TEORIA TEXTUAL III                                    PROPRIEDADES DO TEXTO1. Coerência     Coerência é a relação que se e...
Ex.: José e Helena chegaram de férias. Crianças ainda, não entendem o que aconteceu com o             professor.          ...
1. (CESPE/INSS) O gênero textual apresentado permite o emprego da linguagem coloquial, como ocorre,por exemplo, em “Qualqu...
5. (CESPE_STF) O termo “ali” (R.9) refere-se ao antecedente “um grupo de escolas estaduais de ensinomédio de Pernambuco” (...
9. (FCC) ... “lá” também ... (2o parágrafo)É correto afirmar que “lá” retoma, considerando-se o contexto, a expressão:(A) ...
e) As reformas tributária e trabalhista estão na pauta brasileira há anos. A primeira, volta à agenda políticaeste ano, no...
Ex.: Naquela tarde, Pedro dirigiu se ao pai dizendo: – Cortarei a grama sozinho. (discurso direto)        Naquela tarde, P...
15. (FCC_TRE_AL) (...) as crianças, seres naturalmente carregados de energia e vitalidade, estãovivendo longas horas diári...
1. (FCC_TRF 4R) As técnicas não determinam nada, em si mesmas. Dependem de interpretações e usosconduzidos por grupos ou i...
3. (FCC_TRT_PARÁ) A afirmativa correta, de acordo com o texto, é:(A) A criação literária deve ser entendida como resultado...
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Teoria textual iii

  1. 1. TEORIA TEXTUAL III PROPRIEDADES DO TEXTO1. Coerência Coerência é a relação que se estabelece entre as partes do texto, criando uma unidade de sentido.2. Coesão Coesão é a ligação, a relação, a conexão entre as palavras, expressões ou frases do texto. Acoesão é manifestada por elementos formais. Os elementos coesivos assinalam a conexão entre partesdo texto. São muitos os mecanismos de coesão textual.3. Progressão Um bom texto implica progressão, isto é, que cada segmento que se sucede vá acrescentandoinformações novas aos anunciados anteriores. Cada segmento que ocorre deve acrescentar um dadonovo ao anterior, se a repetição de dados for funcional, acrescentará dados novos ao texto e sejustificará. As repetições sem função desqualificam o texto.FALTA DE COESÃO ADEQUADA Levantamos muito cedo. Fazia frio e a água havia congelado nas torneiras. Até os animais,acostumados com baixas temperaturas, permaneciam, preguiçosamente, em suas tocas. Apesar disso,deixamos de fazer nossa caminhada matinal com as crianças. Conclui-se o seguinte: as partes do texto não estavam devidamente ligadas. Diz-se então que faltoucoesão textual. Consequentemente, o trecho ficou sem coerência, isto é, sem sentido lógico.Termos Anafóricos e Catafóricos André e Pedro são ambos fanáticos torcedores de futebol. Apesar disso, são diferentes. Este nãobriga com quem torce para outro time; aquele o faz. Meu pai me disse isto: vá deitar cedo, onde “isto” antecipa “vá deitar cedo.Elementos conectores1) Pronomes pessoais, retos ou oblíquos Ex.: Meu filho está na escola. Ele tem uma prova hoje.2) Pronomes possessivos Ex.: Pedro, chegou a sua maior oportunidade.3) Pronomes demonstrativosa) O filho está demorando, e isso preocupa a mãe.b) Isto preocupa a mãe: o filho está demorando.c) O homem e a mulher estavam sorrindo. Aquele porque foi promovido; esta por ter recebido umpresente.4) Pronomes indefinidos Ex.: Naquela época, os homens, as mulheres, as crianças, todos acreditavam na vitória.5) Pronomes relativos Ex.: Havia ali pessoas que me ajudavam.6) Pronomes interrogativos Ex.: Quem será responsabilizado? O rapaz do almoxarifado, por não ter conferido os materiais.7) Substantivos
  2. 2. Ex.: José e Helena chegaram de férias. Crianças ainda, não entendem o que aconteceu com o professor. Crianças = José e Helena8) Advérbios Ex.: A faculdade ensinou-o a viver. Lá se tornou um homem. Lá = faculdade9) Preposições Ex.: Preciso de ajuda. Morreu de frio. Ex.: Perdemos tudo com a seca. Ex.: Trouxe copos de papel. • De fim ou finalidade Ex.: Vivia para o estudo. • De meio Ex.: Falaram por telefone. • De instrum ento Ex.: Feriu-se com a tesoura.10) Conjunções e locuções conjuntivas Ex.: Assim que sairmos, a aula acabará.QUESTÕES DE PROVA
  3. 3. 1. (CESPE/INSS) O gênero textual apresentado permite o emprego da linguagem coloquial, como ocorre,por exemplo, em “Qualquer um, não sendo irremediavelmente burro” (R.13) e “um tijolo de burrice” (R.14).2. (CESPE/INSS) A esperança de vida ao nascer e indicadores de renda e de educação compõem oíndice de desenvolvimento humano, usado para medir a qualidade de vida nos municípios e regiõesbrasileiras e nos diversos países do mundo.3. (CESPE/INSS) O termo “Essa situação”, empregado no último período do texto, refere-seexclusivamente à informação prestada no penúltimo período.
  4. 4. 5. (CESPE_STF) O termo “ali” (R.9) refere-se ao antecedente “um grupo de escolas estaduais de ensinomédio de Pernambuco” (R.6-7).(ESAF) Nas questões 6 e 7, numere os seguintes períodos de modo a constituírem um texto coeso ecoerente e, depois, indique a seqüência correta.6. ( ) Tal euforia foi alimentada pela expansão imoderada do crédito e, naturalmente, estava amparada em expectativas privadas excessivamente otimistas a respeito da evolução dos ganhos de capital e dos fluxos de rendimentos que decorreriam dos novos empreendimentos. ( ) O Fundo Monetário Internacional está sob fogo cerrado. ( ) Só agora os sábios entenderam que a degringolada foi resultado de sobrevalorização de ativos (incluídos os investimentos em capacidade produtiva). ( ) Tais increpações são até justificadas, mas não há qualquer sinal de que os acusadores tivessem sugerido, ainda que remotamente, a possibilidade do colapso. ( ) Muitos economistas de prestígio, como Jeffrey Sachs, vêm criticando duramente a incapacidade da instituição de se antecipar e prevenir o episódio asiático. (Baseado em texto de Luiz Gonzaga Beluzzo - Carta Capital, 18/2/1998)a) 2, 3, 5, 4, 1b) 3, 4, 2, 1, 5c) 5, 1, 4, 3, 2d) 4, 1, 3, 5, 2e) 3, 4, 2, 5, 17.( ) Não obstante, é ali que a velocidade espantosa das conquistas tecnológicas dispensa em maior grau a mobilização de novos recursos humanos para aumentar a produtividade das empresas.( ) A causa fundamental está nas migrações de grupos étnicos em processo de dizimação em seus países e de milhões de pessoas tangidas pela fome.( ) Nos Estados Unidos, por exemplo, a mão-de-obra fora do mercado de trabalho tem a mesma dimensão estatística dos últimos cinco anos.( ) As elevadas estatísticas de desemprego no Brasil não podem ser justificadas com o argumento de que se trata de fenômeno mundial.( ) Na Europa, onde há dezoito milhões de trabalhadores atirados à ociosidade forçada, o desemprego não resulta apenas da substituição do homem pela máquina. (Josemar Dantas - Direito & Justiça, 23/2/1998)a) 4, 1, 2, 5, 3b) 5, 3, 1, 2, 4c) 1, 2, 3, 5, 4d) 3, 5, 2, 1, 4e) 2, 3, 5, 4, 18. (FCC_TRE)No entanto, o conceito de cidadania não se esgota no direito de eleger e de ser eleito para compor osórgãos estatais incumbidos de elaborar, executar ou fazer cumprir as leis.A frase que reproduz corretamente, em outras palavras, o sentido original do segmento transcrito acima é:(A) Entretanto, como no conceito de cidadania, ele se esgota no direito de eleger e de ser eleito para osórgãos do Estado que vão elaborar, executar as leis ou fazer que se cumpra.(B) O conceito de cidadania restringe-se ao direito de votar, no entanto, e de ser eleito aos órgãos que seincumbiu de elaborar, executar ou cumprir as leis como se deve.(C) No entanto, porém, o conceito de cidadania deve esgotar- se não no direito dos órgãos estatais deeleger e de ser eleito para compô-las, incumbidos de elaborar, executar ou fazer cumprir as leis.(D) Cidadania é um conceito que se limita, no entanto, ao direito de eleger e de ser eleito para serincumbido não só de elaborar, executar ou fazer cumprir as leis, em órgãos estatais.(E) O conceito de cidadania, porém, abrange mais do que o direito de votar e de fazer parte dos órgãosdo Estado aos quais compete criar, executar ou fiscalizar o cumprimento das leis.
  5. 5. 9. (FCC) ... “lá” também ... (2o parágrafo)É correto afirmar que “lá” retoma, considerando-se o contexto, a expressão:(A) densidade raramente obtida.(B) papel fundamental.(C) resto do mundo.(D) critério de valoração.(E) norma europeia.10. (FCC) A frase que introduz uma ressalva no contexto é:(A) ... mas pode ser relevante no longo prazo.(B) – o que ajuda a reduzir o efeito estufa.(C) ... porque ainda não se mediu a capacidade de “ressurreição” da floresta.(D) ... que alguns proprietários de terras abandonam certas áreas ao longo do tempo ...(E) ... o que ocorre nas florestas secundárias também é importante ...11. (FCC) Não se sabe ainda com que intensidade esse fenômeno acontece na Amazônia. (3oparágrafo)A expressão grifada retoma corretamente, considerando- se o contexto, a(A) reconstituição de toda a biodiversidade da floresta.(B) capacidade de regeneração da mata após a derrubada.(C) reabsorção de parte do carbono emitido com o desmatamento.(D) preservação de boa parte da área coberta por mata original.(E) percepção do que realmente acontece com as florestas secundárias.15. Assinale a opção que constitui continuação coesa e coerente para o trecho do texto retirado do Jornaldo Brasil, 28/01/2008.O Brasil tem na China um de seus maiores e mais estratégicos parceiros comerciais no planeta. Não poracaso, ambas as nações se alinham entre os quatro países emergentes abrigados sob a sigla Bric (osoutros são a Rússia e a Índia). As compras e vendas de ambos os lados saltaram de US$ 1,54 bilhão em1999 para mais de US$ 23 bilhões no ano passado.a) Os brasileiros exportam minério de ferro e soja aos bilhões. Vendem também aviões fabricados pelaEmbraer, café, torneiras elétricas, cachaça, calçados, algodão. Importam máquinas industriais. Tambémadquirem toalhas e brinquedos produzidos por chineses, e negociados aqui com a etiqueta de marcasbrasileiras.b) E os encargos sociais que elevam até o dobro o custo de cada funcionário brasileiro. Está certo quedeixou de citar o fato de os empregados chineses arcarem com uma carga horária humilhante e terempouco ou nenhum direito trabalhista.c) O fato, contudo, é que os quase - 60 tributos entre taxas, impostos e contribuições - cobrados no Brasildesestimulam o investimento. E não é de hoje que o país cobra a modernização das leis do trabalho.d) Ao responder por que é mais barato fabricar na China e comercializar aqui (tática já adotada porempresas brasileiras e centenas de outras no mundo) cita, em primeiro lugar, a carga tributária — abrasileira corresponde a 36% do Produto Interno Bruto; a chinesa, a 17,5%.
  6. 6. e) As reformas tributária e trabalhista estão na pauta brasileira há anos. A primeira, volta à agenda políticaeste ano, no embalo do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira e da urgência de ogoverno abrir uma frente para recriar a CPMF via Congresso. PARÁFRASE1) Emprego de sinônimos. Ex.: Embora voltasse cedo, deixava os pais preocupados. Conquanto retornasse cedo, deixava os genitores preocupados.2) Emprego de antônimos, com apoio de uma palavra negativa. Ex.: Ele era fraco. Ele não era forte.3) Utilização de termos analógicos, isto é, que remetem a outros já citados no texto. Ex.: Paulo e Antônio já saíram. Paulo foi ao colégio; Antônio, ao cinema. Paulo e Antônio já saíram. Aquele foi ao colégio; este, ao cinema.4) Troca de termo verbal por nominal, e vice versa. Ex.: É necessário que todos colaborem. É necessária a colaboração de todos. Quero o respeito do grupo. Quero que o grupo me respeite.5) Omissão de termos facilmente subentendidos. Ex.: Nós desejávamos uma missão mais delicada, mais importante. Desejávamos missão mais delicada e importante.6) Mudança de ordem dos termos no período. Ex.: Lendo o jornal, cheguei à conclusão de que tudo aquilo seria esquecido após três ou quatro meses de investigação. Cheguei à conclusão, lendo o jornal, de que tudo aquilo, após três ou quatro meses de pesquisa, seria esquecido.7) Mudança de voz verbal Ex.: A mulher plantou uma roseira em seu jardim, (voz ativa) Uma roseira foi plantada pela mulher em seu jardim. (voz passiva analítica)8) Troca de discurso
  7. 7. Ex.: Naquela tarde, Pedro dirigiu se ao pai dizendo: – Cortarei a grama sozinho. (discurso direto) Naquela tarde, Pedro dirigiu se ao pai dizendo que cortaria a grama sozinho. (discurso indireto)9) Troca de palavras por expressões perifrásicas e vice versa Ex.: Castro Alves visitou Paris naquele ano. O poeta dos escravos visitou a cidade luz naquele ano.10) Troca de locuções por palavras e vice versa Ex.: O homem da cidade não conhece a linguagem do céu. O homem urbano não conhece a linguagem celeste. Da cidade e do céu são locuções adjetivas e correspondem aos adjetivos urbano e celeste. É importante conhecer um bom número de locuções adjetivas.QUESTÕES DE PROVA1. Mantém-se o sentido original de um segmento do texto, com outras palavras, em:(A) têm sido superlativas aqui = são as mais cultivadas no planeta.(B) alcançam níveis de superação artística = precisavam apresentar qualidade superior.(C) pode compor um elenco = apresenta uma equipe de prestígio.(D) acabou se alastrando para outros campos = estendeu- se para diversas esferas.(E) que é feito em outras paragens = que serve de exemplo para outros lugares.2. (FCC) Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma frase ou expressão dotexto em:(A) Certos estavam os teólogos = os teólogos estavam seguros.(B) tenha secretamente elegido a Terra = com desvelo foi escolhida a Terra.(C) onde o fogo crepita = aonde ardem as labaredas.(D) se riram da sua ingenuidade e presunção = fizeram glosa de sua inocência e premeditação.(E) era uma deformação do espírito = representava uma deturpação da alma.3. (FCC) É coerente com o sentido da frase Nosso individualismo, aliás, é a condição de nossasolidariedade a seguinte afirmação:(A) Fôssemos menos individualistas, poderíamos ser mais solidários.(B) Não obstante sejamos individualistas, sabemos ser também solidários.(C) É da nossa solidariedade que decorre todo o nosso individualismo.(D) Não fosse nossa solidariedade, não seríamos tão individualistas.(E) Nossa solidariedade depende substancialmente do nosso individualismo.6. As informações do texto deixam pressuposta a ideia de que a capacidade construtiva do setor navalbrasileiro sempre esteve em plena atividade. f
  8. 8. 15. (FCC_TRE_AL) (...) as crianças, seres naturalmente carregados de energia e vitalidade, estãovivendo longas horas diárias de concentração solitária e de imobilidade.Pode-se reconstruir com correção e coerência a frase acima, começando por As crianças estão vivendolongas horas diárias de concentração solitária e de imobilidade e complementando com(A) em que pesem os seres naturais, imbuídos de energia e de vitalidade.(B) não obstante sejam naturalmente providas de muita energia e vitalidade.(C) porquanto constituem-se como seres de natural energia e vitalidade.(D) ainda quando seres incutidos de energia e vitalidade em sua natureza.(E) mesmo quando se mostram atreladas a muita energia e força vital. IDEIA CENTRAL DO TEXTOÉ a ideia que não pode ser eliminada. Aquela em torno da qual giram as demais. Contém tudo o que éessencial no parágrafo.Como trabalhar adequadamente para reconhecer as ideias principais: Fazer uma leitura geral do texto. Efetuar uma leitura por parágrafo. Destacar em cada um, aquilo que for mais importante, sublinhando as ideias principais ou fazendoanotações.Sublinhar o mais importante e fazer anotações nas margens:Aplicar essa técnica simples e rápida exige que acompanhemos o texto com atenção e avaliemoscontinuamente aquilo que o emissor quis dizer e o que é mais importante em cada parágrafo.O recomendável é trabalhar sobre o parágrafo como unidade de sentido: ler primeiro todo o parágrafoe em seguida, descobrir o que ele diz e se sua mensagem central é relevante.Somente devemos sublinhar o fundamental. Os detalhes, os exemplos, as digressões do relato devemser evitados. O ideal, e quase sempre possível, é sublinhar de modo que, ao ler unicamente o que estásublinhado, o texto conserve o sentido e inclua todas as informações necessárias para a compreensãodos temas fundamentais.
  9. 9. 1. (FCC_TRF 4R) As técnicas não determinam nada, em si mesmas. Dependem de interpretações e usosconduzidos por grupos ou indivíduos que delas se apropriam.A ideia central do trecho acima está resumida de forma clara e correta nesta frase:(A) Uma vez que dependam de seu uso, as técnicas em nada se determinam por si mesmas.(B) Não é por elas, em si, mas pelo uso que delas se dá que as técnicas acabam por alcançar sua própriadeterminação.(C) É o controle exercido pelas técnicas que dá a quem as administra o poder de vir a determinar tudo.(D) O que as técnicas podem determinar não está nelas mesmas, mas no uso que delas faz quem ascontrola.(E) Como dependem de seu uso, não são as técnicas que se deixam conduzir por quem delas seaproprie.Há uma rotina de ideias a que não escapa sequer o escritor original. Os grandes temas, os temasuniversais, reduzem-se a uma contagem nos dedos – e quem escreve ficção vai beber sempre na mesmaaguada. Um ficcionista puxa outro. Dostoievski, Faulkner, Kafka deflagraram muitos contemporâneos,graças à sua força extraordinária de gravitação. Servem de impulso à primeira largada, seus modos dedizer e maneira de ver e sentir o mundo deixam de ser propriedade privada, incorporam-se à literaturacomo conquista de uma época, um condomínio em que as ideias se desligam e flutuam soltas.Fala-se comumente em influências na obra deste ou daquele autor. O termo, com o tempo, perdeucontorno pejorativo. Quem não tem influências, quem não se abeberou em alguém? Literatura é umorganismo vivo que não cessa de receber subsídios. Felizes os que, contribuindo com essa coisainquietante que é escrever, revigoram-lhe o lastro. Eles se realizam em termos de criação artística econtribuem, com sua experiência e suas descobertas, para que outros cheguem e deitem ali, também, oseu fardo.Stendhal inventou para o amor a teoria da cristalização que se poderia aplicar à coisa literária. No fundo,as ideias são as mesmas, descrevem um círculo vicioso que o escritor preenche conscientemente, seacrescentar ao que já encontrou feito uma dimensão pessoal. Criação espontânea, inspiração, musa?Provavelmente não existem, pelo menos na proporção em que os românticos quiseram valorizar asmanifestações do seu espírito. Escrever – e falo sempre em termos de criar – é um exercício meticulosoem busca do amadurecimento; quem escreve retoma uma experiência sedimentada, com o dever, que sóalguns eleitos cumprem, de alargá-la dentro da perspectiva do homem e da época. (Hélio Pólvora. Graciliano, Machado, Drummond & Outros. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1975, pp. 37-38)2. (FCC_TRT_PARÁ) A ideia central do texto está corretamente reproduzida em:(A) Alguns temas, que são universais, tornam-se a matéria-prima de escritores, que habitualmente seinfluenciam uns aos outros.(B) Obras que tratam de alguns temas, abordados sob influência explícita de outros autores, nem sempreapresentam verdadeiro valor literário.(C) Poucos escritores conseguiram, em sua época e em seu meio, abordar em suas obras temasedificantes para o acervo cultural da humanidade.(D) Os autores românticos parecem ter sido, realmente, os únicos inovadores quanto à transformação deexperiências de vida em temas literários.(E) Temas de domínio comum, compartilhados por autores sob influência mútua em uma mesma época,resultam em pequena valorização das obras em que são tratados.
  10. 10. 3. (FCC_TRT_PARÁ) A afirmativa correta, de acordo com o texto, é:(A) A criação literária deve ser entendida como resultado de um amadurecimento pessoal, capaz detrabalhar temas universais segundo novos prismas, característicos de um tempo específico.(B) A literatura se baseia, segundo alguns escritores, em grandes causas humanistas, principalmenteaquelas pertencentes a uma única comunidade, ainda que em épocas distintas.(C) O fato de se transformarem em conhecimento de domínio público, pela troca recíproca de influênciasentre os autores de uma mesma época, compromete o valor literário de certas obras.(D) Os ficcionistas realmente considerados como modelo para que outros se deixem influenciar por elessão pouquíssimos, ainda que a literatura, como organismo vivo, sempre esteja se modificando.(E) A ideia de transformação da literatura em um condomínio, com temas inalteráveis tanto no tempoquanto nos mais variados lugares, reduz o ato de criação a mero exercício imitativo de publicaçõesanteriores.4. (FCC_TRT_PARÁ)É correto afirmar que as questões colocadas nos 2o e 3o parágrafos(A) estimulam a estranheza do leitor por introduzirem uma voluntária incoerência de seu autor nocontexto.(B) apresentam semelhança de sentido e pressupõem respostas que embasam a opinião defendida peloautor.(C) constituem recursos enfáticos adotados pelo autor para contradizer a opinião exposta no 1oparágrafo.(D) assinalam uma crítica velada do autor a escritores que recebem influência de outros, pois tratam dosmesmos temas.(E) permitem perceber o sentido irônico do questionamento que se coloca entre a criação artísticaespontânea e a imitação de terceiros.

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