Triunfo dos estados
e dinâmicas
económicas nos
séculos XVII e XVIII
Reforço das
economias nacionais
e tentativas de
controlo do comércio
História A 11ºAno Prof. Carla Freitas
A riqueza das cortes
?
O tempo do grande comércio oceânico
Doc. 1A Pág. 74
Capitalismo comercial
• Gerar capital:
• Investimento: expansão dos
negócios
• Aumento do lucro
• Concorrência
Comércio colonial
Expansão territorial
Companhias de comércio
Extensão dos territórios
franceses na ìndia
Companhia das
índias Orientais
(1664)
Companhia das Índias Ocidentais - 1664 e
Companhia do Mississipi (que a substitui -1684)
O tempo do grande comércio oceânico
Séc. XVI)
Séc. XVII)
Principais zonas de disputa comercial:
América
Oriente
África
O tempo do grande comércio oceânico
Doc. 1C Pág. 74
Principais rotas comerciais/produtos:
• Rota do Cabo (especiarias, chá, seda, lacas, algodão)
• Rotas atlânticas: comércio triangular (açúcar, tabaco,
cacau, algodão, ouro, escravos)
O tempo do grande comércio oceânico
A importância do Tráfico Negreiro
https://www.youtube.com/watch?v=s7hwilqgqjI
• Mão de obra
preferencial no
continente
americano
• Atraso económico
no continente
africano
• Aculturação
• Questões raciais e
posteriores revoltas
Reforço das economias nacionais
Doc. 4 Página 77
Mercantilismo
• Teoria e prática económica
vigente na Europa, séc.s XVI a XVIII.
• Ao serviço do engrandecimento
dos estados absolutos:
 grandeza, poder e riqueza do
estado
 necessidade de receitas (luxo,
administração, aparelho militar)
• A riqueza do Estado 
abundância de metais preciosos
(metalismo)
• Riqueza deriva do incremento do
comércio externo
Reforço das economias nacionais
Doc. 5 Página 77
Mercantilismo
• Obtenção de uma balança
comercial favorável:
• proteção e promoção da
atividade manufatureira
(autossuficiência e
exportação)
• políticas fiscais e aduaneiras
que promovam a
exportação e limitem as
importações;
• reorganização do comércio
externo - exclusivo colonial.
Exportações
Importações
Reforço das economias nacionais
Doc. 6 Página 78
Mercantilismo francês
(Colbertismo)
• Objectivos de Colbert, ministro de
Luís XIV, séc. XVII:
 afastar a concorrência holandesa
 engrandecimento do Estado
• Aposta no setor manufatureiro
 Desenvolveu novas indústrias(ex.
linho, cristais de Murano, bordados,
etc.)
 Concedeu às manufaturas diversos
benefícios, como os empréstimos
sem juros, isenções fiscais…
• Grande dirigismo do Estado
Jean-Baptiste Colbert
Ministro de Estado e Intendente das Finanças
de Luís XIV
Gobelino (tapeçaria da Manufatura Gobelins), de 1667
Reforço das economias nacionais
Mercantilismo francês (Colbertismo) -
Medidas
• Produção Manufatureira
• criação de manufaturas reais (do Estado ou
privadas);
• modernização de técnicas e processos de
fabrico (recorre a técnicas e mão de obra
estrangeira);
• estabelece benefícios e privilégios fiscais;
• cria monopólios;
• faz o controlo da qualidade;
• regulamenta o trabalho fabril (salários,
preços, matérias-primas, etc):
• estabelece pautas aduaneiras protecionistas
(aplicou taxas alfandegárias às
importações)
Faianças, séc XVII
Fábrica de Nevers
Reforço das economias nacionais
Doc. 7 Página 79
Mercantilismo francês
(Colbertismo) - Medidas
Comércio Externo
• Expansão territorial e colonial na
América e no Oriente
• Desenvolvimento da frota mercante e
da marinha de guerra
• Criação de Companhias
Comerciais monopolistas (impôs
exclusivo colonial):
• Companhia das Índias Orientais
(Pacífico e Índico);
• Companhia das Índias Ocidentais
(Europa- África-América);
• Companhia do Norte (Báltico);
• Companhia do Levante (império
turco).
Territórios franceses na América
Atribuição de privilégios à Companhia da Índias
Orientais , por Luís XIV
Reforço das economias nacionais
Doc. C Página 80
Mercantilismo francês
(Colbertismo) -
Fracasso
• Desvalorização da
agricultura (inviabilizou a
criação de um mercado
interno de consumo);
• Excessiva
dependência/dirigismo do
estado;
• Sistema financeiro contrário
ao investimento particular;
• Gastos excessivos do Estado;
• Oposição da nobreza às
medidas mercantilistas
Reforço das economias nacionais
Mercantilismo Inglês (séc. XVII)
Objetivo:
Acabar com a concorrência da
Holanda e o seu poderio económico
Medidas:
• Maior flexibilidade que resulta
em mais
eficáciaadaptação às
circunstâncias
 Política aduaneira flexível
 protecionista (em crise
industrial ou abundância
agrícola)
 livre cambista (crise agrícola
e abundância industrial)
• Desenvolvimento da
agricultura e manufaturas
Reforço das economias nacionais
Mercantilismo Inglês (séc. XVII)
• Valorização da marinha e do
setor comercial
 Atos de Navegação (1651,
1660, 1663) – política
protecionista
 Expansão territorial (América do
Norte e Antilhas)
 Criação de grandes
companhias de comércio com:
 monopólios:
→ de zonas de exploração
→ de comercialização de
produtos
 poderes soberanos (justiça,
militares)
Edifício da Companhia das Indias Orientais,
quadro de Thomas Malton, c. 1800
Outras companhias britânicas
• Levant Company (Turquia)
• English Moscovy Company
(Rússia)
• Virginia Company (fundou a 1a.
colônia inglesa na América do
Norte)
• Royal Africa Company
(escravos)
• Hudson Bay Company
(Canadá)
Reforço das economias nacionais
Doc. 8 Página 82
Atos de Navegação
• Exclusividade do direito de
navegação nas águas britânicas;
• Exclusivo colonial
 Barcos estrangeiros só podiam entrar
nos portos ingleses se fossem
portadores de mercadoria produzida
nos respetivos países
 As mercadorias oriundas dos territórios
coloniais só podiam ser levadas para
Inglaterra em barcos ingleses
Aumento da marinha mercante
Desenvolvimento do comércio comércio
Aumento dos territórios colonizados Excerto do ato de Navegação de
1651, promulgado por Cromwell
Domínios do império britânico
A disputa pelas áreas coloniais
Doc. 11 Página 84
Antigo Regime busca do
equilíbrio de poder
• Formação de Alianças
• Conflitos
Século XVII e XVIII frágil equilíbrio
com inúmeros conflitos
• Questões dinásticas
• Questões económicas (depois 2º
metade séc. XVII)
 disputas comerciais
 Mercantilismo criou entraves ao
comércio externo na Europa
 disputas pelas áreas coloniais
 fontes de matérias – primas
 mercados consumidores
Batalha de Medway durante a Segunda
Guerra Anglo-Holandesa
(tela de Pieter Cornelisz van Soest, 1667).
Batalha de la Hogue, destruição da armada
francesa, 1692 (detalhe)
A disputa pelas áreas coloniais
Conflitos:
Holanda – Inglaterra-
França
1651-1689 – Holanda /
Inglaterra
• Guerras Anglo-
Holandesas: Derrota da
Holanda
 perde a sua hegemonia
no comércio europeu
 perde parte do seu
império colonial (América;
Oriente)
Quadros alusivois à primeira, segunda e Terceira
guerras anglo-holandesas
A disputa pelas áreas coloniais
Conflitos:
Holanda – Inglaterra-
França
1667-1763 - Holanda
/França
• Conflitos vários
relacionados com
questões territoriais e
económicas
 França torna-se uma
grande potência
económica
 Holanda alia-se à
Inglaterra
Guerra franco-holandesa
A disputa pelas áreas coloniais
Conflitos:
Holanda – Inglaterra- França
1689-1763 – França/Inglaterra
• questões territoriais, de
abastecimento e de mercados
 Guerra dos 7 Anos, de 1756 a
1763 (Europa e territórios
coloniais.)
 Vitória Inglesa Tratado de Paris
(1763)
 a França entrega diversas
possessões coloniais à Inglaterra
(na América do Norte, no
Oriente, em África) e à Espanha
Hegemonia marítima e colonial da
Inglaterra
Colónias europeias na América do Norte
antes da Guerra dos sete anos
Colónias europeias na América do Norte
após a Guerra dos sete anos
Deves saber
 Identificar as áreas comerciais disputadas pelos Estados
atlânticos
 Explicar os principios mercantilistas
 Enquadrar no mercantilismo o colbertismo e o mercantilismo
inglês
 Distinguir as políticas mercantilistas francesa e inglesa
 Reconhecer nas práticas mercantilistas, modos de afirmação
das economias nacionais
 Explicar a relação entre o domínio dos espaços coloniais e o
equilibrio político dos Estados europeus
E AINDA
 Interpretar documentos escritos e iconográficos relacionando-
os com os conteúdos
 Integrar a análise de documentos nas tuas respostas e análise
de conteúdos

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  • 1.
    Triunfo dos estados edinâmicas económicas nos séculos XVII e XVIII Reforço das economias nacionais e tentativas de controlo do comércio História A 11ºAno Prof. Carla Freitas
  • 2.
    A riqueza dascortes ?
  • 3.
    O tempo dogrande comércio oceânico Doc. 1A Pág. 74 Capitalismo comercial • Gerar capital: • Investimento: expansão dos negócios • Aumento do lucro • Concorrência Comércio colonial Expansão territorial Companhias de comércio Extensão dos territórios franceses na ìndia Companhia das índias Orientais (1664) Companhia das Índias Ocidentais - 1664 e Companhia do Mississipi (que a substitui -1684)
  • 4.
    O tempo dogrande comércio oceânico Séc. XVI) Séc. XVII) Principais zonas de disputa comercial: América Oriente África
  • 5.
    O tempo dogrande comércio oceânico Doc. 1C Pág. 74 Principais rotas comerciais/produtos: • Rota do Cabo (especiarias, chá, seda, lacas, algodão) • Rotas atlânticas: comércio triangular (açúcar, tabaco, cacau, algodão, ouro, escravos)
  • 6.
    O tempo dogrande comércio oceânico A importância do Tráfico Negreiro https://www.youtube.com/watch?v=s7hwilqgqjI • Mão de obra preferencial no continente americano • Atraso económico no continente africano • Aculturação • Questões raciais e posteriores revoltas
  • 7.
    Reforço das economiasnacionais Doc. 4 Página 77 Mercantilismo • Teoria e prática económica vigente na Europa, séc.s XVI a XVIII. • Ao serviço do engrandecimento dos estados absolutos:  grandeza, poder e riqueza do estado  necessidade de receitas (luxo, administração, aparelho militar) • A riqueza do Estado  abundância de metais preciosos (metalismo) • Riqueza deriva do incremento do comércio externo
  • 8.
    Reforço das economiasnacionais Doc. 5 Página 77 Mercantilismo • Obtenção de uma balança comercial favorável: • proteção e promoção da atividade manufatureira (autossuficiência e exportação) • políticas fiscais e aduaneiras que promovam a exportação e limitem as importações; • reorganização do comércio externo - exclusivo colonial. Exportações Importações
  • 9.
    Reforço das economiasnacionais Doc. 6 Página 78 Mercantilismo francês (Colbertismo) • Objectivos de Colbert, ministro de Luís XIV, séc. XVII:  afastar a concorrência holandesa  engrandecimento do Estado • Aposta no setor manufatureiro  Desenvolveu novas indústrias(ex. linho, cristais de Murano, bordados, etc.)  Concedeu às manufaturas diversos benefícios, como os empréstimos sem juros, isenções fiscais… • Grande dirigismo do Estado Jean-Baptiste Colbert Ministro de Estado e Intendente das Finanças de Luís XIV
  • 10.
    Gobelino (tapeçaria daManufatura Gobelins), de 1667
  • 11.
    Reforço das economiasnacionais Mercantilismo francês (Colbertismo) - Medidas • Produção Manufatureira • criação de manufaturas reais (do Estado ou privadas); • modernização de técnicas e processos de fabrico (recorre a técnicas e mão de obra estrangeira); • estabelece benefícios e privilégios fiscais; • cria monopólios; • faz o controlo da qualidade; • regulamenta o trabalho fabril (salários, preços, matérias-primas, etc): • estabelece pautas aduaneiras protecionistas (aplicou taxas alfandegárias às importações) Faianças, séc XVII Fábrica de Nevers
  • 13.
    Reforço das economiasnacionais Doc. 7 Página 79 Mercantilismo francês (Colbertismo) - Medidas Comércio Externo • Expansão territorial e colonial na América e no Oriente • Desenvolvimento da frota mercante e da marinha de guerra • Criação de Companhias Comerciais monopolistas (impôs exclusivo colonial): • Companhia das Índias Orientais (Pacífico e Índico); • Companhia das Índias Ocidentais (Europa- África-América); • Companhia do Norte (Báltico); • Companhia do Levante (império turco). Territórios franceses na América Atribuição de privilégios à Companhia da Índias Orientais , por Luís XIV
  • 14.
    Reforço das economiasnacionais Doc. C Página 80 Mercantilismo francês (Colbertismo) - Fracasso • Desvalorização da agricultura (inviabilizou a criação de um mercado interno de consumo); • Excessiva dependência/dirigismo do estado; • Sistema financeiro contrário ao investimento particular; • Gastos excessivos do Estado; • Oposição da nobreza às medidas mercantilistas
  • 15.
    Reforço das economiasnacionais Mercantilismo Inglês (séc. XVII) Objetivo: Acabar com a concorrência da Holanda e o seu poderio económico Medidas: • Maior flexibilidade que resulta em mais eficáciaadaptação às circunstâncias  Política aduaneira flexível  protecionista (em crise industrial ou abundância agrícola)  livre cambista (crise agrícola e abundância industrial) • Desenvolvimento da agricultura e manufaturas
  • 16.
    Reforço das economiasnacionais Mercantilismo Inglês (séc. XVII) • Valorização da marinha e do setor comercial  Atos de Navegação (1651, 1660, 1663) – política protecionista  Expansão territorial (América do Norte e Antilhas)  Criação de grandes companhias de comércio com:  monopólios: → de zonas de exploração → de comercialização de produtos  poderes soberanos (justiça, militares) Edifício da Companhia das Indias Orientais, quadro de Thomas Malton, c. 1800 Outras companhias britânicas • Levant Company (Turquia) • English Moscovy Company (Rússia) • Virginia Company (fundou a 1a. colônia inglesa na América do Norte) • Royal Africa Company (escravos) • Hudson Bay Company (Canadá)
  • 17.
    Reforço das economiasnacionais Doc. 8 Página 82 Atos de Navegação • Exclusividade do direito de navegação nas águas britânicas; • Exclusivo colonial  Barcos estrangeiros só podiam entrar nos portos ingleses se fossem portadores de mercadoria produzida nos respetivos países  As mercadorias oriundas dos territórios coloniais só podiam ser levadas para Inglaterra em barcos ingleses Aumento da marinha mercante Desenvolvimento do comércio comércio Aumento dos territórios colonizados Excerto do ato de Navegação de 1651, promulgado por Cromwell
  • 18.
  • 19.
    A disputa pelasáreas coloniais Doc. 11 Página 84 Antigo Regime busca do equilíbrio de poder • Formação de Alianças • Conflitos Século XVII e XVIII frágil equilíbrio com inúmeros conflitos • Questões dinásticas • Questões económicas (depois 2º metade séc. XVII)  disputas comerciais  Mercantilismo criou entraves ao comércio externo na Europa  disputas pelas áreas coloniais  fontes de matérias – primas  mercados consumidores Batalha de Medway durante a Segunda Guerra Anglo-Holandesa (tela de Pieter Cornelisz van Soest, 1667). Batalha de la Hogue, destruição da armada francesa, 1692 (detalhe)
  • 20.
    A disputa pelasáreas coloniais Conflitos: Holanda – Inglaterra- França 1651-1689 – Holanda / Inglaterra • Guerras Anglo- Holandesas: Derrota da Holanda  perde a sua hegemonia no comércio europeu  perde parte do seu império colonial (América; Oriente) Quadros alusivois à primeira, segunda e Terceira guerras anglo-holandesas
  • 21.
    A disputa pelasáreas coloniais Conflitos: Holanda – Inglaterra- França 1667-1763 - Holanda /França • Conflitos vários relacionados com questões territoriais e económicas  França torna-se uma grande potência económica  Holanda alia-se à Inglaterra Guerra franco-holandesa
  • 22.
    A disputa pelasáreas coloniais Conflitos: Holanda – Inglaterra- França 1689-1763 – França/Inglaterra • questões territoriais, de abastecimento e de mercados  Guerra dos 7 Anos, de 1756 a 1763 (Europa e territórios coloniais.)  Vitória Inglesa Tratado de Paris (1763)  a França entrega diversas possessões coloniais à Inglaterra (na América do Norte, no Oriente, em África) e à Espanha Hegemonia marítima e colonial da Inglaterra Colónias europeias na América do Norte antes da Guerra dos sete anos Colónias europeias na América do Norte após a Guerra dos sete anos
  • 23.
    Deves saber  Identificaras áreas comerciais disputadas pelos Estados atlânticos  Explicar os principios mercantilistas  Enquadrar no mercantilismo o colbertismo e o mercantilismo inglês  Distinguir as políticas mercantilistas francesa e inglesa  Reconhecer nas práticas mercantilistas, modos de afirmação das economias nacionais  Explicar a relação entre o domínio dos espaços coloniais e o equilibrio político dos Estados europeus E AINDA  Interpretar documentos escritos e iconográficos relacionando- os com os conteúdos  Integrar a análise de documentos nas tuas respostas e análise de conteúdos