STF - Audiência Pública do Amianto - 24/08/2012 - Supremo Tribunal Federal

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Dr. ERICSON BAGATIN. Especialista em Medicina do Trabalho pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO (1976), Doutor em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (1988). Atualmente é professor assistente doutor da Área de Saúde do Trabalhador/DMPS/FCM - Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Professor Adjunto da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí, Membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia

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STF - Audiência Pública do Amianto - 24/08/2012 - Supremo Tribunal Federal

  1. 1. PROJETO ASBESTO ERICSON BAGATINProfessor Associado do Departamento de Saúde Coletiva Área de Saúde do Trabalhador Faculdade de Ciências Médicas Universidade Estadual Campinas – UNICAMP
  2. 2. PROJETO ASBESTO O QUE É O PROJETO?• É o mais abrangente estudo epidemiológicojá realizado no Brasil para avaliação dosefeitos na saúde decorrente da exposição aoasbesto na atividade de mineração.
  3. 3. PROJETO ASBESTO POR QUE FAZER ESTE ESTUDO?• 1940 a 2010 – mais de 50 mil trabalhadoresforam expostos ao asbesto nas atividades damineração e do cimento-amianto.• 1996 – inexistência de estudos brasileiroscom metodologia adequada.
  4. 4. PROJETO ASBESTO MINERAÇÃO - I“MORBIDADE E MORTALIDADE ENTRE TRABALHADORESEXPOSTOS AO ASBESTO NA ATIVIDADE DE MINERAÇÃO: 1940 –1996” GRUPO INTERINSTITUCIONAL DE ESTUDO EM Doenças Respiratórias Ambientais e Ocupacionais USP - UNIFESP - UNICAMP
  5. 5. ERICSON BAGATIN Professor Associado do Departamento de Saúde Coletiva Área de Saúde do Trabalhador Faculdade de Ciências Médicas Universidade Estadual Campinas – UNICAMP• Linha de Pesquisa – Doenças Respiratórias Ambientais e Ocupacionais• Autor/co-autor de 37 trabalhos científicos publicados em periódicos indexados, 24 nacionais e 13 internacionais e 25 resumos apresentados em Congressos Internacionais• Membro do Comitê Assessor do Ministério da Saúde para a implementaçãode Ações de Controle da Silicose e Elaboração de Normas Técnicas sobre aAvaliação da Incapacidade Laborativa nas Pneumoconioses (1992)• Responsável pelo Ambulatório de Doenças Respiratórias Ocupacionais da Área de Saúde do Trabalhador-DSC-FCM_UNICAMP desde 1989.
  6. 6. PROJETO ASBESTO FASE I – Projeto Asbesto Mineração“Morbidade e Mortalidade entre Trabalhadores Expostos aoAsbesto na Atividade de Mineração: 1940-1996”Período de execução: 1997 a 2000Coordenador : Prof Ericson Bagatin Universidade Estadual de CampinasParticipantes: Instituições NacionaisUniversidade Estadual de CampinasUniversidade de São PauloUniversidade Federal de São PauloFundacentro - SPInstituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT
  7. 7. PROJETO ASBESTO FASE I - Projeto Asbesto Mineração“Morbidade e Mortalidade entre Trabalhadores Expostosao Asbesto na Atividade de Mineração: 1940-1996”Participação de Pesquisadores Internacionais:Profa. Margaret BecklakeMc Gill University – Montreal – CanadaProf. John Corbett Mc DonaldImperial College of Science, Technology and MedicineLondon – UKProf. Nestor MullerUniversity of British Columbia – Vancouver - Canada
  8. 8. PROJETO ASBESTO FASE - I FASE - IIExposição MINERAÇÃO MINERAÇÃO AmbientalCoordenação Prof. Ericson Bagatin Prof. Mario Terra Filho UNICAMP USP Execução 1997- 2000 2007-2010Financiamento - FAPESP CNPq / FUNAPE / IBC - SAMA/FUCAMP R$ 1.898.484,50 R$ 2.562.275,00 R$ 4.460.759,50
  9. 9. PROJETO ASBESTO TIPO DE ESTUDO FASE I e II caracterizam estudo observacional longitudinal/prospectivo* “Estudo longitudinal de expostos ao asbesto na mineração:1940 a 2010”Período de atividade da mineração 70 anos – 1940 a 2010 Duas intervenções 1997 a 2000 e 2007 a 2010* Estudos longitudinais/prospectivos tem maior poder estatístico Alto custo e tempo prolongado para execução
  10. 10. PROJETO ASBESTO “Estudo longitudinal de expostos ao asbesto na mineração: 1940 a 2010” OBJETIVOS• Avaliar, longitudinalmente, as alterações clínicas, funcionais eradiológicas nos trabalhadores da mineração examinados noProjeto Asbesto: Fase I - 1997 a 2000 e na Fase II - 2007 a 2010• Analisar a composição do minério da Mina de Cana Brava (IPT)• Avaliar as concentrações fibras/cc de ar nos postos de trabalho.
  11. 11. População de EstudoMineraçãoBahia - Poções mina de São FélixGoiás – Minaçumina de Canabrava
  12. 12. MÉTODO - População de Estudo N = 4220PERÍODO LOCAL EXPOSIÇÃO Concentração CENÁRIOSAdmissão Fibras/cc1940-1967 Poções-BA Crisotila/ > 20 f/cc* Fechamento da N = 195 Tremolita Mina em 19671968-1980 Minaçu-GO Crisotila > 20 a 2 f/cc* 1977 - Início da N = 3021 implementação do controle da exposiçãoApós 1980 Minaçu-GO Crisotila 2 até 0,1 f/cc Controle da N = 1004 exposição * Kitamura S, et al. Criteria to estimate the overall exposure to asbestos fibers among asbestos mining workers in Brazil [abstract]. Proceedings of the International Conference on Occupational and Environmental Health in the Chemical Industry. Vienna, Austria, 1999.
  13. 13. AGENTEAsbesto Serpentinito – Crisotila Asbesto Anfibólio – CrocidolitaAsbesto Branco 3MgOSiO2H2O Asbesto Azul - Na2OFe2O3FeOSiO2 Anfibólios efeito toxicológico 500 vezes maior que o crisotila em relação ao mesotelioma (IARC, 2004)
  14. 14. População de EstudoMina de São Félix – Poções – Bahia - Década 1950
  15. 15. População de EstudoMina Cana Brava – Minaçu – Goiás - Década 1970
  16. 16. População de EstudoMina de Canabrava – Minaçu – Goiás – Década 1990
  17. 17. PROJETO ASBESTO “Estudo longitudinal de expostos ao asbesto na mineração: 1940 a 2010” MÉTODO:• Avaliação Clínica• Raio X e Tomografia Computadorizada do Tórax• Função Pulmonar
  18. 18. PROJETO ASBESTO “Estudo longitudinal de expostos ao asbesto na mineração: 1940 a 2010” MÉTODO:• Avaliação da concentração de fibras/cc de ar nos postos de trabalho por microscopia óptica de contraste de fase. ABNT – NBR 13158/94• Avaliação Mineralógica – Identificação do tipo de fibra de asbesto no corpo do minério (IPT)
  19. 19. Método:Avaliação da ExposiçãoMedição da concentração de fibras/cc
  20. 20. ASBESTOSE% Asbestose 0,0% 16/195 48/3021 0/1004 1940-1967 1968-1980 >1980
  21. 21. PLACAS PLEURAIS% Placas Pleurais 74/195 2/1004 81/3021 1940-1967 1968-1980 >1980
  22. 22. PROJETO ASBESTO- Resultados FASE I FASE II 1997- 2000 2007 - 2010Câncer de Pulmão Nº Casos Nº Casos Morbidade 3 6 Mortalidade 4 - Mesotelioma Mortalidade 1 - Neste estudo, não obtivemos dados suficientes dos fatores contribuintes para: - estabelecimento do nexo causal - e o seu grau de participação como determinantes da doença neoplásica, em todos os casos
  23. 23. PROJETO ASBESTO RESULTADOS  Avaliação da concentração de fibras/cc de ar nos postos de trabalho• As medições das concentrações de fibras, realizadas na Fase II, do projeto revelaram valores abaixo de 0,1 f/cc variando entre 0,0009 e 0,0869 f/cc.
  24. 24. PROJETO ASBESTO RESULTADOS  Avaliação Mineralógica Nas amostras minerais analisadas foramencontradas apenas fibras de crisotila, nãosendo identificado anfibólio asbestiforme.
  25. 25. PROJETO ASBESTO “Estudo longitudinal de expostos ao asbesto na mineração: 1940 a 2010” DISCUSSÃO – I- Após a implementação de medidas de proteção coletiva em 1980: Redução da ocorrência das doenças relacionadas com a exposição ao asbesto, quando comparada com os grupos anteriores.
  26. 26. PROJETO ASBESTO “Estudo longitudinal de expostos ao asbesto na mineração: 1940 a 2010” DISCUSSÃO – II- Período de observação de 30 anos – 1980 a 2010 Exposição apenas ao asbesto crisotila; Baixos níveis de fibras/cc de ar – 2,0 a 0,1 f/cc; Não foram observadas alterações pulmonares relacionadas com a exposição ao asbesto; foram identificados 2 casos de placas pleurais- Estudo epidemiológico longitudinal mais abrangente já realizado em nosso meio
  27. 27. PROJETO ASBESTO “Estudo longitudinal de expostos ao asbesto na mineração: 1940 a 2010” CONCLUSÕESOs resultados destes estudos indicam que:- Exposição apenas ao crisotila- Baixas concentrações de fibras/cc de arResultou na redução significativa donúmero de casos de asbestose e placaspleurais em trabalhadores expostos aoasbesto na atividade da mineração.
  28. 28. Obrigado!

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