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  5. 5. EUDORO DE SOUSA ou o HELENISTA SAUDOSO DA ANTE E TRANS-HELENIDADE Autor de obra singular e densa, que parte da interpretação das grandes questões da religião helénica e pré-helénlca - como a relação entre ambas e a experiência originária anterior à cisão Deus-Homem-Mundo, experiência patente no drama ritual donde emergem poesia e mitologia - para delas extrair a universalidade do sentido na gestação de um pensamento próprio, apaixonadamente formulado numa interpelação crítica da contempo- rancidade, Eudoro de Sousa permanece pouco mais que desconhecido entre os seus compatriotas 1 , Helenista de sólida formação, também na cultura germânica, teve o inestimável mérito de transftgurar : r crudição, o rigor cientifico e a docência universitária pela assunção da verdade que da -Ioniura- e do -outrora- z lhe acenou, exorbitando-o do mundo apenas e demasiado 1 Chega a ser confrangedor, e é justo motivo d: deslustre para os editores, ;r cririct. u» hemteneutas e : rs ¡rtsrituiçoes amdémicas que urm obra com a qualidade e o nlcanre da eudorrana tenha titlo até ho¡e. cm Portuyl. apenas editados Mitologia (Lisbon, Guimarães Editores. 1985) e a uadução e comentário da Poética anstotéltca (Lisboa. Imprensa Nacional-Casa da Moeda / F. C. S. H. da Universidade Nova de Lisboa, 1985), c sobretudo que tão escassos estudos_ tardiamente, lhe hajam sido dedicados: António Paim_ -SOUSA (Eudoro de». in Logos - Enciclopédia Lino-Brasileira de Filma/ ia, lisboa/ São Paulo. Editonal Verbo. 1992, cols 1268» 4269¡ Paulo A. E. Borges. :O Sacríñclo que toma o mundo possível. A essência da manifestação em Eudoro de Sousa-, RzvLrta Portuguesa de Filorojia. xLvttt, faso 4 (Braga, 1992). pp. 617648; Eduardo Abranches de Several, -Reflcxoes sobre o mito A comentários à mitologia de Eudoro de Sousa, in Revista Portuguesa de Filosofia. número de homenagem a Lúcio Craveiro da silva (Braga. 1996); republicada em Permanent» Luso-Brasileiro Estudo: censurar, Lisboa, instituto Superior de Novas Profissões. 1996. pp. 213-227. No Brasil é mais numerosa a bibliografia_ : ahora maioritariamente constituida de pequenos apontamentos e artigos, exceptuando-se apems o estudo mais abrangente de Fernando Bastos: Mito e Filosofia. Eudom de Sousa e a complementam-dade do Horizonte, Brasília, Editora Universidade de Brasilia, 1992; 1998. 2.¡ ediáo. Neste sentido_ é mais uma vez justo saudar e aplaudir a iniciativa editorial da imprensa Nacional-Casa da Moeda, bem como do instituto de Filosofia Luso-Brasileira que, ao dedicar o seu Colóquio do corrente ano a Eudoro c ao seu companheiro Vicente Ferreira da Silva. certamente vem em muito contribuir para aumentar o conhecimento da e o interesse pela obra dos dois ilustres (quase) desconhecidos. 1 cf, HLtrárla eMiro, Editora Universidade de Brasília, 1981, pp. 5.7 (a panir daqui usaremos a sigla HM.
  6. 6. humano e convertendo-o num dos seus mais lúcldos espectadores c vigilantes. É assim que as dezenas de artigos que. desde os inícios do, anos 40, convergem nos dois volumes que são Dioniso em Creta e Honzome t TÊOÍÃÍÃ ertcldlto nas duas obsrzs de pifiodelar errarcnonunuam' [menos o t . “ ; titulo ia l› mistério e su imerilo do mund Pe M 'r lenlp Onglrml- que w? 'r 8 a : ii-aaa 'Em' d . a O '°°3“*. "*”“'°”"c mllO . extos e ma n e, pu ica os¡ nolque se convencionou Chama¡ o _ñm da vida, neles Eudoro assume um perfil mconfundivel no pensamemo portugues e universal, seia pela singulandade do que neles pensa e diz, :: ia pela pessoatljidade dlp modo como o faz, filosofando nos limites da cão ia, pensan o nlos miles do pensar e do pensável, porém Conver. ten o-os sempre em imitam , neste caso de acesso ao outrooriginário que Ê pelensador, porvfâturaaaânda concedendo a uma terminologia inadequada_ es gna como m og . É exactamente com a mais nçemota génese destas obras maiores que o presente vo ume nos vem co rontar, reunindo os mais importantes do. dispersos eudorlanos, com excepção daqueles que estão, de um modo (ll: de outro, e com diversos títulos, integrados noutros volumes. São, incluindo as entrevistas, algumas iã publicadas após as obras principais, cerca de quarenta anos de actividade especulativa que são aqui revisitados, e onde ° kum' P°d° awmPafl-hãf. í! par da até há pouco insuspeitada relação explícita de Eudoro com o pensamento português, alguns dos mais inovadores e alictantes temas e teses da sua obra, sempre formulados em diálogo com a mais actual e especializada produção contemporânea. Sem 553115130. refira-se o discemimento do estatuto simbólico e não alegórico d? "m0. bem como o detectar como no processo da religião grega se opõem e interagem o ctómco-telurico e o olimpico-urânico, o pré-homérico e pré- -helenico e a helenidade pós-homéríca, a Natureza sob a égide da Deusa~ -Mãeea Polis tutelada pelos Deuses olímpicos, com o progressivo triunfo ds: “ll-Imãs formas. de que a filosofia seria mediadora, até à nostalgia e daíífmã neo-platónlcos. Fundamental é a tese de que assim se transita e “V expeflênda do drama. dança e sacrifício ritual, onde os deuses. ' ? Imeem L, :dba Cu: : : :ros titulos conformes a intenção do autor, só rectificados a partir da e Mao, rnspeuivarume_ c d” "bm pel¡ 1-' edição. em que se designam Mllolaghz e Hmónzz 'f r l - - : :sem "ais *ta* “me” <° W Nos falo . .. “v ›P~ - seu livm : lts pnnmpms- Êudom escreve: O autor encara o conteúdo do classicos ou ido. Navredarçãgrm' @M0414 mitologia sulgenertr. embora se refira a mitos. Nusóflcos. mas isso não faz MWM"" referencias a filósofos e intervém alguns termos ' lo diz: mitologia, Não o esqueça, o leitor. ainda lnonilnados e indissociãveis do homem e da natutem, se presentificam, no regime silenciosamente rítmico ou já sonoro c musical, mas sempre noctumo, da subconsciência, para a génese autónoma do mito, c com ele da poesia, deslncamados agora do corpo«rito (apenas cantados, ia não dançados), como um significante por sua abstracção susceptível agora de inda a alegorização intelectual, filosófica e profana, que pressupõe : i separação, só por si estabelecida, entre o divino, o humano e o natural, embora movida sempre pela saudade que a recém-nascida mas sempre infeliz consciência alimenta a respeito da unidade originária que cinde e perde '. Assim o indicaria o facto dos mistérios e iniciações eleusinos, sobrevivência na Grécia olímpica do mundo arcaico, não poderem ser profanados pela palavra, mas apenas pelos actos, ou seia, pelo corpo, enquanto mimados ou dançados publicamente, fora do lugar, secreto, para tal consagrado, pois doutrina ou logos neles não haveria senão a tácita c simbolicamente inerente ao drama ritual. Simbolo e mito desse perene trânsito, não histórico mas fenomenológico, numa origem subliminarmente presente em todas as instâncias do processo, da religião para o nzytbor e deste para o logar, seria Orfeu (porque o músico- o filósofo_ segundo Ateneu), que Eudoro mostra como - sendo sua doutrina mítica invocada pelos neo-platónicos, em particular por Proclo, para interpretar a filosofia platónica - é assumido, no Final do curso histórico dll filosofia grega, como via para a teíntegmr nessa origem trans-histórica, hierática, musical e mito-poética. Concepção revolucionária para muitas histórias da Filosofia Antiga, e que denuncia ainda a exterioridade da própria noção c objecto da história da Filosofia Antiga, ela prolonga-se e assume toda : i sua radicalidade na leitura final do proce o pelo qual sc passa do mundo religioso do rito e do mito para o da filosofia, o qual Eudoro encontra exemplanzado na Grécia como preâmbulo do destino de todo o Ocidente c da contemporaneidade planetária. Se a religião grega é já -uma religião, cuja essência implica o vir : l ser uma filosofia», e se é marcada por esse destino que dela emerge : i mitologia helénica - deceno por isso, e ao conufirio das restantes mitologias. em particular as dos povos ditos -pnmitivos-, caracterizada pelo -processo de separação e distanciamento da imagem mítica e do acto ntual- , essa transformação é afinal o ocultamento Correlato do que assim se patenteia. -[. ..] na Grécia, a mitologia e : i filosofia não emergem à luz do dia (história, consciência), senão enquanto a religião imetge nas sombras da noite (pré- -históna subconsciente), como Eudoro escreve num texto fundamental 3 Tal não obsta, todavia, a que esse ser de que a mitologia diz o acontecer nn l Apreendendo na nascente hclenidade o limiar históricmgeogrãlico da evidência deste processo, Eudoro escreve: «Nos termos em que ficou descriln, a origem da poesLi e iLi mitologia facilmente poderia ser entendida como o -pecailo ongin-. il- da consciência helenica- - -Ongem da ppesia e da antologia no drama ritual - ll~, Rumo, 2/4. (Lisboa, m6). pp. 381-598. p 382 Cf. -Deus, Hornet-n, Natuien. Para uma teoria do pagnnismo -, Caneta Brun/ teme, Brasilia. 22 de Fevereiro de 1969.
  7. 7. experiência ritual não seja ainda o ser da simbólica índiferenciaçãn ou simultaneidade, do natural, do humano e do divino, ou seja_ doauela nascente filosofia logificaiá na abstracta distinção, separação e sucessivídadjl É que o mundo mítico, que em Eudoro não é o mundo da nossa filosonL possuidor de espaços e tempos que não os da nossa fisica ou da nos; história, é o do «ser uma coisa 56-, em que o natural, o humano e o dMn, ainda não surgem como entidades distintas e só como tal relacionáveis po: nesse mundo, mundo de símbolos e não de coisas', mundo ainda sem (lena: e fora, uno e múltiplo articulam-se perfeitamente na translúcída fluidez di. potências que, mais do que existirem ou mesmo serem_ entre-são, para usar o verbo pessoano, nessa crmusculare bailarina - para recordar Pascoaes - ¡ndistinçio de limites feitos limiares, em que a unidade e o todo aparecem na mínima aparição - jamais, e a-platonicamente, aparência - da sua caleidoscópica manifestação. E mesmo que, como reconhece Eudoro, .n 'não ser Homem', o 'não ser Deus' e o *não ser Natureza'- já aponte, .de certo modo, para o ser que esses não-seres são, esse ser é o de homens deuses e naturezas, respectivamente não tão -humanos- como o Homem' não tão -divinos- como Deus, não tão -naturais- como a Natureza, enquanto anteriores e alheios à lógica abstracção dos conceitos gerais e universais de Homem, Deus e Natureza, de humana e apenas humana radicaçâo. lsto porque esse crepúsculo que é vespertino para o mundo do drama ritual e ainda do mito (mito que já separado diz o que integrado era canto, dança ou gestual experiência tácita), o mundo do -uma coisa 56-, é auroral para o Homem que, desintegrado da unidade e daquilo a que Eudoro chamará, em Mitologia, o triângulo da complementaridade e do simbólico, se inventa e desoculta como género autónomo e autárquíco na mesma medida em que, em si ocultando os homens, aos deuses oculta em Deus e às naturezas na Natureza, que assim efectivamente reduz a -prolectos- seus. Este processo, que_ 0 pensador apreende em simultâneo como o da Filosofia e o da história umVeml. que bem descrevem o que realmente praticam, é o da desdivirtização e dessacralização do mundo- - entenda-se, do mundo em que logicamente não há Deus, Homem e Natureza, porque ritual e mito~ : :unbolicamente entre-são deuses-homens-naturezas -, que resulta na delllbnãfuzafão do Homem-, na -naturalização da Natureza- e na -divinizaçíio @US- . Desocultando-se e separando-se do mundo da unidade, ou de l n r _ _ mm _SC M uma realidade simbólica - a realidade, cuia expressão trials adequada e' n . E552 ' . “um se “um” mnslltuid: de entes fluidos e translúcidos. de tal maneira fluidos que , mn o m_ “um e o Scream: o ser humano e o ser divino, entre o ser divino e o ser natural. “MPM” O m ¡num! m. "WWW. e de tal maneira u-anslúcidos, que através do ser homem deus uamparec: o ser hu t) se' Phmi. Du o ser torrente ou o ser mchedo; ou através do ser Lian mano ou o ser natural. Perca o simbólico a sua fluidez e a sua smámh FNE cede . seus veios dc sei: : o m cmãlncpysa E a coisa, que nos mostra a sua face de ten-a, oculta WTF? ? - ma_ u de sangue¡ ° mrpóreo oculta o anímico ou o anímicc oculta o «Íbfdeufmlçgg mktgmarui de Filosofilamnüãf : :luiz 2km"" d* “Sião pxeheienica. , in , uma do Congresáü W* 97-507. 11503. - 954). São Paulo. instituto Brasileiro de Filosofia, 1956. 10 uma Natureza trans-humana, trans-natural c trans-divina, ainda sem mcoromias como a de interior e exterior, rejeitando a sua integração ritual e mítica, o Homem, por via da humanidade helénica e da nascente filosofia, converte-a na Physls pré-socrática, que não pode senão surgir como o que se recolhe, ínterioriza e oculta (cf. Heraclito, frag. 123, Die| s~Kranz) perante o que de si se destaca e exterioriza, objectivando-a como o que há a desocultar quando só ante s¡ e por si é oculto o alheio a todo o ocultar ou desocultar (o mesmo é que dizer, a toda a Verdade, como A-Iétbeia). Assim se dá o primeiro e quase imperceptivel passo, pois que a pré-socrática Pbysir ainda é um divino englobante, no sentido da humanímção, processo ao longo do qual o Homem primeiro sc assume o mais excelente dos entes naturais, depois equivalente da natureza, logo seu englobanie e finalmente o próprio divino l, que ii tudo, Deus, Natureza ou Mundo, denuncia e desconstrói como as projecções e elziborações suas que, no plano conceptual, realmente o são, esquecendo porém o simples, gratuito e improdutível fundo sem fundo que auto-constituindo-se rejeita, pois é seu timbre não aceitar, não reconhecer e não querer ter por seu -scnão o que fez por suas próprias mãos- Z (nós corrigiríamos, acrescentando: ri quefez e . re fez por sua: próprias mãos, subentendendo, pois que aqui se visa tanto o bomafaber como ti . rnpierts, que mâosé também metáfora da opcrosidade intelectual do espínto) O dramatismo desta antropogónica recusa talvez se inscreva, todavia, naquele que nos parece ser (o) outro grande tema de Eudoro, também anunciado nas páginas do presente volume, sendo : i partir dele que procederemos a uma panorâmica apresentação dos tópicos maiores da sua obra de conjunto, em que intencionalmente concedemos largamente a palavra ao autor, visando tomar mais visíveis as suas teses e despertar o apetite dos leitores. Também porque essa originária, ztrcaiczi e pré-helénicn experiência ritual é a do sucnjlcio, em que se recria a primordial morte dos deuses que assim se transformam e vivem no mundo 3, e porque Eudoro apreende : i visão, nela implícita, da ¡nianência cosmobiológica do divino_ mítico-ritual, mistérica, intuitiva c sensível, soh o signo da complementaridade com a da uanscendência teísta, a-mitica, intcli ível e (teo)lógic: i - complementaridade realizada no cristianismo, como síntese histórica das duas paradigmáticas tendências religiosas, respectivamente procedentes dos plantaclores prirniiivos e dos colectores -, denunciando mesmo o seu proiecto ao proclamar ; t necessidade de -descobrir ou inventar 1.. .] outra mito-loga: conciliaiórlzi da cifra -lôgícw do -teísmo- com a cifra «mítica» da -cosmobiologia- '¡, o tema da essência sacrificial de toda : i manifestação estrutura axialniente : i sua i . . Cí. Deus, Homem, Natureza. Para uiria teima do pagnnismo ~, Canela Braziliense, Brasilia, 22 dc Fevereiro de 1969 : cf M p. is. Cl'. ~Pmleg6menos : i uma ñlosolia da religião pré-heléniczr. in ab. ai, pp_ 504730* * Cí. -Teismo Cosmobiologia e o Princípio da Complemcnlaridada, in ; mais do III Cmigrvoo Nacional de Filma/ ia, São Paulo, 1959, pp «l9l-498, 11
  8. 8. obra l . Colhido da mitologia, da história e fenomenologia da; r ¡. . antropologia e da etnologia, o tema dum delcfdio primordial_ 0,, :iàiífuc da separaçao originar-ia, pelos quais o Princípio, ou o A-derenmnado duma na e para a manifestação surge como Princípio, se oculm e metamoãêle _to na génese do cosmos e dos entes intra-mundanos, é matéria qe um : se: original desenvolvimento no qual o autor, protestando nâo obede . ao -impulso ntítico e nada fazer senão -rrtilologia- 2 , e assumindo ucer ser? ” dmrttático-lúdico do pensar, acede por a¡ mesmo a reequaqonar: sentido entre rito, mito e metafísica e a natureza e sentido do fenómeno ral-Flw") apontando sempre para uma hermenêutica critica da contemporan ? ou Desde as divindades-dana: que, assassinadas, se transformam noel me ou nos entes mais valiosos do mundo, na religião dos plantadores ao assassínio teo-antropocosmogónico dos mitos médio-orientais e gre à aos rituais dos cultos mistéricos, com realce para Elêusis e o dionisismã S: ao Mistério da Paixão e Ressurreição de Cristo, Eudoro de Sousa apreende: - sem prejuízo das diferenças estruturais e fenomenológicas, o mesmo (cmd da marte criadora, pela qual o sagrado se instaura no seio do primordial c este se protomorfoseta nas potências dele emergentes 5_ Assim eme o, 93°* 3 mdmcaCão "Úi-¡Ca e 3 lÓQÍCO-ÍHOSÓÍÍCH, em que o impulso mítico persiste, irrecorthecido e adverso a si próprio, são-no de um mesmo Mistério- "o paradoxo de um lndiferenciado que se diferencia, permanecendo ' A partir daqui o nosso texto é uma versão : da ta d . * ' ? ã-ÍVÉS-: fêâglgcahlgganiftâsçâoaem Eudoro df são: Rgvsêlcãlgtciifulzgfelã: v ~ . . pp. 1 . “Wi-NIKE dlâllnçãu entre -lmpulso mítico- e «milan cf. : -Na verdade-mina- umas m md da “a pmsrãe : to rrktjitlm. outms vezes ao impulso para cria-los. ainda que 'pmals assumem ¡nevmvev b P 95 0 Ve? il. como especifica forma do género narrativo. A confusão não e' M . asta escrever ou falar de impulso mítico. ou de mito, conforme for o caso- ~ GÀÊZ-Zâ. importam averiguar até que ponto o sentido da expressão -impulso mítico equiixztlc (summããgvhzvlhlífhen Tnebes- nietzschiano - cf. F. Nletzschewacbgelassene Fragmenw VN c_ com/ M ácglrmgããàcinggcãmqahYKrãische Studlenausgilbe in ts Banden (um: ' ' E W 0 . 1980. Vil. 439, 7:59'? ” 40 MESMO (a partir daqui usaremos a sigla SMAD. Ediwu 30mm _ D c* -PP- 50-59; cf. também pp. 7 e 36; Dimitsoem Creta eonlros ensaios, m. Hogzuw"? '“ “S 'Mn- 1975-9917-28. 159461 e 162-163 (a partirdaqu¡ usaremos u . .gn mmmóáâümpkmmneaade_ ensaio sobre a relação entre mito e meIa/ islcu, um' un-, vemme d W391** Pmirdaqui usaremos a sigla HC), São Paulo, Duas Cidades / Brasília, Emb” Euãgirutlta, 1975. pp. 56-58. cf, ainda M. pp. 34, no e 147 e mu, pp. 75 c: 1a: mamae msm? “à” 335 refira, o mesma tema do sacrificio primordial pode facilmente scr : :urge do triunfo drwtmdrauáotijahtnhkv ñumleaqantente as vedicas, em que o dinamismo criador mmlnmrfgsci¡ n¡ ¡ouüdade d: ' *mente Vntn, simbolo do informe primordial que assim se "Me-ces. Paris, Les Belle: ta: : s 7á'-Í'°'“" § cf" “m” °“"°5~ Jean Varenne, cosmagomex Tllansu, -ia face obsculede hurt: : hino' Amhé' 1982; Ananda K coomamswmny' 'Anges É( d¡ . _um D " “CMM” d" “CN/ ka textos reunidas e traduzidos dv- mhdíwmcessom¡ ' 'WV' . "'“- 1975- PP- 25-99 Encontramos aqui a fonte : train , .. wma &Mmwsmplmnlêgswgcrpdxgodmm violento que se processa em e conua um md¡ 59% seratmrendido como mai¡ ¡'° Qi: : emsi mesmo indiferente : to bem e ao mal. qu. ¡m! m* "Xlnicinntenmmçàngalzmtãtirte desmesura por uma perspectiva centrada mms d¡ mas; reduz a cultura sumeroaadtmmvh *s* Emcesso configura os mitos e mos votam_ ¡_: “"°d= m2›, 'principgimcnu uàp"á'“f"í'° Fwlóslco das -ontogéneses mais "M" Culpawué. Aubierñlggsasmfâggêãlm alemão _ Pbilosopble de Ia 12 indiferente- '. Oceano, Caos, Noite, llirrtitado, Água, Ar, Fogo, Ser, são cifras pelas quais o Mistério, permanecendo incifrável e logo indecifravel, no plano da representação cultural se volvc em enigma 2, indicando no aquém- . horizonte da perceptibilidade t: da complementaridade não clialéctica dos contrários o além-horizonte 5 da sua imperccptível coincidência, só acessivel r uma profunda metanóia do regime comum de consciência e experiência. coincidindo a -cifra teocosmogónica- com a -escatológicag importa-nos realçar que Eudoro considere que, na tradição grega, se conjuguem como não contraditórias a versão -paradisiaca- da ln-diferença primordial e : t versão optimista da distinção e separação originárias 4. Sem podermos aqui mostrar toda a amplitude dos seus fundamentos, é certamente de uma meditação sobre a primordlaliclade do informe caótica, como pulsão genesíaca exercida no próprio acto de auto-superação, de Sl em tudo quanto assim de si procede, numa desmesura e excessividade intrínsecas, que genuína o pensamento original do nosso autor, Ai o conduz uma leitura dionisíaca do mundo grego, e paniculamiente da tragédia, como irredutíveis à potência disciplinadora dos preceitos délflcos, da religiosidade olímpica e da sopbrasyne clássica, a qual só teria sentido por correlação com uma bybris primordial. Citemos um elucidativo trecho do comentário que acompanha a sua tradução de As Bacanles, de Eurípedes; -Pelo menos, desde Hesiodo, já se sabia na Grécia que uma bybris indistinta do caó/ ico é o 'principioí não se ignorava que, como princípio, claramente se demonstra na sucessão das primeiras dinasuas divinas, c não podia deixar de se reconhecer que, após o triunfo de Zeus e dos Olimpicos, ainda agia, oculta, sob qualquer ordenação cósmica, isto é, sob qualquer esforço disciplinador, mas tentando continuamente excedêvlo. Um Kosmos é um Kbáas momentaneamente disciplinado, um excesso que por instantes é detido no ímpeto de a si próprio se ultrapassar». A ser pertinente a homologação das polaridades -disciplina-excesso- e -apolíneo-dionisíacw, é na prevalência do dlonisíaco que, seguindo Nietzsche, reside a essência da tragédia, a qual, em Eudoro de Sousa. extrapola da cultura grega para configurar o próprio regime de emergência da totalidade do real: -Em si, por si, para si, a disciplina nada é. E - quem sabe? -, talvez ela não se exerça contra o excesso, senão como que suscitada pelo mesmo excesso, como se o excessivo de si próprio solicitasse a única força contrária, capaz de o mostrar e demonstrar como excessividade- 5 ' Eudoro de Sousa, HC p. 64. m; Cí. o aqui publicado -Mistério e enigma, Caneta Braziliense, Brasília. 9 de Novembro de 5 0 terna do bortzonleé o núcleo da obra de Femanrlo Bastos, que aponta a -inliuênda consideravel- da Umgretfmde de Jaspers sobre Eudoro, referindo, durante a estadia deste na Alert-unha. o seu conhecimento e diálogo lilosóñco professado de modo mismo e Comunic com o grande pensador existencialista- - ob. ci! , pp. 30 e 22 4 Eudoro de Sousa, HC, pp. 3339. 5 ld. , -Camentãrlo- a Eurípedes, A. : Bacanles, com introdução e tradução do mesmo autor, São Paulo, Duas Cidades, 1974, p. 123. CÍ. também pp. 88-91. Para uma leitura que detect: : a primordialidade nas cosmogonias gregas da questão das -relações da ordem e da desordcmu cfJean-Pierre Vcmant, -Cosmogontes et mythcs de souveminetô. inJean-Pierre Vemant e Pierre Vidal-Naquet, la Grêrennnenne- l Du mytbeà la mison, Paris. Seuil, 1990. pp M1438 13
  9. 9. lrredutivel a qualquer determinação, forma e estrutura, mas integrando_ . as como o que de si, por si e para si, ou de, por e para a autosuperação de si emerge, a Excessividade Caótica é o -abismo sem fundo. que_ Mém de todas as manifestações e representações do divino, é Deus 1. Deste modo o Sacrifício primordial que a tudo toma possível - e ao próprio Deus' enquanto o re-vela -, não é outro senão o da auto-contenção instantâne; e a~racional da Excessividade caótica, pela qual o horizonte, o limite e a diferença diacosniicizantes se afimiam no que os desconhece, por inerência duma excessividade que só excedendo-se, ao metamorfosear-se no seu contrário, ao qual no mesmo acto excede, permanece idêntica a si mesma Neste Sacrifício, principial e instante, em que a Origem primeira e o Fin; último coincidem, o Sacrlficante e o sacrificado são o mesmo e, po¡ metamorfose genesíaca, o mesmo-outro que Ele são as constelações cósmicas de entes que, em tal arquétipo drama ritual, tanto o oculram quanto o manifestam 2. O Deicídio primordial é pois, diremos nós, um sui-Cidia, com a ressalva de se entender, com Eudoro de Sousa, a Mane como metamorfose e potenciação iniciática de Vida 3. Vivendo no excesso metamórñco de si, o Deus-Caos morre/ aniquilaae como Deus para ressuscitar como Cosmos, cujo regime de manifestação é potenciado pela abissal desmesura que nele se oculta, ferindo-o do ímponderável duma Presença que tanto mais se inñnitiza e imanentiza quanto mais de si, de toda a entificação e suas estruturas se ausenta. 0 paradoxo_ na perspectiva durria lógica fundada nos principios tradicionais de identidade, não-contradição e terceiro excluído, desponta na medida em que o exceder-se do Deus-Excessividade Caótica é simultaneamente um excesso e uma limitação, pois o Acto de absoluta e infinita transcendência só relativizando-se, determinando-se e imanentiundo- -se se transcende, no exercício instante e eminentemente livre da sua própria essência. Assim se cumpre, na simultânea inviabilização duma identidade estãtico-coisista, infinita ou finita, transcendente ou imanente. Em Eudoro de Sousa, tal como no primeiro Leonardo Coimbra, a categoría de relação Plima sobre a de substância no dizer do ultimamente divino, pois o excesso de toda a relação só o é enquanto relação excessiva, primeira e última. Pilente como metamorfose auto-superativa e criadora. A diacosmese da Excessividade caótica não é porém unívoca, "PCM-Rindo em múltiplos centros de análoga auto-contenção espasmódica. l H¡ aqui urm óbvia em; ' 'Eêmzia do tema do Ungnrmi, que Sdielllng recebe de Jacob : :hm-gmh a Golibeirde Mestre Bcklnrl, e cuja remota procedência da teologia misrici ofhnzm°17do › iicelabrxada ainda a partir do Ein-Sept: mballsia, certamente reflecte a intuiC5° a summáhftlmvilnpessmleadaemiiiudo. queassimtcnde nfonnularemiermosdnnúlkoã Em¡ de” mümldoh- entendida como processar) e metamorfose interna. Conforme se apontar f"? pompa. sobre": dia questão assume uma significativa amplitude na metaflsica do século XX A. dg sor-cm¡ _M arm” C José Marinho. Para uma visão critica, cf. Eduardo m_ Ip, m¡ ' W N 0 MIO-comentários a mitologia de random d. 50.53._ ¡ri ob. Cf. mirim: de 3 cr. m, um_ , rãgf P' 3* d- 'mbém pp. no e 155, 14 como sucessivas vagas de uma etema empção vulcânica em que o Fogo, embora sempre vivo, aparenta ora acender-se, ora extinguir-se no estereogiama das suas lavas arrefccidas, para retomar a metáfora que surge em Eudoro da sua fundamental meditação do fragmento 30 (Diels-Kranz) de Heraclito. A Morte/ Metamorfose de Deus germina na aparição de múltiplos deuses que, eles mesmos excessivos, se metamorfoseiam na eclosão das correlações homens-mundos onde vêm refluir para a Origem os vectores diferenciais das múltiplas genealogias inscritas no processo proteico da Outração do Mesmo 1. Se o dizer da concretude lúdico-dramática deste processo, nele mesmo inscrito pela presentiñaiçño ritual, é a tautegoria mítica, onto-fenomenologicamente anterior à alegoria lógica, ela não é -biografia dos deuses- mas antes a sua -thanatograña- ou, de outro modo, uma ontofania (cosmoantropofania) teocríptica z. Se em Mitologia os -deuses são projectos do Proiecto e, como tais, eles mesmos projectam homem e mundo, e do modo como eles mesmos foram proiectados, na figuração geoméuica de um triângulo da complementaridade e do simbólico, conforme visto da base para o vértice ou do vértice para a base, numa representação ainda hierárquico-pirarnidal em que dos deuses, -excessos incontidos-, procedem homens, a -incontinência do excessivo, e mundos, -excedências mal contidas- 3, já em Hiirlóña e Milo esta omni- presença do excessivo tende a descentrar-se durria fonte privilegiada, situada no âmbito da dicotomia celeste-terrestre, ou superior-inferior, da mito- ' Cl'. ld. , p 36, O referido fmg-nenio 30 de Heraclito é : rssim traduzido por Eudoro, em HC. p. 124: -Este Cosmo (arranjo ou ordenação do universo). o mesmo de (pan) todos (os homens? os homens e os deuses? ) nem ( o) fez qualquer um dos deuses ou qualquer um dos homens. mas sempre em (foi) e é e será (um) fogo vivendo continuamente (eterno), alumrando-se por medidas e por medidas se apigando: No mesmo lugar realça-se, como complemento, o sentido de -trarismutação- e -muução no oposto- das ¡topa! do fogo. no fragmento 31 1 Cf. [d, ibid. , pp. 3044. Com/ erguido aqui com Schelling na tese do conteúdo lauregóñco e não alegoria¡ da mitologia (cf. Weríu V, Stuttgart, Frommann-Holzboog, 1976, pp 400401), Eudoro diverge frontalmente da sua identificação, no plano ohiecrivo, a uma -leoganla real e, na perspectiva da sua origem subiecliva, a um -pmcaso Ieugórilco da consciência humana (rf. Introduction d la Phrlaropble de la Myrbolagie, l, tradução de S. Jankélévitch. Paris. Aubrcr. 1946. pp. 240241) (fim da 8 ' lição) Se 'a mitologia não nasceu de qualquer anseio por explicar o Mundo, o Homem e Deusa sendo antes -purn expressão do encontro de homens com deuses, em um mundo que é, para : :da encontro, o cenário em que o mesmo decorre (Mitologia e Rituah, in DC p. H8 ), o que potencia e unifica a positividade de tai encontro é o auto- -enmbrimento e mesmo autmabatirriento criador do Deus-Excessividade caótica, É neste sentido que se verifica uma reaproximação com Schelling, a propósito da afirmação -A Natureza tem de ser Espirito visivel, e o Espírito Natureza invisivel-, das ldeen zu einer Pbilasopbie der Natur (d. Wake it, cd. cil. , p. 56), repetidamente comentada e analogada ao fragmento 30 de Hericlito (DreIs-Kranz) (cf. M. pp. 32-53; HM, p 32) Conu-apondo a Naturezi. a presença do Pniado, ou seia, o Ouuoni-Lonjura meta-historico, a história, a envolvente presença do presente. como adiante se esclarecem, Eudoro converge ainda com o filósofo alemao. «Razão tinha Schelling, ao dizer que toda a Tiiosofn da natureu depende de uma filosofia da mitologia ou, mais acenadnmente, que uma filosofia da mitologia pressupõe urna filosofia da natureu. Assim e, ou assim deve ser, m medida em que se possa alinhar que a natureza é da ordem do passado. e que a mitologia é a única linguagem do passado - HM. p. 31 3 Cí. Eudoro de Sousa. M. pp. S053 15
  10. 10. -metañslca clássica. remetendo-se para o triângulo da complementaridade ç do simbólico uma -intimidade- que deuses, homens e mundos não possuem numa ilusótia onticidade estante e especifica mas apenas na dinâmica com. _Pmsença recíproca l, na comutação dos lugares e mesmo na -coalescéi-im_ inerente à simultaneidade de proximidade e distancia e de união e Separação mma cada Venice dum triângulo rigorosamente equilâtem. Homologando deuses, homens e mundos a divindade, sensibilidade e natureza, Eudoro esclarece que -O triângulo pode ser desenhado de modo a que, no vértice supenor_ estah a divindade, ou a natureza, ou a sensibilidade. O ser equilátem não privilegia qualquer dos vértices do triângulo- 2. O dialogo significativo com A Coisa, de Martin Heidegger, cuja tradução se insere em apêndice a Mitologia. partindo do que se assume por uma marcada diversidade de . pressupostos fundamentais, acede aqui ao culminar de uma busca de conciliação 5, Tal como o Quadrado dos Quatro - tem e céu, divinos e mortais -, também o triângulo da complementaridade e do simbólico pode imaginar-se -inscrito num círculo-, girando -em torno de um eixo perpendicular ao centroa Assim a ronda da excessívidade potencia o -jogo de espelhos- que anela deuses, homens e mundos na sua caleidoscópica aparição 4. Esta experiência, porém, é a do drama ritual, e a do integral pensar- anterior à cisão de corpo, alma e espirito - que lhe é intrínseco_ rio qual o divino, o humano e o cósmico se cia-apresentam e comutam na gtamlta e festiva euritmla da dança 5. Linguagem da tmns-obiectividade, na l mtas. assim dispomos dos vértices do triângulo, para que nem -homemn “Em 'mundüa nem deu»- possa responder-nos à pergunta acerca do que é cada um, a partir da sua intimi- dade particular. Mais uma vez. a intimidade será a do triângulo: a da presença do deus ao mundo e ao homem. a da presença do homem ao deus e ao mundo, a da presença do mundo ao homem e ao deus. Presença e intimidade são~no só do triângulo simbólico e contpletrseatan - HM, pp. 78-79, cr. u_ lbld, p. B4. 3 ct. M. , M. p. 153. l CÍ. Id. . HM. p. M. Eudnm diverge, nesta relação ao referido texto heideggerizno, do seu ml-Efloutlm Vinnie Ferreira da Sllva, que contesta no pensador alemão a disseminnçio pela uanñndente potencia instiruidora do Ser divino -ulclí Tea/ UK” _ V' Comp las, vol. t. prefácio de Miguel Reale, São Pa o. instituto “Em de Filosoth. 1964. pp. 273232. u* 'da "M- PP. 82-83. A dana é a expressão ou fenómeno primordial, unidade anterior í *Então entre mito e rito. Progesaivamezite distanciada de tal estado, conforme se obiecliVil 'l' I Cottsciénela humana determinar-seda por esse mesmo afastamento, num tônus “hmm m¡ como -o gosto amargo da lembrança e a doce agrum da espernncãh Wdgüm* _mmldenr mudam Els como Eudoro tenta reconstituir tal processo que, sendo 4¡ f? " d" What». por mctatnotfose do mito i-¡mai e dramático no mito ond e poético. -talvez " 3° pm** “m” °°m° 0 -pcadn Original. da consciência helênica : -tmzguiemoa então. : :mim m humano, parcela : lo bailado cósmico. em que o ritmo corpoml prolonga o ntmü mmxglu_ have¡ ° um” humm' “m” - ! em @Peti-la - a própria renovação ritmict d! 'HW' NW**- qut 0 Pióprk: movitnento se t d¡ el - eis o miw em . OÍHDU : u V Em Em": IMSUIEBWS. dfPols. que o movimento cessa de súbito e, agent. que puma” QFÊÉm-Wlüñplnwtecodamommdzdartça-ebanmmnoñme ttaseenmimtagia--d : à nã: : P “Émbulo balladnr. o drama se tnnsmuta em poem: ' ' ~ ' Br" Mula txt C. . pp. 95-122. pp. 106107 (Eudoro integl? paraeiriggimm” *k 'Onscm d: poesia e da mitologia no drama ri' em u¡ mn¡ os cultos ntlstéricos se proceda-ia ã reintegração iniciátiü que . mnhmm- '~ - um' ° “mu” ° @Em de. Segundo Luciano - que igual' “md” "m9 S* 90d: Himno-atraem mwn-_' o am¡ d: .pm/ artur 16 qual -- simultaneamente humanos, divinos c cósmicos - os sujeitos não o são de quaisquer objectos, ;t dança C- no nosso : tutor o exercício primordial e supcmo de uma gnose estético-dramática, em que : t rzpresenlação é ;1 mais concreta e potente apresentação do excessivo stm-holizante. O pensar em Português, ou noutra lingua românica. permite assim, segundo Eudoro de Sousa, um fundamental recurso it -mctitforesc do team», em que a representação evoca um drama não obtcctivantc_ no qual u conhecer se indissocia da protagonização TCZIÍÍZZIÚORI, :tlheiu ; um parâmetros em que se move a epistemologia crítica de Kant e por No mesmo clispensgidor da aliás bem motivada recusa lteideggeriuna dum pensar m¡ perspectiva da -Vorstellung- 1 Se_ na ontocosmo-antropofanin ICOCIÍPÍICLI, hi1, no sentido cllmulógicO_ uma catástrofe, inerente '.10 abatimento do xérticc c dos. lados . sobre a base do triângulo, pelo qual : t excessividade do divino e dos divinos não apenas gera os, mas simultaneamente sc trztnsntudzt nos, correlatos homens e mundos, jogando-se numa ocultação que é simultâneo aceno e con-vocação para o inalterável Cnótico 2, parece-nos ser, num transe dec im cujo sentido não se nos afigura totalmente explícito. essa mesma bybm (_l'líld0l'll e . sim- us "ils/ ónus peLt [LlLIVEl- . sc dizer LVHHO «lançar run. . -nLuu-Ielvtsmi/ .ttt LIALulnrt De ruim/ uniu. c 56) O memso Ctlnrlllthlrmtlt l'Iut.1rct› (zlluhímlut, 1*) c 2.3¡ c_ mluetudo, Amtut , nn lmgntu. em que ; innni- . ns um tatdní nun sito . suhtnctiçlth u qttdlttuer cnstndtttenln, nun u um¡ Uxpcrlâtltld rttedt-. Inte u um¡ udquimm tum¡ ttispnugu. :Ii: .iiunin. pruvtsltl que par. : nu »r tenltdm tomado aptos toe Pbi/ rzruphizi, H, tum) Eudnm ununc mspuiui que . l prttlhpttktçdl; de' : mimo que, segundo Aristóteles, os ¡niiiutlos . itlquirem em ' tw», c tlsvlludu pel. ; pdnlCIpuçJtt nn dnun-i rttuul u que Lticlduu n- refere_ Ltlantlo tLl (Inn , scnt . | uuui u» mmcrim nztu e-. xistcm in . w aubltlrltñlnt . i qltztlqtlur cnstnittntsntrt, que: diz/ J, vida qUL' mu h. i uma tlnulflnd antecedente n que (ttnwrtttcntctlieltlc u uxprcsu, iunim dc . idnuur que n ntunl, uu a dança, e . l uma. cxpm u. du nuuenu- t oc pp. 112-113; AN-Inl W uxplicdru n tlunltnlieeintunto de qu- quer cnunaudn tluutrinul, uindu quu cvtlériut, snhrc . l inltmgiltt nunentu_ dcttdn nft» a clic u du . .gun ntzts ; Antes e. Suzi uuuiiduttu Iíltllcztlntcnln tludl e ldelLl, nun d. u:. u.»nn~ 'Ef mu_ pp 55-149, oc, pp 111mm; Stihru n. Mhlérlth de un (onnullcntwc . l prtifuitclm cunsideraçous th: Dztrtt) Sdhlmtutrt_ cm Iíwsuliur Ivilljwllctsrtte Gin'. llflí Fldntmurtttn, lUNI'. pp 1297172_ 'verilicunduwc n. . p 139_ tttlllu lttpúlcxc, u ntcsntzt [x-rspcttna d. - Eudnrttde Sttuxu 'Cf. u. .u, p H7 -O grdnde Vullu que nude meu tmlizillitt : Iv-ume u mudanca: di) 1mm. uimhem nan tem lugdr nu «no.0 de Ilmtlugger, porque u u: negd, e pur cxtclcnlux ttlulnt» a um pcmmr que prtxcdc nd pcrspertixzi 11;¡ - ttntcllung- lida dihst-. intixu, 'JEYHJÚU de -›r›r› stellen- t- que literalmente xe ti-. iduuriu put -púr nu colour didnte de ou defronte . i~ »ug n: conceitos de -Uhwtltr e -tilnccltvtdiidt- . mn no. tcrtcnms - -Represenidçio n-: in é -re-aprusuntaçao. wrstcllunn- um -rtplcscnlllgítl- ; i mJh concreta_ . i truth um -prcsentuçúoa pel. : que se -apresentm sc ' nte. , n que r› em Eis porque, ¡wmundo em ponuguà» ou em qualquer (1.15 linguas rum ntztts dirundidi. . quase dim que . l puLnru um. . e prtnOCJ . l irrugem do dramático u, com ela. a de uma gntiseolugm que pouco ou n. td.1 tum . l »cr eom . i ohicalvtdnde Daí que Vlsñalllíth lzilztr dos dmrtus que se dcsenroldm nu UílfWr0btckÍPvldlldn'. em que nim somos nos SLHCIÍDE de ohiectivacào nenhuma. nu só u somos por delegdçàu de suycilus (deuses) que, de modo nenhum, o s. : dc -tthieclnsn cnlendldus . i nuncir. : Ramona- Esclarecendu o que o sepum do texto de Heidegger, na medida em que pune não de um interrogar n ser d: : -proxtmidadb rms a wnium c o Outroi-. i, Eudoro consider. : que tudu o pensamento daquele se mou- ~num aquémrltortzonte du 'Uhlcüllllddllü . , . .- bem que n peculmr sentido em que o penszttltrr alemão Comtdcm : i5 rcoisa$ : t5 tome pamdoxuimcnic equivalente: ;tos que o pensador ponugués design. : como -símholrw É n21 tranx›<›h¡cct1t'td. tde que Etttlum propõe -o ponto de partida de uma a 'base mem-histórica. correndo ; tu imés : Lt (zllihdw histumzi do pensamento otnectivante- - ci. Ibal. . p. 1-38 3 c¡ Id, JL pp sta-v, m1, pp 26_ 55_ 75 e ~7 17
  11. 11. bolizante do Ultra-Ser l que propicia a sua conversão numa bybm ne em que a própria excessividade divina Lransfundida na base do triângulo sofre a pretensão de ser unilateralmente usurpada pelo seu extremo humano o qual, recusando a gratuitidade, intimidade e plurifornridade lrlãdicas m; jogo teo-antropo-cosmogónico, presume poder substituir-se-Ihc c den. nitivamente preteri-lo pela constmção progressiva de um único Mundo exclusivamente Humano, sem homens, mundos, deuses e Deus. Sublinhc. -se, contudo (questão fundamental, adiante retomada, e que Eudoro pareci- menosprezar), que esta mesma recusa só é possível enquanto inscrita na originária e sacrifrcial recusa de si, ou auto-renúncia ~ . au¡o. cgn¡enç5o. _ m, terminologia eudoriana - do Deus-Excessividade Caótica, que Vimos determinar todo o processo teo-antropo-cosmogónico de rrranifestaçâo. Quer o -homo sapiens- como o -homo faben, no duplo aspecto do mesmo processo hominizante - o de produzir coísascobjectos ideo-realmente, no pensamento- -acção não simbolimntes - , nascem assim da recusa do gratuito, pela qual o operoso e voluntarioso a fazer do trabalho. quer intelectual, quer manual, só constrói na medida em que destrói o, e/ ou se destrói no, ocioso L' paradisiaco iogo originário das triangulações teo-antropocosmogônicns O diferir criador, instaurador dum horizonte de liminaridade entre ; l Excessividade caótica e a sua diacosmese sacrificial, perverte-sc assim na diferenciação segtegadora, pela qual a subjeclividade do Homem humano ttrdo reduz ao horizonte já não limiar mas limite da sua obiectivaçâo, fora da qual nada há de acessivel ou, simplesmente, nada há 2. É esta mesma galiva, ' Colhida de Álvaro de Campos, esta expressão corresponde não só ao que Eudoro designa ainda por -Absoluto do Absoluto, -Absoltrto-Secmto, -Gr-ande Abismo (Khásrrra mega) do Caos Fatccssivo- - que deve ser entendido como radicalmente transcendente-iminente, alheio . to dualismo gerador do -Mundo sem Dcus- ou do -Deus sem Mundo- -, mas ainda à sensacãü dt' -vertigert-r- inerente a sua experiência. tão característica da pulsão dionisiaca da poesia do lteteronimo pessoano - cl'. M, pp. 106, 106-109 e ll 1. O poema de Álvaro de Campos onde ; r “PWSSãO 060m. e de que e citado um longo trecho, e aquele que tem por primeiro verso- -Ahzpcnntc esta única realidade. que é o mistério. - CL ¡Ú-i M PP- 15-19. 57-38, 70-71, 76, 92-94 e 132-153. Pmpondo uma nova definição WWWÍÕÚCI. em qu: :o homem e o animal que se recusa tt aceitar o que gratuitamente lhe e minimamente lhe dão- (ibld. , p. i5), Eudoro denuncia como antropomórftca e ilusória 1 ”“¡°8l¡- P913 PNB-FLY. entre a cperosidade humana- e a -criatividade dlvinan Se -0 homfm f”. Deus é tanto trials criador quanto -nada fez nem faz- - Ihid. . p. 37; -. ..a poiesis é mais um Intmpormrñsrtto. Não cremos que Deus faça o quer que seja. Não há reísmo sem transcendência : :dgtgxngrnàmfeiiâ ¡Ilarvede -criação- é como querer subir em cima dos próprios omhgo: = *nd-bilidad- d- ? en-afim 3252 KÊZMdÍÉAÉEâTni2ʧ°â°§iÊL§rÉ3ÊÍÉÍuÍÍ @WMO não ' d ' . ' mudo ¡ndugrnlanãinírtenznakdãmenteáacàlgm diz : tara do que -falzern excecfle o faaer. &mrmwdaswmçdíú 1 CMD cesso o (dan, em re ação ao - azen. e a _l_ di; d. , “pmcb _ "Mv Pp *ÀÀÁSWOA qua' 'espantar a absoluudzrde do Ab-solulo, des 133 d - m” duma") ¡qLch-que vesretpêracào do . Atlh-spluto difere contudo da dra-bolrca ( 60 mmmtmg_ u uma' o hoñwule de estrela¡ rrnrtes intransponrvets das coisas: -é ou . pelo qua, “me Conama , mm? q ele existe. também é um Ilmen, um lrmrnar. por gmpdom¡ mamada* IS ltas. sepode aceder ao Absoluto-Separado, como absoiutzmenlz separada e -°“ “Fut/ mao incomum das nossas faculdades cognitivas; o , d-ubónu_ em g cpu¡ llmddententente. um absolutamente ligado; -A sepamçñü *mudado Pbmmamhdo : andado ca, no Aquem-l-lor-lzonte; não é aquela, portanto: ütstuxciaitunre. _ M_ P_ 7°' e 3 ati-nda, na Segredo da sua uansbordame Eatisléncia 18 recusa que conligura, simultaneamente, o sujeito, o objecto e o processo da história universal, em que : r multiforrrte e proteica epocalidacle dos regimes tetrantropo-cosmogónícos de fascinação, onde fulgura o indimensíonável do outrora e da lonjura, se envolve e aparenta anular na representação linear, espacio-temporal e unívoczt do trânsito entre o antigo e o actual, o distante e o próximo, meras projecções da -Presença do presente- que é o Homem tornado apenas humano '. Se, em Mitologia, esta conversão diabólica da excessividade divina, a ela irtfligida como o correlato negativo do seu ¡ogo simbólico, em que a de- cisão objectivante como que caricaturiza a Separação criadora do Absoluto absolutiunte, parece ser mjticamente atribuída a uma potência sobre-humana - o Diabo, ou -Grande Sepamdon, tão mais triunfante quanto mais se descrê da ou alegoriza : r sua existência 2 -, já em História e Mito . se remete exclusivamente para o Homem - a -coisa enorme c pavorosa- da Antígona, de Sófocles - a protagonização dia-bolizante 3 que, no ímpeto irrepnmível de a tudo transformar em coisas-objectos pensados-fabricados por si, e convertendo-se ele próprio na coísa-obiecto/ estátua de pedra do seu sortilégio objectivante “l, não pode mais que precipitar a ruptura das suas ligações vitais com o aórgico, e o violento refluxo deste sobre si, devolvendo-lhe amplificada o investimento aniquilaclor nele projectado No proiccto da Grande Recusa do gratuito pelo qual o Homem humano e : r historicidade sc constituem, :t triangulação sim-bolizantc de deuses- homens-mundos : r partir de Deus-Excessividade Caótica desanicula-se e fragmenta-se na configuração de um Deus sem Cosmos e de trm Cosmos, 1:3 Mundo, sem Deus, ao limite retlutiveis a um Homem sem Deus c sem Mundo ou que, Concebcndo-sc à imagem e semelhança de um Deus previamente concebido à imagem t: semelhança da sua operosidade obiecuvante, presume um fundamento transcendente para t¡ sua tarefa de devastação universal. ' Cl'. ld. , HM, pp 5-27 e 9B Cl também M. pp 88439 -' ct Id. , M, pp 57. 75-75, 79.91, 36437 e 91 5 cr. ut, HM. Dp 49-50 t Talvez não seia desptctendo procurar no anti-corsismo explícito d: Eudoro (ct. _u_ p . '3› um eco dci sua relação, antes de partir pam o Brasil, com o pensamento de Leonardo Coimbra_ a quem dedica pelo menos os quatro textos : tqur publicados O seguinte trecho expressa bem o processo mental de ohiectrvtrçio, que excede a comum redução do ser e do real : ros entes efectivamente fabricados -Posso até passar da -coisa- -propriamente-coisa-corm-obrecto-fabncado- pan outra região em que sc geram entes . r que também chamam¡ -COEHS-OMCCIOS'. desde que as veja - e sempre posso tre-las r como -produzidasa Não direi certamente que algum dos meus semelhantes -fabricou- : r árvore que. além da ranela, veio plantada, mas nem por isso ela deixa de clnzrobiectocoisu. pensando que em meu poder está o dcsuui-Ia Só se destroem construções, mas embora eu saiba que ninguém consuuiu aquela árvore, só o pensar que, em lugar dela, poderia estar : Amanhã um amontoado de lenha, uansmutoua na mesma essência de obrecto que a um: tro cinzeiro em que (ICDlXI de depositar a ponta do crgtrro que fumei enquanto escrevia estas linhas E . se eu pergunto como se fez tudo quanto me HXkIJI_ o mundo que me parece o meu e de todos os meus semelhantes. absttaindo, embora, da entidade de quem ou do que o fez, ele me aparecerá. por isso mesmo, como objecto-coisa». Eb: corno tudo . xe ICOÍMÍÍCZP, como tudo se -obiecttxãt- - . u, p 94 19
  12. 12. É a mesma dia-bolização lógico-alegórica da sim-bolização inerente ; t tautegoria mítico-ritual que, cindindo natureza, matéria e espirito, iniellgítvg¡ e sensível. gera a necessidade de compensar com um -sobrenaturah uma namreza despotenciada do divino e tomada apenas natural», Assim_ se no ¡mpmerivei Passado, que só o é para o horizonte historicizante em que _tc projecta a Presença do presente da subiectividade humana, tudo se encontra efectivamente ligado, é apenas em c para tai presente que se gera a necessidade de uma religião reiigadora do día-bolicamente separado 1 Mito da História, da Cultura e do Progresso únicos e univocos sobrepostos ao impulso mítico fundador de epocalidades, culturas e metamorfoses, o que o gera é sempre o mito do Homem, ou ainda o da Humanização de Deus invertido no da Divinízação do Homem: o -mito teândrico- 2 Emergindo, diversificada mas convergentemente, das tradições indo-europeia e setnita, insiste Eudoro em que tal mito encontra sobretudo na Grécia o seu terreno mais propício, numa cultura cuja mitologia, pese a sua radicaçâo no fundo mediterrãneo pré-helénico, contém já os germes da alegorizaçãn l -0 homem é vivente signo de separação. Correndo em redor do centro em que ñncou Suzi meme, circunscreveu o âmbito de uma natureza -naturzl-, e, numa natureza -naturaI-, :i morte é só término de vida, está fora da vida, está onde a vida não está. Se há o que lhe faça sentir una nostalgia da namreza, não volta atrás¡ prossegue até achar uma natureza 'Sübffnaluñll', que não é natureza nenhuma, mas só uma parte da negação da natureza. E não me chamem de -materialista- (nem de -csplriIualista-i, compreenda-se que materialismo e espirituaiismo danse as mãos para seguirem. juntos. os contomos da mesma natureza -naturaln a dilerenç¡ está só em que acredita um em uma natureza sem espirito e, outro em um espírito sem naturem- r m( p. 49; e ainda, falando do homem -demasiado humano» . .sobrenatural não haveria, se ele tdo tivesse encerrado a natureza denuo do circulo, cujo raio é o até onde se estende o seu irIeiean dismrsivo e sua vontade inllexível, intelecto e vontade que são fumos da semi-atividade- - "M. P› 50. Daqui a seguinte tese: ›o presente, com sua natureza dividida em «natumi- e -sobtenztuni-, é o mais carente de -rellgaçãou Na presença do passado, nada ha que -reiigan - tudo esta ligado, e muito especialmente a natureu, :inverso ou reverso do reverso ou anverso. 0° qzue impropriamente se denomina de religião- - lbtd. . p, 50. 'NJ Processo de hominizaçãc, desencadeado pelo mito teandrico, é que pertencem todos os momentos de neptividatle; entre estes se salienta a negação que gera a falsa posição di: m" “um” 'Mmrú- que desenvolveu a não menos falsa posição do -sobrenatumlu Tudo isto te deve ao lrresptivel impulso de um mito que se desconhece como mito para se reconhecer “Em PÚMÍPK) nutriente da historicidade, que é outra maneira de designar a homininçãn- - Kgglmã-OSILP: : avaliar do interpretação do sentido do cristianismo, cf. : -Pois que é a hisrón . amam , . . mes* querido fuer* hi: : no : d: presente, se, com toda a gratuidade. o própno Deus nao _ mem nando (1 fez, nasceu t¡ subproduto do mitico, a que se LL¡ o “mu” d! hat: : Mas cremrãgauc. assim constituida. a historia achou l? , 51d, no olvido iniecundo. homem e a naturea. :: n s; esqgecitlas pelo paganismo, que subsistem entre o hum”. É dam que o “mamã . Pode izer, em verdade. que -o diabo é o homem d( “um” m _ a mm '“°› 54m 'Jimi-lol enviou-nos no caminho eriçado do pengü a mligüg_ pa¡ o _ m rm"" “WWw153 que compromete toda ou quase toda 0*” "se Olhem. vindo do avmso. entende-se como o -Homem lazer- ¡mmpiemtwumg m' “minima como ia teferintos um innssu 'do i0 _ tnnsctrldén . ' m' 3P' *'50 "np-imitam s algum hmmmmzmúü~ "“ linhas que intediataatente procedeu msn-ar- ' q” ' “m” “Não en¡ equilibrar os pratos 20 racional e filosófica l, pela qual se passará do regime de representação dramático-ritual da inseparabiiidade de deuses-homens-mundos no fundo sem fundo do Excessivo para o do khorismós entre -sensível- c -inteligível-, e já não entre o Ab-soluto em que tudo é uno, como outro dc sl' mesmo, e a relatividade das perspectivas iiusórias em que os entes se relacionam como se efectivamente separados fossem, uns dos outros e do mesmo Ab-soluto. isto na leitura vulgar de Platão, advertindo Eudoro para : i possibilidade de. da balança que, não obstante sr: deixe prcssenttr no Lrlsti. tluwntr› um pensamento di: complementaridade, durante quase vinte séculos i. nlr› pcndcu para n tudo llil transcendência que - houve quem o dissesse - tudo acabou _pela alo/ onda : acento da -hnrrrtonta invisivel- em duas desarrnoniosas partes: pula um lado CAIU um Deus Acfnniico e_ para outro, um (Io-mos Ateu- (Leopold Ziegler). insistamos. pois fill imunêncin mantenedora dr: cqtlliíhrto, m» uulrr; extremo da oposição que, nn religião cri se fez : :pelo ; i complementaridade, por muito poucos que tenham sido aqueles que lite prestaram ouvidos atentrls- _ Lim_ p ãvt A crítiu fíllliczil de Eudoro Li contemporaneidade ntio rejeita pois n c . mismo. como aconteceu cnrn n seu amigo Vicente Ferreira da Silva, movendo-se mesmo, coniesslitltuncnte, dentro da cxpenéntta Iltúriztca da -igreiti Católica Romaml- (M, p. 103), c-mhul-. t no sentido melu-dugnúllcn revelado pelas seguintes palavras, em que se reÍere unu «religião elementar como o Heiemento' de que me e em que viu: qualquer religi-. iu lilstoriddn ou histortável-z -É, por cnnsegutnte, t: tl-; tnvhtttflncrl em toda a história das religiões A pulzlt' -tlcus- pOdL' . ser substituída pelo nome de Dtnnhu nu de Cruto, sem que im, prctltndilmtis gtlnlzzll u crtsttltnlsmu uu Crtsliilnüai' n ptigimsmñ Só mto podemos por em . mu lutar Justus. , m¡ n -Ahsttluto-Sccrciu- riu . l - . ccssttiddde Cullum- ou o -Ser- ou o «UltnivSe em suma, n qtlcr quc Csitjzl put-. t Alémiiortzonte t-; ttrentn CLtm que deixamos em tbem tudu» : ih ques ocs, fechadas uu nim ¡Iclti lcnlugtu ortodo . u. nu que . g refere : i Cristolrigitt NLÍU é assunto dc nussa competdnttlt- 7 M, p 152: cf ainda - IunihvL-itt não vemm razão suliciente pura excluir du iilosoiia dtidus da Rcvuiziçñn, tie uma Ret I igual riu desiguatimentc (llSlflhuÍLlJ por todas as Conliiwãcs cristãs nu não Lllslàs_ não temos na ñlmnñzi não suficiente par. : excluir o míttcrl, o simbólico que vive du drama ritual «vu que nele vive. no drama de (ruulqtier (Lis religiões crmhecidas- r lblrl, p ISS. i -A Grécia, e só Il Grécia, - ; ixsim o pmclztmnm m lllslutudntes processo que se írustrou em tlutrm culturas, designadamente, aquele processo. mediante t: quai a mitologia, ou híugmñu dos deuses, por irnrçu dti razáti, sc transmitiu em team do acontecer natural, humano e divino Diz-nm : l iustória que : tssim aconteceu; mas não nos diz parque ; mim devia ter acontecido Certo é, porém. que : t Grecia si: :Iptmou de toda . t Antiguidade. no momento em que os seus deuses se ausentnram dc urn mundo que outro Cnlldo não llnlTtl senao a mesma presença dos deuses Bu: momento : i . mala-sc pela descoberta da natureza Mas outro sinal de que sum¡ a hora derradeira desse mundo significado pela presença dos deuses_ e ; i hori primeira de outm mundo, caracterizado pela ausencia dos mesmo». dcusex ~ outro smlti do lnÍCiO de uma nova época -v , é : t descobcru ou a invenção do Homem Sc o mundo físico c o mundo mítico são incomumcávets. se de um pan¡ outro não há caminho pelo qual os' deuses transitam. essa incomunicabiiidade se deve à presença do Homem nos confins de um e de outro mundo [. ..] Posto no centro, ou melhor, determinando a existência de um centm. pel: sua POSIÇÃO na n-. ituren, o Homem tntcriorizou e fechou o antigo mundo dos deuses_ que não unha dentro nem fora. Depois, dentro só ficou o Homem Talvez : i filosofia, como à história, nftn seia dado senão descrever est: : processo de desdívinização e dessacrziliuçâo do mundo. cup resultado foi a huntanlntçfio do Homem, ;i mami-ação» d-. i Nature: : e, porque não dize-lo? , ; i dtvinizado de Deus Talvez a filosofia d. t religião mio possa senão veriñcar que a -Grécta- e o espaço e o tempo em que os seres humanos seencontram a caminho da -Huntaniiasn os nammts da -Natuntas-, e os sobrenatural. ; da ~Dit-truL. t~. -, e, depois. que o Homem tão ciosamente guarda : Ls lronteiras do natural e do humano. que jamais os antigos deuses regressariam ao mundo, nem mesmo pm revlverem a su. : . lgorJ rito 'emma existénm - ld» DC. pp 156-157- CF também Sam. pp 2329 c ~ii e : là Íunddmentals considerações de HM pp. 99-103 _ lUVUU ; t termino um
  13. 13. no pensador que -pensou criticamente contra o mlto- 1, transpondo para a dialéctica intelectiva o sentido do acesso ritual ao Mistério 2, se entende¡ ainda a transcendência do que está -para além da cssência- 5, ou das ideias como a de uma lnefável sensibilidade 4, afim à experiência não discursiuá mas dramático-afectiva da iniciação ritual nos Cultos mistéricos, conforme o sugere Aristóteles no lá citado img. i5 do DePbllosop/ nzz (Ross): -Os lniClíldos não são submetidos a qualquer ensinamento, mas a uma experiência mediante a qual adquirem certa disposição de ânimo, previsto que para ta¡ se tenham tomado aptos- 5. Determinada pelo regime diurno de consciência, o do intelecto voluntanosoprodutivo, cuja eficácia é como a de um encantamento mágico l 14,, HM, p. 64. -Plauo é um recém-chegado à presenp do presente, recém-pamela d; presença do passado. Chega ao presente com nostalgia do passado. Por isso, na Cavema, mullu de mito se mistura com o alegórico e muito de alegórico imcrvém no mitico- - lbtd. z -Mito e Dialéctica em Platão (ou Da Transposição intelectual do Mistério), in DC_ pp 245-1 . 5 cr. Piada. República, 509 b. “ Constitulndo uma das teses fundamentais da sua obra, Eudoro alirma que -na codificação inltia. não vemos nem o trials lrulgnlflcante vestígio de que no -para lá do horizonte- alguma vez se degrade o sensível do -pam ca do horizonte. l. ,,l Dlr-se-ia até que o para alem do horizonte. com seu Jardim das Hespérides ou Horto dos Deuses. ilhas dos Beatos, e tudo o mai¡ que sugere o paradlslaco estado-lugar e estádio-tempo em que o Ceu e a Terra ainda sc mantem unidos, se nos apresenta como uma glorilicação da sensitivldade. [¡¡A] Ê claro e insollsmãvel que a posição de um ponto de partida para a desvalorização do mundo sensível só se encontra na codificação lilosólicaq se bem que haia -algo que nos faz pressentlr que a codilicação filosófica. mesmo e apesar do kborlsmós partnenideo e platônico. Continua concorrendo com a codíllcação mitica do mistério do horizonte- - HC. p. 111; ci'. também P« H3: vPandoxzltnente, o sensível E lão lnelável quanto o Ser. Pmsalco ou poético, todo o discorrer se situa entre duas transcendencias. ou entre dois polos contrários da mesma lranscendencla. Para além do horizonte, pura Intellgibilidade e pura sensibilidade são in- diferentes-. impõe-se assim a conclusão: -Verdadeiro ÊÚOFKYIIÓS, talvez seia só o limite do dizível, e do indizivelw- ! but p. tiz. cr. também EMM. Pp. to e 14. “dm” “m” 3 @C350 Em HM. onde escreve: -Repito: creio tanto em uma transcendência d° “_°“'¡'°l~ ¡WVÊS di? SEMÍVCI. quanto creio numa transcendência do intellgivel, através do E "lludbf ° Pensamento de que as duas transcendência: seiam, afinal, urm só, a que se consiga entrever na orla extrema do sensível ou do lnteligívei- invoca aqui a expressão de Melktóleles. no Faris-util, de Goethe (Desce. pois! Também poderia dizer: sobe! É uma e a mesma °°“--')-°°"= ° mmFEnmmmoftngtnemoámbiels-Knnz) de Heraclito(-0 caminho para cima ° ° “W050 Pinbatxo é um e o mesmo), com a vantagem de esclarecer para onde se mminhn. quer âtvãlllbl. quer se desça: -mpm o lnexploradc e inexplorável¡ I. ..) pan o inexoi-. ido e Rio den_ P' 58¡ d' P~ 42; Eudoro poderia ainda ter citado o magniñco poema ~O ' usb' b°m“P"-55'V°d3 Semacàodeafttndamento e vertiga-n de quem se descobre : Ibson: pelo Grande Abismo. :oincldentemente celeste e marítimo -cf. MasDeirséGmntte. su_ u, *WW* P°"°- 5mm¡ “ma, 1961. pia. 57-59. do ¡menywh málPaP- 3731- 4g. ) Iirktóteles comparou a intuição, que pode dar-se pela escalada do ¡emweL A epnpma (visãziftplmtetidacom a emoção) experimentada por aprofundamento pampa. , o ; ";d°“““¡95° Prévia fechada inexoravelmente todas as -portas d¡ manteiga¡ su¡ ¡emmàm 8° Iprendia. aprendia-o . mando (pmcb) dcmndo que m @IE-sentava (i. e, se rm d: upifêmo "Isilo da divindade. cuh morte metzmárñrz se “m” 'mm' - ! M1 p. 90. 22 que ilusoriamentc envolve nas teias da objectivuçãn a omnicnvolvente Vida da irans~objectividade - fazendo crer na livrc dominação da subjeclividade humana quando na verdade ela é a primeira vítima da sua vontade de dominio -, a Presença do presente hominizantc extcnua-se sempre que por uma súbita -diferença na alrna- os limites se volvam em Iimiares de coalescência e uma íntima estranheza nos arrebate da -náuscaw da mesmidade coisificante para o entre e ultra-mundos da -Noite antiquíssima e idêntica- ' , tnítica cifra do mesmo ln-diferenciado diferenciador que lnsta em Hesíodo, Parménides. Heraclito e Álvaro de Campos. O distraída e ex- cêntrico da concentração nos ritos quotidianos do -a fazer- produtivo e consumista (seja físico, seja intelectual, em nome de Deus ou sem Deus, a mesma religião diwbólica que Eudoro vê generalizada na contempo- raneidade), o sonhador e -idiota-, 0 marginal e louco sem o querer, n renunciante à humanidade humana cuja mediania é norma da epistemologia de Kant 2, são-no por contraste com os -sérios- mantencdores c títeres do 1 -E. assim. dlrei também que, estando o ptissaidn do lado e . to Indo da Notre, se nào sentir uma -diferençi na : i|m; t-, se não souber do antiquíssimn dt. - mim, onde nascem : Ls -firvores de maravilha, cuios fnittis são os sonhos_ nunca entendem¡ a linguagem que falam aqueles testemunhos de um: realidade que transcende : t históriu, entendida como ri saber da presença do presente [ l No antiqulsslmo de mim, dorme o antiquíssimo do mundo No mesmo sola, alheio ao «t-riitrr, presente ao mundo presente, mergulham as hindus raízes da mesma -tirvore de mamvilhna de um de seus mmos, pentle : i minha alma. de outro, '. | ; intigzi alma do mundo- 7 ld. , ' d. . p. 55; -Iístnmos de olho-t postos em coisas bem diversas_ como : Ls que se podem designar por -regime noctumo- e -regime diumo- de consciência Naquele, o dia é derivado, neste. dentada e a noite. Para o homem centrado no horizonte da presença do presente, u Dia é primitivo e n noite derivada, para o homem excêntrico, ILÍO cxcenundo que, passando além-horizonte. chegou ã presença do passado, pflITlÍÍlViI é a Noite, derivado ri dia- - Ibtd, pp. 40-41, -Deuemos tudo como está e sempre esteve, entre Hesíodo e Alvaro de Campos a remotissimn : incestrtilidade da Noite, recolhida no lugar, sem lugar, em que Céu e Terra ainda não ›e distinguem, no tempo sem tempo em que ainda não se semniram Do lntliferenciado, depois du primera diferenciação. vêm todas 25 demais diferenças Eis-nos na multiplicidade d: : nossa experiência diuma, com u noctumo anseio pela unidadc- - Ibtd. p, 41; cl' pp 35441 Esta pulsão do pensamento de Eudoro, marcadamente romântica - lembremos . t sua tradução, com introdução e notas, de -Fmgmentos de Novalis», in Prrsençu. nova série. 2 (Lisbon. 194m, pp 73-74 - _ não deixa de evocar a poesia e o pensamento de Teixeira de Pascoaes 3 o -coisiftcado- e resíduo de uma degenerescéncia dizbólrci da criação divina ou do que de divino ainda persiste no homem e no mundo, do que de nós emana ou do que de nós se den-ama em raros momentos de intimação, e do que a natureza, sempre distmida, produz, como se nzida produzisse. ou como outro o produzisse por ela. Concentrado, o Homem luz ›cors; is-; dislmülo. vê. nas coisas que faz, um acréscimo de ser, que sempre lhes excede os limites e. por conseguinte, lhes subverte o carácter de -coisas- Mas, que é a dtrrmcçzírzv Precisamente o que o Diabo comprou, quando lhe vendemos a alma. 0 Diabo não quer que nos distraiamos» - M_ p. 71; -Há tipos de heroicidade de que a epopeia desdenhou. De nenhum poema épico consta a heróica renúncia ao mundo das -coisasn isso não se encontra senão na vida dos Santos. como Francisco de Assis. Que é da epopela dos rnarginaliudos, dos que se puseram a obscura margem do caminho em que vive a tnaioria das gentes. nele progredmdo até às alturas do renome universal, ou regredindo : Ilê : i fossa . imunda- de uma completa absorção pelo sem nomch. Mais adiante. contudo. Eudoro parece restringir ainda : i marginalidzide desta -épicih a dominios especializados -Na religião e na arte ou pela religião e a arte. o marginalizido - aquele que a pessoa-sujeito do Mundo dos obtemos-coisa expulsou da sua comunidade por não-colaboração, por falta de representatividade no drama diabólica da fmgmenução ohjecrivanre c coisifica ~ 23
  14. 14. drama obiectivanie l , figurando : i disponibilidade 3 para o aceno do , r , ~horlzonte da objectividade, e mesmo para o Além-Horizonte Extremoamr êxtase erótico-religioso 3 que é um transcender da cisão entre gensív-Llfin . _ . t pode aceder a qualquer mundo lnIlS-Ohleñlivü I. _l- -_ (ma, _ - . sincero e iconoclasta do pensamento eudoriano é bem pdtznlfln? tílmnlf und" . Mas o pior de tudo, para os outros. pode scr o melhor de tudu para mim T l que UmfEMJ me chamem de . idiota, podem Rubio. no sentido etimologia) do gre o o. , a vez Inema' 'WC do vemáculo. Neste, sofro de loucura mansa; naquele sou portador dcgcaract: : : fmkln Cbmum Posso associar os dois, deixa-los associados, fundidos um no outro, 3.6 que mas SEB ¡Ellmcñlt real, não por sufrágio da maioria. Por enquanto, nada fem¡ Os m¡ › taum o que acho lnudl fazer. Porque Realidade talvez seia o 0150510 da Obiectividade ; OÃW bem se pode dar o asc de o -idiota- já se encontrar instalado na mais real das realidad: : . h . l . . . _ . , - platónia de mania, como -dmn divino- ue o H3. Retomando? concepcfm intaum-possessão» se oferece na rellglàoqna : :e c nacãlidlmt ai? dmnsübpallndndc¡ . (um invertidl que dela se gera no dominio dariam e dad so 'a' u 0'") mcnnhecc a 'maacm m o H '_ l¡ M _ V r e, em que o mais salutar p' a pci. , m, ntrâri . - oinern e z. eu (mori, isto é, -possuido por um bom Mimo», é prec amemq . . que passa por louco entre os scnsatos homens da objectividade, o que da objectividadc ; L- de 4' ' u, ou que marginalindo foi pelos indisponíveis que, por só de si mesmos disporcrti, dispciiem só do nada que são, não entendem, nem podem entender, a total disponibilidade PW de dramas divcrsamente cosmogónicos e antropogonicos, que, por serem- ; fhggasãggioànelcplgnm obiectivante de -coisas- l. ..]- - Ibid. , pp. 126-127, cf_ também Eudoro. não deixando de evocar Oldiola, de Dostoicwski, culmina uma singular vertente d” @MIN-BIO t d¡ poesia portugueses, com momentos altos em Gil Vicente Guerra Jun ueim António Patricio. Teixeira de Pascoaes, Leonardo Coimbra, Fernando Pessoa José Régig Raul la' e Maninho da Silva, em que o parvo, o louco o bobo o rolo o simples : i criança L›u 4! : MWM titânio perslgràificam a inspirada dcsmesrlra da Verdade, ou o aspeclo paradoxal da . uvamen nomia v - - . .t. °“*, ,.. ... ,.. .,. o . .ãâiíüãtãíiâãfiffá Wma” Loucura. de Erasmo. e no De Docla lgnaranlta de Nfcolau de Cãuell o? " O : O ag at": Wlhtfido livro de Michel Foucault (Histoire de Failed I Viga aassljlilqelãndlzactallitfraiãfrleãilzl, mmflã. no espirito carnavalesco, de inversão escatológim dos valores, que do BPM! , Samo- mmguêbüciü e E: : Fila dos Lauclosdilnedieãl e, pf; ventura, nas restar mui¡ w seu : :png 3mm” . mesmo a n no ma rasiieiro. no que l -Blñonleg a potlncia dl -b-ól . ¡abomm e ¡mundo! qu” n: ml: : quer na . instabilidade do -desenvolviinerãiem e. .esmaga estáveis' m” e dermmm Te conter, encenando-a nos lirruies duma o l ni z . ..em *mm qu! o DH» _o Gmndg-Ê mai" ! M3630 P0 que só por excesso se autocontem. d¡ lc¡ t da adm' _pan qu; por : :pr daãiâgaãu. . surge como o Grande Mantenedolr última . ..ao amena! em amhuhexüdên_ Conti" ea¡ ea pan e por -homens-hunranov, aquela e ordem, pan todo¡ e pa¡ mau “m água o : uns: -A segunda face do Diabo quer ler, luslllçíl que sempre seia o que veio I O diabógtm 0M undo não venha a . iransmundar- . _ pan¡ 1 . A indiãvültlbilidade fixa-nos na m ma: m 'mpb' '" M PP' n°51' . . e. por Cbnãeguimc_ m¡ pm. mu” id “ñ que sor-nos alguem_ o. . mes_ jaum¡ . coisa. qu, mb md¡ um 0nd: só bev a recusa de receber em nós o quer que seia; iulpnios ' m" ° "um BVWHMNBIIRE. deste vazio, o indisponível nada &be; se algo base : C0nheoesse no -chein de si- o -vazio de mdo-. a rebelde “O homen¡ que m @hemlñln l. .›l A disponibilidade humana, o nãodiabólico setraduzeminflnitzabenun a aq» (WMM se “use a s" “Bu Par¡ o que ele tende a ser, mas talvez nunca o ° “Im que . mi, an¡ infinita não seria a abertura ou a disponlbildade). é 3 cem». - abücodreügiowmczllflucllopk m” “sem do Caótico lncontidtz- _. p. ao “m” que veio a ser. par¡ 5mm, “m5 doque esar fora de si-é um perder~se daquilo . u saque os envolve a ambos”, me o um") “m” lbl. e que também de s¡ mesmo se ' m"" “Mem que transcende toda a individuado. Assim 24 inteligível por aprofundamento da sensibilidade l A transcendência do intelecto crítico-discursiva, seia pela intcligibilidade, seia pela sensibilidade. é a de um mesmo inexaurível, e por isso incfável, cm que coincidem o . superior- e o -inferior-, o rdescer- e 0 -subir-, ainda segundo : i linguagem equívoca da visão dualizante. sugerida mas rejeitada pelo neo-platonismo, na paralela aperidade meta-predicativa do Uno e da matéria, Eudoro assume na identidade em que espirito e matéria sc transcendem e uniñcam o Mistério profanado pelo platonismo, ainda que anti-platónico, dc toda : i metafí- sica, e apenas celebrado mitico-ritualmente pela religião do ligado 2, fundamentalmente diversa da do separado_ mera construção, ainda que compensatória, da Presença do presente hominizantc ou teândrico Se este, sendo, não há mone que não seia êxtase - extzw: cósmico, quando nào possa scr uulro mais alto- - M. p. 72; -jfr dissemos ~ mas nunca sen¡ demais repeii-ln - que o mini_ riu antes, u Eros, é única fonte da experiência que, mesmo em seus graus mziis l-aiums, mesmo em seus -mistérios menores. dá acesso d ti-. insobiccrividnde, para o comum dos homens, ainda ao nidh dlabolicimcnte concentrado no mister de fabrimr 43015.15', no lmlxlllln ncgitivn d-. i fragmentação Uma de minhas experiên ' foi cssti, pois é : i de totlos- - Ibid, p 105 Nesta atenção ao sentiria de tibeniini cósmico-religiosa do ; imor sexual_ que contrusLi cum as tendencias, sobretudo tcolngicas, L| cxtremar a difcrunçai entre Eros t- . limpe, Eudorti comerge com Leonardo Coimbra, nas paluvr dos interlocutores de Do Amore dark/ ano iantnninl Não será, para muitas almas e em mu' . s vidas_ n único ponto de cnnirinn com (l lnviàlwül Lílfpl) da Beleza? No tempo dessas vidas houve um instante em que pulhnu U xiiiténii, um que u qut-rcr parcelar e inceno foi peneirada dum querer maix vzislu c lllmlnilMl, em que ; i brisa d. | iturgci-Ls foi levada no galoptir dll ventania dt› long lCéliul O aniur sexual é que »cru u génllr que nm levanta ti visão, c, de terrena e egoísta, a faz iuminmii e diligente itor elt- . ihrc, .idcntrn de nú». um novo sentido do Misténo. Sim só (i amor LTI'. | i1 visdo etérem ~ in Ohms, cclurçiu, coordenação c revisão pelo Professor Sant'Anna Dionísio, l, Pont), Lello & Irmão. M33, pp 39.2 e 597. Esta experiência, que podemos entre nós encontrar narrada em (limões, António iutrítin e Pascoaes, encontra uma formulação lcoriczi convergente cm autores contemporâneos como Max Scheler, NliIiireelFr/ miei de la . Syrrrpalble, traduzido dti : denúo por M Lefebirc, Fun». Payot. 1971. pp, 157 c l6lrl62, c VlJdlmlfJJnkÉlÉVllCh, Lex VEHHÁBIÍHMOUY, Z_ w l . Flrimmnrion. 1986, pp, l73›17-á, sem esquecer as remotas tradições Iíintritzi e cuhalista i cr. supra, p, 22, notas 4 e s Ccimctcrimndn : i -prescnçu do presente pel: «Indñpünihilidgidc do homem pam descer distrardamente : tus abismos do sensível_ por cuntenmçiio na escsiadi are aos pinczims do irtlellgívelg Eudoro questiona : r interpretação vulgar do êxtase corno Jiberucio da alma do cárcere que é seu corpo- ~Éxusc- tekst is¡ é só um estar/ nm Farque se interpieu este [um, tão ; rpressndamenie como um [om do mrpwPodc-ria entender-se como um esirlrfuru dest. e o -si- não é necessariamente o corpo. «Alrnag como o que de corpo se põe loni, e um. : interpretação du -si-, É a interpretação ptaiónicn Mas Platini, para falar da Vida de um: alma posta fura do corpo, nào pode dispensar a linguagem do sensível, iSiO e. da Vlclãl da : iiriu posta dentro do corpo. Ê claro que, neste ponto, apela-se para a dificuldade de expressar ; i escalada do inteiigívei, porque toda a linguagem está irremediavelmente comprometida cum o sensível Da ideia do Bem não se pode falar, mas do Sol pode-se. Então lalur-se-á do Sol como quem fala da ideia do Bem. Quem se apercebeu da sorte da prestidigiração¡ Afinal, E10 dificil, ou mesmo um tanto mais dilicil, não scr-â falar de um aprofundamento da sensibilidade, e pelo m-: smu motivo, quer dizer, por motivo de a linguagem estar tao irremediavelmente comprometida com 3 imclisibilidadd- m HM. pp. 8990; -Porém o mais mistenoso dos mislénos é que o mito expressivo do tníLico nunca saia do dominio da sensibilidade. Ele desvela sensibilidade e natureza pelo que só é natural e sensível. E o êxtase é uma disponibilidade para o mítico. que, decerto, não exige que a alma se liberta do corpo. pois antes que enter-ia nn inieligibilidade, como tileguria_ lá tangeu todas as coidasiti sensibilidade e da entoçíro, como mítico, nelas imcrsc- Ibid, p 92 1 cr. 1d. , um. , HM. pp 42-§l 25
  15. 15. :_; _f. =:¡-*°' após haver -rtatuializado- e despotenciado uma Natureza cssencialm› hierofánica, separa . natural. e -sobrenaturaln problematizando as Vias 43cm? ham-ionização, será por recusa do sentido simbólico e teocríptico de iodâuf ontofania, conforme o sentido em que vimos Eudoro comentar os fragmcnr d de Hei-aclito ou ainda a fonnulação schellinguiana da -naturcm- como _es _ Os visível- e do -espírito- como -natureza invisível» plmo onto-fenomenologicamente anterior à Morte de Deus enunciada o Nietzsche_ na Gaia Ciência, e Dostoievski, na -benda do Grande lnquisidporí - e cuja constituição duma epocalidade sem princípio metafísico, ou duma instituição que rejeita como insustentável o Deus-Homem vivo que é O seu próprio principio, Eudoro refere a destruidora construção do Mundo humano - , há assim uma Morte intrínseca à essência do Ultra-Ser divino e ao sentido sacriñcial e pnoteico da sua re-velaçâo 1. Contudo, se Deus morre no -espasmo- duma auto-contenção pela qual, embora sem se diminuir sua excessividade se metamorfoseia no jogo triangular e simbolizante (ins deuses-homens-mundos assim diacosnticizados, é essa mesma excessividade que. 'sendo o seu atributo comum e a desassossegante marca da sua filiação caótica. lhes impede o instalarem-se quer numa modalidade única e denmüva da sua convivência lúdiccrdançanna, quer na especificidade e privacidade ontica de um qualquer domínio próprio, convocando-os antes à contínua metamorfose e abertura que os furta a qualquer ordem, constituição c fonñçuraçao ontológicas estáticas, compartimentadas e definitivas, e na qual li se mscreve o mais radical apelo ao arrebatamento no Abismo primordial. É”, De“5'C3°5 7'10"? , POSfÍbÍ-lílando que deuses, homens e mundos vivam_ essa mesma mone que impede que estes vivam senão morrendo em Si, °“ 5513» num certo sentido, matando-o como Princípio existencializante e fonte da sua vida ad extra e ressuscitando-O assim como o Indiferenciado Prlmmúhâ. intemporalmente anterior à metamorfose da sua fenome~ nallzação . i › : :riu-anuncio asniuas . Melissa de DEUS'. Eudoro apencebe como a Morte de Cristo RL' ¡ “sem Pm"m'1mum'e"hd°m ; T1113 f: gua não deixa de revelar o seu íntimo parentesco quanto d¡ procul: da pmpr-iaagymdadslm IICIO ienovador do mundo, ou criador de um novo mundo, uma: desde o mk 'o _ web01 mlnnndo o revelado pelo -mesmo impulso mitico~ que Carai Mimi¡ naves de um Altura do pie-cerâmico de Hacilar e do prorocerâmico de po¡ own_ é o mesmo “pulso “ls d* @Utilidade em que se ceIebi-aiam cultos -ntistéricosü @mm-due davút “bando eva o homem que se quer apenas humano a recusar : i mnuxnhmmmür I-mqueomorrerdopróprlo Deusasieaomundo confere, _ 'Ida-lidade do -afazenz neste sentido. é o homem Verdadeiramente morre para o mover viviliczidor de Deus Amuentamoa . não contemplada¡ : Ilamtelosrieamêünãmnl “um pmPmiVis passíveis sobre a -Morte de Deusv. *u ~ . . de Dam: : n¡ P'? “'b“*d"¡° de mm 26 A positividade da lndifcrcnciação c do Caos primordiais, enquanto ; Pei-idade abissal e pólo de destinação uscatológica, bem como da sua livre auto-contenção, pois a autonegaçào do Infinito é implicitamente o suscitar em si a benigna infinitizaçâo dos múltiplos (em linguagem neoplatónica, a «processan- é já, em cada uma das suas instâncias, -convcrsãovl se exime Eudoro da metafísica mítica em que : i Origem é algo dc obscuro, cego c monstruoso, quando não explicitamente maligno, :i scr combatido c vencido violentamente pelo processo de ordenação c hiemrquização ontologica l , não deixa de nos convidar a meditar um sentido menos evidente do -mal-_ que vimos tipiñcado na recusa hominizante da excessividade do gratuito, como decorrente da mestria possibilitação do -bem-, na suma oponunidade c sumo risco inerentes a um Deus que só o é metamorfoscantlcrse no . seu contrario. e a este em Si', a-fundando tudo na potência ambígua e lúdico-dançarina do Ser-NâoSer, do Mesmo-Outro_ do idêntico-Diferente. Para além dos seus óbvios motivos éticos e místicos, é para uma meta-ontologia da metamorfose. do ¡ogo e da ambiguidade, :i extrair até das analogias teatrais_ operáucas u camavalescas, que particularmente nos convoca o pensamento de Eudoro de Sousa. -lncontlnência do excesso_ C- no vértice humano do triângulo diacosmicizante que - pelo menos em Milo/ ogia « mais fulgura ; i correspondência ; i Excess¡ idade Caóticu 'Franscendcndo progressivm mundos de homens e seus deuses_ por des-envolvimento, despojamento e esvaziamento das correlatas máscaras que são todas as formas dc personalidade-personagem, ou de pessoa-sujeito dc um mundo dc obiectos. a subjectividade outrora divino-humanacosmicamente envolvida accdc -porta estreita- do limiar que só despido de todo o -mim mesmo, perdido de todo o possuir, possuir-se e tornado Nada o eu cruza, sabendose sem conhecimento e discurso no inefável Tudo do Abismo onde . sempre esteve anterior hipótese ( : r qual sc revelam entao um seu mero tomplemento segundo : i perspectiva humana), seria aquela em que O tleicidio humano incidirin sobre o Deus que do mesmo Ab-solutt) procede, como sua rvwlaçdoe Ieojania Ieacnpllca, enquantn Mediador que gem trxhs as coisas num sempitemo abismarrse no mesmo Abvsoluto, exigindo du homem o lmilârlú como forma de mais fiel correspondência à sua Morte intrínseca u condição do comum e interdependente acesso/ desvclamcnto (do Deus-Mediador, do homem e de todos os seres e entes) ao/ no Absoluto O deicídio humano seria apenas : i face aparente, e : i mediação inscrita num processo essencialmente noético, mas sem excluir uma expressão histórica. dum irelado e inabieúivávcl Sulfídlü divino_ coincidentemente origem da manifestação e seu lim CSCJIOÍÓgICO. m¡ simultaneidade da eclosão diacosmicizante do unormúltiplo e da sua integrado libenzidori no Abismo impredlcável. O ateísmo e o niilismo podenam assumir ; issim um incomum e surpreendente sentido, não só divino mas mais que divino_ cósmico c snteriológico. inerente : to proprio acto pelo qual o Absoluto se ab-solve de ser Deus A questão, decorrente do próprio dinamismo da melalisic¡ e ontogonia neoplatonica, ou ainda do não-dualismo oriental. permite cvtnpreender as formulações do abandonar Deusa na mística renana e em Schelling (cf Sche/ ling: Wake (ed. Catu), tx. pp. 2177218). e ainda alguns aspectos da Ieorese de José Mannho, bem como da poesia e pensamento de Pessoa, Seria importante meditar até que ponto este sentido nâo se encontra mais ou menos obscuramente pressentido em autores como Nietzsche. Georges Bataille e Cioian, entre outros. 1 cr. Paul Ricoeur, ab. cu. , pp 5257527
  16. 16. *e* -____. por aí eternamente ser (o saber-se aí confere, contudo, um sentido e teleológico a todo o processo). Estranha a qualquer ordem u es¡ onto-lógica, é apenas nesta -suhjectividade irredutível. , e no excewb futura anima : t morrer para toda a objectivação, de s¡ na do outro de mgfrtiâi que fulgura a . imagem e semelhança- do Deus Excessividade-Caótica l x, linha de uma conformidade à cultura helénica, diz-nos Eudoro que a adm Í A ' eu¡ PO-Sltlvr, 1 Eudoro constata como a propria pretensão titãnica de ucu . . homem à lnllndável auto-superação e excessividade de uma morrer; ¡iltlvltíícãlemzfiltjs ? Slim " O Homen¡ sofrerá pior destino, sc quiser ocupar o lugar que Deus deixou vazio- teráednlçhaucu vezes sem conto, excederido-se de cada vez que morre, porque Deus é Exccssividaclgãlflorrcr o Excesso que vem subindo do abismo sem Fundo- - cl. M, p. 55. Emancipando-u d JÕHUN errlncia ou circuiarldade no triovlmento indefinido de um excesso sem termo v l) "Sm d( orientador, a Mane criadora de Deus só se consuma pela Morte do homem (e nele ãromçluw C e mundos que o codetermlnam), enquanto Vida da . subkuMdade ¡rrcduüveh , S S? ” -Excessividade Caótica: -se passei a última pona, aquela que por sua estreitcza não") - Uh mu” q” m' 71m' d°5P°hd° de ("'10 Quan") 'mc- pcnencia, de tudo quanto do . mm, 22mm c" e q” 'm' “h 5°”- P°Wl|1= diãnle d¡ Divindade cheguei, como sendo o que sou am Jim-u llairam os deuses. Cada um deles int-ii logado na indecisão di: serem ou terem SCUVIÊIU ii m? ) irionem par¡ vida do mundo, são seu mundo; .se vivem, têm o mundo em que vivem mvzãueuradâitcessiigdade incontida, que não deixou que eu im- humm pode “par” ; dos Using; _ 1:13'"" 0g que íltguindeus seialou tenha. Nisto, uni o que de mim mesmo me emma só M ~› P» 'Í i -Plsponihilidade inteira é reieiçãu de tudii desomlmá o que em ! nda a mlálda; one : pe por ultimo morrereizdesenvolverá. dESCObnrÂ, _IML p' 61 . Baum-insinua m t. I, sou e serei: a minha irredutivcl subicctividiirit» 'umha whku-lvidzde 'naum' l sua mu z, e o facto de tão pouco como nada poder falar dA pm : qnt não ¡dgmmtn nubweguanto, por consabida necessidade, de Deus não posso falar de : quem mn ¡lenkhgñmál "h 'm' e Àbwlulü: denuncia uma analogia. l. .l Se no caminho mm M Mm à “agem e se 5 W550i 'Cu- ganhei o logo. Í. ..l Pois vejo, enñm, quanto c ¡ossc ¡implts su_ _Bric-ache Deus. l. ..) talvez a Mensagem de todas : is mensagens Mundus “dano”. Sauber: : ; me mn es: hexcederes mundos que te dão fomms, formas que 0.x “asc sem (uma nas" um m : ensóuma das formas e que nenhum dos mundos em o teu me poderás Olhar-mma m" _ apnmo, *lu limas: sem rt, diante do que nem Eu sou, pois min Podem “hub se “in [e MU: : › PCI? S= m espetar. porque sempre aqui eslivesle, mas não @musas que em" m aundess: no caminho. _E muito lmpürtava que o soubesses. Pois se ¡Pmneae c quam” nldütãste, lulganas haver chegado ao Nada. Pelo mminliu m" o muqlamww' Sema: l l do Ii por Is licaram. Eu sou o outro lado do Nada. Vem mmübkmw. não D Ilan me: a - - Ibtd. , pp. 6263. Depois de haver afirmado qu: -n g mswkqivo _ dam? :o "z *Nrãlutfe proponha alcança-lo. é o que ele mesmo - mpgmbnkhdc_ só ¡ q ° 5° “P06 a ser alcançadm, Eudoro reitera que -Tot: il www' ° que oonsinta no esvazlam ' para só qu_ ' emo total, Quem não queira ter. .se do Nuk_ TQÍOÉÂÉQÊE? °“ ¡QUÍÍOi ou isto e aquilo. l. ..l O Tudo só pode ílpDSSflr- Inteiro Iuprd¡ Mam_ °““° de ser Nada. antes que seja Tudo. A presença tomíl o - Ibiá, . 122. cr. . (0 mito de pgqucg_ ¡qua! de : uma: (ugcndasãr-iélgi PFL 91-91; -Quem vê Deus, morre m? --. WilEIKb-lheladmlâàosalaítmdo 'nfam' ° Pa"? d¡ à pergunta do ; trip _ -Qucm és B hindu; Barca da Gloria: -Não sou ninguém- - Cf. Copilaçam uescu, vol. l, Lisboa. lmpmtsa Nacinm¡ le "mwliacão do texto de Mana Leonor Carvalhão “d” . idope atum' m' mb" ' "Em e personagem Ntvwuémi “mam” di” ! éculos xv g w¡ (m m; t @W140 Pelas lieiaturas gemünica e angio- Gum. bsm°damhm“°5 “Escutar a resposta do Romeiro, no Frei ° 'NNW Passos dos dois O Pobre Tolo, de Pessoa/ ae 'nando Soares). como evocauva do -Uno 28 desta metamorfose iniciáticu é movida por -nostalgia- c não por -saudaden a qual tenderla a retrocedcr ao -Exílio- de onde se pane l. lnvenendo o predominante sentido das mesmas noções no pensamento português, Eudoro nâo deixa de reflectir uma linha do mesmo pensamento que apreende : is ¡etaçõt-gs, possiveis ou necessárias, da saudade com o mzil e a queda, já não como anseio de redenção mas por recuo ou estagnação da consciência, como diversamente se verifica em D. Duarte, Antero, António Sérgio e Dalila Pereira da Costa. Ainda no mesmo horizonte do pensamento português, e do seu persistente interrogar o Princípio e a Origem (e também n Fim e o sentido do Ma! ZJ. 'importaria meditar a relação, convergente c divergente, deste morrer/ metamorfosear-se do Deus-Caos, no universo da manifestação, em todas as suas implicações éticoescatológicas, com : is intuiçócs c desenvolvimentos metañsicos de alguns dos mais singulares autores táontemporâneos 5 Apontemo-los, muito sumariamente: :i vis: de Antero da metamorfose : tuto- -criadora do Espírito absoluto 4, ou de que o Absoluto-Vida impessoal e inconsciente é mono no mesmo acto do seu culto como Deus. pela . sua nomeação, conhecimento e personalização ohjectivzintc c idólatra 5 _ a tese de Domingos Tarroso sobre : i criação como -ztspiriiçtici lndeñnida- de Deus - a -substânciu primitivch_ até cntíto ztdomiecida, ÍHCOHSCICHIU c não pen- iriefâvelg tio -mda por exccsso- uu dit -deldzide trmsdivinzi dii melêtñütfd c ntísiiw ncnplitiiiiiau, cf. Stzinislat Breton, Rlen uu Que/ qui: Christi, Roman de métaplrixíqire, I mnuniin, 19H', pp t# e [4-22. O tem: repercute também, iihviiimunie_ u Imdlçzln evangelica da -pom cslrrtl e du 'ituto-penierrse como condição (lu sulvursc «Porque quem quiser s r a s '| d., perde l L¡ mas quem perder : t sua vida pur ctitis de mim e do Evangelho, s-. il 7 . llarcrti, R. 35 lc! também Aki/ eus, 16, 25; Lucas, '), Z- l ' -o rim uzi Lonlll itii desmedida¡ ptcütlsldãltlu (kl viuii humana, quilnLlO ela é cnkedcnlc. quando o homem não se detém nn ciiminlin, quando, ainda -clieio de 3h_ n30 sc demum olhando deslumbmtlu u aonde chegou c_ mhrctudo, qu tln_ saudoso, nzio tentii ictmceiiur . to Exílio donde piirtiu. O miminho percuncrse por nusm em cada um dos que nclt se enviaram_ é, para cada um, oiltsieur 7 M, p »ló cr_ punl esta questftt», n iuniLiriient-. il livro de v JJnkClCVHCh. LWMLvrslble e! la itaim/ gia, Pam, FLimmarion, l97v1_ onde bem xe ; ipercebe J irrcdutihtlidade da saudade, m sua vertente íutumntc c criiidrira. itttuclv: estudo ufcciivo sobre . l nlíslalgltl como -símholo preferencial- do pensamento ixiuciiiii e uma COIHU . seu -lletói por cKCElt-ÊHCLD. cl Cristina Bccken, -Ulisses e '. l Odisseia da CHnVÇIÕnClCl Uõllltnlllln in Pensar a Culrum Portuguesa -Horriermgem rt Fmncttco da Gama Cknzim. LlShUJ, Edições Culibri/ Depanamentn de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisbon_ l995. pp 23-37 2 Cf. António Braz Teutelni, Deus_ UMa/ cn Saudade liuulusxubre a pensamento ponugués elton-brasileiro contemporâneo, Lisboa, Fundação Lusíada, 1993. *JI-Jose Marinho. reÍenndD-st: ;tos primeiras estudos de lllilolügizl ima de EUÚOTU, Jnlcflutcà à sua tardia obra especulativa, notou, na conciliação da : exigência de rigor com agudo sentido da ¡magética primordial e in Simbólt( , e destacando -iis Nüpcins do Céu e di] mm. (zlIMn/ ico_ U sei-ie, 6 (Lisboa, 1945). pp. S-l-i), su: : . iriiiidadu riiiiiLi com a poética poflugucsJ e LI siiiiiçau das nossas mais dificeis form-Ls d; filosona- - Vzralatlc. Condiçúu e Destino no Penmmentri Ponuguà Contemporâneo, Fono, Lello ist Irmão_ 1976, p. 24o. 4 Ci. textos como o poema -P-. iritcismrn. nzis Cdr: - . Hot/ mins, .›t Biblia da Humanidade de . Mlcbelele Tendências Gerais da filma/ ia na Seglltukl Àlülddc' : lu Século . UX 5 Cl. Antero de Quental, Canas u, Obras Cairipleuu orginiuçzio_ introdução e nous de Am Maria Almeida Martins, Lisbon, Editorial Comunic O/ Univetstdzde dos Açores_ 1989, PP. 940-941; -Palavras d'um Certo . Horto, -O lnconscíentw, in Sorteios Cbmphülüí, prefácio dc Oliveia Martins, Fono, Anagamzi, 1980. pp 99 e 109
  17. 17. sainte - a uma diferenciação] e separação intema, por condensação gerador¡ dos . pie-átomos- materiais -, a visão de Junqueiro do sacrifício criador L. rcdentor do -Cristo-Sol- z; a tese de Bruno do mistério da diferenciação do . espírito homogêneo e puro-, convertendo-se em -espírito puro m3,) diminuído- e -espirito alterado- ou -mundo- (o heterogêneo diferenciado procede da queda do Princípio) 5 ; as intuições de Pascoaes da Criação como morte ou monificação de Deus, ou de Deus como o . gn-mo ateu perfeito_ não sendo Deus para si e/ ou negando-se como tal, daí formulando r, -ateoteísmo- 4; a tese da coeternidade de Deus e da criação, ilusu-ada pelo . Ahi Se eu fosse muitos! - hindu, ou da contemporaneidade da -identidadc de origem- no -Uno do Caos-, do universo dos múltiplos e da -identificação 5h31. no . Uno da Graça», no primeiro Leonardo Coimbra 5 ; a tese do Pessoa hermetico de Deus como -cadáver de si mesmo-, apontando para ; i descoberta, pelo -caminho dit Serpente- que transcende o divino, -do Deus vivo, que, em certo modo, é o Homem Morto em e através de Deus Morto- 6; finalmente, em José Marinho, a teoria da -cisão divina-, -a primeira e mais funda e absoluta cisão pela qual é Deus-, ou, mais extrinsecamentc, pela qual -o divino é para nós numa multiplicidade, ou em divinos avatares, ou divirtas pessoas- 7, Seguindo veredas abertas pelo pensamento eudoriano, se bem que excedentes do seu universo explícito, julgamos ser neste último autor que, recuando embora no tempo Cronológico, elas encontram o seu mais abrangente princípio de compreensão. Considerando a essência a-teísta d: : Deus como -a mais profunda descoberta- de Pascoaes 9, Marinho reconhece a eclosão e saber-se do espírito, e nele do integral universo da manifestação, l a Dmmnlim Tanozo. Pbilosopbla da Existência - esboço . tjmtbertca duma pbtlasopblu 110m2. Bibliothem do Norte, lüii, pp, 53-64_ 'Ô llll. 6 luz, o mundo tc devora, / Mas revives no mundo a toda a hora. // Morres par: : mdf' ° "“_5“'“°- / M35 Perfeita. mais pura e mais brilhante - Guerra Junqueiro, Omrxio 4 "f. In Vlbmroes um. : Pano. Lello ar lmtão - Editores, 197a. p. so. , (464 de Deus. Porto, Lello sr irmão, 1902, p. 46o, d: mb umhmmedgmusmcilñçlc. porlmpcrfelâodeumoudeouu-«Léofundamento “são M" POÕÚEB- que Pascoaes se atribui. A primeira formulação clara de ul . mdeñ E' : :jm : E -Azul profundo, / Eréreo rosto, / Donde cai sem descanso. ¡ummrmdünzgmlf í A suma do Mundo, / Revelando quimérico desgosto / de Deus que_ o um com; f: “m1 l Sum-eso. de mpenle. / Vlu. dentro dele. a própria sepultural- - comu¡ mbofae 7mm"" *PMFMÃ introdução e aparato crítico por Jacinto do Prado , meu ¡M! 'x' P- 122. Sobre o GKCOIEÍSHIO', como . Ateísmo religioso, cf. Duplo 120MB' m mil-l ai! .também Sanlodgartlnbn, Pano, Livraria Civilização, 1945. pp Bl d: wneaõesákümàñsíãg-ãlgoeniõcí. 0 seu fundammto encontra-se nesta afirmação. rim , .- e o . . . . . perfeito, e tomou-se, por no, cmd” _TWTÊPÀ ; gl-; Âprto ser. imita Deus, o unico ateu 5 C7- DoAmor da hnzgéf: 1916' ; lí Mona, oh C"- P- 595; A Alegria, a Dare a Graça. Fono, Renascença - manda : um Finasa/ ta Hgnuncurñagàefw** d¡ Sffptnw. in Y. K, centena, Fernando Parou eu 7 Cí Jose Marinho Teoria do Serapáua' uma' P'°“°“°“v 1995- PP 27-35. * ' da Verdade pp. 9192. 5 ct. m . mamã ' - Poeta da Lg _ V ° "Mt/ oca . Diária de Notícias, 24 de janeiro de 1965 30 no paradoxo de ver e saber o uno e absoluto ser da verdade, ou Deus, o qual, sendo pura coincidência de ser e verdade, não pode sê-lo, ou ser algo, para sí mesmo l . Tremeluzindo entre a anulação na impensabilidade dum Deus, duma Verdade e dum Absoluto que intrinsecamente o não são - e apenas se ob-¡ectam enquanto o pensar se não assume na libcnadora e apocalíptica assunção do Nada que scmpiternamcnte o espírito garante - , e a mesma distensão deste que promove os vários graus da cisão - da divina à autêntica, à cósmica c à extrema ~ entre er e verdade, a união- -cisão cumulativa que é o haver do espírito como -v são unívoca- reconhece o -ateísmo sempre impossível mas maravilhoso- como o seu próprio -ceniro-. no qual radica ainda vo segredo da divina Saudacle- 3 Se só pela -cisão divina- Deus se re-vela, numa multiplicidade de aspectos, avatares ou pessoas. e, mais profundamente, se só de sí cíndido Deus é, enquanto criador e «objecto de ciência, a fenomenologia da descrença c, sobretudo, o ateísmo e niilismo iniciátícos, que se não detenham ante o derruhe de nenhum ídolo (ante o dermbe de s¡ mesmos c do seu suieito), não se limitando u suhsutuí-los, revelam todo o seu -profundo sentido e transcendente : ilcance- 5 na libertação da Verdade última (afinal uma meia-Verdade! l) dos limites em que a enclausuia, neles mesmos se enclausumndo, o pensamento não só enuñcantc quanto onto-teo-Iógico. Como é implícito na própria tese de Deus como o -único : Autêntico : tteu-, o não ser de Deus para si, o não haver Deus em Deus e - retomando o tema de Eudoro de Sousa ~ o seu morrer no outro de si, não permitem que os entes daqui originados se limite-m : t ser em . si e para si, .sem ter por referente arqueo-e catológico o Princípio-Fim de cura mar/ e criadora procedem. O ateísmo humano é assim impossível pois, uma vez anulada : i cisão pela qual há Princípio, no mesmo acto . anula toda e qualquer figura e fonna de subjectividade constituída nos limites da obiectivação inerente ao perLsá-lo 5, eclodindo : i impredicclvel c -mdíosa comunhão- de tudo -já liberto- na -eterna alegrizi- ñ, Se Deus mam: no ser para o ser-limite dos entes, cumulativamente estes so se líbenam morrendo no malaro Deus que apenas assim igualmente se liberta, pela cvanescênciu de qualquer determinação no Abismo da meta-Verdade. Poder-se-ia então concluir que, do mesmo modo que só é religioso o ímperfeítamente santo ou liberto, também só se tem por ateu aquele que incompletamente percorreu o circuito da negação i ct. id. , TmriadaScrt-da vbrttude_ Lisboa. Guimarães Editores. 19m, pp 15-3 1 cr. lrl, -Pascoais poeta d: : visão unnocav, m ob. cu. , p 188 5 cl. ld, Teoria do Sete da Verdade, pp. 91 e¡ e 133. '* Marinho : rumo a wcrdztdc como o que é pan nói o Nam. ou so pelo Nada o 4 Teoria do Ser e da terdade, p 142, 5 Como diz Marinho- -O homem que se libenou de Deus e tive por st e par. : si, é um. : crença boa para fim de uma pengosa aventura 0 homem será capuz disso quando for u proprio Deus, ruas então não será o homem que é por si e para si- -- Afanlvnm sobre. ; que num importa_ ediçao de jorge Croce Rivers, lisboa, imprensa Nacional-Casa LlJ Moeda. 19m. p iss 6 ct, id, Teoria da Sereda Verdade, p 167 31

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