Antologia espiritual

259 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
259
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
17
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
5
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Antologia espiritual

  1. 1. 1 1 2 1 2 3 ANTOLOGIA 4 5 6 7 8 9101112 ESPIRITUAL1314151617181920212223 3 1 4
  2. 2. 1 2 2 1 José Carlos de Figueiredo 2 3 4Aos meus Protetores 5Espirituais que considero os 6verdadeiros inspiradores das 7crônicas, e, aos meus amigos 8no plano físico que 9procederam ao10enriquecimento gráfico e arte11final desse pequeno12compêndio, deixo aqui13consignado o testemunho da14minha profunda gratidão15por sua sensibilidade,16inteligência e amorosidade.1718 O AUTOR19 3 2 4
  3. 3. 1 3 2 1 2 3 O autor da presente 4publicação abre mão de 5eventuais e possíveis Direitos 6Autorais, revertendo-se os 7mesmos para as Entidades 8Filantrópicas ou 9Espiritualistas que venham10eventualmente a publicá-la,11não autorizando a reprodução12total ou parcial por qualquer13outra Organização que não as14supra-citadas.1516171819202122232425 3 3 4
  4. 4. 1 4 2 1 PREFACIO 2 3 Imaginemos uma palestra 4ou exposição, sobre temas metafísicos 5ou espiritualistas, dada por um 6excelente orador ou professor. 7 Na platéia, existirão os 8seguintes ouvintes dentre os 9espectadores:100 1- O Evoluído e Espiritualizado.1102- O Curioso e Inteligente.1203- O Buscador bem intencionado.1304- O atrasado espiritualmente.1415 Por melhor que seja o16desempenho e o conhecimento do17expositor, as reações ao final da18palestra serão as seguintes:1920Ouvinte 01: sairá frustrado por não21ter ouvido nada do que já não soubesse.2223 Ouvinte 02: achará o tema curioso e24passível de ser considerado.2526 Ouvinte 03: sairá impressionado e27possivelmente passará a considerar28seriamente o que ouviu, se aquilo que29ouviu estiver dentro do seu padrão30vibratório. 3 4 4
  5. 5. 1 5 2 1 Porém, em pouco tempo esquecerá a 2maior parte do que foi exposto na 3palestra se não procurar doravante um 4aprofundamento maior. 5 6 Ouvinte 04: terá achado que o 7expositor é um fanático religioso, 8alienado ou interesseiro. 91011 RESUMO12 Em se tratando de ensinamentos13metafísicos, espirituais ou14transcendentais, ninguém consegue15ensinar nada para ninguém.16Não há expositor, livro ou PPS17possível, que nos consiga fazer18realmente despertar espiritualmente.19 O máximo que se consegue20é uma curiosidade bem intencionada e21produtiva, focada na mente concreta,22e não, na mente abstrata.23 Conhecer verdades, não24espiritualiza ninguém. O processo é25inverso, ou seja, com a espiritualização26paulatina é que passamos a nos27afinizar com essas mesmas verdades.282930 3 5 4
  6. 6. 1 6 2 1 2 3 SOLUÇÃO 4 Só a meditação, só o recolhimento, 5ensinados via de regra pelos Budistas, 6pelos Monges e pelos Yoguis é que nos 7possibilitam vivenciar alguma coisa em 8termos de metafísica, espiritualismo ou 9conhecimento transcendental.1011 Possivelmente, aprender12tudo o que foi exposto na hipotética13palestra citada, sem que estivéssemos14presentes à mesma; ou em qualquer15livro sublime, sem que tenhamos16sequer aberto aquele livro sublime!1718 Prezado Leitor,1920 Espero sinceramente, que21as Crônicas deste pequeno compêndio,22consigam chegar até o âmago dos seus23arquétipos milenares, para que você24simplesmente reabra tudo que já existe25nos seus Diretórios Espirituais.262728 José Carlos de Figueiredo2930 3 6 4
  7. 7. 1 72123456 INTRODUÇÃO78 1953- Igreja 9 Matriz de Nossa Senhora das Dores10 no bairro Rio Comprido na Cidade11 do Rio de Janeiro.12 Em uma bela manhã, para lá se13dirige um menino, absolutamente puro,14para dar início ao Curso Preparatório15para a sua 1ª Comunhão.16 No referido curso, o enfoque17logicamente, era a vida de Jesus.18 Foi um choque para o garoto, tomar19conhecimento da suprema bondade20daquele Homem e logo em seguida,21saber que o mesmo fora assassinado da22forma mais brutal possível.23 O menino terminou o curso, realizou24sua 1ª Comunhão, mas ficou um pouco25diferente: continuou a sua vida como26criança ,brincando, estudando,27sonhando. Porém, sempre que podia,28voltava àquela Igreja somente quando29ela estava absolutamente vazia e30ficava absorto, pensando na vida e na3 74
  8. 8. 1 8 2 1 morte daquele Homem; pensando como 2outros homens tiveram a coragem de 3fazer aquilo com Ele! 4 O tempo passou. 5 Porém a necessidade de 6recolhimento e abstração tornou-se 7uma rotina, como se fora a hora de 8recarregar as baterias para 9continuar a lutar.10 Por sinal, a luta do garoto houvera11começado bem cedo, pois não pudera12conhecer seu pai falecido quando o13garoto acabara de nascer e perdera14sua mãe quando ainda adolescente.15 Todos esses fatos só serviram para16tornar o então jovem adulto cada vez17mais introspectivo e meditativo.1819 Até que um dia, vivenciou um sonho20durante uma noite; sonho este que21acelerou ainda mais sua necessidade22de recolhimento e introspecção .23 Sonhou ele, que se encontrava numa24outra existência, num futuro já25bastante longínquo da atual vida.26 Foi chamado então à presença de27um superior que lhe comunicara a28permissão concedida para visitar o seu29próprio passado. 3 8 4
  9. 9. 1 9 2 1 2 3 4 Eis que de repente, o mesmo se vê 5envolvido por um turbilhão, girando, 6como se estivesse no epicentro de um 7ciclone. 8 9 Quando tudo serenou, ele se viu10dentro de um cemitério que pôde11identificar como sendo o Cemitério de12São João Batista no Rio de Janeiro.13 Começou então instintivamente, a14procurar por uma determinada15sepultura, até que, depois de algum16tempo, conseguiu localizá-la.17 Para sua surpresa, na lápide do18túmulo havia a foto de um homem19jovem e saudável com um semblante20sereno e que não era outro senão ele21mesmo!!!2223 Passada a surpresa, aflorou um24sentimento nostálgico de muita25saudade daquela vida vivida, muito26carinho pela imagem da foto e tudo27parecia fazer parte de um passado já28muito distante.29 3 9 4
  10. 10. 1 10 2 1 2 3 Em seguida, a foto começou a se 4dissolver e o turbilhão novamente o 5envolveu, forçando seu retorno para o 6futuro. 7 8 Será que foi um sonho? Será que 9 foi uma vivência? Será que foi um10 ensinamento? Um aviso, para que11 não se deixasse envolver em demasia12 com o passado, mesmo que fosse um13 passado que trazia suaves14 recordações?1516 Assim intuí que deveria interpretar.17 Devemos guardar com carinho18 todas as nossas boas recordações,19 tirar lições de todas as nossas20 experiências desagradáveis, não nos21 preocuparmos com o futuro,22 porquanto ele é absolutamente23 imprevisível e viver intensamente o24 presente, de uma forma saudável ,25 integrada e de profundo amor por26 tudo que contenha vida.27 3 10 4
  11. 11. 1 11 2 1 As crônicas a seguir relatadas, 2foram todas conseqüência de momentos 3de abstração e introspecção do autor. 4 Foram elaboradas em momentos em 5que ele se permitia um afloramento do 6garoto do passado. 7 Eu tive o cuidado de preservá-lo em 8mim mesmo. 9 É ele quem me dá forças;10 É ele quem me inspira.11 É nele que eu me refugio....12131415 Prezado leitor,1617 Tente de vez em quando, aflorar18o garoto ou a garota que você19também já foi.20 Ele ou ela , existem dentro de21você!2223 Dê uma chance a eles!2425 Você verá que fica bem mais fácil26viver.......2728 José Carlos de Figueiredo293031 3 11 4
  12. 12. 1 12 2 1 Um dia, num futuro ainda 2muito distante, perdido no limiar do 3tempo, haverá uma estrela. 4 Estarão reunidos nessa 5estrela, todos os que amamos, 6observando um ínfimo e distante 7planetinha azulado que hoje é 8chamado de “Terra”. 9 E então, milagrosamente,10estaremos sentindo uma saudade11imensa de uma vida vivida num12passado já muito distante.13 Uma saudade que inclua14inclusive, os momentos difíceis,pois15estaremos conscientes que esses16momentos na verdade, não foram17assim tão difíceis.18 Eles foram simplesmente19parte da renovação, inevitável e20necessária dessa coisa maravilhosa21chamada “Vida”.22 A partir de agora, quando23olhar para o céu, tente imaginar onde24possa estar essa estrelinha, antevendo25desde já esse maravilhoso reencontro26futuro!”272829 SUMÁRIO 3 12 4
  13. 13. 1 13 2 1TÍTULO PÁGINA 2 3OS FOGUETES FLEX ----------------------------------------------------- 14 4 5A SUBLIME SUBIDA------------------------------------------------------- 17 6 7A GRANADA SEM PINO------------------------------------------------ 21 8 9KRAKATOA - A OESTE DE JAVA---------------------------------- 281011TRANSCEPTORES HUMANOS----------------------------------------- 361213O PLANETINHA AZULADO-------------------------------------------- 411415O SIMPÓSIO DOS BICHOS--------------------------------------------- 451617MERGULHADORES ESPIRITUAIS---------------------------------- 491819REDE BÚDDHICA---------------------------------------------------------- 522021CIENCIA DO SOBRENATURAL-------------------------------------- 592223CRISTÃOS: SERÁ QUE SOMOS?-------------------------------------- 622425ALMA GÊMEA-------------------------------------------------------------- 682627ATAVISMO : A GENÉTICA DA ALMA---------------------------- 712829O VELÓRIO------------------------------------------------------------------ 773031DESTINO E LIVRE ARBÍTRIO-------------------------------------- 793233OS CORPOS------------------------------------------------------------------ 833435REGRESSÃO DE MEMÓRIA------------------------------------------ 873637OS TROVÕES DE TUPÃ------------------------------------------------ 943839UMBANDA-------------------------------------------------------------------- 1004041HOLISMO---------------------------------------------------------------------- 1034243OS HOMENS – CABIDE ------------------------------------------------- 1064445O “CULT” DA PARANORMALIDADE---------------------------- 110 3 13 4
  14. 14. 1 14 2 1 2 OS FOGUETES FLEX 3 4 5 Todos os Seres estão sempre 6 evoluindo, sempre intentando 7 instintivamente uma ascensão. 8 Poderão ocorrer quedas; seguidas, 9entretanto, de um soerguer, de uma10nova luta ascensória.11 Poderá ocorrer também uma12estagnação, um acomodamento ilusório13inerente à própria ignorância.14 O Nosso Pai nos colocou, entretanto,15´´foguetes`` de grande poder de16propulsão que ficam à nossa disposição17para serem ligados se assim o18desejarmos.19 Os ´´motores`` desses foguetes20utilizam via de regra alguns tipos de21combustível que, misturados a nosso22critério, possibilitam maior ou menor23poder de explosão permitindo a24ascensão em maior ou menor25velocidade.26 O primeiro combustível se chama27´´Conhecimento``. O segundo se chama28´´Amor``.29 3 14 4
  15. 15. 1 15 2 1 Se esses dois combustíveis forem 2corretamente misturados, transformar- 3se-ão em um terceiro combustível de 4altíssima octanagem, chamado de: 5´´Sabedoria``. 6 7 Se insistirmos entretanto em manter 8o nosso foguete inativo com os tanques 9desprovidos de ´´Conhecimento`` e10´´Amor`` e contidos de combustíveis11danosos, Nosso Pai nos abastece12coercitivamente de um quarto tipo de13combustível poderoso, sob nossos14protestos, chamado: ´´DOR``.15 Infelizmente, para a maioria de nós,16Seres Humanos, ainda bastante17atrasados, essa tem sido a providencia18mais adotada peo Pai.1920 Além dos citados combustíveis,21existem dois aditivos de altíssima22qualidade que contribuem sobremaneira23para o bom desempenho do foguete e24que nos estão via de regra disponíveis:25esses aditivos são conhecidos pelos26nomes de: ´´Curiosidade`` e27´´Insatisfação``.28 3 15 4
  16. 16. 1 1621 Cada pessoa utiliza todos esses2combustíveis e aditivos em diferentes3dosagens, e de diferentes maneiras,4possibilitando variados desempenhos5de seus foguetes até a chegada6definitiva ao Pai.78 José Carlos de Figueiredo3 164
  17. 17. 1 17212 A SUBLIME SUBIDA34 Quem somos nós, de onde 5viemos, para onde iremos? 6 O eterno questionamento....... 7 Vamos pensar num singelo copo 8d’água mineral gaseificada. 9 Vamos também transformar o tempo10relativo de alguns minutos de11observância desse copo, para a12projeção de alguns milhares de anos.13 Agora, vamos pensar nas minúsculas14bolhas de gás que começam a se15formar no fundo do copo.16 Prosseguindo, vamos nos transmutar17mentalmente em uma das pequeninas18bolhas que ainda estão presas no fundo19do copo, como se nós mesmos fôssemos20uma delas:.... somos minúsculas bolhas21de gás à semelhança de espíritos22embrionários à espera de23individualização......24 Milhares de séculos se passaram e,25finalmente, a pequenina bolha26avolumou-se e conseguiu desprender-se27do fundo do copo (individualizou-se) ,28iniciando uma lenta ascensão, uma29Sublime Subida, intentando chegar à3 174
  18. 18. 1 1821 superfície, quando então, fundir-se-á 2com a Essência Divina. 3 E essa milenar subida, como se 4procede? Vamos dividi-la em três 5fases. 6 Na primeira delas, iniciada após o 7desprendimento, somos simples, 8atrasados e ignorantes. Mas, já somos 9amados por nosso Pai, embora não10saibamos nada sobre esse Pai.11 Outros milhares de séculos se12passam e alcançamos uma segunda fase,13quando despertamos para a constatação14da existência desse Pai.15 Passamos então a nos jactar de um16pretenso conhecimento da Real17Natureza Divina, e, em conseqüência,18passamos a sentir pelas bolhinhas que19nos estão abaixo, um repente de20desprezo “por sua inferioridade”! Por21estarem as mesmas ainda, “cheias de22defeitos”!!!!!23 Em função dessa pretensa24superioridade, passamos a sentir25necessidade de amparar os que nos26estão abaixo, por achar que “é nosso27dever”, que “é nossa obrigação”!28Sentimos orgulho da nossa29benemerência e da nossa abnegação!!!3 184
  19. 19. 1 19 2 1 2 Mas, a roda do tempo continua a 3girar........ 4 Muitos séculos se passaram e a 5terceira e última fase acontece. 6 7 Tornamo-nos perquiridores e 8passamos a nos interessar não só pela 9natureza do Criador, mas, também, por10nossa própria natureza e real11constituição.12 Descobrimo-nos surpresos e13estupefatos, ao constatar que os14inúmeros defeitos que só víamos nos15outros, existem principal e16abundantemente em nós mesmos!!!!1718 O choque é grande, mas é benéfico:19passamos a ascender em maior20velocidade, em função do alijamento de21cargas já agora desnecessárias, tais22como; soberba, orgulho, vaidade,23tirania, arrogância, preconceito etc..24 E o que é mais importante,25continuaremos a estender as nossas26mãos ao companheiro que nos está27abaixo, porém, não mais por obrigação28ou dever, e sim, por amor e por29fraternidade. 3 19 4
  20. 20. 1 20 2 1 Encerremos nossa transmutação 2mental nas pequeninas bolhas de gás e 3voltemos a ser nós mesmos. 4 Observemos pela última vez o copo 5de água, detendo-nos principalmente , 6nas inúmeras bolhas que estão 7chegando à superfície. 8 E, então, pensaremos num futuro 9distante, perdido no limiar do tempo,10quando também nós, estaremos nos11fundindo com a Divindade Suprema.12 E analisemos, conjeturemos com13rigor, sobre a nossa própria posição14na Sublime Subida.15 Com humildade e isenção,16poderemos então localizar alguma17humilde bolha de gás que nos18corresponda na escala evolutiva,19principalmente, se considerarmos20sobre a nossa atual postura.... “ao21estendermos nossas mãos”!22232425 José Carlos de Figueiredo262728 3 20 4
  21. 21. 1 21 2 1 2 3 A GRANADA SEM PINO 4 5 6 Há alguns meses passados, os 7órgãos de imprensa da nossa mui leal e 8querida Cidade de São Sebastião do Rio 9de Janeiro, publicaram reportagem10sobre um assalto a banco ocorrido no11centro (infelizmente mais um dentre12tantos) , onde os assaltantes na hora da13fuga, lançaram uma granada na porta do14banco e que, por sorte dos que ali se15encontravam, não detonou.16 Foi então chamado um policial17especializado para desativar o artefato.18 Chegando próximo a granada, o19policial sentou-se em frente à mesma20em “posição de lótus” e quedou-se21concentrado em profunda abstração,22assim permanecendo por longo tempo.2324 Provavelmente, reunia o bom25homem, energia das mais variadas26espécies que o deixassem apto a27executar a dificílima tarefa a ele28confiada: energia mental, por exemplo,29que o mantivesse em perfeita calma.30 3 21 4
  22. 22. 1 222123 Energia espiritual que o amparasse e 4inspirasse a agir corretamente e; 5energia física que lhe permitisse não 6esmorecer 7 diante do enorme desgaste orgânico 8- metabólico. 9 E assim permaneceu o bom10homem estático diante da granada.11 Esse fato singelo e ao mesmo12tempo terrivelmente dramático será que13não serve de parâmetro para14conjeturarmos sobre a nossa própria15postura diante da vida? Vejamos:16 Sabemos que a humanidade passa17por um momento crucial da sua18história. As vicissitudes tanto a nível19mundial quanto a nível pessoal estão20aumentando assustadoramente. As21pessoas estão aturdidas, estarrecidas e22perplexas diante das mudanças23drásticas por que passa o planeta. Não24existe uma guerra mundial dividindo o25mundo em dois blocos, mas existe uma26guerra mundial se considerarmos que27nos últimos tempos eclodiram e28eclodem conflitos localizados nos mais3 224
  23. 23. 1 23 2 1 variados países, ceifando milhares de 2vidas. 3 A fome grassa, principalmente no 4continente africano, e, também, no 5nordeste brasileiro fazendo com que os 6chamados filmes de terror sejam 7considerados coisa de criança, tal a 8crueza com que são mostradas pelos 9correspondentes de imprensa, cenas das10mais tristes possível.1112 De uma maneira geral, as pessoas13estão reagindo diante dessa conjuntura14de duas maneiras distintas: os mais15ponderados e esclarecidos procuram16estudar o fenômeno aprofundando-se em17geo-política, sociologia, psicologia,18espiritualismo etc.1920 Os menos esclarecidos, entretanto,21estão tendendo para um niilismo, para22um negativismo, para uma descrença23absoluta e total em tudo que seja puro e24honesto preferindo viver a vida da25forma mais sôfrega possível, achando26que nada faz sentido, que a vida é um27acaso e que o melhor é viver28intensamente custe o que custar, no 3 23 4
  24. 24. 1 2421 temor de serem destruídos a qualquer 2momento. 3 Os fins justificam os meios, segundo 4eles, criando com isso um efeito cascata 5do mal; um círculo vicioso que só piora 6as coisas. 7 Todos, porém, sejam os esclarecidos 8ou os demais, passarão por um 9momento crucial em suas vidas, um10acontecimento inexorável que os11atingirá a todos: a morte física!12 Nesse momento grave de nossas13vidas, os menos esclarecidos estarão14correndo um sério risco: se estiverem15certos na presunção do nada, em16decorrência da morte física, não17poderão sequer sabê-lo, dado que a18extinção terá sido total.19 Se estiverem, entretanto errados,20descobrir-se-ão ainda vivos, mesmo que21a contrapartida física tenha22sucumbido!23 Convenhamos, optar por semelhante24postura é o mesmo que estar diante de25uma granada sem pino. Morrer e26descobrir estupefato que não morreu27totalmente é um caminho sem volta!28 É uma verdadeira explosão29espiritual! É a apresentação de uma3 244
  25. 25. 1 25 2 1fatura imprevista, que obriga o 2semeador à inexorável colheita! 3 4 Por tudo isso, sejam quais forem os 5nossos problemas, os nossos conceitos, 6preconceitos, crenças e convicções, 7vale a pena um pouquinho de humildade 8e racionalidade para pesquisarmos sobre 9o porquê da vida.10 Mesmo que sejamos ateus11empedernidos, nada impede que12estudemos e que pesquisemos sobre13tudo na vida, de preferência, abstraindo-14nos de conotações místicas ou15religiosas.1617 Um dos maiores homens que já18passou pela terra, ALBERT EINSTEIN,19não seguindo religião alguma, embora20sendo de origem judaica, afirmava21peremptoriamente ter conseguido a22comprovação por meios científicos da23existência de DEUS, o que o induziu,24não a seguir determinada religião, e25sim, a uma religiosidade cósmica, a um26sentimento de profundo amor por tudo27que contivesse vida.2829 Pense amigo, pense muito! 3 25 4
  26. 26. 1 26 2 1 2 Olhe tudo! Olhe as estrelas! 3Pesquise a vida! Pesquise a morte! 4Pesquise a sua alegria, pesquise a sua 5tristeza!!! 6 7 Sinta a delícia de uma brisa fresca 8no seu rosto, mas respeite o ciclone que 9mata. A brisa é cálida, o ciclone é10mortífero. Porém, depois dele, redunda11uma renovação, um ressurgir, um12reconstruir.13 Observe o orvalho acariciando uma14rosa. Mas respeite a tempestade que irá15destruir essa mesma rosa. Depois da16tempestade, porém, naquele mesmo17solo, vicejarão várias outras rosas18ainda mais exuberantes que a19primeira!2021 Tire lições enfim, de tudo na vida.22 Tire lições dos seus mais graves23erros porque será através deles que você24se redimirá. Não se condene jamais por25esses erros!26 Tire lições do quotidiano da vida.27Até mesmo da cena patética de um28policial de uma cidade grande, sentado 3 26 4
  27. 27. 1 27 2 1diante de uma granada que poderá 2explodir a qualquer momento! 3 4 Finalizando, cumpre esclarecer que 5o fato narrado foi verídico. 6 7 Aconteceu na cidade do Rio de 8Janeiro e teve um final feliz: o policial, 9depois de profunda abstração e análise,10depois de se sentir abastecido de toda a11energia de que necessitava, desativou a12granada salvando a si mesmo e a todos13que nele confiavam.1415 José Carlos de Figueiredo 3 27 4
  28. 28. 1 28 2 1 2 3 KRAKATOA – A OESTE DE JAVA 4 5 6 Krakatoa, pequena ilha da 7 Indonésia situada no Mar de Java. 8 Nesta pequena ilha, no ano de 1883, o 9 vulcão conhecido como Perbuatan,10 entrou em violenta erupção, tendo11 ceifado milhares de vidas dentre os12 habitantes do local.13 Como dezenas de outros vulcões14 existentes no mundo, o Perbuatan15 provocou uma tragédia sem16 precedentes, dizimando grande parte17 da vida na Ilha de Krakatoa.18 Vulcões, via de regra possuem19 magnitude e beleza impressionantes e20 assustadoras. Sente-se perfeitamente a21 presença de Deus quando observamos22 estupefatos a grandiosidade de uma23 erupção vulcânica de grande24 intensidade.25 Mas e o estrago que causam? E as26 vidas ceifadas? Qual será a lógica do27 Criador em sua manifestação?2829 Lógica obviamente existe. 3 28 4
  29. 29. 1 29 2 1 Nós, Seres Humanos, é que não 2 temos a capacidade e a evolução 3 necessárias para o entendimento de tal 4 fenômeno e de suas, em princípio, 5 trágicas conseqüências. 6 Podemos no máximo idealizar 7 conjecturas como seja a de um karma 8 coletivo que tenha atingido toda a 9 população da ilha.10 A palavra karma por sua vez,11 conota purgação de mazelas e a12 conseqüente purificação dos atingidos,13 o que, em última instância,14 significaria um grande passo na15 caminhada para a evolução espiritual.16 Concluímos então, que ocorreu um17 grande e aparente mal que redundou18 na verdade, em um grande bem. Daí a19 abrangência do velho ditado popular :20 “Deus escreve certo, através de linhas21 tortas”!2223 Vamos enfocar agora, uma tragédia24 a nível individual: uma pessoa adulta,25 de excelente aparência, excelente26 saúde, boa situação financeira, amado27 por seus familiares e amigos,28 possuidora de moral ilibada, grande 3 29 4
  30. 30. 1 30 2 1 caráter e bondade. Essa pessoa vem a 2 sofrer um acidente que a deixa 3 incapaz. 4 Há poucos anos passados, a mídia 5 divulgou acidente ocorrido com um 6 famoso artista de cinema que sofreu 7 uma queda tornando-se paralítico para 8 o resto da vida; pessoa esta, que 9 possuía as características pessoais10 acima citadas.11 Por ironia do destino, o12 protagonista em questão tornou-se13 famoso por personificar um igualmente14 famoso herói das HQ que tinha poderes15 e habilidades físicas sobre-humanas16 ( Christoffer Reeve – o Super-Homem ).1718 Novamente nos vemos num19 impasse: como entender a lógica do20 Criador ao atingir tão drasticamente21 uma pessoa desse tipo?22 Como estaria a cabeça dessa23 pessoa? Será que ela possuía tirocínio,24 amadurecimento e sabedoria que a25 possibilitasse entender corretamente o26 que a atingiu?27 3 30 4
  31. 31. 1 31 2 1 Cremos que sim. O PAI com toda a 2 certeza não apresentaria semelhante 3 fatura para quem não tivesse o preparo 4 espiritual necessário para entender a 5 razão da cobrança. 6 Provavelmente, o nosso amigo 7 recentemente falecido, intuía que o 8 término do seu sofrimento se daria 9 com a entrada em um plano mais sutil,10 com um corpo mais sutil que lhe11 permitisse inclusive, proezas12 infinitamente maiores que aquelas13 que o seu personagem de herói das HQ14 vivenciava.15 Aí está novamente o exemplo de16 um grande e aparente mal que redunda17 na verdade em um grande bem!1819 E a competência da aplicação de20 remédios tão amargos e dolorosos?21 E se alguém na face da terra,22 interpretar que infligindo males aos23 seus semelhantes, estaria na verdade24 lhes fazendo um grande bem, dentro25 da ótica de que, queimando karmas, as26 pessoas estão na verdade se27 beneficiando?28 3 31 4
  32. 32. 1 32 2 1 Resposta: a competência para a 2 aplicação de remédios amargos é 3 prerrogativa exclusiva do Senhor!!! 4 5 Ninguém, absolutamente ninguém, 6 tem o direito de arrogar-se 7 representante de Deus para causar 8 sofrimento gratuito ao próximo, sob a 9 alegação de que estará em verdade10 beneficiando seu semelhante com a11 conseqüente purgação de suas dívidas.12 Entretanto, nossos atos, nossas13 atitudes não se manifestam apenas14 pelas ações. A omissão também é15 altamente comprometedora.16 Aquele que se eximir de ajudar seus17 semelhantes sob a alegação de que tal18 ajuda estaria cerceando sua evolução,19 porquanto não ocorreria o remissivo20 sofrimento, também estaria praticando21 uma invasão da Sagrada Seara!22 Esse tipo de conceito, se pertinente23 fosse, tiraria o sentido, por exemplo,24 até da medicina, porquanto na medida25 em que se curam mazelas e doenças,26 esse curar, esse recuperar, redundam27 em bem estar e felicidade descartando28 padecimentos! 3 32 4
  33. 33. 1 33 2 1 2 Nosso PAI a tudo vê. 3 Se ainda não estiver no tempo 4 certo dessa intentada recuperação, 5 nossas sadias medidas se farão inócuas 6 e a purgação do irmão endividado com 7 toda a certeza recidivará! 8 Estaremos entretanto com a 9 consciência tranqüila: fizemos a nossa10 parte!11 Da mesma forma, qualquer outra12 ajuda, mesmo sendo de ordem13 material, também é pertinente,14 também se faz obrigatória!15 E, na mesma proporção, se essa16 ajuda ainda não estiver prevista no17 merecimento do nosso irmão, suas18 dificuldades ressurgirão de maneira19 natural em seu próprio benefício.20 E a nossa boa intenção em prestar21 o socorro? Devemos achar que22 perdemos tempo? Devemos achar que23 perdemos dinheiro?24 Não procede o temor, porquanto25 remissão e purificação não são26 prerrogativas de quem as está27 passando. 3 33 4
  34. 34. 1 34 2 1 2 Na medida em que praticamos o 3 bem e damos Amor ao Próximo, 4 também estamos nos redimindo e 5 purificando, mesmo que a nossa 6 tentativa não tenha logrado o almejado 7 sucesso! 8 É lógico que deva haver bom senso 9 e coerência para aquilatarmos quem10 possa estar recebendo o nosso auxílio.11 Paternalismo estéril que deturpa e12 acomoda o irmão que foi ajudado, só13 servirá na verdade para retardar o seu14 avanço em direção à Senda.1516 O Criador brindou-nos com17 algumas qualidades tais como18 inteligência, bom senso, intuição e até19 mesmo sensibilidade mediúnica.2021 Com isso, se tentarmos, com toda a22 certeza teremos a possibilidade de23 inferir, de descobrir, quem esteja24 realmente necessitando de nosso25 auxílio, de nosso amor, de nossa26 benemerência.27 3 34 4
  35. 35. 1 35 2 1 Não nascemos na Ilha de Krakatoa. 2 Se lá estivéssemos, entretanto, 3 poderíamos nos encontrar na situação 4 de vítimas diretas da erupção ou, 5 então, na condição de socorristas dos 6 vitimados. 7 Sob nenhuma hipótese contudo, 8 teríamos o direito de permanecer na 9 condição de meros espectadores, na10 confortável posição de a tudo assistir,11 alegando que “Não tem nada a ver12 com aquilo”! (?) “Se o pessoal está13 sofrendo, com certeza bem o14 merece!!”( ? ).15 Temos muito a ver sim!!!16 Estamos todos nesse mesmo barco17 chamado “Terra”, onde somos18 apenas humildes marinheiros!!!19 O Comandante Supremo do barco é20 que detém a prerrogativa única e21 exclusiva de tomar e determinar as22 medidas adequadas.23 Decisões estas, que irão redimir e24 salvar não só os que amparam e25 confortam, mas, também, os que26 anseiam por socorro.27 José Carlos de Figueiredo 3 35 4
  36. 36. 1 36212 TRANSCEPTORES HUMANOS34 Todos nós, Seres Humanos, somos 5verdadeiros Transceptores de Alta 6Freqüência. 7Estamos eternamente transmitindo e 8recebendo sinais telepaticamente, sejam 9eles de natureza espiritual ou de10natureza emocional.11 O simples fato de nos tornarmos12conscientes dessa realidade, traz uma13conseqüência imediata e indubitável:14aperfeiçoa a nossa aparelhagem.15 Na RECEPÇÃO: passamos a sentir16com maior clareza e intensidade todas17as vibrações à nossa volta, tornando18facilmente identificáveis quaisquer19freqüências, tais como: simpatia,20antipatia, inveja, despeito, amor,21bondade, fraternidade, solidariedade22etc.23 Na TRANSMISSÃO: passamos a24emitir um sinal forte, limpo e filtrado,25fazendo com que todos que estejam à26nossa volta consigam capta-lo, mesmo27que não possuam um bom aparelho28receptor.3 364
  37. 37. 1 3721 Esse fato gera uma responsabilidade 2muito grande, fazendo-nos evitar 3sentimentos negativos que venhamos 4eventualmente a nutrir por nossos 5semelhantes, porquanto seriam 6facilmente identificáveis. 7 Portanto, um Transceptor 8aperfeiçoado, possibilita-nos a defesa 9contra iniqüidades e maldades, ao10mesmo tempo em que nos induz a11deixarmos de ser iníquos e maldosos.12 Concluindo: a pessoa que possua um13Transceptor ajustado e aperfeiçoado14para potências de alto nível, não poderá15jamais ser enganada ou iludida por16ninguém ao mesmo tempo em que terá a17oportunidade de exercitar a mais pura18demonstração de caridade, na medida19em que emita permanentemente,20sentimentos elevados para todos os21Seres Vivos.22 Um aspecto entretanto, de suma23gravidade, deve ser enfocado: atraso24espiritual, nem sempre significa baixa25capacidade intelectiva!!!26 Inteligência, não é exclusividade de27espíritos evoluídos.3 374
  38. 38. 1 3821 Aquelas entidades que são 2normalmente denominadas de “magos 3negros”, são simplesmente espíritos 4ainda atrasados moralmente, mas que 5através de sua aguçada inteligência, 6conseguem o domínio de leis sutis da 7natureza, intentando resultados 8egoísticos e deturpados em benefício 9próprio ou de terceiros que lhes10solicitem favores.11 Quantos líderes mundiais, não12retrata a história universal, sobre a13capacidade intelectual que possuíam e14que, infelizmente, só a usavam em seu15próprio benefício, sem que se16importassem em ceifar milhões de vidas17humanas para poder simplesmente18satisfazer seu ego megalomaníaco.19 Esse tipo de pessoa, via de regra20também possui um aparelho transceptor21aperfeiçoado, visto que consegue22manipular por vezes, a vontade de23milhões de Seres através do seu24carisma e de sua capacidade de25persuasão.26 Não nos cabe entrar em divagações27sobre o porquê de Seres iníquos e28degenerados possuírem poderes, nem29a razão de sua existência.3 384
  39. 39. 1 3921 Nós, humanos, somos 2infinitamente pequenos para 3arrogarmo-nos entendedores da 4pertinência dos Desígnios do Criador. 5 Podermos e devemos entretanto, 6pesquisar sobre bondade, sobre 7amorosidade e, sobre inteligência 8voltada para o Bem. 9 E aí sim, vale a pena aproximarmo-10nos daqueles que possuem11Transceptores tão aperfeiçoados que12conseguem realizar por exemplo, curas13milagrosas, tão somente pelo poder de14sua vontade pessoal, tão somente por15sua presença; pessoas que infundem16alegria natural e espontânea onde17quer que estejam.18 Seria pretensioso acharmos que19simplesmente poderemos nos tornar20assim da noite para o dia.21 Evolução e Sublimação são22processos lentos que talvez23transcendam inúmeras existências até24que consigamos nos aproximar de uma25razoável depuração.26 Isso não invalida, entretanto, a27nossa vontade em melhorar28paulatinamente. O simples desejo de3 394
  40. 40. 1 40 2 1 depuração nos possibilita sintonia e 2contato com Seres possuidores de 3Transceptores elevados e com a 4magnitude de suas presenças. 5 Independe todavia, essa 6característica, de beleza física, posição 7social ou qualquer outro aspecto via de 8regra ditado pela nossa imperfeita 9capacidade conceitual.10 Por vezes, pessoas extremamente11humildes possuem luz intensa!12 Procure observar Pessoas!!!13 Ame Pessoas indistintamente!!!!14 E de repente, quando você menos15esperar, estará captando uma16transmissão de altíssimo nível, o que17lhe possibilitará uma sentimento de18bem estar e de gratificação que ficará19indelevelmente marcado na sua20memória.2122 José Carlos de Figueiredo2324 3 40 4
  41. 41. 1 41212 O PLANETINHA AZULADO34 Desde os primórdios da humanidade, 5que o céu fascina os homens. Quando 6estamos sozinhos, no meio de uma 7floresta, olhando para o firmamento 8numa noite límpida de céu estrelado, 9sentimos uma nostalgia muito grande;10uma saudade muito grande de alguma11coisa indefinível!12 A dedução mais viável disso seria:13não somos daqui. Mas precisamos estar14aqui, precisamos trabalhar aqui,15precisamos nos depurar aqui.16 Com um pouquinho de jeito dá até17para ser feliz enquanto estamos aqui.18 Se um ornitólogo, louco por19passarinhos, colocasse dentro de um20viveiro, à noite em completa escuridão,21várias espécies de passarinhos (dezenas22delas), com certeza, antes do alvorecer,23todos os da mesma espécie estariam24juntinhos no mesmo poleiro por pura25atração genética!26 É assim no plano espiritual: aqueles27que se afinizam, aqueles que têm a28mesma idade sideral, reencontrar-se-ão29após a morte física!3 414
  42. 42. 1 42 2 1 Os que já são bastante "idosos", 2provavelmente poderão estar juntos 3em um local bem bonito. 4 E o que seria "idosos"? Milhares de 5vidas vividas que possibilitem 6considerável conhecimento, 7considerável capacidade de interagir, 8considerável capacidade de amar!!!! 9 Esse local bem bonito, com certeza10não será uma nuvem com anjinhos11tocando harpa para sempre (seria um12tédio!).13 Poderá ser, entretanto, um lugar14venturoso, onde possamos estar15temporariamente até reiniciarmos nossa16luta, nossa participação no esquema17evolutivo sideral.1819 E as pessoas que não são nada disso?20Aquelas pessoas que ainda cometem21maledicências, atrocidades, equívocos22e desatinos?23 Para essas pessoas, também haverá24um local de reencontro com os seus25afins.26 Caso sejamos atrasados, rudes,27ignorantes, degenerados, teremos a28companhia de pessoas também assim!29Porém, igualmente, não será definitivo. 3 42 4
  43. 43. 1 43 2 1 Logicamente para esses, não será 2um local interessante. Também lá 3permanecerão por algum tempo (tempo 4sideral indefinido com sensação de 5eternidade). 6 E também poderão de lá sair um dia 7e voltar a trabalhar, para que possam 8se consertar, se redimir, se depurar. 910 E aí, o local de trabalho, para todos11(evoluídos e não evoluídos), será o12problemático planetinha azulado13conhecido como "Terra"!14 E é por essa razão que o planetinha é15tão heterogêneo. Aqui tem de tudo:16tem inteligente, tem não inteligente,17tem amoroso, tem rancoroso, tem18saudável, tem não saudável, tem19atrasado, tem mediano, tem bonito, tem20feio, tem simpático, tem antipático.21Tem gênio do bem...tem gênio do22mal!!23 Infelizmente, em função do nosso24nível evolutivo ainda bastante25rudimentar, é que nos cabe a estadia em26local tão complicado.2728 Resumo: no Nosso Lar no plano29espiritual, teremos a alegria de desfrutar 3 43 4
  44. 44. 1 44 2 1 da venturosa companhia dos que nos 2são iguais, se já formos medianamente 3adiantados. 4 Mas, aqui em baixo, no planetinha, 5devemos ficar obrigatoriamente, na 6companhia daqueles a quem somos 7vinculados karmicamente, sejam maus 8ou sejam bondosos, para que, 9paulatinamente, desfaçamos antigas10rixas, antigas desavenças, antigas11mágoas.1213 Dá pra ser feliz assim? Dá!14 Se a gente tentar se integrar15direitinho, não magoar ninguém e16ajudar quem esteja pior que a gente17pelo grau dos dissabores ou pelo grau de18desconhecimento espiritual, até que dá19para a gente tocar o barco com relativa20satisfação, até a hora de voltar para21casa, no ocaso de cada estada aqui no22planetinha.23Espero de coração, que um dia, nós que24já nos amamos, possamos todos nos25rever em um local bem bonito e26luminoso lá na nossa verdadeira casa.27 Até lá!28José Carlos de Figueiredo 3 44 4
  45. 45. 1 45 2 1 2 O SIMPÓSIO DOS BICHOS 3 4 5 Vamos imaginar uma fábula? 6 7 Um simpósio na floresta com o 8seguinte tema: Gastronomia e 9Nutricionismo.1011 Foram convidados diversos12expositores renomados que teriam13todos, o direito de colocar suas opiniões14e convicções.1516 Sendo uma fábula, pressupõe-se17que os bichos tivessem o dom da18palavra, da oratória e da inteligência.1920 Foram chamados: primeiramente21o Prof. Urubu acompanhado da sua22secretaria Dona Hiena.23Demonstrou o Prof. Urubu que a24melhor maneira de se conseguir saúde,25seria pela ingestão de proteínas já26decompostas.2728 Em seguida foi dada a palavra para29o Prof. Tigre, acompanhado da sua fiel30secretaria Dona Onça. 3 45 4
  46. 46. 1 46 2 1O Prof. Tigre contestou com veemência 2as colocações do seu iminente colega 3Urubu. 4 5 Em seguida, foi dada a palavra ao 6Prof. Gato, acompanhado da sua 7assistente Dona Garça. 8Declarou enfaticamente o Prof. Gato, 9que a única alimentação realmente10saudável está nos peixes!1112 Na seqüencia, foi dada a palavra13ao Prof. Beija Flor, acompanhado da14sua melhor estagiária, Dona Abelha.15Enfatizou veementemente o Prof. Beija16Flor que a fonte da saúde plena, está17no néctar das flores.1819 O simpósio prosseguiu, com20vários outros expositores que fizeram as21mais variadas colocações sem que,22infelizmente, tenha havido um23consenso final.2425E todos voltaram frustrados para as26suas casas, fazendo sérias críticas aos27demais......2829 3 46 4
  47. 47. 1 47 2 1 Este também é, o maior 2problema das inúmeras Religiões, 3mesmo aquelas que pregam o bem com 4toda a pureza. 5 6 Normalmente, pessoas filiadas a 7qualquer credo ou religião, estão no 8mesmo nível evolutivo, é, por esse 9motivo que elas são e estão afinizadas10entre si.11 O que essas pessoas propalam e12acreditam é saudável, tem fundamento13e verdade, mas somente para aquele14padrão vibratório.1516 Dentro desse contexto, a17Religião é boa e verdadeira. Mas não é18definitiva na busca da Verdade19Absoluta.20 E ainda sofre a rejeição, o preconceito e21a discriminação das demais Religiões!2223 A maneira mais sensata,24prudente e coerente de vivermos25portanto, está em um único e simples26proceder:27 3 47 4
  48. 48. 1 48 2 1AMOR POR TUDO QUE 2CONTENHA VIDA, INCLUINDO A SÍ 3MESMO. 4 5 Dentro dessa filosofia, 6vamos imaginar uma pessoa que não 7professe religião alguma, nem tenha 8qualquer conhecimento esotérico ou 9místico em consonância com o contexto10cultural e humano onde possa e ter11nascido.12 Tudo isso, não impede13entretanto, que possa ser alguém14imbuído de profundo amor por seus15semelhantes.16 Com certeza, uma pessoa17assim, desprovida de qualquer possível18intenção de bons resultados para si19mesma, é extremamente amada pelo20Grande Pai e, também, com certeza,21entrará em um Sub Plano Espiritual de22Grande Luz, tão logo deixe esse nosso23envoltório perecível, conhecido como:24Corpo Físico.25 ´´ Homens são como flores, cujas26pétalas, de constituição diferente, não podem27apresentar o mesmo colorido, o mesmo perfume28nem igual desabrochar`` 3 48 4
  49. 49. 1 4921 José Carlos de Figueiredo234 MERGULHADORES ESPIRITUAIS56 Profissão: Mergulhador. 7Especialidade: Mergulho a grandes 8profundidades para salvamento e 9resgate.10 Eis aqui uma das mais penosas11profissões do mundo moderno.12 As grandes profundezas13submarinas são absolutamente14incompatíveis com a higidêz do15organismo humano, exigindo para a sua16habilitação um exaustivo preparo físico17e técnico18 As grandes descidas se fazem19penosas e lentas, na proporção em que o20retorno também deva ser lento,21evitando-se os danos fatais de uma22descompressão acelerada.23 Nos planos espirituais ocorre24situação semelhante a esta.25 As grandes escolas de ocultismo e26metafísica afirmam que no chamado27plano astral, a região contígua à28superfície terrena é considerada uma29verdadeira região abissal, hiper-30saturada, hiper-comprimida e densa.3 494
  50. 50. 1 50 2 1 2 Seus habitantes, à semelhança dos 3habitantes das profundezas submarinas, 4possuem uma compleição espiritual 5adequada e adaptada ao meio hostil e 6primitivo em que vivem. 7 Em conseqüência, espíritos de alta 8linhagem e evolução, necessitam 9adaptar-se para uma eventual descida10até a camada astral inerente ao orbe11terráqueo.12 Não nos iludamos portanto, com13pretensas ´´Entidades Espirituais`` que14se identificam através de incorporações15e psicografias mediúnicas, dizendo-se16este ou aquele grande mentor espiritual.17 Poderá ser verdade; mas é improvável18que seja.19É como declara a velha canção : ___2021“Aquele que diz sou, não é!22Porque quem é mesmo, não23diz!!!!”2425Viria a pergunta : ___ E os nossos26“Anjos da Guarda” ?27 3 50 4
  51. 51. 1 51 2 1 Nossos Anjos da Guarda são via de 2regra, Entidades de nível evolutivo 3aproximado ao nosso. 4 5 Normalmente velhos amigos ou 6entes queridos a quem foi permitida a 7missão de nos proteger, em função de 8seu comprovado amor e afinidade por 9nós.10 Não possuem por conseguinte,11“vistosas asas nem tocam harpa12sentados em maravilhosas nuvens13brancas!!!”.14 Finalizando e corroborando a15colocação do tema, afirmam com16unanimidade as grandes escolas17espiritualistas, sobre o longo descenso18vibratório por que passou o Cristo até19chegar a uma humilde manjedoura em20Belém, em missão de salvamento e21resgate de toda a humanidade22terrestre.2324 José Carlos de Figueiredo25 3 51 4
  52. 52. 1 52212 REDE BÚDDHICA345 Na década de 60, ocorreu um 6fenômeno a nível mundial de 7despertamento de novas gerações, para 8as coisas da espiritualidade. 9 Seitas, confrarias, gurus,10misticismo, esoterismo, psicodelismo,11tudo era uma busca frenética para se12chegar ao Criador.13 Infelizmente, no rastro de tudo que14seja bom, sempre existe o nocivo,15almejando tirar proveito.16 Nesse contexto, surgiu um17psicotrópico alucinógeno conhecido18como LSD, (ácido lisérgico), que19prometia “viagens” para outros planos,20induzindo seus usuários a estados21alterados de consciência.22 O que não se alertava entretanto,23era sobre os efeitos colaterais no24organismo, decorrentes do uso de tal25droga: disfunções cerebrais26irreversíveis, dependência, letargia,27depressão e uma série de conseqüências28sociais para o usuário desavisado.29Todos pagaram um preço muito alto30para concretizar suas “viagens”.3 524
  53. 53. 1 5321 Enriquecendo a explanação,2passamos a transcrever um pequeno3trecho do livro “A Libertação pelo Yoga”4de Caio Miranda:567 “ Entre cada chackra etérico e o 8seu correspondente astral, existe uma 9tela de finíssima textura que barra a10livre passagem das vibrações astrais.11Essa tela funciona como verdadeiro12filtro, impedindo que as vibrações13grosseiras, provenientes do plano14kamásico, passem ao chakra etérico e ,15conseqüentemente, ao sistema nervoso16e à consciência física.17 A natureza dessa tela vai se18aperfeiçoando a medida em que o19indivíduo evolve espiritualmente. Um20homem altamente espiritualizado, a21tem formada de matéria do último e22mais alto sub plano astral, de maneira23que é impossível passar através dela24qualquer vibração oriunda dos sub-25planos mais grosseiros daquele plano.26Os homens comuns têm-na constituída27de material astral condicionado pelo28seu karma. Isso explica a mediunidade29nata, pois existem indivíduos que já3 534
  54. 54. 1 54 2 1 nascem com a faculdade de perceber 2sucessos astrais absolutamente 3imperceptíveis aos outros homens. 4 Essa tela denomina-se Rede 5Búddhica e é uma das portas que a 6natureza conserva fechadas. Abri-las 7sem que o indivíduo seja karmicamente 8um médium, constitui erro quase 9irreparável.1011 Também alcoolismo e o tabagismo12inveterados trazem como conseqüência,13o entorpecimento da rede búddhica,14que se vê relegada à situação de não15mais poder filtrar as vibrações astrais.16Os entorpecentes de toda a natureza17têm efeito semelhante, deixando os18viciados em situação de contato19imediato com a realidade astral. Com o20desenvolvimento do vício, tanto o21etilista como o tabagista ou22toxicômano, terminam com terríveis23alucinações, que nada mais significam24do que o trato direto com os seres mais25baixos do mundo de Kama.26 A mediunidade natural entretanto,27é um ônus kármico intimamente ligado28à textura da tela búddhica em29determinados chakras. São portas que 3 54 4
  55. 55. 1 55 2 1a natureza em princípio, quer manter 2fechadas, mas que, por ações indevidas 3e contrárias à lei Divina, ficaram 4abertas em algumas pessoas, 5sujeitando-as a um contato mais 6estreito com o mundo astral, vivendo 7experiências que as façam melhorar 8futuramente”. 9 ---------------------------------------------------------10----------1112131415 Estipula uma lei da física, que na16eletricidade, pólos opostos se atraem e17pólos semelhantes se repudiam.18 No plano astral ocorre o inverso, ou19seja: tudo que é semelhante se atrai,20tudo que é oposto se repudia.21 Isso significa, que no referido plano,22existem camadas, sub-planos, regiões23etc, onde coabitam as entidades24afinizadas.25 Por conseguinte, espíritos que já26possuem um razoável nível de evolução,27desfrutam de uma região para onde não28têm acesso, os que ainda estejam29atrasados. 3 55 4
  56. 56. 1 56 2 1 Logicamente, quem ainda não tem 2consciência plena de sua própria 3condição kármica e se aventura a um 4local absolutamente desconhecido, 5corre um risco bastante sério de ter 6surpresas absolutamente desagradáveis. 7 Infelizmente, foi o que aconteceu 8com a maioria dos “viajantes” 9desavisados.1011 O impacto, a nível psicológico, das12lembranças das experiências mal13vividas, encheu as clínicas psiquiátricas14na década de 60, onde os diagnósticos15via de regra descartavam obviamente a16hipótese de “desdobramento astral”,17optando por diagnósticos objetivos de18psicoses lesivas, decorrentes do uso19indevido de drogas, o que é uma20verdade; porém, uma verdade21incompleta.2223 Nas coisas da espiritualidade, é24considerado falta gravíssima, abrir25portas que a natureza achou por bem26serem mantidas fechadas!2728 3 56 4
  57. 57. 1 57 2 1 Quando essas portas, por leviandade, 2curiosidade ou qualquer outro interesse 3pouco recomendável, são abertas 4indevidamente, não há retorno! 5 6 Continuarão abertas para sempre, 7deixando a pessoa totalmente à mercê 8de experiências e contatos indesejáveis 9que poderão gerar sérios problemas.10 Logicamente, os dirigentes, líderes,11gurus ou seja lá o que for, das12organizações que promovem tais13desenvolvimentos, atrairão para si,14toda a responsabilidade dos danos que15poderão causar aos seus “alunos”;16responsabilidade essa, igual ou maior17que a responsabilidade do traficante18que dissemina drogas alucinógenas para19sonhadores alienados.2021 Vamos usar a lógica e o bom senso:22para todos nós, existe uma viagem23programada pelo Pai. É UMA VIAGEM24DEFINITIVA!25 Quando Ele determina que chegou a26hora de partirmos, não tem jeito:27TEMOS QUE IR!28 3 57 4
  58. 58. 1 58 2 1 Se não sabemos, nem quando, nem 2para onde vamos, é prudente que 3façamos por onde, possa ser um local 4alvissareiro, um local agradável e 5luminoso. 6 Devemos para tanto, manter nossa 7bagagem sempre arrumada! 8 Os objetos mais indicados para 9serem colocados portanto na nossa10mala seriam: sacolas de prudência, latas11de bom senso, kits de honestidade e12principalmente, muitos pacotes de13amor ao próximo!1415 Fique tranqüilo amigo, não tente16“dar um pulinho até lá para saber17como é que é”!18 Imagine que deva ser muito bonito e19faça por onde que seja realmente muito20bonito.21 Com toda a certeza, você terá o22merecimento para que assim aconteça.232425 José Carlos de Figueiredo2627 3 58 4
  59. 59. 1 59212 CIÊNCIA DO SOBRENATURAL345678 Vem se tornando fato 9 corriqueiro, o relato de Comandantes10 de aeronaves comerciais ou militares,11 sobre o aparecimento de objetos12 voadores não identificados ( ovnis ) ,13 não só dentro do seu campo de14 percepção visual, como também no15 registro das aparelhagens eletrônicas16 de suas aeronaves, o que descarta a17 possibilidade de alegação de possíveis18 e temporárias alucinações visuais não19 só de tripulantes como de passageiros20 a bordo.21 Fato interessante é o de que22esses objetos vistos pelos pilotos e23registrados nos painéis de bordo,24realizem manobras aéreas25absolutamente incompatíveis com as26leis de aerodinâmica até agora27conhecidas e que regem o vôo de aviões,28foguetes, mísseis, balões e etc.29 Fato interessante também, é o30relato do desaparecimento abrupto3 594
  60. 60. 1 6021 desses objetos como que de repente, se 2desmaterializassem! 3 Consideremos a hipótese de que 4o grande Mestre ALBERT EINSTEIN 5ainda estivesse entre nós. 6 Como explicaria ele esses fatos? 7Lembremo-nos da época em que ele deu 8à humanidade a Teoria da Relatividade 9que tanta comoção causou pelo impacto10das afirmações nela contidas.11 Afirmações por exemplo, de que a12luz não avança em linha reta pela13imensidão sideral, porque o espaço em14realidade é curvo!!!15 Temos certeza absoluta de que o16 grande gênio chegaria sem dúvida17 alguma às explicações que são dadas18 pelas grandes escolas herméticas de19 ocultismo que sempre afirmaram a20 existência de dimensões outras além21 daquelas já conhecidas.22 Cremos assim, que tudo aquilo que23é atualmente considerado como24“sobrenatural”, não passa na verdade,25de um natural que a ciência ortodoxa26ainda não conseguiu decifrar.27 E quando tudo isso acontecer?28Será que os homens tenderão a se3 604
  61. 61. 1 61 2 1 tornar frios, arrogantes e desprovidos 2de sentimentos religiosos? 3 Este é o grande temor da maioria 4 das religiões quando insistem em 5 manter desinformados os seus 6 seguidores, cometendo assim, terrível 7 erro de avaliação. 8 E a maior prova disso, é o 9profundo sentimento de religiosidade10que se faz presente nas grandes escolas11ocultistas e que também era12característica inata do grande gênio da13física que citamos acima: o grande14mestre Albert Einstein.15 Homem possuidor de profundas16concepções filosóficas sobre a origem do17universo e que deixou-nos em suas18anotações, uma frase que se tornou19célebre por sua profundidade:2021 ___ “Sustento que o sentimento22religioso cósmico é o mais forte e23nobre incitamento à pesquisa24científica!”2526 José Carlos de Figueiredo27 3 61 4
  62. 62. 1 62 2 1 2 CRISTÃOS: SERÁ QUE SOMOS? 3 4 Há muitos e muitos anos, passou 5pela terra um Homem diferente de 6todos. 7Era um homem de feições perfeitas e 8tinha um olhar de tal forma 9magnetizante e amoroso, que somente10as crianças e os animais ousavam olha-11lo de frente. E quando o faziam, sentiam12uma atração tão forte que dele não13queriam mais se separar.1415 Um dia, estava o nosso Homem16sozinho em uma praça, escrevendo17palavras na areia, quando de repente,18surge uma turba ensandecida19perseguindo uma desesperada mulher.2021 Sem que a mesma atinasse a22razão, ei-la prostrando-se aos pés23daquele desconhecido, implorando-lhe24socorro, sentindo, intuindo, que ali25estaria a sua salvação!26 A turba, também sem atinar27porque, deteve-se estupefacta em28profundo silencio sem coragem de29prosseguir em seus intentos homicidas.30 3 62 4
  63. 63. 1 63 2 1 O Homem continuava 2imperturbável a escrever estranhas 3palavras na areia, para que o vento 4posteriormente carregasse; palavras que 5todos talvez, não pudessem vir a ler 6sem assombro. 7 Mas, os acusadores atrevidos 8não se afastaram, querendo lapidar a 9mulher.10Então, o Homem erguendo-se, olhou-os11vagarosamente, um a um, ....nos12olhos..... e na alma.... e falou:1314 ____“Aquele que estiver sem pecado,15atire-lhe a primeira pedra!”16 As terríveis palavras causaram17profundo impacto: cada um deles18reviveu suas traições, as suas secretas e19recentes fornicações.20 Os mais velhos saíram em21primeiro lugar e pouco a pouco, sem se22olharem nas faces, afastaram-se e23dispersaram-se todos.24 Na praça, restaram apenas o25incrível Homem e a mulher que não26conseguia levantar os olhos, porque27sabia que só restara ali o Inocente, o 3 63 4
  64. 64. 1 64 2 1único que tinha realmente o direito de 2lhe atirar as pedras homicidas. 3 4____ “Mulher, onde estão os teus 5acusadores? Ninguém te condenou? 6Também eu não te condeno. 7 Vai e não peques mais!” 8 9 Pela primeira vez a mulher10teve a coragem de olhar de frente o seu11Libertador.12Não compreendia bem o que ouvia.13Quem seria pois aquele Homem tão14diferente de todos que até então15houvera conhecido, que condenara o16pecado mais perdoava ao pecador?1718 Queria lhe fazer perguntas,19murmurar agradecimentos, mas,20quedou-se muda sob profunda emoção.21 O Homem então, voltou a22escrever no pó da praça de cabeça baixa23com os cabelos brilhantes refulgindo sob24a luz do sol.25 Alguns anos depois, o Homem26que não permitia imolações, deixou-se27imolar num testemunho de Profundo e28Divino Amor pela humanidade. 3 64 4
  65. 65. 1 65 2 1 2 Mas o que Ele então 3propugnava ? Está sendo cumprido? 4 5 Colocava o Sublime Mestre por 6exemplo, que não permitíssemos saber 7a nossa mão esquerda, o que fizesse a 8nossa mão direita, ou como coloca o 9belíssimo brocardo espiritualista:10 “A verdadeira caridade é como o11orvalho da noite, cai sem ruído!!!”1213 Não é bem isso que vemos14hoje. O conceito foi deturpado e o que o15que vale atualmente é:16 “A propaganda é a alma do17negócio”. Caridade agora é marketing.18Dá Ibope!!!”1920Ou então:21__ “Estou prestes a desencarnar! Vou22fazer uma grande doação! Serei23lembrado para sempre. Sentar-me-ei ao24lado do Senhor”!25Ou ainda:26___ “Preciso fazer caridade. Sou muito27endividado. Não o farei todavia por28amor ao meu semelhante e sim, para29garantir o meu lugarzinho no céu!” 3 65 4
  66. 66. 1 66 2 1 2 Prosseguindo, vemos hoje 3inúmeras facções religiosas “Cristãs”, 4com seus líderes empavonados e 5orgulhosos, via de regra propugnando 6que é preciso liderar com mão de ferro, 7com disciplina rigorosa. É preciso 8esmagar dissidências, divergências, 9dissonâncias.10 É preciso mostrar “quem é que11manda”!!!12 Em suma: arrogam-se o direito a eles13´´outorgado``(?) de atirar a primeira14pedra!!!!1516Quando foi que o Mestre ensinou tais17barbaridades?18 Ninguém sabe!!!!!!!!1920 Poderíamos prosseguir21analisando cada ensinamento deixado22pelo Grande Peregrino e veríamos que23cada um deles e todos eles, não são via24de regra obedecidos a contento por25nenhum de nós!26Essa constatação não pode entretanto,27ser entendida como uma condenação,28mesmo porque o Mestre também não29condenaria. 3 66 4
  67. 67. 1 67 2 1 Uma postura entretanto se faz 2urgente: humildade!... 3 Humildade de nos reconhecermos 4falíveis, facciosos, maculados, 5minúsculos! 6 7 Conhecer verdades, não 8espiritualiza ninguém. 9 Ao contrário, a espiritualização10paulatina e gradativa é que nos leva a11uma afinização com essas mesmas12verdades!!!13 E aí sim, não agiremos mais para14tirar proveito ou para aplacar a nossa15patológica vaidade.16 Passaremos a agir por Amor.17Um Amor que ainda não conhecemos,18um Amor que ainda não sabemos dar.19 Quando finalmente esse dia20chegar, aí sim, poderemos afirmar de21cabeça erguida:22 ____ “Somos Cristãos !”232425 José Carlos de Figueiredo26272829 3 67 4
  68. 68. 1 68212 ALMA GÊMEA345 Se um Ornitólogo, apaixonado 6por passarinhos, resolvesse, à noite, 7colocar em um grande viveiro, 8totalmente às escuras, uma grande 9quantidade de pássaros das mais10variadas espécies, tomando o cuidado11de incluir exemplares de mesma12espécie, pela manha, veria surpreso,13que todos os que fossem das mesmas14espécies, estariam juntinhos em15mesmos poleiros.16 Com os Seres Humanos17acontece a mesma coisa; estamos18sempre à procura daqueles que nos19sejam afinizados espiritualmente.20 Aquilo que chamamos de21´´Almas Gêmeas`` , na realidade não22existe, da mesma forma que não23existem pessoas que possam24apresentar as mesmas impressões25digitais.26 O que existe, são almas em27aproximadíssima sintonia espiritual e28que, por isso, se sentem atraídas umas29pelas outras.3 684
  69. 69. 1 69 2 1 Isso ocorre não só em almas 2superiores, como também em almas de 3pessoas ainda primitivas. 4 5 Os homens das cavernas, 6quando se apaixonavam, sequestravam 7a sua amada e se amavam, talvez, da 8forma mais rudimentar possível. 9 Até mesmo entre os animais10ocorre algo parecido: vamos imaginar11um leão e uma leoa apaixonados?12É rosnado pra cá, rosnado pra lá,13patada pra cá, patada pra lá, até14chegarem nos ´´finalmente``.1516 Voltando aos pássaros, nessa17interação, a relação e a paixão é bem18mais elevada, sutil e amorosa.1920 Seres Humanos já adiantados21espiritualmente, quando se apaixonam,22sentem um carinho e uma ternura23imensa pelo seu amado ou amada,24prolongando a sua relação e25convivência até mesmo em vidas26futuras.2728 3 69 4
  70. 70. 1 70 2 1 Por razões kármicas, nem 2sempre logramos achar em 3determinada encarnação a nossa 4´´Alma Gêmea``. 5 6 O que não invalida a 7felicidade e o bem estar de termos 8amigos e parentes que também já 9estejam bem próximos de nós em10termos de afinidade espiritual.1112 Por tudo isso, independente do13encontro de ´´Alma Gêmea``, devemos14cuidar muito bem das nossas amizades15puras e profundas.1617 Está nelas, a grande chance de18podermos nos sentir felizes nessa19curtíssima estada e temporada aqui no20planetinha tão problemático......212223 Jose Carlos de Figueiredo24 3 70 4
  71. 71. 1 71 2 1 2 ATAVISMO – A GENÉTICA DA ALMA 3 4 Todos nós, Seres Humanos, 5estamos condicionados a vários 6atavismos herdados de vidas passadas 7perdidas no limiar do tempo. 8 Um dos atavismos é a 9propensão à violência, quando os10homens das cavernas resolviam as11mínimas questões pela força bruta.12 Um outro atavismo é o da13poligamia.14 Esses mesmos homens das cavernas15tinham por direito possuir várias16esposas.1718 Tudo isso existe ainda nos19nossos arquétipos cósmicos.20 Felizmente, esses arquétipos,21esses registros atávicos vão se22esmaecendo e perdendo a sua23intensidade na medida em que24reencarnamos e nos sublimamos.25 O grande problema é a26diversidade evolutiva, a diversidade27espiritual entre os Seres Humanos.2829 Existem pouquíssimos30sublimados e bastante buscadores . 3 71 4
  72. 72. 1 7221 Alguns buscadores sinceros e um outro 2tanto, de buscadores simplesmente 3curiosos ou vaidosos do saber. 4 A maioria dos buscadores 5entretanto, já têm controle sobre suas 6tendências atávicas e não se deixa levar 7ou entregar a devaneios ou intentos 8destrutivos. 9 E, finalmente, existe ainda uma10quantidade imensa de espíritos em11grande atraso, que ainda sentem o12prazer e a propensão a atitudes que,13via de regra, já são consideradas14impróprias e inadequadas socialmente.15 Dentro do nosso atavismo16genético espiritual, acontece ainda com17grande incidência, a conduta de18pessoas de bom nível social e cultural19que se deixam levar por suas20tendências primitivas e acabam via de21regra por destruir bons casamentos em22decorrência de atitudes impensadas.23 Como julgar esses homens,24que são produto de si mesmos em seu25passado remoto?26 Que são produto de si mesmos dentro27de uma sociedade permissiva?3 724
  73. 73. 1 73 2 1 Que são produto de si mesmos se 2consideramos a sua infantilidade 3espiritual? 4 5 Como julgá-los, se o próprio 6Mestre foi taxativo: NÃO JULGUEIS 7PARA NÃO SERDES JULGADOS. 8 Todas as correntes filosóficas 9sadias já aceitam os conceitos de10karma, ou seja, todos nós estamos11indelevelmente atrelados às12conseqüências de nossos atos.1314 É castigo? Não!!!! É Lei!!!!!1516´´ADOR FAZ O HOMEM PENSAR, O PENSAMENTO17TORNA O HOMEM SÁBIO. E A SABEDORIA, ABRE O18CAMINHO DO CÉU``.1920 Por tudo isso, todo aquele que21destrói seu lar e sua família, é na22verdade alguém que deverá passar por23situações kármicas bastante aflitivas24que têm por finalidade única a sua25própria sublimação.2627 Dentro das condições geológicas e28geofísicas do planeta, está se tornando29cada vez mais difícil a sobrevivência30sadia dos Seres Humanos.31 Se atinarmos para o fato de que32uma criança só consegue chegar à 3 73 4
  74. 74. 1 74 2 1idade adulta se tiver tomado umas vinte 2vacinas, no mínimo, podemos concluir 3que já somos biônicos artificiais. 4 5 Se atinarmos também para alguns 6textos do Antigo Testamento que falam 7sobre a idade cronológica dos homens 8antigos citando idades de 300 anos ou 9mais, podemos conjecturar que talvez10seja verdadeiro que o nosso ciclo11biológico possa ser realmente de12algumas centenas de anos.13 Infelizmente não é o que ocorre14mais.1516 E, aos oitenta e poucos anos, já17somos pessoas provectas, atingidas por18uma senectude precoce e indelével.1920 Voltemos então ao tema principal da21exposição.22 Imaginemos um cidadão de23boa aparência, de bom nível social, de24bom nível cultural, de boa família e que25tenha se deixado levar por tendências26atávicas desaconselháveis.2728 Em curtíssimo espaço de tempo,29toda aquela boa aparência se esvai. 3 74 4
  75. 75. 1 75 2 1 E esse homem, se vê, de repente, às 2portas de um acontecimento inexorável: 3a morte física! 4 Como ficará então a cabeça desse 5homem que se vê destruído 6fisicamente, prestes a passar por um 7fato grave, e cheio de dúvidas sobre o 8que lhe aguarda realmente? 9 E o que é pior: via de regra cheio de10remorsos pelos erros cometidos sem11qualquer chance de consertá-los?1213 Uma situação infinitamente pior do14que a situação do companheiro ou da15companheira que foi vítima dos seus16desmandos!17 Mas, o conserto acontecerá.18 Via de regra pelo retorno aqui para o19problemático planetinha azulado, onde20laços familiares kármicos voltam a21reunir vítimas e vitimantes em um22mesmo país, em um mesmo lar.23 Por tudo isso, quem está24no momento, na condição de vitimado,25deve ter muita cautela nos26julgamentos.27 Viemos todos de muito28longe...... Trazemos todos um29currículo akásico extenso, com milhares30de páginas. 3 75 4
  76. 76. 1 76 2 1 E, ainda temos milhares de 2vidas pela frente........... 3 4 José Carlos de Figueiredo 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 O VELÓRIO 27 28 Era uma vez, uma lagarta que vivia 29feliz no distante país do faz de conta, 30cercada de amigos.I 31 Inesperadamente esta lagarta veio afalecer sendo então colocada em um pequeno 32caixão, onde todos a velaram cheios de 33consternação e tristeza pela dor da separação. 34 35 Aqueles que a velavam, em seualheamento, pouca atenção prestavam, a uma 36vistosa borboleta que voejava por sobre o 37caixão, tentando sem sucesso, alertar a todos 38sobre o que realmente ocorrera, tentando em 39vão, dissuadi-los da ilusão do presumido fim 40 3 76 4
  77. 77. 1 77 2de1 quem lhes era tão querido. 2 Quem sabe sejamos nós Seres Humanos,quais as lagartas que não morrem, e sim, 3transmutam-se? 4 5 Quem sabe talvez, possamos num diapróximo ou remoto, vivenciar nossa própria 6transmutação, também num misto de surpresa 7e 8gratificação por nos descobrirmos qual alagarta em um corpo mais sutil, etéreo e 9luminoso que o atual? 10 11 Por hipótese, acreditemos que realmenteseja assim, tomando o cuidado de abstrairmo- 12nos de qualquer conotação filosófico-religiosa. 13Q14 15 Atentemos para as vantagens. 16 Em crendo, perderemos de imediato omedo de morrer e, em conseqüência, 17passaremos a viver mais tranqüilos, na certeza 18de um porvir em planos melhores, na 19expectativa de um possível reencontro com 20aqueles que nos eram caros e que se foram 21antes de nós. 22 23 E se tudo não passar de um sonho, deuma quimera? 24 25 Dirão os céticos: 26 ___ “Fábulas são fábulas e a morte físicaé 27 realmente o fim de tudo!” 28 Ainda assim, vale a pena acreditar emnossa subsistência própria morte, porque se 29 3 77 4
  78. 78. 1 78 2estivermos realmente equivocados, estaremos 1livres da dor da desilusão e do desencanto, 2porque quem acaba totalmente, não está 3sujeito a qualquer pensamento, sentimento 4ou5 sensação! 6 Tal risco, entretanto, correm os céticos e materialistas, caso se descubram 7 vivos depois da morte, ao tomarem 8 consciência que consumiram toda uma vida 9 laborando em erro grave e irreversível!!! 10 11 12 José Carlos de Figueiredo 13 14 15 16 DESTINO E LIVRE ARBÍTRIO 17 18 Um pequeno planeta, pertencente 19ao sistema de uma pequena estrela; 20estrela esta, pertencente a uma pequena 21galáxia que por sua vez é parte de um 22universo contido de milhões de galáxias. 23 Neste pequeno planeta vivemos 24nós, Seres Humanos; orgulhosos, 25impávidos e vaidosos de nossa condição 26de ´´Seres Superiores Pensantes``. 27 Mas, quem seremos nós realmente? 28Porque somos tão diferentes uns dos 29outros? 3 78 4
  79. 79. 1 79 2 1 Porque ricos e pobres, sadios e 2enfermos, sábios e aparvalhados, felizes 3e desesperados? 4 Porque a existência de uns poucos, 5totalmente iluminados, donos de seus 6destinos, plenos de sabedoria e bondade, 7em contraste com um turbilhão imenso 8de seres na mais completa indigência e 9atraso espiritual?1011 Existe um ponto em comum entre as12grandes correntes filosófico-religiosas,13quando afirmam ser este, um mundo14de expiação e provas.1516 Dentro da nossa sociedade, que17tipo de instituição retrataria com maior18fidelidade, essa conotação de expiação19e provas?20 Cremos, serem os presídios e as21penitenciárias as instituições que mais22se aproximam de tal assertiva, senão23vejamos:24 Quem personificaria o imenso25universo de desafortunados senão os26apenados, totalmente desprovidos de27seu livre arbítrio, no que tange à sua28permanência em semelhante local? 3 79 4
  80. 80. 1 80 2 1 Pensemos igualmente, em toda 2a imensa equipe de pessoas que 3trabalham em uma penitenciária, tais 4como: médicos, cozinheiros, psicólogos, 5enfermeiros, guardas, diretores, 6serventes, assistentes sociais etc. 7 8 Essas pessoas, na maioria das 9vezes, têm o seu livre arbítrio bastante10limitado no que concerne `a opção de11trabalho em semelhante local.12A maioria o faz por necessidade de13trabalho e de sobrevivência, não estando14porém, guindados à humilhante situação15dos apenados, cuja obrigação de ali16permanecer, cerceia e anula17completamente o seu livre arbítrio.1819 Parece-nos portanto, não passar20o planeta terra de uma imensa21penitenciária: vivem aqui alguns22iluminados, totalmente depurados,23senhores de seus destinos e de seu livre24arbítrio, amparando e orientando um25contingente imenso de pessoas26trabalhando e progredindo, nascendo,27morrendo, renascendo, como se fossem28os funcionários de um presídio que29diariamente retornam para o aconchego 3 80 4
  81. 81. 1 81 2 1 de seus lares, onde recuperam suas 2energias para o reinicio da jornada no 3dia seguinte . 4 Pensemos agora naqueles 5internos que embora na condição de 6apenados, já possuem um quantum de 7bondade e discernimento em seus 8corações, o que lhes possibilita 9conceituar satisfatoriamente sobre a sua10misteriosa passagem pela11“penitenciária’’ Terra.12 Para estes, é dada a paz de13espírito imprescindível para suportarem14a dureza da prova até a chegada15tranqüila ao dia da conclusão da pena.16 Talvez retornem um dia ao17local. Porém, não mais na condição de18apenados e sim, na condição de19trabalhadores, com a função precípua de20labor e ascensão paulatina até a21condição de senhores de seus destinos.2223 Por tudo isso deixemos de lado24o nosso orgulho, nossa impavidez,25nossa falácia e vaidade e olhemos para o26firmamento em uma noite de céu27límpido, intuindo que a nossa28verdadeira casa não é aqui . 3 81 4
  82. 82. 1 82 2 1 Almejando o dia do retorno ao nosso 2verdadeiro lar. Não sentindo desprezo 3entretanto, pelos que ainda terão longas 4penas a cumprir. 5 Quem sabe se assim, não 6poderemos inverter um dia a nossa 7condição atual de observadores do 8firmamento, quando então, num ponto 9infinitamente distante no universo,10pudermos observar o pequenino planeta11azulado e nos lembrarmos com uma12ponta de nostalgia e saudade, das13provas que por lá passamos e14sobrepujamos.15 José Carlos de Figueiredo161718 OS CORPOS1920 Vamos imaginar uma pessoa21saudável; um jovem, adulto, fazendo sua22corrida matinal em um grande bosque23ou uma praia virgem onde o ar é24puríssimo.25 Logicamente, esse jovem estará26fazendo um grande bem para o seu27Corpo Físico em função da atividade28realizada. 3 82 4
  83. 83. 1 83 2 1 Estará também, fazendo um 2grande bem pra o seu Corpo Etérico, ou 3Vital, ou também conhecido como 4Duplo-Etérico, em função da absorção 5da energia prãnica proveniente do ar 6puro da floresta ou do mar. 7 8 Mas, o nosso amigo está 9vivenciando dois problemas de ordem10emocional;problemas esses, tipicamente11voltados para o seu Corpo Astral.1213 Primeiro problema: está14profundamente apaixonado por uma15causa, um projeto, ou até mesmo pela16namorada o que faz com que ele viva17emoções ininterruptas e bastante18intensas.19 Segundo problema:20infelizmente, ele tem o vício do21tabagismo, que também afeta22intensamente o seu corpo emocional,23porquanto a ânsia constante pelo24cigarro não o deixa nem um instante.2526 Mas, o nosso amigo,27também está vivenciando um terceiro28problema; 3 83 4
  84. 84. 1 84 2 1dessa vez, focado no seu Corpo Mental 2Concreto. 3Ou seja, irá brevemente se submeter a 4um rigoroso concurso, onde todas as 5matérias pertinentes, têm que ser 6repassadas a cada momento em sua 7cabeça, para que ele possa obter sucesso 8nas provas, o que não deixa de ser 9também, um grande consumo de energia10que atinge principalmente, o seu Corpo11Vital, em função do grande desgaste12orgânico metabólico.1314 E, então, o nosso amigo,15passa a conjecturar, a filosofar sobre16toda essa realidade na qual ele vive17atualmente.18 Ou seja, ele medita19sobre a moça, objeto do seu amor.20 Ele medita sobre as medidas21que ele possa vir a tomar sobre a sua22dependência emocional e metabólica ao23cigarro; terá que procurar um Psicólogo24para livrá-lo da dependência emocional;25terá que procurar um Médico que o26livrará da intoxicação metabólica27decorrente do vício. 3 84 4
  85. 85. 1 85 2 1 Mas, ele medita também 2sobre a sua realização profissional em 3sendo aprovado no concurso. 4 5 E, finalmente, ele medita 6sobre a beleza do local onde ele está se 7exercitando na natureza, se sentindo 8grato ao Grande Pai. 9 Todas essas meditações,10estão focadas, não no nosso Corpo11Mental Concreto, e sim, no nosso Corpo12Mental Abstrato.1314 E, para finalizar, todas15essas vivências, experiências e emoções,16só são possíveis, por possuirmos um17último corpo, conhecido como18Búddhico, ou Espiritual.19202122 Por toda essa maravilhosa23complexidade que nos caracteriza como24Seres Humanos, é que fica clara a25Orientação dada pelo Sublime Mestre,26quando declara:2728 ___ ´´ Não julgueis,29para não serdes julgados, pois na 3 85 4
  86. 86. 1 8621mesma medida em que julgardes,2também sereis julgados ``.345 José Carlos de Figueiredo63 864
  87. 87. 1 87 2 1 2 REGRESSÃO DE MEMÓRIA 3 4 5 É noite. 6 Na floresta, em volta de um 7pequeno caixão, choram os entes 8queridos de uma lagarta que acabara de 9falecer, lamentando-se da morte de sua10companheira:11 ___ “Triste fim é o nosso !” dizia um12deles.13 ___ “Depois de tantas lutas, depois de14tantos sonhos, eis que tudo termina15assim, de maneira tão abrupta e sem16sentido.17Não vale a pena viver, se não temos18esperança nenhuma de um porvir, de19um subsistir, de um recomeçar!”2021 E assim, mantinham-se todos tristes22e quedados de amargura sem ao menos23notar a presença de um estranho no24velório.25 Um estranho que não lhes falava a26mesma língua e que insistia em voejar27sobre suas cabeças como a desejar ser28notado, ser observado, ser ouvido!29 3 87 4
  88. 88. 1 8821 Era uma linda borboleta, alegre por 2sua condição de liberdade de locomoção 3aérea e triste por não poder transmitir 4a todos que ali se encontravam, a 5realidade de que o corpo que ali jazia, 6era na verdade um mero invólucro de si 7mesma, que se transmutara de um ser 8pesado e rastejante, num outro ser mais 9leve, colorido e gracioso.10 Não é assim que a maioria de nós,11seres humanos impávidos, orgulhosos e12arrogantes costuma proceder?13 Quando perdemos um ente querido14, também não nos sentimos estupefatos15e até mesmo revoltados com a perda16dolorosa de alguém que tanto17amávamos?18 E por que tanto sofrimento?19 A razão é simples, una e inconteste:20IGNORÂNCIA!21 Desconhecimento de verdades22maiores, de realidades sutis que as23vezes estão muito mais perto de nós24do que possamos imaginar.25 Talvez até mesmo voejando por26sobre nossas cabeças sem que ousemos27observar o que ulula de transparência,28sem que estejamos entretanto29sintonizados nessa realidade.3 884
  89. 89. 1 89 2 1 O nosso Criador nos deu qualidades 2que nos diferenciam de todos os outros 3seres viventes: nos deu inteligência, 4capacidade de inferir, de concluir, de 5conjeturar, de elocubrar e de elaborar 6conceitos. 7 Infelizmente, a maioria dos seres 8humanos ainda não se deu conta de suas 9próprias capacidades e insiste em julgar,10em somente fazer uso de seus sentidos11físicos, perdendo oportunidades12maravilhosas de descobrir muito sobre13si mesmos.1415 Quando passamos a nos preocupar16com o nosso destino, quando passamos17a observar com maior atenção o18firmamento, o nascimento, a morte, as19venturas e as vicissitudes,20intuitivamente passamos a acreditar21que preexistíamos ao nosso nascimento22e que subsistiremos à nossa própria23morte.24 E nessa hora então, terá sido dado o25passo inicial de uma longa busca que26certamente nos levará a um estado de27serenidade, por passarmos a sentir que28na verdade, somos quais lagartas que29não morrem jamais. 3 89 4
  90. 90. 1 90 2 1 Que se transmutam e continuam a 2sua caminhada em condições outras. 3 Chegando nesse estágio, estaremos 4preparados para uma incursão em nosso 5próprio interior, buscando no passado, 6explicações coerentes para o nosso 7presente e tirando ilações para o nosso 8futuro. 910 Existem inúmeros recursos,11inúmeras escolas de sabedoria12disponíveis para que possamos13desenvolver nossas potencialidades e14nosso saber latente adormecido.15 Dentre estas ciências, sobressai-se a16REGRESSÃO DE MEMÓRIA, onde é17facultado às pessoas imbuídas do desejo18de se conhecer, fazer um mergulho em19seu passado inconsciente, onde esse20mergulho poderá ultrapassar inclusive,21a nossa atual existência física.22 É óbvio que semelhante23procedimento deverá ser levado a efeito24sob todos os cuidados possíveis e25monitorado por profissionais altamente26idôneos e preparados, não só acadêmica,27como moralmente, demonstrando28claramente serem pessoas29espiritualmente elevadas. 3 90 4
  91. 91. 1 9121 A contrapartida do paciente, 2também deverá ser levada em 3consideração. 4 Um histórico prévio das condições 5morais e mentais do candidato à 6regressão, deverá ser rigorosamente 7observado. Um laudo psicoterápico 8comprovando a higidêz e a estabilidade 9psicológica do paciente, é indispensável10porquanto é fácil de se deduzir que o11conhecimento de duras verdades e12realidades, nem sempre será13recomendado se não possuirmos o14necessário preparo e escopo para essas15duras verdades e realidades.16 O custo benefício poderá ser17altamente desfavorável. Ou como diz a18sabedoria popular, “O remédio poderá se19tornar pior que a doença”!20 O candidato por sua vez, antes de se21aproximar de qualquer escola, entidade,22terapia ou associação, deverá se cercar23de todos os cuidados possíveis,24porquanto, infelizmente, a quantidade25de pessoas mal intencionadas e26gananciosas que procura tirar partido27das vicissitudes e fragilidades alheias,28está aumentando assustadoramente, o29que contribui para o lamentável3 914
  92. 92. 1 92 2 1descrédito de grande parte da 2humanidade, no que concerne ao 3conhecimento do supra-sensível, do 4metafísico ou do paranormal. 5 6 Por tudo isso, fica óbvio que a 7regressão de memória é uma prática 8extremamente séria, recomendável 9somente para determinadas situações10sob rigorosa análise prévia, onde11leviandade é considerada falta12gravíssima que poderá acarretar13conseqüências irreversíveis e14extremamente danosas.1516 Superados todos os óbices, tomadas17todas as precauções, cremos que as18pessoas que venham a se submeter a19uma regressão de memória só terão a20lucrar, porquanto poderão vir a21compreender o porquê de tantos22conflitos em seu seio familiar ou até23mesmo em sua vida profissional,24fazendo com que o seu porvir possa vir a25ser mais venturoso e mais consciente.2627 Talvez assim, em um futuro próximo28ou remoto, possam os velórios não só29das lagartas como dos seres humanos, 3 92 4
  93. 93. 1 93 2 1se tornarem menos sofridos e dolorosos, 2porquanto os que ficam, estarão serenos 3com o destino dos que se foram e os que 4se foram, estarão confortados em saber 5que os que ficaram estão cientes de que 6um dia, todos se reencontrarão em 7paragens mais felizes. 8 9 José Carlos de Figueiredo1011121314151617181920212223242526272829303132 3 93 4

×