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Arquimedes e o paquiderme <ul><li>Rezava a tradição que, após visitar o animal sagrado e pedir dele a proteção para a famí...
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Arquimedes e o paquiderme

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O velho matematico e o elefante...

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Arquimedes e o paquiderme

  1. 1. Arquimedes e o paquiderme <ul><li>Era uma vez um reino distante cujo animal sagrado era o elefante. Todo ano, no dia do aniversario do rei, o mais belo dos elefantes era conduzido até a praça principal do reino, onde eram coletados os impostos. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>A praça possuía um grande lago onde estava fundeada a barcaça real e próxima ao ancoradouro ficava o jardim de coleta. Viam-se na diagonal deste jardim dois grandes pratos, perfeitamente equilibrados ao nível do chão. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Ao chegar, Sua Majestade ordenava ao ministro coletor que conduzisse o elefante ate um desses pratos e como era de se esperar, lentamente esse prato ia afundando. </li></ul><ul><li>À medida que o prato onde ficava o elefante afundava, e o outro, localizado na extremidade oposta do jardim, ia se levantando, pois ambos eram parte de uma bem montada e precisa balança de dos pratos. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  2. 2. Arquimedes e o paquiderme <ul><li>Rezava a tradição que, após visitar o animal sagrado e pedir dele a proteção para a família, à saúde e a colheita, os súditos dirigiam-se ao outro prato e nele lançavam suas moedas de ouro. </li></ul><ul><li>Consta que o elefante só poderia atender aos pedidos quando retornasse ao nível do jardim, isto é, quando o peso das moedas de ouro equilibrassem o peso do elefante. </li></ul><ul><li>E, lá, como cá, os governantes sempre acham que devem aumentar os impostos, e o rei fazia isso facilmente, pois lhe bastava alimentar mais e melhor o elefante sagrado para que no ano seguinte tivesse mais ouro. </li></ul><ul><li>Mas, bem alimentado e cuidado, o elefante cresceu tanto que um certo ano a balança se partiu. Como não houvesse tempo para a balança ser reparada, sua Majestade disse ao ministro: </li></ul><ul><li>“ Quero o meu ouro e depressa”. </li></ul><ul><li>Trata de encontrar um a saída para que a coroa receba o ouro devido. </li></ul><ul><li>Tens até o amanhecer ou perderás a cabeça”. </li></ul>
  3. 3. Arquimedes e o paquiderme <ul><li>Enquanto pensava numa solução, o coletor olhava para a mansidão do lago que mais parecia um espelho e não pode deixar de observar que quando o rei e sua comitiva subiram na barcaça real para descansar, após balançar um pouco, estabilizou-se, ficando imóvel como a superfície do lago. </li></ul><ul><li>Havia na barcaça, porém, uma nova marca dágua, denotando que ela afundara um pouco em conseqüência do peso da comitiva real. </li></ul><ul><li>“ Achei“, gritou ele imediatamente e nem quis esperar pelo novo amanhecer. Amanhã quando a comitiva real deixar a barcaça, eu trarei o elefante e o colocarei na barcaça, ele prosseguiu. Ela certamente vai afundar um pouco com o peso do animal. Então vamos marcar o nível da água na parte exterior do barco. Basta depois tirar o elefante da barcaça que ela iria elevar-se e o povo pode atirar nela as moedas de ouro até que a água alcance outra vez essa marca. </li></ul><ul><li>“ Quando isso acontecer, a barcaça terá que conter uma quantidade de ouro equivalente ao peso do elefante“. </li></ul><ul><li>  </li></ul>

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