A ilusão dos contornos coincidentes
ecoclics.com.br /2013/06/02/a-ilusao-dos-contornos-coincidentes/
O simples conhecimento das técnicas de fotografia não garante fotos que “funcionem”. É, também, importante
entender questões relacionadas com a leitura de imagens. Como exercício, identifique uma ou mais
características interessantes na foto indicativa de correnteza.
a) A simetria; b) O uso das cores primárias, vermelho e azul; c) A simplicidade d) O histórico simbolismo
da terra, água e céu; e) Todas.
Na realidade a imagem em questão tem um detalhe sutil e ao mesmo tempo intrigante. Um truque de ilusão de
ótica do qual o leitor não está ciente no nível de consciência.
É possível notar que uma boa parte da linha do horizonte coincide com a borda superior da placa, situada em
primeiro plano. Isso foi feito propositalmente, para conseguir um efeito semelhante ao de uma foto de Pete Turner,
a qual foi cuidadosamente idealizada, planejada e executada (ver capa da publicação “Pushing the use of
colors”).
O detalhe é que, ao se coincidir a distante linha do horizonte com a aresta da placa, esta “conectou-se” ao céu.
Com esses elementos aparentemente em um mesmo plano visual, a sensação de profundidade fica prejudicada,
pois uma das dicas para simular tridimensionalidade em uma foto é a inclusão de elementos em vários planos
(próximo, meia distância,…, longínquo).
Enquanto isso, a sobreposição da placa sobre a praia e sobre a água é preservada. Assim, pode-se ver o céu
em dois lugares ao mesmo tempo: no mesmo plano da placa e onde o mar acaba. Claro que isso é fisicamente
impossível, mas visualmente factível, conforme demonstrado.
Trata-se, naturalmente, de um dilema momentâneo, que dura apenas até que nosso raciocínio prevalece sobre a
experiência visual e entendemos tratar-se apenas de uma ilusão.
A fotografia acima é exatamente isso: Uma realidade visual que contradiz a realidade material do cenário. Tema
para refletirmos, entendermos e, por que não, nos divertirmos também.
Cheque outras dicas de ilusionismo nos artigos “Magia das Sombras” e “No fundo, no
fundo…“.
Forte abraço,

A ilusão dos contornos coincidentes

  • 1.
    A ilusão doscontornos coincidentes ecoclics.com.br /2013/06/02/a-ilusao-dos-contornos-coincidentes/ O simples conhecimento das técnicas de fotografia não garante fotos que “funcionem”. É, também, importante entender questões relacionadas com a leitura de imagens. Como exercício, identifique uma ou mais características interessantes na foto indicativa de correnteza. a) A simetria; b) O uso das cores primárias, vermelho e azul; c) A simplicidade d) O histórico simbolismo da terra, água e céu; e) Todas. Na realidade a imagem em questão tem um detalhe sutil e ao mesmo tempo intrigante. Um truque de ilusão de ótica do qual o leitor não está ciente no nível de consciência. É possível notar que uma boa parte da linha do horizonte coincide com a borda superior da placa, situada em primeiro plano. Isso foi feito propositalmente, para conseguir um efeito semelhante ao de uma foto de Pete Turner, a qual foi cuidadosamente idealizada, planejada e executada (ver capa da publicação “Pushing the use of colors”). O detalhe é que, ao se coincidir a distante linha do horizonte com a aresta da placa, esta “conectou-se” ao céu. Com esses elementos aparentemente em um mesmo plano visual, a sensação de profundidade fica prejudicada, pois uma das dicas para simular tridimensionalidade em uma foto é a inclusão de elementos em vários planos (próximo, meia distância,…, longínquo). Enquanto isso, a sobreposição da placa sobre a praia e sobre a água é preservada. Assim, pode-se ver o céu em dois lugares ao mesmo tempo: no mesmo plano da placa e onde o mar acaba. Claro que isso é fisicamente impossível, mas visualmente factível, conforme demonstrado. Trata-se, naturalmente, de um dilema momentâneo, que dura apenas até que nosso raciocínio prevalece sobre a experiência visual e entendemos tratar-se apenas de uma ilusão. A fotografia acima é exatamente isso: Uma realidade visual que contradiz a realidade material do cenário. Tema
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    para refletirmos, entendermose, por que não, nos divertirmos também. Cheque outras dicas de ilusionismo nos artigos “Magia das Sombras” e “No fundo, no fundo…“. Forte abraço,