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A manifestação do bullying na sala de aula

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E-book que trata da questão do bullying como fenômeno social, abordando sua ocorrência no ambiente escolar.

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  1. 1. 1.x: : @O i PIRÓÇÉIRAIVIA DE CCDACHIINIG PÊÊCÉSSÊ r ÊALÉSTÍQÀS r A/ Ê/? KSI-/ ÊFS A MANIFESTAÇÃO DO BULLYING NA SALA DE AULA MOURA SOBRINHO MOURAC OACHING/ MO URAC ONCURS OS mouracoaching. com - mourasobrinhocoach@gmail. com IVÍÉLJÉA SÉEÉI/ If-IÉ - 5060/7. Pastor. Palestrante. Professor. Advogado. Consultor. vvvvvv. rnou racoach i ng -corn mourasobrlnhocoachâgrrreil. con? 4 61 8447-641
  2. 2. 72;" uÉLFIQÀ rf; *c* PIRÓCBIRAIVIA DE CCDACIl-! IINIG PÊÊCÉSSÊ r ÊALÉSTÍQÀS r A/ Ê/? KSI-/ ÊFS t: ~ 7.77.7. A A MANIFESTAÇÃO DO BULLYING NA SALA DE AULA MOURA SOBRINHO BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - BRASIL MARÇO DE 2015 IVÍÉLJÉA SÉEÉI/ II-IÉ - 5060/7. Pastor. Palestrante. Professor. Advogado. Consultor. vvvvvv. rnou racoach i ng -corn mourasobrlnhocoachâgrrreil. con? 4 61 8447-641
  3. 3. *: ¡_7ç; ; @Agr-g r rms Fmmon o agem ea e vvvudonccsl PIRÓCBIRAIVIA DE CCDACIl-! IINIG PÊÊCÉSSÊ - ÊALÉSTÍQÀS - A/ Ê/? KSI-/ ÊFS DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) MOURACOACHING/ M OURACONCURSOS Brasília, DF, Brasil. Sobrinho, Moura. (José Moura e Silva Sobrinho). A Manifestação do Bullying em Sala de Aula [recurso eletrônico]/ Moura Sobrinho. 1a edição, Brasília: Mouracoaching Editora, 2015. Sistema requerido: PDF. Modo de acesso: wwwmouracoachingcom/ blog Inclui bibliografia. ISBN Mouracoaching Editora: Todos os direitos reservados. Livro eletrônico distribuído gratuitamente no site mouracoachingxom/ blog Também nas fanpages: mouracoaching e mouraconcursos. Há, ainda, artigos elaborados a partir de cada capítulo desta obra. IVÍÉLJÉA SÉEÉI/ II-IÉ - 5060/7. Pastor. Palestrante. Professor. Advogado. Consultor. vvvvvv. rnou racoach i ng , corn mourasobrlnhocoachâgrrIe/ l. con? 61 8447-641 4
  4. 4. v5', . uCÍ-FRÀ ~ PROGRAMA DE coAcHING *Ãk_77g; j I PROCESSO 7 PALESTRAS 7 vvORKSHOPS A MANIFESTAÇÃO DO BULLYING NA SALA DE AULA MOURA SOBRINHO MOURAC OACHING/ MO URAC ONCURS OS mouracoachingcom - mourasobrinhocoach@gmail. c0m IVÍÉLJÉA SÉEÉI/ II-IÉ - 5060/7. Pastor. Palestrante. Professor. Advogado. Consultor. vvvvvv. rnou racoach i ng -corn mourasobrlnhocoachâgrrreil. con? 4 61 8447-641
  5. 5. ll , MÕÚRÀ PROGRAMA DE COACHING ÇÉKÓÉÉSSÊ 7 ÍDALESIÍVÉAS r I/ Í/(DF-? KSFÍÊ/ JS Fummnd_ _uma APRESENTAÇÃO Neste livro digital o autor que é professor com larga experiência em sala de aula trata de um dos temas que mais tem causado consequências sérias no indivíduo, em especial nas crianças, adolescentes ejovens. Para produção do texto procedemos a uma cuidadosa pesquisa bibliográfica sobre o tema, momento em que muitos dos melhores autores que já estudaram o bullying foram utilizados como parâmetros para a abordagem Muito embora nossa intenção inicial seria produzir um trabalho de conclusão de curso - TCC, por circunstâncias outras, veio surgir o presente livro digital_ O bullying realmente vem fazendo muitas Vítimas e causando grandes sofrimentos. O mais curioso de tudo é que nessa forma de agressão, sim o bullying é uma forma de agressão e, por que não deixar claro, das piores, todos sofrem terrivelmente inclusive o próprio autor. Como temos o projeto de outro e-book sobre o bullying, mais completo e com riqueza de dados estatísticos, nesta abordagem evitou-se um maior aprofundamento do tema, trazendo, porém, com bastante clareza e propriedade informações indispensáveis a professores, pais, gestores e educadores de modo geral Moura Sobrinho, (março de 2015). IVISIJÉA SÊSÊIIVI-IS - CÊoaC/ 'L Pastor. Palestrante, Professor. Advogado. CÊOITSL/ Itor. VVVVVV. rÍI()_Ll TECJÉECDh i Í1g . _(: ()I'I'I mourasobnnhocoachcggmau. corn 61 8447-641 4 l
  6. 6. r »GS-FRA PROGRAMA DE cOAcHING ”zk_.7=; j I_ @v3.3 PROCESSO 7 PALESTRAS 7 vvORKSHOPS n a agenles 1-: - vvvuclnrvc<wal A MANIFESTAÇÃO DO BULLYING NA SALA DE AULA JOSÉ MOURA E SI[. VA SOBR1NHO1 RESUMO Procurou-se no presente trabalho apresentar informações relevantes sobre um dos principais problemas que afligem a sociedade e em particular a escola: a violência em suas mais diversas formas quer como agressão fisica, quer como agressão moral ou psicológica. É inquestionável que o modo de violência utilizado pela juventude do último século e do atual, passou a preocupar a todos, pelo seu modo sutil de tomar a vitima uma pessoa completamente frustrada e, muitas vezes, com suas emoções arrebentadas. O bullying tem de fato espantado o HIIJIICIO pela sua selvageria e rapidez na propagação dos maus-tratos iniiigidos às vítimas. A forma como esse tipo de Violência tomou a escola no mundo todo de assalto deixou as autoridades governamentais, professores, pais e sociedade sem saber o que fazer. Somente nos últimos 45 anos é que todos passaram a voltar seu olhar para o bullying, buscando modos de erradiçá-lo da escola e da sociedade. Com o avanço tecnológico e científico parece que a luta ficou mais diñcik a facilidade de navegação pela intemet levou o bullying a tomar a forma de bullying virtual, também conhecido como Cyberbullying. Palavras-chave: Violência escolar, Bullying, Maus-tratos, Cyberbullying. AB STRACT We tried in this study present relevant information on one of the main problerm afflicting society and in particular the school; violence ir1 its various forrIE or a physical assault, either as moral or psychological aggression. It is unquestionable that the way of violence used by the youth of the last century and the current one, began to worry at all, for his subtle way of making the victirn a completely frustrated person and often with their srnashed emotions. Bullying has indeed arnazed the world for its savagery and speed of propagation of ill- treatment to Victims. The way this violence took school worldwide assault left govemment authorities, teachers, parents and society not knowing what to do. Only in the last 45 years it is that everyone started to retum his gaze to the bullying, seeking ways to eradicate it from school and society. With the technological and scientific advancement it seems that the fight got harder: the ease of surfing the intemet took bullying to take the form of virtual bullying, also known as cyberbullying. KEYWORDS: School Violence, Bullying, Ill-treatrnente, Cyberbully 1 José Moura e Silva Sobrinho (Moura Sobrinho). Advogado, professor, consultor da área jurídica, educacional e de recursos humanos, coach, sócio-fundador do Mouracoaching, Mouraconcursos e membro do escritório Ferreira & Moura Advogados. Mourasobrinhocoach@gmail. com, wwwmouracoachingcom. IVÍÕL/ ÉA SÉEÍQI/ II-IÉ r Coach. Pastor. Palestrante. Professor, Advogado. Consultor. vvvvvv-rnouracoaching-corn rrrourasobrinhocoachêgrnail. con? 61 8447-641 4
  7. 7. ll MÓÚRÀ PROGRAMA DE COACHING ÇÉKÕCÉSSÉ 7 ÍDALÉSTÍQÁS 7 I/ Í/(DÊKSI-IÊÍJS SUMÁRIO APRESENTAÇÃO . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 05 INTRODUÇÃO . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 08 1 ORIGEM E EVOLUÇÃO DO BULLYING . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 15 2 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS DO BULLYING . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 22 3 OS TIPOS DE BULLYING . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . 28 4 O BULLYING COMO FENÔMENO SOCIAL . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . 32 4.1 O CYBERBULLYING . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 39 5 O BULLYING ESCOLAR . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 43 6 A PRESENÇA DO BULLYNG NA SALA DE AULA . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 47 6.1 A FIGURA DO PROFESSOR . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 51 6.2 A FIGURA DO ALUNO . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 53 CONSIDERAÇÕES FINAIS . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 56 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 58 IVISIJÉA SÊSÊI/ II-IS 7 CÊoaC/ 'L Pastor. Palestrante, Professor. Advogado. CÊOITSL/ Itor. VVVVVV. rÍI()_Ll TECJÉECDh i Í1g . _(: ()I'I'I mouresobnnhocoachcggmau. corn 61 8447-641 4 l
  8. 8. PIRÉCBIRABIIA CDE (3C)ê(3l-llll(3 HROÇESSC) LBALES TRAS I/ vc)I<›<. sI-Ic›k›. s C/ ÀOLJRA M6 INTRODUÇÃO O projeto da presente pesquisa surgi1I quando ouvir a história de uma al1Ina que estava realizando a primeira fase do estágio obrigatório do seu curso de graduação, em uma escola pública de uma de nossas unidades federativas. O desejo de trabalhar a temática do bullying tomou corpo quando analisei a seguinte Situação por ela vivenciada: numa certa manhã de clima agradável, aproveitando-se da brisa suave e amena e do sol “frio” e “fresco”, ficou a observar grupos de crianças brincando no pátio da escola, durante o horário do recreio. Algumas brincadeiras, pela forma como as crianças Se cornportavam - umas se divertiam bastante enquanto duas ou três pareciam sofrer bastante com o tipo de “brincadeira” -, chamou sua atenção. Aproxirnando para Ver mais de perto, percebeu que na verdade a “brincadeira” rnascarava uma forma de violência, violência essa que era repetida várias vezes. Levado o caso à professora, constatou a minha informante que aquela iá havia presenciado esse tipo de “Brincadeira” inclusive em sala de aula, mas não sabia o que fazer e nem como ou onde buscar auxñio. Desse contexto, veio a questão que transformei na problemática do estudo: o que é bullying? Por que a escola, especialmente a sala de aula, cujos espaços são destinados a fornecer regras de boa convivência, convive com o bullying? A partir daí, considerei a necessidade de trabalhar o tema, rnuito embora existam boas obras já publicadas. A/ ÍCL/ FQA SCDSI-QIIVI71Ô 7 COzIc/ I. fàanslor. f-'zIIost/ 'LI/ Ito. Profussor. Advogildo. COIISLI/ lor. vvvvvsnrnouracoaching. corn rrIOL/ ra50briI7hOCOaCh(CDgI17ai/ . corn 61 8447-641 4 |
  9. 9. 3LJÊÃ l PROGRAMA DE cOAOI-IING NG HROÇESSC) kaALEs TRAS I/ vc)I<›<. sI-Ic›k›s A temática da presente pesquisa, desse Inodo, foi desenvolvida como forma de trazer ÍIIÍOITDEIÇÕES simples e importantes aos professores, pais e educadores para uma melhor compreensão do fenômeno avassalador que se convencionou chamar de bullying. Conhecendo a complexidade que envolve o assunto, desde sua nomenclatura, que já traz Vários questionamentos e dúvidas, procurei trazer algumas informações de modos de agressões perpetuadas na sala de aula, tanto por alunos como pelo pessoal envolvido no trabalho do ambiente escolar, incluindo os professores. Tomando como ponto de partida o fato de que o bullying na sala de aula traz consequências terríveis a todos os envolvidos, sejam agressores, vitimas ou apenas testemunhas passivas, tentei trazer uma reflexão bastante Objetiva sobre o tema, partindo, por evidente, de importantes estudos já realizados por excelentes pesquisadores. Alerto para o fato de que o problema não se restringe a sala de aula ou ao espaço escolar, mas se faz presente de fonna bem clara em todos os grupos sociais. Na verdade, no próprio ambiente familiar o bullying surge, quase sempre com as "brincadeirinhas” ou “piadinhas de mau gosto" ou mesmo os “apelidos", tipo: "fulano é o patinho feio da famüia”, “olha a gata borralheira”, “ô tamborete de forró”, “pernas de palito”, "gordinho”, “baixinho” BIC . Do ambiente familiar para chegar aos grupos sociais maiores é apenas um pulo. A base das discursões no presente trabalho são as diversas formas de Violência ocorridas nas dependências das escolas ou em seus arredores, durante o percurso casa-escola e escola-casa. O e-book foi estruturado em seis capítulos, para facilitar a abordagem e tomar mais simples a compreensão e Visão geral do problema. Busquei imprimir a cada capitulo um caráter bastante didático, com o intuito de oportunizar a todos que tiver acesso a este e-book A/ ÍCL/ FQA SCDSI-QIIVI71Ô 7 COzIc/ I. fàanslor. f-'zIIost/ 'LI/ Ito. Profussor. Advogildo. COIISLI/ lor. vvvvvsnrnouracoaching. corn E rrIOL/ ra50briI7hOCOaCh(CDgI17ai/ . corn 61 8447-641 4
  10. 10. : X . ' SOILJRA Famsanda ngcnwlas . ..u O¡ç: ¡: uma compreensão clara e objetiva, sem a necessidade urgente de debruçar-se na leitura dos grandes clássicos, que assim será feita em momentos posteriores de modo bem agradável Dessa forma, prirnou-se por uma estrutura bem simples. Muito embora a obra possua seis capítulos, sendo cada um completo em si, a forma como estão bem interligados aos demais, torna a leitura do todo indispensável para o entendimento do bullying. No primeiro capítulo, foi apresentada uma visão bastante genérica, porém suliciente para se perceber como e quando o bullying surgiu e que I'l1II1O tomou até os dias atuais. Ficou bem assentado que a violência é um fenômeno que acompanha o homem deste os primórdios, florescendo e ganhando forças com o surgimento das primeiras grandes civilizações. No entanto, somente nos anos setenta, a partir de observações levadas a cabo pelo professor Dan Olweus em escolas da Noruega foi que o bullying nas escolas logrou ser conhecido. O CEIDIIUIO segundo traz uma abordagem bem elucidativa do que seja bullying, explica o porque do uso do temIo de língua inglesa e destaca suas características mais importante. Nesse momento, especial atenção foi dada para o correto enquadramento da violência como bullying. Isso tem a “dualidade de mostrar com bastante l1Icidez que nem toda fomia de violência é bullying, muito embora todo bullying seja violência. Fica bastante claro que uma agressão fisica ou moral somente deverá ser considerada como bullying se apresentar as cinco características do bullying, como a seguir descrito. a) O agressor pretende, através de seus atos, demonstrar que pode, quando quiser, submeter os demais al1Inos à sua vontade e caprichos, rrresmo que isto signifique expor o colega a uma situação desagradável ou ridícula (objetivo); b) As condutas no bullying nunca ocorrem uma só vez. E necessário que exista uma reiteração de condutas contra arnesma Vítima (repetição de conduta); c) Para que constitua bullying, é preciso que o ato esteja dotado do elemento 10 IVYSIJRA SÔSÊIIVI-IC - Coach, Pastor. Palestranle. Professor. Advogado, Consultor. vvvvvv_rnouracoachlng-corn rrIourasobr/ nhocoach(á>gl77ail. corn 61 8447-641 4 FÉÊÊÊQBIIQ ÊÉ ÉCDRCÉI-IIIQCÉ PROCESSO 7 PALESTRAS 7 vvORKSI-IOPS
  11. 11. : X . ' SOILJRA OAcr-g; Famsanda ngcnwlas . ..u Onvço: PÊÊCBÊQBIIQ ÊÉ ÉCDÀÍSI-IIINIÊ PROCESSO 7 PALESTRAS 7 vvORKSI-IOPS intencionalidade (intenção); d) A vítima não pratica qualquer conduta que poderia, eventualmente, motivar um revide ou uma vingança por parte do agressor, de modo que a violência é completamente gratuita (ausência de motivo); e por ñm, Existência de superioridade do agressor em relação à vítima, ou, ainda que esta superioridade não exista de fato, o agressor e a vítima acreditam que ela está presente (desiquilib rio de poder). No terceiro capitulo abordei, sem preocupação em trazer muitas infomiações, os tipos de bullying, de acordo com os mais importantes estudiosos do tema. Deixei bem claro, contudo, com base nos especialistas do tema, que as diversas classiñcações apresentam poucas ou quase nenhuma diferença, sendo, pois, irrelevante utilizar essa ou aquela tipologia. O bullying como fenômeno social por estar presente em todos os grupos sociais, sendo na realidade dependente da existência de relações interpessoais, foi o assunto do quarto capítulo. Aqui o grande destaque foi o denominado bullying virtual ou Cyberbullying. O bullying escolar propriamente dito foi o tema do capitulo cinco, enquanto no sexto capítulo tratou-se do bullying na sala de aula. Ao se abordar o bullying escolar trouxe-se vários dados estatísticos coletados de diversas pesquisas, como fonna de enriquecer o estudo. Já o último capitulo, foi especialmente enriquecido com a análise dos diversos atores envolvidos no bullying. Momento em que se deixou claro que na sala de aula muitas vezes até o professor assume o papel de agressor ou intima ou testemunha do bullying. IVYSIJRA SÔSÊIIVI-IC - Coach, Pastor. Palestranle. Professor. Advogado, Consultor. vvvvvv_rnouracoachlng-corn rnourasobrlnhocoach@grnall. corn 61 8447-641 4
  12. 12. 3LJÊÃ j PROGRAMA DE cOAOI-IING NG PROCESSO L›ALES TRAS I/ vc)R¡-<SI-IOIL›S A elaboração desse e-book teve como objetivo geral estabelecer critérios essenciais para se identificar o bullying entre os diversos tipos de violência ocorridos na escola e, em particular, no ambiente da sala de aula. Nesse diapasão, a realização da pesquisa aqui contida teve sempre presente, de modo específico, os seguintes objetivos: a) Apontar de forma bem clara qual a origem do bullying, trazendo elementos que possibilitem a compreensão desse fato social tão antigo, mas ao mesmo tão recente; b) Descrever com bastante objetividade os principais passos percorridos pelo bullying em sua rápida evolução; c) Conceituar com precisão é que se deve realmente entender como bullying, destacando a força do vocábulo inglês e, ao mesmo tempo, os problemas que ele traz; d) Especificar com bastante clareza os elementos envolvidos no bullying, esclarecendo o papel do bully (agressor), vítima e testemunha; e) Deixar bem claro que o bullying é um fenômeno social que tomou enomies proporções em todo o mundo; f) Destacar as principais causas e consequências que o bullying escolar traz aos envolvidos e a toda a sociedade; g) Descrever a grande importância da escola no combate ao bullying, destacando de modo bem específico o papel que deverá ser desempenhado pelo professor e pais no processo de erradicação do bullying; h) Elencar algumas medidas que devem ser utilizadas no combate ao bullying. 12 A/ ÍCL/ FQA SCDSI-QIIVI71Ô 7 COzIc/ I. fàanslor. f-'zIIost/ 'LI/ Ito. Profussor. Advogildo. ConsLI/ lor. vvvvvsnrnouracoaching. corn C rrIOL/ ra50briI7hOcOaCh(CDgI17ai/ , corn 61 8447-641 4
  13. 13. 3LJÊÃ j PROGRAMA DE cOAOI-IING NG PROCESSO L›ALES TRAS I/ vc)RKSI-IOIUS A metodologia utilizada na elaboração do conteúdo apresentado foi principalmente a pesquisa bibliográfico de investigação, com o intuito de descobrir na farta literatura existente as definições e as possíveis implicações da forma de agressão denominada bullying. Com isso em mente, partiu-se para a análise de artigos, livros, revistas, dados estatísticos, teses e dissertações, em suma, qualquer tipo de material que pudesse trazer alguma informação relevante. É claro que durante a fase de estudo detalhado de cada material, cuidadosamente, se foi separando alguns pela sua maior consistência nas infomiações e dados trazidos em detrimento de outros reputados menos ricos e interessantes. A riqueza e abundância de bons artigos e obras sobre o tema trouxe uma certa surpresa, considerando-se que nas escolas brasileiras, em quase sua totalidade pouco se fala sobre o tema, embora os problemas trazidos por ele são inúmeros e muito perceptíveis. Muito embora se tenha analisado alguns casos bastante interessantes, optou-se por não colocá-los no trabalho, considerando serem mais pertinentes àurna pesquisa de campo. Durante a fase de ñchamento dos materiais estudados, alguns autores conquistaram a preferência nossa preferência não só pela riqueza e coerência nas informações, mas, sobretudo, pela forma clara e didática de colocá-las. Para efetuar a coleta de infomiações necessárias ao processamento da pesquisa utilizada na confecção do e-book, procuramos incialmente a ajuda de um dicionário de inglês- português para se familiarizar com o vocábulo, no que diz respeito à escrita e pronúncia. Agora havia a necessidade de se obter uma exata compreensão do sentido do vocábulo. Dessa forma, foi preciso pesquisar para descobrir bons textos e bons livros sobre o tema. De posse de uma vasta bibliografia, passamos a fase de ñchamento, momento em que 13 A/ ÍCL/ FQA SCDSI-QIIVI71Ô 7 COzIc/ I. fàanslor. f-'zIIost/ 'LI/ Ito. Profussor. Advogildo. ConsLI/ lor. vvvvvsnrnouracoaching. corn rrIOL/ ra50briI7hOcOaCh(CDgI17ai/ , corn 61 8447-641 4 |
  14. 14. Il . DÉLJIÍà PROGRAMA DE CQACI-IING v 7 l Í-›Í? Ç)ÇÊ&. SSÇ) F)êl_íí 7ffêí I/ |/Ç)Í'fF<. $Í_ÍC)/ ~)í era realizada a seleção dos materiais em Vários grupos: importantes, bons, adequados, e desinteressantes. Deixando de lado aqueles materiais considerados desinteressantes, procuramos fazer uma leitura mais crítica e proveitosa nos materiais agrupados nos três blocos restantes. A partir daí, a pesquisa bibliográñca foi tomando corpo. A escolha do método qualitativo tem explicação no fato de se acreditar que pesquisas desse porte possibilitam um maior contato com grandes obras, aproximando muito o leitor-pesquisador do pesquisador-autor. Essa aproximação traz um grande enriquecimento, tornando o objeto de estudo bastante próximo e intimo do pesquisador. 14 A/ ÍCDL/ ÊA SGSI-? l/I/ #Ô e Coawcl). Pazslor. Í)LIÍC)SÍFEIIIÍ(I. Professor. Advogirdo. Corvsu/ lor. vvvvvv. rnouracoaching. corn rnoL/ ra sobrinhocoachabglhail. con": 61 8447-641 4
  15. 15. Hieeçbssc) k›ALbS7IeAs 1 ORIGEM E EVOLUÇÃO DO BULLYING A sociedade humana desde os primórdios tem convivido com os mais diversos tipos de violência, vez que em todos os grupamentos humanos a mesma estava presente. A maioria dos fatos registrados pela História narram episódios de sangrentas batalhas, como resultados de lutas pela sobrevivência, pela expansão territorial ou apenas por vaidade e sede de poder dos reis ou governantes. Na evolução do mundo ocidental, cujas culturas estão sustentadas no pilar que se convencionou chamar de cultura greco-romana, essa tendência de se desejar e buscar o prestígio pelo uso da força está bastante presente e bem assentado. Assim, voltando-se o olhar para a civilização grega, fonte de muitos dos institutos e anseios do homem ocidental, deparar-se-á com uma espécie de luta entre o desenvolvimento cultural - representado principalmente pela cidade-estado de Atenas - e o desenvolvimento das habilidades bélicas -tendo a frente, inquestionavelrnente, a cidade-estado Esparta. No lado romano, seu bem treinado e organizado exército, foi capaz de empreender uma das mais notáveis expansões territoriais já vista e, principalmente, manter a área conquistada com desenvolvimento cultural e comercial, mesmo com tanta corrupção e traições ocorrendo no centro político e cultural do império, por mais de um milênio. 15 A/ ÍCL/ FQA SCDSI-QIIVF1Ô e Cairo/ I. Pastor. ÍJiIÍQSÍIII/ lfü. Profussor. Advogildo. Consu/ lor. IIIIII. I'YICI. II'3CÓÉCÍ'IÍTIQ. CZQI'TI rnoL/ ra5obriI7hoCoaCh(CDgI17ai/ . corn 61 8447-641 4 j PIRÉCBIRABIIA CDE (3C)ê(3l-llll(3 I/ vc)re¡-<. sI-1c)k›s |
  16. 16. 3LJÊÃ j PROGRAlvlA DE cOAcI-IING NG PROOtSsO kaALbs rIeAs I/ vc)I<KSI-1c›k›s Nesse contexto, para conservar e disseminar o desenvolvimento cultural, logo no inicio, os núcleos populacionais criaram a escola - instituição destinada a de modo formal, preparar crianças ejovens para a realização das atividades exigidas pela sociedade. Todavia, as diversas formas de violência observadas em todos os demais grupos sociais - família, vizinhança, aldeia, tribo, comunidade e até na nação - entrou na instituição de ensino (escola) que foi fomentada para disseminar o convívio pacíñco entre seus pares, proporcionando um ambiente adequado para a aprendizagem e “formatação” do “bom cidadão”. Com o passar dos anos, em todas as escolas e em todo o mundo, a violência ganhou força e porque não dizer: chegou a extremos, assustando a todos - sociedade, instituições e governantes. Essa guinada espantosa tomou o tema violência na escola uma questão mundial, por trazer sérias consequências para toda a sociedade e para o futuro do homem Nessa perspectiva, pode-se dizer que o bullying, termo inglês escolhido para expressar essa questão antiga da violência, que durante muitos anos não preocupou a sociedade, porém no início da década de 1970 assustou o Unindo, que passou a ver com grande preocupação os problemas entre agressores e vítimas nas escolas. Essa preocupação tem razão de ser, conforme mostram com muita propriedade os vários pesquisadores da problemática, dentre eles, destacou-se neste estudo, pela força expressiva de suas palavras CELIA WADA, BEATRIZ ANA BARBOSA SILVA, CLÉO FANTE, JOSÉ AUGUSTO PEDRA e GABRIEL CHALlTAz. Wada (2010) assim se expressa sobre a origem dos estudos sobre o bulling na escola: Em alguns paises, essa pressão e opressão pode chegar ao suicídio por pane da vítima, principalmente em locais onde o valor moral é considerado determinante da vida e do desempenho. Casos de abusos sexuais também são verificados chegando a 2 Esses autores por sua abordagem bastante didática ebem completa sobre o bullyingforam utilizados como parâmetro pa ra a realização do estudo que fo¡ transformado neste e-book. 16 A/ ÍCL/ FQA SCDSI-QIIVF1Ô e Cairo/ I. Pastor. Í-¡il/ QSÍIIIIIÍQ. Profussor. Advogildo. Consu/ lor. IIIIII. I'YICI. II'3CÓÉCÍ'IÍTIQ. CZQI'TI S rnoL/ ra5obriI7hoCoaCh(CDgI17ai/ . corn 61 8447-641 4
  17. 17. Il / N/OLJRA Age-anus PIRÉCBIRRBIIR CDE (3C)ê(3l-llll(3 PROObssO kaALbs rRAs I/ vORKSI-¡O/ us limites de brutalidade física e emocional em um nivel de selvageria irreparável. (WADA, 2010, pág. 03). Já o olhar atento de Silva, observou o seguinte: Muitas crianças e jovens a partir dos anos 70, estavam se suicidando, e as autoridades escolares, não se prontificavam sobre os fatos, nem mesmo justiça era feita, mas como o número de acontecimentos aumentou, confomie diz Silva, ocorreu uma “mobilização nacional diante dos fatos, o Ministério da Educação da Noruega realizou, em 1983, uma campanha em larga escala, visando ao combate efetivo do bullying escolar”. (SILVA, 2010, p. 111). E em outra assentada, diz a autora: [. ..] tudo começou na Suécia, onde grande parte da sociedade demonstrou preocupação com a violência entre estudantes e suas conseqüências no âmbito escolar”. (SILVA, 2010, pág. 111). Referindo-se ao Brasil, complementa seu raciocinio comaseguinte ideia: No Brasil, as pesquisas e a atenção voltadas ao tema ainda se dão de forma incipiente. A Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (ABRAPIA) se dedica a estudar, pesquisar e divulgar o fenômeno bullying desde 2001. (SILVA, 2010, pág. 113). A perspicácia e sagacidade de Cléo Fante e José Augusto Pedra (2008) levaram-nos a relatar o fato da seguinte forma: 17 A/ fC)L/ F?A SCDSI-? l/If-! Ô 7 Cairo/ I. 19115101'. Í)LIÍC)SÍFEIIIÍ(). Profossor. Advogildo. Corvsu/ lof. vvvvvv. rnouracoaching. corn rnoL/ rasobrinhocoachabglhail. con": 61 8447-641 4
  18. 18. v r' ~ 1 ? ÉKJRÃ PROGRAMA DE cOAcI-¡ING ~i&í7«âz ORCÊ-EGC PROCESSO 7 PALES TRAS 7 vvORKSHOPS Farnwand: :ngcnwlas 111m. : maça; Os estudos tiveram início na década de 1970 na Suécia e na Dinamarca. Na década de 1980, a Noruega desenvolveu grande pesquisa sobre o tema, expandindo os estudos para inúmeros países europeus. Como reflexo desses estudos, o tema chegou ao Brasil no fim dos anos de 1990 e início de 2000. (FANTE e PEDRA, 2008, pág. 36). Chalita (2008) em uma obra que ganhou a preferência de muitos especialistas no caso e de educadores, destacou: [. ..] mesmo sendo tão antigo e já tendo sido objeto de preocupação e investigação por ter comprometido a vida de estudantes, no passado, nada se sabe concretamente sobre o bullying antes da década de 1970. Foi somente compesquisas realizadas em 1972 e 1973, na Escandinávia, que as famílias perceberam a seriedade dos problemas decorrentes da violência escolar. (CHALITA, 2008, pág. 100). No que se refere ao termo bullying, utilizado para exprimir essa nova fomia de violência que ocorre em especial na comunidade escolar, pode-se destacar que o dicionário Oxford (2010) informa ser o mesmo originário da palavra inglesa bully, classificada como verbo ou como substantivo. Como verbo significa “intimidar”, “brigar”, 'inaltratarñ “ameaçaf”. Já como substantivo, traz em sua vertente os significados de “agressor”, “valentão”, “bruto”, “tirano”, "insolente”. Daí a utilização do seu derivado Bullying para exprimir o comportamento agressivo deurna pessoa. Beatriz Ana Barbosa Silva (SILVA, 2010), ensina que o termo bullying, CODÍOITDE definições estampadas nos dicionários assume aseguinte notação: Se recorrermos ao dicionário, encontraremos as seguintes traduções para a palavra bully: indivíduo valentão, tirano, mandão, brigão. Já a expressão bullying corresponde a um conjunto de atitudes de violência física e/ ou psicológica, de caráter intencional e repetitivo, praticado por um bully (agressor) contra uma ou mais vítimas que se encontram impossibilitadas de se defender. Seja por uma questão circunstancial ou por uma desigualdade subjetiva de poder, por trás dessas 18 AÀÔIJÊA SÔSÊIIVI-IC - Coach, Pastor. Palestranle. Professor. Advogado, Consultor. vvvvvv_rnouracoachlng-corn ITIÓLITESOÓÍÍÚÕÓCÓEICÍT@QI77EÍÍ. corn 61 8447-641 4
  19. 19. j PIRÉCBIRRBIIA CDE (3C)ê(3l-llll(3 PROOESSO LaALES rRAS I/ vc)RKSI-1O¡US ações sempre há um bully que domina a maioria dos alunos de uma turma e "proíbe” qualquer atitude solidária em relação ao agredido. (SILVA, 2010, pág. 21). Cleo Fante (2005), educadora e grande pesquisadora sobre bullying, ensina que o temio bullying foi adotado em diversos paises, inclusive no Brasil, pela sua facilidade de deñnir com certa precisão a vontade consciente e deliberada que uma pessoa ou grupo de pessoas possui de rnaltratar, humilhar e intimidar outrem, deixando-o sob tensão. Utilizando-se os ensinos de Cleo Fante (2005), entende-se ser o termo utilizado para descrever todo tipo de ação comportamental que seja agressivo, cruel e repetitivo, praticado intencionalmente com o intuito de machucar, magoar ou causar mal-estar em um indivíduo ou grupo de indivíduos, no contexto das relações interpessoais. Nessa mesma linha de pensamento, mas aprofundando nas características do fenômeno, Beatriz Ana Barbosa Silva, informa que, A palavra bullying ainda é pouco conhecida do grande público. De origem inglesa e sem tradução ainda no Brasil, e' utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito escolar, tanto de meninos quanto de meninas. (SILVA, 2010, pág. 21). Trilhando essa mesma linha de raciocinio A. A. Lopes Neto, afirma que a definição do vocábulo inglês, por ser muito ampla, não encontrando similar em outras línguas, terminou por trazer certa dificuldade na exata compreensão do fenômeno bullying. Em suas próprias palavras, A adoção do termo bullying foi decorrente da dificuldade em traduzi-lo para diversas línguas. Durante a realização da Conferência Intemacional Online School 19 A/ ÍCL/ FQA SCDSI-QIIVF1Ô 7 Cairo/ I. fàanslor. Í-¡il/ QSÍIIIIIÍQ. Profussor. Advogildo. ConsIJ/ lor, vvvvxnl. rnouracoaching. corn rnoL/ ra5obriI7hocoaCh(CDgI17ai/ . corn 61 8447-641 4 |
  20. 20. 3LJÊÃ j PROGRAlvlA DE cOAcI-IING PROCESSO LaALES rRAS I/ vc)RKSI-1O¡US Bullying and Violence, de maio a junho de 2005, ficou caracterizado que o amplo conceito dado à palavra bullying dificulta a identificação de um tenno nativo correspondente em paises como Alemanha, França, Espanha, Portugale Brasil, entre outros. (LOPES NETO, 2005, pág. 165). A problemática envolvendo o bullying no Brasil começou a tomar corpo a partir dos anos noventa, conforme bem infonna o Relatório de Pesquisa “Bullying escolar no Brasil”, seguindo a linha de pesquisas levadas a efeito por Cleo Fante, nos seguintes termos: É também na década de 1990 que um novo conceito passa a ser considerado no campo de estudos sobre a violência entre pares: o bullying. Para fins deste estudo, o bullying é definido como atitudes agressivas de todas as formas, praticadas intencional e repetidamente, que ocorrem sem motivação evidente, são adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e são executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as caracteristicas essenciais, que tomam possívela intimidação da vítima. (PLAN BRASIL, 2010, pág. 4). Da mesma forma, no que diz respeito à utilização exata da noção do termo bullying, aqui no Brasil ainda é muito confuso e desconhecido pela maioria da população, segundo o relatório citado no parágrafo anterior, pois, A utilização do conceito apresenta algumas fragilidades. O próprio temio bullying causa estranhamento nos ambientes acadêmico e escolar, por se tratar de uma importação pouco adaptada às questões próprias da violência no ambiente escolar brasileiro. Como resultado, o bullying ainda não se encontra diferenciado no fenômeno geral de violência entre pares, e os critérios que tecnicamente o destacam, que se referem à repetição do ato à falta de motivação evidente, são de difícil aferição objetiva. Nesse sentido, sua operacionalização conceitual exigiria uma consistência ainda não atingida. Por essa razão, o termo, que não tem correlato em português, é utilizado muitas vezes de modo equivocado, referindo-se a episódios de conflitos interpessoais entre estudantes, os quais não se caracterizampelos critérios indicados. (PLAN BRASIL, 2010, pág. 5). 20 A/ ÍCL/ FQA SCDSI-QIIVF1Ô 7 Cairo/ I. fàanslor. Í-¡il/ QSÍIIIIIÍQ. Profussor. Advogildo. ConsIJ/ lor, vvvvxnl. rnouracoaching. corn S rnoL/ ra5obriI7hocoaCh(CDgI17ai/ . corn 61 8447-641 4
  21. 21. Il / NÂ O LJ RA Asa-same j PIRÉCBIRRBIIR CDE (3C)ê(3l-llll(3 PROOESSO 7 L›ALES7RAS 7 vvOIeKSI-. IOPS Assim colocado, cumpre alertar para o fato de que o termo bullying, que não apresenta um vocábulo correlato em lingua portuguesa e, conforme já salientado, sem tradução, ainda é bastante usado de forma equivocada pelos meios midiáticos e até mesmo acadêmicos brasileiros. Isso levou, na presente pesquisa, a se abordar a correta conceituação do bullying e suas marcas características no próximo capitulo, como forma de trazer uma pequena luz aos estudos desse fenômeno tão complexo e importante. 21 A/ ÍCDLJÍQA S()5F? llIf-1() 7 Cozwcl). Pazslor. Í)&IÍC)SÍFEIIIÍ(I. Professor. Advogildo. CorvsLi/ lor. VIIIII. I'YICLII'ÉCÓÉCZÍ'IÍTIQ. CIOTYÍ rnoL/ ra sobrinhocoachañglhail. con": 61 8447-641 4 |
  22. 22. Il / N/OLJ RA Açai-same j PIRÉCBIRRBIIR CDE (3C)ê(3l-llll(3 PROOESSO FEALES 7RAS vvORKSI-. IO/ US 2 CONCEITO E CARACTERÍSTICAS DO BULLYING Conforme visto no tópico anterior, bullying é um fenômeno que não tem fronteiras, causando consequências drásticas em muitas crianças, adolescentes e jovens no Unindo todo. No entanto, ficou demonstrado que o termo inglês bullying dada a sua extensão conceitual, provoca alguns equívocos vez que diversas outras línguas não possuem temios com acepções equivalentes. Para diminuir essa dificuldade é preciso estabelecer uma exata compreensão do que realmente seja bullying e quais os seus traços característicos. 22 A/ fC)L/ F?A SCDSI-? l/If-! Ô 7 Cairo/ I. 19115101'. Í)LIÍC)SÍFEIIIÍ(). Profossor. Advogildo. Corvsu/ lor. vvvvvv. rnouracoaching. corn rnoL/ rasobrinhocoachabglhail. con": 61 8447-641 4 |
  23. 23. Il PROGRAlvlA DE cOAOI-IING 'x O l PROOESSO 7 I7›ALES7RAS 7 3 OS TIPOS DE BULLYING (conteúdo não disponibilizado aqui. Para ter acesso gratuito a todo o e-book acesse wwwmouracoachingcom). 23 A/ ÍCDLJÉA SGSÊI/ If-IÔ - COIICÍT. Palslor. Pal/ ostravrlto. Pro/ assar. Advogivdo. CorLsLI/ lor. VWVVVV. I'YI6I. JI'3C63(= "I¡fIg. (=6I'Y rrloL/ ra sobrinhocoachañgrrhnil. con": 61 8447-641 4 |
  24. 24. OAcn-r ; o. manda aaamo 6 A PRESENÇA DO BULLYING NA SALA DE AULA Se há um lugar onde jamais se poderia pensar na existência de qualquer tipo de violência seria a sala de aula. Esse espaço foi pensado para agrupar pessoas que possuem metas comuns, por isso os relacionamentos interpessoais deveriam ser saudáveis, no entanto não é isso que ocorre. Aliás, a bibliografia sobre o tema bullying na escola, na visão dos especialistas, a sala de aula é o ambiente onde mais se pode presenciar o bullying. É por isso que Silva (2010, pág. 117) añrma com muita propriedade, após realizar várias pesquisas em escolas brasileiras, que o bullying se faz presente em 100% delas, independente de sua tradição, situação geográñca, ou poder aquisitivo das famílias. Isso, segundo ela, tanto em escolas públicas quanto particulares, com a presença ou sem a presença do professor em sala: [. ..] a maioria das agressões ocorre no tenitório escolar, especialmente nas salas de aula, os professores e as demais autoridades da instituição educacional estão falhando na identificação do problema. Isso pode ocorrer por desconhecimento ou por negação do fenômeno. (SILVA, 2010, pág. 117). Um dado alarmante é trazido por Haber e Glatzer (2009, pág. 35), ao mostrarem que estatisticamente em uma sala de aula 15% dos alunos constituem-se em agressores e alvos. E a surpresa não fica só nesse dado angustiante: añnnam esses estudiosos que os 85% restantes dos alunos da sala formam o grupo dos observadores na dinâmica do bullying, sem nada fazer em busca de socorrer as IÍIIIIBS ou repudiar a agressão. A/ ICIJRA SCSÉIIVI-IC 7 Coach, Pastor. Palestrante. Professor. Advogado, Consultor. vvvvvv_rnc›_uracoaching__corh rnoura sObr/ nhocoachçbglna/ l. corn 61 8447-6414 J' PIÊCJEÊABIIIX CDE (ZÉACII-IIINIE RROOESSO 7 PALES rRAS 7 I/ vORKSI-¡OPS
  25. 25. : . ' , OILJRA OAcr-cr ; armando aaamoa a . n ? ÉÓCÊÊQBÍÍQ DÊ CORÉÍ-'ÍÍQCÊ PROCESSO 7 PALES TRAS 7 VVORKSHOPS Na concepção de Fante (2005, pág. 198), a agressão em sala de aula tem como uma de suas principais causas a disputa pelo poder na sala, exatamente na relação professor-aluno. Ora, pode-se questionar, não é o professor o detentor da autoridade em sala? Teoricarnente sim, porém em uma sociedade pemiissiva como é, principalmente a ocidental, onde os pais perderam totalmente o controle de seus filhos por não estabelecer nenhum limite, toma a relação professor-aluno um verdadeiro conflito de interesses. Se por um lado o professor precisa e deseja manter o controle de sua sala, por outro o aluno busca colocar em xeque a competência do professor, como ÍOHTIEI de mostrar seu poder perante seus pares. Mas não e só isso. Muito contribui para a presença do bullying em sala de sala a inabilidade do professor em detectar o problema logo no início. Além disso, os professores: [. ..] muitas vezes, também demonstram desgaste emocional com o resultado das várias situações próprias do seu dia sobrecarregado de trabalhos e dos conflitos em seu ambiente profissional. Muitas vezes, devido a isso, alguns professores contribuem com o agravamento do quadro, rotulando com apelidos pejorativos ou reagindo de fomia agressiva ao comportamento indisciplinado de alguns alunos. (FERREIRA, 2008, pág.3). Na opinião de Marchesi (2006, págs. 82 e 90) devido suas diñculdades emocionais os alunos costumam ter relações sociais problemáticas com professores e colegas, o que provoca grandes dificuldades na aprendizagem. Como ele próprio destaca: As dificuldades emocionais dos alunos podem alterar suas relações sociais com professores e colegas e dificultar seriamente sua aprendizagem Entre elas se encontram a percepção da falta de afeto, o isolamento social, a tristeza prolongada, o sentir-se rnarginalizado e rnaltratado. [. ..] Os maus tratos entre iguais são uma das condutas violentas que mais danos causam a determinados alunos, principalmente aqueles que são maltratados. (MARCHESI, 2006, págs. 82 e 9o). ÀÂCIJRÀ SÔSÊIIVI-IC - Coach, Pastor. Palestranle. Professor. Advogado, Consultor. vvvvvv_rnouracc›aching_corn rnourasobr/ nhocoachqbgnva/ I. corn 61 8447-641 4
  26. 26. 3LJÊÃ j PROGRAlvlA DE cOAcI-IING NG PROOESSO LaALES rRAS I/ vc)RKSI-1O¡US E muito importante, nesse momento do estudo, destacar os tipos de alunos que estão envolvidos no fenômeno do bullying. Na lição bem elaborada de Fante (2005) há cinco tipos básicos de alunos envolvidos nas situações de bullying. Assim, descritos por ela: a) Vítima típica: é aquele aluno quase sempre pouco sociável, tirado para "bode expiatório” pelos outros, sofrendo agressões repetidas sem esboçar qualquer tipo de reação, por não possuir recursos próprios ou status ou habilidades para defender-se; b) Vítima provocadora: é aquele aluno hiperativo, inquieto, dispersivo e ofensor, quase sempre dotado de costumes irritantes. Possui uma grande habilidade em provocar e atrair reações agressivas sobre si, sem, contudo, ser capaz de lidar com as consequências. Esse tipo de aluno é geralmente o responsável pelas tensões que ocorrem no ambiente escolar; c) Vítima agressora: é o aluno que sofre maus-tratos e procura reproduzir as agressões sofridas em outro mais fraco. Seu grande potencial é perpetuar e expandir a violência e maus-tratos sofridos em outros mais fragilizados; d) Agressor: é o aluno sempre disposto a zitimizar os mais fracos. Dentre suas características marcantes destacam-se falta de empatia, necessidade de dominar e subjugar pessoas. Esse tipo de aluno é quase sempre impulsivo, possuindo baixa resistência à frustração e dotado de uma necessidade de conseguir as coisas através de ameaças; e) Espectador: é aquele aluno que embora não sofra ou pratique o bullying o presencia passivamente, contribuindo, portanto, para sua manutenção e propagação. Representa a grande maioria dos alunos. Para conviver pacificamente com os agressores e com os maus-tratos, fazem uso da lei do silêncio. 26 A/ ÍCL/ FQA SCDSI-QIIVF1Ô 7 Cairo/ I. fàanslor. Í-¡il/ QSÍIIIIIÍQ. Profussor. Advogildo. ConsIJ/ lor, vvvvxnl. rnouracoaching. corn S rrioL/ ra5obriI7hocoaCh(CDgI17ai/ . corn 61 8447-641 4
  27. 27. Il 6$LJIQà PROGRAlvlA DE cOAcI-IING l Í-›Í? Ç)ÇÊO. SSÇ) F)êl_íí 7ffêí I/ |/Ç)Í'fF<. $Í-ÍC)F). $ A esses cinco tipos básicos, CALHAU (2009) acrescenta mais dois: a) Novato: é o aluno transferido de outra escola e que, por chegar em um ambiente diferente, onde os outros já estão enturrnados, fica a mercê dos agressores; b) Co-agressores: são aqueles alunos que não se pode inserir como agressores principal, entretanto, são fundamentais para a manutenção do bullying. Os co-agressores formam a plateia que é muito importante para estimular as brigas e discursões, rindo dos maus-tratos e sofrimento das vítimas. Esse comportamento fortalece a posição do agressor que se sente importante, ao mesmo tempo em que diminui a autoestima da vitima, tornando-a mais frágil ainda. No caso do Cyberbullying, os co-agressores são essenciais para a disseminação das agressões e conteúdos humilhantes colocados pelos agressores na intemet. 27 A/ fC)L/ F?A SCDSI-? l/If-! Ô 7 Cairo/ I. 19115101'. Í)LIÍC)SÍFEIIIÍ(). Profossor. Advogildo. Corvsu/ lor. vvvvvv. rnouracoaching. corn rnoL/ rasobrinhocoachabglhail. con": 61 8447-641 4
  28. 28. Il PROGRAlvlA DE cOAOI-IING '47 l PROCESSO 7 PALES7RAS 7 vvORKSI-. IOPS 6.1 A FIGURA DO PROFESSOR (conteúdo não disponibilizado aqui. Para ter acesso gratuito a todo o e-book acesse wwwmouracoachingcom). 28 A/ ÍCDLJÉA SGSÊI/ If-IÔ 7 COIICÍT. Palslor. Pai/ ostrivrlfo. Pro/ assar. Advogivdo. CorLsLI/ lor. VWVVVV. I'YI6I. JI'3C63(= "I¡fIg. (=6I'Y rrloL/ ra sobrinhocoachañgrrhnil. con": 61 8447-641 4 |
  29. 29. Il PROGRAlvlA DE cOAOI-IING '47 l PROCESSO 7 PALES7RAS 7 vvORKSI-. IOPS 6.2 A FIGURA DO ALUNO (conteúdo não disponibilizado aqui. Para ter acesso gratuito a todo o e-book acesse wwwmouracoachingcom). 29 A/ ÍCDLJÉA SGSÊI/ If-IÔ 7 COIICÍ? , Palslor. Pai/ ostrivrlfo. Pro/ assar. Advogivdo. CorLsLI/ lor. VWVVVV. I'YI6I. JI'3C63(= "I¡fIg. (=6I'Y rrloL/ ra sobrinhocoachañgrrhnil. con": 61 8447-641 4 |
  30. 30. 3LJÊÃ j PROGRAlvlA DE cOAcI-IING NG PROCESSO LaALES rRAS I/ vc)RKSI-1O¡US CONSIDERAÇÕES F INAIS No presente estudo se procurou mostrar que o bullying existe, está sendo disseminado em proporções assustadoras e que provoca consequências terríveis. Esse fato por si só, já demonstra que a sociedade e as autoridades não podem mais continuar fechando os olhos para esse fenôrrreno, sob pena de colocar vida das futuras gerações em perigo. Como bem colocado o bullying é uma forma de agressão que causa enormes prejuízos inclusive aos autores (agressores). No entanto, por ser uma fomia de violência não se pode generalizar achando que todo tipo de violência, em especial aquelas desenvolvidas nas várias dependências da escola, constituem bullying. Foi por isso que nesta pesquisa desde o primeiro momento, buscou-se conceituar e caracterizar o bullying. Para tanto, trouxe-se para análise muitas definições, todas de autores diferentes. E não ficou só nisso. Cada pensamento deixa muito evidente a necessidade de se questionar várias práticas educativas adotadas pela famüia e pela escola. Há que também, se rever o sistema educacional em todo o mundo para detectar os pontos negativos dos rrresrrros, corrigindo-os o mais rápido possível, caso contrário a luta contra o bullying será considerada perdida. Durante toda a abordagem tentou-se descobrir as causas de tipo especial de violência escolar, no intuito de uma vez conhecendo ser mais fácil elaborar um plano de ações, com 30 A/ ÍCL/ ÍQA SCDSI-QIIVF1Ô 7 Cairo/ I. fàanslor. Í-¡il/ QSÍIIIIIÍQ. Profussor. Advogildo. ConsIJ/ lor, vvvvxnl. rnouracoaching. corn rrioL/ ra5obriI7hocoaCh(CDgI17ai/ . corn 61 8447-641 4 |
  31. 31. Il g$LJIQà PROGRAlvlA DE CQACI-IING l Í-›ÍQÇ)ÇÊ&. SKSÇ) F›êl_íí 7ffêí I/ |/Ç)Í'QF<. SÍ-ÍC)Í~). É estratégias adequadas a solucionar o problema. Não há, porém, nenhuma dúvida, que a forma de educação implantada no seio familiar é um dos principais fatores desencadeadores do bullying, pois muitas vezes os agressores procuram somente transferir a outros mais frágeis as agressões e violências psicológicas sofridas em casa. Por outro lado, o comportamento quase sempre passivo de vítimas e de muitas testemunhas, omitindo-se em tomar uma postura capaz de defender seus direitos, é a reprodução da omissão ou negligência aprendida em casa. É evidente que a escola deverá ser responsabilizada manutenção e muitas vezes até por estimular a violência nas dependências da escola. A incapacidade de professores e demais proñssionais envolvidos com a educação deve sim ser denunciada, para que eles possam assumir novas posturas condizentes com formas mais eficientes e eficazes de trabalhar o relacionamento interpessoal no ambiente escolar. 31 A/ fC)L/ F?A SCDSI-? l/If-! Ô e Cairo/ I. 19115101'. Í)LIÍC)SÍFEIIIÍ(). Profossor. Advogildo. Corvsu/ lof. VIIIVV. I'YICI. II'ÉCCÉCPIÍTIQ. CZQFYÍ rnoL/ rasobrinhocoachabgrrvaíl. con": 61 8447-641 4
  32. 32. Il ¡'E: ::: '.~¡'~5<: ›¡-Í¡¡U” ¡ F>Fzc›c; Fa¡nn4A c›E5 C: C)I(3filhd(3 Hieeçtssc) LaALbS rIeAs I/ vc)I<›<. sI-1c›k›. s REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRAMOVAY, Miriam Drogas na escola. Brasília: Unesco, 2002. AZEVEDO, M. A. & GUERRA, V. N. A. Mania de bater: A punição corporal doméstica de crianças no Brasil. São Paulo: Iglu, 2001. BEANE, Allan L. Proteja seu filho do bullying: impeça que ele maltrate os colegas ou seja maltratado por eles. Tradução de Débora Guimarães Isidoro. Rio de Janeiro: BestSeller, 2010. BEAUDOIN e TAYLOR. Bullying e Desrespeito: Como acabar com essa cultura na escola. Rio de Janeiro: Artmed. 2006. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Brasília: MEC/ SEF, 1998, v. 8. CALHAU, Lélio Braga. Bullying: o que você precisa saber: Identificação, prevenção e repressão. Niterói; Ímpetus, 2009. CHALITA, Gabriel Pedagogia da Amizade: Bullying: o sofrimento das vítimas e dos agressores. São Paulo: Gente, 2008. Oxford: Dicionário Escolar para estudantes brasileiros de inglês. Português-Inglês/ Inglês- Português. Edição Atualizada de acordo com a nova ortografia da lingua portuguesa. Ano 2010. ENGLER, Linda B. EISEN, Andrew R. Timidez: como ajudar seu filho a superar problemas de convívio social. São Paulo: Gente, 2008. FANTE, C. Fenômeno Bullying: Como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Editora Versus, 2005. 32 A/ ÍCL/ FQA SCDSI-QIIVF1Ô e Cairo/ I. fàanslor. ÍJiIÍQSÍIII/ lfü. Profussor. Advogildo. Consu/ (or, IIIIII. I'YICI. II'3CÓÉCÍ'IÍTIQ. CZQI'TI rnoL/ ra5obriI7hoCoaCh(CDgI17ai/ . corn 61 8447-641 4 |
  33. 33. “I ”” PROGRAMA DE cOAcI-¡ING , › y . @tê-eai PROCESSO _ PALESTRAS - VVORKSHOPS . g , .. ... ... ... ... ... ... g. .., .. ... ... . na. FANTE, Cléo e PEDRA, José Augusto. Bullying escolar: perguntas & respostas. Porto Alegre: Artmed, 2008. FERREIRA, Lima Tatiana. Bullying na escolazAintervenção do Psicólogo Escolar. 2010. Disponível em: <http1/www. webartigos. corn/ articles/20228/1/Bullying-na-escola-A- intervencao-do-Psicologo-Escolar-/ paginal. html#ixzz14WY1QMn8>. Acesso em março de 2015. HABER, Joel e GLATZER, Jena. Bullying Manual Anti-agressão: Proteja o seu ñlho de provocações, abusos e insultos. Alfragide: Cia das Letras, 2009. LOPES NETO, A. A. Bullying: comportamento agressivo entre estudantes. Jornal de Pediatria. Rio de Janeiro, 2005. MARCHESI, A. O que será de nós, os maus alunos? Tradução: Ernani Rosa. Porto Alegre: Ed Artmed, 2006. MARTINS, M. Agressão e vitimação entre adolescentes em contexto escolar: Um estudo empírico. Análise Psicológica, 4(XXIII), 2005. PEREIRA, Beatriz Oliveira. Para uma Escola sem Violência. Estudo e Prevenção das Práticas Agressivas entre Crianças. Porto: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002. PLAN BRASIL. Bullying no ambiente escolar. Brasil. Pesquisa: 2009. SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Bullying: mentes perigosas nas escolas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Cartilha Bullying Professores e Proñssionais da Escola, Brasñia: CNJ, 2010. SIMMONS, Rachel Garota fora do jogo: a cultura oculta da agressão nas Ineninas. Rio de Janeiro: Rocco, 2004, p. 55. WADA, Célia. Bullying: Perigo nas Escolas e em todo o Meio Ambiente. Artigo. Jul/2010. Disp. emzhttpJ/ wwwcmqvorg/ website/ artigo. asp? cod=1461&idi=1&rnoe=2128zid=16265. Acesso em março de 2015. AJCIJRA SCSÉ/ IVI-IC - Coach, Pastor. Palestranlo, Professor. Advogado, Consultor. vvvvvunrncyuracoachingqzorh rnoura sObr/ nhocoachcbgrna/ l. corn 61 8447-6414
  34. 34. O ~ ? Êl-“RÃ PROGRAMA DE cOAcI-¡ING i7_ CORCF-EJÍÍXÍ" PROCESSO r PALES TRAS r vx/ ORKSHOPS Farruwcrlda _gamag n¡_¡: Ic¡'¡çO= I AÀÔIJÊA SÔBÊIIVI-IC ~ Coach, Pastor. Palestranle. Professor. Advogado, Consultor. vvvvvv. rnouracc›achlrlg. corh ITIÓLITESGÓÍÍÚHÕCÓEICÍT@QI77EÍÍ. corn 61 8447-641 4
  35. 35. Il / NÂ O LJ RA j PIRÉCBIRRBIIR CDE (ZÉACSI-IIINIE PROCESSO r PALES7RAS r vvORKSI-. IOPS (conteúdo não disponibilizado aqui. Para ter acesso gratuito a todo o e-book acesse wwwmouracoachingcom). 35 A/ ÍGLJÉA SGBQI/ l/ #Ô - Como/ L Í›&ISI()I'. Puloslrzlrlfo. Pro/ assar. Advogivdo. CorwsL/ !lon VWVVVV. TYICIGII'ÉCÔÉCZÍ'IÍTIQ. CSÔTYI rrloL/ ra sobrinhocoachañgrrlail. con": 61 8447-641 4 |

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