaguar, Caulos, Kélio
Rodrigues, Rubens Grilo, Helga Miethke, Mariza Dias, Eliane Stephan, Silvia Ribeiro, Cristina Burger, OZ (Ronald
Kapaz/ André Poppovic/Giovanni Vannuchhi), DPZ, McCann Erickson, Interface Design, Rodolfo Vanni, Mauro
Peres, Renato Renner, Thales Pereira, Jaca, Qu4tro Arquitetos (Estúdio), Arthur Casas, Lula & P. Cavalcante,
Solda, Caulos, Carlos Clémen, Gonzalo Cárcamo, Trimano, Cláudio Ferlauto, Pojucan, J.R. Duran, Bob Wolfenson,
Klaus Mitteldorf, Arnaldo Pappalardo dentre outros que não foram citados.

         Alguns dos artistas internacionais que desfilaram pela Gráfica
Milton Glaser, Seymour Chwast, Saul Bass, Marshall Arisman, Michael Schwab ,Daniel Pelavin, Brad
Holland, Fred Otnes, Louise Fili, Ralph Steadman, Saul Steinberg, Helmut Brade, André François, The Duffy
Design Group, John Howard, Takenobu Igarashi, Robert M. Cunningham, Makoto Saito, Bruno Monguzzi,
Mario Botta, Michael Doret, Vivienne Flesher, Robert Giusti, Rosocha Wieslaw, Hans Hillman, Ignáccio de
Iturria, Montxo Algora, Jerry Dadds, David Quay, Brian Grimwood, Escena Diseño, Tommy Steele, John Ca-
sado, Mark Summers, Alan E. Cober, Hermenegildo Sábat, Crist, Alain Le Fool, Peret, Christopher Zacharow,
Sandra Filippucci, Jay Vigon, Eugéne Mihaesco, Laura Smith, Melanie M. Parks, Eric Dinyer, Jeffrey Jones,
Ferénc Pinter, Takao Matsuba, Kent Williams, Luís Scafati, Neville Brody e David Carson, Michael David
Brown, Fernando Medina, Michael Manvaring, Tom Foty, Daniel Zakroczemski, Joe Ciardiello, Rob Day, David
Shannon, Tom Curry, Tom Girvin, Mark Penberthy, Gary Kelley, Greg Spalenka e Carter Goodrich, Marzena
Kawalerowicz, Nigel Buchanan, David Brier, Paul Rogers, Bill Mayer, Joe Ciardiello, Al Hirschfeld dentre
outros que não foram citados.




os 180 anos de história deste setor                         ter sua revista viva e pujante de idéias.              A Gráfica número 52 traz o trabalho do im-
da indústria (um projeto editorial de                       Dentro deste panorama, a Gráfica foi                   portante caricaturista e ilustrador argentino
Margarida Cintra Godinho e Sylvia                           e continua sendo o principal meio de                   Nine (que trabalha também para os mercados
Monteiro para a Bandeirantes S/A                            divulgação do design nacional. E, por                  norte-americano e europeu), o designer cana-
Gráfica e Editora), a revista Gráfica                       saber disso, Miran conseguiu fazê-la so-               dense Theo Dimson e o norte-americano Bill

é registrada como uma publicação                            breviver aliando um talento primoroso a                Mayer (que apresenta um artigo sobre tipo-
                                                                                                                   grafia) , além de artigos de designers brasi-
revolucionária e criativa em seu                            um espírito de luta raramente visto no
                                                                                                                   leiros e do exterior sobre embalagem, marcas
segmento.                                                   mercado editorial brasileiro.
                                                                                                                   e fotografia editorial. Mais do que um gesto
                                                                                                                   de esperança e uma prova inegável de garra e
Perseverar é preciso                                        O número 52 e o futuro                                 profissionalismo, a edição de número 52 rea-
O terceiro milênio trouxe boas cons-                        A partir da edição 52, a Gráfica passa
                                                                                                                   firma a posição desta revista como um marco
tatações para as artes gráficas no                          a contar com o patrocínio da Editora                   das artes gráficas, resumindo sua história em
Brasil. Hoje já se pode afirmar, sem                        Escala, que investiu em estrutura física               tempos modernos. Sem medo de errar – ou
medo, que o design brasileiro atin-                         e equipamentos de última geração,                      exagerar – pode-se dizer que a Gráfica guarda
giu sua maturidade profissional. É                          possibilitando não apenas qualidade,                   em si mesma a essência do próprio design,
claro – todos sabemos e o mercado                           mas também agilidade e periodicidade                   que é um misto de talento, arte, elegância e
reconhece – que ainda há muita coisa                        garantidas. Outra boa notícia, para                    ousadia.
a melhorar. E, mesmo num contexto                           aqueles que sempre acompanharam
negativo de desigualdades sociais e                         a revista Gráfica, é que, em breve,
                                                                                                                    Para adquirir sua Gráfica 52
                                                                                                                    A partir de dezembro de 2001, poderá
econômicas, que tanto perturbam e                           algumas edições anteriormente publi-
                                                                                                                    ser contata a Editora Escala ( São Paulo )
atrasam todos os segmentos culturais                        cadas com tiragens reduzidas serão
                                                                                                                    pelo Fone: 11 3966-3166, a Opera Gra-
e profissionais do país, o design con-                      relançadas pela editora Opera Gra-
                                                                                                                    phica e Comix Bookshop ( São Paulo )
seguiu alcançar seu espaço porque                           phica e Comix Bookshop, de Carlos
                                                                                                                    pelo Fone: 11 883-2142
contou com a dedicação e o talento                          Mann, parceiro da Gráfica nesta
de inúmeros profissionais e de asso-                        nova empreitada. Inicialmente estão
                                                                                                                          Ericson Straub
ciações de classe.                                          programados os relançamentos da
                                                                                                                          Designer, Especialista em
A síntese deste verdadeiro movimen-                         Série Marcas Fortes 1 e 2, e as edi-
                                                                                                                          História da Arte, Mestrando
to de resistência é representada pelo                       ções 43/44, 45, 46, 47,48 e 50 em
trabalho de Miran que - apesar das                          forma de revista objeto para uso,                             em Engenharia da produção/UFSC,

dores e pesares infligidos pelo mer-                        como agenda/notebook. Nas próxi-                              Professor do Curso de Design da
cado editorial, associadas à sempre                         mas edições da Gráfica, as datas de                           Universidade Tuiuti do Paraná.
trepidante e movediça condição da                           relançamento destes produtos serão
                                                                                                                                                      15
economia brasileira - conseguiu man-                        divulgadas previamente.
                                                                                                                                                       ABCDesign
ideologia e                                                                      tecnologia
                                                                            Robson Oliveira


                                         O primeiro ícone rabiscado em uma pré-histórica ca-
                          pré-história




                                         verna criou a possibilidade da comunicação visual, ou
                                         melhor, criou a própria comunicação visual. Aquele sim-
                                         ples rabisco modificou para sempre a sorte dos nossos
                                         ancestrais, tornando-se um elemento vital para algumas
                                         decisões. O animal rabiscado significava a comida. Es-
                                         tava criado, então, o primeiro menu ilustrado de que se
                                         tem notícia. A todo momento que alguém apontava o
                                         bicho, ou era hora do almoço ou era hora da caça.
                                         O ato do nosso pré-histórico designer, o famoso “Peter
                                         Kantropo”, dá a todos nós, que temos o ofício de criar
                                         formas bi ou tridimensionais a partir de nossa imagi-
                                         nação, algumas importantes lições. Primeiro pelo cará-
                                         ter ideológico de sua ação. Ao desenhar para outros,
                                         “Peter” estava socializando uma informação que, até
                                         aquele momento, era só dele. Daquela forma, ele havia
                                         criado a possibilidade de que seus pares pudessem par-
                                         ticipar de seu conhecimento e, mais do que isso, pudes-
                                         sem usá-lo para tornar mais fácil a vida de todos.
   16
   16
   A B C D e s isgi n n
     ABCDe          g
socialização da informação
                                                  Em segundo lugar, é preciso levar em conta a multidisciplinaridade
                                                  do ato de “Peter”, pois para chegar ao produto final, ele teve de
                                                  analisar a forma observada, dimensioná-la em uma escala possível
                                                  de realização, criar ferramentas para a execução do trabalho,
                                                  estudar o público alvo e executar o seu traba-
                                                  lho em um lugar que pudesse ser visto
                                                  e conservado. Esta é, a meu ver, a
                                                  essência do design e a forma
                                                  como devemos entendê-lo:
                                                  um misto de ideologia,
                                                  multidisciplinaridade
                                                  e talento.




ideologia
Tanto na pré-história quanto hoje, o design é uma
ferramenta para buscar comida. É um ganha pão para
alguns e, para outros, uma arma de caça aos consumi-
                                                                             i d e o l o g ia é força que move, anima, diferencia




dores. Tanto no tempo das cavernas quanto na era dos                                                                                talento,
computadores, o designer, para se comunicar, precisa                                                                                mas falta
de talento. Mas o que quero observar, mesmo, não são                                                                                alma, ousa-
as semelhanças existentes entre as duas épocas mas,                                                                                 dia. Falta vontade de
sim, as diferenças. A primeira diferença diz respeito ao                                                                            revolucionar e de se criar o Novo sobre os
caráter ideológico de nosso trabalho. Nos últimos 10                                                                                escombros da nossa decadente e desorien-
anos, o design e os designers perderam muito da força                                                                               tada civilização. Isto me faz lembrar de uma
e da qualidade ideológica presentes nos trabalhos do                                                                                frase do anarquista catalão, Durruti, em
começo do século e, principalmente, nas décadas de 50                                                                               1937, logo depois de saber do bombardeio
e 60. Talvez a queda do muro de Berlim, em 90, tenha                                                                                aéreo da cidade de Guernica - o primeiro
derrubado consigo muito do inconformismo e ousadia                                                                                  bombardeio do gênero que se tem notícia
latentes em muitas penas e pincéis.                                                                                                 e que, inclusive, gerou o célebre mural de
Independente dos motivos, percebo que nos trabalhos que                                                                             Picasso. “Não importa que a burguesia
andei pesquisando antes de redigir este texto, tanto nas ar-                                                                        com suas bombas destrua o mundo inteiro.
tes gráficas quanto no design de produto, existe hoje uma                                                                           Sobre os escombros, construiremos um
enorme preocupação em agradar o mercado, ou agradar                                                                                 mundo novo, pois trazemos o novo em
o cliente. Tenho visto muita coisa boa feita por gente de                                                                           nossos corações”’, disse Durruti.       17
                                                                                                                                                                            17
                                                                                                                                                                             A B C D e s isgi n n
                                                                                                                                                                               ABCDe          g
“não importa que a burguesia com suas bombas, destrua o mundo inteiro. Sobre os escombros, construiremos um mundo novo, pois trazemos o novo em nossos corações”
                                                                                                                                                                   Durruti.1937
                                                                                                                                                                                                       Creio que o designer tem que ter consci-
                                                                                                                                                                                                       ência de seu papel na sociedade e, mais do
                                                                                                                                                                                                       que isso, precisa compreender o momento
                                                                                                                                                                                                                                                             É a força que move, anima, diferencia.
                                                                                                                                                                                                       histórico em que vive porque após a queda
                                                                                                                                                                                                                                                             É a forca interior que questiona, define
                                                                                                                                                                                                       das duas torres do World Trade Center, o
                                                                                                                                                                                                                                                             personalidades, e impulsiona o talento.
                                                                                                                                                                                                       mundo ficou dividido entre os que têm
                                                                                                                                                                                                                                                             Querem exemplos? O grupo Bauhaus,
                                                                                                                                                                                                       interesses a proteger e os que não têm
                                                                                                                                                                                                                                                             Duchamp, Mondrian, Pininfarina. Que-
                                                                                                                                                                                                       nada a perder. É importante lembrar que,
                                                                                                                                                                                                                                                             rem um brasileiro (e atual)? Rico Lins.
                                                                                                                                                                                                       atualmente, cerca de 4/5 da população
                                                                                                                                                                                                       total do planeta estão fora do mercado de
                                                                                                                                                                                                       consumo. Portanto, não basta ilustrar o menu para a hora do almoço, temos
                                                                                                                                                                                                       que tentar apontar a caça também. É importante não confundir ideologia com
                                                                                                                                                                                                       participação político partidária ou religiosa. Ideologia é muito mais do que isto.




                                                                                                                                                                                  multidisciplinaridade

                                                                                                                                                                                      Para o designer atual, talento            trabalho não tem embasamento         para conseguirmos nos comu-
                                                                                                                                                                                      só não basta. É necessário co-            e não cria identidade porque não     nicar com eficácia. Temos que
                                                                                                                                                                                      nhecer todos os meios possíveis           tem raiz.                            dominar as ferramentas que a
                                                                                                                                                                                      de difundir seu trabalho e saber          Multidisciplinaridade é isto.        computação gráfica e a multi-
                                                                                                                                                                                      usar as ferramentas que a tec-            Técnicas variadas, conhecimen-       mídia colocam ao nosso dispor.
                                                                                                                                                                                      nologia disponibiliza, mas não            to de ferramentas e do meio em       Temos que ousar. Temos que
                                                                                                                                                                                      apenas isso. O designer tem que           que se vive. Mais um exemplo         pensar o novo.
                                                                                                                                                                                      ter conhecimento geral, conhecer          perfeito: Leonardo Da Vinci,
                                                                                                                                                                                      história, sociologia e economia.          que foi um gênio em sua época
                                                                                                                                                                                      Mas ainda não é só isso. O desig-         não apenas pelo grande talen-
                                                                                                                                                                                      ner precisa compreender bem a             to, mas por sua capacidade de
                                                                                                                                                                                      sua própria cultura. Afinal, a TV e       pesquisar e entender ciência,
                                                                                                                                                                                      a Internet transformaram o mun-           matemática, física, história
                                                                                                                                                                                      do em uma aldeia global, mas              e anatomia, além de outras                Robson Oliveira
                                                                                                                                                                                      Nietzsche já a dizia: “Se queres          tantas áreas do conhecimento.             Sociólogo / USP, Fotógrafo
                                                                                                                                                                                      o universal canta a tua aldeia”.          Temos que entender a comple-              (correspondente do Jornal
                                                                                                                                                                                      Aquele que não conhece sua pró-           xidade da sociedade atual que             O Estado de São Paulo em
                                                                                                                                                                                      pria cultura e história, não con-         recebe uma enxurrada diária de            Miami/EUA) e designer
                                                                                                                                                                                      segue ter identidade nem no que           informações visuais e sonoras.            multimídia.
                                                                                                                                                                                      pensa, nem no que é, nem no               Temos que trabalhar com esta              fcworld@cais.net

                                                                                                                                                                                      que desenha. Desta forma, seu             realidade e usá-la a nosso favor          USA 305 5009436

                                                                                                                                                                                  18
                                                                                                                                                                                  ABCDes gn
                                                                                                                                                                                  A B C D e s ii g n
O processo criativo no design
     Ronaldo Duschenes

     O processo criativo no design é individual ou coletivo? Gostaria de aproveitar este
     espaço para refletir sobre esta questão, exemplificando com dois casos comple-
     tamente distintos, mostrando que, individualmente ou coletivamente, o processo
     criativo pode gerar bons resultados, desde que acompanhado da famosa “gestão”
     do design. Os exemplos são produtos com dois resultados bem diferentes, mas
     desenhados para a mesma empresa: o “Mancebo” e o “ES-4”.

                                                                  o porquê das lesões
                                                                  de uso continuado
                                                                  para dar soluções
                                                                  eficazes. O produto
                                                                  deverá ser utilizado
                                                                                                           ES-4
                                                                  em call centers, esta-
                                                                  ções de trabalho e em
                                                                  mesas individuais.
                                                                  A equipe acabou se dividindo em pesquisas e protótipos de sistemas
         Mancebo
                                                                  mecânicos; pesquisas relacionadas às lesões causadas pelo uso do
                                                                  computador e pesquisas de formas, materiais e sistemas de produção.
O Mancebo, “criação individual”
                                                                  A equipe de tecnologia procurou alternativas de sistemas com molas
Foi difícil conceber este produto. Comecei com um “auto-
                                                                  e fusos – hidráulicos e mecânicos – até chegar ao sistema utilizado
briefing”. Como executivo sempre carreguei, e ainda carrego,
                                                                  no produto, que é mecânico com a alternativa de acionamento por
comigo uma pasta e quase sempre, graças ao nosso clima,
                                                                  manivela ou motores elétricos de baixo custo. Durante os anos, vários
ando de paletó, casaco, ou, no mínimo, um colete. Quando
                                                                  avanços foram incorporados, melhorando a qualidade do ES-4.
chego para trabalhar, tenho que colocar todas estas coisas
                                                                  A equipe de lesões logo concluiu que o tampo do teclado deveria ter
em algum lugar. Mas onde? Na cadeira? Perde-se em algum
                                                                  profundidade suficiente para suportar o peso do antebraço, para que
lugar e o casaco corre sempre o risco de ser atropelado pelos
                                                                  este não ficasse “pendurado” entre o punho e o ombro, deixando de
rodízios da cadeira. Na mesa? Perde-se espaço. No chão? Diz
                                                                  sobrecarregar os tendões que acionam os dedos das mãos. Também
a superstição que perde-se dinheiro. O briefing estava feito:
                                                                  nos foi recomendado que a tela do monitor deveria ficar a 50 cm de
um suporte independente para casaco e pasta.
                                                                  distância dos olhos do usuário, para evitar possíveis radiações.
A partir daí, com o moleskine em mãos e nos guardanapos
                                                                  Confirmamos que era necessário ajustar as alturas dos tampos para
dos restaurantes nasceram croquis e mais croquis que tenta-
                                                                  permitir que o usuário trabalhasse em uma posição ereta e descansada.
vam associar uma prateleira e um cabide. Oito meses depois,
                                                                  A mesa e a cadeira não agrediriam o usuário, mas isso não substituíra
cheguei a um desenho que me satisfez.
                                                                  o cuidado que ele deveria ter com postura.
Com o sketch pronto, e contando com a equipe da Flexiv,
                                                                  Todos nós nos debruçamos nos e fomos chegando em conjunto nos
partimos para a realização final. Só faltava o nome, que encon-
                                                                  produtos finais, que hoje utilizam o mesmo sistema para atender às
tramos ao fazer um paralelo com os porta-ternos do passado.
                                                                  necessidades básicas dos nossos consumidores. E a ES-4 é o exemplo
E assim surgiu o Mancebo, que é esse mesmo produto que
                                                                  primordial dessa série de mesas individuais sobre rodízios que já in-
está à venda, e parece até um pouco óbvio depois de feito.
                                                                  corporam o filtro de linha dos computadores. Na empresa, o número
                                                                  de participantes foi grande, e destacamos o apoio do pessoal do piso
A ES-4, “criação Coletiva”
                                                                  da fábrica, que nos ajudou com sua formação técnica e experiência
Em agosto de 1996, fiz um primeiro do que estava buscando:
                                                                  prática. A gestão de todo esse processo de criação e produção é o
um móvel verdadeiramente ergonômico para o uso do compu-
                                                                  que eu entendo como gestão de design.
tador. Chamei a equipe e entreguei o seguinte briefing: preci-
samos desenvolver um sistema elevatório para computadores             Ronaldo Duschenes
que, quando separado, permita ajustar a altura do monitor e do        Designere arquiteto, Diretor da Flexiv
                                                                                                                         19
tampo de suporte para o teclado. Precisamos também entender           Móveis para Escritório
                                                                                                                         ABCDesign
MFC Design, Marcelo
                                   F. Castilho e Paulo
                                   Biondan: sketch manual
                                   carregadeira Santal




design de produto
                       gestual ou digital?

20
20
AABBCCDDees si iggnn
MFC Design,
      Marcelo F.
Castilho e Paulo
Biondan: sketch
  manual trator
    Agrale 4100




     Marcelo Castilho


     O artigo discute como o processo singular de criação dos designers de produto leva à
     coexistência de ferramentas manuais e digitais, como o sketch e softwares de mode-
     lamento 3D de última geração.

     Designers têm usado e abu-         gráfica à la Spielberg.           Quando associadas à Internet
     sado dos recursos digitais,        O Design Industrial, especifi-    (pesquisa, download, salas de
     revolucionando os meios de         camente, tem se beneficiado       discussão), permitem melhor
     representação tradicionais.        cada vez mais das ferramen-       controle sobre o processo de
     Através de softwares 3D é pos-     tas digitais. Através delas, o    desenvolvimento de produto
     sível viabilizar novos produtos,   processo de integração entre      e reduzem as tradicionais ´tra-
     em curto espaço de tempo,          áreas de conhecimento está        duções de projeto‘, permitindo
     combinando a rapidez e a pre-      potencialmente muito supe-        maior fidelidade do produto
     cisão do cálculo matemático        rior, pois a informação digital   final ao conceito gerado pelo
     com uma invejável qualidade        é facilmente compartilhável.      designer.
                                                                                                      21
                                                                                                       21
                                                                                                        ABCDesign
                                                                                                       ABCDesign
percepção, análise, comunicação                                       Departamento de Design da
                                                                                  Volkswagen : rendering eletrônico,
                                              No entanto, a pedra de toque        gerado em Alias Wavefront,
                                                                                  Photoshop e IceMSurf.
                                              dos designers, a nossa carac-
                                              terística singular - o talento de
                                              gerar, através de um processo
                                              analítico-criativo, novas cone-
                                              xões de informação técnica, es-
                                              tética e de interface do produto
                                              com o usuário -, ainda depende
            intuição,




                                              da utilização de ferramentas
                                              tradicionais como o desenho




22
ABCDesign
Imagem à esquerda,
                                                                                             Departamento de Design
                                                                                             da Volkswagen: detalhe
                                                                                             de execução de maquete
                                                                                             em clay.



                                                                                             Imagem à direita,
                                                                                             Departamento de Design
                                                                                             da Volkswagen: execu-
                                                                                             ção de alisamento de
                                                                                             superfície 3D, gerada em
                                                                                             IceMSurf.




à mão livre, o sketch, a maquete ou modelo confeccionado em                   As ferramentas digitais aplica-
madeira, espuma ou clay. Através delas, revela-se o toque de                  das ao design industrial – CAID-
arte, que todo designer deve expressar com grande intensidade.                ainda estão em processo de
A singularidade do processo criativo do design de produto está em             amadurecimento, buscando
sua necessidade paradoxal de se adotar, em um mesmo processo                  combinar recursos provenientes
de trabalho, ferramentas que operem tanto no ´modo´ intuitivo                 do mundo da animação cine-
holístico como instrumentos que atendam aos requisitos lógico-                matográfica com os sistemas
analíticos, típicos das ciências exatas.                                      de modelagem 3D provenientes
                                                                              das áreas de engenharia, como
                                                                              é o caso de programas da Alias
                                                                              Wavefront e da PTC.
                                                                              As ferramentas digitais podem
                                                                              ser utilizadas com grande com-
                                                                              petência, mesmo nas fases ini-
                                                                              ciais de criação. Há muito pro-
                                                                              fissionais experientes que ini-
                                                                              ciam seus projetos diretamente
                                                                              no CorelDraw ou no Alias. A
                                                                              combinação do ponto forte de
                                                                              cada instrumento - expressão
                                                                              intuitiva para as ferramentas
                                                                              manuais e expressão lógico
                                                                              matemática para as ferramen-
                                                                              tas digitais - pode enriquecer
                                                                              enormemente o processo de
                                                                              trabalho.
                                                                              No entanto, a expressão ma-
                                                                              nual ainda é considerada por
                                                                              muitos profissionais funda-
                                                                              mental para se obter a plástica
                                                                              da escultura, uma vez que os
                       Departamento de Design da Volkswagen: alternativa de
                       design externo gerada à mão livre e depois concluída
                       em Photoshop.
                                                                                                             23
                                                                                                               ABCDes gn
                                                                                                               A B C D e s ii g n
Departamento de Design da Multibras:
                                                              rendering eletrônico, gerado em Alias Wave-
                                                              front, dos produtos All Refrigerator e Freezer
                                                              Vertical Brastemp




“a competência de gerar, através de um processo analítico-criativo, novas conexões


                            Departamento de          equipamentos digitais ainda
                        Design da Multibras:
                       alternativas de design        não traduziriam com perfeição
                      externo de refrigerador,
                       geradas em CorelDraw          o gestual e a expontaneidade
                                                     característica do trabalho ma-
                                                     nual.
                                                     Atualmente ocorre a afirmação
                                                     de um novo estilo de expressão
                                                     manual, coerente com a redu-
                                                     ção do tempo de criação e da
                                                     crescente integração entre áre-
                                                     as. No passado, voltadas à pre-
                                                     cisão dimensional e acuidade de
                                                     traços, as ferramentas manuais,
                                                     como o sketch e a maquete,
         24
          ABCDesign
Creare Domus Design, desig-
                ner Fábio Righetto: estabiliza-
                dor Revolution II da SMS, com
               lay- out interno vertical (torre),
                        gerado em Rhinoceros.




                                                           adquiriram o significado de cari-        realizados manualmente podem
                                                           caturas, facilitando a expressão do      ser escanerizados e detalhados
                                                           “todo” como visão intuitiva e artísti-   em um processo de reconstrução
                                                           ca do designer. Quando combinadas        e alisamento de superfícies, utili-
                                                           com programas como Photoshop e           zando, por exemplo, IceMSurf.
                                                           CorelDraw, permitem novas possi-         A mescla inteligente das ferra-
                                                           bilidades de representação gráfica       mentas manuais e digitais duran-
                                                           e de comunicação com as áreas de         te as fases de desenvolvimento
                                                           engenharia.                              possibilita redução de tempo de
                                                           Modelos usinados digitalmente            execução e aumento de qualida-
                                                           em 3D simplificados, tais como           de, garantindo ao produto final a
                                                           Rhinoceros, podem ser refinados          percepção do talento do artesão,
                                                           manualmente, ao mesmo tempo,             bem como um afinado senso
                                                           modelos volumétricos simplificados       analítico da engenharia.


de informação técnica, estética e de interface do                                                   produto com o usuário”
 Departamento de Design da Multibras: detalhe de mock-up em es-
 puma de poliuretano de painel de porta e prateleira de refrigerador,
 feitos artesanalmente




                                                                                                          Marcelo F. Castilho
                                                                                                          Designer de Produto pela Uni-
                                                                                                          versidade Mackenzie, Master of
                                                                                                          Arts em Design Automotivo pela
                                                                                                          Coventry University, Inglater-
                                                                                                          ra, Chief Designer da Busscar
                                                                                                          Ônibus e Professor de Gradução
                                                                                                          e Pós-graduação do Curso de
                                                                                                          Desenho Industrial da PUC/PR

                                                                                                                                    25
                                                                                                                                     D e s iB C D e s i g n




                                                                                                                                    25
                                                                                                                                         A gn
rendering
     passo a passo
                                                             mas também diz respeito às formas
                                                             de representação digitais. De qualquer
                                                             forma, como já foi dito anteriormente,
                                                             estaremos demonstrando somente as
                                                             técnicas para representações manuais.
                                                             Devemos enfatizar que, pelo fato de
                                                             estarmos apresentando aqui apenas as
                                                             formas de representação manual, não
                                                             significa que estejamos defendendo
                                                             somente a geração de modelos manu-
                                                             ais. Porém, lembramos que, indepen-
                                                             dente da escolha das ferramentas para
 O universo representativo é de fundamental importân-        representação, os processos mentais,
 cia para o designer. Além de ser uma ferramenta para        bem como os conhecimentos volumé-
 vender ou comunicar uma idéia, é também a materiali-        tricos, espaciais e de luz e sombra, são
 zação do processo inicial de concepção, seja no traba-      e sempre serão fundamentais para o
 lho de um designer de produto, de um designer gráfico       designer. Afinal, é com eles que o de-
 ou no universo da moda. Estaremos trazendo em todas         signer tem o poder para conceber ou
 as edições, dicas e técnicas de representação manual,       manipular formas.
 em forma de passo a passo, demonstrando sempre              O rendering deve comunicar uma idéia
 todas as etapas para a execução de um “rendering” ou        rapidamente. Por isso, a combinação
 ilustração.                                                 de figura e fundo, o contraste e pro-
 Primeiramente é importante esclarecer o que é o senti-      porção entre os elementos gráficos é
 do etimológico da palavra rendering. É do verbo inglês      fundamental para uma boa ilustração.
 “to render” que origina-se a palavra rendering. Ela defi-   Outro fator indissociável do rendering
 ne a linguagem representativa do designer de produto.       é a gestualidade do traçado, devendo
 Significa descrever, interpretar, reproduzir, traduzir ou   começar já na fase dos sketches ou
 representar artisticamente. Em termos gerais, significa     roughs que, inclusive, podem também
 ilustração. Porém, é a ilustração peculiar do designer      ser aproveitados como elementos de
 de produto. Naturalmente, este termo não se resume          fundo e até mesmo como produto
 apenas à linguagem manual ou gestual do designer,           final.

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              O primeiro passo, antes de se
           iniciar um rendering, é definir a
             lápis o desenho que será apli-
             cado à técnica. Detalhes como
            dimensão e posicionamento na
           folha devem ser previstos ante-
           cipadamente para se obter uma
               composição interessante no
                          final do trabalho.




2
             Após a definição do desenho a
          lápis, devem ser reforçadas as li-
         nhas e contornos com uma caneta
         preta de ponta fina. Esta etapa do
            trabalho também pode ser exe-
          cutada após a aplicação de cores
                       com os marcadores.




3
     A etapa de aplicação dos marcadores
        é fundamental para se ter um bom
       resultado geral do rendering. É re-
     comendável que o traçado feito com
    marcador demonstre a segurança e a
    gestualidade do designer. Nas áreas
    escuras ou com sombras, o marcador
        da cor utilizada deve ser passado
     mais de uma vez ou, então, deve ser
    aplicado o marcador em tom de cinza
              frio sobre a cor já aplicada.                    27
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                                O pastel seco determina as
                                massas de sombra e luz nas
                                diferentes superfícies que
                                compõe o objeto. Para se ob-
                                ter homogeneidade do mate-
                                rial, deve ser raspado com um
                                estilete, tomando o devido
                                cuidado para que fique so-
                                mente em forma de pó.




                                                                        5
                                Antes de ser aplicado no desenho -
                                com um algodão ou uma folha de pa-
                                pel macio - o pastel deve ser testado
                                em uma folha de papel. A intensidade
                                cromática desejada é proporcional à
                                quantidade de pastel que se mantém
                                no algodão ou no papel e é obtida
                                através da aplicação sucessiva de
                                diferentes camadas de pó. Por isso,
                                para áreas com menor intensidade de
                                cor, deve ser aplicada apenas uma ou
                                duas camadas.

                                                                        6
                                O pastel é ideal para aplicação e
                                definição de áreas com intensi-
                                dade luminosa ou para escureci-
                                mento de áreas sombreadas. Para
                                se obter um bom resultado com
                                o pastel é importante exercitar a
                                gestualiadade, bem como a dosa-
                                gem suave do pó sobre o papel.



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          Além da função como elemento
        de definição de plano e luminosi-
       dade, a sombra projetada tem, no
       rendering, uma importância como
    elemento de valorização plástica do
     desenho. Como o rendering é uma
      linguagem estereotipada da reali-
       dade, a sombra pode ser aplicada
         simplesmente com um marcador
                   preto ou cinza escuro.




8
      A etapa do lápis de cor determina
         o acabamento final do produto.
       Ele deve ser aplicado em junções
       de peças, áreas de menor dimen-
         são ou em arestas evidentes. É
     recomendável que tanto marcador,
      pastel seco e lápis de cor formem
        conjuntos de cores suplementa-
            res, incrementando a ilusão
                         tridimensional.



9
         Lápis de cor preto e branco com-
         pletam o acabamento final, prin-
         cipalmente nas emendas e inter-
        face de componentes e nas even-
            tuais arestas. Também podem
          ser utilizados na representação
          de texturas através de decalque
              sobre tecidos, plásticos, etc.



                                                               29
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                                Uma das últimas etapas do rendering
                                é a aplicação do guache branco. Esta
                                aplicação deve ser feita nas arestas
                                iluminadas, áreas de alto brilho e
                                superfícies transparentes. A viscosi-
                                dade do guache deve estar no ponto
                                ideal. Com pouca água a viscosidade
                                se torna muito espessa, deixando o
                                traço grosso e sem definição. Com
                                muita água o guache perde a lumino-
                                sidade.


                                                                          11
                                A determinação do fundo tem um im-
                                portante papel na ilustração. Além de
                                acrescentar plasticamente ao conjunto,
                                o fundo também valoriza e dá vida ao
                                produto que está sendo representado.
                                Porém, deve-se ter o cuidado com exa-
                                geros e com a aplicação de cores fortes
                                ou contrastantes demais com o produto.
                                Uma das maneiras eficientes de se fazer
                                um fundo é aplicando pastel seco, em
                                forma de pó, com um algodão.


                                                                          12
                                O fundo também pode ser comple-
                                mentado com traços de marcador,
                                tomando o devido cuidado com a
                                valorização excessiva. Assim como
                                o produto, o fundo também deve
                                demonstrar a gestualidade e a segu-
                                rança do traçado de quem o realizou,
                                características que, sem dúvida,
                                podem dar mais brilho e vida ao seu
                                trabalho. Agora, é a sua vez!
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                          MATERIAIS
A qualidade dos materiais é de fundamental importância para um rendering
com bom resultado final. Por isso estamos mostrando aqui alguns materiais e
dicas que poderão lhe ajudar em sua escolha. Começamos pelo marcadores,
“markers”, ou rotuladores, como também são chamados por alguns desig-
ners. Somente devem ser utilizados marcadores à base de solvente. Já existe
no mercado uma marca nacional de preço acessível. Porém, no tocante às
marcas importadas, apesar do alto custo, a variedade de cores e a qualidade
ainda são incomparáveis. Para a escolha do pastel seco deve ser levada em
consideração sua dureza e consistência. Bastões muito duros ou quebradiços
demais não são recomendáveis. Infelizmente, no mercado há poucas opções
de boas marcas, sendo que praticamente todas existentes são importadas e
apresentam preços bem variados.
Assim como o marcador e o pastel, o lápis de cor deve possuir excelente qua-
lidade. A maciez e consistência é que definem a sua qualidade. Recomenda-se
ainda a utilização de lápis aquarelado nos trabalhos. Como também acontece
com outros materiais de desenho, as marcas de lápis de cores importados
possuem melhor qualidade, com algumas exceções. Caso a marca encontra-
                                                                               Accademia di Disegno
da seja desconhecida, antes de ser comprado, o lápis deve ser testado em
um papel para que seja verificada a sua maciez. Outra dica é para o guache,    Tendo a frente os designers
que igualmente deve ser de excelente qualidade. Um guache de qualidade         Ericson Straub, Paulo Biondan
                                                                               e Marcelo Castilho, dedica-se
inferior não fornece à ilustração boa cobertura e, em alguns casos, pode até
                                                                               ao ensino de ferramentas de
esfarelar após a aplicação. Por isso, recomenda-se a utilização de guache      representação para o design e a
importado de primeira linha. É importante lembrar que a boa combinação de      arquitetura, oferecendo cursos
tons entre marcador, pastel e lápis de cor é fundamental para um rendering     de extensão em parceria com o
                                                                               SENAI/PR.
de boa qualidade.




                                                                                                    Rendering:
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                                                                                                                    31
                                                                                                                    D eA B g n e s i g n




                                                                                                                    31
                                                                                                                        si CD
Josef Alberts


D e A Bg n e s i g n
    si CD




           32
                       32
             Hinnerk Sheper




              Georg Muche




             Laszlo Moholy-nagy




              Herbert Bayer


              Joost Shimidt




              Walter Gropius
A “Staatliche Bauhaus” foi fundada por Walter
                                                                 Gropius em 1919, na Alemanha. Foi um aconteci-
                                                                 mento cultural importante e determinante durante
                                                                 a República de Weimar. Como centro de produção
                                                                 cultural e intelectual, enfrentou durante sua exis-
                                                                 tência, sérios problemas políticos e ideológicos.
                                                                 Passou por Dessau e encerrou suas atividades em
                                                                 Berlim. A Bauhaus não pode nem deve ser enten-
                                    Antonio M. Fontoura          dida como “idéia de um só homem”.




 a pedagogia da ação
                Wassily Kandinski




                                                                                                                                 Oskar Shlemmer
                                                                              Lyonel Feinnger
Marcel Breuer




                                                                                                    Gunta Stolzl
                                                          Paul Klee




                                                                                                                    33
                                                                                                                   33
                                                                                                                     ABCDesign
                                                                                                                   CDesign
“a essência da vida é a eterna metamorfose
         Gropius traçou as principais linhas do pro-                                   e Marcel Breuer, serviram para
         jeto, mas teve o respaldo e o apoio de                                        temperar ainda mais os ideais da
         um grupo de professores e artistas, muito                                     escola. As contradições internas
         embora com formações bastante diversas,                                       provocaram restruturações cur-
         que o ajudaram a formar, transformar e a                                      riculares e transformações pro-
         colocar em prática o ideal bauhauseano. A                                     gramáticas durante a sua curta
         Bauhaus foi uma experiência pedagógica                                        e intensa existência. Ao bem da
         no domínio das artes, do artesanato, do                                       verdade, pode-se dizer que exis-
         design e da arquitetura que ultrapassou as                                    tiram diversas escolas dentro da
         dimensões físicas como escola, e transfor-                                    Bauhaus. Porém, as suas várias
         mou-se num movimento cultural e artístico                                     componentes só enriqueceram
         internacional. Depois de seu fechamento                                       a experiência. As contribuições
         em 1933, aos poucos, a Bauhaus trans-                                         mais significativas para os seus
         formou-se num verdadeiro mito do século                                       predecessores foram sem dúvida,
         XX. As batalhas internas, quase sempre em                                     as concepções pedagógicas lá
         torno de objetivos pedagógicos comuns,                                        desenvolvidas, particularmente a
         “naturais” num centro que congregava                                          prática da pedagogia da ação. É
         expoentes tais como Johanes IItten, Lásló                                     sobre isto que tratam as páginas
         Moholy-Nagy, Paul Klee, Wassily Kandinsky,                                    que seguem.
         Josef Albers, Gunta Stölzl, Herbert Bayer                                     O pensamento bauhauseano foi




“ a Bauhaus pregou na prática a cidadania




    34
     D e A BgCnD e s i g n




    34
         si
um dos que mais influenciou o ensino do
        design no século XX. Muitas escolas, poste-
        riores à Bauhaus, tiraram valiosas lições de
        sua proposta pedagógica. Seus professores
        inovaram no que se refere aos métodos
        ativos de ensino por eles adotados. Esta
        escola se diferenciava de outras em função
        da sua estrutura curricular e da sua dou-
        trina pedagógica, fortemente influenciada
        pelas tendências educacionais da época.
        Sua pedagogia espelhava o desejo e a
        necessidade de promover a discussão e a
        revisão do panorama da educação geral
        e, principalmente, do ensino das artes no
        início daquele século.
        Na formação dos designers contemporâne-
        os ainda podemos observar fortes influên-
        cias dessa pedagogia e do ensino baseado
        na ação. As disciplinas ligadas ao desenvol-
        vimento de projetos, nas escolas de design,
        muitas vezes dão preferência ao ensino
        através do fazer prático em detrimento de
        uma possível contribuição teórica.




comum de toda uma forma de trabalho”

  Isto é paradoxal pois parece inconcebível a existência de
  uma produção prática dissociada de uma sustentação
  teórica. Toda a prática deveria ser seguida e ou precedi-
  da de uma reflexão. É do resultado deste processo que
  resultam os novos conhecimentos. Porém,
                                                 No campo da educação geral, a pedagogia da ação foi uma das
  devemos lembrar que o design, por mais
                                                 correntes pedagógicas que nela exerceu grande influência. O
  pragmático que possa parecer, é e continu-
                                                 nome e a essência desta corrente não limitam a compreender o
  ará sendo uma atividade sempre resultante
                                                 fato educativo como pura atividade física, como se pode pen-
  de algum tipo de reflexão. Na sua relação
                                                 sar. A doutrina tradicional aceita o ato mental como meio de
  com a tecnologia, isto apresenta-se de for-
                                                 aprendizado, pois o aprender intelectual e memorista é também
  ma bastante clara. Enquanto a tecnologia
                                                 considerado um tipo de atividade. A pedagogia da ação deu um
  pode ser entendida como “a maneira de se
                                                 novo sentido ao comportamento ativo do educando. Ela conside-
  fazer as coisas”, o design, é nesta relação,
                                                 ra que o processo educativo concentra-se numa ação específica,
  “a maneira de se pensar estas coisas”.
                                                 numa atividade que não exige do educando algo de fora, mas
                                                 sim, de uma ação espontânea que vem de dentro 35 fora.
                                                                                                    para
                                                                                                   ABCDesign
o homem não é mais a medidade de todas as coisas, mas sim a sociedade
                                                                         Assim, como concepção pedagógica, ela              mais ampla da população, e não de uma ca-
                                                                         parte do princípio de que o aprendizado se         mada social e economicamente privilegiada.
                                                                         dá a partir do próprio educando, rejeitando a      No programa inicial da escola, o ensino arte-
                                                                         idéia de que o ensino se faz através de uma        sanal deveria ser um componente essencial
                                                                         suposta transmissão de conhecimentos. O            e constituía o seu fundamento. Para Walter
                                                                         aprendizado, sob a ótica da pedagogia da           Gropius, principal fundador da escola, o arte-
                                                                         ação, é uma conquista pessoal e visa o auto        sanato não era “algo isolado”, mas um meio
                                                                         formação do educando.                              imprescindível para se chegar a um fim. Para
                                                                         O surgimento da Bauhaus não se deu por             ele, o artesanato constituía uma categoria
                                                                         acaso, tampouco foi um fenômeno isolado.           pedagógica fundamental e representava a
                                                                         Engajada num movimento de transformação            forma como o indivíduo aprendia, através
                                                                         social, foi uma das instituições que soube         do uso das mãos e do manejo técnico dos
                                                                         colocar em prática as idéias reformadoras do       objetos – influências puramente ativistas. Para
                                                                         ensino e das artes, entre 1900 e 1933. O ca-       Gropius, por mais industrializado que fosse o
                                                                         minho por ela trilhado foi apropriadamente         meio, o artesanato continuava sendo insubsti-
                                                                         o da pedagogia da ação.                            tuível enquanto recurso para a aprendizagem.
                                                                         O programa de ensino da Bauhaus compu-             Isto, de certa forma, estabelecia os vínculos
                                                                         nha-se de dois objetivos básicos: a síntese        das pedagogia da Bauhaus com o ativismo
                                                                         estética e a síntese social. O primeiro objetivo   na educação.
                                                                         referia-se à integração de todos os gêneros        No programa de 1919, a formação artesa-
                                                                         artísticos e de todos os tipos de artesanato       nal gráfico-pictórica e a formação teórico-
                                                                         sob a supremacia da arquitetura. O segundo         científica, constituíam as bases do ensino
                                                                         referia-se à orientação da produção estética       na Bauhaus. No estatuto de 1921, estas
                                                                         de acordo com as necessidades de uma faixa         diretrizes foram repetidas, especialmente a




                                                                        36
                                                                        ABCDesign
noção de educa-                                                           um pensamento pe-
ção de todos no                                                           dagógico denomina-
artesanato como                                                           do escola-novista. Po-
base unificante.                                                          demos dizer também
A principal inova-                                                        que, indiretamente, as
ção no programa                                                           idéias naturalistas de
daquele ano foi a                                                         Rousseau, Pestalo-
institucionaliza-                                                         zzi, Froebel e Herbart
ção do curso pre-                                                         contribuíram com o
liminar. Indiscuti-                                                       ideário bauhauseano.
velmente, esta foi                                                        Enquanto a pedagogia
uma contribuição                                                          da ação e a Escola
pedagógica extre-                                                         Nova estavam preocu-
mamente significativa para o ensino do            padas, basicamente, com a educação infantil,
design a partir de então. O curso preliminar      a Bauhaus teve o mérito de levar estas idéias a
tinha como objetivo permitir ao educando          um outro nível de ensino. Em síntese, podemos
iniciante chegar ao autoconhecimento e,           dizer que na Bauhaus, assim como na Escola
ainda, assegurar-lhe a compreensão das            Nova, o trabalho manual era considerado o
questões fundamentais da criação. O curso         meio mais apropriado para a formação integral
preliminar surgiu também como medida              do homem; eram adotadas técnicas de ensino
corretiva para aproximar artistas e técnicos.     que visavam desenvolver a sensibilidade do
O programa pedagógico proposto pela               indivíduo; havia uma valorização da educação
Bauhaus visava libertar as forças expres-         pelo trabalho; adotavam métodos ativos de
sivas e criadoras do indivíduo através da         ensino; e a educação era concebida como um
prática manual e artística; desenvolver           meio para a reforma social.
nele uma personalidade ativa, espontânea          Gropius conseguiu agrupar, numa mesma
e sem inibições; exercitar integralmente          instituição, homens e mulheres que, unidos
os seus sentidos e, finalmente propiciar a        por um forte ideal, habilmente trouxeram
aquisição e cultivo de conhecimentos não          para o ensino superior das artes e do de-
exclusivamente intelectuais, mas também           sign os princípios do ativismo na educação.
emocionais, não só através dos livros mas         Através destes princípios, fizeram surgir uma
também através do trabalho. Na filosofia          nova proposta pedagógica cujo principal
da Bauhaus podemos identificar, com faci-         objetivo era a tão
lidade, a influência direta do movimento          almejada formação
da “escola ativa” de Georg Kerschenteiner,        global do homem.         Para saber um pouco mais
do pensamento de Maria Montessori e do
                                                                            BÜRDEK, B. E. Diseño. Historia, teoria
“progressivismo” de John Dewey. Enfim,                                      y practica del diseño industrial. Barce-
podemos identificar as fortes influências de                                lona: Gustavo Gili, 1994.
                                                                            DROSTE, M. Bauhaus. Taschen: Ber-
                                                                            lim, 1992.
                                                Antonio M. Fontoura         GROPIUS, W. Bauhaus: novarquitetu-
                                   Designer, Mestre em Educação/PUC-PR,     ra. São Paulo: Perspectiva, 1988.
                                                                            LUPTON, E.; MILLER, J. A. El abc de
                                   Doutorando em Engenharia da Produção
                                                                            la bauhaus y la teoria del diseño.
                                    UFSC e Professor do Curso de Desenho    Barcelona: Gustavo Gili, 1993.
                                                    Industrial da PUC/PR    RODRIGUES, A. J. A bauhaus e o en-
                                                                            sino artístico. Lisboa: Presença, 1989.
                                                                            WICK, R. Pedagogia da bauhaus. São
                                                                                                     37
                                                                            Paulo: Martins Fontes, 1989.
                                                                                                    ABCDesign
A importância                                   Especula-se sobre a realização
                                                de uma reunião internacional a
                                                                                   dutiva também farão parte da
                                                                                   convenção. Logo, americanos,

da reciclagem                                   respeito do ‘futuro do papel’,
                                                no Centro de Convenções do
                                                                                   canadenses e finlandesas, assim
                                                                                   como brasileiros, entre outros,
     do papel                                   Parque Barigui, em Curitiba. Ao
                                                considerar que para projetar o
                                                                                   somar-se-ão aos primeiros. A
                                                                                   fim de estimular a discussão
                           Ivens Fontoura       futuro é preciso, primeiramen-     prevê-se convidar membros
                                                te, compreender o passado, a       da indústria gráfica e da car-
                                                organização do evento pode         tonagem, a ABCP Associação
                                                tomar outro rumo. Pensa-se,        Brasileira Técnica de Celulose
                                                então, extrapolar a matéria e o    e Papel, consumidores finais,
                                                tempo ao convocar para a hipo-     organizações ambientais e téc-
                                                tética reunião alguns egípcios     nicos da ONU e do IBAMA, bem
                                                do ano 300 a.C.; o chinês Tsai-    como legisladores e a imprensa.
                                                Lun, do ano 150 do calendário      No local, a paisagem do lago
                                                gregoriano; um grupo de ára-       é cortada pelo sinalizador ele-
                                                bes artesãos do papel, do sécu-    trônico localizado em frente ao
                                                lo VIII, e espanhóis do mesmo      Centro de Convenções, com
                                                ofício, do século XII. Embora os   informações de quantas árvores
                                                italianos tenham tido conheci-     deixam de ser sacrificadas a
                                                mento sobre o papel somente        cada dia, devido à reciclagem
                                                no século seguinte e os fran-      promovida pelo programa Lixo
                           Ivens Fontoura
                                                ceses no início e os alemães no    que não é Lixo da cidade. Fic-
              Designer, Mestre em Ergonomia-
                                                final do século XIV, bem como      ção? Marketing? Propaganda?
UNAM/México, Mestre em Educação/
UFPR, Doutorando pela Universidade
                                                ingleses do final do século XV,    Certamente, estes assuntos
de Santiago de Compostela/Espanha,              também deverão ser chamados.       serão tratados por todos. Afinal,
 Professor dos Cursos de Desenho In-            Obviamente, os atuais fabri-       para fabricar uma tonelada de
     dustrial da PUC/PR e de Design da          cantes de papel, em particular,    papel é necessário cerca de 800
                Universidade Tuiuti do Paraná   os de imensa quantidade pro-       kg de celulose na massa, corres-




 38
  ABCDesign
Fine Papers
pondendo 4,2 metros cúbicos       produto fabricado com
de madeira, equivalente a 42      o lixo de escritórios e de     A Fine Papers estará presente para
                                                                 apresentar seus papéis Text & Cover,
árvores. Uma fábrica de papel     residências já impressos
                                                                 uncoateds de altíssima qualidade,
de porte médio é capaz de         e utilizados de alguma
                                                                 produzidos a partir de papel reciclado,
produzir 480 toneladas de         forma, que além de             PCW e de outras matérias-primas. O
celulose. Para isto, necessita    salvar árvores participa       que mais chamará a tenção dos partici-
250 metros cúbicos de madei-      no processo de reduzir o       pante, particularmente dos primeiros,
ra, que, por sua vez, necessita   volume de lixo produzi-        será o seguinte:
de 12,5 hectares de área flo-     do no planeta.                 1) considerados universalmente como
                                                                 Premium Grades com superior alonga-
restal, além de 45.000 metros     E porque Curitiba? Tal-
                                                                 mento e printabilidade;
cúbicos de água a ser disputa-    vez, por que no Brasil
                                                                 2) uncoates com melhor leitura, se
da com o consumo médio de         está sendo fabricado           comparados aos papéis coated ou
225.000 habitantes.               menos de 1% de papel           conché;
No paper de Cláudio Vilela,       reciclado para impres-         3) recicláveis com fibras de PCW, agre-
da Fine Papers, têm-se a infor-   são, conforme dados da         gando preocupação ecológica;
mação de que “ao considerar       ABCP. Alguns fatores           4) singular textura e acabamento di-
                                                                 ferenciados capazes de proporcionar
os Estados Unidos com apro-       apresentam dificuldades
                                                                 toque especial;
ximadamente 260 milhões de        de produção. Entre ou-
                                                                 5) maior variabilidade de cores com
habitantes e que um cidadão       tros, cita-se a falta logís-   grande variação de brancos;
americano produz, em mé-          tica na coleta, separação      6) maior Bulk, isto é, sensação de
dia, 1,82 kg de lixo por dia e    e tratamento do lixo           maior peso, do que outros papéis de
que 45% deste lixo é papel,       sólido; o uso de fibras        mesma gramatura;
têm-se um total aproximado        curtas na fabricação de        7) maior possibilidade de uso pelos
                                                                 diferentes processos de impressão, do
de 816 g por habitante, totali-   papel que permite reci-
                                                                 offset e serigrafia à impressão digital
zando um consumo diário mé-       clar apenas duas vezes,
                                                                 e hot stamping.
dio de 212.160 toneladas de       ao contrário de oito ou
papéis recicláveis”. Tal dado     mais vezes a partir de          Inventário Papéis Especiais
fará Tsai-Lun repensar seu        fibras longas; e, a neces-     Ah!, o empresário Kyithi Hatori,
invento, na razão direta em       sidade de alta tecnologia      proprietário da Inventário Papéis
que Santos Dumont o faria ao      na industrialização por        Especiais, de Curitiba, pretende pa-
                                                                 trocinar a Convenção. A empresa é
ver aviões lançando bombas        meio de processos como
                                                                 distribuidora para o Estado do Paraná
mortíferas e os próprios aviões   o Non-Deinkel, livre de
                                                                 de toda a linha de papéis importados
serem usados como bombas          ácido na colagem do            pela Fine Papers, com mais de 1000
arrasadoras. O que fazer? A       papel, branqueamento           referências de papéis especiais para
reflexão sobre o assunto será     com oxigênio das fibras e      uso gráfico e artístico. Na ocasião, os
objeto da Convenção. Talvez,      atendimento às normas          senhores Kyithi e Tsai-Lun terão muito
para analisar melhor o papel      de qualidade total.            o que conversar.
PCW Post Consumer Waste,
                                                                 Inventário Papéis Especiais
                                                                 Fone:41 262-5932
                                                                 Curitiba - PR




                                                                                               39
                                                                                               ABCDesign
casos & cases

            Aumentando a visibilidade e
            reconhecimento de uma marca
            Neste espaço serão apre-           Com o objetivo de ampliar a visibilidade          Foi para encontrar uma solução criativa
            sentados cases de design           das marcas Lilica Ripilica (moda infantil         e eficiente para esse problema que a
            da OpusMúltipla Comunica-          feminina) e Tigor T. Tigre (moda infantil         Marisol acionou a OpusMúltipla, agência
            ções, tentando relacionar a        masculina) no mercado, a OpusMúltipla             responsável pela comunicação de todas
            realidade do mercado e as          criou e desenvolveu uma estratégia de             as suas marcas.
            diversas fases de desenvol-        lançamento de canais exclusivos para a
            vimento de uma estratégia          comercialização dessas marcas em sistema          Estratégia
            de design. Em especial             de franquia: as lojas Lilica & Tigor, que         Acompanhando a tendência do mercado
            nesta edição com o case da         começam a ser implantadas na Região Sul           de criar lojas monomarcas e aproveitar
            rede de Franquias Lilica &         do Brasil. O sucesso da estratégia, inicial-      o extraordinário potencial de expansão
            Tigor, foi levantada a neces-      mente implementada em três shopping               oferecido pelos shopping centers no
            sidade de uma estratégia           centers de Porto Alegre, orientou a Marisol       Brasil, a estratégia concebida foi a de
            para ampliar a visibilidade e      S.A., fabricante das marcas Lilica Ripilica e     lançar lojas exclusivas com o nome fan-
            reconhecimento das marcas          Tigor T. Tigre, a expandir o projeto para         tasia Lilica & Tigor, predominantemente
            Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre   37 cidades do Rio Grande do Sul, Santa            em shopping centers, em sistema de
            no mercado.                        Catarina e Paraná, com a implantação              franquia, para as marcas Lilica Ripilica e
                                               de 60 franquias até dezembro de 2002.             Tigor T. Tigre e fazer um filtro na carteira
                                               Em 2003, a operação será estendida às             de clientes multimarcas.
                                               demais regiões do País e, até 2005, prevê         As lojas multimarcas situadas nas áreas
                                               a implantação de 240 lojas franqueadas.           de influência dos shopping centers em
                                                                                                 que as franquias são implantadas deixam
                                               Problema                                          de vender produtos Lilica Ripilica e Tigor
                                               As marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre        T. Tigre. A estratégia equacionou esse
                                               sempre foram comercializadas em lojas             problema, promovendo um reforço de
                                               multimarcas, essencialmente em lojas de           visibilidade dos produtos Marisol - Um
                                               rua. Com o tempo, em virtude das qualida-         Amor de Criança, mediante a instalação
                                               des do produto, essas marcas tornaram-se          de corners personalizados dessa marca.
                                               griffes de roupa para crianças. Grande            Já as lojas multimarcas situadas fora da
                                               parte do canal de distribuição, entretanto,       área de influência dos shopping centers
                                               não oferecia a essas marcas a visibilidade        continuam vendendo Lilica Ripilica e
                                               que elas requeriam para consolidar sua            Tigor T. Tigre e passam a contar com cor-
                                               imagem no mercado.                                ners personalizados dessas duas marcas.
                                               Como alavancar o potencial de Lilica Ripili-      Quanto à estratégia de comunicação,
                                               ca e Tigor T. Tigre e ampliar sua visibilidade,   o desafio principal era o de preservar
                                               contando com um volume limitado de                a identidade das marcas Lilica Ripilica
                                               recursos financeiros para investir em pro-        e Tigor T. Tigre, que agora passavam a
                                               paganda e tendo como mercado um país              contar com um novo e exclusivo canal
                                               de dimensões continentais como o Brasil?          de distribuição.




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ABCDesign
O conceito que norteou a criação da marca das lojas Lilica & Tigor, do projeto arqui-
tetônico dessas lojas e, por extensão, de todas as peças de comunicação destinadas a
promover seu lançamento no mercado, foi o de separar graficamente o universo Lilica
Ripilica (cor de rosa) do universo Tigor T. Tigre (amarelo). O mundo das meninas e o
mundo dos meninos estavam, assim, representados no mesmo espaço, entretanto
cada qual mantinha as suas características e peculiaridades.
Para verbalizar esse conceito, a OpusMúltipla criou o slogan Lilica & Tigor, a Loja.
Dois Mundos, Um Só Lugar². A partir do conceito, desenvolveu a campanha que
compreendeu ações em propaganda, design gráfico e marketing direto. Todas
elas, é claro, integradas em perfeita harmonia conceitual e gráfica para mostrar
ao consumidor que as duas marcas agora passam a ser encontradas em uma casa
exclusiva: a loja Lilica & Tigor.




                         Peças de comunicação
      Folheto dirigido ao Trade                       Filme para Televisão
      Folder para Prospects                           Spot para Rádio
      Mala Direta                                     Outdoor
      Materiais de Ponto-de-venda:                    Anúncio de Revista
      Cartão-postal, sacolas, adesivos, pirulitos
      personalizados e latas




Resultados Obtidos
O lançamento foi um sucesso absoluto. Com apenas três lojas implantadas em
Porto Alegre, o desempenho das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre nesse mercado
registrou um aumento de 30% nas vendas em comparação com os anos anteriores.
Ao mesmo tempo, a marca tornou-se obviamente mais visível, uma vez que passou a
estar em contato diário com milhares de consumidores que freqüentam os shopping
centers mais movimentados de Porto Alegre: Iguatemi, Moinhos e Praia de Belas.
Por sua vez, a estratégia de comunicação mostrou-se absoluta-
mente eficiente quanto ao objetivo de lançar a loja e preservar
a identidade das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre. A par
disso, destaca-se o fato de que o investimento em comunica-
ção será otimizado ao longo do tempo, uma vez que as peças
criadas constituem um kit adequado para promover o
lançamento das franquias da rede em
todo o País.
O case foi recentemente premiado com o Grand
Prix de Case de Marketing Promocional do Ano
no 2º Prêmio Colunistas Promoção do Paraná
2001 e com a medalha de bronze no 20º Prêmio
Colunistas Promoção Brasil 2001.

                                                                                        41
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Arte, artesanato, design.
Artesanal, industrial?                                                                                          Peça da
                                                                                                                Linha
                                                                                                                Kamayurá
Ivens Fontoura

                                           Vitalino, de Caruaru; Lafaiete Rocha,      Quim Larrea (1987) construíram
                                           da Lapa; Isabel Mendes da Cunha e          significativo Diagrama. Nele,
                                           Noemisia Batista dos Santos, do Vale       preço e produção determinam
                                           do Jequitinhonha. Artesanato? Há           quadrantes e estabelecem opor-
                                           quem diga que sim; mas, com certeza        tunidades para tudo: produto de
                                           é Arte Popular.                            luxo, de massa, personalizado e
                                           Objetos do cotidiano feitos em série e     obra de autor. Há lugar, também,
Linha Karajá                               a mão são comercializados nas praças,      para o denominado Pós-industrial
No caminho para o Aeroporto de             nas ruas e nas lojas; depois, usados em    new craftsmanship, isto é, o Neo
Curitiba, há um lugar conhecido            casa e por muita gente. Bijuterias hi-     Artesanato Pós-Industrial, popu-
como a ‘curva do tomate’. Um pouco         ppies tardias, cestos indígenas, morin-    lar e culto. Mas, jamais deve ser
antes, há pinturas sobre veludo para       gas neo-coloniais, redes do nordeste,      confundido com o que se pode
vender. São quadros sobre temas            tachos ciganos. Design? Parece claro       chamar de Industrianato. Obvia-
bastante populares: flores, fogo na        que sim; mas, com certeza não se trata     mente, têm para todos, inclusive
floresta, luar do sertão, preto velho.     de Design Industrial.                      a pintura da ‘curva do tomate’.
Pintura? Sim. Obra de Arte? Talvez;        Produtos manufaturados com perfei-                   Linha de Produtos Krahó
mas, com certeza, não se trata de          ção, finíssimo acabamento e qualidade
Arte Popular.                              exemplar, além da riqueza em detalhes.
Nas feiras e galerias de arte, têm peças   Bens capazes de seduzir o usuário pela
feitas em barro, madeira entalhada,        aplicação de desconhecidas tecnolo-
cerâmica pintada com a própria argila.     gias ou pelo uso inusitado de materiais
                                           e muita criatividade. Arte? É possível
                Linha Waurá                que convença; mas, com certeza é
                                           Design Industrial.
                                           Outras questões intrigantes que provo-
                                           cam discussão se referem aos termos
                                           artesanal e industrial. Artesanal não
                                           caracteriza o Artesanato, ainda que sua
                                           produção seja manufaturada e seriada.
                                           Por outro lado, a indústria produz         Linha de Produtos Waura
                                           de forma artesanal componentes de
                                           linhas, inclusive, automatizadas e com       Na loja ObjetoDireto, em Curitiba,
                                           a utilização de robôs.                       showroom da Fábrica Saber & Fazer
                                                                                        Design, só não têm pinturas da ‘curva
                                           A conclusão não deve nem pode ser
                                                                                        do tomate’. Mas, têm velas, produtos
                                           apressada, pois se trata de fatores de-      aromatizados, castiçais, pots-pourris,
                                           pendentes de critérios culturais estéti-     vidros, cerâmica, artigos para
                                           cos. Mais detalhadamente, do olhar do        decoração, luminárias, cestaria,
                                                                                        mantas, almofadas e cachepots, além
                                           observador com capacidade de análise
                                                                                        de objetos exclusivos. Arte?
                                           e reflexão. A fim de abrir novas áreas       Artesanato? Design? Artesanal?
                                           e novos caminhos para a produção             Industrial? Confira na rua Rocha Pombo
                                           de bens na atualidade, Juli Capella &        75, bairro Juvevê.
   42
    ABCDesign




                                                                                        Informações: 41 253.5419
                                                                                        e-mail: saber.fazer@avalon.sul.com.br
design ou
 João Mouzaco
 Foi-se o tempo em que a
 web era assunto para inicia-
 dos em bites e bytes. Conse-
                                   pitada de magenta (na tradicional
                                   escala CMYK). Daí a dizer que o
                                   verde é representado por valores
                                                                         O papel, esse ilustre que aceitava quase tudo e impunha os limites
                                                                         físicos da matéria, agora, virtualmente, não possui dimensão tangí-
                                                                         vel. Pior, é variável. Depende das configurações do computador que
 qüentemente, assunto para         em escala hexadecimal é outra         irá visualizar a página projetada.
 especialistas em informática      história. E é nessa nova história     Aquele sentido de leitura que sempre determinou os príncipios de
 e computadores.                   que os designers estão entrando.      composição visual desapareceu.
 Agora, meia dúzia de anos         Os exemplos de cor ou compres-        A estrutura, que até agora foi linear ou quase, deixa de existir. O novo
 após a completa viabilização      são de dados são apenas dois dos      leitor muda de página, de assunto, de contexto num insignificante
 das redes de computadores,        mais banais.                          click. E mesmo assim, terá que ser capaz de rapidamente se localizar,
 web tornou-se, sem dúvida,        Nunca, até agora, os princípios       seja para voltar atrás, ir para frente ou simplesmente encerrar sua
 meio de comunicação. Ou           de representação visual, de-          leitura naquele momento e voltar mais tarde.
 melhor, meio de publicação        senvolvidos por gerações de           Não bastasse a ruptura provocada por características específicas
 e distribuição de informa-        artistas visuais, sofreram tantas     desse novo meio, temos novas possibilidades a explorar: o movi-
 ção, e por isso mesmo está        alterações. Não em sua essência,      mento.
 tornando-se cada vez mais         afinal, princípios de desenho, cor    E falo de movimento num sentido mais amplo que aquele atribuído
 familiar para profissinais de     e composição continuam válidos,       à animação ou ao filme. Falo do movimento dinâmico da informação
 comunicação. Entre eles os        mas na web ganham aspectos            apresentada ao usuário. A tal da interatividade. Já me referi a ela
 designers.                        específicos decorrentes das tecno-    quando disse que o usuário leitor, vai para a frente e para trás, para
 De certa forma pode-se dizer      logias digitais.                      cima e para baixo, muda de assunto, de contexto, de página e o
 que a função de design para       E essas tecnologias, além da          designer precisa manter a integridade da informação.
 web está apenas começan-          permanente mutação, não são           E essa é, em essência, a função do designer. Em nada muda em
 do.                               nem um pouco estáveis do ponto        relação à web.
 Qualquer um que pretenda          de vista da reprodução.               Se a função do designer é a de zelar pela integridade da informação,
 ser um especialista nesta         Não existe garantia de que a          é igualmente conceituar visualmente a apresentação da informação,
 área tem que obrigatoria-         página projetada pelo designer se     considerando para tal todos os elementos e ferramentas à sua dispo-
 mente exercer a função por        comporte de maneira idêntica em       sição: famílias tipográficas, escalas cromáticas, imagens fotográficas
 no mínimo durante três ou         qualquer computador.                  e ilustrações, gráficos, estruturas de navegação, arquitetura de
 quatro anos.                      Obviamente isto impõe limitações,     informação, animação, vídeo, etc.
 Esse tempo, que pode até          ou melhor, a busca permanente         Mas não pára por aí. Não faz muito tempo, a distribuição de informa-
 parecer longo demais, é           pela padronização.                    ção pressupunha a prévia industrialização, e isso exigia um original
 talvez o tempo necessário         E o resultado está aí. Tudo muito     para reprodução. Após a industrialização, obtínhamos uma cópia
 para a compreensão de             parecido. As mesmas estrutruras       100% estável. Portanto, o designer projetava com segurança.
 fatos novos no exercício do       de diagramação. Site após site,       Na web isto não acontece. O produto final não sofre o processo de
 design.                           tudo aparentemente igual.             reprodução. Ele é apenas visualizado. Daí as dificuldades de controle
 Nunca houve a necessidade         Claro que existem exemplares          do produto final.
 no exercício da profissão         exceções, a grande maioria graças     É neste aspecto que o exercício do design difere um pouco. O web
 de compreender profun-            ao Flash. Mas aí aparece uma nova     designer deve considerar variáveis que dizem mais respeito às tec-
 damente o significado de          variável: o tempo.                    nologias de informação e representação digital do que propriamente
 compressão de dados, ou a         E este sim é absolutamente novo       à concepção de design.
 composição de cor do ponto        no exercício da profissão. O ritmo,   Já não é suficiente ter domínio dos conceitos de comunicação visual.
 de vista da representação         aquele que até agora é domínio        O webdesigner deve igualmente possuir conhecimentos significati-
 digital. Afinal, verde é verde,   da composição e das chamadas          vos de padrões e sistemas para poder projetar de forma consistente,




webdesign
 e se forma principalmente         linhas de força, agora é como na      ou ao menos, previsível.
 com a composição de azul e        música, determinante na estrutura                                                      João Mouzaco
                                                                                                                          Designer, OpusMúltipla
 amarelo, com ou sem uma           do projeto para web.                                                                   mouzaco@opusmultipla.com.br
                                                                                                                          mouzaco@netpar.com.br




                                                                                                                                         43
                                                                                                                                          ABCDesign
A Buchmesse de Frankfurt, mesmo em período tensoativo oriente, não se intimidou. Ficaram algumas lacunas americanas, mas
inteiramente dedicado às artes e ao design, o 1º andar do pavilhão 4, trouxe as novidades editoriais européias que explodiram.
Segue uma amostra especialmente selecionada do que foi a feira.

                               The International Design YearBook 2001
                               Edited by Michele de Lucchi / Laurence King

                               Esta 16a edição do International Design YearBook apresenta as produções do ano de 2001 do design ao redor do mundo. A
                               seleção foi feita pelo renomado designer italiano Michele De Lucchi que agrupou os objetos em categorias que demonstram
                               o desenvolvimento atual do design, como mobiliário casa-escritório, o trabalho de arquitetos como Norman Foster, David
                               Chipperfield, Zaha Hadid e Kazuyo Sejima, os novos tratamentos das formas tradicionais como vime, design minimalista e
                               inovações de companhias como a Apple, Philips, Sharp e Siemens. Vendo-os como extensões dos espaços para se morar, De
                               Lucchi também inclui nesta edição veículos e carros conceituados.
                               Como nas edições passadas, o foco está na mobília, na iluminação, nos utensílios de
                               mesa, na área têxtil e em produtos e objetos. O livro é ricamente ilustrado em
                               cores de começo a fim. A completa informação técnica é dada em cada objeto e
                               uma sessão de referências ao final do livro que inclui biografias de desig-
                               ners, uma lista de fornecedores e informações atualizadas de aquisições
                               feitas pelos maiores museus internacionais durante o ano de 2000.



                          E-zines: Diseño de revistas digitales
                          Martha Gill/Editorial Gustavo Gili

                          A indústria editorial está vivendo momentos de mudança devido às
                          novas possibilidades que oferece a edição digital. Este livro mostra
                          32 exemplo de revistas digitais. Cobre aspectos sobre o tema e
                          fornece informações variadas sobre a estrutura e o design das revis-
                          tas digitais, desde quando ela se inicia até ao formato das seções e
                          colunas. Traz também conselhos práticos dos maiores designers de
                          revistas digitais, truques básicos para navegação, programação e
                          estrutura dos sites.
                                                                                                         Sobre el estilo:
                         The book of fine paper:                                                           três ensayos
                         A worldwide guide to contemporary papers                                               inéditos
                         for art, design & decoration                                                              Erwin Panofsky
                         Silvie Turner/Thames & Hudson                                                     Ediciones Paidós Ibérica

                         Este livro é um guia referencial que mostra a variedade dos diferentes                Livro originalmente publicado pela The
                         papéis usados no mundo de hoje. Usando uma linguagem clara e                          MIT Press, sob o título “Three essays
                         atraente, Turner focaliza a natureza das folhas de papel e parte de                   on style”, agora também disponível em
                         onde e como elas são feitas, suas características, conselhos práticos                 espanhol. Panofsky trata nesta obra um
                         de como guardar, dobrar, cortar, rasgar, preservar e reparar as folhas,               tema pouco freqüente: o estilo. Nos três
                         em que podem ser usadas e onde encontrá-las. E ao final do livro há                   ensaios inéditos ele fala sobre a relação
                         um glossário com as terminologias utilizadas na obra.                                 de um estilo com a sua época, em outro
                                                                                                               trata do trajeto da história do cinema

                         Fashion illustration now
                                                                                                               revelando as possibilidades expressivas
                                                                                                               de um meio que deve sua existência a
                         Laird Borrelli/Thames & Hudson                                                        uma invenção tecnológica e no último
                                                                                                               analisa como o caráter de um povo se
                                                                                                               impõe sobre a sua arte.
                         Este livro traz o trabalho de aproximadamente 30 dos ilustradores top
                         do mundo internacional de 16 países. É organizado em três estilos
                         ricamente diferentes. Uma parte é para os ilustradores sensuais que
                         utilizam principalmente tintas, papéis, cores e texturas. Outra é a dos
                         ilustradores sofisticados e maliciosos onde eles criam um mundo                 Todos estes livros e inúmeros outros
                         imaginário e inabitado, emprestando elementos de caricatura e de
                                                                                                         títulos da área de design, arquitetura
                         desenho animado dando um ar de graça e humor às ilustrações. E
                         a terceira parte é a seção dos tecnocratas que são fascinados pela              e artes podem ser encontrados na:
                         transformação digitalizada da imagem.                                           Jacarandá Books
                                                                                                         Rua Bento Viana, 245 - Água Verde
          44                                                                                             Fone: 41 244-7656/343-4915
           ABCDesign
Tecnologia revolucionária para a
representação bidimensional no design
                            A Sony acabou        A tela é um LCD de cristal
                            de introduzir no     líquido, tem 15 polegadas
                            mercado seu novo     reais de diagonal, em um for-
                            computador e         mato um pouco mais longo
                            monitor pen ta-      que os monitores normais. O
                            blet. Trata-se de    computador é um Pentium de
                            um cruzamento        1 GHZ , com HD de 60 gigas,
                              entre um monitor   256 de memória, DVD e gra-
                                  de alta re-    vador de cd, com entradas
                                 solução com     para câmeras digitais de ví-
                               uma mesa digi-    deo e fotografia, e com todo
                  talizadora.                    um conjunto de softwares
            Com ele você escreve e desenha       capazes de executar traba-
            diretamente na tela e a trans-       lhos de foto, design e vídeo
            ferência do trabalho é automá-       digital. Durante a Comdex
            tica. O usuário pode regular         em São Paulo, em agosto
            a pressão da caneta plástica         de 2001, este computador
            que acompanha a máquina a            foi demonstrado, sendo que
            seu gosto. Isso significa que o      realmente impressionou a to-
            designer pode trabalhar como         dos que o viram e testaram.
            se estivesse usando um lápis         O preço dele no mercado
            ou um pincel macio, duro, fino       americano está por volta de
            ou grosso. A qualidade da tela       2.500,00 dólares. Uma fer-
            impressiona pela fidelidade de       ramenta que realmente vale
            cor e resolução, e o software        a pena investir , pois pode
            que acompanha a máquina re-          modificar muito a produção
            almente cria uma nova forma          de um escritório de design,
            de interação do artista com o        agência de propaganda ou
            computador nunca antes atingi-       escritório de arquitetura.
            da. É como se você trabalhasse
            diretamente no seu caderno de
                                                 Robson Oliveira
            anotações ou em seu caderno de
                                                 FCWORLD/USA
            lay-outs preferido.                  www.fotocom.org
                                                                                 45
                                                                                 ABCDesign
P O L A ROI D TRA N S F E R VE LI N S A LTO • RO DOLPHO PA J UABA FOTO G RAF IA S •   www.pajuaba.c o m.br
Revista abcDesign
                                     Revista design Paraná           Edição nº 1 – Novembro de 2001


                                                          editor     Ericson Straub

                                          conselho editorial         Antonio Martiniano Fontoura,
                                                                     Ericson Straub, Ivens Fontoura,
                                                                     Marcelo F. Castilho

                                          editoria de design         Antonio M. Fontoura
                                                                     Ericson Straub
                                                                     Ivens Fontoura
                                                                     João Manoel Enesoe Chan
                                                                     Marcelo F. Castilho

                                               colaboradores         João Mouzaco
                                                                     Robson Oliveira
                                                                     Paulo Biondan

                            edição conjunta e preparação             Maria Celeste Corrêa / CRJ 4539-098
                                                de textos

                                               projeto gráfico       Ericson Straub Design

                             direção de arte e finalização           Ericson Straub
                                                                     Daniel Silva

                                                     fotografia      Rodolpho Pajuaba Fotografia

                                         assessor comercial          Wilgor Caravantti

                                                 patrocinador        OpusMúltipla Comunicações

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                        Distribuidor: Inventário Papéis Especiais

                               FONTES UTILIZADAS NA EDIÇÃO:
                       Meta, Frutiger, Swiss, Trebuchet, Bodoni,

Abc+design+1

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    um caminho a ser trilhado O amadurecimento do mercado brasileiro e principalmente paranaense de design, despretenciosamente nos trouxe a idéia de criar uma revista que revelasse um pouco da história, das idéias, das tendências e até mesmo das divergências deste segmento. Além da maturidade, que aponta para a colheita de promissores frutos, temos agora um grande número de jovens que estudam design e fizeram dele uma opção profissional, um caminho a ser trilhado. Por isso mesmo, nesta primeira edição buscamos formar um mix representativo dos temas que gra- vitam em torno do design. Criar um canal de divulgação para aqueles que pensam e fazem o design em seu meio, mesmo que sejam pioneiros, assim como aqueles que lentamente abri- ram espaço arduamente para que hoje pudessemos estar aqui falando sobre design. Da discussão do papel do designer no mercado de trabalho à trajetória da revista Gráfica, a mais genial e revolucionária pu- blicação brasileira deste segmento, que também deu ao design do Paraná um local de destaque no cenário nacional. Esta pri- meira edição nos revela que o leque de temas é amplo e que as discussões em torno do assunto prometem debates apaixo- nados e apaixonantes. Além de propiciar o debate, tão salutar para o amadurecimento de idéias e conceitos, esta publicação também se propõe a dar voz – e espaço – àqueles que fazem do design um projeto de vida no qual nunca podem faltar ta- lento, beleza e uma boa dose de ousadia. O Editor
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    4 gráfica. uma revista deEricson Straub design 16 design, ideologia e tecnologia Robson Oliveira 19 o processo criativo no design Ronaldo Duschenes/Flexiv 20 design de produto, gestual ouMarcelo Castilho digital? 26 rendering. passo a passo o que é e como fazer um rendering. Accademia di Disegno 32 bauhaus. a pedagogia da ação Antonio M. Fontoura 38 a importância da reciclagem do papel Ivens Fontoura 40 casos e cases OpusMúltipla Comunicações 43 design ou webdesign? João Mouzaco
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    A vIDA, AvIDA... E A vIDA DA MAIS IMpORtAntE REvIStA DE design do Brasil Você é capaz de adivinhar porque a mais inteligente e sofisticada revista brasileira de design nasceu em Curitiba e conse- guiu sobreviver a todas as tempestades do mercado? Como diria o especialista em marketing, Eloi Zanetti, isto só aconteceu porque “alguém quis”. Neste caso, “o alguém” atende pelo nome de Oswaldo Miranda, mais conhecido como Miran, o homem que fez nascer uma das mais geniais publicações brasileiras de todos os tempos. 4 ABCDesign
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    Se editar umarevista nos dias de hoje, mesmo com tantos recursos tecnológicos, já é um grande feito, imagine fazer isso cerca de 20 anos atrás, quando não existiam meios digitais e, mais do que isso, quan- do o custo para produzir qualquer material gráfico era inúmeras vezes mais alto do que hoje em dia. Esta – exatamente esta - é a história da revista Gráfica. Tal qual um gato, a Gráfica revelou-se com muitas vidas, capaz de muitos saltos, sem Mas o mérito da revista Gráfica não minho inverso: trazer o melhor do nunca perder a elegância. Tal qual se resume apenas à capacidade de design mundial para o brasileiros, a chuva, que vira vapor, se acumula transpor dificuldades financeiras e numa época em que as publicações em nuvens para depois precipitar-se aos métodos de produção. Acima importadas eram raras e as dificul- novamente levando vida, renovando de tudo, ela inaugurou uma nova dades para conseguí-las também paisagens, alterando cores e formas, fase para o design no Brasil. Foi a eras enormes. Em pouco tempo, a a Gráfica viveu muitos ciclos para primeira publicação a divulgar o revista transformou-se numa ponte voltar sempre melhor, porque, na design brasileiro para o mundo e, aproximando mercados distantes, essência, permanece a mesma. também, foi pioneira ao fazer o ca- espelhando tendências, revelando casos de sucesso e exemplos de genialidade pelo mundo afora. Dissociar a revista Gráfica do nome Miran é praticamente impossível. Afinal, ela nasceu de um ousado projeto individual do designer, que via a necessidade de ter no Brasil uma revista de design com padrão internacional. Porém, antes de ana- lisar a primeira edição da revista, datada de 1983, é preciso retomar alguns antecedentes que foram fundamentais para sua idealização e realização. Em meados dos anos 70, Curitiba vivia uma saudosa época de efervescência cultural. Nos bares da época, entre um chope e outro, discutia-se política, arte, cultura, publicidade, poesia, futebol e design. Acima e ao lado, Das conversas despretensiosas exemplos de algumas páginas de personalidades como Paulo premiadas do Leminski, Sérgio Mercer, Solda, Jornal O Raposa Paulo Vítola e Ernani Buchmann, 6 entre outros intelectuais da terri- ABCDesign
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    nha, materializou-se umimpresso em forma de jornal que continha poesias, opiniões, textos culturais e de humor, tudo alinhavado por um refinado trabalho de design gráfico e ilustração, assinado por Miran. Percebendo a repercussão que o material tinha causado, mesmo sendo apenas fixado pela Fundação Cultural de Curitiba, Desde a edição número 1, a Gráfica previlegiou os bons trabalhos de calí- em bares e pontos culturais de prosseguindo com sua trajetória de grafos e tipógrafos. Acima páginas da Curitiba, Miran decidiu procurar prêmios nacionais e internacionais. edição número 1. uma forma mais abrangente para divulgar as idéias do grupo. A Grafia Em 1981, em viagem aos Estados O Raposa Unidos, Miran teve contato com Foi então que Miran propôs ao Herb Lubalin, que, naquele mesmo jornal Diário do Paraná (que ano, publicou no “Upper, Lower & atualmente não circula mais) que Case” - jornal destinado à tipografia Abaixo trabalho de Miran publicado fosse encartada semanalmente - uma matéria com o portfólio de na edição de número 22 uma página intitulada “O Rapo- sa”. Assim, a produção dos textos, direção de arte e fotolitos seriam responsabilidade de Miran, fican- do a impressão e encarte a cargo do jornal. A proposta foi aceita e, em 1976, surgiu um dos embriões fundamentais para o nascimento da Gráfica. Muitos dos mais de 250 prêmios internacionais recebi- dos por Miran foram obtidos com páginas de “O Raposa”. A publicação de “O Raposa” em anuários internacionais fez com o nome de Miran fosse reconhecido especialmente nos Estados Uni- dos, facilitando assim o contato com importantes ilustradores e designers gráficos do cenário internacional, o que, mais tarde, seria de extrema importância para o conteúdo da revista Gráfica. “O Raposa” foi editado pelo Diário do Paraná até 1978 que então, por motivos financeiros, interrompeu sua circulação. A partir dali, “O Raposa” passou a ser editado 7 ABCDesign
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    designers, ilustradores, diretore Miran. Nesse período, Miran tam- bém fez importantes contatos com artistas gráficos por parte do “Type catálogo primoroso transformou-se, na verdade, no primeiro número da revista Gráfica. Directors Club”, do qual tornara- se membro ainda em 1978. Esses O começo contatos renderam uma exposição O contato de Miran com o desig- internacional de trabalhos especial- ner norte-americano Herb Lubalin mente tipográficos, realizada em influenciou-o a desenvolver sua Curitiba em 1982, e contribuíram própria publicação da forma que ele para o sucesso da revista. imaginara. Lubalin dizia que quando Os designers norte-americanos e um designer criava a concepção europeus enviaram materiais para gráfica de uma revista, ele mesmo Ilustração publicada na revista Gráfica a exposição. Porém, em contra- deveria empreendê-la. A convicção partida, exigiam um catálogo de do norte-americano vinha de uma qualidade, como forma de registro constatação daquilo que costumava de seus trabalhos. Miran percebeu ocorrer no mercado: interessantes que as peças enviadas mereciam projetos gráficos concebidos por um melhor registro, inclusive para designers sofriam constantemente a que todo o Brasil pudesse ter interferência de clientes, maculando contato com os trabalhos dos sua proposta original. Por causa disso, designers do exterior. Então, em o próprio Lubalin editou as revistas 1983, o que originalmente seria um “Avant Garde” e “Fact”. Tal qual um gato, a Gráfica revelou-se com muitas vidas, capaz de muitos saltos, sem nunca perder a elegância. O ponto de partida da revista A nova fase Gráfica foi a iniciativa individual Em 1987, algumas reportagens publi- de Miran que – com muita co- cadas a respeito da revista, enfocando ragem e espírito empreendedor sua excelente qualidade bem como – bancou os custos de produção. suas dificuldades financeiras, desper- Entre 1983 e 1987 foram publi- taram o interesse de empreendedores cados 17 números da Gráfica. E, interessados em alavancar negócios exatamente por causa dos altos editorias no Brasil. Naquele mesmo ano, custos, não havia uma periodi- Miran associou-se a Carlos Ferreira e cidade definida. Apesar disso, Orestes Woestehoff, que tornaram-se a revista tornou-se conhecida e responsáveis pelas áreas comercial e respeitada internacionalmente administrativa da editora. Além disso, por causa da seleção e edição de houve ainda um quarto parceiro que importantes trabalhos de desig- tornou-se fundamental nessa fase. Esse ners, diretores de arte, ilustra- investidor garantiu o necessário fôlego dores, cartunistas, fotógrafos e financeiro para suprir os compromissos outros profissionais conhecidos e da revista, resolvendo finalmente os desconhecidos na época, ligados problemas de periodicidade que, por ao universo das artes gráficas do sua vez, impossibilitavam os difíceis Brasil e do exterior. contratos de publicidade. 8 Ilustração de Michael Schwab ABCDesign para poster, publicada na edição de número 31 da Gráfica
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    Ilustração de CarterGoodrich publicada na edição de número 31 da Gráfica O processo de seleção e escolha dos trabalhos para publicação continua- vam com o mesmo rigor. Porém, mais páginas foram destinadas a cada ar- tista participante, tornando mais con- sistente a visualização dos portfólios. Além disso, a nova parceria possibilitou que a revista fosse produzida na Gráfi- ca Burti, melhorando sensivelmente a qualidade de impressão e acabamen- to. Naquele período, o prestígio da revista aumentou mais ainda no meio dos designers, erguendo a Gráfica à condição de mais importante publica- ção nacional sobre o tema. O grande prestígio, que alcançava dimensões internacionais, fez com que novos talentos do design mundial passassem a enviar seus trabalhos para publicação. Sem dúvida, uma das mais importantes contribuições da Gráfica Tal qual a chuva, que vira vapor, se acumula em nuvens para depois precipitar-se novamente levando vida. de arte, fotógrafos, arquitetos para o mundo do design foi estabele- Com a saída dos sócios, a cer um intercâmbio de informações partir de 1995, Miran voltou e valores estéticos entre o mercado a editá-la sozinho. Publicou brasileiro e o mercado internacional, então os números 43/44, sempre mesclando harmoniosamente 45, 46, 47/48, 50 e 51, to- os novos talentos com os talentos já dos com tiragens reduzidas. reconhecidos. A única exceção daquele Os europeus tiveram o privilégio de po- período – no que se refere der adquirir a Gráfica no ano de 1990, à alta tiragem - ficou por quando ela passou a ser distribuída pela conta da edição de número destacada editora suíça Rotovision. A 49, editada em 1999, que revista foi impressa na Gráfica Burti trouxe como destaque o até 1992. A partir daquela data, até trabalho do designer gráfi- 1994, passou a ser impressa na Gráfica co David Carson. E, apesar Palloti, em Porto Alegre. Naquele ano, de apresentar-se com uma com a saída de um importante patroci- “cara” mais próxima da nador, a publicação voltou a enfrentar estética atual do design dificuldades financeiras, prejudicando gráfico mundial, a Gráfica fortemente o cumprimento da perio- conseguiu manter-se fiel à dicidade estabelecida. sua linha editorial original. 9 Ilustração de Bill Mayer publi- ABCDesign cada na edição de número 29 da Gráfica
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    A Trajetória daGráfica você poderá acompanhar nestas e nas páginas seguintes alguns detalhes de cada exemplar publicado da revista Gráfica. Imagem da capa, ano de publicação, criador e ilustrador da capa, artistas participantes de cada edição e uma breve análise de cada exemplar. 1 2 3 4 5 ANO: 1983 Set/ Out/ Nov ANO: 1983 ANO: 1983 ANO: 1984 ANO: 1984 CAPA: José Zaragoza CAPA: Gary Kelley CAPA: Rubem Grilo (BRA) CAPA: Robert Cunningham CAPA: Robert Cunningham ARTISAS PARTICIPANTES: ARTISAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: José zaragoza (Brasil) Hector Tortolano (Brasil) Gary Kelley (Estados Unidos) Mazé Mendes (Brasil) Robert Cunningham Michael David Brown (Estados Unidos) Jim Lienhart (Estados Unidos) Chico Caruso (Brasil) Takenobu Igarashi (Japão) (Estados Unidos) Francesco Guitart (Espanha) Fernando Medina (Espanha) Rubem Grillo (Brasil) João Galhardo (Brasil) Jesus Emío Franco (Venezuela) Buarne Norking ( Brasil) Rodolfo Vani (Brasil) Elvo Damo (Brasil) Caligrafia (Internacional) Cláudio Morato (Brasil) Adeir Rampazzo (Brasil) Michael Mancogian (Estados Unidos) Peter Grundy (Inglaterra) Strandel Baker (Estados Unidos) Helmut Brade (Alemanha) Michael Manwaring(Estados Unidos) Herb Lubalin ( Estados Unidos ) Eugene Mihaesco (Bucareste) Herb Lubalin (Estados Unidos) Marcas Brasil (Brasil) Caligrafia (Estados Unidos) Thiago de Mello (Brasil) Marcas Brasil (Brasil) Caligrafia (Internacional) Tim Girvin (Estados Unidos) Jack Escaloni (Brasil) A característica desta edição é a força dos tra- Christof Gassner (Alemanha) Tony Foster (Inglaterra) Herb Lubalin/ Carnese (Estados Unidos) Antonio Frasconi (Brasil) balhos em preto e branco de diversos artistas Lisete Laguetto(Brasil) Herb Lubalin (Inglaterra) Eduardo Bacigalupo (Brasil) J. Grashow (Estados Unidos) brasileiros e estrangerios. Traz os trabalhos Ramon G. Teja(Estados Unidos) Marcas Italianas (Itália) Francis Giacobetti (Estados Unidos) Seymour Chwast (Alemanha) de Gary Kelley, Ziraldo, Jaca, Coredano, Burke, Jaguar(Brasil) Canção Quatro (Brasil) J. R. Duran (Brasil) José Costa Leite (Uruguai) Chico Caruso e Rubem Grillo também dando Luis Solda (Brasil) Herbert Wenn (Alemanha) Bea Corrêa (Brasil) destaque para seção Arte Anual, também em A edição traz o trabalho de vários artistas Blow up (Brasil) CR Stúdio (Estados Unidos) preto e branco. nacionais e internacionais, chamando a atenção Jack Ronc (Brasil) Dedica parte da revista a um importante para o japonês, Tarebobu Igarashi. Também Grande parte da revista é dedicada Helga Miethke (Alemanha) evento da história do Design Gráfico do publica a seção Caligrafia que dentre outros ao portfólio de Robert Cunningham. tem trabalho de Herb Lubalin. Ainda é publicada Trabalhos de designers brasileiros e es- Paraná, a Grafia 3, exposição com mais nesta edição a seção de marcas criadas por trangeiros são publicados nas seções Trabalhos de artistas gráficos de peso de 1950 peças inscritas de todo o mundo. designers brasileiros. Marcas Brasil e Marcas Italianas. foram publicados desde o primeiro Trabalhos de artistas como Hiroshi Suzuki, número. Zaragoza (o Z da DPZ) inau- Herb Lubalin, Fernando Medina, Tim Clark, gura com suas ilustrações uma das Michael Mancogian além de muitos outros características da revista, a publicação são publicados nesta edição, alguns dentro de portfólios de ilustradores. A edição da Seção Caligrafia e Tipografia, espaço também marca o gosto pela publicação destinado a trabalhos destas áreas. de trabalhos tipográficos na seção Ca- ligrafia e Tipografia. Além de Zaragoza também são publicados trabalhos de Francesc Petit, Guitart, J. R. Duran, Herb Lubalin e Carnase. ANO: 1984 CAPA: Kélio Rodrigues ARTISAS PARTICIPANTES: Luís Trimano (Brasil) Jonh Casado (Estados Unidos) Cláudio Paciullo (Brasil) 6 ANO:1984/1985 CAPA: Robert Giusti (EUA) ARTISAS PARTICIPANTES: Robert Giusti (Estados Unidos) Marcas Califórnia (Estados Unidos) Ricardo Vansteen (Brasil) 7 ANO: 1985 CAPA: Chris Coppeland (USA) ARTISTAS PARTICIPANTES: Chris Coppeland (USA) Saul Bass (USA) Type Directors Club (USA) 8 ANO: 1985 CAPA: Marshall Arisman ARTISTAS PARTICIPANTES: Marshall Arisman (Estados Unidos) Caligrafia (Internacional) Portfólio/ Brasil (Brasil) 9 ANO: 1985 CAPA: Chichoni ARTISTAS PARTICIPANTES: Design/ Marcas parte II ( Internacional) Miran (Brasil) 10 Jeffrey Jones (Estados Unidos) Ucho Carvalho (Brasil) Victor Burton (Brasil) Caligrafia (Estados Unidos) Ilustração P/B ( Internacional) Grande número de páginas é dedicada ao Manuel Peres (Brasil) Na edição Nº10, Miran publica pela Ray Barber (Estados Unidos) Desenho (Internacional) Type Directors Club. O TDC 1984 foi uma Rico Lins (Brasil) primeira vez uma seção inteira com seu Herb Lubalin (Estados Unidos) Claudio Ferlauto (Brasil) exposição trazida ao Brasil com patrocínio Toninho (Brasil) portfólio, ao qual dedica a maior parte Jaca (Brasil) Cristina Burger (Brasil) da JWT/Brasil e exposta no MASP. Comple- Estúdio A3 (Brasil) da revista. Também é mantida a seção Montxo Algora (Espanha) David Quay (Inglaterra) ta a edição com a primeira publicação do Design/ Marcas parte I (Internacional) de marcas nacionais e internacionais. portfólio de Saul Bass. além do trabalho Dedica parte da edição às ilustrações Além das ilustrações em P/B de diversos artistas, do jovem americano Chris Coppeland. Uma Esta edição tem um espaço dedicado aos de Luís Trimano e Jeffrey Jones e a edição traz a seção Marcas da Califórnia, seção curiosidade é que a capa desta edição trabalhos dos designers brasileiros Manuel 10 John Casado. A edição continua a publicação do suplemento Caligrafia com portfólios dos designers brasileiros Ucho Carvalho, Ricardo Van Steen, Cristina Burger, foi pela primeira e única vez feita por um estudante. Peres, Toninho Gonçalves, Rico Lins, A3, Victor Burton e Miran. Além disso traz também a seção ABCDesign com trabalhos de Herb lubalin e Claudio Ferlauto e também a seção com o Marcas Design parte 1, com diversas marcas de Ray Barber. Calígrafo David Quay. designers internacionais e nacionais
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    ANO: 1985/86 CAPA: Miran Ilustração/Pojucan 11/12 ARTISTAS PARTICIPANTES: Capa interna 13/14 ANO: 1986 CAPA: Carlos Nine ARTISTAS PARTICIPANTES: Carlos Nine 13/14 ANO: 1986 CAPA: Saul Bass/Miran ARTISTAS PARTICIPANTES: Saul Bass 15/16 Capa interna 15/16 Diversos Artistas participando das Andrés Cacioli diversas categorias em trabalhos P/B, Alberto Breccia Esta edição da Gráfica é dedicada portfólios de Rogério Dias (Brasil) Henrique Breccia exclusivamente ao portfólio do Don Weller (USA) Jorge Sazol designer americano Saul Bass. O Design e Ronald material apresentado na revista Número duplo especial em Shakespear foi motivo de exposição itine- Preto&Branco, abrangendo os rante no Brasil. A edição publica trabalhos de artistas com ilustraçôes Esta edição da Gráfica é dedicada também um story-board completo comercias, grafismo, quadrinhos, totalmente aos trabalhos de do filme de ficção “Quest” de desenhos de humor inéditos, além de importantes e talentosos ilustra- Saul Bass. dois portfólios de Rogério Dias (Brasil) dores e designers argentinos. e Don Weller. A NOVA FASE 17 18 19 20/21 22 ANO: 1987 ANO: 1988 ANO: 1988 ANO: junho/1988 ANO: 1988 CAPA: Marshall Arisman CAPA: John Alcorn CAPA: Sandra Filipucci CAPA: João Machado CAPA: Melanie Parks ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: Ubirajara Menezes (Brasil) Ferenc Pinter (Itália) Sandra Filipucci (Estados Unidos) João Machado (Portugal) Felipe Taborda (Brasil) Nego Miranda (Brasil) Bernardoni Lair Leoni (Brasil) Cavalcante & Lula (Brasil) Vasco de Castro (Portugal) Ricardo Pousselot (ESP) Marcas e Logos (Internacional) Antonio Nássara (Brasil) Mark Summers (Canadá) Manuel Peres ( Portugal) Daniel Pelavin (USA) Joseph Ciardiello ( Estados Unidos) Marcas Francesc Petit (Brasil) António Antunes (Internacional) 4 Imigrantes (Internaciona) Milton Glaser ( Estados Unidos ) Brian Grimiwood (Inglaterra) Caricatura/Design (Portugal) Tree (Internaciona) Dedica grande parte da revista para a seção Foto/ Ilustração (Portugal) Thales Pereira (Brasil) Nesta edição destaca-se o portfólio do artista Quadrinhos DPZ Campanhas (Brasil) Dedica partes iguais aos portfólios dos Marcas com vários trabalhos desenvolvidos por artistas convidados. A edição publica Miran. Também dedica grande parte às ilustra- gráfico Francesc Petit, a seção Marcas Brasil Esta edição é totalmente dedicada aos trabalhos também ilustrações de Milton Glaser ções de Ferénc Pinter. Uma das características e os trabalhos de Miran. Além disso traz as A edição destaca o portfólio de importantes designers, ilustradores, diretores um dos mais importantes designers desta fase da revista é a mudança de produtor, ilustrações de Sandra Filipucci, Cavalcante & do designer Felipe Taborda, do calígrafo de arte e fotógrafos portugueses, com destque do mundo. possibiltando um melhor padrão de acabamen- Lula e Brian Grimwood. espanhol Ricardo Rousselot, do ilustrador para o portfólio do designer Joâo Machado. to para a Gráfica. Daniel Pelavin, do designer Thales Pereira, além do portfólio da agência DPZ. Tam- bém traz as seções 4 Imigrantes e Tree. ANO: 1988 CAPA: Caulos ARTISTAS PARTICIPANTES: Zacharon Christopher (Polônia) Dads Jerry (Estados Unidos) 23 ANO: 1989 CAPA: M. Zacharow ARTISTAS PARTICIPANTES: Bea Feitler (Brasil) Frances Jetter (Estados Unidos) Eliane Stephan (Brasil) 24 ANO: 1989 CAPA: Miran/Carlos Coutinho ARTISTAS PARTICIPANTES: Vilma Slomp (Brasil) Lisa Beek (Alemanha) Mariza Dias (Brasil) 25 ANO: 1989 CAPA: Rob Day ARTISTAS PARTICIPANTES: Rob Day (Estados Unidos) 26 ANO: 1989/90 CAPA: Cárcamo ARTISTAS PARTICIPANTES: Gonzalo Cárcamo (Chile/Brasil) 27 Marcas Califória (Estados Unidos) Tim Girvin(Estados Unidos) Caulos (Brasil) Melanie M. Parks (Estados Unidos) Design & direção de Arte (Brasil) Tom Cyrry (Estados Unidos) Carlos Clémen (Argentina/Brasil) Mediavilla C. (França) Category Fotography Helga Miethke (Brasil) Davis Shannon (Estados Unidos) Mark Penberthy (Estados Unidos) Márcia “Z” Braga (Brasil) Category Design & A. D. Cristina Ganen (Brasil) Escena (Argentina) Globe Graphic (Internacional) Cambé Cláudio ( Brasil) Category Typography Marina Willer ( Brasil) The Globe (Internacional) Leon Kaplan (Brasil) Beatriz Faria Santos (Brasil) Marshall Arisman A edição tem grande parte dedicada Álvaro Barata (Brasil) Esta edição traz a primeira publicação espe- Jacqueline Leutwiller (Brasil) ao trabalho de Carlos Clémen, mas Globe Graphic (Internacional) cial dedicada exclusivamente ao trabalho de Cristina Burger (Brasil) A edição é dedicada com partes relativa- também valoriza a seção de marcas e McCann Erickson (Brasil) diretoras de arte, fotógrafas, ilustradoras e mente iguais a todos os artistas, desta vez o trabalho de Gonzalo Cárcamo, além designers femininas. Mostra os portfólios de Segunda edição da gráfica destinada somente predominando a ilustração, já que agrega da seção Globe Graphic que traz o A edição número 23 abre espaço para uma agência de propaganda, a McCann Bea Feitler, Frances Jetter, Eliane Stephan e Melanie Parks, além de grande miscelânea ao trabalho das designers, fotógrafas, diretoras três excelentes ilustradores. Também traz o trabalho tipográfico de Tim Girvin e o portfó- 11 trabalho de Mark Penberthy. de arte e ilustradoras. A edição traz o portfólio Erickson, mostrar seu portfólios ABCDesign com inúmeras outras. das artistas Lisa Beek e Marina Dias. Dedica a lio do estúdio argentino Escena que trabalha contendo peças gráficas e de televisão. maior parte à seção Design e Direção de Arte, com projetos visuais e de produto. A seção The Globe Graphic mostra trazendo trabalhos de designers e diretores de designers locais como o paranaense arte do Brasil. Àlvaro Gusso.
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    ANO:1990 CAPA: Pojucan ARTISTAS PARTICIPANTES: Pouucan (Brasil) 28 Duffi Design (Estados Unidos) ANO: 1990 CAPA: Bill Mayer ARTISTAS PARTICIPANTES: Bill Mayer (Estados Unidos) John Howard (Inglaterra) Design Brasil (Brasil) 29 ANO:1990 CAPA: Brad holland ARTISTAS PARTICIPANTES: Brad Holland (Estados Unidos) Bob Wolfenson(Brasil) Design (Internacional) 30 ANO: 1990 CAPA: Michael Schwab ARTISTAS PARTICIPANTES: Carter Goodrich ( Estados Unidos ) Arnaldo Pappalardo ( Brasil ) 31 ANO: 1991 CAPA: Laura Smith ARTISTAS PARTICIPANTES: 32 Laura Smith (Estados Unidos) Seymour Schwast ((Estados Unidos) Greg Spalenk (Estados Unidos) Globe grafic (Internacional) Globe Graphic (Internacioanal) American Marks ( Int) Type (Japão) Al Hirschfeld (Estados Unidos) Marzena Kawalerowic (Polônia) Tom Foty (Estados Unidos) Michael Schwab ( Estados Unidos ) David Brier (Estados Unidos) Ignácio Iturria (Uruguai) Rogélis ( Brasil ) Plauto (Brasil) Globe Graphics Grande parte destinada às ilustrações do ame- Boa parte da edição é dedicada as Globe Graphics ( Int ) ricano Bill Mayer, além de ilustrações de Jonh ilustrações de Brad Holland, traz também Nigel Buchanan ( Austrália ) Grande parte da edição é dedicada ao Dedica parte da edição aos Howard e Marzena Kawalerowicz. A edição traz o belo portfólio de Bob Wolfenson, e Tom trabalho do importante ilustrador norte- trabalhos de Pojucan . A grande também embalagens e marcas desenvolvidas Foty. Nesta edição também são publicadas O número 31 da Gráfica traz os americano Seymour Schwast. Além disso atração desta edição é a publica- por designers do Brasil e anúncios desenvolvi- as seções Globe Graphic e Marcas Design portfólios dos ilustradores Michael são publicados trabalhos de designers ção dos trabalhos de um dos mais dos por agências de propaganda brasileiras. internacional com trabalhos de design de Schwab e Carter Goodrich, Rogélis do japoneses. A edição também dedica importantes designers norte- diversos artistas. Brasil e Nigel Buchanan da Austrália, grande parte ao trabalho do designer americanos, Joey Duffy. também traz o portfólio do fotógrafo David Brier. brasileiro A. Pappalardo. 33 34 35 36 37 ANO: 1991 ANO: 1992 ANO: 1993 ANO: 1992 ANO: 1992 CAPA: Kent Williams CAPA: Klaus Mitteldorf CAPA: Jean- Paul Goude CAPA: Daniel Zakroczemski CAPA: Kazumi Kurigami (Estados Unidos) ARTISTAS (França) ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: PARTICIPANTES: ARTISTAS Makoto Saito ( Japão ) Takao Matsuda ( Japão ) Kent Williams Klaus Mitteldorf (Brasil) PARTICIPANTES: Daniel Zakroczemski ( Estados Unidos) Type in Japan (Estados Unidos) Jay Vigon (Estados Unidos) Tommy Steele (Estados Unidos) Print Magazine Vittorio Torchetti ( Brasil ) Carrieri (Brasil) Carlos Alonso (Argentina) Vicente Martin (Uruguai) Mario Botta ( Suiça ) Saggese Antônio ( Brasil ) Neville Brody (Inglaterra) Michael Doret (Estados Unidos) Design in California (Estados Unidos) Miran ( Brasil ) Steadman Ralph (Inglaterra) Guilherme Zamoner (Brasil) Paul Rogers (Estados Unidos) Este número traz os portfólios de Makoto Identidade (Internacional) Arthur M. Casas (Brasil) Saito e de Daniel Zakrozcemski, mas a O destaque para este número é o portfó- A edição 33 traz com destaque o Miran( Brasil) grande novidade fica por conta da publica- lio de Miran, que mostra a força de seu A grande atenção desta edição é para trabalho do fotógrafo brasileiro Klaus ção de um maravilhoso portfólio do arquite- trabalho nas diversas áreas do design a publicação do portfólio do britãnico Mitteldorf. Também são publicados A edição traz várias capas do designer Tommy to suiço Mario Botta. Além disso a edição gráfico. Também traz os portfólios de Takao Neville Brody, um dos mais importantes os portfólios de Michael Doret, Jay Steele. Publica também os portfólios dos também traz as seções Print Magazine e Matsuda, do designer de produto brasileiro designers gráficos do mundo. Além disso Vigon, Carlos Alonso e Guilherme Ilustradores Vicente Martins e Paul Rogers e Marcas americanas. Vittorio Torchetti e do fotógrafo Saggese a edição traz também o trabalho dos Zamoner do Brasil. também de Miran. Ainda abre espaço para a Antônio, além da seção Type in Japan com ilustradores Kent Williams, Steadman seção Design Made in California com marcas vários trabalhos de tipografia do Japão. Ralph e a seção Identidade. e peças gráficas. 38 39 40 41 42 ANO: 1993 ANO: 1993 ANO:1994 ANO:1994 ANO:1994 CAPA: Eric Dinyer CAPA: Allain le Foll CAPA: Bruno Monguzzi CAPA: Fred Otnes CAPA: Louis Faurer ARTISTAS ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: PARTICIPANTES: Allain le Foll (França) Bruno Monguzzi (Suiça) Fred Otnes (Estados Unidos) Appearances (Estados Unidos) Eric Dinyer Louise Lilli (Estados Unidos) Ricardo Elkind (Brasil) Silvia Ribeiro (Brasil) Torreni Peret (Espanha) (Estados Unidos) Saul Steinberg (Romênia) George Stavrinos (Estados Unidos) Design Interface (Brasil) Wieslan Rosocha (Polônia) Posters (Internacional) Iury Bueno (Brasil) Design Product Design Igarashi (Japão) Hans Hillman (Alemanha) Design World (Internacional) Design (Brasil) Architecture Exhibit (Internacional) Tipographicka (Internacional) Claudio Avarez (Argentina) Typography (Internacional) Sem dúvida a grande atenção para esta O designer Bruno Monguzzi é a grande Typographycka Eiko (Japão) Edição especial totalmente em P/B. A edição Esta edição traz o trabalho do ilustra- edição é o portfólio da designer norte- atração desta edição. Além dele também traz a Seção Appearances com trabalhos de dor Eric Dinyer, porém grande parte da americana Louise Filli. Mas a edição não o trabalho de George Stavinos e as seções Esta edição dedica grande parte aos fabulosos diversos fotógrafos de revista de moda. A revista é dedicada à seção de Posters fica só nisso, publica também as fantásticas Marcas do Mundo e Architecture que traz trabalhos de Fred Otnes e do designer japonês edição traz ainda os portfólios dos ilustra- 12 Internacionais e Marcas. Além disso a edição também traz o trabalho do ilustrações em litografia do francês Allain le Foll, além do também fantástico trabalho do vários desenhos de Arquitetura completam a revista. Takenobu Igarashi. Além disso a edição também dores Wieslan Rosocha, Hans Hillman e os traz os trabalhos da designer Silvia Ribeiro e as trabalhos de escultura e de design gráfico ABCDesign argentino Claudio Alvarez. ilustrador Saul Steinberg. seções tipografia World e Exhibit Design. de Torreni Peret.
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    43/44 45 46 ANO: 1995 Capa interna da edição Nº 43/44, ANO: 1995 ANO: 1995/1996 Capa interna da edição Nº 46 CAPA: desenho de Frank Lloyd Wright CAPA: Takenobu Igarashi CAPA: Miran/Foto: Cassina/Itália Frank Lloyd Wright ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS Takenobu Igarashi (Japão) Charles Rennie Mackintosh PARTICIPANTES: Cassina Frank Lloyd Wright , Robert Adam, Étienne- Edição especial dedicada totalmente ao tra- Louis Boullé, Karl Friedrich Schinkel, Violet-le Duc, balho do designer japonês Takenobu Igarashi, Edição especial com 180 páginas dedicada ao Nurnberg School, Donato Bramante, Leonardo da sendo que são publicados inúmeros trabalhos trabalho de Charles Rennie Mackintosh. Um Vinci, Buonarroti, Sir matthew Digby Wyatt, Alfred de design de produto, gráfico e esculturas. artigo de 20 páginas é dedicado a “Cassina” Waterhouse, Otto Wagner, Antonio Sant’elia e Hugh Ferris além de outros. Arredamenti/Itália-série “Cassina I Maestri”. Edição especial com mais de 300 páginas e baixis- síma tiragem. Dedicada totalmente aos trabalhos de arquitetos, sendo que 70% ao trabalho de Frank Lloyd Wright. A novidade é que nesta edição são utilizadas várias técnicas de impressão, xerox, serigrafia, off-set, impressões heliográficas e digitais. 47 48 49 50 ANO: 1996/1997 ANO: 1997/1998 ANO: 1999/2002 Capa interna da edição Nº 49 ANO: 2000 CAPA: Eduardo Benito CAPA: Edouard Cazaux/1925 CAPA: Eugène Mihaesco CAPA: André François ARTISTAS Foto: Richard Ball /Matt Mahurim/ David Carson ARTISTAS PARTICIPANTES: ARTISTAS PARTICIPANTES: PARTICIPANTES: Jean Carlu ( França), Charles Loupot Gráfica-Art Decó Parte 2 Laura Smith (Estados Unidos) André François Cassandre ( França ), H. Mercier, Paul Colin Continuação da edição 47 com trabalhos em Seymour Schwast ((Estados Unidos) Peret ( França), Mauzan, Sepo, Seneca, William de art decó em livros, bookbinding, design de Type (Japão) Ciardiello Welsh, M. F. Agah, Binder, Gustav Jensen, objetos em geral, mini esculturas e fachadas David Brier (Estados Unidos) Fotógrafos do Brasil Lucian Bernard, Lousie Filli, Carin Golden- de edifícios argentinos, franceses e diversos Plauto (Brasil) Desenhos a bico de pena de ar- berg, Paula Scher. nos Estados Unidos, especialmente em Nova quitetos York, Chicago e Miami. Após alguns números com baixa tiragem, a Selos comemorativos Gráfica-Art Decó Parte 1 Gráfica 49 volta a ser produziha em grande Edição com trabalhos de artes gráficas quantidade. A revista traz o trabalho de David Edição mista com portfólios de do período das décadas de 1920 e 1930. Carson, Andre François, Eugène Mihaesco, do Ciardello, Peret e fotógrafos diversos. Contém diversos posters e insertado um fotógrafo Carlos Teixeira e a Seção Áurea, com Além disso traz também a história caderninho especial com capas de Benito portfolios de ilustradores argentinos. dos selos comemorativos entre 1910 para a Vogue de 1921 a 1934. e 1920 e desenhos a bico de pena por arquitetos. ANO: 2000/2001 CAPA: Ken Cato ARTISTAS PARTICIPANTES: Ken Cato ( Austrália) 51 Caricaturistas e Ilustradores brasileiros Cássio Loredano ( Brasil), Luís Trimano, Ja- Capa interna da edição Nº 51 , ilustração de Ken Kato ANO: 2001/2002 CAPA: Bill Mayer ARTISTAS PARTICIPANTES: Bill Mayer ( Estados Unidos) Theo Dimson ( Canadá ) Carlos Nine ( Argentina ) 52 Portfólio de Oswaldo Miranda / Miran Miran 20 anos de design Gráfico, editado entre os anos de 1987 e 1988 no mesmo formato da guar, Caulos, Zélio, Luis Gê, Irmãos Caruso, David Carson ( Estados Unidos) Revista Gráfica Ziraldo, Claudius, Laerte Phillip Starck ( França ) Tipografia Formandos do Curso de Design da PUC/PR Edição especial em preto e branco, sendo que grande parte da edição é dedicada ao Esta edição marca o reinício da periodicidade da Gráfica. trabalho do designer australiano Ken Kato e Como presente ela traz os trabalhos de Bill Mayer, Theo sua produção de marcas, logos, ilustrações, design editorial, calendários e design de Dimson e Carlos Nine, além de miscelâneas de David Carson e Phillippe Starck. As grandes novidades são o número de 13 produto. A edição traz também uma mostra páginas e o custo mais acessível, possível graças à parceria ABCDesign de caricaturistas e ilustradores brasilei- da Gráfica com a gigantesca Editora Escala. Além disso outra ros. A edição finaliza com artigo do prof. novidade é a publicação de trabalhos de formando em design Joaquim da Fonseca “ Caricaturas” . da PUC/PR.
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    Portfólio do ilustra- dor brasileiro Jack Ronc, publicado na edição número 1 da revista Gráfica Expoentes do Canadá, Espanha, Portu- gal, Suíça, Alemanha, Estados Unidos, Japão, Inglaterra, França, Polônia, Itália, Uruguai, Austrália e Argentina Os grandes profissionais nas páginas da Gráfica esbanjaram charme e sofisticação nas Passados 18 anos da publicação do primeiro número da Gráfica, muita coisa páginas da Gráfica. As importantes mudou no universo do design gráfico. Revolucionárias tecnologias digitais conexões internacionais de Miran e seu alteraram completamente os processos de criação e utilização de imagens. incomparável faro para identificar talen- Apesar das enormes e constantes inovações, a Gráfica nunca se deixou tos pelo mundo afora foram decisivos levar por modismos, mantendo a fidelidade e a coerência de sua proposta, para a concepção e o lançamento de vinculada exclusivamente ao altíssimo padrão de qualidade que permeia a edições duplas especiais como “Gráfica publicação da primeira à última página. Exatamente por isso foi – e ainda Design/Argentina”, “Gráfica Women/ é – uma das poucas publicações voltadas para o design a valorizar trabalhos Design vols.1 e 2”, “Gráfica Iustração de ilustradores. em P&B”, “Gráfica Saul Bass”, “Gráfica A preservação do projeto e dos ideais da Gráfica ficam ainda mais evidentes quando Design Portugal”, “Gráfica Charles se tem a chance de folhear as primeiras edições e compará-las às mais recentes. O Rennie Mackintosh” e “Gráfica Master- passado, o presente e as tendências de futuro do design são acompanhados de pieces of Architetural Drawing”. perto, revelando uma capacidade rara de evoluir sem perder a identidade, inovar O papel fundamental desempenhado sem abrir mão dos princípios fundamentais. Tudo isso, envolto num trabalho que pela revista curitibana no cenário nacio- transborda talento e elegância, foi fundamental para conseguir atrair e reunir nal e mundial do design também fica designers, ilustradores, diretores de arte e fotógrafos de diversos países. claro em função do espaço conquistado por ela em importantes publicações internacionais como “World Graphic Design Now/ Editorial, Vol.5”, editado no Japão, “Magazines Inside & Out” de Steven Heller e Tereza Fernandes ( PBC Publisher/USA) e “Typographic Communication Today” de Edward M. Gottschall (MIT Press/USA ). No Brasil, a importância da Gráfica está registrada na recente publicação da Editora Abril, “A Revista no Brasil”, na Trabalho de Design de mobiliário desenvolvido qual é reconhecida como uma das mais pelo arquiteto suiço marcantes publicações no mercado Mario Botta, publica na edição 34 da Gráfica editorial brasileiro, apesar de seu caráter independente. No livro “Gráfica – Arte e Indústria no Brasil”, que documentou 14 ABCDesign
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    Alguns dos artistasbrasileiros que desfilaram pela Gráfica José Zaragoza, Francesco Petit, Felipe Taborda, Rico Lins, Ricardo Van Steen, Ucho Carvalho, Cláudio Morato, Sérgio Liuzzi, Rogério Martins, Ubirajara Menezes, Adeir Rampazzo, Chico e Paulo Caruso, Jaguar, Caulos, Kélio Rodrigues, Rubens Grilo, Helga Miethke, Mariza Dias, Eliane Stephan, Silvia Ribeiro, Cristina Burger, OZ (Ronald Kapaz/ André Poppovic/Giovanni Vannuchhi), DPZ, McCann Erickson, Interface Design, Rodolfo Vanni, Mauro Peres, Renato Renner, Thales Pereira, Jaca, Qu4tro Arquitetos (Estúdio), Arthur Casas, Lula & P. Cavalcante, Solda, Caulos, Carlos Clémen, Gonzalo Cárcamo, Trimano, Cláudio Ferlauto, Pojucan, J.R. Duran, Bob Wolfenson, Klaus Mitteldorf, Arnaldo Pappalardo dentre outros que não foram citados. Alguns dos artistas internacionais que desfilaram pela Gráfica Milton Glaser, Seymour Chwast, Saul Bass, Marshall Arisman, Michael Schwab ,Daniel Pelavin, Brad Holland, Fred Otnes, Louise Fili, Ralph Steadman, Saul Steinberg, Helmut Brade, André François, The Duffy Design Group, John Howard, Takenobu Igarashi, Robert M. Cunningham, Makoto Saito, Bruno Monguzzi, Mario Botta, Michael Doret, Vivienne Flesher, Robert Giusti, Rosocha Wieslaw, Hans Hillman, Ignáccio de Iturria, Montxo Algora, Jerry Dadds, David Quay, Brian Grimwood, Escena Diseño, Tommy Steele, John Ca- sado, Mark Summers, Alan E. Cober, Hermenegildo Sábat, Crist, Alain Le Fool, Peret, Christopher Zacharow, Sandra Filippucci, Jay Vigon, Eugéne Mihaesco, Laura Smith, Melanie M. Parks, Eric Dinyer, Jeffrey Jones, Ferénc Pinter, Takao Matsuba, Kent Williams, Luís Scafati, Neville Brody e David Carson, Michael David Brown, Fernando Medina, Michael Manvaring, Tom Foty, Daniel Zakroczemski, Joe Ciardiello, Rob Day, David Shannon, Tom Curry, Tom Girvin, Mark Penberthy, Gary Kelley, Greg Spalenka e Carter Goodrich, Marzena Kawalerowicz, Nigel Buchanan, David Brier, Paul Rogers, Bill Mayer, Joe Ciardiello, Al Hirschfeld dentre outros que não foram citados. os 180 anos de história deste setor ter sua revista viva e pujante de idéias. A Gráfica número 52 traz o trabalho do im- da indústria (um projeto editorial de Dentro deste panorama, a Gráfica foi portante caricaturista e ilustrador argentino Margarida Cintra Godinho e Sylvia e continua sendo o principal meio de Nine (que trabalha também para os mercados Monteiro para a Bandeirantes S/A divulgação do design nacional. E, por norte-americano e europeu), o designer cana- Gráfica e Editora), a revista Gráfica saber disso, Miran conseguiu fazê-la so- dense Theo Dimson e o norte-americano Bill é registrada como uma publicação breviver aliando um talento primoroso a Mayer (que apresenta um artigo sobre tipo- grafia) , além de artigos de designers brasi- revolucionária e criativa em seu um espírito de luta raramente visto no leiros e do exterior sobre embalagem, marcas segmento. mercado editorial brasileiro. e fotografia editorial. Mais do que um gesto de esperança e uma prova inegável de garra e Perseverar é preciso O número 52 e o futuro profissionalismo, a edição de número 52 rea- O terceiro milênio trouxe boas cons- A partir da edição 52, a Gráfica passa firma a posição desta revista como um marco tatações para as artes gráficas no a contar com o patrocínio da Editora das artes gráficas, resumindo sua história em Brasil. Hoje já se pode afirmar, sem Escala, que investiu em estrutura física tempos modernos. Sem medo de errar – ou medo, que o design brasileiro atin- e equipamentos de última geração, exagerar – pode-se dizer que a Gráfica guarda giu sua maturidade profissional. É possibilitando não apenas qualidade, em si mesma a essência do próprio design, claro – todos sabemos e o mercado mas também agilidade e periodicidade que é um misto de talento, arte, elegância e reconhece – que ainda há muita coisa garantidas. Outra boa notícia, para ousadia. a melhorar. E, mesmo num contexto aqueles que sempre acompanharam negativo de desigualdades sociais e a revista Gráfica, é que, em breve, Para adquirir sua Gráfica 52 A partir de dezembro de 2001, poderá econômicas, que tanto perturbam e algumas edições anteriormente publi- ser contata a Editora Escala ( São Paulo ) atrasam todos os segmentos culturais cadas com tiragens reduzidas serão pelo Fone: 11 3966-3166, a Opera Gra- e profissionais do país, o design con- relançadas pela editora Opera Gra- phica e Comix Bookshop ( São Paulo ) seguiu alcançar seu espaço porque phica e Comix Bookshop, de Carlos pelo Fone: 11 883-2142 contou com a dedicação e o talento Mann, parceiro da Gráfica nesta de inúmeros profissionais e de asso- nova empreitada. Inicialmente estão Ericson Straub ciações de classe. programados os relançamentos da Designer, Especialista em A síntese deste verdadeiro movimen- Série Marcas Fortes 1 e 2, e as edi- História da Arte, Mestrando to de resistência é representada pelo ções 43/44, 45, 46, 47,48 e 50 em trabalho de Miran que - apesar das forma de revista objeto para uso, em Engenharia da produção/UFSC, dores e pesares infligidos pelo mer- como agenda/notebook. Nas próxi- Professor do Curso de Design da cado editorial, associadas à sempre mas edições da Gráfica, as datas de Universidade Tuiuti do Paraná. trepidante e movediça condição da relançamento destes produtos serão 15 economia brasileira - conseguiu man- divulgadas previamente. ABCDesign
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    ideologia e tecnologia Robson Oliveira O primeiro ícone rabiscado em uma pré-histórica ca- pré-história verna criou a possibilidade da comunicação visual, ou melhor, criou a própria comunicação visual. Aquele sim- ples rabisco modificou para sempre a sorte dos nossos ancestrais, tornando-se um elemento vital para algumas decisões. O animal rabiscado significava a comida. Es- tava criado, então, o primeiro menu ilustrado de que se tem notícia. A todo momento que alguém apontava o bicho, ou era hora do almoço ou era hora da caça. O ato do nosso pré-histórico designer, o famoso “Peter Kantropo”, dá a todos nós, que temos o ofício de criar formas bi ou tridimensionais a partir de nossa imagi- nação, algumas importantes lições. Primeiro pelo cará- ter ideológico de sua ação. Ao desenhar para outros, “Peter” estava socializando uma informação que, até aquele momento, era só dele. Daquela forma, ele havia criado a possibilidade de que seus pares pudessem par- ticipar de seu conhecimento e, mais do que isso, pudes- sem usá-lo para tornar mais fácil a vida de todos. 16 16 A B C D e s isgi n n ABCDe g
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    socialização da informação Em segundo lugar, é preciso levar em conta a multidisciplinaridade do ato de “Peter”, pois para chegar ao produto final, ele teve de analisar a forma observada, dimensioná-la em uma escala possível de realização, criar ferramentas para a execução do trabalho, estudar o público alvo e executar o seu traba- lho em um lugar que pudesse ser visto e conservado. Esta é, a meu ver, a essência do design e a forma como devemos entendê-lo: um misto de ideologia, multidisciplinaridade e talento. ideologia Tanto na pré-história quanto hoje, o design é uma ferramenta para buscar comida. É um ganha pão para alguns e, para outros, uma arma de caça aos consumi- i d e o l o g ia é força que move, anima, diferencia dores. Tanto no tempo das cavernas quanto na era dos talento, computadores, o designer, para se comunicar, precisa mas falta de talento. Mas o que quero observar, mesmo, não são alma, ousa- as semelhanças existentes entre as duas épocas mas, dia. Falta vontade de sim, as diferenças. A primeira diferença diz respeito ao revolucionar e de se criar o Novo sobre os caráter ideológico de nosso trabalho. Nos últimos 10 escombros da nossa decadente e desorien- anos, o design e os designers perderam muito da força tada civilização. Isto me faz lembrar de uma e da qualidade ideológica presentes nos trabalhos do frase do anarquista catalão, Durruti, em começo do século e, principalmente, nas décadas de 50 1937, logo depois de saber do bombardeio e 60. Talvez a queda do muro de Berlim, em 90, tenha aéreo da cidade de Guernica - o primeiro derrubado consigo muito do inconformismo e ousadia bombardeio do gênero que se tem notícia latentes em muitas penas e pincéis. e que, inclusive, gerou o célebre mural de Independente dos motivos, percebo que nos trabalhos que Picasso. “Não importa que a burguesia andei pesquisando antes de redigir este texto, tanto nas ar- com suas bombas destrua o mundo inteiro. tes gráficas quanto no design de produto, existe hoje uma Sobre os escombros, construiremos um enorme preocupação em agradar o mercado, ou agradar mundo novo, pois trazemos o novo em o cliente. Tenho visto muita coisa boa feita por gente de nossos corações”’, disse Durruti. 17 17 A B C D e s isgi n n ABCDe g
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    “não importa quea burguesia com suas bombas, destrua o mundo inteiro. Sobre os escombros, construiremos um mundo novo, pois trazemos o novo em nossos corações” Durruti.1937 Creio que o designer tem que ter consci- ência de seu papel na sociedade e, mais do que isso, precisa compreender o momento É a força que move, anima, diferencia. histórico em que vive porque após a queda É a forca interior que questiona, define das duas torres do World Trade Center, o personalidades, e impulsiona o talento. mundo ficou dividido entre os que têm Querem exemplos? O grupo Bauhaus, interesses a proteger e os que não têm Duchamp, Mondrian, Pininfarina. Que- nada a perder. É importante lembrar que, rem um brasileiro (e atual)? Rico Lins. atualmente, cerca de 4/5 da população total do planeta estão fora do mercado de consumo. Portanto, não basta ilustrar o menu para a hora do almoço, temos que tentar apontar a caça também. É importante não confundir ideologia com participação político partidária ou religiosa. Ideologia é muito mais do que isto. multidisciplinaridade Para o designer atual, talento trabalho não tem embasamento para conseguirmos nos comu- só não basta. É necessário co- e não cria identidade porque não nicar com eficácia. Temos que nhecer todos os meios possíveis tem raiz. dominar as ferramentas que a de difundir seu trabalho e saber Multidisciplinaridade é isto. computação gráfica e a multi- usar as ferramentas que a tec- Técnicas variadas, conhecimen- mídia colocam ao nosso dispor. nologia disponibiliza, mas não to de ferramentas e do meio em Temos que ousar. Temos que apenas isso. O designer tem que que se vive. Mais um exemplo pensar o novo. ter conhecimento geral, conhecer perfeito: Leonardo Da Vinci, história, sociologia e economia. que foi um gênio em sua época Mas ainda não é só isso. O desig- não apenas pelo grande talen- ner precisa compreender bem a to, mas por sua capacidade de sua própria cultura. Afinal, a TV e pesquisar e entender ciência, a Internet transformaram o mun- matemática, física, história do em uma aldeia global, mas e anatomia, além de outras Robson Oliveira Nietzsche já a dizia: “Se queres tantas áreas do conhecimento. Sociólogo / USP, Fotógrafo o universal canta a tua aldeia”. Temos que entender a comple- (correspondente do Jornal Aquele que não conhece sua pró- xidade da sociedade atual que O Estado de São Paulo em pria cultura e história, não con- recebe uma enxurrada diária de Miami/EUA) e designer segue ter identidade nem no que informações visuais e sonoras. multimídia. pensa, nem no que é, nem no Temos que trabalhar com esta fcworld@cais.net que desenha. Desta forma, seu realidade e usá-la a nosso favor USA 305 5009436 18 ABCDes gn A B C D e s ii g n
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    O processo criativono design Ronaldo Duschenes O processo criativo no design é individual ou coletivo? Gostaria de aproveitar este espaço para refletir sobre esta questão, exemplificando com dois casos comple- tamente distintos, mostrando que, individualmente ou coletivamente, o processo criativo pode gerar bons resultados, desde que acompanhado da famosa “gestão” do design. Os exemplos são produtos com dois resultados bem diferentes, mas desenhados para a mesma empresa: o “Mancebo” e o “ES-4”. o porquê das lesões de uso continuado para dar soluções eficazes. O produto deverá ser utilizado ES-4 em call centers, esta- ções de trabalho e em mesas individuais. A equipe acabou se dividindo em pesquisas e protótipos de sistemas Mancebo mecânicos; pesquisas relacionadas às lesões causadas pelo uso do computador e pesquisas de formas, materiais e sistemas de produção. O Mancebo, “criação individual” A equipe de tecnologia procurou alternativas de sistemas com molas Foi difícil conceber este produto. Comecei com um “auto- e fusos – hidráulicos e mecânicos – até chegar ao sistema utilizado briefing”. Como executivo sempre carreguei, e ainda carrego, no produto, que é mecânico com a alternativa de acionamento por comigo uma pasta e quase sempre, graças ao nosso clima, manivela ou motores elétricos de baixo custo. Durante os anos, vários ando de paletó, casaco, ou, no mínimo, um colete. Quando avanços foram incorporados, melhorando a qualidade do ES-4. chego para trabalhar, tenho que colocar todas estas coisas A equipe de lesões logo concluiu que o tampo do teclado deveria ter em algum lugar. Mas onde? Na cadeira? Perde-se em algum profundidade suficiente para suportar o peso do antebraço, para que lugar e o casaco corre sempre o risco de ser atropelado pelos este não ficasse “pendurado” entre o punho e o ombro, deixando de rodízios da cadeira. Na mesa? Perde-se espaço. No chão? Diz sobrecarregar os tendões que acionam os dedos das mãos. Também a superstição que perde-se dinheiro. O briefing estava feito: nos foi recomendado que a tela do monitor deveria ficar a 50 cm de um suporte independente para casaco e pasta. distância dos olhos do usuário, para evitar possíveis radiações. A partir daí, com o moleskine em mãos e nos guardanapos Confirmamos que era necessário ajustar as alturas dos tampos para dos restaurantes nasceram croquis e mais croquis que tenta- permitir que o usuário trabalhasse em uma posição ereta e descansada. vam associar uma prateleira e um cabide. Oito meses depois, A mesa e a cadeira não agrediriam o usuário, mas isso não substituíra cheguei a um desenho que me satisfez. o cuidado que ele deveria ter com postura. Com o sketch pronto, e contando com a equipe da Flexiv, Todos nós nos debruçamos nos e fomos chegando em conjunto nos partimos para a realização final. Só faltava o nome, que encon- produtos finais, que hoje utilizam o mesmo sistema para atender às tramos ao fazer um paralelo com os porta-ternos do passado. necessidades básicas dos nossos consumidores. E a ES-4 é o exemplo E assim surgiu o Mancebo, que é esse mesmo produto que primordial dessa série de mesas individuais sobre rodízios que já in- está à venda, e parece até um pouco óbvio depois de feito. corporam o filtro de linha dos computadores. Na empresa, o número de participantes foi grande, e destacamos o apoio do pessoal do piso A ES-4, “criação Coletiva” da fábrica, que nos ajudou com sua formação técnica e experiência Em agosto de 1996, fiz um primeiro do que estava buscando: prática. A gestão de todo esse processo de criação e produção é o um móvel verdadeiramente ergonômico para o uso do compu- que eu entendo como gestão de design. tador. Chamei a equipe e entreguei o seguinte briefing: preci- samos desenvolver um sistema elevatório para computadores Ronaldo Duschenes que, quando separado, permita ajustar a altura do monitor e do Designere arquiteto, Diretor da Flexiv 19 tampo de suporte para o teclado. Precisamos também entender Móveis para Escritório ABCDesign
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    MFC Design, Marcelo F. Castilho e Paulo Biondan: sketch manual carregadeira Santal design de produto gestual ou digital? 20 20 AABBCCDDees si iggnn
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    MFC Design, Marcelo F. Castilho e Paulo Biondan: sketch manual trator Agrale 4100 Marcelo Castilho O artigo discute como o processo singular de criação dos designers de produto leva à coexistência de ferramentas manuais e digitais, como o sketch e softwares de mode- lamento 3D de última geração. Designers têm usado e abu- gráfica à la Spielberg. Quando associadas à Internet sado dos recursos digitais, O Design Industrial, especifi- (pesquisa, download, salas de revolucionando os meios de camente, tem se beneficiado discussão), permitem melhor representação tradicionais. cada vez mais das ferramen- controle sobre o processo de Através de softwares 3D é pos- tas digitais. Através delas, o desenvolvimento de produto sível viabilizar novos produtos, processo de integração entre e reduzem as tradicionais ´tra- em curto espaço de tempo, áreas de conhecimento está duções de projeto‘, permitindo combinando a rapidez e a pre- potencialmente muito supe- maior fidelidade do produto cisão do cálculo matemático rior, pois a informação digital final ao conceito gerado pelo com uma invejável qualidade é facilmente compartilhável. designer. 21 21 ABCDesign ABCDesign
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    percepção, análise, comunicação Departamento de Design da Volkswagen : rendering eletrônico, No entanto, a pedra de toque gerado em Alias Wavefront, Photoshop e IceMSurf. dos designers, a nossa carac- terística singular - o talento de gerar, através de um processo analítico-criativo, novas cone- xões de informação técnica, es- tética e de interface do produto com o usuário -, ainda depende intuição, da utilização de ferramentas tradicionais como o desenho 22 ABCDesign
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    Imagem à esquerda, Departamento de Design da Volkswagen: detalhe de execução de maquete em clay. Imagem à direita, Departamento de Design da Volkswagen: execu- ção de alisamento de superfície 3D, gerada em IceMSurf. à mão livre, o sketch, a maquete ou modelo confeccionado em As ferramentas digitais aplica- madeira, espuma ou clay. Através delas, revela-se o toque de das ao design industrial – CAID- arte, que todo designer deve expressar com grande intensidade. ainda estão em processo de A singularidade do processo criativo do design de produto está em amadurecimento, buscando sua necessidade paradoxal de se adotar, em um mesmo processo combinar recursos provenientes de trabalho, ferramentas que operem tanto no ´modo´ intuitivo do mundo da animação cine- holístico como instrumentos que atendam aos requisitos lógico- matográfica com os sistemas analíticos, típicos das ciências exatas. de modelagem 3D provenientes das áreas de engenharia, como é o caso de programas da Alias Wavefront e da PTC. As ferramentas digitais podem ser utilizadas com grande com- petência, mesmo nas fases ini- ciais de criação. Há muito pro- fissionais experientes que ini- ciam seus projetos diretamente no CorelDraw ou no Alias. A combinação do ponto forte de cada instrumento - expressão intuitiva para as ferramentas manuais e expressão lógico matemática para as ferramen- tas digitais - pode enriquecer enormemente o processo de trabalho. No entanto, a expressão ma- nual ainda é considerada por muitos profissionais funda- mental para se obter a plástica da escultura, uma vez que os Departamento de Design da Volkswagen: alternativa de design externo gerada à mão livre e depois concluída em Photoshop. 23 ABCDes gn A B C D e s ii g n
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    Departamento de Designda Multibras: rendering eletrônico, gerado em Alias Wave- front, dos produtos All Refrigerator e Freezer Vertical Brastemp “a competência de gerar, através de um processo analítico-criativo, novas conexões Departamento de equipamentos digitais ainda Design da Multibras: alternativas de design não traduziriam com perfeição externo de refrigerador, geradas em CorelDraw o gestual e a expontaneidade característica do trabalho ma- nual. Atualmente ocorre a afirmação de um novo estilo de expressão manual, coerente com a redu- ção do tempo de criação e da crescente integração entre áre- as. No passado, voltadas à pre- cisão dimensional e acuidade de traços, as ferramentas manuais, como o sketch e a maquete, 24 ABCDesign
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    Creare Domus Design,desig- ner Fábio Righetto: estabiliza- dor Revolution II da SMS, com lay- out interno vertical (torre), gerado em Rhinoceros. adquiriram o significado de cari- realizados manualmente podem caturas, facilitando a expressão do ser escanerizados e detalhados “todo” como visão intuitiva e artísti- em um processo de reconstrução ca do designer. Quando combinadas e alisamento de superfícies, utili- com programas como Photoshop e zando, por exemplo, IceMSurf. CorelDraw, permitem novas possi- A mescla inteligente das ferra- bilidades de representação gráfica mentas manuais e digitais duran- e de comunicação com as áreas de te as fases de desenvolvimento engenharia. possibilita redução de tempo de Modelos usinados digitalmente execução e aumento de qualida- em 3D simplificados, tais como de, garantindo ao produto final a Rhinoceros, podem ser refinados percepção do talento do artesão, manualmente, ao mesmo tempo, bem como um afinado senso modelos volumétricos simplificados analítico da engenharia. de informação técnica, estética e de interface do produto com o usuário” Departamento de Design da Multibras: detalhe de mock-up em es- puma de poliuretano de painel de porta e prateleira de refrigerador, feitos artesanalmente Marcelo F. Castilho Designer de Produto pela Uni- versidade Mackenzie, Master of Arts em Design Automotivo pela Coventry University, Inglater- ra, Chief Designer da Busscar Ônibus e Professor de Gradução e Pós-graduação do Curso de Desenho Industrial da PUC/PR 25 D e s iB C D e s i g n 25 A gn
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    rendering passo a passo mas também diz respeito às formas de representação digitais. De qualquer forma, como já foi dito anteriormente, estaremos demonstrando somente as técnicas para representações manuais. Devemos enfatizar que, pelo fato de estarmos apresentando aqui apenas as formas de representação manual, não significa que estejamos defendendo somente a geração de modelos manu- ais. Porém, lembramos que, indepen- dente da escolha das ferramentas para O universo representativo é de fundamental importân- representação, os processos mentais, cia para o designer. Além de ser uma ferramenta para bem como os conhecimentos volumé- vender ou comunicar uma idéia, é também a materiali- tricos, espaciais e de luz e sombra, são zação do processo inicial de concepção, seja no traba- e sempre serão fundamentais para o lho de um designer de produto, de um designer gráfico designer. Afinal, é com eles que o de- ou no universo da moda. Estaremos trazendo em todas signer tem o poder para conceber ou as edições, dicas e técnicas de representação manual, manipular formas. em forma de passo a passo, demonstrando sempre O rendering deve comunicar uma idéia todas as etapas para a execução de um “rendering” ou rapidamente. Por isso, a combinação ilustração. de figura e fundo, o contraste e pro- Primeiramente é importante esclarecer o que é o senti- porção entre os elementos gráficos é do etimológico da palavra rendering. É do verbo inglês fundamental para uma boa ilustração. “to render” que origina-se a palavra rendering. Ela defi- Outro fator indissociável do rendering ne a linguagem representativa do designer de produto. é a gestualidade do traçado, devendo Significa descrever, interpretar, reproduzir, traduzir ou começar já na fase dos sketches ou representar artisticamente. Em termos gerais, significa roughs que, inclusive, podem também ilustração. Porém, é a ilustração peculiar do designer ser aproveitados como elementos de de produto. Naturalmente, este termo não se resume fundo e até mesmo como produto apenas à linguagem manual ou gestual do designer, final. 26 ABCDesign
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    r e n d e r i n g 1 O primeiro passo, antes de se iniciar um rendering, é definir a lápis o desenho que será apli- cado à técnica. Detalhes como dimensão e posicionamento na folha devem ser previstos ante- cipadamente para se obter uma composição interessante no final do trabalho. 2 Após a definição do desenho a lápis, devem ser reforçadas as li- nhas e contornos com uma caneta preta de ponta fina. Esta etapa do trabalho também pode ser exe- cutada após a aplicação de cores com os marcadores. 3 A etapa de aplicação dos marcadores é fundamental para se ter um bom resultado geral do rendering. É re- comendável que o traçado feito com marcador demonstre a segurança e a gestualidade do designer. Nas áreas escuras ou com sombras, o marcador da cor utilizada deve ser passado mais de uma vez ou, então, deve ser aplicado o marcador em tom de cinza frio sobre a cor já aplicada. 27 ABCDesign
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    r e n d e r i n g 4 O pastel seco determina as massas de sombra e luz nas diferentes superfícies que compõe o objeto. Para se ob- ter homogeneidade do mate- rial, deve ser raspado com um estilete, tomando o devido cuidado para que fique so- mente em forma de pó. 5 Antes de ser aplicado no desenho - com um algodão ou uma folha de pa- pel macio - o pastel deve ser testado em uma folha de papel. A intensidade cromática desejada é proporcional à quantidade de pastel que se mantém no algodão ou no papel e é obtida através da aplicação sucessiva de diferentes camadas de pó. Por isso, para áreas com menor intensidade de cor, deve ser aplicada apenas uma ou duas camadas. 6 O pastel é ideal para aplicação e definição de áreas com intensi- dade luminosa ou para escureci- mento de áreas sombreadas. Para se obter um bom resultado com o pastel é importante exercitar a gestualiadade, bem como a dosa- gem suave do pó sobre o papel. 28 ABCDesign
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    r e n d e r i n g 7 Além da função como elemento de definição de plano e luminosi- dade, a sombra projetada tem, no rendering, uma importância como elemento de valorização plástica do desenho. Como o rendering é uma linguagem estereotipada da reali- dade, a sombra pode ser aplicada simplesmente com um marcador preto ou cinza escuro. 8 A etapa do lápis de cor determina o acabamento final do produto. Ele deve ser aplicado em junções de peças, áreas de menor dimen- são ou em arestas evidentes. É recomendável que tanto marcador, pastel seco e lápis de cor formem conjuntos de cores suplementa- res, incrementando a ilusão tridimensional. 9 Lápis de cor preto e branco com- pletam o acabamento final, prin- cipalmente nas emendas e inter- face de componentes e nas even- tuais arestas. Também podem ser utilizados na representação de texturas através de decalque sobre tecidos, plásticos, etc. 29 ABCDesign
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    r e n d e r i n g 10 Uma das últimas etapas do rendering é a aplicação do guache branco. Esta aplicação deve ser feita nas arestas iluminadas, áreas de alto brilho e superfícies transparentes. A viscosi- dade do guache deve estar no ponto ideal. Com pouca água a viscosidade se torna muito espessa, deixando o traço grosso e sem definição. Com muita água o guache perde a lumino- sidade. 11 A determinação do fundo tem um im- portante papel na ilustração. Além de acrescentar plasticamente ao conjunto, o fundo também valoriza e dá vida ao produto que está sendo representado. Porém, deve-se ter o cuidado com exa- geros e com a aplicação de cores fortes ou contrastantes demais com o produto. Uma das maneiras eficientes de se fazer um fundo é aplicando pastel seco, em forma de pó, com um algodão. 12 O fundo também pode ser comple- mentado com traços de marcador, tomando o devido cuidado com a valorização excessiva. Assim como o produto, o fundo também deve demonstrar a gestualidade e a segu- rança do traçado de quem o realizou, características que, sem dúvida, podem dar mais brilho e vida ao seu trabalho. Agora, é a sua vez! 30 ABCDesign
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    r e n d e r i n g MATERIAIS A qualidade dos materiais é de fundamental importância para um rendering com bom resultado final. Por isso estamos mostrando aqui alguns materiais e dicas que poderão lhe ajudar em sua escolha. Começamos pelo marcadores, “markers”, ou rotuladores, como também são chamados por alguns desig- ners. Somente devem ser utilizados marcadores à base de solvente. Já existe no mercado uma marca nacional de preço acessível. Porém, no tocante às marcas importadas, apesar do alto custo, a variedade de cores e a qualidade ainda são incomparáveis. Para a escolha do pastel seco deve ser levada em consideração sua dureza e consistência. Bastões muito duros ou quebradiços demais não são recomendáveis. Infelizmente, no mercado há poucas opções de boas marcas, sendo que praticamente todas existentes são importadas e apresentam preços bem variados. Assim como o marcador e o pastel, o lápis de cor deve possuir excelente qua- lidade. A maciez e consistência é que definem a sua qualidade. Recomenda-se ainda a utilização de lápis aquarelado nos trabalhos. Como também acontece com outros materiais de desenho, as marcas de lápis de cores importados possuem melhor qualidade, com algumas exceções. Caso a marca encontra- Accademia di Disegno da seja desconhecida, antes de ser comprado, o lápis deve ser testado em um papel para que seja verificada a sua maciez. Outra dica é para o guache, Tendo a frente os designers que igualmente deve ser de excelente qualidade. Um guache de qualidade Ericson Straub, Paulo Biondan e Marcelo Castilho, dedica-se inferior não fornece à ilustração boa cobertura e, em alguns casos, pode até ao ensino de ferramentas de esfarelar após a aplicação. Por isso, recomenda-se a utilização de guache representação para o design e a importado de primeira linha. É importante lembrar que a boa combinação de arquitetura, oferecendo cursos tons entre marcador, pastel e lápis de cor é fundamental para um rendering de extensão em parceria com o SENAI/PR. de boa qualidade. Rendering: Paulo Biondan 31 D eA B g n e s i g n 31 si CD
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    Josef Alberts D eA Bg n e s i g n si CD 32 32 Hinnerk Sheper Georg Muche Laszlo Moholy-nagy Herbert Bayer Joost Shimidt Walter Gropius
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    A “Staatliche Bauhaus”foi fundada por Walter Gropius em 1919, na Alemanha. Foi um aconteci- mento cultural importante e determinante durante a República de Weimar. Como centro de produção cultural e intelectual, enfrentou durante sua exis- tência, sérios problemas políticos e ideológicos. Passou por Dessau e encerrou suas atividades em Berlim. A Bauhaus não pode nem deve ser enten- Antonio M. Fontoura dida como “idéia de um só homem”. a pedagogia da ação Wassily Kandinski Oskar Shlemmer Lyonel Feinnger Marcel Breuer Gunta Stolzl Paul Klee 33 33 ABCDesign CDesign
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    “a essência davida é a eterna metamorfose Gropius traçou as principais linhas do pro- e Marcel Breuer, serviram para jeto, mas teve o respaldo e o apoio de temperar ainda mais os ideais da um grupo de professores e artistas, muito escola. As contradições internas embora com formações bastante diversas, provocaram restruturações cur- que o ajudaram a formar, transformar e a riculares e transformações pro- colocar em prática o ideal bauhauseano. A gramáticas durante a sua curta Bauhaus foi uma experiência pedagógica e intensa existência. Ao bem da no domínio das artes, do artesanato, do verdade, pode-se dizer que exis- design e da arquitetura que ultrapassou as tiram diversas escolas dentro da dimensões físicas como escola, e transfor- Bauhaus. Porém, as suas várias mou-se num movimento cultural e artístico componentes só enriqueceram internacional. Depois de seu fechamento a experiência. As contribuições em 1933, aos poucos, a Bauhaus trans- mais significativas para os seus formou-se num verdadeiro mito do século predecessores foram sem dúvida, XX. As batalhas internas, quase sempre em as concepções pedagógicas lá torno de objetivos pedagógicos comuns, desenvolvidas, particularmente a “naturais” num centro que congregava prática da pedagogia da ação. É expoentes tais como Johanes IItten, Lásló sobre isto que tratam as páginas Moholy-Nagy, Paul Klee, Wassily Kandinsky, que seguem. Josef Albers, Gunta Stölzl, Herbert Bayer O pensamento bauhauseano foi “ a Bauhaus pregou na prática a cidadania 34 D e A BgCnD e s i g n 34 si
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    um dos quemais influenciou o ensino do design no século XX. Muitas escolas, poste- riores à Bauhaus, tiraram valiosas lições de sua proposta pedagógica. Seus professores inovaram no que se refere aos métodos ativos de ensino por eles adotados. Esta escola se diferenciava de outras em função da sua estrutura curricular e da sua dou- trina pedagógica, fortemente influenciada pelas tendências educacionais da época. Sua pedagogia espelhava o desejo e a necessidade de promover a discussão e a revisão do panorama da educação geral e, principalmente, do ensino das artes no início daquele século. Na formação dos designers contemporâne- os ainda podemos observar fortes influên- cias dessa pedagogia e do ensino baseado na ação. As disciplinas ligadas ao desenvol- vimento de projetos, nas escolas de design, muitas vezes dão preferência ao ensino através do fazer prático em detrimento de uma possível contribuição teórica. comum de toda uma forma de trabalho” Isto é paradoxal pois parece inconcebível a existência de uma produção prática dissociada de uma sustentação teórica. Toda a prática deveria ser seguida e ou precedi- da de uma reflexão. É do resultado deste processo que resultam os novos conhecimentos. Porém, No campo da educação geral, a pedagogia da ação foi uma das devemos lembrar que o design, por mais correntes pedagógicas que nela exerceu grande influência. O pragmático que possa parecer, é e continu- nome e a essência desta corrente não limitam a compreender o ará sendo uma atividade sempre resultante fato educativo como pura atividade física, como se pode pen- de algum tipo de reflexão. Na sua relação sar. A doutrina tradicional aceita o ato mental como meio de com a tecnologia, isto apresenta-se de for- aprendizado, pois o aprender intelectual e memorista é também ma bastante clara. Enquanto a tecnologia considerado um tipo de atividade. A pedagogia da ação deu um pode ser entendida como “a maneira de se novo sentido ao comportamento ativo do educando. Ela conside- fazer as coisas”, o design, é nesta relação, ra que o processo educativo concentra-se numa ação específica, “a maneira de se pensar estas coisas”. numa atividade que não exige do educando algo de fora, mas sim, de uma ação espontânea que vem de dentro 35 fora. para ABCDesign
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    o homem nãoé mais a medidade de todas as coisas, mas sim a sociedade Assim, como concepção pedagógica, ela mais ampla da população, e não de uma ca- parte do princípio de que o aprendizado se mada social e economicamente privilegiada. dá a partir do próprio educando, rejeitando a No programa inicial da escola, o ensino arte- idéia de que o ensino se faz através de uma sanal deveria ser um componente essencial suposta transmissão de conhecimentos. O e constituía o seu fundamento. Para Walter aprendizado, sob a ótica da pedagogia da Gropius, principal fundador da escola, o arte- ação, é uma conquista pessoal e visa o auto sanato não era “algo isolado”, mas um meio formação do educando. imprescindível para se chegar a um fim. Para O surgimento da Bauhaus não se deu por ele, o artesanato constituía uma categoria acaso, tampouco foi um fenômeno isolado. pedagógica fundamental e representava a Engajada num movimento de transformação forma como o indivíduo aprendia, através social, foi uma das instituições que soube do uso das mãos e do manejo técnico dos colocar em prática as idéias reformadoras do objetos – influências puramente ativistas. Para ensino e das artes, entre 1900 e 1933. O ca- Gropius, por mais industrializado que fosse o minho por ela trilhado foi apropriadamente meio, o artesanato continuava sendo insubsti- o da pedagogia da ação. tuível enquanto recurso para a aprendizagem. O programa de ensino da Bauhaus compu- Isto, de certa forma, estabelecia os vínculos nha-se de dois objetivos básicos: a síntese das pedagogia da Bauhaus com o ativismo estética e a síntese social. O primeiro objetivo na educação. referia-se à integração de todos os gêneros No programa de 1919, a formação artesa- artísticos e de todos os tipos de artesanato nal gráfico-pictórica e a formação teórico- sob a supremacia da arquitetura. O segundo científica, constituíam as bases do ensino referia-se à orientação da produção estética na Bauhaus. No estatuto de 1921, estas de acordo com as necessidades de uma faixa diretrizes foram repetidas, especialmente a 36 ABCDesign
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    noção de educa- um pensamento pe- ção de todos no dagógico denomina- artesanato como do escola-novista. Po- base unificante. demos dizer também A principal inova- que, indiretamente, as ção no programa idéias naturalistas de daquele ano foi a Rousseau, Pestalo- institucionaliza- zzi, Froebel e Herbart ção do curso pre- contribuíram com o liminar. Indiscuti- ideário bauhauseano. velmente, esta foi Enquanto a pedagogia uma contribuição da ação e a Escola pedagógica extre- Nova estavam preocu- mamente significativa para o ensino do padas, basicamente, com a educação infantil, design a partir de então. O curso preliminar a Bauhaus teve o mérito de levar estas idéias a tinha como objetivo permitir ao educando um outro nível de ensino. Em síntese, podemos iniciante chegar ao autoconhecimento e, dizer que na Bauhaus, assim como na Escola ainda, assegurar-lhe a compreensão das Nova, o trabalho manual era considerado o questões fundamentais da criação. O curso meio mais apropriado para a formação integral preliminar surgiu também como medida do homem; eram adotadas técnicas de ensino corretiva para aproximar artistas e técnicos. que visavam desenvolver a sensibilidade do O programa pedagógico proposto pela indivíduo; havia uma valorização da educação Bauhaus visava libertar as forças expres- pelo trabalho; adotavam métodos ativos de sivas e criadoras do indivíduo através da ensino; e a educação era concebida como um prática manual e artística; desenvolver meio para a reforma social. nele uma personalidade ativa, espontânea Gropius conseguiu agrupar, numa mesma e sem inibições; exercitar integralmente instituição, homens e mulheres que, unidos os seus sentidos e, finalmente propiciar a por um forte ideal, habilmente trouxeram aquisição e cultivo de conhecimentos não para o ensino superior das artes e do de- exclusivamente intelectuais, mas também sign os princípios do ativismo na educação. emocionais, não só através dos livros mas Através destes princípios, fizeram surgir uma também através do trabalho. Na filosofia nova proposta pedagógica cujo principal da Bauhaus podemos identificar, com faci- objetivo era a tão lidade, a influência direta do movimento almejada formação da “escola ativa” de Georg Kerschenteiner, global do homem. Para saber um pouco mais do pensamento de Maria Montessori e do BÜRDEK, B. E. Diseño. Historia, teoria “progressivismo” de John Dewey. Enfim, y practica del diseño industrial. Barce- podemos identificar as fortes influências de lona: Gustavo Gili, 1994. DROSTE, M. Bauhaus. Taschen: Ber- lim, 1992. Antonio M. Fontoura GROPIUS, W. Bauhaus: novarquitetu- Designer, Mestre em Educação/PUC-PR, ra. São Paulo: Perspectiva, 1988. LUPTON, E.; MILLER, J. A. El abc de Doutorando em Engenharia da Produção la bauhaus y la teoria del diseño. UFSC e Professor do Curso de Desenho Barcelona: Gustavo Gili, 1993. Industrial da PUC/PR RODRIGUES, A. J. A bauhaus e o en- sino artístico. Lisboa: Presença, 1989. WICK, R. Pedagogia da bauhaus. São 37 Paulo: Martins Fontes, 1989. ABCDesign
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    A importância Especula-se sobre a realização de uma reunião internacional a dutiva também farão parte da convenção. Logo, americanos, da reciclagem respeito do ‘futuro do papel’, no Centro de Convenções do canadenses e finlandesas, assim como brasileiros, entre outros, do papel Parque Barigui, em Curitiba. Ao considerar que para projetar o somar-se-ão aos primeiros. A fim de estimular a discussão Ivens Fontoura futuro é preciso, primeiramen- prevê-se convidar membros te, compreender o passado, a da indústria gráfica e da car- organização do evento pode tonagem, a ABCP Associação tomar outro rumo. Pensa-se, Brasileira Técnica de Celulose então, extrapolar a matéria e o e Papel, consumidores finais, tempo ao convocar para a hipo- organizações ambientais e téc- tética reunião alguns egípcios nicos da ONU e do IBAMA, bem do ano 300 a.C.; o chinês Tsai- como legisladores e a imprensa. Lun, do ano 150 do calendário No local, a paisagem do lago gregoriano; um grupo de ára- é cortada pelo sinalizador ele- bes artesãos do papel, do sécu- trônico localizado em frente ao lo VIII, e espanhóis do mesmo Centro de Convenções, com ofício, do século XII. Embora os informações de quantas árvores italianos tenham tido conheci- deixam de ser sacrificadas a mento sobre o papel somente cada dia, devido à reciclagem no século seguinte e os fran- promovida pelo programa Lixo Ivens Fontoura ceses no início e os alemães no que não é Lixo da cidade. Fic- Designer, Mestre em Ergonomia- final do século XIV, bem como ção? Marketing? Propaganda? UNAM/México, Mestre em Educação/ UFPR, Doutorando pela Universidade ingleses do final do século XV, Certamente, estes assuntos de Santiago de Compostela/Espanha, também deverão ser chamados. serão tratados por todos. Afinal, Professor dos Cursos de Desenho In- Obviamente, os atuais fabri- para fabricar uma tonelada de dustrial da PUC/PR e de Design da cantes de papel, em particular, papel é necessário cerca de 800 Universidade Tuiuti do Paraná os de imensa quantidade pro- kg de celulose na massa, corres- 38 ABCDesign
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    Fine Papers pondendo 4,2metros cúbicos produto fabricado com de madeira, equivalente a 42 o lixo de escritórios e de A Fine Papers estará presente para apresentar seus papéis Text & Cover, árvores. Uma fábrica de papel residências já impressos uncoateds de altíssima qualidade, de porte médio é capaz de e utilizados de alguma produzidos a partir de papel reciclado, produzir 480 toneladas de forma, que além de PCW e de outras matérias-primas. O celulose. Para isto, necessita salvar árvores participa que mais chamará a tenção dos partici- 250 metros cúbicos de madei- no processo de reduzir o pante, particularmente dos primeiros, ra, que, por sua vez, necessita volume de lixo produzi- será o seguinte: de 12,5 hectares de área flo- do no planeta. 1) considerados universalmente como Premium Grades com superior alonga- restal, além de 45.000 metros E porque Curitiba? Tal- mento e printabilidade; cúbicos de água a ser disputa- vez, por que no Brasil 2) uncoates com melhor leitura, se da com o consumo médio de está sendo fabricado comparados aos papéis coated ou 225.000 habitantes. menos de 1% de papel conché; No paper de Cláudio Vilela, reciclado para impres- 3) recicláveis com fibras de PCW, agre- da Fine Papers, têm-se a infor- são, conforme dados da gando preocupação ecológica; mação de que “ao considerar ABCP. Alguns fatores 4) singular textura e acabamento di- ferenciados capazes de proporcionar os Estados Unidos com apro- apresentam dificuldades toque especial; ximadamente 260 milhões de de produção. Entre ou- 5) maior variabilidade de cores com habitantes e que um cidadão tros, cita-se a falta logís- grande variação de brancos; americano produz, em mé- tica na coleta, separação 6) maior Bulk, isto é, sensação de dia, 1,82 kg de lixo por dia e e tratamento do lixo maior peso, do que outros papéis de que 45% deste lixo é papel, sólido; o uso de fibras mesma gramatura; têm-se um total aproximado curtas na fabricação de 7) maior possibilidade de uso pelos diferentes processos de impressão, do de 816 g por habitante, totali- papel que permite reci- offset e serigrafia à impressão digital zando um consumo diário mé- clar apenas duas vezes, e hot stamping. dio de 212.160 toneladas de ao contrário de oito ou papéis recicláveis”. Tal dado mais vezes a partir de Inventário Papéis Especiais fará Tsai-Lun repensar seu fibras longas; e, a neces- Ah!, o empresário Kyithi Hatori, invento, na razão direta em sidade de alta tecnologia proprietário da Inventário Papéis que Santos Dumont o faria ao na industrialização por Especiais, de Curitiba, pretende pa- trocinar a Convenção. A empresa é ver aviões lançando bombas meio de processos como distribuidora para o Estado do Paraná mortíferas e os próprios aviões o Non-Deinkel, livre de de toda a linha de papéis importados serem usados como bombas ácido na colagem do pela Fine Papers, com mais de 1000 arrasadoras. O que fazer? A papel, branqueamento referências de papéis especiais para reflexão sobre o assunto será com oxigênio das fibras e uso gráfico e artístico. Na ocasião, os objeto da Convenção. Talvez, atendimento às normas senhores Kyithi e Tsai-Lun terão muito para analisar melhor o papel de qualidade total. o que conversar. PCW Post Consumer Waste, Inventário Papéis Especiais Fone:41 262-5932 Curitiba - PR 39 ABCDesign
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    casos & cases Aumentando a visibilidade e reconhecimento de uma marca Neste espaço serão apre- Com o objetivo de ampliar a visibilidade Foi para encontrar uma solução criativa sentados cases de design das marcas Lilica Ripilica (moda infantil e eficiente para esse problema que a da OpusMúltipla Comunica- feminina) e Tigor T. Tigre (moda infantil Marisol acionou a OpusMúltipla, agência ções, tentando relacionar a masculina) no mercado, a OpusMúltipla responsável pela comunicação de todas realidade do mercado e as criou e desenvolveu uma estratégia de as suas marcas. diversas fases de desenvol- lançamento de canais exclusivos para a vimento de uma estratégia comercialização dessas marcas em sistema Estratégia de design. Em especial de franquia: as lojas Lilica & Tigor, que Acompanhando a tendência do mercado nesta edição com o case da começam a ser implantadas na Região Sul de criar lojas monomarcas e aproveitar rede de Franquias Lilica & do Brasil. O sucesso da estratégia, inicial- o extraordinário potencial de expansão Tigor, foi levantada a neces- mente implementada em três shopping oferecido pelos shopping centers no sidade de uma estratégia centers de Porto Alegre, orientou a Marisol Brasil, a estratégia concebida foi a de para ampliar a visibilidade e S.A., fabricante das marcas Lilica Ripilica e lançar lojas exclusivas com o nome fan- reconhecimento das marcas Tigor T. Tigre, a expandir o projeto para tasia Lilica & Tigor, predominantemente Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre 37 cidades do Rio Grande do Sul, Santa em shopping centers, em sistema de no mercado. Catarina e Paraná, com a implantação franquia, para as marcas Lilica Ripilica e de 60 franquias até dezembro de 2002. Tigor T. Tigre e fazer um filtro na carteira Em 2003, a operação será estendida às de clientes multimarcas. demais regiões do País e, até 2005, prevê As lojas multimarcas situadas nas áreas a implantação de 240 lojas franqueadas. de influência dos shopping centers em que as franquias são implantadas deixam Problema de vender produtos Lilica Ripilica e Tigor As marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre T. Tigre. A estratégia equacionou esse sempre foram comercializadas em lojas problema, promovendo um reforço de multimarcas, essencialmente em lojas de visibilidade dos produtos Marisol - Um rua. Com o tempo, em virtude das qualida- Amor de Criança, mediante a instalação des do produto, essas marcas tornaram-se de corners personalizados dessa marca. griffes de roupa para crianças. Grande Já as lojas multimarcas situadas fora da parte do canal de distribuição, entretanto, área de influência dos shopping centers não oferecia a essas marcas a visibilidade continuam vendendo Lilica Ripilica e que elas requeriam para consolidar sua Tigor T. Tigre e passam a contar com cor- imagem no mercado. ners personalizados dessas duas marcas. Como alavancar o potencial de Lilica Ripili- Quanto à estratégia de comunicação, ca e Tigor T. Tigre e ampliar sua visibilidade, o desafio principal era o de preservar contando com um volume limitado de a identidade das marcas Lilica Ripilica recursos financeiros para investir em pro- e Tigor T. Tigre, que agora passavam a paganda e tendo como mercado um país contar com um novo e exclusivo canal de dimensões continentais como o Brasil? de distribuição. 40 ABCDesign
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    O conceito quenorteou a criação da marca das lojas Lilica & Tigor, do projeto arqui- tetônico dessas lojas e, por extensão, de todas as peças de comunicação destinadas a promover seu lançamento no mercado, foi o de separar graficamente o universo Lilica Ripilica (cor de rosa) do universo Tigor T. Tigre (amarelo). O mundo das meninas e o mundo dos meninos estavam, assim, representados no mesmo espaço, entretanto cada qual mantinha as suas características e peculiaridades. Para verbalizar esse conceito, a OpusMúltipla criou o slogan Lilica & Tigor, a Loja. Dois Mundos, Um Só Lugar². A partir do conceito, desenvolveu a campanha que compreendeu ações em propaganda, design gráfico e marketing direto. Todas elas, é claro, integradas em perfeita harmonia conceitual e gráfica para mostrar ao consumidor que as duas marcas agora passam a ser encontradas em uma casa exclusiva: a loja Lilica & Tigor. Peças de comunicação Folheto dirigido ao Trade Filme para Televisão Folder para Prospects Spot para Rádio Mala Direta Outdoor Materiais de Ponto-de-venda: Anúncio de Revista Cartão-postal, sacolas, adesivos, pirulitos personalizados e latas Resultados Obtidos O lançamento foi um sucesso absoluto. Com apenas três lojas implantadas em Porto Alegre, o desempenho das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre nesse mercado registrou um aumento de 30% nas vendas em comparação com os anos anteriores. Ao mesmo tempo, a marca tornou-se obviamente mais visível, uma vez que passou a estar em contato diário com milhares de consumidores que freqüentam os shopping centers mais movimentados de Porto Alegre: Iguatemi, Moinhos e Praia de Belas. Por sua vez, a estratégia de comunicação mostrou-se absoluta- mente eficiente quanto ao objetivo de lançar a loja e preservar a identidade das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre. A par disso, destaca-se o fato de que o investimento em comunica- ção será otimizado ao longo do tempo, uma vez que as peças criadas constituem um kit adequado para promover o lançamento das franquias da rede em todo o País. O case foi recentemente premiado com o Grand Prix de Case de Marketing Promocional do Ano no 2º Prêmio Colunistas Promoção do Paraná 2001 e com a medalha de bronze no 20º Prêmio Colunistas Promoção Brasil 2001. 41 ABCDesign
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    Arte, artesanato, design. Artesanal,industrial? Peça da Linha Kamayurá Ivens Fontoura Vitalino, de Caruaru; Lafaiete Rocha, Quim Larrea (1987) construíram da Lapa; Isabel Mendes da Cunha e significativo Diagrama. Nele, Noemisia Batista dos Santos, do Vale preço e produção determinam do Jequitinhonha. Artesanato? Há quadrantes e estabelecem opor- quem diga que sim; mas, com certeza tunidades para tudo: produto de é Arte Popular. luxo, de massa, personalizado e Objetos do cotidiano feitos em série e obra de autor. Há lugar, também, Linha Karajá a mão são comercializados nas praças, para o denominado Pós-industrial No caminho para o Aeroporto de nas ruas e nas lojas; depois, usados em new craftsmanship, isto é, o Neo Curitiba, há um lugar conhecido casa e por muita gente. Bijuterias hi- Artesanato Pós-Industrial, popu- como a ‘curva do tomate’. Um pouco ppies tardias, cestos indígenas, morin- lar e culto. Mas, jamais deve ser antes, há pinturas sobre veludo para gas neo-coloniais, redes do nordeste, confundido com o que se pode vender. São quadros sobre temas tachos ciganos. Design? Parece claro chamar de Industrianato. Obvia- bastante populares: flores, fogo na que sim; mas, com certeza não se trata mente, têm para todos, inclusive floresta, luar do sertão, preto velho. de Design Industrial. a pintura da ‘curva do tomate’. Pintura? Sim. Obra de Arte? Talvez; Produtos manufaturados com perfei- Linha de Produtos Krahó mas, com certeza, não se trata de ção, finíssimo acabamento e qualidade Arte Popular. exemplar, além da riqueza em detalhes. Nas feiras e galerias de arte, têm peças Bens capazes de seduzir o usuário pela feitas em barro, madeira entalhada, aplicação de desconhecidas tecnolo- cerâmica pintada com a própria argila. gias ou pelo uso inusitado de materiais e muita criatividade. Arte? É possível Linha Waurá que convença; mas, com certeza é Design Industrial. Outras questões intrigantes que provo- cam discussão se referem aos termos artesanal e industrial. Artesanal não caracteriza o Artesanato, ainda que sua produção seja manufaturada e seriada. Por outro lado, a indústria produz Linha de Produtos Waura de forma artesanal componentes de linhas, inclusive, automatizadas e com Na loja ObjetoDireto, em Curitiba, a utilização de robôs. showroom da Fábrica Saber & Fazer Design, só não têm pinturas da ‘curva A conclusão não deve nem pode ser do tomate’. Mas, têm velas, produtos apressada, pois se trata de fatores de- aromatizados, castiçais, pots-pourris, pendentes de critérios culturais estéti- vidros, cerâmica, artigos para cos. Mais detalhadamente, do olhar do decoração, luminárias, cestaria, mantas, almofadas e cachepots, além observador com capacidade de análise de objetos exclusivos. Arte? e reflexão. A fim de abrir novas áreas Artesanato? Design? Artesanal? e novos caminhos para a produção Industrial? Confira na rua Rocha Pombo de bens na atualidade, Juli Capella & 75, bairro Juvevê. 42 ABCDesign Informações: 41 253.5419 e-mail: saber.fazer@avalon.sul.com.br
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    design ou JoãoMouzaco Foi-se o tempo em que a web era assunto para inicia- dos em bites e bytes. Conse- pitada de magenta (na tradicional escala CMYK). Daí a dizer que o verde é representado por valores O papel, esse ilustre que aceitava quase tudo e impunha os limites físicos da matéria, agora, virtualmente, não possui dimensão tangí- vel. Pior, é variável. Depende das configurações do computador que qüentemente, assunto para em escala hexadecimal é outra irá visualizar a página projetada. especialistas em informática história. E é nessa nova história Aquele sentido de leitura que sempre determinou os príncipios de e computadores. que os designers estão entrando. composição visual desapareceu. Agora, meia dúzia de anos Os exemplos de cor ou compres- A estrutura, que até agora foi linear ou quase, deixa de existir. O novo após a completa viabilização são de dados são apenas dois dos leitor muda de página, de assunto, de contexto num insignificante das redes de computadores, mais banais. click. E mesmo assim, terá que ser capaz de rapidamente se localizar, web tornou-se, sem dúvida, Nunca, até agora, os princípios seja para voltar atrás, ir para frente ou simplesmente encerrar sua meio de comunicação. Ou de representação visual, de- leitura naquele momento e voltar mais tarde. melhor, meio de publicação senvolvidos por gerações de Não bastasse a ruptura provocada por características específicas e distribuição de informa- artistas visuais, sofreram tantas desse novo meio, temos novas possibilidades a explorar: o movi- ção, e por isso mesmo está alterações. Não em sua essência, mento. tornando-se cada vez mais afinal, princípios de desenho, cor E falo de movimento num sentido mais amplo que aquele atribuído familiar para profissinais de e composição continuam válidos, à animação ou ao filme. Falo do movimento dinâmico da informação comunicação. Entre eles os mas na web ganham aspectos apresentada ao usuário. A tal da interatividade. Já me referi a ela designers. específicos decorrentes das tecno- quando disse que o usuário leitor, vai para a frente e para trás, para De certa forma pode-se dizer logias digitais. cima e para baixo, muda de assunto, de contexto, de página e o que a função de design para E essas tecnologias, além da designer precisa manter a integridade da informação. web está apenas começan- permanente mutação, não são E essa é, em essência, a função do designer. Em nada muda em do. nem um pouco estáveis do ponto relação à web. Qualquer um que pretenda de vista da reprodução. Se a função do designer é a de zelar pela integridade da informação, ser um especialista nesta Não existe garantia de que a é igualmente conceituar visualmente a apresentação da informação, área tem que obrigatoria- página projetada pelo designer se considerando para tal todos os elementos e ferramentas à sua dispo- mente exercer a função por comporte de maneira idêntica em sição: famílias tipográficas, escalas cromáticas, imagens fotográficas no mínimo durante três ou qualquer computador. e ilustrações, gráficos, estruturas de navegação, arquitetura de quatro anos. Obviamente isto impõe limitações, informação, animação, vídeo, etc. Esse tempo, que pode até ou melhor, a busca permanente Mas não pára por aí. Não faz muito tempo, a distribuição de informa- parecer longo demais, é pela padronização. ção pressupunha a prévia industrialização, e isso exigia um original talvez o tempo necessário E o resultado está aí. Tudo muito para reprodução. Após a industrialização, obtínhamos uma cópia para a compreensão de parecido. As mesmas estrutruras 100% estável. Portanto, o designer projetava com segurança. fatos novos no exercício do de diagramação. Site após site, Na web isto não acontece. O produto final não sofre o processo de design. tudo aparentemente igual. reprodução. Ele é apenas visualizado. Daí as dificuldades de controle Nunca houve a necessidade Claro que existem exemplares do produto final. no exercício da profissão exceções, a grande maioria graças É neste aspecto que o exercício do design difere um pouco. O web de compreender profun- ao Flash. Mas aí aparece uma nova designer deve considerar variáveis que dizem mais respeito às tec- damente o significado de variável: o tempo. nologias de informação e representação digital do que propriamente compressão de dados, ou a E este sim é absolutamente novo à concepção de design. composição de cor do ponto no exercício da profissão. O ritmo, Já não é suficiente ter domínio dos conceitos de comunicação visual. de vista da representação aquele que até agora é domínio O webdesigner deve igualmente possuir conhecimentos significati- digital. Afinal, verde é verde, da composição e das chamadas vos de padrões e sistemas para poder projetar de forma consistente, webdesign e se forma principalmente linhas de força, agora é como na ou ao menos, previsível. com a composição de azul e música, determinante na estrutura João Mouzaco Designer, OpusMúltipla amarelo, com ou sem uma do projeto para web. mouzaco@opusmultipla.com.br mouzaco@netpar.com.br 43 ABCDesign
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    A Buchmesse deFrankfurt, mesmo em período tensoativo oriente, não se intimidou. Ficaram algumas lacunas americanas, mas inteiramente dedicado às artes e ao design, o 1º andar do pavilhão 4, trouxe as novidades editoriais européias que explodiram. Segue uma amostra especialmente selecionada do que foi a feira. The International Design YearBook 2001 Edited by Michele de Lucchi / Laurence King Esta 16a edição do International Design YearBook apresenta as produções do ano de 2001 do design ao redor do mundo. A seleção foi feita pelo renomado designer italiano Michele De Lucchi que agrupou os objetos em categorias que demonstram o desenvolvimento atual do design, como mobiliário casa-escritório, o trabalho de arquitetos como Norman Foster, David Chipperfield, Zaha Hadid e Kazuyo Sejima, os novos tratamentos das formas tradicionais como vime, design minimalista e inovações de companhias como a Apple, Philips, Sharp e Siemens. Vendo-os como extensões dos espaços para se morar, De Lucchi também inclui nesta edição veículos e carros conceituados. Como nas edições passadas, o foco está na mobília, na iluminação, nos utensílios de mesa, na área têxtil e em produtos e objetos. O livro é ricamente ilustrado em cores de começo a fim. A completa informação técnica é dada em cada objeto e uma sessão de referências ao final do livro que inclui biografias de desig- ners, uma lista de fornecedores e informações atualizadas de aquisições feitas pelos maiores museus internacionais durante o ano de 2000. E-zines: Diseño de revistas digitales Martha Gill/Editorial Gustavo Gili A indústria editorial está vivendo momentos de mudança devido às novas possibilidades que oferece a edição digital. Este livro mostra 32 exemplo de revistas digitais. Cobre aspectos sobre o tema e fornece informações variadas sobre a estrutura e o design das revis- tas digitais, desde quando ela se inicia até ao formato das seções e colunas. Traz também conselhos práticos dos maiores designers de revistas digitais, truques básicos para navegação, programação e estrutura dos sites. Sobre el estilo: The book of fine paper: três ensayos A worldwide guide to contemporary papers inéditos for art, design & decoration Erwin Panofsky Silvie Turner/Thames & Hudson Ediciones Paidós Ibérica Este livro é um guia referencial que mostra a variedade dos diferentes Livro originalmente publicado pela The papéis usados no mundo de hoje. Usando uma linguagem clara e MIT Press, sob o título “Three essays atraente, Turner focaliza a natureza das folhas de papel e parte de on style”, agora também disponível em onde e como elas são feitas, suas características, conselhos práticos espanhol. Panofsky trata nesta obra um de como guardar, dobrar, cortar, rasgar, preservar e reparar as folhas, tema pouco freqüente: o estilo. Nos três em que podem ser usadas e onde encontrá-las. E ao final do livro há ensaios inéditos ele fala sobre a relação um glossário com as terminologias utilizadas na obra. de um estilo com a sua época, em outro trata do trajeto da história do cinema Fashion illustration now revelando as possibilidades expressivas de um meio que deve sua existência a Laird Borrelli/Thames & Hudson uma invenção tecnológica e no último analisa como o caráter de um povo se impõe sobre a sua arte. Este livro traz o trabalho de aproximadamente 30 dos ilustradores top do mundo internacional de 16 países. É organizado em três estilos ricamente diferentes. Uma parte é para os ilustradores sensuais que utilizam principalmente tintas, papéis, cores e texturas. Outra é a dos ilustradores sofisticados e maliciosos onde eles criam um mundo Todos estes livros e inúmeros outros imaginário e inabitado, emprestando elementos de caricatura e de títulos da área de design, arquitetura desenho animado dando um ar de graça e humor às ilustrações. E a terceira parte é a seção dos tecnocratas que são fascinados pela e artes podem ser encontrados na: transformação digitalizada da imagem. Jacarandá Books Rua Bento Viana, 245 - Água Verde 44 Fone: 41 244-7656/343-4915 ABCDesign
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    Tecnologia revolucionária paraa representação bidimensional no design A Sony acabou A tela é um LCD de cristal de introduzir no líquido, tem 15 polegadas mercado seu novo reais de diagonal, em um for- computador e mato um pouco mais longo monitor pen ta- que os monitores normais. O blet. Trata-se de computador é um Pentium de um cruzamento 1 GHZ , com HD de 60 gigas, entre um monitor 256 de memória, DVD e gra- de alta re- vador de cd, com entradas solução com para câmeras digitais de ví- uma mesa digi- deo e fotografia, e com todo talizadora. um conjunto de softwares Com ele você escreve e desenha capazes de executar traba- diretamente na tela e a trans- lhos de foto, design e vídeo ferência do trabalho é automá- digital. Durante a Comdex tica. O usuário pode regular em São Paulo, em agosto a pressão da caneta plástica de 2001, este computador que acompanha a máquina a foi demonstrado, sendo que seu gosto. Isso significa que o realmente impressionou a to- designer pode trabalhar como dos que o viram e testaram. se estivesse usando um lápis O preço dele no mercado ou um pincel macio, duro, fino americano está por volta de ou grosso. A qualidade da tela 2.500,00 dólares. Uma fer- impressiona pela fidelidade de ramenta que realmente vale cor e resolução, e o software a pena investir , pois pode que acompanha a máquina re- modificar muito a produção almente cria uma nova forma de um escritório de design, de interação do artista com o agência de propaganda ou computador nunca antes atingi- escritório de arquitetura. da. É como se você trabalhasse diretamente no seu caderno de Robson Oliveira anotações ou em seu caderno de FCWORLD/USA lay-outs preferido. www.fotocom.org 45 ABCDesign
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    P O LA ROI D TRA N S F E R VE LI N S A LTO • RO DOLPHO PA J UABA FOTO G RAF IA S • www.pajuaba.c o m.br
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    Revista abcDesign Revista design Paraná Edição nº 1 – Novembro de 2001 editor Ericson Straub conselho editorial Antonio Martiniano Fontoura, Ericson Straub, Ivens Fontoura, Marcelo F. Castilho editoria de design Antonio M. Fontoura Ericson Straub Ivens Fontoura João Manoel Enesoe Chan Marcelo F. Castilho colaboradores João Mouzaco Robson Oliveira Paulo Biondan edição conjunta e preparação Maria Celeste Corrêa / CRJ 4539-098 de textos projeto gráfico Ericson Straub Design direção de arte e finalização Ericson Straub Daniel Silva fotografia Rodolpho Pajuaba Fotografia assessor comercial Wilgor Caravantti patrocinador OpusMúltipla Comunicações fotolitos Opta Originais Gráficos impressão Optagraf Gráfica e Editora O conteúdo dos artigos é de total responsabilidade dos autores ABCDesign Para envio de artigos devem ser seguidas as seguintes especificações técnicas: Artigos ou informações: Texto em DOC, fonte Times C.A/b, corpo 12, quantidade máxima de texto: 3 laudas ( aproximadamente 3 folhas A4 ). Imagens devem ser enviadas em formato jpg, e-mail: artigo@esdesign.com.br resolução mínima de 200 dpi. Deve constar nome completo do autor, e-mail, bem como Tel/Fax: 41 296-2097 formação acadêmica e atuação profissional. Curitiba-PR Agradecemos a todos aqueles que de alguma forma participaram Patrocínio desta publicação, direta ou indiretamente, colaborando para que fosse possível sua realização. CAPA: Fine Papers / Papel Gainsborough 216g Distribuidor: Inventário Papéis Especiais PÁG. INTERNA: Fine Papers / Alhstron Wave 90g Distribuidor: Inventário Papéis Especiais FONTES UTILIZADAS NA EDIÇÃO: Meta, Frutiger, Swiss, Trebuchet, Bodoni,