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1.       INTRODUÇÃO         Diz-se que ora vivemos na “Sociedade do Conhecimento”, ondeos bens intangíveis têm maior valor...
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FIG. 2: MODELO PROATIVO                                                          Consciência profunda do certo e do       ...
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FIG. 3: Roteiro para a Elaboração do PEV com Mentoreação [09]                         35(3$5$7,926                        ...
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•    Monitoração e controle das ações de execução, dos custos, dos     prazos e dos resultados.•    Avaliação do real aten...
8.       BIBLIOGRAFIA[01] ALBRECHT, Karl. Radar corporativo: como entender os cenários queestarão regendo o futuro dos neg...
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Mentoreação para o Planejamento Estratégico de Vida

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Módulo: 908 MENT_PEV_ART FACESM_V3
Tópico: ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL
Assunto: Mentoreação para o Planejamento Estratégico de Vida
Artigo publicado na revista da FACESM (Itajubá, MG)
Escopo:

RESUMO

ABSTRACT

1. INTRODUÇÃO

2. CONCEITOS

3. ATITUDE REATIVA X ATITUDE PROATIVA
3.1. Modelo Reativo
3.2. Modelo Proativo

4. ROTEIRO DO PEV

5. ETAPAS DE PLANEJAMENTO DO PEV
5.1. Etapa 1: Preparativos
5.2. Etapa 2: Diagnóstico da Situação Atual
5.3. Etapa 3: Delineamento do Novo Paradigma
5.4. Etapa 4: Desenvolvimento do PEV
5.5. Etapa 5: Programação das Ações

6. ETAPAS DE EXECUÇÃO, CONTROLE, AVALIAÇÃO E REVISÃO DO PEV
6.1. Etapa 6: Execução do PEV
6.2. Etapa 7: Controle, Avaliação e Revisão do PEV

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

8. BIBLIOGRAFIA

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Mentoreação para o Planejamento Estratégico de Vida

  1. 1. MENTOREAÇÃO E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE VIDAMentoring and Strategic Planning for Life Antonio Sallum Librelato (*)RESUMO As novas exigências criadas pela Sociedade do Conhecimentorequerem cada vez mais que as pessoas façam a gestão de suas vidascomo se fossem verdadeiras empresas, sendo elas mesmas o principalpatrimônio, a ser administrado de forma estratégica e dinâmica. Issorequer que as pessoas conheçam a si mesmas em maior profundidade eaprendam a usar os métodos de planejamento estratégico para estabelecerobjetivos, metas e cursos de ação para a consecução de seus sonhos. Otexto mostra como a mentoreação pode apoiar as pessoas a desenvolver eexecutar seus Planos Estratégicos de Vida.Palavras-chave: autoconhecimento, mentoreação, planejamentoestratégico, ação proativa.ABSTRACT The new exigencies created by the Knowledge Society requirepersons, each day more, to manage their lives as they were realenterprises, themselves being the main patrimony to be strategic anddynamically managed. This requires persons to know themselves deeply,and learn how to use strategic planning methods to set objectives, goalsand courses of action for the achievement of their dreams. The text showshow mentoring may help persons to develop and execute their StrategicPlanning for Life.Key words: self-knowledge, mentoring, strategic planning, and proactiveaction.(*)Diretor da EThICS EngineeringEngenheiro de EletrônicaSão José dos Campos – SP(12) 3941 8277a.sallum@uol.com.brMarço, 2005. 1
  2. 2. 1. INTRODUÇÃO Diz-se que ora vivemos na “Sociedade do Conhecimento”, ondeos bens intangíveis têm maior valorização que os bens físicos. Osconhecimentos, as idéias, a inovação e a criatividade são bensdemandados e consumidos cada vez mais, em velocidades cada vezmaiores. [01], [04], [06], [10]. As condições da sociedade, da economia e da tecnologia desteinício de século fazem com que as pessoas e as organizações tenham queaprender a sobreviver, a evoluir e a conviver em um ambiente no qual aforma de viver, em especial a forma de trabalhar, está em rápida econtínua mudança. Isso traz incerteza e riscos elevados. Muitas pessoasse sentem perdidas, não são “donas” de seus destinos e não conseguemestabelecer um sentido para suas vidas, ficando frustradas por jamaisrealizarem seus sonhos. [04], [05], [06], [10]. Hoje é necessário que as pessoas dirijam o seu futuro de formaproativa, praticamente se responsabilizando pela sua própria formação eatualização, cada um tendendo a ser uma “organização que aprende”,onde elas mesmas são o principal patrimônio. As pessoas devem, paraisso, elaborar um planejamento pessoal, para estabelecer, de formaestruturada, seus objetivos de médio e longo prazo, suas metas e asatividades, levando em conta que serão investidos muito tempo edinheiro na sua realização, acompanhado de muitas expectativas e deesperanças que não devem ser frustradas. [03], [05], [06], [08], [10], [12]. O planejamento estratégico é a forma ideal para isso, pois leva àdefinição dos elementos duradouros (tais como missão, princípios, visão)e dos elementos mutáveis (objetivos, metas, estratégias), de formaalinhada e criando um foco para a concentração e o direcionamento dosesforços. Requer o reconhecimento dos pontos fortes e dos pontos fracosexistentes em seu ambiente interno, e a identificação das oportunidades edas ameaças apresentadas pelo ambiente externo, de maneira dinâmica.[03], [12]. As pessoas necessitam aprender a planejar, adquirir novosconhecimentos e ampliar suas capacitações com eficácia. As formasconvencionais de treinamento têm-se mostrado insuficientes para essafinalidade, pois é necessário atender as necessidades específicas de cada 2
  3. 3. pessoa, em seus diferentes papéis nos círculos de atuação: íntimo,familiar, social e profissional. Os métodos de planejamento estratégicodevem ser adaptados para atender cada indivíduo, bem como aos gruposde trabalho e às organizações onde as pessoas atuam. Além doaprendizado das técnicas e dos métodos, serão necessários orientações eapoio, a cada caso. Assim é que as técnicas e métodos de “coaching” ede “mentoring” têm recebido novo alento. O Planejamento Estratégicode Vida objetiva prover tais condições através da mentoreação. [09].2. CONCEITOS São muitos os conceitos sobre mentoreação e planejamentoestratégico. Para a boa compreensão deste texto, os mais importantes são:Análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats): é ométodo de levantar os pontos fortes (S) e os pontos fracos (W) internos auma organização, as oportunidades (O) e as ameaças (T) que ocorrem noambiente externo, e de analisar os efeitos dos primeiros sobre assegundas, para estabelecer as melhores estratégias de aproveitamento dasoportunidades. [13].Coaching: é um tipo de relacionamento no qual o coach se comprometea apoiar e ajudar o aprendiz para que este possa atingir determinadoresultado ou seguir um determinado caminho. [02]Estratégia: arte de aplicar com eficácia os recursos de que se dispõe oude explorar as condições favoráveis de que porventura se desfrute,visando ao alcance de determinados objetivos. [07].Mentor /ô/ s.m. (1858 cf MS) 1. pessoa que serve a alguém de guia, desábio e experiente conselheiro. 1.1 p. ext., pessoa que inspira, estimula,cria ou orienta (idéias, ações, projetos, realizações, etc.) <ser o m. De umseminário> ETIM lat Mentor, oris, do antr. grego Mentor, personagem daOdisséia, de Homero, sVIII a.c., amigo e conselheiro de Ulisses, de quePalas Atena tomou a figura para instruir e formar Telêmaco, donde usocomo subst. com., como ´conselheiro, guia´. SIN/VAR: ver sinonímia demistagogo e chefe. [07]. 3
  4. 4. Mentorear v. B t.d. atuar (junto a alguém ou em algo) como mentor <m.alguém> <m. um projeto> GRAM a respeito da conj. deste verbo, ver –ear ETIM mentor + ear. [07].Mentoring (mentoreação): é uma relação entre duas ou mais pessoas,voltada para o desenvolvimento de carreira, na qual uma delas, maisexperiente (o mentor), proporciona orientação, modelagem de papel,compartilhamento de contatos e redes de relacionamento, transfere seuconhecimento, sabedoria e experiência, a uma outra, com menosconhecimento ou familiaridade em determinada área (o orientando ouprotegido). Proporciona o impulso vital para as pessoas que requeremajuda, orientação e visão do futuro para serem bem sucedidas. [02].PEV – Planejamento Estratégico de Vida: é a função de mentoreaçãoque, com base no autodiagnóstico e em métodos de planejamentoestratégico, apóia as pessoas para que estabeleçam seus objetivos e suasmetas de vida e executem as ações para a sua concretização. [09].Planejamento estratégico: é o processo metodológico para seestabelecer a melhor direção a ser seguida pela organização (ou oindivíduo), visando a interação otimizada com o ambiente e a atuaçãoinovadora e diferenciada. [11].Planejamento tático: é o processo para a utilização eficiente dosrecursos disponíveis na consecução dos objetivos fixados, segundoestratégias e políticas definidas pelo plano estratégico. [11].Planejamento operacional: é o processo formal e documental dasmetodologias de desenvolvimento e implantação das ações que levam aoatendimento dos objetivos estabelecidos. [11].3. ATITUDE REATIVA X ATITUDE PROATIVA Foi o psiquiatra Victor Frankl quem cunhou o “modeloproativo”, em contraposição ao “modelo reativo”. Segundo ele, existemtrês valores centrais na vida: a experiência (o que nos acontece), a criação(aquilo que colocamos no mundo) e a atitude (a nossa resposta emmomentos difíceis). Frankl considera a atitude o de maior valor entre ostrês, como referencial paradigmático, pois é a forma como reagimos àsexperiências da vida. [03], [05]. 4
  5. 5. 3.1. Modelo Reativo A FIG. 1 apresenta uma visão sistêmica dos elementosinfluentes na cadeia de causas e efeitos para o modelo reativo. FIG. 1: MODELO REATIVO Condições do meio ambiente, recursos disponíveis, etc. condições Relacionamentos, emoções, comportamento alheio, Dificuldades, facilidades, acontecimentos do passado situações momentâneas, etc. sentimentos CONDICIONAMENTO circunstâncias “REAÇÃO DEFENSIVA” (67Ë08/26 5(63267$6 AMBIENTES FÍSICO & SOCIAL Quando as pessoas são influenciadas apenas pelas forças queestão fora delas, os sentimentos, as condições e as circunstâncias externaspodem criar um condicionamento ao longo da vida, tornando-as reativas,isto é, as suas respostas aos estímulos do ambiente físico-social sãoalheias à sua vontade e implementadas de forma defensiva. A sua atitudeé negativa, reativa, trazendo como respostas mais problemas, ao invés desoluções.3.2. Modelo Proativo Analogamente, na FIG. 2 são mostrados os elementos influentesna cadeia de causas e efeitos para o modelo proativo. 5
  6. 6. FIG. 2: MODELO PROATIVO Consciência profunda do certo e do errado, dos princípios e do grau de Habilidade de pensar a respeito do harmonia dos pensamentos e ações próprio processo de pensamento com os princípios autoconsciência consciência LIBERDADE DE imaginação força de vontade ESCOLHA Capacidade de criar, na mente, Capacidade de cumprir com as imagens que transcendem a promessas e ser motivado para agir realidade atual “AÇÃO PROATIVA” (67Ë08/26 5(63267$6 AMBIENTES FÍSICO & SOCIAL São quatro os dons exclusivamente humanos, que todo serhumano possui, e que são ligados à proatividade [03], [12]:• A autoconsciência, que é a habilidade que nos permite pensar a respeito do próprio processo de pensamento. Ela nos permite examinar nossos paradigmas e determinar se estão baseados em realidades e princípios ou se constituem apenas uma conseqüência do condicionamento e das circunstâncias.• A consciência, que nos permite ter a noção do norte verdadeiro e dos princípios naturais e da nossa consciência profunda do certo e do errado.• A imaginação criativa, que nos permite visualizar os mundos possíveis, potencialmente existentes dentro de nós, e assim criar o futuro; é a fonte da motivação para agir em busca do que imaginamos.• A força de vontade, que nos leva a cumprir as promessas feitas a nós mesmos e agir motivados pelos objetivos. 6
  7. 7. Enquanto a autoconsciência dinamiza a proatividade, aimaginação e a consciência permitem expandi-la, a força de vontade nosleva a exercer a liderança pessoal, bem como a reescrever nossos papéis erealizarmos nossos objetivos. A proatividade é o hábito principal das pessoas supereficazes.Ser proativo é tomar iniciativas e decisões, e ser responsável pela própriavida. [03]. A pessoa sendo proativa, seu comportamento resultará dedecisões que tomou, e não das condições externas. Além disso, seussentimentos estarão subordinados aos valores. Terá sido construída,então, a sua liberdade de escolha, e suas ações serão proativas, isto é, seanteciparão aos condicionantes externos. A sua atitude será positiva econtribuirá com soluções para os problemas e não com mais problemas. A proatividade pode ser ensinada e as pessoas podem aprender aser proativas. Isso as ajudará a adotar o PEV – Planejamento Estratégicode Vida, reescrever seus papéis e realizar seus sonhos.4. ROTEIRO DO PEV O diagrama da FIG. 3 apresenta a seqüência das etapas quecompõem o método para a elaboração do PEV, em duas grandes fases: afases de planejamento e a fase de execução, controle, avaliação e revisão.São previstas realimentações às etapas de planejamento em função dosresultados obtidos. As funções de mentoreação são realizadas ao longo detodas as etapas. 7
  8. 8. FIG. 3: Roteiro para a Elaboração do PEV com Mentoreação [09] 35(3$5$7,926 “O que vamos fazer?” ,$*1Ï67,2$6,78$d­2$78$/ “Como sou?” (/,1($0(172212923$5$,*0$ “Como quero ser?” (6(192/9,0(1722 3(93/$1(-$0(172(675$7e*,2(9,$ “Quais são meus objetivos?” 352*5$0$d­2$6$d®(6 “O que devo fazer?” (;(8d­223(9 “Estas são minhas ações!” 5(68/7$26 “Estes são os resultados!” 21752/($9$/,$d­2(5(9,6­2 “Consegui o que eu queria?” “O que devo mudar?”5. ETAPAS DE PLANEJAMENTO DO PEV [09] As cinco primeiras etapas do PEV são voltadas para odiagnóstico, o delineamento de um novo paradigma, dos objetivos, dasmetas e da programação das ações a serem executadas.5.1. Etapa 1: Preparativos O objetivo desta etapa é estabelecer o Programa de Trabalhopara a mentoreação do PEV. 8
  9. 9. Através de entrevistas, diálogos, palestra e coleta deinformações pessoais, o mentor procura apresentar o método PEV econhecer a necessidade, o interesse e os propósitos da pessoa emparticipar do programa de mentoreação PEV. Busca também conhecer asprincipais visões de objetivos futuros e a atitude, se reativa ou proativa,da pessoa. Caso a pessoa deseje participar, são estabelecidas as linhasgerais do programa de trabalho, em função das disponibilidades de tempoe recursos, bem como do grau de premência de desenvolver o PEV poraquela pessoa.5.2. Etapa 2: Diagnóstico da Situação Atual Nesta etapa objetiva-se que a pergunta “Como sou?” sejarespondida pela pessoa. Através da busca do autoconhecimento pelapessoa, procura-se estabelecer o diagnóstico da sua situação atual, pormeio da conscientização e do autodiagnóstico, apoiado por leituras debibliografia especializada, questionários e roteiros. O diagnóstico inclui[12]:• Autoquestionamento;• Balanço Prévio;• Diagnóstico Comportamental quanto ao PEV;• Diagnóstico sobre Princípios Naturais, Valores Pessoais e Conceito de Vida;• Identificação e Avaliação de Pontos Fortes, Pontos Fracos e Padrões;• Diagnóstico Econômico-Financeiro: balanço e fluxo-de-caixa preliminares;• Avaliação dos diagnósticos e delineamento do Perfil Atual (“Como eu sou”). Os instrumentos primordiais para a realização desta etapa (e, éclaro, das demais) são a atitude proativa e a busca do autoconhecimento.Dessa forma, com o apoio do mentor, a pessoa terá consciência de seuparadigma atual, com relevância aos seus pontos fortes que poderãoajudá-la no futuro, bem como de seus pontos fracos, os quais deverão sertrabalhados, para que não se transformem em impedimento aos seusobjetivos. 9
  10. 10. 5.3. Etapa 3: Delineamento do Novo Paradigma De posse do paradigma atual, se dá início ao delineamento donovo paradigma, o qual deverá servir de base para o planejamento. Nestaterceira etapa se busca responder a pergunta “Como Quero Ser?”. Inicia-se com o treinamento, pelo mentor, sobre os elementos e métodos dePlanejamento Estratégico. Em seguida, serão definidos pela pessoa, como apoio do mentor, os elementos estratégicos duráveis [11], [12], [13]:• Força Motriz: quais as forças, habilidades, competências e talentos que são a força motriz da pessoa;• Negócio: qual é o campo de ação que melhor representa aquilo que a pessoa realmente gosta e que ela é realmente capaz de realizar bem;• Princípios, Valores e Limites: quais são as referências pelas quais a pessoa pauta suas ações, decisões e propósitos e quais os limites admissíveis;• Missão: a declaração de missão da pessoa descreverá o que ela é e de que forma ela contribui com o mundo a sua volta;• Visão: a declaração de visão da pessoa é a idéia que ela tem de seu futuro;• Perfil Futuro Desejado: a composição dos elementos acima, de forma integrada, permite construir o novo paradigma, com o Perfil Futuro Desejado, respondendo a pergunta “Como Quero Ser?”.5.4. Etapa 4: Desenvolvimento do PEV A etapa 4 é para que a pessoa estabeleça “Quais são meusobjetivos?”. Com a orientação do mentor e usando as ferramentas deplanejamento, deverão ser desenvolvidos os seguintes elementosestratégicos mutáveis [01], [11], [12].• Construção de cenários alinhados com os objetivos.• Reconhecimento de oportunidades e ameaças.• Análise SWOT pessoal.• Definição de objetivos pessoais.• Definição de prioridades e prazos.• Delineamento de metas pessoais.• Determinação de estratégias de ação.• Avaliação de viabilidade estratégica e econômica das metas. 10
  11. 11. 5.5. Etapa 5: Programação das Ações De posse de objetivos, prioridades, prazos e metas, pode-seprogramar a seqüência das ações a serem realizadas para alcançar osobjetivos. Isso se faz através de:• Planejamento tático, delineamento de projetos e dimensionamento de recursos.• Consolidação de alianças estratégicas.• Planejamento operacional de projetos.• Orçamentos e fluxos-de-caixa dos projetos.• Preparação dos instrumentos de apoio à ação e ao controle, nos horizontes anual, mensal, semanal e diário.6. ETAPAS DE EXECUÇÃO, CONTROLE, AVALIAÇÃO E REVISÃO DO PEV [09] De posse dos planos, são iniciadas as ações para a execução econtrole do que foi planejado e a avaliação dos resultados assim obtidos.Em função da concretização das metas e dos objetivos, bem como dograu de satisfação com os resultados, são feitas as atualizações e asmodificações nos planos, de forma consistente. [09].6.1. Etapa 6: Execução do PEV Resta agora executar as ações programadas e obter osresultados. Para tanto, se procede à:• Alocação dos recursos para a ação.• Agregação da ação de apoiadores e parceiros.• Execução das ações programadas.• Consolidação dos resultados.6.2. Etapa 7: Controle, Avaliação e Revisão do PEV À medida que as ações vão sendo executadas e os resultados vãosurgindo, deve-se executar:• Monitoração das condições ambientais internas e externas. 11
  12. 12. • Monitoração e controle das ações de execução, dos custos, dos prazos e dos resultados.• Avaliação do real atendimento dos objetivos e dos benefícios.• Realimentação para modificações dos planos estratégicos, táticos e operacionais.• Atualização do PEV em função das mudanças ambientais, concretização de metas e objetivos e para incluir novos objetivos e novas metas.7. CONSIDERAÇÕES FINAIS O método PEV integra o autoconhecimento e a atitude proativacom os conceitos, métodos e processos de planejamento estratégico e aorientação através de serviços de mentoreação. Dessa forma, objetiva-sefacilitar para que as pessoas encontrem forças para mudarem suasatitudes, estabelecerem seus objetivos e seguirem os planos, até aconcretização de seus sonhos. O PEV – Planejamento Estratégico de Vida, é voltado para asnecessidades pessoais. De forma análoga, estão disponíveis o PEG –Planejamento Estratégico de Grupos e o PEO – Planejamento Estratégicode Organizações, métodos e funções de mentoreação voltados para asnecessidades de grupos e de organizações. O grupo de trabalho tem objetivos estabelecidos pelo projetopara o qual foi formado, muitas vezes com metas e prazos pré-definidos.Uma vez formado, o grupo terá uma “personalidade”. O PEG atua tantosobre o grupo como entidade, quanto sobre as pessoas que fazem (oufarão) parte desse grupo. A mentoreação envolverá diagnóstico do grupo,mapas das competências necessárias e disponíveis, preparação dosmembros para o trabalho em grupo, o alinhamento de objetivos, odesenvolvimento da confiança, da comunicação e da colaboração. O PEO tem como escopo a organização (ou parte dela) e amentoreação abrange o desenvolvimento integrado dos planosestratégico, tático e operacional, bem como a reformatação da estruturaorganizacional. 12
  13. 13. 8. BIBLIOGRAFIA[01] ALBRECHT, Karl. Radar corporativo: como entender os cenários queestarão regendo o futuro dos negócios. São Paulo: Makron Books, 2000. 238 p.[02] CHIAVENATO, Idalberto. Construção de talentos – coaching mentoring: as novas ferramentas da gestão das pessoas. Rio de Janeiro: Ed.Campus, 2002. 188 p.[03] COVEY, Stephen R. Os 7 hábitos de pessoas altamente eficazes. 7. ed. SãoPaulo: Best Seller, 2000. 440 p.[04] DAVIS, Stan; MEYER, Christopher. Blur: a velocidade da mudança naeconomia integrada. 4. ed. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1999. 188 p.[05] FRANKL, Viktor E. Em busca de sentido: um psicólogo no campo deconcentração. 19. ed. São Leopoldo: Ed. Sinodal, 2004. 136 p.[06] GEUSS, Arie de. A empresa viva: como as organizações podem aprender aprosperar e se perpetuar. 4. ed. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 1998. 210 p.[07] HOUAISS, Antônio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Disponívelem http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm Acesso em 10 fev. 2005.[08] KLINK, Amyr. Gestão de sonhos, riscos e oportunidades. Salvador: Casada Qualidade, 2000. 193 p.[09] LIBRELATO, A. Sallum. EThICS 908.002.01 - PEV – PlanejamentoEstratégico de Vida: programa de serviços de mentoreação. EThICS, 2005. 7 p.[10] MASI, Domenico de. O ócio criativo. Rio de Janeiro: Sextante, 2000. 328p.[11] OLIVEIRA, Djalma de P. R. Planejamento estratégico: conceitos,metodologia, prática. 16. ed. São Paulo: Ed. Atlas, 2001. 337 p.[12] ULAF, Franciane. Planejamento pessoal: como organizar a vida pessoalpara atingir objetivos e aumentar a qualidade de vida. 3. ed., 2004. 136 p.[13] VASCONCELLOS Filho, Paulo; PAGNONCELLI, Dernizo. Construindoestratégias para vencer! – Um método prático, objetivo e testado para o sucessoda sua empresa. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 2001. 370 p. = 13

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