O marco regulatório do pré sal- slide

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Trabalho desenvolvido no curso de graduação em Direito do Centro Universitário do Leste de Minas/ UNILESTE-MG
Professor: João Costa Aguiar Filho

Publicada em: Economia e finanças
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  • Excelente abordagem, o tema foi muito bem abordado sanando as dúvidas que se pudesse ter, e de uma clareza e explanação top!
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  • Muito bem explicado, rico em detalhes.
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  • Exccelente trabalho! Tema de relevante importância nos dias atuais. ! Parabéns.
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  • Parabéns pelo trabalho Patrick, tema que já foi muito discutido em nosso país. Muito esclarecedor, de tranquilo entendimento.
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  • O pré-sal foi um grande ganho para o país, porém é preciso mais cuidado em relação aos desvios, já sendo investigados pela Operação Lava-Jato.
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O marco regulatório do pré sal- slide

  1. 1. O MARCO REGULATÓRIO DO PRÉ-SAL Patrick Sasaki Curso de Direito 9º período/UNILESTEMG Professor: João Costa Aguiar Filho
  2. 2. O QUE É O PRÉ-SAL São grandes reservatórios de petróleo e gás natural, situados entre 5.000 e 7.000 metros abaixo do nível do mar, com lâminas d’água que podem superar 2.000 metros de profundidade, abaixo de uma camada de sal que, em certas áreas, tem mais de 2.000 metros de espessura.
  3. 3. CONSOLIDAÇÃO DO MARCO REGULATÓRIO DO PRÉ-SAL No Brasil, a união é proprietária do petróleo, mas a extração pode ser feita por empesas ou consórcios mediante diversas formas de pagamentos, como royalties, que dependem do sistema vidente. O sistema de concessão regeu exclusivamente as atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural até 2010, quando foram promulgadas as Leis 12.276/2010 e 12.351/2010, que instituíram, respectivamente os sistemas de cessão onerosa e partilha de produção. A partir de então, três sistemas passaram a conviver no país: concessão, partilha de produção e cessão onerosa. Neste contexto, a Lei do Petróleo modificou o regime da Petrobras, que deixou de ser a executora do monopólio da União para delegar as atividades de exploração e produção.
  4. 4. CONHECENDO OS REGIMES DE EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO DE PETRÓLEO ESTABELECIDOS PELO MARCO REGULATÓRIO Modelo de concessão  Normalmente usado em caso de risco exploratório médio ou alto.  O concessionário assume todos os riscos e investimentos de exploração e produção.  No processo licitatório, o bônus de assinatura, o percentual de conteúdo local e o programa exploratório mínimo – uma proposta de trabalho de exploração que as empresas apresentam à Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíves (ANP) – definem o vencedor.  Em caso de descoberta comercial, o concessionário deve pagar à União, em dinheiro, tributos incidentes sobre a renda, além das participações governamentais aplicáveis (royalties, participações especiais e pagamento pela ocupação ou retenção de área).  Depois de efetuados os pagamentos à União, o petróleo e o gás natural extraídos de um bloco são propriedade exclusiva do(s) concessionário(s).  No Brasil, é aplicado a todas as bacias sedimentares brasileiras, com exceção das áreas do Pré-Sal e de áreas estratégicas. Áreas do Pré-Sal licitadas antes da vigência do regime de partilha também são reguladas pelo modelo de concessão.  Entre as áreas reguladas pelo modelo de concessão estão, por exemplo, Marlim, Roncador, Lula e Jubarte.
  5. 5. Modelo de partilha  Normalmente usado em caso de baixo risco exploratório.  O contratado exerce, por sua conta e risco, as atividades de exploração e produção.  A companhia ou o consórcio que executa as atividades assume o risco exploratório.  No processo licitatório, o critério de julgamento é o percentual de excedente em óleo (o chamado óleo-lucro), ou seja, quem oferecer à União a maior participação no volume de óleo produzido é o vencedor. No Brasil, o bônus de assinatura também é fixado no edital.  Se uma eventual descoberta na área sob o sistema de partilha não for economicamente viável, a companhia ou o consórcio não recebe qualquer tipo de indenização da União.  Se houver alguma descoberta comercial, a companhia ou o consórcio recebe, como ressarcimento, volumes da produção correspondentes a suas despesas na exploração (o chamado óleo-custo). Além do óleo-custo, recebe também os volumes de produção correspondentes aos royalties devidos e o óleo-lucro. O valor dos royalties é repassado à União, que o distribui aos estados e municípios.  No Brasil, é adotado para as atividades de exploração e produção em áreas do Pré-Sal que não se encontravam sob o modelo de concessão antes da Lei 12.351/10 e em áreas estratégicas.  Nesses casos, a Petrobras, como determina a Lei 12.351/10, atua sempre como operadora, com uma participação mínima de 30%.  O bloco de Libra, no Pré-Sal da Bacia de Santos, foi a primeira área a ser licitada sob o regime de partilha de produção. A Petrobras tem 40% de participação nesse bloco.
  6. 6. Cessão onerosa  A União, após autorização legal expressa, cedeu à companhia o direito de exercer, por meio de contratação direta, atividades de exploração e produção em áreas do Pré-Sal que não estão sob o modelo de concessão, limitadas ao volume máximo de 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural.  Nessas áreas, a Petrobras arca com todos os custos e assume os riscos de produção.  Os critérios para definir o valor dos direitos de produção da cessão onerosa foram estabelecidos por meio de negociações entre a União e a Petrobras, com base em laudos técnicos emitidos por entidades certificadoras independentes.  Blocos originalmente concedidos para cessão onerosa: Franco, Florim, Nordeste de Tupi, Sul de Tupi, Sul de Guará, Entorno de Iara e Peroba.  Duração do contrato: 40 anos, prorrogáveis por mais cinco anos. Excedentes da cessão onerosa?  No dia 24 de junho de 2014, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a contratação direta da Petrobras para produção do volume excedente ao contratado sob o regime de cessão onerosa em quatro áreas do Pré-Sal: Búzios (Franco), Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi. Nessas áreas, a Petrobras atua com exclusividade. A produção será feita em regime de partilha, em contratos com vigência de 35 anos.  Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os volumes excedentes estão estimados entre 9,8 e 15,2 bilhões de barris.
  7. 7. REFERÊNCIAS Marco regulatório. Disponível em: http://www.petrobras.com.br/pt/nossas- atividades/areas-de-atuacao/exploracao-e-producao-de-petroleo-e-gas/marco- regulatorio/ Oliveira, Daniel Almeida de, O novo marco regulatório das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/14243/o-novo-marco-regulatorio-das-atividades-de- exploracao-e-producao-de-petroleo-e-gas-natural-no-brasil Viana, Camila Rocha Cunha, A evolução do monopólio do petróleo e o novo marco regulatório do pré-sal. Disponível em: http://www.e- publicacoes.uerj.br/index.php/rbdp/article/view/5788

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