A Doutrina de Deus
PB Vinícius Tiago
I. A Existência de Deus
I. A Existência de Deus
1.1. As “provas” tradicionais da existência de
Deus”
a) Argumento Cosmológico: Todo efeito tem uma
causa. Não pode haver uma regressão infinita de
causas finitas. Portanto, deve existir uma causa
não causada ou um ser necessário. Esse ser é
Deus.
I. A Existência de Deus
1.1. As “provas” tradicionais da existência de
Deus”
b) O Argumento Teleológico (Argumento do
Desígnio): Existe no mundo uma ordem ou
desígnio observável. Essa ordem observável
argumenta em favor de um ser inteligente que
estabeleceu essa ordem. Esse ser é Deus.
I. A Existência de Deus
1.1. As “provas” tradicionais da existência de
Deus”
c) O Argumento Ontológico: Parte da ideia de
Deus, definido como um ser “maior do que
qualquer coisa que se possa imaginar”. Depois
arrazoa que a característica da existência deve
pertencer a tal ser, pois maior é existir que não
existir.
I. A Existência de Deus
1.1. As “provas” tradicionais da existência de
Deus”
d) O Argumento Moral ou Antropológico: Parte
do senso humano do certo e do errado, e da
necessidade da imposição da justiça, e raciocina
que deve necessariamente existir um Deus que
seja a fonte do certo e do errado e que vá algum
dia impor a justiça a todas as pessoas.
II. A Cognoscibilidade de Deus
II. A Cognoscibilidade de Deus
a) O Necessidade de Deus se revelar a nós: Se
pretendemos conhecer a Deus, antes é necessário
que ele se revele a nós
b) Jamais podemos compreender plenamente a
Deus. Como Deus é infinito, e nós, finitos e
limitados, jamais poderemos compreender
plenamente a Deus.
c) Podemos, porém, conhecer a Deus de modo
verdadeiro. Embora não possamos conhecer
exaustivamente a Deus, podemos conhecer
coisas verdadeiras sobre ele.
III. “Definição Ortodoxa de Deus”
III. “Definição Ortodoxa de Deus”
3.1.1. Deus é Espírito (Jo 4:24 cf. Lc 24:39);
3.1. A Definição:
3.1.2. Deus é Triúno (Mt 3:16-17);
3.1.3. Deus é um ser “pessoal”, ou seja,
Intelecto (Êx 3:7); Volição (Jo 6:38); Sentimento
(?) (Gn 6:6);
IV. A Natureza de Deus:
Atributos
IV. A Natureza de Deus: Atributos
4.1. Definição dos Atributos de Deus:
“Quando falamos dos atributos de Deus,
estamos nos referindo àquelas qualidades
de Deus que constituem o que ele é – as
características exatas de sua natureza.
Não estamos nos referindo aos seus atos,
como criar, conduzir e preservar, nem aos
papéis correspondentes de Criador, Guia e
Preservador”. (ERICKSON, p.256.).
IV. A Natureza de Deus: Atributos
4.2. A Classificação dos Atributos de Deus:
Empregam-se vários métodos diferentes de
classificação dos atributos de Deus (vide slide a
seguir).
IV. A Natureza de Deus: Atributos
2) Atributos Imanentes e Transitivos
1) Atributos de Grandeza e atributos de Bondade
3) Atributos Negativos e atributos Positivos
6) Personalidade e atributos Constitucionais
5) Atributos Não-morais e atributos Morais
4) Atributos Incomunicáveis e atributos Comunicáveis
7) Atributos Metáfisicos, Intelectuais, Éticos, Emocionais,
Existenciais e Relacionais
IV. A Natureza de Deus: Atributos
Na nossa aula, adotaremos o esquema de
classificação dos atributos divinos mais
conhecido: os Atributos Incomunicáveis e os
Atributos Comunicáveis.
4.3. A Classificação dos Atributos de Deus:
IV. A Natureza de Deus: Atributos
4.4. Os Atributos Incomunicáveis:
4.4.2. Independência (At 17:24-25; Rm 11:36);
4.4.3. Imutabilidade (Sl 102:25-27; Tg 1:17);
4.4.1. Eternidade (Sl 90:2; Rm 11:33);
4.4.5. Onipresença (Sl 139: 7-12; Gl 6:7);
4.4.6. Onisciência (Pv 15:3; 1Jo 3:20).
4.4.4. Onipotência (Gn 17:1; Lc 1:37);
IV. A Natureza de Deus: Atributos
4.5. Os Atributos Comunicáveis:
4.5.2. Verdadeiro (1 Sm 15:29);
4.5.3. Fiel (1Jo 1:9);
4.5.1. Bom (Sl 145:17);
4.5.5. Santo (Is 6);
4.5.6. Justo (Gn 18:25).
4.5.4. Amor (1Jo 4:8,16);
V. Os Nomes de Deus
V. Os Nomes de Deus
5.1. Os Principais Nomes de Deus
a) Elohim: “ser forte”, poderoso”. Palavra hebraica
usada mais de 2.500 vezes no A.T. geralmente
considerada como um plural de majestade do nome
geral para Deus, embora o termo também seja
aplicado aos falsos deuses, bem como aos juízes e reis.
b) Adonai: “Senhor, meu Senhor,” Esse termo
ocorre cerca de 449 vezes no A.T. e 315 em
conjunção com “Jeová”, e transmite a ideia
de dependência e submissão, como a de um
servo para com o seu Senhor, ou de uma
esposa para com o seu marido.
V. Os Nomes de Deus
5.1. Os Principais Nomes de Deus
c) YHWH: o tetragrama hebraico, cujo significado é
obscuro, traduzido por SENHOR, às vezes Jeová. É
usado mais de 5.000 vezes no AT. Como Seu nome
pessoal, Yahweh indica a presença particular de
Deus em Seu relacionamento com os homens (Gn
2:4,7) e especialmente com Seu povo, Israel (Ex
3:l4-20).
V. Os Nomes de Deus
5.2. Alguns Nomes diversos de Deus
a) El: “o Poderoso, Deus, deus”;
b) Baali: “meu Senhor, meu marido” (Os 2:l6);
c) Abba: “Pai” (Rm 8:9);
d) O Santo: O Santíssimo (Is l:4; 6:3).
V. Os Nomes de Deus
5.3. Alguns Nomes Compostos de Deus com El
a) El Elyon: “O Altíssimo” (Is l4:l4);
b) El Ro'i: “O Poderoso que Vê” (Gn l6:l3);
c) El Shaddai: “O Deus Todo-Poderoso” (Gn l7:l-20);
V. Os Nomes de Deus
5.4. Alguns Nomes Compostos de Deus com Yahweh
a) Jeová Jireh: “O Senhor Proverá” (Gn
22:l4);
b) Jeová Nissi: “O Senhor é Minha Bandeira”
(Ex l7:l5);
c) Jeová Shalom: “O Senhor é paz” (Jz 6:24);
d) Jeová Tsabbaot: “O Senhor dos Exércitos”
(l Sm l:3);
e) Jeová Elohim Israel: “O Senhor Deus de
Israel” (Jz 5:3).
VI. A DOUTRINA
DA
TRINDADE
VI. A Doutrina da Trindade
6.1. Definição da Doutrina da Trindade:
“[...] Deus existe eternamente como três
pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo – e
cada pessoa é plenamente Deus e existe
apenas um Deus”. (GRUDEM, p.165.).
“Tente explicá-la [a Trindade], e perderá a
cabeça; mas tente negá-la, e perderá a alma”.
Autor
Desconhecido
VI. A Doutrina da Trindade
6.2. Origem da Palavra Trindade:
Foi Tertuliano, bispo de Cartago, quem
criou o termo “Trindade” (no Latim,
Trinitas), o qual, desde sua época, tornou-se
um aspecto característico da teologia cristã.
Tertuliano
(160-220 d.C.)
Teófilo
(?-186 d.C.)
Teófilo, bispo de Antioquia, é a primeira
testemunha a empregar o termo Trias (no
grego, Τριάς), a respeito da divindade.
VI. A Doutrina da Trindade
6.3. A Trindade no Antigo Testamento:
Embora a doutrina da Trindade não se acha
explicitamente no Antigo Testamento, várias passagens
dão a entender ou até implicam que Deus existe como
mais de uma pessoa. Senão, vejamos:
 Gênesis 1:26; 3:22; 11:7;
 Salmos 45: 6-7 cf. Hb 1:8;
 Salmos 110:1 cf. Mt 22: 41-46;
 Isaías 6:8; 63:10
VI. A Doutrina da Trindade
6.4. A Trindade no A.T. (Considerações Finais)
Embora o dogma da Trindade não se acha explicitamente
no Antigo Testamento, ao menos prepara o caminho para a
doutrina de várias maneiras: (1) ele aplica uma palavra no
plural para Deus (Elohim) com verbos no singular (e.g., Gn
1.1); (2) emprega várias fórmulas triádicas com referência a
Deus (e.g., a visitação de três homens, em Gn 18.2); (3)
Nomes e pronomes no plural de aplicam a Deus (e.g., Gn
1:26); (4) em determinadas passagens uma pessoa é
chamada “Deus” ou “Senhor” e distinguida de outra pessoa
também chamada de Deus (e.g., Sl 45: 6-7); (5) algumas
passagens do A.T. sobre o “Anjo do Senhor” subentendem
uma pluralidade de pessoas em Deus (e.g., Gn 16: 7-13).
VI. A Doutrina da Trindade
6.5. A Trindade no Novo Testamento:
No Novo Testamento não há nenhuma declaração
explícita dessa doutrina (à parte de 1 Jo 5.7, usualmente
rejeitada), mas a evidência trinitariana é esmagadora.
Podemos constatar isso de duas maneiras: 1) através
de declarações gerais; 2) por meio da prova de que
cada pessoa da trindade é plenamente divina.
VI. A Doutrina da Trindade
6.6. A Trindade no Novo Testamento:
6.6.1. Declarações ou alusões gerais sobre a Trindade:
 Mt 3: 16-17; 28:19;
 Jo 14:16;
 1Pe 1:2;
 Jd 20-21.
 1Co 12: 4-6; 2Co 13:13;
 1Jo 4:8;
VI. A Doutrina da Trindade
6.7. A Trindade no Novo Testamento:
6.7.1. Cada pessoa da divindade é plenamente Deus:
a) O Pai é eterno (Rm 16:26), onisciente (At 15:18)
onipresente (At 17:28-29), onipotente (Lc 1:37), criou
todas as coisas (1Co 8:6) e é digno de louvor (Jo 4:23);
b) O Filho é eterno (Ap 1:17), onisciente (Jo 6:64)
onipresente (Mt 28:20), onipotente (Mt 8:26-27), criou
todas as coisas (Jo 1:3) e é digno de louvor (Mt 14:33);
c) O Espírito é eterno (Hb 9:14), onisciente (1Co 2:10)
onipresente (Sl 139: 6-7), onipotente (Lc 1:35), criou
todas as coisas (Jó 33:4) e é digno de louvor (Fl 3:3).
VII. Trindade Imanente &
Trindade Econômica
VII. Trindade Imanente & Trindade Econômica
7.1. Trindade Imanente:
“Trindade imanente é a Trindade
considerada em si mesma, em sua eternidade
e comunhão pericorética entre o Pai, o Filho e
o Espírito Santo”. (FERREIRA, p.71.).
“A Trindade econômica é a Trindade no que
se refere à sua autorevelação na história da
humanidade e à sua atuação tendo em vista a
nossa participação na comunhão trinitária”.
(Idem, Ibidem, p.71.).
7.2. Trindade Econômica:
VIII. Concepções
Falsas Acerca da
Trindade
VIII. Concepções Falsas Acerca da Trindade
O triteísmo afirma que a Trindade é constituída por
três seres iguais, independentes e autônomos, cada um
dos quais é divino.
8.1. Triteísmo:
1/4
a) Monarquianismo Modalista: O monarquianismo
modalista sustentava que há um só Deus, que pode ser
designado por três nomes diferentes – “Pai”, “Filho” e
“Espírito Santo” – em diferentes ocasiões, mas que
esses três não são pessoas diferentes.
8.2. Monarquianismo ou Sabelianismo:
2/4
b) Monarquianismo dinâmico: Para o monarquianismo
dinâmico, Jesus foi apenas um homem comum, ainda
que particularmente bom e santo. O Espírito – ou o
Cristo – desceu sobre Jesus em seu batismo,
capacitando-o a realizar milagres sem, no entanto,
torna-lo divino.
VIII. Concepções Falsas Acerca da Trindade
O Arianismo é a principal heresia a negar a verdadeira
divindade de Jesus Cristo. Seu principal precursor foi
Ário, bispo de Alexandria. Ele [Ário] acreditava que
Jesus, mesmo sendo completamente humano e o mais
elevado ser criado, não era totalmente divino pois não
compartilhava da mesma substância (homoousios) que
Deus.
8.3. Arianismo:
3/4
VIII. Concepções Falsas Acerca da Trindade
“Cremos em um só Deus, Pai, Todo-Poderoso, Criador de
todas as coisas, visíveis e invisíveis. E em um só Senhor
Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai
antes de todos os séculos, Luz da Luz, verdadeiro Deus de
verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma só
substância com o Pai, pelo qual todas as coisas foram
feitas; o qual, por nós homens e por nossa salvação,
desceu dos céus, foi feito carne pelo Espírito Santo e da
Virgem Maria, e tornou-se homem, e foi crucificado por
nós sob Pôncio Pilatos, e padeceu e foi sepultado e
ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e
subiu aos céus e assentou-se à direita do Pai,
VIII. Credo de Nicéia*
*325 d.C. – Revisado em Constantinopla em 381 d.C.)
e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os
mortos, e o seu reino não terá fim. E no Espírito Santo,
Senhor e Vivificador, que procede do Pai e do Filho,3
que com o Pai e o Filho conjuntamente é adorado e
glorificado, que falou através dos profetas. E na Igreja
una, santa, católica e apostólica. Confessamos um só
batismo para remissão dos pecados. Esperamos a
ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro.
Amém”.
VIII. Credo de Nicéia
O macedonianismo foi um movimento herético que
surgiu em meados do século IV, que deve seu nome ao
patriarca de Constantinopla Macedônio I. Ele
[Macedônio] entendia que o Filho era eternamente
subordinado ao Pai, e que o Espírito Santo era um
poder ou uma energia vinda do Pai e do Filho.
8.4.Macedonianismo ou pneumatoquianismo:
VIII. Concepções Falsas Acerca da Trindade
4/4
Atanásio
(296-373 d.C.)
“Se o Espírito Santo fosse uma criatura,
nós não teríamos participação em Deus
através D’ele; estaríamos unidos a uma
criatura e alheios à natureza divina [...]”.
Epístola à Serapião 1.24.
“Fiéis aos santos Pais, todos nós, perfeitamente
unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e
mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito
quanto à divindade, e perfeito quanto à humanidade;
verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem,
constando de alma racional e de corpo, consubstancial
com o Pai, segundo a divindade, e consubstancial a
nós, segundo a humanidade; em tudo semelhante a
nós, excetuando o pecado; gerado segundo a
divindade pelo Pai antes de todos os séculos, e nestes
últimos dias, segundo a humanidade, por nós e para
nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de
Deus;
VIII. Credo de Calcedônia*
*451 d.C.,
um e só mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que
se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis,
imutáveis, indivisíveis, inseparáveis; a distinção de
naturezas de modo algum é anulada pela união, antes
é preservada a propriedade de cada natureza,
concorrendo para formar uma só pessoa e em uma
subsistência; não separado nem dividido em duas
pessoas, mas um só e o mesmo Filho, o Unigênito,
Verbo de Deus, o Senhor Jesus Cristo, conforme os
profetas desde o princípio acerca dele
testemunharam, e o mesmo Senhor Jesus nos ensinou,
e o Credo dos santos Pais nos transmitiu”.
VIII. Credo de Calcedônia
VIII. Credo de Atanásio*
*Séculos IV e V
IX. A Importância da
Doutrina da Trindade
IX. A Importância da Doutrina da Trindade*
a) Se Jesus é meramente um ser criado, e não plenamente
Deus, então e difícil compreender como ele, uma criatura,
pôde suportar toda a ira de Deus contra todos os nossos
pecados.
b) Se Jesus não é o Deus infinito, será que devemos nos
dirigir a Ele em oração ou adorá-lo?
c) Se alguém prega que Jesus foi um ser criado e, mesmo
assim, nos salvou, então esse ensinamento atribui
erroneamente o mérito da salvação a uma criatura, e não
ao próprio Deus.
*GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999, p.182.
IX. A Importância da Doutrina da Trindade*
d) A independência e a natureza pessoal de Deus estão em
jogo: Se a Trindade não existe, então não houve
relacionamentos interpessoais dentro do ser divino antes
da criação, e, sem relacionamento pessoais, é difícil
entender como Deus poderia ser genuinamente pessoal ou
como não teria a necessidade da criação para com ela
relacionar-se.
e) Se alguém prega que Jesus foi um ser criado e, mesmo
assim, nos salvou, então esse ensinamento atribui
erroneamente o mérito da salvação a uma criatura, e não
ao próprio Deus.
*GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999, p.182.
X. Considerações Sobre a
Doutrina da Trindade
X. Considerações Sobre a Doutrina da Trindade
a) Ninguém pode ser salvo sem a Trindade;
b) Uma pessoa pode ser salva sem entender a
Trindade;
c) Uma pessoa pode ser salva sem crer na Trindade;
d) Não é possível ser salvo e rejeitar a Trindade.

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  • 1.
    A Doutrina deDeus PB Vinícius Tiago
  • 2.
  • 3.
    I. A Existênciade Deus 1.1. As “provas” tradicionais da existência de Deus” a) Argumento Cosmológico: Todo efeito tem uma causa. Não pode haver uma regressão infinita de causas finitas. Portanto, deve existir uma causa não causada ou um ser necessário. Esse ser é Deus.
  • 4.
    I. A Existênciade Deus 1.1. As “provas” tradicionais da existência de Deus” b) O Argumento Teleológico (Argumento do Desígnio): Existe no mundo uma ordem ou desígnio observável. Essa ordem observável argumenta em favor de um ser inteligente que estabeleceu essa ordem. Esse ser é Deus.
  • 5.
    I. A Existênciade Deus 1.1. As “provas” tradicionais da existência de Deus” c) O Argumento Ontológico: Parte da ideia de Deus, definido como um ser “maior do que qualquer coisa que se possa imaginar”. Depois arrazoa que a característica da existência deve pertencer a tal ser, pois maior é existir que não existir.
  • 6.
    I. A Existênciade Deus 1.1. As “provas” tradicionais da existência de Deus” d) O Argumento Moral ou Antropológico: Parte do senso humano do certo e do errado, e da necessidade da imposição da justiça, e raciocina que deve necessariamente existir um Deus que seja a fonte do certo e do errado e que vá algum dia impor a justiça a todas as pessoas.
  • 7.
  • 8.
    II. A Cognoscibilidadede Deus a) O Necessidade de Deus se revelar a nós: Se pretendemos conhecer a Deus, antes é necessário que ele se revele a nós b) Jamais podemos compreender plenamente a Deus. Como Deus é infinito, e nós, finitos e limitados, jamais poderemos compreender plenamente a Deus. c) Podemos, porém, conhecer a Deus de modo verdadeiro. Embora não possamos conhecer exaustivamente a Deus, podemos conhecer coisas verdadeiras sobre ele.
  • 9.
  • 10.
    III. “Definição Ortodoxade Deus” 3.1.1. Deus é Espírito (Jo 4:24 cf. Lc 24:39); 3.1. A Definição: 3.1.2. Deus é Triúno (Mt 3:16-17); 3.1.3. Deus é um ser “pessoal”, ou seja, Intelecto (Êx 3:7); Volição (Jo 6:38); Sentimento (?) (Gn 6:6);
  • 11.
    IV. A Naturezade Deus: Atributos
  • 12.
    IV. A Naturezade Deus: Atributos 4.1. Definição dos Atributos de Deus: “Quando falamos dos atributos de Deus, estamos nos referindo àquelas qualidades de Deus que constituem o que ele é – as características exatas de sua natureza. Não estamos nos referindo aos seus atos, como criar, conduzir e preservar, nem aos papéis correspondentes de Criador, Guia e Preservador”. (ERICKSON, p.256.).
  • 13.
    IV. A Naturezade Deus: Atributos 4.2. A Classificação dos Atributos de Deus: Empregam-se vários métodos diferentes de classificação dos atributos de Deus (vide slide a seguir).
  • 14.
    IV. A Naturezade Deus: Atributos 2) Atributos Imanentes e Transitivos 1) Atributos de Grandeza e atributos de Bondade 3) Atributos Negativos e atributos Positivos 6) Personalidade e atributos Constitucionais 5) Atributos Não-morais e atributos Morais 4) Atributos Incomunicáveis e atributos Comunicáveis 7) Atributos Metáfisicos, Intelectuais, Éticos, Emocionais, Existenciais e Relacionais
  • 15.
    IV. A Naturezade Deus: Atributos Na nossa aula, adotaremos o esquema de classificação dos atributos divinos mais conhecido: os Atributos Incomunicáveis e os Atributos Comunicáveis. 4.3. A Classificação dos Atributos de Deus:
  • 16.
    IV. A Naturezade Deus: Atributos 4.4. Os Atributos Incomunicáveis: 4.4.2. Independência (At 17:24-25; Rm 11:36); 4.4.3. Imutabilidade (Sl 102:25-27; Tg 1:17); 4.4.1. Eternidade (Sl 90:2; Rm 11:33); 4.4.5. Onipresença (Sl 139: 7-12; Gl 6:7); 4.4.6. Onisciência (Pv 15:3; 1Jo 3:20). 4.4.4. Onipotência (Gn 17:1; Lc 1:37);
  • 17.
    IV. A Naturezade Deus: Atributos 4.5. Os Atributos Comunicáveis: 4.5.2. Verdadeiro (1 Sm 15:29); 4.5.3. Fiel (1Jo 1:9); 4.5.1. Bom (Sl 145:17); 4.5.5. Santo (Is 6); 4.5.6. Justo (Gn 18:25). 4.5.4. Amor (1Jo 4:8,16);
  • 18.
    V. Os Nomesde Deus
  • 19.
    V. Os Nomesde Deus 5.1. Os Principais Nomes de Deus a) Elohim: “ser forte”, poderoso”. Palavra hebraica usada mais de 2.500 vezes no A.T. geralmente considerada como um plural de majestade do nome geral para Deus, embora o termo também seja aplicado aos falsos deuses, bem como aos juízes e reis. b) Adonai: “Senhor, meu Senhor,” Esse termo ocorre cerca de 449 vezes no A.T. e 315 em conjunção com “Jeová”, e transmite a ideia de dependência e submissão, como a de um servo para com o seu Senhor, ou de uma esposa para com o seu marido.
  • 20.
    V. Os Nomesde Deus 5.1. Os Principais Nomes de Deus c) YHWH: o tetragrama hebraico, cujo significado é obscuro, traduzido por SENHOR, às vezes Jeová. É usado mais de 5.000 vezes no AT. Como Seu nome pessoal, Yahweh indica a presença particular de Deus em Seu relacionamento com os homens (Gn 2:4,7) e especialmente com Seu povo, Israel (Ex 3:l4-20).
  • 21.
    V. Os Nomesde Deus 5.2. Alguns Nomes diversos de Deus a) El: “o Poderoso, Deus, deus”; b) Baali: “meu Senhor, meu marido” (Os 2:l6); c) Abba: “Pai” (Rm 8:9); d) O Santo: O Santíssimo (Is l:4; 6:3).
  • 22.
    V. Os Nomesde Deus 5.3. Alguns Nomes Compostos de Deus com El a) El Elyon: “O Altíssimo” (Is l4:l4); b) El Ro'i: “O Poderoso que Vê” (Gn l6:l3); c) El Shaddai: “O Deus Todo-Poderoso” (Gn l7:l-20);
  • 23.
    V. Os Nomesde Deus 5.4. Alguns Nomes Compostos de Deus com Yahweh a) Jeová Jireh: “O Senhor Proverá” (Gn 22:l4); b) Jeová Nissi: “O Senhor é Minha Bandeira” (Ex l7:l5); c) Jeová Shalom: “O Senhor é paz” (Jz 6:24); d) Jeová Tsabbaot: “O Senhor dos Exércitos” (l Sm l:3); e) Jeová Elohim Israel: “O Senhor Deus de Israel” (Jz 5:3).
  • 24.
  • 25.
    VI. A Doutrinada Trindade 6.1. Definição da Doutrina da Trindade: “[...] Deus existe eternamente como três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo – e cada pessoa é plenamente Deus e existe apenas um Deus”. (GRUDEM, p.165.). “Tente explicá-la [a Trindade], e perderá a cabeça; mas tente negá-la, e perderá a alma”. Autor Desconhecido
  • 26.
    VI. A Doutrinada Trindade 6.2. Origem da Palavra Trindade: Foi Tertuliano, bispo de Cartago, quem criou o termo “Trindade” (no Latim, Trinitas), o qual, desde sua época, tornou-se um aspecto característico da teologia cristã. Tertuliano (160-220 d.C.) Teófilo (?-186 d.C.) Teófilo, bispo de Antioquia, é a primeira testemunha a empregar o termo Trias (no grego, Τριάς), a respeito da divindade.
  • 27.
    VI. A Doutrinada Trindade 6.3. A Trindade no Antigo Testamento: Embora a doutrina da Trindade não se acha explicitamente no Antigo Testamento, várias passagens dão a entender ou até implicam que Deus existe como mais de uma pessoa. Senão, vejamos:  Gênesis 1:26; 3:22; 11:7;  Salmos 45: 6-7 cf. Hb 1:8;  Salmos 110:1 cf. Mt 22: 41-46;  Isaías 6:8; 63:10
  • 28.
    VI. A Doutrinada Trindade 6.4. A Trindade no A.T. (Considerações Finais) Embora o dogma da Trindade não se acha explicitamente no Antigo Testamento, ao menos prepara o caminho para a doutrina de várias maneiras: (1) ele aplica uma palavra no plural para Deus (Elohim) com verbos no singular (e.g., Gn 1.1); (2) emprega várias fórmulas triádicas com referência a Deus (e.g., a visitação de três homens, em Gn 18.2); (3) Nomes e pronomes no plural de aplicam a Deus (e.g., Gn 1:26); (4) em determinadas passagens uma pessoa é chamada “Deus” ou “Senhor” e distinguida de outra pessoa também chamada de Deus (e.g., Sl 45: 6-7); (5) algumas passagens do A.T. sobre o “Anjo do Senhor” subentendem uma pluralidade de pessoas em Deus (e.g., Gn 16: 7-13).
  • 29.
    VI. A Doutrinada Trindade 6.5. A Trindade no Novo Testamento: No Novo Testamento não há nenhuma declaração explícita dessa doutrina (à parte de 1 Jo 5.7, usualmente rejeitada), mas a evidência trinitariana é esmagadora. Podemos constatar isso de duas maneiras: 1) através de declarações gerais; 2) por meio da prova de que cada pessoa da trindade é plenamente divina.
  • 30.
    VI. A Doutrinada Trindade 6.6. A Trindade no Novo Testamento: 6.6.1. Declarações ou alusões gerais sobre a Trindade:  Mt 3: 16-17; 28:19;  Jo 14:16;  1Pe 1:2;  Jd 20-21.  1Co 12: 4-6; 2Co 13:13;  1Jo 4:8;
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    VI. A Doutrinada Trindade 6.7. A Trindade no Novo Testamento: 6.7.1. Cada pessoa da divindade é plenamente Deus: a) O Pai é eterno (Rm 16:26), onisciente (At 15:18) onipresente (At 17:28-29), onipotente (Lc 1:37), criou todas as coisas (1Co 8:6) e é digno de louvor (Jo 4:23); b) O Filho é eterno (Ap 1:17), onisciente (Jo 6:64) onipresente (Mt 28:20), onipotente (Mt 8:26-27), criou todas as coisas (Jo 1:3) e é digno de louvor (Mt 14:33); c) O Espírito é eterno (Hb 9:14), onisciente (1Co 2:10) onipresente (Sl 139: 6-7), onipotente (Lc 1:35), criou todas as coisas (Jó 33:4) e é digno de louvor (Fl 3:3).
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    VII. Trindade Imanente& Trindade Econômica
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    VII. Trindade Imanente& Trindade Econômica 7.1. Trindade Imanente: “Trindade imanente é a Trindade considerada em si mesma, em sua eternidade e comunhão pericorética entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo”. (FERREIRA, p.71.). “A Trindade econômica é a Trindade no que se refere à sua autorevelação na história da humanidade e à sua atuação tendo em vista a nossa participação na comunhão trinitária”. (Idem, Ibidem, p.71.). 7.2. Trindade Econômica:
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    VIII. Concepções FalsasAcerca da Trindade O triteísmo afirma que a Trindade é constituída por três seres iguais, independentes e autônomos, cada um dos quais é divino. 8.1. Triteísmo: 1/4
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    a) Monarquianismo Modalista:O monarquianismo modalista sustentava que há um só Deus, que pode ser designado por três nomes diferentes – “Pai”, “Filho” e “Espírito Santo” – em diferentes ocasiões, mas que esses três não são pessoas diferentes. 8.2. Monarquianismo ou Sabelianismo: 2/4 b) Monarquianismo dinâmico: Para o monarquianismo dinâmico, Jesus foi apenas um homem comum, ainda que particularmente bom e santo. O Espírito – ou o Cristo – desceu sobre Jesus em seu batismo, capacitando-o a realizar milagres sem, no entanto, torna-lo divino. VIII. Concepções Falsas Acerca da Trindade
  • 37.
    O Arianismo éa principal heresia a negar a verdadeira divindade de Jesus Cristo. Seu principal precursor foi Ário, bispo de Alexandria. Ele [Ário] acreditava que Jesus, mesmo sendo completamente humano e o mais elevado ser criado, não era totalmente divino pois não compartilhava da mesma substância (homoousios) que Deus. 8.3. Arianismo: 3/4 VIII. Concepções Falsas Acerca da Trindade
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    “Cremos em umsó Deus, Pai, Todo-Poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, gerado pelo Pai antes de todos os séculos, Luz da Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não criado, de uma só substância com o Pai, pelo qual todas as coisas foram feitas; o qual, por nós homens e por nossa salvação, desceu dos céus, foi feito carne pelo Espírito Santo e da Virgem Maria, e tornou-se homem, e foi crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, e padeceu e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus e assentou-se à direita do Pai, VIII. Credo de Nicéia* *325 d.C. – Revisado em Constantinopla em 381 d.C.)
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    e de novohá de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor e Vivificador, que procede do Pai e do Filho,3 que com o Pai e o Filho conjuntamente é adorado e glorificado, que falou através dos profetas. E na Igreja una, santa, católica e apostólica. Confessamos um só batismo para remissão dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro. Amém”. VIII. Credo de Nicéia
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    O macedonianismo foium movimento herético que surgiu em meados do século IV, que deve seu nome ao patriarca de Constantinopla Macedônio I. Ele [Macedônio] entendia que o Filho era eternamente subordinado ao Pai, e que o Espírito Santo era um poder ou uma energia vinda do Pai e do Filho. 8.4.Macedonianismo ou pneumatoquianismo: VIII. Concepções Falsas Acerca da Trindade 4/4 Atanásio (296-373 d.C.) “Se o Espírito Santo fosse uma criatura, nós não teríamos participação em Deus através D’ele; estaríamos unidos a uma criatura e alheios à natureza divina [...]”. Epístola à Serapião 1.24.
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    “Fiéis aos santosPais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, e perfeito quanto à humanidade; verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, constando de alma racional e de corpo, consubstancial com o Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; em tudo semelhante a nós, excetuando o pecado; gerado segundo a divindade pelo Pai antes de todos os séculos, e nestes últimos dias, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de Deus; VIII. Credo de Calcedônia* *451 d.C.,
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    um e sómesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis, inseparáveis; a distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, antes é preservada a propriedade de cada natureza, concorrendo para formar uma só pessoa e em uma subsistência; não separado nem dividido em duas pessoas, mas um só e o mesmo Filho, o Unigênito, Verbo de Deus, o Senhor Jesus Cristo, conforme os profetas desde o princípio acerca dele testemunharam, e o mesmo Senhor Jesus nos ensinou, e o Credo dos santos Pais nos transmitiu”. VIII. Credo de Calcedônia
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    VIII. Credo deAtanásio* *Séculos IV e V
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    IX. A Importânciada Doutrina da Trindade
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    IX. A Importânciada Doutrina da Trindade* a) Se Jesus é meramente um ser criado, e não plenamente Deus, então e difícil compreender como ele, uma criatura, pôde suportar toda a ira de Deus contra todos os nossos pecados. b) Se Jesus não é o Deus infinito, será que devemos nos dirigir a Ele em oração ou adorá-lo? c) Se alguém prega que Jesus foi um ser criado e, mesmo assim, nos salvou, então esse ensinamento atribui erroneamente o mérito da salvação a uma criatura, e não ao próprio Deus. *GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999, p.182.
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    IX. A Importânciada Doutrina da Trindade* d) A independência e a natureza pessoal de Deus estão em jogo: Se a Trindade não existe, então não houve relacionamentos interpessoais dentro do ser divino antes da criação, e, sem relacionamento pessoais, é difícil entender como Deus poderia ser genuinamente pessoal ou como não teria a necessidade da criação para com ela relacionar-se. e) Se alguém prega que Jesus foi um ser criado e, mesmo assim, nos salvou, então esse ensinamento atribui erroneamente o mérito da salvação a uma criatura, e não ao próprio Deus. *GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999, p.182.
  • 47.
    X. Considerações Sobrea Doutrina da Trindade
  • 48.
    X. Considerações Sobrea Doutrina da Trindade a) Ninguém pode ser salvo sem a Trindade; b) Uma pessoa pode ser salva sem entender a Trindade; c) Uma pessoa pode ser salva sem crer na Trindade; d) Não é possível ser salvo e rejeitar a Trindade.