Jornal



   O Bandeirante
           Ano XX - no 229 - dezembro de 2011
           Publicação Mensal da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Estado de São Paulo - SOBRAMES-SP




                                 Anjos da esperança
Josyanne Rita de Arruda Franco
Médica Pediatra
Presidente da Sobrames SP / Biênio 2011-2012




   Finda outro período de dias,                      com o viço que foi adormecendo                              compartilhamento, ajuda mútua
horas e minutos que se sucederam                     durante todo o ano, oportunidade                            e respeito, deverão caber outra
em meses até o fechamento do                         de resgatar os laços fraternos, de                          vez nos projetos de futuro, en-
atual ciclo. Fim de ano... Não será                  tentar ser mais justo e humano.                             contrando guarida nos corações
apenas o término do calendário                          No bercinho humilde que é                                e entre os presentes de Natal.
em curso, sempre é o fim de uma                      manjedoura, o olhar do Menino                               Brindamos com quem amamos,
era. O que levaremos para o fu-                      Deus para a santa mãe é promes-                             saudando a vida que nos mo-
turo que nascerá no dia seguinte                     sa de redenção e caridade. Embe-                            vimenta e a esperança que nos
com o sol? Um novo ano de pla-                       vecidos, olhamos a cena que mu-                             sustenta. Conosco estão nossos
nos, metas, objetivos e desafios.                    dou a história do mundo. Estrelas                           amores, nossos sorrisos e nossas
   Desafiaremos continuar viven-                     enfeitavam o céu daquela noite                              lágrimas. Somos todos anjos da
do apesar da tristeza e das frus-                    de bênçãos divinas, mas uma se                              esperança, elos de reconciliação
trações. Continuaremos a buscar                      destacou apontando o caminho                                e união que permanecerão juntos
o sorriso que enfeita as faces de                    da natividade, guiou os magos,                              em resistente corrente, mesmo
quem nos olha extasiado pelo                         arrebatando pastores e seus ani-                            que o tempo passe, ainda que a
carinho apaziguador do bem-                          mais até o cenário pobre e ilumi-                           presença física se torne ausência
querer. Permaneceremos fiéis à                       nado. Comovido, ciente de sua                               irremediável.
receita cotidiana que nos molda                      humanidade na cena anunciada                                   Foi assim que se sucedeu com
e faz seguir sem romper os pa-                       por legião de anjos, um pai olha                            aquela inesquecível e rememora-
drões para tentar o novo – e por                     em silêncio respeitoso a jovem                              da noite feliz! Aconteceu há mi-
isso mesmo os queixumes e res-                       esposa e seu filhinho; ao lado de                           lhares de anos, mas continuamos
mungos poderão ser recorrentes,                      sua Sagrada Família, será o guar-                           festejando a humilde santidade
conhecidos e sem novidades – ou                      dião da realeza divina.                                     da família sem riquezas que ensi-
viraremos a mesa para tentar                            Milhares de anos se passaram                             nou ao mundo o quanto o amor
proposta alternativa de conforto                     desde aquela noite. A família de                            é capaz de transformar a vida e o
e serenidade, sem apelar para as                     Jesus é o destaque do mês de                                destino de cada um.
místicas fórmulas de felicidade e                    dezembro e a promessa do ano                                   Que o Natal renove os votos
realizações? Enxergaremos ver-                       vindouro; envolve, em laços de                              de união e solidariedade para to-
dadeiramente nossas vidas?                           ternura e harmonia, cada cora-                              das as famílias do mundo!
   Natal e Ano Novo são a alegria                    ção sensível, cada emoção palpá-                               Que o Ano Novo fortaleça os
do calendário! Dezembro celebra                      vel. Ressalta e relembra todos os                           vínculos de perseverança, traba-
o Dia da Família e o da Justiça no                   mortais do papel fundamental da                             lho e coerência capazes de fazer
mesmo dia oito. Um tempo de                          família na condução do futuro de                            do planeta um lugar melhor!
querer felicidade, momento de                        seus membros.                                                  Boas Festas! Feliz Natal! Feliz
desejar de novo, de fazer contato                       Apoio, amizade, consideração,                            2012!
2     O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011


    EXPEDIENTE                                                                                          Que posso escrever nesta conversa de dezembro?
Jornal O Bandeirante
                                                                                                    Que Natal é o mês de Paz, que todas as pessoas devem
ANO XX - no 229 - Dezembro 2011                                                                     se confraternizar e perdoar mágoas e ressentimentos?
Publicação mensal da Sociedade Brasileira de Médicos
                                                                                                    Que é uma época para renovarmos nossas amizades,
Escritores - Regional do Estado de São Paulo SOBRAMES-SP.                                           nosso amor pelo próximo, de lembrar-se do irmão
Sede: Rua Alves Guimarães, 251 - CEP 05410-000 - Pinheiros -
São Paulo - SP Telefax: (11) 3062-9887 / 3062-3604 Editores:                                        com frio e fome sentado em qualquer calçada imunda
Josyanne Rita de Arruda Franco e Carlos Augusto Ferreira
Galvão. Jornalista Responsável e Revisora: Ligia Terezinha                                          da cidade?
Pezzuto (MTb 17.671-SP). Redação e Correspondência: Rua
Francisco Pereira Coutinho, 290, ap. 121 A – V. Municipal – CEP
13201-100 – Jundiaí – SP E-mail: josyannerita@gmail.com
Tels.: (11) 4521-6484 Celular (11) 9937-6342. Colaboradores
                                                                                           Muita calma, faremos isso como bons burgueses em
desta edição: Aída Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini, Alcione                           todo o mês de dezembro. Vamos chamá-lo de mês do
Alcântara Gonçalves, Carlos Roberto Ferriani, Flerts Nebó,
Helio Begliomini, Hildette Rangel Enger, José Jucovsky,                                 Perdão Universal. Silenciaremos nossa metralhadora
Josyanne Rita de Arruda Franco, Márcia Etelli Coelho.
Tiragem desta edição: 300 exemplares (papel) e mais de
                                                                                        bucal para os maus motoristas, para os maus políticos,
1.000 exemplares PDF enviados por e-mail.
                                                                  para os amigos que sempre fazemos questão de denegrir por nossa exclusiva
Diretoria - Gestão 2011/2012 - Presidente: Josyanne Rita
de Arruda Franco. Vice-Presidente: Luiz Jorge Ferreira.           vocação.
Primeiro-Secretário: Márcia Etelli Coelho. Segundo-
Secretário: Maria do Céu Coutinho Louzã. Primeiro-
Tesoureiro: José Alberto Vieira. Segundo-Tesoureiro: Aida             Mas alegrem-se: já vai chegar janeiro do próximo ano e poderemos, como
Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini. Conselho Fiscal Efetivos:
Hélio Begliomini, Carlos Augusto Ferreira Galvão e Roberto        todos os outros sete bilhões de habitantes deste planeta, dar um basta em tudo
Antonio Aniche. Conselho Fiscal Suplentes: Alcione Alcântara
Gonçalves, Flerts Nebó e Manlio Mário Marco Napoli.               isto. Ufa! Acabou o Natal e estaremos voltando à normalidade civilizada: que
      Matérias assinadas são de responsabilidade de seus          se dane o outro motorista. Amigos? Nunca mais! Vizinho com frio e fome,
    autores e não representam, necessariamente, a opinião
                       da Sobrames-SP                             quem mandou não trabalhar? Disparo a minha arma mais mortal e certeira:
                                                                  a palavra falada, que se perde ao vento logo depois de atingir seu objetivo.
                  Editores de O Bandeirante

Flerts Nebó – novembro a dezembro de 1992                             Viva a hipocrisia! Quando será que a humanidade vai evoluir a ponto de
Flerts Nebó e Walter Whitton Harris – 1993-1994
Carlos Luiz Campana e Hélio Celso Ferraz Najar – 1995-1996        não precisar de Natais, Semanas Santas, Dias disso ou daquilo para realmen-
Flerts Nebó e Walter Whitton Harris – 1996-2000
Flerts Nebó e Marcos Gimenes Salun – 2001 a abril de 2009         te se melhorar, obedecendo a primeira e mais justa lei criada: amar uns aos
Helio Begliomini – maio a dezembro de 2009
Roberto A. Aniche e Carlos A. F. Galvão - 2010
                                                                  outros?
Josyanne R. A. Franco e Carlos A.F. Galvão - janeiro 2011
                                                                       Feliz Natal... por enquanto...
                 Presidentes da Sobrames – SP                                                                                Roberto Antonio Aniche
1º. Flerts Nebó (1988-1990)
2º. Flerts Nebó (1990-1992)
3º. Helio Begliomini (1992-1994)
4º. Carlos Luiz Campana (1994-1996)
5º. Paulo Adolpho Leierer (1996-1998)
6º. Walter Whitton Harris (1999-2000)
7º. Carlos Augusto Ferreira Galvão (2001-2002)
8º. Luiz Giovani (2003-2004)
9º. Karin Schmidt Rodrigues Massaro (jan a out de 2005)
10º. Flerts Nebó (out/2005 a dez/2006)
11º. Helio Begliomini (2007-2008)
12º. Helio Begliomini (2009-2010)
13º. Josyanne Rita de Arruda Franco (2011-2012)


     Editores: Josyanne R. A. Franco e Carlos A.F. Galvão
     Revisão: Ligia Terezinha Pezzuto
     Diagramação: Mateus Marins Cardoso
     Impressão e Acabamento: Expressão e Arte Gráfica


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                       CUPOM DE ASSINATURAS*
         Preço de 12 exemplares impressos: R$ 36,00
       Nome:___________________________________________________________

       End.completo: (Rua/Av./etc.) _______________________________________
                                                                                                                        Aniversário
       ________________________________ nº. _______ complemento _________                                                 dezembro: nesta data
                                                                                                                         querida, nossos parabéns!
       Cidade:_____________ Estado:_____ E-mail:___________________________
                                                                                                                      Evanir da Silva Carvalho – 20/12
         Grátis:   Além da edição impressa que será enviada por correio, o assinante
         receberá por e-mail 12 edições coloridas em arquivo digital (PDF)                                            Geovah Paulo da Cruz – 02/12/11

                             *Disponível para o público em geral e para não sócios da SOBRAMES-SP                     Helmut Adolf Mataré – 24/12
     Preencha este cupom, recorte e envie juntamente com cheque nominal à SOBRAMES-SP para REDAÇÃO
    “O Bandeirante” R. Francisco Pereira Coutinho, 290, ap. 121 A - V. Municipal - CEP 13201-100 - Jundiaí - SP       Manlio Mario Marco Napoli – 10/12
          Dê uma assinatura de “O BANDEIRANTE” de presente para um colega
SUPLEMENTO LITERÁRIO
                                                                      O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011   3


                                        Maravilhoso mar

Flerts Nebó



    Na página 60 do Livro “Uma breve História do Mundo”, encontramos o Capítulo 6 que se intitulou “Mara-
vilhoso Mar” e nos relata o seguinte:

   “Nenhum outro pedaço de água salgada exerceu uma influência tão ampla sobre o nascimento do mundo
atual como o Mar Mediterrâneo.”

   Não fosse esse mar, com suas qualidades peculiares e sua localização extraordinária, a vida econômica, social
e natural, certamente o mundo teria tomado outro rumo.

   Numa época em que o mar calmo representava um recurso menos dispendioso e mais rápido que a terra,
para o transporte de passageiros e diferentes cargas, ele apresentava vantagens, pois o Oeste aproximava-se do
Oceano Atlântico e o leste era vizinho do Mar Vermelho e do Golfo Pérsico, tendo ainda um longo braço que
era o Mar Negro que avançava para o interior da Ásia.

   Dois braços mais curtos, ladeando a península Itálica chegavam quase ao sopé das montanhas dos Alpes.

   O mar, poderíamos dizer, unia a África, a Europa e a Ásia, sendo que poderíamos julgar como uma autoestrada
aquática, visto que unia regiões diversas, cada qual com seus produtos básicos, como metais: Cobre, Estanho,
Ouro, Prata, Chumbo e as bebidas como vinhos, azeite de oliva, além de grãos.

   E ainda poderíamos aduzir as madeiras e o gado, além de especiarias, as armas e as roupas e seus diferentes
tecidos.

   Não vou entrar em dissertação sobre ideias e crenças religiosas, assim como sobre Mitologias de priscas
eras.

   Em resumo o Mediterrâneo se
constituía em um verdadeiro Lago,
que tinha uma abertura: o estreito de
Gibraltar, desaguando no Atlântico.

   Estando praticamente todo cer-
cado por terra, de modo geral apre-
sentava-se como um lago calmo por
longos períodos, onde barcos a remo
ou simples embarcações com uma
ou por uma pluralidade de velas,
como os galeões, transportaram os
Descobridores das diferentes regiões
deste nosso planeta.
4    O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011
                                                                                               SUPLEMENTO LITERÁRIO




                Você e eu

Aída Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini                                 Encontro no céu
                                                                Alcione Alcântara Gonçalves
   Olhos atentos,
   Olhares secretos, perdidos
   Comunicam-se, não falam
   Mãos não se tocam, se entendem                                 Quero poder ser útil,
   Mentes pressentem, adivinham, imaginam                         Para poder te ajudar,
                                                                  Mostrando o verdadeiro caminho,
   Você,                                                          Por onde deves trafegar.
   Eu e você
   Somos sem termos sido,                                         Quero saber o teu nome,
   Vivemos, há muito nos compreendemos                            Para poder te identificar,
   Sem realmente nos conhecermos,                                 Nesta nossa linda caminhada,
   No cotidiano da vida.                                          Em direção a algum lugar.

                                                                  Quero poder te abraçar,
                                                                  Para sentir o teu corpo,
                                                                  No momento do encontro,
                                                                  E também te escutar.

                                                                  Quero saber o que pensas,
                                                                  Para sentir a emoção,

       Quem é? Quem é?                                            Que brota do teu coração,
                                                                  Quando você me falar.
         (resposta na edição de janeiro)
                                                                  Quero também te dizer,
               Elegante e bem disposta                            Que preparado, ainda não estou;
             Traz brilho às noites festivas                       Pressa não tenho de chegar,
               E se acaso não participa                           No Éden, pra te encontrar.
              Sua falta é sempre sentida.
                  Tem a jovialidade                               No céu sei que estás,
              Da vida que é bem vivida.                           Pra lá também eu vou;
            Seu nome é o mesmo da ópera:                          Chegar lá, hoje, eu quero;
                Nossa querida _ _ _ _ !                           Quero, mas não vou!


                                        Perfil 2011 Sobrames-SP
Carlos Augusto Ferreira Galvão

Atuação: Médico Psiquiatra
Cidade de nascimento: Santarém - Pará
Comida preferida: Pato no Tucupi
Esporte: Futebol
Livro de cabeceira atual: A Bíblia (Novo Testamento)
Filme: A Última Esperança da Terra
Viagem inesquecível: Festa do Sairé (Santarém – Pará)
Sonho: chegar aos cem anos trabalhando
Intolerância: detesto a burrice
Características pessoais: chaaaaato
Projeto futuro: já estou em meu futuro
Filosofia de vida: viver e trabalhar, diminuindo sofrimentos.
SUPLEMENTO LITERÁRIO
                                                  O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011     5
      Carta de natal

     Hildette Rangel Enger



       Papai Noel
       Trás de volta
       Para mim
       Aquela casa
                                          Ao dobrar os sinos
       Cor-de-rosa
       Plantada na ladeira
       Onde a chuva
       Brincava                    Márcia Etelli Coelho
       De fazer lagoas
       Para meus barcos
       De papel
       Viajarem a esmo               É meia noite... Primeiro minuto de um Novo Ano.

       E também o quintal            Os sinos da Matriz quebram o silêncio
       Que eu pensava                dos corações que tentam recomeçar.
       Ser floresta
       E fazia heroicas caçadas      Tocam para perdoar os atos insanos
       De formigas e gafanhotos      que ceifam tantas promessas de vida.

       Trás de volta                 Dobram para resgatar a esperança
       Meu começo acidentado         que se vê sufocada pelas contínuas provações.
       Mas cheio de sonhos
       E fantasias                   Ecoam como testemunhas de que, apesar das adversidades,
       Preciso muito deles           tudo vale a pena quando não esmorece a fé.
       Para continuar
       A caminhada                   Bendizem aqueles que vencem o medo e se levantam,
       E cumprir a minha sina...     quando seria tão mais fácil se esconder.

       P Como não tenho
        .S.                          Celebram a coragem do primeiro passo
       Endereço certo                que, mesmo inseguro, enfrenta o desconhecido.
       Deixa tudo arrumado
       Direitinho                    Exaltam os que entendem que a vida se faz no presente
       Em cima de um caderno         e não anulam seus sonhos
       Onde escrevo poesias          com as desculpas do “se... talvez... um dia”.

                                     Glorificam aqueles que não desistem da corrida
                                     e no último minuto avançam um pouco mais.

                                     A trilha é longa.
                                     Os desvios são inevitáveis.
                                     Mas sempre existe uma estrela para indicar o caminho.

                                     O Amor ilumina essa noite especial.

                                     Meu coração se revitaliza.
                                     E eu nem pergunto por que os sinos ressoam tão fortes.

                                     Sei que eles anunciam um novo ciclo.
                                     Sinto que eles batem por mim.

                                     Reafirmam que a vida sabiamente segue adiante.
                                     E eu só preciso aprender a acompanhá-la.
6    O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011
                                                                                              SUPLEMENTO LITERÁRIO




                 Guimarães Rosa: médico, diplomata,
     Literato e grande “inventador” de vocábulos1

Helio Begliomini



   João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo – MG, em 27 de junho de
1908. Foi o primeiro dos sete filhos de Florduardo Pinto Rosa ("seu Fulô") e de
Francisca Guimarães Rosa ("Chiquitinha").
   Era inteligente, autodidata e com grande aptidão para Línguas. Já aos 7 anos
começou a estudar francês e o fez com vários outros idiomas, como se pode
verificar neste trecho da entrevista que deu a uma prima, anos mais tarde:
    "Falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de
russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns
dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituano,
do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do checo, do finlandês, do dinamarquês;
bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito
e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma
nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração”.
   Aos 10 anos passou a residir na casa dos avós, em Belo Horizonte, onde
concluiu o curso primário. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio,
em São João Del-Rei, mas logo retornou a Belo Horizonte onde se formou.
Em 1925, com apenas 16 anos, matriculou-se na Faculdade de Medicina da
Universidade de Minas Gerais, concluindo o curso em 1930.
   Casou-se aos 22 anos, em 27 de junho de 1930 – dia e mês de seu aniversário de nascimento –, com Lígia Cabral
Penna, na ocasião com 16 anos, com quem teve duas filhas: Vilma e Agnes.
   Após a formatura começou a exercer sua profissão em Itaguara, então município de Itaúna – MG, onde permane-
ceu por cerca de dois anos. Foi nessa localidade que passou a ter contato com os elementos do sertão que serviriam
de referência e inspiração à sua obra.
   Em seguida, Guimarães Rosa serviu como médico voluntário da Força Pública, durante a Revolução Constitucio-
nalista de 1932, indo para o setor do túnel em Passa-Quatro – MG, onde tomou contato com o futuro presidente do
Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira, que, naquela ocasião, era o médico chefe do Hospital de Sangue. Entrou,
posteriormente, por concurso, para o quadro da Força Pública do Estado de Minas Gerais. Em 1933 foi para Barba-
cena na qualidade de capitão médico do 9o Batalhão de Infantaria.
   Interrompeu sua vida como médico militar ao ser aprovado em 2o lugar no concurso para o Itamaraty, quando se
tornou diplomata brasileiro, exercendo atividades na Europa (Alemanha e França) e na América Latina (Colômbia).
    No início da carreira diplomática, exerceu, como primeira função no exterior, o cargo de cônsul-adjunto do Bra-
sil em Hamburgo, Alemanha, de 1938 a 1942. Aí conheceu Aracy Moebius de Carvalho que viria a ser sua segunda
mulher. No contexto da II Guerra Mundial, para ajudar os judeus a fugir para o Brasil, emitiu, ao lado da segunda
esposa, agora com o nome de Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, mais vistos do que as cotas legalmente estipuladas,
tendo, por essa ação humanitária e de arrojo, ganhado, no pós-guerra, o reconhecimento do estado de Israel. Aracy
é a única mulher homenageada no Jardim dos Justos entre as Nações, no Museu do Holocausto, em Israel.
   João Guimarães Rosa estreou na literatura, em 1929, com a publicação do conto “O mistério de Highmore Hall"
na revista “O Cruzeiro”, o qual não faz parte de nenhum de seus livros. Em 1936, a coletânea de versos Magma, obra


1. Trabalho classificado para apresentação na IV Jornada Guimarães Rosa da Sobrames – MG, realizada na Faculdade
de Ciências Médicas da Universidade Federal de Minas Gerais, de 14 a 15 de outubro de 2011. Anais da IV Jornada
Guimarães Rosa. Sografe, Editora e Gráfica Ltda. Belo Horizonte 2011, páginas128-132.
SUPLEMENTO LITERÁRIO
                                                                             O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011                7
inédita, recebeu o Prêmio Academia Brasileira de Letras, com elogios do po-
eta Guilherme de Almeida. Entretanto, destacou-se como contista, novelista           Walter Whitton Harris
                                                                                          Cirurgia do Pé e Tornozelo
e romancista. Também afirmou escrever em transe mediúnico.                                  Ortopedia e Traumatologia Geral
                                                                                             CRM 18317
    Em 1957 candidatou-se pela primeira vez, sem sucesso, à Academia Bra-                      Av. Pacaembu, 1.024
sileira de Letras. Foi eleito por unanimidade em 6 de agosto de 1963, em sua                    01234-000 - São Paulo - SP
segunda candidatura a esse silogeu. Entretanto, adiou a cerimônia de posse                       Tel.: 3825-8699
                                                                                                   Cel.: 9932-5098
enquanto pode, pois afirmava ter medo de morrer no dia do evento. Só veio a
assumir sua cadeira, a de número 2, em 16 de novembro de 1967, sucedendo
o acadêmico João Neves da Fontoura e sendo recebido pelo acadêmico Afonso            Dr. Carlos Augusto Galvão
Arinos de Melo Franco.                                                               Psiquiatria e Psicoterapia
   Em seu discurso de posse, algumas passagens parecem antever a sua morte.          Rua Maestro Cardim, 517
Constam nos últimos parágrafos em tom sarcástico as seguintes frases: “A gente       Paraíso – Tel: 3541-2593
morre é para provar que viveu” e “(...). As pessoas não morrem, ficam encantadas”.
Mas a palavra derradeira de seu pronunciamento foi o nome de sua cidade
natal: Cordisburgo.
                                                                                            PUBLICIDADE
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    Fatidicamente, faleceu em 19 de novembro, três dias mais tarde, na                    (valor do anúncio por edição)
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cidade do Rio de Janeiro, de infarto do miocárdio. Sua morte permanece                2 módulos horizontais	       R$ 60,00
um mistério, sobretudo por estar previamente anunciada em sua obra mais               3 módulos horizontais	       R$ 90,00
marcante – Grande Sertão: Veredas –, romance qualificado por Guimarães                2 módulos verticais	         R$ 60,00
Rosa como uma "autobiografia irracional". De acordo com alguns críticos,              4 módulos	                   R$ 120,00
                                                                                      6 módulos	                   R$ 180,00
talvez a explicação esteja na própria travessia simbólica do rio e do sertão          Outros tamanhos	             sob consulta
de Riobaldo, ou no amor inexplicável por Diadorim, maravilhoso demais
e terrível demais, beleza e medo ao mesmo tempo, ser e não ser, verdade                      josyannerita@gmail.com
e mentira.

                                                                                     REVISÃO
    Guimarães Rosa caracterizava em seus trabalhos literários a presença do
sertão como palco das ações. Sua obra ficou marcada pela linguagem inovado-
ra, utilizando elementos de linguagem popular e regional, com fortes traços          de textos em geral
de narrativa falada. Tudo isso, unindo à sua erudição, permitiu a criação de
inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções             Ligia Pezzuto
                                                                                     Especialista em Língua Portuguesa
semânticas e sintáticas.
                                                                                      (11) 3864-4494 ou 8546-1725
   Recebeu ainda o prêmio do concurso da revista “O Cruzeiro” (quatro
contos, 1929); prêmio Humberto de Campos da Editora José Olympio (2o
lugar, 1938); prêmio Sociedade Felipe d’Oliveira com o livro Sagarana (1946);
prêmio Carmem Dolores Barbosa e prêmio Paula Brito com o livro Grande
                                                                                                        longevità
Sertão: Veredas (1956); e prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira                                (11) 3531-6675
                                                                                        Estética facial, corporal e odontológica *
de Letras pelo conjunto de sua obra (1961).
                                                                                        Massagem * Drenagem * Bronze Spray *
   João Guimarães Rosa desapareceu prematuramente aos 59 anos de idade,                            Nutricionista * RPG
no ápice de sua carreira diplomática e literária. Em 1966 seus livros já estavam     Rua Maria Amélia L. de Azevedo, 147 - 1o. andar
traduzidos na França, Itália, Estados Unidos da América, Canadá, Alemanha,
Espanha, Polônia, Holanda e Checoslováquia.
                                                                                     Terminou de
   Em 1967, considerado fenômeno da literatura brasileira, seria indicado
para o prêmio Nobel de Literatura por iniciativa de seus editores alemães,           escrever seu
franceses e italianos. A indicação foi barrada em decorrência de sua morte.          livro? Então
Não restam dúvidas de que foi um dos mais importantes escritores brasileiros         publique!
de todos os tempos.
    São suas obras: Magna (versos, 1936); Sagarana (contos, 1946); Com o             Nesta hora importante, não deixe de
Vaqueiro Mariano (reportagem poética, 1947); Corpo de Baile (ciclo nove-             consultar a RUMO EDITORIAL.
lesco, 2 volumes, 1956); Grande Sertão: Veredas (romance, 1956); Primeiras           Publicações com qualidade impecável,
Estórias (contos, 1962); Manuelzão e Miguilim (1964); No Urubuquaquá,                dedicação, cuidado artesanal e preço
no Pinhém (1965); Noites do Sertão (1965); Campo Geral (1964); Tutameia              justo. Você não tem mais desculpas
                                                                                     para deixar seu talento na gaveta.
– Terceiras Estórias (contos, 1967); Estas Estórias (contos póstumos, 1969);
Ave, Palavra (diversos póstumos, 1970); além de obras em colaboração: O                  rumoeditorial@uol.com.br
Mistério dos MMM (1962) e Os Sete Pecados Capitais (1964).                                      (11) 9182-4815
8   O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011
                                                                                     SUPLEMENTO LITERÁRIO




                                                                  Casal grávido
                                                                 Um ato de amor
                                                     José Jucovsky




                                                       C	   Criação Milenar de divino sopro
                                                       A	   Agora humana amores sopra
                                                       S	   Sensuais, pungentes, originais sementes
                                                       A	   Atingem matriz, aconchegante ninho
                                                       L	   Lastro fecundo de infinitas almas


                  Prefácio                             G	 Genes produzidos aos milhões pululam
                                                       R	 Rastreando céus, túneis, caminham
       (do livro Combinando Palavras                   A	 Alcançam inteiros seu destino, seu alvo
            com Nelson Jacintho)                       V	 Vibrantes, dois se tornam um
                                                       I	 Integração, alvorecer de fulgurante estrela
                                                       D	 Dinâmica microscópica a imitar o Cosmo
                                                       O	 Oh! Milagre!!...reproduziu-se a VIDA!!!
Carlos Roberto Ferriani




  E ele conseguiu
  com sabedoria, calma e muita tolerância,
  entre entraves e incongruências,
  pelas essências e sem ganâncias,
  dedicou seu tempo...
  Esmerou nas latitudes, nas longitudes,
  tornou histórica nossa participação,
  quinhão de soberbas atitudes,
  fez reuniões, desfez confusões, elucidou,
  clareou caminhos, com carinho.
  Atendeu a todos, para a Feira se alugou.
  Foi pai, amigo, conselheiro, nosso olheiro;
  foi lutador, valente e crente no nosso trabalho.
  Nosso agasalho da feira do Livro,
  abrigo nas deiscências, nosso Olinto.
  O nome dele Nelson Jacintho
  Ah! Com ter de toda hora,
  aurora feito amigo “do peito”,
  Deixamos aqui, de todos, querido Nelson,
  o nosso maior respeito.

O Bandeirante - n.229 - Dezembro de 2011

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    Jornal O Bandeirante Ano XX - no 229 - dezembro de 2011 Publicação Mensal da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Estado de São Paulo - SOBRAMES-SP Anjos da esperança Josyanne Rita de Arruda Franco Médica Pediatra Presidente da Sobrames SP / Biênio 2011-2012 Finda outro período de dias, com o viço que foi adormecendo compartilhamento, ajuda mútua horas e minutos que se sucederam durante todo o ano, oportunidade e respeito, deverão caber outra em meses até o fechamento do de resgatar os laços fraternos, de vez nos projetos de futuro, en- atual ciclo. Fim de ano... Não será tentar ser mais justo e humano. contrando guarida nos corações apenas o término do calendário No bercinho humilde que é e entre os presentes de Natal. em curso, sempre é o fim de uma manjedoura, o olhar do Menino Brindamos com quem amamos, era. O que levaremos para o fu- Deus para a santa mãe é promes- saudando a vida que nos mo- turo que nascerá no dia seguinte sa de redenção e caridade. Embe- vimenta e a esperança que nos com o sol? Um novo ano de pla- vecidos, olhamos a cena que mu- sustenta. Conosco estão nossos nos, metas, objetivos e desafios. dou a história do mundo. Estrelas amores, nossos sorrisos e nossas Desafiaremos continuar viven- enfeitavam o céu daquela noite lágrimas. Somos todos anjos da do apesar da tristeza e das frus- de bênçãos divinas, mas uma se esperança, elos de reconciliação trações. Continuaremos a buscar destacou apontando o caminho e união que permanecerão juntos o sorriso que enfeita as faces de da natividade, guiou os magos, em resistente corrente, mesmo quem nos olha extasiado pelo arrebatando pastores e seus ani- que o tempo passe, ainda que a carinho apaziguador do bem- mais até o cenário pobre e ilumi- presença física se torne ausência querer. Permaneceremos fiéis à nado. Comovido, ciente de sua irremediável. receita cotidiana que nos molda humanidade na cena anunciada Foi assim que se sucedeu com e faz seguir sem romper os pa- por legião de anjos, um pai olha aquela inesquecível e rememora- drões para tentar o novo – e por em silêncio respeitoso a jovem da noite feliz! Aconteceu há mi- isso mesmo os queixumes e res- esposa e seu filhinho; ao lado de lhares de anos, mas continuamos mungos poderão ser recorrentes, sua Sagrada Família, será o guar- festejando a humilde santidade conhecidos e sem novidades – ou dião da realeza divina. da família sem riquezas que ensi- viraremos a mesa para tentar Milhares de anos se passaram nou ao mundo o quanto o amor proposta alternativa de conforto desde aquela noite. A família de é capaz de transformar a vida e o e serenidade, sem apelar para as Jesus é o destaque do mês de destino de cada um. místicas fórmulas de felicidade e dezembro e a promessa do ano Que o Natal renove os votos realizações? Enxergaremos ver- vindouro; envolve, em laços de de união e solidariedade para to- dadeiramente nossas vidas? ternura e harmonia, cada cora- das as famílias do mundo! Natal e Ano Novo são a alegria ção sensível, cada emoção palpá- Que o Ano Novo fortaleça os do calendário! Dezembro celebra vel. Ressalta e relembra todos os vínculos de perseverança, traba- o Dia da Família e o da Justiça no mortais do papel fundamental da lho e coerência capazes de fazer mesmo dia oito. Um tempo de família na condução do futuro de do planeta um lugar melhor! querer felicidade, momento de seus membros. Boas Festas! Feliz Natal! Feliz desejar de novo, de fazer contato Apoio, amizade, consideração, 2012!
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    2 O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011 EXPEDIENTE Que posso escrever nesta conversa de dezembro? Jornal O Bandeirante Que Natal é o mês de Paz, que todas as pessoas devem ANO XX - no 229 - Dezembro 2011 se confraternizar e perdoar mágoas e ressentimentos? Publicação mensal da Sociedade Brasileira de Médicos Que é uma época para renovarmos nossas amizades, Escritores - Regional do Estado de São Paulo SOBRAMES-SP. nosso amor pelo próximo, de lembrar-se do irmão Sede: Rua Alves Guimarães, 251 - CEP 05410-000 - Pinheiros - São Paulo - SP Telefax: (11) 3062-9887 / 3062-3604 Editores: com frio e fome sentado em qualquer calçada imunda Josyanne Rita de Arruda Franco e Carlos Augusto Ferreira Galvão. Jornalista Responsável e Revisora: Ligia Terezinha da cidade? Pezzuto (MTb 17.671-SP). Redação e Correspondência: Rua Francisco Pereira Coutinho, 290, ap. 121 A – V. Municipal – CEP 13201-100 – Jundiaí – SP E-mail: josyannerita@gmail.com Tels.: (11) 4521-6484 Celular (11) 9937-6342. Colaboradores Muita calma, faremos isso como bons burgueses em desta edição: Aída Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini, Alcione todo o mês de dezembro. Vamos chamá-lo de mês do Alcântara Gonçalves, Carlos Roberto Ferriani, Flerts Nebó, Helio Begliomini, Hildette Rangel Enger, José Jucovsky, Perdão Universal. Silenciaremos nossa metralhadora Josyanne Rita de Arruda Franco, Márcia Etelli Coelho. Tiragem desta edição: 300 exemplares (papel) e mais de bucal para os maus motoristas, para os maus políticos, 1.000 exemplares PDF enviados por e-mail. para os amigos que sempre fazemos questão de denegrir por nossa exclusiva Diretoria - Gestão 2011/2012 - Presidente: Josyanne Rita de Arruda Franco. Vice-Presidente: Luiz Jorge Ferreira. vocação. Primeiro-Secretário: Márcia Etelli Coelho. Segundo- Secretário: Maria do Céu Coutinho Louzã. Primeiro- Tesoureiro: José Alberto Vieira. Segundo-Tesoureiro: Aida Mas alegrem-se: já vai chegar janeiro do próximo ano e poderemos, como Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini. Conselho Fiscal Efetivos: Hélio Begliomini, Carlos Augusto Ferreira Galvão e Roberto todos os outros sete bilhões de habitantes deste planeta, dar um basta em tudo Antonio Aniche. Conselho Fiscal Suplentes: Alcione Alcântara Gonçalves, Flerts Nebó e Manlio Mário Marco Napoli. isto. Ufa! Acabou o Natal e estaremos voltando à normalidade civilizada: que Matérias assinadas são de responsabilidade de seus se dane o outro motorista. Amigos? Nunca mais! Vizinho com frio e fome, autores e não representam, necessariamente, a opinião da Sobrames-SP quem mandou não trabalhar? Disparo a minha arma mais mortal e certeira: a palavra falada, que se perde ao vento logo depois de atingir seu objetivo. Editores de O Bandeirante Flerts Nebó – novembro a dezembro de 1992 Viva a hipocrisia! Quando será que a humanidade vai evoluir a ponto de Flerts Nebó e Walter Whitton Harris – 1993-1994 Carlos Luiz Campana e Hélio Celso Ferraz Najar – 1995-1996 não precisar de Natais, Semanas Santas, Dias disso ou daquilo para realmen- Flerts Nebó e Walter Whitton Harris – 1996-2000 Flerts Nebó e Marcos Gimenes Salun – 2001 a abril de 2009 te se melhorar, obedecendo a primeira e mais justa lei criada: amar uns aos Helio Begliomini – maio a dezembro de 2009 Roberto A. Aniche e Carlos A. F. Galvão - 2010 outros? Josyanne R. A. Franco e Carlos A.F. Galvão - janeiro 2011 Feliz Natal... por enquanto... Presidentes da Sobrames – SP Roberto Antonio Aniche 1º. Flerts Nebó (1988-1990) 2º. Flerts Nebó (1990-1992) 3º. Helio Begliomini (1992-1994) 4º. Carlos Luiz Campana (1994-1996) 5º. Paulo Adolpho Leierer (1996-1998) 6º. Walter Whitton Harris (1999-2000) 7º. Carlos Augusto Ferreira Galvão (2001-2002) 8º. Luiz Giovani (2003-2004) 9º. Karin Schmidt Rodrigues Massaro (jan a out de 2005) 10º. Flerts Nebó (out/2005 a dez/2006) 11º. Helio Begliomini (2007-2008) 12º. Helio Begliomini (2009-2010) 13º. Josyanne Rita de Arruda Franco (2011-2012) Editores: Josyanne R. A. Franco e Carlos A.F. Galvão Revisão: Ligia Terezinha Pezzuto Diagramação: Mateus Marins Cardoso Impressão e Acabamento: Expressão e Arte Gráfica  CUPOM DE ASSINATURAS* Preço de 12 exemplares impressos: R$ 36,00 Nome:___________________________________________________________ End.completo: (Rua/Av./etc.) _______________________________________ Aniversário ________________________________ nº. _______ complemento _________ dezembro: nesta data querida, nossos parabéns! Cidade:_____________ Estado:_____ E-mail:___________________________ Evanir da Silva Carvalho – 20/12 Grátis: Além da edição impressa que será enviada por correio, o assinante receberá por e-mail 12 edições coloridas em arquivo digital (PDF) Geovah Paulo da Cruz – 02/12/11 *Disponível para o público em geral e para não sócios da SOBRAMES-SP Helmut Adolf Mataré – 24/12 Preencha este cupom, recorte e envie juntamente com cheque nominal à SOBRAMES-SP para REDAÇÃO “O Bandeirante” R. Francisco Pereira Coutinho, 290, ap. 121 A - V. Municipal - CEP 13201-100 - Jundiaí - SP Manlio Mario Marco Napoli – 10/12 Dê uma assinatura de “O BANDEIRANTE” de presente para um colega
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    SUPLEMENTO LITERÁRIO O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011 3 Maravilhoso mar Flerts Nebó Na página 60 do Livro “Uma breve História do Mundo”, encontramos o Capítulo 6 que se intitulou “Mara- vilhoso Mar” e nos relata o seguinte: “Nenhum outro pedaço de água salgada exerceu uma influência tão ampla sobre o nascimento do mundo atual como o Mar Mediterrâneo.” Não fosse esse mar, com suas qualidades peculiares e sua localização extraordinária, a vida econômica, social e natural, certamente o mundo teria tomado outro rumo. Numa época em que o mar calmo representava um recurso menos dispendioso e mais rápido que a terra, para o transporte de passageiros e diferentes cargas, ele apresentava vantagens, pois o Oeste aproximava-se do Oceano Atlântico e o leste era vizinho do Mar Vermelho e do Golfo Pérsico, tendo ainda um longo braço que era o Mar Negro que avançava para o interior da Ásia. Dois braços mais curtos, ladeando a península Itálica chegavam quase ao sopé das montanhas dos Alpes. O mar, poderíamos dizer, unia a África, a Europa e a Ásia, sendo que poderíamos julgar como uma autoestrada aquática, visto que unia regiões diversas, cada qual com seus produtos básicos, como metais: Cobre, Estanho, Ouro, Prata, Chumbo e as bebidas como vinhos, azeite de oliva, além de grãos. E ainda poderíamos aduzir as madeiras e o gado, além de especiarias, as armas e as roupas e seus diferentes tecidos. Não vou entrar em dissertação sobre ideias e crenças religiosas, assim como sobre Mitologias de priscas eras. Em resumo o Mediterrâneo se constituía em um verdadeiro Lago, que tinha uma abertura: o estreito de Gibraltar, desaguando no Atlântico. Estando praticamente todo cer- cado por terra, de modo geral apre- sentava-se como um lago calmo por longos períodos, onde barcos a remo ou simples embarcações com uma ou por uma pluralidade de velas, como os galeões, transportaram os Descobridores das diferentes regiões deste nosso planeta.
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    4 O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011 SUPLEMENTO LITERÁRIO Você e eu Aída Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini Encontro no céu Alcione Alcântara Gonçalves Olhos atentos, Olhares secretos, perdidos Comunicam-se, não falam Mãos não se tocam, se entendem Quero poder ser útil, Mentes pressentem, adivinham, imaginam Para poder te ajudar, Mostrando o verdadeiro caminho, Você, Por onde deves trafegar. Eu e você Somos sem termos sido, Quero saber o teu nome, Vivemos, há muito nos compreendemos Para poder te identificar, Sem realmente nos conhecermos, Nesta nossa linda caminhada, No cotidiano da vida. Em direção a algum lugar. Quero poder te abraçar, Para sentir o teu corpo, No momento do encontro, E também te escutar. Quero saber o que pensas, Para sentir a emoção, Quem é? Quem é? Que brota do teu coração, Quando você me falar. (resposta na edição de janeiro) Quero também te dizer, Elegante e bem disposta Que preparado, ainda não estou; Traz brilho às noites festivas Pressa não tenho de chegar, E se acaso não participa No Éden, pra te encontrar. Sua falta é sempre sentida. Tem a jovialidade No céu sei que estás, Da vida que é bem vivida. Pra lá também eu vou; Seu nome é o mesmo da ópera: Chegar lá, hoje, eu quero; Nossa querida _ _ _ _ ! Quero, mas não vou! Perfil 2011 Sobrames-SP Carlos Augusto Ferreira Galvão Atuação: Médico Psiquiatra Cidade de nascimento: Santarém - Pará Comida preferida: Pato no Tucupi Esporte: Futebol Livro de cabeceira atual: A Bíblia (Novo Testamento) Filme: A Última Esperança da Terra Viagem inesquecível: Festa do Sairé (Santarém – Pará) Sonho: chegar aos cem anos trabalhando Intolerância: detesto a burrice Características pessoais: chaaaaato Projeto futuro: já estou em meu futuro Filosofia de vida: viver e trabalhar, diminuindo sofrimentos.
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    SUPLEMENTO LITERÁRIO O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011 5 Carta de natal Hildette Rangel Enger Papai Noel Trás de volta Para mim Aquela casa Ao dobrar os sinos Cor-de-rosa Plantada na ladeira Onde a chuva Brincava Márcia Etelli Coelho De fazer lagoas Para meus barcos De papel Viajarem a esmo É meia noite... Primeiro minuto de um Novo Ano. E também o quintal Os sinos da Matriz quebram o silêncio Que eu pensava dos corações que tentam recomeçar. Ser floresta E fazia heroicas caçadas Tocam para perdoar os atos insanos De formigas e gafanhotos que ceifam tantas promessas de vida. Trás de volta Dobram para resgatar a esperança Meu começo acidentado que se vê sufocada pelas contínuas provações. Mas cheio de sonhos E fantasias Ecoam como testemunhas de que, apesar das adversidades, Preciso muito deles tudo vale a pena quando não esmorece a fé. Para continuar A caminhada Bendizem aqueles que vencem o medo e se levantam, E cumprir a minha sina... quando seria tão mais fácil se esconder. P Como não tenho .S. Celebram a coragem do primeiro passo Endereço certo que, mesmo inseguro, enfrenta o desconhecido. Deixa tudo arrumado Direitinho Exaltam os que entendem que a vida se faz no presente Em cima de um caderno e não anulam seus sonhos Onde escrevo poesias com as desculpas do “se... talvez... um dia”. Glorificam aqueles que não desistem da corrida e no último minuto avançam um pouco mais. A trilha é longa. Os desvios são inevitáveis. Mas sempre existe uma estrela para indicar o caminho. O Amor ilumina essa noite especial. Meu coração se revitaliza. E eu nem pergunto por que os sinos ressoam tão fortes. Sei que eles anunciam um novo ciclo. Sinto que eles batem por mim. Reafirmam que a vida sabiamente segue adiante. E eu só preciso aprender a acompanhá-la.
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    6 O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011 SUPLEMENTO LITERÁRIO Guimarães Rosa: médico, diplomata, Literato e grande “inventador” de vocábulos1 Helio Begliomini João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo – MG, em 27 de junho de 1908. Foi o primeiro dos sete filhos de Florduardo Pinto Rosa ("seu Fulô") e de Francisca Guimarães Rosa ("Chiquitinha"). Era inteligente, autodidata e com grande aptidão para Línguas. Já aos 7 anos começou a estudar francês e o fez com vários outros idiomas, como se pode verificar neste trecho da entrevista que deu a uma prima, anos mais tarde: "Falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituano, do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do checo, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração”. Aos 10 anos passou a residir na casa dos avós, em Belo Horizonte, onde concluiu o curso primário. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João Del-Rei, mas logo retornou a Belo Horizonte onde se formou. Em 1925, com apenas 16 anos, matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, concluindo o curso em 1930. Casou-se aos 22 anos, em 27 de junho de 1930 – dia e mês de seu aniversário de nascimento –, com Lígia Cabral Penna, na ocasião com 16 anos, com quem teve duas filhas: Vilma e Agnes. Após a formatura começou a exercer sua profissão em Itaguara, então município de Itaúna – MG, onde permane- ceu por cerca de dois anos. Foi nessa localidade que passou a ter contato com os elementos do sertão que serviriam de referência e inspiração à sua obra. Em seguida, Guimarães Rosa serviu como médico voluntário da Força Pública, durante a Revolução Constitucio- nalista de 1932, indo para o setor do túnel em Passa-Quatro – MG, onde tomou contato com o futuro presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira, que, naquela ocasião, era o médico chefe do Hospital de Sangue. Entrou, posteriormente, por concurso, para o quadro da Força Pública do Estado de Minas Gerais. Em 1933 foi para Barba- cena na qualidade de capitão médico do 9o Batalhão de Infantaria. Interrompeu sua vida como médico militar ao ser aprovado em 2o lugar no concurso para o Itamaraty, quando se tornou diplomata brasileiro, exercendo atividades na Europa (Alemanha e França) e na América Latina (Colômbia). No início da carreira diplomática, exerceu, como primeira função no exterior, o cargo de cônsul-adjunto do Bra- sil em Hamburgo, Alemanha, de 1938 a 1942. Aí conheceu Aracy Moebius de Carvalho que viria a ser sua segunda mulher. No contexto da II Guerra Mundial, para ajudar os judeus a fugir para o Brasil, emitiu, ao lado da segunda esposa, agora com o nome de Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, mais vistos do que as cotas legalmente estipuladas, tendo, por essa ação humanitária e de arrojo, ganhado, no pós-guerra, o reconhecimento do estado de Israel. Aracy é a única mulher homenageada no Jardim dos Justos entre as Nações, no Museu do Holocausto, em Israel. João Guimarães Rosa estreou na literatura, em 1929, com a publicação do conto “O mistério de Highmore Hall" na revista “O Cruzeiro”, o qual não faz parte de nenhum de seus livros. Em 1936, a coletânea de versos Magma, obra 1. Trabalho classificado para apresentação na IV Jornada Guimarães Rosa da Sobrames – MG, realizada na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Federal de Minas Gerais, de 14 a 15 de outubro de 2011. Anais da IV Jornada Guimarães Rosa. Sografe, Editora e Gráfica Ltda. Belo Horizonte 2011, páginas128-132.
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    SUPLEMENTO LITERÁRIO O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011 7 inédita, recebeu o Prêmio Academia Brasileira de Letras, com elogios do po- eta Guilherme de Almeida. Entretanto, destacou-se como contista, novelista Walter Whitton Harris Cirurgia do Pé e Tornozelo e romancista. Também afirmou escrever em transe mediúnico. Ortopedia e Traumatologia Geral CRM 18317 Em 1957 candidatou-se pela primeira vez, sem sucesso, à Academia Bra- Av. Pacaembu, 1.024 sileira de Letras. Foi eleito por unanimidade em 6 de agosto de 1963, em sua 01234-000 - São Paulo - SP segunda candidatura a esse silogeu. Entretanto, adiou a cerimônia de posse Tel.: 3825-8699 Cel.: 9932-5098 enquanto pode, pois afirmava ter medo de morrer no dia do evento. Só veio a assumir sua cadeira, a de número 2, em 16 de novembro de 1967, sucedendo o acadêmico João Neves da Fontoura e sendo recebido pelo acadêmico Afonso Dr. Carlos Augusto Galvão Arinos de Melo Franco. Psiquiatria e Psicoterapia Em seu discurso de posse, algumas passagens parecem antever a sua morte. Rua Maestro Cardim, 517 Constam nos últimos parágrafos em tom sarcástico as seguintes frases: “A gente Paraíso – Tel: 3541-2593 morre é para provar que viveu” e “(...). As pessoas não morrem, ficam encantadas”. Mas a palavra derradeira de seu pronunciamento foi o nome de sua cidade natal: Cordisburgo. PUBLICIDADE TABELA DE PREÇOS 2009 Fatidicamente, faleceu em 19 de novembro, três dias mais tarde, na (valor do anúncio por edição) 1 módulo horizontal R$ 30,00 cidade do Rio de Janeiro, de infarto do miocárdio. Sua morte permanece 2 módulos horizontais R$ 60,00 um mistério, sobretudo por estar previamente anunciada em sua obra mais 3 módulos horizontais R$ 90,00 marcante – Grande Sertão: Veredas –, romance qualificado por Guimarães 2 módulos verticais R$ 60,00 Rosa como uma "autobiografia irracional". De acordo com alguns críticos, 4 módulos R$ 120,00 6 módulos R$ 180,00 talvez a explicação esteja na própria travessia simbólica do rio e do sertão Outros tamanhos sob consulta de Riobaldo, ou no amor inexplicável por Diadorim, maravilhoso demais e terrível demais, beleza e medo ao mesmo tempo, ser e não ser, verdade josyannerita@gmail.com e mentira. REVISÃO Guimarães Rosa caracterizava em seus trabalhos literários a presença do sertão como palco das ações. Sua obra ficou marcada pela linguagem inovado- ra, utilizando elementos de linguagem popular e regional, com fortes traços de textos em geral de narrativa falada. Tudo isso, unindo à sua erudição, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções Ligia Pezzuto Especialista em Língua Portuguesa semânticas e sintáticas. (11) 3864-4494 ou 8546-1725 Recebeu ainda o prêmio do concurso da revista “O Cruzeiro” (quatro contos, 1929); prêmio Humberto de Campos da Editora José Olympio (2o lugar, 1938); prêmio Sociedade Felipe d’Oliveira com o livro Sagarana (1946); prêmio Carmem Dolores Barbosa e prêmio Paula Brito com o livro Grande longevità Sertão: Veredas (1956); e prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira (11) 3531-6675 Estética facial, corporal e odontológica * de Letras pelo conjunto de sua obra (1961). Massagem * Drenagem * Bronze Spray * João Guimarães Rosa desapareceu prematuramente aos 59 anos de idade, Nutricionista * RPG no ápice de sua carreira diplomática e literária. Em 1966 seus livros já estavam Rua Maria Amélia L. de Azevedo, 147 - 1o. andar traduzidos na França, Itália, Estados Unidos da América, Canadá, Alemanha, Espanha, Polônia, Holanda e Checoslováquia. Terminou de Em 1967, considerado fenômeno da literatura brasileira, seria indicado para o prêmio Nobel de Literatura por iniciativa de seus editores alemães, escrever seu franceses e italianos. A indicação foi barrada em decorrência de sua morte. livro? Então Não restam dúvidas de que foi um dos mais importantes escritores brasileiros publique! de todos os tempos. São suas obras: Magna (versos, 1936); Sagarana (contos, 1946); Com o Nesta hora importante, não deixe de Vaqueiro Mariano (reportagem poética, 1947); Corpo de Baile (ciclo nove- consultar a RUMO EDITORIAL. lesco, 2 volumes, 1956); Grande Sertão: Veredas (romance, 1956); Primeiras Publicações com qualidade impecável, Estórias (contos, 1962); Manuelzão e Miguilim (1964); No Urubuquaquá, dedicação, cuidado artesanal e preço no Pinhém (1965); Noites do Sertão (1965); Campo Geral (1964); Tutameia justo. Você não tem mais desculpas para deixar seu talento na gaveta. – Terceiras Estórias (contos, 1967); Estas Estórias (contos póstumos, 1969); Ave, Palavra (diversos póstumos, 1970); além de obras em colaboração: O rumoeditorial@uol.com.br Mistério dos MMM (1962) e Os Sete Pecados Capitais (1964). (11) 9182-4815
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    8 O BANDEIRANTE - Dezembro de 2011 SUPLEMENTO LITERÁRIO Casal grávido Um ato de amor José Jucovsky C Criação Milenar de divino sopro A Agora humana amores sopra S Sensuais, pungentes, originais sementes A Atingem matriz, aconchegante ninho L Lastro fecundo de infinitas almas Prefácio G Genes produzidos aos milhões pululam R Rastreando céus, túneis, caminham (do livro Combinando Palavras A Alcançam inteiros seu destino, seu alvo com Nelson Jacintho) V Vibrantes, dois se tornam um I Integração, alvorecer de fulgurante estrela D Dinâmica microscópica a imitar o Cosmo O Oh! Milagre!!...reproduziu-se a VIDA!!! Carlos Roberto Ferriani E ele conseguiu com sabedoria, calma e muita tolerância, entre entraves e incongruências, pelas essências e sem ganâncias, dedicou seu tempo... Esmerou nas latitudes, nas longitudes, tornou histórica nossa participação, quinhão de soberbas atitudes, fez reuniões, desfez confusões, elucidou, clareou caminhos, com carinho. Atendeu a todos, para a Feira se alugou. Foi pai, amigo, conselheiro, nosso olheiro; foi lutador, valente e crente no nosso trabalho. Nosso agasalho da feira do Livro, abrigo nas deiscências, nosso Olinto. O nome dele Nelson Jacintho Ah! Com ter de toda hora, aurora feito amigo “do peito”, Deixamos aqui, de todos, querido Nelson, o nosso maior respeito.