O EMBARGO“Objeto Quase”José Saramago
Dormiam tranquilamente...
Acordou com a sensação aguda de um sonho degolado...
Vestiu-se sem acender a luz.
Viu um rato morto , enquanto acendia o terceiro cigarro
Se não fosse o frio,  poderia dizer-se que transpirava como um corpo vivo
O dia começava bem
O conta-quilômetros deu um salto repentino para 90. Que seria isto?
O ponteiro indicava meio depósito...
Com todas as voltas que tinha que dá, resolveu abastecer...
Deviam estar à frente uns vinte carros...
Maldito embargo!!!!!
Relaxou-se...
Enfim, o tanque cheio!!!
O que faria primeiro?
O carro não lhe obedecia...Parando assim em outro posto...
Colocou apenas um litro...
Chegou à frente do escritório
E não conseguia sair...
Olhou-se no retrovisor não via nenhuma diferença no rosto...Apenas uma aflição imprecisa!!!
Feriu-se na testa e na mão esquerda, enquanto uma súbita vontade de urinar se expandia..
Finalmente, chegou na rua de sua casa...A mulher descera, teimou em entrar e ele gritou-lhe que não...
E viu o marido, naquele casulo...Pensou que o marido estava louco e que fingia não poder sair...
Aproveitou e fugiu,enquanto sua mulher telefonava para pedir ajuda...
                 ExaustoJá pensava em desistir!!!
Abriu a porta para se libertar...E quando o motor morrera...Aproveitou e escorregou do carro... E ficou deitado sobre as pedras...
GrupoCamila Rodrigues   Juliana TabitaLeytice Alves   Renata Cibele   Obrigada!!!

1 o embargo