http://www.ecoclics.com.br/2013/02/25/histogramas/ May 12, 2013
Histograma, esse incompreendido…
Tirar uma foto corretamente exposta é um paradigma, ainda que seja possível
melhorar depois a imagem no computador. Não se deixe enganar pelo LCD,
porém. Usar o histograma para checar se a quantidade de luz captada pelo
sensor da câmera foi adequada é uma das técnicas para fotografar introduzidas
pela fotografia digital.
Conseguir a melhor captura digital deve ser a meta ao fotografar, mesmo sabendo que é possível
aprimorar posteriormente a imagem no Photoshop. Para isso, é necessário certificar-se que uma
quantidade ideal de luz sensibilize o sensor da câmera, o que no jargão fotográfico se denomina
exposição.
Uma das vantagens da tecnologia atual é permitir que a exposição seja verificada logo após o
disparo. Para isso você visualiza a imagem no LCD da câmera, certo? Errado, pois tanto a geração
da imagem em JPEG como a luminosidade ambiente resultam em alterações do brilho, embora o
recurso seja ótimo para observar a composição e até mesmo a distribuição da luz na imagem
(diferente da quantidade da luz). Por outro lado, nessa análise costumo identificar elementos
distrativos no fundo, o que me leva a fazer outra foto para corrigir o problema.
Assim, aqui vai a dica: a checagem em questão deve ser feita utilizando um gráfico denominado
histograma, que é mostrado pelo LCD de muitas câmeras (se não é o caso da sua, use seu editor
de imagem, apesar da perda da vantagem da solução imediata do problema). Note na figura
abaixo, que ele representa a quantidade de pixels, na vertical, referentes aos diferentes tons, na
horizontal.
O histograma é o resultado detalhado da medição de luz efetuada por um fotômetro embutido na
câmera, o qual é ativado ao se pressionar o botão de disparo levemente (até que haja certa
resistência). Além de indicar se a foto está superexposta (clara), subexposta (escura) ou
corretamente exposta, a inspeção do gráfico possibilita verificar se a amplitude da luz da cena é
ampla demais para ser registrada pelo sensor. O objetivo, em principio, é produzir um arquivo que
permita a reprodução de uma gama completa de tons, desde sombras espessas até as altas
luzes. sem que a imagem “estoure”.
A imagem correspondente ao histograma acima, portanto, apresenta áreas de puro preto e de
puro branco (sem detalhes), já que o histograma indica a ocorrência de pixels com estas
características. Se o assunto fotografado não incluía objetos negros e brancos, significa que a
câmera não foi capaz de captar toda a gama tonal da cena.
Em um próximo blog serão discutidos outros exemplos e dicas de fotografia profissional sobre o
assunto.
Forte abraço,
Pedro Trindade
Editor do site fotoambiental Ecoclics
Faça nosso curso de fotografia online gratuito para aprender fotografia
aplicando outros técnicas ainda mais simples.
Quem leu esse artigo, também se interessou por outros publicados na
categoria “Dicas de Fotografia“.
Histograma esse incompreendido

Histograma esse incompreendido

  • 1.
    http://www.ecoclics.com.br/2013/02/25/histogramas/ May 12,2013 Histograma, esse incompreendido… Tirar uma foto corretamente exposta é um paradigma, ainda que seja possível melhorar depois a imagem no computador. Não se deixe enganar pelo LCD, porém. Usar o histograma para checar se a quantidade de luz captada pelo sensor da câmera foi adequada é uma das técnicas para fotografar introduzidas pela fotografia digital. Conseguir a melhor captura digital deve ser a meta ao fotografar, mesmo sabendo que é possível aprimorar posteriormente a imagem no Photoshop. Para isso, é necessário certificar-se que uma quantidade ideal de luz sensibilize o sensor da câmera, o que no jargão fotográfico se denomina exposição. Uma das vantagens da tecnologia atual é permitir que a exposição seja verificada logo após o disparo. Para isso você visualiza a imagem no LCD da câmera, certo? Errado, pois tanto a geração da imagem em JPEG como a luminosidade ambiente resultam em alterações do brilho, embora o recurso seja ótimo para observar a composição e até mesmo a distribuição da luz na imagem (diferente da quantidade da luz). Por outro lado, nessa análise costumo identificar elementos distrativos no fundo, o que me leva a fazer outra foto para corrigir o problema. Assim, aqui vai a dica: a checagem em questão deve ser feita utilizando um gráfico denominado histograma, que é mostrado pelo LCD de muitas câmeras (se não é o caso da sua, use seu editor de imagem, apesar da perda da vantagem da solução imediata do problema). Note na figura
  • 2.
    abaixo, que elerepresenta a quantidade de pixels, na vertical, referentes aos diferentes tons, na horizontal. O histograma é o resultado detalhado da medição de luz efetuada por um fotômetro embutido na câmera, o qual é ativado ao se pressionar o botão de disparo levemente (até que haja certa resistência). Além de indicar se a foto está superexposta (clara), subexposta (escura) ou corretamente exposta, a inspeção do gráfico possibilita verificar se a amplitude da luz da cena é ampla demais para ser registrada pelo sensor. O objetivo, em principio, é produzir um arquivo que permita a reprodução de uma gama completa de tons, desde sombras espessas até as altas luzes. sem que a imagem “estoure”. A imagem correspondente ao histograma acima, portanto, apresenta áreas de puro preto e de puro branco (sem detalhes), já que o histograma indica a ocorrência de pixels com estas características. Se o assunto fotografado não incluía objetos negros e brancos, significa que a câmera não foi capaz de captar toda a gama tonal da cena. Em um próximo blog serão discutidos outros exemplos e dicas de fotografia profissional sobre o assunto. Forte abraço, Pedro Trindade Editor do site fotoambiental Ecoclics Faça nosso curso de fotografia online gratuito para aprender fotografia aplicando outros técnicas ainda mais simples. Quem leu esse artigo, também se interessou por outros publicados na categoria “Dicas de Fotografia“.