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  1. 1. Janeiro de 2015 Ville de Montagne montanha folha da Informativo mensal da AMOVILLE • Nova Lima • Ville de Montagne • Março de 2015 • Ano I • Edição nº 1 Morar em um ambiente capaz de nos trazer tranquilidade é essencial. A diretoria da Associação Comunitária dos Moradores do Bairro Ville de Montagne (Amoville) se preocupa com o tema e vem pensando a reformulação do sistema de segurança do bairro. A proposta é adotar medidas que sejam capazes de evitar um problema no futuro, ao invés de agir após alguma situa- ção de risco acontecer. Entre os projetos a serem realizados em 2015 está a instalação de cancelas automáticas nas portarias e o cadastro de todos os funcionários do con- domínio. Para colocar o projeto em fun- cionamento ainda serão feitas conversas com os moradores. “Estamos em fase de consulta. Precisamos do entendimento dos associados para realizar uma obra desse porte”, explica Alexandre Rosa, integrante da Amoville. Entenda mais sobre o tema na página 3. Viver com segurança Festa Junina do Ville O arraial do Ville de Montagne foi muito mais que uma festa, foi um momento de integração e diversão entre os moradores. Canjica, caldo, maça do amor, amria e mole e outros quitutes foram servidos com far- tura, enquanto os participantes curtiam a noite ao som do forró e do baião. O evento acontece novamente em julho desse ano. Para conferir as fotos basta acessar o site www.amoville.com.br. Algumas delas estão na página 6. Vida Política Contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Foi com esse obje- tivo que Fátima Aguiar, mais conhecida como Fatinha, entrou para o mundo da política. Em 2012 ela assumiu o car- go de vice-prefeita da cidade de Nova Lima e, desde então, busca pensar o pa- pel da prefeitura como órgão responsá- vel a atender as necessidades dos mo- radores locais. Fatinha conversou com a redação do Folha da Montanha. A en- trevista completa está na página 4. ArquivodaPrefeituradeNovaLima
  2. 2. 2 Janeiro de 2015 Ville de Montagne montanha folha da EXPEDIENTE Diretoria 2014-2015 da AMOVILLE Alexandre Rosa Ronaldo Lana e Silva Flávia Maria Proença Guerra Aloísio Alves de Melo Júnior Paulo Cesar Domingues de Oliveira Cândida Clarisse Nassau Ribeiro FabriccioTascine RobertW. Schofield Fernando Cesar de Mattos Eduardo Rosa de Souza Eduardo Simões Associação de Moradores do BairroVille de Montagne - AMOVILLE Telefones: 31 3581-8216 / 318611-2188 FOLHA DA MONTANHA Comitê editorial: Juliana Afonso, Paulo Queiroga Reportagem e redação: Juliana Afonso Edição de Arte: Ana Azevedo Editor: Paulo Queiroga EDITORIAL Título em duas colunas FALA, MORADOR! Milton Martins Andrade Filho, 64 anos Após uma noite tranquila com alguns fa- miliares, o fogo começou a se alastrar. To- dos tiveram que sair o mais rápido possível. Documentos, objetos, pertences pessoais, ficou tudo pra trás. A madrugada de 31 de maio ficou marcada na memória de Milton como o dia em que sua casa pegou fogo. Junto com as lembranças tristes, porém, estão momentos de alegria e gratidão. “As pessoas foram muito solidárias. Ofereceram tudo que fosse necessário, até casa para morar”, conta Milton, que diz ser grato pelo apoio de todos. Uma ajuda bastante espe- cial veio do vizinho Carlos Cunha. Engenhei- ro e arquiteto, Carlos desenvolveu um proje- to para Milton. A equipe já está trabalhando e a nova casa, que começou a ser construída em dezembro, deve ficar pronta em março desse ano. Milton aprendeu várias lições com essa experiência. “Não houve desespero em momento nenhum nem apego aos nossos pertences pessoais. Até o meu neto, de oito anos, a única coisa que ele pegou foi a casi- nha de cachorro. Percebi que minha família está muito bem estruturada e dá valor ao que realmente importa”, descreve Milton, emocionado. A lição fica para o município de Nova Lima: a falta de um posto de bombeiros na região inviabilizou um atendimento mais rápido e eficaz. Por ter um grande número de matas preservadas e apresentar um clima seco du- rante o inverno, as queimadas são comuns na região.“É necessário que tenha um posto no município de Nova Lima, para atender também Raposos e Rio Acima e não depen- dermos de atendimento de Belo Horizonte. Isso pode evitar problemas futuros”, argu- menta Milton. Vivemos hoje uma acelerada degradação da qualidade de vida de nosso bairro, com o aumento da violência, do barulho, da sujeira nas calçadas e do trânsito caótico nas ruas. Há bem pouco tempo um aprazível e tradi- cional bairro residencial de Porto Alegre, a Cidade Baixa transformou-se num“território sem lei”, conforme constatou um grande jornal da cidade recentemente. Brigas entre freqüentadores de bares e casas noturnas, tiroteios em plena rua, assaltos à mão arma- da, mortes, tráfico e consumo de drogas a céu aberto, furtos de veículos, lixo nas ruas, engarrafamentos, buzinas a qualquer hora, passeio público transformado em estacio- namento, tudo isso passou a fazer parte do quotidiano do bairro. As pessoas não têm mais sossego, nem segurança. São cada vez mais freqüentes os relatos de moradores que só conseguem dormir à base de tran- qüilizantes. Os efeitos disso sobre a saúde, todos sabem, são devastadores. O bairro sempre teve problemas e a Asso- ciação de Moradores tem atuado para aju- dar a resolvê-los.Várias lutas levadas pela as- sociação no passado trouxeram benefícios ao bairro e aos seus moradores. Foi assim em 2001, quando impedimos a instalação absurda de uma antena de telefonia celular em plena rua Sofia Veloso. A situação agora é diferente. Os problemas trazidos pela ex- pansão irracional de casas de divertimento noturno parecem fugir ao controle do pró- prio poder público. Muitas delas instalaram- -se em locais impróprios, incrustradas entre imóveis residenciais, funcionando sem as condições exigidas pela lei, como isolamen- to acústico, equipamentos de segurança, respeito dos horários para mesas no passeio público, etc. O município tem sido ineficaz para executar as suas próprias leis, agindo apenas quando há denúncia dos moradores ou sob pressão do Ministério Público. Diante disso, o que nós moradores po- demos fazer? Alguns, desolados, cogitam abandonar o bairro onde vivem há muitos anos. Outros querem enfrentar o problema e procuram a Associação. Os fatos mostram que o caminho é este mesmo. Protestando, pressionando o poder público, reivindican- do organizadamente, os moradores já con- seguiram evitar que este processo desfigu- rasse ainda mais o bairro. A luta, no entanto, está apenas iniciando. Os bares não res- peitam a legislação existente e pressionam para que ela seja alterada, atendendo aos seus interesses. O poder público é vacilan- te na execução das leis. E nós, moradores, se não nos organizarmos e lutarmos ainda mais, teremos, em breve, de buscar sosse- go e paz em outro lugar... longe da Cidade Baixa. Muitas delas instalaram-se em locais im- próprios, incrustradas entre imóveis resi- denciais, funcionando sem as condições exigidas pela lei, como isolamento acústico, JulianaAfonso
  3. 3. 3Janeiro de 2015 Ville de Montagne montanha folha da PROJETOS E REALIZAÇÕES Prevenir para não remediar SEGURANÇA Automação das cancelas A segurança é uma das maiores preocupa- ções de todos aqueles que buscam um local para morar. Poder viver em um ambiente tranquilo, sem medo de chegar tarde, de es- tacionar o carro na rua ou de deixar a porta aberta é desejo de todos. No Ville de Mon- tagnenãoédiferente.Asegurançaétemade conversa entre os moradores e de ações efe- tivas da Amoville, Associação Comunitária dos Moradores do Bairro Ville de Montagne. É pensando nisso que um novo projeto de segurança está sendo realizado. Ele Con- sist em um conjunto de medidas a serem adotadas para mitigação e eliminação de riscos, com foco na proteção dos morado- res do bairro na preservação do patrimônio ambiental e capital. Segundo o integrante da Diretoria da Amoville, Alexandre Rosa, a necessidade de um projeto de seguran- ça, baseia-se no risco de ocorrências que viola e afeta os moradores e seu patrimô- nio, de forma direta, indireta com ou sem violência física, mas sempre emocional. “Minimizar com foco na eliminação desse risco aumentará a estima de preservação e cuidado com o Ville”, esclarece. Atualmen- te, a segurança é feita por meio de câmeras que filmam a entrada e a saída de visitantes nos dois portões que dão acesso ao bairro. Os maiores desafios para se criar um am- biente seguro baseiam-se no tripé, pesso- as, tecnologia e processos. “Precisamos sim aprovar o recurso financeiro, pois depende- mos do mesmo para aquisição da tecnolo- gia, além disso, os processos e as pessoas envolvidas terão de se engajar de maneira a fazer a diferença para conscientizar todos os moradores para que efetive-se a segurança”, explica Alexandre. Segundo ele, a vulnerabi- lidadeexistentepersistiráseosprocessosde- finidos não forem gerenciados com sucesso. Devido a incidentes anteriores, como o as- salto a casas e o roubo de pertences dentro do bairro, a maior parte dos moradores con- corda com a ideia de elaborar um projeto de segurança mais amplo. “Há uma sensação coletiva para o caminho da proteção. Atual- mente temos uma realidade de insegurança generalizada, e nosso domicílio clama pela mudança desse modo emocional para me- lhoria do bem estar e qualidade de vida”, acredita Alexandre. Alguns moradores, po- rém, acreditam que o Ville de Montagne é um bairro como outro qualquer e não deve criar formas de conter a entrada das pessoas. Um dos projetos que pretende melhorar a segurança dos moradores do Ville de Mon- tagne é a automação das cancelas das por- tarias. Essa automação inclui o reconheci- mento dos veículos dos moradores através de códigos para leitura a distância dos car- ros que se aproximam. “O projeto também pretende fazer uma pista para serviço e ou- tra para visitante, na portaria 2, o que me- lhorará o fluxo de entrada e saída do bairro”, afirma o integrante da Diretoria da Amoville, Alexandre Rosa. Para isso será necessária a construção de duas cancelas na portaria 2 e melhorias na cancela da portaria 1. Todos os porteiros receberão treinamento para lidar com os procedimentos de cadas- tro e com o sistema de automação e todos os funcionários que trabalham no Ville de Montagne farão cadastro prévio para acesso ao bairro através de biometria. Ainda não há previsão para a implantação do projeto. “Estamos em fase de consulta. Nossa vontade é de executar imediatamen- te, mas precisamos do entendimento dos associados para realizar uma obra desse porte”, explica Alexandre. Ele diz ainda que as expectativas são as de que os associados olhem para o tema segurança com mais efe- tividade e tenham foco para que os projetos saiam do papel. Autoradafoto CONJUNTO DE MEDIDAS DE SEGURANÇA PROMETE MAIS TRANQUILIDADE AOS MORADORES
  4. 4. 4 Janeiro de 2015 Ville de Montagne montanha folha da ENTREVISTA “De 2006 a 2013, houve uma queda de 22% para 13% na quantidade de pessoas abaixo dalinhadapobreza.NovaLima é o município com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano de Minas Gerais, colocando a cidade em 17ª lugar do Brasil.” 1. Como se deu a sua entrada no mundo da política? Em 2011, fui convidada a participar do pro- cesso eleitoral interno no Partido dos Traba- lhadores (PT) de Nova Lima, que definiria os nomes para disputar as eleições para prefei- to. Aceitei o convite, por entender a política como um instrumento capaz de construir ações para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Nova Lima é minha cidade que- rida e era esta, portanto, a oportunidade de contribuir. 2- Como a senhora avallia a atuação das mulheres no universo político? Hoje, a representação feminina na política é bastante restrita. No parlamento, as mu- lheres representam cerca de 10% do espa- ço político. Temos muito a contribuir, mas, lamentavelmente, estamos sub-represen- tadas nas instâncias de poder institucional. Os indicadores referentes à presença das mulheres na política é um espelho da real si- tuação de desigualdade. É fundamental que homens e mulheres se unam para garantir- mos uma democracia representativa real. 3- Quais são suas atribuições enquanto vice-prefeita de Nova Lima? As atribuições determinadas pela Lei Orgâ- nica do Município referem-se a substituir o prefeito em caso de licença ou impedimento e o suceder no caso de vaga ocorrida após a diplomação, além de auxiliá-lo sempre que for convocada para missões especiais. Des- de a posse em 2013, tenho acompanhado as demandas vindas da população. Nossa ação no gabinete é estar permanentemente aberta ao público, intermediando as neces- sidades dos nossos munícipes. 4- A senhora foi idealizadora do progra- ma Nova Vida. O que a motivou para este projeto? Quais os resultados ele trouxe? O que me motivou foi a possibilidade de contribuir para melhorar a qualidade de vida do nosso povo. O objetivo do Progra- ma é identificar e acompanhar as famílias carentes de Nova Lima e desenvolver me- lhorias na saúde, escolaridade, qualificação profissional e cultural, além de oportunida- des para a inclusão social. De 2006 a 2013, houve uma queda de 22% para 13% na quantidade de pessoas abaixo da linha da pobreza. Nova Lima é o município com o melhor Índice de Desenvolvimento Huma- no de Minas Gerais, colocando a cidade em 17ª lugar do Brasil. 5- Quais são as maiores dificuldades quanto à gestão do município? A maior dificuldade é a instabilidade eco- nômica, devido à redução de 34% na receita dos royalties do minério. O minério é um re- curso limitado e a estimativa é de que em 25 anos as lavras estejam fechadas, o que nos leva à necessidade de buscar alternati- vas econômicas para Nova Lima. É preciso continuar crescendo de forma sustentável e investindo em novos potenciais econômi- cos, como o turismo e o setor de serviços e garantindo a preservação ambiental. Fátima Aguiar: A serviço do próximo MelhoraraqualidadedevidadapopulaçãoéomaiorestímulodeFátimaAguiar,desdequeassumiuocargodevice-prefeitadeNovaLima,em2012. Nessaentrevista,elafalasobreaatuaçãodasmulheresnomundodapolítica,asconquistasdacidadenotempoemqueocupaocargoeosdesafios. ArquivodaPrefeituradeNovaLima QUER VENDER, COMPRAR OU ALUGAR IMÓVEIS EM CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS? “Intermediandosonhos” FALE CONOSCO! Faça-nos uma visita ou iremos até você! A LANNA IMÓVEIS é uma empresa especializada neste seguimento. Comsede própriaelocalizaçãoprivilegiada,oferecemosoapoioprofissionalquevocêneces- sita para realizarum negócio imobiliário. Vendemos ou alugamos o seu imóvel em tempo hábil ou encontramos o imóvel de qualidade e rentabilidade que você idealiza. Trabalhamos com competência, trânsparência e ética, visando a satisfação das partes en- volvidas. www.lannaimoveis.com.br (31) 3542-1215
  5. 5. 5Janeiro de 2015 Ville de Montagne montanha folha da MEIO AMBIENTE Verde por natureza Em uma sociedade acostumada a destruir o verde para construir o cinza, viver em um local com abundância de áreas de preserva- ção ambiental é um privilégio. Nova Lima é assim. O município apresenta um número diferenciado de áreas de pre- servação. Entre elas estão os monumentos naturais Serra da Calçada, Serra do Souza, Morro do Pires, Morro do Elefante, Banqueta do Rego Grande, as áreas verdes municipais existentes nos loteamentos, além do Par- que Natural Municipal Rego dos Carrapatos. Existem também outras unidades de con- servação que ainda preparam seus planos de manejo. Segundo o biólogo Thiago de Almeida Sales, da Divisão de Recursos Vegetais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Nova Lima, os maiores desafios à pre- servação desses espaços são as extensas dimensões do município, o que dificulta a sua fiscalização. “Estamos buscando meios de aumentar a fiscalização dessas áreas com parceria com a polícia militar e criação da Guarda Municipal Ambiental”, explica. Com a rica biodiversidade, a região atrai cada vez mais pessoas interessadas em manter um contato com a natureza, seja para estudo, lazer ou descanso. Alavancar o potencial turístico dessas áreas aparece como destino mais que natural da região, e se torna também um desejo cada vez mais concreto por parte dos órgãos responsáveis. Atualmente só o possui plano de manejo. Assim que os documentos dos outros mo- numentos forem feitos, a Secretaria preten- de pensar em ações para fomentar o turis- mo ecológico em Nova Lima. Thiago ressalta também a importância de cada cidadão na manutenção do ambiente ao evitar fogueiras, não jogar lixo em locais inapropriados e comunicar os órgãos res- ponsáveis ao observar alguma ação depre- datória. O Município possui diversas ONGs que atuam na preservação do meio ambien- te. Colaboradores do Ville Trabalho é responsabilidade. E disso João Ferreira entende bem. Junto com uma equi- pe de oito porteiros, João se reveza para controlar a entrada e saída das pessoas na portaria 1 do Ville de Montagne. João é o porteiro com mais experiência. “Comecei em 2004, como funcionário da limpeza, mas durante os primeiros seis me- ses eu ficava na portaria quando alguém faltava”, conta. Logo depois, lhe ofereceram a vaga de porteiro. Apesar de ter mais ex- periência na área limpeza, João aceitou a proposta. Com o tempo ele se acostumou à nova rotina. A parte mais difícil foi conhecer os mora- dores. Para a sua surpresa, hoje em dia essa é a parte mais proveitosa do trabalho: “o contato com o pessoal é ótimo. Todos são muito educados e me tratam muito bem”, conta. Robert Miguel. Disponível em: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Divisas.jpg?uselang=pt-br COM O PRIVILÉGIO DE ESTAR CERCADO POR ÁREAS VERDES, O MUNICÍPIO DE NOVA LIMA SE PREPARAPARAALAVANCARSEUPOTENCIALTURÍSTICO,SEMSEESQUECERDAPRESERVAÇÃO JulianaAfonso GENTILEZA URBANA
  6. 6. 6 Janeiro de 2015 Ville de Montagne montanha folha da ACONTECE NO VILLE Noite de confraternização na Festa Julina do Ville Os moradores do Ville de Montagne se preparam desde já para a festa junina do condomínio, que acontece em julho desse ano. A última aconteceu no dia 7 de julho de 2014, ao som de muito baião e forró. “A festa junina do Ville é um importante momento de confraternização. É o segun- do ano consecutivo que ela acontece e é sempre um sucesso. Os moradores e mes- mo familiares de outros bairros prestigiam bastante o evento”, comenta a integrante da Amoville, Associação Comunitária dos Moradores do Bairro Ville de Montagne, Flávia Guerra. Um dos momentos de maior diversão na noite, que contou com a animação da ban- da“Trio Assum Preto”, foi a hora da quadri- lha, seguida de muita alegria e gingado. Pé-de-moleque, maria-mole e maçã-do-a- mor foram alguns dos quitutes na mesa de doces. Isso sem falar na canjica, tão típica nessa época do ano, e nas bebidas que esquentaram a noite fria de julho. Foi uma festança só! As fotos do evento foram pos- tadas no site www.amoville.com.br. Veja algumas por aqui.
  7. 7. 7Janeiro de 2015 Ville de Montagne montanha folha da PAIS E FILHOS Ensinamentos da mãe terra A IMPORTÂNCIA DO CONTATO COM A NATUREZA PARA O DESENVOLVIMENTO DAS CRIANÇAS CIDADANIA Nascidos e criados em ambientes urbanos, as crianças de hoje em dia têm pouco ou ne- nhum contato com a natureza. Muitas nun- ca subiram em uma árvore para pegar uma fruta, ou pararam para observar o céu cheio de estrelas. Algumas até acreditam que o leite vem da caixinha. Apesar de acharmos graça em comentários como este, fica clara a carência de espaço externo na vida dos pequenos. Neste mundo desconectado destes ciclos e das forças naturais, brincando e vivendo em ambientes artificiais, as crianças, assim como as plantas, podem se tornar desvita- lizadas, sem energia e adoecerem com mais facilidade. O contato com a natureza é essencial para o desenvolvimento das crianças. Segundo a médica antroposófica, Nina Brina, deve-se considerar, em primeiro lugar, que a crian- ça está desenvolvendo suas forças de vita- lidade da mesma forma que as plantas. “Ela depende de ritmos saudáveis, de sono, ali- mentação, de brincar e descansar. Estar em contato com a natureza, seguir seus ritmos, acordar com o amanhecer e se recolher com o anoitecer, vivenciar os dias ensolarados do verão, o frutos do outono, o frio do inverno e as flores da primavera, é cultivar estas forças de vitalidade em si”, explica. As leis da natureza também trazem co- nhecimentos importantes para a vida: da evolução da semente até a nova semente, do ovinho ao nascimento do novo bichinho, da presença da chuva para o broto florescer, do canto dos pássaros ao entrar setembro. Tudo isso acontece de forma harmônica e com respostas claras de causas e conse- qüências.“Será que podemos desconsiderar que tudo isso se reverte em mais sensibili- dade das crianças, ou de todos nós, nas re- lações pessoais também?”, questiona Nina. A natureza pode, ainda, ensinar muito para as crianças em termos sensoriais. As várias nuances de tons – céus, nuvens, vege- tações, pássaros – as variedade de sons – do vento , das águas, dos animais – os sabores das frutas, os perfumes das flores, do mato e terra, as texturas dos chãos, árvores, semen- tes e folhas, podem estimular o desenvol- vimento sutil dos sentidos, de forma muito mais intensa que os ambientes, brinquedos e produtos artificiais. Podemos dizer que a criança fica com uma sensibilidade mais de- licada e apurada. Os pais têm um papel importante na rela- ção dos filhos com o mundo natural. Entre as opções estão sair do ambiente urbano de tempos em tempo, tomar banho de céu azul, de sol, ou de cachoeira, encher os pulmões de ar puro, fechar os olhos para adivinhar os sons. A médica afirma que tão importante quanto conhecer esse mundo “exterior”é buscar o contato com a natureza que existe no nosso dia-a-dia, além do urba- no. Práticas como admirar uma flor na jarra, sentir o aroma da fruta antes de saboreá-la (sem talheres), descobrir o pôr do sol ou o nascer da lua em alguma janela. “Os pais que se inspiram nos ciclos da natureza e os aplicam no cuidado com os filhos também estão contribuindo para o desenvolvimento pleno das forças e da saúde das crianças”, explica. Moral e ética tem mais semelhanças que diferenças. Ainda assim, são termos impor- tantes que merecem ser bem entendidos. Moral vem do termo latino Morales, relativa aos costumes. Ética vem da palavra grega Ethos, relativa ao caráter, ao modo de ser e agir. A moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano para o perfeito convívio entre os indivíduos de uma sociedade. A ética, por sua vez, é a filosofia que estuda o compor- tamento humano de maneira racional. Ou seja, a ética é, também, o estudo da moral e pode, inclusive, questionar a moral por entender que certas regras já se encontram obsoletas para tal sociedade. Um indivíduo que não tem moral é aquele que não se ajusta às regras de convívio da sociedade na qual vive. Já o indivíduo que não tem ética é aquele que não busca com- preender ou atribuir sentido aos valores criados pela moral. Apesar da confusão que comumente se faz com relação aos seus significados, são termos bastante parecidos, que servem à construção de um comportamento mais harmonioso em sociedade. Upslon
  8. 8. 8 Janeiro de 2015 Ville de Montagne montanha folha da VARIEDADES Riqueza que vem da terra A HISTÓRIA DE NOVA LIMA A PARTIR DA DESCOBERTA DE METAIS PRECIOSOS Nova Lima é conhecida pelas paisagens que misturam edifícios luxuosos e matas preservadas, característica que lhe confere uma junção única entre progresso e conser- vação. A forma como a cidade está estrutu- rada hoje remonta à sua história, que come- çou ainda no século XVII, quando diversas expedições desbravaram o interior do Brasil, em busca, principalmente, de metais e pe- dras preciosas. O bandeirante Manuel de Borba Gato foi o primeiro a descobrir riquezas minerais na Serra de Sabarabuçu, às margens do Rio das Velhas. A novidade ficou escondida por anos, até a chegada do paulista Domingos Rodrigues da Fonseca Leme, que fundou o arraial de Campos de Congonhas (atual Nova Lima), em 1701. A notícia finalmente se espalhou, provocando a chamada “cor- rida do ouro”, quando milhares de pessoas vieram para a região, movidas pelo sonho do enriquecimento fácil. “A falta de estrutura para atender as ne- cessidades da população gerou situações bastante conflituosas, como a disputa pela posse de jazidas de ouro e a carência de alimentos básicos”, descreve o historiador Elmo Gomes, criador do site História de Nova Lima(*). A Coroa Portuguesa, interessada em man- ter a ordem e garantir a arrecadação de di- visas, criou o Regimento das Minas, que es- tabeleceu um aparato administrativo para regular a atividade mineradora. A exploração mineral da região logo pas- sou à mão de terceiros: em 1834 a empresa inglesa Saint Jhon del Rey Mining Company comprou a Mina de Morro Velho. Outras empresas também se interessaram pela compra de terrenos, principalmente após a emancipação do município, em 1891. Nova Lima é considerada uma das cidades com maior quantidade de ouro no Brasil e sua extração – junto com a extração de ou- tros minerais, que também brotam de suas terras – é uma das atividades responsáveis pela sua riqueza e prestígio. A atividade mineradora foi essencial para a cidade se tornar o que é hoje: rica em recursos e infra- -estrutura, mas preocupada com a preser- vação de suas áreas verdes. *Para mais informações, acesse www.histo- rianovalima.no.comunidades.net, site criado pelo historiador Elmo Gomes para difundir informações sobre a origem da cidade. CHARGE CedidaporElmoGomes

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