Texto: Bem longeAutor: Luiz Gonzaga PinheiroMúsica: Sessenta anos
As vezes fico pensando o quanto sou tolo.
Como ainda acredito que uma flor possa mudar       o pensamento de alguém.
Que basta uma música suave para silenciar              uma guerra.
Sonho com o dia em que um poema possa          fechar uma veia.
E que um afago possa limpar uma mágoa.
Muitos lastimam minha ingenuidade e  subestimam minha esperança.
Mas que fazer quando minha visão avança pelos séculos e vê a Terra como um lindo                  jardim?
Quando lá longe, bem longe, no berço dosséculos observo homens preocupados em fazer                  canções?
Quando extasiado vislumbro um poema          em cada esquina?
Como agir se tenho a certeza íntima de que os    campos de guerra desaparecerão?
Se qualquer fome será caçada como         inimiga da paz?
Se as aflições de agora tecem o tapete por        onde passará a justiça?
Serei ingênuo ou meus irmãos cegos?
Escrevo tolices ou a loucura mansa tomou         conta dos meus sonhos?
Haverá como disfarçar essa certeza de não  ter incertezas em minha vida?
Alguma doença enlaçou-me ou apenas         me tornei poeta?
Formatação: o caçador de imagens
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Bem longe

  1. 1. Texto: Bem longeAutor: Luiz Gonzaga PinheiroMúsica: Sessenta anos
  2. 2. As vezes fico pensando o quanto sou tolo.
  3. 3. Como ainda acredito que uma flor possa mudar o pensamento de alguém.
  4. 4. Que basta uma música suave para silenciar uma guerra.
  5. 5. Sonho com o dia em que um poema possa fechar uma veia.
  6. 6. E que um afago possa limpar uma mágoa.
  7. 7. Muitos lastimam minha ingenuidade e subestimam minha esperança.
  8. 8. Mas que fazer quando minha visão avança pelos séculos e vê a Terra como um lindo jardim?
  9. 9. Quando lá longe, bem longe, no berço dosséculos observo homens preocupados em fazer canções?
  10. 10. Quando extasiado vislumbro um poema em cada esquina?
  11. 11. Como agir se tenho a certeza íntima de que os campos de guerra desaparecerão?
  12. 12. Se qualquer fome será caçada como inimiga da paz?
  13. 13. Se as aflições de agora tecem o tapete por onde passará a justiça?
  14. 14. Serei ingênuo ou meus irmãos cegos?
  15. 15. Escrevo tolices ou a loucura mansa tomou conta dos meus sonhos?
  16. 16. Haverá como disfarçar essa certeza de não ter incertezas em minha vida?
  17. 17. Alguma doença enlaçou-me ou apenas me tornei poeta?
  18. 18. Formatação: o caçador de imagens

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