A Crise e a Destruição Criativa
Jose Ruy Alvarez Filho
Artigo publicado na edição de 02/03/2009 do DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços
O economista austríaco Joseph Schumpeter designou a revolução permanente
do capitalismo que avança à medida que novas tecnologias, empresas e
modelos de negócios substituem os antigos de “destruição criativa”.
O desenvolvimento empresarial é conseqüência deste processo que promove
empresas inovadoras e fecha aquelas sem agilidade para acompanhar mudanças. Para
Schumpeter, o desenvolvimento empresarial está fundamentado em três fatores básicos: as
inovações tecnológicas, o crédito bancário e o empresário empreendedor, aquele que é capaz
de empreender um novo negócio mesmo sem ser o dono do capital.
Empreendedores são ativos, auto motivados, tolerantes, flexíveis e perseverantes. São
responsáveis pelo rompimento de paradigmas e capazes de aproveitar as chances
decorrentes de mudanças tecnológicas para introduzir novos processos e produtos,
desenvolver novos mercados e superar a concorrência assumindo riscos calculados inerentes
a atividade empresarial.
Para Schumpeter, o crédito bancário permite não só o desenvolvimento
empresarial como também a recombinação de forças produtivas para a
concretização de inovações.
Para ele, quanto maior a separação das atividades financeiras da economia
real maior seria a probabilidade de uma depressão, em termos de duração,
abrangência e capacidade destrutiva.
O processo de “destruição criativa” explica o papel preponderante que o setor
financeiro desempenha na geração dos ciclos econômicos por meio do
financiamento da produção e inovação e da destruição na redução do crédito
em crises.
Na verdade, estabilidade de preços e baixas taxas de juros criam otimismo que
leva ao excesso na concessão de crédito, em investimentos e na assunção de
riscos, que resultam em bolhas.
A “crise de crédito” que explodiu em Setembro de 2008 levou a falência
instituições financeiras, gerou insegurança generalizada, afetou investimentos
e a disponibilidade de crédito e o consumo.
A crise traz muitas oportunidades para empreendedores experientes e
preparados.
No curto prazo, a redução de custos e a reavaliação do cronograma de
investimentos é fundamental a proteção do caixa.
No médio prazo, com o retorno do crédito, o maior desafio é romper
paradigmas e ser capaz de aproveitar as chances que irão surgir com o
desenrolar da crise, antecipando mudanças tecnológicas para introduzir novos
processos e produtos e desenvolver novos mercados.
No longo prazo, um novo choque “destrutivo – criativo” irá varrer o mundo
capitalista e as lições desta crise serão fundamentais a este enfrentamento.

A Crise e a Destruição Criativa

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    A Crise ea Destruição Criativa Jose Ruy Alvarez Filho Artigo publicado na edição de 02/03/2009 do DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços O economista austríaco Joseph Schumpeter designou a revolução permanente do capitalismo que avança à medida que novas tecnologias, empresas e modelos de negócios substituem os antigos de “destruição criativa”. O desenvolvimento empresarial é conseqüência deste processo que promove empresas inovadoras e fecha aquelas sem agilidade para acompanhar mudanças. Para Schumpeter, o desenvolvimento empresarial está fundamentado em três fatores básicos: as inovações tecnológicas, o crédito bancário e o empresário empreendedor, aquele que é capaz de empreender um novo negócio mesmo sem ser o dono do capital. Empreendedores são ativos, auto motivados, tolerantes, flexíveis e perseverantes. São responsáveis pelo rompimento de paradigmas e capazes de aproveitar as chances decorrentes de mudanças tecnológicas para introduzir novos processos e produtos, desenvolver novos mercados e superar a concorrência assumindo riscos calculados inerentes a atividade empresarial. Para Schumpeter, o crédito bancário permite não só o desenvolvimento empresarial como também a recombinação de forças produtivas para a concretização de inovações. Para ele, quanto maior a separação das atividades financeiras da economia real maior seria a probabilidade de uma depressão, em termos de duração, abrangência e capacidade destrutiva. O processo de “destruição criativa” explica o papel preponderante que o setor financeiro desempenha na geração dos ciclos econômicos por meio do financiamento da produção e inovação e da destruição na redução do crédito em crises. Na verdade, estabilidade de preços e baixas taxas de juros criam otimismo que leva ao excesso na concessão de crédito, em investimentos e na assunção de riscos, que resultam em bolhas.
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    A “crise decrédito” que explodiu em Setembro de 2008 levou a falência instituições financeiras, gerou insegurança generalizada, afetou investimentos e a disponibilidade de crédito e o consumo. A crise traz muitas oportunidades para empreendedores experientes e preparados. No curto prazo, a redução de custos e a reavaliação do cronograma de investimentos é fundamental a proteção do caixa. No médio prazo, com o retorno do crédito, o maior desafio é romper paradigmas e ser capaz de aproveitar as chances que irão surgir com o desenrolar da crise, antecipando mudanças tecnológicas para introduzir novos processos e produtos e desenvolver novos mercados. No longo prazo, um novo choque “destrutivo – criativo” irá varrer o mundo capitalista e as lições desta crise serão fundamentais a este enfrentamento.