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ÍNDICE
02 INTRODUÇÃO
02 Ideia do Livro
02 Para quem foi escrito
03 TV DIGITAL
03 O que é
04 Fatos e números do Brasil
05 Diferenças entre TV comum e TV a cabo
07 COMO FUNCIONA
07 Interatividade
08 TV com acesso à internet. Isto é Ginga?
09 Conversor
09 Televisores Antigos
10 Televisores Digitais
11 Celulares
13 Transmissão
14 Recepção
16 INTERATIVIDADE
16 Aplicativos
20 Como Usar
20 Ícone invite
21 Canal de retorno
22 Usabilidade
24 POSSIBILIDADES
29 GLOSSÁRIO
32 REFERÊNCIAS
2
Ideia do Livro INTRODUÇÃO_
Ao longo do nosso trabalho aqui na Brava iTV notamos que apesar de a TV
Digital ser um tema que já é discutido a bastante tempo, o conhecimento do
público em geral sobre o tema ainda é muito pequeno.
Para difundir este conhecimento criamos a série Bê-a-Bá em nosso blog. Esta
série tinha como objetivo falar dos assuntos básicos de TV Digital e
responder as dúvidas mais comuns sobre a mesma. Também tínhamos como
objetivo compilar os posts da série em um livro eletrônico (e-book), que
serviria como uma espécie de introdução à TV Digital. Concluímos o Bê-a-Bá
em janeiro de 2011 e agora lançamos este livro, baseado nos posts da série.
Neste livro vamos falar sobre o que é o sistema de TV Digital aberta adotado
pelo Brasil e como ele funciona. Daremos foco à interatividade, descrevendo
o Ginga, uma plataforma bastante avançada em seu segmento. Em seguida,
daremos alguns exemplos de possibilidades que esta nova tecnologia traz.
Por fim, reunimos os termos técnicos mais comumente utilizados na TV
Digital em um glossário.
Conheça o Blog da BRAVA iTV - www.bravaitv.com.br/blog
Para quem foi escrito______ ____ INTRODUÇÃO_
Este não é um livro técnico. Escrevemos este livro (e a série Be-a-Bá, que deu
origem a ele) pensando em pessoas que estão tendo seu primeiro contato
com a TV Digital. Além de explicar como funciona, queremos que você
3
conheça todos os benefícios e possibilidades que a TV Digital traz e que tire o
máximo proveito delas.
O que é TV DIGITAL _
Com o advento da TV Digital, muitos se perguntam qual é a diferença entre a
nova TV e a antiga, com a qual estávamos habituados. Na TV Digital, tanto a
imagem quanto o som são digitalizados, transmitidos da mesma forma como
acontece com os computadores. Como benefício, os telespectadores têm
acesso a imagens com alta definição, som de melhor qualidade e aplicações
interativas que oferecem uma experiência mais rica para o telespectador.
Fantasmas e ruídos são problemas inexistentes com a nova TV. Além disso,
por intermédio de um conversor Set-top box você têm acesso à transmissão
digital mesmo em um televisor mais antigo. Outra novidade é que o uso de
aparelhos celulares que dispõem da tecnologia de TV Digital permite o
acesso ao conteúdo televisivo no próprio dispositivo, mantendo as mesmas
vantagens do sinal digital.
4
Fatos e números do Brasil TV DIGITAL_
A TV Digital teve sua implementação iniciada em meados de 2007, ela veio
para substituir a TV analógica que conhecemos. A previsão para a
interrupção total da transmissão dos sinais analógicos é 2016. Até lá os mais
de 50 milhões de lares terão atualizado seus aparelhos televisores.
A implantação do sistema de transmissão digital no Brasil estimula não só o
interesse dos telespectadores, como a indústria de eletroeletrônicos, as
emissoras de TV, o desenvolvimento de aplicações, entre outros fatores.
Segundo dados do Ministério das Comunicações, estima-se que em 15 anos
os investimentos na implantação do sistema de TV Digital no país devem
ultrapassar a marca de 20 bilhões de reais. Ainda de acordo com o órgão
público, todos os tipos de transações comerciais referentes ao setor de TV
Digital, incluindo a venda de conversores e televisores, deverão movimentar
mais de 100 bilhões de reais.
Na corrida para ter acesso à transmissão digital, os telespectadores ainda
têm dúvidas de como aderir à inovação. Uma delas é se o sinal digital é o
mesmo utilizado nas TVs por assinatura.
5
Diferenças entre TV comum e TV a Cabo TV DIGITAL_
“TV Digital é igual SKY?” Esta é uma pergunta comum feita por quem está
comprando uma TV nova ou procurando entender sobre interatividade. De
maneira simplificada, pode-se dizer que sim, mas há diferenças.
Sinal Digital
O sinal digital das operadoras de TV paga é similar ao sinal digital da TV
aberta. Em ambos não há chuviscos ou chiados e os canais podem ser
transmitidos em HD, porém eles não são o mesmo. É fácil perceber isso
durante os intervalos comerciais de um canal aberto. Muitas vezes a
propaganda que está passando neste canal na TV aberta não é a mesma da
TV paga.
Interatividade
Quem já usou NET Digital e está acostumado com o ícone interativo da
GloboNEWS, por exemplo, percebe que a aplicação deste canal é similar à
aplicação transmitida pelo SBT na TV aberta. Nos dois casos você pode ler
notícias em um portal interativo, utilizando para isto as setas e botões
coloridos do controle remoto. Todavia, não são as mesmas aplicações. Note
que na TV paga o SBT nem mesmo possui interatividade.
6
Assim como o sinal é diferente, a aplicação também é. Isto significa que para
o SBT ter a mesma aplicação da TV aberta na NET ele teria que (re)fazer uma
aplicação idêntica, o que é difícil tecnicamente. Por isso não estranhe: um
mesmo canal que tenha uma aplicação interativa em determinada TV paga
pode ter uma aplicação idêntica na TV aberta, uma aplicação totalmente
diferente ou nenhuma aplicação.
7
Interatividade ___________________ COMO FUNCIONA_
A interatividade é uma das novidades mais interessantes da TV Digital, com
ela aplicações podem ser executadas no aparelho televisor. Por meio das
aplicações, os telespectadores têm acesso a uma gama de serviços e
entretenimento, como comerciais, operações bancárias, enquetes, entre
outros. Assim como os smartphones aproximaram os celulares do
computador e da Internet, a interatividade faz o mesmo para a televisão. Na
TV Digital brasileira esta tecnologia é conhecida como Ginga.
8
TV com acesso à internet, isto é Ginga? COMO FUNCIONA _
Você comprou uma TV LCD ou LED e viu que ela acessa o YouTube, previsão
do tempo e notícias do portal Terra. Com tanta funcionalidade, você deve
estar se perguntando: Isso é Ginga? Não. Isto não é o Ginga. Sua TV é uma TV
Conectada.
Uma TV Conectada é um aparelho televisor que permite acessar conteúdo
extra na Internet. Seu televisor pode ser uma TV Conectada e também ter o
Ginga, mas são duas características distintas. Nas TVs conectadas, os
aplicativos já vêm instalados e você pode baixar outros pela Internet. No
Ginga, as aplicações são transmitidas pelo sinal da TV Digital, sendo a
emissora a responsável pela transmissão.
Um aplicativo de TV Conectada permite acessar conteúdo que está na
Internet de uma maneira fácil. Assistir vídeos no YouTube, ler notícias no seu
portal de informações etc. Nesse caso sua TV deve estar conectada à rede
para baixar tudo isso.
Já um aplicativo Ginga até pode conectar-se a Internet, mas essencialmente
exibe o conteúdo que a emissora transmite sem a necessidade de conexão
com a web. Em geral tem relação direta com a grade de programação das
emissoras: aplicativos de novelas, campeonatos de futebol, portais das
emissoras, entre outros. Isto permite que o telespectador interaja com seu
programa de televisão predileto.
9
Conversor COMO FUNCIONA_
Você já deve ter ouvido falar do tal do conversor, ou “conversor digital”.
O que é ele?
Quando estamos falando de TV Digital, o conversor é o equipamento que
transforma o sinal captado do ar na imagem e som que você vê na tela.
Como os sinais analógico e digital são diferentes, para assistir TV Digital é
necessário um conversor específico.
Nos aparelhos de TV mais modernos esse conversor já vem embutido na
própria TV. Para televisores mais antigos é possível comprar um conversor
externo, também chamado de set-top box.
O conversor em si é responsável apenas pela conversão do sinal digital em
imagem e som, entretanto é possível que ele tenha suporte a interatividade
através do Ginga, que pode estar presente tanto em conversores embutidos
quanto externos. Com ou sem interatividade, usando um conversor você
pode assistir TV com som e imagem em alta definição. A interatividade, por
sua vez, oferece ao telespectador uma experiência muito mais rica e
agradável.
Televisores antigos COMO FUNCIONA _
Para receber o sinal da TV Digital no televisor de tubo, aqueles aparelhos
mais antigos, será necessário adquirir um conversor capaz de transformar o
sinal digital em sinal analógico. É claro que a recepção da imagem não terá a
mesma qualidade que em um televisor FullHD. No entanto, o conversor
utilizado proporcionará ao telespectador imagens sem chuviscos ou
fantasmas, além de disponibilizar o acesso às aplicações interativas.
10
Os conversores são comercializados com controle remoto próprio, o qual
possui teclas configuradas para que o telespectador possa acessar as
aplicações interativas. Acionando a tecla “OK”, por exemplo, o usuário será
redirecionado para a aplicação.
E no caso dos telespectadores que não desejarem adquirir televisores ou
conversores digitais? Estes poderão continuar acessando os canais
analógicos da mesma forma como os recebem hoje. De acordo com o
Governo Federal, o desligamento do sinal analógico está previsto para
ocorrer em 2016. A tendência é que até lá os preços dos conversores caiam,
aumentando ainda mais as chances de que todos os telespectadores
brasileiros possam ter acesso à TV digital interativa.
Televisores Digitais COMO FUNCIONA_
A maioria dos televisores de tela fina acima de 26 polegadas é vendida com
conversor de TV Digital embutido. O problema é que nem todas as TVs com
conversor digital têm interatividade ou o selo DTVi, por isso muitos
telespectadores reclamam da dificuldade em encontrar modelos com a
tecnologia.
São tantas as opções de aparelhos digitais no mercado que é difícil identificar
qual modelo já possui a tecnologia Ginga embutida, permitindo que as
aplicações interativas sejam visualizadas sem o auxílio de um conversor Set-
top box. Até a data de lançamento deste e-book, os modelos mais recentes
das marcas Sony, LG, Phillips e Panasonic vinham com conversor interativo
embutido.
11
A Semp Toshiba comunicou que seus aparelhos televisores ainda não são
compatíveis com o Ginga. A Samsung, por sua vez, ainda não disponibilizou
nenhum aparelho DTVi para venda, apesar de ter apresentado aparelhos
com a tecnologia em eventos do setor, como foi o caso da SET 2010 realizada
em São Paulo.
No entanto, mesmo alguns televisores finos mais antigos que não possuem
interatividade podem ser atualizados e passar a ter a tecnologia, mas esta é
uma operação que precisa ser verificada com o fabricante.
Celulares COMO FUNCIONA_
Ter um celular com TV também não garante acesso à interatividade. Mesmo
que o celular seja capaz de receber o sinal digital isso não garante a
possibilidade de receber aplicações interativas. Para explicar melhor, vamos
apresentar quais as diferenças entre os tipos de celulares com TV.
Celulares com TV analógica
São considerados mais populares, já que são encontrados com maior
facilidade em camelôs ou qualquer loja de aparelhos eletrônicos. Pessoas
que desejam assistir TV adquiriram estes celulares, mesmo com a
transmissão do sinal em baixa qualidade. Apesar de em alguns lugares
funcionar bem, a TV analógica não funciona com total eficácia quando se
está em movimento, por isso não é uma boa escolha.
12
Celulares com TV Digital
Já existem alguns modelos disponíveis no mercado. As operadoras de
telefonia notaram o interesse do brasileiro pela televisão e por isso, a oferta
desses aparelhos deve crescer ainda mais nos próximos anos.
A cobertura e qualidade do sinal também devem melhorar. Apesar de não
ser em HD (High Definition) a imagem é bem exibida em movimento. Já é
possível assistir TV digital pelo celular com boa qualidade nos grandes
centros.
Celulares com TV Digital Interativa
Já existem lançamentos de marcas variadas. Além do sinal digital com boa
qualidade, a TV nestes aparelhos funciona muito bem e com interatividade.
O telespectador pode visualizar o conteúdo adicional, votar e participar de
promoções por meio dos aplicativos interativos que a emissora transmitir.
Aplicação interativa no celular
Como funcionam as aplicações pela TV Digital via celular? Para usar o sistema
é simples: o usuário acessa a aplicação, transmitida por determinada
emissora, ao clicar no símbolo “i” que aparece no visor ou outro tipo de
símbolo indicado pelo sistema do aparelho. Tal qual na TV digital, a
programação continua sendo exibida e, ao lado, é disponibilizada a aplicação.
13
Por meio do aplicativo, o usuário tem acesso a jogos, enquetes e outras
informações.
Transmissão COMO FUNCIONA_
Apesar do avanço da transmissão de sinal digital pelo Brasil afora, parte do
público tem questionado a respeito das aplicações interativas. Emissoras
como a Globo e Bandeirantes já fizeram ou fazem uso de aplicações para
dinamizar a programação e, assim, promover interatividade com os
telespectadores. Mas nem todos os estados estão recebendo esse conteúdo.
Sendo assim, fica a pergunta: como funciona a transmissão das aplicações
interativas?
Transmissão das aplicações interativas
Cada emissora transmite sua própria aplicação em seu canal, juntamente
com a programação normal. O envio de aplicações interativas depende de
uma infraestrutura específica além da já existente para transmitir os vídeos e
o áudio dos programas. Gradualmente as emissoras devem atualizar seus
sistemas de transmissão para enviar as aplicações interativas.
Podemos fazer um paralelo com a Internet 3G dos celulares. Em quase todo
o Brasil temos a possibilidade de acessar a Internet pelo celular, em cidades
onde as operadoras já disponibilizaram a conexão 3G.
14
Isto, porém, depende de investimento em infraestrutura, como o
posicionamento de antenas e satélites em pontos abrangentes.
Recepção COMO FUNCIONA_
Antena
Com o aumento da oferta de aparelhos de TV com receptor digital integrado,
tem-se dito que basta comprar uma destas TVs para ter acesso à TV Digital.
Só não podemos esquecer um detalhe: a antena! Da mesma maneira que a
TV analógica é preciso utilizar uma antena para receber o sinal digital, porém
com características diferentes.
A principal delas é que a TV Digital utiliza a faixa de frequências UHF. Isso
significa que não vai dar pra usar aquela antena interna comum, nem a
antena do condomínio, caso este tenha apenas uma antena VHF.
A boa notícia é que qualquer antena UHF serve. Não é necessário comprar
antenas especiais para TV Digital. Na maioria dos casos a identificação como
“antena para TV Digital” é apenas uma jogada de marketing do fabricante,
pois são simples antenas UHF.
Em geral, uma simples antena UHF interna já deve ser suficiente para captar
o sinal. Mas como ainda estamos no início da implantação da TV Digital no
Brasil, há algumas áreas em que o sinal pode chegar com menos intensidade.
15
Esse é um problema que vem sendo solucionado aos poucos pelas emissoras,
com a instalação de torres repetidoras de sinal.
No momento, caso você more em uma dessas áreas, a dica é comprar uma
antena maior ou posicionar sua antena em locais mais próximos do exterior,
como perto de uma janela ou até mesmo na sacada. É comum existirem
pontos específicos da sua casa em que a antena pega bem. Se isso não
funcionar, uma alternativa pode ser comprar uma antena amplificada.
Recebendo Interatividade
Para receber a interatividade, são necessários televisores ou conversores
(Set-top box) que recebam o sinal digital capazes de executar as aplicações.
Para tanto, estes aparelhos precisam explicitamente ter interatividade
(normalmente exibem selos escritos “Ginga” ou “DTVi”). A oferta de
aparelhos com este recurso é cada vez maior. Se você vai comprar uma TV
nova e deseja interativa, procure os modelos que possuem a interatividade,
além do sinal digital.
Se você já tem uma TV, qualquer que seja ela, poderá ter acesso a
interatividade adquirindo um Set-top box ou conversor, uma caixinha que
quando conectada a sua TV dá acesso ao sinal digital. Mas fique atento: o
conversor deve ter o selo “Ginga” ou “DTVi”. Hoje são poucos os modelos de
conversores que têm interatividade. A maioria só recebe o sinal digital.
16
Aplicativos INTERATIVIDADE_
Toda interatividade que você vê na TV Digital se dá por meio de aplicativos
executados ou instalados no televisor. Mas este aplicativo (ou aplicação)
para TV nada mais é do que um programa (software) que você utiliza na sua
televisão, através do controle remoto.
Pense no menu de seu televisor, pelo qual poderá fazer algumas tarefas
como alterar o brilho ou contraste da TV.
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Em um aplicativo a forma de uso é semelhante, mas ele pode fornecer
opções muito mais interessantes para você, como: ver textos e fotos,
responder enquetes, acessar redes sociais, ver a previsão do tempo, etc. O
sistema é semelhante ao iPhone, onde você pode instalar diversos aplicativos
que lhe agradem. Do Twitter a jogos, as possibilidades são várias.
Já falamos em outro capítulo sobre a TV Conectada, nela os aplicativos você
escolhe e instala, mas não confunda, na TV Digital aberta, os aplicativos são
enviados pelas emissoras, no momento em que está assistindo um canal.
Algumas emissoras, como são os casos da SBT, Bandeirantes e Rede Globo, já
estão disponibilizando aplicações interativas em sua programação. No
entanto, parte do público se pergunta: como fazer para acessar as aplicações
interativas?
Acessando as aplicações interativas
Geralmente quando existe uma aplicação interativa em determinado canal
um pequeno “i” é exibido no canto da tela. Para visualizar o conteúdo, não
há uma regra específica. Normalmente se o telespectador apertar o botão
“OK” do controle remoto ele terá acesso ao conteúdo interativo. Não é
necessário ter acesso à Internet para ter interatividade, apesar de alguns
aplicativos necessitarem de conexão via Internet, como enquetes, votações,
entre outros exemplos.
18
A aplicação poderá ser acessada em qualquer momento, desde que a
emissora esteja transmitindo a mesma. Geralmente existe uma relação entre
o programa exibido pela emissora e o aplicativo interativo.
19
O telespectador da TV Digital precisa da
Internet para garantir a interatividade?
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, quando se fala em
interatividade na TV Digital não se está falando na comunicação do
telespectador com a emissora de TV. A simples capacidade de mudar a forma
com a qual o conteúdo televisivo é exibido já é uma forma de interação. Ao
apertar um botão no controle remoto e começar a visualizar fotos, textos e
informações que não estão no vídeo da emissora, o telespectador está
interagindo com sua televisão. No entanto, a emissora de TV pode não saber
o que se passa no televisor do telespectador.
Na TV Digital a comunicação do telespectador com a emissora se dá pelo
canal de retorno, que pode ser pela Internet ou por outros meios como SMS.
Mesmo sem ter acesso a um canal de retorno o telespectador já dispõe de
interatividade na TV Digital via aplicações.
Quando se trata de interação com a emissora de TV ou com um patrocinador
de um programa televisivo, o canal de retorno se faz necessário. Mesmo sem
ter uma TV interativa, o telespectador é estimulado a interagir via telefone
ou pelos sites das emissoras. Por esses meios, os telespectadores participam
de enquetes, votações, sugerem temas para programas e até fazem compras.
É claro que quando seu televisor ou set-top box está conectado a Internet, a
interatividade fica mais interessante, pois é possível participar usando
apenas o controle remoto.
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Como usar INTERATIVIDADE_
Ícone invite
Uma dúvida básica sempre está presente
quando o assunto é aplicação interativa na TV
Digital: como vou saber se a emissora enviou
um aplicativo para a minha TV? Como faço
para executar esse aplicativo?
Quando a sua TV ou receptor DTVi recebe um aplicativo que está sendo
transmitido pela emissora, geralmente ele é executado automaticamente.
Mas isso não significa que o aplicativo vai pular na tela, interrompendo o
jogo ou a novela. Antes de o aplicativo tomar o espaço na sua TV, é mostrado
o ícone de interatividade, também chamado de ícone de invite.
O ícone de interatividade é uma pequena imagem ou animação que aparece
em algum dos cantos da tela, indicando para o telespectador que a
interatividade está disponível naquele canal. Como já falamos
anteriormente, o ícone pode ser desde um discreto “i” até animações
elaboradas.
21
Para abrir o aplicativo a partir do ícone de interatividade é necessário apertar
alguma tecla no controle remoto, geralmente indicada no próprio ícone. As
teclas normalmente usadas para isso são o “OK”, ou o botão vermelho, mas
isso pode variar de acordo com o aplicativo que está sendo transmitido.
Canal de retorno
O canal de retorno, também conhecido como canal de interatividade, pode
ser simplificado como “conexão à Internet”. Chama-se assim por ser o canal
(meio de comunicação) que os telespectadores usam para retornar
informações às emissoras.
Por exemplo, a emissora envia até você o vídeo de um jogo de futebol e uma
enquete interativa, perguntando quem você acha que ganhará a partida.
Para poder responder esta enquete você precisará retornar à emissora a
informação com sua resposta. Para tanto, você precisará do canal de retorno.
Na prática é um mecanismo capaz de viabilizar a comunicação entre o
TV/Conversor e uma emissora. O meio não importa, pode ser via Internet
comum, mensagens de texto ou 3G.
Um fato que poucas pessoas sabem é que o canal de interatividade oferece
os mesmos mecanismos de segurança usados para acessar o seu banco pela
22
Internet. Por causa disso, comprar pela televisão usando o cartão de crédito
sem o risco de expor dados na Internet é uma operação viável.
Hoje o único canal de retorno que está sendo utilizado é o “cabo azul” de
Internet e todos os conversores e televisores digitais vêm com este tipo de
conexão. Mas fique ligado e confira se o aparelho dispõe de algum tipo de
conexão antes de fazer a compra, alguns já vem até com conexão sem fio Wi-
Fi.
Usabilidade INTERATIVIDADE_
Usabilidade é o mesmo que facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar,
o usuário aprende mais rápido, memoriza as operações e comete menos
erros. Por isso, é importante que as aplicações interativas sejam fáceis,
eficientes e agradáveis de usar.
Na TV, a usabilidade está ligada à interação do usuário com a aplicação
através do controle remoto.
A diferença é bem grande se comparar o controle remoto com o mouse e o
teclado usado no computador para interação.
Para encorajar o uso e a interação do telespectador, a interface deve
apresentar poucas informações, organizadas de maneira clara. Complexidade
sempre foi inimiga do controle remoto.
23
Outro ponto importante é a distância entre a TV e você, que deve ser de
aproximadamente três metros, diferente do computador que tem uma tela
por pessoa e o usuário fica a menos de um metro do display. Por isso fontes
ou letras usadas na aplicação são grandes e têm um formato legível sem
muito adorno, para facilitar a leitura na distância ideal.
A navegação pela interface de um aplicativo interativo pode ser feita através
de botões coloridos, setas direcionais e botões numéricos, presentes em
todos os controles remotos de televisores e receptores com interatividade. O
mais comum e preferido pelos usuários são os botões coloridos e as setas,
pois estão atribuídos a outros elementos comuns no cotidiano, como os
botões do caixa eletrônico ou a navegação nos menus de DVD Players.
24
Inclusão Digital Através da TV Digital
Interativa.
Para entrar neste tema primeiramente devem-se levantar os fatos que fazem
o público pensar na TV Digital como meio de inclusão digital.
A TV é o meio de comunicação dominante no Brasil. Muitas pessoas não
lêem jornal, não acessam a Internet, por vezes não possuem telefone
residencial. Porém, grande parte da população possui um aparelho televisor
em casa (em certas residências faltam aparelhos eletrodomésticos
importantes como a geladeira, mas não um televisor). É inegável que a TV
seja o meio de comunicação mais popular entre os brasileiros, que passam
horas com o aparelho ligado.
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Pelo fato das emissoras utilizarem uma concessão pública para manter seu
canal no ar, é obrigação de cada empresa fomentar não só o entretenimento,
como manter um papel informativo com a transmissão de notícias, conteúdo
regional, conteúdo educativo, etc. Nesse sentido a TV tem um papel de
propagadora da informação e somado a isso a atualização ao sistema digital
tornam a TV candidata a promotora da inclusão digital. Mas ainda falta dizer
como isso pode ser realizado.
Com a TV Digital, mais canais poderão existir, com conteúdo de maior
qualidade e com interatividade. Isso já é fator para fomentar a concorrência
e melhorar a qualidade da informação e do serviço recebido pela população.
A interatividade fornecida pela própria emissora, por mais limitada ou
“controlada” que seja, será uma forma de contato do telespectador com o
mundo digital e com a Internet. Com a concorrência, um determinado canal
poderá disponibilizar interatividade rica, com acesso a redes sociais, por
exemplo, o que certamente vai atrair audiência e forçar os demais canais a
fazer o mesmo. Dessa forma, sendo provida interatividade de maior
qualidade que inclua o telespectador na Internet estará sendo promovida a
inclusão digital.
Mas essa é só a ponta do iceberg. Tendo uma TV capaz de conectar-se a
Internet, não haverá limites para as possibilidades. Lembremos que o
fabricante de TV (e da plataforma da TV) não está amarrado às emissoras. As
TVs interativas que estão sendo vendidas hoje no Brasil já saem de fábrica
com uma série de aplicativos instalados, tais como Youtube, portais de
notícias, tocadores de música, etc.
26
Tais fabricantes certamente utilizarão plataformas ricas e não demorarão a
aparecer “App Stores” (lojas de aplicativos, como no iPhone) nestas
plataformas que rodarão nos televisores nos lares brasileiros.
“Podemos ter uma TV digital e popular que seja uma genuína ferramenta
possibilitando a autêntica liberdade de expressão de todos, em especial dos
que não têm voz, dos abandonados e excluídos, e constitua uma ferramenta
para superar a exclusão digital.”
Gabriel Baum, pesquisador argentino e defensor de uma versão única do
Ginga, middleware desenvolvido no Brasil.
Ensino à distância pela TV Digital: é possível?
A TV Digital interativa possibilita a criação de soluções de ensino à distância,
o chamado t-learning. Mas de que forma este tipo de solução pode
contribuir para a criação de novas experiências de ensino e,
consequentemente, atuar como elemento facilitador da inclusão digital?
A Internet já é uma realidade no que se refere a ambientes digitais de
aprendizagem. No entanto, há uma parcela da população que ainda não
possui computador e/ou ainda tem certa resistência ao uso da ferramenta. O
uso da TV pode captar este público e proporcionar uma experiência rica ao
ensino por meio de vídeo aulas e aplicativos interativos.
27
Estes aplicativos podem complementar o ensino de algum tópico abordado
ou ainda possibilitar a realização de exercícios e/ou avaliações pelo controle
remoto.
Outra possibilidade seria a utilização da interatividade para a realização de
avaliações através da TV. Neste caso é necessário que o conversor ou
televisor esteja conectado à Internet, para que as repostas do telespectador
sejam enviadas para a entidade responsável pelo curso.
Somado ao crescimento do acesso à Internet cria-se um cenário mais
propício para a concepção e implantação de soluções de t-learning no Brasil,
dependendo ainda da disseminação de conversores e televisores com
interatividade.
Outras possibilidades
Programação Participativa
A interatividade pode fazer com que o telespectador participe do programa
usando apenas o controle remoto. Algumas aplicações podem oferecer
chats, questionários, redes sociais, e todas as informações inseridas nestas
aplicações podem ser enviadas diretamente para os produtores do programa
assistido.
28
Conteúdo estendido
Uma forma de interatividade mais simples seria oferecer conteúdo
suplementar ao que está sendo assistido, por exemplo, um telejornal pode
permitir que os telespectadores apertem um botão para ver na tela mais
detalhes sobre notícias que são exibidas rapidamente.
Publicidade interativa
Os anunciantes também podem tirar proveito do recurso. Um exemplo seria
uma aplicação que permita a quem tiver interesse navegar a vontade em
mais detalhes de um determinado produto que foi exibido em apenas 30
segundos durante o intervalo comercial.
Games
Jogos eletrônicos também são possíveis, imagine que durante um programa
infantil que exibe um desenho animado a criança pode também jogar o game
deste desenho.
T-Commerce
T-Commerce é o comércio eletrônico na televisão. Com interatividade é
conexão a Internet é perfeitamente possível fazê-lo. A situação mais
interessante será poder comprar produtos sensíveis ao contexto, por
exemplo, ao assistir um jogo de futebol do seu time poder comprar o
ingresso para o próximo confronto.
29
GLOSSÁRIO
Aplicação ou aplicativo – É um programa (software) que é transmitido pela
emissora e executado no aparelho de TV.
Broadband TV – Quando o serviço de TV é transmitido pela Internet (e não
pelo ar ou via cabo).
Broadcaster – Emissora de TV.
Canal de Retorno – É o meio utilizado pelo telespectador para retornar
informações à emissora em uma aplicação interativa. Pode ser qualquer tipo
de conexão à Internet, como cabo, wi-fi, wimax ou 3G.
DTV – É a TV Digital sem interatividade. Os aparelhos de TV e receptores que
ainda não suportam a interatividade possuem o selo “DTV”
DTVi – É a TV Digital com interatividade. Os aparelhos de TV e receptores que
já suportam a interatividade possuem o selo “DTVi”.
Fórum SBTVD – É a entidade responsável pela definição das normas do
SBTVD, bem como pela sua divulgação.
Full HD – Alta definição. O vídeo é transmitido com 1080 linhas de resolução.
30
Full-seg – É o serviço “normal” de TV Digital, para dispositivos não-móveis,
como aparelhos de TV ou receptores.
One-seg – É o serviço de TV Digital portátil. Permite assistir à TV e ter acesso
à interatividade em dispositivos móveis, como celulares ou tablets.
Ginga – É um software embarcado em aparelhos de TV de receptores que
serve para rodar aplicações transmitidas pelas emissoras. É ele que permite a
interatividade no Sistema Brasileiro de TV Digital.
HD – Alta definição. O vídeo é transmitido com 720 linhas de resolução.
Ícone de interatividade – É uma pequena imagem ou animação que aparece
em algum dos cantos da tela, indicando para o telespectador que a
interatividade está disponível naquele canal.
Interatividade – É a possibilidade de rodar aplicativos enviados pela emissora
no aparelho de TV ou receptor e interagir através do controle remoto.
IPTV – Quando o serviço de TV é transmitido pela Internet (e não pelo ar ou
via cabo). Vide Broadband TV.
ISDB-T – Integrated Services Digital Broadcasting. É o padrão de TV digital
japonês.
ISDB-Tb – Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). É assim chamado,
31
pois se trata de uma derivação do padrão japonês. Também é chamado de
ISDB International.
ISDB International – É o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD).
Também é chamado de ISDB-Tb. Este está sendo adotado na América do Sul
e alguns países da Ásia e África.
Middleware – Em termos gerais é uma camada de software que provê
serviços para outros programas. No contexto da TV Digital Interativa
Brasileira é usado como sinônimo para Ginga.
SBTVD – Sistema Brasileiro de Televisão Digital. É o padrão de TV Digital
desenvolvido no Brasil, tendo como base o padrão japonês.
Set-top box – É um receptor externo (diferente de uma TV com receptor
integrado) utilizado para receber o sinal da TV. Um exemplo são as caixas
fornecidas por serviços de TV por assinatura. Já existem no mercado
brasileiro set-top boxes compatíveis com o Sistema Brasileiro de Televisão
Digital.
TV Conectada – É um aparelho de televisão que oferece acesso a serviços
online, como vídeos no Youtube, notícias ou previsão do tempo.
Zapper – É o componente responsável pela recepção e decodificação do sinal
digital. O termo “zapper” também é usado para set-top boxes ou aparelhos
32
de TV que possuem apenas este componente, não incluindo o middleware
Ginga. Eles não têm suporte à interatividade.
REFERÊNCIAS
DALMAZO, Luiza. Confira os números do mercado de TV Digital. Computer World. Disponível em:
http://computerworld.uol.com.br/telecom/2007/12/03/idgnoticia.2007-11-30.8706966350.
Acesso em: 13 de jan 2011.
NÚMERO de celulares com TV Digital no Brasil deve chegar a 50 milhões em 2014. iTVBr.
http://itvbr.com.br/blog/?p=307.
Acesso em: 13 jan 2011.
O QUE é Ginga? DTV.
http://www.dtv.org.br/index.php/entenda-a-tv-digital/o-que-e-ginga
Acesso em: 12 jan 2011.
ONDE já tem TV Digital? DTV.
http://www.dtv.org.br/index.php/onde-ja-tem-tv-digital
Acesso em: 12 jan 2011.
TV Digital alcança o número de 30 cidades. Portal das Comunicações.
http://www.mc.gov.br/noticias-do-site/22462-tv-digital-alcanca-o-numero-de-30-cidades
Acesso em: 13 jan 2011.
33
Este livro foi escrito, editado e distribuído pela BRAVA iTV. A maior parte
dos textos foi extraída do blog da empresa onde constantemente são
publicados artigos relacionados a TV Interativa. Conheça mais em:
www.bravaitv.com.br/blog
A BRAVA iTV desenvolve aplicativos
para TVs interativas.
Independentemente de plataforma, nosso desafio é entender a fundo as
peculiaridades da interação do telespectador com esta mídia. Nossa equipe
multidisciplinar cria aplicações interativas para TV que proporcionam experiência
única, ao estudar continuamente as necessidades do mercado, o comportamento
do telespectador, a usabilidade das aplicações e as possibilidades da tecnologia.
www.bravaitv.com.br
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Conteúdo gerado e editado por Guilherme Lopes, Bruno Ledesma, Felipe Gallois e João Hornburg , Rodrigo Silva e Samira Moratti
Ilustrado por Radner
A obra Ebook Bê-a-bá da TV Digital de BRAVA iTV foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-
Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada

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Guia Completo para Entender a TV Digital

  • 1.
  • 2. 1 ÍNDICE 02 INTRODUÇÃO 02 Ideia do Livro 02 Para quem foi escrito 03 TV DIGITAL 03 O que é 04 Fatos e números do Brasil 05 Diferenças entre TV comum e TV a cabo 07 COMO FUNCIONA 07 Interatividade 08 TV com acesso à internet. Isto é Ginga? 09 Conversor 09 Televisores Antigos 10 Televisores Digitais 11 Celulares 13 Transmissão 14 Recepção 16 INTERATIVIDADE 16 Aplicativos 20 Como Usar 20 Ícone invite 21 Canal de retorno 22 Usabilidade 24 POSSIBILIDADES 29 GLOSSÁRIO 32 REFERÊNCIAS
  • 3. 2 Ideia do Livro INTRODUÇÃO_ Ao longo do nosso trabalho aqui na Brava iTV notamos que apesar de a TV Digital ser um tema que já é discutido a bastante tempo, o conhecimento do público em geral sobre o tema ainda é muito pequeno. Para difundir este conhecimento criamos a série Bê-a-Bá em nosso blog. Esta série tinha como objetivo falar dos assuntos básicos de TV Digital e responder as dúvidas mais comuns sobre a mesma. Também tínhamos como objetivo compilar os posts da série em um livro eletrônico (e-book), que serviria como uma espécie de introdução à TV Digital. Concluímos o Bê-a-Bá em janeiro de 2011 e agora lançamos este livro, baseado nos posts da série. Neste livro vamos falar sobre o que é o sistema de TV Digital aberta adotado pelo Brasil e como ele funciona. Daremos foco à interatividade, descrevendo o Ginga, uma plataforma bastante avançada em seu segmento. Em seguida, daremos alguns exemplos de possibilidades que esta nova tecnologia traz. Por fim, reunimos os termos técnicos mais comumente utilizados na TV Digital em um glossário. Conheça o Blog da BRAVA iTV - www.bravaitv.com.br/blog Para quem foi escrito______ ____ INTRODUÇÃO_ Este não é um livro técnico. Escrevemos este livro (e a série Be-a-Bá, que deu origem a ele) pensando em pessoas que estão tendo seu primeiro contato com a TV Digital. Além de explicar como funciona, queremos que você
  • 4. 3 conheça todos os benefícios e possibilidades que a TV Digital traz e que tire o máximo proveito delas. O que é TV DIGITAL _ Com o advento da TV Digital, muitos se perguntam qual é a diferença entre a nova TV e a antiga, com a qual estávamos habituados. Na TV Digital, tanto a imagem quanto o som são digitalizados, transmitidos da mesma forma como acontece com os computadores. Como benefício, os telespectadores têm acesso a imagens com alta definição, som de melhor qualidade e aplicações interativas que oferecem uma experiência mais rica para o telespectador. Fantasmas e ruídos são problemas inexistentes com a nova TV. Além disso, por intermédio de um conversor Set-top box você têm acesso à transmissão digital mesmo em um televisor mais antigo. Outra novidade é que o uso de aparelhos celulares que dispõem da tecnologia de TV Digital permite o acesso ao conteúdo televisivo no próprio dispositivo, mantendo as mesmas vantagens do sinal digital.
  • 5. 4 Fatos e números do Brasil TV DIGITAL_ A TV Digital teve sua implementação iniciada em meados de 2007, ela veio para substituir a TV analógica que conhecemos. A previsão para a interrupção total da transmissão dos sinais analógicos é 2016. Até lá os mais de 50 milhões de lares terão atualizado seus aparelhos televisores. A implantação do sistema de transmissão digital no Brasil estimula não só o interesse dos telespectadores, como a indústria de eletroeletrônicos, as emissoras de TV, o desenvolvimento de aplicações, entre outros fatores. Segundo dados do Ministério das Comunicações, estima-se que em 15 anos os investimentos na implantação do sistema de TV Digital no país devem ultrapassar a marca de 20 bilhões de reais. Ainda de acordo com o órgão público, todos os tipos de transações comerciais referentes ao setor de TV Digital, incluindo a venda de conversores e televisores, deverão movimentar mais de 100 bilhões de reais. Na corrida para ter acesso à transmissão digital, os telespectadores ainda têm dúvidas de como aderir à inovação. Uma delas é se o sinal digital é o mesmo utilizado nas TVs por assinatura.
  • 6. 5 Diferenças entre TV comum e TV a Cabo TV DIGITAL_ “TV Digital é igual SKY?” Esta é uma pergunta comum feita por quem está comprando uma TV nova ou procurando entender sobre interatividade. De maneira simplificada, pode-se dizer que sim, mas há diferenças. Sinal Digital O sinal digital das operadoras de TV paga é similar ao sinal digital da TV aberta. Em ambos não há chuviscos ou chiados e os canais podem ser transmitidos em HD, porém eles não são o mesmo. É fácil perceber isso durante os intervalos comerciais de um canal aberto. Muitas vezes a propaganda que está passando neste canal na TV aberta não é a mesma da TV paga. Interatividade Quem já usou NET Digital e está acostumado com o ícone interativo da GloboNEWS, por exemplo, percebe que a aplicação deste canal é similar à aplicação transmitida pelo SBT na TV aberta. Nos dois casos você pode ler notícias em um portal interativo, utilizando para isto as setas e botões coloridos do controle remoto. Todavia, não são as mesmas aplicações. Note que na TV paga o SBT nem mesmo possui interatividade.
  • 7. 6 Assim como o sinal é diferente, a aplicação também é. Isto significa que para o SBT ter a mesma aplicação da TV aberta na NET ele teria que (re)fazer uma aplicação idêntica, o que é difícil tecnicamente. Por isso não estranhe: um mesmo canal que tenha uma aplicação interativa em determinada TV paga pode ter uma aplicação idêntica na TV aberta, uma aplicação totalmente diferente ou nenhuma aplicação.
  • 8. 7 Interatividade ___________________ COMO FUNCIONA_ A interatividade é uma das novidades mais interessantes da TV Digital, com ela aplicações podem ser executadas no aparelho televisor. Por meio das aplicações, os telespectadores têm acesso a uma gama de serviços e entretenimento, como comerciais, operações bancárias, enquetes, entre outros. Assim como os smartphones aproximaram os celulares do computador e da Internet, a interatividade faz o mesmo para a televisão. Na TV Digital brasileira esta tecnologia é conhecida como Ginga.
  • 9. 8 TV com acesso à internet, isto é Ginga? COMO FUNCIONA _ Você comprou uma TV LCD ou LED e viu que ela acessa o YouTube, previsão do tempo e notícias do portal Terra. Com tanta funcionalidade, você deve estar se perguntando: Isso é Ginga? Não. Isto não é o Ginga. Sua TV é uma TV Conectada. Uma TV Conectada é um aparelho televisor que permite acessar conteúdo extra na Internet. Seu televisor pode ser uma TV Conectada e também ter o Ginga, mas são duas características distintas. Nas TVs conectadas, os aplicativos já vêm instalados e você pode baixar outros pela Internet. No Ginga, as aplicações são transmitidas pelo sinal da TV Digital, sendo a emissora a responsável pela transmissão. Um aplicativo de TV Conectada permite acessar conteúdo que está na Internet de uma maneira fácil. Assistir vídeos no YouTube, ler notícias no seu portal de informações etc. Nesse caso sua TV deve estar conectada à rede para baixar tudo isso. Já um aplicativo Ginga até pode conectar-se a Internet, mas essencialmente exibe o conteúdo que a emissora transmite sem a necessidade de conexão com a web. Em geral tem relação direta com a grade de programação das emissoras: aplicativos de novelas, campeonatos de futebol, portais das emissoras, entre outros. Isto permite que o telespectador interaja com seu programa de televisão predileto.
  • 10. 9 Conversor COMO FUNCIONA_ Você já deve ter ouvido falar do tal do conversor, ou “conversor digital”. O que é ele? Quando estamos falando de TV Digital, o conversor é o equipamento que transforma o sinal captado do ar na imagem e som que você vê na tela. Como os sinais analógico e digital são diferentes, para assistir TV Digital é necessário um conversor específico. Nos aparelhos de TV mais modernos esse conversor já vem embutido na própria TV. Para televisores mais antigos é possível comprar um conversor externo, também chamado de set-top box. O conversor em si é responsável apenas pela conversão do sinal digital em imagem e som, entretanto é possível que ele tenha suporte a interatividade através do Ginga, que pode estar presente tanto em conversores embutidos quanto externos. Com ou sem interatividade, usando um conversor você pode assistir TV com som e imagem em alta definição. A interatividade, por sua vez, oferece ao telespectador uma experiência muito mais rica e agradável. Televisores antigos COMO FUNCIONA _ Para receber o sinal da TV Digital no televisor de tubo, aqueles aparelhos mais antigos, será necessário adquirir um conversor capaz de transformar o sinal digital em sinal analógico. É claro que a recepção da imagem não terá a mesma qualidade que em um televisor FullHD. No entanto, o conversor utilizado proporcionará ao telespectador imagens sem chuviscos ou fantasmas, além de disponibilizar o acesso às aplicações interativas.
  • 11. 10 Os conversores são comercializados com controle remoto próprio, o qual possui teclas configuradas para que o telespectador possa acessar as aplicações interativas. Acionando a tecla “OK”, por exemplo, o usuário será redirecionado para a aplicação. E no caso dos telespectadores que não desejarem adquirir televisores ou conversores digitais? Estes poderão continuar acessando os canais analógicos da mesma forma como os recebem hoje. De acordo com o Governo Federal, o desligamento do sinal analógico está previsto para ocorrer em 2016. A tendência é que até lá os preços dos conversores caiam, aumentando ainda mais as chances de que todos os telespectadores brasileiros possam ter acesso à TV digital interativa. Televisores Digitais COMO FUNCIONA_ A maioria dos televisores de tela fina acima de 26 polegadas é vendida com conversor de TV Digital embutido. O problema é que nem todas as TVs com conversor digital têm interatividade ou o selo DTVi, por isso muitos telespectadores reclamam da dificuldade em encontrar modelos com a tecnologia. São tantas as opções de aparelhos digitais no mercado que é difícil identificar qual modelo já possui a tecnologia Ginga embutida, permitindo que as aplicações interativas sejam visualizadas sem o auxílio de um conversor Set- top box. Até a data de lançamento deste e-book, os modelos mais recentes das marcas Sony, LG, Phillips e Panasonic vinham com conversor interativo embutido.
  • 12. 11 A Semp Toshiba comunicou que seus aparelhos televisores ainda não são compatíveis com o Ginga. A Samsung, por sua vez, ainda não disponibilizou nenhum aparelho DTVi para venda, apesar de ter apresentado aparelhos com a tecnologia em eventos do setor, como foi o caso da SET 2010 realizada em São Paulo. No entanto, mesmo alguns televisores finos mais antigos que não possuem interatividade podem ser atualizados e passar a ter a tecnologia, mas esta é uma operação que precisa ser verificada com o fabricante. Celulares COMO FUNCIONA_ Ter um celular com TV também não garante acesso à interatividade. Mesmo que o celular seja capaz de receber o sinal digital isso não garante a possibilidade de receber aplicações interativas. Para explicar melhor, vamos apresentar quais as diferenças entre os tipos de celulares com TV. Celulares com TV analógica São considerados mais populares, já que são encontrados com maior facilidade em camelôs ou qualquer loja de aparelhos eletrônicos. Pessoas que desejam assistir TV adquiriram estes celulares, mesmo com a transmissão do sinal em baixa qualidade. Apesar de em alguns lugares funcionar bem, a TV analógica não funciona com total eficácia quando se está em movimento, por isso não é uma boa escolha.
  • 13. 12 Celulares com TV Digital Já existem alguns modelos disponíveis no mercado. As operadoras de telefonia notaram o interesse do brasileiro pela televisão e por isso, a oferta desses aparelhos deve crescer ainda mais nos próximos anos. A cobertura e qualidade do sinal também devem melhorar. Apesar de não ser em HD (High Definition) a imagem é bem exibida em movimento. Já é possível assistir TV digital pelo celular com boa qualidade nos grandes centros. Celulares com TV Digital Interativa Já existem lançamentos de marcas variadas. Além do sinal digital com boa qualidade, a TV nestes aparelhos funciona muito bem e com interatividade. O telespectador pode visualizar o conteúdo adicional, votar e participar de promoções por meio dos aplicativos interativos que a emissora transmitir. Aplicação interativa no celular Como funcionam as aplicações pela TV Digital via celular? Para usar o sistema é simples: o usuário acessa a aplicação, transmitida por determinada emissora, ao clicar no símbolo “i” que aparece no visor ou outro tipo de símbolo indicado pelo sistema do aparelho. Tal qual na TV digital, a programação continua sendo exibida e, ao lado, é disponibilizada a aplicação.
  • 14. 13 Por meio do aplicativo, o usuário tem acesso a jogos, enquetes e outras informações. Transmissão COMO FUNCIONA_ Apesar do avanço da transmissão de sinal digital pelo Brasil afora, parte do público tem questionado a respeito das aplicações interativas. Emissoras como a Globo e Bandeirantes já fizeram ou fazem uso de aplicações para dinamizar a programação e, assim, promover interatividade com os telespectadores. Mas nem todos os estados estão recebendo esse conteúdo. Sendo assim, fica a pergunta: como funciona a transmissão das aplicações interativas? Transmissão das aplicações interativas Cada emissora transmite sua própria aplicação em seu canal, juntamente com a programação normal. O envio de aplicações interativas depende de uma infraestrutura específica além da já existente para transmitir os vídeos e o áudio dos programas. Gradualmente as emissoras devem atualizar seus sistemas de transmissão para enviar as aplicações interativas. Podemos fazer um paralelo com a Internet 3G dos celulares. Em quase todo o Brasil temos a possibilidade de acessar a Internet pelo celular, em cidades onde as operadoras já disponibilizaram a conexão 3G.
  • 15. 14 Isto, porém, depende de investimento em infraestrutura, como o posicionamento de antenas e satélites em pontos abrangentes. Recepção COMO FUNCIONA_ Antena Com o aumento da oferta de aparelhos de TV com receptor digital integrado, tem-se dito que basta comprar uma destas TVs para ter acesso à TV Digital. Só não podemos esquecer um detalhe: a antena! Da mesma maneira que a TV analógica é preciso utilizar uma antena para receber o sinal digital, porém com características diferentes. A principal delas é que a TV Digital utiliza a faixa de frequências UHF. Isso significa que não vai dar pra usar aquela antena interna comum, nem a antena do condomínio, caso este tenha apenas uma antena VHF. A boa notícia é que qualquer antena UHF serve. Não é necessário comprar antenas especiais para TV Digital. Na maioria dos casos a identificação como “antena para TV Digital” é apenas uma jogada de marketing do fabricante, pois são simples antenas UHF. Em geral, uma simples antena UHF interna já deve ser suficiente para captar o sinal. Mas como ainda estamos no início da implantação da TV Digital no Brasil, há algumas áreas em que o sinal pode chegar com menos intensidade.
  • 16. 15 Esse é um problema que vem sendo solucionado aos poucos pelas emissoras, com a instalação de torres repetidoras de sinal. No momento, caso você more em uma dessas áreas, a dica é comprar uma antena maior ou posicionar sua antena em locais mais próximos do exterior, como perto de uma janela ou até mesmo na sacada. É comum existirem pontos específicos da sua casa em que a antena pega bem. Se isso não funcionar, uma alternativa pode ser comprar uma antena amplificada. Recebendo Interatividade Para receber a interatividade, são necessários televisores ou conversores (Set-top box) que recebam o sinal digital capazes de executar as aplicações. Para tanto, estes aparelhos precisam explicitamente ter interatividade (normalmente exibem selos escritos “Ginga” ou “DTVi”). A oferta de aparelhos com este recurso é cada vez maior. Se você vai comprar uma TV nova e deseja interativa, procure os modelos que possuem a interatividade, além do sinal digital. Se você já tem uma TV, qualquer que seja ela, poderá ter acesso a interatividade adquirindo um Set-top box ou conversor, uma caixinha que quando conectada a sua TV dá acesso ao sinal digital. Mas fique atento: o conversor deve ter o selo “Ginga” ou “DTVi”. Hoje são poucos os modelos de conversores que têm interatividade. A maioria só recebe o sinal digital.
  • 17. 16 Aplicativos INTERATIVIDADE_ Toda interatividade que você vê na TV Digital se dá por meio de aplicativos executados ou instalados no televisor. Mas este aplicativo (ou aplicação) para TV nada mais é do que um programa (software) que você utiliza na sua televisão, através do controle remoto. Pense no menu de seu televisor, pelo qual poderá fazer algumas tarefas como alterar o brilho ou contraste da TV.
  • 18. 17 Em um aplicativo a forma de uso é semelhante, mas ele pode fornecer opções muito mais interessantes para você, como: ver textos e fotos, responder enquetes, acessar redes sociais, ver a previsão do tempo, etc. O sistema é semelhante ao iPhone, onde você pode instalar diversos aplicativos que lhe agradem. Do Twitter a jogos, as possibilidades são várias. Já falamos em outro capítulo sobre a TV Conectada, nela os aplicativos você escolhe e instala, mas não confunda, na TV Digital aberta, os aplicativos são enviados pelas emissoras, no momento em que está assistindo um canal. Algumas emissoras, como são os casos da SBT, Bandeirantes e Rede Globo, já estão disponibilizando aplicações interativas em sua programação. No entanto, parte do público se pergunta: como fazer para acessar as aplicações interativas? Acessando as aplicações interativas Geralmente quando existe uma aplicação interativa em determinado canal um pequeno “i” é exibido no canto da tela. Para visualizar o conteúdo, não há uma regra específica. Normalmente se o telespectador apertar o botão “OK” do controle remoto ele terá acesso ao conteúdo interativo. Não é necessário ter acesso à Internet para ter interatividade, apesar de alguns aplicativos necessitarem de conexão via Internet, como enquetes, votações, entre outros exemplos.
  • 19. 18 A aplicação poderá ser acessada em qualquer momento, desde que a emissora esteja transmitindo a mesma. Geralmente existe uma relação entre o programa exibido pela emissora e o aplicativo interativo.
  • 20. 19 O telespectador da TV Digital precisa da Internet para garantir a interatividade? Ao contrário do que algumas pessoas pensam, quando se fala em interatividade na TV Digital não se está falando na comunicação do telespectador com a emissora de TV. A simples capacidade de mudar a forma com a qual o conteúdo televisivo é exibido já é uma forma de interação. Ao apertar um botão no controle remoto e começar a visualizar fotos, textos e informações que não estão no vídeo da emissora, o telespectador está interagindo com sua televisão. No entanto, a emissora de TV pode não saber o que se passa no televisor do telespectador. Na TV Digital a comunicação do telespectador com a emissora se dá pelo canal de retorno, que pode ser pela Internet ou por outros meios como SMS. Mesmo sem ter acesso a um canal de retorno o telespectador já dispõe de interatividade na TV Digital via aplicações. Quando se trata de interação com a emissora de TV ou com um patrocinador de um programa televisivo, o canal de retorno se faz necessário. Mesmo sem ter uma TV interativa, o telespectador é estimulado a interagir via telefone ou pelos sites das emissoras. Por esses meios, os telespectadores participam de enquetes, votações, sugerem temas para programas e até fazem compras. É claro que quando seu televisor ou set-top box está conectado a Internet, a interatividade fica mais interessante, pois é possível participar usando apenas o controle remoto.
  • 21. 20 Como usar INTERATIVIDADE_ Ícone invite Uma dúvida básica sempre está presente quando o assunto é aplicação interativa na TV Digital: como vou saber se a emissora enviou um aplicativo para a minha TV? Como faço para executar esse aplicativo? Quando a sua TV ou receptor DTVi recebe um aplicativo que está sendo transmitido pela emissora, geralmente ele é executado automaticamente. Mas isso não significa que o aplicativo vai pular na tela, interrompendo o jogo ou a novela. Antes de o aplicativo tomar o espaço na sua TV, é mostrado o ícone de interatividade, também chamado de ícone de invite. O ícone de interatividade é uma pequena imagem ou animação que aparece em algum dos cantos da tela, indicando para o telespectador que a interatividade está disponível naquele canal. Como já falamos anteriormente, o ícone pode ser desde um discreto “i” até animações elaboradas.
  • 22. 21 Para abrir o aplicativo a partir do ícone de interatividade é necessário apertar alguma tecla no controle remoto, geralmente indicada no próprio ícone. As teclas normalmente usadas para isso são o “OK”, ou o botão vermelho, mas isso pode variar de acordo com o aplicativo que está sendo transmitido. Canal de retorno O canal de retorno, também conhecido como canal de interatividade, pode ser simplificado como “conexão à Internet”. Chama-se assim por ser o canal (meio de comunicação) que os telespectadores usam para retornar informações às emissoras. Por exemplo, a emissora envia até você o vídeo de um jogo de futebol e uma enquete interativa, perguntando quem você acha que ganhará a partida. Para poder responder esta enquete você precisará retornar à emissora a informação com sua resposta. Para tanto, você precisará do canal de retorno. Na prática é um mecanismo capaz de viabilizar a comunicação entre o TV/Conversor e uma emissora. O meio não importa, pode ser via Internet comum, mensagens de texto ou 3G. Um fato que poucas pessoas sabem é que o canal de interatividade oferece os mesmos mecanismos de segurança usados para acessar o seu banco pela
  • 23. 22 Internet. Por causa disso, comprar pela televisão usando o cartão de crédito sem o risco de expor dados na Internet é uma operação viável. Hoje o único canal de retorno que está sendo utilizado é o “cabo azul” de Internet e todos os conversores e televisores digitais vêm com este tipo de conexão. Mas fique ligado e confira se o aparelho dispõe de algum tipo de conexão antes de fazer a compra, alguns já vem até com conexão sem fio Wi- Fi. Usabilidade INTERATIVIDADE_ Usabilidade é o mesmo que facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar, o usuário aprende mais rápido, memoriza as operações e comete menos erros. Por isso, é importante que as aplicações interativas sejam fáceis, eficientes e agradáveis de usar. Na TV, a usabilidade está ligada à interação do usuário com a aplicação através do controle remoto. A diferença é bem grande se comparar o controle remoto com o mouse e o teclado usado no computador para interação. Para encorajar o uso e a interação do telespectador, a interface deve apresentar poucas informações, organizadas de maneira clara. Complexidade sempre foi inimiga do controle remoto.
  • 24. 23 Outro ponto importante é a distância entre a TV e você, que deve ser de aproximadamente três metros, diferente do computador que tem uma tela por pessoa e o usuário fica a menos de um metro do display. Por isso fontes ou letras usadas na aplicação são grandes e têm um formato legível sem muito adorno, para facilitar a leitura na distância ideal. A navegação pela interface de um aplicativo interativo pode ser feita através de botões coloridos, setas direcionais e botões numéricos, presentes em todos os controles remotos de televisores e receptores com interatividade. O mais comum e preferido pelos usuários são os botões coloridos e as setas, pois estão atribuídos a outros elementos comuns no cotidiano, como os botões do caixa eletrônico ou a navegação nos menus de DVD Players.
  • 25. 24 Inclusão Digital Através da TV Digital Interativa. Para entrar neste tema primeiramente devem-se levantar os fatos que fazem o público pensar na TV Digital como meio de inclusão digital. A TV é o meio de comunicação dominante no Brasil. Muitas pessoas não lêem jornal, não acessam a Internet, por vezes não possuem telefone residencial. Porém, grande parte da população possui um aparelho televisor em casa (em certas residências faltam aparelhos eletrodomésticos importantes como a geladeira, mas não um televisor). É inegável que a TV seja o meio de comunicação mais popular entre os brasileiros, que passam horas com o aparelho ligado.
  • 26. 25 Pelo fato das emissoras utilizarem uma concessão pública para manter seu canal no ar, é obrigação de cada empresa fomentar não só o entretenimento, como manter um papel informativo com a transmissão de notícias, conteúdo regional, conteúdo educativo, etc. Nesse sentido a TV tem um papel de propagadora da informação e somado a isso a atualização ao sistema digital tornam a TV candidata a promotora da inclusão digital. Mas ainda falta dizer como isso pode ser realizado. Com a TV Digital, mais canais poderão existir, com conteúdo de maior qualidade e com interatividade. Isso já é fator para fomentar a concorrência e melhorar a qualidade da informação e do serviço recebido pela população. A interatividade fornecida pela própria emissora, por mais limitada ou “controlada” que seja, será uma forma de contato do telespectador com o mundo digital e com a Internet. Com a concorrência, um determinado canal poderá disponibilizar interatividade rica, com acesso a redes sociais, por exemplo, o que certamente vai atrair audiência e forçar os demais canais a fazer o mesmo. Dessa forma, sendo provida interatividade de maior qualidade que inclua o telespectador na Internet estará sendo promovida a inclusão digital. Mas essa é só a ponta do iceberg. Tendo uma TV capaz de conectar-se a Internet, não haverá limites para as possibilidades. Lembremos que o fabricante de TV (e da plataforma da TV) não está amarrado às emissoras. As TVs interativas que estão sendo vendidas hoje no Brasil já saem de fábrica com uma série de aplicativos instalados, tais como Youtube, portais de notícias, tocadores de música, etc.
  • 27. 26 Tais fabricantes certamente utilizarão plataformas ricas e não demorarão a aparecer “App Stores” (lojas de aplicativos, como no iPhone) nestas plataformas que rodarão nos televisores nos lares brasileiros. “Podemos ter uma TV digital e popular que seja uma genuína ferramenta possibilitando a autêntica liberdade de expressão de todos, em especial dos que não têm voz, dos abandonados e excluídos, e constitua uma ferramenta para superar a exclusão digital.” Gabriel Baum, pesquisador argentino e defensor de uma versão única do Ginga, middleware desenvolvido no Brasil. Ensino à distância pela TV Digital: é possível? A TV Digital interativa possibilita a criação de soluções de ensino à distância, o chamado t-learning. Mas de que forma este tipo de solução pode contribuir para a criação de novas experiências de ensino e, consequentemente, atuar como elemento facilitador da inclusão digital? A Internet já é uma realidade no que se refere a ambientes digitais de aprendizagem. No entanto, há uma parcela da população que ainda não possui computador e/ou ainda tem certa resistência ao uso da ferramenta. O uso da TV pode captar este público e proporcionar uma experiência rica ao ensino por meio de vídeo aulas e aplicativos interativos.
  • 28. 27 Estes aplicativos podem complementar o ensino de algum tópico abordado ou ainda possibilitar a realização de exercícios e/ou avaliações pelo controle remoto. Outra possibilidade seria a utilização da interatividade para a realização de avaliações através da TV. Neste caso é necessário que o conversor ou televisor esteja conectado à Internet, para que as repostas do telespectador sejam enviadas para a entidade responsável pelo curso. Somado ao crescimento do acesso à Internet cria-se um cenário mais propício para a concepção e implantação de soluções de t-learning no Brasil, dependendo ainda da disseminação de conversores e televisores com interatividade. Outras possibilidades Programação Participativa A interatividade pode fazer com que o telespectador participe do programa usando apenas o controle remoto. Algumas aplicações podem oferecer chats, questionários, redes sociais, e todas as informações inseridas nestas aplicações podem ser enviadas diretamente para os produtores do programa assistido.
  • 29. 28 Conteúdo estendido Uma forma de interatividade mais simples seria oferecer conteúdo suplementar ao que está sendo assistido, por exemplo, um telejornal pode permitir que os telespectadores apertem um botão para ver na tela mais detalhes sobre notícias que são exibidas rapidamente. Publicidade interativa Os anunciantes também podem tirar proveito do recurso. Um exemplo seria uma aplicação que permita a quem tiver interesse navegar a vontade em mais detalhes de um determinado produto que foi exibido em apenas 30 segundos durante o intervalo comercial. Games Jogos eletrônicos também são possíveis, imagine que durante um programa infantil que exibe um desenho animado a criança pode também jogar o game deste desenho. T-Commerce T-Commerce é o comércio eletrônico na televisão. Com interatividade é conexão a Internet é perfeitamente possível fazê-lo. A situação mais interessante será poder comprar produtos sensíveis ao contexto, por exemplo, ao assistir um jogo de futebol do seu time poder comprar o ingresso para o próximo confronto.
  • 30. 29 GLOSSÁRIO Aplicação ou aplicativo – É um programa (software) que é transmitido pela emissora e executado no aparelho de TV. Broadband TV – Quando o serviço de TV é transmitido pela Internet (e não pelo ar ou via cabo). Broadcaster – Emissora de TV. Canal de Retorno – É o meio utilizado pelo telespectador para retornar informações à emissora em uma aplicação interativa. Pode ser qualquer tipo de conexão à Internet, como cabo, wi-fi, wimax ou 3G. DTV – É a TV Digital sem interatividade. Os aparelhos de TV e receptores que ainda não suportam a interatividade possuem o selo “DTV” DTVi – É a TV Digital com interatividade. Os aparelhos de TV e receptores que já suportam a interatividade possuem o selo “DTVi”. Fórum SBTVD – É a entidade responsável pela definição das normas do SBTVD, bem como pela sua divulgação. Full HD – Alta definição. O vídeo é transmitido com 1080 linhas de resolução.
  • 31. 30 Full-seg – É o serviço “normal” de TV Digital, para dispositivos não-móveis, como aparelhos de TV ou receptores. One-seg – É o serviço de TV Digital portátil. Permite assistir à TV e ter acesso à interatividade em dispositivos móveis, como celulares ou tablets. Ginga – É um software embarcado em aparelhos de TV de receptores que serve para rodar aplicações transmitidas pelas emissoras. É ele que permite a interatividade no Sistema Brasileiro de TV Digital. HD – Alta definição. O vídeo é transmitido com 720 linhas de resolução. Ícone de interatividade – É uma pequena imagem ou animação que aparece em algum dos cantos da tela, indicando para o telespectador que a interatividade está disponível naquele canal. Interatividade – É a possibilidade de rodar aplicativos enviados pela emissora no aparelho de TV ou receptor e interagir através do controle remoto. IPTV – Quando o serviço de TV é transmitido pela Internet (e não pelo ar ou via cabo). Vide Broadband TV. ISDB-T – Integrated Services Digital Broadcasting. É o padrão de TV digital japonês. ISDB-Tb – Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). É assim chamado,
  • 32. 31 pois se trata de uma derivação do padrão japonês. Também é chamado de ISDB International. ISDB International – É o Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). Também é chamado de ISDB-Tb. Este está sendo adotado na América do Sul e alguns países da Ásia e África. Middleware – Em termos gerais é uma camada de software que provê serviços para outros programas. No contexto da TV Digital Interativa Brasileira é usado como sinônimo para Ginga. SBTVD – Sistema Brasileiro de Televisão Digital. É o padrão de TV Digital desenvolvido no Brasil, tendo como base o padrão japonês. Set-top box – É um receptor externo (diferente de uma TV com receptor integrado) utilizado para receber o sinal da TV. Um exemplo são as caixas fornecidas por serviços de TV por assinatura. Já existem no mercado brasileiro set-top boxes compatíveis com o Sistema Brasileiro de Televisão Digital. TV Conectada – É um aparelho de televisão que oferece acesso a serviços online, como vídeos no Youtube, notícias ou previsão do tempo. Zapper – É o componente responsável pela recepção e decodificação do sinal digital. O termo “zapper” também é usado para set-top boxes ou aparelhos
  • 33. 32 de TV que possuem apenas este componente, não incluindo o middleware Ginga. Eles não têm suporte à interatividade. REFERÊNCIAS DALMAZO, Luiza. Confira os números do mercado de TV Digital. Computer World. Disponível em: http://computerworld.uol.com.br/telecom/2007/12/03/idgnoticia.2007-11-30.8706966350. Acesso em: 13 de jan 2011. NÚMERO de celulares com TV Digital no Brasil deve chegar a 50 milhões em 2014. iTVBr. http://itvbr.com.br/blog/?p=307. Acesso em: 13 jan 2011. O QUE é Ginga? DTV. http://www.dtv.org.br/index.php/entenda-a-tv-digital/o-que-e-ginga Acesso em: 12 jan 2011. ONDE já tem TV Digital? DTV. http://www.dtv.org.br/index.php/onde-ja-tem-tv-digital Acesso em: 12 jan 2011. TV Digital alcança o número de 30 cidades. Portal das Comunicações. http://www.mc.gov.br/noticias-do-site/22462-tv-digital-alcanca-o-numero-de-30-cidades Acesso em: 13 jan 2011.
  • 34. 33 Este livro foi escrito, editado e distribuído pela BRAVA iTV. A maior parte dos textos foi extraída do blog da empresa onde constantemente são publicados artigos relacionados a TV Interativa. Conheça mais em: www.bravaitv.com.br/blog A BRAVA iTV desenvolve aplicativos para TVs interativas. Independentemente de plataforma, nosso desafio é entender a fundo as peculiaridades da interação do telespectador com esta mídia. Nossa equipe multidisciplinar cria aplicações interativas para TV que proporcionam experiência única, ao estudar continuamente as necessidades do mercado, o comportamento do telespectador, a usabilidade das aplicações e as possibilidades da tecnologia. www.bravaitv.com.br 47 38028300 Conteúdo gerado e editado por Guilherme Lopes, Bruno Ledesma, Felipe Gallois e João Hornburg , Rodrigo Silva e Samira Moratti Ilustrado por Radner A obra Ebook Bê-a-bá da TV Digital de BRAVA iTV foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não- Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada