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A Biodiversidade Brasileira
    Você sabia que o Brasil está entre os países com a maior riqueza de fauna do
                                         mundo?
• Ocupa a primeira posição em número total de espécies com aproximadamente 3 mil
espécies de vertebrados terrestres catalogados e 3 mil espécies de peixes de água doce.
• É o país mais rico em diversidade de mamíferos do mundo. São 483 espécies
continentais e 41 espécies marinhas, no total são 524 espécies.
• Em aves, o país ocupa a terceira posição. Possui cerca de 1677 espécies, sendo 1524
residentes e 153 visitantes.
• O Brasil é o quarto país do mundo com a maior diversidade de répteis, cerca de 468
espécies.
• Em relação a anfíbios, o Brasil ocupa o primeiro lugar com cerca de 517 espécies.
O número de espécies catalogadas só aumenta, pois novas espécies ainda continuam
sendo descobertas e descritas.
Nos últimos 20 anos, foram descobertas 10 novas espécies de primatas no Brasil.
Apesar destes números darem a sensação de abundancia, muitas dessas espécies vivem
em populações muito pequenas e o desmatamento e conseqüentemente a perda do seu
habitat natural, além da caça predatória, são constantes ameaças à existência desta
biodiversidade.
BIODIVERSIDADE
                    O planeta está de olho em Nossa Biodiversidade
A Floresta Amazônica éra o maior celeiro e biodiversidade da Terra, e boa parte
das espécies ainda é desconhecida. O mundo observa cada passo do Brasil, complacente, apenas observa sua
agonia a distancia....

          Existem dezessete países no mundo considerados "megadiversos" pela comunidade ambiental.
São nações que reúnem em seu território imensas variedades de espécies animais e vegetais. Sozinhas,
detêm 70% de toda a biodiversidade global. Normalmente, a "megadiversidade" aparece em regiões de
florestas tropicais úmidas. É o caso de países como Colômbia, Peru, Indonésia e Malásia. Nenhum deles,
porém, chega perto do Brasil. O país abriga aproximadamente 20% de todas as espécies animais do
planeta. A variedade da flora também é impressionante. De cada cinco espécies vegetais do mundo, uma
está por aqui. A explicação para tamanha abundância é simples. Os 8,5 milhões de quilômetros quadrados
do território brasileiro englobam várias zonas climáticas, entre elas a equatorial do Norte, a semi-árida do
Nordeste e a subtropical do Sul. A variação de climas é a principal mola para as diferenças ecológicas. O
Brasil é dono de sete biomas (zonas biogeográficas distintas), entre eles a maior planície inundável (o
Pantanal) e a maior floresta tropical úmida do mundo (a Amazônia).

         A Floresta Amazônica é a grande responsável por boa parte da riqueza natural do país. Com 5,5
milhões de quilômetros quadrados, possui nada menos que um terço de todas as espécies vivas do planeta.
No Rio Amazonas e em seus mais de 1 000 afluentes, estima-se que haja quinze vezes mais peixes que em
todo o continente europeu. Apenas 1 hectare da floresta pode trazer até 300 tipos de árvore. A floresta
temperada dos Estados Unidos possui 13% do número de espécies de árvores da Amazônia. A Floresta
Amazônica é considerada a grande "caixa-preta" da biodiversidade mundial. Há estimativas que indicam
existir mais de 10 milhões de espécies vivas em toda a floresta, mas o número real é incalculável.

         Para se ter uma idéia do grau do desconhecimento sobre a Amazônia, sua região mais rica em
biodiversidade foi descoberta recentemente. O Alto Juruá, no Acre, ostenta o saldo invejável de 616
espécies de ave, cinqüenta de réptil, 300 de aranha, 140 de sapo, dezesseis de macaco, além de 1 620 tipos
de borboleta. Tudo isso num ambiente já alterado pelo homem. O curioso é que, segundo os cientistas, foi
exatamente a ocupação humana (em baixa escala, é claro) que deu ao Alto Juruá a exuberância que exibe
hoje. O desmatamento moderado para a criação de roçados e clareiras nos seringais é semelhante à ação de
pequenas devastações naturais, como as tempestades. Espécies já estabelecidas e dominantes são abaladas
e cedem espaço a outras mais frágeis, que sem esses minicataclismos não teriam condição de se impor e
florescer.

          O termo "biodiversidade", ou "diversidade biológica", é usado para descrever a variedade da vida
em uma região. Quanto mais vida presente, mais biodiversa a região se torna. O cálculo da biodiversidade
é feito através da quantidade de ecossistemas, espécies vivas, patrimônio genético e endemismo, ou seja,
ocorrências biológicas exclusivas de uma região. O Brasil é o país com maior quantidade de espécies
endêmicas: 68 mamíferos, 191 aves, 172 répteis e 294 anfíbios. As atuais estatísticas sobre biodiversidade,
tanto no Brasil como no mundo, são baseadas apenas nas espécies conhecidas até hoje. Cálculos da
Universidade Harvard feitos em 1987 estimavam a existência de algo em torno de 5 milhões de espécies
de organismos vivos no planeta. Estudos mais recentes mostram que a biodiversidade global deve se
estender a até 100 milhões de espécies. Destas, apenas 1,7 milhão já foram catalogadas. "A disparidade
entre o que se conhece e o que se acredita existir mostra como sabemos pouco sobre a biodiversidade
mundial", afirma Lidio Coradin, do Programa Nacional de Biodiversidade e Florestas e Recursos
Genéticos da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente. Novas espécies
são descobertas todos os dias e outras desaparecem sem que se tome conhecimento de sua existência.

          No Brasil, milhares de animais, plantas e microrganismos ainda estão para ser descobertos, graças
à variedade climática e de ecossistemas do país. Na própria Amazônia, há uma diversidade enorme de
ambientes, que vão das áreas de mata fechada aos cerrados. Calcula-se que hoje no Brasil a exploração da
biodiversidade responda por cerca de 5% do PIB do país, 4% dos quais vêm da exploração florestal e 1%
do setor pesqueiro. Uma pesquisa publicada recentemente na revista Nature mostra que o valor dos
serviços proporcionados pela biodiversidade mundial pode atingir 33 trilhões de dólares por ano. É um
patrimônio mal explorado. Pesquisas sobre o potencial farmacêutico de espécies da Amazônia
praticamente não existem no país. Também é grande o contrabando de espécies na chamada biopirataria.
São problemas que só serão resolvidos quando o país perceber que é mais vantajoso tirar dinheiro da
floresta viva do que devastá-la, mas parece que isto não acontecerá, sua devastação é inevitável.....
A biodiversidade brasileira

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A biodiversidade brasileira

  • 1. A Biodiversidade Brasileira Você sabia que o Brasil está entre os países com a maior riqueza de fauna do mundo? • Ocupa a primeira posição em número total de espécies com aproximadamente 3 mil espécies de vertebrados terrestres catalogados e 3 mil espécies de peixes de água doce. • É o país mais rico em diversidade de mamíferos do mundo. São 483 espécies continentais e 41 espécies marinhas, no total são 524 espécies. • Em aves, o país ocupa a terceira posição. Possui cerca de 1677 espécies, sendo 1524 residentes e 153 visitantes. • O Brasil é o quarto país do mundo com a maior diversidade de répteis, cerca de 468 espécies. • Em relação a anfíbios, o Brasil ocupa o primeiro lugar com cerca de 517 espécies. O número de espécies catalogadas só aumenta, pois novas espécies ainda continuam sendo descobertas e descritas. Nos últimos 20 anos, foram descobertas 10 novas espécies de primatas no Brasil. Apesar destes números darem a sensação de abundancia, muitas dessas espécies vivem em populações muito pequenas e o desmatamento e conseqüentemente a perda do seu habitat natural, além da caça predatória, são constantes ameaças à existência desta biodiversidade.
  • 2. BIODIVERSIDADE O planeta está de olho em Nossa Biodiversidade A Floresta Amazônica éra o maior celeiro e biodiversidade da Terra, e boa parte das espécies ainda é desconhecida. O mundo observa cada passo do Brasil, complacente, apenas observa sua agonia a distancia.... Existem dezessete países no mundo considerados "megadiversos" pela comunidade ambiental. São nações que reúnem em seu território imensas variedades de espécies animais e vegetais. Sozinhas, detêm 70% de toda a biodiversidade global. Normalmente, a "megadiversidade" aparece em regiões de florestas tropicais úmidas. É o caso de países como Colômbia, Peru, Indonésia e Malásia. Nenhum deles, porém, chega perto do Brasil. O país abriga aproximadamente 20% de todas as espécies animais do planeta. A variedade da flora também é impressionante. De cada cinco espécies vegetais do mundo, uma está por aqui. A explicação para tamanha abundância é simples. Os 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território brasileiro englobam várias zonas climáticas, entre elas a equatorial do Norte, a semi-árida do Nordeste e a subtropical do Sul. A variação de climas é a principal mola para as diferenças ecológicas. O Brasil é dono de sete biomas (zonas biogeográficas distintas), entre eles a maior planície inundável (o Pantanal) e a maior floresta tropical úmida do mundo (a Amazônia). A Floresta Amazônica é a grande responsável por boa parte da riqueza natural do país. Com 5,5 milhões de quilômetros quadrados, possui nada menos que um terço de todas as espécies vivas do planeta. No Rio Amazonas e em seus mais de 1 000 afluentes, estima-se que haja quinze vezes mais peixes que em todo o continente europeu. Apenas 1 hectare da floresta pode trazer até 300 tipos de árvore. A floresta temperada dos Estados Unidos possui 13% do número de espécies de árvores da Amazônia. A Floresta Amazônica é considerada a grande "caixa-preta" da biodiversidade mundial. Há estimativas que indicam existir mais de 10 milhões de espécies vivas em toda a floresta, mas o número real é incalculável. Para se ter uma idéia do grau do desconhecimento sobre a Amazônia, sua região mais rica em biodiversidade foi descoberta recentemente. O Alto Juruá, no Acre, ostenta o saldo invejável de 616 espécies de ave, cinqüenta de réptil, 300 de aranha, 140 de sapo, dezesseis de macaco, além de 1 620 tipos de borboleta. Tudo isso num ambiente já alterado pelo homem. O curioso é que, segundo os cientistas, foi exatamente a ocupação humana (em baixa escala, é claro) que deu ao Alto Juruá a exuberância que exibe hoje. O desmatamento moderado para a criação de roçados e clareiras nos seringais é semelhante à ação de pequenas devastações naturais, como as tempestades. Espécies já estabelecidas e dominantes são abaladas e cedem espaço a outras mais frágeis, que sem esses minicataclismos não teriam condição de se impor e florescer. O termo "biodiversidade", ou "diversidade biológica", é usado para descrever a variedade da vida em uma região. Quanto mais vida presente, mais biodiversa a região se torna. O cálculo da biodiversidade é feito através da quantidade de ecossistemas, espécies vivas, patrimônio genético e endemismo, ou seja, ocorrências biológicas exclusivas de uma região. O Brasil é o país com maior quantidade de espécies endêmicas: 68 mamíferos, 191 aves, 172 répteis e 294 anfíbios. As atuais estatísticas sobre biodiversidade, tanto no Brasil como no mundo, são baseadas apenas nas espécies conhecidas até hoje. Cálculos da Universidade Harvard feitos em 1987 estimavam a existência de algo em torno de 5 milhões de espécies de organismos vivos no planeta. Estudos mais recentes mostram que a biodiversidade global deve se estender a até 100 milhões de espécies. Destas, apenas 1,7 milhão já foram catalogadas. "A disparidade entre o que se conhece e o que se acredita existir mostra como sabemos pouco sobre a biodiversidade mundial", afirma Lidio Coradin, do Programa Nacional de Biodiversidade e Florestas e Recursos Genéticos da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente. Novas espécies são descobertas todos os dias e outras desaparecem sem que se tome conhecimento de sua existência. No Brasil, milhares de animais, plantas e microrganismos ainda estão para ser descobertos, graças à variedade climática e de ecossistemas do país. Na própria Amazônia, há uma diversidade enorme de ambientes, que vão das áreas de mata fechada aos cerrados. Calcula-se que hoje no Brasil a exploração da biodiversidade responda por cerca de 5% do PIB do país, 4% dos quais vêm da exploração florestal e 1% do setor pesqueiro. Uma pesquisa publicada recentemente na revista Nature mostra que o valor dos serviços proporcionados pela biodiversidade mundial pode atingir 33 trilhões de dólares por ano. É um patrimônio mal explorado. Pesquisas sobre o potencial farmacêutico de espécies da Amazônia praticamente não existem no país. Também é grande o contrabando de espécies na chamada biopirataria. São problemas que só serão resolvidos quando o país perceber que é mais vantajoso tirar dinheiro da floresta viva do que devastá-la, mas parece que isto não acontecerá, sua devastação é inevitável.....