Camões Miguel Torga
Nem tenho versos, cedro desmedido
Da pequena floresta portuguesa!
Nem tenho versos, de tão comovido
Que fico a olhar de longe tal grandeza.
Quem te pode cantar, depois do Canto
Que deste à pátria, que to não merece?
O sol da inspiração que acendo e que levanto
Chega aos teus pés e como te arrefece.
Chamar-te génio e justo, mas é pouco.
Chamar-te herói, é dar-te um só poder.
Poeta dum império que era louco,
Foste louco a cantar e louco a combater.
Sirva, pois, de poema  este respeito
Que te devo e professo,
Única nau do sonho insatisfeito
Que não teve regresso!
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Joanafonseca Tiago Afonso8 A

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Joanafonseca Tiago Afonso8 A

  1. 1. Camões Miguel Torga
  2. 2. Nem tenho versos, cedro desmedido
  3. 3. Da pequena floresta portuguesa!
  4. 4. Nem tenho versos, de tão comovido
  5. 5. Que fico a olhar de longe tal grandeza.
  6. 6. Quem te pode cantar, depois do Canto
  7. 7. Que deste à pátria, que to não merece?
  8. 8. O sol da inspiração que acendo e que levanto
  9. 9. Chega aos teus pés e como te arrefece.
  10. 10. Chamar-te génio e justo, mas é pouco.
  11. 11. Chamar-te herói, é dar-te um só poder.
  12. 12. Poeta dum império que era louco,
  13. 13. Foste louco a cantar e louco a combater.
  14. 14. Sirva, pois, de poema este respeito
  15. 15. Que te devo e professo,
  16. 16. Única nau do sonho insatisfeito
  17. 17. Que não teve regresso!

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