Paisagem natural trabalho

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Paisagem natural trabalho

  1. 1. 1 1.0 INTRODUÇÃO A paisagem pode receber vários significados, mas na ciência geográfica é definida como um conjunto de estruturas naturais e sociais de um determinado lugar no qual desenvolvem uma intensa interatividade seja entre os elementos naturais, entre as relações humanas e desses com a natureza. Geograficamente, a paisagem é tudo aquilo que podemos perceber por meio de nossos sentidos (audição, visão, olfato e tato), mas o que mais destaca é a visualização da paisagem. Costuma-se considerar como paisagem todos os elementos naturais, entretanto, paisagem também abrange as construções humanas como pontes, ruas, edifícios, além das relações humanas como feiras, estádios de futebol, nesses casos ocorre uma variação das paisagens, pois se trata de uma composição momentânea. Então, quando uma paisagem tem elementos humanos chama-se Paisagem Humanizada. Quando não há modificações feitas pelo homem chama-se paisagem (não humanizada). Diante desse contexto, a paisagem se divide em paisagens naturais (lagos, oceanos, vales, florestas, montanhas, seres vivos) e as interações existentes. A variação de cada elemento determina a configuração de cada paisagem, por exemplo, o clima quente e úmido produz florestas com uma grande quantidade de vidas, tanto da fauna como da flora, em contrapartida nas zonas polares, onde o frio é intenso, não há o desenvolvimento de elevados números de vidas e diversidades. As paisagens culturais correspondem a todos os elementos construídos pela ação antrópica, como pontes, portos, ferrovias, túneis e muito outros. Apesar da divisão entre paisagem natural e cultural, não existe nenhum lugar no planeta que não tenha sofrido interferências diretas ou indiretas do homem, até por que o que é produzido de poluição nas cidades se dispersa por todo o planeta. (Humboldt 1769) Seis fatores que exercem influência sobre o espaço natural: o relevo, a vegetação o clima o solo a hidrografia e os problemas ambientais globais.
  2. 2. 2 1.1 Relevo: O relevo é o conjunto de formas que modelam a superfície da crosta terrestre. Ele pode ser modificado por terremotos e movimentos tectônicos, pela erosão causada por processos naturais (água da chuva e ventos, entre outros fatores) e ainda pela interferência humana. O relevo também é diretamente afetado por outros aspectos ambientais, como o clima, os tipos de rocha e solo e a cobertura vegetal. No Brasil, ele é constituído predominantemente por planaltos, planícies e depressões, embora outros conjuntos, como serras, chapadas, tabuleiros e patamares, também possam ser observados. 1.1.1 Planaltos FIGURA 01- Planalto canadense Os planaltos são terrenos relativamente planos e situados em áreas de altitude mais elevada. São limitados, pelo menos de um lado, por superfícies mais baixas. No Brasil, são exemplos o Planalto Central Brasileiro, o Planalto Centro-Sul Mineiro, os planaltos da Região Amazônica e os planaltos da bacia sedimentar do Paraná.
  3. 3. 3 1.1.2 Planícies FIGURA 02- planícies no sul do Brasil As planícies são áreas planas ou suavemente onduladas, formadas pela deposição de sedimentos transportados pela ação da água ou do vento, por exemplo. Em geral, encontram-se em regiões de baixa altitude. Por surgirem da deposição de sedimentos inconsolidados (partículas que não se assentaram) vindos de outros locais, são relevos mais recentes que outros. Entre as planícies brasileiras, destacam-se a do Pantanal mato-grossense, a do rio Amazonas e seus principais afluentes e as encontradas no litoral do país. 1.1.3ADepressão
  4. 4. 4 FIGURA 03 – depressão em são paulo As depressões são um conjunto de relevos planos ou ondulados que ficam abaixo do nível altimétrico (de altitude) das regiões vizinhas. Exemplos de depressão no Brasil podem ser encontrados na Região Amazônica, como as depressões do Acre e do Amapá. Encontram-se ainda na Região Sudeste, onde sítios urbanos aproveitaram as características favoráveis do relevo para a construção de grandes cidades, como São Paulo e Belo Horizonte. 1.1.4 Serras FIGURA 04- serra do rio do rastro As serras constituem relevos acidentados, geralmente em forma de cristas (partes altas, seguidas por saliências) e topos aguçados ou em bordas elevadas de planaltos. A Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira são bons exemplos 1.1.5 Chapadas
  5. 5. 5 FIGURA 05 - chapada na Bahia . As chapadas e os tabuleiros são relevos de topo plano formados em rochas sedimentares, normalmente limitados por bordas com inclinações variadas. As chapadas estão situadas em altitudes medianas a elevadas. São exemplos no Brasil a Chapada Diamantina, as chapadas dos Guimarães e dos Parecis. Os tabuleiros são encontrados em altitudes relativamente baixas, podendo ocorrer nas faixas costeiras e interiores. No litoral, predominam na Região Nordeste e, no interior, na Região Amazônica. 1.1.6 Patamares FIGURA 06 - patamar em santa Catarina
  6. 6. 6 Os patamares são formas planas ou onduladas que constituem superfícies intermediárias ou degraus entre áreas de relevo mais elevado e áreas mais baixas. São encontrado na Região Nordeste entre as depressões sertanejas e a Serra da Borborema e na bacia sedimentar do Paraná, formando degraus entre níveis diferenciados de planaltos. 1.2.3 Clima FIGURA 07- clima do Brasil O clima (do grego para "inclinação", referindo o ângulo formado pelo eixo de rotação da terra e seu plano de translação) compreende um padrão dos diversos elementos atmosféricos que ocorrem na atmosfera da Terra. Fenômenos como frentes frias, tempestades, furacões e outros estão associados tanto às variações meteorológicas preditas pelas leis físicas determinísticas, assim como a um conjunto de variações aleatórias dos elementos meteorológicos (temperatura, precipitação, vento, umidade, pressão do ar) cuja principal ferramenta de investigação é a estatística. (Oliver Dolfuss 1897) 1.1.7 Clima tropical
  7. 7. 7 Quentes o ano inteiro; duas estações: verão chuvoso e inverno seco. Apresentam variações em função da altitude, da maritimidade e da continentalidade. 1.1.8 clima equatorial Temperaturas elevadas e chuvas abundantes o ano todo, com pequena amplitude térmica anual. 1.1.9 Clima subtropical Das médias latitudes onde começam a se delinear as quatro estações. Chuvas bem distribuídas, verões quentes e invernos frios, com significativa amplitude térmica anual. 1.2.1 Clima Semi-áridos São climas de transição. Chuvas escassas e irregulares. Encontrados tanto nas regiões tropicais quanto nas zonas temperadas (onde apresentam invernos frios). 1.2.2 Clima Tropical Úmido ou Clima Litorâneo, É um dos subclimas do clima tropical. O clima litorâneo apresenta temperaturas sempre elevadas ao longo do ano. A temperatura média anual ronda os 27° C. º Ele ocorre, principalmente, no litoral oriental e sul do Brasil, é caracterizado pela alta temperatura e o elevado teor de umidade. 1.2.3 Clima tropical de altitude É um tipo climático que predomina nos planaltos e serras do Sudeste brasileiro, Planalto Central de Goiás e Distrito Federal e na Serra de Maracaju em Mato Grosso do Sul. No Brasil, esse domínio tropical de marcante individualidade abrange o sul de Minas Gerais e do Espírito Santo e partes dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul, onde altitudes acima de 500 metros determinam condições especiais de clima, apresenta temperatura amena, entre 18°C e 26°C, e amplitude térmica anual entre 7°C e 9°C.
  8. 8. 8 1.2.7 Vegetação FIGURA 08- vegetação amazônica A vegetação é um conjunto de plantas de uma região. Há vários tipos de vegetação, que se desenvolvem de acordo com os fatores climáticos – sobretudo umidade, temperatura e luz, fundamentais à realização de seus processos vitais. A maior diversidade de formações vegetais ocorre em regiões de baixa latitude (próximas do Equador), onde à chuva abundante, a alta temperatura e a luz intensas propiciam o aparecimento de milhares de espécies. À medida que se aproxima dos polos, onde há escassez de luz e baixa temperatura, a variedade diminui. 1.2.5 Floresta tropical Desenvolve-se nas baixas latitudes, em regiões quentes e úmidas. Possui folhas perenes e largas (latifoliadas), que absorvem mais energia solar. A cobertura vegetal é densa e contínua, com espécies que chegam a atingir até 60 m de altura. Com solos geralmente pobres, retiram seus nutrientes do húmus, formado da decomposição de galhos, troncos e folhas. Esse tipo de vegetação existe na maior
  9. 9. 9 parte da América do Sul, na América Central, no centro e no sul da África, em Madagáscar e no sul e sudeste da Ásia. A Floresta Amazônica e a Mata Atlântica, no Brasil, são exemplos de floresta tropical. 1.2.6 Savana Distribui-se pela faixa intertropical do planeta, também em baixas latitudes. As áreas mais úmidas 1.2.7 Hidrografia FIGURA 09 – Hidrografia do brasil O Brasil é dotado de uma vasta e densa rede hidrográfica, sendo que muitos de seus rios destacam-se pela extensão, largura e profundidade. Em decorrência da natureza do relevo, predominam os rios de planalto que apresentam em seu leito rupturas de declive, vales encaixados, entre outras características, que lhes conferem um alto potencial para a geração de energia elétrica. Quanto à navegabilidade, esses rios, dado o seu perfil não regularizado, ficam um tanto
  10. 10. 10 prejudicados. Dentre os grandes rios nacionais, apenas o Amazonas e o Paraguai são predominantemente de planície e largamente utilizados para a navegação. Os rios São Francisco e Paraná são os principais rios de planalto. De maneira geral, os rios têm origem em regiões não muito elevadas, exceto o rio Amazonas e alguns de seus afluentes que nascem na cordilheira andina. Em termos gerais, como mostra o mapa acima, pode-se dividir a rede hidrográfica brasileira em sete principais bacias, a saber: a bacia do rio Amazonas; a do Tocantins - Araguaia; a bacia do Atlântico Sul - trechos norte e nordeste; a do rio São Francisco; a do Atlântico Sul - trecho leste; a bacia Platina, composta pelas sub- bacias dos rios Paraná e Uruguai; e a do Atlântico Sul - trechos sudeste e sul. (Aziz ab’ saber) 1.2.8 Bacia do rio amazonas Em 1541, o explorador espanhol Francisco de Orellana percorreu, desde as suas nascentes nos Andes peruanos, distante cerca de 160 km do Oceano Pacífico, até atingir o Oceano Atlântico, o rio que batizou de Amazonas, em função da visão, ou imaginação da existência, de mulheres guerreiras, as Amazonas da mitologia grega. Este rio, com uma extensão de aproximadamente 6.500 km, ou superior conforme recentes descobertas disputa com o rio Nilo o título de mais extenso no planeta. Porém, em todas as possíveis outras avaliações é disparado, o maior. Sua área de drenagem total é superior a 5,8 milhões de km2 , dos quais 3,9 milhões no Brasil representa a maior bacia hidrográfica mundial. O restante de sua área dividi-se entre o Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana e Venezuela. Tal área poderia abranger integralmente o continente europeu, a exceção da antiga União Soviética. O volume de água do rio Amazonas é extremamente elevado, descarregando no Oceano Atlântico aproximadamente 20% do total que chega aos oceanos em todo o planeta. Sua vazão é superior a soma das vazões dos seis próximos maiores rios, sendo mais de quatro vezes maior que o rio Congo, o segundo maior em volume, e dez vezes o rio Mississipi. Por exemplo, em Óbidos, distante 960 km da foz do rio Amazonas, tem-se uma vazão média anual da ordem de 180.000 m3 /s. Tal volume
  11. 11. 11 d'água é o resultado do clima tropical úmido característico da bacia, que alimenta a maior floresta tropical do mundo. Na Amazônia os canais mais difusos e de maior penetrabilidade são utilizados tradicionalmente como hidrovias. Navios oceânicos de grande porte podem navegar até Manaus, capital do estado do Amazonas, enquanto embarcações menores, de até 6 metros de calado, podem alcançar a cidade de Iquitos, no Peru, distante 3.700 km da sua foz. O rio Amazonas se apresenta como um rio de planície, possuindo baixa declividade. Sua largura média é de 4 a 5 km, chegando a alguns trechos a mais de 50 km. Por ser atravessado pela linha do Equador, esse rio apresenta afluentes nos dois hemisférios do planeta. Entre seus principais afluentes, destacam-se os rios Iça, Japurá, Negro e Trombetas, na margem esquerda, e os rios Juruá, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu, na margem direita. 1.2.9 Bacia do rio tocantins - araguaia A bacia do rio Tocantins - Araguaia com uma área superior a 800.000 km2 se constitui na maior bacia hidrográfica inteiramente situada em território brasileiro. Seu principal rio formador é o Tocantins, cuja nascente localiza-se no estado de Goiás, ao norte da cidade de Brasília. Dentre os principais afluentes da bacia Tocantins - Araguaia destacam-se os rios do Sono, Palma e Melo Alves, todos localizados na margem direita do rio Araguaia. O rio Tocantins desemboca no delta amazônico e embora possua, ao longo do seu curso, vários rápidos e cascatas, também permite alguma navegação fluvial no seu trecho desde a cidade de Belém, capital do estado do Pará, até a localidade de Peine, em Goiás, por cerca de 1.900 km, em épocas de vazões altas. Todavia, considerando-se os perigosos obstáculos oriundos das corredeiras e bancos de areia durante as secas, só pode ser considerado utilizável, por todo o ano, de Miracema do Norte (Tocantins) para jusante. O rio Araguaia nasce na serra das Araras, no estado de Mato Grosso, possui cerca de 2.600 km, e desemboca no rio Tocantins na localidade de São João do Araguaia, logo antes de Marabá. No extremo nordeste do estado de Mato Grosso, o
  12. 12. 12 rio dividi-se em dois braços, rio Araguaia, pela margem esquerda, e rio Javaés, pela margem direita, por aproximadamente 320 km, formando assim a ilha de Bananal, a maior ilha fluvial do mundo. O rio Araguaia, é navegável cerca de 1.160 km, entre São João do Araguaia e Beleza, porém não possui neste trecho qualquer centro urbano de grande destaque. 1.3.1 Bacia do atlântico sul - trechos norte e nordeste Vários rios de grande porte e significado regional podem ser citados como componentes dessa bacia, a saber: rio Acaraú, Jaguaribe, Piranhas, Potengi, Capibaribe, Una, Pajeú, Turiaçu, Pindaré, Grajaú, Itapecuru, Mearim e Parnaíba. Em especial, o rio Parnaíba é o formador da fronteira dos estados do Piauí e Maranhão, por seus 970 km de extensão, desde suas nascentes na serra da Tabatinga até o oceano Atlântico, além de representar uma importante hidrovia para o transporte dos produtos agrícolas da região. 1.3.2 Bacia do rio são Francisco A bacia do rio São Francisco, nasce em Minas Gerais, na serra da Canastra, e atravessa os estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O rio São Francisco possui uma área de drenagem superior a 630.000 km2 e uma extensão de 3.160 km, tendo como principais afluentes os rios Paracatu, Carinhanha e Grande, pela margem esquerda, e os rios Salitre, das Velha e Verde Grande, pela margem direita. De grande importância política, econômica e social, principalmente para a região nordeste do país, é navegável por cerca de 1.800 km, desde Pirapora, em Minas Gerais, até a cachoeira de Paulo Afonso, em função da construção de hidrelétricas com grandes lagos e eclusas, como é o caso de Sobradinho e Itaparica. 1.3.3 Bacia do atlântico sul - trecho leste Da mesma forma que no seu trecho norte e nordeste, a bacia do Atlântico Sul no seu trecho leste possui diversos cursos d'água de grande porte e importância regional. Podem ser citados, entre outros, os rios Pardos, Jequitinhonha, Paraíba do Sul, Vaza-Barris, Itapicuru, das Contas e Paraguaçu.
  13. 13. 13 Por exemplo, o rio Paraíba do Sul está localizado entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os de maior significado econômico no país, possui ao longo do seu curso diversos aproveitamentos hidrelétricos, cidades ribeirinhas de porte, como Campos, Volta Redonda e São José dos Campos, bem com indústrias importantes como a Companhia Siderúrgica Nacional. 1.3.4 Bacia platina, ou dos rios paraná e uruguai. A bacia platina, ou do rio da Prata, é constituída pelas sub-bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, drenando áreas do Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. O rio Paraná possui cerca de 4.900 km de extensão, sendo o segundo em comprimento da América do Sul. É formado pela junção dos rios Grande e Paranaíba. Possui como principais tributários os rios Paraguai, Tietê, Paranapanema e Iguaçu. Representa trecho da fronteira entre Brasil e Paraguai, onde foi implantado o aproveitamento hidrelétrico binacional de Itaipu, com 12.700 MW, maior usina hidrelétrica em operação do mundo. Posteriormente, faz fronteira entre o Paraguai e a Argentina. Em função das suas diversas quedas, o rio Paraná somente possui navegação de porte até a cidade argentina de Rosário. O rio Paraguai, por sua vez, possui um comprimento total de 2.550 km, ao longo dos territórios brasileiro e paraguaio e tem como principais afluentes os rios Miranda, Taquari, Apa e São Lourenço. Nasce próximo à cidade de Diamantino, no estado de Mato Grosso, e drena áreas de importância como o Pantanal mato- grossense. No seu trecho de jusante banha a cidade de Assunción, capital do Paraguai, e forma a fronteira entre este país e a Argentina, até desembocar no rio Paraná, ao norte da cidade de Corrientes. O rio Uruguai, por fim, possui uma extensão da ordem de 1.600 km, drenando uma área em torno de 307.000 km2 . Possui dois principais formadores, os rios Pelotas e Canoas, nascendo a cerca de 65 km a oeste da costa do Atlântico. Fazem parte da sua bacia os rios Peixe, Chapecó, Peperiguaçu, Ibicuí, Turvo, Ijuí e Piratini.
  14. 14. 14 O rio Uruguai forma a fronteira entre a Argentina e Brasil e, mais ao sul, a fronteira entre Argentina e Uruguai, sendo navegável desde sua foz até a cidade de Salto, cerca de 305 km a montante. 1.3.5 Bacia do atlântico sul - trechos sudeste e sul A bacia do Atlântico Sul, nos seus trechos sudeste e sul, é composta por rios da importância do Jacuí, Itajaí e Ribeira do Iguape, entre outros. Os mesmos possuem importância regional, pela participação em atividades como transporte hidroviário, abastecimento d'água e geração de energia elétrica. 1.3.6 Solo O solo é um corpo de material inconsolidado, que recobre a superfície terrestre emersa, entre a litosfera e a atmosfera. Os solos são constituídos de três fases: sólida (minerais e matéria orgânica), líquida (solução do solo) e gasosa (ar). É produto do intemperismo sobre um material de origem, cuja transformação se desenvolve em um determinado relevo, clima, bioma e ao longo de um tempo. O solo, contudo, pode ser visto sobre diferentes óticas. Para um engenheiro agrônomo, através da edafo/pedologia, solo é a camada na qual pode-se desenvolver vida (vegetal e animal). Para um engenheiro civil, sob o ponto de vista da mecânica dos solos, solo é um corpo passível de ser escavado, sendo utilizado dessa forma como suporte para construções ou material de construção. Para um biólogo, através da ecologia e da pedologia, o solo infere sobre a ciclagem biogeoquímica dos nutrientes minerais e determina os diferentes ecossistemas e habitat dos seres vivos.( Giasson1978) 1.3.7 Composição do solo O solo é a camada mais superficial da crosta, é composto por sais minerais dissolvidos na água intersticial, seres vivos e rochas em decomposição. Existem muitas variações de terreno a terreno dos elementos de um solo, mas basicamente figuram-se quatro camadas principais:
  15. 15. 15 A primeira camada é rica em húmus, detritos de origem orgânica. Essa camada é chamada de camada fértil. Ela é a melhor para o plantio, e é nessa camada que as plantas encontram alguns sais minerais e água para se desenvolver. A outra camada é a camada dos sais minerais. Ela é dividida em três partes: A primeira parte é a do calcário. Corresponde entre 7 e 10% dessa camada. A segunda parte é a da argila, formada geralmente por caolinita, caulim e sedimentos de feldspato. Corresponde de 20 a 30% dessa camada. A última parte é a da areia. Esta camada é muito permeável e existem espaços entre as partículas da areia, permitindo que entre ar e água com mais facilidade. Esta parte corresponde de 60 a 70% da camada em abertura com o Magma. A terceira camada é a das rochas parcialmente decompostas. Depois de se decomporem totalmente, pela ação da erosão e agentes geológicos, essas rochas podem virar sedimentos, ou seja. A quarta camada é a de rochas que estão inicialmente começando a se decompor. Essas rochas podem ser chamadas de rocha matriz. 1.3.8 Classificação Quanto à Granulometria Solos arenosos São aqueles que têm grande parte de suas partículas classificadas na fração areia, formado principalmente por cristais de quartzo e minerais primários. 1.3.9 Solos siltosos São aqueles que têm grande parte de suas partículas classificadas na fração silte, de tamanho entre 0,05 e 0,002mm, geralmente são muito erosíveis. O silte não se agrega como as argilas e ao mesmo tempo suas partículas são muito pequenas e leves. São geralmente finos. 1.4.1 Solos argilosos
  16. 16. 16 São aqueles que têm grande parte de suas partículas classificadas na fração argila, de tamanho menor que 0,002mm (tamanho máximo de um coloide). Não são tão arejados, mas armazenam mais água quando bem estruturados. São geralmente menos permeáveis, embora alguns solos brasileiros muito argilosos apresentam grande permeabilidade - graças aos poros de origem biológica. Sua composição é de boa quantidade de óxidos de alumínio (gibbsita) e de ferro (goethita e hematita). Formam pequenos grãos que lembram a sensação táctil de pó de café e isso lhes dá certas características similares ao arenoso. 1.4.2 Lato solo Possui a capacidade de troca de cátions baixa, menor que 17 cmolc, presença de argilas de baixa atividade (Tb), geralmente são solos muito profundos (maior que 2 m), bem desenvolvidos, localizados em terrenos planos ou pouco ondulados, tem textura granular e coloração amarela e vermelha escura. São solos zonais típicos de regiões de clima tropical úmido e semi-úmido, como Brasil e a África central. Sua coloração pode ser avermelhada, alaranjada ou amarelada. Isso evidencia concentração de óxidos de Fe e Al em tais solos. São profundos, bastante porosos e bem intemperizados. 1.4.3 Solo lixiviado São aqueles que a grande quantidade de chuva carrega seus nutrientes, tornando o solo pobre (pobre de potássio, e nitrogênio). 1.4.4 Solos Negros Das Planícies e Das Pradarias São aqueles que são ricos em matéria orgânica. 1.4.5 Solo árido São aqueles que pela ausência de chuva não desenvolvem seu solo. 1.4.6 Solos de montanhas São aqueles que o solo é jovem.
  17. 17. 17 1.4.7 Solo orgânico Composto de materiais orgânicos (restos de organismos mortos e em decomposição), além da areia e da argila. Este solo é o que mais favorece o desenvolvimento vida das plantas, porém solos orgânicos tropicais como do Brasil, por exemplo, possuem baixa fertilidade. O húmus é o resíduo ou composto solúvel originado pela biodegradação da matéria orgânica, que o torna disponível para as plantas nutrientes minerais e gasosos como o nitrogênio (N). O solo orgânico favorece propriedades físicas e químicas do solo; favorece as propriedades físicas, pois se formam grânulos, deixando-o mais leve, menos pegajoso e mais trabalhável. A formação de grânulos também favorece a umidade e aeração do solo, já que se formam espaços vazios entre os grânulos e estes, por sua vez, são preenchido por ar e água. Favorece as propriedades químicas, pois pode aumentar sua CTC, fixar nutrientes minerais e gasosos através de reações químicas e aumenta ou diminuir o pH. Grande quantidade de matéria orgânica no solo pode favorecer ao aumento da acidez potencial, por liberação de H+. 2.0 PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS DO PLANETA  Efeito de estufa  Aquecimento global  Aumento do buraco do ozono  Chuvas ácidas  Escassez de água potável  Formação de resíduos  Desmatamento e extinção das espécies 2.1 Efeito de estufa O efeito de estufa tem como principais causadores gases como o dióxido de carbono, metano , CFC’s ou óxidos de azoto. É o Homem o principal emissor destes gases. 2.1.1Aquecimento global
  18. 18. 18 O aquecimento global é o aumento da temperatura do ar e dos oceanos. Este facto, deve-se em parte , ao aumento do efeito de estufa. 2.1.2 Camada de ozônio A camada do ozono existe na estratosfera, com maior concentração entre 16 30 Km de altitude. A sua função é proteger o planeta das radiações ultra-violetas do sol autamente prejudiciais aos seres vivos 2.1.3 Chuvas ácida A chuva ácida é uma das principais consequências da poluição do ar. As queimas de carvão ou de derivados de petróleo libertam resíduos gasosos, como óxidos de nitrogénio e de enxofre. A reacção dessas substâncias com a água forma ácido nítrico e ácido sulfúrico, Estes poluentes são levados pelo vento, atingindo zonas que estão a quilómetros de distância. 2.1.4 Escasses de agua potável Apesar de três quartos do planeta ser constituído por água, apenas 1% é água potável. Com o aumento da poluição, com o crescimento demográfico e o uso desordenado dos recursos naturais, corremos o risco de termos que a racionar. 2.1.5 Formação de resíduos O crescimento populacional e o avanço tecnológico veio contribuir para o aumento da formação de resíduos, A grande maioria não é biodegradável 2.1.6 Desmatamento e extinção das espécies O abate das florestas leva à destruição dos ecossistemas e à extinção das espécies que neles vivem. A ciência identificou até hoje cerca de 1,4 milhões de espécies biológicas.
  19. 19. 19 Desconfia-se que devam existir 30 milhões ainda por identificar, a maior parte delas em regiões como as florestas tropicais húmidas, Calcula-se que desaparecem 100 espécies a cada dia, por causa do abate ilegal das florestas. 3.0 OBJETIVO GERAL: Compreender as relações entre os seres humanos e o meio a partir do domínio de conceitos como espaço geográfico, paisagem, orientação e localização. Identificar as características das paisagens naturais e modificadas, percebendo a ação do homem para com o meio ambiente / conscientização. Trabalhar a noção temporal antes e depois. 4.0 OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Conceituar e diferenciar paisagem natural e paisagem cultural; Entender a ação antrópica no meio; Valorizar as representações cartográficas como fonte de informações; Identificar o espaço geográfico como um espaço em constante transformação 5.0 METODOLOGIA: Paisagens naturais e problemas ambientais Relevo Vegetação Solo Hidrografia Clima Problemas ambientais 6.0 CONCLUSÃO: Nós seres humanos somos rodeados de paisagens em geral,seja ela natural (matas,faunas,floras,rios,montanhas entre outras),ou cultural(criadas pelas mãos dos homens como rodovias,ferrovias,prédios,cidades inteiras,túneis,hidrelétricas entre várias outras).
  20. 20. 20 Mas o que vem acontecendo à muito tempo é que, a paisagem cultural está invadindo o espaço da paisagem natural, No desempenho de suas atividades econômicas, o homem modifica o ambiente em que vive: corta ou planta árvores, ara terras, constrói edifícios e caminhos, perfura montanhas para abrir túneis ou minas, lança resíduos orgânicos e industriais na atmosfera, nos rios e no mar, canaliza as águas superficiais. O resultado de tudo isso é a paisagem geográfica, síntese dos elementos naturais e da ação transformadora dos seres humanos substituindo a beleza do verde que está perdendo seu lugar para as cidades que crescem de maneira desordenada Isso não deveria estar acontecendo, o ser humano deveriam conciliar simultaneamente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS HUMBOLDT, alexander von AB'SABER, Aziz Nacib Dolfuss, Oliver SANTINI, E. J. Aspectos da vegetação arbórea no Brasil: UFSM, 1976. 51 p. (Monografia de Graduação) Giasson, Elvio, Ciências da Terra, Geologia. Ed. Agrolivros. São Paulo SP 1978 http://blog1.educacional.com.br/vejaageografia. Acesso em: 16 set.. 2013. 15:28 horas http://blog1.educacional.com.br/loucosporgeografia. Acesso em: 18 set. 2013. 11:12 horas. http://www.brasilescola.com/biografia/alexander-von-humboldt.htm. Acesso em: 21, set, 2013. 221:25 horas http:/correio.fc.ul.pt/~mcarlos/hidrografia.html. Acesso em: 13 set, 2013. 22:55 horas

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