A taça dourada Conto tradicional do povo Buriata
Há muitos, muitos anos
vivia um poderoso cã chamado  Sanad . U m dia, decidiu  mudar-se com todo o  seu povo para  um lugar onde  as pastagens  fossem mais ricas  e se pudesse ter um melhor acampamento.
Mas, o caminho para se chegar aí  era longo e penoso.
Antes da partida, o cã  Sanad  ordenou que matassem todos os velhos. - Serão um estorvo para todos nós durante a jornada –  disse ele.
- Não poderemos  levar velho algum,  seja homem ou mulher.  Todos têm de morrer.  Quem não cumprir a minha ordem  será severamente castigado.
Era uma ordem cruel e o coração das pessoas encheu-se de angústia. Mas todos tinham medo do príncipe  e ninguém se atrevia a desobedecer-lhe. Só um  dentre todos os súbditos do cã  Sanad   –  um jovem chamado  Tsyren  –  jurou que não mataria  o seu velho pai.
Tsyren   disse ao pai que o esconderia num grande saco de couro e assim o iria levar em segredo, sem que o cã   Sanad   ou outro qualquer dos seus súbditos desconfiasse.
O cã  Sanad  deixou o seu antigo acampamento e, juntamente com o seu povo e os seus rebanhos, dirigiu-se para as longínquas terras do norte. E, com eles, num grande saco de couro, preso às traseiras do cavalo, seguia o pai de  Tsyren .  (…) até que  chegaram às  margens  de um grande  mar. Foi aí que  Sanad   ordenou  ao seu povo  que acampasse.
Um dos criados do cã foi à beira da água e viu que no fundo havia qualquer coisa que  brilhava intensamente . (…)  O cã Sanad ordenou que lhe trouxessem  a taça  imediatamente. (…) muitos homens do cã foram perdendo a vida. Mas o príncipe impiedoso nem sequer podia pensar em desistir daquela riqueza. Por isso, um a um, todos os seus súbditos obedientes foram mergulhando e foram morrendo.
Até que chegou a altura de  Tsyren  mergulhar em busca da taça. Mas antes disso, ele foi até ao local onde escondera o pai, para se despedir dele. - Adeus, pai – disse  Tsyren . –  Vamos ambos morrer .
Por que dizes isso? Que foi que aconteceu?  Até hoje, nenhum dos que mergulharam voltou à terra. E por  isso eu vou morrer no mar às ordens do cã e tu serás morto pelos seus criados quando te encontrarem aqui.  Se isto continuar, todos irão morrer afogados sem terem conseguido trazer  a taça dourada. Porque a verdade é que não existe taça nenhuma no fundo do mar. (…) - Que hei-de fazer? – perguntou  Tsyren .
Mas Tsyren  soltou um grande grito. As cabras assustaram-se (…) (…) desceu a montanha (…) e, dirigindo-se ao cã  Sanad , entregou-lha. -  Como foi que conseguiste trazer esta taça do fundo das águas?  Não foi aí que a encontrei – respondeu  Tsyren   – mas sim no cimo daquela montanha. O que víamos na água era apenas o reflexo da taça. -  Foste tu próprio que chegaste a essa conclusão?  Fui.
(…) chegaram a um grande deserto onde o sol  queimara a terra e fizera morrer toda a erva.   Não havia por ali nenhum rio ou nascente(…) O cã  Sanad  mandou os seus homens em todas as direcções à procura de água (…).  As pessoas já não sabiam que fazer e começaram a desesperar.
- Que havemos de fazer, pai?  Estamos  todos   a morrer  de sede… Larga uma vaca com três anos de idade  e deixa-a andar por aí à solta.  Vai sempre olhando para ela com atenção  e, onde ela parar a cheirar o chão,  já sabes!, é aí que deves  cavar. (…) ele chamou alguns homens e disse-lhes que naquele lugar iriam encontrar água.     Tsyren  foi até ao local  onde tinha escondido o pai.
Começaram a cavar e  – maravilha das maravilhas! –  uma água clara e fresca começou a brotar de uma nascente desconhecida que logo se espalhou pela terra.  -  Como foi que conseguiste encontrar água neste lugar tão seco? - Alguns sinais disseram-me onde ela estava – respondeu  Tsyren . Todos beberam mais um pouco de água, descansaram e voltaram a levantar o acampamento. Só pararam depois de uma viagem de muitos dias.
(…)  começou a chover a cântaros e todas as fogueiras do acampamento se apagaram. Por mais que tentassem, as pessoas não conseguiam acendê-las de novo e todos tremiam de frio.   Alguém reparou então  no que parecia ser  o brilho de uma fogueira no alto de uma montanha.  O cã  Sanad   ordenou imediatamente  que fossem buscar o fogo à montanha.  (…) Todos encontraram a fogueira, que brilhava  sob os grossos ramos de um abeto e,  junto dela,  estava um caçador que se aquecia. E todos  levaram um ramo incandescente,  mas nenhum conseguiu  que o lume chegasse  até ao acampamento,  porque a chuva apagava-o sempre.
O cã  Sanad   estava muito zangado  e ordenou que todos os que voltassem sem o fogo fossem condenados à morte.  Quando chegou a vez de  Tsyren  (…) Que hei-de fazer, pai? Como poderei trazer um ramo em chamas até ao acampamento?  -   Não tragas os ramos, porque as chamas apagam-se com a chuva .  Leva um grande caldeirão e enche-o com as brasas da fogueira. Só assim poderás trazer o fogo ao acampamento.
Tsyren  (…)  Fez uma fogueira, as pessoas puderam aquecer-se e cozinhar a comida. Quando o cã soube quem é que tinha trazido o fogo, mandou chamar  Tsyren. -  Se sabias  como se trazia o fogo,  porque estiveste calado  este tempo todo? Por  que não disseste logo? - Porque eu próprio não sabia  como isso se fazia. -  Mas foste capaz de o fazer. Como?
      (…) finalmente  Tsyren  confessou: seguira os sábios conselhos do pai. - Onde está o teu pai?  - Trouxe-o  até aqui  metido  num grande    saco  de couro …     O cã  Sanad     ordenou    que trouxessem    o velho    à sua presença .
-  Vou anular a ordem que dei.  Afinal ,  os velhos não são um fardo para os jovens ,  porque a velhice é sabedoria .  Não precisas de continuar a esconder-te: podes caminhar livremente ao lado dos outros homens.
E s ta va s at e nt o ( a ) ?
Como se chama o povo que deu origem ao conto? Yakut Tuviniano Buriata Kalmyk Kareliano
O cã Sanad mudou-se com o seu povo para Lugares onde houvesse extensos desertos para poder cavalgar Um lugar onde a montanha proporcionava bons abrigos e boas pastagens para os rebanhos Um lugar onde as pastagens  fossem mais ricas e se pudesse  ter um melhor acampamento Uma região onde pudesse  enriquecer ainda mais
O segundo problema que Tsyren ajudou a resolver foi A falta de fogo para secar as roupas e cozinhar os alimentos O resgate de uma taça dourada do fundo das águas A necessidade de parar a chuva excessiva A falta de água necessária à sobrevivência
O cã Sanad mostrava a sua desconfiança relativamente às façanhas de Tsyren   Pondo-o de castigo e ameaçando-o de morte Obrigando-o a resolver novos casos Fazendo-lhe interrogatórios sobre a sua estranha sabedoria  Humilhando-o em público para que confessasse que desrespeitara as normas
O velho pai de Tsyren reconquistou a liberdade porque   O cã se condoeu dele e se arrependeu da sua rigidez Sanad era um rapaz corajoso e sábio O chefe supremo da tribo percebeu que os idosos reúnem muita sabedoria, ensinando as outras gerações Estava a morrer e, por tradição, não se nega esse direito a um velho
Se quiséssemos aplicar uma frase de sabedoria popular a este conto, ela poderia ser O seguro morreu de velho Velhos são os trapos Sempre que morre um velho,  desaparece uma biblioteca Filho és, pai serás:  assim como fizeres, assim acharás
Os Buriatas. Quem são? Povo dos Buriatas-mongóis. Ramo da família do Altai: Mongóis. Os Buryats or Buriatas (da Buriácia) são aproximadamente  900,000, constituíndo o maior grupo étnico minoritário na região russa da Sibéria. São o maior grupo mongol do norte. Concentram-se essencial mente na sua terra natal: a República da Buriácia, uma república federal (ex-República Autónoma dos Buriatas-mongóis).  Muitos buriatas vivem ainda da transumância (pastorícia, guarda de rebanhos) e fazem uso de tendas tradicionais para abrigo. Hoje, a maioria dos Buriats vivem entre Ulan Ude (“rio vermelho”) – a capital da República – e nos seus arredores, embora  muitos ainda vivam no tradicional meio rural / campestre.  A capital da Buriácia localiza-se no centro das estepes siberianas, ao km 5640 da via férrea siberiana.
De onde são originários?
Grande riqueza cultural e variedade de recursos Na Buriácia vive gente de mais de 100 nacionalidades, o que leva à diversidade e determina muitos dos seus modos de vida e folclore.  Esta república encontra-se no centro da Ásia e predominam os dias solares claros e o clima seco.  O território da república é banhado pelo lago Baikal (na região da Buriácia há muitos lagos grandes e pequenos). Quase todos os rios da república (cerca de 9 mil!) levam as suas águas ao lago Baikal.  As terras são muito variadas: há grandes estepes, espessos bosques, montanhas…
Respeito   pelas  tradições
Religiões: Budismo  tibetano, Ortodoxia   e  Shamanismo  (crença em deuses invisíveis, demónios e espíritos ancestrais apenas contactáveis por sacerdotes ( shamans )  com  poderes mágicos e curativos)
A República da Buriácia é maioritariamente um país  montanhoso , com paisagens como a  taiga , a  tundra  e  estepes . O lago Baikal -  o mais profundo lago de água doce no mundo  -,  é um reservatório natural da quinta parte da água doce do mundo, com um fornecimento da mais alta qualidade!
As primeiras marcas  da presença do homem no  território da Buriácia remontam à idade da Pedra – aproximadamente há 30/40 mil anos. O nome "Buriyat" referindo-se a “um dos povos da floresta” surgiu pela primeira vez na  História Secreta dos Mongóis  (possivelmente, de 1240), onde se diz que Jochi, o filho mais velho  de Gengis Khan subjugou os Buriatas (ou Buryats) em 1207. Cada grupo étnico da Buriácia tem o seu tipo de casa: os evencos viviam en  chums  (tendas cobertas com peles de veado), os buriatas viviam em  yurtas  de feltro com muitos ângulos, fazendo lembrar as tendas dos índios norte-americanos.
Muitas  “tribos” , muitas  músicas…
Um folclore riquíssimo e sempre respeitado
Sugestões:  Procura o filme  “Mongol”  (realizado por russos, com  trailer  disponível no Youtube).  Ficarás a conhecer melhor esta etnia e a vida de um grande imperador dos sécs. XII/XIII, Gengis Khan, um dos homens mais influentes na História da Ásia! Podes ler, aqui na BE, o livro de onde foi retirada a história que ouviste hoje: « Contos tradicionais da União Soviética »  ou 1 grande clássico da Literatura Universal,  « Miguel Strogoff » , de Júlio Verne,  ou ainda «Marco Polo, a Caravana de Veneza» , da autora contemporânea Muriel Romana.

A taça dourada ppt

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    A taça douradaConto tradicional do povo Buriata
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    vivia um poderosocã chamado Sanad . U m dia, decidiu mudar-se com todo o seu povo para um lugar onde as pastagens fossem mais ricas e se pudesse ter um melhor acampamento.
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    Mas, o caminhopara se chegar aí era longo e penoso.
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    Antes da partida,o cã Sanad ordenou que matassem todos os velhos. - Serão um estorvo para todos nós durante a jornada – disse ele.
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    - Não poderemos levar velho algum, seja homem ou mulher. Todos têm de morrer. Quem não cumprir a minha ordem será severamente castigado.
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    Era uma ordemcruel e o coração das pessoas encheu-se de angústia. Mas todos tinham medo do príncipe e ninguém se atrevia a desobedecer-lhe. Só um dentre todos os súbditos do cã Sanad – um jovem chamado Tsyren – jurou que não mataria o seu velho pai.
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    Tsyren disse ao pai que o esconderia num grande saco de couro e assim o iria levar em segredo, sem que o cã Sanad ou outro qualquer dos seus súbditos desconfiasse.
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    O cã Sanad deixou o seu antigo acampamento e, juntamente com o seu povo e os seus rebanhos, dirigiu-se para as longínquas terras do norte. E, com eles, num grande saco de couro, preso às traseiras do cavalo, seguia o pai de Tsyren . (…) até que chegaram às margens de um grande mar. Foi aí que Sanad ordenou ao seu povo que acampasse.
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    Um dos criadosdo cã foi à beira da água e viu que no fundo havia qualquer coisa que brilhava intensamente . (…) O cã Sanad ordenou que lhe trouxessem a taça imediatamente. (…) muitos homens do cã foram perdendo a vida. Mas o príncipe impiedoso nem sequer podia pensar em desistir daquela riqueza. Por isso, um a um, todos os seus súbditos obedientes foram mergulhando e foram morrendo.
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    Até que chegoua altura de Tsyren mergulhar em busca da taça. Mas antes disso, ele foi até ao local onde escondera o pai, para se despedir dele. - Adeus, pai – disse Tsyren . – Vamos ambos morrer .
  • 12.
    Por que dizesisso? Que foi que aconteceu? Até hoje, nenhum dos que mergulharam voltou à terra. E por isso eu vou morrer no mar às ordens do cã e tu serás morto pelos seus criados quando te encontrarem aqui. Se isto continuar, todos irão morrer afogados sem terem conseguido trazer a taça dourada. Porque a verdade é que não existe taça nenhuma no fundo do mar. (…) - Que hei-de fazer? – perguntou Tsyren .
  • 13.
    Mas Tsyren soltou um grande grito. As cabras assustaram-se (…) (…) desceu a montanha (…) e, dirigindo-se ao cã Sanad , entregou-lha. - Como foi que conseguiste trazer esta taça do fundo das águas? Não foi aí que a encontrei – respondeu Tsyren – mas sim no cimo daquela montanha. O que víamos na água era apenas o reflexo da taça. - Foste tu próprio que chegaste a essa conclusão? Fui.
  • 14.
    (…) chegaram aum grande deserto onde o sol queimara a terra e fizera morrer toda a erva. Não havia por ali nenhum rio ou nascente(…) O cã Sanad mandou os seus homens em todas as direcções à procura de água (…). As pessoas já não sabiam que fazer e começaram a desesperar.
  • 15.
    - Que havemosde fazer, pai? Estamos todos a morrer de sede… Larga uma vaca com três anos de idade e deixa-a andar por aí à solta. Vai sempre olhando para ela com atenção e, onde ela parar a cheirar o chão, já sabes!, é aí que deves cavar. (…) ele chamou alguns homens e disse-lhes que naquele lugar iriam encontrar água. Tsyren foi até ao local onde tinha escondido o pai.
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    Começaram a cavare – maravilha das maravilhas! – uma água clara e fresca começou a brotar de uma nascente desconhecida que logo se espalhou pela terra. - Como foi que conseguiste encontrar água neste lugar tão seco? - Alguns sinais disseram-me onde ela estava – respondeu Tsyren . Todos beberam mais um pouco de água, descansaram e voltaram a levantar o acampamento. Só pararam depois de uma viagem de muitos dias.
  • 17.
    (…) começoua chover a cântaros e todas as fogueiras do acampamento se apagaram. Por mais que tentassem, as pessoas não conseguiam acendê-las de novo e todos tremiam de frio. Alguém reparou então no que parecia ser o brilho de uma fogueira no alto de uma montanha. O cã Sanad ordenou imediatamente que fossem buscar o fogo à montanha. (…) Todos encontraram a fogueira, que brilhava sob os grossos ramos de um abeto e, junto dela, estava um caçador que se aquecia. E todos levaram um ramo incandescente, mas nenhum conseguiu que o lume chegasse até ao acampamento, porque a chuva apagava-o sempre.
  • 18.
    O cã Sanad estava muito zangado e ordenou que todos os que voltassem sem o fogo fossem condenados à morte. Quando chegou a vez de Tsyren (…) Que hei-de fazer, pai? Como poderei trazer um ramo em chamas até ao acampamento? - Não tragas os ramos, porque as chamas apagam-se com a chuva . Leva um grande caldeirão e enche-o com as brasas da fogueira. Só assim poderás trazer o fogo ao acampamento.
  • 19.
    Tsyren (…) Fez uma fogueira, as pessoas puderam aquecer-se e cozinhar a comida. Quando o cã soube quem é que tinha trazido o fogo, mandou chamar Tsyren. - Se sabias como se trazia o fogo, porque estiveste calado este tempo todo? Por que não disseste logo? - Porque eu próprio não sabia como isso se fazia. - Mas foste capaz de o fazer. Como?
  • 20.
    (…) finalmente Tsyren confessou: seguira os sábios conselhos do pai. - Onde está o teu pai? - Trouxe-o até aqui metido num grande saco de couro … O cã Sanad ordenou que trouxessem o velho à sua presença .
  • 21.
    - Vouanular a ordem que dei. Afinal , os velhos não são um fardo para os jovens , porque a velhice é sabedoria . Não precisas de continuar a esconder-te: podes caminhar livremente ao lado dos outros homens.
  • 22.
    E s tava s at e nt o ( a ) ?
  • 23.
    Como se chamao povo que deu origem ao conto? Yakut Tuviniano Buriata Kalmyk Kareliano
  • 24.
    O cã Sanadmudou-se com o seu povo para Lugares onde houvesse extensos desertos para poder cavalgar Um lugar onde a montanha proporcionava bons abrigos e boas pastagens para os rebanhos Um lugar onde as pastagens fossem mais ricas e se pudesse ter um melhor acampamento Uma região onde pudesse enriquecer ainda mais
  • 25.
    O segundo problemaque Tsyren ajudou a resolver foi A falta de fogo para secar as roupas e cozinhar os alimentos O resgate de uma taça dourada do fundo das águas A necessidade de parar a chuva excessiva A falta de água necessária à sobrevivência
  • 26.
    O cã Sanadmostrava a sua desconfiança relativamente às façanhas de Tsyren Pondo-o de castigo e ameaçando-o de morte Obrigando-o a resolver novos casos Fazendo-lhe interrogatórios sobre a sua estranha sabedoria Humilhando-o em público para que confessasse que desrespeitara as normas
  • 27.
    O velho paide Tsyren reconquistou a liberdade porque O cã se condoeu dele e se arrependeu da sua rigidez Sanad era um rapaz corajoso e sábio O chefe supremo da tribo percebeu que os idosos reúnem muita sabedoria, ensinando as outras gerações Estava a morrer e, por tradição, não se nega esse direito a um velho
  • 28.
    Se quiséssemos aplicaruma frase de sabedoria popular a este conto, ela poderia ser O seguro morreu de velho Velhos são os trapos Sempre que morre um velho, desaparece uma biblioteca Filho és, pai serás: assim como fizeres, assim acharás
  • 29.
    Os Buriatas. Quemsão? Povo dos Buriatas-mongóis. Ramo da família do Altai: Mongóis. Os Buryats or Buriatas (da Buriácia) são aproximadamente 900,000, constituíndo o maior grupo étnico minoritário na região russa da Sibéria. São o maior grupo mongol do norte. Concentram-se essencial mente na sua terra natal: a República da Buriácia, uma república federal (ex-República Autónoma dos Buriatas-mongóis). Muitos buriatas vivem ainda da transumância (pastorícia, guarda de rebanhos) e fazem uso de tendas tradicionais para abrigo. Hoje, a maioria dos Buriats vivem entre Ulan Ude (“rio vermelho”) – a capital da República – e nos seus arredores, embora muitos ainda vivam no tradicional meio rural / campestre. A capital da Buriácia localiza-se no centro das estepes siberianas, ao km 5640 da via férrea siberiana.
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    De onde sãooriginários?
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    Grande riqueza culturale variedade de recursos Na Buriácia vive gente de mais de 100 nacionalidades, o que leva à diversidade e determina muitos dos seus modos de vida e folclore. Esta república encontra-se no centro da Ásia e predominam os dias solares claros e o clima seco. O território da república é banhado pelo lago Baikal (na região da Buriácia há muitos lagos grandes e pequenos). Quase todos os rios da república (cerca de 9 mil!) levam as suas águas ao lago Baikal. As terras são muito variadas: há grandes estepes, espessos bosques, montanhas…
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    Respeito pelas tradições
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    Religiões: Budismo tibetano, Ortodoxia e Shamanismo (crença em deuses invisíveis, demónios e espíritos ancestrais apenas contactáveis por sacerdotes ( shamans ) com poderes mágicos e curativos)
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    A República daBuriácia é maioritariamente um país montanhoso , com paisagens como a taiga , a tundra e estepes . O lago Baikal - o mais profundo lago de água doce no mundo -, é um reservatório natural da quinta parte da água doce do mundo, com um fornecimento da mais alta qualidade!
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    As primeiras marcas da presença do homem no território da Buriácia remontam à idade da Pedra – aproximadamente há 30/40 mil anos. O nome "Buriyat" referindo-se a “um dos povos da floresta” surgiu pela primeira vez na História Secreta dos Mongóis (possivelmente, de 1240), onde se diz que Jochi, o filho mais velho de Gengis Khan subjugou os Buriatas (ou Buryats) em 1207. Cada grupo étnico da Buriácia tem o seu tipo de casa: os evencos viviam en chums (tendas cobertas com peles de veado), os buriatas viviam em yurtas de feltro com muitos ângulos, fazendo lembrar as tendas dos índios norte-americanos.
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    Muitas “tribos”, muitas músicas…
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    Um folclore riquíssimoe sempre respeitado
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    Sugestões: Procurao filme “Mongol” (realizado por russos, com trailer disponível no Youtube). Ficarás a conhecer melhor esta etnia e a vida de um grande imperador dos sécs. XII/XIII, Gengis Khan, um dos homens mais influentes na História da Ásia! Podes ler, aqui na BE, o livro de onde foi retirada a história que ouviste hoje: « Contos tradicionais da União Soviética » ou 1 grande clássico da Literatura Universal, « Miguel Strogoff » , de Júlio Verne, ou ainda «Marco Polo, a Caravana de Veneza» , da autora contemporânea Muriel Romana.