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Uma mulher de futuro.

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Entrevista para a Revista Hype, por Betty Feliz. Vitória: Preview, Ano 11, n.º 64. Novembro de 2014, p. 20-23.

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Uma mulher de futuro.

  1. 1. Personcgem Iigpe Conversar com ela é mergulhar em um rico universo de informações que ? em como : temas recorreu tes a economía criaria: : e o de *oncolvímenfo susíentâcal. Ajiínal, Lala Deheínzelín é esp- ecíalísla mundial no assunto. fla criou e coordena o maximo-nâo internacional Crie Futuros, atuando no Brasil e no exieríor Por Betty Feliz [Fotoc- Cloves Louzada e divulgação q ã iretora premiada de espetáculos multimídia, produtora, palestran- _. _Z te, consultora, curadora, facilitado- ra de cursos e workshops para corporações, govemos e instituições internacionais multi- laterais na formulação de estratégias de ino- vação, desenvolvimento e cooperação, Lala também é membro do Conselho do Institu- to Nacional de Moda e Design e coordena- dora da primeira pós-graduação, no Brasil e América Latina. , em Economia Criativa e Co- laborativa pela ESPM, em Curitiba, Paraná. Aqui, a especialista, que esteve em Vitó- ria, no mês de junho, abrindo a temporada cultural do Vitória Moda 2014, fala de cri- se, processos colaborativos, ética e de ou- tros valores ligados ao futuro do país e da economia criativa. 20
  2. 2. eu . . 1-": 2 z: c». n.. c.. ' 3:'. e. 51H71. : a 99 “A crise é uma oportunidade para que a economia criativa possa ser o principal mo- tor de desenvolvimento do pais. Isso porque a crise deve-se ao fato de que toda a nos- sa sociedade e a economia se organizaram em torno do que era tangível, material. Só que o que é tangível e material se consome com o uso, gera um modelo de competição e uma economia da escassez. Não há como um governo centralizado, com uma equipe que não cria interação com a população e que tenta. , sozinho, resolver as coisas, e ain- da mais de forma fragmentada, separada por setores, dar conta da exponencialida- de dos problemas que a gente tem. Então, onde está a solução? Estaria em ser expo- nencial também. Mas como é possível ser exponencial? Se a gente trabalha com pro- cessos colaborativos, se o modelo de gestão deixa de ser centralizado e passa a ser dis- tribuido, onde todo mundo pode fazer uma cogestão, isso também tem uma interface com a economia criativa. " . _ . _ . . , _r V, .._, -,, m- . - . C- 'GJHH . .-. ,.. .. à* lia: ;a 99 “A economia colaborativa é uma das gran- des chaves do futuro para permitir a abun- dância. Mas uma coisa é a economia do compartilhar e outra é a economia colabo- rativa. Vemos o compartilhamento de ca. r- ros, de espaços. .. Na economia do compar- tilhar, eu uso as novas tecnologias para ma- pear estruturas que já existem e criar pro- cessos pa. ra usá-las de forma melhor. Já a economia colaborativa supõe outro mode- lo de gestão, que não é centralizado. um processo descentralizado, distribuído, onde cada um faz a sua parte. Na economia do compartilhar, a gente vê um monte de coi- sa e de exemplos, J á a economia colaborati- va é algo que está começando, mas que tem um potencial extraordinário pela frente, por- que vai juntar tudo aquilo que é conhecimen- to e criatividade através das novas tecnolo- gias e de processos distribuidos em rede. " O que nos pá? em sintonia e prermire a ccfafzrzração é saber que estamos todos trabalhando para o 62m comum o x5-. ., . , . .-gp u» -vw - b , vu¡ -3 -wi, .-'§Q . .C. ..u-. ,a~'! --' 99 “É interessante notar que estamos viven- do, além dessa passagem do tangível para o intangível, uma passagem de toda a. vida sendo regida pelo mercado para uma vida (sociedade, economia, política) organizada em tomo do bem comum. Isso não quer di- zer que não temos mais mercado, mas sim que esse mercado se norteia a partir das coisas que estão a serviço do bem comum. Vamos ver uma passagem da centralidade do consumo como forma de gerar riqueza para a centralidade de cuidar como forma de gerar riqueza E aí a ética passa a ser o principal valor econômico. Trabalhar para o bem comum depende de colaboração, co- laboração só existe quando há relações de confiança, e relações de confiança depen- dem da ética. Então, a gente tem a possibi- lidade de um futuro de abundância, só que ele só será possível se existir coniiança, e confiança só existe se existir ética. ” Liz. " 'e E: cera' 99 “Tudo se organiza em tomo do bem co- mum. O que nos põe em sintonia e permite a colaboração é saber que estamos todos trabalhando para o bem comum. Eu pos- so colaborar com alguém que eu nunca vi na vida, que está. do outro lado do mundo, se o propósito dele está em sintonia com o meu, se estamos ambos trabalhando para o bem comum e se estamos ambos basea- dos em ética. A gente vai ter que passar, sem dúvida, por essa mudança. Por isso, a mudança passa também por uma mudança de modelo político. O modelo de gestão por partidos, por representatividade, não serve mais, porque ele é toda uma lógica de orga- nização por controle, e não por confiança. Vamos ter que passar para um novo mode- lo de gestão que tenha normas muito mais simples e baseadas na confiança. , e não no controle, porque aí conseguimos a agilida- de e a articulação suficientes para atingir essa abundância. " / yçoevn/ thcwnzbr 21
  3. 3. Personagem hype 99 “É muito interessante notar que se a gen- te não mudar a nossa forma de gestão de produção de riqueza e de organização so- cial para uma sociedade que prioriza os in- tangíveis como forma de gerar riqueza (já que eles são infinitos), a gente não terá fu- turo. Estamos no momento do fazer. E esse fazer vai criando ambiente favorável para que essas coisas sejam possíveis. Conñar, por exemplo: ou se confia ou não conña. E não dá para pensar sobre o confiar. algo que se pratica. Em geral, nos processos cola- borativos, as relações de conñança acabam se instaurando porque, na prática, a gente percebe que toda ideia de que o ser hurna- no não presta, de que a natureza do ser hu- mano é agressiva, de que o principal motor da gente é o lucro, tudo isso é uma cultura. Estamos imersos nessa cultura. Mas não é assim. A natureza tem momentos de com- petição, mas é essencialmente colaborativa, senão não existiria. E aí aprática é o que nos ajuda a mudar a mentalidade, e se a gente muda a mentalidade, todo o resto entra no lugar. Eu diria que o futuro depende, sobretu- do, de a gente se dedicar como se fosse uma mudança de sistema operacional, porque se não mudar é como se os programas de fu- turo e todas essas coisas ligadas à criativi- dade e à colaboração, às novas tecnologias não conseguissem rodar no sistema opera- cional tradicional, baseado em medo, des- confiança, competição. ” ' "Ti-x. ç l ñT-_íarf--fípãl . u_ ~. ..-_. a u' , '._ e ; mais , *seu , ,. a 99 "A questão da sustentabilidade é cha- ve, agora o problema é: como vamos mu- dar a cultura em relação à sustentabilida- de? Como a discussão da sustentabilidade veio na sequência da discussão ambiental, ela acabou ficando muito reduzida à ques- tão ambiental. Todo mundo acha que é sus- tentável porque faz gestão de lixo ou porque controla um pouco seu consumo de eletri- cidade ou água. Isso é reduzir toda a ques- tão da sustentabilidade à sua parte tangí- vel. Agora, toda parte importante e chave para que a gente chegue a alguma coisa é a parte ligada à dimensão cultural da sus- tentabilidade, antes de mais nada, mudar a mentalidade. " _. _.. :' . a m. . L . . , ):ÍÃ-ñ. ›|LW 99 "Na dimensão cultural, isso signiñca mu- dar o próprio significado do que quer dizer sustentabilidade, percebendo que ela é flu- xo harmônico nas quatro dimensões, não só na ambiental, mas na cultural, social e financeira. Isso supõe perceber que a eco- nomia não é a dimensão financeira. Econo- mía são estas quatro dimensões: social, cul- tural, ambiental e financeira. A outra coisa que precisa mudar muito na dimensão cul- tural em relação à sustentabilidade, para permitir que o processo aconte- ça, é essa passagem de gerar riqueza por consumo para ge- rar riqueza por cuidar. Isso tudo necessita uma linguagem, en- tão todos os criativos são fun- damentais na questão da sus- tentabilidade para a gente ter uma forma mais atraente de falar disso tudo, porque hoje o discurso é todo pelo medo, e não por atração. Então, tomara , ç J que os criativos possam par- ticipar dessa ressigniñcação do que é sustentabilidade". I r |
  4. 4. "ñ-n um: ;lã-Jomar snulii', ;uma : uma ¡mt-Jur- unñu ¡muy- : n: _Ilñêkinrü m: culinwanuc» nor-ft- -Lw-_pñtilttt guiar-pu _ulaueevktut court. , : Inox-Í ¡l-w «num-z o que sit: í-. vz, o a site â' l unit*- : m ih'- Hm Tí ¡El- í until# wwqillkiíxo, um: é no-. Iom-'Melglhonlu 3h íkua - _nufvilfãrgúo na Iramanxmm pm . ra- cer cunha: am. -. _naum-lar ¡nuualnw il; _unmmensuannun àuíifk- íla tulmoflo. _II-HM qu: nal-tha: Numa: o 'Iuqgnowwqtrtá 5 _ulokiüihüsll tcp" : naun-aum u: .. num 'll-lina' 'IJMIJIIKHHQ' a| IIu| IIIl(v›: ..i'! ;-t= |i“-R. 'Elma/ z rui(- o ; um nmhnlhu. e , nur ¡zm- i Itw nelbnlluu- sxsaasxattllcorauux- inunalwn_ à uujtiltfl' qu; sin, “na à , rum-atua ¡zvxa ¡unh- umk ¡t- gpr- c 3mm hurt-l k. 'hzitt : .. aum i'll-suíte» ils 'úie gm- «a ¡ailaua u- urelintlino. é : :mentir @pla 2 genit- _cliamluc tlnú' : ?naun ils _nnmwu_ ils 'Amar a its : r- r-¡kroaturueu . mma. u. .pump. at. _nuvníuall_ agir-»akksaougglu-¡passem-nuc-gzanwlculmltn-íl- ; :Iuuglfkc ; nua-wik- s? u-Juiiraratilm_ T2' azul-ar- u-nsw-xv granitos-ír- 01:10h_ftq-içlãlüôluhlclôñrtlüílô : ter a &ma; _mas - _IIn-“iêthüíá, -m-la o miau": - ir- gx-›s. ~q1-›1f¡ii= nílaa: à nllñl- sunt-i 6!- que n mnugl- ih: _unlinf-HÍI-'kl-'taw a musika) : Úllüh _new_ c âlasxaíriua-I. “mibnilom «um -. ~=+= +:. -_¡Ir-›:1Eo-6l---'ka›u: . L n › n. our-v: .3HUIlWEPV-I' a-HININII : 'níkeílaallllk tumor-uh: omlkxg. .. «tuuumaruu tem. Iaumu-(uêvaar “qulullííi vúik _uxsçemcnl § _nnñkieíkciçnl santana . muto m¡ : atmmúc â um: at» vexame. 4 »jar-namo m» intaum dlasaaústviak, gw. w 'rat-hits : rar-xau- _nun aún _Uliêktàidllífã i(a›-«a”r= 'ta'l: ._ i Manuel. , -x-; iqpr- em» gave¡ gaultugzmk~e› l-qlllü' mrdctugjnxsnn em' u'. 34:9: Iúíãtn-¡r-. gpia. nuumuôln 'sima 3 m'. J i v_ _ m _, -~ . h- - 3690113160!! ! -mar-«I--t-¡uaf-Jcoicr 'Ál'-k“*°*'_| '('-- sn ; orais-uk gpr- o actuam- fama-I' B** 'neit- i ain't-atlas. : 35v'til-KikiN33'! jllôilíloot-»WIllwculllolílr l-i-¡shugz-r gprs-r . gàlltlàacÊl-'ÊV/ "l/ o): guiar-m gpr- : m- : lgpúl- que : gravur- ¡El- ílamqltl¡ A ANQUMÍ: ôlo meu -nl-nllít- à aum-Jana fawmr-iunnne. “trauma-un, ccmcmairm âka : w amem: : -r 6mm¡ '-›:5:1'-~í(-›:1a'(--í('- gnt-Yeti' ¡l- _ou-unha : no , zum-ra a. nar-Hinor 39H59!, eu-akatxañ-za. ;muro-ítauqgxnn nau n15'-&Dlgglhqollucutolltqu _IIôÍlo-lmfndiill. _glohqplô'díêtÍlulõlíll-; nwlttürtÍlill _mw ncmu-í-Inm: Maiko: nkaagrslríuatuik vúík. ñtug-xet--cnuñtc-¡l--o na ? mim auúolin 'At-teus --nrzlànllin-wfãt--n-Jlwwruntime, :íI--Inoonun-; l-e: fruit-n. . um--tauu--uz : usam---n-a-n-uur-uaxsuut- lnhkllun, mu¡e-u-uzlanlluro-: q-; ucrap . nur-u uol* ai. É. . lllôiiittl' apta-atrito, anusmuuíl--ik “lr, “na ã Ê-. Í'c1II(»: ç-. ._' / ypeon/ íne. comb¡ 23 u a

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